🔴AULIVE: CIÊNCIA SOCIAL É CIÊNCIA! TEM QUE TER METODOLOGIA ADEQUADA À TEORIA
29/07/2026
🔴AULIVE: CIÊNCIA SOCIAL É CIÊNCIA! TEM QUE TER METODOLOGIA ADEQUADA À TEORIA
pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] Bom dia, tudo bem? >> Como é que vocês estão? Chegamos aqui. Ai, que dia bom. Tudo em paz com vocês? Como é que vocês estão aí? Ah, o som tá bom? Tá muito alto? Tá baixinho, tá agradável? Comecemos. Ai, ai, ai. Pera aí. Preciso de café. A essa hora da madrugada a vida não tá fácil, não mesmo, mas já estamos aqui. Bom dia, meu povo. Bom dia, querido Rubens. Traga o seu cafezinho também. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Descrito Borduna. Vamos, vamos campear o chat até começar. Então, faça um acampamento. Prepara-te aí com a sua barraquinha cobertores e bora. Que querido. Fazer o watch. Fazer o quê? Que ia ser fazer o watch? Ele disse 2 minutos. Sim, tivemos um atraso de 2 minutos. Pontualidade não tá sendo forte, não é? Bom dia, querido fazer. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Um excelente dia para nós. [roncando] O som tá bom? Tá aprasível aos vossos ouvidos? Espero que sim. E diz que fazer o ótimo. Rubens Borduna. Ele mistrou o Rubens com Borduna. Bom dia, Gustavo. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que um excelente café para você. Ah, excelente. Bom dia. Bom dia. Bom dia. E diz que do bordurão fazer para fazer o ótimo. Bom dia para nós. Para nós. Para nós. Para nós. Vamos lá. Vamos lá que hoje tem papo bom. E se você tá chegando aqui pela primeira vez no nosso canalzinho, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda, muito bem-vinda. Aqui a primeira igreja barista do YouTube. Sim, aqui apreciamos consideravelmente o café e somos bastante inclusivos com outras pessoas que não apreciam o café. Você também é bem-vindo. Caso você não tome café, não tem problema algum. do modo considere ser membro, membra, membre, membrezinha aqui do nosso canalzinho, que é um canal pequeno, como vocês podem perceber, mas que se mantém de maneira fiel e resistente graças à pessoas que se tornam membros, membros e membres aí nos ajudam aí a pagar o Streamyard e quem sabe também uma conta de luz, conta de interneta, não é? Mas Streamyard, como vocês podem ver, a gente não tá conseguindo pagar. Opa, tá aqui. Então, em breve, quem sabe a gente volta a conseguir pagar esse bagulho. Mas se tornem membro, membra, membre ou se tiver sobrando uma merreca aí, manda o Pix para este que está passando aqui debaixo da tela. Inclusive este e-mail que você está passando aqui debaixo da tela, você pode depois se tornar membro, membro, membresia aqui do nosso canal, mandar pra gente o seu nickname [música] aqui do YouTube, assim como o seu número de celular para entrar no nosso grupo do WhatsApp exclusivo para você e para todas as outras pessoas que também fazem parte da Igreja Barista. Um grupo do WhatsApp muito bacana, saudável, uma comunidade muito gentil e educada que faz debates cordiais. Então você tá convidado também para colar por lá, além de curtir esse vídeo, comentar para engajar, espalhar a palavra por aí. Se você faz parte da nossa membezia, tem acesso a conteúdos exclusivos para você e para todas as outras pessoas que também são parte da membia, como o nosso curso de evangélicos e política no Brasil, Marx e Religião, como fazer o seu projeto de pesquisa, filosofia latino-americana e mais um monte de outra coisa. Tem bastante curso além da nossa rádio critic e coisas mais eh como vídeos discutindo temas específicos que são bem bacanas. Tem tem hora para caramba aí para vocês brincarem de maratonar e não são poucas coisas e nem com pouco conteúdo e nem pouca complexidade, então dá para ficar bastante tempo por aqui. Beleza, meu povo, acho que consegui fazer o convitinho. Convidem mais pessoas para estar aqui assistindo conosco. Discrito Borduna. Campear é gíria de gamer. É, eu não sou gamer, esse é um problema. Aquele safado que fica paradinho aguardando os desavisados. Bem odiado. Aliás. Ah, isso no futebol nós chamamos de banheira, né? Aquele maluco que fica lá na frente fingindo quer nada com nada, segurando o atacante, piriri pororó. Se for na vársia não tem impedimento, né? Se for, olha isso, na vária tem, mas se for um joguinho aí amistoso de churrasco, não tem impedimento, ele fica lá na banheira. Nossa, que cara agradável. A bola de repente pinga lá ele p o guarda dele ou perde e deixa todos com raiva. Eis a vida, não é? Deixa eu compartilhar o link aqui que eu esqueci de mandar para nosso povo hoje de manhã, tá? Minha vida tá bem ativa esses dias. É aula para lá, aula para cá, curso para lá, curso para cá, trabalho no CLT. Ih, Jesus Cristo. Que é bom, né? Porque paga as contas, mas é ruim do lado que eu tô completamente perdido. Mas a gente vai sobreviver. Deixa eu mandar aqui pro nosso pueblo. Uhum. Acho que foi. É, foi. Diz querido fazer o watch. Bom dia, Bruno. Ao vivo. Bom dia, querido fazer o watch. Ao vivo, ao vivo, ao vivo. Diz, querido Thaago. Bom dia a todos baristas e não baristas da América Latina. Bom dia, querido Thago. A todas as pessoas aí adeptas ao barismo e aquelas que também não são, mas estão aqui por nós, estão aqui com a gente, seguem o papo. Bom dia, querido Kevin. Como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Um excelente dia para nós. Era tava precisando de café. Ontem meu dia terminou tarde. Muita coisa para fazer, aula para dar. É aquela aulinha que a gente ser convidado para participar e você pensa: "Pô, vai ler uma horinha e meia ali e tal". Não, mas a gente gosta do que a gente faz, a gente se empolga, a gente curte, o clima tá gostoso, tá agradável, vai quase 3 horas de papo. Então é isa, né? Bom dia, querido Gabriel que nos diz buenas, buenas, buenos dias, querido Gabrielas. Buenos días, Gabriel, compa Gabriel deseo que todo con [risadas] Ah, meu povo, hoje nós vamos aqui um behind the scenes, por trás das câmeras teórico. Nós vamos fazer um bastidores teórico, porque eu vou apresentar para vocês em primeira mão uma teoria social saída do forno ou saindo do forno e isso lendo um textinho bacana. Então, cá estamos, cá estamos, cá estamos. Deixa eu abrir o meu textinho e preparar o behind the scenes e talvez hoje tenha tenha que fazer desenhos também. Então isso foi uma coisa que eu planejei mais ou menos. Não foi tão bem organizado meu planejamento, mas talvez eu faça desenhos com vocês para poder ficar mais claro. Aí texto aberto. Pera aí. Tá travando para vocês minha interna? Meu computador não tá lá essas coisas. Acho que não, né? Acho que deu. Ai, ai, ai, ai. Deixa eu pegar um trem aqui antes de qualquer coisa. Tava aqui no clima penteca de áudio musical no fundo. O som tá bom para vocês ou tá ruim? Tá muito pesado, tá muito alto. Só para eu me organizar aqui, porque daqui a pouco começo a me empolgar, vai ficar alto demais. [roncando] Tá bom. >> [música] >> O som tá bom. O som tá bom. Então, se o som tá bom, tá tudo ótimo. Quando em som tá bom, me lembra que eu preciso trazer mais músicas para cá que eu esqueci de trazer. Temos musiquinhas excelentes a nossa, exclusivas, inclusive para mim Brezia atualmente, né? Músicas educativas e músicas críticas. Então, vamos lá. separar aqui. Pronto. Minha cola. Hoje eu quero dar um um behind theos legal aqui por trás das câmeras totalmente excelente. Bom, seguinte, ontem saiu na revista Zelota, revista qual eu faço parte enquanto editor ou na verdade nem não sei se é editor ou parte do conselho editorial ali da Zelotas. Aí o nosso artigo que na verdade é o quinto conteúdo em texto sobre essa temática. E aí eu queria compartilhar com vocês, tá bom? Ver, cadê? Cadê que o título do artigo é fascismo como religião e eleições em 2026? No caso, fascismo como religião é uma brincadeira que faço com a expressão de Walter Benjamin, capitalismo como religião. E é obviamente que não estamos falando necessariamente de religião. O que nos interessa é outra coisa. Senão, senão, senão, senão, senão, senim, senão, senão, sen entender um fenômeno específico da realidade brasileira, que é o bolsonarismo. Mas aí o o termo eu fui mantendo, fui utilizando e parece que ele tem tido sentido. E eu uso isso aí desde 2018, né? Meu primeiro artigo, fascismo como religião, foi em 2018. Fascismo como religião e eleições de 2018. Depois tem o fascismo como religião e eleições de 2022. E agora em 2026 o inimigo agora é outro, né? Então [risadas] são muitos volumes, muitas versões, mas foi uma um aprimoramento de intuições que eu tive que foram hipóteses, se tornaram hipóteses e essas hipóteses passam a ser testadas e agora ela tá mais robusta, o que auxilia também a compreender um certo uma certa metodologia que eu tô utilizando. E eu queria hoje, na verdade, discutir a metodologia com vocês, que é uma teoria social adequada, porque o tema do nosso papo aqui é teoria social, né? O tema da nossa live é exatamente teoria social, é a gente entender ciência social enquanto ciência e como ciência. Fico cada vez mais triste, mais triste em saber que as pessoas não estão levando a sério a ciência social enquanto ciência. Vira opologia, vira achismo, vira preferências por correntes ideológicas e não ciência. Tem que fazer ciência que somos defensores da ciência. Totalmente defensores da ciência. Dulson. Tá bom. Descrito, Kevin. Discrito Gustavo. Parte do Conselho Editorial. Cuidado para não rachar igual no trampo do CLT. [risadas] Não, não. E não corre esse risco. Totalmente zero risco. Nossa, nenhum risco. É tudo voluntário. A gente é tudo maluco. Faz por conta. Ninguém recebe nada para fazer o que a gente faz. Diz que do Guilherme. Bom. Dia honoráveis baristas, bom dia querido Guilherme. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Faça como o Guilherme seja minha bresia aqui do nosso canalzinho. Diz que Kevin, o inimigo agora é outro, mas com o mesmo sobrenome. Ex. Então, mais ou menos. Sim e não. Quem sabe talvez. Muito boa referência, mas não é bem isso. O inimigo talvez realmente seja outro. [risadas] Diz Guilherme, agora mais ciência e mais social. Exato. [risadas] Precisamos de mais ciência e mais social, né? É triste demais, cara. O pior é que nesse trocadilho dá para brincar com bastante coisa, né? Porque a ciência produzida na a ciência social produzida no ambiente universitário e acadêmico, dadas as regras, estruturas que ele tem, se torna uma ciência individual, social, né? Que se faz uma pesquisa, é, cada pesquisador por si, né? São poucas pesquisas articuladas entre pesquisadores, com coletivos, com estrutura bem desenvolvida, né? Fica cada um fazendo seu trabalho em acadêmico lá e tal. É uma coisa que eu tenho muito problema com a universidade que a gente tem. Nossa universidade ela é muito liberal, muito liberal. A pesquisa ela é baseada em indivíduos notáveis, né? Triste demais. Diz querido Gustavo, ciências sociais em conta ciência, positivismo. É, tem gente que vai chamar disso. Eu vou chamar de bom senso, né? Cara, ciên social, meu amigo. Ah, não, mas tem não sei o quê. Inclusive, eu vou, ainda não estou preparado para isso. Preciso, deixa eu ajeitar minha câmera aqui que eu tô incomodado com ela. Deixa eu me ajeitar também. Ainda não tenho elementos suficientes para fazer o que eu vou falar aqui, que eu nesse pequeno comentário provocativo que eu vou fazer. Mas digo o seguinte, acho que vou entrar pro jogo de ofender gratuitamente a antropologia e tentar desmontá-la enquanto parte das ciências sociais. Eu tô tentado a entrar na empreitada de começar a destituir o caráter científico dessa área aí, porque eu tô ficando cada vez mais irritado com o que se produz em antropologia. Todo dia mais irritado. Diz que fazer o ótimo. Ciências sociais tem dois problemas. Um é ciência, dois é social. [risadas] É dois pequenos problemas, né? Um é ciência e o outro é social. É, mas vai funcionar. Diz que do Guilherme, manifesto contra ciências antisociais. Cara, isso seria um excelente nome para um trocadilho divertido. Porque, cara, mas vocês já pensaram a a o tipo de produção científica que a gente tem, acadêmica, ela te isola, né? Você vira um notável. É muito mais fácil, acho que em ciências abre aspas duras, né, empíricas, eh, das chamadas exatas, a gente ter um tipo de trabalho mais coletivo e coordenado do que nas ciências sociais. Ciências sociais, a gente se acostumou cada um fazer seu livrinho, né? Triste. Nossa, eu acho muito triste. Tudo bem, tudo bem. Diz que Gabriel, apoio apoia provavelmente a destituição das da antropologia, né? Não tenho ainda estofo para, mas tô tentado buscar uma briga em glória aí. O G tem material para bater em antropologia. Aí, rapaz, se a