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A fé vem pelo ouvir

O teste do arrependimento – parte 3 – REV. GABRIEL JUNQUEIRA

O teste do arrependimento – parte 3 – REV. GABRIEL JUNQUEIRA

O teste do arrependimento – parte 3 – REV. GABRIEL JUNQUEIRA

Como saber se o arrependimento é realmente verdadeiro?

Em Gênesis 44, José conduz seus irmãos ao último e decisivo teste antes de revelar sua identidade. Depois de testar sua integridade e sua reação diante do privilégio concedido a Benjamim, José agora coloca diante deles o teste do amor.

A grande verdade desta mensagem é que o verdadeiro arrependimento acontece quando nosso amor deixa de apontar para nós mesmos e se volta para Deus e para o próximo. Essa transformação produz frutos visíveis: passamos a tratar o próximo com graça, reconhecemos e assumimos nossas culpas e aprendemos a priorizar o bem dos outros acima de nossos próprios interesses.

A transformação de Judá é especialmente marcante. Anos antes, ele havia participado da venda de José; agora, está disposto a tornar-se escravo no lugar de Benjamim para poupar seu irmão e seu pai. O homem que antes buscava seu próprio benefício agora se oferece pelo próximo.

Essa mudança também aponta para uma realidade ainda maior: Jesus Cristo, descendente da tribo de Judá, entregou-se em nosso lugar. Judá se oferece por um irmão; Cristo entrega sua própria vida por pecadores. É olhando para esse amor que somos chamados a amar a Deus e ao próximo.

INFORMAÇÕES:
Pastor: GABRIEL JUNQUEIRA
Passagem: Gênesis 43.15-44.34
Série: José, prenúncio do Salvador

#ipsantoamaro #presbiteriana

CAPÍTULOS:
00:00 – Gênesis 44: O Último Teste de José
03:27 – O Teste do Arrependimento
06:21 – O Teste do Amor
07:27 – O Verdadeiro Arrependimento
08:26 – Trate o Próximo com Graça
12:38 – O Amor Diante da Aflição
15:24 – A Dor do Próximo Deve nos Afetar
21:45 – Amor que se Transforma em Ação
23:45 – Reconhecendo Nossa Culpa
27:32 – Assumindo as Consequências do Pecado
29:58 – Priorize o Próximo Acima de Si Mesmo
33:17 – A Transformação de Judá
35:22 – O Amor nos Dá Coragem
36:48 – Amor, Humildade e Sacrifício
39:41 – De Vender o Irmão a se Entregar por Ele
41:11 – Deus Restaura uma Família Quebrada
42:23 – Judá Aponta para Jesus Cristo
43:25 – A Maior Demonstração de Amor
44:17 – Oração Final

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Hoje, chegando então ao capítulo 44 de
Gênesis, e eu queria convidar a igreja a
abrir para lermos
dos versículos 1 até o versículo 13.
Nós iremos, na verdade,
falar sobre todo o capítulo, mas eu
queria ler apenas versículos 1 ao 13
neste momento.
Diz assim a palavra de Deus:
José deu esta ordem ao administrador da
sua casa.
Encha de mantimento os sacos que estes
homens trouxeram quanto puderem levar e
ponha o dinheiro de cada um na boca do
saco de mantimento, e coloque o meu copo
de prata na boca do saco de mantimento
do mais novo, junto com o dinheiro do
seu cereal.
E o administrador fez como José havia
ordenado. De manhã, quando já estava
claro, os homens partiram, eles com seus
jumentos, saíram da cidade e antes que
pudessem ter se distanciado, José disse
ao administrador de sua casa:
"Levante-se e vá atrás daqueles homens,
e alcançando-os, diga o seguinte:
"Por que vocês pagaram o bem com o mal?
Não é este o copo em que bebe o meu
Senhor e que ele usa para fazer as suas
adivinhações?
Vocês fizeram algo muito errado.
O administrador os alcançou e lhes falou
essas palavras. Então eles responderam:
"Por que o meu Senhor está dizendo uma
coisa dessas? Longe de nós, seus servos,
fazer uma coisa assim. O dinheiro que
achamos na boca dos sacos de mantimento,
nós trouxemos de volta da terra de
Canaã. Como então iríamos roubar prata
ou ouro da casa do seu Senhor? Se algum
de nós tiver este copo, será morto, e
nós ainda seremos escravos do meu
Senhor. O administrador respondeu: Que
seja como vocês disseram: "Quele com
quem for encontrado o copo será meu
escravo, os outros ficam livres".
Eles se apressaram e tendo cada um posto
o saco de mantimento no chão, o abriu. O
administrador os examinou, começando do
mais velho e acabando no mais novo. E o
copo foi encontrado no saco de
mantimento de Benjamin. Então rasgaram
as suas roupas e tendo cada um carregado
de novo o seu jumento, voltaram para a
cidade. Vamos orar.
Pai amado, nós lemos a tua palavra que é
rica, que é poderosa, que é viva e que é
eficaz. Pedimos a ti que o Senhor, por
meio dela, nos instruas. Dê-nos a graça,
Pai, de sermos instruídos por meio da
tua palavra e pela capacitação do teu
Santo Espírito. Pai, pedimos a ti que o
Senhor faça isso, porque nós temos a
plena certeza de que sozinhos nós não
poderemos fazer. E pedimos também a tua
graça atuando sobre nós, para que nós
não apenas compreendamos a tua palavra,
mas que também tenhamos força para
aplicá-la em nossa vida. Rogamos isso ao
Senhor no nome do Senhor Jesus. Amém.
Meus irmãos, como eu falei, nós
continuamos falando sobre este teste do
arrependimento. José aqui está testando
seus irmãos. José foi injustiçado, como
eu falei, há 20 anos atrás. Ele havia
sido vendido pelos seus irmãos por conta
da inveja deles. E passou então esses 20
anos no Egito sendo escravo, sendo preso
até a hora em que Deus decidiu, porque
era a hora correta, levantá-lo para ser
o governador do Egito, para ajudar na
parte dos mantimentos. Tudo isso foi
Deus trabalhando de acordo com o seu
plano soberano e de acordo com a sua
graça. Depois de muito tempo, há então
essa grande fome na terra, o que obriga
os seus irmãos que estavam longe agora a
se aproximarem do Egito. Então os irmãos
vão até o Egito para buscar comida, o
único lugar onde haveria comida para que
eles não morressem de fome. Os irmãos
chegam a este local, não reconhecem José
porque estava muito diferente. 20 anos
depois, com as vestimentas dos egípcios
e eles achavam que ele estava morto e
agora conversam com este que era para
eles o governador do Egito. José como
governador então passa a fazer alguns
testes para aferir se os irmãos estavam
de fato arrependidos e se de fato seria
a hora deles terem a reconciliação.
Parece que toda a ideia de José é se
reconciliar com os seus irmãos, mas isso
não é possível uma vez que eles não
estivessem arrependidos. Então ele testa
os irmãos para ter essa certeza. O
arrependimento deles então foi testado e
de três maneiras pela minha compreensão
destes textos. Primeira vez, José tenta
testar a integridade deles. Ele envia o
dinheiro de volta com eles, que eles não
deveriam ter, e testa se eles iriam
retornar com dinheiro, se eles iriam
ficar com dinheiro. O que é que eles
iriam fazer com isso? Eles retornam com
dinheiro e obedecem a José, mostrando
que eles eram homens de fato honestos,
sendo verdadeiros com tudo aquilo que
havia acontecido. Em segundo lugar, José
testa a alegria, o coração deles com
relação ao seu irmão Benjamin, o mais
novo. Então, ele cria uma situação em um
em um almoço em que o mais novo é
privilegiado de uma maneira muito
evidente, recebendo mais comida,
recebendo mais glórias do que os irmãos.
E os irmãos dessa vez, diferentemente do
que aconteceu tantos anos atrás, se
alegram junto com o seu irmão mais novo.
Apesar deles serem preteridos e irmão
mais novo ser então exaltado, eles se
alegram juntamente com o sermão,
demonstrando que o coração deles já
estava um pouco diferente. E agora chega
neste momento, como eu falei, eu acho
que José parece que ele não tem limite.
Ele quer continuar testando até a hora
que ele tenha plena certeza. Então, mais
uma vez, ele vai executar um teste. Na
verdade, este é o último teste que José
faz antes da sua revelação para os seus
irmãos. E este é o que eu tô chamando de
o teste do amor. É neste momento que
eles vão demonstrar se o amor deles,
aquilo que está no mais íntimo deles,
aquilo que guia tanto as ações externas
quanto os seus sentimentos, se este amor
está no lugar correto. É isso que José
quer testar. Eu expliquei pros irmãos no
início que o verdadeiro arrependimento
se manifesta quando antigos padrões de
pecado dão lugar a frutos de justiça. Os
os irmãos haviam agido de maneira muito
terrível com José e agora eles deveriam
ter frutos de justiça ao invés daqueles
frutos de injustiça. E tudo isso vai ser
demonstrado por este último teste. E
aqui hoje eu queria que nós entendêsemos
uma verdade principal. E a verdade
principal é a seguinte, anotem aí se
vocês puderem. O verdadeiro
arrependimento acontece quando o nosso
amor deixa de apontar para nós e se
volta para Deus e para o próximo. O
verdadeiro arrependimento acontece
quando o nosso amor deixa de apontar
para nós e começa a apontar para Deus e
para o próximo. Quando isso acontece,
quando essa transformação do amor
acontece, há três frutos que são muito
evidentes. E esse texto deixa para nós
muito claro. Primeiro deles é que nós
passamos a tratar o próximo com graça. O
segundo deles é que nós passamos a
assumir nossas culpas de maneira plena.
E o terceiro deles é que nós passamos a
priorizar os outros acima de nós.
Primeiro lugar, então, quando o nosso
amor de fato se volta para o outro, nós
passamos a tratar o próximo com graça.
Nós lemos aqui do versículo 1 até o
versículo 13, onde isso fica muito
claro. José quando faz o teste, o que
ele quer fazer é uma uma diferenciação
muito clara entre o irmão mais novo e os
outros irmãos. E nesse teste, o que ele
quer fazer é separar os irmãos e agora
colocar o irmão mais novo em uma
situação de muita dificuldade.
