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Onde Está o Deus de Elias? | A História de Eliseu | Matheus Bessa – Domingo 09 de Agosto de 2026

Onde Está o Deus de Elias? | A História de Eliseu | Matheus Bessa – Domingo 09 de Agosto de 2026

Onde Está o Deus de Elias? | A História de Eliseu | Matheus Bessa – Domingo 09 de Agosto de 2026

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Legendas automáticas:

Quando nós lemos lá no Antigo Testamento
a história de Eliseu, existe uma
pergunta escondida no início do eh do
ministério dele que atravessa toda a
vida cristã. O que acontece quando
aquilo que você acostumou a confiar de
repente desaparece? A gente viu um
pouquinho sobre isso hoje, mas vamos nos
aprofundar em outro aspecto dessa
dessa eh desse assunto. Eliseu havia
caminhado com Elias. Ele conhecia a sua
coragem, a sua firmeza e a sua vida com
Deus. Elias tinha enfrentado reis,
confrontado à idolatria de Israel,
permanecido diante dos profetas de Baal
no Monte Carmelo. E era difícil você
olhar para aquele período da história de
Israel e não pensar imediatamente em
Elias. Mas agora estava chegando o
momento em que Elias ia embora. Em
Segunda Reis 2, Eliseu segue Elias até o
fim.
Elias vai para Betel, Eliseu vai com
ele. Elias vai para Jericó, Eliseu está
lá junto com ele. Elias segue para o
Jordão, Eliseu continua ao seu lado.
Então, chega o momento da separação
entre eles. Elias toma o seu manto, bate
nas águas do Jordão e as águas se
dividem.
Os dois atravessam em terra seca ali.
Pouco depois, Elias é levado e Eliseu
fica sozinho. Ou pelo menos se você
olhar a princípio, ele parece sozinho.
Ele pega um manto que havia caído de
Elias e volta a Jordão e pergunta assim.
E segunda Reis 2:14, onde está agora
o Senhor, o Deus de Elias?
Observe que nesse momento aqui ele
poderia perguntar: "Onde está Elias
agora para Israel nesse momento?" Mas o
que ele pergunta, onde está o Deus de
Elias? E essa diferença muda tudo. Elias
podia partir, Deus não iria partir.
Elias era importante, mas ele não era a
fonte da importância ali. Ele era um
instrumento, mas ele não era o senhor da
obra. Ele era um servo, mas ele não era
indispensável ali. Eliseu precisava
aprender uma verdade que nós também
precisamos aprender aqui hoje e
praticamente sempre na nossa vida. A
obra de Deus nunca depende, em última
análise, do homem que Deus está usando.
Nós sabemos dizer isso teologicamente,
mas é diferente na nossa vida quando
Deus mexe nas estruturas dela. Às vezes
nossa segurança fica presa a certas
pessoas. Há um pastor, há um líder, há
um pai, há uma mãe e há um cônjuge.
Há pessoas cuja presença nos traz uma
estabilidade.
Em alguns momentos, os ciclos mudam, as
pessoas que estavam ao nosso redor
partem, fases acabam, ministérios
terminam. Então descobrimos onde estava
a nossa confiança.
Eliseu está ali diante do Jordão sem
Elias. Mas o Deus de Elias continua
presente ali. Ele vai, pega o manto,
bate na água e ela se abre. Não porque
Eliseu tinha se tornado um homem
autossuficiente,
mas porque o Deus que estava com Elias
continuava sendo Deus.
É assim que precisamos começar a
aprender a história de Eliseu. Sua
história não é, em primeiro lugar, a
história de um homem poderoso. É a
história de um eh é a história de um
Deus poderoso usando um homem dependente
dele. E talvez esse seja um confronto
necessário para nós, porque existe algo
dentro do coração humano que gosta da
ideia de ser usado por Deus. Muitas
pessoas a gente vê que fala que gosta
disso, desde que isso também faça ela
parecer importante. Nós gostamos que as
pessoas possam ver resultados visíveis.
Gostamos do reconhecimento que possamos
ter. Gostamos da ideia de influência que
nós podemos ter numa certa situação.
Mas Deus não começa a história de Eliseu
colocando ele diante de uma multidão.
Ele começa lá no campo. Quando Elias
encontrou Eliseu em Primeira Rei 19,
Eliseu estava trabalhando, ele estava
arando a terra.
Ele possuía uma vida organizada, uma
rotina, recursos e responsabilidades
ali. Então, Elias passa
e lança o seu manto sobre ele. Aquele
gesto significava o chamado. E Eliseu
entendeu esse chamado. Ele deixou os
bois, volta, sacrifica os animais e usa
a madeira do arado. E depois ele vai
seguir Elias. Existe algo forte aqui
nessa cena. Eliseu não apenas abandona o
campo, ele remove a possibilidade de
continuar vivendo exatamente como era
antes. Isso não significa, óbvio, que
todo cristão precisa abandonar a sua
profissão. O ponto aqui é outro. Quando
Deus chama, ele não está pedindo para
ocupar um pequeno espaço da nossa vida.
