O Deus Que Ama O Japão e Sua História – Encontro Together | Luiz Sayão | IBNU & FLAM
14/08/2026
O Deus Que Ama O Japão e Sua História – Encontro Together | Luiz Sayão | IBNU & FLAM
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Muita alegria a estarmos reunidos nesta manhã. Muito obrigado pela presença de todos, né? E eu me lembro, eu sempre fui um nipônicos esconditos, né? Um japonês escondido, porque eu tinha 10 anos de idade na escola. E adivinha? Os meus amigos eram japoneses. Meu melhor amigo da escola aos 10 anos era um rapaz chamado Wellington. Nome tipicamente japonês, claro, né? Mas eu não sei porque a gente tinha uma situação eh de sintonia, talvez porque como o japonês gosta de estudar o tempo todo, a gente acabou fazendo uma uma ponte, né? Eh, e Deus nos abençoou de modo que eu nunca, desde novo, me senti estranho no ambiente oriental. Parece que eu sempre tava em casa, né? Ah, qualquer hora eu conto uns segredos aí que o Daniel e Ochosimoto e a Lili conhece. ess cerimônia do chá que eu tive no seminário, que aí é uma outra cerimônia que não vem ao caso nesse momento, mas eh eu queria que a gente pensasse um pouquinho nesse desafio, né? E eu quero agradecer a Sociedade Bíblica do Brasil. Nós temos um lançamento de um novo testamento japonês português que tá aqui. Nós temos a livraria com muito material interessante, material da SBB, material também nosso. Para quem quer conhecer um pouco mais da Bíblia do Rota, tudo vai est aí à disposição e com valores muito bons. Então vamos pensar sobre o Deus que ama o Japão e a sua história. Vamos tentar refletir. Começo lembrando do texto de Atos 17, quando o apóstolo Paulo diz a palavra de Deus lá encontrando com os atenienses, ele, né, a texto nos fala que então levaram uma reunião no Areópago e onde perguntaram a ele, podemos saber que novo ensino é esse que você está anunciando? Está nos apresentando ideias estranhas. Queremos saber o que elas significam. Todos os atenienses e estrangeiros que ali viviam não se preocupavam com outra coisa senão falar ou ouvir as últimas novidades. Paulo então se reuniu, se levantou na reunião do Areópago e disse: "Ateniense, vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos. Andando na cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com a inscrição ao Deus desconhecido. Esse que vocês não conhecem é o que eu estou anunciando. E o texto prossegue e Paulo diz: "O Deus que fez o mundo, tudo que nele há, o Senhor dos céus e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas, ele não é servido por mãos de homens como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá vida a todos o fôlego, as demais coisas, e de um só ele fez todos os povos para que povoassem toda a terra, até determinados tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem. Talvez Tatiano pudesse encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós, pois nele vivemos, nos movemos, existimos, como disseram alguns dos poetas de vocês, como é o caso de Epimennedes, né? Eh, também somos descendência dele. Pra gente pensar sobre o que significa o grande desafio de missão ao Japão, a gente tem que dar uma refletida teologicamente, porque muitas vezes a gente imagina que a apresentação, a revelação de Deus para nós envolve simplesmente compartilhar o evangelho. Mas com, olhando a coisa no sentido mais amplo do termo, nós vamos ver que essa revelação de Deus, como aparece na conversa de Paulo com os atenienses que estão longe da sua origem de cultura judaica, Paulo vai começar a falar da teologia da criação, né? Então, Deus se revela na criação, como a própria escritura nos menciona, Deus se revela no ser humano, que somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Então, todo ser humano é um discurso divino para si mesmo, no sentido em que ele reflete o próprio criador. Deus se revela na história da cultura. A ideia que muitas pessoas têm em certos ambientes cristãos é que qualquer coisa fora de um ambiente evangélico é simplesmente demoníaco. Calma, não é bem assim. Ah, Deus se revela nas Escrituras trazendo o que é necessário conhecer a respeito dele do seu projeto redentivo apresentado à humanidade. E Deus se revela específica e plenamente em Cristo Jesus, nosso Senhor. Então, você tem uma revelação geral e uma revelação específica. Por isso que os bons teólogos têm um conceito, e aqui vai uma definição do Ein Gruden de graça comum. Por quê? Por que que isso é tão importante? Eu me lembro uma vez que eu tive numa visita ao Japão e aí eu conversei com alguém lá, falei: "Eu queria, eu queria ir no santuário chintoísta". Aí ele falou: "Tá amarrado". E logo eu pensei que o sapato tivesse amarrado ou desamarrado, ele disse: "Não, não, né? É, não, lá só tem coisa do demônio." Eu falei: "Não, tranquilo, vamos por lá, depois eu explico, né?" E qual é a ideia que muita gente tem? que fora do ambiente de cultura gospel evangélico, você tem o demônio lá fora. A graça comum é a graça de Deus, pela qual ele dá às pessoas inúmeras bênçãos que não fazem parte da salvação. A chuva cai sobre os bons e os maus. O sol nasce para todos, desde o sol nascente no oriente. Então, esse tipo de pensamento é fundamental para que a gente tenha uma compreensão mais adequada do ensino bíblico saudável e equilibrado. Por que que isso é importante? Porque eu vejo muitas pessoas dizendo o seguinte: "Ah, eu conheci cultura tal, ambiente tal". Interessante. Eles não são cristãos, mas eles fazem uma coisa muito bonita. No Japão vai ver isso ainda mais. Por quê? Porque por ser imagem e semelhança de Deus, ter elementos na sua história, há coisas que vêm de Deus e estão presentes em culturas que não foram influenciadas diretamente pela tradição cristã. Por exemplo, a gente poderia falar a vida toda mais seis meses sobre isso, mas só vou dar dois exemplos. O domínio social, a graça de Deus também se vê na existência de várias organizações e estruturas na sociedade humana, que simplesmente pretende fazer o bem em função daquilo que nós somos. Somos pecadores, mas também somos imagem e semelhança de Deus. Além disso, no domínio religioso, tem gente que imagina que qualquer coisa de outra religião é absolutamente perversa. Nem sempre ninguém