Rota 66 Português – Hebreus 9-10a | Luiz Sayão | IBNU
11/08/2026
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Fonte: Com IBNU
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Bem-vindo à Bíblia de estudo comentada em áudio. Estudo 179, baseado em Hebreus, [música] capítulo 9 e capítulo 10a. >> [música] >> O capítulo 9 começa falando sobre [música] a adoração que era feita no tabernáculo, comparando as duas alianças, falando do que acontecia na aliança antiga, aliança mosaica do Sinai. E o texto diz: "Ora, a primeira aliança tinha regras para adoração e também um tabernáculo terreno. Como nós sabemos, foi levantado um tabernáculo. Todos lembram aqui do estudo que fizemos já em Levítico, do lugar santo e também a parte do lugar santíssimo, também chamado de Santo dos Santos, onde estavam, o texto aqui vai dizer no versículo dois, onde estava o candelabro, a mesa e os pães da presença. E isso no lugar santo e depois separado do lugar santíssimo, onde estava o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança revestida de ouro. Ah, e então o versículo de número seis de fala claramente sobre o que acontecia. Os sacerdotes entravam no lugar santo do tabernáculo para eh exercer o ministério deles. No entanto, somente o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos ou no lugar santíssimo apenas uma vez por ano e sempre fazendo ah o sacrifício com sangue pelos pecados do povo e até ah por aqueles que eles haviam cometido por ignorância. O Espírito Santo diz o versículo 8 aqui, é importante. Dessa forma, o Espírito Santo estava mostrando que ainda não havia sido manifestado o caminho para o Santo dos Santos enquanto permanecia o primeiro tabernáculo, ou seja, o primeiro modelo onde funcionavam sacrifícios eram imperfeitos. E então o texto nos diz claramente que isso era uma ilustração para os nossos dias, indicando que as ofertas e o sacrifícios não podiam dar ao adorador uma consciência perfeitamente limpa. Essas eram restrições que tratavam de elementos cerimoniais até que chegasse o novo tempo da nova ordem. Então, ah, versículo 11 vai nos falar: "Quando Cristo veio como sumo sacerdote, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo não feito pelo homem, não pertencente a esta criação." O primeiro tabernáculo é apenas um modelo, mas Cristo fez um sacrifício absoluto de natureza plena, universal e até cósmica. Não foi por meio de sangue de bodes e o e novilhos, mas pelo seu próprio sangue que ele entrou no Santo dos Santos de uma vez por todas. E é claro, diz o texto, que o sangue de bodes e touros, eles não tinham condição de purificar plenamente uma pessoa. Eles não eram, eles eram apenas eh eh sacrifícios de natureza cerimonial e que apontavam para uma realidade. E a questão é que se esse sangue podia tornar uma pessoa cerimonialmente pura, quanto mais o sangue de Cristo, agora muito superior, que pelo Espírito eterno se ofereceu, purificará a nossa consciência dos nossos, relativas aos nossos pecados, no ah de atos que levam à morte para que sirvamos ao Deus vivo, diz o versículo 14. Nós não precisamos mais estar nesse ritualismo, porque agora temos a realidade, a substância plena. Diante disso, nessa condição de sacrifício, Cristo é o mediador de uma nova aliança. Versículo 15. Esta nova aliança, quando nós temos a relação com Deus marcada pela aceitação de Cristo, que traz obediência de vida, cuja promessa é a vida eterna e chamado melhores promessas e nos traz um relacionamento direto com Deus. esta aliança agora nos que nos é trazida por Cristo. E versículo 16 a em diante vai nos falar eh sobre um testamento. É importante observar que no grego a palavra testamento e a aliança é a mesma de até que no caso de um testamento, é necessário que se comprove a morte daquele que o fez, mas um testamento só é validado uma vez ah quando acontece morte. e nunca vigora, enquanto está vivo quem o fez. A primeira aliança por isso, foi sancionada sem sangue. Quando Moisés terminou de proclamar a palavra a e os mandamentos da lei pro povo, ele levou o sangue de novilhos, de bodes, também tudo aquilo que envolvia o sacrifício. Este é o sangue da aliança que Deus ordenou que vocês obedeçam, citando aqui o texto de Êxodo 24:8. Da mesma forma, as pergiu com sangue o tabernáculo e todos os seus utensílios. A lei dizia que as coisas deviam ser purificadas com sangue. Sem derramamento de sangue não há perdão. Pois