Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

A história do APÓSTOLO JOÃO, o DISCÍPULO AMADO de Jesus com Rodrigo Silva

A história do APÓSTOLO JOÃO, o DISCÍPULO AMADO de Jesus com Rodrigo Silva

A história do APÓSTOLO JOÃO, o DISCÍPULO AMADO de Jesus com Rodrigo Silva

Quem foi o apóstolo João antes de encontrar Jesus? O que aconteceu para que um simples pescador da Galileia se tornasse um dos homens mais influentes da história do cristianismo? E por que o Evangelho de João é tão diferente dos relatos de Mateus, Marcos e Lucas? Essas são algumas das perguntas mais intrigantes do Novo Testamento. Neste estudo, vamos analisar as evidências históricas, arqueológicas e bíblicas que nos ajudam a responder essas e outras questões.

Também vamos entender a autoria de João, a possível relação de parentesco entre João e Jesus, o significado do "discípulo amado" e por que esse evangelho foi escrito no momento em que a igreja enfrentava heresias e desafios à fé cristã.

Ao longo deste estudo, você descobrirá como João apresenta Jesus como o Logos eterno, o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Vamos explorar os sete sinais do evangelho, o combate ao gnosticismo e ao docetismo, além do contexto histórico que torna essa obra uma das mais profundas do Novo Testamento.

📚 Neste estudo você vai descobrir:

🔴 Quem realmente escreveu o Evangelho de João?
Vamos analisar as evidências da autoria joanina, conhecer as principais teorias sobre o quarto evangelho e entender por que muitos estudiosos continuam defendendo que o apóstolo João foi seu autor.

🔴 João era realmente primo de Jesus?
Vamos comparar os relatos dos evangelhos, examinar as evidências bíblicas sobre a família de Jesus e compreender como essa possível relação ajuda a explicar a proximidade entre Cristo e o discípulo amado.

🔴 Por que João escreveu seu evangelho tão tarde?
Você entenderá os desafios enfrentados pela igreja no final do primeiro século, o combate ao gnosticismo e ao docetismo e por que João escreveu um evangelho com uma linguagem tão diferente dos demais.

⏱️ Capítulos
00:00 Por que o Evangelho de João é diferente dos outros evangelhos?
03:09 Quem escreveu o Evangelho de João?
08:47 Quem foi o apóstolo João antes de seguir Jesus?
16:35 João era primo de Jesus?
27:12 Como João deixou de ser um "Filho do Trovão" para se tornar o discípulo do amor (discípulo amado de Jesus)?
31:21 Por que João escreveu seu evangelho tão tarde?
42:28 Por que João Batista não era o Messias?
51:33 O que era o gnosticismo e por que João o combateu?
59:30 Quais são os sete sinais do Evangelho de João e o que eles significam?

📖 Glossário
• Logos: termo grego para "Palavra" ou "Verbo", usado por João para apresentar Jesus como Deus eterno.
• Gnosticismo: doutrina que negava a verdadeira humanidade de Cristo.
• Sinóticos: Mateus, Marcos e Lucas, chamados assim por apresentarem uma narrativa semelhante da vida de Jesus.
• Boanerges: expressão aramaica que significa "Filhos do Trovão", apelido dado por Jesus a Tiago e João.
• Amanuense: escriba ou secretário que registrava textos ditados por um autor.

Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?

📲 Assine a plataforma A Bíblia Comentada:
🟢https://www.rodrigosilva.site/bibliacomentada-oficial-yt

⚠️ Se precisar de ajuda, em qualquer momento, você pode entrar em contato com o nosso suporte:
Email: atendimento@rodrigosilvaoficial.com.br
Whatsapp: https://www.abibliacomentadaoficial.com.br/suporte

📲 Aproveite para acompanhar A Bíblia Comentada nas redes sociais:
Youtube: https://youtube.com/@abibliacomentadaoficial
Instagram: https://www.instagram.com/abibliacomentadaoficial

Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!

#ExclusivoRodrigoSilva #rodrigosilva #rodrigosilvaarqueologia

Legendas automáticas:

