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A fé vem pelo ouvir

Como Ser Forte no Senhor | Josemar Bessa

Como Ser Forte no Senhor  | Josemar Bessa

Como Ser Forte no Senhor | Josemar Bessa

A força do cristão não nasce dentro dele. Ela vem do Senhor. Em Efésios 6:10, Paulo nos chama a entrar na batalha espiritual com uma ordem extraordinária: “Fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder.”

A vida cristã não é um passeio por uma estrada vazia. É uma marcha em território disputado.

Existe uma guerra contra o pecado.
Existe uma guerra contra a carne.
Existe uma guerra contra as pressões deste mundo.
Existe um adversário real.

Mas a resposta do evangelho não é simplesmente: “Seja mais forte.”

É:

“Fortaleça-se no Senhor.”

Nesta mensagem sobre Efésios 6:10 e a Armadura de Deus, veremos por que a coragem cristã não é autoconfiança, força de vontade ou a descoberta de algum “guerreiro interior”.

O cristão precisa lutar.

Mas luta com força recebida.

Precisa resistir ao pecado.

Mas depende da graça.

Precisa permanecer de pé.

Mas é sustentado pelo poder de Deus.

Paulo escreveu essas palavras enquanto estava preso. Roma podia prender seu corpo, mas não podia prender o evangelho. A cela tornou-se quartel. A pena tornou-se espada. E da prisão surgiu uma convocação para todos os que pertencem a Cristo:

Sejam fortes. Mas não em vocês mesmos.

A mensagem passa pela luta contra o pecado particular, pela necessidade de mortificação, pela coragem de permanecer fiel quando o mundo se curva, pela perseverança em períodos de escuridão e pela maravilhosa verdade de que o braço do Senhor nunca se encurta.

E tudo desemboca em Cristo.

Cristo não é apenas nosso exemplo de coragem.

Ele é nosso Capitão.
Nossa fonte.
Nosso Sacerdote.
Nosso Intercessor.
Nosso Vencedor.

Na cruz, aquilo que parecia derrota tornou-se vitória. O túmulo não conseguiu reter o Capitão da nossa salvação. Cristo ressuscitou, foi exaltado e agora vive para interceder pelos seus.

Por isso, quando o cristão descobre sua fraqueza, não precisa procurar dentro de si alguma reserva secreta de poder.

Precisa olhar para Cristo.

A fraqueza não é licença para abandonar a batalha.

É uma convocação para depender.

A força não está em mim.
Mas está no Senhor.
E o Senhor é meu.

📖 Texto principal: Efésios 6:10
📖 Tema: A Armadura de Deus
✝️ Cristo, graça, perseverança e o poder de Deus na vida cristã.

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Legendas automáticas:

Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e
na força do seu poder. Efésios 6:10.
O apóstolo Paulo
estava preso, mas o evangelho não. Nero
podia cercar o corpo do apóstolo, mas
não podia cercar a palavra. Nero podia
colocar correntes em seus pulsos, mas
não podia acorrentar a providência
divina. podia decidir onde Paulo
dormiria, quem o vigiaria, quais portas
permaneceriam fechadas e quais homens
teriam permissão de se aproximar. Mas
Nero também estava debaixo de governo.
Paulo era prisioneiro de Roma e Roma era
serva involuntária de Deus. Enquanto o
Senhor ainda tivesse trabalho para o seu
apóstolo, as paredes da prisão seriam
obrigadas a servir a missão. Deus
poderia dar-lhe tinta, papel, amigos,
guardas favoráveis, mensageiros,
oportunidades.
Uma cela suficientemente fechada para
impedir sua fuga, mas suficientemente
aberta para permitir que sua voz
alcançasse igrejas inteiras.
Os perseguidores
imaginavam ter interrompido um pregador.
Na verdade, haviam lhe dado uma mesa.
Imaginavam ter reduzido o seu campo de
missão. Deus transformou a cela em
quartel general. E Paulo não desperdiça
a prisão escrevendo insultos contra
aqueles que o lançaram ali. Não escreve
e compõe panfletos de vingança. Não
gasta a sua força tentando construir uma
defesa de sua honra, escrevendo a
respeito disso. Não procura bajular a
corte mandando eh eh pedidos. Não
negocia a verdade para conseguir uma
porta aberta. não oferece ao império uma
versão mais aceitável do evangelho em
troca de alguns dias a mais de
liberdade. [roncando] Ele conhecia outro
mundo e quem conhece outro mundo não vem
de Cristo por uma janela neste mundo.
Paulo sabia que iria para o céu com ou
sem autorização de Nero. Sabia que seus
inimigos podiam escolher o método de sua
partida, mas não o destino de sua alma.
Sabia que César podia tirar-lhe a
cabeça, mas não a coroa. Por isso, sua
grande preocupação não é como sairei
daqui, é como permanecerão as igrejas
quando eu partir. Essa é a diferença
entre o homem governado pelo medo e um
homem governado pelo chamado. O medo
pergunta como preservar a própria vida.
O amor pergunta como servir enquanto a
vida ainda permanece. Paulo
não envia a corte uma sequência de
mensagens pedindo favores. Envia às
igrejas cartas para que permaneçam
firmes na liberdade que Cristo lhes deu.
Paulo não usa a pena para escapar da
prisão, usa a pena para abrir prisões
mais profundas.
O diabo
teria feito o melhor negócio se eu
tivesse deixado viajando.
Porque quando Paulo entra na cadeia,
começa a pregar dentro dela. E quando
prega dentro dela, pecadores saem de
cadeias que nenhum imperador consegue
enxergar. Onésimo encontra graça. Irmãos
recebem coragem. Igrejas são ensinadas
por suas cartas. Gerações futuras são
alcançadas.
Então, a prisão que pretendia silenciar
um homem se torna oficina de escritura.
Satanás fecha uma porta, Deus escreve
uma epístola.
Essa é uma das ironias mais belas da
providência. O inferno trabalha, mas
nunca trabalha sozinho. Trabalha debaixo
de um decreto que não compreende. Move
homens que imaginam possuir, abre
circunstâncias que pensa controlar e no
fim descobre que sua própria malícia
carregou pedras para o edifício de Deus.
Foi assim na cruz, foi assim na prisão,
é assim em toda a história.
Os homens agem segundo os seus desejos.
O diabo trama segundo seu ódio. Deus
governa segundo sua sabedoria e decreto.
E somente um desses propósitos permanece
de pé. Paulo conhecia bem a igreja de
Éfeso. Ele havia permanecido com eles
por um longo tempo. Pregara publicamente
e de casa em casa, combater a idolatria,
vira ao evangelho, confrontar uma cidade
organizada ao redor de outro culto, a
uma deusa.
Chamaram os presbíteros a Mileto, não é?
E se despediu deles com lágrimas,
sabendo que não veria mais. Eh, e eles
não veriam mais o seu rosto neste mundo.
Aquela despedida tinha um peso de morte.
E agora da prisão Paulo lhes envia mais
do que lembranças, envia doutrina, envia
ordem, envia advertência,
envia armadura. A carta aos Efésios
começa nas alturas. Ele adoção,
redenção, o sangue de Cristo, o mistério
da vontade de Deus, a união de todas as
coisas no filho, a morte espiritual do
homem, a graça soberana que vivifica, a
reconciliação entre povos anteparados,
a igreja como corpo, Cristo como cabeça.
É como se Paulo abrisse o céu antes de
mandar os pés caminharem na terra.
Primeiro o que Deus fez, depois como o
povo de Deus deve viver. Primeiro a
graça, depois a caminhada digna,
primeiro a nova criação soberana de
Deus, depois a nova conduta. Primeiro
Cristo nos lugares celestiais, depois o
cristão dentro de casa, no casamento, na
criação de filhos, no trabalho, no
serviço, nas relações mais comuns. A
doutrina não termina numa nuvem, desce
paraa mesa, né, na carta aos Efésios,
para o quarto, para oficina, pra
conversa, paraa maneira como um marido
ama, como uma esposa responde, como pais
educa, como filhos obedecem,
como senhores tratam servos, como os
servos trabalham diante do verdadeiro
Senhor. O evangelho deve aparecer em
todos os ângulos, como luz dentro de um
cristal. Não como uma lanterna escura
que brilha de um lado e permanece opaca
de outro. Não basta
confessar graça no culto e negar graça
dentro de casa. Não basta falar de
Cristo diante da igreja e viver para si
no secreto. Não basta ter uma face
iluminada e outra escondida. A vocação
recebida deve produzir uma caminhada
digna. E é por isso que depois da
doutrina Paulo eh eh
desce a todos os lugares, pais, maridos,
esposas, trabalho.
Mas depois de ordenar cada relação,
Paulo faz algo impressionante. Ele muda
o som da carta. O lar se torna
acampamento, a igreja se torna exército
e a vida cristã se revela a guerra.
Finalmente,
fortaleçam-se
no Senhor e na força do seu do seu
poder. Eu gosto de uma versão que diz:
eh, finalmente, amados meus,
fortalecei-vos no Senhor e na força do
seu poder. Finalmente, não porque o
assunto anterior fosse menor, mas porque
tudo o que foi dito agora desemboca na
batalha. Tudo que foi dito em Efésios, o
marido que ama
a esposa como Cristo ama a igreja, vai
enfrentar oposição. A esposa que anda em
santidade enfrenta oposição. O filho que
obedece enfrenta a oposição. O pai que
cria no Senhor enfrenta oposição.
O trabalhador que serve com integridade
enfrenta oposição. Toda obediência
genuína entra em território disputado. A
vida cristã não é um passeio por uma
estrada vazia, é marcha.
É marcha em terra ocupada. Por isso
Paulo fala como um general. Antes de
explicar as peças da armadura, ele
primeiro levanta o ânimo da tropa. Um
soldado
tomado de pânico não escuta instruções.
O medo embaralha as ordens. O desespero
quebra a formação. A alma aterrorizada
só enxerga o tamanho do inimigo e a
própria fraqueza. Então Paulo começa com
coragem. Fortalecei-vos.
Fortaleçam-se.
Talvez os efésios olhassem ao redor e
vissem inimigos numerosos, poderes
antigos, estruturas religiosas, pressões
sociais, perseguição possível, a sedução
do velho mundo, a corrupção que ainda
habitava dentro deles. Talvez se
sentissem poucos e eram inexperientes,
mal equipados, talvez pensassem que o
inimigo sabia guerrear melhor e sabia.
Satanás é antigo.
A carne conhece atalhos para o pecado. O
mundo domina a arte de de ridicularizar
a santidade. Mas a vitória nunca
dependeu da experiência do soldado
isolado, depende do Senhor do Exército.
Então é a primeira coisa que um pregador
precisa aprender ao convocar o povo de
Deus à obediência. Não basta dizer o que
deve ser feito. É preciso mostrar onde a
força será encontrada. Uma exortação sem
graça pode esmagar.
Uma ordem sem Cristo pode produzir
presunção nos fortes e desespero nos
fracos. O ministro pode descrever a
batalha com tanta precisão que o povo
saia convencido de que não há esperança.
Paulo não faz isso. Ele não diminui o
inimigo. Ele aumenta a visão do Senhor.
Não diz que a guerra será fácil. diz que
o poder é suficiente. Ele não promete
ausência de combate, aponta para uma
força que não nasce no combate.
Fortalecei-vos no Senhor. A frase contém
duas ordens que parecem uma só. Sejam
fortes. Fortalecei-vos,
mas não em vocês. Tenham coragem, mas
não apoiada na própria coragem. Reúnam
todas as energias. Mas não imaginem que
essa energia eh são a fonte. Essas
energias são a fonte. Avancem, mas
avancem dependentes. Aqui o evangelho
destrói dois erros de uma vez. Primeiro,
a covardia que usa a fraqueza como
desculpa. Depois
a arrogância que usa a força como um
ídolo.
O covarde diz: "Não posso, portanto não
obedecerei". O orgulhoso diz: "Posso,
portanto, não preciso depender." Paulo
responde aos dois: "Ao primeiro, seja
forte, fortalecei-vos,
fiquem fortes. Ao segundo, no Senhor." A
coragem cristã não é ausência de
consciência da fraqueza. É fraqueza que
aprendeu onde se apoiar. Não é
autoconfiança batizada, não é
temperamento ousado, não é o entusiasmo
natural de alguém que gosta de de risco.
Não é a coragem do homem que não vê o
perigo. É a coragem de quem vê o perigo,
vê a própria insuficiência e ainda assim
avança porque conhece aquele que o
enviou.
Há pessoas
naturalmente eh destemidas que são
espiritualmente covardes. Enfrentam
homens, não enfrentam o próprio pecado.
Suportam dor física, não suportam a
vergonha de parecer diferentes.
Arriscam dinheiro, não arriscam
reputação por Cristo. Entram em guerras,
fogem da oração. A coragem cristã começa
onde a coragem natural termina, porque
o maior inimigo não está apenas diante
de nós, está dentro de nós. A maior
batalha não é apenas manter-se vivo, é
morrer para o pecado.
A maior ameaça não é perder o corpo como
Paulo estava na eminência de perder. é
preservar um ídolo. A maior vergonha não
é ser chamado de tolo pelo mundo, é ser
encontrado infiel diante de Deus. Por
isso Paulo não está oferecendo uma frase
hum motivacional.
Ele está abrindo a porta de um campo de
batalha. A partir dali tudo muda. A
oração se torna luta. A santidade se
torna resistência. A fidelidade se torna
coragem. A perseverança se torna marcha.
O pecado deixa de parecer apenas
fraqueza privada. É inimigo e inimigo
armado. Mundo deixa de parecer apenas
ambiente. É pressão organizada. Satanás
deixa de parecer metáfora, é adversário.
E o cristão deixa de parecer alguém que
apenas tenta melhorar, faz seu melhor. É
um soldado convocado.
Mas há uma pergunta que precisa ser
respondida antes que qualquer armadura
seja vestida. Que tipo de coragem essa
guerra exige?
Não,
não há coragem de matar outro homem, a
coragem de levar o próprio pecado ao
altar. Não a coragem de seguir a
multidão em direção ao perigo. A coragem
de permanecer sozinho quando a multidão
abandona a verdade. Não há coragem de
vencer uma batalha por alguns dias, a
coragem de marchar até o fim. Paulo
estava acorrentado quando escreveu e
ainda assim falava de força. Esse
detalhe é o primeiro golpe contra a
nossa compreensão natural. O homem preso
encoraja os livres. O homem diante da
morte ensina a perseverança no viver. O
homem sem controle das circunstâncias
fala de poder. Porque a força que ele
anuncia não depende das circunstâncias
que lhe faltavam. dependia de um senhor
que a prisão não podia conter. A cela
havia se tornado quartel. A pena, olha
só, a caneta, seu lápis, a pena havia se
tornado uma espada. A carta havia se
tornado convocação e a primeira ordem do
campo já estava dada. Sejam fortes,
fortalecei-vos,
mas não com a força que pensam possuir,
porque a guerra começaria justamente
quando o soldado descobrisse que seu
inimigo mais querido tinha o rosto de um
filho amado.
E o cristão precisa de coragem mais do
que imagina, não apenas para enfrentar
perseguições, não apenas para permanecer
firme diante de autoridades hostis como
Paulo diante de Nero, não apenas para
confessar Cristo, quando a confissão
pode custar liberdade, trabalho ou vida.
Toda obediência verdadeira
exige coragem. até as tarefas que
parecem mais simples. Orar exige
coragem. Não a coragem barulhenta de
quem entra diante de Deus sem
consciência do próprio pecado. Isso pode
ser ignorância ou arrogância, pode ser
dureza, pode ser a tranquilidade falsa
de uma consciência ainda adormecida. A
coragem da oração é outra coisa, é
humilde ousadia, é se aproximar do
Senhor
sabendo quem somos. Por isso, confiando
apenas no sangue de Cristo. É olhar para
a lei que nos acusa, para os pecados que
nos envergonham, para a justiça que não
podemos satisfazer e ainda assim agarrar
a promessa.
É lutar como Jacó. é dizer: "Não te
deixarei ir enquanto não me abençoares.
Não porque Deus nos deva, mas porque ele
mesmo abriu o caminho."
A alma covarde foge como Adão. O pecado
aparece, a consciência desperta e ela se
esconde entre as árvores. A alma
corajosa também sente o peso, mas corre
para o trono da graça.
A mesma visão da culpa que faz um fugir,
faz o outro clamar. A diferença não está
na ausência de pecado, está na presença
da fé verdadeira, que é um dom de Deus.
Não existe dever cristão que não
encontre oposição.
Se não encontra oposição, não é um dever
cristão. Cada passo em direção ao céu
atravessa território inimigo. Cada passo
em direção à santidade atravessa
território inimigo. Cada ato de
obediência pisa em desejos em nós que
preferiam outro caminho.
Cada oração séria enfrenta inimigos como
distração. Cada confissão
verdadeira enfrenta orgulho. Cada perdão
enfrenta ferida. Cada generosidade
enfrenta medo. Cada palavra verdadeira
