Rota 66 Português – Hebreus 7 | Luiz Sayão | IBNU
10/08/2026
Rota 66 Português – Hebreus 7 | Luiz Sayão | IBNU
Comunidade Saudável. Cidade melhor!
Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7
Conheça mais:
contato@ibnu.com.br
Siga-nos:
https://www.instagram.com/ibnusaopaulo/
https://www.facebook.com/ibnusp
Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
Bem vindo a Bíblia de estudo comentada [música] em áudio. Estudo 177 [música] baseado em Hebreus capítulo 7. >> [música] >> Com a NVI lemos a partir do versículo 1: Esse Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, encontrou-se com Abraão quando este voltava depois de derrotar os reis e o abençoou e Abraão lhe deu o dízimo de tudo. Em primeiro lugar, seu nome significa rei de justiça, depois rei de Salém, que quer dizer rei de paz, sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias nem fim de vida, feito semelhante ao filho de Deus, ele permanece sacerdote para sempre. Considere a grandeza deste homem, até mesmo o patriarca Abraão lhe deu o dízimo dos despojos. A lei requer dos sacerdotes, dentre os descendentes de Levi, que recebam o dízimo do povo, isto é, dos seus irmãos, embora esses sejam descendentes de Abraão. Este homem, porém, que não pertencia à linhagem de Levi, recebeu os dízimos de Abraão e abençoou aquele que tinha as promessas. Sem dúvida alguma, o inferior é abençoado pelo superior. No primeiro caso, quem recebe o dízimo são homens mortais. No outro caso, aquele de quem se declara que vive. Pode-se até dizer que Levi, que recebe os dízimos, entregou-os por meio de Abraão, pois quando Melquisedeque se encontrou com Abraão, Levi ainda não havia sido gerado. Olha só que coisa interessante. Afinal de contas, que história complicada e confusa é essa desse Melquisedeque? O que que ele está fazendo aqui quando o assunto é falar do sacerdócio? Qual é a grande questão que está em vista aqui? A grande dúvida é a seguinte: se Jesus é o nosso grande sumo sacerdote, se Jesus é de fato o sacerdote absoluto que pode trazer a oferta plena, o sacrifício perfeito diante de Deus, que adentrou o santuário celestial, como é que ele pode ser sacerdote se ele não faz parte da tribo sacerdotal? A tribo sacerdotal é de Levi. Os sacerdotes devem ser descendentes de Arão, conforme a exigência apresentada no livro de Levítico. Então, como é que Jesus pode ser sacerdote? O autor de Hebreus vai argumentar de uma maneira muito surpreendente e especial, dizendo o seguinte: Jesus é sacerdote de uma outra ordem, uma outra ordem superior, que está acima da ordem levítica, e ele é um sacerdote da ordem de Melquisedeque. E agora, como é que isso se firma, se estabelece? E quem é esse Melquisedeque? Qual a importância dele? Melquisedeque aparece lá em Gênesis 14 como o sacerdote do Deus Altíssimo, o El Elyon. E Abraão encontra com ele. E conforme o argumento aqui no livro de Hebreus, Abraão o considera sacerdote, reconhece o a sua posição como tal, de tal maneira que lhe entrega os dízimos, aceita a sua benção e, conforme diz o texto, o inferior é abençoado pelo superior. E, portanto, ah, como é que Abraão, que é aquele que recebe as promessas, reconhece esse sacerdote que mais ou menos misterioso, porque ele não faz parte do ainda da do povo da aliança, ele parece ser uma espécie de sacerdote que conhece a Deus e que faz parte do próprio povo de Canaã. Como é que ele pode fazer isso? Então, a grande questão aparece aqui que Melquisedeque é aceito na Bíblia como um sacerdote pré-levítico e com um elemento a mais, não é apresentada nenhuma exigência de natureza genealógica relacionada com a transmissão de pai para filho e o seu sacerdócio é um sacerdócio ligado à à não dependência genealógica, portanto, é um sacerdócio semelhante ao de Cristo que é independente do tempo, ou seja, eterno. E Melquisedeque, portanto, é um tipo de Cristo e ele, ao mesmo tempo, o seu nome em hebraico Melqui Zedeque, Melchizedek, significa que ele é meu rei eh de justiça ou meu rei justo. Ele é, ao mesmo tempo, rei sacerdote, mostrando tipificando essas duas qualidades no próprio Cristo. Portanto, Melquisedeque se torna, então, a base do sacerdócio de Cristo. Agora, é importante prosseguir