HERÓIS NADA PROVÁVEIS
12/08/2026
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Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Seja muito bem-vindo ao 2D dos de Teologia. Eu sou o pastor Iago Martins e hoje eu recebo Maria Martin, Thaís Oliveira, Arlene de Lise, Karen Anne. Anne mesmo? Ou Anne? Karen [risadas] Anne. Todas de Valentes, os contos dos heróis nada prováveis. Um livro que conta com quatro histórias sobre meninos que enfrentam conflitos ligados ao orgulho, ao medo, ao bullying, a injustiça, identidade, a família e a fé. Sejam muito bem-vindas, meninas. >> Muito obrigada. >> Muito obrigada. Prazer. >> Oi, é um prazer estar aqui. >> Quem é que tá retornando aqui pela segunda vez? Eu acho que a Arlene já teve aqui, não teve? >> Sim, tive aqui num podcast com a Pat Miller, Miller, Miller e com a Isa Freixo. >> Verdade. E olha, esse livro que a gente vai falar hoje, o livro Valentes, veio depois da série Corajosas, ou tá dentro da série Corajosas? Eu não sei se é o seu dia que é depois ou se é o mesmo universo espiritual de obras literárias. >> [risadas] >> Bom, vocês que vão me dizer, não é? Mas depois do Corajosas 1 e Corajosas 2, a gente tem agora um livro voltado para o universo masculino, não é? E aí eu quero justamente ouvir de vocês, de onde é que veio justamente essa ideia de um universo mais masculino vindo escrito por mulheres. É um desafio, hein? >> Sim, é um desafio bem grande, né? Mas assim, como a gente escreveu Corajosas e não tem nada a ver, né? Os universos eles são bem diferentes assim, Corajosas e Valentes. Mas era um pedido assim, era um pedido sequente. Desde que a gente lançou Corajosas 1, "E o dos meninos? E a versão dos meninos? Como vai vir?" Então, as leitoras, as mães pediam muito, né? E aí a gente acabou embarcando. A gente tinha um pouquinho eh de medo, né, desse desafio de ser eh eh nós escrevendo para meninos, mas Deus deu graça. >> [risadas] >> É, então, como a gente diz, eh eu eu tava na Fefique, né, há duas semanas, eu acho que foi há duas semanas. >> Nos conhecemos lá, vezes conhecemos lá, hein? >> Isso, foi. Então, muitas meninas vieram, né? Ah, corajosas, corajosas. E eu sempre perguntava: "E aí, vocês ouviram de Valentes? Qual a expectativa?" "Ah, mas será que é para menina também?" Aí eu falava: "Gente, Minhas Séries Corajosas sempre foi para meninas. Agora a gente deixou os meninos entrarem no clube, né?" Então, tá tudo bem, as meninas vão ler, os meninos também. E os dois grupos, né? Eles vão aproveitar muito a leitura, que foi desafiante, com certeza, mas foi muito divertido também. Para mim, eu sempre eu trabalhei por muito tempo no, no interior do Piauí, numa organização com adolescentes. E assim, para mim foi o meu momento de pegar um daqueles adolescentes e realmente trazer, sabe? À vida, eh, dentro dessa história. E aconteceu para cada uma de nós assim também, né? Então, foi um desafio muito legal. >> Escrever histórias protagonizadas por garotos exigiu alguma mudança na forma como vocês construíram personagens, diálogos e conflitos? >> Sim. Para mim exigiu muito. >> [risadas] >> Sim. Eu escrevo para meninas. Eh, eu escrevo para meninas há 10 anos. Então, a cabeça de uma mulher é diferente da cabeça de um homem, né? E quando a gente tenta escrever para adolescentes, na verdade, acho que de uma maneira geral, a gente tenta ser o mais verossímil possível. Mulher tem um jeitinho de ser mais fofo, tem mais intensidade diferente. Ai, meu Deus, que demais! E aí frases simples como essa, por exemplo, o garoto vai falar desse jeito? Não, né? Então, a gente teve que pensar um pouquinho em como podar a escrita, mas também foi algo bom, porque nos trouxe o desafio, né? E o escritor ele cresce muito se desafiando na própria forma de contar histórias. E foi, foi um desafio bom, mas foi desafiador. >> [risadas] >> Tentar trazer, né? A visão dos garotos sobre os dilemas, as reações. Para mim foi a parte mais difícil, porque a, a Karen tem um mais engraçado de escrever, uma voz feminina muito forte e eu tenho um jeito mais delicado, né? Geralmente as minhas personagens acabam caindo num lugar mais, dizerem mais fofas, tem um jeito às vezes mais poético de ver, então eu tive que podar tudo isso pro, pra que o meu personagem não trouxesse esses elementos que já são muito pertinentes à minha escrita, então foi realmente um exercício de pensar diferente, conversar com garotos durante a escrita também pra me ajudar a afiar mais ali. Mas o resultado ficou muito especial. >> Já passei um meio por esse processo, porque eu tenho, já tenho livros, eh, protagonizados por garotos, né? Então eu passei por esse processo alguns anos atrás. E tipo assim, me forçar a tentar olhar por esse, eh, olhar do garoto. Eu acho que assim, eh, por exemplo, a Karen que é mãe de dois meninos, eu também que tenho, eh, lido com adolescentes na igreja, garotos o tempo todo, a gente acaba aprendendo como, né? Aí na hora de, de trazer isso pro, pro papel, né? Pra escrita, é, ao mesmo tempo é desafiador, mas é muito legal também dar voz pra eles, porque realmente a maioria dos livros de ficção cristã, eles são protagonizados por mulheres, né? Então trazer essa, dar essa voz pra eles também foi bem legal. >> Legal. Se eu não colocasse vocês em perguntas polêmicas, não era Dois Dedos de Teologia, tá? Então assim, só pra >> [risadas] >> Gente, obrigada, tô saindo. >> Só pra saber. >> Valeu, foi bom enquanto durou. >> Ninguém sai [risadas] do barco. Ninguém sai do barco. >> Não, ninguém, ninguém, como é que é? Ninguém segura a mão de ninguém? É o contrário. >> [risadas] >> Ninguém solta a mão de ninguém, é isso, é isso. Mas é o seguinte, ó, hoje existem muitos discursos sobre o que é que significa ser homem, quer ser um homem forte, e aí você vai lá em discursos masculinistas, o pessoal do movimento Red Pill, e aí você tem respostas a isso, outros, outras visões de masculinidade que muitas vezes, ah, são muito mais fluidas e você tem sempre o imaginário social em pêndulo, né? Sempre os extremos aí se, se puxando de alguma forma. Que ideia de masculinidade vocês desejavam apresentar aos leitores por meio dessa obra? >> Ah, eu creio que é uma masculinidade bíblica, né? Que não é aquela que, é, como você mesmo citou, esses movimentos que acabam trazendo esse ideal errado ou às vezes muito, é, contrário à palavra mesmo, né? O ideal mais violento, ah, para ser homem ele tem que ser assim, ele tem que falar grosso, ele tem que ser, e a gente vê, que o nosso, o ideal de masculinidade, assim como de feminilidade, é a própria Cristo, né? Então acho que isso é norteou muito a gente assim, né? Hoje é realmente esses movimentos eles têm complicado até a cabeça dos próprios meninos assim, é é meio preocupante. Então a gente trazer para palavra, trazer para Jesus que foi o maior exemplo, né, de, é o maior exemplo de masculinidade que existe, é, é, esse foi o nosso foco. Assim, como que Jesus ele, ele pode ser o exemplo desses meninos e como que Jesus entrar na vida desses meninos, ele pode transformá-los para serem homens de verdade, né? >> Esses personagens >> mais equilibrados, né? Então a gente acaba abordando muito dessas temáticas também. Como que eu respondo à violência, como que eu respondo a um ambiente, por exemplo, no meu conto eu trabalho essa questão de ter um grupo de amigos que são tóxicos e meu personagem vai ter que reagir a esse grupo, né? Então como que ele responde como um garoto cristão a esse grupo? Eu faço parte desse grupo ou não, é, resisto ou eu faço a diferença, como que eu reajo a isso? Então a gente tentou trazer uma visão mais equilibrada para esses garotos. Como também que eles agem as garotas, né? Como que eu trato a a garota de uma forma mais respeitosa, é, reconhecendo a importância dela também. Enfim, a gente trouxe esse papel mais equilibrado para eles. >> Levando em consideração que meninos, né, principalmente na nossa cultura brasileira que é muito, muito rica de outras culturas, né? A gente tem uma diversidade, né? Não dá para colocar um um garoto numa caixinha e dizer, ah, todo menino, todo garoto joga videogame, todo garoto gosta de só andar de bicicleta na rua, todo garoto tem interesses parecidos ou personalidades ou tipos de temperamento parecido, né? Então a gente realmente levou em consideração essa diversidade que a gente tem no Brasil, né? De meninos realmente diferentes, mas dentro do exemplo de Cristo, né? Porque a essência, a identidade, ela ela precisa ter uma solidificação ali em Cristo, né? E trazendo essa diversidade, eu acho que a gente realmente trouxe como a Thaís disse, um resultado muito equilibrado, né? Nessa questão dos meninos e como a Bíblia aborda e como a Bíblia ensina eles a realmente viver uma vida de mascu masculinidade com Cristo, né? >> Foi uma uma forma importante também da gente comunicar aos meninos que estão dentro da igreja, porque a gente falar de masculinidade, né? É um tema muito amplo, mas esses movimentos não estão fora da igreja, eles estão permeando a igreja, né? E muitos porque uma masculinidade sadia bíblica não foi talvez tão bem implementada, então a gente tem problemas de masculinidade muito quebrada, né? Como abuso, por exemplo, dentro da igreja e e trazer essa essa visão de uma masculinidade, né? Bíblica nos livros é é muito importante para a formação do nosso primeiro leitor, né? Que é esse garoto que está dentro da igreja e como que ele se comporta, né? O que que é ser um um homem de verdade, um garoto para ser um homem de verdade. >> eles podem ajudar bastante nesse papel. >> Isso, que eles são garotos, né? A gente eh Então eles estão nesse processo de crescimento, assim como os nossos personagens de Corajosas, elas estão nesse processo também de amadurecimento, que elas têm 16 anos, enfim. Os meninos também, então a gente procura trazer dilemas dessa faixa etária, né? Ao mesmo tempo, assim, eh trazendo assim, tem como você ser um garoto cristão, né? Eh que ama Jesus e que vive uma vida boa hoje, nessa nessa era, né? Então, como a Maria falou, a gente tem o gamer, né? A gente tem o que é gosta de tecnologia, a gente tem o que gosta de acampamento, a gente tem o que gosta de andar de bicicleta, que é o mais malandro. Então, a gente procurou trazer isso porque assim, é faz parte da vida deles, de quem eles de quem os adolescentes são, né, dessa faixa etária mesmo. >> Muito legal. Seguinte, quero fazer algumas perguntas sobre o conto de cada uma, o texto de cada um, porque o livro tem a cada capítulo marcado com uma autoria diferente. Antes disso, deixa eu fazer uma pergunta, como é que foi o processo para vocês? Vocês escreveram tudo meio que ao mesmo tempo, depois juntaram, alguma escreveu primeiro? Eu quero eu gosto de bastidores do mundo da escrita. >> [risadas] >> Como é que foi esse processo aí de juntar tudo isso? >> Hoje cada uma escreve no seu tempo, né? Nós temos um prazo final de entrega sempre do Esse é o nosso quinto projeto juntas, se eu não me engano. Então, nós sempre temos um prazo final, né, de entrega. E no começo, acho que a gente nunca escreveu ao mesmo tempo, né? Sempre foi cada uma no seu tempo e em determinado momento nós compartilhamos com todas para fazer a leitura do livro como um todo, né? Então, nós lemos o material uma das outras, é damos pitaco, fazemos sugestões e depois essas alterações que a gente costuma enviar para o nosso editor, né? Então, esse último foi bem diferente. Eu fui a primeira a escrever, escrevi em setembro do ano passado e as meninas escreveram mais dentro desse ano, não foi? No comecinho desse ano. >> É. >> Uhum. >> Foi no comecinho. Algumas entregaram assim, já, né? O Daniel quase. >> Eu que não entreguei. >> [risadas] >> Mas vai chegar esse conto, não? >> É, e nesse meio tempo a gente também tá em processo de escrita dos livros solos, né? Então, a gente precisa fazer encaixar, sabe? Assim, os prazos, às vezes eles não batem, sobrepõem. Mas a gente tá fazendo funcionar, né? Graças a Deus. Dá certo no final. É, e como as histórias são independentes, né? Cada uma escreve a sua história, não tem essa necessidade dos do livro ser escrito todo junto, né? A gente só reúne o material depois e é muito interessante ver como o Senhor vai sempre alinhando as histórias. Geralmente sempre por vezes tem um tema que se sobressai em todos os contos, muito natural mesmo do que o Senhor vai gerando nos nossos corações no período da escrita. >> Maria Martin, você escreveu A Lâmpada Mais Poderosa de Todas. >> Exatamente. A Lâmpada Mais Poderosa de Todas é uma releitura de Aladdin, né? E surprise. >> [risadas] >> Do do conto é um é um conto na verdade muito curto, para quem não sabe, todo mundo a gente conhece muito Aladdin por causa da Disney, né? Mas é um conto que vem dos contos da das Mil Noites, acho que eu tô falando até errado. >> Mil e Uma Noites. >> Mil e Uma Noites, né? Tradução aí. E ele representa esse garoto como o Aladdin do conto, né? Que gosta muito de da rua, ele gosta de estar com os amigos, ele gosta de jogar pelada, ele gosta de ir pro campinho de futebol, de fazer piada, não levar as coisas a sério. Então ele é bem assim, ele quer curtir ali o momento e as prioridades dele, que são fazer vídeos no celular, ele é um influencer ali, ele adora postar, ele manda muito bem, ele faz vídeo de carro, faz vídeo tirando um pneu só no meio da rua, cai inclusive, então assim, ele é bem esse menino que pula muro, ele faz essas ele tem essa personalidade, né? Só que ele o pai deixou, né? O pai deixou a família e nisso criou um um uma necessidade dele tentar provar que ele merece reconhecimento naquilo que ele é bom. Então ele começa a deixar de lado os conselhos da mãe, conselhos de pessoas que o amam, né? Conselhos que dizem: "Olha, você devia, né? Estudar um pouco mais, devia se se interessar na escola, as notas estão caindo, estão ruins". Ele sempre acredita: "Não, vai dar tudo certo, vai dar tudo certo". Até É o um que não dá tudo certo, né? Ele realmente se vê ali, nossa, as minhas escolhas, será que foram as melhores escolhas que eu poderia ter tomado? E ele tá dentro dessa, tão difícil falar de livro, gente, assim que você lança. [risadas] Ele é um personagem divertido, ele quer ser engraçado, ele quer que as pessoas olhem, é, pelo valor dele, da forma que ele se porta, que ele se mostra, ele é vaidoso, ele gosta de tá com o cabelo legal, ele gosta, entendeu? De tá, ter o tênis da hora, ele tá bem buscando mesmo o valor dele naquilo que ele representa, naquilo que ele é, né? Naquilo que ele pode fazer. E aí, com tempo, então ele vai ter uma pergunta de uma, de um homem, tem um homem, é, nessa história, né? Um missionário de terras distantes. Que ele vai realmente colocar uma perguntinha