Isaac Newton: a força que governa a Terra e os céus
20/08/2026
Isaac Newton: a força que governa a Terra e os céus
Como uma mesma força pode governar a Terra e os céus?
Isaac Newton transformou observações sobre a natureza em leis universais.
Ao unir matemática e fenômenos naturais, explicou o movimento dos corpos e dos planetas e mostrou que uma mesma força governa tanto a Terra quanto os céus.
Neste episódio de Origens — Pais da Ciência, conheça a trajetória de Isaac Newton e entenda como suas ideias ajudaram a transformar a física. Suas leis do movimento e sua teoria da gravitação universal estabeleceram uma nova maneira de compreender as relações entre força, movimento e os corpos celestes.
Depois de Copérnico, Galileu e Kepler transformarem nossa compreensão do céu, e de Bacon, Descartes, Pascal e Boyle contribuírem para novas formas de investigar a natureza, Newton reúne matemática, observação e leis universais em uma nova visão do mundo.
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.
🟦 Pais da Ciência é uma temporada dedicada a grandes nomes que ajudaram a transformar nossa compreensão da natureza e do universo. Ao longo de 13 episódios, a série revisita suas descobertas, ideias e trajetórias, explorando também as relações entre ciência, conhecimento e fé.
🎬 Assista à temporada completa Pais da Ciência:
Fonte: Origens NT
Legendas automáticas:
Quando falamos de Isaac Newton, muitas vezes pensamos apenas na história da queda da maçã. Mas a verdade é [música] que ele fez muito mais do que explicar por que as coisas caem. Newton mudou a maneira como entendemos o universo. Antes dele, céu e terra eram vistos como mundos separados, regidos por leis diferentes. Foi Newton quem percebeu que as mesmas leis que atuam aqui na terra também governam os céus. A queda de uma maçã e o movimento dos [música] planetas não eram fenômenos distintos, mas expressões de um mesmo princípio. No episódio de hoje vamos falar sobre Isaac Newton. Talvez o cientista mais [música] famoso da história. Um garoto de origem humilde que revolucionou a ciência e que via [música] nas leis da física uma linguagem precisa e ordenada. Uma ordem que para [música] ele foi estabelecida pelo Deus que criou e que governa todas as coisas. >> [grito] [música] >> No No de 1665, as ruas de Londres ficaram silenciosas. A peste negra se espalhava pela cidade. Universidades fecharam as [música] portas, o comércio parou. Milhares de pessoas morriam sem que a ciência pudesse explicar a causa ou oferecer uma cura. Era um tempo de medo, isolamento e incerteza. E ainda assim, sem que ninguém soubesse, os dois anos mais decisivos da história da ciência estavam começando. >> Newton, ele tem uma um impacto muito grande na forma como nós fazemos [música] ciência, na forma como a gente estuda ciência, como a gente encara a natureza. Então, as implicações do trabalho dele, eh, >> [música] >> são até hoje, assim, insuperáveis. Por mais que a gente tenha se desenvolvido, por mais que a gente tenha [música] estudado, por mais que a gente tenha produzido muita coisa, enquanto humanidade, enquanto ciência, eh, a gente produziu muito pouco perto da revolução que ele causou. >> Então, Newton, ele ele começa a estudar, né? A a mãe dele até era um pouco contra, porque ele tava num contexto, né, que ele tava mais pra se puxar pra ser fazendeiro. E ele gostava muito de matemática, gostava de física, gostava dos estudos. Ele segue pra o pro college, né? Eh, em em Londres. E aí, então, chega a peste bubônica. E as pessoas então fogem, né, de grandes aglomerações e vão, eh, se refugiar em pequenos pequenas cidades, né? O Newton vai pra uma fazenda. Então, ele tem um tempo aí de parecido com o que a gente viu na pandemia recentemente. >> E nesse período de reclusão que ele teve que voltar pra propriedade da família, na fazenda, ele produziu a maior revolução da história, eh, desse mundo, em termos de ciência. E ele usou muito do trabalho de todos esses outros grandes nomes que a gente já pôde, é, falar, como Copérnico, como Kepler, como Galileu, mas principalmente o trabalho de Kepler foi fundamental. Porque, é, Newton, ele fez uma pergunta diferente de Kepler e de todos os outros. Ok, existem essas leis dos movimentos dos planetas, mas a pergunta que, é, é fundamental, de onde vem essas leis? E nesse período muito curto, ele, ele, ele foi estudar a razão desses movimentos todos, do que Kepler descrevia, do que ele observava na natureza. Por que que a maçã cai? Por que que a lua se move? E ele chegou com a lei da gravidade, que revolucionou o mundo. Então, pela primeira vez na história, ele, ele dá nome, ele, ele modela o que é uma lei da natureza. É uma lei a partir de primeiros princípios, que não são coisas baseadas em em pressupostos filosóficos, não, ele, ele vai à natureza e ele descobre uma lei da natureza. Só que ele também percebe, a partir então que o mundo não estava pronto para essa revolução. Não existia a matemática suficiente para estudar esse problema, estudar a gravidade. Então, o que ele faz, ele inventa o, a base de toda a matemática, engenharia, física modernas, ao inventar a disciplina de cálculo. >> Antes de Newton, a matemática funcionava muito bem para medir coisas estáticas, tamanhos, distâncias, formas, mas não havia uma ferramenta para lidar com coisas que mudam ao longo do tempo, como a uma de um planeta ou a aceleração de um corpo sendo puxado pela gravidade. Newton desenvolveu uma nova linguagem matemática capaz de descrever o movimento. Hoje, sem o cálculo, não haveriam foguetes, aviões, satélites, computadores e engenharia moderna. >> O trabalho que ele desenvolve, por exemplo, na astronomia, precisava de um de um ferramental matemático que não existia. Então, isso isso demonstra, isso denota o o como a mente dele trabalhava de forma tão acelerada que o conceito na cabeça dele estava pronto, mas a matemática não estava. Então, o que que é preciso? Bom, se eu não tenho uma matemática que consiga, eh, colocar no papel o que eu o que na minha cabeça já tá pronto, eu preciso desenvolver uma outra matemática, né? Eu preciso aumentar a complexidade da do ferramental para eu poder descrever aquilo que eu tô pensando. >> Qualquer pessoa que começa a estudar física, normalmente, eh, começa pelas leis de Newton. Então, basicamente, elas vão reger como é que os corpos do universo inteiro se movimentam. Eh, para atender isso, ele também precisou criar uma nova matemática, que foi o cálculo diferencial integral, que foi uma parte, acho que tá fez as partes mais úteis da matemática para a gente descrever como os sistemas evoluem. Eh, também o Newton, ele fez isso para atender a física que ele que ele tem. >> Newton, ele desenvolve esse cálculo diferencial integral, que é fundamental no seu trabalho e é algo que trouxe uma uma uma perspectiva de cálculo muito grande dentro da área de natureza, [música] dentro da área de exatas. Hoje, você não, por exemplo, forma engenheiro ou engenheira se você não fizer o famoso cálculo diferencial [música] integral, né, que é o terror aí das engenharias. Isso faz parte do trabalho dele, algo que foi inventado há tantos séculos atrás, [música] que tem inúmeras aplicações hoje. >> E aí, basicamente, o que que ele tinha, né? Qual que era o trabalho de muitos físicos na época? Tentar descrever como os movimentos dos corpos deveriam se dar para reproduzir essas leis do Kepler, né? E aí, ele então, ele postula a a lei da força gravitacional. Basicamente, ele postula que é proporcional a às massas, né, o quantos quilos aquele planeta, aquele corpo tem, e inversamente proporcional à distância, ou seja, quanto mais longe, mais fraco você sente essa força. Ele postula isso e ele faz as contas, ele vê que com essa com esse postulado, ele consegue demonstrar todas as leis que o Kepler tinha observado, né? Então, ele, com essa lei, ele também verifica que ele consegue explicar por que que as coisas caem, né, a gravidade. E então, ele tem o que a gente pode chamar da grande unificação na física. >> Por fim, ele faz a integração do que a gente chama de mecânica celeste com o que a gente chama de mecânica terrestre. Ele unifica a mesma força que atua, por exemplo, na órbita de um planeta é a mesma força que atua, por exemplo, que faz a maçã cair, né, que é uma uma cena muito ligada a Newton, né? Então, a essa unificação da natureza através, por exemplo, da do estudo da [música] da da gravitação universal, é, trouxe uma unidade, é, as pessoas agora conseguiam enxergar o universo, conseguiam estudar o mecanismo do universo, como que ele funciona, e esse mesmo mecanismo poderia ser aplicado nos fenômenos aqui. Então, a gente poderia reproduzir os fenômenos do universo, por exemplo, eu poderia, é, estudar a órbita de uma determinada estrela, de um cometa, [música] de um asteroide com elementos daqui. >> Além disso, a gente pode ainda citar teoria de cores, né? Essa investigação de como é que as cores eh, funcionam, qual que é a origem das cores. O Newton tem, além disso, ainda trabalhos na química, né? Então, ele também trabalhou muito na química. E, e assim, ele realmente é o, qualquer físico que se preze, ele tem o Newton em grande estima, né? Como, eu, acho que indubitavelmente, um dos maiores cientistas que já existiram na história. >> Então, o Newton, ele não só dá a base toda teórica, eh, matemática, ele, ele dá o fundamento das leis, ele dá o, um, ele dá um, um instrumento para poder estudar objetos à distância. É tudo muito revolucionário numa pessoa só, num período tão curto de tempo. Qualquer dessas coisas, ele entraria para a história como um dos maiores, mas ele faz todas essas contribuições >> [música] >> ao mesmo tempo. E isso o torna significativo, o coloca passos à frente. Todos foram gênios importantes no seu tempo, mas o Newton, se existisse uma palavra acima de gênio para descrever, essa, ele estaria nessa categoria. >> Né? Ele construiu um paradigma que a gente chama. Ele construiu um pano de fundo do qual a física e a astronomia [música] se desenvolveram. Então, o impacto do trabalho dele é incalculável. Então, talvez um cientista que esteja trabalhando hoje, eh, do outro lado do mundo, ele tá [música] se utilizando dos pressupostos, dos mesmos pressupostos do meu trabalho que eu faço aqui. Talvez um [música] cientista que esteja estudando uma outra área, por exemplo, da biologia, ele está se utilizando dos pressupostos e metodologia desenvolvidas por Newton, né? A visão que ele tinha em em à ciência, em relação à natureza. A abordagem que ele tinha em relação à instrumentação, em relação à experimentação, [música] em relação a cálculo. Isso é uma, ah, é muito além do que o próprio trabalho. Então essa revolução, [música] né, essa revolução científica que ele provoca, não só na área de ciências exatas da natureza, [música] mas também na nossa abordagem como ciência, ela é imensurável, né? É, e a gente diz que, ah, o mundo [música] é um antes e depois de Newton. E não é uma frase que é um exagero, é uma realidade. [música] Porque a perspectiva que ele trouxe pro desenvolvimento [música] da ciência moderna foi gigantesca. >> E, mas qual que é o detalhe que eu acho mais impressionante de tudo isso? Tudo isso que Newton fez e depois ele teve outras contribuições, foi somente 30% do trabalho dele. A maior parte do que ele se dedicou a fazer na vida foi estudar a Bíblia. Contribuir com estudos bíblicos e estudar. Por quê? Ele era um amante da Bíblia. Ele era apaixonado pela Bíblia. E mesmo, imagina, >> [música] >> 30% só, ele ainda, do que ele fez, ainda coloca à frente de todos. Imagina, alguns vão falar, que desperdício, ele poderia ter dedicado 100% da vida dele à ciência. Mas a pergunta é, será que não é o, [música] a dedicação que ele tinha ao estudo da Bíblia que o fortaleceu mentalmente para que ele fosse capaz de chegar tão mais longe? Porque vários dos pressupostos que ele tirava para os seus estudos eram pressupostos bíblicos. >> Isaac Newton já era reconhecido como um gênio ainda em vida. Em uma época de grandes desenvolvimentos e descobertas, sua capacidade como matemático, impressionava estudiosos de toda a Europa. Seus estudos transformaram a ciência, unificando céu e terra sobre as mesmas leis e mostrando que o universo podia ser descrito com precisão, ordem e beleza. Esse reconhecimento não ficou apenas no campo das ideias. Ele foi presidente da Royal Society, foi diretor da Casa da Moeda inglesa e recebeu o título de Sir, um reflexo do enorme prestígio que alcançou na sociedade inglesa. E ao fim da vida, Newton foi sepultado na Abadia [música] de Westminster, um reconhecimento de que suas ideias não mudaram apenas a ciência, mas a forma como a humanidade entende o mundo. Mas por trás de tanta genialidade, havia algo ainda mais profundo. Newton via seu trabalho como parte de uma busca maior. Para ele, estudar a natureza era também compreender a obra de Deus. Sua fé não era separada da ciência, era justamente o que sustentava [música] sua curiosidade, sua disciplina e sua busca por respostas. >> Muita gente costuma ter uma ideia de que ciência e fé são antagônicas, né? Mas o fato é que se você observar historicamente, a ciência moderna foi construída por grandes religiosos, pessoas com muita fé, com sentimento religioso bem forte, com pessoas que seguiam religiões formais instituídas, né? Então, Newton, se você parar para observar, é, a quantidade de escritos e de livros na biblioteca do Newton, apesar de ele ser é, conhecido como pai da física moderna, ele teve muito mais tempo dedicado à religião, ao estudo das Sagradas Escrituras. >> Isaac Newton foi um escritor extremamente prolífico, mas publicou quase nada. Foi apenas recentemente que os estudiosos [música] conseguiram acessar e ler o conjunto completo dos seus escritos. E ao fazer isso, percebemos que Newton era, antes de tudo, um teólogo. Isso fornece o contexto para tudo mais que ele estudou. Newton estudou [música] física porque queria entender como Deus criou o mundo. Estudou matemática porque a via como a linguagem que Deus usou na criação. E estudou profecia bíblica >> [música] >> porque desejava compreender como Deus tem se relacionado com os seres humanos ao longo da história. Assim, tudo que Newton fez passa a fazer sentido à luz de sua teologia. >> Então ele, >> [música] >> então nesse processo ele estudou várias áreas. Então a gente vai ver os escritos dele, tem muito conhecimento de história, muito conhecimento de teologia. E nesse processo ele acaba inclusive fazendo vários estudos sobre profecias bíblicas e ele ajuda a ser um dos grandes nomes, senão o grande nome fundador da escola de interpretação profética >> [música] >> que foi usado por muitos protestantes, principalmente até o final do século XIX, e hoje é é >> [música] >> do historicismo, interpretação profética, que é olhar a profecia ao longo da história. >> Isaac Newton não publicou nenhum de seus escritos teológicos ou proféticos durante sua vida. No entanto, após sua morte, seu espólio publicou duas obras importantes com seus textos. A primeira foi [música] uma cronologia dos reinos antigos em 1728. E a segunda, Observações sobre as profecias de Daniel e Apocalipse de São João, em 1733. [música] Esses dois livros apresentam a interpretação historicista da profecia bíblica, uma abordagem que hoje é familiar aos adventistas do sétimo dia. >> A gente consegue [música] observar nitidamente nos seus trabalhos, nas anotações, nas cartas, nos livros, nos trabalhos que ele publica, nos trabalhos que ele escondeu ao longo da vida toda e que depois foram descobertos, a gente descobre que a [música] principal motivação de Newton era entender a natureza [música] e entender a mente por trás da natureza. Essa era uma preocupação intrínseca do trabalho dele. >> [música] >> Newton não não estudava a natureza, ele não estudava o universo, ele não estudava, ele não criou uma matemática simplesmente por um senso de curiosidade. >> [música] >> Ele não ele não revolucionou a ciência simplesmente para um capricho pessoal. Ele revolucionou a ciência porque ele queria entender a mente por trás >> [música] >> da natureza e ele tinha um medo. Ele tinha medo que as pessoas estudassem tanto que um dia elas chegassem [música] à conclusão de que Deus não era mais necessário na natureza. Essa era uma preocupação tão grande no trabalho dele. É, [música] e você vê isso nas anotações que ele fazia a de como ele tentava, de uma certa forma é, colocar Deus em toda toda parte do trabalho dele. Era uma preocupação de que as pessoas começassem a se desenvolver tanto na ciência, no conhecimento da natureza que elas começassem a elaborar modelos cada vez melhores e que elas [música] achassem que Deus não era mais necessário. E essa era uma preocupação tão grande dele que ele teve medo que o próprio trabalho dele colaborasse para isso. >> Newton via Deus como o autor e sustentador do universo. Não apenas como quem criou o mundo e depois se afastou, mas como alguém que mantém todas as coisas funcionando a cada instante. Ele não acreditava em um Deus distante. Para [música] Newton, Deus não apenas havia criado a natureza, mas mantinha constantemente [música] sua ordem. >> O paradigma que ele cria, né, que a gente chama de paradigma newtoniano, eh, ele é fundamentado na no que a gente chama de mecanicismo, né? Da, de que a natureza >> [música] >> ela é ordenada e essa ordem, ela é revelada através de leis e que [música] essas leis são observáveis. Então, por exemplo, essas leis, elas não são inerentes da matéria. Então, eu posso observar um determinado fenômeno e eu consigo observar a, a a regularidade desse fenômeno e eu consigo observar qual é o mecanismo. Então, o Newton, ele propõe no estudo da natureza, no estudo do universo, no estudo dos fenômenos terrestres também, [música] eh, de que por trás de todo fenômeno existe uma causa. Então, as leis que nós temos [música] hoje, né, a lei da gravidade, eh, as leis que são expressas através da matemática, elas partem desse, desse, [música] dessa, dessa dedução de causa e efeito. Então, essa, esse princípio da causalidade e, e Newton vai trabalhar esse princípio, [música] né, de forma muito maior, porque ele vai falando, "Olha, toda causa tem seu efeito, existem causas secundárias, causas terciárias, [música] mas existe a causa primeira, a causa primária", que na visão dele era Deus. >> Então, o Newton, ele gastou muito mais tempo da vida dele eh, fazendo teologia, estudando Sagradas Escrituras, do que propriamente com física, [música] né? Então, se você pegar, por exemplo, o livro Principia dele, na terceira parte, ele vai discutir como é que a mecânica dele >> [música] >> vai se relacionar com Deus, né? Então, ele vai falar que, "Olha, eu descobri uma lei, essa lei aqui da gravitação universal, da dependência da força com as massas e as distâncias. Eu postulo isso. Isso aqui explica o mecanismo é através do qual a a natureza funciona, mas eu não consigo explicar o porquê que isso aqui é verdade. Então ele fala lá que eu não vou entrar nesse tipo de discussão. Vou postular isso e vou seguir em frente. É que é o que o matemático faz. Ele começa de um axioma e a partir das premissas ele desenvolve um raciocínio. Mas ele vai falar aqui, olha, quem pôs os astros para se movimentar inicial, quem deu o pontapé inicial, né? Eu não consigo explicar. Ele vai falar que é isso aí tá na na liberdade divina de pôr o o céu em movimento. >> Então Newton mostra que a Bíblia, que a religião, a fé pode dar contribuições significativas para a ciência. A ciência pode se beneficiar disso. De outra maneira, a ciência amplia o nosso conhecimento do contexto [música] da história bíblica e revela melhor como funciona essa criação descrita na Bíblia e nos ajuda a apreciar o amor, o carinho, o cuidado que esse criador colocou quando ele planejou e desenhou cada pedaço da realidade que é tão finamente ajustada que se algo mudar, nós não existiríamos. Então Newton deixa esse legado. Ele demonstra que a realidade ele demonstra e dá evidência e dá o sustentáculo para a gente defender com tranquilidade que a a realidade ela foi desenhada, ela foi projetada de uma tal maneira bela que demonstra amor, propósito para que a gente tivesse aqui. >> Isaac Newton descreveu as [música] leis que regem o movimento dos corpos e mostrou que todo o universo obedece a uma mesma ordem. Com a mesma [música] precisão com que Newton estudava os céus, Georges Cuvier voltou seu olhar para a terra, para as camadas do solo, dos fósseis e a estrutura dos seres vivos. Foi comparando [música] ossos, músculos e formas que ele inaugurou a anatomia comparada, uma nova maneira de compreender a vida [música] através de suas semelhanças e diferenças. Nossa jornada agora segue para a França, onde Cuvier daria origem à paleontologia e revelaria que a história da criação estava escrita não [música] apenas nas estrelas, mas também nas pedras e nos ossos. >> [música] [música]