Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Aconselhai-vos Uns aos Outros 3/3 – Sacha Mendes

Aconselhai-vos Uns aos Outros 3/3 – Sacha Mendes

Aconselhai-vos Uns aos Outros 3/3 – Sacha Mendes

CURSO de TEOLOGIA ONLINE:

Principal


www.spurgeonline.com.br
​(WhatsApp 85-8658-8274)

Legendas automáticas:

Nós estamos chegando perto do final da
nossa semana de reflexão, alguns dias em
que estivemos pensando justamente na
temática de aconselhar-vos uns aos
outros dentro da escritura.
E eu entendo que esse tema ele surge num
contexto que nos é comum, o contexto da
experiência de vivermos num mundo
quebrado.
Ah, nós buscamos de diversas formas
paliativos,
entre outras coisas, para esquecer as
notícias que nos cercam, não é? Eu não
sei como é que você chegou nessa semana,
mas o fato é que nós existimos num mundo
de muita tensão,
tensão sociopolítica.
São guerras, rumores de guerras, talvez
uma realidade um pouco mais distante de
nós, mas a realidade de estarmos debaixo
de governos confusos, no mínimo, né,
corruptos, nos é muito próximo.
Vivemos num contexto de instabilidade
econômica, nacional. Quantas crises nós
passamos, enfrentamos,
incertezas
contra escassez, presença de recursos
naturais,
epidemias
H1N1 2009,
Ebola 2014 e os diversos surtos locais,
peste negra que ressurge em 2015,
Madagascar e já se foi,
coronavírus,
COVID,
Crises de valores morais éticos,
corrupção.
Estima-se que o Brasil tem quase de 1
milhão de abortos por ano.
A vida em comunidade, o trabalho
praticamente não significam mais nada
hoje. Uma crise, uma crise no mercado de
trabalho, crise nas igrejas,
igrejas abrindo mão da sã doutrina,
líderes caindo, trazendo desilusão
espiritual.
São dores externas das mais diversas
que criam uma poderosa pressão sobre o
nosso coração.
O resultado disso é que também
enfrentamos uma epidemia de medo,
reações de falta de esperança,
indiferença, otimismo, vazio, ausência
de fé. E o que que o Senhor deixou para
nós?
O que que o Senhor deixou para nós?
No meio de uma realidade tão difícil que
nós enfrentamos.
Eu vi uma vez um palestrante falando
sobre suicídio, dizendo: "Tem algo que o
suicída entendeu?
O mundo aqui não é fácil.
E o que que Deus nos deixou?
Um livro.
É o que ele nos deixou.
Convido você a abrir a sua Bíblia em
segunda Timóteo, capítulo 3, ainda em
caráter de introdução,
versículos 16 e 17.
um texto muito conhecido,
mas eu quero chamar sua atenção sobre o
seu contexto.
E o texto diz assim: "Toda escritura
inspirada por Deus e útil para o ensino,
para repreensão, para correção, para
educação na justiça, a fim de que o
homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente habilitado para toda boa
obra".
Não é meramente um livro, mas é um livro
inspirado por Deus, que tem essa
utilidade e a sua utilidade num contexto
de muita dificuldade.
O início do capítulo 3 é o apóstolo
Paulo lembrando Timóteo de que os
últimos dias seriam muito difíceis. E os
últimos dias seriam difíceis porque as
pessoas seriam difíceis,
as pessoas seriam egoístas, literalmente
amantes de si mesmas. Ele diz isso no
versículo dois.
Esse amor que elas têm para si mesmas
também é resultado de um desordenado
amor que se manifesta também direcionado
ao dinheiro. São avarentos,
são orgulhosos, né? jactanciosa,
arrogantes, blasfemadores,
desobedientes aos pais, ingratos,
irreverentes, desafeiçoados,
implacáveis, caluniadores, sem domínios
de si, cruéis, inimigos do bem,
traidores, atrevidos, infatuados, mais
amigos dos prazeres que amigos de Deus,
tendo forma de piedade, negando-lhe
entretanto o poder, foge também destes.
Ele fala inclusive de pessoas que sempre
sempre são expostas à verdade, mas nunca
conseguem chegar ao conhecimento.
Falam daqueles que vão resistir a
verdade a despeito de testemunhada
verdade, como Jesis e Jambre, versículo
8,
fala do seu próprio exemplo. Alguém que
tem sofrido perseguição
por viver perto do Senhor,
convida Timóteo, todos quantos querem
viver piedosamente em Cristo Jesus,
serão perseguidos.
E nesse contexto de muita dificuldade,
de oposição, de hostilidade, é onde o
apóstolo Paulo levanta a bandeira de que
a escritura inspirada por Deus, ela tem
uma utilidade de nos ensinar,
repreender, corrigir e educar na
justiça. Por que eu preciso levantar
isso?
Nós sofremos hoje de uma incredulidade,
uma tentação à incredulidade
no meio de problemas tão palpáveis,
reais. a confiar na revelação de Deus.
É quase como se você estivesse dirigindo
na estrada e o seu pneu furou, você para
no acostamento para descobrir que não é
apenas um, mas três pneus que estão
furados. Você liga então pra seguradora
e ela diz que vai enviar ajuda e a ajuda
chega e o que ela enviou é um filósofo.
Ser ou não ser, furado ou não estar
furado. E você olha então e e já liga lá
pro pra ouvidoria da seguradora dizendo
que o que você precisa, na verdade, é um
guincho, é de um carro reserva e não de
um filósofo. Às vezes, meus irmãos, a
impressão que nós temos é que Deus nos
enviou um filósofo diante de tantas
dificuldades que enfrentamos.
Mas o que nós precisamos nos atentar é
que a revelação da palavra de Deus
continua fazendo aquilo que desde
Gênesis 1 ela faz, criando coisas, dando
vida aos mortos, tornando a existir a
vontade de Deus.
É um passo de fé. Em meio a tantas
dificuldades que enfrentamos, o que o
Senhor nos deixou é a palavra.
