Aconselhai-vos Uns aos Outros 3/3 – Sacha Mendes
11/08/2026
Aconselhai-vos Uns aos Outros 3/3 – Sacha Mendes
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
Legendas automáticas:
Nós estamos chegando perto do final da nossa semana de reflexão, alguns dias em que estivemos pensando justamente na temática de aconselhar-vos uns aos outros dentro da escritura. E eu entendo que esse tema ele surge num contexto que nos é comum, o contexto da experiência de vivermos num mundo quebrado. Ah, nós buscamos de diversas formas paliativos, entre outras coisas, para esquecer as notícias que nos cercam, não é? Eu não sei como é que você chegou nessa semana, mas o fato é que nós existimos num mundo de muita tensão, tensão sociopolítica. São guerras, rumores de guerras, talvez uma realidade um pouco mais distante de nós, mas a realidade de estarmos debaixo de governos confusos, no mínimo, né, corruptos, nos é muito próximo. Vivemos num contexto de instabilidade econômica, nacional. Quantas crises nós passamos, enfrentamos, incertezas contra escassez, presença de recursos naturais, epidemias H1N1 2009, Ebola 2014 e os diversos surtos locais, peste negra que ressurge em 2015, Madagascar e já se foi, coronavírus, COVID, Crises de valores morais éticos, corrupção. Estima-se que o Brasil tem quase de 1 milhão de abortos por ano. A vida em comunidade, o trabalho praticamente não significam mais nada hoje. Uma crise, uma crise no mercado de trabalho, crise nas igrejas, igrejas abrindo mão da sã doutrina, líderes caindo, trazendo desilusão espiritual. São dores externas das mais diversas que criam uma poderosa pressão sobre o nosso coração. O resultado disso é que também enfrentamos uma epidemia de medo, reações de falta de esperança, indiferença, otimismo, vazio, ausência de fé. E o que que o Senhor deixou para nós? O que que o Senhor deixou para nós? No meio de uma realidade tão difícil que nós enfrentamos. Eu vi uma vez um palestrante falando sobre suicídio, dizendo: "Tem algo que o suicída entendeu? O mundo aqui não é fácil. E o que que Deus nos deixou? Um livro. É o que ele nos deixou. Convido você a abrir a sua Bíblia em segunda Timóteo, capítulo 3, ainda em caráter de introdução, versículos 16 e 17. um texto muito conhecido, mas eu quero chamar sua atenção sobre o seu contexto. E o texto diz assim: "Toda escritura inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra". Não é meramente um livro, mas é um livro inspirado por Deus, que tem essa utilidade e a sua utilidade num contexto de muita dificuldade. O início do capítulo 3 é o apóstolo Paulo lembrando Timóteo de que os últimos dias seriam muito difíceis. E os últimos dias seriam difíceis porque as pessoas seriam difíceis, as pessoas seriam egoístas, literalmente amantes de si mesmas. Ele diz isso no versículo dois. Esse amor que elas têm para si mesmas também é resultado de um desordenado amor que se manifesta também direcionado ao dinheiro. São avarentos, são orgulhosos, né? jactanciosa, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínios de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, infatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe entretanto o poder, foge também destes. Ele fala inclusive de pessoas que sempre sempre são expostas à verdade, mas nunca conseguem chegar ao conhecimento. Falam daqueles que vão resistir a verdade a despeito de testemunhada verdade, como Jesis e Jambre, versículo 8, fala do seu próprio exemplo. Alguém que tem sofrido perseguição por viver perto do Senhor, convida Timóteo, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus, serão perseguidos. E nesse contexto de muita dificuldade, de oposição, de hostilidade, é onde o apóstolo Paulo levanta a bandeira de que a escritura inspirada por Deus, ela tem uma utilidade de nos ensinar, repreender, corrigir e educar na justiça. Por que eu preciso levantar isso? Nós sofremos hoje de uma incredulidade, uma tentação à incredulidade no meio de problemas tão palpáveis, reais. a confiar na revelação de Deus. É quase como se você estivesse dirigindo na estrada e o seu pneu furou, você para no acostamento para descobrir que não é apenas um, mas três pneus que estão furados. Você liga então pra seguradora e ela diz que vai enviar ajuda e a ajuda chega e o que ela enviou é um filósofo. Ser ou não ser, furado ou não estar furado. E você olha então e e já liga lá pro pra ouvidoria da seguradora dizendo que o que você precisa, na verdade, é um guincho, é de um carro reserva e não de um filósofo. Às vezes, meus irmãos, a impressão que nós temos é que Deus nos enviou um filósofo diante de tantas dificuldades que enfrentamos. Mas o que nós precisamos nos atentar é que a revelação da palavra de Deus continua fazendo aquilo que desde Gênesis 1 ela faz, criando coisas, dando vida aos mortos, tornando a existir a vontade de Deus. É um passo de fé. Em meio a tantas dificuldades que enfrentamos, o que o Senhor nos deixou é a palavra. Não é meramente um livro, mas a revelação da sua vontade, que quando ministrada de forma apropriada, continua fazendo aquilo que Deus projetou que fizesse. Transforma os nossos corações, expõe nossos corações, nos apresenta um redentor, o Senhor Jesus Cristo. Então, de tantas coisas que você ouviu nesses últimos dias, não se esqueça disso. Aconselhar uns aos outros, manejando bem a palavra de Deus, vai ser sempre um ato de fé em meio a inúmeras dificuldades e hostilidades que enfrentamos e que é comum a toda e qualquer era, momento da história da igreja. E o apóstolo Paulo nos preparou para isso. Você vai buscar viver piedosamente para Cristo Jesus, você vai sofrer oposição. Jesus Cristo antecipou isso. Nesse mundo nós teremos aflições. E nós seguimos nesse mundo quebrado, não na expectativa de que as coisas vão melhorar aqui e agora. Elas podem piorar e piorar muito, mas a nossa esperança é fixada nos céus. E é justamente a palavra de Deus, a revelação da palavra de Deus que nos guia nesse contexto e nessa direção para que nossos corações sejam expostos e mais importante que isso, transformados. Então, com isso em mente, abra a sua Bíblia em Tiago, capítulo 4. Nós não vamos aqui nos aproximar de um filósofo. Nós vamos nos aproximar da viva palavra que nos ajuda a enxergar a realidade que nos ser dá direção. Tiago capítulo 4. Assim como Colossenses, assim como Efésios, a carta de Tiago foi escrita num contexto, uma igreja confusa e passando por tensões de divisão, por conflitos. Conflitos resultado de acepção de pessoas, conflito resultado porque havia favoritismo, conflitos resultados porque as pessoas estavam já tirando os olhos de Cristo Jesus. E Thaiago traz exortações, Thago traz instruções movido pelo Espírito Santo, deixando a palavra inspirada, que é útil, útil para nosso ensino, repreensão, correção e educação. Educação na justiça. Então, nos aproximamos e o Tiago capítulo 4, convictos de que o Senhor há de nos ensinar, repreender, corrigir e educar. São convicções que vão nos guiar e que nos direcionam para uma vida transformada e uma postura adequada. Então, vamos ler o texto de Tiago, capítulo 4, versículo 1. A só a primeira parte. De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? Thaago, lança aqui uma pergunta, [roncando] uma pergunta que nos ajuda muito a entender que a vida cristã, uma vida cristã autêntica, não se manifesta colocando problemas debaixo do tapete. Thiago é muito claro, direto ao ponto, reconhecendo que haviam problemas no meio dos irmãos. E não só que haviam problemas, mas ele lança uma expectativa de que nós teremos uma resposta da origem desses problemas. Problemas que acontecem entre nós. Nós enfrentamos inúmeros problemas. Note, Thago não está falando aqui para o pessoal do mundão. Ele está falando para irmãos da mesma igreja. Ele está falando para irmãos que congregam numa comunidade. E ele lança essa pergunta: "De onde procedem guerras e contendas que há entre vós?" Algo acontece entre nós. Existem conflitos que acontecem entre nós. E Thago lança essa pergunta e responde numa segunda pergunta de que essas coisas que acontecem entre nós, elas têm origem no que se passa dentro de nós. E aqui, meus irmãos, meus amigos, tem uma informação onde a palavra de Deus demonstra a sua profundidade, demonstra quão profunda ela é em comparação a muitos sistemas de ajuda que lidam apenas com observações superficiais. Aqui Tiago movido pelo Espírito Santo, dá um passo além das coisas superficiais e nos mostram que as coisas que acontecem entre nós tem origem no que se passa dentro de nós. Olha a segunda pergunta que ele faz. De onde senão dos prazeres que militam na vossa carne? Ou seja, contendas, conflitos, brigas, problemas que existem entre nós tem origem nas coisas que se passam dentro de nós. Os problemas apresentados, os problemas que nós testemunhamos, tem origem dentro de nós. É aquilo que a palavra de Deus fala de coração. Quando você olha o termo coração na palavra de Deus, raramente, para não dizer em nenhum momento, está falando do miocárdio, né, que bombeia sangue. Ele está falando do centro do homem interior. Ele está falando do centro do homem interior, onde residem as coisas que pensamos, onde residem as coisas que desejamos e onde reside as coisas que nós muitas vezes sentimos. Às vezes ele é um pouco mais gráfico falando das nossas entranhas, mas via de regra no coração é tudo aquilo que não é tangível, tocável, mas faz referência ao centro do homem interior. E Thago está apontando de que os problemas que nós enfrentamos entre nós tem origem nas coisas que acontecem dentro de nós. E essa é uma percepção importante e valiosa que eu acredito que compõe as lentes. A palavra de Deus compõe as lentes que ilumina os nossos olhos para enxergarmos as coisas como elas realmente são. E as coisas que realmente são não são apenas observáveis a olho nu. Elas precisam ser observadas com fé. e fé educada, instruída pela palavra de Deus. Ao estabelecemos então o compromisso de aconselhar uns aos outros, lembremos de que as coisas que acontecem entre nós, os problemas que nos são apresentados, eles têm origem no coração. E essa é uma teologia importante e significativa, não exclusiva aqui de Tiago, capítulo 4, mas que permeia toda a narrativa bíblica. Deixa eu dar alguns exemplos para você. Vamos lá para Gênesis capítulo 3. Gênesis capítulo 3, versículos 1 a 6. Acredito que você conhece essa passagem, familiarizado com ela, mas eu quero destacar para você alguns pontos importantes dessa narrativa. Logo depois do relato da criação, tanto em Gênesis 1 quanto em Gênesis 2, Gênesis 3, um capítulo importante, paradigmático, para