ali, uma pulga atrás da orelha dele sobre o onde o valor dele está, né? E aí que essa busca, que ele vai precisar entrar nessa busca de realmente tentar entender, mas Deus realmente não é como o meu pai, sabe? Então, eu tô muito, sou muito feliz com o resultado. >> [risadas] >> E é isso. >> Ah, você escreveu um protagonista muito simpático, por mais orgulhoso que ele seja, dominado pelo orgulho, mas muito simpático, muito interessante conhecer o [risadas] Alan. >> Aham. >> E é legal ver o modo como, sendo a leitora de Aladim, Deus é, é um tipo de gênio da lâmpada pra resolver os problemas dele, né? É bem >> Aham. >> Eu não quero ficar dando spoiler não do, do, pra ninguém não, deixa o pessoal, o pessoal ler aí pra não >> Eu não vou dar spoiler não, eu já dei uns três aí falando, mas >> [risadas] >> Eu acho que essa, essa questão também da ausência do pai que atravessa a história, né? Essa ferida aberta, o modo como ele interpreta Deus. É uma coisa meio freudiana assim de a gente ver Deus do jeito que a gente vê nossos pais. É uma história muito legal, muito interessante sobre sucesso, sobre idolatria, sobre imagem. >> A gente coloca muita expectativa que a gente tem de Deus nas pessoas ao nosso redor, né? E ele vai passar aí por essa jornada de entender que não é bem assim, né? Deus é diferente, não é como o pai, não é como um, um amigo, não é como, ele realmente se sobressai e ele tem um plano diferente, né? >> Taís Oliveira, você escreveu Os Segredos de Excalibur. Conta pra gente a história. >> Meu personagem é o Arthur, né? Eh, eu queria trazer um pouco desse ambiente de acampamento, de escoteiro, pra fugir um pouquinho. As minhas histórias são sempre muito sobre o cotidiano, né? Então eu queria colocar esse personagem num ambiente diferente, que trouxesse um pouco de aventura, né, de um fôlego diferente, né, pra narrativa. Então meu personagem ele vai pro acampamento acampamento Excalibur, um acampamento de inverno, né, de escoteiros. Eh, e ali nesse acampamento ele vai precisar se provar um pouco, porque ele acaba fazendo parte de uma ordem secreta que existe nesse acampamento. E esse grupo traz uma série de desafios que vão questionar um pouco a identidade dele, os valores dele. E o meu personagem é um garoto mais tímido, ele lida com a disfemía, né, que é o termo técnico pra gagueira. Então ele é um garoto que já sofreu bullying, ele é adotado, então ele tem uma série de dilemas internos também, que fazem com que ele tenha necessidade de ser aprovado pelos demais. Em certo momento esse grupo permite essa aprovação a ele, até que ele se vê desafiado por esse grupo e não tem certeza se o lugar dele dele é ali mesmo ou não, né? Então durante o acampamento ele vai lidar com as consequências de fazer parte desse grupo e também com uma garota que descobre a existência dessa ordem e quer provar pra todo mundo que ela existe. Então a gente vê uma rivalidade entre eles. >> Eu até agora não sei como é que pronuncia o nome dela. É Júlia? >> Júlia. >> Júlia. Júlia. >> Isso. >> [risadas] >> E aí eles vão viver algumas aventuras de >> Eu achei muito legal a ideia de mostrar a história por dois pontos de vistas, né, do Arthur e da Júlia, né, como dois pontos de vista da mesma história. Isso é isso é uma coisa muito interessante. >> Gostou? Então é foi Eu acho que foi um recurso que eu utilizei como foi a minha primeira história escrita do ponto de vista de um garoto, eu ainda quis manter um pouco da minha chama acesa das garotas, sabe? Eh, eu queria também gerar uma identificação forte nas meninas nessa história, então trouxe um respiro pra história e ajudou a história correr mais rápido também, partindo vai do Arthur, vai na Júlia, acho que ficou uma dinâmica muito legal. >> Legal. Você acha que a sua formação em história e se você trabalhar academicamente com a educação afetou o modo que você quis quis construir essa ideia esse essa esse conto em torno do do tema do bullying? O modo que você desenvolveu isso no no seu conto? >> Sim, de alguma forma assim, não só desse tema mas a forma como eu geralmente apresento os temas e como eu abordo biblicamente eles durante as narrativas vem muito dessa minha parte professora, né? Então eu não atuei tanto eh porque logo que eu terminei a faculdade eu fiz mestrado mas eu fui direto me dedicar aos livros, mas a minha fase toda toda a minha formação foi dentro de sala de aula, né? Fiz muitos estágios, muito contato, né, com os adolescentes e muitos projetos. Então vem muito desse ambiente, sim, de ver, né, os dilemas que os que os adolescentes sofrem, as dores causadas pelo bullying, como que ele é negligenciado, né, porque se torna uma coisa tão comum que por muitas vezes os professores, a escola não sabe não consegue, né, solucionar ali ele de fato. Então influenciou a narrativa, sim. >> Legal. Arlene Diniz, nossa querida autora de O Arqueiro das Sombras. Como ela pensou a história do parkour? Eh eu achei isso maravilhoso. >> [risadas] >> Então, eh o meu é é inspirado em Robin Hood, né? Então é o Ronan Carvalho. Ele é um garoto que assim, eu eu conheci assim o clássico do Robin Hood do do que a gente conhece, né? Aí depois que eu fui mergulhar mesmo na história, ler o clássico lá de Dumas e tudo mais, aí eu vi que tem tinha várias coisas que a gente poderia usar e o parkour acabou eh surgindo disso, porque o Robin Hood ele tinha o arco e flecha dele, mas ele vivia nas florestas e assim, né, eh indo atrás de bandido e tudo mais e aquela coisa lá de roubar do rico para dar para o pobre. E aí eu falei assim, gente, na eh o parkour é um ótimo esporte assim para um garoto que tá na cidade e e tá lutando também de alguma na sua forma, né? Ele não não chega a roubar de nenhum rico para dar para pobre, mas o Ronan, o que é que ele faz aqui? Ele denuncia os problemas da cidade, né? Então, tem uma empresa, a Rude Construções, que eles fazem muitas construções irregulares, em lugar que não pode, polui rio, tudo mais. Então, assim, ele e os amigos, eles pulam os prédios com com as técnicas do do parkour que eles têm e aí eles conseguem tirar foto, gravar vídeo e postam na página, né? A página no alvo, que é aí para mostrar para as pessoas as coisas erradas que que os outros estão fazendo. Então, assim, ele gosta, assim, de se enfiar onde não foi chamado para poder denunciar, tipo um vigilante, assim. E ele tem a história, né, que os pais, ele foi também adotado, mas até os pais ado, ele também perdeu os pais adotivos, né? E então, mas ele foi criado pelos pais com essa veia muito forte de justiça social, né? Então, ele ele quer fazer justiça, só que aí depois, ao mesmo tempo, ele depois ele vai aprender que nem sempre com as próprias mãos ele vai poder fazer justiça, né? Que existem formas de você fazer isso. E aí ele vai e nesse meio, nessa história toda, ele vai descobrir mais sobre ele mesmo e sobre quem ele quer ser nesse mundo, né? Ele não, acho que o Ronan ele tem essa necessidade, assim, eu não vim para esse mundo à toa, eu quero fazer algo de útil, eu quero fazer algo relevante. Aí ele tem essa necessidade de de servir as pessoas com algo relevante. Aí ele vai aprender depois como ele pode fazer isso da forma melhor no reino de Deus, né? Glorificando ao Senhor enquanto faz isso também. >> Eu vou fazer uma pergunta parecida com a que eu fiz para Thaís, né? Ah, você acha que sua formação em serviço social afetou sua maneira de de levar, dar atenção à temática de justiça social, meio ambiente, periferia, acesso a direitos? O quanto, o quanto da Darlene estudante tá no no Ronan? >> Ai, muito. Inclusive as meninas eh me zoam que é assim, basicamente todas as minhas histórias eu trago o pau, pauta o social, né? Porque é é inevitável, acaba que assim, eu me formei nessa área e muita experiência na igreja também com esse com esses ministérios, né? Na igreja, ministério social na igreja e tudo mais, então acaba que eu não consigo, é muito difícil para mim escrever uma história onde eu não não coloque um tema assim, então atravessa com certeza, sim, principalmente quando a gente cresce também, né, em bairro bairro pobre e vê as dificuldades que as pessoas dos né, que moram no bairro pobre vivem diariamente, como que é difícil e como que a gente precisa mesmo de que o poder público, enfim, né, preste atenção eh na na sua população e no que essa população precisa, né? Então eu quis trazer um pouquinho disso aí na história do Ronan. >> Excelente. Kevin, você escreveu o Ferós de Notre Dame. Eu eu preciso, eu não quero criar uma uma competição, todas as histórias são excelentes, pelo amor de Deus. >> [risadas] >> Mas >> já criou. >> Já criei, né, Ferós? Já, tem que tem que falar. Olá, por que eu fiz isso? Eu sou um burro. Galera, tudo isso corta aí, pelo amor de Deus, sei lá. Não. Mas eu eu sou um jovem gamer que cresceu em cima dos videogames. Eu nunca fiz parkour, entendeu? >> [risadas] >> Então assim, pessoalmente, em termos de identificação, entendeu? O nosso querido Kevin, ah, escondido ali por trás do avatar do Eu li como Xfera, que fica mais engraçado que Xfera. >> É, eu eu eu pensei assim. Mas se eu fosse escrever ia ficar muito longo, né? Aí eu coloquei o X para dar uma brasileirada, por assim dizer. >> [risadas] >> Muito legal a ideia do menino que se esconde e se esconde suas cicatrizes por trás de um avatar online, né? Conta para mim, como é que é essa história? >> É, o Kevin, ele surge da minha ideia de querer retratar essa realidade dos meninos que amam videogame. Em parte porque meu marido tem formação em TI. >> [risadas] >> Então aqui em casa eu convivo com um video game há 14 anos. E agora eu sou mãe de dois meninos de 10 e de 8 que estão seguindo os passos do pai como gamers. >> Muito bem, parabéns. >> game é, faz parte da minha realidade de fim de semana, isso eu posso dizer. Então eu falei nossa eu quero falar sobre isso e para mim como esposa, depois mãe né, como foi um pouco difícil entender que o meu amor pelos livros é algo tão especial para mim assim como o amor do meu marido e dos meus filhos pelo video game. Então é, falei vou criar um personagem assim que encontre o amor nos jogos, não só por ser divertido mas também uma forma de pertencer né, alguma comunidade já que o Kevin ele tem cicatrizes no rosto né. É, como ele é uma releitura do Corcunda de Notre Dame eu trouxe ali algumas cicatrizes visíveis para ele, onde ele sofre bullying na escola, ele ainda sofre na escola né. Certo bullying. Mas ele se sente muito livre quando ele joga, ele se sente muito ele quando ele joga, mas ele também não mostra o rosto dele porque ele quer ganhar a admiração das pessoas né, ele quer ser admirado e amado pela sua habilidade e ele consegue isso. Mas aí surge uma oportunidade dele participar de um torneio de e-sports que essa parte foi bem legal de pesquisar e de entender que é um submundo. Gente é um negócio assim absurdo e bem legal. Só que para isso ele vai ter que mostrar o rosto dele né e isso compromete toda a, toda a, enfim, bom a vida virtual dele, tudo aquilo que ele construiu como e-gamer né, que é um lobozinho que inclusive tem três garrinhas no rosto também, ou seja, ele a, a própria cicatriz já não é bem o problema para ele, virou parte de quem ele é, mas o que torna um problema é aquilo que ele acredita sobre ele por causa da, da cicatriz né, aquilo que fizeram ele crer sobre ele né. Então eu trabalho bullying, eu trabalho essa dinâmica de equilibrar o fato de ser um gamer com a vida real, né? Então o Quasimodo tem uma dificuldade ali de manter exercícios, ele é bem sedentário, ele está sempre no quarto em pose dourada, bebendo energético, comendo salgadinho o dia inteiro. E ali ele tem um avô que dá umas [risadas] dicas bacanas para ele, é. O pai dele trabalha fora. Então eu tenho que dar uma Não fale mal do Eu tenho que dar uma equilibrada assim, de uma forma também de não só tratar a questão da relação comum do virtual, mas também incentivar os jovens, né? Vamos sair um pouco do quarto, vamos ver a vida, vamos conversar com as pessoas. Então >> Vamos dar limite, vamos dar limite para os primos. >> Exatamente, vamos vamos fazer É, e aí tem também essa essa dinâmica com o primo, né? É, que vem do da releitura de Notre Dame, a gente tem lá o Frollo que ele é abusivo e ele é ele tenta forçar a Esmeralda, pelo menos na releitura da Disney, mas no no conto original do livro também tem essa pegada. Ele quer aquela menina de qualquer jeito. Então eu tentei trazer um pouco disso, né? Como a gente até falou um pouco antes sobre esses movimentos, né, de masculinidade, eu tentei retratar um pouquinho nesse primo. E a minha minha pegada não foi só mostrar que isso acontece, mas como um garoto cristão se porta diante de algo assim. Como ele pode encarar, é, ver ali uma menina sendo ali forçada, enfim, ali um xaveco. Ninguém usa mais essa palavra, né? Mas >> [risadas] >> isso é E como ele pode se portar >> que os jovens usam mais? >> Eu não sei. E olha que eu escrevo para os jovens, [risadas] mas é Essa é >> Paquera, xaveco >> É, paquera e xaveco já foi. >> É o que eu conheço, é isso. >> É, são as melhores, né? >> Dar em cima, eu ouvi falar isso, dar em cima. >> Dar em cima. Então eu tentei retratar um pouquinho, né? O conto é me judia muito porque é muito curto, são histórias muito curtas, então a gente tem que ser o mais objetiva possível ali no no ponto principal, né? Mas bem, eu tentei de alguma forma deixar algumas boas reflexões sobre bullying, sobre, eh, coragem, sobre máscaras, né? E isso, foi um pouco, um pouco disso. >> Legal. Gostei muito da mãe, também, da mãe do Kevin, de ela não oferecer respostas fáceis, nem soluções simplistas assim. >> É. >> Ah, tu fica calada, senão eu vou dar spoiler de todo o livro todinho pro pessoal. Aí o pessoal aí não, calma aí. Vamos, vamos comprar o livro pra ler, certo? [risadas] Eu acho muito legal que existem muitos pontos que se tocam em todas as histórias, né? O mundo virtual, meio que tá aí em todas as histórias. A, a, os quatro protagonistas, de alguma forma, eles têm uma relação com isso. O Alan produz vídeos, o Arthur participa de uma comunidade virtual, o Ronan denuncia injustiças nas redes sociais, o Kevin tem essa identidade por meio dos jogos. Ah, é um tema muito legal. A ideia, ah, de que todos os protagonistas têm que aceitar ajuda, porque nenhum deles consegue amadurecer sozinho, né? Isso é muito legal. Os adultos, por outro lado, sempre têm papéis um pouco diferentes na história aqui. Alguns ferem, outros protegem, alguns corrigem, outros escutam, ah, outros oferecem segunda chance. Eu acho muito legal, ah, essa complexidade aí do papel dos pais, né? Dos, dos líderes. Gosto do fato de que tem bastante humor no livro, né? É muito legal assim que, ah, há um humor muito leve, mesmo quando os temas são dolorosos. Isso é muito útil. Mas aí teve uma coisa que eu queria perguntar. Eu, eu achei muito legal os personagens secundários também da história. Porque uma história não é feita só do personagem principal. Qual, ah, aí a pergunta é pra todos aqui. Qual personagem secundário acabou crescendo mais do que vocês imaginaram no início da história? Teve algum? Que nas minhas histórias, por exemplo, eu lancei meus livros da Mundo Cristão agora, e aí, no meu pro, fiz o meu primeiro livro, O Menino Que Queria Ser Deus. Comprem também. Depois de comprar, >> [risadas] >> depois de ler O Valente, vai e compra o meu, O Menino Que Queria Ser Deus. Mas eu tô já, já tô preparando, quase terminado o segundo livro, né? E no segundo livro, que se passa todo numa sala de aula, tô dentro da numa de aula, basicamente. Tinha um personagem secundário que a única função narrativa dele era as partes de exposição do professor não ficar tão chatas, que tem um professor falando lá do livro. E aí, eu "Puxa, esse esse professor dando uma palestrinha o tempo inteiro, o livro tá virando uma aula aqui". Aí eu comecei a colocar um aluno para meio que interagir com o professor. E aí ele coloca uma coisa, o professor meio que interro- que fala, aí tem lá uns videozinhos deles deles se estranhando. Era só isso, ele só tinha essa função narrativa, o pobre do do Obadias, do meu livro. E aí E ele levanta umas coisas, aí quando eu escrevi eu disse "Rapaz, esse negócio aqui esse negócio aqui é legal". Eu fiz um capítulo inteiro sobre o cabra depois, entendeu? No livro. Então assim, às vezes você você constrói um personagem com uma função às vezes ali dentro do fluxo narrativo, ele acaba ganhando vida para mais do que você imaginou. Teve algum personagem do das histórias para vocês que teve um pouco disso? >> Na minha história os dois amigos, né? Tanto o amigo do Arthur, que é o Léo, e a Helen, que é amiga da Júlia, eles cresceram muito na narrativa. Eu sempre gosto muito de explorar a dinâmica do protagonista com o amigo, né? Um amigo que ou vai o encorajar a ser melhor ou vai perturbar ele para ser pior de alguma forma, né? Então nessa na dinâmica desse conto os dois amigos ali representaram uma figura muito importante para movimentar a trama dos dois personagens e trouxeram um pouco de humor, de graça para o conto. Então foram personagens assim que foram crescendo mesmo. E o Léo, inclusive, tá num ponto muito importante do final, né? Então foram personagens que se destacaram para mim. >> Eu gostei bastante do VH, que é o Vitor Hugo, né? Que inclusive é o nome do autor da história. Ele na Ele é um agárgola recém-chegada pela Dina, né? Ele não tem na história original, mas ele é muito engraçado. Eu falei "Ah, acho que dá para aproveitar ele". Como a Taísa também gosta de trabalhar assim as amizades, né? E o que é legal é que o Kevin, por exemplo, tem uma visão assim já de namoro, de relacionamento um pouquinho mais bíblica. E o VH não, ele tá tentando chamar atenção das meninas na escola, então ele fala do tanquinho dele. Ele é muito engraçado. Ele paga muito mico. Ele paga muitos micos. Mas aí a outra que eu gostei foi a Safira, e eu fiquei um pouco triste porque eu não pude explorá-la muito no conto, porque o conto é do Kevin, né? Mas eu queria ter explorado um pouco mais sobre o fato dela também estar no mundo dos games como uma garota. Eu acho que eu consegui pincelar um pouquinho, mas eu queria ter escrito um pouco mais sobre ela. >> Inclusive tem uma coisa que as leitoras sempre falam, né, nas avaliações. Ah, queria que tivesse, que fosse maior, foi muito rápido. Mas justamente por ser quatro contos, né, a gente fica muito, acaba ficando fechado. Então às vezes a gente tem situações e personagens que a gente gostaria de explorar muito mais e é impossível, porque se a gente escreve muito, depois o livro fica muito grande, aí, né, é uma cascata, não dá, né? Meu caso foi o o Ricardo, né, que é Ricardo Leão, que ele é inspirado no personagem da história de Robin Hood, que é o Ricardo Coração de Leão. Então no começo ele só, ele só ia ser, eu não posso nem contar muito sobre ele, porque senão vou dar um, é, spoiler depois. Vai dar um spoiler. Mas ele no começo era para ser só um recurso da história e depois ele acabou tomando um, um espaço e ele era um personagem que eu gostaria muito de ter tido mais oportunidade de trabalhar nele, na relação dele com o Ronan, mas não deu tempo, né? Mas a gente conseguiu fazer o que dava no, dentro das palavras que a gente tinha para fazer. >> No meu caso é o missionário, né? Eu tinha, eu tinha uma ideia ali do missionário, porque o Alan ele vai para esse projeto, é, no bairro dele, né? Tem esse projeto lá desses missionários de outro país. Nada baseado na minha vida pessoal, de jeito nenhum. E, >> [risadas] >> com certeza não. E tem esse missionário que ele vai ser uma figura muito importante, né? Você falou sobre figuras de autoridade e e você sempre vai encontrar isso nos livros da coleção Corajosas, né? Do Ministério Corajosas. E para mim, é, como eu trabalhei como mentora por muitos anos, realmente tem um, a gente fala, tem um lugar doce no meu coração, eu traduzindo do inglês, tem um lugar doce no meu coração sobre mentores, né? E esse missionário ele vai ser essa figura de mentor pro Alan, >> [música] >> ele realmente precisa de, de, de um homem de Deus com sabedoria que vai mostrar e, e realmente questionar, né? Só que, diferente do que o, do que o Alan espera, esse missionário ele é muito do dia a dia, da vida mesmo, não, ele não, não tem essa ideia fechada e perfeita de Deus e, e, e como o Alan tem alguns preconceitos, né? Então, ele vai mostrar pro Alan que ele é esse mentor e essa pessoa normal, mas que ama Jesus e como é possível ser assim sendo um homem seguindo a Deus, né? É, ele realmente teve um papel muito mais importante do que eu esperava no início, eu já imaginava, né? Mas ele foi uma figura, um personagem que ele movimentou, ele moveu muito a história, moveu muito o Alan pro objetivo da história no final. >> Que legal. Quando vocês imaginam um menino terminando a leitura de Valentes, o que é que vocês gostariam que ele passasse a acreditar, olha só, três coisas: sobre Deus, sobre si mesmo e sobre o tipo de homem que ele pode se tornar? >> Olha, eu acho que a gente gostaria que ao terminar esse livro os meninos se sentissem mais impelidos a conhecer a Deus, sabe? É, isso é uma coisa que a gente recebe muito em relação a Corajosos, né? Ah, eu terminei o livro, eu tive mais desejo de ler a Bíblia, eu tive mais desejo de conhecer sobre esse Deus, né? Então, acho que o, o nosso objetivo ao escrever essa, é, ficção cristã, é além de trazer um entretenimento saudável, a gente querer que através dessas histórias, através ali, deles se colocando no lugar do personagem, ele vendo assim, se, se sentindo representado de alguma forma através daquelas histórias, que no final ele possa falar assim: "Poxa, eu quero assim como o Alan, assim como o Ronan, enfim, eu quero conhecer um pouco mais desse Deus, eu quero me aproximar um pouco mais de Deus, sabe? >> É, e que eles descubram também quem eles são no Senhor, né? Nós falamos muito de identidade para meninas, né? É fácil falar, mais fácil falar com as meninas que elas são filhas amadas, que elas são preciosas e reforçar uma identidade bíblica nelas, mas por vezes os meninos não ouvem, não escutam isso também. Então, que de alguma forma o livro mostre para eles o que Deus pensa a respeito deles, né? Eles também foram projetados pelo Senhor, que há um valor neles, que Deus tem propósito para a vida deles. Então, de alguma forma todos os personagens se deparam com essas verdades e nós esperamos que essas verdades se entranhem nos corações dos garotos também. >> Então, a gente falou muito sobre masculinidade bíblica, né? Sobre o exemplo aí de Cristo como o homem, né? E Deus, é, como exemplo para a nossa geração. Não, não só essa geração, né? Mas eu acho que essa geração em específico, como tem muitas aí, é, ideologias, né? Passando sobre como, o que, o que é ser homem, né? O que é feminilidade, masculinidade, é, realmente pode gerar muita essa confusão. E eu acredito que ao terminar o livro, eu gostaria muito, né? Nós como grupo também, que os meninos percebessem que eles foram criados com propósito, né? Do jeito que eles são. Eles não precisam estar numa caixinha, como a gente falou, né? Sobre talento, sobre, é, sobre desejos, sobre onde eles querem se encaixar, né? Eles podem ser quem eles são dentro da masculinidade bíblica, dentro do que Deus tem chamado eles para serem, para se tornarem e não abandonar essa identidade, né? Que a Thaís falou, de realmente ser um seguidor de Cristo, mas que eles podem ser eles mesmos também dentro, eles podem ter os, ter os talentos, eles podem se desenvolver dentro daquilo que o Senhor já chamou eles para serem como homens de Deus. >> Que eles se sintam encorajados, né? A viver uma vida de fé, uma vida sendo diferente mesmo, porque o cristão ele é diferente, né? E um dos maiores desafios para o garoto adolescente é é ser diferença entre os amigos. Eu creio que esse é um dos principais coisas, né? Então eu quero que ele seja encorajado a ser valente por Cristo, né? Essa ter coragem de assumir o papel dele como cristão aonde quer que ele vá. >> Valente. Gente, quem quiser conhecer Valentes, vai ter um link aí na descrição e no comentário fixado ou no QR Code que vai estar aí na tela para vocês aproveitarem esse excelente material livre. Meninas, muito obrigado pelo tempo de vocês. Que alegria. >> Obrigada. >> E as redes sociais de todas estarão aí na descrição. Valeu, pessoal. Um abraço e um cheiro no cangote de todo mundo. Tchau, tchau. >> Obrigada, gente. Tchau.