Anteriormente ele fez o contrário. Ele
colocou o irmão mais novo em uma
situação de exaltação, recebendo muito
mais, testando a alegria dos irmãos.
Agora ele vai colocar o Benjamin em uma
situação, uma enrascada muito grande e
ele vai testar como que os irmãos dele
irão se comportar com isso. O que ele
faz então? Ele pede para o seu servo
colocar o dinheiro nos sacos dos irmãos
todos e colocar um copo de prata que ele
tinha no saco de Benjamim e envia então
os irmãos embora. A ideia é chegar aos
irmãos, acusá-los de roubo e então
encontrar o copo no irmão mais novo para
que o irmão mais novo seja culpado
daquele crime e então culpado ele seria
levado como escravo. O copo aqui ele
cita que é um copo usado para
adivinhação. Talvez isso gere um pouco
de dúvida em nosso em nossa mente. Era
uma prática comum no antigo Oriente eles
utilizarem algum tipo de líquido em
outro líquido, mas sem se misturar. por
exemplo, água e óleo ou talvez eh vinho
em alguma outra substância e então
observar qual era a forma que iria ser
feita naquele naquele recipiente. E pela
forma eles adivinhavam então o futuro,
alguma coisa nesse sentido, o que é que
os deuses queriam falar para eles. Isso
era o comum. Não significa que de fato
José fazia isso. Como nós sabemos, José
recebia a instrução direto de Deus. Mas
na personagem que ele estava como
governador do Egito, aquele que
adivinhava sonhos, isso fazia muito
sentido. Então ele pega esse copo que
era único, não havia outros, não era um
copo de prata qualquer e coloca no saco
ah de Benjamim para que seja encontrado.
A reação dos irmãos neste momento é
muito interessante e é muito reveladora.
Eles começam demonstrando certeza de que
eles são inocentes. Aqui eles começam
argumentando. Eles dizem: "Senhor, nós
já devolvemos o dinheiro da outra vez.
Qual razão nós teríamos para pegar agora
o dinheiro de novo? Não faz sentido
isso. Nós não roubamos. Eles
demonstraram que eram honestos já. Eles
demonstram até uma certa indignação com
isso que tá acontecendo. E algo
interessante é que eles demonstram
confiança uns nos outros. Notou isso? No
passado, esses irmãos eram ah
extremamente avessos uns aos outros.
Eles tinham uma richa muito grande
familiar, especialmente, é claro, o mais
velho com o mais novo, mas com mais
novo? Com José, que era o preferido do
pai, mas era uma família muito
disfuncional. Aqui eles parecem ter uma
certa união, porque eles falam o
seguinte: "Meu senhor, se o senhor
encontrar
este copo aqui, a pessoa que pegou o
copo vai ser morta". Mas eu tenho tanta
certeza que ninguém pegou, que se o
senhor encontrar vai todo mundo escravo,
entende? Eles se colocaram no mesmo
nível, demonstrando que eles tinham
certeza que isso não havia acontecido
com nenhum deles. E então essa era a
punição dada pelos próprios irmãos,
dizendo: "O que pegou o copo será morto,
os outros serão escravos".
Interessantemente, o administrador não
aceita essa punição. E ele responde:
"Será como vocês disseram?" Mas ele
muda. Ele diz: "Aquele com quem for
encontrado o copo será meu escravo, os
outros ficam livres". Lembra que a ideia
dele é separar os irmãos? É colocar um
irmão como escravo e os outros livres.
Ele quer testar para ver se os irmãos
vão de fato abandonar Benjamim ou não.
Eles são testados a demonstrar um
coração governado pelo amor ao outro. E
me parece que eles começam a passar por
esse teste. Eles começam a demonstrar
que o coração deles está sim sendo
governado pelo amor ao próximo. É claro
que a luta é interna, é claro que eles
não são perfeitos, mas os atos deles
apontam para isso. Primeiro lugar, eles
se identificam com Benjamim na sua
aflição. Veja, ele eles se tornam
sensíveis à aflição do próximo. E o amor
faz isso. O amor ao próximo nos torna
sensíveis à aflição do próximo. O texto
diz que eles rasgaram as suas vestes.
Essa expressão é muito intensa, de uma
tristeza profunda. Eles ficaram
profundamente tristes porque Benjamim
seria acusado, culpado e levado. E isso
trouxe uma grande tristeza pro coração
deles, tanto por Benjamim quanto também
pelo seu pai, que sofreria muito com
essa prisão do Benjamim. E a palavra de
Deus nos chama a fazer isso. A Bíblia
nos chama várias vezes para termos esse
tipo de sensibilidade com relação ao
outro. O apóstolo Paulo lá em Romanos
12, por exemplo, diz: "Chorai com os que
choram". Ou seja, sinta a tristeza
daquela pessoa que é o seu próximo.
Primeira Coríntios, capítulo 12, ele
fala que se um membro sofre, todos
sofrem juntamente com ele. Primeira
Coríntios, capítulo 13, quando fala do
amor, o apóstolo diz: "O amor é paciente
e é bondoso.
Este amor é bondoso e ele olha para o
próximo."
Em Hebreus capítulo 13, saindo de Paulo
um pouquinho, versículos 1 a tr diz:
"Seja constante o amor fraternal".
Não se esqueçam da hospitalidade, pois
alguns praticando-a sem o saber
acolheram anjos. E o versículo 3 diz:
"Lembrem-se dos presos, como se
estivessem na cadeia com eles, dos que
sofrem maus tratos, como se vocês mesmos
fossem os maltratados.
O que a palavra de Deus quer é que nós,
como pessoas que são chamadas por Deus,
amemos o próximo de tal maneira que isso
gere em nós um sentimento de tristeza
quando o outro é afligido.
Assim como estamos alegres quando há
alegria, também estaremos tristes quando
há tristeza. Quando o amor deixa de
apontar para nós mesmos, a dor do
próximo passa a nos afetar.
Significa que se você por algum motivo
não é afetado pela dor alheia, se essa
dor alheia não te importa, isso é um
péssimo sinal. E existe alguma situação
no seu coração para que você resolva.
A dor do próximo precisa causar algum
tipo de problema em nosso coração. E
isso tem a ver com a maneira como nós
enxergamos o próximo. No capítulo 37 de
Gênesis, nós vimos como que os irmãos
agiram anteriormente. Eles irados
venderam José. Mas isso porque
provavelmente eles enxergaram José como
alguém de menos valor do que eles.
Irados. Eles enxergaram José nem como um
ser humano, porque eles o lançaram a uma
cisterna sem água. E depois eles
venderam José como se não fosse nada.
O valor que eles davam a José era
mínimo, assim como também era o valor
que eles davam ao seu pai, que depois do
que aconteceu, ficou sabendo da morte do
seu filho e então rasgou também as
vestes, chorou por vários dias e não se
consolava de jeito algum. E os irmãos,
sabendo tudo isso, não falam a verdade,
porque eles viam tanto José quanto seu
pai como de menos valor do que eles. O
que importava era que eles estivessem
bem.
Judá também no capítulo 38 de Gênesis. A
gente não viu essa história, mas eu
posso falar rapidamente. É uma história
que fala de como Judá, depois de se
casar com uma mulher cananeia, ele então
tem três filhos. Um dos seus filhos
casa-se com uma mulher chamada Tamar.
Este filho, porque ele foi mal, ele
morre. E então Tamar fica viúva. O que
Deus queria e era a exigência da época
era que o pai oferecesse o outro filho,
o irmão, para que então desse uma uma
semente ou uma continuidade pra família
do mais velho. E então ele faz isso e
oferece o segundo filho. O segundo filho
não realiza o que tinha que realizar,
não tem o filho com Atamar e então
também morre porque isso foi errado
diante de Deus. O terceiro filho, Judá,
olha pra situação e tenta uma saída
inteligente para segurar a morte do
último filho. Ele diz então para Tamar
que ele vai entregar o filho quando
ficar mais velho e manda Tamar pra casa
do pai dela. O problema é que isso nunca
acontece. O filho cresce e Judá nunca
entrega o seu último filho para Tamar
porque ele tem medo que seu filho morra.
Nessa história toda, a esposa de Judá
morre. E então Judá vai até TNA, que era
naquele local. E então Tamar decide
fazer algo para mudar a situação. Ela se
disfarça e então com uma aparência de
prostituta, ela vai até um local onde
Judá encontra. Judá decide ter relações
com ela, tem a relação com ela e vai
embora.
Depois de um tempo, ele fica sabendo que
a Tamar, a sua nora, estava grávida. A
primeira reação dele foi: "Matem-na,
matem Tamar, porque ela foi adúltera e
ela não merece viver. Queimem! É queimar
mesmo." Isso que Judá fez com Tamar. E
então Tamar, para mudar a história de
novo, ela diz e demonstra de maneira
clara que foi Judá aquele que a possuiu
e o filho era de Judá. Nesse momento,
Judá reconhece, ela foi mais justa do
que eu. Que tudo isso aqui mostra para
nós? Judá quando faz tudo isso, ele
demonstra muito claramente que ele não
vê as pessoas com o mesmo valor que ele.
Tamar para ele não é importante.
A prostituta que ele que é tamar, mas
ele não sabia, não era importante. Era
alguém para dar prazer para ele. Nada
disso era importante. O que acontecia
com outros não era importante. apenas a
vida dele e a manutenção do seu filho
para ele. Isso era importante. Judá
tinha também um coração egoísta e uma
visão muito baixa das outras pessoas.
Agora, no capítulo 44 de Gênesis, tudo é
diferente. Parece que eles passam a
olhar paraas outras pessoas com o
coração voltado para elas e as vendo com
mais valor do que anteriormente. E agora
sim vivendo de maneira amorosa para com
o próximo. Até aqui nós aprendemos de
maneira muito clara que quando o amor de
Deus transforma o nosso coração, nós
passamos a enxergar pessoas de maneira
diferente e nós passamos a sofrer com os
sofrimentos do próximo. E isso gera
então comoção ao nosso coração. E a
grande pergunta aqui para nós é:
isso tem sido verdade na sua vida?
Você tem percebido a dor de pessoas ao
seu redor ou não? Você tem visto como
pessoas estão sofrendo e tentado agir ou
pelo menos sentido algo por essas
pessoas que estão sofrendo
ou não?
