O teste do arrependimento – parte 3 – REV. GABRIEL JUNQUEIRA
12/08/2026
O teste do arrependimento – parte 3 – REV. GABRIEL JUNQUEIRA
Como saber se o arrependimento é realmente verdadeiro?
Em Gênesis 44, José conduz seus irmãos ao último e decisivo teste antes de revelar sua identidade. Depois de testar sua integridade e sua reação diante do privilégio concedido a Benjamim, José agora coloca diante deles o teste do amor.
A grande verdade desta mensagem é que o verdadeiro arrependimento acontece quando nosso amor deixa de apontar para nós mesmos e se volta para Deus e para o próximo. Essa transformação produz frutos visíveis: passamos a tratar o próximo com graça, reconhecemos e assumimos nossas culpas e aprendemos a priorizar o bem dos outros acima de nossos próprios interesses.
A transformação de Judá é especialmente marcante. Anos antes, ele havia participado da venda de José; agora, está disposto a tornar-se escravo no lugar de Benjamim para poupar seu irmão e seu pai. O homem que antes buscava seu próprio benefício agora se oferece pelo próximo.
Essa mudança também aponta para uma realidade ainda maior: Jesus Cristo, descendente da tribo de Judá, entregou-se em nosso lugar. Judá se oferece por um irmão; Cristo entrega sua própria vida por pecadores. É olhando para esse amor que somos chamados a amar a Deus e ao próximo.
INFORMAÇÕES:
Pastor: GABRIEL JUNQUEIRA
Passagem: Gênesis 43.15-44.34
Série: José, prenúncio do Salvador
#ipsantoamaro #presbiteriana
CAPÍTULOS:
00:00 – Gênesis 44: O Último Teste de José
03:27 – O Teste do Arrependimento
06:21 – O Teste do Amor
07:27 – O Verdadeiro Arrependimento
08:26 – Trate o Próximo com Graça
12:38 – O Amor Diante da Aflição
15:24 – A Dor do Próximo Deve nos Afetar
21:45 – Amor que se Transforma em Ação
23:45 – Reconhecendo Nossa Culpa
27:32 – Assumindo as Consequências do Pecado
29:58 – Priorize o Próximo Acima de Si Mesmo
33:17 – A Transformação de Judá
35:22 – O Amor nos Dá Coragem
36:48 – Amor, Humildade e Sacrifício
39:41 – De Vender o Irmão a se Entregar por Ele
41:11 – Deus Restaura uma Família Quebrada
42:23 – Judá Aponta para Jesus Cristo
43:25 – A Maior Demonstração de Amor
44:17 – Oração Final
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Hoje, chegando então ao capítulo 44 de Gênesis, e eu queria convidar a igreja a abrir para lermos dos versículos 1 até o versículo 13. Nós iremos, na verdade, falar sobre todo o capítulo, mas eu queria ler apenas versículos 1 ao 13 neste momento. Diz assim a palavra de Deus: José deu esta ordem ao administrador da sua casa. Encha de mantimento os sacos que estes homens trouxeram quanto puderem levar e ponha o dinheiro de cada um na boca do saco de mantimento, e coloque o meu copo de prata na boca do saco de mantimento do mais novo, junto com o dinheiro do seu cereal. E o administrador fez como José havia ordenado. De manhã, quando já estava claro, os homens partiram, eles com seus jumentos, saíram da cidade e antes que pudessem ter se distanciado, José disse ao administrador de sua casa: "Levante-se e vá atrás daqueles homens, e alcançando-os, diga o seguinte: "Por que vocês pagaram o bem com o mal? Não é este o copo em que bebe o meu Senhor e que ele usa para fazer as suas adivinhações? Vocês fizeram algo muito errado. O administrador os alcançou e lhes falou essas palavras. Então eles responderam: "Por que o meu Senhor está dizendo uma coisa dessas? Longe de nós, seus servos, fazer uma coisa assim. O dinheiro que achamos na boca dos sacos de mantimento, nós trouxemos de volta da terra de Canaã. Como então iríamos roubar prata ou ouro da casa do seu Senhor? Se algum de nós tiver este copo, será morto, e nós ainda seremos escravos do meu Senhor. O administrador respondeu: Que seja como vocês disseram: "Quele com quem for encontrado o copo será meu escravo, os outros ficam livres". Eles se apressaram e tendo cada um posto o saco de mantimento no chão, o abriu. O administrador os examinou, começando do mais velho e acabando no mais novo. E o copo foi encontrado no saco de mantimento de Benjamin. Então rasgaram as suas roupas e tendo cada um carregado de novo o seu jumento, voltaram para a cidade. Vamos orar. Pai amado, nós lemos a tua palavra que é rica, que é poderosa, que é viva e que é eficaz. Pedimos a ti que o Senhor, por meio dela, nos instruas. Dê-nos a graça, Pai, de sermos instruídos por meio da tua palavra e pela capacitação do teu Santo Espírito. Pai, pedimos a ti que o Senhor faça isso, porque nós temos a plena certeza de que sozinhos nós não poderemos fazer. E pedimos também a tua graça atuando sobre nós, para que nós não apenas compreendamos a tua palavra, mas que também tenhamos força para aplicá-la em nossa vida. Rogamos isso ao Senhor no nome do Senhor Jesus. Amém. Meus irmãos, como eu falei, nós continuamos falando sobre este teste do arrependimento. José aqui está testando seus irmãos. José foi injustiçado, como eu falei, há 20 anos atrás. Ele havia sido vendido pelos seus irmãos por conta da inveja deles. E passou então esses 20 anos no Egito sendo escravo, sendo preso até a hora em que Deus decidiu, porque era a hora correta, levantá-lo para ser o governador do Egito, para ajudar na parte dos mantimentos. Tudo isso foi Deus trabalhando de acordo com o seu plano soberano e de acordo com a sua graça. Depois de muito tempo, há então essa grande fome na terra, o que obriga os seus irmãos que estavam longe agora a se aproximarem do Egito. Então os irmãos vão até o Egito para buscar comida, o único lugar onde haveria comida para que eles não morressem de fome. Os irmãos chegam a este local, não reconhecem José porque estava muito diferente. 20 anos depois, com as vestimentas dos egípcios e eles achavam que ele estava morto e agora conversam com este que era para eles o governador do Egito. José como governador então passa a fazer alguns testes para aferir se os irmãos estavam de fato arrependidos e se de fato seria a hora deles terem a reconciliação. Parece que toda a ideia de José é se reconciliar com os seus irmãos, mas isso não é possível uma vez que eles não estivessem arrependidos. Então ele testa os irmãos para ter essa certeza. O arrependimento deles então foi testado e de três maneiras pela minha compreensão destes textos. Primeira vez, José tenta testar a integridade deles. Ele envia o dinheiro de volta com eles, que eles não deveriam ter, e testa se eles iriam retornar com dinheiro, se eles iriam ficar com dinheiro. O que é que eles iriam fazer com isso? Eles retornam com dinheiro e obedecem a José, mostrando que eles eram homens de fato honestos, sendo verdadeiros com tudo aquilo que havia acontecido. Em segundo lugar, José testa a alegria, o coração deles com relação ao seu irmão Benjamin, o mais novo. Então, ele cria uma situação em um em um almoço em que o mais novo é privilegiado de uma maneira muito evidente, recebendo mais comida, recebendo mais glórias do que os irmãos. E os irmãos dessa vez, diferentemente do que aconteceu tantos anos atrás, se alegram junto com o seu irmão mais novo. Apesar deles serem preteridos e irmão mais novo ser então exaltado, eles se alegram juntamente com o sermão, demonstrando que o coração deles já estava um pouco diferente. E agora chega neste momento, como eu falei, eu acho que José parece que ele não tem limite. Ele quer continuar testando até a hora que ele tenha plena certeza. Então, mais uma vez, ele vai executar um teste. Na verdade, este é o último teste que José faz antes da sua revelação para os seus irmãos. E este é o que eu tô chamando de o teste do amor. É neste momento que eles vão demonstrar se o amor deles, aquilo que está no mais íntimo deles, aquilo que guia tanto as ações externas quanto os seus sentimentos, se este amor está no lugar correto. É isso que José quer testar. Eu expliquei pros irmãos no início que o verdadeiro arrependimento se manifesta quando antigos padrões de pecado dão lugar a frutos de justiça. Os os irmãos haviam agido de maneira muito terrível com José e agora eles deveriam ter frutos de justiça ao invés daqueles frutos de injustiça. E tudo isso vai ser demonstrado por este último teste. E aqui hoje eu queria que nós entendêsemos uma verdade principal. E a verdade principal é a seguinte, anotem aí se vocês puderem. O verdadeiro arrependimento acontece quando o nosso amor deixa de apontar para nós e se volta para Deus e para o próximo. O verdadeiro arrependimento acontece quando o nosso amor deixa de apontar para nós e começa a apontar para Deus e para o próximo. Quando isso acontece, quando essa transformação do amor acontece, há três frutos que são muito evidentes. E esse texto deixa para nós muito claro. Primeiro deles é que nós passamos a tratar o próximo com graça. O segundo deles é que nós passamos a assumir nossas culpas de maneira plena. E o terceiro deles é que nós passamos a priorizar os outros acima de nós. Primeiro lugar, então, quando o nosso amor de fato se volta para o outro, nós passamos a tratar o próximo com graça. Nós lemos aqui do versículo 1 até o versículo 13, onde isso fica muito claro. José quando faz o teste, o que ele quer fazer é uma uma diferenciação muito clara entre o irmão mais novo e os outros irmãos. E nesse teste, o que ele quer fazer é separar os irmãos e agora colocar o irmão mais novo em uma situação de muita dificuldade. Anteriormente ele fez o contrário. Ele colocou o irmão mais novo em uma situação de exaltação, recebendo muito mais, testando a alegria dos irmãos. Agora ele vai colocar o Benjamin em uma situação, uma enrascada muito grande e ele vai testar como que os irmãos dele irão se comportar com isso. O que ele faz então? Ele pede para o seu servo colocar o dinheiro nos sacos dos irmãos todos e colocar um copo de prata que ele tinha no saco de Benjamim e envia então os irmãos embora. A ideia é chegar aos irmãos, acusá-los de roubo e então encontrar o copo no irmão mais novo para que o irmão mais novo seja culpado daquele crime e então culpado ele seria levado como escravo. O copo aqui ele cita que é um copo usado para adivinhação. Talvez isso gere um pouco de dúvida em nosso em nossa mente. Era uma prática comum no antigo Oriente eles utilizarem algum tipo de líquido em outro líquido, mas sem se misturar. por exemplo, água e óleo ou talvez eh vinho em alguma outra substância e então observar qual era a forma que iria ser feita naquele naquele recipiente. E pela forma eles adivinhavam então o futuro, alguma coisa nesse sentido, o que é que os deuses queriam falar para eles. Isso era o comum. Não significa que de fato José fazia isso. Como nós sabemos, José recebia a instrução direto de Deus. Mas na personagem que ele estava como governador do Egito, aquele que adivinhava sonhos, isso fazia muito sentido. Então ele pega esse copo que era único, não havia outros, não era um copo de prata qualquer e coloca no saco ah de Benjamim para que seja encontrado. A reação dos irmãos neste momento é muito interessante e é muito reveladora. Eles começam demonstrando certeza de que eles são inocentes. Aqui eles começam argumentando. Eles dizem: "Senhor, nós já devolvemos o dinheiro da outra vez. Qual razão nós teríamos para pegar agora o dinheiro de novo? Não faz sentido isso. Nós não roubamos. Eles demonstraram que eram honestos já. Eles demonstram até uma certa indignação com isso que tá acontecendo. E algo interessante é que eles demonstram confiança uns nos outros. Notou isso? No passado, esses irmãos eram ah extremamente avessos uns aos outros. Eles tinham uma richa muito grande familiar, especialmente, é claro, o mais velho com o mais novo, mas com mais novo? Com José, que era o preferido do pai, mas era uma família muito disfuncional. Aqui eles parecem ter uma certa união, porque eles falam o seguinte: "Meu senhor, se o senhor encontrar este copo aqui, a pessoa que pegou o copo vai ser morta". Mas eu tenho tanta certeza que ninguém pegou, que se o senhor encontrar vai todo mundo escravo, entende? Eles se colocaram no mesmo nível, demonstrando que eles tinham certeza que isso não havia acontecido com nenhum deles. E então essa era a punição dada pelos próprios irmãos, dizendo: "O que pegou o copo será morto, os outros serão escravos". Interessantemente, o administrador não aceita essa punição. E ele responde: "Será como vocês disseram?" Mas ele muda. Ele diz: "Aquele com quem for encontrado o copo será meu escravo, os outros ficam livres". Lembra que a ideia dele é separar os irmãos? É colocar um irmão como escravo e os outros livres. Ele quer testar para ver se os irmãos vão de fato abandonar Benjamim ou não. Eles são testados a demonstrar um coração governado pelo amor ao outro. E me parece que eles começam a passar por esse teste. Eles começam a demonstrar que o coração deles está sim sendo governado pelo amor ao próximo. É claro que a luta é interna, é claro que eles não são perfeitos, mas os atos deles apontam para isso. Primeiro lugar, eles se identificam com Benjamim na sua aflição. Veja, ele eles se tornam sensíveis à aflição do próximo. E o amor faz isso. O amor ao próximo nos torna sensíveis à aflição do próximo. O texto diz que eles rasgaram as suas vestes. Essa expressão é muito intensa, de uma tristeza profunda. Eles ficaram profundamente tristes porque Benjamim seria acusado, culpado e levado. E isso trouxe uma grande tristeza pro coração deles, tanto por Benjamim quanto também pelo seu pai, que sofreria muito com essa prisão do Benjamim. E a palavra de Deus nos chama a fazer isso. A Bíblia nos chama várias vezes para termos esse tipo de sensibilidade com relação ao outro. O apóstolo Paulo lá em Romanos 12, por exemplo, diz: "Chorai com os que choram". Ou seja, sinta a tristeza daquela pessoa que é o seu próximo. Primeira Coríntios, capítulo 12, ele fala que se um membro sofre, todos sofrem juntamente com ele. Primeira Coríntios, capítulo 13, quando fala do amor, o apóstolo diz: "O amor é paciente e é bondoso. Este amor é bondoso e ele olha para o próximo." Em Hebreus capítulo 13, saindo de Paulo um pouquinho, versículos 1 a