Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Mente Renovada | Josemar Bessa

Mente Renovada  | Josemar Bessa

Mente Renovada | Josemar Bessa

QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:

Pix 21 999811424
Pix josemarbessa@gmail.com
Pix 011.737.737.62

PayPal – math_510@hotmail.com

Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3

Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa

Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa

REDES SOCIAIS:

💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: josemarbessa@gmail.com
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv

Legendas automáticas:

Em Romanos 12 verso 2, Paulo diz assim:
"Não se amoldem ao padrão deste mundo,
mas transformem-se pela renovação da sua
mente para que sejam capazes de
experimentar e comprovar a boa,
agradável e perfeita vontade de Deus.
Toda toda obediência cristã verdadeira
começa depois de um portanto,
ou seja, não começa no medo de ser
abandonado, não começa na tentativa de
comprar aceitação, não começa na
ansiedade de provar que merecemos
permanecer na casa. Começa depois da
misericórdia. Paulo, ele atravessou 11
capítulos em Romanos, descendo até as
profundezas da culpa humana e subindo
até as alturas da graça soberana.
mostrou que todos pecaram, que ninguém
se justifica diante de Deus por obras,
que a justiça de Cristo é recebida pela
fé e a fé é um dom, que não há
condenação para os que estão em Cristo,
que o Espírito habita nos filhos de
Deus, que nada pode separá-los do amor
do Pai, que a salvação não repousa no
homem que quer ou homem que corre, mas
em Deus que usa da sua misericórdia
soberana. Então ele diz: "Portanto,
a vida transformada não é o preço dessas
misericórdias, é a resposta a essas
misericórdias. Antes de pedir nosso
corpo, Deus entregou o corpo do filho.
Antes de nos chamar ao altar, colocou
sobre o altar o cordeiro sem mancha.
Antes de pedir que vivamos para ele,
Cristo morreu por nós quando ainda
éramos inimigos. Por isso,
o chamado, a santidade não chega como a
voz de um credor impaciente, chega como
a voz do Pai que já nos recebeu no
Filho. Essa ordem é essencial. Se nós a
invertermos, a obediência se torna
escravidão e o evangelho já não é mais
evangelho. Tentamos viver para merecer
aquilo que somente a graça pode dar.
Oramos para sermos tolerados, servimos
para sermos notados, lutamos contra o
pecado para não perder uma posição que
imaginamos ter conquistado. Mas o
evangelho arranca a santificação desse
terreno do medo e desse terreno legal.
Você não se oferece para se tornar
amado. Se oferece porque foi amado antes
da fundação do mundo, porque foi amado
até a cruz. Você não busca a vontade de
Deus para ser adotado. Busca porque o
espírito de adoção já clama dentro de
você. Abapai. Você não mortifica o
pecado para criar uma nova identidade.
Mortifica porque em Cristo já é uma nova
criação, já é uma nova criatura.
É isso que torna a obediência possível
sem torná-la mercenária,
legalista. O cristão não pergunta quanto
preciso fazer para eh que Deus me
conserve. Ele pergunta: Como viver
diante de um Deus que não poupou o
próprio filho por mim? Então, as
misericórdias de Deus não reduzem a
seriedade do chamado. Elas o tornam mais
profundo. A graça não diz que o corpo
não importa, ela reivindica o corpo
inteiro. A graça não nos deixa sentados
diante da cruz como espectadores
emocionados apenas. Ela nos levanta e
diz: "Agora viva de modo digno desse
evangelho".
Mas viver dignamente não significa pagar
a dívida. A dívida foi paga. significa
fazer da vida uma resposta, fazer do
trabalho uma resposta, do casamento uma
resposta, da sexualidade uma resposta do
dinheiro, uma resposta da solidão, uma
resposta da forma como sofremos, uma
resposta a isso. O portanto então de
Paulo, o portanto de Romanos 12, põe
toda a existência depois da cruz.
E quando toda a existência vem depois da
cruz, cada passo pode se tornar
gratidão. A obediência cristã começa
quando o coração olha para trás, vê
misericórdia por toda parte e conclui:
"Já que ele fez tudo por mim, não quero
mais viver para mim mesmo." Então Paulo
nos chama, Paulo nos chama a apresentar
o corpo como sacrifício vivo. A imagem
parece contraditória, sacrifícios
morrem,
mas este morre para começar a viver de
outra maneira. Não deixamos de respirar,
não desaparecemos do mundo, não fugimos
do emprego, da família, da cidade, das
tarefas comuns.
Morremos para o direito de pertencer a
nós mesmos. O altar não elimina a vida
cotidiana, ele muda o dono da vida. Ele
muda o dono dela. Os olhos continuam
vendo, mas agora precisam aprender a
olhar como servos de Cristo. As mãos
continuam trabalhando, mas agora o
trabalho deve carregar a fragrância da
fidelidade. A boca continua falando, mas
suas palavras já não são propriedade
privada.
O corpo continua desejando, cansando,
envelhecendo e sofrendo, mas foi
comprado por preço. Sacrifício vivo
significa que a oferta precisa ser
renovada em cada circunstância.
É mais simples morrer uma vez do que
morrer para si mesmo todos os dias, como
nós somos chamados a fazer. Morrer
quando somos contrariados, morrer quando
poderíamos eh devolver a palavra dura,
morrer quando o elogio vai para outra
pessoa, morrer quando a oportunidade de
pecar chega escondida, conveniente e sem
testemunhas. Morrer quando o caminho
obediente custa reputação, dinheiro ou
conforto. O velho homem quer descer do
altar, quer recuperar os direitos que a
graça confiscou.
O velho homem diz: "Meu tempo, meu
corpo, meu dinheiro, minha vontade,
minha felicidade".
Mas o evangelho responde: "Vocês não
pertencem a si mesmos". Isso não é
crueldade, é libertação. Pertencer a si
mesmo parece liberdade até descobrirmos
quem é esse eu ao qual estamos
entregues.
Um coração estável, desejos que mudam,
orgulho que nunca se satisfaz. Medos que
governam, apetites que prometem prazer e
deixam escravidão.
Cristo não nos tira de nós para nos
empobrecer.
Ele nos tira de nós para nos devolver à
vida. O sacrifício é vivo porque está
unido ao Cristo vivo. Não somos
colocados sobre um altar vazio. Somos
unidos àele que morreu e ressuscitou.
Por isso, a santidade não é uma lenta
extinção da alegria, é a substituição de
uma vida pequena para uma vida
verdadeira. O pecado chama de vida
aquilo que nos consome. Cristo chama de
morte aquilo que nos salva de sermos
consumidos.
Então, quando perdoamos, o ego morre,
mas a comunhão vive. Quando fugimos da
impureza, um desejo morre, mas a alma
respira.
Quando damos generosamente, a avareza
perde sangue, mas a liberdade cresce.
Quando falamos a verdade, a
autopreservação é ferida, mas a
consciência permanece limpa. O altar não
é apenas lugar de perda, é lugar de
consagração.
Ali tudo que é comum, ali o comum se
torna santo. Uma ligação telefônica pode
agradar a Deus. Uma resposta mansa pode
subir como incenso. Uma tarde de
trabalho honesto pode ser recebida como
oferta. Uma decisão escondida de pureza
pode alegrar o coração do Pai.
Não porque essas obras sejam perfeitas
em si mesmas, elas são apresentadas em
Cristo, purificadas pelo mediador,
recebidas por causa do filho. O
sacrifício vivo não,
o sacrifício vivo não é a tentativa
desesperada de um pecador alcançar o
céu. É a vida de alguém que já foi
alcançado pelo céu e agora aprende a
permanecer sobre o altar.
Há uma há uma maneira piedosa de
defender a justificação que termina
ferindo a santificação.
Tememos tanto qualquer linguagem de
mérito que começamos a dizer que nada no
cristão pode agradar a Deus. Como se o
pai olhasse para seus filhos regenerados
e nunca sorrisse sobre nenhuma obra
realizada pelo Espírito neles. Mas a
escritura não nos permite falar assim.
Somos aceitos somente por causa da
justiça de Cristo. Essa aceitação é
completa. Não cresce quando obedecemos,
não diminui quando tropeçamos, não
depende da intensidade da nossa semana
espiritual. Contudo,
exatamente porque fomos aceitos no
filho, somos chamados a oferecer uma
vida santa e agradável a Deus.
O pai pode se agradar da obediência de
seus filhos sem transformá-la na base da
adoção. Um pai não ama seu filho porque
ele arrumou o quarto, mas pode se
alegrar quando o filho movido por amor
aprende a obedecer. Então a obediência
não cria a relação, ela floresce dentro
da relação, floresce dentro dela. E
segunda maneira como encaramos essa essa
vida. Talvez você não eh eh pregue para
multidões. Talvez ninguém perceba a
batalha silenciosa dentro de você. Ainda
assim, você pode agradar a Deus, pode
decidir não repetir uma fofoca, pode
desligar uma tela antes que a tentação
encontre abrigo. Pode ouvir com
paciência alguém que fala devagar, pode
escrever uma mensagem de reconciliação.
Pode confessar que estava errado sem
acrescentar uma justificativa.
Pode trabalhar quando ninguém
supervisiona.
pode responder com ternura ao cônjuge
cansado. O céu não considera pequenas
essas coisas.
A religião da aparência procura grandes
gestos porque precisa ser vista. O amor
procura fidelidade porque sabe que o Pai
vê em secreto. Então existe uma
diferença entre descansar na justiça de
Cristo e usar a justiça de Cristo como
desculpa para continuar indiferente a
Deus. A primeira atitude produz
humildade e zelo. A segunda produz
presunção. Quem realmente
compreende que foi justificado sem
obras, não conclui que as obras são
inúteis. Conclui que finalmente pode
praticá-las sem tentar se salvar por
elas.
Agora, a generosidade não precisa provar
valor. A pureza não precisa construir a
identidade. A oração não precisa
impressionar a ninguém. O serviço não
precisa garantir uma posição ou ser
notado. Tudo pode tornar-se filho
falando com o pai. Tudo pode se tornar
gratidão.
Sim, nossas melhores obras ainda
carregam fraqueza,
não é? Impurezas. Há distração em nossa
oração, mistura em nossos motivos,
imperfeição em nosso amor. Mas o mesmo
Cristo que justificou a pessoa também
santifica a oferta.
Ele recebe o gesto quebrado, remove a
confiança própria, perdoa a mistura e
apresenta ao Pai aquilo que o Espírito
produziu. Por isso, o cristão não
precisa escolher entre duas mentiras.
Minhas obras me salvam ou minhas obras
não importam. Nenhuma delas é o
evangelho. O evangelho diz: "Cristo
salva sozinho e aquele que foi salvo
começa a viver de uma maneira nova.
Então, a nova vida importa, o corpo
importa, as palavras importam, as
escolhas importam, não como fundamento
da paz com Deus, mas como fruto dela.
Hoje você pode fazer algo que agrada ao
Pai e a possibilidade dessa alegria não
nasce de sua perfeição, nasce do fato de
que você está em Cristo e Cristo está
formando em você aquilo que o Pai ama.
realmente ama.
Então, a vida cristã carrega uma tensão
que o mundo não consegue reproduzir.
Você já é novo e ainda precisa tornar-se
novo. Se alguém está em Cristo, é nova
criação, é nova criatura. Não será,
talvez não começou uma tentativa de
reconstruir a si mesmo. Algo definitivo
aconteceu. O velho domínio foi quebrado.
Uma nova identidade foi dada. A pessoa
foi transportada do império das trevas
para o reino do seu filho amado ou do
filho do seu amor.
Contudo, Romanos 12 ordena: "Sejam
transformados pela renovação da vossa
mente".
Como alguém já novo ainda precisa ser
renovado,
porque a graça estabelece uma realidade
antes de completar toda a experiência
dessa realidade. Em Cristo somos santos.
Na caminhada aprendemos santidade. Em
Cristo morremos para o pecado. Na
caminhamos na na caminhada fazemos
morrer o pecado que ainda luta em nossos
membros. Em Cristo despimos o velho
homem. Na caminhada, arrancamos os
velhos hábitos que continuam tentando
nos vestir.
Isso não é contradição.
Esse é o mistério da união com Cristo. A
santificação não começa do zero, começa
de uma vitória já conquistada.
Paulo ele diz aos coríntios, né? Vocês
são massas sem fermento, por isso
retirem o fermento velho. A primeira
vista parece ilógico. Se não há
fermento, para que removê-lo?
Porque ele está falando de duas
realidades. Da posição perfeita em
Cristo e da presença ainda ativa do
pecado em nós. A posição não é ficção, a
luta também não é. Então, o cristão não
deve negar nenhuma das duas. Se olha
apenas para a posição e ignora a luta,
torna-se presunçoso. Diz: "Sou justo em
Cristo enquanto abraça aquilo que
crucificou Cristo."
Se olha apenas para a luta e esquece a
posição, se torna desesperado. Diz:
"Ainda vejo tanto pecado, talvez nada
tenha mudado". Então o evangelho
responde aos dois, ao presunçoso
evangelho diz: "Já que fui unido ao
santo, não faça, já que você foi unido
ao santo, não faça paz com o pecado." E
ao desesperado, ele diz: "Já que foi
unido ao santo, sua luta não termina em
derrota. É impossível. Você não combate
para conquistar uma nova família,
combate como filho. Não luta para
persuadir Deus a começar uma obra. luta
porque Deus começou soberanamente uma
obra que jamais abandonará. Começou e
terminará.
Essa base muda o tom de toda a
disciplina espiritual.
A leitura bíblica deixa de ser a prova
de que somos cristãos melhores e se
torna alimento de quem recebeu vida. A
oração, ela deixa de ser pagamento,
torna-se a respiração da alma. A
mortificação deixa de ser autoflagelação
e se torna a participação na vitória de
Cristo.
Nossa obediência, né? A obediência deixa
de ser uma escada e se torna o caminho
de casa. Você já é novo. Por isso, não
aceite como destino aquilo que pertence
ao velho homem. Não diga: "Eu sempre fui
assim". Talvez tenha sido. Mas isso não
é mais a verdade mais profunda sobre
você. Não diga: "Meu temperamento é
este, teu temperamento não é senhor."
Não diga: "Ah, na minha família todos
vivem assim. Você recebeu outra família,
outro pai e outro espírito." A renovação
é possível porque a nova criação já
começou
e ela é imortal. A ordem não é:
"Fabrique uma identidade melhor". É,
torne-se na prática aquilo que a graça
declarou que você já é em Cristo. Então,
a justificação pela fé não é a
assinatura de um tratado de paz com o
pecado. É o anúncio de que o domínio do
pecado foi condenado na cruz. Quem usa a
graça para proteger sua desobediência
não compreendeu a graça. Apenas aprendeu
uma linguagem religiosa para defender o
velho Senhor, o ego, o velho homem.
Paulo não diz vocês são aceitos,
portanto o fermento já não importa. Diz
vocês são massa nova. Retirem o fermento
velho a identidade recebida produz
incompatibilidade.
O pecado ainda habita no cristão, mas já
não é já já não é compatível, né? Já não
combina com sua nova identidade. Antes a
impureza podia
ser casa,
agora ela é uma invasora.
Antes o orgulho podia ser a identidade.
Antes a amargura podia ser protegida
como um direito
com a minha autopiedade.
Agora aparece como corpo estranho dentro
de alguém perdoado. O incrédulo pode
lamentar consequências sem odiar o
pecado. O regenerado sofre porque vê que
aquilo que fez contradiz
o Cristo a quem pertence. Então, sua
tristeza não é apenas fui descoberto, é
feri o amor daquele que me comprou. Essa
guerra é um sinal de vida. Corpos mortos
não combatem infecções. Corações mortos
não choram porque entristeceram o
espírito. Mas não transforme a
existência da guerra em desculpa para
perder todas as batalhas. Há santidade
para perseguir, há hábitos para
abandonar, há conversas e telas para
encerrar. Há pessoas a quem pedir
perdão, há ambientes dos quais fugir.
Ela não apenas limpa o registro, ela
treina o coração. Não somente diz
nenhuma condenação, diz também: "O
pecado não terá domínio sobre vocês,
porque vocês estão debaixo da graça".
Então, a cruz que removeu a culpa
destruiu o direito do pecado governar.
Por isso, a santificação não é um
projeto opcional para cristãos mais
intensos. É o curso normal da vida de
quem foi unido a Cristo. Não há
perfeição nesta vida, mas deve haver
direção correta. Não há ausência
completa de queda, mas deve haver
arrependimento. Não há obediência sem
mistura, mas deve haver fome de pureza.
O problema
não é descobrir que ainda existe
fermento. O problema é acomodá-lo,
alimentá-lo e chamar isso de liberdade
cristã. A verdadeira liberdade não é
pecar sem medo, é começar a querer o que
Deus quer. É ver uma antiga escravidão
perder encanto. É perceber que o prazer
proibido já não parece tão grande diante
da beleza de Cristo. Experimentar a
surpresa de responder com mansidão onde
antes haveria explosão.
Eh,
descobrir que a generosidade pode ser
mais doce do que guardar.
Essa mudança não compra nossa aceitação.
Ela testemunha que a aceitação nos
alcançou. A árvore não produz fruto para
tornar-se viva. Produz porque recebeu
vida. E quando não há fruto algum,
quando não há luta alguma, quando não há
arrependimento algum, não devemos
consolar a pessoa com frases vazias
sobre graça. Devemos perguntar se ela
realmente foi enxertada em Cristo. A
graça não transforma santos em pecadores
sem preocupação, transforma pecadores
perdoados em guerreiros humildes.
Eles sabem que não vencem pela própria
força, mas também sabem que o rei já
venceu. Por isso, retiram o fermento.
Não para tornar verdadeira uma
identidade que não existe, uma
identidade eh inexistente, mas porque a
identidade dada em Cristo é verdadeira
demais para deixá-los em paz com o velho
pecado. Então, Romanos 12 não fala
apenas de descobrir a vontade de Deus,
fala de comprová-la.
A palavra carrega duas ideias que
precisam permanecer juntas. Discernir e
aprovar.
Ver o caminho e desejar caminhar nele,
reconhecer o bem e dizer sim ao bem. É
possível saber que Deus ordena e odiar
aquilo que sabemos.
O homem, ele pode ter informação
correta, doutrinária e um coração
rebelde. Pode citar o mandamento
enquanto procura uma brecha.
pode explicar a doutrina e se ressentir
contra o Deus da doutrina. Então, os
demônios possuem ortodoxia em muitos
pontos. Sabem que Deus é um, sabem que
Jesus, quem Jesus é, sabem que haverá
juízo, mas não aprovam a verdade em seus
corações. Tremem diante diante dela. A
mente renovada não é apenas mais
informada, ela é moralmente
transformada. Ela começa a chamar bom
aquilo que Deus chama bom e começa a
sentir beleza onde antes via
restrição. Começa a perceber sabedoria
onde antes enxergava interferência. Essa
mudança é profunda porque o problema
humano nunca foi simples. Falta de
informação, falta de dados. Não, Adão
conhecia o mandamento. O pecado não
entrou porque faltou clareza, entrou
porque outra voz pareceu mais confiável
e outro caminho pareceu mais desejável.
Por isso, a vontade de Deus não é
discernida plenamente enquanto permanece
apenas do lado de fora. Como uma regra
que reconhecemos ser certa, mas
resistimos. Ela precisa atravessar a
mente e alcançar os afetos. O cristão
amadurecido não diz apenas é proibido
cometer adultério. Ele começa a enxergar
a fidelidade como algo belo e lindo. Não
diz apenas devo perdoar. Começa a
admirar o Deus que o perdoou. Não diz
apenas preciso ser generoso. Começa a
provar que há mais alegria em dar do que
em receber. Não diz apenas a ansiedade é
errada. Começa a descansar na bondade do
Pai.
Essa aprovação não nasce
instantaneamente em todas as áreas. Há
mandamentos que o coração recebe com
alegria. Outros parecem cortar
exatamente onde nossos ídolos estão
enraizados.
É ali que a renovação se torna visível.
Quando Deus diz não ao relacionamento
que transformamos em salvação, quando
ele diz, espere ao desejo que fizemos um
absoluto, quando diz confesse a
reputação que tentamos preservar,
quando ele diz dê ao dinheiro que se
tornou nossa segurança, quando ele diz
sirva ao coração que quer ser celebrado
a mente velha pergunta como escapar. A
mente renovada pergunta: "Como
obedecer?" A mente velha mede a vontade
de Deus pela conveniência.
A nova mente, a mente renovada mede a
conveniência pela vontade de Deus. Isso
não significa que a obediência nunca
doa. Cristo aprovou a vontade do Pai no
Getsemman, enquanto sua alma estava
profundamente angustiada.
Aprovar a vontade não é sentir prazer na
dor, é confiar na sabedoria daquele que
conduz. através dela por aquele caminho.
Há momentos em que dizemos com lágrimas:
"Pai, eu não escolheria este cálice, mas
escolho a ti". Esse é o milagre da
renovação. Não apenas conhecer o
mandamento, não apenas curvar o corpo
enquanto o coração mas aprender
pela graça a dizer: "A vontade de meu
pai é boa, mesmo quando atravessa o
lugar que mais dói em mim. [roncando]
Meu café quase esfriou.
A Bíblia,
a Bíblia fala da vontade de Deus de duas
maneiras. Se não distinguirmos essas
duas maneiras,
tropeçaremos em muitos textos e
sofreremos desnecessariamente em muitas
dores.
Então, a primeira é a vontade soberana
de Deus. É a vontade do decreto de Deus.
É aquilo que Deus decidiu fazer na
história e que jamais deixará de
acontecer.
Nenhuma criatura consegue frustrar
a vontade de Deus soberana. a a vontade
do decreto de Deus. Nenhum pecado a
surpreende, nenhum demônio escapa de
seus limites. Deus faz tudo conforme o
conselho da sua vontade. Essa verdade
não significa que tudo o que acontece é
igualmente bom. Significa que nada
acontece fora do governo daquele que é
bom. Então, no Getsemmane, Jesus ora,
não seja como eu quero, mas como tu
queres. O cálice
não era uma possibilidade indefinida.
Era o plano eterno chegando à sua hora.
O filho não estava tentando descobrir se
a cruz faria parte da história. Ele
sabia porque havia vindo aqui. Então sua
humanidade verdadeira sentiu horror
diante da dor, da vergonha e sobretudo
do abandono judicial que carregaria da
ira infinita de Deus. Não havia pecado
nisso. O corpo santo recuava diante dos
cravos da ira sobre ele. A alma santa
estremecia diante do cálice. Contudo, o
filho se entrega à vontade soberana do
pai. Faça o teu plano, cumpra o teu
propósito. Essa vontade não depende da
cooperação das criaturas para se tornar
certa. A própria resistência delas já
está incluída no governo divino.
Os reis da terra se levantam, os povos
conspiram, Herodes zomba, Pilatos
calcula, a multidão grita, os soldados
pregam, cada pessoa age segundo seu
próprio coração mal. E ainda assim,
todas fazem aquilo que a mão e o
propósito de Deus haviam predestinado.
Isso é soberania. Não um Deus reagindo
habilmente a acontecimentos que não
consegue impedir. Não um observador
celestial transformando acidentes em
oportunidades,
mas o Senhor da história conduzindo até
a rebelião de seus inimigos para o
cumprimento de sua promessa, para a
realização do seu decreto. O decreto
alcança o grande e o pequeno,
a queda de impérios e a queda de um
pardal.
Nada é insignificante demais para sua
providência. Nada está entregue a si
mesmo. Tudo está sobre o decreto de
Deus. Um império e um pardal. Nada é
poderoso demais para ameaçar
essa
soberania, esse decreto eterno. Isso
deve produzir temor. Não estamos diante
de uma divindade doméstica que depende
de nossa permissão para nada. Estamos
diante daquele que habita a eternidade e
conduz todas as coisas ao fim que ele
determinou.
Mas deve produzir descanso também. Se a
vontade soberana pudesse falhar, nenhuma
promessa de Deus seria segura. A
ressurreição poderia ter sido impedida.
O chamado dos eleitos poderia ser
frustrado. A presença dos santos
dependeria da última ameaça.
A perseverança deles ia sempre estar em
aberto.
O novo céu e a nova terra seriam apenas
esperanças e esperanças frágeis. Mas
nosso Deus não tenta salvar, ele salva.
Não deseja vagamente completar sua obra.
Ele a completa. Ele começou e vai
terminar. Ele não observa seus filhos
entrando em perigos que escaparam do seu
controle. Ele permanece, senhor, no
vale, no hospital, no funeral e na noite
em que tudo parece desabar, como no
Getsemane.
A verdade do decreto é invencível.
Então, a vontade de Deus do decreto, ela
tudo se cumpre e tudo que acontece está
dentro dessa vontade do decreto. A
vontade do do decreto é invencível.
E por isso a história, embora cheia de
pecado, não é uma sucessão de acidentes.
Ela está indo para algum lugar, está
caminhando para a exaltação de Cristo,
para a derrota final do mal, para a
glorificação dos filhos de Deus. O
decreto não nos revela todos os detalhes
do caminho. Pelo contrário, a essa
vontade do decreto a gente só sabe
quando elas acontecem de fato, né? Mas
garante que o caminho inteiro pertence
ao rei.
A cruz é o lugar onde a distinção entre
as duas vontades de Deus deixa de ser
discussão abstrata. Ali Deus ordenou
aquilo que sua lei proibia: "Não
matarás".
E o filho foi morto segundo o
determinado propósito de Deus. Não darás
falso testemunho. E testemunhas
mentirosas participaram do plano. Não
perverterais a justiça. E a maior
injustiça judicial da história conduziu
ao cumprimento da vontade soberana.
Isso não torna Deus pecador. A santidade
de Deus não diminui porque ele governa o
pecado. A culpa pertence às criaturas
que desejaram o mal.
A sabedoria pertence ao Deus que dirigiu
esse mal para o maior bem. Decretou esse
mal para o maior bem. Então, Herodes não
queria redimir pecadores. Ele não estava
querendo cooperar com Deus, com seu
plano. Ele queria zombar de Jesus.
Era pura maldade. Pilatos queria
preservar sua posição. Os líderes
religiosos de Israel não queriam cumprir
as escrituras.
queriam remover uma ameaça que eles
sentiam sobre eles. Os soldados queriam
terminar a execução.
As intenções humanas eram perversas. A
intenção divina na cruz era
completamente santa. O mesmo
acontecimento carregava propósitos
totalmente diferentes. Isso é difícil
para nossa mente porque imaginamos que
se Deus ordena um ato, precisa provar
moralmente a intenção de quem o pratica.
Mas a cruz destrói essa conclusão. Deus
pode ordenar que o pecado aconteça,
decretar que o pecado aconteça sem
colocar pecado em seu próprio coração.
Pode governar agentes maus sem se tornar
um agente mau. Pode utilizar a rebelião
sem participar da rebeldia.
Se negássemos isso ou se negarmos isso,
o evangelho acabou. Porque a morte de
Cristo não foi um improviso. O pai não
viu o filho sendo assassinado e decidiu
depois inventar alguma coisa para aquilo
não ser um desperdício.
Decidiu depois atribuir algum
significado ao desastre que saiu do seu
controle. O cordeiro foi morto no
propósito de Deus antes da fundação do
mundo. A cruz não pegou o céu de
surpresa. A cruz é o centro do plano de
Deus. E contudo, aqueles que
crucificaram o Senhor da glória foram
culpados. A soberania não cancelou a
responsabilidade, como falamos, nenhum
deles falou: "Vou fazer isso para que
Deus cumpra o seu propósito". Eles só
foram maus. O que impulsionava eles era
o pecado. A responsabilidade não
enfraqueceu a soberania. Na cruz as duas
verdades permanecem sem pedir desculpas
a ninguém. Isso ilumina outras regiões
escuras.
Quando alguém sofre por fazer o bem,
pode ser vontade soberana de Deus que
atravesse aquela injustiça.
Talvez diga a verdade e seja demitido.
Talvez permaneça fiel e então seja
ridicularizado. Talvez recuse um pecado
e perca uma grande oportunidade. Quem o
persegue age contra a vontade moral de
Deus, mas não escapa da vontade soberana
de Deus. O Senhor poderia impedir,
às vezes impede. Quantas vezes conduz o
filho através da perda? Não porque
aprove a maldade do perseguidor, mas
porque possui propósitos que a maldade
não vai destruir. Pelo contrário, na
cruz, o pecado fez o pior que podia.
Exatamente ali, Deus realizou o melhor
que já foi feito. A morte tentou engolir
o filho e, ao engoli-lo recebeu sua
própria sentença de morte. Satanás
inflamou a traição, o ódio e a covardia.
E por meio daquilo que pretendia
destruir o Messias, ajudou a cumprir o
plano que destruiu seu próprio domínio.
Esse é o poder da providência. Esse é o
decreto. Essa é a soberania. O mal não
se torna bem, mas é obrigado a servir ao
bem. A injustiça não deixa de ser
injustiça e será punida, mas não
consegue impedir a justiça final. Por
isso, o cristão olha para a cruz e
aprende: "Meu Deus é tão soberano que
até aquilo que ele odeia moralmente não
consegue escapar de seus propósitos
santos."
Já a segunda maneira como a Bíblia fala
da vontade de Deus é a vontade do seu
mandamento, não é?
É a vontade preceptiva. É aquilo que
Deus ordena, aquilo que revela como bom,
aquilo que exige de suas criaturas. Essa
vontade pode ser desobedecida. Nem todos
fazem a vontade do Pai. Nem todos se
abstém da imoralidade sexual. Nem todos
dão graças em todas as circunstâncias.
Nem todos amam o próximo. Nem todos
dizem a verdade. O mandamento é
perfeito. A obediência humana não é
mesmo naqueles que são regenerados.
Então, quando Deus diz, "Sejam santos",
muitos permanecem na completa impureza,
o mundo, né? E quando diz não cobissem,
o coração na mesma hora fabrica desejos
secretos. Quando diz perdoem, protegemos
a dívida do outro. Quando diz não andem
ansiosos alimentamos cenários que negam
a paternidade de Deus e que provocam a
ansiedade.
Essa vontade expressa aquilo em que Deus
se agrada. moralmente,
ela revela o seu caráter, o seu prazer.
Deus não proíbe a mentira
arbitrariamente. Ah, vou ter que fazer
algumas leis, não é? Então, a mentira eu
vou proibir. Ele proíbe porque ele é
verdadeiro.
Ele não ordena o amor como capricho. Vou
fazer uma lista, vou incluir o amor. Ele
ordena porque ele é amor.
Não chama a pureza porque despreza o
corpo. Chama porque criou o corpo para a
comunhão santa.
Deus não exige justiça porque seja eh eh
controlador, né? Porque deseja
controlar. Ele exige porque ama aquilo
que é reto. Então a vontade do
mandamento é a forma escrita da beleza
de Deus aplicada à vida humana. Por
isso, não devemos tratá-la como conjunto
frio de regras. Cada mandamento nos
apresenta algo do legislador. Não
atarás, por exemplo, revela o Deus que
valoriza a vida. Não adulterarás revela
a fidelidade daquele que nunca abandona
sua aliança.
Não furtaráis, revela o provedor que
ensina acentamento
e generosidade.
Não teráis outros deuses. Revela que
somente ele é digno do peso absoluto do
nosso coração. Quebrar o mandamento não
é apenas violar uma norma, é rejeitar
uma visão de Deus, um aspecto do que ele
é.
Toda a desobediência diz: "Meu caminho é
melhor, minha sabedoria é mais segura,
meu desejo merece governar sobre ti."
Por isso, o pecado é incredulidade
praticada.
Podemos professar que Deus é bom e no
momento da tentação agir como se a
bondade estivesse fora dele e naquela
outra coisa que queremos. Podemos cantar
que ele é suficiente e gastar a semana
inteira buscando salvação na aprovação
das pessoas e não na aprovação de Deus
em Cristo.
Podemos dizer que ele é sábio e nos
ressentirmos contra toda providência que
contraria nossos planos,
dizendo, na verdade que somos mais
sábios. A vontade do mandamento pode ser
quebrada e é quebrada todos os dias,
mas não deixa de ser vontade de Deus,
porque os homens a rejeitam. O mundo não
vota para decidir o bem. A cultura não
transforma pecado em justiça ao nor
normalizá-lo, não é? Ou dar nomes
terapêuticos, humanistas ou
psicológicos.
O desejo não santifica seu objeto por
ser intenso, porque o desejo é grande. A
vontade moral permanece firme, porque o
caráter de Deus permanece firme.
E essa vontade é ela que Romanos 12 nos
chama a discernir
a vontade
preceptiva, a vontade dos mandamentos,
não o mapa secreto de amanhã, que é a
vontade do seu decreto. o decreto
eterno, mas o caminho santo de hoje, não
aquilo que Deus decretou que acontecerá
independentemente de nós, mas aquilo que
ele ordena que façamos com
responsabilidade, fé e amor. Então, a
pergunta central não é o que acontecerá
comigo, é como devo viver durante
a minha vida? Como devo viver diante do
Deus
no que acontecer comigo? Bom ou ruim,
como devo responder a todas essas
coisas? Então,
há sofrimentos que tornam qualquer frase
superficial quase ofensiva, não é? Uma
criança, por exemplo, abusada, uma
traição dentro do casamento, uma
violência que deixa a marca no corpo e
na memória, uma injustiça que ninguém
reconheceu. Nesses momentos,
perguntar isso foi vontade de Deus não é
exercício
meramente intelectual, né, acadêmico.
É tentativa de não perder Deus dentro da
dor. A primeira resposta bíblica precisa
ser clara. Não foi vontade moral de
Deus. Deus não aprovou o abuso, não
chamou a violência de amor, não sorriu
sobre a mentira, não ordenou ao agressor
que destruísse aquilo que ele deveria
proteger. Sua lei disse não. Seu caráter
disse não. Sua santidade disse não. A
ira de Deus contra o pecado não é
defeito, né, em sua compaixão. É parte
da sua compaixão. Um Deus que observasse
o mal sem ira
não seria amoroso, seria indiferente. O
amor verdadeiro não apenas consola a
vítima, também condena aquilo que a
feriu. Por isso, a pessoa machucada
precisa saber que o céu não chama normal
aquilo que aconteceu. Talvez
outros tenham minimizado, talvez a
família tenha protegido culpado, talvez
líderes tenham eh pedido silêncio em
nome de uma falsa paz. Talvez a vítima
tenha ouvido que deveria esquecer
rapidamente para provar espiritualidade.
Deus não participa dessa mentira. Ele
vê, ele nomeia e ele julga. A vontade do
mandamento eh nos permite dizer sem
hesitação:
pecado, isso é pecado. E essa frase
importa, porque a dor frequentemente é
acompanhada por confusão moral. A vítima
pergunta se exagerou, se provocou, se
deveria ter resistido mais, se Deus
esperava que suportasse em silêncio. A
lei santa rompe a neva, o culpado é
culpado, a violência é violência, a
traição é traição, a manipulação é
pecado. Deus não é cúmplice moral do mal
que governa soberanamente.
Ele não possui duas santidades, não
proíbe publicamente aquilo que
secretamente admira. Seu decreto é
misterioso, seu caráter não é ambíguo.
Isso também protege a pessoa ferida de
uma espiritualidade cruel. Não
precisamos fingir que a dor foi
agradável. Não precisamos agradecer pelo
pecado como pecado. Não precisamos
chamar a perversidade de dom, de
presente. Podemos lamentar, podemos
clamar por justiça, podemos dizer que
não deveria ter sido assim. O próprio
Jesus chorou diante da morte, embora
soubesse que ressuscitaria Lázaro. A
soberania não destruiu suas lágrimas. A
fé não é anestesia moral. Ela não exige
que olhemos para a escuridão e a
chamemos de luz. Exige que olhemos para
a escuridão diante do Deus que é luz.
Então, há espaço no cristianismo para
indignação santa, para lamento, para
perguntas, para tempo, para ajuda, para
proteção, para justiça civil quando
necessária. O Deus santo não pede a
vítima que preserve a a o a reputação do
pecado. Ele chama o mal pelo nome.
Exatamente por isso pode começar a
reconstruir aquilo que o mal tentou
redefinir.
A segunda verdade é igualmente
necessária. O mal não escapou do governo
de Deus. Dizer isso exige cuidado, não
é? Não para diminuir a culpa de quem
pecou, não para apressar o processo de
cura, não para oferecer explicações que
a escritura não deu, mas para impedir
que a última palavra pertença ao
agressor ou ao sofrimento ou à dor. Se o
acontecimento doloroso estivesse
completamente fora da providência de
Deus, do seu governo, então uma parte da
história teria sido arrancada das mãos
de Deus.
E se ele não era senhor naquele momento,
porque seria senhor dos anos seguintes,
dos resultados?
Que esperança teria a vítima de que Deus
pode fazer aquilo cooperar para o seu
bem se aquilo nem estava eh sob eh o seu
governo? que esperança teria a vítima de
que Deus pode reunir os fragmentos,
redimir consequências, criar beleza e
conduzir tudo para sua glória. Um Deus
afastado da causa fica afastado também
da cura. Precisamos de um Deus que odeia
o pecado e precisamos de um Deus que é
soberano sobre o pecado.
Não apenas eh suficientemente bondoso
para sentir conosco a dor, mas
suficientemente poderoso para
transformar aquilo que foi planejado
para o mal
naquilo que coopera para o bem. José não
disse aos irmãos: "Vocês pensaram o mal
e Deus não teve qualquer relação com o
que aconteceu. Disse: "Vocês intentaram
mal contra mim, mas Deus o tornou em
bem. Não eram dois acontecimentos, era o
mesmo. O mesmo acontecimento carregando
duas intenções. Os irmãos venderam para
destruir. Deus conduziu para preservar,
para salvar. Eles queriam apagar o
sonhador, né, que era José. Deus estava
preparando o Salvador da família.
Isso não absolveu os irmãos, mas impediu
que o pecado deles se tornasse soberano.
A providência não diz que o mal é
pequeno, diz que Deus é muito maior.
Talvez,
talvez hoje você não consiga enxergar
como qualquer bem pode surgir de algo. A
promessa não exige que você consiga.
Deus não ofereceu a José a interpretação
completa enquanto ele estava no poço,
nem na casa de Potifar, nem na prisão. A
interpretação amadureceu com os anos.
Muitas vezes a providência só pode ser
lida de trás para frente, na verdade
quase sempre. E algumas linhas talvez só
sejam compreendidas na eternidade, mas a
cruz já nos deu a chave. Se Deus
transformou o assassinato do filho na
salvação dos assassinos, nenhum mal é
profundo demais para sua sabedoria
redentora.
Ele não precisa tornar o pecado menos
perverso para vencê-lo.
Pode deixá-lo mostrar toda a sua feiura,
como na cruz, onde em nenhum lugar ele
mostrou mais feiura e ainda assim
obrigá-lo a servir a um fim santo, a um
propósito santo. Essa verdade não apaga
as cicatrizes, mas impede que as
cicatrizes definam o destino, o caminho.
O acontecimento pode ter moldado
muitos anos, mas não possuirá a
eternidade. Pode ter roubado inocência,
mas não roubará a herança. Pode ter
deformado relacionamentos, mas não
impedirá o espírito de formar em você a
imagem de Cristo. Pode ter produzido
perdas que nesta vida não serão
recuperadas, mas não pode separar você
do amor de Deus que está em Cristo. O
agressor não é autor final da tua
história. O trauma não é senhor. A
memória não é providência. Deus é.
E ele é soberano o bastante para fazer
com que aquilo que deveria ter destruído
sua fé se torne pela graça
e no tempo devido, no tempo certo, o
lugar onde você conhece uma profundidade
de Cristo que o mal nunca pretendia
conceder, não é? Como Satanás, por
exemplo, acabou ajudando Paulo a ser
mais humilde, não é? Quando na verdade
tudo que Satanás quer que você seja
orgulhoso, mas o espinho fez Paulo mais
humilde. Então a alma ferida não precisa
escolher entre um Deus poderoso e um
Deus compassivo. Em Cristo, o rei e o
sacerdote são a mesma pessoa. Ele
governa todas as coisas e sabe o que é
sofrer todas elas. O filho não
permaneceu distante da realidade
humana. Entrou nela, conheceu cansaço,
fome, rejeição, traição, injustiça,
violência, vergonha pública, foi tocado
por mãos cruéis, foi acusado por
mentirosos, por línguas mentirosas, foi
abandonado pelos amigos.
Não temos um sumo sacerdote incapaz de
se compadecer. Sua soberania não é fria,
porque suas cicatrizes permanecem no
trono. Quando o cristão clama, não fala
com alguém que conhece a dor apenas por
onisciência. fala com aquele que a
conheceu por experiência encarnada.
Ele sabe como a noite pesa, sabe como o
corpo reage ao medo, sabe como a alma se
sente quando ninguém compreende e ainda
assim não deixou de ser senhor.
Essa união é preciosa. Um Deus apenas
empático poderia chorar conosco, mas não
nos salvar.
Um Deus apenas soberano, imaginado, sem
compaixão,
pareceria uma força que administra
tragédias sem se aproximar dos feridos.
O evangelho,
o evangelho apresenta algo muito melhor,
apresenta algo maior. O rei que decreta
o fim também entrou no meio, tocou
nossas fraquezas e carregou dores que
nunca mereceu e que ninguém jamais
sentiu como ele. Então, o Senhor que
conduz a história foi pregado dentro
dela. Aquele que poderia impedir todo
golpe, escolheu receber os piores golpes
que uma criatura já experimentou, para
que nenhum golpe tivesse poder de
condenar os seus. Por isso, podemos
segurar duas vontades sem perder o
coração.
Deus diz ao pecado: "Eu odeio". E diz ao
filho ferido: "Eu não perdi o controle
em momento algum".
Ele diz ao culpado: "Você responderá
pelo que fez." E diz a vítima, eu posso
fazer todas as coisas cooperarem para o
seu bem eterno. Ele não nos dá uma
fórmula que explica cada detalhe. Ele
nos dá a si mesmo. Há momentos em que a
pergunta por permanece sem resposta
completa, mas a cruz responde outra
pergunta ainda mais urgente. Posso
confiar no coração daquele que permitiu
isso? Olhe para o calvário. O Deus que
não poupou o próprio filho não está
brincando com sua dor. O Cristo ferido
por transgressores não despreza suas
feridas. O espírito que ressuscitou
Jesus cria a vida onde tudo parece
morto. Talvez,
talvez você não consiga conciliar
intelectualmente cada linha da
providência, mas pode descansar no
caráter revelado na cruz. Ali a
santidade julgou o pecado. Ali o amor
recebeu o pecador. Ali a soberania
cumpriu o plano, o decreto. E ali a
compaixão abriu os braços. O rei não é
distante nem indiferente. O sacerdote
não é impotente. Ele é ambos. Não é rei
e sacerdote. E é exatamente desse Cristo
que a alma precisa quando a dor ameaça
transformar
Deus em inimigo. Um Senhor forte o
bastante para governar tudo, eterno o
bastante para caminhar conosco através
eh de tudo igualmente.
que
se Romanos 12 fala da vontade do
mandamento, então o primeiro lugar para
buscá-la não é dentro de nossos
sentimentos, é na palavra. A vontade
moral de Deus foi revelada com
autoridade, clareza e suficiência nas
Escrituras.
Não precisamos de uma nova Bíblia para
cada geração. Não precisamos de
mandamentos privados que corrijam aquilo
que Deus esqueceu de dizer. Precisamos
abrir o livro que já foi dado. A cultura
chama muitas vozes de sabedoria. O
coração chama muitos desejos de
orientação.
A experiência chama muitas consequências
de verdade, mas somente a escritura
possui o direito de dizer de modo
decisivo: "Esse é o caminho." Ela
ensina, repreende, corrige, educa na
justiça e equipa para toda boa obra.
Toda boa obra. Isso significa que não
existe situação moral na qual precisamos
abandonar a Bíblia para encontrar uma
autoridade melhor, uma resposta melhor.
Talvez ela não diga o nome da empresa em
que você deve trabalhar, mas dirá o que
é fidelidade, justiça, contentamento e
amor ao próximo dentro do trabalho.
Talvez não diga qual pessoa específica
você deve se casar, mas revelará o
caráter da aliança, a natureza da
pureza, a sabedoria do conselho e o
perigo de se unir a quem rejeita o
Senhor. Talvez não mencione a plataforma
digital que você usa, mas falará sobre
verdade, cobiça, domínio próprio, tempo,
pureza e amor.
A escritura não precisa nomear cada
objeto moderno para governar cada
decisão moderna. Ela forma categorias,
desmascara ídolos, revela o coração,
apresenta Cristo. Por isso, o primeiro
estágio do discernimento é imersão.
Não visitas ocasionais ao texto, não um
versículo arrancado para legitimar uma
preferência. imersão, ler até que a
linguagem de Deus comece a corrigir
nossa linguagem, meditar até que seus
valores confrontem nossos reflexos.
Memorizar até que a verdade esteja
presente quando a tentação chega. Ouvir
a palavra pregada até que áreas
escondidas sejam expostas.
A mente não se renova por contato
superficial. O mundo,
o mundo está catequisando você o dia
inteiro. Anúncios dizem o que desejar,
filmes dizem o que chamar de amor. Redes
dizem o que merece indignação. Ambientes
profissionais dizem o que significa
sucesso. Se a palavra recebe alguns
minutos apressados, não deveria nos
surpreender que pensemos como mundo,
como o presente século.
Não ser conformado exige outra forma.
A escritura precisa tornar-se o nosso
ambiente, não apenas fonte de respostas
para crises, mas a atmosfera, onde a
mente a a mente aprende a respirar.
Contudo,
ler não basta se lemos para proteger
nossos ídolos. Fariseus conheciam textos
e rejeitaram o verbo vivo. Precisamos
pedir um coração ensinável, uma mente
que não chega perguntando como confirmar
o que ela já decidiu que é melhor, mas
dizendo: "Fala, Senhor, porque o teu
servo ouve." O objetivo não é vencer
discussões bíblicas, é ser vencido pela
Bíblia.
Não é acumular informação religiosa, é
enxergar a vontade do Pai. reconhecê-la
como boa e caminhar nela. Então, a
vontade revelada
começa nas páginas da Escritura e a
mente renovada começa quando deixa de
usar essas páginas como espelho para sua
própria opinião e permite que elas se
tornem janelas para a glória de Deus.
E
por causa disso, muitas decisões
importantes não aparecem na Bíblia com
nome e sobrenome. Qual emprego aceitar?
Qual cidade escolher?
Eh, comprar ou alugar? Qual curso
iniciar? Quanto tempo dedicar o lazer?
Como organizar o orçamento da família?
Não existe um versículo dizendo: "Assine
este contrato, case-se com essa pessoa,
compre este automóvel".
É aqui que muitos se tornam ansiosos.
Gostariam que Deus enviasse uma resposta
privada, incontestável e detalhada. Mas
Romanos 12 apresenta outro caminho. Não
uma nova revelação para cada escolha,
mas uma mente renovada, capaz de aplicar
a revelação já dada a todas as escolhas.
Isso é mais profundo do que receber
instruções isoladas. Faça isso, não faça
aquilo. Agora você aceita, vai para lá,
vem para cá. Deus não quer apenas dizer
o que fazer, quer formar em nós uma
maneira santa de enxergar o mundo, a
vida. Uma mente saturada da escritura
começa a perceber fatores que o mundo à
sua volta ignora.
Não pergunta apenas esse trabalho paga
mais? Pergunta: "Posso servir a Cristo
ali?" Que tipo de pessoa este ambiente
tende a formar? Como afetará minha
família, minha igreja e minha
integridade? Estou sendo conduzido por
vocação ou por vaidade?
Não pergunta apenas: "Esta pessoa me faz
feliz?" Pergunta: "A caráter, fé,
verdade e capacidade de aliança.
Estou chamando dependência de amor?
Estou ignorando sinais porque
transformei esse relacionamento em
salvação?" Não pergunta apenas posso
pagar? Pergunta: "Este gasto expressa
acentamento ou cobiça? Estou tentando
comprar uma identidade ao comprar isso.
Como essa decisão se relaciona com
generosidade, prudência e liberdade?"
Então, a Bíblia não reduz a vida a
respostas mecânicas.
Ela nos ensina a sabedoria. A sabedoria
considera princípios, motivos,
consequências, responsabilidades e
oportunidades.
Ora, busca conselho, examina o coração,
aceita que duas escolhas moralmente
ilícitas podem servir a pessoas
diferentes. Nem toda decisão possui
apenas uma opção santa e todas as outras
pecaminosas. Às vezes, Deus nos dá
liberdade real dentro de limites santos.
Essa liberdade não deve produzir pânico,
deve produzir maturidade.
O pai não escondeu uma resposta perfeita
em algum lugar e aguarda que você a
descubra para não arruinar sua vida. É o
contrário. Ele chama você a andar com
ele. Talvez tome uma decisão prudente e
ainda enfrente sofrimento. Isso não
prova que perdeu a vontade de Deus.
Talvez escolha um trabalho legítimo e
seja perseguido nele. Talvez case com
sabedoria e atravesse anos difíceis.
Talvez mude de cidade por razões
piedosas e enfrente solidão.
A vontade de Deus não é sinônimo de
caminho sem dor. O discernimento não é
técnica para controlar os resultados. é
formação para obedecer em qualquer
resultado.
Por isso, precisamos abandonar a
superstição cristianizada que vive
procurando sinais em cada coincidência.
Deus pode dirigir providencialmente por
circunstâncias, mas circunstâncias não
substituem caráter renovado. Uma porta
aberta pode conduzir à tentação. Uma
porta fechada pode ser proteção. A
pergunta principal permanece: que
escolha melhor expressa, a verdade
revelada, o amor a Deus e o bem do
próximo? A mente renovada aprende a
pesar a vida à luz de Cristo. E ao fazer
isso, não recebe apenas uma resposta. se
torna uma pessoa mais sábia, cada vez
mais parecida com seu pai, mais parecida
com Cristo.
E é um terceiro estágio do discernimento
que quase sempre esquecemos.
A maior parte da vida não é premeditada.
Não planejamos cada palavra, não
avaliamos cada expressão do rosto,
não? Eh, fazemos uma reunião interior
antes de sentir inveja, medo ou
irritação.
A vida transborda.
Jesus disse que a boca fala do que está
cheio o coração. Isso significa que
grande parte da vontade de Deus precisa
ser vivida antes que tenhamos tempo de
formular uma decisão consciente.
Alguém interrompe você, a resposta sai.
Uma pessoa recebe o reconhecimento que
você desejava. A inveja se levanta. O
cônjuge fala em tom impaciente. Seu
rosto endurece. Uma notícia ameaça a
segurança, a ansiedade invade. Nenhuma
dessas reações pediu autorização formal.
Agora sentirei eh ansiedade. Agora
sentirei inveja. Agora ficarei com
raiva. Elas revelaram o conteúdo do
coração. Talvez 95% de nossos gestos,
palavras, pensamentos e atitudes
aconteçam assim espontaneamente.
Ou seja, aquilo que simplesmente saiu.
Isso mostra porque simples regras
externas são insuficientes. Podemos
decorar comportamentos para ocasiões
previsíveis.
Mas não conseguimos fabricar em cada
segundo uma resposta santa através do
cálculo consciente. Precisamos nos
tornar outro tipo de pessoa. Deus
ordena: "Não sejam orgulhosos, não andem
ansiosos, sejam pacientes, alegrem-se,
amem sem fingimento. Essas ordens
alcançam áreas que não obedecem apenas a
comandos momentâneos. Você não decide
friamente. Agora analisarei se devo
sentir paz. A paz precisa ter sido
cultivada antes da tempestade.
Não decide no instante da provocação.
Vou produzir décadas de mansidão. O que
foi formado aparece.
É por isso que a vida secreta importa. A
pessoa que contempla Cristo quando
ninguém a vê, está sendo preparada para
responder como Cristo quando todos a
observam.
Aquele que alimenta ressentimento em
silêncio não deveria se surpreender
quando palavras violentas escapam,
quando a fofoca sai. Quem nutre cobiça
por horas não consegue se tornar
generoso apenas porque surgiu uma
oportunidade pública. O coração é fonte,
o comportamento é rio. Podemos tentar
limpar o rio para alguns metros, mas se
a fonte permanece contaminada, a sujeira
volta. Renovação da mente significa
transformação da fonte.
Não apenas aprender frases certas, mas
amar realidades novas. Não apenas
reprimir explosões, mas se tornar
paciente. Não apenas evitar adultério,
mas aprender pureza de olhar.
Não apenas dar dinheiro por obrigação,
mas crescer em liberdade diante das
posses. Não apenas controlar o medo
diante dos outros, mas descansar no Pai.
Essa obra leva a vida inteira e
tropeçaremos muitas vezes. Mas cada
tropeço pode se tornar diagnóstico. Em
vez de perguntar apenas como pude fazer
isso, pergunte. O que estava enchendo
meu coração antes para que isso saísse?
A reação espontânea revela o altar
secreto.
Ali descobrimos onde ainda buscamos
controle, aprovação, conforto e poder. E
ali o evangelho precisa chegar. Deus não
quer apenas melhorar suas decisões
importantes. Quer transformar a pessoa
que você é nos segundos pequenos. Quando
não há tempo para parecer espiritual, a
vontade de Deus será vivida
profundamente quando a santidade deixar
de ser apenas escolha ocasional e
começar a se tornar um reflexo
nos nossos corações. Então Paulo não diz
apenas que precisamos de pensamentos
novos, diz que precisamos ser renovados
no espírito da mente. A mente possui
direção moral. Ela não é uma máquina
neutra que recebe fatos e produz
conclusões imparciais.
Há um espírito dentro dela, uma
inclinação, um amor, uma resistência. A
mesma verdade pode ser ouvida por duas
pessoas. Uma se humilha, outra procura
uma justificação, uma defesa. Uma lê o
mandamento e vê beleza. Outra lê e sente
invasão.
O problema não está apenas na informação
recebida, está na disposição interior
que a recebe. Por isso, uma educação
bíblica sem regeneração pode produzir
orgulho religioso. A pessoa aprende a
linguagem de Sião, mas continua amando a
Babilônia. Conhece termos sobre
soberania, graça e santificação, mas
utiliza todos eles para proteger a si
mesma e olhar pros outros e falar dos
outros. A mente carnal é inteligente.
Ela constrói argumentos para desejos já
escolhidos anteriormente. Chama medo de
prudência, chama avareza de
responsabilidade, chama amargura de
justiça, chama vaidade de excelência,
chama preguiça de esperar em Deus. Ela
não busca verdade, busca absolvição para
o ídolo. Precisamos de algo mais
profundo do que raciocínio melhor.
Precisamos de um novo espírito dentro do
raciocínio.
Uma mente que ame a luz, que deseje ser
corrigida, que prefira perder a
discussão, a perder a comunhão com Deus.
Essa renovação da mente alcança
pensamentos e afetos. Não basta pensar
Deus é soberano. Precisamos começar a
descansar em sua soberania. Não basta
pensar Cristo é suficiente. Precisamos
sentir a inferioridade dos falsos
salvadores.
Não basta pensar o perdão é obrigatório.
Precisamos contemplar tanto perdão
recebido em Cristo que a dívida do outro
perde o poder de nos definir.
O espírito da mente é renovado quando a
verdade deixa de ser objeto frio e se
torna a realidade adorada, recebida com
temor, prazer e humilde prontidão para
obedecer
ou arrepender-se sem justificativas.
Isso explica porque algumas mudanças
acontecem lentamente. Podemos abandonar
um comportamento antes de abandonar o
amor que o sustentava.
A pessoa para de buscar aprovação em
determinado ambiente, mas continua
faminta por aplauso.
Deixa um pecado visível, mas procura
outro que sirva ao mesmo ídolo. A
renovação precisa descer até o motivo,
até a imaginação, até aquilo que
consideramos vida. Somente Deus pode
realizar essa profundidade.
Podemos ensinar a mente, não podemos
ressuscitá-la. Podemos apresentar
argumentos. Não podemos criar amor por
Deus. Podemos expor a mentira. Não
podemos sozinhos tornar a verdade doce.
A ordem sejam renovados é passiva. Algo
precisa ser feito em nós. Isso não
elimina nossa responsabilidade,
define nossa dependência. Abrimos a
palavra, confessamos o pecado, buscamos
conselho, mortificamos hábitos, mas
fazemos tudo clamando: "Senhor, realiza
em mim aquilo que não consigo produzir".
A mente renovada é milagre contínuo. Não
apenas novas ideias circulando no
cérebro, mas um novo espírito aprendendo
a amar aquilo que Deus ama.
Então, se [limpando a garganta]
a renovação é obra do espírito, a oração
não é um detalhe do processo, é só
respiração. Jesus promete que o Pai dá o
Espírito Santo aos que pedem. Não
significa que o cristão precisa ser
regenerado novamente todos os dias. O
espírito já habita nos que pertencem a
Cristo. Significa que precisamos
continuamente de sua ação, enchimento,
poder e fruto. Precisamos dele esta
manhã.
nesta conversa, nesta tentação, nesta
decisão. A autossuficiência é uma das
formas mais silenciosas de conformidade
com o mundo. O mundo diz: "Você possui
dentro de si o poder necessário". O
evangelho diz: "Sem mim vocês não podem
fazer coisa alguma". Então, a oração
cristã não é a celebração do potencial
interior, é confissão de pobreza. Cria
em mim um coração puro. Renova dentro de
mim um espírito estável. Ensina-me,
conduz-me.
Não me deixes entregue a mim mesmo.
Essa oração deve acompanhar a busca pela
vontade de Deus.
Muitas pessoas oram apenas por respostas
externas. Qual emprego, qual cidade?
Qual escolha? Mas talvez a oração mais
necessária seja: "Que tipo de pessoa
preciso tornar-me para obedecer sem
qualquer emprego, cidade? Eh, e em
qualquer lugar, né, em qualquer emprego,
cidade ou escolha sempre obedecer e
glorificar a ti."
Pedimos que Deus mude circunstâncias.
Ele frequentemente quer mudar um homem
dentro das circunstâncias. Pedimos uma
porta, ele quer formar paciência.
Pedimos livramento imediato. Ele quer
produzir perseverança.
Pedimos certeza sobre amanhã. Ele quer
dar fidelidade para hoje. O fruto do
espírito descreve a pessoa renovada.
Amor, alegria, paz, paciência,
benignidade, bondade, fidelidade,
mansidão, domínio próprio. Observe como
essas virtudes governam justamente a
parte espontânea da vida. Se sou
profundamente paciente pelo espírito, a
interrupção encontra outro coração. Se a
paz está formada, a notícia ameaçadora
não encontra terreno tão fácil para a
tirania.
Se o domínio próprio amadurece, o desejo
não se torna ordem absoluta. Se o amor
cresce, a necessidade do próximo deixa
de parecer invasão.
É isso que devemos pedir. Não apenas
capacidade para escolher corretamente
depois de longa análise, mas caráter
santo quando não há tempo para análise.
Espírito Santo, torna-me alguém que
responde como Cristo. Essa oração não é
passividade. Quem pede paciência será
chamado a praticá-la. Quem pede pureza
precisará fugir. Quem pede sabedoria
precisará estudar. Quem pede amor terá
pessoas difíceis colocadas diante de si.
O espírito não costuma formar o fruto
sem nos conduzir a situações onde o
fruto precisa crescer. Por isso, algumas
respostas à oração chegam com aparência
de conflito. Pedimos mansidão e somos
provocados.
Pedimos fé e atravessamos incertezas.
Pedimos contentamento e vemos outros
receberem o que desejávamos.
O pai não ignorou o pedido, está
trabalhando nele. Continue pedindo, não
como quem tenta persuadir um pai
relutante, mas como filho que reconhece
a generosidade daquele que deu o seu
próprio filho. Se ele não poupou Cristo,
não negará o espírito necessário para
conformar você a Cristo.
A vida renovada nasce de joelhos, não de
um único clamor dramático, mas de
dependência repetida. Hoje de novo,
Senhor, eu preciso de ti para pensar,
para desejar, para responder, para amar
tua vontade antes que o velho mundo
volte a me moldar.
Agora,
como o espírito renova a mente? Não por
magia impessoal, não por uma força que
age sem verdade. Ele mostra Cristo.
Somos transformados ao contemplar a
glória do Senhor. A renovação acontece
quando o espírito retira o véu e faz a
beleza de Jesus brilhar na Escritura.
Essa mudança não vem apenas porque
recebemos nova ordem, vem porque vemos
eh um novo tesouro. O coração sempre
segue alguma glória. Se contemplamos
dinheiro como segurança suprema, a mente
aprende a justificar a avareza.
Se contemplamos a aprovação como vida, a
mente constrói uma personalidade para
cada plateia. Se contemplamos conforto
como bem maior, qualquer chamado difícil
parecerá um inimigo. Mas quando Cristo
ocupa o campo
da visão, os ídolos perdem proporção.
Vemos o filho eterno se tornando servo e
o orgulho fica feio. Vemos o santo
tocando leprosos e a superioridade fica
cruel. Vemos o rei lavando pés e o
serviço deixa de parecer humilhação.
Vemos o cordeiro perdoando inimigos e
nossa amargura
perde nobreza, mostra a sua cara feia.
Vemos o homem de dores confiando no Pai
e a nossa ansiedade encontra outra
maneira de atravessar o vale. Vemos o
ressuscitado e a morte deixa de possuir
palavra final sobre nós. O espírito usa
essa visão para mudar o espírito da
mente. Não apenas informa que devemos
ser humildes. Mostra a humildade de
Cristo como majestade, como beleza
infinita.
Há um brilho de glória nela e nós
refletimos esse brilho. Não apenas
ordena generosidade, mostra o rico que
se fez pobre por nós. Não apenas proíbe
impureza, mostra a beleza do noivo que
se entrega para apresentar uma noiva sem
mancha. A santificação cresce por
admiração santa. Aquilo que contemplamos
com amor começa a nos formar.
Por isso, não existe renovação sem
centralidade de Cristo. Podemos ensinar
princípios morais, podemos organizar
hábitos, podemos criar limites, mas
somente a glória de Jesus expulsa os
afetos que sustentam a conformidade com
o mundo. O objetivo final de Romanos 12
não é produzir pessoas eficientes em
decifrar decisões.
é produzir adoradores,
gente cuja vida inteira mostra que
Cristo vale mais do que tudo. A mente é
renovada para que o corpo se torne
sacrifício. O corpo se torna sacrifício
para que a vida se torne um culto. A
vida se torna culto para que Deus pareça
tão valioso quanto realmente ele é. Esse
é o alvo. Não simplesmente saber a
vontade de Deus, mas vivê-la de tal
maneira que outros perguntem: "Por que
dinheiro, poder, prazer e aprovação
perderam o trono?" E a resposta será:
"Vi uma glória maior.
Continue então olhando para ele. Quando
cair, olhe para Cristo que justifica.
Quando estiver fraco, olhe para Cristo
que envie o espírito. Quando não
entender a providência, olhe para Cristo
crucificado segundo o plano e
ressuscitado pelo poder do Pai. Quando o
mandamento parecer pesado, olho para
aquele que o cumpriu em seu lugar e
agora o escreve em seu coração.
Quando o mundo tentar moldar você, volte
a olhar. Contemplando, somos
transformados de glória em glória, até
que um dia a renovação seja completa.
Não haverá mais divisão entre conhecer e
amar, entre discernir e aprovar, entre
mandamento e desejo. Veremos o filho
como ele é. E a vontade de Deus que hoje
aprendemos a amar entre lágrimas e
batalhas será para sempre o prazer
espontâneo de uma mente perfeitamente
renovada. E Deus começou essa obra e ele
terminará.
Amém, queridos. Amém. Santo Deus, eu me
[canto] aproximo [música]
sem defesa, sem razão.
Tu me vês nos detalhes, [canto]
no segredo do coração,
nos [música] pequenos pensamentos,
[canto]
nas palavras que eu soltei.
Teu espírito me [música][canto] chama,
confessa.
E eu confessei,
não escondo minha culpa,
não maquio [música][canto]
minha dor.
Contra ti eu pequei
contra [canto][música] o teu santo amor.
Mas que atos minha raiz,
um [música][canto] querer desalinhado.
Eu preciso de [música] limpeza. Eu
preciso ser [canto]
lavado.
Cordeiro, [música]
minha justiça, [canto]
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça,
me rendo ao teu final.
[canto] Jesus,
[música]
tem misericórdia.
Jesus,
vem me purificar. [música]
[canto]
Teu sangue fala mais alto que o meu
[música] pecado é gritar.
Minha [música] única defesa [canto]
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça.
Eu [música][canto] descanso no teu amor.
>> Tua misericórdia [música][canto]
é melhor.
[música] Tua misericórdia
[canto] é meu lar.
>> Rei [música] dos reis, eu me prostro.
Tu és [canto] luz e eu sou pó.
>> [música]
>> Quando eu tento ser dono, eu lerco em
mim só. [música]
Autonomia [canto] é mentira,
autossuficiência
[música] também.
Tu és fonte, tu és vida.
Sem ti [música][canto] nada me sustém.
Eu
não [música] venho com rico,
venho [canto]
com mãos sem [música] ter. Não confio no
meu choro, nem o meu [canto] vou vencer.
Eu confio na firmeza do [canto] teu
pacto, ó [música] Senhor.
Tua aliança é selada no cordeiro
[canto] redentor.
[música]
Restaura minha alegria, [canto]
tua [música] salvação em mim.
Sustenta-me com espírito
[canto] pronto até o fim. [música]
Jesus
tem misericórdia. [música][canto]
Jesus
vem me [música] purificar.
Teu sangue ful mais alto que o [canto]
meu pecado a gritar.
A minha única [música]
defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça. [canto]
[música]
Eu descanso no teu [canto]
amor. [música]
Inclina o meu coração.
Ensina-me a obedecer. [canto][música]
Dá-me um espírito pronto, mais doce do
que o meu [canto] querer. Guarda-me na
tentação,
na rotina [música][canto]
e na aflição.
Tua graça me [canto] carrega,
[música]
tua mão me põe de [canto] pé
no chão. [música] Não.

Tags: