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Aconselhai-vos Uns aos Outros 2/3 – Sacha Mendes

Aconselhai-vos Uns aos Outros 2/3 – Sacha Mendes

Aconselhai-vos Uns aos Outros 2/3 – Sacha Mendes

CURSO de TEOLOGIA ONLINE:

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Legendas automáticas:

Ah, é uma alegria, é um prazer estar com
os irmãos hoje. Eu convido você a abrir
a sua Bíblia em Efésios capítulo 4.
Efésios capítulo 4. Ontem nós olhamos em
Colossenses capítulo 1 e outras
passagens selecionadas de Colossenses.
A importância de enxergarmos o
aconselhamento, o aconselhai-vos uns aos
outros dentro da forma como o próprio
Novo Testamento apresenta
aconselhamento,
não como uma alternativa à terapia
secular, mas como parte integrante do
ministério da palavra. E quando
entendemos o aconselhamento como parte
integrante do ministério da palavra, nós
também abraçamos o seu contexto, seu
ambiente, a igreja local. Nós abraçamos
a sua mensagem, Cristo Jesus. Nós
abaixamos, nós abraçamos o seu propósito
de ver Cristo forjado em nós. Então,
essa ah esses foram alguns dos conceitos
que nós trabalhamos ontem. E hoje nós
vamos enxergar o aconselhamento dentro
do ministério da palavra mais amplo na
dinâmica da igreja local. E Efésios
capítulo 4 nos ajuda justamente a
entender essa dinâmica e tirarmos então
lições sobre aconselhai-vos uns aos
outros no que se refere ao contexto à
vida da igreja local. Então, algumas
palavras rápidas acerca da carta de
Paulo aos Efésios, assim como
Colossenses, uma carta a inspirada por
Deus, a em que homens, no caso Paulo,
tanto Colossenses quanto Efésios, movido
pelo Espírito Santo, deixaram para nós
uma carta escrita numa ocasião
histórica.
E aqui em Efésios, nós não temos assim
ah uma clareza tão grande sobre o que de
fato o apóstolo Paulo está a refutando.
Me parece que ao lermos Atos capítulos
18 e 19, nós vemos uma tendência
daqueles que vinham de Éfeso, uma um
conhecimento que ainda precisava ser
aprofundado acerca da pessoa de Jesus. O
que me ajuda a entender a quantidade de
conhecimento cristológico, de doutrina
em que o apóstolo Paulo apresenta na sua
carta aos Efésios. E a carta também tem
uma curiosidade, talvez você que já é
familiarizado com ela, de perceber que
os três primeiros capítulos da carta de
Paulo aos Efésios, ela eles são
carregados de doutrina. O apóstolo Paulo
expõe conceitos teológicos profundos,
não é? nos ajuda a entender quem nós
somos em Cristo Jesus. E a partir do
capítulo 4ro e ele vai trazer as
implicações,
os imperativos com base nessa doutrina
indicativo, o que nós devemos fazer
imperativo.
E é aqui que nós nos encontramos na
carta de Paulo aos Efésios, no capítulo
4, versículos 1 a 16. Então, deixe-me
ilustrar o que eu acabei de mencionar
pros irmãos aqui no capítulo 4,
versículo 1, quando ele diz: "Rogo-vos,
pois eu, o prisioneiro no Senhor." Esse
pois aí é uma conjunção importante que
justamente vai ligar as ideias que vem
depois com tudo aquilo que veio antes. E
o que que veio antes?
No capítulo um, o apóstolo Paulo
apresenta talvez aquela que é a sentença
mais longa do Novo Testamento
para mostrar para nós a atividade da
Santíssima Trindade na nossa salvação.
Nós fomos escolhidos por Deus Pai,
nós fomos redimidos por Jesus Cristo,
Deus Filho. Nós fomos selados pelo
Espírito Santo.
E aí, a partir do versículo 15 do
capítulo 1, ele faz uma primeira oração
na carta, uma oração pedindo para que os
efésios conheçam a riqueza do seu
chamamento.
Que Deus ilumine os seus olhos para que
eles conheçam o poder do Senhor, o poder
da ressurreição, que eles conheçam a
riqueza do seu chamamento.
Curtando pouco, logo no capítulo 2,
versículos 1 a 11, desculpa, 1 a 10. Ele
discorre sobre a nossa identidade
individual, quem nós éramos antes de
Cristo, o que Cristo fez em nós, essa
nova identidade que nós recebemos
individualmente em Jesus, escolhidos por
Deus Pai, redimidos por Jesus, selados
pelo Espírito quem nós éramos antes e
agora quem nós somos. É pela graça que
nós somos salvos.
E então, a partir do versículo 11 até o
versículo 22, a nossa nova identidade
comunitária,
nós somos um novo homem,
a igreja do Senhor Jesus.
No capítulo 3,
ele fala sobre o fato da igreja ser essa
manifestação da multiforme sabedoria de
Deus.
E ele termina essa sessão do capítulo 3
com mais uma oração e agora ligeiramente
diferente
que os efésios conheçam do amor de Deus.
E assim ele encerra essa primeira parte
doutrinária e com base nesses e tantos
outros conceitos, o pedido
de que os efésios
andem de modo digno da vocação a que
fostes chamados.
A vida prática que começa a ser
descrita, descrita a partir de agora,
ela precisa ser coerente com o
autochamado que a igreja recebeu.