gente juntar aqui, a gente faz um megazor de antiantropológico assim. Diz, querido Gabriel, fora Grabber. Fora agora minha dúvida é se fora Grabber é fora, tipo, cai fora Grabber ou fora Grabber é que a gente tá excetuando o Grabber. Inclusive o Grabber tem um aí eu terei que concordar que ele tem um excelente texto ante coisas piores, tipoario. Guilherme, você tá dizendo que é mais comum virar um guru nas ciências sociais do que nas duras? Sim. Você não fica vendo aí tirando quem se autodenomina engenheiro ou nasceu com o nome de engenheiro no RG, tal qual engenheiro Léo, né? Tirando recifado, é difícil você ver o pessoal desse o engenheiro bioquímico que vira o grande ícone da Não, que o pessoal fica ouvindo lá de de Não tem não tem. É mais fácil ele virar Uber, né, do que virar guru. Então não parece que é isso. Parece que é isso. É difícil virar guru nas redes sociais você fazendo ciências duras. [risadas] Nas sociais é mais fácil. Mais fácil. Faz sentido, hein? Temos aí um trabalho a ser feito. É mais fácil você virar. Diz querido Guilherme, se for um engenheiro social, a ilha é chinês, né? A China tem engenheiros sociais excelentes que trabalham aos milhares, milhões, na verdade, e a gente nem conhece. Eles ficam lá fazendo planejamento social o dia inteiro. Então, e a gente não sabe nome de nenhum deles por fatores, inclusive porque trabalha em coletivo. Faz diferença. Você ver, né? O que não trabalha em coletivo, que dá aula no na escola se autogravando lá, é maluco. Vocês sabem de que eu tô falando, né? Aquele conspiracionista maluco lá que tem gente que leva sério. Diz que Gabriel, fora de tirar até hoje, eu fico triste com que despertar de tudo é o sapiens de esquerda. [risadas] É, mas é melhor do que o sapiens. É um antiar excelente. Aí aí tem um papel social importante que o pessoal parar de cair naquela bobagem do Harari, né? Meu pai amado. Ele é e ele escreve tão de maneira tão encantadora, né? É gostoso de ler os livros do Harari, mas é uma porcaria. Bom de ler, ruim de texto, ruim de conteúdo, ruim de ciência. A vida tem dessas coisas. A vida tem dessas coisas que é uma delícia que, aliás, é uma prática, mas além da gente acabar com a prática do da pesquisa solitária, né? Algo que a gente teria que acabar, mais uma coisa pra gente acabar hoje aqui, tá? as pautas para acabar com a universidade. Outra outra pauta importante pra gente acabar, a gente parar de fazer, achar que o texto que você produziu na sua pesquisa de doutorado é o que você tem que publicar como livro, né? Não, uma coisa é o trabalho científico, outra eu trabalho de divulgação. O teu texto que você vai publicar não pode ser o mesmo mesmo da pesquisa do doutorado, tem que ser um texto de divulgação. Mas isso assim ou do mestrado, né? fala, não faça com arrependimento de ter publicado o meu do mestrado cru tal qual ele tava, né? Não, ele tem que ser um texto, virar um texto de divulgação. Você tem que divulgar, é outra coisa. Lá na gringa eles fazem isso. Harari tem uma pesquisa e aí ele divulga o livrinho lá, porque ele pesquisou, ele divulga, assim como outros autores fazem isso, né? E aí o texto de divulgação é muito mais agradável, palatável, ele é menos preocupado com excesso de rigor, piriri, pororó, de 300 bilhões de de citações, estruturas gramaticais complexas para poder ajudar a divulgar a ideia. A gente deveria adotar isso também. Sou a favor. Sou a favor. Sou o defensor dessa ideia. Acabar com a pesquisa solitária e diferenciar o texto de divulgação do texto de pesquisa. Inclusive, vou me apoiar aqui com com recurso de de argumento de autoridade. Já dizia Marx, uma coisa é o método de investigação e outra é o método de exposição. Então fica aí a dica. Desido, fazer o que você está elogiando do Ze? Várias coisas eu elogio. Eu elogio pragmatismo. Pragmatismo é uma coisa importante de se considerar. Eh, eu elogio a capacidade de se contentar com qualquer porcaria, né? Assim, eles assistem duas pessoas eh arremessando bolas de três e ficam felizes no basquete, [roncando] no campeonato aleatório. Não tem nada de legal nisso, mas eles ficam satisfeitos com isso. E também elogio essa ideia da divulgação diferente da da pesquisa. Eles são coisas interessantes. Diria, Gustavo. Pior que o monólogo baseado em Harari da Vera Host é muito bom, cara. Nunca vi, ó. Deveria ver. Caramba, tem um monólogo baseado no Harari. Esse homem tá transcendendo fronteiras mesmo. Diz que Gustavo, se tiver nova turnê e vocês puderem ir, vão. Iremos, iremos, teremos que ir. Agora temos um dever, né? Temos uma missão. Ai ai. Mas deixa eu abrir o meu textinho. Cara, o texto ficou bem legal, modestia a parte. Como disse nosso querido Gustavo, que cá comentou, para quem já segue o canalzinho, o conteúdo não tem nenhuma grande novidade, porque a gente já trabalha ele há muito tempo, né? A gente já apresentou aqui as ideias centrais várias vezes, mas hoje é o behind the scenes, né? é o vamos estruturar aqui uma conversa sobre método, sobre metodologia para escrever esse conteúdo. Então, a gente vai lendo e comentando o que foi pensado para chegar aí, caminhos tomados para chegar aí, né? Então, deixa eu pegar aqui ciência social, minha gente. Aulinha de ciência social, fundamental, hein? Aulinha de ciência social. Um negócio importante. O texto, deixa eu já pegar aqui para quem não tiver no chat e não viu, você pode salvar o link aí e ver depois, tá? Aí, ó. Testinho da revista Zelota. Revista Zelota, na qual eu pude contribuir aí com esse textinho. E o textinho que segue aí um papo que a gente já tem há um tempo, né? Então, fascismo como região e eleições em 2026. revistas revista Zelota muito bem editorada e organizada. Eu gosto particularmente de como o nosso trabalhinho é feito. E veja aqui, né, logo no início já tem aqui a a como é que é que fala? O a linha fina. Explicando bem. Pesquisas de intenção de voto em 2026 demonstram fragmentação do apoio evangélico a Flávio Bolsonaro. O que significa que no núcleo evangélico até então muito forte o apoio aos Bolsonaros. Nós temos uma fragmentação agora, o apoio ao seu herdeiro biológico, mas não carismático, né? Como já dizia Max Weber, carisma não se transfere. Ou você tem ou você não tem. E o nosso querido lá tem o carisma de uma um piso de taco que range, né? Então não vai ser bom. Mas manutenção de hegemonia conservadora nas denominações, apesar da fragmentação, portanto, apesar da fragmentação, portanto, isso não significa que a esquerda está crescendo entre evangélicos. Só significa que a fragmentação na representação, Eita, tá tudo bem aí, criança? Ah, representação política, né? Na representação eh no executivo foi fragmentada, não o apoio conservador das denominações. Conservadorismo segue hegemonizado. Ah, Bruno, mas isso é uma obviidade. O óbvio também precisa ser explicado, minha gente, explicado. Que aí vem um ponto importante da ciência social, né? Que que a ciência social deve fazer? Ela tem que descrever fenômenos. Não, não. Ela precisa encontrar as causas, as relações causais. Ou ainda, como diria Barbudo Marcos, os nexos causais entre as diferentes determinações que fundamentam um determinado problema, objeto, fenômeno da realidade social, nexos causais. Se a ciência social praticada não apresenta nexos causais, não cria um quadro dentro de uma totalidade explicando o processo, ela só descreve. Ela não é ciência social, ela é descrição. Desculpa, por isso que eu tenho raiva de boa parte da produção antropológica realizada. Ela é meramente descritiva. E aí, meus amigos, boa sorte. Escreve romance, descreve personagem, escreve qualquer outra coisa. Escrito Gustavo, o nome da peça é sapiens original. baseado em sapiens. Você é fazer uma peça sapiens. Vou procurar quando se tiver nova torneia, teremos que buscar. Bom dia, querido Juan Gabriel que diz: "Bom dia, Bruno Don Dreams. It's over, rapaz". Ah, tá. Referência musical. Agora entendi. [risadas] Ai, querido Juan Gabriel, você está inovando, você tá quebrando barreiras, superando fronteiras e obstáculos. Bom dia, meu querido. Espero que você esteja bem. Dizquido do Borduna. Mas é aquela dancinha supimpa de uma lombriga que o Flávio faz, não significa nada, não. Não é só um boneco de posto não inflado totalmente, né? Desinflado. E fica aqui meio bomba. É um boneco de posto meia bomba. E aquilo ali diz que do Cléber. Bom dia. Bom dia, Cléber Lauer. Tudo bem com você? Espero e desejo que sim. Hoje nós estamos falando aí sobre ciência social adequada ou minimamente adequada. Agora [risadas] retomando aqui o querido Juan Gabriel, ele, você me lembrou, cara, semana passada eu tava no quilombo e aí chegou um camarada lá que é um dos estudantes e a gente se encontrou antes da aula e a gente trocando ideia, tal, ele olhou para mim, ele me viu, ele falou: "Fiquei a semana inteira com negó na cabeça." Falei: "O quê?" E ele olhou para mim e falou: "Bruno, he". [risadas] Ele ficou cantando isso. He down. [risadas] Ai, meu Deus do céu. Aí ele depois me deu um que era era eh hei tal, hei tal, hei tal, hei tal. E toda hora ficava fazendo isso. Bruno, he vida, né? A vida de que do Guilherme, esse problema da descrição me lembra o problema do jornalismo declaratório. Jornalismo só dá voz, abre aspas de graça, fecha aspas e não ajuda ninguém a entender a melhor realidade, eh, melhora, melhorar a realidade social. Ex. Entender melhor a realidade social. Perdão, meu cérebro tá um pouco acelerado, minha lindinha. Exatamente isso. Exatamente isso, querido Guilherme. Inclusive, é o meu problema com a aparente produção teórica, aparente produção teórica do Juliano Spyer sobre evangélicos, né? Que inclusive te agradeço por ter mandado aquela a a a reportagem da Folha, né, que é aquela reportagem camarada, né, porque quem fez foi a Baloci lá, como é que é o nome dela? Ana Valuci é nome difícil que é da Folha também. Eles são amigos e trabalham juntos. Então um escreve artigo pro outro, né? Ela escreveu um artigo sobre o novo livro do Juliano Spire para divulgar ele. E obrigado por me mandar isso, porque aquilo ali é o exemplo de um tipo de trabalho que é meramente descritivo, não tem ciência alguma alguma e tem um total de zero contribuição para discutir o tema, a questão religiosa no Brasil. zero, especialmente sobre evangélicos, zero zero, zero zero. É uma porcaria. E cada novo trabalho que ele lança fica pior, porque fica mais óbvio isso, né? Qual que qual que é o o conceito? Qual é a inovação, qual é o a explicação causal? Qual é a contribuição científica do trabalho do cara? Nenhuma. É zero. É zero. Deixa eu ver se já tá aberto paraa gente poder ler o artigo. Se tiver, eu vou até mostrar para vocês. Hum. Eu não sei se tá aberto já, porque se tiver eu vou ficar muito feliz. Ah, não tá. Aí a gente não pode ler, né? Ai, eu odeio quem fica botando esses payall aí, desgraça. Mas é, cara, é horrível. É horrível. É. E aí ele ele só ele descreve coisas coisas óbvias e aí ele computa um espaço por outros fatores que eu vou tentar não ser processado, mas é uma produção ruim do ponto de vista científico, é uma porcaria, não contribui para nada, não inova em nada, não traz nada. Ele descreve uma experiência que ele teve e a partir dessa descrição ele descreve mais descrições descriçosas e é horrível. É horrível. Aí o que aparentemente ele tá chamando como novos conceitos ou apontamentos é uma tristeza da tristeza da nada. Eh, você vê, né? Ele trouxe lá como um dos conceitos. É que eu não vou poder abrir aqui porque tem esse hi paywall, porcaria de pay, mas o ele trouxe um um conceito, né? Milagre sociológico. Olha que que que que que olha que coisa explica milagre sociológico para explicar o fato de que no ambiente da igreja evangélica as pessoas empobrecidas tem aulas de leitura a partir da Bíblia ali nas escolas bíblicas dominicais. Então, olha, um milagre sociológico que para mim é simplesmente um cara de classe média descobrindo que o pobre sobrevive e se vira, né? Basicamente isso. Nossa, que incrível. As pessoas pobres aqui, empobrecidas, lascadas, elas são capazes de ler e de se virar. E ó, ah, mano, olha que incrível, incrível. É. E ele vira pros amigos que são jornalistas também da Folha e fazem o famoso >> Tá tudo bem. O E eles viram pro pros amigos são jornalistas tanto e um explica pro outro. Olha que incrível os pobres sobrevivendo. Olha que incrível no meio dessa pobreza, dessa bagaceira, essas pessoas incapazes, se tornando capazes, coisas assim, sabe? É ridículo, cara. Desculpa, mas aí com um jeito bonitinho, né? Que parece que ele tá fazendo um grande elogio, mas é uma descrição de fenômenos. E descrição não é ciência, não é ciência. Diz que do Juan