enfrenta a tentação de preservar a
imagem. Cada renúncia
enfrenta um ídolo que não quer morrer.
Por isso, a primeira grande batalha é
contra o pecado particular. Não apenas
contra o pecado como um conceito,
contra o seu pecado.
Aquele que aprendeu o teu nome, aquele
que conhece seu cansaço, aquele que sabe
quando você está sozinho, aquele que se
esconde dentro de justificativas
plausíveis.
Aquele que prometeu mais prazer, mais
controle, mais segurança ou mais alívio
do que os outros. Davi fala de
guardar-se de sua iniquidade, sua, não
é? não da iniquidade dos outros, do
mundo, eh, da sua geração, da sua
cultura, não, não. Guardar-se da sua
iniquidade, sua, não apenas a iniquidade
da geração, não apenas o pecado da
cultura, não apenas o erro de outro
grupo, o pecado que tinha endereço, o
endereço dentro dele. Essa guerra exige
uma coragem que conquistadores muitas
vezes não possuem. Um homem pode
derrotar exércitos e continuar escravo
de uma paixão pequena.
Pode voltar de batalhas com bandeiras e
ainda não conseguir desviar os olhos de
uma tentação.
Pode mandar homens paraa morte e não
conseguir mandar um desejo para o altar.
pode governar cidades e ser governado
por uma mulher, por uma taça, por um
elogio, por uma moeda, por uma
lembrança, por um medo, por uma
ansiedade.
A coragem do mundo mede força pelo que o
homem consegue vencer fora de si. A
coragem cristã pergunta: "O que ainda o
vence dentro?"
Abraão recebeu uma ordem terrível. Tome
seu filho, seu único filho, Isaque, a
quem você ama.
O texto aperta cada palavra, seu filho,
seu único,
a quem você ama. A promessa tinha rosto,
a esperança tinha uma voz. A alegria de
Abraão chamava-o de pai e Deus ordena
que o leve ao monte. A mortificação do
pecado também chega assim. Não pega
primeiro aquilo que odiamos.
Toca o que amamos de modo desordenado.
O desejo que nos fez rir, o hábito do
qual esperávamos lucro, a fantasia que
nos consolava, o pecado que chamávamos
de meu jeito, o segredo que ninguém
conhecia, a pequena reserva que
pretendíamos preservar mesmo depois de
entregar tudo mais.
Então, a palavra diz: "Tome-o, leve-o ao
altar, não mande outro matar, coloque
você mesmo a faca.
Não a igreja, não o pastor, você não
negocie mais um abraço. Não peça uma
despedida longa. Não prometa abandoná-lo
depois de uma última visita. Agora, o
pecado favorito não se deita como
Isaque. Ele grita, argumenta, ameaça,
chora, promete mudar, oferece acordos. O
pecado diz: "Eu sou pequeno, não farei
tanto mal. Você pode me guardar sem
perder sua reputação.
Deixe-me apenas no quarto mais secreto
do seu coração." O pecado diz: "Não
preciso aparecer em público. Alimente-me
só em pensamentos.
Conceda-me
dois meses,
apenas mais uma ocasião. Então, depois
você me mata. O pecado sabe que muitas
sentenças adiadas se tornam absolvições.
Sabe que a consciência perde força
quando negocia repetidamente.
O pecado sabe que um desejo poupado hoje
voltará amanhã não como prisioneiro, mas
como conselheiro.
Por isso, a coragem cristã precisa ser
imediata, não impulsiva, imediata. Há
decisões que exigem sabedoria e tempo.
Há pecados que já receberam tempo
demais.
Quando Deus deixou claro
qualquer coisa, adiar não é prudência, é
desobediência que procura uma roupa
respeitável.
Mas a guerra não ocorre apenas dentro. O
cristão também é chamado a caminhar de
maneira distinta do mundo. Não se
amoldem ao padrão deste mundo. Isso
exige uma coluna que não dobra conforme
o vento, conforme a multidão. O homem do
mundo admira a flexibilidade
sem princípio, não é? Ser maleável,
ser flexivo.
Chama de inteligência a capacidade de
mudar de convicção para preservar
posição,
a proximidade, amizade, respeito. Ora
fala como
a cor que te deseja. Ora fala como a
multidão exige. É salgueiro, não
carvalho, né? se inclina fácil, se
inclina em toda a tempestade, sobrevive
a todos os governos, porque tá sempre
indo pro lado que tá governando.
Mas para sobreviver deixa de possuir
forma própria. O cristão não recebeu a
verdade para adaptá-la ao gosto da sala,
da faculdade, do trabalho, do ambiente,
da sua época. Ele deve permanecer
identificável.
Sua vida precisa mostrar de quem é. E
isso traz vergonha. O mundo olha para
obediência e chama de loucura, tolice ou
estupidez. Abraão deixa a casa do pai
sem mapa completo. Moisés rejeita os
tesouros do Egito. Davi dança diante da
arca e é desprezado por Mical. Daniel
abre a janela. Quando fechar a janela
seria mais seguro.
Três jovens permanecem de pé quando
todos os outros se ajoelham. O mundo ri
porque não consegue medir a realidade
invisível que governa esses homens. Para
ele, perder por Cristo é tulice.
Obedecer sem garantia visível para o
mundo é fanatismo.
Recusar uma uma recusar uma vantagem
pecaminosa
é falta de esperteza ao olhar da nossa
cultura. Confessar uma verdade impopular
é suicídio social. Muitos suportariam
dor física melhor do que o riso de uma
sala.
enfrentaria uma arma antes de enfrentar
o olhar de desprezo de amigos. A
vergonha é uma fornalha e há homens que
preferem perder o céu a vestir por
alguns anos a roupa que o mundo chama de
ridícula. Outros
não apenas zombarão, perseguirão.
A música tocará, a multidão se curvará e
a ordem será simples. Ajoelhem-se ou
queime.
Pare de orar ou entre na cova. Ajuste
sua confissão ou perca seu lugar.
Cale-se ou pague o preço. Nessas horas,
o coração covarde se torna advogado,
produz distinções, inventa exceções,
redefine fidelidade, chama recu de
estratégia, chama silêncio de sabedoria,
chama concessão de missão, chama medo de
prudência.
A coragem cristã não é incapacidade de
perceber o custo, é decisão de que
Cristo vale mais.
Mas existe
outra forma de desânimo. Não vem no
mundo, vem de dentro da igreja.
escândalos, quedas, homens que começaram
com fervor e terminaram em sinismo,
pregadores que pareciam firmes e se
tornaram mercadores, pessoas que falavam
de santidade, foram descobertas eh
fazendo oposto, companheiros que
caminhavam ao nosso lado e voltaram para
o Egito. A estrada para o céu possui
corpos caídos ao lado e alguns
param diante deles também, como soldados
que interrompem a marcha ao ver Aael
morto no caminho. A queda de alguém
admirado pode abalar mais do que uma
perseguição. Se ele caiu, quem
permanecerá? Se ela abandonou, por que
continuar? Se aquele homem tão fervoroso
terminou assim, que garantia temos?
A resposta não é negar eh a coisa, né, o
escândalo, nem fingir que eh não
importa. A resposta é lembrar que nossa
fé nunca esteve autorizada a repousar
neles.
Josué viu uma geração inteira voltar o
coração para o Egito. Viu incredulidade
tornar-se maioria. viu homens que
atravessaram o mar desejarem novamente
as cebolas da escravidão. E ele disse:
"Eu e a minha casa serviremos ao Senhor,
mesmo se ninguém vier, mesmo se os
números diminuírem, mesmo se os
admiradores desistirem, mesmo se os
escândalos derem ao mundo motivo para
rir.", a coragem cristã sabe caminhar
sem transformar companheiros em
fundamento, em alicerce. Ainda há uma
batalha mais escura do que essa. Confiar
em Deus quando Deus parece distante.
Quem entre vocês teme o Senhor e obedece
a palavra do seu servo? Aquele que anda
no escuro, que não tem luz alguma,
confie no nome do Senhor e apoie-se em
seu Deus. O profeta diz: "Andar no
escuro, sem luz sensível, sem uma
providência fácil de interpretar, sem o
sorriso que esperávamos perceber vindo
de Deus, sem resposta visível,
[roncando] a fé precisa se aproximar
como Estter. Se eu perecer,
seu perecer perecia."
Mas há algo ainda mais difícil do que
confiar num Deus que parece escondido,
confiar num Deus que parece feria. Ainda
que ele me mate, nele esperarei. Jó não
fala diante de uma porta apenas fechada,
fala sobre golpes. A providência não
parece neutra, parece sua inimiga.
Naquele instante a alma sente como se as
flechas viessem do céu e mesmo assim ele
se agarra ao arqueiro.
Essa é a coragem santa. A mulher
cananeéia a conheceu. Cristo parece
recuar, depois parece negar, depois uma
palavra usa uma palavra que poderia
esmagá-la. Olha, isso não é para os
cachorrinhos. Ela não se levanta para
acusá-lo, não abandona o lugar,
transforma a própria humilhação em
argumento. Sim, senhor. Mas até os
cachorrinhos comem das migalhas. Ela
vence não porque foi mais forte do que
Cristo, mas porque se recusou a procurar
vida longe dele.
Por fim,
a coragem
cristã precisa durar.
Começar é comum, é a coisa mais comum
que existe. Terminar é raro. Muitos
gostam das primeiras marchas. O uniforme
ainda está limpo, né, do soldado. A
música toca, a companhia entusiasma, as
promessas parecem próximas. Depois vem a
fome, o caminho demora, a cruz deixa de
ser uma metáfora. A oração precisa ser
repetida sem êxtase. O pecado que
parecia morto volta a gritar. Os
companheiros cansam,
o corpo envelhece. A novidade acaba e
a vida com Deus precisa tornar-se
trabalho diário, tomar a cruz
diariamente, orar sempre, vigiar de
noite, vestir a armadura de novo depois
de ter caído com ela ontem. Há pessoas
que brilham,
brilham como lua nova, aparecem no
início da noite, prometem luz,
desaparecem antes da metade da noite.
Foram
fervorosas na juventude ou no início, na
velice e tornam-se frias, amargas ou
entregues ao pecado. A coragem de um dia
pode ser temperamento. A coragem de uma
vida é perseverança.
Por isso, tantos começam e tão poucos
chegam. Todos querem
felicidade. Poucos querem o caminho que
leva até ela. Israel saiu do Egito
cantando.
Você podia pensar que eles iam cantar
durante todo o caminho. A nuvem de fogo,
maná.
Mas quando encontrou fome em vez de
banquete e guerra em vez de repouso
imediato, quis eleger um capitão para
voltar.
Orfa
caminhou com Noemi um trecho. Chorou,
beijou, demonstrou afeto, mas quando o
Caminho exigiu perder suas esperanças
antigas, voltou. Há pessoas atraídas
pelo lado doce, não é, da
vida espiritual.
Como jovens atraídos pela confeitaria,
gostam do aroma, gostam das promessas,
gostam da beleza, [limpando a garganta]
mas depois descobrem o calor do forno, o
peso do trabalho, as madrugadas, a
disciplina, então abandonam o ofício.
Cristo não esconde o custo.
Neguem-se a si mesmo. Tome sua cruz,
siga-me. Não por uma semana até o fim.
A advertência é severa porque a guerra é
real. Os covardes aparecem entre os que
ficam fora da cidade santa. Não porque o
céu seja prêmio para temperamentos
agressivos, mas porque a fé verdadeira
produz uma lealdade que não abandona
Cristo para salvar um ídolo.
É vergonhoso ver o pecador ousado e o
santo envergonhado.
O inferno levanta suas bandeiras sem
nenhuma desculpa,
sem vergonha. A igreja esconde suas
cores. Homens defendem abertamente
aquilo que os destrói. Cristãos
sussurram aquilo que os salva.
O culpado avança, destemido. O
justificado recua. Não deveria ser
assim. Nossa causa é justa. Nosso
general não é covarde. Cristo é o
capitão da nossa salvação. Ele não
enviou os soldados a um campo que se
recusou a entrar. Ele não ficou lá longe
e mandou os soldados para o campo. Ele
marchou primeiro, conhecia tudo o que o
aguardava. Não foi surpreendido no
Getsême. Não foi arrastado à cruz contra
a sua vontade.
Quando os homens chegaram, avançou e
perguntou: "A quem vocês estão
procurando? O inferno estava diante
dele. A justiça do céu pesava sobre ele.
A traição havia entrado no jardim. Seus
discípulos dormiam, mesmo assim não
recuou
para cuidar dos feridos.
Alguns reis, não é? Eh, a história
conta, né? Como Alexandre rasgavam as
suas próprias roupas para eh cobrir
feridas. E isso ligou grandemente os
soldados com Alexandre. Ele não só
estava na frente de batalha, como fazia
essas coisas. Cristo rasgou a própria
carne, derramou o sangue como bálsamo,
viveu e morreu por seus soldados. Vive
agora com eles. Nunca perdeu uma
batalha,
nem quando perdeu a vida. A cruz parecia
derrota, era conquista. O túmulo parecia
prisão, tornou-se porta de triunfo.
Aensão foi o retorno do rei com
despojos.
E os santos que já terminaram a marcha,
olham, por assim dizer, das muralhas da
cidade para nós. Não zombam dos que
ainda sangram no caminho. Chamam:
"Avancem, a cidade é real. A luta foi
breve diante da glória. As lágrimas
secaram, as feridas fecharam. O peso não
pode ser comparado à coroa. Deus vê cada
ato de fé contra o pecado. O céu não
considera pequena a tentação vencida no
lugar secreto, no quarto secreto.
A alegria quando um crente recupera
terreno que ontem perdeu.
Cristo não esquece serviço algum
prestado em sua guerra. Ele conhece o
soldado que ninguém aplaudiu. A oração
feita tremendo. A confissão que custou
reputação, a renúncia que ninguém viu, a
fidelidade mantida quando todos pareciam
ceder. Mas toda essa convocação cria um
perigo. O coração ouve, seja forte e
começa a procurar força em si, em si
mesmo. Transforma coragem em
autoconfiança, transforma a determinação
em orgulho, transforma zelo em
presunção. E quando isso acontece,
o soldado que conseguiu levar um pecado
ao altar começa a imaginar que foi sua
mão que produziu fogo.
Então, que Paulo interrompe a exortação
com duas palavras que salvam toda a
doutrina. Fortalecei-vos
no Senhor.
No Senhor.
Essa é a cerca ao redor da coragem
cristã. Sem ela, sejam fortes, poderia
ser confundido com confiança humana. Com
ela, toda a força é deslocada para a
fonte correta. O cristão precisa de
determinação, mas sua determinação não é
autossuficiência.
O cristão precisa agir, mas não age
sozinho. Precisa lutar, mas não produz a
vida com que luta. Ele precisa
permanecer, mas não se sustenta pela
força das próprias mãos, pela sua força
de vontade.
No exército dos homens,
o general depende das tropas. Se os
soldados enfraquecem, toda campanha
fracassa. No exército dos santos, a
ordem é invertida. Os soldados dependem
completamente do comandante.
Deus pode derrotar seus inimigos sem
nós. Nós
não conseguimos resistir por um instante
sem ele.
Ele é chamado de força de Israel.
Foi força do coração de Davi, força das
mãos de Davi, força de sua coragem. É
assim que os salmos mostram.
O mesmo homem que enfrentou Golias
poderia comportar-se de maneira estranha
diante de algumas palavras se o Senhor
retirasse o sustento. A valantia de
ontem não é capital guardado para
amanhã. A graça recebida não torna o
crente independente da graça presente.
Jesus disse: "Sem mim vocês não podem
fazer coisa alguma." Ele não disse: "Sem
mim vocês farão menos". Não disse: "Sem
mim vocês terão mais dificuldades".
Coisa alguma. A insuficiência alcança
até o pensamento santo. Não que possamos
reivindicar qualquer coisa com base em
nossos próprios méritos, mas a nossa
capacidade vem de Deus, diz Paulo.
Pensar vem dele, querer vem dele,
realizar vem dele. Pois é Deus quem
efetua em vocês tanto querer quanto
realizar de acordo com a boa vontade
dele.
Então, Deus não apenas coloca uma ordem
diante do coração, trabalha no coração
para que a ordem seja amada. Não apenas
mostra o caminho, inclina a vontade. Não
apenas inclina a vontade, sustenta o
passo.
Ele está no início e no fim da escada. é
o autor e consumador.
Dá a primeira respiração e continua
sustentando os pulmões.
Acende a chama e permanece soprando
sobre ela. A alma pode desejar o bem e
ainda sentir que não encontra força para
completá-lo.
Paulo conheceu essa tensão.
Tenho o desejo de fazer o que é bom, mas
não consigo realizá-lo. A vontade
renovada é verdadeira, mas não é
autônoma.
O carro foi colocado na estrada, ainda
precisa ser empurrado pela graça em cada
metro, em cada subida. O crente pode
estar cheio hoje e vazio amanhã.
O vaso,
a gente pode dizer que o crente é vaso
com vazamento, recebe muito, não
consegue guardar por muito tempo sem
permanecer debaixo da fonte. Davi viu o
povo ofertar com alegria paraa casa de
Deus. não concluiu que aquela disposição
de terem ofertado seus bens daquela
forma agora eh lhes pertencia como um
patrimônio independente. Ele agradeceu
ao Senhor que os tornara voluntários e
generosos e pediu que conservasse para
sempre aquele propósito no coração
deles.
A graça que despertou a generosidade
precisava preservar a generosidade. É a
oração de Davi. É o pedido de Davi. O
mesmo Deus que começou precisava manter.
Cristo sabia disso ao preparar-se para
deixar os discípulos.
Ele orou: "Pai santo, protege-os.
Eles não podiam ser abandonados à
própria força. Eram crianças que ainda
precisavam de braços. Se o pai retirasse
por um momento, o cuidado, perderiam o
que haviam recebido e cairiam nas
tentações das quais Cristo os guardara
durante sua presença visível.
A oração do filho revela a nossa
condição. Precisamos ser
guardados,
não apenas convertidos, guardados. Não
apenas equipados, uma vez guardados.
Não apenas ensinados, guardados.
A dependência aparece em cada ato de
culto. O cristão vai orar, mas o que
pedirá? A Bíblia diz: "Não sabemos orar
como convém. Se fosse deixado apenas aos
próprios desejos, poderia pedir veneno e
chamar de pão. Poderia suplicar aquilo
que se fosse concedido, destruiria a sua
alma. Deus precisa dar palavras.
Preparem o que vão dizer. Ainda assim,
palavras corretas podem permanecer frias
nos lábios. É preciso de calor. E onde
encontrá-lo?
Não há no coração natural uma faísca
capaz de produzir oração espiritual.
Pode haver medo, pode haver necessidade,
pode haver eloquência, pode haver
intensidade humana, mas o espírito
precisa ajudar em nossa fraqueza. Ele
geme, então a alma geme. Ele amolece,
então lágrimas encontram caminho. Ele
abre a comporta, então o coração deixa
de ser som e se torna derramamento.
E quando o crente finalmente luta em
oração, de onde vem a força recebida?
Não do ato como se a oração fosse
máquina. Não dá repetição, como se
muitas palavras pudessem produzir
poder. Davi disse: "Quando clamei, tu me
respondeste. Deste-me força e coragem."
Ele recebeu força enquanto orava. Não
orou a si mesmo para dentro da força.
Deus o fortaleceu na oração.
A mesma dependência aparece eh ao ouvir
a palavra de Deus. A Bíblia pode estar
aberta, o pregador pode ser fiel, a
frase pode entrar pelos ouvidos e o
coração permanecer fechado. Lídia ouviu
porque o Senhor abriu seu coração. Os
discípulos compreenderam porque Cristo
abriu seu entendimento.
Sansão propôs um enigma que ninguém
decifraria sem acesso ao segredo. A
palavra é muito mais profunda que o
enigma de Sansão. Pode ser ouvido
externamente e permanecer como um enigma
para a alma.
Deus ensina seu povo a tirar proveito.
Há um mestre no céu trabalhando dentro
dos ouvintes. Quando ele diz, entenda
esta verdade, os olhos se abrem. Quando
diz, apoie-se nessa promessa, a promessa
ganha peso, vence o medo e a ansiedade.
Quando diz, este pecado é seu coração
finalmente para de aplicar a mensagem
para os outros. para de racionalizar,
para de usar humanismo secular e diz:
"Esse é o meu pecado". Quando diz,
"Cristo é por você". A alma começa a
queimar.
Davi,
Davi ouviu a lei durante meses depois do
seu pecado. Nada quebrantou como a
palavra de Natã. Por quê?
A frase do profeta era mais eloquente do
que todas as anteriores. Não. Deus veio
com a palavra naquele momento. Você é
esse homem. Então a fortaleza caiu.
Então o Salmo 51 começou a nascer.
A eficácia não estava apenas no som, nas
palavras de Natã, estava na presença do
espírito com o som. Tudo isso revela uma
verdade que humilha
e consola.
A força do santo está no Senhor.
Primeiro porque o santo é criatura
e sua graça também é criada.
Nada criado possui existência
independente. Uma cor não paira sem algo
colorido. Uma casa feita por um
carpinteiro pode permanecer depois que o
carpinteiro morre. As obras de Deus não
funcionam assim.
Nunca saem de suas mãos providenciais.
Ele terminou a criação no sentido de não
acrescentar novas espécies ao mundo. Não
terminou a preservação, nunca termina.
Meu pai continua trabalhando. A cada
momento, Deus sustenta o que fez, mantém
a alma em vida, dá existência e
capacidade de agir.
Cristo também terminou
a compra da redenção. Ofereceu um
sacrifício suficiente, purificou o
pecado, sentou-se à direita da
majestade, mas não abandonou sua obra
viva. continua intercedendo no céu,
continua operando pelo Espírito Santo na
terra, sustenta cada graça,
renova consolações, preserva a fé,
aplica aquilo que ele comprou. A cruz
foi concluída, o cuidado não. Segundo, a
graça presente no cristão ainda é fraca.
A graça presente em nós ainda é fraca.
é rei no berço, possui direito legítimo
como rei no berço, possui direito
legítimo ao trono, mas ainda vive
cercado por antigos rebeldes. Satanás vê
vantagem nessa
infância, nessa juventude. Se pudesse,
encerraria a guerra, esmagando a pequena
chama antes que ela crescesse num grande
fogo. A graça deseja preservar-se.
A graça, a nossa pequena graça, né? Mas
desejo não basta. É fogo em madeira
verde. Sem sopro de cima se apaga. O
coração convertido é uma cidade
conquistada. Parte dos habitantes
recebeu o novo rei. Outra parte conspira
nos becos.
A corrupção remanescente não aceitou
pacificamente a mudança de governo.
Diz como os homens de Sodoma a respeito
de LW. Este estrangeiro veio morar aqui
e agora quer ser juiz. A carne olha para
Cristo reinando no coração e protesta.
Esse novo Senhor governará todos os
cômodos. Satanás organiza a resistência,
tenta abrir portões, procura
simpatizantes antigos dentro de nós. Se
o mesmo poder que conquistou a cidade
não aguardar, os rebeldes sairão dos
esconderijos e consumirão a pequena
graça como pães.
Regeneração não torna desnecessária a
preservação. A mesma mão que dá vida
mantém a vida.
Terceiro, Deus decidiu conduzir seus
filhos ao céu de modo que sua
misericórdia apareça com máxima doçura e
sua glória retorneiramente para ele. A
dependência contínua torna cada auxílio
mais precioso. O crente percebe o
coração abrindo durante uma oração e
sabe: "Meu Deus esteve aqui."
percebe a vela recebendo vento e saindo
do do banco de areia, né, da apatia. E
ele disse, foi o espírito atravessa
tentação que deveria tê-lo destruído. E
ele diz, uma mão me sustentou.
Uma força armazenada dentro de nós
poderia tornar o dom pessoal aos nossos
olhos. Deus prefere visitar a casa
diariamente, examinar a dispensa, ver a
necessidade, entregar o pão no momento
certo.
O orgulhoso talvez preferisse uma grande
pensão
e independência. O filho prefere o pai.
Seu pai celestial sabe do que vocês
precisam. Jesus disse, precisa de força
para orar, ele sabe. Para ouvir, ele
sabe. Para sofrer, ele sabe. Para dizer
não a um pecado que parece maior do que
você, ele sabe. Na hora necessária será
dado esse método.
Esse método também torna o suprimento
mais seguro. Somos vasos furados,
mantidos debaixo de uma torneira aberta.
Perdemos.
Ele repõe. Enfraquecemos, ele renova.
Israel não recebeu apenas um gole no
deserto. A rocha os acompanhava. A
provisão caminhava com a necessidade
e a rocha era Cristo. Paulo diz: "Uma
flor cortada pode perfumar
por alguns dias, depois murcha. Uma flor
com raiz continua recebendo vida.
Graça separada de Cristo seria um buquê
condenado. Graça unida a Cristo possui
raiz. Por fim, essa dependência fecha a
porta do orgulho. Se Deus tivesse dado
um estoque inicial e deixado o restante
a nossa administração independente,
ainda haveria espaço para dizer: "Ser
santo foi misericórdia. Tornar-me um
santo forte foi meu cuidado, meu
trabalho,
minha força.
Mas até o cuidado foi despertado pelo
espírito. Quem manteve seus olhos
abertos?
Quem o fez vigiar? Quem lhe deu a
lembrança da advertência no momento da
tentação? Quem inclinou sua vontade para
fugir? Quem preservou sua fé quando a
dor tentou arrancá-la no céu?
Nenhum santo apontará para a cidade e
dirá: "Construí isto com meu poder". A
Jerusalém do alto tem um arquiteto e
construtor.
Cada graça é pedra colocada por Deus.
Cada crescimento é pedra. Cada retorno
depois da queda é pedra. Cada
perseverança em noite escura é pedra.
A pedra final colocada na glória será
acompanhada por um único grito. Graça.
Graça.
A glória não será dividida.
Não uma parte para Deus e outra para o
homem. Deus será tudo em todos.
Essa doutrina condena a presunção, mas
também atinge
o desespero. Porque se a força estivesse
em nós, a descoberta da fraqueza seria
uma sentença. Se a batalha dependesse do
estoque interior, todo vazamento seria o
início do fim. Se a perseverança
descansasse sobre nossa estabilidade,
ninguém chegaria.
Mas Paulo não diz: "Sejam fortes, porque
vocês descobrirão uma reserva secreta em
si mesmos". Diz: "Sejam fortes no
Senhor." A fraqueza não é boa em si, mas
é lugar onde a suficiência de Cristo se
torna visível.
A incapacidade não é desculpa para
desobedecer, é convocação para depender.
O soldado precisa lutar, mas luta com
força emprestada. precisa erguer a
espada, mas até o braço erguido é
sustentado. Precisa avançar, mas o chão
debaixo dos seus pés pertence ao Senhor.
E quando finalmente vence uma tentação,
não pode transformar a vitória em troféu
de si mesmo. A força foi real, a
obediência foi sua, a luta aconteceu em
sua alma, mas a fonte permaneceu fora
dele.
Isso levanta a próxima pergunta: que
força é essa?
Paulo não responde apenas
o poder de Deus. Ele acumula palavras, o
seu forte poder, como se soubesse que a
alma cercada tentaria reduzir o braço
divino ao tamanho do problema. Como se
soubesse que crer em Deus seria fácil
até o dia em que o mar estivesse à
frente,
faraó atrás e nenhuma estrada visível
entre os dois. Fortalecei-vos no Senhor
e na força do seu poder. A coragem
cristã não precisa apenas saber que sua
força vem de fora. Precisa saber que o
braço estendido de fora nunca se
encurta.
o seu forte poder ou e na força do seu
poder. Fortalecei-vos no Senhor e na
força do seu poder. Paulo não escolhe
uma palavra pequena. Fala de poder,
força, vigor, grandeza.
A linguagem se acumula porque o coração
diminui Deus com facilidade. O que é a
ansiedade se não diminuí-lo? O medo
confessamos que ele é poderoso. Depois
encontramos uma circunstância que parece
maior do que a nossa confissão de que
ele era poderoso. Dizemos que Deus pode
tudo. Depois olhamos para o túmulo e
acrescentamos, mas agora já está
cheirando mal como Marta e Maria. A
onipotência é uma doutrina simples.
Quando não há nada em jogo. Torna-se
batalha quando a promessa enfrenta o
impossível.
Ser forte no poder do Senhor envolve
dois atos de fé. Primeiro, crer que Deus
é verdadeiramente todo- poderoso. Não
apenas mais forte do que nós, mais forte
do que todas as coisas.
Ele tem todo o poder. Todas as coisas,
na verdade, não tem força, não tem
poder. Só tem o poder que receberam de
Deus, nós, os demônios,
não apenas mais forte do que o inimigo
visível, não apenas capaz de fazer
coisas extraordinárias dentro de certos
limites, todo poderoso.
Depois crer que esse poder não permanece
distante como um atributo apenas
admirável, mas está comprometido com a
defesa, a preservação e o cumprimento
das promessas feitas ao seu povo.
Não basta olhar para uma fortaleza e
reconhecer que ela é resistente. É
preciso saber que suas portas estão
abertas para nós. Não basta confessar
que Deus possui um braço invencível. É
preciso apoiar-se neste braço.
É preciso saber que ele nos envolve.
Quando a estrada fica áspera, um pai
oferece o braço ao filho. Deus oferece
sua onipotência a fé que ele concedeu.
Foi assim com Abraão, Isaque e Jacó.
Homens que receberam promessas grandes
demais para seus dias. Viveram sem ver o
cumprimento pleno delas. caminharam como
estrangeiros na terra que lhes havia
sido prometida. Carregaram palavras
divinas por anos em que as
circunstâncias pareciam desmenti-las.
Como Deus se apresentou?
Eu sou o Deus todo- poderoso. Isso era o
suficiente. Não porque a espera fosse
pequena, mas porque aquele que prometera
não tinha mãos pequenas. Eles podiam
morrer passando a promessa aos filhos. O
corpo terminava, a palavra de Deus não.
Então Isaías diz: "Confiem para sempre
no Senhor, pois o Senhor, somente o
Senhor é a rocha eterna.
Força eterna. Não força de uma estação,
de uma época. Não força que envelhece.
Não força que diminui conforme a gente
vai usando. Não força ameaçada pelo
número de inimigos.
E Pedro orienta os que sofrem, segundo a
vontade de Deus, a entregarem a vida ao
fiel criador. Criador.
O nome aponta para poder. Aquele que fez
do nada não é limitado pelo pouco que
resta. Aquele que chamou luz das trevas
não precisa de circunstâncias favoráveis
para guardar uma alma.
Mas segurar essa verdade durante a
tentação não é fácil. A onipotência pode
estar no credo e ausente
do medo, da ansiedade. Pode ser uma
espada enferrujada na bainha, pertence
ao soldado,
não sai quando ele precisa da bainha. A
mente sabe a frase, a alma não consegue
utilizá-la como espada. Até grandes
santos tropeçaram aqui. Moisés estava
diante de uma multidão no deserto. Deus
prometeu carne por um mês. Moisés contou
homens, contou rebanhos, contou
possibilidades
e disse: "Mesmo que todos os rebanhos
fossem mortos, haveria o suficiente?"
O problema não era aritmético. Nós
sempre achamos que era era teológico.
A conta havia deixado Deus de fora.
Então o senhor pergunta: "Acaso o braço
do Senhor ficou curto?" Essa pergunta
continua atravessando nossos desertos,
nossos medos, nossas ansiedades. Acaso o
braço do Senhor ficou curto?
O pecado parece antigo demais. O braço
ficou curto. A igreja parece fraca
demais. O braço do Senhor ficou curto.
A promessa demora demais, o braço do
Senhor ficou curto.
O coração está cercado por muitos
inimigos. O braço do Senhor ficou curto.
Marta e Maria criam em Cristo, amavam
Cristo, conheciam sua compaixão. Mesmo
assim limitaram o poder. Maria o limitou
ao lugar. Se o Senhor estivesse aqui
como se a distância tivesse vencido sua
autoridade. Marto limitou ao tempo.
Senhor, ele já cheira mal, como se a
decomposição tivesse chegado além do
alcance da voz. Uma pensou: "Tarde
demais para chegar". A outra: "Tarde
demais para agir". Cristo caminhou até o
túlo para mostrar que não era tarde. A
pedra não marcava o limite do seu poder.
A sepultura, os quatro dias. Era apenas
o cenário em que o poder seria visto.
Lázaro,
venha para fora. E a morte obedeceu.
Se Moisés, Marta e Maria precisaram ser
corrigidos, quem de nós pode tratar a fé
na onipotência como um assunto
resolvido? A tentação trabalha para
tornar Deus menor.
Ela não precisa provar que o inimigo é
infinito,
que o teu problema é infinito.
Basta nos fazer esquecer que Deus é
infinito.
A fé é o mensageiro que sai da alma e
vai ao céu buscar socorro. Quando tudo
em nós é insuficiente, ela abate a porta
à meia-noite. Amigo, empreste-me pão.
Continua batendo, não possui armazém
próprio a fé.
O cristão, mas conhece uma casa onde há
pão. Quando a fé enfraquece, o
suprimento parece interrompido. A alma
ainda pode duvidar da vontade de Deus e
continuar se aproximando. O leproso
disse: "Senhor, se quiseres, podes
purificar-me".
Havia
hesitação quanto ao querer, não quanto
ao poder. A fé ainda tinha uma perna,
conseguiu chegar ao trono,
mas quando a alma conclui que Deus não
pode, atinge a fé no coração.
O homem
falou: "Se quiseres, tu podes". Ele não
sabia se Deus queria, mas ele tinha
certeza que Deus podia.
Nós temos ficado muito a quem às vezes,
não é? Se a alma conclui que Deus não
pode, então a fé foi atingida no
coração. Se ele não pode perdoar, para
que confessar? Se não pode salvar, por
que clamar? Se não pode mortificar, por
resistir?
Se ele não pode guardar, por que vigiar?
A alma olha para o poço e o considera
seco. Então quebra o cântaro.
Para que um cântaro se não tem água?
Satanás sabe disso, por isso ataca o
poder de Deus quando quer matar nossa
esperança.
Pode permitir que alguém continue
falando da bondade divina de maneira
abstrata,
contando
com ele. Satanás deixa você falar de
maneira abstrata sobre a bondade de
Deus, contanto que a bondade pareça
incapaz e fraca.
pode permitir linguagem sobre promessas,
contanto que as promessas pareçam sem
braço para você. Mas Deus é zeloso por
esse nome. Homens podem ser sábios, Deus
é onisciente. Homens podem ser
misericordiosos, Deus é rico em
misericórdia, sem medida.
Homens podem ser fortes. Deus é
todo-eroso. Retire o todo e você não
preservou o Deus bíblico. Reduziu a uma
criatura superior.
Isaías diz: "Não temam aquilo que eles
temem. Ao Senhor dos exércitos
considerem santo e o temam. Quando
inimigos se unem e a razão diz que a
causa está perdida, santificar o Senhor
significa dar-lhe a glória do seu poder.
Não negar o tamanho da coalisão que se
levanta contra. Confessar que ela não é
Deus.
Deus também corrige seus filhos quando
vacilam nesse ponto. Zacarias.
Zacarias ouviu a promessa de um filho.
Olhou para a idade, olhou para o corpo
de Isabel, pediu um sinal como quem
exige que a promessa se submeta ao
possível. E recebeu um sinal que era
também disciplina. Ficou mudo.
A boca que questionou o poder precisou
esperar em silêncio.
9 meses o cumprimento. Abraão, ao
contrário, foi fortalecido na fé.
Considerou o próprio corpo amortecido.
Considerou a esterilidade de Sara. Não
fingiu que os fatos naturais não
existiam, mas ficou plenamente
convencido de que Deus era poderoso para
cumprir o que prometera.
A fé não é a negação da realidade, é a
inclusão de Deus na realidade. Deus
frequentemente escolhe caminhos que
exibem esse atributo.
Retira os nossos apoios, retira os
apoios secundários, fecha as saídas
humanas, permite que a sentença de morte
seja sentida. Paulo disse:
"Isso aconteceu para que não
confiássemos em nós mesmos, mas em Deus
que ressuscita os mortos.
O objetivo não era apenas livrá-los, era
mudar o lugar da confiança.
Se Lázaro fosse curado no primeiro dia,
haveria misericórdia.
Quando é chamado do túmulo depois de
quatro dias, há misericórdia e uma
demonstração mais aberta de poder.
Se Israel saísse do Egito sobre um rei
amistoso e bondoso, poderia haver
libertação sem braço estendido. Deus
permitiu que faraó endurecesse. Deus
endureceu faraó, permitiu que o império
apertasse a mão sobre os escravos,
permitiu que o mar fechasse a rota.
Então, abriu caminho onde não havia
caminho.
Aquele hino que a gente canta, né? Deus
fará caminhos onde nunca existiu.
Deus disse: "Eu o levantei". Levantou
faraó, né? Eu levantei para mostrar em
você o meu poder e para que o meu nome
seja proclamado em toda a terra. Faraó
pensou que estava fortalecendo o trono,
na verdade estava levantando um palco
para o nome do Senhor. Às vezes
Deus
permite que a oposição cresça no exato
momento em que decidiu salvar. Não
porque perdeu o controle,
porque quer que ninguém confunda o
livramento com acaso. A noite fica mais
escura antes da coluna de fogo parecer
mais clara. Os recursos diminuem antes
de o pão do céu cair. A pedra é colocada
sobre o túmulo antes da voz chamar. A
sentença de morte é sentida antes da
ressurreição do auxílio. Isso não
significa que devemos buscar crises ou
desprezar meios. Significa
significa que quando os meios falham,
Deus não falha com eles. O braço do
Senhor não depende da ferramenta. Pode
usar um exército, pode usar 300 homens,
pode usar um cajado, pode usar uma
palavra. Pode usar barro nos olhos, não
é? Cuspir e passar lama nos olhos. Pode
não usar nada que reconheçamos. A
onipotência não é presa aos caminhos
habituais.
Moisés entendeu que o nome de Deus
estava envolvido na preservação de
Israel. Quando o povo mereceu juízo, ele
apelou: "As nações dirão que o Senhor
não foi capaz de levá-los à terra".
Então ele pediu que a força do Senhor se
manifeste.
Ele não manipulava Deus. Ele se apoiava
no zelo divino por sua própria glória.
A fé pode usar esse argumento com
reverência. Senhor, não permitas que
minha incredulidade faça teu nome
parecer pequeno. Mostra que és poderoso
para salvar completamente. Mortifico o
pecado que me humilha. Guarda a fé que
tu mesmo criaste.
Cumpre o que prometeste para a glória de
Cristo. A onipotência de Deus não é
apenas objeto de estudo, é chão para os
nossos pés. O cristão deve aprender a
agir sobre ela.
Gideão ouviu: "Vá com a força que você
tem. Não sou eu quem o está enviando?"
A força não era a personalidade de
Gideão, era a comissão acompanhada pela
presença de Deus. Não estarei com você.
Isso bastava para transformar um homem
escondido e covarde em líder de batalha.
Neemias recebeu ameaças. Homens tentaram
assustá-lo para que entrasse no templo e
preservasse a vida para um ato de
covardia.
antes de responder, havia orado. Agora
fortalece as minhas mãos. Depois disse:
"Um homem como eu deveria fugir?"
A oração não o tornou inconsciente do
perigo. Deu-lhe uma medida diferente de
si mesmo. Não era grande em si, era
servo de um grande Deus. A fé na
onipotência fortalece a obediência.
Abraão oferece Isaque porque considera
que Deus pode ressuscitar dos mortos.
Se a promessa
está ligada ao filho de Deus,
se a promessa que Deus fez a ele está
ligada ao filho e Deus pede o filho,
então o Deus da promessa resolverá essa
contradição. A fé não precisa entender
como, precisa saber quem. Quando essa
convicção enfraquece, a obediência
oscila. Cada ameaça parece absoluta. O
rosto do poderoso ocupa todo o
horizonte. A pessoa vê o braço do homem,
não vê o braço por trás de si. Então a
justa a verdade para agradar o homem.
Recua da responsabilidade, trai a
confiança recebida. Se os olhos fossem
abertos, a criatura voltaria ao tamanho
correto.
Também o conforto acompanha essa fé.
Quando a alma duvida que o poder esteja
disponível, a alegria se esai como o
sangue de uma veia aberta.
Ela ainda pode eh eh eh arrastar-se em
direção ao céu, crendo apenas que Deus é
capaz em abstrato, mas viaja como navio,
com mastros quebrados. Cada onda parece
capaz de encerrá-la. Uma alma convencida
de que está debaixo do poder do Senhor,
entra no nome de Deus como quem entra em
casa durante uma tempestade,
não como invasora, como filha. Venha,
meu povo, entre em seus quartos. Os
atributos divinos se tornam nossos
quartos, nossos aposentos. Sabedoria
para confusão, misericórdia para culpa,
fidelidade para espera, poder para
fraqueza.
Somente no Senhor, então, a justiça e a
força.
Davi estava numa caverna, ainda assim
cantou: "Meu coração está firme". O que
o fez cantar no esconderijo?
A sombra das tuas asas me abrigo. A
caverna não era seu verdadeiro abrigo.
Deus era. Mas há uma etapa ainda mais
íntima. É possível crer que Deus é
todo-pereroso e ainda perguntar: "Esse
poder está realmente comprometido
comigo?"
A alma vê o braço, não sabe se o braço a
carregará. Vê a fortaleza, não sabe se
possui direito de entrada. A resposta
não será encontrada olhando por mais
tempo para a própria dignidade. Será
encontrada na relação, no amor, na
aliança e no Cristo que permanece diante
do Pai. O braço nunca se encurta e para
os que pertencem ao filho também nunca
se
recolhe. Deixa eu beber um pouco aqui
para
minha garganta não ficar seca.
Deus,
Deus libertou Israel do Egito com mão
forte, abriu a prisão de ferro, fez o
mar recuar,
afogou o exército que vinha atrás e
depois deixou o povo do outro lado para
descobrir sozinho o caminho até Canaã.
entregou-lhes liberdade e retirou a sua
presença. O anjo que libertou Pedro
desapareceu depois de conduzi-lo para
fora da prisão. Deus não tratou Israel
assim. O Senhor, o seu Deus, os carregou
como um pai carrega o filho por todo o
caminho. Essa é a imagem da vida cristã.
A conversão é o êxodo. O pecador é
arrancado do império das trevas no dia
do poder de Deus. A vontade antes hostil
é vencida pela graça soberana. As
correntes caem, a porta se abre, mas
quando a alma começa a caminhar, todos
os inimigos se levantam. A carne
protesta, o mundo chama de volta.
Satanás persegue como um faraó. O
deserto revela fraqueza. Como alguém
atravessará tantas terras hostis, tantos
inimigos nos braços que o tiraram do
Egito. Somos protegidos pelo poder de
Deus mediante a fé até chegar à
salvação. É o que o apóstolo diz. O
poder de Deus é o ombro sobre o qual o
pastor coloca a ovelha encontrada.
Ele não aponta a direção para a casa e
manda a ovelha ferida correr. Coloca
sobre os ombros e volta alegre. Os
braços eternos são asas de águia.
Carregam com ternura, carregam com
segurança. A alma precisa compreender
porque pode contar com isso. Não porque
possua valor autônomo, não porque sua fé
seja sempre forte, não porque tenha
servido sem falhas. O poder está
comprometido com ela por razões que
começam em Deus e permanecem em Deus.
Primeiro, a relação. Os santos são
filhos. Até uma galinha reúne os
pintinhos quando percebe o perigo. A
criatura recebeu do criador um instinto
de proteção. O pai dos instintos seria
menos cuidadoso com seus próprios
filhos?
Certamente eles são o meu povo, filhos
que não me trairão. E ele se tornou o
salvador deles. Não é uma palavra
maravilhosa? É como se Deus dissesse:
"Ficarei imóvel enquanto os meus são
atacados diante de mim". Uma mãe está
dentro de casa, escuta um choro na rua,
entre muitas vozes, reconhece uma: é meu
filho. Deixa o que está fazendo e corre.
Deus ouviu Efraim se lamentando. O som
chegou aos ouvidos.
Os ouvidos moveram o coração. O coração
convocou o poder.
A linguagem é humana.
para nos fazer enxergar uma realidade
divina. Nosso clamor não informa, mas
revela a relação em que ele quis
colocar-se conosco. O filho não chama um
poder impessoal, chama pai. E o pai não
responde como um funcionário distante,
segundo o amor é que ele responde. Quem
possui o coração de Deus não ficará sem
seu braço.
Nos homens, o amor mobiliza as outras
capacidades.
A mente planeja por causa do que ama. As
mãos trabalham, os pés correm em Deus,
sem paixões desordenadas ou mudanças.
Sua sabedoria, seu poder executam
perfeitamente o propósito do seu amor.
Quando decidiu fazer bem a pecadores
indignos, a sabedoria desenhou um
caminho, um plano, uma aliança. A
onipotência realizou o plano. A justiça
foi satisfeita. A misericórdia encontrou
passagem.
O crente,
o eleito é objeto do amor especial, do
amor com que o Pai ama o Filho derramado
sobre aqueles que estão unidos ao filho.
Deus ama seus santos como fruto de um
propósito eterno. Antes de o mundo
servir de palco, eles já estavam em seu
decreto de graça soberana.
A criação inteira se tornou só cenário
para a execução de um plano concebido
antes dos tempos eternos. Quando um
pecador crê, não nasce uma ideia nova na
mente de Deus. Cumpre-se no tempo aquilo
que o amor carregava na eternidade.
Como Deus abandonaria perto do fim
aquilo que planejou antes do princípio?
Como permitiria que Satanás arrancasse a
coroa de uma obra conduzida até ali por
sua própria mão?
A Bíblia diz: "O Senhor que escolheu
Jerusalém o repreenda." A eleição não é
almofada para preguiça, é fundamento
para segurança e guerra. O escolhido é
guardado porque o propósito de Deus não
aprende a fracassar.
Deus também ama os santos porque foram
comprados pelo sangue do seu filho.
Custaram caro, não em prata, não em
ouro, no sangue precioso do cordeiro.
Aquilo que foi adquirido com tamanho
preço não será descartado.
Quem não poupou o próprio filho recusará
o poder necessário para preservar os que
o filho comprou.
A cruz não é apenas porta de entrada. dá
entrada e depois deixa as prestações
para lá. É garantia de todo o cuidado
posterior. Se Deus é por nós, quem será
contra nós? A pergunta: não ignore os
inimigos. Coloca-os na balança contra o
dom do filho. Se ele deu o maior, não
negará o necessário. Deus ama os santos
também porque sua imagem está sendo
restaurada neles. O inferno não odeia
apenas a pessoa, odeia o reflexo. O
conflito existe porque Cristo começou a
aparecer na criatura cada vez mais. Se a
imagem fosse removida, grande parte da
guerra terminaria.
Por amor de ti, enfrentamos a morte
todos os dias. A causa é de Deus. O
santo não luta financiando sozinho uma
guerra que pertence ao rei. Ao defender
a obra de graça, Deus defende a glória
de seu próprio nome manifestada nela, na
sua graça.
Terceiro, aliança. Eu sou o Deus todo-
poderoso. Ande diante de mim. O
mandamento vem apoiado numa
apresentação. Ande, porque eu sou.
Aliança é, por assim dizer, pacto
ofensivo e defensivo. Deus compromete o
que é para cumprir o que prometeu o
Senhor dos Exércitos. O Deus de Israel é
Deus para Israel. Ele não
Ele não se entrega em porções pequenas.
não disse: "Você poderá contar com uma
parte da minha fidelidade,
desde que o problema não cresça, ele
dá-se a si mesmo.
O que um Deus possui torna-se segurança
do povo da aliança. Sua verdade, sua
sabedoria, sua presença, seu poder, sua
misericórdia, sua justiça em Cristo.
As promessas cercam o crente como
montanhas ao redor de Jerusalém.
O fraco está dentro desse círculo tanto
quanto forte. Se a segurança dependesse
da musculatura espiritual, o mais maduro
teria alguma esperança e o
recém-convertido viveria exposto. Mas
ambos estão debaixo da aliança. O
cordeiro pequeno está tão cercado pelo
pastor quanto a ovelha adulta. A
diferença de força pode afetar a
experiência da batalha. Não muda a
fidelidade daquele que guarda.
Quarto,
a dependência da fé. Quando o santo é
perseguido por tentação, para onde
corre?
Para Deus, como coelho para toca. Quando
eu estiver com medo, confiarei em ti.
Davi deixou uma cidade fortificada e
caminhou para o campo aberto, apoiado na
proteção invisível do Senhor. Os santos
aprendem a abandonar a própria força,
abandonam os próprios planos como
fundamento, abandonam a própria justiça,
esperam tudo da misericórdia de Deus em
Cristo por graça. Essa dependência
agrada ao Senhor. A esperança dos pobres
não será frustrada. A palavra diz.
Um pagão contou que um pássaro fugindo
de um gavião caiu em seus braços.
Nos eh
primeiro 10 séculos, né? Ali no século
VI, ele [roncando] decidiu não
entregá-lo ao inimigo, porque o animal o
escolhera como refúgio.
Pense nisso.
Quanto mais Deus honrará a alma que
corre para seu nome. Senhor, esta
tentação me caça. Este desejo me
persegue.
Ou tu
ages ou estou condenado.
Ou tu o mortificas, ou permanecerei
escravo.
Recebe-me no abrigo do teu amor por
causa de Cristo. Cobre-me com tua força
eterna. Não confio em mim, não confio em
outro. Em tuas mãos entrego
a causa, a vida e
o fim. A fé não desperta um Deus
adormecido, mas toma posse do caminho
que Deus ordenou. Ele girou por si mesmo
para que os herdeiros da promessa
tivessem forte consolação. Colocou seu
nome como torre, abriu aposentos, chamou
o povo para dentro. Quando chegamos,
descobrimos que ele já nos esperava.
Quinto, Cristo no céu. A presença do
Filho diante do Pai compromete o poder
divino com a preservação dos santos. Uma
das razões
eh de sua ascensão é exercer o ofício de
advogado. Ele não esqueceu na glória
aqueles que deixou em guerra. antes de
partir, revelou o conteúdo de sua
intercessão. Não peço que os tires do
mundo, mas que os proteja do maligno.
Cristo não assumiu esse ofício por
iniciativa independente do Pai. foi
nomeado para interceder, assim como foi
nomeado para sofrer. O sacerdote que
oferece o sacrifício não retirou as
vestes ao entrar no céu. Permanece
sacerdote para sempre. A cruz comprou, a
intercessão aplica e assegura.
Cristo está na corte do céu como nosso
representante. Não para convencer um pai
relutante a amar, mas para administrar,
segundo a aliança eterna tudo o que
Deus, o que o Deus triuno decidiu
conceder aos redimidos.
Se o advogado é fiel, o caso está
seguro.
E quem ele representa? sua esposa, seus
irmãos, seus filhos, seu corpo.
Imagine o filho de um rei escapando de
uma cidade sitiada, enquanto esposa e
filhos permanecem cercados por fome e
espada.
Ao chegar ao palácio do Pai, esqueceria
os seus entre os banquetes do palácio do
Pai, ou carregaria nos ouvidos os gritos
da cidade e pediria antes de comer que
toda a força do reino fosse enviada.
Cristo está acima do perigo pessoal, mas
seus santos continuam entre pecados,
demônios e pressões do mundo. Eles
permanecem em seu coração, não são
esquecidos por um instante. A rapidez
com que enviou o espírito depois da
ascensão já mostrou isso. Mal se
assentou à direita do pai, derramou
poder sobre os apóstolos.
Aquele vento continua soprando
na igreja.
A intercessão não é cerimônia vazia, é
garantia viva de que a força necessária
será liberada no tempo certo. Por isso,
o crente não é convidado apenas a
admirar o poder de Deus, é chamado a
tratá-lo como sua porção em Cristo.
Deus disse a Abraão: "Eu sou o Deus
todo- poderoso, como quem entrega uma
propriedade à fé.
Viva sobre isso, caminhe sobre isso,
faça uso disso." O autor de Hebreus
mostra como aplicar promessas. Deus diz:
"Nunca o deixarei, nunca o abandonarei".
E nós concluímos: "O Senhor é o meu
ajudador.
Não temerei." A promessa vem de Deus.
A inferência deve ser feita pela fé, não
timidamente, com ousadia. O inferno
apresenta acusações. Os homens ameaçam,
a alma responde: "O Senhor é meu
ajudador. Não porque sinto força agora,
porque ele falou. Desprezar essa
segurança é desprezar a bondade da
promessa. Seria como alguém receber casa
e terras com autorização para registrar
tudo legalmente, mas deixar os
documentos abertos e nunca tomar posse.
Deus oferece sua força em promessa e
diz: "Cele com fé que eu te dei". Muitos
vivem como se as promessas permanecessem
sem assinatura no coração. Sabem que
existem, não estraem a conclusão. Creem
que Deus ajuda pessoas, não dizem: "Ele
é meu ajudador." Creem que Deus pode
preservar a igreja. Não descansam que
preservará sua fé. Creem que há poder em
Cristo. Tratam cada tentação como se
tivessem, se estivessem sozinhos. Nossa
obediência será forte ou fraca, conforme
essa fé. Abraão realizou um ato enorme
porque apoiou a alma num poder enorme.
Gideão avançou porque o viu, eu o envio.
Neemias permaneceu porque pediu mãos
fortalecidas.
A alma que vê apenas a ordem pode ser
esmagada.
a que vê a ordem e o braço que acompanha
consegue caminhar. Nosso conforto também
cresce ou diminui.
Uma pessoa pode chegar ao céu
agarrando-se apenas à verdade geral de
que Deus é capaz de salvar, mas viajará
com ondas sobre o convés.
Quando sabe que o Deus capaz se entregou
em aliança, que o pai a chama filha e
que o filho intercede, encontra uma
espécie de casa dentro da tempestade.
Não nega o mar,
dorme sobre a ponte porque sabe que as
águas abaixo não podem arrancá-la da
estrutura.
Davi cantou na caverna. Paulo escreveu a
carta aos Efésios que nós estamos
falando na prisão. Os santos podem
descansar sobre os próprios abismos
porque o poder de Deus está entre eles e
a queda final. Isso não transforma o
cristão em prudente.
Ao contrário, né?
A força emprestada produz humildade.
Quem sabe que depende não corre para a
tentação para provar maturidade. Não
coloca a cabeça no colo de Dalila,
dizendo que já venceu antes. Não
abandona os meios de graça quando se
sente forte. Pedro caiu justamente
quando sua confiança subiu em si mesmo.
Em momentos melhores, ele perguntava:
"Sou eu, Senhor?"
Depois disse: "Ainda que todos te
abandone, eu não." A diferença entre as
frases é a distância entre humildade e
presunção.
O crente orgulhoso usa a graça recebida
como autorização para aproximar-se do
perigo. O humilde usa graça para fugir.
O orgulhoso deixa de buscar a fonte
porque possui alguma água no vaso.
Ora muito quando está com medo. Ora
pouco quando sente paz.
Antes buscava força, depois usa a oração
para exibir força.
Antes ia Deus como mendigo, depois
mostra os tesouros como Ezequias aos
mensageiros para se orgulhar. Quando os
dons tomam o coração Deus em amor pode
fechar a torneira por um tempo, não para
destruir,
para fazer o filho voltar à porta.
A força de Deus é nossa em Cristo, mas
continua sendo de Deus.
É empréstimo que nunca se torna a
propriedade autônoma. Essa verdade
protege de dois abismos. do desespero,
porque não dependemos de nós, e da
presunção, porque não possuímos a fonte
em nós. Ainda assim, uma alma ferida
levanta uma objeção
e diz: "Ah, se tudo isso é verdade, por
que me sinto tão fraca? Porque oro e
continuo abatida? Porque a tentação
permanece? Porque outros parecem correr
e eu mal consigo caminhar?"
Se o poder de Deus está comprometido
comigo, onde está esse poder? A pergunta
não deve ser desprezada. Ela nasce
muitas vezes não da rebelião, mas de
lágrimas.
E precisamos entrar exatamente nesse
ponto, não para prometer uma força que
sempre será sentida, mas para mostrar
como o poder de Deus pode estar
sustentando uma vela que ainda treme no
vento.
Então a pessoa diz: "Se o poder de Deus
está comprometido comigo, por que sou
tão fraco?" A pergunta não é pequena. Há
almas que leem promessas de força e
sentem apenas o peso da distância entre
a promessa e a experiência. Vem outros
orando com liberdade, elas mal conseguem
formar uma frase. Vem outros
atravessando tentações com passos
largos. Elas caem no mesmo ponto. Vem
outros cantando na caverna. como Davi,
ela só escuta o eco do medo. Então,
perguntam: "Talvez tudo isso seja
verdadeiro para santos fortes. Talvez a
aliança seja
casa para outros. Talvez Cristo carregue
ovelhas, mas eu não pertenço ao rebanho.
Antes de responder ao crente ferido, a
doutrina fala ao homem sem Cristo. Se o
santo já vivificado não consegue exercer
uma graça sem força de cima, o que
poderá fazer um morto?
Se o navio pronto, lançado ao mar, com
mastros e velas não se move sem vento, o
que fará a madeira ainda deitada no
pátio do carpinteiro?
Se uma árvore viva não cresce sem a
seiva da raiz, o que produzirá uma
estaca apodrecida sem raiz?
A condição natural do homem é impotência
espiritual. Quando ainda éramos fracos,
Cristo morreu pelos ímpios. Fracos. Não
apenas mal orientados, não apenas
esperando um argumento melhor, não
apenas necessitando de algum incentivo,
