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A fé vem pelo ouvir

AULIVE DE ANIVERSÁRIO: TEMAS SURPRESA, POLÊMICAS E CONTEÚDO TOTALMENTE EXCELENTE

AULIVE DE ANIVERSÁRIO: TEMAS SURPRESA, POLÊMICAS E CONTEÚDO TOTALMENTE EXCELENTE

AULIVE DE ANIVERSÁRIO: TEMAS SURPRESA, POLÊMICAS E CONTEÚDO TOTALMENTE EXCELENTE

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Legendas automáticas:

[música]
เ เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> Ah.
>> [música]
[música]
>> Bom dia. Tudo bem com vocês?
Bom dia. Bom dia. Bom dia. Comecemos.
>> [música]
>> ao live de aniversário. O som tá bom? O
som tá bom. Deixa eu baixar aqui
[música] o volume da nossa música de
fundo.
Bom dia.
Pera aí, pera aí, pera aí,
pera aí, pera aí, pera aí.
Hum.
Bom dia, bom dia, bom dia. Bom dia,
querido. Fazer o watch que diz d
Brunovski. Dhe a fazer o watch. Que é
ser que fazer? Fazer o quê? Fazer o
what? Buenos dias. Buenos dias. Buenos
dias, querido. Fazer aprendamos a falar
espanhol, hein? Importante isso aí. Por
quê? Porque eles têm muito mais
traduções de textos clássicos do que em
português e pirateiam muito melhor.
Então, fica aí a dica.
Nosso querido Guilherme Magalhães.
Buongiorno a tutti amici.
Buongiorno.
Buongiorno
e
a tutte
a tutti.
Comeate, come stai? State programma.
Come stai?
Ancora que viene que todo va benecoo.
[risadas]
Ai ai ai.
O dia que diz querido fazer. Parabéns
Bruno. Muito obrigado querido fazer. Foi
aniversário esses dias dia 26 de agosto.
E aí? E aí que no dia 26 de agosto não
deu para fazer live. Mas hoje a empresa
é legal e a empresa dá dia de folga, um
dia de folga no mês, no mês de seu
aniversário.
Obrigado empresa. Estamos de folga hoje.
E aí, a live começou mais tarde. A gente
vai ter um tempinho mais sossegado hoje.
Vai ter bastante papo, sem pressa, sem
desespero. E vamos conversar. Bom dia.
É meu, o som tá show. O som tá show.
Show.
Valeu, 1000. Som tá show. Som tá show.
Diz querida fazer, minha leitura de
espanhol é muito boa. Então aproveite,
desfrute, desfrute de todos os PDFs
possíveis. E tem muita coisa boa em
espanhol, salva vidas. Espanhol salva
vidas.
salvaol
la vida de la gente que se interesa por
estudiar comprender mejor enecial por
las ciencias sociales hay mucho
encentrívi
de PDF
excelente.
[risadas]
Bom dia, querido Thaago como é que você
tá que diz bom dia, pastor Bruno. Não
sou pastor, mas sou o Bruno. Muito
obrigado, Thago, pelo carinho. Tamo
junto. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom
dia. Escrito fazer watch. Tô correndo
para comear a escrever. Imagino que você
já começar e tá tudo certo, cara. É
legal. É legal. Dá um talento, viu? E
abre portas assim. Muito legal. O
aprender, ter aprendido espanhol me
ajudou muito, muito, muito, muito em
muitos lugares. Então, é muito bom. O
dia que diga, ó o pessoal aí trocando
ideia, né? Pessoal gentil no chat. Diz
querido Guilherme, perdi a data de
inscrição do mestrado. Acontece porque
tava estudando para concurso. Importante
passar no concurso. Pior prova que já
fiz. É, concurso é horrível. Tirada da
profundeza de uma iafajuta. Aí é triste.
Aí é triste. Descobri que teve menos
inscrições que vagas. Deus te abençoe.
Que o concurso funcione, que você passe.
Sinais. Vejo sinais. Vejo uma nuvem do
tamanho da mão de um homem. Ali no
horizonte vai vir tempestade.
Será que abre um novo edital? Não, não,
não. Ah, talvez, né? Uma segunda rodada,
sim, se for para preencher vagas
sobreentes.
Mas que nesse processo aí tem garantida
vaga para você, pô. Que legal. Espero
que dê certo. Estarei aqui na torcida.
Mas dito isso, talvez abram para para
editar aí sobre essa lentes. Então, sim,
é possível.
Quando, inclusive assim, quando as vagas
são preenchidas, né? Aliás, menos
inscrições no mestrado, no caso. Ah,
é, provavelmente, porque precisa
preencher turma, provavelmente vão
abrir, tá? Quando eu fiz o doutorado
no processo seletivo, tinha muita gente
para pouca vaga, mas o processo foi
muito rigoroso e final, no final, no
final ainda teve que foram preenchidas
menos vagas do que as ofertadas. porque
eles foram muito rigorosos mesmo. Então
eles fizeram uma segunda rodada de
chamamento para edital para preencher as
vagas que não tinham sido preenchidas,
não por falta de interessados, mas
porque eles realmente botaram muita
gente para fora. O processo, acho que o
processo mais difícil que eu passei,
cara. Eh, teve um processo seletivo no
ano passado que eu não passei, né? Mas
aí não foi por dificuldade do processo
seletivo, foi por incompetência minha
mesmo. Agora, no caso, texto do
doutorado, foi porque o processo tava
muito difícil e eu ter passado me deixou
completamente feliz.
Que do Guilherme pro concurso tem nem
perigo de eu passar. Ah, fica tranquilo,
fica tranquilo que vai que o perigo vem
aí. Na verdade, é bom não ter perigo,
né? Se você for pensar, é bom não ter
perigo. É bom tá tranquilo, sem nenhum
perigo, você vai lá e passa. É bem
melhor, bem mais agradável, bem mais
justo, bem mais interessante.
Algo se pensar.
É o famoso perigo de gol. Risco de gol.
Risco de gol é bom. Perigo de boa é bom.
Deixa eu abrir uns trem aqui que eu
quero futucar hoje
com vocês.
Ah, diz que do Guilherme, tem um
professor marxista que é, perdão, amigo
meu há uns anos. Bom, é amigo meu, amigo
teu temporariamente. Porque se ele é
marxista, você é marxista, em algum
momento a gente vai brigar. em algum
momento. Pode ser que tenha briga e
continue a amizade, mas vai haver
distensão.
Tem o professor marxista que é amigo meu
há uns anos. Ele veio do Rio ser
professor na UFC. Vou tentar com ele,
vai dar certo. Amém. Confiamos.
Mas enfim, parabéns, Brunão. Muito
obrigado, Guilherme. Parabéns. Parabéns,
Bruno. Imagina, cara. Queria muito
receber um
audiozinho do Daniel Fulan fazendo
parabéns. Pronto, eu já ia ficar feliz.
[risadas]
Bom dia aqui do Igor Juan, como é que
você tá? Espero desejo que bem. E se
você tá chegando aí na nossa a livezinha
especial de aniversário, não esqueça de
curtir esse vídeo, comentar para qu já
espalhar a palavra por aí. Mesmo que
você não fique por aqui, nem goste do
conteúdo, é só para dar uma força pra
gente, porque vai que você gosta do tipo
de discussão que a gente faz aqui, o
tipo de tratamento e debate, então vale
a pena. Se você também tá passando por
aqui, considere ser membro, membro a
membro e membresia aqui do nosso
canalzinho. Porque se você é membro,
membro a membro e membresia do nosso
canalzinho, você tem o direito e o
privilégio de fazer parte do nosso grupo
do WhatsApp, exclusivo para você e para
todas as outras pessoas que também fazem
parte da membreia do canal, enviando o
seu nickname e o seu celular aqui para
este e-mail para que eu possa colocar
você no nosso grupo, assim como você tem
acesso a cursos e conteúdos exclusivos
aqui no YouTube. Sim, tem muito conteúdo
exclusivo para você, para todas as
outras pessoas que são membros, membras,
membres membrezinha aqui do nosso
canalzinho. Então fica à vontade aí de
você fazer isso também. Faça parte aqui
da minha empresia, dá uma força,
fortaleça o nosso trabalho, que é um
canal aqui pequeno, mas fiel e
resistente e que consideravelmente tem
contribuído de alguma maneira para
algumas pessoas nesse mundinho e é a
membresia do canalzinho que tem
sustentado ele. Somos poucos, mas somos
firmes e aí tem ajudado bastante. A
gente tem conseguido superar e
sobreviver aqui nesse mundo do YouTube,
beleza?
Beleza.
Pera aí, deixa eu ver um trem aqui.
Ah,
ok,
fechou.
Beleza, então, toma aí. Tom aí, tom aí.
Esquece de hypar esse vídeo também.
Dizem que é bom. Dizem que é bom. Então,
se é bom, mas aceita. Bom dia, querido
Templário 4528.
Oi, bom dia. Dia bom todo mundo. Bom
dia. Bom dia a todos, a todos. Bom dia,
dados a todos, a todas as pessoas.
Obrigado pelo pela gentileza e
cordialidade. Parabéns, Bruno Radical.
Muito obrigado pelo carinho, que venham
muitos mais anos de radicalidade. Viva
Bruno Radical e viva Rosa Viva Rosa
Luxemburgo. Viva querida Rosa. Viva
viva. Viva. Aliás, se a gente for
avaliar, cara, não sei se vocês já
pensaram sobre isso. Eu pensei aí esses
dias [roncando] sobre a música Parabéns
para você.
Parabéns para você é uma música
estranha, né? Primeiro que assim, você
tá lá no na frente de um bolo e aí o
pessoal começa a cantar parabéns com a
velhinha lá. Quando o pessoal começa a
cantar parabéns, você faz o quê? Bate
palma. Bate palma. Mas aí você não pode
cantar porque começa com parabéns para
você e no caso é para você. Você não vai
falar de você na terceira pessoa. Já
começa a primeira dificuldade aí.
Parabéns para você nesta data querida.
Querida para quem? Quem necessariamente
tá querendo essa data. Talvez você não
esteja tão tão satisfeito com ela, né?
Vai saber. Talvez não seja um dia tão
interessante assim. E aí, bom, parabéns
para você nessa data querida. Muitas
felicidades, que para mim já reflete um
pouco aí da departamentalização da nossa
vida, né, do processo neoliberal, de
colocar você em vários compartimentos.
Então você pode ser feliz no trabalho,
mas infeliz no entretenimento. Você é
feliz na sua atuação de entretenimento,
mas tá infeliz ali no seu matrimônio.
Você tá então reproduz possibilidades de
felicidades ao invés de você manter
muita felicidade daqu uma totalidade de
experiência de vida existencial feliz.
Então quer dizer, já tem um problema aí
no muitas felicidades, né? Aí vem muitos
anos de vida que se você for pensar,
dependendo se for muitos anos de
sofrimento, não é complicado,
não é legal, é melhor você não tá nesse
sofrimento todo aí, não. E afinal em
última instância o que é a vida? Então,
quer dizer, muitos anos de que se a
gente nem consegue falar o que que é a
vida, é difícil definir. Então, fica aí
a reflexão sobre isso. Por que que a
gente comemora tanto e canta tanto essa
música efusivamente? Tem problemas, ó.
Sem contar o final, né? Que aí o final
também é complicadíssimo. É pique, é
pique, é pique, é pique.
Seja lá o que signifique. É hora, é
hora, é hora, é hora, o que para mim é
um problema. Acúmulo de horas. Kim
e bum. Não sei, não sei, não sei, não
sei, não sei o que que querem com essa
coisa. Então é complicado.
Diz que doido oiboeira
ou oggi boeira. Bom dia. Bom dia,
Guiboeira. Parabéns, Bruno. Tudo de bom.
Muito obrigado. Obrigado pelo carinho.
Obrigado aí pela pelo carinho. Diz que
Thiago, quem disse que eu quero ser
feliz? Tem esse ponto também. Pode ser
que a pessoa só queira aqui passar por
um processo de vida sem nenhum, né,
nenhuma pretensão. Tem que perguntar
isso também. Tem que tem. Diz que do
Guilherme análise semiótica
desconstruída a ideologia do parabéns.
É, tem muita coisa aí no parabéns.
E diz querido Guiboeira, moro em
Portugal há um tempo e imagina a minha
surpresa quando descobri que a música do
parabéns aqui é diferente. Demorei
alguns aniversários para decorar a
música. Sim, temos muitos, temos muitas
complicações nas músicas de parabéns. Eu
fui em algumas viagens aqui na América
Latina e aí tem o o a música de
parabéns. Ela é muito diferente, muito
diferente, muito diferente. É o não sei
o que de Davi, eu não lembro letra. Eu
vou pegar aqui. Cara, é muito diferente.
Eh, a música de parabéns
em língua espanhola. É muito diferente.
Eu falei: "Cara, que nada a ver, velho.
Entendi
josta nenhuma. Que tem o cumpleanos
feliz, né? Compreanho feliz, mas não é
esse, não é o outro, é essa aqui.
Prestem atenção nesta letra. Prestem
atenção nesta letra.
Eh, eh, cadê, cadê?
É, deixa eu pegar ela completa aqui.
Aqui. Pronto. Essa aqui eu ouvi, eu
fiquei estarrecido. A gente tá [risadas]
tava lá e era aniversário de uma
companheira lá e o pessoal come levou um
bolo e lá eles chamam de pastel e aí
para mim é complicado.
É,
cadê?
Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê?
Pronto,
aqui. Achei, achei, achei, achei.
Ah,
eu fiquei estarrecido.
Estas são estas são as manitas que
cantava rei Davi. Hoje por ser dia de tu
santo, te diamas aqui.
Cantamos aqui. [risadas]
Essas são as manhãzinhas que cantava o
rei Davi. Sei lá que jo essa. Eu fiquei
estarrecido. Falei: "Gente, que música
diferenciada, né? Que música
diferenciada." E a galera começava a
cantar. O que me lembra daí outra música
também que aí quando eu era criança,
a gente cantava os parabéns, né? E aí,
família pentecostal, Assembleia de Deus,
começava a senhorinha cantando o
seguinte, que aí tem que ser uma voz de
senhorinha, porque tá ligado? A
senhorinha puxava e depois todo mundo
vinha junto. É a irmã, né? Irmã de coque
puxava e cantava assim:
[limpando a garganta]
"Eita, como é que era? Tava agora na
ponta da língua e esqueci.
Ai, que sacanagem.
Ah, não, tudo bem. Eu vou pegar aqui de
novo. Ah, saco. Tava na ponta da língua.
Vou ter que dar o Google. Eu tô com a
memória horrível.
Diz que do Eitor, um beijo, Eitor.
Semana que vem, na verdade,
segunda-feira, especificamente, a gente
vai bolar o papo. Você sabe do que eu
estou falando e eu sei do que você tá
falando.
Segunda-feira a gente vai marcar, a
gente vai papear. Beleza? E muito
obrigado pelo carinho. Discrito doitor.
Bom dia, Bruno. Bom dia, galera. Feliz
aniversário. 37 mais um dia. Mais dois
dias.
37 mais dois. Mas muito obrigado pelo
carinho. Semana que vem, sem falta, a
gente vai marcar esse nosso papo. A
gente vai papear. Fechou? [risadas]
Falei com a pessoa que te acompanha
e tá tudo certo. Diz que o Thiago depois
do parabéns, venho com quem será que o
Bruno vai casar? E eu já sou casado.
Quer dizer, isso vai dar um problema
danado. Como é que a gente vai fazer?
Isso dá um problema danado. Eh, pera aí.
Pronto, vou pegar aqui.
Não é essa, não é essa, não é essa.
Ah, lembrei, lembrei a música aí, ó.
Diz, querido Guilherme, entre parabenos
e parabéns, há uma análise crítica da
ideologia produtivista da canção
Felicitação Natalística. Temos que fazer
isso também. Mas, ó, se liga, se liga,
se liga. Aqui, aqui é para quem é crente
vai gostar, quem não é crente vai se
surpreender.
Aniversário,
Assembleia de Deus, criança, chega lá,
canta os parabéns, ratimbum. Aí vem a
senhorinha, irmã de Coque, e puxa a
seguinte música:
"Feliz aniversário
junto com os seus.
Muitas felicidades,
muitas bênçãos dos céus.
Deus te guia,
Deus te guarde. [risadas]
Maravilhoso os parabéns também. Quero
dizer que eu ten temos muitas músicas de
parabéns a serem consideradas, né? Eu
acho maravilhoso.
[risadas]
Diz que dentor odeio cantar parabéns.
Exatamente por isso. Me incomoda a falta
de sentido. Lirricamente falando, fico
só batendo palma. Eu também acho a
música ruim, mas a gente canta, né? As
crianças fica feliz, nós também. Ué, ué,
ué. O que fazer o sei lá. Diz que do
Eitor, sei lá, bolo é pastelo.
Exatamente. Se lá bolo é pastel, pastel.
Seria ainda mais complicado nossa
iguaria no do Nordeste do pastelzinho de
festa de doce. Jesus Cristo. Pastel com
carne moída e açúcar polvilhado. Rapaz,
eu nunca comi isso tranho. Às vezes com
queijo goiabada, ao invés de queijo
goiabada me agrada. Aí pastelzinho de se
for pastel de queijo e goiabada. Hum.
Hum. Me ganha, me ganha fácil, fácil. É
o famoso Romeo Julieta.
Beleza, diz que oitor sabemos o que
estamos falando e nem se preocupa. Tudo
certo. Combinado. Então, combinado.
Então, tá tudo combinado. [risadas]
Diz que do Guilherme. Nossa, saudades
desse pastel. É, pois é. E cara, pastel,
pastel ser bolo e bolo ser pastel é uma
coisa que confunde.
Você cola lá, cara. Vamos ach um pastel,
né? Pastel, pastel, massa. Aí veio uma
Mas eu preguei uma, eu eu devolvi, eu
devolvi porque eu pensei em pastel e
chegou o bolo. Mas eu devolvi, eu
pratiquei a vingança, mas foi uma
vingança avisada assim, não foi nada
demais. Veio uma amiga nossa da Costa
Rica, Caro, um beijo, Caro. Caro veio
para cá e aí
ela queria comprar uns sapatos, pá, e aí
eu levei ela aqui em Santo Amaro, né,
para para comprar aquele lá a nossa 25
de março da zona sul, porque a 25 de
março tá longe demais. Então a gente foi
lá no comprar os sapatos, pá, e no que a
gente vai, porque descobrindo também,
né, tênis e calçados no Brasil tem o
preço acessível, interessante em relação
a outros países da América Latina. E aí
a gente foi lá comprar os calçados e aí
eu falei: "Pô, vamos comer um pastel?"
Ela: "Bora". Só que eu não avisei qual
era o pastel. Aí a gente sentou no canto
lá e chegou o pastel, ela ficou olhando
assim:
"Vai que você vai curtir". Aí ela comeu
o pastelzinho e tava massa, obviamente.
Pastel de feira, meu amigo, era feira.
Pastel de feira não tem erro. Pastel de
feira é vitória.
Diz que fazer o watch. Eu amo pastel. Eu
também. Eu gosto de pastel. Comi ontem,
inclus, antes de ontem, inclusive, no
dia do meu aniversário, comi um
pastelzinho. Pastelzinho bala. Diz que
do Guilherme, pastel de bolo ou bolo de
pastel? Pastel de pastel e bolo de bolo.
E aí a gente fala pro cara assim, ó,
você tem maior cara de pastel. Como se
fosse uma coisa negativa, ruim, né? Ó,
seu pastel.
Tomei um bolo. Aí a gente fica triste
porque tomou um bolo, porque alguém
desmarcou um compromisso, porque alguém
não cumpriu com sua palavra e nos deu um
bolo. E a gente considera isso ruim. Nós
precisamos melhorar as nossas ofensas ou
as nossas tristezas. Te expressa
tristeza com comida boa. Não faz
sentido. Podia ser. Eu tomei um giló.
Pronto, beleza. Tomei um giló.
Bala. Giló é ruim. Tomei um giló. Tá de
boa,
né? Tomei um giló. Acho, acho aceitável.
Acho aceitável.
Ai, ai, ai. Fica mais, mais agradável.
Dizquo, Guilherme. Pastel de pizza ou
pista pizza de pastel? Pastel de pizza.
Ou pizza de pastel deve ser uma invenção
brasileira única, né? [risadas]
Que Guilherme. Tomei um aspargo. Pô, eu
gosto de aspargo. Aí, foi mal, hein?
Para mim não ia pegar. Tomei um aspargo.
Giló. Giló. Tá complicado. Giló, não
gosto não. Oh, você tem maior cara de
chuchu. Ah, cara de O chuchu a gente usa
aí adequadamente, né? Esse cara é maior
chuchu sem graça. Porque chuchu não tem
graça.
Silas.
Ah,
me gusta el pastel. Me gusta bolo em
espanhol. Pastel me gusta pastel,
cara. muito doido.
Ah,
diz que do templário. Fiquei a ver
navios e tomei um cano. É melhor do que
tomei um bolo com certeza. Mas aí a
gente também tá no na década de 40, né?
Fiquei a ver navios. [risadas]
Macacos me mordam.
Raios de trovões. Tomei um cani
um bo.
Macacos me mordam. Patapimbas.
Ai.
[risadas]
Ah, mas eis a vida, não é mesmo? Eis a
vida. A vida tem dessas coisas. A gente
se diverte com ela.
Pera aí, pera aí, pera aí.
Cara, uma vez eu fui, passei num prestei
um um edital, né, um processo seletivo
para um curso barra atividade barra
trabalho, barra tudo ao mesmo tempo que
ia ser na Malasia. Aí fui e era meu
aniversário ia ser no meio desse
negócio, era 21 dias fora. Aí os caras
ficaram sabendo que era meu aniversário
lá. Aí foi legal. Foi um aniversário
comemorado internacionalmente.
Internacionalmente. Fiquei satisfeito.
Foi interessante. O pessoal foi foi
muito carinhoso. Não esperava. Chegou um
bolinho lá para nós comer. Comeu um
bolinho que não chega na unha do bolo
brasileiro, porque nós é brasileiro.
Brasileiro sabe fazer as coisas. Mas é
isso.
Desgra do templário e tem que tomar
cuidado com a diferença entre me deram
um cano e tomei um cano.
Hum.
Isso é verdade. Isso é um bom ponto. Bom
ponto. Bom ponto.
Entrei pelo cano. É outra saída também.
Que interessante. Entrei pelo cano. Me
deram um cano. Tomei um cano.
Que coisa.
Riscos da língua portuguesa.
Ah, deixa eu pegar um negócio aqui. Hoje
temos coisinhas para falar. Temos
tenitas.
Temos polêmicas.
Quero me infiltrar em problemas.
Acho que com 37 anos a gente já tem o
direito de arranjar a sarna para se
coçar.
Mas já já eu entro na sarna para me
coçar. É, sarna para se coçar também é
uma expressão interessante.
A gente tem tantas expressão boa, né? Eu
gosto.
Deixa eu pegar aqui um videozinho antes
de qualquer coisa. Deixa eu pegar um
videozinho de um camarada.
Hum.
que eu assisti esses dias e achei muito
bom.
Ã,
cadê? Cadê? Cadê? Cadê?
Deixa eu ver se é mais fácil pesquisar
aqui.
Pô, tem um tem um bagulho que eu sempre
quis falar, eu nunca falei aqui.
Bom dia, querido Gabriel Mont Montolese.
Gabriel Montolesi,
bom dia, querido. Tudo bem com você?
Espero desejo que sim. E diz que
Gabriel, feliz aniversário, atrasado,
camarada. Tá tudo certo, tá tudo certo.
Eh, na verdade, se a gente for pensar, o
Lewis Carol estava completamente correto
quando ele escreveu as sagas de Alice,
seja País das Maravilhas, seja no país
dos espelhos e o que ela viu por lá, de
que é muito melhor você comemorar o seu
desviversário do que o seu aniversário.
Afinal, você tem mais desaniversários a
serem comemorados do que aniversário.
Aniversário você comemora vez só. Des
aniversários são muitas.
E se não me engano, esse papo é com ampt
Dampt no nariz do país de espelhos. Mas
no filme da Disney eles colocaram uma
conversa com o chapeleiro maluco. Diz:
"Querido Rubens, bom dia." Bom dia,
Rubens. Parabéns, Bruno. Parabéns.
Obrigado. Obrigado, Rubens. Obrigado
pelo carinho.
Cara, eu sou uma pessoa apaixonada pela
pelo pelas histórias do
eh Leis Carol com Alice, né?
especialmente Alice no país dos espelhos
e o que ela viu viu por lá. Cara, eu
adoro, adoro,
acho incrível.
Ah,
usava direto nas minhas aulas de
introdução à filosofia, o que acabou de
me dar uma ideia, acabou de me dar uma
ideia
de colocar
de colocar para membresia do canal.
Farei isso, hein? farei isso. Isso é uma
promessa que vai virar dívida e vocês
podem me cobrar. Vou colocar uma leitura
da de Alice no País Espelhos exclusiva
aqui paraa membresia do canal que vocês
vão curtir, mano. Bom para [ __ ]
Vou trazer, hein. Vocês vão curtir. Vou
trazer. Vocês vão gostar. Vão gostar.
Eh,
deixa eu colocar aqui.
Achei aqui.
Achei o ponto do corte. Pronto. Deixa eu
separar aqui videozinho que a gente vai
ver. Cara, eu vou trazer, mano. Muito
bom, velho. Muito bom. Muito bom. Muito
bom. Vocês vão gostar. Vai, vai ser
legal. Vai ser legal. Vai ser legal. Diz
que Felipe, feliz live de aniversário.
Muito obrigado. De aniversário. Digas de
aniversário. Muito obrigado, querido
Felipe. Felipe, primeira pessoa
santificada e beatificada neste canal.
Neste canal Beatificada em vida. Muito
obrigado, querido Felipe. Obrigado pelo
carinho.
Diz que Gabriel, qual a boa de hoje? Pô,
a boa de hoje é o seguinte, tem parte
tema livre. Hoje eu estou
sem pressa em ser em desespero. Então,
quem quiser mandar alguma sugestão, pode
mandar. Mas que que faremos hoje? Eu vou
assistir um vídeo de um pastor
conservador
muito bom
do que ele falou. Muito bom. Concordo
com o que ele disse. E a gente vai fazer
um react curto a esse trecho, um react
interessante, já que estamos aí nessa
empreitada de eleições 2026 aqui no
canalzinho. Vamos ver um react muito
interessante lá. falar de um pastor
que eu achei bem legal e que acho que
vale a pena a gente aproveitar para
fazer uma análise crítica e o mais
importante, discutir e conversar com
pessoas que não estão necessariamente
alinhadas conosco. Algo que nesta
humanidade parece ser cada vez mais
difícil. A gente tá fingindo que a gente
não se vive, né? Que a gente não se
entende. É horrível. E é, tem que
conversar, pelo amor de Jesus, que as
pessoas perderam a capacidade de
conversar, de trocar ideia,
meu pai amado, né? Então, a gente vai
tentar fazer isso. Uma outra coisa que a
gente vai fazer, vou mostrar para vocês
o trabalho que eu pude atuar junto com o
querido professor Gessé Souza sobre os
evangélicos aqui na periferia de São
Paulo. Eh, na parte que eu pesquisei,
tem outras partes de outros lugares e de
outros territórios, mas no caso aquela
que eu fui mais ativo, em que a gente
vai ler uma entrevista que a gente fez
com uma pessoa, na verdade são
construções de entrevista, né? Então
assim, você entrevista a pessoa,
entrevista outra pessoa, entrevista uma
pancada de pessoas e você vai vendo os
conteúdos que são semelhantes, né?
Aquilo que é reproduzido
tipo ipsis litteries, né? Entre todos,
pra gente poder construir esses tipos e
pegar as entrevistas que realmente
representam esses tipos de de pessoas,
né, de tipos sociais. É muito legal, é
uma metodologia que eu gosto bastante,
que eu aprendi a fazer. Tô muito
satisfeito com ela, muito feliz, muito
honrado de ter participado. E a gente
vai ler porque o tema dos evangélicos e
política, ai meu pai amado, mais uma vez
será um problema nessas eleições. Eu não
falo isso pelo fato de eu discutir esse
tema e achar que eu tenho que
supervalorizar ele, é porque é real,
gente. Quem acompanha o canal já sabe. E
aí, uma outra coisa que a gente vai
fazer aqui, que eu acabei de ter umas
ideias, é eh eh ler um negocinho aqui
que eu separei e fica tema livre. Quem
quiser dar alguma dica aí, a gente segue
o papo e faz reacts imediatos.
Bom dia, baristas de escrito do Felipe.
Deixem o like na live, eu sempre esqueço
de pedir isso. Deixem o like na live.
Discrito fazer, tá? Tá. Disquo Rubens.
Pô, Bruno, você viu a série 100 anos de
solidão, falta eu ver a parte dois. Eu
vi a primeira parte, né? Temporada um.
Gostei, gostei. Me diverti muito. Achei
lindo. Achei que as a o coitado do
Gabriel Garcia Marques tomou um capote.
Por quê? Porque ele fez um livro para
não ser transformado em em filme ou
série ou coisas e tal, para não virar
produção audiovisual. Mas os caras foram
lá e conseguiram fazer uma produção
audiovisual e ficou boa.
Contrariando o autor, eles [risadas]
conseguiram fazer um bagulho bem bom.
Disquo Rubens. Bom dia a todo mundo. É,
o pessoal, ah não, fazer o tá dando bom
dia pro pessoal, perdão. Diz que do
Gabriel Montolete agora que o Luan e o
Machado estão discutindo por causa da
auditoria se data da dívida, não sei se
já escutei sua opinião sobre cara. Dei
um curso uma vez sobre, acredito, dei um
curso pra galera da
do movimento correnteza agora da agora
não lembro de qual universidade, mas a
gente conversou sobre e depois a gente
fez um uma conversa também com a galera
da OP sobre foi bem legal, foi bem
interessante. Tem opiniões, fortes
opiniões. [risadas]
E como sempre, né, a gente nunca tá
abraçado com o outro, estamos sempre
trocando ideia.
Que do Lucas, cara, Drashler, que nome
chique. Gostei. Querido Lucas, não vou
poder acompanhar por causa do trabalho,
infelizmente trabalhamos, né? Hoje eu tô
de folga. Vitória, trabalhador. Mas
parabéns camarada, muito obrigado que do
Lucas diz baita trabalho. Obrigado. E
você também faz um baita trabalho de
modo que você tá tendo que trabalhar até
agora. Então, perdão aí, mas fica bem,
Deus abençoe. Muito obrigado pelo
carinho de coração.
Descrito do templário, nós temos que
falar sobre como a cultura digital se
tornou importante ao mesmo tempo que de
forma ambígua cria um ambiente
reacionário de extrema direita. Pauta
quente. O de quem? Perdão, não resisti.
Ai, trocadilhos com pauta me pegam. Me
pegam. É engraçado porque eles aparecem
no momento que a gente não tá esperando,
né? pauta e pá.
[risadas]
Ai Jesus Cristo. Mas cara, então eh é
que na verdade acho que teve uma ilusão
com o negócio do ambiente digital, né?
Eu não sou uma pessoa apta para discutir
o tema, não sou mesmo. Mas o que eu
posso dizer é que
sob a forma de propriedade privada
no capitalismo, é muito difícil a gente
achar que tem algum controle sobre
redes, né, e estruturas de comunicação e
informação. Aí
diz, querido Rubens, aborto é um tema
sensível na metodologia da sua pesquisa?
Sim, é um tema sensível.
Cara, é dos
é os atalhos para você arranjar problema
com eleitorado, né?
É os atalhos para vocêar problema com
eleitorado. Atalho para você é a
casquinha de banana, armadilha colocada
no no na frente de pessoas progressistas
ou de esquerda e etc. Armadilha.
E a pergunta ela vem de modo a te deixar
é sempre você a favor ou contra? E tá
errada essa frase, né? Ninguém é a favor
nesse sentido. Ah, sou a favor. Não,
pera aí, pera aí. Vamos discutir o que é
eficiente
nas práticas historicamente realizadas e
como coordenar políticas públicas
adequadas para atender as necessidades
de vida das pessoas. Aí a gente tem que
mudar o campo com uma complexidade
maior. Mas normalmente o pessoal joga no
mundo modo binário, que é mais fácil de
desarmar nós que quer pensar de maneira
efetiva e complexa.
Diz: "Querido Felipe Bruno, eu já
assisti o filme chamado A melhor mãe do
mundo?" Não,
não assisti, mas eu gostaria. Ah, não.
Já assisti sim, já assisti sim. Filme
brasileiro. Bom pr caramba. Bom pr
caramba. Agora eu lembrei, lembrei,
lembrei, lembrei, lembrei. Nossa, esse
filme é muito bom. Diz que tem muito do
seu Corinthians e também sobre as
ocupações por dia. Bem legal no Netflix.
É muito bom esse filme. Muito bom mesmo.
Muito bom mesmo. E vai Corinthians. Vai
Corinthians do menininho corintiano.
Muito bom. Muito bom. Gostei. Gostei com
esse crítico. Eu gosto desse filme. É
bem bom. Disquilo. Rubens. Acho que o
Gabriel Garcia Marques teve a intenção
de que não poderia ser reproduzido no
cinema com a tecnologia da época. Acho
que ele não imaginava o que a computação
gráfica seria capaz de fazer. Sim. E o
tipo de montagem que a gente faz hoje.
Com certeza. Com certeza. Mas ele se
esforçou. Ele se esforçou. Mas ele foi
derrubado pela realidade e a história.
Mas ficou muito boa a produção. Eu não
assisti a segunda temporada, mas a
primeira eu gostei muito, muito mesmo.
Diz templário 4528. Eu trabalhando,
repondo ração e sendo maltratado por
cliente sem educação. Vai se lascar
cliente sem educação que não respeita o
trabalhador. Ele é tão trabalhador
quanto você. Ainda bem que existe essa
live do Bruno hoje. Obrigado, Bruno.
Estamos junto, Templário. Que bom que de
alguma maneira a gente tá ajudando você
nesse processo de enfrentar pessoas
deseducadas e deselegantes.
Diz que Roque Marciano. Felicidades,
Bruno. Muito obrigado, querido Roque
Marciano. Hoje haverá uma marcha da
capela dos aflitos até a faculdade de
direito da USP, realizada pelas mulheres
da UP. Vamos que vamos. Concentração a
uma. Então, 1 hora da tarde,
concentração ali na capela dos Aflitos
até a faculdade de direito da USP.
realizada pela UP. Então as mulheres vai
movimentar algo então concentração 1 da
tarde que é daqui a pouco. Então
preparem-se.
Diz que Felipe, o que acharam da
sabatina do Lula? Eu não tive tempo de
assistir, mas a gente pode assistir
algum corte se a Globo não derruba, né?
Não sei. Às vezes derruba, né? Diz que
do Rock Marciano as duas. Não, não, mas
aí tem que avisar uma porque a gente tá
em São Paulo, velho. Até chegar lá um
trabalho danado. Tem muita coisa aí.
Hein? Vamos manter que é uma
[risadas]
diz querido Kevin. Bom dia. Bom dia,
Kevin. Chegando atrasado. Qual o tema
surpresa? Hum. Vocês virão o tema
surpresa? Se é surpresa, eu não posso
revelar, eu tenho que esperar chegar o
tema surpresa.
Mais uma vez, parabéns, Bruno. Obrigado,
Kevin. Kevin diz mais uma vez porque ele
já parabenizou e felicitou o dia que eu
não escolhi nascer, mas que eu acabei
nascendo. Mais um vez parabéns porque
ele é membro, membro e membresia aqui do
nosso canalzinho. Seja você também. E
ele a gente trocou a ideia lá no nosso
grupinho exclusivo para membresia do
canal.
Pergunta diz querido fazer o watch.
Sempre é melhor discutir as bases da
epistemologia da realidade do que o
aborto. Perfeitamente. Inclusive,
pergunta pro cara assim: "Meu querido, o
que que você acha sobre a crítica
transcendental cantiana para que
possamos buscar soluções políticas na
realidade atual, apesar da crítica
pós-moderna?
Deixa o cara discutir esse tema.
Diz que templário, se eu estivesse na
USP ainda ainda eu com certeza estaria
lá. Com certeza. Com certeza, com
certeza.
Ai, é muita gente. Mas, cara, tem uma
parada muito importante aqui.
No nosso canalzinho, nós fazemos o
esforço de trocar ideias, né? E fazemos
o esforço também de expor hipocrisias e
problemas. E aí digo com relativa
tranquilidade que tento nesses períodos
de dentro desses 37 anos de vida em que
eu tento me organizar minimamente,
eu tenho a pretensão de ser coerente,
tentar ser coerente. E aí, cara, para
você ser coerente tem duas coisas
importantes.
Ou tentar ser coerente. Pelo menos o que
eu aprendi até hoje, posso estar
equivocado, mas o que eu aprendi até
hoje, tem duas coisas importantes para
você ser coerente. Um, ouça as pessoas,
ouça.
Ouça. Tem gente que vai te avisar que
você tá fazendo merda. Ouça.
Pessoa vai te dar um toque que elas
sentiu ofendida, sentiu dor, que você
passou, pesou a mão, passou do limite,
pesou a mão, passou do limite, foi além
do que deveria. Ouça.
Pessoa chamou a tua atenção. Ouça antes
de responder e de querer ter razão. Isso
vai te ajudar a ser bem coerente, a
organizar sua vida, especialmente se
você tá querendo, você é uma pessoa que
tá, pretende transformar o mundo num
lugar menos pior, né? Então assim, ouça
as pessoas. Importante importante. A
pessoa chamou sua atenção,
independentemente de quem seja, ouça
essas pessoas. Ouça primeiro, fale
depois.
Ouça, primeiro. Importante, pode parecer
básico, mas é muito importante. E
segunda coisa, para permanecer coerente,
converse com quem não tem absolutamente
nada a ver com você de modo respeitoso,
porque esta pessoa
que você considera seu adversário,
opositor, alguém que você não vai
conseguir caminhar legal, não tá junto,
esta pessoa vai servir como espelho para
você, porque se você acha que ela tá
fazendo um bagulho errado, ela vai te
ajudar Eita! Talvez esteja replicando
ela, imitando ela em muitos sentidos.
Falo isso por quê? Porque a gente tá num
momento maluco e especialmente por causa
dessa desgraça chamada internet, em que
as pessoas não conversam mais, elas não
trocam mais ideia. O algoritmo mesmo
funciona à base de crítica, ofensa
gratuita e perseguição alheia. Então o
conflito gera muito mais engajamento,
essas coisas tod.
Por exemplo, este livrinho aqui deste
autor conservador,
JK
Chesterton, GK Chesterton, JK
Chesterton,
conservador católico que a galera do
Brasil paralelo finge gostar, mas nunca
leram porque, né, se lê esse humaninho
hoje em dia, esse querido Chesson,
tendo muitas posições esquisitas, ele
seria considerado de esquerda, né?
Assim, seria aquele cara que o o pessoal
tudo que eu não gosto é comunista, faria
isso com esse esse humano aqui,
faria tranquilamente
e haver umas posições que ele toma e
fala: "Ei, esse cara tá sendo muito
muito respeitador dos direitos humanos e
da dignidade da pessoa
tranquilamente [risadas]
eh comunista e tal e tal e tal".
E cara, a gente tem que ler esses cara,
a gente tem que estudar. tem que
entender, tem que conhecer. Nesse
livrinho aqui, o Chesterton, né, o
título é O que há de errado no mundo,
né? O que há de errado com o mundo, né?
O que há de errado com o mundo, que é
uma crítica ah
na modernidade, né? Um crítico da
modernidade, conservador do início do da
primeira metade do século XX,
eh, final do século começo do século XX,
né? E aí ele ele sendo esse crítico,
sendo esse cara super, né, conservador
contra a modernidade, essa piriri
pororó,
ele acaba sendo interessante, vamos
dizer assim. Eita, eu nunca tinha me
dado conta disso.
Será que é? Não, não deve ser. esse cara
que é muito muito crítico,
eh, tá hoje em dia, que é o que acaba
aproximando os pós-modernos dos
conservadores de extrema direita
Biruleibe, que abre mão da razão, abre
mão de linha de verdade, abre mão de um
monte de coisa, porque tá sendo, tá
reagindo a a modernidade como problema,
né? Então, os pós-modernos e os
conservadores acabam se abraçando muitas
vezes nessa nessa marcha. Só que a gente
tem que ler, tem que conhecer, tem que
trocar ideia, entender como o cara
pensa. E alguns pontos de crítica da
modernidade que ele faz são muito bons,
assim, são válidos e a gente tem que ler
e entender essa brincadeira.
E eu vou até ler um trecho logo no
início desse texto, mas tem uma parada
que eu gosto, que ele fala muito, né,
nesse livro aqui, que ele discute muito
com a ideia de progresso e de tempo, de
passagem de tempo, em que ele fala que,
eh, um dos problemas da modernidade é
achar que porque algo ficou no passado,
ele está superado.
E isso ele estava falando de maneira
crítica para dizer assim: "Tem que
conservar coisas do passado não
necessariamente estão superadas". Eu
quando li isso pela primeira vez me
abriu uma chave na cabeça de dizer, a
gente entra tanto na marcha do progresso
positivo, né, que a gente acha que
porque, por exemplo, fascismo foi ficou
no foi um processo do passado que ele
jamais voltaria ou que ele não permanece
na história. Aí a gente se surpreende,
né? Ó, meu Deus, fascistas novamente.
Estamos voltando para o passado, né? Ó a
ideia. A ideia maluca, né? Como se
tivesse uma marcha de progresso que a
gente tá andando paraa frente e esse
ficou para trás, aí de repente ele
volta. Aí não é que vol ou ou fala, não
é que volta ou fala que a gente tá
voltando no tempo, sabe? Coisa maluca,
bobagem,
interpretações bobas. E o Chesterton
percebe isso de uma maneira tão simples
e faz uma crítica excelente que eu falo,
cara, é isso mesmo. A gente acha que
porque tá no passado foi superado e não,
bem-vindo ao mundo. A história não é
assim que funciona. E a gente entra
porque a gente fica mais pensando na
marcha de progresso, de desenvolvimento,
de não sei o que e esquece de perceber a
realidade como ela se dá. Então, massa.
Acho acho legal. Acho legal esse tipo de
coisa. E eu vou ler um outro trecho, na
verdade, que que se conecta com o tipo
de crítica que eu faço
a uma certa sociologia, ou melhor, ele
chama de sociologia, mas eu aplicaria
mais a antropologia hoje em dia, mas a
ciências sociais, né? Há um tipo de
ciência social que é praticada nas
universidades que a gente tem que falar:
"Cara, realmente isso aqui é um
problema, hein?" E aí fazer uma análise
aqui, mas eu vou ler um trechinho já já.
Diz que rock Marcelo, a competição é a
nova conversa. Sim, todo mundo tem que
estar competindo. E a galera nossa aqui
de esquerda não percebe que caiu nessa
armadilha aí, hein?
Tem que tá na competição competiçosa,
competitiva.
Diz que do Guilherme Chester, prefiro
pernilestert.
Esse autor é o que faz a festa chamada
farofa da Decay. Sim, é ele mesmo. A
farofa da DK é exatamente o JK
Chesterton, aquele que organiza. É uma
festa do barulho.
Escrito do Guilherme. A turma reaça da
minha faculdade adorava falar desse, mas
nunca li. Eles provavelmente também não.
Eles também provavelmente nunca leram.
Cara, Chesterton foi o o primeiro autor
que meu pai me deu para ler. Eu devia
ter uns 14 anos de idade, mais ou menos
assim, que meu pai pegou um livro dele e
me deu. Eu tenho memória disso até hoje.
Ele pegou um livro lá dos livros que ele
tinha e me deu. Eu tinha 14 anos de
idade. Pegou um livro chamado Ortodoxia
do J, do JK Chesterton, né? Um
conservador católico e tal. Meu pai,
sendo pastor
pentecostal, tinha este livrito. Ele
pegou para mim o livrinho e me deu. O
primeiro livro que eu ganhei do meu pai
foi Ortodoxia do Chesterton e li 14 anos
de idade. E gostei.
Acho que se eu fosse reler hoje eu teria
sérios problemas, mas eu lembro de ter
gostado bastante, ter me interessado
muito pelo texto. E o Charston escreve
de um jeito que eu gosto, que é irônico.
Ele é irônico.
ironia, eh, sarcasmo, né, que é um ótimo
jeito de você não precisar esticar muito
a argumentação. É o que eu faço no
YouTube, por exemplo, se eu vou escrever
um texto acadêmico, eu não escrevo com
ironia e sarcasmo, mas a gente vai fazer
os nossos videozin aqui, taca ali ironia
e sarcasmo. Nossa, até umas horas, né?
Então, que deixa o pessoal bem chateado,
né? pessoal que com quem a gente reage
que eu sei que vocês me assistem,
eu sei porque eu tenho informantes.
Diz que do Borduna feliz aniversário,
Bruno. Muito obrigado, que do Borduna
feliz aniversário para mim.
