# 81 Pilares da Fé Reformada
02/08/2026
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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos
O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:
“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.
Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:
“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461 (WhatsApp)
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Legendas automáticas:
passou bem e não chegou muito bem de saúde e por isso eu estarei substituindo hoje. E nós vamos orar e vamos orar pelo reverendo Rubens, né? Deus esteja cuidando dele. Vamos orar. Senhor Deus, obrigado por essa noite, pela oportunidade que o Senhor nos dá de estudarmos a tua palavra, de sermos edificados por ela. Senhor Deus, nós somos pequenos, fracos, falhos. Nós precisamos da tua graça, da tua orientação e precisamos, ó Deus, ser alimentados pela tua palavra. Fortalece a nossa fé no Senhor. Cuida de nós. E pedimos, ó Deus, o Senhor esteja também cuidando reverendo Rubens, restaurando a sua saúde, cuidando de tudo na sua casa, nas suas atividades. Que o Senhor esteja o fortalecendo também. Em nome de Jesus nos colocamos na tua presença. Amém. Amém. Amém. Meus irmãos, hoje com muita alegria. Por que com muita alegria? Porque eu amo essa essa doutrina, a doutrina da justificação. Ela ela me edifica muito. Só de parar para poder preparar, né, aqui a essa aula pros irmãos. Eu já fui muito edificado hoje, né? E todos nós seremos nome de Jesus. a doutrina da justificação. Eu gostaria de ler, vamos ler esses textos pra gente eh introduzir e a gente perceber a importância que o apóstolo Paulo dá para essa palavra. E Gálatas, capítulo 2, versículo 16 diz assim: "Sabendo, contudo, que o homem não é justificado pelas obras da lei, e sim mediante a fé em Jesus Cristo." E aqui eu já queria fazer um parênteses com a aula passada, porque nós falamos sobre a doutrina da fé e que nós vivemos por fé e tudo que acontece por nós na obra da redenção, ela é aplicada na nossa vida pela fé. E aqui a gente vê o apóstolo Paulo falando novamente, é mediante a fé em Jesus Cristo. Também temos crido em Cristo Jesus para que fôssemos justificados. E ele repete, pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois por obras da lei ninguém será justificado. Não sei se vocês perceberam, mas ele falou a mesma coisa aqui umas três vezes. [risadas] Porque não é pela nosso, pelo nosso esforço, pela nossa obediência à lei, nós obedecermos todas as leis de Moisés. Não, não é por isso que nós somos justificados, tá? E agora vamos ler agora em Romanos, que é também um livro que que vai tratar muito a respeito, né, desse termo jurídico. Romanos capítulo 3, versículo 21, 24 diz assim: "Mas agora, sem lei, a justiça de Deus se manifestou, sendo testemunha pela lei e pelos profetas. É a justiça de Deus. mediante a fé, novamente, ó, mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem, porque não há de instinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo o quê? Justificados. E a gente pagou quanto pra gente ser justificado? A gente não pagou nada, né? sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. E aí continua versículo 25 e 26. A quem Deus apresentou como propiciação no seu sangue mediante a fé. Deus fez isso para manifestar a sua justiça, por ter ele, na sua tolerância deixado impunes os pecados anteriormente cometidos, tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, a fim de que o próprio Deus seja justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. Gente, esse texto é maravilhoso. Esse texto é maravilhoso. E agora tem uma umas curiosidades aqui desse texto, porque ele vai falar que ele manifestou a sua justiça. O que significa, dentre todos os significados que às vezes o apóstolo Paulo ele cita, né, com o significado. Tem hora que ele cita a mesma coisa, mas aquilo já tem uma outra conotação. Manifestar a justiça foi quando Deus realizou a sua justiça em Jesus Cristo. Quando que ele fez isso? Quando Jesus derramou o seu sangue. Foi quando na cruz do Calvário o sangue de Jesus perdoou os nossos pecados. Ali Deus manifestou a justiça dele, tá? Então, por no final, então, ele vai falar a fim de que o próprio Deus seja justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus. >> Por que que nós falamos para que Deus seja justo? Porque se Deus perdoasse todo mundo, só falasse assim: "Agora você é justo, agora você tá justificado". Deus seria injusto. Boa. Por isso que Deus manifestou primeiro a sua justiça em quem? Jesus. Se alguém falar assim: "O Senhor não poder, não pode perdoar o pecado dele não? O que que você vai fazer com o pecado dele? Aí o Jesus levanta a mão, fala assim: "Eu eu assumi o pecado dele. O pecado dele foi na cruz comigo. Deus é justo. Vocês estão vendo? Então Deus primeiro ele fez tudo isso porque alguém poderia falar: "Mas por que que Deus só não perdoa o pecado? Por que que Jesus precisou morrer numa cruz?" Então, na história da redenção, não há erro nenhum. né? Porque Jesus, por que que Deus não fez assim? Por que que Deus só não declarou todo mundo justo e pronto? Quem ele queria? Ele ia ser injusto. Então, como Deus ele é justo, Deus ele não pode contrariar e errar, fazer alguma coisa contra a sua própria palavra e a sua própria justiça, tinha sim que alguém pagar. tinha que alguém pagar esse preço, tinha que ter um sangue derramado. Então, é por isso que a palavra propiciação, né, eh, é isso. E ela, Deus se tornou possível a nossa justificação através do sangue de Jesus. Então, só a partir desses textos que nós lemos, há como existir justificação sem derramamento de sangue? Não, não há. Então, a o fato, a base toda da justificação é a obra de Jesus, tá? E é o sangue derramado de Jesus. Exatamente. Um, agora tratando um pouco de conceito, isso aqui é importante que o Berkov vai trabalhar no seu livro, o conceito bíblico do que é justificação, tá? Aí, ah, mas parece que é tão fácil, não é assim tão simples que muitas pessoas entendem de forma errada, né? Por exemplo, o que não é justificação? Justificação não é uma mudança moral. Não é assim, ah, agora você é justo, você foi justificado. Mas por quê? Porque agora eu tô mudando meu jeito de andar. Eu agora tô fazendo as coisas certinhas. Eu parei de fazer isso. Eu parei de fazer isso. Agora eu tô indo na igreja. Eu tô cantando coral. Eu tô fazendo isso. Não, isso não é. Ah, meu casamento melhorou. A justificação não designa uma transformação interna. Não é o processo de tornar o homem justo. Mas pastor, eu pensei, mas não é, não é isso. A justificação não é para tornar você uma pessoa melhor. O que vai tornar você uma pessoa melhor é outra coisa que a gente vai ver na frente. Mas a justificação não é algo que acontece no nosso interior. E olha só que que coisa interessante. Então, o que que é o que é justificação? É um ato judicial. É uma declaração de Deus baseada unicamente na justiça de Cristo. Primeira coisa, a base não é você. A base é o quê? Cristo. A base é Cristo. Atestando que todas as reivindicações da lei foram satisfeitas. uma mudança de estado e posição legal perante o tribunal divino. Então, não é no nosso coração que aconteceu a justificação. A justificação aconteceu no tribunal divino. Que que é isso tribunal divino? É no conselho de Deus. Deus olhou para nós, aplicou a obra de de redenção em Jesus. os nossos pecados. Agora, a culpa do nosso pecado já não faz parte mais de nós, porque a toda a nossa culpa foi lançada em Cristo Jesus. Então, baseado em Cristo Jesus, na obra de Cristo, eu agora, o juiz vai lá e bate o martelo e fala: "O Alex está justificado". Não é porque ele mudou, não é porque ele fez um monte de coisa para ele parecer justo e eu consegui convencer Deus de que agora eu sou uma pessoa justa. Ele faz isso primeiro e ele faz lá. Então é a justificação. É algo que acontece fora de nós, onde o que que acontece? Deus nos declara justos. E Deus faz essa declaração baseado não na nossa justiça, não na nossa transformação, mas ele faz baseado nisso, na obra de Cristo na cruz. Amém? Tudo certo até aqui? Então vamos lá. Paulo cita muito essa palavra justificação, mas toda a Bíblia vai falar a respeito disso. Os salmos a gente vai ver muito isso, o justo em Provérbios, o justo. Noé era um homem justo e bom. Toda a Bíblia vai citar essa essa palavra. Então vamos lá. Então o fundamento do Antigo Testamento, né, a definição base, o que que é? é declarar judicialmente que o estado de uma pessoa está em harmonia com as exigências