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A fé vem pelo ouvir

Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 22 | Testemunhas de Jeová | Dilean Melo

Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 22 | Testemunhas de Jeová | Dilean Melo

Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 22 | Testemunhas de Jeová | Dilean Melo

Módulo – "Uma só fé, muitas tradições"

Aula 22: Testemunhas de Jeová
Dilean Melo

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เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> Boa noite para você. Que alegria estar
aqui no nosso curso Macários, o curso da
IBNU. Hoje falando sobre um tema
totalmente diferente para mim, assim,
né? Então, geralmente as aulas eram
aulas expositivas, né, da questão
bíblica, romanos, enfim. E agora falando
sobre esse tema que envolve a uma só fé,
né, mais várias traduções diferentes.
Estamos falando sobre movimentos e
grupos, né, ah, diferentes que nós
tivemos aí ao longo do nosso da história
e aquilo que tem hoje, inclusive a
fazendo, que faz parte, vamos dizer
assim, da compreensão que nós temos de
igrejas, de movimentos religiosos
e de outras questões também. Então, é
uma alegria muito grande estar aqui com
vocês. A gente vai fazer, como sempre um
tempo aí de um bate-papo
e depois do bate-papo a gente vai ah
tentar responder alguma pergunta. O que
eu posso dizer para vocês assim já de
cara é eu não sou o grande profundo ah
estudioso sobre as testemunhas de Jeová,
né? Ah, o que eu tenho são informações
que a gente vai, que eu peguei
principalmente do próprio site deles,
ah, de alguns livros, ah, né? E, e, e,
e, e vou fazer uma comparação, vamos
dizer assim, com algumas coisas daquilo
que a gente tem no nosso texto bíblico,
né? Ah, daquilo que tem na nossa
compreensão da palavra de Deus e daquilo
que a gente tem na nossa teologia.
Então, quero convidar você a fazer parte
desse nosso tempo de estudo. Ah, e eu
creio que eu vou falar aqui, vou fazer
uma exposição por cerca aí de
aproximadamente uma hora e depois a
gente vai poder tirar aí conversar sobre
algum tema ou alguma coisa assim, alguma
pergunta que talvez você tenha. Então,
pra gente dar início, eu quero mostrar
para vocês o como que eu dividi, o que
que eu tô pensando em fazer ao longo
desse nosso bate-papo aqui, ah, desse
nosso tempo. Então, em primeiro lugar,
eu quero falar sobre o próprio
movimento, as raízes históricas daquilo
que a gente tem como a esse movimento
chamado de testemunhas de Jeová, tá?
Então vamos pensar um pouquinho nele,
vamos pensar sobre como ele surgiu, qual
é esse momento histórico onde a coisa
acontece, né? Depois eu vou falar sobre
o seu desenvolvimento como movimento,
como grupo religioso propriamente dito,
né? Então, a gente vai ter o momento
histórico onde a coisa acontece, as
influências teológicas, o que está
acontecendo nesse período e depois o seu
desenvolvimento como instituição, a sua
chegada ao Brasil,
a sua propagação, ah, tanto a nível
propagação da da do que se crê, né,
daquilo que se o o movimento, né, o
grupo religioso acredita, como também em
relação são a a sua expansão ao longo do
mundo. Depois eu quero fazer um período
de falarmos sobre, bom, agora que a
gente sabe o que eles acreditam, como é
que a gente ah tem essa relação com o
cristianismo histórico, né? E aqui,
pessoal, eu eu não vou trabalhar todos
os aspectos da teologia sistemática, né?
aqueles 12 tópicos principais da
teologia sistemática, mas eu quero pegar
alguns que são importantes, como a
doutrina de Deus, a doutrina de Jesus
Cristo, a doutrina da salvação, que é a
soteriologia,
a escatologia
que é a doutrina do fim dos tempos, né,
das últimas coisas, e a eclesiologia,
que é a doutrina da igreja. Então, nós
vamos pensar, já falamos um pouquinho
sobre as suas raízes, aquilo que estava
inclusive nos a a nos precursores, vamos
dizer assim, do movimento, a o que eles
estavam estudando, o que estava
acontecendo na época, falando sobre o
seu desenvolvimento e os seus
pensamentos em relação àquilo que nós
temos ah dentro da da da teologia, vamos
dizer assim, de um pensamento ortodoxo,
de um pensamento mais ah mais
conservador, não vou dizer reformado
propriamente dito, porque não é a
proposta mesmo, tá? Mas dentro da nossa
igreja, por exemplo. E depois vamos
fazer uma avaliação aí ah sobre tudo
isso a partir dessa comparação com esse
cristianismo histórico, com aquilo que a
nós temos e as nossas considerações
finais. Então esse é o nosso
desenvolvimento e aquilo que a gente
quer fazer. Então, o primeiro bloco
envolve qual é a raiz, da onde esse povo
surge, né? Ah, e a gente vai então
pensar, deixa eu tentar aumentar aqui
para ver se fica melhor para vocês, né?
Assim vocês conseguem ver melhor aí o
texto, né? Então o contexto aqui,
pessoal, é o contexto do século XIX.
Então, o movimento ele não surge do
nada, né? O movimento não surge do ah do
absolutamente nada. O que que tá
acontecendo? você tem já todo uma
situação ah que está acontecendo,
principalmente ali na América do Norte,
né? Ah, é é uma é um é um período
histórico que nós podemos chamar de um
período de intenso fervor. Inclusive
alguns historiadores da parte da
história da igreja, da religião e tudo
vão chamar de um segundo grande
despertar, né? a um movimento de
avivamento que gerou incontáveis a
igrejas, denominações,
movimentos religiosos e, sem sombra de
dúvida, os testemunhos de Jeová também
fazem parte desse grande movimento, né?
Então, o século XIX é marcado por várias
expectativas muito fortes, né? Então
você tem, por exemplo, expectativas
missionárias muito grandes. Você vê, por
exemplo, a a as a as denominações
fazendo missões, né? Indo a querendo
alcançar a o todos os povos. E você tem
a inclusive a as biografias, né, dos
grandes missionários e tal. E e
ao mesmo tempo
que todo grande movimento ele de certa
forma começa a quebrar
[limpando a garganta] ou rejeitar certas
percepções históricas.
a a há há, vamos dizer assim, uma
tentativa de falar que nós vamos
retornar à Bíblia, mas nem sempre os
movimentos são isso. É claro que em
alguns pontos até mesmo acontece desde,
por exemplo, da própria reforma
protestante, né, onde você tem essa
proposta também de, ah, vamos retornar
às escrituras com a Lutero, com Calvino
e tal, mas a gente percebe que não é
porque foi dito assim, que tudo de fato
é assim. Há algumas percepções que
também fogem um pouquinho dessa, assim,
dessa regra geral, né?
E aí dentro desse grande movimento,
dessa grande situação que está
acontecendo, surge um homem chamado
William Miller. E ele estabelece aquilo
que a gente pode chamar de movimento
milerita, como muitas vezes é chamado aí
dentro da a
desse desse movimento histórico, né?
Acho que eu tô agora atrapalhando aí o
slide que eu tô em frente a ele, né?
Deixa eu então tentar sair dele aqui
para ver se
ver se fica melhor. Joia. Então aqui, ó,
isso que chamado de movimento Millerita.
Então William Miller, que foi aí de 1782
a 1849, foi um pregador batista que
começou a fazer alguns cálculos e a
gente vai perceber que muito disso é
central e essencial paraa proposta das
testemunhas de Jeová. Aliás, se você
perdeu a aula de ontem do Jonatas, né,
falando sobre o mormonismo, que também
tá ligado muito com esse período e tudo,
ah, eu recomendo que agora você continue
e assista a nossa aula, né? Mas
terminando esse nosso tempo aqui, que
você de repente vá lá assistir, pegue lá
o material do Jonatas, a a aula que ele
deu ontem, para que você possa olhar um
pouquinho aquilo que ele fez, porque eu
acho que vai, ah, vai ser muito bom para
você encaixar com tudo aquilo que a
gente vai falar ou
Ah, por algum motivo.
OK, gente, desculpa por algum motivo
saiu aqui, caiu a conexão, mas já tô de
volta. Deixa eu compartilhar novamente a
tela aqui.
Pronto. Então, estamos aí de volta, tá?
Então, o que que vai acontecer? Quem que
é esse William e o que que ele propõe,
né? Então, a gente vai começar a
estudar. Olha só. Então, ele foi um
pregador que começou a calcular com base
no texto de Daniel, capítulo 8, o
versículo 14. Se você inclusive tá aí a
com a sua Bíblia, vale a pena então dar
uma olhada. Daniel capítulo 8, a gente
sabe que é aquele a aquela profecia
bastante escatológica de Daniel, né?
falando sobre ah o tempo do fim e
falando sobre aqui no capítulo 8, a
maior parte dos estudiosos acredita que
ele tá falando especificamente para o
povo judeu. E no versículo 14 ele diz:
"Ele me respondeu até 2300 tardes e
manhãs, então o santuário será
purificado." Então ele calculou a luz
desse ah desse versículo, dessas 2300
tardes e manhãs que que Jesus que Cristo
retornaria entre 21 de março de 8 1843
e 21 de março de 1844.
O qual que foi o problema? Isso não
aconteceu de fato, né? Então, quando a
data passou, sem o retorno esperado por
a por Miller, seguiu-se o que ficou
conhecido como o grande desapontamento
de 1844.
Então, esse colapso profético daquilo
que angareou muito as pessoas e as
pessoas estavam realmente acreditando
que isso de fato é o que iria acontecer,
ah, gerou reinterpretações
que alimentaram novos grupos religiosos,
incluindo os adventistas do sétimo dia,
indiretamente o grupo que Russell
lideraria décadas depois. Russell vai
ser esse fundador, mais especificamente
do movimento das Testemunhas de Jeová,
tá? A a herança, então, milerita plantou
uma semente de adventismo e cálculo
profético que marcaria profundamente
aqueles que mais tarde seriam chamados
de testemunha ah de Jeová.
O legado de dessa situação que acontece
e desse grande desapontamento de 1844
é a a uma tentativa, vamos dizer assim,
de uma hermenêutica profética bastante
literalista, né? Ah, que não era a
proposta que estava corrente a desde,
bom, desde bem antes da reforma, né? Mas
ah, principalmente ali no âmbito da
reforma, não tinha essa proposta de uma
hermenêutica literal das profecias, que
alguns movimentos ah evangélicos e tudo
continuam trabalhando com essa proposta.
Existem cálculos baseados no livro de
Daniel. Inclusive, ah, se você segue o
canal do Saião, nesta semana agora, o Sa
colocou um vídeo no canal dele falando
sobre essa questão de tentativas de
criar uma datação para alguma coisa
através do livro de Daniel. Ah, ele
trabalhou com o capítulo 9, onde nós
temos ali aquele texto das 70 semanas de
Daniel, né? Mas você tem ali, então, ali
grupos que ah surgem a partir dessas
tentativas de ah criar datas e de
identificar na história essa essas
profecias.
Por outro lado, também começa a ter
ceticismo em relação às igrejas
tradicionais e muitos movimentos vão
começar a surgir de vários tipos. Se
você tá acompanhando aqui o Macários,
você tá a acompanhando esses diversos
tipos de grupos diferentes que surgem aí
no século a final do século XVI, mas
principalmente século XIX, né? Então
você vai ter essa a esses grupos que vão
começar a ter uma certa resistência às
igrejas tradicionais, aquelas que vêm já
a partir da reforma. Então, uma
esperança apocalíptica que se torna
extremamente iminente. uma uma busca por
essa relação de quando Jesus volta, não
só de se fazer a a cálculos, mas de
literalmente grupos que começam a a a
identificar datas e fazer coisas doidas,
né, de vender tudo, de enfim, ah,
entender que de fato a sabem a data da
volta de Jesus.
É claro que tudo isso também é
alimentado por uma esperança
apocalíptica
iminente, ah, baseado quê? você tem
guerras acontecendo,
você vai ter a grande depressão, você
vai ter problemas no século XIX, ah, de
forma
muito grande. E, e, e essas situações
também vão despertar esses elementos que
vão fazer com que as pessoas se voltem
tão fortemente para essas questões,
questões escatológicas, né? E uma
cultura de reinterpretação pósfalha
profética.
Essa questão de falha aqui, eu tô me
referindo a esse elemento, por exemplo,
como nós tivemos do William Miller, né,
que identificou que Cristo voltaria
entre 1843, 1844.
E aí a coisa não acontece. E aí o que
que qual que é a relação? E aí a gente
tem isso acontecendo de uma forma muito
interessante. Não há uma sensação de
poxa vida, pessoal, olha, eu fiz o
cálculo, eu reconheço que realmente eu
errei. Em geral, o que acontece é uma
tentativa de reinterpretar a coisa e não
simplesmente de entender, olha, o
caminho que eu tô caminhando, que eu tô
lhe trilhando aqui tá furado. É melhor
eu tentar identificar ou ou voltar qual
qual era a tradição, o que que como é
que era a forma de interpretação? vamos
ou vamos pensar em bases mais sólidas
pra gente fazer interpretação, não é? É
uma tentativa de revalidar a própria a
própria proposta, né? Então isso é bem é
bem marcante desses grupos e dessa
realidade que vai acontecer.
Mas o nosso grande personagem aqui é o
Charles Tas Russell. Quem é esse
personagem? Esse personagem é o cara que
vai fundar de fato aí a as testemunhas
de Jeová, né, o o grupo. Ah, e e Charles
Stay Russell, ele vai ah ele vive, né,
de 1852 a 1916.
E ele começa a beber, vamos dizer assim,
teologicamente, de alguns alguns
movimentos, né, de algumas realidades
para poder começar a fomentar e e a
criar a sua teologia e a sua forma de
enxergar o texto bíblico. Um deles é
Jonas Wendell, que foi um pregador
adventista que reavivou a fé de Russell
quando ele tinha 18 anos. Hum. Ah, e que
afastou o o Russell do ceticismo em
relação às igrejas que ele tinha. Então,
Russel tava afastado da fé
completamente. E esse Jonas Wendel foi a
sua primeira influência a como um
retorno à fé nesse sentido. Depois nós
temos um outro personagem chamado Henry
Grill, que influenciou Russell na
rejeição da trindade e da imortalidade
da alma.
Então, ah, a gente começa a perceber um
pouco de da onde tá vindo todos esses
movimentos, né? Depois, uma outra pessoa
que foi muito importante na vida do
Russell foi o George Stors, que ensinou
que havia uma realidade de uma
mortalidade condicional da alma e o
aniquilacionismo, ou seja, que os
ímpios, esses deixariam de existir, mas
que não haveria sofrimento pra vida
deles, tá?
Ah, depois nós temos um outro personagem
histórico bem interessante que foi o
Nelson Barbur, que colaborou com Russell
numa obra chamado Three World a Three
Worlds. É essa palavra sempre linda, né?
Então, Três Mundos de 1877
que defendeu o retorno visível de Cristo
em 1874.
Então, olha só que interessante a gente
ah observar essa proposta de que ele
começou também já a fazer os seus
cálculos e apresentar as suas propostas.
E não somente isso, mas você tem de 1800
a 1882,
né, a um personagem muito importante na
história da teologia, vamos dizer assim,
que é um um um cara chamado Nelson
Darby, né, John Nelson Darby, que vai a
fazer a questão daquilo que depois foi
chamado de dispensacionalismo, né, e que
traz sim uma influência pra visão de
Russell sobre a questão da restauração
de Israel e sobre essa questão dessas
desses períodos de dispensações que a
gente vai ter. Se você quiser no site,
né, da a da jw.org, org, né? Você
consegue encontrar a esses livros, ah,
você consegue encontrar os materiais
para que você possa dar uma olhada mais
profunda. Mas ele foi o fundador do
movimento. Ele nasceu em Pittsburg, na
Penilvânia, e ele era de uma família
presbiteriana. Então, como eu falei, ele
abandonou a fé, o Jonas Wendel, que foi
essa influência depois de trazê-lo de
volta, né? e foi influenciado por um
grupo adventista, por esse Jonas
Wendell, que começou a estudar a
escritura de uma forma independente e
sistemática. Em 1870, aos 18 anos,
fundou um grupo de estudos bíblicos em
Alleenhin.
Ah, em 1879, lançou uma revista Zion's
Watch Tower and Herald of Christ's
Presence, que se tornaria o principal
veículo de sua teologia. Em 1881, fundou
a Zons a Watch Tower Prct. society,
embrião da organização moderna que nós
chamamos de testemunhas, testemunha de
Jeová. Então, esse aqui é o nosso grande
ah personagem que vai criar essa esse
movimento, né? algumas datas
importantes. Então, 1879 ele lança a
revista Zons Watch e 1884 ele incorpora,
né, um um ele cria uma incorporação
legal chamado chamada Zions Watch Tower
Tract Society. Em 1909, que eu não
coloquei aqui no slide, ele faz uma
transferência da SED para a Nova York,
para o Brooklyn. em 1914
ele a apontado por Rússia como o fim do
tempo dos gentios. Essa data é muito
importante pra gente entender muito
daquilo que envolve a teologia a da do
do grupo, né? E depois ele morre em
1916.
Então, as doutrinas pioneiras ah do
Russell e aquilo que a gente vê como
importante a gente conhecer. Primeiro
lugar, pessoal, Russel começa a fazer
essa negação da trindade. Então, Jesus é
um ser criado, subordinado ao Pai. O
Espírito Santo é uma força ativa, não é
uma pessoa. Depois, a morte por
aniquilação, né? A alma não é imortal. A
morte é um estado de inconsciência
total. Ah, não há inferno nem tormento
eterno. Outra questão é essa do retorno
invisível de Cristo, que depois vai ser
o desdobramento, né?
ensinou que Cristo retornou de forma
invisível em 1874 mais uma vez. Por quê?
Porque é uma dessas tentativas com
falha. Então, a havia uma proposta que
ele Jesus retornaria em 1874, não
voltou. E ele só morre em 1916.
Então, há uma forma de reinterpretar.
Não, não, pessoal, eu disse que Jesus
retornaria, mas na verdade, ah, foi um
retorno invisível e que esse retorno foi
a inauguração de um tempo de fim antes
do Armagedon, né? Não, do Armagedão
aqui. Tá. Deixa eu ver se até
consigo.
Ah,
que que fez aqui GL?
Bom,
beleza? Então, esse é o essa vai ser a
proposta. E por último, uma restauração
paradisíaca, de certa forma essa ideia
de que tudo vai ser restaurado e que nós
vamos ter novos céus, novas terras e
tudo vai acontecer. Então, as profecias
importantes que ele vai desenvolver.
1874
é o retorno invisível de Cristo e início
da presença de Jesus na Terra. Em 1878
esperava-se a ressurreição dos santos e
o arrebatamento dos fiéis vivos, o que
também não aconteceu. 1914, a data
prevista para o fim do reino dos
gentios, né? Ah, e o estabelecimento do
reino de Deus na terra. E 1918, apesar
dele ter morrido em 1916, ele vai dizer
que há uma expectativa de destruição das
igrejas cristãs organizadas e um
julgamento das nações. Então, essas
profecias foram repetidamente
reinterpretadas como ajustes de
entendimento, porque elas não se
cumpriram de fato. Então aí você vai ter
esse problema que vai acontecendo, que
vai ser de certa forma uma marca do do
dessa interpretação
ah das testemunhas de Jeová. Bom, após a
morte do Russell, que foi o grande
idealizador, né, o grande fundador de
fato das testemunhas de Jeová, aparece
um novo personagem no cenário chamado
Joseph Franklin Rutherford. E e ele que
vai sistematizar, ele vai consolidar,
ele vai criar de fato a coisa, ele vai
pegar aquelas ideias do Russell e aquilo
que Russell já tinha criado como
movimento, né, como as Ions, a Watch
Tower e tudo. E agora ele vai criar
aquilo que nós podemos chamar de fato
daquilo que nós temos até hoje como
testemunhas de Jeová, tá? Então aqui a
gente tá indo para esse bloco dois, onde
a gente falou já um pouco sobre quem foi
o fundador, quais são as raízes
históricas, falamos um pouquinho sobre
as crenças iniciais e agora nós estamos
para indo para essa parte do bloco dois,
que é essa institucionalização, né? a a
essas ideias trazidas pelo fundador
agora vão se tornar de fato uma um
movimento religioso que vai se expandir
pelo mundo, tá? [limpando a garganta]
Então, apó a morte do Russell, né, a o
advogado Rutherford assumiu a sociedade
de torre de vigia. Rutherford foi o
grande arquiteto da organização moderna.
Ele modelou a o governo, né? ele ele
criou uma nova forma de identificar essa
ideia de governo do do das Testemunhas
de Jeová, né? Então, ah, porque o que
que você vai ter a partir de agora? Você
agora vai ter um um sistema que precisa
acontecer e para isso precisa ter uma
liderança, uma liderança formal. Até
agora quem você tinha era a pessoa do
Russel. Agora você precisa ter, para ter
uma instituição organizada, você precisa
ter o uma liderança maior, né, que
inclusive ah consiga organizar isso como
braços que se estendem por vários
lugares. Então ele modelou o governo da
daquilo que é chamado e daquilo que vai
ser importante paraa eclesiologia
da da das Testemunhas de Jeová. a aquilo
que até hoje é a forma de de como eles
entendem igreja, de como eles entendem o
seu próprio a sua própria liderança.
E como que ele faz isso? Ele elimina os
anciãos locais que estavam ali no
Brooklyn, né, com a com o o que faziam
parte já dessa liderança com o Russell.
Ele era o líder e você tinha ali esse
grupo, ele vai eliminar esse pessoal que
tava com ele e impôs uma estrutura
hierárquica rígida. E obviamente quem
vocês acham que foi o grande líder
supremo, vamos dizer assim, a do
movimento. É claro que foi o próprio
Joseph Franklin, né? Ele vai se tornar
então o grande líder. Em 1931, ele
adotou o nome Testemunhas de Jeová, que
é o nome usado até hoje, baseando-se em
Isaías 43 de 10 a 12. Então, se você
inclusive tem aí o seu a sua Bíblia, a
gente pode abrir aqui Isaías capítulo
43,
que vai dizer assim:
"Ah, aqui, ó, vós sois as minhas
testemunhas, diz o Senhor, e o meu
servo, a quem escolhi, para que saibais,
criais em mim e entendais que eu sou o
mesmo antes de mim,
Nenhum Deus se formou e nenhum haverá
depois de mim. Eu, eu sou o Senhor e
além de mim não há Salvador.
Eu anunciei, salvei e mostrei. Não foi
um Deus estrangeiro entre vós que o fez.
Portanto, sois minhas testemunhas de que
eu sou Deus, diz o Senhor. Então, esse
aqui é o é o é o texto base que o Joseph
Franklin vai adotar. E da dessa ideia de
sois as minhas testemunhas, ele vai
formar esse grupo que vai chamar de
testemunhas de Jeová. A data, vamos
dizer assim, a onde essa de fato isso
acontece. é dia 7 de julho de 1931,
quando ele adota esse nome Testemunhas
de Jeová e coloca isso como a o
cumprimento desse texto de que Deus
disse que ah teria esse povo, que seriam
as suas testemunhas. E ele vai dizer
quem são, quem é esse povo? Esse povo é
exatamente a igreja dos testemunhos
Jeová e a sua continuação, tá? Então, a
decisão marcou uma ruptura simbólica com
o legado tanto do Russell quanto, de
certa forma também do Miller lá e
afirmou uma identidade distinta e
exclusiva para
para esse movimento. Nós tivemos a
vários ah
grandes líderes dentro desse movimento.
Primeiro o o Russell, que foi o
fundador, depois o o Rutherford, que foi
aquele que cunhou esse nome, né, a
Testemunha de Jeová, a centralização do
poder. Ah, e também desenvolveu a ideia
de que como nós somos, como nós não, né,
como o grupo é o grupo de testemunhas, o
que que ele precisa fazer? ele precisa
testemunhar. E foi daí que começou essa
questão de se bater de porta em porta
para fazer a pregação das testemunhas.
Depois nós temos um outro personagem de
1942 a 1977 chamado Nathan Kor.
ele vai criar aquilo que é chamado de
escola de Gileade e a tradução do novo
mundo, que é a Bíblia aceita, né, e
usada pelo pelo movimento, né, a
religioso.
Frederic Franz, que vai ser de 1977 a
1992,
ele foi o principal teólogo dos
testemunhos de Jeová. Ah, e ele cria uma
expectativa profética. pro ano de 1975
também, que vai envolver elementos
escatológicos, né?
Ah, depois da morte dele, de no 1992 até
o ano 2000, foi Milton Hell, que foi o
último presidente antes da grande
reestruturação do corpo governante. E
Samuel Hard, que desde 2014, né, é
membro desse corpo governante, onde hoje
há uma liderança colegiada para o grupo.
E e fora isso, nós temos a aqui, lá, até
coloquei aqui, decidi colocar para
vocês, ó. Então, as grandes mudanças
estruturais do Rutherford, a
centralização do poder, a nova questão
da identidade para testemunhas de Jeová,
a expansão editorial, então a
massificação da produção da literatura e
a principalmente da torre de vigia e as
novas doutrinas, principalmente da
introdução da doutrina dos 144.000 1 e
dessa grande multidão, ah, e também da
questão da transfusão de de sangue. Foi
ele que vai desenvolver essa parte.
Depois disso, nós temos o quê? a
sociedade se desenvolvendo, a estrutura
de governança acontecendo, a organização
é governada por um um corpo governante
hoje composto de de várias pessoas a um
certo colegiado. Como números globais
que a gente pegou no site, né, da da
deles, você tem hoje aproximadamente 8.7
milhões de publicadores ativos, né? Ah,
240 1000, né? Publicadores ativos. 240,
mais de 240 países com a presença do
grupo e mais de 1000 traduções ah da a
da da nova nova tradução do novo mundo,
né, das escrituras. Tá
bom? Tendo em vista tudo isso e aquilo
que todo esse movimento estabeleceu,
sabendo dessa origem, de como tudo vai
acontecer, a gente precisa entender um
pouco mais como a essa análise. Ah,
perdão, esqueci de falar para vocês, né?
Eu até disse que eu iria falar, mas
faltou colocar a a a pregação no Brasil
do Testemunho de Jeová. Ela acontece
mais ou menos por 1920, por meio de
marinheiros brasileiros que conheceram o
movimento em Nova York, tá? Em 1936
você tem um personagem chamado Auston
Jul, que chegou para organizar a obra
aqui no Brasil como missionário. O grupo
enfrentou perseguições, prisão em São
Paulo por perturbação da ordem. Ah, mas
hoje o Brasil conta com aproximadamente
aí a a uma estimativa de 900.000 1000
membros dentro ah desse grupo chamado de
Testemunhas de Jeová. Tá
bom? Agora sim, a gente indo para essa
análise teológica e sistemática, esse
bloco três daquilo que envolve a nossa a
nossa aula, a gente vai então a partir
de agora estudar um pouco. E a primeira
grande doutrina que a gente precisa
conversar é exatamente a doutrina da a
da teologia própria. Essa doutrina é
muito especial e muito forte, porque é
ela que vai dar a o pontapé inicial para
os grandes problemas que a gente tem
aqui junto com a com esse grupo, né? Por
quê? Porque as testemunhas de Jeová
afirma que o nome de Deus primeiro é
Jeová, que é uma transiteração do
tetragrama hebraico de acordo com eles,
né?
O tetragrama hebraico é aquele famoso ah
iod re va re, né?
a o yh
wh, né? E que esse nome deve ser
pronunciado e preservado em toda a
leitura bíblica. E é interessante que
eles colocam inclusive esse nome no
texto do Novo Testamento, substituindo
onde no texto grego vai aparecer a
palavra Krios, a palavra para Senhor.
Então eles vão eles vão colocar o nome
de Jeová, né? Então qual é a posição
principal deles? a respeito disso, que o
nome Jeová foi suprimido pelas igrejas
ao longo da história, o que é a proposta
deles. Ah, que usar e proclamar o nome é
um ato de adoração. Então, assim, falar
Jeová é um ato de adoração que é
essencial, que precisa de fato
acontecer. E Deus é um ser único e
singular, não um Deus trino, não um
Deus. Obrigado, obrigado, Vaninha. Ó, a
com a esposa é outro nível. Agora até o
chazinho gostoso tem durante a aula.
Ah, então o que que a gente vai ter
agora?
Isso é totalmente diferente da
perspectiva teológica
histórica cristã, né? Por quê? Porque
nós temos uma perspectiva de que a a
pronúncia do tetagrama é incerta. Alguns
ah pronunciam
Yahvé,
outros pronunciam Javé, outros
pronunciam Jeová. Então, há uma relação
muito grande. O que é certo, né, é que
essa ideia de Jeová,
ah, é, é principalmente
a a você pegar as a as a vocalização, ou
seja, as vogais da palavra Adonai.
em a em hebraico e colocar no no
tetragrama, né? E aí então vai ficar
Jeová.
Não sei.
Isso aí. Ah, nenhum manuscrito grego do
Novo Testamento contém o tetragrama,
então não tem por fazer essa
substituição. E a inserção do da nova da
tradução do do mundo, né? É uma adesão
editorial sem respaldo textual. Então, o
primeiro, o principal elemento aqui é
principalmente a questão de não
acreditarem na trindade, né? Não
acreditarem que Deus é o Deus Pai, Deus
filho, Espírito Santo. Isso vai
obviamente a cair no problema que nós
temos com a doutrina da cristologia
deles, né? De quem é Jesus para eles.
Por quê?
Porque a questão cristológica é o
núcleo, de certa forma, a gente pode
dizer assim, do grande debate que nós
temos a respeito da proposta da da
teologia da testemunha de Jeová, né?
Então, sua posição é de a é de uma certa
forma uma questão moderna de um
arianismo. E aí eu convido você a ver os
os o os as aulas, né, sobre teologia do
Macários, quando falamos sobre
cristologia, acho que é o módulo um do
Macários, onde a gente fala um pouco
sobre essas ah posições históricas a
respeito ah de Jesus, né? Mas para eles,
quem é Jesus? Isso aí, pessoal, eh eh
você encontra de fato no texto que eles
acreditam, né? Se você pegar, por
exemplo,
a
no site, né, da da das Testemunhas de
Jeová, olha aqui, ó, pegar aqui,
tá vendo aqui o site, né, que é o
jw.org. Então, a gente não tá assim
pegando elementos distintos, né? Mas
quando você entra no site deles e eles
colocam, né, Jesus é o arcanjo Miguel?
Em poucas palavras resposta é sim. Então
eles de fato acreditam que Jesus é o
arcanjo Miguel, né? Ah, então os
testemunhos identificam Jesus como
pré-encarnado com Miguel, o arcanjo, o
primeiro ser criado por Deus, sem base
textual, porque não há nenhum texto que
diga isso de fato. Isso isso foi a a
forma como eles entenderam a luz da sua
própria interpretação, né? Não há nenhum
texto que corrobore isso no Novo
Testamento, né? Outro elemento, e eu vou
mostrar um outro slide daqui a pouco
para falar sobre isso, é que Jesus é um
Deus [limpando a garganta] e não Deus,
né? Então, a a a Bíblia, né, a nova
tradução ah deles ah diz traduz primeiro
João, por exemplo, um, que diz que o
verbo era Deus e o ver a ele trata com a
palavra era um Deus, né? e Deus com
letra minúscula ainda por cima, né?
Rejeitando a identidade essencial de
Cristo com o Pai que é Deus.
Há então uma perspectiva que é chamada
de subordinacionismo, né? Ah, onde
Cristo é eternamente inferior ao Pai.
Então, ele não é um com o Pai, ele não é
Deus com o Pai, mas ele é subordnado.
Subordinado, perdão, subordnado, não,
subordinado ao Pai.
Ah, o que isso é veementemente rejeitado
pela história da igreja? Você pode ver
isso nos credos, né? O credo a de Niceia
e Calcedônia falam abertamente sobre
isso, né? E sobre essa questão da da
ressurreição espiritual. Então, Jesus
não ressuscitou corporalmente para eles,
mas Jesus ressuscitou de forma
espiritual. seu corpo foi destruído. Ele
ressou como ser espiritual, negando a
ressurreição física, né? E aí há toda
uma série de tentativas de explicação
paraa questão de de Tomé tocar o corpo e
tudo que vocês podem, como eu mostrei
ali o site tem todas as explicações, né?
A, a gente tá ocupando já bastante tempo
da aula, então eu quero avançar um
pouquinho aqui com vocês,
mas
eles vão colocar muito sobre isso, que
Jesus então agora ressuscita com só uma
coisa de espírito. Eu disse para vocês
que a gente ia mostrar
um pouco sobre essa questão do debate,
né, da textual do do dos testemunhas.
Então, veja, por exemplo, a NVI que
traduz no princípio era o verbo. Veja
que verbo com letra maiúscula. E o verbo
com letra maiúscula estava com Deus.
Deus com letra maiúscula. E o verbo
letra maiúscula era Deus também com
letra maiúscula. Então,
dá até para colocar aqui, ó, o
apontadorzinho que vai ajudar. Tá vendo,
ó? Tudo aqui com letra maiúscula. Quando
você vê
a a a tradução do novo mundo, né? Então,
no princípio era a palavra. Existem duas
opções, né? duas versões. Numa delas diz
que o espírito estava com o Deus. Aqui
sim, definindo Deus como Deus, o Pai, o
único Deus que existe. E aqui ele vai
dizer que a palavra, apesar deles
colocarem aqui palavra por estar se
referindo necessariamente à palavra de
Deus, em umas em algumas versões eles
dizem era um Deus e outra a palavra era
Deus, mas Deus com letra minúscula,
identificando que ele exerce um papel de
certa forma a espiritual, exerce exerce
um papel de relevância, vamos dizer
assim, ele exerce um papel divino, mas
ele não é Deus de fato, não é um Deus de
da mesma essência como o Pai é.
Então, a tradução que é defendida pelo
Tesemunho de Jeová, a com base na
ausência do artigo definido
aqui a na palavra Theos, né, ele não tem
o artigo Ró antes da palavra dentro,
Deus no predicado não faz sentido. Por
quê? Porque a gramática grega, ela
propõe que, ah, a princípio, vamos dizer
assim, nomes próprios ou títulos, não há
necessidade de artigo para fazer a sua
definição, né? Então, nomes próprios e
também títulos a nomes de cidades e
tantas outras coisas não são articulados
porque eles são definidos por a por
serem nomes próprios, né?
E você tem aqui a gramáticos cristãos e
também gramáticos não cristãos,
gramáticos do do do da que estudam o
texto grego, né? Não o grego do Novo
Testamento, mas o grego coinê
propriamente dito, trazem essa
informação. Então, ah, é interessante
até mesmo que eles, a omitem
e e colocam em letra minúscula aqui a
palavra Theos, que é Deus.
Mas eles acrescentam um artigo
indefinido aqui, que é esse artigo um,
que não tem no texto, né?
Falando sobre as questões da
pneumatologia, que é a doutrina do
Espírito Santo, né? A posição das
Testemunhas de Jeová é que o Espírito
Santo não é uma pessoa, mas é uma força
ativa, uma energia divina, mas
impessoal. comparável, por exemplo, com
a eletricidade, né? Então, ele ela
existe, ela tem resultados na sua ação,
mas ela não é uma pessoa, né? Portanto,
a trindade é rejeitada como doutrina
pagã introduzida para eles no século
sem base bíblica autêntica. Porém, nós
vamos ver no texto bíblico que a Bíblia
fala sobre a o Espírito Santo como sendo
uma pessoa. Vamos ler alguns textos e eu
não vou me demorar porque nós temos
aulas do Macários falando sobre isso,
mas Atos capítulo 13, o versículo 2, né?
Enquanto cultuavam o Senhor e jejuavam,
o Espírito Santo disse: "Separai-me
Paulo e Barnabé e Saulo aqui, né?" Então
o Espírito Santo, ele fala, ele dá
ordem, ele traz proibições. Então ele é
uma pessoa, ele não é só uma força que
executa uma ação, ele é uma pessoa que
ah, inclusive precisa ser obedecida pela
igreja, né? Ah, ele pode ser
contristado.
Efésios, né, o capítulo 4 fala sobre
isso.
Efésios.
Então, a gente não vai ficar lendo tudo,
mas pelo menos esses aqui, só pra gente.
Quatro
aqui, o versículo 30. Olha só. E não
entristeçais o Espírito Santo, né? Ou
seja, não não não deixe ele triste, né?
Ele intercede com gemidos. Romanos 8 a
26 vai falar sobre isso, gemidos
inexpremíveis. Então é interessante que
ele como pessoa, ele inclusive participa
da nossa dor e do nosso sofrer e
interage com ela, né? Ele ensina, conduz
a toda a verdade e é distinguido como
outro Parácletos em João 14, quando esse
texto vale a pena a gente ver o
Evangelho de João, porque mostra ali
essa essa relação de ser alguém que
inclusive vai ser enviado, né? João
capítulo 14, o versículo é o versículo
16 que diz: "Ah, leu 15: "Se me amardes,
obedecereis os meus mandamentos e eu
rogarei ao Pai, e ele vos dará outro
consolador." Então, veja só, aqui quem
está falando que é Jesus, a
quem será a a quem será rogado, que é o
Pai, e a aquele que será enviado, que é
o espírito, né? Então
você tem essa distinção muito clara e
que é muito marcante. Então essa ideia
de que o Espírito Santo é só uma força,
ah, ela não se sustenta em relação às
questões que a Bíblia apresenta. Em
relação à questão aqui da soteriologia,
ah, nós temos aí
a a questão da salvação e desses
144.000,
né? Vai tirar esse esse elemento aqui.
Eu tirei no meu slide original porque
não é para essa aula.
Mas o que que a gente vai ter? Então, a
soterologia dos testemunhas de Jeová é
uma estrutura em torno de uma distinção
fundamental entre dois grupos de salvos.
Ah, uma divisão sem paralelo na teologia
cristão histórica. Então, temos 144.000,
que é essa classe celestial e a grande
multidão que é a classe terrena. Então,
um grupo literal e fixo de pessoas
ungidas que viverão com Cristo no céu e
reinarão com reis e sacerdotes. Esse
número já está quase completo, com
apenas remanescentes ainda na terra e
participam da ceia do Senhor e a grande
multidão, que é a classe terrena. Então,
haverá salvação para eles, sim, mas eles
não irão para o céu. Então, a a o
restante, né, nós falamos ali, existe
ali a um grupo muito grande. A a há
estimativas que só no Brasil a só no
Brasil, perdão, acho que é assim, cerca
de 900.000, né, hoje. Então, a entende
que a ressurreição para viver
eternamente é um paraíso terrestre após
o Armaragedom. de novo aqui. Armagedão.
Por que que essas traduções ficaram
assim?
Armagedon.
OK. Então, o que que a gente vai ter?
Não participam da C e tem uma esperança
distinta desses que são os 144.000.
Se você quer saber um pouco mais sobre
essa essa questão dos 144.000 e tudo. Eu
recomendo para vocês
a o estudo de escatologia que o Saião
tem aqui no canal da IBNU, onde ele
explica bastante sobre isso, para que
você possa ver ali as opções que ah que
tem históricas falando sobre esses esses
elementos, né? Ah, eu mencionei para
vocês que também há uma questão de a de
soterolog de de privação da questão de
transfusão de sangue. Isso faz parte ali
já desde do Rutford, mas a gente não vai
trabalhar porque não há um elemento de
contraste com nenhum outro elemento
bíblico. E o seu elemento escatológico,
esse aqui sim vale a pena a gente dar
uma olhada mais com mais a atenção, né?
Então, o que que os testemunhos de Jeová
acreditam? Então, a escatologia do
testemunho de Jeová é extensa, é
detalhada e central. Eles baseiam
basicamente tudo em três grandes
pilares. Primeiro, os cálculos
proféticos, que eu mostrei para vocês
que desde o Russell isso está sendo
feito. Na verdade, desde antes, desde o
Miller está sendo feito, mas ele não era
propriamente testemunho de Jeová. Ele
não tá iniciando o movimento que começa
com o Russell, que fez os seus cálculos,
né, os cálculos proféticos. Depois
expectativas iminentes, principalmente
dessas voltas. Então, a expectativa da
volta de Cristo, a expectativa de
ressurreição, a expectativa de ah de fim
de eras. Então, há expectativas que ah
nutrem, vamos dizer assim, a proposta da
escatologia dos testemunhos de ová
promessas de recompensas terrenas, né?
Então, para aqueles que vão fazer parte
dos 144.000, 1000. É, são promessas
celestiais para aqueles que não fazem
parte dos 144.000, que não dá para saber
quem faz parte ou não necessariamente,
esses a recompensas terrenas.
Então, olha lá que eu falei para vocês,
essa data do ano de 1914 como início do
reino. Eu vou depois falar um pouquinho
mais sobre essa essa data, mas de acordo
com eles, em 1914 Cristo assumiu o poder
celestial invisível. Satanás foi expulso
do céu para a terra, inaugurando então
aquilo que eles vão chamar dos últimos
dias, tá?
Então, há toda essa questão de um
cálculo bíblico. O grupo usa uma
profecia do livro de Daniel sobre uma
árvore cortada por sete tempos e eles
calculam esses sete tempos que
equivaleriam a 2520 anos. Então,
contaram esse período a partir da queda
de Jerusalém. ah, datada por eles em 607
antes de Cristo, né, que vai ser a
chegada ali de Nabuco Dononzor, o que
levou ao ano de 1914, de acordo com
eles. Então, essa basicamente é a data
para chegar em 1914, tá? Então, da queda
de Jerusalém com a chegada de Nabuco
Dononzor, que não foi necessariamente
607, foi 605, né? Então, já há uma
questão de um erro aí. Mas a depois
então eles fazem esses cálculos desses
2520 anos e aí então vai chegar no ano
de 1914, tá?
O que que tem de simbolismo, de
significado esse ano de 1914 para os
testemunhos de Jeová? Primeiro lugar, a
entronização de Jesus, tá? Por quê?
Porque Jesus foi empoado no céu como rei
espiritual.
Com isso, inaugura-se aquilo que eles
vão chamar de início do fim. O começo do
período do chamado dos últimos dias é
marcado por guerras e problemas
mundiais. E é claro, pessoal, nós
estamos falando aqui em 1914, o que que
vai acontecer
nesse período? Guerras, entende? Então
isso vai a sem sombra de dúvida chamar
bastante a atenção de quem tá vivendo
naquele período, né? Então, a
o que que você vai ter? Primeira grande
guerra mundial que vai acontecer em 1900
a 14 a 1918 e depois a Segunda Grande
Guerra Mundial que vai acontecer em 1939
a 1945.
E aí eles vão colocar 1914 como sendo
essa data e é quando acontece a guerra.
Então para eles, isso também vai
envolver essa expectativa desse início,
desse fim com a grande tribulação. Então
você vê por que que eles mudaram até a
data lá de 605 para 607 para poder
encaixar com 1914 e o início da Grande
Guerra Mundial. Então, e é é de certa
forma uma escatologia e um elemento de
se fazer a a teologia e de se fazer
datações, de se fazer, esqueci a
palavra, hermenêutica, de de se fazer
interpretação do texto muito complexa,
né? muito a a com muito delicada, porque
ela vai começar a envolver essa questão
de, bom, tô vivendo agora, eu acho que
agora é esse tempo e aí então eu faço
todo um cálculo para poder chegar e
encaixar com aquilo que eu quero. É
claro que isso vai chegar
a a a proposta também da grande
tribulação, é a destruição de todas as
religiões falsas. Por quê? Porque as
religiões falsas são a grande Babilônia.
que perseguem os servos de Deus. Quem
são os servos de Deus? As testemunhas,
de acordo com o texto de Isaías que nós
lemos.
Caramba, meu. Eu peguei o texto, eu
corrigi todo o negócio e aqui tá todo
com esse negócio aqui, inclusive
apresentando slides que eu tinha tirado.
Que coisa.
Eu fiz e não salvei o negócio. Vamos lá.
Depois nós temos o Armagedon, que é a
batalha divina que destrói o sistema
humano corrupto. Sobrevivem apenas as
testemunhas de Jeováis, que são fiéis e
também os simpatizantes. E depois o
milênio paradisíaco, que são 1000 anos
de governo de Cristo, a ressurreição dos
mortos e a restauração da terra. E aí
então eles vão pegar elementos daquilo
que envolve as propostas escatológicas
da época, né? ah, com o o Darwin, o o
Nelson Darby, depois o
dispensacionalismo e vão encaixando aí e
criando a sua própria metodologia.
Ah, por último, falando sobre essa
questão que envolve os principais
tópicos, né, da teologia,
nós vamos falar aqui sobre a
eclesiologia. Então eles têm uma
organização ah como um canal exclusivo.
Então a igreja é o canal exclusivo
porque ela é a a reunião dessas
testemunhas de Deus, né? As testemunhas
aí que vão que fazem parte desse grupo
que alguns deles então vão participar do
grupo celestial e outros vão participar
do grupo terreno, tá? O que que é
marcada, né? É marcada por uma
autoridade centralizada. O governo, o
corpo governante é o escravo fiel e
discreto. Toda interpretação bíblica
deve vir por seu canal autorizado, que é
exatamente o corpo governante. Então,
membros não devem questionar ou
pesquisar independentemente, né? Então,
isso não não faz sentido para eles,
porque afinal de contas eles já têm essa
a essa revelação autorizada, né? A
revelação real. E como ele já tem ela
que tá expressa nas suas revistas e no
seu material, então o lugar de estudo é
ali mesmo.
Depois você vai ter a aquilo que a gente
chamou de desfraternização.
Então membros que violam doutrinas ou
deixam a fé são desfraternizados.
Então membros da família são inclusive
instruídos a cortar todo o contato mesmo
com parentes próximos. E você tem uma
informação controlada. membros são
desencorajados de ler literatura crítica
ou aquilo que é chamado, na verdade de
literatura cristã, literatura ah de
outros movimentos, é chamado de
literatura apóstata, né? Então, qualquer
fonte externa é considerada perigosa
para a fé. É claro que isso é um das uma
das formas de manter controle
ah sobre o povo. Então, quando a gente
pode pensar nessa questão dessa dessa
comparação doutrinária, paraa gente
olhar de uma forma mais geral aqui em
relação à testemunha de Jeová e o
cristianismo, primeiro lugar, a natureza
de Deus, que ele é único sem ser
singular e a trindade é falsa, mas o a a
doutrina cristã diz que é um Deus em
três pessoas. A identidade de Cristo,
ele para os testemunhos de Jeová é um
ser criado, subordinado. E na verdade
ele é o Miguel Arcanjo incorporado.
Para o cristianismo, Jesus é plenamente
Deus, plenamente homem e é o a segunda
pessoa da trindade. O Espírito Santo é
uma força ativa impessoal, mas para o
cristianismo é a terceira pessoa da
trindade. O destino dos salvos existe
então o paraíso terrestre pra maioria e
o céu para os 144.000, esses celestiais.
E para o cristianismo histórico, o
destino dos salvos é ressurreição, né?
Aqueles que vão participar, existem
essas duas ressurreições, como diz no
texto bíblico, eles vão ressuscitar para
Deus e vão ter comunhão eterna com Deus
todos os ah os salvos. Não não há
distinção de um grupo privilegiado, né?
o estado dos mortos. E aqui a gente pode
pensar que até mesmo os apóstolos, né,
eles todos estão no mesmo barco, né, não
tão aí, nenhum deles tem aí nada
privilegiado. O estado dos mortos, então
para eles há essa questão da aniquilação
e a para o cristianismo a essa alma
consciente que aguarda ressurreição. E
em relação ao inferno não existe. E para
o cristianismo essa separação eterna de
Deus. Então, qual é a conclusão pra
gente finalizar o nosso bate-papo aqui?
Ah, ele tem raízes no século XX.
Ô, perdão, as suas raízes começam no
século XIX, não no século XX. Ah, você
tem aí um um um elemento que nasce a
partir de de movimentos que vão
acontecendo, ah, de percepções
teológicas que vão acontecendo, de um
coração inquieto, que é esse do Russel,
que inclusive nasce num lar ah cristão,
mas que rompe, né, com a sua família ali
e com a igreja que a sua família
pertence, que eram presbiterianos. ah,
depois é reconquistado paraa fé, mas que
as suas os seus questionamentos
continuam firmes, né? E ele então a é
reconquistado, na verdade para um desse,
por um desses movimentos que também
surgiram aí na mes por volta da mesma
data. Ah, e e que vai trazer algumas
propostas ah diferentes do que realmente
o cristianismo histórico apresenta, né?
Ele vai ser um desses caras que vai
propor um revisionismo, uma nova leitura
da Bíblia, uma reinterpretação do texto,
ah, vamos falar assim, uma atualização
[risadas]
do texto para hoje. vão ter desvios,
então, teológicos, eu coloquei
cristológicos aqui, né? Mas é teológico
de forma geral, uma tradução
tendenciosa, porque é uma tradução que é
feita por eles mesmos para a atender a
unicamente os seus propósitos ah
teológicos.
E nós, então, precisamos aprender a
dialogar com compaixão com esse com
essas pessoas. Lembrando que são ah
pessoas por quem Jesus morreu, ah, e que
precisam aí compreender,
ah, de fato, esse elemento dessa
teologia histórica, compreender melhor
sobre a doutrina a que envolve toda essa
parte da a
da teologia própria, da cristologia,
desse encontro talvez pessoal com Jesus
Cristos. Tá.
Ufa,
acho que terminamos.
Ah,
eu vou colocar aqui, ó, para os
adventistas. Então, eu vou recomendar
que você dê uma olhada. Eu não sei te
responder essa pergunta, tá bom? Então,
assim, ah, eu sei que para os
testemunhos de Jeová é, eu pesquisei os
testemunhos de Jeová, então eu não sei
se pros adventistas ele é.
Eu, talvez na aula de adventismo possa
ter sido citado isso. Ah, acho que foi o
Saião que deu a aula. Talvez vale a pena
dar uma olhada. Ah, mas eu eu realmente
não sei essa resposta, tá?
Ah,
sobre a questão da salvação, querido, a
salvação, de acordo com a Bíblia, é por
quem crê em Jesus, né? para quem crê no
sacrifício ah substitutivo de Jesus na
cruz, que crê que ele é a segunda pessoa
da trindade, que ele é o Deus que veio,
que morreu na cruz por nós e tal. Então
assim, qualquer pessoa que crê nisso,
que crer naquilo que a Bíblia diz que é
o elemento da salvação, ah, ela pode ser
salva, ela será salva porque ela tá
crendo nos princípios. A Bíblia não diz
em nenhum lugar que ah existe questões
de movimentos
que são a aceitos para salvação e
movimentos que são rejeitados para
salvação, né? Então os batistas são
salvos, né? Os presbiterianos são salvos
ou que os testemunhos de Jeová são
rejeitados. Então a a base paraa
salvação sempre vai ser o elemento da
pessoa e do seu relacionamento com
Jesus.
como sendo aquele que morreu na cruz
pela pessoa, tá? Então, a a ser parte
dos testemunhos de Jeová não, na minha
opinião, né, não faz nem com que a
pessoa seja salva, nem com que a pessoa
não seja salva. A salvação sempre vai
ser baseada na obra de Cristo e na
resposta de fé do nosso coração a essa
obra de Jesus, tá?
Ah,
>> ah, sim, os testemunhos de Jeová, eles,
na verdade, eles são milenaristas, né?
Então, esse é o ponto principal da da
questão da testemunha de Jeová. Eles não
são pré-tribulacionistas, porque em 1914
para eles Jesus começou a reinar no céu,
né? Então, a
não não vai encaixar essa questão porque
de certa forma o pré tribulacionismo,
ah, quer dizer, perdão, o
pré-milenarismo, o pré-tribulacionismo
vai envolver essa questão de que eles
creem a a que a igreja é retirada e aí
então vai ficar o povo de Israel para
passar pela tribulação. Desculpa, eu
confundi aqui a a a a as terminologias.
Então, a o pré-tribulacionismo vai crer
nisso, que a igreja é retirada, mas você
vê que a igreja não é retirada, né? Tô
falando agora da proposta dos
testemunhos de Jeová, porque afinal de
contas ah eles continuam aqui, né? Então
ele, eu creio que pré-tribulacionistas
eles não são. Eles creem que a
tribulação já começou e que eles estão
passando por esse momento de tribulação,
tá?
Ah,
deixa eu ver aqui na sua opinião. Se a
denoção, não crê que Jesus é Deus. Bom,
essa pergunta acho que eu já respondi,
né? Então, a toda a questão de salvação
e da fé, tudo envolve crer em Jesus, tá?
Então essa aí é a base nossa, sólida, da
nossa fé e daquilo que a gente entende
por salvação, entende por igreja,
entende por tudo. É Jesus. Jesus é os a
a a quem morreu na cruz por nós, quem
derramou seu sangue por nós, é quem nos
une, é quem através dele somos um. E
enfim, Jesus. Eh, isso aí. E Jesus disse
que enviaria o consolador, que é o
Espírito Santo, que hoje está atuando em
nós, tá bom? E é quem ah geme com
gemidos inexprimíveis, é quem nos guia,
é quem, enfim, ah, trabalha no nosso ser
aqui, na nossa vida, nossa mente e nos
leva a a a vivermos essa vida de
retidão.
Sei se temos mais alguma pergunta? Temos
aí uma galera que tá assistindo.
Obrigado a todo mundo. Ah, não vou citar
nomes para não ficar aí ah com
de repente esqueceu pular o nome de
alguém. Mas legal, temos aí um pessoal
assistindo de São Paulo, tem gente
assistindo aí a da Inglaterra. Olha aí a
Drick voltou. Espero que você esteja
bem. Ah, então que Deus abençoe cada um
de vocês.
Que Deus, se alguém tem ainda alguma
pergunta, faça. Senão a gente vai
encerrando a aula de hoje por aqui,
agradecendo profundamente
a participação de vocês e vocês estarem
aí com a gente. Eu sei que esse módulo
eu fiquei bastante ausente, né?
Eu
tava aí a passando por muitas, fiz
muitas viagens, fiz muitas coisas e eu
tava ausente aqui, na verdade, né, de
tudo, mas é muito bom estar de volta
aqui com vocês e podermos estudar um
pouquinho mais aqui, não necessariamente
da Bíblia, né, não foi uma proposta
desse tipo, mas foi estudar um pouco da
história e das dos movimentos religiosos
e entendermos a luz também da doutrina
eh da palavra de Deus, tá bom? Então vou
encerrar por aqui. Forte abraço para
todos vocês. Tchau, pessoal.

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