A história do APÓSTOLO JOÃO, o DISCÍPULO AMADO de Jesus com Rodrigo Silva
03/08/2026
A história do APÓSTOLO JOÃO, o DISCÍPULO AMADO de Jesus com Rodrigo Silva
Quem foi o apóstolo João antes de encontrar Jesus? O que aconteceu para que um simples pescador da Galileia se tornasse um dos homens mais influentes da história do cristianismo? E por que o Evangelho de João é tão diferente dos relatos de Mateus, Marcos e Lucas? Essas são algumas das perguntas mais intrigantes do Novo Testamento. Neste estudo, vamos analisar as evidências históricas, arqueológicas e bíblicas que nos ajudam a responder essas e outras questões.
Também vamos entender a autoria de João, a possível relação de parentesco entre João e Jesus, o significado do "discípulo amado" e por que esse evangelho foi escrito no momento em que a igreja enfrentava heresias e desafios à fé cristã.
Ao longo deste estudo, você descobrirá como João apresenta Jesus como o Logos eterno, o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Vamos explorar os sete sinais do evangelho, o combate ao gnosticismo e ao docetismo, além do contexto histórico que torna essa obra uma das mais profundas do Novo Testamento.
📚 Neste estudo você vai descobrir:
🔴 Quem realmente escreveu o Evangelho de João?
Vamos analisar as evidências da autoria joanina, conhecer as principais teorias sobre o quarto evangelho e entender por que muitos estudiosos continuam defendendo que o apóstolo João foi seu autor.
🔴 João era realmente primo de Jesus?
Vamos comparar os relatos dos evangelhos, examinar as evidências bíblicas sobre a família de Jesus e compreender como essa possível relação ajuda a explicar a proximidade entre Cristo e o discípulo amado.
🔴 Por que João escreveu seu evangelho tão tarde?
Você entenderá os desafios enfrentados pela igreja no final do primeiro século, o combate ao gnosticismo e ao docetismo e por que João escreveu um evangelho com uma linguagem tão diferente dos demais.
⏱️ Capítulos
00:00 Por que o Evangelho de João é diferente dos outros evangelhos?
03:09 Quem escreveu o Evangelho de João?
08:47 Quem foi o apóstolo João antes de seguir Jesus?
16:35 João era primo de Jesus?
27:12 Como João deixou de ser um "Filho do Trovão" para se tornar o discípulo do amor (discípulo amado de Jesus)?
31:21 Por que João escreveu seu evangelho tão tarde?
42:28 Por que João Batista não era o Messias?
51:33 O que era o gnosticismo e por que João o combateu?
59:30 Quais são os sete sinais do Evangelho de João e o que eles significam?
📖 Glossário
• Logos: termo grego para "Palavra" ou "Verbo", usado por João para apresentar Jesus como Deus eterno.
• Gnosticismo: doutrina que negava a verdadeira humanidade de Cristo.
• Sinóticos: Mateus, Marcos e Lucas, chamados assim por apresentarem uma narrativa semelhante da vida de Jesus.
• Boanerges: expressão aramaica que significa "Filhos do Trovão", apelido dado por Jesus a Tiago e João.
• Amanuense: escriba ou secretário que registrava textos ditados por um autor.
Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?
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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!
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Fonte: Rodrigo Silva Arqueologia
Legendas automáticas:
Olá, você que me segue no Rodrigo Silva Arqueologia. Que bom estar com você mais uma vez para estudarmos semanalmente a Bíblia Sagrada. E hoje eu quero falar sobre um evangelho que é um dos textos mais lindos do Novo Testamento. Alguns comentaristas chegam a dizer que nesse evangelho existem verdades teológicas tão ou mais profundas que algumas cartas do próprio apóstolo Paulo. Eu estou falando do quarto evangelho, o chamado evangelho de João. Vamos estudar esse evangelho hoje. Se você estiver assistindo esse vídeo de casa, que você tiver condições, eu vou te dar um conselho, uma sugestão. Corre agora, pega uma Bíblia, anota tudo que você puder, tá bom? Marque na Bíblia. Vou citar várias passagens do Evangelho de João aqui para nós acompanharmos juntos. Vou colocar as passagens também na tela para você. Mas se você tiver assistindo esse vídeo, quem sabe enquanto vai pro trabalho dentro de um metrô ou ali dirigindo o seu carro, só ouvindo o áudio, sem poder até assistir o que tá lá na tela, não tem problema. Vá prestando atenção em tudo, tá bom? Depois você pode voltar, pontuar, anotar, porque são aulas de teologia que eu estou dando com muito prazer para você aqui, agradecendo a Deus por sua presença, por sua acolhida e por seu desejo de estudar a Bíblia Sagrada comigo, tá bom? Deus seja louvado por tudo. Evangelho de João, eh, ele começa de uma maneira poética, assim, ímpar. Eu vou ler para vocês. Hoje eu não estou com minha Bíblia aqui porque eu acabei esquecendo lá no NASP, mas alguém já guardou para mim. Amanhã vou buscá-la, mas eu tenho a outra Bíblia. Aliás, o que não falta aqui em casa, graças a Deus, é Bíblia. Eu vou ler na versão da Nova versão Internacional. O evangelho de João começa assim nessa nova versão internacional. No princípio era aquele que é a palavra. Ele estava com Deus e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele. Sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a derrotaram. É linda essa maneira de falar de Cristo, o Cristo encarnado. E é uma maneira até única, tão única, que os teólogos dividem os quatro evangelhos em duas categorias. Os sinóticos, Mateus, Marcos e Lucas, que partem de uma mesma ótica, e João, que é diferente. E algumas curiosidades de João para você. Eh, por incrível que pareça, o último livro da Bíblia a ser escrito não foi o Apocalipse, foi o Evangelho de João. E você vai entender o porqu nesse nosso bate-papo de hoje, o Evangelho de João é o último livro a ser escrito. E ele foi escrito depois do apocalipse. Diferente do que muita gente imagina, João não morreu na ilha de Pátimos. Ele saiu da ilha de Pátimos, voltou para a cidade de Éfeso, onde ele escreveu as cartas que levam o seu nome e o quarto evangelho. A bem da verdade, falando em João, escrever evangelho, autoria, eh um grupo considerável de teólogos nega a autoria joanina do quarto evangelho. Então, nós temos duas propostas fora daquela mais conservadora, que é a que eu adoto. A primeira proposta, ela é baseada num texto de Papias e outro de Irineu de Leon, que dependendo como você lê esse texto, parece parece, mas não que está de fato, parece aludir a dois Joães. Um o apóstolo, o outro o presbítero João. Então, alguns acreditam que eh um deles, o presbítero João, foi o que escreveu o texto e não tem nada a ver com o AP. Apóstolo João. O presbítero seria um João idoso. Outros, eu participo desse segundo grupo, acreditam que o presbítero João e o apóstolo João são a mesma pessoa. Mas ainda falando daqueles que negam a autoria joanina, então alguns acreditam que esse João seria o presbítero e outros até dizem que não há um único autor do quarto evangelho, mas cristãos anônimos daquilo que é chamado de a comunidade joanina. Eles preferem falar assim: "Ser uma comunidade que teria sido fundada a partir da pregação do apóstolo João e alguns membros dessa comunidade escreveram esse evangelho tardiamente e o atribuíram ao apóstolo que conviveu com Jesus. Eh, eu particularmente tenho uma ideia mais conservadora que também é defendida por muitas pessoas na academia, que o Evangelho de João foi escrito pelo apóstolo João dos 12. que fazia parte daquele eh secto de discípulos mais íntimos