Gabriel, coloca a música pro pessoal entender o final. Só o refrão. Não vou poder, perdão, [risadas] mas agora o pessoal ter uma missão, né? Tem que buscar. Disquo Guilherme, não sabia disso, mas só reforço o que a gente falou. As fronteiras entre jornalismo e publicidade estão mais superficiais que nunca. Perfeitamente. E aí a descrição que ele faz naturaliza conservadorismo. Então, os evangélicos são conservadores por natureza, né? Sim. Eh, naturaliza e aí foca os aparentes benefícios da igreja sem considerar o como esses benefícios trazidos pela igreja se alimentam dos malefícios das estruturas sociais, porque vira meramente descritivo. Então, você não tem prognóstico, você não tem um um bom diagnóstico no sentido explicativo das coisas, você tem descrição. Ah, mano, para mim não dá. Diz que Gabriel, calma lá. contribui sim para criar o estereótipo da dona Maria evangélica metafórica. É isso, isso, isso é real. Você pode criar o o Pera aí, você pode criar o a dona Maria metafórica. Isso é perfeitamente possível. Perfeitamente possível. Diz o querido Thiago: "Usa sem o paywall". Mas eu não tenho como usar sem pay. Eu não sei usar o sem pay. Sou uma pessoa incapaz de fazer isso. Diz querido Guilherme, a gente até esquece que existe ciência ou deveria existir por trás do jornalismo também. Exato. Excelente. Diz, querido fazer watch remove pay. Vocês são muito hackers. Eu sou incapaz. Milagre antisocial. Exatamente. Milagre social. Milagre social. Diz que do Gabriel, mas eu acho que esse é um problema em todos os cursos profissionais liberais, Guilherme. Ah, com certeza. descrição aparece como foram. Muito bem-vindo novamente trazendo seu membro, querido Guilherme Magalhães. Muito bem-vindo de volta aqui. Tá na é como é que é? É barista uma vez, é barista pro resto da vida. Tamos junto. [risadas] Mas é isso, cara. O o pessoal traz traz esse tipo de explicação que na verdade não é explicação, conceito que não é conceito, descrição que não é para não é descrição e sem nenhuma explicação causal, nenhum nenhuma, não encontra nenhuma relação que compreenda porque esse fenômeno se dá de tal maneira. É uma porcaria, com todo respeito. Ai que triste. Diz que do fazer watch Guilherme mostrou o membro. É, ele é novo membro. Novo membro é uma coisa complicada. Significa que você tinha um velho membro. Eu agora novo mesmo. Mas a vida, né? Ah, o Spire para mim, eu até hoje não entendo. As pessoas levam a sério, quer dizer, não posso ser processado. Não posso dizer o que eu acho no sentido do porque que aquilo tem relevância social aparente. Mas vamos lá. Oo texto, né? A proposta desse artigo é dar continuidade a uma discussão iniciada em 2018, ou seja, já faz um tempinho que a gente tá trampando com isso aí, com o lançamento da candidatura de Jair Messias Bolsonaro. A hipótese inicial desse debate foi trabalhada, primeiramente no artigo fascismo como religião e eleições em 2018, então publicada pela revista Analéctica, que é uma revista argentino-amexicana. 4 anos mais tarde foi publicado pela revista Zeloto o artigo Fascismo como Religião e eleições em 2022, né? Seguimos aí as nossas hipóteses de trabalho de pesquisa levantada anteriormente. Ela foi ampliada e aperfeiçoada na análise do fenômeno chamado, abre aspas, voto evangélico antes do pleito. Então, esse fascismo como religião e eleições em 2022 é um artigo que depois vocês podem dar uma futucada que a gente escreveu antes das eleições, né, fazendo já uma análise do que tava acontecendo em prognósticos do que aconteceria durante as eleições, focando o chamado voto evangélico, entre aspas. E depois a gente, no mesmo ano, após a vitória de Luís Inácio Lula da Silva faz o L, os prognósticos foram eh feitos, foram avaliados criticamente num outro artigo, né, que é no Vale de Lágrimas entre a política e a religião, também publicado pela Zelota. Depois que passou as eleições, a gente teve um um uma revisão, né, do nosso texto, do nosso conteúdo, em que a gente foi dar uma olhada no que a gente tinha escrito pós eleições e confirmar aquilo que a gente já tinha comentado. Então, também é um passo importante para você aperfeiçoar sua metodologia. Nesse sentido, a argumentação não parte de uma opinião fortuita, uma análise de conjuntura imediatista ou fragmentada, senão que expressa um movimento contínuo de observação de um fenômeno a médio prazo, com fio condutor coerente e que busca manter certo rigor teórico e metodológico. Metodologia importa. Metodologia. Preciso dessa, desse dessa musiquinha assim, metodologia. Toda vez que a gente fala sobre metodologia, porque ela importa. Metodologia importa. Levem a sério, métodos. Os métodos importam, vidas também. Desse modo, para apresentar um prognóstico inicial dos evangélicos nas eleições de 2026 ou do chamado, abre aspas, voto evangélico e sua relação com o movimento que cotidianamente foi denominado, abrepas bolsonarismo, é necessário primeiro fazer um apanhado de do conteúdo discutido nos artigos anteriores de modo sintético e articulado, assim como uma apresentação da metodologia que utilizamos em nossa análise. Em seguida, apresentarei cenários possíveis do eleitorado evangélico decorrentes dos apontamentos, né, que a gente fizer. Por fim, farei uma reflexão crítica sobre a desarticulação entre, e essa é a nossa resultado final da discussão, desarticulação entre a hegemonia conservadora vigente nas igrejas evangélicas e sua representação política. Há uma desarticulação entre esses dois âmbitos e isso nos interessa. É isso que nos interessa. Mas tudo isso para dizer, ó, a gente não tá fazendo aqui um um papo fortuito, né? Uma opologia desvairada. Aqui não é opologia desvairada. a gente tá tentando organizar minimamente um rigor, metodologia revista, hipóteses revistas durante a médio prazo, pra gente poder discutir um determinado fenômeno, no caso, voto evangélico, entre aspas, né? E a gente discute inclusive essa ideia de voto evangélico, porque na verdade é fazer o filtro de como o comportamento do das pessoas que são eleitoras e se autodenominam evangélicas, como ele se dá, né? E aí a gente percebe que chamar de voto evangélico no como um bloco é problemático. Mas o fato de eu dizer nem todo evangélico, que é uma coisa que acontece, né? O pessoal fala assim: "Ah, você não pode falar de voto evangélico, voto de cajado, não sei o quê, porque nem todo evangélico vota igual". Ah, parabéns, né? Nem todo corintiano vota igual. Nem todo católico vota igual. Nem todo homem vota igual. Nem toda mulher vota igual. Nem toda pessoa. Parabéns. Se é verdade para você quebrar o estereótipo, né? Dizer que nem todo mundo faz igual. OK. Se por um lado isso é verdade. Por outro isso não explica. Porque 70% dos evangélicos continuam votando na direita, extrema, direita, desde 2014. Você tem 70% desse grupo votando no mesmo lado. Faz, já perdi a conta de quantos anos? 12 anos. Faz 12 anos. É 12 anos que os caras vota do mesmo jeito, apoia o mesmo mesmo lado espectro político. 30% não significa que tem um padrão. Se você dizer nem todo evangélico não te explica nada, ele só funciona para quebrar estereótipos, né? fala: "Ah, não dá para dizer que é um voto igual, porque tem tem nuances. Odeio a palavra nuance, odeio profundamente. [roncando] Tem tem outra tem camadas rodeza, tem tem complexidades." É verdade, verdade, como qualquer grupo social. Mas isso, dizer isso para quebrar o estereótipo não me explica porque 70% aí continua fechado, né? num bloco. Eu preciso explicar isso, gente. Precisa meu E preciso entender as causas desse processo. Ciência, metodologia não é importante. Diz que Guilherme, o Gustavo tava tendo essa impressão lendo tal tecnofeudalismo. Se ele tiver aí ainda pode falar melhor. Eita nós. Qual das impressões será? Metod metodologia. Eu quero uma para viver. Exatamente. Pronto, precisamos de uma também. [risadas] De que Borduna? Parabéns. Quero uma medalha. É tipo isso, daquele jeito. É tipo isso. Legal, pô. Que bom que você falou isso. Mas agora, né? Meu meu Deus do céu. Diz querido Gustavo. Bruno oficialmente inimigo do bolo recheado e da massa folhada. Não, não, não, não sou contra isso. Não sou contra isso. Eu sou contra quem reduz o fato de você dizer que algo tem camadas. que algo tem complexidades, que isso resolve seu problema, não resolve seu problema. Você dizer que um bolo recheado não é como um bolo não recheado é uma mera descrição, um mero apontamento. Olha, o bolo recheado não é igual um bolo não recheado. Obrigado pela informação. [risadas] É basicamente isso. Inimigo do pudim desconstruído e da cebola. Pudim desconstruído é um pudim que deu errado, né? Assim, né, gente? Não tem segredo. O pudim ele não tem segredo, ele é uniforme, né? Se você desconstruir ele, na verdade é um pudim mal feito, mas tudo bem. Alguém um dia errou o pudim e deu isso. Diz que fazer watch deveria ser a lei. Se você eh se você fala que tem camadas, deveria se aprofundar. Justo. Falou tem camadas. Agora você vai ter que me apontar todas elas. [risadas] Tem tem nuances. Então você vai ter que me dizer todas. Nossa, descreva detalhadamente. [risadas] É lei agora. Sujeito a paulada. Vamos lá. O fascismo como religião. O que que a gente tá chamando disso, né? É importante ler esse parágrafo aqui. Em 2021 foi publicado o livro Fascismo como Religião. Quer dizer, entre os dois artigos, né, de 18 e 22, teve o livrinho em 21, que reunia outros artigos pela editora Padiu. Inclusive hoje à noite tem curso do último capítulo desse livro com o pessoal do CEBI, Minas Gerais. E este que vos fala vai dar a aulinha de hoje. Tamo junto. Nele a expressão fascismo como religião fazia alusão à expressão de Walter Benjamin sobre o capitalismo como religião, delimitando como fascismo a função ideológica de legitimação e justificação dos sacrifícios de vidas humanas para a manutenção da reprodução social em um movimento de políticas de eh um movimento político de massas reacionário. Então aqui é, na verdade, é o que a gente tá chamando de fascismo. E por que a gente tá brincando com essa ideia de fascismo como religião. O bolsonarismo nesse sentido, né, no sentido de ser um movimento de legitimação e justificação do sacrifício de vidas humanas para manutenção da ordem em um movimento de massas era fascista. E por sua vez encontrava nas instituições religiosas, agora vem um primeiro ponto, uma mediação para a coordenação de grupos mobilizados. O bolsonarismo, enquanto movimento fascista encontrou nas instituições religiosas um meio, uma mediação para a coordenação de grupos mobilizados. Os grupos já estavam mobilizados. E aí para sua atingir os seus objetivos, essas instituições tornam um meio para você já adquirir as estruturas necessárias para manter o seu movimento mobilizado, né? E formação de consenso de legitimação ideológica dos sacrifícios exigidos, né? Então, a as instituições religiosas desempenharam esse papel, que é isso que nos interessa, né? E aqui vem um primeiro ponto metodológico. Tomar as instituições religiosas como mediações necessárias para organização e manutenção da vida de comunidades no interior de uma determinada sociedade. É assim que a gente entende o que é uma igreja, o que é uma instituição religiosa. Que que é uma igreja? Que que é uma instituição religiosa? é uma mediação, é um meio, desempenho, um papel de meio de uma comunidade, um coletivo que se organiza para realizar os seus projetos. Só que você não tem como realizar projetos sem institucionalizar, sem organizar. Você precisa de um meio, uma ferramenta que torne possível a realização desse projeto. A ferramenta é a instituição igreja. E aí a a comunidade, esse coletivo vivo que vai tentar realizar os seus projetos, institucionaliza e organiza esse instrumento para torná-lo possível dentro de uma sociedade específica. Então, é uma instituição que se adequa à reprodução social, ao modo como uma sociedade se organiza e ela se adequa não para ficar só conformada, mas para também poder participar do jogo. As comunidades querem viver, querem produzir, reproduzir suas vidas em diferentes de diferentes maneiras. Se utilizam das instituições para permanecer em vida, para persistir dentro de uma sociedade específica. instituições enquanto meios para realização de projetos, mas dentro de uma sociedade. Essa sociedade, ela não tá fixa, nenhuma sociedade é fixa. As sociedades, elas se organizam produzindo e reproduzindo as condições para manter-se na história. Então, eu tenho que considerar essa reprodução social, uma sociedade que então se reproduz. Deixa eu até sair aqui da tela o texto. Eu tenho uma sociedade, uma totalidade social. Tô colocar ela no plano aqui e agora eu vou