Meus irmãos, nós professamos uma fé, nós
professamos salvação em Cristo Jesus. E
a nossa confissão de fé também nos
aponta um caminho de discipulado. E aqui
ecoando um pouco do que nós vimos ontem,
eu quero relembrar a você de que a
prática do aconselhamento mútuo, a
prática do aconselhai-vos uns aos
outros, ela é resultado da nossa
identidade.
Nós somos um novo homem, somos membros
do corpo uns dos outros. E o apóstolo
Paulo vai fundamentar muit das práticas
que nós temos da moral e ética cristã
com base nessa identidade.
Deixa eu dar um exemplo para você um
pouco surpreendente. Ele é óbvio, ele é
simples, mas tem uma razão que raramente
nós falamos sobre ela, sobre o por nós
não mentimos uns para os outros. Efésios
capítulo 4 versículo 25 diz assim: "Por
isso, deixando a mentira, fale cada um a
verdade com o seu próximo." Olha a razão
que o apóstolo Paulo coloca, porque
somos membros uns dos outros,
com base naquilo que Efésios capítulo 2,
versículos 11 a 22 desenvolve. A riqueza
teológica que se desenvolve ali de
sermos um novo homem, de sermos membros
do mesmo corpo. Por isso, por causa
disso, a postura coerente é que a gente
não minta.
Você já imaginou se num corpo o braço
resolvesse mentir pra perna?
Ah, se a boca mentisse paraos seus
ouvidos?
E as disfunções que isso viria? Olha, eu
vou naquela direção e a perna e resolve
obedecer. Mas não, eu tava brincando.
E por vezes a nossa vida em comunidade é
essa bagunça, porque desprezamos
mandamentos simples que tem a ver com a
nossa ética e fundamentado numa teologia
profunda. Nós somos membros uns dos
outros. Não devemos mentir uns para os
outros.
Então, esse chamado que começa a surgir
a partir do capítulo 4, no versículo 1,
em que o apóstolo Paulo nos chama a
andar de modo digno da vocação a que
fostes chamados. E aqui, desculpa, e
aqui está um homem educado numa cultura
hebraica, escrevendo em grego, com
compreensões teológicas construídas a
partir do Antigo Testamento e reeducadas
a partir da compreensão de Jesus Cristo
no cumprimento de tantas promessas. E
por que que eu digo isso? Porque quando
o apóstolo Paulo usa esse termo andar,
ele não está fazendo referência a pé
direito, pé esquerdo, pé direito, pé
esquerdo.
O apóstolo Paulo faz referência a um
estilo de vida, talvez um conceito muito
similar ao andar no Antigo Testamento.
Um verbo que foi traduzido de diversas
maneiras para expressar um conceito que
o apóstolo Paulo aplica aqui.
Por exemplo, o andar é usado no Antigo
Testamento para descrever como os rios
fluem, como eles corriam.
Os rios do jardim do Éden andavam.
Só que no português não faz sentido
falarmos assim de rios. Então eles
fluem, eles correm.
O andar também era usado para descrever
o rastejar de uma serpente. Mesmo verbo.
O andar também era usado para descrever
como a arca flutuava sobre as águas do
dilúvio ou sobre como a trombeta
clangava, ressoava em Êxodo capítulo 19,
Êxodo capítulo 20.
Então nós vemos como esse único verbo
era usado para descrever uma ação como
uma essência toma a sua forma.
Se se trata de um rio, ela flui. Se é
uma serpente, ela rasteja. Se é uma
arca, ela navega. Se é uma trombeta, ela
clanga. E se é um crente, ele crenteia.
O andar aqui em Efésios 4:1 faz
referência de como uma essência vai
tomar a sua forma. A partir de agora, o
que o apóstolo Paulo descreve é como a
nossa essência, resultado da obra de
Deus Pai, Filho e Espírito Santo, essa
nova identidade conquistada pela obra de
Jesus Cristo se expressa de uma forma
coerente.
Então, como é que crente crenteia?
E o primeiro aspecto que ele explora
para nós não é algo que nós fazemos, mas
alguém que nos tornamos.
Versículo 2. Com toda humildade e
mansidão,
com longanimidade,
suportando-vos uns aos outros em amor.
Então, andar de modo digno do nosso
chamado antes de ser coisas que nós
iremos fazer, são aspectos que nós
devemos desenvolver. É alguém que
precisamos ser.
E quem nós somos chamados para ser?
humildes, mansos, pacientes ou
longânimos e suportando-vos uns aos
outros em amor.
E o apóstolo Paulo aqui, debaixo da ação
do Espírito Santo, pensa características
particulares aqui, humildade e mansidão.
Diante de tantas coisas que ele poderia
dizer, ele pensa humildade e mansidão.
O que faz muito sentido quando a gente
lembra de Mateus capítulo 11, em que
Jesus diz: "Vinde a mim os que estão
cansados e oprimidos. Aprendei de mim
que sou manso e humilde.
Jesus é muita coisa,
mas ele se descreve como alguém manso e
humilde. E aqui está a essência dessa
imitação de Cristo, de que vivermos de
modo digno do chamado que Deus nos deu,
é, em essência desenvolvemos o caráter
de Cristo,
manso e humilde, em humildade e
mansidão. humildade, essa disposição de
mente em que eu não penso centrado em
mim mesmo, mas a minha vida ela caminha
centrada no Senhor e no serviço ao
próximo. A caminhada cristã é justamente
essa vida que busca sempre colocar o
interesse do outro, de colocar o Senhor
no centro e não mais viver para mim.
Esse é alguém humilde. Humilde não é
alguém de fala mansa, simplesmente dócil
ou de fala baixa. Não é referente
simplesmente à maneira como se veste ou
quanto ele tem no saldo bancário. O
humilde é alguém cuja disposição de
mente é para servir o próximo.
Esse é o humilde.
Jesus foi humilde porque ele veio para
servir e dar a sua vida em resgate por
muitos.
Ele foi humilde, manso, porque ele tinha
poder sob controle, a capacidade de não
reivindicar os seus direitos. Ele tinha
direito de reivindicar tudo, mas ele
abriu mão disso porque ele amou o mundo,
porque ele nos amou.
Humildade e mansidão.
Somado a isso, a longanimidade, essa
paciência
e a disposição de suportar uns aos
outros em amor.
Amor é que precisa ser também entendido
à luz do Novo Testamento, a luz da
palavra de Deus, à luz de toda a Bíblia.
Não se trata desse sentimento agradável,
não se trata de pintar as coisas de cor
de rosa, não se trata de coisas
fofinhas.
Esse amor aqui é uma disposição de
sacrifício e sacrifício custoso. E a
maior manifestação de amor que a
história da humanidade já conheceu foi
sangrenta, foi dolorida, foi brutal, foi
a cruz.
É essa disposição que o apóstolo Paulo
nos chama para vivermos de modo de
coerente do nosso chamado, na imitação
de Cristo em seu caráter, em paciência,
em amor,
num esforço diligente,
esforçando-vos
diligentemente
por preservar a unidade do espírito no
vínculo da paz.
Esse chamado coerente,
coerente com a obra de Cristo em nosso
favor,
é visto num esforço
para preservar a unidade do espírito no
vínculo da paz.
Note, o esforço diligente não é para
criar a unidade. Nós não temos poder nem
capacidade para criar a unidade, a
unidade da igreja. A unidade da igreja é
criada no sacrifício de Jesus na cruz.
Efésios capítulo 2, a partir do
versículo 13 diz assim: "Mas agora em
Cristo Jesus, vós que antes estáveis
longe, fostes aproximados pelo sangue de
Cristo, porque ele é a nossa paz, o qual
de ambos fez um e tendo derribado a
parede da separação que estava no meio à
inimizade, aboliu na sua carne a lei dos
mandamentos na forma de ordenanças, para
que dos dois criasse em si mesmo um novo
homem, fazendo a paz e reconciliasse
ambos em um só corpo por intermédio da
cruz, destruindo por ela a inimizade.
Então, a barreira que antes existia
entre judeus e gentius foi derribada
pelo sacrifício de Cristo na cruz e
criou essa unidade. A unidade é criada
então por meio do sacrifício de Jesus. E
o nosso papel, obedecendo o chamado,
vivendo de modo coerente com o chamado
que Deus nos deu, é de preservarmos essa
unidade. A unidade da igreja precisa ser
preservada. E ela não é preservada de
forma trivial, ela não é preservada de
forma casual, ela é preservada com
esforço diligente,
porque muitas coisas tensionam a unidade
da igreja.
a nossa indisposição de amar o próximo,
a tendência que temos de procurar os
nossos interesses, então, suportando-vos
uns aos outros em amor.
O fato de que nós temos que encarar os
hábitos e pecados recorrentes dos nossos
irmãos, então é com longanimidade e
paciência.
O fato de que irmãos pecam contra nós,
violam nossos direitos, somos chamados a
fazê-lo com mansidão.
O fato de que constantemente na no
esforço diligente de preservar a unidade
da igreja da paz,
nós vamos precisar de pensar no próximo,
antes de nós mesmos, com humildade.
Então, se você está presente numa igreja
há mais de 24 horas, você já entendeu
que o esforço para preservar a unidade
requer virtudes cristãs desenvolvidas
com esforço diligente
e a compreensão de que não é a unidade
pela unidade,
não é manter a unidade porque nós
gostamos de ficar juntos, ninguém solta
a mão de ninguém.
Não é unidade pela unidade como se ela
fosse um fim em si mesma, mas é uma
unidade construída ao redor de uma
verdade.
E é onde o apóstolo Paulo agora
desenvolve a partir do versículo 4: "Há
somente um corpo e um espírito, como
também foste chamados numa só esperança
da vossa vocação.
Há um só Senhor, uma só fé, um só
batismo, um só Deus e Pai de todos, o
qual é sobre todos. age por meio de
todos e está em todos. A unidade, então,
ela é construída
por causa de Cristo Jesus, preservada ao
redor das verdades do evangelho. E ela é
preservada com esforço diligente que
requer de nós as virtudes cristã, requer
de nós parecer com o nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo.
E por que a unidade é tão importante?
Não só porque ela é resultado direto da
obra de Jesus em nosso favor,
mas porque a unidade é a comunicação de
uma mensagem.
Obrigado.
Eu abri, mas eu não sei fechar o copo.
Vou deixar ele aberto. É só tensiona
muito minha unha. Eu estou com medo de
quebrar a unha.
Não que ela esteja grande.
Então, nos versículos 1 a 6, o que o
apóstolo Paulo nos chama antes de tudo é
um esforço diligente para preservar essa
unidade da paz. E a unidade da igreja
comunica uma mensagem. E por que ela é
importante? Mantém aqui rapidinho e
vamos lá para João, capítulo 17.
Se você se recorda do João capítulo 17,
trata-se da oração sacerdotal de Jesus,
em que ele ora pelos discípulos e ora
por nós.
Olha o que ele diz a partir do versículo
17 de João 17. João 17:17 em diante.
Santifica-os na verdade, a tua palavra é
a verdade. Assim como tu me enviaste ao
mundo, também eu os enviei ao mundo. E a
favor deles eu me santifico a mim mesmo,
para que eles também sejam santificados
na verdade.
Não rogo somente por estes, mas também
por aqueles que vierem a crer em mim por
intermédio da sua palavra.
Isso aí é Jesus orando por nós,
a fim de que todos sejam um. E como és
tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também
sejam eles em nós.
E assim termina o versículo 21.
Para que o mundo creia que tu me
enviaste,
eu lhes tenho transmitido a glória que
me tens dado para que sejam um como nós
o somos. Eu neles e tu em mim, a fim de
que sejam aperfeiçoados na unidade. Olha
o propósito de novo. Para que o mundo
conheça que tu me enviaste e os amaste
como também amaste a mim.
Então, quando Jesus ora em específico
pelos discípulos, por aqueles que
haveriam de crer, para que eles fossem
santificados na palavra,
para que eles participassem de uma
comunhão em unidade, porque essa unidade
haveria de dar um testemunho. Que
testemunho? De que o pai enviou o filho.
Lembra que nós falamos ontem de que o
meio determina a mensagem? O meio é
parte aí importante da comunicação da
mensagem. O meio da comunicação da
mensagem evangelho é a igreja. E a
igreja precisa estar esforçando-se
diligentemente para preservar a unidade
da paz. Porque essa unidade comunica uma
mensagem. Qual a mensagem? O pai enviou
o filho. Então, do púlpito sai a
mensagem: "O pai enviou o filho." E a
igreja, esforçando-se diligentemente
para preservar a unidade da paz,
corrobora, chancela essa mensagem,
persuade aqueles que não conhecem o
Senhor.
Eles podem discordar de um discurso, mas
eles não conseguem negar uma realidade
que eles experimentam. Qual realidade?
que num contexto como esse, pessoas que
torcem por times diferentes, pessoas que
votam diferente, pessoas que têm
escolaridade diferente, pessoas que
pertencem a gerações diferentes, se
esforçam com humildade, mansidão,
paciência,
suportando uns aos outros em amor
para preservar a unidade,
porque nós só temos uma coisa em comum,
Cristo, e mais nada. E isso é suficiente
para que o mundo entre por essas portas,
escutem uma mensagem e saiam daqui com
uma enorme pulga atrás da orelha. Eu
discordo daquilo que aqui o pastor
pregou. Eu discordo da Bíblia e tenho
perguntas, mas eu não consigo negar uma
realidade que eu experimentei. E qual é
essa realidade? As pessoas
estão unidas.
Elas têm tudo para estarem separadas,
mas elas se unem. E elas se unem com um
propósito, na compreensão de que elas
são um corpo, de que elas compartilham
de um espírito, de que existe um só
senhor, uma só fé, um só batismo, um só
Deus e pai de todos, o qual estáais e
sobre todos, age por meio de todos e
está em todos.
Esse é o desafio que tem pela frente.
E se essa unidade não é construída como
um fim em si mesma, mas é ao redor de um
corpo de doutrinas,
o próprio Senhor desenhou, criou um
projeto perfeito na igreja e na sua
expressão local, a igreja local, que
garante de que o que é central e onde
gravita todo o esforço, o esforço
diligente para preservar a unidade da
paz, isso aconteça. E olha o que ele
descreve a partir do versículo 7 até o
versículo 11. E a graça foi concedida a
cada um de nós segundo a proporção do
dom de Cristo. Por isso diz, quando ele
subiu às alturas, levou o cativo,
cativeiro, e concedeu dons aos homens.
Ora, que quer dizer? Subiu, senão que
também havia descido até as regiões
inferiores da terra. Aquele que desceu é
também o mesmo, que subiu acima de todos
os céus para encher todas as coisas.
E ele mesmo concedeu uns para apóstolos,
outros para profetas, outros para
evangelistas e outros para pastores e
mestres.
Então, o que acontece aqui?
A graça de Deus se manifestou de forma
suficiente abundante no nosso meio. E a
forma como essa graça se manifestou de
maneira abundante e suficiente é vista
na forma quando Cristo Jesus ressurreto
que venceu a batalha contra o pecado,
venceu a morte, esse Senhor vitorioso
pega agora o espolho da sua vitória,
pessoas
e distribui essas pessoas
diante dos seus servos.
A citação aqui é o Salmo 68, que tem
justamente esse contexto, essa temática.
Um Senhor vitorioso, distribuindo
espólio de guerra, recebendo pessoas.
Uma temática que já nos é comum no
Antigo Testamento, quando Deus separa
homens, purifica esses homens e
redistribui esses homens por meio da
congregação.
Esses dons, então, não são habilidades
sobrenaturais, mas tem a ver com
presentes dádivas referentes a certas
pessoas.
E que pessoas são essas que Deus
distribuiu no meio da igreja, que Deus
presenteou o meio da igreja
para que elas proclamem uma mensagem. E
essa mensagem há de encher todas as
coisas, porque essa mensagem é o nome
Cristo Jesus. São quatro grupos.
Versículo 11, apóstolos,
profetas, evangelistas,
pastores, mestres.