Valeu, mano. Obrigado pelo carinho. Diz
aqui do rock marciano. A cadela do
fascismo está sempre no seu. Exatamente,
exatamente,
exatamente. Diz que do Guilherme Magr, a
história não é uma linha, é uma colxa de
retalhos de várias linhas que se
conectam-se e se soltam. Eu nem sei como
representar a história e a linha. Eu não
faço ideia. Acho que representações do
tempo são diversas e muitas podem ser
utilizadas de muitas maneiras.
Porque nós não temos uma representação
adequada do tempo. Não havendo uma
representação adequada do tempo, tem que
se manejar com aquela que seja mais
efetiva para solução de problema que a
gente pretende realizar. Então, por
exemplo, eu gosto da representação de
passagem do tempo dos
aimará na Bolívia.
É, eles representam o tempo como uma
pessoa que anda de costas, né, fazendo
mo
de costas, porque eles dizem, a única
coisa que a gente tem de referência é o
passado. Então, eu não tenho nada, é
impossível ver o que vem lá na frente.
Então, eu tenho passado, só que ao mesmo
tempo que eu tenho passado, eu tô
andando não em direção. Então, não ando
olhando pro futuro, a gente anda olhando
pro passado, porque o horizonte de
futuro não existe, é inexistente. Então
eles percebem isso. Essa representação
de passagem do tempo para mim é super
interessante porque é diferente, por
exemplo, do progresso que é uma linha
reta que imagina a antecipação do tempo
do do ponto futuro, né? Você antecipa o
tempo futuro. Não, o cara fala: "Não, eu
não tenho como antecipar pro tempo
futuro, eu não tenho como antecipar o
que vem na adiante, mas eu tenho como
olhar o que tá atrás e aí eu sou
obrigado a andar mais devagarzinho e
tal". Muito. Eu gosto dessa
representação de tempo. Tem
representações de tempo que são
circulares, tem que são em espiral, tem
muitas maneiras de representar o tempo,
né? Eu gosto desse, eu gosto desse papo,
gosto desse tema, gosto dessa discussão.
E como a gente não tem uma representação
adequada de tempo, não tem, a gente tem
que usar de acordo com diferentes
resoluções de problema, né? Às vezes, às
vezes o que a gente faz é transportar,
por exemplo, a resolu a representação do
tempo na
resolução de problemas
físicos, né, o do ambiente da do âmbito
da física, de desenvolvimento de
tecnologia e tudo mais. se transporta
isso, por exemplo, paraa representação
do tempo na organização social. Isso
atrapalha pra gente de muitas maneiras.
Então, questões aqui a serem refletidas.
Diz, querido Templário, ele não é aquele
presidente dos Estados Unidos, o JFK?
Não, com certeza não. Diz, querido Rock
Merciano, Chesserton foi bom no Link
Park, mandou bem. O Chesterton cantava
muito bem, gostava, mas Emily Armstrong
também a massa.
[risadas]
Diz que do Gabriel Montolésimo.
Ironicozinho. Então ele é irônicozinho.
Não é irônicozão, não. Irônicozinho. Ele
é.
Oxe, o curupira. Tipo isso, cara.
Falando em curupira, ó que doido.
Você me deu uma parada aqui.
Não é o curupira porque é o pé que tá
invertido. Não, não é o pé que tá
invertido, né? É a pessoa que tá de
costas mesmo. Ela anda de costas. Mas o
Chesterton neste livro, nossa.
Hã,
em sua crítica ao
em sua crítica ao ao à modernidade, ao
homem moderno e suas como é que é que
fala? se suas ironias. Chesterton nesse
livrinho diz o seguinte: "Ol fita, mano.
[risadas]
Hã,
por alguma razão estranha, o homem
precisa sempre plantar suas árvores
frutíferas num cemitério.
O homem só pode encontrar vida entre os
mortos.
Ele é um monstro desforme, com os pés
virados para a frente e o rosto virado
para trás.
pode criar um futuro luxuoso e
gigantesco, com tanto que pense no
passado. Olha que coisa maluca.
Chesterton citou o Kurupira. Ele ele não
sabia da existência do Kurupira, mas ele
acabou de descobrir que o homem seria
uma um monstro deforme com os pés
virados para a frente e o rosto para
trás. É o curupira do Chestert,
[risadas]
cara. Muito louco como a gente vai
encontrando conexões aleatórias, não é?
Diz que do Gabriel M. Les cara li um
livrinho, li um quadrinho do do Contra
com Cebolinha onde ele falava exatamente
isso. E dá para ler de trás paraa frente
ou de frente para trás. Ó aí, ó, rapaz.
Maurício de Souza com sua ironia fina,
ou na verdade os roteiristas de Maurício
de Souza com ironia fina, montando aí a
representação do tempo estranha.
Bom dia, querida Gisel que diz: "Bom dia
atrasado e feliz aniversário Bruno." Bom
dia, querida Giseli. Muito obrigado pelo
carinho. Muito obrigado pelo carinho.
Curupira. Exatamente. O Chesserton.
citando curupira sem conhecê-lo.
[risadas]
Cara, a gente tem que trocar ideia,
mano. Tem que trocar ideia com a galera.
Ai, ai, ai. E tem um pessoal que assim,
aí o problema da internet, né? Não tem
como. A galera que não me conhece
pessoalmente, né? Nunca não andou
comigo, não foi dar rolê, nunca sentou
para beber alguma coisa junto, comer
alguma coisa junto, bater perna, conhece
só o a crítica, né? Conhece só os
videozinhos, os react, essas coisas
todas. Aí acaba achando que eu sou meio
babaca. Eu já sei, já passei por isso.
Uma vez eu encontrei um uma pessoa, foi
engraçado, encontrei uma pessoa que eu
fiz um react, fiz o react a uma pessoa
aqui no no canal e aí posteriormente
acabei encontrando essa pessoa
acidentalmente
e aí a gente começou a conversar, né,
começou a trocar ideia e tal e dali a
pouco a gente estava em quatro pessoas
conversando e entre essas pessoas, essa
pessoa com quem eu reagi, ela vira para
um outro humano que já conhecia e fala
assim: "Meu, ele fala assim mesmo, não é
só no react.
[risadas]
E a gente começou a trocar, falei:
"Lógico, é o jeito que eu falo, o jeito
que eu faço as coisas, eu tiro onda,
tal". Falei: "Não, mas você é um cara
legal". Eu falei: "Sim, obrigado pela
parte que me toca".
[risadas]
Vou trocar ideia, tá tranquilo. Pego no
pé, sou irônico, mas agora trocar ideia,
não sou tão ruim assim. E a gente gosta
de conversar, né? Mas as pessoas nos
conhecem, a gente não troca ideia. Então
a galera às vezes acha que é fechado ou
pelo fato de eu ser marxista, né, ser
comunista num ambiente evangélico, já
olha torto, já acha que esse cara é um
maluco. Ou por eu ser evangélico no
ambiente marxista comunista, olha
esquisito. Fala: "Esse cara a qualquer
momento vai nos trair". [risadas] Sei
lá, alguma coisa assim. Sempre tem esses
trem, né? Mas beleza, vamos lá.
Chesterton tem que conversar com gente
diferente, gente. Pelo amor de Deus,
andem em mundos diferentes. Não vivam em
lugares só que você tá acostumado. Mas
pont que eu acho muito legal.
E aqui eu vou usar como introdução pra
gente poder fazer um react de um pastor
conservador e conversar com ele,
conversar mesmo, porque eu gostei do
conteúdo que ele fez.
Diz o o Chesserton,
um livro de investigação sociológica
moderna, vamos dizer sensais modernas ou
ciências sociais que a gente usa
normalmente na universidade, tem uma
estrutura rigidamente definida, que eu
concordo com ele, começa, regra geral,
com uma análise com estatísticas, com
tabelas de população, com a constatação
da diminuição da criminalidade entre os
congrega acionalistas e do crescimento
da histeria entre os policiais com toda
a sorte de fatos apurados,
o que está certo, tá? A crítica ao fato
de começar sempre com apresentando dados
não significa que você tem que abandonar
os dados. Mantenha o dado. Você tem dado
em casa, utilize ele.
Termina com um capítulo que geralmente
tem por título, abre aspas, a solução.
E é exatamente isso que a gente faz, né?
apresenta dados, faz uma descrição,
etc., e termina com uma proposta de
solução.
Se a solução jamais chega a ser
encontrada, isso se deve quase
exclusivamente a esse método científico
cuidadoso e sólido, pois esse esquema
médico de pergunta e resposta é uma
asneira, a primeira grande asneira da
sociologia ou das ciências sociais
modernas.
sempre obriga a determinar a doença
antes de encontrar a cura, quando a
própria definição e dignidade do homem
exige, na verdade que em questões
sociais achemos a cura antes da doença.
E eu acho esta reflexão
brilhante,
brilhante.
Prestem atenção.
Ah, eu vou fazer um diagnóstico
para propor uma solução, como se a
solução estivesse vinda do diagnóstico.
E o que o Chesterton tá chamando atenção
é que não.
busca pelo diagnóstico é porque nós já
vimos que há um problema e queremos
solucionar algo já imaginando como
deveria ser,
que é aquela discussão que a gente faz
sobre utopia,
tipo assim,
eu já recebo o mundo, eu já vejo ele com
a ausência presente, ou seja, com aquilo
que falta nele. Então, se tem pobreza,
pobreza é ausência de dignidade da
pessoa que deveria ter condições de
manter sua vida. Então eu já sei a
solução no sentido de que essa pessoa
precisa ter condições para ela precisa
ter condições para viver.
Esse grupo que está marginalizado
precisa de uma. Então na verdade a
solução orienta o trabalho dentro das
ciências sociais e dentro da busca de
soluções sociais. E essa crítica do
Geston é brilhante, é brilhante, né? E
ela se conecta com a discussão da
crítica da razão utópica que a gente já
tem feito aqui no canal há um tempo. A
galera que acompanha o canalzinho sabe
disso e que é genial. Só que na nossa
ciência social a gente estrutura
rigidamente o oposto, né? Você faz um
diagnóstico, uma análise, não sei o quê,
não sei o quê, não sei o quê, da daí
buscar a solução, como se fosse esse o
processo. E não é esse pode ser um
processo aí eu criticando chest, então
agora da diferença entre método de
exposição de método de investigação, que
é o que Marx faz, né? Marx fala, existem
duas coisas, um é o método de
investigação, outro é o modo de
exposição. Você investiga de um jeito,
expõe de outro. Na hora de expor, talvez
seja interessante,
análise, dados, problema, apresentação e
a busca de solução. Mas na hora que você
tá fazendo a pesquisa, você já faz a
pesquisa orientado por uma necessidade a
ser atendida. E essa necessidade de ser
atendida seria esse processo de você ter
a cura, entre aspas, antecipada a
doença. Então não é a mesma coisa que o
que o que o que o processo talvez
aparentemente analítico que o Chesson
critica, né? Critica, né? Eu acho muito
legal. E dei essa volta para dizer:
"Cara, tem que trocar ideia, tem que
ler, tem que tem que fazer essas pontes,
né? Tem que fazer essas discussões."
Acho sensacional. Diz que do roque
Marciano, aquele ditado urubu na guerra
vira Chesterton.
Trocadilha. são importantes. Filósofos
há 3.000 anos reagindo uns aos outros.
Exatamente. E o pessoal achando que a
reação necessariamente é uma guerra, uma
batalha, uma rinha,
eh, disputa de de batalha Pokémon entre
filósofos.
Gabriel Montoles, mandei na DM, opa, do
Insta a historinha do Du contra.
Obrigado, Gabriel. Vou ver.
Diz querido Alexandre, bom dia, Bruno. E
queridos baristas, feliz nível. Muito
obrigado, querido Alexander.
Alexander, muito obrigado, querido
Alexander.
Obrigado de coração. Obrigado, obrigado,
obrigado. Desquo templá, não são os
comunistas que fizeram esporte de
fuzilar gente no paredão? Não sei. Eu
também confiaria. Eu hein, Deus me livre
de ser comunista. Para quem não me
conhece, é ironia. É ironia. É ironia. É
que é que é muita ironia acumulada, né?
É templário que não é templário.
Comunista que diz não ser comunista. É
muita ironia acumulada, a gente não
consegue acompanhar.
Pergunta aqui do Borduna. O Chesterton é
o do distributivismo, símbolo de um
doguinho carregando a tocha, o fogo ou
lanterna? Sim, Cheston tem umas paradas
maluca, né? Ele quer resolver os
problemas, mas ele é um cara bem
conservador. Então tem muita coisa
misturada,
mas é o o conservador humanista, né?
algo completamente abandonado pelos
malucos que dizem hoje em dia leram o
Chesterton serem conservadores. Eles não
são mais conservadores humanistas em
regra geral, né? É o exemplo é Brasil
paralelo e com gêneres.
Qualquer coisa que minimamente respeite
os direitos humanos ou não fira o a a as
convenções de Genebra é comunista e de
esquerda.
Diz que o tempário, eu sou uma grande
ironia do meu próprio destino. É assim
que a gente tem que viver a vida. Sou a
favor da ironia. Mas, ó, vamos ver,
vamos ver aqui. Deixa eu abrir o o
querido Víor Fontana, pastor Víor
Fontana,
que é um conservador
declarado,
fez um conteúdo que me chamou muito a
atenção e o qual eu gostei, que nós
vamos aqui
reagir e conversar sobre
Guilherme. Som somos todos ironia. É, eu
gosto, cara. Ironia é um recurso muito
bom. Tudo bem que ele ele pode te ajudar
a não ter que argumentar, né? Então
assim, no texto eu não gosto de usar
ironia. Acho que no texto, na
não, não.
Pronto. No texto eu não gosto de usar
ironia. Ah, não, não fiz bobagem. É isso
aqui. Pronto.
Mas pro react, pro formato da da
interneta, como diria a minha avó, né?
Ah, minha avó fala internet. É internet
como formato da internet. O, aí eu acho
bem válido a ironia, viu? Nossa, ajuda
muito para evitar alguns problemas e
expor bobagens, né? Expor bobagens de
modo mais é um atalho, um atalho para
expor bobagem. Mas vamos lá, vamos lá.
Já dá para ver, né? O tema aqui tá bem
claro, é uma live que o querido Víor
Fontana fez e a pergunta: "Líderes,
entre parênteses, pastores, podem postar
conteúdos de política nas redes
sociais?" Aí a gente vai cagar a regra,
né? A gente vai dizer se sim ou não.
Diz aqui do Borduna: "No antiduring, o
Engels tira onda com ironias". Ah, sim.
Marx, cara, Marx e Engels tiram muito
onda com ironia, né?
Diz que do Guilherme, ironia é bom para
debate, zoeira. Para texo sério pode ser
muito apelativo. Sim, sim. Tem que saber
utilizar, tem que saber dosar, né? Mas
eu eu concordo. O Chesterton ele abusa.
Nesse livro, então nesse texto que eu
peguei, ele abusa demais. Assim, é só
ironia sobre ironia que tem hora que eu
acho que ele se perde consideravelmente,
assim, falou: "Não, cara, agora você já
tá exagerando, passou dos limites."
[risadas]
Diz, querido Kevin, pastor do pode ou
não pode no react de hoje. Exatamente.
[risadas]
Pode ou não pode? Hoje a gente vai saber
se o pastor pode ou não pode. Mas esse
vídeo aqui tá muito massa. Tá muito
massa. Então vamos lá para mais um
conteúdo totalmente excelente, né? Diz
que do carapa. Cheguei atrasado, mas na
hora certa. Ironia é muito bom. Nove
entre 10 pessoas que não vão paraa
terapia recomendam. Parabéns, Bruno.
Eu recomendo que todo mundo vá pra
terapia e pratique da ironia, mas vai na
terapia.
Falta não. Obrigado, carapa de coração.
Falta na terapia não é importante. Mas
ó, vamos lá, vamos lá, vamos lá.
Tid, vamos lá pro víor Fontana.
Pessoas que estão na política. Ora,
existem quatro jeitos. Opa, isso aqui.
Pera aí, vou voltar um pouquinho para
para não pegar a frase cortada no meio.
O áudio tá baixo? Para mim ficou baixo
aqui. Deixa eu ver se ele tá.
Não, tá tudo certo. Vamos lá. Se o áudio
tiver baixo, vocês me avisam, tá?
E foi
agora no que diz respeito à ligação
entre pastores
e políticos,
pessoas que estão na política, ora,
existem,
pô, eu devo, eu tinha que ter pego
antes.
Vou pegar antes porque agora eu lembrei
que tem um comentário antes do do Víor
que é bem bom.
dos criadores de conteúdo que mais teve
contribuição pública.
Pera aí.
Um pastor pode postar conteúdo de
política nas redes sociais?
>> É esse o ponto. Perdão por errar o ponto
de corte. Eu tenho um probleminha. Eu
vou acelerar um pouco a fala do do Víor
por motivos de que eu sou acelerado e o
meu cérebro ele rejeita
eh não acelerações. Mas aí é coisa
minha, não culpa do víor, é culpa minha.
Pronto. Acelerar só um pouquinho. Apelar
o poder público por aquilo que realmente
importa.
Um pastor pode postar conteúdo de
política nas redes sociais. O pastor que
posta
ajudem o lito,
ainda que muito indiretamente, ele tá
postando sobre política nas redes
sociais, cara. Por quê? Porque o Lito é
provavelmente
um dos criadores de conteúdo que mais
teve contribuição pública
na história da internet brasileira.
Para quem não sabe, Lito do canal Aviões
e Músicas que tá doente, é uma doença
degenerativa, que não tem tratamento
padrão, só tem tratamento experimental,
só que para ele ser aceito num desses
tratamentos experimentais,
precisa um protocolo, já passou do tempo
para cumprir esse protocolo.
Então a gente tá tentando fazer ele ser
aceito a forceps
num desses tratamentos experimentais
ou de Harvard ou de uma indústria
farmacêutica europeia, né, de uma
empresa da indústria farmacêutica na
Europa.
Vamos tentar.
Se você não sabe do que eu tô falando,
você pode seguir o Lito no Instagram e
vai tá tudo explicado lá. Ou você pode
ver o último vídeo que eu postei no
Instagram.
Aproveitando aqui, diz: "Querido Rubens,
mais verba para o Ministério da Saúde.
Aí, ó, pronto. Isso aqui seria um tema
de política importantíssimo, né?
Mais pesquisa, mais verba, mais
investimento no desenvolvimento
eh da saúde pública, né? A gente tem que
fazer isso, cara. A gente tem que fazer
isso. A gente necessita
desenvolver esse tipo de de
trabalho de política. Então, por
exemplo, o Víor tá comentando isso
porque ele tem feito essa campanha de
apoio para esse camarada Lito, que eu
como não sou uma pessoa que consome
internet, não sabia quem era humano, mas
tá numa situação de uma de uma doença
degenerativa gravíssima e tal. E aí,
cara, uma coisa que abre janela de
precisamos de mais investimentos, sim,
para Ministério da Saúde, pra Pesquisa,
pra universidade pública. Pô, isso é um
debate de política fundamental. Temos
que trazer isso em jogo, certo? Então, e
o Vítor, eu não sei se ele fala depois
disso ou antes, mas ele comenta assim:
"Pô, o pastor da fica tratando de
política, por exemplo, denunciando
problemas na comunidade, na rua, no
bairro, da cidade e tal, não sei o que
lá, ou é porque ele faz campanha? Porque
é diferente uma coisa da outra?" E isso
é um ponto importante também. Mas vamos
lá.
E quem sabe a gente tenta, a gente tenta
ajudar, cara. Mas isso é atuação
pública, que é atuação política.
Agora, no que diz respeito à ligação
entre pastores
e políticos, pessoas que estão na
política, ora, existem quatro jeitos de
atuar nesse meio para um pastor.
Eu procuro não fazer nenhum dos quatro,
mas eu não julgo algumas dessas
atuações
de relações com políticos, tá?
E eu tenho políticos que são amigos e
candidatos nessa eleição, tá? Quero
deixar isso claro.
Entretanto, quais são essas quatro
maneiras de exercer
relação com políticos nas redes sociais
que um pastor eventualmente comete?
>> Pronto. Isso aqui eu também gosto desse
grau de organização na homilia
e batista.
Quatro pontos. Vamos lá para quatro
pontos de posturas que os pastores devem
ou não devem ter em relação com
políticos ou política. Então, precisamos
precisamos levar isso em cont. Obrigado,
Carapa pelo carinho. Mandou um super
sticker de cinco contos. Cinco conos
salva vidas. Obrigado. [risadas] Estamos
junto carapa. Obrigado. Obrigado.
Obrigado. E diz: "Querido Leandro, bom
dia, baristas, não baristas, feliz
aniversário, Bruno." Muito obrigado,
querido Leandro e obrigado aí pela
inclusão dos não baristas ao barismo
também. É uma postura aqui ecumênica de
nossa parte. Mas, ó, mas quatro, vamos
prestar atenção em quais são esses
quatro tipos, porque eu gostei disso,
cara. Quatro tipos de relação entre
lideranças religiosas e políticas que o
Víor faz muito bem aqui de apresentação.
Uma grande taxonomia dessas relações.
Bora ver.
O primeiro jeito é simplesmente declarar
voto. Eu nem isso faço. Acho o problema
o cara declarar voto? Não julgo o cara
que declara voto, o cara que diz assim:
"Olha, eu vou votar no partido tal
porque eu acredito nisso, nisso, nisso.
Eu vou votar no fulano porque eu
acredito nisso, nisso, naquilo". Ponto.
E ele declara o voto. Isso é o primeiro
jeito. Não julgo, não faço,
mas não julgo. Outra coisa, di, então,
tá liberado. Vou eh declarar voto. Você
pode ficar em paz, pode declarar. É
esquisito, pode ser. tem funções, tem,
mas tá liberado. E recentemente, por
exemplo, um pastor que considera a gente
bastante
irrelevante,
irrelevante, e sim, eu assisto seus
conteúdos, afinal eles geram coisas para
mim e eu gosto de trocar ideia e ver
como as pessoas pensam, inclusive as
pessoas adversárias, ao invés de
demonizar os outros. Mas, por exemplo,
nosso querido Iago Martins, que nos
considera tão irrelevantes, mas
acompanha nosso conteúdinho.
E ele chegou e e disse, declarou o voto
dele, que o voto dele é na direita, né?
A direita que estiver mais próxima ali
do do L, faz o L, faz o Lula. A direita
que estiver com chances de ganhar de
Lula, ele vai votar.
Tirando acho que o o Flávio agora eu tô
confuso. Eu acho que ele também falou
voto na direita menos o Flávio. Quem
menos o Flávio estiver mais próximo será
o meu voto. Porque afinal ele vota na
direita e ponto. Fecha com a direita e
pronto. E já era e tudo certo. Então ele
declarou o voto. Nós entendemos.
Honestidade tá sendo transparente.
>> Diferente de declarar voto é declarar
apoio.
>> Deixa eu dizer logo de [música] cara.
É absolutamente incorreto que a gente só
usa.
>> Verdade. Não sei o que tá falando.
Declarar apoio é outra coisa.
>> Diferente, diferente. Diferente.
>> Declarar voto e declarar apoio. Declarar
apoio. Você vai lá e fala assim: "Olha,
recomendo que vocês também votem no
fulano."
Outra coisa declarar voto, outra coisa
declarar apoio.
Acredito nas faltas dele, não sei que
pá. É um homem de bem, essas coisas
assim. Isso é, isso é declarar apoio.
Então você tem que declarar voto, tem
que declarar apoio. São coisas
sutilmente diferentes, mas são
diferentes.
Eu não faço nem a primeira, que dirá a
segunda. A terceira, antes da terceira,
concordo plenamente com esta crítica de
víor, né? Então, uma coisa declarar
voto, tá liberado declarar voto, uma
outra coisa declarar apoio. Mas aí a
gente já tem um problema do dizer,
ó, tem que votar nesse camarada aqui,
cara. Seja pra direita, seja pra
esquerda. Se o Brodinho é liderança
religiosa, ele não deve fazer isso. Não
deve. Tá errado. Há mais há mais nada.
Mais nada. Especialmente se o camarada
for progressista de esquerda, sei lá o
que lá. Você não tem que recomendarça
nenhuma. Joça nenhuma. Liderança
religiosa. Não tem que fazer isso. Por
quê? Porque a tua voz na sua posição
institucional e daí no caso para pessoas
de fé não é só institucional, é também
voz como liderança espiritual, o que faz
com que você apareça ali com a carinha
de que Deus tá falando, né? E aí não vai
dar para separar o brother que faz a
leitura da Bíblia, da palavra de Deus e
diz quais são os valores cristãos, etc,
etc, etc. como guardião da fé, daquele
que vai dizer daali: "Olha, eu recomendo
que você vote nesse,
não tô te obrigando, tô recomendando."
Acho que a gente tem que tá errado, tá
completamente errado. Independentemente
de qual deputado, vereador, senador,
presidente, governador, prefeito, que
seja, tá errado, errado, errado, errado,
errado, errado, errado, porque a tua
posição confunde os dois âmbitos.
Confunde, confunde e aí não dá. Tá
errado, velho. Tá errado. Ah, mas eu não
quero falar em nome do Jeová. Eu não tem
problema. Você tá entrar nesse cargo?
Você tá falando não, mas eu aponto. Tá
errado. Tá errado, tá errado. Tá errado,
tá errado.
Aí eu já acho inadmissível que é
prostituir o púlpito com isso.
Então você tá usando a rede social na
qualidade
de sacerdote.
>> É isso.
>> Eu já sou mais favorável de sacerdote
universal de todos os crentes. Vocês
sabem disso, na qualidade de sacerdote,
tal. tem outras realidades possíveis
dentro do ambiente evangélico. E dentro
do do ambiente evangélico, a posição
hegemônica é da existência de líderes
enquanto figuras sacerdotais. Aí o cara
enquanto figura sacerdotal, dotado do
discurso mais espiritual, ele vai dizer
o quê? Que o candidato de Deus
é fulano, que o mais espiritual é votar.
Aí aí eu julgo aí, eu acho que é
problemático para caramba. muito.
>> É bem pior do que só declarar apoio e
mais ainda do que só declarar voto. Aí
eu acho que não dá.
É só ma testemunho. É só associar uma
figura que vai cair daqui a pouco com a
figura da igreja
e com o nome de Deus. E é blasfêmia.
Essa é a terceira maneira. E existe uma
quarta. A quarta, ela é uma espécie de
posição intermediária entre o apoio e a
prostituição do púlpito e que para mim
pessoalmente é a pior de todas, que é a
dissimulação. É a façatez.
>> Dissimulação. O que seria dissimulação,
querido Víor? Eu fingi isso aí para o
moço que é o seguinte, você
não declara apoio nem voto
e diz que o púlpito não pode ser
corrompido
pela política partidária, mas você usa o
púlpito para copiar o discurso de uma
campanha eleitoral, igualzinho um dos
candidatos tem.
E você,
é ou não é o que a gente tá discutindo
nesse canalzinho há um mês, mostrando
gente que fala: "A igreja não tem
partido, a igreja tem princípios". E aí
faz o quê? Dissimula. Dissimula. Finge
que não tá apoiando. Mas tudo que diz é
para apoiar o candidato YZ.
É para falar daquele cara lá.
Aí me lasca,
aí me lasca, aí me lasca. Não, a gente
não tá aqui sendo partidário,
mas coincidentemente eu faço tudo, tudo,
tudo para que você entenda que o que
você tem que votar naquele ali, ó,
porque ninguém é burro, né?
Aí me lasca. Aí me lasca. E aí a gente,
esse é o gancho pra gente ler o a
pesquisa que a gente fez com os
evangélicos e a resposta da galera. O
cara disse, declarou voto. Não. Ah, mas
não precisa, né?
Dá para saber. [risadas]
É muito, é muito pra minha cabeça. É
muito minha cabeça.
Você chama aquilo de princípios
cristãos.
E aí você fala: "Não, eu não corrompo o
púlpito com o evangelho, são apenas
valores." Mas todo mundo sabe de qual é
o candidato que você tá falando aí, meu
brother, aí é fingir, né?
Aí
aí é usar a ambiguidade como
inimputabilidade, né?
Aí, aí além de você tá prostituindo
púlpito, você tá mentindo no púlpito,
que todo mundo sabe quem é o candidato
que você está apoiando.
Mentindo, essa frase é importante, né?
Ah, beleza. Ah, não foi no pú, foi num
programa de TV igual. Ah, não foi no
podcast igual. [risadas]
Então assim, e aí é legal por quê?
Porque o Víor, cara, o Víor é um cara
conservador. Ele não vai olhar para um
revolucionário, não, marxista aqui,
comunista, filiado a partir sei o quê.
El pode olhar e falar: "Não, jamais".
Mas a gente tá comungando de um uma
posição idêntica. Idêntica de falar:
"Cara, você é de direita, você é de
esquerda, você vota em A, você vota em
B". Você não pode fazer isso. Não, não,
não dissimule, não misture as coisas,
né? Porque é o que eu não gosto também,
eu acho completamente equivocado, o cara
diz: "Não, mas Jesus hoje em dia seria
de esquerda". Olha, pode até ser, mas
não mete o argumento da fé naquilo que
você tem que resolver como problema
concreto.
Tá errado.
Tá errado. Eu também leio assim na minha
cabeça, tá plenamente adequado para mim.
Mas não faz sentido na hora da gente
discutir problemas que são públicos e
comuns. Que são públicos e comuns. Não é
um problema meu, não é seu, é nosso. E
aí o nosso envolve gente que não tá nem
aí. Se Jesus era o quê? que cor que ele
de roupa ele vestia, qual shampoo ele
usava naqueles cabelos sedosos no meio
do deserto, né? Qual protetor solar ele
precisava utilizar para manter a pele
tão branquinha
como representado
[roncando] nos nos filmes um pouco
eurocêntricos, talvez, né? Então, assim,
nada nada nada, né? E qual que era o
qual que era o o amaciante e o sabão e
pó que ele utilizava para manter aquelas
vestes tão alvas e brancas no deserto,
né? Uma pobreza, poeira, lama, sujeira.
E ele tava lá limpo,
limpinho. Nunca vi o cara zoado.
Bom, eh,
pode ser de direita, pode ser de
esquerda. Não misture essas coisas. Por
quê? Porque a gente tá num debate
público, no espaço de conversa ampla.
política política que envolve a todas as
pessoas. Então esse esse movo tá errado,
esse movimento tá equivocado, seja de
direita, seja de de esquerda, não
mistura esse trem. Na minha cabeça, faz
sentido, faz. Mas esse não é o meu
argumento para debater política pública.
Mas não mesmo, mas não mesmo.
Tá errado. Tem que saber separar as
coisas.
Beleza.
Vamos ver se tem mais um trenzinho aqui.
Aí você complica a brincadeira. Então,
pastores podem postar conteúdo de
política nas redes sociais? Devem. E de
política partidária? Acho pouco sábio,
embora haja diferentes maneiras de se
fazer isso.
Dependendo da maneira. Olha, não julgo.
Eu
eu não faço.
É, o Víor já tá sendo mais bonzinho, né?
que aí eu julgo mesmo. [risadas]
Aí no caso eu julgo. O mano vai colar lá
e vai no evento da do partido YZ na
qualidade de pastor para botar a mão na
cabeça do candidato, orar por ele. Tá
errado, velho. Tá errado. Tá errado. Tá
errado. Tá errado. Tá errado. E tem uns
manos que eu conheço que adora postar
uma foto que teve na última eleição em
que teve o encontro de evangélicos
progressistas que na verdade não é
evangélico, são pastores, né? Lideranças
evangélicas com o candidato Lula. Em
quem eu votei em quem eu vou votar neste
ano, né? Votarei novamente no L.
inevitavelmente.
Bem-vindos ao mundo, minha gente.
Inevitavelmente.
E aí o o o pessoal gosta de postar uma
foto que tem vários pastores assim em
volta dele, tudo pastor de esquerda, né?
Em volta dele com a mão na cabeça, vai
fazendo oração e tal e Lula de Jesus. E
tá errado, tá errado, tá errado, tá
errado, tá errado, tá errado, tá errado.
Vai na qualidade de trabalhador, de
trabalhador e trabalhadora
que tá indo lá
em qualquer encontro do partido de
campanha, como trabalhador e
trabalhadora, fazendo volume na massa
que tá ali apoiando a organização do
partido. Acho ótimo. Vou subir no palco
lá para botar a mão na cabeça do cara
para orar por ele. Tá errado. Tá errado.
Você tá errado. Tá completamente errado.
Tá. E eu sei que tem uns pastores que
estão envolvidos nessas nesses
planejamentos de campanha do Lula e são
de esquerda e reproduzem a mesma
dinâmica que o pastor conservador de
direita que faz as coisas com a
candidato de direita. Vocês estão
errado, velho. Vocês estão errado.
Completamente errado. Completamente
errado. Completamente errado. E dito
isso, obviamente, passamos o esse ano
novamente. Sim ou faremos? Sim ou
faremos. Beleza? Mas então,
completamente errado, completamente
equivocado, misturando os trem,
reproduzindo uma dinâmica de voto de
cabresto
e que é falso, né? Completamente
equivocado, porque é uma pessoa
minimamente organizada, progressista e
crítica, etc, etc, etc, etc. Ela não vai
cair nessa armadilha tonta. Você tá
fazendo essa performance para quê, né? A
performance é exatamente para que e para
quem?
Não faz sentido, não faz sentido. Não
faz sentido. Não faz sentido. Dis
William, bom dia. Passando só para
desejar um feliz aniversário. Você faz
um trabalho incrível por aqui. Por
favor, continue elevando o nível do
debate. Muito obrigado, querido William.
Espero que nós consigamos sobreviver e
manter aqui essa esse papo. Eita, tem um
monte de mensagem que ficou para trás.
Jesus Cristo.
Beleza. Então é o primeiro ponto aqui.
Primeiro ponto antes da gente dar
continuidade para as nossas conversas.
Estão errado esses pastor aí? Tá tudo
errado. Direita, esquerda,
autodenominado progressista, né? Que é
autodenominado, né?
Tá errado.
Um terapeuta são 1024 gigapeutas.
[risadas]
Foi boa. Ah, tá bom. Então, tá de boa.
Pergunta aqui do Rock Marciano. Pastor,
pode usar calcinha? Se tiver
confortável, tranquilo.
Pergunta querido, fazer tudo é política.
Não,
não.
Diz querido Rock Marciano. Templo é um
lugar onde aflitos buscam esperança.
Verdade. Não é lugar de fazer essas
coisas também não. Igreja é um
território político, não para
politicismo. Pode ser. concordo contigo.
E aí talvez alguns irmãos das teologias
de libertação, velha guarda mais
engajados talvez fiquem chateados
comigo, mas
vá na condição de trabalhador e
trabalhadora, tá? Pode assumir que você
é cristão, que você é evangélico, que se
é o que for, mas na hora de atuar a
militância de trabalhadores e
trabalhadoras.
Diz que doido Gilberto Ferreira 7807.
Igreja não tem partido, mas vamos ouvir
aqui uma saudação do nosso irmão
candidato fulano. Exatamente. [risadas]
Vem, querido irmão candidato pastor
fulano. Nós não temos partido. Vai ver
com a gente. Diz aqui do roque marciano.
A dissimulação que só um crente do tipo
bem crente sabe fazer. É pastor do tipo
meio pastor. Sobre aqueles que falam de
políticos indiretamente no púlpito. É,
não é canalha. Diz que do Gab Faleiro,
Gab Faleiro Fontana é bem honesto e é
crente de verdade, independente do
posicionamento político dele. É óbvio,
gente, nós temos que com conviver,
comungar e estar junto às pessoas.
Gente, bem-vindo à vida, né? As pessoas
não gostam de estar junto, não gosto de
trocar ideia, sai demonizando os outros
antes de conversar. Embaçado. Diz aqui
do Roque Marcelo. Na pintura
renascentista da Santa Ceia, quem era o
apóstolo que aparece solicitando um
cigarro solto pro dono do bar?
Na pintura renascentista da Santa Ceia,
quem era o apóstolo que aparece
solicitando um cigarro solto por o dono
do bar?
Hum,
difícil essa pergunta.
Vou ter que refletir sobre ela.
Diz que do Gabriel Montolesi, eu ouvi
Deleuse. Alguém disse Deleuse? Eu disse
Deleuse.
Beleusa. É. Ah, beleza. Perdão. Agora
entendi. Agora eu entendi. Agora
entendi. O dedo
dedo.
Ah, mas pera aí, pera aí, pera aí, pera
aí que eu vou pegar um trem aqui.
Ah,
oh Jesus.
Ai, ai. Deixa eu pegar aqui.
Provavelmente.
Pronto. Então, o que acontece? Vamos lá.
Deixa eu pegar o livrinho aqui.
Nós fizemos algumas entrevistas, algumas
muitas com evangélicos.
Eh
kê
Ah,
vou pegar aqui.
Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui,
aqui.
Aqui. Pronto, achei.
Vou ler algumas entrevistas. No caso
aqui, vou pegar primeiro essa aqui de um
camarada que nós apelidamos de Ederson.
Ah,
só pra gente sacar, tá? Aqui a leitura.
Diz
que do Felipe LPS,
parabéns, Xingi.
Saquei a referência
diz que ele Batista. Um beijo, querido
Eliel Batista.
Pastores que abre aspas abençoam, fecha
aspas. candidatos não estão por causa do
evangelho, com certeza não, mas pela
disputa pelo espaço de poder político.
Sim, e por proeminência. Progressistas
condenam nos conservadores aquilo que
praticam perfeitamente. Tudo disputando
o holofotezinho. Onde é que tá a
Luizinha para aparecer minha careca
lustrosa? Diz que fazer o what? Felipe,
aí você se passou. [risadas]
É, vai começar a disputa aqui por animes
antigos e interpretação de animes
antigos. Ó, se liga. Vou ler a
entrevista aqui que nós fizemos.
com o querido Ederson. Apelidamos o
nosso querido Ederson para preservar a
sua imagem. Mas se liga, ó, só pra gente
passar um contexto
do humano apresentando sua trajetória de
vida.
E daí também a gente entendeu a pergunta
seguinte, ó.
Questionado sobre sua vida escolar, né?
Que tem uma coisa importante em pesquisa
que às vezes o pessoal não leva a sério.
Você não pode pesquisar. Se você vai
fazer uma pesquisa quali, né,
qualitativa,
é muito importante que você saiba onde
essa pessoa estudou, né? Onde ela se
formou, se é que ela se formou, onde era
o bairro, como é o bairro, onde ela mora
hoje, como é a casa dela, como a casa tá
organizada. Todos esses detalhes
interferem na sua leitura social de quem
é essa pessoa, né? Quais os
eletrodomésticos estão ali dispostos,
onde estão dispostos, como estão
dispostos. Isso é importante. Tudo isso
é importante. Você vai vendo como que a
casa tá organizada, os cômodos, o que
foi possível ser feito, como foi
construído,
eh qual a trajetória de vida da pessoa
minimamente para que você consiga
contextualizar
este humano no espaço, no tempo e na sua
organização regular de vida, o modo de
vida, né? Então isso é muito importante.
Então a gente fez pesquisas nesse tipo e
aí observando tudo, né? Eh, e é
engraçado, por exemplo, se você
vai numa cozinha regular de uma pessoa,
você pode nunca ter ido na casa da
pessoa.
Nunca foi. Nunca foi. Especialmente foi
da mesma classe social. Você entra na
casa, você sabe onde tá, onde ficam os
talheres,
você sabe, você nunca foi na casa da
pessoa, entra na cozinha, você sabe onde
tá os talheres, porque é um padrão sendo
reproduzido ali, que é
interessantíssimo. Aí se você muda a
classe social, a os talheres vão
aparecer em outro local, de outro modo
preservado.
É interessantíssimo. Mas tudo bem, lá
vamos nós. Só um comentário para saacar
a importância de você ver contexto, onde
o cara nasceu, como ele viveu, né? essa
parada toda. Vamos lá. Não, questionado
sobre sua vida escolar, Ederson responde
que sempre frequentou a escola pública,
o que já nos ao ouvir essa informação,
você já consegue mais ou menos pressupor
alguns elementos. O cara sempre estudou
em escola pública. Sua vida foi de abre
aspas trampo a trampo desde os 11 anos,
quando começa a ajudar o pai na
funilaria improvisada. Porque ele
comentou pra gente que ele começou, que
na casa dele tinha uma funilaria que o
pai improvisou, né, para fazer uns bicos
e um trampo ali de funileiro, de de
borracheiro no quintal de casa, o que
também já te dá mais um desenho, onde
esse cara nasceu, como ele cresceu, né?
Tava na na na cidade de São Paulo, essa
coisa toda. Então, importante, eu
esqueci só a idade desse mano. A gente
colocou aqui,
ah,
moro no Capão e tal.
Ah,
eu não lembro se a gente aparece daqui a
pouco a idade, mas tudo bem. Vamos lá.
Então, é isso, mano. Tal desde os 11
começa a ajudar o pai na funilaria desde
os 11 anos de idade. No entanto, teve
que fazer faculdade na marra, né? Então,
mas ele conseguiu acessar a faculdade,
fez ali no esforço.
Eu com 11 anos trabalhei com meu pai
quando fui para Aracati. Trabalhei com
ele na oficina porque como o terreno era
grande, ele pegou e montou o salão. Fez
um salão na frente, montou uma oficina e
eu trabalhei com ele até os meus 18, 19
anos. Só que quando eu tinha 19 anos,
meu pai
eh não é que ele era muito rígido, ele
era muito certo. Eu acho que vocês já
devem ter entendido essa frase, né?
Não é que ele era muito rígido, ele era
muito certo.
OK?
Eita, por sabe quando a pessoa é muito
certinha, começou a não dar certo entre
nós dois juntos. Aí eu falei: "Ó, pai,
não tá dando certo. A gente tá dando,
não tá dando certo. Tá dando muita
discussão, muita briga. Eu vou tomar meu
rumo." Fui procurar emprego. Ele falou:
"Vai, meu filho, vai lá."
arrumei um emprego em uma empresa de
office boy, fiquei acho que 8 meses. Aí
eu saí, fui para uma administradora de
condomínios, fiquei uns 3 anos. Em 2001,
eu entrei no escritório de advocacia e
fiquei até os até 2013. Eu entrei como
office boy interno lá e fui crescendo,
sendo promovido e tal. Aí chegou num
ponto que mudou a gerência, mudou
gerente.
Uma dessas gerentes era bastante
exigente, que não é mais a o rígido, né?
Ou certinho, exigente. E perguntou quem
era formado e quem não era. Depois de um
tempo, ela avisou: "Ó, quem não tem
faculdade vai ter que começar a fazer.
No próximo ano tem que estar fazendo
faculdade. Quem não entrar, infelizmente
vou ter que dispensar. Foi assim, direta
e reta. Então eu comecei a estudar e fui
atrás da faculdade, fiz gestão
financeira na UNIP, aquele curso mais
rápido de 2 anos. Era um tecnólogo, né?
Porque eu precisava de diploma,
precisava de faculdade para poder ficar
na empresa. Eu fiz tudo e consegui ficar
lá até 2023. Essa entrevista foi feita
em 2024, então até um ano atrás. Aí foi
esse o curso que eu fiz, né? Foi o foi o
que eu eh que foi a faculdade, né?
Ederson hoje assumiu. Então a gente já
tem aqui um um uma trajetória do nosso
querido Ederson. Fechou? Então temos
aqui o nosso querido Ederson nessa
trajetória de vida dele. Dá pra gente
desenhar quem é humano. E a gente vai
chegar agora numa parte importante. Eh,
Ederson hoje assumiu a antiga funilaria
improvisada do pai porque batalhou sem
sucesso, apesar de formado por um
emprego melhor. Ele se casou e teve dois
filhos. Evangélico desde criança, por
influência dos pais, também considera a
igreja fundamental na educação dos
filhos. Aliás, mudaram de igreja dentro
da denominação batista para uma que
oferece infraestrutura para as crianças.
Na vida do pobre, a igreja é tudo,
inclusive lazer e inclusive formação das
crianças. Quando perguntei sobre o
motivo da igreja ser fundamental na
educação dos filhos, Ederson respondeu o
seguinte: "Prestem atenção, prestem
atenção.
Acho que por conta do ensinamento em si,
da Bíblia mesmo, com relação ao respeito
aos pais, começando dentro de casa, como
o próprio Jesus ensinou, que a gente vai
ter mais anos de vida na terra se
honrarmos nossos pais e mães." Esse
ensinamento logo de cara é fundamental
porque é o futuro deles, né? Então,
o ensinamento fundamental, honrar o pai
e a mãe, cuidar do pai e da mãe para
você poder ali ter futuro, né? Então, me
respeita, me obedece. Então, é
importante a igreja para ajudar a
autoridade paterna e materna, a
autoridade do pai e da mãe.
E para os adultos, você acha que a
igreja ajuda a tomar melhores decisões
políticas, né? Então, perceba, já vai
direcionando a conversa, né? Que que
você acha do para adulto? Paraa criança,
beleza? Para ele aprender a respeitar o
pai e a mãe, para ter esse valor aí, né,
de de honrar o pai e a mãe. E para
adulto, como é que você acha que a
igreja influencia?
Resposta de cara, pensando na minha, por
exemplo, o Bolsonaro tem os problemas
que ele teve, né?
E oas
condutas que muita gente não concorda,
mas se você comparar com o governo de
hoje, no caso governo Lula, isso aqui
2024,
ele era um cara que pensava em família,
um cara que a esposa era cristã,
ele tem uma ideologia voltada para o
cristianismo mesmo, né?
E o meu pastor sempre apoiou isso.
Veja o papel da O cara da família, a
mulher dele é cristã e o meu pastor
sempre apoiou isso. Então, quer dizer,
ó, como é importante a igreja me fez
andar no caminho correto aqui.
E aí a pergunta que não queria, né? A
influência do pastor era mais direta ou
indireta, né? É importante eu perguntar,
mas o cara falava assim explicitamente,
né? A pergunta não foi essa, assim,
desse jeitinho, né? A pergunta enrola um
pouquinho mais. Fala, cara, mas assim,
ele falava explicitamente no púlpito,
vota no Bolsonaro ou não? Era mais
indireto assim, só mostrando tal.
Aí o que que ele manda? É mais indireta.
Ele falava e deixava em aberto. Cada um
tem o livre arbítrio para votar em quem
quiser, né?
Mas por mais que seja estratégia
política do Bolsonaro de querer
conquistar a família pelo lado da
igreja, cara, é a melhor opção. Veja, o
maluco não é tonto. O mano aqui ele não
tá sendo ingênuo. Ele não tá tipo assim,
ele sabe que o canalha do do do bolsa de
cocô que agora é presidiário, ele tava
usando como estratégia para ele e ele
falava, por mais que seja estratégia,
tá de acordo com os nossos valores, tá
ligado? E ele, o pastor não dizia
abertamente,
era indireto, mas eu entendo, né? a
gente saca
essa ideia de de falar, olha, de púlpito
a gente não fala em quem você deve
votar, você tem livre arbítrio, você faz
sua escolha, mas e aí vem um monte de
informação pressuposta, é a gente
fazendo um grande teatro. Todo mundo
aqui finge, faz um drama e finge que é
burro, né? Todo mundo finge que não vê o
que tá acontecendo, mas todo mundo sabe
o que tá acontecendo. Todo mundo sabe.
Você conversa com as pessoas, as pessoas
sabem. fala não sei. Pô, o pastor tá
falando pra gente votar no front de tal.
Ele não diz, mas a gente sabe, as
pessoas sabem. Só que a gente faz um um
um um
como é que é que fala? Um um
teatrinho mesmo, um drama. A gente um
fingimento, todo mundo finge que não é
assim. E aí segue um protocolo formal,
né, para uma etiqueta para fingir que
não é assim. Aí eu tenho que considerar
mais honesto o cara que é explícito, o
cara que fala mesmo. Eu falei: "Não,
isso aí é mais honesto,
é mais escraashado, pelo menos tá sendo
honesto, tá sendo honesto, mas a
dissimulação é a grande armadilha,
porque pra maioria é dissimulação. Se
você for conversar com a maioria dos
evangélicos na igreja deles, não fica
falando em quem você tem que votar,
cara. Maioria
diretamente não, mas indiretamente sim.
E aí, indiretamente fica esse reforço de
determinados valores que são adequados e
iguais ao programa de político A iguais.
Iguais, idêntico. E o cara fica
reforçando indiretamente. Aí aparece um
babaca que nem o Malafaia, um otário que
nem o Marco Feliciano. E aí deixa
explícito. Ele fala: "Tem que fazer 22
mesmo, tem que votar mesmo, tem que não
sei o quê". Esses caras que deixam
explícito viram a voz pública daquilo
que fica conversando no corredor
escondido. E aí o pessoal vai discutir
com o Malafa, com o Marco Feliciano, com
não sei o que lá. Vira boi de piranha.
Aí vai tudo as piranha progressista e de
esquerda e pastor progressista piranha
de esquerda.
Eh, eh, imprensa, piranha, progressista
de esquerda, vai tudo para em cima desse
boi, tudo boi de piranha, vai tudo em
cima do malafaia, todo mundo em cima do
Marco Feliciano. E o que tá sustentando
é a conversa do corredor, é o indireto,
é o pastor que fala: "Eu não digo em
quem você tem que votar, mas faz o MET
linha a linha com programa de a aquele
ali é o programa do Bolsonaro, faz linha
linha ali, ó, esse certinho. Faccio
métete com esse programa, fica na
conversa de corredor, fica na linha
indireta, fica no púlpito dissimulado e
aí o pessoal discutindo e batendo cabeça
com uma lafaia, com não sei o quê. Aí
para quê? Para aparecer um monte de
gente para dizer: "Não, mas nem todo
evangélico é assim. Não, mas nem todo
pastor faz isso". É lógico que não faz,
porque a conversa ela tá em outro
âmbito, tá nessa hegemonia consensuada e
que fica na conversa de corredor e
indireta e do púlpito indireto. Essa
dissimulação, mas todo mundo sabe o que
tá acontecendo. Aí fica batendo cabeça
com esses babaca, tipo Malafa, o
Feliciano, que explicita o negócio e não
percebe que é uma dinâmica que tá ali
por trás das cortinas, que tá ali no
teatro, nessa dramatização de como se a
gente não tivesse interferindo em nada,
tá ligado? E isso precisa ser
explicitado, isso precisa ser ser
tornado público. Assim, gente, vamos
parar de fingir, vamos falar real,
vamos expor.
Pastor tá mentindo, tá sendo hipócrita.
E a gente fica sendo hipócrita, fingindo
que não tá entendendo o que o pastor tá
dizendo. Mas todo mundo sabe. Vamos
falar real aqui. Tem nada a ver com
Bíblia, com fé, com princípio. Não, não,
não, não. É com apoio político
partidário para fulano de tal e ponto.
Seja honesto.
E aí, vamos lá, né?
Então, cada um tem o livre arbítrio para
votar em quem quiser, né?
Mas por mais que seja estratégia
política do Bolsonaro de querer
conquistar a família pelo lado da
igreja, cara, é a melhor opção. Como os
princípios cristãos estão atrelados a
ele, então você acaba indo mais pro lado
dele. Meu pastor,
eu vou até dar um zoom maior aqui, ó.
Prestem atenção.
Meu pastor não era tão explícito,
mas ele meio que dava aquelas indiretas,
entendeu? Para dar uma incentivada no
povo.
Eu sei o que você tá fazendo e o pessoal
também sabe.
Mas aí a gente tem que dar corda para
bom entendedor. Meia palavra basta, né?
>> [risadas]
>> Aí eu quero relembrar, eu quero
relembrar e eu vou pegar no pé do
Hernandes Dias Lopes.
Por que o Hernandes Dias Lopes, como
presbiteriano, faz esse esse esse esse
teatrinho, faz esse drama. Fal, gente,
[risadas]
nós não temos candidatos e nem partidos,
nós temos princípios. E aí todos os
princípios dão igual do candidato e do
partido. Aí se o o o eh o PT ganha, né,
que que foi o que aconteceu? O PT ganhou
em 2022, Lula vira presidente no cargo
de presidência especificamente,
porque na Câmara foi um massacre, mas
tudo bem. Não é o caso do da
presidência, ganha, vira presidente. No
dia seguinte, o Hernandes Dias Lopes tá
dizendo: "Gente, estamos passando por
tempos turbulentos e vai ser difícil e
nós temos que nos agarrar aos princípios
dos valores da família. E aí, camiseta
verde amarela, né? Quem será que ele tá,
quem será que ele tá fazendo? Que será
que ele tá defendendo? Ah, não sei, deve
ser coincidência. E aí, beleza, faz essa
dissimulação toda. Aí agora,
recentemente, grava o vídeo lá sobre
política e e e religião, se o pastor
pode ser de esquerda. A pergunta do cara
lá no recentemente a gente fez um react
disso, a pergunta do internauta era: "O
pastor pode ser de esquerda declarando
posição política?" Aí o Hernandes, olha,
eu sou contra pastor declarar posição
política. Eu sou contra. A gente não faz
isso não. E a gente nem diz em quem você
deve votar, mas nós temos princípios. E
piriri pororó, piriri pororó, piriri
pororó mesma lenga lenga no final diz
para bom entendedor, um pingo é letra.
Mas eu devo ser otário, né? Tem que ser
muito dissimulado, né, gente? Aí vem,
né?
Meu pastor não era tão explícito, mas
ele meio que dava aquelas indiretas,
entendeu? para dar uma incentivada no
povo aí para bom entendedor meia palavra
basta, né? Eu poderia ter feito a
pergunta para bom entendedor um pinga
letra, mas eu fiz meia palavra basta.
Isso já faz uns anos. Aí vem resposta do
nosso querido irmão Edson. Isso,
exatamente.
Isso, exatamente.
Todo mundo sabe. Mas assim, eu procuro
nem misturar muito a igreja com a
política. Claro que não. A gente viu que
não tem nenhuma mistura na resposta
anterior, porque isso já é uma cultura
antiga aqui no Brasil, né?
Eu particularmente
não concordo com o pessoal da política
que usa a igreja para se beneficiar, mas
infelizmente
é uma coisa que acontece muito hoje,
então a gente mantém,
[risadas]
cara. Tem que ser ai velho, tem que ser
muito muito complicado. Ah, meu pai
amado.
Que que vocês acham desse trem? Tem que
ser. É muita dissimulação, né?
É muita, muita, velho. Não dá, não dá.
Deixa eu voltar aqui.
Ai, Jesus Cristo, eu fico irritado com
esses trem.
Deixa eu ver aqui que estamos
conversando.
Ui!
Discr do William. Caraca, Bruno, eu
agora percebi que você tem a voz muito
parecida com a do pastor Pascoal
Pirajini. Precisarei passar numa
fondeióloga imediatamente.
Diz querido Gabriel Mont. Mas Gabriel
Montoles virou membro. Bem-vindo,
Gabriel Montoles. Ainda bem que você se
tornou membro do nosso canal, membresia
aqui do canalzinho. Obrigado pelo
carinho, pela confiança, pela
consideração.
Maisu
moer.
Maiser
ou
ma issu muser
ou mais sumo ser.
Parabéns, Bruno, muitos anos de vida.
Muito obrigado, querido mais um user
user. Muito obrigado aí pelo carinho.
Obrigado pelo carinho. Aê, membresia.
Aê, Gabriel, bem-vindo à membresia. Tamo
junto. Tamo junto. Diz que do Gabriel
Faleiro, toda vez que metiam honrar pai
e mãe, do nada eu respondia com Mateus
34:36.
Você queria treta, né? Você queria
arranjar confusão, queria brigar com
todo mundo. Fala, a gente quer bagunça.
Diz que fazer o ó. Bruno, é para honrar
par mãe mesmo ele sendo canalhas? Então
é que a galera aí
mistura alhos com galhos, né?
Tem muito pai e mãe que é complicadinho.
Vamos combinar. Vamos combinar.
Diz que do Gabriel Montol Missan. E o
pessoal faz muito bizancê, muito
bizancêo. Finge é esse fingimento, né?
Vamos aqui, você finge que eu sou tonto,
né? Você finge que me engana, eu fiz que
acredito. E pronto, todo mundo fingindo,
tá tudo certo. Se a gente finger, diz
aqui do Gab Faleiro, mais um user.
Exatamente. Mas é que eu gosto do de
misturar os nomes. Então poderia ser só
um mais um ou zero. Diz aqui do Gabriel
Montoles. O que é MT 3436? Mateus 3436.
Vamos pegar aqui Mateus 34
NVI porque é mais legível.
Mateus 1046. Deixa eu abrir aqui. Aqui,
aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui.
Abre, desgraça.
Cara, agora o Bíblia online cheia de
propaganda, mano. Coisa horrível.
Ele quer treta. Ele quer treta.
Eu vou te mostrar o que acontece. Esse
esse é o problema do pessoal usar texto
fora de contexto. Vira pretexto, né?
Texto fora de contexto é pretexto para
você falar qualquer grosélia.
É o seguinte, querido Gabriel Montoles,
o nosso querido amigo
Gabriel Faleiro, vocês tem que
conversar, o Gab Faleiro e Gabriel
Montollei, Montolesi, Montese.
Diz é o seguinte, cara, é o seguinte, é
o seguinte. O Gabriel Faleiro, ele quer
treta. Por quê? Porque o Mateus 10:34
diz o seguinte, que que que que que que
é isso? Isso é o seguinte.
Não pensem que vim trazer paz à terra.
Não vim trazer paz, mas espada. Tem tem
conservador que adora esse texto para
dizer que você tem que andar armado.
Pois eu vim para fazer que, abre aspas,
o homem fique contra o seu pai, a filha
contra a sua mãe, a nora contra a sua
sogra.
Os inimigos do homem serão a sua própria
família.
Seria isso, entendeu? [risadas]
Aí você pega as palavras de Jesus para
dizer que na verdade eu quero treta,
quero briga, quero guerra, quero quero
fight, família desfacelada, destruída e
uns contra os outros. É basicamente
isso, entendeu?
É complicado. É complicado, complicado,
complicado.
Deixa eu pegar um outro trem aqui. Ai,
ai, ai.
Ah.
Cadê? Cadê? Cadê?
Vamos lá, mais um camarada Vanderson.
Camarada Vanderson.
Vou pegar a entrevista aqui do camarada
Vanderson.
Cadê? Cadê? Cadê? Pronto,
camarada Vanderson, vamos ler aqui mais
um trechinho da uma outra entrevista.
[risadas]
Pergunta querido Gabriel Montoles.
Montolesi. Vixe, esse Jesus era contra a
família? Não, não, mas é que é texto
fora de contexto, é pretexto pra gente
fazer o que a gente quiser, né?
Armamentista e contra família.
Exatamente. Falei [risadas]
piada. É, deu
uma mistura de coisas. É, é texto fora
de contexto, a gente faz o que a gente
quiser com ele, né? Aí fica triste.
Teve outro camarada Vanderson,
também aqui da periferia de São Paulo,
né?
Ah, que tem uma interpretação bem
Brasil paralelo das ideias, porque essa
desgraça se infiltrou em tudo quanto é
lugar.
E eu vou mostrar para vocês mais uma
paradinha legal aqui. Por quê? Por que
que é importante ver isso, gente? Tem
que ler essas paradas, tem que ver as
entrevistas, tem que ver essas posições.
Como a gente tem sustentado nos nossos
artigos, há um consenso hegemonizado e
estabelecido entre os evangélicos,
historicamente estabelecido, que
desviam, que promovem condições para um
desvio do interesse de classe. E a gente
tem que entender esse processo, né, que
aí o pessoal chama de voto evangélico,
sei lá o quê, mas não, não é bem isso.
Mas é importante a gente ver. Ó,
perguntei aqui, eh, a gente perguntou,
né, sobre a questão da politização da
igreja no Brasil, se a igreja tava se
tornando politizada, o que que tá
acontecendo? Periri paral e Vanderson
diz o seguinte, eu acho que é até
bíblico, eu acho, né? Não tenho certeza,
não vou verificar.
Tanto é que muitos políticos da época,
da classe alta, foram importantes para a
expansão do evangelho, né? Então, veja,
já é uma interpretação que eu
considerei, não perguntei sobre, mas eu
considerei já uma interpretação bem
Brasil, paralelo das ideias. Porque no
geral o evangélico brasileiro, ele é
contra a ideia do império romano, da
igreja católica, essa coisa toda. Mas
aqui é uma interpretação muito que
destoa do geral, que é dizer que foi
importante o Império Romano, foi
importante essas lideranças, eh, essa
classe religiosa, né, que tá atuando
pelo fato de ser de garantir a expansão
do evangelho, né?
Se não fosse também o próprio império de
Roma, o evangelho não teria se difundido
tanto. Então é aquela passada de pano no
império romano e Constantino se tornando
cristão. É lógico que é Deus no
controle, mas o Império Romano ajudou
muito nessa expansão. Uma mistura aqui
de de evangélico
eh com predestinação, mas eh Brasil
paralelo das ideias. Eu não acho pecado,
né? Não acho problema aí a igreja se
partidarizar. Para mim, quanto mais
crente na política, mais próximo do povo
a política ficaria. Que obviamente ele
tá considerando aqui o povo como crente,
como cristão, como evangélico, né?
A igreja tem todo o dever, todo o
direito de participar. Aliás, nós como
brasileiros participamos muito pouco da
política.
Mas eu creio nisso. Quanto mais crente o
camarada que entra lá no no meio da
política, melhor. Não concordo com o que
aconteceu naquele começo do ano, aquela
manipulação de massa. Aí é que se
referia o 8 de janeiro, né?
A tentativa de golpe, utilizando os
coitados dos irmãos crentes, inocentes,
para fazer baderna lá. inocente. Quando
é crente é inocente. Nem todos eram
crentes ali. Lógico que não. Tinha muito
baderneiro. [risadas] Claro que crente
jamais seria baderneiro, né? Agora o que
não pode é aquele negócio da igreja ter
partido,
como nós vemos no nosso país.
Infelizmente
tem certas denominações que já tem até
partido político. Você vê que é
importante pra expansão do evangelho.
Tem que politizar, mas não pode ter
partido. Uma confusão da Mas vamos lá.
eh, vê o problema, tal, não sei o quê,
mas é importante que os clientes estejam
cada vez mais. Aí perguntei, né, quem
que o Vanderson tinha participado, quem
que o Vanderson tinha votado para
presidente? A gente perguntou lá, oxe,
claro que Bolsonaro, o menos pior era o
que eu falava, ó, eu tô votando no menos
pior para governador votei em Tarcismo,
quem diria. Candidatos a deputado eu não
lembro. Eu votei nos meninos aí, uns
menininos aí que que tenta ser político
aqui do bairro. Alguns eu até conheço,
eu conheci você desde pequeno, então tem
meu voto.
Esse lance do mal menor é uma desgraça,
porque pega a esquerda também.
Aí perguntando sobre a avaliação do
governo Bolsonaro.
Do governo Bolsonaro, o que que ele
acha, né? Apesar de ele ter falado muita
bobagem, como é de prh, afinal, se um
político não fala tanta bobagem, não é
político brasileiro, né? Achei a piada
boa. Eu achei muito honesto e bom para
em termos de pautas, né? Então ele foi
honesto e bom em termos de pautas. Quais
pautas?
Divinha? Embora isso eh nisso a pandemia
tenha atrapalhado muito, né? Mas eu
votei nele de boa. Só achei errado esse
último lance dele de querer militarizar.
Isso já não concordei. Porém, sabemos
que nossa política tem muitos barões,
né? Então eu não tinha nada o que falar,
a não ser que essa última mancha que ele
teve no finalzinho tentando ficar no
poder. A verdade é que outros partidos
também querem sempre isso aí. Ou seja,
não achei legal, mas se acontecesse, não
tem problema, porque tem outros partidos
que também, igual ele, querem ficar no
poder. Qual será os outros partidos que
querem ficar no poder?
Hum. Se ninguém presta, né?
Então vou ser sincero, não por eu ser
crente, mas porque conheci, conheço
muitas pessoas que vieram do PT,
aparentemente,
e também não por conta desse negócio de
direita, esquerda e tal, não. Claro que
não. Para mim pode vir qualquer
camarada, qualquer político que venha
disputar voto pelo PT, PESOL, essas
encrencas aí, que eu voto sempre do lado
branco da coisa,
do lado negro, do lado vermelho, enfim,
porque as pautas deles são muito
complicadas.
Qualquer cristão, não só evangélico,
deveria perceber mais, porque eles não
estão nem aí. Eles querem destruir a
sociedade, liberar a maconha.
O negócio deles é só esse, entendeu? Eu
votei no Bolsonaro mais por isso, porque
provavelmente ele não queria destruir a
sociedade e nem liberar maconha, porque
eu sabia que era o único que ia bater de
frente com os petralhas, como se diz por
aí. E aí, meus amigos, vem um elemento
muito importante de análise de
conjuntura.
A gente tem e tem que entender que a
grande força é o antipetismo, porque o
antipetismo encarna esse anticomunismo,
esse antiocialismo, antiesquerdismo,
antiísmo.
Isso é importante de destacar
porque apesar de enquanto radicalizados,
comunistas e não sei o quê, a gente se
colocar à esquerda do PT, né, vamos, ah,
a gente é mais esquerda que a esquerda
esquerda esquerdista. Esses caras não
são radical, eles não são comuna de
verdade e à vezes não são comunista.
Lógico que não são, não são comunista,
não são revolucionário, não.
Mas na realidade tal qual ela é posta e
no imaginário, no imaginário popular de
como tá colocada a vida
PT, pessoal, qualquer partido que a
gente no nosso ponto de vista analítico,
de quem estuda não sei o quê, coloca
centroesquerda, é o revolucion, é o é o
extremo do perigo da sociedade, a
encarnação do comunismo na terra,
entendeu?
Então, meus queridos amigos,
mesmo que a gente fale não é tão
esquerda quanto a gente, não sei. A
realidade da percepção do antipetismo é
que esses caras são comunistas para
caramba, é que eles são grande perigo e
etc, etc, etc. E essa relação conforma o
que a gente tem que considerar como a
esquerda real.
A esquerda real no Brasil, ela se
apresenta com pautas que a gente pode
considerar mínima do ponto de vista do
sonho que a gente tem.
Mas esse efeito de pauta mínima do ponto
de vista de sonho que a gente tem, é o
que conforma uma esquerda real,
é aquilo que a gente tem como
possibilidade de enfrentamento.
E a grande força acumulada como
opositora é o antipetismo.
E isso a gente tem que considerar. A
gente não pode desconsiderar. E no meio
evangélico isso é muito forte, mas muito
forte, muito forte. antipetismo como
anticomunismo, como antissatanismo, como
anti esses caras que querem acabar com a
família, com a sociedade, com a
propriedade privada,
historicamente estabelecido e
reproduzindo dentro de classes
populares, ideologia de classe média.
Então essa dinâmica a gente não pode
desconsiderar
porque é a realidade que se impõe.
É a realidade que se impõe.
E se a gente ficar mais nas
preferências, nos valores, nas ideias
abstratas, sem considerar esse fenômeno,
a gente comete estratégias equivocadas.
A gente comete falhas muito muito
bizarras assim. E aí acontece o
seguinte, o núcleo e o bloco mais
difícil de enfrentamento é o bloco
evangélico. Por quê? Porque é uma classe
trabalhadora, majoritária, que desvia do
interesse da classe geral,
tá? Desvio de classe geral, do interesse
da classe geral. E isso tem que ser
colocado. A gente tem que discutir em
termos de classe, de luta de classe, de
mobilização da classe trabalhadora, de
organização de militância.
E isso é nossa, purinho.
E aí eu eu acho engraçado porque como
tradicionalmente a esquerda brasileira
religiosa, né, que seja religiosa, ela é
católica porque vem da tradição da
teologia da libertação, ela tem
dificuldade de fazer esse trânsito de
interpretação da realidade e de entender
a dinâmica do movimento evangélico.
dificuldade de entender os interesses,
os processos, o movimento de organização
urbana que tem dentro da igreja, como
ela se desenvolveu. E aí não consegue
trocar essa ideia, não consegue fazer
esse movimento. E é importante da gente
considerar, da gente avaliar, da gente
ter mais recursos para fazer isso. Para
isso, a gente precisa continuar papeando
nos termos que a gente papeia aqui no
nosso canalzinho e voltar a discutir em
termos de classe, de organização de
classe, não é uma questão religiosa
assim, ah, é do valor A, B, C, D, sim,
passa por esse filtro pelo modo como
somos institucionalizados, mas as pautas
debatidas elas elas passam pelas
necessidades da classe trabalhadora. E é
aí que a gente tem que se apegar. E é
engraçado porque essa galera mais
progressista que venha de uma teologia
da libertação ou que seja uma esquerda
que conversa com cristãos da teologia da
libertação, ainda que seja a religiosa
ou sem religião, sei lá, faz a pergunta
dos seguintes termos, né? Acho que o
pessoal até parou de me chamar para
fazer entrevista por causa disso. Que
eles perguntam assim: "Como é que
conversa com o evangélico, com o
eleitorado evangélico? Como você
conversa com qualquer outro eleitorado?
Qual é a necessidade daquelas
trabalhadoras?" Minha gente, eu não
tenho que disfarçar um diálogo,
disfarçar um vocabulário, né? Não vou
criar aqui um vocabulário religioso
porque aí eu não, porque não é nesse
tipo de convencimento. O convencimento
ele é real, ele é efetivo, ele é na luta
da organização popular. Então, por
exemplo, os caras de do Congresso,
para finalizar, porque eu preciso
preciso sair, os caras do Congresso de
de de eh
de extrema direita que conformou a
bancada evangélica, bancada da bíblica,
sei lá o que, sei lá o que, sei lá o
quê, essa galera queria passar aquela PL
do estupro, não queria passar PL do
estuppro.
E aí quando vai conversar com as massas
evangélicas, com o eleitorado
evangélico, eles eram contra essa PL,
contra aquilo que estava sendo proposto
pros caras que eles votaram,
porque há uma distância, um abismo entre
o interesse real e a vida efetiva da
classe trabalhadora para aquilo que é
colocado nesses formos desse disfarce,
nessa teatralidade, nessa dramatização
do bem contra o mal. A mesma coisa
quando a gente fala sobre escala 6 por1.
Se você for trocar ideia com a massa
evangélica, não os pastores, a massa
evangélica quer acabar com a escala 6
por1, quer ter mais tempo de vida, mas
você vai conversar com as lideranças,
com essa galera, já começa a se apoiar
nessas pautas representativas, porque há
um conflito de classe posto. Ele só não
tá sendo tensionado dentro das igrejas.
E é aí que a gente tem que brincar.
Tensionar esse conflito é existente,
porque as necessidades da classe
trabalhadora são as mesmas. Pelo amor de
Jesus Cristo,
tá ligado?
Aí quando a gente não tensiona no
processo da luta de classe, não conversa
sobre as tensões de luta de classe, quer
disputar no gogó e no teatro, a gente
perde. No teatro a gente vai perder,
mano. Na dramatização, esquece, a gente
vai tomar um pau. Tem que conversar e
mobilizar como classe trabalhadora. Aí,
pastorzinho de esquerda, pastor de
esquerda porista quer atuar
politicamente, atua como classe
trabalhadora, inclusive assumindo que
você é trabalhador. Que é a primeira
pergunta que tem que fazer para um
pastor, você é trabalhador?
A resposta que ele der altera
completamente o modo como você vai
entender o que ele faz.
Você é trabalhador,
tá ligado? Você é da classe
trabalhadora,
você é um trabalhador.
Comece, começa aí, meu amigo, começa aí.
Eu eu acho engraçado porque ess os
nossos queridos pastores progressistas
raros, talvez eu conheça um que fala
classe trabalhadora, sou trabalhador. A
maioria não faz isso. Sou pastor,
liderança religiosa, sacerdote, líder
espiritual, sei lá o que nome que vai
dar. Mas nunca se coloca como
trabalhador. Inclusive, se colocar como
trabalhador, vai ter que começar a
prestar conta, né?
É, queridos amigos pastores evangélicos
progressistas, vocês são trabalhadores
ou deveriam ser? Se não tão sendo,
ai problemas, ai problemas e silos aí.
Beleza,
eu preciso partir, meus irmãos. Surgiu
um trem aqui
e eu vou precisar resolver. Não estava
esperando por essa.
Belê.
É isso, meu povo. Grato pelo carinho,
pelas considerações de parabéns, de
amor, de tudo mais. Estamos junto. E a
gente segue porque hoje é sexta-feira.
Sexta-feira é fim de semana. Sexta-feira
é fim de semana. E se é fim de semana
numa sexta-feira?
Prepare-se, queridos e queridas, porque
hoje é dia. Dia de cestade. Ai, eu
esqueci. Dia de cestade. Eu tenho que
fazer [música] isso aqui. Ai, meu Deus.
Cestar de maneira adequada também, hein?
Cestar de maneira adequada, porque hoje,
dia de cestar, sabe o que que vocês vão
fazer hoje à noite? Vocês vão pegar uma
bebida que vocês gostam, vão preparar
uma um bilisquetes,
esqueminha, uma comidinha que vocês
gostam, vocês acham massa, que vocês
consideram válida e interessante para
cestar
numa noite que vocês não têm nada mais
importante para fazer. Obviamente que
não. E hoje, 7:30 da noite, na hora de
cestar, que você tá animado, que você tá
animada, você queria tanto um evento
legal
com o moreno, com a morena, o evento
legal vai ser esse aqui, ó. Você vai
botar no YouTube, lá no canal do Valol
Brasil às 7:30 da noite, que a gente vai
estar lá. Esse cara aqui, ó, esse cara
aqui sou eu. Esse aqui sou eu. E nós
estaremos aqui. Então, hoje vocês vão
colar lá no canal do do Paula Brasil.
Hoje à noite, às 7:30 da noite, que a
gente vai bater um papo. Fechado, minha
gente querida. Mas você está em grande
estilo. Vocês vocês vão não vão se
arrepender de convidar a [música] pessoa
ali amada para poder assistir um papo
incrível
que nós vamos falar sobre evangélicos
aqui no Brasil. Eu espero que vocês
curtam. Fechou, meus amigos? Fechou.
Fechou. Fechou. Fechou. Fechou. Não,
cola lá com a gente. Agradeço demais. Um
abraço imenso. Deus abençoe. E nós
seguimos por aqui. [música] Trazendo a
boa nova. Todo dia útil até a vitória
final.
Seguimos trazendo boa nova todo dia
[música]
útil
até a vitória final.
>> Valeu minha gente. Fiquem bem. Abraço,
[música] Deus abençoe e chegemos
trazendo a boa nova todo dia útil até a
vitória final. Obrigado aí pelo cuidado,
pelo carinho. Somos aniversariantes
em pleno agosto que não tem nenhum
feriado. Valeu, minha gente.
[música]

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