Nicolau Copérnico: como a Terra deixou de ser o centro do Universo?
13/08/2026
Nicolau Copérnico: como a Terra deixou de ser o centro do Universo?
Séculos atrás, o modelo geocêntrico colocava a Terra no centro do cosmos. Nicolau Copérnico propôs uma mudança radical: um modelo em que os planetas orbitavam o Sol. Essa ideia ajudaria a desencadear uma das maiores transformações da história da ciência.
Neste episódio de Origens — Pais da Ciência, conheça a história de Copérnico, o contexto de sua descoberta e as perguntas que essa nova visão do Universo despertou sobre ciência, conhecimento e fé.
A jornada pelos grandes nomes da ciência está apenas começando. No próximo episódio, vamos conhecer Galileu Galilei e descobrir o que aconteceu quando o telescópio foi apontado para o céu.
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🟧 ORIGENS é uma série documental da TV Novo Tempo que investiga os mistérios da vida e do universo com cientistas de diversas áreas.
🟦 Pais da Ciência é uma temporada dedicada a grandes nomes que ajudaram a transformar nossa compreensão da natureza e do universo. Ao longo de 13 episódios, a série revisita suas descobertas, ideias e trajetórias, explorando também as relações entre ciência, conhecimento e fé.
🎬 Assista à temporada completa Pais da Ciência:
Fonte: Origens NT
Legendas automáticas:
Do menor dos átomos ao maior astro do universo, da força gravitacional aos campos magnéticos invisíveis. A grandiosidade do [música] cosmos desde sempre impressiona a mente de criaturas que esmiuçam os mistérios do espaço e do tempo, tentando decifrar o funcionamento das leis que regem o universo. [música] Os céus sempre foram objeto de fascínio. Cada estrela, cada planeta, cada elemento que compõe [música] a vastidão do cosmos parece contar uma história de harmonia, complexidade [música] e ordem. A beleza dos céus, com suas cores, formas e movimentos, não é apenas um espetáculo para os olhos, mas também um convite ao estudo e a contemplação. [música] Por séculos, grandes mentes se debruçaram sobre [música] os mistérios do universo, movidos não apenas pelo desejo de compreensão, mas também como forma de adoração. Nesta temporada, vamos explorar as vidas e os [música] legados dos chamados pais da ciência, cujas descobertas estabeleceram [música] as fundações da ciência moderna. Nomes consagrados por sua maestria e curiosidade na [música] matemática, astronomia, biologia, química e física. Cientistas de espírito investigativo [música] que, impulsionados pelo desejo de entender como o universo funciona, encontraram na Bíblia a motivação para fazer ciência em seu [música] tempo. Esses pioneiros não apenas descreveram o que é o universo e como [música] ele opera, mas também nos ajudaram a entender quem está por trás de tudo isso. Ao longo dos próximos episódios, vamos percorrer seus caminhos, [música] revisitar suas perguntas e descobrir que para eles, a busca pelo conhecimento era ao mesmo tempo, um ato de adoração ao criador. >> [grito] >> Ne. >> [grito] [música] >> Nicolau Copérnico nasceu em 1473 [música] em uma família de destaque. Filho de um grande comerciante polonês. Cresceu em um ambiente marcado [música] por contatos culturais, circulação de ideias e acesso à educação, [música] elementos que ajudariam a moldar sua formação intelectual. A casa onde Copérnico viveu [música] na infância permanece de pé até hoje, mesmo depois de mais de 500 anos. Localizada em Torun, na Polônia, ela atravessou [música] séculos de história e se transformou em um museu. Suas paredes guardam não apenas objetos e registros do passado, mas o contexto cultural e o legado de um homem cujo pensamento ajudou a redefinir a maneira como a humanidade compreende o universo. É nesse lugar onde tudo começou que revisitamos [música] a trajetória de Copérnico e o impacto profundo de suas [música] descobertas. É aqui que começa a nossa jornada pelos pais da ciência. >> Estamos no museu da casa de Nicolau Copérnico. É um lugar muito importante para nós, é claro, e acredito que também para nossa compreensão [música] da história da ciência. É um lugar muito importante para a história da ciência. Provavelmente é o local de nascimento de Nicolau Copérnico na segunda metade do século XV. Porque Nikolai Copernik, como dizemos na Polônia, também foi um homem de muitos talentos. [música] Ele foi matemático, foi astrônomo, foi médico, foi também cartógrafo. [música] Ele cuidava de questões relacionadas a dinheiro, terras [música] e impostos no lugar onde viveu por 40 anos. Então, [música] acredito que ele é muito, muito universal para nós. Além disso, quando falamos sobre Nicolau Copérnico, como estamos fazendo aqui na casa de Nicolau Copérnico, procuramos destacá-lo como um ser humano, porque podemos nos relacionar com a sua história. Ele também foi um menino que perdeu [música] o pai quando tinha 10 anos. Ele também saiu da Polônia [música] e estudou no exterior. Ele teve formação acadêmica fora da Polônia. Mas também buscamos apresentar Nicolau [música] Copérnico por meio de sua teoria heliocêntrica, que foi algo extraordinário na Europa. Você também pode chamá-la de teoria copernicana. Durante a nossa visita ao museu de Copérnico, Mihel e Alicha, os curadores, apresentaram a nossa equipe o cuidado minucioso em preservar cada detalhe do espaço. [música] Aqui existem elementos que ajudam a reconstruir o contexto cultural do século XV, período em que Copérnico [música] viveu e que também mantém viva a memória de seu legado científico. Então isso é uma cópia, mas representa um instrumento de nicolau copérnico. Trata-se de um astrolábio [música] esférico. Isso é um instrumento utilizado para observar corpos em movimento, por exemplo, Marte, Vênus, Mercúrio e as estrelas de Aldebarã. É claro, é um instrumento bastante complexo que Copérnico preparou com base no modelo de Ptolomeu. Trata-se de um instrumento que tem origem na antiguidade e Copérnico conhecia a obra de Ptolomeu. É claro. Ptolomeu descreveu de maneira clara o modelo desse instrumento. E esse instrumento era utilizado para observar e registrar a declinação e a posição de um corpo no céu, eh, em um tempo específico e em um lugar determinado. Parece muito fascinante, especialmente porque Ptolomeu e Copérnico tinham visões diferentes sobre o céu e ainda assim utilizavam o mesmo instrumento. visões diferentes, mas o mesmo instrumento. [música] É difícil determinar o exato momento em que a ciência começou, pois a busca pelo conhecimento remonta a tempos [música] muito antigos. Muito antes dos gregos, povos antigos já se empenhavam em compreender o mundo ao seu redor e [música] os céus com suas estrelas e constelações. Aristóteles, um dos mais influentes [música] pensadores da antiguidade, foi proeminente em teorizar sobre a estrutura do universo. Para ele, a Terra era o centro [música] imutável do universo, rodeada por esférias celestes concêntricas que giravam em torno desse [música] ponto fixo. Esse modelo geocêntrico dominou o pensamento ocidental por mais de 1000 anos, influenciando a compreensão do cosmos e o lugar do ser humano nele. Foi aqui, nas ruas medievais de Torum, que nasceu o homem que moveria a Terra e colocaria o Sol no centro do universo. Copérnico viveu em uma época em que a filosofia de Aristóteles moldava não só a ciência, mas também a teologia. Questionar o sistema geocêntrico era como desafiar a própria fé, mas [música] as muitas inconsistências desse modelo levaram Copérnico a se perguntar se não haveria uma forma mais adequada de entender o universo e representar a ordem imposta a ele [música] pelo criador. Um dos grandes motivos para Copérnicos ser tão lembrado é que ele foi o primeiro a formular um livro, um documento com argumentos lógicos para a posicionar o Sol como centro do universo. Copérnico propõe o modelo heliocêntrico que estaria em oposição ou divergiria do modelo geocêntrico. Esse modelo é o que estava vigente na época no meio acadêmico, no meio eclesiástico, como modelo padrão para compreensão de como o cosmo funcionava. O modelo proposto do geocentrismo, ele estava fundamentado em várias eh em várias evidências, evidências observacionais. Inclusive, nós mesmas podemos observar isso, baixo para olhar para cima e ver o sol aparentemente se movimentando de um lugar pro outro. E toda essa estrutura conceitual e também as evidências que haviam deram suporte ao geocentrismo que permaneceu por muito tempo. Mas Copérnico foi o primeiro a dar evidências, eu não diria a palavra, mas a dar suporte suporte lógico e matemático para o heliocentrismo. Isso torna Copérnico tão especial, porque ele vai desencadear uma linha de raciocínio, de visão que vai basicamente mudar a nossa visão do cómo. >> Hoje, saber que os planetas giram em torno do Sol e não da Terra é tido como um conhecimento básico do universo, porque dispomos de telescópios potentes, [música] satélites, sondas espaciais e imagens que nos permitem observar o cosmos com clareza e precisão. Mas no século XV a realidade era bem diferente. Não existiam lunetas, telescópios ou qualquer instrumento capaz de [música] ampliar a visão humana para além do que os olhos podiam alcançar. O primeiro a apontar uma luneta para o céu seria Galileu Galilei, décadas depois de Nicolau Copérnico já ter publicado sua teoria. [música] Se só havia então observações do céu a olho nu, de onde veio a compreensão do modelo heliocêntrico? E como surgiu esse novo modelo para se entender o universo proposto por Copérnico. As revoluções das orbes celestes é um livro de grande precisão matemática, mas o significado do livro As revoluções das orbes celestes é claramente filosófico, porque a teoria helio em um primeiro momento, mudou a nossa compreensão de universo. Esse é o significado mais conhecido da teoria helio e a teoria heliocêntrica [música] foi posteriormente desenvolvida por Kepler e por Galileu. Mas o momento de sua publicação em 1543 foi o ano que marcou o início de uma nova compreensão do mundo como um todo. Além de ter uma visão sobre a importância do sol no cosmo, além de ter recebido a herança pitagórica sobre a matemática na natureza, Copérnico tinha uma visão da criação vinda da Bíblia. E a base de Copérnico era o seguinte: Deus é um criador. Esse é o princípio básico. Ele era o criador e é um criador ordenado. E como criador ordenado, essa ordem permeia a natureza. E através de que essa ordem se manifesta? Da matemática. Então, e também outra coisa, da simplicidade, da simetria para Copérnico, a natureza precisa ser simples, ser simétrica, ser ordenada. E quando ele pega o modelo de Ptolomeu, que era definido prestório, aquele modelo era ele estava extremamente cago. Quando a gente olha o modelo que existia geocêntrico, que foi eh apresentado principalmente [música] ali pelo e e adotado por cerca de 14 séculos desde Ptolomeu, e a gente vê que existe uma questão muito particular ali de que a Terra sendo o centro do movimento, não consegui explicar vários fenômenos que acontecia no céu. Então, por exemplo, é hoje a gente olhando do ponto de vista moderno, a gente sabe que a Terra está mais perto do Sol que outros planetas. E quando a Terra, por estar mais perto do Sol, tem um movimento mais rápido, ela faz ultrapassagens por dentro, como se fosse um carro de corrida, fazendo uma ultrapassagem por dentro de uma curva. E quando isso acontece, o planeta ou no caso o carro que fica por fora da curva, ele vai ficando para trás. Então tinha momentos na durante o ano em que alguns planetas, por exemplo, Marte, quando a gente olhava pro céu, ele tava indo numa direção, de repente ele fazia um retorno, que era o momento que a Terra tava fazendo uma ultrapassagem por dentro da curva, né? Eh, e depois ele continuava o movimento no céu. Isso formava movimentos de tipo eh um laço. E aí os gregos, né, eh, Ptolomeu, apresenta esse modelo que que ficou popularizado, eles começaram a adicionar eh pequenos círculos em torno dos quais os os planetas ficavam girando nas suas órbitas. Então, não era só o movimento do planeta ao redor do Sol, mas era o movimento do planeta, era um giro do planeta em em torno de um ponto invisível e esse ponto invisível movia na sua órbita. É Copéric que se você muda eh o sistema pro Sol, simplificava muito o número de círculos necessários para poder descrever com precisão essas voltinhas, né, que os planetas davam. Então, no caso dele, era uma maneira de simplificar com harmonia os movimentos. Então, a gente já vê aqui um princípio que depois foi guiar muito fortemente a ciência, que é entre dois modelos, se os dois explicam o mesmo fenômeno, mas um é mais simples, geralmente se não nenhum deles, é, se esse novo modelo mais simples não quebra nenhum princípio, [música] ele é o adotado pelo pela comunidade científica. Então ele já tava dando um horizonte, contribuindo nessa direção até de prática científica. [música] Copérnico via essa ordem como um reflexo da mente divina, uma harmonia que podia ser compreendida pela razão, mas nunca substituída [música] por ela. Em um tempo em que muitos acreditavam que questionar a natureza era desafiar [música] a fé, ele mostrou o contrário. Estudar a criação é também um ato de adoração. [música] Copérnico via cada órbita como uma linha desenhada pela própria mão do criador. Em seu livro Sobre as revoluções dos orbes celestes, encontramos um trecho que representa essa ideia. Quando um homem contempla essas coisas [música] estabelecidas na ordem mais bela, ele é levado à admiração do autor de tudo, no qual estão todas as coisas boas. A proposta trazida por Copérnico de que o Sol e não a Terra é o centro do universo é frequentemente considerada um ponto de inflexão crítico na relação entre a ciência moderna e a igreja, marcando o início de uma cisão significativa. Na verdade, quase todo mundo acredita que fé e ciência sempre viveram em pé de guerra. Mas se olharmos de fato [música] para Copérnico, conhecido por iniciar a revolução científica, vimos que ele era cônigo da igreja [música] e tinha profunda fé em Deus e na Bíblia, assim como outros que vieram depois dele. Então, se ele não tinha intenção de romper com a igreja, por que aguardou até o fim da vida para publicar sua obra revolucionária com o que, de fato, Copérnico rompeu? Copérnico, ele decide fazer uma publicação, a publicação do seu trabalho principal, [música] ele decide fazer eh só posterior. Ele postergou por muito tempo, na verdade, ele foi convencido por um auxiliar a publicar. Ele tinha muita sim resistência porque ele sabia que as ideias que ele estava apresentando iriam divergir daquilo que a igreja havia assumido como verdade. E aqui é muito importante destacar a igreja que nós estamos falando ali, a visão religiosa que ela tinha já era uma junção da visão religiosa com uma visão filosófica, que é o que a gente chama da escolástica, que é essa união entre a visão cristã e a filosofia grega. Quando há essa união, eles assumem muitos pontos de vista da filosofia grega como verdades e passam a tentar fazer uma simbiose entre as duas visões, o cristianismo e a visão clássica grega. Dentre esse processo, eles assumem a visão do cosmo, apresentado por Aristóteles e, como eu disse, eh, aprimorada por Cláudio Picolomeu. E nesse sentido, a filosofia de Aristóteles é trazida, é tratada já na ali na no contexto de Copér como uma verdade assumida pela igreja. E o conflito das ideias de Copé, então não estavam se dando com a visão doutrinária ou bíblica da igreja, mas sim com a visão aristotélica que a igreja havia assumido. E Copérico sabia disso. Sim, ele não rompeu com a igreja, ele permaneceu cristão e eh trabalhando junto com cristãos o tempo todo na sua vida, ele estava rompendo é com esse paradigma filosófico aristotélico que foi adotado eh por critérios diversos ao longo dos séculos pela igreja. A gente sabe que o pensamento grego, a filosofia grega entrou muito fortemente dentro do cristianismo e tem grandes dois proponentes na história. Um é Santo Agostinho e outro é São Tomás de Jaquino. Então, eh, naturalmente, e eles, por serem grandes, estudiosos da cultura grega e dos filósofos gregos e trazendo, importando ideias, adaptando para o pensamento do cristianismo desse tempo, eh, a igreja naturalmente tinha mais confiança de adotar, inclusive modelos eh geométricos e matemáticos que existiam já na cultura grega. Então, uma vez que não era uma coisa que a Bíblia tratava em si em detalhes, né, sobre a geometria e a posição da Terra no universo, eh, naturalmente, pela aceitação da do pensamento grego gradualmente dentro do cristianismo, outras coisas de cunho grego foram aceitadas, eh, especialmente porque a Bíblia não tinha um claro, assim diz o Senhor, contra ou a favor de de qualquer desses modelos. Então, o que Copérnic veio a entrar em conflito é basicamente com eh parte desse pacote do pensamento grego que foi importado, enquanto, como eu mencionei, ele não rejeitou todo o pacote, era um processo, mas ele viu que nesse ponto da geometria para explicar movimento dos planetas, o Sol no centro de explicar um pouco melhor. E um outro ponto que eu quero de esclarecer aqui também é que muitos desses que têm essa visão entre um antagonismo entre igreja e ciência ali em Copérnico, eles até usam um argumento que também é um equívoco histórico, de que Copérnico causou problemas porque ele tirou o homem do centro do universo. ao colocar a Terra em movimento e o sol no centro, ele tira o homem do centro do universo. Então isso causou o furor da igreja. Não, não foi isso. Eh, a oposição de Copér teve vinha de ele desafiar a filosofia aristotélica que fora assumida pela igreja. Mas ali, e outro ponto, para muitos o homem está no centro do universo era importante, não era de coper? Não, pelo contrário, na visão de Aristóteles, e bem como na visão da igreja, da comunidade na época, está no centro do universo não era algo eh primoroso, não era algo de valor. Tanto é, se nós formos lembrar da obra de Dante Aligerry, né, o inferno de Dante, você vai ver que os o os diferentes posições do inferno vão cada vez mais pro centro da terra. Onde é que o inferno está? No centro da terra. Qual é a posição que Aristóteles, quando ele falava da ordem dos elementos, os elementos celestes, o material compunha os corpos celestes, era mais valoroso do que os que estavam no centro da terra. E essa ordem de valor indicava que estava no centro não era algo importante, não era algo que atribuía valor ao ser humano, não era isso. Então, não houve essa visão. Inclusive, há um artigo específico sobre isso, que tirar o homem do centro do universo não é algo que vai fazer do homem menos valor que antes, tá? menos valor. >> O trabalho de Copérnico nos convida a revisitar o que realmente estava em jogo em sua revolução. [roncando] Não uma suposta batalha [música] entre ciência e fé, mas um embate tradições filosóficas que disputavam a interpretação da criação. O heliocentrismo, longe de negar a presença de Deus, mostrou que a criação era mais [música] vasta, mais ordenada e mais bela do que se supunha. Copérnico [música] não apenas moveu a terra e colocou o sol no centro, ele desafiou nossa forma de pensar e ensinou que a fé [música] pode dialogar com outros paradigmas sem perder sua vitalidade. O modelo heliocêntrico não deslocou apenas a Terra, deslocou também o olhar humano. Ao tirar o homem do centro [música] físico do universo, Copérnico lembrou que o valor da humanidade [música] não está em sua posição no espaço, mas em sua origem divina. No coração do universo, Deus continua sendo centro. Foi essa convicção que inspirou outros homens de fé, como Galileu e Kepler, a prosseguir na busca por compreender a criação. Mas como seria olhar para o céu e ver com os próprios olhos aquilo que Copérnico apenas [música] calculou? Essa é a próxima etapa da nossa jornada. [música] Copérnico mudou a forma de pensar o universo. Se ele calculou o movimento dos céus, Galileu [música] quis ver com os próprios olhos o que os números diziam. É hora de seguir para a Itália e descobrir como um olhar através de uma simples luneta mudou para sempre a [música] nossa visão do universo. >> [música] [música]