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A fé vem pelo ouvir

Igreja e Prestação de Contas – BTCast 659

Igreja e Prestação de Contas – BTCast 659

Igreja e Prestação de Contas – BTCast 659

Muito bem, muito bem, muito bem! Neste episódio, Rodrigo Bibo e Luiz Henrique encaram um tema fundamental para a saúde da igreja: prestação de contas.

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Afinal, quem cuida de quem cuida? Quem questiona quem exerce autoridade? E como podemos construir comunidades onde liderança não seja sinônimo de poder sem limites?
Como a igreja deve lidar com autoridade e responsabilidade? Prestação de contas é sinal de desconfiança ou uma expressão de cuidado? O que acontece quando líderes não possuem ninguém a quem prestar contas? E como evitar que estruturas eclesiásticas criem ambientes onde abusos, erros e decisões equivocadas permaneçam escondidos?
Ao longo da conversa, Bibo e Luiz refletem sobre os desafios da liderança cristã e a necessidade de desenvolver relações marcadas por transparência, humildade e responsabilidade. Um episódio para quem exerce liderança, para quem participa de uma comunidade cristã e para quem deseja pensar em caminhos para construir igrejas mais saudáveis, transparentes e responsáveis.

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– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
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– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o BTC.
Teologia é nosso esporte.
>> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC ou de número
>> 659.
>> Eu sou Rodrigo Bibo e precisamos de
pessoas com dom de administração das
igrejas. Esse assunto é mais espiritual
do que você imagina. Por isso não pula
esse podcast.
>> Não pula agora. Minha vez, né? Minha vez
de Tem mais alguém aqui? É, exatamente.
>> Não, fico de cara com esses caras, mano.
Os caras já estão há anos gravando
podcast. Não, abre a câmera aí, Gustavo,
que eles tem que os caras me primeiro
que o cara não vem com uniforme da
empresa. Eu já quero começar fazendo
essa denúncia, tá?
>> Vamos falar um pouquinho sobre
>> é não não sobre abuso de autoridade de
patrões. Não, gente, eu dei uniforme
aqui. A bibotal que tem tem uniforme
escrito Bibotal.
>> É, não tem, né? Mas é Insider, né?
Insider. Aliás, cupom bibotal na Insider
sempre ajuda aqui. Esse estúdio aqui a
gente tá pagando mais caro nesse estúdio
aqui, porque tem um cara operador
chamado Gustavo, o passe dele é
caríssimo. Então assim, se você compra
na Insider, usa o cupom Bibotalk, ó, o
Rafa vai botar inclusive a tarja aqui,
tá? Você ajuda firma, tá bom? Você ajuda
firma. Então, e vai comprar na Amazon,
compra também pelo nosso link. Isso são
coisas que nos ajudam.
>> Exato. Exato. Quer ajudar o Ministério?
Gente, ó, nós não eh eh divulgamos bet.
>> Com certeza. Exato. Nós temos um
compromisso com todos vocês aí de não
divulgar bets, de não ter nenhum tipo de
de endosso financeiro de maneira
duvidosa.
>> Exato. Não, horrível. Na verdade, Bet é
horrível. E assim, ó, eh, eu já recebi
inclusive proposta para anunciar Bet,
não podcast, mas no meu perfil do
Instagram. E é óbvio que a gente não vai
fazer, galera. Então, forma de você
ajudar esse podcast a continuar no ar,
tá, é você comprando na Insider com o
nosso cupom, comprando na Amazon com o
link do Bibotalk. Bibo, onde é que tá o
link? Tá tudo aqui na descrição deste
episódio. São formas de você quando você
compra os nossos livros, sabe gente?
Isso tudo nos ajuda, tá? E se você gosta
edificado com o nosso podcast, tá? Tá
aí, já tá feito o recado paroquial. Mas
tu é quem mesmo?
>> Eu sou o Luís Henrique. Corta aqui para
mim. Eu sou o Luís Henrique e a
administração nada mais é do que os
vitrais limpos da igreja por onde o sol
e a luz da verdade entram.
>> Caramba, mano. Que que é isso? Que que é
isso, gente? E é o seguinte, a gente vai
falar um pouco sobre a administração
porque parece que é um tema ah não
espiritual. Muitas pessoas, câmera em
mim, Gustavo, eh muitas pessoas
inclusive não se envolvem com esse
assunto na igreja. Por que isso? As
pessoas no fundo tratam a igreja como um
clube mesmo, ou seja, tratam a igreja
como algo. Eu preciso que a igreja
funcione. Então eu quero chegar lá, eu
quero que tenha poltrona, eu quero que
tenha alguém com uma boa palavra, eu
quero que tenha salinha das crianças. E
as pessoas muitas vezes é esse
sentimento meio mercadológico mesmo, né?
Esse sentimento, Luís, assim, de que a
igreja só tem que funcionar como
funciona o shopping, como funciona a um
clube. E galera, não é assim, não é
assim. A igreja é o povo de Deus, a
igreja sabe, é a é a embaixada do reino
de Deus aqui na terra. Eh, e cara, a
administração é um dos pilares, né, ou
uma das medidas que nós colocamos o
nosso livro aqui. Pode abrir a câmera,
Gu, por gentileza, tá? que a gente
colocou no nosso livro Igreja Sob
Medida, tá? Que é o livro que a gente
lançou agora, eu e o Luís, e é
justamente esse livro que nasce, né,
dessa eh de algumas demandas. E a gente
foi vendo, Luiz, que eh uma algumas
reclamações, por assim dizer, algumas
observações de pessoas, era essa questão
de ela reclamava, ela não sabia dar o
nome, mas qual é o nome? Má gestão ou
financeira, má gestão de recursos
humanos, né? a a inexistência de
transparência, isso
>> prestação de contas, todas essas coisas,
elas permeiam a a Igreja Evangélica
Brasileira. E nós, a a partir da nossa
própria história, nós temos alguns
exemplos de como isso foi feito, né?
