Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 20 | Congregação Cristã do Brasil | Luiz Sayão
07/08/2026
Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 20 | Congregação Cristã do Brasil | Luiz Sayão
Módulo – "Uma só fé, muitas tradições"
Aula 20: Congregação Cristã do Brasil
Luiz Sayão
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เฮ [música] >> [música] [música] >> Olá, muito boa noite. Bem-vindos todos aí ao nosso Macários, continuando o nosso curso aí falando das diversas tradições na cristandade, entendendo, né, aí tantos movimentos, teologias, construções históricas daquilo que marca os diversos grupos da cristandade. Então, estamos aí começando, né, a nossa aula de hoje. Você mais do que bem-vindo e pode divulgar aí para os amigos, né? Paz para todos, paz de Deus. Já tem gente de São Paulo, gente, gente que tá aí sintonizado conosco, né? Então, hoje nós estamos falando, né, de diversos grupos, teologias, eh, na história e hoje falaremos sobre a congregação cristã no Brasil, né, uma tradição eh de igreja peculiar diferente e que faz parte da sua da construção ah do mundo evangélico e mundo pentecostal. brasileiro. E para começar a falar sobre isso, bom, você já sabe muito bem, né? a gente tem o nosso primeiro momento aqui da nossa aula, da nossa reflexão e depois eh vocês vão poder fazer as suas perguntas, as suas questões. Então, pra gente entender o que vem a ser, né, aquilo que se define como a congregação cristã no Brasil, a gente começa lá atrás com [roncando] eh duas influências importantes que vão marcar a vida do fundador, né, Luig Francescon, né, um senhor eh nascido no norte da Itália, eh e que é o fundador não só da Congregação Cristã, mas também eh de outras outras comunidades de fé e fora do Brasil. Mas o que que acontece, né? Talvez nem todo mundo eh tenha conhecimento. A gente tem no ambiente europeu, ainda na Idade Média, vários movimentos que são movimentos pré-reforma. E um dos movimentos muito interessantes é o movimento dos valdenses, iniciado por um eh homem chamado Pedro Valdo, né, que na região ali noroeste da Itália, ah, ele eh iniciou, né, uma proposta de questionar o poder eclesiástico centralizado da Idade Média. ele partiu paraa ideia da eh se voltar paraa Bíblia, paraa pregação do texto bíblico e também para uma defesa de um estilo de vida muito simples, né? E quando a gente vê a vida do Luig Francescon e ele teve muita influência eh dos valdenses, né? Isso eh eu vou já entrar um pouco na história da vida dele, porque ele nasce no norte da Itália. Ah, mas ele acaba, né, isso no século XIX ainda, mas ele acaba depois vivendo um bom tempo eh na Hungria, né? Ele depois ele migra aí quando ele tinha mais ou menos uns 20 e poucos anos pros Estados Unidos, vai viver na região de Chicago. E o contato dele, né, a conversão dele envolve muito essa conexão com os valdenses. E aí algumas coisas que marcam assim o jeito de ser da Congregação Cristã eh tem a ver com essa influência. na vida do Luigi Francisco. E claro, né, ele também teve muita conexão com igrejas presbiterianas. Então, claro, dá para entender, ele teve uma influência também da teologia calvinista, né? Toda essa ideia eh de ênfase na soberania divina, a ideia que as coisas eh estão definidas por Deus, que a pessoa ela é chamada e assim ela vai ah acabar chegando onde Deus deseja, né? Então, essas são, digamos assim, influências históricas e doutrinárias e práticas que marcaram a vida dele. Agora, como a gente sabe, em congregação cristã no Brasil, né, no Brasil não tem assim movimento valdense, né, existe talvez um grupo um pouquinho mais expressivo na América do Sul, no Uruguai, né, mas aqui a gente não tem muito isso. É pouco, né, muito pouco. Mas a igreja, a Congregação Cristã no Brasil é reconhecidamente parte do pentecostalismo clássico. E vamos nos lembrar, né, porque a gente precisa compreender isso, né? Ah, o Franciscon, né, ele teve também a influência do movimento da rua Zusa, lembrem-se, um pentecostalismo contemporâneo, né, ele ganha assim os seus contornos nos Estados Unidos, começando com o movimento do Charles Barham, né, e tendo um impacto muito grande com o William Seor. E esse movimento de Los Angeles, da rua Azusa também vai ser uma influência fundamental que vai atingir a vida do Luig Francescon e vai moldar também aquilo que ele vai eh se tornar na sua eh caminhada de fé. E aí, pra gente compreender bem esse cenário, que que a gente eh precisa observar aí? Quem é Luid Francescon? Ele é um missionário ítaloamericano, né? Ele juntamente com a sua esposa Rosina eh vão marcar o início da congregação cristã no Brasil. E como eu mencionei, né, ele tem um um história de uma vida em dificuldade, necessidade. Ele sai do norte da Itália, ele vai passar um bom tempo na Hungria, como eu mencionei, né? E lá ele trabalha. interessante que historicamente ele desenvolveu muito ah o seu trabalho com mosaicos, né? Essa questão de trabalhar com pisos, com decoração, né? Era, digamos assim, a sua especialidade, né? Eh, então, como tava acontecendo, né, nesse cenário, eh, aí no final do século XIX, ele acaba eh indo, né, começo, final do 19, começo do 20, ele vai aí pros Estados Unidos, né, e vai se fixar lá. E é importante paraa gente entender, né, que inclusive assim, quando a gente fala que ele tá na Itália, né, quando ele nasce nem tem propriamente Itália, né, ele falava até um dialeto do Nordeste da Itália, que nem é o italiano, vamos dizer, eh, o que se tornou depois o italiano oficial, né, o italiano comum. Ele vem aprender isso posteriormente, né, o que vai se tornar língua franca. Lembrando que a Itália só é unificada aí em 1870, né, na época de