presos debaixo das ruínas da queda. Um
homem soterrado por uma casa não retira
sozinho o peso das vigas. O pecador não
produz arrependimento ao Salvador a
partir do coração que ama o pecado. Não
gera fé a partir da sua incredulidade.
Não cria vida dentro da morte.
não contribui paraa própria regeneração
como alguém que ajuda o médico durante
uma recuperação. Precisa ser
ressuscitado.
Não depende do desejo ou do esforço
humano, mas da misericórdia de Deus.
Babel continua sendo construída a toda
vez que o homem imagina erguer uma torre
de capacidade natural até o céu. Deus
espalha esses construtores.
O templo espiritual é levantado não por
força, nem por violência, mas pelo meu
espírito. Diante dele só cabe um clamor:
graça. Graça.
Quem deseja se tornar sábio para a
salvação, precisa primeiro tornar-se
tolo aos próprios olhos. Abandonar a
confiança na sabedoria natural, pedir
luz ao Deus que dá generosamente.
Quem deseja força para crer, precisa
morrer para a crença em sua força. Só o
espírito faz isso, não é? Não é pela
força que o homem prevalece.
Essa palavra humilha o incrédulo, mas
protege o crente. Se a força vem do
Senhor, então o cristão deve permanecer
humilde até em seus melhores dias.
Quando a oração flui, quando a tentação
recua, quando a palavra aparece clara,
quando outros procuram seu conselho,
quando a coragem surpreende até você,
pergunte: "Quem pagou por isso? Sua
graça não foi obra de suas mãos. Seu
conforto não foi salário do seu mérito.
Não se orgulho do pão que recebeu à
porta.
A ajuda não permanece muito tempo quando
começa a alimentar soberba. O pai é
sábio. Mesmo quando abastece o filho,
mantém a chave da dispensa. Pode
diminuir o fluxo para corrigir um
coração que começou a adorar o
suprimento.
Administre bem a força emprestada. Quem
desperdiça aquilo que pediu chorando?
Logo você estará novamente à porta. E
com que rosto pedirá? Com que cara
pedirá mais se usou o dom para se
exaltar?
Mas voltemos à alma fraca. Ela diz: "Eu
espero, eu peço, eu uso os meios, ainda
assim não recebo a força que desejo." Há
respostas que precisam ser consideradas
com cuidado. Primeiro, talvez Deus
esteja dando força de outra forma. Você
pediu força para remover a tentação. Ele
deu força para não ser destruído por
ela. Pediu vento para avançar
rapidamente. Ele deu âncora para não ser
levado para trás. Você pediu uma fé que
cantasse. Ele preservou uma fé que ainda
consegue gemer.
Pediu libertação visível. Ele concedeu
sustentação secreta.
A força que ajuda o crente a realizar
grandes atos e a força que impede o
crente de morrer.
A segunda pode parecer menor, talvez
seja mais surpreendente. Um homem
saudável viver até a velice não espanta
tanto. Um corpo cheio de enfermidades,
sustentado por cuidado constante
torna-se testemunho da habilidade do
médico.
Você se sente como um barco quebrado.
Mastros rasgados, velas rasgadas,
mastros quebrados, casco furado,
velas quase inúteis. O mar está cheio de
desejos, acusações e demônios. Mesmo
assim, ainda não naufragou na praia do
inimigo.
Pare e contemple. Quem puxou esse navio
até aqui? Sua fé está cheia de buracos,
mas você ainda respira. A tentação sopra
como tempestade,
mas a vela não apagou. Um gigante de ira
e astúcia se levanta rugindo contra
você. Uma criança na fé continua em pé
nos braços de Deus.
A Bíblia diz: "Da boca de crianças e
recém-nascidos estabeleceste o teu
poder." Talvez o louvor de Deus esteja
sendo aperfeiçoado, não por sua sensação
de grande força, mas pela preservação de
uma chama pequena em vento tão forte.
Como essa pequena vela não apaga nesse
furacão? Você pediu que o inimigo fosse
retirado. Deus está mostrando que
consegue mantê-lo vivo diante do
inimigo.
Pediu uma vitória rápida, ele está
formando perseverança. Pediu ausência de
fraqueza, ele está fazendo a fraqueza
revelar a suficiência de Cristo.
Segundo, a força pode estar presente
onde você só enxerga imperfeição.
A alma se compara aos mais maduros. Não
oro como eles, não conheço como eles,
não resisto como eles. Talvez você não
esteja entre os valentes principais do
exército de Davi. Ainda está no exército
mesmo assim. Nem todo soldado ocupa a
mesma linha, nem toda graça possui a
mesma medida. Há motivo de gratidão até
por conseguir gritar para os que
caminham à frente. Esperem por mim.
Não despreze o menor lugar entre os
santos. Moisés cantou depois da
travessia do mar. O deserto inteiro
ainda estava diante deles.
Não havia celeiro, não havia água
visível, potável para toda a jornada. A
vitória era apenas o primeiro passo.
Mesmo assim, ele parou para louvar.
Sabia que a gratidão pelo começo é
caminho para receber o necessário para o
restante? Você é fraco, agradeça que
possui vida fraca ou não. Cai em
deveres, lamente.
Se arrependa, mas agradeça que não os
despreza completamente.
Cai na tentação,
confesse. Mas agradeça que não consegue
permanecer em paz no pecado.
Não possui a força que deseja. Agradeça
pela força de desejar força santa.
O morto não lamenta porque não ora. O
coração de pedra não chora por sua
frieza.
A dor pode ser sinal de sensibilidade
dada por Deus. A ingratidão olha para a
pequena chama e diz que não há fogo.
Depois culpa o céu por não receber mais
lenha.
Em terceiro lugar, examine se algo está
interrompendo o caminho entre a cabeça e
os membros. A vida está em Cristo,
mas bloqueios no corpo podem impedir que
o membro sinta o vigor.
Não porque a fonte secou, porque o
caminho está obstruído. Você realmente
foi a Deus buscar força? Talvez
responda:
"Fui ao culto, ouvi sermões, li livros,
fiz orações, mas é possível frequentar
os meios sem atravessá-los até Cristo. É
possível esperar força do pregador, do
método, da disciplina, da atmosfera ou
do próprio ato de orar. O coração fala
como o comerciante de Tiago. Irei a tal
cidade, comprarei, venderei e terei
lucro. Irei ouvir aquele homem e
voltarei fortalecido.
Eh, farei esta rotina e produzirei
conforto. Aplicarei esta técnica e
vencerei o pecado. Os meios são servos,
não são Deus. Quando a mulher clamou ao
rei durante o cerco de Samaria, ele
respondeu: "Se o Senhor não ajudar, de
onde poderia ajudá-la?"
A oração pode dizer o mesmo. O pregador
pode dizer o mesmo para você.
O livro pode dizer o mesmo. Como
ajudarei se o Senhor não ajudar? Não
pare na porta da casa.
Atravesse a multidão dos meios. Peça
para falar com Jesus. Peça para ver
Jesus. Toque pela fé na orla das suas
vestes
poder sair dele, não do tecido isolado,
não do movimento da mão dele.
Examine também a gratidão.
A gente disse que Moisés, né, atravessou
o mar e parou para cantar, mas ainda
havia um deserto imenso na sua frente.
Você reconheceu o que já recebeu?
A alma ingrata transforma toda
misericórdia em insuficiência.
Deus sustentou ontem. Ela só pergunta
por não deu a vitória de amanhã.
Deus perdoou pecados, ela só vê
tentações remanescentes.
Deus conservou fé, ela só vê lágrimas. A
gratidão não nega a fraqueza. Lê a
fraqueza dentro de uma história de
fidelidade de Deus. Até aqui nos ajudou
o Senhor.
A pedra de Ebenzer não diz que a guerra
acabou, diz que o caminho percorrido
possui uma explicação. Deus.
Examine ainda o orgulho.
O orgulho fecha a torneira.
Água derramada num coração inchado
escorre para autoexaltação.
Montanhas altas não costumam ser campos
férteis. Quanto mais alto, menos fértil
é um lugar, não é? Se você olhar o pico
do Evereste, o pico dessas grandes
montanhas, não tem nada lá. A presunção
aparece quando o crente corre para o
perigo apoiado na graça recebida. Sou
maduro, conheço a doutrina, consigo
lidar com esse ambiente. Somente os
fracos cairiam aqui. Pedro entrou no
pátio do inimigo, cheio de confiança e
saiu chorando.
Há conhecimento suficiente para tornar a
queda mais orgulhosa, mas não suficiente
para dispensar vigilância.
Não deite a cabeça no colo da tentação
para provar a força do cabelo,
como Sansão fez. A presunção também
aparece quando o crente negligencia os
meios em tempos de conforto. Na aflição,
frequentava a porta da graça. Na paz
vive de reservas antigas.
Na fraqueza, orava para receber força.
Depois ora para que outros percebam a
força que imaginam possuir.
Na pobreza mostravam as mãos vazias.
Depois abre os tesouros para receber a
admiração das pessoas.
Se Deus ama esse filho, pode enviar
mensageiros que esvaziem os depósitos
que roubaram seu coração.
Não é crueldade,
é resgate.
Quarto, se a consciência não o acusa
nesses pontos e você realmente espera no
Senhor, continue esperando. Deus não
marcou para nós a hora exata de cada
socorro. Seria presunção estabelecer um
prazo e chamar o atraso de infidelidade.
Atraso entre aspas, né? Jesus disse
aos discípulos: "Permaneçam na cidade
até serem revestidos de poder do alto.
Fiquem em Jerusalém. Não fabriquem fogo.
Não abandonem o lugar porque o vento
ainda não soprou. Não substituam a
promessa por atividade carnal.
Permaneçam. A alma deve continuar nos
meios ordenados até que venha novo
poder.
Seu próprio ato de esperar pode revelar
uma graça maior do que você percebe.
Não há
não há consolo
a ouvir. Mesmo assim você continua
ouvindo. Não há liberdade na oração.
Mesmo assim você volta a orar. Os bens
parecem encalhados.
O comerciante da fé continua negociando
com o céu.
Quanto menor o incentivo sensível, mas
claramente a fé e obediência sustentam a
prática. Talvez você diga: "Não sinto
nada". E Deus diga: "Você ainda está
aqui." Isso não é nada. A carne teria
ido embora. O mundo ofereceu outras
casas. A tentação prometeu alívio. Você
continua batendo. Grande pode ser a fé
que não canta, mas não parte. Não para
de bater,
não para de clamar, não para de pedir. E
tem esperança. Quando a fraqueza chegar
ao limite, o socorro virá na hora
determinada. Os que esperam no Senhor
renovam as suas forças. A viúva
preparava a última refeição quando o
profeta chegou. Paulo sentiu o espinho,
pediu três vezes. A resposta não retirou
o espinho, entregou uma promessa. Minha
graça é suficiente para você, pois o meu
poder se aperfeiçoa na fraqueza. A força
veio como suficiência,
não como sensação de invulnerabilidade.
Quando Satanás parecia ter vantagem
sobre Jó, Deus entrou como moderador no
momento preciso. Vocês ouviram falar da
perseverança de Jó e viram o fim que o
Senhor lhe proporcionou. O fim revelou
aquilo que o meio escondia.
O Senhor é cheio de compaixão e
misericórdia.
Não julgue a história antes do fim do
Senhor. A página escura não possui
autoridade para interpretar o livro
inteiro
da providência divina. A fé ferida
precisa olhar para Cristo não apenas
como exemplo de coragem, como fonte de
coragem, como capitão, como sacerdote,
como intercessor, como aquele em quem a
força de Deus se comprometeu
conosco.
Ele não permaneceu distante do campo,
dando ordens seguras. Ele entrou. A
coragem cristã não nasce de admirar um
herói inalcançável,
nasce de união com vencedor. Cristo
enfrentou o pecado sem pecado, enfrentou
o mundo sem se conformar, enfrentou o
escândalo de discípulos fracos sem
abandonar a missão. Confiou no Pai
quando o céu ficou na escuridão.
Perseverou até dizer: "Está consumado".
Num deserto, Satanás oferece atalhos.
Cristo respondeu com a palavra e Nazaré
foi rejeitado. Não adaptou a verdade
para recuperar a aprovação.
Quando muitos discípulos voltaram atrás,
não correu depois deles, oferecendo uma
cruz menor.
Quando Pedro tentou afastá-lo do
sofrimento, chamou a voz pelo nome:
"Para trás de mim, Satanás!". Quando o
cálice apareceu, sua alma foi tomada de
tristeza até a morte.
Não havia covardia em seu tremor. Havia
santidade diante do peso real do cálice.
Mas ele disse: "Não seja feita a minha
vontade, mas a tua
coragem não foi ausência de agonia, foi
obediência dentro da agonia.
Na cruz, homens o desafiaram. Salve a si
mesmo.
Esse era o último apelo à falsa força.
Desça, preserve-se.
Prove poder evitando o sacrifício.
Cristo demonstrou poder permanecendo.
Poderia chamar legiões. Escolheu cumprir
a escritura.
Aquele que sustentava o universo
permitiu que pregos sustentassem seu
corpo no madeiro. Não porque os pregos
fossem mais fortes, porque o amor era
obediente.
Ele nunca perdeu uma batalha, mesmo
quando foi colocado num túmulo. A morte
recebeu o corpo do capitão e descobriu
que havia engolido a própria derrota.
No terceiro dia, a força que ressuscita
mortos entrou na história de modo
incontornável.
A pedra saiu e Cristo se levantou. A
ascensão não foi fuga do campo, foi
intronização do vencedor. E agora ele
vive para interceder. A mão ferida que
venceu está diante do Pai. As cicatrizes
não lembram uma derrota. garante,
garantem
a aliança.
Quando o crente pede força, não envie
uma oração para um céu vazio. Seu
capitão já está lá. Quando cai, possui
advogado. Quando fraqueja, possui
cabeça. Quando o inimigo acusa, possui
justiça perfeita. Quando a morte se
aproxima, possui um precursor que
atravessou o véu. Por isso, seja forte.
Não é sentença de condenação para o
fraco, é chamado para sair de si.
O evangelho não diz: "Descubra o
guerreiro que há em você. Descubra o
guerreiro interior. Diz: "Fortalecei-vos
no Senhor."
Não diz produza coragem suficiente para
que Cristo aceite, diz: "Em Cristo você
foi aceito." Agora lute
força que a graça fornece.
Não diz permaneça para tornar-se filho.
Diz você é filho. O poder do pai o
carregará enquanto aprende a andar.
Não diz vença para conquistar o amor.
Diz o amor conquistou você. Por isso, a
