Blaise Pascal: a razão consegue explicar tudo?
18/08/2026
Blaise Pascal: a razão consegue explicar tudo?
A razão consegue explicar tudo? Blaise Pascal foi um dos grandes gênios da matemática e da ciência do século XVII. Suas pesquisas e invenções ajudaram a lançar bases da física moderna, mas Pascal também percebeu que a razão científica tinha limites diante das grandes questões da existência.
Neste episódio de Origens — Pais da Ciência, conheça a trajetória de Blaise Pascal, suas contribuições para a matemática e a física e sua reflexão sobre os limites da razão.
Depois de Descartes colocar a dúvida e a razão no centro da busca pelo conhecimento, Pascal leva essa discussão ainda mais longe: até onde a razão humana pode chegar?
Após uma profunda experiência espiritual, Pascal voltou-se para questões relacionadas à existência humana e passou a refletir sobre a condição do ser humano, marcada, segundo sua visão, por uma tensão entre miséria e grandeza.
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.
🟦 Pais da Ciência é uma temporada dedicada a grandes nomes que ajudaram a transformar nossa compreensão da natureza e do universo. Ao longo de 13 episódios, a série revisita suas descobertas, ideias e trajetórias, explorando também as relações entre ciência, conhecimento e fé.
🎬 Assista à temporada completa Pais da Ciência:
Fonte: Origens NT
Legendas automáticas:
O século X7 foi um período de transição profunda, um momento onde os ventos da mudança começaram a sofrer com força, desafiando as certezas antigas [música] e abrindo espaço para uma nova era de pensamento. A revolução científica surgia como uma força renovadora, com nomes como Galileu, Copérnico e Kepler, que ousaram desafiar as ideias medievais sobre o universo, [música] apresentando uma nova forma de olhar para o cosmos. Foi nesse turbilhão de transformações [música] que surgiu uma figura cuja genialidade e fragilidade refletem [música] o próprio espírito da época. Blaze Pascal, desde pequeno esteve rodeado de livros [música] em sua casa em Clermont, na França. Ele viveu entre duas forças que definiriam sua jornada: uma mente incansável [música] e um corpo frágil. Nunca foi para a escola porque sua saúde não permitia. Ele era capaz de [música] embrenhar-se nas leis da física e da matemática. Mas sua maior obra talvez tenha sido [música] sua reflexão sobre a condição humana repleta de grandezas e de vulnerabilidades. Anos depois, [música] Pascal chegaria a Paris. Aqui as ideias se encontravam. Cientistas, teólogos, matemáticos, filósofos. [música] Era um tempo de descobertas rápidos e debates intensos. Galileu tinha aberto uma nova janela para o céu. [música] Newton começava a formular a física que iria reger o mundo por séculos. [música] Neste ambiente vivo e inquieto, Pascal cresceu. entre bibliotecas, salões [música] científicos e igrejas antigas, ele buscava compreender não apenas como o universo funciona, [música] mas também porque existimos dentro dele. Ne. Oh. [grito] [música] Bl Pascal foi um filósofo, né? um filósofo do século X7. É assim que ele fica [música] conhecido e ainda muito muito jovenzinho. Ele ele perdeu a mãe, né? E a mãe ele ele perdeu a mãe quando ele tinha [música] 3 anos de idade. Então foi o seu pai que praticamente cuidou do Pascal e das duas irmãs, Gilberta e Jaqueline Pascal. E o pai do Pascal era alguém eh [música] muito preocupado com a educação do Pascal, né? Então, Pascal era aquele [música] sujeito que eh com 12 anos, por exemplo, [música] ele eh escreve um tratado sobre o som e [música] esse tratado se perdeu, mas a gente sabe que por informações da irmã dele que foi um tratado muito bem escrito. Então, foi alguém que cresceu num [música] ambiente e muito marcado pela educação, pela intelectualidade. >> E Pascal é uma figura