é, agora em Cristo tudo é muito superior. Ah, o texto vai ainda dizer que era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas. E então a as próprias coisas celestiais para serem purificadas deveriam ser feitas com sacrifícios superiores. Cristo não entrou num santuário feito por homens, mas sim no santuário verdadeiro nos céus uma única vez. Então esse tabernáculo é um modelo de uma realidade superior celestial e espiritual. Cristo fez o sacrifício absoluto, de modo que esse sacrifício acontece uma única vez, diferentemente dos sacrifícios antigos que se exigiam que se repetisse várias vezes. Então o texto de Hebreus vai dizer no versículo 26 em diante: "Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo. A mesma forma como o homem está destinado a morrer uma vez e depois disso enfrentar o juízo. Assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez para tirar os pecados de muitos e aparecerá a segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam, conforme leitura da nova versão internacional da Bíblia. Diante dessa realidade, nós vamos observar que este sacrifício de Cristo é absoluto e é definitivo. É um sacrifício real, feito com sangue, pois sem derramamento de sangue não há perdão de pecados. E este sacrifício é o que está em vista e também é comentado com mais detalhes aqui no capítulo 10. O texto nos diz o seguinte: "A lei traz apenas uma sombra dos benefícios que vire, não a sua realidade." Por isso, ela nunca consegue, mediante os mesmos sacrifícios repetidos anos após anos, aperfeiçoar os que se aproximam para adorar. Porque se isso fosse possível, não haveria necessidade ah deles serem repetidos. Portanto, o versículo nos diz, versículo 4, pois é impossível que o sangue de touros e bode tire pecados. Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse: "Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste de holocausto e de ofertas pelo pecado, não te agradaste. Então eu disse aqui estou no livro está escrito a meu respeito. Vim para fazer a tua vontade, ó Deus. Cristo, sim, é o sacrifício perfeito que estava sendo apenas esperado através daqueles sacrifícios imperfeitos do Antigo Testamento. E aqui então essa citação do Salmo 40 mostra o Senhor Jesus preparado através desse salmo messiânico para se oferecer como sacrifício pleno a Deus, fazendo a vontade de Deus neste aspecto. E o texto então vai prosseguir dizendo que dia após dia, versículo 11, todo sacerdote apresenta-se e exerce os seus deveres religiosos repetidamente oferece os mesmos sacrifícios que nunca podem remover os pecados. Mas quando este sacerdote acabou de oferecer para sempre um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus. Daí em diante, ele está esperando até que os seus inimigos sejam colocados como estrado dos seus pés, porque por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados. O Espírito Santo nos testifica sobre isto. Esta é a aliança que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor. Pori as minhas leis em seu coração e as escreverei em sua mente, a citação de Jeremias 31. E diz ainda: "Dos seus pecados, iniquidades, não me lembrarei mais. onde esses pecados foram perdoados, não há mais necessidade de sacrifício por eles. E então, como vemos, o sistema sacrificial de Levítico, o sistema sacrificial do Antigo Testamento, da lei mosaica, já se cumpre plenamente no sacrifício de Cristo. Não precisamos de nenhum tipo de ritualismo cerimonial para perdoar os pecados, [música] porque em Cristo todos os nossos pecados são absoluta e plenamente perdoados. E eu já começo [música] a com a pergunta que talvez o nosso ouvinte olhou no texto e já ficou curioso. Saião, tabernáculo celestial é literal, ele é espiritual, ele existe mesmo? Porque eu já ouvi uma história aí que parece que ele existe mesmo. >> Olha, Alberto, o texto é bastante claro em falar ah de que o tabernáculo foi feito a partir de um modelo que é o modelo celestial. O grande problema é que nós temos um pouquinho de dificuldade ah de falar das coisas celestiais na Bíblia. Por quê? Porque a Bíblia, de modo geral, nos deixa eh bem claro que a realidade das coisas espirituais estão acima da nossa compreensão. Então, por exemplo, quando nós vamos estudar, e aqui nós vamos estudar no Rota 66, um livro como Apocalipse ou certas passagens escatológicas, essas passagens eles elas mencionam certas realidades celestiais. Por exemplo, no final do Novo Testamento, você tem a Nova Jerusalém, que é um cubo, né? Ah, e se nós imaginarmos aquilo eh literalmente, nós vamos ter uma ideia até meio estranha do que que é uma cidade. Quando a gente começa a a analisar, a gente descobre que existe muita metáfora, muita linguagem figurada e nós não temos assim de maneira muito nítida e clara como vai ser a realidade celestial. Então, é claro que e o tabernáculo é feito a partir do modelo que existe no monte. Agora, em que sentido existe uma relação? Em que sentido existe um tabernáculo celestial? Onde está o ponto de comparação? A coisa aqui fica um pouco misteriosa. Então, a gente não tem mais informação detalhada sobre isso na Bíblia. Por isso é um pouco assim perigoso a gente ultrapassar o sinal vermelho e querer assim descobrir, será que lá tem um altar também e esse altar mata-se a, por exemplo, novilhos e bodes no céu, né? Então é claro que isso é muito pouco provável. Então nós não podemos fazer uma ligação muito direta. Existe uma ligação teológica profunda aqui, né, de que é um sacrifício imperfeito e o sacrifício perfeito feito por Cristo que adentrou o céu. Pode ser que o sentido seja que simplesmente ele entrou no céu. Ah, e que isso é o tabernáculo, a morada de Deus de maneira bem genérica. Pode ser que haja mais detalhes. Aí nós chegamos naquele ponto que a gente tem com que com humildade tomar um certo cuidado e dizer: "A gente só sabe que existe uma ligação entre dois santuários e que a gente não deve detalhar demais, senão a gente vai entrar em dificuldades e em labirintos perigosos e problemáticos". >> Já pensou? Eu já ouvi gente falando assim: "É, mas os animaizinhos quando morrem também vão pro céu?" Aí a ovelhinha morre aqui e vai pro céu. Chega lá no céu também vai morrer de novo. >> Pois [risadas] é. Então esse tipo de raciocínio não é adequado. >> Tá certo? Qual a ligação quando você citou aqui o verso 16 entre aliança e testamento? Qual a relação? Eh, pastor Alberto, quando a gente lê a Bíblia em português, né, e a gente tem falado aqui das traduções, falando da NVI, mas quando a gente lê no original faz uma diferença grande. O problema é que a palavra de atequê, é a palavra do grego que significa aliança, ela também significa testamento. É a mesma palavra que aparece ah aí no texto. E aqui ela tem esse significado. E ela então e e quem quem tá lendo no original, os primeiros leitores, eles não tiveram dificuldade de fazer a relação entre os dois conceitos, que a palavra é automaticamente entendida nos dois sentidos. O que acontece é o seguinte, no caso da primeira aliança e e o testamento, né, não nós não tivemos nenhuma morte ratificadora que permitisse que os beneficiários fossem de fato ah de certa forma a alcançados, né, devidamente eh gratificados. E quando nós temos a nova aliança, que também é aliança testamento, o Novo Testamento, nesse testamento nós temos aí uma verdadeira morte, que é a morte de Cristo. Então, nós temos a versículo 17 falando que um testamento só é validado no caso de morte, uma vez que nunca vigora enquanto está vivo quem o fez. Então, nesse sentido, a morte de Cristo estabelece claramente, com sanção absoluta, a uma aliança que também é um testamento que nos atinge como beneficiários daquilo que foi feito por Cristo pela sua obra na cruz do Calvário. >> É sermos coerdeiro. Então, aí em Cristo, >> é, temos uma herança de eh que decorre desse eh dessa aliança e testamento também, que tem o conceito duplo na própria língua original, >> nessa morte de Jesus, eh, no seu ato sacrificial, o seu sangue derramado que nos purifica. Até aí a gente entende que bom. Mas no verso 23 fala que esse sangue também vai purificar coisas eh celestiais, não é? Que coisas seriam essas? Até no céu precisa haver esta purificação. >> Pois é. Tá vendo? Acho que a gente acho que é melhor arrumar outro programa. Esse tá ficando muito difícil, né? O versículo 23, de fato, nos diz com clareza que as coisas que estão nos céus era necessário que fossem purificadas. Aí vem a pergunta: o que quer dizer isso? Alguns estudiosos acreditam que isso é uma referência à obra cósmica de Cristo, no sentido em que Cristo morreu não só pelos pecados da humanidade, mas como aquilo que vai aparecer também em Colossenses, que a obra de Cristo atinge a dimensão do universo e ela também tem eh impacto sobre a presença do mal e do pecado no universo e não só ah aqui eh com os humanos na Terra. Mas a dificuldade que essa ideia nos dá é que parece que tem coisa para ser purificada no céu propriamente dito, né? Como se tivesse impureza lá. Uma outra possibilidade assim bem razoável de compreender o que esse texto tá dizendo é a ideia de que o santuário celestial não precisava propriamente de purificação. O sentido é que do jeito que o santuário aqui na terra era purificado pelo sangue dos sacrifícios e permitia assim a existência de um lugar onde o pecador pudesse ser aproximado de Deus, né? Então, o santuário tinha essa função de aproximar o pecador de Deus. Da mesma forma, o santuário celestial é purificado no sentido de ser o lugar onde o pecador pode entrar e aproximar-se de Deus através do sangue de Jesus. Então esta purificação, então talvez seja aqui diferente daquilo que algumas pessoas poderiam imaginar que o céu tá contaminado e precisa de uma espécie de >> higienização, >> higienização geral. Então a ideia >> provavelmente vai mais nessa direção, >> tá certo? Olha, se tem uma coisa que muitas pessoas têm medo é de morrer. Tem gente que morre de medo de morrer. E no verso 27 diz que a gente morre uma única vez. Mas nós temos aí a corrente da reencarnação, nós temos outras ideias, né? E o homem não quer morrer mesmo, né? >> É verdade. Verdade. Que inclusive uma boa notícia para quem não quer morrer é que você vai morrer uma vez só. Então isso já é um bom alívio, né? Mas a questão fundamental é que eh veja bem, são dois elementos claros aqui. Primeiro é que se é verdade que a gente morre várias vezes, que a gente tem várias vidas, então tudo isso que a Bíblia diz não vai fazer nenhum sentido, porque na verdade a obra de Cristo, tudo que ele fez perde o seu significado. E a segunda questão é que geralmente a ideia da reencarnação tá acompanhada da ideia de que a gente mesmo paga os nossos erros através do sofrimento, o que é uma ideia complicada, né? Porque se alguém tá sofrendo e tá pagando pelos seus erros, a ideia é que essa pessoa deve continuar a sofrer. Eu não devo aliviar o sofrimento dele, senão ele não paga. O que Hebreus está dizendo é o seguinte, que o sacrifício de Cristo foi total, absoluto, foi verdadeiro, foi aceito por Deus. substitui os sacrifícios simbólicos do Antigo Testamento e, portanto, esse sacrifício traz de fato perdão de pecado, já não há mais necessidade de sacrifício. Portanto, os homens morrem uma só vez, assim como Cristo morreu uma só vez para perdoar os pecados. Problema da reencarnação é que a reencarnação desconhece o conceito de perdão. E o perdão é a palavra essencial do cristianismo do Novo Testamento. Mesmo que muita gente às vezes queja queira, né, misturar os dois, a verdade, pastor Alberto, é que não dá para acreditar no Novo Testamento e reencarnação ao mesmo tempo. São ideias muito distintas e contraditórias. Por isso você aí que tem uma vida só e não é gato, né? É bom tratar direitinho da sua vida, porque depois, né, saí, como é que fica, né? >> Complicado. >> Obrigado pela explicação. Você continua aí na sintonia porque temos ainda mais uma palavra para você. [música] Hoje no Rota 66 falamos sobre o sacrifício perfeito e absoluto, lendo e estudando Hebreus 9, a primeira parte do capítulo 10. E qual é a grande, a grande lição para nossa vida? A grande lição chama-se a única chance. Muitas vezes nós nos animamos com várias coisas na vida quando elas podem ser resolvidas de uma outra forma. Mas quando temos problemas que são absolutamente sérios e precisam de uma única solução, por exemplo, alguém vai fazer uma cirurgia que é absolutamente capaz de definir se a pessoa vai viver ou não vai viver, vai operar um câncer, vai operar do cérebro. Não há possibilidade de resolver de uma outra forma. É a única chance. A única chance do homem perante Deus é o sacrifício perfeito e absoluto de Cristo feito na cruz do Calvário. Hebreus é muito claro em dizer isso. E a grande verdade para [música] o nosso ouvinte que nos ouve é que a única chance da sua vida diante de Deus não está numa instituição religiosa, numa igreja, numa outra organização, [música] em um ministro religioso. Sua única chance está no sacrifício de [música] Cristo, que morreu para perdoar os seus pecados. Portanto, abra a sua vida para Cristo, receba ele, do contrário, [música] você não terá outra chance, outra alternativa de acordo com o ensino do Novo Testamento. >> [música] >> เ [música]