Gregor Mendel: como funciona a hereditariedade?
25/08/2026
Gregor Mendel: como funciona a hereditariedade?
Como funciona a hereditariedade?
Gregor Mendel descobriu padrões matemáticos que ajudaram a explicar como características são transmitidas de uma geração para outra. Seus experimentos com ervilhas revelaram leis da hereditariedade e, décadas depois, seu trabalho se tornou uma das bases da genética moderna.
Neste episódio de Origens — Pais da Ciência, conheça a história de Gregor Mendel e descubra como seus experimentos transformaram nossa compreensão da hereditariedade e mudaram a biologia.
Por que filhos se parecem com seus pais? Como determinadas características são transmitidas? O que Mendel descobriu ao estudar ervilhas? E como suas experiências ajudaram a formar as bases da genética moderna?
Durante sua vida, o trabalho de Mendel contrariou ideias dominantes e passou praticamente despercebido. Décadas depois, suas descobertas seriam reconhecidas como fundamentais para a genética.
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.
🟦 Pais da Ciência é uma temporada dedicada a grandes nomes que ajudaram a transformar nossa compreensão da natureza e do universo. Ao longo de 13 episódios, a série revisita suas descobertas, ideias e trajetórias, explorando também as relações entre ciência, conhecimento e fé.
🎬 Assista à temporada completa Pais da Ciência:
Fonte: Origens NT
Legendas automáticas:
O século XIX [música] foi uma época de grandes mudanças. A ciência avançava rapidamente. Novas descobertas [música] revelavam forças invisíveis da natureza, enquanto microscópios, cálculos e experimentos mudavam a forma como o ser humano enxergava a vida e o universo. Mas outros campos, [música] como a hereditariedade, por exemplo, ainda eram um grande mistério. Muitos acreditavam que as características dos pais [música] simplesmente se misturavam nos filhos sem regras definidas. Nessa época o DNA era desconhecido [música] e os genes ainda não tinham nomes. Em meio a essa era de mudanças, um monge chamado Gregor Mendel voltou seu olhar para algo aparentemente [música] simples, o cruzamento das plantas. Ele descobriu nelas o código matemático [música] da vida. Ele não era um grande professor, nem um cientista [música] muito famoso. Era um monge que realizou todos seus experimentos em um monastério. Ao observar [música] as sementes e seus traços, ele não apenas identificou as leis da hereditariedade, [música] mas também encontrou sinais de que a criação segue princípios racionais sustentados por ordem e [música] intenção. >> [grito] >> Ne. Oh. [grito] [música] >> [música] >> Gregor Mendel é provavelmente um dos nomes mais influentes da história da biologia. Ele é conhecido como pai da genética, mas seu legado, eu diria, vai muito além dessa descrição, porque Mendel era de fato uma figura [música] multifacetada. Ele era cientista, frade, pomólogo e meteorologista. Em 1868, [música] tornou-se o responsável por esse mosteiro. Foi aqui que ele passou a maior parte da vida, mas também conseguiu mostrar que a ciência e fé pode caminhar lado a lado. Hoje, o nome de Gregor Mendel é famoso por ter dado [música] início a uma nova área da ciência, a genética. Em escolas ao redor do mundo, estudantes aprendem sobre suas descobertas quando [música] entram em uma área da biologia chamada hereditariedade, o estudo de como as características [música] são transmitidas de geração em geração. Mas durante sua vida, o trabalho [música] de Mendel não foi compreendido e ele não recebeu reconhecimento por suas descobertas. [música] Ele nasceu em 1822 em uma [música] pequena vila rural da atual república Checa. Filho de uma família camponesa, cresceu trabalhando [música] na fazenda dos pais. Seu pai cuidava de abelhas e plantava árvores frutíferas, [música] um conhecimento que lhe foi muito útil anos depois. Mendes destacou nos estudos desde muito cedo. Seus professores perceberam seu talento [música] e incentivaram sua formação, mas a família não tinha condições de mantê-la na escola. A situação piorou quando seu pai sofreu um grave acidente e ficou incapacitado de [música] trabalhar. Para continuar estudando, Mendo passou a dar aulas particulares enquanto enfrentava problemas de saúde [música] e graves crises emocionais. Naquela época, quando Mendel estava em Olomu, estudando no Instituto Filosófico, ele foi recomendado por seu professor Friedic Franziro [música] agostiniano, que era um lugar onde era muito difícil ser [música] aceito, porque apenas pessoas selecionadas ou de destaque eram admitidas. [música] Mas Mendel foi recomendado por seu caráter e por seu desempenho acadêmico. Ele decidiu ingressar no mosteiro e eu diria que isso aconteceu principalmente por causa das dificuldades financeiras que enfrentava. Ele queria estudar. Essa era a sua grande paixão e aquilo que ele mais desejava fazer. Por isso, o moceiro agostiniano era provavelmente o melhor lugar onde ele poderia estudar. O Mendel, ele hoje no Brasil ele é conhecido como pai da genética. Infelizmente [música] ele foi um homem ah, como que eu posso dizer? Ele foi um homem que não foi valorizado no seu tempo. Infelizmente ele era um monge, né? Um padre. Ele não era, ele vivia num mosteiro, mas ele não vivia em clausura, né? [música] E isso deu a ele muitas possibilidades que talvez um pesquisador não teria. Em que sentido? Bom, no lugar, naquele mosteiro [música] que Mendel vivia, eh, ele era muito, na verdade, os pares ali, eles eram muito incentivados a estudar o mundo natural. Então eles tinham a oportunidade de estudar, eles tinham a oportunidade de fazer contatos com as universidades, só que eles não tinham aquela coisa das universidades da época, que é você se [música] dedicar no laboratório, ficar, eles têm que publicar, você tem que se relacionar, você tem que escrever e tal, porque ele vivia ali no lugarzinho dele, então ele fazia no tempo dele aqueles experimentos, [música] né? Então, naquele lugar ele tinha acesso [música] a às fontes de pesquisa, ele tinha acesso aos estudiosos da época que ele podia se [música] relacionar e ele tinha espaço para fazer os experimentos. Quando Mendel ingressou no mosteiro em 1843, o [música] responsável pelo mosteiro apoiou seus experimentos e o enviou para Viena para receber formação acadêmica e aprender novos métodos. matemáticos [música] que ele mais tarde usaria em seus experimentos. Mendel estudou com Christian Doppler, Franz e outras figuras importantes daquele período. E aqui no mosteiro ele teve grandes oportunidades. [música] Por exemplo, nesta biblioteca à qual ele tinha acesso havia mais de 27.000 volumes de livros. Também no jardim havia a estufa que ainda existe hoje. Atualmente temos uma estufa moderna, mas naquela época já existia um viveiro aqui e era uma estrutura bastante avançada, com aquecimento [música] central. Assim, Mendel podia cultivar plantas durante todo o ano e se dedicar [música] às suas pesquisas no jardim. Essa pesquisa se encaixava naturalmente na rotina do mosteiro, [música] que incluia oração, vida comunitária, educação e ensino. Então, sua pesquisa estava naturalmente [música] envolvida nessa rotina. Eu também diria que o mosteiro oferecia esse ritmo regular, essa rotina, [música] a tranquilidade de que ele realmente precisava para seu trabalho [música] e também um apoio financeiro que foi de fato essencial. >> Durante 7 anos, Mendel cultivou cerca de 30.000 plantas, observou cada flor, [música] cada semente e anotou tudo com precisão. A escolha das ervilhas não foi por acaso. Elas eram fáceis de cruzar, cresciam rápido e revelavam seus traços com clareza. [música] Ao observar o formato das sementes, a cor das flores e a altura das plantas, Mendel percebeu que certas características reapareciam de forma previsível a cada nova geração. [música] Essa teoria explica por características parentais que desaparecem nos descendentes podem reaparecer na geração subsequente. >> Mendel, ele trabalhou com diversos modelos de estudo. Geralmente quando você escolhe um modelo de estudo, você prioriza algumas características: fácil manipulação, tempo de vida curto para eu conseguir observar várias gerações. E depende do objeto de do objetivo do estudo, eu vou priorizar outras características. No caso da ervilha, faço manipulação. Eu tinha um padrão eh de certa forma meio dicotômico de características. Ou era amarela ou era verde, ou era rugosa a ervilha, ou era lisa. A vagem poderia ser amarela ou verde, poderia ser constricta ou infladinha. A flor poderia ser roxa ou branca, podia ser axial ou terminal, a planta podia ser alta ou baixa, o caule. Então são várias características que apontam esse padrão dicotômico. E Mendel se fez a pergunta: como essas características são passadas ao longo da geração? E daí ele realizou cruzamentos entre plantas de linhagens puras, por assim dizer, que apresentava uma característica ah bem definida. E daí através desses cruzamentos ele estabeleceu algumas leis conhecidas como leis de Mendel. Então ele, por exemplo, para ilustrar esse padrão de herança, ele, por exemplo, cruzou uma planta com ervilhas amarelas com outra com ervilhas verdes. De repente, quando ele foi ver o resultado depois, né, na F1, que nós chamamos a primeira geração, [música] aparentemente as a cor verde tinha sumido, só tinha amarelo. Mas inicialmente ele tinha duas características, né? Uma era verde e outra amarelo. Como assim desapareceu? Ao realizar o segundo experimento, cruzar a F1 entre ela, ele observou o reaparecimento da verde, mais uma proporção específica que ele foi vendo que se repetiam nos exprimentos, [música] mais ou menos de três para um. Interessante. E isso contrariava muito a as ideias da época, porque muitos achavam que a herança era uma herança mista, misturada. Não existia esse aspecto diferenciado e definido, uma proporção que poderia ser aplicada a diversas características. E Mend observa isso. >> Os experimentos de Grecor Mendel deram origem às duas leis fundamentais da genética. Ao estudar ervilhas, Mendel percebeu que algumas características eram dominantes sobre outras. [música] Por exemplo, a cor amarela predominava sobre a verde. Assim, mesmo quando uma planta carregava os dois fatores que hoje conhecemos como genes, apenas a característica dominante [música] se manifestava. Essa observação levou à primeira lei de Mendel que diz: [música] "Cada característica é determinada por dois fatores que se separam na [música] formação das células reprodutivas. Mais tarde, Mendel decidiu analisar várias características [música] ao mesmo tempo. Foi então que descobriu que elas eram herdadas de forma independente umas [música] das outras, seguindo padrões matemáticos bem definidos. Essa descoberta ficou conhecida como a segunda lei de Mendel e ajudou a estabelecer [música] as bases da genética moderna. E uma coisa muito interessante que foi inovador é que [música] ele aplicou conhecimentos de matemática, probabilidade para analisar esses resultados, [música] algo que não havia sido feito ainda. Então ele analisava os [música] descendentes, os resultados desses cruzamentos e ele conseguiu ver padrões, [música] que é o que a gente em biologia eh chama esses padrões dessas proporções. na primeira lei de Mendel, né, é o famoso 3 por um. Na segunda lei de Mendel, [música] eh, é o para três, para três para um, né, que são esses padrões do quê? [música] de proporção, de probabilidade. Então, o Mendel ele conseguiu [música] inserir os cálculos da probabilidade para dizer [música] a chance de um fator aparecer ou não. Além disso, no [música] enunciado dessas leis dele também, ele ele afirmou uma ideia diferente dessa que [música] eu mencionei da mistura dessas características, porque lembra no início ali na época dele acreditavam que era a mistura das características que era o fator hereditário, mas ele dizia que não, que existia uma certa binariedade e que era esses fatores eles eram separados e eles se distribuiam. de forma independente. Então, se esses fatores se distribuem de forma [música] independente, eu consigo calcular as possibilidades de ele ir para um ou para outro. E aí eu consigo calcular essas chances [música] e eu consigo ver isso na na prol, né, na no nas nos descendentes. Então o Mendel ele foi muito inovador nessas questões. >> Mendel ele foi o primeiro a trazer esse aspecto quantitativo matemático para ciências biológicas. Então ele começou a trazer e justamente a formação dele [música] por ele ter uma afinidade com matemática, com física, permitiu ele ter por isso a interdisciplinaridade é essencial para cientista. [música] você tem que transintar em diferentes áreas do conhecimento. E Mendel, ele trouxe esse aspecto [música] quantitativo pra parte biológica. E por mais que eu não consiga resumir a vida, [música] que é bem complexa, a números, ele conseguiu enxergar esses padrões e reproduzir alguns padrões em proporções. E nós verificamos essas proporções [música] e isso revolucionou a ciência. Então, se eu consigo hoje eh calcular [música] uma predisposição de uma herança de uma um gênio, uma característica que vai causar uma doença, eu essa [música] esse cálculo ele é baseado nessa previsão decorrente dos pendentes de menda. Então, olha, tal indivíduo, se o pai tem talo, a mãe tem essa, esse genótipo, [música] eu vou ter uma porcentagem tal, 25% do filho nascer, por exemplo, com uma uma [música] doença específica. Então, essa previsibilidade ela é decorrente dessa inserção matemática nas ciências biológicas e isso é mérito de [música] Mendel. É por isso também que ele não foi compreendido na época. Então, houve muito, muito, vamos dizer assim, muitos [música] entraves para centação de mendo. Então, se hoje nós temos toda essa parte da [música] compreensão da herança das características, a gente consegue inclusive manipular esses padrões de modificar algum alelo, entender a relação entre os alelos. Isso decorre de Mendel, o conceito de gene. Mendel, ele não sabia o que era um gene, ele chamou de fator. Mas hoje nós sabemos, tem unidades funcionais de material genético, a gente denomina genes, que Mendel chamou de fatores, os alelos que ele que ele observou. Então, vários aspectos conceituais, aspectos da prática da genética decorrem das observações de Mendel. >> Uhum. que promoveu essa conversa, esse diálogo saudável [música] entre as ciências exatas e as ciências biológicas. Em 1866, [música] Mendel reuniu anos de observação e publicou um estudo com um título [música] simples, experimentos sobre hibridização de plantas. Era um artigo de apenas 16 páginas, mas nele estavam as leis que explicam como as características são transmitidas [música] de pais a filhos, o que hoje chamamos de leis da hereditariedade, com tabelas, proporções e cálculos precisos, Mendel descreveu [música] como a cor, a forma e a altura das plantas seguem padrões fixos [música] e previsíveis. Seu método era tão inovador que poucas pessoas conseguiram compreendê-lo na época. Ele morreu [música] sem ver seu nome reconhecido, mas nunca perdeu a fé, pois acreditava que um dia o mundo compreenderia o valor do que havia [música] encontrado e estava certo. Portanto, quando Mendel morreu em 1884, ele foi lembrado como responsável pelo [música] mosteiro, como meteorologista e como membro de várias sociedades de Breno. Mas você está certa, ninguém mencionou o Mendel como biólogo ou como fundador [música] de uma nova ciência, simplesmente porque ninguém ainda compreendia a dimensão [música] do que Mendel havia descoberto. E por que que eu entendo que essa é uma questão [música] de time, né, na hora dele poder divulgar os resultados dele, [roncando] porque há uma concepção de alguns autores de que a comunidade científica não estava preparada na época para receber os resultados do Mendel e essa análise [música] da questão matemática nessa interpretação e no cálculo das probabilidades, porque ele escreveu o trabalho, mandou para várias pessoas, vári vários pesquisadores Alguns reagiram com muito ceticismo, duvidando do que ele havia feito. Um ou outro que respondeu não deu muito crédito ao que [música] ele havia feito. Uma outra dificuldade que alguns dizem é foi porque o ele escreveu em alemão. Então na época isso poderia ter sido uma barreira também, né, a [música] divulgação desses resultados. Mas o que acontece é que na época ele não foi reconhecido. Só em 1900, no século seguinte, quando três cientistas em lugares diferentes da Europa, onde eles Hugo Devris, estudando mecanismos hereditários, chegaram às mesmas conclusões que o Mendel, de forma independente, e encontraram o trabalho do Mendel. E o mais legal foi que eles deram o crédito ao Mendel. Então ele fez antes da gente. Então é por isso que o Meno também ele ele é conhecido hoje, né? >> O mosteiro agostiniano de São Tomás em [música] Breno, na atual República Teca, continua de pé até hoje. Aqui Gregor Mendel viveu por cerca de 40 anos de sua vida. O mosteiro foi fundamental para desenvolver suas pesquisas, [música] pois valorizava o estudo da natureza e incentivava o uso da agricultura e [música] da botânica como ferramentas de compreensão científica. Ali ele teve tempo, espaço, [música] recursos, um grande jardim e apoio intelectual para conduzir seus experimentos de longa duração, algo que dificilmente [música] conseguiria em outra instituição da época. Como monge agostiniano, [música] Mendel também herdou a ideia de que a criação tem finalidade a propósito e que estudar a natureza é conhecer a ordem divina inscrita [música] no mundo. Hoje, o mosteiro abriga um museu que conta em suas paredes e em suas exposições interativas [música] a história e o legado de Mendel. A história de um [música] garoto simples, sem recursos, apaixonado pela pesquisa e experimentação, que identificou um padrão na natureza [música] e criou um novo campo de estudo da ciência. [música] Mendel ficou muito conhecido como meteorologista. Ele fazia medições três vezes ao dia no mosteiro, [música] media a pressão do ar, a temperatura e também o nível da água no solo. Depois [música] enviava todos esses resultados para Viena. Por isso, ele era bastante conhecido como meteorologista. [música] E é interessante observar que 2/3 de sua produção foram [música] dedicados à meteorologia, o que é muito interessante. Mendel também foi o primeiro cientista do mundo a descrever cientificamente um tornado [música] que ocorreu aqui no mosteiro em 1870. Ele fez uma descrição disso em seus estudos, o que também [música] temos aqui no museu. >> Então, o Mendel ele era muito meticuloso, ele era muito dedicado, ele era muito rigoroso com o método também, [música] com a forma como ele lidava ali com o seu objeto de estudo. Eh, ele de fato é uma pessoa bastante [música] admirável e além de tudo isso, ele era um cristão. Então, a gente tem mais um exemplo de uma pessoa cristã que se dedica a estudar o mundo natural e faz contribuições significativas. Quando a gente olha pra história, [música] ele não é o único. Há muitos outros, né? Eu [música] diria que Mendel não via contradição nisso. [música] Ele conseguiu mostrar de forma muito clara que esses [música] dois mundos podem caminhar lado a lado e na verdade se conectar. Eles interagem e estão naturalmente conectados. [música] Então, talvez existam certas ideias sobre uma oposição entre a igreja e ciência, mas Mendel realmente conseguiu mostrar que ciência e fé podem [música] caminhar lado a lado. No século XIX, a ciência avançava em direções opostas e complementares. [música] Em um jardim tranquilo, Mendel observava o mistério da vida brotar, anotando cada detalhe com paciência e precisão. Enquanto isso, nas colinas [música] frias da Escócia, James Clerk Maxwell escrevia equações que revelariam as [música] forças invisíveis do universo. Dentro de um laboratório cercada por fórmulas e experimentos, Maxwell uniu luz, magnetismo e eletricidade em um mesmo princípio, longe dos [música] grandes centros de poder. Movidos apenas por curiosidade, método [música] e fé. Ambos mudaram para sempre a maneira como vemos o mundo. M. >> [música] [música]