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A fé vem pelo ouvir

🔴 Culto Matutino | 02/08/2026 (9h) – Rev. Guilherme Alcântara

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MAIS INFORMAÇÕES
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

[música]
เ
>> [música]
[música]
>> เฮ [música]
[música]
>> [música]
[música]
>> Bom dia, meus irmãos. Sejam bem-vindos a
mais um culto público na Igreja
Presbiteriana de Santo Amaro. É bom
estar na casa de Deus. Você já teve a
curiosidade
de pensar como vai ser quando você
chegar no céu ou como seria a visão de
ver Deus nos céus?
Sabe? Ah, várias pessoas já tiveram essa
experiência.
Ah, o profeta Isaías, por exemplo, uma
ocasião, quando ele entrou no templo,
ele teve uma visão e na visão ele viu o
Senhor assentado num trono e havia
querubins ao lado dele. A arca da
aliança era também a representação
disso. Os querubins estavam do lado e no
meio aparecia a glória de Deus. Então,
essa visualização,
ela aparece em diversos salmos. Vejam só
o Salmo 99,
o salmista refletindo sobre isso. Talvez
o salmista foi alguém que nunca entrou
dentro do tabernáculo. Todavia, essa era
uma percepção já comum entre o povo de
Deus. Diz assim a o Salmo 99, os
versículos de 1 a 5. Reina o Senhor,
tremam os povos. Ele está entronizado
acima dos querubins. Abale-se a terra. O
Senhor é grande em Sião e está exaltado
acima de todos os povos. Celebrem eles o
teu nome grande e tremendo, porque és
santo.
És rei poderoso que ama a justiça. Tu
estabeleces o direito, executas o juízo
e a justiça em Jacó. Exaltem o Senhor
nosso Deus e prostrem-se diante do
estrado dos seus pés. O Senhor é santo.
Por incrível que pareça, na visão que
Isaías teve, é exatamente isso que
estava acontecendo. Os anjos estavam
cantando a Deus e cantando exatamente
isso, dizendo que ele era santo. Vamos
também nós colocarmos-nos de pé e louvar
esse Deus que é santo. Ele está entre
nós e ele é digno da nossa adoração.
[música]
Santo, santo, santo [canto]
Deus. Onipotente [música]
louvam [canto] nossas vozes. [música]
Teu nome com fervor.
>> [música]
>> Santo, santo, [canto] santo,
justo e compassivo. [música]
És Deus triuno, [canto]
excelso, criador. [música]
[canto]
Santo, santo, santo. [música]
Nós os pecadores,
[música][canto]
não podemos ver tua [canto]
glória [música] sem temor.
[canto] Tu somente és santo,
[música] só tu és perfeito.
Eu soberano
[música][canto] e penso em Deus. Meu
amor.
[música]
Santo, santo, [canto]
santo. [música]
Todos os remidos
[canto] juntos com os anjos [música]
proclamam o [canto] teu louvor.
Antes [música] de formarse-o
firmamente [canto]
a terra.
>> [música]
>> e sem [canto]
de ser [música]
senhor.
[música]
[música] Santo, [canto] santo, santo
Deus onipotente. [canto]
Tuas obras louvam
teu nome [canto]
com fervor.
Santo, santo, santo, [canto]
justo e compassivo,
Deus soberano [música][canto]
excelso, criador.
Oremos.
Senhor, tu és santo e a tua santidade
nos é apresentada
por meio daquilo que Cristo conquistou
em nossa vida e agora nos proporciona
uma vida de santificação.
E como teu povo aqui reunido, Senhor,
celebramos o Teu nome, cantamos com as
nossas vozes, nos colocamos diante de ti
em oração e, principalmente em submissão
à sua palavra. Este é o culto que
prestamos ao Senhor, conduzidos pelo teu
próprio Santo Espírito, Senhor. E esta é
a alegria que transborda em nosso
coração. Que essa seja uma realidade de
virmos à tua casa com alegria, pois bom
é estarmos aqui. Que o nosso coração se
alegre quando dizemos que estamos indo à
casa do Senhor. Este é o nosso louvor.
Esta é a nossa adoração. Em nome de
Cristo Jesus.
Amém. A igreja pode se assentar.
Nos anos de 1643 a 47,
foram formulados documentos
para sintetizar ou resumir ou de alguma
forma sistematizar a fé cristã
reformada. Estes documentos chamados da
declaração de fé de Westminster e o
catecismo maior de Westminster
são utilizados pela Igreja Presbiteriana
do Brasil como símbolo de fé. O que isso
significa? Eles não são a nossa regra de
fé, mas eles nos auxiliam a expressar
aquilo que nós cremos.
>> [roncando]
>> E a pergunta do catecismo maior de
Westminster, a pergunta de número 122,
diz: "Qual é o resumo dos seis
mandamentos que encerram o nosso dever
para com o homem?"
E a resposta é: resumo dos seis
mandamentos que encerram o nosso dever
para com o homem é amar o nosso próximo
como a nós mesmos e [roncando] fazer aos
outros aquilo que desejamos. que eles
nos façam.
O catecismo maior então explana aquilo
que o nosso Senhor Jesus Cristo nos
ensinou, registrado no Evangelho de
Mateus,
no capítulo 22 verso 34, quando a
palavra de Deus diz: "Entretanto, os
fariseus, sabendo que Jesus havia
silenciado os saduceus,
reuniram-se em conselho, e um deles,
intérprete da lei, querendo pôr Jesus da
prova, perguntou-lhe: "Mestre, qual é o
grande mandamento na lei?"
Jesus respondeu:
"Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu
coração, de toda a sua alma e de todo o
seu entendimento.
Este é o grande primeiro mandamento e o
segundo, semelhante a este é: Ameo seu
próximo como você ama a si mesmo."
Destes dois mandamentos dependem toda a
lei e os profetas.
Ame ao Senhor
de todo o seu entendimento, alma,
coração, força.
Isso é refletido também em como nós nos
relacionamos com os nossos pecados. Pois
a forma com que tratamos os nossos
delizes, os nossos erros, diz muito
acerca de como nós temos desenvolvido e
alimentado o nosso amor a Deus.
Por diversas partes as escrituras deixam
claros que aqueles que amam a Deus
obedecem os seus mandamentos.
O nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou
isso e este é o momento aonde a igreja
reunida
se coloca diante de Deus para confessar
os seus pecados. Deus sabe aonde temos
errado. Deus sabe o que se passa em
nossa mente. Deus sabe o que se passa em
nosso coração. Deus sabe o que nós temos
falado ou pensado em falar, sentido. E
este é o momento onde nós damos nomes a
estes erros, a estas tentações a qual
temos sucumbido, mas damos nomes pedindo
ao Senhor perdão, o sincero
arrependimento.
caminha para a confissão de pecados
e sabemos que todo pecado de alguma
forma reflete para com o próximo.
Portanto, esse é o momento onde nós
silenciosamente nos colocaremos diante
do Senhor em sinceridade, sabendo que
ele já conhece os nossos dias para pedir
perdão com sinceridade e reconhecer o
seu perdão para uma vida de santidade.
Façamos isso.
Senhor,
nosso Deus, nosso Pai Santo,
a tua palavra nos ensina que Quando
ignoramos a realidade dos nossos pecados
ou quando dizemos que não temos pecados,
não só mentimos, mas fazemos o Senhor
mentiroso.
Pois o Senhor diz que a nossa condição
distante de ti era entregue aos pecados
da nossa carne.
Mas em Cristo Jesus cremos que uma nova
vida nos foi dada.
Nos tornamos nova criatura.
ainda sobre os efeitos práticos
do pecado, mas não mais escravizados por
eles.
Isso, Senhor, nos traz a condição de
estarmos diante de ti, reconhecendo o
que temos feito de errado,
dando nome aos nossos erros.
Compreendemos aquilo que temos feito que
desagrada os teus mandamentos,
que nos distancia da verdadeira comunhão
e da profunda profunda comunhão que o
Senhor propõe ao seu povo. Tudo isso, ó
Pai, acontece por conta do pecado.
E neste momento, como igreja reunida,
queremos confessar os nossos pecados,
abrir o nosso coração em sinceridade,
expor a nossa fraqueza
e pedir que o Senhor nos perdoe.
E pedir que o Senhor, ó Pai, produza em
nós cada vez mais ódio aquilo que nos
distancia de ti. e da mesma forma que o
nosso coração seja preenchido pelo teu
santo espírito para amar, para desejar e
para buscar dia após dia uma vida
condizente
com aqueles que estão em ti por meio de
Cristo Jesus.
Nesta manhã, teu povo reunido diante de
ti sinceramente pede perdão,
crendo no poder do teu santo espírito
para uma vida de santidade,
da alegria de sabermos
que o Senhor terminará a boa obra que
começou em nossa vida, olhando para a
frente, esquecendo as coisas que ficaram
para trás e nos alegrando, desejando
cada vez mais estar debaixo da tua
vontade. Essa é a nossa oração em nome
de Jesus Cristo, aquele que proporcionou
isso em nossa vida. Oramos assim. Amém.
Convido a igreja a se colocar de pé e a
louvarmos ao nosso Deus.
>> [música]
[música]
>> enquanto [canto] Quanto eu calei
[música]
o meu [canto]
pecado?
[música]
Envelhece,
[canto]
eu sei, [música]
de tão [canto]
cansado,
porque [música]
[canto] a sua mão
desata [música]
sobre [canto]
mim
[música]
e o meu vigor [canto]
chegou.
ao fim. [música]
O meu pecado [música]
então
eu não [canto] mais ocultei
[música]
do meu [canto] Senhor
e [música]
Rei.
>> [música]
[música]
>> Assim eu confessei [música][canto]
o meu pecado
[música]
e pelo [canto] sangue
de Jesus. Eu
fui [música][canto]
lavado
porque a [música] sua mão
fez a
sobre mim.
[música]
E o meu [canto]
vigor [música] chegou
ao fim.
>> [música]
>> O meu pecado
então
[música] eu não mais [canto] ocultei
do meu Senhor [música]
e
Rei. Oh.
[música]
>> [música]
[música]
>> Te amamos, [música]
[canto] Deus,
pois tua [música][canto]
misericórdia
nunca falhou.
Estamos seguros [música][canto]
em tuas mãos.
Sempre que nos [música] levantamos
[canto]
até o nosso [música] dejar,
vamos cantar.
da bondade [música]
de Deus.
[música]
Em todo [canto] tempo és fiel.
[música]
Em todo [canto] tempo, tu és tão tão
bom.
[canto]
Com [música] todo o fôlego que temos.
[música]
Vamos [canto] cantar
da bondade
de Deus. [música]
[canto]
Tua doce voz
que nos guia pelas lutas. [música]
Na escuridão, [canto]
tua presença [música]
é real.
Te revelas como [música][canto] pai.
bondoso amigo [canto] és
nos faz [música] viver
na bondade
[canto] de Deus.
Em todo [música] tempo [canto]
és fiel.
>> Em todo [música][canto] tempo tu és tão
tão bom.
Com todo o [canto] fôlego [música] que
temos,
vamos [canto] cantar
na bondade
de Deus.
[música]
Bondade [canto]
que nos cerca, nos segue até o fim.
[música]
Bondade [canto]
que nos cerca, nos segue até o fim.
Nossa vida [música]
dá a te entregar [canto]
tudo a te render.
Bondade [música][canto]
que nos certa, nos segue até o fim.
Bondade [música][canto]
que nos cerca segue até o fim.
[música] Bondade [canto]
que nos certa, nos segue até o fim.
>> [música]
>> Nossa vida dá a te entregar [canto]
tudo a te render.
Bondade [música][canto]
que nos cerca nos segue até o fim.
[música]
Em todo tempo [canto]
és fiel. [música]
Em todo [música][canto] tempo tu és tão
tão bom.
Com todo [música] o fôlego [canto]
que temos,
vamos cantar [música]
da bondade [canto] de Deus.
Vamos cantar
[música] da bondade
de Deus. [canto]
Deus.
[música] Vamos cantar
da bondade
de Deus.
[música]
Os irmãos podem se assentar.
Queria chamar aqui à frente o Renan
Antunes.
Ele vai fazer a sua pública profissão de
fé e também o batismo.
>> Renan, é bom vê-lo aqui, viu? Fico feliz
com a sua decisão. Obrigado.
>> Ah, nós temos o costume, é prática da
igreja presbiteriana, batizar e também
fazer a pública profissão de fé.
É, em alguma medida até estranho porque
o Renan está entre nós há tanto tempo,
mas hoje ele tem a oportunidade de tomar
uma decisão. É uma decisão pública e ao
fazê-lo, ah, você torna também público
aquilo que Deus tem feito na sua vida,
tá? O Renan já fez a sala preparação e
já foi examinado pelo conselho e agora
ele tem a oportunidade de vir aqui
diante da igreja publicamente
a professar a sua fé.
Nós que estamos acostumados a ver isso
com muita frequência, ninguém nunca
imaginou, por exemplo, alguém sendo
perguntado se você crê em qualquer coisa
que eu perguntar para ele, ele falar que
não crê, ele teria que voltar e sentar,
porque se ele não crê no básico, não tem
como ele professar a fé. Então, a gente
não chama aqui a pessoa para professar
uma fé de um ateu.
Todavia, é importante, Renan, para você,
pros seus filhos, paraa sua família,
paraa igreja ver pessoas adultas ah
vindo publicamente professar isso.
Então, eu pergunto e eu sei que você
responderá na sinceridade do seu
coração, mas você acredita, Renan, que
há somente um Deus, criador dos céus e
da terra? E esse Deus, ele subsiste em
três pessoas, Deus Pai, Deus Filho e
Deus Espírito Santo. Você acredita
assim?
Você acredita, Renan, que esse Deus é o
Deus revelado nas Escrituras? Não é um
Deus revelado nos livros, nem no
YouTube, nem no Instagram. É um Deus
revelado nas escrituras. É esse o Deus
que você acredita? Você acredita, Renan,
também que esse Deus
revelou a sua vontade na Bíblia para que
por meio dela você pudesse conhecê-lo
cada dia mais? Você crê assim? E por
causa disso, você crê também que a
Bíblia que você tem com ela aí, ah, é a
palavra de Deus e é a única regra de fé
e prática para sua vida. Você crê assim,
Renan? Você crê também que, conforme
revelado na Bíblia e também a
concretizado na história, Jesus Cristo,
ele é o filho de Deus e ele veio para
resgatar você e todos nós do seu pecado.
Você crê assim,
>> Renan? Você também promete a diante de
Deus e diante da igreja que você será
uma pessoa que se empenhará para
conhecer cada vez mais a vontade de
Deus. revelada nas escrituras. Você se
compromete a isso?
>> Você se compromete também, Renan, de ter
um bom exemplo de piedade, de temor a
Deus e de testemunho para a igreja e em
qualquer lugar que você estiver, você se
compromete a isso? Eu pergunto à igreja
de Santo Amaro, vocês também
semelhantemente se comprometem a ser um
testemunho e um guia para o Renan, para
que ele continue crescendo e conhecendo
o Deus que é revelado nas escrituras? Se
sim, digam sim.
>> Sim.
>> Nós vamos então proceder com o batismo
do Ren agora.
Renan, eu te batizo em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo. Ó Deus
bendito,
dê graça ao teu servo para que ele
continue caminhando diante de ti.
Permita que a jornada do Renã daqui em
diante seja uma jornada frutífica,
seja uma jornada, ó Deus, abundante, que
em conhecendo a tua vontade revelada na
Bíblia, o Renan possa gerar muitos
frutos do Espírito para abençoar a sua
família e tantos outros que estarão
diante dele por onde quer que ele
passar. Guarde a sua vida, guarde o seu
coração, guarde a sua mente cativos à
tua palavra e permita que esse teu servo
Deus seja uma bênção no meio do teu
povo. Oramos em nome de Jesus. Amém.
>> Amém.
>> Deus abençoe, Renan.
Amados irmãos, vamos abrir a palavra do
Senhor
na primeira epístola de Pedro.
Vamos dar sequência às nossas exposições
com base nesta epístola, estudando hoje
o capítulo 3, do verso 8 ao verso 12.
Primeira epístola de Pedro, capítulo 3,
do verso 8 ao verso 12.
Aqui nós somos estimulados
a praticar e a viver o evangelho com
fervor. Diz assim o autor da carta, o
apóstolo Pedro: "Finalmente,
tenham todos o mesmo modo de pensar.
Sejam compassivos, fraternalmente
amigos, misericordiosos,
humildes.
Não paguem mal com mal, nem ofensa com
ofensa. Pelo contrário, respondam com
palavras de bênção, pois para isto mesmo
vocês foram chamados, a fim de
obedecerem, a fim de receberem bênção
por herança.
Pois aquele que quer amar a vida e ter
dias felizes, refreie a língua do mal e
evite que os seus lábios falem palavras
enganosas.
Afaste-se do mal e pratique o bem.
Busque a paz e empenhe-se por
alcançá-la. Porque os olhos do Senhor
repousam sobre os justos e os seus
ouvidos estão abertos à suas súplicas.
Mas o rosto do Senhor está contra
aqueles que praticam o mal. Vamos orar.
Senhor nosso Deus, nosso amado Pai, nós
te damos graças, nós te bendizemos
porque o Senhor nos trouxe até aqui,
porque o Senhor tem falado ao nosso
coração, tratado as feridas da nossa
alma, porque o Senhor tem melhorado os
nossos relacionamentos, o Senhor tem
ouvido as nossas súplicas. E nós, ó
Deus, podemos confiar inteiramente no
direcionamento que recebemos da tua
parte. De modo que nessa manhã pedimos
que mais uma vez o Senhor nos aponte o
caminho, o Senhor nos diga o que
precisamos corrigir. O Senhor nos
santifique, porque justificados já somos
e reconciliados contigo já estamos pela
obra maravilhosa do Senhor Jesus.
Queremos então progredir espiritualmente
e precisamos do teu auxílio para isso.
Oramos em nome de Jesus. Amém.
Meus irmãos, nós aprendemos a chamar de
boas práticas um conjunto de regras,
métodos e procedimentos reconhecidos
como a forma mais segura e eficiente de
realizar uma certa tarefa ou atividade.
ou as práticas aplicadas a qualquer área
do nosso conhecimento ou experiência são
interpretadas de um modo bastante
positivo, porque o termo faz referência
a cuidados especiais que nós tomamos
para garantir a qualidade, para evitar
erros grosseiros e para organizar os
processos de modo a alcançar os
objetivos melhores e até uma performance
de excelência.
Nesse sentido, é comum se falar em boas
práticas de alimentação e saúde, boas
práticas na fabricação de um produto e
também de boas práticas para aplicar em
uma construção.
Essa última tem sido usada por nós como
uma metáfora que se relaciona conosco no
campo espiritual, porque os crentes e a
própria igreja são como um edifício que
Deus tem edificado a cada dia, já que
ele segue realizando em nós e através de
nós a sua maravilhosa obra redentora.
Dessa forma, perguntamos:
Como você tem construído a sua vida?
Nós entendemos que o Senhor tem limpado
o nosso coração, tem estruturado melhor
as nossas ideias e sentimentos, tem nos
protegido do mal, tem nos preservado e
impedido a nossa queda, tem reforçado o
nosso aprendizado, tem nos tornado mais
vigilantes e comprometidos com ele e com
a expansão do seu reino. E essas coisas
todas acontecem ao verdadeiro crente.
Esses padrões elevados, irmãos, também
precisam ser aplicados no campo dos
relacionamentos interpessoais, de um
modo que inevitavelmente precisamos
tratar sobre moral, ética e
comportamento, não como um fim em si
mesmo, mas como um desdobramento
da fé que nós temos recebido.
Isso é a prova cabal de que a nossa fé
não é meramente teórica ou abstrata, mas
ela se concretiza em ações que revelam
os nossos princípios e valores e que
mais do que isso, manifestam a nossa
prioridade e o nosso testemunho. O
testemunho que estamos dispostos a dar
acerca do nosso Salvador Jesus Cristo.
Esse é um assunto de grande interesse no
mundo inteiro. Vejam, o conceito de
ética vem sendo discutido há séculos por
teólogos, filósofos e diversos
pensadores no mundo inteiro. Há, sem
dúvida, um esforço que os homens fazem
para encontrar um modelo de conduta que
dê sentido à sua vida, que padronize a
relação dos indivíduos entre si e que
também imponha limites aos impulsos que
não são próprios. Isso dá origem a
algumas falas que nós ouvimos e
reproduzimos algumas vezes. Por exemplo,
o seu direito termina quando começa o
direito do outro. Ou é melhor viver só
do que mal acompanhado? Quem avisa amigo
é. Se conselho fosse bom, ninguém dava,
vendia. Amigos, amigos, negócios à
parte. Gato escaldado tem medo de água
fria. A corda sempre arrebenta para o
lado mais fraco. Cavalo dado não se olha
os dentes. Quem semeia o vento colhe
tempestade.
Cada macaco em seu galho
é dando que se recebe. Quem com ferro
fere, com ferro será ferido. O que os
olhos não vem, o coração não sente. Uma
dorinha só não faz verão.
Para bom entendedor, meia palavra basta.
Águas passadas não movem moinhos.
Não julgue um livro pela capa. Mentira
tem perna curta.
Quem fala demais dá bom dia a cavalo.
Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de
perdão.
Diga-me com quem andas que eu direi quem
tu és.
A união faz a força. Quem fala o que
quer, ouve o que não quer.
Quem muito se ausenta, uma hora deixa de
fazer falta.
Faço o que eu digo, mas não faço o que
eu faço.
Não grite as suas conquistas, porque a
inveja tem sono leve.
Quando Pedro fala de Paulo, fico sabendo
mais de Pedro do que de Paulo.
Entre essas falas, existem alguns pontos
interessantes, com fundo de verdade, que
expressam a graça comum na sabedoria
popular.
Mas também encontramos nesse conjunto
uma série de problemas e equívocos,
equívocos inclusive terríveis que não
fazem jus ao ensino bíblico. De qualquer
maneira, irmãos, o que eu estou tentando
dizer aqui e o que esses dizeres
sintetizam é que nós não temos apenas
ideias, mas nós nos esforçamos numa
tentativa constante de tentar definir
padrões, critérios, de tentar entender o
que é certo, o que é errado, o que atrai
problemas, como nós podemos resolver
pendências.
Mas cuidado, porque nem tudo que parece
ser verdade de fato, é. Temos a melhor
base de todas, a escritura sagrada,
mas muitos nesse mundo que parecem ser
sábios atiram no escuro. Há quem defenda
que a verdade é mutável e está sujeita
ao tempo e à cultura. Há quem defenda
que o homem pode encontrar tudo que
precisa dentro dele, servindo ele mesmo
de referência para si próprio. No
ateísmo, a ética é ilusória, porque ela
está despida de prescrições morais
objetivas.
Alguns tentaram destruir a ideia de Deus
e acabaram com isso maculando a imagem
do próprio homem. Para o evolucionista
clássico, qualquer norma provavelmente
será entendida como uma mera construção
social.
Mas no cristianismo tudo é diferente.
No cristianismo o mandamento de Deus não
se discute e somos nós que devemos nos
adequar a ele e não o contrário. No
cristianismo não há relativismo moral,
não há propósitos vazios, não há
mensagens vagas ou vazias de
significado.
Nosso procedimento, irmãos, é o
resultado daquilo que Deus mesmo infunde
em nosso coração e na nossa consciência
a partir do que nos é claramente
revelado em sua palavra.
A Bíblia não é simplesmente um livro
moralista que dita regras frias. Não é
um livro de autoajuda que nada mais faz
do que massagear o ego humano. Não. A
Bíblia não é um livro de romances
fictícios que nenhuma esperança pode
trazer aos homens, mas ela é a própria
verdade que revela as nossas origens, o
nosso pecado e o caminho para a nossa
redenção em Cristo.
Quando pecamos, rompemos o nosso
relacionamento com Deus, com o próximo,
e até o entendimento de nós mesmos se
tornou corrompido.
Quando Deus nos transforma, então começa
a restauração da nossa comunhão com ele
e com o próximo. Porque olhamos para
Deus e olhamos para as pessoas de uma
forma diferente. Passamos a agir de uma
forma diferente também.
Textos como o que traz os 10 mandamentos
ou o sermão do monte lançam diretrizes
profundas, tendo por base o caráter de
Deus e a situação do nosso coração
carente, perdido, mas que encontra em
Cristo a alegria, a esperança, o perdão
e a salvação.
Em Cristo, aprendemos a viver melhor em
dias de paz e em dias de perseguição. Em
Cristo, nós temos recomeço. Em Cristo,
nós podemos nos amar, nos reconciliar e
praticar o bem até mesmo aos nossos
próprios inimigos. Um padrão que o mundo
não conhece.
Jesus nos ensinou a fazer aos outros o
que queremos que eles também nos façam.
Resumindo nisso, segundo suas próprias
palavras, a lei e os profetas. Jesus
também nos ensinou a amar a Deus sobre
todas as coisas e ao próximo como a nós
mesmos, resumindo assim o decálogo.
Então vemos que a Bíblia nos diz o que
devemos fazer, por devemos fazer e para
que devemos fazer as coisas. Ela nos
desseca e acerta em cheio em nossa alma.
Ela nos guia e nos ajuda a agir
corretamente com os nossos irmãos e com
os incrédulos nas mais variadas
situações.
O texto que lemos, irmãos, trata de um
modo muito próprio, de três coisas muito
importantes para nós como servos de
Deus. caráter,
procedimento
e motivação. E eu gostaria que você
ficasse com essas três palavrinhas chave
na sua cabeça, caráter, procedimento e
motivação.
Porque essas são as três grandes
categorias que podemos utilizar para
melhor elucidar o nosso texto. Nós
devemos ter um caráter regenerado. Nós
devemos adotar práticas coerentes com o
evangelho. E nós devemos ter a motivação
certa diante de um Deus que nos observa
em todo tempo. Vamos ao primeiro bloco.
Falaremos agora, em primeiro lugar sobre
o caráter que deve sustentar os nossos
relacionamentos.
Aqui nós precisamos ter em vista,
irmãos, o versículo 8, que nos coloca
diante de pelo menos cinco virtudes
preciosas. Vamos começar aqui. Primeira
é a unidade de mente. Mais
especificamente, Pedro diz: "Tenham
todos o mesmo modo de pensar".
A tradução mais literal traria algo como
sejam todos de igual mente ou tenham
todos a mesma mente.
Ora, o que isso significa, irmãos? Acaso
Pedro está dizendo que não pode haver
diferenças de opiniões entre nós? É
óbvio que não é isso que está sendo
posto. A ideia não é conceber tudo de
modo exatamente igual sobre todos os
assuntos. Porque não podemos ter
uniformidade, mas possuir a mesma
orientação espiritual que é produzida
pelo evangelho. É como se ele estivesse
dizendo o seguinte: "Vocês devem ter a
mesma mentalidade, a mesma mentalidade
de um cristão." Geralmente o tipo de
unidade que os seres humanos estão
dispostos a abraçar, notem, é aquela que
se dá em razão de afinidade.
Então, se eu combino mais com o fulano
ou se eu eu me uno a ele, se alguém tem
as características que me agradam ou que
são mais compatíveis com as minhas
inclinações ou gostos, eu ando com essa
pessoa, eu tolero essa pessoa, eu ouço
essa pessoa. Vejam, o texto não estimula
aqui a união com base apenas na
afinidade, porque ninguém precisa de um
mandamento específico para isso.
Concordam? Ninguém precisa. Naturalmente
nós já nos aproximamos daqueles que são
compatíveis conosco.
Essa unidade a que nós somos instados no
texto é uma unidade que nasce da
submissão comum à palavra de Deus, que é
algo que deve nos caracterizar. Eu devo
ser submisso à palavra, você deve ser
submisso à palavra, ainda que nós
tenhamos divergências.
Falando de um outro modo, todos os
crentes devem pensar de acordo com a
Bíblia. Todos os crentes devem enxergar
a realidade pelas lentes da revelação
que nos foi dada. Devem se esforçar para
isso.
Por isso, irmãos, uma igreja saudável
tem harmonia e não está dividida quanto
a questões essenciais.
Nós podemos discordar um do outro em
questões menores, em algumas
preferências pessoais, em algumas
opiniões, em algumas sugestões,
mas a nossa discordância não pode ser
grave em termos de cosmovisão,
fé, [roncando] doutrina ou comportamento
adequado para um cristão. O cristianismo
historicamente apregou a conceitos
claros e inegociáveis sobre pecado,
sobre justiça, sobre graça e nos desafia
a viver e a pregar o puro evangelho, a
fim de que os homens sejam salvos. Mas
essa é uma batalha difícil.
É uma batalha difícil, irmãos, porque
quase tudo nesse mundo conspira para nos
afastar.
Podem ter certeza, quase tudo nesse
mundo conspira contra a nossa principal
tarefa de glorificar a Deus em unidade.
Nos dias de Pedro, por sustentarem a
verdade, os crentes estavam sendo
perseguidos. Por dizerem que Jesus é o
único Senhor, os crentes estavam sendo
humilhados.
Por buscarem santidade, os crentes
estavam sendo tratados como parte de uma
gente estranha e supersticiosa que não
seguia o status qu.
E adivinhem? Os crentes continuam não
seguindo exatamente o status qu definido
pelo mundo. Ora, sabemos que as
acusações, assim como a que os crentes
do período do primeiro século recebiam,
são comuns aos cristãos de todas as
épocas em algum nível e também temos
sido alvos nesse sentido. Portanto, é
importante que estejamos unidos não por
conveniências individuais, não por
interesses mesquinhos, não por
partidarismo ou vanglória, mas por
ideais maiores.
É importante que sirvamos de apoio um ao
outro e é importante que a nossa
intenção seja sempre a de glorificar o
nome do Senhor. Aqui nós não podemos
estar divididos, irmãos. Por isso o
apóstolo Paulo também diz em Filipenses,
portanto, se existe alguma exortação em
Cristo, alguma consolação de amor,
alguma comunhão do Espírito, se há
profundo afeto e sentimento de
compaixão, então completem a minha
alegria, tendo o mesmo modo de pensar,
tendo o mesmo amor e sendo unidos de
alma e mente.
A segunda virtude aqui apontada é a
compaixão.
A palavra utilizada para compadecidos
no grego
tem a mesma raiz que também é usada para
a palavra simpáticos
que a gente traz pro nosso português.
Todavia, a simpatia que se requer dos
crentes não é no sentido em que
geralmente se compreende. Talvez
cumprimentar alguém, fazer um tipo de
gentileza, elogiar ou simplesmente ter
um sorriso fácil possa ser visto como
parte de uma personalidade simpática que
nos atrai.
Mas a simpatia ou o sede compadecidos
do texto tem um sentido mais profundo. O
sentido mais pleno aqui, irmãos, é
identificar-se.
O que Pedro está dizendo é que esta é
uma unidade orgânica
e tal como um organismo vivo, os crentes
devem estar prontos para se identificar
uns com os outros, para se identificar
com os seus irmãos, ou seja, estarmos
tão envolvidos que compartilhamos
conhecimento e experiências,
compartilhamos lutas e vitórias. É como
diz Paulo em Romanos 12, alegrem-se com
os que se alegram e chorem com os que
choram ou na carta aos Coríntios, de
maneira que se um membro sofre, todos
sofrem com ele. Se um deles é honrado,
então todos se regozijam com ele.
Contudo, o texto mais destacável para
mim em relação a essa exortação é o de
Hebreus 4:15, que diz: "Porque nós não
temos sumo sacerdote que não possa se
compadecer das nossas fraquezas, pelo
contrário, ele foi tentado em todas as
coisas à nossa semelhança, mas sem
pecado." Por que que eu considero que
esse texto é fundamental, irmãos? Porque
Cristo é o maior exemplo que nós temos.
Ele era Deus, mas resolveu se
identificar
conosco e resolveu então passar pelas
tentações que nós passamos. É por isso
que a Bíblia diz que ele se compadece de
nós em nossas fraquezas, uma vez que ele
se identificou conosco.
Quando nós aprendemos a nos identificar
uns com os outros, aprendemos a nos
identificar com os nossos irmãos, também
aprendemos a ter um coração mais
compadecido
em relação a eles. Como Deus se
compadeceu e se identificou conosco,
importa que nós nos compadeçamos e nos
identifiquemos uns com os outros. A
terceira virtude que aparece aqui é o
amor fraternal.
Na verdade, Pedro agora repete aquilo
que ele já enfatizou no capítulo 1,
versículo 22, em que ele aponta para um
amor fraternal não fingido, uma
admoestação, aliás, que aparece também
em diversas outras partes das
Escrituras.
O adjetivo fraternalmente
revela que a igreja é a família da
aliança, de modo que nós somos irmãos e
a nossa relação de amor, comunhão e
amizade não pode ser opcional, não pode
ser forçada e não pode ser teatral.
Nós fomos amados e fomos reconciliados
com Deus em primeiro lugar. É por isso
que agora amamos uns aos outros. Nós
amamos porque ele nos amou primeiro. Nós
somos hoje amigos porque um dia fomos
inimigos de Deus e ele restaurou a nossa
comunhão consigo mesmo.
A quarta virtude é misericórdia.
Sede misericordiosos. Aqui significa,
irmãos, literalmente ter boas entranhas.
Isso soua estranho para nós, né? Mas
sede misericordiosos é ter boas
entranhas.
Eh, na cultura grega, as entranhas, o
intestino, o estômago, o abdômen,
eh, essa região do nosso corpo era
considerada como o centro das emoções
profundas. Os antigos associavam as
entranhas com as sensações internas,
porque o medo, o susto, o nervosismo, a
ansiedade, a ira, a indignação
e coisas parecidas podem afetar, como
nós bem sabemos, o nosso estômago, o
nosso intestino, pode nos fazer contrair
a região abdominal, pode nos fazer
perder o apetite. Essas coisas fazem com
que percamos o apetite. Então, ter boas
entranhas ou ser misericordioso
significa possuir uma compaixão que
brota de dentro. É uma compaixão que vem
das profundezas da alma. Significa
termos sensibilidade
diante da fraqueza alheia ou diante da
da triste condição espiritual que cerca
uma pessoa.
Jesus chorou, lembram?
E a Bíblia diz que Jesus chorou diante
da irmã de Lázaro, que chorava aos seus
pés. O texto diz que ele se comooveu no
seu espírito.
Era uma forma de se compadecer daquela
dor.
Jesus chorou também diante da
incredulidade das pessoas em Jerusalém.
Ele olhava paraa cidade e lamentava,
lamentava a sua rejeição aos profetas, o
sofrimento e o juízo que estava
reservado a ela. Quer dizer, a
misericórdia bíblica não é, irmãos,
sentimentalismo,
mas é disposição interior.
disposição interior para consolar, para
socorrer, para erguer o caído, para
exortar também, para exortar segundo a
verdade, para animar
ainda quando nós identificamos que
aquele que se beneficia das nossas ações
não necessariamente merece bondade,
porque isso é a definição de
misericórdia.
Misericórdia é não dar o outro, ao outro
aquilo que ele que ele merece. é não
fazer com que ele sofra diante daquilo
que eh o o mal diante do mal que ele
praticou. Isso é misericorder
e caso alguém não tenha percebido,
essa é a misericórdia de Deus para
conosco.
Ele olhou para nós
e estendeu a mão. Ele nos tirou do fundo
do poço.
Ele nos deu vida quando estávamos
mortos. Ele nos tirou da crise
existencial. E ele decidiu não nos
tratar conforme aquilo que nós
merecíamos pelos nossos próprios atos.
Misericórdia é a maior necessidade de
todos nós. Por isso, tenha misericórdia
de sua família,
tenha misericórdia dos seus amigos,
tenha misericórdia dos seus irmãos,
tenha misericórdia dos incrédulos
perdidos nesse mundo, tenha misericórdia
dos seus pastores.
Tenha misericórdia dos missionários.
Tenha misericórdia daqueles que estão
doentes, daqueles que perderam o ente
querido, daqueles que foram vítimas do
mal, daqueles que sofreram prejuízos.
Sem misericórdia
não há razão pra vida cristã.
Sem misericórdia, nem eu e nem você
poderíamos ser cristãos.
Dá para entender isso? Jesus disse:
"Sejam misericordios como misericordioso
é o vosso Pai". Isso sem dizer que a
vinda de Cristo a esse mundo,
sem sombra de dúvida, juntamente com a
sua morte na cruz, foi o maior ato de
misericórdia já praticado por alguém em
nosso favor.
A quinta virtude é humildade. Pedro
[roncando] diz: "Sejam humildes".
A virtude da humildade, irmãos, não era
bem vista na cultura grega.
Na literatura dos gregos antigos, a
humildade era tratada como um vício,
olhem só, e não como uma qualidade.
Ninguém nega a grandeza daquela
civilização, mas a teologia reformada
afirma que mesmo os homens mais
inteligentes e sofisticados têm dentro
de si um coração corrompido, por vezes
marcado pela idolatria, pela ganância e
pelo paganismo.
Homens que parecem iluminados se mostram
vaidosos e limitados. Alguns se
inculucam por sábios e se tornam loucos.
Nesse mundo, toda a nossa megalomania, a
nossa mania de grandeza, facilmente se
esfarcela pelo chão. Boa parte das
certezas, das falsas seguranças que os
homens têm se mostram inúteis e fúteis.
Os que pensam que são poderosos passam
como a neblina e não se mantém de pé no
dia mal.
Ninguém é melhor do que ninguém.
Nós precisamos de Deus e nós precisamos
uns dos outros. Naquela cultura,
valorizava-se por demais a oratória, o
discurso, o debate, a razão, o argumento
lógico.
Nesse contexto, uma pessoa humilde
não encontrava muitos espaços.
Daí você pode entender porque a mensagem
do Cristo crucificado, a mensagem do
Cristo crucificado era loucura
para o grego.
Porque Jesus se humilhou morrendo da
forte da forma mais ultrajante possível.
Como que um grego, com as suas
concepções assim poderia aceitar um Deus
que é morto numa cruz como se fosse um
malfeitor qualquer?
Na carta aos Filipenses, Paulo escreve:
"Tenham em vocês o mesmo modo de pensar
de Cristo Jesus, que mesmo existindo na
forma de Deus, não se vangloriou. Pelo
contrário, ele se esvaziou assumindo a
forma de servo, tornando-se semelhante
aos homens. Ele se humilhou sendo
obediente até a morte e morte de cruz.
Por isso, diferente dos gregos, irmãos,
na literatura cristã,
a humildade sempre foi vista como uma
virtude desde o início. Isso é muito
diferente. Em muitos aspectos, nós
também não vivemos em uma sociedade que
valoriza a humildade.
as pessoas muitas vezes vão se mostrar
soberbas, arrogantes
e inclusive vão propagar isso, porque há
uma glamorização hoje da soberba, da
arrogância,
porque há pessoas defendendo abertamente
que
ser assim ou se comportar dessa forma de
um modo pedante
é fundamental para se alcançar sucesso,
para prosperar para empreender, para
crescer na vida, para que os outros te
respeitem.
Só que a Bíblia diz que a soberba
precede a queda,
que aqueles que se exaltam serão
humilhados, que o Senhor está com o
humilde de coração, que esse é o
antídoto exato para o orgulho. Entender
que nós somos inteiramente dependentes
de Deus, reconhecer que nós não temos
nada que não tenhamos recebido das mãos
dele.
Eu sei que as nossas inclinações são
totalmente opostas.
Eu sei que só a obra redentora,
regeneradora, santificadora do Espírito
pode produzir algo diferente na nossa
vida. Jesus mostrou o caminho. Jesus
disse que aquele que quiser ser o maior
entre nós
deve estar disposto a servir.
Seja humilde.
Seja humilde em servir com seus dons.
Seja humilde ao receber uma exortação.
Seja humilde ao reconhecer os seus erros
e se desculpar.
Seja humilde ao agradecer e admitir que
outros te ajudaram.
Bem-aventurados
os humildes de espírito, porque deles é
o reino dos céus.
Se nesse primeiro bloco, então, nós
tratamos aqui sobre o caráter que
sustenta os relacionamentos, eu quero
falar agora nesse segundo bloco sobre os
procedimentos que edificam o próximo e a
nós mesmos. os procedimentos que
edificam o próximo e a nós mesmos. O
primeiro procedimento em destaque é:
retribua o mal com a bênção.
Retribua o mal com bênção. [roncando]
Amados, até esse momento,
a atenção de Pedro em suas orientações
para aquela comunidade cristã para a
qual ele escreve estava voltada ao trato
dos crentes uns com os outros. Ele
ensinou até aqui sobre a conduta do
crente diante dos seus irmãos,
principalmente. Agora, porém, ele vai se
concentrar nas ações ou nas reações dos
crentes para com todas as pessoas, de um
modo geral, inclusive os incrédulos.
Isso se torna ainda mais chamativo
quando consideramos que os leitores
dessa carta estavam sendo caluniados e
insultados por inimigos da fé que
procuravam até mesmo conter o avanço do
cristianismo que se espalhava.
Muito bem. Nessas circunstâncias, qual
deveria ser o procedimento dos fiéis?
Importante ressaltar, irmãos,
que o ímpeto da natureza humana é
retribuído da mesma forma.
Claro, esse é o ímpeto da nossa
natureza.
E isso, inclusive, vou até um pouco mais
longe, isso não é totalmente, não é
absurdo
do ponto de vista da justiça.
Se nós nos concentrarmos apenas em
aspectos judiciais,
por exemplo, ou na maneira como as
autoridades devem punir o malfeitor, a
proporcionalidade
é um elemento importante a ser
considerado.
No Antigo Testamento, com Moisés, já se
previa um conjunto de leis que eram
tanto punitivas quanto retributivas.
As leis romanas também eram muito
sofisticadas, aja vista o legado que os
romanos nos deixaram nesse sentido.
Então, talvez alguns leitores de Pedro
eh interpretassem
sim que deveriam retribuir aos seus
inimigos da mesma maneira, pagar o mal
com o mal.
Talvez até alguns já estavam se
conduzindo dessa forma, mas vejam que
Pedro desaconselha isso. A razão é que
ele trata aqui primordialmente sobre
relacionamentos
interpessoais, em que o fruto do
espírito deve se manifestar na vida de
cada crente, que seria então o critério
maior aqui. Nós não devemos olhar para
os méritos nossos, nem os de ninguém,
mas para a graça de Deus. Então Pedro
proíbe o mecanismo instintivo e natural
do coração caído, que é revidar.
O evangelho quebra o ciclo da vingança
pessoal, que seria normalmente
perpetrado por qualquer pessoa.
O que nos torna diferentes, irmãos, o
que choca o mundo, o que coloca o
cristianismo em um patamar muito mais
elevado do que qualquer religião ou
filosofia, é justamente a mensagem de
que o mal não triunfa.
O mal pode ser vencido com a arma do
bem.
E mais do que isso,
Jesus venceu praticando bem.
Retribuir o mal com o mal para o cristão
em nossos relacionamentos interpessoais
é algo que deve estar fora de cogitação
para nós.
Não quer dizer que você não possa ser
firme. Não quer dizer que você não possa
buscar direitos legais. Não quer dizer
que você não possa reivindicar respeito
à sua dignidade,
mas você não precisa deixar a sua alma
se contaminar diante do mal que lhe
fazem. Você não precisa agir como um
incrédulo, trocando ofensas com ele.
Você não deve priorizar vencer uma
disputa de egos em detrimento do reino.
Irmãos,
nem sempre terá que ser assim,
mas às vezes parece que nós perdemos de
vista
que haverá situações, repito, nem sempre
terá que ser assim,
mas parece que nós estamos perdendo de
vista de que às vezes haverá situações
em que como crentes será melhor ceder.
Como crentes, às vezes a gente tem que
aceitar o prejuízo.
Às vezes, como crentes, a gente perde
para ganhar.
Nós temos que reaprender a a a o fato de
que a nossa recompensa e o nosso
galardão vem do Senhor, mais do que dos
homens.
A palavra de Deus ensina que nós
devemos,
sempre que possível,
sempre que possível
abençoar os nossos inimigos e mesmo
aqueles que nos fazem mal, que nos
difam. É, é destacável, é destacável o
final do verso.
Pois com esse objetivamente Pedro
organiza as palavras para que elas se
tornem mais inteligíveis. Ele diz:
"Respondam
com palavras de bênção." Olha que
interessante, irmãos. Respondam com
palavras de bênção,
pois para isto mesmo vocês foram
chamados. Pedro relaciona o nosso
chamado
ao tipo de resposta abençoadora que nós
damos quando somos de alguma maneira
contrariados.
Isso é parte do nosso chamado. Isso é a
nossa vocação. Só o crente consegue
fazer isso. Só o crente consegue ser
assim.
E vejam o jogo de palavras. O que está
sendo colocado é: "Transmitam bênçãos às
pessoas, inclusive aos seus adversários,
porque vocês são o povo da bênção."
Pare para pensar. Nós crentes somos o
povo da bênção.
Nós como crentes somos o povo da bção. É
verdade que alguns não irão querer
receber a bênção que nós invocamos sobre
eles e com isso receberão o juízo de
Deus sobre suas vidas. Nós vamos nos
lembrar até da comissão do envio de
Jesus, não é? Dos homens que chegavam e
diziam: "Paz sobre essa casa". ou pais,
rogavam a bênção de Deus e eram mal
recebidos, sacudam os pés e saiam de lá.
Isso é o juízo de Deus. Quem não quiser
receber a bênção, vai receber o juízo.
Mas nós somos aqueles que anunciam, que
comunicam, que rogam as bênçãos de Deus.
Vejam, Pedro [roncando] diz, ele mostra,
Deus é o vingador, Deus é o juiz. De
nossa parte, Pedro diz: "Bendigam aos
outros,
mesmo aqueles que vos amaldiçoam, porque
vocês com isso acumularão bênçãos de
Deus, das quais vocês são herdeiros.
Quer receber bênção?
Abençoe.
Quer ser abençoado, abençoe os outros.
O padrão do mundo, revidar, retalhar,
devolver na mesma moeda. O padrão do
reino responder com graça, porque nós
fomos abençoados por Deus e somos
chamados a abençoar.
Não há estímulo maior para os crentes do
que esse, o de saber que Deus nos
abençoará quando fizermos o que devemos
fazer para sua própria glória. Jesus nos
ensinou a orar pelos que nos perseguem.
Podemos abençoar os nossos inimigos,
então, orando por eles, procurando ser
tratável com eles, mesmo que esse bom
trato inicialmente seja apenas
unilateral, atendendo solicitações, quem
sabe razoáveis, dando água e comida
quando eles estiverem sede e fome.
Essa atitude impressionante só pode ser
praticada pelo crente em Jesus, que olha
para o seu mestre e que vê nele alguém
que também foi injuriado, insultado,
caluniado pelos seus adversários, mas a
reação de Cristo diante deles era de
grandeza, era de intercessão, era de
sabedoria,
também era de exortação,
também era denunci anunciando maldades,
revelando a dureza do coração deles. E
nós podemos fazer, irmãos, de tudo um
pouco.
No final das contas, nós podemos fazer
de tudo um pouco porque há tempo e há
espaço para tudo. Nem sempre a nossa
resposta deve se dar mesma maneira,
porque a Bíblia nos apresenta, inclusive
circunstâncias distintas.
Às vezes até o silêncio pode ser uma
alternativa melhor.
Às vezes a oração imprecatória também
pode ser usada quando nós nos colocamos
nas mãos do Senhor e pedimos que ele
castigue os inimigos.
Mas isso é com Deus.
O que nós não devemos fazer jamais é
rebaixar o padrão espiritual e moral que
nós recebemos.
Vejam, o patriarca José
viveu dramas terríveis em terra
estrangeira, mas não retribuiu aos
irmãos o mal que lhe fizeram. Davi foi
perseguido por Saul, mas não o matou
quando teve chance. Jó foi fustigado por
homens que diziam ser seus amigos, mas
depois orou por aqueles homens. Paulo
foi aprisionado em Filipos sob a
vigilância de um carcereiro cúmplice de
maus tratos. E o apóstolo não apenas
pregou para aquele homem e a sua
família, como batizou a todos.
Jesus foi moído em sua carne e enquanto
sangrava na cruz, ele disse: "Pai,
perdoa esses homens.
Esse mesmo Jesus é juiz.
Em outro momento da história, ele dirá
palavras severas aos ímpios.
Mas naquele momento ele nos ensinou a
orar pelos nossos algozes. Evitemos
pagar a outra em mal por mal, ofensa por
ofensa. Responder ao ataque injusto com
palavras de bênção é repetir o ato
sublime do Calvário,
do cordeiro de Deus que foi morto pelos
nossos pecados. é o que faz de nós
imitadores de Cristo. O segundo
procedimento relevante é controle a
língua.
Controle a língua.
Nesse momento, o apóstolo cita um trecho
do Salmo 34. Ele começa afirmativamente
falando sobre o que deve fazer aquele
que ama a vida e quer desfrutar de dias
felizes.
É interessante isso, não é, irmãos?
Porque se você fizer uma enquete aqui,
quem quer ser feliz na vida, todo mundo
vai levantar a mão. Só que a gente quer
felicidade e o nosso ato, a nossa ação
não é tão compatível com aquilo que a
gente busca, não é? E então, vejam só
esse aspecto aqui no texto.
Originalmente no salmo, essa frase
inclusive vem de modo interrogativo. O
salmista pergunta: "Quem de vocês ama a
vida e quer longevidade para ver o bem?
A pergunta é retórica, é como se ele
estivesse indagando, alguém aí quer uma
vida melhor, mais longa, feliz,
abençoada, então eis o que você deve
cultivar. E então nós temos mais
princípios éticos. Em primeiro lugar,
ele diz: "Refreie a língua do mal e
evite que os seus lábios falem palavras
enganosas". Quando Pedro diz refreia a
língua essa é uma expressão que também
pode ser traduzida por guardem a língua.
Guardem a língua. E guardar tem o
sentido de vigilância.
Ou seja, montem guarda e vigiem com
atenção as palavras que saem da sua
boca.
Agora, quando ele diz, evite que os seus
lábios falem palavras enganosas, o
sentido aqui é: façam cessar
completamente a mentira e o engano.
Não se trata apenas de reduzir palavras
pecaminosas, se trata de interromper o
hábito nocivo da fala.
interrompam, cessem de modo direto ou
indireto. Pedro coloca que há três
disciplinas na fala que o cristão deve
considerar. A primeira é deixar de lado
a fofoca, a difamação, a calúnia, a
blasfêmia, a murmuração e todo tipo de
palavra perniciosa. A segunda disciplina
é fugir do engano.
A integridade deve governar a nossa
comunicação. fuja do engodo, da conversa
fiada, distorcida, da coisa mal
explicada, da palavra suspeita, do boato
que gera desconfiança, do sofisma que
ludibria os mais desatentos, da heresia
que encaminha pessoas para perdição.
Fuja disso.
em tempos de redes sociais, de
comunicação de massa, discursos difusos,
é fundamental ter isso em mente.
A terceira disciplina é se preparar para
transmitir em sua fala o que for bom,
proveitoso, edificante, aquilo que sirva
para preservar a verdade de Deus e a
reputação dos inocentes. Meus irmãos, é
muito fácil agirmos inadequadamente com
as nossas línguas, mas o que a Bíblia
diz é que nós devemos guardá-la da
corrupção, da falsidade, da hipocrisia.
A língua é um órgão sensível que põe
para fora o que está em nosso coração.
Ela aproxima e separa os homens. Ela
pode traumatizar e aliviar. Ela abençoa
e amaldiçoa. Ela constrói e também
destrói. Ela provoca incêndio, mas ela
pode apagar incêndio.
Precisamos estar bem conscientes do
potencial e do impacto que as nossas
palavras têm. que nós saibamos com a
graça de Deus vigiar a nossa língua,
evitar o engano e santificar a nossa
comunicação. Terceiro procedimento
recomendado é: afaste-se do mal e
pratique o bem. Afaste-se do mal e
pratique o bem.
Depois de ter se concentrado aqui em
nossas palavras, vejam que Pedro agora
se concentra em nossas ações.
Não apenas devemos evitar o mal falar,
mas também devemos nos livrar do mal
proceder. Afaste-se do mal e pratique o
bem.
O cristão, irmãos, deve se desvencilhar
até mesmo da aparência, até mesmo da
aparência do mal. Então, há alguma coisa
que te lembra o mal? Há alguma coisa que
possa dar a entender que o que fazemos é
mal? Há algo que nós temos feito que tem
cheiro de mal, sabor de mal.
Há algo que a gente faz e que nos causa
mal no coração. Há alguma coisa que a
sociedade aprova, mas Deus diz que é
mal.
Existe dúvida sobre o que é bom ou mau.
A dúvida já é suficiente para nos
afastar.
A consciência incomoda e traz peso.
Então, abandone, afaste-se do que for
mal.
E ao nos afastar dessas coisas, também
precisamos em contrapartida, praticar o
que é bom. A expressão praticar o bem é
muito comum na epístola do nosso estudo
e aparece diversas vezes em forma de
ordenança. Por exemplo, Pedro diz que
pela prática do bem nós devemos
silenciar a ignorância dos insensatos.
Também ele afirma que se nós praticarmos
o bem, Deus se agradará de nós. Também
ele fala que Sara é um exemplo para as
mulheres piedosas, porque ela praticava
o bem e não temia perturbação alguma.
Mais adiante, ele vai dizer que os que
sofrem segundo a vontade de Deus
entregam a sua alma ao criador pela
prática do bem.
O cristão é reconhecido por fazer o bem,
por evitar o mal. E todos esses
versículos aqui nos mostram exatamente
isso. O último procedimento é: persiga a
paz.
Veja, o crente estimula, enaltece,
estabelece a paz em seu viver. Pedro usa
dois verbos fortes, irmãos, aqui. Um
deles indica buscar a paz com
diligência. O outro, traduzido por
empenhe-se,
empenhe-se por alcançá-la, veja,
significa correr atrás. correr atrás
significa perseguir.
E é curioso que o verbo indique um tipo
de perseguição que é positiva e sadia,
porque nós sabemos que os crentes
naquele momento estavam sendo
perseguidos literalmente, fisicamente.
Eles estavam sendo incomodados.
Então, é como se Pedro estivesse
dizendo: "Meus irmãos, persigam a paz
com a mesma intensidade com que o mundo
persegue vocês.
Enquanto eles nos perseguem para tolher
a liberdade e derramar o nosso sangue,
façamos o movimento oposto, perseguindo
até onde possível for, a paz entre nós e
a paz com eles." Porque a paz com Deus
nós já temos.
O apóstolo Paulo diz em Romanos:
"Justificados, pois, mediante a fé,
temos paz com Deus por meio de Cristo
Jesus".
Jesus disse aos seus discípulos:
"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou,
não vos ladou como a dar o mundo." Nós
estamos falando da paz verdadeira, da
paz que vem de Deus. A paz que o mundo
oferece, irmãos, é frágil, ilusória,
circunstancial, é uma falsa paz.
A paz de Cristo dura para sempre.
É a paz que acalenta os nossos corações.
É a paz que tranquiliza a consciência. É
a paz que nos liberta dos nossos
pecados.
É a paz que quebra a nossa inimizade com
Deus. E por que nós recebemos do Senhor
essa paz sem medida que transcende o
nosso entendimento? A consequência
lógica é partilharmos dessa paz uns com
os outros.
Por isso, a Bíblia está cheia de
referências que nos impulsionam a lutar
pela paz.
Paz é uma coisa cara nesse mundo, né? É
difícil ter paz. É difícil.
Nós não vamos, porém, como crentes,
trocar a paz pela mentira.
Nós não vamos deixar que calem a nossa
boca por uma paz temporária,
mas nós temos paz com Deus.
E nós queremos experimentar paz com os
outros, conclamando os pecadores a virem
a Deus para que eles encontrem a maior
paz que um mortal pode receber. A paz do
Senhor.
Jesus disse em uma das suas
bem-aventuranças: "Bem-aventurados os
pacificadores, porque eles serão
chamados filhos de Deus".
Paulo disse: "Se possível no que
depender de vós, vivam em paz com todas
as pessoas".
O autor de Hebreus seguia a paz com
todos e a santificação, sem a qual
ninguém verá o Senhor. Alguém que não
procura paz com os outros é alguém que
não tem paz de Deus no coração.
Se no primeiro bloco tratamos sobre o
caráter que sustenta os relacionamentos
e no segundo bloco falamos sobre os
procedimentos que edificam o próximo,
nós vamos encerrar aqui falando sobre a
motivação suprema, que é viver diante do
Senhor. E eu vou gastar menos tempo aqui
nesse terceiro ponto, tá? Mas é
fundamental. Chegamos num momento
sensível e fundamental aqui. Vamos
analisar a nossa motivação para tudo
isso.
Verso 12.
Porque os olhos do Senhor repousam sobre
os justos e os seus ouvidos estão
abertos às suas súplicas.
Mas o rosto do Senhor está contra
aqueles que praticam o mal.
Irmãos,
Pedro vai fechar o seu argumento
de um modo agora, demonstrar para nós o
seguinte:
toda ética cristã é teocêntrica.
Toda ética cristã começa e termina em
Deus.
O cristão sabe que
ele como cristão e todos os homens
vivem diante da face de Deus.
O Salmo 34 é mantido em perspectiva, mas
eu quero que você observe um detalhe. O
texto destaca três sentidos importantes
em Deus.
Ele fala sobre os olhos do Senhor.
Ele fala sobre os ouvidos do Senhor e
ele fala sobre o rosto do Senhor.
Os olhos enfatizam o conhecimento, a
onisciência,
o cuidado protetor e providencial de
Deus sobre os seus servos.
São olhos que repousam sobre os justos.
Os ouvidos
enfatizam a atenção de Deus conosco, o
interesse de Deus em saber o que temos a
dizer, a interação aberta que existe
entre nós e o Pai Celestial através de
Cristo.
São ouvidos que recebem as nossas
súplicas.
Por fim,
o rosto de Deus,
irmãos, o rosto de Deus na Bíblia indica
comunhão ou juízo.
Por exemplo, na bênção araônica, o texto
diz que o Senhor sobre nós levante o
rosto e nos dê a paz.
Aqui é comunhão.
Agora Pedro, no texto que nós lemos
destaca o juízo de Deus sobre os
perversos. Porque o texto diz que o
Senhor voltou o seu rosto contra eles.
Então, uma coisa é ter o rosto de Deus
favorável, outra coisa é ter o rosto de
Deus contrário.
Aqui é juízo.
É como se Deus olhasse para os seus
filhos com um grande sorriso
e Deus olhasse para os perseguidores e
os maus com a cara fechada,
zangada.
E como alguém que cobrará deles
algo que eles não vão poder pagar,
porque rejeitaram o seu filho e o povo
que ele escolheu.
Qual é o seu caráter?
Quais são os procedimentos
pelos quais você é conhecido?
Qual é a sua motivação?
em tudo que você pensa e faz.
Eu
quero convidar você a olhar para cima
para Deus em primeiro lugar, porque o
Senhor está olhando para você nesse
momento.
Os olhos do Senhor estão sobre nós.
Agora
eu quero desafiar você a olhar para
dentro do seu coração,
não para buscar solução em si mesmo, mas
para se autoexaminar e corrigir o que
precisa ser transformado.
Eu quero desafiar você a olhar pro lado
e enxergar o seu semelhante.
Alguém que como você precisa de graça,
precisa do evangelho,
precisa de uma palavra que edifique,
precisa de uma atitude que abençoe.
Deus certamente haverá de nos abençoar
também.
O rosto do Senhor repousa sobre os seus
filhos.
Vamos orar.
Pai de misericórdia, Deus de amor e
bondade, Deus que tudo pode, Deus que
tudo vê,
Deus que está em todos os lugares,
Deus que permanece com o seu povo.
Ouvimos hoje a tua voz,
temos o privilégio de participar do
culto, da adoração do Senhor.
E queremos agora que o Senhor nos dê o
poder de testemunhar.
Queremos agora que o Senhor fortaleça o
nosso espírito. Queremos agora que o
nosso caráter seja transformado mais e
mais para sermos mais parecidos com o
teu filho. Queremos que os nossos
procedimentos sejam adequados e
compatíveis com a nossa fé e com a
palavra de Deus.
E tenhamos diante de nós, ó Pai, esse
compromisso, mas que sobretudo tenhamos
sobre nós a graça do Senhor, sem o que
qualquer esforço nosso é inútil.
Nós oramos agradecidos [roncando] ao
Senhor e humildemente nós oramos em nome
de Jesus. [roncando] Amém.
Vamos ficar de pé, irmãos. Vamos ter
nesse instante um momento de adoração,
de cântico. Enquanto nós entoamos
a canção, você terá também a
oportunidade de trazer diante do Senhor
os seus dízimos e ofertas.
>> [música]
[música]
>> Quando o [canto] inimigo
vem,
E minha [música] alma se desfaz [canto]
se me cobre a escuridão
e [música][canto] domina
meu temor,
em silêncio [música]
vou [canto]
a ti.
Eu confio em ti, Senhor.
Tua palavra [música]
me [canto] sust.
Minha salvação
[canto] e fortaleza,
[música] refúgio meu e rocha [canto]
eterna. Minha alma, ó [música] Deus,
esperará
por ti.
Os remidos [música][canto] forçarés
quando
[música][canto]
mesmo em sua força aos maus
como Eva [música] passarão. [canto]
O futuro certo está [canto]
e vencido [música]
Satanás.
>> [canto]
>> Teu poder me guardará.
[música]
Minha salvação
e fortaleza [canto]
refúgio meu [música] e rocha eterna.
Minha alma, ó Deus, [canto]
esperará
por [música]
ti.
Meu consolo [música]
és o sofrimento
pedrangular. [canto]
Meu fundamento,
minha alma, [música] ó Deus, esperará
por ti.
Teu amor [música][canto]
puro e fiel
ninguém pode [canto]
explicar.
[música]
O teu filho [canto] morto à cruz
concedeu-me
plena [canto][música]
paz.
A batalha fim de estar. [música]
Não há [canto] mais vergonha e dor.
Destruída a morte [música][canto]
foi
minha salvação
e fortaleza,
[música][canto] refúgio meu e rocha
eterna. Minha alma, ó Deus, esperará
[música][canto]
por ti.
Consolo. [música] És no sofrimento.
Pedra angular. [canto]
Meu fundamento,
minha alma, [música] ó Deus, esperará
por ti. [canto]
[música]
Tudo, ó Cristo, [música]
a ti
entrego. [canto]
Confiarei
[música]
em ti,
sacerdote, [canto]
meu rei forte,
confia. [canto][música]
I em
ti
[música]
>> tudo, ó [canto] Cristo, a ti
entrego.
Confiarei [canto][música]
em ti, [música]
sacerdote, [canto]
[música]
meu rei forte,
[música]
confiarei [canto]
em ti.
>> Vamos orar, meus irmãos.
Pai amado, neste momento nós queremos
agradecer a ti imensamente
por tudo que o Senhor tem nos dado, tudo
que o Senhor tem nos concedido. O Senhor
é aquele que nos criou, o Senhor também
é aquele que nos mantém. E nos mantém,
Pai, pelos meios que o Senhor nos
concedeu. Espensamente aqui, Pai, nós
queremos nos lembrar do trabalho que o
Senhor nos deu, a condição, Pai, de
conseguir recursos para nossa
manutenção. É o Senhor que nos concedeu
essas coisas. E agradecemos ao Senhor,
Pai, demonstrando isso a ti também, por
trazer aqui a a este local os nossos
dízimos e nossas ofertas, Pai. É o
Senhor quem nos deu a condição de
trabalharmos e é o Senhor também quem
moveu o nosso coração para sermos fiéis
nos nossos dízimos e para sermos
generosos, Pai, em nossas ofertas, Pai.
Queremos louvar ao Senhor pela graça que
o Senhor nos concede, Pai. Também
queremos rogar ao Senhor que nos
capacite, Pai, enquanto nós usarmos
estes recursos. Pai, dê-nos a graça de
sabermos a melhor maneira de fazer isso.
Dê-nos a graça, Pai, de reconhecer onde
o Senhor deseja que nós utilizemos tudo
aquilo que o Senhor nos concede como
igreja. Pedimos que o Senhor também nos
abençoe para que nós continuemos, Pai,
tendo uma uma vida digna neste mundo que
o Senhor criou. Pai amado, nós queremos
também rogar ao Senhor que nos ajudes,
Pai, enquanto nós vivemos como cristãos
neste mundo, Pai. Obrigado pelo sermão
que nós pudemos ouvir. Obrigado pela sua
palavra que nos mostra a verdade.
Obrigado porque o Senhor nos instruiu
mais uma vez como nós devemos ter
relacionamentos neste mundo, Pai, com
pessoas que são cristãs e com pessoas
que também não são. Pedimos a ti que o
Senhor guieç
possa servir de sustento para nós e
servir de base para que nós tenhamos uma
vida cada vez mais parecida com a vida
do Senhor Jesus. aquele que é a nossa
motivação e aquele que é o nosso maior
exemplo de relacionamento neste mundo.
Pedimos ao Senhor, Pai, capacita-nos
dessa maneira e também queremos rogar ao
Senhor as tuas bênçãos sobre nós. Então,
Pai, desta forma, que a graça do Senhor
Jesus Cristo, o amor de Deus o Pai, a
comunhão e a consolação do Espírito
Santo seja com todo o povo de Deus que
ama e aguarda a sua volta hoje e para
todo sempre. Amém. A igreja pode se
assentar. Vamos ouvir o póslúdio.
>> [música]
[música]
>> Nosso culto está encerrado, meus irmãos.
Nós queremos, antes de nos mexermos
demais, agradecer a presença daqueles
que nos visitam. Está entre nós o Paulo
eh Betti com a Karen e o Leonardo. Onde
estão vocês? Só para que nós Ah, estão
aqui. Sejam bem-vindos. Deus abençoe a
vida de vocês. Recebam os cumprimentos
aí da nossa igreja. A Priscila Sandoval
também com o Cloves Aparecido.
Onde estão a Priscila e o Cloves?
Ah, estão lá atrás. Sejam bem-vindos.
Recebam aí os cumprimentos. Temos também
a Geovani Barbosa.
Onde está você? Tá lá também, né? Seja
bem-vinda. É Geovani, né? É homem.
e também o João Paulo Santos Souza.
Ah, está do lado ali. Seja bem-vindo.
Recebo os cumprimentos aí do diácono
Lucas, seminaristas Lucas. Meus irmãos,
vou chamar a Raquel já aqui à frente
para gente começar. Hoje nós vamos eh
começar
a nossa escola dominical. Enquanto a
Raquel vem, [limpando a garganta]
eh, ano passado, irmãos, nós fizemos a
divulgação de um livro. Hoje, eh, eu
quero anunciar, pode colocar a imagem do
livro aí. Esse livro, pode subir,
Raquel.
Esse livro é um livro que é voltado para
pessoas que querem, é um desafio de 30
dias para você orar ou por um filho que
ainda não é crente ou está desviado, ou
um marido, ou uma esposa ou qualquer
pessoa que você eh tenha interesse que
ele volte para o Senhor. Então, é um
livro que tem exercícios e você pode
então registrar, orar por essa pessoa
que você quer de volta aos pés do
Senhor, tá? E enquanto você ora, você,
ah, tem instruções daqui do que fazer
enquanto esperar. Esse é um livro muito
famoso, já fora do Brasil, e foi recém
publicado no Brasil. O ministério que a
Renata trabalha e acabou de publicar,
acho que além da conferência que ela foi
no
agora em Águas Lindó, a igreja de Santo
Amaro é a primeira igreja que está tendo
acesso a esse livro. Então nós
venderemos esse livro, ele custa R$ 25,
estará disponível na nossa eh livraria,
Renato estará lá hoje eh para vender.
Mas eu queria desafiar toda a igreja.
Isso aqui é é uma maneira de você
evangelizar. Quantos aqui? Eu pergunto,
tem alguém que você gostaria que
voltasse pro Senhor? Levanta a mão.
[risadas] Aí nós temos só 100 livros,
então, mas temos como trazer mais.
Então, faça isso. É o mínimo que você
pode fazer, orar e se empenhar para que
essas pessoas possam retornar ao Senhor,
ou para essa igreja ou para qualquer
outra igreja que pregue a palavra.
Enquanto essa pessoa estiver viva, ainda
há tempo, irmãos. Então esse o livro se
chama Enquanto você espera pelo seu
pródigo, tá bom? Então eu vou falar
sobre isso e esse livro estará à
disposição nos próximos domingos. Então
não precise se desesperar, eh, que nós
teremos esse livro ainda por um bom
tempo na igreja, tá bom? Queria desafiar
a igreja a comprar, a dar de presente.
Se você já começou a pensar aqui em
várias pessoas que eu preciso dar, então
vá lá e dê de presente, tá bom?
Irmãos, a Raquel, ela é a
superintendente da Escola Dominical e
hoje, como é abertura da escola
dominical, ela dará algumas instruções
sobre como funcionará
as salas hoje. Aí então Raquel,
>> bom dia, amada igreja. Eu vou passar
para vocês algumas atualizações de como
vai funcionar no ACBD nesse segundo
semestre de 2026.
Então, vamos lá.
Eh, essa aqui é como vai funcionar, né,
a nossa EBD de adultos e jovens. E a
classe da Bíblia vai continuar
funcionando aqui no templo com o pastor
Daniel e o reverendo Guilherme e com o
tema no livro de Segunda Samuel.
E a classe de novos membros, ela segue
lá na sala 15 com as doutrinas básicas.
E os professores titulares é o
seminarista
Lucas, o reverendo Previd, o Cláudio e o
Stevan Silva. E o que que nós temos de
novidade? Essa classe para eh será a
classe de meninas, de novidade na classe
das meninas.
Isso. Ela era a classe que estava
acontecendo no primeiro semestre de 2026
para as mulheres. Agora as meninas que
fazem parte da UPA, elas ficarão nessa
classe e elas terão o conteúdo delas
será o livro Design Divino e as
professoras é a Paola, a Renata Santos e
a Lia Junqueira. As meninas ficarão
nessa classe e os meninos continuarão lá
na UPA, no ensino médio com outros
professores.
E seguindo a classe modular, ela
continua acontecendo lá no salão social
e ela teremos os continuaremos com os
três temas. O primeiro tema é casais e
família, o segundo doutrinas e o
terceiro teoria prática. Eh, essas aulas
elas acontecem seguidas, a cada dois
domingos e sempre que o tema mudar eu
vou colocar no slide pros irmãos saberem
qual que é o tema do domingo. E nós
temos os professores responsáveis por
cada sala. Seguindo, temos a EBD de
jovens que acontecem lá no segundo andar
e elas continuam funcionando
normalmente. Sexto e sétimo ano, na sala
12, com a professora Wiara, o Raul e o
Antônio Vidal, oitavo e 9º ano, na sala
14 com Danilo e a Lia Junqueira. O
ensino médio segue na sala 16 com a
Paula e o Luciano Sandrini, a Kaká e o
Ala Cena. E por fim, nós temos a classe
de jovens que fica na sala 20, e os
professores é o Antônio Junqueira, o
Ronaldo Dias e o Sérgio Davi. Então,
qualquer mudança que acontece aqui, eu
aviso os irmãos e se precisarem de
alguma coisa, podem falar comigo ou com
a Ana Paula Campanhol, ela que me ajuda
na organização da EBD.
Eh, é isso. Tenha um ótimo domingo.
>> Vamos eh aproveitar que a Raquel tá
aqui. Vamos orar, Raquel, pela o início
da Escola Dominical. Os professores,
inclusive já podem sair. Eu suprimi
todos os avisos aqui, irmãos, para dar
tempo para que os professores tenham as
aulas já no primeiro dia, tá bom? Então,
a os professores podem sair. Eu vou
pedir também para que a Raquel ore pela
vida dos professores desse semestre na
no início dessa EBD de 2026, segundo
semestre. Vamos orar então.
>> Ó Deus, tu és maravilhoso, tu és um Deus
eh grandioso, tu és um Deus magnífico.
Obrigado, Senhor, pela oportunidade de
estarmos aqui em comunhão com os irmãos
e de podermos juntos, Senhor, adorar a
Ti. Eu te peço que o Senhor esteja
abençoando a nossa Escola Bíblica
Dominical. Que o Senhor abençoe cada
professor, cada aluno, ó Deus, que faz
parte da tua igreja. Que os professores
sejam usados, ó Pai, para falar de
Cristo, falar da Tua palavra e que o
Senhor prepare cada membro aqui para
ouvir a tua voz. Esteja conosco, Senhor,
durante todo este período de aulas. Que
o Senhor seja nos protegendo e nos
livrando de todo mal. Nos dê um dia
maravilhoso diante da tua presença. É em
nome de Jesus Cristo que eu oro e
agradeço sempre. Amém.
>> Amém. Obrigado, Raquel. Irmãos, tenham
todos uma boa escola dominical e

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