Apóstolos e profetas já não já não é a
primeira vez que eles aparecem aqui em
Efésios. É a terceira vez.
No capítulo 2, versículo 19 em diante,
diz assim: "Assim já não sois
estrangeiros e peregrinos, mas
concidadãos dos santos e sois da família
de Deus, edificados sobre o fundamento
dos apóstolos e profetas, sendo ele
mesmo Cristo Jesus a pedra angular, no
qual todo edifício bem ajustado cresce
para santuário dedicado ao Senhor, no
qual também vós juntamente estais sendo
edificados para a habitação de Deus no
espírito."
Então, apóstolos e profetas são
apresentados aqui como fundamento da
igreja. Cristo Jesus, a pedra angular,
apóstolos e profetas, o fundamento. Que
quer dizer apóstolos e profetas como
fundamento da igreja? Capítulo 3,
versículo 4 em diante. Pelo qual, quando
ledes podeis compreender o meu
discernimento do mistério de Cristo,
o qual em outras gerações não foi dado a
conhecer aos filhos dos homens, como
agora foi revelado aos seus santos
apóstolos e profetas no espírito.
Então, nós já vimos ontem que o apóstolo
Paulo tinha um ministério singular como
apóstolo de trazer revelação, fonte
primária, revelando para nós Cristo. E
aqui o apóstolo Paulo ecou essa mesma
realidade, abrangendo os demais
apóstolos e profetas que tinham um
papel, revelar um mistério. Que
mistério? Cristo.
Apóstolos e profetas são o fundamento da
igreja, porque eles têm o papel de
revelar a pedra angular, que é Cristo
Jesus.
Então eles têm essa atividade, essa
atividade intensa no livro de Atos, no
primeiro século, e eles estão eles estão
revelando Cristo. E a mensagem
apostólica no livro de Atos é justamente
Cristo, Cristo ressurreto. A igreja
entende isso e a igreja persevera na
doutrina dos apóstolos, porque a
doutrina dos apóstolos revela Cristo.
Cristo Jesus, a pedra angular.
Sensacional. O último apóstolo morre na
ilha de Pátimos, década de 90, mais ou
menos do primeiro século, João.
Só que esses apóstolos foram movidos
pelo Espírito Santo para deixar para nós
a palavra inspirada, a doutrina dos
apóstolos. E agora tem um segundo grupo
mencionado pela primeira vez,
evangelistas e pastores mestres. E o que
que evangelistas e pastores mestres têm
em comum com apóstolos e profetas? Os
quatro aqui gostam de falar. Eles têm
uma atividade que envolve um discurso, a
proclamação de uma mensagem. O que eles
têm de diferente é que apóstolos e
profetas detém uma revelação primária
trazendo para nós informações da pedra
angular Jesus Cristo. Evangelistas e
pastores mestres não detém essa
revelação primária. Pastores, mestres,
evangelistas que se prezem não estão
inventando moda. Eles estão perseverando
na doutrina dos apóstolos. E conforme
eles perseveram na doutrina dos
apóstolos, eles mantém essa mensagem. a
mensagem central da igreja, a qual todos
os nossos esforços gravitacionam,
os esforços que devem ser feitos com
humildade, mansidão, paciência,
suportando-vos uns aos outros em amor. E
é ao redor dessa mensagem que a igreja é
edificada para a habitação do espírito,
de acordo com Efésios 2:19 a 22.
Então, conforme nós estamos crescendo
nas virtudes cristãs, conforme nós
estamos olhando paraa mensagem
proclamada por meio de pastores, mestres
e evangelistas, nós estamos edificando a
igreja porque o Senhor há de usar a sua
palavra, a sua palavra que desde Gênesis
1 tem uma capacidade criativa.
Disse Deus: "Haja luz e houve luz".
E Deus presenteou a igreja com apóstolos
e profetas,
evangelistas e pastores mestres,
cuja função é proclamar a palavra de
Deus.
E a proclamação da palavra vai ter um
efeito sobre a igreja.
Quando a palavra ela é pregada e exposta
publicamente, ela faz aquilo que o
versículo 12 descreve para nós, com
vistas ao aperfeiçoamento dos santos
para o desempenho do seu serviço, para a
edificação do corpo de Cristo.
Evangelistas e pastores mestres não são
sustentados para fazer o trabalho do
ministério.
Evangelistas e pastores mestres
são sustentados em algumas ocasiões para
dedicarem o seu tempo no ministério da
palavra que equipa os santos pro
ministério.
É muito diferente isso, porque nós somos
membros cooperando num esforço
diligente, crescendo no caráter de
Cristo. Esse crescimento é resultado do
ministério da palavra que habita
ricamente em nós
para fazermos o trabalho da edificação
do corpo de Cristo.
Até quando? Versículo 13. Até que todos
cheguemos à unidade da fé e do pleno
conhecimento do filho de Deus, a
perfeita varonilidade, a medida da
estatura da plenitude de Cristo. Essa
dinâmica da proclamação da palavra
recebida com fé, equipando os santos da
igreja, que equipados com a palavra vão
instruir e aconselhar mutuamente,
crescendo no caráter de Cristo,
mansidão, humildade, longanimidade,
suportando-vos uns aos outros em amor e
habitando ricamente em vós a palavra de
Cristo. Agora, Efésios 3 e Colossenses
3:16, que nós vimos ontem, não é? e
instruindo, instruindo, admoestando uns
aos outros em toda sabedoria, mente de
Cristo.
