Como Ser Forte no Senhor | Josemar Bessa
12/08/2026
Como Ser Forte no Senhor | Josemar Bessa
A força do cristão não nasce dentro dele. Ela vem do Senhor. Em Efésios 6:10, Paulo nos chama a entrar na batalha espiritual com uma ordem extraordinária: “Fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder.”
A vida cristã não é um passeio por uma estrada vazia. É uma marcha em território disputado.
Existe uma guerra contra o pecado.
Existe uma guerra contra a carne.
Existe uma guerra contra as pressões deste mundo.
Existe um adversário real.
Mas a resposta do evangelho não é simplesmente: “Seja mais forte.”
É:
“Fortaleça-se no Senhor.”
Nesta mensagem sobre Efésios 6:10 e a Armadura de Deus, veremos por que a coragem cristã não é autoconfiança, força de vontade ou a descoberta de algum “guerreiro interior”.
O cristão precisa lutar.
Mas luta com força recebida.
Precisa resistir ao pecado.
Mas depende da graça.
Precisa permanecer de pé.
Mas é sustentado pelo poder de Deus.
Paulo escreveu essas palavras enquanto estava preso. Roma podia prender seu corpo, mas não podia prender o evangelho. A cela tornou-se quartel. A pena tornou-se espada. E da prisão surgiu uma convocação para todos os que pertencem a Cristo:
Sejam fortes. Mas não em vocês mesmos.
A mensagem passa pela luta contra o pecado particular, pela necessidade de mortificação, pela coragem de permanecer fiel quando o mundo se curva, pela perseverança em períodos de escuridão e pela maravilhosa verdade de que o braço do Senhor nunca se encurta.
E tudo desemboca em Cristo.
Cristo não é apenas nosso exemplo de coragem.
Ele é nosso Capitão.
Nossa fonte.
Nosso Sacerdote.
Nosso Intercessor.
Nosso Vencedor.
Na cruz, aquilo que parecia derrota tornou-se vitória. O túmulo não conseguiu reter o Capitão da nossa salvação. Cristo ressuscitou, foi exaltado e agora vive para interceder pelos seus.
Por isso, quando o cristão descobre sua fraqueza, não precisa procurar dentro de si alguma reserva secreta de poder.
Precisa olhar para Cristo.
A fraqueza não é licença para abandonar a batalha.
É uma convocação para depender.
A força não está em mim.
Mas está no Senhor.
E o Senhor é meu.
📖 Texto principal: Efésios 6:10
📖 Tema: A Armadura de Deus
✝️ Cristo, graça, perseverança e o poder de Deus na vida cristã.
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Efésios 6:10. O apóstolo Paulo estava preso, mas o evangelho não. Nero podia cercar o corpo do apóstolo, mas não podia cercar a palavra. Nero podia colocar correntes em seus pulsos, mas não podia acorrentar a providência divina. podia decidir onde Paulo dormiria, quem o vigiaria, quais portas permaneceriam fechadas e quais homens teriam permissão de se aproximar. Mas Nero também estava debaixo de governo. Paulo era prisioneiro de Roma e Roma era serva involuntária de Deus. Enquanto o Senhor ainda tivesse trabalho para o seu apóstolo, as paredes da prisão seriam obrigadas a servir a missão. Deus poderia dar-lhe tinta, papel, amigos, guardas favoráveis, mensageiros, oportunidades. Uma cela suficientemente fechada para impedir sua fuga, mas suficientemente aberta para permitir que sua voz alcançasse igrejas inteiras. Os perseguidores imaginavam ter interrompido um pregador. Na verdade, haviam lhe dado uma mesa. Imaginavam ter reduzido o seu campo de missão. Deus transformou a cela em quartel general. E Paulo não desperdiça a prisão escrevendo insultos contra aqueles que o lançaram ali. Não escreve e compõe panfletos de vingança. Não gasta a sua força tentando construir uma defesa de sua honra, escrevendo a respeito disso. Não procura bajular a corte mandando eh eh pedidos. Não negocia a verdade para conseguir uma porta aberta. não oferece ao império uma versão mais aceitável do evangelho em troca de alguns dias a mais de liberdade. [roncando] Ele conhecia outro mundo e quem conhece outro mundo não vem de Cristo por uma janela neste mundo. Paulo sabia que iria para o céu com ou sem autorização de Nero. Sabia que seus inimigos podiam escolher o método de sua partida, mas não o destino de sua alma. Sabia que César podia tirar-lhe a cabeça, mas não a coroa. Por isso, sua grande preocupação não é como sairei daqui, é como permanecerão as igrejas quando eu partir. Essa é a diferença entre o homem governado pelo medo e um homem governado pelo chamado. O medo pergunta como preservar a própria vida. O amor pergunta como servir enquanto a vida ainda permanece. Paulo não envia a corte uma sequência de mensagens pedindo favores. Envia às igrejas cartas para que permaneçam firmes na liberdade que Cristo lhes deu. Paulo não usa a pena para escapar da prisão, usa a pena para abrir prisões mais profundas. O diabo teria feito o melhor negócio se eu tivesse deixado viajando. Porque quando Paulo entra na cadeia, começa a pregar dentro dela. E quando prega dentro dela, pecadores saem de cadeias que nenhum imperador consegue enxergar. Onésimo encontra graça. Irmãos recebem coragem. Igrejas são ensinadas por suas cartas. Gerações futuras são alcançadas. Então, a prisão que pretendia silenciar um homem se torna oficina de escritura. Satanás fecha uma porta, Deus escreve uma epístola. Essa é uma das ironias mais belas da providência. O inferno trabalha, mas nunca trabalha sozinho. Trabalha debaixo de um decreto que não compreende. Move homens que imaginam possuir, abre circunstâncias que pensa controlar e no fim descobre que sua própria malícia carregou pedras para o edifício de Deus. Foi assim na cruz, foi assim na prisão, é assim em toda a história. Os homens agem segundo os seus desejos. O diabo trama segundo seu ódio. Deus governa segundo sua sabedoria e decreto. E somente um desses propósitos permanece de pé. Paulo conhecia bem a igreja de Éfeso. Ele havia permanecido com eles por um longo tempo. Pregara publicamente e de casa em casa, combater a idolatria, vira ao evangelho, confrontar uma cidade organizada ao redor de outro culto, a uma deusa. Chamaram os presbíteros a Mileto, não é? E se despediu deles com lágrimas, sabendo que não veria mais. Eh, e eles não veriam mais o seu rosto neste mundo. Aquela despedida tinha um peso de morte. E agora da prisão Paulo lhes envia mais do que lembranças, envia doutrina, envia ordem, envia advertência, envia armadura. A carta aos Efésios começa nas alturas. Ele adoção, redenção, o sangue de Cristo, o mistério da vontade de Deus, a união de todas as coisas no filho, a morte espiritual do homem, a graça soberana que vivifica, a reconciliação entre povos anteparados, a igreja como corpo, Cristo como cabeça. É como se Paulo abrisse o céu antes de mandar os pés caminharem na terra. Primeiro o que Deus fez, depois como o povo de Deus deve viver. Primeiro a graça, depois a caminhada digna, primeiro a nova criação soberana de Deus, depois a nova conduta. Primeiro Cristo nos lugares celestiais, depois o cristão dentro de casa, no casamento, na criação de filhos, no trabalho, no serviço, nas relações mais comuns. A doutrina não termina numa nuvem, desce paraa mesa, né, na carta aos Efésios, para o quarto, para oficina, pra conversa, paraa maneira como um marido ama, como uma esposa responde, como pais educa, como filhos obedecem, como senhores tratam servos, como os servos trabalham diante do verdadeiro Senhor. O evangelho deve aparecer em todos os ângulos, como luz dentro de um cristal. Não como uma lanterna escura que brilha de um lado e permanece opaca de outro. Não basta confessar graça no culto e negar graça dentro de casa. Não basta falar de Cristo diante da igreja e viver para si no secreto. Não basta ter uma face iluminada e outra escondida. A vocação recebida deve produzir uma caminhada digna. E é por isso que depois da doutrina Paulo eh eh desce a todos os lugares, pais, maridos, esposas, trabalho. Mas depois de ordenar cada relação, Paulo faz algo impressionante. Ele muda o som da carta. O lar se torna acampamento, a igreja se torna exército e a vida cristã se revela a guerra. Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e na força do seu do seu poder. Eu gosto de uma versão que diz: eh, finalmente, amados meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Finalmente, não porque o assunto anterior fosse menor, mas porque tudo o que foi dito agora desemboca na batalha. Tudo que foi dito em Efésios, o marido que ama a esposa como Cristo ama a igreja, vai enfrentar oposição. A esposa que anda em santidade enfrenta oposição. O filho que obedece enfrenta a oposição. O pai que cria no Senhor enfrenta oposição. O trabalhador que serve com integridade enfrenta oposição. Toda obediência genuína entra em território disputado. A vida cristã não é um passeio por uma estrada vazia, é marcha. É marcha em terra ocupada. Por isso Paulo fala como um general. Antes de explicar as peças da armadura, ele primeiro levanta o ânimo da tropa. Um soldado tomado de pânico não escuta instruções. O medo embaralha as ordens. O desespero quebra a formação. A alma aterrorizada só enxerga o tamanho do inimigo e a própria fraqueza. Então Paulo começa com coragem. Fortalecei-vos. Fortaleçam-se. Talvez os efésios olhassem ao redor e vissem inimigos numerosos, poderes antigos, estruturas religiosas, pressões sociais, perseguição possível, a sedução do velho mundo, a corrupção que ainda habitava dentro deles. Talvez se sentissem poucos e eram inexperientes, mal equipados, talvez pensassem que o inimigo sabia guerrear melhor e sabia. Satanás é antigo. A carne conhece atalhos para o pecado. O mundo domina a arte de de ridicularizar a santidade. Mas a vitória nunca dependeu da experiência do soldado isolado, depende do Senhor do Exército. Então é a primeira coisa que um pregador precisa aprender ao convocar o povo de Deus à obediência. Não basta dizer o que deve ser feito. É preciso mostrar onde a força será encontrada. Uma exortação sem graça pode esmagar. Uma ordem sem Cristo pode produzir presunção nos fortes e desespero nos fracos. O ministro pode descrever a batalha com tanta precisão que o povo saia convencido de que não há esperança. Paulo não faz isso. Ele não diminui o inimigo. Ele aumenta a visão do Senhor. Não diz que a guerra será fácil. diz que o poder é suficiente. Ele não promete ausência de combate, aponta para uma força que não nasce no combate. Fortalecei-vos no Senhor. A frase contém duas ordens que parecem uma só. Sejam fortes. Fortalecei-vos, mas não em vocês. Tenham coragem, mas não apoiada na própria coragem. Reúnam todas as energias. Mas não imaginem que essa energia eh são a fonte. Essas energias são a fonte. Avancem, mas avancem dependentes. Aqui o evangelho destrói dois erros de uma vez. Primeiro, a covardia que usa a fraqueza como desculpa. Depois a arrogância que usa a força como um ídolo. O covarde diz: "Não posso, portanto não obedecerei". O orgulhoso diz: "Posso, portanto, não preciso depender." Paulo responde aos dois: "Ao primeiro, seja forte, fortalecei-vos, fiquem fortes. Ao segundo, no Senhor." A coragem cristã não é ausência de consciência da fraqueza. É fraqueza que aprendeu onde se apoiar. Não é autoconfiança batizada, não é temperamento ousado, não é o entusiasmo natural de alguém que gosta de de risco. Não é a coragem do homem que não vê o perigo. É a coragem de quem vê o perigo, vê a própria insuficiência e ainda assim avança porque conhece aquele que o enviou. Há pessoas naturalmente eh destemidas que são espiritualmente covardes. Enfrentam homens, não enfrentam o próprio pecado. Suportam dor física, não suportam a vergonha de parecer diferentes. Arriscam dinheiro, não arriscam reputação por Cristo. Entram em guerras, fogem da oração. A coragem cristã começa onde a coragem natural termina, porque o maior inimigo não está apenas diante de nós, está dentro de nós. A maior batalha não é apenas manter-se vivo, é morrer para o pecado. A maior ameaça não é perder o corpo como Paulo estava na eminência de perder. é preservar um ídolo. A maior vergonha não é ser chamado de tolo pelo mundo, é ser encontrado infiel diante de Deus. Por isso Paulo não está oferecendo uma frase hum motivacional. Ele está abrindo a porta de um campo de batalha. A partir dali tudo muda. A oração se torna luta. A santidade se torna resistência. A fidelidade se torna coragem. A perseverança se torna marcha. O pecado deixa de parecer apenas fraqueza privada. É inimigo e inimigo armado. Mundo deixa de parecer apenas ambiente. É pressão organizada. Satanás deixa de parecer metáfora, é adversário. E o cristão deixa de parecer alguém que apenas tenta melhorar, faz seu melhor. É um soldado convocado. Mas há uma pergunta que precisa ser respondida antes que qualquer armadura seja vestida. Que tipo de coragem essa guerra exige? Não, não há coragem de matar outro homem, a coragem de levar o próprio pecado ao altar. Não a coragem de seguir a multidão em direção ao perigo. A coragem de permanecer sozinho quando a multidão abandona a verdade. Não há coragem de vencer uma batalha por alguns dias, a coragem de marchar até o fim. Paulo estava acorrentado quando escreveu e ainda assim falava de força. Esse detalhe é o primeiro golpe contra a nossa compreensão natural. O homem preso encoraja os livres. O homem diante da morte ensina a perseverança no viver. O homem sem controle das circunstâncias fala de poder. Porque a força que ele anuncia não depende das circunstâncias que lhe faltavam. dependia de um senhor que a prisão não podia conter. A cela havia se tornado quartel. A pena, olha só, a caneta, seu lápis, a pena havia se tornado uma espada. A carta havia se tornado convocação e a primeira ordem do campo já estava dada. Sejam fortes, fortalecei-vos, mas não com a força que pensam possuir, porque a guerra começaria justamente quando o soldado descobrisse que seu inimigo mais querido tinha o rosto de um filho amado. E o cristão precisa de coragem mais do que imagina, não apenas para enfrentar perseguições, não apenas para permanecer firme diante de autoridades hostis como Paulo diante de Nero, não apenas para confessar Cristo, quando a confissão pode custar liberdade, trabalho ou vida. Toda obediência verdadeira exige coragem. até as tarefas que parecem mais simples. Orar exige coragem. Não a coragem barulhenta de quem entra diante de Deus sem consciência do próprio pecado. Isso pode ser ignorância ou arrogância, pode ser dureza, pode ser a tranquilidade falsa de uma consciência ainda adormecida. A coragem da oração é outra coisa, é humilde ousadia, é se aproximar do Senhor sabendo quem somos. Por isso, confiando apenas no sangue de Cristo. É olhar para a lei que nos acusa, para os pecados que nos envergonham, para a justiça que não podemos satisfazer e ainda assim agarrar a promessa. É lutar como Jacó. é dizer: "Não te deixarei ir enquanto não me abençoares. Não porque Deus nos deva, mas porque ele mesmo abriu o caminho." A alma covarde foge como Adão. O pecado aparece, a consciência desperta e ela se esconde entre as árvores. A alma corajosa também sente o peso, mas corre para o trono da graça. A mesma visão da culpa que faz um fugir, faz o outro clamar. A diferença não está na ausência de pecado, está na presença da fé verdadeira, que é um dom de Deus. Não existe dever cristão que não encontre oposição. Se não encontra oposição, não é um dever cristão. Cada passo em direção ao céu atravessa território inimigo. Cada passo em direção à santidade atravessa território inimigo. Cada ato de obediência pisa em desejos em nós que preferiam outro caminho. Cada oração séria enfrenta inimigos como distração. Cada confissão verdadeira enfrenta orgulho. Cada perdão enfrenta ferida. Cada generosidade enfrenta medo. Cada palavra verdadeira enfrenta a tentação de preservar a imagem. Cada renúncia enfrenta um ídolo que não quer morrer. Por isso, a primeira grande batalha é contra o pecado particular. Não apenas contra o pecado como um conceito, contra o seu pecado. Aquele que aprendeu o teu nome, aquele que conhece seu cansaço, aquele que sabe quando você está sozinho, aquele que se esconde dentro de justificativas plausíveis. Aquele que prometeu mais prazer, mais controle, mais segurança ou mais alívio do que os outros. Davi fala de guardar-se de sua iniquidade, sua, não é? não da iniquidade dos outros, do mundo, eh, da sua geração, da sua cultura, não, não. Guardar-se da sua iniquidade, sua, não apenas a iniquidade da geração, não apenas o pecado da cultura, não apenas o erro de outro grupo, o pecado que tinha endereço, o endereço dentro dele. Essa guerra exige uma coragem que conquistadores muitas vezes não possuem. Um homem pode derrotar exércitos e continuar escravo de uma paixão pequena. Pode voltar de batalhas com bandeiras e ainda não conseguir desviar os olhos de uma tentação. Pode mandar homens paraa morte e não conseguir mandar um desejo para o altar. pode governar cidades e ser governado por uma mulher, por uma taça, por um elogio, por uma moeda, por uma lembrança, por um medo, por uma ansiedade. A coragem do mundo mede força pelo que o homem consegue vencer fora de si. A coragem cristã pergunta: "O que ainda o vence dentro?" Abraão recebeu uma ordem terrível. Tome seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama. O texto aperta cada palavra, seu filho, seu único, a quem você ama. A promessa tinha rosto, a esperança tinha uma voz. A alegria de Abraão chamava-o de pai e Deus ordena que o leve ao monte. A mortificação do pecado também chega assim. Não pega primeiro aquilo que odiamos. Toca o que amamos de modo desordenado. O desejo que nos fez rir, o hábito do qual esperávamos lucro, a fantasia que nos consolava, o pecado que chamávamos de meu jeito, o segredo que ninguém conhecia, a pequena reserva que pretendíamos preservar mesmo depois de entregar tudo mais. Então, a palavra diz: "Tome-o, leve-o ao altar, não mande outro matar, coloque você mesmo a faca. Não a igreja, não o pastor, você não negocie mais um abraço. Não peça uma despedida longa. Não prometa abandoná-lo depois de uma última visita. Agora, o pecado favorito não se deita como Isaque. Ele grita, argumenta, ameaça, chora, promete mudar, oferece acordos. O pecado diz: "Eu sou pequeno, não farei tanto mal. Você pode me guardar sem perder sua reputação. Deixe-me apenas no quarto mais secreto do seu coração." O pecado diz: "Não preciso aparecer em público. Alimente-me só em pensamentos. Conceda-me dois meses, apenas mais uma ocasião. Então, depois você me mata. O pecado sabe que muitas sentenças adiadas se tornam absolvições. Sabe que a consciência perde força quando negocia repetidamente. O pecado sabe que um desejo poupado hoje voltará amanhã não como prisioneiro, mas como conselheiro. Por isso, a coragem cristã precisa ser imediata, não impulsiva, imediata. Há decisões que exigem sabedoria e tempo. Há pecados que já receberam tempo demais. Quando Deus deixou claro qualquer coisa, adiar não é prudência, é desobediência que procura uma roupa respeitável. Mas a guerra não ocorre apenas dentro. O cristão também é chamado a caminhar de maneira distinta do mundo. Não se amoldem ao padrão deste mundo. Isso exige uma coluna que não dobra conforme o vento, conforme a multidão. O homem do mundo admira a flexibilidade sem princípio, não é? Ser maleável, ser flexivo. Chama de inteligência a capacidade de mudar de convicção para preservar posição, a proximidade, amizade, respeito. Ora fala como a cor que te deseja. Ora fala como a multidão exige. É salgueiro, não carvalho, né? se inclina fácil, se inclina em toda a tempestade, sobrevive a todos os governos, porque tá sempre indo pro lado que tá governando. Mas para sobreviver deixa de possuir forma própria. O cristão não recebeu a verdade para adaptá-la ao gosto da sala, da faculdade, do trabalho, do ambiente, da sua época. Ele deve permanecer identificável. Sua vida precisa mostrar de quem é. E isso traz vergonha. O mundo olha para obediência e chama de loucura, tolice ou estupidez. Abraão deixa a casa do pai sem mapa completo. Moisés rejeita os tesouros do Egito. Davi dança diante da arca e é desprezado por Mical. Daniel abre a janela. Quando fechar a janela seria mais seguro. Três jovens permanecem de pé quando todos os outros se ajoelham. O mundo ri porque não consegue medir a realidade invisível que governa esses homens. Para ele, perder por Cristo é tulice. Obedecer sem garantia visível para o mundo é fanatismo. Recusar uma uma recusar uma vantagem pecaminosa é falta de esperteza ao olhar da nossa cultura. Confessar uma verdade impopular é suicídio social. Muitos suportariam dor física melhor do que o riso de uma sala. enfrentaria uma arma antes de enfrentar o olhar de desprezo de amigos. A vergonha é uma fornalha e há homens que preferem perder o céu a vestir por alguns anos a roupa que o mundo chama de ridícula. Outros não apenas zombarão, perseguirão. A música tocará, a multidão se curvará e a ordem será simples. Ajoelhem-se ou queime. Pare de orar ou entre na cova. Ajuste sua confissão ou perca seu lugar. Cale-se ou pague o preço. Nessas horas, o coração covarde se torna advogado, produz distinções, inventa exceções, redefine fidelidade, chama recu de estratégia, chama silêncio de sabedoria, chama concessão de missão, chama medo de prudência. A coragem cristã não é incapacidade de perceber o custo, é decisão de que Cristo vale mais. Mas existe outra forma de desânimo. Não vem no mundo, vem de dentro da igreja. escândalos, quedas, homens que começaram com fervor e terminaram em sinismo, pregadores que pareciam firmes e se tornaram mercadores, pessoas que falavam de santidade, foram descobertas eh fazendo oposto, companheiros que caminhavam ao nosso lado e voltaram para o Egito. A estrada para o céu possui corpos caídos ao lado e alguns param diante deles também, como soldados que interrompem a marcha ao ver Aael morto no caminho. A queda de alguém admirado pode abalar mais do que uma perseguição. Se ele caiu, quem permanecerá? Se ela abandonou, por que continuar? Se aquele homem tão fervoroso terminou assim, que garantia temos? A resposta não é negar eh a coisa, né, o escândalo, nem fingir que eh não importa. A resposta é lembrar que nossa fé nunca esteve autorizada a repousar neles. Josué viu uma geração inteira voltar o coração para o Egito. Viu incredulidade tornar-se maioria. viu homens que atravessaram o mar desejarem novamente as cebolas da escravidão. E ele disse: "Eu e a minha casa serviremos ao Senhor, mesmo se ninguém vier, mesmo se os números diminuírem, mesmo se os admiradores desistirem, mesmo se os escândalos derem ao mundo motivo para rir.", a coragem cristã sabe caminhar sem transformar companheiros em fundamento, em alicerce. Ainda há uma batalha mais escura do que essa. Confiar em Deus quando Deus parece distante. Quem entre vocês teme o Senhor e obedece a palavra do seu servo? Aquele que anda no escuro, que não tem luz alguma, confie no nome do Senhor e apoie-se em seu Deus. O profeta diz: "Andar no escuro, sem luz sensível, sem uma providência fácil de interpretar, sem o sorriso que esperávamos perceber vindo de Deus, sem resposta visível, [roncando] a fé precisa se aproximar como Estter. Se eu perecer, seu perecer perecia." Mas há algo ainda mais difícil do que confiar num Deus que parece escondido, confiar num Deus que parece feria. Ainda que ele me mate, nele esperarei. Jó não fala diante de uma porta apenas fechada, fala sobre golpes. A providência não parece neutra, parece sua inimiga. Naquele instante a alma sente como se as flechas viessem do céu e mesmo assim ele se agarra ao arqueiro. Essa é a coragem santa. A mulher cananeéia a conheceu. Cristo parece recuar, depois parece negar, depois uma palavra usa uma palavra que poderia esmagá-la. Olha, isso não é para os cachorrinhos. Ela não se levanta para acusá-lo, não abandona o lugar, transforma a própria humilhação em argumento. Sim, senhor. Mas até os cachorrinhos comem das migalhas. Ela vence não porque foi mais forte do