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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: A ESQUERDA, A POLÍTICA E OS EVANGÉLICOS

🔴AULIVE: A ESQUERDA, A POLÍTICA E OS EVANGÉLICOS

🔴AULIVE: A ESQUERDA, A POLÍTICA E OS EVANGÉLICOS

pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

Boa tarde, minha gente. Tudo bem com
vocês?
Como estão?
Nesse clima gostoso? O som tá bom?
Espero desejo que sim. Ah, sábadão
aquela relaxada.
ajeita nos trem,
faz uma live mais longa, então convidem
os coleguinhas.
Eh, deixa eu só uh pegar e colocar aqui
esse trem. O som tá bom? Acho que eu
tenho que aumentar um pouquinho. Deixa
eu testar.
Turum turum turum. Hoje tem bastante
papo para fazer, muita gente com quem
conversar e discutir,
incluindo o nosso querido Glauber Ataí
de filosofia vermelha, Eribaldo Maia, de
Eribaldo Maia.
E temos também nossa crentosfera
em período eleitoral atiçada e animada
para falar sobre política e religião. E
se na semana passada nós conversamos
sobre
os, cadê tring? Os presbiterianos, né?
Dessa vez vamos conversar com os
pentecostais. Pastorzada pentecostal
trocando ideia com a gente. O que será
uma experiência única? Garanto para
vocês. Garanto para vocês e veremos,
obviamente, que não tem uma diferença
tão substancial assim do ponto de vista
político, não é mesmo? Mas espera aí que
eu não tô conseguindo achar e não
esquece de curtir esse vídeo aqui que eu
sempre esqueço de pedir, comentar para
engajar, espalhar a palavra por aí,
aquela coisa toda, né, de você convidar
os coleguinhas para colar por aqui
também, além de considerar ser membro,
membra, membre, membresia aqui do nosso
canalzinho. Eh, porque o que sustenta a
nossa tentativa de canal é exatamente a
membresia. E se você vira membro, você
pode considerar aí você ter acesso ao
nosso grupo exclusivo do WhatsApp, no
qual você entra para a Primeira Igreja
barista do WhatsApp, um grupo
extremamente gentil de pessoas bacanas
que gostam de trocar ideia, compartilhar
informações, às vezes livros, leituras e
tudo mais, além de um humor adequado.
E aí, você, por favor, faça o favor de
poder vir aqui com a gente. Se você
quiser fazer parte, né, sendo membresia
aqui do nosso canalzinho, que que você
faz? Virou membresia? Você manda um
e-mail para este endereço que passa aqui
debaixo da sua tela, que é um e-mail que
você vai mandar com o seu nickname,
obviamente, e o número do zap que eu te
adiciono lá. Beleza? Então, assim, é
bacana, o pessoal gente boa aí. E além
do mais, se você vira membro, membrezia
aqui do nosso canalzinho, você além de
tudo tem acesso a cursos e conteúdos
exclusivos para você, para você e para
todas as outras pessoas que também fazem
parte também Brasilia do nosso
canalzinho, cursos como evangélicos e
política no Brasil, marxismo e religião,
Marx e Religião, né? A gente tem curso
de filosofia, a gente tem curso de como
fazer seu projeto de pesquisa, é
bastante coisa. Então, mano, você vai
poder ficar bastante tempo lavando louça
e ouvindo cursos interessantes e
conteúdos bacanas. Você está convidado
para ser membro, membro membresia aqui
do nosso canalzinho. Aí você fala: "Pô,
isso não vai rollar, mas queria te dar
uma força de alguma maneira". Então
manda um Pix porque vai que tá sobrando
uma merreca aí. Beleza? Nós somos um
grupinho pequeno, um canal pequeno, mas
fiel e resistente e que se mantém graças
à generosidade dessa galera aí que é
maluca e acha que vale a pena o nosso
conteúdo. Muito obrigado, malucos. Tudo
bem? Acho que é isso se eu não esqueci
de nenhuma outra informação. E eu acho
que é isso mesmo.
Fechou?
Fechou.
Boa tarde, querido Pec. Como é que você
tá, Ederson? Pec, você tá bem? Espero
desejo que sim. Seja muito bem-vindo à
nossa livezinha de um sabadão à tarde
com bastante papo para conversar.
Obrigado aí pelo seu apoio e carinho de
sempre. Inclusive,
deixa eu já me preparar aqui
com este líquido necessário
que nos acompanhará hoje.
Excelente.
Um brinde para vocês.
Boa tarde, querido Leandro. Como é que
você tá, Leandro? Tudo bem? Espero e
desejo que sim, Leandro, que é parte do
nosso grupo de baristas e espero que
curtam o nosso papo de hoje, sempre
contribuindo, nos auxiliando e dando
notícias fresquinhas de uma terra
gelada.
Fala, querido Visão Comunista. Ele diz:
"Salve, camaradas". E nós dizemos:
"Salve, visão comunista". Tudo bem com
você? Espero desisto que sim. Mas bora
lá, meu pueblo que tem muito papo pra
gente fazer hoje. E o primeiro papo virá
exatamente de uma sugestão da Igreja
Barista do WhatsApp, né? Vai ver
exatamente da galera da membresia que
trouxe esse tema, trouxe esse tema de um
vídeo do nosso querido Glauber Ataí do
Filosofia Vermelha. Um beijo, Glauber.
Já vou começar aqui pagando o meu
pedágio para Glauber, que faz um
trabalho totalmente, absurdamente
excelente
e que
produziu conversas, discussões e debates
nesta semana no nosso grupinho e que aí
vai render uma livezinha hoje à tarde
conversando com o nosso querido Glauber.
Glauber, Glauber Taí. Tá bom, deixa eu
pegar o vídeo dele. Papo vai ser legal.
Hoje tem muito papo pra gente fazer,
muito vídeo para reagir. Tem ainda que
conversar com o querido Eribaldo Maia,
que fez um um comentário ao comentário,
a manutenção de um debate a partir do
Mark Fisher e a gente vai manter essa
dinâmica de conversas enquanto for
produtivo.
Pegar aqui. Pera aí.
Vocês
viram que nosso um de nossos calvos
favoritos estava no Breno Tim essa
semana?
Bom, viu?
Uma excelente,
péssima entrevista.
Cara, tudo aquilo que a gente falou no
na live que a gente comentou o trabalho
do Juliano Spire apareceu no vídeo, na
entrevista, assim, tudo, absolutamente
tudo.
O mano cumpriu a tabela das nossas
críticas. É incrível. Eu
Obrigado, Juliano, sempre um prazer aí
poder discutir com seu trabalho.
Pegar aqui. Pera aí.
Vamos lá papear com Glauber. Glauber
lançou um vídeo essa semana, nosso
querido Glauber Ataí, filosofia
vermelha.
Muito bom, muito bom. Vídeo muito
interessante de um livro que eu não
conhecia, não conheço, não li nem lerei
no momento, lerei em algum momento, mas
não agora. E a gente vai reagir,
portanto, a ele apresentando as ideias
deste vídeo. E aí tem muitos pontos. É
um vídeo longo, mas um vídeo muito
bacana. E para quem gosta de discussões
filosóficas
e dentro do nosso mundinho de esquerda,
eu acho que vocês vão curtir. Beleza?
Deixa eu pegar aqui o videozinho de
Glauber. Então é isso meu povo. Bora lá
para mais um react de conteúdo
totalmente excelente. Desta vez reagindo
a Glauberia
falar Glauber Bag misturando todos os
Glauber.
Fala minha gente. Bora lá para mais
reacto totalmente decente. Desta vez
Globalberí do filosofia vermelha falando
para nós da esquerda o especificamente
dizendo que a esquerda não é o bora ver
onde a gente vai parar. Deixa eu pegar
aqui.
Essa esquerda é walk. Hum. B.
Bom, cara,
pausa na nossa musiquinha.
Bora lá, bora lá, bora lá. Fala,
querido. Fazer o watch. Chega no fazer o
watch aí dizendo bom dia. O significa
que você acordou agora nesse horário,
num sábado à tarde. O que é a linha
correta? Você está correto. Errados.
Estamos nós que já estávamos despertos.
Mas bora ver Glauber. Glauber pegou o
livro de uma autora gringa,
estadunidense
que comenta que a a esquerda não é o
walk. Conflito entre identitarismo e as
ideias fundamentais da esquerda
clássica. Seja lá o que isso signifique.
Mas vamos pro papo. Deixa eu colocar
aqui um pergunta que fazer o
Bruno, você é WK? Essa pergunta já rende
um um comentariozinho aqui. É engraçado
que a palavra woke ela foi sendo
introduzida com certa gravidade, né, de
fora para dentro, o que já indica um
problema sério, né? que é assim
de que esquerda nós estamos falando,
discutindo quais temas, de qual local.
Interessante, mas vamos lá. Bora
Glaubber, lembrando, fazendo a ressalva,
né? Aí o Glauber tá apresentando as
ideias de uma autora, então ele não
precisa se defender enquanto enquanto
autor, né? Mas sim enquanto divulgador,
isso é um ponto importante. Nós
estaremos discutindo com a autora via
Glauber e alguns comentários do Glauber
com qual discordaremos, mas aí bora
seguir. Querido Glauber, um beijo, Deus
abençoe. T.
>> Olá amigos e amigas do saber. No vídeo
de hoje vamos falar sobre a esquerda e
os movimentos WK. Para quem não está
familiarizado com o termo, o W designa
em muitos casos aquilo que em português
chamamos de identitarismo.
Você vê, né?
Para ele ter que fazer essa ressalva já
é um problema a temática. Não sei se
vocês vão concordar comigo. Se não,
podem comentar criticando e ofendendo
gratuitamente, mas com respeito. Aqui no
chat
já tem um problema, né? Ele tá
traduzindo o como identitarismo,
porque não tem uma tradução, entre
aspas, adequada pro termo, né? Ele vem
da gringa, vem de um debate que não tem
nada a ver com nós, vamos dizer assim, e
que, portanto, já na apresentação a
gente vê problemas na aceitação da
argumentação ou da discussão que virá
ela, a gente já tem que receber ela com
certa suspeita e com certo cuidado, mas
dá-lhe.
Como movimentos nacionalistas ou de
gênero e raça, por exemplo, embora eles
não sejam a mesma coisa. Nós vamos
apresentar algumas das ideias da
filósofa Susan Neyman em sua obra A
esquerda não é W. Eu tenho o original em
inglês, Left is Not Woke, obra publicada
em 2023, mas já traduzida e publicada
também no Brasil. A Neymar afirma que
nós devemos evitar o erro de sempre
associar esquerda a movimentos W, algo
muito comum no cenário político
contemporâneo.
Por exemplo, se você cenário político
contemporâneo, de onde,
ponto importante, ponto importante,
ponto importante, muito comum no cenário
político contemporâneo. No cenário
político contemporâneo de onde?
E aí, correto? Está o nosso querido
Leandro aqui ao comentar. O termo meio
que já delimita que tipo de esquerda foi
escolhida para ser compartida, além de
delimitar já de início os critérios do
debate. Exato. Então assim,
pro próprio Glauber ler e para quem
escolheu, né, o o pessoal da da da
editora que escolheu traduzir pro
português, escolher esse tema como um
tema relevante para você traduzir uma
autora para para divulgar o conteúdo,
pressupõe que todo mundo que vai ler já
vai estar se habituando com esse
contexto e vai estar inserido nesse tipo
de debate. Mas a esquerda já tá muito
bem delimitada com quem ela quer
discutir. E a gente daí fica preocupado
por fala: "Pô, pro Glauber poder trazer
para cá, ele teve que traduzir o como
identitarismo."
Hum. Cara, é massa. É massa. Bora lá.
Você hoje se diz de esquerda. Muita
gente lhe atribui pautas e formas de
pensar que não refletem necessariamente
tudo que você defende. E Susan afirma
que nós devemos distinguir claramente a
esquerda clássica dos atuais movimentos
WK, porque esses atuais movimentos W
estão em alguns casos alinhados mais à
direita do que à esquerda. A filósofa
estadunidense nos mostra que duas ideias
fundamentais da esquerda são a de
universalismo e a de progresso, sobre as
quais falaremos neste vídeo, além de
também abordarmos a polêmica, a questão
do eurocentrismo e vamos abordar também
a polêmica que ela faz com Michel
Foucault. Então vamos lá, acompanhe
só. Temaquo.
>> Colocar na mesma
três dos maiores.
>> Ô desgraça.
Pera aí, deixa eu retirar aqui para não
atrapalhar vocês. Só tema tranquilo, não
polêmico, só coisa que vai ser
sossegada, né? A gente não vai arranjar
nenhuma nenhum conflito quase. Eh, a
autora escolheu poucos temas para
enfrentar todo mundo, né?
Mas mas é importante a gente destacar
algumas coisas, né? Então, eh, qual qual
quais são os temas? A questão da
universalismo, a questão do progresso,
que vai aparentemente ser colocada pela
autora como elementos centrais paraa
esquerda chamada clássica
por ela, e, eh, em seguida um debate com
Michel Foucault. Então, provavelmente a
gente vai entrar, na verdade, num debate
com o pós-modernismo, o que é
interessante também. Quer dizer, só
bomba, só campo minado, vai ser massa. E
o Gber comentou sobre eurocentrismo, que
é algo que eu que eu mais gostaria de
discutir nesse vídeo. Mas diz nosso
querido Ryan Augusto, Rian, como é que
você tá, Ran? Tudo bem, cara? Boa tarde,
Bruno. Boa tarde, Rian. Tudo bem com
você? Pergunta Ederson Peca. Você é W?
Eu tenho uma panela walk que é uma
panela excelente. Eu faço modeste a
parte. Um yaksoba muito bom, muito bom.
do Ryan colocou esquerda clássica no
título já dá red flag. É pr você ver, já
dá, já dá uns negocinho que a gente já
fica esperto, mas não, não, não tem nada
temerário não. O conteúdo é bacana. Na
verdade, eu acho que o interessante é
tensionar o debate, fazer essa
discussão, vai ser legal. Diz: "Querido
Kevin, como é que você tá, Kevin? Tudo
bem?" Bruno? Sim, eu assisti o vídeo
completo e não entendi bem o que é esse
universalismo. Poderia explicar
resumidamente? Mas é claro, mas é claro,
assim que ele trouxer o nosso elemento
aqui do que seria esse universalismo, a
gente vai papear um pouquinho. Mas
lembrando que a gente tá debatendo com a
autora Via Glauber, porque eu não li o
texto, nem lerei. E o tema então é
discutir a divulgação dessas ideias por
meio do vídeo do Glauber e alguns
comentários que o Glauber faz que a
gente também tem que ficar atento, tá
bom?
E diz que do Ederson peca, então é o que
soba.
A vida tem dessas coisas, não é, meu
querido?
Vamos lá.
Comentário fixado abaixo. Eu
disponibilizei os links para os nossos
cursos de filosofia e também para o meu
novo livro, que você pode ver logo ali
atrás na estante filosofia para a vida.
A propó
>> não dá para ver muito bem não. Aí é só
um comentário, Glob da próxima vez traz
o livro pra frente que não dá para ver.
Posto a impressão do meu livro está
quase esgotando, então corra porque
ainda tem algumas unidades. As
diferenças entre a esquerda clássica e
os movimentos identitários WK são às
vezes inconciliáveis. Susan busca
mostrar em sua obra que as raízes
intelectuais desses movimentos conflitam
com algumas das principais ideias que t
guiado a esquerda nos últimos 200 anos,
tais como as ideias de universalismo, a
distinção entre justiça e poder e uma
crença na possibilidade do progresso.
>> Primeira pausa importante da gente fazer
aqui. Veja que o a consideração sobre o
tempo, sem falar sobre o espaço, ela é
muito curiosa.
Tá correto? Não tá errado a afirmação. A
esquerda dos últimos 200 anos tem se
caracterizado
como defensora de um do progresso e do
universalismo.
últimos 200 anos, pensando
a partir de qual território
especificamente o debate passa por uma
ideia de universalismo e de progresso
dentro da marcha da modernidade.
Isso não é desmerecer a ideia, porque
está correta a afirmação. O ponto é na
hora que você coloca no papel e na
geografia do mapa, quem tá levantando
estarte de progresso, de universalismo
nos últimos 200 anos e pode discutir
esses termos, tá num território bem
pequenininho do planeta,
bem pequenininho,
saca?
Porque as
bandeiras estartes de lutas e de
organizações do que vai se converter
numa classe trabalhadora, proletarizada,
modernizada de maneira global, é outra
coisa. Então, esses termos e valores de
uma esqueta já indica a partir do lugar
que vai, por isso que eu tô destacando
que o que a gente vai discutir ali na
frente é essa ideia de eurocentrismo que
vai aparecer. Por que isso? Considere
tempo, mas também território. É
fundamental pra gente poder
contextualizar quais são os standardes
fundamentais. Tem um um exemplo muito
interessante que é do começo do século
XX. Agora eu tô tentando lembrar o nome
do autor, cara. Eu li esse texto no
doutorado.
Ai, mano, como é que é o nome do autor?
Mano, é um indiano. Eu não vou lembrar
agora o nome dele. Eu já já vai que
daqui a pouco eu lembro. Mas ele
comenta, por exemplo, o conflito entre
os partidos comunistas de Angola
em relação às lutas dos partidos
comunistas em Portugal.
Porque em Angola a luta era, por
exemplo, pela independência nacional,
pela constituição mínima de uma
república separada da metrópole.
Enquanto a galera na em Portugal, os PCs
em Portugal tá falando: "Não, não, a
nossa bandeira inicial é derrubar o
fascismo".
Então tinha um conflito, por exemplo, de
qual orientação de luta? Falei: "Não,
não, o que importa é derrubar o
fascismo, porque derrubando o fascismo
aqui do do
Salazar, né, a ditadura de Salazar, é
essa a nossa primeira luta. Depois a
gente pensa na independência de Angola e
a galera em Angola lutando. Não, não, a
gente quer luta nacional. Então, e aí
tinha esse conflito. Mesma coisa, por
exemplo, na Agell e na França, os PCs
franceses fazendo um tipo de de disputa
e de luta e para tomada dos meio de
produção e não sei o que lá. E na
Argéliia falando a gente quer a nossa
independência. Como assim? Então, e aí
você tinha conflito entre os PCs, né,
entre os partidos comunistas. E é
interessantíssimo porque para falar
desse estarte tão universalizado e tão
bem presente em qualquer grupo, eu tenho
que meio que dar uma abstraída do
território no qual ele tá sendo
colocado, porque o modo de interpretar
esses termos e essas ideias de
orientação de luta varia de acordo com o
problema que você tem que enfrentar.
Então, pronto,
ponto importante. Bora lá, Gluber. Sem
tais ideias, movimentos identitários
tendem cada vez mais à direita, se
tornando justamente aquilo que
desprezam. As críticas de Neymar aqui
nessa obra tvos concretos. Ela afirma
que duas das principais influências
negativas sobre a esquerda no século
passado foram Michel Foucault e Carl
Schmith, contra os quais ela polemiza
por boa parte de sua obra. Agora
concordo agora com a autora, via
Glauber. Vou concordar com a autora, vou
combinar que são dois ator autores
problemáticos mesmo. Fala, querido
Felipe Souza. Felipe Souza, primeira
pessoa beatificada em vida aqui na nossa
igreja barista do YouTube. Então, olá
Felipe, como você tá? Espero e desejo
que bem. E pergunta, querido Leandro,
Vijai pra chat? Não, não é o V para
chat, é um outro maluco, é um mano que
não é muito famoso, não. Eu li esse
texto numa coletânea que a gente teve,
né, numa disciplina de trajetórias e
pensamento do Sul, em que a gente lia a
como esses conflitos, né, da dos
processos revolucionários no sul global,
especialmente do ponto de vista
dos PCs espalhados aí pelo mundo todo,
nas lutas nacionais, né, nacionalistas,
anti-imperialistas e também dos
processos que aconteceu na Europa já com
a classe efetivamente proletária.
Mas bora lá.
>> Nós precisamos contextualizar o seu
livro antes de tudo. Não se trata de uma
crítica de direita conservadora ou
reacionária a movimentos identitários.
Não. Trata-se de uma análise feita por
alguém que se afirma socialista de forma
semelhante a Albert Einstein, né? O
grande físico que também se afirmava
socialista. Agora, além disso, é
importante afirmar que ela reconhece os
avanços progressistas trazidos por
diversos movimentos identitários,
sobretudo aqueles de raça e gênero, de
modo que sua crítica é não apenas
qualificada, mas também equilibrada.
Seria incorreto, portanto, afirmar que
as críticas filosóficas da Neymar seriam
insensíveis a problemas tão reais e
sérios como o racismo, a xenofobia e o
sexismo. Ela apenas pensa que o
identitarismo é uma resposta inadequada
a esses desafios. Na verdade, muita
gente pensa que apenas o identitarismo
pode combater tais problemas. Não, o
identitarismo não é a única resposta e
nem é a mais adequada de uma perspectiva
de esquerda. Grande parte da esquerda.
>> Aqui só um comentário importante, porque
o Glauber agora tá utilizando o termo
identitarismo porque ele traduziu o pro
identitarismo, tá?
Então assim, já é uma adaptação que a
gente deveria ouvir com cuidado. Ele ele
explica e deixa de maneira muito clara
no início do vídeo, óbvio, com muita
honestidade, mas ele tá aproveitando
esse gatilho para fazer a aproximação
com a conversa, porque se a gente levar
bem em consideração esse papo que é com
quem a S,
não sei falar o nome dela, tá
discutindo, não é propriamente de um
contexto de sul global, de outro tipo de
luta, de verdade, isso é importante
considerar, né? Vamos lá. E alguém pode
dizer: "Ah, eu tenho que fazer esse tipo
de disclaimer, perdão." Alguém pode
dizer: "Abro, mas isso aí que você tá
fazendo já é identitarismo, já é
pós-modernismo, já é ficar querendo
contextualizar tudo". Não, criatura de
Deus, significa que de maneira bem
pragmática você resolve os problemas que
estão diante da sua realidade nos
contextos que você tá. Não tem como você
pensar os problemas do universo a partir
do universo como um todo, ou seja, par
de algum lugar, né? E esse lugar é o teu
ponto de partida e a mediação
necessária, porque você não tem como
prescindir dela, você não decide ela
para poder discutir qualquer outro tema.
É um ponto óbvio, né? É o famoso texto
do Dusel em que ele comenta eh, você não
acessa ao universal a partir do
universal, né? Qualquer pessoa que vá
falar sobre universal é a partir de
algum lugar.
É um pouco óbvio, mas é importante de
destacar. Então é bem pragmático. Qual o
problema você quer resolver? Tá em qual
contexto? Qual situação? Ótimo. Tenho
que levar isso em consideração para
poder discutir o tema. Olá, querida Luna
Blue. Como é que você tá, Luna? Tudo
bem? Espero, desejo que sim. Boa tarde.
Que bom que você tá aqui com a gente
novamente. Bora lá voltar para o nosso
papo que hoje o papo vai ser totalmente
excelente. Tem muita conversa pra gente
fazer.
Esquerda hoje abandonou bandeiras
clássicas. A Neyman expressa sua
preocupação com o fato de várias figuras
hoje consideradas de esquerda, terem
abandonado completamente ideias, sem as
quais a esquerda perde a sua essência,
tais como uma afirmação do universalismo
em contraposição ao mero tribalismo,
woke identitário, assim como também
aquela distinção entre poder e justiça e
a crença na possibilidade do progresso,
como já antecipamos no início deste
vídeo. Todas essas ideias estão ligadas
umas às outras. Neyman, filósofa e
especialista no pensamento iluminista,
vai nos mostrar os perigos de se
abandonar as ideias fundantes do que
significa ser de esquerda. Agora,
>> essa chamada de atenção do Glober é
importante também, né? O,
aliás, bem importante, né? Ela é
especialista no pensamento iluminista,
então efetivamente tá empunhando as
armas para defender a escola a qual ela
estuda e trabalha. Então é importante
pergunta, querido Gabriel, você tá
comentando para separar do identitarismo
dos decoloniais?
Talvez,
talvez. Sim e não. Acho que em parte
sim. Mas o mais o que mais me interessa
é a gente ficar esperto com o seguinte.
Ficar esperto com o seguinte.
O que se chama decolonial do ponto de
vista da discussão epistemológica a
partir dos anos 90 pro começo dos anos
2000 é fruto de um processo anterior que
são das lutas anticoloniais, né? Ou
seja, das lutas efetivas dentro da
dinâmica de imperialismo e de resquícios
já da relação metrópole colônia anterior
sobre novas dinâmicas e que fazem com
que o pessoal perceba que não dá para
você falar do Universal a partir do
universal, né? Então assim, é é uma
coisa meio óbvia, mas ela é muito
importante, porque vai se percebendo uma
certa dinâmica de manutenção de relações
de dominação, mesmo sobre as bandeiras
de universal e de progresso, que é algo
que a gente tem que considerar. Mesmo
que eu ache, não, mas pera aí, eu
preciso manter essas ideias de universal
e de progresso, OK, pode manter, mas
lembre-se que são ideias, palavras e
termos que tm sentido dentro de
condições reais. E aí você precisa
contextualizar esse processo, precisa
entender qual o papel jogado de
determinados projetos em diferentes
situações. Vou dar um exemplo aqui, por
exemplo, pera aí. Vou dar um exemplo
aqui. Legal. Veja,
maneira prática, tá? O problema da da
discussão filosófica que ela escapa da
realidade, né? A gente abstrai a muito e
aí precisa fazer o processo de
abstração, aliás, abstração, né? E
ascensão ao concreto, como diria nosso
querido Marx. Tem uma situação curiosa,
ó.
