Georges Cuvier: o que os fósseis revelam sobre o passado?
21/08/2026
Georges Cuvier: o que os fósseis revelam sobre o passado?
O que os fósseis revelam sobre o passado? Georges Cuvier, considerado fundador da paleontologia, ajudou a transformar o estudo dos fósseis em uma investigação científica sobre a história da vida e da Terra.
Ao estudar organismos extintos, defendeu a importância do rigor empírico e mostrou que o passado da vida era marcado por grandes rupturas e catástrofes.
Neste episódio de Origens — Pais da Ciência, conheça Georges Cuvier e descubra como o estudo dos fósseis mudou a maneira de compreender os organismos extintos e a história da Terra.
Cuvier defendia que os organismos deveriam ser compreendidos como sistemas integrados, guiados por função e ordem, e rejeitava especulações que não fossem sustentadas por evidências.
Depois de Newton revelar leis universais para explicar os fenômenos naturais, Cuvier volta o olhar para outra grande pergunta: o que aconteceu com a vida que existiu antes de nós?
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.
🟦 Pais da Ciência é uma temporada dedicada a grandes nomes que ajudaram a transformar nossa compreensão da natureza e do universo. Ao longo de 13 episódios, a série revisita suas descobertas, ideias e trajetórias, explorando também as relações entre ciência, conhecimento e fé.
🎬 Assista à temporada completa Pais da Ciência:
Fonte: Origens NT
Legendas automáticas:
Debaixo das ruas de Paris existe uma história que ficou escondida por séculos. Em antigas pedreiras, trabalhadores encontravam algo estranho entre as rochas. Ossos, fragmentos, [música] vestígios de um passado pouco conhecido. Quando Jorge Scuvier chegou à cidade em 1795, [música] ouviu essas histórias. Começou então a comparar [música] essas pedras que pareciam ossos e hoje o conhecemos como fósseis. e [música] começou a perceber padrões, detalhes que revelam função e comportamento. Covier mostrou que o corpo não é feito de partes isoladas, mas de um sistema integrado, onde cada detalhe conta uma história. No episódio de hoje, vamos conhecer [música] um dos fundadores da paleontologia, um homem que aprendeu a ler o passado nas pedras. Ne. Ah. [grito] [música] >> [música] [música] >> Jorge Cuvier, ele foi um naturalista. Esse termo naturalista se refere a indivíduos que no passado transitavam em várias áreas do conhecimento, paleontologia, geologia, zoologia. E Cvier foi um desses, um polímata. ele tava sempre estudando e analisando outros pesquisadores, outros também eh estudiosos, ainda não tanto da paleontologia, porque ele é um dos grandes pais da dentro da paleontologia. Ele era filho de um luterano, de um soldado luterano. Era alguém que conhecia as escrituras e que eh desejava encaixar o que ele estava entendendo e aprendendo sobre sobre o mundo, eh, com as escrituras. Então, ele foi alguém que buscou fazer esse trabalho [música] e que buscou eh de forma muito sincera, até eh andar junto com a sua fé [música] e com a ciência que ele tava entendendo, iniciando a os entendimentos e e os estudos naquele momento. >> As contribuições maiores maiores de Cvier foram no campo da anatomia comparada. Ele também contribuiu bastante pra paleontologia, que ele tinha uma visão catastrofista. E Cuvier, ele seu interesse [música] por zoologia levou ele a comparar inclusive a anatomia dos seres vivos com dos fósseis. E com isso ele estabeleceu a paleontologia como uma área mais específica de pesquisa. Então ele contribuiu para várias várias áreas do conhecimento. >> Hoje sabemos que espécies podem ser extintas e desaparecerem, mas no [música] tempo de Covir isso simplesmente não fazia parte da forma de pensar a natureza. Ao estudar [música] fósseis encontrados nas camadas da Terra e compará-los com animais vivos, ele percebeu que aqueles [música] ossos não pertenciam a nenhuma espécie conhecida. Se tratava de animais extintos. e extintos por catástrofes. >> Na época do Cuvier havia [música] um uma ideia de que aquele fóssil que você encontrava daquele animal que havia morrido, ele morreu simplesmente porque, enfim, a vida dele chegou ao fim, ele foi fossilizado, né? Acreditava-se [música] que esses animais eles ainda existiam e que eles estavam escondidos em algum lugar aqui no nosso planeta. Ninguém havia achado ainda, mas ele estava ali. Então, se de repente você fizesse uma excursão, né, uma viagem pras savanas ou pras florestas ali do Congo da África no Brasil, nas Filipinas, [música] enfim, você poderia encontrar esse animal. Só que o Cuvele não entendia dessa forma. O que o Cuvier entendia é que era o seguinte: esse animal morreu porque aconteceu uma catástrofe. Então, não é que ele existe ainda, ele não existe mais. Então essa questão da instituição em massa foi muito importante, foi uma contribuição muito importante do Covier, porque na época não se acreditava nisso. A partir daí, obviamente, com o desenvolvimento de metodologias e conhecimento na geologia, paleontologia, essa ideia de catástrofe, ela foi se desenvolvendo e ela foi sendo estudada. Vier, ele acreditava em extinções. Ele foi uma das primeiras [música] pessoas que trouxe a ideia de que espécies com eh se extinguem. Então ele via esses fósseis e ele buscava algumas respostas, porque novamente o contexto de ciência [música] daquela época era um contexto eh não tão sistematizado e organizado e com a quantidade de de entendimento e compreensão que aconteceu no século seguinte, por exemplo. [música] É, então ele tinha uma visão de que ele via aqueles fósseis, a ciência perguntava o que o que é isso, né? As pessoas perguntavam o que é isso. Eram eram perguntas básicas que estavam acontecendo ali naquele contexto científico do século XVI, do século XIX. Eh, eles estavam tentando entender o que o que eram aqueles animais. E o que o Favier fez foi entender que [música] aqueles animais tinham sido extintos por causa de catástrofes. Ele é muito conhecido na área de geologia como catastrofista. >> A gente também precisa ser honesto no sentido de que o Kvier não acreditava em nenhuma única catástrofe, né? Ele entendia que houve, na verdade, uma série de catástrofes, né? Justamente pela forma como ele encontrava esses animais. Ele acreditava num dilúvio, sim, em em alguns textos [música] que ele escreveu, ele deixava isso claro, que o dilúvio poderia ter acontecido, mas para ele não foi a única, né? E atualmente, quando a gente olha no registro fóssil, na geologia também, lógico que para nós criacionistas o o dilúvio talvez tenha sido a grande catástrofe, né? Assim como o Dr. Naor escreveu no livro dele, etc., [música] né? Mas houve outros episódios de catástrofes, né? Talvez catástrofes locais. Por exemplo, o período da glaciação foi uma catástrofe, né? O clima tava todo descontrolado depois do dilúvio. Em [música] houve nevascas em alguns lugares, capturou uma grande quantidade de animais, morreram congelados e hoje a gente acha os mamutes lanudos na Sibéria, tigre dente de sabre, lobo, congelados, né? Essa questão [música] da extinção foi uma contribuição importantíssima do Covier paraa ciência. Covier foi um dos primeiros a ouvir as histórias escondidas [música] nos ossos. Para ele, o corpo não era um conjunto de partes soltas. Cada estrutura dependia das outras [música] para funcionar. A forma dos dentes indicava um tipo de alimentação. A mandíbula revelava a musculatura. [música] O esqueleto inteiro contava a história de um animal. Comparando ossos modernos com fósseis, Cavier conseguiu [música] reconstruir criaturas que ninguém jamais tinha visto, como se cada fragmento fosse uma pista [música] deixada pelo tempo. Assim nasceu aqui na França a anatomia comparada. Anatomia comparada também é interessante a gente diferenciar na época do Cuvier e hoje. Na época do Cuvier, ele organizou num conjunto de do método que ele chamou, né, de leis da anatomia comparada, porque ele usava a anatomia dos animais que existem hoje para tentar entender como eram os animais dos, como eram os fósseis que ele encontrava. Anatomia. Quando a gente olha para o termo anatomia, Ana, né? Separar partes. Eu vou separar em partes. Então, para entender o organismo, eu vou separar ele em partes e analisar essas partes de forma detalhada. A anatomia se refere [música] a esse estudo morfológico sem a utilização de equipamentos mais específicos que eu consigo olho no diferenciar algumas [música] estruturas. Quando falo de anatomia comparada, eu tô falando de comparar estruturas diferentes seres. E daí, pela relação entre morfologia, entre eles, eu posso inferir funções. >> Então, se eu tenho uma estrutura em um organismo que tem uma função [música] específica, se eu encontrar outra estrutura similaro, eu vou inferir que ela tem uma uma função similar. [música] Eu também posso eh inferir, por exemplo, alterações de função, defeitos de função em em eh baseados essas variações morfológicas que eu vejo. E Cuvier, ele defendeu uma análise anatômica comparada que ia além de uma análise externa. né? Então ele analisava os órgãos, estruturas internas, ele era muito minucioso nos estudos dele. Então ele esse estudo comparado contribuiu muito para categorizar várias estruturas no corpo dos animais para essa comparação. E também através dessa comparação, essa anatomia comparada, eu consigo inferir possíveis relações de parentesco. Jorge Covier, ele trabalhou com anatomia comparada, ele trabalhou como eh os trabalhos iniciais da paleontologia e ele é conhecido como dos pais dentro da paleontologia. Então, a anatomia comparada, ela tá estudando eh órgãos, tecidos, estruturas. Ela ela tá percebendo o que é o que é igual, o que é diferente, a qual a relação que existe entre ela e tentando entender a partir disso um pouquinho também sobre como o corpo funciona. Só que quando a gente olha pra biologia de hoje, a anatomia comparada ela tem outros propósitos. Então, na biologia atual, você usa anatomia comparada para estabelecer um relacionamento filogenético, ou seja, para você estabelecer o quanto esses seres vivos são parentes ou não, ou o quanto eles compartilham um passado evolutivo ou um ancestral, né? Então, você tem estruturas que são homólogas e análogas. São estruturas que são parecidas, desempenham a mesma função, mas em organismos diferentes, né? Ã, um exemplo de estrutura homóloga, que é a nadadeira da baleia e o nosso braço. Então, somos todos mamíferos e a gente tem estruturas homólogas para movimentação, só que a baleia vive na água para nadar e a gente usa o braço, né, para pegar coisas, enfim. Então, ã, hoje esse raciocínio ele é usado em uma perspectiva diferente daquela que Covi usou. Então, o que aconteceu foi uma eh foi uma ressignificação do método do Covier, foi dado, né, um outro significado, um outro propósito, porque hoje a biologia ela é construída nas bases da teoria evolutiva. Então, se esse método era usado pelo Cuvier, que [roncando] era se a gente pudesse usar esse termo um criacionista, né, ele ele acreditava de uma forma um pouco diferente [música] do que a que a gente acredita hoje, mas ele ele acreditava justamente que havia um criador que havia projetado esses seres vivos. >> [música] >> Então, se esse método era usado por esse criacionista, hoje ele foi ressignificado paraa teoria evolutiva, justamente para estabelecer a ideia de que se esses organismos têm coisas similares, eles compartilham um ancestral e a anatomia e a forma como eles funcionam vai mostrar esse grau [música] de parentesco entre eles. Na Europa desse período, novas ideias estavam surgindo. Alguns defendiam a transformação das espécies e filósofos [música] debatiam a origem da vida sem referência ao criador. Kovier não aceitava essas interpretações porque a anatomia mostrava limites claros. Para ele, um corpo não podia ser transformado em outro sem perder [música] sua própria funcionalidade. Ele não deixou livros devocionais famosos como Pascal, nem sistemas filosóficos como Decartes, [música] mas deixou algo profundamente teológico em seu método. Viveu num num período cheio de mudanças, mudanças eh políticas, mudanças culturais, científicas. Então, na França, na transição entre o século XVI e X, nós estamos passando por um momento cheio de mudanças, né? Então, nós temos a Revolução Francesa, nós temos depois retorno de Napoleão, nós temos todo um contexto cheio de ideias onde eh uma metodologia mais baseada num mecanicismo sendo atuado, numa reprodutibilidade eh dos [roncando] dos procedimentos experimentais. Então eu tenho uma o início também uma sistematização que vai começar e CV contribuiu para isso da ciência eh no sentido de de um experimentalismo, a ao invés de uma mera observação. Então nós temos todo esse cenário aliado também com um crescente interesse pela pesquisa. Nessa época, por exemplo, a gente vê vários centros, museus da Europa buscando aumentar suas coleções, buscando amostras em vários lugares do mundo para aumentar as coleções. Então, várias expedições eram realizadas. Então, tem um, havia um interesse crescente em entender e classificar a vida nas diversas formas. E e até interessante, né, porque se a gente eh vê hoje os pressupostos do design inteligente, tem tem um um pilar que é a complexidade redutível, é aquela ideia de que os sistemas biológicos eles também são formados por várias partes e essas partes trabalham para um todo. E se uma dessas partes faltar, esse sistema perde essa utilidade. E é interessante porque a gente vê ã esse pilar da complexidade redutível é uma espécie de eco daquilo que o cvier acreditava porque o infelizmente o cvi ele era fixista, né? Ele entendia que ah, os seres vivos eles foram criados, mas eles tinham as suas formas fixas, eles não poderiam mudar, né? E aí ele entendia que esses sistemas ou que a anatomia, as estruturas desses animais também funcionavam como um todo. E também entendia que se você tirasse alguma parte, aquele sistema deixaria de funcionar, né? E obviamente [música] quando a gente olha, né, as perspectivas [música] evolutivas da época, especialmente com o Lamarque, isso vai diametralmente em oposição ao que o Lamark defendia, porque o Lamark ele tinha essas ideias transformistas, né? A gente lembra do ensino médio naquela história do do pescoço da girafa, como é que Lamar explica o pescoço grande, as girafas com pescoço grande de hoje, né? O Lamarque, ele explica que as espécies mudaram em resposta ao ambiente. Isso deveria ser observado, o que o Vier pensava no registro fóssil, né? E que é uma ideia que a gente entende hoje também. >> Hoje o criacionismo [música] não sustenta o fixismo, a ideia de que as espécies são totalmente mutáveis. Isso porque a própria [música] observação da natureza mostra que os seres vivos se adaptam, variam e podem até originar novas espécies ao longo do tempo. Essas mudanças [música] são entendidas como parte de um potencial já presente nos organismos dentro de certos limites. O vier, no entanto, por acreditar que [música] os organismos funcionam como um todo integrado e que mudanças [música] significativas comprometem esse equilíbrio, foi um forte opositor das ideias de transformismo de Lamarque. Ao estudar [música] o registro fóssil, Cuvier não observava transformações graduais [música] entre espécies, como defendido pelo evolucionismo. Para ele, se a transformação fosse real, deveria parecer nos [música] fósseis. O que que ele fazia? Ele pegava os animais que nós temos hoje. E tem um exemplo bem famoso que é do Ibis, que [música] que eram múmias de animais do Egito. Então ele comparava os animais de hoje com os animais, essas múmias do Egito de milhares de anos atrás, ele não via essa gradação, né? ele via que ou não havia mudanças ou eram mudanças drásticas, né? Ele vi isso com os mamutes e os elefantes atuais também. Então ele trabalhou bastante com os fósseis de mamíferos, como o dos mamutes. Então ele analisava o crânio do mamute e o crânio de um elefante e ele via que eram espécies diferentes e ele não via essa gradação que o Lamarque sustentava. E é interessante porque isso não era resultado de uma convicção do Cuvier apenas de que ele acreditava [música] que nós havíamos sido criados ou os animais haviam sido criados ou as espécies eram fixas, mas porque ele não via isso na evidência. Então, se eu não estou vendo isso no registro fóssil, então não aconteceu. E é muito interessante porque a gente faz o mesmo questionamento a teor da evolução em relação ao registro fóssil. Quando a gente para para olhar o registro fóssil, a gente vê muitos períodos de estase. Então, passam várias camadas no registro fóssil, camadas de rochas, em que você encontra fósseis da mesma espécie, mas basicamente não tem diferença nenhuma. Por exemplo, o Tiranossauro Rex, ele fica por milhões de anos no registro fóssil em estasio, ou seja, a forma a forma [música] básica dele permanece mais ou menos a mesma. Isso acontece com outros fósseis. Um exemplo muito eh eh interessante também é do Cela Canto. É um peixe que ele vive em águas profundas. Até algumas décadas atrás acreditava-se [música] que ele havia sido extinto, só que aí pescadores ali no litoral da África pescaram esse peixe e falaram: "Pera aí, não tinha sido extinto". E aí chamam ele de fóssil vivo. Por quê? Você pega o fóssil do celo e vê aí o [música] pécim hoje, você fala: "É a mesma coisa. Não aconteceu nenhuma mudança em milhões de anos. E é muito interessante que esse fenômeno da Estase, ele acontece com muitos seres vivos, acontecem com animais, acontecem com répteis, com aves, [música] com mamíferos, acontece com as plantas, com as angiospermas. Além disso, tem toda a questão do surgimento abrupto dos seresos no registro fóssil, né? [música] >> Essas conclusões de Cuvier, contrariando as ideias de Lamar, não decorriam de um desconhecimento ou de uma análise superficial. Pelo contrário, ao analisar a a entrincada relação [música] entre as partes anatômicas, talvez anatomia comparada, vezes estruturas, como elas funcionavam e ver como as partes eram coordenadas no organismo, ele percebeu que aquilo não podia ter surgido etapa por etapa. Então existia é uma estrutura que de certa forma não poderia se alterar porque senão o organismo [música] deixaria de ser funcional. Então é muito interessante essa questão que o Cuvier fazia essa afirmação [música] com base nos dados empíricos e isso e como ele tinha uma argumentação, né, muito contundente e ele era [música] uma pessoa muito influente na sua época, ele era uma pessoa que tinha um certo envolvimento político, ele trabalhou no Museu de História Natural da França [música] lá em Paris, na Academia Nacional de Ciências, enfim, ele era ele era muito respeitado, ele se correspondia muito com pesquisador da Europa e do mundo inteiro para tentar trocar, por às vezes ele achava um fóssil [música] aqui que tava meio completo, mas o pesquisador da Espanha tinha ele completo e ele pedia os desenhos, deixa eu ver esse desenho, né? Porque era a única forma de divulgação, não tinha foto. E aí ele comparava. Então assim, ele [música] foi criando uma rede de relacionamentos que fez com que ele de fato ficasse muito influente, importante na sua época. E consequentemente essas ideias contrárias à teoria da evolução [música] permaneceram, alguns autores dizem que por uma geração depois da morte dele. E é por isso que isso acabou uma criando uma certa resistência à entrada da teoria da evolução ou melhor a aceitação da teoria da evolução. Por em 1859 Darwin publica a origem das espécies. Covier morreu em 32, 1832. Só que quando essas ideias elas começaram a [música] ser ou houve tentativas de inserir essas ideias na França, encontraram resistência justamente por causa dessa influência póstuma do Cuvier. E isso foi levou muito tempo para que as ideias do Darwin de fato fossem aceitas, porque ã muito do que Cuvier dizia também tava embasado nessa questão da fixidez das espécies, né? E aí, de fato, [música] a gente, ou melhor, os cientistas da época foram observando que as espécies passam por modificações. [música] Então, não tem como a gente dizer também que era tudo perfeito, mas de fato ele era um cientista muito meticuloso. Ele ele estudava, ele se dedicava, ele desenhava muito bem, ele ia para todos os lugares da França para encontrar lugares para fazer as escavações, né? Então, era uma pessoa justamente muito respeitável [música] por causa do trabalho que que ele desempenhava. É interessante observar como ao longo do tempo a filosofia da natureza [música] foi abrindo novos caminhos por diferentes áreas da ciência. Cada descoberta [música] despertava novas perguntas e cada resposta se transformava no ponto de partida para uma nova busca. No próximo episódio [música] vamos descobrir como Michael Feriday na física procurou responder a sua maneira a mesma pergunta que movia Covier. Como o criador organizou o mundo? >> [música] [música]