da lei. A pessoa está andando corretamente. E aqui, é claro, é de acordo com a vontade de Deus. Ser justo, nós já falamos aqui em outra aula, ser justo é uma pessoa que não tem pecado. Não, porque todos pecaram e carecem da glória de Deus. Não há um justo sequer. Mas por que que na palavra tem justo? Justos são as pessoas, são homens pecadores que eles reconhecem a sua dependência do perdão de Deus. Reconhecem o seu pecado. Eles reconhecem os seus erros. Esses são os justos, né? Então vamos lá. Essa palavra também, ela tem um caráter legal, mesmo sendo do no Antigo Testamento. A justiça é imputada e o pecado é perdoado, alterando exclusivamente a condição legal perante Deus, tá? E isso desde o Antigo Testamento é pela fé, tá? Eh, outro outra outro sentido dessa palavra também, né, que continua sendo esse sentido forense, é comprovado pelo contraste direto com a condenação. Toda vez que uma pessoa é justificada no Antigo Testamento também é Deus tirando a sua condenação por causa da culpa, daquele pecado, né? E Deus então concede o seu perdão. Quem que pode ler? Vamos abrir. Ah, quem pode ler Deuteronômio? Outros já abrem em Provérbios e outra pessoa abrem em Isaías. E você que está nos assistindo de casa vai acompanhando também na sua Bíblia. Deuteronômio 251. Quem que pode ler? Vamos lá. Quem que achou? Pode ler. Em havendo contenda que vieram juiz de juízo justificando no justo e condenando isso já vai falar desse sentido forense no Antigo Testamento. Você vai eh havia alguns problemas na no Antigo Testamento quando o homem era mal julgado também. Ele o correto era condenar aquele que cometeu pecado, né? inentar aquele que é justo e aqueles e e às vezes acontecia também se fosse um um mau juiz, ele poderia também cometer erros. Por exemplo, Provérbios 17:15, quem que pode ler? O que justifica o perverso e o que condena o justo a bondade são para o Senhor. Isso você viu que é abominável pro Senhor quando você condena aquele que é justo e você solta, né, o perverso e o ladrão para ele ser candidato depois ainda e ganhar a eleição. Então isso é uma coisa que que acontece e isso é o quê? Abominável. Isso é abominável. Acontece, acontece até hoje, né? Então, esse sentido forense desde o Antigo Testamento, que talvez a gente pensa assim: "Ah, lá é por causa da lei, né? Eh, a lei jurídica, esse aspecto mais jurídico veio com os romanos." Não, toda a vida, toda a vida teve, toda a palavra de Deus vai falar a respeito disso. Isaías 5:23, quem que pode ler? Os quais possam justificam o perverso e ao justo negam justiça. >> Isso aí vai falando, né? Esse sentido forense que é fora nesse aspecto, é fora do caráter de Deus, né? E quem que pode ler o Salmo 32 1 e 2? Salmo 32 1 e 2. Bem-aventurado aquele cujo ini perdoada, cujo pecado bem-aventurado o homem a quem o Senhor não >> isso. Esse é um versículo que a gente lê muito assim na na igreja, no momento da liturgia. Bem-aventurado aquele que tem o seu pecado o quê? perdoado. Então, no Antigo Testamento também nós vemos um Deus cheio de graça, que perdoa pecados também e que ele ele tira a culpa do pecado daquele que pecou e mas confessou o seu pecado. Depois você termina de ler o Salmo 32, porque ele reconheceu e confessou, reconheceu o seu pecado e ele alcançou o perdão de Deus. Então, no Antigo Testamento, nós vemos eh que esse aspecto forense, ele pode ser feito para a glória de Deus, pode ser feita de uma forma abominável. Existe sim a figura da pessoa que ela é justa, aquele que tem que deve sim sofrer condenação e aquele que deve ser inocentado, tá? Então, a desde o Antigo Testamento, essa palavra, esse termo forense, ele é muito comum. E no Novo Testamento aí não há dúvidas, que são os textos que a gente sempre está lendo, né, que que ela mantém esse mesmo sentido, né, mantém o sentido estritamente forense de declarar justo. a essas provas, né, do sentido legal, é confirmado pela oposição à palavra condenação, igual lá do do Antigo Testamento, e pelo uso do termo intercambiável, não imputar pecado. Então, o apóstolo Paulo, ele sempre vai usar esses termos, né, que é a oposição de se tornar justo. Quem que pode ler Romanos 8 33, 34? São textos mais conhecidos. Alguém achou que pode ler para nós? >> Quem tentará ação contra os eleitos de