Não é meramente um livro, mas a
revelação da sua vontade, que quando
ministrada de forma apropriada, continua
fazendo aquilo que Deus projetou que
fizesse. Transforma os nossos corações,
expõe nossos corações, nos apresenta um
redentor, o Senhor Jesus Cristo.
Então, de tantas coisas que você ouviu
nesses últimos dias, não se esqueça
disso.
Aconselhar uns aos outros, manejando bem
a palavra de Deus, vai ser sempre um ato
de fé em meio a inúmeras dificuldades e
hostilidades que enfrentamos e que é
comum a toda e qualquer era, momento da
história da igreja.
E o apóstolo Paulo nos preparou para
isso. Você vai buscar viver piedosamente
para Cristo Jesus, você vai sofrer
oposição.
Jesus Cristo antecipou isso. Nesse mundo
nós teremos aflições.
E nós seguimos nesse mundo quebrado, não
na expectativa de que as coisas vão
melhorar aqui e agora. Elas podem piorar
e piorar muito, mas a nossa esperança é
fixada nos céus. E é justamente a
palavra de Deus, a revelação da palavra
de Deus que nos guia nesse contexto e
nessa direção para que nossos corações
sejam expostos e mais importante que
isso, transformados.
Então, com isso em mente, abra a sua
Bíblia em Tiago, capítulo 4.
Nós não vamos aqui nos aproximar de um
filósofo.
Nós vamos nos aproximar da viva palavra
que nos ajuda a enxergar a realidade que
nos ser dá direção.
Tiago capítulo 4.
Assim como Colossenses, assim como
Efésios, a carta de Tiago foi escrita
num contexto,
uma igreja confusa e passando por
tensões de divisão, por conflitos.
Conflitos resultado de acepção de
pessoas, conflito resultado porque havia
favoritismo, conflitos resultados porque
as pessoas estavam já tirando os olhos
de Cristo Jesus. E Thaiago traz
exortações, Thago traz instruções movido
pelo Espírito Santo, deixando a palavra
inspirada, que é útil, útil para nosso
ensino, repreensão, correção e educação.
Educação na justiça. Então, nos
aproximamos e o Tiago capítulo 4,
convictos de que o Senhor há de nos
ensinar,
repreender, corrigir e educar. São
convicções que vão nos guiar e que nos
direcionam para uma vida transformada e
uma postura adequada.
Então, vamos ler o texto de Tiago,
capítulo 4,
versículo 1.
A
só a primeira parte.
De onde procedem guerras
e contendas que há entre vós?
Thaago, lança aqui uma pergunta,
[roncando]
uma pergunta que nos ajuda muito a
entender
que a vida cristã, uma vida cristã
autêntica,
não se manifesta colocando problemas
debaixo do tapete.
Thiago é muito claro, direto ao ponto,
reconhecendo que haviam problemas no
meio dos irmãos.
E não só que haviam problemas, mas ele
lança uma expectativa de que nós teremos
uma resposta da origem desses problemas.
Problemas que acontecem entre nós.
Nós enfrentamos inúmeros problemas.
Note, Thago não está falando aqui para o
pessoal do mundão. Ele está falando para
irmãos da mesma igreja. Ele está falando
para irmãos que congregam numa
comunidade.
E ele lança essa pergunta: "De onde
procedem guerras e contendas que há
entre vós?"
Algo acontece entre nós. Existem
conflitos que acontecem entre nós.
E Thago lança essa pergunta e responde
numa segunda pergunta
de que essas coisas que acontecem entre
nós, elas têm origem no que se passa
dentro de nós.
E aqui, meus irmãos, meus amigos, tem
uma informação onde a palavra de Deus
demonstra a sua profundidade,
demonstra quão profunda ela é em
comparação a muitos sistemas de ajuda
que lidam apenas com observações
superficiais. Aqui Tiago movido pelo
Espírito Santo, dá um passo além das
coisas superficiais e nos mostram que as
coisas que acontecem entre nós tem
origem no que se passa dentro de nós.
Olha a segunda pergunta que ele faz. De
onde senão dos prazeres que militam na
vossa carne?
Ou seja, contendas, conflitos, brigas,
problemas que existem entre nós tem
origem nas coisas que se passam dentro
de nós.
Os problemas apresentados, os problemas
que nós testemunhamos,
tem origem dentro de nós. É aquilo que a
palavra de Deus fala de coração. Quando
você olha o termo coração na palavra de
Deus, raramente,
para não dizer em nenhum momento, está
falando do miocárdio, né, que bombeia
sangue. Ele está falando do centro do
homem interior. Ele está falando do
centro do homem interior, onde residem
as coisas que pensamos,
onde residem as coisas que desejamos e
onde reside as coisas que nós muitas
vezes sentimos.
Às vezes ele é um pouco mais gráfico
falando das nossas entranhas, mas via de
regra no coração é tudo aquilo que não é
tangível, tocável,
mas faz referência ao centro do homem
interior. E Thago está apontando de que
os problemas que nós enfrentamos entre
nós tem origem nas coisas que acontecem
dentro de nós.
E essa é uma percepção importante e
valiosa que eu acredito que compõe as
lentes. A palavra de Deus compõe as
lentes que ilumina os nossos olhos para
enxergarmos as coisas como elas
realmente são.
E as coisas que realmente são não são
apenas observáveis a olho nu. Elas
precisam ser observadas com fé. e fé
educada, instruída pela palavra de Deus.
Ao estabelecemos então o compromisso de
aconselhar uns aos outros, lembremos de
que as coisas que acontecem entre nós,
os problemas que nos são apresentados,
eles têm origem no coração.
E essa é uma teologia importante e
significativa, não exclusiva aqui de
Tiago, capítulo 4, mas que permeia toda
a narrativa bíblica.
Deixa eu dar alguns exemplos para você.
Vamos lá para Gênesis capítulo 3.
Gênesis capítulo 3,
versículos 1 a 6.