Os irmãos não faziam isso antes, mas
posteriormente eles começaram a fazer
isso. O que eu creio que nós somos
chamados a fazer é cultivar esse tipo de
sensibilidade por outras pessoas e não
uma sensibilidade seletiva, porque é
fácil nós ah sentirmos tristeza por
aquelas pessoas que são próximas de nós.
Se o meu filho, a minha mãe, a minha
esposa sofrem, então é mais fácil eu
sofrer. Agora, o sofrimento daquela
pessoa que eu não conheço ou que é até
um adversário meu, isso me incomoda ou
não? O texto nos chama a termos
sensibilidades com aquelas pessoas que
são os nossos próximos. E então não
somente ter sensibilidade, mas também
ter algum tipo de ação, porque o amor
não move apenas o nosso sentimento, mas
também nos leva à ação. E é muito
interessante porque o texto mostra isso.
Diz o seguinte: "Tendo cada um carregado
de novo o seu jumento, voltaram para a
cidade. Perceberam? Eles não somente
sofreram com Benjamin, mas agora eles se
colocam em pé de igualdade com ele. Mais
ou menos assim. Se você for sofrer, eu
vou junto com você. Eles fizeram isso e
foram juntos de volta para a cidade para
sofrerem junto com eles. Tem uma
progressão aqui, sofrimento e depois
ação. A palavra de Deus nos chama a esse
tipo de procedimento. Sintamos pelos
irmãos e então ajamos pelos irmãos. Eles
se recusaram a abandoná-lo. O que foi
feito com José muitos anos antes de
abandoná-lo com os egípcios, agora havia
sido transformado. E isso é uma boa
demonstração de que o amor deles havia
sido transformado. E olha só, eles
fizeram isso apesar de terem a
possibilidade de irem embora, de ter ido
embora. Eles poderiam ter falado: "OK,
leve o Benjamin que nós vamos para casa.
Depois a gente conversa. El vai ficar
escravo, só depois eu volto." Mas não
fizeram isso. Ao invés disso, eles foram
juntos para que nada de mal acontecesse
com Benjamim. Há ocasiões em que nós
somos chamados a isso, a ver o mal que
acontece com o próximo, a sentirmos
junto com eles e então a fazermos alguma
coisa para ajudá-lo na sua dificuldade.
Primeiro lugar, quando nós temos o
coração transformado e o amor voltado
pro próximo, então nós passamos a tratar
o próximo de maneira diferente, com
graça e não de outra maneira.
O segundo ensinamento desse texto com
relação ao nosso amor é que quando nós
temos o amor transformado, nós então
somos levados a reconhecer e a assumir
nossas culpas diante de Deus. Veja o que
diz versículos 14 até o versículo 16 do
nosso texto.
Quando Judá e os seus irmãos chegaram à
casa de José, este ainda estava ali e
prostraram-se em terra diante dele. José
lhes perguntou: "O que é isso que vocês
fizeram? Vocês não sabiam que um homem
como eu é capaz de adivinhar?" Então
Judá respondeu: "Que podemos dizer a meu
Senhor? Que podemos falar e como vamos
nos justificar?
Deus descobriu a nossa culpa. Eis que
somos escravos de meu Senhor, tanto nós
como aquele em cuja mão se achou o copo.
Os irmãos aqui de José reconheceram o
seu pecado. Agora vejam algo importante.
Eles não haviam pegado o copo, nem
Benjamim havia pegado o copo, mas eles
reconheceram
o pecado diante de Deus. Que isso quer
dizer para nós? O amor a Deus nos leva a
reconhecer a nossa culpa com
honestidade. Eles aqui não estão
pensando na culpa do copo. Eles estão
pensando na culpa que eles têm do que
eles fizeram 20 anos antes. Isso ainda
pesa no coração deles. E eles estão
entendendo que Deus aqui está pesando a
mão e trazendo punição para aquilo que
eles fizeram. E então eles reconhecem,
finalmente, nós somos culpados.
Quando nós não reconhecemos nossa culpa,
geralmente é porque o nosso amor está
voltado para nós. Nós não queremos que a
nossa imagem seja manchada.
Nós não queremos sofrer as consequências
do que nós fizemos. Mas quando nós de
fato temos o coração transformado, a
pergunta não é mais como é que eu me
defendo da acusação? A pergunta é:
quanta verdade tem nessa acusação? O que
é que Deus está falando de mim? E como é
que eu posso responder adequadamente a
isso? Como é que eu posso pagar pelos
crimes que eu cometi?
No Salmo 51, o salmista diz: "Eu conheço
as minhas transgressões. Elas estão
sempre diante de mim. Estavam sempre
diante deles também. E eles dizem
também, o salmista diz: "Pequei contra
ti e contra ti somente." Os pecados que
nós cometemos são contra Deus. E quando
nós amamos a Deus acima de nós mesmos,
então nós passamos a reconhecer os
nossos pecados diante do Senhor. Porque
o que nós queremos não é uma imagem
perfeita e não é uma vida sem
dificuldades. O que nós queremos é
agradar a Deus. Naquele capítulo do amor
conhecido, Primeira Coríntios 13,
versículo 6, o apóstolo Paulo escreveu:
"O amor não se alegra com a injustiça,
mas se alegra com a verdade. O amor não
se alegra com a injustiça, mas se alegra
com a verdade. O amor a Deus nos faz
preferir a verdade sobre o nosso pecado,
a preservação de nossa própria imagem,
assim como também prefere receber
punição a mentir acerca de seu pecado. E
isso aconteceu com os seus irmãos. Eles
reconheceram a sua culpa diante de Deus
e diante de José. Eles assumiram também
as consequências de seus atos. Porque o
amor a Deus, além de nos levar a
reconhecer a culpa, nos levam também a
assumir consequências.
Muitas vezes nós queremos fugir de
consequências, sendo injustos, mas o que
Deus quer de nós é justiça,
é reconhecimento, é devolução do que nós
fizemos, é restituição, é isso que é
arrependimento. O arrependimento
verdadeiro não busca só admitir o
pecado, ele se dispõe a responder
responsavelmente
pelo mal que produziu.
Quando nós fazemos o mal, nós temos de
ser responsáveis sobre as consequências
que nós causamos.
Eles não procuraram uma saída. Eles
aceitaram o seu pecado e aceitaram
também a punição, entendendo eles que
ficariam presos como escravos naquela
terra durante todo o tempo que eles
ficassem ali. A história nos mostra, no
entanto, que isso não acontece pela
graça do Senhor, mas o importante aqui é
entender que eles estavam dispostos
tanto a reconhecer os pecados quanto
também a cumprir todo tipo de punição
que viesse a eles. E a pergunta para nós
de novo é essa:
será que nós estamos dispostos a assumir
nossa culpa diante de Deus?
Será que o nosso coração ama tanto a
Deus que nós estamos dispostos a sofrer
pela justiça desse Deus? Porque se nós
não estivermos, isso mostra um coração
que é orgulhoso, que é voltado para si
mesmo. Porque mais importante do que a
justiça e mais importante do que a
verdade de Deus, mais importante do que
a glória do Senhor, é o nosso bem-estar.
Então você demonstra claramente que você
ama mais a você do que a Deus.
Quando você está de fato arrependido
para ter mudança de vida, você ama mais
a Deus e você ama mais ao próximo.
Reconhecer a culpa é dizer: "Eu fiz o
que era errado". E então assumir as
consequências é dizer: "Eu não vou fugir
dessas responsabilidades pelo meu
pecado. De maneira nenhuma". Os irmãos
José fizeram as duas coisas. Isso mostra
um coração submisso ao Senhor. Em
terceiro lugar, o que os corações deles
mostraram agora é uma transformação na
disposição deles de se sacrificar, de
entregar algo pelo outro ou uma
transformação na maneira como eles
enxergam as suas prioridades. Eles
passaram então a priorizar o próximo e a
Deus acima deles mesmos. Olha o que diz
versículos 17 em diante até o final do
texto que nós estamos lendo hoje.
A palavra diz: "José disse: Longe de mim
fazer uma coisa dessas, o homem em cuja
mão foi encontrado o copo, esse será meu
escravo. Os outros podem voltar em paz
para junto de seu pai". Então Judá se
aproximou dele e disse: "Meu Senhor,
permita que este servo diga uma palavra
aos ouvidos do meu Senhor e não se
acenda a sua ira contra este seu servo,
pois o Senhor é como o próprio faraó."
Meu Senhor perguntou a seus servos:
"Vocês têm pai ou mais algum irmão?"
E respondemos a meu Senhor: "Temos um
pai já velho e um filho de sua velice, o
mais novo, cujo irmão é morto, e só ele
ficou de sua mãe e seu pai o ama." Então
o Senhor disse a estes seus servos:
"Tragam o jovem para que eu o veja.
Respondemos ao meu Senhor: O jovem não
pode deixar o Pai. Se deixar o Pai, este
morrerá. Então o meu Senhor disse a
esses seus servos: "Se o irmão mais novo
não vier com vocês, nunca mais vocês
verão o meu rosto." Quando voltamos à
casa de meu pai, que é o seu servo, e
repetimos a ele as palavras de meu
senhor, nosso pai disse: "Voltem e
comprem um pouco mais de mantimento."
Nós respondemos: "Não podemos ir para
lá, mas se o nosso irmão mais moço for
conosco, iremos, porque não podemos ver
a face do homem se este nosso irmão mais
moço não estiver conosco." Então nos
disse o seu servo, nosso pai: "Vocês
sabem que a minha mulher me deu dois
filhos? Um se ausentou de mim e eu
disse: "Certamente foi despedaçado e até
agora não o vi mais. Se agora vocês me
tirarem também este da minha presença e
lhe acontecer algum desastre, farão
descer os meus cabelos brancos com
tristeza a sepultura. Agora, pois, se eu
voltar para junto de meu pai, seu servo,
sem que o jovem vá conosco, visto que a
alma de meu pai está ligada com a alma
dele, vendo ele que o jovem não está
conosco, morrerá, e estes seus servos
farão descer os cabelos brancos de nosso
pai, seu servo, com tristeza a
sepultura. Porque este seu servo ficou
responsável por este jovem diante de meu
pai, dizendo: "Se eu não o trouxer de
volta, serei culpado para com o meu pai
pelo resto da minha vida. Agora, pois,
que este seu servo fique em lugar do
jovem como escravo de meu Senhor, e que
o jovem volte com os seus irmãos, porque
como poderei voltar a meu pai se o jovem
não for comigo? E não poderia, eu não
poderia ver esse mal se abatendo sobre o
meu pai. Aqui nós vemos uma
transformação
total do que Judá era e do que Judá
agora é, porque o amor dele foi
transformado. O amor ao próximo nos leva
a colocarmos o outro em uma posição
superior à nossa. Não que ele seja, mas
nós o tratamos dessa maneira. E então
até mesmo nos arriscamos pelo outro.
Quem ama não permanece em sua segurança
quando o bem do próximo exige que nos
posicionemos em seu favor. Quando alguém
está sofrendo e necessitando de ajuda, o
que o amor nos leva a fazer é, se
necessário for, nos arriscarmos pelo bem
do outro. Judá faz isso. Judá olha seu
irmão que vai ser escravo, olha pro seu
pai que vai sofrer, talvez morrer por
conta do que vai acontecer. E então ele
se arrisca, ele dá um passo à frente e
vai então argumentar como governador do
Egito, o homem mais poderoso daquele
local. E ele não faz apenas isso, mas
ele ainda contraria o que José está
falando. Ele diz: "Foi o Senhor quem
mandou trazer o nosso irmão. Se o Senhor
não tivesse dito isso, ele não viria. De
certa maneira, ele está dizendo que o
próprio culpado pela vinda de Benjamim é
o governador. E isso é muito arriscado.
Ele não conhece o governador. Ele não
sabe o que ele pode fazer. Imagine você
chegando para um país estrangeiro e
acusando o seu líder de fazer alguma
coisa errada. Se for um líder ditador,
você tá acabado. Se você for paraa
Coreia do Norte e dizer que o grande
governador fez algo errado, você não sai
de lá vivo. Depende muito da pessoa. E
eles não sabem quem é esse homem. Eles
sabem apenas que é um homem poderoso,
mas eles fazem isso. Judá argumenta com
ele. Ele abre a boca em favor dele.
Provérbios, capítulo 31, versículos 8 e
9, fala o seguinte: "Abre a boca a favor
do mundo, do mudo, pelo direito de todos
os que se acham desamparados".
O que nós, como cristãos, que amamos,
temos de fazer é abrir a boca e ajudar
as pessoas que precisam com coragem. E o
amor traz isso. O amor traz coragem,
lançando fora o medo, porque o medo é o
medo de que algo aconteça conosco. Mas
quando nós amamos, o que importa é se
algo acontecer com o próximo. E isso
então muda a maneira como nós agimos. Lá
em Romanos capítulo 16, Paulo exalta o
que fizeram Priscila e Áquila, dizendo
que pela minha vida arriscaram a sua
própria cabeça.
Priscila e Áquila arriscaram a cabeça, a
morte, a vida deles por Paulo, por amor
a Paulo. Quem ama o próximo não se
importa em se arriscar para que o bem
aconteça com aquela pessoa que é amada.
Ele não se pergunta em primeiro lugar,
como é que eu permaneço seguro tão
somente? Isso é importante. Mas ele se
pergunta: "O que é que eu preciso fazer
para defender o bem daquele que eu amo?"
Porque as pessoas têm valor igual aos
nossos olhos. E então este amor ao
próximo, além de fazer isso, é também o
amor que gera em nós um coração humilde.
Eu acho interessante porque nesse
diálogo dele com José, ele traz algumas
frases que mostram muita humildade.
Veja, Judá antes se sentia muito mal
pela maneira como o pai tratava José.
Agora, no seu discurso, ele fala do
favoritismo de Jacó sem demonstrar
ressentimento. Ele fala o que Jacó
disse. Só ele ficou de sua mãe e seu pai
o ama.
Depois ele fala o que o próprio Jacó
havia falado, as palavras dele. Jacó
tinha dito: "Vós sabeis que minha mulher
me deu dois filhos". Veja, Judá era um
filho de Jacó. Mas Jacó disse: "Minha
mulher me deu dois filhos".
Jacó pensava apenas em Raquel,
em José e Benjamim. Judá era um dos
preteridos. Ainda assim, ele olha para
tudo isso e ele parece ter entendido
que, apesar de ser algo ruim da parte do
pai dele, ainda assim ele iria agir da
maneira correta. Isso não causa mais
nele uma ira tão grande por conta da sua
inveja, mas ele agora conseguiu lidar
com a situação amando o próximo e não
somente a si mesmo. Isso revela
humildade. Por humildade ele considera o
outro superior a si mesmo. Romanos
capítulo 12 versículo 10 diz: "Amai-vos
cordialmente uns aos outros." E depois
diz: "Preferindo-vos em honra uns aos
outros. Quando nós amamos, nós os
preferimos em honra, em detrimento de
nós. Não significa que nós temos menos
valor, mas nós tratamos o próximo como
aquele que tem mais honra". Quando
fazemos isso, mostramos a este próximo
que nós o amamos.
