PATRIARCADO vs PATERNIDADE MODERNA: O que a Bíblia diz sobre ser pai? Dia dos Pais com Rodrigo Silva
06/08/2026
PATRIARCADO vs PATERNIDADE MODERNA: O que a Bíblia diz sobre ser pai? Dia dos Pais com Rodrigo Silva
O Dia dos Pais desperta sentimentos muito diferentes. Para alguns, é um dia de gratidão; para outros, de saudade, ausência ou dor. Não por acaso, a cultura pop passou a retratar a figura paterna como alguém ausente, incompetente ou sem autoridade. Personagens como Homer Simpson, Fred Flintstone, George Jetson e o pai da Família Dinossauro, além de séries como Friends, The Big Bang Theory e The Morning Show, reforçam essa imagem de um pai desacreditado.
Mas será que esse é o propósito de Deus para um pai? Será essa a visão da Bíblia sobre a paternidade? Neste meu primeiro Dia dos Pais como pai, quero refletir com você sobre o verdadeiro papel da figura paterna, como lidar com um pai tóxico, o que significa honrar pai e mãe e como romper ciclos familiares. Vamos estudar as histórias de Davi, Jessé, Abraão, Isaque e Jacó para descobrir como Deus pode restaurar relacionamentos, trazer cura emocional e transformar o legado de uma família.
— CAPÍTULOS —
00:00 – PATRIARCADO vs. PATERNIDADE MODERNA
04:25 – Pai Herói x Pai Tóxico: De onde vem a depreciação do patriarcado?
07:58 – O que a Bíblia realmente quiz dizer com "Pais, não irritem seus filhos!"
14:52 – O problema é o patriarcado ou abuso de autoridade? A figura do PAI no mundo Greco-Romano
18:39 – O que é um pai tóxico?
23:04 – Estudo de Caso 1: Davi e o pai tóxico, Jessé
36:34 – O padrão de repetição: como pais feridos geram filhos feridos
42:41 – Estudo de Caso 2: O preferencialismo de Abraão, Isaque e Jacó
42:59 – Bons pais também erram!
45:49 – Estudo de Caso 3: Raquel, Lia e a rejeição paterna
59:11 – Como sobreviver a um pai tóxico e honrá-lo?
01:08:20 – A chave para quebrar ciclos familiares negativos
01:13:26 – A mensagem final para o Dia dos Pais
— GLOSSÁRIO —
Patriarcado: Originalmente, o sistema de liderança do "pai de família". No vídeo, discute-se como o termo adquiriu uma conotação negativa, associada à opressão.
Pátria Potestas: Termo jurídico romano que concedia ao pai (pater familias) poder quase absoluto sobre sua família, incluindo decisões de vida, morte e casamento.
Toxicidade Paterna: Padrão de comportamento disfuncional de um pai que causa dano emocional, psicológico ou físico aos filhos, por abuso, negligência ou manipulação.
Modelagem (Psicologia): Processo inconsciente de aprender e replicar comportamentos, atitudes e respostas emocionais observados em figuras de autoridade, como os pais.
Chuv (Hebraico): Verbo que significa "retornar" ou "dar meia volta". É a raiz da palavra para arrependimento (teshuvá) e, no contexto de Malaquias, significa restaurar a relação entre gerações.
Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?
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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!
Fonte: Rodrigo Silva Arqueologia
Legendas automáticas:
Olá, você que me segue no Rodrigo Silva Arqueologia. Sim, hoje não é segunda-feira, mas nós temos um vídeo especial para você. Sabe por quê? Domingo está chegando e será dia dos pais. Eu sei que todo ano tem dia dos pais, mas esse ano será diferente para mim, será inédito, porque é a primeira vez que eu terei a oportunidade de ser parabenizado pelo dia dos pais, que agora eu sou pai, entrei pro time, entrei pro clube. Então resolvi fazer esse esse vídeo especial para falar dessa data. Mas quando eu estava preparando o vídeo, eu pensei como é que eu vou lidar com esse assunto? A figura do pai hoje está muito desgastada na sociedade. As pessoas não acreditam mais no pai. Há muitas pessoas que vem o pai como um elemento tóxico. Até a palavra patriarca relacionada ao a figura do pai. Sim, porque patriarca vem do grego patros, que é uma das palavras para pai na língua grega. Então, quando você falou de patriarca, patriarcado, patriarcal, sempre remete a coisas ruins. Quando alguém quer destruir um discurso conservador, fala o seguinte: "Olha, esse sujeito tem uma mente do patriarcado, temos que acabar com o patriarcado." Ou seja, a palavra saiu do seu sentido etimológico, da figura do pai, e caiu num sentido semântico, que é um algo que a sociedade tem que superar. E nesse algo, nessa semântica da superação da palavra patriarca, que caiu num conceito tão negativo para muitas pessoas, tem também a superação da figura do pai. Eu me lembro até uma vez que eu estava escrevendo um livro de religião para a casa publicadora brasileira e como era um livro para adolescentes, é um livro sobre ética, eu escolhi o título do livro assim: "Fazendo a vontade do Pai". ética cristã no mundo pós-moderno, fazendo a vontade do pai. Ética cristã no mundo pós-moderno estava tudo certo. A editora já tinha provado o título, a capa já tinha sido feita. Quando estava assim prestes a ser impresso, alguém numa comissão, uma pedagoga, fez uma observação e voltou tudo atrás. Ela disse: "Esse livro não vai fazer sucesso entre os jovens por causa do título". E o pessoal como? Ele falou assim: "O que os jovens menos querem hoje é fazer a vontade do Pai". O livro então voltou paraa minha mão. A gente pensou, pensou, conversamos e mudamos o título para Abrindo o jogo. Ética cristã no mundo pós-moderno. Mas eu trago essa a memória desse episódio para ilustrar como a figura de um pai hoje está desgastada. Então eu quero convidar você a ficar comigo nesse vídeo porque eu quero trabalhar com dois públicos que eu tenho aqui, aqueles que tem uma boa relação com o pai e que no domingo tem ah motivos para parabenizá-lo, para comprar um presente para ele, para dar um abraço nele, um beijo nele. E dentre esses mesmo aqueles que os pais já morreram, que o pai morreu, mas que ele ainda traz uma saudosa lembrança. Alguns até vão ao cemitério e colocam flores ali no túmulo do pai numa homenagem póstuma. Outros olham as fotos, choram, lembrando com saudade do pai. Mas há um segundo público que também me assiste, que talvez tenha uma relação tóxica com seu pai, uma relação que não é harmoniosa, que não é pautada no equilíbrio das emoções. Aliás, a toxicidade paterna se tornou até tema de muitos livros de psicologia hoje, de educação, de pedagogia. E aí, se você faz parte desse segundo grupo e tem um pai tóxico, tem uma memória ruim do seu pai, o que que você tem para comemorar no próximo domingo? Se você conhece alguém que está nessa situação, especialmente do segundo grupo, chame agora para assistir esse vídeo. E se você estiver vendo esse vídeo depois, não tem problema, está lá no no YouTube. É só você olhar. Assista isso aqui, porque eu quero conversar com esses dois grupos, os que têm no pai uma figura heróica e, portanto, um motivo de alegria em relação à data do dia dos pais. e naqueles que têm no pai uma figura ausente, fantasmagórica, talvez, talvez até monstruosa, da qual ele queria fugir. Será que há motivo para comemorar também nessa situação? Então, esse é o nosso assunto hoje. Feliz dia dos pais, com ou sem motivo para isso? Vamos começar primeiro, já que eu falei da questão da toxicidade dos pais, é colocar um emblema aí do dos pais modernos, né? Romer Simpson, a figura desgastada do pai. Desculpem que o desgastada ficou até com o a na linha de baixo, mas o que importa é a figura do personagem. A rumor hoje se tornou, infelizmente, o mascote, se eu posso chamar assim, mascote remete mais a um animal, né? mas o símbolo eh da figura paterna para muitos jovens, para muitas gerações. E não é só os Simpsons, não. Eles ilustram uma uma agressividade dessa figura e em relação a essa figura que vem desde a época de Sigmon Freud, o pai da psicanálise. É lógico que ela se acentuou mais nas camadas populares em tempos mais recentes do que a época de Freud. De qualquer modo, ainda permanece a a ideia de que a figura do pai está desgastada em muitos ambientes. E já que eu falei do Simpson, se você pegar outros desenhos animados que refletem um establimento social, você percebe que o parâmetro é o mesmo. Os mais antigos lembram dos desenhos dos Flintstons, dos Jetsons, da família Dinossauro. O que que há em comum nesses desenhos? A família dinossauro, na verdade, era um filme, mas de dinossauros, né, da idade da pré-história, que tinha um caso e tudo mais. Bom, todos eles mostram o protagonismo de um pai ridículo. Romer Simpson, não, desculpa, Fred Flintston, todo mundo conhece. E o o Barne Rubble também, que era o vizinho dele também, um paspalhão. Os filhos faziam dos pais gato e sapato e aquilo era até motivo de humor. Você tem também na família os Jetsons, você tinha o George George Jetson, que ele era um paspalhão da família, ninguém gostava dele. Eh, gostava, mas não respeitava, melhor dizendo, não respeitava. A família Dino da Dino da Silva, a mesma coisa. O Dino era um um paspalhão também. Tanto é que você vê o o o filhinho dele, o baby Sauro, ele só falava assim: "Eu quero a mamãe, eu quero a mamãe". Ele falou: "Olha, garoto, tem aquela frase, né? Eu não sou mamãe, eu sou o papai. Fala comigo: "Papai, papai, mamãe". Não é a mamãe. Então, sempre uma figura desgastada. Isso sem contar outros desenhos animados que a figura do do pai era completamente ausente. Você pega, por exemplo, a família do Doremi, o os Scoobydo, a família do barulho, a turminha, a turma do barulho, uma coisa assim, sempre eram eram figuras em que os pais não existiam. e mesmo eh filmes adultos mais recentes, como seriados do tipo Friends, Big Bang Theory, a agora recentemente o Morning Show, são eh temas eh eh textos escritos, escriturados de tal maneira que a figura do pai e até da mãe só aparecem nos episódios quando é para atrapalhar, nunca para ajudar. Então, como eu falei, ficou muito desgastada. a figura do pai ultimamente. De modo que não basta apenas eu fazer um vídeo do tipo, olha, vamos falar sobre o dia dos pais e todo mundo vai querer assistir. Por isso que eu estou provocando. Vamos falar de dia dos pais, mesmo quando não há razão para festejar esse dia. Eu quero ler duas passagens da Bíblia para você, pra gente começar o nosso assunto dentro da Bíblia Sagrada. Eh, e eu quero que você durante o nosso bate-papo aqui, deixa o seu comentário. Se alguma coisa do que eu estou falando está refletindo a sua experiência ou a experiência de alguém que você conhece, partilhe conosco aqui, tá certo? Eh, conte o que você acha, se você concorda com o que eu estou falando, se a perspectiva que eu vou apresentar dá alguma luz para você. Bom, as duas passagens que eu quero ler são de Paulo. A primeira está em Efésios 6, verso 4, e a segunda em Colossenses 3:21. Olha que revolucionária esta palavra de Paulo. Na primeira passagem, ele diz: "E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e adminestação do Senhor." Gente, numa época em que o pai dominava tudo, Paulo escrever: "Pazis, não provoquem os filhos de vocês a ira. Não façam isso, mas criar isos na disciplina." Ou seja, não é também para criar solto igual galinha no quintal. E a segunda passagem, Colossenses 3:21, pais, não irriteis os vossos filhos para que não fiquem desanimados. Eu eu quero chamar a atenção do original grego dessas duas palavras. No primeiro verso que eu li, pais, não provoqueis vossos filhos a ira. A palavra não provocar a ira é a palavra parorgo. Em grego, parorgzo é pará. é uma preposição grega que significa ao lado de, ao lado de. E você tem orguê. Orguê é ira em grego. A Bíblia fala da ira, da ira de Deus, por exemplo. A Bíblia fala da ira do cordeiro. Quando você vai para Romanos, Paulo fala: "A ira de Deus se revela do céu". E lá está: Regueto reorgetu. Apocalipse 100. Apocalipse. A ira de Deus se revela, tá certo? Eh, to uranu, Ton, oranon, uran do céu, a ira de Deus. Então, Deus se ira. Eh, você fala no apocalipse também sobre a ira do cordeiro. A ira do cordeiro. Alguém me perguntou esses dias se era pecado sentir ira. Eu falei: "Não, porque Deus tem esse sentimento." O pecado da ira é quando a ira é por motivação errada e na dose errada. E quando a ira vem, é é transvertida de injustiça. Mas a indignação perante algo que está errado é divina. Mas a Bíblia também fala que a ira, embora seja um sentimento legítimo, levado a extremo ou em condições erradas, ele pode ser nocivo e ele pode ter consequências trágicas. Por exemplo, a ira de Deus. Eh, no apocalipse fala, por exemplo, quando fala das taças da das pragas no final do apocalipse, Apocalipse 16, fala: "Porque com estes se consumou ou se encheram as taças da ira de Deus". Então, quando a gente pega a palavra orguê, no grego do Novo Testamento, também refletindo o pensamento hebraico, a ideia é o seguinte, é que a ira é uma tolerância esgotada. Sabe aquela gota que não enche o balde? Mas se o balde está cheio, ela derrama. Então você vai dando paciência, paciência, e a pessoa vai, vai brincando, vai brincando, ela vai esticando a corda até uma hora que você fica irado e a consequência vem. É assim que a ira de Deus funciona com a humanidade. Quando eh, oportunidade, pós-ortunidade são negadas, são negligenciadas, aí a ira de Deus desce do céu. E Paulo fala: "Filho, pais, não provoquem os filhos de vocês a ira. Ou seja, não fiquem eh fustigando a criança até o dia que ela fica esgotada e ela vai se irar contra você. E o que ele falou ali é muito verdade em vários sentidos. E a ira aqui não é só o pai ficar bravo bater, não. Tem vários tipos de de modo de você provocar a ira dos seus filhos. a negligência, o abandono. Por exemplo, é muito comum em países da Europa e dos Estados Unidos você ver muitos velhinhos trabalhando como balconistas em supermercado, eh em postos de de pedágio. Olha, mesmo com a tecnologia hoje só passar ali e acionar, né, aquele o o sinal do carro ali, não precisa nem de parar [limpando a garganta] mais, ele já aciona que você passou ali, já manda cobrança para casa. Ainda alguns pedágios que você vê o velhinho lá, você vai pro Walmart nos Estados Unidos, lá pro Cod, tem aqueles velhinhos lá empurrando os carrinhos, guardando os carrinhos, limpando a prateleira. Você fala: "Poxa, coitado, será que são aposentados que não conseguem viver da aposentadoria, por isso tem que continuar trabalhando depois de idosos?" Não, muitos deles estão trabalhando ali por causa da solidão e sem querer julgar ninguém, porque eu não conheço caso a caso, estou falando de uma maneira mais ampla que admite exceções. Muitos desses velhinhos estão solitários porque hoje os filhos não têm tempo para eles. E por que que os filhos não têm tempo para eles? Porque estão reproduzindo uma época em que esses velhinhos não tinham tempo para os seus filhos. ficavam ocupados demais com coisas importantes, não tinham tempo para aquilo que é essencial. Então, a criança já ia pra escola passar praticamente o dia inteiro na escola. Tô falando na realidade americana. Ele fica na na escola praticamente o dia inteiro. Quando chega as férias, o pai manda para uma escola de férias, para um acampamento de férias. Eh, internato, muitas vezes manda pro internato porque não não tem tempo pro pro filho. Aí o filho cresce com um pai que está ocupado demais para ter tempo para ele. Quando esse filho se torna adulto, ele também não tem tempo para esse pai idoso. Aí a visita regular do filho se resume muitas vezes a um encontro ou dois por ano. no dia de ação de graças, onde o filho vai lá no nursing home, no condomínio, asilo onde o pai mora, tira o pai do asilo e traz para casa para ele passar à tarde com eles comendo o peru, a a ceia de ação de graças e ao anoitecer já leva de volta pro nem dorme na casa do filho e às vezes no Natal. Então, eh, a maneira como eu sei que eu estou criando a a Sara, eu posso motivá-la a me amar ou provocar a ira dela. A outra passagem que Paulo eh também usa, que me chama bastante atenção, ele também fala eh para que seus filhos não fiquem desanimados. Aí Paulo usa o verbo atimel. Atimel é justamente perder o ânimo. A palavra é é muito interessante. A palavra timos em grego significa ânimo, coragem, eh força. Então, para que os filhos não percam a força, então vem atmel é a negação em grego. E essas esses textos de Paulo, eu os chamei de revolucionários, porque Paulo escreveu isso numa época em que o Império Romano tinha uma cultura muito forte. na verdade uma cultura greco-romana, era uma cultura que que vinha e e perpassava nas cidades, nas sociedades e tudo mais. E era a cultura da pátria potestas. Que que é o pátria potestas? O pai tinha poderes quase ilimitados sobre a família. Você tinha, por exemplo, a o pai era chamado muitas vezes de páter famílias, um termo que até hoje é usado no direito para falar sobre a o que que o pai podia ou não fazer com os filhos. E na época que Paulo escreveu aqueles versos que eu li, por exemplo, a autoridade jurídica do pai era ampla sobre todos os membros da família, todos os membros. Ele tinha decisões sobre os filhos com relação a casamento, destino, formação. O filho não podia ser o que queria. o pai que determinava o que que ele ia ser. Ah, a disciplina era muito severa, podiam ser aplicados castigos físicos e outras formas de correção e tava tudo bem. Havia também a questão, ela é bem polêmica, da exposição de recém-nascidos, mas ela está documentada, onde mesmo que a minha esposa tivesse o meu filho, ele só seria legitimado como meu filho no dias lústricos, que eram dias depois que o menino nasceu, acho que no quinto dia depois que o menino nasceu, em que o pai reunia as pessoas e ele decidia publicamente se iria adotar o seu filho ou não. Olha que curioso, o filho legítimo, que eu digo legítimo é uma palavra muito ruim hoje, né? Porque o adotado também é um filho legítimo, vamos dizer, o filho consanguíneo, o filho biológico, precisava passar por uma adoção formal para ser reconhecido como filho daquele pai. O pai dava uma pedrinha branca. Então, se ele passasse pela adoção formal, beleza, ele era filho. Se ele não passasse pela adoção formal, a criança podia ser deixada na sarjeta, em cima de uma pedra. Qualquer pessoa pegaria. E por isso que muitas crianças recém-nascidas até morriam em Roma. Agora imagina, uma criança recém-nascida acabou de de de vir ao mundo e o pai decide não tê-la. Eu não quero. É uma menina. Não, já tem três meninos. Eu quero um menino. E coloca lá exposta. Qualquer um pode pegar e levar como se fosse um, sei lá, um aparelho estragado que alguém achou no lixão da cidade. Pegou é seu, pode levar. Triste isso, né? E há também um outro caso polêmico, eu não vou entrar no mérito da questão dele porque divide muitas opiniões dos historiadores, que é o debate sobre o direito da vida e da morte. Não há consenso se essa prática era realmente exercida de forma tão forte assim em Roma. Mas há muitos autores do passado que falam que, e pelo menos a suspeita que havia uma diferença muito grande entre a um pai que matava um filho ou um filho que matasse o pai. Você entendeu? Ah, se o um filho matasse o pai, era um crime ediondo. A sociedade toda, como falava, se fosse um pai que matasse o filho, já era tolerado. E foi justamente nesse contexto que o Espírito Santo usa Paulo para escrever de maneira assim tão apropriada para o nosso conceito, mas tão desgastada para aquele tempo. Bom, hoje nós estamos talvez até num outro extremo. Fala-se muito de pais tóxicos e é lógico que eu tenho que fazer uma ressalva aqui. O que que é um pai tóxico? Eh, quando eu estava procurando uma imagem para ilustrar essa ideia de pai tóxico, eu botei lá no no Google pai tóxico. E o número de imagens que mostravam para mim eram de pais disciplinando filhos. Aí eu escolhi essa imagem de um pai, o filho lá no fundo embaçado, o pai só pensando em dinheiro, essas coisas todas. Mas me chamou atenção que o número grande que há de imagens de pais disciplinando, então nós temos que fazer uma distinção entre o que é um pai tóxico e um pai que usa da disciplina. Porque hoje qualquer pai um pouco mais severo na disciplina já é considerado um pai tóxico. O pai bom é aquele pai que não proíbe, que não põe de castigo, que não dá limites. Então, calma. Eu não sou médico, mas eu acho que eu posso falar uma coisa aqui sem nenhum sem nenhum risco de de ser condenado por qualquer eh pessoa da área da medicina. A diferença entre veneno e veneno e remédio é uma questão de dosagem, tá certo? é uma questão de dosagem e não é charlatanismo dar esse conceito médico aqui para vocês. Então, cuidado com isso. E também devemos lembrar que há vários tipos de pais tóxicos de acordo com os especialistas em saúde mental. Tem o pai tóxico, que é aquele que abusa com violência física. Tem o pai tóxico que abusa com violência psicológica, que bota o filho sempre para baixo. Tem o pai tóxico que abusa com ausência, ausência de cuidados. O filho tá doente, ele não traz um remédio, não leva pro médico. Ausência, ausência eh de carinho, ausência de cuidado, ausência de tudo. E até esses dias eu li um artigo, n me chamou bastante atenção, até mandei o link paraa Laura também ler, eh, de uma psicóloga falando de pais tóxicos. por excesso de de zelo, de carinho. Achei muito interessante isso. Ela conta um um caso de um casal que eles se separaram, o marido foi embora e a menina começou a sofrer muito a ausência do pai. Então, a mãe foi perceber depois, com a orientação psicológica, que ela também estava tendo um tipo de toxicidade com a filha. Por quê? Como o pai foi embora, ela ela viu que a filha sofreu muita ausência do pai. Então ela começou a compensar de toda maneira a ausência do marido. Então, por exemplo, a menina continuava dormindo na cama com ela depois de grandinha já. Eh, ela ficava dando uma madeira paraa menina eh depois de uma certa fase. E aí ela percebeu que a toxicidade dela é a talvez uma das mais perigosas, porque ela é muito subliminar, é difícil de perceber, é uma toxicidade do excesso de atenção. Ela não permitiu que a menina crescesse. A menina ainda mamava. parece que com 8 anos de idade, se eu não me engano, ainda estava mamando e usando fraldas. Então a gente tem que cuidar, porque aquela toxicidade do pai agressivo, do pai que bate, do pai que espanca, do pai que não sei o quê, essa não precisa nem ser muito psicólogo para perceber, ela é ela é notória. Mas aquela toxicidade do pai que mima demais, tornando um filho um um uma pessoa que não cresce, ele também é um tipo de de de poda. Aquelas mães que não deixam o filho nem casar, porque ela se torna a mulher do filho, sabe? Ela ela tá ali tão agarrando com o filho, agarrando, agarrando, agarrando que não deixa o filho desenvolver, não deixa virar homem, não deixa sair de casa. Eu lembro de um caso de uma senhora que o filho dela morreu solteirão e depois da morte da mãe que ele foi desabafar a o ódio que ele que ele teve guardado esse tempo todo. Eh, todas as vezes que ele arrumava uma namorada, o sonho dele era constituir família, mas todas as vezes que ele arrumava uma namorada, a mãe adoecia. Ele terminava o namoro, a mãe melhorava. Ela nunca tratava mal as namoradas dele, mas ficava jogando em direta, adoecia, ficava falando: "Negar, vai ficar com ela". Ele era filho único. Até que um dia ele terminava com muitos namoros. Ele terminou por causa da mãe. Quando a mãe morreu, ele já tava com mais de 50 anos de idade, 50 e tantos anos de idade, solteirão, já se achava tarde mais para encontrar um grande amor. Aí quem foi desabafar toda a raiva do que ele foi tolido. Isso é um tipo de toxicidade também. Eu dei o exemplo com a mãe, mas vamos focar aqui em exemplos de pais, pais tóxicos. E biblicamente, será que nós temos alguns exemplos bíblicos, alguns estudos de caso que eu poderia falar de pais tóxicos? Sim. E ao apresentar esses estudos para você, eu quero responder a pergunta: Como sobreviver a um pai tóxico? Como você vai conseguir lidar com essa situação? Lembrando para poder no dia dos pais agora saber se você tem motivo para comemorar ou não esse dia. Tá bom? tá gostando do conteúdo aqui? Então, se você está gostando, deixa o seu like, deixa o seu comentário, tá bom? Eu acho que vai ser muito bom. Acho, não tenho certeza, vai ser muito bom pro canal. Vamos começar então com o exemplo clássico da Bíblia de pai tóxico, Jessé. Olha, até me me chama atenção porque Isaías fala de Jessé até com certa honra, quando diz: "Do tronco de Jessé sairá um rebento e das suas raízes um renovo". E a gente fala Jessé, né? o ancestral do Messias, do pai, do do rei Davi. Mas quando você pega a história de Davi, você vê que Jessé foi um pai tóxico para Davi. Davi tinha os seus irmãos e o pai simplesmente se esqueceu dele. Quer dizer, se esqueceu, entre aspas, o relegou mesmo a segundo plano. Quando o profeta eh Samuel é chamado por Deus, olha, vai ungir alguém no lugar de Saul, quem vá à casa de Jessé, porque o novo rei está na casa de Jessé. É entre os filhos dele. Quando o profeta chega na casa de Jessé, cadê seus filhos? Ele traz todos os filhos, menos Davi. Gente, olha que interessante. E o profeta ainda pergunta: "São estes todos os teus filhos? Tem certeza?" Você sabe queele negócio assim, você não tem nada para me dizer. Quer dizer que até o último segundo segundo tempo, até o último minuto do do jogo, ele ainda tava escondendo alguma coisa. Aí falou: "Não, ainda resta um mais novo e eis que apacenta ovelhas". Isso está em Primeiro Samuel, capítulo 16, versículo 11. Ainda tem o mais novo. Imagina essa história da ótica de Davi. Você tem os seus irmãos e o seu pai simplesmente nem considera você como candidato. Olha bem, o profeta vem na casa do seu pai e fala o seguinte: "Um dos seus filhos será o novo rei de Israel. Chama seus filhos. Ele chama todo mundo e não manda chamar você". Existe até uma uma ideia de alguns comentaristas. Eu particularmente não vejo assim muitas evidências para subscrevê-la, sabe? Para endossá-la, mas eu vou citar porque uma ideia curiosa. Ela até fez parte do enredo da novela da Record TV. eh ia, não sei se chegou a fazer, ia entrar como enredo da novela, porque Davi, em determinado momento ele fala o seguinte: "Porque em em pecado me gerou a minha mãe". Eu entendo esse versículo como sendo: "Em pecado me gerou minha mãe, no sentido que Paulo vai falar lá que todos pecaram e todos carecem da glória de Deus". Então, Davi já reconhecia no Antigo Testamento que ele nasceu pecador. É essa interpretação que eu dou, é a interpretação clássica. Mas alguns comentaristas que pensam que ao ele desabafar em pecado me gerou minha mãe, é porque tinha alguma suspeita de que ele não fosse filho legítimo de Jessé, que sua mãe talvez teria adulterado. Até o fato da Bíblia descrevê-lo como um jovenzinho ruivo, diferente da do aspecto físico dos seus irmãos, poderia ter gerado uma desconfiança de Jessé acerca de que aquele menino não era filho dele. Como eu falei, é um pouco especulativa essa essa essa ideia, mas ela não deixa de ser interessante. Vamos colocar no na prateleira da de interessante. Seja como for, é claro que Davi tinha uma carência de pai muito grande, muito grande. Ele, ele é fruto de uma, de uma família tóxica. E é interessante que os seus irmãos também reproduziam sobre ele o mesmo descaso do pai. Quando o gigante Golias estava lá eh desafiando os guerreiros de Israel e que Jessé manda Davi ver os irmãos que estavam lá no campo de batalha. Quando ele chega lá, olha, tem esse gigante, mas quanto que qual qual que é o prêmio para matá-lo? Aí um dos irmãos de Davi veio para ele, falou assim: "Eu conheço a tua soberba e a maldade do teu coração". Primeiro Samuel 17:28. Então você vê que Davi cresceu num lar onde o pai era tóxico e reproduzia nos seus irmãos mais velhos a toxicidade também. Então ele recebia invalidação e pancada do pai e dos irmãos. Eh, Davi cresceu num lar repleto de frases de invalidação, de acusações, de colocá-lo para baixo. Será que parece que eu tô falando da sua história? É, então você já vou começar um pouco da das minhas sugestões aqui com essa essa essa essa colocação. Se você está chateado assistindo esse vídeo, falando: "Nossa, Rodrigo, exatamente isso. Eu nasci num lar onde eu era a gata burralheira, eu era o saco de pancada, ninguém prestava atenção em mim. Até hoje, mesmo com os meus mãos casados, eu noto que mamãe eh faz questão de todo mundo menos de mim. Eu já ouvi isso de alguns de algumas pessoas de pais idosos que mesmo na velice continuavam mostrando preferência preferencialismo por outros filhos, mesmo na velice, mesmo no asilo. Eu eu conheço o caso, por exemplo, de uma de uma pessoa que ela cuidava do pai dela no asilo. A outra irmã não ia pro asilo ver o pai, ela que cuidava tudo, pagava, ia lá, visitava, levava paraa casa dela, trocava fralda e tudo mais. E o pai ainda ficava só falando da outra da outra e e e reclamando que a comida da outra era mais gostosa que a dela e assim por diante. Davi cresceu nesse ambiente. Então, se você admira o rei Davi, bom, e quer ser talvez como o rei Davi, exceto nas toliças que ele praticou, quer ser um homem segundo o coração de Deus, né, como a Bíblia fala de Davi, então aceite ter uma experiência parecida com a dele. Aceite ter uma experiência parecida com ele. Inclusive, tem uma passagem de Davi no salmo que me chama muita atenção, Salmo 27, verso 10. E Davi fala assim: "Quando meu pai e minha mãe me deixarem, o Senhor me recolherá". Eh, eu não sei, sabe? Mas às vezes eu sou eu sou tentado a ler essa passagem de Davi como um desabafo da sua própria experiência como filho. Ele sempre sentia a ausência do pai e talvez da mãe. Quando meu pai me deixarem, o Senhor vai me acolher. Ou seja, muitas vezes eu fui filho apenas do Senhor. Talvez isso até o impressionou escrever frases como do Salmo 23: "O Senhor é meu pastor, nada me faltará. O Senhor é o meu refúgio, o Senhor é minha rocha. Porque aqui eu não consigo encontrar nos meus genitores nem refúgio, nem rocha. Agora, é interessante que às vezes a gente trabalha, tem um conceito de modelagem na na psicologia, que é quando você substitui uma figura ausente na sua vida por uma outra. Eh, e tem um lado disso que pode ser positivo e tem um lado que pode ser negativo. Eu vou explicar. Por exemplo, às vezes tem pessoas que saem de um relacionamento tóxico, mas trocam esse relacionamento tóxico por um relacionamento virtuoso. Tem esse caso, tá certo? Ele troca a toxicidade do anterior por algo, por algo bom agora que o faz bem. Então essa modelagem não tem problema. Mas existe uma outra modelagem que é essa sim que os terapeutas trabalham mais, que aquela que você pela carência de alguém substitui o lugar dela por outro que é tão ruim quanto, mas sempre na esperança de sair daquele buraco. Ou às vezes troca a modelagem de um ser humano por um objeto. por exemplo, pessoas que que adquirem eh os acumuladores, por exemplo, os acumuladores são um exemplo clássico. É, você tem aí um um conceito de modelagem, às vezes a perda de um ente querido, eh o abandono de um marido e tal, a pessoa começa a acumular lixo dentro de casa e aquele lixo acumulado é para suprir a ausência deixada pelo outro. Então existe essa questão. E Davi, para falar agora da modelagem Davi, ele vai ver em Saul uma espécie de pai substituto. Se você olhar as relações de Davi com Saul, e até Saul durante um tempo também parecia gostar de Davi, eh é uma relação muito de pai e filho. Então, olha, Primeiro Samuel 16:21 fala que Saul no início amou muito a Davi. Ele traz Davi pro palácio, dá por posição de Davi, torna Davi o seu o seu genro que ele casa a com Miral. Eh, e por um tempo Davi tem em Saul o reconhecimento que talvez não tivesse encontrado em casa. Agora, só que isso durou pouco tempo, porque o o Saul também começou a tratar mal Davi. E até quando ele estava sendo caçado para ser morto e perseguido, Davi continuava chamando eh Saul de meu pai. Primeiro Samuel 24:11. Então você vê que isso é um é um resquício da deferência emocional que Davi tinha em relação a a Saul. E por que que Saul começou a tratar mal Davi? É lógico que tinha as questões pessoais de Saul, que era o mau caráter, mas de certa forma você também permite o Algóz se comportar daquele jeito com você a partir do momento que você continua filiado a ele, mesmo após ele ter uma série de agressões sobre você ou de ou de outras coisas. E quando Davi se torna pai, isso aqui é o curioso, Davi tem algumas coisas que ele não superou. Ele reproduz eh o padrão, só que agora do outro lado. Por exemplo, quando você pega a história dos filhos de Davi, sabe que Davi não foi um pai modelo. Vamos pegar, por exemplo, Amnon. Amnon viola a Tamar, eh, que era meia irmã dele. Aí o Davi fica irado, mas não age contra Abnome, faz vista grossa. Aí o Absalão com raiva, quer fazer justiça com as próprias mãos, vai lá para vingar a irmã e mata o seu próprio irmão e foge. Aí Davi sente saudade, mas novamente ele não toma iniciativa. Por 5 anos ele começa uma briga com Absalão. E quando Absalão morre, Davi também tem uma uma atitude quase, eu sei que é normal um pai sofrer a morte de um filho, mas no caso de Davi foi uma coisa meio assim eh patológica, a ponto que o profeta falou assim: "Olha, para com isso, lava o rosto agora e volta à suas funções de rei". Aí tem depois você tem Adonias, que estava nas barbas do rei planejando um golpe de estado e ele novamente fazendo vista grossa. Quando ele chama Doni, por que que você faz isso? você vê que era um pai laço. E Salomão, Davi escolhe o filho mais novo em detrimento aos mais velhos. É lógico que por uma orientação divina, mas de certa forma não deixa de repetir o padrão eh da própria história. Agora você vê durante toda a vida foi tirada de Davi a ideia de de autoridade paterna. Ele não tinha autoridade. Não tinha autoridade. E olha como é que trabalha a questão da psicologia dos nossos traumas. Às vezes uma invalidação que você recebe do seu pai, que você ouveu a vida toda, conviveu a vida toda com isso, aquela invalidação, ela pega um ponto do seu inconsciente que ela trava você numa parte, mas não trava noutra. Isso é muito curioso, pegando o caso de Davi, essa essa situação não travou o Davi de ser um líder. Veja que mesmo novinho ele chega lá diante do Golias e falei: "Pera aí, ninguém vai lutar com esse homem, não, eu luto, ele toma iniciativa, tá certo? Quando ele é rei de Israel, ele toma iniciativa, ele vai lá e conquista Jerusalém, ele conquista territórios. Ele ele ele ele, o povo gosta dele, ele tem atitudes de líderes. Até provocou ciúme em Saul. Uma parte foi isso. Lembra que o pessoal falava comparando Davi com Saul e colocava Davi é maior e tudo mais. Então essa parte, a invalidação que ele recebeu do pai não não travou, não tolhiu. Mas a outra parte de autoridade paterna dentro de casa, essa ele não conseguiu ter. Lembra que a própria esposa dele ridiculariza quando ele está dançando junto com a arca? ele é ridicularizado. Depois você vê que ele ele faz uma atrapalhada atrás da outra com as mulheres que ele que ele que ele casa e que e dá dor de cabeça. Eh, depois também com os filhos, ele ele não tem autoridade mão firme com os filhos. Então você vê que existem esses contrastes. A gente tem muitos casos assim, eh, pessoas que se tornam geniais numa área, mas são travadas noutra por causa do trauma que receberam do pai, da mãe, como reagiram a esse trauma. Aliás, tem até uma autora, essa autora é formidável, a Selma Freiberg, e ela tem muitos livros da área de psicologia e ela fala muito desse padrão de repetição entre pais e filhos, aquela velha história que a o fruto não cai muito longe da árvore. E ela fala uma algumas frases que me chamam atenção. Eu citei duas aqui para vocês. visitantes do passado esquecido dos pais se infiltram na geração, na criação da geração seguinte. Ou seja, cuidado com aquilo que você rejeita no seu pai, porque dependendo da situação, você está fadado a repetir com o seu filho aquilo que você mais teve gereriza em relação ao seu pai. Eu vou explicar isso mais daqui a pouquinho. E ela continua dizendo: "Um pai e seu filho podem se encontrar reensenando um momento ou uma cena de outra época com outro elenco de personagens". Eu acho isso aqui fantástico, a fala dessa dessa mulher e e tem outros a outros também. A Lia Luft também dizia que a menina é filha da da mulher. Eh, não, perdão, o contrário. A mulher é filha da menina, que ele fala é que o adulto de hoje é apenas o resultado daquela infância que ele foi criado. Eu acabei de escrever um livro agora paraa Casa Publicadora Brasileira, em breve ele vai estar publicado, onde eu falo muito sobre essas relações de pais e filhos e eu trabalho esses conceitos. Quando o livro tiver pronto, espero que você possa adquirir, ler e gostar, tá bom? Mas repete muito o parâmetro, repete muito, muito, muito. Então, a primeira dica que eu dou para você é o seguinte: você está indignado com a criação que você recebeu. Então, cuidado com os contornos que você vai dar para essa indignação, porque se ela não for muito bem direcionada, essa indignação poderia levar você pro caminho da repetição. Eu vou explicar. Quando você está indignado diante de alguma coisa, aquela indignação ela forma uma bifurcação. Tô simplificando. Uma bifurcação. Essa bifurcação pode levar você para um ano, para um lugar em que você vai justamente pelo que aconteceu, não permitir que aquilo repita na sua na sua vida. Ou ela pode jogar para um outro lugar em que você vai acabar repetindo aquilo que você mais odiou. Tem muitos pais autoritários hoje que são fruto de uma criação autoritária de um pai que ele também odiou. Eu já vi isso várias vezes. Tem muito pai ausente hoje que é fruto de uma família que ele também foi ausente. Eh, e interessante. Eu não sei se vocês já leram o filme A Cabana, o livro A Cabana e teve o filme também, mas o livro é melhor. Eu não concordo 100% com tudo que está no livro, não. Tem algumas ilustrações, algumas coisas ali que eu achei fora de prop de de propósito, mas eu não vou jogar o livro todo fora. Teve coisas insites interessantes no filme Acabando. O filme no livro Acabando. Tanto é que foi um bestseller. Não sei se o filme fez tanto sucesso, mas o livro foi. E tem uma cena em que o protagonista ali, ele está um um outro dos personagens, não sei agora se era Deus, se era o Espírito Santo, leva o sujeito até uma casa e ele vê uma criança sendo espancada por um adulto e ele fica revoltado e ele quer entrar lá e e salvar aquela criança do adulto e o o que o conduz não permite. E depois revela aquela criança que você queria salvar do adulto é o seu pai que tantas vezes te espancou, porque ele também recebeu esse tipo de educação. Ele tomou aquele susto. O seu pai reproduziu em você o que o pai dele reproduziu nele. E cuidado que você também está reproduzindo isso no seu filho através da sua ausência, que ele tava tendo problemas de relacionamento com o filho adolescente e a filha adolescente. Então você vê que é realmente as questões podem se repetir. E aliás eu falei de bifurcação, eu vou até colocar um caminho tripartido. Você pode, por um lado, reproduzir o modelo, já falei, você pode não reproduzir o modelo, que seria o caminho mais saudável, ou você pode ir para um extremo oposto. Se o seu pai foi ausente, você se torna presente demais a ponto de sufocar o seu filho e não dar autonomia para ele. Percebeu? Há pessoas assim que os filhos são mimados e quando você vai ver o menino mimado porque o menino entendi um tudo. Por que que o menino entende um tudo e mais do que precisa? Porque o pai sempre falou: "Meu filho não vai passar pelas necessidades que eu passei". Só que isso levado a extremo é uma deseducação, porque você torna o menino um mimado, uma pessoa sem autonomia, sem maturidade para lidar com as frustrações, com os próprios problemas. Por quê? Porque você pegou a frustração da infância infeliz que você teve e falou: "Meu filho não vai passar por isso". É igual o pai da da Bela Adormecida que queria esconder eh todas as agulhas ali do reino para que ela não espetasse. E no final ela acabou espetando porque não tinha maturidade para reconhecer uma agulha. ou a história clássica de Buda, Sidatagutama, que o pai dele também queria esconder dele todo o sofrimento, toda a violência do mundo, até o dia que ele saiu do palácio e descobriu o que que era a vida real lá fora. Então, cuidado com essa esse esse caminho tripartido, porque você, por um lado, você pode, como eu falei, reproduzir o modelo, que é algo dantesco. Você pode ter o caminho saudável de saber lidar com aquilo sem reproduzir, mas cuidado com outro extremo de você se tornar agora justamente um refém da situação, porque não se cura um extremo com outro extremo, não se cura hipotermia colocando o sujeito no sol do meio-dia do Saara. Você só troca uma situação para uma insolação, uma situação de frio absurdo para insolação. Tá bom? Continuando então a nossa o nosso bate-papo, eu vou falar de outro outra história bíblica que até eh ilustra essa questão da repetição de modelos. Eh, olha que interessante, Abraão, embora seja o pai da fé, mas como quando como todos nós, ele tem seus defeitos, que isso é uma coisa importante de dizer. Pais piedosos também erram. Eu vou errar com a Sara. Vou trabalhar o máximo para não cometer erros com ela, mas inevitavelmente eu vou cometer erros com ela. Qual motorista que nunca raspou o carro? Qual motorista que nunca raspou a roda, que nunca bateu? Você não quer. Mas, infelizmente, os deslizes fazem parte da nossa natureza. Abraão teve um deslize. Primeiro em não esperar pela promessa de Deus e engravidar a serva da sua esposa, Agar. e ter um filho com ela, Ismael. E quando Ismael nasceu, que que ele fez? ficou tão fissur eh não, ele ficou tão fissurado em Isma, perdão, quando Isaque nasceu corrigindo, ele e Abraão ficou tão fissurado em Isaque, o filho da promessa, que ele começou a a colocar Ismael em detrimento. Muitos historiadores da religião acreditam que parte do ódio até hoje e e entre alguns árabes e alguns judeus que têm guerras longevas aí desde a época de Maumé perseguindo judeus. Eh, depois muitos países que querem acabar com os judeus que ou são de etnia árabe ou pelo menos de cultura árabe por causa da da do islamismo. Muitos dizem: "Ó, tá vendo, ó, Ismael e Isaque brigando até hoje? Porque a gente lê muito a história de Abraão, da perspectiva de Abraão e Isaque, mas você já tentou ler essa história da perspectiva de Ismael? Você era o primogênito, que na época significava muita coisa. você tinha direito à maor parte da herança, uma série de coisas e o seu pai agora começa a tratar você mal porque nasceu o outro filho mais moço. Não faz sentido isso. Aí o processo repete. Isaque que cresceu num ambiente de preferencialismo, ele também prefere Esaú a Jacó. Esaú é o filho dele querido, querido, querido. E o Jacó é colocado em detrimento. E a mãe para compensar a Rebeca, ela começa agora a favorecer Jacó em detrimento a Esaú. E você sabe os problemas que isso trouxe na história do Gênesis. E Jacó também repete isso quando ele demonstra assim, sem nenhum escrúpulo, um preferencialismo absurdo pelos filhos de Raquel, especialmente eh José e depois Benjamim, que ele coloca em detrimento a todos os demais filhos. Você percebeu como o tema do preferencialismo vai percorrendo a história desses patriarcas com consequências muito ruins? Agora eu dei muito exemplo de filho e pai. Para contemplar as mulheres que talvez estejam me assistindo nesse momento, deixa eu falar também de um exemplo feminino que pouca gente percebe na Bíblia. Vamos falar de Raquel e Lia. Você sabe que se você fizer uma uma leitura assim da história de Raquel Elias bem nas entrelinhas, você vai ver que ali também você tem parte de Labão preferencialismo e uma relação de toxicidade com Lia. Aliás, parte do que eu estou falando, que eu vou falar para vocês agora, dessa com bases bíblicas, até nós usamos na na novela da Record, quando foi falar de Raquel e Lia e muita gente que assistiu a novela da Record na época, eh, ficava pensando: "Olha, mas vocês estão colocando a a Raquel como má e tal". Mas na época a gente tava tendo as reuniões com a Cristiane Cardoso, que estava redigindo a a novela como roteirista ali também, a Mari e outras pessoas ali. A gente viu que na Bíblia eh diferente da do conceito romântico popular, a Raquel não era aquela florzinha que se cheire, não. A gente sempre gosta mais da Raquel, porque a Bíblia fala que Jacó amava Raquel, mas não amava Lia, eh, e tal, aquele romance, aquele amor, foi enganado, porque ele queria Raquel e o pai acabou enganando, colocando a Lia. E a Lia, coitada, fica sempre colocada de escanteio, como se fosse quase que uma figurante no cenário ali, eh, completamente descartável, que a ninguém nem lembra o rosto dela depois que a história passa, mas não é bem assim. Olha que interessante, o nome das pessoas na Bíblia eram escolhidos pelo significado. Eu já falei disso no outros vídeos. Então o significado do nome me diz algo em relação à maneira como aquela pessoa nasceu, como ela foi recebida. Por exemplo, o Benjamim, embora depois se tornou o filho preferenciado preferencial de Jacó, quando ele nasceu, Raquel, a grande a o grande amor de Jacó, morreu depois do parto. Então ele falou: "Esse menino vai se chamar Benoni". Benone em hebraico significa filho da minha desgraça, da minha angústia. Aí alguém falou: "Não, você não vai chamar o menino de Benoni, vamos chamar de Beniamin, filho da minha mão direita". não aceitaram o nome Benone pro menino. E aí quando a gente pega agora esse conceito e aplica para Raquel e Lia, é interessante porque Lia era a mais velha, era a primogênita das duas. A a Raquel Rahel em hebraico significa ovelha. Então é interessante o pai colocar na filha um nome de ovelha. Ovelha era um animal muito fofinho, sempre até hoje é e muito importante pra família. Então chamar uma filha de rel. Ilia. Lia em hebraico, Lear significa a cansada, a chorona. Olha bem, a chorona, a cansada. Eu imagino que eh como ela nasceu e chorava, chorava, chorava, chorava, chorava demais e o nome só era revelado alguns dias depois do nascimento. Ah, que menina chata, menina chorona, tá cansada, tá sempre chorando. Vai se chamar Lea, Lea, a cansada, tá certo? Eh, o oposto de de Leia seria Noar. Noar é um nome masculino, né? que Noar é descanso e Lea, cansaço. Imagina uma menina chamada cansaço. Eh, sabe aqueles apelidos que alguns pais colocam nos filhos que também revelam a toxicidade? Ôjo, ô chatinha, ô Maria Fumaça. Pois é, imagina assim: "Ô cansada, vem cá. Oi, vem cá, ovelhinha. Ovelhinha, vem cá. Cansada. E ela ninguém queria, porque pelo fato dela já estar com a idade avançada para os para o a cultura da época e não ter nenhum homem proposto casamento para ela, significa que ela já estava reproduzindo a própria rejeição da família. Ninguém a queria. E se você olhar, ela era desprezada pelo pai. Quem rouba os ídolos do pai é Raquel. E tem uma coisa interessante que a Bíblia fala que a Lia, ela tinha os olhos bassos ou os olhos fracos. E muita gente pensa que a Lia fosse vesga, né? Não. Existe uma expressão idiomática provável aí, porque olhos cansados, olhos fracos eram também naquela época sinônimo de pessoa que atraía maldição para casa. Eles tinham muita superstição na época. Não que a Bíblia endoce a superstição, mas a Bíblia descreve. Você entende? Eh, por exemplo, hoje a gente quando alguém espirra fala: "Saúde. Deus te cri que te dê boa sorte." E se Jesus tivesse aqui, ele também falaria saúde para alguém. Mas Jesus não estaria endossando a superstição que está por detrás desse comportamento. Porque no passado acreditavam que quando a pessoa espirrava, a alma saía pela boca, pela boca. Então você tinha que pronunciar uma bênção para que a alma voltasse paraa boca. Evidentemente que se Jesus estivesse hoje, ele falaria saúde apenas por uma questão de educação, não porque ele estava endossando uma superstição. Mas Jesus também não deixaria de abençoar alguém depois do espirro apenas porque a origem daquilo foi uma superstição. Tanto é que no Novo Testamento Jesus fala: "Se os olhos forem bons, todo o corpo será bom. Se os olhos forem maus, o corpo será mau. Jesus estava reproduzindo uma expressão idiomática. Aliás, tem uma uma parte do tal mud do do da minchiná em que o os rabinos diziam que na hora do casamento deveria se examinar os olhos da noiva. Se os olhos fossem bons, unitos, não precisava examinar o corpo, podia casar. E o contrário também era era verdadeiro. Quando a pessoa tinha olhos que eram identificados como olhos fracos, olhos feios, olhos bassos, dê o nome que você quiser. Aquela pessoa era tida como alguém que atraía maldição, alguém que atraía ah infortúnio. E para piorar a história, quando Jacó casa com Raquel e Lia, Lia começa a ter um filho atrás do outro e a Raquel estéril. Pelo que eu acabei de contar, quem que vocês acham que levou a culpa? Lia, com certeza. Várias vezes, Raquel tá falando, eu não tenho filho por causa dessa. Eu não tenho filho por sua culpa. Você tá atraindo a maldição aqui. Porque tinha até oração. É interessante. Encontraram na Suméria? Eu tenho isso registrado no meu computador aqui, eh tabuletas com inscrição comforme com orações de proteção para mulheres grávidas que porventura estavam perto de mulheres de olhos eh grandes ou de olhos feios ou de olhos eh sem sorte. Então imagina, ela cresceu daquele jeito e ela procurou, lembra a modelagem, um conceito de modelagem? Aia procurou a vida toda no marido Jacó o amor que ela não teve do pai. Então até que quando você pega a história dos filhos dela, você nota que ela põe o o significado do nome dos filhos sempre de acordo com o sentimento de esperança que ela tinha em relação a Jacó. ao primeiro, ó menino. É interessante a exclamação, ó menino em em hebraico seria rução, Ruben. Aí ela falou: "Ó, o menino se chamará Ruben." Agora, por que que ela teve uma exclamação de espanto quando nasceu um menino? Era óbvio, se ela tava grávida e se a criança não morresse, se não fosse na morta, ela teria uma menina ou um menino. Por que da surpresa? O fato é que quando saiu um menino, talvez ela estava se sentindo tão invalidada pela vida que ela nem se achava capaz de dar a luz a um menino. Ó, menino. Depois vai nascendo outros e você vai percebendo que todas as vezes ela fala assim: "Agora vai dar certo". Por exemplo, Levi. Levi significa aquele que está amarrado a ela fala: "Agora meu marido vai me amar porque eu lhe dei a dei a luz mais um filho. O menino vai se chamar Levi, aquele que está amarrado a agora. O Senhor ouviu a minha prece, tá certo? Eh, então quer dizer, cada hora que nasce e a assim a vai chamar Shimion. Shimion é de ouvir em hebraico. E ela fica procurando sempre a o apoio de Jacó e ele nunca dá. Tanto é que até no final, quando ele vai reencontrar com Esaú, eh, o seu irmão, só tô na dúvida se na hora que eu falei de Jacó e Esaú, se eu falei certo, Esaú, eu troquei com Saul. Se eu troquei, a correção já tá feita aqui, tá? Eh, o irmão de Jacó é Esaú e não Saul. Saul é o primeiro rei de Israel. Se eu troquei correção feita aqui, eh, você vê que quando o Jacó volta e ele tem medo do exército do irmão matar a família dele, ele manda na frente Lia com seus filhos e protege na retaguarda Raquel e seus filhos. Percebeu? Bom, Lia talvez precisava entender que ela também era amada de Deus. E se a gente sair da Bíblia e pegar até a história, aliás, tá gostando desses exemplos bíblicos que eu dou? Você sabe que tem muito mais te esperando na plataforma Bíblia comentada. Então, olha, no final desse vídeo você vai fazer o seguinte, você vai clicar no link que está aqui na descrição do vídeo e vai assinar a plataforma A Bíblia comentada. Tem muita coisa legal te esperando lá dentro. É uma aula de Bíblia tremenda que vale a pena e vai edificar sua vida intelectualmente e espiritualmente pelo contato com a palavra de Deus. E se em 7 dias você não gostar do conteúdo, simples, você pode pedir a devolução do seu dinheiro sem nenhuma explicação nem nada. Tá bom? Mas eu sei que você vai gostar, você não vai desistir. Assine a plataforma Bíblia comentada. Continuando o que eu estava dizendo, se eu sair do mundo da Bíblia e entrar no mundo da do intelectualismo, eu vejo que muitos muitas figuras, muitos personagens importantes também tiveram pais tóxicos, complicados. Por exemplo, Sigmund Freud, o pai da psicanálise, ele sempre falava que o pai dele era um homem inteligente, mas despódico e implacável. O Freud tinha um problema tremendo com o pai dele. Você vai ver a biografia de Freud, Martin Lutero também, o pai dele era áspero. É lógico que a gente tem que entender também essas atitudes de acordo com o conceito da época. Charles Dowwin, ele não fala que o pai era violento, áspero, mas era um pai que o invalidava. Era um pai que o Darwin sempre procurava eh alcançar e nunca conseguia. Por isso que ele se apoiava no avô Erasmo Darwin. Aí você vai CS Luz, que escreveu as crônicas de Nárnia, eh, grande professor de Oxford, ele falava, o pai dele, a mãe dele morreu muito cedo e deixou ele e o irmão órfã. O pai os criou, mas o pai era ausente, não dava amor, não dava apego, sabe? Aí você vai ver também o Franz Kafka, a mesma coisa. Ele fala de maneira terrível do pai, como é que o pai dele era sórdido, como o pai dele o machucava, o humilhava. E você vê essa relação dessas desses homens com o pai de maneira muito forte nas obras que eles deixaram. Dou como exemplo clássico o próprio Segmund Freud, que falava muito do da carência que nós temos para um pai universal. E como esse pai para ele não existiu, ele aplicava isso para Deus e dizia que Deus não existe. Eh, e para você ver que eu não tô exagerando, tem até um autor chamado Paul Witz. Ele psicólogo, estudante do comportamento humano e ele foi por mais de de 30 anos ateu e ele foi professor emérito da Universidade de Nova York e ele depois que deixou de ser ateu, ele escreveu uma biografia, não uma biografia, um estudo de várias biografias de ateus, porque ali eu citei o CS Lus, que não era ateu, tá certo? a o Lutero, mas aqui ele fez apenas dos ateus e ele colocou sobre a hipótese do pai defeituoso e ele fala a fé a dos sem pai a psicologia do ateísmo, a fé daqueles que são sem pai. E ele mostra como é que muitos desses autores ateus reproduziram, o livro dele é polêmico, tá? Porque muitos saíram em defesa do ateísmo falando não, que ele está generalizando, que tem muitos ateus que se tornam ateus. porque fizeram um estudo intelectual e chegaram à conclusão que Deus não existe. E pode até ser que algum ateu que assista esse meu vídeo vai falar: "Eu não tenho problema com meu pai, eu me tornei ateu". Porque me tornei É verdade, a gente não pode generalizar, mas também não pode negar que em muitos casos, não todos, mas em muitos casos emblemáticos e quantificáveis, consideravelmente quantificáveis, o ateísmo de uma pessoa tem uma relação muito estreita com o tipo de relação que ele teve. com seu pai. Isso é fato. Porque você vê reproduzindo até na na na nas próprias obras que eles deixam. Agora vem a questão final. E aí, Rodrigo? Dia dos pais chegando. Depois de tudo isso, como é que eu posso sobreviver ao meu pai tóxico? Você não respondeu ainda a pergunta do início do vídeo. Eu tenho motivo para comemorar no domingo ou não tenho? Tem uma passagem da Bíblia que me chama bastante atenção, eu gosto desse texto, que é uma das promessas para o fim dos tempos, mas que também se cumpriu no ministério de João Batista. Uma das últimas profecias do Antigo Testamento pelo profeta Malaquias, está em Malaquias 4 verso 6, onde ele fala: "Ele, o Senhor converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus não, perdão, ele não é Deus, ele o profeta que virá no espírito de Elias, tá bom? Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu, aí sim o Senhor não venha e fira a terra com maldição. Eh, é interessante que no original hebraico, esse converterar é o verbo é é o termo chuv. Chuv dá origem à palavra arrepender-se, arrependimento. Mas chuv em hebraico significa literalmente dar meia volta, retornar. Eh, esse converter o coração aos pais e aos filhos, como uma das principais obras eh do daquele que vem no espírito de Elias, ele faz muito sentido na época de Malaquias, na época de João Batista e hoje. Por quê? Na época de Malaquias, Malaquias escreveu ali por volta do ano 450, 430 anes de. Cristo, depois do cativeiro da Babilônia, quando muitos judeus estavam voltando para a terra de Israel. Só que aqueles que voltaram paraa terra de Israel, muitos voltaram contra a vontade, porque eles tinham uma vida próspera na Babilônia. E ali em Israel, mesmo depois do cativeiro, a situação espiritual não estava muito boa. Havia muitos problemas de infidelidade no casamento. Ah, sacerdotes corrompidos, a idolatria estava começando a voltar e muitos problemas com relacionamento com filhos, filhos, marido e mulher. Então, uma das promessas de Deus é que ele traria um profeta para converter o coração dos pais aos filhos e dos filhos aos seus pais. Mas qual que é o sentido? Ele inclui as relações eh familiares, mas também vai além disso. Porque o que está dizendo ali é o seguinte: a solução para o país está no que acontece no lar. E o que acontece no lar reflete no país. Então você quer revolucionar o Brasil? Talvez o ideal não é queimar pneu em praça pública, não é fazer passeata, nem gritar com megafone, é fazer dentro da sua casa o que você gostaria que fosse lá fora. O problema é que a gente pensa muito lá fora e esquece de dentro de casa, tá certo? Eh, eu conversei com um pastor esses dias, pastor Robson Aleixo, que ele ele tem um programa na TV Novo Tempo, muito, eu recomendo até que assistam. E o pastor Robson, ele conta muitas histórias das filhas dele. E ele disse que uma vez na época do COVID, ele morava em São Paulo, no Capão Redondo, por causa do Covid, ele vendo gente morrendo uma atrás da outra naquela época, vocês lembram terrível, a filhinha dele ficou com um pânico, um medo de ladrão entrar na casa dela. Eles moravam dentro do campus universitário do NASP. E ele para acalmar a filha, falou com a filha assim: "Filha, não precisa [limpando a garganta] ter medo. Veja, a gente tá dentro da universidade, tem tem o guarda lá fora, tem o policial e a menina continuava com medo, continuava com medo, chorando, chorando, chorando. Até um dia que ele falou: "Olha, filhinha, papai vai dormir aqui no seu quarto". E veja bem, olha o tamanho do papai. Se um ladrão vier aqui no seu quarto, ele vai primeiro ter que passar por mim e ele não vai passar. Ele não vai sobreviver. Tá bom, filhinha. Na verdade, acho que ele nem precisou dormir no quarto dela. Ele só falou assim: "Fique tranquilo, papai tá aqui, tá aqui do lado. Se o ladrão vier para, ó, para entrar no seu quarto, ele tem que passar por mim primeiro. E ele não vai passar". A criança acalmou. E daí ele tirou uma conclusão que eu achei fantástica. Ele falou assim: "Olha, eu depois entendi que a segurança que a minha filha queria estava dentro de casa, não lá fora." No meu primeiro discurso, eu falei: "Olha, mas o o o guarda que tá lá fora, ele ele tá armado? O guarda que tá lá fora, ele tem motocicleta, ele tem carro para perseguir o ladrão, ele tá preparado para isso e tudo, mas ela não queria saber da proteção que tinha lá fora, ela queria a proteção do pai dentro de casa. E aí a gente tira uma ilustração pra vida. Muitas vezes estamos querendo procurar fora de casa a solução que começa dentro de casa. Isso é tão verdade que quando você vai para o Novo Testamento e Lucas aplica esse mesmo texto a ao ministério de João Batista, ele muda um pouquinho as palavras originais. Ele diz assim: "Ele irá diante do Senhor no espírito, no poder de Elias para converter o coração dos pais aos filhos." Aí Lucas troca e converter o coração dos filhos aos pais, ele coloca: "E os desobedientes à prudência dos justos". para preparar para o Senhor um povo bem disposto. E por que converter o coração dos filhos aos pais? Porque é justamente o problema da do rompimento de gerações que gera muitos problemas. Os filhos hoje não querem saber dos avós, dos pais. Eles são ultrapassados. Eles não sabem de TikTok. Eles não não conhecem as trends de hoje, eles não conhecem as giras de hoje, eles não conhecem as questões de hoje. Nós precisamos disso, criar de novo o elo entre gerações. Chove, voltar o elo das gerações. Agora a pergunta é chave. Como é que eu posso honrar um pai abusivo, Rodrigo? Principalmente, principalmente porque honrar pai e mãe é um mandamento bíblico. E a Bíblia não diz: "Honrai teu pai e tua mãe se eles forem bons pais". A Bíblia não fala: "Honrai o teu pai se ele for o cara, se ele for um herói". Não. A Bíblia fala: "Honrai o seu pai". Aí você pergunta: "Como é que eu vou cumprir esse mandamento sendo que eu sou filho de um pai tóxico?" Eu vou dar a resposta para você contando uma história. Eh, essa foto aqui mostra uma mulher com a mão na boca da outra. Elas não estão brigando, nem ela tá mandando a outra calar a boca. A que está com a mão na boca da segunda é Allen Keller. Eu já contei a história dela algumas vezes aqui na internet. Allen Keller, por um problema de tenra idade, ficou cega e surda aos 2 meses, talvez. Então, ela nunca aprendeu a falar. E com exceção desse iníciozinho que o olho ainda está turvado, né? Ela não viu nada. Então Keller não falava, não ouvia, não enxergava. Era criada como uma criança louca. Até que Anne Sullivan chegou com o desafio de ser a tutora de Allen Keller e fazer Allen Keller se comunicar com o mundo exterior. Mas como você vai ensinar para uma menina que nunca falou, nunca ouviu, nunca viu? E ela conseguiu. Allen Keller aprendeu a falar, aprendeu a ler lábios nessa técnica que já que ela em K não podia ver como é que ela lia lábios. Ela colocava a mão na boca da pessoa e ela entendia o que a pessoa tava falando. Ela também desenvolveu com a com a sua tutora um método que a tutora fazia uns sinais assim na mão de Allen Keller e Allen Keller sabia o que ela estava falando. Allen Keller se tornou palestrante, escritora profíqua. Agora fala-se muito do milagre de Helen Keller, mas fala-se pouco do nome dessa tutora. O nome dela é Anne Sullivan e a biografia dela é tão fantástica quanto a de Allen Keller. Anne Sullivan perdeu a mãe muito cedo e ela ficou com o pai alcólatra e mais dois irmãos, um irmão e uma irmã. O pai batia, o pai agredia, a irmã foi levada para ser criada por outros parentes. E ela ficou com um irmãozinho junto com o pai sofrendo, sofrendo, sofrendo, sofrendo, sofrendo. E para piorar toda a violência que ela tinha doméstica, psicológica, ela tinha muitos problemas físicos. O olho dela tinha problemas, ela já não enxergava bem de um dos olhos, o outro enxergava pouco também. Eh, o pai ainda a colocou junto com o irmão num asilo. Era asilo o nome que dava, que pegava gente de todas as idades, inclusive crianças que eram muito maltratadas naquele lugar. E o irmão dela que já tinha uma tuberculose complicada, ele já tinha um problema na perna. Eu nunca eu tinha ouvido falar isso. Nos livros dizem tuberculose óssea. Eu nunca ouvi falar dessa doença. Então, se alguém que é médico aí puder esclarecer o que é isso, eu sei que o irmãozinho dela morreu nesse lugar lá e foi sepultado assim de qualquer jeito. E Annie Sullivan cresceu com a lembrança daquele pai tóxico, sem amor e com outros ah preceptores tóxicos também naquele lugar. Como é que ela podia honrar um pai desse? Sabe qual o segredo? Não seguindo o destino que o pai desenhou para ela. Eu vou explicar para você. Seu pai é tóxico, mas tóxicos não merecem teoricamente ter bons filhos. Porque se os filhos são a herança do Senhor, então só merece ter boa herança quem é um bom filho. Concorda comigo? Se eu sou um bom filho de Deus, eu mereço ter uma boa herança. Se eu não sou um bom filho, eu não mereço ter minha parte na herança. Então, se os filhos são heranças do Senhor, teoricamente, bons filhos só deveriam ser uma alegria de bons pais. Maus pais não deveriam ter direito a bons filhos. Mas a graça de Deus é tão maravilhosa que ela dá a você, você filho de um pai tóxico, a chance, o direito e o poder de quebrar a corrente da maldição. Você tá vendo de uma família que o seu tataravô era tóxico com o seu avô, seu avô foi tóxico com seu pai, seu pai foi tóxico com você. Você pode em Cristo Jesus quebrar essa essa essa corrente. Você não vai ser tóxico com seus filhos, nem com a sua esposa, nem com as pessoas que estão com você. E quando você quebra essa corrente, você se torna um bom filho. E ao se tornar o bom filho, você honrou um pai que não merecia honra. Mas olha que interessante, ao honrar o pai que não merecia honra, porque você se tornou um bom filho, o beneficiado, no final das contas, foi você. Foi você. Então o seu pai passou a vida toda falando que você é um desprezível, que você é um canalha, que você é um não vale nada, você vai se tornar alguém de bem. O pai de Sullivan passou a vida toda acabando com a vida de Anne Sullivan. Ela era doente, ela era ela era um um um estorvo na sua vida, um peso morto. Ela quebrou essa essa maldição se tornando a tutora de Allen Keller. Seen Keller é uma história hoje que fascina todo mundo do mundo inteiro. Quem nos deu Allen Keller foi Yan Sullivan. Uma mulher que todo mundo que trabalha com pessoas com necessidades especiais deveria falar demais Jan Sullivan. Quem trabalha com cegos, com surdos, até com crianças autistas, deveria estudar a vida de Anne Sullivan e falar de Anne Sullivan. Ela ensinou uma cega de nascença a ler Briley, uma cega que não ouvia. Ela ensinou uma segue de nascença a ler lábios de uma técnica que também não existia. Até os pedagogos deveriam estudar os métodos pedagógicos que Anne Sullivan aplicou. Ela honrou o pai dela, que teve uma filha extraordinária, um homem que não merecia ter. E ao honrar alguém que não merece essa honra, como eu falei, o melhor beneficiado é você, porque você quebrou a maldição. E em segundo lugar, você está na sua vida cumprindo o que é o evangelho. Porque todos nós que formos salvos também somos salvos sem merecimento. Nós somos pecadores. Foi a morte de Cristo que nos tornou aptos a ir pro céu sem merecermos. Então, se Cristo nos deu o céu quando nós não merecíamos, nós podemos dar honra à aquele que também não mereceu. Então, o caminho pro fracasso é continuar lamentando a toxicidade do seu pai. O caminho do fracasso é continuar se fazendo de vítima do seu pai a vida toda. O seu vitimismo vai levar você pro fracasso. E se você usar a toxicidade do seu pai sempre que quiser justificar uma preguiça sua, você não vai para lugar nenhum. Ah, eu não consigo emprego. Mas também por que que eu não consigo emprego? Porque o meu pai me tirou a vontade de procurar emprego quando era criança. Por que que eu não sou competente em nada? Porque o meu pai me tirou isso para de transferir responsabilidade pro seu pai. Às vezes ele já até morreu e continua te punindo até hoje porque você deixa. Eu conheço, eu não sou espírita, mas eu conheço situações de pais que já morreram e continuam punindo os filhos de maneira psicológica. Em que sentido que eu quero dizer? O pai já morreu, não existe mais. Eu não acredito em espiritismo, mas a memória do que o pai foi continua punindo o filho, continua tolhindo, continua proibindo, continua castrando, castrando inclusive filhas, tá? Psicologicamente, mulheres também são castradas. Aliás, tem até castração feminina lá no Oriente, né? Não deixe isso acontecer, não. Honre o seu pai quebrando a corrente, sendo o bom filho que ele não merecia ter. Aí no dia dos pais, você vai ter motivo para comemorar. E mesmo que você olhar pra figura do seu genitor e não ver nele o objeto do seu elogio, do seu reconhecimento, você tem um pai celestial que você pode olhar para ele e reconhecer que ninguém é órfão de Deus. Nós podemos ser órfãos de seres humanos, mas não somos órfãos de Deus. E esse Deus maravilhoso muitas vezes mandam na manda na nossa vida pessoas que nos amam com o amor que nós não tivemos dos nossos próprios genitores. Davi foi desprezado pelos seus irmãos, pelo seu pai, mas olha a fidelidade de Jonathan a Davi. Percebeu? Olha a fidelidade. Que Deus abençoe sua vida. Pense nisso que eu falei. Escreva o que que você achou desse conteúdo. Se gostou, deixa o seu like, deixa o seu comentário. E tendo ou não motivos para comemorar, eu posso sim dizer: "Feliz dia dos pais". Feliz dia dos pais para você. Ciao. Ciao.