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A fé vem pelo ouvir

A Importância da Teologia Sistemática – BTCast 661

A Importância da Teologia Sistemática – BTCast 661

A Importância da Teologia Sistemática – BTCast 661

Muito bem, muito bem, muito bem! Neste episódio do BTCast, Rodrigo Bibo, Luiz Henrique e Gutierres Siqueira conversam sobre um tema fundamental para a vida e a identidade das igrejas: a importância da sistematização da teologia para as denominações.

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Afinal, por que uma denominação precisa organizar e sistematizar aquilo que crê? Qual é a relação entre teologia sistemática, confissões de fé e identidade denominacional? E o que acontece quando uma igreja perde a clareza sobre suas convicções teológicas? Neste episódio, os participantes refletem sobre como a sistematização da teologia ajuda a igreja a compreender suas crenças, preservar sua identidade, orientar sua prática e responder aos desafios de cada época. Também conversam sobre os riscos de uma fé construída apenas a partir de opiniões individuais ou de interpretações isoladas da Bíblia. Uma conversa sobre teologia, tradição, confissões de fé e identidade denominacional, mostrando que sistematizar a teologia não é engessar a fé, mas buscar coerência entre aquilo que a igreja crê, ensina e pratica.

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– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC de número 661.
Eu sou Rodrigo Bibo e a Assembleia de
Deus demorou para fazer um credo. Isso
não é uma crítica, é uma observação.
>> Eu sou Gutierre Siqueira e a teologia
começa pelo último capítulo.
>> Nossa, aí calma, não, calma aí. Ficou
ruim isso aí. Não ficou
>> Não, gostei. Gostei. Ficou.
>> Gostou do espí?
>> Último capítulo geralmente é o espírito
>> capaz. Espíritu Santo. Pneumatologia.
Escatologia. Que escologia.
>> Capaz. É escatologia. O último capítulo.
Que sistemática tu anda lendo, Luiz?
[risadas] Escatologia por o alemão aí da
vida.
>> Não, tá lou
>> não. Reformado geralmente coloca
[risadas] o Espírito Santo por último.
Nota de rodapé.
>> Quando coloca? Quando coloca?
>> Quando coloca? [risadas]
>> Quando coloca. Um abraço pra primeira do
>> Mas vai [roncando] lá. Ô G, quer mudar
tua abertura? Porque o Luiz pareceu
achar genial. Não entendeu nada, mas ele
achou genial.
>> Não, gostei, pô. Eu gostei.
>> Não, é que eu não usei a frase completa,
mas de
>> E qual que é? Então vai, Guti faz uma
entrada boa. Deixa tudo isso aí, Rafa,
pr pra gente passar a humilhação no
crédito. Mas qual é a tua entrada certa?
Então, G, [risadas]
>> a teologia sistemática começa pelo
último capítulo.
>> Ué, mas que o que [risadas]
>> coloca o meme aqui do Chaves, né?
>> E o que você disse? E como é? [risadas]
O que você?
>> Enfim, vai lá, Luiz, faz uma entrada aí,
vai. Eu sou o Luís Henrique e se
teologia sistemática é a casa da
doutrina, então uma teologia sistemática
pentecostal é bem arejada, porque passar
vento, né, o espírito.
>> Gostei. Legal, né?
>> Foi boa. Tá bom. Tá bom, gente. É isso.
Estamos aqui, cara. [risadas]
>> Foi boa, foi boa, foi boa. Estamos aqui
reunidos para conversarmos sobre
teologia sistemática, eh o que é, para
que serve e, enfim, vai ser uma hisó, um
papo bem legal, porque a gente não tem
como escapar da teologia sistemática, da
sistematização da fé, da doutrina. A
gente não tem como. E é isso, tá bom?
Mas antes, os recados paroquiais. E nos
recados paroquiais dessa semana, senhor
Luís Henrique, estaremos no dia 29, ou
seja, sábado. Agora nós estaremos em
Joinville, Santa Catarina. no lançamento
do nosso livro Igreja Sob Medida, rapaz
do céu, olha aqui este livro teológico
da Meú, né?
>> Exato. Pega o seu, pega o seu. A gente
tem uma um evento na ME Joinville, que é
a igreja da qual eu faço parte, a minha
igreja local e eu coordeno lá o café
teológico, que agora eu estou chamando
de café colonial teológico, porque a
galera tem caprichado no cafezão lá,
Luiz. E a gente, né, e e o pastor da da
comunidade liberou para que a gente
fizesse um lançamento do nosso livro
nesse café teológico. Então, eu e Luís
estaremos lá palestrando e tendo
conversas sob medida com vocês. Não tem
inscrição, começa, certo, galera? Os
alemão começa 17 horas mesmo evento.
Então, 17 horas já tem uma musiquinha
rolando. 17:10 a gente já começa
palestras e tal. Tem um intervalo com um
café bem legal e depois um conversa
sobre medida. Lembrando o quê? Não tem
inscrição, mas cabem 200 e pouquinhas
pessoas na igreja. 200 pessoas.
Geralmente não lota, mas também não fica
vazio. Então cola lá com a gente, tá?
Aqui em Joinvila, Santa Catarina. Ah, o
endereço vai estar na descrição deste
BTC, tanto no YouTube como no Spotify e
no nosso site, tá bom? É só você colocar
>> uma pergunta.
>> Quem comprou na internet, na pré-venda,
recebeu pela Amazon, pode participar.
Não vai ser obrigado comprar lá, certo?
Não, não, não vai ter o livro para
vender lá, obviamente, num precinho
bacana, tá? Mas não vamos conseguir
bater o o preço da Amazon, porque o que
a Amazon faz é impossível.
>> É um absurdo. A Amazon não ganha
dinheiro vendendo o livro. Então assim,
e não dá. Eles quaseem vendem pelo preço
que pagam. Então a gente vai vender, sei
lá, R$ 40, tá? É um pouquinho 10 pilas
mais caro que a Amazon ou nove pila,
enfim. Não sei porque a Amazon também
muda de preço a toda hora, mas você pode
ir lá sem comprar o livro, sem ter o
livro, você pode ir lá para aprender
para para edificar, para ser edificado.