Acredito que você conhece essa passagem,
familiarizado com ela, mas eu quero
destacar para você alguns pontos
importantes dessa narrativa. Logo depois
do relato da criação, tanto em Gênesis 1
quanto em Gênesis 2, Gênesis 3, um
capítulo importante, paradigmático, para
compreendermos toda a história da
redenção, que nos ajudem muito a
entender nossa realidade, porque aqui em
Gênesis 3 é introduzido o pecado.
é o texto referente à queda do homem,
que mudou significativamente a
experiência do homem na terra, na
criação.
E ele começa assim: "Mas a serpente, nós
sabemos quem é a luz da revelação, não
é?" Apocalipse capítulo 12, Satanás
aqui, mais cegos animais selváticos que
o Senhor Deus tinha feito, disse a
mulher: "É assim que Deus disse: Não
comereis de toda a árvore do jardim?
Respondeu-lhe a mulher: "Do fruto das
árvores do jardim podemos comer, mas do
fruto da árvore que está no meio do
jardim", disse Deus, "dele não comereis,
nem tocareis nele, para que não
morrais".
Então a serpente disse à mulher: "É
certo que não morrereis,
porque Deus sabe que no dia em que dele
comedes vos abrirão os olhos e como Deus
sereis conhecedores do bem e do mal.
Vendo a mulher que a árvore era boa para
se comer, agradável aos olhos e árvore
desejável para dar entendimento,
tomou-lhe do fruto e comeu e deu também
ao marido, e ele comeu.
O que nós lemos aqui nesses seis
versículos é o diálogo entre a serpente
e a mulher. E se isolarmos apenas a fala
da serpente, nós vemos um padrão, um
padrão em que a serpente lança dúvida
acerca do caráter de Deus. E em cima
dessa semente de dúvida, ela nega a
palavra de Deus. E depois de negar a
palavra de Deus, ela lança um substituto
à palavra de Deus.
É verdade mesmo que você não pode comer
de toda a árvore do jardim? É verdade
mesmo que Deus criou todas essas
árvores, todos esses frutos dos mais
variados e você não pode usufruir de
nada. A dúvida que é lançada é acerca da
bondade de Deus.
Eva responde que não. Ela vai um
pouquinho mais além e diz: "Não, a Deus
disse que a gente pode só essa árvore
aqui que a gente não pode nem tocar."
E aí então vem Satanás e nega o conselho
de Deus. Olha, é certo que você não vai
morrer. Ele lança dúvida, ele nega e ele
lança um substituto.
Qual é o substituto?
Olha, se você comer,
esquece esse negócio de representar a
Deus.
Você vai ser como Deus.
O que no fundo, meus irmãos, meus
amigos, por trás de cada manifestação de
pecado, é o nosso desejo de destronar o
Senhor e assumir o controle e fazer as
coisas como nós queremos fazer.
O que Eva viu vai além de um fruto
bonito. O que Eva viu vai além de algo
que poderia saciar um desejo da carne,
mas também a possibilidade de assumir o
controle sobre as coisas, de ser como
Deus,
de que por trás de um problema
apresentado existe esse anseio,
essa rejeição de vivermos de acordo com
o plano do Senhor, o projeto do Senhor,
de glorificar a Deus, de viver sujeito
ao Senhor, mas de ter as coisas como eu
quero, na hora que eu quero.
Então, ela toma desse fruto, ela come. E
a partir do versículo 7, nós passamos a
experimentar todas as mazelas dos
problemas apresentados. Abriram-se então
os olhos de ambos, perceberam que
estavam nus, cozeram folhas de figueira
e fizeram cintas para si. Vergonha.
O versículo 10 diz: "Tive medo".
O versículo 12 diz: "A mulher que me
deste por esposa." E então Adão acusa
Eva
do seu próprio pecado, hostilidade. O
que antes era marcado por inocência e
intimidade, agora vira culpa e
hostilidade,
de que a presença do pecado mudou
profundamente a experiência humana.
Então, quando Tiago, capítulo 4
versículo 1, reconhece que existem
problemas que lidamos entre nós e aponta
que eles têm origem no que se passa
dentro de nós, nós temos informações
muito simples, mas profundas, que nos
ajudam a entender a experiência humana
de uma forma que o mundo ainda tateia
para entender.
fazem observações sofisticadas do que se
passa entre nós, mas não consegue
interpretar essas coisas porque eles não
têm informações do que acontece dentro
de nós. E as informações que nós temos
do que se passa dentro de nós nos foram
dadas por quem nos criou, por quem nos
projetou, o Senhor.
Ele não nos criou, nos pôs na terra e
simplesmente se mandou.
foi cuidar de um universo paralelo.
O Senhor nos criou, nos colocou na
terra, ele entrou na nossa história,
ele se encarnou, viveu entre nós,
cumpriu uma missão de resgate,
ressuscitou no terceiro dia, deixou sua
palavra e a sua palavra continua
operando do mesmo padrão como Gênesis
capítulo 1 nos informa. Quando Deus
fala, coisas acontecem.
A capacidade criativa da palavra de Deus
continua até os dias de hoje. O verbo se
tornou carne, cumpriu o propósito da
palavra de Deus e continua nos ajudando
a entender o que se passa dentro de nós.
Porque as confusões que nós enfrentamos
entre nós trigas
apresentados têm origem no coração.
Então, o que que isso significa pros
nossos propósitos? Conforme nós
refletimos sobre a importância de
aconselhar-vos
uns aos outros, de que os problemas
apresentados eles têm uma origem e de
acordo com a palavra de Deus essa origem
está no coração. Não tem a ver com seus
traumas passados, não tem a ver com
necessidades que não foram supridas, não
tem a ver com absolutamente nada, senão
o nosso coração.
E com isso eu não estou dizendo que
essas coisas do passado E com isso eu
não estou dizendo que até o próprio fato
de termos esse vaso de barro frágil que
sofre padece os efeitos do pecado não
tem o seu lugar de influência. Mas o que
é determinante para nós é reconhecermos
de que aquilo que nós fazemos flui de
dentro de nós.