O
os pratnaik, né? Eu não sei falar o
primeiro nome dos Pratnaik, é um casal
casal indiano Pratnaik, Pratnaik,
Pratnaik, Pratnaik e Pratnaik escrevem
juntos em geral. Eles têm um livro que
eu tô tentando lembrar o nome agora, mas
que eles discutem as relações eh
de transferência de capital no
globalizadas, né, no mundo. E aí eles
comentam uma parada que abriu minha
cabeça de um jeito incrível. Eles
falaram assim: "Ó,
é interessante paraa classe trabalhadora
e ela deve lutar pelo aumento de
salários.
Contudo,
contudo, percebemos um efeito
contraditório a serem
trabalhado."
Se você tá num país da periferia do
mercado global, ou seja, você não tá no
centro, você tá na periferia. Seu país
está na periferia, significa que ele
produz os insumos para serem utilizados
pelas indústrias do centro. É um país
não industrializado ou menos
industrializado do que o centro. Produz
matérias primas para serem vendidas a
custos baixos pros centros.
Tem uma melhora de condições de vida que
aumenta o salário real dos trabalhadores
na periferia.
Talvez tenha acontecido isso no final
dos anos 90, começo dos anos 2000.
Talvez, né? aumenta os salários, aumenta
as melhores, melhorias de condição de
vida dos trabalhadores nas periferias.
Os donos das empresas capitalistas fazem
o quê? Se você aumentou seu custo de
produção, que é o salário dos
trabalhadores, das trabalhadoras,
aumentou seu custo de produção, você
repassa esse valor para onde? No preço
do produto que você vai exportar.
Repassa no valor do produto quando ele
for consumido no centro.
Quando ele for consumido no centro, sabe
o que acontece com os trabalhadores do
centro? Sofrem com a inflação
e vão brigar pelos direitos de ou
aumentar os seus salários ou de fazer
baixar os preços dos produtos que estão
sendo importados das periferias que
encareceram, porque na periferia o
pessoal teve uma melhora de de condição
de vida, melhora salarial.
Uma
mesma luta
de melhoria de salários cria condições e
contradições que você vai colocar classe
trabalhadora contra classe trabalhadora.
Processo inflacionário, expressão
inflacionária.
Fala, pô, caraca. Pois é,
todo mundo tem que lutar pela melhoria
de de salários. Só que toda vez que você
faz isso, cria novos problemas e eis a
vida.
Então,
é esse tipo de relação que a gente tem
que considerar para discutir os termos,
os temas, né? Tem contexto, tem
história, tem geografia, tem território,
tem é isso, é isso, é isso.
Diz querido et do esquerdos autorais.
Opa, opa,
ora, da definição da verdade. Tribista
do Niet,
tribal. Eu não posso ouvir a palavra
tribalista porque eu lembro de da música
lá. Vim ouvir as mentiras do sacerdote
Bruno Benqu. É, guarde as mentiras
porque eu como um sacerdote, tal qual
Niet diz, Nitz que os sacerdotes são
todos mentirosos e canalhas
sou um mentiroso canalha.
diz que Ryan Foucault é um bom filósofo
historiador, mas acho que ele de fato
abandonou muito o horizonte do
universalismo no sentido de progresso.
Não sei, ainda não sou capaz de opinar.
Vamos lá. Skinda Luna. Vou assistir sua
live enquanto jogo Star Valley.
Cara, eu tô muito por fora do mundo dos
games. Tinha escrito R. Aliás, uma das
críticas do Foucault era justamente a
isso que hoje chamamos de identitarismo.
Isso é verdade. Aí eu posso opinar
também. Tem pontos aí assim a a
considerarmos. A considerarmos. Mas
voltemos aqui. Voltemos para o nosso
querido
Glauber. Vai lá, Glauber. Antes de tudo,
nós devemos tentar definir o que é o a
gente está falando o WK para cá, o WK
para lá, mas o que é o no fim das
contas? Esse termo tem uma história de
décadas nos Estados Unidos, mas
ressurgiu com muita força nos espaços de
discussão política com a maior
visibilidade dos movimentos identitários
>> nos Estados Unidos.
Sim, tem que destacar esse elemento.
>> A dificuldade de uma definição reside no
fato de WK não designar nenhum tipo de
movimento tradicional. O primeiro
registro do termo aparece em um blues de
1938 do cantor Lee Pelly, né, dedicado a
nove jovens negros acusados de um
estupro que nunca aconteceu. A execução
desses jovens foi evitada apenas devido
a anos de protestos internacionais, de
modo que a palavra woke, neste contexto,
se refere a um ato louvável de ficar
atento, né, literalmente acordado diante
das injustiças. Então observe que o
termo possui originalmente conotação
positiva, mas nos últimos anos ele se
tornou uma espécie de xingamento contra
qualquer indivíduo que se posiciona
contra o racismo, por exemplo. Agora, as
distorões do termo permitiram até mesmo
o surgimento de um capitalismo wook. As
empresas hoje se apropriam de pautas de
inclusão e diversidade para aumentar
seus lucros, tendo em vista que
contratar pessoas negras, por exemplo,
lhes dá entrada neste mercado. Um estudo
relatado por Neymar em sua obra sobre a
indústria de filmes mostrou que ao
abordar desigualdades sociais em suas
produções, os barões da indústria
cultural lucraram 10 bilhões de dólares
a mais que o esperado, aumentando em 7%
a sua receita no período analisado.
Então, se as empresas defendem pautas
woke de inclusão e diversidade, isso é
forte indício de que tais bandeiras são
inofensivas ao capital.
Está correto?
É verdade.
Mas sabe qual o problema? Nós poderíamos
aplicar a mesma coisa,
exatamente a mesma coisa
para as tais pautas de esquerda.
clássica.
Exatamente a mesma coisa. Afinal, hoje
em dia
também dá para fazer dinheiro
pedindo revolução
também para você. Dá para você
transformar em mercadoria, vender uns
negócios aí com bandeiras de esquerda
clássica, assim como já se fez muito
dinheiro com esquerda clássica, porque a
questão não tá na ideia, seja, seja
esquerda clássica, seja o que for. A tal
da forma mercadoria vigente em
sociedades com autoivisão
social do trabalho.
Eita!
Mirei num lado, acertei outro.
Percebe? Então assim, o problema de de
discussão de ideias sem considerar
determinadas relações é que a gente pode
cair nessas armadilhas,
saca?
Saca? Então, por exemplo, dá pra gente
discutir, e eu gosto de discutir a luta
de de capitais, por exemplo, entre o
capital que é liberal, né? Eu, o
Windkichs, eu já trouxe isso algumas
vezes aqui para pr pra live. O Wi
mostra, né, que você tem um capital de
gestão global que ele é mais diverso e
precisa defender valores liberais,
porque ele precisa da circulação de
capitais. Ela, independe quem vai usar
esse negócio, eu preciso criar mais
mercados possíveis para eu circular esse
capital de maneira global e gerir ele de
maneira global. E ele entra em conflito
com capitais nacionalistas ou nacionais,
que são capitais que precisam de
território, precisam de que é indústria,
né? Indústria dura, indústria
armamentía, indústria espacial,
indústria de tecnologia, que a gente às
vezes olha Google, Amazon, não sei o
quê, n? Essa galera aí é da nuvem, né?
Um grande abraço pro nosso querido
Gustavo que leu o livro do Varofax lá. é
da nuvem, parece que tecnologia tá nos
dados e não tem materialidade, não. Para
qualquer uma dessas desgraças funcionar,
precisa de data center, precisa de
exploração de minérios, precisa de de
local de produção da indústria. Essas
questões elas não podem ser circular com
facilidade. Preciso de segredo
industrial, eu preciso de uma defesa
nacional desse processo. O que significa
que é um capital mais conservador, mais
nacionalista, que entra em conflito com
capital mais liberal, mais de gestão de
finanças globais. esses capitais lutam
entre si, então eles defendem também
valores distintos, né? E aí, quer dizer,
poderíamos estar discutindo nesses
termos, mas quando a gente cai na
armadilha de discutir a ideia da
esquerda ser o walk ou não, valores
identitários, pirir, pororó, a gente
perde a materialidade desse processo, a
concretude. Materialidade, tá errado a
minha expressão, perdão aí, falha no uso
terminológico, tô cansado. Concretude
desses processos, né, como eles
efetivamente se dão.
É, vamos sofisticar. Nossa, papo,
querida Susan, com todo respeito, eu
acho que você está equivocada, mas eu
entendo porque que ela tá discutindo
isso e com quem ela tá discutindo. Nós
não somos os interlocutores da Susan,
você brasileirinho, brasileirinha, você
não é interlocutor da Susan, não é? Que
aluna, que terrível, né? Um mundo com
mais inclusão a todos os povos excluídos
oprimido históricamente terrível. Essas
ideias são onde já se viu.
Esquerda Gabriel, concordo
completamente, mas infelizmente quando
hoje a gente fala de decoloniais a gente
pensa num sentido do minholo e um
haidegerianismo, identitarismo
de esquerda com povos originários
metafólico. É, isso também acontece, mas
é isso acontece, mas ainda também é um é
um nicho muito específico acadêmico.
Então também não me me aparece ser tão
tão problemático assim. Diz, querido
Leandro, não só dá entrada no mercado,
como gera discussão orgânica, marketing
gratuito. Sim, além do do green wash,
como é que é? Social wash, sport wash,
faith wash, tem muitos wash pro pessoal
fazer aí, né?
Diz Leandro, quem diria que no fim tudo
vira mercadoria? Não é mesmo? Quem diria
que isso acontece, não é? Caraca, alguém
podia ter percebido isso há 200 anos
atrás.
Querido Pedro, boa tarde emos.
Boa tarde a todos os emos que estão aqui
conosco. Todos ouvimos aqui, emo algum
momento na nossa vida. Inclusive o
último álbum do pessoal do da Fresno não
é muito bom. Diz quida Luna. Bora de
comb ter espantalho. Exato. Uma grande
luta de espantalhos.
Diz que do Ryan, a luta pelo fim da
jornada 6 por1 também não vai impactar
tanto assim o funcionamento capital.
Não, não mesmo. O que é, mas é bom para
nós. Então, lute pelo fim desse caso.
Legal. Descobri nesse vídeo que sou de
direita.
Acontece, acontece, mas não é não. Tá
tudo em paz. Sobreviveremos.
Diz quido Pedro aqui. Colinas, Maranhão,
Lula de novo. É nós. É nós. Faz o L.
Você também fazendo o L. No final a
gente vai todo mundo fazer o L, porque
eis a vida ela se impõe. Não adianta a
gente ficar dando murro em ponta de
faca. Dized,
esse critério de apropriação, entre
parênteses, que parte de uma ideia de
burguesia homogênea judeu internacional
fecha parênteses, vai levar o Glauber a
uma conclusão típica do comunismo a
respeito da Globo,
cabe para o STF também, né? Então é aí
que tá, mas a gente fez aqui uma
ressalva importante no início do nosso
papo,
que nosso debate não é com Ed, né? Com
Ed, perdão, Ed. Nosso debate não é com
Glauber, né? A gente tá discutindo com a
Susan Newman e o Glauber é o nosso
porta-voz para discutir com ela, né?
Porque o a divulgação das ideias, o que
eu acho que vale a pena tensionar o
debate, tensionar o debate, os
comentários, os apontamentos para, pô,
massa, massa. Quem sabe a gente
conseguir aí buscar uma discussão com a
Susan e com o próprio Glauber e ver como
a gente se dá na apropriação dessas
ideias da Susan e do Glauber,
Susan Ne
saber que estiverem conosco também.
Perdão, eu acho bem cringe esse bagulho.
Olá, amigos do saber. É a marca dele,
mas eu acho. Nós podemos fazer aqui como
Niet fez lá em sua obra o anticristo,
estabelecer um critério de verdade, tá?
É que o Niet fez o seguinte: "Em o
anticristo, Niet afirmou que se um
sacerdote diz que algo é verdadeiro,
então é falso, porque o sacerdote sempre
mente." E isso nos fornece um critério
de verdade segundo Niet. Então, de
maneira análoga, nós podemos dizer aqui
nessa discussão que se o capital afirma
que determinada pauta é progressista,
provavelmente ela não é, porque os
capitalistas têm consciência de seu
lugar na sociedade capitalista e jamais
investiriam em pautas que colocariam sua
situação de classe em perigo. Então,
atenção, o capital jamais investe contra
si mesmo. A gente não pode esquecer isso
de forma alguma. O capital jamais
investe contra si mesmo. Algumas pessoas
acreditam, por exemplo, que programas de
televisão como o Big Brother Brasil
prestam alguns
>> Ah, pera aí, antes da gente fala do Big
Brother,
>> não, né, Glauber?
Então aí é o comentário que agora eu
acho que não é um argumento da Susan me
parece um comentário do Glauber. Aí sim
eu vou discutir com Glauber.
Eu entendi o uso
estrutural ou arquitetônico, se nós
quisermos falar bonito, sofisticado,
do critério de verdade de Niet, um
critério bem complicado também, mas eu
vou segurar um minuto o meu comentário
crítico a esse
a esse critério. Mas o uso aqui
arquitetônico, estrutural da ideia de
Net, olha, o sacerdote sempre mente,
então desconfia dele. Eu acho um pouco
abstrato e generalista demais, demais a
gente fazer isso, mas tudo bem,
seguremos um pouquinho.
O grande problema é isso, foi chamado a
atenção do nosso querido Ed, que está
aqui comentando conosco. O Ed chamou
atenção numa parada que é óbvia e
importante da gente considerar que ao
você fazer isso, né,
o capital, que na verdade não é essa
entidade, não são pessoas que tomam
decisão em última instância, mas digamos
os burgueses, a burguesia, como se ela
não entrasse em contradição com ela
mesma, como se ela não lutasse contra
ela mesma, como você se você não tivesse
ali diferentes tipos de sacerdotes
apresentando aí ideias, então mantendo o
uso arquitetônico, estrutural e quase
Quase analógico, né? Quase de analogia
mesmo do de Nit. Digamos o seguinte, que
um sacerdote diz: "Você deve
necessariamente
todas as manhãs acordar às 8 horas da
manhã para fazer a sua reza X, senão
você será danato".
E aparece um outro e diz: "Não, você não
precisa fazer isso. Se o meu critério é
única e exclusivamente que o sacerdote
sempre mente, substancializando e
abstraindo e criando esta figura do
sacerdote, o meu critério vai ter um
problema que eu vou ter que confiar qual
dos dois tá mentindo,
porque eles não estão falando a mesma
coisa, eles estão falando coisas
distintas. Só funciona se eu imaginar
que o sacerdote ou os sacerdotes sempre
falam a mesma coisa, o que significa um
grau de abstração alto e elevado demais
para eu tomar como critério de verdade.
Ao fazer isso, o Glauber diz: "O capital
nunca vai contra si mesmo". Mas isso não
é nem um pouco dialético para começar.
não considera a possibilidade da criação
de contradições
que o próprio sujeito capital cria para
si mesmo, como diria Marx, cavando sua
própria cova, não intencionalmente, né?
Cava sua própria cova, levanta seu
próprio alçapão. É isso que acontece no
processo histórico, porque ele cria
assim condições contra ele mesmo, gente.
É a base do movimento dialético de Marx,
tá ligado? E aí, se a gente retomar
agora o exemplo que eu acabei de dar de
dois tipos de capitalista que hoje
disputam porque querem gerir o capital a
partir de posições diferentes, a gestão
financeira globalizada e a gestão de
capital industrial brigam entre si,
assim como o capitalista industrial
brasileiro entra em conflito contra o
capitalista do agronegócio.
E hoje o capitalista industrial
brasileiro tá cada vez mais sendo aliado
e sendo consumido pelo capital
financeiro, entrando em mais uma
contradição. Ou seja, se eu não
considerar esses processos, eu não
entendo como é possível que determinadas
pautas que aparentemente são de esquerda
são,
eu ia falar cooptada, mas é uma palavra
equivocada, funcionam como justificativa
adequada para um tipo de de capital,
para um tipo de capitalista que recebe
investimento de ONG, de terceiro setor,
de luta por diversidade, de propaganda
do [ __ ] quatro.
O que acontece é que no fundo o Glauber
e a Susan Glauber assumindo essa
posição, Susan apresentando suas ideias,
é que na cabeça deles é um uma discussão
moralista.
Esquerda é bom, direita é ruim do mal. A
direita do mal ruim, capital do mal,
esse ser demoníaco malévolo
que condensa em si todos os males do
planeta, o capital. Esse bichinho do
mal, ele eh ao realizar uma bondade, na
verdade está mentindo. Ele é mentir. Ele
é falso. É uma falsa bondade. Tá numa
discussão moralista e não de análise.
E aí entra o problema sério. Tá perdendo
paciência, né? Perdendo ciência,
perdendo economia política, perdendo
análise de conjuntura, perdendo processo
de relações sociais e discutindo em
termos abstratos. E aí, perdão, querida
Susan Nman, que é socialista tal qual
era socialista o Einstein, o físico,
idealista,
totalmente idealista.
Materialismo foi
abandonado nesse processo.
Que coisa, não é? Pronto, tô com essa
carinha aqui também.
Pronto. É isso. Diz que
sim, eu menciono Glauber e não a Susan
nesse caso, porque o critério do Niet é
o exemplo da Globo, ele não está expondo
a leitura desse usan, é a contribuição
dele perfeitamente. E aí a gente tem que
discutir. E é uma contribuição que cai
nas teses mais perigosas do comunismo.
Isso é verdade também. Isso é verdade
também. Não, não tem como, não tem como
negar. É algo que a gente tem que
discutir e tem que aperfeiçoar no nosso
espaço de debates e conversa. Diz que do
Ryan. Meu Deus, eu assisti o Glober
direto. O que aconteceu nesse meio
tempo?
Gente, calma, não é para cancelar o
moço. O Glauber continua fazendo um
trabalho excelente. Excelente. É que
esse livro aí dá uma faihada, né?
Mirou no mirou na sexta e acertou no
sábado. A piada horrível. Diz que da
Luna. Sou de direita. Uhu!
É, é o risco, né? pessoal empurrando a
gente sem querer para um lado errado.
Diz querido Gabriel e até eles falam
verdades e meias verdades. É verdade.
Diz que esquerdos autorais Ed. Esse
critério do Niet é a aplicação de uma
posição típica de prisolista da
internet, antiglobo a priori, cai na
estrutura amigo inimigo, inclusive
sacerdote, não sacerdote. Então, pronto.
Mas nesse espaço do amigo inimigo,
sacerdote, não sacerdote, seja sempre
desconfiado. Desconfiado porque a
desconfiança desconfiada, sem nenhum
critério mais científico e prático do
processo, de análise do processo, é
funcional politicamente, mas cai no Carl
Schmit e naquilo que já já o Glauber vai
trazer pra gente, que é um dos
adversários da Susan. E aí, a Susen,
avalia de maneira correta o problema de
você ter essa ideia caro chimitiana. Só
que adivinha o que aconteceu na
argumentação? Entrou em contradição. Se
a gente botar Susan contra Susan vai dar
aqui. Eu acho que esse é o é o trabalho
mais importante que a gente tem no nosso
pequeno canalzinho, botar autor e ideia
contra a própria ideia e o próprio
autor.
Importante o serviço à classe
trabalhadora ao levar discussões
identitárias aos lares brasileiros, né?
Quem quem nunca ouviu isso, né? Na rede
social. né? Tem sempre um de esquerda
que defende isso. Agora, preste atenção,
essa mesma emissora de televisão,
patrocinadora do golpe cívico militar em
1964,
estaria agora então supostamente se
redimindo através do BBB, levando
instrução política e desenvolvendo a
consciência de milhões de famílias? Tem
gente que pensa isso. E como se não
bastasse, alguns identitários ainda
afirmam que toda crítica desse tipo ao
BBB é elitismo, né? Porque se o povo
pobre não lê obras de filosofia, ele
pelo menos discute os últimos
acontecimentos da
>> É, agora tem espantalho para caramba e
como eu comentei, papo moralista, né?
Tem entidade do mal e as pessoas do bem
e não processos e relações históricas.
Mas tudo bem, vamos lá.
>> Casa mais vigiada do Brasil. Bom, esse
exemplo mostra não apenas como eh
empresas e indústria cultural incorporam
as pautas woke para aumentar seus
lucros, mas também como muitas pessoas
supostamente de esquerda, acreditam na
ilusão de um suposto empoderamento
através do próprio capital e de seus
braços ideológicos. Mas nós estávamos
tentando definir o, né? E como podemos
ver, definir o é uma tarefa árdua, tendo
em vista que o movimento expressa
sentimentos tradicionais de esquerda,
pode parecer inicialmente estranho
associá-lo à direita ou então ao próprio
capitalismo, sobretudo pelo fato de WK
dizer respeito originalmente a uma
preocupação com pessoas marginalizadas.
Por isso, é melhor compreendermos o WK
mais como uma cultura do que
propriamente um movimento formal. De tal
maneira que diversas organizações podem
apresentar traços da cultura walk sem
necessariamente se reduzirem a este
rótulo.
Tudo que é bom e que eu considerar
positivo
será progressista, mas não um e tudo que
eu considerar
mal
vai entrar nessa malandragem do WK.
É uma análise extremamente extremamente
moralista, cara. Muito, muito moralista.
Muito moralista. E aí, bom, já vai esa
que o moralismo volta de novo. Daqui a
pouco.
Vamos falar agora sobre universalismo e
tribalismo. Veja, como a Neima coloca em
sua obra, o universalismo é uma das
principais ideias de esquerda. por cerca
de dois séculos, uma das formas básicas
de distinguir entre esquerda e direita
dizia respeito à solidariedade
internacional, a uma preocupação com
todos aqueles fora do seu círculo
imediato. O que unia as pessoas era não
sangue, cor da pele ou gênero, mas
convicção e partilhamento das mesmas
ideias. Agora, o oposto do universalismo
é o identitarismo. A Neima observa, no
entanto, que, pronto, Kevin tinha
perguntado pra gente o que que é o
universalismo. que no caso,
pela breve apresentação do Glauber, o
universalismo seria esse essa
crença na ideia de que há valores
universal universalmente compartilhados,
de modo que aparentemente pessoas
estariam unidas por defenderem os mesmos
valores e ideias, independentemente da
raça, do gênero, da do local de
nascimento e etc.
Problema? Eu não vou repetir o argumento
que eu já dei. Quando a gente coloca
isso na realidade, todo mundo lutando
pelo progresso, pela revolução, pela
transformação. Aí o PC português
dizendo: "Nossa prioridade é luta contra
para derrubar o Salazar. O PC de Angola
ou de Moçambique lutando para Não, não,
não. Nossa prioridade é derrubar a
relação de colonização. Que negócio é
esse? Você derruba o Salazar, mas
continua aqui a gente sendo colônia da
metrópolis e a gente tá lascado.
Ambos estão lutando pelos mesmos
valores, mas
condições distintas, contextos
distintos, exigindo tomadas de posição
distinta e que há conflito entre si.
Ou pega o exemplo dos salários que eu
comentei,
a melhoria de salários na periferia
aumenta a pressão sobre os preços no
centro, fazendo com que a classe
trabalhadora no centro sofra com
inflação.
Todo mundo querendo aumento de salário,
mas olha o que acontece.
A realidade ela se impõe a valores e
ideias, né? Então, por isso a
importância de a você pessoa, você
pessoa que quer ser de esquerda
marxista,
não defenda ideias e valores abstratos.
Ciência social em primeiro lugar, antes
da filosofia, perdão, filosofia.
Como formado em filosofia, eu digo
ciência social em primeiro lugar, não dá
para discutir valores em termos
genéricos. Ele tem que tá conectado com
a observação das relações sociais
efetivas de maneira clara, senão dá
ruim, dá ruim, dá ruim, dá ruim, dá
ruim. Diz que Luna: "Eu sofri muita
misogenia.
Solidariedade aí aí, sacanagem. Entre
esses esquerdistas clássicos, se eu
denunciar serei de direito. Ah, é bom
ponto, né? Que a luta pelo
universalismo, pelo progresso, não sei o
que lá. Então, vai deixando essas outras
coisinhas que é bem problemática de
lado, né? Isso acontece com a Ah, [ __ ]
que do Gabriel, sem brincadeira, só
aparece teoria da conspiração globalismo
da esquerda. Corre esse risco com
frequência. Dis querido esquerdo dos
autorais, se o debate do crepe com o
cidade fosse universalistas versus
tribalistas, teria muito mais público.
Concordo. Inclusive já tinha que começar
com codepay tocando de um lado por ser
uma música universalmente ruim e
tribalistas tocando pro outro, que é uma
música nacionalmente ruim. Você é assim,
um sonho para mim enquanto eu não te
vejo. Ó que coisa horrível. Faz sentido.
Que esse termo é enganoso porque ele
pressupõe que a nossa identidade pode
ser reduzida a apenas duas dimensões,
mas que cada um de nós possui muito mais
que isso. Ela nos lembra que até a
metade do século XX ninguém pensaria em
reduzir sua identidade unicamente a
critérios, tais como raça, sexo,
nacionalidade ou religião. E além disso,
definir a essência de alguém de tal
maneira era considerado ofensivo,
estúpido e antiprogressista. Agora, hoje
em dia, no entanto, quando alguém se
define dessa forma, é visto como
empoderado. Nós reduzimos, então, nossa
identidade a apenas duas, raça e gênero.
é que talvez possa estar equivocado e só
vou jogar aqui. Talvez a Susan não tenha
visto a importância da pessoa lembrar
pros outros humanos
que você é de determinada gênero e de
determinada raça, porque senão você é
tratorado no processo.