>> É, eu vou, eu até começo aqui no livro,
eu conto o exemplo, eu misturo duas
histórias aqui no, no início do do
livro. Eh, e aqui uma curiosidade, tá,
galera? O livro ele foi literalmente
escrito por mim e pelo Luiz. São quatro
mãos aqui. E obviamente que alguma coisa
tem uma história pessoal do Luís e a
gente identifica. Quando tem uma
história pessoal minha, a gente
identifica. Mas todo a construção
teológica, ela é foi escrita em quatro
mãos. Mas eu começo contando justamente
essa história porque eh do a gente tem o
grupo do condomínio e às vezes a pessoa
muitas pessoas não dão bola para grupo
de condomínio, né? E não nem vão nas
reuniões. Só que quando tem alguém
roubando isso é falado, opa, como assim?
Aí a pessoa chega já cheia de coisa, meu
Deus, precisamos fazer alguma coisa e
tal,
>> estão roubando, estão roubando quais são
as medidas e tal. Só que aí não adianta
eh eh tem que ter um envolvimento, sabe?
E aqui eu falo, eu não sou uma pessoa
tão envolvida no grupo do meu
condomínio, né? Mas eu sou amigo de quem
é, então isso já já sou muito amigo
>> ou pelo menos eu estou no grupo onde as
notícias elas aparecem. Eu sou também,
eu tenho esse mesmo perfil, tenho esse
mesmo.
>> A minha esposa geralmente ela é mais
engajada. minha esposa também. É tanto
que ela que tem ido agora nas nas
reuniões de condomínio, que são reuniões
muito chatas, mas, cara, elas são
necessárias, importantes. E, gente, a
igreja eh a gente não quer ficar
explicando muitas coisas óbvias, mas a
igreja ela tem eh um CNPJ. A igreja, ela
é uma instituição que tá no nosso mundo,
ela obedece regras eh dos municípios
onde elas estão. Então, a igreja, sim,
ela é o corpo de Cristo, ela é, sabe, a
a ela é o povo de Deus, tudo isso. Só
que a gente precisa lidar com essa
dimensão terrena, humana e que
burocrática, papéis, entendeu? Deus se
manifesta em documentos, em notas
promissórias. O o Antigo e o Novo
Testamento são documentos da revelação
de Deus à humanidade.
>> Uhum.
>> E você observa até mesmo na literatura
bíblica vários sensos e vários
documentos com nomes, com números. E
isso não é diferente ah do Novo
Testamento. Da igreja de Cristo Jesus.
Ela sempre teve ali a em auto eh em
autoestima a documentação e a
transparência
por meio de organizações que muitas
vezes nós chamamos de burocrática,
>> mas que são importantes pra manutenção
do próprio reino de Deus. Ah, a gente
fala muito sobre a questão do
>> Só uma pausa, só uma pausa, não esque
falar que parece que é uma coisa
importante,
>> mas vamos lá. é que eu tô muito
incomodado com alguns comentários de um
post que a gente vai comentar no próximo
episódio. A gente vai ter um episódio
comentando algumas coisas, mas vamos lá.
É óbvio que a igreja do apóstolo Paulo,
né, que Paulo fundou em Corinto, não
tinha CNPJ, né? É óbvio que não, porque
não era uma exigência da época, mas já
era uma igreja organizada. A gente lê a
carta de Paulo a Timóteo, a igreja de
Éfeso era organizada, tinha liderança. A
gente vê, por exemplo, Atos capítulo 6,
a gente menciona aqui inclusive no
livro, mano, tem uma tem uma questão
muito prática que não tá sendo bem feita
na comunidade e tem o quê? uma
organização.
>> Então, Bibu, mas é era exatamente onde
eu queria eh desaguar no meu comentário,
porque quando nós olhamos pra igreja de
Cristo Jesus, logo no começo e as
orientações práticas como imposição de
mãos, reconhecimento de liderança,
reconhecimento de presbíteros, de
diáconos, para resolução dos problemas,
paraa administração da igreja como um
todo, para além da questão financeira, é
para que houvesse um reconhecimento
mútuo de comunidades ao redor.
ali do Mediterrâneo. As comunidades elas
tinham elas não tinham um WhatsApp, é
óbvio falar isso, né? Mas a comunicação
ela era muito mais lenta. Então, para
fins de evitar que determinadas
comunidades recebessem eh determinados
tipos de pregadores de um falso
evangelho ou mal administradores ou
pessoas mal intencionadas para com
congruência, com salário, com ofertas e
essas coisas, as igrejas elas tiveram
ali em um consenso um jeito de através
da burocracia, a imposição de mãos, a
ordenação de líderes, e tal, eh, se
comunicarem em entre si para
reconhecerem quem seriam esses líderes
que, por sua vez, eram confiáveis.
Então, a imposição de mãos para começo
de conversa de presbíteros e pastores já
é um método ou uma ferramenta
burocrática feita para que a igreja
evite receber pessoas com má índole
>> ou de má ah de má procedência. E aí
existe uma coisa, Bibo, isso também se
aplica paraa questão administrativa,
porque quando a gente olha paraa
burocracia como algo ruim,
eh, a gente perde a noção de que esse
ferramental burocrático pode nos levar
para um lugar em que as nossas finanças,
aquilo, até mesmo a confiança, ela seja
frustrada por alguém que, por sua vez,
está blendado por um certo tipo de de de
esconderijo, de não de questionamento,
de não questionamento.
>> É, vamos lá. Eh, tem alguns tem muitos
pontos aqui pra gente poder conversar e
eu acho que eu quero pegar essa tua esse
teu, esse teu levante aí. A burocracia
ela pode impedir a ação do Espírito
Santo?
Às vezes pode, a gente sabe às vezes que
a igreja ela é tão burocrática
>> que é de que parece que isso atrapalha
até o agir do Espírito Santo em algumas
decisões e tal. Só que, gente, vamos lá.
É mais fácil o Espírito Santo agir num
lugar burocrático, porque às vezes se
tem tanta burocracia é porque se cercou
de vários problemas que aconteceram no
passado.
>> Uhum.
>> Né? Então assim,
>> toda a placa tem uma história, né?
Exatamente. Então, é óbvio que às vezes,
pô, é tudo muito rígido, a gente quer
fazer alguma coisa, tudo tem que fazer
isso, tem que fazer aquilo e pegar nota
disso, disso, aquilo, tal. Mas, mano, é
isso. Às vezes demora um pouco mais, mas
é para proteger a igreja, entendeu?
Então, a burocracia não é inimiga do
Espírito Santo. Ela pode atrapalhar
dependendo como algumas pessoas se
relacionam com essa burocracia ou como
os burocratas da igreja também agem.
Também pode ter isso, né? Aí, aqui é a
distinção. A burocracia serve a
comunidade do espírito, não. A
comunidade do espírito serve a
burocracia. Tem uma diferença gigantesca
entre essas duas coisas.
>> Então, gente, a burocracia, né, os
cuidados, elas são ela ela é proteção.
Por exemplo, assim, eu já ouvi de um
pastor, né? Eh, não, cara, eu ando com o
cartão da igreja aqui porque a gente tá
aqui, já precisa, já passa o cartão, já
resolve na hora, entendeu? Problemático.
Ah, mas é um homem de Deus, é um homem
de Deus, é uma mulher de Deus, é uma
mulher de Deus. Mas e quando não for,
>> quem é que protege? Então assim, a
burocracia, gente, ela é importante,
sabe? É, ela não é inimiga do espírito.
Quando atrapalha, é porque está tendo
uma relação complicada com a burocracia.
Ah, tem um texto bíblico aqui que é
Primeira Coríntios, capítulo 12,
versículo 28, né, que ali fala, o Paulo
tá elencando uma série de dons e a NVI
coloca assim, né, os que têm dons de
administração, né, e que fazem e os que
falam diversas línguas. a administração
não é a melhor tradução aqui para esse
termo grego ali, mas a NV não sei como é
que as outras traduções eh traduzem. Eu
fiquei curioso agora para ver como é que
as outras
>> coloca administração, né? Enfim, mas
gente, a ideia ali do termo grego é
alguém que tá ali, é uma questão
náutica, né? Que tá ajudando a guiar,
que tá ajudando alguém que tem uma visão
eh tipo timoneiro, né? tá ajudando a
guiar ali. Isso de alguma forma eh se a
gente faz a aplicação pros dias de hoje,
por isso que a a tradução da NV não é
ruim nesse sentido, porque sim, a uma
igreja precisa ter pessoas com noções
administrativas,
>> sabe? E o pastor muitas vezes ele
precisa eh entender que ele não é bom
nisso e se sujeitar ao dom desse irmão
ou dessa irmã. Vou dar um exemplo bem
claro, velho, e até triste em última
análise.
>> Uhum. Mas eu conheci um ministério em
que o pastor não ouviu o irmão que era o
financeiro da igreja e tinha, né,
talentos administrativos porque tinha
uma empresa. Então assim, e foi feito,
né, não quero entrar em muitos detalhes,
mas enfim, foi feito algo. E ó, e agora
precisamos fazer isso. Não, não vamos
fazer, vamos usar o dinheiro para outra
coisa aqui, tá, tal. e foi avisado,
olha, e o recurso não foi para isso, os
irmãos deram o dinheiro para esse
recurso,
>> cara. Enfim, 10 anos depois a conta
chegou, entendeu? O dinheiro não foi
usado para aquilo que era, entendeu?
Também ninguém cobrou. A a comunidade
também erra porque, né, tipo, ah, não, o
pastor falou, sabe? O pastor falou, mas
o irmão da administração falou, não é
assim.
>> O irmão da administração foi ó, tá dando
errado aqui, né? A gente tá gastando,
né, todo mês mais do que a gente tem e
estamos tirando daquele recurso lá. Deu
ruim. Deu ruim e a igreja praticamente
fechou.
>> Eu queria pegar uma ponta que você falou
sobre a ausência da comunidade nesse
problema. Eh, e uma das coisas que nós
trabalhamos na igreja sob medida é de
que a comunidade ela é ela tem que ser
ativa no envolvimento da administração
também, né? Tem outras dimensões, mas a
dimensão da da administração, a igreja
precisa estar não apenas ciente do que
está acontecendo, mas ela precisa também
propor determinadas coisas. E por que
isso? Ah, eu já vi também argumentos de
amigos que fazem parte de uma comunidade
de fé que fala: "Cara, isso não dá
certo, porque toda vez que nós jogamos o
voto a do que deve ser feito na igreja
pro público,
não vai paraa frente, porque cada um
quer uma coisa, eh, ninguém decide como
uma numa reunião de condomínio."
>> Como numa reunião de condomínio. E aí
aqui a gente precisa levar em
consideração é que lutar por uma igreja
ideal passa também por esse tipo de
desconforto, de buscar eh tentar
conciliar o que deve ser a missão da
igreja. Uhum.
>> E a missão da igreja vai ter que passar
pelos membros olhando pro relatório,
pros gastos, pro paraa intenção de
investimento do dinheiro arrecadado para
a missão e olhar paraa realidade de como
essa pessoa entende o evangelho.
>> Aí, Luiz, eu faço uma observação
prática,
>> tá? Eh, e é muito legal, a gente tá
gravando esse podcast, abre a câmera aí,
Gustavo, por gentileza. É muito legal,
galera. Por quê? Porque são coisas que a
gente não colocou no livro. Então a
gente tá, vocês estão tendo meio que
aqui um sabe, um background do que tá
por trás do livro também. Então é meio
que quase um spinof, quem sabe do
capítulo do livro. Então isso aqui é
muito legal. Mas vamos lá. Um adendo que
eu faço essa tua colocação e eu concordo
plenamente. Ah, é muito ruim em ficar
envolvendo a comunidade em tudo porque
atrasa os processos. E de fato é
verdade, envolver a comunidade em tudo
pode atrasar muitos processos. Aí eu
acho que cada igreja ela precisa eh
desenvolver um mecanismo de
representatividade.
>> Então assim, e como é que funciona isso?
Literalmente ela ter um conselho. Chame
de presbitério, chame de diretoria,
chame de conselho, chame como você
quiser.
>> Equipe de liderança,
>> equipe de, ou seja, a igreja precisa ter
e eh membros da comunidade votados pela
comunidade,
>> entende? Ai, gente, que coisa chata.
Isso aí não tem nada a ver, gente. Isso
aqui tem tudo a ver com igreja. Tá?
Porque nós somos também uma organização,
não só um organismo vivo, sabe? É
dinamizado pelo espírito. Somos também
uma organização. E detalhe, uma
organização de gente pecadora.
>> Uhum.
>> E por ser uma organização de gente
pecadora, precisamos de sistemas que
impeçam o pecado de se manifestar e
causar danos e prejuízos à comunidade,
entendeu? Então isso é santidade.
>> Exato.
>> É santidade. E aí
>> atos na no problema das viúvas helênicas
sobre a fé. Quando você observa a lista
de nomes dos eleitos diáconos, porque
foram eleitos e reconhecidos pela
igreja, eles são nomes gregos.
>> Ou seja, somente aqueles que estavam
lidando com esse problema para poder
para poder responder e administrar
melhor a questão das ofertas, né?
>> Se você é se você não entendeu o exemplo
do Luiz, é porque a as mulheres que não
eram eh judias, elas estavam reclamando
que não estavam recebendo assistência.
Ou seja, quem estava cuidando da
diaconia, provavelmente estava
negligenciando os gentios por ser judeu.
Uma treta muito forte no início da
igreja primitiva. Essa galera reclama,
ou seja, aqui é uma comunidade, a gente
pode reclamar. Os presbíteros, né, e
pastores e apóstolos, homens de Deus,
né, os apóstolos homens de Deus. Cara, a
gente precisa, a gente não tem tempo de
se preocupar com isso, porque a gente
precisa preparar a palavra e orar. Uhum.
A
>> a principal função pastoral é preparar o
sermão e orar, né? E o que acontece?
Então vamos separar então diáconos e aí
vem a uma galera grega para poder ajudar
e e olhar. Gente, não é só para as
mulheres judias, é para as mulheres
gentias também. Ou seja, a comunidade
identificou o problema e agiu no
problema em comunidade.
>> Porque é isso, gente? Uma igreja
saudável, ela não é uma igreja sem
problemas, mas é uma igreja que enfrenta
os problemas. A gente escreveu aqui
igreja sobre medida. A gente fala de
seis medidas aqui. Você não vai achar
uma igreja que tenha seis medidas
plenamente desenvolvidas e meu Deus. Só
que a gente fala isso aqui, mas eh você
olha para isso e procura trabalhar
nisso. Então tem hora que melhora uma
medida, a outra fica para trás e assim a
igreja vai se ajudando. Mas vamos lá.
Então como é que faz? Você tem
representantes da comunidade. E aí é
claro que você vai entender que esses
homens e essas mulheres têm que ter
mulheres. Na minha opinião, acho que o
Luís pensa igual. Uhum.
>> Tem que ter mulheres no conselho, na
diretoria da igreja, galera. Mesmo que
você seja uma igreja complementarista,
eu gosto que o Keller, né, que tem um
complementarismo um pouco mais eh soft,
enfim, eh ele fala isso da como é
complicado você não ter mulher. Quantas
vezes a Kate, né, ou a Kat, né, e ela
levantou coisas na reunião que meu, os
homens não perceberam.
>> A Redeemer, por exemplo, ela teve uma
liderança e um conselho composto também
por mulheres que auxiliam na nas
decisões administrativas. Gente, sério
mesmo, uma igreja que não tem liderança
feminina e que não tem mulheres no
conselho, na diretoria, chame do que
você quiser, ou seja, mulheres que estão
à frente de decisões importantes da
igreja, é uma igreja capenga e assim uma
igreja com um um uma porta aberta para
abusos.
>> Exato.
>> Tá, gente? uma porta aberta.
>> Além d é se tornar uma igreja que decepa
a metade do corpo.
>> Decepa a metade do corpo. E galera,
sente, ah, que frescura, que não sei
que. Vamos lá, galera. V, digamos que
você pode ficar com a visão
complementarista e acreditar que somente
homens podem liderar a igreja. Tudo bem,
você pode ficar com essa visão, é, de
como você entende a Bíblia Sagrada.
>> Tem todo o direito de tá errado.
Brincadeira.
>> Não, a gente acha que você tá errado e
tal. Enfim, mas eh a maior parte da
igreja evangélica pensa dessa maneira.
Mas vamos lá, mesmo com essa visão onde
somente homens podem liderar a igreja,
se essa igreja não tiver liderança
feminina e não ouvir o que as mulheres
têm para falar, ela vai aos poucos
sufocar dons, talentos, ela vai sufocar
a voz feminina e ela pode se tornar uma
igreja bem complicada, onde abusos
acontecem e as mulheres não têm voz.
Isso aqui não tem nada a ver com o
feminismo. Isso aqui não tem nada a ver
com se você acha que isso aqui é pauta
esquerdista, pa é porque você não lê a
Bíblia.
>> Exato.
>> Tá? Eh, então assim, e para nós, né, que
temos uma visão igualitarista, para nós
é muito claro assim que existiam
lideranças femininas na igreja
primitiva, né? Paulo cita lideranças
femininas, Lídia, ah, enfim, Trifena.
Eh, não, Trifena e Trifosa não podemos
dizer, né? Mas eram pessoas importantes
para Paulo. Mas é influentes, mas é
Lídia, Priscila, Evod e Cic, né? Então,
eh, Júnior, são lideranças na igreja
primitiva. Então, e outra, e nós
acreditamos, né, que o Espírito Santo
ele dá dons à igreja e que o pastorado é
um dom que não escolhe sexo. Então,
homens e mulheres podem ter o dom
pastoral e é muito importante que seja
assim numa comunidade. Eh, enfim, eu
tava só dizendo o seguinte, depois a
gente vai entrar nesse assunto de
mulheres, liderança, pastoral e tal e
abuso e liderança exclusiva. Sim, mas só
para eu terminar esse assunto, então,
eh, tenham liderança. E aí a liderança,
vocês estão me acompanhando aqui, eu tô
voltando para aquele assunto sobre
decisões na comunidade e tal. Então
>> a liderança representativa pra questão
da
>> Isso é tipo assim, a gente vota em
vereadores, em senadores que nos ajudam
a ter uma cidade melhor e por aí vai.
>> A partir do reconhecimento de dons e
talentos daquela pessoa naquele cargo,
né, naqueleício.
>> Ex. É isso. Então, esse grupo que está
ali à frente da igreja, ele vai tomar
decisões mais rápidas, gente. Ó, isso,
aquilo tá uma necessidade e tem que tem
que limpar, tem que, por exemplo, esse
estúdio aqui precisa limpar o ar
condicionado, né, Gustavo? Vocês já
fizeram uma assembleia para limpar,
vamos limpar o ar condicionado, tá?
Então, o que acontece? Beleza, coisas.
Agora precisamos fazer uma grande compra
aí, ou seja, marca uma assembleia e isso
>> deu para entender, né? Coisas assim do
dia a dia da igreja. não exclui que na
assembleia as coisas do dia a dia da
igreja precisam ser relatadas, sabe? A o
quanto foi gasto, por exemplo, numa
limpeza. Não, não, mas é outra coisa.
Não,
>> não, não, mas é o
>> não, eu tô falando de decisões, tu
levantouis rápidas, entendi.
>> É, tu levantou ali o questionamento de
pessoas que reclamam de muita
participação da comunidade, porque isso
atrasa o processo.
>> É verdade, pode atrasar o processo. E
mas aí a comunidade precisa ter uma
equipe representativa que acelera
pequenas coisas, entendeu? reformas
pequenas, ajustes e tal. Agora, quando
mexe em coisas maiores, é assembleia.
Sim.
>> É assembleia. Tem queimei pauta. Queimei
pauta.
>> É, é, é assembleia. Tem que eh tem que
fazer assembleia. Mas o que que aí você
tinha levantado? É o que eu eh levantei
como uma questão prática mesmo, é que a
assembleia em que mostra todos os gastos
da igreja com aquela reunião que leva
horas e fulaninho levanta e questiona
determinado gasto e tal, ela é de suma
importância porque ela é uma prestação
de contas do que uma administração, uma
boa administração está fazendo com o
dinheiro que não pertence à
administração.
líderes, eles não têm direito sobre o
dinheiro que é arrecadado pela igreja.
>> Eles administram para a obra, eles
administram,
>> eles são mordomos. Esse é o melhor
termo.
Exato. Ele vai utilizar daquilo que foi
arrecadado para poder voltar pra igreja.
Então eles não têm o o direito de
escolher de maneira deliberativa o que
fazer.
>> Uhum. decisões rápidas. Foram feitas
decisões rápidas. Então a gente mostra,
ó, precisou, por conta de uma
determinada urgência, precisou aplicar
tal dinheiro porque a a nós teríamos um
congresso e aí precisava aplicar ou
comprar determinadas coisas. Então,
>> eu vou dar um exemplo, é, vou dar um
exemplo na minha comunidade local e eu
posso dar porque isso é público e foi
até filmado, né? Os nossos cultos são
transmitidos, mas a minha comunidade
local acho que é uma vez por mês. Ela
tem lá uma uma prestação de contas bem
eh bem superficial, por assim dizer, ó.
entrou tanto, gastamos com isso, isso, e
aquilo, temos tanto. É bem assim. E e aí
o o irmão que cuida das finanças, ele
sempre fala: "E se você quiser saber
detalhes, me procure". E aí tem aqui,
gente, um parêntese que a gente não
coloca no livro, Luiz. Eu acho que a
gente devia ter colocado no livro. Fica
aí pra segunda edição.
>> Ex. Tá o o off top.
>> Exato. Vai ficar pra segunda edição.
Galera, todo membro da comunidade deve
ter direito de chegar na contabilidade
da igreja e saber onde está indo, onde é
gasto, salários. Ele tem, mas é o
seguinte, membros da comunidade.
>> Uhum.
>> E membros efetivos na comunidade, tá? Ou
seja, não adianta você que só vai em
data comemorativa, dá uma oferta aqui,
outra oferta colar, querer agora pagar
aí de fiscal da igreja. você nem você
nem é igreja direito. Então vamos tomar
muito cuidado com isso, tá? Você mal
chegou na igreja, já quer que ele abra
um livro caixa para você. Não é assim
que funciona.
>> Uhum.
>> Mas aí, eh, Luiz, eh, então, eh, a minha
igreja, ela faz essa prestação de
contas, eh, de forma mais simples e o
irmão lá sempre, eh, abre para quem
quiser pegar. E aí, de vez em quando ele
explica alguma coisa, ó, e aqui foi
feito isso, isso, e aquilo e tal, tal,
tal. A gente tinha falado que seria
assim, mas a gente fez assado. Por que
que a gente não ficou sabendo? Porque o
conselho, eu não lembro quantas pessoas
são no conselho da minha igreja, sei lá,
18 pessoas ou 17, não lembro agora. Ou
seja, é
>> um conselho grande. O conselho decidiu e
tecnicamente nós colocamos o conselho
lá, então a gente confia no conselho e
são muitas pessoas,
>> né? Então assim, então ele só comunicou
a decisão do conselho, mas por exemplo,
quando foi uma coisa maior, eh aí a
igreja fica sabendo, por exemplo, a eh
alguém quis fazer uma doação de cadeiras
paraa igreja, beleza? Pô, uma coisa boa,
vamos tirar esses bancos duros,
desconfortáveis. vão botar uma cadeira
mais confortável. Ou seja, o conselho
aprovou, só que vamos comprar 10
cadeiras para ver se a comunidade
aprove. E mano, era assim, deixamos lá
10 cadeiras e a galera começou a sentar
na nas cadeiras. Teve gente que não
gostou, teve a maioria gostou, teve
gente, cara, brigou pelas cadeiras,
[risadas]
sentar, tem chegar,
>> não, eu vou levar esse banco para casa e
tal, enfim, mas é é brincadeiras à
parte. Mas cara, sabe o que que foi
legal e por que a comunidade tem que
participar, mano? assim, olha que coisa
e alguém poderia pensar, mano, mas não é
óbvio, meu, tirar esses bancos velho,
desconfortável e botar uma cadeira. A
comunidade precisa decidir isso. Olha
como foi importante a comunidade
decidir, cara. Tá? Primeiro que é o
seguinte, talvez a comunidade poderia
levantar, pô, mas vai gastar esse
dinheiro com tanto dinheiro com cadeira,
não é melhor a gente fazer isso, isso e
aquilo? Opa.
>> Porque verdade. Não, só deixa eu
terminar o exame da cadeira. Beleza. Não
teve esse levantamento porque a gente já
tava mexendo em outra coisa muito grande
que já tinha dinheiro para isso. Mas o
que que acontece, cara? Algumas irmãs
fizeram um apontamento, olha, essa
cadeira me dói a perna porque ela é
muito alta.
>> Olha aí,
>> tá ligado? Olha só, mano, que detalhe,
tá ligado?
>> Detalhe de conforto.
>> Um detalhe de conforto. Já que a gente
quer trazer conforto, então que seja
confortável mesmo. Mas as irmãs mais
baixas, elas sentiam um desconforto na
coxa, porque os pés não alcançavam
direito no chão. Que que a gente fez?
Mediu a altura do banco e mandou cortar
em 5 cm os pés da igreja. Ou seja, foi
aprovado pela pelo conselho no primeiro
momento, depois foi aprovado pela
comunidade e aí tá lá cadeiras mais
confortáveis, mas se a gente não tivesse
ouvido a comunidade, muitas irmãs
estariam com desconforto na perna,
entendeu? E aí falariam: "O banco era
melhor, apesar de doer as minhas
costas". Entendeu? E
>> e em todo esse processo, quem estava
sendo visto bíbl?
>> A comunidade.
>> Exatamente. As pessoas. Exatamente.
Porque é ela que importa e não
necessariamente a estrutura como um
todo. Observe que, ah, eu vou tomar uma
ação deliberativa aqui de comprar
determinadas cadeiras porque eu acho eh
que são que é mais confortável. Mas a
sua a comunidade que você pertence acha
isso?
>> Exato. Exato.
>> Então, e o aqueles que visitarão poderão
achar essa mesma coisa e tal. E aí é
onde a gente leva em consideração que a
comunidade ela tem uma cultura e essa
cultura também meio que aponta quais são
as prioridades.
>> Exato.
>> Porque eu já vi num contexto, Bibo, de
ó, nós temos um determinado dinheiro de
uma congregação qual eu fiz parte. Nós
temos um determinado dinheiro e a gente
tava pensando em comprar um equipamento
melhor para o o som da igreja.
>> Uhum.
>> Show. Só que o pessoal pegou e falou:
"Gente, o nosso espaço é pequeniníssimo.
Um violão e uma voz supre, pega esse
dinheiro e forma professor na IBD,
porque nós não temos professores na
IBD."
>> Pronto. Pronto.
>> Tá vendo? Aí qual é o que que tá na
questão ali? A prioridade. A a
comunidade ajuda com que determinadas
liderança possa observar quais são de
fato a prioridade do chão de fábrica,
né? E aí, Luiz, a gente é aí a gente
entra em outro tópico também que envolve
a administração da igreja, que passa
pela, a gente já entendeu que a
liderança ela é responsável pela
administração da igreja, pesa sobre ela
essa questão. E aí vem outro ponto que é
muito eh também falado nas redes
sociais, né, quando a gente toca nesse
assunto, que é uma liderança narcisista,
uma liderança eh autocentrada,
>> autocentrada, uma liderança que decide
tudo sozinho,
>> que é o que a gente vem falando e já tá
nas entrelinhas aqui da nossa conversa,
né, quando uma liderança decide e a
igreja só abaixa a cabeça e vai. Então
assim, isso é um problema administrativo
muito sério, galera. Quando uma igreja
está na mão de uma pessoa ou de uma
família.
>> Uhum.
>> Tá. Eh, é muito problemático.
Presta atenção nisso aqui. É muito
problemático quando uma igreja está na
mão de uma família. Não importa se a foi
a família que fundou a igreja. Ou a
igreja é de Jesus ou a igreja é da
família.
No é da família da fé, não é da família
fundadora. E é assim, quando o pastor e
aí o financeiro é a esposa ou o cunhado,
entende? E aqui eu abro um par que a
gente até conversava no off top e faltou
colocar isso no livro também. Fica para
você que tá ouvindo esse podcast
ouvendo.
>> Eh, é normal num processo de plantação
de igreja, no começo de uma comunidade
que seja assim mesmo, né? O pastor é o
pregador, ele é o porteiro. A esposa é
ela é aconselhadora, ela é professora da
classe de criança.
Ela vai administrar, às vezes a mulher
lida melhor com dinheiro do que o
próprio pastor. Então, no começo, às
vezes é isso, né? O pastor ele vai ou às
vezes o melhor amigo é o financeiro e
tal, tal, tal. Agora, mesmo seja uma
igreja pequena, vamos lá, vamos pegar um
contexto aqui de plantação, uma igreja
com 20, 25 pessoas, meu, ela tá
começando agora, tem um núcleo base ali.
Então, gente, é normal que numa igreja
pequena, em processo de plantação, a
questões financeiras estejam na mão de
alguém de extrema confiança do
plantador, do pastor plantador ou da
pastora plantadora. É normal, mas mesmo
num contexto de igreja pequena
implantação, se tem prestação de contas
e se abre a possibilidade para essa
comunidade nascente. Ó, se vocês
quiserem ver o livro Caixa, os recibos,
tá tudo disponível, mesmo que o
financeiro seja. Agora, o ideal, gente,
é que conforme a igreja vai se
solidificando, conforme a igreja vai
crescendo, membros que não são da
família ou do grupo íntimo desse pastor
comecem a fazer parte do processo
administrativo da igreja. Porque,
galera, não o a a o dinheiro não é da
família.
E assim, cara, isso é muito punk, porque
algumas igrejas utilizam um método, não
sei se você ouviu falar, Luiz, em que o
salário do pastor ou da família
pastoral, ele é baseado no na
arrecadação.
>> Ou seja, eh a igreja arrecada tanto, 20%
é o salário pastoral. E mano, assim, eu
uma vez eu ouvi isso, eu vou confessar o
meu pecado, tá? Eu vou, uma vez eu ouvi
isso.
>> Ó, corte bíbessa o seu pecado.
>> Ah, quer quer ver confissão de pecado?
Leia a doutrina devoção. Tá lá no
primeiro capítulo,
>> tá? Eh, aliás, o pessoal fica assustado
quando lê esse capítulo e tal. Gente, é
comunidade, né? Mas eu abri para vocês
depois de ter aberto para quem importava
e tal. Enfim, o que acontece? Ah, eu
quando eu vi a primeira vez, eu achei
interessante, pô, como a como as
entradas são flutuantes, entendeu? Como
aí é uma é uma igreja que tava meio
começando e tal. Então, as entradas eram
muito flutuantes, cara. É legal ser um
percentual, sabe? Então, eu achei no
começo eu achei legal. Não, pô, é uma
saída boa, entendeu? Porque, pô, você
entrou pouco, o cara também vai ganhar
pouco e tal. Só que, mano, depois eu
fui, né, entendendo um pouco o
mecanismo, acaba virando motivação do
pastor trabalhar. E aí eu fui muito
moleque, porque eu já tinha visto isso
na no antigo movimento que eu fazia
parte,
>> quando eu discutinha um grande congresso
que acontecia na minha cidade da da da
denominação que eu fazia parte. E um dia
eu descobri que o pregador da noite, ele
o salário, né, a oferta dele era baseada
em 50% da oferta arrecadada.
>> Meu Deus. Mano, ele ficou uma hora
pedindo oferta e depois ainda pra minha
desgraça, pro diabo fazer a festa na
minha cabeça, eu descobri quanto ele
arrecadou naquela noite com oferta.
>> Nossa, mas bem formado, né, mano? Não
[risadas] é porque, cara, eu trabalhava
na denominação, né? Eu era professor da
denominação, enfim. Então, e o meu e
curiosamente o pastor da minha
congregação naquele dia estava na no
processo de arrecadação de ofertas e ele
também inconformado falou, entendeu?
Não, cara, a gente arrecadou 63.000
nessa noite e metade vai pro pregador. E
aí por isso que o cara passou uma hora
pedindo oferta, só que usando. E aí que
E aí que vem a coisa onde o demônio faz
a festa mesmo. Não, deixa eu terminar
porque não já tô nervoso.
[risadas]
>> Eu tô falando, mas é por que você acha
que entrou tanto de teologia da
prosperidade na igreja? Tu tem um livro
que fala contra a teologia da
prosperidade. É, é uma tentação você
vincular a o ofício pastoral ao tanto de
gente que entra, porque no final não é
sobre evangelho. O evangelho tem as suas
próprias dinâmicas.
>> É, é sobre mais dinheiro. E cara, e aí o
que acontece? E aí, mano, o cara
arrecadou 63.000, levou a metade, enfim.
E, ou seja, aí a motivação passa a ser o
dinheiro. Mas o que que me deixou
chateado que tu cortou bem meu processo
de catarse? Mas foi bom porque eu ia
pecar. Tá. Eh, o cara usa a missão como
motivação da oferta, não, porque temos
missionária, era um congresso de
missões, né? Então, os missionários e
tal, mas não, mano, era o bolso dele no
final do evento. E aí eu comecei a ver
que nessa igreja que também usava essa
metodologia, cara, a motivação do pastor
no fundo é: "Não, eu vou aumentar a
arrecadação da igreja porque 20% é meu,
30, 40 por aí vai."
>> A que custo?
>> A custo da vida das pessoas que
acreditam que aquilo ali é paraa obra de
Deus. E é por isso, gente, é por isso
que uma igreja, ela não pode ser
administrada por uma família e ela não
pode ter uma liderança centralizadora. E
aí é o seguinte, tá? E aí é o seguinte,
a inclusive o grupo que está ali, eh,
esse grupo que vai pertencer à liderança
da igreja, ele precisa ser plural, tá?
Ele precisa, não pode ser só obreiro da
igreja.
>> Gente, vamos lá. Eh, sendo bem bem
realista com vocês, dá para dar um close
aqui, Gustavo, que agora eu quero
>> falar com você, viu? É, e como eu falei
no início do programa, a igreja é feita
por pecadores, tá? Então não, um
conselho de uma igreja, a diretoria, o
presbitério, chame como você quiser, eh
ela não pode ser composta somente por
funcionários da igreja, porque assim
como em qualquer outra instituição, o
funcionário pode ter medo de ser
demitido.
Então, e se o pastor tem ali uma questão
de autoridade, o homem de Deus, aquela
coisa toda, então ainda pesa a questão
espiritual. Eu não posso confrontar o
que o homem de Deus está falando. Gente,
não existe. Isso. É uma comunidade de
pecadores, onde a grande autoridade da
comunidade é a palavra de Deus. Não o
pastor, não a pastora, nem a liderança.
Mas a liderança ela é muito responsável.
E sim, a liderança tem uma autoridade, a
própria Bíblia fala sobre isso, mas essa
autoridade vem da palavra que ela prega.
Se ela não prega a palavra, ela não tem
autoridade. Então, autoridade na na
igreja é as escrituras. E por isso que
uma liderança de igreja, um conselho de
igreja, uma diretoria, precisa ter
pluralidade. E não pode ter pessoas que
trabalhem, somente pessoas que trabalhem
na comunidade. Precisa ter irmãos que
amem a igreja mais do que amem o pastor,
mais do que amem a liderança. Por quê?
Porque, gente, vai ter erro, vai ter eh
excessos. Por quê? Porque são pecadores.
E às vezes o poder, galera, sobe paraa
cabeça, tá? o poder. Então assim,
precisa ter gente para freiar isso em
nome de Jesus, não em nome da
arrogância, não em nome porque não aqui
eu mando, tá? Então assim, é pelo bem da
comunidade. Bibo, eh, falando um pouco
do que nós escrevemos no livro, toda vez
que você descentraliza a autoridade do
pastor em relação a todas as decisões
administrativas,
você não está somente cuidando da
comunidade, mas cuidando também da vida
desse pastor, porque você não está como
comunidade do espírito, sendo eh pedra
de tropeço na vida dessa pessoa,
delegando
e terceirizando todas as decisões para
essa pessoa e abrindo espaço para que o
coração dessa pessoa possa se envadecer,
possa se orgulhar ou possa desejar
aquilo que não lhe pertence. O cuidado
da comunidade para com a administração
também é um ato de amor e de serviço à
própria liderança que derrama da sua
vida em serviço na pregação do
evangelho. E toda vez, mas toda vez que
a comunidade ela terceiriza isso, ela
deixa de amar quem mais se entrega
muitas vezes na sua comunidade, é o
pastor, é a família pastoral. Então, eh,
tendo uma postura ativa, tendo uma
postura de querer que que os outros
prestem contas, descentralizar,
perguntar o que está sendo feito, é um
modo também de cuidar,
amar e tirar o perigo do pecado ou a o
afastar o pastor, a liderança do
precipício do pecado que ele está
prestes a cair. Bom,
>> sensacional, cara. Sensacional, galera.
Quando a gente usa até o termo
vigilância, né, no livro
>> galera não é de vigilante que vou vingar
o mal foqueiro, tá aqui vigilante e tal.
Não, gente, é vigilância justamente
nesse sentido de estar de ser o vigia,
sabe? De ser o vigia que está ali
cuidando daquele bem que não é seu, que
não é da família pastoral, que é da
família da fé, que é da família de Deus,
tá? Então, a administração ela é isso. E
aí eu quero finalizar aqui esse episódio
lendo um trecho que a gente diz aqui,
que é fala o seguinte: no reino de Deus
liderar é servir. E servir com
responsabilidade significa ter condições
de olhar para a comunidade e afirmar:
"Aquilo que nos foi confiado está sendo
usado com fidelidade." A administração,
nesse sentido, não é burocracia fria,
mas o pleno exercício de mordomia. Ela
reconhece que tudo pertence a Deus, pois
a liderança não é dona dos recursos.
Pois a liderança não é dona dos
recursos, mas apenas depositária deles,
tá? Ela organiza a vida da igreja de
forma transparente, criando espaços de
prestação de contas para todos os
membros. Tá bom, gente? Todo mundo na
comunidade presta contas. E até no final
do capítulo, é o que o Luís agora acabou
eh de falar um pouco, a gente trata isso
sobre isso, a gente trata sobre isso no
final do livro, que é um ato de amor e
você protege inclusive esse homem, essa
mulher que está sendo eh eh está à
frente da comunidade, tá? Eh, enfim,
gente, tem muita coisa que a gente fala
aqui no livro que a gente não falou no
episódio. Fica aí, inclusive, põe na
tela, Gustavo, aí um um mapa, né, um
mapa mental desse capítulo e aí vocês
conseguem visualizar o mais ou menos o
que que a gente trata nesse capítulo.
Cada abertura de capítulo tem um mapa eh
mental desse, tá? Bem legal, ó. O centro
é isso, né? a a dimensão é a
administração, que é a dimensão da
transparência, ou seja, transparência
financeira, transparência da liderança,
transparência das responsabilidades,
sabe? Então isso é muito legal. Você tem
ali depois uma liderança que revela, né?
Não esconde, mas mostra. E aí você tem
uma uma liderança também que é mordoma,
que no caso sabe que tudo pertence a
Deus. Você tem uma liderança que presta
contas, né? é um ato de amor ao rebanho,
mas você tem também uma membresia, né,
que tem corresponsabilidade, né, que
sabe que ninguém é dono da igreja e por
isso também ela vai eh administrar, que
são os servos fiéis ali, né, que tá na
parte de baixo, né, que administrar é
vigiar.
>> E depois nós temos aqui que é o perigo
da centralização, né, poder sem
prestação de contas. O lado de cima eu
não consigo ver
>> transparência.
>> Tem a transparência lá em cima que é a
luz que
>> o abismo e tal. E o lá em cima tem
alguma coisa? Não,
>> não, não tem nada. E é só uma bolinha
que
>> tem, é só a bolinha também, a gente não
colocou lá. Enfim, então tem esses
infográficos aí que vocês puderam ver.
Sensacional.
>> Vamos focar aqui, ó.
>> Sei se dá para focar, mas é, apareceu na
tela também, né? Olha essa câmera aí, ó.
Por isso que esse estúdio é mais caro.
Olha isso, mano.
>> Pronto. Aí, ó. Pronto. Congela agora,
Luiz. Olha que coisa linda.
>> Olha aí. Tá boa.
>> Olha aí, ó. Sensacional.
>> Ah, aliás, mostra um pouquinho o livro
aí. Não, volta lá no Luiz. Deixa naquele
close do Luiz lá. Mostrando um
pouquinho. O livro igreja sob medida. Tá
bonito demais.
>> É soft touch. Olha essa guarda, que
coisa mais linda.
>> Isso. Lembrando que isso é tudo uma arte
do Mat e é o design da HB que
trabalharam nos meus outros livros, né?
>> Deixa eu pegar aqui, ó.
>> Isso abre uma abertura de olha mapa de
toda a igreja.
>> Mapa da cultura da igreja sob medida do
evangelho.
>> Olha que legal, gente.
>> Coisa linda.
>> Coisa linda. Olha essa diagramação. Aí
se mostrou muito.
>> É. Aí o pessoal não compra. Não compra.
Abre a câmera aí, Gustavo. Gente, é
isso. Nosso livro Igreja sobre Medida já
está disponível, né, nas principais
lojas e livrarias do país. Já tá aí na
Amazon, Mercado Livre, Plenitude,
Ebeneser, Cordeiro. E agora tem que
falar o nome todas as lojas. Eu não sei,
gente, onde vende aí todos os nossos
livros, enfim. Então, tá, deixa a câmera
aberta agora, ô Gustav, pra gente
finalizar o programa aqui. É isso. O
link se você quiser adquirir tá aqui na
descrição deste episódio, tá bom? Em
bibotal.com. Tem também no Spotify agora
para você clicar no link e também no
YouTube. Se você ouve no Spotify e
quiser vir aqui no YouTube comentar, a
gente vai adorar o seu comentário. E a
gente lança a pergunta para você aí.
Como é que é a administração na sua
comunidade? Você sabe como a sua
comunidade administra os recursos que
entram ali ou você é daquele que dá
oferta e para mim não tô nem aí, fiz a
minha parte? Será que essa é uma boa
postura?
>> Pessoal, manda esse podcast para quem
faz parte da sua igreja. Exato. É,
>> eh, divulga aí,
>> não como indireta, né? Não como
indireta, galera. Assunto importante
para pensarmos juntos e tal.
>> Exato. Até porque a gente não tá dando
direto para ninguém. Exatamente. Fiquem
todos na paz do Senhor Jesus e até o
próximo episódio. Что?

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