Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: O QUE É O ESTADO? COMO MANTÉM E REPRODUZ O PODER? FILOSOFIA E TEORIA POLÍTICA PURINHA…

🔴AULIVE: O QUE É O ESTADO? COMO MANTÉM E REPRODUZ O PODER? FILOSOFIA  E TEORIA POLÍTICA PURINHA…

🔴AULIVE: O QUE É O ESTADO? COMO MANTÉM E REPRODUZ O PODER? FILOSOFIA E TEORIA POLÍTICA PURINHA…

pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

[música]
Bom dia. Tudo bem, minha gente? Como é
que vocês estão? Tudo bem? [música]
Estão me ouvindo aí? O som tá bom? O som
tá bom?
Fala aí, como é que vocês estão? De boa.
Ai, lá vamos. Nós tivemos planos
técnicos da nossa última tentativa de
live, mas voltamos e vamos falar do
estado. Quem é o estado? O que é o
estado? O que come o estado? O que se
alimenta?
Mas estamos aqui finalmente, finalmente,
finalmente, finalmente.
Uh, é muita coisa [música] nessa vida. É
aula a semana inteira.
É vida, tá de vida. Eu estava O som tá
baixo.
O som está baixo.
Aumentemos pois o som.
Pera aí.
Agora sim. O som tá bom. Melhorou?
Ah, meu. Vocês vão me avisando se o som
tá bom. O som tá bom.
Melhorou. Ótimo.
Quanto menos pior, melhor.
Ah, chegamos. Quero lá pedir desculpa
porque era para ter sido essa live na
quarta-feira,
porém, contudo, todavia,
eu estava
no interior do litoral de São Paulo, se
é que dá para dizer dessa maneira, um
vendaval, um vendaval que a internet não
parava de pé. Aí eu não conseguia ter
estabilidade paraa live, consegui
utilizar a internet comumente, mas lá a
live o coitado do stream aqui tava
gritando, travava cada 2 minutos porque,
né, eis a vida de precariedades. Mas
chegamos aqui agora a internet tá
funcionando em casa. Infelizmente a
minha vista não é tão bela quanto do
lugar que eu estava. De todo modo,
estamos de volta. Perdão pelo atraso,
mas chegamos. Opa, tem que aumentar mais
um pouquinho.
E [música] agora?
>> [risadas]
>> Perdão aí pela pingarada. Melhorou?
Espero e desejo que sim. Vamos testando
aqui. Peço perdão novamente. Bom dia,
querido William. O William, como é que
você tá? Espero, desejo que bem. Espero,
desejo que esteja tudo em paz. Bom dia,
querido Borduna, que diz camperando o
chat até começar. Vai começar,
finalmente. Vamos começar. E diz Felipe.
Bom dia, baristas. Bom dia, Felipe.
Felipe, primeira pessoa
beatificada em vida.
beatificado em vida aqui pelo nosso
canalzinho e diz: "Haja voz pro Bruno
hoje entre lives e tantas reuniões." Ah,
meus amigos, [música] esta semana a
minha voz foi pro saco.
Foi aula domingo de manhã,
chamada domingo à noite, a
reunião de segunda,
aula noite,
eh, na terça-feira, reunião pela manhã.
chamada pela tarde. Eh, na aula à noite,
quarta-feira teve reunião à tarde, aula
à noite e com a senhora da reunião na
quinta-feira, reunião pela manhã, que
foi conhecido também como ontem, uma
chamada no fim do dia, que é um pouco
diferente de reunião, porque reunião
você tem mais de uma pessoa, chamada é
outra coisa, [música] mas é só duas
pessoas para resolver problemas. E hoje
cá estamos, né? Hoje ainda tem mais esse
papo agora. aqui uma livezinha pela
manhã, uma gravação daqui a
duas horinhas, depois
reunião, reunião, reunião e no fim do
dia espero ter parado de falar. É a
vida. Bom dia, como é que você tá? Tudo
bem? Espero desejo que bem. Seja muito
bem-vindo mais uma vez aqui no nosso
papo pela manhã. Bom dia, querido. Fazer
o watch. Fazer o quê? Que é ser fazer o
watch? Tá aqui pela manhã.
Bom dia, querido Rubens, que diz bom
dia, vírgula chat. Bom dia, Rubens.
Diz querido fazer o voltamos ao
concreto. É do abstrato ao concreto,
como já diria Marcos. Não, melhor não.
Bom dia, Bruno. Bom dia, Rubens. Como
tem a esse trocadilho aqui escrito? Foi
bom. Como tem estado, não é? como tem
estados nesse mundo.
Diz querido fazer o what? Brunovski. Eu.
Se o estado só existe na nossa cabeça,
ele realmente existe? Duas coisas
importantes. Uma, quem disse que ele
existe apenas na nossa cabeça?
Duas. Caso ele exista na nossa cabeça, a
nossa cabeça é real. Portanto, ele
realmente existe, ainda que seja na
nossa cabeça,
mas tudo bem.
Diz querido carapa. Buenos dias. Live
sobre Não, jamais faremos isso porque
não temos capacidade técnica para falar
sobre live sobre saídas de série. O que
a gente pode falar é live sobre saídas
de novos produtos de série. Aí ela
disse: "Tão muito não, mas seguiremos de
qualquer modo que as coisas melhorem,
que o climinha fique mais gostoso, que
esse período aí de inverno passe e chega
uma primavera legal.
Vamos devagarzinho no que a gente puder
contribuir para desligar um pouco a
cabeça. Estamos junto aí. Pergunta por
Duna Bruno, tá tudo certo lá no trampo?
Tá tudo certo, tudo firme? Firme na
firma. Tá tudo bem.
[risadas]
Exatamente. Carapa quer fofocar, gente.
Fiquem tranquilos.
[risadas]
Ah, vida. Bom dia, querido Gabriel. Como
é que você tá? Tudo bem? Espero deseja
que sim. Tem que engajar.
[risadas]
É a vida, carapé a vida. Diz, querido
Thiago, bom dia a todos os baristas e
não baristas da América Latina. Bom dia,
querido Thiago. Tudo bem com você?
Espero, desejo que sim. Mais um
excelente dia aqui pra gente papear. Ah,
meu povo, um papo bom, viu?
Papo bom, papo bom. Inclusive, este
papo, essa conversa que nós teremos
sobre o estado, sobre teoria política, é
um oferecimento da comunidade barista do
WhatsApp, né? a primeira igreja barista
do WhatsApp que nós temos aqui para as
pessoas que são membros, membras,
membres, membrezinha aqui do nosso
canalzinho e que nos dão toda a força e
fazem com que nós consigamos manter o
nosso trampo ativo nessa brincadeira.
Isso porque diga-se de passagem,
nós somos um canalzinho pequeno e
relevante, como o querido Iago Martins,
dos dois dedos de teologia já nos
lembrou algumas vezes e por isso que faz
a gente conseguir produzir aqueles
conteúdo são as pessoas que mandou algum
Pix que tá aqui passando debaixo da
tela, né? Se tiver sobrando uma merreca
aí você dá aquela força.
E além das pessoas que mandam algum Pix
também, as pessoas que são membros,
membras membres, membresia aqui do nosso
canalzinho. Então considere ser membro,
membra, membro, membresia. de um Café
Expresso, provavelmente um café expresso
de relativa qualidade. E aí você
consegue ter acesso exclusivo a
conteúdos totalmente preparados para
você, para você e todas as outras
pessoas que também fazem parte aqui do
nosso canalzinho. Você vai ter cursos de
evangélicos e políticos no Brasil, Marx
e religião, a filosofia
latino-americana,
como fazer seu projeto de pesquisa, mas
um monte de vídeo que a gente faz umas
reflexões interessantes, tem bastante
coisa para você acompanhar. Nossa rádio
crític crente, debates, debates,
conteúdos e conteúdos. Então, considera
aí. Além disso, você também considera
curtir esse vídeo, porque ajuda a gente,
comentar para já ajuda a gente, hypar o
vídeo, que eu nem sei o que que isso
faz, mas dizem que ajuda a gente. Então,
dá essa força aí se você puder, não
esqueça de fazê-lo e além disso espalhar
a palavra. Compartilha a livezinha aí
com as outras pessoas, porque nós não
conseguimos fazer cortes de maneira
adequada, dada a falta de tempo e de
equipamento necessário. Então, se vocês
puderem, por favor, também compartilhar
pro [música] pessoal ir assistindo,
legal. Ah, mas não tem corte. Para
naquela parte que você gostou. Manda já
marcado o videozinho pro colega e a
gente vai papeando. Beleza? Acho que
esses são os recados. Se eu não esqueci
nada. Então, Pix, vira camarada aqui,
entra no nosso grupinho. Ah, é, você
pode entrar no grupo do Zap também, né?
Então, quer dizer, olha quantas coisas
interessantes.
Você vira membro, membro, membro,
membresia, você manda um zap, né? Você
você você manda o WhatsApp, você manda
um e-mail aqui para este e-mail aqui com
o seu nicknames, para saber quem você é,
para verificar o seu número do WhatsApp
e a gente te adiciona lá para uma
comunidade muito bacana, um papo
gostoso, leve e que mesmo quando há
discordâncias e conflitos, com
cordialidade, carinho e amor. Então,
sejam bem-vindos. E aí esse papo aqui
sobre o estado surgiu lá nessa semana.
Tivemos uma discussão acalorada sobre o
estado e o poder. E eis a nossa live. Aí
eu perguntei: "Que que vocês acham da
gente fazer uma live sobre isso aí? Bora
papear sobre o estado? Bora.
E vai ser massa. Tá bom. É isso. Acho,
acho que é isso, né? Acho que é isso.
Ah,
respirei.
Beleza, meu povo. Deixa eu pegar aqui as
coisas para o nosso papo de hoje. Temos
textos, temos
elementos, temos dados e contatos.
Deixa eu pegar um textinho, inclusive
que eu esqueci de separar.
Uma correria danada. Cheguei ontem de
viagem frenético,
trabalhando, viajando,
trabalhando enquanto viaja, viajando
enquanto trabalha, tudo ao mesmo tempo,
entregando aquilo que é necessário.
Doideira.
Ué, cadê o bagulho aqui?
Deixa eu ver se abre isso aqui.
É isso aqui. Pronto.
Ei, felizes com a volta do Campeonato
Brasileiro. Agora a gente vai ter
futebol de verdade, não é aquela coisa
de Copa do Mundo artificial. Agora o que
importa é assistir
Curitiba e Bahia no Coto Pereira às
11:30 da manhã no domingo.
Bom dia, querido Juan Gabriel que diz:
"Bom dia, Bruno Sazonal". Bom dia,
querido Juan Gabriel. Tudo bem com você?
Espero desejo que sim.
Bom dia, querido Igor Juan que diz:
"Opa, bom dia." Opa, bom dia, meu
querido.
E diz que Felipe, muito, muito com
Maiúsculo, felizes,
sem pausa para hidratação. Sem pausa
para hidratação. Sem show do intervalo,
sem show do interi
mais, né? Sem sem aquela desgraça de
pau. Ai, meu Deus. Diz Thaago, SPFC
já tomou virada. Que felicidade, cara.
Eu fiquei impressionado com isso, né?
Porque o São Paulo começou ganhando. Eu
falei, gente, a volta pra Copa e mudou
as coisas. Tudo bem que o goleiro
entregou, né, aquele gol do de falta
ali. Mas aí tudo voltou ao normal e, né,
virada do Atlético Paranaense, a vida
OK, o mundo não tá tão bagunçado assim.
Além de que Corinthians ontem sacolando
o coitado do Remo com o dinismo,
obrigado Deus pelo dinismo. Voltando aí
pós copa. Gabriel disse: "Um templário
marxista, um trabalhista de esquerda e
chumpeteriano entra no bar. É um grupo
diverso. É, o nosso grupo é
completamente diverso. A gente tem de
tudo. Tem trabalhista, tem marxista,
tem petista, tem humanista,
tem tem de tudo. Tem não humanista, tem
soviéticos brasileiros,
tem crente de esquerda. [música] É
incrível.
Diz Felipe. Jogadores jogando na
velocidade 0.5. Exatamente. Ninguém
dando da vida, nem a
Aí eu sinto falta do Campeonato
Brasileiro com com mesclando pontos
corridos e mata-mata. Porque o jogo só
fica mais animado se for mata-mata. Se
for só pontos corridos, o pessoal tem
que jogar com freio de mão puxado. Não
dá para jogar com intensidade todo o
jogo. Se destrói.
Querido, Gabriel, feliz de voltar pra
borracharia? Estamos felizes. Vamos aqui
para sangue nos olhos. Borracharia,
sofrimento. Diz que do carapa. Ficarei
feliz no debate Bruno versus Daniel Z.
Ai, você me lembrou disso. Eu esqueci.
Meu Deus do céu, eu tô devendo uma
resposta.
Só Jesus na causa.
Ah, eu esqueci, eu esqueci.
Bom, depois eu resolvi isso. Jan Gabriel
disse: "Bruno, o que tu achou sobre a
pausa da para hidratação?
É um crime, um crime cometido contra o
esporte. As regras do esporte é dois
tempos de 45 minutos. A chamada pausa de
hidratação, que na verdade é pausa de
propaganda, né? Causa de propaganda,
eh, pausa de propaganda, a gente
transformou o jogo lá nos Estados Unidos
em dois tempos de 22 minutos e meio. Em
quatro tempos de 22 minutos e meio.
Transformou o jogo em quartos. Horrível.
Horrível. Estraga o jogo, estraga o
ritmo. Os caras voltava tudo
malemolengo. Não, não. Terrível.
Terrível. Que desgraça mal feita. Não
pode estragar o esporte. Mas é gringo
também. Não consegue ficar 22 minutos
concentrado no jogo. Mas assim, top de
açúcar, fica com
pupila dilatada, tudo acelerado, porque
tá cheio de açúcar no sangue, o
refrigerante é mais barato que água e
fica lá. Não consegue ficar 22 minutos
concentrado no jogo.
Precisa de uma propaganda estimulante
para ele.
Diz que Gabriel controle de carga. É,
tem que fazer controle de carga. Diz
que do carab. É, eu esqueci mesmo. Disse
Felipe, responde agora para não esquecer
de novo. Não, não vou responder agora.
Eu levo sete, vou levar sete dias só
para achar mensagem. Cara, se eu mostrar
para vocês como é que fica meu zap
depois de um dia do dopo de uns três
dias, né? Qualquer coisa assim, e é é
impossível acompanhar. Dá 9999 mais
mensagem doideira. Eu tô maluco. Diz que
do Borduna vai rolar sem meme talvez.
Cara, que acontece? Eu tô fazendo muita
coisa no mesmo tempo, então não tô
conseguindo me organizar para ter tempo
adequado para poder fazer um bagulho
desse. Semana que vem mesmo já vou dar
uns três cursos diferentes. Aí é
putembaçado.
Mas vamos tentar, né? É, a ideia é que
talvez role, mas eu não tô conseguindo
parar aí que é a loucura.
Diz que do carapa. A pessoa esquecida
abre. Depois eu respondo. Receita para o
sucesso. É, eu
é a minha vida. Minha vida. Diz Borduna.
Osa fizeram com o futebol, que Roma fez
com o cristianismo. Nossa, e essa
analogia ela é seria muito interessante.
Dá para brincar, dá para fazer
brincadeira. Dá para fazer brincadeira.
Disquo Rubens, refrigerante é mais
barato que água. E é mesmo. Não tô
zoando não. Eu não tô zoando. É mais
barato que água. Aquele lugar lá não
merece. Ai meu Deus.
Entend
aquele lugar. Gringo gringo não é digno
do futebol. Não é digno do futebol,
cara. Eles meteram
eles botaram Justin Bieber para tocar
num show de intervalo na final da Copa.
Aí o maluco vai lá com o super estimado
Justin Bieber desde passagem. Maluco vai
lá com a um violão,
clima de festa, clima de chovão e toca
aleluia.
Jogando o clima lá para baixo, fazendo
tipo
a o treino da da seleção inglesa, né? é
de Sheira para poder animar e motivar os
jogadores [música] a irem mais
empocados pro jogo, cantando músicas
depressivas, tristes, reflexivas, que
retiram o jogador de alto rendimento do
seu estado natural de tensão, ansiedade
e agressividade necessária.
Horrível.
Coisa triste, meu Jesus. Parecia, pô,
parece história. [risadas]
Ah, nem vejo história, velho. É que,
mano, não vai ficar tão engraçado comigo
contando. É engraçado com o humano
contando. Tem um querido
do MST chamado Carijó, camarada. Tô
trocando ideia com ele um dia. Aí ele
falando que foi num num rolê, num bar e
aí tava a galera toda lá.
E aí assim, bairro popular, uma região
periférica.
Boteco, mano. Boteco, tocando aquele
forrozinho, mala mala. Aí a galera pegou
o violão lá e começou a tocar as
músicas. Um toca Raul, outro toca um um
samba, o outro toca um não sei o quê, o
outro toca um pagode, outro começa a
cantar as músicas e todo mundo se
animando.
E bebendo, bebendo, se animando, tá se
lá. Tinha um irmão lá, tinha um mano lá
que era da Congregação Cristiana do
Brasil, que tava no meio do rolê, porque
amigo da galera, pediu para pegar o
violão, pegou o violão,
pegou o violão e começa a meter lá um
sei lá, um
eh como é que começa
alvo mais que anel.
Mais que a neve. Começa a meter um
louvor lá no meio. Nesse sangue l começa
a meter o louvor e tal, não sei o que
lá. E o cara joga me contando. Falou aí
o cara pegou lá, começou a cantar um
louvor e cantando bonito. O cara tem uma
voz bonita, tocava bem para caramba,
cantava se cara. Falei: "E aí cara
joga?" Todo mundo foi embora.
Fiquei eu e o mano lá. Eu fiquei lá com
dó de não deixar o cara sozinho. Todo
mundo foi embora.
[risadas]
É meio isso que o Justin Bieber fez. Ele
espalhou todo mundo. Ninguém mais queria
estar ali naquele lugar. Naquele
momento. Todo mundo foi embora. Todo
mundo. Fiquei eu, ele, o bando lá e
tinha o mano do lado que tinha um ataque
que tava tocando lá o pagode. Não sabia
se ia, se ficava. Era parente do mano.
Ficou aquele clima desagradável.
Estragou o rolê, todo mundo foi pro
outro barco.
Era isso que ia acontecer, velho. É isso
que ia acontecer. Não tem como, não tem
como. Diz que Felipe, Justin fez um
protesto contra o show do intervalo. É,
pode ser. Ele conseguiu estragar, né,
naquele momento. Mas já que você vai
gastar dinheiro com aquela porcaria,
tinha que fazer decente.
Ryan, Ryan, Rian, querido, como você
está? Salve, camaradas. Bom dia. Bom
dia, você tá bem?
Forduna diz: "Aquela trilha sonora de
consultório de [risadas]
tipo isso".
Diz Thaago, mas os Ronaldos entrando com
Amadona num bug foi doideira demais. Ah,
então ele estava lá num bugzinho, mas
aquilo ali é pra gente é uma pés, é um
péssimo [música] sinal, né? É um péssimo
sinal pro brasileiro. Você vê aquilo
ali, você vê futebol brasileiro, futebol
alegre. Aí você pensa, então vai levar
lá uma molecada? Não, o nosso futebol
alegre ficou agora barrigudo,
bebendo se sua 51 e contando os feitos
realizados de 30 anos atrás. Esse é o
nosso futebol alegre hoje em dia. Olha
que triste,
né? Saudosa imagem do futebol alegre.
Dis, querido Thiago, podia ter ficado só
nisso.
Acontece essas coisas. Bom dia, querido
Alexander. Como é que você tá, querido?
Alexandro, tem bom dia, queridos
baristas, diz Alexandro. Bom dia, minha
gente. Mas vamos lá pro nosso papo.
Vamos lá. Vamos lá direto para o nosso
papo, minha gente, vamos conversar hoje
sobre o estado e imagino que isso seja
muito importante, especialmente para nós
de esquerda. Isso porque nós não temos
necessariamente teorias sobre o Estado
tão adequadas assim. E foi assim que
surgiu o nosso nossa treta.
Treta, ó, nossa discussão. Não teve
treta. nossa discussão e conversa sobre
o estado dessa semana lá no nosso
grupinho
do WhatsApp, grupo da primeira igreja
barista do WhatsApp, exclusivo para você
e todas as outras pessoas que são
membros, membras, membres do canalzinho
e que queiram participar lá. Cara, a
gente começou a papear e aí surgiu esse
esse debate, essa conversa
dado fato
eh de que
as definições que nós temos geralmente
em teorias à esquerda, espalmente
especialmente revolucionárias, né, sobre
o Estado, elas realmente são meio
deficitárias, né? Eu não lembro quem
deflagrou esse papo, mas foi importante.
Foi importante, jogou lá, meu, ficou uma
cota o pessoal debatendo
e a gente começou a fazer algumas
reflexões interessantes.
E aí é um um elementos iniciais, né?
Se a gente for começar a levar a sério a
teoria do estado, como a gente tem na
nossa esquerda, especialmente
revolucionária.
Bom, pronto, verdade. Fazer o lembrar,
foi o nosso templário. Eu já não
lembrava mais. Foi o templário. Nosso
aqui o templário nós temos um templário
comunista. O
o ponto é o seguinte.
Na esquerda, especialmente
revolucionária, as definições de
compreensões de estado, elas reduzem no
geral estado as definições iniciais de
Len, estado de revolução, e também ao
que Marx apresenta no manifesto
comunista, né? E, aliás, muito se tem de
ideia de que Marx não teria uma
compreensão sobre o Estado, né? Não
teria um conceito de estado tão
elaborado. Eles focou mais no capital e
tal, que não é de tudo mentira. o que
não significa que ele não tenha uma
noção muito interessante sobre o Estado.
E isso que o pessoal da chamada teoria
marxiana, né, que é para diferenciar dos
marxistas,
que na verdade para mim uma mera
discussão acadêmica, tem trazido eh nos
últimos tempos, nos últimos anos, né,
tentando recuperar esses traços de
pensamento de Marx sobre o Estado para
não reduzir apenas as compreensões que
estão no Manifesto Comunista e nem as de
Lenin, né? E mesmo as de Lenin, a gente
tem que tomar alguns cuidados que a
gente precisa levar em consideração. Mas
em última instância, vou aqui fazer um
um comentário chapado.
Ah, mas
entendemos Estado como,
ah, entendemos Estado como dominação ou
como violência ou coersão, se nós
quisermos, né? Monopólio sobre a
violência, diria Max Weber, um
instrumento de coersão e dominação de
classe, len no estado de revolução, você
organiza a violência, organiza essa
estrutura para poder uma classe dominar
sobre a outra. Então isso é um ponto
importante, né? Então, a gente tem esse
esses elementos que vão meio que
configurar uma compreensão
quase que man, não é nem de manual, é de
panfleto que a gente tem dentro da
esquerda mais revolucionária sobre o
Estado. Estado como coersão, estado como
violência, estado como instrumento ou
ferramenta de dominação de uma classe
sobre outra, no caso da classe burguesa
sobre o proletariado. E aí a solução
aparece tomar o estado de assalto, né?
tomar o poder de assalto, pegar o estado
para si e inverter esse polo, colocando
a classe proletária, dominando,
controlando, constituindo aqui novas
dinâmicas eh paraa administração da
sociedade, né, para gestão da sociedade,
transformando o Estado num mero
administrador.
No mero administrador. A gente tem isso
aí como certos horizontes que tão tão
tão propostos.
E é engraçado porque o próprio Lenin, o
próprio Lenin vai ter problema com isso.
O próprio Lenin depois vai falar:
"Gente, eu acho que não era bem só isso.
Eu acho que o estado não é só uma
ferramenta, instrumento de dominação.
Ele começa a entrar em crise com esse
trem.
Ele começa a pensar,
se pá,
estávamos um pouco equivocados na nossa
redução, vamos dizer assim, instrumental
do Estado, tá? Mas aí é um ponto que a
gente vai comentar em um minuto, porque
chegou uma porrada de mensagem aqui.
Diz: "Querido Gustavo, bom dia Gustavo,
bom dia. Chegando atrasado, estava vendo
o vídeo do nosso camarada Charles
Lindberg, que nome chique de ontem à
noite. Um beijo para a camarada Charles
Lindberg de ontem à noite.
Gabriel diz: "No texto sobre a comuna de
Paris, ele aborda bem. Também temos o
texto com de Paris, temos nos próprios
manuscritos econômico-filosóficos, temos
na crítica filosofia do direito de
Hegel, a primeira grande reflexão de
Marx sobre o Estado que vai se manter aí
em certa medida. E mesmo no capital
aparece poucas vezes, mas aparece
elementos do que seria o estado poucas
vezes. Mas também porque Marx em sua
cabecinha já tinha tratado do tema. E aí
ele avançou para temas mais
fundamentais.
Gustavo diz: "Vou chegar a tempo
presente". Ouvindo em 3x. Caraca, vai
ser rápido isso aí.
Rub diz: "Estado moderno, sim." Ou
estamos falando da origem do estado?
Não, do estado moderno, estado burguês
estabelecido. É esse o estado.
Esse é o estado da arte que nos
interessa.
Estado burguês,
estado moderno. É o estado moderno que
nós estamos falando. Diz que do Rubens é
porque tem muita diferença do estado
moderno e do estado que talvez tenha
surgido no neolítico como agricultura lá
e tals. Ah, boa. Valeu. É isso. É isso.
Nós estamos estamos falando do estado
moderno, do estado de nossa sociedade
moderna. É disso que a gente tá falando
e que aí, portanto, do ponto de vista
dessa teoria marxista revolucionária que
nós temos, acaba reduzindo o estado como
mecanismo de dominação de classe. Então,
a gente tem que tomar esse levar em
consideração isso porque é um é um não é
um elemento menor, ele é um elemento
sério e importante a ser considerado,
né?
Então ele é entendido como um mecanismo
de dominação, de violência, de controle
de uma classe sobre outra, no caso da
classe burguesa sobre o proletariado,
sobre a classe trabalhadora. E aí as
soluções é você tomar esse estado, tomar
o estado para si.
Essa compreensão de estado, ela acaba
sendo um pouco problemática e o próprio
Lenin percebe isso
já no finalzinho da vida dele, ali no
década de 20,
acho que 22, deve ser 22 um pouquinho
antes dele falecer, tem um congresso do
Partido Comunista
e Lenin usa uma expressão muito
interessante. Tem um livro do Roland
Boaer
que ele discute as
os usos que Lenin faz de imagens
religiosas, né? Não são muitos, mas tem
o suficiente para você conseguir
discutir uns elementos interessantes. E
esse é um dos momentos em que Lenin
utiliza uma imagem religiosa para poder
discutir um tema. Qual o ponto? Em
estado e revolução, Leni tinha colocado
o Estado como uma estrutura hierárquica
constituída para domínio controle da
classe burguesa sobre a classe dos
trabalhadores.
Esse o estado burguês, né? Configura
estado moderno burguês
e que teria como estruturas básicas o
exército, a polícia,
ah, uma estrutura burocrática.
um judiciário, uma estrutura judicial
também, né? Um judiciário, exército,
polícia e uma estrutura burocrática
que exercia essa força, esse poder de
dominação sobre a classe trabalhadora.
E aí Lenin percebe isso, configuram essa
compreensão do estado. Temos que tomar
esse estado, superá-lo, dissolvê-lo,
torná-lo um estado da classe
trabalhadora, estado proletário.
Estado de revolução é o que é de 19, 17,
acho que é de 17, né? 16, 17, já não
lembro de cabeça. Aí vem
a revolução,
toma-se o estado, dissolve-se o exército
quearista, a polícia,
reestrutura o judiciário, acaba com a
estrutura burocrática que você tinha ali
burguesa
e vem o desafio.
construir o estado, vê sua função.
Exército vermelho, um novo tipo de
estrutura policial, um novo tipo de
ordenamento jurídico, uma nova
administração burocrática que agora
pretende colocar nos eixos dessa
sociedade por meio do Estado paraa
orientação de uma de um uma sociedade
comunista. E Lenin faz uma reflexão
interessantíssima. Ele fala: "Gente,
superamos o estado burguês,
acabamos com o estado que com quizar,
acabamos com a estrutura que tinha aí,
dissolvemos todo aquele aparato e aí ele
fala:
"Mas parece
que
conduzimos um carro que não está sob o
nosso controle. Parece que há alguém e
uma força maior e além que está
controlando esse carro.
Sabe Deus?
O que é que está controlando esse carro?
Sabe Deus o que é que está controlando
esse carro? Por isso que o Boer traz pro
livro dele, inclusive, né? Uma
referência a Deus para fazer uma
entidade, né? Trazer entidade. Sabe Deus
o que tá acontecendo? Quem que guia?
Quem é esta força mágica que guia esse
carro que nós estamos tentando
controlar, mas que nós não estamos
conduzindo? E aí ele faz um comentário
muito breve, mas que abre uma janela
interessante.
Este estado
incapaz ou nós precisamos, né,
orientar e organizar o modo de vida de
milhões de pessoas.
Não era só pela coersão. Existia um
outro elemento
que era o elemento orientador da vida de
milhões e milhões de pessoas que aquele
estado cumpria
e que este novo estado, depois de
superar toda a estrutura de dominação e
violência sobre a classe não conseguiu
alcançar. Mas Lenin não dá um nome para
isso. Ele só indica a necessidade de
convencimento das pessoas. Você tem
milhões de pessoas que você precisa
convencer.
Gente, vale a pena vir aqui pelo
caminho, não é só pela coersão
e um elemento organizador da vida dessas
pessoas.
Então, Lenin percebe que o Estado não é
meramente uma estrutura coercitiva. Ele
desempenha um, vamos chamar assim, essa
estrutura coercitiva ou de dominação,
vamos chamar de papel negativo do
Estado. ele percebe, entre aspas, um
papel positivo
no sentido de dar condições de de as
pessoas o reorientarem e reorganizarem
sua vida dentro de um ambiente comum, um
ambiente do comum, que ele chama ali
naquele momento de convencimento, um
ambiente de convencimento e de
organização da vida das pessoas,
porque ele ainda não sabe nomear, mas
ele faleceu um pouquinho depois, então
também não poôde avançar muito nisso.
Mas ele percebeu algo, não é só um
instrumento de dominação.
Há um papel para além disso e que também
constitui o poder do Estado.
Então, a teoria marxista leninista ou
leninista que reduzir o estado à
compreensão de ferramenta de dominação
de classe ou de mesa de negócios da
burguesia, não entendeu que existe algo
ao lado ou constitutivo desse desse
dessa situação, que também indica a
necessidade de um certo convencimento e
de orientação da vida de milhões de
pessoas sobrutura.
Dito isso, a gente vai ter que começar a
discutir os elementos que constituem
esse estado, porque ele não é só um
elemento coercitivo de dominação. A
definição weberiana, por exemplo, vai
dizer eh o que caracteriza o Estado é o
uso legítimo da força, né? O monopólio
legítimo da força, perdão, ou monopólio
legítimo da violência. É aquela
instituição, aquela entidade que pode
ser violenta de maneira legítima.
E aí ele amplia
o o elemento do legítimo, ele amplia,
ele fala, ó, é coerção, mas é uma
coersão aceita a esse elemento da
submissão. Uma submissão que não é
simplesmente porque eu vou apanhar, é
uma submissão que aceita as
justificativas,
a legitimação do que o outro vai dizer,
perdão, do que o Estado vai impor, né?
vai ter uma imposição, obviamente, de
quem tem legitimidade sobre poder,
legitimidade sobre poder em sentido
negativo, como execução de poder, como
violência e dominação. Mas há também
esse papel ativo das pessoas que aceitam
o processo.
Caraca,
a garganta tá indo embora. que aceitam o
processo, que aceitam essa esse elemento
de dominação.
Aí o Weber vai trazer algo
interessantíssimo, apesar de ainda ter
uma compreensão muito eh restrita de de
dominação do Estado, que é o papel da
legitimidade, como ela se dá. Aí ele vai
dizer que tem a legitimidade eh
tradicional, né? Ou seja, a aceitação de
que essa instituição ela pode usar, ter
um monopólio sobre a força, sobre a
violência, porque sempre foi assim,
porque a manutenção de uma ordem de vida
que precisa ser reproduzida para manter
essa nossa tradição, essa organização
original.
Ele vai dizer que existe um outro tipo
de legitimidade, de legitimação do em
que você aceita que aquela instituição
tenha um monopólio sobre o uso da
violência, que é o carismático, né, que
é em torno de heróis, seja na santidade,
seja no heroísmo realizado, nos feitos
de alguém, em que um grupo delega e
aceita essa excepcionalidade do outro e
que fala: "Bom, por causa desse humano,
desta pessoa carismaticamente, né, esse
carisma, essa mágica e eu aceito.
Ou por último, a burocrática, que é uma
estrutura racional em que há leis a uma
estrutura de regras comuns e
compartilhadas, em que as pessoas fazem
o cálculo mínimo e fala: "OK, vale a
pena seguir esse processo aqui". Entendi
a função, né? E aí você aceita a
legitimidade dessa dessa dinâmica.
Então, pronto. Mas em ambos os casos,
apesar de Weber dar esse passo a mais da
legitimidade, em ambos compreendem o
Estado, né? e definem o Estado a partir
do uso legítimo da força e da violência.
Então, são elementos interessantes pra
gente pensar, pra gente fazer algumas
reflexões para começar o papo. Diz
querido Ravi, como é que você tá, Ravi?
Tudo bem? Bom dia. Bom dia, Ravi.
Discrito fazer o ótimo. Bruno Requidal,
dois pontos. Lenin está errado. Não, eu
disse que Lenin disse para Lenin que
Lenin estava errado.
Diga-se de passagem. Eu disse que Lenin
percebeu que Lenin tinha errado. Não
disse que Lenin tá errado. Eu disse que
o Lenin acertou. Porque se o Lenin
percebeu que tava faltando alguma coisa
na teoria dele, ele acertou.
Esse elemento importante. Então, ó, ó
que massa, né? Esse papo é muito bom,
cara. Eu gosto desse papo. Esse papo é
bom.
o Estado como um elemento importante aí,
uma estrutura interessante que é
definida na teoria clássica aí da
política e da ciência social pelo uso da
força, pelo uso da violência legitimado
no caso de Weber. E depois Lenin vai
sacando que precisa do elemento do
convencimento e da organização da vida
das pessoas.
Algo que desempenha esse papel
diz querido carapa. É aí que a gente
pode encaixar o autocé aparelhos
ideológicos. Sim. Sim. Carapa altcero ou
autúcero, sei lá como é que fala o nome
desse querido. Luiz Louis,
ele percebe exatamente esta janelinha em
que há uma série de instituições
que estruturam um tipo de aparato
simbólico que garante a legitimidade do
poder, que reproduz essa legitimidade de
poder.
Não é só a violência, ela tem esse
elemento simbólico que é importante.
Então, Aluscera Altúcia Louí, ele entra
nessa janelinha, entre aspas,
deficitária, não da teoria. Diz que
querido Rubens, isso de aceitar ou não
tá sempre em tensão, né? Tá, tá sempre
intenção. Tá sendo aceito hoje, mas
amanhã pode surgir uma rebelião se
encher o saco. Exato. Por isso que o
elemento da
Por isso que o elemento do convencimento
da legitimidade, legitimidade é algo que
às vezes a gente não leva a sério.
Quem domina, quem exerce um um papel de
autoridade, de execução de poder, ele
tem que dar razões, ele tem que ter
motivo para receber legitimidade. Não é
só pancada. Tem os dois elementos,
senão a gente cai na ilusão de que é só
uma relação de violência, de agressão.
Não, alguém pode chamar de violência
simbólica, se quiser, de dominação, sei
lá que nome que as pessoas vão ficar
inventando para as coisas, mas é o
processo de convencimento em que faz
sentido eu aceitar essa esse processo.
Se uma comunidade não legitima uma
instituição, essa instituição ela
desaparece, ela não tem sentido de ser.
Ela só funciona porque a gente mantém
ela existindo, senão não dá.
Discrito Gustavo, cheguei ao tempo
presente. Bem-vindo, Gustavo, à nossa
realidade.
Descrito fazer o watch. Agora eu
entendi. Espero que eu eu tenha sido um
pouco claro. Se eu não fui claro,
perdão. Mas dito isso, ó, que
interessante, né? Veja que começar por
esse problema dos limites da compreensão
do Estado,
reduzindo ele a violência, dominação,
ao monopólio sobre a força. E melhor que
essa definição de Weber, ela é muito
boa, cara.
Ai, doa a quem doer, reclame quem
quiser. Definição de Weber da do
estado, né, como uso ou monopólio do uso
legítimo da força, da violência, é
incrivelmente bem estruturada. Ela ela
abre janelas e possibilidades de
discussão muito boas. Ela ainda é
restrita, ela ainda é muito instrumental
em certo sentido, mas ela é excelente.
Ela é excelente porque ela consegue
contemplar esse elemento da violência da
coersão com esse espaço chamado
legitimidade, que é onde a gente tem que
discutir. Mas por que as pessoas
aceitam? Como elas aceitam? como elas
trazem força, como elas trazem, garantem
permanência para essa instituição. Esse
é um elemento importante. Deixa eu só
fazer um negócio aqui que dá uma
barulheira aqui do lado do do meu lado
direito que eu tá me incomodando
consideravelmente. Rapidinho.
Cortei.
Discrito Rubiks. Se a legitimidade está
sendo exercida só pela força, é bem
provável que na primeira fraqueza alguém
vai te derrubar. Exatamente. Exatamente.
Esse é o limite de uma compreensão que
parece ser realista do estado, né? Que
eu não considero realista, eu considero
ela só niilista mesmo. Eh, e que aparece
sabe onde? Muito nos filmes gringos, né?
filme gringo sobre eh poder, né? Ou
pronto, Game of Thrones, né? Famoso Game
of Thrones.
Ele é praticamente baseado numa
compreensão muito reduzida de poder. Eu
adoro Game of Thrones até a temporada 5,
né? Depois disso,
que tristeza, né? Que fizeram com aquilo
ali?
Até a temporada 5 tava tão legal. E aí
eles estragaram tudo. Dito isso,
é uma compreensão extremamente reduzida
de poder e que imagina que todo toda
dinâmica se dá apenas pela guerra, né? É
o o como é que é o nome do autor lá? J
Martin, ele, cara, ele acha que o poder
é minima e exclusivamente dominação,
guerra, força.
Em última instância é isso. Ele perde o
elemento da legitimidade, do
convencimento. às vezes aparece em
pequenas janelas, ele aparece às vezes
no papel que a que a religião dos
malucos lá funciona às vezes no papel de
alguém fingindo, sinalizando virtude,
né, essa coisa toda. Mas ainda assim é
sempre no papel de dissimulação. Raras
vezes você tem o elemento da
legitimidade apresentado de maneira
positiva, vamos dizer assim, né? Então,
acho um pouco equivocado nesse sentido,
mas é muito bom, é muito bom de deixar
claro, se você reduz tudo exclusivamente
o elemento da força, primeira fraqueza
você vai ser derrubado. Aí é que tá, né?
Não pode ser só na pancada. Diz que
Gustavo, Weber tá tão certo que o
assassinato de 130 pessoas numa
comunidade é legitimidade legitimado
pelo grosso da população. Exatamente.
Exatamente. Perfeita colocação, Gustavo.
Perfeita colocação. Perfeita, perfeita.
Aceita. A gente aceita com muita
facilidade a a dinâmica da violência,
dando legitimidade, garantindo a
legitimidade.
Isso é muito importante. Não se pode
negar. Esse é um problema às vezes que a
gente tem enquanto marxistas, né, de ao
ver uma teoria que, por exemplo, ela não
tá alinhada ou com a nossa doutrina ou
com o nosso projeto revolucionário,
negar os os as os características
adequadas de diagnóstico, né? Porque tem
diagnósticos bem feitos, descrições
muito bem feitas de processos. A gente
tem que saber assimilar, tem que ouvir:
"Opa,
acertou, hein?
Use a seu favor." Diz querido Gustavo.
Aliás, falando nisso, dá para dizer que
o fato do estado do Rio de Janeiro por
muito tempo ter legitimado milícias
paramilitares é uma das, senão a
principal causa da zona é o estado do
Rio de Janeiro. Não faço ideia, mas pode
ser. Então eu não tenho como afirmar
categoricamente.
Diz que Walter FMN. Olá, querido Walter
FMN.
FMN é fala, mano. É nós. Pode ser. O
cinema de Hollywood meio que faz isso de
legitimidade da guerra, né? Todo dia.
Dia assim, dia também. Dia sim, dia
também. Valta, todos os dias o cinema de
Hollywood faz isso. Todos os dias. Ah, é
reduzir tudo a guerra e legitimar a
guerra. E porque a vida é assim. Ah,
inclusive, por que que eles fazem isso?
Eu tenho minha teoriazinha, tá? minha
teoriazinha, porque eles não podem
apoiar e nem suportar um discurso
minimamente racional e de mediação,
senão a única coisa que eles têm como
legitimidade para ser o chefe do mundo
cai por terra. Porque o que que dá a
garantia dos Estados Unidos ficar aí
bancando de xerife do mundo? Porque tem
arma, fala: "Minha arma é maior, tenho
mais bomba atômica, tá lhe interven?"
Então eles têm que reduzir poder a um
elemento negativo ao máximo. Ao máximo.
Eles têm que reduzir a compressão de
estado, tudo a guerra, porque você
precisa, esse é o teu elemento de
justificação. E aí você vai ter que
reproduzir isso em espaços simbólicos
também para que todo mundo achea que é
isso, acha que é só assim que funciona a
vida. E não é, pelo amor de Deus, não é,
não é. Ah, mas é assim que ganha. É, é
um, cara, a gente tem um cérebrozinho
tão complicado que aí Schmite parece que
é um gênio, né? Carl Schmith, aquele
animal
que ele fala que a estrutura amigo
inimigo é assim que se que acaba
reduzindo todo o poder, toda política,
toda estrutura ao amigo inimigo. É
burrice, burrice em muitos sentidos.
Mas aí quando você vem com a arma de
destruição em massa e sai atacando para
cima dos outros, fala: "Não, não, a
realidade aí uma realidade burra para
caramba, completamente irracional e sem
sentido". E que a gente daí tem que
saber mediar, saber entender que não é
só assim, tem o elemento da
legitimidade, ela precisa ser
construída. Senão Hollywood não gastava
tanto dinheiro também, né?
Valter FM disse: "E também porque tem
que ter convencimento permanente de
recrutamento". Exato. Exato. Tem que
você tem que convencer todo mundo de que
vale a pena aquilo ali. Tem que
convencer todo mundo de que vale a pena
que é engraçado. Eu fui, eu tava ontem,
fui ontem à noite, fui cortar o cabelo
aqui do lado de casa. Aí pulei no mano
lá e do biju.
É como ele
é denominado? Biju. Aliás, primeira vez
que eu fui lá, né? Ele abriu, falou:
"Chega lá, falou: "Fala aí, fala aí,
mano. Tal, não sei o que lá. O cabelo
tava tá para cortar o cabelo tava mais
barato do que no outro lugar que eu
cortava que era com o Mendes." Falei:
"Pô, tá mais barato que o Mendes vou
colar aqui". Cheguei lá, falei: "E aí,
mano, firmeza, tal, não sei o que lá,
qual que é o seu nome?" Tal. Ele falou:
"Biju". Aí eu
tentando pensar que nome será que é do
mano?
Pô, biju apelido. É, é. Pessoal me chama
de biju. Pessoal me chama de biju.
Massa. Qual que é o teu nome?
Edaltercio.
[risadas]
Oxe, maravilhoso.
Edalterci
[risadas]
bicho. Qual nome? Ed Vales. Bom demais.
Bom demais.
Diz que do Gustavo. Ah, é. Vi a f do
biju e o biju falou assim do Gustavo. O
Biju falou assim, ele começou a comentar
tal, não sei o que. Não sei por que raio
de motivo ele trouxe o quem é o Salvador
tinha acabado com a violência, não
lembro qual o motivo do papo. Aí citou o
Buquele, eu falei: "É, não é bem assim,
querido, pega leve". Aí eu tentei trocar
uma ideia, falei dos manos que eu
conheço que é de Salvador, como é que é
o bagulho, que lá também é rota de
tráfego. Então assim, como é que acabou
com com a violência com com o problema
do tráfego, se lá continua sendo rota
internacional de tráfico e levando
tráfico ou droga pros Estados Unidos?
Continua. Então assim, se continua, não
acabou com com o crime organizado, nem
com a violência. Lógico que não. Tem
outra dinâmica Papiamo a respeito disso,
tal. Aí ele falou: "Nossa, mas por que
olha olha a frase, a frase era muito
boa". E aí Biju comentou assim:
"Mas por que os Estados Unidos não
intervém nisso, né?
Ó o imaginário construído
para resolver o problema. Por que os
Estados Unidos não intervém ali no país
já aceitando e legitimando o processo?"
E aí eu falei uma pequena frase para
ele. Falei: "Por que é o país que mais
consome drogas no mundo sem produzir
nada".
Aí ele, ah, é, falei, pô, pode botar no
Google aí, mete aí no modo
é o país que mais consome droga nesse
planeta e não produz. Ou seja, nós somos
os produtores de suas necessidades. Se
intervir, acabou o comércio.
Aí ele, caraca, sabia disso? Não é? Pois
é. Mas todo o imaginário de legitimar a
invasão de um outro território, porque
os caras são xerife do mundo, porque
eles podem. É loucura, né? Você vê,
precisa, precisa. E isso é muito filme.
É muito filme na nossa cabeça. Diz
Gustavo, esses dias eu tava ouvindo uma
narração de estado de revolução
comentada por um gringo qualquer, onde
ele indica que uma revolução global
precisaria vir na esteira de uma
americana. Meu Jesus Cristo. Por que,
vou ter que até adiantar aqui, o
capitalismo na fase imperial elegeu a
América para ser o monopólio do poderio
militar que permite a existência do
capitalismo global ou algo assim. Eu não
lembro exatamente o que estava ouvindo
na fábrica aqui. É, também trabalha. É
complicado, né? É complicado. Mas dito
isso, dito isso, olha a viagem, né? É
tipo a tentativa de Marx dizer que na
Inglaterra que ia ter a revolução porque
eles estavam com o capitalismo mais
avançado.
Não diz Borduna. Não existe razão de
existir superheróis sem ameaças para a
humanidade. Eu a todo dia. Exatamente.
Todos os dias os Estados Unidos estão
ameaçados. Aí tem precisa criar os
heróis que sempre tem a cor da bandeira
estadunidense que fazer o watch.
Edvalércio seria o nome do Ed. Talvez.
Vamos perguntar para ele.
Diz que Gustavo, tirou minha violência
de rota de tráfego, me deixando só de
violência e rota de tráfego. Exato.
Tiramos toda a violência de tráfego,
deixando só isso aí. Diz que do Borduna.
Legitimar invasão é o comentário mais
comum da internet. Meu Deus. É da
internet, do dia a dia, do Zap, do Uber,
do Eis a vida, né?
Mas aí que a gente vê, não é só um
elemento do porque os caras têm arma,
eles podem fazer produção cultural
simbólica, dando legitimidade de que
isso é um caminho comum, é aceitável.
Você tem que ter essa construção da
legitimidade. Se a comunidade não
legitima, não tem o processo. Isso é
muito importante.
Isso é muito importante. Isso é muito,
muito importante. Tem que ter
legitimidade. Não é só violência, não é
só coersão. E aí, inclusive,
coisa interessante, né? Como é que a
gente define estado? Caraca, como é que
a gente define estado? O estado é dois
pontos. na estrutura do Lenin e do Weber
e outros também, a gente vai colocar
várias instituições, organizações,
eh, que compõe esse estado. E aí a
redução fica para o elemento da
violência.
A gente tá agora discutindo que mesmo
Lenin já tinha percebido, em Weber
aparece a questão da legitimidade, a
questão do convencimento, da organização
de vida das pessoas.
Estado não é o exército. Estado não é a
polícia. Estado não é os prédios, os
edifícios, o judiciário, a estrutura
burocrática. O estado não é isso. Não é
a soma dessas coisas. Isso é muito
importante. O estado não é a soma dessas
várias partes. Estado não se caracteriza
por isso. Estado se caracteriza
por um tipo de instituição capaz.
E aí, agora vou utilizar professor
Álvaro Garcia Lineira,
lendo Marx, mas Álvaro Garcia Lineira,
porque a leitura dele de Marx, então
vamos tomar cuidado.
A o caráter
do Estado
é a capacidade
de, ao ser constituído por esses vários
elementos, em sua execução de poder,
vincular
as pessoas num ambiente comum, o papel
vinculador,
ou seja,
de incluir você necessariamente em sua
execução de função, né, quando o estado
aparece e ele executa a sua função. Ele
vincula você numa totalidade comum. Ele
vincula você a um grupo, vincula você o
que a gente chama de Estado nação.
Ele vincula você constantemente
na sua vida prática. Quer ver?
Para ser reconhecido enquanto pessoa,
você precisa de uma de um de um uma
identidade reconhecida, legitimada por
esse estado. Então esse papel da
identidade te vincula nesse espaço. Você
se torna um cidadão porque tá sob essa
estrutura do estado que legitima, que dá
te dá a possibilidade de fazer parte
desse grupo. Para criar uma empresa,
para criar uma empresa, você precisa ter
a legitimidade desse estado. Esse estado
ele funciona com esse papel vinculante.
Ele faz com que você surja, apareça e
possa viver viver dentro dessa dinâmica
para poder ter acesso a determinadas e
direitos sociais, não sei o que que a
gente vai chamando. O estado, ele cumpre
esse papel de vinculador, de fazer toda
essa sociedade estar organizada de tal
modo que todo mundo faz parte de uma
totalidade. Mas diferente da totalidade
do capital, né, que é essa dinâmica de
produção que cria as condições para
produção e reprodução de um determinado
de uma determinada forma social,
inclusive do próprio estado.
No caso, nós não estamos falando desse
elemento fundamental, nós estamos
falando do elemento de dentro de um
determinado território você ser
vinculado a essa totalidade. É uma
totalidade restrita a um território que
tem certa dinâmica e direito de vida
específico.
capital enquanto modo de produção pode
se adaptar para tudo quanto é
território, tudo quanto é povo, tudo
quanto é nação e tudo quanto que é
estrutura. Ele se adapta porque ele
garante essas condições básicas de
produção e reprodução do capital. No
caso do estado, não,
não, ele não vai se globalizar, né? O
estado não se globaliza, ele tá restrito
a esse ambiente do território e vincula
as pessoas, vincula as pessoas de uma
certa moda, de um certo modo a essa
totalidade. E isso é muito interessante,
cara. É legal pensar nesse sentido pra
gente não reduzir aos edifícios, a
estrutura do e nem algo que tá na nossa
cabeça, que é uma é muito fácil a gente
correr para isso também, que é um risco
danado, como se o estado fosse só a
confiança que a gente dá pra
instituição. Aí o estado acaba caindo na
fé das pessoas, né? A gente acredita e
ele existe. Não, ele realmente existe.
Ele não é só da crença, ele existe de
verdade, né? Ele tá aqui executando o
poder de Índia também e participando
tudo que até meio, né, da da vida das
pessoas, porque ele é vinculante, ele
vai conectando as instituições, ele vai
conectando os cidadãos, ele vai
conectando as estruturas dentro dessa
totalidade à medida que ele garante
legitimidade, que ele garante
possibilidade para que você exista
socialmente.
Então, é esse elemento vinculador que
faz com que você organize sua vida
mediado pelas regras desse estado, que
você dirija os seus dias mediados pelas
regras desse estado, dessa estrutura,
que você aprenda como funciona esse
cotidiano, não só pela vida do comum
diário ali do do vizinho, da família,
não, mas existe elementos de estrutura
real, de lei, né, de de de escola, de
universidade, de meio de transporte, de
não sei o que lá, que te vincula ao modo
de existir na vida que organiza a sua
vida, que organiza sua vida e que te dá
parâmetros para poder atuar socialmente.
Então, o elemento de papel vinculador,
né, te vincula a essa totalidade que aí
vai ser o estado nação. Então, você tem
um estado nação, você vai aí Copa do
Mundo, é, pronto, viramos todos
patriotas nacionalistas. Nós entendemos
esse elemento vinculador do do ponto
simbólico,
mas que aí depende da estrutura estatal,
não só como dominação, não só como
violência, não só como as instituições
isoladas, senão com esta relação
específica que é esse papel vinculador.
Tudo bem? Elementos aí pra gente ir
pensando. Diz Ryan Rian: "Esses dias eu
tava lendo o livro Guerras e Capital".
A tese do autor é que a formação do
capital, expropriação dos meios e a
Constituição do Estado, monopólio da
guerra, são processos correlatos. Fim,
historicamente, eles são processos
correlatos. Estou de acordo com o autor,
mas isso não explica nem o estado e nem
explica o capão, mas eu concordo com um
processo correto. Estou de acordo. Se
este for o elemento, eu estou de acordo
com ele. Mas eu não posso reduzir o
estado ao monopólio da guerra, que esse
é o ponto que eu quero chamar atenção
também. Não podemos fazer isso.
Alexander diz: "Estado, uma abstração."
É uma abstração, mas aqui ponto
importante, teoria marxista. Teoria
marxista importante. Abstração não é
ilusão. Guarda essa informação no seu
coraçãozinho. Abstração não é ilusão.
Abstração não é algo irreal. O abstrato
não é algo irreal, nem imaterial, nem
transcedente, nem ilusório.
Não estamos, somos materialistas.
Somos materialistas.
A abstração.
A abstração, a forma mais abstrata,
retirada das relações comuns que estão
sendo reproduzidas na vida cotidiana
concreta,
não é uma ilusão, não é um elemento a
ser descartado, não é um elemento além
ou o transcendental.
Tanto que o movimento de Marx é
acender. Olha a frase de Marx nos
grunis. na nosundres.
Acender.
Acender é subir. Lembram disso? Acender
a acender do abstrato ao concreto.
Marx propõe que nós façamos uma ascensão
do abstrato concreto. Do concreto,
abstrato, concreto, abstrato, concreto.
Você vai fazer um movimento dialético de
abstrações e reconstituições do
concreto. Sempre
método apresentado pro nosso querido
Marx. A abstração, ela faz parte da
realidade social. O problema é não fazer
a crítica no na ascensão ao concreto, na
reconstituição concreta dessa abstração.
Ele é muito importante.
Diz querido Gustavo, teoria dos sistemas
complexos. Dois pontos. Sistemas
complexos são compostos de unidades
simples e ele não carrega as
características de seus componentes e
nem os componentes se assemelham ao
sistema. Perfeito. Inclusive a ideia de
campos do Lumam, por exemplo, pode ser
bem interessante para discutir isso
aqui. Aquela est de campos, né, as
velhas áreas e campos que se se
intercruzam. Nlas Luman é interessante.
Diz que do Rubens, pô Bruno, pô, pô.
Não só não é só coersão, mas quando o
poder é muito grande, às vezes só a
coersão funciona, não funciona. Eh, acho
que dá para usar a Venezuela como
exemplo. Os caras viraram só um estado
satélite dos Estados Unidos. Sim.
O que não significa que garante
legitimidade de execução de poder e nem
que esteja estável isso aqui. De maneira
nenhuma. É de maneira nenhuma. Agora a
corção pela corção faz você vencer, faz
você dominar, faz você machucar os
outros coleguinha, mas isso não te
garante legitimidade de execução de
poder e nem de manutenção de poder. A
instabilidade tá aqui, ó, pululano. Tá
pululando essa instabilidade aqui.
Ran Ryan Pachucan. Ah, inclusive outro
ponto importante que eu esqueci, aqui
não se formou um novo estado.
Os venezuelanos não fazem parte do
estado dos Estados Unidos. Não se formou
um novo estado, uma organização estatal
de maneira nenhuma. É outro tipo de
relação de dominação. Brian diz:
"Pachucanes tem uma análise interessante
sobre a forma do estado." Eu não manjo
absolutamente nada de Pachucanes. Eu sou
negação nesse ponto, mas deve ser
interessante.
Descrito Rubens, correto ou não? Não
vamos descobrir também rumos, mas
também,
mas a elemento importante, não se
constitui um novo estado, né? Não se
constitui essa estrutura. É outra
dinâmica.
Um estado dominando o outro na pancada e
na guerra não constitui um estado.
Tudo bem, tudo bem. Tudo bem. Então,
eh, o Estado não é só o uso legítimo da
força
ou da violência, não é monopólio sobre
isso, né? Ele não é só as suas
estruturas de coersão.
Ele tem esse papel vinculador. Ele tem
esse elemento que toca a legitimidade.
No caso de Weber, ele chama de
legitimidade de dominação.
Eh, e que Lenin vai considerar como a
necessidade de entender o convencimento
e um ponto de organização da vida das
pessoas, né? Então, olha que
interessante, porque Lenin não vai
desenvolver uma teoria sobre isso, ele
vai apontar isso que ele percebe depois
de estado da revolução depois. E o
Weber, ele não consegue identificar o
elemento que não seja negativo nessa
relação de dominação, de submissão ou de
aceitação da do uso do do monopólio
sobre a força. Ele também não consegue
perceber essa parada. Um autor
interessante para discutir isso,
além do nosso querido carapa chamou a
atenção do Aluser, né? Altúcia.
Antonie Grames.
Qual que é a ideia de Grames com
hegemonia? Se não compreender esse papel
do convencimento
do papel ativo,
porque não é um convencimento de as
pessoas são ingênuas, eu vou enganá-las.
A ideia de estruturação e de
constituição de hegemonia em Gramish não
é de engano,
não é? Fui, fui tapeado.
Gramish não tá discutindo hegemonia para
dizer que a gente foi, fomos enganados,
tá discutindo hegemonia como um papel
ativo das comunidades da organização da
sociedade.
A hegemonia, ela é disputada, ela é
constituída, ela é reconfigurada.
no papel ativo das pessoas, as pessoas
realmente constróem, constituem
hegemonias
que daí podem ou não entrar em acordo
com sua representação no estado. E isso
é muito interessante na teoria de, cara,
Gramish é um bagulho muito embaçado. Eu
gosto, eu gosto desse trem. Por quê?
Porque pode haver uma dissociação, uma
oposição, um descompasso, um
desequilíbrio entre a representação
política
e a hegemonia constituída.
E isso cria novas tensões. Gram abre
essa possibilidade porque ele percebe
esse papel de convencimento, de
consenso, o consenso estabelecido e de
organização da vida das pessoas. Então,
a ideia de você disputar, constituir,
reconfigurar hegemonia, buscar novos
consensos, estabelecer uma hegemonia, é
porque essa hegemonia constituída,
construída no convencimento, na
articulação, ela pode entrar em
desacordo com a representação política
disposta.
Não é simplesmente tomar o estado e
tomar o poder, que é aquilo que Lenin
tinha percebido.
Pô, a gente tomou o estado, a gente
dissolveu os trem tudo aqui, a gente
acabou com o exército quearista, a gente
acabou com a polícia, a gente acabou com
a estrutura burocrática, a gente acabou
com a estrutura judiciária, mas parece
que a gente tá governando um carro que
tá sem controle. Por quê? Porque há
dezenas de milhões de pessoas que não
organizam as suas vidas de modo adequado
com essa estrutura aqui. Isso o o o
Lenin ainda não tinha sacado. Tem
dezenas de milhões de pessoas que ainda
não estão acompanhando [música]
esse processo revolucionário porque não
organizam suas vidas a partir dele.
Porque a vinculação de sua vida não tá
conectada a isso. Porque a hegemonia
disposta e compartilhada, ela não
garante esse consenso que legitima o
poder que está sendo executado, tá num
processo de transição aqui. E Lenin já
não tava percebendo porque o estado tem
esse elemento da legitimidade popular
que garante com que ele funcione.
E aí como ele tá tá tentando entender
isso, não conseguiu o o nem deu tempo
também. Aí o que coitado do Gram percebe
esse elemento, mas ele percebe inclusive
numa situação contrária em que você vê
um consenso que tá sendo formado, que é
um consenso muito conservador,
reacionário, perigoso, fascista, mas o
consenso, a legitimação, essa estrutura
que vai com elaborar um uma dinâmica de
hegemonia que se hegemoniza, ela pode
entrar em conflito ou não com a
representação política. E agora você tem
dois âmbitos da comunidade ativa que
cria o consenso que dá legitimidade e da
execução do poder e elas podem
conflitar.
Por isso que a saída para Gramish não é
apenas tomar o estado,
tomar o meio de os instrumentos, a
ferramenta de dominação, é estabelecer
consenso,
é construir consenso.
Pô, é uma inovação teórica brilhante.
brilhante entender um elemento aí que às
vezes a gente ignora, estabelece
consenso. Não adianta você tomar o
estado,
não adianta agora você ter o uso
legítimo da força, não adianta você ter
esse papel vinculante se não há o
consenso que legitima essa estrutura de
poder disseminado
pela população que constitui esse estado
nação. materialmente falando.
Massa, né? Eu gosto. Bom dia, querido
Clver Lauer. Tudo bem com você? Como é
que você tá? Espero e desejo que sim.
Espero e desejo que esteja tudo em paz
com você. Bom dia, meu bom. Diz Gustavo,
no capital,
perdão, Marx referencia um burguês
chamado Thomas Pill. Se não me engano, o
Senr. Pill mobilizou a limpeza e
expulsão de povos nativos da Austrália
para ir lá fazer uma plantazinha.
Então ele encheu um barco com 350
trabalhadores, ferramentas, sementes,
insumos e dinheiros para bancar essa
brincadeira por muitos anos
tranquilamente. Rapaz, nós estamos aqui
num momento aqui de de história.
Eis que ao chegar na Austrália, os
homens e mulheres pegam as ferramentas e
metem o pé. que diferente na Inglaterra,
onde as terras eram cercadas. Na
Austrália não tinha isso. Pronto.
[risadas]
Que momento bonito, não é? Da gente ver
esse novo território sendo constituído
sem esse estado vinculante.
Querido Alexander diz interessante que
mesmo antes do mercantilismo e do
capitalismo, pode-se dizer que na
antiguidade poderia dizer se dizer que
já tinha estados como cidades estado
gregas e romanas. Mas é isso que Marx
traz inclusive no Manifesto, né? No
manifesto, Marx faz uma reconstituição
ali, reconfiguração do do
desenvolvimento do poder do Estado no
Ocidente, na sociedade ocidental,
recuperando ali cidades eh antiguidade,
Medie, o estado feudal, depois o estado
moderno burguês.
Contudo, porém todavia, não é o mesmo
estado, nem a mesma estrutura de poder,
nem a mesma coisa, nem se chamava
necessariamente com esse nome. Aqui já é
uma uma abstração.
Abstração. abstração estado que vai
buscar seus elementos de concretude em
diferentes momentos da história,
especificamente aqui, inclusive no
estado ocidental, né? Aqui é
constituição e desenvolvimento da
história para ter o estado burguês que
nós temos. Então, só esse cuidado que eu
acho importante da gente considerar. E
dito isso, abstração não é ilusão.
Abstração não é ilusão. Abstração é,
tá bom? Então, tá. Então a gente tem
aqui Gram trazendo esse elemento de
convencimento que, portanto, tem que ser
analisado com mais cuidado, porque a
gente normalmente reduz tudo a
pancadaria, né, uso listo da força.
E aí vem um um último passo que eu quero
dar aqui, que é o como eu tenho
trabalhado essa dinâmica desde a minha
desde a minha dissertação do mestrado.
Diz, querido Gabriel, os pactos sem a
espada não passam de palavras, sem força
para dar segurança a ninguém, e nem as
espadas, por si só vão garantir que o
pacto se estabeleça.
Vai ter que ter outro trem aí também.
[risadas]
Importante, importante a gente
considerar isso, tá? É engraçado porque
esses elementos eh de compreensão
negativa ou redutiva do poder do Estado,
eles fazem com que a gente perca
questões fundamentais, né, de pensar a
realidade
política e como nós devemos e podemos
atuar enquanto militantes, enquanto
críticos e tudo mais. Isso é algo
fundamental. o âmbito do convencimento,
o âmbito da do dar razões, o âmbito
dessa legitimidade, a gente às vezes
deixa ele bem de ladinho e acha que é só
não. E aí caímos num certo fetichismo do
poder.
Fetichismo do poder, do mesmo modo do
fetichismo da mercadoria em paralelo,
né, que inclusive é o título deste
trabalho aqui.
E travou.
Ah, quase travou.
É o título deste trabalho aqui.
Fetização do poder
como fundamento da corrupção.
Trabalhinho interessantinho
de um autor chamado Bruno Ridu Lima.
Talvez seja meu parente.
Talvez seja eu.
Eu, eu mesmo.
Irene.
Vejamos algo interessante aqui, meu
povo.
Esse papo aqui ele me interessa muito.
Por quê?
Porque se a gente tem essas
contradições, a gente não pode
abandoná-las,
a gente também não pode, ah, mas é muito
complexo e muito difícil. Então,
portanto, vamos fingir que não existe o
problema do consenso, o problema da
hegemonia e vamos reduzir tudo à
pancadaria, que fica mais fácil de
compreender, né, de fazer panfleto, isso
não resolve nosso problema também.
Então já vou ler um trem aqui. Ah, antes
de eu ler o trem aqui,
Marx, nosso querido Marx,
ele traz um elemento importante em sua
teoria sobre o estado. Marx traz um
elemento importante.
Marx vai dizer que o Estado ele se
constitui como uma abstração, abstração
do comum ou da de uma comunidade, uma
comunidade abstrata.
É nessa linha que o querido Álvaro
Garcia Lineira,
por exemplo, vai trabalhar
eh
a ideia
de que em Marx há uma teoria do comum
que supera a ideia meramente de público,
né, de algo da sociedade civil moderna
já estabelecida. ele vai buscar um
elemento material do comum, o que é
muito interessante. Eu acho muito
interessante, apesar de que eu acho que
o nosso querido Henrique Dussell
consegue estabelecer isso de maneira
mais organizada e mais materialista, né,
e mais teoricamente robusta também, com
todo respeito ao querido Álvano Garcia
Lineira. Mas o ponto é o estado como
essa comunidade abstrata ou abstraída,
né? um elemento comum, abstrato, o
próprio Marx chama isso, um estado como
essa essa dinâmica da abstração.
No do mesmo modo que ele vai dizer que a
mercadoria
análogo, né, de maneira análoga, a
mercadoria se separa de quem o produziu.
Então, a uma comunidade constitui o
Estado ao delegar o poder para uma
instituição que torne vinculante as suas
relações,
do mesmo modo ou análogo, a mercadoria
ela vai criar a vida própria depois de
ser produzida pelos seres humanos.
Mas quem melhor organiza isso é o Dúel
na ideia de fetixização do poder, o
fetichismo do poder, que é o que a gente
vai dar uma olhadinha aqui, mas é
semelhante a ideia de compreender isso.
O Lineira vai tentar buscar em Marx
trabalhar tal da teoria marxiana
como uma comunidade abstrata. O Dúciel
faz uma constituição tanto mais original
que me interessa. Descrito Gustavo P.
Pancadaria tipo em guerra eleitoral. É
daí para pior. Lá vamos nós
aqui,
ã, fetização do poder, etc, etc, etc.
Deixa eu pular aqui. T.
Pronto. Vou começar aqui.
Aqui é o último capítulo do meu livrinho
e aí eu vou querer trabalhar ele em
nosso percurso do livro. Então, se vocês
quiserem ler, está gratuito. Você entra
aqui, ó. Ah, eu tenho que fazer isso
também.
Eh, eu esqueço de mostrar onde é que as
pessoas podem baixar o livro
gratuitamente.
Você vai entrar no site, você vai
colocar assim: Editorafi Heikd. Vou
mostrar para vocês aqui. Pera aí,
deixa eu tirar aqui que senão a pessoa
depois fala: "Ah, como é que eu acho seu
livro aí?" É, pô, tem que mostrar e eu
tô errando. Não, remove. Como é que para
de Ah, é aqui. Deixa eu mostrar aqui.
Ah, compartilha a tela. Compartilha a
tela.
Você vai entrar no Google, vai meter um
editora FI fetchização do poder como
fundamento compão. Editora F requidal.
Bota lá editora F Rickdal. Vai aparecer
aqui, ó. Fetização do poder como
fundamento corrupção. Você clica aqui,
pá, clicou. Olha o que acontece.
Ó, você entrou no site da editora FI,
tem o livrinho aqui e você vai vir aqui
embaixo, ó, à esquerda, baixar.
Na hora que você clicar baixar,
o livro aparece. E aí você pode baixar
ele no seu computador e ler ele
gratuitamente, de maneira oficial, não
oficiosa.
Que coisa, não? Então pode baixar o
livrinho aí. Dito isso, voltemos aqui.
Aqui a nossa meta é todo o livro que a
gente publicar disponibilizar
em PDF gratuitamente.
Pronto, pá.
Então, aí baixamos o livro, vamos lê-lo.
Vamos lê-lo, né? Em nosso percurso,
encerramos o tópico anterior, abrindo a
possibilidade do exercício delegado do
poder ou poder obedial, né? Ou seja,
quando você delega, uma comunidade
delega o poder para uma instituição que
vai executar o poder. Instituição já
começa a estrutura abstrata, no sentido
de que ela não se reduz a uma pessoa,
mas a uma relação que estabelece
determinadas normas a serem reproduzidas
e mantidas. Você
delega o poder e esse poder executado
atende a necessidade da comunidade que o
delegou. Aí isso aqui o o Dúel utilizou
uma expressão do
um, como é que é o nome do querido? Evo
Morales. Evo Morales, que inclusive era
presidente quanto Álvaro Garcia Lineira,
já citado, era vice. o poder obedi com
esse poder aí que atende a necessidade
da comunidade que o delega, que se
caracteriza pelo cumprimento com a
produção, reprodução e desenvolvimento
da vida humana e comunidade, que é
diferente do exercício fetichezado do
poder ou poder corrompido, que é a
virada dos executores do poder contra a
comunidade que o instituiu, ou seja, já
não atendendo essa necessidade
fundamental,
invertendo o processo, fechando
e fundando-se sobre si mesmos a partir
do seu fundamento, que é a comunidade,
que é a execução do poder. Então aqui é
a perda da legitimidade ou de uma
legitimidade que agora não encontra na
comunidade um eco pela pelo atendimento
da das necessidades dessa comunidade.
Aqui o poder se se fetixiza e na hora
que o poder se fetixiza, o que vai fazer
ele valer não é atender a comunidade,
mas ter essa dinâmica de coersão. Aqui a
gente tá falando em âmbitos abstratos,
mas ele é importante para ajudar a
pensar. O que se não tá atendendo a
necessidade da comunidade, o que que vai
fazer com que esse poder ainda persista
um pouco mais? Violência, o monopólio
sobre o uso da força.
A fetção, ou seja, quando a instituição
criada toma si mesma como fonte do
poder, é indúcel a corrupção
fundamental. Todavia, cabe a nós
explicitarmos a estrutura teórica que dá
conteúdo a essa proposta. Nesse
movimento utilizaremos nossas notas de
rodapé também, que eu uso muito a nota
de rodapé, como eu já disse, para não
ficar citando no texto, vou usei a nota
de rodapé para indicar os textos dos
Grundris de Marx, em que Dusel se apoia
para desenvolver a proposta.
Então, a gente vai pegar aqui uns
textinhos a partir da leitura de Marx,
do seu comenta que o alemão, o alemão,
no caso, é o Marx, para sintetizar a
obra que empreendera no campo econômico,
escreveu que a tarefa tinha que cumprir,
que tinha que cumprir consistia na
crítica geral de todo o sistema das
categorias econômicas. É um movimento
semelhante que Dusel acaba operando na
construção da filosofia política,
criticando as categorias e definições
que passam insuspeitas pela tradição. É
aquela tradição que a gente tá
comentando, Lenin, Weber, se a gente
quiser discutir Maquiavel e Robson em
algum momento, o próprio Gramish em
outro sentido, mas Gramish já avançando
e evoluindo muito na teoria e se
lançando para a construção de novas.
Procedimento análogo ao movimento de
Marx, que desenvolveu a sua por
Ah, vou pular aqui. Não vou ler esse
trecho nesse momento. Parará para
E cadê o trechinho que eu queria ler?
Ah, cadê, cadê? Cadê? Cadê?
Pronto. É aqui, ó.
Se liguem, se liguem, se liga, se liga,
se liga. Ã,
tomando o texto de Marx na tradução
brasileira, aparece o seguinte, né? Os
psicofantas, aqui é Marx, os
psicofantas. Eu nunca soube o que é
psicofanta. Eu sei que é uma ofensa, não
sei se gratuita, mas é os psicofantas da
economia burguesa, que douram as coisas,
deveriam antes ter dirigido sua atenção
para o fato de que o trabalhador, após o
trabalho repetido de forma contínua,
somente dispõe de seu trabalho vivo
imediato para trocar.
O que ele troca com capital é toda a sua
capacidade de trabalho, o trabalho posto
como não capital enquanto tal. Isso aqui
é estrutura, [limpando a garganta]
perdão, a armação teórica que nos
interessa. O trabalhador aqui
individualmente abstraído porque não tem
um trabalhador sozinho. Marx aqui tá
trabalhando em categorias gerais. Ele
está utilizando a estrutura de abstração
para depois ir pra concretude como
classe trabalhadora, como trabalho
sempre socialmente organizado, dividido,
etc, etc.
Então, o trabalhador, essa estrutura
abstrata, genérica,
[limpando a garganta] quando vai chegar
para trabalhar, ele tem o seu trabalho
vivo, a vida como constitutiva. E o que
ele troca com o capital é ele mesmo, é
sua vida, seu corpinho, seu trabalho
vivo.
dito isso,
o capital, enquanto esta relação e
instituição estranha a esse trabalhador
que não tem cara, não tem rosto, não tem
dono,
organiza a vida desse trabalhador de
modo que ele tenha que dirigir todas as
suas ações para garantir as condições de
sua vida, mediado por esse capital, por
essa instituição, por esta relação.
fazendo com que o capital decida sobre
ele, decida sobre essa comunidade de
vida. No caso, se a gente quiser
trabalhar, achar de maneira um pouquinho
mais concreta,
analogamente, é o que a gente vai tentar
discutir e perceber que no próprio Marx
faz isso também, quando ele vai falar
sobre o estado, o estado, quando ele
fala sobre comunidade abstraída, né, o
Estado como uma comunidade abstrata.
essa instituição a qual você tem que se
vincular para organizar a sua vida e
fazer parte de uma totalidade que
garanta
as suas condições de vida. No caso do
capital como fundamental, organização da
vida econômica, das condições de
produção e reprodução da vida. No caso
do Estado, nessa abstração e nessa
dinâmica de ser pertencente a uma
totalidade de uma organização social, de
uma forma social específica. O estado
desempenha esse papel.
Analogamente, é o que a gente vai
brincar aqui. A comunidade ela institui
esse estado, ela institui essa
organização política específica,
institui ela, constitui, dá legitimidade
e para ela conseguir condições de
pertencimento, de executar sua vida
comum, de poder realizar o seu dia a dia
e tudo mais, ela então delega, ela se
entrega a essa, a essa estrutura. Então,
há uma dinâmica correlata, que é o que
nos interessa aqui para pensar de
maneira mais ampla.
Tudo bem? Então vamos lá. Não é só na
violência e na pancadaria.
Um né? O que que ele faz? Trabalho não
objetivado, concebido negativamente.
Enquanto tal, não é matériapra, não, não
um instrumento de trabalho, não produto
bruto trabalhado, trabalho separado de
todos os meios e objetos de trabalho,
que é a pessoa viva, né? separado de
toda a sua objetividade. No nosso caso
também comunidade viva, que não é as
instituições estabelecidas, que não é a
família, que não é o estado, que não é a
escola, que não é o exército, que não é
a polícia, que não é não sei o cada uma
das instituições. Não, não é nada disso.
Nada disso, não é nada. Nenhuma das Não
se reduz a nenhuma dessas dinâmicas, não
é a vida da comunidade objetivada em uma
delas. tá pensando aqui num elemento da
comunidade viva que institui, capaz de
instituir, capaz de dar legitimidade a
uma instituição.
Trabalho vivo, existindo como abstração
desses momentos de sua real efetividade,
com sua imediata corporalidade,
trabalho não objetivado concebido
positivamente por outro sentido, né?
Não, o valor, a existência subjetiva do
próprio trabalho. O trabalho não como
objeto, mas como atividade, não como
valor ele mesmo, mas como fonte viva do
valor, fonte de todo valor possível. O
trabalho por si só não é valor. O ele
garante as condições para o valor. A
comunidade por si só não é estado, mas
ela dá as condições para existir estado.
Aqui analogamente para poder pegar a
estrutura de Marx e trazer aqui pro
nosso elemento da política,
o Estado, enquanto estado, não se reduz
à suas instituições.
Ele tem esse papel vinculante e
relacional. E ele é legitimado por uma
comunidade que cria as condições para
que esse estado persista e permaneça.
Essa distinção, execução de poder e
poder como fundamento, poder como
comunidade viva que institui,
é onde o próprio Gram vai perceber o
espaço da disputa pela hegemonia e
formação de consenso, de modo que
executor de poder esteja adequado ao
consenso, op, a hegemonia e o consenso
estabelecido pela comunidade.
Esse elemento ele qualifica e
potencializa a ideia de poder
legitimado, não só como dominação,
porque início Weber não tinha, né? Weber
não tem o poder de instituir. O Weber
tem o poder de depois de exercida a
dominação, o pessoal aceita. E aí você
tem o processo de legitimar essa
aceitação de domínio. Aqui não. Aqui
você tem o passo da comunidade que
institui,
porque o estado não é uma não é nesse
sentido uma abstração, um elemento que
na história vai persistindo e a gente
vai se adaptando a esse poder. Não, quem
cria estado são as pessoas, quem cria
instituições são seres humanos.
Portanto, eu tenho que tomar uma
comunidade viva que institui.
Se existe uma determinado tipo de
relação colocada, estabelecida, é porque
uma comunidade humana instituiu, ela não
caiu do céu.
Percebe?
E para ela permanecer, a legitimidade
tem que manter, ela tem que tá ativa.
Alguém tem que legitimar,
dar justificativas, dar razões paraa
manutenção desse tipo de poder. Não é só
na força e na pancada.
Isso é uma sofisticação considerável do
estado. Por isso a brincadeira aqui da
nossa live, né, na TAMB, é tomar o
Estado, perder o poder.
Não é porque você não tem que tomar o
Estado, não é porque não não tenha que
ter mecanismos de execução de poder,
seja no sentido de uso legítimo da
força, seja no sentido de garantir as
condições de produção e reprodução de
uma comunidade. É porque o Estado não é
o poder.
Estado não é poder.
É o que Lenin percebe quando ele comenta
a
quando ele comenta de depois de tomar o
estado, depois de dissolver o exército,
depois de dissolver a polícia, depois de
dissolver a estrutura judicial e
reconstituir a partir dos sovietes.
Pô, a gente tá controlando um negócio
que parece que tem vida própria. Essa
vida própria aí entra nesse elemento
fundamental de que o Estado não executa
poder. Ele não é o poder. Ele executa,
mas ele não é o poder. O poder vai pela
orientação de vida das pessoas, por esse
espaço da legitimidade, do convencimento
e do consenso.
Beleza?
Que que vocês estão achando mais
interessante?
Críticas, apontamentos, ofensas
gratuitas.
Credo. Caraca, que nome massa. Roque
Marciano.
Ah, idiota estúpido. Pensei que ele tá
me ofendendo. Não tá me ofendendo.
Psicofanta. É mais ou menos isso. Um
tolo, um estúpido, um idiota. Hum. Faz
sentido, faz sentido, faz sentido, faz
sentido.
Eh, delator, caluniador, um bajulador,
serviu, interesseiro.
São [limpando a garganta] muitas
adjetivos negativos em psicofanta, então
parece que psicofanta é um bom, uma boa
ofensa. E diz Rock, não peguei a brisa
da legitimação, é que a gente tá
trabalhando ela desde o início da live,
então faz uma hora e pouquinho que a
gente tá aqui papeando para constituir
ela.
Não entendi, perdão. Falha a minha.
Rubens diz: "É uma legitimação vinda de
baixo para cima". Exatamente. No lugar
da instituição já estabelecida de cima
para baixo. Perfeitamente. Mas essa
instituição de cima, um dia já veio de
baixo, mas se desvirtuou. Isso na
estrutura abstrata, na quando a gente
vai pra realidade concreta, a gente pode
ver relações de dominação, como acho que
foi você mesmo que levantou, por
exemplo, na na dinâmica de um estado
invadindo o outro e dominando, por
exemplo,
pode se estabelecer um novo tipo de
organização de institucionalidade que é
de cima para baixo, mas que não garante
a legitimidade, a sua manutenção. Por
isso a instabilidade constante.
Então, a dinâmica da legitimidade, da
legitimação, ela é muito, muito, muito
importante, porque vai se manter se de
baixo para cima a gente consegue
suportar, dar suporte,
não havendo suporte, rui. Em última
instância a teoria marxista sabe disso,
né? É o que a gente fala sobre a
organização da classe trabalhadora para
superar as relações de capital, para
destruir as instituições, etc, etc, etc.
Mas qual que é o problema? O problema é
que isso vem com uma teoria deficitária
do Estado, uma teoria eh ainda reduzindo
o Estado a mesa de negócios da
burguesia, não percebendo o Estado como
esse com esse elemento vinculante, não
percebendo o Estado como essa comunidade
abstrata, não percebendo um papel que
esteja para além da relação de
dominação,
saca?
Então
essa teoria do estado que nós temos, ela
é extremamente redutiva e isso foi
percebido durante o século X, assim,
isso não foi algo eh passou, né, batido,
mas acabou sendo
dissolvido. E tem um outro elemento
também que nem vai dar tempo da gente
entrar. vou ter que terminar daqui a
pouco, tem que ir para uma outra
reunião. Mas tem um outro elemento, por
exemplo, também que essa teoria do
Estado como dominação, como monopólio da
violência não considera, que é o papel
do Estado na gestão econômica, no
sentido do papel que ele desempenha para
garantir as condições de vida das
pessoas mesmo sob o capital.
Mesmo sob o capital.
Ou seja, o papel do Estado, por exemplo,
garantindo políticas públicas como
gestor econômico, não é? A chamada
empresa pública,
é mais uma característica do Estado que
não é compreendida na primeiras nas
primeiras elaborações da teoria do
Estado dentro do nosso movimento
revolucionário de esquerda e que vai
sendo percebida depois. O problema é
reduzir isso ao estado apenas como
gestor da economia capitalista, que vai
dirimindo e tal, que não é isso também
só, mas já é um outro aspecto que a
gente não considera e que é importante,
é importante de ser considerado.
Diz querido Rubens, até porque a
resistência à instituição precisa estar
organizada perfeitamente. É muito mais
difícil resistir à violência estando
desorganizado. Sim, porque aí a gente tá
sozinho, né?
Tem uma cena do
no filme dos Simpsons, no primeiro,
aquele filme do Simpsons, tem uma cena
engraçada,
eh, que tem o cara lá que ele que ele é
o cara que coloca o domo de vidro em
cima da cidade e ele começa a falar um
monte de coisa, tal, não sei o que lá. E
chega um funcionário dele lá e fala:
"Chefe, eu acho que o senhor está
ficando maluco. É, o senhor está ficando
maluco com o poder?" É isso. O senhor tá
ficando maluco com poder. Aí ele
responde: "É claro que tô ficando maluco
com poder. Você já viu alguém ficar
maluco sem poder? Você te só para doido.
Ninguém te leva a sério. Ninguém te leva
em consideração.
[risadas]
Você tá ficando resistente sozinho. Aí
vai não vai dar certo. Ninguém vai te
levar a sério. Não vai dar para ter
consideração. Precisa ter gente
organizada junto com você. Sozinho não
vai dar certo. Sozinho não funciona.
Diz querido Gabriel. Sim. Por isso,
Aluser e Gram abordam isso. Exatamente.
Eh, percebem esses elementos de
dominação e de relação de de poder que
não se reduzem à violência, o monopólio
da violência. Tem a disputa do consenso,
consenso, tem a os aparatos ideológicos,
tem os elementos simbólicos,
elementos simbólicos que a gente tá
discutindo. Mas aí isso significa que
você tem que desviar e tirar o elemento
do monopólio da força? Lógico que não,
eles se eles persistem, eles mantêm, mas
a gente complexifica uma teoria de
estado, uma teoria de poder e de
execução de poder, porque tendo uma
teoria mais adequada sobre o Estado, a
gente sabe se posicionar melhor diante
da das condições concretas da nossa
contemporaneidade, né, de onde a gente
tiver inserido. E depois de começar a
ocupar cargos de execução de poder, que
fazer? Ara pergunta que fazer?
Diz
quito Gabriel, até o Foucaulto. Citei
Fou. Foucault também percebe essas. A
galera vai sacando e aí a gente não pode
abandonar, gente. São percepções
importantes.
Diz que Rubens, a parte burocrática.
Exatamente. Exatamente. Diz que Gustavo,
descrever o estado como um balcão de
negócio da burguesia é uma questão
fenomenológica da época de Marx. V que
Marcos não viu eh voto universal
masculino, sequer universal de fato
apenas sensitário. Sim, mas e olha que
interessante, porque isso é o que Marx
diz no manifesto, né?
Se você vai encontrar no manifesto
comunista, Marx dizendo que o estado
ele é a mesa de negócios da burguesia,
ele diz que o estado é um um instrumento
de dominação de classe, uma ferramenta
de dominação de classes. Diz mesmo a
ferramenta de dominação de classe, um
instrumento de dominação de classes, mas
ele também diz o papel do Estado na
organização da vida social
quando ele comenta sobre o Estado
socialista.
E aí ele começa a fazer aquelas
brincadeiras de futurologia e de crítica
à futurologia e que ele fala: "Ó, tem os
elementos de organização da vida". Ele
não desenvolve isso, mas ele não reduz,
mesmo no manifesto só a discussão da
mesa de negócios. Tanto que o objetivo é
transformar o Estado num num mediador,
em certo sentido, num mediador até ele
ser superado.
O mediador até a sua superação.
Diz que rock, rock marceiano.
O trabalho de base também deve ser eh o
campo da consciência. Perfeitamente. A
disputa pela tal conscientização,
formação de consensos,
a gente às vezes desconsidera a
importância desse papel aí, viu?
Importante, importante, importante,
importante, importante, importante.
E entender esses até esse elemento do
Marx, considerando a o Estado como
mediador, né? É o que facilitou, por a
própria teoria que eu tava vendo do
Dusel ali, né? comentando agora a pouco
do das instituições enquanto mediações,
porque as instituições são mediações,
aquilo que medeia, que está no meio, né,
que está entre, que facilita e torna
possível o caminho entre um projeto e
uma realização de projeto. Isso é um
elemento fundamental.
Eh,
eita.
Pronto. Beleza. Eu acho que é isso para
começar o papo que talvez agora lá no
nosso grupinho do WhatsApp esse papo vai
ampliar,
vai ampliar, vai ter mais treta ou
conversas. Nós não temos tantas tretas
assim.
É muito respeitoso aquele grupo, muito
satisfatório. E mesmo quando alguém pisa
no acelerador, pede desculpa
imediatamente com carinho pelos outros.
Beleza?
Acho que é isso, meu povo. Tem um
trabalhinho para realizar já.
Imagino que se nada estiver errado, tudo
está certo.
Se algo estiver errado, nem tudo está
certo. O que não significa que nós
estejamos completamente errados.
Mas aí a gente vai papeando mais um
pouco em breve, tá bom?
Deixa eu ver se eu tenho mais algum trem
aqui. Não, tá tudo certo.
Ah, é, pronto, esqueci disso. Então, o
seguinte, na próxima live, se nada der
errado, que é na semana que vem,
quarta-feira,
dado esse papo sobre as instituições
como mediações, né, e a questão do
estado que a gente acabou trazendo, eu
vou apresentar
a minha teoria social.
Semana que vem, quarta-feira, vou
apresentar o que eu desenvolvi, consegui
formalizar minimamente organizado
o meu modo de minha metodologia de
análise da realidade social, que eu acho
que eu consegui formalizar finalmente.
Então, na próxima semana, quarta-feira,
vou trazer essa teoria
e eu vou trazer lendo um texto, um
artigo que será publicado na revista
Zelota sobre as eleições de 2026. Então
vai ter um,
em teoria é pra gente publicar em breve
essa semana. Se não publicar, eis a
vida. Depois a gente vê o que acontece.
Em teoria sai essa semana. saindo essa
semana, se não sair na outra semana, em
algum momento, vai sair. E aí eu vou
trazer o artigo pra gente poder ler
junto e aí eu vou fazer as reflexões
nesse artigo sobre essa metodologia e eu
vou apresentar ela, que é a primeira vez
que eu tô apresentando ela de maneira
formalizada e eu preciso transformar ela
agora em livro, mas um livro daí
robusto, de muitas e muitas páginas,
discutindo com muitos e muitos e muitos
autores que estão nessa brincadeira e
tem a ver com esse lance de compreender
as instituições quanto mediações e como
a gente comentou hoje o próprio estado
que medeia as relações. Beleza?
É isso, meu povo. Cadê o o trem aqui?
Aqui. Sexta-feira,
semana encerrada,
temos mais apenas algumas horas de
trabalho nessa vida. 8 horinhas aí,
começando já. E a gente vai sobreviver,
vai seguir. Estamos bem. triste com o
fim da Copa do Mundo, porque era muito
legal jogo direto, mas voltou o
campeonato brasileiro. Nos desfrutemos
aí grandes jogos como Remo e Cuiabá
na Arena [música] com Dadir
em algum momento adequado ou algum jogo
do Palmeiras na Embragança [música]
Paulista, porque tá tendo show na na
arena aqui. Ou se vocês quiserem ainda
ver o dinismo do Corinthians atropelar a
todos e todas nesse segundo semestre, a
Libertadores está aí. Fique bem, Deus
abençoe, cuide-se e em breve se
estaremos juntos novamente. Seguimos por
aqui. Sempre trazendo a boa nova,
[música] todo dia útil.
>> Trazendo a boa nova, todo dia útil até a
vitória final.
Seguimos trazendo [música]
boa nova todo dia útil.
Até a vitória final. [música]
Valeu, fiquem bem. Deus abençoe, se
cuidem. Paltar semana que vem.
Teoria, mais teoria. Espalhe a palavra
por aí. Curtam o vídeo, comentem para
já. Ajuda [música] pr caramba. Quem
puder hypar, eu não sei o que faz, mas
ajuda nós. Dea te ajuda.
>> [música]

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