Garibaldi, né? Então nós temos eh ele então indo, né, para a a os Estados Unidos e a partir de Chicago é que ele tem eh a convicção de que ele deveria levar o evangelho pra América do Sul. Uma coisa muito interessante, né, que o o trabalho do do ID Francescon vai ter um grande impacto, né, nem todo mundo sabe disso, formando uma igreja, né, na sua vinda paraa América do Sul na Argentina, uma igreja chamada Assembleia Cristiana. ele vai ter um impacto lá nos Estados Unidos também e também eh ele vai ter eh o impacto no contexto italiano, né? Ele vai ter um impacto na Itália, né? E aí a depois, né, desse momento de visita ali à Argentina, ele vem pro Brasil. E o que que acontece, né? o Brasil e como também a Argentina, Uruguai e o Chile era um ambiente de muita eh migração italiana, né? Então nós tivemos aí dezenas, centenas de milhares de italianos que migraram, né, nesse período. E ele faz parte desse desse ambiente, desse cenário. E por que que isso é importante? Porque quando ele vem, por exemplo, pra Argentina e pro Brasil, e ele vai eh ficar especificamente com maior atenção em no Paraná e em São Paulo, ah, você tem aí uma grande comunidade eh italiana e ele sendo um ítalo americano, ele vai atuar e particularmente nesse ambiente. Nem todo mundo sabe, né? Mas eh eles vão eh eh eh o italiano se torna, né, uma língua do início da congregação cristã no Brasil. Então, como nós mencionamos aí, você tem, né, ele faz parte do pentecostalismo clássico, esse íalo americano com base valdense e calvinista e vem para São Paulo para uma cidade no interior do Paraná, Santo Antônio da Platina, que vai ser o marco marco da história ah do pentecostalismo no Brasil e da história ah da Congregação cristã no Brasil, né? Ela é fundada em 1910, um pouco antes das Assembleias de Deus, que são fundadas eh por, né, imigrantes suecos que também estavam nos Estados Unidos, Gunarvinger e Danielberg, enquanto francês convém para o Sudeste, né, e Sul, São Paulo e Paraná, os suecos foram atuar no norte do Brasil, em Belém do Pará, né, e ali surge uma divisão no ambiente ambiente de Igreja Batista e nasce aí as Assembleias de Deus, né? E aí prosseguindo, olha só que coisa interessante, nós temos uma memória histórica muito significativa da CCB, que você pode observar aí, né? Uma referência aí de Santo Antônio da Platina. a a foto, né, eh, é preservada essa foto, ela como vê a data de 1900 e 55 do dia 5 6 5 de junho, né, mas ela é uma referência, um pequeno, né, templo, se é que a gente pode chamar, é um templo muito pequeno, limitado, com a referência ao chamado senhor Felício Antônio Mascaro, que é, né, o primeiro aí chamado eh crente batizado da Congregação Cristã do Brasil. Então, pessoal, isso é muito interessante porque nós vamos ver, né, a Congregação Cristã hoje é um uma comunidade de fé com cerca de 2 milhões e meio de pessoas. É difícil assim precisar com exatidão, mas é algo mais ou menos em torno disso, né? E a congregação então começa aí hoje já com 116 anos de história, mas começa de uma maneira muito eh eh limitada, muito pequena, muito simples, né? E aí eh a gente pode ter algumas referências assim interessantes, né? Aí que marca, apesar de eu ter começado, né? ali no Paraná e ter se desenvolvido, particularmente crescendo a princípio, eh em comunidades de origem italiana. Ela vai ter em breve, né, a sua presença marcada no bairro do Brás, em São Paulo. Acho que quem conhece a região de São Paulo sabe que é a região do BRZ e na Moca, né? Inclusive onde tava ali a hospedaria dos antigos imigrantes, né? era um lugar de alta concentração de migrantes italianos, né? E, portanto, vai florescer, né? Houve um certo contato com presbiterianos no início, até que a congregação vai caminhar pelo sua própria jornada. Aí você tem uma foto ah bastante eh nítida daquilo que é a coisa lá do do que nós temos do da igreja no BRAS, né, que é uma igreja assim emblemática, uma sede, né? E aí do lado você vai ver que é uma das peculiaridades, é um elemento assim distinto, diferente que a gente encontra eh na congregação, que é a reunião de mulheres, como a gente pode ver todas usando véu, que é uma característica própria da congregação cristã. Mas vamos aqui um pouquinho mais para frente pra gente tentar entender eh o que que a gente observa na congregação cristã. Então, existe muita gente que faz a seguinte pergunta, né? Como a congregação cristã no Brasil é uma comunidade muito diferente e e ela tem as suas peculiaridades, então, em que medida ela pode ser considerada um movimento evangélico como os outros, né? As pessoas mais tolerantes vão dizer: "Não, a congregação é apenas uma denominação diferente, né?" Já outras pessoas de perfil mais crítico vão dizer: "Não, olha, como ela não se encaixa num perfil doutrinário minimamente razoável, quer dizer que ela deve ser vista como como muita gente prefere dizer, como sea, né? Então, o que que a gente pode falar da maneira de ser da congregação cristã no Brasil?" Em primeiro lugar, como qualquer eh igreja evangélica, se você falar com qualquer pessoa da congregação cristã, tanto do ponto de vista da liderança como membro comum, eles vão dizer: "Não, a Bíblia é palavra de Deus. A Bíblia é a única referência. a congregação não tem outro livro, não tem outra outra qualquer fonte de eh autoridade para dizer o que deve ser eh considerado eh caminho da comunidade de fé. Então, a Bíblia e claro, qualquer pessoa da congregação vai dizer também que nós somos salvos por Cristo, né? Cristo Jesus morreu na cruz para nos perdoar e nos salvar. Então, muitas pessoas convertidas na congregação cristã vão dizer: "Olha, eu vivia sem Deus, eu tava no mundo, eu tava perdido e então Deus me chamou, eu fui e recebi a Cristo." Então, a congregação pratica Santa Ceia, a congregação pratica batismo, né? E ela, então, nesses elementos, ela assim é muito claramente semelhante à maioria das comunidades evangélicas. né? E claro, como uma igreja que surge com uma proposta pentecostal, e nesse caso é o que a gente chama de pentecostalismo eh tradicional, o pentecostalismo primeiro, né? A semelhança do que você vê também nas Assembleias de Deus, que são as igrejas do que a gente chama de pentecostalismo clássico, né? Ela acredita numa experiência peculiar e diferenciada com o Espírito Santo, né? As maior parte das igrejas, os pentecostais chamam isso de batismo no espírito, batismo do espírito. E na congregação se usa muito a terminologia da pessoa buscar promessa. E consequentemente são importantes e são valorizados nesse ambiente a manifestação de dons de línguas e de profecias, né? Inclusive aí começa a ver um um perfil muito diferenciado e e e peculiar que existe na congregação cristã. Você não vai, né? Quem tá acostumado, por exemplo, numa comunidade metodista, igreja presbiteriana, uma igreja batista ou luterana, ah, você não vai ver alguém abrir um texto bíblico e fazer uma pregação como uma exposição do texto. a ideia que existe na congregação cristã e por isso os estudiosos do assunto, né, um grande estudioso suíço que estudou muito sobre a a congregação chamado Walter Hollener, né, ele e outros vão dizer que é o que a gente chama de uma expressão de fé, de perfil oral. Por quê? Porque não tem livros, não tem uns elementos de estrutura teológica. A pessoa quando vai pregar, ela entende eh que naquele momento tá tendo uma direção particular, específica do Espírito Santo. Então, a pessoa abre a Bíblia e fala de uma maneira eh entendendo que aquela palavra tem um perfil inspirativo diferenciado. E consequentemente quem tá ali participando, ouvindo, recebe isso também. e recebe como uma diretriz assim muito delineada da parte de Deus para as pessoas, para a vida da pessoa. Então, não é uma pregação do tipo de ensino, não é exatamente uma coisa que é compreendida, por exemplo, em outros cenários. É algo diferente aqui, como cada culto você tivesse de fato uma revelação direta do Espírito Santo com uma conexão de algum tipo com texto bíblico. Então o que que acontece no contexto da congregação cristã? Nós temos uma proposta de fé sem teologia formal e acadêmica. Então você não tem na Congregação Cristã do Brasil, no Brasil, hã, você não tem um seminário, né, onde as pessoas vão estudar para, eh, se tornarem líderes. Você não tem uma publicação de um material eh teológico. A ideia é que a experiência de fé é a diretriz fundamental que organiza a vida de todas as [limpando a garganta] pessoas, né? Inclusive, esse é um desafio que a própria congregação enfrenta nos tempos recentes. Por quê? Porque no passado, quando a igreja surge, quando ela começa a se expandir, a vasta maioria, né, do contexto brasileiro era de pessoas com pouca formação eh educacional, né? boa parte do nosso país tinha pouca eh base de estudo e realmente não tinha assim eh exigências propriamente dita eh ditas de alguém que trouxesse alguma coisa como uma explicação mais racional da realidade, inclusive da fé. Hoje o cenário é muito diferente. Então tem pessoas, por exemplo, desse ambiente que começam a ver, pera aí, mas e como é que eu entendo isso? Será que essa explicação tá correta? Até porque a pessoa tem muita coisa à sua disposição e muita gente tem ah inclusive eh formação em outras áreas e acaba refletindo sobre isso, né? Essa proposta é interessante que ela manteve uma certa unidade muito interessante na congregação. A maior parte dos templos da congregação são muito similares. Há uma espécie de unidade da maneira de executar o culto. ser diferente de alguns grupos, né, por exemplo, em que você vai e você vai em cada igreja parece que tem um perfil daquela comunidade específica. A a congregação mantém um perfil muito mais similar as diversas eh congregações espalhadas pelo Brasil e hoje por outros países também. Uma coisa que tem levado muitas pessoas a olharem, né, de maneira mais crítica paraa congregação cristã, a ideia mais exclusivista em relação a outros grupos. Então, quando você fala do ambiente denominacional, não é difícil, né, você vê, eh, por exemplo, ah, não, aqui tem um um pastor de uma igreja presbiteriana, aí ele pregou na igreja batista, o pastor da igreja batista pregou na igreja metodista. ao metodista pregou numa Assembleia de Deus, assim, essa essa questão denominacional, né, apesar de ter contornos definidos, ela ela atua, né, de uma maneira a considerar essa relação de proximidade e de fraternidade entre os diversos grupos. Já não acontece isso com a congregação. Muito improvável que uma pessoa de fora da congregação vai ser convocada ou chamado, recebida na congregação cristã para dar uma palestra, para fazer qualquer coisa ou trazer uma pregação. E da mesma maneira também eles não não entram em outros ambientes, não não tem uma relação de proximidade ah com outras comunidades. Exatamente. função desse perfil é que muita gente, além de questões doutrinárias assim apresentadas, mas especialmente por conta disso, muita gente diz: "Olha, nós não achamos que a congregação seja exatamente uma denominação, porque ela é excessivamente separatista". Ah, uma coisa que chama a atenção e provavelmente isso acontece pela herança valdense do Luís de Francescon. Diferente da maioria dos grupos evangélicos da cristandade e particularmente [limpando a garganta] do ambiente evangélico, a congregação, por exemplo, não tem pastores, ela tem o que ela chama