Deus? É Deus quem nos justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus que morreu ou antes que ressuscitou? O qual está à direita de Deus e também intercede por Deus? >> Amém. Olha que coisa linda, né? Quem acusará? Ninguém pode acusar mais os eleitos de Deus, porque os eleitos de Deus eles são justificados. E agora não tem mais. Vai acusar de quê? Vai condenar pelo quê? Se toda condenação já foi realizada em Jesus. Então, no Novo Testamento, a gente vê, né, também esse sentido jurídico muito claro e que a gente, o apóstolo Paulo, qual que é o intuito do apóstolo Paulo? É mostrar que os eleitos de Deus eles são justificados pela graça. E quando a gente entende assim que eu sou justificado, é essa ênfase paulina aqui, ó. O ato pelo qual as exigências exigências da lei como condição de vida são plenamente satisfeitas. Se há algo que alguém que é culpado deva pagar, a obra de Cristo satisfez a justiça de Deus. Não há nada mais que possa, que precisa ser feito. Então, quando nós fomos declarados justos, quando nós fomos justificados, é porque Deus ficou satisfeito, satisfeito com a obra da cruz. Como nós nós já falamos aqui em outro momento e pra gente lembrar o que que aconteceu na história da redenção que prova que Deus ficou satisfeito com a morte de Jesus. Eu não sei se algum dos irmãos aqui vão lembrar. A maior prova da que que Deus ficou satisfeito foi com a ressurreição de Jesus. A ressurreição de Jesus é uma declaração de Deus falando assim: "Pronto, fiquei satisfeito. Essa, esse sacrifício satisfez a minha ira, satisfez toda a minha justiça. Então, gente, isso é maravilhoso demais. Então, quando nós falamos assim que Deus nos declarou justos, é porque o sacrifício de Jesus satisfez. Deus ficou satisfeito com o sacrifício de Jesus e e nós somos plenamente então justificados. Louvado seja Deus por isso. Tudo aquilo que Deus faz na nossa vida, meus irmãos, toda a obra que Deus começa, tudo aquilo que ele já fez e que ele ainda está fazendo, ele terminará. Não há nada que fica assim mais ou menos feito, não. A obra da salvação, ela é perfeita e ela é plena. Por isso que nós podemos descansar na obra de redenção, porque é tudo em Cristo que foi feito, é tudo em Cristo Jesus. Mas não foi assim a vida toda que a igreja entendeu. Então, antes da reforma protestante, porque nós estamos aqui estudando a doutrina reformada. E antes da reforma, como que a igreja pensava isso? Então, a igreja primitiva, que aí aqui a gente vamos pegar Agostinho de Pona, ele havia uma essa compreensão da justificação que nós temos hoje, que vocês estão aprendendo e estamos lembrando aqui hoje, não era a mesma que Agostinho tinha. Eh, ele não enfatizava como um lá esse ato legal de justificação, né? Mas ele tinha mais uma ênfase na mudança moral. porque ele era uma pessoa muito pervertida antes da sua conversão. Então, na cabeça dele, a a justificação era meio misturada com a santificação. Eu sou justificado à medida que eu sou justificado. E ele também ele achava que a a justificação vinha pelo batismo. Por isso que é é porque o batismo ele tem a ver também com lavar, né? a própria palavra aspersão, batizar, tem a ver com lavar. E e ele entendia então que uma pessoa que ela era justificada no ato do batismo, tá? Então era um pouco diferente do que nós entendemos hoje. E depois aí Tomás Jaquino, mais na frente, Tomás Jaquino é o grande teólogo da Igreja Católica Apostólica Romana, né, que pensa também eh diferente de nós. Ele ele entende que a justificação passa a ser vista como uma infusão de graça que faz o homem justo. E tem a ver com moral também. Deus, que que ele fala? que Deus coloca, ele ele coloca uma graça especial agora no homem que agora ele passa a se comportar como um homem justo. Aí ele passa a fazer boas coisas, mas a justificação, segundo a doutrina reformada é diferente, tá? E depois foi ainda reforçada essa doutrina, né? depois ainda de Tomás de Aquino lá no concílio de Trento, que aí fixou essa doutrina que a justificação é oficialmente definida como um processo de renovação espiritual que inclui o mérito das boas obras. Mais ainda ficou mais diferente ainda do que nós nós entendemos. Então vamos lá, pastor. Como é que aconteceu na reforma? Então vamos lá. Eh, alguns princípios pra