NeMA afirma que isso poderia parecer
apenas uma questão de aparência de
visual, mas que se observarmos bem, nós
veremos que essas duas dimensões são
justamente aquelas que sofreram os
maiores traumas ao longo da história.
Então, por um lado, a política
identitária teve o mérito de fazer com
que o sujeito histórico fosse não mais o
herói, mas a vítima, dando voz àqueles
anteriormente excluídos.
>> Nós fomos enganados.
>> Estão aporos.
>> Enganuda.
>> Beijo meu anel.
Essa frase ficou esquisa.
>> Agora, por outro, o que começou de forma
generosa se tornou algo perverso. E a
Neima apresenta alguns exemplos em sua
obra a fim de mostrar como a
vitimização, quando está dissociada de
exigências legítimas por restituição, se
torna apenas uma moeda de troca para
obter reconhecimento. Temos então que o
abandono do universalismo leva ao
tribalismo. Neymar nos lembra que a
própria Bíblia adverte contra a união de
pessoas em torno de identidades tribais.
Porque o resultado disso é geralmente
inveja, discórdia e guerra. Por
tribalismo, ela entende o colapso social
que ocorre quando indivíduos de qualquer
grupo enxergam a diferença humana mais
fundamental como aquela entre o nosso
tipo e todo o resto, ou então nós contra
eles. Agora,
que foi exatamente o que aconteceu no
processo de separar a esquerda clássica
dessa coisa woke do mal aí optada pelo
capital, né?
Tipo, foi exatamente isso. É exatamente
isso que tá acontecendo aqui, porque tá
sendo discutido em termos genéricos e
abstratos.
Aí você pode aplicar a mesma coisa, a
mesma coisa, a mesma estrutura para
falar: "Cara, esse bagulho aí de separar
esquerda clássica, que é nós aqui na
luta do bem, do pelo bom, pelo belo,
pelo justo, pelo correto,
e esses woke aí cooptados. pelo mal,
pelas trevas, pelo Dart Vader e tudo
mais.
Aplica a mesma mesma coisa, né? O
sacerdote do mal que sempre mente como
critério de verdade, né? Então, se ele
tá falando, ele tá mentindo. E esse
capital do mal aí, porque moralmente que
a gente tá discutindo, você pode aplicar
o mesmo processo, porque a discussão tá
moral, tá abstrata, tá genérica.
E aí o Gber tá tendo que fazer uma série
de adaptações para poder apresentar as
ideias. Uma série de adaptações. Ele tá
tendo que traduzir o como identitário,
identitarismo, fazendo ajustes, fazendo
comentários paralelos pra gente do Big
Brother, por exemplo, para poder
encaixar, porque não tem conexão efetiva
e aderente com essa com o contexto que a
gente tá lidando no nosso cotidiano,
inclusive.
Então, bora lá.
mais paradoxal hoje em dia, tendo em
vista que a ideia de raça foi criada
justamente por racistas, algo que parece
não incomodar os identitários. Segundo
Neymar, a resposta a todo tipo de
opressão,
>> esse argumento é muito merda, né? Nossa,
eu não lembrava dele. Esse argumento é
muito merda, né?
[ __ ]
na ideia de ai
>> tem que passar, pelo contrário,
justamente por aquele universalismo da
esquerda clássica que é negado pelos
tribalistas. Agora, a negação do
universalismo tem, além disso,
consequências perigosas. Nós encontramos
um dos principais exemplos em K Schmith,
teórico ligado ao partido nazista e
ainda hoje estudado em diversos
programas de pós-graduação também no
Brasil. Agora, não se trata aqui, gente,
tá, de desqualificar sua obra através de
um ataque à sua pessoa. Trata-se de
avaliar as consequências práticas de sua
teoria. Porque o filósofo alemão Martin
Heidegger também foi membro do partido
de Hitler, mas seria somente com um
esforço interpretativo questionável que
sua filosofia pode ser associada à
prática política nazista. Tendo,
não, não, não, não, pera aí.
Dois problemas. O primeiro não é para
ofender gratuitamente o cara assim as
ideias. Eu hoje aqui já vou ofender
gratuitamente. Cal Schmid.
Canalha, canalha, canalha, canalha,
canalha, canalha, canalha, canalha. Sim.
Pronto. Obrigado. Só precisava fazer
isso. Dito isso, as ideias dele também
são bem problemáticas.
Vou fazer as duas coisas. As ideias, os
efeitos das ideias também são muito
problemáticos e eu vou concordar
plenamente com a Susa, essa ideia da
criação do amigo inimigo, da redução de
toda critério de verdade, a questão de
quem é mais forte, quem pode mais. Tô de
pleno acordo nesse processo, tá? Mas,
porém, contudo, todavia, porém contudo,
todavia, veja bem,
na argumentação e na estruturação que o
Glauber tá apresentando da gente, da
autora, o problema estaria em abandono
da ideia de universal, universalismo,
mas não, porque a questão não tá no
abandono da ideia de um valor, a questão
tá nas relações dos processos históricos
como efetivamente se dão, de modo em que
nós vemos grupos que defendem e
defenderam posições universa alistas,
realizando e tendo como efeitos de seus
processos reforço de opressão entre
pessoa
bem no ajuste de ideia, mas efetivamente
na tomada de decisão prática,
saca? Então, na verdade, isso aqui é um
grande não problema. Um grandíssimo não
problema. Um grandíssimo não problema. E
dito isso, Emanuel Vinas, como um leitor
admirador, elogioso, mas crítico de
Heidegger, demonstra como sua ética
pressuposta e aquilo que acompanha a sua
filosofia é propriamente
é é.
E aí tem outras coisas que vão
aparecendo, como os cadernos negros que
ele guardou, né? O Heineger guardou,
falou: "Ninguém publica, até depois de x
tempo que eu morrer". Aí começaram a
liberar os textos e olha, o moço é
problemático, hein? O moço é
problemático.
Diz que do fazer watch. Por que ofender
os tribalistas?
Ah, porque é ruim. Do meu ponto de
vista, tem quem goste. Tá tudo bem. É
que eu sei lá, eu ouvi aquela música, me
irrita muito. Ela fica na cabeça e ela é
ruim do Eu gosto de você. Não sei aqui.
Diz aqui do Ryan. Posso ser decolonial e
reclamar do termo tribalista? Pode diz
que do Gabriel.
Ah, vira o aí vira o identitarismo de
esquerda pura. Exato. Que é o que
acontece inclusive, né? Ser de esquerda
virou identidade.
Classe virou identidade, né? Eu sou da
classe. Hum. Eu tive uma experiência que
eu não vou contar agora, se não tomo
muito tempo, mas que aconteceu uma coisa
engraçada sobre isso. Disse: "Querido
Leandro, não precisava trazer Heidegger
para esse argumento. Não foi totalmente
desproposital. Mas por que que o Gber
fez isso? Eu entendo porque ele fez
isso. Porque Heidegger é um um filósofo
genial, é genial, é incrível. Você ler
aquela desgraça, é bom, velho, é bom tua
cabeça ele é o filósofo mais importante
do século XX, talvez o mais influente do
século XX. Então o impacto de sua
produção é muito grande. Aí se você
simplesmente vai para ofensa gratuita e
abandonou a ideia do cara pelo fato de
efetivamente está conectada com o
partido na, você vai lá e vai falar:
"Hum, então não pode estudar mais. tudo
que vier daí é um problema, tal, não sei
o que lá. Você realmente não pode ficar
nesse âmbito. Você tem que demonstrar os
efeitos e os problemas, as ideias do
autor. Lógico, óbvio, tem que passar
pela crítica, né? O problema é que aí o
Glauber tá correto em tentar preservar
para dizer: "Olha, como esse cara tem um
tem um impacto muito grande, há uma
autoridade, influenciou o século XX
inteiro, se você simplesmente ofender
gratuitamente tal qual dá para fazer com
Cmit, você vai perder muito do da
produção de conhecimento do século XX,
tá ligado? Então é, eu entendo, apesar
de que eu acho que não precisava de
maneira nenhuma realmente pro argumento.
Concordo contigo. Diz que aluna, o que
essa galera não entende é que certas
desigualdades são muito específicas e
precisam de um enfoque específico.
Exato. Que incomoda eles de um jeito que
eu acho tosco. Exato. É, dá para
conviver, né? É, concordo. Ah, tá muito
certo. Diz que do esquerdos autorais.
Esse argumento é péssimo, o mais
antidialético possível. Foi criado por
gasis. Acabou-se. É, esse é o argumento
é pés, é péssimo esse argumento. É pés.
Eu concordo.
Diz querido Leandro, sem razão, nem para
defender o R
acontece. Diz que do Gabriel, o paninho
mal passado. É, agora não sei se eu mal
passei, se o Globeron mal passou. Quem
tá mal passando esse pano? Prefiro o
pano bem passado, bem passadinho. Fica
muito mais agradável,
casa fica limpa. Diz que Kid Ryan. A
solução da autora pro fim do racismo
seria vítimas só aceitarem agressões?
Não sei se entendi. Então aí que tá como
a exposição e a divulgação do conteúdo
ficou muito muito frágil, muito frágil,
se essa forição, olha, abandono do
universalismo e tal para cara entra num
mar de problemas muito grande, muito
grande, muito grande. E tudo para dizer,
ó, a esquerda não é oak, né?
Aí a minha pergunta, que é o que eu ia
fazer no final do vídeo, mas eu vou
fazer agora, só vou deixar correr mais
um pouquinho para já ir pro outro.
A minha pergunta que eu ia fazer no
final do vídeo é: para quem você tem que
explicar que você não é o WK?
Quem é o interlocutor para você ter que
fazer essa informação e e essa
afirmação? Quem é o interlocutor? A sua
interlocutora, sua interlocutor precisa
dizer: "Não, não, não, mas a esquerda
não é o com quem você tá conversando?
Você tem que provar isso para quem e com
quem.
Isso altera o modo de perceber o
problema do texto ou a argumentação do
texto. Mas já já eu volto para esse
tema.
Hum.
Eu
soltei o vídeo, esqueci de colocar aqui.
Perdão.
Deixa eu voltar aqui.
No caso de Cmith, nós estamos falando do
direito, uma área em que as
consequências práticas de qualquer
teoria estão mais próximas da vida
cotidiana. Neymar afirma que para este,
conceitos como humanidade seriam apenas
invenções judaicas para disfarçar seus
interesses de dominação em sociedades
não judaicas. E este argumento é
ironicamente muito semelhante àquele
segundo o qual o universalismo seria
apenas uma ideia eurocêntrica para
disfarçar os interesses de dominação dos
europeus sobre os outros continentes.
Agora, já que falamos sobre
eurocentrismo, vamos deixar duas
palavrinhas sobre antes das palavrinhas.
Aqui é um grande espantalho, né? A menos
que você diga especificamente quem é o
seu interlocutor, a sua interlocutora,
tá batendo em fantasma, tá batendo em
nada, né?
A crítica à ideia de universalidade e de
universalismo vem pelos limites
historicamente realizados que as
bandeiras de vim trazer o progresso e os
direitos humanos universais
acompanham reforço de dominação,
escravização e impossibilidade de
autonomia dos povos.
E assim, não é uma questão de ideias e
valores abstratos, é uma questão de que
isso aconteceu.
E aí diante do é o famoso Estados Unidos
invadindo outro território dizendo: "Vim
trazer liberdade para vocês, né? Vim
trazer universalismo para vocês,
vim trazer o progresso, a galera
morrendo tudo desgraçado, explodindo
tudo, tal".
Essa contradição ela existe, ela
aconteceu,
inclusive ela acontece em alguns
contextos. Então o ponto é você criticar
o limite dessa ideia de universalidade
que cumpre papéis e cumpriu papéis de
manutenção e justificação de dominação
de povos das periferias. Isso aconteceu,
meu pai. Aí quando acontece um processo
desse, fala: "Cara, acho que não, né?
Acho que a gente tem que dar uma
especificada aí".
Aí vai entrar nesse problema que o
Glauber vai querer trazer de
eurocêntrico, mas a crítica ao
eurocentrismo tá correta, conectada com
esse tipo de relação. Ou uma ideia de
que eu vim trazer paz, liberdade,
autonomia, bem, serviços, progresso,
tudo, mas vem com canhão, vem
explodindo, vem matando, vem bagaçando.
E então,
e não é uma contradição em termos, né?
Não é uma contradição termo, é uma é um
efeito prático.
O conteúdo dessa universalidade tá
carregado desse processo. É, a galera
começa a criticar, fala: "Gente, pera
aí, pera aí, perí. Tem que considerar
aqui a nossa realidade local, tem que
considerar aqui o tipo de processo que a
gente quer desenvolver, autonomia dos
povos, tem que considerar aquilo que tá
acontecendo efetivamente. E aí depois em
grupos menores ou espaços mais
reduzidos, isso também ocorre em relação
a grupos dominantes contra minorias,
gênero de raça, etc.
Então, a ideia de universalismo apaga a
luta, apaga. Isso aconteceu, meu pai
amado. Então, assim, tem que ter essa
consideração. Se você não considerar
isso, parece que esse papo começou ontem
e que aí que é uma discussão do DCE no
Café da Lanchonete. Isso também acontece
de um jeito horrível, inclusive
perdendo-se muito do elemento efetivo da
crítica e desse processo histórico. Mas
tem que se considerar por surge e nasce
a crítica essa ideia de universalidade e
de universalismo.
Ainda que humano lá na Europa defendess
liberdade para todos. É liberdade para
todos. Bacana. Também defendo, né? E
você tem que entender o que aconteceu na
realidade do processo histórico.
Diz querida Luna. Tem esquerdista
clássico que quer me hostilizar.
Tá complicada a vida. Já que ou já ou me
constranger de alguma forma por ser
feminista e lutar por mulheres. Exato.
Isso acontece, gente. Isso acontece dia
sim. Dia também.
Dia sim, dia também.
Solidariedade aí, Luna, pô, mas é [ __ ]
né? Diz que o Gabriel, os Glauber,
porque mesmo nas premissas deles, o que
ele teve consequências reais e ruins,
incluindo no aspecto da filosofia. Pois
é, querido. O o interlocutor aqui é um
interlocutor bem específico. Diz querida
aluna, acho que quem tá virando de
direita são eles. Então,
então pode ser que tenha um grupo aí
perigoso, que do Luk. Fala, Luc, como é
que você tá? Salve a todos. Salve Luk.
Todo colonizador é um bastardo. É nós
também colonizado, né? Em teoria e na
prática. Diz que Luna universidade que
parte de uma ideia equivocada.
Universalidade no caso que todos falam
do mesmo lugar e não falam. Exato.
Exato. Aí que eu gosto da expressão que
o Dúciel faz uma adaptação boa, que é a
pretensão de universalidade, né? Altera
consideravelmente o moto. Como você lida
com o problema?
Ah, tem porque um relativista
pós-moderno sei lá o que, vai dizer:
"Não, não, não existe universalidade, é
tudo particularidade", que é o que o
Galber corretamente tá apontando junto
com a Susan New, eh, que se não vira K
Schmith, quem é mais forte, vale o que
vale o que eu tô pensando, não tem
critério de verdade, tem [ __ ] nenhuma.
tá errado. Tá errado. Tem que ter
critério, tem que ter essas coisas,
obviamente,
mas é distinto de eu ter uma pretensão
de universalidade, considerando os
contextos e a possibilidade de diálogo,
de construção conjunta, deu já partir do
universal para universal, porque isso
não existe e tem efeitos problemáticos,
não pela ideia, pela prática, pelo pelo
efeito prático de como isso acontece.
Mas bora lá
finalizar o papo aqui porque vai entrar
no eurocentrismo.
O tema Neyman dedica várias páginas de
sua obra mostrando que o conceito de
eurocentrismo foi criado no Iluminismo
para criticar a própria Europa. Então, é
uma grande ironia que pensadores
considerados decoloniais tenham como
ponto de partida justamente uma ideia
tão europeia como a crítica ao
eurocentrismo. De modo que suas teorias
são em grande parte ecos de uma tradição
que remonta a pensadores como
Montesquier. Enquanto filósofa e
especialista no período iluminista, A
Neima
como os pensadores dessa época foram os
primeiros a criticarem o colonialismo,
tendo por base justamente o quê? o
universalismo, ela nos
então
aí agora ela tá contextualizando, né?
Aí agora tem uma contextualização de
qual universalismo tá se falando, de
como se deu uma crítica ao eurocentrismo
dentro dos próprios limites da ideia
europeia no debate dos interlocutores
resolvendo os problemas dentro da
própria Europa.
Aí vem
o salto ornamental, triplo duplo twist
fardado, né? duplo twist fardado que foi
dado aqui.
A ideia de eurocentrismo surgiu na
própria Europa. Então é engraçado que
alguém de fora da Europa utiliza a ideia
de eurocentrismo.
Se vocês aí que não são europeus estão
utilizando a palavra eurocentrismo,
vocês estão sendo colonizados.
Por si só, isso é bem engraçado.
Luciano Hul numa aldeia, né, falando:
"Guarda esse celular aí que isso aí não
é da sua cultura não, viu? Não é para
aparecer aqui essa coisa de modernidade.
Guarda o celular aí para tirar uma foto,
tá ligado? Mesmo processo. Mesmo
processo,
assim como aí tem um um um busca
cultural originária do da do termo
eurocentrismo, né? reproduzindo daí
propriamente uma ideia de identidade, de
universalismo e do não sei o que, que
isso aqui é a gente que fez, a
modernidade que fez. É muito ruim, cara.
É muito ruim.
Não é que eu fico até sem palavras
assim, eu tô [ __ ] É muito ruim, cara. É
muito ruim.
É muito ruim. Não é que é muito ruim e
não tem nada a ver com cara. É muito
ruim. Muito ruim. Não tem nada a ver com
a gente. Diz aqui do Ryan, pô, Gbert me
fazendo me sentir mega dele. Não é que o
Gbert divulgando a ideia da Susan. A
gente tem que dar essa canja aqui. É a
Susan falando, né? Diz querido Leandro,
eu já não tinha achado o vídeo do
Global. Bom, desde que vi a primeira
vez, mas vai ficando pior vendo cada
detalhe. Exato. E cada vez que a gente
assiste fica pior. Esse vídeo é ruim
mesmo, cara. É um é um vídeo ruim. É
ruim. Ele tem bastante problema. Isso
que a gente vai parar na metade dele.
Diz que do Kevin queria ter a mesma
autoestima que a Susan tem para vender
livro. Não, eu queria ter, eu queria ter
o dinheiro que o cara da editora que
vai, que traduziu o livro da Susan vai
publicar em português, se já não
publicou, teve. Eu queria ter essa, essa
grana para escolher outros livros para
traduzir, né?
Em última instância, cara, é um grande
não problema sendo trazido, né? É um
grandíssimo não problema.
A gente nem usa a palavra walk.
Que é a pergunta, quem é o interlocutor
desse papo? Tá ligado? Quem é o
interlocutor?
Com quem que a Susan tá conversando?
Eu tenho duas duas hipóteses. Uma, ela
tá querendo convencer os walk
estadunidenses de que vale a pena ser o
luminista. Essa é uma opção que eu
tenho. A outra seria não, ele quer, ela
quer convencer os caras que são antiwok,
né? A direita que diz que a esquerda é o
para dizer não não a gente não é walk o
walk não. Isso aí é uma invenção de
vocês para ficar dizendo a esquerda
walk. Se fosse essa segunda opção, eu
fechava mais com a Susan. Não tem que
mostrar para esses caras de direita que
fica usando walk woke woke contra nós
que aqui no Brasil é cada dia assim dia
também vai aumentando o número de
pessoas que estão substituindo ideologia
de gênero pro walk.
Falei: "Isso aí é todos esses WK, mas
não é isso que que isso nem tem a ver
com a gente, né? Nem tem a ver com que
que você tá falando. Se liga, doido. Se
fosse essa segunda opção, né, mostrar
pra galera oposta, né, os adversários
que não, cara, a gente não é esse negó,
para de taxar a gente assim, eu fechava,
fechava fácil. Mas me parece que é a
primeira opção. Ela tá querendo
convencer quem ela chama de walk,
que deve ser no contexto que deve ser
não, que é no contexto gringo, nos
debates que eles têm lá. Ela tá querendo
convencer o Zok de que vale a pena vir a
arregimentar o time iluminista.
Vem a você também
vem peluminismo você também. E aí viram
a disputa pela escola, pela ideia, pelo
valor, valor abstrato.
E aí lasca, né? Eh, marxismo que vai
embora, sai voando pela janela, aí vai
embora. Diz que do Glober. Eu gosto
muito do trabalho do Glober. Eu também.
Eu acho incrível. Eu gosto mesmo. Eu
pago maior pa trabalho do Glober. Acho
muito massa. Nossa, ele tem vídeos
excelentes. Excelentes.
Diz, querido, querida Luna, quem foi a
feminista que deu um fora no GL?
Coitado, Glub tem nada a ver com o
Glauber, eu acho. Ele tá reproduzindo aí
as ideias da Susan New.
A esquerda não é WK, a direita que fala
o WK, diz aluna. Exato. Mas é a direita
nossa fala o walk. Aí que tá. que
realmente tem grupos na gringa que se se
assumem como WK, né? Nós somos o WK, o
cultura BK, BK tem. E tudo bem, tudo
bem. Tem uma galera que se assume o e aí
reforça o debate, mas é um debate que
não tem nada a ver com a gente, tá
ligado? Pro Glauber trazer para cá, ele
teve que adaptar o com identitarismo,
já é um subproduto dos debates gringos
também.
Tô tipo, [ __ ]
é um grandíssimo não problema. Quantas
árvores foram gastas para esse não
problema?
poderiam ser usadas para criar meme,
poderiam estar sendo usadas para criar
música de inteligência artificial, mas
não. Elas estão sendo gastas em livros
de não problemas traduzidos pro
português.
Diz que R a Susan tá querendo vender
livro, ela deve tá conseguindo. Já tá
vindo para português.
Quem será que financia? Ford Foundation.
Waw aí.
Ai, é engraçado. Fala querido Rafa. Como
é que você tá? Rafa tudo bom? Conhecido
também como Vira Lata Vulso. É ao vivo
ou é reprise? É gravação ao vivo.
Live ao vivo gravada efetivamente.
Ai, meu pai amado. Não sei se eu volto
pro vídeo, não. Vou encerrar aqui o papo
do Glauber. Deixa eu já ir pro outro
vídeo.
Obrigado, Glauber, pelo pelos serviços
prestados.
Já sofremos o suficiente. Já sofremos o
suficiente. Já sofremos o suficiente.
Deixa eu pegar o outro vídeo que agora a
gente vai pro papo com Eri
antes de ir pra nossa crentosfera.
Inclusive os videozinhos da crentosfera
ficou muito bom no Instagram. Tá
circulando bem. Papo com ele aí. Eri,
Eri, Eri. Eribaldo Maia, um beijo
Eribaldo Maia.
que o nosso papo, nosso
bate. Pera aí,
ó, fazer o seguinte, eu vou dar play
aqui no Eri,
eu e aí ele vai dar introdução pra
gente. É só preciso pegar um negócio ali
de lado. Já venho. Prestem atenção,
hein?
Prestem atenção. Deixa eu colocar aqui
ele.
Pá, pum.
Vamos do início aqui.
>> E é o ponto do desejo, né? Ele coloca
assim: "Não, eu gosto de uma tradição.
Calma aí, calma aí, Diacho. Tá muito
rápido.
Vamos voltar aqui que o Eri fala mais
rápido que o Glauber. O Glauber tive que
deixar um pouquinho acelerado porque ele
fala muito devagar.
Pera aí. Eu apanhando com o meu
computador.
Velocidade volta para não 1.0. Car aí
não.
Ô deo
aí meu mouse pad tá triste. Clica aqui.
Volta pro início.
Prestem atenção, hein? Prestem atenção.
Ah,
vai ser legal o papo. Vai ser bem legal.
Vocês vão curtir. Papo bom, papo bom,
papo bom.
Prometo,
caí, mas voltei. Papo bom, prometo.
Ele nos introduz ao debate
e eu volto comentando.
>> Olá. Olá, pessoal. No vídeo de hoje a
gente vai continuar o debate com Bruno
Requal sobre Mark Fer. Dessa vez eu vou
pegar um ponto que ele falou na live
dele que eu acho que vai terminar
ilustrando bem o que eu vinha falando
antes, que é o ponto do desejo, né? ele
coloca assim: "Não, eu gosto de uma
tradição, a filosofia pragmática, né, o
pragmatismo, etc." Então, para mim,
entendo, acho muito interessante os
debates de ficha, mas acho que tem
muitos problemas, muitas questões,
porque fica no âmbito do desejo e
termina se esquecendo as consequências
objetivas daquilo que tá se falando,
etc. Então, o meu ponto é que o conceito
de desejo, e é isso que eu vou tentar
responder aqui, o conceito de desejo,
ele não prescinde do mundo, como se o
desejo viesse antes ou depois do mundo.
Existe uma gramática que o mundo impõe
para o desejo. E por isso que as pessoas
desejam o que desejam. Elas não desejam
qualquer coisa. Elas desejam aquilo que
o mundo estabelece que elas podem
desejar, o que elas devem desejar. Ainda
que isso não seja uma imposição
vertical, mas isso atravessa quando nós
somos socializados, nós partilhamos do
que o Alexander Kojev chama de uma
história dos desejos desejados. Então,
portanto, entender como funciona o mapa
desses desejos ou pensar criticamente
qual é a gramática desses desejos, é
falar desse mundo que produz essa
gramática.
Pronto, já viemos aqui paraa crítica da
religião de Marx, né? Não sei se vocês
perceberam, mas dito isso, nós
precisamos agora encontrar um excelente
nome, tá? O o Eri acabou de criar um
excelente nome para livro, para livro,
para fazer dinheiro para dar com pau.
O mapa dos desejos. Nós precisamos
construir aqui o mapa dos desejos. Mas
dito isso aqui no vídeo, o Eri vai
trazer um um comentário bacana
sobre a posição pragmática, que é o que
vai me interessar aqui pra nossa
conversa, tá? Eh, e
pra gente construir um mapa dos desejos,
talvez, não sei. Mas, cara, é um
excelente nome para quem quiser vender
curso, quer vender curso, ganhar
dinheiro, mapa dos desejos, meu irmão,
tem múltiplas funcionalidades. Você pode
utilizar isso em diferentes áreas, né?
desde ali mapas dos desejos para coach
que quer fazer você ganhar uma grana,
fazer você ter um desempenho de alta
performance, quem quer que você perca
peso, o mapa dos desejos para quem
quiser daí trazer isso também pode ser
pro nicho do sex shop, mapa dos desejos.
E aí você vai ensinar a pessoa a ter
relações afetivas com outra pessoa. Você
pode trazer mapas dos desejos para
livros infantis, livros infantis de
aventura, chamado infantil, mapa dos
desejos. E aí você cria uma série do
mapa dos desejos. Cara, muitas opções,
são muitas, muitas opções. Muitas
opções. Então, dá para fazer muita grana
com essa ideia de mapa do desejo. Fica
aberto aí para quem quiser. Para quem
quiser. Isso é muito bom. Imagito isso.
O Eri fez um papo, um papo massa, porque
ele vai retomar essa esse comentário que
eu fiz na outra live criticando Mark
Fisher sobre esse lance dos desejos. E
eu comentei porque, cara, uma posição
mais pragmática. E aí, não pragmático
tal, aquele maluco, como é que é o nome
daquele doido,
mano? Que que eu não faço ideia porque
que ele tem tanta gente no canal dele,
que é um conteúdo tão ruim.
Vi falando sou pragmático, sou
pragmático. Lo lconte,
não é esse pragmatismo, a gente tá
falando de pragmatismo sério, né? Teoria
pragmática, William James, John Dew e
Richard Hort e por aí vai, né? tá
falando de teoria séria, mas o lance da
da do pragmático e o Eri vai trazer uns
elementos sobre pragmatismo
corretamente,
que vai abrir pra gente uma discussão
não propriamente sobre os desejos, mas
que vai me interessar a conversa para
fazer uma reflexão sobre nossa
compreensão de ser humano nesse mundinho
e como isso tem impacto pra gente ver
prioridades de ação na hora da gente
buscar soluções, porque como eu já disse
e não sei se ele vai concordar comigo,
nem vocês. Mark Fisher faz bons
diagnósticos, como diagnóstico é muito
massa, prognóstico é uma porcaria, com
todo respeito ao Mark Fisher. Então, eh,
e é isso. Vou vou parar por aqui pra
gente continuar assistindo. Sacanagem.
Deslendô, já tô com saudade do Global.
Não, se eu botar de novo aquela
continuidade de texto dele falando do
eurocentrismo, você vai parar de ficar
com saudade.
Diz: "Querida Galinha Pintadinha
Abortista". Que nome lindo, não? Que
nome bonito você tem. Resumo da história
da filosofia. Como assim? Essas paradas
na minha cabeça não são tão importantes.
É para você ver. É basicamente isso
mesmo. Diz fazer o what? Ah,
parece que ele está sofrendo. Diz
querido Kevin. Desejos desejados,
desejantes, desejosos, libidinosos, né?
E diz querido Gabriel. Desejo desejar,
desejar-te do desejo, desejar da crítica
da crítica. crítica gramatical
desejante, mas cara tem sentido. Tem que
discutir o desejo mesmo, mas de outro
jeito. Diz que do Ryan, cartografia dos
desejos. Não, então cartografia dos
desejos já vira colóquio acadêmico da
USP às 2:30 da tarde de uma
quarta-feira,
que é a cartografia dos desejos. Aí tem
uma foto do Foucault, a cabeça do Fou de
um lado do Del embaixo à esquerda. Um
mapa mal ajambrado, o fundo preto azul
com as letras em não, o fundo preto com
as letras e a fonte em azul com o azul
que quase não dá para ler. E aí você vê
lá cartografia dos desejos às 2:30 da
tarde na USP semana que vem. E isso daí,
mas não dá dinheiro. Dinheiro dá o mapa
dos desejos. Fica aqui a ideia para
vocês.
Diz que vira latavus. Esses dias tava
conversando com um amigo, ele falou:
"Isso é um bom nome de livro e o que eu
tinha dito era, abre aspas, registro
atemporal da comoção dos sentidos". Não,
isso dá um bom um bom título de de um
bom título de exposição, né? Como é que
fala? Veio a palavra em espanhol,
ponência. É, é uma exposição, né?
Apresentação do seu trabalho, uma
apresentação de trabalho aprovado no
congresso cartografia dos desejos.
Então, no nosso congresso, cartografia
dos desejos, 2:30 da tarde, na
quarta-feira, lá na USP, a gente vai ter
a apresentação do Rafael, que ele vai
dizer o tema registro atemporal da
comoção dos sentidos.
Pronto. Pronto. Acho que a gente
conseguiu construir aqui um universo
acadêmico hipotético muito real, muito
real. Nossa, eu já tô vendo esse
colóquio acontecendo. Diz Kevin, o mapa
dos desejos traz essa pessoa amada em
quantos dias? Pô, essa é uma outra opção
também. É, é uma boa colocar uma
plaquinha, mapa dos desejos no poste e
aí você vem, trago pessoa amada em s
dias.
Pergunta fazer o watch. Desejo é o walk?
É claro, é óbvio que é o walk. Tudo que
eu não gosto é,
a gente já tá nessas brincadeiras
Portuna chegando no fim, mas
prestigiando. No fim nada. Hoje é
sábado, sábado à tarde desfrutando desse
momento.
Inclusive Borduna tem colóquio semana
que vem, 2:30 da tarde, cartografia dos
desejos, tendo exposições de trabalho,
incluindo o trabalho, como é que é o
nome aqui? Registro atemporal da comoção
dos sentidos. Você tá convidado para
participar.
Mas voltando, eh, foi foi massa porque o
o Eri ele trouxe aqui uma estrutura de
argumentação que é Marx em 184,
1840,
entre 42 e 43, publicado em 44, que é o
Crítica Filosofia do Direito de Hegel
Introdução, no qual Marx, ao fazer uma
crítica da religião, diz que a questão é
que
A religião, ela é seria a expressão da
miséria do mundo e um protesto contra o
mundo real, né? É o OP do povo, aquela
coisa toda. E que em última instância
seria
o problema não está numa sociedade que
produz o problema não está na ilusão,
mas sim na sociedade que produz ilusões.
Isso é Marx.
O problema não é, no ponto de vista dele
é olhar a religião, a ilusão. Uma
ilusão, não. Para para ele o problema
não é a ilusão, é uma sociedade que
produz e necessita, precisa de tal
ilusão. Aqui já seria no caso do Eri,
ele falando sobre o desejo, é a mesma
estrutura. O problema não está no
desejo, mas na sociedade que produz tais
desejos.
Beleza? Guardem isso porque eu vou
retomar, tá? Eu vou retomar o a ideia da
dessa essa ideia da ilusão, do desejo de
como Marx trabalha aqui de da religião
pra gente poder esticar o papo. Vai
valer a pena, pô. Confia no pai. Diz que
do Jones Miguel. Boa tarde, só cheguei
agora. Tá tranquilo. Agora é o pós
almoço. A gente começou mais cedo, mas
ainda estamos no segundo react e são
quatro hoje, então tá tranquilo. São
quatro. J Miguel, já fui malhar hoje.
Isso aí, malhando todas as partes do
corpo, incluindo o cérebro. Estamos
junto. Vamos voltar lá. Então, percebam
o comentário que eu fiz sobre a crítica
da religião, né, que que
funciona em Marx como uma crítica ao
mundo que precisa de ilusões, né? Então,
estamos usando aqui paralelo e que o Eri
trouxe pra questão do desejo. Olha, a
questão não é o desejo, mas esse mundo
que produz tais desejos, mesma
estrutura. Bora lá, voltando
e, portanto, de uma objetividade, de uma
materialidade
específica. Então a gente vai tentar
debater e demonstrar isso porque sim, o
Fisher tá ligado nos elementos
objetivos, inclusive nas consequências
objetivas do que ele tá colocando. Então
solta a vinheta e aí sim vamos pro
vídeo.
>> Coincidentemente a vinheta, ao invés de
apresentar o o Eri, apresentou aqui um
clube real politic. Sacem.
Bem, um dos pontos que o Bruno Requidal
traz, e aí para complexificar foi
justamente que ele falou que ele tem uma
leitura mais pragmática,
eh, e que, bem, para quem conhece, o
pragmatismo, ele tem uma séria
desconfiança de teorias que têm na
subjetividade um foco importante. Então,
por exemplo, o debate entre Nancy
Fraser, que é uma marxista pragmática
dos Estados Unidos, com o Axel Honet,
ela vai acusar o Axel Honet de
subjetivismo, de pensar demais na
psiquê. Quando Honeds, por exemplo, fala
do sofrimento, não é que ela fale, ela
fala de sofrimento, mas ela fala do
sofrimento que o que ela pode mensurar,
né? Tipo, o sofrimento da pobreza, mas o
sofrimento da saúde mental causar, ela
não vai pegar também, porque ela vai
dizer: "Ó, isso aqui eu não tenho como
mensurar, né? Existe uma
>> que tá a linha correta. Se eu não tenho
como mensurar, não tenho como botar no
meu trabalho. Agora posso ser uma pessoa
que é psicanalista, psicólogo e fazer um
atendimento tranquilo. Mas na hora de
fazer a análise da realidade social, eu
não tenho como entrar na cabeça do
humaninho lá e fazer esse tipo de trampo
mensurável, porque eis a vida, né? Um
elemento muito mais calcado na análise
das práticas mais objetivas e dali você
vai fazendo o seu pensamento, pelo menos
dentro de uma vertente mais pragmática,
>> correto? dentro de uma vertente mais
dialética, e não que não hajam pragmatas
dialéticos como Nancy Fraser, por
exemplo, mas dentro de uma vertente mais
calcada numa certa leitura de Higgio
principalmente,
você vai ter uma noção mais forte de
desejo. Ou seja, o desejo já é um
conceito fundamental da obra de Hegel,
da fenomenologia do espírito. Você não
entende a fenomenologia do espírito se
você não entender bem o que Hegel tá
falando como conceito de desejo. e não
qualquer, veja, o desejo enquanto uma
dimensão objetiva da da humanidade, não
como algo abstrato da qual você não pode
analisar. O ponto é que a coisa é mais
complexo. O conceito de desejo, ele é
muito mais complexo do que algo interior
ou exterior. Perfeitamente. Então a
gente já tem que ficar atento nesse
ponto. Perfeita. O o tá aqui tá
correto. Correto o que ele tá comentando
do fato de que o desejo ele é um
elemento muito importante e o desejo ele
é objetivo.
Tá correto? Tá correto?
Porém, contudo, todavia, eu não tenho
como mensurá-lo e trabalhá-lo na análise
da realidade efetiva das condições das
relações sociais, né, de do que tá
acontecendo. Ele pode ser um recurso,
ele pode ser um trabalho ali que a gente
utiliza, por exemplo, no atendimento de
psicanálise, psicológico, terapia,
inclusive recomendo todo mundo aqui que
quem precisa vai fazer terapia. Terapia
salvou minha vida. É verdade. Tá de boa.
Trabalhamos com esses elementos, mas o
ponto está. E aí nós vamos na busca por
resolução de problemas,
que esse é o grande chavezinha do do do
pragmatismo. Como é que eu boto isso aí
que eu não tenho como mensurar e não
tenho como trabalhar efetivamente
de maneira massificada, de maneira
generalizada, dentro de uma totalidade
de relações sociais. Como é que eu
resolvo problemas se esse for o meu
foco? Não me auxilia. pode me auxiliar
em diagnóstico, não em prognóstico, que
é o que a gente já tá sustentando aqui.
É o que estamos sustentando aqui. E
inclusive, nossa, muito obrigado pelo
carinho, querido Leandro, que diz:
"Parabéns, Bruno, pela capacidade
totalmente excelente em transmutar
conteúdos muitas vezes questionáveis em
ouro.
Às vezes a gente fez isso, às vezes a
gente fez isso, mas eu acho que vocês
estão pegando muito pesado com o nosso
camarada. O debate é bom, o papo é bom,
mas eu quero agradecer pelo carinho aí
dos $ canadenses entregues para a Igreja
Barista. Faça você sua doação também,
inclusive porque esse esse mês eu tenho
até dia que dia que tem até dia 20 de
agosto para conseguir
bater os $ e nós estamos com 71.62
7162.
Talvez a gente vai bater, hein, com essa
doação de nosso querido Leandro. Quem
sabe? Deus abençoe. Deus abençoe. Vamos
lá.
Existe uma ideia muito comum sobre o
desejo humano, que é a ideia de que ele
seria algo muito íntimo, privado,
localizado dentro de cada indivíduo, que
ainda que ele possa ter uma relação
espelhar com a realidade, né, ele
reflita algo da realidade, ele tá num
estatuto específico que é o estatuto da
subjetividade. Então, não
necessariamente ele seria algo concreto,
mesmo mais seguro, seria analisar esse
mundo que esse desejo tá espelhando.
Portanto, vá logo direto para o mundo.
Nós
>> Exato. Então, eu concordo com esse
apontamento de Eri. É exatamente isso.
Qual a minha prioridade, né? Vamos dado
que o desejo, quando você vai trabalhar
um sujeito individual, né? Porque aí não
vamos confundir sujeito com o indivíduo.
Então eu vou tratar um indivíduo. Quando
eu vou acompanhar o indivíduo em sua
complexidade, suas relações, de seu
contexto, do espaço que ele tá,
se o desejo for meu elemento fundamental
pro ponto de partida, para resolução de
problemas, vai dar errado.
E se percebendo que o desejo é produzido
por relações sociais historicamente
determinadas e que essas condições que
tornam um desejo possível são mais
fundamental possível pra existência de
um desejo, sim, minha prioridade está
nessas relações sociais
paraa resolução de problemas, para
diagnóstico, usar tudo que eu puder como
recurso, incluindo análise de do desejo,
estruturas do dos estudos de
psicanálise,
a psicologia social, camb tudo que der
para fazer massa, diagnóstico para
resolver. de problema prognóstico. O que
que a gente precisa fazer? Essa outra
parte aqui não dá. Ela não se torna um
elemento factível. Mas bora lá.
Nos acostumamos então a imaginar que
existe um sujeito que foi subjetivado e
que dali tem uma mente, né? É por isso
que geralmente a filosofia pragmática
quando vai pensar a questão da mente vai
pra filosofia da mente, não vai, por
exemplo, paraa psicanálise,
fenomenologia ou nada disso. Essas
filosofias que vão pensar o consciente,
a inconsciência também que a partir
dessa mãe em você produz nessa relação
espelhada com a realidade eh desejos que
depois entram em contato com o mundo
anterior, confirmando-se ou negando-se
de uma série de de formas, se moldando a
realidade de alguma maneira. É como se
primeiro o sujeito para desejar
precisasse existir o indivíduo.
Primeiro tem que surgir um sujeito para
depois surgir o desejo do sujeito, né? O
sujeito justamente nessa relação com a
sociedade. Mas essa imagem ela inverte a
relação. Antes de existir um sujeito
capaz de dizer: "Eu quero, eu desejo",
existe um mundo que ensinou esse sujeito
a desejar. Ou seja, exige inclusive algo
que estrutura as práticas humanas que
determinam
quais desejos são possíveis, quais são
impossíveis, quais são quistos, quais
não são quistos. E, portanto, existe uma
gramática do desejo que estrutura não só
o desejo, mas estrutura própria a
sociedade.
>> Pronto, agora vem um ponto que ele
deslizou e está equivocado na hora de
falar sobre o pragmatismo, cara. E aí é
uma parada que eu acho da hora. Eh,
não que eu queira defender escola
pragmática aqui, autor pragmático
de maneira nenhuma, inclusive porque bem
problemado. É tanto que eu ficaria aqui,
seria defensor de autor de pragmatismo
em vez de me virar marxista. Deus o
livre para isso. Prefiro posição crítica
na qual o mundo me levou. Mas, ó, ponto
é, ele tá correto ao dizer, por exemplo,
que no âmbito do pragmatismo, a
tendência é que se vai discutir ao falar
sobre a sobre o sujeito e sobre os as
estruturas de uma subjetividade
no âmbito da epistemologia e paraa
filosofia da mente, ele tá correto? Em
que sentido? A discussão, por exemplo,
do Richard Hott em seu livro, famoso
livro, eh, o espelho da natureza, acho
que é o espelho da natureza, mente e o
espelho da natureza, é isso, né? O
espelho da natureza. A mente e o espelho
da natureza. Acho que é isso, a mente e
o espelho da natureza.
Ah, deixa eu pegar aqui. Richard,
acho que é só espelho da natureza. Faz
tanto tempo que eu li da natureza. Qual
que é o ponto?
A filosofia e o espelho da natureza.
Isso é a filosofia e o espelho da
natureza. Porque a crítica dele é
exatamente a ideia de que a mente seria
um espelho da natureza, né? que a
relação entre sujeito e objeto no mundo
se dá como um espelhamento.
Hortra essa ideia, seguindo o que John
Dewy já tinha proposto, porque Dewy
também é obrigado fazer o watch. Colocou
aqui a filosofia e espelho da natureza.
Exatamente, porque Dewi também já
critica essa ideia de que a mente, o o
sujeito, a pessoa, ela está rompida em
relação ao meio. O esforço do método de
Dy no livro Experiência e Natureza, que
para mim é o livro mais interessante
dele, Experiência e Natureza, é
exatamente demonstrar que não há
separação entre o sujeito que
experimenta, a pessoa que experimenta, a
experiência subjetiva do ser humano e a
natureza na qual ele tá envolvido.
Olha que muito louco. O o pragmatismo
tem exatamente esta posição,
a ponto de que o Dewi corre o risco de
quase defender um pampsiquismo, vamos
dizer assim. O Hort chama atenção disso
inclusive no trabalho dele. Fala: "Ó, o
DW corre o risco de ser pampsiquista
porque ele diluiu tanto a separação
entre a experiência humana em relação ao
objeto externo, o sujeito e obção
sujeito e objeto, né? Humano que
experimenta natureza que se torna
objetificada por ele, né?
Ele dilui tanto que parece que tudo tem
um tem um uma psiquê. Parece que tudo
tem psiquê. O o esquilo tem psiquê, a
aranha tem psiquê, o o meu gato aqui tem
psiquê, tudo tem psiquê. De tão diluído
que fica esta relação, porque quebra a
ideia de espelho de natureza.
A proposta metodológica de produção de
filosofia do de parte de uma
desconstrução de separação de sujeito e
objeto. A própria separação sujeito
objeto se torna abstrata de modo que
você funda para operacionalizar
operacionalizar
uma relação, seja de conhecimento, seja
prática de resolução de problemas. Você
operacionalizando, separa eu enquanto
sujeito, indivíduo aqui separado desse
meio externo. Esta separação entre eu e
o sujeito e o meio externo é uma
diluição dessa experiência. De modo que
o o o Hort vai poder dizer isso, né? Que
vir um pamp psiquismo, uma coisa maluca.
Mas o ponto é a experiência e natureza
em contiguidade.
O Dy vai tentar trazer experiência e
natureza em contiguidade. E apesar de
ser uma discussão epistemológica, ou
seja, de produção de conhecimento, de
produção de ciência, o que ele quer
propor aqui a filosofia cada vez mais se
torne uma resolutora de um um uma
ciência, um um tipo de operação que
resolva problemas e que não se feche nas
suas ideias, né? Não, porque Hegel disse
isso não, porque o conceito de Decart
significa periripa. Beleza, bacana,
legal, ótimo estudo. Esse é o seu
problema? Dizer o que que o Decart
disse. Legal, ótimo problema. Mas como é
que resolve outros? Como é que eu pode
ser útil, né? Como é que eu eu adequar
bem o problema que eu quero resolver com
as questões que eu quero manter? De modo
que eu não crio uma filosofia que é
dogmática, né? Então, escapar desse
processo.
A experiência a natureza em
contiguidade, né? sem você criar essa
barreira de que há um espelhamento na
cabeça daquilo que tá acontecendo no
mundo externo, o sujeito e o objeto. A
experiência em contiguidade te permite
começar a entender a própria formação do
sujeito enquanto essa abstração, né,
quanto essa abstração da pessoa, do
indivíduozinho aqui
a partir do meio no qual tá inserido e
que se busca determinados tipos de
ideias e de soluções de problemas, é
porque quer resolver determinadas
questões específicas. E o e o pensamento
ele se desenvolve no processo de
resolução de problemas deste sujeito no
contexto e no meio que ele tá inserido.
Isso tem impactos, por exemplo, para
quem quiser se interessar depois, no
modo como Richard Hort trabalha a
história do pensamento da filosofia, que
é um grande debate que teve ali no anos
80, acho, sei lá, em que ele vai
tentando apresentar como discutir
história da filosofia que não seja
escolar, né, assim, dogmática,
volume volume de de livros e dogmas e
ideias abstratas e generalistas. É muito
bacana, né? Então, apesar do Eri ter
sacado que o fundamento que importa para
uma posição pragmática é os efeitos
concretos na realidade social, e aí eu
crio então, portanto, uma escala de
prioridades.
Ele está equivocado na hora de
apresentar o pragmatismo
como se mantivesse essa ideia de espelho
de natureza, sujeito, objeto e que
reflete esse negócio. Não é exatamente o
oposto. é a diluição disso, de modo a
você entender qualquer sujeito, qualquer
humaninho como parte dessa natureza,
como fruto do processo evolutivo da
história, né? É engraçado que o o de ele
abre o livro dele, um dos livros dele
indicando assim, eh, eu nem lembro que
livro que é que ele é, qual que é o
livro?
É um livro que não tem tradução
português, mas eu não vou lembrar agora.
Ele abre um livro dizendo que o um dos
grandes méritos de Darwin foi ter
colocado a mão na arca.
colocado a mão na arca e aberto os
mandamentos, quebrado os mandamentos que
tava lá para mostrar que nós somos seres
vivos, viventes, biologicamente
determinados em processos históricos
específicos, né, que abrem pra gente um
universo em que a gente não pode, não
cai mais na imagem da consciência
separada do mundo externo, né? Não cai
mais nessa armadilha. A gente, na
verdade, observa que as relações sociais
produzem, dão as relações do mundo
naturais e também sociais, históricas
constituem as possibilidades que nós
temos de desenvolvimento de pensamento,
de ideias, de conceitos, de desejos do
que quer que a gente tenha como
resolução de problemas e busca de
resolução de problemas.
Só que aí para mim o equívoco de John
Deis do Hort com isso, apesar de ser
excelente esta ideia e para mim ser
muito parecido com o deslombramento que
Marx tem com Darwin e o que que acontece
no impacto da própria ideia que ele tem
de que eh uma avaliação científica da
realidade é você traduzir na cabeça as
concepções do seu processo de pesquisa
que você verificou nos nexos sociais
externos, né? uma tradução, mas que você
vê em continuidade também. Marx faz uma
coisa muito parecida para mim.
Eh, eles não têm nenhum critério para
eleger qual, portanto, é a resolução de
problema que você tem que ter como
prioritária.
Eles só descobrem que você tem que
desenvolver pensamento a partir da
experiência desse sujeito, que é está em
continuidade com o meio, né? Não tenho
uma separação brusca, não sei pela pela
abstração. A única coisa que me separa
que efetivamente como um sujeito para
além do meu meio é abstração. Tem uma
membrana aqui, né? Uma membrana que é
esse mesmo, Felipe. Obrigado. Influence
of darvinism philosophy. É exatamente
este livro. Obrigado, querido Felipe.
Nossa, caramba, como é bom a gente
trocar ideias e informações. Como eu
tenho essa essa eu tenho essa membrana,
essa pele que me separa enquanto vivente
e a ideia de que eu consigo produzir um
conhecimento separado desse meio também
é um processo abstrativo que é próprio
da do meu modo de realidade humano em
que eu tenho um tipo de adaptação
específica no processo evolutivo que me
permite fazer isso e busca de resolução
de problemas. Pô, é incrível. Eu acho
isso sensacional.
Aí se a gente vai utilizar psicologia,
psicanálise, discutir a estrutura dos
desejos desejantes, tudo do do da
gramática social que faz com que você
valorize uma coisa a invassa.
Pode me auxiliar num diagnóstico para
resolução de problemas e prognóstico não
me ajuda, porque eu sei que qualquer
processo que eu for discutir, o meu
fundamento tá nas relações sociais que
dão condições para que essas ideias,
esses desejos ou qualquer outra coisa
prevaleçam.
Pô, pragmatismo ajuda, velho. Eu gosto,
gosto. Dá muito a recurso. E não
significa abandonar ou qualquer outro
tipo de ideia, mas aí a gente bota o
pezinho no chão, fica mais chato. Sou
chato.
Vamos mais um pouquinho.
Essa gramática social que também se faz
sentir numa gramática do desejo, ela faz
a pessoa imaginar que profissão ela vai
querer ter, que estilo de vida, como ela
quer ser reconhecida, qual é a ideia de
sucesso que uma sociedade partilha, qual
estrutura social já definiu caminhos que
parecem valorizados e quais aparecem
como desvalorizados?
Ou seja, o desejo do ser humano, ele é
aprofundadamente social. Ele ganha uma
dimensão subjetiva ao a sociedade
subjetivar sujeitos, mas ele tem uma
gramática que é social, porque ele nasce
dentro de uma linguagem, ele vive dentro
de uma cultura, dentro de relações
sociais específicas, dentro de normas,
dentro de condições materiais
específicas. E, portanto, você não tem
como falar de desejo sem compreender
condições materiais, relações sociais,
dimensões culturais, linguagem,
economia, política que determina o
horizonte de valores do que é desejável,
do que não é, do que é bem visto, do que
não é e assim por diante. Ou seja, o
desejo é um fenômeno histórico. O desejo
ele revela a sociedade na qual foi
produzido. É somente
>> perfeitamente, perfeitamente. Tô pleno
acordo, pleno acordo, pleno acordo com o
nosso querido IRI. Então ele pode ser um
meio para eu poder desenvolver um
diagnóstico. Ele pode ser um meio como
porta de entrada para fazer uma análise,
mas ele não é o fundamento nem ponto de
partida. Definitivamente, aliás, ele não
é o fundamento, ele pode ser o ponto de
partida. Ele não é o fundamento de no
qual a gente vai chegar a partir da
análise. A gente vai ver um mundo muito
mais complexo, as condições, como ele
disse, materiais, etc, etc, etc. que dão
as condições pro pro desejo, que dão pá
e etc, etc, etc. Então, dito isso, como
é que eu organizo prioritariamente minha
resolução de problemas?
É isso. E aí, nisso eu vou discordar da
ideia de que então a gente tem que
trabalhar nesse âmbito dos desejos. Não,
não mesmo.
O que não significa negar desse âmbito,
nem dizer que ele é irrelevante. Não,
não mesmo. Mas ele vai ser trabalhado,
não de maneira prioritária, ele não é a
causa, né? Vamos dizer assim. Mas diz
nossa querida Solange. Olá, Solange,
tudo bem com você? Espero desejo que
sim. Diz ela. O desejo não é parte da
subjetividade do sujeito inconsciente.
Com certeza.
Com certeza. É parte.
Pergunta fazer o watch. A pedra também
tem psiquê?
Como eu não sou um pan psiquista, não.
Escrito do Felipe. Boa tarde a todos.
Atrasadíssimo. Não, tá tudo certo,
Felipe. Tamos junto.
Tamos junto. Estamos junto. Estamos
junto. Mas agora vou pular para uma
última parte que é o papo sobre utopia.
Ah, meus amigos, vocês acharam que a
gente ia pera aí que eu tenho que fazer
um negócio aqui. Deixa eu só por
garantia, porque o meu fone acabou de me
avisar que tá acabando a bateria. Então,
deixa eu guardar um deles e botar para
carregar para daqui a pouco voltar.
Recarregando aqui.
E oxe. Ah, tá bom. Eu vou agora pular
para uma parte que lá no finalzinho ele
vai indicar, né? Porque o Mark Fisher
faz o quê? Então a gente tem que criar
outros desejos pá
e tal e e desejos desejantes desejosos.
E aí o Eri traz o Arnis Blor sobre a
questão da gente criar outros desejos,
outros sonhos de mundo, né? Desejar
outro mundo,
outro mundo possível, tá? E Ernest
Block, só que outro mundo possível é eu
que tô tô imputando pra fala do do Ei,
tá? Hum. Hum,
deixa eu colocar aqui. Pera, pera, pera,
pera que eu vou pular para esse
trechinho do Ernest Block. Ele vai falar
de utopia que aí pegou num ponto outro
que eu acho legal de debater.
1 2 3. Foi ponto que, por exemplo, a
gente pode voltar para fazer uma conexão
com o Ernest Block para sair um pouco
desse marxismo libidinal mais forte do
Mark Fisher e para
>> perdão,
esses termos eu acho divertido. Marxismo
libidinal.
capitalis comunismo luxuriante. Aí a
gente precisa já o capitalismo
orgiástico, o feudalismo,
deixa eu pensar outro, eh,
feromônico,
o corporativismo erógeno, né? Sei lá,
nomes assim.
>> A teoria crítica, né? O Ernest Block,
ele tem uma resposta importante assim,
né? Quando ele fala no princípio da
esperança, ele desenvolve uma filosofia
da utopia que rompe com a ideia de que
imaginar é inútil para escapar da
realidade. Quando para ele imaginar
futuros diferentes é uma capacidade
profundamente importante, porque ela é
resultado de práticas que apontam para
mundos diferentes. Ou seja, as pessoas
só mudam o mundo porque imaginam que é
possível mudá-los. E as pessoas só
imaginam que é possível mudar o mundo,
porque há no mundo práticas que
possibilitam as pessoas a imaginarem que
o mundo possa ser mudado.
Sim ou não? Sim, é verdade. Princípio de
esperança, Ernest Block,
três livraço.
Bom para caramba. E aí entra no tema da
utopia, ou seja, ah, tem que discutir os
desejos, as imaginações de mundo, que
seria aí uma proposta do nosso querido
Mark Fisher,
porque é nessas possibilidades que a
gente vai mudar o mundo e tal. Eu
concordo, não nego,
acho que contribui, mas vamos pra
discussão da utopia porque ela pode ser
mais interessante ainda. O Ernest Bl,
ele tem um livro que chama Sujeito
objeto.
Difícil de ler aquela bexiga, mas é bom,
é bom, bom, muito bom. Sujeito objeto,
que é a introdução ao pensamento do
Hegel, de Hegel, a dialética regeliana.
Ele dá um apanhado, o pensamento de
Hegan, e ele quer apresentar como ele
trabalha o movimento regueliano na
relação sujeito objeto. Olha aqui, quem
diria, conectando aí, ó, papo anterior
de conexão entre sujeito, objeto,
diluição da separação entre sujeito,
objeto, obstal e agora esse livrinho do
Ernest Plor, sujeito objeto, que é a
apresentação dele sobre o pensamento de
Higger.
E nessa discussão,
o block tem como um dos elementos
centrais a tensão presente especialmente
na ciência da lógica em regra, entre
finito e infinito.
E ele trabalha essa tensão
dizendo, né, que o a finitude
contém, vamos dizer assim, de maneira
tensa, o elemento da infinitude e a
infinitude só percebida,
vivenciada a partir dessa finitude.
E aí ele trabalha essa tensão, né?
E disso a gente entende o modo,
inclusive como o Block trabalha a
utopia. de um mundo que está no futuro
não realizado,
existente e a proposta de que ela tem
como condição a própria existência
limitada e a tensão entre utopia, não
recuperar a utopia necessária para que a
gente transforme o mundo, para que a
gente tenha um princípio da esperança,
essa coisa toda, etc, etc, etc, mas que
só é condicionada e possibilitada na
experiência das limitações
dentro desse de um mundo aqui que
inclusive dá uma sufocada em utopias.
porque ela surge como dentro dessas
próprias contradições.
E aí vem um autor que me influenciou
muito chamado Franz Rinkel, leitor de
blog, e que tem um livro chamado Crítica
da Razão Utópica, que eu recomendo
absurdamente que vocês leiam um dia na
vida, apesar de ser um livro impossível
de ser lido, ele é difícil, ele é
cansativo, ele é denso, não é um livro
fácil de de ler. Mas no meio desse
livro, a gente vai entendendo um
critério que o France trabalha, que é
muito interessante da utopia
dentro de um uma estrutura tripartite,
que é
nós imaginamos e pensamos o mundo,
não só a partir do que ele nos
apresenta. Prestem atenção nisso, hein?
Prestem atenção nisso. O mundo ele não
aparece pra gente só como aquilo que ele
é, que ele tem.
Ele aparece pra gente também como aquilo
que ele não tem, que ele não é, o não
realizado ou como ele disse uma ausência
presente.
E isso não nas nossas ideias, o France
fala, é na realidade efetiva mesmo,
gente. Começa do ponto de tenho fome.
Tenho fome é ausência de comida,
ausência de energia, de de de elementos
necessários paraa manutenção da minha
vida.
Ausência presente exige que eu crie um
projeto para resolver esse problema, que
é, por exemplo, garantir os meios para
eu poder comer, me alimentar e
permanecer em vida.
O mundo não nos oferta apenas o mundo,
ele nos oferta o que falta nesse mundo.
E aí nós começamos a resolver problemas
nessa vida e andar nesse mundo a partir
também das ausências que ele tem. Então,
na hora que eu olho pra realidade, vejo
uma ausência, eu quero suprir esta
ausência. A, o como nós vamos suprir
estas ausências apresenta os diferentes
projetos que concorrem na realidade de
realização de uma nova história, de uma
nova solução, de outro outra questão
possível, do que seja possível, né?
Então essa já é uma primeira tensão
importante,
a ausência presente que eu tô trazendo
aqui a partir do Franzin Kelamt lendo
Ernest Blor, que traz em sua ideia
aquilo o modo como ele trabalha a regra
na relação entre sujeito objeto na
tensão finita infinito. Pronto, aqui é
só para dar o contexto para quem se
interessar por essa brincadeira.
E aí o o Franz trabalha sobre essa
ausência presente, né?
fala: "Olha, as ideias de como deveria
ser, como as coisas deveriam ser, que a
gente chama de utopia, elas estão sempre
presentes, elas estão sempre nos
acompanhando à medida que nós vemos as
faltas, a uma ausência presente e a
atenção entre a presença e a ausência do
do dos meios para manter em vida". A
gente vai criando projetos, a gente vai
imaginando como deveria ser. O dever ser
está sempre presente.
A utopia está sempre acompanhando.
E o Franz vai dizer isso para totalizar
uma crítica em que não há pensamento
humano que não seja utópico, ou melhor,
que não carregue em si um elemento
utópico de como deveriam ser as coisas.
A, pô, isso é muito da hora de perceber
as condições. A medida que nós vamos as
transformando e percebendo novas
ausências e problemas,
a gente também vai alterando os as
viabilidades do que deveria ser
corrigido e como.
Então essa presença, essa atenção da
utopia, essa atenção do ela tá sempre
aqui com a gente, a gente queira ou não.
Aí tá correto o Mark Fisher ao dizer que
a gente não consegue imaginar um outro
mundo, mais fácil imaginar o fim do
mundo, que é o fim do capitalismo.
O nosso
nosso elemento utópico, ele tá reduzido.
Mas veja, não é porque há um realismo,
que aí as tensões não é porque há um
realismo de que nega a utopia. É porque
se confunde, se confunde a utopia
com o elemento do possível e do
necessário.
Se confunde esses esses âmbitos, a gente
confunde eles.
Então, não é que esse realismo que, né,
ah, não, não dá para escapar disso, é
porque não é um pensamento efetivo,
concreto, objetivo, científico. Ele
confunde os âmbitos da utopia, ele
confunde as coisas. Aí o Frans monta uma
estrutura tripartite que eu acho muito
legal. Ele fala assim: "Tem o impossível
que é o paraíso na Terra que nos
acompanha, né, que é o sonho que você
tem do como deveria ser o possível, que
é aquilo que dá para realizar.
E aí o France coloca um terceiro que é o
factível,
que aquilo que quando você realiza, ao
final da realização do projeto possível,
você garante as condições de reprodução
da vida. Porque tem coisas que são
possíveis, mas depois que você termina,
você não consegue fazer uma próxima ação
porque você destruiu as condições do
sujeito.
E essa é uma trava importante pra gente
poder criticar a utopia, porque o Fran
vai dizer a utopia tá sempre presente.
Pensa aí eu tenho que fazer uma crítica
utópica. E aí o Fran faz crítica utópica
do pensamento
eh conservador,
faz uma crítica utópica do pensamento
revolucionário, faz uma crítica utópica
do pensamento reacionário, faz uma
crítica utópica do pensamento anarquista
para demonstrar que esse movimento de
crítica utópica é necessária. Aquilo que
é impossível não dá para chegar no
paraíso na Terra. Daquilo que é possível
dá para fazer, mas dependendo do que a
gente fizer pode destruir a nossa
condição de vida. daquilo que é
factível, porque quando a gente realiza
ainda tá garantida e condicionada a
possibilidade de uma nova ação no futuro
próximo. Então, pronto, construir essa
estrutura. Isso é uma parada que eu acho
que qualifica o debate sobre imaginário,
desejo, sei lá mais o que que as pessoas
gostam dessas coisas genérica. Mas aí
vamos trazer aqui para um outro
elemento.
O Fran só chega nesse tipo de discussão
porque nos anos 70 ele tava no Chile eh
discutindo as viabilidades do
desenvolvimento econômico no projeto
socialista do Salvador Agender.
Ele é um dos fundadores da teoria da
dependência no France. E o France tem um
texto chamado dialética do
desenvolvimento desigual. Dialética do
desenvolvimento desigual. Não tem
tradução português, tem só em em
espanhol. e é anterior do dialética do
desenvolvimento do dialética do
subdesenvolvimento do Rui Mauro Marin.
Eh, e aí o dialética do desenvolvimento
desigual.
É esse o título
ou é do subdesenvolvimentos igual? Ah,
Dani, eu não vou lembrar agora o nome do
título. Nesse livro, o France diz um
outro negócio que eu quero aqui reforçar
com vocês.
Fran diz assim:
"Um conceito
de análise da realidade social, um
conceito científico objetivo que resolve
problemas efetivamente, um conceito
econômico, conceito da realidade social,
conceito científico da da ciência
econômica.
Ele é construído e constituído para
resolver um determinado problema.
Ao ver um uma ausência de algo, ele quer
suprir essa ausência.
E aí diz França: Todo conceito
científico da economia
carrega em si, nem que seja em seu
fundamento ali, como deveriam ser as
coisas. E por isso ele tem
funcionalidade.
Um conceito econômico não é mera
descrição das relações sociais. Ele
carrega em si a antecipação de como
deveria ser.
E aí ele cumpre um papel sempre em um
projeto ideologicamente comprometido.
Sempre, sempre, sempre, sempre, sempre,
sempre, sempre. Isso é genial,
genial.
Porque apesar de ser uma discussão
extremamente abstrata, né, assim, tal,
ela traz de novo um elemento
fundamental, os impactos que nós
queremos como efeitos para a realidade
social. É aí que tá o fundamento,
porque aí não é só uma discussão sobre
os desejos, mas a própria racionalização
do mundo.
A própria racionalização do mundo, ela
está comprometida com uma ideia de como
o mundo deveria ser.
E aí a gente vai pegar vários elementos
da realidade social e perceber que essas
projeções estão sempre participantes e
nos empurram para o quê? Uma boa análise
das relações sociais efetivas. que dão
condições para qualquer uma de nossas
imaginações.
É aí que tá o fundamento.
E aí um último ponto, né? Porque isso a
gente deu uma volta gigantesca aqui num
comentário de sei lá quanto tempo que a
gente tá aqui falando sobre isso para
voltar no papo do início do do da do
react aqui ao ao ERII
que o Eri comentou exatamente do desejo
ser na verdade fruto de relações sociais
que condicionam esse desejo. que eu
falei é a mesma estrutura que Marcos
utiliza para falar sobre a religião na
crítica da religião e que ele fala que
a ilusão, na verdade, e que a crítica
não vai à ilusão, né? não vai ao desejo
ou à ilusão, mas ao mundo que cria
condições para esta ilusão. No caso
aqui, pro mundo que dá condições para
esse tipo de desejo.
E eu dei essa volta para voltar agora
num argumento, numa citação muito bacana
de John Dewy,
que é
ilusões
são ilusões,
mas a ocorrência de ilusões não é.
uma ilusão,
mas realidade genuína.
Ilusões são ilusões, mas a ocorrência de
uma ilusão não é uma ilusão.
Ela é condicionada e efetiva. Ela
acontece na realidade. Por isso que a
hora que eu faço uma crítica ao aos
prognósticos do Fisher, vamos dizer
assim, não é porque ele tá falando de
uma coisa que não importa, que não tem
nada a ver, não.
Mas é porque ele tá discutindo a casca e
buscando soluções no prognóstico na
casca, mas não aquilo que dá condições
pra ocorrência da ilusão, pra ocorrência
do desejo. Para essa é aí que tá o
processo. Mesmo que a gente faça um puto
esforço para falar sobre a criação de
desejo, sobre massa, massa na resolução
de problemas, tem outro elemento que vai
acompanhar a crítica ao desejo, uma
busca por imaginações alternativas e
efetivamente uma racionalização do
mundo, uma ciência de mundo efetivo, uma
ciência sobre o mundo.
Ciência. Eu preciso ter uma ciência
adequada para interpretar o mundo e
buscar resoluções de problemas para o
mundo. É aí que tá, porque ciência
adequada aumenta sua capacidade de
intervenção e previsibilidade.
A gente ser capaz de tomar uma boa
decisão. Isso é uma coisa fundamental
paraa gente conseguir manter esse
mundinho funcionando.
E vai tá aí numa produção de ciência
adequada. numa discussão sobre análise
adequada, sobre alteração das relações
sociais, de modo que se tornem adequadas
para vivência e convivência humana e
melhor para as condições humanas.
Por isso que eu acho que os prognósticos
são ruins. E eles não focam nos
elementos que eu consideraria
prioritários
para as nossas discussões, debates e na
condução das resoluções de problemas.
Inclusive, cara, para conseguir fazer
análise assim no âmbito dos desejos, do
aberto, não sei o quê, você nunca vai
perceber os efeitos práticos reais e
efetivos que são bons,
que atendem as necessidades, que
resolvem problemas,
te joga num espiral de de
abstrações
te roubam da realidade em certo sentido,
né? O que não faz com que não esteja
efetivamente funcionando, te rouba mesmo
assim. Então eu não vou conseguir
perceber os avanços ocorridos na
realidade, as transformações que foram
benéficas com efeitos sempre
intencionais ou não intencionais
negativos. Então eu vou estar sempre
numa posição tão antitudo e abstrato,
que eu não vou conseguir resolver
determinados problemas e nem entender
como os problemas são resolvidos
efetivamente, as possibilidades e a
factibilidade de resoluções, essa coisa
toda, que é um risco que a gente tem.
Então nisso eu me afastaria. Mas o papo
é bom, cara. O papo é bom. Eu agradeço o
Eri por manter esse papo. Agradeço mesmo
porque eu acho que tem coisa para
esticar e ainda teria mais uma porrada
de coisa de vídeo para falar, mas eu
ainda tenho mais dois vídeos para
reagir. Então vou ficar em dívida,
deixar em aberto e vamos ver o que
acontece nessa vida,
certo? Ainda agora ainda tenho que
reagir agora os pastor tem ainda tem a
crenosfera.
Diz
que Ryan, ele tá usando desejo no
sentido psicanalista, porque aí seria
inconsciente e não teria muito a ver com
a disputa por valores eu não manjo nada
disso aí.
Hum. Diz João Miguel. Aleluia. Realmente
a gente tá na igreja, gente. Aleluia.
Até que enem alguém chegou nessa
conclusão. Chegou. Utopia é tá sempre
presente. Todo pensamento? Sim. Ele
sempre carrega em si. Esse elemento de
como as coisas deveriam ser,
diz que R, crenças e ilusões tm eficácia
prática. Perfeitamente, perfeitamente.
Mas não tem dúvida são dados, são dados.
A realidade ela se impõe.
Se a ilusão existe, é porque tem algo
útil nela. Perfeitamente. Ela cumpre
papéis. Ela cumpre papéis.
Mas é isso, papos aqui, papos e papos e
abstrações e generalidades e coisas
incríveis. E espero ter contribuído com
reflexões, porque aqui não é só um
debate para dizer: "Ah, o lá tá errado,
o outro tá certo". Não, aqui é produzir
reflexões, ter
neurônios trabalhando. Essa é a parte
importante.
Sinto o cheiro de neurônios trabalhando.
Mas vamos lá. Vamos lá. Tem um podcast
chamado Eu Acredito Podcast.
Se você não é crente, você não conhece
esse podcast. Não conhece esse podcast.
Mas se você é, talvez você conheça. Eu
vou mostrar para vocês
primeiro. Mostrar aqui.
Deixa eu abrir o vídeo.
Que a gente reagiu muito aqui já
os presbiterianos, né, da classe média
ilustrada crente, a gente já reagiu
bastante a eles.
Ah, mas às vezes a gente não, mas e aqui
a gente tá para mostrar que, meu amigo,
você pode ser presbiteriano, você pode
ser pentecostal, você pode ser
assembleia, pode ser o que for, pode ser
o que for.
A ideologia hegemonizada, como nós
colocamos e explicamos, causas e fatores
no nosso artigo fascismo como religião
em 2026, é que o movimento evangélico é
hegemonicamente conservador, vai ser
hegemonicamente antiLula, anti PT,
piriri pororó, tem papéis de classe
sendo jogados aí, mas vejamos aqui, ó.
Esse aqui, ó, esse aqui é o podcast Eu
Acredito TV do Eu Acredito Podcast,
cara. Aqui, ó, 621.000
inscritos. É gente padedel,
gente padedel. E a gente vai reagir a
duas figuras desse podcast.
Ah, deixa eu colocar aqui, pá. Ih,
compartilhei o mano errado.
Primeiro o pastor Carlos Eduardo. Nós
vamos reagir aqui ao pastor Carlos
Eduardo.
Ah, pá, que é esse mano aqui, pastor,
pastor Carlos Eduardo. Tá vendo o mano
aqui? Carlos Eduardo. Nós vamos reagir
ao pastor Carlos Eduardo, que talvez
você não conheça também. Aí, se você não
conhece, eu vou te apresentar o pastor
Carlos Eduardo, porque é importante. A
gente vai reagir a dois pastores. O
Carlos Eduardo I,
porque agora começou a corrida crente,
né? Corrida crente, corrida pelo voto
evangélico, seja lá o que signifique.
Instagram.
Deixa eu abrir o Instagram para vocês
verem o Insta do pastor Carlos Eduardo.
Oi, caraca, travou tudo aqui meu
computador. Preciso trocar esse
computador urgentemente.
Ah, pastor Carlos Eduardo
aqui. E tem um tem um tem um insta,
pastor Carlos Eduardo, frases que são
das frases do pastor Carlos Eduardo.
Não, não é essa não. Quero o pastor
Carlos Eduardo.
Pastor,
ai, caraca.
Pastor Carlos Eduardo.
Ah, eu não vou achar o insta do mano, só
vou achar o do outro, mano. Então, vou
deixar isso aqui diado. Mas tudo bem.
Carlos, pastor Carlos Eduardo, tem
milhões e milhões de pessoas que o
conhecem e eu quando eu falo milhões é
milhões mesmo. Então, vamos lá. Pastor
Carlos Eduardo tá no pod no Eu acredito
podcast, eu acredito TV. Tem aqui, tem
621.000 inscritos. No outro canal de
cortes dele tem gente para caceta. É um
bagulho bizarro. Então é gente influente
que talvez você não conheça. Talvez você
conheça. A gente vai descobrir agora se
você conhece ou não conhece. Caraca.
E a gente vai ouvir aqui
a ideologia hegemônica sendo
reproduzida.
E aí eu vou abrir um outro livro para
mostrar para vocês o papo, tá bom? Mas
vamos lá, pastor Carlos Eduardo, eu vou
colocar do começo, é um sofrimento o
começo, mas a gente vai papear.
Preparados?
>> Ultra Blue World Legend, é tempo de ir
além.
>> YouTube tinha que garantir para
linguagem importante para o teu
conhecimento. Estou ministrando, dando
aula. Legal. B
>> gramática da língua.
>> Na verdade, assim como tô falando, nós
estamos vivendo essa sociedade que
relativiza tudo. Até essa ideia, a sua
visão, nós estamos em um período
político e hoje o que vai sobressair
essa visão ideológica. Tem muita gente
de esquerda com essa essa visão,
ideologia de gênero, eh banheiro, enfim,
eh eh sendo permitido homens frequentar
o banheiro de de mulheres, um terceiro
banheiro. Como é que você vê essa essa
visão ideológica hoje nos dias de hoje?
>> Eu gostei que todo o setup da pergunta é
banheiro, né? Não sei se o moço tá
apertado para usufruir o toalete ou se
ele tá muito preocupado e ir no banheiro
e se derparar com pessoas no banheiro.
Ele só consegue usar o banheiro sozinho,
só usa o banheiro de casa. Ele tá
preocupado, se vão obrigar ele na casa
dele a usar o banheiro. Banheiro. Mas
vamos lá.
>> Ô Fábio, é o seguinte.
Eu
acho que essa essa eleição vai ser uma
eleição muito perigosa.
Essa eleição vai ser uma das eleições
mais perigosas de todos os tempos. A
mais perigosa é essa aqui.
>> Afinal, nem no banheiro você tá em paz.
Imagina que perigo.
>> Pensa comigo. Se as Tredas ganhar, o
Partido das Tredas ganhar,
eles tem possibilidade de colocar quatro
ministros no STF. Vocês já imaginam o
que isso que tem lá já
4 minutos de STF.
Essa geração que nós estamos vivendo é
uma geração que, cara, você vê que muita
gente que era supostamente era dos
nossos já dizia Joãozinho se era um de
nós, porque não era de nós. Eu você você
dá entend de Paula. Vi
votaria. O Lula tem o meu respeito,
irmão. Um pastor
que diz que o Lula tem o respeito dele,
cara. O Lula sendo quem ele é com as
ideologias que ele tem contra a família,
a favor do aborto, legalização das
drogas.
Um pastor dizer isso.
>> Mas será que Lula é a favor dessas
dessas ideologias? Sim, porque ele já
falou,
>> o próprio Lula falou,
>> falou, falou que ele é contra essa mente
tradicional, que tem que acabar com essa
mente tradicional, ser uma bobeira.
Ele falou, só procurar que ele falou.
>> Vamos procurar então, né? Já que ele
falou, a gente vai procurar aqui, né?
Enquanto a gente procura, vocês
perceberam, né? Vocês perceberam, né?
Esse vídeo aqui ele tá, esse corte já
tem 12 dias e já tem mais de sei lá
quantas mil visualizações.
Mas percebam, né? Perce, perceba aqui,
perceba aqui que nós temos aqui um
camarada que é um pastor
vindo da periferia, pastor Carlos
Eduardo,
muito conhecido, muito conhecido no meio
pentecostal,
muito conhecido por ser um pregador e um
pregador mirim. Ele vem de um grupo bem
específico de geração, que é a galera
que já começou nos anos 80
e pregar desde criança, quando tinha 5
anos de idade. Ele tem um, ele conta a
história dele e ele fala que com 5 anos
de idade ele já pregava
eh na periferia, cidadezinha interior,
igreja de quebrada, tal, e ele pregava.
E aí o cara pergunta para ele até assim:
"Mano, mas você pregava como? Você sabia
ler?" Ele falou: "Não, não, eu só
imitava os outros pastores e tal". E aí
fazia a performance e aí rolava a
pregação e tudo mais. Então, ele prega e
trabalha na igreja nessa função desde
que ele tinha 5 anos de idade. Agora já
deve estar com 40 e poucos,
40 e tantos. Desde os 5 anos de idade
ele faz essa função ligada à igreja.
PP preferir consegue um cargo, uma
posição, dignidade, reconhecimento,
profissão.
todo aparato da estrutura institucional
garante condições para que ele acenda
socialmente, estabilize socialmente
e vem naquele texto que a gente tem
falado do fascismo como religião e
outros que a gente já tem trabalhado
apresentando a importância de você
analisar os processos das relações
institucionais e de classe para você
entender o que tá acontecendo dentro da
igreja evangélica. E esse camarada é um
camarada que reproduz uma ideologia
conservadora, como deu para ver, ele
chama o PT de partido das trevas. Ó,
posição os nossos, né? Nosso,
pô, ele tá identificando a igreja e o
papel de pastor de direita, conservador
e anti-lula. Aí o de Paulo, que é um
outro pastor, tá falando: "Ele não é dos
nossos, ele traiu a gente porque ele diz
que respeita o Lula". Respeitou o Lula?
Perceba, não há uma dissociação entre
direita e esquerda. Não há uma
dissociação entre a posição política e a
função de pastor.
E há uma naturalização desse processo. E
ela não é incoerente. Ela é coerente com
o processo histórico da construção das
igrejas no Brasil, da ideologia
desenvolvida nesse processo histórico,
do papel que a igreja desempenha na
reprodução social e o papel que a igreja
cumpriu na vida desse cara que agora vai
defender essa posição e essa estrutura
toda, inclusive porque depende da vida
dele, da vida materialmente dele.
Beleza? Mas vamos aqui pro nosso
tiratema.
Eh, Lula
disse que é contra a família
família tradicional.
Ah, eu não pus aqui na tela.
Decho, eu botei a pesquisa e não pus na
tela.
Lula disse que é contra família
tradicional.
O presidente Lula, Luís Inácio Lula
Silva, não declarou ser contra a família
tradicional, mas suas críticas
direcionadas ao uso político e
ideológico do tema tiraram fortes
debates e diferentes interpretações
entre aliados e opositores. Ele não
declarou.
São são da IA, gente. Inteligência
artificial fazendo pesquisa e
apresentando críticas ao uso da pauta
política. Declaração sobre pauta
atrasada. Em abril de 2022, durante um
evento político, Lula afirmou que a
chamada pauta da família e dos valores,
quando usada como plataforma política
por opositores, seria algo muito
atrasada e retrógrada. Na ocasião, ele
argumentou que a sociedade e os costumes
evoluíram e que o debate precisava ser
feito sem moralismos. Crítico a
adversários. Lula direcionou essas falas
especificamente à forma como
ex-presidente Bolsonaro e seus aliados
utilizavam conceito de família
tradicional para atacar a esquerda e
captar o eleitorado conservador.
Posicionamento e do governo. Conceito
ampliado de família. A linha de atuação
do Partido dos Trabalhadores é focada na
defesa de múltiplos arranjos familiares.
Óbvio, incluindo sabe o quê, minha
gente? Que a família que é a mãe solo, a
tia solo, a avó solo, tudo seja
considerado família, porque afinal o
pessoal não considera a família.
A perspectiva definida é que o estado
deve proteger e acolher todas as
configurações de lares, mãe solo, casais
afetivos, avós que criam netos, é o que
acabei de comentar, e não apenas modelo
heteronormativo tradicional, ok? Isso
não impede você ser, na verdade, é o
contrário, né? Mantenha a família.
Ai ai ai. Tarã tarã
p.
Ah, pronto. É isso. Não tem mais nada
que dizer para além dessa bobagem, mas
pronto. OK. Ele não disse que é contra
família tradicional, mas lá vamos nós.
Mas vai sair, né? Só procurar. A gente
procurou e bora, bora, bora, bora, bora,
bora.
Eh, diz que diz que do Bordun. Pô, o
Brasil nem tem rede de esgoto para todo
mundo e brigando pro banheiro. É para
você ver, né? Partido das trevas, eu já
ia votar no PT, não precisa me dar mais
motivos. Boa, Leandro. Esco, Luna. na
cabeça de Alfinite dele, eh, defender a
existência de outras formas de família
automaticamente destrói dele. Exato. E
não, né? Pois é, mas é a vida, né? Diz
que do Borduna. Procur eh procurar, mas
sem cortes de ar.
Di que do aluna, quem tá destruindo a
família tradicional de forma magistral
tá sendo e principalmente agressores de
esposa. Exato. Abusadores perfeito. E
não pagadores de pensão. Perfeitamente.
Ninguém precisa se esforçar para
destruir a família. Não é só você ser
masculinista. Destrói qualquer família.
Mas vamos lá. Mas vamos lá. Vamos lá.
Por quê? Porque essa é a ideologia
dominante no grupo a qual que nós
estamos falando aqui, que é o grupo da
eh dessa direita evangélica, né, de
pastores, etc, etc, etc. E que
hegemoniza e que reproduz essa bobagem
toda.
Mas vamos lá.
Esses meninos aí do Kpop Bts, faz
manifestação, derruba tudo.
E não foi o áudio. É. Hum. Pera aí.
Então, vamos de novo.
Sacanagem. Achei que tinha ido o áudio.
Pronto, agora vai.
Vamos lá. Vamos lá. Vamos lá. Ó, deixa
eu voltar aqui então.
Tá escancarado. Tá mais aquele negócio
escondido assim, camuflado hoje. Tá
escancarado. Tá escancarado. Tá nas
escolas, tá nas igrejas inclusivas que
estão fazendo por aí. tá exposto. Essa
geração, essa geração é a geração mais
perigosa que tem,
porque é uma geração que verdade para
eles não existe.
A Bíblia ultrapassada. A já vista que
alguém que pregou a Bíblia um bom tempo
diz que a Bíblia ser atualizada,
>> reescrita,
>> reescrita e recebe a Érica Hilton como
se Éca Hilton fosse
a
primeira dama, a mulher mais linda do
mundo.
Se liga, se liga, se liga que isso aqui
é é doideira.
O nosso querido pastor Carlos Eduardo,
ele tá citando sem citar o que eu acho
um problema. Carlos Eduardo fala nome, é
legal, cara. Seja mais é mais
transparente, é bacana. Tá falando do Ed
Renekivitz, né, pastor Ed Renquivitz?
Nós temos reacts aqui ao Ed Renvitz
no nosso canalzinho. E o o Ed Henrique
Vits teve uma fala dele que foi
repercutiu muito, muito, menos pela fala
e mais pela projeção de do negócio de
atualizar a Bíblia. Não vou entrar no
mérito. O que me interessa nesse momento
é, veja, Carlos Eduardo representa a
quem? Ou representa não, perdão, falei
errado. Carlos Eduardo está junto a 70%
do eleitorado evangélico que é de
direita.
Se não for reaça, é de direita 70%.
Ed estaria nos 30% que não fecha com
esse 70.
Carlos Eduardo é pobre. veio na da
chamada nova classe média, chamada nova
classe média, que veio de ascensão nos
últimos nas últimas décadas, mediado
pela igreja para ter essa ascensão, para
ter a posição que ele tem hoje. Enquanto
um cara então empobrecido de classe
trabalhadora, de periferia, homem negro,
tendo essas determinadas posições junto
à instituição religiosa e a maioria
dessa instituição religiosa. E quem faz
o contraponto
é um Batista branco de classe média, que
teve educação formal e já vem de família
privilegiada.
Se você não analisa as coisas sem classe
social, meus amigos,
não tem como entender os processos.
Aqui não é só uma disputa ideológica. A
grande contradição, que é o que a gente
tá tentando trabalhar nos nossos textos
e a nossa análise há tanto tempo, é que
se trata de uma questão de classe. É uma
disputa de classe e que entra na
discussão intenções entre a classe
trabalhadora. E a gente tem que trazer
esse elemento,
tem que
que é aquilo que a gente faz de maneira
muito simples e é perceptível, gente.
Você olha no cômbito geral do eleitorado
brasileiro, no eleitorado do ponto
geral, valendo toda a população
eleitora, o Lula tem a maioria dos votos
de pessoas negras, das periferias, de
classes populares com baixa renda, com
menos escolaridade
e mulheres.
e seus opositores, seja quem for, tem,
mas vamos pegar Jair Bolsonaro, que foi
o último, tem dentro do grupo de
eleitores, o seu núcleo é homens, meia
idade, de classe média, brancos, com
maior escolaridade.
O único grupo que desvia do padrão geral
é o grupo quando do filtro evangélico,
quando você vai na população evangélica,
entre evangélicos, cuja base é
majoritariamente feminina, de mulheres,
de mulheres negras da periferia com
menos escolaridade, que seria e menor
menor renda, né? Seria eleitores do Lula
no cômito geral. Dentro de evangélicos é
um único desvio de classe que tem. E o
que tem que ser explicado é porque há
esse desvio de classe nesse grupo. E
essa discussão, ela não é por uma
questão de valores abstratos, ela é por
análise da realidade social. Ela tem que
ser feita para entender o processo
histórico da igreja, etc, etc, etc. As
lutas internas na igreja, as posições de
classe assumida, qual o papel que ela
desempenha na ascensão social da vida
das pessoas. O cara que consegue uma
ascensão social e ocupa um cargo que é
de classe média, da nova classe média,
mas que dentro da igreja é elite
dirigente,
ele conseguiu isso dentro do processo da
reprodução social capitalista, tal qual
ela tá posta e dentro da estrutura de
igreja tal qual ela foi constituída
durante quase 100 anos aqui no Brasil.
Então ele vai reproduzir ideologicamente
a manutenção desta ordem que foi
estabelecida.
E é isso. E esse nosso querido pastor
Carlos Eduardo é expressão disso, mas
ele não é o único porque a gente vai ver
outro humano.
E você vê a a história de vida do mano,
compara com a história de vida dos
outros humanos, vai vendo o que tá
acontecendo. É isso. E aí na hora que
ele se posiciona para além de tudo agora
antiesquerda, antiula, e conecta a fala
do Ed Henriquivitz, a uma agenda de
esquerda, há uma agenda de ideologia de
sei lá o que lá.
Ele coloca agora não só umas ideias,
porque ele representa dentro desse grupo
a massa de trabalhadores dos grupos mais
empobrecidos, enquanto o Ed Renê de
classe média representa essa galera que
já é beneficiada.
E esse conflito de classe também entra
de modo que a galera conservadora
utiliza isso, utiliza esse elemento para
dizer: "Ah, esses ilustrado, arrogante,
elitista
que traz essas ideias e chama gente de
burro". É isso que o Guilherme de
Carvalho faz nos textos, nos artigos
dele quando fala de cultura w.
Exatamente. Diz o Rayang, a cul é culpa
do Wok.
O Guilherme de Carvalho faz exatamente
isso, culpa os woke
e ele faz isso. Cultura walk traz esse
debate para cá e ele fala: "É, esses
pessoal de classe média aí não sabe que
que é o povo de verdade, outro que
reproduz isso é o Gutiérre Siqueira". E
pronto, aí já era. Aí daí paraa frente é
só para trás, entendeu? Mas o elemento
da classe, ele tem que ser discutido,
gente. Se você não botar aqui classe,
tensão entre classes, você não entende
esse processo, não entende essas
dinâmicas.
Fundamental,
certo?
Apoia nosso trabalho.
>> Uma veneração em torno da
>> Uma veneração em É esse aí. É, é o que
tem. É o papel da igreja, não é? dizer
vota em ciclano ou vota em bertano. O
papel da agora a igreja tem que ser
igreja. A igreja agora tem que ser sal e
tem que ser luz. A igreja tem que trazer
o trazer o equilíbrio. A igreja precisa
voltar a ser protestante.
Não tão protestando. Tô com medo de ser
preso. Aí se o cara pregando na praça da
C esses dias. A guarda municipal foi lá
em cima ele. Aí
>> foi o o Anderson. Vanderson
>> é pregando lá tal. E aí depois o bispo
foi lá conversou o prefeito. Prefeito,
não, isso aí não no pai de nós, mas
ainda conseguiu conversar, mas vai
chegar um tempo que não vai dar para
conversar. E eu acredito
que no Brasil a igreja precisa ser
perseguida,
porque o evangelho são dentro tá muito
fácil. Aí as igreja tá tudo lotada,
algumas lotada, barrotada de gente,
um monte de gente, gente cheia, igreja
cheia,
cheia de gente, vazia de Deus.
Então vai acontecer alguma coisa, né?
Não é esse avivamento que você tá
esperando, não. Vai acontecer alguma
coisa aí. Alguma coisa tem que
acontecer. Por quê? Porque a igreja
deixou de ser protestante. Cara,
cara, eu curto muito esse tipo de papo,
velho. Sério mesmo. O cara Eduardo, olha
aqui, mano. É muito, muito louco. Pastor
Carlos Eduardo coloca o seguinte:
"Gente,
a gente já tá sendo perseguido, hein? Aí
você fica ligeiro. Aí ele contou um caso
de algum mano que eu não sei que mano
que é que que ele fez. Deve ter feito
alguma merda quando tava pregando lá e a
GCM atuou. Mano, falou pode fazer isso
aqui não. Que na Sé é muito comum aqui
em São Paulo, na Praça da Sé, sei lá e
tem um mano faz um risco no chão assim,
um quadradão pintado de giz no chão ou
colado com a fita colorida lá prateada,
bota um banquinho lá no meio, sobe e
começa a pregar. Pá, cara, deve ter
falado um bagulho que não era para
fazer, feito algo que excedeu ali os
limites. GCM chegou, beleza, deu chabu.
Aí o alguém pressionou a prefeitura
disse isso, tudo que aí ele fala: "Ó,
mas isso aí foi uma vez, mas vai chegar
um momento que a gente não vai ser
perseguido." No que ele tá falando isso,
e eu falo isso com muita propriedade por
ser pentecostal,
o flow das ideias, ele não precisa estar
coerente e sistematizado. Você só
precisa ir emendando temas.
E o sentido vai sendo construído pela
comunidade ouvinte de verdade. E aí ele
tá, ele já emendou, na verdade a ideia
que ele sacou ali no momento, no flow do
que ele tá falando ali, não,
a gente vai ser perseguido, a gente
precisa ser perseguido.
E aí ele reforça a dinâmica de que tá
muito fácil ser crente, os cara
inclusivo ou não sei o quê. E aí ele
emendou a aparente tal perseguição agora
com uma ideia de que tem que ter
perseguição. Tem que ter e vai emendar
uma profecia de que vai ter. Então,
portanto, se prepara porque se o, né,
partir das trevas ganhar,
vem aí perce, vai ter que acontecer
alguma coisa. Tá esperando avivamento,
não vai vir alguma coisa aí que tá
precisando. Aí já solta informação para
deixar aquele perigo iminente de um
grande nada. Porque não tá acusando
nada, gente. Nada. Não tá acusando nada.
Mas a perseguição tá vindo aí e o
partido está e você fica esperto aí, vai
ter que ter perseguição. E aí emenda
numa série de profecias que às vezes tem
sobre perseguição de igreja, mas é
estratégia inteligentíssima. Mas vamos
seguir.
Aí eu não falo sobre isso aqui porque
senão pode dar ruim. Imagina eu falar e
receber o processo. Imagina eu falar
isso aqui e e ser preso. Imagina que a
igreja não, a igreja não protesta mais.
E essa geração tá vindo para cima. As
músicas de hoje, antigamente as músicas
era eh sobre traição. Pega as músicas
seritanejas hoje que são cantadas. Aí o
cara faz apologia o quê? A bebida
alcoólica.
Esse eu vi o esposo de uma cantora que
canta um sertanejo aí. Ele disse que é
crente. Ele eh ela também disse que dá
na igreja. Ele dando lição de moral eh
sobre famílios não sei o quê. Uma esposa
dele canta sobre traição, sobre
adultério, sobre um monte de coisa.
>> Então cara, essa geração e essa geração
é a geração que quer cantar lá no mundo,
quer cantar as músicas lá do mundo e
depois quer subir no altar da igreja
cantar.
É essa geração.
>> Então é o relativismo que tem tomado
conta, né?
>> Ah, mas o que que tem? Tá louvando a
Deus, servindo a Deus. Ah, é uma bênção.
Ah, deixa que não deixa Deus vai
julgá-lo.
>> Se eu uso uma frase, a gente tá falando
do que tá acontecendo no mundo e tem
algumas pessoas às vezes que não
compreendem, né? Ah, falando de Xuxa,
podcast para falar de Xuxa, para falar
de fofoca, a outra menina que você citou
aí, mas tudo está correlacionado, porque
você usa uma frase constantemente que
muitas pessoas até discordam e tenta
criticar, né, dizendo que o mundo só tá
indo, está ruim porque a igreja não está
boa,
>> não tá boa, entendeu? Não tá indo bem.
Então, é por isso que quando eh eh a
justiça do Senhor vier, vai começar
primeiro pela casa, né?
>> Sim. Pedro disse: "É necessário que o
julgamento comece pela casa de Deus. Se
começar pela casa de Deus, que que vai
ser dos ímpios, cara? Eu que sou crente,
santo, aleluia, Jesus, tô lá na igreja,
aleluia, leio a Bíblia, prego, subo no
altar, faço liga, vou pro monte, posto
foto orando no monte e tal. A julgamento
tem começar por lá, por mim. Eu, o Santo
Carlos Eduardo, o Santo Cadu, vai
começar por mim, pela casa de Deus, onde
estão os homens de Deus, as mulheres de
Deus, as Cristina Maranhão da vida, povo
de Deus. É por lá que vai começar o
julgamento. Então essa ideia até essa
ideia de que Deus vai julgar o mundo,
ah, vai vir não sei o quê, vai acontecer
com o mundo. Essas profecias que o povo
profetiza por aí de caos, alguma coisa
tá errada,
porque o julgamento não começa no mundo,
começa na casa de Deus
e aí vai pro mundo.
Então, irmão, irmã, fica esperto porque
o julgamento vai começar a ir. E você tá
apoiando quem? Tá fazendo o que aí?
E aí, mano? É muito louco. Eh, porque
é exatamente o elemento que vai vir
aqui. E pronto, aqui que Lendo disse, é
muito fácil engajar com a dinâmica nós
contra eles. Exatamente. É um atalho, é
mais barato cognitivamente.
Eles sabem bem o que estão fazendo. Sim,
sim, sim, sim, sim. E é exatamente a
estrutura do nós contra eles. Vamos ver
quem é mais forte. resiste aí com a
perseguição e tu tem que ser brabo e tem
que fazer acontecer, que é o que acaba
acontecendo no na que piora quando você
nega o espaço da pluralidade da conversa
racional minimamente mediada. E aí é uma
chamada de atenção pra nossa esquerda
maluca biruib aqui que é só na força e
na brabeza. Vai na força na brabeza com
a galera motivada desse jeito aí. A
gente vai tomar o pau. Vai mesmo. Porque
é isso,
você cria a perseguição, nós contra
eles, o inimigo tá chegando a qualquer
momento. E você fique atento, você tá do
lado de quem? Do inimigo ou nosso? E aí
você tem que tomar a decisão.
E desde o início já tá colocada a
decisão. Não pode ser de esquerda.
Não pode ser de esquerda. Lula, isso, PT
aquilo, piriri pororó. Mas calma, porque
a gente tá chegando quase no momento
excelente desta conversa. Quase no
momento excelente.
Agora ele tá criticando assim mesmo.
Exatamente. Mas vai piorar, Luna. Porque
o ponto é esse. Em breve vai vir a
crítica da crítica. Crítica criticante
se critica enquanto critica.
Lá rai.
Então, ser profeta do caos não é o que
Deus quer para nós. Nós quer, Deus quer
que nós profetizamos
sobre o caos. Ah, tem a Eu não profetizo
o caos. Eu prof sobre o caos. Tem caos?
Tem. Então a igreja tá lá no meio do
caos.
>> Ele acabou de fazer uma profecia do
caos. Vai ver uma perseguição. Não tem
como fazer.
Aí agora tá. Ih, caraca.
>> Não é profetizar caus. Porque quando não
tinha nada no Gênesis, que que Deus
disse? Haja luz. Quando tinha um caos lá
no no de seco, ossos secos, Ezequiel,
que é Ezequiel? Ah, pode, pode ver. Ah,
o Senhor que sabe. Então, profetiza. A
igreja não tem mais voz profética. Nós
temos voz política. Tem um bela voz de
gente cantando por aí, mas uma voz
profética, e não é uma voz profética que
levanta para profetizar o que vai
acontecer, não. A voz profética deveria
ser a voz profética como era de Elias
contra o sistema de Acabe, a voz
profética como a de João Batista contra
o sistema de Herodes. Então, a sua
raposa velha, você casou com a irmã do
seu do do seu irmão.
É, essa é uma doce profética. Agora foi
interessante que você falou que a igreja
protestante tem que voltar a protestar.
Só que há uma diferença, né, da igreja
ser protestante para a igreja ser
militante política.
Ai ai ai.
Excelente comentário do nosso querido
host do do podcast. Tem uma diferença
entre ser protestante ser militante
política. E o outro mano, vocês acham
que ele vai concordar ou discordar?
Que que será que ele vai fazer?
Ele vai concordar ou ele vai discordar?
Com certeza ele vai concordar e
imediatamente na frase seguinte ele vai
fazer uma militância política.
Mas qual vai ser a sacada?
Exatamente aquilo que a gente viu com
Hernandes Dias Lopes. Não é que eu tô
defendendo um político, não é que eu
estou defendendo uma bandeira, não é que
eu estou defendendo uma ideologia, eu tô
defendendo princípios, princípios
bíblicos.
E aí o sistema que ele tá indo contra,
né? O sistema de Acab, sistema de
Herodes. É o sistema de Acabe, sistema
de Herodes que é contra, na verdade, o
Lula, é contra o PT. É isso. É. e o Lula
e o PT. Basicamente é isto. É isso.
Hum.
Diz que Lendro. É porque aí estimula o
medo e ódio. Dá um curto circuito na
pessoa. Ela não pensa mais racionalmente
porque agora as pessoas estão em uma
dinâmica de sobrevivência. Lutar ou
fugir. Exatamente.
Aí meu amigo, é estado de alerta
constante, né? Você tem que estar com
medo de tudo. Não sei se vocês viram no
começo do desse vídeo, no começo do
vídeo aqui, eu não sei se apareceu para
vocês, abri um cardzinho lá em cima.
cardzinho era assim:
Farmar aura, Farmar aura é uma obra
satânica. Tipo,
eu concordo, não que esse negócio de
farmar aura é coisa satânica, mas mas em
outro sentido. É uma bobagem. Mas para
você ver, aí você tem que ficar medo com
farmar, fica com medo disso, fica com
medo daquilo. É a perseguição, é não sei
o que. De repente tá lutando, você nem
sabe você tá contra quem você tá
lutando. Contra tudo e contra todos. É
nós contra eles. É o jeito mais fácil de
você organizar qualquer coisa. né? E aí
é um tiro no pé para quem tá tentando
construir minimamente uma organização de
trabalhadores. Minim
Luna, querida Luna dis é muito
inteligente porque eles justamente
querem pintar militância deles de não
militância apenas a verdade universal.
Exatamente,
exatamente, exatamente isso. Ai, joga no
easy,
easy, easy, easy.
Infelizmente nós estamos deixando em
algumas protest para ser militante.
>> Para ser militante.
>> E isso, isso.
>> E aí nós fazemos grandes movimentos
políticos.
Antigamente fazia movimentos quê?
Campanha evangelística. Não sei se acho
não chegou a pegar evangelística. Eu
lembro, cara, na minha cidade quem ela
era o Takayama. Era acusada. Cristo
vivo.
>> Cristo vivo.
>> Se liga nisso aqui.
Ele citou,
pera aí.
Ele citou um cara chamado Takayama, que
na verdade é o Idecaso
Takayama,
pastor da Assembleia de Deus.
O homem de Deus.
Hum.
Preparados? Então, aí de caso Takaiama,
Cristo vive. Bom, era quando aquilo lá
que não era eh não era movimento
político. O ex-deputado federal, ah é,
além de pastor, o Takayama é deputado
federal também, ex-deputado federal. E
de caso Takaian, que é esse que ele
acabou de citar, que era um homem de
Deus, né, tal, etc, etc.
respondeu a um dos processos de maior
repercussão de sua carreira política no
âmbito da operação gafanhoto, sob
acusação do crime de peculato, desvio de
dinheiro público. As principais detalhes
do caso envolvem a acusação. O
Ministério Público Federal denunciou
Takayama pelo suposto desvio de verbas
por meio da nomeação de 12 funcionários
fantasmas. O caso ocorreu entre 1999 e
2003, período em que ele exercia mandato
de deputado estadual na Assembleia
Legislativa do Paraná. desvio de
finalidade. Segundo as investigações,
salários dessas pessoas eram pagos pelo
herário público, mas elas prestavam
serviços particulares para parlamentar
ou atuavam diretamente em sua igreja
tramite no STF. Em setembro de 2011, o
plenário do Supremo Tribunal Federal
aceitou por unanimidade a denúncia,
transformando oficialmente em réu.
Mudança de foro em 2018, após o STF
restringir o foro privilegiado apenas
para crimes cometidos no cargo atual em
e em razão dele, o processo de Tacaema
foi enviado paraa justiça do Paraná,
primeira instância, pois os fatos
apurados correspondiam à época em que
ele era deputado. Atualmente o histórico
de andamento de outras ações cíveis ou
eleitorais em nome do ex-parlamentar
podem ser consultados diretamente, etc,
etc, etc.
É tranquilo, né?
Eh, deixa eu pegar um outro negócio
aqui.
Ah,
é,
pronto, beleza. Um cara do bem, um cara
de paz, um cara de Deus.
Operação jovem jovem campanhota. Piada é
pronta. Pois é, e ele não é tão jovem
assim, o Takayama. Eu tenho uma história
de uma vez que aconteceu um negócio com
Takayama.
Será que eu conto ela?
Vou contar, vou contar a história.
Não vai render nenhum problema, eu acho,
porque eu vou tomar muito cuidado.
Certa feita,
eu estava num restaurante
em Curitiba,
Paraná, à noite,
pós um culto de domingo
com familiares.
O senhor
referido
entrou no restaurante
acompanhado
de uma pessoa que nós não reconhecemos.
Pessoa sexo feminino, cabelos longos,
mas nós não a reconhecemos.
Ele entrou,
não havia nos visto no primeiro momento,
nos viu em um segundo, se aproximou,
cumprimentou uma das pessoas que estava
na mesa,
regalou esta pessoa com um objeto de
valor que estava em seu pulso.
Ai, Deus me
moveu aqui para te dar este presente,
deu para ele e foi embora. Nem sentou na
mesa do restaurante.
Só conta essa história.
Aconteceu cara bacana, tava dando rolê.
>> E aí ele e o Luiz Artur.
>> Drogas matam.
>> Drogas matam. Aí depois um tempo
revisava. Depois é Bernard Johnson e
Vitorino Silva.
as campanha hoje não tem. Hoje tem um
monte de passando de palco de política,
xingando Alexandre de Morais, xingando
não sei quem. Não que não ser xingado,
mas não é papel da igreja, cara.
>> Ressalva, não que não mereça ser
xingado. Ô meu Deus.
>> Infelizmente as manifestações que
envolvem a igreja e os cristãos deveriam
colocar um não deveria colocar um nome
acima de todos os nomes, que é o nome de
Jesus. Eles levantam o nome de um
político, né? Olha,
>> e isso, talvez isso é que está levando
uma uma uma problemática para a igreja.
>> Talvez isso que esteja traindo uma
perseguição até política para a igreja,
porque a partir do momento que a igreja
toma um partido, o partido que estiver
no poder não vai querer ir contra a
igreja? Claro que vai. Aí mandou assim:
"Você acha que no Brasil vai ter uma
grande perseguição contra a igreja? Do
jeito que nós estamos?" Nada, irmão. Nós
som amigo do sistema.
Luna, lembra que eu falei ali no negócio
de contradição agora há três minutos
atrás era uma grande perseguição que
tava para chegar aí. Vai chegar uma
grande perseguição, hein? Prepareem-se a
qualquer momento, só mais 72 horas.
Passou menos de 3 minutos de vídeo e
agora é você acha que vai ter uma
perseguição? Claro que não. Nós tá junto
com o sistema,
mas não importa.
Porque o objetivo vai dizer, quem tiver
junto com o PT é do mal, quem não tiver
com o PT é do bem. E é isso que vai
orientar toda essa conversa. Mas não tem
outra conversa possível. Isso aqui é
mais colocar o pastor Carlos Eduardo
contra pastor Carlos Eduardo, dá
exatamente isso aqui.
>> Tama, tem estado aí que os caras and de
mãos dadas com a esquerda, de braços
dado com a esquerda.
>> Percebeu que
>> não tem.
>> Percebeu o que que é sistema?
V de novo aqui, porque quando você ouve
a fala do mano lá no primeiro momento,
você ouve a fala do cara, fala: "Não,
ele tá falando do Bolsonaro, né? A
igreja se aliou os bolsonarista com o
bolsonarismo, então vai vir uma
perseguição." Ele: "Não, não, não, não
vai ter perseguição, não. É GTA ao
sistema. Quem que é o sistema? Fala para
nós
como que é perseguir a igreja. A igreja
é sistema. Tem estado aí que os caras
and mãos dadas com a esquerda, de braços
dados com a esquerda.
Não tem, não dá ter perseguição assim.
Mas não hav
claro que não, que com a direita pode,
né?
>> Teria necessidade nesse tempo que nós
estamos vivendo de no Brasil a igreja eh
eh ter uma ação de um uma um ato de
humilhação, se voltar mesmo ao jejum, a
consagração e a oração e a intercessão
pela nação. Porque a igreja quando se
reúne para esses atos, essas
manifestações, é de forma política. Ela
não se reúne para esses atos e
manifestação
>> de forma espiritual. Por exemplo, a
marcha, a marcha para Jesus no Brasil
hoje, ela é mais política do que para
Jesus. Eu acho que Jesus olha lá do céu
e fala: "Não é para mim não essa marcha
não.
>> Não tem, não tem que ol Vamos ouvir
agora o prefeito, o senador, vamos é o
que tem, cara. É o que tem.
>> E sem falar também que é um show, né? É
um show, não é culto, não é o culto, não
é rendição, não é adoração, não é ato de
humilhação. As pessoas são atraídas pelo
quê? Pelos nomes, pelas personalidades.
Se não tiver os nomes, será que tem
aquele aquele mund? Se não dar ninguém
famoso para cantar,
teria aquele mundiente ou essas pessoas
só dão atraídas porque assim, ah, então
é contra, o senhor é contra convidar
alguém famoso? Não, porque se você lê a
Bíblia, tá lá, João capítulo 12 diz que
as pessoas que a multidão ia até Betânia
para ver Lázaro, mas para ouvir Jesus.
Não é sobre quem você vai e ver, é sobre
quem você dá ouvir. Você pode ver
Lázaro, desde que você ouça Jesus, você
pode ver a Gabriela Rocha, o Thales, né?
Eu pode ver quem quiser, desde que
depois você ouça Jesus, tá tudo certo.
Tem um apelo nessa marcha para Jesus?
Não tem. A conversão na marcha
>> não, porque não tem pregação.
Então não tem, então não tem lógica. Aí
vamos orar pelo Brasil aí ora e tal. Ora
pelo pro prefeito. Aí o prefeito fala
também, cara. É uma mistureba. É uma
Constantinópola, né? Aí
aí você pensa, pô, o cara tá certo, você
o cara tá certo, isso acontece. Como
disse nosso querido aqui, o fazer watch,
análise no mínimo honesta. É o mesto. Só
que aí você pensa quem foi o prefeito?
Quem foi o presidente? Quem foi os caras
que vai na marcha para Jesus? Vai no
descende, vai não sei o quê? É a galera
do sistema, é a galera da esquerda?
Não,
era tudo bolsonarista,
tudo a galera conservadora.
Só que aí nessa hora o nome dos caras
some. Nessa hora não é tipo, ó, o
problema é que a gente tá com a direita,
o problema é que a gente tá com a galera
conservadora, não. Exata. Só vai virar
crítica efetiva se for de esquerda,
porque se não for de esquerda,
entendeu?
Esquerda é sistema, direita não. Então,
na hora de criticar o político
participando, não destaca qual é a
posição política dele. Mas na hora de
falar sobre qualquer outra coisa, o
inimigo, o sistema problema, é a
esquerda. É a esquerda. Então, apesar de
parecer uma conversa muito honesta, ela,
na verdade, ela mistura as coisas e
omite a crítica direita e reforça a
crítica esquerda por motivos que a gente
já vai inclusive reforçar novamente.
A
>> igreja, as nossas a igreja hoje vive a
história da igreja antiga, né? Quando
Constantino disse que teve uma visão por
esta cruz de Será e aí ele virou
cristão, até batizou.
Constantino até batizou, tornou-se
imperador e aí deu cargo pros bispos e
tal e aí virou aquela coisa maravilhosa.
A igre virou uma igreja política. As
igrejas hoje nós somos uma igreja
política e isso é perigoso. Claro que é
perigoso porque eh eh se ela se tornou
uma igreja política, ela é uma igreja
partidária. E infelizmente infelizmente
existe uma igreja que abraça o
conservadorismo. Glória a Deus. Menos
mal. ela tá partidária dentro de um
partido que ainda eh está mais próximo
dos nossos princípios e valores,
entendeu?
Ó, gente, é o seguinte, hein? É o
seguinte.
A igreja virou partidária, verdade. Ela
agora se mistura com partidarismo e
política, verdade. Aí você pensa: "Quem
que é o partido? Quem que é a esquerda,
quem é não sei o quê?" Aí na cabeça vem
quem que foi que nem Constantino que foi
se batizar no Rio Jordão.
Quem que foi?
Foi o Lula? Não foi. Não foi. Quem que
foi que que fica em baiando a Bíblia de
baixo do braço e fingindo que quem que
é? É o Lula? Não, não é. É a esquerda?
Não, também não é. Quem que tá lá? Ah, é
a direita aí nessa não, pelo menos a
direita. Tudo bem, menos mal.
Conservadorismo, tudo bem. Não pode. E
aí a gente vai, aí agora a gente entende
qual é a fórmula. É, não pode ser
partidário. A igreja não pode ser
partidária, mas se for de direita, pode.
Na pol na igreja não pode ter política,
mas se for de direita pode.
Se for conservador, tá liberado. Então,
na verdade a honestidade seria, ó, o
seguinte, só não pode ser de esquerda
mesmo. Você pode fazer o que você
quiser. Pode ser conservador, pode ser
preso por peculato, né? Pode ser
processado por crimes de corrupção, pode
fazer o diabo a quatro. Você só não pode
ser de esquerda. É isso.
Ponto. Pode fazer o que você quer. O tem
um camarada aqui, João Pedro M7H2Q. Nome
bonito, hein, mano? Que tá representando
isso de maneira muito clara aqui pra
gente, tá? Massa? Obrigado aí por trazer
no chat o o a encarnação do nosso papo
aqui. Tá massa, pô. Obrigado, mano.
Agradeço aí os comentários. Inclusive,
se puder recomendar a live para amigos,
a gente a gente fica feliz. Então,
glória a Deus que menos mal, né? Bora
lá. Glória a Deus. Menos mal que de
direita pode, só não pode ser de
esquerda.
E agora quando a igreja abraça partidos
comunistas com ideologias de esquerdas,
>> não vê no Maranhão aqui agora.
Número de esquerdas que abraçam partidos
comunistas. Número de igrejas, né? O
número de igrejas que abraçam partidos
comunistas. Zero.
Ai meu Deus. E eu aqui como comunista e
crente só querendo, pô. Mano,
queria uma uma minha um minha que não
enchesse meu saco porque por ser
comunista.
Ai, cara, pera aí que eu vou pegar um um
último trechinho aqui maravilhoso. Deixa
eu só pegar aqui que é bom, é bom, é
bom, é bom, é bom.
Ah, só para eu achar um trecho aqui.
Muito bom, cara. E aí a gente finaliza
esse aqui específico.
Ah,
pronto. Rapidão. Volto num instante.
Volto no instante que eu preciso fazer
só um xixizinho.
Fico deixo vocês com uma musiquinha
gostosa.
Ah.
Pronto,
pedi ali. Xixi feito, mão lavada,
usei o banheiro. Pessoal, tá com plano
de banheiro. A gente já já usou o
banheiro aqui também. Tá tudo certo
agora. Vamos lá, vamos lá, vamos lá.
Eh, se liga, se liga, se liga, se liga,
se liga.
Se liga, se liga, se liga, se liga. Esse
aqui é muito bom, velho.
Ai, ai. Vamos lá. 1 2 3 e eu invoco o
senhor. O papel da igreja não é convocar
ninguém para passear, tem manifestação.
O papel da igreja é invocar o Senhor.
Quem convoca são as autoridades. A
igreja invoca. A igreja
>> beleza. Parece sensata fala, hein?
Sensata fala. Sensata, sensata, sensata.
Se liga.
>> Como autoridade espiritual invoca e os
políticos convoca. Se o Nicolas
convocar, OK. Se o Tarcis convocar, OK.
Agora a igreja invoca. Ah, você tá sendo
muito aquado. Não, porque eu dou nas
manifestações. Eu sei nas manifestações.
Teve,
gente, não é para misturar política e
religião. O pastor dizendo, não é, ó,
gente, não é para misturar política e
religião.
A igreja não pode ser partidária. Se o
Nícolas convoca, vocês vão. Se o
Tarcísio convoca, vocês vão. A igreja
não convoca, ela invoca. Eu fui, eu vou
na manifestação, em todas as
manifestação de direita que tem, eu vou.
Mas não é para ser partidário, hein? Não
pode misturar as coisas. Vocês ficam aí
misturando.
Só que eu entendo que o papel da igreja,
Fábio, falar uma coisa assim, fazer uma
pergunta. O que daria mais resultado?
Vamos pegar todas as manifestações que
teve.
Qual o resultado assim espetacular que
teve das manifestações?
Nenhum resultado. Teve Bolsonaro preso
hoje eu quero a minha.
>> Isso é muito bom, mano. Quando eu vi
isso pela primeira vez, eu me diverti
muito, mano. Todas as manifestação, que
resultado que teve? Nenhum teve. B
preso,
com todo respeito ao irmão pastor Carlos
Dard. Mas cara, muito bom, mano. Teve
mostrar foi preso.
Aí você pensa, é parece ser entendeu que
é melhor não fazer merda, né? Mas não,
não, não, não.
Dá para melhorar. Pera aí,
cara. Merece replay, velho. Isso é muito
bom, mano. Junta todas as manifestação.
Que resultado que teve. Nenhum teve
Bolsonaro preso.
Muito bom. Aí vamos lá de novo. De novo
que isso é bom. Isso é muito bom.
>> Fazer uma pergunta para você. O que
daria mais resultado? Vamos pegar todas
as manifestações que teve. Qual o
resultado assim espetacular que teve das
manifestações?
Nenhum resultado. Entende? Bolsonaro
preso.
É um resultado negativo, né?
Imagina todas essas manifestações, ao
invés de manifestões, manifestações,
culto, campanha de oração, cruzada, ato
de humilhação, que daria? Pronto. Que
que daria? Que que daria? Aí o Bolsonaro
não ia tá preso, né? Porque
aparentemente é um resultado negativo. A
igreja não pode ter partido, a igreja
não pode ter candidato, a igreja não é
para se misturar com política. Meu
irmão, não deu 30 segundos.
Não deu 30 segundos.
Imagina ao invés das manifestações,
campanha não tá misturando igreja,
oração não tá misturando igreja. P
velho,
tá ligado?
E aí é o pastor, é o é o pastor no
podcast dele pregando, falando, não dá
para separar as coisas, né?
Na autoridade aí,
[ __ ]
refletiria no mundo espiritual de alguma
forma, né?
>> Claro. Um impacto no mundo espiritual.
>> Claro, porque o que está acontecendo no
Brasil hoje não é só um problema
político, também é um problema
espiritual.
Esse essa essa libertinagem
que tá acontecendo, essa liberação, essa
esse sexo explícito,
tudo isso, cara,
onde é que tá acontecendo essas coisas
aí, gente?
É espiritual, cara. É um país tomado por
pornografia, por prostituição,
espiritual,
>> entendeu? Corrupção espiritual,
corrupção em tudo. Em tudo, tudo tem
corrupção no futebol, tem corrupção,
cara. Em tudo tem corrupção. Corrupção
na política, corrupção no futebol,
corrupção na igreja, corrupção em tudo
quant lugar.
>> O Zé não tem dinheiro porque os caras
roubaram os velhos. O filho do
presidente tá sei lá para onde que tá,
porque a os caras quer prender ele hoje.
A polícia federal pediu para dar uma
segurada lá no no Mendonça, porque o
Mendonça quer achar o Lulin para
aprender. Não, não,
cara. A a rádio zap zap, velho.
A rádio do zap impressionante, né? Aqui
é o zap comendo solto, ó. E dá-lhe o
WhatsApp com Nossa, impressionante.
Mas já deu, né? Já deu, já deu. Isso
aqui já foi maravilhoso. O resultado
negativo aqui que de tudo que a gente
fez, que que deu? Posso lado preso. Mas
não é para misturar política e religião,
não, tá gente? Não é para misturar
política e religião. Não é para misturar
política e religião. E aí vem o famoso,
gente, é tudo corrompido, tá tudo na
corrupção. E eu recomendo, cara, tudo vê
o trampo do GC Souza falando sobre o
papel que a essa ideia de corrupção
desempenha, né?
E como ele é construído na nossa própria
compreensão da realidade, disseminado em
tudo canto a canto, que corrupção vira
um tema extremamente vago, sem sentido,
e que vira a arma para você parecer ser
crítico. Se você critica a corrupção,
seja lá o que isso significa, né,
pessoal,
que seja lá o que significa corrupção,
você tem que criticar e tem que falar,
se vocês colocam contra a corrupção,
você tá sendo moralmente correto. E aí
ninguém discute o que é corrupção.
Então, a tua lista inteligência
brasileira do Gessé, vale muito a pena
ler e o meu trabalhinho sobre o
fundamento da corrupção, que eu também
acho que vale a pena conhecer se a gente
quiser discutir efetivamente o problema
da corrupção. Mas antes, agora a gente
vai pro outro videozinho, outro pastor
que esse aqui o cara ainda pegou leve
aqui, ainda foi tranquilo.
Vocês não estão entendendo.
Ai, bom demais, cara.
Que que aconteceu? Bolsonaro preso.
Esse vídeo é muito bom. Essa parte é
muito boa. O vídeo é
Mas vamos lá.
Assim como o pastor
Carlos Eduardo,
a gente vai ver agora o pastor Eliseu
Rodrigues.
Pastor Eliseu Rodrigues também é
pentecostal, também vi da tradição da
Bleia. Ele é pastor na Bleia, inclusive.
E pastor Eliseu Rodrigues, ele tem só no
Instagram
3.9 milhões de pessoas que o seguem.
Tá entendendo isso?
O papo é outro nível
aqui, ó.
3.9
milhões de seguidores.
Ele é casado com uma cantora gospel que
é a Luana Rodrigues, e o pastor Eliseu
Rodrigues, tal qual o nosso querido
pastor Eduardo, Carlos Eduardo, Eliseu
Rodrigues também é pastor dessa geração
que começou como criança pregando, né,
pastores mios.
Ele também era um pastor mirim da Bleia,
cresceu a vida e passou todo esse
processo de formação, de constituição,
de ascensão social, de reconhecimento,
de dignidade, vindo da periferia, vindo
da periferia, família pobre,
trabalhadora.
E a igreja media todas as relações em
que ele consegue se estabelecer, se
desenvolver,
encontrar uma fonte de renda, de
trabalho, de ocupação e posição social.
E hoje, inclusive com a internet agora,
3.9 milhões, milhões de seguidores só no
Instagram. E aí ele foi no podcast.
Aí o nosso host novamente.
Nosso host aí novamente. Bora ver o
pastor Eliseu Rodrigues
dizendo, olha o tema da, olha o tema do
do vídeo. A igreja não é bolsonarista e
nem nem lulista.
Que que vocês acham? A igreja ela não é
bolsonarista e nem lulista? Que que
vocês acham que o pastor vai responder?
Qual é a sua visão sobre o cenário
político atual no Brasil? Até porque a
política e ela também acaba envolvendo a
religião hoje. A igreja ela tem se
tornado muito influente. A igreja hoje
tem uma influência terrível na
sociedade, principalmente política.
>> Eu gostei do do sincericídio, sem sem
querer, né? A igreja tem uma influência
terrível na na sociedade. Realmente, uma
influência terrível na sociedade. Eu
como evangélico digo, é terrível mesmo.
E nas eleições 2026, os candidatos estão
buscando o quê? A influência da igreja.
até o seu atual presidente, senhor Luiz.
O meu é o nosso, é o nosso é o nosso
meu.
Vem para cá. O senhor Luiz, ele tá
tentando orquestrar uma forma de se
aproximar dos evangélicos, porque eh
entendeu que realmente as lideranças,
>> tomara que essa aproximação gere nele
arrependimento, desejo pela verdade,
confessar que roubou, voltar pra cadeia
e pagar o que roubou. E aí sim,
o nome disso que o pastor acabou de
executar
é imputação de crime,
porque
pastor disse que roubou, mas não roubou,
né? Sim,
que eu me lembre, que eu me lembre,
esse crime não está sendo processado,
não foi julgado. Inclusive, todo o
processo da o da operação Lava-Jato foi
por água abaixo, né? Foi preso
injustamente.
Ih, que que acontece?
anulado, voltou, ganhou eleição,
democraticamente eleito,
né?
Mas toda a conversa começa com uma
risada, né? O seu presidente não, o meu
presidente não, o nosso. E aí tem toda
essa piada, né? Como se fosse engraçado.
E fica você com essa coisa aí,
pastor Eliseu Rodrigues, 3.9 milhões de
pessoas que o seguem.
Porque arrependimento de roubo tem que
ter restituição.
>> E tu acredita então que o Luiz ele é
ladrão
>> tá na lei e tá nos autos aí, né?
>> Cara, maluco não pode ver uma corda que
quer se enforcar, né? Você acredita que
ele é ladrão? Então tá na lei, tá nos
altos. Mas eu acho que o cérebro aqui já
fazendo assim, ó.
Cara, se p que eu tô fazendo bagulho que
eu não devia, né? Imputação de crime não
é legal.
Não é legal. Eita bexiga.
Porque não tá, né?
E aí o o host também querendo caçando,
meu querido host caçando corte. Você
acha então que ele é corrupto, né?
Você acha então que ele é corrupto, né?
Exatamente. É, é o que a aluna diz aqui.
Uai, a mesma lei anulou o processo.
Exatamente. Ela vai, lá, lá, lá, lá.
Você acha que ele é corrupto, então,
hein? A caça do corte, ela brinda,
gente. Ele, ele não pagou pelos seus
erros. Ele foi inocentado pela nossa
brechas na lei, né?
Não, ele foi inocentado e o processo foi
anulado porque o processo tava errado.
Eu não vou chamar o cara de
alguém que hoje vive como bandido. Eu
tenho que dizer que eu tenho uma
esperança de que esse cara se arrependa,
eu volte atrás. Não vou dizer que esse
cara vai pro inferno. Ele pode se
arrepender de seus pecados e ser salvo
em Cristo Jesus.
Se arrepender do quê?
Mas calma, calma, porque daqui a pouco a
gente vai voltar pro Instagram.
Exatamente. Deu uma recuada logo em
porque o processo aqui, ó, de imputação
de crime já tava no cangote já. Ele
sacou, falou: "Puta, tô falando demais.
Acho que eu falei, acho que eu falei
demais". Que que nem o nosso querido
João aqui na na nos comentários, né? É a
mesma coisa. Tá imputando o crime, né?
Ah, vamos nós.
Exatamente. Se arrepender do crime que
ele não cometeu e foi provado que não
cometeu. Exatamente.
Mas calma, porque o nosso querido pastor
vai dizer qual é a fonte dele, onde ele
tira suas informações.
>> Mas eh a sociedade rotula e ele é
rotulado como um ladrão.
Houve devolução, houve arrependimento,
houve confissão. É o que eu tô falando
aqui é a justiça que diz e os
especialistas, grandes jornalistas,
principalmente da Jovem Pan, jornalistas
de direita e até caras de esquerda, que
se forem pesquisar a fundo, sabe que não
tem como provar a inocência do nosso
presidente.
>> Jornalistas renomados da Jovem Pan.
Oha tá comendo solto lá com informações
da da Jovem Pan, do Zap Zap. Ó aqui, ó.
Grandes jornalistas da Jovem Pan,
grandes juristas do Jovem Pan e o Zap
comendo aqui, ó.
Com menos solto já o zap.
E mesmo gente de esquerda, hein? Tem
gente de esquerda. Se for procurar, deve
ter gente de esquerda aí também falando,
cara. Não. E ó, a referência é Jovem
Pan. Capaz da referência ser o Pânico,
que é um programa que não é muito
cristão. Não sei se vocês já perceberam,
né? Mas provavelmente é isso. Mas tudo
bem.
Exato. Exato. Ah, tem esse ponto também.
[ __ ] Leandro tem total razão.
Diz Leandro. Ué, provar inocência não tá
invertido isso aí. Exatamente. Tem que
provar in tem que provar que você é
inocente. Prova sua inocência. Não,
calma, calma. Tem que provar que eu tô
errado primeiro. Tem que provar que o
cara é culpado.
E não foi, né?