Isso não só é o tema lançado em Gênesis
capítulo 3, como é desenvolvido ao longo
da narrativa bíblica diante de todo o
Antigo Testamento, em coisas do tipo
sobre tudo que se deve guardar, guarde o
seu coração, porque dele procedem as
fontes de vida.
Provérbios 4:23.
As coisas vêm do coração.
E Jesus Cristo capta isso, ensina de uma
forma muito simples, lançando para nós
uma metáfora vívida para entendermos
justamente que aquilo que nós observamos
tem uma origem e essa origem está no
coração.
Então, deixa eu me ilustrar com uma
segunda passagem. Esse ponto de Tiago,
capítulo 4, versículo 1, em Lucas,
capítulo 6.
Lucas capítulo 6.
Jesus em sua simplicidade,
não simplório,
não simplista,
mas de uma forma simples, trazendo
conceitos profundos que marcaram os
discípulos e continua marcando toda a
história da igreja que nos foi
registrado aqui em Lucas 6:43
a 45. E ele diz assim: "Não há árvore
boa que dê mau fruto, nem tão pouco
árvore má que dê bom fruto, porquanto
cada árvore é conhecida pelo seu próprio
fruto, porque não se colhem figos de
espinheiros, nem dos abrolhos se
vindimam se vindimam uvas".
O homem bom do bom tesouro do coração
tira o bem e o mal do mau tesouro tira o
mal.
Porque a boca fala do que está cheio o
coração.
Então o que Jesus estabelece aqui de uma
forma muito simples e profunda
é que frutos
revelam o coração.
na dinâmica do nosso relacionamento com
o Senhor, o que nós vemos é que o que se
passa entre nós, o que é dito de um pro
outro entre nós, tem origem no que
acontece dentro de nós.
Isso é fantástico,
porque eu e você no dia a dia, conforme
buscamos aconselhar uns aos outros, nós
não enxergamos coração,
nós não vemos o que se passa dentro das
pessoas,
mas nós enxergamos e observamos o que
acontece entre elas.
Esse que acontece entre elas na
literatura de aconselhamento, você vai
ver como o problema apresentado.
É o que elas escrevem. Olha, eu preciso
de ajuda porque eu estou enfrentando
problemas no casamento.
Eu preciso de orientação porque está
sobrando mês no salário. Estamos
endividados. Precisamos de ajuda.
Preciso de ajuda porque eu estou com as
minhas emoções desorganizadas.
Estou com problema de ansiedade. Isso
tira o meu sono.
Eu estou com um problema de medo.
Estou deixando de fazer coisas. Comecei
a fazer coisas que eu não deveria fazer,
tomado de medo.
Esses são os problemas apresentados, as
coisas que acontecem entre nós.
São os conflitos, os relacionamentos
familiares, com ruptura,
a falta de perdão.
O que antes existia deixou de existir, o
que antes era intimidade passou a ser
hostilidade. Essas são as coisas que
acontecem entre nós.
E o que Tiago nos ajuda, o que Lucas
capítulo 6 43 a 45 nos informa, o que
nós vemos descrito lá em Gênesis
capítulo 3, o que se reverbera ao longo
da escritura em Provérbios capítulo
4:23,
em Mateus capítulo 15, em Marcos
capítulo 7, em Romanos capítulo 1, é que
essas coisas que acontecem entre nós
trigo
no nosso coração.
Ao buscarmos então aconselhar uns aos
outros, lembremos disso, de que as
coisas que acontecem no nível do
comportamento tem origem no coração. Nós
não temos algo simplesmente paleativo
paraa mudança comportamental
superficial. O que nós temos é a solução
que transforma corações. E isso é
efetivo, porque dos coração procedem as
fontes de vida. Então, problemas
apresentados, as coisas que nós
experimentamos entre nós t origem no que
se passa dentro de nós. A palavra de
Deus, então, nos ajuda a enxergar as
coisas como elas realmente são
dentro de nós.
Acontece entre nós, se passa dentro de
nós. Só que Thago não fala apenas onde
essas coisas acontecem.
Ele descreve o que se passa dentro das
coisas, dentro do coração. Ele descreve
e traz uma imagem de hostilidade,
uma imagem militar desses desejos, esses
prazeres guerreando dentro de nós.
Prazeres que militam na vossa carne. E o
que que são prazeres?
Não é? Talvez depois de um tempo de
convivência no meio evangélico, a gente
lê a palavra prazer e já pensa
rapidamente sexo, drogas e rock and
roll, não é? Esses prazeres da carne,
não é? A gente pensa em termos de
sensualidade,
né? Só que o termo usado aqui é apenas
de um desejo intenso.
Um desejo intenso, um prazer. É esse
desejo intenso. É esse desejo intenso
por coisas legítimas. ou não,
mas que certamente assumiram uma posição
ilegítima, guerreando dentro de nós.
Porque nós temos isso dentro do coração.
Dentro do coração nós temos uma
hierarquia de desejos. Nós queremos
muitas coisas e nem todas elas com a
mesma intensidade,
não é? Hã, nós desejamos uma boa
refeição, nós desejamos um bom convívio
familiar, nós desejamos uma boa formação
profissional, acadêmica, nós desejamos o
Senhor. E todas essas coisas têm o seu
devido lugar dentro de uma hierarquia do
coração, ciente disso ou não.
E Thago nos ajuda a entender quando
essas coisas ficam desgovernadas, porque
elas passam a militar dentro do nosso
coração e se desordenam. Quando que eu
sei que essas coisas estão desordenadas?
Ele nos ajuda a entender nos versículos
2 e 3.
Cobiçais e nada tendes.
Matais e invejais e nada podeis obter.
Viveis a lutar e a fazer guerras.
Nada tendes porque não pedis. Pedis e
não recebeis porque pedis mal. para
esbanjardes em vossos prazeres.
Tiago descreve duas situações principais
que nos ajudam a entender quando esses
prazeres que militam na nossa carne
estão desgovernando, desorientando,
desorganizando o nosso coração.
A primeira delas é quando nós pecamos
para ter alguma coisa,
nós matamos, invejamos para obter algo.
E no caso aqui, não só no contexto de
Thago, mas o nosso, nós pecamos para
obter algo e não conseguimos.
Pecamos para ter.
E a segunda situação é quando nós
pecamos, por que não temos?
Invejais.
Essa inveja, o desejo de ter o que é do
outro e não só querer o que é do outro,
mas que o outro deixe de ter o que tem.
Então, pecamos para ter coisas e pecamos
porque não temos coisas. Corações
desgovernados, desorientados,
são marcados pelo desejo, um desejo tão
intenso que nós pecamos para ter ou
pecamos porque não temos.
Essas duas perguntas, o que que seu
aconselhado, o que que seu irmão quer
tanto que ele está disposto a pecar para
ter? O que que seu aconselhado, o que
que seu irmão quer tanto que ele peca
quando não tem? Lhe ajuda demais, de uma
forma simples, mas profunda, a entender
o que acontece dentro dele. Porque o que
acontece dentro dele dá origem no que
acontece entre nós.
O problema apresentado vem do coração,
um coração desgovernado,
em que a pessoa está disposta a pecar
para ter ou peca porque não tem.
Então, faça-se essa pergunta.
O que que esse meu irmão quer tanto que
ele está disposto a pecar para ter?
Olha, ele quer muito um relacionamento.
Ele quer desfrutar de intimidade,
ele está solitário e ele está buscando
um relacionamento.
Isso é um desejo legítimo.
Esse é um bom desejo,
mas ele pode se tornar ilegítimo quando
ele assume o controle de um coração.
E assumindo o controle de um coração,
nós vemos que ele está disposto a pecar
para ter. Eu quero tanto um
relacionamento que eu estou disposto a
pecar para ter. Você consegue imaginar
um jovem, por exemplo, pecando para ter
um relacionamento?
Ele abre mão de padrões.
Não é simplesmente alguém que também
conhece o Senhor, um filho, uma filha de
Deus, dependendo da situação. Ele quer
porque quer um relacionamento, ele está
pronto para abrir mão de padrões, ele
peca para ter.
Seus pais preocupados, então, vão
conversar com esse rapaz, vão conversar
com essa moça e dizer: "Não, isso não é
uma boa decisão".
E ele vai desobedecer os seus pais. Ela
vai desobedecer os seus pais. Ela peca
para ter um relacionamento. O desejo por
um relacionamento é legítimo? Sim. Mas
essa pessoa, esse jovem, esse rapaz,
essa moça está disposto a pecar para
ter. Isso assumiu o controle no seu
coração. É um desejo, um prazer que
milita dentro do seu coração e ela está
disposta a pecar para ter.
É aquilo que você vai enxergar também na
literatura de aconselhamento como um
ídolo. É aquilo que você vai enxergar
não só na literatura do aconselhamento,
mas nas páginas da Escritura como um
ídolo, um desejo intenso por algo deste
mundo, por algo da criação que assume o
lugar do criador no coração. Ídolo, eu
peco para ter.
Não só eu peco para ter, mas eu peco
porque eu não tenho. Talvez esse jovem,
essa moça,
ela resolve então obedecer os seus pais
contrariado, contrariada,
e não vai mais buscar esse
relacionamento. Ele não vai mais pecar
para ter, mas agora ele passa a pecar
porque não tem.
E de uma forma sutil, ele se entrega
amargura,
inveja, desesperança,
uma tristeza profunda que passa a tomar
conta das suas decisões.
Não tem mais vontade de sair da cama.
Por quê? Porque ele não tem ou ela não
tem o que quer. Peca porque não tem.
E quando nós olhamos nessa perspectiva,
a luz de Tiago, capítulo 4, versículos 1
a 3, nós vemos que os problemas que são
apresentados têm origem no coração. E
esse coração, que é o centro de
controle, onde reside tudo que pensamos,
desejamos, sentimos, tem um trono, algo
que governa esse coração. E se não é o
Senhor, é algum ídolo. E a idolatria é
vista justamente na disposição de pecar
para ter ou pecar porque eu não tenho. E
quantas não são as histórias bíblicas
de personagens que ilustram para nós
justamente um centro de controle
distorcido, usurpado pelo pecado, de
pessoas que, ao invés de viver paraa
glória de Deus, buscaram seus desejos
legítimos de forma ilegítima.
Raquel,
o desejo que ela tinha por filhos,
isso a controlou a tal forma que ela
entra numa competição com a sua irmã,
Lia,
distorceu a maneira dela enxergar o
relacionamento que ela tinha com seu
marido,
a disposição que ela tinha de enganar,
de manipular situações,
saúde,
Este homem que tinha um desejo pelo
reconhecimento humano,
tomado de inveja por Davi,
ansiando o aplauso do povo, se tornou um
assassino impotencial
e que fez sua vida, pelo menos grande
parte do seu reinado, com o único
objetivo, eliminar Davi.
Nós vemos como essas coisas permeiam o
coração de personagens bíblicos e o
nosso,
porque os problemas apresentados têm
origem lá dentro
e um coração distorcido pela idolatria
vai alterar o que nós pensamos, o que
nós desejamos e o que nós sentimos.
Pecamos para ter ou pecamos porque não
tem? Está aí a chave para entender a
condição desse coração, o que ele
realmente quer. Porque via de regra, no
que se refere a aconselhar uns aos
outros no contexto da igreja, nós não
estamos falando de pessoas que não amam
a Deus.
A pergunta então não é: "Você ama a
Deus?" Via de regra, a resposta é: "Sim,
e nós não temos razão para duvidar".
Mas a pergunta certa é: "Quem você mais
ama?"
Quem você mais ama?
Pessoas amam a Deus, mas amam uma porção
de outras coisas. E quando elas estão
dispostas a pecar para ter algo ou pecam
porque não t, destronaram o Senhor e
estão buscando os seus próprios desejos,
os ídolos do seu coração.
E a forma como a palavra de Deus
descreve um coração nesse estado é um
tanto quanto assustadora.
Lê comigo o versículo 4, que diz assim:
"Infiéis,
não compreendeis que a amizade do mundo
é inimiga de Deus?
Aquele, pois, que quiser ser amigo do
mundo,
constitui-se inimigo de Deus".
O termo aí infiéis é adúlteros. Algumas
versões trazem justamente esse termo
adúlteros,
usado também para descrever a condição
espiritual do povo de Israel quando se
voltavam para os seus ídolos e viravam
as costas pro Senhor, adúlteros,
infiéis.
Quando pecamos para ter algo ou pecamos
porque não temos algo, nos tornamos
adúlteros espirituais.
Damos a mão pro mundo numa amizade com o
mundo e nos tornamos hostis contra Deus,
inimigos de Deus.
Esse é o esse é o diagnóstico de como
nós estamos vivendo, de que aquilo que
nós que se passa entre nós, que tem
origem da confusão dentro de nós, é, na
verdade um problema com quem está acima
de nós, Deus. O nosso problema ele é
vertical.
E aqui entra a perspectiva singular da
palavra de Deus, de que os problemas que
nós enfrentamos na criação refletem os
conflitos que temos com o criador,
infiéis.
O seu aconselhado, o irmão que você está
ajudando, tem um relacionamento com o
Senhor. E é nesse plano vertical que as
coisas se resolvem. É nesse plano
vertical que nós entendemos a
profundidade
da nossa existência, da nossa situação.
Há uma hostilidade aqui.
A condição então do coração, ela é
determinada pela condição do nosso
relacionamento com o Senhor. Há uma
ligação entre os dois. E mais uma vez um
tema que está presente em vários lugares
da escritura.
Vai comigo em Primeira João, capítulo 1,
por exemplo.
Primeira João, capítulo 1,
versículo 6 e 7.
Se dissermos que mantemos comunhão com
ele e andarmos nas trevas, mentimos e
não praticamos a verdade.
Se nós estamos andando corretamente com
o Senhor, se nós estamos andando na luz,
não andamos em trevas.
E o versículo 7. Se porém andarmos na
luz como ele está na luz, mantemos
comunhão uns com os outros e o sangue de
Jesus, seu filho, nos purifica de todo
pecado. Primeira João nos ajuda a
conectar que a maneira como nós andamos
em santidade ou não, a maneira como nós
andamos em comunhão ou não, tudo isso é
reflexo da qualidade do nosso
relacionamento com o Senhor.
Por isso, por exemplo, em Primeira João
4:19, ele segue de uma forma óbvia: "Nós
amamos porque ele nos amou primeiro."
Se alguém disser amo a Deus e odiar a
seu irmão é mentiroso. Pois aquele que
não ama seu irmão a quem vê não pode
amar a Deus a quem não vê. As realidades
espirituais que são invisíveis a olho
nu,
nós temos uma noção da sua qualidade, do
seu estado, pelas coisas que se vêm.
Alguém não pode estar em comunhão com o
Senhor se anda na prática do pecado.
Alguém não pode estar em comunhão com o
Senhor se não tem comunhão com as
pessoas que são visíveis a olho nu.
Alguém não pode dizer que ama a Deus se
odeia o seu irmão.
Então essa hostilidade que nós temos com
Deus é vista na forma como nós andamos.
Pecamos para ter ou pecamos porque não
temos coisas.
Então, pare e pense, avalie quais são as
coisas que você não tem e peca por isso.
Quais são as coisas que você quer tanto
que peca para ter?
Isso explica em muito nossas reações
emocionais, a intensidade com que nós
nos portamos diante de coisas que
queremos ter ou que não temos.
E tudo isso é reflexo do nosso
relacionamento com o Senhor.
E aqui entra o ponto de virada dos
problemas que acontecem entre nós, que
tem origem no que se passa dentro de nós
como reflexo da relação que temos com
quem está acima de nós. É aqui na nossa
relação com o Senhor que encontramos o
ponto de virada. Porque se o problema é
uma hostilidade, uma guerra contra Deus,
o evangelho comunica para nós que a paz
e a iniciativa é por parte de Deus que
enviou Jesus
e Jesus nos trouxe paz.
O evangelho então é o ponto de partida
para uma mudança.
Que mudança?
Jesus nos trouxe paz.
Você e coração hostil contra Deus.
Visto nos problemas que você experimenta
entre pessoas, tem boas novas para você.
Jesus nos trouxe paz.
Essa paz é selada pela sua obra na cruz.
O recibo de que a obra foi paga
completa, é a ressurreição de Jesus.
Ele sobe aos céus e envia o Espírito
Santo que nos cela,
que testemunha no nosso coração que nós
somos dele.
Nós temos paz com Deus por meio do
sacrifício de Jesus.
E essa paz com Deus opera em nós uma
mudança.
E a partir do versículo 5, o que nós
vemos é a descrição do arrependimento.
Resposta necessária ao coração
atribulado,
ao coração desgovernado,
com os ídolos no coração,
que destrona o Senhor e vive pro seu
prazer. legítimo ou não.
E começa com uma visão correta de quem
Deus é. Olha os versículos 5 e 6. Ou
supondes que em vão, afirma a escritura,
é com ciúme que por nós anseia o
espírito que ele fez habitar em nós?
Antes ele dá maior graça pelo que diz.
Deus resiste aos soberbos, mas dá graça
aos humildes.
O arrependimento como uma resposta
necessária, esse coração atribulado,
governado por pecado, tem como base uma
visão, uma percepção, uma compreensão
correta de quem Deus é. E quem Deus é?
Deus é santo. Deus é zeloso.
É com ciúme que ele nos persuade.
Ciúme no sentido de zelo. Ciúme centrado
na sua glória. Deus que é santo.
Pessoas têm dificuldade no
arrependimento porque elas não têm
clareza de quem Deus é. Elas acham que
Deus é o amigo invisível.