Olá, você que me segue no Rodrigo Silva
Arqueologia. Que bom estar com você mais
uma vez para estudarmos semanalmente a
Bíblia Sagrada. E hoje eu quero falar
sobre um evangelho que é um dos textos
mais lindos do Novo Testamento. Alguns
comentaristas chegam a dizer que nesse
evangelho existem verdades teológicas
tão ou mais profundas que algumas cartas
do próprio apóstolo Paulo. Eu estou
falando do quarto evangelho, o chamado
evangelho de João. Vamos estudar esse
evangelho hoje. Se você estiver
assistindo esse vídeo de casa, que você
tiver condições, eu vou te dar um
conselho, uma sugestão. Corre agora,
pega uma Bíblia, anota tudo que você
puder, tá bom? Marque na Bíblia. Vou
citar várias passagens do Evangelho de
João aqui para nós acompanharmos juntos.
Vou colocar as passagens também na tela
para você. Mas se você tiver assistindo
esse vídeo, quem sabe enquanto vai pro
trabalho dentro de um metrô ou ali
dirigindo o seu carro, só ouvindo o
áudio, sem poder até assistir o que tá
lá na tela, não tem problema. Vá
prestando atenção em tudo, tá bom?
Depois você pode voltar, pontuar,
anotar, porque são aulas de teologia que
eu estou dando com muito prazer para
você aqui, agradecendo a Deus por sua
presença, por sua acolhida e por seu
desejo de estudar a Bíblia Sagrada
comigo, tá bom? Deus seja louvado por
tudo. Evangelho de João,
eh, ele começa de uma maneira poética,
assim, ímpar. Eu vou ler para vocês.
Hoje eu não estou com minha Bíblia aqui
porque eu acabei esquecendo lá no NASP,
mas alguém já guardou para mim. Amanhã
vou buscá-la, mas eu tenho a outra
Bíblia. Aliás, o que não falta aqui em
casa, graças a Deus, é Bíblia. Eu vou
ler na versão da Nova versão
Internacional. O evangelho de João
começa assim nessa nova versão
internacional. No princípio era aquele
que é a palavra. Ele estava com Deus e
era Deus. Ele estava com Deus no
princípio. Todas as coisas foram feitas
por intermédio dele. Sem ele, nada do
que existe teria sido feito. Nele estava
a vida, e esta era a luz dos homens. A
luz brilha nas trevas e as trevas não a
derrotaram. É linda essa maneira de
falar de Cristo, o Cristo encarnado. E é
uma maneira até única, tão única, que os
teólogos dividem os quatro evangelhos em
duas categorias. Os sinóticos, Mateus,
Marcos e Lucas, que partem de uma mesma
ótica, e João, que é diferente. E
algumas curiosidades de João para você.
Eh, por incrível que pareça, o último
livro da Bíblia a ser escrito não foi o
Apocalipse, foi o Evangelho de João. E
você vai entender o porqu nesse nosso
bate-papo de hoje, o Evangelho de João é
o último livro a ser escrito. E ele foi
escrito depois do apocalipse. Diferente
do que muita gente imagina, João não
morreu na ilha de Pátimos. Ele saiu da
ilha de Pátimos, voltou para a cidade de
Éfeso, onde ele escreveu as cartas que
levam o seu nome e o quarto evangelho. A
bem da verdade, falando em João,
escrever evangelho, autoria,
eh um grupo considerável de teólogos
nega a autoria joanina do quarto
evangelho. Então, nós temos duas
propostas fora daquela mais
conservadora, que é a que eu adoto. A
primeira proposta, ela é baseada num
texto de Papias e outro de Irineu de
Leon, que dependendo como você lê esse
texto, parece parece, mas não que está
de fato, parece aludir a dois Joães.
Um o apóstolo, o outro o presbítero
João. Então, alguns acreditam que eh um
deles, o presbítero João, foi o que
escreveu o texto e não tem nada a ver
com o AP. Apóstolo João. O presbítero
seria um João idoso. Outros, eu
participo desse segundo grupo, acreditam
que o presbítero João e o apóstolo João
são a mesma pessoa. Mas ainda falando
daqueles que negam a autoria joanina,
então alguns acreditam que esse João
seria o presbítero e outros até dizem
que não há um único autor do quarto
evangelho, mas cristãos anônimos daquilo
que é chamado de a comunidade joanina.
Eles preferem falar assim: "Ser uma
comunidade que teria sido fundada a
partir da pregação do apóstolo João e
alguns membros dessa comunidade
escreveram esse evangelho tardiamente e
o atribuíram ao apóstolo que conviveu
com Jesus. Eh, eu particularmente tenho
uma ideia mais conservadora que também é
defendida por muitas pessoas na
academia, que o Evangelho de João foi
escrito pelo apóstolo João dos 12. que
fazia parte daquele eh secto de
discípulos mais íntimos de Jesus. E
dentre eles aqueles três que Jesus tinha
mais intimidade para revelar algumas
coisas, a saber, Pedro, Tiago e João,
sendo Tiago e João dois irmãos. Nós
vamos ver sobre isso daqui a pouco. E
Pedro, quando Jesus, por exemplo, vai
subir ao monte da transfiguração, ele
leva consigo Pedro, Tiago e João. Quando
Jesus vai também ao Monte das Oliveiras
falar do fim do mundo, ele leva consigo
Pedro, Tiago e João. quando ele está no
orto das oliveiras sendo tentado a
desistir e até com medo ali ele ora ao
pai implorando que afaste dele aquele
cálice, eh ali você tem de novo Pedro,
Tiago e João. N algumas vezes há o
acréscimo da figura de André, que era
irmão de Pedro, mas na maioria das vezes
de mais intimidade de Jesus eram esses
aí, Tiago, João, que eram irmãos, e
Pedro. Esse João para mim é o autor do
evangelho. Um dos argumentos que muitos
usam para negar que ele pudesse ser o
autor dos evangelhos e do apocalipse ao
mesmo tempo é a diferença muito grande
do grego do apocalipse pro grego do
evangelho. O grego do evangelho, ele é
mais belo, mais requintado. Do
apocalipse, parece que foi feito a
machadada. Mas isso pode ser explicado a
partir de um evento, de um recurso que
havia no passado muito comum, que era o
uso de um secretário ou um escriba. A
Bíblia fala, por exemplo, de Barur, que
era escriba de Jeremias.
Paulo usava escribas ou ah, como fala
escriba, não é o doutor da lei, não.
Aquele que escrevia mesmo, o amanuense,
um secretário, um eh um escritor. Paulo
usava escritores, por exemplo, para
escrever muitas de suas cartas. Na época
do Novo Testamento, autor e escritor não
eram sinônimos perfeitos. Você pode ser
o autor de um livro, mas o escritor
seria outro. É mais ou menos não
exatamente igual o famoso recurso hoje
do Ghost Writer, que é aquele escritor
que algumas algumas eh editoras às vezes
fornecem pro autor, falam assim: "Olha,
pega o seu pensamento". A gente foi
colocar um ghost para escrever para
você. Um ghost, é um fantasma, ele não
aparece, né? vai ser o seu nome, mas ele
vai escrever a partir das suas ideias.
Ele só vai colocar no papel numa
linguagem mais jornalística.
Na época seria mais ou menos assim. Ah,
por exemplo, Cícero, que era o grande
legislador romano, o Cícero tinha vários
eh eh escritores com ele, vários eh
secretários fazendo as suas cartas,
inclusive muitos especialistas em
literatura latina percebem muitas
diferenças de estilo nas cartas de
Cícero, mas eles não negam a autoria de
Cícero. As diferenças de estilo se devem
ao fato de Cícero escrever, usar
diferentes secretários e diferentes
formas de ditado. Você tinha, por
exemplo, o ditado verbatim, que era
palavra por palavra, você tinha um
ditado de ideias que a pessoa escrevia
com a ótica dela e você só revisava
depois. Então, existe uma tradição
tardia, eu reconheço, mas que eu posso
me valer nela, que João quando estava na
ilha de Pátimos, tinha um secretário com
ele, um companheiro ali de prisão
chamado Proros. E próros seria aquele
que escreveu as visões de João, conforme
João ia dizendo para ele, citando para
ele. E o evangelho já foi escrito na
cidade de Éfeso com o uso de um outro
secretário, de um outro estilo. Daí a
diferença do grego de João pro grego do
apocalipse, mas sendo o mesmo autor, o
apóstolo João, não necessariamente o
mesmo escritor. Perceberam? Bom, agora
que que eu posso falar desse João? que
eu acredito ser o apóstolo e o autor do
texto. Vamos começar pelo seu nome. O
nome João é o nome de significado muito
rico no hebraico. Eu já falei em algumas
oportunidades e talvez você já ouviu que
na época bíblica eles escolhiam os nomes
pelo significado, mais do que pela
sonoridade ou qualquer outro recurso.
Hoje, por exemplo, o nome pode ser
escolhido porque, sei lá, tem um jogador
de futebol, eh, aí começam a colocar o
tanto de Neymar que está aparecendo aí
hoje, né? Eh, garotos com o nome de
Neymar, de Ronaldo, tem muitos por causa
do futebol. No passado era por causa de
novelas, cantores. Quantos e Roberto
Carlos nasceram nos anos 70 e 80 por
causa do cantor Roberto Carlos? Mas na
Bíblia não era assim. O nome era
escolhido precipalmente pelo significado
dele. Sendo assim, o que significa o
nome João? João, na sua forma hebraica,
Yhanan, é a junção de duas palavras.
O nome de Deus abreviado, que você sabe
que tem o tetagrama sagrado, que são
quatro letras do hebraico que formam o
nome de Deus. E o nome de Deus muitas
vezes não era pronunciado pelos judeus
por questão de reverência.
Então eles abreviavam às vezes o nome de
Deus. Por exemplo, Joel, em hebraico,
Joel significa Deus, o Senhor, o nome
sagrado, o Senhor é Deus. Joelo, o
Senhor é Deus. Pegavam o nome de Deus e
o abreviavam. Simples assim. Eh, nós
temos então Iô, que é o nome abreviado
de Deus, e Hanam. Hanam vem da palavra
haná em hebraico, significa graça,
graciosidade,
favor e merecido. Já ouviu alguma mulher
chamada Ana? Pois é. Ana é a forma
portuguesa do nome Haná em hebraico.
Significa graciosa, alguém generosa,
alguém que lembra a graça de Deus.
Então, juntando raná com yo, que é a
abreviatura do nome sagrado de Deus, tem
Yoranam,
o Senhor concede a graça. Esse é o
sentido do nome do autor do livro e do
discípulo amado. Agora, como a história
dele começa? Bom, nós podemos pegar a
história dele a partir de alguns
elementos que aparecem no próprio
evangelho. Eu vou colocar o mapa aqui.
Ele não está muito bom porque ele pega
desde uma perspectiva do Mar morto para
o mar Mediterrâneo. Então o mapa ficou
um pouco deitado e parece que o rio
Jordão tá assim perpendicular, mas dá
para vocês terem uma ideia. Lá no alto
do monte do rio Jordão, você tem a
região de da Galileia. E na Galileia
você tinha cidade de Cafarnaum.
Provavelmente na cidade de Cafarnaum
moravam dois jovens amigos. Amigos, um
chamado André, o outro chamado João.
André o irmão de Pedro, do apóstolo
Pedro. Esses jovens ouviram de um
pregador chamado João Batista,
que estava pregando aqui na cidade de
Betânia às margens do rio do rio Jordão,
perto de Jericó. Então eles saíram lá da
do norte e vieram para cá e se tornaram
discípulos de João Batista. Isso está no
próprio Evangelho de João, capítulo 1.
Capítulo 1. Ah, quando João Batista está
pregando ali, diz assim, olha, eh,
Evangelho de João, capítulo 1, versículo
versículo, deixa me ver aqui,
eh,
versículo 19.
Esse foi o testemunho de João, quando os
judeus de Jerusalém enviaram sacerdotes
e levitas e perguntaram quem ele era. E
ele estava pregando ali naquele naquele
lugar. Ele fala: "Eu não sou o profeta,
não sou o Elias, não sou o o Messias, eu
sou apenas aquele que anuncia a vinda do
Messias". E ele estava pregando
justamente na região ali do rio Jordão.
Aí a Bíblia fala o seguinte, no capítulo
um ainda, eh, no verso 35. No dia
seguinte, João estava novamente na
companhia de dois de seus discípulos.
Quando viu Jesus passando, disse:
"Vejam, este é o cordeiro de Deus".
Ouvindo isso, os dois discípulos do
Batista seguiram Jesus.
Jesus estava andando, ele estavam indo
logo atrás de Jesus. E Jesus falou
assim: "Que que vocês desejam, Senhor?
Onde é que o Senhor está morando? Onde é
que o Senhor está hospedado?" E a Bíblia
fala que Jesus falou: "Venham e vejam".
E eles passaram o resto daquele dia
conversando com Jesus. Eles deixaram
então de ser discípulos de João Batista
e se tornaram discípulos de Jesus. E o
Evangelho fala sobre esses dois
discípulos.
disse o seguinte: "Olha, eh,
então eles foram e ficaram com Jesus,
né? Deixa-me só ver aqui. Eh, Rabi, o
que quer dizer, mestre?"
Aqui diz aqui o verso 40, André, irmão
de Samão Pedro, era um dos dois que
tinham ouvido que o que João dissera e
haviam seguido Jesus. Então, daqueles
dois discípulos que João Batista manda,
um deles era André e o outro, os
comentaristas pensam que o outro é o
próprio apóstolo João, eh, que ele
sempre aparece no Evangelho de maneira
assim codificada. Ele não fala direto do
nome dele, ele fala assim: "O discípulo
a quem o Senhor amava, o outro
discípulo, sabe? Ele não fala direto do
nome dele, talvez uma questão de
humildade. Então, provavelmente seriam
André e João, discípulo amado, os dois
discípulos que deixam de seguir João
Batista e passam a seguir Jesus. Jesus
fica um tempo ali na região de Betânia,
perto do rio Jordão. Jesus sai dali, vai
pro deserto ser tentado pelo diabo.
Quando Jesus volta, Jesus continua o
ministério dele ali. João Batista vai
pra região de Elim, onde ele também vai
fazer os seus os seus batismos. E logo
depois eh Jesus ouve que João Batista
foi preso. Então Jesus sai com os
discípulos daquela região e começa a ir
pro norte. E Jesus volta paraa Galileia.
e inicia o ministério dele praticamente
na Galileia ou reinicia se você quiser,
porque houve um núcleo aqui embaixo no
rio Jordão e ele começa de novo lá na
Galileia, onde Jesus vai morar em
Cafarnaum, cidade onde já moravam Pedro,
Tiago, João e André. E ali ele e e
Mateus também levei Mateus. E ali em
Cafarnaum, na Galileia, Jesus começa o
movimento missionário dele. Tudo bem até
aí? OK. Mas o que mais nós podemos
aprender desse João que começa a seguir
Jesus?
Vamos falar que que os evangelhos me
dizem da família dele. Eu vou colocar um
texto aqui para vocês acompanharem
comigo. Mateus, capítulo 10, versículo
2, diz assim: "Ora, os nomes dos 12
apóstolos são estes: primeiro, Simão,
por sobrenome Pedro, e André, seu irmão.
Falamos disso, Tiago, filho de Zebedeu,
e João, seu irmão. Então aqui eu já
aprendo por essa passagem bíblica duas
coisas em relação a João. Primeiro, que
ele tinha um irmão chamado Thago, OK? E
que o pai deles chamava-se Zebedeu.
Então, já temos algumas informações aí.
Ele foi discípulo de João Batista,
deixou o João Batista para seguir Jesus.
Seu pai se chamava Zebedeu e o seu irmão
chamava-se Thaiago. Agora, tem uma parte
eh na Bíblia meio estranha que no
Evangelho de João, e eu vou falar dessa
curiosidade aqui para vocês, diz que
quando Jesus estava ao pé da cruz,
perdão, eh Jesus estava na cruz
morrendo, ao pé da cruz estava a mãe de
Jesus e o discípulo amado. E olha o que
aconteceu. Evangelho de João, capítulo
19, verso 27.
Eh, verso 26. Quando Jesus viu sua mãe
ali ao pé da cruz
e perto dela, o discípulo a quem ele
amava,
disse à sua mãe: "Aí está o seu filho".
E ao filho, aí está sua mãe. Daquela
hora em diante, o discípulo a recebeu em
sua família. Ou seja, João, o discípulo
amado, começa agora a cuidar de Maria,
mãe de Jesus. Aí a pergunta que a gente
faz é a seguinte: por que que Jesus
confia os cuidados de Maria a João? Por
que que Jesus o chama de discípulo
amado?
Será que os outros também não eram
amados por Jesus? Jesus tinha
preferencialismo
ou havia um grau de intimidade com João
maior, talvez do que com os demais?
Vamos por partes. Por que que Jesus
confiou João a Maria? A primeira coisa
que nos chama atenção é que quando Jesus
foi preso, todo mundo correu. Lembra que
os que estavam com Jesus lá no no Oto
das Oliveiras, que eu falei com vocês,
né, Pedro, Tiago e João também saíram
vazados, como diz, correram. Porém, tudo
indica que João depois foi o único que
aparece no momento da crucifixão de
Jesus. Se outros discípulos homens
também estiveram ali junto à cruz, nós
não sabemos. A informação bíblica só dá
conta de mulheres no plural. As mulheres
foram mais valentes nesse sentido. Maria
Madalena, Maria mulher de Clopas, a mãe
de Jesus, Maria de Nazaré.
Eh,
as mulheres estavam ali ao pé da cruz,
elas não fugiram, pelo menos uma um
grupo considerável delas. Mas os homens,
cada um caiu para um canto. Pedro até
aparece depois lá no no no pátio da casa
do
sacerdote, do sumo sacerdote, mas o o
Judas se enforcou e o André, Bartolomeu,
Tomé aparece, todo mundo desaparece,
todo mundo com medo. E o João não, o
João fica ali com as mulheres. Então
essa poderia ser uma razão, mas teria
outra razão, porque Jesus tinha outros
irmãos e irmãs. Por que que ele confia
Maria ao discípulo amado? E por que ele
chama esse discípulo de discípulo amado?
Vamos com calma que a gente vai
descobrir isso. Mas vejam mais uma um
mistério dos evangelhos muito
interessantes. Interessante. Só para
lembrar qual o nome do pai de João.
Zebedeu. Você acertou. e o irmão dele,
Tiago. Guarde essas informações. Olha o
que eu encontro aqui no Evangelho de
Mateus, capítulo 20, versículo 20.
Então, se chegou a ele, a Jesus, a
mulher de Zebedeu,
obviamente a mãe de João e de Tiago, tá
certo? A mulher de Zebedeu chegou para
Jesus com seus filhos e, adorando-o,
pediu-lhe um favor. perguntou,
perguntou-lhe ele, perguntou-lhe ele.
Ele perguntou para ela: "Que queres?"
Ela respondeu: "Manda que no teu reino
estes meus dois filhos se assentem, um à
tua direita, outro à tua esquerda".
Ora, evidentemente que eram Thago e
João. Agora, a pergunta que eu faço
conhecendo a cultura do antigo Oriente
Médio, é porque a mãe de Thago e João, a
esposa de Zebedeu, teria condições
culturais e sociais de chegar de maneira
assim tão tão forte em Jesus.
Veja, nenhuma esposa tinha o direito de
chegar assim em público diante do
marido. Não, ela falaria com ele de
maneira reservada. Ela não fez isso. Ela
já chegou trazendo os dois filhos, um de
cada lado. Olha, manda no teu reino um
dos meus filhos e ela dá ordem para ele.
Essa mulher parecia ter algum tipo de
ascensão social sobre Jesus. De outra
forma não se explica a maneira tão
ousada como ela chega para ele. Ainda
mais se tratando de um rabino.
Será que tem alguma outra parte da
Bíblia que me ajudaria a explicar isso
aqui melhor? Tem sim. E eu vou revelar
para vocês uma coisa interessante.
Embora todo mundo saiba de antemão que
João Batista era primo de Jesus,
provavelmente o discípulo amado também
fosse. Como assim, Rodrigo? Eu vou
explicar. Vamos falar um pouquinho do
João Batista. Na verdade, a Bíblia não
fala qual o grau de parentesco dele com
Jesus. As pessoas colocam primo porque
primo assim, até primo de terceiro grau,
primo distante é primo. Mas a Bíblia se
limita a dizer que Isabel, a mãe de João
Batista, era parente de Maria. Ela era
parente de Maria, mas não fala qual o
grau de parentesco.
Isabel poderia ser prima de Maria, podia
ser tia de Maria, ela podia ser irmã de
Maria, ela podia ser eh qualquer coisa
de Maria.
Tá certo? Então assim, não sei qual grau
de parentesco, mas como ela era parente
de Maria, João Batista também tinha um
parentesco com Jesus, embora eles fossem
criados eh separados um do outro. E
quando Jesus vem ser batizado por João
Batista, ele fala: "Eu não o conhecia".
Tudo bem até aí? OK. E o discípulo amado
e o apóstolo João,
qual o grau de parentesco dele com
Jesus? Bom, paraa mãe dele chegar para
Jesus naquele tom, alguma relação
de parentesco havia, de ascensão dela
sobre Jesus.
Mas calma, tem alguma outra passagem da
Bíblia que me permita ser um pouco mais
assertivo nessa declaração ou nessa
hipótese pelo menos? Tem sim. Eu vou
comparar três passagens bíblicas. são
todas referentes a Jesus na cruz e as
mulheres que estavam ao pé da cruz junto
com Jesus. Mateus capítulo 27 verso 56
fala das mulheres que estavam ali e eu
vou colocar o nome delas separado por
cores para facilitar o entendimento.
Estavam entre elas, entre as mulheres,
Maria Madalena, que você conhece,
Maria, mãe de Tiago e José.
Essa não pode ser a mãe de Tiago e João.
Por quê?
Porque logo em seguida diz: "E a mulher
de Zebedeu".
Então eu tenho aqui
duas Marias e a mulher de Zebedeu, tá
bom? É a Maria Madalena, Maria mãe de
Tiago e José e a mulher de Zebedeu. Eh,
nós sabemos pelo evangelho de João, já
vou dar esse spoiler para vocês, que
Maria, mãe de Jesus, também estava ao pé
da cruz. Acabei de fazer menção agora
que João eh confia o cuidado dela ao
discípulo amado. Então, Maria de Nazaré,
Maria, mãe de Jesus, ela também estava
ali ao pé da cruz. Tanto é que na
constelação de Órium, o cinturão de
Órium é chamado popularmente no Brasil
de as três Marias, aquelas três
estrelinhas lá, três Marias, que são
três Marias que havia ao pé da cruz. Mas
tinha também a mulher de Zebedeu. Vamos
ver o que que a gente pode saber mais a
respeito dela.
Marcos, capítulo 15 verso 40.
Estavam também ali algumas mulheres
observando de longe, entre elas Maria
Madalena, de vermelho como em cima.
Maria Madalena, OK? Maria, mãe de Thago,
o menor e de José. Olha, Marcos teve um
cuidado mais do que Mateus. Ele falou:
"Mãe de Tiago, o menor e de José". Ora,
se coloca Thiago menor, é porque havia
outro para não confundir. Quem é esse
outro Thago? O irmão de João. Então
havia pelo menos dois Tiagos ali, o
Thiago Menor e o Tiago, irmão de João,
filho de Zebedeu. E aqui diz, vou
repetir, Maria Madalena, tá de vermelho,
Maria Madalena, Marema de Tiago Menor e
de José, tá aí. E Salomé.
Olha aqui, eu aprendo que a mulher de
Zebedeu chamava-se
Salomé.
Isso já me dá uma informação a mais
sobre o apóstolo João, que a mãe dele
chamava-se Salomé, o pai dele chamava-se
Zebedeu, o irmão dele chamava-se Tiago.
Agora, quando nós vamos ao próprio
Evangelho de João, capítulo 19, verso
25, vou até colocar de maneira mais
ampla para você.
Alô, alô. Desculpa, eu vi que o som
acabou saindo aqui. Perdão. Então, vou
repetir porque o som deu uma falhada.
Junto à cruz estavam a mãe de Jesus, OK?
Que nós já falamos que ela estava ali.
Maria, mulher de Clopas. Quem que é
Maria, mulher de Clopas? A mãe de Tiago
e de José
e Maria Madalena
e a irmã da mãe de Jesus. Prestou
atenção? A irmã da mãe de Jesus. Por
essa tabela eu tenho Maria Madalena nas
três situações, Maria de Tiago e José
nas três situações, que aqui ela é
também chamada mulher de Clopas, a
mulher de Zebedeu, Salomé, irmã da mãe
de Jesus, como sendo a mesma pessoa.
Isso me faz entender que João, o
discípulo amado, ele era filho de
Salomé,
filho de Zebedeu,
irmão de Tiago e primo de primeiro grau
de Jesus, porque a mãe dele era irmã da
mãe de Jesus.
Ou seja, isso explica por que ela chegou
a Jesus com o pedido Amanda que no teu
reino os meus filhos se assentem, um à
direita, outro à esquerda.
Agora faz sentido isso aí. Agora João, o
discípulo amado, agora eu entendo
porquê, que tinha toda aquela intimidade
com Cristo. Ele era uma pessoa de gênio
difícil. Ele e seu irmão. Tanto é que
tem uma passagem do Evangelho que me
chama bastante atenção, Evangelho de
Mateus, de Marcos, aliás, que mostra
como os dois eram intempestivos, a ponto
de Jesus os apelidar de Boanerges, que
significa filhos do trovão.
Lucas capítulo 9 verso 54. conta um um
um episódio em que Jesus passou com os
discípulos numa vila de samaritanos e
como a vila não quis dar guarida para
eles, hospedagem, a primeira coisa que
ele falou com seu irmão, senhor, quer
que a gente mande um fogo cair do céu e
destruir essa cidade? Olha que
interessante. Eles haviam recebido o
poder.
Eles saíram para pregar em nome de
Jesus. Eles voltam felizes que tinham
expulsado demônios, curado doenças.
pregado de Jesus e com todo esse poder
feliz, no primeiro momento que ele tem
para manifestar o poder, ele fala: "O
Senhor quer que a gente mande cair um
raio do céu e queimar essas duas
cidades?" Esse era o João, que depois
olha o que que é o poder da graça
trabalhando a pessoa, né? vai se tornar
o discípulo do amor. Quem mais vai
escrever sobre o amor
de todo o Novo Testamento, com exceção
de Primeira Coríntios 13, quem mais fala
do amor fraternal é João. Então esse
João com esse espírito
tremendo,
ele que cuida da mãe de Jesus, ele que
era parente de Jesus. Agora, eh, uma
pergunta para você, você sabia desses
detalhes da Bíblia? Você tá vendo como é
que é interessante estudar a Bíblia
assim com prestando atenção passagem com
passagem, olhando o contexto da época?
Você gosta de estudar a Bíblia? Assim,
gosta? Então eu vou te dar duas
sugestões, três, na verdade. A primeira
delas, me acompanhe sempre aqui no canal
do YouTube. Aí vem aquele pedido que eu
tenho que fazer para você. Se você gosta
desse conteúdo, se ele apresenta coisas
que você nunca tinha parado para pensar,
então ajude o canal a crescer cada vez
mais. Se inscreva no canal, ative o
sininho de notificações. Embora hoje o
que funciona mais nem é o sininho de
notificações, não, porque tem muita
gente que tá ativada e não não acompanha
o sininho, não avisa. É você deixar o
seu comentário aqui. Deixa o seu
comentário aqui, isso é muito bom. E se
você gostar do conteúdo, deixa o seu
like e se inscreva no canal, tá bom?
Então, sempre me acompanhe aqui. Segunda
sugestão, divulgue isso para outras
pessoas. Quanto mais você divulga,
quanto mais você ensina, mais você
aprende. O ensino é uma retroalimentação
de conhecimento. Tem pessoas que
perguntam assim: "Rodrigo, sua cabeça é
um computador, como é que você sabe tudo
isso?" Simples, porque eu tô sempre
ensinando. E em terceiro lugar, venha
ser meu aluno na plataforma Bíblia
comentada e experimente. Assine a
plataforma. Olha, veja bem, faça o
seguinte, você vai assinar a Bíblia
comentada. Aqui na descrição do vídeo
está o link. Se em até sete dias úteis,
ou não sei se é dias corridos ou dias
úteis, agora eu tô na dúvida. Se até 7
dias você não gostar do bíblico
comentado
e quiser cancelar a compra, você
cancela. O seu dinheiro é devolvido. Se
for no cartão é estornado, não tem
problema. Mas você não vai desistir. Eu
tenho certeza. Se você entrar na
plataforma, você vai amar o que tem ali.
E se alguém que está me assistindo aqui
eh eh é aluno do Bíblia comentado, deixa
o seu comentário aqui, fala o testemunho
da importância do Bíblia comentado na
sua vida. Eu recebo tantos depoimentos,
louvado seja Deus por isso, mas falta o
seu, que ainda não é meu aluno, tá bom?
E coloca também aqui na descrição,
queria ouvir você se você ficou surpreso
com essa mini biografia do apóstolo João
que eu apresentei, inclusive com as
dificuldades que ele tinha de lidar com
o próprio gênio. A gente fala geralmente
de Pedro como sendo uma pessoa iracível
que de fato era. Ele pega a espada para
acertar o servo do de Malc Malco, né?
servo do sacerdote. Mas João também era
pavio curto. João, discípulo amado. Ou
seja, se Deus pôde com a sua graça
transformar alguém como João, pode
transformar você também. Coloquea aí nos
comentários o que que você acha. Mas eu
ainda não respondi a pergunta principal
do vídeo de hoje. Por que que João
escreveu um evangelho? Eu já entendi,
então, que ele era discípulo de Jesus,
mas quais as razões levaram João a
escrever esse evangelho? Aí nós temos
que pegar os fragmentos da história e
montar um quebra-cabeças, ainda que
parcial. E a partir desse
quebra-cabeças, nós vamos levantando
algumas hipóteses. Ah, por exemplo, o
Raymond Brown, um famoso especialista no
Evangelho de João, padre Raymond Brown,
já faleceu, escreveu comentário sobre
João. Raymond Brown, ele escreveu um
livro A comunidade do Discípulo Amado,
onde ele levanta algumas hipóteses
interessantes. Eu não concordo 100% com
tudo que Raymond Brown falou, porque,
por exemplo, ele de certa forma negava a
autoria joanina, mas com outras coisas
eu acho muito interessantes, eu quero
reproduzi-las para vocês aqui. Então
vamos lá. Luna pedindo para entrar. Não
é a primeira vez que isso acontece. Eu
vou pedir licença. Ela bate na porta.
Ela acha que ela tem que participar do
vídeo.
Vem. Pronto, entrou.
Tá bom. Quer dar o alô pro pessoal
agora? Eu tá, eu tô, eu tô vendo que já
virou moda toda vez que eu tô gravando.
Às vezes ela tá lá em cima e ela pede
para entrar. Ó lá, dá o seu oi lá, fica
famosa na internet também. Dá o seu ar
da graça lá pro pessoal. Você vai
explicar agora para ele os evangelhos de
João? Vai? Ó lá, ó.
Tá bom. Dá o tchau agora. Fica quietinho
aqui no meu colo.
Ó, eu não sei se você tem Shinauser.
Shinuser é é um é um cachorrinho
incarente. Eu amo Shinuser. Já é o
segundo que eu tenho, recomendo, mas ele
é muito carente e ciumento. Pois olha lá
no no Instagram, eu coloco de vez de vez
em quando alguns vídeos dela lá do ciúme
dela. Vamos lá, João. De acordo com o
que nós temos da tradição apostólica, do
que foi colecionado de do depoimento dos
pais da igreja, depois que os discípulos
saíram ali da região de Jerusalém, da
Judeia, da Galileia, muitos deles foram
espalhados e João foi para a cidade de
ah Éfeso. Eu vou mostrar no mapa aqui
onde fica Éfeso. Éfeso na Ásia Menor.
Hoje Éfeso faz parte da Turquia. É um
sítio arqueológico muito bem preservado.
É lindo o sítio arqueológico de Éfeso.
Acho que eu tenho uma foto de lá para
mostrar para vocês. Olha aqui, que
lindo. Eh, eu já gravei programas do
Evidências lá, tem outros vídeos meus.
Você pode pode ver. É muito legal a
cidade de de Éfeso. O ano que vem eu vou
voltar Turquia e eu vou lá. Eu amo a
cidade de Éon. E foi ali que viveu o
apóstolo Paulo. Viveu lá muito tempo,
viveu alguns anos ali e João também
viveu ali. E alguns até acreditam que
provavelmente para Éfeso, João teria
levado a mãe de Jesus Maria e cuidado
dela em Éfeso. Mas vamos devagar.
Enquanto João estava pastoreando a
comunidade cristã de Éfeso, veio a
perseguição do imperador Domiciano.
Domiciano começou a perseguir João
porque Domiciano queria mudar a
legislação para ele ser adorado como
Deus em vida. Porque os imperadores
romanos, o culto ao imperador funcionava
assim. O imperador só era deificado ou
adorado como um Deus quando ele morria.
Na sua vida, as pessoas tinham apenas
que oferecer um incenso eh paraa saúde
dele, mas só havia culto a imperador
morto.
Na época de Augusto, não. Augusto César
acabou sendo adorado em vida, mas os que
vieram depois, Tibério, Calígula,
Cláudio, Nero, nenhum deles reivindicou
ser adorado em vida. O primeiro que fez
isso foi o foi o Domiciano no final do
primeiro século. Domiciano queria ser
adorado em vida e em virtude disso ele
começou a perseguir o apóstolo João, que
evidentemente tinha uma pregação eh
monoteísta.
E João então foi banido para a ilha de
Pátimos.
Quando João vai pra ilha de Pátimos, ele
escreve o Apocalipse.
Só que ao contrário do que muita gente
imagina, João não morreu na ilha de
Pátimos. Ele sai de Pátimos depois da
morte de Domiciano por uma uma um
indulto dado por Nerv, um Nerva ou um
perdão Nerva que era o imperador depois
de Domiciano. Então João sai dele de
Pátimos, volta para a cidade de Éfeso
para continuar pastoreando a comunidade
cristã dali. Só que quando João volta
para a cidade, não sabemos quanto tempo
ele ficou em Pátimos, talvez um ano, a
igreja estava com muitos desafios. E eu
vou apresentar para vocês alguns deles.
Um dos primeiros desafios que havia na
igreja cristã de Éfeso era a o
surgimento de grupos que estavam
espiritualizando
a segunda vinda de Cristo e até deixando
de acreditar na volta de Jesus. Eu vou
explicar porquê. Jesus prometeu que iria
voltar e ele falou que voltaria em
breve.
Aí passou 1 ano, 2 anos, 3 anos, 4 anos,
5 anos, 6 anos, 10 anos, nada de Jesus
voltar. Veio o apóstolo São Paulo, fez
todo o trabalho dele, foi martirizado
por Nero, Jesus não voltou. Pedro foi
martirizado por Nero, Jesus não voltou.
Morreu um, morreu o outro, morreu o
outro, morreu o outro, morreu o outro.
Cadê Jesus voltar?
Isso causou no final do primeiro século
um certo adormecimento na igreja e até
um desânimo, porque eles pensavam: "O
último apóstolo que ficou vivo era João
e Jesus até hoje não voltou". Então você
tinha na igreja grupos divididos. Tinha
alguns que achavam assim: "Não, agora
que tá perto de Jesus voltar. Porque se
ele só pode voltar enquanto aqueles que
o viram pessoalmente estão vivos e João
já está idoso, ele vai voltar dentro dos
próximos anos. Havia até o boato de que
João, discípulo amado, seria o último
elemento para mostrar que Jesus
voltaria. Tudo aconteceu pelo seguinte.
Jesus teve declarações que já foram mal
interpretadas desde aquela época. Jesus
falou: "Vocês não terminarão de
percorrer as cidades de Israel até que
vejam vir o filho do homem". Jesus falou
também, eh, não passará essa geração sem
que tudo isso aconteça. Jesus disse: "Em
verdade vos digo que alguns dos que aqui
se encontram não passarão pela morte até
que vejam o Filho do Homem na sua
glória". Uma notinha de rodapé. Eu já
expliquei essas passagens aqui no
YouTube, tá bom? Eu não vou hoje
explicá-las. Muitos ateus, descrentes da
Bíblia tomam essas passagens para dizer
que Jesus se equivocou, que Jesus foi um
falso profeta, que Jesus errou, que ele
pensou que ia voltar quando não voltou.
Mas calma que eu tenho explicação para
elas. Eu já expliquei isso aqui no
YouTube, você pode procurar o vídeo,
assistir, mas se você não encontrar, vou
fazer uma coisa. É só colocar assim,
Rodrigo, explica de novo as passagens de
Jesus, onde ele aparentemente parece
estar equivocado. A gente pode fazer um
vídeo futuro, senão dá uma olhadinha.
Acho que o o nome do vídeo é As duas
Asas Palavras de Jesus.
Tem o episódio um e episódio dois.
Procura aqui na playlist, você vai
encontrar, tá bom? Mas voltando, naquela
época, muitos pensaram: "Bom, se Jesus
falou pros apóstolos,
eu voltarei em breve voltarei, vocês me
verão". Então, a interpretação
equivocada foi esses apóstolos vão,
alguns deles pelo menos vão estar vivos
quando Jesus voltar. O próprio Paulo
tinha essa esperança quando ele escreveu
a carta aos Tessalonicenses, ele dizia:
"Depois nós, os que estivermos vivos na
segunda vinda de Cristo". Só que agora o
único que estava vivo era João. Toda a
primeira geração de cristãos morreram.
Aliás, o próprio João assinala no
evangelho dele essa esse esse boato,
essa lenda, eh, que fazia pensar que
João ia ficar vivo até a volta de Jesus,
que ele não ia passar pela morte. Quando
Pedro encontra com Jesus, eh, Jesus fala
com Pedro como Pedro deveria morrer uma
morte de martírio. Evangelho de João,
capítulo 21, Pedro pergunta para Jesus a
respeito de João. Então, vou mostrar
para vocês aqui. Olha, eh, capítulo 21
de João, verso 18. Digo a verdade, Jesus
está falando com Pedro. Quando você era
jovem, vestia-se e ia para onde queria,
mas quando for velho, estenderá as mãos
e outra pessoa o vestirá e o levará para
onde você não deseja ir. Jesus disse
isso para indicar o tipo de morte com o
qual Pedro iria glorificar a Deus.
Poxa, obrigado, Senhor. Então lhe disse:
"Siga-me." Pedro voltou-se e viu o
discípulo a quem Jesus amava. João
falando de si mesmo, eh, e o seguia.
Esse era aquele que estivera ao lado de
Jesus durante a ceia e perguntara:
"Senhor, quem o irá trair?" Quando Pedro
viu, perguntou o Senhor: "E quanto a
este?" Quer dizer, eu vou morrer desse
jeito e este aí o seu queridinho? Que
havia rivalidade entre os apóstolos?
Jesus respondeu: "Se eu quiser que ele
permaneça até que eu volte, o que
importa quanto a você? Siga-me. Aí João
dá essa nota no verso 25, verso 23. Foi
por isso que se espalhou entre os irmãos
o rumor de que aquele discípulo não iria
morrer. Mas Jesus não disse que ele não
iria morrer, apenas disse: "Se eu quiser
que ele permaneça até que eu volte, o
que te importa?" Tá certo? Então, eh, o
João tá explicando. Olha, Jesus apenas
quis dizer isso, não falou que eu ia
viver. Mas então, muitos estavam
espiritualizando demais a segunda vinda
de Cristo, até descrendo nela. Então, o
João tinha que re
eh revitalizar na igreja a promessa da
segunda vida. Por isso que no Evangelho
ele escreve de maneira muito clara a as
palavras últimas de Jesus quando ele
estava se despedindo dos discípulos.
Evangelho de João, capítulo 14,
versículos 1 a 3, onde Jesus disse
assim: "Olha,
não se turbe o vosso coração. Credes em
Deus?
Crede também em mim. Na casa de meu Pai
há muitas moradas. Se assim não fora, eu
vou-lo teria dito. Pois vou preparar-vos
lugar. E quando eu for e vos preparar o
lugar, eu voltarei e vos receberei para
mim mesmo, para que onde eu estiver
vocês estejam também. Ele já tinha
escrito nele de Pátimos o livro da
revelação do apocalipse, que falava
muito do fim do mundo, das profecias
finais da segunda vinda de Cristo, mas
ainda era importante, imperioso na
igreja revitalizar essa crença que já
estava começando a esvanecer. Por isso
que ele, um dos motivos que ele escreve
evangelho, um outro motivo que leva João
a escrever o evangelho de Jesus é que
havia na igreja de Éfeso, muito
provavelmente, há vários indícios que
apontam nisso, ex discípulos de João
Batista.
Então, deixa eu explicar isso para
vocês. João Batista quando foi
decaptado, seus discípulos ficaram
espalhados por toda parte. O próprio
Flávio José fala de João Batista e seus
discípulos. O movimento foi muito forte,
mas vocês sabem quando o líder morre,
a o a tendência, se não tem um um
substituto, um líder substituto, a
tendência é o movimento ficar meio assim
eh de uma maneira até meio meio chata de
falar, as viúvas daquele movimento, não
é? Isso aconteceu com João Batista. Ele
foi decaptado e os discípulos ficaram
meio perdidos, muitos até com medo de
represáia, de serem mortos e tudo mais.
E tudo indica que um grupo dos
discípulos de João Batista acabou
migrando para a cidade de Éfeso. E
quando chegaram em Éfeso, o mais próximo
da filosofia de vida que eles adotavam
de seguidores do João Batista era o
grupo de cristãos.
Concorda comigo? Por duas razões. Letra
A, havia uma uma uma junção muito grande
entre o evangelho de Jesus e a pregação
de João Batista.
João Batista também era parente de
Jesus. E o pastor da igreja de Éfeso, o
discípulo amado, ele mesmo era um
exiscípulo de João Batista. Lembra que
eu contei isso para vocês no início? Que
ele e André estavam com João Batista
quando João Batista apontou para Jesus e
falou: "Sigam esse homem". Então eles
deixaram João Batista e começaram a
seguir Jesus. Então, essa proximidade
dos discípulos de João Batista, dos
cristãos em Éfeso, não é que eles tinham
necessariamente se tornado cristãos no
sentido exato da palavra, mas eles
faziam parte da comunidade até para se
proteger. Eu vou dar um exemplo para
vocês e vocês vão entender. Imaginem
três eh grupos diferentes de cristãos,
um assembleiano, um católico e um
presbiteriano, daquele presbiteriano que
nega a continuidade dos dons do
espírito. Eh, o assembleiano, ele vai
pra igreja da Assembleia de Deus, ele
fala línguas, eh, ele gosta da música
bastante agitada ali. O católico vai
paraa missa e reza para Maria.
O presbiteriano vai pra igreja
presbiteriana, mais sóbria, sem muito
reavivalismo e tudo mais. Só que imagine
que essas três famílias se mudem para o
Afeganistão
e ficam ali no Afeganistão um lugar onde
todos os vizinhos são muçulmanos. A
cidade toda de Cabu praticamente é é é
muçulmana. E eles têm até dificuldade de
expressar a fé deles, mas eles têm
filhos.
Então, qual que é a melhor família que
eles vão ter para fazer laços? É a
família católica, presbiteriana, a
família da Assembleia de Deus. Talvez no
Natal os três vão se juntar, o católico,
presbiteriano e assemle o assembleiano,
para fazer um um culto de Natal juntos,
porque é o mais próximo que eles têm das
raízes cristãs que eles deixaram no
Brasil.
O presbiteriano não vai falar em
línguas, o assembleiano não vai rezar
para Maria, o católico não vai se tornar
presbiteriano. Eles continuam cada um na
sua gremiação, mas por proximidade
é é um convívio mais natural e fácil em
sendo brasileiros e cristãos do que com
um afegão eh
participante do Talebã. Entenderam a
comparação que eu fiz? Então, os
discípulos de João Batista foram para lá
e naturalmente se juntaram à comunidade
cristã.
Mas em se juntando à comunidade cristã,
durante os cultos, os os ensinos, eles
tinham uma visão ainda um tanto
distorcida
eh sobre Jesus, sobre os elementos do
cristianismo. Tanto é que no livro de
Atos dos Apóstolos, nós temos um
episódio interessante em que Pedro
encontra alguns discípulos de João
Batista que também tinham sido batizados
em nome de Jesus, mas não sabiam nada do
Espírito Santo. E no livro de Atos diz
que ele pronto se escuta, mas vocês
nunca ouviram falar eh do do Espírito
Santo? El fala assim: "Não". Aí eu
falei: "Queem batismo vocês foram
batizados?" Aí eles falam para Pedro
assim: "Nós nós fomos batizados eh no no
batismo de João". Aí Pedro então prega
para eles sobre o Espírito Santo e os
rebatiza. Se está no livro de Atos, Atos
dos Apóstolos. Depois eu vou pegar essa
essa passagem para vocês aqui, tá bom?
Bom, eh, esses discípulos de João
Batista, entre as ideias equivocadas que
eles tinham, estava a ideia de que João
Batista e Jesus estavam em pé de
igualdade,
ou até pior que João Batista era
superior a Jesus,
ou que João Batista era um profeta e
Jesus era outro. Outra também eh
informação errada, eles podiam acreditar
que Jesus viera apenas para complementar
o trabalho de João Batista.
Então, o discípulo amado, que fora
discípulo de João Batista, aproveitando
a sua memória e o fato dele ser
testemunho ocular desses eventos, ele
começa o evangelho dele fazendo uma
distinção entre João Batista e Jesus.
Quando ele fala de Jesus, ele já vincula
Jesus ao logos eterno. Ele começa o
evangelho falando: "No princípio era o
verbo. Perceba o pretérito imperfeito, a
ação contínua do passado. O verbo sempre
foi, nunca houve tempo em que o verbo
não houvesse."
No princípio era o verbo, o logos. E o
verbo estava com Deus em toda a
eternidade. O verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus e tudo
foi feito por meio dele.
Só depois de introduzir Jesus como verbo
desse jeito, é que João passa agora a
falar do João Batista. Aí ele muda o
verbo. Ele começa falando assim no verso
6,
eh, surgiu um homem enviado por Deus
chamado João.
Surgiu, em grego está a palavra.
Ouve, passou a existir. Então ele já
começa assim com o pé na porta,
mostrando a diferença das origens de
Jesus, que são eternas
e da origem de João Batista, que é no
tempo.
Jesus nasceu de uma mulher, é verdade,
mas as suas origens são desde os dias da
eternidade como o filho de Deus, o
eterno, o Deus da criação, o criador
100% divino. João Batista, não. João
Batista ouve, ele começou e aí em
seguida o discípulo amado relembra o
testemunho de João Batista a respeito do
Cristo. Ele começa aqui assim no
capítulo 1 verso 19. Este foi o
testemunho de João. Então vocês são
discípulos de João. Eu conheci João
pessoalmente.
Eu estava com ele no rio Jordão. Eu vi
quando Jesus chegou e quando ele mandou
que eu seguisse Jesus.
E ele falava, eh, quando aqueles de
Jerusalém perguntava o que ele era, diz
assim: "Ele confessou e não negou,
declarou abertamente: "Eu não sou o
Cristo". Isso aqui é importante porque
nos documentos do Mar Morto havia uma
classe de judeus que acreditavam em dois
Messias,
dois Messias diferentes.
Um Messias da linha sacerdotal e o
Messias da linha da realeza. um
descendente de Arão, o outro descendente
de Davi, tá certo? Só que eh João
Batista, por ser descendente de Arão,
era interpretado com alguns como sendo
um Messias e Jesus como sendo o outro
Messias. Aí ele coloca João explicando:
"Eu não sou o Messias, isto é o Cristo".
Perguntaram-lhe: "Então, quem você é?"
Elias? Ele falou: "Não sou. É o
profeta?" Não,
quem você é? Aí ele fala: "Eu sou a voz
que clamo no deserto, preparai o caminho
do Senhor." Ele aponta para Jesus, o
João Batista, e diz: "Este é aquele que
vem depois de mim, mas existia antes de
mim. Ele é maior do que eu. Não sou
digno nem de desatar as sandálias dos
pés dele. Então, João aqui estava
explicando a partir das próprias
palavras do Batista qual era a posição
daquele que veio anunciar, preparar o
caminho para Jesus e qual era
distintamente a posição de Cristo. Havia
um outro movimento também que precisava
ser corrigido na igreja e esse era mais
ameaçador do que a presença dos
discípulos de João Batista. era o
movimento de um grupo chamado gnósticos
ou gnosticismo.
Na verdade, eu tinha que falar até no
plural, gnosticismos, porque havia
várias correntes e elas vão se tornando
cada vez mais complicadas, adentrando o
segundo século em diante. A minha
dissertação de mestrado foi sobre a os
grupos gnósticos combatidos pela
cristologia de Santo Irineu de Lon.
Então, estudei vários desses grupos.
tinha a eh o os serentianos, você tinha
os hebionitas, você tinha os
serentistas, você os sentistas, os
serentianos, você tinha os setianos,
você tinha ah os docetistas, eram
vários.
Se eu pudesse
resumir o conceito do gnosticismo, eu
diria que o gnosticismo era uma mistura
entre platonismo,
a doutrina platônica helenística,
que até um pouco diferente do platonismo
original, e o cristianismo. Ele viviam
num mundo helenizado, no mundo dominado
pela cultura pagã grega. E nesse mundo
pagão, se tinha uma coisa que causava
ogeriza neles, aliás, duas coisas que
causavam
eh ogeriza deles, era a ideia de
ressurreição
e a ideia de eh encarnação. Para eles,
as duas ideias eram estúpidas.
Você acreditar que a alma sai do corpo e
volta pro mundo das ideias, isso recebe
o aplauso dos seguidores de Platão que
dominavam nessa época. Se você dissesse
também que a alma foi transmigrada de um
corpo para outro, os seguidores de
Pitágoras também batiam palma. Se você
dissesse que a alma morreu e acabou, não
tem mais nada, os seguidores do
estoicismo também dizendo deia também
iam bater palma e tava tudo resolvido.
Mas dizer que um homem ressuscitou,
assumiu novamente o corpo com o qual ele
morreu e comeu e subiu pro céu com esse
corpo, não fazia sentido. A segunda
ideia abjeta pelo mundo grego, além da
ressurreição, era a ideia de um ser
divino, espiritual puro que se
encarnasse. Era muito bem estabelecida a
dicotomia gritante entre o mundo das
ideias e o mundo da matéria, o mundo
espiritual e o mundo material, eles não
se conversavam.
Então, dizer que Jesus era aquele que
encarnou não fazia sentido. Sendo isso,
muitos grupos gnósticos começaram a
apresentar um evangelho espúrio, um
evangelho para justificar para o mundo
grego a história de Jesus de uma maneira
mais palatável. Então eles diziam, por
exemplo, que havia um homem chamado
Jesus que não era divino. E esse homem
recebeu na sua mente o espírito do
Cristo. Não houve encarnação.
É como se Jesus fosse um médium e o
espírito do Cristo fosse a entidade.
Esse espírito do Cristo tomou conta da
mente de Jesus por ocasião do seu
batismo, quando ele viu o Espírito Santo
vindo sobre ele e ficou com ele durante
o seu ministério. Quando Jesus andava
sobre as águas, era o espírito do Cristo
agindo sobre ele. Quando ele amaldiçoava
a figueira, era o homem Jesus perdendo a
paciência. Quando ele multiplicava pães
e peixes, era o espírito do Cristo.
Quando ele falava: "Tenho sede", era o
homem Jesus. Quando ele teve medo ali de
morrer na no jardim das oliveiras, era o
homem Jesus. Quando na cruz do calvário
ele falou: "Deus meu, Deus meu, por que
me desamparaste?" É que o espírito do
Cristo o abandonou.
Percebeu? Que loucura? E muita gente
acreditava nisso. Por isso que na carta
de João ele vai falar: "Quem tem o
espírito do anticristo?" Aquele que nega
que Jesus veio em carne. E por essa
razão também o Evangelho de João é o que
mais enfatiza a encarnação e a realidade
corpórea de Jesus. Porque um dos ramos
do gnosticismo, o docetismo, dizia que
Jesus não se tornou ser humano de
verdade, ele aparentou ser humano. Por
isso vem a palavra doquel significa
aparentar, docetismo. Ele aparentou o
ser humano. Aí João fala: "Não, não,
não, não. Ele era ser humano de verdade.
Ele veio em carne. O verbo se fez carne
e habitou no meio de nós."
O verbo se fez carne. Ele mostra, por
exemplo, e Tomé na ressurreição,
colocando o dedo no corpo, no no vou até
colocar uma uma redundância, um
pleonasmo, mas por favor entendam porê.
No corpo corpóreo de Jesus, tá bem? Que
não era um corpo espiritual, era um
corpo de verdade. As feridas da cruz
ainda estavam ali. Jesus come com os
discípulos depois de ressuscitado. Ele
pergunta o que vocês têm para comer?
Maria Madalena o agarra ali no no no
jardim quando ele ressuscita, ele fala:
"Não me detenhas porque ainda não fui
pro meu pai". Ou seja, era um corpo que
ela podia tocar, segurar, abraçar, não
era uma névoa. Por isso que João
enfatiza tanto essa questão do Jesus
corpóreo. Agora, tem mais algumas coisas
interessantes em João também. Ele
dialoga com o último grupo, que era o
grupo dos filósofos de de Éfeso. Éfeso,
cinco séculos antes do apóstolo João,
morou em Éfeso um homem muito famoso,
filósofo pré-socrático chamado
Heráclito. Nós não temos os escritos de
Heráclito, temos apenas fragmentos dos
seus escritos. E entre os fragmentos,
nós sabemos que Heráclito tinha uma
doutrina muito importante acerca do
logos ou do verbo. E de acordo com o
Heráclito, é o logos que permitiu tudo o
que existe vir à existência. O logos, o
logos está na base, na na no princípio
de todas as coisas. O princípio, a reas
é o logos, um elemento igo, segundo o o
eh o nossa, acabei de de Heráclito.
Falei Heráclito mesmo, né, gente? A
mente tá cansada hoje. Heráclito. Então,
João, sabendo que isso dominava as
pessoas, porque Heráclito era uma pessoa
famosa ali, um dos grandes intelectuais
da cidade, João falou: "Olha, no
princípio era o Logos. Todo mundo que
lia Heracles, Heráclito, perdão,
Heraclis é Hércules, todo mundo que lia
Heráclito ligava na hora. Ele tá falando
de algo que nós conhecemos. Ele partia
do conhecido pro desconhecido." Pois é.
Heráclito falou do Logos. No princípio
ele tava certo. O Logos estava com Deus.
O Logos era divino.
Só que tem uma coisa que Heráclito não
contou para vocês. O Logos se fez carne,
habitou no meio de nós. Eu mesmo conheci
pessoalmente. E a despeito da ogeriza da
encarnação, João usou aquilo que era
estranho para pregar Jesus pros pagãos.
E ao mesmo tempo ele queria dialogar com
os judeus de mentalidade helenística que
estavam ali. Esses judeus falavam muito
do men, que é a palavra de Deus em
aramaico, ou do davar em em em hebraico.
Davar Adonai é a palavra do Senhor que
criou todas as coisas. O salmista dizia:
"Por sua palavra vieram existir os céus
e a terra. O Senhor disse, tudo se fez".
João queria introduzir a figura de Jesus
como Messias divino para os judeus.
Então ele falava assim: "Olha, vocês não
falam muito da palavra do Davara Donai e
na tradução grega das Escrituras, vocês
não traduzem Davar por logos,
a mesma palavra usada por Heráclito?
Pois é, o Logos criou todas as coisas. O
Logos de Deus, ele é divino porque ele é
a palavra de Deus.
Só que esse logos se fez carne, habitou
no meio de nós. Ele é o Messias. Então
ele pregava tanto para pagãos, fazendo
um diálogo com Heráclito, quanto para
judeus fazendo um diálogo com o davar da
Bíblia, palavra, ou a tradução logos,
que aparece no Antigo Testamento para a
palavra. Lindo isso, não é?
E para terminar, eu quero mostrar para
vocês uma coisa curiosa da estrutura de
João, que ele é chamado também de o
livro dos sinais. Quem até dá esse nome
para ele é Raymond Brown. E entre os
sinais, os sete sinais que aparecem em
João, que são os seus sete milagres,
estão aqui, ó,
eh, são sete milagres que aparecem em
João, sete sinais. a transformação da
água em vim, que foi o primeiro milagre
de Jesus em Caná Galileia, a cura do
filho de um nobre também em Canada
Galileia, nas proximidades ali, a cura
de um paralítico em Jerusalém, perto do
templo. Alimentação de 5.000 pessoas ali
perto de Betsaida, no mar da Galileia,
andando sobre as águas no mar da
Galileia, a cura do cego no tanque de
Siloé em Jerusalém. A cura do paralítico
foi no tanque de Betesda, só para não
confundir, tá? A cura do paralítico em
Jerusalém, tanque de Betesda,
alimentação perto de Betsaida, cidade de
Pedro, a cura do cego em Jerusalém e a
ressurreição de Lázaro na vila de
Betânia, fora de Jerusalém.
A primeira coisa que me chama atenção
aqui é que dos milagres que João lista,
somente dois aconteceram em Jerusalém. O
terceiro
e o sexto, a cura do paralítico no
tanque de Betesda e a cura do cego no
tanque de Siloé. Agora, a pergunta que
eu que eu faço é o seguinte: por que que
João listou apenas dois milagres de
Jesus em Jerusalém?
A resposta está na maneira como João
dialogava com o Antigo Testamento. A
base do pensamento de João é o Antigo
Testamento. Como ele se cumpre em Jesus?
Por exemplo, eh, no Antigo Testamento
dizia o seguinte, que Deus estava
mostrando sua glória no Monte Sinai.
Isso está em Êxodo, capítulo 25. E lá no
Monte Sinai, o povo ficou apavorado
quando viu a glória de Deus do Monte
Sinai e pediram a Moisés, Moisés, fale
você e não o Senhor, porque a gente tem
medo de olhar pra glória dele e ser
fulminado.
Aí Moisés conversa com Deus lá no alto
do monte e Deus fala: "O povo tá com
medo de mim?" Moisés faz o seguinte, faz
um tabernáculo, uma tenda para mim no
meio do acampamento, porque eu vou
descer e vou habitar no meio deles. Ou
citando eh Êxodo 25 verso 5 ou seis, se
eu não me engano, fala assim: "E me
farão o santuário para que eu possa
habitar no meio deles". Aí Moisés faz um
santuário, Deus desce do Sinai e a
glória dele, que depois foi chamada
posteriormente de Cheerná, ela brilha
dentro do tabernáculo, dentro da tenda.
É uma maneira de Deus diminuir a sua
glória para que o povo não corresse
dela, pudesse contemplar a Deus de uma
maneira que não ofuscasse a visão das
pessoas.
Agora, olha que interessante, no Novo
Testamento, João faz um diálogo com
isso. Ele fala que o verbo estava com
Deus e depois ele continua: "O verbo se
fez carne e habitou no meio de nós." A
palavra grega é eskeno.
João usa o mesmo verbo que aparece lá em
Êxodo quando fala: "Me farão um
santuário para que eu possa habitar no
meio deles". Micho. E João fala: "O
verbo se fez carne e habitou no meio de
nós." E ele continua dizendo: "E vimos a
sua glória, glória como do unigênito do
Pai".
Interessante isso, né? E com relação aos
dois milagres que João elege para citar
em Jerusalém, vamos recapitular quais
são os dois aqui para esse maquete de
Jerusalém. Dá para ter uma noção. A
primeira seta lá no alto está atrás do
templo. Ali mostra o tanque de Betesda.
E a outra seta que está aqui embaixo
mostra o tanque de Siloé. Nesses dois
tanques, houve os dois únicos milagres
que João reporta ocorridos em Jerusalém.
É claro que houve outros milagres de
Jesus em Jerusalém, mas o apóstolo João
propositalmente só escolhe dois.
E por que esses dois? A resposta está no
Antigo Testamento. Vou ler uma passagem
para vocês. Olha o que está aqui em
Segundo Samuel, capítulo 5, quando fala
da tomada de Jerusalém.
Eh, e partiu o rei com seus homens para
Jerusalém, o rei Davi, contra os
jebuseus que habitavam naquela terra. E
falaram a Davi, dizendo: "Não entrará
aqui a menos que lances fora os cegos e
os coxos, querendo dizer: "Não entrará
Davi aqui." Essa expressão: "Não
entrarás aqui". A menos que lances fora
os cegos e os coxos era uma ironia
dos habitantes de Jerusalém. É como se
falassem assim: "Davi, não perde tempo
não. Você não vai conseguir entrar aqui.
A gente nem precisa usar exército para
te combater. Se você conseguir enfrentar
os coxos e os cegos, tudo bem, mas a
gente acha que nem deles você vai
passar, entendeu? Ou seja, os coxos e os
cegos vão expulsar David aqui. Aí no
verso 7. Porém Davi tomou a fortaleza de
Sião, e esta é a cidade de Davi. E por
que Davi disse naquele dia: "Qualquer
que ferido os jebuseus chegar ao canal,
aos coxos e aos cegos, a alma que a alma
de Davi aborrece". Cortou a última linha
aí que a alma de Davi aborrece. Eh, veja
bem, virou um provérbio. Você sabe, eu
tenho um livro aqui interessante de
Dionísio da Silva, onde ele fala da
origem dos provérbios. Eh, por exemplo,
que da onde vem o provérbio? Casa da mãe
Joana, vá ver se eu tô na esquina. É de
tirar o chapéu. Tem umas curiosidades
interessantes da onde que vem esses
ditados populares, esses provérbios.
Criou-se um provérbio. Cegos e coxos, a
quem a alma de Davi aborrece, não
morarão em Jerusalém. Por quê? Porque
Davi ficou chateado com a arrogância
dos habitantes de Jerusalém quando
falaram: "Você não entrará aqui porque
os cegos e coxos vão te expulsar. Não
precisamos nem usar o nosso exército".
Aí, 1000 anos depois de Davi, o filho de
Davi entra em Jerusalém
e ele não aborrece do cego e do coxo.
Ele auxilia o cego e o coxo, porque ele
é o filho de Davi numa nova dispensação.
Não é lindo estudar a Bíblia assim? Não
te deu uma outra visão do Evangelho de
João? É assim que eu gosto de estudar a
Bíblia e passar a Bíblia para as pessoas
com contexto, lendo a passagem,
comparando o texto com texto, olhando o
grego, hebraico. E é assim que você vai
encontrar a Bíblia na plataforma A
Bíblia comentada. Tem muita coisa
esperando você lá. Então, como eu falei,
agora que nós vamos encerrar o nosso
bate-papo de hoje, vai lá, clica no
link, assine a plataforma. Se em sete
dias você não gostar, é só você pedir:
"Olha, eu quero". Não precisa nem
explicar o porquê. você vai ter o seu
dinheiro devolvido, mas eu tenho certeza
que você vai se aprofundar nos conteúdos
ali e vai transmitir esse conhecimento a
outras pessoas. Que Deus abençoe você.
Ah, e eu já fiz também um vídeo sobre o
Evangelho de Mateus. Se você não
assistiu, olha aí na nossa playlist.
Assista o Evangelho de Mateus. Já fiz
João e eu pretendo fazer ainda de Marcos
e de Lucas. Isto é, se vocês quiserem, é
só deixar o pedido aqui nos comentários.
Um grande abraço e até o nosso próximo
encontro. Ciao. Ciao.

Tags: