Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 22 | Testemunhas de Jeová | Dilean Melo
14/08/2026
Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 22 | Testemunhas de Jeová | Dilean Melo
Módulo – "Uma só fé, muitas tradições"
Aula 22: Testemunhas de Jeová
Dilean Melo
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Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
เฮ [música] >> [música] [música] >> Boa noite para você. Que alegria estar aqui no nosso curso Macários, o curso da IBNU. Hoje falando sobre um tema totalmente diferente para mim, assim, né? Então, geralmente as aulas eram aulas expositivas, né, da questão bíblica, romanos, enfim. E agora falando sobre esse tema que envolve a uma só fé, né, mais várias traduções diferentes. Estamos falando sobre movimentos e grupos, né, ah, diferentes que nós tivemos aí ao longo do nosso da história e aquilo que tem hoje, inclusive a fazendo, que faz parte, vamos dizer assim, da compreensão que nós temos de igrejas, de movimentos religiosos e de outras questões também. Então, é uma alegria muito grande estar aqui com vocês. A gente vai fazer, como sempre um tempo aí de um bate-papo e depois do bate-papo a gente vai ah tentar responder alguma pergunta. O que eu posso dizer para vocês assim já de cara é eu não sou o grande profundo ah estudioso sobre as testemunhas de Jeová, né? Ah, o que eu tenho são informações que a gente vai, que eu peguei principalmente do próprio site deles, ah, de alguns livros, ah, né? E, e, e, e, e vou fazer uma comparação, vamos dizer assim, com algumas coisas daquilo que a gente tem no nosso texto bíblico, né? Ah, daquilo que tem na nossa compreensão da palavra de Deus e daquilo que a gente tem na nossa teologia. Então, quero convidar você a fazer parte desse nosso tempo de estudo. Ah, e eu creio que eu vou falar aqui, vou fazer uma exposição por cerca aí de aproximadamente uma hora e depois a gente vai poder tirar aí conversar sobre algum tema ou alguma coisa assim, alguma pergunta que talvez você tenha. Então, pra gente dar início, eu quero mostrar para vocês o como que eu dividi, o que que eu tô pensando em fazer ao longo desse nosso bate-papo aqui, ah, desse nosso tempo. Então, em primeiro lugar, eu quero falar sobre o próprio movimento, as raízes históricas daquilo que a gente tem como a esse movimento chamado de testemunhas de Jeová, tá? Então vamos pensar um pouquinho nele, vamos pensar sobre como ele surgiu, qual é esse momento histórico onde a coisa acontece, né? Depois eu vou falar sobre o seu desenvolvimento como movimento, como grupo religioso propriamente dito, né? Então, a gente vai ter o momento histórico onde a coisa acontece, as influências teológicas, o que está acontecendo nesse período e depois o seu desenvolvimento como instituição, a sua chegada ao Brasil, a sua propagação, ah, tanto a nível propagação da da do que se crê, né, daquilo que se o o movimento, né, o grupo religioso acredita, como também em relação são a a sua expansão ao longo do mundo. Depois eu quero fazer um período de falarmos sobre, bom, agora que a gente sabe o que eles acreditam, como é que a gente ah tem essa relação com o cristianismo histórico, né? E aqui, pessoal, eu eu não vou trabalhar todos os aspectos da teologia sistemática, né? aqueles 12 tópicos principais da teologia sistemática, mas eu quero pegar alguns que são importantes, como a doutrina de Deus, a doutrina de Jesus Cristo, a doutrina da salvação, que é a soteriologia, a escatologia que é a doutrina do fim dos tempos, né, das últimas coisas, e a eclesiologia, que é a doutrina da igreja. Então, nós vamos pensar, já falamos um pouquinho sobre as suas raízes, aquilo que estava inclusive nos a a nos precursores, vamos dizer assim, do movimento, a o que eles estavam estudando, o que estava acontecendo na época, falando sobre o seu desenvolvimento e os seus pensamentos em relação àquilo que nós temos ah dentro da da da teologia, vamos dizer assim, de um pensamento ortodoxo, de um pensamento mais ah mais conservador, não vou dizer reformado propriamente dito, porque não é a proposta mesmo, tá? Mas dentro da nossa igreja, por exemplo. E depois vamos fazer uma avaliação aí ah sobre tudo isso a partir dessa comparação com esse cristianismo histórico, com aquilo que a nós temos e as nossas considerações finais. Então esse é o nosso desenvolvimento e aquilo que a gente quer fazer. Então, o primeiro bloco envolve qual é a raiz, da onde esse povo surge, né? Ah, e a gente vai então pensar, deixa eu tentar aumentar aqui para ver se fica melhor para vocês, né? Assim vocês conseguem ver melhor aí o texto, né? Então o contexto aqui, pessoal, é o contexto do século XIX. Então, o movimento ele não surge do nada, né? O movimento não surge do ah do absolutamente nada. O que que tá acontecendo? você tem já todo uma situação ah que está acontecendo, principalmente ali na América do Norte, né? Ah, é é uma é um é um período histórico que nós podemos chamar de um período de intenso fervor. Inclusive alguns historiadores da parte da história da igreja, da religião e tudo vão chamar de um segundo grande despertar, né? a um movimento de avivamento que gerou incontáveis a igrejas, denominações, movimentos religiosos e, sem sombra de dúvida, os testemunhos de Jeová também fazem parte desse grande movimento, né? Então, o século XIX é marcado por várias expectativas muito fortes, né? Então você tem, por exemplo, expectativas missionárias muito grandes. Você vê, por exemplo, a a as a as denominações fazendo missões, né? Indo a querendo alcançar a o todos os povos. E você tem a inclusive a as biografias, né, dos grandes missionários e tal. E e ao mesmo tempo que todo grande movimento ele de certa forma começa a quebrar [limpando a garganta] ou rejeitar certas percepções históricas. a a há há, vamos dizer assim, uma tentativa de falar que nós vamos retornar à Bíblia, mas nem sempre os movimentos são isso. É claro que em alguns pontos até mesmo acontece desde, por exemplo, da própria reforma protestante, né, onde você tem essa proposta também de, ah, vamos retornar às escrituras com a Lutero, com Calvino e tal, mas a gente percebe que não é porque foi dito assim, que tudo de fato é assim. Há algumas percepções que também fogem um pouquinho dessa, assim, dessa regra geral, né? E aí dentro desse grande movimento, dessa grande situação que está acontecendo, surge um homem chamado William Miller. E ele estabelece aquilo que a gente pode chamar de movimento milerita, como muitas vezes é chamado aí dentro da a desse desse movimento histórico, né? Acho que eu tô agora atrapalhando aí o slide que eu tô em frente a ele, né? Deixa eu então tentar sair dele aqui para ver se ver se fica melhor. Joia. Então aqui, ó, isso que chamado de movimento Millerita. Então William Miller, que foi aí de 1782 a 1849, foi um pregador batista que começou a fazer alguns cálculos e a gente vai perceber que muito disso é central e essencial paraa proposta das testemunhas de Jeová. Aliás, se você perdeu a aula de ontem do Jonatas, né, falando sobre o mormonismo, que também tá ligado muito com esse período e tudo, ah, eu recomendo que agora você continue e assista a nossa aula, né? Mas terminando esse nosso tempo aqui, que você de repente vá lá assistir, pegue lá o material do Jonatas, a a aula que ele deu ontem, para que você possa olhar um pouquinho aquilo que ele fez, porque eu acho que vai, ah, vai ser muito bom para você encaixar com tudo aquilo que a gente vai falar ou Ah, por algum motivo. OK, gente, desculpa por algum motivo saiu aqui, caiu a conexão, mas já tô de volta. Deixa eu compartilhar novamente a tela aqui. Pronto. Então, estamos aí de volta, tá? Então, o que que vai acontecer? Quem que é esse William e o que que ele propõe, né? Então, a gente vai começar a estudar. Olha só. Então, ele foi um pregador que começou a calcular com base no texto de Daniel, capítulo 8, o versículo 14. Se você inclusive tá aí a com a sua Bíblia, vale a pena então dar uma olhada. Daniel capítulo 8, a gente sabe que é aquele a aquela profecia bastante escatológica de Daniel, né? falando sobre ah o tempo do fim e falando sobre aqui no capítulo 8, a maior parte dos estudiosos acredita que ele tá falando especificamente para o povo judeu. E no versículo 14 ele diz: "Ele me respondeu até 2300 tardes e manhãs, então o santuário será purificado." Então ele calculou a luz desse ah desse versículo, dessas 2300 tardes e manhãs que que Jesus que Cristo retornaria entre 21 de março de 8 1843 e 21 de março de 1844. O qual que foi o problema? Isso não aconteceu de fato, né? Então, quando a data passou, sem o retorno esperado por a por Miller, seguiu-se o que ficou conhecido como o grande desapontamento de 1844. Então, esse colapso profético daquilo que angareou muito as pessoas e as pessoas estavam realmente acreditando que isso de fato é o que iria acontecer, ah, gerou reinterpretações que alimentaram novos grupos religiosos, incluindo os adventistas do sétimo dia, indiretamente o grupo que Russell lideraria décadas depois. Russell vai ser esse fundador, mais especificamente do movimento das Testemunhas de Jeová, tá? A a herança, então, milerita plantou uma semente de adventismo e cálculo profético que marcaria profundamente aqueles que mais tarde seriam chamados de testemunha ah de Jeová. O legado de dessa situação que acontece e desse grande desapontamento de 1844 é a a uma tentativa, vamos dizer assim, de uma hermenêutica profética bastante literalista, né? Ah, que não era a proposta que estava corrente a desde, bom, desde bem antes da reforma, né? Mas ah, principalmente ali no âmbito da reforma, não tinha essa proposta de uma hermenêutica literal das profecias, que alguns movimentos ah evangélicos e tudo continuam trabalhando com essa proposta. Existem cálculos baseados no livro de Daniel. Inclusive, ah, se você segue o canal do Saião, nesta semana agora, o Sa colocou um vídeo no canal dele falando sobre essa questão de tentativas de criar uma datação para alguma coisa através do livro de Daniel. Ah, ele trabalhou com o capítulo 9, onde nós temos ali aquele texto das 70 semanas de Daniel, né? Mas você tem ali, então, ali grupos que ah surgem a partir dessas tentativas de ah criar datas e de identificar na história essa essas profecias. Por outro lado, também começa a ter ceticismo em relação às igrejas tradicionais e muitos movimentos vão começar a surgir de vários tipos. Se você tá acompanhando aqui o Macários, você tá a acompanhando esses diversos tipos de grupos diferentes que surgem aí no século a final do século XVI, mas principalmente século XIX, né? Então você vai ter essa a esses grupos que vão começar a ter uma certa resistência às igrejas tradicionais, aquelas que vêm já a partir da reforma. Então, uma esperança apocalíptica que se torna extremamente iminente. uma uma busca por essa relação de quando Jesus volta, não só de se fazer a a cálculos, mas de literalmente grupos que começam a a a identificar datas e fazer coisas doidas, né, de vender tudo, de enfim, ah, entender que de fato a sabem a data da volta de Jesus. É claro que tudo isso também é alimentado por uma esperança apocalíptica iminente, ah, baseado quê? você tem guerras acontecendo, você vai ter a grande depressão, você vai ter problemas no século XIX, ah, de forma muito grande. E, e, e essas situações também vão despertar esses elementos que vão fazer com que as pessoas se voltem tão fortemente para essas questões, questões escatológicas, né? E uma cultura de reinterpretação pósfalha profética. Essa questão de falha aqui, eu tô me referindo a esse elemento, por exemplo, como nós tivemos do William Miller, né, que identificou que Cristo voltaria entre 1843, 1844. E aí a coisa não acontece. E aí o que que qual que é a relação? E aí a gente tem isso acontecendo de uma forma muito interessante. Não há uma sensação de poxa vida, pessoal, olha, eu fiz o cálculo, eu reconheço que realmente eu errei. Em geral, o que acontece é uma tentativa de reinterpretar a coisa e não simplesmente de entender, olha, o caminho que eu tô caminhando, que eu tô lhe trilhando aqui tá furado. É melhor eu tentar identificar ou ou voltar qual qual era a tradição, o que que como é que era a forma de interpretação? vamos ou vamos pensar em bases mais sólidas pra gente fazer interpretação, não é? É uma tentativa de revalidar a própria a própria proposta, né? Então isso é bem é bem marcante desses grupos e dessa realidade que vai acontecer. Mas o nosso grande personagem aqui é o Charles Tas Russell. Quem é esse personagem? Esse personagem é o cara que vai fundar de fato aí a as testemunhas de Jeová, né, o o grupo. Ah, e e Charles Stay Russell, ele vai ah ele vive, né, de 1852 a 1916. E ele começa a beber, vamos dizer assim, teologicamente, de alguns alguns movimentos, né, de algumas realidades para poder começar a fomentar e e a criar a sua teologia e a sua forma de enxergar o texto bíblico. Um deles é Jonas Wendell, que foi um pregador adventista que reavivou a fé de Russell quando ele tinha 18 anos. Hum. Ah, e que afastou o o Russell do ceticismo em relação às igrejas que ele tinha. Então, Russel tava afastado da fé completamente. E esse Jonas Wendel foi a sua primeira influência a como um retorno à fé nesse sentido. Depois nós temos um outro personagem chamado Henry Grill, que influenciou Russell na rejeição da trindade e da imortalidade da alma. Então, ah, a gente começa a perceber um pouco de da onde tá vindo todos esses movimentos, né? Depois, uma outra pessoa que foi muito importante na vida do Russell foi o George Stors, que ensinou que havia uma realidade de uma mortalidade condicional da alma e o aniquilacionismo, ou seja, que os ímpios, esses deixariam de existir, mas que não haveria sofrimento pra vida deles, tá? Ah, depois nós temos um outro personagem histórico bem interessante que foi o Nelson Barbur, que colaborou com Russell numa obra chamado Three World a Three Worlds. É essa palavra sempre linda, né? Então, Três Mundos de 1877 que defendeu o retorno visível de Cristo em 1874. Então, olha só que interessante a gente ah observar essa proposta de que ele começou também já a fazer os seus cálculos e apresentar as suas propostas. E não somente isso, mas você tem de 1800 a 1882, né, a um personagem muito importante na história da teologia, vamos dizer assim, que é um um um cara chamado Nelson Darby, né, John Nelson Darby, que vai a fazer a questão daquilo que depois foi chamado de dispensacionalismo, né, e que traz sim uma influência pra visão de Russell sobre a questão da restauração de Israel e sobre essa questão dessas desses períodos de dispensações que a gente vai ter. Se você quiser no site, né, da a da jw.org, org, né? Você consegue encontrar a esses livros, ah, você consegue encontrar os materiais para que você possa dar uma olhada mais profunda. Mas ele foi o fundador do movimento. Ele nasceu em Pittsburg, na Penilvânia, e ele era de uma família presbiteriana. Então, como eu falei, ele abandonou a fé, o Jonas Wendel, que foi essa influência depois de trazê-lo de volta, né? e foi influenciado por um grupo adventista, por esse Jonas Wendell, que começou a estudar a escritura de uma forma independente e sistemática. Em 1870, aos 18 anos, fundou um grupo de estudos bíblicos em Alleenhin. Ah, em 1879, lançou uma revista Zion's Watch Tower and Herald of Christ's Presence, que se tornaria o principal veículo de sua teologia. Em 1881, fundou a Zons a Watch Tower Prct. society, embrião da organização moderna que nós chamamos de testemunhas, testemunha de Jeová. Então, esse aqui é o nosso grande ah personagem que vai criar essa esse movimento, né? algumas datas importantes. Então, 1879 ele lança a revista Zons Watch e 1884 ele incorpora, né, um um ele cria uma incorporação legal chamado chamada Zions Watch Tower Tract Society. Em 1909, que eu não coloquei aqui no slide, ele faz uma transferência da SED para a Nova York, para o Brooklyn. em 1914 ele a apontado por Rússia como o fim do tempo dos gentios. Essa data é muito importante pra gente entender muito daquilo que envolve a teologia a da do do grupo, né? E depois ele morre em 1916. Então, as doutrinas pioneiras ah do Russell e aquilo que a gente vê como importante a gente conhecer. Primeiro lugar, pessoal, Russel começa a fazer essa negação da trindade. Então, Jesus é um ser criado, subordinado ao Pai. O Espírito Santo é uma força ativa, não é uma pessoa. Depois, a morte por aniquilação, né? A alma não é imortal. A morte é um estado de inconsciência total. Ah, não há inferno nem tormento eterno. Outra questão é essa do retorno invisível de Cristo, que depois vai ser o desdobramento, né? ensinou que Cristo retornou de forma invisível em 1874 mais uma vez. Por quê? Porque é uma dessas tentativas com falha. Então, a havia uma proposta que ele Jesus retornaria em 1874, não voltou. E ele só morre em 1916. Então, há uma forma de reinterpretar. Não, não, pessoal, eu disse que Jesus retornaria, mas na verdade, ah, foi um retorno invisível e que esse retorno foi a inauguração de um tempo de fim antes do Armagedon, né? Não, do Armagedão aqui. Tá. Deixa eu ver se até consigo. Ah, que que fez aqui GL? Bom, beleza? Então, esse é o essa vai ser a proposta. E por último, uma restauração paradisíaca, de certa forma essa ideia de que tudo vai ser restaurado e que nós vamos ter novos céus, novas terras e tudo vai acontecer. Então, as profecias importantes que ele vai desenvolver. 1874 é o retorno invisível de Cristo e início da presença de Jesus na Terra. Em 1878 esperava-se a ressurreição dos santos e o arrebatamento dos fiéis vivos, o que também não aconteceu. 1914, a data prevista para o fim do reino dos gentios, né? Ah, e o estabelecimento do reino de Deus na terra. E 1918, apesar dele ter morrido em 1916, ele vai dizer que há uma expectativa de destruição das igrejas cristãs organizadas e um julgamento das nações. Então, essas profecias foram repetidamente reinterpretadas como ajustes de entendimento, porque elas não se cumpriram de fato. Então aí você vai ter esse problema que vai acontecendo, que vai ser de certa forma uma marca do do dessa interpretação ah das testemunhas de Jeová. Bom, após a morte do Russell, que foi o grande idealizador, né, o grande fundador de fato das testemunhas de Jeová, aparece um novo personagem no cenário chamado Joseph Franklin Rutherford. E e ele que vai sistematizar, ele vai consolidar, ele vai criar de fato a coisa, ele vai pegar aquelas ideias do Russell e aquilo que Russell já tinha criado como movimento, né, como as Ions, a Watch Tower e tudo. E agora ele vai criar aquilo que nós podemos chamar de fato daquilo que nós temos até hoje como testemunhas de Jeová, tá? Então aqui a gente tá indo para esse bloco dois, onde a gente falou já um pouco sobre quem foi o fundador, quais são as raízes históricas, falamos um pouquinho sobre as crenças iniciais e agora nós estamos para indo para essa parte do bloco dois, que é essa institucionalização, né? a a essas ideias trazidas pelo fundador agora vão se tornar de fato uma um movimento religioso que vai se expandir pelo mundo, tá? [limpando a garganta] Então, apó a morte do Russell, né, a o advogado Rutherford assumiu a sociedade de torre de vigia. Rutherford foi o grande arquiteto da organização moderna. Ele modelou a o governo, né? ele ele criou uma nova forma de identificar essa ideia de governo do do das Testemunhas de Jeová, né? Então, ah, porque o que que você vai ter a partir de agora? Você agora vai ter um um sistema que precisa acontecer e para isso precisa ter uma liderança, uma liderança formal. Até agora quem você tinha era a pessoa do Russel. Agora você precisa ter, para ter uma instituição organizada, você precisa ter o uma liderança maior, né, que inclusive ah consiga organizar isso como braços que se estendem por vários lugares. Então ele modelou o governo da daquilo que é chamado e daquilo que vai ser importante paraa eclesiologia da da das Testemunhas de Jeová. a aquilo que até hoje é a forma de de como eles entendem igreja, de como eles entendem o seu próprio a sua própria liderança. E como que ele faz isso? Ele elimina os anciãos locais que estavam ali no Brooklyn, né, com a com o o que faziam parte já dessa liderança com o Russell. Ele era o líder e você tinha ali esse grupo, ele vai eliminar esse pessoal que tava com ele e impôs uma estrutura hierárquica rígida. E obviamente quem vocês acham que foi o grande líder supremo, vamos dizer assim, a do movimento. É claro que foi o próprio Joseph Franklin, né? Ele vai se tornar então o grande líder. Em 1931, ele adotou o nome Testemunhas de Jeová, que é o nome usado até hoje, baseando-se em Isaías 43 de 10 a 12. Então, se você inclusive tem aí o seu a sua Bíblia, a gente pode abrir aqui Isaías capítulo 43, que vai dizer assim: "Ah, aqui, ó, vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi, para que saibais, criais em mim e entendais que eu sou o mesmo antes de mim, Nenhum Deus se formou e nenhum haverá depois de mim. Eu, eu sou o Senhor e além de mim não há Salvador. Eu anunciei, salvei e mostrei. Não foi um Deus estrangeiro entre vós que o fez. Portanto, sois minhas testemunhas de que eu sou Deus, diz o Senhor. Então, esse aqui é o é o é o texto base que o Joseph Franklin vai adotar. E da dessa ideia de sois as minhas testemunhas, ele vai formar esse grupo que vai chamar de testemunhas de Jeová. A data, vamos dizer assim, a onde essa de fato isso acontece. é dia 7 de julho de 1931, quando ele adota esse nome Testemunhas de Jeová e coloca isso como a o cumprimento desse texto de que Deus disse que ah teria esse povo, que seriam as suas testemunhas. E ele vai dizer quem são, quem é esse povo? Esse povo é exatamente a igreja dos testemunhos Jeová e a sua continuação, tá? Então, a decisão marcou uma ruptura simbólica com o legado tanto do Russell quanto, de certa forma também do Miller lá e afirmou uma identidade distinta e exclusiva para para esse movimento. Nós tivemos a vários ah grandes líderes dentro desse movimento. Primeiro o o Russell, que foi o fundador, depois o o Rutherford, que foi aquele que cunhou esse nome, né, a Testemunha de Jeová, a centralização do poder. Ah, e também desenvolveu a ideia de que como nós somos, como nós não, né, como o grupo é o grupo de testemunhas, o que que ele precisa fazer? ele precisa testemunhar. E foi daí que começou essa questão de se bater de porta em porta para fazer a pregação das testemunhas. Depois nós temos um outro personagem de 1942 a 1977 chamado Nathan Kor. ele vai criar aquilo que é chamado de escola de Gileade e a tradução do novo mundo, que é a Bíblia aceita, né, e usada pelo pelo movimento, né, a religioso. Frederic Franz, que vai ser de 1977 a 1992, ele foi o principal teólogo dos testemunhos de Jeová. Ah, e ele cria uma expectativa profética. pro ano de 1975 também, que vai envolver elementos escatológicos, né? Ah, depois da morte dele, de no 1992 até o ano 2000, foi Milton Hell, que foi o último presidente antes da grande reestruturação do corpo governante. E Samuel Hard, que desde 2014, né, é membro desse corpo governante, onde hoje há uma liderança colegiada para o grupo. E e fora isso, nós temos a aqui, lá, até coloquei aqui, decidi colocar para vocês, ó. Então, as grandes mudanças estruturais do Rutherford, a centralização do poder, a nova questão da identidade para testemunhas de Jeová, a expansão editorial, então a massificação da produção da literatura e a principalmente da torre de vigia e as novas doutrinas, principalmente da introdução da doutrina dos 144.000 1 e dessa grande multidão, ah, e também da questão da transfusão de de sangue. Foi ele que vai desenvolver essa parte. Depois disso, nós temos o quê? a sociedade se desenvolvendo, a estrutura de governança acontecendo, a organização é governada por um um corpo governante hoje composto de de várias pessoas a um certo colegiado. Como números globais que a gente pegou no site, né, da da deles, você tem hoje aproximadamente 8.7 milhões de publicadores ativos, né? Ah, 240 1000, né? Publicadores ativos. 240, mais de 240 países com a presença do grupo e mais de 1000 traduções ah da a da da nova nova tradução do novo mundo, né, das escrituras. Tá bom? Tendo em vista tudo isso e aquilo que todo esse movimento estabeleceu, sabendo dessa origem, de como tudo vai acontecer, a gente precisa entender um pouco mais como a essa análise. Ah, perdão, esqueci de falar para vocês, né? Eu até disse que eu iria falar, mas faltou colocar a a a pregação no Brasil do Testemunho de Jeová. Ela acontece mais ou menos por 1920, por meio de marinheiros brasileiros que conheceram o movimento em Nova York, tá? Em 1936 você tem um personagem chamado Auston Jul, que chegou para organizar a obra aqui no Brasil como missionário. O grupo enfrentou perseguições, prisão em São Paulo por perturbação da ordem. Ah, mas hoje o Brasil conta com aproximadamente aí a a uma estimativa de 900.000 1000 membros dentro ah desse grupo chamado de Testemunhas de Jeová. Tá bom? Agora sim, a gente indo para essa análise teológica e sistemática, esse bloco três daquilo que envolve a nossa a nossa aula, a gente vai então a partir de agora estudar um pouco. E a primeira grande doutrina que a gente precisa conversar é exatamente a doutrina da a da teologia própria. Essa doutrina é muito especial e muito forte, porque é ela que vai dar a o pontapé inicial para os grandes problemas que a gente tem aqui junto com a com esse grupo, né? Por quê? Porque as testemunhas de Jeová afirma que o nome de Deus primeiro é Jeová, que é uma transiteração do tetragrama hebraico de acordo com eles, né? O tetragrama hebraico é aquele famoso ah iod re va re, né? a o yh wh, né? E que esse nome deve ser pronunciado e preservado em toda a leitura bíblica. E é interessante que eles colocam inclusive esse nome no texto do Novo Testamento, substituindo onde no texto grego vai aparecer a palavra Krios, a palavra para Senhor. Então eles vão eles vão colocar o nome de Jeová, né? Então qual é a posição principal deles? a respeito disso, que o nome Jeová foi suprimido pelas igrejas ao longo da história, o que é a proposta deles. Ah, que usar e proclamar o nome é um ato de adoração. Então, assim, falar Jeová é um ato de adoração que é essencial, que precisa de fato acontecer. E Deus é um ser único e singular, não um Deus trino, não um Deus. Obrigado, obrigado, Vaninha. Ó, a com a esposa é outro nível. Agora até o chazinho gostoso tem durante a aula. Ah, então o que que a gente vai ter agora? Isso é totalmente diferente da perspectiva teológica histórica cristã, né? Por quê? Porque nós temos uma perspectiva de que a a pronúncia do tetagrama é incerta. Alguns ah pronunciam Yahvé, outros pronunciam Javé, outros pronunciam Jeová. Então, há uma relação muito grande. O que é certo, né, é que essa ideia de Jeová, ah, é, é principalmente a a você pegar as a as a vocalização, ou seja, as vogais da palavra Adonai. em a em hebraico e colocar no no tetragrama, né? E aí então vai ficar Jeová. Não sei. Isso aí. Ah, nenhum manuscrito grego do Novo Testamento contém o tetragrama, então não tem por fazer essa substituição. E a inserção do da nova da tradução do do mundo, né? É uma adesão editorial sem respaldo textual. Então, o primeiro, o principal elemento aqui é principalmente a questão de não acreditarem na trindade, né? Não acreditarem que Deus é o Deus Pai, Deus filho, Espírito Santo. Isso vai obviamente a cair no problema que nós temos com a doutrina da cristologia deles, né? De quem é Jesus para eles. Por quê? Porque a questão cristológica é o núcleo, de certa forma, a gente pode dizer assim, do grande debate que nós temos a respeito da proposta da da teologia da testemunha de Jeová, né? Então, sua posição é de a é de uma certa forma uma questão moderna de um arianismo. E aí eu convido você a ver os os o os as aulas, né, sobre teologia do Macários, quando falamos sobre cristologia, acho que é o módulo um do Macários, onde a gente fala um pouco sobre essas ah posições históricas a respeito ah de Jesus, né? Mas para eles, quem é Jesus? Isso aí, pessoal, eh eh você encontra de fato no texto que eles acreditam, né? Se você pegar, por exemplo, a no site, né, da da das Testemunhas de Jeová, olha aqui, ó, pegar aqui, tá vendo aqui o site, né, que é o jw.org. Então, a gente não tá assim pegando elementos distintos, né? Mas quando você entra no site deles e eles colocam, né, Jesus é o arcanjo Miguel? Em poucas palavras resposta é sim. Então eles de fato acreditam que Jesus é o arcanjo Miguel, né? Ah, então os testemunhos identificam Jesus como pré-encarnado com Miguel, o arcanjo, o primeiro ser criado por Deus, sem base textual, porque não há nenhum texto que diga isso de fato. Isso isso foi a a forma como eles entenderam a luz da sua própria interpretação, né? Não há nenhum texto que corrobore isso no Novo Testamento, né? Outro elemento, e eu vou mostrar um outro slide daqui a pouco para falar sobre isso, é que Jesus é um Deus [limpando a garganta] e não Deus, né? Então, a a a Bíblia, né, a nova tradução ah deles ah diz traduz primeiro João, por exemplo, um, que diz que o verbo era Deus e o ver a ele trata com a palavra era um Deus, né? e Deus com letra minúscula ainda por cima, né? Rejeitando a identidade essencial de Cristo com o Pai que é Deus. Há então uma perspectiva que é chamada de subordinacionismo, né? Ah, onde Cristo é eternamente inferior ao Pai. Então, ele não é um com o Pai, ele não é Deus com o Pai, mas ele é subordnado. Subordinado, perdão, subordnado, não, subordinado ao Pai. Ah, o que isso é veementemente rejeitado pela história da igreja? Você pode ver isso nos credos, né? O credo a de Niceia e Calcedônia falam abertamente sobre isso, né? E sobre essa questão da da ressurreição espiritual. Então, Jesus não ressuscitou corporalmente para eles, mas Jesus ressuscitou de forma espiritual. seu corpo foi destruído. Ele ressou como ser espiritual, negando a ressurreição física, né? E aí há toda uma série de tentativas de explicação paraa questão de de Tomé tocar o corpo e tudo que vocês podem, como eu mostrei ali o site tem todas as explicações, né? A, a gente tá ocupando já bastante tempo da aula, então eu quero avançar um pouquinho aqui com vocês, mas eles vão colocar muito sobre isso, que Jesus então agora ressuscita com só uma coisa de espírito. Eu disse para vocês que a gente ia mostrar um pouco sobre essa questão do debate, né, da textual do do dos testemunhas. Então, veja, por exemplo, a NVI que traduz no princípio era o verbo. Veja que verbo com letra maiúscula. E o verbo com letra maiúscula estava com Deus. Deus com letra maiúscula. E o verbo letra maiúscula era Deus também com letra maiúscula. Então, dá até para colocar aqui, ó, o apontadorzinho que vai ajudar. Tá vendo, ó? Tudo aqui com letra maiúscula. Quando você vê a a a tradução do novo mundo, né? Então, no princípio era a palavra. Existem duas opções, né? duas versões. Numa delas diz que o espírito estava com o Deus. Aqui sim, definindo Deus como Deus, o Pai, o único Deus que existe. E aqui ele vai dizer que a palavra, apesar deles colocarem aqui palavra por estar se referindo necessariamente à palavra de Deus, em umas em algumas versões eles dizem era um Deus e outra a palavra era Deus, mas Deus com letra minúscula, identificando que ele exerce um papel de certa forma a espiritual, exerce exerce um papel de relevância, vamos dizer assim, ele exerce um papel divino, mas ele não é Deus de fato, não é um Deus de da mesma essência como o Pai é. Então, a tradução que é defendida pelo Tesemunho de Jeová, a com base na ausência do artigo definido aqui a na palavra Theos, né, ele não tem o artigo Ró antes da palavra dentro, Deus no predicado não faz sentido. Por quê? Porque a gramática grega, ela propõe que, ah, a princípio, vamos dizer assim, nomes próprios ou títulos, não há necessidade de artigo para fazer a sua definição, né? Então, nomes próprios e também títulos a nomes de cidades e tantas outras coisas não são articulados porque eles são definidos por a por serem nomes próprios, né? E você tem aqui a gramáticos cristãos e também gramáticos não cristãos, gramáticos do do do da que estudam o texto grego, né? Não o grego do Novo Testamento, mas o grego coinê propriamente dito, trazem essa informação. Então, ah, é interessante até mesmo que eles, a omitem e e colocam em letra minúscula aqui a palavra Theos, que é Deus. Mas eles acrescentam um artigo indefinido aqui, que é esse artigo um, que não tem no texto, né? Falando sobre as questões da pneumatologia, que é a doutrina do Espírito Santo, né? A posição das Testemunhas de Jeová é que o Espírito Santo não é uma pessoa, mas é uma força ativa, uma energia divina, mas impessoal. comparável, por exemplo, com a eletricidade, né? Então, ele ela existe, ela tem resultados na sua ação, mas ela não é uma pessoa, né? Portanto, a trindade é rejeitada como doutrina pagã introduzida para eles no século sem base bíblica autêntica. Porém, nós vamos ver no texto bíblico que a Bíblia fala sobre a o Espírito Santo como sendo uma pessoa. Vamos ler alguns textos e eu não vou me demorar porque nós temos aulas do Macários falando sobre isso, mas Atos capítulo 13, o versículo 2, né? Enquanto cultuavam o Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: "Separai-me Paulo e Barnabé e Saulo aqui, né?" Então o Espírito Santo, ele fala, ele dá ordem, ele traz proibições. Então ele é uma pessoa, ele não é só uma força que executa uma ação, ele é uma pessoa que ah, inclusive precisa ser obedecida pela igreja, né? Ah, ele pode ser contristado. Efésios, né, o capítulo 4 fala sobre isso. Efésios. Então, a gente não vai ficar lendo tudo, mas pelo menos esses aqui, só pra gente. Quatro aqui, o versículo 30. Olha só. E não entristeçais o Espírito Santo, né? Ou seja, não não não deixe ele triste, né? Ele intercede com gemidos. Romanos 8 a 26 vai falar sobre isso, gemidos inexpremíveis. Então é interessante que ele como pessoa, ele inclusive participa da nossa dor e do nosso sofrer e interage com ela, né? Ele ensina, conduz a toda a verdade e é distinguido como outro Parácletos em João 14, quando esse texto vale a pena a gente ver o Evangelho de João, porque mostra ali essa essa relação de ser alguém que inclusive vai ser enviado, né? João capítulo 14, o versículo é o versículo 16 que diz: "Ah, leu 15: "Se me amardes, obedecereis os meus mandamentos e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador." Então, veja só, aqui quem está falando que é Jesus, a quem será a a quem será rogado, que é o Pai, e a aquele que será enviado, que é o espírito, né? Então você tem essa distinção muito clara e que é muito marcante. Então essa ideia de que o Espírito Santo é só uma força, ah, ela não se sustenta em relação às questões que a Bíblia apresenta. Em relação à questão aqui da soteriologia, ah, nós temos aí a a questão da salvação e desses 144.000, né? Vai tirar esse esse elemento aqui. Eu tirei no meu slide original porque não é para essa aula. Mas o que que a gente vai ter? Então, a soterologia dos testemunhas de Jeová é uma estrutura em torno de uma distinção fundamental entre dois grupos de salvos. Ah, uma divisão sem paralelo na teologia cristão histórica. Então, temos 144.000, que é essa classe celestial e a grande multidão que é a classe terrena. Então, um grupo literal e fixo de pessoas ungidas que viverão com Cristo no céu e reinarão com reis e sacerdotes. Esse número já está quase completo, com apenas remanescentes ainda na terra e participam da ceia do Senhor e a grande multidão, que é a classe terrena. Então, haverá salvação para eles, sim, mas eles não irão para o céu. Então, a a o restante, né, nós falamos ali, existe ali a um grupo muito grande. A a há estimativas que só no Brasil a só no Brasil, perdão, acho que é assim, cerca de 900.000, né, hoje. Então, a entende que a ressurreição para viver eternamente é um paraíso terrestre após o Armaragedom. de novo aqui. Armagedão. Por que que essas traduções ficaram assim? Armagedon. OK. Então, o que que a gente vai ter? Não participam da C e tem uma esperança distinta desses que são os 144.000. Se você quer saber um pouco mais sobre essa essa questão dos 144.000 e tudo. Eu recomendo para vocês a o estudo de escatologia que o Saião tem aqui no canal da IBNU, onde ele explica bastante sobre isso, para que você possa ver ali as opções que ah que tem históricas falando sobre esses esses elementos, né? Ah, eu mencionei para vocês que também há uma questão de a de soterolog de de privação da questão de transfusão de sangue. Isso faz parte ali já desde do Rutford, mas a gente não vai trabalhar porque não há um elemento de contraste com nenhum outro elemento bíblico. E o seu elemento escatológico, esse aqui sim vale a pena a gente dar uma olhada mais com mais a atenção, né? Então, o que que os testemunhos de Jeová acreditam? Então, a escatologia do testemunho de Jeová é extensa, é detalhada e central. Eles baseiam basicamente tudo em três grandes pilares. Primeiro, os cálculos proféticos, que eu mostrei para vocês que desde o Russell isso está sendo feito. Na verdade, desde antes, desde o Miller está sendo feito, mas ele não era propriamente testemunho de Jeová. Ele não tá iniciando o movimento que começa com o Russell, que fez os seus cálculos, né, os cálculos proféticos. Depois expectativas iminentes, principalmente dessas voltas. Então, a expectativa da volta de Cristo, a expectativa de ressurreição, a expectativa de ah de fim de eras. Então, há expectativas que ah nutrem, vamos dizer assim, a proposta da escatologia dos testemunhos de ová promessas de recompensas terrenas, né? Então, para aqueles que vão fazer parte dos 144.000, 1000. É, são promessas celestiais para aqueles que não fazem parte dos 144.000, que não dá para saber quem faz parte ou não necessariamente, esses a recompensas terrenas. Então, olha lá que eu falei para vocês, essa data do ano de 1914 como início do reino. Eu vou depois falar um pouquinho mais sobre essa essa data, mas de acordo com eles, em 1914 Cristo assumiu o poder celestial invisível. Satanás foi expulso do céu para a terra, inaugurando então aquilo que eles vão chamar dos últimos dias, tá? Então, há toda essa questão de um cálculo bíblico. O grupo usa uma profecia do livro de Daniel sobre uma árvore cortada por sete tempos e eles calculam esses sete tempos que equivaleriam a 2520 anos. Então, contaram esse período a partir da queda de Jerusalém. ah, datada por eles em 607 antes de Cristo, né, que vai ser a chegada ali de Nabuco Dononzor, o que levou ao ano de 1914, de acordo com eles. Então, essa basicamente é a data para chegar em 1914, tá? Então, da queda de Jerusalém com a chegada de Nabuco Dononzor, que não foi necessariamente 607, foi 605, né? Então, já há uma questão de um erro aí. Mas a depois então eles fazem esses cálculos desses 2520 anos e aí então vai chegar no ano de 1914, tá? O que que tem de simbolismo, de significado esse ano de 1914 para os testemunhos de Jeová? Primeiro lugar, a entronização de Jesus, tá? Por quê? Porque Jesus foi empoado no céu como rei espiritual. Com isso, inaugura-se aquilo que eles vão chamar de início do fim. O começo do período do chamado dos últimos dias é marcado por guerras e problemas mundiais. E é claro, pessoal, nós estamos falando aqui em 1914, o que que vai acontecer nesse período? Guerras, entende? Então isso vai a sem sombra de dúvida chamar bastante a atenção de quem tá vivendo naquele período, né? Então, a o que que você vai ter? Primeira grande guerra mundial que vai acontecer em 1900 a 14 a 1918 e depois a Segunda Grande Guerra Mundial que vai acontecer em 1939 a 1945. E aí eles vão colocar 1914 como sendo essa data e é quando acontece a guerra. Então para eles, isso também vai envolver essa expectativa desse início, desse fim com a grande tribulação. Então você vê por que que eles mudaram até a data lá de 605 para 607 para poder encaixar com 1914 e o início da Grande Guerra Mundial. Então, e é é de certa forma uma escatologia e um elemento de se fazer a a teologia e de se fazer datações, de se fazer, esqueci a palavra, hermenêutica, de de se fazer interpretação do texto muito complexa, né? muito a a com muito delicada, porque ela vai começar a envolver essa questão de, bom, tô vivendo agora, eu acho que agora é esse tempo e aí então eu faço todo um cálculo para poder chegar e encaixar com aquilo que eu quero. É claro que isso vai chegar a a a proposta também da grande tribulação, é a destruição de todas as religiões falsas. Por quê? Porque as religiões falsas são a grande Babilônia. que perseguem os servos de Deus. Quem são os servos de Deus? As testemunhas, de acordo com o texto de Isaías que nós lemos. Caramba, meu. Eu peguei o texto, eu corrigi todo o negócio e aqui tá todo com esse negócio aqui, inclusive apresentando slides que eu tinha tirado. Que coisa. Eu fiz e não salvei o negócio. Vamos lá. Depois nós temos o Armagedon, que é a batalha divina que destrói o sistema humano corrupto. Sobrevivem apenas as testemunhas de Jeováis, que são fiéis e também os simpatizantes. E depois o milênio paradisíaco, que são 1000 anos de governo de Cristo, a ressurreição dos mortos e a restauração da terra. E aí então eles vão pegar elementos daquilo que envolve as propostas escatológicas da época, né? ah, com o o Darwin, o o Nelson Darby, depois o dispensacionalismo e vão encaixando aí e criando a sua própria metodologia. Ah, por último, falando sobre essa questão que envolve os principais tópicos, né, da teologia, nós vamos falar aqui sobre a eclesiologia. Então eles têm uma organização ah como um canal exclusivo. Então a igreja é o canal exclusivo porque ela é a a reunião dessas testemunhas de Deus, né? As testemunhas aí que vão que fazem parte desse grupo que alguns deles então vão participar do grupo celestial e outros vão participar do grupo terreno, tá? O que que é marcada, né? É marcada por uma autoridade centralizada. O governo, o corpo governante é o escravo fiel e discreto. Toda interpretação bíblica deve vir por seu canal autorizado, que é exatamente o corpo governante. Então, membros não devem questionar ou pesquisar independentemente, né? Então, isso não não faz sentido para eles, porque afinal de contas eles já têm essa a essa revelação autorizada, né? A revelação real. E como ele já tem ela que tá expressa nas suas revistas e no seu material, então o lugar de estudo é ali mesmo. Depois você vai ter a aquilo que a gente chamou de desfraternização. Então membros que violam doutrinas ou deixam a fé são desfraternizados. Então membros da família são inclusive instruídos a cortar todo o contato mesmo com parentes próximos. E você tem uma informação controlada. membros são desencorajados de ler literatura crítica ou aquilo que é chamado, na verdade de literatura cristã, literatura ah de outros movimentos, é chamado de literatura apóstata, né? Então, qualquer fonte externa é considerada perigosa para a fé. É claro que isso é um das uma das formas de manter controle ah sobre o povo. Então, quando a gente pode pensar nessa questão dessa dessa comparação doutrinária, paraa gente olhar de uma forma mais geral aqui em relação à testemunha de Jeová e o cristianismo, primeiro lugar, a natureza de Deus, que ele é único sem ser singular e a trindade é falsa, mas o a a doutrina cristã diz que é um Deus em três pessoas. A identidade de Cristo, ele para os testemunhos de Jeová é um ser criado, subordinado. E na verdade ele é o Miguel Arcanjo incorporado. Para o cristianismo, Jesus é plenamente Deus, plenamente homem e é o a segunda pessoa da trindade. O Espírito Santo é uma força ativa impessoal, mas para o cristianismo é a terceira pessoa da trindade. O destino dos salvos existe então o paraíso terrestre pra maioria e o céu para os 144.000, esses celestiais. E para o cristianismo histórico, o destino dos salvos é ressurreição, né? Aqueles que vão participar, existem essas duas ressurreições, como diz no texto bíblico, eles vão ressuscitar para Deus e vão ter comunhão eterna com Deus todos os ah os salvos. Não não há distinção de um grupo privilegiado, né? o estado dos mortos. E aqui a gente pode pensar que até mesmo os apóstolos, né, eles todos estão no mesmo barco, né, não tão aí, nenhum deles tem aí nada privilegiado. O estado dos mortos, então para eles há essa questão da aniquilação e a para o cristianismo a essa alma consciente que aguarda ressurreição. E em relação ao inferno não existe. E para o cristianismo essa separação eterna de Deus. Então, qual é a conclusão pra gente finalizar o nosso bate-papo aqui? Ah, ele tem raízes no século XX. Ô, perdão, as suas raízes começam no século XIX, não no século XX. Ah, você tem aí um um um elemento que nasce a partir de de movimentos que vão acontecendo, ah, de percepções teológicas que vão acontecendo, de um coração inquieto, que é esse do Russel, que inclusive nasce num lar ah cristão, mas que rompe, né, com a sua família ali e com a igreja que a sua família pertence, que eram presbiterianos. ah, depois é reconquistado paraa fé, mas que as suas os seus questionamentos continuam firmes, né? E ele então a é reconquistado, na verdade para um desse, por um desses movimentos que também surgiram aí na mes por volta da mesma data. Ah, e e que vai trazer algumas propostas ah diferentes do que realmente o cristianismo histórico apresenta, né? Ele vai ser um desses caras que vai propor um revisionismo, uma nova leitura da Bíblia, uma reinterpretação do texto, ah, vamos falar assim, uma atualização [risadas] do texto para hoje. vão ter desvios, então, teológicos, eu coloquei cristológicos aqui, né? Mas é teológico de forma geral, uma tradução tendenciosa, porque é uma tradução que é feita por eles mesmos para a atender a unicamente os seus propósitos ah teológicos. E nós, então, precisamos aprender a dialogar com compaixão com esse com essas pessoas. Lembrando que são ah pessoas por quem Jesus morreu, ah, e que precisam aí compreender, ah, de fato, esse elemento dessa teologia histórica, compreender melhor sobre a doutrina a que envolve toda essa parte da a da teologia própria, da cristologia, desse encontro talvez pessoal com Jesus Cristos. Tá. Ufa, acho que terminamos. Ah, eu vou colocar aqui, ó, para os adventistas. Então, eu vou recomendar que você dê uma olhada. Eu não sei te responder essa pergunta, tá bom? Então, assim, ah, eu sei que para os testemunhos de Jeová é, eu pesquisei os testemunhos de Jeová, então eu não sei se pros adventistas ele é. Eu, talvez na aula de adventismo possa ter sido citado isso. Ah, acho que foi o Saião que deu a aula. Talvez vale a pena dar uma olhada. Ah, mas eu eu realmente não sei essa resposta, tá? Ah, sobre a questão da salvação, querido, a salvação, de acordo com a Bíblia, é por quem crê em Jesus, né? para quem crê no sacrifício ah substitutivo de Jesus na cruz, que crê que ele é a segunda pessoa da trindade, que ele é o Deus que veio, que morreu na cruz por nós e tal. Então assim, qualquer pessoa que crê nisso, que crer naquilo que a Bíblia diz que é o elemento da salvação, ah, ela pode ser salva, ela será salva porque ela tá crendo nos princípios. A Bíblia não diz em nenhum lugar que ah existe questões de movimentos que são a aceitos para salvação e movimentos que são rejeitados para salvação, né? Então os batistas são salvos, né? Os presbiterianos são salvos ou que os testemunhos de Jeová são rejeitados. Então a a base paraa salvação sempre vai ser o elemento da pessoa e do seu relacionamento com Jesus. como sendo aquele que morreu na cruz pela pessoa, tá? Então, a a ser parte dos testemunhos de Jeová não, na minha opinião, né, não faz nem com que a pessoa seja salva, nem com que a pessoa não seja salva. A salvação sempre vai ser baseada na obra de Cristo e na resposta de fé do nosso coração a essa obra de Jesus, tá? Ah, >> ah, sim, os testemunhos de Jeová, eles, na verdade, eles são milenaristas, né? Então, esse é o ponto principal da da questão da testemunha de Jeová. Eles não são pré-tribulacionistas, porque em 1914 para eles Jesus começou a reinar no céu, né? Então, a não não vai encaixar essa questão porque de certa forma o pré tribulacionismo, ah, quer dizer, perdão, o pré-milenarismo, o pré-tribulacionismo vai envolver essa questão de que eles creem a a que a igreja é retirada e aí então vai ficar o povo de Israel para passar pela tribulação. Desculpa, eu confundi aqui a a a a as terminologias. Então, a o pré-tribulacionismo vai crer nisso, que a igreja é retirada, mas você vê que a igreja não é retirada, né? Tô falando agora da proposta dos testemunhos de Jeová, porque afinal de contas ah eles continuam aqui, né? Então ele, eu creio que pré-tribulacionistas eles não são. Eles creem que a tribulação já começou e que eles estão passando por esse momento de tribulação, tá? Ah, deixa eu ver aqui na sua opinião. Se a denoção, não crê que Jesus é Deus. Bom, essa pergunta acho que eu já respondi, né? Então, a toda a questão de salvação e da fé, tudo envolve crer em Jesus, tá? Então essa aí é a base nossa, sólida, da nossa fé e daquilo que a gente entende por salvação, entende por igreja, entende por tudo. É Jesus. Jesus é os a a a quem morreu na cruz por nós, quem derramou seu sangue por nós, é quem nos une, é quem através dele somos um. E enfim, Jesus. Eh, isso aí. E Jesus disse que enviaria o consolador, que é o Espírito Santo, que hoje está atuando em nós, tá bom? E é quem ah geme com gemidos inexprimíveis, é quem nos guia, é quem, enfim, ah, trabalha no nosso ser aqui, na nossa vida, nossa mente e nos leva a a a vivermos essa vida de retidão. Sei se temos mais alguma pergunta? Temos aí uma galera que tá assistindo. Obrigado a todo mundo. Ah, não vou citar nomes para não ficar aí ah com de repente esqueceu pular o nome de alguém. Mas legal, temos aí um pessoal assistindo de São Paulo, tem gente assistindo aí a da Inglaterra. Olha aí a Drick voltou. Espero que você esteja bem. Ah, então que Deus abençoe cada um de vocês. Que Deus, se alguém tem ainda alguma pergunta, faça. Senão a gente vai encerrando a aula de hoje por aqui, agradecendo profundamente a participação de vocês e vocês estarem aí com a gente. Eu sei que esse módulo eu fiquei bastante ausente, né? Eu tava aí a passando por muitas, fiz muitas viagens, fiz muitas coisas e eu tava ausente aqui, na verdade, né, de tudo, mas é muito bom estar de volta aqui com vocês e podermos estudar um pouquinho mais aqui, não necessariamente da Bíblia, né, não foi uma proposta desse tipo, mas foi estudar um pouco da história e das dos movimentos religiosos e entendermos a luz também da doutrina eh da palavra de Deus, tá bom? Então vou encerrar por aqui. Forte abraço para todos vocês. Tchau, pessoal.