🔴AULIVE: DE EVANGÉLICOS À PIORA DO NOSSO FUTEBOL – UMA ANÁLISE DO BRASIL MODERNO
09/07/2026
🔴AULIVE: DE EVANGÉLICOS À PIORA DO NOSSO FUTEBOL – UMA ANÁLISE DO BRASIL MODERNO
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] He. [música] >> [música] [música] >> เฮ [música] >> [música] [música] >> Bom dia, tudo bem com vocês? [música] E aí, minha gente, de boa? Perdão aí, problemas técnicos com o meu fone [música] também com esse horário que a gente resolveu fazer hoje por motivos trabalhísticos. Tudo bem com vocês? Como é que vocês estão? [música] Ajeitar aqui esse trem. O som tá bom? Tá muito alto. Tá de boa. Baixar um cadinho [música] aqui, pá. E aí? E aí? E aí, como estão meus queridos sociólogos e sociólogas do Twitter? Vocês estão bem? Espero desejo que sim. Deixa eu mandar o trem aqui. Eh, pá, empecemos. Ai, hoje começando mais cedo na nossa madrugada. Espero que vocês estejam bem. B aqui, deixa eu ajeitar os trem. Começar nosso papo. Bom dia, querida Jéssica. Como é que você tá? Tudo bem, querida Jéssica? Ih, tá travando meu computador. Ei, vamos lá. Vamos lá. Bom dia, querida Jéssica. Bom dia, bom dia, bom dia, bom dia. Jéssica diz: "Antelote, Ancelote. Errou. Neymar foi moleque e Putz Grila, deixaram a Noruega. Desfilar em campo, não marcaram bem. Aí o gigante deles lá fez só dois gols, né? Exatamente. Minha abre aspas. Análise fecha aspas. Ponto. Tá plenamente correta a sua análise indignada. Parece que o gigante acordou, mas o gigante errado. O deles aí é o problema. Bom dia, que da a tá tudo bem? Espero desejo que sim também nesta nesse início de madrugada, né? Estamos cedo hoje, pô. Estamos cedo. Espero que esteja tudo em paz por aí. Espero que estejam em férias escolares e sejam boas férias escolares, escolares universitárias, obviamente, né? Bom dia, querido Paulo Pessoa Silvia, tudo bom? Tudo bom, querido. E você? Tudo bem? Espero desejo que sim também. Hoje vamos aqui para análises generalistas, tudológicas, com hipóteses de trabalho. Bom dia, querido Alexander. Acertei de primeira vitória do trabalhador. Normalmente eu erro o seu nome, mas hoje eu acertei. Bom dia, Alexandre. Como é que você tá? Tudo bem? e diz que do Alexandro. Bom dia, Bruno. E queridos amigos batistas. É baristas. [música] Exato. Ele corrigiu aqui, ó. Baristas. Baristas. Cá estamos. Estamos bem. Sim. E você? Tudo bem? Espero desejo que sim. Cá estamos nós para mais um papo pela manhã numa quarta-feira, só que hoje bem cedo, bem cedo mesmo. E para papear coisas graças aos sociólogos, sociólogas do Twitter que existem por aí. Obrigado, sociólogos e sociólogas do Twitter. Cadê minha xícara? Hum. aqui que nos agraciam com essas maravilhas, que são análises profundas, mas que abrem janelas para discussões interessantes, se a gente quiser se esforçar, né? Mas aí tem que se esforçar. Ai ai, deixa eu só dar uma olhada aqui porque eu tenho cola hoje. Tenho cola para não me perder porque hoje é live ensaio. Tenho que dar esse nome também. A live ensaio. E aí, a live ensaio, eu preciso olhar aqui o a minha cola. Tô me matando para não enxergar porque eu esqueci o óculos. Agora sim. [risadas] Pera aí. A live ensaio. Eh, pá, vamos lá. Pronto. Ah, tá aqui. Beleza. Separei aqui minha minha cola da live ensaio. Excelente. Preparada. Bom, querido Cléber Lauer, bom dia. Como é que você tá, meu bom? Tudo bem? Espero e desejo que sim. Espero e desejo que sim. [roncando] Espero e desejo que esteja tudo em paz na vida na na vida de Vossa Senhoria. Meu, minha gente querida, minha gente querida, minha gente querida. Olha que maluquice, né? Eh, vamos começar pela maluquice básica, pela Eita, meu computador tá travando. Minha internet também tô preocupado. Espero que não caia. Tá travando para vocês aqui? Tá travando consideravelmente. Deixa eu ver se eu consigo melhorar. Pera aí. Acho que não vai travar mais não. Cara, eu dei aquela acordada, tomei um banho, vim direto para cá. O cabelo tá me incomodando consideravelmente. Vaidades adquiridas familiarmente. Já já melhor. Eh, que que eu ia falar? Ah, é começar pela maluquí número um, né? Maluquícia número um. Comecemos pela maluquí número um. Primeira reflexão do dia. E tá num clima de de rádiozinho de bom dia mesmo, né? Essa [música] musiquinha chill no fundo meio pã. É um a live de bom dia mesmo. Bom dia. Bem cedo. Vou começar pela seguinte maluquice. Maluquice número um. Não sei se no círculo de amizade de vocês tem esse tipo de pessoa, mas é muito comum. Não sei se círculo de amizade de vocês tem esse tipo de pessoa, mas é muito comum alguém que vai dizer: "Ah, gente, futebol aí, ópio do povo. Ah, isso aí é pão e circo? Ah, nem sei porque vocês torcem para a seleção. Copa do Mundo é só negócio. E piriri poró. Vocês t essa gente no grupo de vocês? Tem tem esses esse tipo de ser humano aparentemente crítico na vida de vocês? Que que que acha que teve uma brilhante ideia de fazer essa crítica incrível? E eu acho que vocês devem ter. Eu acho que vocês devem ter. A gente vai começar por essa loucura para depois ir pr as outras, por essa aparente crítica totalmente vazia para ir pras outras. Bom dia, que Igor Juan, como é que você tá, meu bom? Tudo bem? Diz: querido Igor Juan. Bom dia, meu querido professor. Deve est falando com o nosso querido Cléber Lauer ou com o nosso seu querido Alexander, mas pode ser comigo acidentalmente. Tudo bom, meu bom? Como é que você tá? Espero desejo que sim. Aliás, faça como o Igor Juan, faça como o Igor Juan e se torne membro, membra membre, membresia aqui do nosso canalzinho para você poder ter acesso a conteúdos exclusivos para você, para você e para todas as outras pessoas que também são membros, membras, membres membreia aqui do nosso canalzinho. e você se torna membro, membro, a membro, membrezinha aqui do nosso canalzinho. Além de ter acesso a conteúdos exclusivos, você tem acesso a nossos cursos exclusivos, cursos de max e religião, evangélicos e política no Brasil, como fazer o seu projeto de pesquisa, eh, filosofia latino-americana e mais uma pancada de coisa, além de você poder considerar entrar pro nosso grupo do WhatsApp exclusivo para membros, membras, membres aqui do nosso canalzinho, que é o o primeira igreja barista do WhatsApp. E aí, que que você faz? você se torna membro, membro, membro, membresia e você manda um e-mail com o seu nickname e o seu celular para este e-mail aqui, ó, que está passando em sua tela. E aí, quando você mandar, eu olho lá, checo se é você que tem o mesmo nickname e tem lá o o teu número e você entra no nosso eh grupo do Zap, tá bom? Então, é uma opção aí que você pode ter também. Aí você fala: "Não, mas eu nem tenho como me tornar membro, membro, membro, membrezinha". Você manda então um Pix. Você manda um Pinks aqui, ó. Manda um Pix. Vai tá sobrando uma merreca aí. Ajuda a manter o nosso trampo, porque o nosso canal é um canal pequenininho, irrelevante e cotidianamente lembrado por pessoas, por pessoas que tem canais maiores de que nós somos irrelevantes, o que me agrada bastante. E aí o que sustenta a gente não é a quantidade de views, nem necessariamente todos os AdSens, porque são poucos, senão a membresia do canal. É isso que funciona, gente. Beleza? É, nós tamo junto. Então, ajuda nós aí, fortalece pra gente poder seguir o nosso trampinho, curte, comenta, né? Eu esqueço dessas coisas também. Curte esse vídeo, comenta para engajar, espalha a palavra por aí, fala: "Gente, vocês já viram o o canalzinho do Bruno? É um Bruno com nome esquisito. É Bruno não sei que lau." E aí, o Bruno não sei que lau é um cara legal. Você dá uma olhadinha lá. É meio bobo. É meio bobo. É meio tonto. É meio tonto. Mas ele tem um conteúdo interessante. Ele tenta aliar conteúdos qualificados com entretenimento de gosto duvidoso. Pronto, a gente vai se ajudando, tá bom? Inclusive tem que agradecer vocês porque mês passado o senhor YouTube nos pagou graças à membresia desse canal. Digas de passagem. Então, agradeço aí a membresia do canal que fortaleceu consideravelmente. Bom, diz que a ligo para esporte, então eu escapei. Então você escapou da pessoa crítica. Talvez a pessoa crítica seja você. Brincadeira, [risadas] mas normalmente tem, né? Tem aquelas pessoas. Bom dia, querido Gabriel. Como é que você tá? Gabriel também parte aqui da nossa membreia da primeira igreja barista do YouTube. Bom dia. Hoje de madrugada mesmo nem cheguei no trabalho. Aí ó, estamos começando o dia. Eu acho que eu vou começar a fazer cada vez mais cedo. A gente vai começar daqui a pouco às 5:30 da manhã. Aí a gente faz uma vigília, né? Começa com uma vigília de oração, a corrente de oração forte. Às 5 da manhã para ajudar o trabalhador aí pro pro trabalho. Víctor Freire: encerrei a amizade com esses chatos há 10 anos. Então você é uma pessoa sensata, né? uma pessoa que e uma pessoa forte, capaz de encerrar amizades. Não é todo mundo que tem essa essa capacidade. Parabéns, Vitor que do Juan Gabriel. Bom dia, Juan Gabriel. Juan Gabriel disse: "Bom dia, Bruno Odegard". Eh, aí você me pegou. Mas se vocês curiosidade curiosidade para vocês, no final dos anos 90, olha, é verdade, durante os anos 90, início dos anos 2000, a seleção da Noruega teve um zagueiro que inclusive jogou contra o Brasil no ano da graça de 1998 na Copa do Mundo, quando eles ganharam de 2 a 1. Curiosamente, em cima de nós, se eu não me engano, foi 2 a 1. Tinha um zagueiro chamado Rickdal. Vocês podem dar um Google porque ele chamava He, que era quase down, ficar He, faltava um I. E aí ficou, nossa, é quase lá e quase chegou a ser meu parente por um I. Então tá lá o tinha um zagueiro chamado Heckdown. He RDAL, curiosidades diz: "Querido Gustavo Peom dia querido Gustavo Peutebas é ópio do povo. Viva Campuché democrático soberano. [risadas] Ai! Jesus Cristo di que do Gustavo agora falando sério Argentina mal do universo. Calma calma calma torcedores. Calma torcedores. Calma. Diz que do Ryan Augusto. Bom dia. Como é que você tá, Ryan? Tudo bem? Ran Ryan, tudo bem com você? Espero desejo que sim. Futebol OP do Ai, cara, o cara que fala futebol do PBA. Essa pessoa, essa é a primeira crítica que a gente tem que fazer aqui, né? Ô meu Deus do céu. E disquido Igor, cadê dis que Igor? Por pouco o Bruno Criancinha não fez o Bruno Adulto ser um torcedor viking. Não, isso jamais aconteceria. Isso jamais aconteceria. Jamais aconteceria. Mas era foi, era curioso. E ele, se não me engano, ele foi capitão da seleção norueguesa. Hick. Tinha que dar a se fosse adolescente eu poderia ser, mas não tenho mais idade para isso. Justo, tenho uma reputação para manter. Você tem toda a razão, você é uma pessoa de linha correta. Totalmente correta. [roncando] É o que acontece, minha gente, até é esse lance, né? Ah, futebol op do povo. Ah, Copa do Mundo, ela é é só negócio. Ah, o futebol para enganar as massas. É, põe circo, piriri, pororó, pi, pó pó. E aí parece que a pessoa tá sendo super crítica, né? Descrever um aspecto da realidade não te torna crítico. Eu eu eu gosto dessa esse primeiro ponto de observação importante antes de começar. Qualquer coisa que a gente vai aqui trocar uma ideia. Descrever um aspecto da realidade não te torna crítico ou crítica de pensamento crítico. Não. Não. Ah, futebol é negócio. Parabéns, né? Assim como dar aulas, né? Dar aula é negócio, gravar conteúdo no YouTube é negócio. Dado que potencialmente numa sociedade de mercado capitalista que tenta se estabelecer como totalizante, tudo quanto é relação é mediada pro mercado. Bem-vindos ao mundo. Olha que incrível, né? Olha que incrível. Tudo que a gente faz tá dentro desse jogo. [ __ ] parabéns, hein? E aí você descrever um aspecto da realidade não te torna crítico ou crítica de maneira nenhuma. Ah, futebol é só pelo dinheiro. A Copa do Mundo é negócio. Parabéns, velho. Parabéns por descrever um aspecto da realidade. Isso não faz a pessoa ser crítica, né? Eh, é uma obviedade, uma obviedade. Que que te faz ser crítico? entender porquê, por ou como as relações se dão de maneira contraditória nessa realidade e tensionar essa contradição. Ah, agora a gente tá ficando crítico, agora a gente tá botando cérebrozinho para pensar, dizer que as coisas são mediadas pelo capital. Ah, parabéns. Sério? Nossa, [ __ ] não sabia. Eh, não te faz crítico. Não te faz crítica. Dizer que o esporte ou a religião ou um apego prazeroso da pessoa no dia a dia não resolve os problemas da vida dela também não te faz crítico. Não te faz crítica, né? eh, perceber os limites de um Não, não, não. Descrever esses aspectos, a realidade não te torna crítico, torna crítico a capacidade de ver as contradições e tensionar elas dentro de uma totalidade. Então, por exemplo, por que o futebol se torna um esporte tão um um negócio tão atrativo do ponto de vista do mercado que ele não era, ele foi se tornando, né? ele vai se tornando e progressivamente esse esporte, essa prática esportiva vai sendo assimilada e mediada por relações de mercado. Ele não nasce como uma mercadoria, ele nasce como uma prática esportiva, ele nasce como um tipo de jogo praticado por pessoas, inclusive no caso trabalhadores, trabalhadoras, operários, operárias, não é um espetáculo, é um jogo. E o jogo se torna o jogo mais popular do planeta. Mais popular do planeta. Porque até então é botar uma bola no meio de campo, gente contra gente, tem que acertar a bola dentro da da das travinhas. É relativamente simples, dá para praticar em qualquer canto, em qualquer buraco, em qualquer espaço. Então se populariza muito fácil e um jogo muito imprevisível. Você não precisa de muito equipamento, você treina pode treinar sua habilidade individualmente, mas é um jogo coletivo, ele ele não é simples, né, de ser articulado, de ser jogado. [música] Eh, fácil de você saber qual o resultado. Entrou 11 contra um, você sabe quanto é o resultado, não sabe, porque tem muitas variáveis, são muitos fatores envolvidos. Então é um jogo muito atrativo e fácil de ser praticado. Então nesse processo é um jogo que se espalha muito rápido, se espalha muito rápido por tudo quanto é canto. E a gente começa a praticar em tudo quanto é canto do mundo. antes de progressivamente se tornar um negócio, um grande dinâmica dentro do capital, é um esporte popular, é um esporte comum, fácil de ser praticado e que entra numa era de globalização, né, assim, a partir ali da metade do século XX, esse esporte praticado no mundo inteiro começa praticado no mundo inteiro, literalmente, talvez excetuando na China, que é um caso raro de 1 bilhão e não sei quantas milhões de pessoas que não consegue encontrar 22 para jogar uma bola. Eh, uma estatística ser estudada. Conseguem achar 22 no meio daquela diante tanto de gente para jogar uma bola, pelo amor de Deus. Mas tudo bem, bota a galera 11 contra 11 ali e joga a bola. Se espalhou na dinâmica em que potencialmente todas as relações vão se tornando sob eh mediadas pelo capital, pela progressão do capitalismo, modernização capitalista do século XX, né? a gente tem ali esse esporte estabelecido, ele vai sendo assimilado por essas dinâmicas de de por essas dinâmicas de mercado. Aí sim ele vai se tornar um negócio, mas ao mesmo tempo ele é um esporte popular e geracionalmente, territorialmente no globo popular todo mundo vai aprendendo a batera, vai aprendendo a jogar, etc, etc, etc. [roncando] Então eu tenho que ver a tensão que é aí ao mesmo tempo, é uma experiência popular muito forte, muito interessante ao mesmo tempo e um negócio do ponto de vista dessa dinâmica de mercado e capital global ao mesmo tempo. Então a gente consegue se divertir, a gente consegue se divertir porque a gente gosta desse esporte e vê ao mesmo tempo essa relação de mercado completamente com truncha, como tem em qualquer outro tipo de relação, tendencialmente nesse mercado globalizado e que tende a ser totalizante, né? Então não adianta você dizer: "Ah, não, mas futebol nem vale nada, porque o que que é coisa de mercadoria de capital?" [ __ ] velho, aí você não tá entendendo o que tá acontecendo. Isso não é ser crítico. E, aliás, esse tipo de relação de esporte, de experiência que é coletiva, né? Copa, eu eu souficionado por Copa do Mundo. De quatro em quatro anos, essa experiência coletiva é um negócio incrível. Ela é uma coisa incrível, especialmente pra gente enquanto brasileiros, né? A gente tem um, mesmo que a gente perca, mesmo que tem essa celuma, essa maluquícia, como disse o Tim Vickaryy, muito corretamente, enquanto observador, né, inglês do futebol brasileiro, a gente mistura uma frustração com euforia, com é uma coisa meio maluca, né? A gente não consegue ter ter um meio termo porque a gente se acostumou a ganhar uma coisa maluca. A gente não sabe lidar com a vitória, [risadas] a gente não sabe e nem com a derrota, a gente fica numa coisa maluca. Eh, pra gente é uma experiência muito forte em que você mesmo que não goste de futebol é absorvido pelo que o pessoal deu um nome de World Cup Fever, porque gringo é estúpido e gosta de dar novas coisas, mas essa febre de Copa do Mundo que a gente é engolido por essa experiência, né? engolido por essa experiência e você começa a se desligar assim, você começa a perceber que, cara, tem coisa mais importante até que meu trabalho ou tem coisa mais legal até do que ficar aqui me me sofrendo. E normalmente a gente assiste jogo sozinho no dia a dia, né? Campeonato brasileiro, Copa do Brasil, Paulistão, na Copa do Mundo a gente começa a se reunir, é um evento ao vivo que a gente quer estar junto e que a gente faz um bem bolado para est de galera, para comemorar junto. É uma experiência muito única. é uma experiência muito única e que a gente meio que tem um um espaço temporal em que a gente se desliga e começa a se conectar com outras coisas para além dessa vida cotidiana que vai nos consumindo, especialmente para quem gosta e quem não gosta acaba sendo absorvido por esse processo. Então entra nessa contradição de mercado, de negócio, de fazer a gente querer comprar e ao mesmo tempo do lance de você querer experimentar um uma parada que seja para além do seu cotidiano, que vha vá para além dessas relações trabalhistas, mercadológicas, de exploração, não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê. Então é uma essa contradição que a gente tem que entender, essa experiência, né, subjetiva, popular, maluca, num esporte doido e as dinâmicas de mercado que se aproveitam dessa situação, dessa experiência e tal. Então é, eh, pera aí, especialmente no caso do Brasil, né, que vira feriado quando não, ou ponto facultativo ou sei lá o que, quando tem jogo da seleção e essa coisa é muito legal, cara. É muito legal. Então, é um, eu eu sou apaixonado pela Copa do Mundo por esse tipo de experiência. Além do que tem outra coisa que eu sou apaixonado por Copa do Mundo, que assim, ela me dá um um sinalzinho de uma coisa que eu gostaria na minha vida, que o mundo fosse mais assim. ou pelo menos a gente fosse mais assim, por um instante, por um instante de alguns minutos, segundos, você tá num lugar, não sei se vocês tiveram experiência, tá num lugar em que tem gente que você nem gosta, e que tá todo mundo tretado e que você nem tá naquele clima tão legal necessariamente, em que você nem sabe se o humano do lado é um babaca, se o outro lado do lado é um o que que ele fez, que não fez. Se a gente não sabe o que tá acontecendo. Por um instante a bola, aquela bolinha entra no gol, bate na rede e a gente pula junto e comemora e tem aquele freeonom que dá repio na nuca. Gente, fica e você abraça e beija uma pessoa aleatória. Você tá junto com gente, você cria um laço de solidariedade inexistente até então, uma fraternidade que não tem nenhum sentido. E até gente que você não gosta, que você naquele instante você perdoa, você só abraça, fala: "Ah, você é um babaca bolsonarista, mas me dá um abraço". Então é uma experiência única de de de união mesmo, de de coletividade que é muito bacana. Fal, pô, é isso, esse esse essa força estranha da gente comemorar um gol junto nesse momento, pô, velho, isso me dá um negócio. Fala: "É isso, cara, gosto desse negócio aqui. Isso aqui é é uma chaminha que tem que saber trabalhar ela, sei lá como, né? Mas é um tipo de experiência interessante. Então, eh, tensionar essas coisas é bacana. Não é você ser só o urfanista do esporte, do tradicionalista brasileiro e nem você ser o cara da negação do só do negação da da experiência popular, só do negócio do mercado capital e não sei o quê. Cara, tem que ver a tensão, a contradição existente nessa experiência e tensionar ela, botar ela em crise, né? Mas é uma experiência muito legal, é uma coisa muito louca e talvez por isso, inclusive o pessoal tenha esse hábito de comparar futebol com religião, né? Se você colocar futebol ópio do povo, vai ter uma porrada de analista de Twitter aí com essas frases. Mas eu já volto para futebol do povo, porque eu tenho que ver aqui os nossos comentários do nosso chatinho ou chatão, né? Chatinho é dos convocados da do programa convocados da TNT. Eles inventaram o chatinho. Os chatinhos do chatinho. Não, aqui não, que o nosso é chatão, porque nós é chato mesmo. Kevin, bom dia, querido Kevin. Que que Kevin disse? Bom dia, Bruno, nosso analista tático filosófico. Gosto de futebol, gosto de tática, gosto de filosofia e Kevin manja muito de futebol. Este senhor aqui, Kevin Mindegur, tem futuro como analista de futebol. [risadas] Diz Gustavo, lembrando inclusive que chat, digo que futebol tem origem na Inglaterra. Segundo dizem o auge da era vitoriana. E há controvérsias, hein? Há controvérsias sobre origem do futebol. E agora vem informação para vocês. Informação. Se eu tivesse aqui um botãozinho do informação, eu tinha, eu perdi ele. Informação para vocês. Tem um esporte praticado por Guaranis há muito tempo atrás, desde 1000, 300, sei lá quanto, e era muito semelhante ao futebol e que tem registros dessa experiência, que era uma bola no meio, a galera tinha que chutar e tinha que acertar duas travinhas lá. Então tem essa esse negócio e em uma visita que eu não lembro de quem agora, qual autoridade, não sei se foi o Manchester City que foi para foi fazer uma temporada, pré-temporada na China, alguma parada assim, ou se foi alguém outro representante que ao chegar na China ganhou de presente documentação do então premiere chinês sobre a origem do futebol na China. Ou seja, os chineses clamam a origem do futebol, os guaranis clamam a origem do futebol e os ingleses dizem que eles inventaram futebol. Sabendo que os ingleses conseguiram ocupar várias terras por colonização e por esquema de de de de pirataria chamada de comércio, eles roubaram futebol com certeza de qualquer um dos povos que sejam os pais do futebol. Mas informação aí que doido Paulo Pessoa Silva Jet André Reckdal era esse mesmo. Jogou na Copa de 90 marcando o único gol da Noruega na competição na vitória 1 a 0 sobre o México, mas foi eliminada na fase de grupos com a derrota de 1 a 0 para a Itália. Sim. E jogou a Copa de 98 também, o que eu lembro que Getiu Ju, sei lá como é que fala esse nome. André Requal, que cara esquisito. Copa do Mundo, diz querido Kevin de virtuosismo para indicar que o país deve torcer. É cansativa também. É verdade. Também é. Ah, a gente vai falar sobre isso aí também. Esse nacionalismo patriótico sem sentido. Concordo contigo. Diz que Paulo Pessoa Silva e o empate contra Iralanda por 0 a 0. jogou também a Copa de 98 marcando um gol de pênalti contra o Brasil numa vitória de 2 a 1 na fase de grupos. Exatamente, acertei o resultado, era 2 a 1 mesmo. Eu lembro desse jogo. Lembro do mano tirando onda com a gente, fazendo uma comemoração muito muito folgada, [música] velho. Mas tudo bem. Diz quido Felipe. Bom dia, baristas e boleiros. Bom dia, querido Felipe. Felipe, primeira pessoa beatificada, santificada em vida no nosso canalzinho pela igreja varista. Querido Felipe Querido Borduna. Bom dia, Prof chat. Bom dia, querido Borduna. Tudo bem com você? Descito Alexander, minha humilde análise sobre a eliminação é a seguinte. Não foi surpresa. Estou com Crack Neto, que disse que a decadência do futebol brasileiro vem de décadas e que a dirigência da CBF não tem condições. Ah, isso é verdade, mas a dirigência da CBF não tem condições desde sua fundação, antes de ser CBF. Então eu tenho um problema também em eu entendo e critico a organização e critico essa parada da estrutura de cima, inclusive porque não planeja. Isso é um ponto aí a gente discutir que a minha opinologia futebolística, mas desde sempre a gente tem uma uma instituição corrompida e canalha assim. E não é só a gente. Se você olhar as outras dirigências dos outros países, hum, hum. Hum. Se a gente olhar assim, o histórico de presidentes da FIFA, inclusive, se a gente for dar uma olhadinha, é praticamente o histórico de governadores do Rio de Janeiro, né? Governo do Rio de Janeiro, você vai em preso, vira presidente da FIFA é questão de tempo. Você vai ser preso, né? Em algum momento você vai ser preso e processado, porque não existe possibilidade da pessoa estar sentada naquela cadeirinha e não tá fazendo merda. Um beijo infantil, né? É, dá um Google, é fácil. Esse meme ele tem que acontecer o meme comparando governadores do Rio de Janeiro com presidentes da FIFA. É uma questão de tempo, uma questão é só esperar. Você bota uma polinha ali no infantilo, é uma questão de tempo. João Avelange, Joseph Blatter, daí é meu amigo, não existe, não existe, não existe. Di que do Gustavo Pis, nossa, beija alguém aleatório. É boate, não é jogo de Copa do Mundo. Isso acontece com frequência. Estádio de futebol. É o é o é o tava falando com o Felipe, nosso querido Beatificado aqui, né? Felipe reforçando um ponto importantíssimo num papo que a gente teve sobre o futebol, especialmente para pessoas hétero masculinos formados na masculinidade tóxica e terrível que nós temos. Futebol é um espaço do nosso laço afetivo, né? Familiar, com pai, com com primo, com quem a gente tem ali como referência. É onde você pode chorar. É onde você pode ter emoções, abraçar o colega, né? E é engraçado isso. Engraçado e triste, né? É um espaço onde você pode dar essa extravazada. Os caras se beijam, os caras se abraçam, o cara bate na bunda do outro. Assistir jogo de futebol, né? Aquele comemoração mais hétero que tem. É um em cima do outro, com outros 30 pulando em cima, todo mundo se abraçando, se arrolando, coxa com coxa, bunda com bunda, mão com mão. É uma coisa incrível. Aí é um momento em que pode se liberar, né? E aí na torcida, mesma coisa, saiig o pessoal tá se abraçando, se beijando, se esfregando. Falei: "E aí, ó?" Aí ele chora, né? O time ganha, ele chora, desespera e liga pro pai, liga pra mãe e liga para não sei quê. É o momento que você pode extravazar. E às vezes é o único vínculo de conversa que você tem com alguém, né? O único vínculo de conversa eh entre homens e o futebol, hein? E como é que tá o Corinthians, hein? E o Palmeiras? E o Botafogo? É Botafogo. Eu tenho dó da torcida do Botafogo e o escolhe alguém. Então é é muito louco isso. Então assim, pessoal, você beija você não sei o que lá e depois dá tipo de macho e cospe, né? Mostrar que é macho, mija no chão. [risadas] Ai meu Deus. Alexander, de continuar corrupção e lobenso justo. Enfim, a seleção brasileira tá uma vergonha e acho que os clubes brasileiros devem formar um comitê para resolver essa mas também não vai resolver. Do ponto de vista estrutural dos clubes brasileiros. Não, cara, o lance é o futebol, já vou falar sobre isso. O futebol ele combina no Brasil e no mundo, mas no Brasil tem essas peculiaridades, porque opinologia total. Mas o futebol ele combina um lance de uma estrutura dúbia em que ele é uma empresa e não é. O clube ele é uma empresa, mas não é. Ele é uma empresa, mas ele não é uma empresa. Ele tem que funcionar com o negócio, mas ele tem necessariamente que ter um laço de confiança, um aspecto de torcida que impede que ele seja só um negócio. Então ele fica num num limbo esquisito onde muita coisa é permitida, né? Então é um negócio, a gente precisa profissionalizar o futebol. Profissionalizar parece que você vai transformar ele numa empresa gerida só por administração. Não. Por quê? Porque para esse time ser gerido, né, para ele poder funcionar, ele precisa de da relação com a torcida, ele precisa do lance da paixão, ele precisa do lance da fidelidade dos torcedores, o que inclui também você ter nessa dirigência, nesses grupos que tomam as decisões, gente ligada ao clube, a tradição do clube, que seja fidelizado ao clube. Tem essa identidade, né? A menos que você vai criar um clube do zero, que você vai inventar um clube, que é o que muitas empresas hoje têm feito, injetando dinheiro até umas horas, eh, que não tenha tanta aderência, que não tenha tanta torcida, que não tenha tanto tanta coisa, que você vai criar uma marca e que você vai jogar muito dinheiro fora para fazer isso. Então, tem que ser também estudar porque que os caras faz isso, porque joga muito dinheiro fora. É, então, então como tem esse lance dessa paixão, dessa fé, dessa crença, dessa aposta, dessa confi dessa fidelidade, ela não pode ser só uma empresa. Então, nesse limbo, você não vai nem virar uma empresa gerencial webana, em que o cara vai lá e vai só tomar decisão ótima, coordenação de meio para obter o fim, mas também não vai virar uma zona aberta ou só na camaradagem, um feudo, tal, você fica nesse limbo. E esse limbo ele abre margem para loucuras. [risadas] Loucuras incríveis. Então, a gente tem que sacar que, cara, só juntar o pessoal, vamos juntar a galera para decidir, para fazer, porque tem um lado do negócio de fazer dinheiro, tem outro lado que é essa, quem se aproveita desse lance, vive esse lance dessa fidelização, porque o futebol é isso. O futebol depende disso. Futebol não é só você sentar e assistir o espetáculo, né? Eh, talvez por isso o gringo, gringo não entenda tão bem. Gringo estadunidense entenda tão bem o futebol. Talvez eu entenda, porque não é só, sei lá, vim aqui ter um ter uma experiência prazerosa, né? Vim aqui e ver um jogo intenso que sai muitos, não tem um lance da da afetivo de você geracionalmente torcer por aquele time, querer que ele ganhe, eh você ter um vínculo ali de que você acredita que vale a pena defender esse símbolo, né? esse escudo, essa história, isso tá ligado com as las familiares que você tem, o lugar que você nasceu, o encanto que você experimentou junto com seus próximos. E é isso, cara. E aí não é só tipo o esporte para esporte, eu gosto muito do esporte ou esporte praticado, mas ele depende dessa fidelização no primeiro momento, né? A torcida vai ser o estádio, não é para viemos vir um grande show que um a gente veio para ter a experiência de de fidelidade, de vamos torcer, vamos gritar, vamos empurrar o time [música] que talvez esteja enfraquecendo. E aí vem o que a gente já vai falar já já. Dado dado o processo de mercantilização que é necessária para se manter dentro dessa dinâmica do capitalismo, enfraquece. E isso é weberianamente demonstrado. Diz Ryan, meu lado cantiano desperto em Copas do Mundo. Não sei. [risadas] Eu achei interessante essa frase. Meu lado cantiano desperto em Copas do Mundo. Ô, meu lado maluco desperto em Copas do Mundo. Ele abandona completamente qualquer racionalidade ou apreensão da realidade. Eu suspendo ela. Diz que do Gustavo Pez. Eu estou com Reinaldo Azevedo nessa. A CBF, quando menos tinha que ser uma autarquia e o capitalismo brasileiro ter condições de manter jogadores BR no Brasil. Basta as empresas investir, basta, basta a gente fazer as empresas também e a burguesia brasileira se tornar nacional, né? Nacionalista e não dependente. Então tá, tá fácil, falta pouco. Estamos quase lá. que Alexandre. Ah, os convocados dessa vez não tem ideia do que é o povo brasileiro. Eles têm, gente. Eles o problema não é esse. O problema não é esse, eu acho. Posso estar errado, né? Quem que tá aqui na conversa de bar de café da manhã? Ti da Jéssica, seleção brasileira precisa do espírito em campo como os argentinos estavam perdendo ontem. Cara, isso eu acho, isso me deixa maluco assim, assistir o Bélgica e Estados Unidos, os belgas puto da vida. A a seleção belga nunca jogou nunca jogou na vida da existência dela como ela jogou contra os Estados Unidos. Com ódio, com fúria, com vontade de vencer. A gente vai acabar com esses malucos. Eu nunca, meu, a geração belga, o problema dela não era ser uma boa geração belga, era tinha que ser uma raivosa geração belga, que foi o que aconteceu contra os Estados Unidos. Eles nunca jogaram essa bola na vida deles. Um menino lá que entrou se tornou o o o Pelé deles. O maluco coçava na bola era caixa. Tava driblando todo mundo. Tava porque tavam com fúria. Tavam movidos ali por algum sentimento que era diferenciado. Confiança, ódio, raiva, que seja, né? né? Diz: "Querido Templário, bom dia, tô atrasado." Bom dia, querido Templário. Fica tranquilo, estamos junto. Estamos começando. Eu que tô atrasado. Bom dia, Gabriel Silva que diz: "Tá liberado torcer paraa França, então". Ah, pode torcer. É assim, em última instância, a França nem a França, né? Se você for olhar o futebol francês, a gente já sabe isso. A seleção francesa, ela na verdade é fruto do colonialismo, da adaptação da França à globalização sobre as relações colonialistas, né? Então, TV aproveita-se da rede colonial [música] montada pelo Império Francês, que tinha aí suas colônias no continente africano. E aí com o processo de globalização, ela se dá bem, porque agora com essa abertura de territórios, entre aspas, pro capital circular, com essa diversidade, não sei o quê, junta para si os jogadores que não são nascidos em território francês ou que são nascidos em território francês, filhos dos que migraram das colônias francesas pra França. Então, os anos 90 e sua transformação das relações de mercado e de relações internacionais com a globalização e o neoliberal, nós tivemos efeitos interessantes para muitas seleções. Futebol europeu melhorou muito, muito por causa disso, mas melhorou muito, muito, muito. Inclusive seleção francesa, 11 pessoas que não são brancas franceses. T, não são franceses por terem nacionalidade francesa sobre as regras que nós temos internacionais a partir dos anos 90, em especial. eh, mas que são fruto das relações coloniais da galera que migrou das colônias francesas paraa França. Você vê, né? O mundo é uma coisa indiferenciada, então pode torcer pra França. Eu acho errado, acho. Mas tipo a quantidade de presidentes que o Peru teve nos últimos 10 anos, é, a FIFA tá competindo com o Peru. [risadas] Que do Alexandre. Exato. Jéssica com a Neymarização do futebol nos últimos tempos. fez com que caras que querem ser mais influencers do que atletas. É isso [música] é verdade. Mas no mundo inteiro. Mas aí tudo bem. Acho posicionamento do Mbappé. Depende qual posicionamento. Nosso querido ditador Mbappé ele tem posicionamentos dúbios. Ele tem, por um lado, a postura, a esquerda interessantíssima dele e, por outro lado, um ser humaninho complicado, no mínimo. Diz que do Juan Gabriel, o governador do Rio versus presidente da CBF, disputam quem vai pra cadeia primeiro. É basicamente isso. É basicamente, mas no caso do presidente da FIFA, quem vai pra cadeia primeiro diz que do Templário. Credo, que delícia. É só frequentar mais jogos da seleção brasileira em Copa do Mundo, só que vai ter que esperar 4 anos agora. Bom dia aqui do Thiago que diz: "Bom dia a todos baristas e não baristas da América Latina". >> [risadas] >> Cheguei aqui. Coisa deliciosa tô sendo falado. É quatro em quatro anos, meu amigo. É incrível. Diz que da Aila. Isso é irônico para mim. Foi uma insistência insuportável. A tentativa de me empurrarem para três times diferentes pelos homens da minha família que me fizeram pegar rans do futebol. É, mas aí também os caras devia ser chato para caramba, né? Aí complica. Descrito templário. Não tem um dia que esse barismo não se junte para falar de coisas deliciosas como essa. Eles ficaram animados, hein? Pelo amor de Deus, Alexander. Tanto que os únicos que reconheci foram Alisson Casemiro, Paquetá, Hendrick Neymar, Vini Júnior, o resto dos caras eu nunca ouvi falar. Então esse é um outro problema da globalização do futebol. E aí a gente ganha cria esse distanciamento que é problemático mesmo paraa torcida, né? para você ter identificação, apoiar o time. [limpando a garganta] Diz que Alexandre, a não ser que você acompanha o futebol europeu, você não vê representado. É, eu como sou um aficcionado pro futebol, acompanho o futebol europeu, até o futebol de Botsuana, mas é um outro problema, coisa minha. Inclusive, parabéns ao futebol botsanse, tem melhorado consideravelmente. Temos aí jogando hoje o Pelé Botsuanse diz querido Juan Gabriel, imagina se o se o se eu eu enfrentar o cara não se a seleção enfrentasse o Zea capaz doente que teve aquela falha do goleiro. É e cara se a gente enfrentasse o Z ia dar um problema da Nadal porque o cartão vermelho que jogador Exatamente. Exato. Exato. Olha, por isso que os belgas tava furo da vida. Tava furo da vida. Kevin tocou num ponto importante. Não tem como falar dessa Copa e não falar sobre diáspora. Exato. E sobre Eu nem falaria sobre diáspora. É óbvio que a diáspora do ponto de vista da galera, né, que foi foi tirada, tal. Eu falaria sobre essas relações de colonização e seus efeitos. Olharia pelo o outro polo. São os dois polos, né? diáspora, empurrando o pessoal para fora forçadamente. Colonização, esse processo de você invadir e dominar. Eu olharia pelo polo do processo de invasão e dominação antes faça o processo da saída. Mas você tá plenamente correto. Eu torço para que todo mundo ganhe, porque eu quero que todo mundo possa ser feliz um pouquinho por isso. Só não pode o monopólio dessa felicidade. Ou seja, fora Argentina, França e Espanha. [risadas] É, no caso, nós brasileiros somos os maiores responsáveis pelo monopólio da felicidade na Copa do Mundo. Nós somos os donos do jogo. Éramos. Não sei. Diz Jéssica, esse papo de empresas nacionalistas não pode acabar em algo estranho? Sempre os nacionalismo fico assustado. Sim e não, né? Sim e não. Sim, porque a gente sempre corre o risco do nacionalismo sem conexão de sem o filtro de classe se tornar fácil. estão sim por esse lado, não pelo lado de que a inserção das colônias ou das periferias do mundo do mercado capitalista se dá de maneira dependente. Então a defesa de uma empresa nacional é você tentar que ela faça uma inserção no mercado internacional, no mercado mundial, tentando tentando ter uma relativa independência, relativa independência, relativa autonomia. Então você tem uma atenção importante, né? Não posso cair no nacionalismo fxo, mas eu também não posso negar que há uma inserção necessária no mercado mundial capitalista, porque está está posto dito isso, está posto como é que a gente entra com alguma autonomia, com relativa autonomia. Aí tá tá a atenção. Então é é curioso, né? A vida tem dessas coisas. Diz: "Querida Jéssica, próximo ano tem Copa do Mundo Feminina. Quero ver o mesmo entusiasmo." Eu já estou animadíssimo, mas aí é coisa minha, né? Mas eu eu tô animadíssimo, animadíssimo paraa Copa do Mundo feminino. Quero muito, velho. Quero