Isso vai fazer com que a gente conheça
Cristo.
Você não vai conhecer Jesus. Você não
vai conhecer a Cristo longe do corpo de
Cristo. Porque o conhecimento de Jesus
transcende uma jornada cognitiva
intelectual.
Não é menos do que isso. Ou seja, você
não vai conhecer verdadeiramente Jesus
sem as proposições verdadeiras da
Escritura, mas conhecer Jesus é mais do
que isso. Você precisa das proposições
verdadeiras da Escritura. E essas
proposições são verdadeiramente
conhecidas no corpo de Cristo,
porque vai ser no meio das nossas
relações,
nos nossos problemas e conflitos
interpessoais, que esse conhecimento vai
ser colocado à prova, vai ser colocado
em exercício e onde nós vamos conhecer
do amor de Cristo. Quando você tiver que
amar um irmão, difícil de amar.
E aí você vai lembrar que você vai amar
porque Cristo lhe amou primeiro. Então
você conhece mais do amor de Cristo,
estendendo esse amor para quem não é
digno do seu amor. Porque a virtude não
é amar quem é amável. A virtude é amar
porque você foi amado primeiro. Nós
amamos que Deus nos amou primeiro. E
dentro de uma igreja local, onde não
existe cultura de cancelamento,
onde você não escolhe quem você ama por
meio das suas curtidas e compartilhadas,
você ama porque Cristo trouxe para esse
convívio, a igreja é dele. E agora você
vai aprender a amar amadurecendo com
paciência, humildade, mansidão.
Isso é radicalmente diferente do que o
mundo pratica em termos de
relacionamentos.
Nós não escolhemos pessoas. Deus pai
escolhe pessoas. Nós não salvamos
pessoas. Deus filho salva pessoas.
Nós não garantimos pessoas. O Espírito
Santo que cela pessoas.
Nós apenas vivemos de modo digno,
coerente do nosso chamado.
E então Deus escolheu esses homens,
evangelistas e pastores mestres,
que por meio da proclamação pública da
palavra
equipa os santos pro trabalho do
ministério.
Paulo desenvolve esse conceito e nós
vimos ontem em Colossenses 3:16, habite
ricamente em voz a palavra de Cristo.
Como é que você habita ricamente no seu
coração a palavra de Cristo? A fé vem
pelo ouvir.
E então, por meio da pregação da
palavra, os santos são equipados. Por
meio do ensino da palavra, os santos são
equipados. equipados
para que eles reverberem a palavra de
Cristo por meio do ensino múo. E o tema
da nossa semana
do aconselhamento mútuo.
Então, o aconselhamento múo não é mais
uma vez uma alternativa à terapia
secular.
O aconselhamento mútuo é uma prática
coerente com a mensagem do evangelho que
recebemos.
é a prática de ser igreja
vital para preservar a unidade da
igreja. E a unidade da igreja é o
testemunho pro mundo que o pai enviou
filho.
Bem diferente de simplesmente lidar com
as nossas confusões emocionais. Isso vai
fazer parte, mas é um subproduto de
Cristo anunciado e crescemos nas
virtudes cristãs. Humildade, mansidão,
longanimidade, suportando-vos uns aos
outros em amor.
E é justamente isso que nos leva a essa
unidade da fé, do pleno conhecimento do
filho de Deus, a perfeita varonilidade.
Vamos aprender a ser humano com humano
por excelência, Cristo Jesus, o segundo
Adão.
E isso vai ter um efeito apologético.
Isso tem um efeito apologético pra
igreja. Olha o que ele descreve no
versículo 14.
Para que não mais sejamos como meninos,
agitados de um lado para o outro e
levados ao redor por todo vento de
doutrina, pela artimanha dos homens,
pela astúcia com que induzem ao erro.
Você já deve ter ouvido por aí de que a
melhor forma de nos protegermos contra o
falso é conhecermos muito bem o
verdadeiro.
E parte da nossa imaturidade muitas
vezes se revela diante dos nossos
receios, dos medos, das ansiedades que
temos diante de perguntas difíceis
que o History Channel vai fazer sobre
inspiração bíblica
ou sobre o seu colega que lhe desafia
sobre a guarda do sábado,
ou o seu parente que questiona o fato de
que na sua igreja não tem X, não tem Y.
E aí nós nos nós nós nos vemos diante de
tantas possibilidades de falso ensino
e e paramos e esquecemos
de que o crescimento no conhecimento de
Cristo, nessa dinâmica do ministério da
palavra é que nos mantém firmes,
enraizados, edificados na pedra angular
Cristo. Por quê? Porque ouvimos a
palavra por meio de evangelistas e
pastores mestres que revelam para nós a
doutrina dos apóstolos, apóstolos e
profetas que revelaram para nós a pedra
angular Cristo. E nossa fé então se tá
em se torna enraizada, edificada em
Jesus. E lhe questionam que você come
presunto, carne de porco. Porque você
vai na igreja no domingo, não, sábado,
questiona uma porção de coisa sobre a
sua fé.
estão reinventando o que Deus criou lá
em Gênesis 1, homem e mulher. Deus os
criou. E você começa a ficar meio bambo
na sua fé como resultado. Não porque
você não fez o curso de apologética 1,
2, 3 e 4, mas porque você não está
inserido no contexto que Deus criou para
que você conheça Jesus.
Porque você não está engajado na
dinâmica do ministério da palavra, que
não é só ouvir discursos ortodoxos
domingo após domingo, mas é ser equipado
com a palavra de Deus e deixar com que
ela reverbere através da sua vida na
instrução mútua, no aconselhamento
mútuo. E assim a palavra de Deus vai
encontrando onde ela precisa ensinar,
repreender, corrigir, educar na justiça
e nos formando a imagem de Cristo.
E assim a gente segue
a verdade em amor.
A gente cresce em tudo naquele que é a
cabeça Cristo.
um eco daquilo que nós vimos ontem,
não segundo o mundo, os rudimentos do
mundo, mas segundo Cristo. O que Cristo
acha, o que Cristo pensa, o que a
palavra de Deus nos instrui sobre tudo
nessa vida.
A palavra de Deus ilumina os nossos
olhos,
inclusive a ênfase que certas coisas
devem ter ou não,
de quem todo o corpo,
bem ajustado e consolidado
pelo auxílio de toda a junta,
segundo a justa cooperação de cada
parte,
efetue o seu próprio aumento
para a edificação.
de si mesmo em amor.
E no versículo 16,
a gente dá um duplo clique. Cada parte,
toda junta, efetua o seu próprio aumento
para edificação de si mesmo em amor. E
reconhecemos agora de que cada filho de
Deus, escolhido por Deus Pai, redimido
por Deus Filho, selado pelo Espírito, é
membro do corpo de Cristo, expresso na
igreja local. E na igreja local você há
de conhecer Jesus.
Você há de conhecer Jesus e ter a sua fé
edificada ao ouvir a palavra pregada por
meio de evangelistas e pastores mestres.
E você recebe isso com fé. E quando você
recebe isso com fé, você é equipado
para o serviço, para o desempenho do
ministério. Esse ministério que acontece
para que a gente conheça Jesus.
E conhecendo Jesus, nós somos
edificados.
Nós firmamos nosso passo, nós firmamos
nosso pé e nos blindamos contra o falso
ensino. Não porque nos tornamos
conhecedores de todas as respostas a
todas possíveis perguntas contra a nossa
fé, mas ainda que tenhamos, eu não sei,
eu preciso estudar mais. Nosso coração
está sendo saturado do conhecimento de
Jesus. Nossa fé está edificada,
enraizada em Cristo. E não nos tornamos
mais como meninos. abalados de um lado
pro outro,
nos tornamos sóbrios.
No meio de tanta confusão,
nos tornamos sóbrios.
É interessante. Eu não me vejo alguém
como com longa experiência ministerial,
mas ao mesmo tempo eu acho que eu só
consigo dizer que eu não comecei ontem.
E com isso, apenas para ilustrar que eu
já vi bastante modismo vindo e indo
embora. Eu lembro o primeiro que eu me
lembro, talvez você se lembra disso, a
época do dente de ouro. Você lembra
disso? Lembra do dente de ouro? E aí
todo mundo dizendo, apareceu dente de
ouro na igreja tal e etc. E o pessoal
dizendo que era uma grande e eu fiquei:
"Puxa vida, será?"
E eu tinha uma certa expectativa de que
um grande reavivamento iria acontecer
por meio do dente de ouro. Às vezes
olhava paraa minha boca, será que
apareceu um dente de ouro?
Aí o pessoal vinha e trazia
justificativa de que não fizeram uma
análise sobre esse dente, é muito mal
feito, não pode ser de Deus, né? E aí
dava-se uma série de justificativas
porque o dente de ouro não era de Deus,
né? E eu ficava de um lado pro outro
tentando explicar aquilo, acompanhado
com dente de ouro. Tinha os gravetos que
brilhavam no monte, né, quando a gente
subia para orar, né? E aí o pessoal
ficava graveto e não sei o quê e e todo
uma série de experiên eram sempre
experiências. Elas vinham, nos elevavam,
levantavam perguntas e aí os imaturos
ficavam de um lado pro outro.
E havia um grupo que eu olhava e
observava com essas coisas que não se
importavam com isso.
Era um grupo de pessoas maduras que
entendiam o que era central na fé.
Pessoas que não mudavam seu discurso com
modos,
mas entendiam que do púlpito deveria
apenas ter uma mensagem. que ao longo de
2000 anos tem edificado a igreja,
a pedra angular Cristo Jesus.
E em resposta a essa mensagem, as
pessoas que ouvem com fé atuavam
instruindo e aconselhando umas às
outras, entendendo que no meio das
nossas crises, no meio dos problemas que
nós enfrentamos, o Deus consolador de
todas as coisas está aumentando a nossa
utilidade ministerial. recebemos a
palavra quando angustiados somos
consolados e com o consolo que nós
recebemos nós ministramos.
E essa foram as pessoas
que tornaram possível para que as
próximas gerações conhecessem de Cristo,
efetuando a edificação da igreja de
Jesus.
Então, aconselhar-vos uns aos outros não
tem a ver com a próxima moda
eclesiológica, mas tem a ver com o
padrão que acompanha o povo de Deus, que
recebe a palavra com fé e entende que
nós precisamos ser admoestados,
encorajados, consolados para seguir
nesse mundo confuso e olhando apenas
para o autor e consumador da nossa fé,
Jesus.
Você é chamado para isso.
Deixa-me ilustrar isso com um episódio
da vida do próprio apóstolo Paulo lá em
segunda Coríntios, capítulo 1.
Segunda Coríntios, capítulo 1.
A partir do versículo 3, diz assim:
"Bendito seja o Deus e Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo, o Pai de
misericórdias e Deus de toda a
consolação. É ele que nos conforta em
toda a nossa tribulação
para podermos consolar os que estiverem
em qualquer angústia com a consolação
com que nós mesmos somos contemplados
por Deus.
Porque assim como os sofrimentos de
Cristo se manifestam em grande medida a
nosso favor, assim também a nossa
consolação transborda por meio de
Cristo.
Mas se somos atribulados, é para o vosso
conforto e salvação. Se somos
confortados, é também para o vosso
conforto, o qual se torna eficaz,
suportando voss com paciência os mesmos
sofrimentos que nós também padecemos.
Paulo nos ajuda aqui a entender muitas
coisas.
Nossas angústias, nossos sofrimentos,
eles têm um propósito.
O nosso consolo tem um propósito.
E os sofrimentos que Deus administra na
vida de cada um de nós é para criar a
oportunidade para sermos consolados.
E o consolo que nós recebemos não é
apenas para o nosso alívio imediato e de
curto prazo. O consolo que recebemos é o
propósito de sermos consoladores
daqueles que estão angustiados.
E por meio dessa corrente de consolo,
quando somos atribulados, consolados e
como consolados, consolamos os
atribulados,
Deus bendito, pai de toda a consolação,
é conhecido
e a fé dos eleitos é confirmada. Olha
como é que ele continua a partir do
versículo 7. A nossa esperança a
respeito de vós está firme, sabendo que
como sois participantes dos sofrimentos,
assim o sereis da consolação.
Porque não queremos, irmãos, que
ignoreis a natureza da tribulação que
nos sobreveio na Ásia,
porquanto foi acima das nossas forças, a
ponto de desesperarmos até própria vida.
Contudo, já em nós mesmos tivemos a
sentença de morte, para que não
confiemos em nós, e sino Deus que
ressuscita os mortos, o qual nos livrou
e livrará de tão grande morte, em quem
temos esperado que ainda continuará a
livrar-nos, ajudando-nos também vós
com as vossas orações a nosso favor,
para que por muitos sejam dadas graças a
nosso respeito, pelo benefício que nos
foi concedido por meio de muitos.
O apóstolo Paulo simplesmente descreve
com uma clareza e precisão
de que as oportunidades que nós temos de
sermos instrumentos no aconselhar uns
aos outros
para estender o consolo que recebemos,
redundo em grande glória ao nome de
Deus, porque os santos têm sua esperança
confirmada
na obra de Cristo, por meio da obra do
Espírito Santo, porque nós abrimos a
palavra de Deus e reverberamos aquilo
que tem edificado a igreja desde sempre
pra glória de Deus.
Aconselhar uns aos outros, então,
não é uma alternativa pra igreja.
Ouso dizer que toda a igreja faz
algumas de uma forma muito displicente e
infiel e outros de uma forma bem
intencional e fiel.
A chamada é que a gente escute a palavra
de Deus e continue de maneira
intencional,
ministrando a palavra uns aos outros e
vendo seus efeitos de transformar
pessoas que não se parecem com Cristo em
pessoas que se parecem com Cristo,
crescendo em mansidão,
humildade,
paciência e amor. E aí o uso dessas
virtudes nos equipa com esforço
diligente para preservar a unidade da
igreja.
E cada igreja que se esforça em
preservar essa unidade criada por Jesus,
há de comunicar pro mundo o seguinte:
Deus enviou Jesus.
Nós somos uma embaixada que representa
essa mensagem.
Como o mundo vai saber?
Porque eles vêm Jesus nos que são
transformados num aconselhamento mútuo.
E eles vêm a unidade da igreja
como o pai está unido ao filho.
Que mensagem poderosa e persuasiva.
As pessoas vão entrar,
ouvir de Cristo, ver Cristo e se
arrepender em direção a Cristo paraa
glória de Deus. Amém.
Vamos orar.
Senhor, nosso Deus e Pai, nós chegamos
diante do Senhor
confessando, reconhecendo
como nós nos esquecemos
do chamado que o Senhor nos deu
de vivermos de modo digno e coerente
com a salvação.
que a justificação que recebemos por
meio de Cristo Jesus,
por causa da tua graça, mediante a fé,
seja a base de uma vida nova,
crescendo em santificação.
Santificação que vai ser vista no
caráter de Cristo forjado em nós.
santificação que vai ser progressiva,
porque a tua palavra de nos santificar.
É a tua palavra que nos santifica, é a
verdade.
E essa santificação
vai ser também o meio que nós somos
equipados pro serviço do ministério.
Ministério do uns aos outros,
que ensinamos, que aconselhamos uns aos
outros. E assim a palavra de Deus vai
preenchendo todos os espaços, corrigindo
todas as rotas. E a igreja é edificada,
ela é enraizada, ela é construída em
cima da rocha Cristo.
Assim não seremos mais levados de um
lado pro outro com todo vento de
doutrina, modismos e etc,
porque o nosso foco será Cristo.
E assim cada junta, cada parte, seguindo
a verdade em amor,
há de enxergar os problemas, as
tribulações como oportunidades para que
o consolo seja ministrado
e assim Cristo exaltado
para honra e glória, Deus do teu nome.
Abençoe, Deus, a cada igreja aqui
representada
com uma compreensão renovada,
com olhos atentos para as oportunidades
de aconselharmos uns aos outros,
no nome de Jesus que nós oramos.
Amém. M.

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