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PATRIARCADO vs PATERNIDADE MODERNA: O que a Bíblia diz sobre ser pai? Dia dos Pais com Rodrigo Silva

PATRIARCADO vs PATERNIDADE MODERNA: O que a Bíblia diz sobre ser pai? Dia dos Pais com Rodrigo Silva

PATRIARCADO vs PATERNIDADE MODERNA: O que a Bíblia diz sobre ser pai? Dia dos Pais com Rodrigo Silva

O Dia dos Pais desperta sentimentos muito diferentes. Para alguns, é um dia de gratidão; para outros, de saudade, ausência ou dor. Não por acaso, a cultura pop passou a retratar a figura paterna como alguém ausente, incompetente ou sem autoridade. Personagens como Homer Simpson, Fred Flintstone, George Jetson e o pai da Família Dinossauro, além de séries como Friends, The Big Bang Theory e The Morning Show, reforçam essa imagem de um pai desacreditado.

Mas será que esse é o propósito de Deus para um pai? Será essa a visão da Bíblia sobre a paternidade? Neste meu primeiro Dia dos Pais como pai, quero refletir com você sobre o verdadeiro papel da figura paterna, como lidar com um pai tóxico, o que significa honrar pai e mãe e como romper ciclos familiares. Vamos estudar as histórias de Davi, Jessé, Abraão, Isaque e Jacó para descobrir como Deus pode restaurar relacionamentos, trazer cura emocional e transformar o legado de uma família.

— CAPÍTULOS —
00:00 – PATRIARCADO vs. PATERNIDADE MODERNA
04:25 – Pai Herói x Pai Tóxico: De onde vem a depreciação do patriarcado?
07:58 – O que a Bíblia realmente quiz dizer com "Pais, não irritem seus filhos!"
14:52 – O problema é o patriarcado ou abuso de autoridade? A figura do PAI no mundo Greco-Romano
18:39 – O que é um pai tóxico?
23:04 – Estudo de Caso 1: Davi e o pai tóxico, Jessé
36:34 – O padrão de repetição: como pais feridos geram filhos feridos
42:41 – Estudo de Caso 2: O preferencialismo de Abraão, Isaque e Jacó
42:59 – Bons pais também erram!
45:49 – Estudo de Caso 3: Raquel, Lia e a rejeição paterna
59:11 – Como sobreviver a um pai tóxico e honrá-lo?
01:08:20 – A chave para quebrar ciclos familiares negativos
01:13:26 – A mensagem final para o Dia dos Pais

— GLOSSÁRIO —
Patriarcado: Originalmente, o sistema de liderança do "pai de família". No vídeo, discute-se como o termo adquiriu uma conotação negativa, associada à opressão.
Pátria Potestas: Termo jurídico romano que concedia ao pai (pater familias) poder quase absoluto sobre sua família, incluindo decisões de vida, morte e casamento.
Toxicidade Paterna: Padrão de comportamento disfuncional de um pai que causa dano emocional, psicológico ou físico aos filhos, por abuso, negligência ou manipulação.
Modelagem (Psicologia): Processo inconsciente de aprender e replicar comportamentos, atitudes e respostas emocionais observados em figuras de autoridade, como os pais.
Chuv (Hebraico): Verbo que significa "retornar" ou "dar meia volta". É a raiz da palavra para arrependimento (teshuvá) e, no contexto de Malaquias, significa restaurar a relação entre gerações.

Vamos juntos desvendar a Bíblia mais a fundo?

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Meu nome é Rodrigo Silva, sou cristão e casado com a Laura. Aqui eu compartilho um pouco das histórias da minha vida dedicada à Bíblia Sagrada, Estudo Bíblico e a Arqueologia. Desde tenra idade, fui fascinado pelo passado e pelas histórias que os artefatos e ruínas antigas podem contar. Minha jornada na arqueologia tem sido repleta de aventuras, descobertas emocionantes e uma profunda conexão com o passado. A cada escavação, a cada artefato encontrado, sinto-me mais grato por ter escolhido seguir essa paixão. Agradeço por me acompanhar nesta viagem!

Legendas automáticas:

Olá,
você que me segue no Rodrigo Silva
Arqueologia. Sim, hoje não é
segunda-feira, mas nós temos um vídeo
especial para você. Sabe por quê?
Domingo está chegando e será dia dos
pais. Eu sei que todo ano tem dia dos
pais, mas esse ano será diferente para
mim, será inédito, porque é a primeira
vez que eu terei a oportunidade de ser
parabenizado pelo dia dos pais, que
agora eu sou pai, entrei pro time,
entrei pro clube. Então resolvi fazer
esse esse vídeo especial para falar
dessa data. Mas quando eu estava
preparando o vídeo, eu pensei como é que
eu vou lidar com esse assunto? A figura
do pai hoje está muito desgastada na
sociedade. As pessoas não acreditam mais
no pai. Há muitas pessoas que vem o pai
como um elemento tóxico. Até a palavra
patriarca relacionada ao a figura do
pai. Sim, porque patriarca vem do grego
patros, que é uma das palavras para pai
na língua grega. Então, quando você
falou de patriarca, patriarcado,
patriarcal, sempre remete a coisas
ruins. Quando alguém quer destruir um
discurso conservador, fala o seguinte:
"Olha, esse sujeito tem uma mente do
patriarcado, temos que acabar com o
patriarcado." Ou seja, a palavra saiu do
seu sentido etimológico, da figura do
pai, e caiu num sentido semântico, que é
um algo que a sociedade tem que superar.
E nesse algo, nessa semântica da
superação da palavra patriarca, que caiu
num conceito tão negativo para muitas
pessoas, tem também a superação da
figura do pai. Eu me lembro até uma vez
que eu estava escrevendo um livro de
religião para a casa publicadora
brasileira e como era um livro para
adolescentes, é um livro sobre ética, eu
escolhi o título do livro assim:
"Fazendo a vontade do Pai".
ética cristã no mundo pós-moderno,
fazendo a vontade do pai. Ética cristã
no mundo pós-moderno
estava tudo certo. A editora já tinha
provado o título, a capa já tinha sido
feita. Quando estava assim prestes a ser
impresso, alguém numa comissão, uma
pedagoga, fez uma observação e voltou
tudo atrás. Ela disse: "Esse livro não
vai fazer sucesso entre os jovens por
causa do título". E o pessoal como? Ele
falou assim: "O que os jovens menos
querem hoje é fazer a vontade do Pai".
O livro então voltou paraa minha mão. A
gente pensou, pensou, conversamos e
mudamos o título para Abrindo o jogo.
Ética cristã no mundo pós-moderno. Mas
eu trago essa a memória desse episódio
para ilustrar como a figura de um pai
hoje está desgastada. Então eu quero
convidar você a ficar comigo nesse vídeo
porque eu quero trabalhar com dois
públicos que eu tenho aqui, aqueles que
tem uma boa relação com o pai e que no
domingo tem ah motivos para
parabenizá-lo, para comprar um presente
para ele, para dar um abraço nele, um
beijo nele. E dentre esses mesmo aqueles
que os pais já morreram, que o pai
morreu, mas que ele ainda traz uma
saudosa lembrança. Alguns até vão ao
cemitério e colocam flores ali no túmulo
do pai numa homenagem póstuma. Outros
olham as fotos, choram, lembrando com
saudade do pai. Mas há um segundo
público que também me assiste, que
talvez tenha uma relação tóxica com seu
pai, uma relação que não é harmoniosa,
que não é pautada no equilíbrio das
emoções. Aliás, a toxicidade paterna se
tornou até tema de muitos livros de
psicologia hoje, de educação, de
pedagogia.
E aí, se você faz parte desse segundo
grupo e tem um pai tóxico, tem uma
memória ruim do seu pai, o que que você
tem para comemorar no próximo domingo?
Se você conhece alguém que está nessa
situação, especialmente do segundo
grupo, chame agora para assistir esse
vídeo. E se você estiver vendo esse
vídeo depois, não tem problema, está lá
no no YouTube. É só você olhar. Assista
isso aqui, porque eu quero conversar com
esses dois grupos, os que têm no pai uma
figura heróica e, portanto, um motivo de
alegria em relação à data do dia dos
pais. e naqueles que têm no pai uma
figura ausente, fantasmagórica, talvez,
talvez até monstruosa, da qual ele
queria fugir.
Será que há motivo para comemorar também
nessa situação? Então, esse é o nosso
assunto hoje. Feliz dia dos pais, com ou
sem motivo para isso? Vamos começar
primeiro, já que eu falei da questão da
toxicidade dos pais, é colocar um
emblema aí do dos pais modernos, né?
Romer Simpson, a figura desgastada do
pai. Desculpem que o desgastada ficou
até com o a na linha de baixo, mas o que
importa é a figura do personagem. A
rumor hoje se tornou, infelizmente, o
mascote, se eu posso chamar assim,
mascote remete mais a um animal, né? mas
o símbolo eh da figura paterna para
muitos jovens, para muitas gerações. E
não é só os Simpsons, não. Eles ilustram
uma uma agressividade
dessa figura e em relação a essa figura
que vem desde a época de Sigmon Freud, o
pai da psicanálise. É lógico que ela se
acentuou mais nas camadas populares em
tempos mais recentes do que a época de
Freud. De qualquer modo, ainda permanece
a a ideia de que a figura do pai está
desgastada em muitos ambientes. E já que
eu falei do Simpson, se você pegar
outros desenhos animados que refletem um
establimento social, você percebe que o
parâmetro é o mesmo. Os mais antigos
lembram dos desenhos dos Flintstons, dos
Jetsons, da família Dinossauro. O que
que há em comum nesses desenhos? A
família dinossauro, na verdade, era um
filme, mas de dinossauros, né, da idade
da pré-história, que tinha um caso e
tudo mais. Bom, todos eles mostram o
protagonismo de um pai ridículo.
Romer Simpson, não, desculpa, Fred
Flintston, todo mundo conhece. E o o
Barne Rubble também, que era o vizinho
dele também, um paspalhão. Os filhos
faziam dos pais gato e sapato e aquilo
era até motivo de humor. Você tem também
na família os Jetsons, você tinha o
George George Jetson, que ele era um
paspalhão da família, ninguém gostava
dele. Eh, gostava, mas não respeitava,
melhor dizendo, não respeitava. A
família Dino da Dino da Silva, a mesma
coisa. O Dino era um um paspalhão
também. Tanto é que você vê o o o
filhinho dele, o baby Sauro, ele só
falava assim: "Eu quero a mamãe, eu
quero a mamãe". Ele falou: "Olha,
garoto, tem aquela frase, né? Eu não sou
mamãe, eu sou o papai. Fala comigo:
"Papai, papai, mamãe". Não é a mamãe.
Então, sempre uma figura desgastada.
Isso sem contar outros desenhos animados
que a figura do do pai era completamente
ausente. Você pega, por exemplo, a
família do Doremi, o os Scoobydo, a
família do barulho, a turminha, a turma
do barulho, uma coisa assim, sempre eram
eram figuras em que os pais não
existiam. e mesmo eh filmes adultos mais
recentes, como seriados do tipo Friends,
Big Bang Theory, a agora recentemente o
Morning Show, são eh temas eh eh textos
escritos, escriturados de tal maneira
que a figura do pai e até da mãe só
aparecem nos episódios
quando é para atrapalhar,
nunca para ajudar.
Então, como eu falei, ficou muito
desgastada. a figura do pai ultimamente.
De modo que não basta apenas eu fazer um
vídeo do tipo, olha, vamos falar sobre o
dia dos pais e todo mundo vai querer
assistir. Por isso que eu estou
provocando.
Vamos falar de dia dos pais, mesmo
quando não há razão para festejar esse
dia. Eu quero ler duas passagens da
Bíblia para você, pra gente começar o
nosso assunto dentro da Bíblia Sagrada.
Eh, e eu quero que você durante o nosso
bate-papo aqui, deixa o seu comentário.
Se alguma coisa do que eu estou falando
está refletindo a sua experiência ou a
experiência de alguém que você conhece,
partilhe conosco aqui, tá certo? Eh,
conte o que você acha, se você concorda
com o que eu estou falando, se a
perspectiva que eu vou apresentar dá
alguma luz para você.
Bom, as duas passagens que eu quero ler
são de Paulo. A primeira está em Efésios
6, verso 4, e a segunda em Colossenses
3:21. Olha que revolucionária
esta palavra de Paulo. Na primeira
passagem, ele diz: "E vós, pais, não
provoqueis vossos filhos à ira,
mas criai-os na disciplina e
adminestação do Senhor." Gente, numa
época em que o pai dominava tudo, Paulo
escrever: "Pazis, não provoquem os
filhos de vocês a ira. Não façam isso,
mas criar isos na disciplina." Ou seja,
não é também para criar solto igual
galinha no quintal. E a segunda
passagem, Colossenses 3:21, pais, não
irriteis os vossos filhos para que não
fiquem desanimados.
Eu eu quero chamar a atenção do original
grego dessas duas palavras. No primeiro
verso que eu li, pais, não provoqueis
vossos filhos a ira. A palavra não
provocar a ira é a palavra parorgo. Em
grego, parorgzo é pará. é uma preposição
grega que significa ao lado de, ao lado
de. E você tem orguê. Orguê é ira em
grego. A Bíblia fala da ira, da ira de
Deus, por exemplo. A Bíblia fala da ira
do cordeiro. Quando você vai para
Romanos, Paulo fala: "A ira de Deus se
revela do céu". E lá está: Regueto
reorgetu.
Apocalipse 100. Apocalipse. A ira de
Deus se revela, tá certo?
Eh, to uranu, Ton, oranon, uran do céu,
a ira de Deus. Então, Deus se ira. Eh,
você fala no apocalipse também sobre a
ira do cordeiro.
A ira do cordeiro. Alguém me perguntou
esses dias se era pecado sentir ira. Eu
falei: "Não, porque Deus tem esse
sentimento."
O pecado da ira é quando a ira é por
motivação errada e na dose errada.
E quando a ira vem, é é transvertida de
injustiça.
Mas a indignação perante algo que está
errado é divina.
Mas a Bíblia também fala que a ira,
embora seja um sentimento legítimo,
levado a extremo ou em condições
erradas, ele pode ser nocivo
e ele pode ter consequências trágicas.
Por exemplo, a ira de Deus.
Eh, no apocalipse fala, por exemplo,
quando fala das taças da das pragas no
final do apocalipse, Apocalipse 16,
fala: "Porque com estes se consumou ou
se encheram as taças da ira de Deus".
Então, quando a gente pega a palavra
orguê, no grego do Novo Testamento,
também refletindo o pensamento hebraico,
a ideia é o seguinte, é que a ira é uma
tolerância esgotada.
Sabe aquela gota que não enche o balde?
Mas se o balde está cheio, ela derrama.
Então você vai dando paciência,
paciência, e a pessoa vai, vai
brincando, vai brincando, ela vai
esticando a corda até uma hora que você
fica irado e a consequência vem. É assim
que a ira de Deus funciona com a
humanidade. Quando eh, oportunidade,
pós-ortunidade são negadas, são
negligenciadas, aí a ira de Deus desce
do céu.
E Paulo fala: "Filho, pais, não
provoquem os filhos de vocês a ira.
Ou seja, não fiquem eh fustigando a
criança até o dia que ela fica esgotada
e ela vai se irar contra você. E o que
ele falou ali é muito verdade em vários
sentidos. E a ira aqui não é só o pai
ficar bravo bater, não. Tem vários tipos
de de modo de você provocar a ira dos
seus filhos. a negligência, o abandono.
Por exemplo, é muito comum em países da
Europa e dos Estados Unidos você ver
muitos velhinhos trabalhando como
balconistas em supermercado, eh em
postos de de pedágio. Olha, mesmo com a
tecnologia hoje só passar ali e acionar,
né, aquele o o sinal do carro ali, não
precisa nem de parar
[limpando a garganta] mais, ele já
aciona que você passou ali, já manda
cobrança para casa. Ainda alguns
pedágios que você vê o velhinho lá, você
vai pro Walmart nos Estados Unidos, lá
pro Cod, tem aqueles velhinhos lá
empurrando os carrinhos, guardando os
carrinhos, limpando a prateleira. Você
fala: "Poxa, coitado, será que são
aposentados que não conseguem viver da
aposentadoria, por isso tem que
continuar trabalhando depois de idosos?"
Não, muitos deles estão trabalhando ali
por causa da solidão
e sem querer julgar ninguém, porque eu
não conheço caso a caso, estou falando
de uma maneira mais ampla que admite
exceções. Muitos desses velhinhos estão
solitários
porque hoje os filhos não têm tempo para
eles. E por que que os filhos não têm
tempo para eles? Porque estão
reproduzindo
uma época em que esses velhinhos não
tinham tempo para os seus filhos.
ficavam ocupados demais com coisas
importantes, não tinham tempo para
aquilo que é essencial. Então, a criança
já ia pra escola passar praticamente o
dia inteiro na escola. Tô falando na
realidade americana. Ele fica na na
escola praticamente o dia inteiro.
Quando chega as férias, o pai manda para
uma escola de férias, para um
acampamento de férias.
Eh, internato, muitas vezes manda pro
internato porque não não tem tempo pro
pro filho.
Aí o filho cresce com um pai que está
ocupado demais para ter tempo para ele.
Quando esse filho se torna adulto, ele
também não tem tempo para esse pai
idoso. Aí a visita regular do filho se
resume muitas vezes a um encontro ou
dois por ano. no dia de ação de graças,
onde o filho vai lá no nursing home, no
condomínio, asilo onde o pai mora, tira
o pai do asilo e traz para casa para ele
passar à tarde com eles comendo o peru,
a a ceia de ação de graças e ao
anoitecer já leva de volta pro nem dorme
na casa do filho e às vezes no Natal.
Então, eh, a maneira como eu sei que eu
estou criando a a Sara, eu posso
motivá-la a me amar ou provocar a ira
dela. A outra passagem que Paulo eh
também usa, que me chama bastante
atenção, ele também fala eh para que
seus filhos não fiquem desanimados. Aí
Paulo usa o verbo atimel. Atimel é
justamente perder o ânimo. A palavra é é
muito interessante. A palavra timos em
grego significa ânimo, coragem, eh
força. Então, para que os filhos não
percam a força, então vem atmel é a
negação em grego. E essas esses textos
de Paulo, eu os chamei de
revolucionários, porque Paulo escreveu
isso numa época em que o Império Romano
tinha uma cultura muito forte. na
verdade uma cultura greco-romana,
era uma cultura que que vinha e e
perpassava nas cidades, nas sociedades e
tudo mais. E era a cultura da pátria
potestas. Que que é o pátria potestas? O
pai tinha poderes quase ilimitados sobre
a família. Você tinha, por exemplo, a o
pai era chamado muitas vezes de páter
famílias, um termo que até hoje é usado
no direito para falar sobre a o que que
o pai podia ou não fazer com os filhos.
E na época que Paulo escreveu aqueles
versos que eu li, por exemplo, a
autoridade jurídica do pai era ampla
sobre todos os membros da família, todos
os membros. Ele tinha decisões sobre os
filhos com relação a casamento, destino,
formação. O filho não podia ser o que
queria. o pai que determinava o que que
ele ia ser. Ah, a disciplina era muito
severa, podiam ser aplicados castigos
físicos e outras formas de correção e
tava tudo bem.
Havia também a questão, ela é bem
polêmica, da exposição de
recém-nascidos, mas ela está
documentada, onde mesmo que a minha
esposa tivesse o meu filho, ele só seria
legitimado como meu filho no dias
lústricos,
que eram dias depois que o menino
nasceu, acho que no quinto dia depois
que o menino nasceu, em que o pai reunia
as pessoas e ele decidia publicamente se
iria adotar o seu filho ou não. Olha que
curioso, o filho legítimo, que eu digo
legítimo é uma palavra muito ruim hoje,
né? Porque o adotado também é um filho
legítimo, vamos dizer, o filho
consanguíneo, o filho biológico,
precisava passar por uma adoção formal
para ser reconhecido como filho daquele
pai.
O pai dava uma pedrinha branca. Então,
se ele passasse pela adoção formal,
beleza, ele era filho. Se ele não
passasse pela adoção formal, a criança
podia ser deixada na sarjeta, em cima de
uma pedra. Qualquer pessoa pegaria.
E por isso que muitas crianças
recém-nascidas até morriam em Roma.
Agora imagina, uma criança recém-nascida
acabou de de de vir ao mundo e o pai
decide
não tê-la. Eu não quero. É uma menina.
Não, já tem três meninos. Eu quero um
menino. E coloca lá exposta. Qualquer um
pode pegar e levar como se fosse um, sei
lá, um aparelho estragado que alguém
achou no lixão da cidade. Pegou é seu,
pode levar. Triste isso, né? E há também
um outro caso polêmico, eu não vou
entrar no mérito da questão dele porque
divide muitas opiniões dos
historiadores, que é o debate sobre o
direito da vida e da morte. Não há
consenso se essa prática era realmente
exercida de forma tão forte assim em
Roma. Mas há muitos autores do passado
que falam que, e pelo menos a suspeita
que havia uma diferença muito grande
entre a um pai que matava um filho ou um
filho que matasse o pai.
Você entendeu? Ah, se o um filho matasse
o pai, era um crime ediondo. A sociedade
toda, como falava, se fosse um pai que
matasse o filho, já era tolerado.
E foi justamente nesse contexto que o
Espírito Santo
usa Paulo para escrever de maneira assim
tão apropriada para o nosso conceito,
mas tão desgastada para aquele tempo.
Bom, hoje nós estamos talvez até num
outro extremo. Fala-se muito de pais
tóxicos e é lógico que eu tenho que
fazer uma ressalva aqui. O que que é um
pai tóxico? Eh, quando eu estava
procurando uma imagem para ilustrar essa
ideia de pai tóxico, eu botei lá no no
Google pai tóxico. E o número de imagens
que mostravam para mim eram de pais
disciplinando filhos. Aí eu escolhi essa
imagem de um pai, o filho lá no fundo
embaçado, o pai só pensando em dinheiro,
essas coisas todas. Mas me chamou
atenção que o número grande que há de
imagens de pais disciplinando, então nós
temos que fazer uma distinção entre o
que é um pai tóxico e um pai que usa da
disciplina. Porque hoje qualquer pai um
pouco mais severo na disciplina já é
considerado um pai tóxico. O pai bom é
aquele pai que não proíbe, que não põe
de castigo, que não dá limites. Então,
calma. Eu não sou médico, mas eu acho
que eu posso falar uma coisa aqui sem
nenhum sem nenhum risco de de ser
condenado por qualquer eh pessoa da área
da medicina. A diferença entre veneno e
veneno e remédio é uma questão de
dosagem,
tá certo? é uma questão de dosagem e não
é charlatanismo dar esse conceito médico
aqui para vocês. Então, cuidado com
isso. E também devemos lembrar que há
vários tipos de pais tóxicos de acordo
com os especialistas em saúde mental.
Tem o pai tóxico, que é aquele que abusa
com violência física. Tem o pai tóxico
que abusa com violência psicológica, que
bota o filho sempre para baixo. Tem o
pai tóxico que abusa com ausência,
ausência de cuidados. O filho tá doente,
ele não traz um remédio, não leva pro
médico. Ausência, ausência eh de
carinho, ausência de cuidado, ausência
de tudo. E até esses dias eu li um
artigo, n me chamou bastante atenção,
até mandei o link paraa Laura também
ler, eh, de uma psicóloga falando de
pais tóxicos. por excesso de de zelo, de
carinho. Achei muito interessante isso.
Ela conta um um caso de um casal que
eles se separaram, o marido foi embora e
a menina começou a sofrer muito a
ausência do pai. Então, a mãe foi
perceber depois, com a orientação
psicológica, que ela também estava tendo
um tipo de toxicidade com a filha. Por
quê? Como o pai foi embora, ela ela viu
que a filha sofreu muita ausência do
pai. Então ela começou a compensar de
toda maneira a ausência do marido.
Então, por exemplo, a menina continuava
dormindo na cama com ela depois de
grandinha já. Eh, ela ficava dando uma
madeira paraa menina eh depois de uma
certa fase. E aí ela percebeu que a
toxicidade dela é a talvez uma das mais
perigosas, porque ela é muito
subliminar, é difícil de perceber, é uma
toxicidade do excesso de atenção. Ela
não permitiu que a menina crescesse. A
menina ainda mamava. parece que com 8
anos de idade, se eu não me engano,
ainda estava mamando e usando fraldas.
Então a gente tem que cuidar, porque
aquela toxicidade do pai agressivo, do
pai que bate, do pai que espanca, do pai
que não sei o quê, essa não precisa nem
ser muito psicólogo para perceber, ela é
ela é notória. Mas aquela toxicidade do
pai que mima demais, tornando um filho
um um uma pessoa que não cresce, ele
também é um tipo de de de poda. Aquelas
mães que não deixam o filho nem casar,
porque ela se torna a mulher do filho,
sabe? Ela ela tá ali tão agarrando com o
filho, agarrando, agarrando, agarrando
que não deixa o filho desenvolver, não
deixa virar homem, não deixa sair de
casa. Eu lembro de um caso de uma
senhora que o filho dela morreu
solteirão e depois da morte da mãe que
ele foi desabafar a o ódio que ele que
ele teve guardado esse tempo todo. Eh,
todas as vezes que ele arrumava uma
namorada, o sonho dele era constituir
família, mas todas as vezes que ele
arrumava uma namorada, a mãe adoecia.
Ele terminava o namoro, a mãe melhorava.
Ela nunca tratava mal as namoradas dele,
mas ficava jogando em direta, adoecia,
ficava falando: "Negar, vai ficar com
ela". Ele era filho único. Até que um
dia ele terminava com muitos namoros.
Ele terminou por causa da mãe. Quando a
mãe morreu, ele já tava com mais de 50
anos de idade, 50 e tantos anos de
idade, solteirão,
já se achava tarde mais para encontrar
um grande amor. Aí quem foi desabafar
toda a raiva do que ele foi tolido. Isso
é um tipo de toxicidade também. Eu dei o
exemplo com a mãe, mas vamos focar aqui
em exemplos de pais, pais tóxicos. E
biblicamente,
será que nós temos alguns exemplos
bíblicos, alguns estudos de caso que eu
poderia falar de pais tóxicos? Sim. E ao
apresentar esses estudos para você, eu
quero responder a pergunta: Como
sobreviver a um pai tóxico?
Como você vai conseguir lidar com essa
situação? Lembrando para poder no dia
dos pais agora saber se você tem motivo
para comemorar ou não esse dia. Tá bom?
tá gostando do conteúdo aqui? Então, se
você está gostando, deixa o seu like,
deixa o seu comentário, tá bom? Eu acho
que vai ser muito bom. Acho, não tenho
certeza, vai ser muito bom pro canal.
Vamos começar então com o exemplo
clássico da Bíblia de pai tóxico, Jessé.
Olha, até me me chama atenção porque
Isaías fala de Jessé até com certa
honra, quando diz: "Do tronco de Jessé
sairá um rebento e das suas raízes um
renovo". E a gente fala Jessé, né? o
ancestral do Messias, do pai, do do rei
Davi. Mas quando você pega a história de
Davi, você vê que Jessé foi um pai
tóxico para Davi. Davi tinha os seus
irmãos e o pai simplesmente se esqueceu
dele. Quer dizer, se esqueceu, entre
aspas, o relegou mesmo a segundo plano.
Quando o profeta eh Samuel é chamado por
Deus, olha, vai ungir alguém no lugar de
Saul,
quem vá à casa de Jessé, porque o novo
rei está na casa de Jessé. É entre os
filhos dele. Quando o profeta chega na
casa de Jessé, cadê seus filhos? Ele
traz todos os filhos, menos Davi. Gente,
olha que interessante. E o profeta ainda
pergunta: "São estes todos os teus
filhos? Tem certeza?" Você sabe queele
negócio assim, você não tem nada para me
dizer. Quer dizer que até o último
segundo segundo tempo, até o último
minuto do do jogo, ele ainda tava
escondendo alguma coisa. Aí falou: "Não,
ainda resta um mais novo e eis que
apacenta ovelhas".
Isso está em Primeiro Samuel, capítulo
16, versículo 11.
Ainda tem o mais novo. Imagina essa
história da ótica de Davi.
Você tem os seus irmãos e o seu pai
simplesmente nem considera você como
candidato. Olha bem, o profeta vem na
casa do seu pai e fala o seguinte: "Um
dos seus filhos será o novo rei de
Israel. Chama seus filhos. Ele chama
todo mundo e não manda chamar você".
Existe até uma uma ideia de alguns
comentaristas. Eu particularmente
não vejo assim muitas evidências para
subscrevê-la, sabe? Para endossá-la,
mas eu vou citar porque uma ideia
curiosa. Ela até fez parte do enredo da
novela da Record TV. eh ia, não sei se
chegou a fazer, ia entrar como enredo da
novela, porque Davi, em determinado
momento ele fala o seguinte: "Porque em
em pecado me gerou a minha mãe".
Eu entendo esse versículo como sendo:
"Em pecado me gerou minha mãe, no
sentido que Paulo vai falar lá que todos
pecaram e todos carecem da glória de
Deus". Então, Davi já reconhecia no
Antigo Testamento que ele nasceu
pecador. É essa interpretação que eu
dou, é a interpretação clássica. Mas
alguns comentaristas que pensam que ao
ele desabafar em pecado me gerou minha
mãe, é porque tinha alguma suspeita de
que ele não fosse filho legítimo de
Jessé, que sua mãe talvez teria
adulterado. Até o fato da Bíblia
descrevê-lo como um jovenzinho ruivo,
diferente da do aspecto físico dos seus
irmãos, poderia ter gerado uma
desconfiança de Jessé acerca de que
aquele menino não era filho dele. Como
eu falei, é um pouco especulativa essa
essa essa ideia, mas ela não deixa de
ser interessante. Vamos colocar no na
prateleira da de interessante.
Seja como for, é claro que Davi tinha
uma carência de pai muito grande, muito
grande. Ele, ele é fruto de uma, de uma
família tóxica. E é interessante que os
seus irmãos também reproduziam sobre ele
o mesmo descaso do pai. Quando o gigante
Golias estava lá eh desafiando os
guerreiros de Israel e que Jessé manda
Davi ver os irmãos que estavam lá no
campo de batalha. Quando ele chega lá,
olha, tem esse gigante, mas quanto que
qual qual que é o prêmio para matá-lo?
Aí um dos irmãos de Davi veio para ele,
falou assim: "Eu conheço a tua soberba e
a maldade do teu coração". Primeiro
Samuel 17:28. Então você vê que Davi
cresceu num lar onde o pai era tóxico e
reproduzia nos seus irmãos mais velhos a
toxicidade também. Então ele recebia
invalidação e pancada do pai e dos
irmãos. Eh, Davi cresceu num lar repleto
de frases de invalidação, de acusações,
de colocá-lo para baixo. Será que parece
que eu tô falando da sua história?
É, então você já vou começar um pouco da
das minhas sugestões aqui com essa essa
essa essa colocação.
Se você está chateado assistindo esse
vídeo, falando: "Nossa, Rodrigo,
exatamente isso. Eu nasci num lar onde
eu era a gata burralheira, eu era o saco
de pancada, ninguém prestava atenção em
mim. Até hoje, mesmo com os meus mãos
casados, eu noto que mamãe eh faz
questão de todo mundo menos de mim. Eu
já ouvi isso de alguns de algumas
pessoas de pais idosos que mesmo na
velice
continuavam mostrando preferência
preferencialismo por outros filhos,
mesmo na velice, mesmo no asilo.
Eu eu conheço o caso, por exemplo, de
uma de uma pessoa que ela cuidava do pai
dela no asilo. A outra irmã não ia pro
asilo ver o pai, ela que cuidava tudo,
pagava, ia lá, visitava, levava paraa
casa dela, trocava fralda e tudo mais. E
o pai ainda ficava só falando da outra
da outra e e e reclamando que a comida
da outra era mais gostosa que a dela e
assim por diante. Davi cresceu nesse
ambiente. Então, se você admira o rei
Davi, bom, e quer ser talvez como o rei
Davi, exceto nas toliças que ele
praticou,
quer ser um homem segundo o coração de
Deus, né, como a Bíblia fala de Davi,
então aceite ter uma experiência
parecida com a dele. Aceite ter uma
experiência parecida com ele. Inclusive,
tem uma passagem de Davi no salmo
que me chama muita atenção, Salmo 27,
verso 10. E Davi fala assim: "Quando meu
pai e minha mãe me deixarem, o Senhor me
recolherá".
Eh, eu não sei, sabe? Mas às vezes eu
sou eu sou tentado a ler essa passagem
de Davi como um desabafo da sua própria
experiência
como filho.
Ele sempre sentia a ausência do pai e
talvez da mãe. Quando meu pai me
deixarem, o Senhor vai me acolher. Ou
seja, muitas vezes eu fui filho apenas
do Senhor. Talvez isso até o
impressionou escrever frases como do
Salmo 23: "O Senhor é meu pastor, nada
me faltará. O Senhor é o meu refúgio, o
Senhor é minha rocha. Porque aqui eu não
consigo encontrar nos meus genitores nem
refúgio, nem rocha. Agora, é
interessante que às vezes a gente
trabalha, tem um conceito de modelagem
na na psicologia, que é quando você
substitui uma figura ausente na sua vida
por uma outra.
Eh, e tem um lado disso que pode ser
positivo e tem um lado que pode ser
negativo.
Eu vou explicar. Por exemplo, às vezes
tem pessoas que saem de um
relacionamento tóxico, mas trocam esse
relacionamento tóxico por um
relacionamento virtuoso.
Tem esse caso, tá certo? Ele troca a
toxicidade do anterior por algo, por
algo bom agora que o faz bem. Então essa
modelagem não tem problema. Mas existe
uma outra modelagem que é essa sim que
os terapeutas trabalham mais, que aquela
que você pela carência de alguém
substitui o lugar dela por outro que é
tão ruim quanto,
mas sempre na esperança de sair daquele
buraco. Ou às vezes troca a modelagem de
um ser humano por um objeto. por
exemplo, pessoas que que adquirem eh os
acumuladores, por exemplo, os
acumuladores são um exemplo clássico. É,
você tem aí um um conceito de modelagem,
às vezes a perda de um ente querido, eh
o abandono
de um marido e tal, a pessoa começa a
acumular lixo dentro de casa e aquele
lixo acumulado é para suprir a ausência
deixada
pelo outro.
Então existe essa questão. E Davi, para
falar agora da modelagem Davi, ele vai
ver em Saul uma espécie de pai
substituto. Se você olhar as relações de
Davi com Saul, e até Saul durante um
tempo também parecia gostar de Davi, eh
é uma relação muito de pai e filho.
Então, olha, Primeiro Samuel 16:21 fala
que Saul no início amou muito a Davi.
Ele traz Davi pro palácio, dá por
posição de Davi, torna Davi o seu o seu
genro que ele casa a com Miral. Eh, e
por um tempo Davi tem em Saul o
reconhecimento que talvez não tivesse
encontrado em casa.
Agora, só que isso durou pouco tempo,
porque o o Saul também começou a tratar
mal Davi. E até quando ele estava sendo
caçado para ser morto e perseguido, Davi
continuava chamando eh Saul de meu pai.
Primeiro Samuel 24:11.
Então você vê que isso é um é um
resquício da deferência emocional que
Davi tinha em relação a a Saul. E por
que que Saul começou a tratar mal Davi?
É lógico que tinha as questões pessoais
de Saul, que era o mau caráter, mas de
certa forma você também permite o Algóz
se comportar daquele jeito com você a
partir do momento que você continua
filiado a ele, mesmo após ele ter uma
série de agressões sobre você ou de ou
de outras coisas. E quando Davi se torna
pai, isso aqui é o curioso,
Davi tem algumas coisas que ele não
superou. Ele reproduz
eh o padrão, só que agora do outro lado.
Por exemplo, quando você pega a história
dos filhos de Davi, sabe que Davi não
foi um pai modelo. Vamos pegar, por
exemplo, Amnon. Amnon viola a Tamar,
eh, que era meia irmã dele. Aí o Davi
fica irado, mas não age contra Abnome,
faz vista grossa. Aí o Absalão com
raiva, quer fazer justiça com as
próprias mãos, vai lá para vingar a irmã
e mata o seu próprio irmão e foge. Aí
Davi sente saudade, mas novamente ele
não toma iniciativa. Por 5 anos ele
começa uma briga com Absalão. E quando
Absalão morre, Davi também tem uma uma
atitude quase, eu sei que é normal um
pai sofrer a morte de um filho, mas no
caso de Davi foi uma coisa meio assim eh
patológica, a ponto que o profeta falou
assim: "Olha, para com isso, lava o
rosto agora e volta à suas funções de
rei".
Aí tem depois você tem Adonias, que
estava nas barbas do rei planejando um
golpe de estado
e ele novamente fazendo vista grossa.
Quando ele chama Doni, por que que você
faz isso? você vê que era um pai laço. E
Salomão, Davi escolhe o filho mais novo
em detrimento aos mais velhos. É lógico
que por uma orientação divina, mas de
certa forma não deixa de repetir o
padrão eh da própria história. Agora
você vê durante toda a vida foi tirada
de Davi a ideia de
de autoridade paterna. Ele não tinha
autoridade. Não tinha autoridade. E olha
como é que trabalha a questão da
psicologia dos nossos traumas.
Às vezes uma invalidação que você recebe
do seu pai, que você ouveu a vida toda,
conviveu a vida toda com isso, aquela
invalidação, ela pega um ponto do seu
inconsciente que ela trava você numa
parte, mas não trava noutra.