Você pode participar do café teológico
sem ter o livro, sem precisar comprar o
livro, sem pagar ingresso, é gratuito. E
você pode ainda tomar um cafezinho,
comer um bolo, tá bom? E ter conversas
sobre medida com a gente lá. Mas teremos
livros para venda também, caso você
queira adquirir neste sábado a partir
das 17 horas na Milk Joinville, tá bom?
Aqui Santa Catarina. E já podemos dizer
também, Luiz, que no dia 19 de setembro
a gente vai ter em Curitiba, tá? E já
vão botar o link pra inscrição aqui
também, tá? Põe até a imagem na tela aí,
Rafa. Tem imagem para colocar na tela,
tá? Vai tá eu, Luiz e Guilherme Nunes
num seminário sobre a igreja sob medida.
três palestras, mais conversa sobre
medida, vai ser muito legal. Você que é
de Curitiba tem o link para se
inscrever. São só 100 vagas. Só 100
vagas. E já tivemos umas 20 inscrições
no momento que estamos gravando esse
episódio. Então corre lá, tá bom? Tem é
um valor simbólico a inscrição,
praticamente é R$ 30, é simbólico, vai
ter um café lá também, enfim, mas são só
30 vagas. Será também transmitido, tá
bom, gente? Será transmitido, será
gravado, mas quem puder ir pessoalmente
vai ser muito mais legal, sem sombra de
dúvida, tá bom? Simbora então para este
BTC, o 661. Gutierres, eu fiz a minha
abertura ali lançando uma observação que
foi eh são duas coisas que eu percebi ao
longo dessa minha caminhada teológica. A
primeira é que eu acredito que a
Assembleia de Deus demorou para fazer um
credo, para lançar um credo, eh eh sabe,
estruturar um credo de forma mais ampla,
até mesmo envolvendo as discussões ah
sobre o armenianismo e calvinismo e tal.
E da mesma forma que eu brincava no meu
tempo de seminário luterano, que a a
porque na época, olha só que viagem,
mano, viagem não é muito sério. Na época
que eu fazia o seminário luterano, se
tinha essa discussão entre os aspirantes
a pastores luteranos, que os luteranos
estavam bebendo muito em outras
teologias, muito em outras teologias. E
um dia eu falei para eles assim: "Ó,
galera, é o seguinte, vou dar a minha
opinião para vocês". E, cara, eu não
mudei de opinião. Eu acho que eu
continuo pensando a mesma coisa. Eu vou
falar ela agora em voz alta, talvez eu
ache uma porcaria, ou não pense mais
assim, mas na época eu falei o seguinte:
"Olha, pessoal, se tem uma coisa que a
galera compra e lê, são bíblias de
estudo e você não tem uma boa bíblia de
estudo luterana. Eu não ouso falar sobre
isso. Vocês não estão produzindo. Bíblia
é uma coisa que vende para caramba e
você não tem uma Bíblia de estudo
luterana. Você tem a Bíblia de estudo
pentecostal, você tem a Bíblia de estudo
de Genebra, você tem a Bíblia de estudo
ched, né? Na época era vida nova ainda.
Na época era vida nova. Você tem Bíblia
de estudo Vida Nova. Acho que essas são
era as mais famosas assim na época, né?
E cadê a Bíblia de estudo luterana?
Vocês não têm? Aí vocês querem que o
pessoal fique defendendo doutrina
luterana se vocês não fazem uma coisa
que vai pra mão do povo. O pessoal não
vai ler catecismo, galera. Pode fazer
uma Bíblia de estudo aí e tal. Até hoje
não fizeram, né? Mas eu acho que eu tô
certo na minha observação.
>> É, tem a Bíblia de estudo da reforma,
né?
>> É, então que os luteranos não compraram,
né? Enfim, mas vamos lá.
>> Eh, tem que ser de Lutero. [risadas]
Bíblia de estudo luterana. Tem que ser o
nome da Bíblia. Bíblia de estudo
luterano, entendeu? Tem que ser essa.
Mas, ô Gutier, eh, eu, eu falei essa
brincadeira com a Assembleia de Deus,
mas eh por que tu acredita ou da tua
opinião, o por houve, pensando no
pentecostalismo brasileiro, tá? Por que
você acha que houve tanto essa demora em
se preocupar com uma sistematização
oficial, por assim dizer, né, da
construção de um credo, de uma
sistematização ah do movimento
pentecostal assembleiano? Se é que eu tô
certo nessa minha observação, talvez até
teve alguma coisa e eu não e eu não sei,
porque, por exemplo, eu sei que tem a a
teologia sistemática do do Stanlin
Horton, que é um clássico pentecostal,
né? E é uma teologia sistemática já
antiguíssima, mas é aquela coisa, né?
Não era uma parada que o membro da
Assembleia de Deus compraria assim,
sabe? Enfim, não sei se a minha pergunta
fez sentido, a minha observação faz
sentido para você como um estudioso
pentecostal. Não faz sentido. Eh, só que
é muito mais antigo do que talvez você
imagine. Bíblo, a teologia sistemática
do Stanin Hartor, ela é de 94,
só que na década de 30, 1932,
33,
eh, surgiu a primeira teologia
sistemática pentecostal, que foi a
teologia sistemática do Mma.
O M Perma era um pregador, um pastor da
Assembleia de Deus dos Estados Unidos de
origem judaica, né? Ele se converteu ao
cristianismo, ao pentecostalismo.
Eh, ele fez a primeira teologia
sistemática a já na década de 30. Então,
a gente tá falando ali mais ou menos de
20 anos depois do avivamento da da rua
Zusa, tá? Eh, só que quando você pega a
história da Assembleia de Deus dos
Estados Unidos,
quando que a Assembleia de Deus dos
Estados Unidos nasce e por quê? Quando
vem o avivamento da rua Azusa, várias
igrejas nascem ao mesmo tempo como fruto
desse avivamento. Várias igrejas
independentes.
E uma das confusões que tava vendo
devido a essa proliferação de igrejas
era a questão da trindade. Algumas
igrejas estavam abraçando o unicismo, o
chamado pentecostalismo unicista.
E devido isso, como uma reação a isso,
surgiu a Assembleia de Deus. Assembleia,
não é essa ideia mesmo, assembleia de
reunião de diversas igrejas. Eh, então,
por quê? Porque os primeiros
pentecostais eles tinham a resistência à
ideia de criar uma denominação.
Eles diziam que o pentecostalismo era um
movimento do espírito e não uma
denominação religiosa.
Então, por não ter denominação, então
não tinha estrutura de credo, de
convenções, de organizações.
Só que a necessidade se impôs a questão
aí da de uma contestação da doutrina da
trindade que tava começando a ganhar
corpo e por isso nasce em 1918
a Assembleia de Deus nos Estados Unidos.
E é nesse mesmo período o até não,
desculpa, em 1916,
eh, 18 eh nasce no Brasil com esse nome,
né? No Brasil, em 1911,
o Gunaving e Danielberg fundam a missão
da fé apostólica, que em 18 muda paraa
Assembleia de Deus o nome. E 1916 a
Assembleia de Deus nasce Estados Unidos
como uma reação, essa questão do avanço
do unicismo. E aí eles escreveram uma
declaração de fé chamada Verdades
Fundamentais, tá? Então essa declaração
de fé das Assembleias de Deus existe
desde 1916.
É muito mais antigo do que
>> caramba,
>> do que muita gente imagina.
>> E no Brasil ela começou a ser
reproduzida no Mensageiro da Paz.
Mensageiro da Paz é o jornal oficial da
denominação, é a voz oficial da igreja.
Eh, o jornal Messageiro da Paz começou a
reproduzir no Brasil uma versão
brasileira dessa de desse documento na
década de 60.
Então também não é algo tão recente
assim.
>> É que a declara
>> Posso fazer uma pergunta aqui, Bibo?
>> É porque assim, a confissão de fela foi
eh foi
>> não é e tipo tem quer a minha bção agora
para poder fazer uma pergunta.
>> Não, não, deixa [risadas]
>> eu tô orando para tu assumir isso aqui,
cara. Toca aí, deixa [risadas] eu aqui,
entendeu?
Não, mas a dúvida aqui é referente a
esse gap, né? O que explica e caso,
claro, você tava numa linha de
raciocínio, pode terminar essa linha de
raciocínio, mas se depois eh puder
explicar o gap da demora da tradução
dessa desse credo que remonta o começo
do século XX e que só aparece na segunda
metade do século XX aqui para nós como
brasileiros. Olha, o gap se explica pelo
fato que na primeira fase da Assembleia
de Deus no Brasil quem dominava eram os
suecos. Os suecos não tinham essa
preocupação.
É a partir dos anos 50 e 60
especialmente que começa a chegar a
influência norte-americana na Assembleia
de Deus Brasileira. E aí nasce a ideia
do seminário,
>> começa a surgir uma preocupação de
expressar uma questão do do credo, né,
do da confissão de fé. Então tudo isso é
mais influência americana. É isso que
explica esse gap. Os suecos eles eram
assim muito interessantes. Eles vinham
de uma tradição eh pietista, de um
pietismo escandinavo mais desconfiado da
da estrutura de seminários, essas
coisas, mas eram pessoas altamente
intelectualizadas.
um dos missionários
eh que vieram ao Brasil, o Samuel Nistr,
ele conhecia hebraico, ele conhecia
grego, eh dominava também o inglês, além
teve que aprender português para vir pro
Brasil, né? Então assim, era um cara
fantástico assim. Porém, na cabeça dos
suecos, o treinamento missionário da
igreja deveria ser feito por meio das
escolas bíblicas de obreiros. Escolas
essas que duravam um mês, eram escolas
itinerantes. Você ia ali em diversas
igrejas pelo Brasil treinando obreiros.
Nada de levar o cara para um seminário
de 4 anos. Então eles queriam urgência
porque era a ideia da proliferação da
missão, tá? E aí, nesse sentido, o
pentecostalismo não é muito diferente do
movimento evangélico como um todo, tá?
Quando eu falo movimento evangélico
aqui,
>> eu tô falando não do protestantismo como
um todo. Esqueça aí a as grandes
correntes protestantes. Eu tô pensando o
evangélico norte-americano, o batista
que veio pro Brasil, o presbiteriano que
veio pro Brasil. Eh, esse povo todo
mandou pro Brasil missionários que
fizeram treinamento teológico rápido,
tá? Então, assim, não veio gente com
bagagem acadêmica. densa isso aí a ao
ponto que a gente sofre consequências
disso até hoje. Tanto a formação
evangélica mais ampla no Brasil quanto a
formação pentecostal foi a formação da
urgência missionária. Vamos formar
missionários que t um preparo teológico
para evangelizar, para educar ali no
nível de escola dominical. Eh, essas
igrejas nem as tradicionais tiveram
preocupação de formar pastores
acadêmicos, tá? Então isso não é não é a
realidade evangélica como um todo. E no
caso do pentecostalismo, menos ainda,
porque a urgência era ainda mais urgente
nesse sentido, ainda era mais apressada
a formação.
>> Perfeito. Tá beleza. Então teve assim, é
porque sabe o que que eu fiz, a minha
pergunta ela é um pouco movida eh pela
questão de que eu lembro que em 2010
teve a carta de Campinas. Tu lembra
disso, Gutier? que foi meio que uma
assim meio que um modelo que deu
bastante repercussão e tal, porque em
2010 a gente tá bem assim no auge, né,
de muitas discussões na internet, assim,
a internet ela tá mais popularizada, os
blogs estão mais popularizantes,
popularizados e tal e também
popularizantes, né, os seus blogs e e a
galera que tá escrevendo textos na
internet, o próprio Gutierrez é um pouco
também e fruto disso, né? o site dele ou
blog Teologia Pentecostal se tornou
começa a se tornar uma referência ah
paraa teologia pentecostal no Brasil e
tal. Enfim, e aí vem essa declaração de
Campinas ou carta de Campinas e só
depois é que tem lá uma declaração de fé
das Assembleias de Deus, assim, sabe,
que que é que é produzida talvez
nacionalmente, enfim, não sei direito
como como vai ser e tal, mas é, ou seja,
em 2010, né, a gente tá falando, eh, já
teve até o o centenário, né, por assim
dizer, ou foi junto com o centenário,
não foi 1900 e o
>> pouco depois. Exato.
