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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE: NÃO SE TRATA DE DISCURSO, MAS DE ESTRUTURA E CONDUTA

🔴AULIVE: NÃO SE TRATA DE DISCURSO, MAS DE ESTRUTURA E CONDUTA

🔴AULIVE: NÃO SE TRATA DE DISCURSO, MAS DE ESTRUTURA E CONDUTA

pix: [email protected]

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Legendas automáticas:

[música]
Bom dia, tudo bem com vocês?
Bom dia, bom dia, bom dia. Mais uma
madrugada que estamos juntos por aqui
para papear um pouquinho gostoso. Tema
delicado.
Hoje um pouco complicado, mas que vai
ser bom. Vai ser um papinho massa,
necessário,
cansativo,
mas que sobreviveremos a ele. É difícil
ser crente, evangélico e progressista
nesse mundinho, viu? Vou dizer para
vocês.
Ai, ai, ai, se for marxista como mil
tanto. Ah, meus amigos, aí é complicado.
Mas, mas cá estamos, [música] cá
estamos, cá estamos. E precisamos papear
algumas coisinhas importantes, ao menos
deixar minimamente registrado para
momentos posteriores, para não dizer
avisamos, não é? Avisamos,
avisamos, avisamos.
Ai, ai, o som tá bom? Pera aí, deixa eu
ajeitar aqui. O som tá bom? O som tá
bom? Espera, desejo que sim. Pera, deixa
eu abaixar aqui. Pera aí.
Se você tá chegando aqui pela primeira
vez, não esqueça de deixar o seu like,
não esquece de curtir, de comentar para
engajar. Eita, pera, tá travando a
internet. Agora sim, se você aqui pela
primeira vez, não esquece de curtir esse
vídeo, espalhar a palavra por aí,
considerinha
aqui do nosso canalzinho, afinal nosso
canalzinho canalzinho pequeno, como você
pode observar, mas fiel e resistente. E
aí o que sustenta que o nosso
trabalhinho é a membresia do canal, que
segue ativa, firme, potente, poderosa e
nos auxiliando consideravelmente,
especialmente ali com suas
contribuições, seja seja com a primeira
igreja barista aqui do YouTube,
inscritos no canal, seja mandando um
Pix, porque vai que tá sobrando uma
merreca por aí, beleza? Então você pode
dar uma força por aí. Se você vira
membro, membro, membre, membrezia aqui
do nosso canalzinho, você pode ter
acesso exclusivo a conteúdos totalmente
excelentes, exclusivos para você e para
todas as outras pessoas que também fazem
parte do membrin do nosso canalzinho,
como cursos evangélicos e políticas no
Brasil, Marx religião, como fazer seu
projeto de pesquisa, filosofia
latino-americana e mais uma pancada de
conteúdo totalmente excelente para você
poder assistir
com conversas, papos, trocas de ideias
que nós tivemos, assim como leituras
comentadas. e a nossa rádio Critic Rent,
que é uma rádio totalmente excelente, eu
também recomendo que você conheça.
Então, considero, membra, membro e
membresia aqui do nosso canalzinho.
Fechou? Não esquece também de
compartilhar isso aqui por alguém e
especialmente também tem pessoal disse
que tem que hypar. Não sei qual é o
efeito que isso causa, mas dizem que é
importante. Então, se você puder fazer
isso também me auxilia
consideravelmente, é de grande valia, de
grande ajuda aos trabalhos que temos
realizado aqui
semanalmente às 8:15 da madrugada.
Às 8:15 da madrugada. Tudo bom? Então
é isso, é isso, é isso, é isso. Hoje vai
ser uma livezinha um pouquinho
diferente. ela não será tão longa também
por motivo de trabalho,
mas ela vai tocar um tema importante,
importante, que tá engasgado há bastante
tempo, que já apareceu em alguns textos,
já apareceu em outros lugares também,
mas que é importante a gente trazer para
cá, especialmente com uma pessoa
como eu,
evangélica, de esquerda, piriri, pororó
e que em período eleitoral sofre
consideravelmente,
mas fora dele sofre mais ainda, porque
quanto é no período eleitoral,
a as lideranças progressistas estão bem
focadas às vezes
em fazer contenção de danos na disputa
eleitoral, né? E aí elas às vezes acabam
fazendo menos bobagem, tão pior quanto
em outros sentidos.
Mas a gente vai precisar conversar e
bater um papo. Mas é isso. Deixa eu
separar aqui os materiaizinhos. Conversa
pra gente ter,
perdão.
E a gente já começa. Só que eu não sei
se o som tá bom. Eu tô, deixa eu fazer
um teste aqui. Eu tô preocupado se a
minha voz está faltando ou sobrando. Às
vezes tá estourando no ouvido das
pessoas, elas estão chateadas ou tá
muito baixo e elas estão chateadas
também. Ei, não tô entendendo que você
tá falando. Fala baixo, chora baixo. Aí
é complicado.
Eh, deixa eu fazer um teste aqui.
Parece que tá bom.
Parece que tá bom. Excelente. Excelente.
Excelente. Excelente. Um bom dia para
tu. Ai, quase que eu fiz besteira aqui.
Calma, calma, calma, calma, calma,
calma. Ai, meu pai amado, quase que eu
perdi a live.
Aí lasca, imagina.
Bom dia, querido PS Lourenço Serpa, como
é que você tá? Tudo bem? Espero desejo
que sim. Um bom dia, camarada. Bom dia.
Bom dia. Tudo bem com você? Espero
desejo que sim. Que bom que tá com a
gente aqui mais um papinho de manhã.
Deixa eu pegar esses trem aqui.
Pera aí.
Pronto. Deixa eu pegar e abre aqui.
Ah,
[risadas] bom dia, querido William em
situação de Canadá. Tudo bem com você?
Espero e desejo que sim. Espero e desejo
que as coisas estejam bem por aí. E diz
querido William em situação de Canadá.
Bom dia. Bom dia, William. Passando só
para deixar o like. No futuro voltarei
ao passado para acompanhar e acompanhará
no presente. Olha que coisa incrível. O
tempo é uma maravilha. Inclusive fiz com
um dei uma aula sobre tempo muito bacana
no na última semana. Foi bem legal. Bom
dia, querido Gabriel. Tudo bem com você?
Espero desejo que sim. Bom dia, buenas,
buenas, buenas, buenas, buenas.
Tquido Borduna.
Eita, cadê? Tquido Borduna. O homem tá
na régua, reguado. Ficou até mais
esbelto nas fotos. É foto engana. Foto é
mentira. Não crie em fotos. Pode ser,
pode ter sido criado em, em a
Bom dia, querido Thiago. Tudo bem? Que
diz bom dia a todos os baristas e não
baristas da América Latina. Bom dia,
querido Thiago. Tudo bom com você?
Espero desejo que sim. Bom dia. Bom dia.
Bom dia. E diz quo por tudo. Bom dia,
profe. Bom dia, chat. Bom dia, chat.
Chat totalmente excelente. Totalmente
carinhoso. Ah, eu esqueci.
Se você tá chegando aqui também pela
primeira vez e se torna membro, membro,
membre membrinho, você tem o direito de
fazer parte do nosso grupo do WhatsApp,
o grupo da primeira igreja barista do
WhatsApp. E aí você pode entrar lá, tudo
bem? Então o que que você faz? Você vira
membro, membro a membro membrinho.
Você manda um e-mail para este endereço
que está passando aqui na tela, que
também é chave Pix. E aí você diz o seu
nickname e o seu número do zap e a gente
coloca você lá. E aí você pode
acompanhar o nosso grupinho, que é um
grupinho muito bacana, conversas
excelentes, humor todo quebrado e muito
carinho e respeito mesmo nas
discordâncias. Então fica fica o
convite, fica o convite. Beleza?
Ah, meu povo, bom dia para vocês. Ó,
seguinte,
nós temos uma questão séria, é ser
conversada, uma não, não, várias, sempre
tem várias questões, mas eu quero ir
devagarinho, etapa por etapa.
A primeira, a primeira eh, não sei se
vocês estão ligado, né, mas é, é
embaçado as coisas aqui. Pera aí. E
opa, diz nosso querido, querido gnose de
cria. Eu acho incrível esse nome, ele é
maravilhoso. Pô, terminei de ler Batalha
que há nos deuses. André Castro, nosso
querido André Castro, um beijo, André
Castro poupou ninguém na crítica. Não,
não é sem massagem. Não tem massagem.
>> [risadas]
>> André manda bem, pô.
André um geniozinho monstruosamente bom.
Monstruosamente bom. O bichinho é bom,
velho. É, não, André, não tem massagem,
não. É a crítica, crítica, criticante,
crítica, criticável, criticosa. Cr
quenta. Não, ele [roncando] manda bem
demais. É muita crítica acumulada. É um
cam de é uma diquidão de críticas ele.
Mas é, manda bem, né? É da hora, pô.
André muito bom, cara. Então é muito
bom, muito bom. Sempre me impressiona o
conteúdo dele. A gente tem discordâncias
do ponto de vista de análise,
de preferências também, mas ele é
excelente, cara. O André é muito bom,
muito bom. Eh, não cansarei de dizer
isso. Ele é muito bom.
André Castro.
Ai, nosso mericano. Eh,
então vamos lá.
Tá esqueci não tava começando.
Ah, é. Pronto.
Para começar, vamos por esqueci de um
negócio importante. Pera aí, pera per
aí. Eita, poxa. Um minutinho, um
minutinho, um minutinho, um minutinho.
Cadê? Cadê?
Pronto.
[roncando] Pra gente começar o papo, né?
Você quem quem chegou aqui percebeu que
ali que a a tamb é sobre pastores
progressistas.
Ai, pastorzinhos, pastorzinhos,
pastorzinhos,
queridos coleguinhas.
Deixou pastores progressistas e a gente
vai fazer uma crítica, obviamente,
algumas, né? Mas quem viu também, a
gente já indicou aqui na no subtítulo da
da
do vídeo, se trata de uma questão
estrutural e também de conduta. Então, a
gente vai tentar fazer uma crítica que
toque os dois lados, né? critique a
conduta dos seres humaninhos, mas também
perceber que é uma questão de estrutura.
E aí eu não quero usar estrutural aqui
para dizer, então não precisa de
explicação, né? Porque eu não sei se
vocês perceberam, hoje em dia o pessoal
fala: "É, isso é uma questão uma questão
estrutural, eh, para dizer que é muito
complexo e tá presente sempre, mas aí
tá, então me traga causas, fenômenos,
consequências, articulações internas pra
gente poder discutir o estrutural. Hoje
em dia o estrutural fica um jeito de
você não precisar discutir o tema, né?
perí. Você não precisa falar sobre
fenômeno. Daí
a gente não vai usar a palavra
estrutural dessa maneira. Vamos utilizar
estrutural de maneira a buscar causas,
fenômenos e ver os problemas
reproduzidos dentro das dinâmicas
institucionais. E aí é onde habitam os
sustentáculos das estruturas. Bom dia,
querido Ogiboeira. Ogiboeira. Bom dia,
Ogiboeira ou Ogbo. Ogboeira. Ogboeira. É
legal, mas você destacou o O maiúsculo e
o B maiúsculo, então a gente entende que
é o e
boeira. Então boeira. Bom dia, meu
querido. Tudo bem com você? Espero
desejo que sim.
Diz que do gnose de cria. Pior que é o
meu arroz de festa também. Estrutural.
Embricações e atravessamentos. [risadas]
É, não, hoje em dia tem várias palavras
que você usa para não ter que discutir,
né? Tem nuances, camadas. Nossa, eu
odeio a palavra nuance. Eu tô cada vez
mais irritado com a palavra nuance. A
pessoa fala nuances para não ter que
explicar as coisas. Tem muitas nuances,
então você vai ter que descrever uma por
uma. Se você percebeu que tem várias
nuances, boa sorte, vai ter que me
apresentar todas.
[risadas]
Ai, mano, me irrita um pouquinho.
Eu entendo. Eu não tô dizendo: "Ah, não
use nunca mais, não. Isso é um conceito
inválido." Não, eu entendo. Tô falando
assim na na hora de discutir, de
conversar, né?
Eh,
a gente começa a encontrar
substantivos, termos que evitam a gente
explicar as coisas, né? Viram
subterfúgio para você não ter que
trabalhar o tema, né? E isso é perigoso,
tem que ficar esperto, pô. As
palavrinhas vão virando palavrinha
mágica que parece que você tá explicando
várias paradas, é ao contrário, né?
Disquida, diszquido Ogiboeira. Oggibo me
parece mais legal. Se eu tivesse pensado
nisso antes, teria destacado dessa
forma. É questão de eh pronto. Outra
palavra que eu que eu tenho problema,
perspectivas. Usei várias vezes, agora
não consigo mais usar. Você tem muitas
perspectivas. Então você vai me
apresentando várias, viu? Vai, vai
listando aí porque a gente vai precisar
ver.
A Deus me ajuda.
Você vê que são muitos termos do lado
esquerdo da força, né? Do progressista
da os progs. Chama de progs. Os progs.
Ai, cara, eu tenho que começar fazendo
aqui confissões.
Confissões
e testemunhos, né?
Confissões e testemunhos. Bom dia,
querida Geseli. Tudo bem com você?
Espero e desejo que sim. Bom dia, minha
queridíssima Geseli. Que bom que você tá
mais um dia aqui com a gente. Espero que
você curta o papo de hoje.
Ai, meu povo,
confissões e testemunhos. Cara, eu
preciso muito de uma nova receita de
óculos, tá? Tá embaçado literalmente,
né? Não só metaforicamente. Tô
enxergando um palmo. Tá ruim até focar
fica, né? descansa ferió também ao mesmo
tempo. Bom,
o
eu venho de igreja evangélica, né? Eu
sou de igreja evangélica. Sou evangélico
desde o berço. Só não deu para nascer
dentro da igreja porque não tinha
lugar, não era um local adequado, né?
Não, não parecia ser um local muito
adequado. Então não ia rolar. Mas eu
venho de igreja desde muito pequeno.
Nasci dentro desse lugar. Além de ter
nascido dentro desse lugar, a minha
família vem de igreja há muito tempo.
Mas aí quando eu falo muito tempo é
muito tempo mesmo.
Tipo assim,
lá do meu pai desde do meu avô, pai do
meu pai, né?
Eh, e aí meu avô se converteu, já era
adulto, né?
Já era adulto. Só que no caso do lado da
família do meu pai era família pobre,
bem pobre.
lascada
de roceiro,
analfabeto, né? E
que vai começar a ter alguma relativa
estabilidade
depois de ter entrado na igreja e
encontrar as redes de apoio existentes
naquele lugar, né? E aí, meus amigos,
acontece isso que acontece, meu vô, por
exemplo, colocou os filhos na escola,
diferente do pai dele, né? que o pai
dele, a gente não consegue chegar na
origem, era um negão de 1,90 de altura,
[roncando] que se juntou a uma guarani
de 1,5 m de altura, nasce meu avô
Vicente, que depois se converte
ao pentecostalismo nas Assembleias de
Deus e vira obreiro, né? Eu gosto de
expressão obreiro porque ela realmente
mostra o teu nível hierárquico dentro da
dentro da estrutura institucional. Ele
fazia obras,
ele era implantador de igreja.
>> [roncando]
>> Isso aí tá falando de década de de 50,
40, 50. Tá falando década de 50, 50,
década de 50, depois 60. 50, 60. Meu vô
ficou uns 30 anos, 20, 30 anos
implantando igreja no interior. Ia
montava igreja, pá, era homem preto.
Você quiser usar aquela estratificação
esquisita, Cafuço
de
do interior, analfabeto, implementava a
igreja, levantava as as comunidades lá,
as paredinhas, chegava depois algum
pastor branco para sumir e ele mudava,
ficava lá mais um pouquinho como obreiro
e depois mudava de cidade. montava outra
igreja, mesma coisa. Aí chegava outro
pastor branco e pá e assim ia, né? Então
aí assim foi durante toda a sua vida.
Então é a galera que a gente pode chamar
do chão de fábrica de igreja, né? São
expressões que não tô inventando na
minha cabeça. Quem é mundo crente tá
ligado que a gente usa essas expressões.
O obreiro Vicente
que era do chão de fábrica da igreja,
ele
vem sempre a gente já tá na bleia. Tava
na bleia, né? faleceu já, mas há muito
tempo. E a família inteira da lado dele
também entrou paraa bleia, então os os
quatro filhos e aí os filhos foram pra
escola porque tinha que ler a Bíblia,
senão ia pro inferno. Então assim, não
foi bem por uma questão planejamento
profissional, financeiro,
etc. E por efeito não intencional, todo
mundo ali se escolarizou, pelo menos na
educação básica.
Superior é outro problema. Vamos uma
coisa de cada vez por geração, né? Vamos
devagar.
E aí? Beleza. Então, minha família toda
inteira, inteira do lado de pai, do lado
de mãe
também. Só que aí do lado de mãe é
família de Bleia desde que a Bleia
chegou neste país, assim. Então, o meu
tataravô, aí eu consigo chegar no
tataravô, o lado da mãe é o lado de
branco europeu imigrante que chegou aqui
no início do século XX.
com as políticas, cara, a gente tem que
entender as coisas em em contexto, né?
se liga com as políticas
canálias de branqueamento, né, na
primeira tentativa de modernização da
República Velha,
que achava que para poder modernizar o
país, industrializar, pós escravidão e
não sei o quê, tinha que trazer operário
branco, né, os brancos que ia resolver
esse negócio aqui. Aí começa a
incentivar os europeus para vir para cá,
aí vai vir no branco. Eu tenho um amigo
chamado Gustavo, esqueci o sobrenome
dele agora. O Gustavo estudou isso no
mestrado dele. Cara, incrível a pesquisa
dele, porque ele vai mostrando que não
podia ser qualquer branco também, porque
ele vai estudando e vai percebendo que
os brancos vão criando filtro pro branco
que tinha que chegar no Brasil.
É loucura, porque aí vai entrar
antissemitismo, vai entrar depois
antiesquerda, né? Porque começa a vir
branco que é anarquista, começa a vir
branco que é comuna. E aí esses aí não
pode, então você tem que eliminar
também. Então então vai criando filtros
para essa política de branqueamento
eugenista canal, que é o primeiro passo
de modernização desse país, que é trazer
branco pro sul desse país e dar terra
pros caras. E nessa vem a família do
lado da minha mãe e vem o meu tatravô
chamado Bruno, meu nome em homenagem a
essa figura.
Ele chamava Bruno Skolimovski,
família polonesa.
E se você é da Bleia, você já talvez
tenha ouvido esse nome. Tá, travou. Da
primeira geração de pastores das
Assembleias de Deus aqui nesse país.
Então assim, tô nesse mundinho de igreja
há um tempo de família e meu e pessoal
também.
E aí o genro dele, Alfredo Rei Dal.
Alfredão
foi fundador da Igreja
Assembleia de Deus Ortodoxa do Ipiranga,
a única Assembleia de Deus ortodoxa
desse país, que ficava aqui em São
Paulo, a sede, cuja sede até hoje em São
Paulo e cuja sede hoje é o patrimônio.
Fica na região do Ipiranga, dali do
outro lado do Parque da Independência na
frente uma igreja que tem um relojão,
igreja gótica, que é uma esquisit
também, porque igreja Assembleia de Deus
gótica é um negócio inovador. Aí antes
era uma coisa estranha, depois virou
item de colecionador.
Aí é o orgulho estético hoje da região e
do do da da bleia. Pronto. Então, lá de
pai, chão de fábrica, operariado de
igreja, do lado de mãe, os gestores,
[risadas]
fundador, fundador da Blia, um dos
fundadores da BL nesse país, Assembleia
de Deus e gestores, né? Então, quer
dizer, juntou,
eis-nos aqui, né? Conhecendo esse
negócio por dentro desde muito tempo,
desde muito tempo.
Eh, e aí a gente saiu da Bia por alguns
fatores que eu já já vou contar também.
E depois eh, a gente foi para uma outra
bleia, que era uma bleia mais liberal, e
depois foi de se descaracterizando.
E aí foi acontecendo um processo
processo de progressistização
dessa igreja que a gente tinha ido.
Então, na minha adolescência, eu
vivenciei mudanças de posição das
lideranças da igreja,
conflitos internos por n fatores e,
posteriormente na juventude, já com mais
entendimento, vamos dizer assim,
participei de processo de tentativa de
ajuste de questões dentro da igreja.
E é isso. E aí depois a gente, né, entra
com aquele acordo legal que eu entrei
com a bunda, o pessoal entrou com o pé,
deu tudo certo, eu fui posto para fora.
Mas é uma coisa de cada vez e a gente
vai conversar um pouquinho sobre essa
trajetória.
Eu também diz diz, imagino que seja
também de vida de igreja, né? A gente
nasce, cresce, desenvolve, evolui, tem
crias dentro da igreja.
Agora fiquei preocupado com a frase que
eu falei. Descrito gnose de cria.
Falando em crias. Hequidal é nome de
crente. Pastor Jorge Requidal. Devia ser
o o nome do seuô, meu bisavô, Alfredo
Requidal. Alfredo.
Alfredo é um nome de idoso. Com todo
respeito à crianças Alfredo que existem
aí, vocês estão atrasadas na história.
É capanga do pastor. Faz o trampo que o
pastor [risadas]
já aspirei esse lugar. É, é, é, é, é
pior no caso, porque assim, tem o tem o
diácono, né, que fica ali de
no quase pastor auxiliar, no cangote do
pastor. Aí tem os copastores, né, tem os
presbíteros. No caso do obreiro,
coitado, nem cargo é o obreiro. Ele só é
uma pessoa voluntariosa.
É, tadinho. Não dá nem para entrar no
quesito capanga do pastor.
Diz quido Igor Juan, bom dia, lindas.
Bom dia, lindo. Igor Juan, tudo bem com
você? Espero, desejo que sim.
Diz querido gnós. É o capanga do pastor
que faz serviço mais mundano. Serviço
mais pesado. Coitado.
Diz que do Borduna. Obreiro lembra as
equipes de eletrificação e fábricas
pesadas dos anos 20, 30 no na União
Soviética. A turma ia mudando de cidade
depois de construção. É mais ou menos
isso. É mais ou menos isso. Só que é
implantação de igreja, né? Pá,
implementando igreja. Hoje já mudou,
mudou essa estrutura. Eu, para quem
assistiu o nosso curso de eh Evangélicos
e políticos no Brasil, para quem é da
membresia do canal, a gente explica esse
processo de mudança das igrejas, da
estratégia das igrejas, o que que
aconteceu, né? Eh, então fica a dica aí
de vocês. Assistiam que eu já ia dar uma
explicação aí, mas eu falei: "Pô, vou
levar 30 dias aqui explicando esse
negócio, tem um negócio no curso e eu
nunca faço propaganda dos cursos aqui
pra galera fazer de verdade." Então, mas
tem porquê, né? muda a estratégia das
igrejas de como implementar implantar
suas novas unidades. E aí muda um
pouquinho a função do obreiro também.
Diz que fazer o what? Bom dia. Bom dia.
Fazer o what que diz a todos a todos.
Fazer o quê? Fazer o what? Que é ser
fazer o quê? Fazer o what? Bom dia. Bom
dia. Aí o pessoal se dando bom dia aqui
no chat. Tido, cara. Diz que do gnoso de
cria. Te colocaram para fora, maninho.
É, não precisa. É uma relação estranha.
Talvez eu conte com mais detalhes em
algum momento.
Fizeram tudo para não ficar.
[risadas]
E eu só fui entender isso depois. Eu
demoro para entender as coisas. Diz que
digo, Ruan, dá like aí. Dou like. Ah,
não. Vocês tem que dar o like aí. Dá
like aí, gente. Dá like, compartilha,
comenta. Eu esqueço essas coisas. Diz
que fazer o what? Eu também. A família
da minha mãe veio da Itália, só que para
colonizar o interior. É exatamente esse
rolê. É exatamente esse rolê. Isso aí.
Vixe, meus amigos. E o que acontece? E
isso é real. Esse esse processo da
política de branqueamento, né?
Eugenista para [ __ ] Ela a galera
incentivava os europeus para vir para
cá.
Inclusive, esse é o motivo do Gunar
Vingrin e do Daniel Berk, os fundadores
das Assembleias de Deus, eh, chegarem
aqui no Brasil. Eles tinham saído da
Suécia porque tava uma bagaceira só,
galera morrendo de fome, frio, fascismo,
né? É aquele climinha europeu. E aí eles
t que sair,
vão paraos Estados Unidos, passam pelos
Estados Unidos, tem a experiência
pentecostal nos Estados Unidos,
vem para cá eh, pro Brasil, porque tinha
incentivo do estado pra galera vir para
cá e tinha panfleto, propaganda, vai pro
Brasil, oportunidade de trabalho, não
sei o quê, não sei o quê, seja no
interior, seja nas fábricas, eles vêm,
vão parar no no Pará, pô, vão para Belém
do Pará, o para trabalhar o Danielberg e
ia trabalhar numa indústria elétrica que
tava, o pessoal tava montando lá, né,
posto de energia elétrica lá e também
tava conectado com a indústria de
borracha. Aí depois eles começam o
negócio das igrejas, depois começa a
circular pelo país. Mas é mais ou menos
isso. E por exemplo, a congregação
cristã do Brasil, a segunda maior
denominação
evangélica desse país, vem para
trabalhar nas fábricas, né, de São
Paulo, aqui no Brás. Então o fundador
que é o Francesc é um italiano que vem
para trabalhar ali operário.
É muito louco a gente pensar nessas
histórias, né? Tem isso aí, assim, na
história mítica da igreja, os cara conta
que o que o pessoal veio para cá pela
revelação do espírito, por não sei o
quê, pedir para bala, pode ter tido essa
coisa também. Mas assim, se não tivesse
um panfleto desse tamanho dizendo:
"Venha trabalhar no Brasil, né, terra de
graça, eles não tinham vindo, entendeu?"
E aí, quem trabalha isso muito bem é o
Gedeon Freire Alencar. A pesquisa dele é
totalmente excelente sobre isso,
especialmente sobre as Assembleias de
Deus no Brasil. É incrível, incrível.
Desguida Jéssica, racharam a igreja? Ah,
o pessoal racha dia assim, dia também.
Igreja evangélica no Brasil só não só
não racha mais do que partido de
esquerda.
Não racha tanto quanto, né? Talvez não é
racha mais sim. O partido de esquerda
racha proporcionalmente muito menos.
Comunista briga menos do que crente. Ah,
eu falo isso com tranquilidade.
Sabe o que acontece? Tem uma relação
interessante entre igreja evangélica e
barbearia.
Que que acontece na barbearia, né? Não
sei se vocês sabem disso, vocês já
notaram problema de política pública.
Nós temos hoje uma epidemia de
barbearias, uma epidemia de barbearias
nesse país.
E essa epidemia, ela se dá por muitos
fatores. Ela é multifatorial. Ah, tem
nuances,
é [risadas] multifatorial,
tem muitas camadas, entre elas, além do
incentivo do empreendedorismo e tenta
fazer uma renda e do da vitória da
metrossexualidade, que faz com que todo
mundo esteja na régua, tal qual este que
vos fala,
o
que que acontece? Se o cara é barbeiro.
E aí ele montou o esqueminha lá, ou
cabeleireiro ou barbeiro. Porque da
mesma, não sei por que a gente mudou os
nomes das coisas.
Deve ser porque aumentou o número de
calvos, né? Aí o cara vai lá, ele não
tem cabelo para cortar, faz a barba. Aí
beleza. Essa pessoa, esse profissional
ele prepara
um auxiliar. Então auxiliar ali que tá
fazendo a grana dele, um moleque de 17
anos de idade, 16, 17, 18 anos de idade
que tá ali trampando com ele. E aí ele
tá lá e tá trampando e tá feliz. Por
quê? Porque o moleque tá aprendendo, tá
trampando para ele, ele consegue atender
mais clientes de uma vez, vai preparando
esse menino, esse menino vai trabalhando
como barbeiro e aí o que acontece? Chega
uma hora que ele fala: "Pô, mano, eu já
sei cortar,
mando bem. Os clientes do cara estão
querendo vir para mim, não para ele. Vou
montar meu salão. E aí ele chega pro
barbeiro, que era dono desse
estabelecimento, e fala: "Ó, eu quero
criar o meu estabelecimento". E aí esse
barbeiro faz o quê?
Que que ele faz? Fica chateado, fica
bravo. Eles brigam, eles tretam. E aí
cada um vai para um canto e cria sua
nova barbearia que vira rival. E aí se
você vai em um, o outro fala: "Não vale
aquele, aquele lá, ó, pilantra, canalha,
aquele ali vale nada, nada, nada" nada.
Aí começa a bater um papo falando aquilo
ali não vale nada, nada, nada, nada. Um
fala mal do outro. E se você vai em um e
depois vai no outro,
é como se você tivesse cometido uma
traição conjugal numa relação
monogâmica. Assim,
terrível.
Vai ouvir por um tempo, o cara vai
chegar olhar tua cabela, fala: "Quem que
fez isso aqui? Pode tá excelente. Só
queria cortar. Tá todo mundo bem, vai
cortar igual o outro." Mas começa. Você
vê, né? Na igreja é a mesma coisa. Que
acontece o pessoal tem um cria-se, né?
Criou-se no Brasil uma função que é o
dono de igreja, pastor presidente
vitalício, e ele ocupa um cargo
e aí ele não consegue dar conta de todas
as funções administrativas e ainda ficar
fazendo a performance da pregação do
culto com o monopólio da palavra. Então
ele precisa montar uma legião de
copastores, auxiliares e tal. E tem os
jovens. E aí esses jovens falam: "Pô, da
hora pela missão e tal". E aí eles
querem fazer umas mudanças na igreja,
fazer uns negócios e começa a ter treta
com o pastor. Aí quando eles se dão
conta, alguns deles fala:
"Eu faço a mesma coisa com esse mano,
trabalho mais que ele,
se para que eu consigo sair daqui, parar
de ter dor de cabeça e começar meu
empreendimento em outra localidade
e aí racha a igreja.
epidemias, né? [risadas]
Com a esquerda não funciona, porque a
gente racha partido e o partido, em vez
de aumentar o número de de unidades
partidárias de esquerda, diminui. Então,
já mostra que não é uma boa estratégia
política, mas é uma boa estratégia de
espalhar instituições por aí. Diz:
querido Igor Juan, falando nos cursos da
área de membros, iniciei ontem a leitura
do Manifesto Comunista junto com você.
Valeu demais, pô. Eu tenho que voltar
para essa leitura. Eu não terminei.
Aqui tem a leitura comentada do
Manifesto Comunista. É totalmente
excelente, tá? Tá aqui, tá aberto para
quem quiser assistir. Você não precisa
nem ser membresia disso, desse canal.
Deveria colocar só para membresia, né?
Mas eu sou uma pessoa que é para prestar
serviços públicos. Lê lá. A gente leu
linha a linha, só que eu tive que parar
por motivo de trabalho. Vou voltar essa
leitura, vou marcar aí pra gente ler de
novo. Linha a linha, tá? A gente linha
linha para desmistificar as bobagens que
falam sobre o manifesto diz querido Juan
Gabriel. Bom dia, Bruno Nescal. Bom dia,
Juan Gabriel. Obrigado aí pelo seu
carinho de sempre, pelo trocadilho. He,
he, don't you? Ah, tudo bem. [risadas]
Diz que X ali. Sim. Barbearia em toda
esquina, assim como igrejas aqui em
Brasília. Não, a as periferias hoje em
dia é o seguinte: barbearia igreja,
barbearia, igreja, bar, barbearia e
igreja, barbearia, já estão juntando
barbearia e bar, que já tá virando um
empreendimento único. Você vai no na
barbearia, já é um bar, já bebe lá, tem
uma adeguinha, tem um esquema. Se
conseguir juntar os três, vai ser o
maior empreendimento da história da
humanidade. Tem um potencial imenso, um
barbearia igreja. A gente já conversou
sobre isso. Mas também tem existe uma
outra possibilidade que é você criar um
ciclo. O ciclo é o seguinte, o cara tá
no bar bebendo, v uma vida meio
complicada, aí ele se converte na
igreja. Aí na igreja ele fala: "Pô,
precisa mudar de vida". Aí ele passa na
barbearia, dá um talento, faz um negócio
tal, não sei que lá, sente melhor, pá,
pá, pá, pá. Aí ele tá tão seguro, seguro
que ele volta no bar. Por quê? Porque
agora já tá no esquema, tá lindo, tá tá
gato, quer dar um rolezinho pá e aí
entra num ciclo de novo. O se os três
combinarem direitinho, você vai fazer o
seu cliente ficar circulando ali por um
tempão.
Olha ideias.
Diz aían. Emancipação em massa.
Diz que [risadas] gnós te cria. Pô,
traição do barbeiro é loucura. Vale que
o barbeiro tem uma lâmina perto do seu
pescoço. Exatamente. Você tem que tomar
cuidado quando você vai discutir com o
barbeiro, conversar com o cara quando
ele tá com uma tesoura e uma lâmina
perto de você, você não dá certo. Bom
dia, querido Templário 4528, que diz:
"Bom dia, galéuras". Galéuros, galeures,
gaules também. Bom dia, diz que do Igor
Juan. Então termine porque eu vou
assistir um vídeo por dia. [risadas]
Ficou legal essa série. Eu gostei dela.
Diz que do Igor Juan, você separa por
playlist os curso dos membros? Sim,
separo. Fica bonitinho lá.
Pessoal se dando bom dia, tá? Nosso
canetador oficial. É o templário tem
canetado bem. O Templário é é membro
aqui do canal, né? O primeiro templário
comunista da face da Terra.
Nós aceitamos todo tipo de pessoa,
[risadas]
todas as combinações Pokémons possível.
Dizel, como faço para ler o manifesto
com vocês? Tem link? Não ouvi. Ó, deixa
eu pegar aqui. Tem. Eu vou facilitar
aqui, Jeseli. Claro. Vou pegar nossa
playlist. Tem uma playlist aqui no canal
lendo manifesto com nosso outro. Ó,
deixa eu pegar aqui,
mandar aqui porque quem quiser ler. É
que eu não terminei a série, né?
Eu sou incompetente.
[suspirando]
[canto]
Onde é que tá a sériezinha?
Eu sou um incompetente. Eu eu comecei a
ler, falei, vou ler linha a linha.
Aí não deu mais certo porque o trabalho,
né, chegou chegando,
não consegui mais parar para fazer isso,
porque eu não tô achando.
Aqui
tem 15 vídeos. Precisava demais, hein?
Eu parei, não li tudo do manifesto junto
com a galera, mas ficou legal essa
playlist aqui.
Hum.
Tá aqui. Pronto. Quem tiver no chat,
chegou o link.
Link tá aí. Link no chat.
Link no shoutout para facilitar a vida.
Bom dia, querida Valéria. Tudo bem com
você? Espero desejo que sim. Diz querida
Valéria, crente progressista, militantes
são convidados a se retirar da igreja
com frequência. Mas sabe qual o
problema? Maior problema, Valéria, é
quando a igreja vira igreja do pastor
progressista, que ele vira dono de
igreja.
Hum. e reproduz a mesma coisa, só que
sabor morango.
É isso que a gente vai discutir. Diz,
querido Igor Juan. Desculpa, tava na
outra aba aqui e já mandei. Ah, aí ó.
Pronto, é vitória trabalhador.
Posso achar lá no seu canal? Ah, já
facilitamos a vida também. Gisel, tamos
junto. Tamo junto. Diz que do William
por falar em terminar a leitura, tem o
livro da Elsa Tames também. Que tristeza
chegar no último vídeo. Ah, é, eu tenho
que terminar esse também. Esse eu tô
devendo também. Ah, esse livro da Els
Tames é bom, né? Eu tenho que terminar
ele também.
Essa ficou boa, pô.
[risadas]
É para vocês ver, né? Bom, mas vamos lá.
Então, dito isso, tava aqui no meu
testemunho, né?
Fui de igreja, pá, loló, continuo na
igreja e a gente é saído, etc, etc.
Então, eu vivenciei esse processo de
igreja desde sempre, desde que eu nasci,
o que é um elemento muito importante.
H,
beleza.
Deixa eu tomar um.
Então, fiquei na igreja
conservadora na minha infância, minha
família vem de lá, já contei essa parte
aí. Todo mundo que vem de onde, onde
vai, onde vem.
que acontece aí na na minha
adolescência,
eu vivenciei na igreja a mudança de
posturas da liderança.
Aí o que acontece? A liderança começou a
a ter ideias, né? Ter ideias é bom, mas
nem sempre. E aí tem um um começou a ter
ideias de mudança de posição mesmo. Só
que, cara, qual que é o problema? Quando
você tem uma estrutura de igreja como
nós temos, né?
Nem precisa ser, nem precisa ser só de
igreja, mas já que estamos falando de
igreja, quando a gente tem uma estrutura
desse tipo montada, ela é baseada no
monopólio da palavra.
A liderança ela prega todos os domingos,
né? O pastor em especial prega todos os
domingos e ele
diz o que a Bíblia diz. Mesmo sendo
crente, evangélico, eh eh protestante,
nós desaprendemos
algo muito importante dentro da tradição
protestante, que é o sacerdócio
universal de todos os crentes ou todos
os santos. E o que acontece?
A galera terceiriza
de um lado e por outro o pastor
monopoliza a palavra. Então há uma
relação aí de duas coisas, porque quem
não, né, se dois não quer um não briga.
em que um terceiriza e o outro
monopoliza.
A população,
a massa de fiéis terceiriza a
experiência religiosa, leitura da
Bíblia, essa coisa toda. E a liderança
monopoliza e controla sobre si e vira o
intérprete oficial da igreja. Só que
quem dera fosse só essa função, né? Quem
dera fosse só essa função, quem dera
fosse só a função de falar, né, como
autoridade espiritual aquele leitor
oficial da interpretação bíblica
correta, mas não, ele também é
administrador, né? Essa organização da
igreja também passa por uma estrutura de
administração,
de gerência, porque é necessário, é uma
instituição. Então, vai ter
contabilidade, vai ter finanças, vai ter
projetos de expansão. Quem vai organizar
o projeto de expansão da igreja? E aí
você tem então uma divisão do trabalho
necessária paraa manutenção da
instituição. Só que o fato dela ser
necessária não significa que ela vai ser
bem executada e nem que todos os seus
efeitos serão positivos, né? Na verdade
o contrário. Toda ação tem efeitos
positivos e negativos, intencionais e
não intencionais. E aí essa liderança
da igreja ao monopolizar a palavra e ao
ter essa função administrativa
gerencial, ela começa a decidir os rumos
dos recursos daquela igreja, os rumos da
organização dos ministérios, né? Isso
vai acontecendo independente, tá? se vai
ser uma estrutura episcopal, né, com o
presidente líder e todo mundo obedece,
ou mesmo quando tem os presbitérios,
você tem tensões e mais conflitos entre
o pastorado e o presbitério, mas também
tem meios de você conseguir fazer com
que todo mundo jogue do seu lado. Então,
políticas internas das instituições
religiosas,
tudo bem que acontece aí? O cara tá lá
dirigindo a igreja literalmente,
guiando toda toda a estrutura,
monopolizando poder político e
administrativo, espiritual.
E se essa pessoa tá nessa posição e ela
ainda começa a tomar decisões como
presidente vitalício, né, como dono da
igreja,
se ele começa a mudar suas ideias, sua
percepção, ele ele não vai pensar assim:
"Pô, mano, vou que tô tendo ideias que
talvez não são as mesmas que eu sempre
preguei, não são as mesmas que eu sempre
acreditei, não são as mesmas que as
pessoas acreditam. A gente precisa
conversar, ver se eu tô certo. A gente
precisa conversar, ver se o pessoal tem
divergências.
Se eu acho que tô muito certo, como é
que a gente constrói isso de baixo para
cima, né? Se de modo que as pessoas
conversem, entendam, não. Como o cara é
dono de igreja, o cara tem poder, o cara
tem não sei o quê, ele já chega falando
e chega no domingo e solta as bombas das
novas ideias que ele brilhantes. Podem
ser excelentes ideias, tá? Para mim
pouco importa o conteúdo nesse momento.
O cara pode ter descoberto que é
importante você respeitar as convenções
de Genebra. Falou: "Nossa, gente, muito
importante a gente aqui ser crente, mas
respeitar as convenções de Genebra, os
direitos humanos também é algo valoroso.
Ele pode chegar e ter essa ideia, tá?
Uma ideia inovadora, é totalmente
correta. Só qual que é o problema? Se
ninguém ali tava preparado para esse
papo e você chega e só fala, as pessoas
não vão aceitar,
porque obviamente vai dar treta. Tem uma
estrutura historicamente desenvolvida.
organizada,
que você conhece essa estrutura ao fazer
o nosso curso evangélicos e política no
Brasil, torne-se membro do canal.
E aí o que acontece é que você vai daí
ter um problema de
conteúdo já estabelecido, estruturado, e
você acha que por ser dono da igreja
você fala, as pessoas vão ouvir,
obedecer, baixar a cabeça e dizer amém.
e não acontece conflitos, acontece
tensões. E aí, como tá estruturado sobre
o monopólio da palavra, vai dar e chabu
danado. Muito chabu, muito chabu.
Beleza, eu vivenciei esse processo de
que as lideranças estavam mudando suas
ideias, mas não planejarem fazer de uma
organização popular, uma discussão
coletiva, comunitária, ver os limites e
testar as próprias ideias numa conversa
franca. só reproduziu
a estrutura institucional de dono de
igreja com monopólio da palavra,
monopólio administrativo que fala e todo
mundo vai ouvir assistindo um espetáculo
no domingo, só fez isso, só que agora
sabor morango, agora azul, agora
progressista.
Então, toda a organização institucional,
toda a organização política, toda a
reprodução da instituição religiosa, ela
se mantém. Você só mudou o conteúdo da
fala.
Então assim, não mudou nada. Para
algumas pessoas pode ser libertador,
porque houve uma coisa mais que alivia o
seu coraçãozinho,
te consola, se sente acolhido,
reverbera, mas
a estrutura é a mesma. E eu vi isso, eu
vivenciei isso na minha adolescência
comest juventude.
Era muito embate, cara. Era treta atrás
de treta, problema atrás de problema,
porque era era isso, o don da igreja tá
falando, todo mundo tem que obedecer e
aí dá merda. Mas estava se
progressistando. Aí beleza, aí se tornou
uma igreja progressística. Pronto. Aí,
pronto, saiu o pessoal aqui que não era
progressístico, ficou só os
progressísticos. Mas a estrutura se
mantém de relação de controle, de
monopólio da palavra, de dono de igreja,
cara. É isso. E aí vira empreendimento
familiar, como tudo quant espaço. Então,
dá treta, dá ruim. Entendeu isso? Para
começar a falar sobre essa questão de
estrutura de igreja progressista.
Ah, aquela igreja progressista. Por quê?
Aí a gente pensa: "Ah, porque eles lá
são muito democráticos". Não, lógico que
não.
Aquela igreja progressista. Por quê?
Porque lá eles montam estruturas de
formação de base,
de empoderamento das pessoas, relativo à
autonomia da comunidade. O pastor é um
mero serviçal ali naquele processo. Ele
desempenha uma função específica dentro
da dinâmica de maneira combinada.
Não, lógico que não. A gente fala que
ela é igreja progressista porque ela
fala um conteúdo diferente daquele que é
o tradicional conservador.
Pô, meus amigos, falar por falar,
papagaio também fala. E o que faz com
que a gente se se transforme, com que a
gente tenha outro modo de conduta de
vida, de organização, não é o que você
diz, é como você vive. E aí não como
você vive individualmente. Progressista
tinha que ter aprendido isso já também.
a gente vive em coletivo como comunidade
mediado por instituições. Então, as
instituições são fundamentais para que a
comunidade se reorganize. Então, ela tem
que ser pensada e repensada
constantemente como organização
estrutural, institucional para que a
gente forme pessoas diferentes, que a
gente encontre espaços diferentes, para
que a gente tenha relações diferentes.