Isso é muito curioso, pegando o caso de
Davi,
essa essa situação não travou o Davi de
ser um líder.
Veja que mesmo novinho ele chega lá
diante do Golias e falei: "Pera aí,
ninguém vai lutar com esse homem, não,
eu luto, ele toma iniciativa,
tá certo? Quando ele é rei de Israel,
ele toma iniciativa, ele vai lá e
conquista Jerusalém, ele conquista
territórios. Ele ele ele ele, o povo
gosta dele, ele tem atitudes de líderes.
Até provocou ciúme em Saul. Uma parte
foi isso. Lembra que o pessoal falava
comparando Davi com Saul e colocava Davi
é maior e tudo mais. Então essa parte, a
invalidação que ele recebeu do pai não
não travou, não tolhiu.
Mas
a outra parte de autoridade paterna
dentro de casa, essa ele não conseguiu
ter. Lembra que a própria esposa dele
ridiculariza quando ele está dançando
junto com a arca? ele é ridicularizado.
Depois você vê que ele ele faz uma
atrapalhada atrás da outra com as
mulheres que ele que ele que ele casa e
que e dá dor de cabeça. Eh, depois
também com os filhos, ele ele não tem
autoridade mão firme com os filhos.
Então você vê que existem esses
contrastes. A gente tem muitos casos
assim, eh, pessoas que se tornam geniais
numa área, mas são travadas noutra por
causa do trauma que receberam do pai, da
mãe, como reagiram a esse trauma. Aliás,
tem até uma autora, essa autora é
formidável,
a Selma Freiberg, e ela tem muitos
livros da área de psicologia e ela fala
muito desse padrão de repetição entre
pais e filhos, aquela velha história que
a o fruto não cai muito longe da árvore.
E ela fala uma algumas frases que me
chamam atenção. Eu citei duas aqui para
vocês. visitantes do passado esquecido
dos pais se infiltram na geração, na
criação da geração seguinte.
Ou seja, cuidado
com aquilo que você rejeita no seu pai,
porque dependendo da situação, você está
fadado a repetir com o seu filho aquilo
que você mais teve gereriza em relação
ao seu pai. Eu vou explicar isso mais
daqui a pouquinho. E ela continua
dizendo: "Um pai e seu filho podem se
encontrar reensenando um momento ou uma
cena de outra época com outro elenco de
personagens".
Eu acho isso aqui fantástico, a fala
dessa dessa mulher e e tem outros a
outros também. A Lia Luft também dizia
que a menina é filha da da mulher.
Eh, não, perdão, o contrário. A mulher é
filha da menina, que ele fala é que o
adulto de hoje é apenas o resultado
daquela infância que ele foi criado. Eu
acabei de escrever um livro agora paraa
Casa Publicadora Brasileira, em breve
ele vai estar publicado, onde eu falo
muito sobre essas relações de pais e
filhos e eu trabalho esses conceitos.
Quando o livro tiver pronto, espero que
você possa adquirir, ler e gostar, tá
bom?
Mas repete muito o parâmetro, repete
muito, muito, muito. Então, a primeira
dica que eu dou para você é o seguinte:
você está indignado com a criação que
você recebeu. Então, cuidado com os
contornos que você vai dar para essa
indignação, porque se ela não for muito
bem direcionada,
essa indignação poderia levar você pro
caminho da repetição.
Eu vou explicar. Quando você está
indignado diante de alguma coisa, aquela
indignação ela forma uma bifurcação.
Tô simplificando. Uma bifurcação. Essa
bifurcação pode levar você para um ano,
para um lugar em que você vai justamente
pelo que aconteceu, não permitir que
aquilo repita na sua na sua vida.
Ou ela pode jogar para um outro lugar em
que você vai acabar repetindo aquilo que
você mais odiou.
Tem muitos pais autoritários hoje que
são fruto de uma criação autoritária de
um pai que ele também odiou. Eu já vi
isso várias vezes. Tem muito pai ausente
hoje
que é fruto de uma família que ele
também foi ausente. Eh, e interessante.
Eu não sei se vocês já leram o filme A
Cabana, o livro A Cabana e teve o filme
também, mas o livro é melhor. Eu não
concordo 100% com tudo que está no
livro, não. Tem algumas ilustrações,
algumas coisas ali que eu achei
fora de prop de de propósito, mas eu não
vou jogar o livro todo fora. Teve coisas
insites interessantes no filme Acabando.
O filme no livro Acabando. Tanto é que
foi um bestseller. Não sei se o filme
fez tanto sucesso, mas o livro foi. E
tem uma cena em que o protagonista ali,
ele está um um outro dos personagens,
não sei agora se era Deus, se era o
Espírito Santo, leva o sujeito até uma
casa e ele vê uma criança sendo
espancada por um adulto e ele fica
revoltado e ele quer entrar lá e e
salvar aquela criança do adulto
e o o que o conduz não permite. E depois
revela aquela criança que você queria
salvar do adulto é o seu pai que tantas
vezes te espancou, porque ele também
recebeu esse tipo de educação. Ele tomou
aquele susto. O seu pai reproduziu em
você o que o pai dele reproduziu nele.
E cuidado que você também está
reproduzindo isso no seu filho através
da sua ausência, que ele tava tendo
problemas de relacionamento com o filho
adolescente e a filha adolescente. Então
você vê que é realmente as questões
podem se repetir. E aliás eu falei de
bifurcação, eu vou até colocar um
caminho tripartido.
Você pode, por um lado, reproduzir o
modelo, já falei, você pode não
reproduzir o modelo, que seria o caminho
mais saudável, ou você pode ir para um
extremo oposto.
Se o seu pai foi ausente, você se torna
presente demais a ponto de sufocar o seu
filho e não dar autonomia para ele.
Percebeu?
Há pessoas assim que os filhos são
mimados e quando você vai ver o menino
mimado porque o menino entendi um tudo.
Por que que o menino entende um tudo e
mais do que precisa? Porque o pai sempre
falou: "Meu filho não vai passar pelas
necessidades que eu passei". Só que isso
levado a extremo é uma deseducação,
porque você torna o menino um mimado,
uma pessoa sem autonomia, sem maturidade
para lidar com as frustrações, com os
próprios problemas. Por quê? Porque você
pegou a frustração da infância infeliz
que você teve e falou: "Meu filho não
vai passar por isso". É igual o pai da
da Bela Adormecida que queria esconder
eh todas as agulhas ali do reino para
que ela não espetasse. E no final ela
acabou espetando porque não tinha
maturidade para reconhecer uma agulha.
ou a história clássica de Buda,
Sidatagutama, que o pai dele também
queria esconder dele todo o sofrimento,
toda a violência do mundo, até o dia que
ele saiu do palácio e descobriu o que
que era a vida real lá fora. Então,
cuidado com essa esse esse caminho
tripartido, porque você, por um lado,
você pode, como eu falei, reproduzir o
modelo, que é algo dantesco. Você pode
ter o caminho saudável de saber lidar
com aquilo sem reproduzir, mas cuidado
com outro extremo de você se tornar
agora justamente um refém da situação,
porque não se cura um extremo com outro
extremo, não se cura hipotermia
colocando o sujeito no sol do meio-dia
do Saara. Você só troca uma situação
para uma insolação, uma situação de frio
absurdo para insolação. Tá bom?
Continuando então a nossa o nosso
bate-papo, eu vou falar de outro outra
história bíblica que até eh ilustra essa
questão da repetição de modelos.
Eh,
olha que interessante, Abraão, embora
seja o pai da fé, mas como quando como
todos nós, ele tem seus defeitos, que
isso é uma coisa importante de dizer.
Pais piedosos também erram. Eu vou errar
com a Sara. Vou trabalhar o máximo para
não cometer erros com ela, mas
inevitavelmente eu vou cometer erros com
ela. Qual motorista que nunca raspou o
carro?
Qual motorista que nunca raspou a roda,
que nunca bateu? Você não quer. Mas,
infelizmente, os deslizes fazem parte da
nossa natureza.
Abraão teve um deslize. Primeiro em não
esperar pela promessa de Deus e
engravidar a serva da sua esposa, Agar.
e ter um filho com ela, Ismael. E quando
Ismael nasceu, que que ele fez? ficou
tão fissur eh não, ele ficou tão
fissurado em Isma, perdão, quando Isaque
nasceu corrigindo, ele e Abraão ficou
tão fissurado em Isaque, o filho da
promessa, que ele começou a a colocar
Ismael em detrimento.
Muitos historiadores da religião
acreditam que parte do ódio até hoje e e
entre alguns árabes e alguns judeus que
têm guerras
longevas aí desde a época de Maumé
perseguindo judeus. Eh, depois muitos
países que querem acabar com os judeus
que ou são de etnia árabe ou pelo menos
de cultura árabe por causa da da do
islamismo. Muitos dizem: "Ó, tá vendo,
ó, Ismael e Isaque brigando até hoje?
Porque a gente lê muito a história de
Abraão, da perspectiva de Abraão e
Isaque,
mas você já tentou ler essa história da
perspectiva de Ismael?
Você era o primogênito, que na época
significava muita coisa. você tinha
direito à maor parte da herança, uma
série de coisas e o seu pai agora começa
a tratar você mal porque nasceu o outro
filho mais moço. Não faz sentido isso.
Aí o processo repete. Isaque que cresceu
num ambiente de preferencialismo,
ele também prefere Esaú a Jacó.
Esaú é o filho dele querido, querido,
querido. E o Jacó é colocado em
detrimento. E a mãe para compensar a
Rebeca, ela começa agora a favorecer
Jacó em detrimento a Esaú. E você sabe
os problemas que isso trouxe na história
do Gênesis.
E Jacó também repete isso quando ele
demonstra assim, sem nenhum escrúpulo,
um preferencialismo absurdo pelos filhos
de Raquel, especialmente
eh José e depois Benjamim, que ele
coloca em detrimento a todos os demais
filhos. Você percebeu como o tema do
preferencialismo vai percorrendo a
história desses patriarcas com
consequências muito ruins?
Agora eu dei muito exemplo de filho e
pai.
Para contemplar as mulheres que talvez
estejam me assistindo nesse momento,
deixa eu falar também de um exemplo
feminino
que pouca gente percebe na Bíblia. Vamos
falar de Raquel e Lia. Você sabe que se
você fizer uma uma leitura assim da
história de Raquel Elias bem nas
entrelinhas, você vai ver que ali também
você tem parte de Labão preferencialismo
e uma relação de toxicidade
com Lia.
Aliás, parte do que eu estou falando,
que eu vou falar para vocês agora, dessa
com bases bíblicas, até nós usamos na na
novela da Record, quando foi falar de
Raquel e Lia e muita gente que assistiu
a novela da Record na época,
eh, ficava pensando: "Olha, mas vocês
estão colocando a a Raquel como má e
tal". Mas na época a gente tava tendo as
reuniões com a Cristiane Cardoso, que
estava redigindo a a novela como
roteirista ali também, a Mari e outras
pessoas ali. A gente viu que na Bíblia
eh diferente da do conceito romântico
popular, a Raquel não era aquela
florzinha que se cheire, não. A gente
sempre gosta mais da Raquel, porque a
Bíblia fala que Jacó amava Raquel, mas
não amava Lia, eh, e tal, aquele
romance, aquele amor, foi enganado,
porque ele queria Raquel e o pai acabou
enganando, colocando a Lia. E a Lia,
coitada, fica sempre colocada de
escanteio, como se fosse quase que uma
figurante no cenário ali, eh,
completamente descartável, que a ninguém
nem lembra o rosto dela depois que a
história passa, mas não é bem assim.
Olha que interessante, o nome das
pessoas na Bíblia eram escolhidos pelo
significado. Eu já falei disso no outros
vídeos. Então o significado do nome me
diz algo em relação à maneira como
aquela pessoa nasceu, como ela foi
recebida. Por exemplo, o Benjamim,
embora depois se tornou o filho
preferenciado preferencial de Jacó,
quando ele nasceu, Raquel, a grande a o
grande amor de Jacó, morreu depois do
parto. Então ele falou: "Esse menino vai
se chamar Benoni". Benone em hebraico
significa filho da minha desgraça, da
minha angústia.
Aí alguém falou: "Não, você não vai
chamar o menino de Benoni, vamos chamar
de Beniamin, filho da minha mão
direita". não aceitaram o nome Benone
pro menino. E aí quando a gente pega
agora esse conceito e aplica para Raquel
e Lia, é interessante porque Lia era a
mais velha, era a primogênita das duas.
A a Raquel Rahel em hebraico significa
ovelha. Então é interessante o pai
colocar na filha um nome de ovelha.
Ovelha era um animal muito fofinho,
sempre até hoje é e muito importante pra
família. Então chamar uma filha de rel.
Ilia.
Lia em hebraico, Lear significa a
cansada,
a chorona.
Olha bem, a chorona, a cansada. Eu
imagino que eh como ela nasceu e
chorava, chorava, chorava, chorava,
chorava demais e o nome só era revelado
alguns dias depois do nascimento. Ah,
que menina chata, menina chorona, tá
cansada, tá sempre chorando. Vai se
chamar Lea, Lea, a cansada, tá certo?
Eh, o oposto de de Leia seria Noar. Noar
é um nome masculino, né? que Noar é
descanso
e Lea, cansaço.
Imagina uma menina chamada cansaço.
Eh, sabe aqueles apelidos que alguns
pais colocam nos filhos que também
revelam a toxicidade? Ôjo,
ô chatinha, ô Maria Fumaça. Pois é,
imagina assim: "Ô cansada, vem cá. Oi,
vem cá, ovelhinha.
Ovelhinha, vem cá. Cansada.
E ela ninguém queria, porque pelo fato
dela já estar com a idade avançada para
os para o a cultura da época e não ter
nenhum homem proposto casamento para
ela, significa que ela já estava
reproduzindo a própria rejeição da
família. Ninguém a queria.
E se você olhar, ela era desprezada pelo
pai.
Quem rouba os ídolos do pai é Raquel.
E tem uma coisa interessante que a
Bíblia fala que a Lia, ela tinha os
olhos bassos ou os olhos fracos. E muita
gente pensa que a Lia fosse vesga, né?
Não. Existe uma expressão idiomática
provável aí, porque olhos cansados,
olhos fracos eram também naquela época
sinônimo de pessoa que atraía maldição
para casa. Eles tinham muita superstição
na época.
Não que a Bíblia endoce a superstição,
mas a Bíblia descreve. Você entende? Eh,
por exemplo, hoje a gente quando alguém
espirra fala: "Saúde.
Deus te cri que te dê boa sorte." E se
Jesus tivesse aqui, ele também falaria
saúde para alguém. Mas Jesus não estaria
endossando a superstição que está por
detrás desse comportamento. Porque no
passado acreditavam que quando a pessoa
espirrava, a alma saía pela boca, pela
boca. Então você tinha que pronunciar
uma bênção para que a alma voltasse
paraa boca. Evidentemente que se Jesus
estivesse hoje, ele falaria saúde apenas
por uma questão de educação, não porque
ele estava endossando uma superstição.
Mas Jesus também não deixaria de
abençoar alguém depois do espirro apenas
porque a origem daquilo foi uma
superstição. Tanto é que no Novo
Testamento Jesus fala: "Se os olhos
forem bons, todo o corpo será bom. Se os
olhos forem maus, o corpo será mau.
Jesus estava reproduzindo uma expressão
idiomática. Aliás, tem uma uma parte do
tal mud do do da minchiná
em que o os rabinos diziam que na hora
do casamento deveria se examinar os
olhos da noiva. Se os olhos fossem bons,
unitos, não precisava examinar o corpo,
podia casar.
E o contrário também era era verdadeiro.
Quando a pessoa tinha olhos que eram
identificados como olhos fracos, olhos
feios, olhos bassos, dê o nome que você
quiser. Aquela pessoa era tida como
alguém que atraía maldição, alguém que
atraía ah infortúnio.
E para piorar a história,
quando Jacó casa com Raquel e Lia,
Lia começa a ter um filho atrás do outro
e a Raquel estéril.
Pelo que eu acabei de contar, quem que
vocês acham que levou a culpa? Lia, com
certeza. Várias vezes, Raquel tá
falando, eu não tenho filho por causa
dessa. Eu não tenho filho por sua culpa.
Você tá atraindo a maldição aqui. Porque
tinha até oração.
É interessante. Encontraram na Suméria?
Eu tenho isso registrado no meu
computador aqui, eh tabuletas com
inscrição comforme com orações de
proteção
para mulheres grávidas que porventura
estavam perto de mulheres de olhos eh
grandes ou de olhos feios ou de olhos eh
sem sorte.
Então imagina, ela cresceu daquele jeito
e ela procurou, lembra a modelagem, um
conceito de modelagem? Aia procurou a
vida toda no marido Jacó o amor que ela
não teve do pai. Então até que quando
você pega a história dos filhos dela,
você nota que ela põe o o significado do
nome dos filhos sempre de acordo com o
sentimento de esperança que ela tinha em
relação a Jacó. ao primeiro, ó menino. É
interessante a exclamação, ó menino em
em hebraico seria rução,
Ruben. Aí ela falou: "Ó, o menino se
chamará Ruben." Agora, por que que ela
teve uma exclamação de espanto quando
nasceu um menino? Era óbvio, se ela tava
grávida e se a criança não morresse,
se não fosse na morta, ela teria uma
menina ou um menino.
Por que da surpresa?
O fato é que quando saiu um menino,
talvez ela estava se sentindo tão
invalidada pela vida que ela nem se
achava capaz de dar a luz a um menino.
Ó, menino.
Depois vai nascendo outros e você vai
percebendo que todas as vezes ela fala
assim: "Agora vai dar certo". Por
exemplo, Levi. Levi significa aquele que
está amarrado a ela fala: "Agora meu
marido vai me amar porque eu lhe dei a
dei a luz mais um filho. O menino vai se
chamar Levi, aquele que está amarrado a
agora. O Senhor ouviu a minha prece, tá
certo? Eh, então quer dizer, cada hora
que nasce e a assim a vai chamar
Shimion. Shimion é de ouvir em hebraico.
E ela fica procurando sempre a o apoio
de Jacó e ele nunca dá. Tanto é que até
no final, quando ele vai reencontrar com
Esaú,
eh, o seu irmão, só tô na dúvida se na
hora que eu falei de Jacó e Esaú, se eu
falei certo, Esaú, eu troquei com Saul.
Se eu troquei, a correção já tá feita
aqui, tá? Eh, o irmão de Jacó é Esaú e
não Saul. Saul é o primeiro rei de
Israel. Se eu troquei correção feita
aqui, eh,
você vê que quando o Jacó volta e ele
tem medo do exército do irmão matar a
família dele, ele manda na frente Lia
com seus filhos e protege na retaguarda
Raquel e seus filhos.
Percebeu?
Bom, Lia talvez precisava entender que
ela também era amada de Deus. E se a
gente sair da Bíblia e pegar até a
história, aliás, tá gostando desses
exemplos bíblicos que eu dou? Você sabe
que tem muito mais te esperando na
plataforma Bíblia comentada. Então,
olha, no final desse vídeo você vai
fazer o seguinte, você vai clicar no
link que está aqui na descrição do vídeo
e vai assinar a plataforma A Bíblia
comentada. Tem muita coisa legal te
esperando lá dentro. É uma aula de
Bíblia tremenda que vale a pena e vai
edificar sua vida intelectualmente e
espiritualmente pelo contato com a
palavra de Deus. E se em 7 dias você não
gostar do conteúdo, simples, você pode
pedir a devolução do seu dinheiro sem
nenhuma explicação nem nada. Tá bom? Mas
eu sei que você vai gostar, você não vai
desistir. Assine a plataforma Bíblia
comentada.
Continuando o que eu estava dizendo, se
eu sair do mundo da Bíblia e entrar no
mundo da do intelectualismo,
eu vejo que muitos muitas figuras,
muitos personagens importantes também
tiveram pais tóxicos, complicados. Por
exemplo, Sigmund Freud, o pai da
psicanálise, ele sempre falava que o pai
dele era um homem inteligente, mas
despódico e implacável. O Freud tinha um
problema tremendo com o pai dele. Você
vai ver a biografia de Freud, Martin
Lutero também, o pai dele era áspero. É
lógico que a gente tem que entender
também essas atitudes de acordo com o
conceito da época. Charles Dowwin, ele
não fala que o pai era violento, áspero,
mas era um pai que o invalidava. Era um
pai que o Darwin sempre procurava eh
alcançar e nunca conseguia. Por isso que
ele se apoiava no avô Erasmo Darwin. Aí
você vai CS Luz, que escreveu as
crônicas de Nárnia, eh, grande professor
de Oxford, ele falava, o pai dele, a mãe
dele morreu muito cedo e deixou ele e o
irmão órfã. O pai os criou, mas o pai
era ausente, não dava amor, não dava
apego, sabe? Aí você vai ver também o
Franz Kafka, a mesma coisa. Ele fala de
maneira terrível do pai, como é que o
pai dele era sórdido, como o pai dele o
machucava, o humilhava. E você vê essa
relação dessas desses homens com o pai
de maneira muito forte nas obras que
eles deixaram. Dou como exemplo clássico
o próprio Segmund Freud, que falava
muito do da carência que nós temos para
um pai universal.
E como esse pai para ele não existiu,
ele aplicava isso para Deus e dizia que
Deus não existe.
Eh, e para você ver que eu não tô
exagerando, tem até um autor chamado
Paul Witz.
Ele psicólogo, estudante do
comportamento humano e ele foi por mais
de de 30 anos ateu e ele foi professor
emérito da Universidade de Nova York
e ele depois que deixou de ser ateu, ele
escreveu uma biografia, não uma
biografia, um estudo de várias
biografias de ateus, porque ali eu citei
o CS Lus, que não era ateu, tá certo? a
o Lutero, mas aqui ele fez apenas dos
ateus e ele colocou sobre a hipótese do
pai defeituoso e ele fala a fé a dos sem
pai a psicologia do ateísmo, a fé
daqueles que são sem pai. E ele mostra
como é que muitos desses autores ateus
reproduziram, o livro dele é polêmico,
tá? Porque muitos saíram em defesa do
ateísmo falando não, que ele está
generalizando, que tem muitos ateus que
se tornam ateus. porque fizeram um
estudo intelectual e chegaram à
conclusão que Deus não existe. E pode
até ser que algum ateu que assista esse
meu vídeo vai falar: "Eu não tenho
problema com meu pai, eu me tornei
ateu". Porque me tornei É verdade, a
gente não pode generalizar, mas também
não pode negar que em muitos casos, não
todos, mas em muitos casos emblemáticos
e quantificáveis, consideravelmente
quantificáveis, o ateísmo de uma pessoa
tem uma relação muito estreita com o
tipo de relação que ele teve. com seu
pai. Isso é fato. Porque você vê
reproduzindo até na na na nas próprias
obras que eles deixam.
Agora vem a questão final.
E aí, Rodrigo? Dia dos pais chegando.
Depois de tudo isso, como é que eu posso
sobreviver ao meu pai tóxico? Você não
respondeu ainda a pergunta do início do
vídeo. Eu tenho motivo para comemorar no
domingo ou não tenho?
Tem uma passagem da Bíblia que me chama
bastante atenção, eu gosto desse texto,
que é uma das promessas para o fim dos
tempos, mas que também se cumpriu no
ministério de João Batista. Uma das
últimas profecias do Antigo Testamento
pelo profeta Malaquias, está em
Malaquias 4 verso 6, onde ele fala:
"Ele, o Senhor converterá o coração dos
pais aos filhos e o coração dos filhos a
seus não, perdão, ele não é Deus, ele o
profeta que virá no espírito de Elias,
tá bom? Ele converterá o coração dos
pais aos filhos e o coração dos filhos a
seus pais, para que eu, aí sim o Senhor
não venha e fira a terra com maldição.
Eh, é interessante que no original
hebraico, esse converterar é o verbo é é
o termo chuv. Chuv dá origem à palavra
arrepender-se, arrependimento. Mas chuv
em hebraico significa literalmente dar
meia volta, retornar.
Eh, esse converter o coração aos pais e
aos filhos, como uma das principais
obras eh do daquele que vem no espírito
de Elias, ele faz muito sentido na época
de Malaquias, na época de João Batista e
hoje. Por quê? Na época de Malaquias,
Malaquias escreveu ali por volta do ano
450, 430 anes de. Cristo, depois do
cativeiro da Babilônia, quando muitos
judeus estavam voltando para a terra de
Israel. Só que aqueles que voltaram
paraa terra de Israel, muitos voltaram
contra a vontade, porque eles tinham uma
vida próspera na Babilônia. E ali em
Israel, mesmo depois do cativeiro, a
situação espiritual não estava muito
boa. Havia muitos problemas de
infidelidade no casamento. Ah,
sacerdotes corrompidos, a idolatria
estava começando a voltar e muitos
problemas com relacionamento com filhos,
filhos, marido e mulher. Então, uma das
promessas de Deus é que ele traria um
profeta para converter o coração dos
pais aos filhos e dos filhos aos seus
pais. Mas qual que é o sentido? Ele
inclui as relações
eh familiares, mas também vai além
disso.
Porque o que está dizendo ali é o
seguinte: a solução para o país está no
que acontece no lar.
E o que acontece no lar reflete no país.
Então você quer revolucionar o Brasil?
Talvez o ideal não é queimar pneu em
praça pública, não é fazer passeata, nem
gritar com megafone, é fazer dentro da
sua casa o que você gostaria que fosse
lá fora. O problema é que a gente pensa
muito lá fora e esquece de dentro de
casa, tá certo? Eh, eu conversei com um
pastor esses dias, pastor Robson Aleixo,
que ele ele tem um programa na
TV Novo Tempo, muito, eu recomendo até
que assistam. E o pastor Robson, ele
conta muitas histórias das filhas dele.
E ele disse que uma vez na época do
COVID, ele morava em São Paulo, no Capão
Redondo, por causa do Covid, ele vendo
gente morrendo uma atrás da outra
naquela época, vocês lembram terrível, a
filhinha dele ficou com um pânico, um
medo de ladrão entrar na casa dela. Eles
moravam dentro do campus universitário
do NASP. E ele para acalmar a filha,
falou com a filha assim: "Filha, não
precisa [limpando a garganta] ter medo.
Veja, a gente tá dentro da universidade,
tem tem o guarda lá fora, tem o policial
e a menina continuava com medo,
continuava com medo, chorando, chorando,
chorando. Até um dia que ele falou:
"Olha, filhinha, papai vai dormir aqui
no seu quarto". E veja bem, olha o
tamanho do papai.
Se um ladrão vier aqui no seu quarto,
ele vai primeiro ter que passar por mim
e ele não vai passar.
Ele não vai sobreviver.
Tá bom, filhinha.
Na verdade, acho que ele nem precisou
dormir no quarto dela. Ele só falou
assim: "Fique tranquilo, papai tá aqui,
tá aqui do lado. Se o ladrão vier para,
ó, para entrar no seu quarto, ele tem
que passar por mim primeiro. E ele não
vai passar". A criança acalmou. E daí
ele tirou uma conclusão que eu achei
fantástica. Ele falou assim: "Olha,
eu depois entendi que a segurança que a
minha filha queria estava dentro de
casa, não lá fora." No meu primeiro
discurso, eu falei: "Olha, mas o o o
guarda que tá lá fora, ele ele tá
armado? O guarda que tá lá fora, ele tem
motocicleta, ele tem carro para
perseguir o ladrão, ele tá preparado
para isso e tudo, mas ela não queria
saber da proteção que tinha lá fora, ela
queria a proteção do pai dentro de casa.
E aí a gente tira uma ilustração pra
vida. Muitas vezes estamos querendo
procurar fora de casa a solução que
começa dentro de casa.
Isso é tão verdade que quando você vai
para o Novo Testamento e Lucas aplica
esse mesmo texto a ao ministério de João
Batista,
ele muda um pouquinho as palavras
originais. Ele diz assim: "Ele irá
diante do Senhor no espírito, no poder
de Elias para converter o coração dos
pais aos filhos."
Aí Lucas troca e converter o coração dos
filhos aos pais, ele coloca: "E os
desobedientes à prudência dos justos".
para preparar para o Senhor um povo bem
disposto. E por que converter o coração
dos filhos aos pais? Porque é justamente
o problema da do rompimento de gerações
que gera muitos problemas. Os filhos
hoje não querem saber dos avós, dos
pais. Eles são ultrapassados. Eles não
sabem de TikTok. Eles não não conhecem
as trends de hoje, eles não conhecem as
giras de hoje, eles não conhecem as
questões de hoje. Nós precisamos disso,
criar de novo o elo entre gerações.
Chove, voltar o elo das gerações.
Agora a pergunta é chave.
Como é que eu posso honrar um pai
abusivo, Rodrigo?
Principalmente, principalmente
porque honrar pai e mãe é um mandamento
bíblico. E a Bíblia não diz: "Honrai teu
pai e tua mãe se eles forem bons pais".
A Bíblia não fala: "Honrai o teu pai se
ele for o cara, se ele for um herói".
Não. A Bíblia fala: "Honrai o seu pai".
Aí você pergunta: "Como é que eu vou
cumprir esse mandamento sendo que eu sou
filho de um pai tóxico?" Eu vou dar a
resposta para você contando uma
história.
Eh, essa foto aqui mostra uma mulher com
a mão na boca da outra. Elas não estão
brigando, nem ela tá mandando a outra
calar a boca. A que está com a mão na
boca da segunda é Allen Keller. Eu já
contei a história dela algumas vezes
aqui na internet. Allen Keller, por um
problema de tenra idade, ficou cega e
surda aos 2 meses, talvez. Então, ela
nunca aprendeu a falar. E com exceção
desse iníciozinho que o olho ainda está
turvado, né? Ela não viu nada. Então
Keller não falava, não ouvia, não
enxergava. Era criada como uma criança
louca. Até que Anne Sullivan chegou com
o desafio de ser a tutora de Allen
Keller e fazer Allen Keller se comunicar
com o mundo exterior. Mas como você vai
ensinar para uma menina que nunca falou,
nunca ouviu, nunca viu?
E ela conseguiu. Allen Keller aprendeu a
falar, aprendeu a ler lábios nessa
técnica
que já que ela em K não podia ver como é
que ela lia lábios. Ela colocava a mão
na boca da pessoa e ela entendia o que a
pessoa tava falando. Ela também
desenvolveu com a com a sua tutora um
método que a tutora fazia uns sinais
assim na mão de Allen Keller e Allen
Keller sabia o que ela estava falando.
Allen Keller se tornou palestrante,
escritora profíqua. Agora fala-se muito
do milagre de Helen Keller, mas fala-se
pouco do nome dessa tutora. O nome dela
é Anne Sullivan e a biografia dela é tão
fantástica quanto a de Allen Keller.
Anne Sullivan perdeu a mãe muito cedo e
ela ficou com o pai alcólatra e mais
dois irmãos, um irmão e uma irmã. O pai
batia, o pai agredia, a irmã foi levada
para ser criada por outros parentes. E
ela ficou com um irmãozinho junto com o
pai sofrendo, sofrendo, sofrendo,
sofrendo, sofrendo. E para piorar toda a
violência que ela tinha doméstica,
psicológica, ela tinha muitos problemas
físicos. O olho dela tinha problemas,
ela já não enxergava bem de um dos
olhos, o outro enxergava pouco também.
Eh, o pai ainda a colocou junto com o
irmão num asilo. Era asilo o nome que
dava, que pegava gente de todas as
idades, inclusive crianças que eram
muito maltratadas naquele lugar. E o
irmão dela que já tinha uma tuberculose
complicada, ele já tinha um problema na
perna. Eu nunca eu tinha ouvido falar
isso. Nos livros dizem tuberculose
óssea. Eu nunca ouvi falar dessa doença.
Então, se alguém que é médico aí puder
esclarecer o que é isso, eu sei que o
irmãozinho dela morreu nesse lugar lá e
foi sepultado assim de qualquer jeito. E
Annie Sullivan cresceu com a lembrança
daquele pai tóxico, sem amor e com
outros ah preceptores tóxicos também
naquele lugar.
Como é que ela podia honrar um pai
desse? Sabe qual o segredo?
Não seguindo o destino que o pai
desenhou para ela.
Eu vou explicar para você. Seu pai é
tóxico,
mas tóxicos não merecem teoricamente ter
bons filhos. Porque se os filhos são a
herança do Senhor, então só merece ter
boa herança quem é um bom filho.
Concorda comigo? Se eu sou um bom filho
de Deus, eu mereço ter uma boa herança.
Se eu não sou um bom filho, eu não
mereço ter minha parte na herança.
Então, se os filhos são heranças do
Senhor, teoricamente, bons filhos só
deveriam ser uma alegria de bons pais.
Maus pais não deveriam ter direito a
bons filhos.
Mas a graça de Deus é tão maravilhosa
que ela dá a você,
você filho de um pai tóxico,
a chance, o direito e o poder de quebrar
a corrente da maldição.
Você tá vendo de uma família que o seu
tataravô era tóxico com o seu avô, seu
avô foi tóxico com seu pai, seu pai foi
tóxico com você. Você pode em Cristo
Jesus quebrar essa essa essa corrente.
Você não vai ser tóxico com seus filhos,
nem com a sua esposa, nem com as pessoas
que estão com você. E quando você quebra
essa corrente, você se torna um bom
filho. E ao se tornar o bom filho, você
honrou um pai que não merecia honra. Mas
olha que interessante,
ao honrar o pai que não merecia honra,
porque você se tornou um bom filho, o
beneficiado, no final das contas, foi
você.
Foi você.
Então o seu pai passou a vida toda
falando que você é um desprezível, que
você é um canalha, que você é um não
vale nada, você vai se tornar alguém de
bem. O pai de Sullivan passou a vida
toda acabando com a vida de Anne
Sullivan. Ela era doente, ela era ela
era um um um estorvo na sua vida, um
peso morto.
Ela quebrou essa essa maldição se
tornando a tutora de Allen Keller. Seen
Keller é uma história hoje que fascina
todo mundo do mundo inteiro.
Quem nos deu Allen Keller foi Yan
Sullivan.
Uma mulher que todo mundo que trabalha
com pessoas com necessidades especiais
deveria falar demais Jan Sullivan. Quem
trabalha com cegos, com surdos,
até com crianças autistas,
deveria estudar a vida de Anne Sullivan
e falar de Anne Sullivan. Ela ensinou
uma cega
de nascença
a ler Briley,
uma cega que não ouvia.
Ela ensinou uma segue de nascença a ler
lábios de uma técnica que também não
existia.
Até os pedagogos deveriam estudar os
métodos pedagógicos que Anne Sullivan
aplicou. Ela honrou o pai dela, que teve
uma filha extraordinária, um homem que
não merecia ter.
E ao honrar
alguém que não merece essa honra, como
eu falei, o melhor beneficiado é você,
porque você quebrou a maldição.
E em segundo lugar, você está na sua
vida cumprindo o que é o evangelho.
Porque todos nós que formos salvos
também somos salvos sem merecimento.
Nós somos pecadores. Foi a morte de
Cristo que nos tornou aptos a ir pro céu
sem merecermos. Então, se Cristo nos deu
o céu quando nós não merecíamos, nós
podemos dar honra à aquele que também
não mereceu.
Então, o caminho pro fracasso é
continuar lamentando a toxicidade do seu
pai. O caminho do fracasso é continuar
se fazendo de vítima do seu pai a vida
toda. O seu vitimismo vai levar você pro
fracasso. E se você usar a toxicidade do
seu pai sempre que quiser justificar uma
preguiça sua, você não vai para lugar
nenhum. Ah, eu não consigo emprego. Mas
também por que que eu não consigo
emprego? Porque o meu pai me tirou a
vontade de procurar emprego quando era
criança. Por que que eu não sou
competente em nada? Porque o meu pai me
tirou isso para de transferir
responsabilidade pro seu pai. Às vezes
ele já até morreu e continua te punindo
até hoje porque você deixa. Eu conheço,
eu não sou espírita, mas eu conheço
situações de pais que já morreram e
continuam punindo os filhos de maneira
psicológica. Em que sentido que eu quero
dizer? O pai já morreu, não existe mais.
Eu não acredito em espiritismo, mas a
memória do que o pai foi continua
punindo o filho, continua tolhindo,
continua proibindo, continua castrando,
castrando inclusive filhas, tá?
Psicologicamente, mulheres também são
castradas. Aliás, tem até castração
feminina lá no Oriente, né? Não deixe
isso acontecer, não. Honre o seu pai
quebrando a corrente, sendo o bom filho
que ele não merecia ter. Aí no dia dos
pais, você vai ter motivo para
comemorar. E mesmo que você olhar pra
figura do seu genitor e não ver nele o
objeto do seu elogio,
do seu reconhecimento,
você tem um pai celestial que você pode
olhar para ele e reconhecer que ninguém
é órfão de Deus. Nós podemos ser órfãos
de seres humanos, mas não somos órfãos
de Deus. E esse Deus maravilhoso muitas
vezes mandam na manda na nossa vida
pessoas que nos amam com o amor que nós
não tivemos dos nossos próprios
genitores.
Davi foi desprezado pelos seus irmãos,
pelo seu pai, mas olha a fidelidade de
Jonathan a Davi.
Percebeu? Olha a fidelidade.
Que Deus abençoe sua vida. Pense nisso
que eu falei. Escreva o que que você
achou desse conteúdo. Se gostou, deixa o
seu like, deixa o seu comentário. E
tendo ou não motivos para comemorar, eu
posso sim dizer: "Feliz dia dos pais".
Feliz dia dos pais para você. Ciao.
Ciao.

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