que Cristo, mas porque se recusou a procurar vida longe dele. Por fim, a coragem cristã precisa durar. Começar é comum, é a coisa mais comum que existe. Terminar é raro. Muitos gostam das primeiras marchas. O uniforme ainda está limpo, né, do soldado. A música toca, a companhia entusiasma, as promessas parecem próximas. Depois vem a fome, o caminho demora, a cruz deixa de ser uma metáfora. A oração precisa ser repetida sem êxtase. O pecado que parecia morto volta a gritar. Os companheiros cansam, o corpo envelhece. A novidade acaba e a vida com Deus precisa tornar-se trabalho diário, tomar a cruz diariamente, orar sempre, vigiar de noite, vestir a armadura de novo depois de ter caído com ela ontem. Há pessoas que brilham, brilham como lua nova, aparecem no início da noite, prometem luz, desaparecem antes da metade da noite. Foram fervorosas na juventude ou no início, na velice e tornam-se frias, amargas ou entregues ao pecado. A coragem de um dia pode ser temperamento. A coragem de uma vida é perseverança. Por isso, tantos começam e tão poucos chegam. Todos querem felicidade. Poucos querem o caminho que leva até ela. Israel saiu do Egito cantando. Você podia pensar que eles iam cantar durante todo o caminho. A nuvem de fogo, maná. Mas quando encontrou fome em vez de banquete e guerra em vez de repouso imediato, quis eleger um capitão para voltar. Orfa caminhou com Noemi um trecho. Chorou, beijou, demonstrou afeto, mas quando o Caminho exigiu perder suas esperanças antigas, voltou. Há pessoas atraídas pelo lado doce, não é, da vida espiritual. Como jovens atraídos pela confeitaria, gostam do aroma, gostam das promessas, gostam da beleza, [limpando a garganta] mas depois descobrem o calor do forno, o peso do trabalho, as madrugadas, a disciplina, então abandonam o ofício. Cristo não esconde o custo. Neguem-se a si mesmo. Tome sua cruz, siga-me. Não por uma semana até o fim. A advertência é severa porque a guerra é real. Os covardes aparecem entre os que ficam fora da cidade santa. Não porque o céu seja prêmio para temperamentos agressivos, mas porque a fé verdadeira produz uma lealdade que não abandona Cristo para salvar um ídolo. É vergonhoso ver o pecador ousado e o santo envergonhado. O inferno levanta suas bandeiras sem nenhuma desculpa, sem vergonha. A igreja esconde suas cores. Homens defendem abertamente aquilo que os destrói. Cristãos sussurram aquilo que os salva. O culpado avança, destemido. O justificado recua. Não deveria ser assim. Nossa causa é justa. Nosso general não é covarde. Cristo é o capitão da nossa salvação. Ele não enviou os soldados a um campo que se recusou a entrar. Ele não ficou lá longe e mandou os soldados para o campo. Ele marchou primeiro, conhecia tudo o que o aguardava. Não foi surpreendido no Getsême. Não foi arrastado à cruz contra a sua vontade. Quando os homens chegaram, avançou e perguntou: "A quem vocês estão procurando? O inferno estava diante dele. A justiça do céu pesava sobre ele. A traição havia entrado no jardim. Seus discípulos dormiam, mesmo assim não recuou para cuidar dos feridos. Alguns reis, não é? Eh, a história conta, né? Como Alexandre rasgavam as suas próprias roupas para eh cobrir feridas. E isso ligou grandemente os soldados com Alexandre. Ele não só estava na frente de batalha, como fazia essas coisas. Cristo rasgou a própria carne, derramou o sangue como bálsamo, viveu e morreu por seus soldados. Vive agora com eles. Nunca perdeu uma batalha, nem quando perdeu a vida. A cruz parecia derrota, era conquista. O túmulo parecia prisão, tornou-se porta de triunfo. Aensão foi o retorno do rei com despojos. E os santos que já terminaram a marcha, olham, por assim dizer, das muralhas da cidade para nós. Não zombam dos que ainda sangram no caminho. Chamam: "Avancem, a cidade é real. A luta foi breve diante da glória. As lágrimas secaram, as feridas fecharam. O peso não pode ser comparado à coroa. Deus vê cada ato de fé contra o pecado. O céu não considera pequena a tentação vencida no lugar secreto, no quarto secreto. A alegria quando um crente recupera terreno que ontem perdeu. Cristo não esquece serviço algum prestado em sua guerra. Ele conhece o soldado que ninguém aplaudiu. A oração feita tremendo. A confissão que custou reputação, a renúncia que ninguém viu, a fidelidade mantida quando todos pareciam ceder. Mas toda essa convocação cria um perigo. O coração ouve, seja forte e começa a procurar força em si, em si mesmo. Transforma coragem em autoconfiança, transforma a determinação em orgulho, transforma zelo em presunção. E quando isso acontece, o soldado que conseguiu levar um pecado ao altar começa a imaginar que foi sua mão que produziu fogo. Então, que Paulo interrompe a exortação com duas palavras que salvam toda a doutrina. Fortalecei-vos no Senhor. No Senhor. Essa é a cerca ao redor da coragem cristã. Sem ela, sejam fortes, poderia ser confundido com confiança humana. Com ela, toda a força é deslocada para a fonte correta. O cristão precisa de determinação, mas sua determinação não é autossuficiência. O cristão precisa agir, mas não age sozinho. Precisa lutar, mas não produz a vida com que luta. Ele precisa permanecer, mas não se sustenta pela força das próprias mãos, pela sua força de vontade. No exército dos homens, o general depende das tropas. Se os soldados enfraquecem, toda campanha fracassa. No exército dos santos, a ordem é invertida. Os soldados dependem completamente do comandante. Deus pode derrotar seus inimigos sem nós. Nós não conseguimos resistir por um instante sem ele. Ele é chamado de força de Israel. Foi força do coração de Davi, força das mãos de Davi, força de sua coragem. É assim que os salmos mostram. O mesmo homem que enfrentou Golias poderia comportar-se de maneira estranha diante de algumas palavras se o Senhor retirasse o sustento. A valantia de ontem não é capital guardado para amanhã. A graça recebida não torna o crente independente da graça presente. Jesus disse: "Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma." Ele não disse: "Sem mim vocês farão menos". Não disse: "Sem mim vocês terão mais dificuldades". Coisa alguma. A insuficiência alcança até o pensamento santo. Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus, diz Paulo. Pensar vem dele, querer vem dele, realizar vem dele. Pois é Deus quem efetua em vocês tanto querer quanto realizar de acordo com a boa vontade dele. Então, Deus não apenas coloca uma ordem diante do coração, trabalha no coração para que a ordem seja amada. Não apenas mostra o caminho, inclina a vontade. Não apenas inclina a vontade, sustenta o passo. Ele está no início e no fim da escada. é o autor e consumador. Dá a primeira respiração e continua sustentando os pulmões. Acende a chama e permanece soprando sobre ela. A alma pode desejar o bem e ainda sentir que não encontra força para completá-lo. Paulo conheceu essa tensão. Tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. A vontade renovada é verdadeira, mas não é autônoma. O carro foi colocado na estrada, ainda precisa ser empurrado pela graça em cada metro, em cada subida. O crente pode estar cheio hoje e vazio amanhã. O vaso, a gente pode dizer que o crente é vaso com vazamento, recebe muito, não consegue guardar por muito tempo sem permanecer debaixo da fonte. Davi viu o povo ofertar com alegria paraa casa de Deus. não concluiu que aquela disposição de terem ofertado seus bens daquela forma agora eh lhes pertencia como um patrimônio independente. Ele agradeceu ao Senhor que os tornara voluntários e generosos e pediu que conservasse para sempre aquele propósito no coração deles. A graça que despertou a generosidade precisava preservar a generosidade. É a oração de Davi. É o pedido de Davi. O mesmo Deus que começou precisava manter. Cristo sabia disso ao preparar-se para deixar os discípulos. Ele orou: "Pai santo, protege-os. Eles não podiam ser abandonados à própria força. Eram crianças que ainda precisavam de braços. Se o pai retirasse por um momento, o cuidado, perderiam o que haviam recebido e cairiam nas tentações das quais Cristo os guardara durante sua presença visível. A oração do filho revela a nossa condição. Precisamos ser guardados, não apenas convertidos, guardados. Não apenas equipados, uma vez guardados. Não apenas ensinados, guardados. A dependência aparece em cada ato de culto. O cristão vai orar, mas o que pedirá? A Bíblia diz: "Não sabemos orar como convém. Se fosse deixado apenas aos próprios desejos, poderia pedir veneno e chamar de pão. Poderia suplicar aquilo que se fosse concedido, destruiria a sua alma. Deus precisa dar palavras. Preparem o que vão dizer. Ainda assim, palavras corretas podem permanecer frias nos lábios. É preciso de calor. E onde encontrá-lo? Não há no coração natural uma faísca capaz de produzir oração espiritual. Pode haver medo, pode haver necessidade, pode haver eloquência, pode haver intensidade humana, mas o espírito precisa ajudar em nossa fraqueza. Ele geme, então a alma geme. Ele amolece, então lágrimas encontram caminho. Ele abre a comporta, então o coração deixa de ser som e se torna derramamento. E quando o crente finalmente luta em oração, de onde vem a força recebida? Não do ato como se a oração fosse máquina. Não dá repetição, como se muitas palavras pudessem produzir poder. Davi disse: "Quando clamei, tu me respondeste. Deste-me força e coragem." Ele recebeu força enquanto orava. Não orou a si mesmo para dentro da força. Deus o fortaleceu na oração. A mesma dependência aparece eh ao ouvir a palavra de Deus. A Bíblia pode estar aberta, o pregador pode ser fiel, a frase pode entrar pelos ouvidos e o coração permanecer fechado. Lídia ouviu porque o Senhor abriu seu coração. Os discípulos compreenderam porque Cristo abriu seu entendimento. Sansão propôs um enigma que ninguém decifraria sem acesso ao segredo. A palavra é muito mais profunda que o enigma de Sansão. Pode ser ouvido externamente e permanecer como um enigma para a alma. Deus ensina seu povo a tirar proveito. Há um mestre no céu trabalhando dentro dos ouvintes. Quando ele diz, entenda esta verdade, os olhos se abrem. Quando diz, apoie-se nessa promessa, a promessa ganha peso, vence o medo e a ansiedade. Quando diz, este pecado é seu coração finalmente para de aplicar a mensagem para os outros. para de racionalizar, para de usar humanismo secular e diz: "Esse é o meu pecado". Quando diz, "Cristo é por você". A alma começa a queimar. Davi, Davi ouviu a lei durante meses depois do seu pecado. Nada quebrantou como a palavra de Natã. Por quê? A frase do profeta era mais eloquente do que todas as anteriores. Não. Deus veio com a palavra naquele momento. Você é esse homem. Então a fortaleza caiu. Então o Salmo 51 começou a nascer. A eficácia não estava apenas no som, nas palavras de Natã, estava na presença do espírito com o som. Tudo isso revela uma verdade que humilha e consola. A força do santo está no Senhor. Primeiro porque o santo é criatura e sua graça também é criada. Nada criado possui existência independente. Uma cor não paira sem algo colorido. Uma casa feita por um carpinteiro pode permanecer depois que o carpinteiro morre. As obras de Deus não funcionam assim. Nunca saem de suas mãos providenciais. Ele terminou a criação no sentido de não acrescentar novas espécies ao mundo. Não terminou a preservação, nunca termina. Meu pai continua trabalhando. A cada momento, Deus sustenta o que fez, mantém a alma em vida, dá existência e capacidade de agir. Cristo também terminou a compra da redenção. Ofereceu um sacrifício suficiente, purificou o pecado, sentou-se à direita da majestade, mas não abandonou sua obra viva. continua intercedendo no céu, continua operando pelo Espírito Santo na terra, sustenta cada graça, renova consolações, preserva a fé, aplica aquilo que ele comprou. A cruz foi concluída, o cuidado não. Segundo, a graça presente no cristão ainda é fraca. A graça presente em nós ainda é fraca. é rei no berço, possui direito legítimo como rei no berço, possui direito legítimo ao trono, mas ainda vive cercado por antigos rebeldes. Satanás vê vantagem nessa infância, nessa juventude. Se pudesse, encerraria a guerra, esmagando a pequena chama antes que ela crescesse num grande fogo. A graça deseja preservar-se. A graça, a nossa pequena graça, né? Mas desejo não basta. É fogo em madeira verde. Sem sopro de cima se apaga. O coração convertido é uma cidade conquistada. Parte dos habitantes recebeu o novo rei. Outra parte conspira nos becos. A corrupção remanescente não aceitou pacificamente a mudança de governo. Diz como os homens de Sodoma a respeito de LW. Este estrangeiro veio morar aqui e agora quer ser juiz. A carne olha para Cristo reinando no coração e protesta. Esse novo Senhor governará todos os cômodos. Satanás organiza a resistência, tenta abrir portões, procura simpatizantes antigos dentro de nós. Se o mesmo poder que conquistou a cidade não aguardar, os rebeldes sairão dos esconderijos e consumirão a pequena graça como pães. Regeneração não torna desnecessária a preservação. A mesma mão que dá vida mantém a vida. Terceiro, Deus decidiu conduzir seus filhos ao céu de modo que sua misericórdia apareça com máxima doçura e sua glória retorneiramente para ele. A dependência contínua torna cada auxílio mais precioso. O crente percebe o coração abrindo durante uma oração e sabe: "Meu Deus esteve aqui." percebe a vela recebendo vento e saindo do do banco de areia, né, da apatia. E ele disse, foi o espírito atravessa tentação que deveria tê-lo destruído. E ele diz, uma mão me sustentou. Uma força armazenada dentro de nós poderia tornar o dom pessoal aos nossos olhos. Deus prefere visitar a casa diariamente, examinar a dispensa, ver a necessidade, entregar o pão no momento certo. O orgulhoso talvez preferisse uma grande pensão e independência. O filho prefere o pai. Seu pai celestial sabe do que vocês precisam. Jesus disse, precisa de força para orar, ele sabe. Para ouvir, ele sabe. Para sofrer, ele sabe. Para dizer não a um pecado que parece maior do que você, ele sabe. Na hora necessária será dado esse método. Esse método também torna o suprimento mais seguro. Somos vasos furados, mantidos debaixo de uma torneira aberta. Perdemos. Ele repõe. Enfraquecemos, ele renova. Israel não recebeu apenas um gole no deserto. A rocha os acompanhava. A provisão caminhava com a necessidade e a rocha era Cristo. Paulo diz: "Uma flor cortada pode perfumar por alguns dias, depois murcha. Uma flor com raiz continua recebendo vida. Graça separada de Cristo seria um buquê condenado. Graça unida a Cristo possui raiz. Por fim, essa dependência fecha a porta do orgulho. Se Deus tivesse dado um estoque inicial e deixado o restante a nossa administração independente, ainda haveria espaço para dizer: "Ser santo foi misericórdia. Tornar-me um santo forte foi meu cuidado, meu trabalho, minha força. Mas até o cuidado foi despertado pelo espírito. Quem manteve seus olhos abertos? Quem o fez vigiar? Quem lhe deu a lembrança da advertência no momento da tentação? Quem inclinou sua vontade para fugir? Quem preservou sua fé quando a dor tentou arrancá-la no céu? Nenhum santo apontará para a cidade e dirá: "Construí isto com meu poder". A Jerusalém do alto tem um arquiteto e construtor. Cada graça é pedra colocada por Deus. Cada crescimento é pedra. Cada retorno depois da queda é pedra. Cada perseverança em noite escura é pedra. A pedra final colocada na glória será acompanhada por um único grito. Graça. Graça. A glória não será dividida. Não uma parte para Deus e outra para o homem. Deus será tudo em todos. Essa doutrina condena a presunção, mas também atinge o desespero. Porque se a força estivesse em nós, a descoberta da fraqueza seria uma sentença. Se a batalha dependesse do estoque interior, todo vazamento seria o início do fim. Se a perseverança descansasse sobre nossa estabilidade, ninguém chegaria. Mas Paulo não diz: "Sejam fortes, porque vocês descobrirão uma reserva secreta em si mesmos". Diz: "Sejam fortes no Senhor." A fraqueza não é boa em si, mas é lugar onde a suficiência de Cristo se torna visível. A incapacidade não é desculpa para desobedecer, é convocação para depender. O soldado precisa lutar, mas luta com força emprestada. precisa erguer a espada, mas até o braço erguido é sustentado. Precisa avançar, mas o chão debaixo dos seus pés pertence ao Senhor. E quando finalmente vence uma tentação, não pode transformar a vitória em troféu de si mesmo. A força foi real, a obediência foi sua, a luta aconteceu em sua alma, mas a fonte permaneceu fora dele. Isso levanta a próxima pergunta: que força é essa? Paulo não responde apenas o poder de Deus. Ele acumula palavras, o seu forte poder, como se soubesse que a alma cercada tentaria reduzir o braço divino ao tamanho do problema. Como se soubesse que crer em Deus seria fácil até o dia em que o mar estivesse à frente, faraó atrás e nenhuma estrada visível entre os dois. Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. A coragem cristã não precisa apenas saber que sua força vem de fora. Precisa saber que o braço estendido de fora nunca se encurta. o seu forte poder ou e na força do seu poder. Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Paulo não escolhe uma palavra pequena. Fala de poder, força, vigor, grandeza. A linguagem se acumula porque o coração diminui Deus com facilidade. O que é a ansiedade se não diminuí-lo? O medo confessamos que ele é poderoso. Depois encontramos uma circunstância que parece maior do que a nossa confissão de que ele era poderoso. Dizemos que Deus pode tudo. Depois olhamos para o túmulo e acrescentamos, mas agora já está cheirando mal como Marta e Maria. A onipotência é uma doutrina simples. Quando não há nada em jogo. Torna-se batalha quando a promessa enfrenta o impossível. Ser forte no poder do Senhor envolve dois atos de fé. Primeiro, crer que Deus é verdadeiramente todo- poderoso. Não apenas mais forte do que nós, mais forte do que todas as coisas. Ele tem todo o poder. Todas as coisas, na verdade, não tem força, não tem poder. Só tem o poder que receberam de Deus, nós, os demônios, não apenas mais forte do que o inimigo visível, não apenas capaz de fazer coisas extraordinárias dentro de certos limites, todo poderoso. Depois crer que esse poder não permanece distante como um atributo apenas admirável, mas está comprometido com a defesa, a preservação e o cumprimento das promessas feitas ao seu povo. Não basta olhar para uma fortaleza e reconhecer que ela é resistente. É preciso saber que suas portas estão abertas para nós. Não basta confessar que Deus possui um braço invencível. É preciso apoiar-se neste braço. É preciso saber que ele nos envolve. Quando a estrada fica áspera, um pai oferece o braço ao filho. Deus oferece sua onipotência a fé que ele concedeu. Foi assim com Abraão, Isaque e Jacó. Homens que receberam promessas grandes demais para seus dias. Viveram sem ver o cumprimento pleno delas. caminharam como estrangeiros na terra que lhes havia sido prometida. Carregaram palavras divinas por anos em que as circunstâncias pareciam desmenti-las. Como Deus se apresentou? Eu sou o Deus todo- poderoso. Isso era o suficiente. Não porque a espera fosse pequena, mas porque aquele que prometera não tinha mãos pequenas. Eles podiam morrer passando a promessa aos filhos. O corpo terminava, a palavra de Deus não. Então Isaías diz: "Confiem para sempre no Senhor, pois o Senhor, somente o Senhor é a rocha eterna. Força eterna. Não força de uma estação, de uma época. Não força que envelhece. Não força que diminui conforme a gente vai usando. Não força ameaçada pelo número de inimigos. E Pedro orienta os que sofrem, segundo a vontade de Deus, a entregarem a vida ao fiel criador. Criador. O nome aponta para poder. Aquele que fez do nada não é limitado pelo pouco que resta. Aquele que chamou luz das trevas não precisa de circunstâncias favoráveis para guardar uma alma. Mas segurar essa verdade durante a tentação não é fácil. A onipotência pode estar no credo e ausente do medo, da ansiedade. Pode ser uma espada enferrujada na bainha, pertence ao soldado, não sai quando ele precisa da bainha. A mente sabe a frase, a alma não consegue utilizá-la como espada. Até grandes santos tropeçaram aqui. Moisés estava diante de uma multidão no deserto. Deus prometeu carne por um mês. Moisés contou homens, contou rebanhos, contou possibilidades e disse: "Mesmo que todos os rebanhos fossem mortos, haveria o suficiente?" O problema não era aritmético. Nós sempre achamos que era era teológico. A conta havia deixado Deus de fora. Então o senhor pergunta: "Acaso o braço do Senhor ficou curto?" Essa pergunta continua atravessando nossos desertos, nossos medos, nossas ansiedades. Acaso o braço do Senhor ficou curto? O pecado parece antigo demais. O braço ficou curto. A igreja parece fraca demais. O braço do Senhor ficou curto. A promessa demora demais, o braço do Senhor ficou curto. O coração está cercado por muitos inimigos. O braço do Senhor ficou curto. Marta e Maria criam em Cristo, amavam Cristo, conheciam sua compaixão. Mesmo assim limitaram o poder. Maria o limitou ao lugar. Se o Senhor estivesse aqui como se a distância tivesse vencido sua autoridade. Marto limitou ao tempo. Senhor, ele já cheira mal, como se a decomposição tivesse chegado além do alcance da voz. Uma pensou: "Tarde demais para chegar". A outra: "Tarde demais para agir". Cristo caminhou até o túlo para mostrar que não era tarde. A pedra não marcava o limite do seu poder. A sepultura, os quatro dias. Era apenas o cenário em que o poder seria visto. Lázaro, venha para fora. E a morte obedeceu. Se Moisés, Marta e Maria precisaram ser corrigidos, quem de nós pode tratar a fé na onipotência como um assunto resolvido? A tentação trabalha para tornar Deus menor. Ela não precisa provar que o inimigo é infinito, que o teu problema é infinito. Basta nos fazer esquecer que Deus é infinito. A fé é o mensageiro que sai da alma e vai ao céu buscar socorro. Quando tudo em nós é insuficiente, ela abate a porta à meia-noite. Amigo, empreste-me pão. Continua batendo, não possui armazém próprio a fé. O cristão, mas conhece uma casa onde há pão. Quando a fé enfraquece, o suprimento parece interrompido. A alma ainda pode duvidar da vontade de Deus e continuar se aproximando. O leproso disse: "Senhor, se quiseres, podes purificar-me". Havia hesitação quanto ao querer, não quanto ao poder. A fé ainda tinha uma perna, conseguiu chegar ao trono, mas quando a alma conclui que Deus não pode, atinge a fé no coração. O homem falou: "Se quiseres, tu podes". Ele não sabia se Deus queria, mas ele tinha certeza que Deus podia. Nós temos ficado muito a quem às vezes, não é? Se a alma conclui que Deus não pode, então a fé foi atingida no coração. Se ele não pode perdoar, para que confessar? Se não pode salvar, por que clamar? Se não pode mortificar, por resistir? Se ele não pode guardar, por que vigiar? A alma olha para o poço e o considera seco. Então quebra o cântaro. Para que um cântaro se não tem água? Satanás sabe disso, por isso ataca o poder de Deus quando quer matar nossa esperança. Pode permitir que alguém continue falando da bondade divina de maneira abstrata, contando com ele. Satanás deixa você falar de maneira abstrata sobre a bondade de Deus, contanto que a bondade pareça incapaz e fraca. pode permitir linguagem sobre promessas, contanto que as promessas pareçam sem braço para você. Mas Deus é zeloso por esse nome. Homens podem ser sábios, Deus é onisciente. Homens podem ser misericordiosos, Deus é rico em misericórdia, sem medida. Homens podem ser fortes. Deus é todo-eroso. Retire o todo e você não preservou o Deus bíblico. Reduziu a uma criatura superior. Isaías diz: "Não temam aquilo que eles temem. Ao Senhor dos exércitos considerem santo e o temam. Quando inimigos se unem e a razão diz que a causa está perdida, santificar o Senhor significa dar-lhe a glória do seu poder. Não negar o tamanho da coalisão que se levanta contra. Confessar que ela não é Deus. Deus também corrige seus filhos quando vacilam nesse ponto. Zacarias. Zacarias ouviu a promessa de um filho. Olhou para a idade, olhou para o corpo de Isabel, pediu um sinal como quem exige que a promessa se submeta ao possível. E recebeu um sinal que era também disciplina. Ficou mudo. A boca que questionou o poder precisou esperar em silêncio. 9 meses o cumprimento. Abraão, ao contrário, foi fortalecido na fé. Considerou o próprio corpo amortecido. Considerou a esterilidade de Sara. Não fingiu que os fatos naturais não existiam, mas ficou plenamente convencido de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. A fé não é a negação da realidade, é a inclusão de Deus na realidade. Deus frequentemente escolhe caminhos que exibem esse atributo. Retira os nossos apoios, retira os apoios secundários, fecha as saídas humanas, permite que a sentença de morte seja sentida. Paulo disse: "Isso aconteceu para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus que ressuscita os mortos. O objetivo não era apenas livrá-los, era mudar o lugar da confiança. Se Lázaro fosse curado no primeiro dia, haveria misericórdia. Quando é chamado do túmulo depois de quatro dias, há misericórdia e uma demonstração mais aberta de poder. Se Israel saísse do Egito sobre um rei amistoso e bondoso, poderia haver libertação sem braço estendido. Deus permitiu que faraó endurecesse. Deus endureceu faraó, permitiu que o império apertasse a mão sobre os escravos, permitiu que o mar fechasse a rota. Então, abriu caminho onde não havia caminho. Aquele hino que a gente canta, né? Deus fará caminhos onde nunca existiu. Deus disse: "Eu o levantei". Levantou faraó, né? Eu levantei para mostrar em você o meu poder e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra. Faraó pensou que estava fortalecendo o trono, na verdade estava levantando um palco para o nome do Senhor. Às vezes Deus permite que a oposição cresça no exato momento em que decidiu salvar. Não porque perdeu o controle, porque quer que ninguém confunda o livramento com acaso. A noite fica mais escura antes da coluna de fogo parecer mais clara. Os recursos diminuem antes de o pão do céu cair. A pedra é colocada sobre o túmulo antes da voz chamar. A sentença de morte é sentida antes da ressurreição do auxílio. Isso não significa que devemos buscar crises ou desprezar meios. Significa significa que quando os meios falham, Deus não falha com eles. O braço do Senhor não depende da ferramenta. Pode usar um exército, pode usar 300 homens, pode usar um cajado, pode usar uma palavra. Pode usar barro nos olhos, não é? Cuspir e passar lama nos olhos. Pode não usar nada que reconheçamos. A onipotência não é presa aos caminhos habituais. Moisés entendeu que o nome de Deus estava envolvido na preservação de Israel. Quando o povo mereceu juízo, ele apelou: "As nações dirão que o Senhor não foi capaz de levá-los à terra". Então ele pediu que a força do Senhor se manifeste. Ele não manipulava Deus. Ele se apoiava no zelo divino por sua própria glória. A fé pode usar esse argumento com reverência. Senhor, não permitas que minha incredulidade faça teu nome parecer pequeno. Mostra que és poderoso para salvar completamente. Mortifico o pecado que me humilha. Guarda a fé que tu mesmo criaste. Cumpre o que prometeste para a glória de Cristo. A onipotência de Deus não é apenas objeto de estudo, é chão para os nossos pés. O cristão deve aprender a agir sobre ela. Gideão ouviu: "Vá com a força que você tem. Não sou eu quem o está enviando?" A força não era a personalidade de Gideão, era a comissão acompanhada pela presença de Deus. Não estarei com você. Isso bastava para transformar um homem escondido e covarde em líder de batalha. Neemias recebeu ameaças. Homens tentaram assustá-lo para que entrasse no templo e preservasse a vida para um ato de covardia. antes de responder, havia orado. Agora fortalece as minhas mãos. Depois disse: "Um homem como eu deveria fugir?" A oração não o tornou inconsciente do perigo. Deu-lhe uma medida diferente de si mesmo. Não era grande em si, era servo de um grande Deus. A fé na onipotência fortalece a obediência. Abraão oferece Isaque porque considera que Deus pode ressuscitar dos mortos. Se a promessa está ligada ao filho de Deus, se a promessa que Deus fez a ele está ligada ao filho e Deus pede o filho, então o Deus da promessa resolverá essa contradição. A fé não precisa entender como, precisa saber quem. Quando essa convicção enfraquece, a obediência oscila. Cada ameaça parece absoluta. O rosto do poderoso ocupa todo o horizonte. A pessoa vê o braço do homem, não vê o braço por trás de si. Então a justa a verdade para agradar o homem. Recua da responsabilidade, trai a confiança recebida. Se os olhos fossem abertos, a criatura voltaria ao tamanho correto. Também o conforto acompanha essa fé. Quando a alma duvida que o poder esteja disponível, a alegria se esai como o sangue de uma veia aberta. Ela ainda pode eh eh eh arrastar-se em direção ao céu, crendo apenas que Deus é capaz em abstrato, mas viaja como navio, com mastros quebrados. Cada onda parece capaz de encerrá-la. Uma alma convencida de que está debaixo do poder do Senhor, entra no nome de Deus como quem entra em casa durante uma tempestade, não como invasora, como filha. Venha, meu povo, entre em seus quartos. Os atributos divinos se tornam nossos quartos, nossos aposentos. Sabedoria para confusão, misericórdia para culpa, fidelidade para espera, poder para fraqueza. Somente no Senhor, então, a justiça e a força. Davi estava numa caverna, ainda assim cantou: "Meu coração está firme". O que o fez cantar no esconderijo? A sombra das tuas asas me abrigo. A caverna não era seu verdadeiro abrigo. Deus era. Mas há uma etapa ainda mais íntima. É possível crer que Deus é todo-pereroso e ainda perguntar: "Esse poder está realmente comprometido comigo?" A alma vê o braço, não sabe se o braço a carregará. Vê a fortaleza, não sabe se possui direito de entrada. A resposta não será encontrada olhando por mais tempo para a própria dignidade. Será encontrada na relação, no amor, na aliança e no Cristo que permanece diante do Pai. O braço nunca se encurta e para os que pertencem ao filho também nunca se recolhe. Deixa eu beber um pouco aqui para minha garganta não ficar seca. Deus, Deus libertou Israel do Egito com mão forte, abriu a prisão de ferro, fez o mar recuar, afogou o exército que vinha atrás e depois deixou o povo do outro lado para descobrir sozinho o caminho até Canaã. entregou-lhes liberdade e retirou a sua presença. O anjo que libertou Pedro desapareceu depois de conduzi-lo para fora da prisão. Deus não tratou Israel assim. O Senhor, o seu Deus, os carregou como um pai carrega o filho por todo o caminho. Essa é a imagem da vida cristã. A conversão é o êxodo. O pecador é arrancado do império das trevas no dia do poder de Deus. A vontade antes hostil é vencida pela graça soberana. As correntes caem, a porta se abre, mas quando a alma começa a caminhar, todos os inimigos se levantam. A carne protesta, o mundo chama de volta. Satanás persegue como um faraó. O deserto revela fraqueza. Como alguém atravessará tantas terras hostis, tantos inimigos nos braços que o tiraram do Egito. Somos protegidos pelo poder de Deus mediante a fé até chegar à salvação. É o que o apóstolo diz. O poder de Deus é o ombro sobre o qual o pastor coloca a ovelha encontrada. Ele não aponta a direção para a casa e manda a ovelha ferida correr. Coloca sobre os ombros e volta alegre. Os braços eternos são asas de águia. Carregam com ternura, carregam com segurança. A alma precisa compreender porque pode contar com isso. Não porque possua valor autônomo, não porque sua fé seja sempre forte, não porque tenha servido sem falhas. O poder está comprometido com ela por razões que começam em Deus e permanecem em Deus. Primeiro, a relação. Os santos são filhos. Até uma galinha reúne os pintinhos quando percebe o perigo. A criatura recebeu do criador um instinto de proteção. O pai dos instintos seria menos cuidadoso com seus próprios filhos? Certamente eles são o meu povo, filhos que não me trairão. E ele se tornou o salvador deles. Não é uma palavra maravilhosa? É como se Deus dissesse: "Ficarei imóvel enquanto os meus são atacados diante de mim". Uma mãe está dentro de casa, escuta um choro na rua, entre muitas vozes, reconhece uma: é meu filho. Deixa o que está fazendo e corre. Deus ouviu Efraim se lamentando. O som chegou aos ouvidos. Os ouvidos moveram o coração. O coração convocou o poder. A linguagem é humana. para nos fazer enxergar uma realidade divina. Nosso clamor não informa, mas revela a relação em que ele quis colocar-se conosco. O filho não chama um poder impessoal, chama pai. E o pai não responde como um funcionário distante, segundo o amor é que ele responde. Quem possui o coração de Deus não ficará sem seu braço. Nos homens, o amor mobiliza as outras capacidades. A mente planeja por causa do que ama. As mãos trabalham, os pés correm em Deus, sem paixões desordenadas ou mudanças. Sua sabedoria, seu poder executam perfeitamente o propósito do seu amor. Quando decidiu fazer bem a pecadores indignos, a sabedoria desenhou um caminho, um plano, uma aliança. A onipotência realizou o plano. A justiça foi satisfeita. A misericórdia encontrou passagem. O crente, o eleito é objeto do amor especial, do amor com que o Pai ama o Filho derramado sobre aqueles que estão unidos ao filho. Deus ama seus santos como fruto de um propósito eterno. Antes de o mundo servir de palco, eles já estavam em seu decreto de graça soberana. A criação inteira se tornou só cenário para a execução de um plano concebido antes dos tempos eternos. Quando um pecador crê, não nasce uma ideia nova na mente de Deus. Cumpre-se no tempo aquilo que o amor carregava na eternidade. Como Deus abandonaria perto do fim aquilo que planejou antes do princípio? Como permitiria que Satanás arrancasse a coroa de uma obra conduzida até ali por sua própria mão? A Bíblia diz: "O Senhor que escolheu Jerusalém o repreenda." A eleição não é almofada para preguiça, é fundamento para segurança e guerra. O escolhido é guardado porque o propósito de Deus não aprende a fracassar. Deus também ama os santos porque foram comprados pelo sangue do seu filho. Custaram caro, não em prata, não em ouro, no sangue precioso do cordeiro. Aquilo que foi adquirido com tamanho preço não será descartado. Quem não poupou o próprio filho recusará o poder necessário para preservar os que o filho comprou. A cruz não é apenas porta de entrada. dá entrada e depois deixa as prestações para lá. É garantia de todo o cuidado posterior. Se Deus é por nós, quem será contra nós? A pergunta: não ignore os inimigos. Coloca-os na balança contra o dom do filho. Se ele deu o maior, não negará o necessário. Deus ama os santos também porque sua imagem está sendo restaurada neles. O inferno não odeia apenas a pessoa, odeia o reflexo. O conflito existe porque Cristo começou a aparecer na criatura cada vez mais. Se a imagem fosse removida, grande parte da guerra terminaria. Por amor de ti, enfrentamos a morte todos os dias. A causa é de Deus. O santo não luta financiando sozinho uma guerra que pertence ao rei. Ao defender a obra de graça, Deus defende a glória de seu próprio nome manifestada nela, na sua graça. Terceiro, aliança. Eu sou o Deus todo- poderoso. Ande diante de mim. O mandamento vem apoiado numa apresentação. Ande, porque eu sou. Aliança é, por assim dizer, pacto ofensivo e defensivo. Deus compromete o que é para cumprir o que prometeu o Senhor dos Exércitos. O Deus de Israel é Deus para Israel. Ele não Ele não se entrega em porções pequenas. não disse: "Você poderá contar com uma parte da minha fidelidade, desde que o problema não cresça, ele dá-se a si mesmo. O que um Deus possui torna-se segurança do povo da aliança. Sua verdade, sua sabedoria, sua presença, seu poder, sua misericórdia, sua justiça em Cristo. As promessas cercam o crente como montanhas ao redor de Jerusalém. O fraco está dentro desse círculo tanto quanto forte. Se a segurança dependesse da musculatura espiritual, o mais maduro teria alguma esperança e o recém-convertido viveria exposto. Mas ambos estão debaixo da aliança. O cordeiro pequeno está tão cercado pelo pastor quanto a ovelha adulta. A diferença de força pode afetar a experiência da batalha. Não muda a fidelidade daquele que guarda. Quarto, a dependência da fé. Quando o santo é perseguido por tentação, para onde corre? Para Deus, como coelho para toca. Quando eu estiver com medo, confiarei em ti. Davi deixou uma cidade fortificada e caminhou para o campo aberto, apoiado na proteção invisível do Senhor. Os santos aprendem a abandonar a própria força, abandonam os próprios planos como fundamento, abandonam a própria justiça, esperam tudo da misericórdia de Deus em Cristo por graça. Essa dependência agrada ao Senhor. A esperança dos pobres não será frustrada. A palavra diz. Um pagão contou que um pássaro fugindo de um gavião caiu em seus braços. Nos eh primeiro 10 séculos, né? Ali no século VI, ele [roncando] decidiu não entregá-lo ao inimigo, porque o animal o escolhera como refúgio. Pense nisso. Quanto mais Deus honrará a alma que corre para seu nome. Senhor, esta tentação me caça. Este desejo me persegue. Ou tu ages ou estou condenado. Ou tu o mortificas, ou permanecerei escravo. Recebe-me no abrigo do teu amor por causa de Cristo. Cobre-me com tua força eterna. Não confio em mim, não confio em outro. Em tuas mãos entrego a causa, a vida e o fim. A fé não desperta um Deus adormecido, mas toma posse do caminho que Deus ordenou. Ele girou por si mesmo para que os herdeiros da promessa tivessem forte consolação. Colocou seu nome como torre, abriu aposentos, chamou o povo para dentro. Quando chegamos, descobrimos que ele já nos esperava. Quinto, Cristo no céu. A presença do Filho diante do Pai compromete o poder divino com a preservação dos santos. Uma das razões eh de sua ascensão é exercer o ofício de advogado. Ele não esqueceu na glória aqueles que deixou em guerra. antes de partir, revelou o conteúdo de sua intercessão. Não peço que os tires do mundo, mas que os proteja do maligno. Cristo não assumiu esse ofício por iniciativa independente do Pai. foi nomeado para interceder, assim como foi nomeado para sofrer. O sacerdote que oferece o sacrifício não retirou as vestes ao entrar no céu. Permanece sacerdote para sempre. A cruz comprou, a intercessão aplica e assegura. Cristo está na corte do céu como nosso representante. Não para convencer um pai relutante a amar, mas para administrar, segundo a aliança eterna tudo o que Deus, o que o Deus triuno decidiu conceder aos redimidos. Se o advogado é fiel, o caso está seguro. E quem ele representa? sua esposa, seus irmãos, seus filhos, seu corpo. Imagine o filho de um rei escapando de uma cidade sitiada, enquanto esposa e filhos permanecem cercados por fome e espada. Ao chegar ao palácio do Pai, esqueceria os seus entre os banquetes do palácio do Pai, ou carregaria nos ouvidos os gritos da cidade e pediria antes de comer que toda a força do reino fosse enviada. Cristo está acima do perigo pessoal, mas seus santos continuam entre pecados, demônios e pressões do mundo. Eles permanecem em seu coração, não são esquecidos por um instante. A rapidez com que enviou o espírito depois da ascensão já mostrou isso. Mal se assentou à direita do pai, derramou poder sobre os apóstolos. Aquele vento continua soprando na igreja. A intercessão não é cerimônia vazia, é garantia viva de que a força necessária será liberada no tempo certo. Por isso, o crente não é convidado apenas a admirar o poder de Deus, é chamado a tratá-lo como sua porção em Cristo. Deus disse a Abraão: "Eu sou o Deus todo- poderoso, como quem entrega uma propriedade à fé. Viva sobre isso, caminhe sobre isso, faça uso disso." O autor de Hebreus mostra como aplicar promessas. Deus diz: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei". E nós concluímos: "O Senhor é o meu ajudador. Não temerei." A promessa vem de Deus. A inferência deve ser feita pela fé, não timidamente, com ousadia. O inferno apresenta acusações. Os homens ameaçam, a alma responde: "O Senhor é meu ajudador. Não porque sinto força agora, porque ele falou. Desprezar essa segurança é desprezar a bondade da promessa. Seria como alguém receber casa e terras com autorização para registrar tudo legalmente, mas deixar os documentos abertos e nunca tomar posse. Deus oferece sua força em promessa e diz: "Cele com fé que eu te dei". Muitos vivem como se as promessas permanecessem sem assinatura no coração. Sabem que existem, não estraem a conclusão. Creem que Deus ajuda pessoas, não dizem: "Ele é meu ajudador." Creem que Deus pode preservar a igreja. Não descansam que preservará sua fé. Creem que há poder em Cristo. Tratam cada tentação como se tivessem, se estivessem sozinhos. Nossa obediência será forte ou fraca, conforme essa fé. Abraão realizou um ato enorme porque apoiou a alma num poder enorme. Gideão avançou porque o viu, eu o envio. Neemias permaneceu porque pediu mãos fortalecidas. A alma que vê apenas a ordem pode ser esmagada. a que vê a ordem e o braço que acompanha consegue caminhar. Nosso conforto também cresce ou diminui. Uma pessoa pode chegar ao céu agarrando-se apenas à verdade geral de que Deus é capaz de salvar, mas viajará com ondas sobre o convés. Quando sabe que o Deus capaz se entregou em aliança, que o pai a chama filha e que o filho intercede, encontra uma espécie de casa dentro da tempestade. Não nega o mar, dorme sobre a ponte porque sabe que as águas abaixo não podem arrancá-la da estrutura. Davi cantou na caverna. Paulo escreveu a carta aos Efésios que nós estamos falando na prisão. Os santos podem descansar sobre os próprios abismos porque o poder de Deus está entre eles e a queda final. Isso não transforma o cristão em prudente. Ao contrário, né? A força emprestada produz humildade. Quem sabe que depende não corre para a tentação para provar maturidade. Não coloca a cabeça no colo de Dalila, dizendo que já venceu antes. Não abandona os meios de graça quando se sente forte. Pedro caiu justamente quando sua confiança subiu em si mesmo. Em momentos melhores, ele perguntava: "Sou eu, Senhor?" Depois disse: "Ainda que todos te abandone, eu não." A diferença entre as frases é a distância entre humildade e presunção. O crente orgulhoso usa a graça recebida como autorização para aproximar-se do perigo. O humilde usa graça para fugir. O orgulhoso deixa de buscar a fonte porque possui alguma água no vaso. Ora muito quando está com medo. Ora pouco quando sente paz. Antes buscava força, depois usa a oração para exibir força. Antes ia Deus como mendigo, depois mostra os tesouros como Ezequias aos mensageiros para se orgulhar. Quando os dons tomam o coração Deus em amor pode fechar a torneira por um tempo, não para destruir, para fazer o filho voltar à porta. A força de Deus é nossa em Cristo, mas continua sendo de Deus. É empréstimo que nunca se torna a propriedade autônoma. Essa verdade protege de dois abismos. do desespero, porque não dependemos de nós, e da presunção, porque não possuímos a fonte em nós. Ainda assim, uma alma ferida levanta uma objeção e diz: "Ah, se tudo isso é verdade, por que me sinto tão fraca? Porque oro e continuo abatida? Porque a tentação permanece? Porque outros parecem correr e eu mal consigo caminhar?" Se o poder de Deus está comprometido comigo, onde está esse poder? A pergunta não deve ser desprezada. Ela nasce muitas vezes não da rebelião, mas de lágrimas. E precisamos entrar exatamente nesse ponto, não para prometer uma força que sempre será sentida, mas para mostrar como o poder de Deus pode estar sustentando uma vela que ainda treme no vento. Então a pessoa diz: "Se o poder de Deus está comprometido comigo, por que sou tão fraco?" A pergunta não é pequena. Há almas que leem promessas de força e sentem apenas o peso da distância entre a promessa e a experiência. Vem outros orando com liberdade, elas mal conseguem formar uma frase. Vem outros atravessando tentações com passos largos. Elas caem no mesmo ponto. Vem outros cantando na caverna. como Davi, ela só escuta o eco do medo. Então, perguntam: "Talvez tudo isso seja verdadeiro para santos fortes. Talvez a aliança seja casa para outros. Talvez Cristo carregue ovelhas, mas eu não pertenço ao rebanho. Antes de responder ao crente ferido, a doutrina fala ao homem sem Cristo. Se o santo já vivificado não consegue exercer uma graça sem força de cima, o que poderá fazer um morto? Se o navio pronto, lançado ao mar, com mastros e velas não se move sem vento, o que fará a madeira ainda deitada no pátio do carpinteiro? Se uma árvore viva não cresce sem a seiva da raiz, o que produzirá uma estaca apodrecida sem raiz? A condição natural do homem é impotência espiritual. Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios. Fracos. Não apenas mal orientados, não apenas esperando um argumento melhor, não apenas necessitando de algum incentivo, presos debaixo das ruínas da queda. Um homem soterrado por uma casa não retira sozinho o peso das vigas. O pecador não produz arrependimento ao Salvador a partir do coração que ama o pecado. Não gera fé a partir da sua incredulidade. Não cria vida dentro da morte. não contribui paraa própria regeneração como alguém que ajuda o médico durante uma recuperação. Precisa ser ressuscitado. Não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. Babel continua sendo construída a toda vez que o homem imagina erguer uma torre de capacidade natural até o céu. Deus espalha esses construtores. O templo espiritual é levantado não por força, nem por violência, mas pelo meu espírito. Diante dele só cabe um clamor: graça. Graça. Quem deseja se tornar sábio para a salvação, precisa primeiro tornar-se tolo aos próprios olhos. Abandonar a confiança na sabedoria natural, pedir luz ao Deus que dá generosamente. Quem deseja força para crer, precisa morrer para a crença em sua força. Só o espírito faz isso, não é? Não é pela força que o homem prevalece. Essa palavra humilha o incrédulo, mas protege o crente. Se a força vem do Senhor, então o cristão deve permanecer humilde até em seus melhores dias. Quando a oração flui, quando a tentação recua, quando a palavra aparece clara, quando outros procuram seu conselho, quando a coragem surpreende até você, pergunte: "Quem pagou por isso? Sua graça não foi obra de suas mãos. Seu conforto não foi salário do seu mérito. Não se orgulho do pão que recebeu à porta. A ajuda não permanece muito tempo quando começa a alimentar soberba. O pai é sábio. Mesmo quando abastece o filho, mantém a chave da dispensa. Pode diminuir o fluxo para corrigir um coração que começou a adorar o suprimento. Administre bem a força emprestada. Quem desperdiça aquilo que pediu chorando? Logo você estará novamente à porta. E com que rosto pedirá? Com que cara pedirá mais se usou o dom para se exaltar? Mas voltemos à alma fraca. Ela diz: "Eu espero, eu peço, eu uso os meios, ainda assim não recebo a força que desejo." Há respostas que precisam ser consideradas com cuidado. Primeiro, talvez Deus esteja dando força de outra forma. Você pediu força para remover a tentação. Ele deu força para não ser destruído por ela. Pediu vento para avançar rapidamente. Ele deu âncora para não ser levado para trás. Você pediu uma fé que cantasse. Ele preservou uma fé que ainda consegue gemer. Pediu libertação visível. Ele concedeu sustentação secreta. A força que ajuda o crente a realizar grandes atos e a força que impede o crente de morrer. A segunda pode parecer menor, talvez seja mais surpreendente. Um homem saudável viver até a velice não espanta tanto. Um corpo cheio de enfermidades, sustentado por cuidado constante torna-se testemunho da habilidade do médico. Você se sente como um barco quebrado. Mastros rasgados, velas rasgadas, mastros quebrados, casco furado, velas quase inúteis. O mar está cheio de desejos, acusações e demônios. Mesmo assim, ainda não naufragou na praia do inimigo. Pare e contemple. Quem puxou esse navio até aqui? Sua fé está cheia de buracos, mas você ainda respira. A tentação sopra como tempestade, mas a vela não apagou. Um gigante de ira e astúcia se levanta rugindo contra você. Uma criança na fé continua em pé nos braços de Deus. A Bíblia diz: "Da boca de crianças e recém-nascidos estabeleceste o teu poder." Talvez o louvor de Deus esteja sendo aperfeiçoado, não por sua sensação de grande força, mas pela preservação de uma chama pequena em vento tão forte. Como essa pequena vela não apaga nesse furacão? Você pediu que o inimigo fosse retirado. Deus está mostrando que consegue mantê-lo vivo diante do inimigo. Pediu uma vitória rápida, ele está formando perseverança. Pediu ausência de fraqueza, ele está fazendo a fraqueza revelar a suficiência de Cristo. Segundo, a força pode estar presente onde você só enxerga imperfeição. A alma se compara aos mais maduros. Não oro como eles, não conheço como eles, não resisto como eles. Talvez você não esteja entre os valentes principais do exército de Davi. Ainda está no exército mesmo assim. Nem todo soldado ocupa a mesma linha, nem toda graça possui a mesma medida. Há motivo de gratidão até por conseguir gritar para os que caminham à frente. Esperem por mim. Não despreze o menor lugar entre os santos. Moisés cantou depois da travessia do mar. O deserto inteiro ainda estava diante deles. Não havia celeiro, não havia água visível, potável para toda a jornada. A vitória era apenas o primeiro passo. Mesmo assim, ele parou para louvar. Sabia que a gratidão pelo começo é caminho para receber o necessário para o restante? Você é fraco, agradeça que possui vida fraca ou não. Cai em deveres, lamente. Se arrependa, mas agradeça que não os despreza completamente. Cai na tentação, confesse. Mas agradeça que não consegue permanecer em paz no pecado. Não possui a força que deseja. Agradeça pela força de desejar força santa. O morto não lamenta porque não ora. O coração de pedra não chora por sua frieza. A dor pode ser sinal de sensibilidade dada por Deus. A ingratidão olha para a pequena chama e diz que não há fogo. Depois culpa o céu por não receber mais lenha. Em terceiro lugar, examine se algo está interrompendo o caminho entre a cabeça e os membros. A vida está em Cristo, mas bloqueios no corpo podem impedir que o membro sinta o vigor. Não porque a fonte secou, porque o caminho está obstruído. Você realmente foi a Deus buscar força? Talvez responda: "Fui ao culto, ouvi sermões, li livros, fiz orações, mas é possível frequentar os meios sem atravessá-los até Cristo. É possível esperar força do pregador, do método, da disciplina, da atmosfera ou do próprio ato de orar. O coração fala como o comerciante de Tiago. Irei a tal cidade, comprarei, venderei e terei lucro. Irei ouvir aquele homem e voltarei fortalecido. Eh, farei esta rotina e produzirei conforto. Aplicarei esta técnica e vencerei o pecado. Os meios são servos, não são Deus. Quando a mulher clamou ao rei durante o cerco de Samaria, ele respondeu: "Se o Senhor não ajudar, de onde poderia ajudá-la?" A oração pode dizer o mesmo. O pregador pode dizer o mesmo para você. O livro pode dizer o mesmo. Como ajudarei se o Senhor não ajudar? Não pare na porta da casa. Atravesse a multidão dos meios. Peça para falar com Jesus. Peça para ver Jesus. Toque pela fé na orla das suas vestes poder sair dele, não do tecido isolado, não do movimento da mão dele. Examine também a gratidão. A gente disse que Moisés, né, atravessou o mar e parou para cantar, mas ainda havia um deserto imenso na sua frente. Você reconheceu o que já recebeu? A alma ingrata transforma toda misericórdia em insuficiência. Deus sustentou ontem. Ela só pergunta por não deu a vitória de amanhã. Deus perdoou pecados, ela só vê tentações remanescentes. Deus conservou fé, ela só vê lágrimas. A gratidão não nega a fraqueza. Lê a fraqueza dentro de uma história de fidelidade de Deus. Até aqui nos ajudou o Senhor. A pedra de Ebenzer não diz que a guerra acabou, diz que o caminho percorrido possui uma explicação. Deus. Examine ainda o orgulho. O orgulho fecha a torneira. Água derramada num coração inchado escorre para autoexaltação. Montanhas altas não costumam ser campos férteis. Quanto mais alto, menos fértil é um lugar, não é? Se você olhar o pico do Evereste, o pico dessas grandes montanhas, não tem nada lá. A presunção aparece quando o crente corre para o perigo apoiado na graça recebida. Sou maduro, conheço a doutrina, consigo lidar com esse ambiente. Somente os fracos cairiam aqui. Pedro entrou no pátio do inimigo, cheio de confiança e saiu chorando. Há conhecimento suficiente para tornar a queda mais orgulhosa, mas não suficiente para dispensar vigilância. Não deite a cabeça no colo da tentação para provar a força do cabelo, como Sansão fez. A presunção também aparece quando o crente negligencia os meios em tempos de conforto. Na aflição, frequentava a porta da graça. Na paz vive de reservas antigas. Na fraqueza, orava para receber força. Depois ora para que outros percebam a força que imaginam possuir. Na pobreza mostravam as mãos vazias. Depois abre os tesouros para receber a admiração das pessoas. Se Deus ama esse filho, pode enviar mensageiros que esvaziem os depósitos que roubaram seu coração. Não é crueldade, é resgate. Quarto, se a consciência não o acusa nesses pontos e você realmente espera no Senhor, continue esperando. Deus não marcou para nós a hora exata de cada socorro. Seria presunção estabelecer um prazo e chamar o atraso de infidelidade. Atraso entre aspas, né? Jesus disse aos discípulos: "Permaneçam na cidade até serem revestidos de poder do alto. Fiquem em Jerusalém. Não fabriquem fogo. Não abandonem o lugar porque o vento ainda não soprou. Não substituam a promessa por atividade carnal. Permaneçam. A alma deve continuar nos meios ordenados até que venha novo poder. Seu próprio ato de esperar pode revelar uma graça maior do que você percebe. Não há não há consolo a ouvir. Mesmo assim você continua ouvindo. Não há liberdade na oração. Mesmo assim você volta a orar. Os bens parecem encalhados. O comerciante da fé continua negociando com o céu. Quanto menor o incentivo sensível, mas claramente a fé e obediência sustentam a prática. Talvez você diga: "Não sinto nada". E Deus diga: "Você ainda está aqui." Isso não é nada. A carne teria ido embora. O mundo ofereceu outras casas. A tentação prometeu alívio. Você continua batendo. Grande pode ser a fé que não canta, mas não parte. Não para de bater, não para de clamar, não para de pedir. E tem esperança. Quando a fraqueza chegar ao limite, o socorro virá na hora determinada. Os que esperam no Senhor renovam as suas forças. A viúva preparava a última refeição quando o profeta chegou. Paulo sentiu o espinho, pediu três vezes. A resposta não retirou o espinho, entregou uma promessa. Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. A força veio como suficiência, não como sensação de invulnerabilidade. Quando Satanás parecia ter vantagem sobre Jó, Deus entrou como moderador no momento preciso. Vocês ouviram falar da perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O fim revelou aquilo que o meio escondia. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia. Não julgue a história antes do fim do Senhor. A página escura não possui autoridade para interpretar o livro inteiro da providência divina. A fé ferida precisa olhar para Cristo não apenas como exemplo de coragem, como fonte de coragem, como capitão, como sacerdote, como intercessor, como aquele em quem a força de Deus se comprometeu conosco. Ele não permaneceu distante do campo, dando ordens seguras. Ele entrou. A coragem cristã não nasce de admirar um herói inalcançável, nasce de união com vencedor. Cristo enfrentou o pecado sem pecado, enfrentou o mundo sem se conformar, enfrentou o escândalo de discípulos fracos sem abandonar a missão. Confiou no Pai quando o céu ficou na escuridão. Perseverou até dizer: "Está consumado". Num deserto, Satanás oferece atalhos. Cristo respondeu com a palavra e Nazaré foi rejeitado. Não adaptou a verdade para recuperar a aprovação. Quando muitos discípulos voltaram atrás, não correu depois deles, oferecendo uma cruz menor. Quando Pedro tentou afastá-lo do sofrimento, chamou a voz pelo nome: "Para trás de mim, Satanás!". Quando o cálice apareceu, sua alma foi tomada de tristeza até a morte. Não havia covardia em seu tremor. Havia santidade diante do peso real do cálice. Mas ele disse: "Não seja feita a minha vontade, mas a tua coragem não foi ausência de agonia, foi obediência dentro da agonia. Na cruz, homens o desafiaram. Salve a si mesmo. Esse era o último apelo à falsa força. Desça, preserve-se. Prove poder evitando o sacrifício. Cristo demonstrou poder permanecendo. Poderia chamar legiões. Escolheu cumprir a escritura. Aquele que sustentava o universo permitiu que pregos sustentassem seu corpo no madeiro. Não porque os pregos fossem mais fortes, porque o amor era obediente. Ele nunca perdeu uma batalha, mesmo quando foi colocado num túmulo. A morte recebeu o corpo do capitão e descobriu que havia engolido a própria derrota. No terceiro dia, a força que ressuscita mortos entrou na história de modo incontornável. A pedra saiu e Cristo se levantou. A ascensão não foi fuga do campo, foi intronização do vencedor. E agora ele vive para interceder. A mão ferida que venceu está diante do Pai. As cicatrizes não lembram uma derrota. garante, garantem a aliança. Quando o crente pede força, não envie uma oração para um céu vazio. Seu capitão já está lá. Quando cai, possui advogado. Quando fraqueja, possui cabeça. Quando o inimigo acusa, possui justiça perfeita. Quando a morte se aproxima, possui um precursor que atravessou o véu. Por isso, seja forte. Não é sentença de condenação para o fraco, é chamado para sair de si. O evangelho não diz: "Descubra o guerreiro que há em você. Descubra o guerreiro interior. Diz: "Fortalecei-vos no Senhor." Não diz produza coragem suficiente para que Cristo aceite, diz: "Em Cristo você foi aceito." Agora lute força que a graça fornece. Não diz permaneça para tornar-se filho. Diz você é filho. O poder do pai o carregará enquanto aprende a andar. Não diz vença para conquistar o amor. Diz o amor conquistou você. Por isso, a onipotência está comprometida com seu fim. Mas essa coragem precisa de de raízes. Entusiasmo não basta. Uma alma pode ser intensa por algumas semanas e ainda não estar estabelecida. Pode falar alto, pode assumir compromissos grandes, pode se emocionar diante de uma batalha e cair no primeiro vento contrário. Para permanecer, dois fundamentos precisam ser firmados. Primeiro, conhecimento sólido da verdade de Deus. Um homem que não sabe por quem luta será facilmente convencido a trocar de lado. Talvez nem precise se tornar inimigo declarado. Basta aceitar a neutralidade no momento em que Cristo exige lealdade. Há pessoas que reivindicam o nome de cristãs, mas mal conseguem dizer em quem esperam, o que receberam no evangelho ou porque a verdade merece seu sangue. Correm sem saber a direção, carregam armas que nunca aprenderam a usar. Suas convicções são telhas soltas. A primeira rajada de vento as derruba. Zelo cego pode avançar depressa, mas também recua depressa. A determinação estabelecida, na verdade, permanece como uma rocha entre ondas. O povo que conhece o seu Deus resistirá com firmeza. ou se levantará e fará proezas. Daniel viu um tempo de sedução e perseguição. Alguns seriam corrompidos por elogios, outros seriam afastados por ameaças. A força estaria naqueles que conheciam