muito interessante porque ele [música] tinha vários problemas de saúde e esses problemas de saúde de certa forma atormentavam ele, sabe? de tal modo que eh é possível que muito da visão que ele tinha sobre a natureza humana era decorrente desses [música] vários problemas, sabe? Pascal definia o ser humano como uma mistura de grandeza e tragédia. Então, [música] o ser humano era sempre um emaranhado dessas duas coisas, sabe? Porque o ser humano ele é capaz de pensar, mas ele é capaz também de fazer coisas terríveis. Então, eh, o Pascal foi essa figura matemática, um intelectual [música] de grande calibre e um grande religioso também. >> Ele também é marcado [música] por ser um dos últimos conhecidos como Homem Universal. Para alguns historiadores, ele é um dos últimos representantes da linha de homens universais. O que são homens universais? Homens com habilidades em múltiplas áreas e habilidades que deixaram marcas na história em múltiplas [música] áreas. Então, Pascal ele tem, ele congrega essas diversas habilidades e [música] deixou a sua marca na história. >> O pai do Pascal, no início da vida, [música] eh, do Pascal escondeu os livros de matemática dele, porque dizia que a matemática [música] ela é uma atividade viciante, né? sendo ele mesmo matemático. >> Sim, ele sabia disso. E ele dizia, a partir do momento que [música] o espírito ele é tomado pela matemática, eh, o intelectual [música] ele deixa de lado todas as outras coisas. Então, na cabeça do pai do Pascal, o Pascal tinha que aprender bem as línguas, as regras de gramática, as exceções das regras de gramática, porque ele sabia que a partir do momento que o Pascal [música] começasse a estudar matemática, muito provavelmente ele seria tomado por ela, né? E e de fato foi isso que aconteceu. Num determinado dia, o pai do Pascal chega em casa [música] e ele vê umas figuras geométricas [música] eh pintadas, né, no chão com carvão. [música] E era o o Pascal fazendo figuras geométricas. E ele olhando aquilo, [música] ele percebe que o Pascal, sem ter acesso eh aos livros de Euclides, ele [música] chega à 32ª proposição de Euclides. A gente não sabe bem se o Pascal eh [música] de fato descobriu isso ou se ele se ele de forma eh desobedecendo [música] o pai, ele teve acesso ao livro do Euclides, mas ele era muito jovem. Então, mesmo se ele [música] teve acesso à obra do Euclides, eh, entender essa obra com 13, 14 anos era uma coisa muito difícil, assim, muito fora da curva, né? Então, eh, eh, o pai do [música] Pascal fica encantado e depois entrega os livros para ele, né? E aí ele passa a participar desse grupo de intelectuais e como um jovem, né, prodígio. Pascal era um corpo frágil, carregando uma mente imensa. Ele sofria com dores constantes e ainda assim produziu obras que atravessaram séculos. Um de seus trabalhos hoje é conhecido como [música] princípio de Pascal. Ele estudou como a pressão de um fluído pode gerar força e produzir movimento. Para entender melhor esse [música] princípio, a nossa equipe visitou o Centro de Ciências Copérnico, em Varsóvia, na Polônia, um museu com centenas de exposições que ensinam ciência [música] de forma lúdica e interativa. Nesta exposição específica, vemos [música] que quando a água corre e atinge as paz das turbinas, a pressão e o impulso do fluído é convertida diretamente em movimento [música] mecânico. Esse princípio que Pascal desvendou no século X7 pode ser observado em tecnologias modernas, como freios hidráulicos, [música] prensas hidráulicas e muitos outros sistemas que são aplicados em nossa rotina, muitas vezes sem que nos demos conta de sua origem. A genialidade de [música] Pascal, ela pode ser vista sobre vários aspectos. Aos 16, ele descobre um dos teoremas, hoje é chamado teorema eh de Pascal a respeito de hexágonos circunscritos dentro de cônicas. O que são as cônicas? Cônicas nós são curvas específicas que nós temos. Curvas como a própria elipse nós temos é uma crônica. Então ele descobre uma propriedade que se você marcar seis pontos nessa cônica, formando um hexágono, e se você prolongar os lados opostos desse hexágono, você vai encontrar pontos que se alinham em uma reta. Isso é muito curioso, porque nada indica que um os pontos dos lados opostos de um hexágono circunscrito a uma cônica, vão estar alinhados. E ele constrói isso com 16 anos. Ele escreve um trabalho com 16 anos que é apresentado a Decats. Então o Pascal com 18 anos, o Pascal [música] ele estava muito doente, muito doente. E falam de dores [música] de dente, dores de cabeça, dor no estômago, eh uma [música] paralisia parcial das pernas do que fez Pascal. começar a andar eh de muleta. Em alguns momentos ele tinha desmaios, né? Então ele tava muito mal com 18 anos, né? E acredita-se que eh ele ele já estava eh muito envolvido com atividades eh científicas [música] nessa época, mas com 19 anos ele tem uma melhora e essa melhora leva o Pascal a produzir a a a Pascalina, que é justamente uma máquina de calcular. Eh, isso permitiu que o [música] Pascal 10 anos depois recebesse o título de inventor, né? Mas com 19 anos depois dessa invenção, o Pascal fica muito famoso, fica muito conhecido. [música] E e por que que ele eh eh inventou essa essa máquina, né? O pai dele eh recebeu uma uma fortuna do avô Martã. E com essa fortuna, o pai dele e comprou um título de conselheiro do rei. Isso eh no no sul da França. E ele trabalhava, né? E ele trabalhava como como conselheiro do rei, então tinha condições financeiras assim muito boas. Depois e o Pascal e a família vão para Paris, né? Vão para Paris. E o Pascal, ele tinha na cabeça dele a ideia de criar uma máquina que pudesse ajudar o pai na cobrança eh desses impostos, né? O pai dele fazia os cálculos das pessoas que estavam devendo os impostos e tal. Eh, esse era o cargo dele. Então, a ideia inicial era justamente eh elaborar um uma máquina que pudesse favorecer o pai dele. >> E essa é não é a primeira, porque há registros históricos de uma outra máquina de calcular, mas para aquela época foi uma revolução, porque ele cria uma máquina de calcular chamada de Pasqualine, hoje conhecida como a Pasqualine, primeira representação de uma das primeiras representações de uma máquina de calcular. que era formada por engrenagens que se interconevam. Quando uma engrenagem girava 10 vezes, né? Quando ela girava 10 vezes, a outra girava uma vez. E assim você tinha o o sistema decimal, você poderia fazer somas e subtrações. E ele produziu essa máquina ali com ainda jovem. Agora, a gente sabe que essa máquina ela eh apesar da complexidade e do seu funcionamento para a pessoa operar a máquina, ela tinha uma estrutura muito simples, né? [música] Então, as pessoas que pesquisam na área eh das ciências da computação falam eh da importância dessa máquina para a estrutura [música] binária dos computadores. >> A genialidade de Pascal [música] se estendeu a diversas áreas. Ele foi pioneiro na teoria das probabilidades, [música] campo que explorou com Pierrit Fermat e que ainda hoje é fundamental em [música] áreas como estatísticas e finanças. Ele também realizou experimentos que confirmaram a pressão atmosférica e provaram a possibilidade [música] do vácuo, desafiando as ideias científicas da época e estabelecendo as bases da hidrostática. Com o aval do rei Luís XIV, [música] Pascal criou o primeiro sistema de carruagens de Paris, considerado o primeiro sistema de transporte coletivo do mundo, algo que o deixou muito rico. Esses feitos, [música] entre outros, demonstram a profundidade de seu impacto, cujas ideias continuam a reverberar em várias áreas do conhecimento até os dias de hoje. Pascal, ele vai trazer a herança ali de Francis Bacon e fortalecer a visão do papel empírico na ciência. Ele vai trazer o papel da observação na ciência como estando superior ao papel da autoridade eclesiástica e escolástica, filosófica. Então, não é a autoridade de uma pessoa que vai determinar o que é o não verdade, mas é o que nós enxergamos na natureza. Então, Pascal traz essa essa essa herança e da questão da observação meticulosa sistemática da natureza. E isso é muito importante também perceber que ele não nega a racionalidade presente na natureza, mas ele subjulga de certa forma a racionalidade e ele fortalece o empirismo. Então, ele faz uma boa a associação entre ambos. E isso é um ponto importante. Um outro aspecto que eu destaco, que vai influenciar a metodologia científica é também a insuficiência humana. Aqui para Pascal vem da condição de pecado. Esse é um ponto interessante. Para Pascal, o ser humano é limitado por ter sido, por sofrer os efeitos do pecado original. Então, quando nós pensamos na qualidade da metodologia científica de Pascal, tal como Francis Bacon, o efeito da queda torna o ser humano necessário, torna ao ser humano necessário o desenvolvimento de uma sistemática de pesquisa que garanta menor influência das suas limitações, das suas dificuldades. Blaze Pascal foi um pensador que com grande racionalidade procurou entender a complexidade da condição humana e o delicado equilíbrio entre fé e razão. Em sua reflexão filosófica conhecida como apóstate pascal, ele argumenta que se Deus existe, acreditar nele traz benefícios eternos. Para Pascal, a aposta é simples. Se você acreditar e Deus existir, ganha tudo. Se [música] não acreditar e Deus existir, perde tudo. >> Então, eu sempre dou para esclarecer a aposta de Pascal, eu sempre dou um exemplo para os meus alunos, tá? Eh, o exemplo é mais ou menos o seguinte. Eh, vamos supor que alguém faça um prêmio de R$ 1 milhãoais, tá? Então, alguém faça uma aposta de R$ 1 milhãoais. Essa aposta ela vale R$ 100, tá? E aí ela vai ser dada na moeda. Se cair cara, eu ganho R 1 milhão deais. Se cair coroa, eu perco os R$ 100. Vale a pena apostar? E aí os meus alunos em peso eles dizem: "Claro que vale a pena apostar". Não é uma tentativa de provar a existência de Deus, mas ele sugere que [música] mesmo sem ter certeza absoluta, acreditar em Deus é razoável e é a decisão mais segura. A doença nunca deixava Pascal esquecer da fragilidade dele. Então, dado esse contexto de fragilidade, dado a morte que tava ali sempre no retrovisor, eh, Pascal, ele tinha essa noção da de como você deveria ser um um uma pessoa religiosa que verdadeiramente buscasse a face de Deus, etc. E e dentro da aposta dele, né? Isso é interessante, porque algumas pessoas poderiam dizer: "Ah, mas quer dizer que a crença em Deus é somente uma aposta?" Deus não levaria alguém para o céu eh somente por causa de uma aposta, né? Mas o contexto basicamente da aposta de Pascal tem esse contexto da fragilidade, sabe? Que basicamente diz assim: "Olha, eu tô mostrando para você que é razoável seguir o caminho cristão." É esse o contexto da apóstola. Eh, se você não crê, é razoável você se colocar numa situação de crença. A aposta de Pascal serve para que contexto? Serve para o contexto de dizer: "Olha como é razoável buscar o caminho religioso, sabe? Olha como é eh existem benefícios importantes de buscar o caminho religioso." Então, esse é o contexto que Pascal faz a sua aposta, né? É um convite à aquele que não crê de se colocar nesse caminho, porque a morte tá espreita. E como a morte tá espreita, [música] a gente tem que valorizar na vida aquilo que realmente tem real valor. E a vida eterna é uma dessas [música] belas coisas que tem valor. Pascal viveu um momento