Deus não entra na nossa vida como um
acessório ali. Ele reivindica o nosso
coração. Nós gostamos de imaginar um eh
um cristianismo em que Jesus entra para
ajudar nos planos que nós temos.
Mas o evangelho apresenta algo
completamente diferente. Jesus entra
como um Senhor na nossa vida. Ele não
pergunta aonde ele pode se encaixar na
nossa vida. Ele diz: "Siga-me."
Há pessoas que querem o perdão de
Cristo, mas não querem o seu senhorio.
Querem o consolo, mas obediência é
demais. Querem as promessas, mas não a
transformação. Eliseu entende que o seu
chamado toca toda a sua vida. Mas
observe algo mais importante ainda.
Depois de ser chamado, ele não começa
imediatamente a realizar milagres. Ele
serve. Durante um período. Ele
acompanhava Elias. Em segunda Reis 3,
Eliseu é lembrado como aquele que
derramava água nas mãos de Elias. Pense
nisso por um momento. O homem que mais
tarde veria mortos recebendo vida
começou servindo Elias. O homem que
seria conhecido em Israel começou no
anonimato. O homem que carregaria o
manto do primeiro aprendeu a caminhar
depois que ele viu Elias. É assim que
Deus frequentemente trabalha. Nós temos
pressa de chegar a um lugar onde nós
queremos estar. Deus está interessado em
que seremos quando chegarmos lá. Existe
uma diferença entre desejar servir Deus
e desejar ser visto servindo Deus. A
fidelidade sem aplausos revela muito do
coração das pessoas. Os anos escondidos
também fazem parte da preparação. Eliseu
serve antes de liderar, aprende antes de
ser visto. E quando Elias pergunta o que
ele deseja, qual a resposta dele?
Eliseu pede uma porção dobrada do
espírito que estava com Elias.
Não precisamos entender isso aqui que
Eliseu está falando com uma ambição
vaidosa que ele está tendo. Como se eles
Eliseu ali tivesse dizendo assim: "Quero
ser duas vezes mais impressionante que
você". Não é isso que a gente tá
falando. A linguagem lembra herança do
primogênito. Eliseu está pedindo
capacidade para assumir aquela
responsabilidade.
Ele sabe que a tarefa que está diante
dele é maior do que a capacidade que ele
tem. Essa é uma marca importante do
verdadeiro servo de Deus. Quanto mais
ele entende a responsabilidade,
menos ele confia em si mesmo. A pessoa
imatura olha para o serviço e pensa: "Eu
consigo, eu vou conseguir, eu vou me
destacar ali." As pessoas que conhecem
verdadeiramente Deus pensa: "Se Deus não
me sustentar, eu não consigo produzir
nada de valor eterno aqui." Então, Elias
parte e Eliseu vai começar o seu
ministério. E quando nós observamos os
seus milagres, percebendo algo
acontecendo repetidamente ali, Deus o
leva para lugares em que os recursos
humanos simplesmente acabaram. Em
segunda Reis 4, uma viúva procura
Eliseu.
Um marido dessa viúva morreu. Ela está
endividada e o credor está chegando para
cobrar ela.
Seus filhos correm risco de serem
levados dela. Você vê aqui, isso não é
um problema pequeno. É uma casa inteira
entrando num colapso. E Eliseu pergunta:
"O que você tem em casa?" Ela responde:
"Não possuo nada, exceto um pouco de
azeite." É interessante como nós
geralmente usamos a palavra nada. Ela
diz que não tem nada. Depois ela lembra
que tem um pouco de azeite e avisa isso
a Eliseu. Para ela aquilo era tão
insignificante que praticamente não
contava como nada ali. Mas Deus começa
exatamente nesse ponto.
Não porque o pouco que temos possua
algum poder secreto para nos salvar.
Esse texto não fala em nós, para nós,
sobre descobrir um potencial interior
que estava escondido. O azeite era
realmente insuficiente.
Aquele azeite não ia servir pro problema
que ela estava. E é justamente por isso
que se alguma coisa extraordinária
acontecesse, a glória que acontecesse
ali não poderia pertencer à mulher.
alguma coisa que ela tinha, uma
estratégia mirabolante de Eliseu. Eliseu
manda que ela consiga vasos, muitos
vasos, e depois manda ela entrar em
casa, fechar a porta e começar a
derramar ele. E ela derrama.
Um vaso enche depois outro vaso, enche
depois outro. Enquanto há vasos, azeite
sendo posto ali, no final ela vende,
paga a dívida e consegue sobreviver.
Precisamos ter cuidado quando nós
olhamos para esse texto. É óbvio, ele
não é uma técnica de prosperidade
financeira para nós. Não é uma promessa
de que todo cristão endividado vai
receber o milagre econômico.