colocar ela de cima. E agora ela precisa se reproduzir, precisa girar, criar as condições para consumir no dia seguinte e voltar a funcionar. dentro dessa sociedade aqui, olhada no plano que a gente vai colocar aqui e fazer rodar, eu tenho diferentes instituições que vão desempenhando seus papéis para atender as necessidades de diferentes comunidades e ao mesmo tempo não se perder dentro dessa reprodução social. Então elas têm que se adequar a essa reprodução social. Pronto. Essa dinâmica é uma dinâmica fundamental para discutir qualquer estrutura institucional. No nosso caso aqui a gente tá olhando as igrejas, mas poderia ser qualquer outra. Então já é um primeiro passo metodológico importante, né? Então tem aqui instituição como mediação, instituição como mediação de uma comunidade viva que cria as condições para realizar seus projetos. Só que ela não cria no nada, ela cria dentro de uma totalidade social. Essa totalidade social, ela precisa se reproduzir. Então, ela tem a reprodução social como motor desse processo. E a instituição tá aqui no meio, vivendo as tensões da comunidade que quer realizar seus projetos e dessa reprodução social que exige certos limites para que essa instituição seja funcional, porque se ela começar a funcionar em desacordo com a reprodução social, ela entra em conflito e aí ela provavelmente vai ser suprimida ou pressionada por essa reprodução social. Então, ela tem que se adequar a essa dinâmica. Pronto, reprodução social, totalidade. E dentro dessa totalidade que se reproduz várias mediações que são meios, instituições para que a comunidades humanas, grupos humanos diferentes dentro dessa dentro dessa sociedade possam permanecer e realizar os seus projetos. Pô, isso aqui é a base de um de uma análise das instituições e das relações sociais que eu adoto e que eu tenho trabalhado. Por que é importante fazer isso? Para você explicar causas, não só fazer descrições. Explique as causas, traga os motivos desse trem, saca? Tudo bem? Então veja nessa frasezinha que a gente leu, né? Tomar as instituições religiosas como mediações necessárias para a organização eh da vida humana, de comunidades humanas, pô, isso aqui altera completamente como você vê uma igrejinha, ela não é mais só a igrejinha da garagem. Agora, você vê o papel institucional enquanto mediação que ela desempenha, só que ela não desempenha no nada, ela desempenha dentro de uma sociedade específica. essa sociedade se reproduz, tem a reprodução social como motor. A instituição, portanto, tem que se adequar a esta reprodução se ela quiser permanecer. E aí você tem várias contradições que vão surgir. A comunidade querendo realizar seus projetos, a instituição enquanto mediação que torna isso possível, mas não é uma instituição isolada do resto da vida e da humanidade, não. Ela tá inserida numa forma social específica. Então, ela tem que se adequar à reprodução social dessa forma. Pronto. E aí a gente vai ter essas dinâmicas que é o entender assim, entender assim é o que me auxilia, por exemplo, a discutir o porqu teologia da libertação enfraqueceu, né, que e o por os evangélicos, especialmente pentecostais, cresceram. Uma tava era uma religião, uma religiosidade, um movimento religioso que surge no interior do país, especialmente na luta de camponeses contra a modernização capitalista. E a outra surge nas periferias das cidades se adequando ao processo de modernização capitalista. As condições sociais desta forma social e suas transformações no modo de produção potencializam uma e enfraquecem as condições da outra. Pô, isso aí te dá explicação. Dizer a teologia da libertação enfraqueceu os evangélicos. Parabéns, isso é uma descrição. Aí você vai ouvir muitas vezes, e isso é muito comum em quem estuda a religião, falar assim: "A teologia da libertação escolheu os pobres, mas os pobres escolheram o pentecostalismo." Aí você fala: "Não, [risadas] não, porque aí aí não existe agência social, não existem condições históricas, não existe processo histórico." As pessoas estavam dormindo num dia, acordaram no outro e falaram: "Acho que eu vou deixar de ser católico, vou virar crente". E aí eles escão, pô. Entendeu? E aí não tem transformação de geração, não tem passagem do tempo, não tem condição histórica, não tem eh transformação na na demografia do país, não tem nada disso. É uma questão de preferência. O cara tava dormindo católico, acordou no dia seguinte, resolveu ser evangélico. Hum. E nem precisa ser marxista, tá? Para fazer isso. É só pegar Weber, se você quiser. Você não quer ser marxista, não tem problema. Pega Webber. Prefácio da ética protestante, espírito do capitalismo. Acho que o tema é construção do problema, apresentando problema, algo assim. E aí, tópico um, religião e estratificação social. [risadas] E aí vai falar: "Olha, tem gente que diz que a doutrina católica é mais afeita a a resiliência, a resignação e não querer ter coisas. E a doutrina protestante é mais materialista. Aí ele isso não explica nada e isso também não ajuda a entender nada. Seria a mesma coisa de você falar: "Ah, num dia o cara acredita nisso, o outro acredita no outro e resolveu mudar as coisas". Não, a Vber vai buscar o quê? A explicação na estratificação social [risadas] e aí vai começar a buscar outro tipo de explicação com agências mais interessantes. Mas tudo bem, metodologia, estudo, pesquisa, explicar os fenômenos. Você simplesmente se habituar a descrever fenômeno não te ajuda em nada. frase ai gente tem que pensar, gente. A gente, eu sei que é cansativo, eu sei que é chato, eu sei que isso não rende view no YouTube, eu sei que isso não dá dinheiro, mas pô velho, te ajuda teu cérebro rodando sem ficar lisinho, sabe? Você melhor. Diz querido fazer watch. É isso, é lógico que é isso. Diz querido Guilherme, justifique sua resposta. É B, tem que exigir a justificação de resposta. Bom dia, querido Guinho do O canal doguinho. O canal doguinho. Como é que você tá, Guinho? Tudo bem? Tô aqui na audiência, professor, no off, mas tô aqui, né? Tamo junto, tamos junto. Estamos junto. Obrigado pelo carinho. Diz que fazer o calma. Exatamente. Calma lá. Vai devagar. Diz que do Guilherme, esse tipo de explicação me lembra o Pedro Dória. Exatamente. [risadas] O o Pedro Dor ele vai pelo caminho do meio, né? Que é o Ai, meu Deus, o caminho que não explica nada. É o óculos que ele põe, né? É o óculos que você põe que Ai, que ódio. Diz querido Rubens. Bruno, eu quando você diz abre aspas reprodução social, você tá falando de reprodução social capitalista ou só a vida indo e vindo mesmo no geral? Tipo a reprodução do status qu? Muito boa pergunta, querido Rubens. E para respondê-la, vou abrir uma imagem. Pera aí. Quando nós falamos sobre reprodução social, deixa eu abrir aqui. Ah, deixa eu abrir um outro artigo meu aqui também publicado na Zelota, mas que ele tá com um gráficozinho que eu utilizei. Cadê o meu artigo? Não quero aqui o outro trem aqui. Aqui vou pegar aqui para vocês. Ah. Hum. Cadê o meu desenho aqui? Perdão aí pela qualidade estética, tá? É que eu não sei fazer coisas de maneira mais bonitinha. Não, não, não. Pera aí, deixa eu remover isso aqui. Ah, Bruno, quando você diz reprodução social, a que você se refere? me refiro a isso aqui. Veja, se você pegar os Rundris de Marx, ah, ele fala sobre a produção em geral, né? Fala sobre a produção em geral, em termos gerais, e seria o válido para qualquer produção, né? Seja ela capitalista ou não. E qual seria essa produção em geral? seria o seguinte, toda a sociedade para se manter, ela tem um produto total, aquilo que é produzido por essa sociedade, que precisa ser consumido. E aí a gente pode até chamar de consumo produtivo ou reprodutivo, que ao ser consumido garante as condições para você tá vivo no dia seguinte. Isso é a produção em geral. Marx fala isso nosrits, né? Eh, e aí ele fala de um sujeito que produz aquilo que é necessário para sua reprodução, paraa sua permanência. E isso como produção em geral, o mais abstrato possível é para qualquer sujeito, seja ele um sujeito social, individual, sei lá o que lá, você tem que produzir o necessário para quando for consumido de maneira produtiva ou reprodutiva, as condições do dia seguinte estejam garantidas para você poder permanecer em vida. Então, o produto que ao ser consumido, produto social, ao ser consumido de maneira produtiva ou reprodutiva, garante as condições do dia seguinte. No caso aqui, esse produto e esse consumo, ele se dá mediante a força de trabalho que utiliza os meios necessários para produzir o produto total. Então, a força de trabalho aplicada aos meios de produção fazem o produto social, que é consumido de maneira produtiva ou reprodutiva, garantindo as condições novamente da força de trabalho, dos meios de produção para produzir o produto total, para ser consumido, produtivo e assim sucessivamente. Se você não tem essas condições, a sociedade não se mantém. Então, é isso aqui que a gente tá chamando de reprodução social. Mas veja o quadrinho que tem aqui fora. No capitalismo, o produto total, ele é realizado a forma social de mercadorias. O consumo produtivo ou reprodutivo, ele se dá mediante o pagamento dos custos de produção e salário suficiente para manutenção da força produtiva dos trabalhadores. O trabalho, a força de trabalho é trabalho assalariado e os meios de produção ainda tem aquele processo, ele é mediante a o a propriedade privada dos meios de produção que passa a coordenar a divisão social do trabalho e entra no ciclo novamente. Mas veja que é um ciclo específico. >> Eu vi já já fazer já cuidar isso aqui dentro de um ciclo específico da reprodução social. Então até a reprodução social em geral e no capitalismo ela se dá sobre uma forma específica. >> Tem um monte de gente >> elas não aparecem aqui nesse momento. Eh, então é nesse sentido que a gente tá falando sobre reprodução social. Tudo bem? Então, quando eu falar que a gente tem que se adequar a uma reprodução social, é dentro dessa dinâmica aqui específica. E aí o produto, o produto total, digas de passagem, quando a gente fala sobre produto, a gente pensa eh produto eh pão, luz, água, insumos, eh coisas, sei lá, tangíveis, mas não é só o que é tangível. escola, hospital, ordenamento jurídico, eh estrutura familiar, tudo isso tem que tá organizadinho, né? Você tem que garantir essas condições. Todo o processo social, tudo que é produzido que você precisa para que a sociedade se mantenha, a ordenamento jurídico, a polícia, o hospital, a escola, a família, a universidade, tudo isso tá dentro dessa dinâmica, porque a média e longo prazo ainda tem a reprodução de força de trabalho, essa coisa toda. E as igrejas entram nessa dinâmica também. Elas são instituições como mediações para comunidades humanas dentro de uma sociedade para se manter em vida e que entra nessa dinâmica da produção e reprodução social. E elas, portanto, têm que se adequar, elas têm que se adequar essa dinâmica, tudo bem? Elas não tão fora dela, então elas também vão participar aqui de um de uma nova brincadeira. No caso das igrejas que a gente está tomando em específico, elas são um tipo de instituição que funciona como mediação para manutenção da vida de determinadas comunidades em uma sociedade, sociedade específica que precisa se reproduzir. E ao se reproduzir, ela pressiona todas as mediações a terem um tipo de conduta. E essas mediações que foram feitas para atender as necessidades de comunidades humanas dentro da reprodução social, tem que agora cumprir com esse papel dessa comunidade e ao mesmo tempo se adequar à reprodução social como um todo. Pô, aqui ó, teoria social em Laven. Diz que Rubens entra na questão da legitimação do que a gente estava comentando na live passada. Eu não lembro que a gente tava comentando na live passada, mas talvez. Eu vou ter que lembrar já. Diz querido Rubens. Beleza. É a reprodução social para que a gente se mantenha vivo. Exato. E para que a sociedade persista. Mas esse manter vivo é bem dinâmico, muda de acordo com o tempo. Organização social. Exato. O manter vivo, as condições para est vivo, não, elas são as mesmas, né? Aparentemente para você tá vivo, as condições são as mesmas. Agora, a manutenção da sociedade na qual nós estamos inseridos e vivendo, ela muda, de modo que, inclusive, ela pode atentar contra as condições de vida, que aí vem o pulo do gato da teoriazinha que me interessa. Vou até aqui ver se eu consigo desenhar. Eu vou até mudar aqui, ó. Deixa eu abrir aqui o a famosa famoso aplicativo de explicação da realidade se eu ainda tenho ele. Eu acho que eu não tenho mais ele. Que triste. Eu não vou conseguir usar. Hum. Deixa eu