espiritual profundo e passou a escrever sobre a grandeza e a fragilidade humana. Para ele, o ser humano era pequeno diante da imensidão do universo, mas capaz de compreendê-lo pelo pensamento. Pascal buscaria entender não só como funciona o mundo, mas o que significa existir dentro dele. [música] Para Pascal, a ciência ajudava a entender como o universo funciona e a fé ajudava a entender por existimos [música] nele. Então, tem uma frase famosa atribuída a Pascal, que é: "O coração tem razões [música] que a própria razão desconhece", né? Ou seja, eh, existe aí uma mistura entre razão e emoção, que o Pascal dizia que a gente deveria ter consciência disso. Assim como a razão, ela não é algo separado desse [música] nosso corpo físico, etc., sabe? A a razão ela sofre também as vicitudes, ela sofre também os efeitos [música] do nosso corpo que é limitado, que é o corpo de criatura. De modo que tem algumas coisas que a razão não vai conseguir chegar lá e que é meio que um uma espécie de delírio ou pensamento mágico você achar que a razão [música] consegue chegar lá, tá? A razão tem limites. >> Eh, o Pascal ele tem um um fragmento na obra Pensamentos [música] que ele diz o seguinte: "É o coração que sente a Deus, não a razão. Eis o que é a fé. Deus sensível ao coração e não à razão." Bom, uma leitura um pouco rápida pode fazer com que alguém pense o ao Pascal. Então, tá dizendo que eh Deus [música] é um atributo do coração, justamente porque o coração tem a ver com fé e a razão ela tá totalmente fora, né, dessa eh desse conjunto de conceitos. A razão ela não aparece. Mas não é bem isso que o Pascal [música] eh quer dizer, né? Ele quer dizer o seguinte, que o coração é esse órgão sensor [música] de Deus, mas nada impede que a razão elabore um discurso acerca da fé. Nada impede. Então, eh, o Pascal chega a dizer que há dois excessos. O primeiro dizer eh que só temos a razão. Ele fala que esse é um um [música] um primeiro excesso. Só admito a razão. Fala: "O problema dessa [música] dessa posição é que você cai eh numa espécie de de deísmo. você eh racionaliza uma uma divindade e tudo aquilo que é [música] sobrenatural, tudo aquilo que é misterioso e que faz parte da [música] religião desaparece. O outro excesso é eliminar a razão, porque ao eliminar a razão, a crença [música] ela se torna uma pura superstição, né? uma superstição. Então, para o Pascal, as duas coisas elas precisam atuar. >> Uhum. >> Então, ele [música] chega a dizer o seguinte, que eh a verdadeira religião, [música] ela é marcada pela submissão e uso da razão. Submissão ao quê? A fé, a [música] esse sentimento que toca o mais profundo do coração humano, [música] né? esse sentir Deus, esse sentimento de Deus, mas por [música] outro lado é necessário elaborar um discurso sobre isso. E aí a razão ela tem um um papel capital, um um papel extremamente [música] importante. >> O legado de Pascal é rico. [música] De um lado vemos um inventor e geômetra que ajuda a fundamentar a probabilidade e a consolidar o método experimental. De outro vemos [música] um filósofo religioso que afirma os limites da razão e exalta [música] a primazia da graça enquanto andava com uma oração costurada ao casaco. Pascal representa um século de transição, quando medir [música] o mundo e reconhecer o mistério não eram tarefas excludentes. [música] Enquanto [música] Pascal refletia sobre o coração e o espírito, outro pensador na Inglaterra mergulhava na matéria, na composição física do mundo. Robert Boy buscava [música] nas leis da natureza a assinatura do criador, experimentando, medindo e anotando tudo. Nossa rota cruza o canal [música] da Mancha e nos leva até Londres, o berço da ciência experimental, onde começamos o próximo [música] capítulo dessa jornada. >> [música] [música] >> เ >> [música]