Mulheres: Aconselhai-vos Umas as Outras 3/3 – Larissa Ferraro
11/08/2026
Mulheres: Aconselhai-vos Umas as Outras 3/3 – Larissa Ferraro
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
Legendas automáticas:
Então o que que nós já vimos até agora? Nós falamos sobre vozes todos nós ouvimos as vozes ao nosso redor. Essas vozes elas podem tanto vir de Deus quanto do outro lado, né? A voz do diabo. E que a voz do diabo nem sempre ela é fácil de perceber. Nós vimos também que as teorias do aconselhamento centradas no ser humano, elas são vozes enganosas. Elas fazem promessas atraentes ao nosso coração, mas elas não entregam o que elas prometem. As teorias de aconselhamento humanistas, elas direcionam as pessoas para um entendimento errado sobre quem elas são, sobre qual é o propósito da sua vida e sobre qual é a responsabilidade que nós temos diante de Deus. Então nós precisamos do conselho do Senhor, do conselho de Deus. Por que que nós precisamos do conselho de Deus? Hoje nós vamos ver algumas coisas importantes para que nós sejamos a voz de Deus tão necessária. Por que que nós precisamos do conselho de Deus? Porque nós somos criados para glória do Senhor. E nós precisamos entender o que que significa isso. Viver para glória do Senhor. Nós também precisamos cumprir a missão de representar Deus. Em primeiro capítulo de Gênesis, Moisés vai dizer que nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus. E e muito se fala sobre isso, o que que seria essa imagem e semelhança de Deus nos homens? Mas para aquele público que inicialmente recebeu essa informação, eles viviam um contexto que para eles era muito claro o que que seria uma imagem e semelhança. Havia muitas guerras e essas guerras envolviam conquistas de território. Então, havia um povo aqui, outro aqui, eles guerreavam. Esse povo tinha uma liderança, um rei, que mandava o seu exército guerrear contra o o o outro povo. Quando ele vencia aquela aquela dis aquela com aquele aquela batalha, ele muitas vezes ele não se mudava para aquele para aquele território, mas ele passava a dominar aquele território. E era muito comum que ele fizesse uma estátua de si mesmo e colocasse naquele território mostrando quem é que domi quem é que dominava ali. E aquela estátua, em em livros de história antiga, o o o termo usado ali era exatamente imagem e semelhança. Aí aquela estátua era ela era uma representação visível de um Deus, de um rei, aliás, invisível, um rei que não estava naquele local. Era uma representação daquele rei que dominava aquela aquela área. Então, para aquele público que recebe essa informação que o homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus, para eles era muito claro que homem e mulher foram criados para serem representantes visíveis do Deus invisível. A nossa missão aqui nesse mundo é sermos representantes visíveis de Deus. Mas o pecado mancha isso. Pecado mancha essa imagem de Deus em nós. E o que Deus está fazendo nesse mundo é reunindo um povo seu que reflita a sua imagem. Essa é uma uma mensagem que nós vemos ao longo de toda a escritura, iniciando em Gênesis, como eu falei, mas se a gente olha aqui Êxodo, capítulo 19, versos 5 e 6. "Agora, pois, se ouvirem atentamente a minha voz e guardarem a minha aliança, vocês serão a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha e vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. São estas as palavras que você falará aos filhos de Israel." Então, a mesma mensagem, ela vai se repetir ao longo de toda a escritura. Deus está separando um povo para ser a sua imagem e semelhança, sua representação visível aqui. E o que que era a função do sacerdote? O sacerdote, ele tanto representava a Deus para o povo, como ele representava o povo para Deus. E Deus quer que nós sejamos hoje esses representantes dele aqui. Então, como eu falei, essa mensagem, ela vai se repetir em Deuteronômio. Aí nós vamos lá para o Novo Testamento, nós temos a mesma informação, a mesma mensagem. Tito, capítulo 2, verso 14. Paulo escreve: "Ele deu a si mesmo por nós, a fim de nos remir de toda iniquidade e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, dedicado à prática de boas obras. Essa mesma mensagem, lá para frente, vai ser repetida por Pedro. Primeira Pedro, capítulo 2, verso 9. Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Então, nós temos essa missão de representarmos Deus, por isso que nós precisamos do conselho do Senhor. E como eu falei, o pecado, ele mancha essa imagem de Deus em nós e nós precisamos de correção. Todos nós precisamos de correção. Não tem ninguém aqui ainda que é a perfeita imagem de Cristo. Por isso, nós precisamos do conselho do Senhor. Paulo vai escrever, na carta aos Romanos, sobre a nossa natureza, quem nós somos e o o quanto o pecado manchou essa imagem de Deus em nós. E é uma descrição muito desanimadora da nossa natureza, que em Romanos, capítulo 3, Paulo escreve assim: "Não há nenhum justo, nenhum sequer. Não há quem entenda, não há quem busque a Deus. Todos se desviaram e juntamente se tornaram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nenhum sequer. A garganta deles é sepulcro aberto, com a língua enganam, veneno de víbora está nos seus lábios. A boca eles a têm cheia de maldição e amargura. Os seus pés são velozes para derramar sangue. Nos seus caminhos há destruição e miséria. Eles não conhecem o caminho da paz. Não há temor de Deus diante dos seus olhos. Então, essa é a nossa natureza. Então, nós precisamos ser corrigidos. E aí eu quero pensar algumas coisas que nos que são pontos importantes para que a gente seja a voz de Deus. Primeiro, o que que vai fazer um aconselhamento um aconselhamento bíblico? Nós vimos que as as vozes, eh, das teorias humanistas, elas são enganosas. Então, o que que vai fazer um aconselhamento ser bíblico e não um aconselhamento que vem de vozes centradas no homem. Primeiro, o fundamento da palavra de Deus. A Bíblia como suficiente para o aconselhamento. Ela não é parte do aconselhamento, ela é o fundamento, ela é a base onde nós estamos firmados, quando nós vamos dar os conselhos. A a Bíblia sendo aplicada no seu contexto correto. Uma teologia saudável. Isso é fundamental para o aconselhamento bíblico. Paulo escreveu a Timóteo, a gente falou sobre esse texto já nos nos estudos anteriores, eh, sobre a importância dele se manter firmado na palavra de Deus. Ele diz: "Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda a escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para repreensão, para correção, para educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. Para que nós sejamos maduros na fé, nós precisamos do ensino da palavra de Deus. Nós precisamos ser repreendidos dos nossos comportamentos que não estão de acordo com a palavra de Deus. Nós precisamos de correção. Nós precisamos crescer na justiça. Pedro também vai falar sobre o que foi dado para nós. E em sua na sua segunda carta ele escreve: "Visto como pelo seu divino poder nos tem sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou para sua própria glória e virtude". Então o que nós precisamos para viver uma vida que glorifica ao Senhor foi-nos dado na sua palavra. O salmista vai dizer que a lei do Senhor ela é perfeita e restaura a nossa alma. Dá sabedoria aos simples. Então nós precisamos desse conselho. O aconselhamento bíblico também outro ponto fundamental é que não é um conselho que vai simplesmente incentivar a mudança de comportamento. Os comportamentos eles acabam mudando sim mas como um o resultado de do trabalho feito no nosso ser interior. Provérbios 4:23 diz: "De tudo que se deve guardar, guarde o seu coração, porque dele procedem as fontes de vida". O aconselhamento bíblico, ele, ele é a ferramenta que consegue penetrar no nosso coração, no nosso ser interior. Isso acontece porque não é algo criado, produzido pelo ser humano, mas é o Senhor agindo em nosso coração. Só Ele consegue penetrar no nosso coração. O aconselhamento bíblico, ele é sempre centrado em Cristo. Sasha falou bastante sobre, eh, Colossenses, né? A carta de Paulo aos Colossenses, que nos dá esse, essa base do que nós fazemos. Colossenses 1:28, Paulo diz: "Este Cristo nós anunciamos, advertindo a todos e ensinando a cada um em toda sabedoria, a fim de que apresentemos cada pessoa perfeita em Cristo". Cristo é o centro do aconselhamento bíblico, não o ser [roncando] humano. E será que nós, mulheres, estamos preparadas para aconselhar biblicamente? Primeiro, a mulher cristã, ela é uma mulher que nasceu de novo. É uma mulher que tem um novo coração, é uma mulher que ressuscitou. Efésios vai dizer que Deus nos deu vida quando nós estávamos mortos em nossas transgressões e pecados. Hoje nós temos o Espírito Santo habitando dentro de nós. Então, o simples fato de nós termos sido salvas, o Espírito Santo habitar dentro de nós, isso já nos capacita a dar alguns conselhos. O ministério de aconselhamento bíblico, ele é, por um lado, uma responsabilidade de todo cristão. Todos nós que fomos salvos, nós temos a responsabilidade de sermos a voz do Senhor. Então, de certa forma, todos nós precisamos dar conselhos bíblicos. E se você, de fato, foi salva, você está capacitada, pelo menos um pouco mais capacitada do que as pessoas que estão chegando agora na fé. Se você entendeu o mínimo possível que é o evangelho, se você foi salva, você entendeu o evangelho, você já consegue ensinar, explicar algumas coisas sobre quem é Cristo, sobre a palavra de Deus, para pessoas que ainda estão no começo da caminhada cristã. Sempre vão haver pessoas menos maduras do que nós e pessoas mais maduras do que a gente. Então, em certo ponto, sim, nós podemos aconselhar essas pessoas menos maduras. Claro que o ministério, de uma maneira mais específica, para desafios mais complexos, vai precisar de um treinamento. A gente precisa aprender a manejar bem a palavra do Senhor, para que a gente consiga ajudar essas pessoas. Mas o Espírito Santo habitando em nós, nos capacita, sim, a ajudar outras pessoas. Mas nós ainda lutamos com o pecado que habita dentro de nós. Nós não não somos perfeitas e nunca seremos, enquanto estivermos aqui. E não devemos esperar sermos perfeitas para ajudar outras pessoas. Ontem a gente estava gravando o podcast, nós falamos sobre esses dois extremos, né? É a pessoa achar que ela não pode aconselhar porque ela sabe muito pouco ou ela achar que ela já está completamente pronta e ela tem todas as respostas. Esses dois extremos, eles são eles são errados e são fruto do nosso orgulho, tanto um extremo quanto o outro. Achar que eu preciso estar completamente resolvida em todas as minhas questões da vida para ajudar outras pessoas, nós nunca estaremos totalmente resolvidas em todas as questões da nossa vida e o outro extremo é de achar não estou pronta. Ah, eu já estudei não sei aonde, eu já tenho não sei quantas horas de aconselhamento, pronto, pode vir qualquer problema que eu consigo resolver. Isso não é verdade, isso é falta de humildade. Nós aí, o pecado ainda habita em nós, nós vamos precisar também de ajuda, né? Do conselho do Senhor para as nossas próprias lutas. Mas o Senhor nos capacita. Nós já vimos, é, também ao longo desses dias sobre o que é o aconselhamento bíblico que é a ministração da palavra de Deus no formato um a um. Sasha falou também quando falou sobre o texto de Colossenses que é o Colossenses 3, verso 16, que a palavra de Cristo habite ricamente em vocês, instruam e aconselhem-se mutuamente em toda sabedoria, louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão do no coração. Então, o que faz o aconselhamento ser bíblico é a palavra de Cristo habitando dentro de nós e sendo ensinada. O alvo do aconselhamento bíblico, ele é sempre que o nosso aconselhado, nossa aconselhada cresça em semelhança a Cristo. Nós vamos ver, daqui a pouco, algumas coisas que o aconselhamento bíblico não é. E uma delas é que o aconselhamento bíblico não é você resolver os problemas da vida do seu aconselhado. Nosso alvo não é esse. Também existe algumas dúvidas sobre qual a diferença de aconselhamento para discipulado? É a mesma coisa ou não é a mesma coisa? E o aconselhamento bíblico, nós geralmente falamos aconselhamento bíblico quando nós estamos falando da ministração da palavra de Deus em momentos de crise, em momentos de lutas mais específicas. Então, seria um uma caminhada por um tempo para ajudar um irmão a crescer em semelhança a Cristo nos momentos de crise. E o discipulado seria essa caminhada mais extensa, né? A vida na vida, onde a gente estuda a palavra de Deus, mas também a gente caminha lado a lado com essas pessoas que ãhn, precisam crescer. Nós crescemos também discipulando as outras pessoas. Então, o que o aconselhamento bíblico não é, alguns pontos do que o aconselhamento bíblico não é. Primeiro, não é, a gente não deve deveria acreditar que para virar ou se tornar um conselheiro bíblico, nós precisamos simplesmente fazer vários cursos ou um curso. Ah, se eu fizer um curso de aconselhamento bíblico, eu viro um conselheiro bíblico. Não é um curso que nos faz conselheiros bíblicos. O que nos faz conselheiros bíblicos é a palavra de Cristo habitando em nós. Texto de de Colossenses aparece mais uma vez. Habite ricamente Cristo, a palavra de Cristo habite ricamente em vocês. Então, o que nos torna aptos a aconselhar é a palavra de Deus habitando em nós. Não necessariamente um curso formal. Paulo falou para Timóteo: "Procure apresentar-se a Deus aprovado como obreiro de que que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade". Então, o que nós precisamos é manejar bem a palavra de Deus. Uma outra coisa, um outro erro que nós podemos cometer em aconselhamento bíblico é falta de oração. Falta de dependência no Senhor. Muitas vezes nós assumimos essa postura do conselheiro como um profissional que vai ali receber alguém para dar um conselho e agora essa pessoa veio buscar a minha sabedoria. E absolutamente não é isso. Nós não temos sabedoria em nós mesmos para ajudar as pessoas a crescerem em semelhança a Cristo. Então, nós somos totalmente dependentes do Senhor. O aconselhamento bíblico, ele deve ser ele deve estar em baixo de muita oração. Oração no começo, oração no meio, se for necessário, oração no final. Muitas vezes você vai ouvir histórias muito tristes, muito enroladas e que você vai ficar ali: "Senhor, me ajuda que eu não tenho a menor ideia do que eu falo para essa pessoa agora". E não tem nenhum problema você falar: "Minha irmã, meu irmão, eh vamos orar e buscar o Senhor mais uma vez? A gente já orou no começo, mas eu eu preciso do direcionamento do Senhor". Então isso isso não é errado, isso não é vergonhoso, pelo contrário, isso é totalmente esperado no aconselhamento bíblico. Jesus falou em João 15:5: "Eu sou a videira, vocês são os os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada". Nós não podemos fazer nada sem o Senhor. Já eh caí no erro várias vezes de iniciar um aconselhamento bíblico perguntando para a pessoa: "Como é que foi a sua semana?" E a pessoa fica falando, falando, falando e e e e aí eu vejo: "Não, eu eu iniciei errado". Eu tenho que iniciar na dependência do Senhor, sempre. Minha irmã, bom dia, boa tarde, boa noite. Vamos orar? A gente ora e aí a gente inicia, porque não depende de mim, depende do Senhor. Paulo escreveu aos Filipenses: "Estou certo de que aquele que começou a boa obra em vocês há de completá-la até o dia de Cristo Jesus". O aconselhamento bíblico é uma obra do Senhor em nós. Tanto na vida do nosso, da nossa aconselhada, quanto na nossa própria vida. Nós somos muito trabalhados enquanto ajudamos outras pessoas. Um outro erro do aconselhamento bíblico é tratar as pessoas a partir dos seus rótulos, buscando soluções no estilo distúrbio, solução. O exemplo disso: pessoa chega para você e fala que está ansiosa. Aí você: "Ah, já sei. Vamos lá. Não andeis ansiosos de coisa alguma". Pronto, resolvi a vida da pessoa. Aconselhamento bíblico não é isso. Se a pessoa ansiosa, nós precisamos entender uma série de coisas. O que está acontecendo na vida dessa pessoa? O que está passando no coração dessa pessoa? Quais são os desejos dessa pessoa? E aí nós vamos ajudar essa pessoa a crescer diante da sua situação a partir da palavra de Deus. Então não é nesse estilo problema versículo. Às vezes eu vejo muito os os alunos das conferências, né? A gente ensina e depois eles entram em contato com a gente pedindo ajuda. Larissa, me fala aí um versículo para ajudar alguém com depressão. Ia ser maravilhoso se fosse assim, né? Pá, versículo tal, tcharam, não tenho mais depressão. Não acontece desse jeito. É a palavra de Deus sendo ministrada que vai trabalhar o coração da pessoa nas suas lutas. E o Senhor é que vai agir transformando o coração. Uma outra coisa que nós não devemos fazer em aconselhamento, prometer coisas que a Bíblia não promete. E às vezes pode ser uma uma tentação no nosso coração, até pela por ouvirmos muito isso da cultura, o famoso vai dar certo. E aí a pessoa vem e te conta uma história super triste e você fica, meu Deus, eu quero ajudar essa pessoa e aí você você fala, não, meu irmão, calma, meu irmão, calma, vai dar certo. Não existe um versículo vai dar certo. Pelo menos não imediatamente aqui. Nós não podemos prometer resoluções de problemas imediatos. Se eu chego, se eu se alguém vem procurar aconselhamento por um problema no casamento, eu não tenho como falar para essa pessoa, olha, vai dar certo, seu casamento vai ser restaurado. Ah, seu filho vai voltar para os caminhos do Senhor. Ah, não, você vai arrumar um emprego novo. Eu não tenho como prometer isso, porque não existem essas promessas específicas na palavra de Deus. Mas existem muitas promessas. Existem muitas coisas que vão de fato acontecer. E eu posso, eu devo dar esperança dessa maneira. Existe uma promessa que eu posso dar para todos, todas as minhas aconselhadas, que é o que está registrado em Apocalipse 21. Novos céus e nova terra. Eu posso ir para essa palavra com qualquer aconselhado, porque isso é uma verdade que vai se cumprir para aqueles que são salvos. Deus falando, eh, sobre a realidade de novos céus, nova terra, aonde Deus habitará conosco. E ele vai enxugar dos nossos olhos toda lágrima, já não existirá mais morte, não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. Isso é uma promessa que eu posso trazer para todos os meus aconselhados, para todos os crentes em Cristo Jesus, porque de fato um dia todo sofrimento vai acabar, mas eu não posso prometer que vai acabar depois de oito sessões de aconselhamento bíblico. Isso não está ao meu alcance. Um outro cuidado que nós precisamos ter é não nos tornarmos os terapeutas gospel. Porque não é esse o nosso papel. Imagino que vocês já com um pouco que, que nós já estudamos, vocês já perceberam que aconselhamento bíblico não é a terapia gospel. Mas muitos dos nossos aconselhados, eles vão chegar para nós e eles vão assumir uma postura de, eh, estou aqui na minha terapia agora. E nós precisamos da sabedoria do Senhor, a dependência do Senhor para não deixar isso acontecer. Eu percebo nas minhas aconselhadas que elas chegam muitas vezes, porque o é aquele ambiente, né? Dentro dentro da igreja, a gente pega uma sala e eu tô lá esperando ela chegar e ela chega. E aí ela sente como se ela agora cheguei na minha terapia. Aí ela quer contar a vida dela, como foi a semana. Às vezes elas vêm até com um vocabulário assim: "Ai, eu trouxe um assunto para a gente tratar aqui em aconselhamento". Né? Aquele aquele perfil bem de da terapia. Claro, nós vamos ouvir, porque nós precisamos entender o que está acontecendo no coração daquela pessoa para que a gente consiga ministrar a palavra de Deus. Mas nós precisamos estar atentos para não deixar virar aquela sessão em que a pessoa desabafa e vai embora. Não é isso. O que faz o aconselhamento ser bíblico é o fundamento da palavra de Deus. Se a gente vai passar ali uma hora com a pessoa e a Bíblia não vai ser aberta, talvez eu não esteja fazendo aconselhamento bíblico. Nós precisamos ter esse esse cuidado, porque é uma tentação no nosso coração. Mas ainda a a nossa cultura, como brasileiros, nós somos muito relacionais e eu a minha realidade é lá no nordeste, eu vejo que que ainda mais isso ainda mais aflorado, essa questão do relacionamento, da conversa. Isso é importante, mas nós precisamos cuidar para não virar a sessão de terapia. Outro erro, tratar somente frutos e não a raiz do problema. Falei para vocês que o aconselhamento bíblico, ele trata o coração. Então nós precisamos entender por que que as pessoas fazem o que elas fazem. Não é simplesmente pegar: "Ah, a pessoa fez tal coisa e vou tratar ali daquele comportamento". Ira, por exemplo. Pessoa foi irada, foi grosseira, res- respondeu de maneira eh rude ali, ela foi grosseira com seu marido. Certo, isso foi um comportamento, mas o que que ela estava querendo alcançar? Ela faz o que ela faz porque ela quer alguma coisa e ela acredita algumas coisas. O que que ela acredita sobre o seu marido que a faz gritar com ele? Até mesmo na porta da igreja. Se ela faz isso na porta da igreja, o que imagino que ela não tá fazendo em casa. Mas eu preciso entender quais são as motivações do coração dela. O que que ela está querendo a- alcançar quando ela faz isso? Eu preciso tratar o coração. Jesus falou: "Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, imoralidade sexual, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias". Então não é só tratar frutos, mas sim raiz. Ponto aqui que eu já falei, que é o alvo do aconselhamento bíblico não é resolver problema do aconselhado. Isso acaba sendo um grande alívio para o nosso coração de conselheiro, porque inúmeras vezes você vai receber pessoas e a pessoa vai te contar uma história que você vai falar: "Meu Deus, o que que eu faço? Como eu resolvo isso"? E aí é maravilhoso, porque não é sua responsabilidade resolver isso. Aí você vai clamar ao Senhor: "Me dê sabedoria para o que que eu devo falar com essa pessoa, mas não é minha responsabilidade resolver isso". E eu sei que é uma tentação no meu coração e eu acredito que eh que que seja uma tentação no coração das mulheres. Nós vamos receber muitos aconselhamentos sobre casamento. E muitas vezes você vai ali ouvir a história da sua irmã em Cristo e ela vai contar coisas sobre o seu marido e você vai ouvir, ouvir, ouvir e a sua vontade é sentar do lado dela e falar: "Realmente o seu marido não vale nada, ele é um um sem vergonha e você tem toda a razão". A vontade, a sua vontade vai ser essa. Porque de fato muitas vezes o marido tá fazendo tudo errado, mas o nosso papel não é esse. O nosso papel é ajudar essa pessoa a crescer em semelhança a Cristo diante da luta que ela está passando. Aí a gente vai: "O Senhor me ajuda, pelo amor de Deus, para que eu não encontre o irmão no corredor e ponha só o pezinho assim só para ele tropeçar". Porque vai ser a sua vontade. E aí a gente percebe que o aconselhamento bíblico não é só Deus agindo no coração do da nossa aconselhada, mas é Deus agindo no nosso coração também diante das coisas que a gente está ouvindo. Um outro erro grande no aconselhamento bíblico é não lidar com o sofrimento do aconselhado, mas tratar tudo como pecado. Todo mundo que vai chegar em aconselhamento vai chegar sofrendo. Todo mundo. Se a pessoa não tivesse sofrendo, muito provavelmente ela não não iria te procurar. Todos nós vamos chegar sofrendo. Mas o nosso sofrimento, ele pode ser por inúmeras razões. Ele pode sim ser por causa do nosso pecado, mas ele pode ser pelo pecado de outras pessoas contra nós. Ele pode ser um um sofrimento por conta de o mundo estar quebrado. Coisas acontecem ao nosso redor, tragédias acontecem ao nosso redor. Então o sofrimento, ele sempre vai estar presente. Todos nós, salvos por Cristo, somos ao mesmo tempo sofredores, pecadores, nossa natureza, e santos. E nós precisamos em aconselhamento bíblico olhar para as pessoas através dessas dessas três realidades sobre a nossa identidade. Somos pecadores, então sim, vai ter pecado para ser tratado. Somos sofredores, porque o pecado traz sofrimento, mas nós também somos santos, porque é assim que Deus olha para a gente. Nós estamos em Cristo, então nós nós somos considerados santos. Paulo escreveu aos Tessalonicenses dando um direcionamento como tratar irmãos em diferentes situações. Primeira Tessalonicenses 5:14 diz assim: "Também exortamos vocês, irmãos, aqui a admoestem os que vivem de forma desordenada, consolem os desanimados, amparem os fracos e sejam pacientes com todos". Então, diferentes necessidades de aconselhamento bíblico vão ter diferentes abordagens. Eu sempre que eu lembro leio esse verso, eu lembro de um um convite que eu recebi para ensinar em uma igreja e e aí a pessoa que me convidou falou assim: "Ah, inclusive, o seu marido vem com você?" Eu falei falei: "Vai, meu marido vai". Aí a pessoa: "Ah, legal, então vamos ver se ele pode eh também ensinar para os homens e dar uma palavra de encorajamento para os irmãos que estão em pecado de imoralidade". Eu falei: "Tudo bem, meu marido pode ir, mas ele não vai dar uma palavra de encorajamento para quem está em pecado de imoralidade, ele vai dar uma palavra de exortação, né?" Falei brincando assim com com a pessoa, ela deu risada, falou: "É realmente, né? Você não vai encorajar quem está pecando, né?" Eu "É isso aí, irmãos, vamos lá, continuem, é isso? Não, eu vou dar uma palavra de exortação". Então, nós precisamos ter abordagens diferentes com necessidades diferentes. Hã. Estamos caminhando aqui para os últimos erros de aconselhamento. Uma outra coisa, nós não devemos, não podemos avançar sobre áreas da vida do aconselhado que nós não temos autoridade. Exemplo: medicamentos. Nós falamos muito nas conferências de aconselhamento bíblico sobre os distúrbios. Eu falei muita coisa aqui também para vocês. É, muitos, nós temos médicos nas nossas, nosso curso de aconselhamento bíblico da Charles Spurgeon, nós temos dois médicos como professores e eles tratam dessa parte de medicação, mas tudo isso para que a gente tenha informação e entenda o que é realmente ciência, o que não é, o que tem comprovação, o que não tem. Agora nós, como conselheiros bíblicos, nós não mexemos nessa área. Vejo muito esse erro acontecer com pessoas que participam das conferências e aí elas vão receber alguém que tá tomando, não sei quantas medicações e aí elas vão em cima disso. E e elas acreditam estar fazendo aconselhamento bíblico porque elas estão criticando a medicação que a pessoa tá tá usando. Gente, isso não está na nossa alçada, isso não é nossa responsabilidade. Aliás, isso é irresponsabilidade se você mexer com isso. Ainda que vocês seja um profissional da área de saúde, se você não é o médico daquela pessoa, você não pode mexer com isso. Porque essas medicações, elas são um terror para quem inicia inúmeros efeitos colaterais, só que elas são 10 vezes mais um terror para a pessoa tirar a medicação. A gente nunca pode falar para alguém parar de tomar uma medicação. Isso tem efeitos colaterais fortíssimos. Então, isso não é da nossa área. A gente não pode mexer nisso. Não e isso não vai fazer diferença no seu aconselhamento bíblico. Você ministra a palavra de Deus e você não não deve mexer nessa área, não é da sua conta, não é da nossa conta. E aí o último ponto que eu quero trazer é tratar o aconselhado sem o entendimento da identidade dele. Ou seja, tratar o isso seria um erro, né? Tratar o aconselhado é a simplesmente olhando para o pecado dele. Sem considerar quem ele é em Cristo. Olha que coisa interessante. Se você conhece um pouco da da carta de Paulo aos Coríntios, você sabe que Paulo trata de uma série de pecados, né? Não é verdade? Olha só, vamos dar uma olhada em algumas coisas aqui. Primeira Coríntios, vou começar aqui no capítulo seis. Paulo fala assim: "Quando algum de vocês tem uma questão contra o outro, como se atreve a submeter isso a juízo diante dos injustos e não diante dos santos? Ou vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vocês, será que vocês não são competentes para julgar as coisas mínimas? Por acaso vocês não sabem que havemos de de julgar os próprios anjos? Quanto mais as coisas dessa vida? Portanto, quando precisam julgar negócios terrenos, por que vocês constituem como juízes aqueles que não tem nenhuma aceitação na igreja? Digo isto para vergonha de vocês. Será que não existe nem ao menos um sábio entre vocês que possa julgar seus irmãos? Mas um irmão vai a juízo contra outro irmão e isto diante de não crentes? O simples fato de moverem ações uns contra os outros já é completa derrota para vocês. Por que não preferem sofrer a injustiça? Por que não preferem ficar com prejuízo? Mas vocês mesmos cometem injustiça e causam prejuízos. E isto aos próprios irmãos. Paulo tá ali em cima do do pecado dos irmãos. Mas aí a gente vai voltando na carta. Capítulo cinco, ele vai tratar de outro pecado. Ouve-se por aí que entre vocês existe imoralidade, imoralidade tal como não existe nem mesmo entre os gentios. Isto é, que alguém se atreva possuir a mulher do seu próprio irmão. E vocês andam cheios de orgulho quando deveriam ter lamentado e tirado do meio de vocês quem fez uma coisa dessas. Em cima do pecado. A gente volta mais um pouquinho, capítulo três. Eu, porém, irmãos, não pude falar a vocês como a pessoas espirituais, e sim como a pessoas carnais, como a crianças em Cristo. Eu lhes dei leite para beber, não pude alimentá-los com a comida sólida, porque vocês ainda não podiam suportar. Nem ainda agora podem, porque vocês ainda são carnais. Porque se há ciúmes e brigas entre vocês, será que isso não mostra que são carnais e andam segundo os padrões humanos? Quando alguém diz: "Eu sou de Paulo", o outro diz: "Eu sou de Apolo", não é evidente que vocês andam segundo os padrões humanos? Aí pecado ainda. Mas olha só. Primeiro capítulo, ele ainda tá tratando de pecado. Olha como ele começa a carta. Capítulo um. Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Cristo Jesus, e ao o Sóstenes, à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todos os lugares invocam o nome do Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês. Sempre dou graças ao meu Deus por vocês, por causa da graça de Deus que foi dada a vocês em Cristo Jesus. Porque em tudo vocês foram enriquecidos nele, em toda a palavra, em todo o conhecimento, assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vocês, de maneira que não lhes falte nenhum dom, enquanto aguardam a revelação do nosso Senhor Jesus Cristo. Ele também os confirmará até o fim, para que vocês sejam irrepreensíveis no dia do nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é Deus pelo qual vocês foram chamados à comunhão do seu filho Jesus Cristo, nosso Senhor. Então Paulo vai tratar de uma série de pecados desses irmãos, mas ele inicia essa carta falando, lembrando aos irmãos quem eles são em Cristo e o que eles têm em Cristo. Ele trata esses esses irmãos a partir da realidade de que eles são santos. E isso nós precisamos fazer, e isso muitas vezes vai ser também uma luta e uma tentação para o nosso coração. Às vezes você está diante de um aconselhado que não está obedecendo à palavra do Senhor. E você instrui, você passa ali as tarefas, algumas coisas para ele fazer e ele volta e ele não faz. E ele continua só murmurando. E a nossa tentação vai ser ali querer dar uma chacoalhada no nosso aconselhado, mas nós sempre precisamos lembrar a nós mesmos e a ele também quem ele é em Cristo, o que ele tem, como Deus olha para ele. Então tratar o aconselhado a partir da sua identidade. E os dois grandes ingredientes, os dois ingredientes principais, então para a gente finalizar, para o aconselhamento bíblico são graça e verdade. Amar as pessoas e entregar para ela a verdade do Senhor, que é o que elas precisam. Cristo foi cheio de graça e de verdade. Paulo escreve aos Efésios: "Seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo". Então o que nós precisamos entregar é a verdade em amor. Como é que a gente se prepara para isso? Que que nós precisamos como conselheiros, conselheiras? Ter uma vida de oração e o hábito de estudar a palavra de Deus. São os dois ingredientes fundamentais para formar um conselheiro bíblico. Dependência do Senhor em oração e a palavra de Deus. Crescer e estudar a palavra de Deus. Amém? Pois vamos orar mais uma vez. Senhor Deus, muito obrigada, Pai, pela sua palavra que deixou para nós tudo que nós precisamos para crescer em sabedoria, para sermos obreiros que não tem do que se envergonhar e para que possamos ministrar a sua palavra de maneira a ajudar os nossos irmãos a crescerem. Peço que o Senhor faça aplicação dessa palavra aos nossos corações, continue-nos direcionando nessa manhã. Pai, em nome de Jesus. Amém.