gente entender nessa tabelinha e dá pra gente compreender melhor. Vamos lá. Qual que é a natureza então da justificação? Segundo a visão romana, o processo moral interno de renovação. Vocês viram que no começo eu já falei que a justificação acontece fora de nós, mas segundo o romanismo acontece dentro de nós primeiro. Aí a gente vai mudando o jeito da gente viver e a gente vai se tornando justos diante de Deus, né? E a posição reformada, o que que é? É um ato legal externo que acontece lá no tribunal divino. Deus vai lá e declara a gente justo pela obra de Cristo. Tá? Qual que é a base? A base da segunda doutrina romana é a graça infusa e mérito de boas obras. A posição reformada é exclusivamente a justiça imputada de Cristo. É solos Cristo. É um dos solos. Cristo. Tudo que acontece, que Deus faz para salvar o homem é por causa de Cristo. A base é Cristo, não as nossas boas obras. Qual que é o meio? A fé somada às obras, segundo o romanismo. E e segundo a posição reformada, a fé apenas como instrumento de recepção. Gente, se a gente lê esses versículos que nós lemos do apóstolo Paulo, tá mais do que provado que é pela fé. É pela fé. O apóstolo Paulo não pede pra gente fazer mais nada. É pela fé. Nós cremos que a justiça de Deus é aplicada a nós e nós nos somos declarados justos por causa da obra de Cristo. Estatus. Olha só, isso aqui é interessante no romanismo, o status, o status do cristão no romanismo é progressivo, ele não é justificado, ele está sendo, ele vai sendo justificado, né? Então é progressivo e admite graus e repetição. Ele pode ser justificado mais de uma vez. Agora, na posição reformada, nós somos justificados instantaneamente. Quando o Espírito Santo de Deus nos regenera, nós, à luz da palavra de Deus, nós cremos que nós somos salvos somente através de Jesus. Nós somos justificados imediatamente, completamente. A gente não é meio justificado, não. Aquele ladrão na cruz que morreu ao lado de Jesus, ele foi justificado naquela hora. Então, assim, isso é muito importante e é de uma vez por todas. A gente não precisa depois ser justificado de novo. Ah, pastor, eu andei, eu não tô assim tão firme, eu acho que eu preciso ser justificado de novo. Não, é só uma vez. Isso acontece uma vez na nossa vida. Agora, a questão moral, ela é importante, é muito importante. Tanto que nós vamos estudar sobre santificação, a doutrina da santificação. Mas não é que a gente se santifica pra gente se tornar justo. Nós somos declarados justos. E depois o Espírito Santo de Deus começa o trabalho dele nos santificando. E aí é dia após dia a gente vai caminhando nesse processo de santificação, tá? Nós vamos ter uma aula eh exclusivamente sobre santificação, tá? Então, mais uma vez, pra gente não entender e não fazer nenhuma confusão, tá? Justificação, ela ocorre então fora do pecador. Qual que é o efeito legal? remove a culpa e muda o estado judicial. Antes eu era condenado à morte por causa dos meus pecados, mas agora mudou o efeito legal, mudou o meu status. Eu agora, toda culpa foi removida de mim. Eu não tenho mais culpa no cartório, no cartório divino. Não tenho culpa mais. E muda meu estado judicial. Antes eu era um condenado à pena de morte eterna. Agora eu sou justificado. Duração realizada uma vez por todas. E é imediata, né, essa justificação. E a autoria, quem que declara isso? É um ato declarativo de Deus, o Pai. É Deus que nos declara então justos. Santificação, ela ocorre no interior do crente. Você tá vendo que aí começa depois o é Deus tratando e nós vamos sendo transformados. Isso o que que acontece dentro de nós é santificação. Qual que é o efeito moral? Eh, remove a corrupção e muda a vida íntima. Na na justificação remove a culpa. Agora, o que que é que ele remove? remove essa tendência minha para o pecado. Isso é santificação. É Deus nos fortalecendo paraa gente deixar de fazer algumas coisas que para nós era normal. Agora a gente passa a achar aquilo esquisito, estranho. E gente, isso é fantástico. Isso é libertador quando a gente entende que é Deus quem faz isso em nós, é Deus que promove isso em nós e que ele nos capacita para viver uma vida de santificação. E a partir dessa mudança interior, nós sabemos de onde vem todos os pecados. Todos os pecados surgem do coração do