ver se eu consigo usar aqui. Ué, travou o computador. Ah. Hum. Tchum. Deixa eu abrir aqui. >> Ah, aqui. Vamos lá. Deixa eu abrir aqui um aplicativo muito importante, famoso. >> Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Tá aqui. Ah. Ah, bom dia, CRITor. Como é que você tá? Tudo bem? Espero, desejo que bem. Seja muito bem-vindo aqui. Bom dia, Bruno. Bom dia, baristas e não baristas. Mais uma vez vindo do passado. Já já chegou a tempo teleológico do time stamp atual ao vivo. Tô ansioso para essa live. Espero que ela seja útil e contribua adequadamente. Ah, que massa. Que bom que você tá aqui com a gente mais uma vez, ó. Deixa eu pegar aqui. Hã, tá travando muito meu minha imagem para vocês? Espero que não. Deixa eu abrir aqui. Ué, por que que não tá funcionando isso aqui? OK. Ah, aqui agora vai. Ih, travou. Que triste. Tá certo. É isso que eu quero. OK. Aí foi. Ih, foi nada. Ah, agora vai. Pronto. Pera aí que tava errado aqui. Deixa eu atualizar esse trem aqui. Desquido do bordura, não esqueçam like. Eu sempre esqueço de pedir isso. Mas vamos lá, vamos lá. Vamos lá que a gente vai brincar aqui de um jeito bacana. Ó, deixa eu abrir esse aplicativo incrível, incrível que é o pain, né? Vamos lá. Vamos lá. Um aplicativo maravilhoso que é o pente. Então, porque vê se ele ajuda a gente. Vamos lá, ó. Que acontece? Que acontece? Metodologia. Metodologia. Vamos lá. Pá, que que a gente começa? Um determinado problema social. Não, não vou chamar de social porque social quebra gente histórico. Nós temos aqui um Oh, caraca. Ih, como acredito esse trem? Hum. Vamos botar aqui, recolocar aqui. Nós temos um problema histórico específico. Esse problema histórico, no nosso caso aqui, foi os evangélicos, por exemplo, né? Tá. Que que a gente vai fazer? Eu não fiz ainda, mas a gente para entender esse problema histórico, eu tenho que fazer uma uma reconstituição histórica. Por exemplo, v quem são os evangélicos, quem é essa instituição, de onde ela veio, etc, etc, etc. Beleza? Esse é o passo um e passo dois. Nesse passo um e nesse passo dois, cadê o meu pentezinho aqui? Pá, a gente vai fazer o seguinte, um determinado problema histórico surge, ele tá aqui, vamos passar para um processo de reconstituição histórica. Deixa eu pintar de vermelho agora. E essa reconstituição histórica, ela vai fazer o seguinte, ela vai inserir uma determinada instituição, no nosso caso aqui, a igrejinha linda igrejinha. Minha igrejinha tá muito fofa. Incrível minha igrejinha. A igrejinha. Hum. Tô agora com um problema com a minha igrejinha. Ela tá parecendo uma lápide. Pronto, agora fica menos lápid e mais igreja. E uma partinha aqui bonitinha. Pronto. Eh, que bonito. Ou uma igrejinha que a gente vai colocar ela aqui. Ela não tá isolada, ela é uma mediação entre uma comunidade de fiéis aqui, ó, as pessoas que estão aqui felizes, alegres e contentes. comunidade que utiliza esta igrejinha como uma mediação para realizar determinados projetos. Só que esta igrejinha, ela não está isolada, ela não é uma instituição única, ela tá inserida numa determinada organização social, uma determinada sociedade específica que precisa se reproduzir. Esta igrejinha, ela desempenha um papel dentro da reprodução social. Então, quando eu fizer a reconstituição histórica dessa igrejinha, dessa religião, dessa denominação, eu não vou fazer dela isolada, eu vou fazer desta e religião, instituição, desta mediação para a comunidade que se organiza para produzir e reproduzir a vida. Eu vou utilizar esse processo dentro da reprodução desta forma social específica de tudo que tá acontecendo aqui dentro, inclusive vai se reproduzindo e entrando em movimento, engulindo esta igrejinha para o futuro. Pronto, cá estamos seguindo nesse processo maravilhoso de passagem do tempo em que a reprodução vai acontecendo, esta instituição no meio dela vai sofrendo o processo depois de uma reconstituição histórica. Aqui é um problema histórico, reconstituição histórica que entra, na verdade agora, se a gente for querer denominar legal, como uma, tá? Deixa eu colocar aqui o papel da economia política, ou seja, essa instituição entendida dentro da economia política ou se nós quisermos o papel desempenhado dentro dentro da opa, coordenação da divisão social do trabalho. Pronto. É isso que a gente tá colocando, colocando ela dentro de uma sociedade, botando para funcionar. Aí você pode pensar: "Não, mas a igreja ela não tá dentro da coordenação da divisão social do trabalho, porque afinal abre aspas ela não produz nada. Ela não não, ela produz. Nesta igreja, ela produz determinados bens sociais necessários para a produção e reprodução da vida de uma determinada comunidade que quer realizar seus projetos em torno de crenças e valores, seja lá quais os motivos pelos quais eles estão fazendo isso. Quando acontece isso, ela se institucionaliza e se organiza, de modo que você vai ter lideranças dirigentes e os fiéis. Essas lideranças dirigentes e os fiéis vai criar um processo de burocratização e profissionalização. De modo que agora as lideranças são profissionais também, elas também desempenham funções, elas vão entrar dentro de um mercado produtivo, né? Agora, numa sociedade como a nossa, por exemplo, uma sociedade capitalista, brasileira, etc, etc, etc., desempenhando papel ali com com editora, com escola, com música, indústria cultural e vai entrar nessa dinâmica, né? Então agora vou entender ela de outra maneira. E aí, vendo esse processo, burocratização, eu vou perceber que dentro da igreja também há classes sociais. classes sociais, de modo que tem divisão de classe nesse trem. Tem divisão de classe nesse trem. A liderança, qual classe social pertencem as lideranças? A quais classes sociais pertencem eh os liderados? É da mesma, é de diferente? Como se dá essa relação? Quais as profissões mais comuns entre X, entre Y? Tem diferença da igreja que tá no centro da cidade paraa igreja que tá na periferia. Pronto. Começa a analisar essas estruturas dentro dessa instituição que tá dentro de uma reprodução de um de uma sociedade específica em sua reprodução. Massa, né? Pois é. Teoria social até onde nós chegamos nesse momento. Que desenho horrível, né? [risadas] É, o pente tem dessas coisas. Que desenho tenebroso. Mas é isso. Mas pronto, pelo menos fica um pouco mais gráfico, apesar de tosco, fica gráfico. Tinha esqueito fazer o ótimo momento Felipe Bonnie. Ah, era, ele usa o quadrinho dele lá. Pode crer. Esqu do Rubens. A igreja é uma fonte de network também. Perfeitamente. Irmão compra de irmão. Irmão busca network. Em emprego por irmão. Muito adolescente arruma primeiro emprego por indicação de alguém na igreja. Perfeitamente. Apoio, rede comunitária, laços sociais, desempenho, papel fundamental. É, diz que o Rubens é o desenho não vai ter como elogiar não. Não, não, nem tem como. Nem tem como. Acabei de fazer de improviso isso aqui. [risadas] Não ia ter como tá certo. Se fosse uma lousa ia ficar melhor. Eu desenharia legal, ia ficar bonitinho. Mas pra gente entender, né, tem metodologia aqui de análise. Então, pra gente poder começar a falar sobre o a relação dos evangélicos no voto, né, o papel que eles desempenham nas eleições, ó, o processo de análise necessário, ó. Olha o que que a gente tá tá tá desenrolando, né? Organização institucional, papel desempenhado dentro da reprodução social. Dentro dessa instituição específica, qual a história dela? Como ela se desenvolveu no percurso da história? como ela é organizada em classes sociais, estratificação social e as diferenças internas, igrejas de centro, igreja de periferia, igreja no interior, igreja na capital. Pronto, eu tô desenhando toda essa estrutura para entender o comportamento e buscar os nexos causais dessas múltiplas determinações que me digam por houve uma determinado grupo que fez um bloco específico em que hoje, assim como em 2014, assim como em 2018, assim como em 2022, eu tenho 70% dessas pessoas votando na extrema direita ou direita, extrema direita, não importa. Enquanto 30% não. E para 2026, sabe o que vai acontecer? A mesma coisa. A mesmíssima coisa. Mesmo que você não tenha Bolsonaro mais no jogo. E é aí que me interessa. É isso que me interessa, porque a galera vai ficando fetixizada, né? vai ficando com obsessão e tomando o objeto pela causa, tomando o fenômeno pelo aquilo que o fundamenta. E quando você faz isso, você erra a sua análise. E agora a minha aba do texto não quer abrir. Oh Jesus, eu ten que abrir outra saco. Jeová. >> [roncando] >> Deixa eu fechar esse trem aqui. Deixa eu ver se consigo abrir esse aqui. Ah, aí agora vai. Hum. Hum. Diz que do Rubens é o desenho. Eh, é o não tem comoar. É Bon, corre aqui. É igual a maçonaria. É igual qualquer organização social ou organizações sociais aí de laços fraternos e de solidariedade, como diria Weber. Mas vamos lá, deixa eu voltar aqui pro textinho. Tem bastante coisa legal. Então, tomar as instituições religiosas como mediações necessárias para organização e manutenção da vida de comunidades no interior de uma determinada sociedade implica em compreender que elas precisam desempenhar certas funções para estarem adequadas ao todo social, assim como para garantir condições de sua própria permanência e ou expansão. o modo de organização interna das igrejas, portanto, mas aqui poderia ser outros objetos, né, da da sociedade. Aqui a gente tá pensando uma teoria social geral como ciência social. Precisa se adaptar e aprender a influenciar o meio social no qual estão inseridos. Do contrário, tendem a enfraquecer, ter pouca efetividade ou mesmo serem combatidas nas pressões da reprodução social cotidiana de uma determinada sociedade e seu modo de produção, né? as mediações, sejam elas quais forem, tê que ter algum impacto na realidade social para poder se manter. Então, meus amigos, veja que não é pouca coisa, a gente tá tendo um papo sério aqui. E aqui eu tô fazendo, entre aspas, um behind the scenes, né, um por trás das câmeras, um bastidores para mostrar o processo de o caminho da teoria social tomado para fazer a análise, porque o que importa aqui é a metodologia. É isso que nos interessa, a metodologia. o processo de estudos, o processo que o caminho que você toma para analisar um determinado fenômeno social. É isso que nos interessa aqui. No caso, os evangélicos, o problema tomado como ponto de partida ali é o o papel desempenhado pelos evangélicos nas eleições, né? Então, e aqui, vamos lá. Eu vou aqui, a gente fez uma análise da igreja e as classes sociais, que isso aqui a gente já discutiu um bilhão de vezes no nosso canalzinho, mas eu recomendo que vocês deem uma lida lá, porque a gente vai contar um pouco da história do desenvolvimento das igrejas na na modernização capitalista brasileira, focando a estratificação de classes dentro das igrejas, né? Então isso é bem importante, bem importante. Eu vou lá l só ler um trechinho aqui, porque apesar das igrejas estarem aqui desde o começo do século XX, o que nos interessa é perceber que as lideranças precisam de certos bens sociais que são eram ou são em certo sentido monopólio das chamadas classes médias. Deixa que eu pego, minha linda, pega o copinho ali que eu ponho para você. Não, não, assim não, senhor. Aqui, Luna. Ela vai te machucar, Luna. Assim, não. É o gatinho tadinho dele. Ali era fica brava. Bom, que boa lá criança em em férias escolares. Eh, então era um monopólio de uma classe média branca, geralmente e normalmente, mas que vai deixando de ser no processo de modernização capitalista aqui no Brasil, né? Então, desde a alfabetização adequada, educação formal, disciplina, organização do trabalho administrativo, intelectual, capacidade de planejamento, eh, e gestão financeira, né? Tudo isso tá envolvido nesse processo. Então, até ali o final do século XX, tudo isso aí era monopólio de classe média branca dentro das classes trabalhadoras, o que vira um privilégio de classe, inclusive, como diria o nosso querido Gessé Souza, né? Mas, porém, contudo, em ritmo lento durante o século XX e mais aceleradamente ao término desse período, ou seja, a gente tá vendo aqui história e classe social, início do século XX, emergiram as denominadas novas classes médias, entre aspas. Tem muitos nomes que se dão para isso, mas vamos utilizar esse nesse momento. Impulsionadas, primeiramente, entre os anos 20 e 80 pela industrialização deflagrada no Brasil, com urbanização intensiva e não planejada, somada a migrações em massa. E a partir dos anos 90, aí sim, pelo acesso e facilitação a facilitação de crédito, aumento real no salário mínimo, universalização de serviços públicos. Opa, ih, pulou o trem aqui. Universalização de serviços públicos e pela implementação de programas sociais de renda básica e de reparações históricas. Tudo isso aqui constitui, né, são condições para surgir as tais novas classes médias e que daí também vão compor as já coloco para você, tá bom? que vai compor as eh o pessoal que são os fiéis e algumas das lideranças, mas tudo isso em disputa pelos bens sociais escassos, ou seja, a gente vai olhar a estratificação das classes sociais dentro das igrejas, quem são as lideranças, quem é a membresia, como que a gente vai poder se organizar nesse processo para poder entender o que que tá acontecendo, os conflitos que se estabelecem e a hegemonia ideológica que também é constituída aqui. Então tá, se a gente vê nesse ponto um aqui que a gente já falou várias vezes aqui no nosso negocinho, ã, a modernização capitalista do Brasil, piriri pororó, como a gente contando, o chamado voto evangélico. Vamos lá, essa parte que nos interessa aqui também. Então, tudo que que a gente tá fazendo, que eu comentei antes, é constituindo essa metodologia específica que dá na seguinte análise, né? É muito comum encontrar a expressão voto evangélico ou voto de cajado. A ideia em geral diz respeito a um voto automático decidido pela indicação do pastor ou pela determinação de lideranças religiosas sobre votos dos fiéis, compreendidos como meros receptáculos ou agentes inertes que reproduzem o que lhes é determinado. Esse tipo de interpretação, além de reducionista, desconsidera os elementos fundamentais das relações sociais da organização interna das igrejas. sua história de desenvolvimento e em especial da agência dos sujeitos, ou seja, as pessoas não são receptáculos meramente das pessoas religiosas que tomam suas decisões e tm sentido, razão, disposições, motivações para tomar uma ou outra posição diante de um determinado problema, no caso diante das eleições, né? Então a gente não vai tor transformar as pessoas em meros imbecis, apesar da burrice ser um dado relevante da realidade social. Por outro lado, né? Então isso de um lado chapal o chamado voto evangélico. Por outro lado, é muito comum ver do ponto de vista crítico de quem percebe essas limitações, né, de você criar esse esse essa ideia de o voto de cajado, né? O chefe manda, todo mundo obedece. A indicação de que não é bem assim e de que, abre aspas, o movimento evangélico é mais complexo que isso, o que está correto, mas ainda insuficiente. Um caso, a constatação de que há resistências, divergências e conflitos no interior das igrejas percebe esses aspectos supervalorizando questões comunitárias, interpessoais e subjetivas, desconsiderando, por sua vez, os aspectos históricos, a composição de classes nas igrejas e o papel institucional de mediação desempenhado por essas no interior da reprodução social, né? Então, se o cara diz, olha, nem todo evangélico é assim, tem outros que não são. Parabéns. Nossa, qualquer grupo social é assim, né? Tem suas diferenças. Desse modo, essa crítica nega corretamente a existência de um voto evangélico essencial ou mesmo a voto de cajado como manipulação dos fiéis. Mas aí falta ciência social. não explica porque a tendência conservadora se mantém e é reproduzida no interior das igrejas e expressa nas eleições com o apoio em média de 70% desse eleitorado à extrema direita desde 2018 e a direita desde 2014. Então assim, não tem o que fazer. Ah, beleza. Aí a gente vai indicar outros artigos, dizer o papel que acontece aí na construção de um tipo de hegemonia. que não é está relacionado ao chamado voto de cajado. O que acontece? Essas instituições que são mediações historicamente desenvolvidas, elas formam pessoas. Nós somos formados por instituições. Elas mediam as nossas relações literalmente. É o que o humano tá comentando agora de que você vai encontrar, um humens estava comentando que você encontra emprego lá, o Gabriel brincou que é igual maçonaria, né? O que determina o seu voto são essas relações comunitárias interpessoais. é o reconhecimento que você tem dentro da instituição, no meio de uma comunidade. É nessa vivência que vai formando o seu modo de interpretar o mundo, o seu pertencimento ao grupo, os seus valores, os seus critérios, né? Então isso vai criando uma coisa que é um consenso. Um consenso que não é a liderança que tá decidindo, é esse processo de reprodução de instituição enquanto mediação dentro da reprodução social, na organização das instituições para se manterem funcionando, na estratificação das classes sociais dentro das igrejas e desta comunidade que é o fundamento da igreja. O que faz um uma instituição se manter são pessoas vivas, realmente existentes, que querem realizar seus projetos e que tomam as instituições enquanto mediações. Se você precisa de um espaço de reconhecimento, de acesso a bens, de garantia de disciplina para reprodução social, de segurança pra família, então não sei o que lá, a igreja pode ser um funcionalmente um lugar muito adequado e ela te forma enquanto pessoa. As instituições nos formam, a escola te forma, a família te forma, a faculdade te forma, a o transporte público que você pega te forma, o medo que você tem de dois caras numa moto te forma. Então todo esse processo ele te forma enquanto pessoa nessas relações institucionalmente estabelecidas. E a gente daí vai se organizando e aprendendo a viver no mundo a partir disso. Nos evangélicos, a igreja desempenha o papel central e que, portanto, cria a base para esse consenso que se hegemoniza, historicamente desenvolvido como conservador. E aí a gente apresenta as causas históricas, que eu não vou me aprofundar aqui, porque a ideia é falar metodologia, né? A ideia é metodologia, ciência social. Ciência social. Mas é é importante. Já já eu venho aqui. Eh, diz querido William, como é que você tá, William? O William, situação de Canadá, você tá bem? Espero desejo que sim, meu querido. Bom dia, pessoas. Fazia tempo que não conseguia ver as lives por aqui. Seja muito bem-vindo. Espero que você curta o papo hoje. Hoje é papo teórico, ciência social na veia. Desculpem isso. Sobre essa questão do voto, uma das questões que ancora o voto contra a esquerda é a questão do aborto, não é, Bruno? Sim. E não. Sim e não. Sim, porque é um tema sensacionalista e que pega na galera, não porque as pessoas continuam praticando, inclusive dentro das igrejas. E se a gente pegar, e é interessante, depois eu não vou entrar nisso agora, vale a pena depois dar uma olhadinha, quando teve a pele do estupro que tava para sair, veja qual foi a posição das igrejas, dos fiéis, não das lideranças, dos fiéis. As lideranças defendendo o pele do estupro e os fiéis indo contra. Um conflito claro. Ah, porque não tem não tem esse essa ligação automática entre liderança mandando e fiel obedecendo. Não tem, não tem, não existe, não existe. Só procurar qual foi a posição dos evangélicos diante do pele do estupro. as lideranças desses representantes que aparecem defendendo e os fiéis indo contra. A mesma coisa acontece inclusive com a escala 6, meus amigos. E é e a isso me dá uma raiva. O que mostra que o grande ponto não é olhar para quem tá sentado com a com bumbum na cadeira de pastor presidente de alguma instituição de falador que passa mal, tipo Malafa. Não, o que importa são esses laços comunitários de fiéis que na base titiações para realizar os seus projetos de vida e manter-se em vida. E as instituições se profissionalizam, burocratizam e se adequam à reprodução social para permanecerem existindo, de modo que você tem cada vez mais um distanciamento entre a base comunitária e as instituições realizando seu poder. E os conflitos surgem daí. Mas o consenso hegemonizado se dá pela dinâmica histórica em que as instituições vão formando esses fiéis baseado em seus seus valores e crenças e etc. E esses são os meios, os mecanismos que tem para conformação deste grupo, que daí apresenta uma série de contradições interessantes pra gente olhar, tá bom? É, cara, é bom observar assim, ti vai, eu vou pular aqui para um trecho do texto importante. Faz sentido? Tá sacando? Espero que sim. Diz que do rock. Pequenas igrejas, grandes negócios. É pequenas nem são tão grandes assim os negócios, mas coitada dela. Mas você tem razão em certo ponto. Bom dia, querido. Rock dis que fazer o ótimo. Materialismo é bom demais. Você é louco. É lógico que é. Vixe, meu amigo, materialismo é vida. Bom dia, querida Lis, como é que você tá? Tudo bem? Ela disse: "Olá a todos". Bom dia. Bom dia. Bom dia. Materialismo é bom demais. E análise, né? sociedade. Ai gente, e aí vem o Spire lá. E bom, tudo bem. Aqui a gente deixa eu colocar aqui que a gente vai, eu recomendo que leia esse textinho, tá? O artigo tá bem legal. A gente fala sobre desvio de classe, que entre os evangélicos a gente tem uma um desvio claro, claro, de classe, né? E a gente vai pular aqui pra parte interessante do tema eh eleições de 2026, né? Então, fazendo esse processo todo, o que que a gente vai percebendo? A gente percebe que é um processo de fetixização específico das instituições religiosas que alteram a nossa própria percepção da realidade. Mas já a gente vai ver. Mas eleições de 2026, né? Vamos pro final do texto. Eu recomendo que leia o texto por uma questão de metodologia, entendeu? O que a gente tá fazendo? As pesquisas de intenção de voto para 2026 realizadas neste ano ainda são escassas, mas a partir delas já é possível visualizar o cenário geral em torno das candidaturas. De acordo com a publicação do Instituto Datafol em 2 junho de 2026, ou seja, recente, as intenções de voto eh garantem certa vantagem ao pré-candidato e atual presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, do PT. Eita Jesus. Com 41% das intenções de voto. Então no quadro geral quando você olha a população do eleitorado, >> já já mais. >> Vê se tá nessa gaveta aqui. Vê se tá nela. Dá uma olhadinha com cuidado. Pera aí. Um minutinho, minha gente. Um minutinho. Eu acho que tá confi Tá ligado? Ah, não. Uma outra outro carro. Vai pro time. Já já foi tudo bem. 5 minutinhos rapidinho. >> Beleza. >> Rapidinho. Já já vou. Quer jogar comigo que você tiver um tempo >> mais tarde. Fechou. É nós. Uh. Voltando aqui, pronto. Eh, então no quadro geral da do eleitorado como um todo, né, sem fazer o filtro religioso, por exemplo, 41% das intenções de voto para Lula, 10 pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que obteve 31% das declarações de voto, né? Então, Lula leva de boa no quadro geral. Demais candidaturas pontuaram de modo disperso e com baixas intenções, com maior prevalência nas para candidatura de direita. O mesmo cenário, considerando o eleitorado como um todo, se repetiu nas demais pesquisas com vantagem considerável para Lula no primeiro turno, seja na Genial Cast CEST de junho de 2026, Atlas Intel e Bloomberg, sei lá qual que é essa aí, anexus pactual, etc. Todo mundo indicava Lula no cenário geral ganhando e Flávio tomando coça. Mas veja, veja o que acontece. Se filtrada pelo critério religioso de eleitores autodeclarados evangélicos, o cenário se inverte, que é o que a gente já tá indicando há um tempão. O maior apoio passa a ser para candidatos de direita, em especial Flávio Bolsonaro. Contudo, apesar de a disputa ainda girar entre as figuras de Luís Inácio Lula da Silva e o pré-candidato herdeiro do bolsonarismo, Flávio Bolsonaro, as intenções de voto no segmento evangélico não apresentam um marco de apoio massivo de 70% do eleitorado ao candidato, que é o que tava acontecendo com o com o o condenado, né? O condenado sa o bolsa de cocô condenado tava acontecendo que esse 70% tava massivamente nele. Com Flávio já não tá acontecendo. Que se apresenta como representante abre aspas puro, fecha aspas do movimento bolsonarista. Há uma maior fragmentação, mas que não pende para um aumento de apoio à esquerda. Então, dentre os evangélicos, há uma maior fragmentação. A direita continua ganhando massivamente, mas sem esse apoio em torno desta representação específica, por exemplo, no caso do Flávio. Tudo bem? Então, tá. Descrever isso é uma, isso é no momento é uma mera descrição, não tem explicação, mas vira a explicação quando a gente considera a metodologia que a gente tá utilizando e a análise das causas para que isso aconteça. As causas para que isso aconteça, que é o que nos interessa, saca? Eh, não adianta só eu dizer: "Olha, os evangélicos fazem isso, OK?" Mas por que eles fazem isso? É isso que é isso que o texto tenta demonstrar com uma metodologia adequada, porque os evangélicos votam majoritariamente à direita. É isso que nos interessa. Quais são as condições que fazem com que esse consenso permaneça. E não é por causa do Bolsonaro, não é por causa do bolsonarismo, não é porque o pessoal foi cooptado. Eu odeio essa expressão. [risadas] Cooptaram os crentes. Sim, sim. Foi por inércia. Eles estavam andando e de repente a me pegaram aqui, me puxaram para cá. Não, [risadas] pelo amor de Deus, tem que olhar dentro da realidade social. Ah, o cara tá andando lá e pronto. Oh, meu Deus do céu, é triste demais. Triste demais. Eh, deixa eu voltar aqui o trem. Pum, pulou para cá. Pá. Isso reflete, portanto, que o consenso conservador hegemonizado se mantém, mas a sustentação da representação política e eleitoral desse fenômeno está fragilizada. ou mesmo em dispersão. O que é importante da gente indicar que isso se dá aonde? na diferenciação da estruturação de classes sociais, na dissociação entre representação política e a base comunitária que cria consenso e hegemoniza o processo que tem as instituições enquanto mediações para realizar os seus projetos e isso altera consideravelmente. Você coloca muito mais subjetividade no sentido positivo do termo e não no sentido místico do termo no processo histórico. A pesquisa realizada pelo Instituto Data Folha sobre intenções de voto mostra que, se liga, 52% do grupo evangélico apoia ou se declara como sendo de direita, centro direita, assim como 18% se apresenta como sendo centro, que também é conhecido como direita, né? Então aqui tá o 70% de apoio. [risadas] Aqui tá o 70% de apoio. E esse 70% ele é conservador, ele é de direita por um processo histórico e dado das dinâmicas de luta de classe dentro das igrejas, inclusive. Pô, gente, tem que observar isso. Apenas 30% dos entrevistados se apresentam como de esquerda ou centroesquerda, que é o que acontece desde 2014. Contudo, com respeito à representação política no cargo presidencial, essas posições se refletem nos dois principais candidatos ao cargo de presidente. Da seguinte maneira, presta atenção o que acontece no Datafolha quando você faz o filtro religioso. Ou seja, aqui não é o dado geral do do eleitorado, é o eleitorado evangélico. Se no geral 41% estava com Lula e 31% com Flávio, ó o que acontece aqui. Flávio Bolsonaro com 50% das intenções de voto em março de 2023 2026 e 49% em abril, ao passo que Lula apareceu com 23% de intenções de voto na primeira pesquisa e 25 na segunda. Veja a diferença. No quadro geral, o Lula tá 10 pontos na frente. Quando você faz o filtro religioso, o Flávio tá 20 na frente. Então, este grupo específico, ele desempenha um papel de desvio de classe. Porque quando a gente olha as estratificações sociais, você percebe que dentro dos evangélicos há uma massa que seria potencialmente, no quadro geral eleitora de esquerda, mas que dentro desse grupo desvia o interesse da classe. E eu tenho que explicar o porqu há esse desvio. E aí o nosso trabalho metodológico, explicar porque tem desvio de classe, por que isso acontece, qual é a ideologia que você hegemoniza, como se hegemoniza nesse consenso. Pô, velho, eu não posso naturalizar. O problema dos trabalhos dessa da boa parte da galera que faz análise sobre isso é que naturaliza conservadorismo. O evangélico ele é assim porque ele acredita em e dá escolha a sua doutrina favorita para explicar a posição evangélica. E não é pela crença da doutrina favorita, tem processo histórico. Senão não tinha 30% que desvia dentro do grupo. Não tinha 30% de esquerda. Se fosse uma questão de doutrina, todo mundo acredita na mesma coisa. Todo mundo tem a mesma base. Ah, por que que tem 30% que desvia? Porque não é só doutrina, não é só a crença A ou B. Essa crença A ou B, ela joga um papel dentro do processo histórico das outras de classe da estratificação social. E é isso que a gente tem que explicar. Ciência social aplicada, efetiva, não descrição de fenômeno, não apresentação do óbvio. Ai que raiva. Rubens diz: "A liderança perde legitimação devido a esses conflitos. se perde legitimação demais, a outra liderança vai surgir mais alinhada com a base ou e tem perfeitamente ou para além da liderança, a instituição perde o seu sua função. Weber percebe isso no processo de secularização na Europa. Weber tem uma análise muito sofisticada nesse sentido e ele ele percebe que o prestígio da religião ele vai morrendo, né? Ele vai desfalecendo, tal do desencantamento do mundo. E quem vai ocupando esse lugar de explicação do mundo com esse prestígio e tal, não sei o quê, é a ciência. Ele não quer dizer que a ciência é religiosa, ele quer dizer no papel que essa instituição vai ocupando na realidade social à medida que a outra vai perdendo seu prestígio, sua legitimação. Ah, importante, pô. E estudar sociologia é bom. Tá dando para pegar assim. Bom demais. Que bom. Que bom. E é um tema que eu gosto. Me pega. Desliz. Bem é que a esquerda toda podia convergir pro Lula e fechar essa história no primeiro turno. É, seria interessante, mais fácil, né? A gente resolve mais as coisas mais rápido. Mas a vida el cheia de camadas e nuances. [risadas] Ai diz, querido Carlos Emanuel. Carlos é Carlos Emanuel. Mas eu já tava lendo Carlos sem Manuel, o que eu fiquei preocupado com o Manuel. O que que será que aconteceu com o Manuel? Cara, imagina o Carlos sem o Manoel. Era uma dupla e não é mais. Diz: "Bom dia, Bruno". Bom dia, Carlos. Sou comunista. Bem-vindo ao time. E adventista, pô. Sou da Zelota. Tamo junto. Ontem eu descobri que você é autor da revista. Ah, tamo junto. É isso aí. Fiquei muito feliz. Ah, que bom, mano. Tamos junto. Estamos junto. Espero que o conteúdo contribua. Diz que o Guilherme. A galera acredita em lavagem cerebral? Sim, é mais fácil, né? Aí eu não preciso explicar nada, a gente só fica tratando o mundo como se fosse o bem e o mal numa grande luta final. Os tontos e os inteligentes. É mais fácil. Aí diz Gustavo Pes: "Se fosse só pegar rua a galera que vem de jornal, aí já tinha candidato eleito". É exato. Que isso? Diz que do William, repete comigo. Não é natural, é um processo histórico. Exato. Não é natural, é um processo histórico. Tem [roncando] ciência social necessária para entender isso aí. Por isso que eu tenho raiva do trabalho do Juliano Spire, que é meramente descrição de fenômenos e que naturaliza conservadorismo. Ah, eu vou falar isso várias vezes porque esse último negócio aí dele me deixou com a raiva. [risadas] Ai, que raiva. Essas bobagens, meu Deus. Deixa eu ver se eu acho aqui. Último trechinho, né? Tã. Ah, aqui importante, coisas importantes, né? Vamos lá. Prognósticozinho. Então, tendência conservadora e possíveis cenários. A instabilidade no apoio de um grande bloco a uma única candidatura se deve às crises políticas e morais relacionadas à figura de Jair Bolsonaro, né? Porque ele deu muita mancada, perdeu apoio de pessoas em seu entorno, [risadas] a lista é grande, e do próprio pré-candidato escolhido como herdeiro da liderança carismática, que é uma brincadeira, porque como já disse Weber, mais uma vez, carisma não se herda e não se transfere, né? Você não tem como transferir carisma. Flávio Bolsonaro. Ademais, também deve ser considerado conflito interno à lideranças do bolsonarismo, seja no Partido Liberal, que é a legenda oficial do candidato selecionado como figura central para a disputa do cargo de presidente, seja no interior da própria família Bolsonaro, né? família presidencial, ex-família presidencial, em especial na relação conflituosa entre Flávio, filho de Jair, e Michele, esposa do ex-presidente, atualmente preso por tentativa de golpe. É gostoso falar isso. Contudo, como já indicado, isso não abala a manutenção do conservadorismo hegemonizado e sua busca por representação política, mediada pelas pela instituição religiosa e pela atuação de lideranças na gestão profissionalizada das igrejas. Nesse sentido, o apoio explícito ou concentrado em uma única liderança parece ser improvável. Quer dizer, não vai ter aí um apoio em massa a um ou outro líder e pronto, acabou. Ele vai cada vez mais fragmentar e dispersar. A busca por representações mais próximas locais ou regionais alinhadas ao interesse das instituições religiosas será fortalecida, focando não no apoio direto a uma candidatura ou outra para o cargo de executivo, mas em candidaturas para o legislativo, que por sua vez podem ganhar peso político para fortalecer seus nomes em futuras eleições majoritárias. Nesse sentido, se por um lado não há uma representação presidenciável forte e com tanta legitimidade no nicho evangélico, há um potencial de apelo aos pequenos poderes de pretendentes a cadeiras legislativas e lideranças locais. Ou seja, há uma dispersão que não fortalece a esquerda de maneira nenhuma. >> Tá bom? tá aqui, ão que potencializa a emergência de novas candidaturas alinhadas a tal. Então, não fortalece a esquerda, mas fortalece o consenso conservador que já tá colocado e reproduzido nas igrejas, na base mesmo. Por que a base é importante? Porque as pessoas, na base de fiéis são pessoas empobrecidas que precisam de meios para manter-se em vida. E a igreja garante esses meios. ela garante um papel fundamental nessa reprodução. Aí que tá. Então, para manter-se em vida, a instituição religiosa se torna um meio para essa base conseguir encontrar emprego, disciplina, oportunidades, condições de reprodução da vida da família e pronto, vai se organizando na base. Pras lideranças religiosas vão se profissionalizando e a igreja se torna um meio profissional de ganhar a vida porque ela se adequa à reprodução social capitalista. Então, o salário do pastor, os privilégios do pastor, que vai colocar as filhas tudo na na como é que fala, para fazer faculdade, para virar administrador na igreja, vai preparar o próximo pastorzinho que vai virar liderança de novo e que vai então agora ter um uma hereditariedade constante, aproveitando esses privilégios de classe que a igreja garante. Então, para as lideranças se torna esse espaço de você ascender socialmente, para as bases, o espaço para você manter-se em vida. E essa combinação cria esse bloco que vai se hegemonizando e vai se organizando. E aí todas as mediações que a igreja desempenha como instituição vão fazendo com que ideologicamente os interesses de lideranças convinjam com interesse da base, os interesses da base se encontrem com a liderança e dentro do processo histórico que a gente viu de formação da Igreja Evangélica, o consenso hegemonicamente conservador se mantém e se reproduz. Não é porque o pastor disse, as pessoas também querem viver e sobreviver, meu Jesus Cristo. Certo? Pô, velho, isso é muito bom, mano. Eu eu gosto desse tipo de papo, né, que a gente tem que entender como efetivamente as pessoas estão vivendo, reproduzindo e desenvolvendo suas vidas. Isso é fundamental. fundamental, né? Eh, e aí, bom, indo pros finalmente aqui, a principal disputa eleitoral, então, tende a ocorrer no interior do próprio campo conservador, né? Quem vai pegar esses espolhos? Diferentemente de 2022, quando Bolsonaro funcionou como elemento unificador, o cenário atual é caracterizado pela competição entre diferentes candidaturas que buscam representar um movimento que encontre os evangélicos sua base mais fiel. Porque é o que a gente viu, se no cenário geral Lula leva de boa e Flávio enfraquece consideravelmente, no cenário evangélico, a base fiel ao bolsonarismo tá ali. A fragmentação eh observada nas pesquisas, portanto, não, Melindinha, tá bom? >> Eh, deve ser interpretada sob o marco da disputa pela legitimidade de sua representação. É isso que o pessoal vai tentar fazer sob esse quadro de instabilidade na representação eleitoral. Por outro lado, fatores econômicos podem recuperar maior peso na disputa eleitoral, podem, sem eliminar a relevância da identidade religiosa. Ao menos é isso que o desvio de padrão notado pela pesquisa Atlas Intel Bloomberg indica, assim como indicadores de rejeição do ao governo Lula, que recentemente tiveram uma queda significativa entre o segmento evangélico, o que não se converte em apoio à candidatura do atual presidente, tal como apresentado na pesquisa da Genal Quest, que marcou a queda da desaprovação do governo Lula em 60 de 65% em abril para 58 em julho e uma melhora na aprovação de 28% a 37% nos mesmos períodos, mas isso não se converte em apoio eleitoral. É doideira, né? Mas eis a vida. E aí, pra gente fechar, balanço e análise. A novidade do processo político em curso não consiste na reconfiguração do alinhamento ideológico do eleitorado evangélico. Ou seja, não foi pra esquerda, né? Não foi. E nem na emergência de uma nova figura representativa com legitimidade e apoio massivo. Você não tem uma nova figura carismática. ocupando o lugar do bolsonarismo. O fenômeno relevante e que deve ser considerado. Não, não, não