de anciãos, até por causa também de usar a versão da Bíblia corrigida antiga, né? Então, os líderes são anciãos, mas eles eh a os ministérios e as lideranças são sempre voluntários. O que quer dizer? é que ninguém recebe salário, ninguém recebe nada pela sua atividade religiosa. ao mesmo tempo, como essas pessoas que se dedicam, né, esses homens que se dedicam ao ministério, não são eh levados a, como acontece, por exemplo, com pastores que têm que fazer tantos anos de teologia, que estudar e e ter aquilo como realmente a base, inclusive eh do seu sustento. Ah, os anciãos são pessoas que têm outras atividades e eles fazem tudo, né? sem qualquer remuneração. Acho que até mesmo essa influência de uma vida muito simples, do elogio, de uma atitude de simplicidade elevada que vinha da, né, influência valdense, marcou eh bastante a realidade da congregação cristã. muito provavelmente eh além da congregação ter mantido, né, coisas que eram mais comuns no passado e e que foram desaparecendo da sociedade, mas muito provavelmente também pel uma influência cultural italiana antiga, existe todo um perfil de separação de homens e mulheres dentro ah do espaço de culto, né? Então você tem um lugar, os homens sentam junto com os homens e as mulheres com as mulheres. Então não existe essa coisa de sentar todo mundo junto, não existe uma separação. E uma coisa que existe em algumas tradições, né? Por exemplo, alguns das igrejas dos irmãos e outras comunidades menores tinham isso, mas na congregação as mulheres sempre cultuam de véu. O véu faz parte, né? Eh, a leitura de Primeiro Coríntios 11 é uma leitura feita de modo a entender que é bastante significativo e importante fazer isso. Então, é um costume da igreja. Então, quem vai para uma congregação cristã vai ver as mulheres todas eh de vé, né, como uma atitude respeitosa, uma atitude apropriada para um contexto de culto. E uma coisa que também pode surpreender, que é chamado no ambiente da congregação, chamado ósculo santo, que é beijo santo. Ah, se você for conversar com qualquer pessoa da congregação, ele vai dizer: "Não, olha, isso tá na Bíblia. Vocês devem se saudar, cumprimentar um ao outro comculo, com beijo santo." E é verdade. Mas o fato do Luí Francês com ser italiano, isso e fez toda a diferença, porque na Bíblia você também tem que a gente deve lavar os pés uns dos outros, né? Mas a questão, assim como pro brasileiro, é bastante razoável cumprimentar o outro com beijo. Já um japonês, um alemão, não tem esse costume. Ah, no contexto italiano, isso é muito comum. A diferença é que no contexto da fraternidade, os homens se cumprimentam uns aos outros com o chamado ósculo santo, beijo santo e as mulheres também, né? Mas isso então é uma prática comum e muito recomendada. Talvez o que vai chamar a atenção sendo uma igreja mais do que centenária, uma igreja com uma expressão significativa, inclusive com templos em diversos países, né, com só no Brasil com cerca de 2 milhões e meios de membros. O que você não vai encontrar é um programa de rádio da Congregação Cristã. Você não vai ver um programa de televisão da Congregação Cristã. Você não vai ver gente na rua, nas praças, fazendo a o uso de qualquer tipo de propaganda ou de divulgação da mensagem ou de qualquer tipo de mídia para fazer isso. Hoje você vai encontrar coisa no no canal do YouTube para mas que são coisas assim internas, você não tem a ideia. E aí é uma coisa interessante que me parece bastante a influência de perfil calvinista a usada de maneira ampliada, né? Ou qual que é a ideia? O que se entende na congregação que está que se a pessoa ela é chamada por Deus, mais cedo ou mais tarde ela vai chegar lá. Então, a compreensão é que não precisa, não é necessário ficar por aí anunciando, pregando, proclamando, fazendo, né, toda essa divulgação, algum tipo de propaganda religiosa. Então eles são muito comedidos, discretos, entendendo que se chegar o momento da pessoa, ela vai acabar ah chegando lá, porque e se entende como uma pessoa chamada, uma pessoa escolhida, né, que vai acabar ah tendo a oportunidade de ouvir a palavra divina, né? E também, como a gente pode, observar, né, não é só a questão do véu, mas existe todo um perfil bastante conservador em termos de vestimentas, né? Se aconselha e se entende que a modéstia é fundamental. Então, as mulheres geralmente se vestem de uma maneira muito modesta e recatada. Eh, tem cabelos compridos, que é recomendado como uma forma de adequação ao que é eh considerado razoável. Ah, e os homens também, quando você vai, eles estão bem vestidos. Você não vai encontrar ali homens que são da igreja à vontade, mas geralmente vestidos com camisa social, com palitó, com e até mesmo com palitó e gravata, né? E uma coisa muito interessante é que a congregação cristã tem todo um apreço diferenciado ah para a área musical. Eles têm até um inário próprio, né? Eh, peculiar, né? que muitos desses hinos são semelhantes aos hinos conhecidos por outras eh igrejas evangélicas históricas. Às vezes tem uma letra um pouco diferente, mas são hinos eh que são apenas, né, só permitidos instrumentos de corda e instrumentos de sopro. Você não vai ver, né, instrumentos de percussão, não vai ter bateria ou coisa semelhante. é um estilo de mais tradicional. E é curioso porque como isso é muito valorizado no ambiente da igreja, você tem muitas orquestras e, aliás, muitos músicos, né, que tocam hoje em orquestras de músicas chamadas de clássica ou eruditas, eh, são eh, de origem da congregação, eh, cristã no Brasil. Então aí a gente, né, acaba tendo esse resumo interessante de o que que a gente pode ver da congregação. Ah, falando um pouco mais sobre isso, como é que a gente entende então a congregação e que tipo de apreciação a gente pode observar? Então, vamos lá. [roncando] Ah, é, é, é importante quando a gente entende qualquer comunidade de fé, a gente entender, né, o ambiente histórico, o ambiente de formação, né, o seu fundador e o perfil peculiar. Por que que a gente vê certas igrejas e comunidades que são tão diferentes umas das outras? Às vezes é fácil você entender pela explicação da teologia. Então, nós temos um grupo de pessoas que pensam teologicamente diferente da outra e aí eles as convicções são distintas, as declarações de fé são outras, eles se separam e se tornam grupos diferentes. Mas, eh, a maioria das igrejas evangélicas, como nós as conhecemos, talvez elas sejam diferentes por conta da época em que surgiram, mas elas são de influência cultural. predominante ah do mundo anglo-saxão, com um toque às vezes de influência germânica. Então você tem, né, por exemplo, a igreja luterana e até a igreja menonita e outros grupos menores desse perfil, eh, que são, né, de de influência cultural germânica. Ahã. Mas eh a maioria das igrejas, se for ver a história dos batistas presbiterianos, metodistas, né, e até muitos grupos pentecostais, a influência direta eh anglo-americana, né? missionários ingleses, galeses, escoceses, norte-americanos, às vezes canadenses. Então elas têm esse pano de fundo. A congregação cristã é diferente porque ela vem de alguém de pano de fundo de cultura italiana. E como também é uma igreja ah pentecostal, ela não se constrói em cima eh de uma realidade que a gente pode chamar propriamente teológica, sistemática. É uma comunidade que se desenvolve a partir de uma experiência de fé intensa, né? Mesmo quando você estuda a história da Assembleia de Deus, ela tem uma certa similaridade. A Assembleia de Deus, no início, ela não tinha interesse em que seus obreiros viessem a estudar, a se aprofundar no estudo bíblico ou fazer teologia. Isso não era uma ideia bem-vinda, né? Existia aquela aquela sugestão de que talvez esse estudo pudesse ser visto como a letra mata, né? Então, a congregação cristã, ela surge de maneira semelhante. A assembleia, depois de algumas décadas mudou de cenário, mas também é uma mudança que é mais recente. Podemos dizer que a assembleia nos últimos 40, 50 anos é que entrou numa maneira diferente de entender essa questão. A congregação cristã, ela não fez eh essa mudança. Ela permanece como uma comunidade religiosa que entende que a experiência profunda e a sinceridade, a dedicação dos irmãos é suficiente para salvaguardar uma boa caminhada de fé. Então, o que que a gente diz? Ah, eu não entendo que essa maneira da congregação cristã é suficiente para salvaguardar uma boa fé. Por quê? Porque nós temos eh muita coisa, né, que acontece no cenário das ideias, no cenário do ensinamento, da doutrina. Como é que você entende ou Jesus ou como é que você vai entender o que é a Bíblia, né? todo o caminho da tradição da reforma e evangélica, eh, ela tem essa proposta de explicar isso adequadamente. Se a gente fica com uma expressão de fé que é fundamentalmente eh, mais, né, determinada pela experiência, a gente corre o risco de se confundir eh teologicamente. H, além disso, eh, toda vez que a gente, eh, tiver, né, essa, essa sugestão de que a nossa vida deve ser dirigida preponderantemente ah por revelação ou por profecia, por uma direção de Deus, não quer dizer que isso não existe, que isso seja impossível, mas eh isso pode, né, trazer dificuldades e não não é uma dificuldade específica da congregação eh cristã. Eh, é uma dificuldade que todo mundo que entende que esse tipo de direção é suficiente para garantir uma boa caminhada de fé. Por quê? Porque você vai ter situações onde essas profecias nem sempre se verificam. a gente vai ter pessoas que podem eh dar lugar ao seu coração em vez de algo que tenha inspiração divina, a gente fica numa situação mais difícil. E finalmente, ah, a gente tem esse cenário, né, que pensando, né, em duas, três gerações atrás, a gente tinha um nível de pergunta, de questionamento, de dúvida sobre a fé, que hoje é diferente, né? Então, se a gente não tiver o embasamento histórico, não tiver um conhecimento mais concreto e objetivo da Bíblia, se a gente não conseguir e lidar com questões nesse mundo, às vezes tão reativo à fé cristã, tão eh vamos dizer, marcado por secularismo e até mesmo por outras formas de misticismo, é mais difícil que a gente consiga trazer respostas, inclusive aos mais jovens das nossas próprias comunidades de fé e que eles eh possam receber respostas satisfatórias. Então, é uma questão para se pensar. E muita gente me pergunta direto: "Ah, saiu, mas me diz aí, a congregação é seita ou não é?" Eu não acho que esse tipo de argumentação é muito útil. Por quê? Porque se se eu fosse passar um pente fino, mesmo, bem detalhado, a partir do cristianismo primitivo, com toda a sinceridade, eu não sei quais movimentos sobrariam, né, em função da do seu do seu testemunho histórico em função da sua idoneidade eh teológica doutrinária eh em função da sua obediência. a Jesus de manter a unidade da fé e o amor em relação aos irmãos e em função até mesmo de critérios éticos, né? Então, se a gente for fazer isso, então é muito fácil para grupos que não conhecem a história e a realidade dos outros dizer: "Olha, esse aí praticamente não é cristão. Isso aí nem é isso, nem aquilo". No meu entendimento, a congregação cristã, em grande parte ela compartilha de uma realidade que faz parte do universo evangélico da fé. Ela tem dificuldades, na minha opinião, ela tá indo num caminho de amadurecimento. Eu imagino que na congregação haja pessoas de fato que são muito ligadas a uma visão exageradamente mística da fé cristã ou até mesmoista, mas tem muita gente sincera, crente, convertida, que teve experiência com Deus e tá numa caminhada de crescimento e de aprendizagem. Então, embora a gente tenha de fato diferenças fundamentais em questões teológicas, doutrinárias, eclesiásticas, o meu entendimento é que a gente deve ter uma atitude pedindo que Deus abençoe a congregação cristã, abençoe outros grupos que às vezes entram por caminhos que logo vão se mostrar nada promissores e que essa caminhada ajude a gente a caminhar numa fé mais equilibrada em todos os aspectos, né, de teologia sadia, de vida, de busca de Deus, de sinceridade na nossa caminhada com Jesus e de uma vida que de fato venha trazer luz do evangelho para as pessoas que precisam da graça de Deus e da salvação em Cristo Jesus. Então, diante disso, a gente abre eh aqui eh um espaço agora para que a gente venha fazer as nossas perguntas, os nossos comentários, né? E podemos aqui conversar sobre isso. Agradecemos de coração tantas pessoas que estão conosco e aqui muita gente. Graça e paz. Paz, shalom, buenas noites, né? E temos gente, inclusive, né? A paz do Senhor, o Marcos Xavier a todos os pentecostais, a paz de Deus a todos da congregação, né? Obrigado pela aula esclarecedora. Cátia Pereira, Sara Lucena também. Ah, Marcos agradece pela aula. Lucas manda: "Paz de Deus, sou da CCB e aqui em casa gostamos de acompanhar o irmão Saião. Muito obrigado, aprender muito, né? H, vamos aí. Aqui temos uma primeira pergunta propriamente, você mande aí sua pergunta ou seu comentário, né? Marcos Xavier pergunta: "Alguns membros da CCD chamam os membros de outras igrejas de primos e não de irmãos. Os irmãos não são apenas que pertencem a a CCB. Essa atitude exclusiva não representa uma seita." Olha, Marcos, uma coisa é interessante, deixa eu contar para você. Não faz muito tempo, né, eu encontrei um material da década de 30. E esse material da década de 30, ele ele tinha o uma discussão de duas denominações históricas tradicionais do Brasil, né? E e a conversa lá era chamando o outro assim das piores, vamos dizer, designações possíveis, dizendo realmente esse pessoal nem é cristão de verdade, né? Eu me lembro ainda que a gente brincava, né? Anos atrás, quando falava de batista, presbiteriano, metodista, o pessoal falava: "Olha, o fulano ali, ele é meu primo, né?" Até eu me lembro que alguém brincou um dia, né? Porque um falou assim: "Ah, esse aí, esse aí é irmão, não, esse aí é primo, né? É um batista falando de um outro, né?" Aí o sujeito respondeu: "Prio, porque Deus é teu tio por acaso, né?" Então veja, eh, hoje e muita gente na congregação cristã eles, eh, chamam os outros do de irmãos. Inclusive aqui mesmo a gente tem isso, né? Eh, pessoas, eu conheço, eu tenho contato, amizade com pessoas da congregação, eles me tratam respeitosamente, me chamam de irmão, né? Ah, agora, claro, tem gente, e a congregação, nesse sentido, ela tem um perfil historicamente mais exclusivista, mas eu entendo que isso tem mudado nos últimos anos, né? E então, ah, às vezes o exclusivismo ele é fatal no sentido de dizer, ó, fora do meu grupo, tudo que tá fora daqui, ele não tem nada a ver com Deus. Às vezes você tem um exclusivismo menos eh grave no sentido que o outro diz: "Não, eu sou apenas um alguém mais fiel, alguém mais dedicado, mas não quer dizer que ele diz que o outro não é cristão de jeito nenhum. Quando um grupo entende que todos os outros fora do seu grupo estão totalmente rejeitados por Deus, aí acho que a gente pode entender que é uma seita no sentido pleno do tempo". A Andressa, ela diz o seguinte: "Como interpretar a questão de um chamado missional? Geralmente no meio Nelu é instruído sempre uma experiência espiritual específica ou de profecia para uma pessoa. Deveria ser uma decisão mais racional. Pois é, Andressa, é o seguinte, não entendo que a gente possa padronizar as maneiras como Deus usa uma pessoa. Você vai ver a história de Samuel, ele é chamado desde criança para tá servindo diante de Deus lá no no tabernáculo de Siló, né? Você vai ver Paulo, a experiência do chamado dele é muito diferente, né? você vai encontrar situações muito variadas, né? Interessante que o Novo Testamento diz, se alguém deseja ser epíscopos, né, ser líder da igreja, ser bispo, ele está desejando obra muito importante, muito boa, excelente. Então, assim, eu conheço pessoas que tiveram, que a gente pode chamar assim, de uma dedicação a Deus de perfil mais racional. Eles tiveram a convicção de que deveriam entregar a vida no serviço de Deus, foram se preparar para isso e se dedicaram a isso, né? não tiveram uma experiência fantasmagórica assim milagrosa, não tiveram nenhum sonho, nenhuma visão, nenhuma voz audiva. E eu conheço pessoas que eh também eh tiveram experiências desse tipo. Então, assim, eu não acho que é a forma eh que a gente deve considerar, mas a autenticidade dos frutos da vida. da pessoa que atua. Eu conheço gente de maneira muito profundamente, vamos dizer assim, extraordinária e gente de uma situação puramente simples e comum e os dois dando fruto pro reino de Deus de uma maneira especial. Marcos Xavier pergunta: "Professor, na CCB as mulheres não pregam a palavra de Deus? Aliás, vejo apenas em alguns grupos pentecostais as mulheres, afinal o pastorado feminino é bíblico. Bom, isso aí exige aqui um um curso de 3s meses, né? Existe um artigo que eu escrevi, se você quiser, se você procurar no Google aí, pastores, nem pastoras Luís Saião, você vai encontrar um um artigo detalhado, né? O que que a gente pode dizer sobre isso? Ah, essa questão de pastorado, primeiro lugar, a gente precisaria tentar entender o que que a gente compreende sobre pastor. Muitas pessoas entendem o pastor como alguém que especialmente tá numa situação eh de posição hierárquica acima dos outros. E esse esse tipo de mentalidade clericalista, essa ideia assim de domínio, né? é muito forte, mas não é o ensino do Novo Testamento. As comunidades cristãs do Novo Testamento eram muito simples, aliás, reuniam em casas, né? E e o estilo de liderança de Jesus é é de serviço. Então é verdade que quem conduzia a igreja de Cristo, né, quem tava na posição de pastor ou de bispo, né, ou de presbítero, [roncando] era uma pessoa ah que podia trazer a palavra divina, né, ali, no caso, pregar e ensinar a palavra de Deus. era alguém que podia cuidar das pessoas, né, mais propriamente pastoral e alguém que tinha a capacidade de conduzir as pessoas. Então você tem esses elementos triplos aí, né, que que fazem parte desse perfil. E a gente observando, você vê que ainda que em vários textos você tem uma delimitação do papel feminino no Novo Testamento, como a questão da submissão, como a questão do texto de Primeira Timóteo 2 da mulher, né? Ao mesmo tempo, você vê mulheres eh tendo um papel eh prático de maneira significativa. Por exemplo, você vê Priscila e Áquila em Atos 18, você vê Paulo falando de pessoas que estavam cooperando com ele. Ah, e parece que estavam trazendo, ah, muitas vezes algum tipo de palavra, né? Você vê as filhas de Felipe que profetizavam. Você vê mulheres profetizando. Em Primeira Coríntios é mencionado isso. Então assim, os grupos mais, eu diria, restritos dizem: "Olha, a mulher não pode fazer absolutamente nada na igreja que envolva o uso da palavra". Eu acho que é difícil explicar eh vários desses textos, né? Outros grupos vão dizer: "Não, as mulheres devem e deve-se entender que elas devem ter primazia e tá na mesma situação eh dos homens na liderança da igreja". Parece difícil também explicar outros textos. Então, eu entendo que a ideia, até porque a igreja neotestamentária, ela não tinha a liderança de um indivíduo, ela tinha, né, uma espécie de pluralidade, como você vê em Atos 20, né, era uma liderança compartilhada. Então, eh, o que acontece é que a liderança última da comunidade deve ser masculina, mas isso não quer dizer, no meu entendimento, que as mulheres não devem ter nenhum tipo de participação ou não podem falar de jeito algum. E para ah encerrar, um outro aspecto importante é você observar o contexto cultural. Então, por exemplo, se você tiver num país como na Arábia Saudita e você vai ter uma comunidade cristã e você traz o, digamos, uma mulher para pregar naquele ambiente, certamente aquilo praticamente não tem pertinência naquela sociedade. Mas se você tiver na Noruega, se você tiver na Finlândia, um ambiente escandinavo, onde há muitas décadas, mulheres inclusive dirigem o país, estão toda parte na sociedade, você chega lá e fala: "Olha, aqui a mulher não pode falar nada na igreja, não pode trazer uma mensagem, isso vai ser uma coisa muito [suspirando] fora da compreensão daquela comunidade, né? Então, a gente precisa levar em conta, né, o que que é realmente pastorado, o que que tá envolvido, por existe delimitação e por existe participação em conjunto e como é que isso se define em certos ambientes específicos. A Sandra diz: "Professor, mesmo eles não estudando a Bíblia, esperando a revelação da palavra de Deus por sua misericórdia e revela a palavra, digo sobre a parte, parte falamos, parte profetizamos, Deus abençoe." Então, Sandra, veja, são duas coisas diferentes. Deus não tira a sua misericórdia. E a questão é que a maneira como se conduz, não só na congregação, mas em outros ambientes pentecostais, é que essa palavra que é apresentada, ela é uma palavra diretiva. Por exemplo, né? A pessoa diz: "Olha, eu não sei se eu devo eh vender o meu carro, né? Se Deus tá nisso ou não tá. Então, deixa eu ir lá na igreja, eu vou esperar ouvir a palavra, aí eu tomo a decisão. E aí, eh, você tem outras questões, por exemplo, que é o o a o que a palavra de Deus nos ensina doutrinariamente, nos ensina eticamente. Então, não dá pra gente viver de uma compreensão prioritariamente eh diretiva, né? Então, nesse sentido, esse perfil revelacional, como é apresentado, ele me parece insuficiente. Agora, claro, a misericórdia, a vontade de Deus está sobre todos nós, por isso que nós estamos vivos aqui, né? Mas isso não exclui a importância dos outros elementos que devem ser considerados. Ah, Marcos Xavier, professor, quais seriam as diferenças entre CCB de 27º dia imómenos e quais são as semelhanças dessas vertentes do cristianismo? Marcos, eu vou vou pedir desculpa para você porque isso aqui dá dá duas aulas dessas. Nós vamos ter nas próximas aulas, né, ah, outros e grupos abordados aqui, né? Mas assim, eu vou dizer, a congregação cristã no Brasil, em termos de contexto eh assim evangélico, ela é uma uma comunidade limítrofe. Ela tem alguns comportamentos de muito exclusivismo, né? E ao mesmo tempo tem várias coisas que estão num cenário semelhante a outros grupos evangélicos, especialmente pentecostais. Os adventistas também nós temos, não vamos ter uma aula sobre isso. Os adventistas eles têm uma história que é bem exclusivista e tem um perfil a mais de ideias teológicas muito peculiares e muito diferentes e realmente mais distintas, né? Ah, e aí o os adventistas, só que nos últimas décadas, eles têm mudado esse perfil, né? Não, ninguém deve imaginar que tudo que você encontra nos escritos antigos de Ellen White representa a cabeça de todos os adventistas no sétimo dia. Então, ah, eu entendo que nesses ambientes há pessoas eh sérias e convertidas. E no entanto, ainda que eu discorde da maneira como eles ensinam várias coisas, né? Então o adventismo eu diria que tá um pouquinho mais afastado do ambiente evangelical, né? Em termos de teologia. já o mormonismo, aí a coisa já é bem distinta, porque o mormonismo ele abre um caminho mais eh, né, vamos dizer, definido de distanciamento à medida em que ele entende que a Bíblia precisa de outro livro igualmente sagrado para servir de referência, que é o livro de Mórmon, né? E nesse sentido, o mormonismo tem um distanciamento bem maior, bem peculiar. E aí sim, se a gente quiser fazer uma lista daquilo que envolve o que nós chamamos tecnicamente de seitas no sentido teológico da palavra, não é no sentido, vamos dizer, de menosprepreso ou de desafeto, não é essa ideia, né, no sentido teológico, né, uma heterodoxia mais definida. Com certeza o mormonismo tá num outro perfil quando a gente compara com adventistas e congregação cristã. Ah, então Marcos ainda pergunta, né? Eu vejo alguns pastores da linha histórica pregando nas igrejas, evento pentecostais, mas não vejo pastores pentecostais pregando eventos de igreja e história. Por quê? Então, Marcos, eu não sei, eu acho que você tem razão. Na maior parte dos casos, eu acho assim que as igrejas pentecostais são mais abertas para receber algumas pessoas que eles entendem que podem contribuir, né, para a igreja. Até porque é muitas igrejas pentecostais estão em busca de mais conhecimento e teologia. Já as igrejas históricas, elas eh têm um perfil mais ou menos dizendo, ó, nosso contexto aqui tá suficiente. A gente não tá interessado em outros enfocos. Eu acho que algumas igrejas históricas, não é nem questão de receber pentecostais, muitas não recebem gente de outras denominações, porque eles não querem que haja, né, uma influência da forma de pensar. Então, nesse sentido, as igrejas históricas, na maior parte dos casos, elas são mais restritas aí, né? Ah, muito bem. Mais alguns outros comentários. Vamos ver aqui, né? A gente já tá chegando aí perto do final da nossa aula. Já temos uma aula, uma hora de de reflexão, né? Ah, Sandra ainda diz: "Na CCB tem irmãs profetas que até os irmãos que t ministério fazem questão de orar com ela esperando revelação de Deus". Então, Sanda tem razão. E isso também acontece com outras igrejas pentecostais, mas que o pessoal eh comenta é que e dificilmente elas têm esse espaço na própria igreja no momento da reunião do culto, né? Elas não são chamadas, por exemplo, para pregar, como acontece, por exemplo, na igreja do Evangelho quadrangular, né? Mas você tem razão, tanto a a CCB como outras igrejas pentecostais t eh o que é, né, muitas vezes chamado de irmãs de oração. Ah, o Marcos Xavier ainda fala do Brasil paralelo, lançar um documentário, né, sobre o Brasil evangélio. O senhor acha que dias seremos a maior maioria e e melhoria da situação do país? O país seria mais intolerante? Olha, eu eu vi o documentário, conheço, inclusive fiz parte de uma live comentando sobre isso. É muito difícil dizer isso, né? Porque o que a gente chama de meia evangélica é muito variado, muito diversificado, tem coisa de todo tipo e acho que tem muita coisa no meio evangélico que de fato abençoa, ajuda e faz coisas muito favoráveis pra realidade brasileira. O documentário mostra isso, mas tem coisa que não é muito promissora. Existe um lado problemático de igrejas evangélicas no Brasil que precisa de melhorar. Então, o simples fato de um dia vir a ser maioria não quer dizer que vai melhorar o país, né? Ah, muito bem. Comentário da Cátia. Pros gregos, a mulher era discreta, não vista em público. Pros egípcios, era linda mulher na sociedade e cultura, assim como no Oriente Médio, né? A Sandra diz que ela gostou muito da aula e agradece. Muito bom. Ah, Marcos também diz que admira a maneira como a gente tá apresentando as coisas aqui, né, para na tentar sua vida de todo mundo, né, e também o Luís Rábio, né, que tem sido uma bênção aprender com a gente. Então, pessoal, ah, muito bom. Muito obrigado aí pelas considerações e pelas palavras favoráveis, né? E eu agradeço, né, a atenção de todos. Não sei se temos alguma última eh pergunta aí, alguma última dúvida, né, eh quiserem encaminhar, né, eh podem mandar aí paraa gente poder talvez dar uma última palavra aí eh sobre a nossa questão. Lembre-se que o Macaris continua, né, exatamente com esses temas mais, vamos falar sobre adventistas, testemunhas de Jeová e outros grupos diferentes, né? Então a gente agradece, né? Ah, eu sei que tem gente chegando agora, a live vai ficar aí gravada, né? Ah, deixa eu ver aqui. Existe uma tradição, de se buscar a palavra para confirmar determinadas decisões da vida na CCB. Existe alguma base bíblica para isso? Então, Ismael, na verdade, não é só CCB. Acho que é muito comum em muitos grupos pentecostais é aquela ideia de que as coisas que a gente vai decidir na vida, elas têm uma ação diretiva de Deus. E a pessoa entendendo que ela tá em comunhão, Deus vai dar os caminhos eh numa direção que tantas vezes é confirmado de uma maneira especial ou revelacional como apresentado. Tá bom, pessoal? Muito obrigado eh pela atenção de todos. Deus abençoe. Tenham uma boa noite. Já me mandaram lailav, né? E fiquem sempre ligados. Não se esqueçam, ó, inscreva-se no canal da Ibnu, né? aperte o sininho, divulgue para os amigos, né? E seja você também parceiro aí da gente, né? Aí nessa caminhada de ensinar a palavra de Deus e a teologia e a fé com responsabilidade, com atenção, com esforço de qualidade também com bastante consideração e amor aos irmãos e ao povo de Deus e a esse mundo que precisa da graça do Senhor. Deus abençoe. Boa noite a todos.