homem que a sede de tudo. E quando o nosso coração então é transformado e regenerado, a partir desse coração regenerado, agora eu começo a viver para a glória de Deus e eu começo a abandonar muitas coisas que era comum para fazer, né, de pecados. Então, a e são essas grandes diferenças, né? Por exemplo, a justificação, ela acontece uma vez e de uma vez por todas. A santificação aí já é um processo. A santificação é dia após dia, dia após dia, sendo trabalhados pela palavra, sendo trabalhados pela exortação, né, na igreja. Então, aí esse é o processo que nós estamos caminhando. E a autoria, quem que é o autor do processo desse de santificação na nossa vida? é uma obra transformadora do Espírito Santo, tá? Então a gente aqui percebe a trindade porque a base de tudo aqui é o sacrifício de Jesus, é através da obra redentora de Jesus. Então nós vemos a pessoa de Cristo, vemos a pessoa de Pai nos declarando justos e nós vemos também a pessoa do Espírito Santo, então nesse trabalho de santificação na nossa vida. E o Berkof também ele vai trazer aqui eh algumas coisas aqui muito interessantes que são é o elemento negativo e o elemento positivo. Quando ele diz elemento negativo, o Berkov está querendo dizer é aquilo que ele tira e elemento positivo é aquilo que ele coloca, tá? Então vamos lá. Elemento negativo é a remissão. A base é a obediência passiva de Cristo, seus sofrimentos e morte. A base sempre vai ser essa. A base sempre será o sacrifício de Jesus. E qual que é essa ação então que ele chama de elemento negativo? É a remoção total da culpa e da penalidade de todos os pecados passados, presentes e futuros. Olha que coisa maravilhosa. Quem que pode ler Isaías 43:25? Isaías 43:25. Quem achar pode ler. >> Eu, eu mesmo sou que apaga suas transgressões por favor de mundo, seus pecados. nome de Jesus, >> viu? Esse texto de Isaías é lindo. Eu mesmo sou o que apaga os seus pecados e as suas transgressões, tudo aquilo que você fez, eu não me lembro. Isso, isso tudo significa o quê? Ele tirou a culpa e ele tirou tão bem tiradinho que ele nem lembra. É claro que Deus não esquece. Deus é uma figura de linguagem para dizer, ó, isso aí não vai não significa mais nada. Você não tem culpa mais. Isso é maravilhoso. Então, é isso que Deus faz. Ele tira toda culpa, todo peso do pecado. Meus irmãos, isso é libertador. Isso é libertador. E qual que é o elemento positivo? Elemento positivo, que que é que Deus então imputa? E Deus coloca, né, sobre nós. Qual que é a base? É a obediência ativa de Cristo, o perfeito cumprimento da lei. Não sei se vocês perceberam a diferença que o Berkov usa. Primeiro que é a obediência passiva de Cristo. O que é a obediência passiva de Cristo? Que é é aquela obediência que ele obedeceu até a morte de cruz. Ele obedeceu calado humildemente e Jesus Cristo subiu naquela cruz e morreu por nós. Essa é obediência passiva e tem a obediência ativa. Ele cumpriu toda a lei. Ele obedeceu toda a lei. Deus, ele o Jesus ele foi, ele é perfeito, porque ele não desobedeceu em nada, ele obedeceu em tudo. Então é uma obediência ativa. E o que que isso causa em nós? Qual que é a ação? Garante a adoção de filhos, direito legal à família de Deus. Então são coisas que nós somos justificados, mas além de nós sermos declarados justos, que a gente não tem culpa de mais nada, além disso, nós somos adotados. Nós agora, porque nós somos eh justificados, não temos mais culpa de nada. Nós agora nos tornamos os irmãos, os irmãos mais novos de Jesus. Agora nós somos da família de Deus. Quem que pode ler João 11? Mas a todos a quando receberam Deus o poder de seus filhos, feitos filhos de Deus a saber o seu >> Aí, olha que coisa linda. por causa de Jesus Cristo. Agora nós podemos falar que nós somos filhos de Deus e o próprio Espírito Santo testifica com o nosso espírito e nós temos essa certeza que nós somos filhos de Deus. E por que que ele fez isso? Por causa da obra e da doutrina da justificação. Porque agora nós fomos declarados justos. E agora que eu sou filho de Deus, que eu fui também agora declarado e adotado, que essa que é é a expressão mais correta, né, de nós falarmos que nós somos adotados, porque antes nós não éramos filhos de Deus. Oi? >> Filhos da desobediência. Quem que é filho de Deus mesmo? Jesus. Jesus é o filho de Deus. Nós somos filhos de Deus, mas nós fomos adotados. Éramos bastardos, éramos inimigos de Deus. E ele agora nos fez não só justificados, ele não só tirou nossa culpa, não. Ele nos fez seus filhos. Olha que coisa maravilhosa. Quem que pode ler Romanos 8:17? Olha só o que mais nós agora temos, porque nós somos justificados e somos filhos. Romanos 8:17. >> Ora, se somos filhos, somos também herdeiros. Deus eos com Cristo. Se com ele sofremos, também com ele ser. >> Se somos filhos, somos também o quê? >> Herdeiros. Qualquer, vocês lembram que na época, assim, a gente via sempre na televisão assim, de vez em quando aparecia um filho do Silvio Santos. aparecia filho de Silvio Santos de todo jeito, em todo lugar, porque todo mundo queria ser filho do Silvio Santos. Por que que queria ser filho do Silvio Santos? Para ser o quê? Herdeiro. Todo mundo quer ser filho do Neymar, todo mundo quer ser filho do Pelé. [risadas] Então, gente, isso é maravilhoso, porque a palavra de Deus diz, se somos filhos, somos também herdeiros. Gente, nós somos herdeiros. Olha que bção. Então, a a obra, essa doutrina da justificação, ela nos fortalece, ela nos dá certeza primeiro, porque não somos justificados pelas nossas obras, mas é pela fé na obra de Cristo. A base é Cristo. Por isso que nós podemos ter certeza, porque a obra de Cristo ela é eficaz e de uma vez por todas eficaz. Então, é por causa de Jesus. E talvez a gente lute, pensa assim: "Ah, pastor, mas eu tive os meus pecados perdoados. Eu eu lutei contra os meus pecados, mas passaram os anos, eu enfraqueci e eu caí no pecado de novo. E os pecados do futuro, a obra de Jesus, ela é perfeita, completa e plena. Todos os nossos pecados do passado, do presente e do futuro, todos eles foram lançados na cruz de Cristo. Agora, o apóstolo Paulo, ele puxa a orelha também. Mas agora então vocês vão pecar à vontade porque agora vocês vão tá tudo lá na cruz de Cristo, vocês podem pecar e fazer o que quiser. Não. Por causa disso, por causa dessa obra, o Espírito Santo agora começa o trabalho dele de santificação. E eu agora passo a viver uma vida não como um filho da desobediência. Eu agora sou filho de Deus. Eu tenho agora, eu vou agora parecer mais com Cristo. Eu agora vou parecer mais com o meu irmão mais velho. Eu não vou mais viver essa vida antes, porque eu era um desgarrado. Eu não tinha, eu não era da família de Deus. Agora eu sou da família de Deus. Gente, isso é maravilhoso, porque eu não sei se vocês já repararam, algumas famílias que têm filhos adotados e os filhos parecem com os pais. falam igual os pais, filho que anda igual pai, adotado por causa daquela convivência. Agora ele olha o pai, a referência dele é o pai e ele começa a se parecer com o pai. Então, a doutrina da justificação e da adoção é importante demais pra gente fortalecer a nossa fé nos momentos difíceis, porque a gente fraqueja quando a gente começa a olhar para nós mesmos e a gente fala: "Gente, eu não tô assim, eu não tô andando bem. Eu começo a olhar minha para minhas boas obras eu, eu começo a depender das minhas atitudes morais. Não, a nossa base é Cristo. A gente tem que olhar para Cristo. Ele é o autor e consumador da nossa fé, como nós ensinamos aqui na semana passada. Quando a gente olha para isso e a gente agradece e a gente lembra que nós temos um pai, que nós temos uma família, que agora nós somos adotados e que nós somos perdoados pela graça de Deus. E assim ele cuida de nós. Nós fazemos isso com os nossos filhos. Nós que somos maus, que somos pecadores, a gente trata assim os nossos filhos. Eles pisam na bola, erra, engana, mente. O que que a gente faz? A gente corrige, mas a gente abraça, perdoa, dá um abraço, fala: "Não, meu filho, tá bom, tá perdoado." A gente faz isso. E o nosso Deus é assim que ele age conosco. Mas ele não nos perdoa, meus irmãos. Lembrando, ele não nos perdoa, ele não nos declara justos, justificados. Não é pelas nossas obras, é por causa da obediência de quem? de Cristo. Nós, irmãos, deixaremos de ser desobedientes mesmo assim, só quando Jesus voltar e a gente ficar livre desse corpo corruptível e nós formos revestidos de um novo corpo, aí a gente incorruptível, aí a gente poderá experimentar de uma obediência perfeita a ele. E pra gente encerrar, queria mostrar três imagens para deixar a gente bem eh com entendimento bem claro o que essa imagem aqui está dizendo. Qual que é essa realidade aqui? >> Essa é uma ilustração de um num livro que eu li, que um autor ele usa essa essa ilustração. Eu dei uma adaptada. O estado do ser humano é esse aí. é um homem condenado à morte. Condenado à morte. Esse que é o estado do ser humano. Mas Deus elegeu esse rapaz. Esse rapaz é um eleito. Nós falamos isso aqui, já estudamos aqui em outras outras semanas. Então, o que é que ele faz? No tribunal divino, Deus declara: "Você está justificado". Não é porque ele é um bom rapaz, não é porque ele vai se tornar um rapaz legal, não é porque ele quer dar uma chance para ver se ele vai dar certo na vida, não é? Mas olha lá, ele tem a a inteligência artificial até colocou ali, né? Decreto de adoção e perdão pleno. Pá, pronto, tá decidido. E ele e quem e e ele tá falando de quem? Do rapaz que tava lá preso esperando o corredor da morte. E o que mais então que acontece por causa desse decreto, dessa imputação de justiça? Nós fomos eh declarados justos pelo juiz. Ele não faz só isso. Depois que ele nos declara justificados, ele vem. Não, onde é que você vai, rapaz? Você vai paraa minha casa. Vou te adotar. Gente, olha a obra da redenção, da salvação e tudo isso que implica na doutrina que nós estamos estudando hoje aqui da justificação. Nós não é somente um um ato jurídico e onde nós somos declarados justos, vai muito além. é o juiz chegar e falar: "Você agora vai para minha casa, porque eu não somente justifiquei você por causa da obra de Cristo, mas você agora vai ser o meu filho". E já troca a roupa dele, ó. Já te não, tira essa roupa sua de de presidiário. Você agora é da minha família. Você vai sentar na minha mesa. Você vai comer comigo. Você vai sear comigo. Você é da minha família. Você é meu filho. Você agora é meu herdeiro. Se isso fosse um filme, se isso fosse um vídeo de YouTube, não seria uma coisa assim impressionante, tão marcante. E foi isso que Deus fez conosco. Deus nos livrou da condenação [roncando] por meio de Jesus. E por meio de Jesus, do sangue de Jesus, ele nos declara justificados. E justificados, nós temos os nossos pecados, a culpa do nosso pecado é extinta. Por que que ela é extinta? Porque ela foi já lançada na cruz de Cristo e Deus ficou satisfeito. Mas não termina aí. Ele nos ele quer nos levar pra casa dele e um dia estaremos com o nosso Deus Pai. Por causa de Cristo, estaremos na mesa. Hoje nós participamos da ceia do Senhor, que é uma um ato que lembra que nos nos lembra disso, que um dia nós todos estaremos na mesa da família de Deus como filhos e como herdeiros do seu reino. Gente, isso é maravilhoso demais. Essa é a realidade, era a nossa realidade. E a e é isso que ele fez conosco. Então, meus irmãos, que isso, que essa aula de hoje não venha só trazer um conhecimento básico a respeito da doutrina da justificação, mas que você saia daqui hoje fortalecido, edificado por essa verdade, que você não é uma pessoa que foi aí somente perdoada e tal e lutando agora contra os seus pecados, não. Você foi feito filho de Deus, você é herdeiro de Deus. E isso aconteceu por causa da justificação. Amém, meus irmãos. Vamos agradecer a Deus por isso. E depois da oração, se algum irmão quiser fazer mais alguma pergunta, Senhor Deus, nós queremos te agradecer por essas verdades que nós estudamos hoje aqui. Lembramos, ó Deus, porque nós sabemos dessas coisas, mas é tão bom quando a tua palavra aquece o nosso coração e a gente pode descansar na obra que o Senhor fez em Jesus, porque nós somos fracos e pecadores. Mas a obra de Jesus, ela é perfeita, plena, completa. E nós te louvamos, ó Deus, porque o Senhor nos tirou do corredor da morte para fazer parte da família do Senhor e sermos chamados filhos. Nós te louvamos por isso, ó Deus, e queremos declarar toda a honra e toda a glória ao Senhor Jesus que nos salvou. E é no nome dele, ó Deus, que nós oramos. Em nome de Jesus. Amém. >> Amém. Louvado seja o Senhor. Meus irmãos, há alguma, ficou alguma dúvida? Tranquilo, né? Tranquilo. Então, que o Senhor Deus abençoe, Deus nos leve para nossas casas, dê um bom descanso. Seja abençoado pelo Senhor em nome de Jesus. Eh, rapaz.