PORQUE A ÚLTIMA PARTE DO PAI NOSSO ESTÁ ENTRE COLCHETES? – ALLEN PORTO
12/08/2026
PORQUE A ÚLTIMA PARTE DO PAI NOSSO ESTÁ ENTRE COLCHETES? – ALLEN PORTO
Essa questão está relacionada à transmissão dos manuscritos do Novo Testamento e à crítica textual. Ao mesmo tempo, o encerramento tradicional da oração reforça uma verdade importante: a vida cristã começa e termina em Deus. Neste vídeo, Allen Porto explica a origem dessa diferença textual e o que ela pode nos ensinar sobre a confiabilidade das Escrituras e a centralidade de Deus na oração.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Agora chegamos no fim da oração, ou melhor, talvez alguns diriam: "Chegamos antes." Agora nós temos a parte entre colchetes na maioria das Bíblias. Você já começou a responder sobre isso, mas vale a pena a gente enfatizar aqui, porque é algo que traz muita dúvida. Por que que esse final, por que, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre? Amém. faz parte de textos entre colchetes na maior parte das nossas bíblias em português. E o que é que isso significa na prática, né? >> Uhum. Eh, o Kevin Dean também faz um o último capítulo do livro só para tratar sobre isso, eh, tentando nos ajudar a perceber como é que a gente lida com esse trecho, já que ele tá entre cochetes. Então, o que que significa isso? O fato dele estar em cchet significa que ele não está em eh o que muitos chamam aí, né, alguns dos melhores manuscritos, então do texto em grego. Ah, então de fato, nos manuscritos mais utilizados, eh, você vai perceber que eh esse trecho não tá presente. Ele não tá presente também. Eh, e o Kevd também nos ajuda a entender isso, ele não tá presente também no na Vulgata. Eh, aliás, se eu não me engano, os católicos não terminam a oração como nós, né? Eles eh não usam esse trecho de forma nenhuma. É, >> agora é legal. É, >> eh, vale a pena depois dar uma conferida, mas se eu não me engano é isso mesmo. Eh, porém o Kevin aponta pra gente que já no Didaque, um texto do segundo século, você já tem na instrução quanto à oração que esse tipo de doxologia final fosse realizado. Então, embora você não tenha nos principais manuscritos eh esse tipo, e, aliás, é importante, né, pro pessoal que tá acompanhando aqui, de repente ainda não tem eh um pouco mais dessa dessa noção. A nossa, a Bíblia é montada a partir de vários manuscritos que são, né, recolhidos, lidos, traduzidos e testados em termos de sua confiabilidade, comparando uns com os outros. Então, a gente não tem um único eh documento antigo eh a partir do qual todas as Bíblias surgiram, né? a gente tem vários manuscritos e em vez disso ser uma coisa ruim que algumas pessoas tenderiam a pensar, né, na verdade é uma coisa boa, porque isso demonstra a confiabilidade, a veracidade do texto. Então, o que alguns estudiosos nos ajudam a a a perceber é que quando você vai para outros textos antigos, pensa aí nos escritos de Platão, ah, você tem muito, eh, muito menos eh cópias disponíveis do que nós temos do material bíblico, o que torna então o material muito mais verificável, muito mais confiável nisso, né? >> Sim. Deixa só fazer um parêntese aqui. Perdão, mas só um parêntese porque é relevante, como você falou. Eu sei que isso traz dúvida para muitas pessoas. Eu lembro a primeira vez que eu me deparei com essa questão lendo a Bíblia. E nós já tratamos aqui nos podcasts da Vida Nova sobre esse aspecto em alguns episódios, episódios sobre manuscritologia e sobre o texto grego também. Então, se você der uma pesquisada aí nas dezenas de outros episódios que nós já temos o podcast da Vida Nova na sua plataforma preferida. Inclusive, fica aqui o parênteses, se inscreva, deixe seu like, comentário, compartilhe com outras pessoas, mas dê uma olhada, você vai ver podcast falando mais especificamente sobre a formação do canon bíblico, ah, sobre manuscritologia, sobre o texto grego. Tudo isso vai ajudar você a entender mais profundamente o que nós estamos falando aqui de relance. Mas agora sim, Alen, voltando aqui, >> então, nesses manuscritos, nos principais utilizados ou que se chamam de melhores manuscritos, eh, você não vai ter esse trecho, mas como existe em alguns manuscritos, ah, decidiu-se deixar o trecho entre colchetes. E aí o ponto dele é o que que a gente faz com isso? Então, a gente não usa esse essa parte final da oração ou deve usar. Então, pelo menos dois aspectos são importantes aqui. Um deles é existe um lastro histórico. Então, quando você olha pro Judaque ou quando você olha para alguns dos textos antigos, você vai perceber eh autores antigos na história da igreja, utilizando esse tipo de eh doxologia, de encerramento de adoração, de louvor a Deus eh no fim do Pai Nosso. E acho que é um caminho ainda mais interessante que o Kevin de Young faz é de apresentar que esse final é completamente coerente com o todo da Escritura e especialmente coerente quando você olha para a oração de Davi lá em primeiro Crônicas 29, se eu não estou enganado. Então você vai perceber eh que embora não seja exatamente nesses termos, mas você tem todos esses elementos da exaltação do Senhor, eh, já apresentados na Escritura. E então, fechando muito bem uma oração que começa com Deus e termina com Deus, voltando os nossos olhos para aquilo que é central [música] e movendo-nos então na direção do Senhor. >> [música] >> เ