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A fé vem pelo ouvir

Galileu Galilei: o que ele viu quando apontou o telescópio para o céu?

Galileu Galilei: o que ele viu quando apontou o telescópio para o céu?

Galileu Galilei: o que ele viu quando apontou o telescópio para o céu?

No início do século XVII, Galileu utilizou o telescópio para observar o céu e encontrou evidências que desafiaram antigas certezas sobre o Universo. Suas observações ajudaram a transformar a história da astronomia e a fortalecer a discussão sobre o modelo heliocêntrico.

Neste episódio de Origens — Pais da Ciência, conheça a trajetória de Galileu Galilei, suas descobertas astronômicas e os debates provocados por suas ideias. Mais do que a conhecida história de um conflito entre Galileu e a Igreja, o episódio apresenta um personagem que buscava compreender a natureza por meio da observação e da investigação.

Acompanhe essa jornada pela história da ciência e descubra como novas observações podem transformar nossa maneira de enxergar o Universo.
Este episódio continua a jornada iniciada com Nicolau Copérnico, que questionou o modelo geocêntrico e propôs uma nova maneira de compreender o cosmos. Agora, Galileu aponta seu telescópio para o céu.


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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.

🟦 Pais da Ciência é uma temporada dedicada a grandes nomes que ajudaram a transformar nossa compreensão da natureza e do universo. Ao longo de 13 episódios, a série revisita suas descobertas, ideias e trajetórias, explorando também as relações entre ciência, conhecimento e fé.

🎬 Assista à temporada completa Pais da Ciência:

Legendas automáticas:

Muito antes de existirem cidades
iluminadas,
>> [música]
>> telescópios ou satélites, havia o
silêncio da noite e um céu pontilhado de
mistério.
O ser humano sempre levantou os olhos e
nesse gesto simples, [música] quase
instintivo, nasceu uma das mais
profundas aventuras da história.
O céu
>> [música]
>> foi o primeiro calendário, o primeiro
mapa, o primeiro relógio.
As fases da lua marcavam o tempo
[música] das colheitas. As constelações
guiavam navegadores por oceanos
desconhecidos.
O movimento do sol [música] determinava
o ritmo da vida.
Com o tempo, a contemplação virou
investigação. Nas universidades
europeias, o pensamento dominante era o
aristotelismo, incorporado à escolástica
medieval.
Nessa premissa, o cosmos [música]
era entendido como finito, fechado,
organizado em esferas [música]
perfeitas, com a Terra imóvel no centro.
Tudo tinha seu lugar natural. [música]
Tudo obedecia a uma ordem lógica,
coerente, estável.
Essa visão não era apenas científica,
era também filosófica [música]
e teológica.
Mas havia um risco silencioso nesse
sistema.
Ao afirmar que a natureza possuía
[música] formas fixas, corria-se o
perigo de limitar a própria liberdade
criadora de Deus,
como se o mundo só pudesse ter [música]
sido feito de uma única maneira
possível.
Copérnico foi o primeiro a reconhecer
>> [música]
>> a limitação do aristotelismo na ação
criadora de Deus e desenvolveu [música]
sua teoria filosófica sobre o universo
infinito, com o sol no centro dele.
Mas foi apenas Galileu Galilei, anos
depois, que ousou apontar uma luneta
para o céu [música]
e viu com seus próprios olhos a
comprovação de que o sol era o centro do
universo.
>> [grito]
>> Galileu Galilei é uma figura famosa na
história.
Em partes, sua fama se dá por ter
sacudido a astronomia do século XVII ao
apontar uma simples luneta para o céu
[música]
e trazer uma nova compreensão sobre o
universo.
Mas sua história também ficou marcada
pela imagem de um homem diante de
juízes, pressionado a silenciar aquilo
que acreditava ser verdade.
Mas o que causou tamanha tensão?
Como um homem profundamente devoto,
convencido [música]
de que fé e ciência provinham do mesmo
Deus, acabou condenado pela igreja?
Para entender essa história,
>> [música]
>> precisamos voltar ao início, voltar ao
mundo em que ele nasceu e as ideias que
moldavam o céu antes que ele decidisse
observá-lo com outros olhos. Então,
[música] para começar, quem foi Galileu
Galilei?
Galileu nasceu [música] no coração da
Itália renascentista, uma época em que a
arte, a música e a ciência floresciam
lado a lado.
Pouca gente [música] sabe, mas Galileu
não começou sua vida como cientista.
Estudou medicina, mas foi na matemática
onde encontrou seu verdadeiro dom.
Desde jovem era curioso e observador,
fazia experimentos com pêndulos,
[música]
desenhava máquinas, tocava alaúde como o
pai e gostava de construir pequenos
instrumentos para medir o tempo.
Tinha um senso de humor afiado e adorava
[música] testar ideias com amigos,
desafiando tudo o que parecesse óbvio
demais.
>> Galileu é um Galileu era um cientista
que tinha uma grande capacidade de
observação e isso, na minha opinião, é
um aspecto muito importante porque o
aproxima da capacidade dos artistas de
enxergar o mundo.
Através de uma observação atenta da
natureza, ele descobriu coisas que
outros cientistas não haviam descoberto,
pois estavam ligados ao conceito teórico
e filosófico que vinha da antiguidade.
>> [música]
>> Galileu acreditava que Deus havia
escrito dois livros: a Bíblia para
revelar a salvação [música] e o livro da
natureza para revelar sua sabedoria. Ler
um não anulava o outro, apenas mostrava
o mesmo autor em linguagens diferentes.
>> Galileu compreendia
a natureza
como uma criação de Deus. Isso é muito
claro em seus estudos.
Uma coisa muito interessante de Galileu
é que ele via tanto a Bíblia quanto a
natureza
como obras criadas por Deus.
A Bíblia e a natureza, ela tinha, elas
revelariam a Deus.
Só que
ele tinha uma frase famosa, ele diz, diz
o seguinte:
A Bíblia, as Sagradas Escrituras,
revelam o caminho para o céu,
mas não revelam como ele é.
No sentido de como ele funciona, você
está entendendo?
No sentido de como ele funciona. Mas a
natureza, as leis da natureza vão
revelar como o céu funciona.
Então Galileu tinha essa visão.
E
quando Galileu
tá pensa a natureza, quando Galileu
pensa a compreensão da natureza,
ele pensa sobre esse essa ótica. Essa
ideia de que o cosmo, ele é uma
manifestação da racionalidade, da razão.
E de Deus. Então ele tem que ter
a lógica e a matemática presente
na sua estrutura.
>> Galileu viveu em um período delicado da
história europeia.
Quase todo o conhecimento [música]
aceitável vinha das ideias de
Aristóteles,
fosse da filosofia ou da teologia.
A igreja atravessava as feridas da
reforma protestante, [música]
o que fez a autoridade teológica estar
sob questionamento.
E a cosmologia aristotélica, com a Terra
imóvel no centro do universo, fazia
parte não [música] apenas da filosofia
natural, mas também da forma como muitos
compreendiam a ordem da criação.
Quando Galileu passou a defender
publicamente [música] o heliocentrismo,
ele não estava apenas propondo um modelo
astronômico alternativo. Estava
desafiando um sistema [música]
intelectual consolidado havia mais de
1000 anos.
E em um mundo em que teologia [música] e
cosmologia estavam profundamente
entrelaçadas, mexer na estrutura do
universo parecia mexer na própria
interpretação das escrituras.
>> Durante muitos anos o Aristóteles foi
visto como uma espécie de paradigma do
cientista,
né?
É,
inclusive, Tomás de Aquino, quando faz
referência
>> [música]
>> a Aristóteles, fala o filósofo.
Agora, o século XVI, século XVII,
é um são séculos de desafio.
E entre os quais os autores, eles
desafiam Aristóteles. Então, é,
uma uma primeira ruptura e que se dá no
mundo da ciência é essa passagem
de uma ciência qualitativa,
aristotélica,
para uma ciência
quantitativa. E aí a gente pode lembrar
do Galileu, podemos lembrar René
Descartes, por exemplo.
Então, esse é um um ponto importante.
Agora, é, um outro ponto importante é a
questão,
é, que envolve, é,
a cosmologia. De fato, é, há uma
passagem de um universo fechado,
finito,
para um um universo aberto, um universo
infinito.
>> Uhum.
>> E e claro que essa essa mudança, né, de
de visão,
ela não se dá de uma hora para a outra.
Então,
Giordano Bruno já falava de um universo
infinito.
É, Copérnico teoriza sobre isso, né, o
padre Copérnico.
Mas aquele que é pega a teoria de
Copérnico, né, e tenta mostrar que, de
fato, ela é é viável, é o o Galileu. O
Galileu, ele tem a ousadia
de apontar a luneta para o céu.
E ao fazer isso, o Galileu, ele descobre
coisas,
é, que na época ninguém sabia. Ele
falava, por exemplo, das chamadas
nebulosas.
Ele falava, é,
de anéis,
né, que envolviam planetas.
É, então assim, é, é, falava de vales e
montanhas na, na, na lua e eles
entendiam a lua quase como um espelho,
né? E ele fala: "Não,
trata-se, [música]
é,
a lua ela tem vales, ela tem montanhas,
a lua não é como vocês estão pensando".
>> Antes de Galileu, as lunetas [música]
já existiam.
Era um instrumento usado por navegadores
para avistar [música] navios ao longe ou
reconhecer a aproximação de terra firme.
Mas quando caiu nas mãos de Galileu, ele
[música] a aperfeiçoou, ajustou suas
lentes com cuidado e em vez de apontá-la
para o mar, a voltou para o céu.
Era um instrumento [música] rudimentar,
frágil, impreciso.
Se mal calibrado, podia
>> [música]
>> facilmente enganar os olhos.
Ainda assim, foi com essa luneta que ele
viu a lua, estrelas e planetas pequenos
e distantes. [música]
Foi com aquele tubo de vidro e madeira
que o céu deixou de ser uma superfície
[música] lisa e perfeita.
Tornou-se irregular e dinâmica e deu a
[música] ele a certeza de que a Terra
não é o centro do universo.
>> A observação do céu feita por Galileu
era diferente da dos antigos. Os antigos
também observavam o céu, mas, assim como
viam, tentando entender a relação entre
os planetas e as estrelas.
Mas como eram feitos os planetas,
ninguém sabia. Galileu, com o
telescópio, conseguiu ver um céu
diferente.
E vendo um céu diferente, entendeu
coisas novas.
As descobertas telescópicas mostraram
primeiramente a Galileu e depois a
outros que o mundo, como era descrito
por Aristóteles e Ptolomeu, não existia,
não funcionava assim.
Porque Vênus, por exemplo, tinha fases
como as lunares e sua observação
demonstrou que ele girava em torno do
Sol e não em torno da Terra.
Júpiter tinha satélites e luas e as luas
de Júpiter mostraram que não existiam as
esferas cristalinas de Aristóteles e
Ptolomeu.
Que o céu não era feito de esferas
cristalinas, mas de outra substância.
>> Primeiro Galileu observa as montanhas e
crateras da Lua.
E isso é um problema.
Por quê? Para Aristóteles, os corpos
celestes eram perfeitos.
Eram perfeitamente uniformes. Então, ter
eh
crateras,
luas, essas imperfeições eram um
problema. Ele observa também
as manchas solares, que também demonstra
que o Sol não é uma esfera perfeita e
uniforme, mas tinha umas manchas
solares. Além disso, Galileu Galilei,
ele, com medidas mais precisas,
observa também a paralaxe, a mudança da
posição das estrelas, [música]
que não tinha sido observada antes. Por
quê? Porque era feita a olho nu. E
precisava de medidas mais precisas para
observar essa paralaxe.
E Galileu Galilei observa.
Então, nós temos ali um conjunto de
evidências que vão dar suporte ao modelo
heliocêntrico.
>> O ponto crítico que foi assim que abalou
as bases do geocentrismo
foi quando ele
olhou para Júpiter, planeta Júpiter, que
o maior do sistema solar.
E ele, em uma noite, ele viu
eh, pontinhos.
Então, numa noite, às vezes, ele via
dois pontinhos de um lado e dois
pontinhos do outro, de Júpiter.
Em outra noite, ele via três pontinhos
de um lado e um pontinho do outro. Às
vezes, ele via quatro pontinhos de um
lado, nenhum do outro.
Ou três passavam para o outro lado.
E ele via que, a cada noite,
a posição desses pontinhos de luz ao
redor de Júpiter ia mudando.
E, então, ele falou: "A única coisa que
pode explicar isso
é que são luas se movendo ao redor de
Júpiter".
E aquilo lá
foi um grande embate.
Porque
ele provou que existiam objetos no
universo
que se moviam ao redor de um outro
objeto que não era a Terra.
Então, aquilo abriu espaço para o
questionamento.
Se se há há objetos que
não se movem ao redor da Terra,
por que que a gente quer impor que tudo
gire ao redor da Terra?
E aí, então, ele abriu esse precedente.
>> Galileu Galilei, como um homem brilhante
que era, sistematizou isso e defendeu
esse ponto de vista em seus trabalhos.
Mas,
ao ter alguns conflitos com algumas
pessoas,
ele
entra em conflito e decide apresentar as
ideias de Aristóteles de uma forma mais
didática, porém, provocativa.
Que que ele faz? Escreve um livro
chamado Diálogo sobre os dois sistemas
de mundos.
Esses dois sistemas de mundos são o
sistema aristotélico ou geocêntrico.
E o sistema e o outro sistema é o
sistema
heliocêntrico.
O proposto e definido por Galileu.
>> Tranquilo.
>> Este livro é considerado sua obra-prima.
Pela escrita literária, porque ele usa
uma forma de diálogo entre três
interlocutores, que é quase como um
livro de narrativa.
É uma forma narrativa de expor a
ciência, agradável de ler e muito
direta.
Mas é o livro onde Galileu expressa
claramente sua convicção copernicana, a
explica e a defende.
E isso ele fez também porque confiava no
papa, que inicialmente era seu
admirador.
No início do papado, Urbano VIII era
muito otimista em relação a Galileu.
Mesmo antes disso, ele apreciava muito
as descobertas e o que elas poderiam
trazer.
Mas naquele momento, algo diferente
aconteceu.
Primeiro porque o papa pediu que Galileu
mudasse alguns argumentos que eram
claramente contrários aos ensinamentos
da igreja.
E Galileu não fez.
Galileu também expressou os argumentos
mais tradicionais aristotélicos.
Que eram os argumentos do papa, por meio
das palavras de Simplício.
Que dos três personagens era o mais
estúpido, o menos brilhante.
Portanto, o papa que se viu retratado
nesse personagem, tomou isso como uma
ofensa pessoal.
>> O defensor das ideias de Aristóteles é
claramente descrito como uma pessoa
mais simples, incapaz, alguém que deve
que que tem ideias toscas. Então ele
defende de uma maneira bem eh reduzida,
vamos dizer assim.
E o outro personagem é mais sábio,
inteligente, que é o que defende as
ideias de Galileu e mostra os
argumentos. E o terceiro personagem
serve como ouvidor dos de ambos,
analista, vai pensando.
Então Galileu usa essa maneira. E ele
deixa claro que aquele personagem mais
simples, ele dá ideias, possa
representar o papa.
E
na pessoa e essa esse essa forma dele se
expressar é que gerou muita fúria de
líderes e clérigos.
>> Isso aconteceu em uma época em que a
igreja enfrentava grandes problemas, com
certeza.
Mas a igreja não era apenas o papa. A
igreja era também aquela grande escola
filosófica
e matemática chamada escola dos
jesuítas.
Os jesuítas tinham grande poder e foram
eles que lideraram a operação de censura
às descobertas de Galileu desde o
início.
Por trás da reação do papa, devo dizer,
havia a grande presença dos jesuítas.
Que certamente eram cientistas de
renome.
Mas eram cientistas que não podiam, não
conseguiam e não queriam se desvincular
do modelo antigo e do modelo ligado às
sagradas escrituras.
>> Porque além de ele estar divergindo de
ideias que haviam sido assumidas pela
igreja como verdadeiras, ele estava
fazendo isso de uma maneira provocativa,
uma maneira equivocada. E isso é até uma
grande lição para nós, porque quando
formos defender ideias, não devemos,
eh, atacar ou provocar pessoas.
>> Eh.
Mas é interessante que
eh
ao estudar e descobrir coisas que
desafiavam a igreja,
Galileu manteve uma relação com a fé,
supondo que um Deus
teria nos dado a possibilidade de ler o
universo como ele estava fazendo naquele
momento. O universo era um livro. Além
das sagradas escrituras, existe outro
livro que devemos conhecer, que é o
livro da natureza, do universo, que
segundo Galileu é escrito com caracteres
matemáticos. E Deus nos deu oportunidade
de lê-lo.
O Deus de Galileu é um Deus que não
correspondia ao da igreja. É um Deus
matemático, um Deus da natureza.
>> E agora, professor, essa, eh,
revolução científica, [música]
que aqui a gente vem abordando a partir
de Copérnico, ela frequentemente é vista
como o início [música] desse conflito
entre ciência e religião que é tão
vigente hoje. Mas será que essa não é
uma visão um pouco simplista? Como é que
a gente realmente pode entender
essa transição de modelos filosóficos da
natureza, que sai da escolástica,
[música] que sai do aristotelismo,
que começa a caminhar lentamente para,
para o mecanicismo, [música] por
exemplo?
>> Sim, essa é uma, é uma leitura
profundamente simplista, porque ignora
todo o contexto rico e diverso.
Tem o papel do cristianismo, tem o papel
da Bíblia, né, e da leitura bíblica
desse tempo.
Mas também foi propiciada por outros
eh eventos acontecendo na sociedade.
Temos a Reforma Protestante que vai dar,
propiciar mais a liberdade religiosa,
mais possibilidade de discussão de
ideias.
Nós temos o humanismo
na qual o homem não é visto agora como
um agente marginal, mas ele pode ter o
seu papel de protagonista da sua
história, de protagonista e de
de aprender.
Eh, então você tem eh uma série de
outros movimentos que propiciam
eh a abertura dessas discussões, o
encorajamento para que pessoas eh possam
em se engajar nessas nessas
nesses diálogos.
Eh, de então você eh evita olhar a
natureza somente usando a filosofia.
Porque a intuição humana ela é limitada
e ela tem um limite de alcance.
E às vezes por pensamentos lógicos
eh a gente pode
eh
truncar a possibilidade de avanço no
conhecimento. Por isso que existem
famosos paradoxos, né, na filosofia.
Que a gente não consegue resolver usando
somente a intuição e a lógica humana.
Mas por meio da matemática por meio de
olhar a ir à natureza e dizer
aqui é um padrão consistente que não
falha.
E e e mesmo que a minha percepção
intuição humana
venha falhar, aqui não falha. A natureza
se comporta fielmente independente
da existência
da humanidade, porque a natureza existe
antes da humanidade existir.
Então não é
eh impor à natureza o que a lógica
humana
eh compreende, é o oposto.
É dizer o que a natureza tem a ensinar
para expandir o que a mente humana não é
capaz de
de alcançar. Então, essa é a grande
mudança de paradigma que está
acontecendo, eh,
nesse,
eh, caldeirão
de, de pensamentos, discussões, de, de
correntes,
eh, de pensamento entrando em, eh, ele,
não só em diálogo, mas em conflito.
Então, é o libertar da mente humana, é o
deixar que a natureza possa ensinar
a, a humanidade
coisas que ela sozinha não poderia
aprender.
>> Galileu olhou para o céu e enxergou
montanhas na lua e [música] luas em
Júpiter.
Suas observações transformaram para
sempre a forma de compreender o
universo.
Mas no coração da Europa, outro [música]
homem buscaria a ordem por trás desse
movimento, uma harmonia escrita [música]
em números e fórmulas perfeitas.
Nossa jornada agora segue para Praga,
[música] onde Johannes Kepler
transformaria o céu em uma sinfonia
matemática e mostraria [música] que até
o movimento dos planetas obedece a uma
harmonia divina.
>> [música]
[música]

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