>> Eh, porque 1911 a Assembleia de Deus é
fundada como missão da fé apostólica,
como eu falei, né?
>> Então, o centenário foi em 2011.
>> Esse documento vai surgir, a declaração
de fé que agora a gente tem em livro,
vai surgir ali em 2016, 2016, 2017, tá?
Eh, só tem essa diferença, só para quem
é fora da assembleia para entender. Já
existia esse documento chamado
declaração das verdades fundamentais nos
Estados Unidos. o cremos brasileiro da
década de 60, mas esses são eh
documentos bem resumidos. E aí foi feita
a declaração de fé em 2016, que é um
documento muito extenso, é um documento
aí de mais de 200 páginas, né? Eh, então
assim, na minha opinião, inclusive, eu
acho que é extenso até demais.
Ele ele é detalhista até demais. ele ele
ele quer fechar de maneira dogmática
assuntos que não deveriam ter sido
fechados de maneira dogmática, tá?
Então, na minha opinião, eu tenho até
essa crítica, a declaração de Fer, eu
acho que ela
>> ela até foi além do que era necessário,
tá? Mas ela é uma expansão desse
documento
>> eh do início do século XX, tá? Então,
eh, não
>> não diverge em nada da essência do que
tá nesse documento do início do século
XX. Mas aí eu lanço paraa mesa agora
então uma pergunta que tem a ver com o
nosso tema, né? Até respondendo a
pergunta do título desse podcast, né? Na
opinião de vocês aqui, o Luís entra
também qual a importância da teologia
sistemática para uma denominação, né?
Para uma eh uma igreja, para uma
denominação, para, enfim, um um um
aglomerado de igrejas, na opinião de
vocês. Eh, ou talvez eu pudesse mudar a
pergunta, né? Como é que vocês entendem
teologia sistemática? Acho que a gente
poderia começar com definições, né,
antes, porque às ve parte do PR, talvez
nem eu saiba explicar direito o que que
é teologia sistemática, porque parece
que também às vezes não há um consenso
no que a galera eh define aí sobre
teologia sistemática e teologia bíblica.
Mas em termos assim mais eh amplos e
tal, como é que vocês definem teologia
sistemática em relação à teologia
bíblica, né, que são os dois termos que
a gente usa constantemente aqui, né?
Teologia bíblica, teologia sistemática e
tal. Eh, Bíblia, eu começaria afirmando
que a igreja cristã, ela tira as suas
afirmações e modos de conduta a partir
das escrituras. E as escrituras, os
documentos da revelação de Deus para com
a humanidade, ela não foi organizada eh
de maneira lógica e coerente no sentido
ah moderno da palavra, né? por sessões,
por subdivisões. São escritos reunidos
com diversos tipos de literatura, com
diversos tipos de teologia e afirmações
a respeito de Deus que eh são colocados
e espalhados de Gênesis Apocalipse e da
qual nós que exercitamos um determinado
tipo de organização sobre todas as
coisas, né? É claro que ahã quando nós
falamos sobre teologia bíblica, teologia
sistemática, principalmente teologia
bíblica, que ela ganha um certo aspecto
eh como matéria distinta da teologia
sistemática, principalmente através dos
estudos críticos ali, final do século
XIX, começo do século XX, uma separação
que no princípio artificial, porque se
nós observarmos as escrituras, toda a
declaração, mesmo que solta, ela é uma
afirmação ação doutrinária, querendo ou
não, né? Doutrina e escrituras, elas
estão eh conjuntas, mas nós precisamos
colocar ordem na casa. E aí quando eu eu
trouxe a ideia lá na minha abertura de
que a teologia sistemática é como se
fosse uma grande casa e a teologia
bíblica são como se fossem os tijolos,
né? A gente tá falando de que
arquitetonicamente
nem todas as casas elas são iguais.
Arquitetonicamente falando, alguns
tijolos podem ser redistribuídos para
criar uma construção de uma casa que se
considera, ou pelo menos eh tem como
finalidade montar um um aspecto de um
bairro da cristandade. Vou vou brincar
aqui com essa metáfora, né? no bairro da
cristandade. E aí as casas elas vão ser
diferentes. A teologia sistemática ela
tem tem como como esse objetivo
organizar de acordo com com aquilo que
nós temos na teologia bíblica, em textos
e afirmações,
utilizando-se de uma determinada lógica,
em um determin em uma determinada
circunstância.
E aonde nós podemos observar esse tipo
de organização nos nossos eh crédos
ecumênicos, né? você vai observar o
credo Constantinopolitano
Niceno Constantinopolitano,
nas primeiras declarações a respeito de
verdades a respeito da Igreja, como o
próprio Concílio de Jerusalém, todas
essas reuniões, elas acabam eh
manifestando e construindo respostas que
sejam universais a toda a igreja e a
crença de toda a igreja, mas com o
advento ah do protestantismo, com o
advento até mesmo das escolas, antes
disso, né, até mesmo as escolas
medievais dentro do catolicismo,
você tem organizações diferentes dessas
verdades espalhadas, né?
>> Não, antes disso até se você começa já
muito cedo na história da igreja, você
tem já a escola antioquena, escola
alexandrina, né? Muito, muito mesmo, é,
né? No início, tal. Esse é o lance assim
da teologia sistemática que que eu acho
interessante porque como tu mesmo fala,
né? A Bíblia ela é uma grande história e
ela é composta sobre maneira sobre
narrativas, né? e até mesmo as histórias
e e até mesmo as cartas de Paulo eh, que
contém ali um pouco, né, doutrinas e
tal, não tá de forma organizada, né?
Então, a própria teologia da trindade,
né, ela não tá uma coisa organizada na
Bíblia Sagrada. Então, eu entendo
teologia sistemática como esse lance de
que vai organizando algumas crenças a
partir de vários textos bíblicos e tal.
E aí tem esse rolê de que tem também o
tempo histórico em que isso tá
acontecendo, ou seja, em que tempo
histórico essa doutrina está sendo
organizada. E por que que isso é
importante? Porque qual é a influência
às vezes filosófica que está tendo sobre
aquele momento?
>> Porque ela, a a teologia sistemática,
ela dialoga muito com a filosofia, por
exemplo, entre outras doutrinas ou entre
outras eh disciplinas do saber, assim
como a teologia bíblica e vai dialogar
com a linguística. com a hermenêutica,
né, enfim, entre outras áreas aí da do
saber. A teologia sistemática vai
dialogar bastante, né, com a a filosofia
e também com a própria hermenêutica
também. E tem esse lance da própria
história, né? A teologia sistemática tem
muito esse lance da contingência
histórica também, mas é esse lance de
sistematizar a fé para que ela seja
organizada de uma forma que faça sentido
para aquele grupo e para essa
manifestação religiosa, né? Mas eu
colocaria um caráter que distinguiria,
por exemplo, a teologia sistemática dos
credos ecumênicos, Bibo, porque a
sistematização de uma fé, ela também
parte do da noção de getetos. E por mais
que isso exista ali no início da da
cristandade, o que acaba sendo relegado
como documento, principalmente através
do do credo, é adotado de maneira
majoritária, com exceção de algumas
>> s credos são diferentes hoje de
sistematizações da fé.
>> É porque credos são sintetizações da fé.
São sintetizações.
>> Exato. Isso. São mais sintetizações. Só
que a teologia sistemática, ela pega
essas sintetizações e amplia para
determinados getetos ou escolas de
interpretação com ênfases distintas. No
medievalismo, por exemplo, que eu ia dar
esse exemplo, eh você tem escolas que
hoje no seu lastro histórico, eh, dão
base para todas as divisões que nós
possuímos dentro das da Igreja Católica
Apostólica Românica, a romana, né? E aí
a gente até brinca, né? Os romanos eles
são uno. É, de fato, administrativamente
eles são, politicamente eles são também,
mas eles têm já divergências ou ênfases
teológicas distintas dentro das suas
próprias escolas. Isso também é relegado
ao protestantismo, à reforma e no
nascimento das denominações também.
Então, quando a gente olha para esse
movimento bem moderno na história da
humanidade, das denominações surgindo,
eh você tem a as características e as
ênfases entrando na composição da
organização dessa casa ao qual você tem
afirmações, que são esses tijolos, né,
eh, doutrinários sendo construídos em
uma organização que sirva aquela mesma
denominação como um todo, né? Então, um
ponto na para trabalhar de maneira
concreta, eh, a diferença de teologia
sistemática, teologia bíblica, tem uma
pergunta que o pentecostal faz direto.
Qual é a evidência do batismo no
Espírito Santo? Né? Essa é uma típica
pergunta de teologia sistemática.
Eh, o texto bíblico ele não foi escrito
para nos responder. Isso não é a
preocupação do texto bíblico. Há vários
sinais ali do enchimento do Espírito
Santo. O texto destaca,
mas o texto ele não foi escrito
preocupado com essa pergunta. E por que
que essa pergunta também é contextual?
O Luiz falou que, e o próprio Bíblia
falou que a teologia sistemática tem a
ver com a filosofia do seu tempo. O Amo
nesse nessa obra renovando a teologia
cristã, ele lembra muito bem isso. Por
que que os pentecostais começaram a
perguntar qual é o sinal do batismo no
Espírito Santo? porque eles estavam no
contexto do evangelicalismo,
eh, o do avivalismo nos Estados Unidos,
onde já tinha dois precedentes.
O primeiro precedente era o puritano.
O puritano lá no século X7 perguntava
qual é o sinal ou a evidência da
eleição.
Eh, tinha um debate, né? Muita gente
dizia: "Não, eh, o sinal da eleição você
sente no coração e tal". Outros não não
há sinais concretos, o arrependimento,
determinado tipo de comportamento e tal,
isso evidencia a sua eleição. Depois
vieram os metodistas com a seguinte
pergunta: "Qual é a evidência da
santificação plena?" Então, outra
pergunta falando em evidência. E a
própria palavra evidência vem no
contexto do Iluminismo, que é um
contexto de você ter provas, provas
concretas.
Então, tudo isso e eu trago para vocês
para fazer o seguinte ponto. A teologia
sistemática é uma pergunta e a partir
dessa pergunta você responde organizando
o texto bíblico. Só que essa pergunta
ela tem influências históricas, ela tem
influência do momento religioso, ela tem
influência do momento até científico que
aquela determinada igreja tá passando,
né? Então
>> eu lembrei automaticamente da
organização, Gutierres, de uma de
algumas teologias sistemáticas
reformadas que nós temos traduzida em
português, que quando eles elaboram a
pergunta, eles elaboram a pergunta
embaixo de um racionalismo tão
exacerbado que torna a teologia
sistemática uma porta de entrada muito
enfadonha, que talvez seja inclusive boa
parte da experiência de quem começou a
estudar teologia, comprou a sua primeira
teologia sistemática e aí viu um monte
de discussões a respeito no primeiro
capítulo, no segundo capítulo de
prolegômenos, de questões de
pressuposição, de filosofia X, da ideia
da inspiração e inerrância a partir de
concepções filosóficas da época e tudo
mais que eh acabam nos impedindo de nos
aproximarmos dessa organização como um
todo, né? né? E aí é interessante que
você trouxe essa esse exemplo que é um
exemplo muito claro de temos que
responder uma pergunta e é uma pergunta
diante da nossa circunstância. Então,
teologia sistemática organizando todas
essas coisas e a partir disso a gente eh
construindo até mesmo a nossa própria
identidade, né, histórica,
denominacional em cima dessa pergunta
também, né?
>> Só que não é uma pergunta que vem do
texto bíblico. Esse é o ponto. O texto
bíblico não faz essa pergunta. Há
perguntas que o texto bíblico nos dá.
Por exemplo, o que eu devo fazer para
ser salvo? É uma pergunta que tá no
texto bíblico, né? E ali a narrativa de
Atos vai trabalhar essa questão. Agora,
é interessante como a pergunta ela ela
não tem a ver com o texto em si, ela é
uma interferência externa e e quanto a
isso não há problema, tá? Eh eh a
teologia funciona dessa forma. Teologia
é uma curiosidade humana sobre como a
revelação se deu. A teologia sistemática
tem o seu valor. Só que eu tenho que
entender os limites desse desse
mecanismo. Por quê? Porque a pergunta
não é a pergunta em si não é bíblica. É
esse é o paradoxo da teologia
sistemática. Ela é produto de uma
pergunta
que vem do momento que eu tô vivendo.
>> Exato. E a pergunta em si, ela não é
como Geges acabou de falar, não é um
problema, mas às vezes tem perguntas que
realmente a Bíblia não tá interessada em
responder. A a clássica, por exemplo, é
a queda de Satanás. Então, na na
tentaram já sistematizar sobre a queda
de Satanás e foi péssimo, né? São
respostas ruins sobre a queda de
Satanás. A melhor foi a de Calvino. A
Bíblia não quis falar sobre. Pronto.
Entendeu? Porque de fato a Bíblia não
fala sobre a queda de Satanás, como a
gente gostaria de ouvir e tal. E e às
vezes as perguntas que nascem de acordo
até com o tempo histórico, cada tempo,
por exemplo, hoje as pessoas vão
perguntar: "Tá, mas onde a Bíblia fala
claramente sobre o aborto? Onde a Bíblia
fala sobre, né, a a agenda tal,
depressão, por exemplo.
>> Então, é claro que não tem uma resposta
assim, ah, sobre quanto a depressão,
faça isso. Mas daí vem o quê? a teologia
sistemática, dialogando com, né, com a
psicologia, com isso, com aquilo, olha
para os textos, olha, talvez aqui a
gente tem um indício disso e daquilo,
mas olha, fala a própria questão da
ansiedade, né, ó, mas para Paulo, a
ansiedade é isso, né, pra psicologia é
isso. O encontro ou desencontro é aqui e
ali. Tem que ter, né, encontros e
desencontros e tal. As perguntas são
legítimas, mas nem eh a Bíblia talvez, e
aqui é uma afirmação talvez complicada,
eh talvez a Bíblia não tenha resposta
para todas as perguntas, né? Agora,
todas as perguntas podem
>> não tem e e só que às vezes a gente pode
tentar uma aproximação e aí a
sistemática nos ajuda, né? A sistemática
nos ajuda e e é por isso que a
sistemática é diferente da bíblica em
alguns aspectos, porque ela vai
pressupor, ela vai dialogar, ela vai
trazer algum elemento externo para o
texto bíblico para tentar talvez a
partir deste elemento ter alguma pista
do que o texto quer dizer e tal. Então a
a isso é as perguntas são muito
importantes para que a gente possa
elaborar a nossa fé. E tem esse lance
também que as tradições, até mesmo a
teologia bíblica em última análise, ela
é um pouco também eh influenciada, por
assim dizer, pela
>> também é circunstancial, porque você tem
teologas bíblicas,
>> ah, você tem a teologia bíblica
reformada calvinista, você vai ter a
teologia bíblica reformada arminiana,
você vai ter, não para todos os temas,
obviamente, né? Ah, mas você vai ter a
teologia bíblica pentecostal. Ah, você
vamos pegar o tema do batismo no
Espírito Santo, né? Tanto a teologia
bíblica de uma linha reformada que não
crê na atualidade dos dons ou como o
pentecostal acredita na manifestação,
ele vai ter argumento bíblico,
teológico, vai no grego, vai na história
da igreja. E o pentecostal faz
exatamente o mesmo movimento, vai no
grego, vai na história da igreja para
provar o seu ponto, né? Então, a própria
teologia bíblica, ela ela ela tem também
um pouco esse lance de que ela tem os
seus cercados, né? Ela tem os seus
cercados. Então,
>> por isso que é uma divisão artificial,
né? Você não tem como delimitar tanto
até onde a teologia bíblica vai e até
onde a teologia sistemática vai,
>> mas tem como você reconhecer os
esforços, que é justamente o que o
Gutierrez trouxe, né? Uma pergunta
exterior imposta ao texto para aos
textos, né? Para verificar. E aí a
organização delas vai dizer qual tipo de
teologia eh se propõe a ser, né?
>> Agora tem um ponto que aí eu acho que é
um um ganho que a teologia bíblica nos
traz, eh é que ela pelo menos não é tão
pretenciosa
na ideia de dar resposta para tudo, tá?
O sistemático tem essa tendência, mas
também sendo assim bem honesto, eh, bem
correto com com as pessoas, é mais
também o sistemático da nossa tradição
eh evangélica, tá? Que acha que também
tem resposta para tudo. Eh, e esse é um
problema. Eh, como o Bíbl falou, a
Bíblia não tem resposta para tudo. Por
quê? Porque a Bíblia, se a gente for
catalogar o seu grande tema, já foi
falado aqui nesse podcast, a história da
salvação. Então, esse é o grande tema
das escrituras. Não é o livro para nos
dar dieta, não é o livro de cosmologia,
não é um livro de arquitetura, não é um
livro de programa de segurança pública,
não é um livro nada de
>> um livro sobre riquezas,
>> sobre riqueza. [risadas] Então eu fico
angustiado quando eu vejo em livraria aí
de aeroporto, né, a dieta segundo a
Bíblia, riqueza, princípios para seos a
partir da Bíblia. Eh, coisas assim, a
Bíblia não foi escrita, pelo amor de
Deus, para dar princípio de como
administrar bem uma empresa. Não há
princípios universais na Bíblia. Há,
óbvio que há. Há princípios na Bíblia
que são universais que inclusive
extrapolam a própria a própria Bíblia.
Em que sentido? Que também estão
presentes em outros textos sagrados pelo
mundo ou não sagrados, né? Então assim,
quando você pega a própria a própria
ideia de de ajudar o próximo e tal,
embora seja uma ênfase muito mais
bíblica do que outros textos sagrados,
esse princípio também tá presente em
outros lugares. Então assim, o que a
gente tem que prestar atenção que a
Bíblia tá nos ensinando qual é a
história da salvação, quem é o Salvador.
Essa é a de Gênesis Apocalipse é o
grande tema, é essa criação que é
detonada pelo pecado e depois ela vem
com esse Salvador e que nos traz uma
nova criação. Esse é o grande tema da
Bíblia. E aí quando eu tenho essa essa
consciência,
eu vou ter mais humildade de inclusive
reconhecer o que outras áreas do saber
que não estão no campo da religião podem
colaborar com o conhecimento,
por exemplo, né? Olha o avanço eh da
medicina em relação a a vacinas. Por
exemplo, a gente tem uma tecnologia
chamada RNE, que permite que as vacinas
sejam fabricadas com muito mais rapidez
do que antigamente. Um avanço da
ciência. Isso é derivado do texto
bíblico? Não. Óbvio que não. Mas eu vou
desprezar esse conhecimento porque ele
não é derivado diretamente do texto
bíblico. Aí é tolíice, aí é burrícia, aí
é ignorância, né? E é isso que a gente
tem que tomar cuidado.
>> E gente, sobre esse lance também da
sistematização, e eu falei, né, a gente
falou um pouquinho da assembleia e tal,
porque de fato os movimentos religiosos,
as denominações, é importante elas terem
uma sistematização da sua fé. A gente vê
até para evitar confusões, ainda mais um
tempo de internet onde todo mundo
consome tudo, o que é bom, tá gente?
Não, não é um problema você consumir,
né, ser de uma tradição e consumir
assuntos de outra tradição. Mas por
muito tempo isso aconteceu no sentido de
da galera às vezes não se preocupar com
um pouco da sistematização e as pessoas
acabarem achando outra sistematização e
aquilo fazendo sentido para elas, porque
elas não tinham às vezes o cercado eh eh
teológico delas. Então, a teologia
sistemática ela é importante para isso,
para você saber no que vocês acreditam,
como vocês se portam sobre determinados
assuntos. Acho que é muito importante
você ter uma sistematização desse seu
cercado teológico. E galera, é o que a
gente sempre fala no bibotal, o melhor
lugar para se começar a estudar teologia
é na sua igreja local. É na sua igreja
local. É importante que a igreja local
tenha esse espaço de se estudar, de se
pensar a fé, pensar os temas às vezes
até modernos à luz da teologia e à luz
da Bíblia. E quando a gente fala isso,
pensar temas modernos à luz da Bíblia,
vai passar pela sistemática. Ou seja, é
como essa denominação encara
determinados assuntos, determinados
temas e tal. E aí, gente, eu acho que
para os pentecostais
e carismáticos,
a Thomas Elson fez uma coisa incrível
agora, que é trazer esse livro do Amos
Jung, que foi um autor que eu ouvi falar
pela primeira vez no site do Gutierres,
tá? Que é o renovando a teologia cristã,
sistemática para um cristianismo global.
Ele aqui fala, né? tem essa proposta
mais global mesmo, obviamente que não é
focada muito nos eh eh só nos
pentecostais ou carismáticos, ainda que
ele seja um teórico carismático, né,
pentecostal, ele tem essa proposta e,
cara, eh, como e ele organiza até de
maneira diferente um pouco a sistemática
dele, ele pega grandes temas da teologia
e começa então a explorar aqui esse
tema, tá? É um livro ah muito legal do
Amos Jung. E Gutierre, tu teve contato
com ele já tem um tempo lá, né, que você
já leu até em inglês esse esse livro e
tal. Não sei se foi tu que deu a ideia
para Thomas de trazer e tal ou como é
que isso veio parar aqui na Thomas.
>> Eh, eu dei essa ideia assim na primeira
reunião que eu tive com a Thomas quando
eles pediram pediram indicações.
E,
cara, esse livro é muito bom. É um, é
uma rara teologia sistemática que me deu
vontade de ler de capa a capa assim de
uma vez, sabe? normalmente da preguiça
assim de ler teologia sistemática, né?
Essa não, essa
>> essa foi empolgante.
>> Vamos lá, algumas questões, tá, Bibo? O
Amo Jong não é um autor fácil de ser
lido, eh, é um autor mais acadêmico, é
um autor mais difícil. Ele é um pastor
ordenado pela Assembleia
[limpando a garganta] de Deus da
Malásia, mas tá radicado nos Estados
Unidos há tempo. Era diretor de
missologia no Fuller, que é um dos
principais seminários dos Estados
Unidos, tá? é um baita acadêmico.
Normalmente o texto dele é difícil. Esse
texto para o padrão do Amoise Jong é um
texto fácil, tá? Para o padrão do Amó
Yong,
>> tá?
>> Então assim que é um padrão,
>> mas continua sendo uma teologia
sistemática, né? Que aí tem suas
questões de dificuldade, né?
>> Exatamente. Exatamente. O que que há de
inovador aí na proposta dele, tá?
Primeiro que ele vai ler a teologia
sistemática a partir da escatologia,
inovador, pensando em uma proposta
evangélica, tá? Porque isso é uma
proposta, por exemplo, do Multim. Eh,
isso aí não é uma novidade na teologia,
mas ele aplica isso paraa realidade
carismática, tá? Vamos ler a teologia
sistemática a partir da escatologia. Ou
seja, a gente vai jogar o último
capítulo, que normalmente o último
capítulo é o escatom. A gente vai jogar
para ser o primeiro capítulo que vai
nortear toda a teologia sistemática, tá?
Essa é uma é uma questão.
>> Agora entendi a tua entrada.
>> Agora você entendeu.
>> Ah, [risadas] entendeu. Olha aí.
>> Outro ponto eh da teologia sistemática
dele é uma teologia sistemática global.
O que que isso significa? ele mais
apresenta o desenvolvimento da teologia
e como ela se apresenta hoje em diversas
correntes no mundo do que dar opiniões
pessoais sobre o que ele acha bom ou
ruim. Então, às vezes, uma leitura dessa
se torna também difícil para muita
gente, porque a gente quer a opinião
direta daquele autor. Eu acho isso, eu
acho aquilo, eu acho aquilo outro, né?