seu Deus. Não apenas conheciam frases sobre ele. Conheciam seu caráter, sua fidelidade, sua santidade, seu poder, suas promessas. A bajulação não conseguiria comprá-los porque já possuíam um tesouro maior. A violência não conseguiria conquistá-los porque temiam um rei maior. Doutrina não é decoração para tempos pacíficos. É estrutura da alma quando o teto começa a tremer. Uma visão pequena de Deus produz coragem pequena. Uma visão vaga da verdade produz fidelidade vaga. Quando não sabemos o que está em jogo, qualquer conforto parece um bom negócio. Por isso, o cristão precisa afundar as raízes antes da tempestade. Não estudar apenas para vencer debates. Estudar para permanecer quando as emoções falharem. Guardar a palavra para o dia em que a escuridão fizer a providência aparecer contraditória. Conhecer as promessas para o momento em que Satanás citar apenas as circunstâncias. Conhecer a cruz para não negociar com a culpa. Conhecer a ressurreição para não se ajoelhar diante da morte. O segundo fundamento é uma intenção sincera no objetivo da fé. Não basta conhecer muito sobre Cristo se o coração busca outra coisa por meio de Cristo e não o próprio Cristo. Uma fé de intenção dupla pode demonstrar coragem temporária. Avança enquanto Cristo protege o que ela acha ser lucro, ganho. Porque Cristo não é o lucro, não é o ganho. Permanece enquanto o evangelho preserva a sua honra. serve enquanto recebe prazer, posição, reconhecimento das pessoas ou segurança. Mas quando precisa escolher entre Cristo e o verdadeiro ídolo, o coração revela o acordo secreto. Quem entrou na guerra para conquistar tesouros abandona a formação quando encontra o tesouro que desejava. Soldados que descobrem riqueza durante o saque podem perder todo interesse pela batalha. Ouro que encontra no caminho rouba a coragem de chegar até o fim. Jeú. Jeú começou com violência e chamou sua pressa de zelo pelo Senhor. Destruiu a casa de Acabe com uma energia impressionante, mas sua coragem possuía combustível impuro. A ambição pelo reino, pela coroa, ajudava a mover a mover seus passos. Enquanto a obediência eliminava ameaças ao seu trono, ele parecia incansável. Quando uma reforma completa poderia ameaçar o seu trono, o que ele conquistara, seu zelo perdeu força. O mesmo desejo que acendeu a chama a apagou. O interesse do início ao fim parecia ser zelo por Deus, mas era só o interesse em ser rei. Seu coração nunca esteve inteiramente voltado para Deus. Esse é o perigo de usar o evangelho para chegar a outro destino. Cristo é o caminho para o Pai. O homem pode parecer corajoso enquanto o caminho de Cristo coincide com o caminho do ego. A prova chega exatamente ali na bifurcação. De um lado Cristo, do outro a vantagem que realmente eu desejava, o relacionamento que eu realmente desejava, a coisa que eu realmente desejava. Ali intenções falsas perdem o fôlego. Por isso, examine o objetivo. Você quer Cristo ou quer que Cristo proteja seu conforto? Quer o céu ou uma vida terrena mais organizada sobre uma linguagem cristã? que era a glória de Deus ou a reputação de alguém espiritual, zeloso, como Jeú diz que era, quer santidade ou apenas alívio das consequências do pecado. Lucro, prazer, honra e segurança roubam o coração quando ocupam o alvo, o objetivo. E quando roubam o amor, roubam também a coragem. O homem arrisca pouco por aquilo que ama pouco. A perseverança nasce quando Cristo deixa de ser meio e se torna fim. Quando o coração pode dizer: "Se perder tudo e permanecer com ele, não perdi o tesouro. Se todos se afastarem e ele permanecer, não estou sozinho. Se a providência esquecer e sua promessa continuar, ainda possuo luz suficiente. Se a morte vier e ele me receber, a batalha não encerrou minha esperança, encerrou minha guerra. Conhecimento firme e objetivo sincero não substituem a graça, são obras da graça. O mesmo Deus que revela a verdade purifica a intenção. O mesmo Espírito que ilumina a mente conquista o coração. Por isso, não transforme esses fundamentos em nova autoconfiança. Peça, Senhor, faz-me conhecer-te. Senhor, livra-me de usar-te para obter outro Deus. Firma meus princípios, endireita meu alvo. Que eu não lute por aplauso, medo, lucro ou orgulho. Que eu lute porque Cristo é digno. Então, a coragem deixa de ser fogo de palha e se torna chama alimentada pela verdade, orientada para Cristo e sustentada pelo poder de Deus. A coragem cristã é derivada, a força é recebida, a perseverança é sustentada, a vitória é de Cristo. Mesmo assim, a batalha é real. Você precisa colocar a faca sobre o pecado amado. Precisa permanecer de pé quando a música do mundo tocar. Como Sadraque, Mesacque e Bedenego permaneceram de pé. Precisa continuar quando homens admirados caírem. Precisa confiar na escuridão. Precisa marchar até o fim, mas não fará nada disso sozinho. O pai está acima, o Filho intercede, o espírito opera dentro. A promessa cerca, a aliança permanece, o poder não diminui. A fraqueza não surpreende a Deus. A tentação não chega sem limite. O inferno não possui acesso irrestrito. O futuro do Santo não está pendurado na firmeza de suas mãos, mas na firmeza das mãos que o seguram. Talvez seus dedos estejam cansados, os de Deus não. Talvez sua visão esteja turva, a de Deus não. Talvez sua coragem oscile o propósito de Deus não. Talvez você atravesse o campo como o navio quebrado, mas o porto permanece. Talvez você seja a vela pequena diante de vento forte. A mão ao redor da chama permanece. Talvez caminhe como criança que tropeça a cada poucos passos. O pai não conta seus tropeços para decidir se ainda é pai. Carrega, corrige, levanta, ensina e leva para casa. Quando os santos chegarem à cidade, nenhum deles depositará a coroa aos próprios pés. Olharão para trás, verão tentações que pareciam invencíveis, noites em que pensaram ter perdido a fé, quedas das quais não sabiam como levantar, providências que pareciam morte, orações que julgavam não respondidas e perceberão braço atravessando tudo, a mesma força no começo, no meio e no fim. Então, entenderão, [música] entenderão plenamente. Não fomos fortes porque deixamos de ser fracos. Fomos fortes porque o Senhor nunca deixou de ser todo poderoso. Não chegamos porque nossa marcha foi perfeita. Chegamos porque o capitão não perdeu nenhum dos que o pai lhe deu. Não vencemos porque a armadura nos transformou em heróis independentes. Vencemos porque cada peça nos prendia mais profundamente a Cristo. Essa verdade também muda a maneira como respondemos aos ataques. Paulo não se vingou de Nero escrevendo contra Nero. Vingou-se do inferno fazendo bem. A igreja de Cristo. Cada carta enviada da prisão era uma derrota para o propósito que o aprisionara. Cada pecador alcançado era uma porta aberta dentro da cadeia do diabo. Cada igreja fortalecida pelas suas cartas mostrava que a malícia não conseguia produzir o resultado que desejava. Ele realmente não ficou se lamentando ou escrevendo cartas raivosas da sua cela. Há uma forma santa de ferir o reino das trevas. Não deixe que o sofrimento nos torne estéreis. O inimigo deseja que a aflição consuma toda a atenção. Imagine se Paulo só ficasse escrevendo sobre suas aflições. E o inimigo deseja isso, que a aflição consuma toda a tua atenção, que a ofensa nos torne amargos, que a prisão se torne identidade, que passemos os dias descrevendo as paredes, falando sobre a dor, sobre o sofrimento. Paulo não escrevia cartas assim da cadeia. Paulo procura a fresta por onde pode servir a igreja, a Cristo, a glorificá-lo. Talvez ele não possa mais viajar, não podia, estava preso, mas pode escrever. Talvez não possa reunir multidões para pregar, mas pode falar com o guarda. Talvez não controle o próprio julgamento, mas pode fortalecer a igreja para julgamentos futuros. Isso não é negação da dor, é domínio de Cristo sobre a dor. O sofrimento deixa de ser senhor e se torna servo. Pergunte então não apenas como sairei desta circunstância, mas que obediência ainda cabe aqui? Que bem o inferno não imaginou que poderia nascer desta cela. Quem pode ser fortalecido pela maneira como espero em Deus? Que carta ainda pode ser escrita? A força no Senhor não remove necessariamente as correntes, faz as correntes servirem a uma liberdade maior. Não transforma todo cárcere em porta aberta imediatamente. Transforma o preso em alguém que o cárcere não consegue possuir. Essa talvez seja uma das formas mais altas de coragem, continuar pertencendo a Cristo quando todas as circunstâncias parecem dizer que pertencemos aos homens. Paulo não pertencia a Nero. Nero podia chamar Paulo de seu prisioneiro. Paulo chamava a si mesmo de o prisioneiro de Cristo. A mesma corrente recebia duas interpretações. Para Roma, sinal de controle, para Paulo, instrumento da providência. A força do Senhor não apenas muda o que fazemos, muda o nome das coisas. A perda pode tornar-se oferta. A demora escola. A fraqueza, palco da suficiência, a prisão, quartel, a morte, entrada. Paulo estava em cadeias, mas escreveu como um homem livre. Era fraco diante de Nero, mas forte no Senhor e na força do seu poder. Seu corpo podia ser oferecido, sua fé não estava entregue ao imperador. A prisão se tornou um quartel porque o poder de Cristo já havia transformado a morte em passagem. Essa é a convocação para nós. Não espere se sentir invencível. Não procure em si a garantia. Não transforme a consciência da fraqueza em licença para recuar. Não transforme uma vitória recebida em motivo para presunção. Olhe para o Senhor. Apoie-se no forte poder dele. Leve seu Isaac ao altar. Permaneça de pé quando todos se curvarem. Continue quando outros voltarem. Confie quando não houver luz. Espere quando a força parecer tardar. Ore quando a oração vier apenas como gemido. Lute quando sua espada parecer pesada. Se levante depois de cair e faça tudo isso com uma confissão que mata o orgulho e o desespero ao mesmo tempo. A força não está em mim, mas está no Senhor. E o Senhor é meu. Quanto ao mais, amados meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Amém, queridos. Amém. Santo Deus, eu [canto] me aproximo sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, [canto] no segredo do coração, [música] nos pequenos pensamentos, nas palavras [canto] que eu soltei. Teu espírito [música] me chama, confessa. E eu confessei, não escondo [canto] minha culpa, não [música] maquio minha dor. Contra ti eu pequei, contra [música][canto] o teu santo amor. Mas que atos minha raiz, [música] um querer desalinhado. [canto] Eu preciso de [música] limpeza. Eu preciso [canto] ser lavado. [música] Cordeiro, [canto] minha justiça, fim do meu tribunal. [música] Eu largo a autojustiça, [canto] me rendo ao teu final. [canto] Jesus [música] tem misericórdia. >> [música] >> Jesus, vem me [canto] purificar. [música] Teu sangue fala mais alto que o meu pecado é gritar. [grito] Minha [música] única defesa [canto] é a cruz, é o teu favor. [música] Eu adoro a tua [canto] graça. Eu [música] descanso no teu amor. >> Tua misericórdia [música] é [canto] melhor. Tua misericórdia [música] [canto] é meu lar. >> Rei dos reis, eu me [música] prostro. Tu és luz [canto] e eu sou pó. Quando eu tento ser dono, [música] eu no terco em mim só. Autonomia é [canto] mentira, autossuficiência [música] também. Tu és [música] fonte, tu és vida. Sem ti nada me sustém. [música] Eu não [canto] venho com rico, venho com mãos [música] sem ter. Não confio no meu choro, [canto] nem no meu [música] vencer. Eu confio na firmeza [canto] do teu pacto, ó Senhor. [música] Tua aliança é selada no cordeiro [canto] redentor. [música] Restaura [canto] minha alegria, [música] tua salvação em mim. Sustenta-me com [música] espírito [canto] pronto até o fim. [música] Jesus tem misericórdia. [canto] Jesus [música] vem me purificar. Teu sangue fula mais alto que [canto][música] o meu pecado a gritar. A minha única [música] defesa [canto] é a cruz, é o teu favor. [música] Eu adoro a tua graça. >> [canto] [música]