levar a Luna para assistir o jogo. Vai ser uma delícia. O que mais tem a criança torcendo pro PSG, Real Madrid, Manchester. Já para nós. Aí que tá, aí que tá. Já vamos chegar nisso aí. Seara, não somos mais os donos desse monopólio. Então vamos lá. Agora comecemos o nosso papo outro que acontece, minha gente, lá vamos nós. Vamos aqui uma análise marxista weberiana, weberiana marxista do futebol. Primeiro começar pelo lado marxista, a bobagem que fala sobre futebol o ópio do povo, que é a reprodução na verdade da bobagem que fala sobre religião op do povo. Não conhecem a o uso da metáfora, não conhece como ela funciona, reproduzem bobagem. Então, a ideia de falar futebol é óbvio do povo, como se fosse uma anestesia que tá te enganando e te escondendo da realidade. Por um lado, é verdade. E Marx concordaria, diria. Você tem toda a razão. Essa prática, essa experiência, essa coletividade que não resolve seus problemas fundamentais, ela realmente te anestesia, ela realmente te deixa aceita, né? Você aceita a realidade, te dá um conforto, aí vem. Mas ela não é só submissa. No ponto de vista de que ela te dá esse conforto de negar a realidade, ela também te dá uma outra vivência dessa realidade. É o que Marcos diz, né? A religião é óbvio do povo, porque ela é o suspiro da criatura oprimida. Ela é o coração de um mundo sem coração. Então tem um lado dessa experiência que é um lado positivo. É um lado de te dar um ânimo, um respiro, de tornar suportável essa vida, de abrir os seus olhos sobre uma experiência, né, que é o que ele diz até é o ela é expressão da miséria real, a religião como expressão da miséria real e um protesto contra a miséria real ao mesmo tempo. Einen, ao mesmo tempo em alemão, né? E o Einen, o Ninen não é no nesse texto do Introdução Crítica Filosofia do Direito de Hegel, ele usa essa expressão na escritos nos manuscritos econômico-filosóficos, em que ele daí fala, repete mais ou menos essa fórmula e tensiona ela falando sobre o dinheiro daí ao mesmo tempo. É inclusive uma passagem muito interessante um dia para discutir sobre isso, mas a religião ela é ao mesmo tempo expressão da miséria real e protesto contra a miséria real. O futebol, a experiência popular de confiança, de alegria, de não sei o quê, de entusiasmo, de euforia em torno do esporte, ela é ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo, se você vai usar essa metáfora, usa direito. Ao mesmo tempo, ela expressa a miséria real, expressa todas essas relações contraditórias de capital, de mercado, não sei o quê. ao mesmo tempo em que ela protesta contra isso ao mesmo tempo. É por isso que a gente vê essa loucura que é tentar entender o futebol, a raiva que explode quando o pessoal vai comentar sobre o futebol. É o esses caras eles não têm mais paixão pela camisa. O que que a pessoa tá dizendo? O que que que a gente tá dizendo quando a gente faz isso? E não é só negócio, não é só você, você não é só um jogador profissional, entendeu? [risadas] Veja, veja. Expressão da miséria real que ela expressa efetivamente todas as contradições. É mercado, é negócio, é não sei o quê, mas é um protesto ao mesmo tempo, porque não é só isso. O futebol é mais do que isso. A gente gosta do futebol, não é para ele ser uma empresa, não é? A gente não gosta do futebol só por ele ser um negócio. A gente gosta do futebol por outra disso que está para além. Esse que está para além é o que desperta a gente para essa esse negócio. E cara, isso a minha vida é mais do que trabalhar. A minha vida é mais do que ter esse negócio. A vida que a gente tem, ela é mais do que só uma mecânica de divisão social do trabalho. Ela tem mais experiência, ela tem algo mais profundo. Então ela é ao mesmo tempo expressão da miséria real e protesto contra a miséria real. Por isso que a metáfora do ópio, quando ela é usada, tão mal usada, seja paraa religião, seja pro futebol, ela não capta essa contradição. Se você capta essa essa contradição, essa tensão, agora você tá sendo crítico, agora você tem pensamento crítico funcionando aqui. Agora o Ticote Teco aqui estão sendo críticos. E se você só fala que é uma experiência de mercado, capital, não sei o quê, e fala sobre todas as dinâmicas de exploração do trabalho, pá, você tá descrevendo este dado da realidade. Se você é apenas uma pessoa apegada ao esporte e fica aqui focada no vou apresentar e descrever o esporte, pi, pá, ah, é uma experiência popular, é uma coisa bonita, o fanista, não sei o que. Você descreveu dois aspectos da realidade, mas não compreendeu a tensão existente entre esses aspectos, as contradições que brotam daí. E aí você não consegue esticar a corda para dar. Aí sim ser crítico. Aí sim você é uma pessoa crítica, entende? Então o uso da metáfora do OP pro futebol, assim como paraa religião, que não capta essa tensão, deixa escapar. Deixa escapar. Então é é entender essa experiência popular, né? Que é isso que a gente tá conversando aí há 40 minutos trocando essa ideia, essa experiência de de fidelidade, de dizer é a camisa, tem que ter amor à camisa. Essas expressões elas são muito engraçadas. Amor à camisa. um objeto, um objeto de de vestuário, de vestimenta, produzido provavelmente por uma empresa, talvez na Tailândia, Bangladesh, né, assim, uma fábrica na Tailândia, no Banglado, alguma coisa assim, produzida ali com uma marca gringa, estadunidense, com uma patente desenvolvida em algum lugar X de uma alta costura europeia de algum país europeu ou não sei o quê, misturam por uma parada globalizada de uma mercadoria que vai ser vendida a R não sei quanto real por por jogador, né? A camisa de jogador que é diferente da camisa do torcedor, que é diferente da camisa do não sei o quê. E aí a gente fala, tem que ter amor a esse objeto, tem que ter amor à camisa. Mas a gente não tá falando desse objeto. Esse objeto, eu tô descrevendo aqui, esse produto das relações da divisão internacional do trabalho que produz essa camiseta que vai ser vendida por não sei quanto. É uma mercadoria p pi pi pi p po pó dentro de um esporte praticado. Ó, legal. Pera aí. Legal. Oxi, cadê o foco aí, pô? Legal. Esse objeto aí eu falo, tem que ter amor à camisa. Eu tô falando desse objeto. Não, não tô falando desse objeto. Eu tô falando de outra coisa. Eu tô desviando o tema para esse outro polo, esse outro aspecto que vai para além da camiseta, para esse lance dessa fidelidade, dessa experiência entre nós, né, de apego à história, de apego à tradição, de de crença de que a gente vai conseguir vencer e nem é a gente que tá jogando. A gente torce por 11 pessoas que a gente nem sabe que que elas quem são, trabalhadores que não, ah, eles representam o nosso país, representam onde? Que que tá essa essa relação que não tem nenhuma, quase falei bobagem, esta relação que não tem nenhuma tangencialidade, não dá para pegar, né? você não consegue pegar ela, mas ela tá presente aqui nesse ar que a gente respira, nessa história que a gente tem, como a gente foi constituído socialmente, nessa relação comunitária e social. Essa experiência ela tá para além desses limites das relações de divisão social, trabalho, de produção de uma camiseta. Então, de um lado tem um negócio, de um lado tem esse processo e do outro essa experiência que vai para além. De um lado expressa a miséria real. Então, futebol como expressão dessa miséria real que nós temos e do outro lado como expressão de protesto contra essa miséria real. Não é só isso. Não é só uma camiseta, não é só um esporte, não é esse, não é só isso. Isso que isso a mais. É essa atenção que a gente tem que trabalhar. É aqui que tá o jogo do sentido de vida, sentido que é dado paraa vida comunitária e socialmente, o sentido que a gente dá pra vida, do por que a gente faz o que a gente faz, porque a gente gosta do que a gente gosta, dessas sensações e experiências que não são transcendentes, elas são bem materiais e físicas, né, mas que não dá para pegar e das relações efetivamente capitalistas de exporção do trabalho, de mercado, etc, etc, etc. Essa atenção que a gente tem que trabalhar. Aí vem essa brincadeira legal. Olha que brincadeira gostosa da crítica do futebol como ópio do povo. Se você entende desse jeito é legal. Se você acha que é só dizer: "Ah, é pão e circo, você não entendeu nada. Entendeu nada?" E tá só descrevendo um aspecto da realidade. E descrever o aspecto da realidade não te faz crítico, né? Você tem que entender esse processo, essa totalidade, essa experiência como um todo para daí sim você tenscionar, daí sim a gente conseguir criticar, né? Trabalhador, trabalhadora, por que que você tá tão apegado à Copa? Por que que você gosta dessa experiência? Que que você acha que você gostaria de ganhar? Por que que uma coisa que você quase não fala sobre, que é futebol, agora se tornou o tema do seu dia? Não é só porque a mídia solta, não é só porque tá passando, não, cara. É assim no Brasil, desde que o futebol se tornou o nosso esporte, desde sempre. Por que que a gente tem isso, né? Por quê? E aí esse porquê, né? Vai além, pô, que que bacana, que coisa maluca. Então, bom, esse é o primeiro aspecto. O segundo agora vai ser o aspecto weberiano da crítica. Mas vamos lá. Bom dia, querido Ed do esquerdos autorais. Bom dia, galera. Não, bom dia, galerinha do círculo de oração. [risadas] Bom dia, querido Ed, que faz parte do nosso círculo de oração. Acordou cedo hoje às 5 e pouco da manhã pra gente poder se preparar aqui abençoados e abençoadas para a live. >> [risadas] >> Querido Templário, nunca gostei de futebol, mas dessa vez eu arrumei uma espécie de ufanismo lá do fundinho das as raspinhas do meu coração. Tu tô aproveitando para xingar todo mundo como nunca xinguei e passar raiva. Muito bom. É maravilhoso. É uma experiência muito boa. Ixi, muito bom. Talvez eu fique um pouco. É, não faz parte. Faz parte. É, é uma delícia poder xingar, gritar, comemorar, ficar feliz. É uma delícia, mas tudo bem. É momento de extravazar. >> [roncando] >> Vamos pro outro lado, né? Um outro aspecto interessante dessa relação que aí vem um aspecto bacana que é o aspecto weberiano da crítica. Weber, nosso querido Weber, que chegou a uma consideração muito interessante sobre as relações de mercado e sociais estabelecidas sobre o capitalismo, em que tendencialmente, tendencialmente a racionalização da vida tende com que você aja de modo a coordenar os meios para obter o máximo do seu resultado. É o que ele chama de ação instrumental racional. né? Então, ele fala que essa é uma maneira ótima, mais racional, formalmente racional, racionalidade formal, né? Coordenar os meios para obter o máximo do fim. Isso característico do mercado capitalista. E ele fala que tendencialmente, né, potencialmente esse mercado vai se expandindo e ocupando as relações sociais ao máximo. Quando isso acontece, diz Webber, à medida que as relações de mercado avançam, as relações solidárias e de fraternidade e religiosas enfraquecem. Preste atenção. Weber. A medida que as relações de mercado avançam, à medida que as relações de mercado avançam, as relações solidárias e de fraternidade enfraquecem, desvanecem, são substituídas por relações de coordenação ótima para obtenção do fim. À medida que o futebol é forçado a se tornar uma mercadoria cada vez mais rentável, não só do ponto de vista dos donos dos clubes, dos donos de marcas, senão do ponto de vista do sistema como um todo, à medida que ele tem que se tornar mais rentável, as relações fraternas de solidariedade religiosas enfraquecem o futebol enquanto enquanto fidelidade a um clube, enquanto aficção a uma história, enquanto paixão a esse a essa a essa coletividade, enquanto relação afetiva, profunda com coletivo, que você não tem nenhuma conexão material efetiva, assim direta, né, mediado pela sua família, pela ida ao estádio, por não sei o quê. Essa relação fraterna, essa relação solidária, essa relação de crença e de ela enfraquece porque a relação de mercado te força a isso. Então sim, nós estamos passando por uma crise dentro da dinâmica do futebol, porque ele tem que se tornar uma mercadoria cada vez mais rentável do ponto de vista do sistema e força com que as os clubes virem empresa, força com que os jogadores tornem apenas profissionais mercadorias que se vendem cada vez mais caros dentro da dinâmica do mercado, que tem que se adaptar a um tipo de dinâmica rentável e lucrativa que fazem com que essas relações enfraqueçam. esse lance da identificação com o clube, identificação com o país, identificação com essa identificação, essa participação desse jogo de afetos, de de ele enfraquece, ele some, ele ele perde seu sentido, ele perde seu valor. A gente viveu isso em especial no início dos anos 2000, que é quando a internacionalização do futebol realmente se estabelece aí começa a ficar cada vez aí, abre aspas mais demodê você ter jogadores identificados com os clubes. Clubes que se identificam cada vez mais e tentam se identificar com a sua torcida. Jogadores que se identificam cada vez menos com a nação pela qual eles defendem. É, meus amigos, Weber fez uma análise brilhante nesse aspecto. [risadas] Weber fez uma análise brilhante. Então, veja que interessante. Veja que interessante. A medida que isso acontece, que o mercado, que o mercado vai se estabelecendo e que dentro do mercado você tem que coordenar os meios para obter o máximo de fim, tudo que foi externo vai ser considerado não racional, vai ser considerado formalmente irracional. você vai ter uma ação que ela não é gerida pelo pela obtenção de fins, ela é gerida por uma norma, que é o que o Weber vai chamar de ação racional normativa, né? Diferente da instrumental, é aquela que você vai colocar uma regra que vai te limitar, que não te pede de ganhar o máximo. Coitado do Marcão, ex-goleiro do Palmeiras, ele escolheu não sair do Palmeiras. Ele escolheu se identificar com o clube, ele escolheu fazer esse negócio, ganhar menos dinheiro, ganha menos repercussão, ganhar menos espaço, menos vitorioso, menos valor de mercado, menos tudo. Cada vez mais raro você encontrar um cara que vai ser assim, porque o funcional no futebol é você obter o máximo. O funcional, o funcional no futebol é você ter cada vez mais profissionalizado. E aí do ponto de vista de trabalho é correto, cada vez mais um profissional, ter direitos trabalhistas, tá adequado, tá? Adequado, correto, correto. Pô, eu fico chateado com quem ficou bravo com Rafinha, tá? Eu estou guardando essa informação aqui. Então, o jogador, para quem não está familiarizado, jogador do Futebol Clube Barcelona, Rafinha, que é o CL, meu, ele é a encarnação deste jogador não identificado, né? Ele é encarnação de jogador não identificado. Ele é brasileiro, jogava no Havaí, mas ele vai imediatamente muito cedo para fora. Roda em vários clubes europeus menores até ir parar num clube menor da Inglaterra e de lá crescer e parar no Barcelona, porque tinha um bom empresário, né? Inclusive muito ligado ao Barcelona e é um grande jogador, joga muita bola. Joga muita bola. O Rafinha é nosso atacador de espaço, né? joga muita bola, ataca espaço com uma beleza. E o o o Rafinha, esse maluco, ele não ele tem um um a zero identificação, uma zero conexão com [limpando a garganta] a realidade brasileira desse ponto de vista, né? Ele é brasileiro, tal, mas ele ninguém sabe quem é o maluco que não teve essa parada. Ele é um profissional da bola. E aí ia ter ano passado o campeonato mundial de clubes organizado pela FIFA, que ia tá no período de férias dos jogadores que estavam na Europa, né? E ele falou: "Pô, ninguém me perguntou se eu queria jogar e eu preciso de férias. Se o meu clube tivesse jogando Mundial, eu eu ia falar para não jogar, porque eu preciso de férias. Eu quero minhas férias, eu tenho direito à minhas férias. Ele tá correto. Ele é um trabalhador. Ele está correto. E a galera ficou [ __ ] com ele falando assim: "Onde já se viu, cara? Tem que vestir a camisa, tem que jogar bola". Não, mano. Se ouve, ouve o que você tá falando. [risadas] Você tá é um é um trabalhador. É um, o jog é um profissional. É um trabalhador. Ele é um trabalhador. Você não precisa de férias, doido. A gente não tá aqui contra escala 6 por1. Ei, direito trabalhista ou o cara tem direito a férias, ele tem que poder parar. Aí vem as contradições interessantes desse processo, porque por um lado tá correto, mas por outro tem esse lance. O futebol não é só essa profissionalização e ela vai expondo cada vez mais essas contradições, vai expondo cada vez mais os problemas, porque é isso, dentro das relações de mercado, dentro das relações que vão formalmente se estabelecendo, você tem que então padronizar, né, de modo ser funcional. Só que do outro tem esse lance que o futebol não é só isso e essa experiência não é só isso. Então estamos aqui na mercantilização com seus ônos e bônus, né? E essas tensões, fraquecimento da fraternidade, enfraquecimento da solidariedade, enfraquecimento dessas relações que vão para além da coordenação de meio para obtenção ótima de fim. Então, se por um lado a gente tem essa dinâmica do do futebol como expressão da miséria real, né? expressa a miséria real, expressa os problemas do de exploração do trabalho, do mercado, da mercantilização de uma experiência popular, mas ao mesmo tempo protesto contra essa miséria porque ele vai para além dela, ele tensiona ela. Isso Marx falando do ponto de vista de Weber, a gente vê essa contradição se se apresentando de outro meio, vamos dizer assim, Marx um ponto de vista negativo, né, criticando Weber de um ponto de vista positivo, constatando. A medida que o mercado capitalista avança, as relações de fraternidade, solidariedade religiosas enfraquecem. Esses sentimentos religiosos enfraquecem. Tudo bem? Massa, né? Eu vou vou até pegar esse texto que ele é muito legal, ele é muito interessante. Vou pegar aqui pra gente, pegar aqui pra gente porque cara, isso aqui, meu amigo, ah, eu ai, esses sociólogos de Twitter são complicados, mas a gente vai tentar ajustar o sociólogos de Twitter. Diz querido Igor Juan, dá um like aí, galerinha. Eu sempre esqueço. Então, dá um like aí, minha gente. Compartilha, convida a galera para assistir outro momento. Diz que do Ryan Rian. Vi um comentarista falando sobre alguns países periféricos que não participam da Copa, tipo a Índia, mas torcem pro Brasil devido a uma certa identificação. Acho muito [ __ ] essa solidariedade entre os povos. Yan, a gente não tem noção do que é Brasil fora do Brasil, o orgulho que dá. Não sei quem teve a oportunidade de fazer isso. Como eu tive algumas oportunidades de atrabalho com bolsa ou por consideração de estudos e para fora, vocês não tm noção o que é andar com uma camiseta amarela da seleção brasileira na rua. Sem sacanagem. Tava na Malásia. Foi foi a a uma mistura de trabalho barra estudos. Consegui uma bolsa numa atividade que a gente ia ter lá. Apliquei para uma bolsa, passei no processo seletivo, 21 dias fora, participando de atividade de trabalho e de estudo no Governance Economic Management School. Aí a gente foi, 27 países representados, gente para caraca, meus amigos. Eh, sou brasileiro. Ronaldo, futebol, Lula. São as três coisas que você vai ouvir basicamente. Ronaldo, futebol, Lula, Pelé, né? Pelé, Ronaldo, Futebol, Lula. Ronaldo, vale os dois. Ronaldinho e Ronaldo. Mano, todo mundo torce pela seleção brasileira. É uma mística da camiseta amarela que é impressionante. Impressionante. Que o mano, ai, como é que era o nome dele? Tô nem esquecendo. Humano da Armênia. a gente conversando, ele: "Ah, eu gosto de jogar futebol, tal". E a gente começou a conversar, ele não e aí começou a me falar sobre o futebol brasileiro, como ele gostava do futebol brasileiro, tal. tava numa época que que o Fernando Diniz tava no Fluminense e o Fluminense jogando muita bola e ele falou: "Pô, eu tô sentindo falta daquele daquele estilo brasileiro de antigamente, coisa que a gente fica falando hoje, a gente também, todo mundo percebe isso." E eu falei para ele, pô, mas é que você tem que ver o o Fluminense jogando, você vai você vai matar sua saudade. Aí eu mostrei para ele um pouco do do de alguns jogos do Fluminense, do Fernando Diniz, né? Que cara, é uma delícia de assistir aquilo ali. É um negócio incrível. Eu souista até o osso. E aí o o e mostrei para ele, falou: "Cara, aí ele, nossa, que jogadas incríveis, tabela não sei". Todo mundo conhece a tabelinha, tá minha gente? É nossa tabelinha, nossa escadinha, a galera conhece, tá ligada como é que é se encanta com isso e tem essa magia, né? Para além do do negócio. R9, meus amigos, Ronaldo nove nas costas. É um negócio bizarro. A galera fica emocionada, né? Em Cuba o maluco pediu para tirar foto. Juro por Deus. Juro por Deus. O maluco pediu para tirar foto em Cuba. Aí eu [risadas] estamos junto, pá. Porque camiseta amarela da seleção brasileira é um negócio assim, encanta, encanta. O mundo brilha o olho. A gente não tem noção do impacto que é isso. Por essa experiência coletiva, essa coisa incrível. E mais, né, porque enquanto os países de centro, né, o futebol brasileiro, ele cresce numa dinâmica das lutas anticoloniais. a gente tá participando do dos campeonatos mundial, do não sei o quê, e os o os países de África e de Ásia em especial tão nos nas lutas anticoloniais e começa as inserções em em Olimpíadas, em não sei o que e não sei o que e todo mundo tomando sarrafa, porque tá todo mundo ainda se estruturando enquanto país. E no futebol a gente tratorando, tratorando Itália, Alemanha, França, não sei o que. Meu irmão, você não tem como não virar líder, você não tem como não virar é isso que a gente, a gente torce por esses cara, é que nem nós, é nós contra eles, tá ligado? Nós viramos representantes do terceiro mundo, então terceiro mundo pro planeta porque a gente ganhava, a gente tratorava, mano. [risadas] A gente tratorava. E a galera, pô, é isso, cara. futebol que encanta, futebol que dribla, um futebol que acaba, que atropela, que não não tem para ninguém. E o não tem para ninguém tem essas relações interessantíssimas de contradições geopolíticas, né? Então, o país, entre aspas, de terceiro mundo, um país periférico, um país que também tá lá e que tá arrebentando. Falou: "Pô, os cara faz tudo acontecer, mano. Pô, e mais, né? o nosso grande herói, o rei do futebol, o cara que o cara que fundou o futebol. Existe dois futebols, né? Pré-pelé e pós-pelé. O cara que fundou o futebol, que é Pelé, ainda é um homem negro de um país periférico e que se torna o rei do mundo. [ __ ] foto em tudo canto é canto do cara celebrando que ele destroçou a Itália, que ele destroçou a Inglaterra. Meu, como é que você não vai torcer para um negócio desse? É, é, é a gente feliz com Cabo Verde, é a gente animado que Congo quase que que arrebenta, sabe? Você sabe essas coisas assim? Ah, é muito legal, velho. É esse tipo de experiência. É incrível. É incrível. Diz quido. Gabriel, você acha que a teologia reformada tem alguma influência na piada da seleção? Não. Esse é o teólogo do o teólogo, esse eu sou teólogo do Twitter. Mas já vou falar sobre isso. Eu vou abrir um livro aqui. A gente vai comentar um negócio, inclusive. Já vou fazer com qual o autor diz isso? Ah, é o Weber que eu tava falando do Weber. Eu já vou já vou ler um negócio aqui, né? Porque aqui a gente lê as coisas. A gente lê coisas. Aqui nós fazemos react de texto. Diz que do Kevin, a lei Bosman arrebentou tudo. Então a lei Bosman, para quem não sabe, é a lei que começa a permitir os estrangeiros a se naturalizarem eh na Europa para jogar os campeonatos europeus. Ela é fruto do processo de globalização, né, neoliberal, inclusive, diga-se de passagem, que abre as portas para que o pessoal começa a se naturalizar e pronto, aí paraa frente você começa a circular jogadores para lá e para cá para jogar nos em campeonatos internacionais e cada vez se ampliando mais, né? De modo que essas mercadorias, porque do ponto de vista do negócio, os jogadores são mercadorias, tais quais nós, enquanto força de trabalho que se põe no mercado, né? Esses jogadores, eles começam a circular sobre grandes valores, agregam ao futebol internacional e aí vem uma parada que eu vou falar para vocês. A migração de jogadores da periferia do mundo, em especial Brasil e Argentina, mas da periferia do mundo para a Europa, fizeram com que esses europeus começassem a aprender a jogar bola de verdade. Para além disso, essa modernização do futebol do tipo bola, campo, chuteira, meia, camiseta, não sei o quê, piriri paraora, tudo padronizado e cada vez mais altamente tecnológico, faz com que o jogo que era mais imprevisível e fora de controle se torne cada vez mais controlável. Isso tira a vantagem de quem se beneficiava do improviso, nós e dá vantagem para quem se beneficia desse controle e planejamento de jogo. Eles. Então, o tapete, né, gramado tapete, ele faz o futebol ser muito mais legal da velocidade do da intensidade, de que não vai ser uma bola que bateu num buraco, que desviou, que fez o goleiro tomar um gol aleatório, né? dá muito mais dinâmica pro jogo, a bola rola melhor, o jogo fica muito mais acelerado, muito mais intenso. Isso por um lado, nessa padronização, faz todo mundo jogar no mesmo ambiente climatizado, no mesmo tipo de não sei o quê, mas por outro lado rouba, rouba o que a gente tinha, que era o improviso, que era a capacidade de jogar nessa adversidade da imprevisibilidade. A graça do futebol brasileiro sempre foi o drible, que é o que ele surge tanto como resistência, né, do tem cara, esqueci o nome do livro, o Felipe vai me ajudar a lembrar se o Felipe tiver ainda, mas que fala sobre a capoeira e sobre o movimento negro no futebol, transformando o futebol diante do futebol praticado pelo branco, que traz a a chamada ginga, né, drible, essa dissimulação que você joga o corpo para um lado e bate a bola pro outro, você traz isso pro futebol que não tinha. Invenção nossa, meus amigos, invenção nossa, é patente brasileira traz isso. E também por quê? Porque os campos irregulares, jogar na rua, jogar no terrão, jogar no pasto todo marcado de bosta de vaca e de pisada de de gado, a bola quica, ela vai para qualquer lado e aí você tem que dominar. Mano, eu eu jogava a bola, não que eu seja bom, pelo amor de Jesus Cristo, não tô falando isso. O que eu quero dizer é quando eu jogava bola, moleque, né, eu fui jogar, meu meu pai trampava numa fazenda, num laticínio de uma fazenda e vez para outro a gente ia para lá. O cara que era dono dessa fazenda era ex-jogador de futebol, um ex-jogador de futebol de seleção brasileira inclusive. E aí eu jogava com o filho dele, jogava com a molecada, com o pessoal que trampava lá na fazenda, a gente jogava a bola, né, vez por outro. E tinha um campinho lá todo esburacado, tá de terra, terrão mesmo. E a gente jogava a bola lá. Eh, é um pasto, né? E a bola vinha toda torta. E eu nunca vou esquecer esse mano, ele virou para mim, esse esse jogador falou assim: "Ó, a bola vem, ela tem que morrer. E a bola chegou, ela chegou em você, ela tem que morrer. Ela não pode chegar pigando. Regra 01. Ela veio, ela tem que morrer. Regra um. E a regra dois que ele me disse, saiba quando correr, né? Não fica correndo que nem um maluco. Que bobagem. Saiba a hora de correr. Então foi as duas coisas que me falou. A bola chegou, ela tem que morrer. Segundo, saiba a hora de correr. E aí eu fiquei obsecado com esse lance de que a bola chegou, ela tem que morrer. Então ela tem que eu tenho que dominar ela. Ela não pode escapar do meu pé. E isso é uma coisa simples, mas necessária do futebol brasileiro. A bola vinha toda quicando, vem toda torta. você, ela tem que morrer. Então, a gente desenvolveu uma capacidade de domínio, de drible, de inventividade em adversidades, de usar inclusive esses espaços ruins da da quadra do campo a nosso favor, que a padronização impede, ela rouba isso de você, ela vai exigir um outro tipo de habilidade, que é você conseguir ser um jogador inventivo num espaço padronizado, o que é muito, muito mais difícil, muito mais difícil pra gente, né? muito mais fácil para quem já joga num ambiente controlado. Então isso é uma coisa, né, uma coisa importante da gente considerar. Então a partir dos anos 90, início dos anos 2000, tem um processo de modernização do futebol que ele é muito acelerado nos centros e que começa a chegar agora nas periferias. Só que esse essa essa padronização do futebol e esse esforço de padronização mataram condições para um tipo de futebol que a gente praticava. E a gente não refletiu sobre isso e a gente não percebe essa parada. E a gente tá reproduzindo o quê? A padronização aqui. E aí eu não tô falando que a gente tem que jogar em pasto, né? Que não faz nenhum sentido, pelo amor de Deus. Mas aí sabendo dessas condições e dessas mudanças, a gente tem que adequar. Quem fala muito sobre isso é o Alex Souza, né? Alex de Souza, Cabeção. Alex Cabeção, que jogava no Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbat e Curitiba, né? Jogou no Curitiba também. Eh, ele fala muito sobre isso, sobre esse lance do improviso, de como mudou e tal, e que hoje você vai aqui, moro no Capão Redondo, é duro achar um campinho. É duro achar um campinho. Duro achar gente jogando na rua, muito difícil. ou tá no condomínio, ou tá numa quadra improvisada, fechada, em algum espaço, seja da escola, seja de alguma associação de bairro, ou é o campinho societ com aquela grama falsa de borracha, eh, e onde tinha campinho vira vira vira prédio, você já não tem mais onde bater bola. Os moleques vai jogar bola onde? Sempre nesse novo campo, nessa nesse novo tipo de quadra, nesse novo campo, todo controlado, diferente, né? não tem mais essa essas condições do improviso, do drible, do não sei o quê. A gente perdeu para caramba nisso, mas é importante. Eu tenho que pegar o livro. Eu esqueci de pegar o livro pra gente ler. Eh, diz, querido Thiago, saudades de quando o Brasil destroçava e não era destroçado. Então, pois é, mas vou dizer um negócio para vocês. Tem uma parada curiosa, né? Nesse sentido, eu tenho dó do Tit. Cadê o Tit que se adaptou a esse tipo de futebol moderno, padronizado? E a seleção brasileira do Tit era muito forte, mano. A gente caiu nas quartas em 2018, nas quartas de 2022, mas o pré-copa, toda a condição, todo o processo do Tit é impressionante, cara. O ciclo é é bizarro. O cara se adaptou, mas a gente caiu. Descrito do templo. A Copa é o que há de mais primitivo do ser humano se aflorar em todo mundo. Eu fiquei assim esses dias eu tava falando que os jogos ficaram cada vez mais justos se os times entrassem armados em campo. [risadas] Você vê que a gente vai perder na linha, né? Diz: "Querido Gabriel, eu também gosto de fazer react de texto, costumo chamar de leitura". É exatamente isso que a gente faz, reacto. Que é a leitura comentada. Requaldo já pode ser contratado pelo antielotorte. É, um dia eu eu serei nada a ver, mas eu era nerd do dos joguinhos, né? Eu gostava do, como é que é o nome? FM, CM, essa bagaça toda. Me me divirto. Diz querido Thiago, não é o Luís Antônio Simas que fala sobre essa incorporação de elementos corpóreos da capoeira, etc. No futebol? Eu não sei. Talvez seja, talvez eu esteja aqui falhando de memória. Tem alguns livros sobre isso, mas talvez seja o símbolos. Eu tô, minha memória tá ruim, cara. Ainda mais esse horário da manhã, né? Começamos cedo hoje, nem deu tempo de deixar a criança na escola direito. Já tava aqui começando o bagulho. Ah, vamos lá. Pera aí. Ih, deixa eu abrir um um livrinho. Ih, acho. Pera aí. Mas dito isso, né? Ah, a pergunta foi a teologia reformada. [risadas] Eu, Gabriel, não tô rindo da pergunta, é porque eu sei de onde ela veio. A teologia reformada, né? O protestantismo. Tem alguma coisa a ver com a pior do futebol brasileiro? Ohô meu Deus. Não, deixa eu pegar aqui, ó. Vocês me perdoem a diagramação. Isso aqui é uma versão antiga e ainda limitada, mas é o que tá tendo. Vou abrir para vocês um livretinho que eu escrevi, que é um livrinho didático, introdutório, simples, caseiro, com amor e carinho, disponível para quem é assinante do Instituto Conhecimento Liberta. Deixa eu pegar aqui. Disponível para quem é assinante do Instituto Conhecimento Liberta. É uma introdução a Weber. Deixa eu pegar aqui. Se liga. Uma introduçãozinha aqui a a as raízes religiosas da racionalidade moderna. Para pensar com Max Weber. Veja que o título é para pensar com o Max Weber. Para pensar com Max Weber. Com Max Weber. Não é para pensar o que Max Weber disse, é com ele. Então o nosso objetivo é pensar com Max Weber. Eu vou fazer um um comentariozinho aqui. Essa leiturazinha aqui. Deixa eu ver. Ela é grande, né? Deixa eu ver. Ah, mas Dani-se. Vamos lá. Tenho que terminar isso aqui porque eu tenho reunião. Vamos lá. Que acontece, nosso querido Webber. E aí que tá, né? O pessoal, ah, isso aí é porque, cara, e realmente rolou esse bagulho, né? Pessoal falando que o o pessoal virou crente, os evangélicos protestantes, quando era católico era melhor ou [risadas] ou quando era devasto, né? Os jogadores quando eles eram devastos, como se eles tivessem deixado de ser, né? O, é engraçado que o Neymar que é um exemplo claro de um, Ai, meu Deus do céu, ele é o Devaso crente, né? O crente Devaso. No Twitter apareceu isso, eu tenho até vergonha de falar, mas no Twitter apareceu esse negócio do do [música] pessoal, os malucos lá, Vaticante, eh, dizendo que os evangélicos estragaram o futebol brasileiro. Aí, beleza, mas eu vou levar a série uma um ponto que não é isso que os caras disseram. Eu vou levar a sério outra coisa que é a teoria do Weber, né, pra gente usar ela adequadamente que acontece. O o Weber, ele não tá preocupado em em descrever um um fato histórico, né? dizer, ó, necessariamente é o protestantismo que abre imagem para a racionalização. Ele não fala isso. Ele não fala isso. Ele pega o caso do protestantismo, o acetismo protestante, especificamente acetismo protestante, para mostrar que um tipo de conduta religiosa te faz agir de tal modo que abre margem para condições pro desenvolvimento de um tipo de organização social. Então é complexo, mas assim, só para não perder a linha, se Marx olha como a coordenação da divisão social do trabalho base de organização de qualquer sociedade, essa divisão social do trabalho, ela determina suas funções e as tendências das ações dos sujeitos, quais preferências ideológicas eles vão ter tendencialmente, quais posições eles, como eles devem agir tendencialmente, essa coisa toda. Weber vai falar, mas tem um aspecto importante que é o interesse do sujeito, desse agente social em relação ao meio, de modo que sua conduta também cria condições para que essa divisão social do trabalho funcione, tenha legitimidade para que ela se mantenha, né? Não adianta só ela existir, ela também precisa de legitimidade. Ela precisa que esse sujeito, sua conduta crie as condições para ela que que ela permaneça. Então, Weber faz esse outro processo. Quer entender que não é tão fácil compreender, que é o interesse do sujeito, condicionando e legitimando a reprodução social, né? É o o aspecto inverso que é interessante e que a gente tem que observar com cuidado. Então, isso aqui é citação de Weber, tá? Deixa até dar um zoom maior. [roncando] Diz Crito Webber pra gente usar adequadamente, não é a doutrina ética de uma religião, mas a forma de conduta ética a que são atribuídos recompensas que importa. Veja, não é a doutrina que interessa a Weber. Ah, o que que você acredita? Não, não é isso. O que interessa a Weber é como você age para obter o fim que você deseja. Então, o que que Weber diz? que na relação do protestantismo asético, para que você obtenha uma recompensa, para que você obtenha um fim desejado, você precisa agir de determinado modo, mesmo que essa recompensa seja um bem de salvação, por exemplo, para você salvar a sua alma, para você ser aceito por Deus ou para você demonstrar que você foi um eleito já por Deus, você tem que agir de tal modo. Essa agir de tal modo te garante essa recompensa. O que interessa para Weber é esse agir de tal modo, não é a doutrina, não é a religião, não é é esse agir, essa conduta, esse modo de vida. De modo que a análise de Weber é ver como essa conduta se seculariza. Para Weber, o protestantismo assético dá condições para o surgimento do capitalismo. Ele não é uma necessidade no sentido de que tem que ter o protestantismo para ter capitalismo. Não. o protestantismo asético, o modo de conduta se adequa de modo a fazer com que os sujeitos sejam aptos para um tipo de mercado. Então ele cria essas condições subjetivas de modo de agir no mundo. Tanto que Weber vai chamar a religião protestante, a teologia reformada, a doutrina, porque pouco importa a doutrina, como mediador evanescente. Mediador evanescente é a expressão que ele utiliza. Quem destaca isso inclusive, um autor chamado Jameson, que tem um um artigo interessantíssimo, interessantíssimo, com o título Mediador Evanescente, só que eu não lembro como é que fala. Evan acho que vanish vanish vanished vanished e vanished mediation, acho que é isso. Ah, eu não vou lembrar, mas é o mediador evanescente. Aquele que vai vai desaparecer, né? Ele cria cont de uma conduta, mas a doutrina desaparece. A doutrina, a religião mesmo, ela desvanece. Tanto que a teoria do Weber é a teoria da secularização, gente. Não é a teoria da da do protestantismo, é a teoria da secularização. Teoria do Weber é sobre a dessacralização do mundo. O mundo para de ser mágico. É isso que interessa pro Weber. Mas as pessoas leem com a bunda, desculpa, com a orelha, porque se des com a bunda, esse é melhor. Mas lei com a com a orelha e aí estraga, né? Estraga a vida. né? Não percebe que lei ouvi falar. Então, não é a doutrina ética de uma religião, mas a forma de conduta ética que lhe são atribuídas as recompensas, como você se organiza sua vida para obter uma recompensa, mesmo que seja um bem de salvação. Essas recompensas funcionam na forma e na e na condição dos respectivos bens de salvação. Já tava antecipando, nem lembrava disso. E essa conduta constitui o etos específico de cada pessoa no sentido sociológico da palavra, né? modo que você vai viver mesmo. Para o puritanismo, tal conduta era certo modo de vida metódico, racional, que dentro de determinadas condições preparou o caminho para o espírito do capitalismo moderno. Preparou o caminho, preparou, ele não se converteu. [risadas] Então assim, né? É, é impressionante, cara. É impressionante. É mediador evanescente o negócio. Ele some. Não é a doutrina que importa, é a conduta. Tanto que você não precisa virar crente para depois virar moderno. Ideia idiota. Mas tudo bem. Vamos lá. Vamos lá mais um pouquinho. Tô comentando isso por quê? Porque o surge é umas bobagem que é impressionante, né? Eh, ai meu Deus do céu. Ã, tch. Deixa eu pular aqui. Deixa eu pular aqui. Hum. Não é essa parte. Não, não, não, não, não. Hum. Pera, pera, pera, pera. Cadê? querer. Ah, não, não, não. Pá, aquele processo históriado cantar do mundo. Não, isso aqui é construção histórica aleatória que não é o que não interessa. É aqui. Mediador evanescente. Pronto, achei. Então vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos lá. Vamos pro mediador evanescente, que é o que eu tô explicando. Então, para não falarmos bobagens, bobagens por aí, o estudo do desencantamento do mundo, né? O mundo vai sendo desencantado. É isso que interessa pro Weber. Não é o e a doutrina protestante, não é a teologia protestante, é o desencantamento do mundo. É esse é esse o objeto. É o mundo que se seculariza por meio do mercado como um processo de desmagificação próprio mundo religioso e que para Weber gerou no Ocidente condições para uma racionalização própria, porque é própria do ocidente. de tipo de racionalização. Existem outros. Requalifica a análise desenvolvida primeiramente sobre a relação entre o protestantismo as cético e o espírito do capitalismo. Ou seja, que é o que a gente tá comentando, o que interessa é a desmagificação do mundo, essa perda desse sentido mágico sagrado, né? Que à medida que as relações de mercado avançam, como eu tinha dito no início de nossa live, as relações de fraternidade, de solidariedade somem. os espaços religiosos desaparecem. Isso tem muito claro e é interessante por quê? Porque isso se expressa nas contradições da própria experiência que a gente tem diante do futebol, velho. É isso. Ah, você tem que ter amor à camisa. O que que é esse amor à camisa? é para além do negócio, é para além da profissão, é para além da prática do é para além desse sistema estabelecido de relações, né, e profissionais mercadológicas que fal não é só isso, não é só o dinheiro, não é é o a paixão pelo esporte, é o amor a caminha, não faz nenhum sentido se você pensar do ponto de vista objetivo de descrição de um aspecto da realidade, mas vai para além disso. E esse paralém que é interessante, é uma tentativa, um esforço nosso de remagiificação do mundo, de ter um espaço de sentido. E aí que é interessante, daí o que a gente comentou lá no início, a crítica do ópio do povo de Marx, porque ao mesmo tempo que a expressão da miséria real, ela é um protesto contra a miséria real, ao mesmo tempo que a religião, e no caso aqui a gente aplicando de maneira mais adequada ao futebol, ao mesmo tempo que o futebol expressa miséria real, que é essa mecanização do mundo, essa mercantilização do mundo, essa profissionalização de tudo, essa padronização expressa Essa toda essa essa bagaceira, o capital circulando e a gente aqui dando mais dinheiro pra bet, dinheiro para YouTube, dinheiro pra licença, pra TV, para não sei o quê, comprando camisa, fazendo toda essa brincadeira. Se por um lado expressa isso, por outro ela também é protesto contra isso, porque a gente fala, não é só isso, é para além disso. Esse desespero do para além disso, é essa expressão da da do protesto, né? Para além da expressão da miséria real, o protesto contra a miséria real. Não é mais, eu quero mais. Não é só isso. Aqui é o encontro de Vbreáticas aqui tá totalmente excelente. Tudo bem, espero que esteja contribuindo aí para análise da realidade social. Assim, é muito mais importante que tenhamos sempre em vista que se trata de um trabalho em torno de um objeto histórico particular que não se propõe a uma tese geral da racionalidade ou de tudo quanto é racionalidade. É o que a gente já tava comentando antes. Mas pera aí, deixa eu pulará. Isso aqui é o comentário. Eh, não é isso, não é isso, não é isso, não é isso, não é isso, não é isso, não é isso. Eu queria achar a parte do mediador de acho aqui. Teste do Jameson. H. É isso. Ah, eu já comentei aqui, né? Um estata de uma Frederick Jameson é quem destaca o papel de mediador evanescente que o protestantismo asético, com especial atenção ao calvinismo, como vimos, desempenha na relação entre os polos do mundo sagrado tradicional e a secularização, o secularizado moderno, né? Então, não é a doutrina, não é a doutrina, não é a doutrina, não é a doutrina, não é a teologia, não é o que você acredita, é a conduta, o modo de viver. Este modo de vida, o modo de buscar os bens de salvação, faz com que esta doutrina, com essa teologia, com a religião reformada, seja mediador evanescente, desapareça, porque tá para além dessa doutrina. é o modo de organizar a vida. O modo de organizar a vida que cria condições para um tipo de mercado capitalista. E esse tipo de mercado não depende dessa doutrina e ela fica sem espaço nessa relação histórica e ela desaparece. Ela é uma mediadora evanescente, como diz nosso querido Frederick Jameson. Ela desaparece. Eh, em sua hipótese, citando o Jameson, Weber recupera algo de sua pretensão original e paradoxal. A transição da religião para o endalberung, desencantamento do medieval para o moderno, é efetuada, como ele nos diz, não tornando a vida menos religiosa, mas tornando-a mais. Quer dizer, a o pessoal vai ficando religioso, religioso, religioso, cont no modo de vida, modo de conduta, de tal modo que agora a teologia nem faz mais sentido. Não é a doutrina, é esse modo de vida que faz com que daqui a pouco não faça mais sentido. E a transição do medieval pro moderno, no modo de organizar a vida faça da teologia e da religião ser evanescente, ela desapareça. Essa teologia não importa, porque agora ela vai desaparecer, ela vai sumir porque ela não faz mais sentido. [risadas] Ela não faz mais sentido, né? O Roland Bower, né, que é um outro autor que eu gosto bastante, faz até um comentário que é a vida cotidiana se tornou então o cenário de uma racionalização sem precedentes, no qual cada momento estava sujeito à ordenação, escrutínio e responsabilidade. O paradoxo, paradoxo aqui é que Calvino não tornou a vida humana menos religiosa, né? Ao contrário, ele foi coordenando a vida de modo que tudo que você tem que fazer tem que obter um bem de salvação. E isso fez com que a conduta tornasse dispensável a própria doutrina. Em vez disso, toda a vida humana se tornou um monastério, né? Você fez com que tudo que você vai fazer tenha que buscar esse bem de salvação. De modo que a teologia e a doutrina e a reforma e o modo de viver, o modo de crer já não importa mais. É a conduta que tá guiando, é a conduta para ela mesmo, essa automático da condição dos sujeitos. No entanto, foi exatamente essa religiosidade abrangente que produziu tanto as possibilidades para o capitalismo, quanto para o fim do protestantismo calvinista como tal. Pois sacralizando toda a vida, o o calvinismo também a racionaliza, porque você vai tornando tudo uma busca de bem de salvação, de coordenação do meio para obtenção do fim, que você acabou de mudar tudo, você tornou dispensável a crença. É só o a conduta. E a crença se tornou dispensável. Deixa eu pular aqui. Deixa eu pular aqui. Par par comentário do con que é interessante também. Eh, aqui no interior dessas dinâmicas e contexto específico, o protestantismo asético teria de morrer para o capitalismo viver. E isso aqui é a citação do Gessé Souza, né? Ele opera uma função de agente catalisador, que ao religiosa para uma relação com o mundo sem magia e uma salvação incerta e inalcançável pelo esforço humano, abre seu próprio alçapão ou cava sua própria cova. Não há mais razão de ser religioso, religiosa prática, né? E efetivamente, de modo que abre aspas para o Ren Bo, um acetismo puramente secular torna-se o resultado lógico da teologia e prática de Calvino, que é o meio que pode ser descartado. OK? Isso pra gente trabalhar bem a análise weberiana quando for falar sobre religiões, né? Importante aqui eh tratar deste teminha, deste teminha bacana. Dito isso, o que acontece? E aí, um último comentário. Meu Deus, eu tenho 15 minutos para falar esse comentário. Ã, último comentário. Último comentário para eu não me perder. Que acontece? A gente tá sofrendo os efeitos da modernização do capitalismo brasileiro, que é uma modernização sem nenhum planejamento. A gente só vai fazendo as coisas de acordo com a moda, né? Tem moda na gringa, a gente adota, porque a gente acha que ser moderno é imitar gringo, né? Ser moderno é imitar gringo. Então a gente vai adotando sem planejamento. O que que a gente pretende com essa imitação? Dane-se, né? A gente não não tá nem aí eh para que que a gente tá fazendo, o que que a gente tá fazendo. A gente só vai imitando. Eu já já tento ler os comentários, minha gente. A gente só vai imitando. A gente vai imitando. A gente tem esse padrão idiota e imbecil de imitação, né? Já tem um texto famoso, tanto do, tem dois textos, na verdade, um do Salazar Bondi e o outro do João Cruz Costa. Salzar, Bondi, Peruano, João Cruz Costa Brasileiro, que comentam sobre o caráter imitativo, imitativo do pensamento eh latino-americano e brasileiro, especialmente o estruturado, né, academicamente falando, a gente imita, a gente só adota e imita, a gente imita. que a mesma crítica em certo sentido que nos anos 60 se fez a partir do pensamento da CPAL e depois da teoria da dependência de que a nossa modernização é adoção das medidas de fora, né? você adota o que o gringo tá dizendo que você tem que fazer, as receitas e vai copiando. É isso. Então, a gente acha que melhorar o nosso futebol é tornar ele mais europeu, só que não mais europeu no sentido eh nacionalista do termo. É de padronização, porque o mercado de fora exige e a gente quer imitar. Imita, mas não faz igual. Então, copia, mas não faz igual. E aí a gente faz truncho porque é sem planejamento, porque o futebol padronizado europeu de centro, que é um grande negócio, o centro dos negócios, ele foi planejado, ele é planejado. Controle da bola, seja num plano tático ou campo padronizado, bola padronizada, tudo padronizado do a partir do centro é um planejamento. O nosso é uma cópia. E a gente acha que a cópia e que fazer o que eles estão fazendo vai fazer com que a gente tenha vantagem e na verdade nos tira a vantagem e na verdade a gente não consegue acompanhar esse processo. Então a gente acha que modernizar é copiar. Então esse é um primeiro problema. Isso se expressa num primeiro momento na modernização capitalista brasileira a partir dos anos 50 em que a gente acha que modernizar é copiar. E a gente então faz um tipo de modernização chamado pelo pessoal da CEPAL de eh substituição de importação, né, que a gente vai começar a substituir, construir indústrias para substituir aquilo que a gente importava, mas não para planejar o desenvolvimento industrial, mas para atender necessidades da classe média, né, das classes médias. E aí a gente então vai imitando e aí putz, eh, tá dando certo que a gente tá atendendo essa necessidade, mas sem nenhum planejamento. Aí vem qualquer crise econômica, não tem indústria, não tem nada, a gente perde nossos espaços e agora o que a gente faz? E tem que imitar o que os caras estão fazendo lá. Agora eles estão fazendo lá eh livre comércio, não sei o que lá, que é a receita que eles passaram. Aí vai fazer então livre comércio do não sei o que lá e começa a imitar as receita e vai reproduzindo essas dinâmicas. E aí a gente tem uma modernização terrível no Brasil que é muito bem expressa na frase de Kurbcheck. 50 anos em cinco. Num esses 50 anos em cinco, que na verdade é foi 200 anos em 50, a gente modernizou copiando o modelo europeu, modelo capitalista, né? E depois estadunidense modernizou copiando os caras, forçando industrialização, trazendo empresa gringa, trazendo modelo gringo, sem planejar a partir das condições reais brasileiras, da condição real local, falta de planejamento urbano, cidades imensas, com grandes favelas, com pouca estrutura viária, com pouco tudo, né? só a a importando mal feito e copiando o que tá sendo feito do lado de fora, sem construir as bases a partir das condições reais de dentro. Essas dinâmicas maravilhosas fazem um processo de modernização totalmente desconjuntado, que é o desenvolvimento capitalista, que você vai conhecer muito melhor você acompanhar o nosso curso sobre a Evangélicos e Política Brasil, que tá aqui para quem é membro, membro membresia do canal, porque a gente mostra o quê? esse processo de desenvolvimento capitalista brasileiro que cria condições para o crescimento de um tipo de religião específico. Ele dá condições, dá as condições para que o evangelicalismo cresça. Então, a gente acompanha essa dinâmica. Ele dá condições para que as classes empobrecidas se tornem filiadas ou progressivamente filiadas a um tipo de religiosidade, uma religiosidade adaptada ao mercado capitalista e que vai começar a se expressar nas classes trabalhadoras de da chamada classe média baixa, né? os empobrecidos que estão ali crescendo, porque essa faixa aí mais ou menos onde tem o grosso dos evangélicos e das evangélicas que começam a ocupar novos cargos e posições de mercado, posições de trabalho, né, com relativa inserção nessa modernização, já adaptados, já vivenciando sobre relações dentro das igrejas evangélicas que crescem nas periferias, que tem toda uma história que a gente não vai entrar agora, mas que então se tornam cada vez mais expressos, cada vez mais expressivos nas classes trabalhadoras. que estão ocupando determinados cargos, que estão consumindo, que tem crédito, etc, etc, etc. E isso aparece também no futebol, porque a galera que tá sendo formada ali no início dos anos 2000 já nasce boa parte mediada pelas relações das igrejas evangélicas das periferias. É diferente, por exemplo, dos evangélicos no futebol dos anos 90, como Marcelinho Carioca da vida, que se converte pelo processo de busca ativa de evangélicos no meio do esporte, tipo atletas de Cristo, que vão tentando converter os outros, que é uma organização existente. Não, a partir dos anos 2000 tantos já é a galera que nasce crente, Stevan Hendrick. Beleza? Então é muito doido porque aí apareceu no Twitter um bagulho lá dos caras falando que ah, é porque o pessoal se tornou evangélico, a gente deixou de ser católico e começou a perder o futebol e meu Deus, vai ser burro assim na caixa prego. Você tem que entender as transformações que estão acontecendo, que tem a ver com outras dinâmicas que não é isso, não é isso. E o futebol brasileiro sobre essa dinâmica de modernização forçada e imitativa, pelo amor de Deus, né? A gente já comentou um pouco antes, mas é isso. Vou aproveitar esses últimos minutinhos aqui para ler comentários. Espero que tenha sido interessante aqui esse essas conversas sobre o a leitura comentada do Weber. Weber é bom. Weber é interessante. Leia com moderação e crítica. Diz querido Gabriel. Nossa, é a melhor explicação de Weber que eu já ouvi nesse tema. Geralmente as pessoas falam de forma muito simples. É porque geralmente as pessoas não leram. Sim, desculpa, mas é verdade. Você assiste você, nós aqui 20 pessoas que estamos assistindo essa live, vocês acompanham o conteúdo do pessoal na internet, eles não leram Weber. Eles não leram, garanto para você. Estou aqui sustentando. Eles não leram Weber. A galera não lê. Weber não é lido, não é, velho. Não leu, mano. Fala aí três, como é que é? Ah, é fã mesmo. Fala três álbum aí que você gosta. Não, não leu, velho. [risadas] Não leu. Os caras não leram, te garanto. Diz querido Gabriel, o Charles Taylor também coloca essa dessação no protestantismo, mais especificamente do É que o Charles Taylor é weberiano, ele dá sequência à teoria da racionalização de Weber com outros problemas. Mas é isso. Diz querido Thiago, quem quiser saber mais sobre Weber, por favor, pedir para o Bruno tocar a música do mesmo. É, a gente tem uma musiquinha para quem é membro, membro memberezia do canal. Nós temos álbuns exclusivos, álbuns de música exclusivos para a membresia, que contam aí um pouco de coisas de humor ou de teoria. E nós temos uma música sobre Weber que explica o que é o mediador. Evanescentismo, [risadas] o mundo vai perder encanto. É isso, é isso, é isso. Au, você já agradeceu João Calvino hoje? [risadas] É mais ou menos isso. Não é isso, mas em parte é isso. [roncando] Mas não é isso. Desquiro templário, porque inclusive porque ateísmo existe antes de Calvino e isso se expressa em outros em outras organizações sociais e comunidades também. Não é um problema só ocidental ou uma questão, né? Perdão por chamar de problema para quem é teu. São as po evoluções. Vira crente, vira moderno, depois é. Então aí que tá. Não é assim. Não é assim. Não é assim. Weber estuda um caso e ele tenta se esquivar o máximo de criar uma regra. É que os leitores pós Weber que não leem Weber, eles não pegam essas essas advertências. O Weber na no prefácio, né, na introdução do do ética protestante espírito do capitalismo, fala: "Eu não estou criando uma regra geral assim letras garrafais". Ele deixa claro assim. [risadas] Aí o maluco lê e fala, ele tá criando uma regra geral. [ __ ] velho, parece o aquela sket do Mont Python na no filme A vida de Brian, né? Filme A Vida de Brian tem uma skete muito boa, que o Brian ele é confundido com Jesus como se ele fosse Messias. E aí no outro dia lá aparece um monte de gente na porta da casa dele e ele abre a janela lá e tem uma galera falando: "Ô Messias, o Messias: "Ai meu Deus, fecha a porta". Tá tudo que lá aí a mãe dele, né? Chega: "Que que foi, o Brian?" Ele falou: "Tem um monte de gente aí tá trocando. Ei, que que esse pessoal tá fazendo aqui?" Aí ela aberto. Que que você tá fazendo aqui? Vou embora. Aí o pessoal, quem é você? Aí ela, eu sou sou a mãe do Brian. A mãe do Bri, a mãe do Salvador. Ai, todo mundo, ó. É, alguém pergunta: "Você é virgem?" Aí ela: "Que que pergunta essa?" Fecha a janela. Aí todo mundo, é, é, ela é virgem, ela é virgem, ela é virgem. [risadas] É tipo isso aqui. É tipo esse comentário. O verbo coloca lá em letras garrafais. Eu não escrevi uma regra geral. Aí o pessoal lê. Eu não escrevi uma regra geral. É não. Ele escreveu, ele escreveu uma regra geral. Ele escreveu. Escreveu. [risadas] É a mesma coisa. Diz que doido Gabriel. Que legal. Achei o Charles T. Eu tava inventando isso. Não, não. Ele tirou do Vber. Exatamente. Ele tirou do Weber. Ele é segue o Vber. Eh, Charles Taylor. Como é que é o nome do outro lá? Ai, tem um outro. Como é que é o nome do outro, doido? Parsons. Taylor. Parsons. É, tem mais um. É uma trinca. é a galera que segue a teoria da da modernização do verber, né? Taylor Parsons. E tem mais um Taylor Parsons e tem mais um. Eu já já vem na minha cabeça. A galera que segue a teoria do Weber de modernização, que aliás, inclusive vou aqui fazer um um adendo que eu não pude responder em texto ainda. Tem um cara chamado Gutierres. Tierres Fernandes Siqueira, Siqueira, que é um humano, crente, que faz comentários sobre evangélicos no Brasil e ele tem uma tese, não faz nenhum sentido, dizendo que a igreja é, como é que é que ele fala? Tem uma expressão engraçadíssima. Ele usa uma teoria da secularização completamente troncha, completamente troncha para dizer que a igreja tá secularizando, pai. E aí ele fala isso e cita os cara assim. E aí eu eu reagi, critiquei essa ideia dele, falou: "Não, mas existem outras teorias da da modernização que estão para além daiana e que não são só a teoria weberiana, tem a teoria do Taylor, do parsos. Foi o animal, [risadas] ele segue VIP. Eu li, você tá falando bobagem. Você não tem nenhum critério para fazer opteria da secularização. Mas eu vou escrever isso um dia respondendo ele adequadamente num artigo. Mas é, vocês se fazem, viu? diz que Ran. Comentário aleatório. Você acha que Weber meio que antecipou nossa abus condição pós-moderna ao abordar a questão da perda do da do centro de certeza pré-moderno e a fragmentação dos valores sociais? Teria que refletir sobre isso. Não sei dizer. Não sou capaz de opinar. Diz, querido Gabriel, quais são os livros básicos que você recomenda para entender melhor o tema? Livros básicos. Eita. Ah, tem que ler o Ética protestante do espírito do capitalismo com os olhos, né? Tem que ler com os olhos, né? L ler atentamente. Ã, mais acessível. Não é fácil a leitura, mas o desencantamento do mundo do Flávio Pier. Ele escreve de um jeito muito rebuscado. Eu não gosto do jeito que ele escreve, mas é muito bom. Eh, tem um outro livro, esse eu tenho em espanhol do Wolf Wolfgang Schlurter. É difícil escrever esse nome. Pera aí. É, deixa eu pegar aqui. Wolfgangurta. Eu tenho em espanhol esse livro. Wolfgan slurter. É difícil o nomezinho da bexiga. Eh, Wolfgan Schlurter. Schlurter tem um, eu tenho um livro dele em espanhol chamado El Desencantamento del Mundo, né? é desencantamento del mundo. E o Wolfgen Schlurter, ele tem um texto, esse texto em desencantamento del mundo. Ele, se vocês, se vocês têm acesso em espanhol, lê em espanhol, ele é infinitamente mais acessível do ponto de vista didático e organizativo do que o texto do Flávio Peruti. Mas assim, infinitamente, o Wolfgan Schlurter é o maior especialista de Weber vivo. Ele na verdade inclusive ocupa a cadeira de Weber na universidade lá na Alemanha. Eu é bizarramente gente, o Schluter é bizarro. É bizarro. É muito bom. Então eu recomendo que vocês leiam o texto do Wolf Schlurter, ele desencantamento do mundo. Ele tem um outro livro, esse eu tenho em inglês, que é The Rise of Western Rationalism, né? O surgimento do racionalismo ocidental. The Rise of The Rise of Western Racionalism. É isso, The Rise of western Racionalism, que também é muito bom, né? O o surgimento, né? Emergência do do do racionalismo ocidental. É bom, velho. É bom. O Schlutter é muito bom. E se vocês ó, eu fazendo empresa propaganda firme de novo. Quem é filiado lá ao ICL, né? Quem quem tem a a assinatura do ICL tem um curso de seis aulas do Wolf Schlurter de Introdução a Weber que é bom para caramba, assim, incrível. O dia que eu vi que esse maluco eu ainda não trampava na firma, eu fiquei desesperado para poder assistir essas aulas. Assim, quando eu vi que ia ter a curso do Wolfgan no ICL, eu falei: "Cara, eu preciso assistir essas aulas, mano. Ele é bom demais, meu irmão". E aí não. E pronto. Aí quando eu comecei a trampar na firma faz pouco tempo, faz dois, vai dar dois anos, comecei a ano que vem dá dois anos, comecei a trampar firma. A primeira coisa que eu fiz foi abrir para assistir o curso do do Schloter. Juro para vocês. Eu entrei lá, tive acesso ao bagulho, fui pro meu irmão, eu assisti esse curso do Schluter. Bom para caramba. [ __ ] curso bom da bexiga. Vale a pena, vale a pena, vale a pena. [suspirando] Tum tchum tchum. Um diz, querido fazer watch. Bruno é do racionalista. Bom dia, meu querido. [risadas] Diz, querido Alexandro. Interessantíssimo, meu querido Bruno. Me instigou a ler Weber. Weber é bom, velho. É bom de ler. Só que tem que ler com com cuidado, com ressalvas, né? Economia e sociedade, cara, é incrível. É que é um dois volumes dessa lapa, né? Mas é muito bom, cara. Assim, é a ele organizando o pensamento dele, né? É interessantíssimo. É que é difícil Levber por causa disso. Ele tem a tese famosa do ética protestante espírito do capitalismo e ele tem os textos que ele vai organizando o pensamento dele, né? E aí você e então organizar essas coisas é muito difícil, velho. É muito difícil, mano. É muito difícil. Mas é legal. Diz aqui do Gabriel. Bruno, assim como Pedro, me instiga demais estudar vendo vocês explicando as coisas. Que didática interessante. Que bom, gente. Que bom. A a eh estudemos. Estudar é importante. Estude você também. Eu já eu sou a favor de de tempo limitado na internet, né? De repente seu YouTube ele para e fazia que nem quando tinha MTV. Pare de assistir e vá ler um livro. Importante. Diz que fazer o what? Vou assistir ao live depois. Não estava presente por motivo de cama. Que bom. É cama é importante. Cama é importante. Fala Alice, tudo bem? Como é que você tá? Espero desejo que bem. Diz que o Gabriel Gutierrega Siqueira conheço. É, eu também [limpando a garganta] não conheço pessoalmente. Gostaria um dia, mas inclusive pra gente poder debater, que eu acho que ele fala bobagem, mas tudo bem que as pessoas não gostam do debate, elas acham que a gente tá ofendendo. É a vida. Cheguei no final, mas depois vejo o início. Tamo junto. [risadas] Diz querido, diz querida aa é desencantamento del mundo. Seis estúdios sobre Max Weber. Este mesmo, Aa. Este mesmo. Este mesmo. Bom, hein? Bom, bom. Parece que tem uma tradução feita pelo Carlos Eduardo Céu. Ah, é? Eu não sabia. Aí, ó. Fui surpreendido novamente. Não sabia. Não sabia. Que legal. Diz, querido Gabriel. Web então é igual ao humano da teologia da libertação. Todo mundo fala sobre ningém. Exato. Ninguém lê. Ninguém lê. Ninguém lê. Mas é isso, gente. Deu 9:45. Eu preciso sair. Dito isso, eu espero que vocês tenham curtido o nosso papo hoje. Espero que tenha sido massa. Estamos aí numa quarta-feira. Amanhã em São Paulo é feriado por motivos de motivos estranhos, né? Feriado questionável, mas eu não vou reclamar pelo feriado. Não vou reclamar pelo feriado. [risadas] Feriado é sempre bom, mas vou reclamar talvez o motivo do feriado. Mas dito isso, minha gente, dito isso, quarta-feira, praticamente fim de semana. Não sei se tá tocando a musiquinha aí. Tá tocando musiquinha de inspiração? Espero que [música] sim. Não tá. Ih, pera, deixa eu tentar de novo. Deixa eu tentar de novo. Ih, não tocou. Não tá tocando para mim. Que estranho. Espero que esteja tocando para vocês. Quarta-feira, praticamente fim de semana. I, não, pera a ver. Não, não, não deu. Não deu. Agora foi. Agora foi. Pera aí. A gente não pode fazer isso aqui mal feito. Tem ritual. Quarta-feira, [música] praticamente fim de semana, Copa do Mundo, a gente perdeu para Noruega, perdeu, mas a gente ainda pode desfrutar do esporte, do jogo, da loucura, de [música] ficar com raiva, de agradecer, de torcer contra o europeu e de ficar satisfeito pela existência de Lionel, porque Lionel Mess ou não, gostemos ou não, é um maluco diferenciado. [música] Eu fico assustado com este ET. Dito isso, minha gente, aproveitem o fim de semana que tá quase chegando. Curtam e desfrutem com a família, desfrutem do futebol. Se você não gosta de futebol, triste a sua vida. Espero que você tenha outro esporte que te satisfaça tal qual e que nós possamos [música] seguir aqui sempre, sempre, sempre trazendo a boa nova, [música] todo dia útil até a vitória final. Então seguimos trazendo a boa nova [música] todo dia >> até vitória final e a gente vai seguir. Deus [música] até mais. Ali, ciao.