Ele vai apresentando, olha, tal corrente
diz isso, tal corrente diz aquilo, tal
grupo diz isso, tal grupo diz aquilo. E
às vezes parece que ele não se posiciona
qual é o grupo que ele tá concordando ou
deixando de concordar. Quando você vai
lendo o decorrer do texto, vai ficando
mais claro. Eh, então entenda que essa
metodologia que ele usa, tá?
Ou seja, não é um livro para quem tem
preguiça,
>> é um livro para quem quer, tipo,
entender aquele tema e dar uma
aprofundada naquele e o Amost te ajuda
nisso, né? Te mostrando já as
perspectivas e tal.
>> E e isso é muito bom, Bibo, porque
quando você vai ler uma teologia
sistemática, normalmente uma
perspectiva, ah, é batista, é
presbiteriano, é assembleano, né? Não,
ele vai apresentar para você as diversas
eh perspectivas e isso é muito bom, isso
vai ser muito rico para você. Então é
importante você entender o propósito da
obra, né? Um outro ponto que eu acho uma
riqueza essa obra é que tem diversos
comentários no meio do texto a obra de
arte. Então tem um quadro, né? Tem uma
pintura e tem uma interpretação bíblica,
né? Daqu normalmente é uma imagem
bíblica, é uma é um retrato de alguma
cena bíblica. E o que que aquela pintura
está expressando, né? A teologia por
trás daquela pintura. Achei isso
fantástico. Por quê? Porque uma das
propostas do Amoyong é que a teologia
sistemática precisa trabalhar melhor a
imaginação.
Imaginação aqui não é criar coisas do
nada, tá? No sentido popular do termo.
Imaginação é ler a teologia sistemática
também como narrativa, também como uma
abertura para o envolvimento seu ali
naquele naquele projeto de de teologia.
Ou seja, eu faço parte dessa história.
Eu não tô lendo apenas uma informação
seca, abstrata de algo que ocorreu lá no
passado. Eu tô lendo algo que faz parte
da minha vivência, né? É da minha
experiência.
>> Se tu gosta de efeito prisma, né? Você
gosta do trabalho da galera do efeito
Prisma, você vai amar esse livro.
>> Vai. Isso é fantástico, né? E a Tomas
Nels caprichou aí como sempre, né, nas
páginas destacando as cores
>> e dessas dessas imagens, né? Então,
então é outro ponto alto, tá? E uma
outra questão que é uma teologia que ele
chama de renovacionista,
tá? Que vem da ideia de renovação,
eh, ou seja, quais são também as
contribuições da teologia carismática/ra
pentecostal paraa teologia sistemática
mais ampla, tá? Então, é essa a
discussão que ele vai trazer aí eh pra
gente. É um autor fantástico, volto a
dizer, não é tão fácil de de ler, talvez
paraa maioria das pessoas, mas é uma
teologia sistemática indispensável para
um pentecostal ter aí na sua biblioteca.
>> Muito bom, gente.
>> Posso pontuar uma outra coisa, Gutier,
também que eu ache que eu notei no
texto,
>> é uma teologia sistemática missional.
>> Hum. Exato.
>> Em um certo sentido, né? Quando você
traz o traz a pontua ali no seu quarto
ponto a questão do caráter global, eh,
apresentando várias tradições, mas ele
não se deixa pegar a tradição reformada
holandesa apenas, né? Ele vai trazendo
também muitos insightes a respeito do
desenvolvimento daquela crença em outros
lugares dentro do núcleo reformado e
como eh essas informações elas foram
passadas para outras tradições
evangélicas com o avanço também das
missões e da interpretação. Então você
consegue ver muito bem um desenho ali do
desenvolvimento das doutrinas cristãs
para com as denominações em em caráter
de missão e movimento. Então eu acho
muito legal também esse aspecto dessa
teologia, principalmente para você que
está no campo, que está num contexto
transcultural, que ama o contexto
transcultural, que está fazendo missões
urbanas, lidando com outros tipos de
cultura, vai eh reforçar ou afiar a sua
leitura da realidade eh a partir de uma
teologia sistemática muito bem composta,
muito bem feita também.
>> Muito bom, gente. Ó, o link para você
adquirir esse livro, tá? Inclusive,
deixa até ver aqui mais quant quanto é
que ele tá. Vou entrar aqui no site da
Amazon, tá? Para ter uma ideia. Mas é um
livro, inclusive aquele padrão Thomas,
vocês conhecem, né? Capa dura, folhinha
bacana, renovando
a teologia. Já tem,
>> ó. Mas por que
>> 78? Mano, vale, hein? Vale porque capa
dura mais de 400 páginas, tá? Um preço
bom. Nenhuma outra editora no Brasil
venderia por esse preço um livro dessa
qualidade aqui, eh, por esse tanto de
páginas. São ah, quantas páginas estão
aqui? 448 páginas. Não, 78 pila. Eu sei
que não é troco de pão, mas pelo tamanho
do livro, gente, tá um preço muito bom,
tá? Isso aqui na Amazon. E claro, no dia
que a gente tá gravando esse episódio,
esse preço pode ir um pouquinho para
cima, pode ir um pouquinho para baixo,
tá? Mas é isso, renovando a teologia
cristã sistemática para um cristianismo
global do Amos Jung. O link tá aqui na
descrição deste BTC, tanto no nosso site
como no YouTube e também no Spotify,
entre outros agregadores, tá bom? É
isso. Obrigado, Guties, pela tua
presença aqui. Eh, o teu livro aí
também, né, o Boa noite, Espírito Santo.
Muito legal o lançamento aí desse ano
também da Thomas Nelson. Tá indo bem e
fazendo um serviço muito legal aí pro
cristianismo. Obrigado por isso, mano.
Tamo junto.
>> Estamos together.
>> Estamos together. E Luí, é isso. Você
obrigado estar aqui, mas mesmo assim
muito obrigado por estar aqui. Obrigado.
E estamos juntos. [risadas]
Deus abençoe, galera. Voltamos no
próximo BTQ, se ele quiser assim
permitir. Fiquem todos na paz do Senhor
Jesus. M.

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