O ponto aqui é muito mais belo do que
essa imaginação um tanto simplista. Deus
vê uma viúva. O Deus que governa Israel
também está atento a uma casa pequena,
onde há uma mãe que não sabe o que
fazer. A soberania de Deus não é fria. O
Deus que controla os reis e as e o
destino de nações também vê as lágrimas
de uma mãe. O Deus que governa nações
também conhece a quantidade de azeite
que tem dentro daquela casa. E isso
precisa entrar profundamente na nossa
teologia. Às vezes falamos corretamente
sobre a grandeza de Deus, mas de um
jeito que parece distante. Sim, Deus
levanta reis e derruba impérios, mas o
mesmo Deus se ocupa aquela com aquela
viúva. Sua grandeza não o torna
indiferente. Muito pelo contrário, sua
soberania significa que a sua compaixão
tem poder. Pouco depois, a história vai
ficar ainda mais pesada.
Há uma mulher tsunamita que havia
recebido Eliseu em sua casa. Ela e o
marido prepararam um pequeno quarto para
o profeta. Ela não tinha filhos
e Deus lhe concede um filho. O menino
cresce. Um dia ele vai pro campo e passa
mal. E ele é levado para a mãe e ele
morre nos braços dela.
Agora chegamos a um lugar onde toda a
capacidade humana vai acabar. Uma dívida
a gente consegue renegociar. Um recurso
pode aparecer que você não tava
esperando, mas o que uma mãe faz com uma
criança morta nos seus braços? Não tem
estratégia aqui. Não há um planejamento
possível. Há apenas a morte. Ela procura
Eliseu. Eliseu chega, entra no quarto,
fecha a porta e ora.
E quando a gente passa às vezes para
esse texto, a gente pode acabar lendo
esse texto meio rápido, mas não, mas não
passe rápido, pare um pouquinho aqui.
Eliseu ora. Por que que ele faz isso?
Porque Eliseu não tinha poder em si
mesmo para resolver aquele problema. Ele
não controla o poder de Deus. Ele é o
profeta. Ele fala o que Deus falou. Ele
não é Deus. Ele depende de Deus. Então,
Deus devolve a vida ao menino, o menino
abre os olhos e a mãe recebe o filho
novamente.
Mas note que está acontecendo. Na
primeira casa faltava recursos, na
segunda faltava vida. Em ambos os casos,
Deus se mostra suficiente.
Isso não significa que Deus sempre falá,
fará o milagre que nós desejamos na
nossa vida. Cristãos fiéis sofrem,
cristãos fiéis adoecem, que cristãos
fiéis enterram pessoas que eles amam.
A Bíblia não promete imunidade ao
sofrimento, ela promete algo maior.
Nenhuma situação escapa ao governo de
Deus. Mas quando ele não remove de
imediato sofrimento, o sofrimento nunca
se torna soberano na nossa vida. A
ressurreição daquele menino nos ensina
algo ainda mais profundo.
Ele nos ajuda a compreender o nosso, que
o nosso problema é espiritual. A Bíblia
não descreve o pecador apenas como
alguém que precisa de informação.
Não diz a pena que nós estamos confusos.
Paulo afirma que nós estávamos mortos em
nossos transgressões e pecados. Nós
estávamos mortos.
Isso muda completamente a maneira como
nós enxergamos a salvação que vem a nós.
Uma pessoa morta não precisa de um
conselho, ela precisa de vida, não
precisa de um incentivo um pouco maior
para ela fazer algo. Ela precisa de
ressurreição.
Por isso, a salvação é graça, do começo
ao fim. Se estivéssemos apenas
desorientados aqui, talvez pudéssemos
encontrar um caminho. Talvez se fôssemos
bem orientados. Se estivéssemos apenas
fracos, talvez nós pudéssemos ali
agarrar todas as nossas forças e fazer
algo. Mas se estamos espiritualmente
mortos, então só Deus pode agir. E isso
elimina toda a vanglória que nós
poderíamos ter conosco mesmos. Ninguém
chega diante de Deus dizendo: "Eu fui
mais inteligente". Ninguém vai poder
chegar e dizer: "Eu possuí algo que os
outros não tinham". Se mortos receberam
vida, toda a glória pertence a Deus e
mais ninguém.
Ainda em segunda Reis 4, aparece outra
cena. 20 pães são trazidos a 100 homens
para alimentar. A quantidade parece
claramente insuficiente para alimentar
tantas pessoas, mas Eliseu ordena que
distribuam e todos vão comer e ainda vai
sobrar. E mais uma vez insuficiência
humana na cena
e mais uma vez a providência divina
aparece. E quando lemos isso, conhecendo
o restante da Bíblia, algo começa a
parecer familiar para nós. Pães
multiplicando,
mortos recebendo vida, pessoas impuras
sendo restauradas, olhos que serão
abertos. É como se o Antigo Testamento
estivesse construindo uma linguagem que
mais tarde seria usada de uma maneira
muito mais clara. Mas antes de nós
chegarmos lá, encontramos mais uma
história e uma das mais importantes do
ministério de Eliseu. Em segunda Reis 5,
é apresentado na Amã. O texto começa
dizendo tudo aquilo que poderia fazer
uma pessoa acreditar que Naamã não
precisava de nada.
Ele era o comandante do exército da
Síria. Ele era respeitado, ele era
honrado, ele era um guerreiro valente.
Naamã tinha posição, influência e acesso
direto ao rei. Então aparece uma uma eh
frase que simplesmente vai mudar tudo.
Porém, leproso.
Existe sempre um porém que o sucesso
humano não consegue resolver. Você pode
construir uma carreira impressionante,
mas não consegue impedir a morte. Você
pode acumular o quanto dinheiro pode ser
possível, mas não consegue comprar a sua
paz com Deus. Você pode conquistar a
admiração das pessoas, mas não consegue
purificar o seu coração. Naamã podia
comandar soldados, mas ele não podia
comandar a sua própria pele. Ele podia
vencer guerras, mas ele não podia vencer
aquela doença. E Deus começa a trabalhar
de uma maneira que fere profundamente o
orgulho humano. Quem aponta para Anaamã
o caminho da cura?
uma simples menina israelita,
uma escrava
que estava ali,
alguém, aparentemente, você diria
insignificante, o grande general depende
do palavra de uma menina sem poder
algum. O Senhor depende da serva. O
poderoso precisa ouvir alguém que o
mundo não considera importante. É assim
que a graça chega. Ela não respeita as
nossas hierriarquias e o nosso orgulho.
Naamã, por isso, vai até Israel, leva a
carta, leva riqueza e leva recursos. Ele
está acostumado a um mundo em que coisas
importantes custam caro e a cura da
doença dele é óbvio que custar caro.
Então
imagina que sua cura vai ter um preço
elevado. Chega à casa de Eliseu com
cavalos e carros e provavelmente espera
uma recepção adequada à sua posição. Mas
Eliseu nem sai para falar com ele. Ele
manda o mensageiro. E a instrução para
Naamã é simples. Vá ao Jordão e lave-se
sete vezes. E Naamã fica furioso. E isso
revela algo importante aqui. Nós
poderíamos imaginar que o homem
desesperado aceitaria qualquer solução,
mas o orgulho pode ser tão profundo que
alguém prefere continuar doente a ser
curado de uma maneira humilhante.
Naamã havia imaginado como um milagre
poderia acontecer. Ele esperava que
Eliseu saísse para ver ele e invocasse o
nome do Senhor, movesse as mãos sobre
ele na região doente e de repente já
parecesse tudo bom. Namã, provavelmente
na sua cabeça durante o caminho já tinha
escrito todo o roteiro de como ia
acontecer. E Deus se recusou a seguir o
roteiro de Naamã. E nós fazemos a mesma
coisa. Várias e várias vezes dizemos que
queremos a vontade de Deus, desde que
ela pareça um pouco com a minha.
Queremos a direção, desde que Deus nos
conduza para onde eu já pretendia ir.
Queremos a graça desde que ela preserve
o nosso orgulho. Naamã olha pro Jordão e
pensa em rios melhores que ele poderia
fazer aquilo. Mas o poder, o que Namã
não estava conseguindo perceber, não
está naquela água. O ponto é a palavra
de Deus. Naamã precisa parar de
negociar. Seus servos vão aconselhar
ele. Se Eliseu tivesse exigido algo
grandioso, você não faria? Então, por
que não obedecem algo tão simples como
entrar no rio? Essa pergunta do servo
expõe o nosso coração. Às vezes
preferimos uma salvação difícil, porque
a salvação difícil permite a nós, no
final sentir um certo orgulho. Se Deus
dissesse subo uma montanha, talvez nós
subiríamos. Se dissesse faço uma obra
extraordinária
talvez nós tentássemos.
Porque depois nós poderíamos olhar para
nós mesmos e dizer: "Eu consegui".
Mas a graça fecha completamente essa
porta. A graça diz: "Você não compra,
você não merece, você apenas recebe". E
Naamã finalmente vai ao Jordão, mergulha
sete vezes lá e quando sai,
a sua pele está restaurada.
O grande general sai da água com a pele
como a de criança. Ele entrou poderoso
ali e ele sai dependente de Deus. Ele
entrou carregado de riquezas e sai
sabendo que havia recebido algo que
nenhum dinheiro no mundo poderia
comprar. Então ele volta até Eliseu e
tenta oferecer presentes a ele. E Eliseu
recusa a todos. E isso aqui é
importante. Se Eliseu transformasse a
cura numa transação final, poderia
obscurecer a mensagem. Naamã precisa
voltar para casa sabendo: "Eu não
comprei a minha purificação".
E é aqui que a gente normalmente tem que
parar um pouco. Essa é uma das maiores
dificuldades do coração humano diante do
evangelho. Nós entendemos o salário.
Você trabalha. E o que que acontece
quando você trabalha? Você recebe. Nós
entendemos uma troca. Você oferece
alguma coisa e recebe outra. Entendemos
mérito. Você faz algo bom, você ganha
uma recompensa. Mas a graça é
completamente diferente. A graça é Deus
fazendo pelo culpado aquilo que o
culpado nunca poderia fazer por si
mesmo. E isso ofende o nosso orgulho.
Por isso, uma religião baseada em um
desempenho parece tão atraente. Ela nos
dá uma sensação que nós temos o controle
da situação. Se eu cumpro certas regras,
faço certas obras, atinge o determinado
nível moral, então eu sinto que Deus me
me deve alguma coisa no fim. Mas Deus
nunca está em dívida conosco. Tudo
começa nele. Tudo depende dele. Tudo
termina na glória dele. Naamã aprende
que a graça não tem um preço. Mas então
surge Jease. Talvez Jeasi seja ainda
mais assustador do que o caso de Naamã.
Porque Naamã começa a história longe,
Jeazase começa a história de perto.
Naamã é sírio. Jeaz é o servo de Eliseu.
Naamã vem de um ambiente idólatra. Jeasi
vive ao lado do profeta. Naamã não
conhecia o Deus de Israel. Je havia
visto repetidamente o poder de Deus com
Eliseu. Mesmo assim, seu coração é
dominado pelo dinheiro. Ele vê Naamã
embora com suas riquezas e pensa: "É uma
oportunidade sendo perdida". Ele corre
atrás de Naamã, mente e consegue pratas
e roupa. Ele esconde
e volta.
E ele chega na casa com Eliseu e Eliseu
pergunta onde ele esteve. Jeas mente de
novo. Então vem logo o juízo. A lepra de
Naamã passa para Jeaze. Consegue ver a
ironia aqui? O homem que estava longe
recebeu a graça. O homem que estava
perto revela a corrupção. O gentil
leproso é purificado. O israelita
privilegiado termina leproso. A Bíblia
está fazendo uma advertência séria aqui.
A proximidade com coisas santas não é a
mesma coisa que transformação do
coração. Você pode ouvir ser mãos
durante anos e continuar dominado pelo
dinheiro. Você pode conhecer a linguagem
cristã e viver para aprovação com os
outros.
Você pode estar na igreja e continuar
alimentando o ressentimento.
Ou seja, você pode estar perto do
evangelho sem permitir que o que o
evangelho destroa os seus ídolos. Por
isso a pergunta não é simples. Eu tive
uma experiência religiosa e nem também
eu me emocionei alguma vez. A pergunta
mais profunda é: o que governa o meu
coração?
A verdadeira fé toca os nossos ídolos,
toca o nosso dinheiro, toca a nossa
necessidade de controle, toca a nossa
reputação e cada pessoa sabe aonde essa
pergunta dói.
Existe alguma área em que você deseja a
bênção de Deus, mas não o governo de
Deus?
Jeasi queria estar perto do poder do
Senhor enquanto mantinha o seu próprio
Deus particular.
seu Deus no final o dinheiro. E Deus
expôs isso naquela situação. A graça que
purifica também confronta. O evangelho
consola, mas ele também revela algo em
nós. Ele perdoa, mas ele destrona os
nossos ídolos. Então, chegamos em
segunda Rei 6. Agora não é doença, agora
não é mais dívida. É o exército ali. O
rei da Síria descobre que Eliseu está
frustrando os seus planos e envia
soldados para capturá-lo. Durante a
noite, a cidade onde Eliseu está fica
cercada. De manhã, o servo acorda, olha
para fora e vê soldados, cavalos, armas.
Não há saída aparente. Não tem o que
fazer.
Ele corre até Eliseu e pergunta: "Meu
Senhor, o que faremos?" É uma pergunta
honesta desse servo. O perigo era real.
A Bíblia nunca define fé como fingir que
o problema não existe. O servo não
estava imaginando o exército. Havia um
exército lá fora, como o exército nós
vimos hoje de manhã cercando Jerusalém.
Fé não é olhar para uma doença e negar a
existência dela. Não é olhar para uma
pedra e eh o olhar ali e fingir que ela
não está chegando.
Cristianismo não é a negação da
realidade, é enxergar toda a realidade
em nossa volta. Eliseu responde assim no
versículo 16 de Segunda Reis 6: "Não
tenha medo. Aquele que estão conosco são
mais numerosos.
do que eles.
E a pergunta natural que seria do servo,
seria o quê? Quem está conosco? Ele vê
dois homens ali e um exército lá de
fora. Então Eliseu ora assim no
versículo 17: "Senhor, abre os olhos
para que ele veja.
Observe que ele não pede apenas. Ele não
pede que Deus envie ajuda. A ajuda já
estava lá o tempo inteiro. Ele pede que
Deus abra os olhos. Então o servo vê. Os
montes estão cheios de cavalos e carros
de fogo. E ele pensa, ele pensava ali
que ele estava cercado.
Ele pensava isso. Só que ele não sabia
quem cercava quem. Ele via o exército
sírio e não via o exército do Senhor. E
talvez essa seja uma das palavras mais
necessárias, eu diria, para nós. O fato
de você não enxergar o que Deus está
fazendo não significa que Deus não está
fazendo nada. O silêncio não significa
ausência.
Providência invisível continua sendo
providência.
Nós enxergamos um momento, Deus governa
toda a história. Nós vemos uma porta
fechada. Deus vê todo o caminho que vai
ser percorrido. Nós vemos o exército.
Deus vê as carruagens de fogo. Isso não
significa que compreenderemos cada
sofrimento que nós vamos passar aqui.
Muitas vezes, não se engane, nós não
vamos compreender. A doutrina da
soberania de Deus não significa que
possuímos explicações detalhadas para
tudo. Significa que quando a explicação
falta, Deus continua presente. Nada vai
escapar do seu governo. Nenhum rei,
nenhum exército, nenhuma enfermidade,
nenhuma perda, nenhum dia, aparentemente
caótico consegue tirar Deus do trono.
Mas é importante acrescentar algo aqui.
Soberania não é apenas poder. O Deus
soberano também é santo, sábio e bom. Se
Deus tivesse poder absoluto, mas não
fosse bom, nós teríamos um motivo muito
grande para termo.
Se tivéssemos, se ele tivesse poder, mas
ele não tivesse sabedoria,
sua soberania seria algo aterrorizante.
Mas o Deus da Escritura é perfeitamente
poderoso, sábio, santo e bom.
Ele nunca descobre algo tarde demais.
Ele nunca comete um erro de cálculo. Ele
nunca vai ser surpreendido. Nunca
precisa revisar os seus planos porque
alguma coisa saiu do seu controle.
E isso permite que um cristão diga mesmo
chorando, eu não entendo nada do que
está acontecendo aqui. E ainda assim ele
diga, mas eu confio no Senhor, não
porque a dor seja pequena, mas porque o
nosso Deus é grande. O servo precisa de
olhos abertos e nós também todos os
dias.
Quando Deus parece pequeno em nossa
visão, o problema parece absoluto diante
de nós. Quando Deus ocupa o lugar
correto, os problemas continuam reais,
mas eles deixam de ser soberanos na
nossa cabeça. E a história termina de
uma maneira surpreendente. O exército
inimigo fica completamente desorientado.
Eliseu vai conduzir eles dali onde eles
estão até Samaria. O rei de Israel
pergunta se deve matá-los e Eliseu diz
que não. Ele dá um banquete e dá comida
para eles e depois eles vão embora.
Outra vez a graça alcança os inimigos.
Já vimos isso com Naamã, agora vemos
novamente. É como se Deus estivesse
mostrando que a sua misericórdia é maior
do que as nossas fronteiras. E quando
juntamos essas histórias, um padrão
aparece.
Água é purificada, uma viúva recebe
provisão, pão é multiplicado, um homem,
um morto recebe vida, um leproso é
limpo, olhos são abertos, inimigos
recebem misericórdia.
Com isso, eu acho que nós podemos chegar
no evangelho.
Séculos depois, surge outro homem em
Israel. Ele também vai multiplicar os
pães. Ele também vai purificar leprosos.
Ele também abre olhos. Ele também
ressuscita mortos e também anuncia graça
para quem ninguém esperava.
Mas existe uma diferença gigantesca
entre eles. Eliseu ora diante da morte.
Jesus ordena.
Eliseu recebe poder. Jesus exerce a sua
autoridade. Eliseu é um instrumento e
Cristo é o Senhor. Eliseu aponta para
algo maior. Jesus é aquele para quem
todos aqueles sinais estavam apontando.
Quando Jesus entra na sinagoga em
Nazaré, em Lucas 4, ele lembra
justamente de Naamã. Ele diz que havia
muitos leprosos em Israel no tempo de
Eliseu, mas na Amã o sírio foi
purificado e isso provoca revolta.
Pergunto, por quê?
Porque a graça é maravilhosa enquanto
acreditamos que somos os únicos que
merecem. E os judeus ali naquele momento
achavam que eles eram os únicos que
mereciam e eles ficaram ofendidos. Mas
quando descobrimos que a graça por
definição não pode ser merecida,
o orgulho nosso começa a sofrer. Se Namã
pode ser purificado, Israel não pode se
vangloriar de nada. Se gentios podem
receber misericórdia,
a herança religiosa não compra Deus. Se
pecadores entram no reino pela graça,
religiosos também precisam entrar pela
mesma porta, pelo mesmo motivo. E essa
porta é Cristo. Agora, olhe novamente
paraas histórias de Eliseu. A viúva
tinha uma dívida que ela não conseguiria
pagar. Nós
também temos uma dívida que nós não
conseguiríamos pagar, mas a nossa
dívida, diferente da dela que era
financeira, é moral. Naamã tinha uma
impureza que ele não conseguia remover.
Olha só, nós também temos, mas a nossa
impureza é o pecado. O filho da sunamita
estava morto e não conseguia produzir a
sua vida própria. Nós também estávamos
mortos espiritualmente.
O servo de Eliseu estava cego para uma
realidade que já existia. Nós também
nascemos cego para as coisas de Deus. Em
cada história, a solução precisa vir de
fora. Isso é o evangelho. A salvação não
nasce dentro de nós, ela vem até nós.
Deus faz aquilo que não poderíamos
fazer. Mas então vem uma pergunta é
ainda mais importante. Como Deus pode
dizer fazer isso? Como um Deus santo
pode declarar um pecador limpo? Como
pode perdoar sem abandonar a sua
justiça? Como pode receber culpados?
Se Deus é realmente justo, o pecado
precisa ser julgado.
Ele não pode simplesmente olhar pro mal
e dizer que não importa se um juiz
deixasse um criminoso culpado sair do
tribunal dizendo que eh a gente poderia
dizer que aquele local ali saiu sem
fazer justiça. Ninguém ia chamar isso de
bondade.
Então, como Deus pode ser justo, ao
mesmo tempo justificar pecadores?
A resposta não está no Jordão, está no
Calvário. Na cruz, Deus não fingiu que o
nosso pecado não existia. Ele tratou o
pecado com toda a seriedade que a sua
santidade exige.
Jesus, o filho eterno de Deus, assumiu a
verdadeira natureza humana. Viveu a vida
que nós deveríamos ter vivido. Obedeceu
onde nós desobedecemos. Amou o Pai
perfeitamente, cumpriu a lei. Não havia
culpa nele, nenhuma mancha, nenhum
pecado. Então ele foi pra cruz. Não
porque tivesse pecado, mas porque nós
tínhamos. Paulo escreve assim em segunda
Coríntios 5:21:
"Deus tornou pecado por nós aquele que
não tinha pecado, para que nele nós nos
tornássemos justiça de Deus". E isso é a
substituição. O inocente no lugar do
culpado, o santo carregando a condenação
do pecador. Cristo não morreu apenas
para mostrar que Deus nos ama. Ele
morreu para fazer aquilo que era
necessário para nos reconciliar com o
Deus bom. A justiça ali naquele local
foi satisfeita. A dívida foi paga.
Aquele que crê recebe a justiça de
Cristo.
Então a história de Naamã se torna ainda
mais bela. Naamã entra na água impuro e
sai limpo. No evangelho, água, algo
acontece muito maior. Nós chegamos
impuros. Cristo é perfeitamente puro. Na
cruz a nossa culpa é colocada sobre ele
como substituto. E ele recebe aquilo que
nós merecíamos. E pela fé recebemos
aquilo que ele conquistou. Isso é graça.
Você não compra isso, você não negocia
isso, você não merece isso. Você apenas
recebe isso. Talvez muita gente viva
tentando pagar uma dívida que Cristo já
pagou, tentando ser suficientemente boa
para ser aceito, tentando compensar pelo
seu passado, tentando provar para Deus
que ele mudou.
tentando provar para si mesmo que é
digna de ir a Deus. O evangelho chega e
diz para essa pessoa: "Pare de tentar
comprar o que Cristo já comprou na cruz.
Seu currículo não ajuda em nada. O seu
fracasso também não é maior que a obra
de Cristo. Você vem de mãos vazias, você
se arrepende, você crê descansa no
Senhor. Então a pergunta de Eliseu
diante do Jordão encontra a sua resposta
final. Em segunda Reis 2:14, o que que
ele disse? Onde está agora o Senhor, o
Deus de Elias?
A resposta é, ele continuou presente.
Ele continuou governando. Ele continuou
sustentando a sua aliança, continuou
conduzindo a história. Até que na
plenitude do tempo, o Deus que Eliseu
servia revelou, se revelou, revelou
plenamente a sua salvação em Cristo.
Eliseu carregava o manto. Cristo
carregou uma cruz. Eliseu atravessou o
Jordão. Cristo atravessou a morte.
Eliseu vi um menino voltar à vida.
Depois, algum dia, aquele menino vai
morrer novamente. Cristo ressuscitou
para nunca mais morrer. Eliseu foi um
instrumento para purificar um leproso.
Cristo purifica pecadores pela sua obra
perfeita. E quando Jesus saiu do túmulo,
ficou claro que o Calvário
não havia sido uma derrota ali. A dívida
estava paga. A morte havia sido vencida,
o sacrifício havia sido aceito, o rei
estava vivo. Por isso, a nossa
experiência nunca esteve em encontrar
outro Elias, nunca esteve em encontrar
outro Eliseu. Nossa esperança está
naquele para quem todos eles apontavam,
Jesus Cristo. Talvez hoje você esteja
diante de algo que não consegue
atravessar sozinho.
Talvez alguma coisa tenha acabado, uma
fase da sua vida, uma segurança que você
tinha, uma estrutura no qual você botava
sua confiança. E a pergunta não é se
você vai ser forte o suficiente para
passar por esse momento. A pergunta não
é se existe algum grande homem ao seu
lado para te ajudar a sustentar. A
pergunta é:
onde está o Senhor?
E a resposta
das Escrituras continuam sendo: Ele está
no trono, soberano, santo, fiel. Para
aquele que está em Cristo, ele também é
pai. Isso não significa que tudo vai ser
fácil nesse mundo. Eliseu conheceu a
posição, ele conheceu a guerra, ele
conheceu a dor. Mas em toda a história
existe uma realidade constante.
Deus permaneceu.
Quando havia apenas um pouco de azeite,
Deus permaneceu. Quando havia o menino
morto, Deus permaneceu. Quando Naamã
chegou coberto de lepra e orgulho, Deus
permaneceu. Quando Jeasi é revelou a sua
corrupção, Deus permaneceu santo ali.
Quando a cidade estava cercada, Deus
permaneceu soberano na situação. Quando
Elias, quando Elias partiu, Deus
permaneceu. E quando Cristo estava
pendurado na cruz e parecia aos olhos
humanos de todos que estavam ali que
toda a esperança havia desaparecido,
Deus estava realizando a maior obra da
redenção da história.
É isso que a cruz nos ensina. Nós nem
sempre conseguimos julgar o que Deus
está fazendo pelo que enxergamos naquele
momento. Na sexta-feira, os discípulos
viram a derrota. No domingo eles viram a
ressurreição. Na sexta-feira eles viram
o Messias morto. No domingo viram o
túmulo vazio. Na sexta-feira parecia que
o mal tinha vencido. Acabou toda a
esperança. No domingo ficou claro que
justamente por meio daquela morte, o
pecado e a morte haviam recebido o seu
golpe decisivo. Então, não confunda o
silêncio com a ausência. Não confunda a
fraqueza com o abandono. Não confunda
aquilo que você não compreende com
aquilo que Deus não governa. E acima de
tudo, não coloque a sua confiança
no instrumento. Elias era um
instrumento. Elias partiu. Eliseu
morreu. Pastores passam. Líderes passam.
Gerações terminam. Nosso corpo
envelhece. Mas Cristo permanece. O Deus
que sustentou Eliseu não terminou a sua
obra.
E o maior sinal de que podemos confiar
nele não são as carruagens de fogo ao
redor de Dotã. Não é o azeite sendo
multiplicado. Não é Naamã saindo limpo
das águas. Não é o menino respirando
novamente. É uma cruz fora de Jerusalém.
Porque ali Deus não apenas mostrou o seu
poder, ele mostrou graça. Não apenas
resolveu um problema temporário, tratou
o nosso problema eterno. Cristo morreu
por pecadores. Cristo ressuscitou.
Cristo reina para sempre. E Cristo
recebe todo aquele que abandona a sua
autossuficiência
e passa a confiar nele. Essa é a grande
mensagem que atravessa o ministério de
Eliseu que vimos hoje. O poder nunca
esteve no homem, sempre esteve em Deus.
A provisão não vinha dos vasos, vinha de
Deus. A vida não vinha do profeta, vinha
de Deus. A purificação não vinha do
Jordão, vinha do nosso Deus. A proteção
não vinha das muralhas, vinha de Deus. E
a sua salvação não vem da força que você
tem, não vem dos seus méritos, não vem
da sua religião, vem de Deus por meio de
Cristo. Então, a nossa oração não deva
ser: "Senhor, faça de mim alguém
impressionante".
Ela deveria ser: "Senhor,
abra os meus olhos. Abra os meus olhos
paraa minha fraqueza. Abre os meus olhos
paraa minha necessidade. Abre os meus
olhos paraa suficiência de Cristo. Abre
os meus olhos para que quando tudo o que
eu costumava confiar desaparecer, eu
ainda saiba responder a pergunta: Onde
está o Senhor? E eu possa responder: Ele
continua reinando. Ele continua sendo
bom. Ele continua sendo fiel. Porque
Cristo morreu e ressuscitou. A sua graça
é o suficiente. No fim, Eliseu não nos
deixa eh olhando apenas para Eliseu. Ele
nos conduz para algo além de si mesmo.
Ele nos conduz até Cristo, até a cruz,
até aquele túmulo vazio. E ali nós
entendemos o Deus de Elias, o Deus de
Eliseu, o Deus que purifica, o Deus que
dá a vida, o Deus que abre os olhos, o
Deus que mostra misericórdia a inimigos.
Esse Deus veio para salvar seu povo e no
Calvário fez aquilo que nenhum profeta,
nenhum sacerdote, nenhum rei, nenhum
esforço humano poderia fazer. Jesus
tomou o lugar do pecador, pagou a
dívida, satisfez a justiça, venceu a
morte e abriu o caminho até Deus. Por
isso, toda a glória pertence a ele,
somente a ele para sempre. Amém, irmãos.

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