Ai meu pai amado.
Mas jovem Pan vai dizer para nós aí,
>> mas a Bíblia manda orar por ele. A gente
tem que orar para que tenhamos uma vida
de integridade.
>> E há uma polarização hoje na sociedade
brasileira e também há essa polarização
na igreja. Infelizmente nós temos
pastores que são lulista que votam na
esquerda, não tem?
>> Tem. Agora, por que que esse cara
>> o argumento é muito bom, velho. A
construção ela ela já parte do seguinte,
tem uma polarização na igreja, não tem?
Porque tem pastor que já é lulista,
porque se não fosse não ia ter
polarização, ia tá todo mundo certo.
Se não tivesse ninguém de esquerda, a
igreja tava no lugar correto. Mas,
infelizmente,
infelizmente tem gente aí que é de
esquerda, né?
Pô, o bingo aqui do do do da do neutro
não neutro é impressionante, né? E de
boa assim, como se nada tivesse
acontecendo. Fal, mas tem a igreja
também tá polarizada, né? Porque tem
pastor lulista, porque se não tivesse
pastor lulista, a igreja não tava
polarizada, ela tava no correto, porque
ser fascista, bolsonarista, reacionar,
então
é muito, é muito, o cara joga muito no
easy. Vamos lá,
>> cara. Volta na esquerda. Se o cara é
pastor, o cara tem conhecimento de
causa. Ele não é aquela irmãzinha lá no
canto, no interior do Nordeste que vota
no PT por causa de Bolsa Família. O cara
sabe das
>> Ah, mano, isso aqui tem que ser reuvido.
Prestar atenção.
Vê se isso aqui não é ideologia de
classe média reproduzida.
Nossa, uma reproduzida com facilidade
assim
>> que votam na esquerda. Não tem.
>> Tem. Agora, por que que esse cara volta
na esquerda? Se o cara é pastor, o cara
tem conhecimento de causa. Ele não é
aquela irmãzinha lá no canto, no
interior do Nordeste que vota no PT por
causa de Bolsa Família. O cara sabe das
ideologias que o PT defende,
>> mas talvez seja pelas
a irmãzinha no interior do Nordeste,
enganada pelo Bolsa Família.
A gente não tá falando do mano da Faria
Lima, tá ligado? A gente não tá falando
do dono do Autopeças em Moema, da
concessionária no Itaim. Não
é essa dinâmica que eu tento trabalhar
no nos meus textos lá na Zelota e tenho
tenho tentado discutir de como há o
desvio do interesse de classe dentro das
igrejas, qual o processo histórico que
cria essas condições.
Isso aqui é reprodução da ideologia
basiquinha de direito de de classe
média. Isso aqui é a reprodução
ideológica de classe média.
classe média bem chapada, paulistana,
reproduzida no humano que não vem dessa
pegada. Por quê? Porque ele teve
ascensão social a classe média, uma
chamada nova classe média. Agora ele tem
estabilidade, tem a grana, tem o
negócio, tem a renda, tudo garantido
pela estrutura da igreja. A igreja que o
posiciona nesse local, vindo da
periferia e dentro dessa estrutura, na
hora de reproduzir e e desenvolver o seu
posicionamento político, para além das
relações que ele tem que garantir, né?
efetivamente ele foi formado imediato
sobre essas ideologias que são pactuadas
e fechadas com o tipo de defesa da
manutenção da reprodução social tal qual
ela tá posta. Então reproduz ideia de
classe média que precisa manter as
coisas para garantir seus privilégios. E
no caso aqui o pastor garantindo seus
privilégios de pastor, porque dentro da
igreja ele tem privilégio como pastor.
>> As obras sociais do partido, não é?
>> É mais quem tem que fazer obra social é
a igreja, não partido chamado PT.
Se a igreja depende do estado para fazer
obra social, ela tá se desviando da
igreja primitiva, quando eles tinham
tudo em comum e ajudavam uns aos outros.
Aí vai pra casa do chapéu, né? A análise
social feita com minha orelha.
Estado não faz trabalho social, estado
faz política pública. É diferente. E
isso é um ponto importante, né? Mas qual
que é o ponto? O ponto é que a igreja,
como a famosa frase que o pessoal diz,
né? A igreja tá onde o estado não tá,
que na verdade é
a igreja tá onde nem o estado e nem o
mercado foi, né? Que o mercado não foi
aproveitar aquele mar de oportunidades,
que é um local sem estado na periferia.
Então, a obra social feita pela igreja,
feita por ong, feita por não sei o quê,
vem na defasagem da desigualdade social
brasileira.
E aí vem uma contradição muito
importante.
A igreja, se ela tem como função a obra
social que ela tem que fazer no lugar do
estado, ela depende de uma sociedade
desfuncional e um estado inoperante,
porque ela só vai ter essa necessidade
de desse trabalho social se não tiver
política pública, porque se tiver
política pública não precisa da obra
social.
Então, a ideia de que a igreja se se
beneficia ou a ideia de que a igreja
desempenha o papel na no atendimento das
necessidades das pessoas na periferia,
na ausência de estado, ela vem
acompanhada da ideia de que um estado
forte, com uma política pública
atrapalha a função social da igreja.
Então, paraa pastor e paraa liderança
que quer manter a instituição com sua
função social, ele vai fazer o quê? Sou
contra o estado, tem que enfraquecer
esse negócio de política pública, tem
que fortalecer minha igreja. Então, eu
vou votar em em em
candidato, em deputado, em presidente
que vai passar a função de política
pública paraa obra social de igreja e aí
a gente fortalece a nossa instituição.
Simples assim, mas é simples assim.
E aí nós, enquanto pessoas religiosas,
no meu caso, né, nem todo mundo aqui vai
ser religioso, tá acompanhando o papo,
mas nós enquanto religiosos, qual é a
nossa função? Eu defendo uma política
pública adequada que atenda todas as
pessoas, independentemente de igreja ou
não, ou não, eu defendo que não. Quem
tem que fazer a igreja, então quem
mantém a desigualdade, porque se acabar
a desigualdade não precisa dessa função
social da igreja. E aí nessa, uma vez
tava conversando com um amigo meu, até
falei: "Cara, eu sou muito mais crente
que esses pastor aí, mas muito mais que
esse pastor conservador". Porque para
mim igreja não é para ficar fazendo obra
social.
Igreja para expressar uma uma
experiência de fé de uma comunidade de
fé que se reúne dentro de uma tradição
religiosa. E ponto, obra social é
problema de desigualdade, desigualdade
de uma sociedade moderna que precisa ser
superado e só é superado com política
pública adequada e mobilização da
sociedade civil.
Então assim,
na boa,
essa contradição ela tem que ser
discutida nesses termos. E o pastor
aqui, ele facilitou minha vida quando
ele dis diz assim: "Ah, mas facilita
muito".
>> Ia quando eles tinham tudo em comum e
ajudavam uns aos outros. Mas talvez a
igreja precisa do favor do estado.
>> Eu gosto que o esse rosto ele é bom de
levantar a escada, viu, mano? Ele é bom.
Vagu para esse rosto aí.
>> Meu trabalho é fácil porque eu uso click
up. É assim que eu acompanho todas as
minhas tarefas. Eu começo despejando.
>> Vamos finalizar o trem.
>> Para quê?
>> Para uma construção,
entendeu? Um terreno.
Desbloquear uma obra atrasada.
>> Sim. Ah, sim. Concordo.
>> Às vezes o estado vai defender o pastor
quando ele entrar.
>> Sim. Ah, nesse sentido, sim.
>> Então, ele precisa.
>> Então, pronto, ó.
E aí eles conseguem piorar o processo,
né? Porque se o estado funcionar para
acelerar uma obra, garantir o terreno da
igreja, facilitar processos ali de
habits, sei lá, né? mais outros
protocolos e e e documentos necessários.
Se o Estado favorecer a igreja, aí tudo
bem.
Agora, se for para política pública,
hum,
é, cara, é muito fácil, velho. É muito
fácil, meu irmão. Ah, mas é muito fácil.
É muito fácil.
Às vezes a gente precisa do estado,
gente. Aí o cara Não. Sim, sim. Nesse
sentido, sim. Aí tudo bem, né? Tudo bem.
Se se o estado tiver aí uma mão lava a
outra, a gente se ajeita.
Agora, se for para fazer uma política
pública adequada, aí não, hein?
>> De alguma forma está aliado ao estado,
né?
>> É como cidadão. Não, não, não. Assim, é,
você me ajuda e nós vamos votar. Eu vou
obrigar a minha igreja a votar em você,
entendeu? A igreja paga imposto. A
igreja, a os cidadãos da igreja,
>> agora sim. A igreja não paga imposto
não, mas os cidadãos da igreja, ah, eles
pagam, mas eles não precisam estar na
igreja. Qualquer cidadão paga imposto. A
igreja não, pagam seus impostos. A
igreja é formada de cidadãos. Então,
para o benefício da comunidade, o
político não deve fazer isso, beneficiar
naquela placa pastor A ou B. O político
deve fazer isso, se é o correto, sem
burlar as leis, pelo benefício da
comunidade. Uma igreja aberta hoje,
Fábio, beneficia beneficia a sociedade,
sim ou não? Sim. Então, político está
fazendo o correto e o bem pela
sociedade.
>> Mas e a expressão que
>> ela beneficia mesmo? Sim, sim. Por quê?
Porque eu sou crente. Eu acho que
beneficia. É a única explicação
possível, né? Ah, é fácil, hein?
Ai, ó. Mas não é para você dizer em quem
você vai votar. Aqui a gente faz
propaganda anti Lula, anti PT, ante
tudo. Mas a gente não tá dizendo quem
você tem que votar não, viu? que até uma
pastora que eu gosto muito, eu admiro
muito, a pastora Helena Raquel, as
pessoas criticam ela, não sei por, mas
ela estava no nordestindo, pastor, é
sério. Ela tava no norte agora do país e
ela trouxe uma mensagem em Umbrada, ela
disse que a igreja não é bolsonarista e
não é lulista, a igreja é de Jesus e as
pessoas criticando ela por causa dessa
fala.
>> Eu entendi ela e entendi as críticas. A
igreja não é lulista nem bolsonarista.
Ponto. OK. A igreja de Jesus. Só que
tinha que ter o mais. A igreja não tem
partido, mas a igreja tem princípios. E
é a mesma coisa ou não é a mesma coisa
que o Hernandes Dias Lopes diz?
Aí vem mano dizer: "Não, veja bem, as
igrejas pentecostais, neopentecostais,
dá o nome que você quiser. Elas são esse
problema da nação brasileira. É elas que
têm essas coisas.
É a mesma coisa que o Hernandes faz. A
gente não é político partidário.
A gente aqui não tem bandeira, mas a
gente tem princípios.
Aí a igreja entende
a hipocrisia da bexiga, mano. Eu fico
com raiva, velho. É muita hipocrisia.
Joga limpo, joga limpo.
>> E o lulismo hoje se afasta dos
princípios da igreja, como também a
direita no Brasil não pode se chamar se
chamar conservadora. A igreja é o
sustentáculo do conservadorismo. Eu acho
que não tem no Brasil um partido que
pode se chamar conservador à luz das
escrituras sagradas. a gente nunca vai
achar, porque a Bíblia ensina é dar a
César o que é de César e a Deus o que é
de Deus. Se eu for, se eu for criticar à
direita e que merece crítica, eu também
preciso criticar a esquerda. Então é
nesse sentido que as críticas vieram.
Cadê a crítica à esquerda? É,
>> pronto. Aí a coitada Delena Raquel tá
sofrendo de ir o Lula e o PT.
A Raquel critica a igreja de ser ficar
levantando bandeira de partido que não
pode ser bolsonarista. TV humano dizendo
assim: "Não, não, mas e o Lula e o PT
está criticando só o bolsonarismo?" Sim,
porque 70% dos evangélicos defende
direita e que todo mundo que foi fazer
manifestação, encher o saco da sociedade
brasileira como um todo dentro da igreja
e tal, não sei o quê, foi foi
bolsonarista, foi fazendo 22, 17 arminha
com a mão,
pelo amor de Deus, os caras tudo fazendo
arminha com a mão, pô.
Aí é não, mas tem que criticar isso que
também. E o Lula e o PT. Mas meu irmão,
dentro dos evangélicos, 70% volta na
direita declaradamente. Se diz de
direita. Então acorda, tio.
Igual alguns amigos meus criticaram
muito o bolsonarismo e os excessos da
igreja no bolsonarismo que teve. Você
concorda?
>> Sim.
>> Ok. Mas quando o Lula foi eleito, esses
caras não criticaram mais o lulismo.
Então, o lulismo é perfeito e só o
bolsonarismo foi defeituoso. Não,
criatura de Deus. Não, criatura de Deus.
O ponto é que não tem dentro da igreja
gente fazendo L dia, toda semana, toda
hora, todo momento e em qualquer lugar.
Não tem a bandeira do PT desse tamanho.
Não tem maluco andando para lá e para cá
com com bandeira da União Soviética
abraçado.
Pô, velho, é fácil.
É. Qual foi o movimento que dentro da
tava fazendo arm? Tava assim, ó. Ia
fazer final de culto, fazia assim, metia
22. Fala que é 17. Fala quem? Quem?
Quem, querido?
Quem? Quem? Quem que é que tá na igreja?
A política e religião não se mistura
desde que seja de esquerda, porque de
direita pode.
Não é para ser partidário, desde que não
seja partidária de esquerda, porque de
direita pode.
É,
>> não, ele mostra que ele era uma
melancia, né? Então eles aí eles diziam:
"A igreja ficar apoiando demais o
Bolsonaro, quando for para criticá-lo, a
igreja não vai poder porque ela perde a
voz profética". Porque ela apoiou,
apoiou e quando o cara erra a igreja não
critica. Ok? Aí agora que o lulismo
ganha, esses mesmos caras que criticaram
o bolsonarismo não criticam o lulismo
>> e o Lul e o PT
>> são hipócritas. Cadê a voz profética?
Então a voz profética é só contra a
direita e não contra a esquerda. Então o
que mais se o o discurso do político, a
equipe do político que mais se aproxima
do que a gente acredita. Então como eu
disse lá no meu Instagram, você não
precisa ser caba eleitoral de ninguém,
mas você precisa expor a verdade. E o
que que tá correndo? muito rápido,
destruindo famílias, ideologia de
gênero.
Que que tá correndo muito rápido,
destruindo famílias? Pai ausente.
Que que tá correndo muito rápido e
destruindo famílias? Falta de emprego.
Que que tá correndo muito rápido e
destruindo famílias? Pai que não aceita
os filhos.
Que que tá correndo muito rápido que e e
que tá destruindo famílias?
Masculinismo.
Homem babaca oprimindo criança, jovem,
adolescente e suas esposas.
Me parece que destrói mais. Sabe o que
destrói família? Fome.
Falta de escola adequada,
destrói família para caramba.
Tá ligado? É o que destrói ideologia de
gênero.
Sabe o que que destrói a família? Falta
de tempo em casa.
Falta de tempo em casa destrói família
para caramba.
Pai, a mãe tem que trabalhar que nem uns
camelos, não sei que escala, não tem com
quem deixar as crianças. Correria
insana, cada vez trabalhando mais e mais
e mais. Aí humano vira Uber, não tem
hora, vira à noite, vira dia, vira não
sei o quê, não tem tempo em casa,
destruindo família.
Seja contra o contra a escala 6 por1,
meu amigo. Defenda o fim da escala 6
por1. Vamos proteger as família,
mas não, o problema é ideologia de
gênero, seja lá o que isso signifique. E
o Hernandes Dias Lopes amou isso aqui
também. Eu vou reforçar do Hernandes,
porque esses cara presbiteriano, eles
são muito chato com nós pentecostal. Os
caras presbiterianos fica dizendo que o
culpa dos pentecostal que não estuda,
que não sei o quê, e falam a mesma
coisa. É a mesma coisa. Só que um tá de
terna e gravata e pomposo. O outro fala
com sotaque de quebrada. Então é
basicamente é isso. Mas mesma mesma
fita. Mesma fita.
Vamos lá.
E tem até um corte de uma mensagem sua
que tá falando de ideologia de gênero e
teve gente que associou a sua fala ali
como uma resposta à pastora.
>> Hum. Não, não,
>> não. Eu tenho um telefone dela. Se eu
quiser falar com ela, eu falo com ela. A
minha resposta, eu tava pregando no
congresso de adolescentes na igreja da
do pastor Gerinho, da Cassiane, para
adolescentes. É. E eu preguei sobre
ideologia de gênero. Eu tenho uma equipe
de 20 pessoas que cuidam das minhas
redes sociais. É 4 milhões no Instagram,
é 1.00.000 1 no Facebook, é 1 milhão no
YouTube e eles sabem o corte que vai
fazer a diferença para aquele público.
Acho que já passou de 1 milhão. Então eu
a estrutura profissionalizada,
rede de grande alcance e impacto.
É esse tipo de dinâmica que a gente tem
que discutir.
É classe social em jogo,
é grana, é influência, é profissão, meus
amigos.
é profissão,
renda, posição, posição social e
reconhecimento.
Não é simplesmente uma crença valores.
O querido pastor Eliseu Rodrigues, ele
prega desde criança. Ele é dos meninos
pregador mirim, cara. Ele cresce, fez
carreira na igreja. Como é que não vai
defender uma estrutura que tá ali
garantindo o pão de cada dia? Pô,
isso tem que ser discutido nesses
termos, tá? Eu
poderia colocar resposta à pastora
Helena Raquel, mas não foi. Eu sempre
cito nomes. Você sabe que um dos motivos
pelo qual as pessoas me chamam de
porteiro do céu, dono da verdade, a
gente citou nomes aqui, mas não, não foi
uma resposta a ela, foi uma resposta à
ideologia de gênero. A Bíblia precisa
ser, a teologia do Gênesis precisa ser
pregada para que a igreja pregue contra
a ideologia de gênero.
A gente não pode bater só, é isso que os
caras criticam. A gente não pode perder
a voz profética. A direita também
precisa ser corrigida e a esquerda
precisa ser condenada.
>> A esquerda precisa ser condenada, a
direita corrigida. Mas na sua visão,
>> mas não tem lado político, tá gente? Não
tem partido, não tem bandeira. A
esquerda,
a direita precisa ser corrigida. A
esquerda precisa ser condenada.
Sem ideologia, tá?
Sem partido.
Ai, meu povo,
é cada eita atrás de eita e nossa atrás
de nossa.
É, minha gente, longa live que tivemos
hoje, não,
cara. Deixa eu pegar aqui um negócio,
ver se eu acho
baçado, né? É triste. Eu fico triste.
Exato. É que existe a constatação, diz
nossa querida Luna, de que o grupo
dominante privilegiado é o padrão e o
padrão se torna invisível. É isso. É
isso. E tem uma história construída e ai
cara, tem um trampo inteiro que a gente
faz nesse trem aí para explicar. É
triste. É triste, né?
É triste. Deixa eu pegar aqui o negócio
aqui.
Deixa eu pegar aqui o negócio.
aqui.
Se vocês
tiverem a oportunidade de conseguir esse
livrinho aqui,
eu recomendo a leitura.
O título é um título bem problemático,
eu não nego, que é o pobre de direita do
Gisé Souza, mas o interlocutor dele não
é o pobre. O interlocutor dele e nem a
direita. O interlocutor dele é a classe
média acadêmica ilustrada e discute com
esses temas e assume isso, né? Mas vamos
lá.
Se você vier aqui nos agradecimentos,
tenho aqui, ó. Agradeço
a Bruno Requal. pela ajuda nas
entrevistas dos negros evangélicos,
porque sim, entrevistamos aqui na
periferia de São Paulo
muitos evangélicos.
E deixa eu ir aqui para
as entrevistas. Bom, vamos lá.
Ah, meu Deus,
é complicado
aqui. O que que eu acho que falta nesse
livro? falta no GCE a discussão sobre as
relações de classe social, como elas
estão dentro da igreja e as estruturas
institucionais, mas aí a minha
contribuição que não está aqui nesse
livro vai um dia no livro que eu puder
publicar que tá aqui para mim são as
entrevistas, né, que a gente fez e
ficaram as entrevistas bem bem bem
bacaninhas, assim, bem bacaninhas,
entrevistas bem boas e a gente vai ver
um trechinho aqui de umas paradas
importante, né?
Ah, pula aqui. Análises, análise,
análise, análises, análises, análise,
análise da entrevista.
Entrevistados. Tem o Vanderson aqui.
Ã, vai apresentando a vida dele, o
camarada que vai trabalha aqui um
camelo, naquela coisa toda. Foi na
Assembleia de Deus e parará parará
parará.
Eh,
ah, não vou achar aqui de de OK. Pronto.
Hum.
Cadê? Cadê? Cadê?
A gente perguntou que que ele achava da
politização, né? Perguntei para ele o
que que ele achava da politização da
igreja, né? O uso da igreja e tal. A
resposta do do irmão foi, eu acho que é
até bíblico, tanto é que muitos
políticos da época da classe alta foram
importantes para expansão do evangelho,
né?
Se não fosse também o próprio império de
Roma, o evangelho não teria se difundido
tanto. É lógico que é de Deus no
controle, né? Mas o Império Romano não
ajudou muito eh ajudou muito nessa
expansão. Eu não acho pecado, né,
misturar política e religião. Para mim,
quanto mais crente na política, mais
próximo do povo a política ficaria.
Porque afinal o crente ele expressa o
povo, né? O povo é majoritariamente
crente, só que não. A igreja tem todo o
dever, todo o direito de participar.
Isso ele tá correto. Aliás, nós como
brasileiros, participamos muito pouco da
política. Mas eu creio nisso. Quanto
mais crente o camarada que entre lá no
meio da política, melhor. Não concordo
com o que aconteceu naquele começo do
ano com aquela manipulação de massa.
Refere-se a 8 de janeiro a tentativa de
golpe, utilizando os coitados dos irmãos
crentes inocentes para fazer barderna
lá.
Nem todos eram crentes. Ali tinha muito
baderneiro, né? Porque ou é baderneiro
ou é crente. As duas coisas jamais
estariam juntas na mesma pessoa. Agora o
que não pode é aquele negócio de igreja
ter partido.
O cara defendeu um partido de ponta a
ponta, mas não pode agora ter de
partido, como nós vemos nosso país.
Infelizmente tem certas denominações que
já tem até partido político e já tá se
diferenciar. E aí quem que ele votou,
né? Se ele quisesse compartilhar, quem
que ele teria votado? Oxe, claro que
Bolsonaro, o menos pior era o que eu
falava, ó, eu tô votando no menos pior
para governador votei no Tarcísio.
Candidato eu não lembro, eu votei em uns
meninos aqui que tenta ser político aqui
do bairro, alguns que eu até conheço,
conheço ser desde pequeno. Então tem meu
voto.
Eh, meu povo, mas cara aí que eu quero
achar ideologia de gênero aqui. Pronto.
Perguntando sobre LGBTQ PN+, né?
Eles pedem leis e mais leis e mais leis
só para ter benefício próprio, sendo que
todos somos iguais perante a lei.
A classe política tem um tipo de lei
para eles que defende eles. A classe
LGBT mais que quer uma lei que os
defenda também. Aí vem a classe racial,
é o negro, os branco, os negros, os
morenos, os pardos querem leis para
eles. Depois vem feminismo, né? As
mulheres querem ganhar o mesmo salário
que os homens. Imagine se cada um vai
puxando pro seu lado, haja lei. Não vai
poder nem piscar mais que você vai estar
infringindo a lei do grupo e tal,
entendeu?
O que nós vemos é isso, conflitos de
interesses. Essa é a realidade. Eles não
pensam em toda a sociedade. Eles querem
uma lei só para eles. Já pensou se os
motoboys quiserem uma lei só para eles e
os taxistas outra lei? Onde nós iríamos
parar?
Então que eu percebo é isso, pessoas
querendo privilégio demais,
principalmente dessas classes aí de LGBT
mais não tenho nada contra isso, mas
infelizmente é o que conta para você
ver, né, meu povo. Pera aí um minutinho,
povo, rapidinho. Deixa eu ajeitar um
trem aqui. Uh!
Embaçado, né?
Ai, ai, ai. Mas acho que eu vou ter que
voltar na leitura desse texto no próximo
encontro que a gente tiver por motivos
de precisarei finalizar o nosso papo.
Cá estamos. Mas gente, obrigado aí, viu?
Curtiram o papo? Foi bom. Hoje foi
longo, hein? Longo papo. Longo papo. Foi
massa. Foi massa. Ainda tem um restinho
de sábado. Domingão chegando aí. Quarta
que vem eu vou trazer mais reacts desse
mundo crente fã de política, que é
importante, e vou ler daí com mais
cuidado esse texto que eu tinha pensado
em ler hoje com as entrevistas. Vai ser
massa. Beleza, meu povo. É, aí eu vou
ler com cuidadinho que não vai dar tempo
agora. Mas é isso, é isso, é isso, é
isso, é isso.
Pera aí, pera aí, pera aí, pera aí.
Ué, tá travando tudo aqui. Fiquem bem,
aproveitem aí o restinho de fim de
semana. Até a próxima. Se cuidem,
desfrutem do domingo. Deus abençoe. Nós
se volta em breve. Obrigado aí todo
mundo que colou pelo carinho, pela ajuda
e é nós. Estamos junto. Valeu, Deus
abençoe. Falou e seguimos por aqui como
sempre trazendo
todo dia útil até a vitória final.
Seguimos trazendo a boa nova todo dia
útil
até vitória final.
Beleza? Valeu, falou,
Deus abençoe, cuidem. É mais excelente
sábado, excelente domingo com você.

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