faz isso não, porque não tá legal esse negócio aí. Tá bom, pode brincar, mas não, não põe na boca, não. Fechou? Eh, o fenômeno relevante que deve ser considerado é a crescente dissociação, e aqui que é o fenômeno que nos interessa, dissociação entre uma hegemonia social relativamente consolidada, que é o conservadorismo evangélico, em uma parcela da população, e as formas políticas encarregadas de representá-la. Esse é o elemento que nos interessa, a dissociação entre uma hegemonia social conservadora que está estabelecida entre os evangélicos e uma representação política capaz de representá-la. Não, não, não, não, não faz assim, não. Faz assim, não, faz não, assim não, assim não, >> porque isso aqui tá sujo, posso limpar depois. >> Não, não. Tá bom. É que agora precisa de de passar o preciso lavar ali com a bucha. Tá bom, depois eu faço isso, tá? De boa. >> E você vai colocar onde isso aí? No freezer. Tá bom. Aí pode aí. Beleza. Então tá tranquilo. Experiências de laboratório em casa. Laboratório doméstico. Dissociação entre uma hegemonia social relativamente consolidada e uma parcelada da população e as formas políticas encarregadas de representá-la. É isso que nos interessa. É isso que nos interessa. Já já volto aqui. Pera aí. Nós temos uma base de uma hegemonia conservadora que está consensuada há muito tempo, há muito tempo, e forma essa base evangélica que agora não tem uma representação política capaz de expressá-la adequadamente, tá em crise nesse sentido, recente, dado o que aconteceu com o bolsonarismo. Mas isso não faz com que esse grupo deixe de ser conservador, que essa hegemonia, esse consenso seja superado, não se converte em voto à esquerda. conversão do dos valores ou do das posições tomadas, não, porque historicamente e na estratificação de classes que a gente viu, acontece o contrário. A tendência é manter-se e manter-se por um tempo, mas agora não tenho vazão de representação. Eu não coloquei isso no artigo, então eu vou colocar aqui como uma intuição, não é nem hipótese, intuição para depois verificar se pode virar hipótese. O ponto é, considerando isso, é possível que dentro deste grupo religioso, em um processo muito acelerado, a gente viva o desencantamento que a esquerda viveu ao não se ver representada. Aí sim, oportunidade bonita e brilhante pro tal tentativa de enraizamento da esquerda nesse grupo. Oportunidade de uma tentar reconverter essa essa hegemonia estabelecida, pelo menos no espaço da representação, não necessariamente no espaço desse consenso de base, mas isso eu não coloquei no texto porque aqui é mera intuição, tá bom? Então, primeiro nós, depois eles. Entre 2018 e 2022, Jair Messias Bolsonaro foi alçado como figura representativa dessa hegemonia, né? Hegemonia já consolidada. Por isso que eu odeio a ideia de que o os evangélicos foram cooptados. Ai, tadinhos. Não, não, gente. Eu enquanto evangélico falo, ninguém foi cooptado de jossa nenhuma. Ess esse conservadorismo, ele foi historicamente estabelecido. A partir do apoio institucional e sobre os marcos históricos que históricos que constituíram o movimento evangélico, foi possível transformar disposições sociais produzidas historicamente pelas instituições religiosas em uma representação eleitoral relativamente unificada. Sua perda de centralidade não elimina essas disposições, mas desfaz temporariamente sua principal forma de condensação temporariamente. Nesse sentido, a questão central das eleições de 2026 no análise dos evangélicos, não é identificar quem herdará eleitoralmente Bolsonar Bolsonaro. Não é quem vai ser o herdeiro, não. Não é isso que interessa. Sabe por quê? Porque não é isso determinante, mas compreender como uma hegemonia social conservadora relativamente estável pode reorganizar suas formas de representação política após o enfraquecimento de sua principal liderança carismática. O grande feito é como essa galera vai se reorganizar, como esse consenso social estabelecido, esse consenso hegemonizado se reorganiza, dado que a representação política desfaleceu, desapareceu. Como que ele vai responder a isso? A aposta que a gente vai fazer aqui é que fortalece pequenos poderes e tendencialmente a gente vai ter um recrudescimento na na nas eleições dos evangélicos nas casas legislativas, né, no poder legislativo. A gente vai ter aí então reforço de conservadorismo do conservadorismo nesses abráos pequenos poderes. Mas isso aqui é a nossa aposta enquanto tentativa de de diagnóstico, né? Mas o grande elemento não é quem erda Bolsonaro, não é quem quem erda a representação, é como a hegemonia social se readequa nesse novo cenário em que você não tem alguém que condensa, que aglutina essas essa representação. É aqui que interessa. É aqui, esse é o elemento bacana. Como que vai responder essa hegemonia que já está estabelecida? Não pode negar ela. Ah, nem todo o evangélio. OK, mas a hegemonia está estabelecida. Desse modo, as igrejas não são percebidas como simples apoiadoras de candidatos específicos, mas como instituições que funcionam como mediações, como a gente já tratou aqui na nossa metodologia, no interior da reprodução social e que precisam ser capazes de preservar a continuidade. Zé assim vai cair a TV, mano. Eita, perigoso, hein? Solta, solta, solta, solta isso aí. Excelente. Ó, ó. Tira o esse cabinho da ponta para não ter isso. Depois a gente põe. Tira. Beleza. Você entendeu o que eu falei? >> [roncando] [risadas] >> mas como instituições que funcionam como mediações no interior da reprodução social e que precisam ser capazes de preservar a continuidade de representações políticas que viabilizem seus projetos, atuações e impactos na reprodução da vida das pessoas em relação às outras instituições, especialmente no âmbito do Estado, né? Então, o que interessa não é que a igreja apoia a candidato A ou B, mas como mediação paraa vida da comunidade, como ela se readequa num cenário em que não tem um representante específico no estado, como você se reposiciona? É isso que é o interessante enquanto instituição e as massas de fiéis, né? E aí, para finalizar, a principal chave interpretativa para compreender o comportamento do eleitorado evangélico nas eleições presidenciais de 2026, portanto, reside na análise da tensão entre estabilidade da hegemonia e instabilidade da representação política, tal qual Gramish discute hegemonia. Ah, meus amigos, aqui é para fechar o caixão e para recuperar o Isso é viável, só é possível fazer esse tipo de análise desenvolvendo aquele processo de teoria social que a gente estava constituindo para uma ciência social adequada para determinados fenômenos. Aqui no caso a gente tá discutindo as os evangélicos e as eleições, mas poderiam ser outras instituições, né, tentando uma teoria geral que aí vai ser reajustada de acordo com cada uma das condições e cada um dos objetos específicos. Eu já o fiz. Eita, que que é isso? Pega, pega teu copinho lá para pegar. Pega um outro copinho ali para pôr água para você, por favor. >> De quê? >> Um copinho para pôr água para você. Beleza. Pega ali, pega ali. Nossa, tá exausta pelo jeito. Tô terminando aqui. Fechou. Carlos sem Manuel. O neopentecostalismo na América Latina não é projeto da CIA. Não, não [risadas] tem vídeo. Um dia eu vou poder, agora não vou poder discutir isso, mas eu vou trazer isso em outro momento novamente. Ontem me perguntaram isso de novo em outro ambiente. Eu falei: "Gente, que que que o pessoal dos algoritmos tá fazendo hoje em dia?" Então, ficou assustando as pessoas. Me parece que os são o atual besto do apocalipse mesmo. Ah, isso eu concordo, mas aí por outros motivos. diz que do William, você descrevendo exatamente a dinâmica da minha antiga a entre parênteses mega igreja como se conhecesse de perto porque é ciência social aplicada. [risadas] Ciência social aplicada faz isso. A gente fala: "Meu Deus, parece que ele tá descrevendo o que aconteceu em todo lugar". >> Não, tem que ser outro. Pega aquele, pega a tua xícara. Hum. Pode ser qualquer xícara ali embaixo eu pego para você. Tem várias xícarazinha ali. Eh, agora pergunta, xícarazinha ou xícarinha? Vai saber, cara, porque ciência social, né? A gente tá analisando as instituições, o papel do desenvolvido, como ela se estabelece, como hegemonia. E é isso que acontece. É isso que acontece. É importante, importante ver esses processos como ele se dá, tal qual ele se dá e ciência social aplicada, adequada para este tipo de fenômeno. Não, essa água não, eu ia pegar para você, >> mas essa água >> eu sei, mas que que você botou ali dentro? >> Mas fechou. Já já eu pego para você. Era pr só pegar um copinho ali. Não, cuidado, cuidado. Isso. Excelente. Diz querido Guilherme. Essa é a vantagem da ciência. a gente conseguir entender as coisas, mesmo que não esteja lá presencialmente. É exatamente isso. Se você consegue entender uma metodologia adequada que compreende o padrão e explica os nexos causais, ciência, [risadas] ciência, né? Os nexos caus, como que as coisas se dão de tal ou qual modo? Ciência. E trem difícil, mas a galera tá abandonando ciência, esqueceram a ciência. Esquece. >> Dá pegar nosso próprio sorvete, >> pô. Dá, dá um trabalho, mas dá. >> Pode hoje. >> Hum. >> Dar um calor. >> Tá bom. Faça um sorvete de palito pra gente >> que posso te ajudar. >> Pode. Mas aí eu preciso terminar aqui. Daqui a pouquinho a gente faz, tá? À tarde a gente faz. >> Beleza. >> Sim. Mas tarde não vai hora. Agora tá. >> Tá bom. A gente vai desenrolar isso hoje. Pode deixar. É isso. Ciência é uma coisa incrível, né? Pois do nosso game pode ser >> do seu vou poder agora, mas daqui a pouquinho >> eu já ajeito para você meu game eu posso >> isso. Claro. [limpando a garganta] Eh, que que eu tava falando? Ciência. Ciência é uma coisa incrível, né? Que incrível. Ciência. Ai, gente, que saudade do pessoal defendendo ciência. Que saudade da esquerda que defende ciência, né? Mas não ciência pela ciência. Ah, porque ciência pur ciência para resolver problema, para fazer análise adequada da realidade, para não ser só não só descrever fenômeno. E então é isso, preciso encerrar aqui, acudir a criança em seu pedido e também trabalhar, que eu tô quase atrasado. Beleza? É isso, meu povo. Papeamos hoje, hein? Papeamos hoje ciência pura e simples, só que não, mas tentando aí contribuir de alguma maneira com um pouquinho de como é que a gente discute determinados temas, sem obviamente cair na mera descrição, no mero apontamento, nem nos lugares comuns. Espero que tenha contribuído. [risadas] Xo Guilherme, bons sorvetes. Sorvete, Baris. É, vou fazer um sorvetinho aqui. Massa. Vai ficar um sorvetinho de frutas bom pra criança de palito. Dhe doo Ederson P. Olá Ederson, como é que você tá? E é Mr. White science. Pior que eu tô reassistindo o Breaking Bad, velho. [risadas] Tô num limbo de séries aqui. Fui reassistir Breaking Bad. Ô trem bom, né, mano? Nossa, velho, que coisa boa aquilo ali. Série maravilhosa. Sence faz alguma coisa aí. É isso de inscrito fazer watch. Valeu, Brunov. Valeu, minha gente. Não esqueçam de curtir esse vídeo. Sempre esqueço de pedir essas coisas, comentar para engajar. Comentáriozinho ajuda. Tem aquele trem de highpack que eu não sei para que que serve, mas dizem que é bom. E enviar pras pessoas. Envie pras pessoas. Ah, é um tipo de vídeo de entretenimento do YouTube, com certeza não, mas é necessário. Mas é isso, minha gente. Quarta-feira. Quarta-feira, praticamente fim de semana. Cá estamos. Opa, e falhou. Quarta-feira, praticamente fim de semana. Cá [música] estamos tentando sobreviver a um inverno quente, a um verão frio. Eu já não sei o que que tá acontecendo. E disso que ele tá colocando hoje, hoje a música do dia é don't Dream It's Over. Isso. Depois vocês ouvem lá e entendam porque Juan Gabriel me disse: "Bruno, don't dream". E aí vocês vão se divertir com o trocadilho musical com referência totalmente excelente. Fiquem bem, desfrutem do Campeonato Brasileiro, o jogo aí entre Cuiabá e Chapecoense na Arena Cond e a gente poder curtir pós-copa do Mundo esse tipo de clássico na nossa [música] série A. Beleza? Fiquem bem, Deus abençoe e nós tentaremos [música] seguir por aqui, contribuindo com divulgação científica e crítica aos humanos que não querem levar a sério a ciência. Seguimos por aqui trazendo a boa nova. Trazendo [música] a boa nova todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo boa nova todo [música] dia útil >> até a vitória final. Fiquem bem. Deus abençoe. Valeu [música] demais. É nós. Estamos junto. Hidratem-se, bebam água, protejamos dos fenômenos climáticos causados pelo capitalismo. É, nós estamos junto. [música] Valeu. Falou.