tr diz: "Seja constante o amor fraternal". Não se esqueçam da hospitalidade, pois alguns praticando-a sem o saber acolheram anjos. E o versículo 3 diz: "Lembrem-se dos presos, como se estivessem na cadeia com eles, dos que sofrem maus tratos, como se vocês mesmos fossem os maltratados. O que a palavra de Deus quer é que nós, como pessoas que são chamadas por Deus, amemos o próximo de tal maneira que isso gere em nós um sentimento de tristeza quando o outro é afligido. Assim como estamos alegres quando há alegria, também estaremos tristes quando há tristeza. Quando o amor deixa de apontar para nós mesmos, a dor do próximo passa a nos afetar. Significa que se você por algum motivo não é afetado pela dor alheia, se essa dor alheia não te importa, isso é um péssimo sinal. E existe alguma situação no seu coração para que você resolva. A dor do próximo precisa causar algum tipo de problema em nosso coração. E isso tem a ver com a maneira como nós enxergamos o próximo. No capítulo 37 de Gênesis, nós vimos como que os irmãos agiram anteriormente. Eles irados venderam José. Mas isso porque provavelmente eles enxergaram José como alguém de menos valor do que eles. Irados. Eles enxergaram José nem como um ser humano, porque eles o lançaram a uma cisterna sem água. E depois eles venderam José como se não fosse nada. O valor que eles davam a José era mínimo, assim como também era o valor que eles davam ao seu pai, que depois do que aconteceu, ficou sabendo da morte do seu filho e então rasgou também as vestes, chorou por vários dias e não se consolava de jeito algum. E os irmãos, sabendo tudo isso, não falam a verdade, porque eles viam tanto José quanto seu pai como de menos valor do que eles. O que importava era que eles estivessem bem. Judá também no capítulo 38 de Gênesis. A gente não viu essa história, mas eu posso falar rapidamente. É uma história que fala de como Judá, depois de se casar com uma mulher cananeia, ele então tem três filhos. Um dos seus filhos casa-se com uma mulher chamada Tamar. Este filho, porque ele foi mal, ele morre. E então Tamar fica viúva. O que Deus queria e era a exigência da época era que o pai oferecesse o outro filho, o irmão, para que então desse uma uma semente ou uma continuidade pra família do mais velho. E então ele faz isso e oferece o segundo filho. O segundo filho não realiza o que tinha que realizar, não tem o filho com Atamar e então também morre porque isso foi errado diante de Deus. O terceiro filho, Judá, olha pra situação e tenta uma saída inteligente para segurar a morte do último filho. Ele diz então para Tamar que ele vai entregar o filho quando ficar mais velho e manda Tamar pra casa do pai dela. O problema é que isso nunca acontece. O filho cresce e Judá nunca entrega o seu último filho para Tamar porque ele tem medo que seu filho morra. Nessa história toda, a esposa de Judá morre. E então Judá vai até TNA, que era naquele local. E então Tamar decide fazer algo para mudar a situação. Ela se disfarça e então com uma aparência de prostituta, ela vai até um local onde Judá encontra. Judá decide ter relações com ela, tem a relação com ela e vai embora. Depois de um tempo, ele fica sabendo que a Tamar, a sua nora, estava grávida. A primeira reação dele foi: "Matem-na, matem Tamar, porque ela foi adúltera e ela não merece viver. Queimem! É queimar mesmo." Isso que Judá fez com Tamar. E então Tamar, para mudar a história de novo, ela diz e demonstra de maneira clara que foi Judá aquele que a possuiu e o filho era de Judá. Nesse momento, Judá reconhece, ela foi mais justa do que eu. Que tudo isso aqui mostra para nós? Judá quando faz tudo isso, ele demonstra muito claramente que ele não vê as pessoas com o mesmo valor que ele. Tamar para ele não é importante. A prostituta que ele que é tamar, mas ele não sabia, não era importante. Era alguém para dar prazer para ele. Nada disso era importante. O que acontecia com outros não era importante. apenas a vida dele e a manutenção do seu filho para ele. Isso era importante. Judá tinha também um coração egoísta e uma visão muito baixa das outras pessoas. Agora, no capítulo 44 de Gênesis, tudo é diferente. Parece que eles passam a olhar paraas outras pessoas com o coração voltado para elas e as vendo com mais valor do que anteriormente. E agora sim vivendo de maneira amorosa para com o próximo. Até aqui nós aprendemos de maneira muito clara que quando o amor de Deus transforma o nosso coração, nós passamos a enxergar pessoas de maneira diferente e nós passamos a sofrer com os sofrimentos do próximo. E isso gera então comoção ao nosso coração. E a grande pergunta aqui para nós é: isso tem sido verdade na sua vida? Você tem percebido a dor de pessoas ao seu redor ou não? Você tem visto como pessoas estão sofrendo e tentado agir ou pelo menos sentido algo por essas pessoas que estão sofrendo ou não? Os irmãos não faziam isso antes, mas posteriormente eles começaram a fazer isso. O que eu creio que nós somos chamados a fazer é cultivar esse tipo de sensibilidade por outras pessoas e não uma sensibilidade seletiva, porque é fácil nós ah sentirmos tristeza por aquelas pessoas que são próximas de nós. Se o meu filho, a minha mãe, a minha esposa sofrem, então é mais fácil eu sofrer. Agora, o sofrimento daquela pessoa que eu não conheço ou que é até um adversário meu, isso me incomoda ou não? O texto nos chama a termos sensibilidades com aquelas pessoas que são os nossos próximos. E então não somente ter sensibilidade, mas também ter algum tipo de ação, porque o amor não move apenas o nosso sentimento, mas também nos leva à ação. E é muito interessante porque o texto mostra isso. Diz o seguinte: "Tendo cada um carregado de novo o seu jumento, voltaram para a cidade. Perceberam? Eles não somente sofreram com Benjamin, mas agora eles se colocam em pé de igualdade com ele. Mais ou menos assim. Se você for sofrer, eu vou junto com você. Eles fizeram isso e foram juntos de volta para a cidade para sofrerem junto com eles. Tem uma progressão aqui, sofrimento e depois ação. A palavra de Deus nos chama a esse tipo de procedimento. Sintamos pelos irmãos e então ajamos pelos irmãos. Eles se recusaram a abandoná-lo. O que foi feito com José muitos anos antes de abandoná-lo com os egípcios, agora havia sido transformado. E isso é uma boa demonstração de que o amor deles havia sido transformado. E olha só, eles fizeram isso apesar de terem a possibilidade de irem embora, de ter ido embora. Eles poderiam ter falado: "OK, leve o Benjamin que nós vamos para casa. Depois a gente conversa. El vai ficar escravo, só depois eu volto." Mas não fizeram isso. Ao invés disso, eles foram juntos para que nada de mal acontecesse com Benjamim. Há ocasiões em que nós somos chamados a isso, a ver o mal que acontece com o próximo, a sentirmos junto com eles e então a fazermos alguma coisa para ajudá-lo na sua dificuldade. Primeiro lugar, quando nós temos o coração transformado e o amor voltado pro próximo, então nós passamos a tratar o próximo de maneira diferente, com graça e não de outra maneira. O segundo ensinamento desse texto com relação ao nosso amor é que quando nós temos o amor transformado, nós então somos levados a reconhecer e a assumir nossas culpas diante de Deus. Veja o que diz versículos 14 até o versículo 16 do nosso texto. Quando Judá e os seus irmãos chegaram à casa de José, este ainda estava ali e prostraram-se em terra diante dele. José lhes perguntou: "O que é isso que vocês fizeram? Vocês não sabiam que um homem como eu é capaz de adivinhar?" Então Judá respondeu: "Que podemos dizer a meu Senhor? Que podemos falar e como vamos nos justificar? Deus descobriu a nossa culpa. Eis que somos escravos de meu Senhor, tanto nós como aquele em cuja mão se achou o copo. Os irmãos aqui de José reconheceram o seu pecado. Agora vejam algo importante. Eles não haviam pegado o copo, nem Benjamim havia pegado o copo, mas eles reconheceram o pecado diante de Deus. Que isso quer dizer para nós? O amor a Deus nos leva a reconhecer a nossa culpa com honestidade. Eles aqui não estão pensando na culpa do copo. Eles estão pensando na culpa que eles têm do que eles fizeram 20 anos antes. Isso ainda pesa no coração deles. E eles estão entendendo que Deus aqui está pesando a mão e trazendo punição para aquilo que eles fizeram. E então eles reconhecem, finalmente, nós somos culpados. Quando nós não reconhecemos nossa culpa, geralmente é porque o nosso amor está voltado para nós. Nós não queremos que a nossa imagem seja manchada. Nós não queremos sofrer as consequências do que nós fizemos. Mas quando nós de fato temos o coração transformado, a pergunta não é mais como é que eu me defendo da acusação? A pergunta é: quanta verdade tem nessa acusação? O que é que Deus está falando de mim? E como é que eu posso responder adequadamente a isso? Como é que eu posso pagar pelos crimes que eu cometi? No Salmo 51, o salmista diz: "Eu conheço as minhas transgressões. Elas estão sempre diante de mim. Estavam sempre diante deles também. E eles dizem também, o salmista diz: "Pequei contra ti e contra ti somente." Os pecados que nós cometemos são contra Deus. E quando nós amamos a Deus acima de nós mesmos, então nós passamos a reconhecer os nossos pecados diante do Senhor. Porque o que nós queremos não é uma imagem perfeita e não é uma vida sem dificuldades. O que nós queremos é agradar a Deus. Naquele capítulo do amor conhecido, Primeira Coríntios 13, versículo 6, o apóstolo Paulo escreveu: "O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. O amor a Deus nos faz preferir a verdade sobre o nosso pecado, a preservação de nossa própria imagem, assim como também prefere receber punição a mentir acerca de seu pecado. E isso aconteceu com os seus irmãos. Eles reconheceram a sua culpa diante de Deus e diante de José. Eles assumiram também as consequências de seus atos. Porque o amor a Deus, além de nos levar a reconhecer a culpa, nos levam também a assumir consequências. Muitas vezes nós queremos fugir de consequências, sendo injustos, mas o que Deus quer de nós é justiça, é reconhecimento, é devolução do que nós fizemos, é restituição, é isso que é arrependimento. O arrependimento verdadeiro não busca só admitir o pecado, ele se dispõe a responder responsavelmente pelo mal que produziu. Quando nós fazemos o mal, nós temos de ser responsáveis sobre as consequências que nós causamos. Eles não procuraram uma saída. Eles aceitaram o seu pecado e aceitaram também a punição, entendendo eles que ficariam presos como escravos naquela terra durante todo o tempo que eles ficassem ali. A história nos mostra, no entanto, que isso não acontece pela graça do Senhor, mas o importante aqui é entender que eles estavam dispostos tanto a reconhecer os pecados quanto também a cumprir todo tipo de punição que viesse a eles. E a pergunta para nós de novo é essa: será que nós estamos dispostos a assumir nossa culpa diante de Deus? Será que o nosso coração ama tanto a Deus que nós estamos dispostos a sofrer pela justiça desse Deus? Porque se nós não estivermos, isso mostra um coração que é orgulhoso, que é voltado para si mesmo. Porque mais importante do que a justiça e mais importante do que a verdade de Deus, mais importante do que a glória do Senhor, é o nosso bem-estar. Então você demonstra claramente que você ama mais a você do que a Deus. Quando você está de fato arrependido para ter mudança de vida, você ama mais a Deus e você ama mais ao próximo. Reconhecer a culpa é dizer: "Eu fiz o que era errado". E então assumir as consequências é dizer: "Eu não vou fugir dessas responsabilidades pelo meu pecado. De maneira nenhuma". Os irmãos José fizeram as duas coisas. Isso mostra um coração submisso ao Senhor. Em terceiro lugar, o que os corações deles mostraram agora é uma transformação na disposição deles de se sacrificar, de entregar algo pelo outro ou uma transformação na maneira como eles enxergam as suas prioridades. Eles passaram então a priorizar o próximo e a Deus acima deles mesmos. Olha o que diz versículos 17 em diante até o final do texto que nós estamos lendo hoje. A palavra diz: "José disse: Longe de mim fazer uma coisa dessas, o homem em cuja mão foi encontrado o copo, esse será meu escravo. Os outros podem voltar em paz para junto de seu pai". Então Judá se aproximou dele e disse: "Meu Senhor, permita que este servo diga uma palavra aos ouvidos do meu Senhor e não se acenda a sua ira contra este seu servo, pois o Senhor é como o próprio faraó." Meu Senhor perguntou a seus servos: "Vocês têm pai ou mais algum irmão?" E respondemos a meu Senhor: "Temos um pai já velho e um filho de sua velice, o mais novo, cujo irmão é morto, e só ele ficou de sua mãe e seu pai o ama." Então o Senhor disse a estes seus servos: "Tragam o jovem para que eu o veja. Respondemos ao meu Senhor: O jovem não pode deixar o Pai. Se deixar o Pai, este morrerá. Então o meu Senhor disse a esses seus servos: "Se o irmão mais novo não vier com vocês, nunca mais vocês verão o meu rosto." Quando voltamos à casa de meu pai, que é o seu servo, e repetimos a ele as palavras de meu senhor, nosso pai disse: "Voltem e comprem um pouco mais de mantimento." Nós respondemos: "Não podemos ir para lá, mas se o nosso irmão mais moço for conosco, iremos, porque não podemos ver a face do homem se este nosso irmão mais moço não estiver conosco." Então nos disse o seu servo, nosso pai: "Vocês sabem que a minha mulher me deu dois filhos? Um se ausentou de mim e eu disse: "Certamente foi despedaçado e até agora não o vi mais. Se agora vocês me tirarem também este da minha presença e lhe acontecer algum desastre, farão descer os meus cabelos brancos com tristeza a sepultura. Agora, pois, se eu voltar para junto de meu pai, seu servo, sem que o jovem vá conosco, visto que a alma de meu pai está ligada com a alma dele, vendo ele que o jovem não está conosco, morrerá, e estes seus servos farão descer os cabelos brancos de nosso pai, seu servo, com tristeza a sepultura. Porque este seu servo ficou responsável por este jovem diante de meu pai, dizendo: "Se eu não o trouxer de volta, serei culpado para com o meu pai pelo resto da minha vida. Agora, pois, que este seu servo fique em lugar do jovem como escravo de meu Senhor, e que o jovem volte com os seus irmãos, porque como poderei voltar a meu pai se o jovem não for comigo? E não poderia, eu não poderia ver esse mal se abatendo sobre o meu pai. Aqui nós vemos uma transformação total do que Judá era e do que Judá agora é, porque o amor dele foi transformado. O amor ao próximo nos leva a colocarmos o outro em uma posição superior à nossa. Não que ele seja, mas nós o tratamos dessa maneira. E então até mesmo nos arriscamos pelo outro. Quem ama não permanece em sua segurança quando o bem do próximo exige que nos posicionemos em seu favor. Quando alguém está sofrendo e necessitando de ajuda, o que o amor nos leva a fazer é, se necessário for, nos arriscarmos pelo bem do outro. Judá faz isso. Judá olha seu irmão que vai ser escravo, olha pro seu pai que vai sofrer, talvez morrer por conta do que vai acontecer. E então ele se arrisca, ele dá um passo à frente e vai então argumentar como governador do Egito, o homem mais poderoso daquele local. E ele não faz apenas isso, mas ele ainda contraria o que José está falando. Ele diz: "Foi o Senhor quem mandou trazer o nosso irmão. Se o Senhor não tivesse dito isso, ele não viria. De certa maneira, ele está dizendo que o próprio culpado pela vinda de Benjamim é o governador. E isso é muito arriscado. Ele não conhece o governador. Ele não sabe o que ele pode fazer. Imagine você chegando para um país estrangeiro e acusando o seu líder de fazer alguma coisa errada. Se for um líder ditador, você tá acabado. Se você for paraa Coreia do Norte e dizer que o grande governador fez algo errado, você não sai de lá vivo. Depende muito da pessoa. E eles não sabem quem é esse homem. Eles sabem apenas que é um homem poderoso, mas eles fazem isso. Judá argumenta com ele. Ele abre a boca em favor dele. Provérbios, capítulo 31, versículos 8 e 9, fala o seguinte: "Abre a boca a favor do mundo, do mudo, pelo direito de todos os que se acham desamparados". O que nós, como cristãos, que amamos, temos de fazer é abrir a boca e ajudar as pessoas que precisam com coragem. E o amor traz isso. O amor traz coragem, lançando fora o medo, porque o medo é o medo de que algo aconteça conosco. Mas quando nós amamos, o que importa é se algo acontecer com o próximo. E isso então muda a maneira como nós agimos. Lá em Romanos capítulo 16, Paulo exalta o que fizeram Priscila e Áquila, dizendo que pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça. Priscila e Áquila arriscaram a cabeça, a morte, a vida deles por Paulo, por amor a Paulo. Quem ama o próximo não se importa em se arriscar para que o bem aconteça com aquela pessoa que é amada. Ele não se pergunta em primeiro lugar, como é que eu permaneço seguro tão somente? Isso é importante. Mas ele se pergunta: "O que é que eu preciso fazer para defender o bem daquele que eu amo?" Porque as pessoas têm valor igual aos nossos olhos. E então este amor ao próximo, além de fazer isso, é também o amor que gera em nós um coração humilde. Eu acho interessante porque nesse diálogo dele com José, ele traz algumas frases que mostram muita humildade. Veja, Judá antes se sentia muito mal pela maneira como o pai tratava José. Agora, no seu discurso, ele fala do favoritismo de Jacó sem demonstrar ressentimento. Ele fala o que Jacó disse. Só ele ficou de sua mãe e seu pai o ama. Depois ele fala o que o próprio Jacó havia falado, as palavras dele. Jacó tinha dito: "Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos". Veja, Judá era um filho de Jacó. Mas Jacó disse: "Minha mulher me deu dois filhos". Jacó pensava apenas em Raquel, em José e Benjamim. Judá era um dos preteridos. Ainda assim, ele olha para tudo isso e ele parece ter entendido que, apesar de ser algo ruim da parte do pai dele, ainda assim ele iria agir da maneira correta. Isso não causa mais nele uma ira tão grande por conta da sua inveja, mas ele agora conseguiu lidar com a situação amando o próximo e não somente a si mesmo. Isso revela humildade. Por humildade ele considera o outro superior a si mesmo. Romanos capítulo 12 versículo 10 diz: "Amai-vos cordialmente uns aos outros." E depois diz: "Preferindo-vos em honra uns aos outros. Quando nós amamos, nós os preferimos em honra, em detrimento de nós. Não significa que nós temos menos valor, mas nós tratamos o próximo como aquele que tem mais honra". Quando fazemos isso, mostramos a este próximo que nós o amamos. Amar o próximo é muito mais então do que você apenas sentir por ele. É muito mais do que apenas se colocar em posição de igualdade para sofrer junto com ele. Mas aqui pode levar ao fato de você se colocar no próprio lugar dele e colocar essa pessoa acima de nós, mesmo que isso nos custe de alguma maneira. Judá faz isso em último lugar. A última ação de Judá é: governador do Egito. Eu sei que ele é culpado e alguém tem que pagar. Mas se alguém for pagar por amor de meu pai que eu não quero que morra, por amor a este meu irmão que eu não quero que sofra, me coloque no lugar dele, que eu seja o escravo e ele seja liberto. No começo da história de José, foi Judá que disse: "Que proveito teremos se o lançarmos na cisterna? Vamos vendê-lo". E agora é Judá quem diz: "Que fique o teu servo em lugar deste moço". No começo, o que importa é o lucro dele. E agora o que importa é a liberdade do seu irmão. Isso mostra que ele foi transformado. O coração dele passou de amar a si mesmo acima do outro para amar o outro acima de si mesmo. Biblicamente amar é isso, é entrega, é abnegação, é sacrifício pelo outro. É essa a melhor maneira de nós demonstrarmos que nós amamos. verdadeiramente quando nós entregamos pelo bem daquela pessoa amada. Quando de fato amamos, nós não perguntamos o que é melhor para mim, mas nós perguntamos o que eu estou disposto a entregar para buscar o bem daquele que Deus colocou ao meu lado? Quem Deus colocou ao teu lado? Quem é que Deus quer que você ama? Eu não tô perguntando só aquela pessoa que você escolheu para viver junto como seu cônjuge. Não apenas aquele que é o seu filho ou seu pai, mas todas as pessoas ao redor. Deus quer que você as ame. Você está disposto a entregar o quê por essas pessoas? O que nós vimos aqui tudo mostra um coração transformado, mas tudo isso aqui tem um lugar na obra redentora de Cristo. E essa é a parte mais importante de tudo que nós lemos aqui. Porque veja, Deus está fazendo alguma coisa. O que há de mais importante aqui não são os atos morais desses homens. O que há de mais importante aqui é o que Deus está fazendo com o seu povo. Uma coisa que Deus está fazendo é unir essa família de novo, restaurar essa família quebrada. A família que é da aliança não pode ser uma família destruída. Então ele reconstrói essa família. Isso ele tá fazendo. O que ele tá fazendo aqui também é substituindo. Aquele que era o filho mais velho, Ruben, é substituído por Judá. Judá, que era um homem que queria vender o irmão, agora se torna o homem que se entrega pelo irmão. E isso mostra que ele agora é capaz de amar a sua família e de liderar a família com coragem. E é essa nova, esse novo, esse novo modo de agir de Judá que o qualifica para ser então o novo líder dos seus irmãos. E mais do que isso, além de tudo isso, é na família de Judá, que depois de muitos anos virá aquele que de fato ama. É da tribo de Judá que nós sabemos que vem o nosso Senhor Jesus. O que Judá faz aqui é uma demonstração do que Jesus faz depois. O que ele faz aqui por um irmão é o que Jesus faz depois, não por apenas um irmão, mas por uma multidão de inimigos. É o que Cristo faz. Ele substitui a cada um que foi escolhido por Deus na morte de cruz. O que Judá faz é substituir a liberdade, sendo preso pelo sermão. O que Cristo faz é dar a própria vida para que nós tenhamos vida. Ele morre e nós vivemos. Jesus nos dá a demonstração maior do que é o amor. Não há demonstração maior de amor do que Jesus, o próprio Deus, vindo a este mundo, morrendo em nosso lugar, sendo nós inimigos e pecadores, entregando tudo que ele tem para nós, que não temos nada que ele precise. E então recebemos tudo por amor. Isso é o amor. E por esse amor nós estamos hoje vivos. Por esse amor nós temos salvação. E é olhando para este amor que nós temos de viver. Se há algo importante que esse texto ensina para nós e há é que nós temos de amar o outro porque Cristo nos amou primeiro. Vamos orar. Pai amado, nós queremos agradecer a ti porque tu és bom. Queremos louvar ao Senhor porque o Senhor é o Deus que restaura. O Senhor é o Deus que traz arrependimento. O Senhor é o Deus que transforma corações. O Senhor é o Deus que molda o nosso amor. O Senhor é o Deus que demonstra amor por nós. O Senhor é aquele que entregou por nós seu próprio filho na cruz para que nós tivéssemos vida. Por isso, nosso coração se alegra. Por isso, nós louvamos ao Senhor e engrandecemos o Teu nome. E queremos rogar a Ti que o Senhor, pela tua graça, pelo Teu amor, nos ajude a confiar em ti, a glorificar o teu nome e a viver por ti, amando ao Senhor acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Nossa oração é sabendo que nós não podemos sozinhos, mas nós podemos com o Senhor. E isso tudo fazemos no nome do Senhor Jesus. Amém. Yeah.