Mente Dividida, Adoração Comprometida – Romanos 8 | Dilean Melo | IBNU
13/08/2026
Mente Dividida, Adoração Comprometida – Romanos 8 | Dilean Melo | IBNU
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Fonte: Com IBNU
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Já chegou aquele momento [música] onde você sabe que a nossa vida deve ser uma vida de adoração? Sabe que adoração faz parte dessa explosão, vamos dizer assim, de um coração grato, mas que parece que não é isso que tá no seu coração, [música] parece que você não consegue fazer. Eu quero convidar você hoje a [música] acompanhar a nossa reflexão, esse nosso bate-papo gostoso sobre adoração, baseado no texto de Paulo aos Romanos, no capítulo 8, e aprendermos que uma mente dividida, [música] sim, traz uma adoração comprometida, mas que há elementos de uma base sólida para que nós possamos ter uma adoração [música] genuína. Se você ainda não é inscrito no nosso canal, aproveita, se inscreve aí, ativa até mesmo o sininho, porque assim você vai receber todas as nossas notificações. [música] E nesse momento da nossa celebração, eu quero convidar você pra gente conversar sobre o tema da adoração. E o nosso ponto aqui é pensarmos um pouquinho sobre como nós precisamos estar preparados para esse momento que na verdade é a nossa vida como um todo. E para isso eu quero refletir com você num texto muito especial [limpando a garganta] que Paulo nos escreve lá no no livro de Romanos. Mas antes da gente pensar já e começar a fazer a leitura do nosso texto, vamos conversar um pouquinho aqui. Quando a gente pensa em adoração, ah, talvez você, como eu, já pensa em aqueles momentos mais, ah, vamos dizer assim, mais festivos. Vamos, vamos, vamos colocar assim, sabe? Aquele momento mais alegre, aquele momento que envolve já a juntar o pessoal e e cantarmos músicas alegres, talvez até algumas músicas mais reflexivas. É claro que ela sempre se encaixa, ela é boa porque ela nos faz pensar, mas geralmente essa ideia tá ligada e e sem sombra de dúvida, isso faz parte, por exemplo, daquilo que a gente vê na narrativa bíblica, na na forma como a Bíblia desenvolve o tema, porque não tem como negar, por exemplo, vamos pensar em alguns momentos históricos importantes do nosso texto. Quando o povo é liberto do Egito, é claro que ali há adoração, a festa, há, enfim, há muita alegria acontecendo. A a arca, a eh, né, a tenda da aliança e toda o tabernáculo é construído. esta adoração, louvor, música. O templo agora foi construído e tem até mesmo agora as pessoas responsáveis, né, dentro ali do do ah da tribo de Levi, pessoas específicas para cuidar disso. Nós vemos salmos ah de entronação, de de a de realmente mostrando a alegria do povo. Mas não é só isso. Nós temos também algumas realidades de adoração que envolvem extrema, dor e sofrimento. e e ter uma direção de um coração que está voltado e ligado para o Senhor no meio de situações difíceis. Dentro do próprio livro de Salmos, a gente vai encontrar vários ah várias expressões de quando o salmista está passando por dificuldades e sejam elas de vários tipos, desde [limpando a garganta] dificuldades particulares, pessoais, até mesmo quando inimigos estão buscando fazer algum tipo de mal para ele, onde há esse momento de louvor, há esse momento de adoração, há esse momento de confiança em Deus. Vemos isso também de forma geral, como quando o povo também está sofrendo, está passando por algum cerco, está passando por alguma dificuldade. O livro de juízes, por exemplo, é fenomenal em pensar sobre isso, né? O povo então está ali cativo, o povo ah está sofrendo por algum inimigo e aí então eles clamam ao Senhor. E isso tudo faz parte dessa adoração. E vemos inclusive que Deus responde a essa oração, a a a esse momento de contrição e adoração. E quando a gente chega lá no final do texto bíblico, quando a gente vai lá pro livro de Apocalipse, nós vemos quanta adoração acontece. adoração, inclusive levada a por pessoas que passaram por sofrimento, passaram por grandes dificuldades e que agora precisam a precisam não, elas estão expressando a alegria de estar com Jesus, de estar com Deus, de ver o Senhor agindo. Tudo isso faz parte dessa questão de adoração. E a adoração também tá ligado muito com o elemento da glória. Por exemplo, vocês lembram a a do profeta Isaías? Isaías é bem marcante ali logo no comecinho do livro, ele começa a denunciar toda a maldade do povo, todo o descompromisso do povo para com a aliança, para com Deus, para uns com os outros. E aí, então ele é colocado nesse momento onde ele vê a glória de Deus e ao mesmo tempo ele percebe a sua dificuldade, a o seu pecado, o fato de que ele é uma pessoa de lábios impuros e então ele é tocado e e e então as coisas mudam na vida dele. Então a gente vai percebendo que todo esse contexto de adoração envolve percepção particular, pessoal, de como a coisa está acontecendo internamente na minha vida. parte ah também desse elemento de compreensão de um Deus que está controlando todas as coisas, que é é o Deus soberano sobre a história, é um é um Deus que age inclusive em favor do seu povo e das do seu filho, vamos dizer assim, né? Da das pessoas de forma individual. E também é um momento de alegria, de festa e de a de regozijo com todas aquelas pessoas que estão nesse momento lidando com a o agir de Deus na história. E quando a gente entra na carta que Paulo escreve aos Romanos, a gente vai perceber que esses elementos eles vão fazendo parte de uma construção que Paulo vai trazendo e que nos ajuda a refletir sobre a adoração e principalmente nos ajuda a refletir sobre como nós estamos lidando particularmente com a adoração. Olha, quando a gente percebe desde o capítulo primeiro, e eu não vou aqui ficar expondo muito, mas só pra gente relembrar um pouquinho, ah, desde o capítulo primeiro, Paulo está lidando com alguns elementos muito fortes. Por exemplo, ele vai dizer lá no capítulo primeiro que o evangelho é o poder de Deus. Isso aí é um dos textos que a gente conhece de de cor salteado. Ao mesmo tempo que logo depois ele vai falar assim: "Olha, porém há um problema. Os homens trocaram a glória do Deus, Deus imortal, Deus bendito, por outras realidades que são totalmente contrárias àquilo que faz parte a daquilo que deveria estar acontecendo, dessa conexão. Então, a gente já vê logo no comecinho da carta Paulo falando sobre o poder de Deus através do evangelho de Cristo Jesus e a glória de Deus que foi trocada pelos homens. E isso por um motivo. Paulo vai dizer, ah, continuando, fazendo assim, né, um uma visão mais aberta, né, pra gente não ficar indo muito profundo, mas só pra gente relembrar, Paulo vai falar que tudo isso acontece porque todos pecaram e aí então eles foram separados mais uma vez do quê? Dessa glória de Deus. E olha só que coisa impressionante a gente pensar nessa realidade. Então, os homens trocaram a glória de Deus e por causa desse pecado, então, agora eles estão separados dessa glória de Deus. Mas o texto continua desenvolvendo e óbvio que ali ele tá falando, todos os homens pecaram. Isso não é a a uma coisa exclusiva de algum grupo ou de algum tipo de pessoa. Ele vai falar: "Todos pecaram, estão separados dessa glória de Deus". E aí então ele vai começar a introduzir a solução divina para tudo isso. Ele vai começar a falar sobre o fato da fé e como a fé faz com que nós andemos de uma forma diferente. Tanto que ele vai dizer ali no capítulo 4 que o justo viverá pela fé. exatamente esse elemento que agora vai ser introduzido nessa nossa compreensão maior de como nós devemos lidar com essa adoração. E aí então o filho de Deus, ah, Jesus, ele vem para ser morto e ressuscitado com esse elemento todo desse poder de Deus para transformar, para mudar toda essa realidade daquilo que estava de condenação. Afinal de contas, o homem pecou e por isso está separado dessa dessa glória de Deus. Ele deve viver agora como esse justo que vive pela fé e que tem então o seu caminhar dentro de um elemento que faz parte da adoração, porque ele é um elemento da santificação. É um elemento e pra gente fala assim: "Ah, poxa, o que que será que ele tá falando, né? Eu tô falando sobre a nossa luta diária, sobre a nossa relação diária com essa com esse contraste entre, olha, existe um Deus imortal, glorioso e existe a tendência, existe essa natureza minha, a a pecaminosa, essa natureza minha do homem que procura se se afastar de Deus, procura trocar essa glória por outros elementos. totalmente diferente e isso impede ou isso a atrapalha, acaba com totalmente a nossa percepção sobre adoração. E a coisa não fica só nesse elemento meio subjetivo. Paulo para dar ênfase nisso, ele vai colocar lá no capítulo 7 a a um um grito, né? vamos dizer assim, esse clamor de adoração que envolve essa percepção tão profunda. Olha só o que ele vai dizer. Ele vai dizer assim: "Miserável homem que eu sou, quem vai me libertar dessa realidade que eu vivo? Dessa questão de que essa é de fato a minha vida hoje?" E aí então ele diz, mas graças a Deus que em Cristo Jesus nós temos uma possibilidade. Ele vai colocar, na verdade, que até mesmo o bem que ele quer fazer, ele que agora entendeu essa situação de vida dele, ele que agora sabe aquilo que é o correto a se fazer e [roncando] que nós devemos agir e viver pela fé como justos, glorificando a Deus, ele fala: "Olha, esse bem que eu quero fazer, que está em mim, que eu sei que é o que eu preciso fazer, eu não consigo fazer. Na verdade, eu falho [roncando] quando eu faço. E o mal que eu sei que é mal, eu sei que é o errado, eu sei que é aquilo que eu preciso me afastar. Esse quando eu vejo eu acabei fazendo. E aí então ele ele começa nesse elemento dessa a dessa divisão que ele reconhece que existe dentro dele mesmo. E aí que a gente precisa pensar em como essa divisão, essa mente dividida nos atrapalha em relação à nossa adoração. Porque a mente dividida traz essa adoração comprometida. E parece que então quando Paulo termina esse capítulo 7, dando esse grito de exaltação ao fato de que em Cristo Jesus nós temos agora uma nova oportunidade, nós temos a a essa nova forma de viver e de enxergar o mundo. O nosso capítulo, que é o capítulo oito, parece que ele abre uma nova realidade. E eu quero ler com vocês o capítulo oito, mas a princípio eu quero ler os os versículos 1 até o versículo 17. com você e a partir desses versículos extrair algumas percepções extremamente importantes para essa nossa realidade. Presta atenção comigo aqui na leitura que o texto nos oferece. Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio de Cristo Jesus, a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte. Porque aquilo que a lei fora incapaz de fazer por estar enfraquecida pela carne, Deus o fez. enviando seu próprio filho a semelhança do homem pecador com oferta pelo pecado. E assim condenou o pecado na carne, a fim de que as justas exigências da lei fossem plenamente satisfeitas em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o espírito. Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja. Mas quem vive de acordo com o espírito tem a mente voltada para o que o espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do espírito é vida e paz. A mentalidade da a mentalidade da carne é inimiga de Deus, porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus. Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do espírito. Se de fato o espírito de Deus habita em vocês. E se alguém não tem o espírito de Cristo, não pertence a Cristo. Mas se Cristo está em vocês, o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça. E se o espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais por meio do seu espírito que habita em vocês. Portanto, irmãos, estamos em dívida não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela. Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão. Mas se pelo espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, porque todos os que são guiados pelo espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberem um espírito que os torna filhos por adoção, por meio do qual clamamos: "Aba, Pai". O próprio Espírito testemunha o nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. Se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória. Esse capítulo é grande. Os versículos aqui 1 a 17 tem bastante informação. Mas o que parece? Parece que depois que Paulo termina ali o capítulo 7, fazendo esse reconhecimento dessa luta interna que ele tem, ele vai agora trabalhar com esse elemento, nos convidando para essa adoração e nos dando esse elemento ou os elementos que vão fazer parte de tudo isso. Olha só como a coisa começa. Ele começa dizendo que já não há mais condenação. Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus. Então, o primeiro elemento que nos faz pensar sobre isso é isso. Não há mais condenação. Então, mesmo Paulo que reconhece que há essa divisão interna dentro dele, também reconhece que não há mais condenação. Isso aí Paulo já vem falando desde o capítulo 4, capítulo 5, onde ele mostra que através de Cristo Jesus, nós temos, que é o talvez o tema ali do capítulo 5, nós agora temos até mesmo paz com Deus, não há mais condenação. Depois ele vai dizer que nós não estamos mais sobre o domínio da carne. No versículo 9, nós temos o espírito e a vida. No versículo 11, nós somos chamados de filhos de Deus. No versículo 14, nós recebemos esse espírito, ah, que nos dá esse testemunho dessa adoção que nós temos em Cristo Jesus, de que agora fazemos parte ah da família de Deus. E com isso, inclusive, ele vai abordar o fato de que agora nós podemos ah ter a convicção de que somos herdeiros de Deus e coerdeiros em Cristo Jesus. Tudo isso, tudo isso pela obra do próprio Senhor Jesus. Nada que tenha de mérito meu, nada que tenha a do que eu fiz. Pelo contrário, se nós olhamos o a a a que isso é uma continuação ali do do capítulo 7, Paulo ele tá reconhecendo que, na verdade, aquilo que ele deveria fazer, que é o bem, e ele sabe que deveria, ele muitas vezes não faz. E o mal que ele sabe que não deveria fazer, ele faz. Mas agora ele tá olhando para outros elementos e ele está nos convidando a em vez de termos essa mente dividida, nós agora podermos nos basear e nos alicerçar em algo muito mais saudável e sólido, que é a própria obra de Cristo Jesus por nós. E eu não sei vocês, queridos, e agora que a gente tá nesse nosso bate-papo, bate-papo bem informal, estamos conversando aqui, sentados, eu aqui no meu sofá, vocês aí no sofá da casa de vocês. Será que muitas vezes não é exatamente a nossa mente dividida que nos impede de ter essa vida de adoração e a cada acaba comprometendo de fato essa nossa vida? Porque sem sombra de dúvida, nós passamos por muitas dificuldades, principalmente de pessoas que muitas vezes podem nos atacar, de situações ah contrárias que inclusive nós não temos o controle sobre elas, mas muitas e muitas vezes a coisa não fica também dentro da nossa própria mente. E essa luta interna que Paulo está falando não acaba vencendo as nossas convicções a daquilo que nós temos e recebemos em Cristo Jesus. Paulo, ele vai fazer questão de nos lembrar que nós não estamos mais escravizados pela carne, que nós não vivemos mais segundo a carne, que a carne produz morte, mas nós agora vivemos pelo espírito e ele produz vida e paz. E ele vai dizer bem forte no versículo 7, a mentalidade da carne é inimiga de Deus, porque ela não se submete a lei de Deus. E quantas e quantas vezes, ah, eu, eu converso com pessoas que estão passando por algumas situações, pessoas às vezes que tem uma situação de vida razoável, que tem uma condição boa e tudo, mas a grande questão é como elas mesmas estão presas em si. por causa das dessa mente dividida e dessas acusações que muitas vezes elas fazem por elas mesmas em vez de se apegarem à graça de Deus, de se apegarem aquilo que Deus está oferecendo, de que a não há mais a condenação e de que em vez de condenação, Deus nos leva para uma outra realidade totalmente diferente. parece que elas precisam se apegar a a a [limpando a garganta] esse mal que aconteceu, se apegar a essa dureza e e viver debaixo dessa opressão, de viver debaixo dessa ah dessa dessa vida amargurada, dessa vida difícil, dessa vida que não consegue agradar a Deus e nem adorar, porque parece que ela tá vivendo aquele disco, ah, agora a gente compromete a nossa idade, né? Aquele disco de vinil antigo que tá riscado e a coisa não vai saindo daquele lugar e fica sempre ali. Ou se você que quiser o famoso Chevete tentando ligar de manhã cedo no no manhã fria. nh nh e a coisa não anda. Paulo ele fala: "Deixa dessa mente dividida. deixe de viver essas pressões e dessas realidades que ele mesmo expressou ali no versículo, no capítulo 7, eu sei que há em mim mesmo uma realidade que deseja fazer o bem e não e não consegue e um um um desejo profundo de não fazer o mal, mas que acaba fazendo. Mas é graças a Deus que em Cristo Jesus nós temos tudo isso. E a coisa é é levada, como eu falei, de um de um patamar para outro, tão grande que não é simplesmente agora Paulo falar assim: "Olha, pessoal, é verdade, Deus agora ele ah tirou a condenação que vocês tinham, tá? Então, a partir de agora vocês não vão ser mais condenados pelo mal que fizeram, porque Cristo Jesus pagou esse mal para vocês na cruz." Mas ele vai terminar essa nossa pequena parte do texto falando assim: "Gente, vocês são herdeiros de Deus. Vocês são coerdeiros em Cristo Jesus. E herdeiro, galera, é aquele que recebe algo do Pai e recebe aquilo pelo qual ele não trabalhou". São os frutos do trabalho, do suor, são os frutos do labor, são os frutos a a daquilo que foi uma vida de dedicação do pai, que agora nós temos isso através do filho que se entregou por nós. E é isso que agora Paulo tá mostrando. Vocês são isso, vocês são coerdeiros. Mas parece que toda essa direção de adoração, parece que toda essa a a essa crescente positiva precisa encontrar com a realidade. E você vai perceber que mesmo nesse capítulo, nesse texto, [tosse] Paulo vai introduzir um elemento que parece ser um ar meio sombrio nisso tudo. No finalzinho do versículo 17, ele vai dizer: "Se de fato participamos dos seus sofrimentos, porém para que também participemos da sua glória." E parece que agora [limpando a garganta] Paulo vai começar a desenvolver esse a esse elemento tão forte dessa mente que não está mais dividida, dessa mente agora a alicerçada em bases saudáveis, em em bases sólidas, e na base do próprio Cristo pela fé, de que envolve que a nossa vida passa por extremas dificuldades, mas há algo que nos ah que já nos é visível, que é a própria glória. Lembra que no capítulo 3, por causa do nosso pecado, nós fomos separados da glória. Agora ele está falando de que nós sofremos, participamos do sofrimento ah de Cristo, mas também participamos da glória dele. Aquele que estava então separado da glória, agora é participante dela. Cara, isso é fantástico da gente pensar. E olha como tudo isso se desenvolve. Eu quero ler para vocês do capítulo do capítulo não, perdão, do versículo 18 até o versículo 30. Preste atenção em como Paulo vai agora trabalhar esse elemento. Ele diz assim, ó: "Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. A natureza criada aguarda com grande expectativa que os filhos de Deus sejam revelados, pois ela foi submetida à inutilidade, não pela própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em quem se encontra recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora comem dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos que temos os primeiros frutos do espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção dos do nosso corpo, pois nessa esperança fomos salvos. Mas esperança que se vê não é esperança. Quem espera por por aquilo que está vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamos-lo pacientemente. Da mesma forma, o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexpremíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Pois aqueles que de antemão conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou também chamou, e aos que chamou também justificou. E aos que justificou também glorificou. Então Paulo agora ele vai começar a falar sobre, olha, a a vida não é um mar de rosas. Talvez algumas pessoas tenham essa percepção, não vou entregar a, eu fiz um monte de burrada, agora eu vou entregar minha vida para Jesus e tudo agora vai dar certo. Tudo agora vai ser maravilhoso. Inclusive há a até mesmo elementos que, né, e grupos que parece que propagam isso, não que se você vier para Jesus, ah, não vai ter mais doença, não vai ter mais ah pobreza, não vai ter mais dificuldade. Tudo na sua vida vai dar certo. Mas a gente vê que o próprio Senhor Jesus não foi tudo certo, pelo contrário, ele padeceu. E agora a gente vai tendo esse elemento de mostrar que a nossa vida vai passando por essas dificuldades. E essas dificuldades fazem parte de algo muito maior do que nós podemos pensar e imaginar. Paulo termina falando sobre sofrimento e glória. E agora ele tá falando sobre esses elementos, falando que olha, a há uma glória que será revelada em nós, mas há também um sofrimento real momentâneo, mas um não pode ser comparado com o outro. E aí ele vai dar três exemplos, três a ilustrações, vamos dizer assim, para falar de como tudo isso se desenvolve na nossa vida. Em primeiro lugar, ele fala sobre a natureza. E eu não sei você, mas eu gosto demais de apreciar a natureza. Inclusive essa das vezes é um pouco da, não vou dizer da briga, mas da bronca que eu levo quando a gente faz viagem de família ou coisa assim, porque a você vê as fotos geralmente do pessoal tirando selfie, tirando a registrando, né, aqueles momentos gostosos, engraçados da família. A minha geralmente é tirando fotos das paisagens, tirando foto da natureza. tirando foto dessas belezas da criação. Mas Paulo, ele vai dizer que toda a criação geme esperando esse momento ímpar e especial de quando tudo isso vai ser diferente, [roncando] de quando aquele grito que Paulo colocou no versículo 7 vai acabar. é que é o mesmo grito que tem no meu coração e talvez seja o mesmo grito que tem no seu coração. Quando toda essa realidade vai acabar, quando a minha mente vai deixar essas divisões e até mesmo vai pregar peças em relação a mim mesmo, tentando me condenar, tentando me colocar para baixo, tentando a a me diminuir e impedindo que eu viva pela graça e por aquilo que Deus me deu. E ele fala que tudo isso vai ser uma coisa maravilhosa, uma glória que que não tem comparação. Depois ele vai falar que nós, como filhos de Deus, também gememos e aguardamos esse elemento especial de quando tudo isso vai acontecer. Ele inclusive usa ilustrações, por exemplo, ele fala que nós somos esses primeiros frutos. E o que que seria de repente esses primeiros frutos? Mas nós eh [limpando a garganta] essa percepção interior de que isso já está acontecendo dentro do meu coração, já está acontecendo interiormente em mim, de que eu já estou nesse processo. E aí então ele traz essa ilustração das dores de parto. E sem sombra de dúvida, eu não sei o que que é dor de parto. Eu tenho duas filhas, mas quem sofreu as dores de parto foi a minha esposa. Mas é óbvio que eu consigo entender a ilustração daquilo que Paulo está falando. É uma dor real, é uma dor dilacerante, é uma dor, dor profunda, mas é uma dor que traz uma alegria. Porque, ah, se você olha e se você teve até mesmo a oportunidade já de ver um parto, você vê toda aquela dor, aquele sofrimento, mas assim que a criança nasce, ela já é trazida ali pra mãe poder olhar e já não tem mais expressão de dor. Já tem um um sorriso, já tem essa a esse amor todo envolvido. É o meu filho, é a minha filha, é, acabou tudo. É, é exatamente isso que Paulo está trazendo [limpando a garganta] pra gente, essa, essa ilustração. E para mim, a terceira é é uma das mais fortes, porque Paulo está falando sobre dor, sobre a sofrimento e falando inclusive do fato de que Jesus sofreu as dores por mim e por você. E ele leva essa essa expressão, essa ideia de gemer. E quem tá gemendo? Geme quem tá sentindo dor, quem tá passando por toda essa realidade, né? Porque em outros momentos a gente tá alegre, a gente tá feliz, a gente tá aproveitando, mas quem tá gemendo tá gemendo por sentir, por por participar desse momento de de dificuldade. E sabe quem ele vai trazer como esse terceiro grande elemento que geme também por causa de tudo aquilo que nós estamos experimentando e e e pela a vontade, por esse desejo profundo de ver essa glória sendo revelada. O próprio Deus aqui na pessoa do Espírito Santo, ele vai dizer que ah, por causa de tudo isso, eu não sei você, mas quantas e quantas vezes eu já entrei no meu quarto e e e abaixei ali a minha cabeça, seja ajoelhado, seja sentado, seja onde for. E eu só consegui dizer: "Senhor, me ajuda, Senhor. Eu eu não sei o que fazer. E e apesar de dentro de mim estar aquele rebolíço, apesar de dentro de mim estar toda aquela, [roncando] enfim, tantas coisas acontecendo, parece que a cabeça tá borbulhando, não tem palavras, parece que tá tudo travado. E Paulo vai dizer: "Porque o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. O próprio espírito, o próprio Deus está passando por esse momento de dor, esse momento de gemer, esse momento de aguardar tudo isso acontecer, essa glória ser revelada, essa a adoração ser completa na nossa vida, na vida dos seus filhos. Tanto que Paulo ele vai dizer que tudo isso nós estamos aguardando essa esperança da adoção. Versículo 23 vai esperamos ansiosamente nossa adoção como filhos. Essa noção final onde tudo isso já vai ter acontecido. Não porque agora nós ainda não somos, mas porque aguardamos tudo isso. Gente, o próprio Deus na pessoa do Espírito Santo geme por nós. Sente essas dores nesse sentido de sente toda a a vivencia conosco todo esse sofrer e toda essa situação. E aí Paulo vai terminar falando que olha, na verdade aquilo que ele começou lá no versículo 17 falando, se de fato participamos desse sofrimento, então também vamos vivenciar essa glória. Agora ele fala, todos aqueles que de fato são filhos de Deus são aqueles que foram chamados para serem transformados à imagem do filho. E o filho passou pelo sofrimento, o filho passou pela dor, o filho passou por todo esse mal, o filho deu a sua vida por tudo isso. E assim como ele passou, nós também passaremos. E conforme estamos passando por tudo isso, vamos sendo transformados a essa imagem de Jesus. E é por isso que da mesma forma [limpando a garganta] como ele nos chamou, ele está produzindo isso em nós. E também Paulo vai dizer: "Aos que justificou, também glorificou". Parece que a coisa é futura e ao mesmo tempo é uma realidade presente. Ele já nos glorificou. Nós já estamos vivendo porque Jesus já foi glorificado, já está no céu à direita do Pai. Jesus já está vivendo com o seu corpo glorificado. Isso já é verdade. Isso já é uma realidade. E se a gente não se apega a isso, se a gente não ah permite que isso se torne essa verdade na nossa vida, a gente fica com essa mente dividida. E a mente dividida, adoração comprometida. E Paulo então termina o seu capítulo 8 dizendo assim: "Quero ler com vocês a partir do versículo 31. Que diremos pois diante de tudo isso, né, dessas coisas todas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio filho, mas o entregou por todos nós. Como não nos dará juntamente com ele e de graça todas as coisas? Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica, quem os condenará. Foi Cristo Jesus que morreu e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação? Será angústia, perseguição, fome, indudez, perigo, espada? Está escrito: "Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias. Somos considerados como ovelhas destinados ao matadouro, mas em todas essas coisas somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem demônios, nem o presente, nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação, será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, o nosso Senhor. Então, nós que estávamos separados da glória de Deus, agora estamos juntos. E Paulo fala: "Quem vai nos acusar? Quem vai ser contra nós?" Ninguém. E por favor, meu querido irmão, meu querido amigo que está nos ouvindo agora, que não seja nem mesmo você, que não seja nem mesmo eu, que eu não lide com as dificuldades da minha vida, caminhando pra murmuração, caminhando para aquela situação de ah de de me afundar a ponto de parece que nada mais dá certo. Parece que a adoração não faz mais sentido. Que a nossa vida possa, na verdade, ser reflexo disso que Paulo colocou. Olha, se Deus entregou o seu próprio filho por nos amar e vai e e já nos prometeu dar todas as coisas, porque nós agora somos herdeiros e coerdeiros, entenda, entenda. Sim, nós vivemos como foi colocado aqui. Parece que por amor a ti enfrentamos morte, que somos considerados como ovelhas para o matadouro, mas nada pode nos separar do amor de Deus. Nem poderes desse mundo ou de outro mundo, nem qualquer circunstância, nem distância, nem pessoas e nem mesmo a nossa mente dividida pode nos separar do amor de Deus. Então, que a gente possa nesse momento entender que a mente dividida traz sim uma adoração comprometida, mas uma mente que está firmada naquilo que é a verdade produzida pela obra de Cristo naquela cruz e pelo poder da ressurreição do Espírito Santo produz uma adoração genuína que em mesmas dificuldades se alegra com o Senhor porque sabe que está sendo transformado para ser a imagem do filho e assim viver eternamente na glória de Deus. Que Deus te abençoe.