Jesus é o nosso colega invisível.
é aquele com quem eu posso conversar
sozinho.
Bom, de fato, Deus tem o seu aspecto
invisível, obviamente, mas o Deus que
nós servimos, ele é zeloso e ele é
santo.
Nos falta essa compreensão do caráter de
Deus. E por não termos noção do caráter
de Deus, nossas respostas não são
coerentes com o caráter de Deus.
Diante da realidade de que somos muitas
vezes infiéis, adúlteros, espirituais,
Tiago lança para nós uma visão de um
Deus zeloso, ciumento e gracioso. No
versículo 6,
ele está pronto para nos dar graça. Ele
está pronto para derramar a sua
misericórdia. E ele faz isso com os
quebrantados, os humildes de coração,
aqueles que concordam com a ponto de
vista do Senhor, que entendem quem Deus
é. e que estão vivendo por seus próprios
prazeres, que estão na busca dos seus
próprios desejos, que deixaram com que
esses prazeres que militam no nosso
coração tomem a rédia, o controle, a
direção da vida.
E quando nos percebemos disso,
percebemos que vivemos afrontando um
Deus santo,
nos sujeitamos a ele. Versículo 7.
Concordamos com a visão de Deus do nosso
problema. Sujeitai-vos, portanto, a
Deus, mas resisti ao diabo e ele fugirá
de vós.
Em nosso orgulho, em nossa soberba,
nós decidimos o que precisamos.
Nós direcionamos o nosso coração para o
que queremos. Atropelamos pessoas para
isso, pecamos para ter ou pecamos porque
não temos. Somos confrontados, então, no
estado espiritual do nosso coração de
infidelidade, de adultério.
Então, lembramos de um Deus santo que
nos persuade, que é ciumento, que é
zeloso,
centrado na sua própria glória. E só ele
é digno dessa glória. Ele nos persuade e
derrama sua graça.
Então, somos quebrantados
diante da pecaminosidade do nosso
coração, da santidade de Deus e
persuadidos por seu amor. e nos
sujeitamos a ele. O Senhor está certo,
eu estou errado.
A minha existência, então, não se resume
a ter um relacionamento na terra. A
minha existência não se resume então a
ter o sucesso que eu estou buscando. A
minha existência então não se resume a
ter os as coisas que eu julgo ser
importantes, as posses materiais,
os prazeres no meu corpo
de ser reconhecido.
A vida consiste me em submeter ao Senhor
glorioso,
de viver então em comunhão com ele só
possível porque ele enviou o seu filho
Jesus Cristo.
Então eu concordo com o ponto de vista
do Senhor. Me sujeito a Eleindo
ao diabo e aliviando a pressão que
exerce sobre nós. Ele que está rugindo
como um leão, procurando alguém para
devorar, ele foge porque agora nós
estamos sujeitos ao Senhor.
E esse arrependimento que começa com uma
visão adequada de quem Deus é, de que
começa então com uma concordância do
ponto de vista do Senhor, se manifesta
com a proximidade ao Senhor. Chegai-vos
a Deus e ele se chegará a vós outros. O
chegar-se a Deus se manifesta justamente
nessa atitude de ouvir o Senhor. E hoje
nós ouvimos o Senhor nos expondo a
palavra dele, ouvindo com fé. a pregação
da palavra de Deus, nos submetendo ao
ensino da palavra de Deus,
nos debruçando para compreender a
palavra de Deus.
Estamos nos achegando ao Senhor e uma
vez que nos achegamos ao Senhor, somos
informados que nossas mãos estão sujas
de pecado.
No contexto de Thago, são essas mãos
sujas de sangue por causa das contendas,
das brigas, dos ódios, do assassinato de
coração e que agora somos chamados a
purificar as mãos.
Concordando com a perspectiva do Senhor,
nós nos viramos,
viramos as costas pro pecado e nos
voltamos pro Senhor, purificamos as
mãos.
E aqueles que têm um coração dividido,
esse ânimo dobre, limpem o coração
e estabelecem agora um desejo diferente.
Porque se eu entendi que o meu problema
nasce com uma hostilidade com quem está
acima de nós,
e essa hostilidade foi resolvida por
iniciativa do Senhor que enviou Jesus e
me deu paz.
Essa paz agora que limpa o meu coração
me dá um novo desejo. Meu coração que
estava confuso, desgovernado por uma
monte de vontades e desejos, agora
recebe um norte claro. Qual é o desejo?
E ele morreu por todos, para que aqueles
que vivem não vivam mais para si mesmos,
mas para aquele que por eles morreu e
ressuscitou. Segunda Coríntios 5:15. O
desejo agora não é pelas coisas do
mundo. O desejo agora é pelo Senhor. É
viver pro Senhor nas coisas do mundo.
As decisões sobre relacionamento
continuam.
A interação com os bens materiais
continuam.
A forma como nós interagimos com
aprovação, reconhecimento de pessoas
continuam.
Mas agora existe um norte claro, existe
um desejo que governa. Qual é o desejo?
O desejo de viver pro Senhor. Então,
como eu vou viver quando o
relacionamento que eu anseio deu ruim?
Como eu vou viver quando as posses que
eu busquei deram ruins? Como eu vou
viver quando a hostilidade do meu chefe,
do meu ambiente de trabalho permanecem?
o meu contexto familiar continua igual,
as dificuldades, as perdas, o sofrimento
nesse mundo quebrado.
Quando essas coisas continuam iguais, o
que o Senhor nos deu por meio desse
livro, por meio da palavra, palavra que
encarnou e viveu conosco, é que Jesus
morreu por nós para vivermos para ele.
Esse desejo governa o coração e começa
por ordem nas coisas, ainda que as
circunstâncias permaneçam iguais.
Se o problema eram prazeres que
militavam no nosso coração, agora
existem existe paz, existe um desejo que
governa e direciona o coração. E uma vez
que esse coração está direcionado,
existe paz aqui dentro, hostilidade
acima de nós foi resolvida com Cristo.
Esse desejo desgovernado agora encontrou
paz num desejo maior viver pro Senhor. O
que que você acha que acontece nas
coisas entre nós?
Se a origem de tudo isso era um coração
atribulado
por causa de quem está acima de nós, os
problemas entre nós
tendem a diminuir.
Por isso,
afligi-vos,
lamentai e chorai, diz o versículo 9.
Converta-se o vosso riso em pranto e a
vossa alegria em tristeza.
Há tempo de choro.
Que as nossas emoções, que não são
acidente, sejam guiadas pela verdade.
Uma vez que entendemos e reconhecemos e
confessamos o estado de um coração
atribulado com os problemas que
acontecem entre nós, a resposta esperada
desse coração é aflição, lamento e
choro.
É que nosso riso se converta em pranto.
a nossa alegria em tristeza. Tristeza
segundo Deus que nos leva ao
arrependimento. Humilhai-vos na presença
do Senhor e ele vos exaltará.
Tiago, capítulo 4, versículos 1 a 10 é
apenas um de tantos outros textos
bíblicos que nos ajudam a enxergar nossa
realidade como ela realmente é, ainda
que simples, profunda.
Porque o que nós temos aqui, meus
irmãos, na palavra de Deus,
o que nós temos aqui, que nós somos
chamados a manejar bem, a ministrar uns
aos outros, a aconselhar uns aos outros,
é capaz de nos ajudar a entender a
realidade como ela é e transformar nossa
condição.
de pecadores
perdidos em seus próprios desejos,
desgovernados
em pecadores redimidos, santos,
cujo lamento redunda em louvor,
porque nós somos trabalhados por um
desejo maior e melhor,
o desejo de vivermos pro Senhor.
E a evidência então de um coração
voltado pro Senhor
é que agora ele olha para todos os
imperativos da palavra, os mandamentos
não são simplesmente traga prazeres.
definitivamente não tem nada a ver com
isso,
mas são mandamentos de um Deus amoroso
que expressou a sua boa vontade,
que para vivermos bem no mundo criado
por Deus,
nós obedecemos a ordem de Deus.
Obediência que só faz sentido e só é
possível por ação sobrenatural do
Senhor,
que coloca em nós a semente da palavra
capaz de nos regenerar e nos capacitar à
obediência.
Obediência que nos transforma a imagem
de Cristo, expressão da glória de Deus.
E só assim vivemos para a glória de
Deus.
Então, onde isso nos coloca?
Desde o nosso primeiro tempo, nós temos
ouvido sobre aconselhar como ministério
da palavra.
a importância de discernirmos as vozes
que vem de fato do Senhor,
reconhecendo que aconselhamento não é
uma alternativa à terapia secular,
mas é discutido, desenvolvido, pensado,
exercido dentro do âmbito do ministério
da palavra.
Palavra que dá vida,
palavra que transforma,
palavra que nós somos chamados a
ministrar uns aos outros.
que revela a nossa condição e a
necessidade urgente que temos de um
redentor. E louvado seja o Senhor que
ele veio.
Então, o que nós nos encorajamos hoje
é que um problema maior que tinha com
aquele que está acima de nós foi
resolvido na cruz do Calvário.
E o evangelho nos dá um desejo maior e
melhor.
Não mais nossos ídolos, mas o Deus digno
de toda adoração.
E quando vivemos para esse Deus digno de
toda adoração,
os problemas que existem entre nós
encontram soluções e se tornam
circunstâncias,
onde a nossa vontade não vai ser
expressa, mas a vontade de Deus vai ser
conhecida e Deus vai ser glorificado.
Nós temos uma tarefa, aconselhar uns aos
outros para vivermos a vontade de Deus e
conhecermos da glória do Senhor no nosso
contexto e no nosso meio. Amém. Então,
abaixe sua cabeça, feche seus olhos.
Vamos orar.
Senhor, nós carecemos
da tua palavra.
e te louvamos que ela chegou até nós.
A palavra escrita nos revela da palavra
encarnada Jesus Cristo que veio,
viveu exatamente a vida que nós não
conseguimos viver.
Ele cumpriu toda a lei.
Ele foi o filho obediente
que cresceu não só estatura, mas graça
diante de Deus e dos homens.
Tornou-se então o sacrifício suficiente
para pagar o preço dos nossos pecados.
Ele que não tinha pecado algum se tornou
pecado em nosso lugar.
Assumiu, então, ó Deus, toda a culpa do
nosso pecado. Recebeu sobre si a tua ira
santa
e o preço foi pago.
Sacrifício suficiente e completo estava
consumado.
Mas ele não morreu e ficou morto. Ele
ressuscitou no terceiro dia.
A vitória sobre o pecado.
Então, mais uma vez, nos aproximamos
como pecadores, mas pecadores redimidos,
na certeza de que o preço foi pago e de
que agora somos capacitados para
vivermos uma vida diferente,
uma vida que busca obediência à tua
palavra,
não na expectativa de conquistarmos o
favor do Senhor, mas na certeza de que o
favor já nos foi graciosamente dado.
E assim buscamos a obediência como
resposta de amor ao Senhor.
Então eu peço aó Deus de que cada filho
teu hoje aqui representado
no desejo de seguir a tua vontade,
aconselhando uns aos outros, crêço, ó
Deus, em convicção,
em confiança
de que a tua palavra é suficiente
e que os recursos espirituais que temos
no Senhor nos ajudam na batalha contra o
pecado e mais
na certeza, ó Deus, de que a vitória em
Cristo Jesus é possível.
E assim o seu nome será honrado e
glorificado.
E sabemos que essa é a tua vontade, que
o teu nome seja conhecido.
Então, o que nós oramos é nos apegando à
promessa de que quando oramos a tua
vontade, o Senhor nos atende. Louvado
seja o Senhor por aquilo que o Senhor
está fazendo, irá fazer
enquanto estivermos aconselhando uns aos
outros com a tua palavra.
É no nome de Jesus que nós oramos. Amém.
M.

Tags: