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A fé vem pelo ouvir

Mente Dividida, Adoração Comprometida – Romanos 8 | Dilean Melo | IBNU

Mente Dividida, Adoração Comprometida – Romanos 8 | Dilean Melo | IBNU

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Legendas automáticas:

Já chegou aquele momento [música] onde
você
sabe que a nossa vida deve ser uma vida
de adoração? Sabe que adoração faz parte
dessa explosão, vamos dizer assim, de um
coração grato, mas que parece que não é
isso que tá no seu coração, [música]
parece que você não consegue fazer. Eu
quero convidar você hoje a [música]
acompanhar a nossa reflexão, esse nosso
bate-papo gostoso sobre adoração,
baseado no texto de Paulo aos Romanos,
no capítulo 8, e aprendermos que uma
mente dividida, [música] sim, traz uma
adoração comprometida, mas que há
elementos de uma base sólida para que
nós possamos ter uma adoração [música]
genuína. Se você ainda não é inscrito no
nosso canal, aproveita, se inscreve aí,
ativa até mesmo o sininho, porque assim
você vai receber todas as nossas
notificações.
[música]
E nesse momento da nossa celebração, eu
quero convidar você pra gente conversar
sobre o tema da adoração. E o nosso
ponto aqui é pensarmos um pouquinho
sobre como nós precisamos estar
preparados para esse momento que na
verdade é a nossa vida como um todo. E
para isso eu quero refletir com você num
texto muito especial
[limpando a garganta]
que Paulo nos escreve lá no no livro de
Romanos. Mas antes da gente pensar já e
começar a fazer a leitura do nosso
texto, vamos conversar um pouquinho
aqui. Quando a gente pensa em adoração,
ah, talvez você, como eu, já pensa em
aqueles momentos mais, ah, vamos dizer
assim, mais festivos. Vamos, vamos,
vamos colocar assim, sabe? Aquele
momento mais alegre, aquele momento que
envolve já a juntar o pessoal e e
cantarmos músicas alegres, talvez até
algumas músicas mais reflexivas. É claro
que ela sempre se encaixa, ela é boa
porque ela nos faz pensar, mas
geralmente essa ideia tá ligada e e sem
sombra de dúvida, isso faz parte, por
exemplo, daquilo que a gente vê na
narrativa bíblica, na na forma como a
Bíblia desenvolve o tema, porque não tem
como negar, por exemplo, vamos pensar em
alguns momentos históricos importantes
do nosso texto. Quando o povo é liberto
do Egito, é claro que ali há adoração, a
festa, há, enfim, há muita alegria
acontecendo. A a arca, a eh, né, a tenda
da aliança e toda o tabernáculo é
construído. esta adoração, louvor,
música. O templo agora foi construído e
tem até mesmo agora as pessoas
responsáveis, né, dentro ali do do ah da
tribo de Levi, pessoas específicas para
cuidar disso. Nós vemos salmos ah de
entronação, de de a de realmente
mostrando a alegria do povo. Mas não é
só isso. Nós temos também algumas
realidades de adoração que envolvem
extrema, dor e sofrimento. e e ter uma
direção de um coração que está voltado e
ligado para o Senhor no meio de
situações difíceis.
Dentro do próprio livro de Salmos, a
gente vai encontrar vários ah várias
expressões de quando o salmista está
passando por dificuldades e sejam elas
de vários tipos,
desde [limpando a garganta] dificuldades
particulares, pessoais,
até mesmo quando inimigos estão buscando
fazer algum tipo de mal para ele, onde
há esse momento de louvor, há esse
momento de adoração, há esse momento de
confiança em Deus. Vemos isso também de
forma geral, como quando o povo também
está sofrendo, está passando por algum
cerco, está passando por alguma
dificuldade. O livro de juízes, por
exemplo, é fenomenal em pensar sobre
isso, né? O povo então está ali cativo,
o povo ah está sofrendo por algum
inimigo e aí então eles clamam ao
Senhor. E isso tudo faz parte dessa
adoração. E vemos inclusive que Deus
responde a essa oração, a a a esse
momento de contrição e adoração.
E quando a gente chega lá no final do
texto bíblico, quando a gente vai lá pro
livro de Apocalipse, nós vemos quanta
adoração acontece. adoração, inclusive
levada a por pessoas que passaram por
sofrimento, passaram por grandes
dificuldades e que agora precisam a
precisam não, elas estão expressando a
alegria de estar com Jesus, de estar com
Deus, de ver o Senhor agindo. Tudo isso
faz parte dessa questão de adoração.
E a adoração também tá ligado muito com
o elemento da glória. Por exemplo, vocês
lembram a a do profeta Isaías? Isaías é
bem marcante ali logo no comecinho do
livro, ele começa a denunciar toda a
maldade do povo, todo o descompromisso
do povo para com a aliança, para com
Deus, para uns com os outros. E aí,
então ele é colocado nesse momento onde
ele vê a glória de Deus e ao mesmo tempo
ele percebe a sua dificuldade, a o seu
pecado, o fato de que ele é uma pessoa
de lábios impuros e então ele é tocado e
e e então as coisas mudam na vida dele.
Então a gente vai percebendo que todo
esse contexto de adoração envolve
percepção particular, pessoal, de como a
coisa está acontecendo internamente na
minha vida.
parte ah também desse elemento de
compreensão de um Deus que está
controlando todas as coisas, que é é o
Deus soberano sobre a história, é um é
um Deus que age inclusive em favor do
seu povo e das do seu filho, vamos dizer
assim, né? Da das pessoas de forma
individual. E também é um momento de
alegria, de festa e de a de regozijo com
todas aquelas pessoas que estão nesse
momento lidando com a o agir de Deus na
história.
E quando a gente entra na carta que
Paulo escreve aos Romanos, a gente vai
perceber que esses elementos eles vão
fazendo parte de uma construção que
Paulo vai trazendo e que nos ajuda a
refletir sobre a adoração e
principalmente nos ajuda a refletir
sobre como nós estamos lidando
particularmente com a adoração. Olha,
quando a gente percebe desde o capítulo
primeiro, e eu não vou aqui ficar
expondo muito, mas só pra gente
relembrar um pouquinho, ah, desde o
capítulo primeiro, Paulo está lidando
com alguns elementos muito fortes. Por
exemplo, ele vai dizer lá no capítulo
primeiro que o evangelho é o poder de
Deus. Isso aí é um dos textos que a
gente conhece de de cor salteado.
Ao mesmo tempo que logo depois ele vai
falar assim: "Olha, porém há um
problema.
Os homens trocaram a glória do Deus,
Deus imortal, Deus bendito, por outras
realidades que são totalmente contrárias
àquilo que faz parte a daquilo que
deveria estar acontecendo, dessa
conexão. Então, a gente já vê logo no
comecinho da carta Paulo falando sobre o
poder de Deus através do evangelho de
Cristo Jesus e a glória de Deus que foi
trocada pelos homens. E isso por um
motivo. Paulo vai dizer, ah,
continuando, fazendo assim, né, um uma
visão mais aberta, né, pra gente não
ficar indo muito profundo, mas só pra
gente relembrar, Paulo vai falar que
tudo isso acontece porque todos pecaram
e aí então eles foram separados mais uma
vez do quê? Dessa glória de Deus. E olha
só que coisa impressionante a gente
pensar nessa realidade. Então, os homens
trocaram a glória de Deus e por causa
desse pecado, então, agora eles estão
separados dessa glória de Deus. Mas o
texto continua desenvolvendo e óbvio que
ali ele tá falando, todos os homens
pecaram. Isso não é a a uma coisa
exclusiva de algum grupo ou de algum
tipo de pessoa. Ele vai falar: "Todos
pecaram, estão separados dessa glória de
Deus". E aí então ele vai começar a
introduzir a solução divina para tudo
isso. Ele vai começar a falar sobre o
fato da fé e como a fé faz com que nós
andemos de uma forma diferente. Tanto
que ele vai dizer ali no capítulo 4 que
o justo viverá pela fé. exatamente esse
elemento que agora vai ser introduzido
nessa nossa compreensão maior de como
nós devemos lidar com essa adoração.
E aí então o filho de Deus, ah, Jesus,
ele vem para ser morto e ressuscitado
com esse elemento todo desse poder de
Deus para transformar, para mudar toda
essa realidade daquilo que estava de
condenação. Afinal de contas, o homem
pecou e por isso está separado dessa
dessa glória de Deus. Ele deve viver
agora como esse justo que vive pela fé e
que tem então o seu caminhar dentro de
um elemento que faz parte da adoração,
porque ele é um elemento da
santificação. É um elemento e pra gente
fala assim: "Ah, poxa, o que que será
que ele tá falando, né? Eu tô falando
sobre a nossa luta diária, sobre a nossa
relação diária com essa com esse
contraste entre, olha, existe um Deus
imortal, glorioso e existe a tendência,
existe essa natureza minha, a a
pecaminosa, essa natureza minha do homem
que procura se se afastar de Deus,
procura trocar essa glória por outros
elementos. totalmente diferente e isso
impede ou isso a atrapalha, acaba com
totalmente a nossa percepção sobre
adoração. E a coisa não fica só nesse
elemento meio subjetivo. Paulo para dar
ênfase nisso, ele vai colocar lá no
capítulo 7 a a um um grito, né? vamos
dizer assim, esse clamor de adoração que
envolve essa percepção tão profunda.
Olha só o que ele vai dizer. Ele vai
dizer assim: "Miserável homem que eu
sou, quem vai me libertar dessa
realidade que eu vivo? Dessa questão de
que essa é de fato a minha vida hoje?"
E aí então ele diz, mas graças a Deus
que em Cristo Jesus nós temos uma
possibilidade. Ele vai colocar, na
verdade, que até mesmo o bem que ele
quer fazer, ele que agora entendeu essa
situação de vida dele, ele que agora
sabe aquilo que é o correto a se fazer e
[roncando] que nós devemos agir e viver
pela fé como justos, glorificando a
Deus, ele fala: "Olha, esse bem que eu
quero fazer, que está em mim, que eu sei
que é o que eu preciso fazer, eu não
consigo fazer. Na verdade, eu falho
[roncando] quando eu faço. E o mal que
eu sei que é mal, eu sei que é o errado,
eu sei que é aquilo que eu preciso me
afastar. Esse quando eu vejo eu acabei
fazendo. E aí então ele ele começa nesse
elemento dessa a dessa divisão que ele
reconhece que existe dentro dele mesmo.
E aí que a gente precisa pensar em como
essa divisão, essa mente dividida nos
atrapalha em relação à nossa adoração.
Porque a mente dividida traz essa
adoração comprometida. E parece que
então quando Paulo termina esse capítulo
7, dando esse grito de exaltação ao fato
de que em Cristo Jesus nós temos agora
uma nova oportunidade, nós temos a a
essa nova forma de viver e de enxergar o
mundo. O nosso capítulo, que é o
capítulo oito, parece que ele abre uma
nova realidade. E eu quero ler com vocês
o capítulo oito, mas a princípio eu
quero ler os os versículos 1 até o
versículo 17. com você e a partir desses
versículos extrair algumas percepções
extremamente importantes para essa nossa
realidade. Presta atenção comigo aqui na
leitura que o texto nos oferece.
Portanto, agora já não há condenação
para os que estão em Cristo Jesus,
porque por meio de Cristo Jesus, a lei
do Espírito de vida me libertou da lei
do pecado e da morte. Porque aquilo que
a lei fora incapaz de fazer por estar
enfraquecida pela carne, Deus o fez.
enviando seu próprio filho a semelhança
do homem pecador com oferta pelo pecado.
E assim condenou o pecado na carne, a
fim de que as justas exigências da lei
fossem plenamente satisfeitas em nós,
que não vivemos segundo a carne, mas
segundo o espírito. Quem vive segundo a
carne tem a mente voltada para o que a
carne deseja. Mas quem vive de acordo
com o espírito tem a mente voltada para
o que o espírito deseja. A mentalidade
da carne é morte, mas a mentalidade do
espírito é vida e paz. A mentalidade da
a mentalidade da carne é inimiga de
Deus, porque não se submete à lei de
Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado
pela carne não pode agradar a Deus.
Entretanto,
vocês não estão sob o domínio da carne,
mas do espírito. Se de fato o espírito
de Deus habita em vocês. E se alguém não
tem o espírito de Cristo, não pertence a
Cristo. Mas se Cristo está em vocês, o
corpo está morto por causa do pecado,
mas o espírito está vivo por causa da
justiça. E se o espírito daquele que
ressuscitou Jesus dentre os mortos
habita em vocês, aquele que ressuscitou
a Cristo dentre os mortos também dará
vida a seus corpos mortais por meio do
seu espírito que habita em vocês.
Portanto, irmãos, estamos em dívida não
para com a carne, para vivermos sujeitos
a ela. Pois se vocês viverem de acordo
com a carne, morrerão. Mas se pelo
espírito fizerem morrer os atos do
corpo, viverão, porque todos os que são
guiados pelo espírito de Deus são filhos
de Deus. Pois vocês não receberam um
espírito que os escravize para novamente
temerem, mas receberem um espírito que
os torna filhos por adoção, por meio do
qual clamamos: "Aba, Pai". O próprio
Espírito testemunha o nosso espírito que
somos filhos de Deus. Se somos filhos,
então somos herdeiros herdeiros de Deus
e coerdeiros com Cristo. Se de fato
participamos dos seus sofrimentos, para
que também participemos da sua glória.
Esse capítulo é grande. Os versículos
aqui 1 a 17 tem bastante informação. Mas
o que parece? Parece que depois que
Paulo termina ali o capítulo 7, fazendo
esse reconhecimento dessa luta interna
que ele tem, ele vai agora trabalhar com
esse elemento, nos convidando para essa
adoração e nos dando esse elemento ou os
elementos que vão fazer parte de tudo
isso.
Olha só como a coisa começa. Ele começa
dizendo que já não há mais condenação.
Não há condenação para os que estão em
Cristo Jesus. Então, o primeiro elemento
que nos faz pensar sobre isso é isso.
Não há mais condenação. Então, mesmo
Paulo que reconhece que há essa divisão
interna dentro dele, também reconhece
que não há mais condenação. Isso aí
Paulo já vem falando desde o capítulo 4,
capítulo 5, onde ele mostra que através
de Cristo Jesus, nós temos, que é o
talvez o tema ali do capítulo 5, nós
agora temos até mesmo paz com Deus, não
há mais condenação. Depois ele vai dizer
que nós não estamos mais sobre o domínio
da carne. No versículo 9, nós temos o
espírito e a vida. No versículo 11, nós
somos chamados de filhos de Deus. No
versículo 14, nós recebemos esse
espírito, ah, que nos dá esse testemunho
dessa adoção que nós temos em Cristo
Jesus, de que agora fazemos parte ah da
família de Deus. E com isso, inclusive,
ele vai abordar o fato de que agora nós
podemos ah ter a convicção de que somos
herdeiros de Deus e coerdeiros em Cristo
Jesus. Tudo isso, tudo isso pela obra do
próprio Senhor Jesus. Nada que tenha de
mérito meu, nada que tenha a do que eu
fiz. Pelo contrário, se nós olhamos o a
a a que isso é uma continuação ali do do
capítulo 7, Paulo ele tá reconhecendo
que, na verdade, aquilo que ele deveria
fazer, que é o bem, e ele sabe que
deveria, ele muitas vezes não faz. E o
mal que ele sabe que não deveria fazer,
ele faz. Mas agora ele tá olhando para
outros elementos e ele está nos
convidando a em vez de termos essa mente
dividida, nós agora podermos nos basear
e nos alicerçar em algo muito mais
saudável e sólido, que é a própria obra
de Cristo Jesus por nós.
E eu não sei vocês, queridos, e agora
que a gente tá nesse nosso bate-papo,
bate-papo bem informal, estamos
conversando aqui, sentados, eu aqui no
meu sofá, vocês aí no sofá da casa de
vocês.
Será que muitas vezes não é exatamente a
nossa mente dividida que nos impede de
ter essa vida de adoração e a cada acaba
comprometendo de fato essa nossa vida?
Porque sem sombra de dúvida, nós
passamos por muitas dificuldades,
principalmente de pessoas que muitas
vezes podem nos atacar, de situações ah
contrárias que inclusive nós não temos o
controle sobre elas, mas muitas e muitas
vezes a coisa não fica também dentro da
nossa própria mente. E essa luta interna
que Paulo está falando não acaba
vencendo as nossas convicções
a daquilo que nós temos e recebemos em
Cristo Jesus. Paulo, ele vai fazer
questão de nos lembrar que nós não
estamos mais escravizados pela carne,
que nós não vivemos mais segundo a
carne, que a carne produz morte,
mas nós agora vivemos pelo espírito e
ele produz vida e paz. E ele vai dizer
bem forte no versículo 7, a mentalidade
da carne é inimiga de Deus, porque ela
não se submete a lei de Deus.
E quantas e quantas vezes, ah, eu, eu
converso com pessoas que estão passando
por algumas situações, pessoas às vezes
que tem uma situação de vida razoável,
que tem uma condição boa e tudo, mas a
grande questão é como elas mesmas estão
presas em si. por causa das dessa mente
dividida e dessas acusações que muitas
vezes elas fazem por elas mesmas em vez
de se apegarem à graça de Deus, de se
apegarem aquilo que Deus está
oferecendo, de que a não há mais a
condenação e de que em vez de
condenação, Deus nos leva para uma outra
realidade totalmente diferente. parece
que elas precisam se apegar a a a
[limpando a garganta] esse mal que
aconteceu, se apegar a essa dureza e e
viver debaixo dessa opressão, de viver
debaixo dessa ah dessa dessa vida
amargurada, dessa vida difícil, dessa
vida que não consegue agradar a Deus e
nem adorar, porque parece que ela tá
vivendo aquele disco, ah, agora a gente
compromete a nossa idade, né? Aquele
disco de vinil antigo que tá riscado e a
coisa não vai saindo daquele lugar e
fica sempre ali. Ou se você que quiser o
famoso Chevete tentando ligar de manhã
cedo no no manhã fria. nh nh e a coisa
não anda.
Paulo ele fala: "Deixa dessa mente
dividida. deixe de viver essas pressões
e dessas realidades que ele mesmo
expressou ali no versículo, no capítulo
7, eu sei que há em mim mesmo uma
realidade que deseja fazer o bem e não e
não consegue e um um um desejo profundo
de não fazer o mal, mas que acaba
fazendo. Mas é graças a Deus que em
Cristo Jesus nós temos tudo isso. E a
coisa é é levada, como eu falei, de um
de um patamar para outro, tão grande que
não é simplesmente agora Paulo falar
assim: "Olha, pessoal, é verdade, Deus
agora ele ah tirou a condenação que
vocês tinham, tá? Então, a partir de
agora vocês não vão ser mais condenados
pelo mal que fizeram, porque Cristo
Jesus pagou esse mal para vocês na
cruz." Mas ele vai terminar essa nossa
pequena parte do texto falando assim:
"Gente, vocês são herdeiros de Deus.
Vocês são coerdeiros em Cristo Jesus. E
herdeiro, galera, é aquele que recebe
algo do Pai e recebe aquilo pelo qual
ele não trabalhou". São os frutos
do trabalho, do suor, são os frutos do
labor, são os frutos a a daquilo que foi
uma vida de dedicação do pai,
que agora nós temos isso através do
filho que se entregou por nós. E é isso
que agora Paulo tá mostrando. Vocês são
isso, vocês são coerdeiros.
Mas parece que toda essa direção de
adoração, parece que toda essa a a essa
crescente positiva precisa encontrar com
a realidade. E você vai perceber que
mesmo nesse capítulo, nesse texto,
[tosse] Paulo vai introduzir um elemento
que parece ser um ar meio sombrio nisso
tudo. No finalzinho do versículo 17, ele
vai dizer: "Se de fato participamos dos
seus sofrimentos, porém para que também
participemos da sua glória."
E parece que agora [limpando a garganta]
Paulo vai começar a desenvolver esse a
esse elemento tão forte dessa mente que
não está mais dividida, dessa mente
agora a alicerçada em bases saudáveis,
em em bases sólidas, e na base do
próprio Cristo pela fé, de que envolve
que a nossa vida passa por extremas
dificuldades, mas há algo que nos ah que
já nos é visível, que é a própria
glória. Lembra que no capítulo 3, por
causa do nosso pecado, nós fomos
separados da glória. Agora ele está
falando de que nós sofremos,
participamos do sofrimento ah de Cristo,
mas também participamos da glória dele.
Aquele que estava então separado da
glória, agora é participante dela. Cara,
isso é fantástico da gente pensar. E
olha como tudo isso se desenvolve. Eu
quero ler para vocês do capítulo do
capítulo não, perdão, do versículo 18
até o versículo 30. Preste atenção em
como Paulo vai agora trabalhar esse
elemento. Ele diz assim, ó: "Considero
que os nossos sofrimentos atuais não
podem ser comparados com a glória que em
nós será revelada. A natureza criada
aguarda com grande expectativa que os
filhos de Deus sejam revelados, pois ela
foi submetida à inutilidade, não pela
própria escolha, mas por causa da
vontade daquele que a sujeitou, na
esperança de que a própria natureza
criada será libertada da escravidão da
decadência em quem se encontra recebendo
a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
Sabemos que toda a natureza criada geme
até agora comem dores de parto. E não só
isso, mas nós mesmos que temos os
primeiros frutos do espírito, gememos
interiormente, esperando ansiosamente
nossa adoção como filhos, a redenção dos
do nosso corpo, pois nessa esperança
fomos salvos. Mas esperança que se vê
não é esperança. Quem espera por por
aquilo que está vendo?
Mas se esperamos o que ainda não vemos,
aguardamos-lo pacientemente. Da mesma
forma, o Espírito nos ajuda em nossa
fraqueza, pois não sabemos como orar,
mas o próprio Espírito intercede por nós
com gemidos inexpremíveis. E aquele que
sonda os corações conhece a intenção do
Espírito, porque o Espírito intercede
pelos santos de acordo com a vontade de
Deus.
Sabemos que Deus age em todas as coisas
para o bem daqueles que o amam, dos que
foram chamados de acordo com o seu
propósito. Pois aqueles que de antemão
conheceu também os predestinou para
serem conformes à imagem de seu filho, a
fim de que ele seja o primogênito entre
muitos irmãos. E aos que predestinou
também chamou, e aos que chamou também
justificou. E aos que justificou também
glorificou.
Então Paulo agora ele vai começar a
falar sobre, olha, a a vida não é um mar
de rosas. Talvez algumas pessoas tenham
essa percepção, não vou entregar a, eu
fiz um monte de burrada, agora eu vou
entregar minha vida para Jesus e tudo
agora vai dar certo. Tudo agora vai ser
maravilhoso. Inclusive há a até mesmo
elementos que, né, e grupos que parece
que propagam isso, não que se você vier
para Jesus, ah, não vai ter mais doença,
não vai ter mais ah pobreza, não vai ter
mais dificuldade. Tudo na sua vida vai
dar certo. Mas a gente vê que o próprio
Senhor Jesus não foi tudo certo, pelo
contrário, ele padeceu. E agora a gente
vai tendo esse elemento de mostrar que a
nossa vida vai passando por essas
dificuldades. E essas dificuldades fazem
parte de algo muito maior do que nós
podemos pensar e imaginar.
Paulo termina falando sobre sofrimento e
glória. E agora ele tá falando sobre
esses elementos, falando que olha, a há
uma glória que será revelada em nós, mas
há também um sofrimento real momentâneo,
mas um não pode ser comparado com o
outro. E aí ele vai dar três exemplos,
três a ilustrações, vamos dizer assim,
para falar de como tudo isso se
desenvolve na nossa vida. Em primeiro
lugar, ele fala sobre a natureza.
E eu não sei você, mas eu gosto demais
de apreciar a natureza. Inclusive essa
das vezes é um pouco da, não vou dizer
da briga, mas da bronca que eu levo
quando a gente faz viagem de família ou
coisa assim, porque a você vê as fotos
geralmente do pessoal tirando selfie,
tirando a registrando, né, aqueles
momentos gostosos, engraçados da
família. A minha geralmente é tirando
fotos das paisagens, tirando foto da
natureza. tirando foto dessas belezas da
criação.
Mas Paulo, ele vai dizer que toda a
criação geme esperando esse momento
ímpar e especial de quando tudo isso vai
ser diferente, [roncando] de quando
aquele grito que Paulo colocou no
versículo 7 vai acabar. é que é o mesmo
grito que tem no meu coração e talvez
seja o mesmo grito que tem no seu
coração. Quando toda essa realidade vai
acabar, quando a minha mente vai deixar
essas divisões e até mesmo vai pregar
peças em relação a mim mesmo, tentando
me condenar, tentando me colocar para
baixo, tentando a a me diminuir
e impedindo que eu viva pela graça e por
aquilo que Deus me deu.
E ele fala que tudo isso vai ser uma
coisa maravilhosa, uma glória que que
não tem comparação.
Depois ele vai falar que nós, como
filhos de Deus, também gememos e
aguardamos esse elemento especial de
quando tudo isso vai acontecer. Ele
inclusive usa ilustrações, por exemplo,
ele fala que nós somos esses primeiros
frutos. E o que que seria de repente
esses primeiros frutos? Mas nós eh
[limpando a garganta] essa percepção
interior de que isso já está acontecendo
dentro do meu coração, já está
acontecendo interiormente em mim, de que
eu já estou nesse processo. E aí então
ele traz essa ilustração das dores de
parto. E sem sombra de dúvida, eu não
sei o que que é dor de parto. Eu tenho
duas filhas, mas quem sofreu as dores de
parto foi a minha esposa.
Mas é óbvio que eu consigo entender a
ilustração daquilo que Paulo está
falando. É uma dor real, é uma dor
dilacerante, é uma dor, dor profunda,
mas é uma dor que traz uma alegria.
Porque, ah, se você olha e se você teve
até mesmo a oportunidade já de ver um
parto, você vê toda aquela dor, aquele
sofrimento, mas assim que a criança
nasce, ela já é trazida ali pra mãe
poder olhar e já não tem mais expressão
de dor. Já tem um um sorriso, já tem
essa a esse amor todo envolvido. É o meu
filho, é a minha filha, é, acabou tudo.
É, é exatamente isso que Paulo está
trazendo [limpando a garganta] pra
gente, essa, essa ilustração. E para
mim, a terceira é é uma das mais fortes,
porque Paulo está falando sobre dor,
sobre a sofrimento e falando inclusive
do fato de que Jesus sofreu as dores por
mim e por você.
E ele leva essa essa expressão, essa
ideia de gemer. E quem tá gemendo? Geme
quem tá sentindo dor, quem tá passando
por toda essa realidade, né? Porque em
outros momentos a gente tá alegre, a
gente tá feliz, a gente tá aproveitando,
mas quem tá gemendo tá gemendo por
sentir, por por participar desse momento
de de dificuldade.
E sabe quem ele vai trazer como esse
terceiro grande elemento que geme também
por causa de tudo aquilo que nós estamos
experimentando e e e pela a vontade, por
esse desejo profundo de ver essa glória
sendo revelada.
O próprio Deus aqui na pessoa do
Espírito Santo, ele vai dizer que ah,
por causa de tudo isso, eu não sei você,
mas quantas e quantas vezes eu já entrei
no meu quarto
e e e abaixei ali a minha cabeça,
seja ajoelhado, seja sentado, seja onde
for. E eu só consegui dizer:
"Senhor,
me ajuda, Senhor. Eu eu não sei o que
fazer.
E e apesar de dentro de mim estar aquele
rebolíço, apesar de dentro de mim estar
toda aquela, [roncando] enfim, tantas
coisas acontecendo, parece que a cabeça
tá borbulhando, não tem palavras, parece
que tá tudo travado.
E Paulo vai dizer:
"Porque o próprio Espírito intercede por
nós com gemidos inexprimíveis.
O próprio espírito, o próprio Deus está
passando por esse momento de dor, esse
momento de gemer, esse momento de
aguardar tudo isso acontecer, essa
glória ser revelada, essa a adoração ser
completa
na nossa vida, na vida dos seus filhos.
Tanto que Paulo ele vai dizer que tudo
isso nós estamos aguardando essa
esperança da adoção.
Versículo 23 vai esperamos ansiosamente
nossa adoção como filhos. Essa noção
final onde tudo isso já vai ter
acontecido. Não porque agora nós ainda
não somos, mas porque aguardamos tudo
isso. Gente, o próprio Deus na pessoa do
Espírito Santo geme por nós. Sente essas
dores nesse sentido de sente toda a a
vivencia conosco todo esse sofrer e toda
essa situação.
E aí Paulo vai terminar falando que
olha, na verdade aquilo que ele começou
lá no versículo 17 falando, se de fato
participamos desse sofrimento, então
também vamos vivenciar essa glória.
Agora ele fala, todos aqueles que de
fato são filhos de Deus são aqueles que
foram chamados para serem transformados
à imagem do filho. E o filho passou pelo
sofrimento, o filho passou pela dor, o
filho passou por todo esse mal, o filho
deu a sua vida por tudo isso.
E assim como ele passou, nós também
passaremos.
E conforme estamos passando por tudo
isso, vamos sendo transformados a essa
imagem de Jesus. E é por isso que da
mesma forma [limpando a garganta]
como ele nos chamou, ele está produzindo
isso em nós. E também
Paulo vai dizer: "Aos que justificou,
também glorificou". Parece que a coisa é
futura e ao mesmo tempo é uma realidade
presente.
Ele já nos glorificou. Nós já estamos
vivendo porque Jesus já foi glorificado,
já está no céu à direita do Pai. Jesus
já está vivendo com o seu corpo
glorificado. Isso já é verdade. Isso já
é uma realidade.
E se a gente não se apega a isso, se a
gente não ah
permite que isso se torne essa verdade
na nossa vida, a gente fica com essa
mente dividida. E a mente dividida,
adoração comprometida.
E Paulo então termina o seu capítulo 8
dizendo assim: "Quero ler com vocês a
partir do versículo 31. Que diremos pois
diante de tudo isso, né, dessas coisas
todas? Se Deus é por nós, quem será
contra nós? Aquele que não poupou seu
próprio filho, mas o entregou por todos
nós. Como não nos dará juntamente com
ele e de graça
todas as coisas?
Quem fará alguma acusação contra os
escolhidos de Deus? É Deus quem os
justifica, quem os condenará.
Foi Cristo Jesus que morreu e mais, que
ressuscitou e está à direita de Deus e
também intercede por nós. Quem nos
separará do amor de Cristo? Será a
tribulação? Será angústia, perseguição,
fome, indudez, perigo, espada? Está
escrito: "Por amor de ti enfrentamos a
morte todos os dias. Somos considerados
como ovelhas destinados ao matadouro,
mas em todas essas coisas somos mais que
vencedores por meio daquele que nos
amou. Pois estou convencido de que nem
morte, nem vida, nem anjos, nem
demônios, nem o presente, nem o futuro,
nem quaisquer poderes, nem altura, nem
profundidade, nem qualquer outra coisa
na criação, será capaz de nos separar do
amor de Deus que está em Cristo Jesus, o
nosso Senhor. Então, nós que estávamos
separados da glória de Deus, agora
estamos juntos. E Paulo fala: "Quem vai
nos acusar? Quem vai ser contra nós?"
Ninguém. E por favor, meu querido irmão,
meu querido amigo que está nos ouvindo
agora, que não seja nem mesmo você,
que não seja nem mesmo eu, que eu não
lide com as dificuldades da minha vida,
caminhando pra murmuração, caminhando
para aquela situação de ah de de me
afundar a ponto de parece que nada mais
dá certo. Parece que a adoração não faz
mais sentido.
Que a nossa vida possa, na verdade, ser
reflexo disso que Paulo colocou. Olha,
se Deus entregou o seu próprio filho por
nos amar e vai e e já nos prometeu dar
todas as coisas, porque nós agora somos
herdeiros e coerdeiros,
entenda,
entenda.
Sim, nós vivemos como foi colocado aqui.
Parece que por amor a ti enfrentamos
morte, que somos considerados como
ovelhas para o matadouro, mas nada pode
nos separar do amor de Deus. Nem poderes
desse mundo ou de outro mundo, nem
qualquer circunstância, nem distância,
nem pessoas e nem mesmo a nossa mente
dividida pode nos separar do amor de
Deus.
Então, que a gente possa nesse momento
entender
que a mente dividida traz sim uma
adoração comprometida, mas uma mente que
está firmada naquilo que é a verdade
produzida pela obra de Cristo naquela
cruz e pelo poder da ressurreição do
Espírito Santo produz uma adoração
genuína que em mesmas dificuldades
se alegra com o Senhor porque sabe que
está sendo transformado para ser a
imagem do filho e assim viver
eternamente na glória de Deus.
Que Deus te abençoe.

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