Amar o próximo é muito mais então do que
você apenas sentir por ele. É muito mais
do que apenas se colocar em posição de
igualdade para sofrer junto com ele. Mas
aqui pode levar ao fato de você se
colocar no próprio lugar dele e colocar
essa pessoa acima de nós, mesmo que isso
nos custe de alguma maneira. Judá faz
isso em último lugar. A última ação de
Judá é:
governador do Egito. Eu sei que ele é
culpado e alguém tem que pagar. Mas se
alguém for pagar por amor de meu pai que
eu não quero que morra, por amor a este
meu irmão que eu não quero que sofra, me
coloque no lugar dele, que eu seja o
escravo e ele seja liberto.
No começo da história de José, foi Judá
que disse: "Que proveito teremos se o
lançarmos na cisterna? Vamos vendê-lo".
E agora é Judá quem diz: "Que fique o
teu servo em lugar deste moço".
No começo, o que importa é o lucro dele.
E agora o que importa é a liberdade do
seu irmão. Isso mostra que ele foi
transformado. O coração dele passou de
amar a si mesmo acima do outro para amar
o outro acima de si mesmo. Biblicamente
amar é isso, é entrega, é abnegação, é
sacrifício pelo outro. É essa a melhor
maneira de nós demonstrarmos que nós
amamos.
verdadeiramente quando nós entregamos
pelo bem daquela pessoa amada. Quando de
fato amamos, nós não perguntamos o que é
melhor para mim, mas nós perguntamos o
que eu estou disposto a entregar para
buscar o bem daquele que Deus colocou ao
meu lado? Quem Deus colocou ao teu lado?
Quem é que Deus quer que você ama? Eu
não tô perguntando só aquela pessoa que
você escolheu para viver junto como seu
cônjuge. Não apenas aquele que é o seu
filho ou seu pai, mas todas as pessoas
ao redor. Deus quer que você as ame.
Você está disposto a entregar o quê por
essas pessoas?
O que nós vimos aqui tudo mostra um
coração transformado, mas tudo isso aqui
tem um lugar na obra redentora de
Cristo. E essa é a parte mais importante
de tudo que nós lemos aqui. Porque veja,
Deus está fazendo alguma coisa. O que há
de mais importante aqui não são os atos
morais desses homens. O que há de mais
importante aqui é o que Deus está
fazendo com o seu povo. Uma coisa que
Deus está fazendo é unir essa família de
novo, restaurar essa família quebrada. A
família que é da aliança não pode ser
uma família destruída. Então ele
reconstrói essa família. Isso ele tá
fazendo. O que ele tá fazendo aqui
também é substituindo. Aquele que era o
filho mais velho, Ruben, é substituído
por Judá. Judá, que era um homem que
queria vender o irmão, agora se torna o
homem que se entrega pelo irmão. E isso
mostra que ele agora é capaz de amar a
sua família e de liderar a família com
coragem. E é essa nova, esse novo, esse
novo modo de agir de Judá que o
qualifica para ser então o novo líder
dos seus irmãos. E mais do que isso,
além de tudo isso, é na família de Judá,
que depois de muitos anos virá aquele
que de fato ama.
É da tribo de Judá que nós sabemos que
vem o nosso Senhor Jesus. O que Judá faz
aqui é uma demonstração do que Jesus faz
depois. O que ele faz aqui por um irmão
é o que Jesus faz depois, não por apenas
um irmão, mas por uma multidão de
inimigos.
É o que Cristo faz. Ele substitui a cada
um que foi escolhido por Deus na morte
de cruz. O que Judá faz é substituir a
liberdade, sendo preso pelo sermão. O
que Cristo faz é dar a própria vida para
que nós tenhamos vida. Ele morre e nós
vivemos.
Jesus nos dá a demonstração maior do que
é o amor. Não há demonstração maior de
amor do que Jesus, o próprio Deus, vindo
a este mundo, morrendo em nosso lugar,
sendo nós inimigos e pecadores,
entregando tudo que ele tem para nós,
que não temos nada que ele precise. E
então recebemos tudo por amor. Isso é o
amor. E por esse amor nós estamos hoje
vivos. Por esse amor nós temos salvação.
E é olhando para este amor que nós temos
de viver. Se há algo importante que esse
texto ensina para nós e há é que nós
temos de amar o outro porque Cristo nos
amou primeiro. Vamos orar.
Pai amado, nós queremos agradecer a ti
porque tu és bom. Queremos louvar ao
Senhor porque o Senhor é o Deus que
restaura. O Senhor é o Deus que traz
arrependimento. O Senhor é o Deus que
transforma corações. O Senhor é o Deus
que molda o nosso amor. O Senhor é o
Deus que demonstra amor por nós. O
Senhor é aquele que entregou por nós seu
próprio filho na cruz para que nós
tivéssemos vida. Por isso, nosso coração
se alegra. Por isso, nós louvamos ao
Senhor e engrandecemos o Teu nome. E
queremos rogar a Ti que o Senhor, pela
tua graça, pelo Teu amor, nos ajude a
confiar em ti, a glorificar o teu nome e
a viver por ti, amando ao Senhor acima
de todas as coisas e ao próximo como a
nós mesmos. Nossa oração é sabendo que
nós não podemos sozinhos, mas nós
podemos com o Senhor. E isso tudo
fazemos no nome do Senhor Jesus. Amém.
Yeah.

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