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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: DE EVANGÉLICOS À PIORA DO NOSSO FUTEBOL – UMA ANÁLISE DO BRASIL MODERNO

🔴AULIVE: DE EVANGÉLICOS À PIORA DO NOSSO FUTEBOL – UMA ANÁLISE DO BRASIL MODERNO

🔴AULIVE: DE EVANGÉLICOS À PIORA DO NOSSO FUTEBOL – UMA ANÁLISE DO BRASIL MODERNO

pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

[música]
He.
[música]
>> [música]
[música]
>> เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> Bom dia, tudo bem com vocês? [música] E
aí, minha gente, de boa? Perdão aí,
problemas técnicos com o meu fone
[música] também com esse horário que a
gente resolveu fazer hoje por motivos
trabalhísticos. Tudo bem com vocês? Como
é que vocês estão? [música]
Ajeitar aqui esse trem.
O som tá bom? Tá muito alto. Tá de boa.
Baixar um cadinho [música] aqui, pá. E
aí? E aí? E aí,
como estão meus queridos sociólogos e
sociólogas do Twitter? Vocês estão bem?
Espero desejo que sim.
Deixa eu mandar o trem aqui.
Eh,
pá, empecemos.
Ai, hoje começando mais cedo na nossa
madrugada. Espero que vocês estejam bem.
B aqui, deixa eu ajeitar os trem.
Começar nosso papo. Bom dia, querida
Jéssica. Como é que você tá? Tudo bem,
querida Jéssica? Ih, tá travando meu
computador. Ei, vamos lá. Vamos lá. Bom
dia, querida Jéssica. Bom dia, bom dia,
bom dia, bom dia. Jéssica diz:
"Antelote, Ancelote. Errou. Neymar foi
moleque e Putz Grila, deixaram a
Noruega. Desfilar em campo, não marcaram
bem. Aí o gigante deles lá fez só dois
gols, né? Exatamente. Minha abre aspas.
Análise fecha aspas. Ponto. Tá
plenamente correta a sua análise
indignada. Parece que o gigante acordou,
mas o gigante errado. O deles aí é o
problema.
Bom dia, que da a tá tudo bem? Espero
desejo que sim também nesta nesse início
de madrugada, né? Estamos cedo hoje, pô.
Estamos cedo. Espero que esteja tudo em
paz por aí. Espero que estejam em férias
escolares e sejam boas férias escolares,
escolares universitárias, obviamente,
né? Bom dia, querido Paulo Pessoa
Silvia, tudo bom? Tudo bom, querido. E
você? Tudo bem? Espero desejo que sim
também. Hoje vamos aqui para análises
generalistas, tudológicas, com hipóteses
de trabalho.
Bom dia, querido Alexander. Acertei de
primeira vitória do trabalhador.
Normalmente eu erro o seu nome, mas hoje
eu acertei. Bom dia, Alexandre. Como é
que você tá? Tudo bem? e diz que do
Alexandro. Bom dia, Bruno. E queridos
amigos batistas. É baristas. [música]
Exato. Ele corrigiu aqui, ó. Baristas.
Baristas. Cá estamos. Estamos bem. Sim.
E você? Tudo bem? Espero desejo que sim.
Cá estamos nós para mais um papo pela
manhã numa quarta-feira, só que hoje bem
cedo, bem cedo mesmo.
E para papear coisas graças aos
sociólogos, sociólogas do Twitter que
existem por aí. Obrigado, sociólogos e
sociólogas do Twitter. Cadê minha
xícara?
Hum. aqui que nos agraciam com essas
maravilhas,
que são análises profundas,
mas que abrem janelas para discussões
interessantes, se a gente quiser se
esforçar, né? Mas aí tem que se
esforçar. Ai ai, deixa eu só dar uma
olhada aqui porque eu tenho cola hoje.
Tenho cola para não me perder porque
hoje é live ensaio. Tenho que dar esse
nome também. A live ensaio. E aí, a live
ensaio, eu preciso olhar aqui
o a minha cola.
Tô me matando para não enxergar porque
eu esqueci o óculos. Agora sim.
[risadas]
Pera aí. A live ensaio. Eh,
pá, vamos lá.
Pronto.
Ah,
tá aqui. Beleza. Separei aqui minha
minha cola da live ensaio.
Excelente. Preparada.
Bom, querido Cléber Lauer, bom dia. Como
é que você tá, meu bom? Tudo bem? Espero
e desejo que sim. Espero e desejo que
sim. [roncando] Espero e desejo que
esteja tudo em paz na vida na na vida de
Vossa Senhoria. Meu, minha gente
querida, minha gente querida, minha
gente querida.
Olha que maluquice, né?
Eh, vamos começar pela maluquice básica,
pela Eita, meu computador tá travando.
Minha internet também tô preocupado.
Espero que não caia. Tá travando para
vocês aqui? Tá travando
consideravelmente. Deixa eu ver se eu
consigo
melhorar.
Pera aí.
Acho que não vai travar mais não.
Cara, eu dei aquela acordada, tomei um
banho, vim direto para cá. O cabelo tá
me incomodando consideravelmente.
Vaidades adquiridas familiarmente.
Já já melhor. Eh, que que eu ia falar?
Ah, é começar pela maluquí número um,
né? Maluquícia número um. Comecemos pela
maluquí número um. Primeira reflexão do
dia. E tá num clima de de rádiozinho de
bom dia mesmo, né? Essa [música]
musiquinha chill no fundo meio pã. É um
a live de bom dia mesmo. Bom dia. Bem
cedo. Vou começar pela seguinte
maluquice. Maluquice número um.
Não sei se no círculo de amizade de
vocês tem esse tipo de pessoa, mas é
muito comum. Não sei se círculo de
amizade de vocês tem esse tipo de
pessoa, mas é muito comum alguém que vai
dizer: "Ah, gente,
futebol aí, ópio do povo.
Ah, isso aí é pão e circo?
Ah, nem sei porque vocês torcem para a
seleção. Copa do Mundo é só negócio. E
piriri poró. Vocês t essa gente no grupo
de vocês? Tem tem esses esse tipo de ser
humano aparentemente crítico na vida de
vocês? Que que que acha que teve uma
brilhante ideia de fazer essa crítica
incrível? E eu acho que vocês devem ter.
Eu acho que vocês devem ter. A gente vai
começar por essa loucura para depois ir
pr as outras, por essa aparente crítica
totalmente vazia para ir pras outras.
Bom dia, que Igor Juan, como é que você
tá, meu bom? Tudo bem? Diz: querido Igor
Juan. Bom dia, meu querido professor.
Deve est falando com o nosso querido
Cléber Lauer ou com o nosso seu querido
Alexander, mas pode ser comigo
acidentalmente. Tudo bom, meu bom? Como
é que você tá? Espero desejo que sim.
Aliás, faça como o Igor Juan, faça como
o Igor Juan e se torne membro, membra
membre, membresia aqui do nosso
canalzinho para você poder ter acesso a
conteúdos exclusivos para você, para
você e para todas as outras pessoas que
também são membros, membras, membres
membreia aqui do nosso canalzinho. e
você se torna membro, membro, a membro,
membrezinha aqui do nosso canalzinho.
Além de ter acesso a conteúdos
exclusivos, você tem acesso a nossos
cursos exclusivos, cursos de max e
religião, evangélicos e política no
Brasil, como fazer o seu projeto de
pesquisa, eh, filosofia latino-americana
e mais uma pancada de coisa, além de
você poder considerar entrar pro nosso
grupo do WhatsApp exclusivo para
membros, membras, membres aqui do nosso
canalzinho, que é o o primeira igreja
barista do WhatsApp. E aí, que que você
faz? você se torna membro, membro,
membro, membresia e você manda um e-mail
com o seu nickname e o seu celular para
este e-mail aqui, ó, que está passando
em sua tela. E aí, quando você mandar,
eu olho lá, checo se é você que tem o
mesmo nickname e tem lá o o teu número e
você entra no nosso eh grupo do Zap, tá
bom? Então, é uma opção aí que você pode
ter também. Aí você fala: "Não, mas eu
nem tenho como me tornar membro, membro,
membro, membrezinha". Você manda então
um Pix. Você manda um Pinks aqui, ó.
Manda um Pix. Vai tá sobrando uma
merreca aí. Ajuda a manter o nosso
trampo, porque o nosso canal é um canal
pequenininho, irrelevante e
cotidianamente lembrado por pessoas, por
pessoas que tem canais maiores de que
nós somos irrelevantes, o que me agrada
bastante. E aí o que sustenta a gente
não é a quantidade de views, nem
necessariamente todos os AdSens, porque
são poucos, senão a membresia do canal.
É isso que funciona, gente. Beleza?
É, nós tamo junto. Então, ajuda nós aí,
fortalece pra gente poder seguir o nosso
trampinho, curte, comenta, né? Eu
esqueço dessas coisas também. Curte esse
vídeo, comenta para engajar, espalha a
palavra por aí, fala: "Gente, vocês já
viram o o canalzinho do Bruno? É um
Bruno com nome esquisito. É Bruno não
sei que lau." E aí, o Bruno não sei que
lau é um cara legal. Você dá uma
olhadinha lá. É meio bobo. É meio bobo.
É meio tonto. É meio tonto. Mas ele tem
um conteúdo interessante. Ele tenta
aliar conteúdos qualificados com
entretenimento de gosto duvidoso.
Pronto, a gente vai se ajudando, tá bom?
Inclusive tem que agradecer vocês porque
mês passado o senhor YouTube nos pagou
graças à membresia desse canal. Digas de
passagem. Então, agradeço aí a membresia
do canal que fortaleceu
consideravelmente.
Bom, diz que a ligo para esporte, então
eu escapei. Então você escapou da pessoa
crítica. Talvez a pessoa crítica seja
você. Brincadeira,
[risadas]
mas normalmente tem, né? Tem aquelas
pessoas. Bom dia, querido Gabriel. Como
é que você tá? Gabriel também parte aqui
da nossa membreia da primeira igreja
barista do YouTube. Bom dia. Hoje de
madrugada mesmo nem cheguei no trabalho.
Aí ó, estamos começando o dia. Eu acho
que eu vou começar a fazer cada vez mais
cedo. A gente vai começar daqui a pouco
às 5:30 da manhã. Aí a gente faz uma
vigília, né? Começa com uma vigília de
oração, a corrente de oração forte. Às 5
da manhã para ajudar o trabalhador aí
pro pro trabalho. Víctor Freire:
encerrei a amizade com esses chatos há
10 anos. Então você é uma pessoa
sensata, né? uma pessoa que e uma pessoa
forte, capaz de encerrar amizades.
Não é todo mundo que tem essa essa
capacidade. Parabéns, Vitor que do Juan
Gabriel. Bom dia, Juan Gabriel. Juan
Gabriel disse: "Bom dia, Bruno Odegard".
Eh,
aí você me pegou. Mas se vocês
curiosidade curiosidade para vocês, no
final dos anos 90, olha, é verdade,
durante os anos 90, início dos anos
2000, a seleção da Noruega teve um
zagueiro que inclusive jogou contra o
Brasil no ano da graça de 1998 na Copa
do Mundo, quando eles ganharam de 2 a 1.
Curiosamente, em cima de nós, se eu não
me engano, foi 2 a 1. Tinha um zagueiro
chamado Rickdal. Vocês podem dar um
Google porque ele chamava He, que era
quase down, ficar He, faltava um I. E aí
ficou, nossa, é quase lá e quase chegou
a ser meu parente por um I. Então tá lá
o tinha um zagueiro chamado Heckdown. He
RDAL,
curiosidades
diz: "Querido Gustavo Peom dia querido
Gustavo Peutebas é ópio do povo. Viva
Campuché
democrático soberano.
[risadas]
Ai! Jesus Cristo di que do Gustavo agora
falando sério Argentina mal do universo.
Calma calma calma torcedores. Calma
torcedores. Calma. Diz que do Ryan
Augusto. Bom dia. Como é que você tá,
Ryan? Tudo bem? Ran Ryan, tudo bem com
você? Espero desejo que sim.
Futebol OP do Ai, cara, o cara que fala
futebol do PBA.
Essa pessoa, essa é a primeira crítica
que a gente tem que fazer aqui, né?
Ô meu Deus do céu.
E disquido Igor, cadê dis que Igor? Por
pouco o Bruno Criancinha não fez o Bruno
Adulto ser um torcedor viking. Não, isso
jamais aconteceria. Isso jamais
aconteceria.
Jamais aconteceria. Mas era foi, era
curioso. E ele, se não me engano, ele
foi capitão da seleção norueguesa. Hick.
Tinha que dar a se fosse adolescente eu
poderia ser, mas não tenho mais idade
para isso. Justo, tenho uma reputação
para manter. Você tem toda a razão, você
é uma pessoa de linha correta.
Totalmente correta. [roncando] É o que
acontece, minha gente, até é esse lance,
né? Ah, futebol op do povo.
Ah, Copa do Mundo, ela é
é só negócio. Ah, o futebol para enganar
as massas. É, põe circo, piriri, pororó,
pi, pó pó. E aí parece que a pessoa tá
sendo super crítica, né?
Descrever um aspecto da realidade não te
torna crítico. Eu eu eu gosto dessa esse
primeiro ponto de observação importante
antes de começar. Qualquer coisa que a
gente vai aqui trocar uma ideia.
Descrever
um aspecto da realidade não te torna
crítico ou crítica de pensamento
crítico. Não. Não. Ah, futebol é
negócio. Parabéns, né? Assim como dar
aulas, né? Dar aula é negócio, gravar
conteúdo no YouTube é negócio. Dado que
potencialmente numa sociedade de mercado
capitalista que tenta se estabelecer
como totalizante, tudo quanto é relação
é mediada pro mercado. Bem-vindos ao
mundo. Olha que incrível, né? Olha que
incrível. Tudo que a gente faz tá dentro
desse jogo.
[ __ ] parabéns, hein? E aí você
descrever um aspecto da realidade não te
torna crítico ou crítica de maneira
nenhuma. Ah, futebol é só pelo dinheiro.
A Copa do Mundo é negócio. Parabéns,
velho. Parabéns por descrever um aspecto
da realidade.
Isso não faz a pessoa ser crítica, né?
Eh, é uma obviedade,
uma obviedade. Que que te faz ser
crítico? entender porquê, por
ou como as relações se dão de maneira
contraditória nessa realidade e
tensionar essa contradição. Ah, agora a
gente tá ficando crítico, agora a gente
tá botando cérebrozinho para pensar,
dizer que as coisas são mediadas pelo
capital. Ah, parabéns.
Sério? Nossa,
[ __ ] não sabia.
Eh, não te faz crítico. Não te faz
crítica. Dizer que o esporte ou a
religião ou um apego prazeroso da pessoa
no dia a dia não resolve os problemas da
vida dela também não te faz crítico. Não
te faz crítica, né?
eh, perceber os limites de um Não, não,
não. Descrever esses aspectos, a
realidade não te torna crítico, torna
crítico a capacidade de ver as
contradições e tensionar elas dentro de
uma totalidade. Então, por exemplo, por
que o futebol se torna um esporte tão um
um negócio tão atrativo do ponto de
vista do mercado que ele não era, ele
foi se tornando, né? ele vai se tornando
e progressivamente esse esporte, essa
prática esportiva vai sendo assimilada e
mediada por relações de mercado. Ele não
nasce como uma mercadoria, ele nasce
como uma prática esportiva, ele nasce
como um tipo de jogo praticado por
pessoas, inclusive no caso
trabalhadores, trabalhadoras, operários,
operárias, não é um espetáculo, é um
jogo.
E o jogo se torna o jogo mais popular do
planeta.
Mais popular do planeta. Porque até
então é botar uma bola no meio de campo,
gente contra gente, tem que acertar a
bola dentro da da das travinhas.
É relativamente simples, dá para
praticar em qualquer canto, em qualquer
buraco, em qualquer espaço. Então se
populariza muito fácil e um jogo muito
imprevisível. Você não precisa de muito
equipamento, você treina pode treinar
sua habilidade individualmente, mas é um
jogo coletivo, ele ele não é simples,
né, de ser articulado, de ser jogado.
[música] Eh, fácil de você saber qual o
resultado. Entrou 11 contra um, você
sabe quanto é o resultado, não sabe,
porque tem muitas variáveis, são muitos
fatores envolvidos. Então é um jogo
muito atrativo e fácil de ser praticado.
Então nesse processo é um jogo que se
espalha muito rápido, se espalha muito
rápido por tudo quanto é canto. E a
gente começa a praticar em tudo quanto é
canto do mundo.
antes de progressivamente se tornar um
negócio, um grande dinâmica dentro do
capital, é um esporte popular, é um
esporte
comum, fácil de ser praticado e que
entra numa era de globalização, né,
assim, a partir ali da metade do século
XX, esse esporte praticado no mundo
inteiro começa praticado no mundo
inteiro, literalmente, talvez excetuando
na China, que é um caso raro de 1 bilhão
e não sei quantas milhões de pessoas que
não consegue encontrar 22 para jogar uma
bola. Eh, uma estatística ser estudada.
Conseguem achar 22 no meio daquela
diante tanto de gente para jogar uma
bola, pelo amor de Deus. Mas tudo bem,
bota a galera 11 contra 11 ali e joga a
bola. Se espalhou
na dinâmica em que potencialmente todas
as relações vão se tornando sob eh
mediadas pelo capital, pela progressão
do capitalismo, modernização capitalista
do século XX, né? a gente tem ali
esse esporte estabelecido, ele vai sendo
assimilado por essas dinâmicas de de
por essas dinâmicas de mercado. Aí sim
ele vai se tornar um negócio, mas ao
mesmo tempo ele é um esporte popular e
geracionalmente,
territorialmente no globo popular todo
mundo vai aprendendo a batera, vai
aprendendo a jogar, etc, etc, etc.
[roncando]
Então eu tenho que ver a tensão que é aí
ao mesmo tempo, é uma experiência
popular muito forte, muito interessante
ao mesmo tempo e um negócio do ponto de
vista dessa dinâmica de mercado e
capital global ao mesmo tempo. Então a
gente consegue se divertir, a gente
consegue se divertir porque a gente
gosta desse esporte e vê ao mesmo tempo
essa relação de mercado completamente
com truncha, como tem em qualquer outro
tipo de relação, tendencialmente nesse
mercado globalizado e que tende a ser
totalizante, né? Então não adianta você
dizer: "Ah, não, mas futebol nem vale
nada, porque o que que é coisa de
mercadoria de capital?" [ __ ] velho, aí
você não tá entendendo o que tá
acontecendo. Isso não é ser crítico.
E, aliás, esse tipo de relação de
esporte, de experiência que é coletiva,
né? Copa, eu eu souficionado por Copa do
Mundo. De quatro em quatro anos, essa
experiência coletiva é um negócio
incrível. Ela é uma coisa incrível,
especialmente pra gente enquanto
brasileiros, né? A gente tem um, mesmo
que a gente perca, mesmo que tem essa
celuma, essa maluquícia, como disse o
Tim Vickaryy, muito corretamente,
enquanto observador, né, inglês do
futebol brasileiro, a gente mistura uma
frustração com euforia, com é uma coisa
meio maluca, né? A gente não consegue
ter ter um meio termo porque a gente se
acostumou a ganhar uma coisa maluca. A
gente não sabe lidar com a vitória,
[risadas] a gente não sabe e nem com a
derrota, a gente fica numa coisa maluca.
Eh, pra gente é uma experiência muito
forte em que você mesmo que não goste de
futebol é absorvido pelo que o pessoal
deu um nome de World Cup Fever, porque
gringo é estúpido e gosta de dar novas
coisas, mas essa febre de Copa do Mundo
que a gente é engolido por essa
experiência, né? engolido por essa
experiência e você começa a se desligar
assim, você começa a perceber que, cara,
tem coisa mais importante até que meu
trabalho ou tem coisa mais legal até do
que ficar aqui me me sofrendo. E
normalmente a gente assiste jogo sozinho
no dia a dia, né? Campeonato brasileiro,
Copa do Brasil, Paulistão, na Copa do
Mundo a gente começa a se reunir, é um
evento ao vivo que a gente quer estar
junto e que a gente faz um bem bolado
para est de galera, para comemorar
junto. É uma experiência muito única. é
uma experiência muito única e que a
gente meio que tem um um espaço temporal
em que a gente se desliga e começa a se
conectar com outras coisas para além
dessa vida cotidiana que vai nos
consumindo, especialmente para quem
gosta e quem não gosta acaba sendo
absorvido por esse processo. Então entra
nessa contradição de mercado, de
negócio, de fazer a gente querer comprar
e ao mesmo tempo do lance de você querer
experimentar um uma parada que seja para
além do seu cotidiano, que vha vá para
além dessas relações trabalhistas,
mercadológicas, de exploração, não sei o
quê, não sei o quê, não sei o quê. Então
é uma essa contradição que a gente tem
que entender, essa experiência, né,
subjetiva, popular, maluca, num esporte
doido e as dinâmicas de mercado que se
aproveitam dessa situação, dessa
experiência e tal. Então é, eh, pera aí,
especialmente no caso do Brasil, né, que
vira feriado quando não, ou ponto
facultativo ou sei lá o que, quando tem
jogo da seleção e essa coisa é muito
legal, cara. É muito legal. Então,
é um, eu eu sou apaixonado pela Copa do
Mundo por esse tipo de experiência. Além
do que tem outra coisa que eu sou
apaixonado por Copa do Mundo,
que assim, ela me dá um um sinalzinho de
uma coisa que eu gostaria na minha vida,
que o mundo fosse mais assim.
ou pelo menos a gente fosse mais assim,
por um instante, por um instante de
alguns minutos, segundos,
você tá num lugar, não sei se vocês
tiveram experiência, tá num lugar em que
tem gente que você nem gosta,
e que tá todo mundo tretado e que você
nem tá naquele clima tão legal
necessariamente, em que você nem sabe se
o humano do lado é um babaca, se o outro
lado do lado é um o que que ele fez, que
não fez. Se a gente não sabe o que tá
acontecendo. Por um instante a bola,
aquela bolinha entra no gol, bate na
rede e a gente pula junto e comemora e
tem aquele freeonom que dá repio na
nuca.
Gente, fica e você abraça e beija uma
pessoa aleatória.
Você tá junto com gente, você cria um
laço de solidariedade inexistente até
então, uma fraternidade que não tem
nenhum sentido. E até gente que você não
gosta, que você naquele instante você
perdoa, você só abraça, fala: "Ah, você
é um babaca bolsonarista, mas me dá um
abraço". Então é uma experiência única
de de de união mesmo, de de coletividade
que é muito bacana. Fal, pô, é isso,
esse esse essa força estranha da gente
comemorar um gol junto nesse momento,
pô, velho, isso me dá um negócio. Fala:
"É isso, cara, gosto desse negócio aqui.
Isso aqui é é uma chaminha que tem que
saber trabalhar ela, sei lá como, né?
Mas é um tipo de experiência
interessante. Então, eh,
tensionar essas coisas é bacana. Não é
você ser só o urfanista do esporte, do
tradicionalista
brasileiro e nem você ser o cara da
negação do só do negação da da
experiência popular, só do negócio do
mercado capital e não sei o quê. Cara,
tem que ver a tensão, a contradição
existente nessa experiência e tensionar
ela, botar ela em crise, né? Mas é uma
experiência muito legal, é uma coisa
muito louca
e talvez por isso, inclusive o pessoal
tenha esse hábito de comparar futebol
com religião, né? Se você colocar
futebol ópio do povo, vai ter uma
porrada de analista de Twitter aí com
essas frases. Mas eu já volto para
futebol do povo, porque eu tenho que ver
aqui os nossos comentários do nosso
chatinho ou chatão, né? Chatinho é dos
convocados da do programa convocados da
TNT. Eles inventaram o chatinho. Os
chatinhos do chatinho. Não, aqui não,
que o nosso é chatão, porque nós é chato
mesmo.
Kevin, bom dia, querido Kevin. Que que
Kevin disse? Bom dia, Bruno, nosso
analista tático filosófico. Gosto de
futebol, gosto de tática, gosto de
filosofia e Kevin manja muito de
futebol. Este senhor aqui, Kevin
Mindegur, tem futuro como analista de
futebol. [risadas]
Diz Gustavo, lembrando inclusive
que chat, digo que futebol tem origem na
Inglaterra. Segundo dizem o auge da era
vitoriana. E há controvérsias, hein? Há
controvérsias sobre origem do futebol. E
agora vem informação para vocês.
Informação. Se eu tivesse aqui um
botãozinho do informação, eu tinha, eu
perdi ele. Informação para vocês. Tem um
esporte praticado por Guaranis
há muito tempo atrás, desde 1000, 300,
sei lá quanto, e era muito semelhante ao
futebol e que tem registros dessa
experiência, que era uma bola no meio, a
galera tinha que chutar e tinha que
acertar duas travinhas lá. Então tem
essa esse negócio e em uma visita que eu
não lembro de quem agora, qual
autoridade, não sei se foi o Manchester
City que foi para foi fazer uma
temporada, pré-temporada na China,
alguma parada assim, ou se foi alguém
outro representante que ao chegar na
China ganhou de presente
documentação do então premiere chinês
sobre a origem do futebol na China. Ou
seja, os chineses clamam a origem do
futebol, os guaranis clamam a origem do
futebol e os ingleses dizem que eles
inventaram futebol. Sabendo que os
ingleses conseguiram ocupar várias
terras por colonização e por esquema de
de de de pirataria chamada de comércio,
eles roubaram futebol com certeza de
qualquer um dos povos que sejam os pais
do futebol. Mas informação aí
que doido Paulo Pessoa Silva Jet André
Reckdal era esse mesmo. Jogou na Copa de
90 marcando o único gol da Noruega na
competição na vitória 1 a 0 sobre o
México, mas foi eliminada na fase de
grupos com a derrota de 1 a 0 para a
Itália. Sim. E jogou a Copa de 98
também, o que eu lembro que Getiu Ju,
sei lá como é que fala esse nome. André
Requal, que cara esquisito. Copa do
Mundo, diz querido Kevin de virtuosismo
para indicar que o país deve torcer. É
cansativa também. É verdade. Também é.
Ah, a gente vai falar sobre isso aí
também. Esse nacionalismo patriótico sem
sentido. Concordo contigo. Diz que Paulo
Pessoa Silva e o empate contra Iralanda
por 0 a 0. jogou também a Copa de 98
marcando um gol de pênalti contra o
Brasil numa vitória de 2 a 1 na fase de
grupos. Exatamente, acertei o resultado,
era 2 a 1 mesmo. Eu lembro desse jogo.
Lembro do mano tirando onda com a gente,
fazendo uma comemoração muito muito
folgada, [música] velho. Mas tudo bem.
Diz quido Felipe. Bom dia, baristas e
boleiros. Bom dia, querido Felipe.
Felipe, primeira pessoa beatificada,
santificada em vida no nosso canalzinho
pela igreja varista. Querido Felipe
Querido Borduna. Bom dia, Prof chat. Bom
dia, querido Borduna. Tudo bem com você?
Descito Alexander, minha humilde análise
sobre a eliminação é a seguinte. Não foi
surpresa. Estou com Crack Neto, que
disse que a decadência do futebol
brasileiro vem de décadas e que a
dirigência da CBF não tem condições. Ah,
isso é verdade, mas a dirigência da CBF
não tem condições desde sua fundação,
antes de ser CBF. Então eu tenho um
problema também em eu entendo e critico
a organização e critico essa parada da
estrutura de cima, inclusive porque não
planeja. Isso é um ponto aí a gente
discutir que a minha opinologia
futebolística, mas desde sempre a gente
tem uma uma instituição corrompida e
canalha assim. E não é só a gente. Se
você olhar as outras dirigências dos
outros países, hum,
hum. Hum. Se a gente olhar
assim, o histórico de presidentes da
FIFA, inclusive, se a gente for dar uma
olhadinha, é praticamente o histórico de
governadores do Rio de Janeiro,
né? Governo do Rio de Janeiro, você vai
em preso, vira presidente da FIFA é
questão de tempo. Você vai ser preso,
né? Em algum momento você vai ser preso
e processado, porque não existe
possibilidade da pessoa estar sentada
naquela cadeirinha e não tá fazendo
merda.
Um beijo infantil, né? É, dá um Google,
é fácil. Esse meme ele tem que acontecer
o meme comparando governadores do Rio de
Janeiro com presidentes da FIFA. É uma
questão de tempo, uma questão é só
esperar. Você bota uma polinha ali no
infantilo, é uma questão de tempo. João
Avelange, Joseph Blatter, daí é meu
amigo, não existe, não existe, não
existe.
Di que do Gustavo Pis, nossa, beija
alguém aleatório. É boate, não é jogo de
Copa do Mundo. Isso acontece com
frequência. Estádio de futebol. É o é o
é o tava falando com o Felipe, nosso
querido Beatificado aqui, né? Felipe
reforçando um ponto importantíssimo num
papo que a gente teve sobre o futebol,
especialmente para pessoas hétero
masculinos formados na masculinidade
tóxica e terrível que nós temos.
Futebol é um espaço do nosso laço
afetivo, né? Familiar, com pai, com com
primo, com quem a gente tem ali como
referência. É onde você pode chorar. É
onde você pode ter emoções, abraçar o
colega, né? E é engraçado isso.
Engraçado e triste, né? É um espaço onde
você pode dar essa extravazada. Os caras
se beijam, os caras se abraçam, o cara
bate na bunda do outro.
Assistir jogo de futebol, né? Aquele
comemoração mais hétero que tem. É um em
cima do outro, com outros 30 pulando em
cima, todo mundo se abraçando, se
arrolando, coxa com coxa, bunda com
bunda, mão com mão. É uma coisa
incrível. Aí é um momento em que pode se
liberar, né? E aí na torcida, mesma
coisa, saiig o pessoal tá se abraçando,
se beijando, se esfregando. Falei: "E
aí, ó?" Aí ele chora, né? O time ganha,
ele chora, desespera e liga pro pai,
liga pra mãe e liga para não sei quê. É
o momento que você pode extravazar. E às
vezes é o único vínculo de conversa que
você tem com alguém, né? O único vínculo
de conversa eh entre homens e o futebol,
hein? E como é que tá o Corinthians,
hein? E o Palmeiras? E o Botafogo? É
Botafogo. Eu tenho dó da torcida do
Botafogo e o escolhe alguém. Então é é
muito louco isso. Então assim, pessoal,
você beija você não sei o que lá e
depois dá tipo de macho e cospe, né?
Mostrar que é macho, mija no chão.
[risadas]
Ai meu Deus. Alexander, de continuar
corrupção e lobenso justo. Enfim, a
seleção brasileira tá uma vergonha e
acho que os clubes brasileiros devem
formar um comitê para resolver essa mas
também não vai resolver.
Do ponto de vista
estrutural dos clubes brasileiros. Não,
cara, o lance é o futebol, já vou falar
sobre isso. O futebol ele combina no
Brasil e no mundo, mas no Brasil tem
essas peculiaridades, porque opinologia
total. Mas o futebol ele combina um
lance de uma estrutura
dúbia em que ele é uma empresa e não é.
O clube ele é uma empresa, mas não é.
Ele é uma empresa, mas ele não é uma
empresa. Ele tem que funcionar com o
negócio, mas ele tem necessariamente que
ter um laço de confiança, um aspecto de
torcida que impede que ele seja só um
negócio. Então ele fica num num limbo
esquisito onde muita coisa é permitida,
né? Então é um negócio, a gente precisa
profissionalizar o futebol.
Profissionalizar parece que você vai
transformar ele numa empresa gerida só
por administração. Não. Por quê? Porque
para esse time ser gerido, né, para ele
poder funcionar, ele precisa de da
relação com a torcida, ele precisa do
lance da paixão, ele precisa do lance da
fidelidade
dos torcedores, o que inclui também você
ter nessa dirigência, nesses grupos que
tomam as decisões, gente ligada ao
clube, a tradição do clube, que seja
fidelizado ao clube.
Tem essa identidade, né? A menos que
você vai criar um clube do zero, que
você vai inventar um clube, que é o que
muitas empresas hoje têm feito,
injetando dinheiro até umas horas, eh,
que não tenha tanta aderência, que não
tenha tanta torcida, que não tenha tanto
tanta coisa, que você vai criar uma
marca e que você vai jogar muito
dinheiro fora para fazer isso. Então,
tem que ser também estudar porque que os
caras faz isso, porque joga muito
dinheiro fora.
É, então, então como tem esse lance
dessa paixão, dessa fé, dessa crença,
dessa aposta, dessa confi dessa
fidelidade, ela não pode ser só uma
empresa. Então, nesse limbo, você não
vai nem virar uma empresa gerencial
webana, em que o cara vai lá e vai só
tomar decisão ótima, coordenação de meio
para obter o fim, mas também não vai
virar uma zona aberta ou só na
camaradagem, um feudo, tal, você fica
nesse limbo. E esse limbo ele abre
margem para loucuras. [risadas]
Loucuras incríveis. Então, a gente tem
que sacar que, cara, só juntar o
pessoal, vamos juntar a galera para
decidir, para fazer,
porque tem um lado do negócio de fazer
dinheiro, tem outro lado que é essa,
quem se aproveita desse lance, vive esse
lance dessa fidelização, porque o
futebol é isso. O futebol depende disso.
Futebol não é só você sentar e assistir
o espetáculo, né? Eh, talvez por isso o
gringo, gringo não entenda tão bem.
Gringo estadunidense entenda tão bem o
futebol. Talvez eu entenda, porque não é
só, sei lá, vim aqui ter um ter uma
experiência prazerosa, né? Vim aqui e
ver um jogo intenso que sai muitos, não
tem um lance da da afetivo de você
geracionalmente torcer por aquele time,
querer que ele ganhe, eh você ter um
vínculo ali de que você acredita que
vale a pena defender esse símbolo, né?
esse escudo, essa história, isso tá
ligado com as las familiares que você
tem, o lugar que você nasceu, o encanto
que você experimentou junto com seus
próximos. E é isso, cara. E aí não é só
tipo o esporte para esporte, eu gosto
muito do esporte ou esporte praticado,
mas ele depende dessa fidelização no
primeiro momento, né? A torcida vai ser
o estádio, não é para viemos vir um
grande show que um a gente veio para ter
a experiência de de fidelidade, de vamos
torcer, vamos gritar, vamos empurrar o
time [música] que talvez esteja
enfraquecendo. E aí vem o que a gente já
vai falar já já. Dado dado
o processo de mercantilização que é
necessária para se manter dentro dessa
dinâmica do capitalismo,
enfraquece. E isso é weberianamente
demonstrado.
Diz Ryan, meu lado cantiano desperto em
Copas do Mundo. Não sei. [risadas]
Eu achei interessante essa frase. Meu
lado cantiano desperto em Copas do
Mundo. Ô, meu lado maluco desperto em
Copas do Mundo. Ele abandona
completamente qualquer racionalidade ou
apreensão da realidade. Eu suspendo ela.
Diz que do Gustavo Pez. Eu estou com
Reinaldo Azevedo nessa. A CBF, quando
menos tinha que ser uma autarquia e o
capitalismo brasileiro ter condições de
manter jogadores BR no Brasil. Basta as
empresas investir, basta, basta a gente
fazer as empresas também e a burguesia
brasileira se tornar nacional, né?
Nacionalista e não dependente. Então tá,
tá fácil, falta pouco.
Estamos quase lá.
que Alexandre. Ah, os convocados dessa
vez não tem ideia do que é o povo
brasileiro. Eles têm, gente. Eles o
problema não é esse. O problema não é
esse, eu acho. Posso estar errado, né?
Quem que tá aqui na conversa de bar de
café da manhã? Ti da Jéssica, seleção
brasileira precisa do espírito em campo
como os argentinos estavam perdendo
ontem. Cara, isso eu acho, isso me deixa
maluco assim, assistir o Bélgica e
Estados Unidos, os belgas puto da vida.
A a seleção belga nunca jogou nunca
jogou na vida da existência dela como
ela jogou contra os Estados Unidos. Com
ódio, com fúria, com vontade de vencer.
A gente vai acabar com esses malucos. Eu
nunca, meu, a geração belga, o problema
dela não era ser uma boa geração belga,
era tinha que ser uma raivosa geração
belga, que foi o que aconteceu contra os
Estados Unidos. Eles nunca jogaram essa
bola na vida deles. Um menino lá que
entrou se tornou o o o Pelé deles. O
maluco coçava na bola era caixa. Tava
driblando todo mundo. Tava porque tavam
com fúria. Tavam movidos ali por algum
sentimento que era diferenciado.
Confiança, ódio, raiva, que seja, né?
né? Diz: "Querido Templário, bom dia, tô
atrasado." Bom dia, querido Templário.
Fica tranquilo, estamos junto. Estamos
começando.
Eu que tô atrasado. Bom dia, Gabriel
Silva que diz: "Tá liberado torcer paraa
França, então". Ah, pode torcer.
É assim, em última instância, a França
nem a França, né? Se você for olhar o
futebol francês, a gente já sabe isso. A
seleção francesa, ela na verdade é fruto
do colonialismo, da adaptação da França
à globalização sobre as relações
colonialistas, né? Então, TV
aproveita-se da rede colonial [música]
montada pelo Império Francês, que tinha
aí suas colônias no continente africano.
E aí com o processo de globalização, ela
se dá bem, porque agora com essa
abertura de territórios, entre aspas,
pro capital circular, com essa
diversidade, não sei o quê,
junta para si os jogadores que não são
nascidos em território francês ou que
são nascidos em território francês,
filhos dos que migraram das colônias
francesas pra França.
Então,
os anos 90 e sua transformação das
relações de mercado e de relações
internacionais com a globalização e o
neoliberal, nós tivemos efeitos
interessantes para muitas seleções.
Futebol europeu melhorou muito, muito
por causa disso, mas melhorou muito,
muito, muito. Inclusive seleção
francesa, 11 pessoas que não são brancas
franceses.
T, não são franceses por terem
nacionalidade francesa sobre as regras
que nós temos internacionais a partir
dos anos 90, em especial.
eh, mas que são fruto das relações
coloniais da galera que migrou das
colônias francesas paraa França.
Você vê, né? O mundo é uma coisa
indiferenciada, então pode torcer pra
França. Eu acho errado, acho. Mas tipo a
quantidade de presidentes que o Peru
teve nos últimos 10 anos, é, a FIFA tá
competindo com o Peru. [risadas]
Que do Alexandre. Exato. Jéssica com a
Neymarização do futebol nos últimos
tempos. fez com que caras que querem ser
mais influencers do que atletas. É isso
[música] é verdade. Mas no mundo
inteiro.
Mas aí tudo bem. Acho posicionamento do
Mbappé. Depende qual posicionamento.
Nosso querido ditador Mbappé ele tem
posicionamentos dúbios. Ele tem, por um
lado, a postura, a esquerda
interessantíssima dele e, por outro
lado, um ser humaninho complicado, no
mínimo. Diz que do Juan Gabriel, o
governador do Rio versus presidente da
CBF, disputam quem vai pra cadeia
primeiro. É basicamente isso. É
basicamente, mas no caso do presidente
da FIFA, quem vai pra cadeia primeiro
diz que do Templário. Credo, que
delícia. É só frequentar mais jogos da
seleção brasileira em Copa do Mundo, só
que vai ter que esperar 4 anos agora.
Bom dia aqui do Thiago que diz: "Bom dia
a todos baristas e não baristas da
América Latina".
>> [risadas]
>> Cheguei aqui. Coisa deliciosa tô sendo
falado. É quatro em quatro anos, meu
amigo. É incrível. Diz que da Aila. Isso
é irônico para mim. Foi uma insistência
insuportável. A tentativa de me
empurrarem para três times diferentes
pelos homens da minha família que me
fizeram pegar rans do futebol. É, mas aí
também os caras devia ser chato para
caramba, né? Aí complica. Descrito
templário. Não tem um dia que esse
barismo não se junte para falar de
coisas deliciosas como essa. Eles
ficaram animados, hein? Pelo amor de
Deus, Alexander. Tanto que os únicos que
reconheci foram Alisson Casemiro,
Paquetá, Hendrick Neymar, Vini Júnior, o
resto dos caras eu nunca ouvi falar.
Então esse é um outro problema da
globalização do futebol. E aí a gente
ganha cria esse distanciamento que é
problemático mesmo paraa torcida, né?
para você ter identificação, apoiar o
time.
[limpando a garganta]
Diz que Alexandre, a não ser que você
acompanha o futebol europeu, você não vê
representado. É, eu como sou um
aficcionado pro futebol, acompanho o
futebol europeu, até o futebol de
Botsuana, mas é um outro problema, coisa
minha.
Inclusive, parabéns ao futebol botsanse,
tem melhorado consideravelmente. Temos
aí jogando hoje o Pelé Botsuanse
diz querido Juan Gabriel, imagina se o
se o se eu eu enfrentar o cara não se a
seleção enfrentasse o Zea capaz doente
que teve aquela falha do goleiro. É e
cara se a gente enfrentasse o Z ia dar
um problema da Nadal porque o cartão
vermelho que jogador Exatamente. Exato.
Exato. Olha, por isso que os belgas tava
furo da vida. Tava furo da vida.
Kevin tocou num ponto importante. Não
tem como falar dessa Copa e não falar
sobre diáspora. Exato. E sobre Eu nem
falaria sobre diáspora. É óbvio que a
diáspora do ponto de vista da galera,
né, que foi foi tirada, tal. Eu falaria
sobre essas relações de colonização e
seus efeitos.
Olharia pelo o outro polo. São os dois
polos, né? diáspora, empurrando o
pessoal para fora forçadamente.
Colonização, esse processo de você
invadir e dominar. Eu olharia pelo polo
do processo de invasão e dominação antes
faça o processo da saída.
Mas você tá plenamente correto. Eu torço
para que todo mundo ganhe, porque eu
quero que todo mundo possa ser feliz um
pouquinho por isso. Só não pode o
monopólio dessa felicidade. Ou seja,
fora Argentina, França e Espanha.
[risadas] É, no caso, nós brasileiros
somos os maiores responsáveis pelo
monopólio da felicidade na Copa do
Mundo. Nós somos os donos do jogo.
Éramos. Não sei. Diz Jéssica, esse papo
de empresas nacionalistas não pode
acabar em algo estranho? Sempre os
nacionalismo fico assustado. Sim e não,
né? Sim e não. Sim, porque a gente
sempre corre o risco do nacionalismo sem
conexão de sem o filtro de classe se
tornar fácil.
estão sim por esse lado, não pelo lado
de que a inserção das colônias ou das
periferias do mundo do mercado
capitalista se dá de maneira dependente.
Então a defesa de uma empresa nacional é
você tentar que ela faça uma inserção no
mercado internacional, no mercado
mundial, tentando tentando ter uma
relativa independência, relativa
independência, relativa autonomia. Então
você tem uma atenção importante, né? Não
posso cair no nacionalismo fxo, mas eu
também não posso negar que há uma
inserção necessária no mercado mundial
capitalista, porque está está posto dito
isso, está posto como é que a gente
entra com alguma autonomia, com relativa
autonomia.
Aí tá tá a atenção. Então é é curioso,
né? A vida tem dessas coisas.
Diz: "Querida Jéssica, próximo ano tem
Copa do Mundo Feminina. Quero ver o
mesmo entusiasmo." Eu já estou
animadíssimo, mas aí é coisa minha, né?
Mas eu eu tô animadíssimo, animadíssimo
paraa Copa do Mundo feminino. Quero
muito, velho. Quero levar a Luna para
assistir o jogo. Vai ser uma delícia. O
que mais tem a criança torcendo pro PSG,
Real Madrid, Manchester. Já para nós. Aí
que tá, aí que tá. Já vamos chegar nisso
aí. Seara, não somos mais os donos desse
monopólio. Então vamos lá. Agora
comecemos o nosso papo outro
que acontece, minha gente, lá vamos nós.
Vamos aqui uma análise marxista
weberiana, weberiana marxista do
futebol.
Primeiro começar pelo lado marxista, a
bobagem que fala sobre futebol o ópio do
povo, que é a reprodução na verdade da
bobagem que fala sobre religião op do
povo. Não conhecem a o uso da metáfora,
não conhece como ela funciona,
reproduzem bobagem. Então, a ideia de
falar futebol é óbvio do povo, como se
fosse uma anestesia que tá te enganando
e te escondendo da realidade. Por um
lado, é verdade. E Marx concordaria,
diria. Você tem toda a razão.
Essa prática, essa experiência, essa
coletividade que não resolve seus
problemas fundamentais, ela realmente te
anestesia, ela realmente te deixa
aceita, né? Você aceita a realidade, te
dá um conforto,
aí vem. Mas ela não é só submissa. No
ponto de vista de que ela te dá esse
conforto de negar a realidade, ela
também te dá uma outra vivência dessa
realidade.
É o que Marcos diz, né? A religião é
óbvio do povo, porque ela é o suspiro da
criatura oprimida. Ela é o coração de um
mundo sem coração.
Então tem um lado dessa experiência que
é um lado positivo. É um lado de te dar
um ânimo, um respiro, de tornar
suportável essa vida, de abrir os seus
olhos sobre uma experiência, né, que é o
que ele diz até é o ela é expressão da
miséria real, a religião como expressão
da miséria real e um protesto contra a
miséria real ao mesmo tempo.
Einen, ao mesmo tempo em alemão, né? E o
Einen, o Ninen não é no nesse texto do
Introdução Crítica Filosofia do Direito
de Hegel, ele usa essa expressão na
escritos nos manuscritos
econômico-filosóficos,
em que ele daí fala, repete mais ou
menos essa fórmula e tensiona ela
falando sobre o dinheiro daí ao mesmo
tempo.
É inclusive uma passagem muito
interessante um dia para discutir sobre
isso, mas a religião ela é ao mesmo
tempo expressão da miséria real e
protesto contra a miséria real. O
futebol, a experiência popular de
confiança, de alegria, de não sei o quê,
de entusiasmo, de euforia em torno do
esporte, ela é ao mesmo tempo. Ao mesmo
tempo, se você vai usar essa metáfora,
usa direito. Ao mesmo tempo, ela
expressa a miséria real, expressa todas
essas relações contraditórias de
capital, de mercado, não sei o quê. ao
mesmo tempo em que ela protesta contra
isso
ao mesmo tempo. É por isso que a gente
vê essa loucura que é tentar entender o
futebol, a raiva que explode quando o
pessoal vai comentar sobre o futebol. É
o esses caras eles não têm mais paixão
pela camisa. O que que a pessoa tá
dizendo? O que que que a gente tá
dizendo quando a gente faz isso?
E não é só negócio, não é só você, você
não é só um jogador profissional,
entendeu?
[risadas]
Veja, veja. Expressão da miséria real
que ela expressa efetivamente todas as
contradições. É mercado, é negócio, é
não sei o quê, mas é um protesto ao
mesmo tempo, porque não é só isso. O
futebol é mais do que isso. A gente
gosta do futebol, não é para ele ser uma
empresa,
não é?
A gente não gosta do futebol só por ele
ser um negócio. A gente gosta do futebol
por outra disso que está para além. Esse
que está para além é o que desperta a
gente para essa esse negócio. E cara,
isso a minha vida é mais do que
trabalhar. A minha vida é mais do que
ter esse negócio. A vida que a gente
tem, ela é mais do que só uma mecânica
de divisão social do trabalho. Ela tem
mais experiência, ela tem algo mais
profundo. Então ela é ao mesmo tempo
expressão da miséria real e protesto
contra a miséria real.
Por isso que a metáfora do ópio, quando
ela é usada, tão mal usada, seja paraa
religião, seja pro futebol, ela não
capta essa contradição. Se você capta
essa essa contradição, essa tensão,
agora você tá sendo crítico, agora você
tem pensamento crítico funcionando aqui.
Agora o Ticote Teco aqui estão sendo
críticos. E se você só fala que é uma
experiência de mercado, capital, não sei
o quê, e fala sobre todas as dinâmicas
de exploração do trabalho, pá, você tá
descrevendo este dado da realidade. Se
você é apenas uma pessoa apegada ao
esporte e fica aqui focada no vou
apresentar e descrever o esporte, pi,
pá, ah, é uma experiência popular, é uma
coisa bonita, o fanista, não sei o que.
Você descreveu dois aspectos da
realidade, mas não compreendeu a tensão
existente entre esses aspectos, as
contradições que brotam daí. E aí você
não consegue esticar a corda para dar.
Aí sim ser crítico.
Aí sim você é uma pessoa crítica,
entende? Então o uso da metáfora do OP
pro futebol, assim como paraa religião,
que não capta essa tensão, deixa
escapar. Deixa escapar. Então é é
entender essa experiência popular, né?
Que é isso que a gente tá conversando aí
há 40 minutos trocando essa ideia, essa
experiência de de fidelidade, de dizer é
a camisa, tem que ter amor à camisa.
Essas expressões elas são muito
engraçadas.
Amor à camisa. um objeto, um objeto de
de vestuário, de vestimenta, produzido
provavelmente por uma empresa, talvez na
Tailândia, Bangladesh, né, assim, uma
fábrica na Tailândia, no Banglado,
alguma coisa assim, produzida ali com
uma marca gringa, estadunidense, com uma
patente desenvolvida em algum lugar X de
uma
alta costura europeia de algum país
europeu ou não sei o quê, misturam por
uma parada globalizada de uma mercadoria
que vai ser vendida a R não sei quanto
real por por jogador, né? A camisa de
jogador que é diferente da camisa do
torcedor, que é diferente da camisa do
não sei o quê.
E aí a gente fala, tem que ter amor a
esse objeto, tem que ter amor à camisa.
Mas a gente não tá falando desse objeto.
Esse objeto, eu tô descrevendo aqui,
esse produto das relações da divisão
internacional do trabalho que produz
essa camiseta que vai ser vendida por
não sei quanto. É uma mercadoria p pi pi
pi p po pó dentro de um esporte
praticado.
Ó, legal. Pera aí.
Legal. Oxi, cadê o foco aí, pô? Legal.
Esse objeto aí eu falo, tem que ter amor
à camisa. Eu tô falando desse objeto.
Não, não tô falando desse objeto. Eu tô
falando de outra coisa. Eu tô desviando
o tema para esse outro polo, esse outro
aspecto que vai para além da camiseta,
para esse lance dessa fidelidade, dessa
experiência entre nós, né, de apego à
história, de apego à tradição, de de
crença de que a gente vai conseguir
vencer e nem é a gente que tá jogando. A
gente torce por 11 pessoas que a gente
nem sabe que que elas quem são,
trabalhadores que não, ah, eles
representam o nosso país, representam
onde? Que que tá essa essa relação que
não tem nenhuma,
quase falei bobagem, esta relação que
não tem nenhuma tangencialidade, não dá
para pegar, né? você não consegue pegar
ela, mas ela tá presente aqui nesse ar
que a gente respira, nessa história que
a gente tem, como a gente foi
constituído socialmente, nessa relação
comunitária e social. Essa experiência
ela tá para além desses limites das
relações de divisão social, trabalho, de
produção de uma camiseta.
Então, de um lado tem um negócio, de um
lado tem esse processo e do outro essa
experiência que vai para além. De um
lado expressa a miséria real.
Então, futebol como expressão dessa
miséria real que nós temos e do outro
lado como expressão de protesto contra
essa miséria real. Não é só isso. Não é
só uma camiseta, não é só um esporte,
não é esse, não é só isso. Isso que isso
a mais. É essa atenção que a gente tem
que trabalhar. É aqui que tá o jogo do
sentido de vida, sentido que é dado
paraa vida comunitária e socialmente, o
sentido que a gente dá pra vida, do por
que a gente faz o que a gente faz,
porque a gente gosta do que a gente
gosta, dessas sensações e experiências
que não são transcendentes, elas são bem
materiais e físicas, né, mas que não dá
para pegar e das relações efetivamente
capitalistas de exporção do trabalho, de
mercado, etc, etc, etc. Essa atenção que
a gente tem que trabalhar. Aí vem essa
brincadeira legal. Olha que brincadeira
gostosa da crítica do futebol como ópio
do povo. Se você entende desse jeito é
legal. Se você acha que é só dizer: "Ah,
é pão e circo, você não entendeu nada.
Entendeu nada?" E tá só descrevendo um
aspecto da realidade. E descrever o
aspecto da realidade não te faz crítico,
né? Você tem que entender esse processo,
essa totalidade, essa experiência como
um todo para daí sim você tenscionar,
daí sim a gente conseguir criticar, né?
Trabalhador, trabalhadora, por que que
você tá tão apegado à Copa? Por que que
você gosta dessa experiência? Que que
você acha que você gostaria de ganhar?
Por que que uma coisa que você quase não
fala sobre, que é futebol, agora se
tornou o tema do seu dia? Não é só
porque a mídia solta, não é só porque tá
passando, não, cara. É assim no Brasil,
desde que o futebol se tornou o nosso
esporte,
desde sempre.
Por que que a gente tem isso, né? Por
quê? E aí esse porquê, né? Vai além, pô,
que que bacana, que coisa maluca. Então,
bom, esse é o primeiro aspecto. O
segundo agora vai ser o aspecto
weberiano da crítica. Mas vamos lá. Bom
dia, querido Ed do esquerdos autorais.
Bom dia, galera. Não, bom dia, galerinha
do círculo de oração. [risadas]
Bom dia, querido Ed, que faz parte do
nosso círculo de oração. Acordou cedo
hoje às 5 e pouco da manhã pra gente
poder se preparar aqui abençoados e
abençoadas para a live.
>> [risadas]
>> Querido Templário, nunca gostei de
futebol, mas dessa vez eu arrumei uma
espécie de ufanismo lá do fundinho das
as raspinhas do meu coração. Tu tô
aproveitando para xingar todo mundo como
nunca xinguei e passar raiva. Muito bom.
É maravilhoso. É uma experiência muito
boa. Ixi, muito bom. Talvez eu fique um
pouco. É, não faz parte. Faz parte. É, é
uma delícia poder xingar, gritar,
comemorar, ficar feliz. É uma delícia,
mas tudo bem. É momento de extravazar.
>> [roncando]
>> Vamos pro outro lado, né? Um outro
aspecto interessante dessa relação que
aí vem um aspecto bacana que é o aspecto
weberiano da crítica.
Weber, nosso querido Weber, que chegou a
uma consideração muito interessante
sobre as relações de mercado
e sociais estabelecidas sobre o
capitalismo, em que tendencialmente,
tendencialmente
a racionalização da vida tende com que
você aja de modo a coordenar os meios
para obter o máximo do seu resultado. É
o que ele chama de ação instrumental
racional. né? Então,
ele fala que essa é uma maneira ótima,
mais racional, formalmente racional,
racionalidade formal, né? Coordenar os
meios para obter o máximo do fim. Isso
característico do mercado capitalista.
E ele fala que tendencialmente, né,
potencialmente esse mercado vai se
expandindo e ocupando as relações
sociais ao máximo. Quando isso acontece,
diz Webber,
à medida que as relações de mercado
avançam,
as relações solidárias e de fraternidade
e religiosas enfraquecem.
Preste atenção. Weber. A medida que as
relações de mercado avançam,
à medida que as relações de mercado
avançam,
as relações
solidárias e de fraternidade
enfraquecem,
desvanecem,
são substituídas por relações de
coordenação ótima para obtenção do fim.
À medida que o futebol é forçado a se
tornar uma mercadoria cada vez mais
rentável, não só do ponto de vista dos
donos dos clubes, dos donos de marcas,
senão do ponto de vista do sistema como
um todo, à medida que ele tem que se
tornar mais rentável,
as relações fraternas de solidariedade
religiosas enfraquecem o futebol
enquanto enquanto fidelidade a um clube,
enquanto aficção a uma história,
enquanto paixão a esse a essa a essa
coletividade,
enquanto relação afetiva, profunda com
coletivo, que você não tem nenhuma
conexão material efetiva, assim direta,
né, mediado pela sua família, pela ida
ao estádio, por não sei o quê.
Essa relação fraterna, essa relação
solidária, essa relação de crença e de
ela
enfraquece
porque a relação de mercado te força a
isso.
Então sim, nós estamos passando por uma
crise dentro da dinâmica do futebol,
porque ele tem que se tornar uma
mercadoria cada vez mais rentável do
ponto de vista do sistema e força com
que as os clubes virem empresa, força
com que os jogadores tornem apenas
profissionais mercadorias que se vendem
cada vez mais caros dentro da dinâmica
do mercado, que tem que se adaptar a um
tipo de dinâmica rentável e lucrativa
que fazem com que essas relações
enfraqueçam. esse lance da identificação
com o clube, identificação com o país,
identificação com essa identificação,
essa participação desse jogo de afetos,
de de ele enfraquece, ele some, ele ele
perde seu sentido, ele perde seu valor.
A gente viveu isso em especial
no início dos anos 2000,
que é quando a internacionalização do
futebol realmente se estabelece
aí começa a ficar cada vez aí, abre
aspas mais demodê você ter jogadores
identificados com os clubes.
Clubes que se identificam cada vez mais
e tentam se identificar com a sua
torcida.
Jogadores que se identificam cada vez
menos com a nação pela qual eles
defendem.
É, meus amigos, Weber fez uma análise
brilhante nesse aspecto.
[risadas]
Weber fez uma análise brilhante. Então,
veja que interessante. Veja que
interessante.
A medida que isso acontece, que o
mercado, que o mercado vai se
estabelecendo e que dentro do mercado
você tem que coordenar os meios para
obter o máximo de fim, tudo que foi
externo vai ser considerado não
racional, vai ser considerado
formalmente irracional. você vai ter uma
ação que ela não é gerida pelo pela
obtenção de fins, ela é gerida por uma
norma, que é o que o Weber vai chamar de
ação racional normativa, né?
Diferente da instrumental, é aquela que
você vai colocar uma regra que vai te
limitar, que não te pede de ganhar o
máximo.
Coitado do Marcão, ex-goleiro do
Palmeiras, ele escolheu não sair do
Palmeiras. Ele escolheu se identificar
com o clube, ele escolheu fazer esse
negócio, ganhar menos dinheiro, ganha
menos repercussão, ganhar menos espaço,
menos vitorioso, menos valor de mercado,
menos tudo. Cada vez mais raro você
encontrar um cara que vai ser assim,
porque o funcional no futebol é você
obter o máximo.
O funcional, o funcional no futebol é
você ter cada vez mais
profissionalizado. E aí do ponto de
vista de trabalho é correto, cada vez
mais um profissional, ter direitos
trabalhistas, tá adequado, tá? Adequado,
correto, correto. Pô, eu fico chateado
com quem ficou bravo com Rafinha, tá? Eu
estou guardando essa informação aqui.
Então, o jogador, para quem não está
familiarizado, jogador do Futebol Clube
Barcelona, Rafinha, que é o CL, meu, ele
é a encarnação deste jogador não
identificado, né? Ele é encarnação de
jogador não identificado. Ele é
brasileiro, jogava no Havaí, mas ele vai
imediatamente muito cedo para fora. Roda
em vários clubes europeus menores até ir
parar num clube menor da Inglaterra e de
lá crescer e parar no Barcelona, porque
tinha um bom empresário, né? Inclusive
muito ligado ao Barcelona e é um grande
jogador, joga muita bola. Joga muita
bola. O Rafinha é nosso atacador de
espaço, né? joga muita bola, ataca
espaço com uma beleza.
E o o o
Rafinha,
esse maluco, ele não ele tem um um a
zero identificação, uma zero conexão com
[limpando a garganta] a realidade
brasileira desse ponto de vista, né? Ele
é brasileiro, tal, mas ele ninguém sabe
quem é o maluco que não teve essa
parada. Ele é um profissional da bola. E
aí ia ter ano passado o campeonato
mundial de clubes organizado pela FIFA,
que ia tá no período de férias dos
jogadores que estavam na Europa, né? E
ele falou: "Pô, ninguém me perguntou se
eu queria jogar e eu preciso de férias.
Se o meu clube tivesse jogando Mundial,
eu eu ia falar para não jogar, porque eu
preciso de férias. Eu quero minhas
férias, eu tenho direito à minhas
férias. Ele tá correto.
Ele é um trabalhador. Ele está correto.
E a galera ficou [ __ ] com ele falando
assim: "Onde já se viu, cara? Tem que
vestir a camisa, tem que jogar bola".
Não, mano.
Se ouve, ouve o que você tá falando.
[risadas]
Você tá é um é um trabalhador. É um, o
jog é um profissional. É um trabalhador.
Ele é um trabalhador. Você não precisa
de férias, doido. A gente não tá aqui
contra escala 6 por1.
Ei, direito trabalhista
ou o cara tem direito a férias, ele tem
que poder parar.
Aí vem as contradições interessantes
desse processo, porque por um lado tá
correto, mas por outro tem esse lance. O
futebol não é só essa profissionalização
e ela vai expondo cada vez mais essas
contradições,
vai expondo cada vez mais os problemas,
porque é isso, dentro das relações de
mercado, dentro das relações que vão
formalmente se estabelecendo, você tem
que então padronizar, né, de modo ser
funcional. Só que do outro tem esse
lance que o futebol não é só isso e essa
experiência não é só isso. Então estamos
aqui na mercantilização com seus ônos e
bônus, né? E essas tensões,
fraquecimento da fraternidade,
enfraquecimento da solidariedade,
enfraquecimento dessas relações que vão
para além da coordenação de meio para
obtenção ótima de fim.
Então, se por um lado a gente tem essa
dinâmica do do futebol como expressão da
miséria real, né? expressa a miséria
real, expressa os problemas do de
exploração do trabalho, do mercado, da
mercantilização de uma experiência
popular, mas ao mesmo tempo protesto
contra essa miséria porque ele vai para
além dela, ele tensiona ela.
Isso Marx falando do ponto de vista de
Weber, a gente vê essa contradição se se
apresentando de outro meio, vamos dizer
assim, Marx um ponto de vista negativo,
né, criticando Weber de um ponto de
vista positivo, constatando.
A medida que o mercado capitalista
avança, as relações de fraternidade,
solidariedade religiosas enfraquecem.
Esses sentimentos religiosos
enfraquecem. Tudo bem? Massa, né? Eu vou
vou até pegar esse texto que ele é muito
legal, ele é muito interessante. Vou
pegar aqui pra gente,
pegar aqui pra gente porque cara, isso
aqui, meu amigo, ah, eu
ai, esses sociólogos de Twitter são
complicados, mas a gente vai tentar
ajustar o sociólogos de Twitter. Diz
querido Igor Juan, dá um like aí,
galerinha. Eu sempre esqueço. Então, dá
um like aí, minha gente. Compartilha,
convida a galera para assistir outro
momento. Diz que do Ryan Rian.
Vi um comentarista falando sobre alguns
países periféricos que não participam da
Copa, tipo a Índia, mas torcem pro
Brasil devido a uma certa identificação.
Acho muito [ __ ] essa solidariedade entre
os povos. Yan, a gente não tem noção do
que é Brasil fora do Brasil, o orgulho
que dá. Não sei quem teve a oportunidade
de fazer isso. Como eu tive algumas
oportunidades
de atrabalho com bolsa ou
por consideração de estudos e para fora,
vocês não tm noção o que é andar com uma
camiseta amarela da seleção brasileira
na rua.
Sem sacanagem.
Tava na Malásia.
Foi foi a a uma mistura de trabalho
barra estudos. Consegui uma bolsa numa
atividade que a gente ia ter lá.
Apliquei para uma bolsa, passei no
processo seletivo, 21 dias fora,
participando de atividade de trabalho e
de estudo no Governance Economic
Management School. Aí a gente foi, 27
países representados,
gente para caraca,
meus amigos. Eh, sou brasileiro.
Ronaldo, futebol, Lula. São as três
coisas que você vai ouvir basicamente.
Ronaldo, futebol, Lula, Pelé, né? Pelé,
Ronaldo, Futebol, Lula. Ronaldo, vale os
dois. Ronaldinho e Ronaldo.
Mano, todo mundo torce pela seleção
brasileira. É uma mística da camiseta
amarela que é impressionante.
Impressionante.
Que o mano, ai, como é que era o nome
dele? Tô nem esquecendo. Humano da
Armênia.
a gente conversando, ele: "Ah, eu gosto
de jogar futebol, tal". E a gente
começou a conversar, ele não e aí
começou a me falar sobre o futebol
brasileiro, como ele gostava do futebol
brasileiro, tal. tava numa época que que
o Fernando Diniz tava no Fluminense e o
Fluminense jogando muita bola e ele
falou: "Pô, eu tô sentindo falta daquele
daquele estilo brasileiro de
antigamente, coisa que a gente fica
falando hoje, a gente também, todo mundo
percebe isso." E eu falei para ele, pô,
mas é que você tem que ver o o
Fluminense jogando, você vai você vai
matar sua saudade. Aí eu mostrei para
ele um pouco do do de alguns jogos do
Fluminense, do Fernando Diniz, né? Que
cara, é uma delícia de assistir aquilo
ali. É um negócio incrível. Eu souista
até o osso. E aí o o e mostrei para ele,
falou: "Cara, aí ele, nossa, que jogadas
incríveis, tabela não sei". Todo mundo
conhece a tabelinha, tá minha gente? É
nossa tabelinha, nossa escadinha, a
galera conhece, tá ligada como é que é
se encanta com isso e tem essa magia,
né? Para além do do negócio. R9, meus
amigos, Ronaldo nove nas costas. É um
negócio bizarro. A galera fica
emocionada, né? Em Cuba o maluco pediu
para tirar foto. Juro por Deus. Juro por
Deus. O maluco pediu para tirar foto em
Cuba. Aí eu [risadas]
estamos junto, pá. Porque camiseta
amarela da seleção brasileira é um
negócio assim, encanta, encanta. O mundo
brilha o olho. A gente não tem noção do
impacto que é isso.
Por essa experiência coletiva, essa
coisa incrível. E mais, né, porque
enquanto os países de centro, né, o
futebol brasileiro, ele cresce numa
dinâmica das lutas anticoloniais.
a gente tá participando do dos
campeonatos mundial, do não sei o quê, e
os o os países de África e de Ásia em
especial tão nos nas lutas anticoloniais
e começa as inserções em em Olimpíadas,
em não sei o que e não sei o que e todo
mundo tomando sarrafa, porque tá todo
mundo ainda se estruturando enquanto
país. E no futebol a gente tratorando,
tratorando Itália, Alemanha, França, não
sei o que. Meu irmão, você não tem como
não virar líder, você não tem como não
virar é isso que a gente, a gente torce
por esses cara, é que nem nós, é nós
contra eles, tá ligado? Nós viramos
representantes do terceiro mundo, então
terceiro mundo pro planeta porque a
gente ganhava, a gente tratorava, mano.
[risadas]
A gente tratorava. E a galera, pô, é
isso, cara. futebol que encanta, futebol
que dribla, um futebol que acaba, que
atropela, que não não tem para ninguém.
E o não tem para ninguém tem essas
relações interessantíssimas de
contradições geopolíticas, né? Então, o
país, entre aspas, de terceiro mundo, um
país periférico, um país que também tá
lá e que tá arrebentando. Falou: "Pô, os
cara faz tudo acontecer, mano. Pô, e
mais, né? o nosso grande herói, o rei do
futebol, o cara que o cara que fundou o
futebol.
Existe dois futebols, né? Pré-pelé e
pós-pelé. O cara que fundou o futebol,
que é Pelé, ainda é um homem negro de um
país periférico e que se torna o rei do
mundo. [ __ ]
foto em tudo canto é canto do cara
celebrando que ele destroçou a Itália,
que ele destroçou a Inglaterra.
Meu, como é que você não vai torcer para
um negócio desse? É, é, é a gente feliz
com Cabo Verde, é a gente animado que
Congo quase que que arrebenta, sabe?
Você sabe essas coisas assim? Ah, é
muito legal, velho. É esse tipo de
experiência. É incrível. É incrível.
Diz quido. Gabriel, você acha que a
teologia reformada tem alguma influência
na piada da seleção? Não. Esse é o
teólogo do o teólogo, esse eu sou
teólogo do Twitter. Mas já vou falar
sobre isso. Eu vou abrir um livro aqui.
A gente vai comentar um negócio,
inclusive. Já vou fazer com qual o autor
diz isso? Ah, é o Weber que eu tava
falando do Weber.
Eu já vou já vou ler um negócio aqui,
né? Porque aqui a gente lê as coisas. A
gente lê coisas. Aqui nós fazemos react
de texto. Diz que do Kevin, a lei Bosman
arrebentou tudo. Então a lei Bosman,
para quem não sabe, é a lei que começa a
permitir os estrangeiros a se
naturalizarem
eh na Europa para jogar os campeonatos
europeus. Ela é fruto do processo de
globalização, né, neoliberal, inclusive,
diga-se de passagem, que abre as portas
para que o pessoal começa a se
naturalizar e pronto, aí paraa frente
você começa a circular jogadores para lá
e para cá para jogar nos em campeonatos
internacionais e cada vez se ampliando
mais, né?
De modo que essas mercadorias, porque do
ponto de vista do negócio, os jogadores
são mercadorias, tais quais nós,
enquanto força de trabalho que se põe no
mercado, né?
Esses jogadores, eles começam a circular
sobre grandes valores, agregam ao
futebol internacional e aí vem uma
parada que eu vou falar para vocês. A
migração de jogadores da periferia do
mundo, em especial Brasil e Argentina,
mas da periferia do mundo para a Europa,
fizeram com que esses europeus
começassem a aprender a jogar bola de
verdade.
Para além disso,
essa modernização do futebol
do tipo bola, campo, chuteira, meia,
camiseta, não sei o quê, piriri paraora,
tudo padronizado e cada vez mais
altamente tecnológico,
faz com que o jogo que era mais
imprevisível e fora de controle se torne
cada vez mais controlável.
Isso tira a vantagem de quem se
beneficiava do improviso, nós e dá
vantagem para quem se beneficia desse
controle e planejamento de jogo. Eles.
Então, o tapete, né, gramado tapete, ele
faz o futebol ser muito mais legal da
velocidade do da intensidade,
de que não vai ser uma bola que bateu
num buraco, que desviou, que fez o
goleiro tomar um gol aleatório, né?
dá muito mais dinâmica pro jogo, a bola
rola melhor, o jogo fica muito mais
acelerado, muito mais intenso. Isso por
um lado, nessa padronização, faz todo
mundo jogar no mesmo ambiente
climatizado, no mesmo tipo de não sei o
quê, mas por outro lado rouba, rouba o
que a gente tinha, que era o improviso,
que era a capacidade de jogar nessa
adversidade da imprevisibilidade. A
graça do futebol brasileiro sempre foi o
drible, que é o que ele surge tanto como
resistência, né, do tem cara, esqueci o
nome do livro, o Felipe vai me ajudar a
lembrar se o Felipe tiver ainda, mas que
fala sobre a capoeira e sobre o
movimento negro no futebol,
transformando o futebol diante do
futebol praticado pelo branco, que traz
a a chamada ginga, né, drible, essa
dissimulação que você joga o corpo para
um lado e bate a bola pro outro, você
traz isso pro futebol que não tinha.
Invenção nossa, meus amigos, invenção
nossa, é patente brasileira
traz isso. E também por quê? Porque os
campos irregulares, jogar na rua, jogar
no terrão, jogar no pasto todo marcado
de bosta de vaca e de pisada de de gado,
a bola quica, ela vai para qualquer lado
e aí você tem que dominar. Mano, eu eu
jogava a bola, não que eu seja bom, pelo
amor de Jesus Cristo, não tô falando
isso. O que eu quero dizer é
quando eu jogava bola,
moleque, né, eu fui jogar, meu meu pai
trampava numa fazenda, num laticínio de
uma fazenda e vez para outro a gente ia
para lá. O cara que era dono dessa
fazenda era ex-jogador de futebol, um
ex-jogador de futebol de seleção
brasileira inclusive. E aí eu jogava com
o filho dele, jogava com a molecada, com
o pessoal que trampava lá na fazenda, a
gente jogava a bola, né, vez por outro.
E tinha um campinho lá todo esburacado,
tá de terra, terrão mesmo. E a gente
jogava a bola lá. Eh, é um pasto, né? E
a bola vinha toda torta. E eu nunca vou
esquecer esse mano, ele virou para mim,
esse esse jogador falou assim: "Ó,
a bola vem, ela tem que morrer.
E a bola chegou, ela chegou em você, ela
tem que morrer. Ela não pode chegar
pigando.
Regra 01. Ela veio, ela tem que morrer.
Regra um. E a regra dois que ele me
disse, saiba quando correr, né? Não fica
correndo que nem um maluco. Que bobagem.
Saiba a hora de correr. Então foi as
duas coisas que me falou. A bola chegou,
ela tem que morrer. Segundo, saiba a
hora de correr. E aí eu fiquei obsecado
com esse lance de que a bola chegou, ela
tem que morrer. Então ela tem que eu
tenho que dominar ela. Ela não pode
escapar do meu pé. E isso é uma coisa
simples, mas necessária do futebol
brasileiro. A bola vinha toda quicando,
vem toda torta. você, ela tem que
morrer. Então, a gente desenvolveu uma
capacidade de domínio, de drible, de
inventividade em adversidades, de usar
inclusive esses espaços ruins da da
quadra do campo a nosso favor,
que a padronização impede, ela rouba
isso de você, ela vai exigir um outro
tipo de habilidade, que é você conseguir
ser um jogador inventivo num espaço
padronizado, o que é muito, muito mais
difícil, muito mais difícil pra gente,
né? muito mais fácil para quem já joga
num ambiente controlado. Então isso é
uma coisa, né, uma coisa importante da
gente considerar. Então a partir dos
anos 90, início dos anos 2000, tem um
processo de modernização do futebol
que ele é muito acelerado nos centros e
que começa a chegar agora nas
periferias. Só que esse essa essa
padronização do futebol e esse esforço
de padronização mataram condições para
um tipo de futebol que a gente
praticava. E a gente não refletiu sobre
isso e a gente não percebe essa parada.
E a gente tá reproduzindo o quê? A
padronização aqui. E aí eu não tô
falando que a gente tem que jogar em
pasto, né? Que não faz nenhum sentido,
pelo amor de Deus. Mas aí sabendo dessas
condições e dessas mudanças, a gente tem
que adequar. Quem fala muito sobre isso
é o Alex Souza, né? Alex de Souza,
Cabeção. Alex Cabeção, que jogava no
Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbat e
Curitiba, né? Jogou no Curitiba também.
Eh, ele fala muito sobre isso, sobre
esse lance do improviso, de como mudou e
tal, e que hoje você vai aqui, moro no
Capão Redondo, é duro achar um campinho.
É duro achar um campinho. Duro achar
gente jogando na rua, muito difícil. ou
tá no condomínio, ou tá numa quadra
improvisada, fechada, em algum espaço,
seja da escola, seja de alguma
associação de bairro, ou é o campinho
societ com aquela grama falsa de
borracha,
eh, e onde tinha campinho vira vira vira
prédio, você já não tem mais onde bater
bola. Os moleques vai jogar bola onde?
Sempre nesse novo campo, nessa nesse
novo tipo de quadra, nesse novo campo,
todo controlado,
diferente, né? não tem mais essa essas
condições do improviso, do drible, do
não sei o quê. A gente perdeu para
caramba nisso, mas é importante. Eu
tenho que pegar o livro. Eu esqueci de
pegar o livro pra gente ler.
Eh,
diz, querido Thiago, saudades de quando
o Brasil destroçava e não era
destroçado. Então, pois é, mas vou dizer
um negócio para vocês. Tem uma parada
curiosa, né?
Nesse sentido, eu tenho dó do Tit. Cadê
o Tit que se adaptou a esse tipo de
futebol moderno, padronizado? E a
seleção brasileira do Tit era muito
forte, mano. A gente caiu nas quartas em
2018, nas quartas de 2022, mas o
pré-copa, toda a condição, todo o
processo do Tit é impressionante, cara.
O ciclo é é bizarro. O cara se adaptou,
mas a gente caiu.
Descrito do templo. A Copa é o que há de
mais primitivo do ser humano se aflorar
em todo mundo. Eu fiquei assim esses
dias eu tava falando que os jogos
ficaram cada vez mais justos se os times
entrassem armados em campo. [risadas]
Você vê que a gente vai perder na linha,
né? Diz: "Querido Gabriel, eu também
gosto de fazer react de texto, costumo
chamar de leitura". É exatamente isso
que a gente faz, reacto. Que é a leitura
comentada. Requaldo já pode ser
contratado pelo antielotorte. É, um dia
eu eu serei nada a ver, mas eu era nerd
do dos joguinhos, né? Eu gostava do,
como é que é o nome?
FM, CM, essa bagaça toda. Me me divirto.
Diz querido Thiago, não é o Luís Antônio
Simas que fala sobre essa incorporação
de elementos corpóreos da capoeira, etc.
No futebol? Eu não sei. Talvez seja,
talvez eu esteja aqui falhando de
memória. Tem alguns livros sobre isso,
mas talvez seja o símbolos. Eu tô, minha
memória tá ruim, cara. Ainda mais esse
horário da manhã, né? Começamos cedo
hoje, nem deu tempo de deixar a criança
na escola direito. Já tava aqui
começando o bagulho. Ah, vamos lá. Pera
aí. Ih,
deixa eu abrir um um livrinho. Ih, acho.
Pera aí.
Mas dito isso, né? Ah, a pergunta foi a
teologia reformada. [risadas]
Eu, Gabriel, não tô rindo da pergunta, é
porque eu sei de onde ela veio. A
teologia reformada, né? O
protestantismo.
Tem alguma coisa a ver com a pior do
futebol brasileiro? Ohô meu Deus. Não,
deixa eu pegar aqui,
ó. Vocês me perdoem a diagramação. Isso
aqui é uma versão antiga e ainda
limitada,
mas é o que tá tendo. Vou abrir para
vocês um livretinho que eu escrevi,
que é um livrinho didático,
introdutório, simples,
caseiro, com amor e carinho,
disponível para quem é assinante do
Instituto Conhecimento Liberta.
Deixa eu pegar aqui.
Disponível para quem é assinante do
Instituto Conhecimento Liberta. É uma
introdução a Weber.
Deixa eu pegar aqui.
Se liga.
Uma introduçãozinha aqui a a
as raízes religiosas da racionalidade
moderna. Para pensar com Max Weber. Veja
que o título é para pensar com o Max
Weber. Para pensar com Max Weber.
Com Max Weber.
Não é para pensar o que Max Weber disse,
é com ele. Então o nosso objetivo é
pensar com Max Weber. Eu vou fazer um um
comentariozinho aqui. Essa leiturazinha
aqui. Deixa eu ver. Ela é grande, né?
Deixa eu ver.
Ah, mas Dani-se. Vamos lá. Tenho que
terminar isso aqui porque eu tenho
reunião. Vamos lá.
Que acontece, nosso querido Webber. E aí
que tá, né? O pessoal, ah, isso aí é
porque, cara, e realmente rolou esse
bagulho, né? Pessoal falando que o o
pessoal virou crente, os evangélicos
protestantes, quando era católico era
melhor
ou [risadas] ou quando era devasto, né?
Os jogadores quando eles eram devastos,
como se eles tivessem deixado de ser,
né? O, é engraçado que o Neymar que é um
exemplo claro de um,
Ai, meu Deus do céu, ele é o Devaso
crente, né? O crente Devaso.
No Twitter apareceu isso, eu tenho até
vergonha de falar, mas no Twitter
apareceu esse negócio do do [música]
pessoal, os malucos lá,
Vaticante, eh, dizendo que os
evangélicos estragaram o futebol
brasileiro. Aí, beleza, mas eu vou levar
a série uma um ponto que não é isso que
os caras disseram. Eu vou levar a sério
outra coisa que é a teoria do Weber, né,
pra gente usar ela adequadamente que
acontece.
O o Weber,
ele não tá preocupado em em descrever um
um fato histórico, né? dizer, ó,
necessariamente é o protestantismo que
abre imagem para a racionalização. Ele
não fala isso. Ele não fala isso.
Ele pega o caso do protestantismo,
o acetismo protestante, especificamente
acetismo protestante, para mostrar que
um tipo de conduta religiosa
te faz agir de tal modo
que abre margem para condições pro
desenvolvimento de um tipo de
organização social.
Então é complexo, mas assim, só para não
perder a linha, se Marx olha como a
coordenação da divisão social do
trabalho
base de organização de qualquer
sociedade,
essa divisão social do trabalho, ela
determina suas funções e as tendências
das ações dos sujeitos, quais
preferências ideológicas eles vão ter
tendencialmente, quais posições eles,
como eles devem agir tendencialmente,
essa coisa toda. Weber vai falar, mas
tem um aspecto importante que é o
interesse do sujeito,
desse agente social em relação ao meio,
de modo que sua conduta também cria
condições para que essa divisão social
do trabalho funcione, tenha legitimidade
para que ela se mantenha, né? Não
adianta só ela existir, ela também
precisa de legitimidade. Ela precisa que
esse sujeito, sua conduta crie as
condições para ela que que ela
permaneça. Então, Weber faz esse outro
processo. Quer entender que não é tão
fácil compreender, que é o interesse do
sujeito, condicionando e legitimando a
reprodução social, né? É o o aspecto
inverso que é interessante e que a gente
tem que observar com cuidado. Então,
isso aqui é citação de Weber, tá?
Deixa até dar um zoom maior.
[roncando] Diz Crito Webber
pra gente usar adequadamente,
não é a doutrina ética de uma religião,
mas a forma de conduta ética a que são
atribuídos recompensas que importa.
Veja, não é a doutrina que interessa a
Weber. Ah, o que que você acredita? Não,
não é isso. O que interessa a Weber é
como você age para obter o fim que você
deseja.
Então, o que que Weber diz? que na
relação do protestantismo
asético,
para que você obtenha uma recompensa,
para que você obtenha um fim desejado,
você precisa agir de determinado modo,
mesmo que essa recompensa seja um bem de
salvação, por exemplo, para você salvar
a sua alma, para você ser aceito por
Deus ou para você demonstrar que você
foi um eleito já por Deus, você tem que
agir de tal modo. Essa agir de tal modo
te garante essa recompensa.
O que interessa para Weber é esse agir
de tal modo, não é a doutrina, não é a
religião, não é é esse agir, essa
conduta, esse modo de vida. De modo que
a análise de Weber é ver como essa
conduta se seculariza.
Para Weber, o protestantismo assético dá
condições para o surgimento do
capitalismo.
Ele não é uma necessidade no sentido de
que tem que ter o protestantismo para
ter capitalismo. Não. o protestantismo
asético, o modo de conduta se adequa de
modo a fazer com que os sujeitos sejam
aptos para um tipo de mercado.
Então ele cria essas condições
subjetivas de modo de agir no mundo.
Tanto que Weber vai chamar a religião
protestante, a teologia reformada, a
doutrina, porque pouco importa a
doutrina, como mediador
evanescente.
Mediador evanescente é a expressão que
ele utiliza. Quem destaca isso
inclusive, um autor chamado Jameson, que
tem um um artigo interessantíssimo,
interessantíssimo, com o título Mediador
Evanescente, só que eu não lembro como é
que fala. Evan
acho que vanish vanish vanished vanished
e vanished mediation, acho que é isso.
Ah, eu não vou lembrar, mas é o mediador
evanescente. Aquele que vai vai
desaparecer, né? Ele cria cont de uma
conduta, mas a doutrina desaparece. A
doutrina, a religião mesmo, ela
desvanece. Tanto que a teoria do Weber é
a teoria da secularização, gente. Não é
a teoria da da do protestantismo, é a
teoria da secularização.
Teoria do Weber é sobre a
dessacralização do mundo. O mundo para
de ser mágico. É isso que interessa pro
Weber.
Mas as pessoas leem com a bunda,
desculpa, com a orelha, porque se des
com a bunda, esse é melhor. Mas lei com
a com a orelha e aí estraga, né? Estraga
a vida. né? Não percebe
que lei ouvi falar. Então, não é a
doutrina ética de uma religião, mas a
forma de conduta ética que lhe são
atribuídas as recompensas, como você se
organiza sua vida para obter uma
recompensa, mesmo que seja um bem de
salvação.
Essas recompensas funcionam na forma e
na e na condição dos respectivos bens de
salvação. Já tava antecipando, nem
lembrava disso. E essa conduta constitui
o etos específico de cada pessoa no
sentido sociológico da palavra, né? modo
que você vai viver mesmo. Para o
puritanismo,
tal conduta era certo modo de vida
metódico, racional, que dentro de
determinadas condições preparou o
caminho para o espírito do capitalismo
moderno. Preparou o caminho, preparou,
ele não se converteu.
[risadas]
Então assim, né? É,
é impressionante, cara. É
impressionante. É mediador evanescente o
negócio. Ele some.
Não é a doutrina que importa, é a
conduta. Tanto que você não precisa
virar crente para depois virar moderno.
Ideia idiota. Mas tudo bem. Vamos lá.
Vamos lá mais um pouquinho. Tô
comentando isso por quê? Porque o surge
é umas bobagem que é impressionante, né?
Eh, ai meu Deus do céu.
Ã, tch. Deixa eu pular aqui. Deixa eu
pular aqui.
Hum. Não é essa parte.
Não, não, não, não, não.
Hum.
Pera, pera, pera, pera. Cadê? querer.
Ah, não, não, não. Pá, aquele processo
históriado cantar do mundo.
Não, isso aqui é construção histórica
aleatória que não é o que não interessa.
É aqui. Mediador evanescente. Pronto,
achei. Então vamos lá, vamos lá, vamos
lá, vamos lá.
Vamos pro mediador evanescente, que é o
que eu tô explicando.
Então, para não falarmos bobagens,
bobagens por aí,
o estudo do desencantamento do mundo,
né? O mundo vai sendo desencantado. É
isso que interessa pro Weber. Não é o e
a doutrina protestante, não é a teologia
protestante, é o desencantamento do
mundo. É esse é esse o objeto. É o mundo
que se seculariza por meio do mercado
como um processo de desmagificação
próprio mundo religioso e que para Weber
gerou no Ocidente condições para uma
racionalização própria, porque é própria
do ocidente. de tipo de racionalização.
Existem outros.
Requalifica a análise desenvolvida
primeiramente sobre a relação entre o
protestantismo as cético e o espírito do
capitalismo. Ou seja, que é o que a
gente tá comentando, o que interessa é a
desmagificação do mundo, essa perda
desse sentido mágico sagrado, né? Que à
medida que as relações de mercado
avançam, como eu tinha dito no início de
nossa live, as relações de fraternidade,
de solidariedade somem. os espaços
religiosos desaparecem. Isso tem muito
claro e é interessante por quê? Porque
isso se expressa nas contradições da
própria experiência que a gente tem
diante do futebol, velho.
É isso. Ah, você tem que ter amor à
camisa. O que que é esse amor à camisa?
é para além do negócio, é para além da
profissão, é para além da prática do é
para além desse sistema estabelecido de
relações, né, e profissionais
mercadológicas que fal não é só isso,
não é só o dinheiro, não é é o a paixão
pelo esporte, é o amor a caminha, não
faz nenhum sentido se você pensar do
ponto de vista objetivo de descrição de
um aspecto da realidade, mas vai para
além disso. E esse paralém que é
interessante, é uma tentativa, um
esforço nosso de remagiificação do
mundo, de ter um espaço de sentido.
E aí que é interessante, daí o que a
gente comentou lá no início, a crítica
do ópio do povo de Marx, porque ao mesmo
tempo que a expressão da miséria real,
ela é um protesto contra a miséria real,
ao mesmo tempo que a religião, e no caso
aqui a gente aplicando de maneira mais
adequada ao futebol, ao mesmo tempo que
o futebol expressa
miséria real, que é essa mecanização do
mundo, essa mercantilização do mundo,
essa profissionalização de tudo, essa
padronização expressa Essa toda essa
essa bagaceira, o capital circulando e a
gente aqui dando mais dinheiro pra bet,
dinheiro para YouTube, dinheiro pra
licença, pra TV, para não sei o quê,
comprando camisa, fazendo toda essa
brincadeira. Se por um lado expressa
isso, por outro ela também é protesto
contra isso, porque a gente fala, não é
só isso, é para além disso. Esse
desespero do para além disso, é essa
expressão da da do protesto, né? Para
além da expressão da miséria real, o
protesto contra a miséria real. Não é
mais, eu quero mais. Não é só isso.
Aqui é o encontro de Vbreáticas aqui tá
totalmente excelente. Tudo bem, espero
que esteja contribuindo aí para análise
da realidade social.
Assim,
é muito mais importante que tenhamos
sempre em vista que se trata de um
trabalho em torno de um objeto histórico
particular que não se propõe a uma tese
geral da racionalidade ou de tudo quanto
é racionalidade. É o que a gente já tava
comentando antes. Mas pera aí, deixa eu
pulará. Isso aqui é o comentário.
Eh, não é isso, não é isso, não é isso,
não é isso, não é isso, não é isso, não
é isso. Eu queria achar a parte do
mediador de acho
aqui. Teste do Jameson.
H.
É isso. Ah, eu já comentei aqui, né? Um
estata de uma
Frederick Jameson é quem destaca o papel
de mediador evanescente que o
protestantismo asético, com especial
atenção ao calvinismo, como vimos,
desempenha na relação entre os polos do
mundo sagrado tradicional e a
secularização, o secularizado moderno,
né? Então, não é a doutrina, não é a
doutrina, não é a doutrina, não é a
doutrina, não é a teologia, não é o que
você acredita, é a conduta, o modo de
viver. Este modo de vida, o modo de
buscar os bens de salvação, faz com que
esta doutrina, com essa teologia, com a
religião reformada, seja mediador
evanescente, desapareça,
porque tá para além dessa doutrina. é o
modo de organizar a vida. O modo de
organizar a vida que cria condições para
um tipo de mercado capitalista. E esse
tipo de mercado não depende dessa
doutrina e ela fica sem espaço nessa
relação histórica e ela desaparece. Ela
é uma mediadora evanescente, como diz
nosso querido Frederick Jameson. Ela
desaparece.
Eh, em sua hipótese,
citando o Jameson, Weber recupera algo
de sua pretensão original e paradoxal. A
transição da religião para o
endalberung, desencantamento do medieval
para o moderno, é efetuada, como ele nos
diz, não tornando a vida menos
religiosa, mas tornando-a mais. Quer
dizer, a o pessoal vai ficando
religioso, religioso, religioso, cont no
modo de vida, modo de conduta, de tal
modo que agora a teologia nem faz mais
sentido. Não é a doutrina, é esse modo
de vida que faz com que daqui a pouco
não faça mais sentido. E a transição do
medieval pro moderno, no modo de
organizar a vida faça da teologia e da
religião ser evanescente, ela
desapareça. Essa teologia não importa,
porque agora ela vai desaparecer,
ela vai sumir porque ela não faz mais
sentido.
[risadas]
Ela não faz mais sentido, né?
O Roland Bower, né, que é um outro autor
que eu gosto bastante, faz até um
comentário que é a vida cotidiana se
tornou então o cenário de uma
racionalização sem precedentes, no qual
cada momento estava sujeito à ordenação,
escrutínio e responsabilidade. O
paradoxo, paradoxo aqui é que Calvino
não tornou a vida humana menos
religiosa, né? Ao contrário, ele foi
coordenando a vida de modo que tudo que
você tem que fazer tem que obter um bem
de salvação. E isso fez com que a
conduta tornasse dispensável a própria
doutrina. Em vez disso, toda a vida
humana se tornou um monastério, né? Você
fez com que tudo que você vai fazer
tenha que buscar esse bem de salvação.
De modo que a teologia e a doutrina e a
reforma e o modo de viver, o modo de
crer já não importa mais. É a conduta
que tá guiando, é a conduta para ela
mesmo, essa automático da condição dos
sujeitos. No entanto, foi exatamente
essa religiosidade abrangente que
produziu tanto as possibilidades para o
capitalismo, quanto para o fim do
protestantismo calvinista como tal. Pois
sacralizando toda a vida, o o calvinismo
também a racionaliza, porque você vai
tornando tudo uma busca de bem de
salvação, de coordenação do meio para
obtenção do fim, que você acabou de
mudar tudo, você tornou dispensável a
crença. É só o a conduta. E a crença se
tornou dispensável.
Deixa eu pular aqui. Deixa eu pular
aqui. Par par comentário do con que é
interessante também. Eh,
aqui no interior dessas dinâmicas e
contexto específico, o protestantismo
asético teria de morrer para o
capitalismo viver. E isso aqui é a
citação do Gessé Souza, né? Ele opera
uma função de agente catalisador, que ao
religiosa para uma relação com o mundo
sem magia e uma salvação incerta e
inalcançável pelo esforço humano, abre
seu próprio alçapão ou cava sua própria
cova. Não há mais razão de ser
religioso, religiosa prática, né?
E efetivamente, de modo que abre aspas
para o Ren Bo, um acetismo puramente
secular torna-se o resultado lógico da
teologia e prática de Calvino, que é o
meio que pode ser descartado.
OK? Isso pra gente trabalhar bem a
análise weberiana quando for falar sobre
religiões, né? Importante aqui eh tratar
deste teminha, deste teminha bacana.
Dito isso, o que acontece? E aí, um
último comentário. Meu Deus, eu tenho 15
minutos para falar esse comentário.
Ã, último comentário. Último comentário
para eu não me perder.
Que acontece? A gente tá sofrendo os
efeitos da modernização do capitalismo
brasileiro, que é uma modernização sem
nenhum planejamento. A gente só vai
fazendo as coisas de acordo com a moda,
né? Tem moda na gringa, a gente adota,
porque a gente acha que ser moderno é
imitar gringo, né? Ser moderno é imitar
gringo. Então a gente vai adotando sem
planejamento. O que que a gente pretende
com essa imitação? Dane-se, né? A gente
não não tá nem aí eh para que que a
gente tá fazendo, o que que a gente tá
fazendo. A gente só vai imitando. Eu já
já tento ler os comentários, minha
gente. A gente só vai imitando. A gente
vai imitando. A gente tem esse padrão
idiota e imbecil de imitação, né? Já tem
um texto famoso, tanto do, tem dois
textos, na verdade, um do Salazar Bondi
e o outro do João Cruz Costa. Salzar,
Bondi, Peruano, João Cruz Costa
Brasileiro, que comentam sobre o caráter
imitativo,
imitativo do pensamento
eh latino-americano e brasileiro,
especialmente o estruturado, né,
academicamente falando, a gente imita, a
gente só adota e imita, a gente imita.
que a mesma crítica em certo sentido que
nos anos 60 se fez a partir do
pensamento da CPAL e depois da teoria da
dependência
de que a nossa modernização é adoção das
medidas de fora, né? você adota o que o
gringo tá dizendo que você tem que
fazer, as receitas e vai copiando. É
isso. Então, a gente acha que melhorar o
nosso futebol é tornar ele mais europeu,
só que não mais europeu no sentido
eh nacionalista do termo. É de
padronização, porque o mercado de fora
exige e a gente quer imitar. Imita, mas
não faz igual. Então,
copia, mas não faz igual. E aí a gente
faz truncho porque é sem planejamento,
porque o futebol padronizado europeu de
centro, que é um grande negócio, o
centro dos negócios, ele foi planejado,
ele é planejado. Controle da bola, seja
num plano tático ou campo padronizado,
bola padronizada, tudo padronizado do a
partir do centro é um planejamento. O
nosso é uma cópia. E a gente acha que a
cópia e que fazer o que eles estão
fazendo vai fazer com que a gente tenha
vantagem e na verdade nos tira a
vantagem e na verdade a gente não
consegue acompanhar esse processo. Então
a gente acha que modernizar é copiar.
Então esse é um primeiro problema. Isso
se expressa num primeiro momento na
modernização capitalista brasileira a
partir dos anos 50 em que a gente acha
que modernizar é copiar.
E a gente então faz um tipo de
modernização
chamado pelo pessoal da CEPAL de eh
substituição de importação, né, que a
gente vai começar a substituir,
construir indústrias para substituir
aquilo que a gente importava, mas não
para planejar o desenvolvimento
industrial, mas para atender
necessidades da classe média, né, das
classes médias.
E aí a gente então vai imitando e aí
putz,
eh, tá dando certo que a gente tá
atendendo essa necessidade, mas sem
nenhum planejamento. Aí vem qualquer
crise econômica, não tem indústria, não
tem nada, a gente perde nossos espaços e
agora o que a gente faz? E tem que
imitar o que os caras estão fazendo lá.
Agora eles estão fazendo lá eh livre
comércio, não sei o que lá, que é a
receita que eles passaram. Aí vai fazer
então livre comércio do não sei o que lá
e começa a imitar as receita e vai
reproduzindo essas dinâmicas. E aí a
gente tem uma modernização terrível no
Brasil que é muito bem expressa na frase
de Kurbcheck. 50 anos em cinco.
Num esses 50 anos em cinco, que na
verdade é foi 200 anos em 50,
a gente modernizou copiando o modelo
europeu, modelo capitalista, né? E
depois estadunidense modernizou copiando
os caras, forçando industrialização,
trazendo empresa gringa, trazendo modelo
gringo, sem planejar a partir das
condições reais brasileiras, da condição
real local,
falta de planejamento urbano, cidades
imensas, com grandes favelas, com pouca
estrutura viária, com pouco tudo, né? só
a a importando mal feito e copiando o
que tá sendo feito do lado de fora, sem
construir as bases a partir das
condições reais de dentro.
Essas dinâmicas maravilhosas fazem um
processo de modernização totalmente
desconjuntado, que é o desenvolvimento
capitalista, que você vai conhecer muito
melhor você acompanhar o nosso curso
sobre a Evangélicos e Política Brasil,
que tá aqui para quem é membro, membro
membresia do canal, porque a gente
mostra o quê? esse processo de
desenvolvimento capitalista brasileiro
que cria condições para o crescimento de
um tipo de religião específico. Ele dá
condições, dá as condições para que o
evangelicalismo cresça. Então, a gente
acompanha essa dinâmica. Ele dá
condições para que as classes
empobrecidas se tornem filiadas ou
progressivamente filiadas a um tipo de
religiosidade, uma religiosidade
adaptada ao mercado capitalista e que
vai começar a se expressar nas classes
trabalhadoras de da chamada classe média
baixa, né? os empobrecidos que estão ali
crescendo, porque essa faixa aí mais ou
menos onde tem o grosso dos evangélicos
e das evangélicas que começam a ocupar
novos cargos e posições de mercado,
posições de trabalho, né, com relativa
inserção nessa modernização,
já adaptados, já vivenciando sobre
relações
dentro das igrejas evangélicas que
crescem nas periferias, que tem toda uma
história que a gente não vai entrar
agora, mas que então se tornam cada vez
mais expressos, cada vez mais
expressivos nas classes trabalhadoras.
que estão ocupando determinados cargos,
que estão consumindo, que tem crédito,
etc, etc, etc. E isso aparece também no
futebol,
porque a galera que tá sendo formada ali
no início dos anos 2000 já nasce boa
parte mediada pelas relações das igrejas
evangélicas das periferias. É diferente,
por exemplo, dos evangélicos no futebol
dos anos 90, como Marcelinho Carioca da
vida, que se converte pelo processo de
busca ativa de evangélicos no meio do
esporte, tipo atletas de Cristo, que vão
tentando converter os outros, que é uma
organização existente. Não, a partir dos
anos 2000 tantos já é a galera que nasce
crente, Stevan Hendrick.
Beleza? Então
é muito doido porque aí apareceu no
Twitter um bagulho lá dos caras falando
que ah, é porque o pessoal se tornou
evangélico, a gente deixou de ser
católico e começou a perder o futebol e
meu Deus, vai ser burro assim na caixa
prego. Você tem que entender as
transformações que estão acontecendo,
que tem a ver com outras dinâmicas que
não é isso, não é isso. E o futebol
brasileiro sobre essa dinâmica de
modernização forçada e imitativa, pelo
amor de Deus, né? A gente já comentou um
pouco antes, mas é isso. Vou aproveitar
esses últimos minutinhos aqui para ler
comentários. Espero que tenha sido
interessante aqui esse essas conversas
sobre
o a leitura comentada do Weber. Weber é
bom. Weber é interessante. Leia com
moderação e crítica.
Diz querido Gabriel. Nossa, é a melhor
explicação de Weber que eu já ouvi nesse
tema. Geralmente as pessoas falam de
forma muito simples. É porque geralmente
as pessoas não leram.
Sim, desculpa, mas é verdade.
Você assiste você, nós aqui 20 pessoas
que estamos assistindo essa live, vocês
acompanham o conteúdo do pessoal na
internet, eles não leram Weber. Eles não
leram,
garanto para você.
Estou aqui sustentando. Eles não leram
Weber. A galera não lê.
Weber não é lido,
não é, velho.
Não leu, mano.
Fala aí três, como é que é? Ah, é fã
mesmo. Fala três álbum aí que você
gosta. Não, não leu, velho. [risadas]
Não leu. Os caras não leram, te garanto.
Diz querido Gabriel, o Charles Taylor
também coloca essa dessação no
protestantismo, mais especificamente do
É que o Charles Taylor é weberiano, ele
dá sequência à teoria da racionalização
de Weber com outros problemas. Mas é
isso. Diz querido Thiago, quem quiser
saber mais sobre Weber, por favor, pedir
para o Bruno tocar a música do mesmo. É,
a gente tem uma musiquinha para quem é
membro, membro memberezia do canal. Nós
temos álbuns exclusivos, álbuns de
música exclusivos para a membresia, que
contam aí um pouco de coisas de humor ou
de teoria. E nós temos uma música sobre
Weber que explica o que é o mediador.
Evanescentismo,
[risadas]
o mundo vai perder encanto. É isso, é
isso, é isso.
Au, você já agradeceu João Calvino hoje?
[risadas]
É mais ou menos isso. Não é isso, mas em
parte é isso. [roncando] Mas não é isso.
Desquiro templário, porque inclusive
porque ateísmo existe antes de Calvino e
isso se expressa em outros em outras
organizações sociais e comunidades
também. Não é um problema só ocidental
ou uma questão, né? Perdão por chamar de
problema para quem é teu. São as po
evoluções. Vira crente, vira moderno,
depois é. Então aí que tá. Não é assim.
Não é assim. Não é assim. Weber estuda
um caso e ele tenta se esquivar o máximo
de criar uma regra. É que os leitores
pós Weber que não leem Weber, eles não
pegam essas essas advertências. O Weber
na no prefácio, né, na introdução do do
ética protestante espírito do
capitalismo, fala: "Eu não estou criando
uma regra geral assim letras garrafais".
Ele deixa claro assim. [risadas]
Aí o maluco lê e fala, ele tá criando
uma regra geral. [ __ ] velho,
parece o aquela sket do Mont Python na
no filme A vida de Brian, né? Filme A
Vida de Brian tem uma skete muito boa,
que o Brian ele é confundido com Jesus
como se ele fosse Messias. E aí no outro
dia lá aparece um monte de gente na
porta da casa dele e ele abre a janela
lá e tem uma galera falando: "Ô Messias,
o Messias: "Ai meu Deus, fecha a porta".
Tá tudo que lá aí a mãe dele, né? Chega:
"Que que foi, o Brian?" Ele falou: "Tem
um monte de gente aí tá trocando. Ei,
que que esse pessoal tá fazendo aqui?"
Aí ela aberto. Que que você tá fazendo
aqui? Vou embora. Aí o pessoal, quem é
você? Aí ela, eu sou sou a mãe do Brian.
A mãe do Bri, a mãe do Salvador. Ai,
todo mundo, ó. É, alguém pergunta: "Você
é virgem?" Aí ela:
"Que que pergunta essa?" Fecha a janela.
Aí todo mundo, é, é, ela é virgem, ela é
virgem, ela é virgem.
[risadas]
É tipo isso aqui. É tipo esse
comentário. O verbo coloca lá em letras
garrafais. Eu não escrevi uma regra
geral. Aí o pessoal lê. Eu não escrevi
uma regra geral. É não. Ele escreveu,
ele escreveu uma regra geral. Ele
escreveu. Escreveu. [risadas] É a mesma
coisa.
Diz que doido Gabriel. Que legal. Achei
o Charles T. Eu tava inventando isso.
Não, não. Ele tirou do Vber. Exatamente.
Ele tirou do Weber. Ele é segue o Vber.
Eh, Charles Taylor. Como é que é o nome
do outro lá?
Ai, tem um outro. Como é que é o nome do
outro, doido?
Parsons. Taylor. Parsons. É, tem mais
um. É uma trinca. é a galera que segue a
teoria da da modernização do verber, né?
Taylor Parsons. E tem mais um
Taylor Parsons e tem mais um. Eu já já
vem na minha cabeça. A galera que segue
a teoria do Weber de modernização,
que aliás, inclusive vou aqui fazer um
um adendo que eu não pude responder em
texto ainda. Tem um cara chamado
Gutierres. Tierres Fernandes Siqueira,
Siqueira, que é um humano, crente, que
faz comentários sobre evangélicos no
Brasil e ele tem uma tese,
não faz nenhum sentido, dizendo que a
igreja é, como é que é que ele fala?
Tem uma expressão engraçadíssima. Ele
usa uma teoria da secularização
completamente troncha, completamente
troncha para dizer que a igreja tá
secularizando, pai. E aí ele fala isso e
cita os cara assim.
E aí eu eu reagi, critiquei essa ideia
dele, falou: "Não, mas existem outras
teorias da da modernização que estão
para além daiana e que não são só a
teoria weberiana, tem a teoria do
Taylor, do parsos. Foi o animal,
[risadas]
ele segue VIP. Eu li, você tá falando
bobagem. Você não tem nenhum critério
para fazer opteria da secularização. Mas
eu vou escrever isso um dia respondendo
ele adequadamente num artigo. Mas é,
vocês se fazem, viu? diz que Ran.
Comentário aleatório. Você acha que
Weber meio que antecipou nossa abus
condição pós-moderna ao abordar a
questão da perda do da do centro de
certeza pré-moderno e a fragmentação dos
valores sociais? Teria que refletir
sobre isso.
Não sei dizer. Não sou capaz de opinar.
Diz, querido Gabriel, quais são os
livros básicos que você recomenda para
entender melhor o tema? Livros básicos.
Eita. Ah, tem que ler o Ética
protestante do espírito do capitalismo
com os olhos, né? Tem que ler com os
olhos, né? L ler atentamente.
Ã, mais acessível.
Não é fácil a leitura, mas o
desencantamento do mundo do Flávio Pier.
Ele escreve de um jeito muito rebuscado.
Eu não gosto do jeito que ele escreve,
mas é muito bom.
Eh, tem um outro livro, esse eu tenho em
espanhol do Wolf Wolfgang Schlurter. É
difícil escrever esse nome. Pera aí.
É, deixa eu pegar aqui.
Wolfgangurta.
Eu tenho em espanhol esse livro.
Wolfgan slurter. É difícil o nomezinho
da bexiga.
Eh,
Wolfgan Schlurter. Schlurter
tem um, eu tenho um livro dele em
espanhol chamado El Desencantamento del
Mundo, né? é desencantamento del mundo.
E o Wolfgen Schlurter, ele tem um texto,
esse texto em desencantamento del mundo.
Ele, se vocês, se vocês têm acesso em
espanhol, lê em espanhol, ele é
infinitamente mais acessível do ponto de
vista didático e organizativo do que o
texto do Flávio Peruti. Mas assim,
infinitamente, o Wolfgan Schlurter é o
maior especialista de Weber vivo. Ele na
verdade inclusive ocupa a cadeira de
Weber na universidade lá na Alemanha. Eu
é bizarramente gente, o Schluter é
bizarro. É bizarro. É muito bom. Então
eu recomendo que vocês leiam o texto do
Wolf Schlurter, ele desencantamento do
mundo. Ele tem um outro livro, esse eu
tenho em inglês, que é
The Rise of Western Rationalism, né? O
surgimento do racionalismo ocidental.
The Rise of The Rise of Western
Racionalism. É isso, The Rise of western
Racionalism, que também é muito bom, né?
O o surgimento, né?
Emergência do do do
racionalismo ocidental. É bom, velho. É
bom. O Schlutter é muito bom. E se vocês
ó, eu fazendo empresa propaganda firme
de novo. Quem é filiado lá ao ICL, né?
Quem quem tem a a assinatura do ICL tem
um curso de seis aulas do Wolf Schlurter
de Introdução a Weber que é
bom para caramba, assim, incrível. O dia
que eu vi que esse maluco eu ainda não
trampava na firma, eu fiquei desesperado
para poder assistir essas aulas. Assim,
quando eu vi que ia ter a curso do
Wolfgan no ICL, eu falei: "Cara, eu
preciso assistir essas aulas, mano. Ele
é bom demais, meu irmão". E aí não. E
pronto. Aí quando eu comecei a trampar
na firma faz pouco tempo, faz dois, vai
dar dois anos, comecei a ano que vem dá
dois anos, comecei a trampar firma. A
primeira coisa que eu fiz foi abrir para
assistir o curso do do Schloter. Juro
para vocês.
Eu entrei lá, tive acesso ao bagulho,
fui pro meu irmão, eu assisti esse curso
do Schluter. Bom para caramba. [ __ ]
curso bom da bexiga.
Vale a pena, vale a pena, vale a pena.
[suspirando]
Tum tchum tchum. Um diz, querido fazer
watch. Bruno é do racionalista.
Bom dia, meu querido. [risadas]
Diz, querido Alexandro.
Interessantíssimo, meu querido Bruno. Me
instigou a ler Weber. Weber é bom,
velho. É bom de ler. Só que tem que ler
com com cuidado, com ressalvas, né?
Economia e sociedade, cara, é incrível.
É que é um dois volumes dessa lapa, né?
Mas é muito bom, cara. Assim, é a ele
organizando o pensamento dele, né? É
interessantíssimo. É que é difícil
Levber por causa disso. Ele tem a tese
famosa do ética protestante espírito do
capitalismo e ele tem os textos que ele
vai organizando o pensamento dele, né? E
aí você e então organizar essas coisas é
muito difícil, velho. É muito difícil,
mano. É muito difícil. Mas é legal. Diz
aqui do Gabriel. Bruno, assim como
Pedro, me instiga demais estudar vendo
vocês explicando as coisas. Que didática
interessante. Que bom, gente. Que bom. A
a eh estudemos. Estudar é importante.
Estude você também.
Eu já eu sou a favor de de tempo
limitado na internet, né? De repente seu
YouTube ele para e fazia que nem quando
tinha MTV. Pare de assistir e vá ler um
livro. Importante.
Diz que fazer o what? Vou assistir ao
live depois. Não estava presente por
motivo de cama. Que bom. É cama é
importante.
Cama é importante.
Fala Alice, tudo bem? Como é que você
tá? Espero desejo que bem.
Diz que o Gabriel Gutierrega Siqueira
conheço. É, eu também
[limpando a garganta] não conheço
pessoalmente. Gostaria um dia, mas
inclusive pra gente poder debater, que
eu acho que ele fala bobagem, mas tudo
bem que as pessoas não gostam do debate,
elas acham que a gente tá ofendendo. É a
vida. Cheguei no final, mas depois vejo
o início. Tamo junto. [risadas]
Diz querido, diz querida aa é
desencantamento del mundo. Seis estúdios
sobre Max Weber. Este mesmo, Aa. Este
mesmo. Este mesmo. Bom, hein? Bom, bom.
Parece que tem uma tradução feita pelo
Carlos Eduardo Céu. Ah, é? Eu não sabia.
Aí, ó. Fui surpreendido novamente. Não
sabia. Não sabia. Que legal. Diz,
querido Gabriel. Web então é igual ao
humano da teologia da libertação. Todo
mundo fala sobre ningém. Exato. Ninguém
lê. Ninguém lê. Ninguém lê. Mas é isso,
gente. Deu 9:45. Eu preciso sair. Dito
isso, eu espero que vocês tenham curtido
o nosso papo hoje. Espero que tenha sido
massa. Estamos aí numa quarta-feira.
Amanhã em São Paulo é feriado por
motivos de
motivos estranhos, né? Feriado
questionável, mas eu não vou reclamar
pelo feriado.
Não vou reclamar pelo feriado. [risadas]
Feriado é sempre bom, mas vou reclamar
talvez o motivo do feriado. Mas dito
isso, minha gente, dito isso,
quarta-feira,
praticamente fim de semana. Não sei se
tá tocando a musiquinha aí. Tá tocando
musiquinha de inspiração? Espero que
[música] sim. Não tá. Ih, pera, deixa eu
tentar de novo. Deixa eu tentar de novo.
Ih, não tocou.
Não tá tocando para mim. Que estranho.
Espero que esteja tocando para vocês.
Quarta-feira, praticamente fim de
semana. I, não, pera a ver. Não, não,
não deu. Não deu. Agora foi. Agora foi.
Pera aí. A gente não pode fazer isso
aqui mal feito. Tem ritual.
Quarta-feira, [música] praticamente fim
de semana, Copa do Mundo, a gente perdeu
para Noruega, perdeu, mas a gente ainda
pode desfrutar do esporte, do jogo, da
loucura, de [música] ficar com raiva, de
agradecer, de torcer contra o europeu e
de ficar satisfeito pela existência de
Lionel, porque Lionel Mess ou não,
gostemos ou não, é um maluco
diferenciado. [música]
Eu fico assustado com este ET. Dito
isso, minha gente, aproveitem o fim de
semana que tá quase chegando. Curtam e
desfrutem com a família, desfrutem do
futebol. Se você não gosta de futebol,
triste a sua vida. Espero que você tenha
outro esporte que te satisfaça tal qual
e que nós possamos [música]
seguir aqui sempre, sempre, sempre
trazendo a boa nova, [música]
todo dia útil até a vitória final. Então
seguimos trazendo a boa nova [música]
todo
dia
>> até vitória final
e a gente vai seguir. Deus [música]
até mais.
Ali,
ciao.

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