e tentar ver o que realmente acontece nessa relação entre Melquisedeque e Jesus a partir do versículo 11, conforme nós vemos na NVI. Se fosse possível alcançar a perfeição por meio do sacerdócio levítico visto que, em sua vigência, o povo recebeu uma lei, por que haveria ainda necessidade de se levantar outro sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque e não de Arão. Certo é que quando há mudança de sacerdócio, é necessário que haja mudança de lei. Ora, aquele de quem se dizem essas coisas pertencia a outra tribo, da qual ninguém jamais havia servido diante do altar. Pois é bem conhecido que o nosso Senhor descende de Judá, tribo da qual Moisés nada fala quanto a sacerdócio. O que acabamos de dizer fica ainda mais claro quando aparece outro sacerdote semelhante a Melquisedeque. Alguém que se tornou sacerdote, não por regras, regras relativas à linhagem, mas segundo o poder de uma vida indestrutível. Porquanto sobre ele é afirmado: "Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque". O que é uma citação do Salmo 110, versículo 4, reforçando o argumento do autor de Hebreus. A ordenança anterior é revogada, porque era fraca, inútil, inoperante. Pois a lei não havia aperfeiçoado coisa alguma, sendo introduzido uma esperança superior, pelo qual nos aproximamos de Deus. E isso não acontece sem juramento. Outros se tornaram sacerdotes sem qualquer juramento, mas ele se tornou sacerdote com juramento, quando Deus lhe disse: "O Senhor jurou e não se arrependerá Tu és sacerdote para sempre". Jesus tornou-se, por isso mesmo, a garantia de uma aliança superior, que vai ser a grande questão discutida no capítulo 8. Ora, daqueles sacerdotes tem havido muitos, porque a morte os impede de continuarem seu ofício. Mas visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente. Ou seja, o sacerdócio levítico teve o seu papel e a sua função, mas era limitada e não tinha a característica permanente. Jesus, esse sacerdote perene, esse sacerdote permanente, substitui plenamente o sacerdócio antigo por ser da ordem de Melquisedeque e ser de uma outra categoria. E ele é capaz, versículo 25, importantíssimo, de salvar definitivamente, completamente, algumas versões sugerem que a tradução aqui seja salvar eternamente aqueles que por meio dele aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles, diferente dos sacerdotes que morriam e precisavam de substituição. É de um sumo sacerdote como esse que precisávamos, santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus. Ao contrário dos outros sumos sacerdotes, ele não tem necessidade de oferecer sacrifício dia após dia, primeiro por seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo. E ele o fez uma vez por todas quando a si mesmo se ofereceu. Pois a lei constituiu sumos sacerdotes a homens que têm fraquezas, mas o juramento que veio depois da lei constituiu o filho perfeito para sempre. Portanto, nós vemos que a grande pergunta e questão apresentada aqui finalmente está satisfatoriamente respondida. Como é que Jesus pode ser considerado sacerdote se ele não é da tribo de Levi? Ele é sacerdote de uma outra ordem. Qual é? Melquisedeque. Esse sacerdócio é superior. Por quê? Nós vimos que Abraão reconheceu essa superioridade de Melquisedeque. Isso é confirmado com o juramento feito por Deus no Salmo 110, que reconhece nesta profecia messiânica que o sacerdócio de Cristo é permanente e eterno. O sacerdócio ligado à lei, o sacerdócio ligado a Levi, Arão, precisa ser dependente da genealogia, é feito por sacerdotes imperfeitos que precisam interceder por si mesmo, seus sacrifícios não são absolutamente capazes de resolver o problema de separação entre Deus e o homem. Agora, com Cristo, o sacerdote absoluto, esta nova ordem de Melquisedeque, esta realidade plena de um sacerdote que não precisa depender do tempo, que não precisa ser trocado, se manifesta. Portanto, nós temos o nosso sacerdócio pleno e absoluto, Jesus Cristo, filho de Deus, perfeito [música] para sempre. >> E você, agora que acompanhou a exposição do capítulo [música] sete de Hebreus, tem alguma pergunta sobre Melquisedeque, não é isso? Pois é, Saião. Aqui estamos para saber, de fato, quem seria esse Melquisedeque. Alguém já disse que talvez poderia ser o próprio Jesus, o Mateofania. Nós temos base para dizer isso? >> Pois é, Alberto, ah, esta ideia tem sido apresentada como Melquisedeque aparece a frase que ele é sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem princípio de dias, nem fim de vida, que ele é feito semelhante ao filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. Ah, mas aqui é importante a gente tentar entender o que que é uma teofania. Teofania é uma manifestação de Deus, isso que a palavra significa literalmente. E muitas teofanias aparecem no Antigo Testamento, quando Deus se manifesta de alguma forma, como nós vimos lá em Gênesis 18, o Senhor aparece a Abraão, mas aqui não é o caso. Não é o caso porque Melquisedeque, ele é sacerdote do Deus Altíssimo, que é o El Elyon do mundo conhecido da época entre os cananeus. E por que que ele é mencionado dessa forma? Não é que ele, na verdade, não tem pai, não tem mãe. A questão é que no livro de Gênesis, a sua genealogia não é apresentada. A genealogia era fundamental para a questão do sacerdote levítico ou arônico. E quando Melquisedeque é reconhecido como sacerdote, no caso de Abraão, ah, não há necessidade de mostrar a questão genealógica. Então, é uma maneira judaica de de de interpretar o texto que a gente lê e começa a entender além do que é acontece. Então, assim como como Melquisedeque é apresentado como um sacerdote sem essa dependência genealógica, Jesus tem o mesmo tipo de sacerdócio. Mas não podemos pensar, imaginar em Melquisedeque como uma espécie de ser diferente, separado, como se fosse o próprio Cristo. Não há base para ir tão longe. Ele é sim um tipo de Cristo, né? Por ser Ah, tipo é quase como que um símbolo anterior, né? Por fato dele ser rei, ser sacerdote, ser diretamente comparado aqui em Hebreus, capítulo sete. Então tá aí a nossa resposta sobre o assunto. >> Agora a dificuldade que eu acho que algumas pessoas têm em relacionar Jesus como o grande sacerdote e ao mesmo tempo como o cordeiro de Deus, né? O sacrifício. Como é que que fica essa situação? Ele é um sacerdote, mas ao mesmo tempo ele ele é a oferta, né? Então são duas naturezas distintas aí, né? >> Pois é, a pessoa de Cristo é a grande resposta de Deus para todo o problema da humanidade. Então ah de fato Jesus tem papéis diferenciados na sua obra de salvação. Jesus é totalmente humano e é totalmente divino. Jesus ele é profeta, ele é sacerdote, ele é rei. Jesus tem muitas qualifica ções, a sua obra nós vamos poder ver aqui no Rota 66 com detalhes isso. A sua obra é bem ampla, bem extensa. Então é verdade que o Jesus é o sacrifício pelo fato de ele ser absolutamente sem pecado. Não poderia ser apresentado nada maculado, por isso que ele é o cordeiro de Deus imaculado, né? Que tira o pecado do mundo. O sacrifício de Cristo tem um valor eterno porque ele é humano, mas é divino também. Então o sacrifício é real por ele ser humano, tem é extensão absoluta e valor eterno por ele ser absolutamente divino e é um sacrifício absolutamente aceitável porque é puro e ele é sem pecado. Mas ao mesmo tempo em que Jesus é a oferta a Deus pelo nosso pecado, ele como a aquele que intercede por nós, também é o nosso grande sacerdote, que intercede por nós diante de Deus e que mediante o sacrifício do seu corpo nos apresenta, nos traz para perto de Deus, acabando com todas as barreiras burocráticas que impediam esse acesso direto a Deus. Então, Cristo acumula aqui as funções de maneira muito clara e de maneira muito importante para compreensão da teologia do Novo Testamento. >> Por ter duas naturezas, então, a divina e humana, nós podemos entender, né, a atuação de Cristo nessa fase. >> Exatamente. Cristo sendo humano e divino, ele pode ser oferta e sacrifício e também sacerdote ao mesmo tempo. >> O sacrifício de Cristo, ele alcança a todos? Mesmo lá no passado, no presente e ele tem uma extensão também para o futuro? >> Olha, Alberto, essa pergunta é importante, porque é o ele é um sacerdote, né, eterno, né? A sua obra, ah, versículo de número três fala, né, ele permanece sacerdote para sempre, quando faz a comparação com o Melquisedeque. É verdade, aqui muito importante destacar isso, é verdade que todas as pessoas que têm acesso a Deus o têm por meio de Cristo. Mesmo, ah, no passado, as pessoas pensam às vezes que uma pessoa no Antigo Testamento, ele era salvo por ser obediente à lei. Não, ele só podia ser salvo porque ele cria na promessa de salvação que chegaria, a promessa ah, de libertação espiritual plena. E esta salvação e libertação foi conquistada em Cristo. Então, as pessoas do passado foram salvos pelo sacrifício de Cristo que se deu no futuro em relação a elas. Nós somos salvos pelo sacrifício que foi feito por nós, então o sacrifício de Cristo transcende o tempo, ele perdoa os pecados do passado, do presente e do futuro, isso é verdade. Agora tem um detalhe importante, é verdade que Cristo disponibilizou a salvação para todos, ele abriu o acesso a Deus, mas não é verdade que todos a tem automaticamente. Sem fé é impossível agradar a Deus. Sem a gente ter o acesso a esta salvação com fé, nós não podemos desfrutar dela, é como se a gente pudesse dizer o seguinte, né? O arquivo tá lá, mas a pessoa precisa fazer um download, né? O download é através da fé na salvação que vem de Deus. Então é verdade que alcança todos, mas só tem eficácia para com todos, para aqueles que creem. >> O instrumento é a fé. >> Exatamente. >> Agora para terminar, eu vou para o verso 10 do Hebreus capítulo 7. Levi pagou os dízimos a Abraão. Isso não é meio complicado, meio difícil de entender uma situação dessa? >> É, se nós, eh, não entendermos corretamente o que o texto tá querendo dizer. Eh, muitas pessoas, porque o texto diz assim, né? Pode-se até dizer que Levi que recebe os dízimos entregou-os por meio de Abraão, pois quando Melquisedeque se encontrou com Abraão, Levi ainda não havia sido gerado e às vezes algumas pessoas, né? Vão longe, literalmente Levi ainda estava no corpo do seu antepassado. >> Aí já >> Aí já viu, o pessoal, não, mas quem sabe Levi já já existia, né? Ah, não, o Levi de alguma forma estava presente no DNA do Abraão, começa a gente a criar coisas que não fazem sentido. Aqui é uma questão representativa, por quê? Porque Levi é descendente de Abraão. E Abraão, representativamente, porque Levi é quem representa o sacerdócio, ele representativamente se encontrou, eh, com Melquisedeque, fazendo essa mediação representativa. Então, Levi, ah, que recebe os dízimos, entregou-os por meio de Abraão, mostrando que Abraão, de quem veio Levi, então, entregou os dízimos a Melquisedeque, que tem aqui um sacerdócio superior. Mas não que literalmente, é importante, é representativamente. Não que literalmente Levi estivesse lá em forma de assombração, junto lá com Abraão, para tentar, eh, fazer essa conexão, né, com o Melquisedeque. >> Senão, daqui a pouco vão falar que Abraão estava no monte da transfiguração e Levi veio, né? >> É, exatamente. Inclusive, um vira para o outro: "Ei, Levi, quando você tava lá, tal". >> [risadas] >> Aí vai. >> Por aí. Complicado, tá? Fora de propósito isso. >> Tá certo. Saulo, muito obrigado pela explicação. Eu acho que valeu. E você aí que está nos acompanhando, segura mais um pouquinho. Vem agora uma palavra especial para você. >> Hoje estudamos aqui no Rota 66, o capítulo sete de Hebreus, falando sobre o sacerdote absoluto, Jesus Cristo, nosso Senhor. E a grande lição que descobrimos surge diretamente do versículo 25, que diz: "Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que por meio dele aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles". A grande verdade é que Cristo intercede por nós diante de Deus. Certamente nos sentimos tantas vezes desanimados, confusos e até mesmo aborrecidos pela nossa fragilidade, nós que já conhecemos a Cristo, sabemos das nossas fraquezas, dos nossos erros, dos nossos pecados e às vezes nos frustramos na nossa vida cristã, mas a grande bênção, Jesus, o sacerdote perfeito para sempre, ele agora intercede diante do pai por você. Ele é o caminho, ele que aproxima, ele pratica esta intercessão em favor da sua vida. Isso deve encher o nosso coração de tranquilidade e confiança. [música] Não se esqueça, Jesus, o sacerdote absoluto, intercede por você e isso lhe garante toda tranquilidade em relação à sua vida com o próprio [música] Deus, nosso pai.