vai conseguir vender perversidade plena para todo mundo, pra pessoa acreditar. tem que ter elementos positivos e favoráveis em contextos religiosos distintos. Até mesmo no domínio da religião humana, a graça comum de Deus traz algumas bênçãos para os descrentes. Portanto, uma ideia, importante é que nem tudo fora da igreja é demoníaco. Algumas pessoas acham que a igreja é uma rede de Wi-Fi, né, que fica no templo dele. Quando a pessoa se afasta, Deus não pega mais, né? Fica distante assim. É como se fosse uma coisa. O conceito de mundo na escritura não é geográfico. Nem tudo fora ah do contexto de igreja é algo perverso. Por isso que muita gente no ambiente, vamos dizer, cristão obscurantista, pouco conhece de história, de arte, de cultura, de uma série de elementos que são importantes e pertinentes e tem menos chance de se comunicar com os outros. pensando na realidade do Japão, aí você tem um mapa mais ou menos, a gente tá falando de 1% de cristãos de todo tipo e mais ou menos talvez% de cristãos evangélicos e protestantes de modo geral. Ah, a gente tem ali as cores mais escuras, o vermelho mais forte, onde tem um pouquinho mais, geralmente 1%, né? e outras áreas onde a proporção é menor. Interessante, né, que você vai lá para baixo, pra região de de Chicoco, indo na direção de Oquinau, você tem mais gente lá em Rocaido também tem um pouco mais, né? E aí, como é que a gente tem a a formação histórica da maneira de ser do que se tornou o Japão? A religião xintoísta, religião nativa que tá ligado com espíritos e natureza. Eu não sei se a gente consegue eh vislumbrar isso. O Japão é um lugar muito peculiar com o arquipélago com tantas ilhas eh que representam desafio geográfico. Um lugar que sempre sentiu duas coisas, a extrema beleza particular da natureza, né? O o florescer da cerejeira da Sakurá que o diga e ao mesmo tempo um lugar de terremotos, de tsunamis. Então, toda essa instabilidade trouxe uma relação de admiração e de temor em relação às forças da natureza, que são a base da estruturação do xintoísmo, que surge, né, com a aquilo que não é bem divindade, que são os camis que estão presentes naquilo que é a força da natureza, que é uma expressão religiosa única e exclusiva do Japão. do caçatumaro. Muitos imigrantes chegam aqui, chegam aqui na terra e perguntam: "Quem são os deuses da terra?" O pessoal é católico, é católico também. É um conceito que muitas vezes no ocidente as pessoas não entendem, especialmente os niquei japoneses que estão mais paraa feijoara do que os sashimi, já não consegue caminhar bem. Ao mesmo tempo, o budismo, que é uma religião estrangeira, chega no Japão e com focos, né, que vem desde a Índia, atravessando a China, mas com ideia de iluminação, meditação, boas ações, né, o o zem budismo que eh tem a ver com disciplina, com controle próprio, com toda aquela atitude de que você, né, precisa, eh, vamos dizer, conter-se diante de exigências maiores, especialmente no contexto social. também vai moldar, né? e também o confusionismo, a filosofia famosa de origem chinesa, onde o superior deve ser exemplo pro inferior, família, sociedade tá acima do indivíduo, lealdade, cortesia, trabalho duro, serviço, tudo isso é muito fundamental e cria toda uma maneira de ser que cujos desdobramentos formam aquilo que vai ser a cultura japonesa. E a gente tem períodos históricos muito interessantes. Vale a pena, toda pessoa que quiser se interessar, né, de se aprofundar ah nos períodos históricos do Japão, desde, né, dos períodos mais antigos da época feudal, da época dos samurais, depois o período de rejeição e enfrentamento das potências coloniais europeias, até a abertura que vem da era ME em diante, a formação ah do Japão e passando pelo período também da militarização recente e até até o tempo, né, e onde há uma abertura muito grande paraa cultura ocidental, especialmente no pós-guerra, que cria uma série de dificuldades presentes na sociedade japonesa. Mas o que que acontece? A maneira fundamental de ser ocidental é muito diferente da maneira oriental. E o que que acontece é que nós chegamos isso, a culpa é de todo mundo, brasileiros, icos, norte-americanos, europeus. A gente não percebe que uma coisa que é óbvia pra gente não é óbvia pros outros. Então você chega com o anúncio do evangelho embalado, embrulhado na sua estrutura cultural. Isso não é maldade, não é má intenção, que a pessoa não se liga no movimento, não percebe o que tá acontecendo. E ao fazer isso e ele naturalmente cria um sentimento de estranheza, né? E o Japão com toda a sua cultura peculiar, os grandes estudiosos antropólogos dizem que a cultura japonesa é uma das mais intocadas da história. Então o que que você tem no Ocidente? a gente tem toda uma tradição que valoriza muito igualdade. Aí chega isso no ambiente oriental, especialmente japonês, isso soa muitas vezes como uma atitude meio desrespeitosa, né? Olha, eu me lembro dando aula no seminário servo de Cristo, nos tempos em que a maioria dos alunos eram totalmente orientais, aí vinha um um ocidental meio fora do lugar, ele tratava assim, o professor meio de qualquer jeito, eu vi os orientais assustados assim, como é que a pessoa fala isso com, né, o professor onde já se viu, né, e eles não percebiam as diferenças. uma cultura voltada para a a tarefa, né, queamente mostra-se um tanto menos gentil, uma atitude de honestidade direta. Você tem que falar a verdade na cara, o oriental cai de costa com o negócio desse jeito, né? Ou seja, o sujeito é é zagueiro assim, revoltado em final de decisão da Libertadores, né? A ideia de independência, né? que tem uma atitude assim de alguém que é mal educado e e não entende o que tá acontecendo. A ideia de mera eficiência, né, que pode eh parecer eh que não presta atenção em coisas importantes se uma cultura baseada em culpa, né, que não tem o conceito tão importante de vergonha e de temor do Oriente. No mundo oriental, o que que a gente tem? Uma importância, especialmente do Japão, de hierarquia. Você tem que saber com quem você tá falando, você tem que fazer exercício da coluna, até onde você vai descer para cumprimentar a pessoa, né? Então tá tá garantindo a fisioterapia. E aí quem olha de longe fala: "Nossa, parece um opressor." Por que que o cara se sente mais importante que os outros? Quem ora de fora não entende isso, né? Uma cultura voltada às vezes pro elemento que envolve o o evento, né? a, o acontecimento, eh, que, por exemplo, muitos japoneses hoje são seculares de mentalidade, mas na prática, do ponto de vista social, antropológico, eles participam de toda a ritualística social e quem olha de fora não entende como essas coisas não parecem parecem coerente demais. A importância da harmonia, o que um ocidental padrão vai achar que o sujeito tá sendo falso, desonesto, né? Você você o no nosso mundo ocidental você ofende o outro. O brasileiro é um pouquinho mais light, né? Mas você ofende o outro de graça. Inclusive boa parte da apologética cristã de hoje é ofensa gratuita. E aí você vai para uma cultura onde a harmonia. Por que a harmonia tão importante? Porque o Japão foi construído em função da desharmonia da natureza. Para enfrentar o caos externo, você precisa do quê? da sua sintonia de equilíbrio interno e de equilíbrio com relação ao próximo, senão você não sobrevive. Então, é um outro mundo, uma outra realidade. A ideia eh de patrocínio no sentido de alguém que faz uma situação de apoio a partir de uma pessoa que tem relevância e importância maior, pode parecer um negócio meio corrupto, né? Como assim? Os caras tão, né? eh, fazendo alguma coisa em função do indivíduo mais importante. Isso não tá certo. A ideia de hospitalidade, que muitas vezes também é mal compreendida, né? Pode aparecer algo como ostentação e claro, uma cultura baseada em vergonha, né? pode parecer que essas pessoas não têm o que a gente pode chamar de ética objetiva, de transgressão exata, como se a gente tivesse pensamentos. Então, quando você observa essa realidade, você tem a construção de uma cultura. A cultura ela envolve comida, arte, atitudes, crenças, língua, costumes, rituais, comportamento e a expressão de fé. E aí você vê a diferença, por exemplo, na nossa tradição ocidental, onde o conceito de culpa é tão forte, né? O que que nós temos? A importância do indivíduo. O individualismo é muito forte. Você tá baseado principalmente em regras e leis específicas. A consciência introspectiva domina isso, a a afeta o o transgressor de maneira muito forte, né? Então você tem essa postura de pedir desculpas, de confessar e você diz o quê? Eu cometi um erro, né? Especialmente no caso do brasileiro, o cara fala de boca cheia. Eu pisei na bola feio, né? Ou seja, sem nenhum pudor ao afirmar isso. E a solução e a gente paga o que foi feito e ou então a gente perdoa. No pensamento oriental e particularmente japonês, o que importa é o elemento corporativo, aquilo que diz respeito à sociedade. A gente tem que se comportar a partir de expectativas e de acordo com os papéis sociais que você desempenha nessa espécie de sinfonia afinada do contexto antropológico social. A gente em vez de pensar nisso, a gente tem que tomar cuidado com a fofoca que pode rodar dentro da comunidade, porque isso é brutal. Ah, isso quer dizer que o meu erro não é meu erro, afeta o grupo todo. Esse é o problema. Isso envolve todos. Então, o que que existe numa situação dessa? É a pessoa esconder e a pessoa tentar fugir dessa realidade e nos casos mais extremos reagir forte em relação a isso. E o problema é o problema de dizer para um japonês que ele é pecador, o que que você tá dizendo? Que ele cometeu uma mera falha como qualquer pessoa que existe no planeta ou que ele é um criminoso horroroso? O problema é que quando alguém comete um erro nessa mentalidade, ele não cometeu. Ele é o erro. Ele assume isso. Daí o desespero, daí a dificuldade, porque uma vez, né, que a gente não faz um tsuru perfeito, a gente quer pular do prédio. Amém, irmãos. Quem foi abençoado, levante a mão, né? Portanto, qual é a ideia, né? É trabalhar com algum elemento que envolva graça, né? que envolva aceitação ou algo que possa realmente incluir o o indivíduo de volta nesse ambiente. Então, pensando nisso, ah, nós vamos aí prosseguir e deixa eu ver que o meu, opa, e eu acho que esse aqui não é japonês, ele não tá funcionando perfeito, né? Ah, elementos históricos perten pertinentes importantes. Ao contrário dos egícios e romanos com soberanos vistos como divino. Japonêes não entendem que o imperador seja um deus no sentido sobrenatural. Ele é um cami. A partir do século VI se definiu a ideia de que o imperador descendia dos camin dos deuses, estava em contato com eles e neles se inspirava. Isso não o tornava Deus no sentido da teologia cristã. impunha para ele o quê? Obrigações religiosas e rituais para garantir que os caminhos fossem benevolentes, para com o Japão assegurando prosperidade num ambiente natural tão difícil de ser enfrentado. Apesar disso, essa condição especial não se refletiu num poder político determinante. Até o período Mage, o Japão foi de fato governado por nobres feudais. Ah, prosseguindo, vamos ver aí o acho que o negócio aqui tá difícil. Para alguns estudiosos, eu vou pedir assessoria do pessoal para passar os próximos. Essa percepção histórica muda a partir da era a partir de 1930 que se firma a ideia de que o imperador era um deus manifesto. Isso foi não é culpa do Japão, do governo militar da época. Eh, o governo militar não define a história japonesa como um tanto. Ele era um aquitsumikami. Isso foi explorado pelo expansi nacionalismo japonês, que trouxe os desdobramentos que nós conhecemos do período da Segunda Guerra Mundial. A derrota militar do Japão em 45 dá fim a essa perspectiva. Curiosamente, ao contrário do que muita gente imagina, a influência bíblica e cristã no Japão apresenta discutíveis possibilidades de contatos antigos a partir do século VI. Nós vamos falar sobre isso, mas a chegada dos portugueses no século X marca esse contato que termina com a trágica perseguição ao catolicismo incipiente, né, de origem portuguesa na época do Tuggaua eu, como muitos de nós aqui conhecemos. O que que é interessante, eh, nem todo mundo tem ideia, porque quando a gente estuda a expansão cristã, a gente estuda no Ocidente, mas houve uma grande expansão para o Oriente. Ah, de modo que a gente tem evidências do cristianismo nestoriano chegando na China já no século V. E esse elemento ele atravessa, às vezes chega até o Japão de alguma maneira por causa da rota da seda que terminava em Nara. Então você vai ter elementos na cultura histórica do Japão que de alguma maneira soa com elementos de uma possível conexão cristã anterior a chegada do budismo, que acaba tendo domínio político e dominando China, Japão, Coreia e toda a região. Mas também nós temos evidência de algum tipo de presença judaica. Por exemplo, não faz tanto tempo, os judeus de origem chinesa foram recebidos em Israel por causa da sua conexão histórica, a famosa sinagoga de Caifeng. E esses elementos são interessantes. E olha que coisa curiosa. A ideia aqui não é a gente dizer, olha, tá vendo? Os japoneses eles são e mesma coisa que os judeus, tal. A gente não sabe exatamente como essas conexões podem acontecer. Às vezes pode ser coincidência, às vezes pode ser risquícios dessa influência, às vezes pode ser porque estudando a história judaica aqui, eles dizem o seguinte, que muitos dos judeus ao entrarem em outras culturas e se diziam que eles eram sábios, que eles conheciam coisas especiais da divindade, que alguns eram conselheiros de imperadores, de pessoas assim, e que isso teria facilitado algum tipo de conexão. Um dia, quem sabe a história possa revelar mais detalhes. Mas quer ver que coisa interessante na sequência? Dá uma olhada nos valores que envolvem o buchido ou buchidô tão importante na cultura japonesa. Justiça, coragem, compaixão, respeito, integridade, honra, lealdade e controle, ou seja, domínio próprio. Quando você conversa com a tradição judaica e diz: "Escuta, quais são os elementos mais importantes que fazem parte da tradição judaica?" Os elementos são cavod, que é respeito ou honra, ah, manter paz e harmonia em casa, ah, perceber a sua dignidade, porque você foi feito à imagem de Deus. responsabilidade com respeito à comunidade. Quando você pega uma criança judaica aprendendo alguma coisa, ele vai aprender uma musiquinha que diz: "É lindo, é bonito quando você faz alguma coisa junto com outra pessoa." Então isso é fundamental. Você vai ter o conceito de tomar cuidado em relação ao próximo com o uso da sua língua. Ou seja, o perigo da fofoca laonha, que a gente fala quando se expressa em relação a isso. E você deve, adivinha, amar o próximo como a si mesmo. Já ouvimos isso em algum lugar, né? E também o outro elemento é solidariedade. Então você percebe que esses elementos eles emergem da cultura bíblica e eles têm toda uma sintonia de similaridade com essa tradição que ficou na história da cultura japonesa. Na sequência, vamos ver algumas coisas curiosas no próximo slide aí, pensando na proposta única de Jesus para o Japão. Jesus para o Japão. Sequência. Vamos lá. O desafio da identidade, qual é o problema? Existe uma identidade muito forte construída na história do Japão. Quando a maioria dos japoneses ouve falar de fé cristã, isso não tem problema, porque os misiólogos entram em crise. Porque cristianismo é difícil crescer onde tem perseguição. No Japão não tem, não tem intolerância. Ninguém vai reclamar ou brigar com você porque abriu uma igreja. Mas existe uma uma sensação de uma coisa estranha. Isso é bom, mas não pra gente. Isso é coisa de guidin. Isso é coisa de gente que não faz, não tem pertinência. E muito do que aparece realmente não tem. Você pega uma cultura de respeito, de solidariedade, de silêncio, de meditação, perfil cerimônia do chá e chega lá chutando o pau da barraca, gritando igual brasileiro, em trem, em chincansém. O sujeito fala: "Cruz, credo, crê em Deus Padre, socorro". Né? Ele não vai falar isso, né? Claro, mas aquilo não faz sentido. Então, o desafio da identidade, pessoal, o evangelho não é ocidental, nem oriental. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo que crê. O evangelho não pode ser um evangelho simplesmente brasileiro, americano, europeu, nem asiático. Ele precisa ter a sua essência trazida para uma realidade que faz sentido. Todo mundo deve ter visto e se não viu, pague os seus pecados e veja o filme O Silêncio ou a obra do Chusako Wendel. Jusako Wendel também é um teólogo, na verdade. A sua obra tem importância internacional. Ele trabalha de maneira profundamente existencial e uma das questões é exatamente a crítica da abordagem excessivamente individualista, às vezes violenta e conquistadora, que veio do ocidente e que chega na cultura japonesa. Isso não conversa com espiritualidade, isso não tem sintonia com fé e é automaticamente e até psicologicamente rejeitada como um elemento quando ele vai enfatizar a importância da cruz, a importância do sofrimento, como é que a gente lida toda proposta cristã que discute sentido da vida, fala em cruz, sofrimento e e e apresenta o evangelho dessa forma, consegue ter maior sintonia com aquilo que nós temos no ambiente da cultura japonesa. Portanto, que que nós vemos nesse sentido, né? Esse desafio com a conexão bíblica. Importante ver que nós temos em qualquer cultura um elemento de cosmovisões. Esse é um um gráfico aqui o apresentado pelo Daryl Miller, secularismo, que a realidade final é meramente física. Boa parte dos japoneses de hoje, em grande parte são seculares, apesar de formalmente serem inclusivos do ponto de vista da expressão cultural religiosa. O teímísmo, que a realidade final é pessoal, um Deus que ama e que interage conosco de maneira relacional e o animismo, onde a realidade final ela é espiritual. E isso você tem presente a sociedade japonesa, você tem esse elemento de um uma influência cristã, você tem o elemento animista e esse elemento secular. Agora, olha que coisa interessante, dá uma olhada no próximo gráfico. Que que a gente tem? A gente já viu, há várias coisas no ambiente que nós temos na cultura japonesa aí que eu não vou, né? Desde o quimono, karatê, mangá, cerimônia do chá. eh todos esses elementos, montefúgios, terremotos, samurai, imperador, tudo isso. Então, o que que nós temos? Nós temos aquilo que são elementos fundamentais que não são discutidos. Hierarquia, a questão do espaço físico e pessoal, dis que na pandemia, no Japão foi terrível, porque as pessoas começaram a ficar mais próximas do que elas costumavam ficar antes, né? Porque elas já estavam suficientemente separada. Eu falei aqui na IBNU que eu me tornei japonês por causa dos meus problemas de saúde, que ninguém pode me dar tapa abraçar. Eu falo: "Ó, agora eu sou cumprimento de maneira japonesa", a distância assim, né? E aí ah, uma série de elementos, né? A primazia e do grupo pertencer eh mais do que envolver o consenso na decisão, procedimentos, tudo isso que envolve, né? Da onde é que a gente tem? Olha que coisa interessante. Quando você analisa aquilo que são elementos fundamentais na tradição judaico cristã bíblica, olha o que que nós temos que tem sintonia profunda com o que você vê na realidade japonesa. Primeiro, primazia da educação. O que você precisa fazer? estudar, aprender para transformar e enfrentar a realidade. Isso é fundamental pros dois jotas, para judeu e japonês. E Jesus que nos abençoe, né? A importância da higiene. Que que você tem? Japonês que é tudo limpinho, arrumadinho, mesma coisa da tradição judaica. É impressionante. Quem é o Deus da Bíblia? O Deus dos ancestrais. Eu sou o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Não tem budã, mas tem Jacodã. Tem coisas especiais, pais e mestres. Honra o teu pai, a tua mãe. Você vai, você vai estudar as histórias antigas do Talmud. O Abraão começa a discutir com o pai dele que é idólatra, mas ele não pode bater de frente com o pai. Então a historinha diz assim: Abraão perguntou pro pai e ele não perguntou mais nada porque Abraão amava e honrava o seu pai. É assim que se faz. Não é batendo de frente, não se faz isso. A importância da comunidade, a importância da solidariedade. Pessoal, como é que se define a maneira de ser da realidade japonesa? A partir da geografia. Como é que se define a história de Israel? Adivinha? A partir da geografia, terra que manda leite mel no ambiente deserto por causa da ameaça da vida. O paralelo é muito forte. Como é que se define o que acontece no Japão tem a ver com as intempéries da natureza, assim também a própria história na Terra? Qual era o desafio? Por que que o Japão se tornou com o Japão? Porque as milhares de ilhas e as distâncias exigiam um governo central para que tudo fosse estabelecido dentro de uma unidade para formar o que se tornou o país. Bem-vindo à transição do período dos juízes paraa monarquia israelita. É o mesmo paradigma de construção histórica ritualística, santuários. É assim que se constrói na história de Israel. Como é que você lida com a realidade na maneira de poder celebrar a vida através de festivais, tempos específicos que estão relacionados, sabe com quê? Com começo da primavera, com o começo do outono, totalmente sincronizado, com o mesmo foco de mentalidade. E como é que você vive a sua vida? Depende dos seus mitvot. Amitvote não é mandamento sai é mas não muito. Significa fazer o bem significa ter uma vida virtuosa. Você percebe? Então você olhando a superfície parece coisa que não tem nada a ver. Quando você olha as conexões são muito mais intensas do que a gente pode observar. Na sequência, veja lá o que que nós temos. Paralelos misteriosos que aparecem na história. Veja aí. Aí é a famosa rota da seda e como a possível herança e influência judaica e cristã atravessou o Oriente e chega na história da antiga da China e acaba eh também chegando ao Japão. E nós temos elementos aqui que não dá pra gente nesse espaço pequeno eh comentar muito, mas todo mundo aqui a maioria deve saber. Nós temos na sequência muitos candis que t origem na escrita chinesa antiga no próximo slide e depois vai ter mais. Eu só trouxe dois elementos aí, né, que fala de boca ou pessoa, oito e barco, que é grande embarcação, que evoca a narrativa do dilúvio, e, né, a a as duas árvores aí, Rayashi, né, o ou lin em chinês, com mandamento que nos traz a ideia de proibido. Então, é muito interessante. Olha só, na sequência, no próximo slide, esse aqui eu tirei a foto no templo xintoísta dos sacerdotes carregando arca. Aí você tem os matsuris, né? E muitos deles têm esse negócio de carregar arca. Ah, sa, pode ser coincidência, beleza que seja, mas é ponte para você. Não, não interessa a explicação. O que interessa é a conexão que você pode fazer. Coisa curiosa que como é que funciona o santuário xintoísta, pessoal? Santuário xintoísta é a cara do tabernáculo. Que coisa. Eu fui no santuário xintoísta. né? E eu fiquei impressionado porque eu peguei um dia que o sacerdote tava lá e ele tava no lugar santo, olhando pro lugar santíssimo. Aí ele virou pro pessoal que tava lá e pegou algo como se fosse um instrumento de aspergi e fez assim para abençoar as pessoas. E você depois, né, de passar pelo Tori à sua esquerda, você tem o Temizuiá, que é maneira de se purificar com água. Já viram isso em algum lugar? É a mesma coisa, mesmo conceito fundamental. Aí tem lá os coman que não são exatamente querubins, né, os cachorros, mas um de frente pro outro. Então, por que nós temos essa conexão? Próximo slide, nós não sabemos. Pode ser que muita coisa tenha a ver com, mas é muito possível que esses elementos, ou seja, estabelecem pra gente algo dizendo o seguinte: "Olha, tá vendo? A realidade que você tem nas escrituras eh bíblicas, elas têm uma conexão muito parecida com a tradicional cultura japonesa, muito mais do que você imagina". Veja a foto aí do sacerdote que eu tirei no templo xintoísta lá. Ele mesmo, ele tá com uma espécie parece parece um espanador, né? Eu até olhei se eu tava cheio, tava empoeirado assim, mas ele pegou, né? E fez uma coisa muito interessante. Então, olha só, próximo slide. O xintoísmo é a religião nacional. Houve algum tipo de contato entre judeus e japoneses. E na antiguidade, o cristianismo chegou ao Oriente muito antes do que muitas pessoas imaginam. Não foi inicialmente com a presença europeia. A influência de algum tipo ficou na religião japonesa. Prosseguindo, que que a gente deve pensar? Que tipo de abordagem eu tenho para poder conversar sobre a fé cristã? Uma abordagem é ritualística. Quando você tem uma pessoa cuja conexão com a fé é muito ligada ao ritual e isso tem importância na sociedade japonesa, no mundo secular, o ritual ele é pessa não entende, então ele despreza aquilo, mas aquilo é uma linguagem, uma