Se você mantém o mesmo tipo de estrutura
institucional, o mesmo tipo
institucional, eh,
se você exatamente o mesmo e só muda o
discurso, vai dar errado. Mas é óbvio
que vai dar errado. É óbvio que vai dar.
Então, boa.
Tá ligado? Então, é importante por quê?
Como eu ouvi esse trem, eu vi isso
acontecer, eu já saquei e falei: "Ixe".
Tive sorte também de ter contato com
gente que me ensinou a pensar distinto,
a perceber as coisas diferentes e
vivenciar outras paradas. Mas, por
exemplo, tem um papo que eu gosto que é
dizer assim:
"Como você se torna uma pessoa apta
paraa democracia?
Pra vida política?"
É pelo discurso, é pelo livro que você
lê na escola.
Você precisa de espaços em que você
possa exercer democracia. Aí você pensa,
a escola é democrática? Não. Ela forma
pessoas para democracia também? Não.
Nem professores, nem estudantes, nem
nada.
Não, famílias são espaços não
autoritários
que garantem voz e espaço paraa criança
falar. Aquela também não.
E também deu errado.
Não. Então, talvez
um
quem sabe uma empresa. Você vai
trabalhar numa empresa, ela com certeza
é democrática, livre, né? tem
participação dos funcionários nas
tomadas de Não, também não. [risadas]
Então assim, todas as instituições na
qual você é inserido, você não tem
nenhuma experiência de vida democrática,
de participação, de atuação, de
autonomia, de organização. Nenhum,
nenhum, nenhum. Por isso que tem uma
galera, galera, que acaba se
deslumbrando na universidade quando você
tem alguns espaços de experiência
minimamente organizativas, né? O cara,
pessoa fica maluca e apaixonada pelo DCE
por causa porque, pô, primeira vez na
vida que você tá podendo ter alguma
experiência democrática, participar de
alguma coisa, depois dá um chabu danado.
Mas o que importa é, a gente não tem
espaços institucionais que promovam uma
conduta democrática.
Então, se eu não tenho
espaços que garant essa experiência
democrática em que você possa atuar de
maneira democrática, relativa autonomia,
de organização, como é que você vai
formar pessoas para democracia?
Não vai.
Como é que eu vou formar pessoas
politicamente engajadas? Não vai. E eu
nem tô falando aqui de esquerda, tô
falando qualquer pessoa. Não vai, pô.
Aí você vai numa igreja, a igreja ela é
democratizada ou ela é de dono, né? Ela
é como é que como é que ela se
estrutura? Tem espaço relativo à
autonomia ou não?
Tá ligado?
Então,
as igrejas progressistas, né, que na
verdade o que a gente tá dizendo não é
que a igreja progressista, que o pastor
dono da igreja progressista,
eh, que fala, né, de algum discurso que
minimamente é respeitoso com a
humanidade,
o que a gente tá falando em geral, em
geral é que aquela liderança fala coisas
válidas, mas que isso não se reflete.
necessariamente que seja uma estrutura
organizacional, institucional que
garanta
maior participação popular, maior
organização das pessoas, respeita os
direitos das pessoas, respeita a vida
das pessoas, a relativa autonomia,
não? Então, um problema de estrutura
mesmo. É o que a gente faz daí,
inclusive quem não é religioso, que
assiste esse processo, né, que vê de
fora, vai falar: "Ah, esse pastor é um
pastor legal. Aquele pastor é um pastor
que tem bom senso. Olha, ele fala coisas
bonitas. É problema dele. O problema não
é o que você fala, o que você prega, é
como a gente se organiza como igreja,
como instituição, como fiéis, como
membresia, como estrutura institucional
da igreja. Pô, é isso, é isso que
deveria ser o crivo. Mas não é. O
pessoal vai pelo gogó.
Aí pelo gogó você corre muitos riscos,
mas muito risco. Quando você se organiza
o que vale ao gogó, que vale é o que
você diz, é a frase bem feita.
[risadas]
Você
[roncando]
vai ter canal
que fala bonito,
que é exaltado
que ganha posto de posição privilegiada.
Você vai ter canalha que vai passar a
ser respeitado porque fala bem.
E aí pode até se tornar dono de igreja,
né? Independentemente do tamanho do
empreendimento, pequeno ou grande,
vira dono de igreja e reproduz a mesma
lógica de uma estrutura de uma igreja
tradicional. Só que ele fala bem,
só que ele tem plenos poderes,
ele não tem nenhum freio. E o pior, como
deixa de ser uma parada institucional,
vira uma parada muito de a gente tá no
mesmo time, mas olha os nossos valores,
olha, mas se a gente começar a brigar
aqui dentro também, começar a discutir
esses temas, pô,
vai enfraquecer o movimento. Tem que
entender. E aí a gente vai engolindo
abuso, assédio,
relações de violência,
controle, manipulação,
porque a gente pensa no na questão
individual e do gogó e não da
organização. como a gente se organiza,
como a gente trabalha
institucionalmente,
como a gente freia para que ninguém aqui
tenha plenos poderes,
para que alguém aqui seja o dono da voz
da verdade.
E isso é uma parada muito séria. Eu eu
fiquei um tempo sem ir em igreja, né?
Fiquei uns dois anos depois que eu fui
saído, eh
eu fiquei uns dois anos sem igreja.
Aí um dia eu tava aqui em casa no sábado
e a minha esposa falou que ia na igreja
no no dia seguinte, no domingo. Eu
falei: "Oxe, qual igreja você vai?" Aí
ela falou: "Renascer". Falei: "Não,
então pode ir então. Inclusive, talvez a
gente tenha um problema matrimonial". Aí
ela falou: "Não, tô brincando". Aí ela
falou: "OK, ia em outra igreja".
Falou o nome da outra igreja, tal.
Falei: "Ah, pô". E eu tinha visto uma,
olha, olha como é a cabeça, tinha visto
a entrevista do mano que era um pastor
nessa igreja e que eu tinha gostado e eu
tinha me identificado inclusive com a
trajetória de vida dele. Eu falei: "Pô,
vou lá então, bora, bora ver qual é que
é". E foi massa,
foi massa, foi muito, muito bom. Eh, e
aí, pô, gostei, curti muito, muito
legal, muito gostoso, muito bom. Estava
com saudade de igreja e aí fi, pô, que
da hora, que legal. Aí nisso, em outro
momento, a gente tava conversando,
conversando com com familiares, eu
falei: "Pô, foi lá e foi muito legal".
Falou: "Ah, que igreja?" A gente falou o
nome da igreja, falou não sei o quê. Aí
eu falei: "Ah, do fulano de tal". A
minha esposa olhou para mim e falou: "Do
fulano de tal, não
é a igreja tal, não é para ter dono." Aí
eu,
olha eu caindo aqui, hein. Olha eu
caindo aqui, hein.
Olha eu caindo aqui na armadilha que eu
mesmo critico,
tá ligado? Porque já tá tão entranhado
esse negócio que você, ah, é a igreja do
fulano, como se o maluco fosse dono do
trem e ele não é, velho. Ô, não deveria
ser, tá ligado? Importante, importante,
importante, importante. Pronto. Isso. Eu
tô falando do sentido aqui do que tá no
nosso subtítulo deste vídeo, da questão
da estrutura, em que você monta uma
estrutura institucional
que garante com que quem tenha o
monopólio da palavra também tem o
monopólio administrativo, não tenha
freios, etc, etc, etc. É o dono da
igreja, pastor presidente vitalisto. Não
importa o tamanho, se tem 10 pessoas,
15, 20, 30, 100 ou 100. Não importa. Não
importa.
A questão é como é que dá essa dinâmica
aí? E aí essa pessoa com esses
superperes
oprime as demais. E não é aqui o negócio
do abstrato. Estou falando na prática,
na organização institucional, porque dá
para ser distinto, dá para fazer
diferente. Não é porque o cara é mal,
tá? Não, não é porque a é a índole da
pessoa, não, não é o modo como está
organizado, o modo como tá estruturado
institucionalmente.
Tá errado aí. Beleza, beleza, beleza,
beleza.
Pausa, pausa.
Isso. Se você troca a pecinha de
conservador pro progressista, vai
continuar dando errado, não importa.
Quarta, essa é a parte estrutural. Agora
a gente vai falar a parte de conduta,
que ela é bem importante também, mas
vamos lá. Conduta, a gente vai contar.
Então essa parte é uma parte de
testemunho. [risadas]
Diz querido Templário. Parecia eu nas
leituras obrigatórias do ensino médio.
Todo semestre eu eram ai é verdade que
ler esse daqui. [risadas]
Perdão aí é que eu preciso terminar
essas leituras. Assim,
tava no projeto, né, de terminar a
leitura da Elsa e terminar a leitura do
manifesto, mas porém contudo, todavia,
eu trabalho no permite. Se vocês
garantirem que eu viva disso aqui, aí eu
consigo fazer ler tudo que vocês quiser
comentando. Vixe, a gente lê um monte de
coisa legal de escrito, mas por enquanto
não tá dando, né? Tá tendo que ter três
empregos. Gnose de gria diz: "Só lembram
de comunidade quando precisa de dinheiro
de fazer mudança". Ah, aí sim. Aí você
precisa pedir um comprometimento de todo
mundo.
Diz Igor Juan, ora, ora, se não é o
testemunho vindo à tona, né? Ah,
importante. Eu já dei em outros lugares
esse testemunho, mas importante trazer
aqui. Diz: "Querido Balotim, como é que
você tá, Balotim?" Meu querido Balotim,
é válido dizer que o a que a galera
esquece que o meio, estruturas molda as
ações. Sim, é válido, porque a sensação
é de que a galera acha que é só ter boa
intenção que vai dar tudo certo. Exato.
É de boas intenções, mas ele tem um bom
coração. Meu amigo, você pode ter o
melhor coração do mundo, não tendo meios
para realizar aquilo que é necessário,
você não vai fazer.
Não é uma questão de intenções, uma
questão de organização
institucional, estrutural. Inclusive,
discutir a questão institucional foi o
que fez eu ter problema na igreja. Foi
dizer, gente, vocês já perceberam, a
gente não tem uma uma igreja muito
democrática, é precisa de maior
participação popular, maior participação
da comunidade. Aqui a palavra ela tem
dono, né? E a igreja e a palavra tem
dono. Ah, meus amigos, daí paraa frente
a minha vida
tornou-se
bem complicada.
[risadas]
Inclusive na minha carta de saída da
igreja que eu tava, eu coloco aí, eu
fico, tô saindo exausto, mas é naquela
expectativa do que vai que a galera
fala: "Não, mano, você tá aí há tanto
tempo, você é um menino legal, foi mal
aí, vamos trocar uma ideia". Não, nem
isso rolou. Não rolou um um Memphis pod
queria queria que tivesse rolado um
Memphis, mas não rolou, né? Que obrigado
Memphis, né? Falou aquele, pô, para que
dá para ficar mais um pouquinho. Não,
não rolou. Aí só. E aí na minha carta de
pedida, eu falei: "Ó, inclusive se vocês
precisar de reestruturação institucional
aí eu dou a força mesmo não tá na
igreja, porque é importante garantir
espaço de democratização e participação
popular, porque o que vocês estão
fazendo é horrível, é trator passando em
cima das pessoas". Dali pra frente, meu
amigo.
Esquece. Foi só
para você ver como é, né?
Diz que doido Drumeira,
por favor, faz um react do Licurgo
falando sobre as bases satânicas do
marxismo. Cara, eu já passei por esses
vídeos várias vezes. Eu não consigo
passar por 30 segundos. É difícil. Eu
tenho que estar num dia muito bem. Tenho
que tá medicado,
[risadas]
tenho que tá tomando um chazinho bom de
camomila forte, daquele bem bem mesmo
para tá calmo.
E eu algum outro tem que tá alcoolizado.
Agora é dúvida porque não alcoolizado
não ia dar certo porque eu também não ia
conseguir ficar 30 segundos ouvindo
aquilo ali. É muito ruim cara, é
desesperador o licurgo. Ele ele me
desespera. É tanta
grosélia
em tão pouco tempo de fala que é
difícil. Ele fala muita bobagem, só que
assim, é uma emendada na outra. Uma
frase ela já conduz na outra que conduz
na outra que que você fala: "Meu Deus,
que que é isso? Ela é assustador, né?" E
ele tem uma máquina de produção, de
vídeo, de conteúdo. Não sei de onde é
que vem dinheiro para fazer isso, que é
que é impressionante e é muita bobagem.
É, é, é desesperador. Eu não consigo
passar 30 segundos, eu começo a ficar
desesperado. Ai, meu Deus,
Jesus Cristo.
Bom dia, querido Felipe. Bom dia, que
diz bom dia, baristas. Bom dia, Felipe.
Primeira pessoa beatificada
em vida pela nossa igreja barista.
Pessoa santificada em vida. Bom dia.
Pergunta gnose de cria. O Espírito Santo
falou com você? Fala até hoje. A gente
troca umas ideias interessantes. Vez por
outro limiti das enrascadas. Eu só
agradeço. Diz que do Igor botou a
mãozinha na consciência. Sim, sim.
Senhora Rickdal foi Sagaz. É. E ela nem
é senhora Rickdal, porque ela não tem o
nome alterado. Então foi a senhora
Bruna, porque o nome dela é Bruna, né?
Então, senhora Bruna, senhora Bruna,
casado com o senhor Bruno.
[risadas]
A senhora Bruna foi sagaz. Ela é, é por
isso que eu tô casado com essa mulher.
Ela é engraçada, me faz rir e puxa minha
orelha.
Bom dia, Bruno e Chat. Bom dia, Ryan.
Ran, como é que você tá? Tudo bom?
Espero e desejo que sim, meu querido.
Diz querido. Gnose de cria. É o bom
mocismo, né? Sim. Tô me identificando
com um bom moço também que faz tudo
andar de lado com muita boa intenção.
Sempre conciliando para não me lindrar
ninguém. Não, mas conciliar tudo bem. Aí
eu acho que é bom. O problema é você
tendo os meios em suas mãos à disposição
para alterar estruturas para realizar um
projeto alternativo e você não fazer
isso. E aí a gente deixa passar dizendo:
"Não, mas o cara tem boas intenções."
Tem a famosa frase de boa intenção,
determinado local está cheio.
Disqueli, nossa, ele curgo é demais. É
horrível. Jesus Cristo. Ali é drogas
pesadas. Diz que Gustavo, bom dia. Bom
dia, Gustavo. Estou ouvindo diretamente
de sábado porque estava em pecado. Hum,
complicado. Não tinha visto o sermão de
sábado ainda. Hum,
que problema, hein? E o sermão de sábado
foi longo,
mas você tá perdoado. Deus te abençoe.
Diz que Gustavo, que que eu perdi? Vale
a pena eu voltar ao passado e ver até
agora 36. Ah, você perdeu meu
testemunho, velho. Teve testemunho aí em
longo tempo. Diz que do riuno, eu
ouvindo você falar sobre a estrutura da
igreja, entre parênteses em geral,
parece ser análogo a outras
organizações, exemplo, partidos,
academia, etc. Sim. Quais seriam as
principais diferenças no seu
entendimento? Cara, a diferença é a
função social desempenhada, a comunidade
que é a sua base e o como tem como
projeto, né?
Agora, organização institucional,
enquanto mediação para a realização de
projetos é o que conecta todas elas. E a
gente tem um problema sério, que essas
instituições, elas não estão descoladas
da reprodução social, ou seja, elas
desempenham funções dentro de um tipo de
sociedade.
É a minha teoria social. Eu tô, eu
preciso ter dinheiro e tempo para
escrever ela, mas eu já tenho uma
metodologia organizada de teoria social,
que eu vou tentar apresentar de maneira
muito rápida para falar sobre essas
diferenças institucionais.
Só existe sociedade. Isso é básico, Marx
básico, se você tiver as condições de
reprodução social garantidas.
Só que antes da reprodução social você
tem condições de reprodução devida. A
vida do sujeito tem que tá garantida,
que é onde você recupera a base
material.
Base material econômica. A condição de
vida da pessoa tem que estar garantida
para ela poder continuar vivendo.
Então, a reprodução da vida. Só que a
reprodução da vida nos viventes humanos
não se dá
solto. Existe um modo de realidade
específico em que nós criamos os meios,
criamos meios para poder tornar os
nossos projetos possíveis, viáveis,
factíveis e que garanta a reprodução da
nossa vida. Então, a reprodução da vida
depende de uma organização da reprodução
social, porque no nosso modo de vida,
nós criamos instituições que são
mediações entre
vida existente e vida potencial, que é
aquilo que precisa ser feito para se
manter em vida. Então, a reprodução
material da vida das pessoas
precisa passar pela reprodução social.
reprodução social, o modo como uma
determinada sociedade se organiza para
se manter na história. Então, tem o modo
de produção e a forma social desse modo
de produção que formam a reprodução
social. Todas as instituições
dentro desta reprodução social precisam
desempenhar uma função minimamente
estruturada e minimamente coerente com o
modo de produção
e com essa forma social. senão elas
entram em contradição e começam a ficar
disfuncionais.
Então essa reprodução social ela força
as instituições a irem para um
determinado tipo de orientação, valores,
o que você deve fazer, o que você não
deve fazer, que que você tem que
cumprir. Se parar de cumprir começa a se
tornar um problema, né? Então você tem
essa atenção, só que as instituições
elas ao mesmo tempo que tender as
necessidades da reprodução social, elas
precisam atender as necessidades das
pessoas, da comunidade, porque as
instituições existem porque pessoas são
vivas,
precisam estar vivas e se reproduzem
dentro de instituições, escola, igreja,
hospital, escola, faculdade, eh,
exército, estado, mercado, empresa, tá
tudo aqui dentro. E aí você vai vivendo
em cada uma delas, cada uma delas
pressionada pela reprodução social e
pressionada pela vida das comunidades
que precisam delas para poder
sobreviver.
Sob esse quadro
a gente consegue ver que existem padrões
dentro das instituições modernas
capitalistas.
Por isso que você tá conseguindo fazer
essas conexões entre diferentes
instituições que pare iguais.
Porque nos termos gerais e abstratos, a
gente consegue fazer essa essa,
como é que fala? Essa arquitetura
teórica analisar a realidade. Aí você
vai encontrando essas essas semelhanças.
Mas na hora que a gente vai acendendo ao
concreto, como diria Marques, a gente
vai percebendo as diferenças. Mas no
modo geral, é por isso que você tá
encontrando essas semelhanças, entendeu?
Eu
devia tá mais estável financeiramente.
Bom dia, que J Miguel, como é que você
tá? J Miguel diz: "Bom dia, Bruno." Bom
dia, Jon Miguel. Já malhou hoje? Espero
que sim. Diz que do Balotim tem alguns
amigos que conhecem umas figuras
ignóbeis da crentosfera e é bem comum
[música] o abre aspas, mas ele é gente
boa, fecha aspas. Pô, se é gente boa,
porque tudo que produz é ruim.
Exatamente. Sempre do bem intencionado.
Exatamente. E pior, né? Mas ele é gente
boa. É uma frasezinha muito boa pra
gente poder esconder canalha.
Esconder canalha, né? Proteger, fazer
brotheragem, cabaradagem.
Esse ele é meu amigo. É gente boa. Ainda
mais aqui entre homens, homens
masculinos, não é? Ah, meus amigos, que
aí piora, né? Porque dentro das
instituições religiosas, sejam elas
progressistas ou não, há a reprodução da
dinâmica patriarcal e que a maioria dos
caras que você vai ver trocando ideia
são homem,
ocupando carga de liderança, homem,
fazendo canalice, homem.
Aí fica aquela lambo que eu não lambo,
pega no meu que eu pego no seu que aí um
fica ajudando o outro ali se protegendo.
Amiguinho, sai para comer, sai para
tomar café, sai para um vinho, sai para
não sei o quê. Quero te ajudar. você me
ajuda que eu te ajudo. Cria uma base de
proteção, de estruturação, que aí o cara
se torna um canalha mesmo. O que ele
fizer de abusivo, de não sei o quê, pô,
mas é meu amigo, pô, mas não vou poder
mexer nesse bagulho. Ai, velho.
Aí esconde, né? O cara faz merda,
esconde, depois fala e vai cá e parará.
Aí no meio de esquerda progressista fica
pior ainda. Fica pior ainda, né? Pior
ainda.
Ah, é [ __ ] Diz querido Alexandre. Bom
dia, Bruno. Bom dia, Alexandre. E
queridos amigos baristas, bom dia,
Alexandre. E queridos amigos baristas.
Diz que Ryan, excelente. Pois é, essa é
a estrutura simplificada e básica da
minha do meu método de análise da
realidade social. Eu preciso escrever
esse livro assim, a minha teoriazinha, a
base da minha teoria social própria. Mas
não é fácil.
Não é fácil.
Tiro do pai. Calma, cara. Pera aí.
Caraca, velho. Meu áudio aqui tá
embaçado.
Pai do Iniesta, rapaz. Você é pai do
Iniesta ou teu nome é pai doi Niesta.
[risadas]
Ele é pai do Iniesta, meu irmão. O
Inesta jogou bola, hein? Teu filho era
craque, fazia-lhe, transformava um
guardanapo num latifúndio.
Pai do Iniesta diz: "Bruno, você é
marxista?" Sim. Ah, esqueci. Bom dia,
sou pastor de progressistas. Muito bom
dia, querido pai do Iniesta.
Ah, putz, eu não acredito que eu fiz
isso de novo.
>> Perdão, Alexandre. Eh, eu acerto uma,
erro sete. Acerto uma erro sete. Perdão,
perdão, perdão, perdão, Alexander.
Perdão. Sou pastor e progressista. Muito
bom dia, meu querido amigo pastor e
progressista. Estamos falando com a
temática sobre pastores progressistas.
[risadas]
Ai ai. Então, e aí dito isso, que
acontece esta dinâmica da estrutura
institucional, como nós estamos falando,
ela propicia esses poderes para quem
tiver na liderança, que vira dono de
igreja, etc, etc, etc. E reproduz a
dinâmica a mesma coisa que conservador,
só que sabor morango.
[risadas]
Falando, cadê? Falando mal não, querido
pai do Iniesta, falando mal não. Nós
estamos fazendo crítica e crítica é
importante. A gente tira o que é ruim e
fica o que é bom. E se a carapuça não
servir, você passou no teste. Parabéns.
Eh, perdoado. Obrigado por me perdoar,
querido Alexander. Eu falo com
frequência. Bom, vamos lá. E aí, o que
acontece? Então, dada essa estrutura
institucional que faz com que haja
monopólio da palavra, que faz com que
haja concentração do poder da
autoridade, que faz com que eh uma série
de estruturas administrativas de poderes
concentre-se no ser humaninho,
independentemente de suas intenções.
Você não tem efetivamente a criação de
um ambiente mais democrático e
participativo, uma criação de um
ambiente mais progressista, nem mais
inclusivo, nem etc, etc, etc. Lógico que
não. Tanto que aqui, se você fizer uma
conta rápida na sua cabeça,
se eu falasse lideranças progressistas,
você vai pensar em homem. Do mesmo modo
que se eu falar pastores, eh, lideranças
conservadoras evangélicas, vai pensar em
homens. Óbvio que vai. É óbvio que vai.
Nossa, por que será?
Em ambos, inclusive, você vai pensar em
brancos.
Em ambos você vai pensar só em brancos.
homens e brancos.
Então não adianta, né, só o conteúdo.
Você tem que ter uma estrutura e
reestruturação prática, efetiva,
organizada, planejada das coisas, senão
vai dar errado, pô. Óbvio que vai dar
errado. Ai meu Deus do céu. Mas eu tinha
parado no lance da gente acabar criando
dinâmicas de brotheragem, né? O
camaradinha que pegou, outro camaradinha
que por quê? Porque os caras criam essa
dinâmica de, além de tudo, o cara que tá
na liderança se aproveitando dessa
estrutura institucional de garantir
favores, trocas, etc., com os caras, que
aí cria sua barreira e seu muro de
proteção. E eu não estou falando isso em
genérico, eu vi e vi isso.
Beleza? contar um caso. Por exemplo,
[limpando a garganta]
eu passei um período desempregado,
tô pagando dívida desse período
desempregado até hoje. Acaba em dezembro
desse ano, em nome de Jesus. Amém.
E aí,
eh,
nesse período desempregado,
certa feita,
eu fui para uma atividade
de leitura popular da Bíblia num
determinado local.
Cheguei nesse local.
Eu
só não vou falar aqui o nome, etc, etc,
etc, porque eu não tenho como provar,
dado que o meu celular que eu tinha
essas informações morreu, ele quebrou,
ele já era. E eu perdi tudo que eu tinha
lá,
senão traria aqui informações mais
consistentes
para que a denúncia fosse adequada. Como
é que acontece?
Fui nesse local e aí
nesse local tinhaam muitas pessoas que
tinham passado por uma igreja evangélica
progressista, o que significa na verdade
que só a liderança, né, o pastor era
progressista, porque o resto é igual, só
muda o sábado morango.
Eh, uma galera que tinha passado lá e
recentemente tinha sofrido muito na mão
desse maluco por um processo histórico,
não é tipo uma vez, duas vezes, um longo
prazo. Eu falo, cara, porque eu passei
30 anos, eh, 30, quase 30 anos numa
igreja em que eu fui vivenciando esse
processo e a gente vai aceitando
relações abusivas, opressivas,
autoritárias e é uma desgraça. É,
beleza. Então essa galera já tava
fazendo, passando por esse processo e
tinha dado um stopinho X lá que pont a
galera saiu, deu um chabu danado, eu
encontrei essa galera, começaram a
contar os bagulhos que tava acontecendo,
muito parecido com a igreja que eu fazia
parte, não para não dizer que era igual,
mas talvez se fosse pior. E aí, tal, o
cara que era pastor dessa igreja,
que é pastor dessa igreja, ele viu que
eu tava lá e que eu com quem eu estava,
porque tinha teve uma postagem no,
alguém publicou uma foto, um trem assim,
ele viu com quem eu tava.
No dia seguinte, eu tinha voltado para
casa.
No dia seguinte, eu recebi uma mensagem
desse mano.
E a mensagem desse mano dizia assim: "Ô,
cara, como é que você tá? Tudo bem?
Gosto muito do seu trabalho. Era o ano
que eu tinha começado a gravar vídeo no
YouTube para ver se eu consegui alguma
renda X, vender uns cursos, alguma coisa
assim, porque eu tava desempregado."
Como é que tá o seu trabalho? Tal. Eu
gosto muito do seu trabalho. Segundo
ano, eu tava começando o segundo ano dos
vídeos do YouTube. Lembrei agora. Eh,
pô, queria ajudar aí. Eu sei como é que
é a gente ficar no perreng, sei como é
que é a gente tá no ministério, tá
precisando uma grana, tá precisando de
quanto? Mas como é que eu posso te
ajudar aí?
Você acredita?
E eu tava, mano, eu tava precisando de
dinheiro, velho. Eu contei isso pro meu
pai chorando, velho. Falei: "Puta, mano,
eu tava precisando de dinheiro, mano."
Hum.
Não, chorando de cair lá tá triste para
[ __ ] que meu choro é um pouquinho
diferente. Sou fui muito eh esquisitado
durante a vida.
Oxe, que aconteceu aqui?
Ah, tá aí. A a
meu Deus!
Ah! Que susto!
Aí eu eu mandou falou: "Gostar bem de
dinheiro, cara, tá precisando de grana,
tal". E eu tava, nossa, eu tava que eu
tô pagando dívida até hoje desse
período, né? E o cara perguntou essa
você tá precisando da grana tal porque
os trabalhos sei como é difícil, sei
como pra gente é difícil, a gente ainda
que é progressista, crente, não sei o
quê, não sei mano, eu fiquei
pistola.
Aí eu respondi para mano em áudio,
falei: "Meu irmão, firmeza? E aí, ó,
tava no fim de semana aí, a galera
trocou uma ideia comigo? Você tem muito
bo para resolver, hein? Tá preocupado
comigo por quê? Eu tô longe, você nem me
conhece direito. Se encontrou uma vez na
vida.
Cuida do teu aí, resolve teus bo. Tem um
monte de gente para você resolver teus
problemas. Depois você vem se preocupar
com quem tá longe, cuida das suas
ovelhas, pastor.
Aí
o mano se vitimizou, pô, mas também é
difícil. Eu não tenho ninguém que me
pastoree, que me oriente, que me
mentorie. O pessoal também não diz tanto
o que que tá pegando. Aí eu não sei
muito bem o que eu fazer. periri paroró
se vitimizando com ai tadinho, tadinho
do lírio do campo, dono da igreja,
pastor, com a grana garantida,
aumentando sua posição de privilégio eh
de poder falar o que quer, ser ouvido em
diferentes espaços, montando aquela rede
de relacionamentos bacan tadinho do
lírio do campo. Aí eu falei: "Meu irmão,
seguinte, eu não sou pastor,
você não tem que chorar tuas pitangas
para mim. Se você tá com problema, acha
que você então tinha que resolver os
seus problemas. Quem sabe, né? Tinha um
tempinho aí de férias, vai respirar um
pouco, vai ter teu tempo aí, vai cuidar
do teu aí, não é? Aí,
ah, mas tem que ver, tem que ver nada,
meu irmão. Resolve teus bo, resolve teu
e ah, não consigo porque eu também não
sei o que fazer. Você é pastor da
igreja, meu amigo. Se você não tá dando
conta, sabe o que você faz? Tira o
bumbum da cadeira. Aí não vem chorar
pitang precisa de ajuda, não.
Faz o teu aí, cuida de quem tá
precisando aí, depois você vai ver quem
tá longe, que a gente mora em cidades
longe.
Mas é assim que funciona.
É assim que funciona. O cara vai querer
ali, ó, fortalecer seus laços. É o
brother, é o camarada. Me me ajuda que
eu te ajudo. Pega no meu que eu pega no
teu.
na não, mano. Não pode, velho. E
[ __ ] uma galera sofrendo na mão do
cara e progressista.
Mas aí cria essa barreira, cria esse
muro, cria, cria essa rede de proteção.
Ai, mano, que ódio, que ódio. Rede de
proteção e uma instituição que funciona
a seu favor, porque é dono da igreja,
tá ligado? É dono da igreja, pô.
Progressista, mas é dono.
Tem desafeto, bota a máquina para
funcionar contra o cara, contra a mina,
contra a comunidade.
Aí vem a parte da conduta, né? Porque
sim, tem a questão estrutural,
institucional que a gente viu, eu tô
comentando aqui, já fiquei aqui 1 hora
20 minutos falando sobre a questão
estrutural, institucional. Aí vem a
parte da conduta, que é a
responsabilização desses caras, desses
sujeitos. Eles têm que ser
responsabilizados pelo que eles fazem.
Responsabilizados. Ninguém tem que
passar a mão na cabeça, ainda mais
porque tá bem garantido, diferente da
membresia que talvez não esteja.
E aí que acontece?
como qualquer liderança numa
instituição,
ah, esse privilégio de execução de
poder, de autoridade, que vai te
colocar, né, numa posição mais adequada,
a pessoa começa a trabalhar e a atuar
não para atender as necessidades da
comunidade, mas para poder aumentar sua
projeção, porque já tá estável a posição
dentro da igreja. Então ele não tá
desempenhando um papel de serviço, de
atendendo a comunidade, vai começar a
olhar para fora, vai começar a a mirar
os lugares de privilégio, de fala, de
onde é que vai ter que tá, né?
E aí no no momento político, eleitoral,
etc., em que se disputa, né, a
evangélicos de esquerda, em que se
disputa o voto não sei o quê. Esses
maluco reproduzem a mesma dinâmica
conservadora. Se oferece como a
liderança religiosa capaz de expressar
os valores adequados e fazer com que
essa parte da população vote em você ou
vote em você. Vai se
entendeu?
Eu
fui chamado algumas vezes já para
eventos
eh de lideranças políticas para fazer
campanha para X, para Y, para não sei o
quê.
Não vou, mano.
Ah, vai condenar uma Não, é porque se
você vai, não vai porque você é pastor,
pastora não.
Ah, a gente vai lá no no porque o
encontro dos evangélicos que não sei o
quê, mano. Desculpa, vocês estão errado.
Vai no encontro do partido, vai no
encontro. é a atividade da da é questão
de de política pública. Então é não é
porque o cara é evangélico com a mina
evangélica não. Inclusive porque essa
posição evangélica evangélica ela é
transitória, né? Era diferente, por
exemplo, de uma mobilização de raça por
uma questão de luta antiracista.
Você não tem como mudar. Então [risadas]
assim, eu não sei se vocês perceberam,
pô, mudar a sociedade que tem que acabar
de ser racista. Mas o fato da pessoa ser
negra não muda. O fato da pessoa ser
mulher não muda. O fato da pessoa ser
LGBTQN+ mais não muda. Agora o fato de
você ser evangélico é transitório. A
gente viu porque agora tem um ex-pastor
aí que tá se lascando. Era pastor até
ontem, agora não é mais mais pastor. É
transitório. Para você ver se até o
pastor vira ex pastor, imagina. E eu
também. Então não sei qual que é essa
organização dos evangélicos evangélicas
como se fosse identidade fixa dos
humanos, né?
Sabe o que você é trabalhador e
trabalhadora. Isso aí, meu amigo, você
pode se esforçar pro resto da vida, que
não vai sair dessa dessa posição, não é
nem por identidade, é por divisão social
do trabalho. Então assim, [risadas]
vindo ao mundo, né? Sobre capitalismo, é
trabalhador, trabalhadora e é isso. E
depois dele também é trabalhador,
trabalhadora, porque não divisão social
trabalha. Então, quer ir no negócio do
partido, quer votar não sei quem, faz.
Mas faz não porque você é pastor, pastor
é liderança religiosa, como se Porque o
que reproduz é a mesma dinâmica do eu
vou trazer aqui essas ovelhas, venham
ovelhas de meu pai.
Vamos aqui acompanhar o fulano de tal. E
aqui eu não tô falando de ah hipocrisia
dizer que você vai votar nesse, naquilo.
Não. Hipocrisia. Hipocrisia é você meter
o negócio religioso numa disputa sobre
projeto político. E aqui eu não tô
trabalhando político de maneira
negativa, tô falando de maneira
positiva. Pô, eu sou marxista,
eu sou comunista, eu sou filiado à
unidade popular pelo socialismo.
Vocês me vem aqui fazendo proselitismo
para o P? Não faço nem popio, eu faço,
[risadas]
tá ligado? Aí e vou lá fazer, não vem
aqui evangélicos pela unidade, não vou
organizar evangélicos pela unidade
popular pelo socialismo, evangélicos
pela classe trabalhadora, porque a gente
é trabalhador. E pronto.
Ponto. Aí você aí teve um eleição, acho
que foi 2024. Foi 2024, era porque era
eleição municipal. Foi, foi engraçado.
Eu recebi um um WhatsApp de um cara que
tava organizando a campanha em torno da
da candidatura do bolos,
que ele me mandou: "Opa, tudo bom,
pastor Bruno? Que eu não sou pastor, né?
Tudo bem.
Eh, a gente tá organizando aqui um
encontro de pastores,
eh, progressistas
para eleição do Guilherme Bolos. Tudo
bem, posso te ligar? Vamos conversar.
Aí eu falei: "Fala, meu querido irmão
Flando de tal". Aí ele falou: "E quem me
indicou foi o pastor Flando de tal, que
eu foi indicado por outro pastor, que é
o cara que eu nunca tive contato." Aí eu
respondi: "Fala, meu ano, tudo bom?
Primeiro, eu não sou pastor, isso é um
problema. Segundo, que na orientação
aqui, seguindo meu partido, sou filiado
da Unidade Popular pelo socialismo, a
gente vai votar o nosso candidato, né?
Fazer campanha pro nosso candidato.
Eh,
e então, segundo turno, a gente faz
campanha pro bolos, tá tranquilo, mas aí
eu não vou fazer como evangélico, não
vou fazer como trabalhador, né? Assim, é
isso [risadas]
aí. Eu não tô muito a fim de participar
desse trein não, porque acho que não faz
sentido. Nenhum,
nenhum,
absolutamente nenhum. E aí, esses caras,
com todo respeito, é os pastores
progressistas aí, mas, né, com todo
respeito, vem imediatamente uma frase
para ser ofensiva, mas não é ofensiva, é
uma crítica. Crítica com todo respeito.
E lá, e lá como pastor para dizer que
nós é pastor, que é evangélico, que vota
no fone tal, é bobagem. não ajuda em
nada, em nada. E ainda reproduz a
dinâmica de aquela liderança da voz que
diz o que a palavra tem que dizer. E aí
identifica experiência de fé, leitura da
Bíblia, não sei o que lá com partido A,
partido B, partido C, dane-se com
projeto A, a pessoa tá defendendo um
projeto de sociedade por organizar
projeto de sociedade, pensando em todo
mundo, não é porque é evangélico, porque
reproduz a mesma dinâmica. [ __ ] que
raiva.
Aí fala a gente não tem voto de cabrito.
Ai não. Então tu a pessoa tem que ser
neutra. Não vota, vota, faz campanha.
Nossa, vai panfleta, anda com a cor que
você quiser pela rua. Mas seja honesto,
não é pelo fato de ser pastor, o fato de
ser evangélico, o fato de ser da palavra
de Jesus. É pela sociedade que você quer
lutar, pelo projeto de sociedade que
você quer lutar. Só que aí mistura
questões de de relevância, disputa por
eh como é que é que fala? Por por
holofote,
por alianças, por proximidades. Tá
errado, pô. Tá errado. Tá errado.
Completamente errado.
E aí, como tem pouco evangélico
progressista, você se destaca. Aí você
vai querer lutar ali para ser para ser
porta-voz do crente. Aí luta para ser o
papa, o papa papa dos progressistas. Aí
quem fala mais bonito, quem discurso
mais bonito, quem faz a a passeata mais
legal, quem tira foto mais legal. E aí a
dinâmica estrutural da igreja continua
sendo autoritária, continua
monopolizando a palavra, continua
fazendo todos esses trem, acobertando a
séde, acobertando abuso, acobertando os
bagulhos todo, continua igual, igual só
sabor morango.
Complicado.
Tive que do pai do Iniesta. Brincadeira,
não sou pastor.
Todos somos pastores.
Todos temos uma vocação.
É complicado. É complicado.
É dever da igreja cuidar de suas
ovelhas? Sim, inclusive da em
necessidades materiais de uma pessoa que
não consegue se sustentar também. Ou em
questões especiais estar do lado de
Guer. Concordo.
Graças a Deus, nossa comunidade não tem
esse problema. Talvez por ser pequena. É
isso. Facilita. Eu sou muito defensor
das comunidades pequenas. Não por
idealismo, né? Dizendo assim: "Olha,
importa". Não, é porque é mais fácil de
você se organizar,
[risadas] é mais fácil, é mais fácil de
você ter proximidade, de realmente fazer
comunidade, né? De evitar o espetáculo e
quem sabe até evitar o monopólio da
palavra. Ele facilita. É possível você
mudar estruturas e grandes para não ter
monopólio de palavra. É para tirar o
poder de autoridade super poderosa do É
para não ter dono de igreja é possível.
É possível. Mais difícil, mas é
possível. Agora, organização em pequenas
comunidades, massa, pô. Inclusive pode
ser pequenas comunidades que vez por
outra faz um cultão. Legal também.
Também tudo certo. Tem n maneiras de
fazer, mas a gente reproduz
mesma coisa só que sabor morango ou em
cor azul. Diz o William. Bom dia. Bom
dia, querido William. Tudo bem com você?
Espero desejo que sim. Diz, querido pai
do Iniesta, você está errado. Nossa, mas
já em duas horas já consegui errar.
Segundo o Primo Rico, não há pobreza que
regista 14 horas de trabalho por dia. É
claro que não, porque a gente morre, né?
Só trabalhar e virar rico. Aí deixa de
ser trabalhador, né? Se você falecer,
você também deixa de ser trabalhador.
Você não existe mais, já morreu, não dá,
não tem mais o que fazer.
Eu detesto esse negócio de pastores de
esquerda, evangélicos de esquerda. Eu
também querem voto evangélico, chamo
evangélico de esquerdas para votar no
cara. sempre ajeitouco também acho igual
a turma de Exato. Exato. Bobagem.
Bobagem. E não tem um efeito negativo,
velho. Um efeito negativo.
É um efeito negativo, cara. E não ajuda
em nada. Em nada, em nada, nada, nada,
nada. Sabe o que que ajuda? Fortalecer
política pública.
Nossa, isso ajuda.
Indicar quem fez a política pública
também. Nossa. Diz que da Valéria. E é
legal que Valéria igual.
Bruno, você procurou saber sobre uma
igreja chamada um lugar comunidade? Qual
sua opinião sobre esta comunidade que
você já pesquisou sobre nós da igreja da
igreja? O iato falho da bexiga. Nós da
revista Zelota, a gente cobriu todo o
processo de expulsão do Edson, né?
É, se vocês olharem lá, então,
acompanhamos de perto, acompanhamos de
perto todo o processo de expulsão do
Edson e tudo que aconteceu.
Fizemos as denúncias, vocês procurarem a
história, ela tá tá lá na zelota, então
conheço Coc Conorco, mas eu não emito
opiniões
pelo fato de
respeito direto. Então, eu não falo nem
sobre igrejas conservadoras, né? O que
que eu acho ou não acho delas. Acho que
não deveria se someler disso. Então, e
que dirá outras também? Então, que eu
faço é cá estamos, né? [risadas]
Analisemos, tenhamos recursos para
analisar e a gente ver o que acontece.
Diz aqui do Jones Miguel falou tudo,
Bruno. É nós. Comunidades pequenas são
mais unidas e fáceis de organizar. Sim,
sim. Facilita, facilita, facilita. Não
garante, mas facilita. Porque, por
exemplo, o cara que eu comentei, canália
que manda aquela mensagem para mim,
comunidade pequena, faz merda igual, né?
Diz Crita XLi, minha comunidade é muito
pequena e não há monopólio da palavra.
Deus te abençoe. Isso é bom. Pô, eu
tenho ido numa comunidade religiosa
que ela não é tão pequena, na verdade,
ao contrário, ela é grande,
mas que progressivamente ela tem
quebrado com as estruturas de monopólio
da palavra.
E é muito bonito de ver de maneira
planejada, organizada, estruturada.
Me dá até esperança assim gigantesca sem
porque é um movimento silencioso,
ninguém vai vendo o que tá acontecendo.
E eu fico encantado com isso, assim,
vendo como a palavra, o monopório da
palavra vai sendo quebrado, autonomia
das pessoas sendo gerada, espaços de
troca. Pô, isso é lindo, isso é lindo,
lindo de ver, me dá esperanças. Isso é
no espaço grande, porque tem uma parada
muito louca.
que eu sou muito defensor da leitura
popular da Bíblia, né? Leitura que eu
carinhosamente adaptei o nome paraa
leitura bíblica comunitária, para
recuperar o sentido da palavra, leitura
popular da Bíblia, que é uma leitura em
comunidade e que tem que ser em
comunidade, coletivo, discutida,
debatida e tal. É bem legal.
E aí, eh,
é muito louco porque a pessoa se
sentindo mais autônoma diante do texto
bíblico, não é uma experiência só do
agora eu se lei, agora eu sei a verdade,
agora eu falo corretamente a Bíblia, não
é inclusive abrir mão disso. É você
diante do texto bíblico tendo uma
experiência de maior autonomia
de que, pô, eu sou uma pessoa capaz de
ler isso aqui. E em comunidade a gente
lê junto, a gente faz coisas muito
bonitas. interpreta de maneira muito
bonita, muito inspirada e
transformadora.
Isso na prática,
na prática
faz você levantar a cabeça e começar a
não ser tão subserviente
à dinâmica de monopólio da palavra e da
autoridade pastoral. Na prática te gera
mais responsabilidade e autonomia. Você
precisa conversar, precisa. A lei começa
a desconfiar das leituras que são
fechadas, das leituras que são fixas,
daquele que fala. E você, será que ele
quis dizer isso mesmo? O que que será
que significa? Dá para discutir, dá para
conversar, isso é bonito demais e isso
nos empodera.
É por isso que as SEBS, né, as
comunidades eclesias de base tinham uma
estrutura tão forte além do trabalho de
de social, de atendimento das
necessidades eh das pessoas, também
tinha essa questão de você ter mais
autonomia e menor poder da estrutura do
do padre, do clerical. E já a teologia
da libertação em novas gerações
recentes, ela se enfraquece muito porque
ela vira paroquial, ela deixa de ser da
comunidade e vai se tornando um bracinho
da própria estrutura institucional, né?
Mata mobilização popular.
Discr do pai do Iniesta, um lugar
comunidade é do Edson. Pronto. Obrigado,
pai do Iniesta, por um apontamento
importante. Ó, ó o nosso hábito, que é a
mesma chamada de atenção que eu comentei
que a minha esposa fez comigo. A gente
tá tão habituado com essa dinâmica do
dono de igreja que a gente diz que é a
igreja do cara.
Pode ser até que seja, como eu não
conheço, nunca fui, não sei dizer. Mas
olha como a gente reproduz. Pra gente
dar a referência do local. a gente
imediatamente
conecta a liderança religiosa
como dono do local. É dele e não é, né?
Para pensarmos,
diz que do Jones Miguel, nós o povo
soviético. [risadas]
Ai nós, o povo soviético.
Bruno, eu. Oi. Cadê Bruno? Eu você
participa da por amor, já percebi que
você tem alguma ligação com eles e fico
pensando sobre isso. Fiquemos pensando
sobre isso.
Fiquemos pensando sobre isso.
Tido, ele é o Batista. Um beijo, Eliel
Batista. Conheci um pastor progressista
que não assumiu a responsabilidade de
seus bó e foi escanteado. É isso
acontece. Agora se vimistas dizendo que
foi cancelado por progressista de
esquerda. Aí é choro, rangeir de dentes,
tristeza, fica no cantinho.
Ah, é [ __ ]
Diz que do Juan Gabriel até eu já fui
pastor. Pastor de ovelhas. Caramba. Juan
Gabriel com seus trocadilhos excelentes.
Você era pastor.
Você era pastor, Juan Gabriel.
Juan Anjo Gabriel
que foi lá ser pastor Riras,
diz que do pai do Inestos me pegou, fui
discipulado ao vivo. [risadas]
Não, mas essa aqui eu tô reproduzindo a
puxada de orelha que eu tomei da minha
esposa, que ela fez a mesma coisa quando
eu fui explicar que igreja que ele tava
indo. Fi a igreja lá tá sa do fulano de
tal. Olhou para mim, falou: "Fulano de
tal não, doido, ele não é dono". Eu
falei: "Eita, você vê, né? Já fica tão
entranhado que a gente, opa,
pô, é embaçado. Ficaria pensando sobre
isso. É, eu fiquei um tempão me sentindo
horrível, porque eu ficava sempre
dizendo: "Ah, porque isso os cara que
dor de queijo, os cara que aceita tal,
sei que lá" e eu reproduzindo o mesmo
negócio depois de velho já. Ah, não
pode, não pode, a gente faz, né? Não
pode, não pode, não pode.
[roncando]
Mas aí por fim, pra gente finalizar,
depois de falar institucionalmente,
depois de falar de conduta, depois de
falar dessas brotheragenzinha, parceria,
estão criadas, piriri pororó.
Eh,
OK, vamos para a última.
Cadê? Cadê? Cadêá?
Aqui. Pronto. Pá.
A última coisa. Última coisa é o que
acontece e que agora fica escancarado
com o caso
que está surgindo aí de exposição, né,
de um de um
h
e pastor, questões aí que estão surgindo
na internet, não sei quem viu,
mas a partir ali dos vídeos do Marcos
Rolim
e das publicações feitas pelo Thiago
Santinelli. Nós vimos que há um um
denúncias surgindo com o pastor Berlofa,
ex-pastor Berlofa, perdão, né?
Expastor Berlofa. sempre esqueço.
Ex-pastor, que inclusive até fiquei
satisfeito que ele colocou ex-pastor
pouco tempo depois de eu ter ido numa
publicação dele dizendo: "Você por
Obséquio pode tirar o título de pastor
aí porque você tá falando os bagulhos
nada a ver, mano.
Complicadinho, né?" E aí, mano?
Eh,
com esse caso que tá surgindo
dos BO e tal, não sei o quê,
a gente tem que levar a sério uma coisa
aqui.
Não é um, não é dois, não é três.
Cara, se não for semanalmente, é
mensalmente, no mínimo, no mínimo a
gente, e aí eu falo a gente assim,
Zelota, outros grupos de coletivos
menores, de amigos, de amigas,
recebe,
não posso chamar de denúncia porque não
foi formalizada, mas relatos, relatos
de vitimados,
vitimadas, [roncando]
pessoas que sofreram relações de abuso,
de assédio. E aí diferentes tipos de
assédio diferentes no plural, muitos
conectados com questões
sexuais e afetivas, de pastores
a ou lideranças aparentemente de
esquerda e progressistas. Mas assim, aí
fala: "Ah, então o problema é que o cara
é de esquerda e progressista, não porque
é igual o cara conservador que tem tanto
quanto se não mais se não mais.
Mas o problema é a estrutura e como se
dá a dinâmica institucional. Por isso
que eu comecei com esse papo da dinâmica
institucional
que ela acoberta
como ela funciona na base de dono. Como
ela funciona numa base de dono que
normalmente é homem, como se
aproveitando da dinâmica de patriarcado,
etc, etc, etc. Ela acoberta, ela
esconde, ela esconde.
E aí a dinâmica esconde, esconde,
esconde dos caras conservador, esconde
dos cara progressista.
E é uma pancada.
E é difícil. Por quê? Porque aí a pessoa
que sofre com esse processo todo, ela
não vai querer se expor.
E
e para levar adiante uma exposição do
conteúdo, pra gente poder levar adiante
uma discussão, pra gente colocar,
tem que formalizar denúncia, entra por
investigação, a pessoa vive e revive
aquilo várias vezes,
pior, se culpabiliza,
se culpabiliza por n fatores, inclusive
entre os fatores, o fato, ah, mas a
gente tá no movimento aqui, cara. Eu já
ouvi isso. A pessoa dizer que, pô, não
posso, não posso, porque também tem isso
aqui para enfraquecer o nosso lado.
Nosso lado, meu. O nosso lado é quem foi
vitimado e quem é canalha.
Independentemente de quem que o cara
vota, qual ideologia ele fala, o que
importa é conduta de vida, testemunha,
como organiza aí o seu dia a dia, pô.
E aí a pessoa
sofre dupla ou triplamente trazendo
testemunho, testemunho, culpa
e fica delicado e fica as escondidas e a
galera tem medo de se expor, todo mundo
se sente sozinho, sozinha.
E é difícil, mano. É difícil. E aí os
caras continua e continua atuando,
continua pregando, continua funcionando.
E como é que a gente é um problema que a
gente tem que resolver, como é que a
gente organiza espaço de seguro, porque
a pessoa vitimada não pode ser
responsabilizada por todo o processo.
contrário. Como é que a gente cria uma
dinâmica aqui de vigilância
desses caras ter medo de ser canalha,
né?
De alar numa posição tão privilegiada e
tão protegida, ter medo de fazer merda.
Você tem que ter
parece que é o único jeito de frear, né?
E isso tem que ser discutido mais as
claras, assim, abertamente, abertamente,
abertamente. Tem que ser discutido
abertamente,
abertamente.
E no lado desse ambiente progressista,
ainda o cara consegue se proteger,
dizendo: "Ah, esse papo aí é moralista,
porque vai falar sobre questões, por
exemplo, de de de
sexuais". Isso aí é moralismo. Isso aí é
moralismo.
Ah, aqueles pessoal aí quer quer ficar
fazendo fofoca, tá com pedra. Ninguém
acredita aqui em Jesus.
Ai, não acredita na na restauração. Ah,
vas, entendeu? Entendeu?
Fica fácil porque aí quando fala sobre
amor, fala de amor em abstrato, né? Fala
de de responsabilidade em abstrato,
perdão em abstrato. Aí não quer assumir
os bo da bobagem que faz, não quer
assumir a resposta da cagada que fez,
pagar pelo que faz.
E como ainda tá numa posição de falar
coisas que as pessoas gostam, criar um
laço afetivo, a pessoa não, mas tem que
ver também o lado do cara. O que que
lado
aí? Aí, entendeu? É embaçado, cara. É
embaçado. Tem que organizar a a
brincadeira.
E como a gente não tem esses espaços de
autonomia da da membresia, de
lideranças, como a gente não tem esses
espaços em que as pessoas eh possam ser
mais ativas, porque tem monopólio da
palavra, estrutura, tal, aí tem menos
lugar ainda para você denunciar, para
você mobilizar internamente,
institucionalmente.
Imagina, cara, uma vez eu passei por uma
situação, não chega perto, tá? pelo amor
de Deus, não chega perto, não chega
perto
do que eu tô comentando sobre o tipo de
assédio, de abuso, de canalis que esses
malucos fal. Não chega perto. Não chega
perto. Mas algo,
uma vez, foi mais de uma vez, mas é que
eu lembrei de uma agora, comecei a
lembrar de outras, mas nossa, meu Deus
do céu, teve uma muito muito específica
em que uma liderança da igreja que eu
fazia parte, ela ficou pula da vida
comigo. Por quê? Porque eu não, eu tinha
um cronograma de atividades, eu era
líder de adolescentes,
que era uma irresponsabilidade também,
porque eu era muito novo para ser líder
de adolescentes, mas
irresponsabilidade traz
irresponsabilidade, né, meu pai amado.
Era liderança de adolescentes, era líder
dos adolescentes e aí voluntário,
obviamente, né? Voluntário, minha gente.
E
aí eu tinha um cronograma de atividades
e assim, pô, a gente tem uma atividade
construindo tal, não sei o que lá. Aí
chegou essa liderança da igreja,
liderança formal, né, do pastorado, e
chegou e falou: "Ó,
domingo eu vou,
quero falar com os adolescentes sobre
não sei o que lá, não sei o que lá, que
tinha a ver com questão sexual também. E
eu falei: "Pô, meu, eu tô numa
construção aqui de atividade. Você não
pô, esse domingo não dá, a gente pode
marcar para um próximo daqui a não sei
quanto tempo quando a gente terminar o
ciclo de atividades que a gente tá
fazendo. Não, não, mas eu quero falar
nesse domingo." Eu falei: "Tá bom, mas
nesse domingo não dá porque tô próximo.
Tem outro, porque a gente tá aqui numa
sequência de atividades, tá formando a
galera. Tem um projeto aqui em curso
pedagógico de formação, de discussão e
debate. Eu vou quebrar porque você quer
falar, não vai dar. Isso é ruim para
todo mundo. Acuer que lá. Só que aí a
pessoa falou: "Não, mas eu vou e nisso
tinha uma galera que era funcionário da
igreja funcionária assim de limpeza,
administrativo e tal, que tava próximo.
Eu não lembro por R motivo tava,
estávamos nessa situação. Aí eu tava
almoçando lá, almoçando a igreja durante
a semana e tava tendo isso. E aí o não
lembro porque que eu fui almoçar lá
também, mas tudo bem. Aí beleza, tava
nisso. E aí essa pessoa falou e dis
galera se segurando aqui, tipo, caraca,
o maluco tá dizendo não pra pessoa, tá
ligado? Pra liderança. E na minha
cabeça, eu nem pensei nisso na hora. Eu
fiz no automático de dizer, não faz
sentido, tem um negócio aqui em curso.
Por que que eu vou quebrar isso aí? Aí a
pessoa, aí essa, essa pessoa do
pastorado falou assim: "Mas eu sou
pastor aqui na igreja.
Aí eu, e eu sou líder de adolescentes.
Que que a gente faz agora? Aí ficou
aquele crime, não tinha o que fazer. Vai
fazer o que? Vai me bater, [risadas]
vai me expulsar, o que que vai
acontecer?
Aí, mano, saiu compino fogo. Não teve
atividade no domingo, queria,
obviamente.
Semana seguinte
sou chamado no gabinete pastoral por
outro pastor que foi, né, indicado para
me informar que eu deveria ir ao
gabinete pastoral para conversar sobre o
que tinha ocorrido. Aí você pensa, não,
então eu vou conversar com os pastores
para discutir o tema. Não, era só com a
pessoa que tinha ficado ofendida comigo
pra gente resolver o problema.
Não tinha nenhum outro mediador,
não tinha nenhum outro humano ali para
botar a era a pessoa liderança do
pastorado e eu.
E a pessoa que tinha arranjado o
problema, eu que tinha passado por esse
problema e não tinha nenhum terceiro
para mediar.
E como é que faz?
Teve outra situação com outra pessoa que
também era pastor.
Mesma coisa. Pai treta sei o que lá.
Então, então tô tem que resolver isso
aí. Aí um outro pastor fala que eu tenho
que ir lá para resolver. E aí eu chego
lá, quem que tá? Eu e a pessoa, o pastor
que tava
Como é que resolve o problema assim
dentro de quatro paredes? Não tem uma
terceira pessoa,
fica institucionalmente que não é uma
questão pessoal, uma questão de
organização.
Aí imagina em outras situações de abuso,
de assédio, resolve o quê? Dentro de
quatro paredes com o cara que cometeu e
o e o outro que sofreu,
entende?
Tá errado, pô.
Tá errado
aí no nome de amor de Cristo de Não, tá
errado
não. Mas ve que a gente é mais
democratica, liberal. Tá errado.
[risadas]
Tá errado.
Tem que organizar isso aí.
Isso porque eu tô falando de coisas
muito menores, assim, muito agora mais,
pô. V assim.
E aí, esse é o tipo de pato que eu
sempre tentei levar pra igreja e sempre
foi solenemente negado.
É solenemente.
E aí que acontece, cara? Eh,
bom, acontece muita coisa.
Tem que criar um magistério dos pastores
progressistas com sínodos. Não, não é
dos pastores. Tem que criar com
com as a membresia. É membresia que tem
que estar nesse poder
que uma pessoa que tem poder instituído
vai vai resolver. Ah, não, mas cria daí
os os anciãos e os conselheiros,
presbíteros,
com todo respeito. Ah, porque tem a
igreja presbiteriana, igreja batista,
que tem a convenção, que tem não sei o
que lá. Meu irmão, com todo respeito,
vira oligarquia igual.
Aí você pode ter conflito entre um
pastor, né, e uma oligarquia de famílias
donas da igreja. [risadas]
Mas continua igual, continua igual. Você
tem que tem que alterar. Se quiser fazer
o bagulho diferente, tem que alterar,
porque uma questão estrutural de é uma
loucura.
>> [roncando]
>> Tomou carteirada. Tomei, tomei. Tive que
Silas. Isso é muito crônico. Sim, mas
são necessários mesmo ambientes que
condizem que aquilo que se diz crença em
um Deus de justiça, de amor, etc. Exato.
As obras precisam trazer tudo isso.
Exato. Ou é só pap coach. Exato. É
disputa por nicho de mercado.
Tem 30% de evangélicos que são de
esquerda.
É a disputa por esse nicho de mercado.
Mercado religioso, velho. É isso. Se
você não muda estrutural,
institucionalmente a organização da da
igreja de como ela funciona, como ela
desempenha suas funções, quais seus
projetos objetivos, é disputa de nicho
de mercado.
Por isso que vira tudo pastor influencer
também, né? Mas é disputa de in mercado.
Até as igrejas como a presbiteriana são
mais organizadas e maduras que isso.
Isso é verdade. Institucionalmente são
mais organizadas, porém contudo, todavia
estão reproduzindo a mesma dinâmica.
Mesmíssima. Nossa, mas a mesmíssima.
Mesmíssima.
Tinha escrito o Rafa Viraata. Bom dia,
irmão. Bom dia, Rafa.
Tuas lives ao lives caem bem na minha
terapia, mas melhor terapia. muito
melhor do que isso que a gente tá
fazendo aqui. [risadas]
Você não pode competir com a psicanálise
só normal. Correto está o psicanalista é
terapia. Esquece o que a gente tá
fazendo aqui. Mas sem preciso depois.
Espero que seja útil. Espero que o
conteúdo vale a pena. [risadas] Ai meu
povo, não é fácil. Não é fácil. E aí é o
seguinte, um último papo, ponto. Dentro
dessa dinâmica, que acontece?
Como as estruturas das instituições são
frágeis, né, fracas,
as organizações são bem complicadinhas.
Eh,
ai, pera aí. São bem bem bem
bagunçadinho.
Ainda tem um último espaço. Por quê?
Porque dentro da divisão e organização
da igreja, você precisa sim de pessoas
que ocupem cargos, né? E que dentro de
uma sociedade moderna, uma vida moderna,
a pessoa vai ter que ter um desempenho
de tempo para aquilo. Então, recebe um
soldo, recebe o seu salário para poder
desempenhar essa função. Para mim tá
tranquilo. Qual o problema? Este
salário, este soldo, esta renda, esse
dinheiro, ele pode se tornar sua
mordaça,
que aí é quando humano, pastor, pastora,
não importa, liderança fica refém. do
dono, da chave, do dinheiro do cofre da
igreja. Porque aí, como você tá ali eh
minimamente minimamente
institucionalizado para poder pagar as
contas de casa, cuidar dos filhos, das
filhos, né, se virar, você daí fica
amordaçado. E aí se torna uma relação de
abuso formalmente estabelecida.
E aí a pessoa não pode denunciar, não
pode jogar merda no ventilador, não pode
fazer tiro no próprio pé, acaba as
condições de própria reprodução de vida.
Então, a grana se torna também um
veículo de silenciamento.
Tive sorte de perceber isso por n
fatores. Então, teve uma vez na na
igreja lá
que o a sorte também porque eu tinha
renda na época, né? Se eu não tivesse eu
tava lascado, mas como eu tinha renda na
época,
não tava ainda no na fase do desemprego,
tava tinha renda na época, renda.
caía regularmente,
não era muito, mas caía.
Eh, tava casado, tal, vida organizada a
dois é mais fácil.
A gente tá lá e pediram lá para eu poder
organizar uma escola de formação para
membresia.
E aí eu organizei do jeito que eu achava
que era bacana.
E aí antes de
de rolar essa formação, essa organização
e os a liderança da igreja, os donos da
igreja iam viajar, iam ficar um tempo
fora enquanto eu tivesse organizando
essa escola. Aí quando eles voltarem
essa escola era para est andando. Montei
o projetinho, tal, montei o projeto,
apresentei pro pras lideranças,
liderança massa, tal, não sei o que lá.
Pedi para pó fazer. No pó fazer,
ó, a gente quer dar um dinheiro para
você, um valor, né? A gente quer dar um
valor para você poder fazer esse
projeto, tocar esse projeto.
Imediatamente a luzinha acendeu aqui, ó.
Pá,
emboscada.
Precisa não.
Sempre bontar uma grana mais, né? Não
precisa não. Tá de boa. E não é porque
não queria. Queria
precisa, não. Pode deixar que eu faça.
Aí é trabalho voluntário da igreja, tá
tudo certo, né? A gente acredita na
obra. Por quê?
Porque funcionaria como me botar no
cabrestinho ali. E eu vi ali, ó, vindo
de longe. Tava vindo ali, ó. Tá vindo
dois caras numa moto. Dois caras numa
moto vindo. Eu falei: "Ih, tem que pular
para dentro da loja. A loja tá aberta
aqui, já pula aqui dentro. Tem uma loja,
pá. O mano da loja tava fechando lá o
portão. Eu pulei para dentro para me
salvar. Dois caras numa moto vindo aqui,
ó, porque era isso que ia acontecer.
Então essa é uma outra dinâmica que
acontece nas igrejas estruturalmente
moldadas a partir de dono, que reproduz
exatamente essa fita de amor de de de
controle e que aí também com o salário
de seus copastores, auxiliares,
lideranças que tiverem recebendo,
trabalhando ali, você sufoca
tal qual uma igreja conservadora faria.
É, mano, não é fácil não, viu? Agora,
isso tem que ser discutido que não é só
uma questão de discurso. É muito fácil
achar que a religião é uma questão de
discurso de de de
espectador que vai no culto. Não, mano.
Não. A prática de vida de féla depende
de meios para isso. E aí a gente tem que
discutir esses temas.
Diz que pai do Iniesta. Mas Bruno, eu
esse tipo de organização que você não
acha que vira bagunça? Não, porque a
gente nem falou aqui qual seria as
possibilidades de tipo de organização.
Não é não, não vira bagunça, não. É ao
contrário. É uma bagunça.
Hoje é uma bagunça. Hoje é uma bagunça
irresponsável.
Irresponsável é organizar a casa.
Eu não sou marxista. Tudo bem, não
precisa ser. [risadas] Tá tudo bem.
Diz quita Valéria. Na comunidade não se
cobra dízimo, como as outras igrejas
tradicionais. Bom, houve uma mensagem
sobre o assunto e o conceito foi
totalmente diferente do meu aprendizado.
Que bom. Isso é excelente. Libertador.
Diz pai do Inest, tento desconfiar da
ideia de democratização radical. Será
que a ideia de liderança não surge
exatamente porque não dá certo essa
ideia de todo mundo mandando? Mas não é
todo mundo mandando, vai ter liderança.
Inclusive, é impossível num processo,
vamos dizer aqui, ó, se em processos
revolucionários é impossível você não
ter uma liderança carismática, imagina
em organizações menores. É importante
ter liderança carismática, ter líder
forte, tudo isso, mas você tem que
institucionalmente planejar os pesos e
contrapesos. Isso é, senão vai dar
errado. Mas confesso que não sei bem
como seria isso que você tá falando. É
porque a gente ainda não teve papo para
isso, mas mas teremos. Diz que doido
Alexander.
Bizarro ter esse senso comum de que a
igreja é uma propriedade privada. Isso
tem que acabar. Tem que acabar. Tem que
acabar. É uma empresa, né? Funciona como
empreendimento. Diz que pai, será que a
gente não encontra o meio termo com
hierarquia, liderança ao mesmo tempo
mantendo a participação popular? Sim,
exatamente essa ideia. Eu sinto que é
difícil as pessoas querem participar
mais fundo da igreja. Ah, mas a gente
não participa nem de reunião de
condomínio onde a gente mora. Imagina
[risadas]
quita Valéria. O segredo é sempre estar
ligado e confrontar a liderança que está
sendo colocada para a membresia. Isso é
perfeito. Perfeito. E aí organização da
membresia que tem que se sentir à
vontade suficientemente para poder fazer
isso. Diz que do pai do talvez por
porque estão acostumados com o modelo de
igreja shopping. Sim, espetáculo, né?
Mas sei lá, ao meu ver, as pessoas
geralmente vão não vão querer ter essa
responsabilidade toda. Mas poder, mais
responsabilidade. Sim, sim. Mas a ter
mecanismos de confrontação, de espaços
seguros de ouvidoria, de para poder
inclusive denunciar situações graves,
mediar conflitos, cara, planejar
mediação de conflito é plenamente
viável. Plenamente viável, sem
sofrimentos. Diz que do Cléber Lauer.
Opa, cheguei. Pô, Cléber, bem que a hora
que eu tô saindo, mas tudo bem que a
live fica gravada. [risadas]
Tudo bem lá, Cléber? Eu espero que você
esteja bem. Descrita Valéria, a
organização de uma comunidade e o que de
fato importa são os frutos.
Perfeitamente. Pelos frutos
reconhecereis o que está o que está faz
esta faz parte e pela comunidade local.
Isso para mim é fundamental.
Perfeitamente, perfeitamente. Querida
Valéria,
diz querida, diz ele: "Na minha
comunidade há um pastor presidente, um
pastor emérito, mas todos levam a
palavra para o grupo e decidimos em
conjunto. É possível se organizar, dá
mais comunidade pequena, é mais fácil
até. Mas é isso.
Diz querido Marcos Vince Farias, o campo
progressista é um mercado milionário. Is
é um exemplo. Algo pouco comentado é o
uso da igreja do pastoreio progressista
com acesso a esse tesouro. Então ele não
é um mercado, é um mercado milionário.
Verdade. Verdade. Porque tem um nicho de
mercado, assim como qualquer coisa que
aparecer no capitalismo, né? sobre a
relação do capitalismo, que aí é a parte
que eu fico indignado com o conservador.
E o conservador fala que não, aqui a
gente não é comunista nem capitalista,
nem pode transformar Jesus em
mercadoria, mas é independentemente da
vontade dessa pessoa, vai entrar dentro
da igreja, porque sob capitalismo toda
relação é transformada em mercadoria.
Por isso que o cara grava vídeo, faz
para ganhar view no YouTube, real no
Instagram. Nós tá fazendo isso aqui
agora. Eu tô fazendo isso nesse exato
momento.
Eu tô gravando um conteúdo, fazendo uma
crítica e tá sendo transformado em
mercadoria com adicência pro Google. E
eu tô precisando exatamente de
1 para conseguir receber do YouTube
nesse mês ainda. Até o dia 21 de agosto
precisa entrar mais. Entrando 3 eu
consigo receber, senão não recebo. O que
significa que eu também tá sendo
transformado em mercadoria isso aqui. Aí
o maluco que é comuna e vende camiseta
comunista, ele tem que vender camiseta
comunista, senão ele não vai ter
dinheiro para poder fazer a renda. Vende
discurso comunista, porque tudo que
entrar, tudo que entrar nesta reprodução
social capitalista vira mercadoria. Não
tem como não virar.
Não tem como. E aí sim vira daí um
mercado potencial você ter disputa de
nicho e tal, mas aí vai valer para todo
mundo inclusive para comunada. Eu como
comunista digo isso. [risadas]
Vira. Então assim, eh independentemente
das nossas intenções, né?
Independentemente das nossas intenções.
E aí a gente tem que lidar com essa
realidade. Sabendo disso, como nos
organizaremos? Se eu quero ser crítico
valendo contra essa estrutura de
mercado, como é que eu, pô, como é que a
gente faz esse bagulho daqui? Como é que
a gente faz essas denúncias, essas
críticas, etc, etc, etc? Então, é
importante. Beleza, meu povo?
Preciso partir e preciso trabalhar.
Querido Diogo, seja muito bem-vindo como
membro aqui do canal. Coloca seu membro
no canal.
>> [risadas]
>> Ah, que da hora, que da hora, que da
hora. Seja muito bem-vindo. Obrigado
pelo carinho, pela confiança. Você
também possa se tornar membro, membra,
membro e membrezia do canal, porque vai
que a gente bate esses 13 dólares
faltantes para poder receber esse mês
ainda do YouTube, porque o senhor do
YouTube não paga se não bater
e esses 3 que fala, tem que dar $ por
tem que bater $ para ele fazer a
transferência até o dia 21 de cada mês.
É uma sacanagem.
Eh, mas seja bem-vindo. Seja bem-vindo,
querido membro do canal. Se você quiser
entrar pro nosso grupo do WhatsApp Zap,
não esqueça, só manda aí o seu nickname
com o seu WhatsApp e a gente te coloca
na nossa primeira igreja barista do
WhatsApp. Discrito Dio, bom dia, Hei,
Kedal, totalmente fora do assunto, mas
esses dias o Gustavo Machado, seu
companheiro, se meteu em uma disputa
sobre metafísica, defendendo inclusive a
visão ingênua de realismo. Vai falar
sobre o tema? Já falamos sobre o tema.
Já falamos sobre o tema. Tem uma live
aqui sobre o Gustavo Machado falando
sobre metafísica. É uma live que a gente
reagiu ao Gustavo Machado e ao Iri.
E aí tá, ficou legal.
Diz que do Igor Ran, vá com Deus mestre.
[risadas]
Vá com Deus mestre.
Tem o Deus mestre, tem o Deus discípulo,
tem o Deus aprendiz.
Foi mal. Queo fazer o watch mais um
membro entrando.
É, obrigado aí Diego, por por entrar com
seu membro. Diz que da Geseli. Obrigado,
Bruno. Obrigado, Dizeli. Tamo junto.
Opa, que massa. Tamos juntos. Tamos
junto. Fiquem bem minha gente.
Quarta-feira,
praticamente fim de semana.
Daqui a 7 dias será meu aniversário.
Então
deem presentes, nem que sejam parabéns.
Parabéns, Bruno. Eu tô feliz já. Se eu
conseguir um parabéns, Bruno do Crack
Daniel, eu já vou ficar muito satisfeito
também.
Beleza, meu povo? Fiquem bem,
aproveitem. Quase fim de semana,
praticamente fim de semana, desfrutem da
vida dos dias. Estamos chegando.
Pergunta [música] querido, fazer o what?
Live de aniversário, tô planejando, não
sei se vai dar, mas tô tô tentando. Vou
tentar, [música] vou me esforçar para
isso. Quem sabe na sexta-feira, na
outra, mas eu vou vou descobrir, beleza?
Um beijo no vocês, se cuidem, nos
auxiliem e seguiremos
por aqui. Cadê, cadê, cadê? Cadê?
Seguimos [música] por aqui trazendo a
boa nova.
>> Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia
útil até a vitória final.
Seguimos trazendo [música]
boa nova todo dia útil
até a vitória final. Bem, se [música]
cuidem, espalhem a palavra por aí, nos
auxiliem. Obrigado por acompanharem hoje
esse
longo papo de testemunho, confissões e
sofrimentos, mas sobreviveremos. Estamos
junto. É nós.
>> [música]

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