de Jesus. E dentre eles aqueles três que Jesus tinha mais intimidade para revelar algumas coisas, a saber, Pedro, Tiago e João, sendo Tiago e João dois irmãos. Nós vamos ver sobre isso daqui a pouco. E Pedro, quando Jesus, por exemplo, vai subir ao monte da transfiguração, ele leva consigo Pedro, Tiago e João. Quando Jesus vai também ao Monte das Oliveiras falar do fim do mundo, ele leva consigo Pedro, Tiago e João. quando ele está no orto das oliveiras sendo tentado a desistir e até com medo ali ele ora ao pai implorando que afaste dele aquele cálice, eh ali você tem de novo Pedro, Tiago e João. N algumas vezes há o acréscimo da figura de André, que era irmão de Pedro, mas na maioria das vezes de mais intimidade de Jesus eram esses aí, Tiago, João, que eram irmãos, e Pedro. Esse João para mim é o autor do evangelho. Um dos argumentos que muitos usam para negar que ele pudesse ser o autor dos evangelhos e do apocalipse ao mesmo tempo é a diferença muito grande do grego do apocalipse pro grego do evangelho. O grego do evangelho, ele é mais belo, mais requintado. Do apocalipse, parece que foi feito a machadada. Mas isso pode ser explicado a partir de um evento, de um recurso que havia no passado muito comum, que era o uso de um secretário ou um escriba. A Bíblia fala, por exemplo, de Barur, que era escriba de Jeremias. Paulo usava escribas ou ah, como fala escriba, não é o doutor da lei, não. Aquele que escrevia mesmo, o amanuense, um secretário, um eh um escritor. Paulo usava escritores, por exemplo, para escrever muitas de suas cartas. Na época do Novo Testamento, autor e escritor não eram sinônimos perfeitos. Você pode ser o autor de um livro, mas o escritor seria outro. É mais ou menos não exatamente igual o famoso recurso hoje do Ghost Writer, que é aquele escritor que algumas algumas eh editoras às vezes fornecem pro autor, falam assim: "Olha, pega o seu pensamento". A gente foi colocar um ghost para escrever para você. Um ghost, é um fantasma, ele não aparece, né? vai ser o seu nome, mas ele vai escrever a partir das suas ideias. Ele só vai colocar no papel numa linguagem mais jornalística. Na época seria mais ou menos assim. Ah, por exemplo, Cícero, que era o grande legislador romano, o Cícero tinha vários eh eh escritores com ele, vários eh secretários fazendo as suas cartas, inclusive muitos especialistas em literatura latina percebem muitas diferenças de estilo nas cartas de Cícero, mas eles não negam a autoria de Cícero. As diferenças de estilo se devem ao fato de Cícero escrever, usar diferentes secretários e diferentes formas de ditado. Você tinha, por exemplo, o ditado verbatim, que era palavra por palavra, você tinha um ditado de ideias que a pessoa escrevia com a ótica dela e você só revisava depois. Então, existe uma tradição tardia, eu reconheço, mas que eu posso me valer nela, que João quando estava na ilha de Pátimos, tinha um secretário com ele, um companheiro ali de prisão chamado Proros. E próros seria aquele que escreveu as visões de João, conforme João ia dizendo para ele, citando para ele. E o evangelho já foi escrito na cidade de Éfeso com o uso de um outro secretário, de um outro estilo. Daí a diferença do grego de João pro grego do apocalipse, mas sendo o mesmo autor, o apóstolo João, não necessariamente o mesmo escritor. Perceberam? Bom, agora que que eu posso falar desse João? que eu acredito ser o apóstolo e o autor do texto. Vamos começar pelo seu nome. O nome João é o nome de significado muito rico no hebraico. Eu já falei em algumas oportunidades e talvez você já ouviu que na época bíblica eles escolhiam os nomes pelo significado, mais do que pela sonoridade ou qualquer outro recurso. Hoje, por exemplo, o nome pode ser escolhido porque, sei lá, tem um jogador de futebol, eh, aí começam a colocar o tanto de Neymar que está aparecendo aí hoje, né? Eh, garotos com o nome de Neymar, de Ronaldo, tem muitos por causa do futebol. No passado era por causa de novelas, cantores. Quantos e Roberto Carlos nasceram nos anos 70 e 80 por causa do cantor Roberto Carlos? Mas na Bíblia não era assim. O nome era escolhido precipalmente pelo significado dele. Sendo assim, o que significa o nome João? João, na sua forma hebraica, Yhanan, é a junção de duas palavras. O nome de Deus abreviado, que você sabe que tem o tetagrama sagrado, que são quatro letras do hebraico que formam o nome de Deus. E o nome de Deus muitas vezes não era pronunciado pelos judeus por questão de reverência. Então eles abreviavam às vezes o nome de Deus. Por exemplo, Joel, em hebraico, Joel significa Deus, o Senhor, o nome sagrado, o Senhor é Deus. Joelo, o Senhor é Deus. Pegavam o nome de Deus e o abreviavam. Simples assim. Eh, nós temos então Iô, que é o nome abreviado de Deus, e Hanam. Hanam vem da palavra haná em hebraico, significa graça, graciosidade, favor e merecido. Já ouviu alguma mulher chamada Ana? Pois é. Ana é a forma portuguesa do nome Haná em hebraico. Significa graciosa, alguém generosa, alguém que lembra a graça de Deus. Então, juntando raná com yo, que é a abreviatura do nome sagrado de Deus, tem Yoranam, o Senhor concede a graça. Esse é o sentido do nome do autor do livro e do discípulo amado. Agora, como a história dele começa? Bom, nós podemos pegar a história dele a partir de alguns elementos que aparecem no próprio evangelho. Eu vou colocar o mapa aqui. Ele não está muito bom porque ele pega desde uma perspectiva do Mar morto para o mar Mediterrâneo. Então o mapa ficou um pouco deitado e parece que o rio Jordão tá assim perpendicular, mas dá para vocês terem uma ideia. Lá no alto do monte do rio Jordão, você tem a região de da Galileia. E na Galileia você tinha cidade de Cafarnaum. Provavelmente na cidade de Cafarnaum moravam dois jovens amigos. Amigos, um chamado André, o outro chamado João. André o irmão de Pedro, do apóstolo Pedro. Esses jovens ouviram de um pregador chamado João Batista, que estava pregando aqui na cidade de Betânia às margens do rio do rio Jordão, perto de Jericó. Então eles saíram lá da do norte e vieram para cá e se tornaram discípulos de João Batista. Isso está no próprio Evangelho de João, capítulo 1. Capítulo 1. Ah, quando João Batista está pregando ali, diz assim, olha, eh, Evangelho de João, capítulo 1, versículo versículo, deixa me ver aqui, eh, versículo 19. Esse foi o testemunho de João, quando os judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes e levitas e perguntaram quem ele era. E ele estava pregando ali naquele naquele lugar. Ele fala: "Eu não sou o profeta, não sou o Elias, não sou o o Messias, eu sou apenas aquele que anuncia a vinda do Messias". E ele estava pregando justamente na região ali do rio Jordão. Aí a Bíblia fala o seguinte, no capítulo um ainda, eh, no verso 35. No dia seguinte, João estava novamente na companhia de dois de seus discípulos. Quando viu Jesus passando, disse: "Vejam, este é o cordeiro de Deus". Ouvindo isso, os dois discípulos do Batista seguiram Jesus. Jesus estava andando, ele estavam indo logo atrás de Jesus. E Jesus falou assim: "Que que vocês desejam, Senhor? Onde é que o Senhor está morando? Onde é que o Senhor está hospedado?" E a Bíblia fala que Jesus falou: "Venham e vejam". E eles passaram o resto daquele dia conversando com Jesus. Eles deixaram então de ser discípulos de João Batista e se tornaram discípulos de Jesus. E o Evangelho fala sobre esses dois discípulos. disse o seguinte: "Olha, eh, então eles foram e ficaram com Jesus, né? Deixa-me só ver aqui. Eh, Rabi, o que quer dizer, mestre?" Aqui diz aqui o verso 40, André, irmão de Samão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido que o que João dissera e haviam seguido Jesus. Então, daqueles dois discípulos que João Batista manda, um deles era André e o outro, os comentaristas pensam que o outro é o próprio apóstolo João, eh, que ele sempre aparece no Evangelho de maneira assim codificada. Ele não fala direto do nome dele, ele fala assim: "O discípulo a quem o Senhor amava, o outro discípulo, sabe? Ele não fala direto do nome dele, talvez uma questão de humildade. Então, provavelmente seriam André e João, discípulo amado, os dois discípulos que deixam de seguir João Batista e passam a seguir Jesus. Jesus fica um tempo ali na região de Betânia, perto do rio Jordão. Jesus sai dali, vai pro deserto ser tentado pelo diabo. Quando Jesus volta, Jesus continua o ministério dele ali. João Batista vai pra região de Elim, onde ele também vai fazer os seus os seus batismos. E logo depois eh Jesus ouve que João Batista foi preso. Então Jesus sai com os discípulos daquela região e começa a ir pro norte. E Jesus volta paraa Galileia. e inicia o ministério dele praticamente na Galileia ou reinicia se você quiser, porque houve um núcleo aqui embaixo no rio Jordão e ele começa de novo lá na Galileia, onde Jesus vai morar em Cafarnaum, cidade onde já moravam Pedro, Tiago, João e André. E ali ele e e Mateus também levei Mateus. E ali em Cafarnaum, na Galileia, Jesus começa o movimento missionário dele. Tudo bem até aí? OK. Mas o que mais nós podemos aprender desse João que começa a seguir Jesus? Vamos falar que que os evangelhos me dizem da família dele. Eu vou colocar um texto aqui para vocês acompanharem comigo. Mateus, capítulo 10, versículo 2, diz assim: "Ora, os nomes dos 12 apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão. Falamos disso, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Então aqui eu já aprendo por essa passagem bíblica duas coisas em relação a João. Primeiro, que ele tinha um irmão chamado Thago, OK? E que o pai deles chamava-se Zebedeu. Então, já temos algumas informações aí. Ele foi discípulo de João Batista, deixou o João Batista para seguir Jesus. Seu pai se chamava Zebedeu e o seu irmão chamava-se Thaiago. Agora, tem uma parte eh na Bíblia meio estranha que no Evangelho de João, e eu vou falar dessa curiosidade aqui para vocês, diz que quando Jesus estava ao pé da cruz, perdão, eh Jesus estava na cruz morrendo, ao pé da cruz estava a mãe de Jesus e o discípulo amado. E olha o que aconteceu. Evangelho de João, capítulo 19, verso 27. Eh, verso 26. Quando Jesus viu sua mãe ali ao pé da cruz e perto dela, o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe: "Aí está o seu filho". E ao filho, aí está sua mãe. Daquela hora em diante, o discípulo a recebeu em sua família. Ou seja, João, o discípulo amado, começa agora a cuidar de Maria, mãe de Jesus. Aí a pergunta que a gente faz é a seguinte: por que que Jesus confia os cuidados de Maria a João? Por que que Jesus o chama de discípulo amado? Será que os outros também não eram amados por Jesus? Jesus tinha preferencialismo ou havia um grau de intimidade com João maior, talvez do que com os demais? Vamos por partes. Por que que Jesus confiou João a Maria? A primeira coisa que nos chama atenção é que quando Jesus foi preso, todo mundo correu. Lembra que os que estavam com Jesus lá no no Oto das Oliveiras, que eu falei com vocês, né, Pedro, Tiago e João também saíram vazados, como diz, correram. Porém, tudo indica que João depois foi o único que aparece no momento da crucifixão de Jesus. Se outros discípulos homens também estiveram ali junto à cruz, nós não sabemos. A informação bíblica só dá conta de mulheres no plural. As mulheres foram mais valentes nesse sentido. Maria Madalena, Maria mulher de Clopas, a mãe de Jesus, Maria de Nazaré. Eh, as mulheres estavam ali ao pé da cruz, elas não fugiram, pelo menos uma um grupo considerável delas. Mas os homens, cada um caiu para um canto. Pedro até aparece depois lá no no no pátio da casa do sacerdote, do sumo sacerdote, mas o o Judas se enforcou e o André, Bartolomeu, Tomé aparece, todo mundo desaparece, todo mundo com medo. E o João não, o João fica ali com as mulheres. Então essa poderia ser uma razão, mas teria outra razão, porque Jesus tinha outros irmãos e irmãs. Por que que ele confia Maria ao discípulo amado? E por que ele chama esse discípulo de discípulo amado? Vamos com calma que a gente vai descobrir isso. Mas vejam mais uma um mistério dos evangelhos muito interessantes. Interessante. Só para lembrar qual o nome do pai de João. Zebedeu. Você acertou. e o irmão dele, Tiago. Guarde essas informações. Olha o que eu encontro aqui no Evangelho de Mateus, capítulo 20, versículo 20. Então, se chegou a ele, a Jesus, a mulher de Zebedeu, obviamente a mãe de João e de Tiago, tá certo? A mulher de Zebedeu chegou para Jesus com seus filhos e, adorando-o, pediu-lhe um favor. perguntou, perguntou-lhe ele, perguntou-lhe ele. Ele perguntou para ela: "Que queres?" Ela respondeu: "Manda que no teu reino estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, outro à tua esquerda". Ora, evidentemente que eram Thago e João. Agora, a pergunta que eu faço conhecendo a cultura do antigo Oriente Médio, é porque a mãe de Thago e João, a esposa de Zebedeu, teria condições culturais e sociais de chegar de maneira assim tão tão forte em Jesus. Veja, nenhuma esposa tinha o direito de chegar assim em público diante do marido. Não, ela falaria com ele de maneira reservada. Ela não fez isso. Ela já chegou trazendo os dois filhos, um de cada lado. Olha, manda no teu reino um dos meus filhos e ela dá ordem para ele. Essa mulher parecia ter algum tipo de ascensão social sobre Jesus. De outra forma não se explica a maneira tão ousada como ela chega para ele. Ainda mais se tratando de um rabino. Será que tem alguma outra parte da Bíblia que me ajudaria a explicar isso aqui melhor? Tem sim. E eu vou revelar para vocês uma coisa interessante. Embora todo mundo saiba de antemão que João Batista era primo de Jesus, provavelmente o discípulo amado também fosse. Como assim, Rodrigo? Eu vou explicar. Vamos falar um pouquinho do João Batista. Na verdade, a Bíblia não fala qual o grau de parentesco dele com Jesus. As pessoas colocam primo porque primo assim, até primo de terceiro grau, primo distante é primo. Mas a Bíblia se limita a dizer que Isabel, a mãe de João Batista, era parente de Maria. Ela era parente de Maria, mas não fala qual o grau de parentesco. Isabel poderia ser prima de Maria, podia ser tia de Maria, ela podia ser irmã de Maria, ela podia ser eh qualquer coisa de Maria. Tá certo? Então assim, não sei qual grau de parentesco, mas como ela era parente de Maria, João Batista também tinha um parentesco com Jesus, embora eles fossem criados eh separados um do outro. E quando Jesus vem ser batizado por João Batista, ele fala: "Eu não o conhecia". Tudo bem até aí? OK. E o discípulo amado e o apóstolo João, qual o grau de parentesco dele com Jesus? Bom, paraa mãe dele chegar para Jesus naquele tom, alguma relação de parentesco havia, de ascensão dela sobre Jesus. Mas calma, tem alguma outra passagem da Bíblia que me permita ser um pouco mais assertivo nessa declaração ou nessa hipótese pelo menos? Tem sim. Eu vou comparar três passagens bíblicas. são todas referentes a Jesus na cruz e as mulheres que estavam ao pé da cruz junto com Jesus. Mateus capítulo 27 verso 56 fala das mulheres que estavam ali e eu vou colocar o nome delas separado por cores para facilitar o entendimento. Estavam entre elas, entre as mulheres, Maria Madalena, que você conhece, Maria, mãe de Tiago e José. Essa não pode ser a mãe de Tiago e João. Por quê? Porque logo em seguida diz: "E a mulher de Zebedeu". Então eu tenho aqui duas Marias e a mulher de Zebedeu, tá bom? É a Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e José e a mulher de Zebedeu. Eh, nós sabemos pelo evangelho de João, já vou dar esse spoiler para vocês, que Maria, mãe de Jesus, também estava ao pé da cruz. Acabei de fazer menção agora que João eh confia o cuidado dela ao discípulo amado. Então, Maria de Nazaré, Maria, mãe de Jesus, ela também estava ali ao pé da cruz. Tanto é que na constelação de Órium, o cinturão de Órium é chamado popularmente no Brasil de as três Marias, aquelas três estrelinhas lá, três Marias, que são três Marias que havia ao pé da cruz. Mas tinha também a mulher de Zebedeu. Vamos ver o que que a gente pode saber mais a respeito dela. Marcos, capítulo 15 verso 40. Estavam também ali algumas mulheres observando de longe, entre elas Maria Madalena, de vermelho como em cima. Maria Madalena, OK? Maria, mãe de Thago, o menor e de José. Olha, Marcos teve um cuidado mais do que Mateus. Ele falou: "Mãe de Tiago, o menor e de José". Ora, se coloca Thiago menor, é porque havia outro para não confundir. Quem é esse outro Thago? O irmão de João. Então havia pelo menos dois Tiagos ali, o Thiago Menor e o Tiago, irmão de João, filho de Zebedeu. E aqui diz, vou repetir, Maria Madalena, tá de vermelho, Maria Madalena, Marema de Tiago Menor e de José, tá aí. E Salomé. Olha aqui, eu aprendo que a mulher de Zebedeu chamava-se Salomé. Isso já me dá uma informação a mais sobre o apóstolo João, que a mãe dele chamava-se Salomé, o pai dele chamava-se Zebedeu, o irmão dele chamava-se Tiago. Agora, quando nós vamos ao próprio Evangelho de João, capítulo 19, verso 25, vou até colocar de maneira mais ampla para você. Alô, alô. Desculpa, eu vi que o som acabou saindo aqui. Perdão. Então, vou repetir porque o som deu uma falhada. Junto à cruz estavam a mãe de Jesus, OK? Que nós já falamos que ela estava ali. Maria, mulher de Clopas. Quem que é Maria, mulher de Clopas? A mãe de Tiago e de José e Maria Madalena e a irmã da mãe de Jesus. Prestou atenção? A irmã da mãe de Jesus. Por essa tabela eu tenho Maria Madalena nas três situações, Maria de Tiago e José nas três situações, que aqui ela é também chamada mulher de Clopas, a mulher de Zebedeu, Salomé, irmã da mãe de Jesus, como sendo a mesma pessoa. Isso me faz entender que João, o discípulo amado, ele era filho de Salomé, filho de Zebedeu, irmão de Tiago e primo de primeiro grau de Jesus, porque a mãe dele era irmã da mãe de Jesus. Ou seja, isso explica por que ela chegou a Jesus com o pedido Amanda que no teu reino os meus filhos se assentem, um à direita, outro à esquerda. Agora faz sentido isso aí. Agora João, o discípulo amado, agora eu entendo porquê, que tinha toda aquela intimidade com Cristo. Ele era uma pessoa de gênio difícil. Ele e seu irmão. Tanto é que tem uma passagem do Evangelho que me chama bastante atenção, Evangelho de Mateus, de Marcos, aliás, que mostra como os dois eram intempestivos, a ponto de Jesus os apelidar de Boanerges, que significa filhos do trovão. Lucas capítulo 9 verso 54. conta um um um episódio em que Jesus passou com os discípulos numa vila de samaritanos e como a vila não quis dar guarida para eles, hospedagem, a primeira coisa que ele falou com seu irmão, senhor, quer que a gente mande um fogo cair do céu e destruir essa cidade? Olha que interessante. Eles haviam recebido o poder. Eles saíram para pregar em nome de Jesus. Eles voltam felizes que tinham expulsado demônios, curado doenças. pregado de Jesus e com todo esse poder feliz, no primeiro momento que ele tem para manifestar o poder, ele fala: "O Senhor quer que a gente mande cair um raio do céu e queimar essas duas cidades?" Esse era o João, que depois olha o que que é o poder da graça trabalhando a pessoa, né? vai se tornar o discípulo do amor. Quem mais vai escrever sobre o amor de todo o Novo Testamento, com exceção de Primeira Coríntios 13, quem mais fala do amor fraternal é João. Então esse João com esse espírito tremendo, ele que cuida da mãe de Jesus, ele que era parente de Jesus. Agora, eh, uma pergunta para você, você sabia desses detalhes da Bíblia? Você tá vendo como é que é interessante estudar a Bíblia assim com prestando atenção passagem com passagem, olhando o contexto da época? Você gosta de estudar a Bíblia? Assim, gosta? Então eu vou te dar duas sugestões, três, na verdade. A primeira delas, me acompanhe sempre aqui no canal do YouTube. Aí vem aquele pedido que eu tenho que fazer para você. Se você gosta desse conteúdo, se ele apresenta coisas que você nunca tinha parado para pensar, então ajude o canal a crescer cada vez mais. Se inscreva no canal, ative o sininho de notificações. Embora hoje o que funciona mais nem é o sininho de notificações, não, porque tem muita gente que tá ativada e não não acompanha o sininho, não avisa. É você deixar o seu comentário aqui. Deixa o seu comentário aqui, isso é muito bom. 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Se você entrar na plataforma, você vai amar o que tem ali. E se alguém que está me assistindo aqui eh eh é aluno do Bíblia comentado, deixa o seu comentário aqui, fala o testemunho da importância do Bíblia comentado na sua vida. Eu recebo tantos depoimentos, louvado seja Deus por isso, mas falta o seu, que ainda não é meu aluno, tá bom? E coloca também aqui na descrição, queria ouvir você se você ficou surpreso com essa mini biografia do apóstolo João que eu apresentei, inclusive com as dificuldades que ele tinha de lidar com o próprio gênio. A gente fala geralmente de Pedro como sendo uma pessoa iracível que de fato era. Ele pega a espada para acertar o servo do de Malc Malco, né? servo do sacerdote. Mas João também era pavio curto. João, discípulo amado. Ou seja, se Deus pôde com a sua graça transformar alguém como João, pode transformar você também. Coloquea aí nos comentários o que que você acha. Mas eu ainda não respondi a pergunta principal do vídeo de hoje. Por que que João escreveu um evangelho? Eu já entendi, então, que ele era discípulo de Jesus, mas quais as razões levaram João a escrever esse evangelho? Aí nós temos que pegar os fragmentos da história e montar um quebra-cabeças, ainda que parcial. E a partir desse quebra-cabeças, nós vamos levantando algumas hipóteses. Ah, por exemplo, o Raymond Brown, um famoso especialista no Evangelho de João, padre Raymond Brown, já faleceu, escreveu comentário sobre João. Raymond Brown, ele escreveu um livro A comunidade do Discípulo Amado, onde ele levanta algumas hipóteses interessantes. Eu não concordo 100% com tudo que Raymond Brown falou, porque, por exemplo, ele de certa forma negava a autoria joanina, mas com outras coisas eu acho muito interessantes, eu quero reproduzi-las para vocês aqui. Então vamos lá. Luna pedindo para entrar. Não é a primeira vez que isso acontece. Eu vou pedir licença. Ela bate na porta. Ela acha que ela tem que participar do vídeo. Vem. Pronto, entrou. Tá bom. Quer dar o alô pro pessoal agora? Eu tá, eu tô, eu tô vendo que já virou moda toda vez que eu tô gravando. Às vezes ela tá lá em cima e ela pede para entrar. Ó lá, dá o seu oi lá, fica famosa na internet também. Dá o seu ar da graça lá pro pessoal. Você vai explicar agora para ele os evangelhos de João? Vai? Ó lá, ó. Tá bom. Dá o tchau agora. Fica quietinho aqui no meu colo. Ó, eu não sei se você tem Shinauser. Shinuser é é um é um cachorrinho incarente. Eu amo Shinuser. Já é o segundo que eu tenho, recomendo, mas ele é muito carente e ciumento. Pois olha lá no no Instagram, eu coloco de vez de vez em quando alguns vídeos dela lá do ciúme dela. Vamos lá, João. De acordo com o que nós temos da tradição apostólica, do que foi colecionado de do depoimento dos pais da igreja, depois que os discípulos saíram ali da região de Jerusalém, da Judeia, da Galileia, muitos deles foram espalhados e João foi para a cidade de ah Éfeso. Eu vou mostrar no mapa aqui onde fica Éfeso. Éfeso na Ásia Menor. Hoje Éfeso faz parte da Turquia. É um sítio arqueológico muito bem preservado. É lindo o sítio arqueológico de Éfeso. Acho que eu tenho uma foto de lá para mostrar para vocês. Olha aqui, que lindo. Eh, eu já gravei programas do Evidências lá, tem outros vídeos meus. Você pode pode ver. É muito legal a cidade de de Éfeso. O ano que vem eu vou voltar Turquia e eu vou lá. Eu amo a cidade de Éon. E foi ali que viveu o apóstolo Paulo. Viveu lá muito tempo, viveu alguns anos ali e João também viveu ali. E alguns até acreditam que provavelmente para Éfeso, João teria levado a mãe de Jesus Maria e cuidado dela em Éfeso. Mas vamos devagar. Enquanto João estava pastoreando a comunidade cristã de Éfeso, veio a perseguição do imperador Domiciano. Domiciano começou a perseguir João porque Domiciano queria mudar a legislação para ele ser adorado como Deus em vida. Porque os imperadores romanos, o culto ao imperador funcionava assim. O imperador só era deificado ou adorado como um Deus quando ele morria. Na sua vida, as pessoas tinham apenas que oferecer um incenso eh paraa saúde dele, mas só havia culto a imperador morto. Na época de Augusto, não. Augusto César acabou sendo adorado em vida, mas os que vieram depois, Tibério, Calígula, Cláudio, Nero, nenhum deles reivindicou ser adorado em vida. O primeiro que fez isso foi o foi o Domiciano no final do primeiro século. Domiciano queria ser adorado em vida e em virtude disso ele começou a perseguir o apóstolo João, que evidentemente tinha uma pregação eh monoteísta. E João então foi banido para a ilha de Pátimos. Quando João vai pra ilha de Pátimos, ele escreve o Apocalipse. Só que ao contrário do que muita gente imagina, João não morreu na ilha de Pátimos. Ele sai de Pátimos depois da morte de Domiciano por uma uma um indulto dado por Nerv, um Nerva ou um perdão Nerva que era o imperador depois de Domiciano. Então João sai dele de Pátimos, volta para a cidade de Éfeso para continuar pastoreando a comunidade cristã dali. Só que quando João volta para a cidade, não sabemos quanto tempo ele ficou em Pátimos, talvez um ano, a igreja estava com muitos desafios. E eu vou apresentar para vocês alguns deles. Um dos primeiros desafios que havia na igreja cristã de Éfeso era a o surgimento de grupos que estavam espiritualizando a segunda vinda de Cristo e até deixando de acreditar na volta de Jesus. Eu vou explicar porquê. Jesus prometeu que iria voltar e ele falou que voltaria em breve. Aí passou 1 ano, 2 anos, 3 anos, 4 anos, 5 anos, 6 anos, 10 anos, nada de Jesus voltar. Veio o apóstolo São Paulo, fez todo o trabalho dele, foi martirizado por Nero, Jesus não voltou. Pedro foi martirizado por Nero, Jesus não voltou. Morreu um, morreu o outro, morreu o outro, morreu o outro, morreu o outro. Cadê Jesus voltar? Isso causou no final do primeiro século um certo adormecimento na igreja e até um desânimo, porque eles pensavam: "O último apóstolo que ficou vivo era João e Jesus até hoje não voltou". Então você tinha na igreja grupos divididos. Tinha alguns que achavam assim: "Não, agora que tá perto de Jesus voltar. Porque se ele só pode voltar enquanto aqueles que o viram pessoalmente estão vivos e João já está idoso, ele vai voltar dentro dos próximos anos. Havia até o boato de que João, discípulo amado, seria o último elemento para mostrar que Jesus voltaria. Tudo aconteceu pelo seguinte. Jesus teve declarações que já foram mal interpretadas desde aquela época. Jesus falou: "Vocês não terminarão de percorrer as cidades de Israel até que vejam vir o filho do homem". Jesus falou também, eh, não passará essa geração sem que tudo isso aconteça. Jesus disse: "Em verdade vos digo que alguns dos que aqui se encontram não passarão pela morte até que vejam o Filho do Homem na sua glória". Uma notinha de rodapé. Eu já expliquei essas passagens aqui no YouTube, tá bom? Eu não vou hoje explicá-las. Muitos ateus, descrentes da Bíblia tomam essas passagens para dizer que Jesus se equivocou, que Jesus foi um falso profeta, que Jesus errou, que ele pensou que ia voltar quando não voltou. Mas calma que eu tenho explicação para elas. Eu já expliquei isso aqui no YouTube, você pode procurar o vídeo, assistir, mas se você não encontrar, vou fazer uma coisa. É só colocar assim, Rodrigo, explica de novo as passagens de Jesus, onde ele aparentemente parece estar equivocado. A gente pode fazer um vídeo futuro, senão dá uma olhadinha. Acho que o o nome do vídeo é As duas Asas Palavras de Jesus. Tem o episódio um e episódio dois. Procura aqui na playlist, você vai encontrar, tá bom? Mas voltando, naquela época, muitos pensaram: "Bom, se Jesus falou pros apóstolos, eu voltarei em breve voltarei, vocês me verão". Então, a interpretação equivocada foi esses apóstolos vão, alguns deles pelo menos vão estar vivos quando Jesus voltar. O próprio Paulo tinha essa esperança quando ele escreveu a carta aos Tessalonicenses, ele dizia: "Depois nós, os que estivermos vivos na segunda vinda de Cristo". Só que agora o único que estava vivo era João. Toda a primeira geração de cristãos morreram. Aliás, o próprio João assinala no evangelho dele essa esse esse boato, essa lenda, eh, que fazia pensar que João ia ficar vivo até a volta de Jesus, que ele não ia passar pela morte. Quando Pedro encontra com Jesus, eh, Jesus fala com Pedro como Pedro deveria morrer uma morte de martírio. Evangelho de João, capítulo 21, Pedro pergunta para Jesus a respeito de João. Então, vou mostrar para vocês aqui. Olha, eh, capítulo 21 de João, verso 18. Digo a verdade, Jesus está falando com Pedro. Quando você era jovem, vestia-se e ia para onde queria, mas quando for velho, estenderá as mãos e outra pessoa o vestirá e o levará para onde você não deseja ir. Jesus disse isso para indicar o tipo de morte com o qual Pedro iria glorificar a Deus. Poxa, obrigado, Senhor. Então lhe disse: "Siga-me." Pedro voltou-se e viu o discípulo a quem Jesus amava. João falando de si mesmo, eh, e o seguia. Esse era aquele que estivera ao lado de Jesus durante a ceia e perguntara: "Senhor, quem o irá trair?" Quando Pedro viu, perguntou o Senhor: "E quanto a este?" Quer dizer, eu vou morrer desse jeito e este aí o seu queridinho? Que havia rivalidade entre os apóstolos? Jesus respondeu: "Se eu quiser que ele permaneça até que eu volte, o que importa quanto a você? Siga-me. Aí João dá essa nota no verso 25, verso 23. Foi por isso que se espalhou entre os irmãos o rumor de que aquele discípulo não iria morrer. Mas Jesus não disse que ele não iria morrer, apenas disse: "Se eu quiser que ele permaneça até que eu volte, o que te importa?" Tá certo? Então, eh, o João tá explicando. Olha, Jesus apenas quis dizer isso, não falou que eu ia viver. Mas então, muitos estavam espiritualizando demais a segunda vinda de Cristo, até descrendo nela. Então, o João tinha que re eh revitalizar na igreja a promessa da segunda vida. Por isso que no Evangelho ele escreve de maneira muito clara a as palavras últimas de Jesus quando ele estava se despedindo dos discípulos. Evangelho de João, capítulo 14, versículos 1 a 3, onde Jesus disse assim: "Olha, não se turbe o vosso coração. Credes em Deus? Crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vou-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar o lugar, eu voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estiver vocês estejam também. Ele já tinha escrito nele de Pátimos o livro da revelação do apocalipse, que falava muito do fim do mundo, das profecias finais da segunda vinda de Cristo, mas ainda era importante, imperioso na igreja revitalizar essa crença que já estava começando a esvanecer. Por isso que ele, um dos motivos que ele escreve evangelho, um outro motivo que leva João a escrever o evangelho de Jesus é que havia na igreja de Éfeso, muito provavelmente, há vários indícios que apontam nisso, ex discípulos de João Batista. Então, deixa eu explicar isso para vocês. João Batista quando foi decaptado, seus discípulos ficaram espalhados por toda parte. O próprio Flávio José fala de João Batista e seus discípulos. O movimento foi muito forte, mas vocês sabem quando o líder morre, a o a tendência, se não tem um um substituto, um líder substituto, a tendência é o movimento ficar meio assim eh de uma maneira até meio meio chata de falar, as viúvas daquele movimento, não é? Isso aconteceu com João Batista. Ele foi decaptado e os discípulos ficaram meio perdidos, muitos até com medo de represáia, de serem mortos e tudo mais. E tudo indica que um grupo dos discípulos de João Batista acabou migrando para a cidade de Éfeso. E quando chegaram em Éfeso, o mais próximo da filosofia de vida que eles adotavam de seguidores do João Batista era o grupo de cristãos. Concorda comigo? Por duas razões. Letra A, havia uma uma uma junção muito grande entre o evangelho de Jesus e a pregação de João Batista. João Batista também era parente de Jesus. E o pastor da igreja de Éfeso, o discípulo amado, ele mesmo era um exiscípulo de João Batista. Lembra que eu contei isso para vocês no início? Que ele e André estavam com João Batista quando João Batista apontou para Jesus e falou: "Sigam esse homem". Então eles deixaram João Batista e começaram a seguir Jesus. Então, essa proximidade dos discípulos de João Batista, dos cristãos em Éfeso, não é que eles tinham necessariamente se tornado cristãos no sentido exato da palavra, mas eles faziam parte da comunidade até para se proteger. Eu vou dar um exemplo para vocês e vocês vão entender. Imaginem três eh grupos diferentes de cristãos, um assembleiano, um católico e um presbiteriano, daquele presbiteriano que nega a continuidade dos dons do espírito. Eh, o assembleiano, ele vai pra igreja da Assembleia de Deus, ele fala línguas, eh, ele gosta da música bastante agitada ali. O católico vai paraa missa e reza para Maria. O presbiteriano vai pra igreja presbiteriana, mais sóbria, sem muito reavivalismo e tudo mais. Só que imagine que essas três famílias se mudem para o Afeganistão e ficam ali no Afeganistão um lugar onde todos os vizinhos são muçulmanos. A cidade toda de Cabu praticamente é é é muçulmana. E eles têm até dificuldade de expressar a fé deles, mas eles têm filhos. Então, qual que é a melhor família que eles vão ter para fazer laços? É a família católica, presbiteriana, a família da Assembleia de Deus. Talvez no Natal os três vão se juntar, o católico, presbiteriano e assemle o assembleiano, para fazer um um culto de Natal juntos, porque é o mais próximo que eles têm das raízes cristãs que eles deixaram no Brasil. O presbiteriano não vai falar em línguas, o assembleiano não vai rezar para Maria, o católico não vai se tornar presbiteriano. Eles continuam cada um na sua gremiação, mas por proximidade é é um convívio mais natural e fácil em sendo brasileiros e cristãos do que com um afegão eh participante do Talebã. Entenderam a comparação que eu fiz? Então, os discípulos de João Batista foram para lá e naturalmente se juntaram à comunidade cristã. Mas em se juntando à comunidade cristã, durante os cultos, os os ensinos, eles tinham uma visão ainda um tanto distorcida eh sobre Jesus, sobre os elementos do cristianismo. Tanto é que no livro de Atos dos Apóstolos, nós temos um episódio interessante em que Pedro encontra alguns discípulos de João Batista que também tinham sido batizados em nome de Jesus, mas não sabiam nada do Espírito Santo. E no livro de Atos diz que ele pronto se escuta, mas vocês nunca ouviram falar eh do do Espírito Santo? El fala assim: "Não". Aí eu falei: "Queem batismo vocês foram batizados?" Aí eles falam para Pedro assim: "Nós nós fomos batizados eh no no batismo de João". Aí Pedro então prega para eles sobre o Espírito Santo e os rebatiza. Se está no livro de Atos, Atos dos Apóstolos. Depois eu vou pegar essa essa passagem para vocês aqui, tá bom? Bom, eh, esses discípulos de João Batista, entre as ideias equivocadas que eles tinham, estava a ideia de que João Batista e Jesus estavam em pé de igualdade, ou até pior que João Batista era superior a Jesus, ou que João Batista era um profeta e Jesus era outro. Outra também eh informação errada, eles podiam acreditar que Jesus viera apenas para complementar o trabalho de João Batista. Então, o discípulo amado, que fora discípulo de João Batista, aproveitando a sua memória e o fato dele ser testemunho ocular desses eventos, ele começa o evangelho dele fazendo uma distinção entre João Batista e Jesus. Quando ele fala de Jesus, ele já vincula Jesus ao logos eterno. Ele começa o evangelho falando: "No princípio era o verbo. Perceba o pretérito imperfeito, a ação contínua do passado. O verbo sempre foi, nunca houve tempo em que o verbo não houvesse." No princípio era o verbo, o logos. E o verbo estava com Deus em toda a eternidade. O verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus e tudo foi feito por meio dele. Só depois de introduzir Jesus como verbo desse jeito, é que João passa agora a falar do João Batista. Aí ele muda o verbo. Ele começa falando assim no verso 6, eh, surgiu um homem enviado por Deus chamado João. Surgiu, em grego está a palavra. Ouve, passou a existir. Então ele já começa assim com o pé na porta, mostrando a diferença das origens de Jesus, que são eternas e da origem de João Batista, que é no tempo. Jesus nasceu de uma mulher, é verdade, mas as suas origens são desde os dias da eternidade como o filho de Deus, o eterno, o Deus da criação, o criador 100% divino. João Batista, não. João Batista ouve, ele começou e aí em seguida o discípulo amado relembra o testemunho de João Batista a respeito do Cristo. Ele começa aqui assim no capítulo 1 verso 19. Este foi o testemunho de João. Então vocês são discípulos de João. Eu conheci João pessoalmente. Eu estava com ele no rio Jordão. Eu vi quando Jesus chegou e quando ele mandou que eu seguisse Jesus. E ele falava, eh, quando aqueles de Jerusalém perguntava o que ele era, diz assim: "Ele confessou e não negou, declarou abertamente: "Eu não sou o Cristo". Isso aqui é importante porque nos documentos do Mar Morto havia uma classe de judeus que acreditavam em dois Messias, dois Messias diferentes. Um Messias da linha sacerdotal e o Messias da linha da realeza. um descendente de Arão, o outro descendente de Davi, tá certo? Só que eh João Batista, por ser descendente de Arão, era interpretado com alguns como sendo um Messias e Jesus como sendo o outro Messias. Aí ele coloca João explicando: "Eu não sou o Messias, isto é o Cristo". Perguntaram-lhe: "Então, quem você é?" Elias? Ele falou: "Não sou. É o profeta?" Não, quem você é? Aí ele fala: "Eu sou a voz que clamo no deserto, preparai o caminho do Senhor." Ele aponta para Jesus, o João Batista, e diz: "Este é aquele que vem depois de mim, mas existia antes de mim. Ele é maior do que eu. Não sou digno nem de desatar as sandálias dos pés dele. Então, João aqui estava explicando a partir das próprias palavras do Batista qual era a posição daquele que veio anunciar, preparar o caminho para Jesus e qual era distintamente a posição de Cristo. Havia um outro movimento também que precisava ser corrigido na igreja e esse era mais ameaçador do que a presença dos discípulos de João Batista. era o movimento de um grupo chamado gnósticos ou gnosticismo. Na verdade, eu tinha que falar até no plural, gnosticismos, porque havia várias correntes e elas vão se tornando cada vez mais complicadas, adentrando o segundo século em diante. A minha dissertação de mestrado foi sobre a os grupos gnósticos combatidos pela cristologia de Santo Irineu de Lon. Então, estudei vários desses grupos. tinha a eh o os serentianos, você tinha os hebionitas, você tinha os serentistas, você os sentistas, os serentianos, você tinha os setianos, você tinha ah os docetistas, eram vários. Se eu pudesse resumir o conceito do gnosticismo, eu diria que o gnosticismo era uma mistura entre platonismo, a doutrina platônica helenística, que até um pouco diferente do platonismo original, e o cristianismo. Ele viviam num mundo helenizado, no mundo dominado pela cultura pagã grega. E nesse mundo pagão, se tinha uma coisa que causava ogeriza neles, aliás, duas coisas que causavam eh ogeriza deles, era a ideia de ressurreição e a ideia de eh encarnação. Para eles, as duas ideias eram estúpidas. Você acreditar que a alma sai do corpo e volta pro mundo das ideias, isso recebe o aplauso dos seguidores de Platão que dominavam nessa época. Se você dissesse também que a alma foi transmigrada de um corpo para outro, os seguidores de Pitágoras também batiam palma. Se você dissesse que a alma morreu e acabou, não tem mais nada, os seguidores do estoicismo também dizendo deia também iam bater palma e tava tudo resolvido. Mas dizer que um homem ressuscitou, assumiu novamente o corpo com o qual ele morreu e comeu e subiu pro céu com esse corpo, não fazia sentido. A segunda ideia abjeta pelo mundo grego, além da ressurreição, era a ideia de um ser divino, espiritual puro que se encarnasse. Era muito bem estabelecida a dicotomia gritante entre o mundo das ideias e o mundo da matéria, o mundo espiritual e o mundo material, eles não se conversavam. Então, dizer que Jesus era aquele que encarnou não fazia sentido. Sendo isso, muitos grupos gnósticos começaram a apresentar um evangelho espúrio, um evangelho para justificar para o mundo grego a história de Jesus de uma maneira mais palatável. Então eles diziam, por exemplo, que havia um homem chamado Jesus que não era divino. E esse homem recebeu na sua mente o espírito do Cristo. Não houve encarnação. É como se Jesus fosse um médium e o espírito do Cristo fosse a entidade. Esse espírito do Cristo tomou conta da mente de Jesus por ocasião do seu batismo, quando ele viu o Espírito Santo vindo sobre ele e ficou com ele durante o seu ministério. Quando Jesus andava sobre as águas, era o espírito do Cristo agindo sobre ele. Quando ele amaldiçoava a figueira, era o homem Jesus perdendo a paciência. Quando ele multiplicava pães e peixes, era o espírito do Cristo. Quando ele falava: "Tenho sede", era o homem Jesus. Quando ele teve medo ali de morrer na no jardim das oliveiras, era o homem Jesus. Quando na cruz do calvário ele falou: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" É que o espírito do Cristo o abandonou. Percebeu? Que loucura? E muita gente acreditava nisso. Por isso que na carta de João ele vai falar: "Quem tem o espírito do anticristo?" Aquele que nega que Jesus veio em carne. E por essa razão também o Evangelho de João é o que mais enfatiza a encarnação e a realidade corpórea de Jesus. Porque um dos ramos do gnosticismo, o docetismo, dizia que Jesus não se tornou ser humano de verdade, ele aparentou ser humano. Por isso vem a palavra doquel significa aparentar, docetismo. Ele aparentou o ser humano. Aí João fala: "Não, não, não, não. Ele era ser humano de verdade. Ele veio em carne. O verbo se fez carne e habitou no meio de nós." O verbo se fez carne. Ele mostra, por exemplo, e Tomé na ressurreição, colocando o dedo no corpo, no no vou até colocar uma uma redundância, um pleonasmo, mas por favor entendam porê. No corpo corpóreo de Jesus, tá bem? Que não era um corpo espiritual, era um corpo de verdade. As feridas da cruz ainda estavam ali. Jesus come com os discípulos depois de ressuscitado. Ele pergunta o que vocês têm para comer? Maria Madalena o agarra ali no no no jardim quando ele ressuscita, ele fala: "Não me detenhas porque ainda não fui pro meu pai". Ou seja, era um corpo que ela podia tocar, segurar, abraçar, não era uma névoa. Por isso que João enfatiza tanto essa questão do Jesus corpóreo. Agora, tem mais algumas coisas interessantes em João também. Ele dialoga com o último grupo, que era o grupo dos filósofos de de Éfeso. Éfeso, cinco séculos antes do apóstolo João, morou em Éfeso um homem muito famoso, filósofo pré-socrático chamado Heráclito. Nós não temos os escritos de Heráclito, temos apenas fragmentos dos seus escritos. E entre os fragmentos, nós sabemos que Heráclito tinha uma doutrina muito importante acerca do logos ou do verbo. E de acordo com o Heráclito, é o logos que permitiu tudo o que existe vir à existência. O logos, o logos está na base, na na no princípio de todas as coisas. O princípio, a reas é o logos, um elemento igo, segundo o o eh o nossa, acabei de de Heráclito. Falei Heráclito mesmo, né, gente? A mente tá cansada hoje. Heráclito. Então, João, sabendo que isso dominava as pessoas, porque Heráclito era uma pessoa famosa ali, um dos grandes intelectuais da cidade, João falou: "Olha, no princípio era o Logos. Todo mundo que lia Heracles, Heráclito, perdão, Heraclis é Hércules, todo mundo que lia Heráclito ligava na hora. Ele tá falando de algo que nós conhecemos. Ele partia do conhecido pro desconhecido." Pois é. Heráclito falou do Logos. No princípio ele tava certo. O Logos estava com Deus. O Logos era divino. Só que tem uma coisa que Heráclito não contou para vocês. O Logos se fez carne, habitou no meio de nós. Eu mesmo conheci pessoalmente. E a despeito da ogeriza da encarnação, João usou aquilo que era estranho para pregar Jesus pros pagãos. E ao mesmo tempo ele queria dialogar com os judeus de mentalidade helenística que estavam ali. Esses judeus falavam muito do men, que é a palavra de Deus em aramaico, ou do davar em em em hebraico. Davar Adonai é a palavra do Senhor que criou todas as coisas. O salmista dizia: "Por sua palavra vieram existir os céus e a terra. O Senhor disse, tudo se fez". João queria introduzir a figura de Jesus como Messias divino para os judeus. Então ele falava assim: "Olha, vocês não falam muito da palavra do Davara Donai e na tradução grega das Escrituras, vocês não traduzem Davar por logos, a mesma palavra usada por Heráclito? Pois é, o Logos criou todas as coisas. O Logos de Deus, ele é divino porque ele é a palavra de Deus. Só que esse logos se fez carne, habitou no meio de nós. Ele é o Messias. Então ele pregava tanto para pagãos, fazendo um diálogo com Heráclito, quanto para judeus fazendo um diálogo com o davar da Bíblia, palavra, ou a tradução logos, que aparece no Antigo Testamento para a palavra. Lindo isso, não é? E para terminar, eu quero mostrar para vocês uma coisa curiosa da estrutura de João, que ele é chamado também de o livro dos sinais. Quem até dá esse nome para ele é Raymond Brown. E entre os sinais, os sete sinais que aparecem em João, que são os seus sete milagres, estão aqui, ó, eh, são sete milagres que aparecem em João, sete sinais. a transformação da água em vim, que foi o primeiro milagre de Jesus em Caná Galileia, a cura do filho de um nobre também em Canada Galileia, nas proximidades ali, a cura de um paralítico em Jerusalém, perto do templo. Alimentação de 5.000 pessoas ali perto de Betsaida, no mar da Galileia, andando sobre as águas no mar da Galileia, a cura do cego no tanque de Siloé em Jerusalém. A cura do paralítico foi no tanque de Betesda, só para não confundir, tá? A cura do paralítico em Jerusalém, tanque de Betesda, alimentação perto de Betsaida, cidade de Pedro, a cura do cego em Jerusalém e a ressurreição de Lázaro na vila de Betânia, fora de Jerusalém. A primeira coisa que me chama atenção aqui é que dos milagres que João lista, somente dois aconteceram em Jerusalém. O terceiro e o sexto, a cura do paralítico no tanque de Betesda e a cura do cego no tanque de Siloé. Agora, a pergunta que eu que eu faço é o seguinte: por que que João listou apenas dois milagres de Jesus em Jerusalém? A resposta está na maneira como João dialogava com o Antigo Testamento. A base do pensamento de João é o Antigo Testamento. Como ele se cumpre em Jesus? Por exemplo, eh, no Antigo Testamento dizia o seguinte, que Deus estava mostrando sua glória no Monte Sinai. Isso está em Êxodo, capítulo 25. E lá no Monte Sinai, o povo ficou apavorado quando viu a glória de Deus do Monte Sinai e pediram a Moisés, Moisés, fale você e não o Senhor, porque a gente tem medo de olhar pra glória dele e ser fulminado. Aí Moisés conversa com Deus lá no alto do monte e Deus fala: "O povo tá com medo de mim?" Moisés faz o seguinte, faz um tabernáculo, uma tenda para mim no meio do acampamento, porque eu vou descer e vou habitar no meio deles. Ou citando eh Êxodo 25 verso 5 ou seis, se eu não me engano, fala assim: "E me farão o santuário para que eu possa habitar no meio deles". Aí Moisés faz um santuário, Deus desce do Sinai e a glória dele, que depois foi chamada posteriormente de Cheerná, ela brilha dentro do tabernáculo, dentro da tenda. É uma maneira de Deus diminuir a sua glória para que o povo não corresse dela, pudesse contemplar a Deus de uma maneira que não ofuscasse a visão das pessoas. Agora, olha que interessante, no Novo Testamento, João faz um diálogo com isso. Ele fala que o verbo estava com Deus e depois ele continua: "O verbo se fez carne e habitou no meio de nós." A palavra grega é eskeno. João usa o mesmo verbo que aparece lá em Êxodo quando fala: "Me farão um santuário para que eu possa habitar no meio deles". Micho. E João fala: "O verbo se fez carne e habitou no meio de nós." E ele continua dizendo: "E vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai". Interessante isso, né? E com relação aos dois milagres que João elege para citar em Jerusalém, vamos recapitular quais são os dois aqui para esse maquete de Jerusalém. Dá para ter uma noção. A primeira seta lá no alto está atrás do templo. Ali mostra o tanque de Betesda. E a outra seta que está aqui embaixo mostra o tanque de Siloé. Nesses dois tanques, houve os dois únicos milagres que João reporta ocorridos em Jerusalém. É claro que houve outros milagres de Jesus em Jerusalém, mas o apóstolo João propositalmente só escolhe dois. E por que esses dois? A resposta está no Antigo Testamento. Vou ler uma passagem para vocês. Olha o que está aqui em Segundo Samuel, capítulo 5, quando fala da tomada de Jerusalém. Eh, e partiu o rei com seus homens para Jerusalém, o rei Davi, contra os jebuseus que habitavam naquela terra. E falaram a Davi, dizendo: "Não entrará aqui a menos que lances fora os cegos e os coxos, querendo dizer: "Não entrará Davi aqui." Essa expressão: "Não entrarás aqui". A menos que lances fora os cegos e os coxos era uma ironia dos habitantes de Jerusalém. É como se falassem assim: "Davi, não perde tempo não. Você não vai conseguir entrar aqui. A gente nem precisa usar exército para te combater. Se você conseguir enfrentar os coxos e os cegos, tudo bem, mas a gente acha que nem deles você vai passar, entendeu? Ou seja, os coxos e os cegos vão expulsar David aqui. Aí no verso 7. Porém Davi tomou a fortaleza de Sião, e esta é a cidade de Davi. E por que Davi disse naquele dia: "Qualquer que ferido os jebuseus chegar ao canal, aos coxos e aos cegos, a alma que a alma de Davi aborrece". Cortou a última linha aí que a alma de Davi aborrece. Eh, veja bem, virou um provérbio. Você sabe, eu tenho um livro aqui interessante de Dionísio da Silva, onde ele fala da origem dos provérbios. Eh, por exemplo, que da onde vem o provérbio? Casa da mãe Joana, vá ver se eu tô na esquina. É de tirar o chapéu. Tem umas curiosidades interessantes da onde que vem esses ditados populares, esses provérbios. Criou-se um provérbio. Cegos e coxos, a quem a alma de Davi aborrece, não morarão em Jerusalém. Por quê? Porque Davi ficou chateado com a arrogância dos habitantes de Jerusalém quando falaram: "Você não entrará aqui porque os cegos e coxos vão te expulsar. Não precisamos nem usar o nosso exército". Aí, 1000 anos depois de Davi, o filho de Davi entra em Jerusalém e ele não aborrece do cego e do coxo. Ele auxilia o cego e o coxo, porque ele é o filho de Davi numa nova dispensação. Não é lindo estudar a Bíblia assim? Não te deu uma outra visão do Evangelho de João? É assim que eu gosto de estudar a Bíblia e passar a Bíblia para as pessoas com contexto, lendo a passagem, comparando o texto com texto, olhando o grego, hebraico. E é assim que você vai encontrar a Bíblia na plataforma A Bíblia comentada. Tem muita coisa esperando você lá. Então, como eu falei, agora que nós vamos encerrar o nosso bate-papo de hoje, vai lá, clica no link, assine a plataforma. Se em sete dias você não gostar, é só você pedir: "Olha, eu quero". Não precisa nem explicar o porquê. você vai ter o seu dinheiro devolvido, mas eu tenho certeza que você vai se aprofundar nos conteúdos ali e vai transmitir esse conhecimento a outras pessoas. Que Deus abençoe você. Ah, e eu já fiz também um vídeo sobre o Evangelho de Mateus. Se você não assistiu, olha aí na nossa playlist. Assista o Evangelho de Mateus. Já fiz João e eu pretendo fazer ainda de Marcos e de Lucas. Isto é, se vocês quiserem, é só deixar o pedido aqui nos comentários. Um grande abraço e até o nosso próximo encontro. Ciao. Ciao.