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A fé vem pelo ouvir

Por Que Faço o Mal Que Não Quero? – Romanos 7:24–25 | Josemar Bessa

Por Que Faço o Mal Que Não Quero? – Romanos 7:24–25   | Josemar Bessa

Por Que Faço o Mal Que Não Quero? – Romanos 7:24–25 | Josemar Bessa

Por Que Faço o Mal Que Não Quero? – é uma exposição profunda de Romanos 7 sobre a guerra contra o pecado, a morte para a lei e a nova vida daqueles que pertencem a Jesus Cristo.

Por que o cristão ainda luta contra o pecado?
Por que fazemos o mal que não queremos fazer?
Se fomos regenerados, por que a carne ainda parece tão viva?

Romanos 7 nos leva para dentro dessa guerra.

Paulo não descreve apenas dois impulsos disputando o mesmo homem. Ele nos mostra algo muito maior: uma morte aconteceu, o senhorio mudou, pertencemos a Outro e uma nova guerra começou.

A partir da imagem perturbadora de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, veremos que o pecado não é simplesmente alguma coisa que veio de fora.

O monstro estava dentro.

A lei não criou o pecado.

Ela abriu a porta.

“Não cobice.”

Esse mandamento atravessa a aparência, a moralidade, a reputação e a religião e chega ao coração. Ele revela que até nossa obediência pode ser usada como tentativa de viver sem depender da graça de Deus.

O religioso pode fugir de Deus obedecendo.

O rebelde pode fugir de Deus desobedecendo.

Um transforma a moralidade em salvação.

O outro transforma a transgressão em liberdade.

Ambos precisam de Cristo.

E é exatamente nesse ponto que Romanos 7 deixa de ser apenas diagnóstico e se torna Evangelho.

“Vocês também morreram para a lei por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos.”

O cristianismo não é simplesmente tornar Jekyll forte o suficiente para controlar Hyde.

É morte e ressurreição.

É união com Cristo.

É deixar de buscar justificação pela lei.

É pertencer ao Ressuscitado.

E então surge uma segunda batalha.

O pecado continua lutando.

A carne continua gritando.

O cristão ainda cai.

Mas alguma coisa mudou para sempre.

O pecado permanece, mas já não possui o trono.

Existe um novo deleite.

Uma nova lealdade.

Uma nova identidade.

O Espírito agora combate contra a carne.

Por isso Paulo pode gritar:

“Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?”

E, sem sequer abandonar o campo de batalha, responder:

“Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!”

Esta mensagem é sobre pecado, lei, graça, justificação, regeneração, santificação, união com Cristo, mortificação, perseverança e a esperança final da ressurreição.

É sobre a guerra que nenhum homem caído pode vencer sozinho.

E sobre a batalha que aqueles que pertencem ao Ressuscitado não podem perder.

Porque a última palavra não pertence à carne.

Não pertence à condenação.

Não pertence ao pecado.

Pertence a Cristo.

📖 TEXTO PRINCIPAL
Romanos 7

📖 TEXTOS E TEMAS RELACIONADOS
Romanos 6–8
Gálatas 5
2 Coríntios 5
Colossenses 3
João 15

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Legendas automáticas:

Miserável homem que sou, quem me livrará
do corpo dessa morte? Romanos 7:24, né?
Imagine uma casa na era vitoriana,
há alguém andando no corredor, os passos
são firmes, respeitáveis,
quase solenes. É o Dr. Henry Jackel. A
cidade conhece seu nome, sua casa é
grande, sua mesa recebe homens
distintos.
E sua reputação foi construída com
disciplina, inteligência e decência.
Quando ele entra numa sala, ninguém
esconde os objetos de valor. Quando
fala, os outros escutam. Quando seu nome
é pronunciado, não vem acompanhado de
vergonha.
Mas há outro passo no corredor, mais
leve, mais rápido, mais cruel. Edard H.
Ele não apareceu vindo da rua, não
invadiu a casa, não arrumbou a porta,
saiu de dentro. Jack pensava conhecer a
própria escuridão, sabia que havia
desejos que não combinavam com a face
pública dele. Reconhecia impulsos que a
reputação precisava manter
trancados.
E cansado de ser um campo de batalha,
ele imaginou que poderia separar as duas
partes. O homem virtuoso seguiria seu
caminho sem remorço e o homem perverso
teria liberdade sem consciência.
Então ele cria uma poção. A poção em um
médico em um monstro não criou o hide,
apenas abriu a porta.
E quando a porta se abriu, Jackon
descobriu, o Dr. Jackon, é, que o mal
dentro dele era muito mais profundo do
que ele havia calculado.
Hide não era uma pequena mancha no terno
branco, era fome, era domínio, era um eu
curvado sobre si mesmo, exigindo que
todas as coisas servissem à sua vontade.
Então o médico imaginava possuir um
monstro e ele descobriu que o monstro o
possuía.
E por isso que a história continua
perturbadora, né? Na história do médico
e um monstro. Ela não nos permite
colocar Hide em uma espécie diferente.
Não podemos observá-lo atrás das grades
e dizer: "Ali está o mal, aqui estamos
nós."
A porta pela qual ele saiu existe no
coração humano. talvez permaneça coberta
por educação, cerimônia, medo,
reputação,
conveniência ou religião, mas continua
ali. Romanos 7 também nos leva a um
corredor. Ouvimos dois passos. Tenho o
desejo de fazer o que é bom. O mal que
não quero fazer, esse eu continuo
fazendo. Em meu ser interior, deleito-me
na lei de Deus.
Mas vejo outra lei atuando nos membros
do meu corpo. Paulo não escreve como um
espectador distante. Ele não apresenta
um tratado frio sobre a condição humana.
Ele abre o peito e nos deixa ouvir a
guerra. Mas Romanos 7 não é apenas a
história de dois impulsos disputando o
mesmo homem. Se fosse somente isso,
Stevenson, que escreveu o livro, teria
contado tudo. O evangelho não anuncia
apenas que existe um jackel e um hide em
cada pessoa. Anuncia uma morte, uma
mudança de senhoria, um novo casamento,
uma invasão do espírito, uma identidade
que não existia antes.
Há duas guerras em Romanos 7. A primeira
acontece antes de Cristo.
É a guerra que não podemos vencer. A
consciência conhece alguma coisa da lei.
O coração deseja autonomia. O homem
respeitável tenta dominar o perverso. O
perverso odeia o respeitável. Um
constrói a própria salvação pela
moralidade. O outro tenta encontrá-la na
transgressão.
Ambos permanecem centrados em si mesmos.
Ambos usam caminhos opostos para fugir
da graça de Deus. A segunda guerra
começa depois da regeneração. E é a
guerra que nós não podemos perder. Não
porque o pecado tenha desaparecido, não
porque o cristão tenha saído do campo de
batalha, não porque toda queda tenha se
tornado impossível, mas porque algo
decisivo aconteceu. O homem morreu para
a lei como caminho de justificação para
sempre. Foi unido ao corpo crucificado
de Cristo. Pertence agora àele que
ressuscitou.
recebeu o espírito, ganhou uma nova
mente, um novo deleite, uma nova
lealdade.
O pecado ainda luta, mas já não ocupa o
trono com direito incontestado. A carne
ainda grita, mas agora existe outra voz
dentro de casa. O velho senhor ainda
bate nas paredes, mas a escritura da
propriedade mudou de mãos. Por isso
Paulo pode dizer duas coisas que parecem
incompatíveis e são ambas verdadeiras.
Miserável homem que eu sou e graças a
Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. A
miséria não é a a última palavra, né? A
gratidão não é a negação da guerra. O
cristão não é alguém que saiu do
conflito, é alguém cujo conflito foi
atravessado pela ressurreição de Cristo.
E
a gente aqui entra nessa nessa casa,
nesse vídeo, e desce até o laboratório,
abre o armário da reputação, coloca o
10o mandamento diante do coração, mostra
a cubiça escondida debaixo da
moralidade, segue a sentença de morte.
Então, a gente assiste ao antigo
casamento terminar no corpo de Cristo e
ver o pecador se levantar pertencendo a
outro. Ao final ainda ouviremos dois
passos no corredor, mas saberemos qual
deles caminha em direção ao túmulo e
qual deles seguirá vivo para todo o
sempre. Então, em primeiro lugar, pense
eh nesse
laboratório, né, na porta desse
laboratório. Antes de haver liberdade,
a luz precisa mostrar quem realmente
está dentro da casa. E
há algo que Romanos 7 não nos deixa
esconder. Romanos 7 não é um capítulo
confortável. Ele não nos permite
permanecer na superfície. Não aceita
respostas apressadas,
não se contenta com o homem que olha
para seus atos mais visíveis, compara-se
com alguém pior e conclui que está
razoavelmente bem. Paulo coloca a lei
diante de nós, depois acende a luz. O
primeiro choque
está nos versículos iniciais. Morrer
para a lei por meio do corpo de Cristo.
Pertencer ao ressuscitado e servir na
nova maneira.
do espírito. Não se trata de uma
observação lateral, é o coração da vida
cristã. Sem isso, podemos possuir
vocabulário religioso e ainda não
compreender nada o evangelho. Muitos
imaginam que o cristianismo é apenas uma
versão mais intensa do esforço moral.
Antes a pessoa obedecia pouco, agora
deve obedecer mais. Antes tinha
objetivos seculares, agora recebe
objetivos espirituais, religiosos.
Antes tentava provar seu valor diante da
sociedade, agora tenta provar o seu
valor ou prová-lo diante de Deus. O
cenário muda, mas você vê que a
escravidão permanece. A pessoa ainda
está casada com o seu desempenho.
Sua segurança continua ligada ao que
consegue apresentar.
Deus aparece como o grande avaliador. A
lei aparece como a tabela de pontuação.
A consciência se transforma em fiscal e
cada falha ameaça destruir a identidade
inteira. Paulo anuncia outra coisa, não
aperfeiçoamento da antiga relação,
morte. Vocês morreram para lei por meio
do corpo de Cristo. O verbo não permite
maquiagem. Uma morte aconteceu entre o
pecador e a lei como aliança de vida. A
lei continua santa, continua justa,
continua boa, continua revelando a
vontade de Deus, mas deixou de ser o
marido ao qual o coração está preso para
obter nome, identidade e justificação,
justiça e futuro. Agora, o crente
pertence a outro,
não a um princípio, não a uma técnica,
não a uma performance, não há uma nova
versão de si mesmo, ao ressuscitado.
Romanos 7 não pode ser compreendido
enquanto Cristo for apenas exemplo.
O capítulo exige união, exige que a
morte dele seja a nossa morte judicial,
exige que sua ressurreição se torne a
fonte de nossa nova vida.
Exige que a mudança não seja apenas de
comportamento, mas de pertencimento.
É por isso que o capítulo nos deixa
inquiet. Ele destrói tanto a confiança
do religioso quanto a falsa paz do
irreligioso.
Mostra que a transgressão explícita não
é o único modo de fugir de Deus. Também
podemos usar a obediência espiritual
para não depender dele. Podemos
transformar a lei em escada, a
moralidade em moeda e a disciplina em
argumento contra a necessidade da cruz,
da graça soberana. Então Paulo faz a lei
falar. E a lei não diz apenas você
falhou em alguns pontos. Ela diz: "Você
está morto".
Mas o capítulo não termina no cadáver.
Ao fundo, alguém está saindo eh do
túmulo.
Então, Dr. Jacob, como nós estávamos
dizendo, não era conhecido como
criminoso. Essa é a força da história da
do livro famoso médico e monstro. Se
fosse apenas um homem brutal, escondendo
brutalidade, nada haveria de
surpreendente. Mas Jackel era
respeitado, culto, generoso, capaz de
gestos nobres, possuía a consciência,
sentia vergonha, conhecia a diferença
entre certo e errado
e estava dividido. Uma parte dele
desejava a honra do bem, outra desejava
a liberdade do mal.
A parte respeitável não conseguia
descansar porque precisava vigiar a
parte secreta.
A parte secreta não conseguia se
entregar completamente porque a
consciência permanecia atrás dela como
um carcereiro perturbando.
Ja chamou a si mesmo de um composto
incongruente.
A expressão
serve para a humanidade caída. Não somos
simples no pecado. Há em nós a memória
da lei de Deus, a consciência, a
admiração por justiça, fidelidade,
coragem e bondade. Mesmo pessoas que
rejeitam o criador ainda exigem verdade
dos outros, condenam traição, protestam
contra injustiça, esperam lealdade. A
imagem foi totalmente danificada, mas
não apagada. Ao mesmo tempo, há outro
poder, outra força. Queremos ser o
centro. Queremos definir o bem e o mal.
Queremos receber sem agradecer,
governar, sem prestar contas a ninguém.
Somos o capitão da nossa alma, o mestre
do nosso destino. Queremos possuir sem
limite e existir sem dependência.
A consciência diz: "Você deve". A cobiça
diz: "Eu quero". A consciência acusa, a
cobiça negocia, justifica, racionaliza.
O homem caído tenta administrar o
conflito. Alguns fortalecem o lado
respeitável, constróem
reputação, disciplina
e religião.
celebram o lado rebelde,
chamam-lhe eh eh
o chamam de autenticidade, liberdade e
coragem de ser quem você realmente é.
Mas os dois lados podem permanecer
profundamente autocentrados.
O homem moral quer a excelência para ser
próprio salvador. O homem imoral quer o
prazer para ser seu próprio Deus. Um
obedece para não precisar de
misericórdia.
O outro desobedece para não precisar de
autoridade. Ambos fogem de Deus. Ambos
fogem de Cristo. Ambos não suportam a
graça.
Paulo foi um Jackel religioso,
circuncidado, hebreu de hebreus,
fariseu, zeloso, irrepreensível quanto à
justiça exterior da lei. Práticas.
Ele não estava jogado numa sarjeta
quando a luz o derrubou. Estava andando
com documentos religiosos nas mãos. Sua
moralidade não o tornara manso, o
tornara perseguidor. Seu zelo não o
conduzira a Cristo, o conduzira contra
Cristo.
A aparência era Jackel. A cobiça de
justiça, justiça própria, era hi haide.
O problema não era que Paulo possuía
moralidade demais, era que usava a
moralidade como independência,
como identidade,
como eh símbolos distintivos,
como ele usava bem o seu livre arbítrio,
não é? Ele queria estar diante de Deus
sem a justiça de outro, mas com sua
própria. Queria apresentar seu próprio
currículo no tribunal eterno. Então o
mandamento chegou
e o médico respeitável viu o rosto que
vivia debaixo daquela pele.
A gente pode dizer que aqui entra a
poção e a poção não criou o monstro.
A posição do Dr. Jackel não colocou
maldade dentro dele, revelou o que já
estava ali. Essa distinção é essencial
para compreender a lei. Em Romanos 7,
Paulo pergunta: "A lei é pecado?" E
responde com violência de maneira
nenhuma. Ou seja, quando o Dr. Jackel
fez a poção que quando ele tomava ia
separar
o Dr. Jackel bom, respeitável para ser
quem?
Eh, a sociedade via como alguém assim,
separava do Mr. Hide, que seria o mal
sem os limites da consciência, o médico
e o monstro.
Pensando que então cada lado poderia
viver plenamente. Hã, ao fazer isso,
você vê que a poção não criou o monstro,
libertou. Então, eh, essa distinção,
como eu falei, é essencial para
compreender a lei em Romanos 7. Paulo
pergunta: "A lei é pecado e responde
como violência?" De maneira nenhuma. A
lei não é a origem do mal. O mandamento
é santo, justo e bom. Mas o pecado usa o
que é bom. A luz não cria a poeira,
apenas a torna visível. O exame não
produz a doença, apenas revela sua
presença. A lei entra no coração e diz:
"Não cobisse". De repente, o homem que
se julgava razoavelmente obediente
percebe que o problema não está apenas
nas mãos, está nos desejos.
Não apenas no que tomou,
mas no que precisa possuir,
não apenas no adultério, mas no coração
que transforma outra pessoa em objeto de
salvação. Não apenas no roubo, mas na
incapacidade de descansar em Deus, sem
medos e ansiedades. O mandamento vai
além do comportamento. Ele desce ao a ao
ao porão do coração, né? Paulo conhecia
os 10 mandamentos desde a infância. O
dia em que o mandamento veio, não foi o
dia em que ele ouviu as palavras pela
primeira vez. Foi o dia em que as
palavras chegaram vivas à consciência.
Elas atravessaram a interpretação
superficial que lhe tinha dado a lei a
vida inteira. Romperam a muralha do
desempenho externo.
Ele disse: "Segundo a lei, a justiça que
é na lei, eu fui irrepreensível.
Então elas entraram no centro do desejo.
Então ele diz: "O pecado reviveu e eu
morri". Ou seja, e Paulo morreu. Não
porque antes estivesse espiritualmente
vivo, mas porque antes se imaginava
vivo. A lei destruiu a fantasia, a
compreensão verdadeira da lei e fez cair
o cenário. Mostrou que a casa
respeitável estava edificada sobre um
cadáver.
É isso que a graça faz antes de curar.
Ela não elogia a nossa maquiagem, a
remove, não negocia com a doença, ela dá
nome à doença, não nos permite usar
pequenos pecados como desculpa para
esconder o grande. Ela vai à raiz, a
recusa de ter Deus como Deus, a vontade
de construir vida, identidade, justiça e
felicidade longe da dependência total
dele. O pecador prefere acusar o
mandamento.
Se não houvesse proibição, eu não teria
desejado. Mas a proibição não colocou
rebelião no coração, apenas tocou o
lugar onde a rebelião estava adormecida.
Diga a uma criança: "Não toque, o objeto
muda de brilho. Diga ao coração caído:
Deus é senhor". E ele responde: "Quem me
impedirá? Eu sou livre".
A lei não criouide.
o monstro. A lei abriu a porta do
laboratório e o homem viu que aquilo que
chamava de pequena fraqueza era um
Senhor cruel, uma fome sem limite, sem
fundo, uma vontade de ocupar o lugar de
Deus.
Então, há uma diferença entre conhecer
uma sentença e ser atingido por ela.
Paulo conhecia não cobice, mas durante
muito tempo o mandamento permaneceu do
lado de fora. Ele podia recitá-lo,
explicá-lo, defendê-lo e aplicá-lo aos
outros. A frase
fazia parte da mobília religiosa da sua
vida. Então, chegou em casa, entrou
finalmente, sem pedir licença, subiu as
escadas, abriu os quartos, leu as cartas
escondidas,
abriu a porta dos armários,
pesou os motivos
e Paulo descobriu que a lei não estava
interessada apenas no que os vizinhos
podiam ver, no que as pessoas podiam
ver. Não cobisse significava não
transforme qualquer coisa criada em
condição absoluta para sua alegria,
deleite e felicidade. Não diga ao
dinheiro, sem você não posso descansar.
Não diga ao amor humano sem você não tem
identidade. Não diga ao sucesso sem você
minha vida fracassou. Eu fico sem
autoestima.
Não diga a moralidade. Por sua causa,
Deus me deve aceitação.
Por minha obediência, Deus me deve
deve ouvir minhas orações. A cobiça é
desejo transformado em Senhor. Não é
simplesmente querer. Deus criou desejos.
É preciso é eh é precisar de algo como
somente deveríamos precisar de Deus.
é desejar qualquer coisa que sem aquilo
Deus sozinho não baste. Isso é cobiça. É
colocar uma criatura no centro e ordenar
que a realidade inteira se curve para
entregá-la.
Por isso a cobiça aparece atrás de
pecados tão diferentes.
A ira explode porque alguém bloqueou o
objeto que precisamos possuir.
A ansiedade cresce porque algo
indispensável parece estar ameaçado.
A inveja queima outro recebeu aquilo que
deveria provar o nosso valor.
A amargura permanece porque a vida
recusou-se a obedecer ao roteiro que nós
escrevemos.
A crueldade nasce quando pessoas deixam
de ser próximas e se tornam obstáculos.
Até a religião, não é? O cristianismo, o
nosso cristianismo, né? nominal pode ser
cobiça. Paulo cobiçava uma justiça
própria. Precisava ser o homem
irrepreensível. Precisava olhar para os
fracassados de cima para baixo.
Precisava acreditar que havia
conquistado uma posição diante de Deus
que as pessoas, de maneira geral, jamais
poderiam reivindicar.
Sua obediência exterior alimentavam uma
exigência interior. Eu não serei como os
outros.
Então, a lei mostrou que o fariseu e o
transgressor podiam beber fonte.
O fariseu, como Paulo e a prostituta
ou o homem devasso,
um procurava autonomia pela
desobediência, o outro pela obediência.
Um dizia: "Não quero tua lei". O outro
dizia: "Cumprirei tua lei sem precisar
do teu filho, da tua graça". Eu mesmo
posso fazer isso com a minha vontade,
com o meu livre arbítrio. Ambos queriam
ser próprios salvadores.
Quando o mandamento chegou em casa,
Paulo não encontrou apenas alguns
imóveis fora do lugar, encontrou um
ídolo no trono e o nome do ídolo era
Paulo.
Então, a cobiça é um poço que aprende a
falar mais. Mais, mais essa é a sua
liturgia. Mais dinheiro, mais controle,
mais admiração, mais segurança, mais
prazer, mais beleza, mais certeza de que
ninguém poderá me ferir, mais provas de
que a vida está dando certo, mais
eh coisas que aumentem minha autoestima.
Tudo o que cai dentro do poço
desaparece. Uma conquista produz um
alívio, mas um alívio eh extremamente
breve, logo se transforma em obrigação.
O coração que dizia: "Serei feliz quando
chegar". Chega imediatamente pergunta:
"Qual é o próximo lugar?"
A criatura recebida como salvadora
torna-se normal,
depois insuficiente, depois irritante.
Ah, serei feliz quando casar, serei
feliz quando o poço continua aberto.
Eduard é a imagem da cobiça sem mistura,
o monstro. Cada pensamento curvado sobre
o próprio eu, o ego, cada pessoa é
avaliada segundo sua utilidade. Vai me
fazer feliz, vai me fazer me sentir
atraente, digno. Cada limite
experimentado
é experimentado como insulto. Cada
desejo convertido
em direito,
como se eu tivesse que ter aquilo. Ou
então a vida está despencando. Hide não
vive apenas no criminoso visível. Ele
pode usar gravata, pode pregar sermões,
pode construir uma reputação de
disciplina, pode falar sobre princípios.
O poço não se importa com a roupa, só
quer ser alimentado. Paulo percebeu que
sua moralidade também era comida lançada
ali. Cada conquista religiosa dizia:
"Você é diferente, você é superior, você
é mais espiritual, você consegue
obedecer, você pode se aproximar de Deus
sem juntar-se à fila dos mendigos".
Então Cristo apareceu no caminho. Saulo,
Saulo, por que você me persegue? A
pergunta revelou que sua religião era
uma guerra contra Deus, uma guerra
contra o filho de Deus. A sua justiça
própria era uma guerra contra a justiça
soberanamente dada pelo pai e no filho.
O homem que imaginava defender
estava atacando Deus. O zelo que parecia
flor de santidade brotava da raiz da
autossalvação,
do mesmo lugar que brotam todos os
pecados mais terríveis que ele poderia
achar que o colocavam em polo oposto com
uma prostituta.
A cubiça é isso, querer qualquer coisa
mais do que Deus. Inclusive querer ser
bom mais do que querer a graça de Deus.
Quando o coração exige uma justiça que
possa chamar de sua, qualquer que seja,
ele rejeita a justiça de Cristo. Quando
precisa ocupar a posição de digno,
despreza a mesa onde todos chegam pela
misericórdia soberana de Deus.
Quando transforma obediência em moeda,
tenta comprar aquilo que só pode ser
recebi-lo,
recebido pelo sangue derramado.
A lei fecha o poço, não. Ela mede a
profundidade do poço. O mandamento desce
e não ouve o som da pedra chegando ao
fundo. Então, volta com o diagnóstico.
Em sua carne não habita bem algum. Nesse
momento, toda esperança de salvação
interior precisa morrer. Porque enquanto
o homem imaginar que há um salvador
escondido dentro de si, no seu coração,
algo bom, algo que pode ser o princípio
eh eh da sua salvação,
então não clamará pelo Salvador que veio
de fora com uma justiça
alienígena, né, vinda de outro lugar.
A consciência acusa,
a cobiça exige e o homem tenta se salvar
com as mesmas mãos que o mantém eh
preso.
Então, a moralidade
que alimenta o orgulho é um dos
ingredientes
aqui. moralidade é boa, a justiça é boa,
a verdade é boa, a a a fidelidade é boa,
a lei que ordena essas coisas é santa,
mas o pecado é capaz de usar coisas boas
como combustível para o pecado no
coração de todo homem nascido em Adão.
Paulo não se tornou perseguidor, apesar
de seu zelo religioso, tornou-se
perseguidor por meio de um zelo que o
pecado havia sequestrado.
Sua disciplina
construir uma identidade. Sua identava
identidade precisava de comparação. A
comparação exigia pessoas inferiores
para que ele não se sentisse inferior. E
os seguidores de Jesus ameaçavam todo o
sistema ao anunciar que pecadores eram
aceitos pela graça soberana.
A cruz nivela
todo mundo ao nível do chão.
Não há quem faça o bem. Paulo odiava o
nivelamento. Se o pior pecador podia ser
justificado perfeitamente apenas pelo
sangue, o currículo do fariseu deixava
de ser uma escada para Deus. Se a
justiça vinha de outro, sua performance
não possuía valor salvador.
Se Abraão, Davi e o publicano dependiam
da mesma misericórdia, o orgulho
religioso perdia o palco. Por isso, a
moralidade pode agravar a guerra quase
sempre. Quanto mais o homem se sente
moral, mais ele odeia a graça soberana,
porque ele acha que ele mesmo pode fazer
coisas pela sua salvação. Então, a
consciência toma a lei e tenta salvar o
homem por ela. O homem obedece, mas não
ama. Cumpre, obedece exteriormente, né,
mas não ama. Cumpre exteriormente, mas
calcula. Serve, mas registra o que fez.
Cada ato entra num livro invisível de
créditos.
Cada ato entra logo no seu currículo.
Quando sofre, apresenta contra Deus.
Depois de tudo que eu fiz,
não merecia isso. Porque tu deixaste
isso acontecer?
Quando vê outro cair, usa a queda como
um degrau. Eu jamais faria aquilo. A lei
torna-se instrumento de orgulho. Do
outro lado, a carne odeia os limites.
Quanto mais ouve não, mais deseja provar
autonomia. Então, a mesma lei que o
homem respeitável usa para se exaltar é
usada pelo rebelde como parede a ser
pichada.
Nenhum dos dois ama a lei como expressão
da beleza da santidade de Deus. Um a
usa, o outro a desafia. E o evangelho
revela que ambos precisam morrer. Não
apenas o libertino, também o fariseu.
Não apenas o hi, também Dr. Jackel.
O problema não é que haja uma parte boa
capaz de salvar e uma parte má que
precisa ser contida. Antes de Cristo,
ambas as estratégias estão debaixo do
domínio do eu, do ego, e estão
condenados.
O mais justo dos homens, entre aspas, o
fariseu dos fariseus e o devasso, a
prostituta. Não há diferença. Todos
pecaram, estão destituídos da glória de
Deus. A consciência pode restringir
pecados, preservar sociedades e produzir
comportamentos admiráveis, mas não pode
criar amor por Deus, deleite em Deus.
Não pode dar um novo coração. Não pode
transformar obediência em adoração,
em adoração em espírito e em verdade. A
educação moral pode ensinar o
prisioneiro a organizar sua cela.
Não pode abrir a porta. Jamais abre a
porta.
Agostinho. Agostinho contou que quando o
menino ele roubou peras,
ele quando começa a a analisar, né,
depois de adulto, por que que ele
roubava ou roubou as peras quando era
adolescente? Ele disse: "Eu não estava
faminto, eu não precisava delas. Nem
sequer eu gostava de pera, nem sequer eu
pretendia saboreá-las. Depois do roubo,
eu peguei as periras que eu roubei lá no
pomar
do do vizinho
e joguei pros porcos. O prazer estava na
transgressão,
em quebrar a proibição
que havia de não poder entrar ali e
naquele pomar e pegar as periras.
A árvore só se tornou atraente porque
havia uma fronteira. A frase não faça,
ele diz, despertou a antiga pretensão.
Ninguém determinará meu caminho. O fruto
não era o centro, a pera. O centro era o
direito imaginário de ser lei para si
mesmo, de definir o bem e o mal para si
mesmo. Romanos 7 descreve exatamente
esse movimento. O pecado aproveita a
ocasião oferecida pelo mandamento. Não
porque o mandamento seja mal, mas porque
o coração caído reage à autoridade como
um reino rival. A placa diz: "Não
ultrapasse, não pegue frutas, não pegue
as periras". A carne pergunta: "Quem
colocou a placa?" Deus diz: "Você é
criatura". A carne responde: "Quero ser
como Deus".
Foi assim com Agostim? Foi assim no
Éden. O primeiro pecado já carregava
essa estrutura. A árvore não era
necessária para a felicidade de Adão.
Ele já era feliz. Ele tinha um jardim
inteiro. O jardim estava cheio. A
comunhão estava aberta. O criador havia
dado abundância.
Mas uma única reserva soberana bastou
para que a serpente transformasse
gratidão em suspeita e ingratidão.
Deus está retendo algo. A cobiça sempre
começa acusando a bondade divina. Se eu
não possuo isso, Deus não é suficiente.
Se eu não tiver essa pessoa, eu vou ser
infeliz. Se eu não conseguir aquilo, eu
você
não tiver aquilo para me dar uma
identidade, Deus não pode me dar uma
identidade. Se eu não tiver esse tipo de
coisa, a minha autoestima vai vai pro
chão, porque Deus não pode eh me dar uma
imagem adequada.
Se ele me proíbe, está contra a minha
alegria. Eu só quero ser feliz, porque a
minha felicidade seria um problema para
Deus.
Se preciso esperar, então eu acho que
não sou amado. Porque se eu fosse amado,
eu não ia precisar esperar. aquilo que
eu quero seria feito. Se outra pessoa
recebeu, eu sinto como se fui roubado.
Por que ele recebeu e não eu. Então,
tomamos o fruto. Às vezes é prazer
proibido, às vezes é poder, às vezes é
controle, às vezes é reputação de
obediente, de espiritual, mas o gesto
profundo é o mesmo. usar a criatura
ou qualquer coisa na criação para
declarar independência do criador. A lei
entra para mostrar isso, não para
estimular uma curiosidade superficial,
mas para revelar que há no coração uma
hostilidade contra o governo de Deus.
Que doutrina é mais odiada na igreja?
Não, no na igreja, é a soberania de
Deus. É a graça soberana de Deus. Porque
fere exatamente isso. Quando o homem
percebe que deseja o fruto,
principalmente porque Deus disse não,
começa a ver que o pecado não é uma
coleção de acidentes, é uma revolta.
e revoltas não são curadas com conselhos
de produtividade,
precisam de morte e de ressurreição.
Então, o homem bom,
que se achava bom perseguia Cristo.
Saulo não acordava pensando hoje lutarei
contra Deus. Ele pensava que estava
defendendo Deus, carregava autoridade,
conhecia as escrituras, possuía
argumentos, via a nova seita como uma
ameaça à santidade, a tradição e a
identidade do povo. Quando guardava as
roupas dos que apedrejavam Estevão,
provavelmente acreditava estar do lado
correto da história sagrada.
Então, a glória o derrubou. Por que você
me persegue?
Cristo não perguntou apenas porque Saulo
perseguia cristãos. Disse a mim.
O zelo religioso havia colocado o
fariseu
santo
em guerra direta com o Messias que as
escrituras anunciavam. Isso é
aterrorizante.
Nós podemos usar a Bíblia contra o Deus
da Bíblia.
Podemos defender doutrina sem amar
Cristo. Podemos ser rigorosos para
evitar a humilhação da graça, da graça
soberana.
Saulo precisava descobrir que sua
obediência era uma forma refinada de
cobiça e pecado.
Ele queria a posição de justo, queria a
segurança de um saldo próprio.
Ele achava que dava algo a Deus para
receber.
vai ser o mesmo que um dia vai dizer:
"Quem primeiro deu a ele para depois
receber?" Ele queria olhar para a
própria vida e encontrar uma razão na
vida, nos atos, nas escolhas, uma razão
suficiente para que Deus o recebesse
e não recebesse outros. A cruz dizia
não. A cruz afirmava que sua melhor
justiça não podia remover uma única
culpa, um único pecado,
que dirá a própria inimizade
do coração.
dizia que o sangue de animais não
aperfeiçoava a consciência, que o filho
precisou ser entregue, tomar o cálice da
ira infinita para aqueles que o pai deu
a ele, que a salvação era tão impossível
ao fariseu quanto ao ladrão crucificado,
tão impossível ao fariseu quanto à
prostituta, quanto ao devaço.
Por isso Saulo perseguia Cristo. O
Cristo crucificado é sempre um
escândalo.
O Cristo crucificado era a morte de sua
autointerpretação.
Enquanto permanecesse irrepreensível em
si mesmo, não poderia receber uma
justiça que vem totalmente de fora.
Enquanto a lei fosse seu cônjuge, Cristo
seria um intruso. Enquanto sua
identidade dependesse do desempenho, a
graça ia aparecer um insulto.
A luz no caminho de Damasco não apenas
mudou sua opinião sobre Jesus, matou um
homem. O Saulo que podia se apresentar
diante de Deus desapareceu, morreu. O
apóstolo que surgiu depois viveria
repetindo: "Pela graça de Deus sou o que
sou." Aquele encontro
com um Cristo que ele nunca buscou.
Aquele encontro mostrou que a batalha
impossível não acontece somente em becos
escuros, em prostituição sexual, em
devastidão.
Também acontece dentro de tempos, dentro
de vidas ilibadas. Eu morri", disse
Paulo. Paulo não está descrevendo um
desconforto passageiro.
A lei não lhe deu apenas uma baixa
autoestima, pronunciou uma sentença.
Durante anos, ele imaginara estar vivo,
possuia religião, disciplina, obediência
e reputação, obediência externa. A vida
parecia organizada porque o padrão for
eh eh fora reduzido ao que ele conseguia
controlar, não matar. não adulterar, não
roubar, manter as cerimônias, defender
as tradições, orar, ler as escrituras,
dominar as escrituras. Então, não
cobice, atravessou isso tudo. O
mandamento revelou que o problema não
era apenas aquilo que Paulo fazia, era
aquilo que ele amava.
Seu coração não descansava em Deus, seu
zelo não brotava
de uma gratidão a Deus.
Sua justiça não conduzia à humildade.
Ele obedecia para existir sem
misericórdia,
sem misericórdia soberana. A lei mostrou
culpa e mostrou que toda a sua
obediência também era pecado. Também
fluia no mesmo lugar do seu orgulho,
do mesmo lugar que foi toda rebeldia.
mostrou escravidão, mostrou
incapacidade, eh mostrou a realidade
mais profunda. Paulo morreu legalmente,
viu-se condenado diante do tribunal
santo tanto quanto todos os outros
homens. Por isso que agora ele podia
olhar para o devaço, para a prostituta,
para o ladrão e dizer: "Porque não há
diferença."
Morreu moralmente. Percebeu que os atos
brilhantes dele estavam atravessados por
orgulho, que tudo que ele fazia, que
toda a sua obediência, que cada oração,
que cada tudo fluía do seu orgulho.
Morreu espiritualmente, descobriu que
não possuía em si a vida que imaginava.
Essa morte é necessária. O evangelho não
pode ser boa notícia para quem ainda
considera desnecessária a cruz ou acha
que pode somar um único mérito à cruz de
Cristo. Sua obediência, sua aceitação,
seu livre arbítrio. Enquanto a doença
parece leve, o remédio parecerá
excessivo.
Enquanto o homem pensar que precisa
apenas de orientação, Cristo vai parecer
um professor para indicar o caminho,
enquanto ele mesmo, com a sua vontade,
que o orgulho
controla, faz as suas escolhas, enquanto
imaginar que necessita de inspiração,
Cristo vai parecer só um exemplo. Mas
quando a lei pronuncia a morte, o
pecador começa a perguntar por um
substituto. Não quem me ensinará, mas
quem me livrará do corpo dessa morte? A
mudança da pergunta é o começo da
esperança.
Ou seja, não há nenhum salvador dentro
da cela
em que o homem está.
A guerra interior,
não é? Eh, é sequer existe de verdade.
Tanto os atos de justiça são trapos
imundos, quanto todas as outras coisas.
A guerra anterior a Cristo é uma guerra
impossível de vencer,
porque na verdade ela não existe. Dentro
do homem caído,
um poder capaz de produzir nova vida não
existe. ou orgulho produz desobediência
ou obediência externa que faz eu achar
que tenho alguma justiça, que eu posso
apresentar a Deus ela e isso me faz mais
aceitável que os outros. [roncando]
A consciência, há medo, a disciplina, a
vergonha, há muitas vezes resoluções,
mas nenhum desses elementos é o Espírito
Santo ou a graça de Deus fluindo da
cruz. A consciência pode acusar, mas não
pode justificar. O medo pode conter
muitas coisas, não é, que o homem deixa
de fazer, mas não pode reconciliar, não
pode criar afetos, desejos, deleites. A
disciplina pode organizar, mas não pode
regenerar.
A vergonha pode esconder, mas não pode
lavar um único pecado. A resolução pode
prometer, mas não pode ressuscitar o
morto. Dr. Jackel tentou separar as duas
partes. Pensou que ele poderia separar o
que era mau nele do que era bom, achando
que havia algo bom, perdeu o controle.
O religioso tenta fortalecer a parte
respeitável e torna-se orgulhoso ou
desesperado.
O irreligioso tenta silenciar a
consciência, torna-se escravo dos
desejos que chamou de liberdade. Nenhum
encontra qualquer saída. Isso não
significa que todas as pessoas sejam
igualmente perversas em seus atos. A
graça comum restringe isso. A lei civil
limita, a consciência acusa afetos
naturais preservam famílias, hábitos e
consequências impedem que toda semente
de mal amadureça.
Mas ninguém pode, por esses recursos,
trocar de reino, irério das trevas para
o reino do filho do seu amor.
O prisioneiro pode pintar a cela,
embelezar a cela, não pode anular a
sentença de prisão perpétua. Pode mudar
de canto, não pode remover as grades.
Pode prometer ao juízo uma versão melhor
de si. Não pode pagar a dívida que já
contraiu.
Nenhuma obediência futura pode apagar um
pecado passado. O evangelho começa onde
a autossalvação determina completamente.
Não há salvador dentro da cela, dentro
de nós. Não há nada salvífico dentro do
coração, afeto, vontade.
Por isso o filho entrou
nela.
Então, a libertação
não acontece quando a lei morre, mas
quando nós morremos em Cristo e passamos
a pertencer ao ressuscitado.
Entende?
A libertação não acontece quando a lei
morre, mas quando nós morremos e
morremos em Cristo e passamos a
pertencer a ele. Paulo começa romanos 7
com casamento. Uma mulher está ligada ao
marido enquanto ele vive.
A lei matrimonial mantém a aliança. Se
ela pertence a outro homem antes da
morte, há adultério. Mas quando a morte
chega, o vínculo é rompido. A mesma
mulher pode unir-se a outro sem violar a
aliança anterior.
Essa é a ilustração. A ilustração parece
simples. A aplicação explode.
Sim, meus irmãos, vocês também morreram
para a lei por meio do corpo de Cristo
para pertencerem a outro marido. A lei
não morreu, nós morremos. A lei
permanece santa. O mandamento continua
expressando a justiça e a santidade do
caráter de Deus. O problema nunca esteve
nela. O problema estava no casamento
impossível entre a lei e o pecador, que
buscava a vida por meio da lei, buscava
justiça, identidade,
senso de valor. Sob essa relação, cada
mandamento vinha como cobrança infinita
e condenava
tanto o que parecia desobediência,
quanto o que era parecia obediência, mas
ainda era desobediência.
Justiça que era um trapo imundo.
A lei faça e viva, desobedeça e morra.
Um pecado é a morte. Quando Adão pecou,
ele não precisou pecar o resto da vida.
Ele já estava condenado. Todos os outros
pecados só aumentam,
mas nada que se faça
pode espiar o único pecado que já foi
cometido. O coração caído transformava a
lei em centro de existência, como se
pudesse haver aceitação baseado nela.
Mas a lei só condena. A lei não é um
plano de salvação. Pelo contrário, a lei
dá o veredicto. Todos pecaram.
Mesmo quando falava de Deus, vivia
olhando para o próprio desempenho. Um
homem como Paulo e e todo homem. A lei
era o verdadeiro cônjuge, porque toda a
vida girava em torno dela. Medo de
falhar, orgulho de obedecer, comparação
se estava melhor que os outros,
acusação, tentativa de compensação,
achando que uma obediência, uma oração
compensava Deus
por outros pecados.
E Deus parecia patrão. A lei parecia o
contrato.
A vida parecia estágios probatórios. Não
havia repouso. O pecador obedecia para
ser aceito.
E por obedecer para ser aceito, nunca
obedecia em amor.
E então sempre estava desobedecendo a
lei. Porque o resumo da lei é amar Deus
sobre todas as coisas. Então o casamento
produzia fruto para a morte. E a lei só
pode, esse casamento entre a lei e o
homem só pode produzir fruto para morte.
Não há nada de vida no homem natural.
Não porque a lei fosse estéril, mas
porque a carne não podia gerar vida com
ela. O mandamento encontrava um coração
autojusto, um coração hostil, um coração
orgulhoso.
A proibição
despertava a revolta. A exigência de
perfeição transformava cada falha em
condenação.
A busca de mérito alimentava o orgulho.
A relação não podia ser reformada. Ela
precisava terminar,
mas a lei não seria anulada para que o
pecador escapasse para uma brecha. A
justiça não seria diminuída. O tribunal
não fingiria que a culpa nunca existiu.
A morte teria de acontecer e aconteceu
no corpo de Cristo.
Por meio do corpo de Cristo. A expressão
impede que a morte para a lei se torne
uma abstração.
Não morremos para a lei por uma mudança
de opinião, por uma escolha que fizemos.
Não escapamos da condenação mediante
novo estado emocional. Não fomos
libertos porque Deus decidiu tratar o
pecado como um detalhe, já que pelo
menos a gente tentou
ou escolhemos alguma coisa boa. Houve um
corpo, um corpo concebido pelo espírito,
um corpo obediente, um corpo que tocou
leprosos, carregou cansaço, sentiu fome
e caminhou em direção a Jerusalém.
Um corpo pregado, a lei exigia justiça.
Cristo a cumpriu perfeitamente.
A lei pronunciava maldição sobre o
transgressor. Cristo tornou-se maldição
por nós. A lei apontava a culpa. Cristo
carregou a culpa imputada. No calvário.
O antigo marido não foi persuadido a
baixar o padrão para que eh as coisas
pudessem funcionar. Aliança de obras,
recebeu tudo o que exigia do fiador.
A obediência de Cristo não foi
simbólica,
foi perfeita. Sua morte não foi um
teatro. A espada da justiça não atingiu
o arco. O cálice da ira infinita não era
uma abstração. Atingiu o filho. Ele não
se tornou pecador em sua pessoa.
Permaneceu santo, inocente, sem mancha.
Mas foi feito pecado judicialmente.
Nossa culpa foi colocada sobre ele. A
condenação que pertencia ao seu povo foi
executada nele.
Ele bebeu o inferno eterno de cada
eleito.
O cálice da ira que o homem nunca
conseguiria beber todo por ser infinita
a sua culpa.
Seria para sempre. Ele como homem e Deus
poôde beber
toda a ira infinita. Portanto, nenhum
homem experimentará um inferno assim, ou
seja, nenhum homem experimentará a ira
infinita de Deus, porque ele nunca
consegue esgotá-la.
Já Jesus experimentou
o inferno total de cada eleito.
Portanto, nenhum homem, mesmo no
inferno, nenhum anjo experimentará toda
a ira de Deus. Mas Cristo experimentou e
não só sobre um homem, mas sobre todos
os eleitos. Quanta ira ele experimentou.
Por isso Paulo não diz apenas que Cristo
morreu diante de nós, morremos nele. A
união confiador significa que sua morte
conta
como nossa morte. O velho vínculo com a
lei não possui mais reivindicação
condenatória sobre alguém cuja sentença
já foi cumprida no corpo do
representante. Ou seja, se o homem é
condenado à morte, ele morre. A lei não
tem mais nenhuma exigência sobre ele.
Ela aplicou a pena máxima. morte aqui,
não é?
Já no nosso caso, a morte eterna. A lei
pergunta: "Onde está a morte?" A cruz
responde:
"A justiça pergunta: Onde está a
obediência?" Cristo responde: "A minha
vida perfeita de obediência". O acusador
pergunta: "Como este culpado pode sair
livre?"
O túmulo vazio responde: "A morte para a
lei não é desprezo pela lei. É a maior
confirmação da sua seriedade e
santidade. Foi necessário o corpo do
filho de Deus.
Dizer que o cristão morreu para a lei
não significa que agora ele vive sem
mandamento, significa que a lei deixou
de ser o caminho de justificação.
Ela já pronunciou a sua condenação. Ela
não tem o homem em Cristo não está numa
relação judicial com Deus. Essa
distinção muda tudo. Antes o pecador
olhava para a lei e perguntava: "Como
posso construir uma justiça que me torne
aceitável?"
Agora ele olha e pergunta: "Como posso
agradar aquele que já me aceitou
perfeitamente em Cristo?" Antes a
obediência tentava abrir a porta. Agora
a obediência acontece dentro da casa.
Antes a lei era uma escada, agora é luz
para os meus passos. Antes cada falha
ameaçava expulsão. Agora, cada correção
acontece dentro de uma aliança selada e
eterna. uma aliança selada pelo sangue.
A lei não é mais instrumento de
autossalvação,
não limpa a culpa, não substitui o
cordeiro, não fornece vida ao morto, não
transforma desempenho em mérito diante
do tribunal.
Toda obediência é mela expressão da do
operar da graça, operando amor, desejos,
afetos, nunca é a compra de alguma
coisa. Ou seja, não produz nenhum
mérito. Cristo fez o que a lei
enfraquecida pela carne não podia fazer.
Paulo diz: "Condenou o pecado na carne,
cumpriu a justiça, trouxe o pecador para
uma nova relação. Muitos vivem na igreja
sem experimentar essa morte.
Nunca entenderam o evangelho.
Confessam a graça, mas continuam casados
com a performance e acham que é o manter
dessa performance que dá eles o direito
de um dia entrar no céu ou não, se não
alcançarem
a performance
correta. Quando obedecem, se tornam
superiores. Quando falham, se tornam
desesperados.
Quando sofrem, sentem-se traídos.
Quando o outro recebe misericórdia,
ficam ofendidos.
Ainda usam a lei como marido. A morte
para a lei é dolorosa porque destrói uma
antiga paixão,
a necessidade de justificar a própria
existência. O homem quer contribuir com
algo que lhe permita dizer: "No fim fui
aceito porque me distingui. Houve algo
em mim melhor do que naqueles que se
perderam." O evangelho fecha essa porta.
A glória pertence ao cordeiro. Toda a
justiça salvadora está fora de nós e em
Cristo. E todas as coisas que ela opera
em nós, o crer, né, o o querer e o
efetuar, são eh o tesouro sem fim, as
bênçãos espirituais que Cristo comprou
com seu sangue, que agora são aplicadas
pelo seu espírito. Toda segurança
judicial repousa na obediência dele e
não na nossa. Todo perdão flui de seu
sangue. Toda esperança entra pelo túmulo
vazio. O pecador morre para a lei como
salvador. Nunca mais ele olha para a lei
como salvadora ou para a sua obediência
à lei como algo meritório ou salvador ou
que produz alguma justiça. Por isso
Paulo disse: "Não quero ter justiça que
vem da lei, mas unicamente que vem de
Cristo". Isso também esclarece
os diferentes ofícios da lei. Ela
continua restringindo o mal no mundo,
continua revelando o caráter santo de
Deus, continua orientando a vida
daqueles que foram justificados. O que
terminou foi sua função como aliança
capaz de conceder justiça ao
transgressor ou condená-lo. O espelho
continua verdadeiro, mas o espelho não
lava o rosto. A lâmpada continua
necessária, mas a lâmpada não ressuscita
o morto. O mapa continua precioso, mas o
mapa não carrega o peregrino. Quando
confundimos esses ofícios, caímos em
dois abismos. O legalismo tenta fazer do
mapa um salvador. Legalismo não é só
aquilo que o homem inventa como regras,
usos e costumes. Legalismo é acreditar
que eu posso ser aceitável pela lei,
pela minha obediência, porque eu me
distinguir de outros com os meus atos.
Ou seja, que eu posso ser de alguma
maneira justificado pela lei. Isso é
legalismo. O antinomianismo, que é
antilei,
ao descobrir que o mapa não salva, rasga
o mapa. O evangelho faz outra coisa.
Nos leva a Cristo para justificação e
nos devolve a lei com filhos que desejam
conhecer a vontade do Pai. Então, pela
primeira vez, você pode amar a lei,
porque agora você não está mais debaixo
dela judicialmente.
A libertação cristã não é independência,
é novo pertencimento para pertencerem a
outro marido, aquele que ressuscitou dos
mortos. Paulo não nos retira de um
casamento com a lei para nos deixar
sozinhos
independentes.
Não substitui o julgo da lei pela
soberania do ego. Não anuncia que agora
pertencemos a nós mesmos, pertencemos a
Cristo. Essa é a liberdade do evangelho.
O mundo chama liberdade a ausência de
Senhor. A escritura chama liberdade a
pertencer ao Senhor certo, porque dele,
por ele, para ele, todas as coisas foram
feitas. O coração humano sempre servirá
a alguma coisa, a algum Senhor. Se não
se curva a Cristo, se curvará ao prazer,
à aprovação, ao medo, à ansiedade, ao
dinheiro, à imagem, ao ressentimento
ou à própria vontade.
A pergunta nunca é se haverá Senhor. A
pergunta é qual?
Quem será o Senhor? O ressuscitado não é
patrão distante, é o noivo que comprou a
noiva com seu sangue. Não exige que ela
conquiste o direito de permanecer. Ele
próprio já pagou o dote impossível,
removeu a culpa e a vestiu com sua
justiça. Pertencer a ele significa que a
identidade agora vem dessa união. A
identidade
não vem de nada criado.
Sua morte é nossa morte. Sua justiça é
nossa justiça. Sua vida é a fonte de
nossa vida. Seu pai torna-se nosso pai.
Seu espírito habita em nós. Seu futuro
determina o nosso. A lei dizia: "Faça
isso para viver". O ressuscitado diz:
"Porque eu vivo, vocês também viverão."
A obediência muda de atmosfera.
Já não é o trabalho de um empregado
tentando evitar a demissão ou receber um
salário. É a resposta da noiva que
conhece o amor do noivo. Não é compra, é
fruto. É fruto do espírito. Não é
argumento para ser recebida, é gratidão
por ter sido recebida soberanamente.
Pertencer a Cristo não torna a guerra
menor, torna a vitória certa, porque
nada pode nos separar do amor de Deus
que está em Cristo. A antiga maneira era
a do código escrito: Encontrando carne
rebelde. A nova é a do espírito
escrevendo a lei no coração, criando
novos afetos, novos amores, novos ódios.
O contraste não despreza a escritura.
O mesmo espírito que inspirou a
escritura, a palavra, usa essa palavra
para formar o povo
que o pai deu ao filho. A diferença está
no sujeito. Antes o mandamento vinha de
fora e encontrava um coração que não
podia amá-lo e uma mente que era
inimizade contra Deus. Agora o espírito
entra e cria novo deleite,
novos afetos.
A letra dizia: "Ame a Deus". A carne
respondia: "Ame a si mesmo".
O espírito revela a glória de Cristo e o
coração começa a dizer: "Teu amor vale
mais do que a vida". A letra dizia: "Não
cobisse". E a carne exigia mais. O
espírito mostra a suficiência de Cristo
e o coração aprende contentamento.
A letra dizia: "Perdoe". E a carne
mantinha a dívida. Não, essa pessoa te
feriu, ela fez isso, fez aquilo. O
espírito leva o homem à cruz e o
perdoado encontra força para soltar o
pescoço do devedor.
Servir na nova maneira do espírito não
significa perfeição instantânea,
significa nova origem. Mas a justiça já
é perfeita. A obediência já não nasce
apenas de medo, comparação ou
necessidade de controle. brota da vida
de Cristo em nós.
Ainda é fraca, ainda se mistura com
imperfeições, ainda precisa de
arrependimento, mas é viva e imortal. O
código pode informar, o espírito
transforma. O código pode ordenar fruto.
O espírito une ao tronco e produz fruto.
O código pode descrever amor.
O espírito derrama o amor de Deus no
coração. O amor de Deus foi derramado em
nosso coração pelo espírito que nos foi
dado. A nova maneira não é ausência de
lei. É a lei carregada pelas mãos do
ressuscitado e inscrita pelo espírito na
carne do novo
coração.
Então, o cristão não passa da guerra
para paz, passa de uma guerra sem
esperança para uma guerra cujo rei já
venceu. No versículo 7 até o 13, Paulo
olha para trás. Eu vivia, o mandamento
veio, o pecado reviveu. Tá vendo? Ele tá
falando atrás, eu morri. Depois o texto
muda: "Eu sou, eu faço, eu não faço, eu
me deleito, eu vejo." A batalha continua
no presente. Isso escandaliza quem
imagina que regeneração significa
ausência de conflito. Se Paulo,
apóstolo, fala dessa forma, o que dizer
de nós? Como alguém unido a Cristo pode
confessar o mal que não quero, esse
faço? Porque a conversão não remove
imediatamente a carne, ela destrona a
carne. O pecado permanece, mas seu
status mudou. Antes ele era senhor,
agora é um invasor. Antes falava como
identidade, agora fala como inimigo.
Antes conduzia à vontade sem oposição
espiritual,
agora encontra o espírito. O tempo
verbal muda porque a natureza da guerra
mudou.
Há uma,
há um passado de morte sob a lei, há um
presente de conflito na graça, um
conflito que já foi determinado na cruz
e vencido. Há um futuro de libertação
completa. O cristão vive entre o túmulo
vazio de Cristo e a ressurreição do
próprio corpo. já foi justificado, já
recebeu o espírito, já pertence ao novo
século,
mas ainda carrega mortalidade, fraqueza
e pecado remanescente. O já entrou, o
ainda não geme. Por isso, Romanos 7 não
é a derrota final, é a linguagem de
alguém vivo o suficiente para odiar o
que antes amava. O cadáver não luta. A
guerra é sinal de vida.
Antes da graça, o homem pode odiar
consequências do pecado. Pode odiar
vergonha, pode odiar perda, pode odiar o
sofrimento, pode odiar a imagem de si
mesmo
depois da queda. Mas o crente aprende a
odiar o pecado como pecado. O que odeio,
isso faço. A frase contém dor, mas
também milagre.
Algo dentro de Paulo que concorda com a
lei e odeia o pecado. Algo que reconhece
a beleza da lei. Algo que deseja
obedecer. Esse desejo não existia como
fruto espiritual antes. Pelo contrário,
mesmo quando ele obedecia, era
impulsionado pelo orgulho, ou seja, pelo
próprio pecado. A consciência podia
provar o bem, mas o coração não se
deleitava em Deus. Mesmo quando sabia o
que era certo, é óbvio, não se deleitava
no certo. O homem natural, ele ama o
pecado, mas ele não pode amar a
santidade.
Agora existe deleite. O pecado ainda
consegue ferir, mas não consegue
tornar-se amado sem resistência.
Aquela do cristão é diferente porque
acontece contra a sua nova identidade.
Ele pode voltar ao antigo hábito, pode
sentir atração, pode até permanecer
tempo demais, mas não consegue
transformar completamente as trevas em
uma casa, em um lar.
O gosto mudou. Aquilo que antes
satisfazia, agora deixa cinzas. O pecado
promete reencontro com uma versão antiga
de prazer, mas entrega estranhamento. O
filho pode entrar no chiqueiro, não
consegue esquecer
para sempre a casa do pai, nem achar o
chiqueiro melhor. Isso não minimiza a
culpa
do pecado,
não é? Ou de quando ele peca ou da
queda, né? Quando ele cai, aumenta a
tristeza. Pecar contra a lei é terrível,
mas agora ele está não está mais debaixo
da lei. Pecar contra o amor conhecido de
um Deus
soberanamente misericordioso é ainda
mais doloroso. Mas a dor não prova
ausência de graça, pode provar sua
presença.
Haide pecava e chamava liberdade. O novo
homem peca e chama de miséria. Uma
palavra mudou e nela há esperança.
Muitos chegam a Cristo esperando que a
guerra termine. Ela começa de verdade.
Antes havia conflitos de consciência,
medo e desejo, mas não havia o espírito
habitando contra a carne. Depois da
regeneração, duas forças se enfrentam. A
carne deseja o que é contrário ao
espírito e o espírito o que é contrário
à carne. O cristão não foi retirado do
campo, recebeu um novo exército dentro
dele. Isso explica a intensidade de
certas lutas depois da conversão.
Pecados antes tolerados tornam-se
insuportáveis. Motivos antes invisíveis
aparecem.
Palavras, fantasias, ressentimentos e
vaidades que pareciam pequenos, agora
souam como traição. A luz aumentou. O
crente pode concluir: "Estou pior". Na
verdade, está vendo mais. A sujeira não
foi criada pela janela aberta. A luz
apenas a tornou impossível de ignorar.
A nova frente inclui o interior. Não
basta evitar o ato. O espírito persegue
o desejo. Não basta manter reputação.
Ele exige verdade no íntimo. Não basta
silenciar a mão. Ele quer o coração. Por
isso, a santificação parece às vezes
escavação. Cada camada removida revela
outra. Cada vitória mostra uma
dependência mais profunda de algo que
não era Deus. Cada avanço destrói nova
ilusão de autonomia. Mas a guerra não é
punição judicial, não há condenação para
os que estão em Cristo. É guerra de
libertação. O rei invade territórios que
já são dele e os toma. Em meu interior
deleito-me na lei de Deus. Paulo
identifica o verdadeiro centro da nova
pessoa, o coração. Antes de Cristo,
consciência e cobiça eram igualmente
partes do homem caído. Uma aprovava o
bem sem amar a Deus e não por causa de
Deus, mas por causa de si mesmo. A outra
buscava autonomia. Ambas estavam presas
ao eu. Depois da regeneração, surge algo
novo. O ser interior ama a lei porque
ama o Deus da lei. Isso não significa
que todo impulso bom seja perfeito, nem
que o pecado tenha deixado de ser
responsabilidade do crente. Paulo não
usa já não sou eu para transferir a
culpa. Ele confessa o pecado e ao mesmo
tempo distingue a identidade
do invasor. Distingue a identidade e o
invasor. O pecado habita nele, mas não o
define, é um invasor. A carne permanece,
mas não é o eu mais profundo.
O verdadeiro eu está unido a Cristo.
Essa verdade é vital na luta. O pecado
diz: "Isso é quem você é". O evangelho
responde: "Isso é o que ainda habita em
você, mas não é o nome que Deus
pronunciou sobre você. Você não é o
vício que combate, não é o pensamento
que lamenta, não é a queda da qual se
arrepende.
É santo em Cristo, ainda sendo
santificado. É filho, ainda aprendendo a
andar. É nova criação, ainda carregando
restos do velho mundo. A identidade não
nasce da última vitória, nem morre na
última falha.
Nice-se de uma união com o ressuscitado.
Isso não enfraquece a responsabilidade,
aprofunda a responsabilidade. Paulo não
diz se não é o verdadeiro eu, posso
tolerá. diz: "Se não é o verdadeiro, eu
devo ser mortificado.
O pecado remanescente é nosso inimigo e
também nosso pecado. Não podemos
terceirizar a culpa. Somos nós que o
praticamos, somos nós que confessamos.
Somos nós que cortamos a mão e
arrancamos o olho no sentido de eliminar
ocasiões.
Nós fazemos isso sem entregar ao pecado
o poder de nos nomear.
A diferença entre condenação e convicção
está aqui. A condenação disse: "Você
pecou, portanto não pertence a Cristo".
A convicção disse: "Você pertence a
Cristo". Portanto, este pecado não pode
permanecer em paz.
Um, uma empurra para longe do trono da
graça, a outra leva até o trono da
graça. Uma usa a verdade parcial da
culpa para esconder a verdade maior do
sangue. A outra mostra a culpa à luz do
sangue e produz arrependimento.
O verdadeiro eu não é desculpa, é
convocação.
A carne ainda é perigosa, mas foi
mortalmente ferida. Ela não tem como
sobreviver.
Ela se parece com um rei deposto que
conserva soldados, túneis e armas. Já
não possui legitimidade,
ainda causa destruição, ainda organiza
ataques, ainda tenta convencer os
habitantes de que nada mudou. Mas o
decreto foi publicado. O reino pertence
a Cristo. O velho homem foi crucificado
com ele para que o corpo do pecado fosse
reduzido à impotência.
A sentença não significa extinção
imediata, significa que o domínio foi
quebrado e o fim está garantido. Por
isso, a batalha do cristão não pode ser
perdida. Não porque toda escaramuça
termine em vitória visível, não porque o
crente jamais caia gravemente. Não
porque a perseverança seja automática e
dispense os meios que Deus mesmo
determinou. Mas porque Deus não abandona
aquilo que começou. Aquele que começou a
boa obra em voz a determiná-la.
Deus eh opera o querer e o efetuar. O
espírito não entra como hóspede
temporário.
Cristo não perde membros do próprio
corpo. O pai não anula a adoção. A
semente incorruptível não volta à
corrupção, senão ela não seria
incorruptível. O pecado luta como quem
sabe que tem pouco tempo. Às vezes ruge,
às vezes seduz, às vezes imita a voz do
antigo dono, mas não possui mais o
coração inteiro. O cristão pode dizer:
"Miserável homem que eu sou". e na mesma
respiração, graças a Deus por Jesus
Cristo. Então, a nova guerra só pode ser
compreendida diante do lugar onde o
filho recebeu a condenação e o pecado
recebeu uma eh eh o pecador, né, recebeu
uma nova identidade.
Há uma frase diante da qual a linguagem
perde
velocidade,
capacidade. Deus tornou pecado por nós.
Aquele que não tinha pecado. Não diz que
Cristo pecou. Não diz que sua natureza
foi corrompida, não diz que deixou de
ser o santo. Diz que foi feito pecado
por nós judicialmente,
representativamente,
pactualmente. Ele ocupou o lugar do seu
povo, do povo eleito de Deus, de cada um
deles individualmente. A culpa não
flutuou no ar, não foi ignorada, não foi
dissolvida por sentimentalismo. Deus não
disse: "Ah, deixa para lá, vou esquecer
a culpa de vocês". Ela foi imputada ao
fiador. Cristo permaneceu o cordeiro sem
mancha, mas foi tratado como portador de
toda mancha.
A imaginação humana recua.
Quando alguém encontrava Hide, sentia
repulsa. O rosto parecia traseiro a
superfície algo que todos reconheciam e
temiam. Egoísmo sem freio, maldade sem
mistura, humanidade curvada. até
tornar-se caricatura no calvário. Porém,
não estava um monstro moral, estava o
filho amado. Mas o pai colocou sobre ele
a iniquidade de todos nós. Toda cobiça,
todo orgulho religioso,
toda ideia de mérito,
toda violência, toda impureza, toda
obediência que não fluía de um amor a
Deus. Mas pelo contrário do orgulho,
portanto, todas as justiças que eram
trapos imundos, toda indiferença, toda
tentativa de ser Deus,
todo o uso da lei para fugir da graça,
para achar que merecia algo quando não
tem mérito algum.
todo desprezo pela lei para fugir do
governo, ou seja, aquele que ia pelo
caminho oposto, o Devasso.
A justiça olhou para Cristo como
representante do pecado que precisava
ser condenado,
dos atos de justiças de Paulo, da
prostituição,
do do devasso, enfim, não há diferença.
E a espada desceu. Essa é a transição
entre as duas guerras. Não é decisão
humana, não é nova filosofia, não é a
descoberta de um método de equilíbrio
entre Dr. Jackel e Hyde. É substituição.
Tanto Jackel quanto Hyide, tanto a parte
que supostamente se achava boa quanto a
que era um monstro, estavam debaixo da
mesma condenação. É substituição. O
crente pode lutar sem condenação agora
porque Cristo foi condenado. pode
confessar sem ser destruído, porque o
filho levou a destruição judicial. pode
olhar para o pecado sem precisar
maquiá-lo, trazer
a racionalizações, justificações, trazer
a psicologia secular para explicá-lo,
porque sua aceitação já não depende de
esconder a doença. A cruz permite
honestidade.
Sem ela, ou vamos negar Hide, o monstro,
ou nos entregamos a ele.
Com ela podemos arrastá-lo para a luz,
porque o veredito final não depende do
que encontramos ou encontraremos no
porão
interior. Depende do que aconteceu lá no
no Gólgota, lá no Calvário. Paulo diz
que morremos para a lei pelo corpo de
Cristo, a fim de pertencermos à aquele
que ressuscitou. A morte termina um
casamento com a lei. A ressurração
inaugura outro casamento. O novo noivo
não exige da noiva que chegue pura por
esforço próprio ou mérito. Ele a
encontra culpada, manchada e presa.
Então entra na morte para libertá-la.
Cristo não ficou à distância oferecendo
instruções
para que ela usasse sua liberdade
suposta, né, sua escravidão para fazer
algo. Tomou carne, assumiu a obrigação,
pagou a dívida, recebeu a maldição,
desceu ao túmulo, saiu. A noiva não
pertence a um mártir morto, pertence ao
marido ressuscitado.
Sua segurança não está apenas na memória
de um sacrifício passado, mas na vida
indestrutível daquele que vive para
sempre para interceder. O antigo marido,
a lei como aliança de obras, podia
exigir. O novo noivo fornece justiça,
fornece Espírito Santo, fornece acesso,
fornece um coração para crer, fornece
verdadeiro arrependimento, fornece
perseverança, fornece fruto. Isso não
torna seus mandamentos mais leves no
sentido de menos santos. Torna um jugo
suave, porque quem manda também carrega.
O noivo não aponta para o caminho de
longe, une a noiva a si e comunica sua
própria vida a ela. Sem mim, vocês não
podem fazer coisa alguma. A frase que
mata a autoconfiança também consola. Não
precisamos produzir vida de uma raiz
morta. Estamos ligados à videira.
O casamento com Cristo transforma
obediência em comunhão. Orar não é
apresentar um relatório ao patrão, é
abrir o coração ao noivo. Ler a palavra
não é procurar apenas normas para manter
um emprego, para equilibrar as coisas,
para merecer algo. É ouvir a voz daquele
que nos amou até o fim. Arrepender-se
não é tentar reconquistar a vaga, é
voltar aos braços que já pagaram por
nosso retorno. O ressuscitado não apenas
nos absolve, ele nos toma para si.
Antes de Cristo, a lei podia ser
obedecida exteriormente
e era odiada interiormente, porque o eu
é o Deus de si mesmo. O homem moral
havia como uma escada em que ele mesmo
podia subir e merecer algo de Deus. O
rebelde havia como uma prisão.
Nenhum havia como beleza, deleite. O
evangelho muda a relação porque muda o
coração. Quando o pecador contempla o
filho cumprindo a lei, recebendo a
maldição e se entregando por seus
inimigos, a obediência deixa de ser uma
negociação,
se torna uma resposta.
Se vocês me amam,
obedecerão os meus mandamentos. Nós o
amamos porque ele nos amou primeiro.
Cristo não disse: "Obedeçam para que os
ame". A ordem é decisiva. O amor vem
primeiro. A obediência segue, não como
pagamento, mas como um eco. A lei se
torna linguagem de amor. Ela mostra como
a vida do reino se move, revela o
caráter daquele a quem pertencemos,
ensina o filho a como andar na casa do
pai.
Não cobice já não é apenas uma proibição
fria, é um convite. Descanse em mim. Não
entregue seu coração ao poço sem fundo
de nada criado. Eu sou sua porção. Não
dê falso testemunho. Torne-se. Reflita o
Deus da verdade que não mentiu quando
prometeu salvar você. Não adultere.
Torne-se.
Honre com o corpo a fidelidade do noivo
que nunca abandonará sua aliança. Não
mate. Torna-se. Veja no próximo a imagem
daquele que deu a própria vida por seus
inimigos.
A lei não perdeu santidade. Ela ganhou
música, beleza. O espírito faz o
mandamento suar dentro de um coração
reconciliado em paz e em quem não há
nenhuma maldição
nem culpa diante de Deus. Ainda há
resistências, ainda há carne, ainda há
dias em que obedecemos com fraqueza e
então arrependimento. Mas algo mudou
irreversivelmente.
O crente quer viver paraa glória de
Cristo.
O crente quer agradar em tudo a Cristo.
Mesmo quando falha, lamenta não apenas a
punição, mas a ferida contra o amor. O
pecado deixou de ser simples, quebra de
uma regra, de uma lei. torna-se traição
contra a comunhão, contra o amor. E a
santidade deixou de ser um currículo no
qual me comparo com o outro para me
sentir mais digno ou achando que Deus eh
se torna, eu me torno aceitável a Deus
ou ele tem que responder minhas orações
por causa do que eu faço. Torna-se
semelhança com o filho amado. Romanos 7
termina com grito. Romanos 8 começa com
um veredito.
Um é miserável homem que eu sou. E
começa o oito com agora já nenhuma
condenação há para os que estão em
Cristo Jesus. As duas frases pertencem
ao mesmo cristão.
A primeira impede presunção,
orgulho, senso de mérito.
A segunda impede qualquer desespero. A
guerra continua, mas não acontece
debaixo da sentença. O tribunal foi
resolvido. Nenhuma condenação há. A
batalha agora não decide se o crente
será filho. Acontece porque ele já é
filho. Essa diferença muda a maneira de
lutar. O condenado tenta vencer para
escapar do juiz. O justificado luta
porque foi libertado pelo pai. O
condenado esconde a queda ou justifica
ou eh diz as razões porque aquilo
acontece tentando racionalizar. O
justificado confessa, sem colocar culpa
em nada, sem usar humanismo secular para
justificar, condenado
interpreta cada derrota como prova de
que nunca será aceito. O justificado
interpreta cada correção como ação do
Deus que não o abandonará. Começou e
terminará a boa obra. O condenado usa a
promessa como um salário. O justificado
usa a promessa como armas. Satanás tenta
misturar os capítulos.
Quando o cristão cai, o acusador lê
Romanos 7 sem Romanos 8. Mostra o pecado
e esconde o sangue. Repete: Miserável
que silencia
o Graças a Deus
em Jesus Cristo. O evangelho mantém as
duas páginas abertas. Sim. Romanos 7. O
pecado é mais profundo do que
imaginávamos. Miserável homem que sou.
Sim. A graça é mais firme do que o
pecado. Nenhuma condenação há para os
que estão em Cristo Jesus. Sim, a carne
ainda produz atos vergonhosos. Miserável
homem que sou. Sim. Nenhuma condenação
permanece sobre quem está em Cristo
Jesus. A ausência de condenação não
torna o pecado pequeno, torna o
arrependimento inevitável, possível. Se
nossa identidade dependesse de inocência
própria, teríamos de negar
cada falha para mantermos nossa
identidade. Teríamos que usar o
humanismo secular, justificar, botar
culpa nos outros, no ambiente.
Como depende apenas da justiça de
Cristo, podemos chamar o mal pelo nome e
levá-lo à cruz e confessá-lo. A
segurança não adormece, a guerra, acende
a coragem. Somente quem sabe que não
será expulso consegue permitir que o
médico examine profundamente a ferida.
Sonde o meu coração. O legalista ele
esconde porque toda descoberta ameaça o
seu contrato, a sua ideia de aceitação,
o seu mérito. O filho abre
porque a relação foi estabelecida por
adoção. Ele sabe que a disciplina do pai
pode doer, mas nunca será uma execução
judicial.
Por isso, a doutrina, a justificação,
não pertence apenas ao começo da vida
cristã, é o chão de cada batalha. Quando
esquecemos que a justiça de Cristo é
nossa, voltamos a lutar como empregados
em período de experiência.
Nossas vitórias produzem arrogância,
nossas derrotas paralisia. Quando
lembramos o evangelho, a vitória produz
gratidão e a derrota produz retorno e
arrependimento. O sangue não torna a
santidade opcional, torna a santidade
possível, sem desespero. Paulo não
pergunta o que me libertará.
Como me libertarei? Diz quem? A batalha
não será resolvida por conceito. Não
basta estratégia, não basta conhecimento
de padrões, não basta força de vontade
reorganizada. É necessário uma pessoa,
graças a Deus por Jesus Cristo, nosso
Senhor. A resposta está antes do fim
completo da luta. Paulo ainda sente a
lei do pecado nos membros, ainda carrega
o corpo sujeito à morte, ainda geme, mas
a gratidão irrompe porque o libertador
já veio. Cristo liberta da culpa pela
justificação, liberta do domínio
pela regeneração e liberta
progressivamente da presença operante do
pecado pela santificação e libertará
completamente na ressurreição, na
glorificação.
A salvação possui tempos. Já fomos
libertos, estamos sendo libertos,
seremos libertos. A carne usa o
intervalo para insinuar que nada
aconteceu. Se ainda existe batalha, não
houve resgate. Paulo responde com o
próprio gemido. O gemido não nega a
redenção. É a voz de quem recebeu
primícias e agora espera a colheita
completa.
O escravo satisfeito não clama por
libertação. O filho que sente correntes
restantes chama pelo pai. Quem me
libertará? A pergunta olha para o
futuro, graças a Deus. A resposta
celebra no presente.
O cristão luta entre essas duas eh
frases. Ah, o pecado ainda ataca, mas a
nova criação possui o espírito, o
espírito eterno, o espírito santo, o
ressuscitado
e uma promessa que atravessa o túmulo.
Ah, um antigo pecado pode reaparecer. O
corpo se lembra, a imaginação se lembra,
os caminhos neurais, os horários, as
ocasiões, as desculpas e os esconderijos
parecem conhecer o trajeto. O cristão
então pode cair, então vem a voz. Nada
mudou. Essa voz mente. A queda pode
parecer semelhante por fora, mas a
guerra é diferente. Antes o pecado
expressava o centro dominante, agora
contradiz o interior renovado. Antes o
homem podia sentir remorço pelas
consequências. Agora há uma tristeza por
ter pecado contra Cristo. O sabor também
muda. Aquilo que prometi alívio retorna
vazio, mas depressa.
O prazer traz
estrangeiriidade, eu diria. O coração
descobre que não consegue voltar
completamente à antiga casa. Ele não
pode pecar em paz, entre aspas, como um
homem morto e pecados pode, porque já
pertence a outro endereço. Aquela não é
a sua casa. Isso não é licença para
brincar com o pecado, é razão para se
levantar. O acusador quer transformar a
queda em identidade. O espírito
transforma a queda em ocasião de
mortificação.
O acusador diz: "Você é isso?" O
evangelho diz: "Isso deve morrer porque
você está em Cristo." O crente não
responde ao pecado com complacência,
mas nem com autoflagelação salvadora.
Responde com confissão verdadeira: fé. e
combate. Ele não se pune para completar
a cruz. Não minimiza o que levou o filho
à cruz. Ele vai pra luz,
[limpando a garganta]
chama irmãos, corta ocasiões, usa os
meios de graça, se lembra de quem é. A
nova tristeza não é desespero sem saída,
é dor de alguém que conhece o caminho de
casa. A guerra não é equilibrada. A
carne é antiga em nossa experiência, mas
o espírito é eterno. A carne conhece
hábitos, mas o espírito conhece o
coração. A carne possui desejos, mas o
espírito possui poder de ressurreição.
Vivam pelo Espírito e de modo nenhum
satisfarão os desejos da carne. Paulo
não diz que o espírito observa o
conflito. Ele combate,
deseja contra a carne, produz fruto
contrário às obras. da carne, do velho
homem. Onde a carne exige controle, o
espírito produz confiança. Onde a carne
procura vingança, o espírito produz
bondade. Onde a carne eh eh procura
falta de perdão, o espírito leva o
coração a perdoar. Onde a carne explode,
o espírito produz domínio próprio. Onde
a cobiça, a carne cobiça, o espírito
produz contentamento.
Onde a carne usa pessoas, o espírito
produz amor. A santificação não é o
velho Jackel, recebendo novas técnicas
para dominar e ser alguém melhor, para
dominar o Hide. O Jack e o Heide
morreram.
é a vida de Cristo sendo formada pelo
Espírito em nós. Por isso, os meios de
graça são vitais. A palavra não é
informação neutra. A pregação, o estudo
é espada do espírito. A oração não é um
monólogo terapêutico,
é dependência do poder de Deus. A ceia
não é uma lembrança vazia, é comunhão
com Cristo pela fé. A igreja não é
plateia, é o corpo no qual membros
carregam, corrigem e fortalecem uns aos
outros.
O espírito costuma vencer por meios que
o orgulho considera simples.
Uma promessa lembrada, um pecado
confessado, um irmão chamado antes da
queda, uma porta fechada, um culto
frequentado
quando a alma preferir isolamento, uma
oração sem eloquência. A batalha não
pode ser perdida, mas deve ser travada.
A escritura não diz ao cristão que faça
acordo com a carne. Diz: "Matem, façam
morrer tudo o que pertence à natureza
terrena". A linguagem é severa, porque o
inimigo é severo. O pecado não quer
pequena área da casa, ele quer o trono.
Toda a concessão é usada como um
corredor para nova invasão. Mortificação
não é odiar o corpo. O corpo é criação
de Deus e será ressuscitado. A carne, no
sentido paulino, é a velha orientação de
autonomia egocêntrica e pecado que ainda
opera em nós. Matala significa recusar
alimento, não proteger fantasias, não
cultivar ressentimentos, não trazer
justificativ e justificações,
racionalizações, não tentar usar o
humanismo secular, a psicologia secular
para explicar pecado, não negociar com
ocasiões, não chamar cobiça de
necessidade, não chamar orgulho de
convicção, não chamar medo de prudência,
não chamar ansiedade de prudência quando
é incr Incredulidade significa também
alimentar um novo homem. Ninguém vence
apenas dizendo não. O coração precisa de
um sim maior. Sim, a beleza de Cristo.
Sim, a comunhão do Pai, sim, a alegria
da santidade. Sim, a liberdade de não
precisar possuir tudo.
Sim, ao futuro incorruptível. A carne
morre quando a fé vê que suas promessas
eh são pobres, as promessas da carne. O
pecado oferece instantes e cobra a alma.
Cristo oferece a si mesmo.
A mortificação é sangrenta porque o
pecado está entrelaçado com memórias,
justificativas,
racionalizações e prazeres. Cortá-lo
pode parecer perder parte de si, mas é
casca morta. O verdadeiro eu não está
sendo assassinado, está sendo libertado.
Essa libertação exige sabedoria
concreta. Há pecados que precisam de
confusão, eh, de confissão pública. Por
quê? Cresceram
em segredo. Há hábitos que precisam de
mudança de rotina. Há relações que
precisam de limites. Há ocasiões que
devem ser abandonadas sem nostalgia. A
fé não chama imprudência de confiança.
Jesus falou de arrancar o olho e cortar
a mão para mostrar que a guerra demanda
decisões que parecem radicais a quem
ainda considera o pecado um brinquedo.
Melhor entrar na vida mancando do que
marchar inteiro para destruição. Mas
nenhuma técnica substitui o coração.
Podemos remover uma ocasião e conservar
o ídolo. Podemos bloquear uma tela e
continuar cobiçando no escuro. podemos
e eh andar nessa ambiguidade. Por isso,
a mortificação precisa chegar à
adoração.
Que promessa do pecado estou acreditando
no lugar da satisfação em Cristo? Que
bem criado, parte da criação, mesmo
coisas boas, transformei em necessidade
absoluta.
Que bem, que pessoa, que aspecto da
suficiência de Cristo eu deixei de
contemplar.
A espada corta o comportamento, a
verdade alcança a raiz. Paulo explica
por pertencemos ao ressuscitado, para
que venhamos a dar frutos para Deus. A
salvação não termina na fuga da
condenação. O novo casamento produzida.
A união com Cristo gera fruto que a
antiga relação jamais poderia produzir.
O fruto não compra a união, a prova. Uma
árvore não oferece fruto para se tornar
viva. Frutifica porque a seiva já corre
nela. Assim a obediência cristã nasce da
ressurreição, vem de Cristo. Por isso,
em nada ela é meritória, não é?
Do início ao fim. Meu arrependimento,
minha fé, todos os frutos fluíram da
vida de Cristo. Fruto para Deus é vida
devolvida em adoração.
Trabalho realizado não para fabricar
identidade, mas para servir. Dinheiro
usado não como um salvador, mas como um
instrumento. Palavras que não constróem
monumentos ao ego, mas comunicam a graça
soberana de Deus. Sexualidade submetida
à aliança. Poder usado para proteger e
não para elevar o ego. Conhecimento
transformado em humildade e não em
orgulho. Sofrimento atravessado sem
abandonar a fidelidade,
mas sendo fortalecido pela graça. Como
Paulo, tudo posso naquele que me
fortalece quando o espinho não for
tirado. fruto pode parecer pequeno. Uma
resposta mansa, onde antes havia uma
explosão, uma confissão onte onde antes
havia encobrimento, racionalização,
psicologização,
uma generosidade
secreta onde antes havia um cálculo.
Mudou se receber alguma coisa, uma
pureza mantida longe dos olhos humanos,
não porque alguém está vendo uma oração
pelo inimigo. O pai vê o casamento com a
lei produzia fruto para a morte. que
Paulo diz, porque tudo voltava, tanto à
obediência externa como a desobediência,
voltava tudo para o eu, o ego. O
casamento com Cristo produz fruto para
Deus, porque a vida agora recebe dele e
retorna a ele.
A vinha pertence ao ressuscitado e ele
não desperdiça sua seiva. Paulo
pergunta: "Quem o libertará deste corpo
sujeito à morte?" A resposta final não é
fuga [roncando] do corpo, é
ressurreição. O cristianismo não termina
com almas desencarnadas escapando da
matéria. O mesmo corpo que serviu como
campo de batalha,
antes serviu ao pecado, depois como
campo de batalha, será transformado a
semelhança do corpo glorioso de Cristo.
Olhos que cobiçaram verão Deus. Línguas
que feriram.
Línguas que
difamaram, fofocaram,
línguas que feriram, cantarão sem
mentira para sempre.
Mãos que serviram ao ego, servirão sem
cansaço
a Deus. Mentes atravessadas por impulsos
contrários conhecerão integridade sem
fim. Não haverá outra lei nos membros. A
carne não será administrada. A carne
estará ausente. A santificação chegará à
consumação, à glorificação. O verdadeiro
eu agora escondido em Cristo aparecerá
em glória. Não haverá necessidade de
vigiar Heide atrás da porta, nem de
representar
Jackel. A porta terá desaparecido. O
velho homem não será reabilitado,
permanecerá morto para sempre. A nova
criação florescerá então sem oposição.
Por isso, a batalha não pode ser
perdida. Seu fim não depende da
resistência da carne, mas da vida que
foi do ressuscitado Cristo. O corpo de
Cristo saiu do túmulo como garantia de
que todos os que foram unidos a ele
sairão sem nenhum ficar de fora. Ele
disse:
"Eu não perderei nenhuma das ovelhas que
o Pai me deu. Todo aquele que o Pai me
dá virá a mim.
A última vitória não será força de
vontade,
será trombeta. A ressurreição é
indispensável, a santificação, porque
Deus não pretende salvar apenas uma
parte de nós. O corpo não é embalagem
descartável que será descartada.
Ele também foi comprado. Seus membros,
antes apresentados ao pecado, como
instrumentos de injustiça, serão
apresentados integralmente a Deus
perfeitos para sempre. O cristão que
envelhece, adoece e sente fraqueza, não
está caminhando para a dissolução de sua
esperança. Está se aproximando do dia em
que a redenção alcançará nervos, ossos,
memória e sentidos. A mesma voz que
chamou Lázaro chamará pelo nome todos os
que estão em Cristo. Então, não haverá
distância entre querer e fazer. A
vontade será completamente santa. O
corpo responderá sem nenhuma resistência
em completa santidade. O amor não
encontrará fadiga. A obediência não
carregará mistura.
O que agora é combate vai se tornar
espontaneidade glorificada. A guerra
começou dentro da consciência. Terminará
quando a morte for engolida. A guerra
começou dentro da consciência. Terminará
quando a morte for engolida. E um homem
que gemeu miserável será apresentado sem
mancha. com grande alegria diante da
glória. Então, nós podemos dar os
últimos passos no corredor que entramos,
mas ainda vamos voltar eh a Romanos 7. O
corredor está silencioso outra vez.
A porta do laboratório permanece aberta.
Os frascos estão quebrados. A poção
escorreu pelo chão. Dr. Jackel tentou
separar as duas partes e supostamente
libertar melhor. Não conseguiu. Porque o
homem não precisava de separação
química, precisava de nova criação. Não
precisava encontrar dentro de si um eu
puro escondido, porque não existia.
Precisava morrer e ressuscitar em outro.
O mano nos conduz além da história
sombria.
Mostrou que há de fato uma guerra dentro
do peito. Mostrou que o mal é mais
profundo do que a reputação permite
perceber.
Mostrou que a lei ao chegar em casa,
abre portas que preferíamos manter
fechadas. Não cobisse. A frase revelou o
poço profundo, sem fundo, todo desejo
que dizia: "Preciso disso para viver".
todo o desejo que dizia, preciso de algo
criado para viver, para ser feliz, para
ser pleno. Quer coisas proibidas, quer
coisas lícitas, quer coisas, quer
pessoas. Toda a moralidade usada como
uma escada para Deus, ou seja, o
legalismo, toda lei, não só que o homem
inventa, mas a lei de Deus que o homem
envia como algo que ele poderia
usar para ganhar créditos com Deus. Toda
a rebelião usada,
por outro lado, como uma declaração de
autonomia. Toda raiva nascida de um
ídolo quando ele era bloqueado. Toda
ansiedade alimentada quando algo que nós
colocamos no lugar de Deus é ameaçado.
Toda comparação que precisava diminuir o
próximo.
Heide não era apenas o homem de atos
escandalosos,
também estava no fariseu.
Então, a lei pronunciou morte.
Esse foi o momento em que a esperança
começou. Enquanto Paulo se imaginava
vivo,
pensava que estava vivo, não procurava
um libertador. Enquanto sua justiça
aparecia suficiente, Cristo era inimigo.
Enquanto conseguia manter a guerra
subterrânea, julgava-se o senhor da
casa. Mas o mandamento veio, ou seja, o
Espírito Santo abriu o coração como de
Lídia, trouxe um chamado eficaz a um
homem como Paulo, que não estava
buscando nada a não ser. seu próprio
ego, em sua obediência, em sua
espiritualidade, em sua leitura bíblica,
em sua oração, em seus atos de justiça.
O pecado reviveu, Paulo morreu e o filho
apareceu não como conselheiro para
ajudar o Dr. Jackel a controlar a parte
ruim,
não como exemplo de uma humanidade que
tinha que se disciplinar pelo livre
arbítrio, não como professor de técnicas
morais, como substituto. O corpo de
Cristo recebeu a sentença.
A boca dele bebeu o cálice da ira
infinita. Aquele que não conheceu pecado
foi feito pecado por nós. O santo ocupou
o lugar do culpado. A lei recebeu
obediência perfeita. A maldição
encontrou a vítima e a vítima bebeu toda
maldição. A justiça foi satisfeita. No
corpo dele morremos para a lei como
caminho de salvação. Nunca mais estamos
debaixo da lei. O casamento terminou,
então o túmulo abriu e ressuscitamos com
Cristo e passamos a pertencer ao outro.
Essa é a frase que muda o corredor
inteiro. Pertencer ao ressuscitado. Não
estamos sozinhos tentando administrar
identidades rivais. Dr. Jackel,
Mr. Heide, não pertencemos à versão mais
respeitável de nós mesmos. Nossa versão
mais respeitável era tão condenada
quanto a nossa versão mais eh menos
respeitável.
Não pertencemos ao desejo mais forte,
não pertencemos à última queda, não
pertencemos à acusação, pertencemos a
Cristo. Por isso, a Segunda Guerra é
diferente. O pecado permanece, mas já
não é o verdadeiro eu. A carne deseja,
mas o espírito deseja contra ela. Ou
seja, a carne cobiça, mas o espírito
cobiça contra ela. O antigo hábito
chama, mas o coração não consegue mais
chamá-lo de lar. A lei ordena, mas agora
encontra um ser interior que se deleita.
na beleza de Deus. O crente pode cair,
cai, mas cai dentro de uma aliança que
não depende de sua perfeição.
Se levanta não porque o pecado foi
pequeno, mas porque o sangue foi
suficiente. A batalha continua real há
dias de derrota vergonhosa. Há
temporadas em que o inimigo parece
ocupar ruas inteiras.
Há orações que saem como gemidos. Há
momentos em que o cristão olha para si,
encontra razão para dizer apenas
miserável homem que sou.
Não silencie essa frase.
Essa é a nossa frase. Ela pertence à
santidade. Mas não pare nela. Ao lado do
gemido existe gratidão. Graças a Deus
por Jesus Cristo, nosso Senhor. Essa é a
música da guerra cristã.
Não triunfalismo vazio baseado no eu, no
ego, na minha capacidade, no meu livre
arbítrio. Não desespero sem evangelho,
gemido e gratidão.
Arrependimento e segurança, combate e
promessa.
Dois passos eh eh ainda podem ser
ouvidos no corredor. Um é o resto do
velho homem. Ele arrasta correntes, está
moribundo, conhece rotas antigas, bate
as portas, sussurra nomes que já não nos
pertencem.
O outro passo é novo. Às vezes parece
fraco, às vezes tropeça, às vezes avança
com lágrimas, mas carrega dentro de si a
vida da eternidade do século futuro
mortal. Esse passo seguirá porque o
espírito não abandona a casa que tomou
para habitação. Porque o filho não perde
aqueles que comprou com seu sangue.
Porque o pai não esquece os filhos que
adotou na aliança eterna. Porque a
ressurreição não foi apenas um
acontecimento na história de Jesus, mas
o início do destino de todo o seu corpo.
Porque eu vivo, vocês viverão. Um dia
ouviremos apenas um passo. A trombeta
soará. O corpo sujeito à morte será
transformado. A carne desaparecerá.
A lei estará escrita sem resistência. O
deleite será inteiro. O fruto não terá
praga. O laboratório ficará vazio para
sempre. Não haverá Dr. Jackel tentando
provar sua bondade e justiça. Não haverá
Mr. Hide exigindo o trono
querendo determinar o bem e o mal.
Haverá o homem novo, livre, inteiro,
santo diante de Cristo. Até esse dia,
lute. Não como quem tenta conquistar um
veredito diante de Deus, como quem já
ouviu o veredicto da cruz.
Não como quem precisa criar uma nova
identidade, como quem recebeu um novo
nome, não como quem teme que o pecado
seja invencível, mas como quem sabe que
ele já está mortalmente ferido. A guerra
permanece, mas o ressuscitado vive. E
porque eu vivo vós vivereis. E porque
ele vive, esta é a batalha que você,
estando nele, não pode perder.
Que Deus nos abençoe. Esse é o
evangelho. Qualquer coisa fora disso é
um falso evangelho.
Amém, queridos. Amém. Santo Deus, eu
[canto] me aproximo sem defesa, sem
razão.
Tu me vês nos detalhes, no segredo do
coração,
nos pequenos [música]
pensamentos, [canto]
nas palavras que eu soltei.
Teu [música] espírito me chama,
confessa.
E eu confessei,
não [música][canto] escondo minha culpa,
não maquio minha dor. [música]
Contra ti [canto] eu pequei
contra o teu santo amor.
Mas que atos minha [canto] raiz,
um querer desalinhado.
Eu preciso [música]
de [canto] limpeza. Eu preciso ser
[canto] lavado.
[música] Cordeiro, minha justiça,
fim do [canto] meu tribunal.
[música] Eu largo a autojustiça, [canto]
me rendo ao teu final.
[canto]
Jesus, [música]
tem misericórdia.
>> [música]
>> Jesus,
vem me purificar. [canto]
[música]
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado a gritar.
[grito]
Minha [música][canto] única defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça.
[música]
Eu descanso no teu amor.
>> Tua misericórdia [música]
[canto] é melhor.
Tua misericórdia [música]
[canto]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me prostro. [música]
Tu és luz e eu sou [canto] pó.
Quando eu tento ser meu dono, [música]
eu no terco em mim só.
Autonomia é [canto] mentira, [música]
autossuficiência
também. [música]
Tu és fonte, tu és vida.
Sem ti nada me sustém.
Eu
não venho [música][canto] com currículo,
venho com mãos sem ter. Não confio no
meu choro, nem o meu vou [música][canto]
vencer. Eu confio na firmeza do teu
pacto,
>> [canto]
>> ó Senhor.
Tua aliança [música]
é selada no cordeiro
redentor.
[música]
Restaura [canto] minha alegria,
tua [música] salvação em mim.
Sustenta-me com espírito
pronto até o fim. [música]
Jesus
tem misericórdia. [música][canto]
Jesus
vem [música] me purificar.
Teu [canto] sangue fula mais alto
[música] que o meu pecado a gritar.
A minha única defesa [música][canto]
é a cruz é o teu favor. Eu adoro a
[canto][música] tua graça.
Eu [música][canto] descanso no teu amor.
Inclina [música]
o [canto] meu coração,
ensina-me a obedecer.
Dá-me um espírito [música][canto]
pronto, mais doce do meu querer.
Guarda-me na tentação, [música][canto]
na rotina e na aflição.
tua graça. [canto][música]

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