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PORQUE A ÚLTIMA PARTE DO PAI NOSSO ESTÁ ENTRE COLCHETES? – ALLEN PORTO

PORQUE A ÚLTIMA PARTE DO PAI NOSSO ESTÁ ENTRE COLCHETES? – ALLEN PORTO

PORQUE A ÚLTIMA PARTE DO PAI NOSSO ESTÁ ENTRE COLCHETES? – ALLEN PORTO

Essa questão está relacionada à transmissão dos manuscritos do Novo Testamento e à crítica textual. Ao mesmo tempo, o encerramento tradicional da oração reforça uma verdade importante: a vida cristã começa e termina em Deus. Neste vídeo, Allen Porto explica a origem dessa diferença textual e o que ela pode nos ensinar sobre a confiabilidade das Escrituras e a centralidade de Deus na oração.

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Legendas automáticas:

Agora chegamos no fim da oração, ou
melhor, talvez alguns diriam: "Chegamos
antes." Agora nós temos a parte entre
colchetes na maioria das Bíblias. Você
já começou a responder sobre isso, mas
vale a pena a gente enfatizar aqui,
porque é algo que traz muita dúvida. Por
que que esse final, por que, pois teu é
o reino, o poder e a glória para sempre?
Amém. faz parte de textos entre
colchetes na maior parte das nossas
bíblias em português. E o que é que isso
significa na prática, né?
>> Uhum. Eh, o Kevin Dean também faz um o
último capítulo do livro só para tratar
sobre isso, eh, tentando nos ajudar a
perceber como é que a gente lida com
esse trecho, já que ele tá entre
cochetes. Então, o que que significa
isso? O fato dele estar em cchet
significa que ele não está em eh
o que muitos chamam aí, né, alguns dos
melhores manuscritos, então do texto em
grego.
Ah, então de fato, nos manuscritos mais
utilizados, eh, você vai perceber que eh
esse trecho não tá presente. Ele não tá
presente também. Eh, e o Kevd também nos
ajuda a entender isso, ele não tá
presente também no na Vulgata. Eh,
aliás, se eu não me engano, os católicos
não terminam a oração como nós, né? Eles
eh não usam esse trecho de forma
nenhuma. É,
>> agora é legal. É,
>> eh, vale a pena depois dar uma
conferida, mas se eu não me engano é
isso mesmo. Eh, porém o Kevin aponta pra
gente que já no Didaque, um texto do
segundo século, você já tem na instrução
quanto à oração que esse tipo de
doxologia final fosse realizado.
Então, embora você não tenha nos
principais manuscritos eh esse tipo, e,
aliás, é importante, né, pro pessoal que
tá acompanhando aqui, de repente ainda
não tem eh um pouco mais dessa dessa
noção.
A nossa, a Bíblia é montada a partir de
vários manuscritos
que são, né, recolhidos, lidos,
traduzidos e testados em termos de sua
confiabilidade, comparando uns com os
outros. Então, a gente não tem um único
eh documento antigo eh a partir do qual
todas as Bíblias surgiram, né? a gente
tem vários manuscritos e em vez disso
ser uma coisa ruim que algumas pessoas
tenderiam a pensar, né, na verdade é uma
coisa boa, porque isso demonstra a
confiabilidade, a veracidade do texto.
Então, o que alguns estudiosos nos
ajudam a a a perceber é que quando você
vai para outros textos antigos, pensa aí
nos escritos de Platão, ah, você tem
muito, eh, muito menos eh cópias
disponíveis do que nós temos do material
bíblico, o que torna então o material
muito mais verificável, muito mais
confiável nisso, né?
>> Sim. Deixa só fazer um parêntese aqui.
Perdão, mas só um parêntese porque é
relevante, como você falou. Eu sei que
isso traz dúvida para muitas pessoas. Eu
lembro a primeira vez que eu me deparei
com essa questão lendo a Bíblia. E nós
já tratamos aqui nos podcasts da Vida
Nova sobre esse aspecto em alguns
episódios, episódios sobre
manuscritologia e sobre o texto grego
também. Então, se você der uma
pesquisada aí nas dezenas de outros
episódios que nós já temos o podcast da
Vida Nova na sua plataforma preferida.
Inclusive, fica aqui o parênteses, se
inscreva, deixe seu like, comentário,
compartilhe com outras pessoas, mas dê
uma olhada, você vai ver podcast falando
mais especificamente sobre a formação do
canon bíblico, ah, sobre
manuscritologia, sobre o texto grego.
Tudo isso vai ajudar você a entender
mais profundamente o que nós estamos
falando aqui de relance. Mas agora sim,
Alen, voltando aqui,
>> então, nesses manuscritos, nos
principais utilizados ou que se chamam
de melhores manuscritos, eh, você não
vai ter esse trecho, mas como existe em
alguns manuscritos, ah, decidiu-se
deixar o trecho entre colchetes. E aí o
ponto dele é o que que a gente faz com
isso? Então, a gente não usa esse essa
parte final da oração ou deve usar.
Então, pelo menos dois aspectos são
importantes aqui. Um deles é existe um
lastro histórico. Então, quando você
olha pro Judaque ou quando você olha
para alguns dos textos antigos, você vai
perceber eh autores antigos na história
da igreja, utilizando esse tipo de eh
doxologia, de encerramento de adoração,
de louvor a Deus eh no fim do Pai Nosso.
E acho que é um caminho ainda mais
interessante que o Kevin de Young faz é
de apresentar que esse final é
completamente coerente com o todo da
Escritura e especialmente coerente
quando você olha para a oração de Davi
lá em primeiro Crônicas 29, se eu não
estou enganado.
Então você vai perceber eh que embora
não seja exatamente nesses termos, mas
você tem todos esses elementos da
exaltação do Senhor, eh, já apresentados
na Escritura. E então, fechando muito
bem uma oração que começa com Deus e
termina com Deus, voltando os nossos
olhos para aquilo que é central [música]
e movendo-nos então na direção do
Senhor.
>> [música]
>> เ

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