espécie de dança popular inclusiva de estabelecer uma conexão concreta consagrada através de uma performance artística. Então, quando você estabelece essas pontes, é, isso é muito possível de você fazer diferença através de uma pertinência social. Todo mundo sabe, a sociedade japonesa, ela tá pensando sempre na diferença social que você tá fazendo. Então, se uma comunidade cristã, em vez de ficar só fazendo discurso, tem projetos que fazem diferença, eles vão ser vistos de maneira distinta. Ética, virtudes. Como é que você faz? Se você pisar na bola, você queima o filme, você não será ouvido. Então, a postura do indivíduo tem toda a diferença. Língua, história, um problema de muita gente que quer fazer missão saindo do Brasil. Sujeito não sabe de nada, nunca estudou história, nunca estudou cultura, chega lá com a cara e com a coragem e fica só com a cara porque a coragem acaba rapidinho. Científica, você pega uma sociedade educada, uma sociedade com valor da educação, de nível de educação elevado, como é que você vai compartilhar se você é uma pessoa que não tem bagagem, formação, conhecimento? você não vai ser. Eu estive no Japão há dois anos numa viagem que a gente fez com o pessoal da IBNU. Interessante. A gente fez um culto lá em Noborito, perto de Tóquio, e tinha um grupo expressivo. Aí à tarde eu ia dar uma palestra sobre arqueologia, arqueologia, história e bíblia. Pessoal, a palestra foi logo depois do almoço, 2as da tarde. O pessoal ainda tava sentindo o saximi mexendo no estômago. A igreja superlotou, igreja totalmente japonesa, porque o assunto foi considerado algo de um professor falando de alguma coisa acadêmica. Tinha mais gente do que no culto, extremamente interessados e fazendo perguntas muito objetivas e a consciência de que nós temos uma realidade de diversos mundos sociais. Vamos adiante para ver. No Japão não existe o Japão, existe os diversos ambientes japoneses. Não se faz missão no Japão genericamente nós temos incluídos e excluídos. Japão tem gente sofrendo, tem gente que abandonou a vida, tem gente em depressão, tem gente na rua. Então, uma coisa é você trabalhar com um grupo de pessoas incluídos ou excluídos. Temos universidades, pensadores e cientistas. A abordagem para esse pessoal é diferente. Temos pessoas de perfil tradicionalista com aquela mentalidade mais nacional. abordagem tem que considerar essa conversa, porque tem gente, por exemplo, recente, mais jovem, sociedade japonesa, que estudou fora, que já tá mais para cá do que para lá, que já tá muito ocidentalizado e anglicizado. Essas pessoas recebem o que você fala de uma maneira diferente de um indivíduo, por exemplo, de um ambiente, de uma sociedade do interior que não tem esse tipo de influência. A geração Z e o público mais jovem é outro ambiente. Vai lá para Tinjuco em Toque, vê o pessoal de cabelo vermelho, laranja, azul. Um dia eu desci lá, falei: "Puxa vida, eu sou tão normal, né? Coisa difícil de acreditar, né? Ambiente empresarial e do mundo business é uma outra realidade. Místicos e religiosos, como é que você aborda, né? e o contexto específico de evangelização com mulheres, que também tem pertinência em função do elemento peculiar da cultura. Na sequência, o que que a gente faz? Quando a gente fala do evangelho, fala de missão, nós temos que pensar na relação que se faz com a cultura. E as abordagens, elas são assim não tão simples, né? Você tem, por exemplo, o cristão, eh, que pode atuar contra a cultura, o cristão que faz parte da cultura, o cristão acima da cultura, o cristão e a cultura em paradoxo, o cristão como agente transformador da cultura. Nenhuma dessas expressões, ela é ela são completas. Nenhuma delas é completa. Por tem coisa realmente como você vê Paulo em Atos 17, ele faz toda a ponte. Ele cita poeta grego, ele conversa com epicureu, ele conversa com estóico. Chega na hora definitiva, ele diz: "Olha, Jesus é o caminho, haverá ressurreição dos mortos e Deus um dia vai trazer o juízo sobre toda a humanidade". E ele diz: "Olha, vocês fazem parte do projeto de Deus porque Deus agiu entre todos os povos". Então, a gente tem que ter a percepção de não se aculturar de uma maneira que você não tem mais mensagem para dizer, você não tem nenhum elemento transformador. O evangelho confronta todas as culturas, mas fala ao coração de todas. Então, como é que a gente faz? Depende de quanto choio e quanto wasab você vai colocar no saximi. Você tem quear. Se você pesar muito para cá, você acaba ofendendo e afastando. Se você pesar muito para cá, você simplesmente fica amigo e não não fala nada e abre mão daquilo que é fundamental. Qual é o nosso foco? é de transformação da cultura pelo poder do evangelho. O evangelho atinge a vida das pessoas, gente arrependida, com vidas regeneradas. Isso caminha na construção de cultura transformada e sociedade reconstruída. A nossa tradição tem muito uma ideia de evangelho individualista que nos atende psicológica e emocionalmente e a gente no clube celestial se encontra em cada fim de semana para mostrar como a gente é mais legal do que quem tá lá fora. Isso tá muito desequilibrado. Essa percepção da gente fazer diferença, ela é fundamental. Então, muda-se com o evangelho, né? Trazendo mudança na na mentalidade, a gente eh discipula os povos, mudam crenças, valores e comportamentos. Isso não é uma estratégia pensada, isso é teologia pura. Qual? Na sequência, teologia que nos fala de encarnação e contextualização. Quer dizer, quando Deus veio agir em nosso favor, ele veio misiologicamente estar presente, se tornando como um de nós. Não é que Deus resolveu fazer simplesmente um projeto. É a sua essência de alteridade, de vir na direção da sua criação com amor e redenção. Por isso que nós temos a necessidade da compreensão da graça comum, olhar a abordagem de Paulo, ver o que ele fez em Atenas e entender que a encarnação que Jesus vem é o paradigma da contextualização. É necessário separar o evangelho da nossa cultura. Você sabe o que tá acontecendo no mundo muçulmano? Em alguns lugares muçulmanos tem incrível em Jesus e eles estão frequentando o que eles chamam de mesquitas de Cristo. Como assim, saião? Eles não precisam cortar barba, eles não precisam parecer alemães e suíços. Eles podem continuar sendo paquistaneses, árabes, sudaneses, seja o que for. E eles não vão abrir mão das suas roupas. Eles não vão adorar como um grupo gospel vindo da Irlanda. Eles fazem, eles não aceitam ir para uma reunião religiosa sem lavar as mãos e os pés. Eles têm o seu jeito de ser. Então eles têm plena fé em Jesus, leu o Novo Testamento, estão entendendo isso, só que eles não são gente de São Paulo ou de outro ambiente. Então é importante, a contextualização tem a ver com atos de amor e de alteridade. Por isso, para nós agora, o que que precisa ser a realidade da nossa igreja, da nossa comunidade, em vez de missão centrada na igreja, é a igreja centrada na missão. Igreja que não é centrada na missão deve mudar de nome. Eu não vou gastar tanto tempo que a minha religião não permite, mas eu vou só mostrar para vocês aqui um gráfico para depois vocês terem acesso a esse material para fazer essa distinção. Muitas igrejas hoje são igreja hospital. Ela segue uma tradição denominacional. Espera-se que o pastor seja um capelão e que os membros sejam pacientes necessitados. O pastor tem o papel de consolar as pessoas que o time dele perdeu na semana passada e se espera que o pastor faça visitação. No nosso mundo consumista, de repente a igreja virou empresa, aí mudou. O pastor agora é um CEO. Os clientes, agora os membros são clientes que precisam ser satisfeitos. O papel do pastor é causar impacto. O cara faz aquele curso de oratória para fazer um negócio, para mexer com as emoções das pessoas e o que importa são grandes reuniões e eventos. Do outro lado, fundou-se a igreja política. No nosso mundo confuso e polarizado, a visão partidária domina a igreja, seja de que tipo for, esquerda, direita, alto, baixo, pro lado, pro meio. Político de massas é o pastor. Agora os membros viram ativistas políticos, né? O púlpito vira palanque e o papel do pastor é mobilizar membros para causas escolhidas, dependendo da do que ele prefere. E a finalidade é articulação política. A igreja tem a ver com a missão, porque a natureza da igreja. O pastor é mentor mestre. Efésios 4:11. Os membros são discípulos, seguidores, não pacientes para serem eh toda hora atendidos. A finalidade do pastor é ensinar, equipar e treinar. É como um técnico preparando o pessoal para uma equipe olímpica. É o Hugo Yama de Cristo, né? A expectativa do pastor é ensino para capacitação. Continuando aí na próxima, o que que uma igreja hospital pensa? Que tudo que aparece na cultura é o inimigo da fé, é o mundo. Puxa sen você não acha que eh esse negócio aí tem a ver com o anticristo? Mas você não acha que o celular é do demônio? Se ele comprou e pagou é dele, senão é meu, né? Então, como é que é o estilo musical mais antigo possível? bar já é suspeito, né, da reforma até o século XIX, alvo final, bem-estar das pessoas, palavra-chave é manutenção. O que que aconteceu que prejudicou a igreja no Japão? Foi a manutenção da maneira de ser antiga. Não se investiu nas novas gerações. É o problema de muitas igrejas no Brasil também. Igreja empresa, qual é a perspectiva da cultura? é aliado que permite estratégias e ações. A gente faz para o que é um negócio de marketing. O estilo da música gospel, alvo final números. O que importa é a satisfação independente do da consistência da coerência e da ética. A igreja política, ação mobilizadora, o pastor, o estilo é popular, a ação é política. a palavra engajamento na dita causa. E a igreja missional confrontada pela cultura, a cultura confrontada pelo evangelho e ao mesmo tempo é ponte para contextualização. O estilo musical contextualizado para comunicar com quem vai participar. Alvo final é maturidade e a palavra-chave é missão. Como é que a gente faz missão, seja no Brasil ou seja no Japão, como disse o amigo Saião, que que a gente pode refletir a esse respeito? Vamos lá para algumas coisas. Na versão a mensagem, esse texto eu vou passar, pode passar rápido porque ele ele nos próximos ele vai aparecer, né? Quando depois vocês podem ler, eh, pode passar mais um slide, mais um. Vocês vão ver o evangelho anunciado e pregado e vamos ver o que que acontecia na igreja primitiva, que é valor. Primeiro, pregando salvação. Em nenhum momento que você vai fazer, você abre mão da essência. O que que Pedro diz na proclamação em Atos 2? mudem de vida, voltem-se para Deus e sejam batizados, cada um de vocês no nome de Jesus Cristo para que seus pecados sejam perdoados. O que que é o foco da igreja em na sintonia com Atos? No próximo slide aí na sequência, eles passaram a seguir o ensino dos apóstolos. Foco na palavra, próximo slide. Conseguimos aí? Ah, adiante que eu já vou pro próximo. Isso passar a seguir. Depois, a igreja primitiva, fundamentada naquilo que Deus tem, tem a ver com o poder no espírito. Isso acontece. É uma questão de luta espiritual, de oração. Todos ficaram perplexos com sinais e maravilhas realizados por meio dos apóstolos. Na sequência, passando rapidamente aí, é próximo já. simplicidade na sequência. Como é que era a vida desses dípulos passaram a seguir a vida em comunidade? Olha que coisa, em refeição comunitária e a prática da oração. A relação comunitária tem impacto impressionante. Por aqui nós temos uma pessoa que recentemente aceitou o evangelho. Ela mora aqui perto. Ela é vizinha, nunca teve coragem de vir para esse lugar estranho chamado Igreja Batista Nações Unidas. Deve ser sucursal da ONU. O que que é isso aí? Aí ela disse o seguinte: "Um dia eu saí aqui, eu vi que as pessoas estavam saindo daí felizes." Aí eu falei: "Por que será que ela vou lá ver?" Aí veio e tá aqui, né? Mais feliz do que a gente imagina. Que que tinha na igreja primitiva, pessoal? Alegria desmedida. Os discípulos estavam cheios do Espírito Santo, mas estavam cheios de alegria. Cada refeição era uma celebração vibrante e alegre, com muito louvor a Deus. Hoje em dia tem um negativismo tão grande em ambientes religiosos. O mundo tá ruim. O sujeito parece que está chupando limão o dia todo e tá querendo contaminar os outros. Socorro. Compaixão e renúncia. Olha a sequência. Os crentes viviam numa harmonia maravilhosa e tinham tudo em comum. Vendiam o que possuía e deixava os recursos à disposição para atender as necessidades de quem precisasse. E como é que era esse evangelho? impactante. O povo da, olha que coisa, o povo da cidade apreciava o que via. Todos os dias o número deles aumentava e Deus acrescentava os que iam sendo salvos. Então isso é realidade missional para todos os lugares, em todos os tempos. Então a pergunta é: qual é o meu papel na missão? Eu fui chamado para servir. A fé bíblica que faz diferença de verdade na vida das pessoas é quando alguém vê, né, que o mundo tá um desastre, tá uma desgraça, tá uma loucura. Aí vê que alguém mudou o vetor da sua vida, alguém tá interessado realmente no bem dos outros. Alguém foi abraçado por amor incondicional de Deus em Cristo e essa pessoa quer fazer diferença. O pessoal pode falar o que for, isso atinge a pessoa no fundo do coração. Isso floresce depois, mais cedo ou mais tarde. A igreja em missão. Que que é isso? Quando o descrente tem prioridade na missão, a gente faz as coisas pra gente, quando na verdade o foco principal é a pessoa de fora. Quando eu sinto a dor do mundo e passo a agir, quando os nossos projetos mostrarem, o que que é graça, pessoal? Não é o amor incondicional, não é receber o que a gente não merece. Quando você faz alguma coisa para beneficiar os outros sem querer nada em troca, você tá pregando graça de maneira concreta. Não é ação social, é evangelho encarnado. A diferença é quando a missão atrair pessoas para Jesus é quando eu deixo o comodismo e pago o preço. Aí você diz: "Arrael, mas no Japão é difícil porque o povo é fechado, porque o povo não reage?" Pois é. Será que é difícil? Vamos ver. Olha na sequência. Um grupo resolveu fazer um projeto na Alemanha. O alemão tem cara de japonês. É o japonês da Europa, quieto, sossegado, silencioso, fechado à distância, né? Eu tive um amigo que estudou na Alemanha e ele falou que depois de 2 anos o cara convidou ele para almoçar na casa dele. Aí ele foi e aí o cara falou para ele: "No domingo que vem me diga quantas batatas e quantas salsichas você vai querer comer pro cara já ter uma semana antes para ele saber exatamente quantas batatas, porque não pode sobrar nada". Pessoal é biruta, é igual japonês, tudo doido. Que que eles fizeram na Alemanha? Passa na sequência, eles abriram um projeto que começou, sabe como? Eles começaram fazendo um café. Aí as pessoas começaram a vir no café e interagir do café. Eles passaram a fazer visita nas casas com esse pessoal. E aí esse café abriu um espaço que virou o que? Qual é o o próximo passo teológico do café? Restaurante. É claro. Abriu-se um restaurante, a comunidade cresceu, o pessoal tem mais de 1000 membros em 8 anos num ambiente difícil por causa da abordagem. Então eles fizeram todo, eu vi um lançamento de um carro num lugar como esse, com pertinência na comunidade e fazendo toda a diferença. Portanto, ah, deixa eu ver como é que tá o meu tempo aí, por favor, quantos minutos nós temos, porque aqui a gente tem que ser certinho. Vamos lá. Ah, OK. Temos mais um tempinho. Então, o que que é importante pensar em fazer? Eventos, pontes, que são eventos. eventos e projetos não necessariamente religiosos, que criam uma ponte com a igreja, a comunidade. Isso pode ter a ver com o mundo business, com família, com arte. Pode colocar o próximo slide, musicais, teatro, para você estabelecer uma relação de conexão, de pertinência, porque mais do que passar uma ideia, você precisa estabelecer um vínculo relacional e abrir um caminho para as pessoas passarem a a confiar em você, a ter conexão verdadeira com você e não parecer a ideia que você quer atrair o indivíduo só para dar jogar uma ideia na cabeça dele para você fazer parte do seu grupo. Isso é antiumano, antiraelacional, é o interesse real pela pessoa. Isso faz toda a diferença. E, portanto, quais são as nossas necessidades? Refletir a partir da boa teologia, ler a sociedade ao redor. As pessoas que Deus ama são as que estão aí fora, que estão consumindo o que tá chegando a elas, que estão desenvolvendo a ideia, que estão tendo as expect. Se a gente não conhecer isso, você não vai conseguir falar com essas pessoas de jeito nenhum. entender o meu contexto imediato. Vou fazer um projeto onde, que cidade, qual é o grupo, qual é a necessidade, qual é a relação? Que tipo de música faz sentido? O que que essas pessoas assistem? Qual é a realidade deles? não entregar um pacote pronto, uma espécie de doritos de Cristo para todo mundo comer. Arte e cultura são meios de comunicação efetivos e precisam fazer diferença. E é a gente, ao mesmo tempo em que tudo isso assim anunciar pessoal, o evangelho é a coisa mais poderosa que tem nesse mundo. O evangelho verdadeiro, o amor incondicional de Deus, quando é transmitido, não tem ninguém que sustente o coração impassível diante disso. A pessoa, no mínimo, ela tem que se revoltar, porque a coisa é forte demais. Por eu acho que acho tão engraçado, acho o pessoal querendo defender a Deus, fazer toda uma briga apologética. Quando as pessoas começam a gritar contra Deus, é porque tá tá mexendo, é porque tá fazendo diferença que ele não aguenta. Então ele precisa berrar. Pode berrar, grita, eu grito junto. Aliás, Deus é um Deus que inclusive sofre com a gente, que é uma das ênfases do próprio Chusaku na sua reflexão. Anunciar o evangelho puro, simples, marcado pela graça e fazer projetos marcados pelo amor que vem da graça. E terminando, quero só mencionar a palavra de Diton Hoffers, um pensador, um teólogo que enfrentou um momento de totalitarismo terrível na Alemanha e na Europa. Ele diz uma coisa muito significativa. A igreja, muito mais do que uma instituição, é Cristo que existe sob a forma de igreja. Cristo não está um pouco presente através da igreja, não. Ele existe hoje para nós sob a forma da igreja. Quer dizer, o que que tá de Cristo presente no mundo é o seu corpo que somos nós. Então, nós somos, né? Vocês aí, alguns talvez sejam cacurê crist cristiano, né? um crente escondido aí, ã, o aquilo que marcou a história, né, que ainda tem reflexos no Japão. Esse dia vi uma reportagem sobre isso, né? A igreja, pessoal, existe para o mundo. A igreja existe para o Japão. Deus abençoe Jesus para o Japão. >> [aplausos]