Por Que Faço o Mal Que Não Quero? – Romanos 7:24–25 | Josemar Bessa
07/08/2026
Por Que Faço o Mal Que Não Quero? – Romanos 7:24–25 | Josemar Bessa
Por Que Faço o Mal Que Não Quero? – é uma exposição profunda de Romanos 7 sobre a guerra contra o pecado, a morte para a lei e a nova vida daqueles que pertencem a Jesus Cristo.
Por que o cristão ainda luta contra o pecado?
Por que fazemos o mal que não queremos fazer?
Se fomos regenerados, por que a carne ainda parece tão viva?
Romanos 7 nos leva para dentro dessa guerra.
Paulo não descreve apenas dois impulsos disputando o mesmo homem. Ele nos mostra algo muito maior: uma morte aconteceu, o senhorio mudou, pertencemos a Outro e uma nova guerra começou.
A partir da imagem perturbadora de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, veremos que o pecado não é simplesmente alguma coisa que veio de fora.
O monstro estava dentro.
A lei não criou o pecado.
Ela abriu a porta.
“Não cobice.”
Esse mandamento atravessa a aparência, a moralidade, a reputação e a religião e chega ao coração. Ele revela que até nossa obediência pode ser usada como tentativa de viver sem depender da graça de Deus.
O religioso pode fugir de Deus obedecendo.
O rebelde pode fugir de Deus desobedecendo.
Um transforma a moralidade em salvação.
O outro transforma a transgressão em liberdade.
Ambos precisam de Cristo.
E é exatamente nesse ponto que Romanos 7 deixa de ser apenas diagnóstico e se torna Evangelho.
“Vocês também morreram para a lei por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos.”
O cristianismo não é simplesmente tornar Jekyll forte o suficiente para controlar Hyde.
É morte e ressurreição.
É união com Cristo.
É deixar de buscar justificação pela lei.
É pertencer ao Ressuscitado.
E então surge uma segunda batalha.
O pecado continua lutando.
A carne continua gritando.
O cristão ainda cai.
Mas alguma coisa mudou para sempre.
O pecado permanece, mas já não possui o trono.
Existe um novo deleite.
Uma nova lealdade.
Uma nova identidade.
O Espírito agora combate contra a carne.
Por isso Paulo pode gritar:
“Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte?”
E, sem sequer abandonar o campo de batalha, responder:
“Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!”
Esta mensagem é sobre pecado, lei, graça, justificação, regeneração, santificação, união com Cristo, mortificação, perseverança e a esperança final da ressurreição.
É sobre a guerra que nenhum homem caído pode vencer sozinho.
E sobre a batalha que aqueles que pertencem ao Ressuscitado não podem perder.
Porque a última palavra não pertence à carne.
Não pertence à condenação.
Não pertence ao pecado.
Pertence a Cristo.
📖 TEXTO PRINCIPAL
Romanos 7
📖 TEXTOS E TEMAS RELACIONADOS
Romanos 6–8
Gálatas 5
2 Coríntios 5
Colossenses 3
João 15
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Miserável homem que sou, quem me livrará do corpo dessa morte? Romanos 7:24, né? Imagine uma casa na era vitoriana, há alguém andando no corredor, os passos são firmes, respeitáveis, quase solenes. É o Dr. Henry Jackel. A cidade conhece seu nome, sua casa é grande, sua mesa recebe homens distintos. E sua reputação foi construída com disciplina, inteligência e decência. Quando ele entra numa sala, ninguém esconde os objetos de valor. Quando fala, os outros escutam. Quando seu nome é pronunciado, não vem acompanhado de vergonha. Mas há outro passo no corredor, mais leve, mais rápido, mais cruel. Edard H. Ele não apareceu vindo da rua, não invadiu a casa, não arrumbou a porta, saiu de dentro. Jack pensava conhecer a própria escuridão, sabia que havia desejos que não combinavam com a face pública dele. Reconhecia impulsos que a reputação precisava manter trancados. E cansado de ser um campo de batalha, ele imaginou que poderia separar as duas partes. O homem virtuoso seguiria seu caminho sem remorço e o homem perverso teria liberdade sem consciência. Então ele cria uma poção. A poção em um médico em um monstro não criou o hide, apenas abriu a porta. E quando a porta se abriu, Jackon descobriu, o Dr. Jackon, é, que o mal dentro dele era muito mais profundo do que ele havia calculado. Hide não era uma pequena mancha no terno branco, era fome, era domínio, era um eu curvado sobre si mesmo, exigindo que todas as coisas servissem à sua vontade. Então o médico imaginava possuir um monstro e ele descobriu que o monstro o possuía. E por isso que a história continua perturbadora, né? Na história do médico e um monstro. Ela não nos permite colocar Hide em uma espécie diferente. Não podemos observá-lo atrás das grades e dizer: "Ali está o mal, aqui estamos nós." A porta pela qual ele saiu existe no coração humano. talvez permaneça coberta por educação, cerimônia, medo, reputação, conveniência ou religião, mas continua ali. Romanos 7 também nos leva a um corredor. Ouvimos dois passos. Tenho o desejo de fazer o que é bom. O mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Em meu ser interior, deleito-me na lei de Deus. Mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo. Paulo não escreve como um espectador distante. Ele não apresenta um tratado frio sobre a condição humana. Ele abre o peito e nos deixa ouvir a guerra. Mas Romanos 7 não é apenas a história de dois impulsos disputando o mesmo homem. Se fosse somente isso, Stevenson, que escreveu o livro, teria contado tudo. O evangelho não anuncia apenas que existe um jackel e um hide em cada pessoa. Anuncia uma morte, uma mudança de senhoria, um novo casamento, uma invasão do espírito, uma identidade que não existia antes. Há duas guerras em Romanos 7. A primeira acontece antes de Cristo. É a guerra que não podemos vencer. A consciência conhece alguma coisa da lei. O coração deseja autonomia. O homem respeitável tenta dominar o perverso. O perverso odeia o respeitável. Um constrói a própria salvação pela moralidade. O outro tenta encontrá-la na transgressão. Ambos permanecem centrados em si mesmos. Ambos usam caminhos opostos para fugir da graça de Deus. A segunda guerra começa depois da regeneração. E é a guerra que nós não podemos perder. Não porque o pecado tenha desaparecido, não porque o cristão tenha saído do campo de batalha, não porque toda queda tenha se tornado impossível, mas porque algo decisivo aconteceu. O homem morreu para a lei como caminho de justificação para sempre. Foi unido ao corpo crucificado de Cristo. Pertence agora àele que ressuscitou. recebeu o espírito, ganhou uma nova mente, um novo deleite, uma nova lealdade. O pecado ainda luta, mas já não ocupa o trono com direito incontestado. A carne ainda grita, mas agora existe outra voz dentro de casa. O velho senhor ainda bate nas paredes, mas a escritura da propriedade mudou de mãos. Por isso Paulo pode dizer duas coisas que parecem incompatíveis e são ambas verdadeiras. Miserável homem que eu sou e graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. A miséria não é a a última palavra, né? A gratidão não é a negação da guerra. O cristão não é alguém que saiu do conflito, é alguém cujo conflito foi atravessado pela ressurreição de Cristo. E a gente aqui entra nessa nessa casa, nesse vídeo, e desce até o laboratório, abre o armário da reputação, coloca o 10o mandamento diante do coração, mostra a cubiça escondida debaixo da moralidade, segue a sentença de morte. Então, a gente assiste ao antigo casamento terminar no corpo de Cristo e ver o pecador se levantar pertencendo a outro. Ao final ainda ouviremos dois passos no corredor, mas saberemos qual deles caminha em direção ao túmulo e qual deles seguirá vivo para todo o sempre. Então, em primeiro lugar, pense eh nesse laboratório, né, na porta desse laboratório. Antes de haver liberdade, a luz precisa mostrar quem realmente está dentro da casa. E há algo que Romanos 7 não nos deixa esconder. Romanos 7 não é um capítulo confortável. Ele não nos permite permanecer na superfície. Não aceita respostas apressadas, não se contenta com o homem que olha para seus atos mais visíveis, compara-se com alguém pior e conclui que está razoavelmente bem. Paulo coloca a lei diante de nós, depois acende a luz. O primeiro choque está nos versículos iniciais. Morrer para a lei por meio do corpo de Cristo. Pertencer ao ressuscitado e servir na nova maneira. do espírito. Não se trata de uma observação lateral, é o coração da vida cristã. Sem isso, podemos possuir vocabulário religioso e ainda não compreender nada o evangelho. Muitos imaginam que o cristianismo é apenas uma versão mais intensa do esforço moral. Antes a pessoa obedecia pouco, agora deve obedecer mais. Antes tinha objetivos seculares, agora recebe objetivos espirituais, religiosos. Antes tentava provar seu valor diante da sociedade, agora tenta provar o seu valor ou prová-lo diante de Deus. O cenário muda, mas você vê que a escravidão permanece. A pessoa ainda está casada com o seu desempenho. Sua segurança continua ligada ao que consegue apresentar. Deus aparece como o grande avaliador. A lei aparece como a tabela de pontuação. A consciência se transforma em fiscal e cada falha ameaça destruir a identidade inteira. Paulo anuncia outra coisa, não aperfeiçoamento da antiga relação, morte. Vocês morreram para lei por meio do corpo de Cristo. O verbo não permite maquiagem. Uma morte aconteceu entre o pecador e a lei como aliança de vida. A lei continua santa, continua justa, continua boa, continua revelando a vontade de Deus, mas deixou de ser o marido ao qual o coração está preso para obter nome, identidade e justificação, justiça e futuro. Agora, o crente pertence a outro, não a um princípio, não a uma técnica, não a uma performance, não há uma nova versão de si mesmo, ao ressuscitado. Romanos 7 não pode ser compreendido enquanto Cristo for apenas exemplo. O capítulo exige união, exige que a morte dele seja a nossa morte judicial, exige que sua ressurreição se torne a fonte de nossa nova vida. Exige que a mudança não seja apenas de comportamento, mas de pertencimento. É por isso que o capítulo nos deixa inquiet. Ele destrói tanto a confiança do religioso quanto a falsa paz do irreligioso. Mostra que a transgressão explícita não é o único modo de fugir de Deus. Também podemos usar a obediência espiritual para não depender dele. Podemos transformar a lei em escada, a moralidade em moeda e a disciplina em argumento contra a necessidade da cruz, da graça soberana. Então Paulo faz a lei falar. E a lei não diz apenas você falhou em alguns pontos. Ela diz: "Você está morto". Mas o capítulo não termina no cadáver. Ao fundo, alguém está saindo eh do túmulo. Então, Dr. Jacob, como nós estávamos dizendo, não era conhecido como criminoso. Essa é a força da história da do livro famoso médico e monstro. Se fosse apenas um homem brutal, escondendo brutalidade, nada haveria de surpreendente. Mas Jackel era respeitado, culto, generoso, capaz de gestos nobres, possuía a consciência, sentia vergonha, conhecia a diferença entre certo e errado e estava dividido. Uma parte dele desejava a honra do bem, outra desejava a liberdade do mal. A parte respeitável não conseguia descansar porque precisava vigiar a parte secreta. A parte secreta não conseguia se entregar completamente porque a consciência permanecia atrás dela como um carcereiro perturbando. Ja chamou a si mesmo de um composto incongruente. A expressão serve para a humanidade caída. Não somos simples no pecado. Há em nós a memória da lei de Deus, a consciência, a admiração por justiça, fidelidade, coragem e bondade. Mesmo pessoas que rejeitam o criador ainda exigem verdade dos outros, condenam traição, protestam contra injustiça, esperam lealdade. A imagem foi totalmente danificada, mas não apagada. Ao mesmo tempo, há outro poder, outra força. Queremos ser o centro. Queremos definir o bem e o mal. Queremos receber sem agradecer, governar, sem prestar contas a ninguém. Somos o capitão da nossa alma, o mestre do nosso destino. Queremos possuir sem limite e existir sem dependência. A consciência diz: "Você deve". A cobiça diz: "Eu quero". A consciência acusa, a cobiça negocia, justifica, racionaliza. O homem caído tenta administrar o conflito. Alguns fortalecem o lado respeitável, constróem reputação, disciplina e religião. celebram o lado rebelde, chamam-lhe eh eh o chamam de autenticidade, liberdade e coragem de ser quem você realmente é. Mas os dois lados podem permanecer profundamente autocentrados. O homem moral quer a excelência para ser próprio salvador. O homem imoral quer o prazer para ser seu próprio Deus. Um obedece para não precisar de misericórdia. O outro desobedece para não precisar de autoridade. Ambos fogem de Deus. Ambos fogem de Cristo. Ambos não suportam a graça. Paulo foi um Jackel religioso, circuncidado, hebreu de hebreus, fariseu, zeloso, irrepreensível quanto à justiça exterior da lei. Práticas. Ele não estava jogado numa sarjeta quando a luz o derrubou. Estava andando com documentos religiosos nas mãos. Sua moralidade não o tornara manso, o tornara perseguidor. Seu zelo não o conduzira a Cristo, o conduzira contra Cristo. A aparência era Jackel. A cobiça de justiça, justiça própria, era hi haide. O problema não era que Paulo possuía moralidade demais, era que usava a moralidade como independência, como identidade, como eh símbolos distintivos, como ele usava bem o seu livre arbítrio, não é? Ele queria estar diante de Deus sem a justiça de outro, mas com sua própria. Queria apresentar seu próprio currículo no tribunal eterno. Então o mandamento chegou e o médico respeitável viu o rosto que vivia debaixo daquela pele. A gente pode dizer que aqui entra a poção e a poção não criou o monstro. A posição do Dr. Jackel não colocou maldade dentro dele, revelou o que já estava ali. Essa distinção é essencial para compreender a lei. Em Romanos 7, Paulo pergunta: "A lei é pecado?" E responde com violência de maneira nenhuma. Ou seja, quando o Dr. Jackel fez a poção que quando ele tomava ia separar o Dr. Jackel bom, respeitável para ser quem? Eh, a sociedade via como alguém assim, separava do Mr. Hide, que seria o mal sem os limites da consciência, o médico e o monstro. Pensando que então cada lado poderia viver plenamente. Hã, ao fazer isso, você vê que a poção não criou o monstro, libertou. Então, eh, essa distinção, como eu falei, é essencial para compreender a lei em Romanos 7. Paulo pergunta: "A lei é pecado e responde como violência?" De maneira nenhuma. A lei não é a origem do mal. O mandamento é santo, justo e bom. Mas o pecado usa o que é bom. A luz não cria a poeira, apenas a torna visível. O exame não produz a doença, apenas revela sua presença. A lei entra no coração e diz: "Não cobisse". De repente, o homem que se julgava razoavelmente obediente percebe que o problema não está apenas nas mãos, está nos desejos. Não apenas no que tomou, mas no que precisa possuir, não apenas no adultério, mas no coração que transforma outra pessoa em objeto de salvação. Não apenas no roubo, mas na incapacidade de descansar em Deus, sem medos e ansiedades. O mandamento vai além do comportamento. Ele desce ao a ao ao porão do coração, né? Paulo conhecia os 10 mandamentos desde a infância. O dia em que o mandamento veio, não foi o dia em que ele ouviu as palavras pela primeira vez. Foi o dia em que as palavras chegaram vivas à consciência. Elas atravessaram a interpretação superficial que lhe tinha dado a lei a vida inteira. Romperam a muralha do desempenho externo. Ele disse: "Segundo a lei, a justiça que é na lei, eu fui irrepreensível. Então elas entraram no centro do desejo. Então ele diz: "O pecado reviveu e eu morri". Ou seja, e Paulo morreu. Não porque antes estivesse espiritualmente vivo, mas porque antes se imaginava vivo. A lei destruiu a fantasia, a compreensão verdadeira da lei e fez cair o cenário. Mostrou que a casa respeitável estava edificada sobre um cadáver. É isso que a graça faz antes de curar. Ela não elogia a nossa maquiagem, a remove, não negocia com a doença, ela dá nome à doença, não nos permite usar pequenos pecados como desculpa para esconder o grande. Ela vai à raiz, a recusa de ter Deus como Deus, a vontade de construir vida, identidade, justiça e felicidade longe da dependência total dele. O pecador prefere acusar o mandamento. Se não houvesse proibição, eu não teria desejado. Mas a proibição não colocou rebelião no coração, apenas tocou o lugar onde a rebelião estava adormecida. Diga a uma criança: "Não toque, o objeto muda de brilho. Diga ao coração caído: Deus é senhor". E ele responde: "Quem me impedirá? Eu sou livre". A lei não criouide. o monstro. A lei abriu a porta do laboratório e o homem viu que aquilo que chamava de pequena fraqueza era um Senhor cruel, uma fome sem limite, sem fundo, uma vontade de ocupar o lugar de Deus. Então, há uma diferença entre conhecer uma sentença e ser atingido por ela. Paulo conhecia não cobice, mas durante muito tempo o mandamento permaneceu do lado de fora. Ele podia recitá-lo, explicá-lo, defendê-lo e aplicá-lo aos outros. A frase fazia parte da mobília religiosa da sua vida. Então, chegou em casa, entrou finalmente, sem pedir licença, subiu as escadas, abriu os quartos, leu as cartas escondidas, abriu a porta dos armários, pesou os motivos e Paulo descobriu que a lei não estava interessada apenas no que os vizinhos podiam ver, no que as pessoas podiam ver. Não cobisse significava não transforme qualquer coisa criada em condição absoluta para sua alegria, deleite e felicidade. Não diga ao dinheiro, sem você não posso descansar. Não diga ao amor humano sem você não tem identidade. Não diga ao sucesso sem você minha vida fracassou. Eu fico sem autoestima. Não diga a moralidade. Por sua causa, Deus me deve aceitação. Por minha obediência, Deus me deve deve ouvir minhas orações. A cobiça é desejo transformado em Senhor. Não é simplesmente querer. Deus criou desejos. É preciso é eh é precisar de algo como somente deveríamos precisar de Deus. é desejar qualquer coisa que sem aquilo Deus sozinho não baste. Isso é cobiça. É colocar uma criatura no centro e ordenar que a realidade inteira se curve para entregá-la. Por isso a cobiça aparece atrás de pecados tão diferentes. A ira explode porque alguém bloqueou o objeto que precisamos possuir. A ansiedade cresce porque algo indispensável parece estar ameaçado. A inveja queima outro recebeu aquilo que deveria provar o nosso valor. A amargura permanece porque a vida recusou-se a obedecer ao roteiro que nós escrevemos. A crueldade nasce quando pessoas deixam de ser próximas e se tornam obstáculos. Até a religião, não é? O cristianismo, o nosso cristianismo, né? nominal pode ser cobiça. Paulo cobiçava uma justiça própria. Precisava ser o homem irrepreensível. Precisava olhar para os fracassados de cima para baixo. Precisava acreditar que havia conquistado uma posição diante de Deus que as pessoas, de maneira geral, jamais poderiam reivindicar. Sua obediência exterior alimentavam uma exigência interior. Eu não serei como os outros. Então, a lei mostrou que o fariseu e o transgressor podiam beber fonte. O fariseu, como Paulo e a prostituta ou o homem devasso, um procurava autonomia pela desobediência, o outro pela obediência. Um dizia: "Não quero tua lei". O outro dizia: "Cumprirei tua lei sem precisar do teu filho, da tua graça". Eu mesmo posso fazer isso com a minha vontade, com o meu livre arbítrio. Ambos queriam ser próprios salvadores. Quando o mandamento chegou em casa, Paulo não encontrou apenas alguns imóveis fora do lugar, encontrou um ídolo no trono e o nome do ídolo era Paulo. Então, a cobiça é um poço que aprende a falar mais. Mais, mais essa é a sua liturgia. Mais dinheiro, mais controle, mais admiração, mais segurança, mais prazer, mais beleza, mais certeza de que ninguém poderá me ferir, mais provas de que a vida está dando certo, mais eh coisas que aumentem minha autoestima. Tudo o que cai dentro do poço desaparece. Uma conquista produz um alívio, mas um alívio eh extremamente breve, logo se transforma em obrigação. O coração que dizia: "Serei feliz quando chegar". Chega imediatamente pergunta: "Qual é o próximo lugar?" A criatura recebida como salvadora torna-se normal, depois insuficiente, depois irritante. Ah, serei feliz quando casar, serei feliz quando o poço continua aberto. Eduard é a imagem da cobiça sem mistura, o monstro. Cada pensamento curvado sobre o próprio eu, o ego, cada pessoa é avaliada segundo sua utilidade. Vai me fazer feliz, vai me fazer me sentir atraente, digno. Cada limite experimentado é experimentado como insulto. Cada desejo convertido em direito, como se eu tivesse que ter aquilo. Ou então a vida está despencando. Hide não vive apenas no criminoso visível. Ele pode usar gravata, pode pregar sermões, pode construir uma reputação de disciplina, pode falar sobre princípios. O poço não se importa com a roupa, só quer ser alimentado. Paulo percebeu que sua moralidade também era comida lançada ali. Cada conquista religiosa dizia: "Você é diferente, você é superior, você é mais espiritual, você consegue obedecer, você pode se aproximar de Deus sem juntar-se à fila dos mendigos". Então Cristo apareceu no caminho. Saulo, Saulo, por que você me persegue? A pergunta revelou que sua religião era uma guerra contra Deus, uma guerra contra o filho de Deus. A sua justiça própria era uma guerra contra a justiça soberanamente dada pelo pai e no filho. O homem que imaginava defender estava atacando Deus. O zelo que parecia flor de santidade brotava da raiz da autossalvação, do mesmo lugar que brotam todos os pecados mais terríveis que ele poderia achar que o colocavam em polo oposto com uma prostituta. A cubiça é isso, querer qualquer coisa mais do que Deus. Inclusive querer ser bom mais do que querer a graça de Deus. Quando o coração exige uma justiça que possa chamar de sua, qualquer que seja, ele rejeita a justiça de Cristo. Quando precisa ocupar a posição de digno, despreza a mesa onde todos chegam pela misericórdia soberana de Deus. Quando transforma obediência em moeda, tenta comprar aquilo que só pode ser recebi-lo, recebido pelo sangue derramado. A lei fecha o poço, não. Ela mede a profundidade do poço. O mandamento desce e não ouve o som da pedra chegando ao fundo. Então, volta com o diagnóstico. Em sua carne não habita bem algum. Nesse momento, toda esperança de salvação interior precisa morrer. Porque enquanto o homem imaginar que há um salvador escondido dentro de si, no seu coração, algo bom, algo que pode ser o princípio eh eh da sua salvação, então não clamará pelo Salvador que veio de fora com uma justiça alienígena, né, vinda de outro lugar. A consciência acusa, a cobiça exige e o homem tenta se salvar com as mesmas mãos que o mantém eh preso. Então, a moralidade que alimenta o orgulho é um dos ingredientes aqui. moralidade é boa, a justiça é boa, a verdade é boa, a a a fidelidade é boa, a lei que ordena essas coisas é santa, mas o pecado é capaz de usar coisas boas como combustível para o pecado no coração de todo homem nascido em Adão. Paulo não se tornou perseguidor, apesar de seu zelo religioso, tornou-se perseguidor por meio de um zelo que o pecado havia sequestrado. Sua disciplina construir uma identidade. Sua identava identidade precisava de comparação. A comparação exigia pessoas inferiores para que ele não se sentisse inferior. E os seguidores de Jesus ameaçavam todo o sistema ao anunciar que pecadores eram aceitos pela graça soberana. A cruz nivela todo mundo ao nível do chão. Não há quem faça o bem. Paulo odiava o nivelamento. Se o pior pecador podia ser justificado perfeitamente apenas pelo sangue, o currículo do fariseu deixava de ser uma escada para Deus. Se a justiça vinha de outro, sua performance não possuía valor salvador. Se Abraão, Davi e o publicano dependiam da mesma misericórdia, o orgulho religioso perdia o palco. Por isso, a moralidade pode agravar a guerra quase sempre. Quanto mais o homem se sente moral, mais ele odeia a graça soberana, porque ele acha que ele mesmo pode fazer coisas pela sua salvação. Então, a consciência toma a lei e tenta salvar o homem por ela. O homem obedece, mas não ama. Cumpre, obedece exteriormente, né, mas não ama. Cumpre exteriormente, mas calcula. Serve, mas registra o que fez. Cada ato entra num livro invisível de créditos. Cada ato entra logo no seu currículo. Quando sofre, apresenta contra Deus. Depois de tudo que eu fiz, não merecia isso. Porque tu deixaste isso acontecer? Quando vê outro cair, usa a queda como um degrau. Eu jamais faria aquilo. A lei torna-se instrumento de orgulho. Do outro lado, a carne odeia os limites. Quanto mais ouve não, mais deseja provar autonomia. Então, a mesma lei que o homem respeitável usa para se exaltar é usada pelo rebelde como parede a ser pichada. Nenhum dos dois ama a lei como expressão da beleza da santidade de Deus. Um a usa, o outro a desafia. E o evangelho revela que ambos precisam morrer. Não apenas o libertino, também o fariseu. Não apenas o hi, também Dr. Jackel. O problema não é que haja uma parte boa capaz de salvar e uma parte má que precisa ser contida. Antes de Cristo, ambas as estratégias estão debaixo do domínio do eu, do ego, e estão condenados. O mais justo dos homens, entre aspas, o fariseu dos fariseus e o devasso, a prostituta. Não há diferença. Todos pecaram, estão destituídos da glória de Deus. A consciência pode restringir pecados, preservar sociedades e produzir comportamentos admiráveis, mas não pode criar amor por Deus, deleite em Deus. Não pode dar um novo coração. Não pode transformar obediência em adoração, em adoração em espírito e em verdade. A educação moral pode ensinar o prisioneiro a organizar sua cela. Não pode abrir a porta. Jamais abre a porta. Agostinho. Agostinho contou que quando o menino ele roubou peras, ele quando começa a a analisar, né, depois de adulto, por que que ele roubava ou roubou as peras quando era adolescente? Ele disse: "Eu não estava faminto, eu não precisava delas. Nem sequer eu gostava de pera, nem sequer eu pretendia saboreá-las. Depois do roubo, eu peguei as periras que eu roubei lá no pomar do do vizinho e joguei pros porcos. O prazer estava na transgressão, em quebrar a proibição que havia de não poder entrar ali e naquele pomar e pegar as periras. A árvore só se tornou atraente porque havia uma fronteira. A frase não faça, ele diz, despertou a antiga pretensão. Ninguém determinará meu caminho. O fruto não era o centro, a pera. O centro era o direito imaginário de ser lei para si mesmo, de definir o bem e o mal para si mesmo. Romanos 7 descreve exatamente esse movimento. O pecado aproveita a ocasião oferecida pelo mandamento. Não porque o mandamento seja mal, mas porque o coração caído reage à autoridade como um reino rival. A placa diz: "Não ultrapasse, não pegue frutas, não pegue as periras". A carne pergunta: "Quem colocou a placa?" Deus diz: "Você é criatura". A carne responde: "Quero ser como Deus". Foi assim com Agostim? Foi assim no Éden. O primeiro pecado já carregava essa estrutura. A árvore não era necessária para a felicidade de Adão. Ele já era feliz. Ele tinha um jardim inteiro. O jardim estava cheio. A comunhão estava aberta. O criador havia dado abundância. Mas uma única reserva soberana bastou para que a serpente transformasse gratidão em suspeita e ingratidão. Deus está retendo algo. A cobiça sempre começa acusando a bondade divina. Se eu não possuo isso, Deus não é suficiente. Se eu não tiver essa pessoa, eu vou ser infeliz. Se eu não conseguir aquilo, eu você não tiver aquilo para me dar uma identidade, Deus não pode me dar uma identidade. Se eu não tiver esse tipo de coisa, a minha autoestima vai vai pro chão, porque Deus não pode eh me dar uma imagem adequada. Se ele me proíbe, está contra a minha alegria. Eu só quero ser feliz, porque a minha felicidade seria um problema para Deus. Se preciso esperar, então eu acho que não sou amado. Porque se eu fosse amado, eu não ia precisar esperar. aquilo que eu quero seria feito. Se outra pessoa recebeu, eu sinto como se fui roubado. Por que ele recebeu e não eu. Então, tomamos o fruto. Às vezes é prazer proibido, às vezes é poder, às vezes é controle, às vezes é reputação de obediente, de espiritual, mas o gesto profundo é o mesmo. usar a criatura ou qualquer coisa na criação para declarar independência do criador. A lei entra para mostrar isso, não para estimular uma curiosidade superficial, mas para revelar que há no coração uma hostilidade contra o governo de Deus. Que doutrina é mais odiada na igreja? Não, no na igreja, é a soberania de Deus. É a graça soberana de Deus. Porque fere exatamente isso. Quando o homem percebe que deseja o fruto, principalmente porque Deus disse não, começa a ver que o pecado não é uma coleção de acidentes, é uma revolta. e revoltas não são curadas com conselhos de produtividade, precisam de morte e de ressurreição. Então, o homem bom, que se achava bom perseguia Cristo. Saulo não acordava pensando hoje lutarei contra Deus. Ele pensava que estava defendendo Deus, carregava autoridade, conhecia as escrituras, possuía argumentos, via a nova seita como uma ameaça à santidade, a tradição e a identidade do povo. Quando guardava as roupas dos que apedrejavam Estevão, provavelmente acreditava estar do lado correto da história sagrada. Então, a glória o derrubou. Por que você me persegue? Cristo não perguntou apenas porque Saulo perseguia cristãos. Disse a mim. O zelo religioso havia colocado o fariseu santo em guerra direta com o Messias que as escrituras anunciavam. Isso é aterrorizante. Nós podemos usar a Bíblia contra o Deus da Bíblia. Podemos defender doutrina sem amar Cristo. Podemos ser rigorosos para evitar a humilhação da graça, da graça soberana. Saulo precisava descobrir que sua obediência era uma forma refinada de cobiça e pecado. Ele queria a posição de justo, queria a segurança de um saldo próprio. Ele achava que dava algo a Deus para receber. vai ser o mesmo que um dia vai dizer: "Quem primeiro deu a ele para depois receber?" Ele queria olhar para a própria vida e encontrar uma razão na vida, nos atos, nas escolhas, uma razão suficiente para que Deus o recebesse e não recebesse outros. A cruz dizia não. A cruz afirmava que sua melhor justiça não podia remover uma única culpa, um único pecado, que dirá a própria inimizade do coração. dizia que o sangue de animais não aperfeiçoava a consciência, que o filho precisou ser entregue, tomar o cálice da ira infinita para aqueles que o pai deu a ele, que a salvação era tão impossível ao fariseu quanto ao ladrão crucificado, tão impossível ao fariseu quanto à prostituta, quanto ao devaço. Por isso Saulo perseguia Cristo. O Cristo crucificado é sempre um escândalo. O Cristo crucificado era a morte de sua autointerpretação. Enquanto permanecesse irrepreensível em si mesmo, não poderia receber uma justiça que vem totalmente de fora. Enquanto a lei fosse seu cônjuge, Cristo seria um intruso. Enquanto sua identidade dependesse do desempenho, a graça ia aparecer um insulto. A luz no caminho de Damasco não apenas mudou sua opinião sobre Jesus, matou um homem. O Saulo que podia se apresentar diante de Deus desapareceu, morreu. O apóstolo que surgiu depois viveria repetindo: "Pela graça de Deus sou o que sou." Aquele encontro com um Cristo que ele nunca buscou. Aquele encontro mostrou que a batalha impossível não acontece somente em becos escuros, em prostituição sexual, em devastidão. Também acontece dentro de tempos, dentro de vidas ilibadas. Eu morri", disse Paulo. Paulo não está descrevendo um desconforto passageiro. A lei não lhe deu apenas uma baixa autoestima, pronunciou uma sentença. Durante anos, ele imaginara estar vivo, possuia religião, disciplina, obediência e reputação, obediência externa. A vida parecia organizada porque o padrão for eh eh fora reduzido ao que ele conseguia controlar, não matar. não adulterar, não roubar, manter as cerimônias, defender as tradições, orar, ler as escrituras, dominar as escrituras. Então, não cobice, atravessou isso tudo. O mandamento revelou que o problema não era apenas aquilo que Paulo fazia, era aquilo que ele amava. Seu coração não descansava em Deus, seu zelo não brotava de uma gratidão a Deus. Sua justiça não conduzia à humildade. Ele obedecia para existir sem misericórdia, sem misericórdia soberana. A lei mostrou culpa e mostrou que toda a sua obediência também era pecado. Também fluia no mesmo lugar do seu orgulho, do mesmo lugar que foi toda rebeldia. mostrou escravidão, mostrou incapacidade, eh mostrou a realidade mais profunda. Paulo morreu legalmente, viu-se condenado diante do tribunal santo tanto quanto todos os outros homens. Por isso que agora ele podia olhar para o devaço, para a prostituta, para o ladrão e dizer: "Porque não há diferença." Morreu moralmente. Percebeu que os atos brilhantes dele estavam atravessados por orgulho, que tudo que ele fazia, que toda a sua obediência, que cada oração, que cada tudo fluía do seu orgulho. Morreu espiritualmente, descobriu que não possuía em si a vida que imaginava. Essa morte é necessária. O evangelho não pode ser boa notícia para quem ainda considera desnecessária a cruz ou acha que pode somar um único mérito à cruz de Cristo. Sua obediência, sua aceitação, seu livre arbítrio. Enquanto a doença parece leve, o remédio parecerá excessivo. Enquanto o homem pensar que precisa apenas de orientação, Cristo vai parecer um professor para indicar o caminho, enquanto ele mesmo, com a sua vontade, que o orgulho controla, faz as suas escolhas, enquanto imaginar que necessita de inspiração, Cristo vai parecer só um exemplo. Mas quando a lei pronuncia a morte, o pecador começa a perguntar por um substituto. Não quem me ensinará, mas quem me livrará do corpo dessa morte? A mudança da pergunta é o começo da esperança. Ou seja, não há nenhum salvador dentro da cela em que o homem está. A guerra interior, não é? Eh, é sequer existe de verdade. Tanto os atos de justiça são trapos imundos, quanto todas as outras coisas. A guerra anterior a Cristo é uma guerra impossível de vencer, porque na verdade ela não existe. Dentro do homem caído, um poder capaz de produzir nova vida não existe. ou orgulho produz desobediência ou obediência externa que faz eu achar que tenho alguma justiça, que eu posso apresentar a Deus ela e isso me faz mais aceitável que os outros. [roncando] A consciência, há medo, a disciplina, a vergonha, há muitas vezes resoluções, mas nenhum desses elementos é o Espírito Santo ou a graça de Deus fluindo da cruz. A consciência pode acusar, mas não pode justificar. O medo pode conter muitas coisas, não é, que o homem deixa de fazer, mas não pode reconciliar, não pode criar afetos, desejos, deleites. A disciplina pode organizar, mas não pode regenerar. A vergonha pode esconder, mas não pode lavar um único pecado. A resolução pode prometer, mas não pode ressuscitar o morto. Dr. Jackel tentou separar as duas partes. Pensou que ele poderia separar o que era mau nele do que era bom, achando que havia algo bom, perdeu o controle. O religioso tenta fortalecer a parte respeitável e torna-se orgulhoso ou desesperado. O irreligioso tenta silenciar a consciência, torna-se escravo dos desejos que chamou de liberdade. Nenhum encontra qualquer saída. Isso não significa que todas as pessoas sejam igualmente perversas em seus atos. A graça comum restringe isso. A lei civil limita, a consciência acusa afetos naturais preservam famílias, hábitos e consequências impedem que toda semente de mal amadureça. Mas ninguém pode, por esses recursos, trocar de reino, irério das trevas para o reino do filho do seu amor. O prisioneiro pode pintar a cela, embelezar a cela, não pode anular a sentença de prisão perpétua. Pode mudar de canto, não pode remover as grades. Pode prometer ao juízo uma versão melhor de si. Não pode pagar a dívida que já contraiu. Nenhuma obediência futura pode apagar um pecado passado. O evangelho começa onde a autossalvação determina completamente. Não há salvador dentro da cela, dentro de nós. Não há nada salvífico dentro do coração, afeto, vontade. Por isso o filho entrou nela. Então, a libertação não acontece quando a lei morre, mas quando nós morremos em Cristo e passamos a pertencer ao ressuscitado. Entende? A libertação não acontece quando a lei morre, mas quando nós morremos e morremos em Cristo e passamos a pertencer a ele. Paulo começa romanos 7 com casamento. Uma mulher está ligada ao marido enquanto ele vive. A lei matrimonial mantém a aliança. Se ela pertence a outro homem antes da morte, há adultério. Mas quando a morte chega, o vínculo é rompido. A mesma mulher pode unir-se a outro sem violar a aliança anterior. Essa é a ilustração. A ilustração parece simples. A aplicação explode. Sim, meus irmãos, vocês também morreram para a lei por meio do corpo de Cristo para pertencerem a outro marido. A lei não morreu, nós morremos. A lei permanece santa. O mandamento continua expressando a justiça e a santidade do caráter de Deus. O problema nunca esteve nela. O problema estava no casamento impossível entre a lei e o pecador, que buscava a vida por meio da lei, buscava justiça, identidade, senso de valor. Sob essa relação, cada mandamento vinha como cobrança infinita e condenava tanto o que parecia desobediência, quanto o que era parecia obediência, mas ainda era desobediência. Justiça que era um trapo imundo. A lei faça e viva, desobedeça e morra. Um pecado é a morte. Quando Adão pecou, ele não precisou pecar o resto da vida. Ele já estava condenado. Todos os outros pecados só aumentam, mas nada que se faça pode espiar o único pecado que já foi cometido. O coração caído transformava a lei em centro de existência, como se pudesse haver aceitação baseado nela. Mas a lei só condena. A lei não é um plano de salvação. Pelo contrário, a lei dá o veredicto. Todos pecaram. Mesmo quando falava de Deus, vivia olhando para o próprio desempenho. Um homem como Paulo e e todo homem. A lei era o verdadeiro cônjuge, porque toda a vida girava em torno dela. Medo de falhar, orgulho de obedecer, comparação se estava melhor que os outros, acusação, tentativa de compensação, achando que uma obediência, uma oração compensava Deus por outros pecados. E Deus parecia patrão. A lei parecia o contrato. A vida parecia estágios probatórios. Não havia repouso. O pecador obedecia para ser aceito. E por obedecer para ser aceito, nunca obedecia em amor. E então sempre estava desobedecendo a lei. Porque o resumo da lei é amar Deus sobre todas as coisas. Então o casamento produzia fruto para a morte. E a lei só pode, esse casamento entre a lei e o homem só pode produzir fruto para morte. Não há nada de vida no homem natural. Não porque a lei fosse estéril, mas porque a carne não podia gerar vida com ela. O mandamento encontrava um coração autojusto, um coração hostil, um coração orgulhoso. A proibição despertava a revolta. A exigência de perfeição transformava cada falha em condenação. A busca de mérito alimentava o orgulho. A relação não podia ser reformada. Ela precisava terminar, mas a lei não seria anulada para que o pecador escapasse para uma brecha. A justiça não seria diminuída. O tribunal não fingiria que a culpa nunca existiu. A morte teria de acontecer e aconteceu no corpo de Cristo. Por meio do corpo de Cristo. A expressão impede que a morte para a lei se torne uma abstração. Não morremos para a lei por uma mudança de opinião, por uma escolha que fizemos. Não escapamos da condenação mediante novo estado emocional. Não fomos libertos porque Deus decidiu tratar o pecado como um detalhe, já que pelo menos a gente tentou ou escolhemos alguma coisa boa. Houve um corpo, um corpo concebido pelo espírito, um corpo obediente, um corpo que tocou leprosos, carregou cansaço, sentiu fome e caminhou em direção a Jerusalém. Um corpo pregado, a lei exigia justiça. Cristo a cumpriu perfeitamente. A lei pronunciava maldição sobre o transgressor. Cristo tornou-se maldição por nós. A lei apontava a culpa. Cristo carregou a culpa imputada. No calvário. O antigo marido não foi persuadido a baixar o padrão para que eh as coisas pudessem funcionar. Aliança de obras, recebeu tudo o que exigia do fiador. A obediência de Cristo não foi simbólica, foi perfeita. Sua morte não foi um teatro. A espada da justiça não atingiu o arco. O cálice da ira infinita não era uma abstração. Atingiu o filho. Ele não se tornou pecador em sua pessoa. Permaneceu santo, inocente, sem mancha. Mas foi feito pecado judicialmente. Nossa culpa foi colocada sobre ele. A condenação que pertencia ao seu povo foi executada nele. Ele bebeu o inferno eterno de cada eleito. O cálice da ira que o homem nunca conseguiria beber todo por ser infinita a sua culpa. Seria para sempre. Ele como homem e Deus poôde beber toda a ira infinita. Portanto, nenhum homem experimentará um inferno assim, ou seja, nenhum homem experimentará a ira infinita de Deus, porque ele nunca consegue esgotá-la. Já Jesus experimentou o inferno total de cada eleito. Portanto, nenhum homem, mesmo no inferno, nenhum anjo experimentará toda a ira de Deus. Mas Cristo experimentou e não só sobre um homem, mas sobre todos os eleitos. Quanta ira ele experimentou. Por isso Paulo não diz apenas que Cristo morreu diante de nós, morremos nele. A união confiador significa que sua morte conta como nossa morte. O velho vínculo com a lei não possui mais reivindicação condenatória sobre alguém cuja sentença já foi cumprida no corpo do representante. Ou seja, se o homem é condenado à morte, ele morre. A lei não tem mais nenhuma exigência sobre ele. Ela aplicou a pena máxima. morte aqui, não é? Já no nosso caso, a morte eterna. A lei pergunta: "Onde está a morte?" A cruz responde: "A justiça pergunta: Onde está a obediência?" Cristo responde: "A minha vida perfeita de obediência". O acusador pergunta: "Como este culpado pode sair livre?" O túmulo vazio responde: "A morte para a lei não é desprezo pela lei. É a maior confirmação da sua seriedade e santidade. Foi necessário o corpo do filho de Deus. Dizer que o cristão morreu para a lei não significa que agora ele vive sem mandamento, significa que a lei deixou de ser o caminho de justificação. Ela já pronunciou a sua condenação. Ela não tem o homem em Cristo não está numa relação judicial com Deus. Essa distinção muda tudo. Antes o pecador olhava para a lei e perguntava: "Como posso construir uma justiça que me torne aceitável?" Agora ele olha e pergunta: "Como posso agradar aquele que já me aceitou perfeitamente em Cristo?" Antes a obediência tentava abrir a porta. Agora a obediência acontece dentro da casa. Antes a lei era uma escada, agora é luz para os meus passos. Antes cada falha ameaçava expulsão. Agora, cada correção acontece dentro de uma aliança selada e eterna. uma aliança selada pelo sangue. A lei não é mais instrumento de autossalvação, não limpa a culpa, não substitui o cordeiro, não fornece vida ao morto, não transforma desempenho em mérito diante do tribunal. Toda obediência é mela expressão da do operar da graça, operando amor, desejos, afetos, nunca é a compra de alguma coisa. Ou seja, não produz nenhum mérito. Cristo fez o que a lei enfraquecida pela carne não podia fazer. Paulo diz: "Condenou o pecado na carne, cumpriu a justiça, trouxe o pecador para uma nova relação. Muitos vivem na igreja sem experimentar essa morte. Nunca entenderam o evangelho. Confessam a graça, mas continuam casados com a performance e acham que é o manter dessa performance que dá eles o direito de um dia entrar no céu ou não, se não alcançarem a performance correta. Quando obedecem, se tornam superiores. Quando falham, se tornam desesperados. Quando sofrem, sentem-se traídos. Quando o outro recebe misericórdia, ficam ofendidos. Ainda usam a lei como marido. A morte para a lei é dolorosa porque destrói uma antiga paixão, a necessidade de justificar a própria existência. O homem quer contribuir com algo que lhe permita dizer: "No fim fui aceito porque me distingui. Houve algo em mim melhor do que naqueles que se perderam." O evangelho fecha essa porta. A glória pertence ao cordeiro. Toda a justiça salvadora está fora de nós e em Cristo. E todas as coisas que ela opera em nós, o crer, né, o o querer e o efetuar, são eh o tesouro sem fim, as bênçãos espirituais que Cristo comprou com seu sangue, que agora são aplicadas pelo seu espírito. Toda segurança judicial repousa na obediência dele e não na nossa. Todo perdão flui de seu sangue. Toda esperança entra pelo túmulo vazio. O pecador morre para a lei como salvador. Nunca mais ele olha para a lei como salvadora ou para a sua obediência à lei como algo meritório ou salvador ou que produz alguma justiça. Por isso Paulo disse: "Não quero ter justiça que vem da lei, mas unicamente que vem de Cristo". Isso também esclarece os diferentes ofícios da lei. Ela continua restringindo o mal no mundo, continua revelando o caráter santo de Deus, continua orientando a vida daqueles que foram justificados. O que terminou foi sua função como aliança capaz de conceder justiça ao transgressor ou condená-lo. O espelho continua verdadeiro, mas o espelho não lava o rosto. A lâmpada continua necessária, mas a lâmpada não ressuscita o morto. O mapa continua precioso, mas o mapa não carrega o peregrino. Quando confundimos esses ofícios, caímos em dois abismos. O legalismo tenta fazer do mapa um salvador. Legalismo não é só aquilo que o homem inventa como regras, usos e costumes. Legalismo é acreditar que eu posso ser aceitável pela lei, pela minha obediência, porque eu me distinguir de outros com os meus atos. Ou seja, que eu posso ser de alguma maneira justificado pela lei. Isso é legalismo. O antinomianismo, que é antilei, ao descobrir que o mapa não salva, rasga o mapa. O evangelho faz outra coisa. Nos leva a Cristo para justificação e nos devolve a lei com filhos que desejam conhecer a vontade do Pai. Então, pela primeira vez, você pode amar a lei, porque agora você não está mais debaixo dela judicialmente. A libertação cristã não é independência, é novo pertencimento para pertencerem a outro marido, aquele que ressuscitou dos mortos. Paulo não nos retira de um casamento com a lei para nos deixar sozinhos independentes. Não substitui o julgo da lei pela soberania do ego. Não anuncia que agora pertencemos a nós mesmos, pertencemos a Cristo. Essa é a liberdade do evangelho. O mundo chama liberdade a ausência de Senhor. A escritura chama liberdade a pertencer ao Senhor certo, porque dele, por ele, para ele, todas as coisas foram feitas. O coração humano sempre servirá a alguma coisa, a algum Senhor. Se não se curva a Cristo, se curvará ao prazer, à aprovação, ao medo, à ansiedade, ao dinheiro, à imagem, ao ressentimento ou à própria vontade. A pergunta nunca é se haverá Senhor. A pergunta é qual? Quem será o Senhor? O ressuscitado não é patrão distante, é o noivo que comprou a noiva com seu sangue. Não exige que ela conquiste o direito de permanecer. Ele próprio já pagou o dote impossível, removeu a culpa e a vestiu com sua justiça. Pertencer a ele significa que a identidade agora vem dessa união. A identidade não vem de nada criado. Sua morte é nossa morte. Sua justiça é nossa justiça. Sua vida é a fonte de nossa vida. Seu pai torna-se nosso pai. Seu espírito habita em nós. Seu futuro determina o nosso. A lei dizia: "Faça isso para viver". O ressuscitado diz: "Porque eu vivo, vocês também viverão." A obediência muda de atmosfera. Já não é o trabalho de um empregado tentando evitar a demissão ou receber um salário. É a resposta da noiva que conhece o amor do noivo. Não é compra, é fruto. É fruto do espírito. Não é argumento para ser recebida, é gratidão por ter sido recebida soberanamente. Pertencer a Cristo não torna a guerra menor, torna a vitória certa, porque nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo. A antiga maneira era a do código escrito: Encontrando carne rebelde. A nova é a do espírito escrevendo a lei no coração, criando novos afetos, novos amores, novos ódios. O contraste não despreza a escritura. O mesmo espírito que inspirou a escritura, a palavra, usa essa palavra para formar o povo que o pai deu ao filho. A diferença está no sujeito. Antes o mandamento vinha de fora e encontrava um coração que não podia amá-lo e uma mente que era inimizade contra Deus. Agora o espírito entra e cria novo deleite, novos afetos. A letra dizia: "Ame a Deus". A carne respondia: "Ame a si mesmo". O espírito revela a glória de Cristo e o coração começa a dizer: "Teu amor vale mais do que a vida". A letra dizia: "Não cobisse". E a carne exigia mais. O espírito mostra a suficiência de Cristo e o coração aprende contentamento. A letra dizia: "Perdoe". E a carne mantinha a dívida. Não, essa pessoa te feriu, ela fez isso, fez aquilo. O espírito leva o homem à cruz e o perdoado encontra força para soltar o pescoço do devedor. Servir na nova maneira do espírito não significa perfeição instantânea, significa nova origem. Mas a justiça já é perfeita. A obediência já não nasce apenas de medo, comparação ou necessidade de controle. brota da vida de Cristo em nós. Ainda é fraca, ainda se mistura com imperfeições, ainda precisa de arrependimento, mas é viva e imortal. O código pode informar, o espírito transforma. O código pode ordenar fruto. O espírito une ao tronco e produz fruto. O código pode descrever amor. O espírito derrama o amor de Deus no coração. O amor de Deus foi derramado em nosso coração pelo espírito que nos foi dado. A nova maneira não é ausência de lei. É a lei carregada pelas mãos do ressuscitado e inscrita pelo espírito na carne do novo coração. Então, o cristão não passa da guerra para paz, passa de uma guerra sem esperança para uma guerra cujo rei já venceu. No versículo 7 até o 13, Paulo olha para trás. Eu vivia, o mandamento veio, o pecado reviveu. Tá vendo? Ele tá falando atrás, eu morri. Depois o texto muda: "Eu sou, eu faço, eu não faço, eu me deleito, eu vejo." A batalha continua no presente. Isso escandaliza quem imagina que regeneração significa ausência de conflito. Se Paulo, apóstolo, fala dessa forma, o que dizer de nós? Como alguém unido a Cristo pode confessar o mal que não quero, esse faço? Porque a conversão não remove imediatamente a carne, ela destrona a carne. O pecado permanece, mas seu status mudou. Antes ele era senhor, agora é um invasor. Antes falava como identidade, agora fala como inimigo. Antes conduzia à vontade sem oposição espiritual, agora encontra o espírito. O tempo verbal muda porque a natureza da guerra mudou. Há uma, há um passado de morte sob a lei, há um presente de conflito na graça, um conflito que já foi determinado na cruz e vencido. Há um futuro de libertação completa. O cristão vive entre o túmulo vazio de Cristo e a ressurreição do próprio corpo. já foi justificado, já recebeu o espírito, já pertence ao novo século, mas ainda carrega mortalidade, fraqueza e pecado remanescente. O já entrou, o ainda não geme. Por isso, Romanos 7 não é a derrota final, é a linguagem de alguém vivo o suficiente para odiar o que antes amava. O cadáver não luta. A guerra é sinal de vida. Antes da graça, o homem pode odiar consequências do pecado. Pode odiar vergonha, pode odiar perda, pode odiar o sofrimento, pode odiar a imagem de si mesmo depois da queda. Mas o crente aprende a odiar o pecado como pecado. O que odeio, isso faço. A frase contém dor, mas também milagre. Algo dentro de Paulo que concorda com a lei e odeia o pecado. Algo que reconhece a beleza da lei. Algo que deseja obedecer. Esse desejo não existia como fruto espiritual antes. Pelo contrário, mesmo quando ele obedecia, era impulsionado pelo orgulho, ou seja, pelo próprio pecado. A consciência podia provar o bem, mas o coração não se deleitava em Deus. Mesmo quando sabia o que era certo, é óbvio, não se deleitava no certo. O homem natural, ele ama o pecado, mas ele não pode amar a santidade. Agora existe deleite. O pecado ainda consegue ferir, mas não consegue tornar-se amado sem resistência. Aquela do cristão é diferente porque acontece contra a sua nova identidade. Ele pode voltar ao antigo hábito, pode sentir atração, pode até permanecer tempo demais, mas não consegue transformar completamente as trevas em uma casa, em um lar. O gosto mudou. Aquilo que antes satisfazia, agora deixa cinzas. O pecado promete reencontro com uma versão antiga de prazer, mas entrega estranhamento. O filho pode entrar no chiqueiro, não consegue esquecer para sempre a casa do pai, nem achar o chiqueiro melhor. Isso não minimiza a culpa do pecado, não é? Ou de quando ele peca ou da queda, né? Quando ele cai, aumenta a tristeza. Pecar contra a lei é terrível, mas agora ele está não está mais debaixo da lei. Pecar contra o amor conhecido de um Deus soberanamente misericordioso é ainda mais doloroso. Mas a dor não prova ausência de graça, pode provar sua presença. Haide pecava e chamava liberdade. O novo homem peca e chama de miséria. Uma palavra mudou e nela há esperança. Muitos chegam a Cristo esperando que a guerra termine. Ela começa de verdade. Antes havia conflitos de consciência, medo e desejo, mas não havia o espírito habitando contra a carne. Depois da regeneração, duas forças se enfrentam. A carne deseja o que é contrário ao espírito e o espírito o que é contrário à carne. O cristão não foi retirado do campo, recebeu um novo exército dentro dele. Isso explica a intensidade de certas lutas depois da conversão. Pecados antes tolerados tornam-se insuportáveis. Motivos antes invisíveis aparecem. Palavras, fantasias, ressentimentos e vaidades que pareciam pequenos, agora souam como traição. A luz aumentou. O crente pode concluir: "Estou pior". Na verdade, está vendo mais. A sujeira não foi criada pela janela aberta. A luz apenas a tornou impossível de ignorar. A nova frente inclui o interior. Não basta evitar o ato. O espírito persegue o desejo. Não basta manter reputação. Ele exige verdade no íntimo. Não basta silenciar a mão. Ele quer o coração. Por isso, a santificação parece às vezes escavação. Cada camada removida revela outra. Cada vitória mostra uma dependência mais profunda de algo que não era Deus. Cada avanço destrói nova ilusão de autonomia. Mas a guerra não é punição judicial, não há condenação para os que estão em Cristo. É guerra de libertação. O rei invade territórios que já são dele e os toma. Em meu interior deleito-me na lei de Deus. Paulo identifica o verdadeiro centro da nova pessoa, o coração. Antes de Cristo, consciência e cobiça eram igualmente partes do homem caído. Uma aprovava o bem sem amar a Deus e não por causa de Deus, mas por causa de si mesmo. A outra buscava autonomia. Ambas estavam presas ao eu. Depois da regeneração, surge algo novo. O ser interior ama a lei porque ama o Deus da lei. Isso não significa que todo impulso bom seja perfeito, nem que o pecado tenha deixado de ser responsabilidade do crente. Paulo não usa já não sou eu para transferir a culpa. Ele confessa o pecado e ao mesmo tempo distingue a identidade do invasor. Distingue a identidade e o invasor. O pecado habita nele, mas não o define, é um invasor. A carne permanece, mas não é o eu mais profundo. O verdadeiro eu está unido a Cristo. Essa verdade é vital na luta. O pecado diz: "Isso é quem você é". O evangelho responde: "Isso é o que ainda habita em você, mas não é o nome que Deus pronunciou sobre você. Você não é o vício que combate, não é o pensamento que lamenta, não é a queda da qual se arrepende. É santo em Cristo, ainda sendo santificado. É filho, ainda aprendendo a andar. É nova criação, ainda carregando restos do velho mundo. A identidade não nasce da última vitória, nem morre na última falha. Nice-se de uma união com o ressuscitado. Isso não enfraquece a responsabilidade, aprofunda a responsabilidade. Paulo não diz se não é o verdadeiro eu, posso tolerá. diz: "Se não é o verdadeiro, eu devo ser mortificado. O pecado remanescente é nosso inimigo e também nosso pecado. Não podemos terceirizar a culpa. Somos nós que o praticamos, somos nós que confessamos. Somos nós que cortamos a mão e arrancamos o olho no sentido de eliminar ocasiões. Nós fazemos isso sem entregar ao pecado o poder de nos nomear. A diferença entre condenação e convicção está aqui. A condenação disse: "Você pecou, portanto não pertence a Cristo". A convicção disse: "Você pertence a Cristo". Portanto, este pecado não pode permanecer em paz. Um, uma empurra para longe do trono da graça, a outra leva até o trono da graça. Uma usa a verdade parcial da culpa para esconder a verdade maior do sangue. A outra mostra a culpa à luz do sangue e produz arrependimento. O verdadeiro eu não é desculpa, é convocação. A carne ainda é perigosa, mas foi mortalmente ferida. Ela não tem como sobreviver. Ela se parece com um rei deposto que conserva soldados, túneis e armas. Já não possui legitimidade, ainda causa destruição, ainda organiza ataques, ainda tenta convencer os habitantes de que nada mudou. Mas o decreto foi publicado. O reino pertence a Cristo. O velho homem foi crucificado com ele para que o corpo do pecado fosse reduzido à impotência. A sentença não significa extinção imediata, significa que o domínio foi quebrado e o fim está garantido. Por isso, a batalha do cristão não pode ser perdida. Não porque toda escaramuça termine em vitória visível, não porque o crente jamais caia gravemente. Não porque a perseverança seja automática e dispense os meios que Deus mesmo determinou. Mas porque Deus não abandona aquilo que começou. Aquele que começou a boa obra em voz a determiná-la. Deus eh opera o querer e o efetuar. O espírito não entra como hóspede temporário. Cristo não perde membros do próprio corpo. O pai não anula a adoção. A semente incorruptível não volta à corrupção, senão ela não seria incorruptível. O pecado luta como quem sabe que tem pouco tempo. Às vezes ruge, às vezes seduz, às vezes imita a voz do antigo dono, mas não possui mais o coração inteiro. O cristão pode dizer: "Miserável homem que eu sou". e na mesma respiração, graças a Deus por Jesus Cristo. Então, a nova guerra só pode ser compreendida diante do lugar onde o filho recebeu a condenação e o pecado recebeu uma eh eh o pecador, né, recebeu uma nova identidade. Há uma frase diante da qual a linguagem perde velocidade, capacidade. Deus tornou pecado por nós. Aquele que não tinha pecado. Não diz que Cristo pecou. Não diz que sua natureza foi corrompida, não diz que deixou de ser o santo. Diz que foi feito pecado por nós judicialmente, representativamente, pactualmente. Ele ocupou o lugar do seu povo, do povo eleito de Deus, de cada um deles individualmente. A culpa não flutuou no ar, não foi ignorada, não foi dissolvida por sentimentalismo. Deus não disse: "Ah, deixa para lá, vou esquecer a culpa de vocês". Ela foi imputada ao fiador. Cristo permaneceu o cordeiro sem mancha, mas foi tratado como portador de toda mancha. A imaginação humana recua. Quando alguém encontrava Hide, sentia repulsa. O rosto parecia traseiro a superfície algo que todos reconheciam e temiam. Egoísmo sem freio, maldade sem mistura, humanidade curvada. até tornar-se caricatura no calvário. Porém, não estava um monstro moral, estava o filho amado. Mas o pai colocou sobre ele a iniquidade de todos nós. Toda cobiça, todo orgulho religioso, toda ideia de mérito, toda violência, toda impureza, toda obediência que não fluía de um amor a Deus. Mas pelo contrário do orgulho, portanto, todas as justiças que eram trapos imundos, toda indiferença, toda tentativa de ser Deus, todo o uso da lei para fugir da graça, para achar que merecia algo quando não tem mérito algum. todo desprezo pela lei para fugir do governo, ou seja, aquele que ia pelo caminho oposto, o Devasso. A justiça olhou para Cristo como representante do pecado que precisava ser condenado, dos atos de justiças de Paulo, da prostituição, do do devasso, enfim, não há diferença. E a espada desceu. Essa é a transição entre as duas guerras. Não é decisão humana, não é nova filosofia, não é a descoberta de um método de equilíbrio entre Dr. Jackel e Hyde. É substituição. Tanto Jackel quanto Hyide, tanto a parte que supostamente se achava boa quanto a que era um monstro, estavam debaixo da mesma condenação. É substituição. O crente pode lutar sem condenação agora porque Cristo foi condenado. pode confessar sem ser destruído, porque o filho levou a destruição judicial. pode olhar para o pecado sem precisar maquiá-lo, trazer a racionalizações, justificações, trazer a psicologia secular para explicá-lo, porque sua aceitação já não depende de esconder a doença. A cruz permite honestidade. Sem ela, ou vamos negar Hide, o monstro, ou nos entregamos a ele. Com ela podemos arrastá-lo para a luz, porque o veredito final não depende do que encontramos ou encontraremos no porão interior. Depende do que aconteceu lá no no Gólgota, lá no Calvário. Paulo diz que morremos para a lei pelo corpo de Cristo, a fim de pertencermos à aquele que ressuscitou. A morte termina um casamento com a lei. A ressurração inaugura outro casamento. O novo noivo não exige da noiva que chegue pura por esforço próprio ou mérito. Ele a encontra culpada, manchada e presa. Então entra na morte para libertá-la. Cristo não ficou à distância oferecendo instruções para que ela usasse sua liberdade suposta, né, sua escravidão para fazer algo. Tomou carne, assumiu a obrigação, pagou a dívida, recebeu a maldição, desceu ao túmulo, saiu. A noiva não pertence a um mártir morto, pertence ao marido ressuscitado. Sua segurança não está apenas na memória de um sacrifício passado, mas na vida indestrutível daquele que vive para sempre para interceder. O antigo marido, a lei como aliança de obras, podia exigir. O novo noivo fornece justiça, fornece Espírito Santo, fornece acesso, fornece um coração para crer, fornece verdadeiro arrependimento, fornece perseverança, fornece fruto. Isso não torna seus mandamentos mais leves no sentido de menos santos. Torna um jugo suave, porque quem manda também carrega. O noivo não aponta para o caminho de longe, une a noiva a si e comunica sua própria vida a ela. Sem mim, vocês não podem fazer coisa alguma. A frase que mata a autoconfiança também consola. Não precisamos produzir vida de uma raiz morta. Estamos ligados à videira. O casamento com Cristo transforma obediência em comunhão. Orar não é apresentar um relatório ao patrão, é abrir o coração ao noivo. Ler a palavra não é procurar apenas normas para manter um emprego, para equilibrar as coisas, para merecer algo. É ouvir a voz daquele que nos amou até o fim. Arrepender-se não é tentar reconquistar a vaga, é voltar aos braços que já pagaram por nosso retorno. O ressuscitado não apenas nos absolve, ele nos toma para si. Antes de Cristo, a lei podia ser obedecida exteriormente e era odiada interiormente, porque o eu é o Deus de si mesmo. O homem moral havia como uma escada em que ele mesmo podia subir e merecer algo de Deus. O rebelde havia como uma prisão. Nenhum havia como beleza, deleite. O evangelho muda a relação porque muda o coração. Quando o pecador contempla o filho cumprindo a lei, recebendo a maldição e se entregando por seus inimigos, a obediência deixa de ser uma negociação, se torna uma resposta. Se vocês me amam, obedecerão os meus mandamentos. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. Cristo não disse: "Obedeçam para que os ame". A ordem é decisiva. O amor vem primeiro. A obediência segue, não como pagamento, mas como um eco. A lei se torna linguagem de amor. Ela mostra como a vida do reino se move, revela o caráter daquele a quem pertencemos, ensina o filho a como andar na casa do pai. Não cobice já não é apenas uma proibição fria, é um convite. Descanse em mim. Não entregue seu coração ao poço sem fundo de nada criado. Eu sou sua porção. Não dê falso testemunho. Torne-se. Reflita o Deus da verdade que não mentiu quando prometeu salvar você. Não adultere. Torne-se. Honre com o corpo a fidelidade do noivo que nunca abandonará sua aliança. Não mate. Torna-se. Veja no próximo a imagem daquele que deu a própria vida por seus inimigos. A lei não perdeu santidade. Ela ganhou música, beleza. O espírito faz o mandamento suar dentro de um coração reconciliado em paz e em quem não há nenhuma maldição nem culpa diante de Deus. Ainda há resistências, ainda há carne, ainda há dias em que obedecemos com fraqueza e então arrependimento. Mas algo mudou irreversivelmente. O crente quer viver paraa glória de Cristo. O crente quer agradar em tudo a Cristo. Mesmo quando falha, lamenta não apenas a punição, mas a ferida contra o amor. O pecado deixou de ser simples, quebra de uma regra, de uma lei. torna-se traição contra a comunhão, contra o amor. E a santidade deixou de ser um currículo no qual me comparo com o outro para me sentir mais digno ou achando que Deus eh se torna, eu me torno aceitável a Deus ou ele tem que responder minhas orações por causa do que eu faço. Torna-se semelhança com o filho amado. Romanos 7 termina com grito. Romanos 8 começa com um veredito. Um é miserável homem que eu sou. E começa o oito com agora já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. As duas frases pertencem ao mesmo cristão. A primeira impede presunção, orgulho, senso de mérito. A segunda impede qualquer desespero. A guerra continua, mas não acontece debaixo da sentença. O tribunal foi resolvido. Nenhuma condenação há. A batalha agora não decide se o crente será filho. Acontece porque ele já é filho. Essa diferença muda a maneira de lutar. O condenado tenta vencer para escapar do juiz. O justificado luta porque foi libertado pelo pai. O condenado esconde a queda ou justifica ou eh diz as razões porque aquilo acontece tentando racionalizar. O justificado confessa, sem colocar culpa em nada, sem usar humanismo secular para justificar, condenado interpreta cada derrota como prova de que nunca será aceito. O justificado interpreta cada correção como ação do Deus que não o abandonará. Começou e terminará a boa obra. O condenado usa a promessa como um salário. O justificado usa a promessa como armas. Satanás tenta misturar os capítulos. Quando o cristão cai, o acusador lê Romanos 7 sem Romanos 8. Mostra o pecado e esconde o sangue. Repete: Miserável que silencia o Graças a Deus em Jesus Cristo. O evangelho mantém as duas páginas abertas. Sim. Romanos 7. O pecado é mais profundo do que imaginávamos. Miserável homem que sou. Sim. A graça é mais firme do que o pecado. Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Sim, a carne ainda produz atos vergonhosos. Miserável homem que sou. Sim. Nenhuma condenação permanece sobre quem está em Cristo Jesus. A ausência de condenação não torna o pecado pequeno, torna o arrependimento inevitável, possível. Se nossa identidade dependesse de inocência própria, teríamos de negar cada falha para mantermos nossa identidade. Teríamos que usar o humanismo secular, justificar, botar culpa nos outros, no ambiente. Como depende apenas da justiça de Cristo, podemos chamar o mal pelo nome e levá-lo à cruz e confessá-lo. A segurança não adormece, a guerra, acende a coragem. Somente quem sabe que não será expulso consegue permitir que o médico examine profundamente a ferida. Sonde o meu coração. O legalista ele esconde porque toda descoberta ameaça o seu contrato, a sua ideia de aceitação, o seu mérito. O filho abre porque a relação foi estabelecida por adoção. Ele sabe que a disciplina do pai pode doer, mas nunca será uma execução judicial. Por isso, a doutrina, a justificação, não pertence apenas ao começo da vida cristã, é o chão de cada batalha. Quando esquecemos que a justiça de Cristo é nossa, voltamos a lutar como empregados em período de experiência. Nossas vitórias produzem arrogância, nossas derrotas paralisia. Quando lembramos o evangelho, a vitória produz gratidão e a derrota produz retorno e arrependimento. O sangue não torna a santidade opcional, torna a santidade possível, sem desespero. Paulo não pergunta o que me libertará. Como me libertarei? Diz quem? A batalha não será resolvida por conceito. Não basta estratégia, não basta conhecimento de padrões, não basta força de vontade reorganizada. É necessário uma pessoa, graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. A resposta está antes do fim completo da luta. Paulo ainda sente a lei do pecado nos membros, ainda carrega o corpo sujeito à morte, ainda geme, mas a gratidão irrompe porque o libertador já veio. Cristo liberta da culpa pela justificação, liberta do domínio pela regeneração e liberta progressivamente da presença operante do pecado pela santificação e libertará completamente na ressurreição, na glorificação. A salvação possui tempos. Já fomos libertos, estamos sendo libertos, seremos libertos. A carne usa o intervalo para insinuar que nada aconteceu. Se ainda existe batalha, não houve resgate. Paulo responde com o próprio gemido. O gemido não nega a redenção. É a voz de quem recebeu primícias e agora espera a colheita completa. O escravo satisfeito não clama por libertação. O filho que sente correntes restantes chama pelo pai. Quem me libertará? A pergunta olha para o futuro, graças a Deus. A resposta celebra no presente. O cristão luta entre essas duas eh frases. Ah, o pecado ainda ataca, mas a nova criação possui o espírito, o espírito eterno, o espírito santo, o ressuscitado e uma promessa que atravessa o túmulo. Ah, um antigo pecado pode reaparecer. O corpo se lembra, a imaginação se lembra, os caminhos neurais, os horários, as ocasiões, as desculpas e os esconderijos parecem conhecer o trajeto. O cristão então pode cair, então vem a voz. Nada mudou. Essa voz mente. A queda pode parecer semelhante por fora, mas a guerra é diferente. Antes o pecado expressava o centro dominante, agora contradiz o interior renovado. Antes o homem podia sentir remorço pelas consequências. Agora há uma tristeza por ter pecado contra Cristo. O sabor também muda. Aquilo que prometi alívio retorna vazio, mas depressa. O prazer traz estrangeiriidade, eu diria. O coração descobre que não consegue voltar completamente à antiga casa. Ele não pode pecar em paz, entre aspas, como um homem morto e pecados pode, porque já pertence a outro endereço. Aquela não é a sua casa. Isso não é licença para brincar com o pecado, é razão para se levantar. O acusador quer transformar a queda em identidade. O espírito transforma a queda em ocasião de mortificação. O acusador diz: "Você é isso?" O evangelho diz: "Isso deve morrer porque você está em Cristo." O crente não responde ao pecado com complacência, mas nem com autoflagelação salvadora. Responde com confissão verdadeira: fé. e combate. Ele não se pune para completar a cruz. Não minimiza o que levou o filho à cruz. Ele vai pra luz, [limpando a garganta] chama irmãos, corta ocasiões, usa os meios de graça, se lembra de quem é. A nova tristeza não é desespero sem saída, é dor de alguém que conhece o caminho de casa. A guerra não é equilibrada. A carne é antiga em nossa experiência, mas o espírito é eterno. A carne conhece hábitos, mas o espírito conhece o coração. A carne possui desejos, mas o espírito possui poder de ressurreição. Vivam pelo Espírito e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Paulo não diz que o espírito observa o conflito. Ele combate, deseja contra a carne, produz fruto contrário às obras. da carne, do velho homem. Onde a carne exige controle, o espírito produz confiança. Onde a carne procura vingança, o espírito produz bondade. Onde a carne eh eh procura falta de perdão, o espírito leva o coração a perdoar. Onde a carne explode, o espírito produz domínio próprio. Onde a cobiça, a carne cobiça, o espírito produz contentamento. Onde a carne usa pessoas, o espírito produz amor. A santificação não é o velho Jackel, recebendo novas técnicas para dominar e ser alguém melhor, para dominar o Hide. O Jack e o Heide morreram. é a vida de Cristo sendo formada pelo Espírito em nós. Por isso, os meios de graça são vitais. A palavra não é informação neutra. A pregação, o estudo é espada do espírito. A oração não é um monólogo terapêutico, é dependência do poder de Deus. A ceia não é uma lembrança vazia, é comunhão com Cristo pela fé. A igreja não é plateia, é o corpo no qual membros carregam, corrigem e fortalecem uns aos outros. O espírito costuma vencer por meios que o orgulho considera simples. Uma promessa lembrada, um pecado confessado, um irmão chamado antes da queda, uma porta fechada, um culto frequentado quando a alma preferir isolamento, uma oração sem eloquência. A batalha não pode ser perdida, mas deve ser travada. A escritura não diz ao cristão que faça acordo com a carne. Diz: "Matem, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena". A linguagem é severa, porque o inimigo é severo. O pecado não quer pequena área da casa, ele quer o trono. Toda a concessão é usada como um corredor para nova invasão. Mortificação não é odiar o corpo. O corpo é criação de Deus e será ressuscitado. A carne, no sentido paulino, é a velha orientação de autonomia egocêntrica e pecado que ainda opera em nós. Matala significa recusar alimento, não proteger fantasias, não cultivar ressentimentos, não trazer justificativ e justificações, racionalizações, não tentar usar o humanismo secular, a psicologia secular para explicar pecado, não negociar com ocasiões, não chamar cobiça de necessidade, não chamar orgulho de convicção, não chamar medo de prudência, não chamar ansiedade de prudência quando é incr Incredulidade significa também alimentar um novo homem. Ninguém vence apenas dizendo não. O coração precisa de um sim maior. Sim, a beleza de Cristo. Sim, a comunhão do Pai, sim, a alegria da santidade. Sim, a liberdade de não precisar possuir tudo. Sim, ao futuro incorruptível. A carne morre quando a fé vê que suas promessas eh são pobres, as promessas da carne. O pecado oferece instantes e cobra a alma. Cristo oferece a si mesmo. A mortificação é sangrenta porque o pecado está entrelaçado com memórias, justificativas, racionalizações e prazeres. Cortá-lo pode parecer perder parte de si, mas é casca morta. O verdadeiro eu não está sendo assassinado, está sendo libertado. Essa libertação exige sabedoria concreta. Há pecados que precisam de confusão, eh, de confissão pública. Por quê? Cresceram em segredo. Há hábitos que precisam de mudança de rotina. Há relações que precisam de limites. Há ocasiões que devem ser abandonadas sem nostalgia. A fé não chama imprudência de confiança. Jesus falou de arrancar o olho e cortar a mão para mostrar que a guerra demanda decisões que parecem radicais a quem ainda considera o pecado um brinquedo. Melhor entrar na vida mancando do que marchar inteiro para destruição. Mas nenhuma técnica substitui o coração. Podemos remover uma ocasião e conservar o ídolo. Podemos bloquear uma tela e continuar cobiçando no escuro. podemos e eh andar nessa ambiguidade. Por isso, a mortificação precisa chegar à adoração. Que promessa do pecado estou acreditando no lugar da satisfação em Cristo? Que bem criado, parte da criação, mesmo coisas boas, transformei em necessidade absoluta. Que bem, que pessoa, que aspecto da suficiência de Cristo eu deixei de contemplar. A espada corta o comportamento, a verdade alcança a raiz. Paulo explica por pertencemos ao ressuscitado, para que venhamos a dar frutos para Deus. A salvação não termina na fuga da condenação. O novo casamento produzida. A união com Cristo gera fruto que a antiga relação jamais poderia produzir. O fruto não compra a união, a prova. Uma árvore não oferece fruto para se tornar viva. Frutifica porque a seiva já corre nela. Assim a obediência cristã nasce da ressurreição, vem de Cristo. Por isso, em nada ela é meritória, não é? Do início ao fim. Meu arrependimento, minha fé, todos os frutos fluíram da vida de Cristo. Fruto para Deus é vida devolvida em adoração. Trabalho realizado não para fabricar identidade, mas para servir. Dinheiro usado não como um salvador, mas como um instrumento. Palavras que não constróem monumentos ao ego, mas comunicam a graça soberana de Deus. Sexualidade submetida à aliança. Poder usado para proteger e não para elevar o ego. Conhecimento transformado em humildade e não em orgulho. Sofrimento atravessado sem abandonar a fidelidade, mas sendo fortalecido pela graça. Como Paulo, tudo posso naquele que me fortalece quando o espinho não for tirado. fruto pode parecer pequeno. Uma resposta mansa, onde antes havia uma explosão, uma confissão onte onde antes havia encobrimento, racionalização, psicologização, uma generosidade secreta onde antes havia um cálculo. Mudou se receber alguma coisa, uma pureza mantida longe dos olhos humanos, não porque alguém está vendo uma oração pelo inimigo. O pai vê o casamento com a lei produzia fruto para a morte. que Paulo diz, porque tudo voltava, tanto à obediência externa como a desobediência, voltava tudo para o eu, o ego. O casamento com Cristo produz fruto para Deus, porque a vida agora recebe dele e retorna a ele. A vinha pertence ao ressuscitado e ele não desperdiça sua seiva. Paulo pergunta: "Quem o libertará deste corpo sujeito à morte?" A resposta final não é fuga [roncando] do corpo, é ressurreição. O cristianismo não termina com almas desencarnadas escapando da matéria. O mesmo corpo que serviu como campo de batalha, antes serviu ao pecado, depois como campo de batalha, será transformado a semelhança do corpo glorioso de Cristo. Olhos que cobiçaram verão Deus. Línguas que feriram. Línguas que difamaram, fofocaram, línguas que feriram, cantarão sem mentira para sempre. Mãos que serviram ao ego, servirão sem cansaço a Deus. Mentes atravessadas por impulsos contrários conhecerão integridade sem fim. Não haverá outra lei nos membros. A carne não será administrada. A carne estará ausente. A santificação chegará à consumação, à glorificação. O verdadeiro eu agora escondido em Cristo aparecerá em glória. Não haverá necessidade de vigiar Heide atrás da porta, nem de representar Jackel. A porta terá desaparecido. O velho homem não será reabilitado, permanecerá morto para sempre. A nova criação florescerá então sem oposição. Por isso, a batalha não pode ser perdida. Seu fim não depende da resistência da carne, mas da vida que foi do ressuscitado Cristo. O corpo de Cristo saiu do túmulo como garantia de que todos os que foram unidos a ele sairão sem nenhum ficar de fora. Ele disse: "Eu não perderei nenhuma das ovelhas que o Pai me deu. Todo aquele que o Pai me dá virá a mim. A última vitória não será força de vontade, será trombeta. A ressurreição é indispensável, a santificação, porque Deus não pretende salvar apenas uma parte de nós. O corpo não é embalagem descartável que será descartada. Ele também foi comprado. Seus membros, antes apresentados ao pecado, como instrumentos de injustiça, serão apresentados integralmente a Deus perfeitos para sempre. O cristão que envelhece, adoece e sente fraqueza, não está caminhando para a dissolução de sua esperança. Está se aproximando do dia em que a redenção alcançará nervos, ossos, memória e sentidos. A mesma voz que chamou Lázaro chamará pelo nome todos os que estão em Cristo. Então, não haverá distância entre querer e fazer. A vontade será completamente santa. O corpo responderá sem nenhuma resistência em completa santidade. O amor não encontrará fadiga. A obediência não carregará mistura. O que agora é combate vai se tornar espontaneidade glorificada. A guerra começou dentro da consciência. Terminará quando a morte for engolida. A guerra começou dentro da consciência. Terminará quando a morte for engolida. E um homem que gemeu miserável será apresentado sem mancha. com grande alegria diante da glória. Então, nós podemos dar os últimos passos no corredor que entramos, mas ainda vamos voltar eh a Romanos 7. O corredor está silencioso outra vez. A porta do laboratório permanece aberta. Os frascos estão quebrados. A poção escorreu pelo chão. Dr. Jackel tentou separar as duas partes e supostamente libertar melhor. Não conseguiu. Porque o homem não precisava de separação química, precisava de nova criação. Não precisava encontrar dentro de si um eu puro escondido, porque não existia. Precisava morrer e ressuscitar em outro. O mano nos conduz além da história sombria. Mostrou que há de fato uma guerra dentro do peito. Mostrou que o mal é mais profundo do que a reputação permite perceber. Mostrou que a lei ao chegar em casa, abre portas que preferíamos manter fechadas. Não cobisse. A frase revelou o poço profundo, sem fundo, todo desejo que dizia: "Preciso disso para viver". todo o desejo que dizia, preciso de algo criado para viver, para ser feliz, para ser pleno. Quer coisas proibidas, quer coisas lícitas, quer coisas, quer pessoas. Toda a moralidade usada como uma escada para Deus, ou seja, o legalismo, toda lei, não só que o homem inventa, mas a lei de Deus que o homem envia como algo que ele poderia usar para ganhar créditos com Deus. Toda a rebelião usada, por outro lado, como uma declaração de autonomia. Toda raiva nascida de um ídolo quando ele era bloqueado. Toda ansiedade alimentada quando algo que nós colocamos no lugar de Deus é ameaçado. Toda comparação que precisava diminuir o próximo. Heide não era apenas o homem de atos escandalosos, também estava no fariseu. Então, a lei pronunciou morte. Esse foi o momento em que a esperança começou. Enquanto Paulo se imaginava vivo, pensava que estava vivo, não procurava um libertador. Enquanto sua justiça aparecia suficiente, Cristo era inimigo. Enquanto conseguia manter a guerra subterrânea, julgava-se o senhor da casa. Mas o mandamento veio, ou seja, o Espírito Santo abriu o coração como de Lídia, trouxe um chamado eficaz a um homem como Paulo, que não estava buscando nada a não ser. seu próprio ego, em sua obediência, em sua espiritualidade, em sua leitura bíblica, em sua oração, em seus atos de justiça. O pecado reviveu, Paulo morreu e o filho apareceu não como conselheiro para ajudar o Dr. Jackel a controlar a parte ruim, não como exemplo de uma humanidade que tinha que se disciplinar pelo livre arbítrio, não como professor de técnicas morais, como substituto. O corpo de Cristo recebeu a sentença. A boca dele bebeu o cálice da ira infinita. Aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós. O santo ocupou o lugar do culpado. A lei recebeu obediência perfeita. A maldição encontrou a vítima e a vítima bebeu toda maldição. A justiça foi satisfeita. No corpo dele morremos para a lei como caminho de salvação. Nunca mais estamos debaixo da lei. O casamento terminou, então o túmulo abriu e ressuscitamos com Cristo e passamos a pertencer ao outro. Essa é a frase que muda o corredor inteiro. Pertencer ao ressuscitado. Não estamos sozinhos tentando administrar identidades rivais. Dr. Jackel, Mr. Heide, não pertencemos à versão mais respeitável de nós mesmos. Nossa versão mais respeitável era tão condenada quanto a nossa versão mais eh menos respeitável. Não pertencemos ao desejo mais forte, não pertencemos à última queda, não pertencemos à acusação, pertencemos a Cristo. Por isso, a Segunda Guerra é diferente. O pecado permanece, mas já não é o verdadeiro eu. A carne deseja, mas o espírito deseja contra ela. Ou seja, a carne cobiça, mas o espírito cobiça contra ela. O antigo hábito chama, mas o coração não consegue mais chamá-lo de lar. A lei ordena, mas agora encontra um ser interior que se deleita. na beleza de Deus. O crente pode cair, cai, mas cai dentro de uma aliança que não depende de sua perfeição. Se levanta não porque o pecado foi pequeno, mas porque o sangue foi suficiente. A batalha continua real há dias de derrota vergonhosa. Há temporadas em que o inimigo parece ocupar ruas inteiras. Há orações que saem como gemidos. Há momentos em que o cristão olha para si, encontra razão para dizer apenas miserável homem que sou. Não silencie essa frase. Essa é a nossa frase. Ela pertence à santidade. Mas não pare nela. Ao lado do gemido existe gratidão. Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Essa é a música da guerra cristã. Não triunfalismo vazio baseado no eu, no ego, na minha capacidade, no meu livre arbítrio. Não desespero sem evangelho, gemido e gratidão. Arrependimento e segurança, combate e promessa. Dois passos eh eh ainda podem ser ouvidos no corredor. Um é o resto do velho homem. Ele arrasta correntes, está moribundo, conhece rotas antigas, bate as portas, sussurra nomes que já não nos pertencem. O outro passo é novo. Às vezes parece fraco, às vezes tropeça, às vezes avança com lágrimas, mas carrega dentro de si a vida da eternidade do século futuro mortal. Esse passo seguirá porque o espírito não abandona a casa que tomou para habitação. Porque o filho não perde aqueles que comprou com seu sangue. Porque o pai não esquece os filhos que adotou na aliança eterna. Porque a ressurreição não foi apenas um acontecimento na história de Jesus, mas o início do destino de todo o seu corpo. Porque eu vivo, vocês viverão. Um dia ouviremos apenas um passo. A trombeta soará. O corpo sujeito à morte será transformado. A carne desaparecerá. A lei estará escrita sem resistência. O deleite será inteiro. O fruto não terá praga. O laboratório ficará vazio para sempre. Não haverá Dr. Jackel tentando provar sua bondade e justiça. Não haverá Mr. Hide exigindo o trono querendo determinar o bem e o mal. Haverá o homem novo, livre, inteiro, santo diante de Cristo. Até esse dia, lute. Não como quem tenta conquistar um veredito diante de Deus, como quem já ouviu o veredicto da cruz. Não como quem precisa criar uma nova identidade, como quem recebeu um novo nome, não como quem teme que o pecado seja invencível, mas como quem sabe que ele já está mortalmente ferido. A guerra permanece, mas o ressuscitado vive. E porque eu vivo vós vivereis. E porque ele vive, esta é a batalha que você, estando nele, não pode perder. Que Deus nos abençoe. Esse é o evangelho. Qualquer coisa fora disso é um falso evangelho. Amém, queridos. Amém. Santo Deus, eu [canto] me aproximo sem defesa, sem razão. Tu me vês nos detalhes, no segredo do coração, nos pequenos [música] pensamentos, [canto] nas palavras que eu soltei. Teu [música] espírito me chama, confessa. E eu confessei, não [música][canto] escondo minha culpa, não maquio minha dor. [música] Contra ti [canto] eu pequei contra o teu santo amor. Mas que atos minha [canto] raiz, um querer desalinhado. Eu preciso [música] de [canto] limpeza. Eu preciso ser [canto] lavado. [música] Cordeiro, minha justiça, fim do [canto] meu tribunal. [música] Eu largo a autojustiça, [canto] me rendo ao teu final. [canto] Jesus, [música] tem misericórdia. >> [música] >> Jesus, vem me purificar. [canto] [música] Teu sangue fala mais alto que o meu pecado a gritar. [grito] Minha [música][canto] única defesa é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua graça. [música] Eu descanso no teu amor. >> Tua misericórdia [música] [canto] é melhor. Tua misericórdia [música] [canto] é meu lar. >> Rei dos reis, eu me prostro. [música] Tu és luz e eu sou [canto] pó. Quando eu tento ser meu dono, [música] eu no terco em mim só. Autonomia é [canto] mentira, [música] autossuficiência também. [música] Tu és fonte, tu és vida. Sem ti nada me sustém. Eu não venho [música][canto] com currículo, venho com mãos sem ter. Não confio no meu choro, nem o meu vou [música][canto] vencer. Eu confio na firmeza do teu pacto, >> [canto] >> ó Senhor. Tua aliança [música] é selada no cordeiro redentor. [música] Restaura [canto] minha alegria, tua [música] salvação em mim. Sustenta-me com espírito pronto até o fim. [música] Jesus tem misericórdia. [música][canto] Jesus vem [música] me purificar. Teu [canto] sangue fula mais alto [música] que o meu pecado a gritar. A minha única defesa [música][canto] é a cruz é o teu favor. Eu adoro a [canto][música] tua graça. Eu [música][canto] descanso no teu amor. Inclina [música] o [canto] meu coração, ensina-me a obedecer. Dá-me um espírito [música][canto] pronto, mais doce do meu querer. Guarda-me na tentação, [música][canto] na rotina e na aflição. tua graça. [canto][música]