compreendermos toda a história da redenção, que nos ajudem muito a entender nossa realidade, porque aqui em Gênesis 3 é introduzido o pecado. é o texto referente à queda do homem, que mudou significativamente a experiência do homem na terra, na criação. E ele começa assim: "Mas a serpente, nós sabemos quem é a luz da revelação, não é?" Apocalipse capítulo 12, Satanás aqui, mais cegos animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse a mulher: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: "Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim", disse Deus, "dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais". Então a serpente disse à mulher: "É certo que não morrereis, porque Deus sabe que no dia em que dele comedes vos abrirão os olhos e como Deus sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. O que nós lemos aqui nesses seis versículos é o diálogo entre a serpente e a mulher. E se isolarmos apenas a fala da serpente, nós vemos um padrão, um padrão em que a serpente lança dúvida acerca do caráter de Deus. E em cima dessa semente de dúvida, ela nega a palavra de Deus. E depois de negar a palavra de Deus, ela lança um substituto à palavra de Deus. É verdade mesmo que você não pode comer de toda a árvore do jardim? É verdade mesmo que Deus criou todas essas árvores, todos esses frutos dos mais variados e você não pode usufruir de nada. A dúvida que é lançada é acerca da bondade de Deus. Eva responde que não. Ela vai um pouquinho mais além e diz: "Não, a Deus disse que a gente pode só essa árvore aqui que a gente não pode nem tocar." E aí então vem Satanás e nega o conselho de Deus. Olha, é certo que você não vai morrer. Ele lança dúvida, ele nega e ele lança um substituto. Qual é o substituto? Olha, se você comer, esquece esse negócio de representar a Deus. Você vai ser como Deus. O que no fundo, meus irmãos, meus amigos, por trás de cada manifestação de pecado, é o nosso desejo de destronar o Senhor e assumir o controle e fazer as coisas como nós queremos fazer. O que Eva viu vai além de um fruto bonito. O que Eva viu vai além de algo que poderia saciar um desejo da carne, mas também a possibilidade de assumir o controle sobre as coisas, de ser como Deus, de que por trás de um problema apresentado existe esse anseio, essa rejeição de vivermos de acordo com o plano do Senhor, o projeto do Senhor, de glorificar a Deus, de viver sujeito ao Senhor, mas de ter as coisas como eu quero, na hora que eu quero. Então, ela toma desse fruto, ela come. E a partir do versículo 7, nós passamos a experimentar todas as mazelas dos problemas apresentados. Abriram-se então os olhos de ambos, perceberam que estavam nus, cozeram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Vergonha. O versículo 10 diz: "Tive medo". O versículo 12 diz: "A mulher que me deste por esposa." E então Adão acusa Eva do seu próprio pecado, hostilidade. O que antes era marcado por inocência e intimidade, agora vira culpa e hostilidade, de que a presença do pecado mudou profundamente a experiência humana. Então, quando Tiago, capítulo 4 versículo 1, reconhece que existem problemas que lidamos entre nós e aponta que eles têm origem no que se passa dentro de nós, nós temos informações muito simples, mas profundas, que nos ajudam a entender a experiência humana de uma forma que o mundo ainda tateia para entender. fazem observações sofisticadas do que se passa entre nós, mas não consegue interpretar essas coisas porque eles não têm informações do que acontece dentro de nós. E as informações que nós temos do que se passa dentro de nós nos foram dadas por quem nos criou, por quem nos projetou, o Senhor. Ele não nos criou, nos pôs na terra e simplesmente se mandou. foi cuidar de um universo paralelo. O Senhor nos criou, nos colocou na terra, ele entrou na nossa história, ele se encarnou, viveu entre nós, cumpriu uma missão de resgate, ressuscitou no terceiro dia, deixou sua palavra e a sua palavra continua operando do mesmo padrão como Gênesis capítulo 1 nos informa. Quando Deus fala, coisas acontecem. A capacidade criativa da palavra de Deus continua até os dias de hoje. O verbo se tornou carne, cumpriu o propósito da palavra de Deus e continua nos ajudando a entender o que se passa dentro de nós. Porque as confusões que nós enfrentamos entre nós trigas apresentados têm origem no coração. Então, o que que isso significa pros nossos propósitos? Conforme nós refletimos sobre a importância de aconselhar-vos uns aos outros, de que os problemas apresentados eles têm uma origem e de acordo com a palavra de Deus essa origem está no coração. Não tem a ver com seus traumas passados, não tem a ver com necessidades que não foram supridas, não tem a ver com absolutamente nada, senão o nosso coração. E com isso eu não estou dizendo que essas coisas do passado E com isso eu não estou dizendo que até o próprio fato de termos esse vaso de barro frágil que sofre padece os efeitos do pecado não tem o seu lugar de influência. Mas o que é determinante para nós é reconhecermos de que aquilo que nós fazemos flui de dentro de nós. Isso não só é o tema lançado em Gênesis capítulo 3, como é desenvolvido ao longo da narrativa bíblica diante de todo o Antigo Testamento, em coisas do tipo sobre tudo que se deve guardar, guarde o seu coração, porque dele procedem as fontes de vida. Provérbios 4:23. As coisas vêm do coração. E Jesus Cristo capta isso, ensina de uma forma muito simples, lançando para nós uma metáfora vívida para entendermos justamente que aquilo que nós observamos tem uma origem e essa origem está no coração. Então, deixa eu me ilustrar com uma segunda passagem. Esse ponto de Tiago, capítulo 4, versículo 1, em Lucas, capítulo 6. Lucas capítulo 6. Jesus em sua simplicidade, não simplório, não simplista, mas de uma forma simples, trazendo conceitos profundos que marcaram os discípulos e continua marcando toda a história da igreja que nos foi registrado aqui em Lucas 6:43 a 45. E ele diz assim: "Não há árvore boa que dê mau fruto, nem tão pouco árvore má que dê bom fruto, porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto, porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam se vindimam uvas". O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem e o mal do mau tesouro tira o mal. Porque a boca fala do que está cheio o coração. Então o que Jesus estabelece aqui de uma forma muito simples e profunda é que frutos revelam o coração. na dinâmica do nosso relacionamento com o Senhor, o que nós vemos é que o que se passa entre nós, o que é dito de um pro outro entre nós, tem origem no que acontece dentro de nós. Isso é fantástico, porque eu e você no dia a dia, conforme buscamos aconselhar uns aos outros, nós não enxergamos coração, nós não vemos o que se passa dentro das pessoas, mas nós enxergamos e observamos o que acontece entre elas. Esse que acontece entre elas na literatura de aconselhamento, você vai ver como o problema apresentado. É o que elas escrevem. Olha, eu preciso de ajuda porque eu estou enfrentando problemas no casamento. Eu preciso de orientação porque está sobrando mês no salário. Estamos endividados. Precisamos de ajuda. Preciso de ajuda porque eu estou com as minhas emoções desorganizadas. Estou com problema de ansiedade. Isso tira o meu sono. Eu estou com um problema de medo. Estou deixando de fazer coisas. Comecei a fazer coisas que eu não deveria fazer, tomado de medo. Esses são os problemas apresentados, as coisas que acontecem entre nós. São os conflitos, os relacionamentos familiares, com ruptura, a falta de perdão. O que antes existia deixou de existir, o que antes era intimidade passou a ser hostilidade. Essas são as coisas que acontecem entre nós. E o que Tiago nos ajuda, o que Lucas capítulo 6 43 a 45 nos informa, o que nós vemos descrito lá em Gênesis capítulo 3, o que se reverbera ao longo da escritura em Provérbios capítulo 4:23, em Mateus capítulo 15, em Marcos capítulo 7, em Romanos capítulo 1, é que essas coisas que acontecem entre nós trigo no nosso coração. Ao buscarmos então aconselhar uns aos outros, lembremos disso, de que as coisas que acontecem no nível do comportamento tem origem no coração. Nós não temos algo simplesmente paleativo paraa mudança comportamental superficial. O que nós temos é a solução que transforma corações. E isso é efetivo, porque dos coração procedem as fontes de vida. Então, problemas apresentados, as coisas que nós experimentamos entre nós t origem no que se passa dentro de nós. A palavra de Deus, então, nos ajuda a enxergar as coisas como elas realmente são dentro de nós. Acontece entre nós, se passa dentro de nós. Só que Thago não fala apenas onde essas coisas acontecem. Ele descreve o que se passa dentro das coisas, dentro do coração. Ele descreve e traz uma imagem de hostilidade, uma imagem militar desses desejos, esses prazeres guerreando dentro de nós. Prazeres que militam na vossa carne. E o que que são prazeres? Não é? Talvez depois de um tempo de convivência no meio evangélico, a gente lê a palavra prazer e já pensa rapidamente sexo, drogas e rock and roll, não é? Esses prazeres da carne, não é? A gente pensa em termos de sensualidade, né? Só que o termo usado aqui é apenas de um desejo intenso. Um desejo intenso, um prazer. É esse desejo intenso. É esse desejo intenso por coisas legítimas. ou não, mas que certamente assumiram uma posição ilegítima, guerreando dentro de nós. Porque nós temos isso dentro do coração. Dentro do coração nós temos uma hierarquia de desejos. Nós queremos muitas coisas e nem todas elas com a mesma intensidade, não é? Hã, nós desejamos uma boa refeição, nós desejamos um bom convívio familiar, nós desejamos uma boa formação profissional, acadêmica, nós desejamos o Senhor. E todas essas coisas têm o seu devido lugar dentro de uma hierarquia do coração, ciente disso ou não. E Thago nos ajuda a entender quando essas coisas ficam desgovernadas, porque elas passam a militar dentro do nosso coração e se desordenam. Quando que eu sei que essas coisas estão desordenadas? Ele nos ajuda a entender nos versículos 2 e 3. Cobiçais e nada tendes. Matais e invejais e nada podeis obter. Viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes porque não pedis. Pedis e não recebeis porque pedis mal. para esbanjardes em vossos prazeres. Tiago descreve duas situações principais que nos ajudam a entender quando esses prazeres que militam na nossa carne estão desgovernando, desorientando, desorganizando o nosso coração. A primeira delas é quando nós pecamos para ter alguma coisa, nós matamos, invejamos para obter algo. E no caso aqui, não só no contexto de Thago, mas o nosso, nós pecamos para obter algo e não conseguimos. Pecamos para ter. E a segunda situação é quando nós pecamos, por que não temos? Invejais. Essa inveja, o desejo de ter o que é do outro e não só querer o que é do outro, mas que o outro deixe de ter o que tem. Então, pecamos para ter coisas e pecamos porque não temos coisas. Corações desgovernados, desorientados, são marcados pelo desejo, um desejo tão intenso que nós pecamos para ter ou pecamos porque não temos. Essas duas perguntas, o que que seu aconselhado, o que que seu irmão quer tanto que ele está disposto a pecar para ter? O que que seu aconselhado, o que que seu irmão quer tanto que ele peca quando não tem? Lhe ajuda demais, de uma forma simples, mas profunda, a entender o que acontece dentro dele. Porque o que acontece dentro dele dá origem no que acontece entre nós. O problema apresentado vem do coração, um coração desgovernado, em que a pessoa está disposta a pecar para ter ou peca porque não tem. Então, faça-se essa pergunta. O que que esse meu irmão quer tanto que ele está disposto a pecar para ter? Olha, ele quer muito um relacionamento. Ele quer desfrutar de intimidade, ele está solitário e ele está buscando um relacionamento. Isso é um desejo legítimo. Esse é um bom desejo, mas ele pode se tornar ilegítimo quando ele assume o controle de um coração. E assumindo o controle de um coração, nós vemos que ele está disposto a pecar para ter. Eu quero tanto um relacionamento que eu estou disposto a pecar para ter. Você consegue imaginar um jovem, por exemplo, pecando para ter um relacionamento? Ele abre mão de padrões. Não é simplesmente alguém que também conhece o Senhor, um filho, uma filha de Deus, dependendo da situação. Ele quer porque quer um relacionamento, ele está pronto para abrir mão de padrões, ele peca para ter. Seus pais preocupados, então, vão conversar com esse rapaz, vão conversar com essa moça e dizer: "Não, isso não é uma boa decisão". E ele vai desobedecer os seus pais. Ela vai desobedecer os seus pais. Ela peca para ter um relacionamento. O desejo por um relacionamento é legítimo? Sim. Mas essa pessoa, esse jovem, esse rapaz, essa moça está disposto a pecar para ter. Isso assumiu o controle no seu coração. É um desejo, um prazer que milita dentro do seu coração e ela está disposta a pecar para ter. É aquilo que você vai enxergar também na literatura de aconselhamento como um ídolo. É aquilo que você vai enxergar não só na literatura do aconselhamento, mas nas páginas da Escritura como um ídolo, um desejo intenso por algo deste mundo, por algo da criação que assume o lugar do criador no coração. Ídolo, eu peco para ter. Não só eu peco para ter, mas eu peco porque eu não tenho. Talvez esse jovem, essa moça, ela resolve então obedecer os seus pais contrariado, contrariada, e não vai mais buscar esse relacionamento. Ele não vai mais pecar para ter, mas agora ele passa a pecar porque não tem. E de uma forma sutil, ele se entrega amargura, inveja, desesperança, uma tristeza profunda que passa a tomar conta das suas decisões. Não tem mais vontade de sair da cama. Por quê? Porque ele não tem ou ela não tem o que quer. Peca porque não tem. E quando nós olhamos nessa perspectiva, a luz de Tiago, capítulo 4, versículos 1 a 3, nós vemos que os problemas que são apresentados têm origem no coração. E esse coração, que é o centro de controle, onde reside tudo que pensamos, desejamos, sentimos, tem um trono, algo que governa esse coração. E se não é o Senhor, é algum ídolo. E a idolatria é vista justamente na disposição de pecar para ter ou pecar porque eu não tenho. E quantas não são as histórias bíblicas de personagens que ilustram para nós justamente um centro de controle distorcido, usurpado pelo pecado, de pessoas que, ao invés de viver paraa glória de Deus, buscaram seus desejos legítimos de forma ilegítima. Raquel, o desejo que ela tinha por filhos, isso a controlou a tal forma que ela entra numa competição com a sua irmã, Lia, distorceu a maneira dela enxergar o relacionamento que ela tinha com seu marido, a disposição que ela tinha de enganar, de manipular situações, saúde, Este homem que tinha um desejo pelo reconhecimento humano, tomado de inveja por Davi, ansiando o aplauso do povo, se tornou um assassino impotencial e que fez sua vida, pelo menos grande parte do seu reinado, com o único objetivo, eliminar Davi. Nós vemos como essas coisas permeiam o coração de personagens bíblicos e o nosso, porque os problemas apresentados têm origem lá dentro e um coração distorcido pela idolatria vai alterar o que nós pensamos, o que nós desejamos e o que nós sentimos. Pecamos para ter ou pecamos porque não tem? Está aí a chave para entender a condição desse coração, o que ele realmente quer. Porque via de regra, no que se refere a aconselhar uns aos outros no contexto da igreja, nós não estamos falando de pessoas que não amam a Deus. A pergunta então não é: "Você ama a Deus?" Via de regra, a resposta é: "Sim, e nós não temos razão para duvidar". Mas a pergunta certa é: "Quem você mais ama?" Quem você mais ama? Pessoas amam a Deus, mas amam uma porção de outras coisas. E quando elas estão dispostas a pecar para ter algo ou pecam porque não t, destronaram o Senhor e estão buscando os seus próprios desejos, os ídolos do seu coração. E a forma como a palavra de Deus descreve um coração nesse estado é um tanto quanto assustadora. Lê comigo o versículo 4, que diz assim: "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus". O termo aí infiéis é adúlteros. Algumas versões trazem justamente esse termo adúlteros, usado também para descrever a condição espiritual do povo de Israel quando se voltavam para os seus ídolos e viravam as costas pro Senhor, adúlteros, infiéis. Quando pecamos para ter algo ou pecamos porque não temos algo, nos tornamos adúlteros espirituais. Damos a mão pro mundo numa amizade com o mundo e nos tornamos hostis contra Deus, inimigos de Deus. Esse é o esse é o diagnóstico de como nós estamos vivendo, de que aquilo que nós que se passa entre nós, que tem origem da confusão dentro de nós, é, na verdade um problema com quem está acima de nós, Deus. O nosso problema ele é vertical. E aqui entra a perspectiva singular da palavra de Deus, de que os problemas que nós enfrentamos na criação refletem os conflitos que temos com o criador, infiéis. O seu aconselhado, o irmão que você está ajudando, tem um relacionamento com o Senhor. E é nesse plano vertical que as coisas se resolvem. É nesse plano vertical que nós entendemos a profundidade da nossa existência, da nossa situação. Há uma hostilidade aqui. A condição então do coração, ela é determinada pela condição do nosso relacionamento com o Senhor. Há uma ligação entre os dois. E mais uma vez um tema que está presente em vários lugares da escritura. Vai comigo em Primeira João, capítulo 1, por exemplo. Primeira João, capítulo 1, versículo 6 e 7. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se nós estamos andando corretamente com o Senhor, se nós estamos andando na luz, não andamos em trevas. E o versículo 7. Se porém andarmos na luz como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado. Primeira João nos ajuda a conectar que a maneira como nós andamos em santidade ou não, a maneira como nós andamos em comunhão ou não, tudo isso é reflexo da qualidade do nosso relacionamento com o Senhor. Por isso, por exemplo, em Primeira João 4:19, ele segue de uma forma óbvia: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro." Se alguém disser amo a Deus e odiar a seu irmão é mentiroso. Pois aquele que não ama seu irmão a quem vê não pode amar a Deus a quem não vê. As realidades espirituais que são invisíveis a olho nu, nós temos uma noção da sua qualidade, do seu estado, pelas coisas que se vêm. Alguém não pode estar em comunhão com o Senhor se anda na prática do pecado. Alguém não pode estar em comunhão com o Senhor se não tem comunhão com as pessoas que são visíveis a olho nu. Alguém não pode dizer que ama a Deus se odeia o seu irmão. Então essa hostilidade que nós temos com Deus é vista na forma como nós andamos. Pecamos para ter ou pecamos porque não temos coisas. Então, pare e pense, avalie quais são as coisas que você não tem e peca por isso. Quais são as coisas que você quer tanto que peca para ter? Isso explica em muito nossas reações emocionais, a intensidade com que nós nos portamos diante de coisas que queremos ter ou que não temos. E tudo isso é reflexo do nosso relacionamento com o Senhor. E aqui entra o ponto de virada dos problemas que acontecem entre nós, que tem origem no que se passa dentro de nós como reflexo da relação que temos com quem está acima de nós. É aqui na nossa relação com o Senhor que encontramos o ponto de virada. Porque se o problema é uma hostilidade, uma guerra contra Deus, o evangelho comunica para nós que a paz e a iniciativa é por parte de Deus que enviou Jesus e Jesus nos trouxe paz. O evangelho então é o ponto de partida para uma mudança. Que mudança? Jesus nos trouxe paz. Você e coração hostil contra Deus. Visto nos problemas que você experimenta entre pessoas, tem boas novas para você. Jesus nos trouxe paz. Essa paz é selada pela sua obra na cruz. O recibo de que a obra foi paga completa, é a ressurreição de Jesus. Ele sobe aos céus e envia o Espírito Santo que nos cela, que testemunha no nosso coração que nós somos dele. Nós temos paz com Deus por meio do sacrifício de Jesus. E essa paz com Deus opera em nós uma mudança. E a partir do versículo 5, o que nós vemos é a descrição do arrependimento. Resposta necessária ao coração atribulado, ao coração desgovernado, com os ídolos no coração, que destrona o Senhor e vive pro seu prazer. legítimo ou não. E começa com uma visão correta de quem Deus é. Olha os versículos 5 e 6. Ou supondes que em vão, afirma a escritura, é com ciúme que por nós anseia o espírito que ele fez habitar em nós? Antes ele dá maior graça pelo que diz. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. O arrependimento como uma resposta necessária, esse coração atribulado, governado por pecado, tem como base uma visão, uma percepção, uma compreensão correta de quem Deus é. E quem Deus é? Deus é santo. Deus é zeloso. É com ciúme que ele nos persuade. Ciúme no sentido de zelo. Ciúme centrado na sua glória. Deus que é santo. Pessoas têm dificuldade no arrependimento porque elas não têm clareza de quem Deus é. Elas acham que Deus é o amigo invisível. Jesus é o nosso colega invisível. é aquele com quem eu posso conversar sozinho. Bom, de fato, Deus tem o seu aspecto invisível, obviamente, mas o Deus que nós servimos, ele é zeloso e ele é santo. Nos falta essa compreensão do caráter de Deus. E por não termos noção do caráter de Deus, nossas respostas não são coerentes com o caráter de Deus. Diante da realidade de que somos muitas vezes infiéis, adúlteros, espirituais, Tiago lança para nós uma visão de um Deus zeloso, ciumento e gracioso. No versículo 6, ele está pronto para nos dar graça. Ele está pronto para derramar a sua misericórdia. E ele faz isso com os quebrantados, os humildes de coração, aqueles que concordam com a ponto de vista do Senhor, que entendem quem Deus é. e que estão vivendo por seus próprios prazeres, que estão na busca dos seus próprios desejos, que deixaram com que esses prazeres que militam no nosso coração tomem a rédia, o controle, a direção da vida. E quando nos percebemos disso, percebemos que vivemos afrontando um Deus santo, nos sujeitamos a ele. Versículo 7. Concordamos com a visão de Deus do nosso problema. Sujeitai-vos, portanto, a Deus, mas resisti ao diabo e ele fugirá de vós. Em nosso orgulho, em nossa soberba, nós decidimos o que precisamos. Nós direcionamos o nosso coração para o que queremos. Atropelamos pessoas para isso, pecamos para ter ou pecamos porque não temos. Somos confrontados, então, no estado espiritual do nosso coração de infidelidade, de adultério. Então, lembramos de um Deus santo que nos persuade, que é ciumento, que é zeloso, centrado na sua própria glória. E só ele é digno dessa glória. Ele nos persuade e derrama sua graça. Então, somos quebrantados diante da pecaminosidade do nosso coração, da santidade de Deus e persuadidos por seu amor. e nos sujeitamos a ele. O Senhor está certo, eu estou errado. A minha existência, então, não se resume a ter um relacionamento na terra. A minha existência não se resume então a ter o sucesso que eu estou buscando. A minha existência então não se resume a ter os as coisas que eu julgo ser importantes, as posses materiais, os prazeres no meu corpo de ser reconhecido. A vida consiste me em submeter ao Senhor glorioso, de viver então em comunhão com ele só possível porque ele enviou o seu filho Jesus Cristo. Então eu concordo com o ponto de vista do Senhor. Me sujeito a Eleindo ao diabo e aliviando a pressão que exerce sobre nós. Ele que está rugindo como um leão, procurando alguém para devorar, ele foge porque agora nós estamos sujeitos ao Senhor. E esse arrependimento que começa com uma visão adequada de quem Deus é, de que começa então com uma concordância do ponto de vista do Senhor, se manifesta com a proximidade ao Senhor. Chegai-vos a Deus e ele se chegará a vós outros. O chegar-se a Deus se manifesta justamente nessa atitude de ouvir o Senhor. E hoje nós ouvimos o Senhor nos expondo a palavra dele, ouvindo com fé. a pregação da palavra de Deus, nos submetendo ao ensino da palavra de Deus, nos debruçando para compreender a palavra de Deus. Estamos nos achegando ao Senhor e uma vez que nos achegamos ao Senhor, somos informados que nossas mãos estão sujas de pecado. No contexto de Thago, são essas mãos sujas de sangue por causa das contendas, das brigas, dos ódios, do assassinato de coração e que agora somos chamados a purificar as mãos. Concordando com a perspectiva do Senhor, nós nos viramos, viramos as costas pro pecado e nos voltamos pro Senhor, purificamos as mãos. E aqueles que têm um coração dividido, esse ânimo dobre, limpem o coração e estabelecem agora um desejo diferente. Porque se eu entendi que o meu problema nasce com uma hostilidade com quem está acima de nós, e essa hostilidade foi resolvida por iniciativa do Senhor que enviou Jesus e me deu paz. Essa paz agora que limpa o meu coração me dá um novo desejo. Meu coração que estava confuso, desgovernado por uma monte de vontades e desejos, agora recebe um norte claro. Qual é o desejo? E ele morreu por todos, para que aqueles que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. Segunda Coríntios 5:15. O desejo agora não é pelas coisas do mundo. O desejo agora é pelo Senhor. É viver pro Senhor nas coisas do mundo. As decisões sobre relacionamento continuam. A interação com os bens materiais continuam. A forma como nós interagimos com aprovação, reconhecimento de pessoas continuam. Mas agora existe um norte claro, existe um desejo que governa. Qual é o desejo? O desejo de viver pro Senhor. Então, como eu vou viver quando o relacionamento que eu anseio deu ruim? Como eu vou viver quando as posses que eu busquei deram ruins? Como eu vou viver quando a hostilidade do meu chefe, do meu ambiente de trabalho permanecem? o meu contexto familiar continua igual, as dificuldades, as perdas, o sofrimento nesse mundo quebrado. Quando essas coisas continuam iguais, o que o Senhor nos deu por meio desse livro, por meio da palavra, palavra que encarnou e viveu conosco, é que Jesus morreu por nós para vivermos para ele. Esse desejo governa o coração e começa por ordem nas coisas, ainda que as circunstâncias permaneçam iguais. Se o problema eram prazeres que militavam no nosso coração, agora existem existe paz, existe um desejo que governa e direciona o coração. E uma vez que esse coração está direcionado, existe paz aqui dentro, hostilidade acima de nós foi resolvida com Cristo. Esse desejo desgovernado agora encontrou paz num desejo maior viver pro Senhor. O que que você acha que acontece nas coisas entre nós? Se a origem de tudo isso era um coração atribulado por causa de quem está acima de nós, os problemas entre nós tendem a diminuir. Por isso, afligi-vos, lamentai e chorai, diz o versículo 9. Converta-se o vosso riso em pranto e a vossa alegria em tristeza. Há tempo de choro. Que as nossas emoções, que não são acidente, sejam guiadas pela verdade. Uma vez que entendemos e reconhecemos e confessamos o estado de um coração atribulado com os problemas que acontecem entre nós, a resposta esperada desse coração é aflição, lamento e choro. É que nosso riso se converta em pranto. a nossa alegria em tristeza. Tristeza segundo Deus que nos leva ao arrependimento. Humilhai-vos na presença do Senhor e ele vos exaltará. Tiago, capítulo 4, versículos 1 a 10 é apenas um de tantos outros textos bíblicos que nos ajudam a enxergar nossa realidade como ela realmente é, ainda que simples, profunda. Porque o que nós temos aqui, meus irmãos, na palavra de Deus, o que nós temos aqui, que nós somos chamados a manejar bem, a ministrar uns aos outros, a aconselhar uns aos outros, é capaz de nos ajudar a entender a realidade como ela é e transformar nossa condição. de pecadores perdidos em seus próprios desejos, desgovernados em pecadores redimidos, santos, cujo lamento redunda em louvor, porque nós somos trabalhados por um desejo maior e melhor, o desejo de vivermos pro Senhor. E a evidência então de um coração voltado pro Senhor é que agora ele olha para todos os imperativos da palavra, os mandamentos não são simplesmente traga prazeres. definitivamente não tem nada a ver com isso, mas são mandamentos de um Deus amoroso que expressou a sua boa vontade, que para vivermos bem no mundo criado por Deus, nós obedecemos a ordem de Deus. Obediência que só faz sentido e só é possível por ação sobrenatural do Senhor, que coloca em nós a semente da palavra capaz de nos regenerar e nos capacitar à obediência. Obediência que nos transforma a imagem de Cristo, expressão da glória de Deus. E só assim vivemos para a glória de Deus. Então, onde isso nos coloca? Desde o nosso primeiro tempo, nós temos ouvido sobre aconselhar como ministério da palavra. a importância de discernirmos as vozes que vem de fato do Senhor, reconhecendo que aconselhamento não é uma alternativa à terapia secular, mas é discutido, desenvolvido, pensado, exercido dentro do âmbito do ministério da palavra. Palavra que dá vida, palavra que transforma, palavra que nós somos chamados a ministrar uns aos outros. que revela a nossa condição e a necessidade urgente que temos de um redentor. E louvado seja o Senhor que ele veio. Então, o que nós nos encorajamos hoje é que um problema maior que tinha com aquele que está acima de nós foi resolvido na cruz do Calvário. E o evangelho nos dá um desejo maior e melhor. Não mais nossos ídolos, mas o Deus digno de toda adoração. E quando vivemos para esse Deus digno de toda adoração, os problemas que existem entre nós encontram soluções e se tornam circunstâncias, onde a nossa vontade não vai ser expressa, mas a vontade de Deus vai ser conhecida e Deus vai ser glorificado. Nós temos uma tarefa, aconselhar uns aos outros para vivermos a vontade de Deus e conhecermos da glória do Senhor no nosso contexto e no nosso meio. Amém. Então, abaixe sua cabeça, feche seus olhos. Vamos orar. Senhor, nós carecemos da tua palavra. e te louvamos que ela chegou até nós. A palavra escrita nos revela da palavra encarnada Jesus Cristo que veio, viveu exatamente a vida que nós não conseguimos viver. Ele cumpriu toda a lei. Ele foi o filho obediente que cresceu não só estatura, mas graça diante de Deus e dos homens. Tornou-se então o sacrifício suficiente para pagar o preço dos nossos pecados. Ele que não tinha pecado algum se tornou pecado em nosso lugar. Assumiu, então, ó Deus, toda a culpa do nosso pecado. Recebeu sobre si a tua ira santa e o preço foi pago. Sacrifício suficiente e completo estava consumado. Mas ele não morreu e ficou morto. Ele ressuscitou no terceiro dia. A vitória sobre o pecado. Então, mais uma vez, nos aproximamos como pecadores, mas pecadores redimidos, na certeza de que o preço foi pago e de que agora somos capacitados para vivermos uma vida diferente, uma vida que busca obediência à tua palavra, não na expectativa de conquistarmos o favor do Senhor, mas na certeza de que o favor já nos foi graciosamente dado. E assim buscamos a obediência como resposta de amor ao Senhor. Então eu peço aó Deus de que cada filho teu hoje aqui representado no desejo de seguir a tua vontade, aconselhando uns aos outros, crêço, ó Deus, em convicção, em confiança de que a tua palavra é suficiente e que os recursos espirituais que temos no Senhor nos ajudam na batalha contra o pecado e mais na certeza, ó Deus, de que a vitória em Cristo Jesus é possível. E assim o seu nome será honrado e glorificado. E sabemos que essa é a tua vontade, que o teu nome seja conhecido. Então, o que nós oramos é nos apegando à promessa de que quando oramos a tua vontade, o Senhor nos atende. Louvado seja o Senhor por aquilo que o Senhor está fazendo, irá fazer enquanto estivermos aconselhando uns aos outros com a tua palavra. É no nome de Jesus que nós oramos. Amém. M.