🔴AULIVE: O QUE É O ESTADO? COMO MANTÉM E REPRODUZ O PODER? FILOSOFIA E TEORIA POLÍTICA PURINHA…
25/07/2026
🔴AULIVE: O QUE É O ESTADO? COMO MANTÉM E REPRODUZ O PODER? FILOSOFIA E TEORIA POLÍTICA PURINHA…
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] Bom dia. Tudo bem, minha gente? Como é que vocês estão? Tudo bem? [música] Estão me ouvindo aí? O som tá bom? O som tá bom? Fala aí, como é que vocês estão? De boa. Ai, lá vamos. Nós tivemos planos técnicos da nossa última tentativa de live, mas voltamos e vamos falar do estado. Quem é o estado? O que é o estado? O que come o estado? O que se alimenta? Mas estamos aqui finalmente, finalmente, finalmente, finalmente. Uh, é muita coisa [música] nessa vida. É aula a semana inteira. É vida, tá de vida. Eu estava O som tá baixo. O som está baixo. Aumentemos pois o som. Pera aí. Agora sim. O som tá bom. Melhorou? Ah, meu. Vocês vão me avisando se o som tá bom. O som tá bom. Melhorou. Ótimo. Quanto menos pior, melhor. Ah, chegamos. Quero lá pedir desculpa porque era para ter sido essa live na quarta-feira, porém, contudo, todavia, eu estava no interior do litoral de São Paulo, se é que dá para dizer dessa maneira, um vendaval, um vendaval que a internet não parava de pé. Aí eu não conseguia ter estabilidade paraa live, consegui utilizar a internet comumente, mas lá a live o coitado do stream aqui tava gritando, travava cada 2 minutos porque, né, eis a vida de precariedades. Mas chegamos aqui agora a internet tá funcionando em casa. Infelizmente a minha vista não é tão bela quanto do lugar que eu estava. De todo modo, estamos de volta. Perdão pelo atraso, mas chegamos. Opa, tem que aumentar mais um pouquinho. E [música] agora? >> [risadas] >> Perdão aí pela pingarada. Melhorou? Espero e desejo que sim. Vamos testando aqui. Peço perdão novamente. Bom dia, querido William. O William, como é que você tá? Espero, desejo que bem. Espero, desejo que esteja tudo em paz. Bom dia, querido Borduna, que diz camperando o chat até começar. Vai começar, finalmente. Vamos começar. E diz Felipe. Bom dia, baristas. Bom dia, Felipe. Felipe, primeira pessoa beatificada em vida. beatificado em vida aqui pelo nosso canalzinho e diz: "Haja voz pro Bruno hoje entre lives e tantas reuniões." Ah, meus amigos, [música] esta semana a minha voz foi pro saco. Foi aula domingo de manhã, chamada domingo à noite, a reunião de segunda, aula noite, eh, na terça-feira, reunião pela manhã. chamada pela tarde. Eh, na aula à noite, quarta-feira teve reunião à tarde, aula à noite e com a senhora da reunião na quinta-feira, reunião pela manhã, que foi conhecido também como ontem, uma chamada no fim do dia, que é um pouco diferente de reunião, porque reunião você tem mais de uma pessoa, chamada é outra coisa, [música] mas é só duas pessoas para resolver problemas. E hoje cá estamos, né? Hoje ainda tem mais esse papo agora. aqui uma livezinha pela manhã, uma gravação daqui a duas horinhas, depois reunião, reunião, reunião e no fim do dia espero ter parado de falar. É a vida. Bom dia, como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que bem. Seja muito bem-vindo mais uma vez aqui no nosso papo pela manhã. Bom dia, querido. Fazer o watch. Fazer o quê? Que é ser fazer o watch? Tá aqui pela manhã. Bom dia, querido Rubens, que diz bom dia, vírgula chat. Bom dia, Rubens. Diz querido fazer o voltamos ao concreto. É do abstrato ao concreto, como já diria Marcos. Não, melhor não. Bom dia, Bruno. Bom dia, Rubens. Como tem a esse trocadilho aqui escrito? Foi bom. Como tem estado, não é? como tem estados nesse mundo. Diz querido fazer o what? Brunovski. Eu. Se o estado só existe na nossa cabeça, ele realmente existe? Duas coisas importantes. Uma, quem disse que ele existe apenas na nossa cabeça? Duas. Caso ele exista na nossa cabeça, a nossa cabeça é real. Portanto, ele realmente existe, ainda que seja na nossa cabeça, mas tudo bem. Diz querido carapa. Buenos dias. Live sobre Não, jamais faremos isso porque não temos capacidade técnica para falar sobre live sobre saídas de série. O que a gente pode falar é live sobre saídas de novos produtos de série. Aí ela disse: "Tão muito não, mas seguiremos de qualquer modo que as coisas melhorem, que o climinha fique mais gostoso, que esse período aí de inverno passe e chega uma primavera legal. Vamos devagarzinho no que a gente puder contribuir para desligar um pouco a cabeça. Estamos junto aí. Pergunta por Duna Bruno, tá tudo certo lá no trampo? Tá tudo certo, tudo firme? Firme na firma. Tá tudo bem. [risadas] Exatamente. Carapa quer fofocar, gente. Fiquem tranquilos. [risadas] Ah, vida. Bom dia, querido Gabriel. Como é que você tá? Tudo bem? Espero deseja que sim. Tem que engajar. [risadas] É a vida, carapé a vida. Diz, querido Thiago, bom dia a todos os baristas e não baristas da América Latina. Bom dia, querido Thiago. Tudo bem com você? Espero, desejo que sim. Mais um excelente dia aqui pra gente papear. Ah, meu povo, um papo bom, viu? Papo bom, papo bom. Inclusive, este papo, essa conversa que nós teremos sobre o estado, sobre teoria política, é um oferecimento da comunidade barista do WhatsApp, né? a primeira igreja barista do WhatsApp que nós temos aqui para as pessoas que são membros, membras, membres, membrezinha aqui do nosso canalzinho e que nos dão toda a força e fazem com que nós consigamos manter o nosso trampo ativo nessa brincadeira. Isso porque diga-se de passagem, nós somos um canalzinho pequeno e relevante, como o querido Iago Martins, dos dois dedos de teologia já nos lembrou algumas vezes e por isso que faz a gente conseguir produzir aqueles conteúdo são as pessoas que mandou algum Pix que tá aqui passando debaixo da tela, né? Se tiver sobrando uma merreca aí você dá aquela força. E além das pessoas que mandam algum Pix também, as pessoas que são membros, membras membres, membresia aqui do nosso canalzinho. Então considere ser membro, membra, membro, membresia. de um Café Expresso, provavelmente um café expresso de relativa qualidade. E aí você consegue ter acesso exclusivo a conteúdos totalmente preparados para você, para você e todas as outras pessoas que também fazem parte aqui do nosso canalzinho. Você vai ter cursos de evangélicos e políticos no Brasil, Marx e religião, a filosofia latino-americana, como fazer seu projeto de pesquisa, mas um monte de vídeo que a gente faz umas reflexões interessantes, tem bastante coisa para você acompanhar. Nossa rádio crític crente, debates, debates, conteúdos e conteúdos. Então, considera aí. Além disso, você também considera curtir esse vídeo, porque ajuda a gente, comentar para já ajuda a gente, hypar o vídeo, que eu nem sei o que que isso faz, mas dizem que ajuda a gente. Então, dá essa força aí se você puder, não esqueça de fazê-lo e além disso espalhar a palavra. Compartilha a livezinha aí com as outras pessoas, porque nós não conseguimos fazer cortes de maneira adequada, dada a falta de tempo e de equipamento necessário. Então, se vocês puderem, por favor, também compartilhar pro [música] pessoal ir assistindo, legal. Ah, mas não tem corte. Para naquela parte que você gostou. Manda já marcado o videozinho pro colega e a gente vai papeando. Beleza? Acho que esses são os recados. Se eu não esqueci nada. Então, Pix, vira camarada aqui, entra no nosso grupinho. Ah, é, você pode entrar no grupo do Zap também, né? Então, quer dizer, olha quantas coisas interessantes. Você vira membro, membro, membro, membresia, você manda um zap, né? Você você você manda o WhatsApp, você manda um e-mail aqui para este e-mail aqui com o seu nicknames, para saber quem você é, para verificar o seu número do WhatsApp e a gente te adiciona lá para uma comunidade muito bacana, um papo gostoso, leve e que mesmo quando há discordâncias e conflitos, com cordialidade, carinho e amor. Então, sejam bem-vindos. E aí esse papo aqui sobre o estado surgiu lá nessa semana. Tivemos uma discussão acalorada sobre o estado e o poder. E eis a nossa live. Aí eu perguntei: "Que que vocês acham da gente fazer uma live sobre isso aí? Bora papear sobre o estado? Bora. E vai ser massa. Tá bom. É isso. Acho, acho que é isso, né? Acho que é isso. Ah, respirei. Beleza, meu povo. Deixa eu pegar aqui as coisas para o nosso papo de hoje. Temos textos, temos elementos, temos dados e contatos. Deixa eu pegar um textinho, inclusive que eu esqueci de separar. Uma correria danada. Cheguei ontem de viagem frenético, trabalhando, viajando, trabalhando enquanto viaja, viajando enquanto trabalha, tudo ao mesmo tempo, entregando aquilo que é necessário. Doideira. Ué, cadê o bagulho aqui? Deixa eu ver se abre isso aqui. É isso aqui. Pronto. Ei, felizes com a volta do Campeonato Brasileiro. Agora a gente vai ter futebol de verdade, não é aquela coisa de Copa do Mundo artificial. Agora o que importa é assistir Curitiba e Bahia no Coto Pereira às 11:30 da manhã no domingo. Bom dia, querido Juan Gabriel que diz: "Bom dia, Bruno Sazonal". Bom dia, querido Juan Gabriel. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Bom dia, querido Igor Juan que diz: "Opa, bom dia." Opa, bom dia, meu querido. E diz que Felipe, muito, muito com Maiúsculo, felizes, sem pausa para hidratação. Sem pausa para hidratação. Sem show do intervalo, sem show do interi mais, né? Sem sem aquela desgraça de pau. Ai, meu Deus. Diz Thaago, SPFC já tomou virada. Que felicidade, cara. Eu fiquei impressionado com isso, né? Porque o São Paulo começou ganhando. Eu falei, gente, a volta pra Copa e mudou as coisas. Tudo bem que o goleiro entregou, né, aquele gol do de falta ali. Mas aí tudo voltou ao normal e, né, virada do Atlético Paranaense, a vida OK, o mundo não tá tão bagunçado assim. Além de que Corinthians ontem sacolando o coitado do Remo com o dinismo, obrigado Deus pelo dinismo. Voltando aí pós copa. Gabriel disse: "Um templário marxista, um trabalhista de esquerda e chumpeteriano entra no bar. É um grupo diverso. É, o nosso grupo é completamente diverso. A gente tem de tudo. Tem trabalhista, tem marxista, tem petista, tem humanista, tem tem de tudo. Tem não humanista, tem soviéticos brasileiros, tem crente de esquerda. [música] É incrível. Diz Felipe. Jogadores jogando na velocidade 0.5. Exatamente. Ninguém dando da vida, nem a Aí eu sinto falta do Campeonato Brasileiro com com mesclando pontos corridos e mata-mata. Porque o jogo só fica mais animado se for mata-mata. Se for só pontos corridos, o pessoal tem que jogar com freio de mão puxado. Não dá para jogar com intensidade todo o jogo. Se destrói. Querido, Gabriel, feliz de voltar pra borracharia? Estamos felizes. Vamos aqui para sangue nos olhos. Borracharia, sofrimento. Diz que do carapa. Ficarei feliz no debate Bruno versus Daniel Z. Ai, você me lembrou disso. Eu esqueci. Meu Deus do céu, eu tô devendo uma resposta. Só Jesus na causa. Ah, eu esqueci, eu esqueci. Bom, depois eu resolvi isso. Jan Gabriel disse: "Bruno, o que tu achou sobre a pausa da para hidratação? É um crime, um crime cometido contra o esporte. As regras do esporte é dois tempos de 45 minutos. A chamada pausa de hidratação, que na verdade é pausa de propaganda, né? Causa de propaganda, eh, pausa de propaganda, a gente transformou o jogo lá nos Estados Unidos em dois tempos de 22 minutos e meio. Em quatro tempos de 22 minutos e meio. Transformou o jogo em quartos. Horrível. Horrível. Estraga o jogo, estraga o ritmo. Os caras voltava tudo malemolengo. Não, não. Terrível. Terrível. Que desgraça mal feita. Não pode estragar o esporte. Mas é gringo também. Não consegue ficar 22 minutos concentrado no jogo. Mas assim, top de açúcar, fica com pupila dilatada, tudo acelerado, porque tá cheio de açúcar no sangue, o refrigerante é mais barato que água e fica lá. Não consegue ficar 22 minutos concentrado no jogo. Precisa de uma propaganda estimulante para ele. Diz que Gabriel controle de carga. É, tem que fazer controle de carga. Diz que do carab. É, eu esqueci mesmo. Disse Felipe, responde agora para não esquecer de novo. Não, não vou responder agora. Eu levo sete, vou levar sete dias só para achar mensagem. Cara, se eu mostrar para vocês como é que fica meu zap depois de um dia do dopo de uns três dias, né? Qualquer coisa assim, e é é impossível acompanhar. Dá 9999 mais mensagem doideira. Eu tô maluco. Diz que do Borduna vai rolar sem meme talvez. Cara, que acontece? Eu tô fazendo muita coisa no mesmo tempo, então não tô conseguindo me organizar para ter tempo adequado para poder fazer um bagulho desse. Semana que vem mesmo já vou dar uns três cursos diferentes. Aí é putembaçado. Mas vamos tentar, né? É, a ideia é que talvez role, mas eu não tô conseguindo parar aí que é a loucura. Diz que do carapa. A pessoa esquecida abre. Depois eu respondo. Receita para o sucesso. É, eu é a minha vida. Minha vida. Diz Borduna. Osa fizeram com o futebol, que Roma fez com o cristianismo. Nossa, e essa analogia ela é seria muito interessante. Dá para brincar, dá para fazer brincadeira. Dá para fazer brincadeira. Disquo Rubens, refrigerante é mais barato que água. E é mesmo. Não tô zoando não. Eu não tô zoando. É mais barato que água. Aquele lugar lá não merece. Ai meu Deus. Entend aquele lugar. Gringo gringo não é digno do futebol. Não é digno do futebol, cara. Eles meteram eles botaram Justin Bieber para tocar num show de intervalo na final da Copa. Aí o maluco vai lá com o super estimado Justin Bieber desde passagem. Maluco vai lá com a um violão, clima de festa, clima de chovão e toca aleluia. Jogando o clima lá para baixo, fazendo tipo a o treino da da seleção inglesa, né? é de Sheira para poder animar e motivar os jogadores [música] a irem mais empocados pro jogo, cantando músicas depressivas, tristes, reflexivas, que retiram o jogador de alto rendimento do seu estado natural de tensão, ansiedade e agressividade necessária. Horrível. Coisa triste, meu Jesus. Parecia, pô, parece história. [risadas] Ah, nem vejo história, velho. É que, mano, não vai ficar tão engraçado comigo contando. É engraçado com o humano contando. Tem um querido do MST chamado Carijó, camarada. Tô trocando ideia com ele um dia. Aí ele falando que foi num num rolê, num bar e aí tava a galera toda lá. E aí assim, bairro popular, uma região periférica. Boteco, mano. Boteco, tocando aquele forrozinho, mala mala. Aí a galera pegou o violão lá e começou a tocar as músicas. Um toca Raul, outro toca um um samba, o outro toca um não sei o quê, o outro toca um pagode, outro começa a cantar as músicas e todo mundo se animando. E bebendo, bebendo, se animando, tá se lá. Tinha um irmão lá, tinha um mano lá que era da Congregação Cristiana do Brasil, que tava no meio do rolê, porque amigo da galera, pediu para pegar o violão, pegou o violão, pegou o violão e começa a meter lá um sei lá, um eh como é que começa alvo mais que anel. Mais que a neve. Começa a meter um louvor lá no meio. Nesse sangue l começa a meter o louvor e tal, não sei o que lá. E o cara joga me contando. Falou aí o cara pegou lá, começou a cantar um louvor e cantando bonito. O cara tem uma voz bonita, tocava bem para caramba, cantava se cara. Falei: "E aí cara joga?" Todo mundo foi embora. Fiquei eu e o mano lá. Eu fiquei lá com dó de não deixar o cara sozinho. Todo mundo foi embora. [risadas] É meio isso que o Justin Bieber fez. Ele espalhou todo mundo. Ninguém mais queria estar ali naquele lugar. Naquele momento. Todo mundo foi embora. Todo mundo. Fiquei eu, ele, o bando lá e tinha o mano do lado que tinha um ataque que tava tocando lá o pagode. Não sabia se ia, se ficava. Era parente do mano. Ficou aquele clima desagradável. Estragou o rolê, todo mundo foi pro outro barco. Era isso que ia acontecer, velho. É isso que ia acontecer. Não tem como, não tem como. Diz que Felipe, Justin fez um protesto contra o show do intervalo. É, pode ser. Ele conseguiu estragar, né, naquele momento. Mas já que você vai gastar dinheiro com aquela porcaria, tinha que fazer decente. Ryan, Ryan, Rian, querido, como você está? Salve, camaradas. Bom dia. Bom dia, você tá bem? Forduna diz: "Aquela trilha sonora de consultório de [risadas] tipo isso". Diz Thaago, mas os Ronaldos entrando com Amadona num bug foi doideira demais. Ah, então ele estava lá num bugzinho, mas aquilo ali é pra gente é uma pés, é um péssimo [música] sinal, né? É um péssimo sinal pro brasileiro. Você vê aquilo ali, você vê futebol brasileiro, futebol alegre. Aí você pensa, então vai levar lá uma molecada? Não, o nosso futebol alegre ficou agora barrigudo, bebendo se sua 51 e contando os feitos realizados de 30 anos atrás. Esse é o nosso futebol alegre hoje em dia. Olha que triste, né? Saudosa imagem do futebol alegre. Dis, querido Thiago, podia ter ficado só nisso. Acontece essas coisas. Bom dia, querido Alexander. Como é que você tá, querido? Alexandro, tem bom dia, queridos baristas, diz Alexandro. Bom dia, minha gente. Mas vamos lá pro nosso papo. Vamos lá. Vamos lá direto para o nosso papo, minha gente, vamos conversar hoje sobre o estado e imagino que isso seja muito importante, especialmente para nós de esquerda. Isso porque nós não temos necessariamente teorias sobre o Estado tão adequadas assim. E foi assim que surgiu o nosso nossa treta. Treta, ó, nossa discussão. Não teve treta. nossa discussão e conversa sobre o estado dessa semana lá no nosso grupinho do WhatsApp, grupo da primeira igreja barista do WhatsApp, exclusivo para você e todas as outras pessoas que são membros, membras, membres do canalzinho e que queiram participar lá. Cara, a gente começou a papear e aí surgiu esse esse debate, essa conversa dado fato eh de que as definições que nós temos geralmente em teorias à esquerda, espalmente especialmente revolucionárias, né, sobre o Estado, elas realmente são meio deficitárias, né? Eu não lembro quem deflagrou esse papo, mas foi importante. Foi importante, jogou lá, meu, ficou uma cota o pessoal debatendo e a gente começou a fazer algumas reflexões interessantes. E aí é um um elementos iniciais, né? Se a gente for começar a levar a sério a teoria do estado, como a gente tem na nossa esquerda, especialmente revolucionária. Bom, pronto, verdade. Fazer o lembrar, foi o nosso templário. Eu já não lembrava mais. Foi o templário. Nosso aqui o templário nós temos um templário comunista. O o ponto é o seguinte. Na esquerda, especialmente revolucionária, as definições de compreensões de estado, elas reduzem no geral estado as definições iniciais de Len, estado de revolução, e também ao que Marx apresenta no manifesto comunista, né? E, aliás, muito se tem de ideia de que Marx não teria uma compreensão sobre o Estado, né? Não teria um conceito de estado tão elaborado. Eles focou mais no capital e tal, que não é de tudo mentira. o que não significa que ele não tenha uma noção muito interessante sobre o Estado. E isso que o pessoal da chamada teoria marxiana, né, que é para diferenciar dos marxistas, que na verdade para mim uma mera discussão acadêmica, tem trazido eh nos últimos tempos, nos últimos anos, né, tentando recuperar esses traços de pensamento de Marx sobre o Estado para não reduzir apenas as compreensões que estão no Manifesto Comunista e nem as de Lenin, né? E mesmo as de Lenin, a gente tem que tomar alguns cuidados que a gente precisa levar em consideração. Mas em última instância, vou aqui fazer um um comentário chapado. Ah, mas entendemos Estado como, ah, entendemos Estado como dominação ou como violência ou coersão, se nós quisermos, né? Monopólio sobre a violência, diria Max Weber, um instrumento de coersão e dominação de classe, len no estado de revolução, você organiza a violência, organiza essa estrutura para poder uma classe dominar sobre a outra. Então isso é um ponto importante, né? Então, a gente tem esse esses elementos que vão meio que configurar uma compreensão quase que man, não é nem de manual, é de panfleto que a gente tem dentro da esquerda mais revolucionária sobre o Estado. Estado como coersão, estado como violência, estado como instrumento ou ferramenta de dominação de uma classe sobre outra, no caso da classe burguesa sobre o proletariado. E aí a solução aparece tomar o estado de assalto, né? tomar o poder de assalto, pegar o estado para si e inverter esse polo, colocando a classe proletária, dominando, controlando, constituindo aqui novas dinâmicas eh paraa administração da sociedade, né, para gestão da sociedade, transformando o Estado num mero administrador. No mero administrador. A gente tem isso aí como certos horizontes que tão tão tão propostos. E é engraçado porque o próprio Lenin, o próprio Lenin vai ter problema com isso. O próprio Lenin depois vai falar: "Gente, eu acho que não era bem só isso. Eu acho que o estado não é só uma ferramenta, instrumento de dominação. Ele começa a entrar em crise com esse trem. Ele começa a pensar, se pá, estávamos um pouco equivocados na nossa redução, vamos dizer assim, instrumental do Estado, tá? Mas aí é um ponto que a gente vai comentar em um minuto, porque chegou uma porrada de mensagem aqui. Diz: "Querido Gustavo, bom dia Gustavo, bom dia. Chegando atrasado, estava vendo o vídeo do nosso camarada Charles Lindberg, que nome chique de ontem à noite. Um beijo para a camarada Charles Lindberg de ontem à noite. Gabriel diz: "No texto sobre a comuna de Paris, ele aborda bem. Também temos o texto com de Paris, temos nos próprios manuscritos econômico-filosóficos, temos na crítica filosofia do direito de Hegel, a primeira grande reflexão de Marx sobre o Estado que vai se manter aí em certa medida. E mesmo no capital aparece poucas vezes, mas aparece elementos do que seria o estado poucas vezes. Mas também porque Marx em sua cabecinha já tinha tratado do tema. E aí ele avançou para temas mais fundamentais. Gustavo diz: "Vou chegar a tempo presente". Ouvindo em 3x. Caraca, vai ser rápido isso aí. Rub diz: "Estado moderno, sim." Ou estamos falando da origem do estado? Não, do estado moderno, estado burguês estabelecido. É esse o estado. Esse é o estado da arte que nos interessa. Estado burguês, estado moderno. É o estado moderno que nós estamos falando. Diz que do Rubens é porque tem muita diferença do estado moderno e do estado que talvez tenha surgido no neolítico como agricultura lá e tals. Ah, boa. Valeu. É isso. É isso. Nós estamos estamos falando do estado moderno, do estado de nossa sociedade moderna. É disso que a gente tá falando e que aí, portanto, do ponto de vista dessa teoria marxista revolucionária que nós temos, acaba reduzindo o estado como mecanismo de dominação de classe. Então, a gente tem que tomar esse levar em consideração isso porque é um é um não é um elemento menor, ele é um elemento sério e importante a ser considerado, né? Então ele é entendido como um mecanismo de dominação, de violência, de controle de uma classe sobre outra, no caso da classe burguesa sobre o proletariado, sobre a classe trabalhadora. E aí as soluções é você tomar esse estado, tomar o estado para si. Essa compreensão de estado, ela acaba sendo um pouco problemática e o próprio Lenin percebe isso já no finalzinho da vida dele, ali no década de 20, acho que 22, deve ser 22 um pouquinho antes dele falecer, tem um congresso do Partido Comunista e Lenin usa uma expressão muito interessante. Tem um livro do Roland Boaer que ele discute as os usos que Lenin faz de imagens religiosas, né? Não são muitos, mas tem o suficiente para você conseguir discutir uns elementos interessantes. E esse é um dos momentos em que Lenin utiliza uma imagem religiosa para poder discutir um tema. Qual o ponto? Em estado e revolução, Leni tinha colocado o Estado como uma estrutura hierárquica constituída para domínio controle da classe burguesa sobre a classe dos trabalhadores. Esse o estado burguês, né? Configura estado moderno burguês e que teria como estruturas básicas o exército, a polícia, ah, uma estrutura burocrática. um judiciário, uma estrutura judicial também, né? Um judiciário, exército, polícia e uma estrutura burocrática que exercia essa força, esse poder de dominação sobre a classe trabalhadora. E aí Lenin percebe isso, configuram essa compreensão do estado. Temos que tomar esse estado, superá-lo, dissolvê-lo, torná-lo um estado da classe trabalhadora, estado proletário. Estado de revolução é o que é de 19, 17, acho que é de 17, né? 16, 17, já não lembro de cabeça. Aí vem a revolução, toma-se o estado, dissolve-se o exército quearista, a polícia, reestrutura o judiciário, acaba com a estrutura burocrática que você tinha ali burguesa e vem o desafio. construir o estado, vê sua função. Exército vermelho, um novo tipo de estrutura policial, um novo tipo de ordenamento jurídico, uma nova administração burocrática que agora pretende colocar nos eixos dessa sociedade por meio do Estado paraa orientação de uma de um uma sociedade comunista. E Lenin faz uma reflexão interessantíssima. Ele fala: "Gente, superamos o estado burguês, acabamos com o estado que com quizar, acabamos com a estrutura que tinha aí, dissolvemos todo aquele aparato e aí ele fala: "Mas parece que conduzimos um carro que não está sob o nosso controle. Parece que há alguém e uma força maior e além que está controlando esse carro. Sabe Deus? O que é que está controlando esse carro? Sabe Deus o que é que está controlando esse carro? Por isso que o Boer traz pro livro dele, inclusive, né? Uma referência a Deus para fazer uma entidade, né? Trazer entidade. Sabe Deus o que tá acontecendo? Quem que guia? Quem é esta força mágica que guia esse carro que nós estamos tentando controlar, mas que nós não estamos conduzindo? E aí ele faz um comentário muito breve, mas que abre uma janela interessante. Este estado incapaz ou nós precisamos, né, orientar e organizar o modo de vida de milhões de pessoas. Não era só pela coersão. Existia um outro elemento que era o elemento orientador da vida de milhões e milhões de pessoas que aquele estado cumpria e que este novo estado, depois de superar toda a estrutura de dominação e violência sobre a classe não conseguiu alcançar. Mas Lenin não dá um nome para isso. Ele só indica a necessidade de convencimento das pessoas. Você tem milhões de pessoas que você precisa convencer. Gente, vale a pena vir aqui pelo caminho, não é só pela coersão e um elemento organizador da vida dessas pessoas. Então, Lenin percebe que o Estado não é meramente uma estrutura coercitiva. Ele desempenha um, vamos chamar assim, essa estrutura coercitiva ou de dominação, vamos chamar de papel negativo do Estado. ele percebe, entre aspas, um papel positivo no sentido de dar condições de de as pessoas o reorientarem e reorganizarem sua vida dentro de um ambiente comum, um ambiente do comum, que ele chama ali naquele momento de convencimento, um ambiente de convencimento e de organização da vida das pessoas, porque ele ainda não sabe nomear, mas ele faleceu um pouquinho depois, então também não poôde avançar muito nisso. Mas ele percebeu algo, não é só um instrumento de dominação. Há um papel para além disso e que também constitui o poder do Estado. Então, a teoria marxista leninista ou leninista que reduzir o estado à compreensão de ferramenta de dominação de classe ou de mesa de negócios da burguesia, não entendeu que existe algo ao lado ou constitutivo desse desse dessa situação, que também indica a necessidade de um certo convencimento e de orientação da vida de milhões de pessoas sobrutura. Dito isso, a gente vai ter que começar a discutir os elementos que constituem esse estado, porque ele não é só um elemento coercitivo de dominação. A definição weberiana, por exemplo, vai dizer eh o que caracteriza o Estado é o uso legítimo da força, né? O monopólio legítimo da força, perdão, ou monopólio legítimo da violência. É aquela instituição, aquela entidade que pode ser violenta de maneira legítima. E aí ele amplia o o elemento do legítimo, ele amplia, ele fala, ó, é coerção, mas é uma coersão aceita a esse elemento da submissão. Uma submissão que não é simplesmente porque eu vou apanhar, é uma submissão que aceita as justificativas, a legitimação do que o outro vai dizer, perdão, do que o Estado vai impor, né? vai ter uma imposição, obviamente, de quem tem legitimidade sobre poder, legitimidade sobre poder em sentido negativo, como execução de poder, como violência e dominação. Mas há também esse papel ativo das pessoas que aceitam o processo. Caraca, a garganta tá indo embora. que aceitam o processo, que aceitam essa esse elemento de dominação. Aí o Weber vai trazer algo interessantíssimo, apesar de ainda ter uma compreensão muito eh restrita de de dominação do Estado, que é o papel da legitimidade, como ela se dá. Aí ele vai dizer que tem a legitimidade eh tradicional, né? Ou seja, a aceitação de que essa instituição ela pode usar, ter um monopólio sobre a força, sobre a violência, porque sempre foi assim, porque a manutenção de uma ordem de vida que precisa ser reproduzida para manter essa nossa tradição, essa organização original. Ele vai dizer que existe um outro tipo de legitimidade, de legitimação do em que você aceita que aquela instituição tenha um monopólio sobre o uso da violência, que é o carismático, né, que é em torno de heróis, seja na santidade, seja no heroísmo realizado, nos feitos de alguém, em que um grupo delega e aceita essa excepcionalidade do outro e que fala: "Bom, por causa desse humano, desta pessoa carismaticamente, né, esse carisma, essa mágica e eu aceito. Ou por último, a burocrática, que é uma estrutura racional em que há leis a uma estrutura de regras comuns e compartilhadas, em que as pessoas fazem o cálculo mínimo e fala: "OK, vale a pena seguir esse processo aqui". Entendi a função, né? E aí você aceita a legitimidade dessa dessa dinâmica. Então, pronto. Mas em ambos os casos, apesar de Weber dar esse passo a mais da legitimidade, em ambos compreendem o Estado, né? e definem o Estado a partir do uso legítimo da força e da violência. Então, são elementos interessantes pra gente pensar, pra gente fazer algumas reflexões para começar o papo. Diz querido Ravi, como é que você tá, Ravi? Tudo bem? Bom dia. Bom dia, Ravi. Discrito fazer o ótimo. Bruno Requidal, dois pontos. Lenin está errado. Não, eu disse que Lenin disse para Lenin que Lenin estava errado. Diga-se de passagem. Eu disse que Lenin percebeu que Lenin tinha errado. Não disse que Lenin tá errado. Eu disse que o Lenin acertou. Porque se o Lenin percebeu que tava faltando alguma coisa na teoria dele, ele acertou. Esse elemento importante. Então, ó, ó que massa, né? Esse papo é muito bom, cara. Eu gosto desse papo. Esse papo é bom. o Estado como um elemento importante aí, uma estrutura interessante que é definida na teoria clássica aí da política e da ciência social pelo uso da força, pelo uso da violência legitimado no caso de Weber. E depois Lenin vai sacando que precisa do elemento do convencimento e da organização da vida das pessoas. Algo que desempenha esse papel diz querido carapa. É aí que a gente pode encaixar o autocé aparelhos ideológicos. Sim. Sim. Carapa altcero ou autúcero, sei lá como é que fala o nome desse querido. Luiz Louis, ele percebe exatamente esta janelinha em que há uma série de instituições que estruturam um tipo de aparato simbólico que garante a legitimidade do poder, que reproduz essa legitimidade de poder. Não é só a violência, ela tem esse elemento simbólico que é importante. Então, Aluscera Altúcia Louí, ele entra nessa janelinha, entre aspas, deficitária, não da teoria. Diz que querido Rubens, isso de aceitar ou não tá sempre em tensão, né? Tá, tá sempre intenção. Tá sendo aceito hoje, mas amanhã pode surgir uma rebelião se encher o saco. Exato. Por isso que o elemento da Por isso que o elemento do convencimento da legitimidade, legitimidade é algo que às vezes a gente não leva a sério. Quem domina, quem exerce um um papel de autoridade, de execução de poder, ele tem que dar razões, ele tem que ter motivo para receber legitimidade. Não é só pancada. Tem os dois elementos, senão a gente cai na ilusão de que é só uma relação de violência, de agressão. Não, alguém pode chamar de violência simbólica, se quiser, de dominação, sei lá que nome que as pessoas vão ficar inventando para as coisas, mas é o processo de convencimento em que faz sentido eu aceitar essa esse processo. Se uma comunidade não legitima uma instituição, essa instituição ela desaparece, ela não tem sentido de ser. Ela só funciona porque a gente mantém ela existindo, senão não dá. Discrito Gustavo, cheguei ao tempo presente. Bem-vindo, Gustavo, à nossa realidade. Descrito fazer o watch. Agora eu entendi. Espero que eu eu tenha sido um pouco claro. Se eu não fui claro, perdão. Mas dito isso, ó, que interessante, né? Veja que começar por esse problema dos limites da compreensão do Estado, reduzindo ele a violência, dominação, ao monopólio sobre a força. E melhor que essa definição de Weber, ela é muito boa, cara. Ai, doa a quem doer, reclame quem quiser. Definição de Weber da do estado, né, como uso ou monopólio do uso legítimo da força, da violência, é incrivelmente bem estruturada. Ela ela abre janelas e possibilidades de discussão muito boas. Ela ainda é restrita, ela ainda é muito instrumental em certo sentido, mas ela é excelente. Ela é excelente porque ela consegue contemplar esse elemento da violência da coersão com esse espaço chamado legitimidade, que é onde a gente tem que discutir. Mas por que as pessoas aceitam? Como elas aceitam? como elas trazem força, como elas trazem, garantem permanência para essa instituição. Esse é um elemento importante. Deixa eu só fazer um negócio aqui que dá uma barulheira aqui do lado do do meu lado direito que eu tá me incomodando consideravelmente. Rapidinho. Cortei. Discrito Rubiks. Se a legitimidade está sendo exercida só pela força, é bem provável que na primeira fraqueza alguém vai te derrubar. Exatamente. Exatamente. Esse é o limite de uma compreensão que parece ser realista do estado, né? Que eu não considero realista, eu considero ela só niilista mesmo. Eh, e que aparece sabe onde? Muito nos filmes gringos, né? filme gringo sobre eh poder, né? Ou pronto, Game of Thrones, né? Famoso Game of Thrones. Ele é praticamente baseado numa compreensão muito reduzida de poder. Eu adoro Game of Thrones até a temporada 5, né? Depois disso, que tristeza, né? Que fizeram com aquilo ali? Até a temporada 5 tava tão legal. E aí eles estragaram tudo. Dito isso, é uma compreensão extremamente reduzida de poder e que imagina que todo toda dinâmica se dá apenas pela guerra, né? É o o como é que é o nome do autor lá? J Martin, ele, cara, ele acha que o poder é minima e exclusivamente dominação, guerra, força. Em última instância é isso. Ele perde o elemento da legitimidade, do convencimento. às vezes aparece em pequenas janelas, ele aparece às vezes no papel que a que a religião dos malucos lá funciona às vezes no papel de alguém fingindo, sinalizando virtude, né, essa coisa toda. Mas ainda assim é sempre no papel de dissimulação. Raras vezes você tem o elemento da legitimidade apresentado de maneira positiva, vamos dizer assim, né? Então, acho um pouco equivocado nesse sentido, mas é muito bom, é muito bom de deixar claro, se você reduz tudo exclusivamente o elemento da força, primeira fraqueza você vai ser derrubado. Aí é que tá, né? Não pode ser só na pancada. Diz que Gustavo, Weber tá tão certo que o assassinato de 130 pessoas numa comunidade é legitimidade legitimado pelo grosso da população. Exatamente. Exatamente. Perfeita colocação, Gustavo. Perfeita colocação. Perfeita, perfeita. Aceita. A gente aceita com muita facilidade a a dinâmica da violência, dando legitimidade, garantindo a legitimidade. Isso é muito importante. Não se pode negar. Esse é um problema às vezes que a gente tem enquanto marxistas, né, de ao ver uma teoria que, por exemplo, ela não tá alinhada ou com a nossa doutrina ou com o nosso projeto revolucionário, negar os os as os características adequadas de diagnóstico, né? Porque tem diagnósticos bem feitos, descrições muito bem feitas de processos. A gente tem que saber assimilar, tem que ouvir: "Opa, acertou, hein? Use a seu favor." Diz querido Gustavo. Aliás, falando nisso, dá para dizer que o fato do estado do Rio de Janeiro por muito tempo ter legitimado milícias paramilitares é uma das, senão a principal causa da zona é o estado do Rio de Janeiro. Não faço ideia, mas pode ser. Então eu não tenho como afirmar categoricamente. Diz que Walter FMN. Olá, querido Walter FMN. FMN é fala, mano. É nós. Pode ser. O cinema de Hollywood meio que faz isso de legitimidade da guerra, né? Todo dia. Dia assim, dia também. Dia sim, dia também. Valta, todos os dias o cinema de Hollywood faz isso. Todos os dias. Ah, é reduzir tudo a guerra e legitimar a guerra. E porque a vida é assim. Ah, inclusive, por que que eles fazem isso? Eu tenho minha teoriazinha, tá? minha teoriazinha, porque eles não podem apoiar e nem suportar um discurso minimamente racional e de mediação, senão a única coisa que eles têm como legitimidade para ser o chefe do mundo cai por terra. Porque o que que dá a garantia dos Estados Unidos ficar aí bancando de xerife do mundo? Porque tem arma, fala: "Minha arma é maior, tenho mais bomba atômica, tá lhe interven?" Então eles têm que reduzir poder a um elemento negativo ao máximo. Ao máximo. Eles têm que reduzir a compressão de estado, tudo a guerra, porque você precisa, esse é o teu elemento de justificação. E aí você vai ter que reproduzir isso em espaços simbólicos também para que todo mundo achea que é isso, acha que é só assim que funciona a vida. E não é, pelo amor de Deus, não é, não é. Ah, mas é assim que ganha. É, é um, cara, a gente tem um cérebrozinho tão complicado que aí Schmite parece que é um gênio, né? Carl Schmith, aquele animal que ele fala que a estrutura amigo inimigo é assim que se que acaba reduzindo todo o poder, toda política, toda estrutura ao amigo inimigo. É burrice, burrice em muitos sentidos. Mas aí quando você vem com a arma de destruição em massa e sai atacando para cima dos outros, fala: "Não, não, a realidade aí uma realidade burra para caramba, completamente irracional e sem sentido". E que a gente daí tem que saber mediar, saber entender que não é só assim, tem o elemento da legitimidade, ela precisa ser construída. Senão Hollywood não gastava tanto dinheiro também, né? Valter FM disse: "E também porque tem que ter convencimento permanente de recrutamento". Exato. Exato. Tem que você tem que convencer todo mundo de que vale a pena aquilo ali. Tem que convencer todo mundo de que vale a pena que é engraçado. Eu fui, eu tava ontem, fui ontem à noite, fui cortar o cabelo aqui do lado de casa. Aí pulei no mano lá e do biju. É como ele é denominado? Biju. Aliás, primeira vez que eu fui lá, né? Ele abriu, falou: "Chega lá, falou: "Fala aí, fala aí, mano. Tal, não sei o que lá. O cabelo tava tá para cortar o cabelo tava mais barato do que no outro lugar que eu cortava que era com o Mendes." Falei: "Pô, tá mais barato que o Mendes vou colar aqui". Cheguei lá, falei: "E aí, mano, firmeza, tal, não sei o que lá, qual que é o seu nome?" Tal. Ele falou: "Biju". Aí eu tentando pensar que nome será que é do mano? Pô, biju apelido. É, é. Pessoal me chama de biju. Pessoal me chama de biju. Massa. Qual que é o teu nome? Edaltercio. [risadas] Oxe, maravilhoso. Edalterci [risadas] bicho. Qual nome? Ed Vales. Bom demais. Bom demais. Diz que do Gustavo. Ah, é. Vi a f do biju e o biju falou assim do Gustavo. O Biju falou assim, ele começou a comentar tal, não sei o que. Não sei por que raio de motivo ele trouxe o quem é o Salvador tinha acabado com a violência, não lembro qual o motivo do papo. Aí citou o Buquele, eu falei: "É, não é bem assim, querido, pega leve". Aí eu tentei trocar uma ideia, falei dos manos que eu conheço que é de Salvador, como é que é o bagulho, que lá também é rota de tráfego. Então assim, como é que acabou com com a violência com com o problema do tráfego, se lá continua sendo rota internacional de tráfico e levando tráfico ou droga pros Estados Unidos? Continua. Então assim, se continua, não acabou com com o crime organizado, nem com a violência. Lógico que não. Tem outra dinâmica Papiamo a respeito disso, tal. Aí ele falou: "Nossa, mas por que olha olha a frase, a frase era muito boa". E aí Biju comentou assim: "Mas por que os Estados Unidos não intervém nisso, né? Ó o imaginário construído para resolver o problema. Por que os Estados Unidos não intervém ali no país já aceitando e legitimando o processo?" E aí eu falei uma pequena frase para ele. Falei: "Por que é o país que mais consome drogas no mundo sem produzir nada". Aí ele, ah, é, falei, pô, pode botar no Google aí, mete aí no modo é o país que mais consome droga nesse planeta e não produz. Ou seja, nós somos os produtores de suas necessidades. Se intervir, acabou o comércio. Aí ele, caraca, sabia disso? Não é? Pois é. Mas todo o imaginário de legitimar a invasão de um outro território, porque os caras são xerife do mundo, porque eles podem. É loucura, né? Você vê, precisa, precisa. E isso é muito filme. É muito filme na nossa cabeça. Diz Gustavo, esses dias eu tava ouvindo uma narração de estado de revolução comentada por um gringo qualquer, onde ele indica que uma revolução global precisaria vir na esteira de uma americana. Meu Jesus Cristo. Por que, vou ter que até adiantar aqui, o capitalismo na fase imperial elegeu a América para ser o monopólio do poderio militar que permite a existência do capitalismo global ou algo assim. Eu não lembro exatamente o que estava ouvindo na fábrica aqui. É, também trabalha. É complicado, né? É complicado. Mas dito isso, dito isso, olha a viagem, né? É tipo a tentativa de Marx dizer que na Inglaterra que ia ter a revolução porque eles estavam com o capitalismo mais avançado. Não diz Borduna. Não existe razão de existir superheróis sem ameaças para a humanidade. Eu a todo dia. Exatamente. Todos os dias os Estados Unidos estão ameaçados. Aí tem precisa criar os heróis que sempre tem a cor da bandeira estadunidense que fazer o watch. Edvalércio seria o nome do Ed. Talvez. Vamos perguntar para ele. Diz que Gustavo, tirou minha violência de rota de tráfego, me deixando só de violência e rota de tráfego. Exato. Tiramos toda a violência de tráfego, deixando só isso aí. Diz que do Borduna. Legitimar invasão é o comentário mais comum da internet. Meu Deus. É da internet, do dia a dia, do Zap, do Uber, do Eis a vida, né? Mas aí que a gente vê, não é só um elemento do porque os caras têm arma, eles podem fazer produção cultural simbólica, dando legitimidade de que isso é um caminho comum, é aceitável. Você tem que ter essa construção da legitimidade. Se a comunidade não legitima, não tem o processo. Isso é muito importante. Isso é muito importante. Isso é muito, muito importante. Tem que ter legitimidade. Não é só violência, não é só coersão. E aí, inclusive, coisa interessante, né? Como é que a gente define estado? Caraca, como é que a gente define estado? O estado é dois pontos. na estrutura do Lenin e do Weber e outros também, a gente vai colocar várias instituições, organizações, eh, que compõe esse estado. E aí a redução fica para o elemento da violência. A gente tá agora discutindo que mesmo Lenin já tinha percebido, em Weber aparece a questão da legitimidade, a questão do convencimento, da organização de vida das pessoas. Estado não é o exército. Estado não é a polícia. Estado não é os prédios, os edifícios, o judiciário, a estrutura burocrática. O estado não é isso. Não é a soma dessas coisas. Isso é muito importante. O estado não é a soma dessas várias partes. Estado não se caracteriza por isso. Estado se caracteriza por um tipo de instituição capaz. E aí, agora vou utilizar professor Álvaro Garcia Lineira, lendo Marx, mas Álvaro Garcia Lineira, porque a leitura dele de Marx, então vamos tomar cuidado. A o caráter do Estado é a capacidade de, ao ser constituído por esses vários elementos, em sua execução de poder, vincular as pessoas num ambiente comum, o papel vinculador, ou seja, de incluir você necessariamente em sua execução de função, né, quando o estado aparece e ele executa a sua função. Ele vincula você numa totalidade comum. Ele vincula você a um grupo, vincula você o que a gente chama de Estado nação. Ele vincula você constantemente na sua vida prática. Quer ver? Para ser reconhecido enquanto pessoa, você precisa de uma de um de um uma identidade reconhecida, legitimada por esse estado. Então esse papel da identidade te vincula nesse espaço. Você se torna um cidadão porque tá sob essa estrutura do estado que legitima, que dá te dá a possibilidade de fazer parte desse grupo. Para criar uma empresa, para criar uma empresa, você precisa ter a legitimidade desse estado. Esse estado ele funciona com esse papel vinculante. Ele faz com que você surja, apareça e possa viver viver dentro dessa dinâmica para poder ter acesso a determinadas e direitos sociais, não sei o que que a gente vai chamando. O estado, ele cumpre esse papel de vinculador, de fazer toda essa sociedade estar organizada de tal modo que todo mundo faz parte de uma totalidade. Mas diferente da totalidade do capital, né, que é essa dinâmica de produção que cria as condições para produção e reprodução de um determinado de uma determinada forma social, inclusive do próprio estado. No caso, nós não estamos falando desse elemento fundamental, nós estamos falando do elemento de dentro de um determinado território você ser vinculado a essa totalidade. É uma totalidade restrita a um território que tem certa dinâmica e direito de vida específico. capital enquanto modo de produção pode se adaptar para tudo quanto é território, tudo quanto é povo, tudo quanto é nação e tudo quanto que é estrutura. Ele se adapta porque ele garante essas condições básicas de produção e reprodução do capital. No caso do estado, não, não, ele não vai se globalizar, né? O estado não se globaliza, ele tá restrito a esse ambiente do território e vincula as pessoas, vincula as pessoas de uma certa moda, de um certo modo a essa totalidade. E isso é muito interessante, cara. É legal pensar nesse sentido pra gente não reduzir aos edifícios, a estrutura do e nem algo que tá na nossa cabeça, que é uma é muito fácil a gente correr para isso também, que é um risco danado, como se o estado fosse só a confiança que a gente dá pra instituição. Aí o estado acaba caindo na fé das pessoas, né? A gente acredita e ele existe. Não, ele realmente existe. Ele não é só da crença, ele existe de verdade, né? Ele tá aqui executando o poder de Índia também e participando tudo que até meio, né, da da vida das pessoas, porque ele é vinculante, ele vai conectando as instituições, ele vai conectando os cidadãos, ele vai conectando as estruturas dentro dessa totalidade à medida que ele garante legitimidade, que ele garante possibilidade para que você exista socialmente. Então, é esse elemento vinculador que faz com que você organize sua vida mediado pelas regras desse estado, que você dirija os seus dias mediados pelas regras desse estado, dessa estrutura, que você aprenda como funciona esse cotidiano, não só pela vida do comum diário ali do do vizinho, da família, não, mas existe elementos de estrutura real, de lei, né, de de de escola, de universidade, de meio de transporte, de não sei o que lá, que te vincula ao modo de existir na vida que organiza a sua vida, que organiza sua vida e que te dá parâmetros para poder atuar socialmente. Então, o elemento de papel vinculador, né, te vincula a essa totalidade que aí vai ser o estado nação. Então, você tem um estado nação, você vai aí Copa do Mundo, é, pronto, viramos todos patriotas nacionalistas. Nós entendemos esse elemento vinculador do do ponto simbólico, mas que aí depende da estrutura estatal, não só como dominação, não só como violência, não só como as instituições isoladas, senão com esta relação específica que é esse papel vinculador. Tudo bem? Elementos aí pra gente ir pensando. Diz Ryan Rian: "Esses dias eu tava lendo o livro Guerras e Capital". A tese do autor é que a formação do capital, expropriação dos meios e a Constituição do Estado, monopólio da guerra, são processos correlatos. Fim, historicamente, eles são processos correlatos. Estou de acordo com o autor, mas isso não explica nem o estado e nem explica o capão, mas eu concordo com um processo correto. Estou de acordo. Se este for o elemento, eu estou de acordo com ele. Mas eu não posso reduzir o estado ao monopólio da guerra, que esse é o ponto que eu quero chamar atenção também. Não podemos fazer isso. Alexander diz: "Estado, uma abstração." É uma abstração, mas aqui ponto importante, teoria marxista. Teoria marxista importante. Abstração não é ilusão. Guarda essa informação no seu coraçãozinho. Abstração não é ilusão. Abstração não é algo irreal. O abstrato não é algo irreal, nem imaterial, nem transcedente, nem ilusório. Não estamos, somos materialistas. Somos materialistas. A abstração. A abstração, a forma mais abstrata, retirada das relações comuns que estão sendo reproduzidas na vida cotidiana concreta, não é uma ilusão, não é um elemento a ser descartado, não é um elemento além ou o transcendental. Tanto que o movimento de Marx é acender. Olha a frase de Marx nos grunis. na nosundres. Acender. Acender é subir. Lembram disso? Acender a acender do abstrato ao concreto. Marx propõe que nós façamos uma ascensão do abstrato concreto. Do concreto, abstrato, concreto, abstrato, concreto. Você vai fazer um movimento dialético de abstrações e reconstituições do concreto. Sempre método apresentado pro nosso querido Marx. A abstração, ela faz parte da realidade social. O problema é não fazer a crítica no na ascensão ao concreto, na reconstituição concreta dessa abstração. Ele é muito importante. Diz querido Gustavo, teoria dos sistemas complexos. Dois pontos. Sistemas complexos são compostos de unidades simples e ele não carrega as características de seus componentes e nem os componentes se assemelham ao sistema. Perfeito. Inclusive a ideia de campos do Lumam, por exemplo, pode ser bem interessante para discutir isso aqui. Aquela est de campos, né, as velhas áreas e campos que se se intercruzam. Nlas Luman é interessante. Diz que do Rubens, pô Bruno, pô, pô. Não só não é só coersão, mas quando o poder é muito grande, às vezes só a coersão funciona, não funciona. Eh, acho que dá para usar a Venezuela como exemplo. Os caras viraram só um estado satélite dos Estados Unidos. Sim. O que não significa que garante legitimidade de execução de poder e nem que esteja estável isso aqui. De maneira nenhuma. É de maneira nenhuma. Agora a corção pela corção faz você vencer, faz você dominar, faz você machucar os outros coleguinha, mas isso não te garante legitimidade de execução de poder e nem de manutenção de poder. A instabilidade tá aqui, ó, pululano. Tá pululando essa instabilidade aqui. Ran Ryan Pachucan. Ah, inclusive outro ponto importante que eu esqueci, aqui não se formou um novo estado. Os venezuelanos não fazem parte do estado dos Estados Unidos. Não se formou um novo estado, uma organização estatal de maneira nenhuma. É outro tipo de relação de dominação. Brian diz: "Pachucanes tem uma análise interessante sobre a forma do estado." Eu não manjo absolutamente nada de Pachucanes. Eu sou negação nesse ponto, mas deve ser interessante. Descrito Rubens, correto ou não? Não vamos descobrir também rumos, mas também, mas a elemento importante, não se constitui um novo estado, né? Não se constitui essa estrutura. É outra dinâmica. Um estado dominando o outro na pancada e na guerra não constitui um estado. Tudo bem, tudo bem. Tudo bem. Então, eh, o Estado não é só o uso legítimo da força ou da violência, não é monopólio sobre isso, né? Ele não é só as suas estruturas de coersão. Ele tem esse papel vinculador. Ele tem esse elemento que toca a legitimidade. No caso de Weber, ele chama de legitimidade de dominação. Eh, e que Lenin vai considerar como a necessidade de entender o convencimento e um ponto de organização da vida das pessoas, né? Então, olha que interessante, porque Lenin não vai desenvolver uma teoria sobre isso, ele vai apontar isso que ele percebe depois de estado da revolução depois. E o Weber, ele não consegue identificar o elemento que não seja negativo nessa relação de dominação, de submissão ou de aceitação da do uso do do monopólio sobre a força. Ele também não consegue perceber essa parada. Um autor interessante para discutir isso, além do nosso querido carapa chamou a atenção do Aluser, né? Altúcia. Antonie Grames. Qual que é a ideia de Grames com hegemonia? Se não compreender esse papel do convencimento do papel ativo, porque não é um convencimento de as pessoas são ingênuas, eu vou enganá-las. A ideia de estruturação e de constituição de hegemonia em Gramish não é de engano, não é? Fui, fui tapeado. Gramish não tá discutindo hegemonia para dizer que a gente foi, fomos enganados, tá discutindo hegemonia como um papel ativo das comunidades da organização da sociedade. A hegemonia, ela é disputada, ela é constituída, ela é reconfigurada. no papel ativo das pessoas, as pessoas realmente constróem, constituem hegemonias que daí podem ou não entrar em acordo com sua representação no estado. E isso é muito interessante na teoria de, cara, Gramish é um bagulho muito embaçado. Eu gosto, eu gosto desse trem. Por quê? Porque pode haver uma dissociação, uma oposição, um descompasso, um desequilíbrio entre a representação política e a hegemonia constituída. E isso cria novas tensões. Gram abre essa possibilidade porque ele percebe esse papel de convencimento, de consenso, o consenso estabelecido e de organização da vida das pessoas. Então, a ideia de você disputar, constituir, reconfigurar hegemonia, buscar novos consensos, estabelecer uma hegemonia, é porque essa hegemonia constituída, construída no convencimento, na articulação, ela pode entrar em desacordo com a representação política disposta. Não é simplesmente tomar o estado e tomar o poder, que é aquilo que Lenin tinha percebido. Pô, a gente tomou o estado, a gente dissolveu os trem tudo aqui, a gente acabou com o exército quearista, a gente acabou com a polícia, a gente acabou com a estrutura burocrática, a gente acabou com a estrutura judiciária, mas parece que a gente tá governando um carro que tá sem controle. Por quê? Porque há dezenas de milhões de pessoas que não organizam as suas vidas de modo adequado com essa estrutura aqui. Isso o o o Lenin ainda não tinha sacado. Tem dezenas de milhões de pessoas que ainda não estão acompanhando [música] esse processo revolucionário porque não organizam suas vidas a partir dele. Porque a vinculação de sua vida não tá conectada a isso. Porque a hegemonia disposta e compartilhada, ela não garante esse consenso que legitima o poder que está sendo executado, tá num processo de transição aqui. E Lenin já não tava percebendo porque o estado tem esse elemento da legitimidade popular que garante com que ele funcione. E aí como ele tá tá tentando entender isso, não conseguiu o o nem deu tempo também. Aí o que coitado do Gram percebe esse elemento, mas ele percebe inclusive numa situação contrária em que você vê um consenso que tá sendo formado, que é um consenso muito conservador, reacionário, perigoso, fascista, mas o consenso, a legitimação, essa estrutura que vai com elaborar um uma dinâmica de hegemonia que se hegemoniza, ela pode entrar em conflito ou não com a representação política. E agora você tem dois âmbitos da comunidade ativa que cria o consenso que dá legitimidade e da execução do poder e elas podem conflitar. Por isso que a saída para Gramish não é apenas tomar o estado, tomar o meio de os instrumentos, a ferramenta de dominação, é estabelecer consenso, é construir consenso. Pô, é uma inovação teórica brilhante. brilhante entender um elemento aí que às vezes a gente ignora, estabelece consenso. Não adianta você tomar o estado, não adianta agora você ter o uso legítimo da força, não adianta você ter esse papel vinculante se não há o consenso que legitima essa estrutura de poder disseminado pela população que constitui esse estado nação. materialmente falando. Massa, né? Eu gosto. Bom dia, querido Clver Lauer. Tudo bem com você? Como é que você tá? Espero e desejo que sim. Espero e desejo que esteja tudo em paz com você. Bom dia, meu bom. Diz Gustavo, no capital, perdão, Marx referencia um burguês chamado Thomas Pill. Se não me engano, o Senr. Pill mobilizou a limpeza e expulsão de povos nativos da Austrália para ir lá fazer uma plantazinha. Então ele encheu um barco com 350 trabalhadores, ferramentas, sementes, insumos e dinheiros para bancar essa brincadeira por muitos anos tranquilamente. Rapaz, nós estamos aqui num momento aqui de de história. Eis que ao chegar na Austrália, os homens e mulheres pegam as ferramentas e metem o pé. que diferente na Inglaterra, onde as terras eram cercadas. Na Austrália não tinha isso. Pronto. [risadas] Que momento bonito, não é? Da gente ver esse novo território sendo constituído sem esse estado vinculante. Querido Alexander diz interessante que mesmo antes do mercantilismo e do capitalismo, pode-se dizer que na antiguidade poderia dizer se dizer que já tinha estados como cidades estado gregas e romanas. Mas é isso que Marx traz inclusive no Manifesto, né? No manifesto, Marx faz uma reconstituição ali, reconfiguração do do desenvolvimento do poder do Estado no Ocidente, na sociedade ocidental, recuperando ali cidades eh antiguidade, Medie, o estado feudal, depois o estado moderno burguês. Contudo, porém todavia, não é o mesmo estado, nem a mesma estrutura de poder, nem a mesma coisa, nem se chamava necessariamente com esse nome. Aqui já é uma uma abstração. Abstração. abstração estado que vai buscar seus elementos de concretude em diferentes momentos da história, especificamente aqui, inclusive no estado ocidental, né? Aqui é constituição e desenvolvimento da história para ter o estado burguês que nós temos. Então, só esse cuidado que eu acho importante da gente considerar. E dito isso, abstração não é ilusão. Abstração não é ilusão. Abstração é, tá bom? Então, tá. Então a gente tem aqui Gram trazendo esse elemento de convencimento que, portanto, tem que ser analisado com mais cuidado, porque a gente normalmente reduz tudo a pancadaria, né, uso listo da força. E aí vem um um último passo que eu quero dar aqui, que é o como eu tenho trabalhado essa dinâmica desde a minha desde a minha dissertação do mestrado. Diz, querido Gabriel, os pactos sem a espada não passam de palavras, sem força para dar segurança a ninguém, e nem as espadas, por si só vão garantir que o pacto se estabeleça. Vai ter que ter outro trem aí também. [risadas] Importante, importante a gente considerar isso, tá? É engraçado porque esses elementos eh de compreensão negativa ou redutiva do poder do Estado, eles fazem com que a gente perca questões fundamentais, né, de pensar a realidade política e como nós devemos e podemos atuar enquanto militantes, enquanto críticos e tudo mais. Isso é algo fundamental. o âmbito do convencimento, o âmbito da do dar razões, o âmbito dessa legitimidade, a gente às vezes deixa ele bem de ladinho e acha que é só não. E aí caímos num certo fetichismo do poder. Fetichismo do poder, do mesmo modo do fetichismo da mercadoria em paralelo, né, que inclusive é o título deste trabalho aqui. E travou. Ah, quase travou. É o título deste trabalho aqui. Fetização do poder como fundamento da corrupção. Trabalhinho interessantinho de um autor chamado Bruno Ridu Lima. Talvez seja meu parente. Talvez seja eu. Eu, eu mesmo. Irene. Vejamos algo interessante aqui, meu povo. Esse papo aqui ele me interessa muito. Por quê? Porque se a gente tem essas contradições, a gente não pode abandoná-las, a gente também não pode, ah, mas é muito complexo e muito difícil. Então, portanto, vamos fingir que não existe o problema do consenso, o problema da hegemonia e vamos reduzir tudo à pancadaria, que fica mais fácil de compreender, né, de fazer panfleto, isso não resolve nosso problema também. Então já vou ler um trem aqui. Ah, antes de eu ler o trem aqui, Marx, nosso querido Marx, ele traz um elemento importante em sua teoria sobre o estado. Marx traz um elemento importante. Marx vai dizer que o Estado ele se constitui como uma abstração, abstração do comum ou da de uma comunidade, uma comunidade abstrata. É nessa linha que o querido Álvaro Garcia Lineira, por exemplo, vai trabalhar eh a ideia de que em Marx há uma teoria do comum que supera a ideia meramente de público, né, de algo da sociedade civil moderna já estabelecida. ele vai buscar um elemento material do comum, o que é muito interessante. Eu acho muito interessante, apesar de que eu acho que o nosso querido Henrique Dussell consegue estabelecer isso de maneira mais organizada e mais materialista, né, e mais teoricamente robusta também, com todo respeito ao querido Álvano Garcia Lineira. Mas o ponto é o estado como essa comunidade abstrata ou abstraída, né? um elemento comum, abstrato, o próprio Marx chama isso, um estado como essa essa dinâmica da abstração. No do mesmo modo que ele vai dizer que a mercadoria análogo, né, de maneira análoga, a mercadoria se separa de quem o produziu. Então, a uma comunidade constitui o Estado ao delegar o poder para uma instituição que torne vinculante as suas relações, do mesmo modo ou análogo, a mercadoria ela vai criar a vida própria depois de ser produzida pelos seres humanos. Mas quem melhor organiza isso é o Dúel na ideia de fetixização do poder, o fetichismo do poder, que é o que a gente vai dar uma olhadinha aqui, mas é semelhante a ideia de compreender isso. O Lineira vai tentar buscar em Marx trabalhar tal da teoria marxiana como uma comunidade abstrata. O Dúciel faz uma constituição tanto mais original que me interessa. Descrito Gustavo P. Pancadaria tipo em guerra eleitoral. É daí para pior. Lá vamos nós aqui, ã, fetização do poder, etc, etc, etc. Deixa eu pular aqui. T. Pronto. Vou começar aqui. Aqui é o último capítulo do meu livrinho e aí eu vou querer trabalhar ele em nosso percurso do livro. Então, se vocês quiserem ler, está gratuito. Você entra aqui, ó. Ah, eu tenho que fazer isso também. Eh, eu esqueço de mostrar onde é que as pessoas podem baixar o livro gratuitamente. Você vai entrar no site, você vai colocar assim: Editorafi Heikd. Vou mostrar para vocês aqui. Pera aí, deixa eu tirar aqui que senão a pessoa depois fala: "Ah, como é que eu acho seu livro aí?" É, pô, tem que mostrar e eu tô errando. Não, remove. Como é que para de Ah, é aqui. Deixa eu mostrar aqui. Ah, compartilha a tela. Compartilha a tela. Você vai entrar no Google, vai meter um editora FI fetchização do poder como fundamento compão. Editora F requidal. Bota lá editora F Rickdal. Vai aparecer aqui, ó. Fetização do poder como fundamento corrupção. Você clica aqui, pá, clicou. Olha o que acontece. Ó, você entrou no site da editora FI, tem o livrinho aqui e você vai vir aqui embaixo, ó, à esquerda, baixar. Na hora que você clicar baixar, o livro aparece. E aí você pode baixar ele no seu computador e ler ele gratuitamente, de maneira oficial, não oficiosa. Que coisa, não? Então pode baixar o livrinho aí. Dito isso, voltemos aqui. Aqui a nossa meta é todo o livro que a gente publicar disponibilizar em PDF gratuitamente. Pronto, pá. Então, aí baixamos o livro, vamos lê-lo. Vamos lê-lo, né? Em nosso percurso, encerramos o tópico anterior, abrindo a possibilidade do exercício delegado do poder ou poder obedial, né? Ou seja, quando você delega, uma comunidade delega o poder para uma instituição que vai executar o poder. Instituição já começa a estrutura abstrata, no sentido de que ela não se reduz a uma pessoa, mas a uma relação que estabelece determinadas normas a serem reproduzidas e mantidas. Você delega o poder e esse poder executado atende a necessidade da comunidade que o delegou. Aí isso aqui o o Dúel utilizou uma expressão do um, como é que é o nome do querido? Evo Morales. Evo Morales, que inclusive era presidente quanto Álvaro Garcia Lineira, já citado, era vice. o poder obedi com esse poder aí que atende a necessidade da comunidade que o delega, que se caracteriza pelo cumprimento com a produção, reprodução e desenvolvimento da vida humana e comunidade, que é diferente do exercício fetichezado do poder ou poder corrompido, que é a virada dos executores do poder contra a comunidade que o instituiu, ou seja, já não atendendo essa necessidade fundamental, invertendo o processo, fechando e fundando-se sobre si mesmos a partir do seu fundamento, que é a comunidade, que é a execução do poder. Então aqui é a perda da legitimidade ou de uma legitimidade que agora não encontra na comunidade um eco pela pelo atendimento da das necessidades dessa comunidade. Aqui o poder se se fetixiza e na hora que o poder se fetixiza, o que vai fazer ele valer não é atender a comunidade, mas ter essa dinâmica de coersão. Aqui a gente tá falando em âmbitos abstratos, mas ele é importante para ajudar a pensar. O que se não tá atendendo a necessidade da comunidade, o que que vai fazer com que esse poder ainda persista um pouco mais? Violência, o monopólio sobre o uso da força. A fetção, ou seja, quando a instituição criada toma si mesma como fonte do poder, é indúcel a corrupção fundamental. Todavia, cabe a nós explicitarmos a estrutura teórica que dá conteúdo a essa proposta. Nesse movimento utilizaremos nossas notas de rodapé também, que eu uso muito a nota de rodapé, como eu já disse, para não ficar citando no texto, vou usei a nota de rodapé para indicar os textos dos Grundris de Marx, em que Dusel se apoia para desenvolver a proposta. Então, a gente vai pegar aqui uns textinhos a partir da leitura de Marx, do seu comenta que o alemão, o alemão, no caso, é o Marx, para sintetizar a obra que empreendera no campo econômico, escreveu que a tarefa tinha que cumprir, que tinha que cumprir consistia na crítica geral de todo o sistema das categorias econômicas. É um movimento semelhante que Dusel acaba operando na construção da filosofia política, criticando as categorias e definições que passam insuspeitas pela tradição. É aquela tradição que a gente tá comentando, Lenin, Weber, se a gente quiser discutir Maquiavel e Robson em algum momento, o próprio Gramish em outro sentido, mas Gramish já avançando e evoluindo muito na teoria e se lançando para a construção de novas. Procedimento análogo ao movimento de Marx, que desenvolveu a sua por Ah, vou pular aqui. Não vou ler esse trecho nesse momento. Parará para E cadê o trechinho que eu queria ler? Ah, cadê, cadê? Cadê? Cadê? Pronto. É aqui, ó. Se liguem, se liguem, se liga, se liga, se liga. Ã, tomando o texto de Marx na tradução brasileira, aparece o seguinte, né? Os psicofantas, aqui é Marx, os psicofantas. Eu nunca soube o que é psicofanta. Eu sei que é uma ofensa, não sei se gratuita, mas é os psicofantas da economia burguesa, que douram as coisas, deveriam antes ter dirigido sua atenção para o fato de que o trabalhador, após o trabalho repetido de forma contínua, somente dispõe de seu trabalho vivo imediato para trocar. O que ele troca com capital é toda a sua capacidade de trabalho, o trabalho posto como não capital enquanto tal. Isso aqui é estrutura, [limpando a garganta] perdão, a armação teórica que nos interessa. O trabalhador aqui individualmente abstraído porque não tem um trabalhador sozinho. Marx aqui tá trabalhando em categorias gerais. Ele está utilizando a estrutura de abstração para depois ir pra concretude como classe trabalhadora, como trabalho sempre socialmente organizado, dividido, etc, etc. Então, o trabalhador, essa estrutura abstrata, genérica, [limpando a garganta] quando vai chegar para trabalhar, ele tem o seu trabalho vivo, a vida como constitutiva. E o que ele troca com o capital é ele mesmo, é sua vida, seu corpinho, seu trabalho vivo. dito isso, o capital, enquanto esta relação e instituição estranha a esse trabalhador que não tem cara, não tem rosto, não tem dono, organiza a vida desse trabalhador de modo que ele tenha que dirigir todas as suas ações para garantir as condições de sua vida, mediado por esse capital, por essa instituição, por esta relação. fazendo com que o capital decida sobre ele, decida sobre essa comunidade de vida. No caso, se a gente quiser trabalhar, achar de maneira um pouquinho mais concreta, analogamente, é o que a gente vai tentar discutir e perceber que no próprio Marx faz isso também, quando ele vai falar sobre o estado, o estado, quando ele fala sobre comunidade abstraída, né, o Estado como uma comunidade abstrata. essa instituição a qual você tem que se vincular para organizar a sua vida e fazer parte de uma totalidade que garanta as suas condições de vida. No caso do capital como fundamental, organização da vida econômica, das condições de produção e reprodução da vida. No caso do Estado, nessa abstração e nessa dinâmica de ser pertencente a uma totalidade de uma organização social, de uma forma social específica. O estado desempenha esse papel. Analogamente, é o que a gente vai brincar aqui. A comunidade ela institui esse estado, ela institui essa organização política específica, institui ela, constitui, dá legitimidade e para ela conseguir condições de pertencimento, de executar sua vida comum, de poder realizar o seu dia a dia e tudo mais, ela então delega, ela se entrega a essa, a essa estrutura. Então, há uma dinâmica correlata, que é o que nos interessa aqui para pensar de maneira mais ampla. Tudo bem? Então vamos lá. Não é só na violência e na pancadaria. Um né? O que que ele faz? Trabalho não objetivado, concebido negativamente. Enquanto tal, não é matériapra, não, não um instrumento de trabalho, não produto bruto trabalhado, trabalho separado de todos os meios e objetos de trabalho, que é a pessoa viva, né? separado de toda a sua objetividade. No nosso caso também comunidade viva, que não é as instituições estabelecidas, que não é a família, que não é o estado, que não é a escola, que não é o exército, que não é a polícia, que não é não sei o cada uma das instituições. Não, não é nada disso. Nada disso, não é nada. Nenhuma das Não se reduz a nenhuma dessas dinâmicas, não é a vida da comunidade objetivada em uma delas. tá pensando aqui num elemento da comunidade viva que institui, capaz de instituir, capaz de dar legitimidade a uma instituição. Trabalho vivo, existindo como abstração desses momentos de sua real efetividade, com sua imediata corporalidade, trabalho não objetivado concebido positivamente por outro sentido, né? Não, o valor, a existência subjetiva do próprio trabalho. O trabalho não como objeto, mas como atividade, não como valor ele mesmo, mas como fonte viva do valor, fonte de todo valor possível. O trabalho por si só não é valor. O ele garante as condições para o valor. A comunidade por si só não é estado, mas ela dá as condições para existir estado. Aqui analogamente para poder pegar a estrutura de Marx e trazer aqui pro nosso elemento da política, o Estado, enquanto estado, não se reduz à suas instituições. Ele tem esse papel vinculante e relacional. E ele é legitimado por uma comunidade que cria as condições para que esse estado persista e permaneça. Essa distinção, execução de poder e poder como fundamento, poder como comunidade viva que institui, é onde o próprio Gram vai perceber o espaço da disputa pela hegemonia e formação de consenso, de modo que executor de poder esteja adequado ao consenso, op, a hegemonia e o consenso estabelecido pela comunidade. Esse elemento ele qualifica e potencializa a ideia de poder legitimado, não só como dominação, porque início Weber não tinha, né? Weber não tem o poder de instituir. O Weber tem o poder de depois de exercida a dominação, o pessoal aceita. E aí você tem o processo de legitimar essa aceitação de domínio. Aqui não. Aqui você tem o passo da comunidade que institui, porque o estado não é uma não é nesse sentido uma abstração, um elemento que na história vai persistindo e a gente vai se adaptando a esse poder. Não, quem cria estado são as pessoas, quem cria instituições são seres humanos. Portanto, eu tenho que tomar uma comunidade viva que institui. Se existe uma determinado tipo de relação colocada, estabelecida, é porque uma comunidade humana instituiu, ela não caiu do céu. Percebe? E para ela permanecer, a legitimidade tem que manter, ela tem que tá ativa. Alguém tem que legitimar, dar justificativas, dar razões paraa manutenção desse tipo de poder. Não é só na força e na pancada. Isso é uma sofisticação considerável do estado. Por isso a brincadeira aqui da nossa live, né, na TAMB, é tomar o Estado, perder o poder. Não é porque você não tem que tomar o Estado, não é porque não não tenha que ter mecanismos de execução de poder, seja no sentido de uso legítimo da força, seja no sentido de garantir as condições de produção e reprodução de uma comunidade. É porque o Estado não é o poder. Estado não é poder. É o que Lenin percebe quando ele comenta a quando ele comenta de depois de tomar o estado, depois de dissolver o exército, depois de dissolver a polícia, depois de dissolver a estrutura judicial e reconstituir a partir dos sovietes. Pô, a gente tá controlando um negócio que parece que tem vida própria. Essa vida própria aí entra nesse elemento fundamental de que o Estado não executa poder. Ele não é o poder. Ele executa, mas ele não é o poder. O poder vai pela orientação de vida das pessoas, por esse espaço da legitimidade, do convencimento e do consenso. Beleza? Que que vocês estão achando mais interessante? Críticas, apontamentos, ofensas gratuitas. Credo. Caraca, que nome massa. Roque Marciano. Ah, idiota estúpido. Pensei que ele tá me ofendendo. Não tá me ofendendo. Psicofanta. É mais ou menos isso. Um tolo, um estúpido, um idiota. Hum. Faz sentido, faz sentido, faz sentido, faz sentido. Eh, delator, caluniador, um bajulador, serviu, interesseiro. São [limpando a garganta] muitas adjetivos negativos em psicofanta, então parece que psicofanta é um bom, uma boa ofensa. E diz Rock, não peguei a brisa da legitimação, é que a gente tá trabalhando ela desde o início da live, então faz uma hora e pouquinho que a gente tá aqui papeando para constituir ela. Não entendi, perdão. Falha a minha. Rubens diz: "É uma legitimação vinda de baixo para cima". Exatamente. No lugar da instituição já estabelecida de cima para baixo. Perfeitamente. Mas essa instituição de cima, um dia já veio de baixo, mas se desvirtuou. Isso na estrutura abstrata, na quando a gente vai pra realidade concreta, a gente pode ver relações de dominação, como acho que foi você mesmo que levantou, por exemplo, na na dinâmica de um estado invadindo o outro e dominando, por exemplo, pode se estabelecer um novo tipo de organização de institucionalidade que é de cima para baixo, mas que não garante a legitimidade, a sua manutenção. Por isso a instabilidade constante. Então, a dinâmica da legitimidade, da legitimação, ela é muito, muito, muito importante, porque vai se manter se de baixo para cima a gente consegue suportar, dar suporte, não havendo suporte, rui. Em última instância a teoria marxista sabe disso, né? É o que a gente fala sobre a organização da classe trabalhadora para superar as relações de capital, para destruir as instituições, etc, etc, etc. Mas qual que é o problema? O problema é que isso vem com uma teoria deficitária do Estado, uma teoria eh ainda reduzindo o Estado a mesa de negócios da burguesia, não percebendo o Estado como esse com esse elemento vinculante, não percebendo o Estado como essa comunidade abstrata, não percebendo um papel que esteja para além da relação de dominação, saca? Então essa teoria do estado que nós temos, ela é extremamente redutiva e isso foi percebido durante o século X, assim, isso não foi algo eh passou, né, batido, mas acabou sendo dissolvido. E tem um outro elemento também que nem vai dar tempo da gente entrar. vou ter que terminar daqui a pouco, tem que ir para uma outra reunião. Mas tem um outro elemento, por exemplo, também que essa teoria do Estado como dominação, como monopólio da violência não considera, que é o papel do Estado na gestão econômica, no sentido do papel que ele desempenha para garantir as condições de vida das pessoas mesmo sob o capital. Mesmo sob o capital. Ou seja, o papel do Estado, por exemplo, garantindo políticas públicas como gestor econômico, não é? A chamada empresa pública, é mais uma característica do Estado que não é compreendida na primeiras nas primeiras elaborações da teoria do Estado dentro do nosso movimento revolucionário de esquerda e que vai sendo percebida depois. O problema é reduzir isso ao estado apenas como gestor da economia capitalista, que vai dirimindo e tal, que não é isso também só, mas já é um outro aspecto que a gente não considera e que é importante, é importante de ser considerado. Diz querido Rubens, até porque a resistência à instituição precisa estar organizada perfeitamente. É muito mais difícil resistir à violência estando desorganizado. Sim, porque aí a gente tá sozinho, né? Tem uma cena do no filme dos Simpsons, no primeiro, aquele filme do Simpsons, tem uma cena engraçada, eh, que tem o cara lá que ele que ele é o cara que coloca o domo de vidro em cima da cidade e ele começa a falar um monte de coisa, tal, não sei o que lá. E chega um funcionário dele lá e fala: "Chefe, eu acho que o senhor está ficando maluco. É, o senhor está ficando maluco com o poder?" É isso. O senhor tá ficando maluco com poder. Aí ele responde: "É claro que tô ficando maluco com poder. Você já viu alguém ficar maluco sem poder? Você te só para doido. Ninguém te leva a sério. Ninguém te leva em consideração. [risadas] Você tá ficando resistente sozinho. Aí vai não vai dar certo. Ninguém vai te levar a sério. Não vai dar para ter consideração. Precisa ter gente organizada junto com você. Sozinho não vai dar certo. Sozinho não funciona. Diz querido Gabriel. Sim. Por isso, Aluser e Gram abordam isso. Exatamente. Eh, percebem esses elementos de dominação e de relação de de poder que não se reduzem à violência, o monopólio da violência. Tem a disputa do consenso, consenso, tem a os aparatos ideológicos, tem os elementos simbólicos, elementos simbólicos que a gente tá discutindo. Mas aí isso significa que você tem que desviar e tirar o elemento do monopólio da força? Lógico que não, eles se eles persistem, eles mantêm, mas a gente complexifica uma teoria de estado, uma teoria de poder e de execução de poder, porque tendo uma teoria mais adequada sobre o Estado, a gente sabe se posicionar melhor diante da das condições concretas da nossa contemporaneidade, né, de onde a gente tiver inserido. E depois de começar a ocupar cargos de execução de poder, que fazer? Ara pergunta que fazer? Diz quito Gabriel, até o Foucaulto. Citei Fou. Foucault também percebe essas. A galera vai sacando e aí a gente não pode abandonar, gente. São percepções importantes. Diz que Rubens, a parte burocrática. Exatamente. Exatamente. Diz que Gustavo, descrever o estado como um balcão de negócio da burguesia é uma questão fenomenológica da época de Marx. V que Marcos não viu eh voto universal masculino, sequer universal de fato apenas sensitário. Sim, mas e olha que interessante, porque isso é o que Marx diz no manifesto, né? Se você vai encontrar no manifesto comunista, Marx dizendo que o estado ele é a mesa de negócios da burguesia, ele diz que o estado é um um instrumento de dominação de classe, uma ferramenta de dominação de classes. Diz mesmo a ferramenta de dominação de classe, um instrumento de dominação de classes, mas ele também diz o papel do Estado na organização da vida social quando ele comenta sobre o Estado socialista. E aí ele começa a fazer aquelas brincadeiras de futurologia e de crítica à futurologia e que ele fala: "Ó, tem os elementos de organização da vida". Ele não desenvolve isso, mas ele não reduz, mesmo no manifesto só a discussão da mesa de negócios. Tanto que o objetivo é transformar o Estado num num mediador, em certo sentido, num mediador até ele ser superado. O mediador até a sua superação. Diz que rock, rock marceiano. O trabalho de base também deve ser eh o campo da consciência. Perfeitamente. A disputa pela tal conscientização, formação de consensos, a gente às vezes desconsidera a importância desse papel aí, viu? Importante, importante, importante, importante, importante, importante. E entender esses até esse elemento do Marx, considerando a o Estado como mediador, né? É o que facilitou, por a própria teoria que eu tava vendo do Dusel ali, né? comentando agora a pouco do das instituições enquanto mediações, porque as instituições são mediações, aquilo que medeia, que está no meio, né, que está entre, que facilita e torna possível o caminho entre um projeto e uma realização de projeto. Isso é um elemento fundamental. Eh, eita. Pronto. Beleza. Eu acho que é isso para começar o papo que talvez agora lá no nosso grupinho do WhatsApp esse papo vai ampliar, vai ampliar, vai ter mais treta ou conversas. Nós não temos tantas tretas assim. É muito respeitoso aquele grupo, muito satisfatório. E mesmo quando alguém pisa no acelerador, pede desculpa imediatamente com carinho pelos outros. Beleza? Acho que é isso, meu povo. Tem um trabalhinho para realizar já. Imagino que se nada estiver errado, tudo está certo. Se algo estiver errado, nem tudo está certo. O que não significa que nós estejamos completamente errados. Mas aí a gente vai papeando mais um pouco em breve, tá bom? Deixa eu ver se eu tenho mais algum trem aqui. Não, tá tudo certo. Ah, é, pronto, esqueci disso. Então, o seguinte, na próxima live, se nada der errado, que é na semana que vem, quarta-feira, dado esse papo sobre as instituições como mediações, né, e a questão do estado que a gente acabou trazendo, eu vou apresentar a minha teoria social. Semana que vem, quarta-feira, vou apresentar o que eu desenvolvi, consegui formalizar minimamente organizado o meu modo de minha metodologia de análise da realidade social, que eu acho que eu consegui formalizar finalmente. Então, na próxima semana, quarta-feira, vou trazer essa teoria e eu vou trazer lendo um texto, um artigo que será publicado na revista Zelota sobre as eleições de 2026. Então vai ter um, em teoria é pra gente publicar em breve essa semana. Se não publicar, eis a vida. Depois a gente vê o que acontece. Em teoria sai essa semana. saindo essa semana, se não sair na outra semana, em algum momento, vai sair. E aí eu vou trazer o artigo pra gente poder ler junto e aí eu vou fazer as reflexões nesse artigo sobre essa metodologia e eu vou apresentar ela, que é a primeira vez que eu tô apresentando ela de maneira formalizada e eu preciso transformar ela agora em livro, mas um livro daí robusto, de muitas e muitas páginas, discutindo com muitos e muitos e muitos autores que estão nessa brincadeira e tem a ver com esse lance de compreender as instituições quanto mediações e como a gente comentou hoje o próprio estado que medeia as relações. Beleza? É isso, meu povo. Cadê o o trem aqui? Aqui. Sexta-feira, semana encerrada, temos mais apenas algumas horas de trabalho nessa vida. 8 horinhas aí, começando já. E a gente vai sobreviver, vai seguir. Estamos bem. triste com o fim da Copa do Mundo, porque era muito legal jogo direto, mas voltou o campeonato brasileiro. Nos desfrutemos aí grandes jogos como Remo e Cuiabá na Arena [música] com Dadir em algum momento adequado ou algum jogo do Palmeiras na Embragança [música] Paulista, porque tá tendo show na na arena aqui. Ou se vocês quiserem ainda ver o dinismo do Corinthians atropelar a todos e todas nesse segundo semestre, a Libertadores está aí. Fique bem, Deus abençoe, cuide-se e em breve se estaremos juntos novamente. Seguimos por aqui. Sempre trazendo a boa nova, [música] todo dia útil. >> Trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo [música] boa nova todo dia útil. Até a vitória final. [música] Valeu, fiquem bem. Deus abençoe, se cuidem. Paltar semana que vem. Teoria, mais teoria. Espalhe a palavra por aí. Curtam o vídeo, comentem para já. Ajuda [música] pr caramba. Quem puder hypar, eu não sei o que faz, mas ajuda nós. Dea te ajuda. >> [música]