onipotência está comprometida com seu
fim.
Mas essa coragem
precisa de
de raízes.
Entusiasmo não basta. Uma alma pode ser
intensa por algumas semanas e ainda não
estar estabelecida. Pode falar alto,
pode assumir compromissos grandes, pode
se emocionar diante de uma batalha e
cair no primeiro vento contrário.
Para permanecer, dois fundamentos
precisam ser firmados. Primeiro,
conhecimento sólido da verdade de Deus.
Um homem que não sabe por quem luta será
facilmente convencido a trocar de lado.
Talvez nem precise
se tornar inimigo declarado. Basta
aceitar a neutralidade no momento em que
Cristo exige lealdade.
Há pessoas que reivindicam o nome de
cristãs, mas mal conseguem dizer em quem
esperam, o que receberam no evangelho ou
porque a verdade merece
seu sangue.
Correm sem saber a direção, carregam
armas que nunca aprenderam a usar.
Suas convicções são telhas soltas. A
primeira rajada de vento as derruba.
Zelo cego pode avançar depressa, mas
também recua depressa.
A determinação estabelecida, na verdade,
permanece como uma rocha entre ondas. O
povo que conhece o seu Deus
resistirá com firmeza. ou se levantará e
fará proezas. Daniel viu um tempo de
sedução e perseguição. Alguns seriam
corrompidos por elogios, outros seriam
afastados por ameaças.
A força estaria naqueles que conheciam
seu Deus. Não apenas conheciam frases
sobre ele. Conheciam seu caráter, sua
fidelidade, sua santidade, seu poder,
suas promessas.
A bajulação não conseguiria comprá-los
porque já possuíam um tesouro maior.
A violência não conseguiria
conquistá-los porque temiam um rei
maior. Doutrina não é decoração para
tempos pacíficos.
É estrutura da alma quando o teto começa
a tremer. Uma visão pequena de Deus
produz coragem pequena. Uma visão vaga
da verdade produz fidelidade vaga.
Quando não sabemos o que está em jogo,
qualquer conforto parece um bom negócio.
Por isso, o cristão precisa afundar as
raízes antes da tempestade.
Não estudar apenas para vencer debates.
Estudar para permanecer quando as
emoções falharem.
Guardar a palavra para o dia em que a
escuridão fizer a providência aparecer
contraditória.
Conhecer as promessas para o momento em
que Satanás citar apenas as
circunstâncias.
Conhecer a cruz para não negociar com a
culpa. Conhecer a ressurreição para não
se ajoelhar diante da morte.
O segundo fundamento é uma intenção
sincera no objetivo da fé. Não basta
conhecer muito sobre Cristo se o coração
busca outra coisa por meio de Cristo e
não o próprio Cristo.
Uma fé de intenção dupla pode demonstrar
coragem temporária. Avança enquanto
Cristo protege o que ela acha ser lucro,
ganho.
Porque Cristo não é o lucro, não é o
ganho. Permanece enquanto o evangelho
preserva a sua honra.
serve enquanto recebe prazer, posição,
reconhecimento das pessoas ou segurança.
Mas quando precisa escolher entre Cristo
e o verdadeiro ídolo, o coração revela o
acordo secreto.
Quem entrou na guerra para conquistar
tesouros abandona a formação quando
encontra o tesouro que desejava.
Soldados que descobrem riqueza durante o
saque podem perder todo interesse pela
batalha.
Ouro que encontra no caminho rouba a
coragem de chegar até o fim.
Jeú.
Jeú começou com violência e chamou sua
pressa de zelo pelo Senhor.
Destruiu a casa de Acabe com uma energia
impressionante, mas sua coragem possuía
combustível impuro. A ambição pelo
reino, pela coroa, ajudava a mover a
mover seus passos.
Enquanto a obediência eliminava ameaças
ao seu trono, ele parecia incansável.
Quando uma reforma completa poderia
ameaçar
o seu trono, o que ele conquistara, seu
zelo perdeu força. O mesmo desejo que
acendeu a chama a apagou. O interesse do
início ao fim parecia ser zelo por Deus,
mas era só o interesse em ser rei. Seu
coração nunca esteve inteiramente
voltado para Deus. Esse é o perigo de
usar o evangelho para chegar a outro
destino.
Cristo é o caminho para o Pai. O homem
pode parecer corajoso enquanto o caminho
de Cristo coincide com o caminho do ego.
A prova chega exatamente ali na
bifurcação. De um lado Cristo, do outro
a vantagem que realmente eu desejava, o
relacionamento que eu realmente
desejava,
a coisa que eu realmente desejava. Ali
intenções falsas perdem o fôlego. Por
isso, examine o objetivo.
Você quer Cristo ou quer que Cristo
proteja seu conforto?
Quer o céu ou uma vida terrena mais
organizada sobre uma linguagem cristã?
que era a glória de Deus ou a reputação
de alguém espiritual, zeloso, como Jeú
diz que era, quer santidade ou apenas
alívio das consequências do pecado.
Lucro, prazer, honra e segurança roubam
o coração quando ocupam o alvo, o
objetivo. E quando roubam o amor, roubam
também a coragem. O homem arrisca pouco
por aquilo que ama pouco.
A perseverança nasce quando Cristo deixa
de ser meio e se torna fim. Quando o
coração pode dizer: "Se perder tudo e
permanecer com ele, não perdi o tesouro.
Se todos se afastarem e ele permanecer,
não estou sozinho. Se a providência
esquecer e sua promessa continuar, ainda
possuo luz suficiente.
Se a morte vier e ele me receber, a
batalha não encerrou minha esperança,
encerrou minha guerra.
Conhecimento firme e objetivo sincero
não substituem a graça, são obras da
graça. O mesmo Deus que revela a verdade
purifica a intenção. O mesmo Espírito
que ilumina a mente conquista o coração.
Por isso, não transforme esses
fundamentos em nova autoconfiança. Peça,
Senhor, faz-me conhecer-te. Senhor,
livra-me de usar-te para obter outro
Deus. Firma meus princípios, endireita
meu alvo. Que eu não lute por aplauso,
medo, lucro ou orgulho. Que eu lute
porque Cristo é digno. Então, a coragem
deixa de ser fogo de palha e se torna
chama alimentada pela verdade, orientada
para Cristo e sustentada pelo poder de
Deus. A coragem cristã é derivada, a
força é recebida, a perseverança é
sustentada, a vitória é de Cristo. Mesmo
assim, a batalha
é real. Você precisa colocar a faca
sobre o pecado amado. Precisa permanecer
de pé quando a música do mundo tocar.
Como Sadraque, Mesacque e Bedenego
permaneceram de pé. Precisa continuar
quando homens admirados caírem. Precisa
confiar na escuridão.
Precisa marchar até o fim, mas não fará
nada disso sozinho. O pai está acima, o
Filho intercede, o espírito opera
dentro.
A promessa cerca, a aliança permanece, o
poder não diminui. A fraqueza não
surpreende a Deus.
A tentação não chega sem limite. O
inferno não possui acesso irrestrito. O
futuro do Santo não está pendurado na
firmeza de suas mãos, mas na firmeza das
mãos que o seguram. Talvez seus dedos
estejam cansados,
os de Deus não. Talvez sua visão esteja
turva, a de Deus não. Talvez sua coragem
oscile o propósito de Deus não. Talvez
você atravesse o campo como o navio
quebrado,
mas o porto permanece.
Talvez você seja a vela pequena diante
de vento forte.
A mão ao redor da chama permanece.
Talvez caminhe como criança que tropeça
a cada poucos passos. O pai não conta
seus tropeços para decidir se ainda é
pai. Carrega, corrige, levanta, ensina e
leva para casa.
Quando os santos chegarem à cidade,
nenhum deles depositará a coroa aos
próprios pés. Olharão para trás, verão
tentações que pareciam invencíveis,
noites em que pensaram ter perdido a fé,
quedas das quais não sabiam como
levantar, providências que pareciam
morte, orações que julgavam não
respondidas e perceberão braço
atravessando tudo, a mesma força no
começo, no meio e no fim. Então,
entenderão, [música]
entenderão plenamente. Não fomos fortes
porque deixamos de ser fracos. Fomos
fortes porque o Senhor nunca deixou de
ser todo poderoso. Não chegamos porque
nossa marcha foi perfeita. Chegamos
porque o capitão não perdeu nenhum dos
que o pai lhe deu. Não vencemos porque a
armadura nos transformou em heróis
independentes. Vencemos porque cada peça
nos prendia mais profundamente a Cristo.
Essa verdade também muda a maneira como
respondemos aos ataques. Paulo não se
vingou de Nero escrevendo contra Nero.
Vingou-se do inferno fazendo
bem. A igreja de Cristo. Cada carta
enviada da prisão era uma derrota para o
propósito que o aprisionara.
Cada pecador alcançado era uma porta
aberta dentro da cadeia do diabo. Cada
igreja fortalecida pelas suas cartas
mostrava que a malícia não conseguia
produzir o resultado que desejava.
Ele realmente não ficou se lamentando ou
escrevendo cartas raivosas
da sua cela.
Há uma forma santa de ferir o reino das
trevas. Não deixe que o sofrimento nos
torne estéreis. O inimigo deseja que a
aflição consuma toda a atenção. Imagine
se Paulo só ficasse escrevendo sobre
suas aflições.
E o inimigo deseja isso, que a aflição
consuma toda a tua atenção, que a ofensa
nos torne amargos, que a prisão se torne
identidade,
que passemos os dias descrevendo as
paredes, falando sobre a dor, sobre o
sofrimento. Paulo não escrevia cartas
assim da cadeia. Paulo procura a fresta
por onde pode servir a igreja, a Cristo,
a glorificá-lo.
Talvez ele não possa mais viajar, não
podia, estava preso, mas pode escrever.
Talvez não possa reunir multidões para
pregar, mas pode falar com o guarda.
Talvez não controle o próprio
julgamento, mas pode fortalecer a igreja
para julgamentos futuros.
Isso não é negação da dor, é domínio de
Cristo sobre a dor. O sofrimento deixa
de ser senhor e se torna servo.
Pergunte então não apenas como sairei
desta circunstância, mas que obediência
ainda cabe aqui?
Que bem o inferno não imaginou que
poderia nascer desta cela.
Quem pode ser fortalecido pela maneira
como espero em Deus? Que carta ainda
pode ser escrita? A força no Senhor não
remove necessariamente as correntes, faz
as correntes servirem a uma liberdade
maior. Não transforma todo cárcere em
porta aberta imediatamente. Transforma o
preso em alguém que o cárcere não
consegue possuir.
Essa talvez seja uma das formas mais
altas de coragem, continuar pertencendo
a Cristo quando todas as circunstâncias
parecem dizer que pertencemos aos
homens. Paulo não pertencia a Nero.
Nero podia chamar Paulo de seu
prisioneiro. Paulo chamava a si mesmo de
o prisioneiro de Cristo. A mesma
corrente recebia duas interpretações.
Para Roma, sinal de controle, para
Paulo, instrumento da providência. A
força do Senhor não apenas muda o que
fazemos, muda o nome das coisas.
A perda pode tornar-se oferta. A demora
escola. A fraqueza, palco da
suficiência, a prisão, quartel, a morte,
entrada. Paulo estava em cadeias, mas
escreveu como um homem livre. Era fraco
diante de Nero, mas forte no Senhor e na
força do seu poder. Seu corpo podia ser
oferecido, sua fé não estava entregue ao
imperador. A prisão se tornou um quartel
porque o poder de Cristo já havia
transformado a morte em passagem.
Essa é a convocação para nós.
Não espere se sentir invencível. Não
procure em si a garantia. Não transforme
a consciência da fraqueza em licença
para recuar. Não transforme uma vitória
recebida em motivo para presunção. Olhe
para o Senhor. Apoie-se no forte poder
dele. Leve seu Isaac ao altar. Permaneça
de pé quando todos se curvarem. Continue
quando outros voltarem. Confie quando
não houver luz. Espere quando a força
parecer tardar.
Ore quando a oração vier apenas como
gemido.
Lute quando sua espada parecer pesada.
Se levante depois de cair e faça tudo
isso com uma confissão que mata o
orgulho e o desespero ao mesmo tempo. A
força não está em mim, mas está no
Senhor. E o Senhor é meu. Quanto ao
mais, amados meus, fortalecei-vos no
Senhor e na força do seu poder. Amém,
queridos. Amém. Santo Deus, eu [canto]
me aproximo sem defesa, sem razão.
Tu me vês nos detalhes, [canto]
no segredo do coração, [música]
nos pequenos pensamentos,
nas palavras [canto] que eu soltei.
Teu espírito [música]
me chama,
confessa.
E eu confessei,
não escondo [canto] minha culpa,
não [música] maquio minha dor.
Contra ti eu pequei,
contra [música][canto] o teu santo amor.
Mas que atos minha raiz, [música]
um querer desalinhado. [canto]
Eu preciso de [música] limpeza. Eu
preciso [canto]
ser
lavado.
[música]
Cordeiro, [canto] minha justiça,
fim do meu tribunal. [música]
Eu largo a autojustiça,
[canto]
me rendo ao teu final.
[canto] Jesus [música]
tem misericórdia.
>> [música]
>> Jesus,
vem me [canto] purificar.
[música]
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado é gritar. [grito]
Minha [música] única defesa [canto]
é a cruz, é o teu favor. [música]
Eu adoro a tua [canto] graça.
Eu [música] descanso no teu amor.
>> Tua misericórdia [música]
é [canto]
melhor.
Tua misericórdia [música]
[canto]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me [música] prostro.
Tu és luz [canto] e eu sou pó.
Quando eu tento ser dono, [música] eu no
terco em mim só.
Autonomia é [canto] mentira,
autossuficiência [música]
também.
Tu és [música] fonte, tu és vida.
Sem ti nada me sustém. [música]
Eu
não [canto] venho com rico,
venho com mãos [música] sem ter. Não
confio no meu choro, [canto]
nem no meu [música] vencer. Eu confio na
firmeza [canto] do teu pacto, ó Senhor.
[música]
Tua aliança é selada no cordeiro
[canto]
redentor.
[música]
Restaura [canto] minha alegria,
[música] tua salvação em mim.
Sustenta-me com [música] espírito
[canto]
pronto até o fim.
[música]
Jesus
tem misericórdia. [canto]
Jesus
[música] vem me purificar.
Teu sangue fula mais alto que
[canto][música] o meu pecado a gritar.
A minha única [música]
defesa [canto]
é a cruz, é o teu favor. [música]
Eu adoro a tua graça.
>> [canto]
[música]

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