Onde Está o Deus de Elias? | A História de Eliseu | Matheus Bessa – Domingo 09 de Agosto de 2026
10/08/2026
Onde Está o Deus de Elias? | A História de Eliseu | Matheus Bessa – Domingo 09 de Agosto de 2026
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Fonte: Josemar Bessa
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Quando nós lemos lá no Antigo Testamento a história de Eliseu, existe uma pergunta escondida no início do eh do ministério dele que atravessa toda a vida cristã. O que acontece quando aquilo que você acostumou a confiar de repente desaparece? A gente viu um pouquinho sobre isso hoje, mas vamos nos aprofundar em outro aspecto dessa dessa eh desse assunto. Eliseu havia caminhado com Elias. Ele conhecia a sua coragem, a sua firmeza e a sua vida com Deus. Elias tinha enfrentado reis, confrontado à idolatria de Israel, permanecido diante dos profetas de Baal no Monte Carmelo. E era difícil você olhar para aquele período da história de Israel e não pensar imediatamente em Elias. Mas agora estava chegando o momento em que Elias ia embora. Em Segunda Reis 2, Eliseu segue Elias até o fim. Elias vai para Betel, Eliseu vai com ele. Elias vai para Jericó, Eliseu está lá junto com ele. Elias segue para o Jordão, Eliseu continua ao seu lado. Então, chega o momento da separação entre eles. Elias toma o seu manto, bate nas águas do Jordão e as águas se dividem. Os dois atravessam em terra seca ali. Pouco depois, Elias é levado e Eliseu fica sozinho. Ou pelo menos se você olhar a princípio, ele parece sozinho. Ele pega um manto que havia caído de Elias e volta a Jordão e pergunta assim. E segunda Reis 2:14, onde está agora o Senhor, o Deus de Elias? Observe que nesse momento aqui ele poderia perguntar: "Onde está Elias agora para Israel nesse momento?" Mas o que ele pergunta, onde está o Deus de Elias? E essa diferença muda tudo. Elias podia partir, Deus não iria partir. Elias era importante, mas ele não era a fonte da importância ali. Ele era um instrumento, mas ele não era o senhor da obra. Ele era um servo, mas ele não era indispensável ali. Eliseu precisava aprender uma verdade que nós também precisamos aprender aqui hoje e praticamente sempre na nossa vida. A obra de Deus nunca depende, em última análise, do homem que Deus está usando. Nós sabemos dizer isso teologicamente, mas é diferente na nossa vida quando Deus mexe nas estruturas dela. Às vezes nossa segurança fica presa a certas pessoas. Há um pastor, há um líder, há um pai, há uma mãe e há um cônjuge. Há pessoas cuja presença nos traz uma estabilidade. Em alguns momentos, os ciclos mudam, as pessoas que estavam ao nosso redor partem, fases acabam, ministérios terminam. Então descobrimos onde estava a nossa confiança. Eliseu está ali diante do Jordão sem Elias. Mas o Deus de Elias continua presente ali. Ele vai, pega o manto, bate na água e ela se abre. Não porque Eliseu tinha se tornado um homem autossuficiente, mas porque o Deus que estava com Elias continuava sendo Deus. É assim que precisamos começar a aprender a história de Eliseu. Sua história não é, em primeiro lugar, a história de um homem poderoso. É a história de um eh é a história de um Deus poderoso usando um homem dependente dele. E talvez esse seja um confronto necessário para nós, porque existe algo dentro do coração humano que gosta da ideia de ser usado por Deus. Muitas pessoas a gente vê que fala que gosta disso, desde que isso também faça ela parecer importante. Nós gostamos que as pessoas possam ver resultados visíveis. Gostamos do reconhecimento que possamos ter. Gostamos da ideia de influência que nós podemos ter numa certa situação. Mas Deus não começa a história de Eliseu colocando ele diante de uma multidão. Ele começa lá no campo. Quando Elias encontrou Eliseu em Primeira Rei 19, Eliseu estava trabalhando, ele estava arando a terra. Ele possuía uma vida organizada, uma rotina, recursos e responsabilidades ali. Então, Elias passa e lança o seu manto sobre ele. Aquele gesto significava o chamado. E Eliseu entendeu esse chamado. Ele deixou os bois, volta, sacrifica os animais e usa a madeira do arado. E depois ele vai seguir Elias. Existe algo forte aqui nessa cena. Eliseu não apenas abandona o campo, ele remove a possibilidade de continuar vivendo exatamente como era antes. Isso não significa, óbvio, que todo cristão precisa abandonar a sua profissão. O ponto aqui é outro. Quando Deus chama, ele não está pedindo para ocupar um pequeno espaço da nossa vida. Deus não entra na nossa vida como um acessório ali. Ele reivindica o nosso coração. Nós gostamos de imaginar um eh um cristianismo em que Jesus entra para ajudar nos planos que nós temos. Mas o evangelho apresenta algo completamente diferente. Jesus entra como um Senhor na nossa vida. Ele não pergunta aonde ele pode se encaixar na nossa vida. Ele diz: "Siga-me." Há pessoas que querem o perdão de Cristo, mas não querem o seu senhorio. Querem o consolo, mas obediência é demais. Querem as promessas, mas não a transformação. Eliseu entende que o seu chamado toca toda a sua vida. Mas observe algo mais importante ainda. Depois de ser chamado, ele não começa imediatamente a realizar milagres. Ele serve. Durante um período. Ele acompanhava Elias. Em segunda Reis 3, Eliseu é lembrado como aquele que derramava água nas mãos de Elias. Pense nisso por um momento. O homem que mais tarde veria mortos recebendo vida começou servindo Elias. O homem que seria conhecido em Israel começou no anonimato. O homem que carregaria o manto do primeiro aprendeu a caminhar depois que ele viu Elias. É assim que Deus frequentemente trabalha. Nós temos pressa de chegar a um lugar onde nós queremos estar. Deus está interessado em que seremos quando chegarmos lá. Existe uma diferença entre desejar servir Deus e desejar ser visto servindo Deus. A fidelidade sem aplausos revela muito do coração das pessoas. Os anos escondidos também fazem parte da preparação. Eliseu serve antes de liderar, aprende antes de ser visto. E quando Elias pergunta o que ele deseja, qual a resposta dele? Eliseu pede uma porção dobrada do espírito que estava com Elias. Não precisamos entender isso aqui que Eliseu está falando com uma ambição vaidosa que ele está tendo. Como se eles Eliseu ali tivesse dizendo assim: "Quero ser duas vezes mais impressionante que você". Não é isso que a gente tá falando. A linguagem lembra herança do primogênito. Eliseu está pedindo capacidade para assumir aquela responsabilidade. Ele sabe que a tarefa que está diante dele é maior do que a capacidade que ele tem. Essa é uma marca importante do verdadeiro servo de Deus. Quanto mais ele entende a responsabilidade, menos ele confia em si mesmo. A pessoa imatura olha para o serviço e pensa: "Eu consigo, eu vou conseguir, eu vou me destacar ali." As pessoas que conhecem verdadeiramente Deus pensa: "Se Deus não me sustentar, eu não consigo produzir nada de valor eterno aqui." Então, Elias parte e Eliseu vai começar o seu ministério. E quando nós observamos os seus milagres, percebendo algo acontecendo repetidamente ali, Deus o leva para lugares em que os recursos humanos simplesmente acabaram. Em segunda Reis 4, uma viúva procura Eliseu. Um marido dessa viúva morreu. Ela está endividada e o credor está chegando para cobrar ela. Seus filhos correm risco de serem levados dela. Você vê aqui, isso não é um problema pequeno. É uma casa inteira entrando num colapso. E Eliseu pergunta: "O que você tem em casa?" Ela responde: "Não possuo nada, exceto um pouco de azeite." É interessante como nós geralmente usamos a palavra nada. Ela diz que não tem nada. Depois ela lembra que tem um pouco de azeite e avisa isso a Eliseu. Para ela aquilo era tão insignificante que praticamente não contava como nada ali. Mas Deus começa exatamente nesse ponto. Não porque o pouco que temos possua algum poder secreto para nos salvar. Esse texto não fala em nós, para nós, sobre descobrir um potencial interior que estava escondido. O azeite era realmente insuficiente. Aquele azeite não ia servir pro problema que ela estava. E é justamente por isso que se alguma coisa extraordinária acontecesse, a glória que acontecesse ali não poderia pertencer à mulher. alguma coisa que ela tinha, uma estratégia mirabolante de Eliseu. Eliseu manda que ela consiga vasos, muitos vasos, e depois manda ela entrar em casa, fechar a porta e começar a derramar ele. E ela derrama. Um vaso enche depois outro vaso, enche depois outro. Enquanto há vasos, azeite sendo posto ali, no final ela vende, paga a dívida e consegue sobreviver. Precisamos ter cuidado quando nós olhamos para esse texto. É óbvio, ele não é uma técnica de prosperidade financeira para nós. Não é uma promessa de que todo cristão endividado vai receber o milagre econômico. O ponto aqui é muito mais belo do que essa imaginação um tanto simplista. Deus vê uma viúva. O Deus que governa Israel também está atento a uma casa pequena, onde há uma mãe que não sabe o que fazer. A soberania de Deus não é fria. O Deus que controla os reis e as e o destino de nações também vê as lágrimas de uma mãe. O Deus que governa nações também conhece a quantidade de azeite que tem dentro daquela casa. E isso precisa entrar profundamente na nossa teologia. Às vezes falamos corretamente sobre a grandeza de Deus, mas de um jeito que parece distante. Sim, Deus levanta reis e derruba impérios, mas o mesmo Deus se ocupa aquela com aquela viúva. Sua grandeza não o torna indiferente. Muito pelo contrário, sua soberania significa que a sua compaixão tem poder. Pouco depois, a história vai ficar ainda mais pesada. Há uma mulher tsunamita que havia recebido Eliseu em sua casa. Ela e o marido prepararam um pequeno quarto para o profeta. Ela não tinha filhos e Deus lhe concede um filho. O menino cresce. Um dia ele vai pro campo e passa mal. E ele é levado para a mãe e ele morre nos braços dela. Agora chegamos a um lugar onde toda a capacidade humana vai acabar. Uma dívida a gente consegue renegociar. Um recurso pode aparecer que você não tava esperando, mas o que uma mãe faz com uma criança morta nos seus braços? Não tem estratégia aqui. Não há um planejamento possível. Há apenas a morte. Ela procura Eliseu. Eliseu chega, entra no quarto, fecha a porta e ora. E quando a gente passa às vezes para esse texto, a gente pode acabar lendo esse texto meio rápido, mas não, mas não passe rápido, pare um pouquinho aqui. Eliseu ora. Por que que ele faz isso? Porque Eliseu não tinha poder em si mesmo para resolver aquele problema. Ele não controla o poder de Deus. Ele é o profeta. Ele fala o que Deus falou. Ele não é Deus. Ele depende de Deus. Então, Deus devolve a vida ao menino, o menino abre os olhos e a mãe recebe o filho novamente. Mas note que está acontecendo. Na primeira casa faltava recursos, na segunda faltava vida. Em ambos os casos, Deus se mostra suficiente. Isso não significa que Deus sempre falá, fará o milagre que nós desejamos na nossa vida. Cristãos fiéis sofrem, cristãos fiéis adoecem, que cristãos fiéis enterram pessoas que eles amam. A Bíblia não promete imunidade ao sofrimento, ela promete algo maior. Nenhuma situação escapa ao governo de Deus. Mas quando ele não remove de imediato sofrimento, o sofrimento nunca se torna soberano na nossa vida. A ressurreição daquele menino nos ensina algo ainda mais profundo. Ele nos ajuda a compreender o nosso, que o nosso problema é espiritual. A Bíblia não descreve o pecador apenas como alguém que precisa de informação. Não diz a pena que nós estamos confusos. Paulo afirma que nós estávamos mortos em nossos transgressões e pecados. Nós estávamos mortos. Isso muda completamente a maneira como nós enxergamos a salvação que vem a nós. Uma pessoa morta não precisa de um conselho, ela precisa de vida, não precisa de um incentivo um pouco maior para ela fazer algo. Ela precisa de ressurreição. Por isso, a salvação é graça, do começo ao fim. Se estivéssemos apenas desorientados aqui, talvez pudéssemos encontrar um caminho. Talvez se fôssemos bem orientados. Se estivéssemos apenas fracos, talvez nós pudéssemos ali agarrar todas as nossas forças e fazer algo. Mas se estamos espiritualmente mortos, então só Deus pode agir. E isso elimina toda a vanglória que nós poderíamos ter conosco mesmos. Ninguém chega diante de Deus dizendo: "Eu fui mais inteligente". Ninguém vai poder chegar e dizer: "Eu possuí algo que os outros não tinham". Se mortos receberam vida, toda a glória pertence a Deus e mais ninguém. Ainda em segunda Reis 4, aparece outra cena. 20 pães são trazidos a 100 homens para alimentar. A quantidade parece claramente insuficiente para alimentar tantas pessoas, mas Eliseu ordena que distribuam e todos vão comer e ainda vai sobrar. E mais uma vez insuficiência humana na cena e mais uma vez a providência divina aparece. E quando lemos isso, conhecendo o restante da Bíblia, algo começa a parecer familiar para nós. Pães multiplicando, mortos recebendo vida, pessoas impuras sendo restauradas, olhos que serão abertos. É como se o Antigo Testamento estivesse construindo uma linguagem que mais tarde seria usada de uma maneira muito mais clara. Mas antes de nós chegarmos lá, encontramos mais uma história e uma das mais importantes do ministério de Eliseu. Em segunda Reis 5, é apresentado na Amã. O texto começa dizendo tudo aquilo que poderia fazer uma pessoa acreditar que Naamã não precisava de nada. Ele era o comandante do exército da Síria. Ele era respeitado, ele era honrado, ele era um guerreiro valente. Naamã tinha posição, influência e acesso direto ao rei. Então aparece uma uma eh frase que simplesmente vai mudar tudo. Porém, leproso. Existe sempre um porém que o sucesso humano não consegue resolver. Você pode construir uma carreira impressionante, mas não consegue impedir a morte. Você pode acumular o quanto dinheiro pode ser possível, mas não consegue comprar a sua paz com Deus. Você pode conquistar a admiração das pessoas, mas não consegue purificar o seu coração. Naamã podia comandar soldados, mas ele não podia comandar a sua própria pele. Ele podia vencer guerras, mas ele não podia vencer aquela doença. E Deus começa a trabalhar de uma maneira que fere profundamente o orgulho humano. Quem aponta para Anaamã o caminho da cura? uma simples menina israelita, uma escrava que estava ali, alguém, aparentemente, você diria insignificante, o grande general depende do palavra de uma menina sem poder algum. O Senhor depende da serva. O poderoso precisa ouvir alguém que o mundo não considera importante. É assim que a graça chega. Ela não respeita as nossas hierriarquias e o nosso orgulho. Naamã, por isso, vai até Israel, leva a carta, leva riqueza e leva recursos. Ele está acostumado a um mundo em que coisas importantes custam caro e a cura da doença dele é óbvio que custar caro. Então imagina que sua cura vai ter um preço elevado. Chega à casa de Eliseu com cavalos e carros e provavelmente espera uma recepção adequada à sua posição. Mas Eliseu nem sai para falar com ele. Ele manda o mensageiro. E a instrução para Naamã é simples. Vá ao Jordão e lave-se sete vezes. E Naamã fica furioso. E isso revela algo importante aqui. Nós poderíamos imaginar que o homem desesperado aceitaria qualquer solução, mas o orgulho pode ser tão profundo que alguém prefere continuar doente a ser curado de uma maneira humilhante. Naamã havia imaginado como um milagre poderia acontecer. Ele esperava que Eliseu saísse para ver ele e invocasse o nome do Senhor, movesse as mãos sobre ele na região doente e de repente já parecesse tudo bom. Namã, provavelmente na sua cabeça durante o caminho já tinha escrito todo o roteiro de como ia acontecer. E Deus se recusou a seguir o roteiro de Naamã. E nós fazemos a mesma coisa. Várias e várias vezes dizemos que queremos a vontade de Deus, desde que ela pareça um pouco com a minha. Queremos a direção, desde que Deus nos conduza para onde eu já pretendia ir. Queremos a graça desde que ela preserve o nosso orgulho. Naamã olha pro Jordão e pensa em rios melhores que ele poderia fazer aquilo. Mas o poder, o que Namã não estava conseguindo perceber, não está naquela água. O ponto é a palavra de Deus. Naamã precisa parar de negociar. Seus servos vão aconselhar ele. Se Eliseu tivesse exigido algo grandioso, você não faria? Então, por que não obedecem algo tão simples como entrar no rio? Essa pergunta do servo expõe o nosso coração. Às vezes preferimos uma salvação difícil, porque a salvação difícil permite a nós, no final sentir um certo orgulho. Se Deus dissesse subo uma montanha, talvez nós subiríamos. Se dissesse faço uma obra extraordinária talvez nós tentássemos. Porque depois nós poderíamos olhar para nós mesmos e dizer: "Eu consegui". Mas a graça fecha completamente essa porta. A graça diz: "Você não compra, você não merece, você apenas recebe". E Naamã finalmente vai ao Jordão, mergulha sete vezes lá e quando sai, a sua pele está restaurada. O grande general sai da água com a pele como a de criança. Ele entrou poderoso ali e ele sai dependente de Deus. Ele entrou carregado de riquezas e sai sabendo que havia recebido algo que nenhum dinheiro no mundo poderia comprar. Então ele volta até Eliseu e tenta oferecer presentes a ele. E Eliseu recusa a todos. E isso aqui é importante. Se Eliseu transformasse a cura numa transação final, poderia obscurecer a mensagem. Naamã precisa voltar para casa sabendo: "Eu não comprei a minha purificação". E é aqui que a gente normalmente tem que parar um pouco. Essa é uma das maiores dificuldades do coração humano diante do evangelho. Nós entendemos o salário. Você trabalha. E o que que acontece quando você trabalha? Você recebe. Nós entendemos uma troca. Você oferece alguma coisa e recebe outra. Entendemos mérito. Você faz algo bom, você ganha uma recompensa. Mas a graça é completamente diferente. A graça é Deus fazendo pelo culpado aquilo que o culpado nunca poderia fazer por si mesmo. E isso ofende o nosso orgulho. Por isso, uma religião baseada em um desempenho parece tão atraente. Ela nos dá uma sensação que nós temos o controle da situação. Se eu cumpro certas regras, faço certas obras, atinge o determinado nível moral, então eu sinto que Deus me me deve alguma coisa no fim. Mas Deus nunca está em dívida conosco. Tudo começa nele. Tudo depende dele. Tudo termina na glória dele. Naamã aprende que a graça não tem um preço. Mas então surge Jease. Talvez Jeasi seja ainda mais assustador do que o caso de Naamã. Porque Naamã começa a história longe, Jeazase começa a história de perto. Naamã é sírio. Jeaz é o servo de Eliseu. Naamã vem de um ambiente idólatra. Jeasi vive ao lado do profeta. Naamã não conhecia o Deus de Israel. Je havia visto repetidamente o poder de Deus com Eliseu. Mesmo assim, seu coração é dominado pelo dinheiro. Ele vê Naamã embora com suas riquezas e pensa: "É uma oportunidade sendo perdida". Ele corre atrás de Naamã, mente e consegue pratas e roupa. Ele esconde e volta. E ele chega na casa com Eliseu e Eliseu pergunta onde ele esteve. Jeas mente de novo. Então vem logo o juízo. A lepra de Naamã passa para Jeaze. Consegue ver a ironia aqui? O homem que estava longe recebeu a graça. O homem que estava perto revela a corrupção. O gentil leproso é purificado. O israelita privilegiado termina leproso. A Bíblia está fazendo uma advertência séria aqui. A proximidade com coisas santas não é a mesma coisa que transformação do coração. Você pode ouvir ser mãos durante anos e continuar dominado pelo dinheiro. Você pode conhecer a linguagem cristã e viver para aprovação com os outros. Você pode estar na igreja e continuar alimentando o ressentimento. Ou seja, você pode estar perto do evangelho sem permitir que o que o evangelho destroa os seus ídolos. Por isso a pergunta não é simples. Eu tive uma experiência religiosa e nem também eu me emocionei alguma vez. A pergunta mais profunda é: o que governa o meu coração? A verdadeira fé toca os nossos ídolos, toca o nosso dinheiro, toca a nossa necessidade de controle, toca a nossa reputação e cada pessoa sabe aonde essa pergunta dói. Existe alguma área em que você deseja a bênção de Deus, mas não o governo de Deus? Jeasi queria estar perto do poder do Senhor enquanto mantinha o seu próprio Deus particular. seu Deus no final o dinheiro. E Deus expôs isso naquela situação. A graça que purifica também confronta. O evangelho consola, mas ele também revela algo em nós. Ele perdoa, mas ele destrona os nossos ídolos. Então, chegamos em segunda Rei 6. Agora não é doença, agora não é mais dívida. É o exército ali. O rei da Síria descobre que Eliseu está frustrando os seus planos e envia soldados para capturá-lo. Durante a noite, a cidade onde Eliseu está fica cercada. De manhã, o servo acorda, olha para fora e vê soldados, cavalos, armas. Não há saída aparente. Não tem o que fazer. Ele corre até Eliseu e pergunta: "Meu Senhor, o que faremos?" É uma pergunta honesta desse servo. O perigo era real. A Bíblia nunca define fé como fingir que o problema não existe. O servo não estava imaginando o exército. Havia um exército lá fora, como o exército nós vimos hoje de manhã cercando Jerusalém. Fé não é olhar para uma doença e negar a existência dela. Não é olhar para uma pedra e eh o olhar ali e fingir que ela não está chegando. Cristianismo não é a negação da realidade, é enxergar toda a realidade em nossa volta. Eliseu responde assim no versículo 16 de Segunda Reis 6: "Não tenha medo. Aquele que estão conosco são mais numerosos. do que eles. E a pergunta natural que seria do servo, seria o quê? Quem está conosco? Ele vê dois homens ali e um exército lá de fora. Então Eliseu ora assim no versículo 17: "Senhor, abre os olhos para que ele veja. Observe que ele não pede apenas. Ele não pede que Deus envie ajuda. A ajuda já estava lá o tempo inteiro. Ele pede que Deus abra os olhos. Então o servo vê. Os montes estão cheios de cavalos e carros de fogo. E ele pensa, ele pensava ali que ele estava cercado. Ele pensava isso. Só que ele não sabia quem cercava quem. Ele via o exército sírio e não via o exército do Senhor. E talvez essa seja uma das palavras mais necessárias, eu diria, para nós. O fato de você não enxergar o que Deus está fazendo não significa que Deus não está fazendo nada. O silêncio não significa ausência. Providência invisível continua sendo providência. Nós enxergamos um momento, Deus governa toda a história. Nós vemos uma porta fechada. Deus vê todo o caminho que vai ser percorrido. Nós vemos o exército. Deus vê as carruagens de fogo. Isso não significa que compreenderemos cada sofrimento que nós vamos passar aqui. Muitas vezes, não se engane, nós não vamos compreender. A doutrina da soberania de Deus não significa que possuímos explicações detalhadas para tudo. Significa que quando a explicação falta, Deus continua presente. Nada vai escapar do seu governo. Nenhum rei, nenhum exército, nenhuma enfermidade, nenhuma perda, nenhum dia, aparentemente caótico consegue tirar Deus do trono. Mas é importante acrescentar algo aqui. Soberania não é apenas poder. O Deus soberano também é santo, sábio e bom. Se Deus tivesse poder absoluto, mas não fosse bom, nós teríamos um motivo muito grande para termo. Se tivéssemos, se ele tivesse poder, mas ele não tivesse sabedoria, sua soberania seria algo aterrorizante. Mas o Deus da Escritura é perfeitamente poderoso, sábio, santo e bom. Ele nunca descobre algo tarde demais. Ele nunca comete um erro de cálculo. Ele nunca vai ser surpreendido. Nunca precisa revisar os seus planos porque alguma coisa saiu do seu controle. E isso permite que um cristão diga mesmo chorando, eu não entendo nada do que está acontecendo aqui. E ainda assim ele diga, mas eu confio no Senhor, não porque a dor seja pequena, mas porque o nosso Deus é grande. O servo precisa de olhos abertos e nós também todos os dias. Quando Deus parece pequeno em nossa visão, o problema parece absoluto diante de nós. Quando Deus ocupa o lugar correto, os problemas continuam reais, mas eles deixam de ser soberanos na nossa cabeça. E a história termina de uma maneira surpreendente. O exército inimigo fica completamente desorientado. Eliseu vai conduzir eles dali onde eles estão até Samaria. O rei de Israel pergunta se deve matá-los e Eliseu diz que não. Ele dá um banquete e dá comida para eles e depois eles vão embora. Outra vez a graça alcança os inimigos. Já vimos isso com Naamã, agora vemos novamente. É como se Deus estivesse mostrando que a sua misericórdia é maior do que as nossas fronteiras. E quando juntamos essas histórias, um padrão aparece. Água é purificada, uma viúva recebe provisão, pão é multiplicado, um homem, um morto recebe vida, um leproso é limpo, olhos são abertos, inimigos recebem misericórdia. Com isso, eu acho que nós podemos chegar no evangelho. Séculos depois, surge outro homem em Israel. Ele também vai multiplicar os pães. Ele também vai purificar leprosos. Ele também abre olhos. Ele também ressuscita mortos e também anuncia graça para quem ninguém esperava. Mas existe uma diferença gigantesca entre eles. Eliseu ora diante da morte. Jesus ordena. Eliseu recebe poder. Jesus exerce a sua autoridade. Eliseu é um instrumento e Cristo é o Senhor. Eliseu aponta para algo maior. Jesus é aquele para quem todos aqueles sinais estavam apontando. Quando Jesus entra na sinagoga em Nazaré, em Lucas 4, ele lembra justamente de Naamã. Ele diz que havia muitos leprosos em Israel no tempo de Eliseu, mas na Amã o sírio foi purificado e isso provoca revolta. Pergunto, por quê? Porque a graça é maravilhosa enquanto acreditamos que somos os únicos que merecem. E os judeus ali naquele momento achavam que eles eram os únicos que mereciam e eles ficaram ofendidos. Mas quando descobrimos que a graça por definição não pode ser merecida, o orgulho nosso começa a sofrer. Se Namã pode ser purificado, Israel não pode se vangloriar de nada. Se gentios podem receber misericórdia, a herança religiosa não compra Deus. Se pecadores entram no reino pela graça, religiosos também precisam entrar pela mesma porta, pelo mesmo motivo. E essa porta é Cristo. Agora, olhe novamente paraas histórias de Eliseu. A viúva tinha uma dívida que ela não conseguiria pagar. Nós também temos uma dívida que nós não conseguiríamos pagar, mas a nossa dívida, diferente da dela que era financeira, é moral. Naamã tinha uma impureza que ele não conseguia remover. Olha só, nós também temos, mas a nossa impureza é o pecado. O filho da sunamita estava morto e não conseguia produzir a sua vida própria. Nós também estávamos mortos espiritualmente. O servo de Eliseu estava cego para uma realidade que já existia. Nós também nascemos cego para as coisas de Deus. Em cada história, a solução precisa vir de fora. Isso é o evangelho. A salvação não nasce dentro de nós, ela vem até nós. Deus faz aquilo que não poderíamos fazer. Mas então vem uma pergunta é ainda mais importante. Como Deus pode dizer fazer isso? Como um Deus santo pode declarar um pecador limpo? Como pode perdoar sem abandonar a sua justiça? Como pode receber culpados? Se Deus é realmente justo, o pecado precisa ser julgado. Ele não pode simplesmente olhar pro mal e dizer que não importa se um juiz deixasse um criminoso culpado sair do tribunal dizendo que eh a gente poderia dizer que aquele local ali saiu sem fazer justiça. Ninguém ia chamar isso de bondade. Então, como Deus pode ser justo, ao mesmo tempo justificar pecadores? A resposta não está no Jordão, está no Calvário. Na cruz, Deus não fingiu que o nosso pecado não existia. Ele tratou o pecado com toda a seriedade que a sua santidade exige. Jesus, o filho eterno de Deus, assumiu a verdadeira natureza humana. Viveu a vida que nós deveríamos ter vivido. Obedeceu onde nós desobedecemos. Amou o Pai perfeitamente, cumpriu a lei. Não havia culpa nele, nenhuma mancha, nenhum pecado. Então ele foi pra cruz. Não porque tivesse pecado, mas porque nós tínhamos. Paulo escreve assim em segunda Coríntios 5:21: "Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nós nos tornássemos justiça de Deus". E isso é a substituição. O inocente no lugar do culpado, o santo carregando a condenação do pecador. Cristo não morreu apenas para mostrar que Deus nos ama. Ele morreu para fazer aquilo que era necessário para nos reconciliar com o Deus bom. A justiça ali naquele local foi satisfeita. A dívida foi paga. Aquele que crê recebe a justiça de Cristo. Então a história de Naamã se torna ainda mais bela. Naamã entra na água impuro e sai limpo. No evangelho, água, algo acontece muito maior. Nós chegamos impuros. Cristo é perfeitamente puro. Na cruz a nossa culpa é colocada sobre ele como substituto. E ele recebe aquilo que nós merecíamos. E pela fé recebemos aquilo que ele conquistou. Isso é graça. Você não compra isso, você não negocia isso, você não merece isso. Você apenas recebe isso. Talvez muita gente viva tentando pagar uma dívida que Cristo já pagou, tentando ser suficientemente boa para ser aceito, tentando compensar pelo seu passado, tentando provar para Deus que ele mudou. tentando provar para si mesmo que é digna de ir a Deus. O evangelho chega e diz para essa pessoa: "Pare de tentar comprar o que Cristo já comprou na cruz. Seu currículo não ajuda em nada. O seu fracasso também não é maior que a obra de Cristo. Você vem de mãos vazias, você se arrepende, você crê descansa no Senhor. Então a pergunta de Eliseu diante do Jordão encontra a sua resposta final. Em segunda Reis 2:14, o que que ele disse? Onde está agora o Senhor, o Deus de Elias? A resposta é, ele continuou presente. Ele continuou governando. Ele continuou sustentando a sua aliança, continuou conduzindo a história. Até que na plenitude do tempo, o Deus que Eliseu servia revelou, se revelou, revelou plenamente a sua salvação em Cristo. Eliseu carregava o manto. Cristo carregou uma cruz. Eliseu atravessou o Jordão. Cristo atravessou a morte. Eliseu vi um menino voltar à vida. Depois, algum dia, aquele menino vai morrer novamente. Cristo ressuscitou para nunca mais morrer. Eliseu foi um instrumento para purificar um leproso. Cristo purifica pecadores pela sua obra perfeita. E quando Jesus saiu do túmulo, ficou claro que o Calvário não havia sido uma derrota ali. A dívida estava paga. A morte havia sido vencida, o sacrifício havia sido aceito, o rei estava vivo. Por isso, a nossa experiência nunca esteve em encontrar outro Elias, nunca esteve em encontrar outro Eliseu. Nossa esperança está naquele para quem todos eles apontavam, Jesus Cristo. Talvez hoje você esteja diante de algo que não consegue atravessar sozinho. Talvez alguma coisa tenha acabado, uma fase da sua vida, uma segurança que você tinha, uma estrutura no qual você botava sua confiança. E a pergunta não é se você vai ser forte o suficiente para passar por esse momento. A pergunta não é se existe algum grande homem ao seu lado para te ajudar a sustentar. A pergunta é: onde está o Senhor? E a resposta das Escrituras continuam sendo: Ele está no trono, soberano, santo, fiel. Para aquele que está em Cristo, ele também é pai. Isso não significa que tudo vai ser fácil nesse mundo. Eliseu conheceu a posição, ele conheceu a guerra, ele conheceu a dor. Mas em toda a história existe uma realidade constante. Deus permaneceu. Quando havia apenas um pouco de azeite, Deus permaneceu. Quando havia o menino morto, Deus permaneceu. Quando Naamã chegou coberto de lepra e orgulho, Deus permaneceu. Quando Jeasi é revelou a sua corrupção, Deus permaneceu santo ali. Quando a cidade estava cercada, Deus permaneceu soberano na situação. Quando Elias, quando Elias partiu, Deus permaneceu. E quando Cristo estava pendurado na cruz e parecia aos olhos humanos de todos que estavam ali que toda a esperança havia desaparecido, Deus estava realizando a maior obra da redenção da história. É isso que a cruz nos ensina. Nós nem sempre conseguimos julgar o que Deus está fazendo pelo que enxergamos naquele momento. Na sexta-feira, os discípulos viram a derrota. No domingo eles viram a ressurreição. Na sexta-feira eles viram o Messias morto. No domingo viram o túmulo vazio. Na sexta-feira parecia que o mal tinha vencido. Acabou toda a esperança. No domingo ficou claro que justamente por meio daquela morte, o pecado e a morte haviam recebido o seu golpe decisivo. Então, não confunda o silêncio com a ausência. Não confunda a fraqueza com o abandono. Não confunda aquilo que você não compreende com aquilo que Deus não governa. E acima de tudo, não coloque a sua confiança no instrumento. Elias era um instrumento. Elias partiu. Eliseu morreu. Pastores passam. Líderes passam. Gerações terminam. Nosso corpo envelhece. Mas Cristo permanece. O Deus que sustentou Eliseu não terminou a sua obra. E o maior sinal de que podemos confiar nele não são as carruagens de fogo ao redor de Dotã. Não é o azeite sendo multiplicado. Não é Naamã saindo limpo das águas. Não é o menino respirando novamente. É uma cruz fora de Jerusalém. Porque ali Deus não apenas mostrou o seu poder, ele mostrou graça. Não apenas resolveu um problema temporário, tratou o nosso problema eterno. Cristo morreu por pecadores. Cristo ressuscitou. Cristo reina para sempre. E Cristo recebe todo aquele que abandona a sua autossuficiência e passa a confiar nele. Essa é a grande mensagem que atravessa o ministério de Eliseu que vimos hoje. O poder nunca esteve no homem, sempre esteve em Deus. A provisão não vinha dos vasos, vinha de Deus. A vida não vinha do profeta, vinha de Deus. A purificação não vinha do Jordão, vinha do nosso Deus. A proteção não vinha das muralhas, vinha de Deus. E a sua salvação não vem da força que você tem, não vem dos seus méritos, não vem da sua religião, vem de Deus por meio de Cristo. Então, a nossa oração não deva ser: "Senhor, faça de mim alguém impressionante". Ela deveria ser: "Senhor, abra os meus olhos. Abra os meus olhos paraa minha fraqueza. Abre os meus olhos paraa minha necessidade. Abre os meus olhos paraa suficiência de Cristo. Abre os meus olhos para que quando tudo o que eu costumava confiar desaparecer, eu ainda saiba responder a pergunta: Onde está o Senhor? E eu possa responder: Ele continua reinando. Ele continua sendo bom. Ele continua sendo fiel. Porque Cristo morreu e ressuscitou. A sua graça é o suficiente. No fim, Eliseu não nos deixa eh olhando apenas para Eliseu. Ele nos conduz para algo além de si mesmo. Ele nos conduz até Cristo, até a cruz, até aquele túmulo vazio. E ali nós entendemos o Deus de Elias, o Deus de Eliseu, o Deus que purifica, o Deus que dá a vida, o Deus que abre os olhos, o Deus que mostra misericórdia a inimigos. Esse Deus veio para salvar seu povo e no Calvário fez aquilo que nenhum profeta, nenhum sacerdote, nenhum rei, nenhum esforço humano poderia fazer. Jesus tomou o lugar do pecador, pagou a dívida, satisfez a justiça, venceu a morte e abriu o caminho até Deus. Por isso, toda a glória pertence a ele, somente a ele para sempre. Amém, irmãos.