🔴 Culto Matutino | 02/08/2026 (9h) – Rev. Guilherme Alcântara
03/08/2026
🔴 Culto Matutino | 02/08/2026 (9h) – Rev. Guilherme Alcântara
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
[música] เ >> [música] [música] >> เฮ [música] [música] >> [música] [música] >> Bom dia, meus irmãos. Sejam bem-vindos a mais um culto público na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro. É bom estar na casa de Deus. Você já teve a curiosidade de pensar como vai ser quando você chegar no céu ou como seria a visão de ver Deus nos céus? Sabe? Ah, várias pessoas já tiveram essa experiência. Ah, o profeta Isaías, por exemplo, uma ocasião, quando ele entrou no templo, ele teve uma visão e na visão ele viu o Senhor assentado num trono e havia querubins ao lado dele. A arca da aliança era também a representação disso. Os querubins estavam do lado e no meio aparecia a glória de Deus. Então, essa visualização, ela aparece em diversos salmos. Vejam só o Salmo 99, o salmista refletindo sobre isso. Talvez o salmista foi alguém que nunca entrou dentro do tabernáculo. Todavia, essa era uma percepção já comum entre o povo de Deus. Diz assim a o Salmo 99, os versículos de 1 a 5. Reina o Senhor, tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins. Abale-se a terra. O Senhor é grande em Sião e está exaltado acima de todos os povos. Celebrem eles o teu nome grande e tremendo, porque és santo. És rei poderoso que ama a justiça. Tu estabeleces o direito, executas o juízo e a justiça em Jacó. Exaltem o Senhor nosso Deus e prostrem-se diante do estrado dos seus pés. O Senhor é santo. Por incrível que pareça, na visão que Isaías teve, é exatamente isso que estava acontecendo. Os anjos estavam cantando a Deus e cantando exatamente isso, dizendo que ele era santo. Vamos também nós colocarmos-nos de pé e louvar esse Deus que é santo. Ele está entre nós e ele é digno da nossa adoração. [música] Santo, santo, santo [canto] Deus. Onipotente [música] louvam [canto] nossas vozes. [música] Teu nome com fervor. >> [música] >> Santo, santo, [canto] santo, justo e compassivo. [música] És Deus triuno, [canto] excelso, criador. [música] [canto] Santo, santo, santo. [música] Nós os pecadores, [música][canto] não podemos ver tua [canto] glória [música] sem temor. [canto] Tu somente és santo, [música] só tu és perfeito. Eu soberano [música][canto] e penso em Deus. Meu amor. [música] Santo, santo, [canto] santo. [música] Todos os remidos [canto] juntos com os anjos [música] proclamam o [canto] teu louvor. Antes [música] de formarse-o firmamente [canto] a terra. >> [música] >> e sem [canto] de ser [música] senhor. [música] [música] Santo, [canto] santo, santo Deus onipotente. [canto] Tuas obras louvam teu nome [canto] com fervor. Santo, santo, santo, [canto] justo e compassivo, Deus soberano [música][canto] excelso, criador. Oremos. Senhor, tu és santo e a tua santidade nos é apresentada por meio daquilo que Cristo conquistou em nossa vida e agora nos proporciona uma vida de santificação. E como teu povo aqui reunido, Senhor, celebramos o Teu nome, cantamos com as nossas vozes, nos colocamos diante de ti em oração e, principalmente em submissão à sua palavra. Este é o culto que prestamos ao Senhor, conduzidos pelo teu próprio Santo Espírito, Senhor. E esta é a alegria que transborda em nosso coração. Que essa seja uma realidade de virmos à tua casa com alegria, pois bom é estarmos aqui. Que o nosso coração se alegre quando dizemos que estamos indo à casa do Senhor. Este é o nosso louvor. Esta é a nossa adoração. Em nome de Cristo Jesus. Amém. A igreja pode se assentar. Nos anos de 1643 a 47, foram formulados documentos para sintetizar ou resumir ou de alguma forma sistematizar a fé cristã reformada. Estes documentos chamados da declaração de fé de Westminster e o catecismo maior de Westminster são utilizados pela Igreja Presbiteriana do Brasil como símbolo de fé. O que isso significa? Eles não são a nossa regra de fé, mas eles nos auxiliam a expressar aquilo que nós cremos. >> [roncando] >> E a pergunta do catecismo maior de Westminster, a pergunta de número 122, diz: "Qual é o resumo dos seis mandamentos que encerram o nosso dever para com o homem?" E a resposta é: resumo dos seis mandamentos que encerram o nosso dever para com o homem é amar o nosso próximo como a nós mesmos e [roncando] fazer aos outros aquilo que desejamos. que eles nos façam. O catecismo maior então explana aquilo que o nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou, registrado no Evangelho de Mateus, no capítulo 22 verso 34, quando a palavra de Deus diz: "Entretanto, os fariseus, sabendo que Jesus havia silenciado os saduceus, reuniram-se em conselho, e um deles, intérprete da lei, querendo pôr Jesus da prova, perguntou-lhe: "Mestre, qual é o grande mandamento na lei?" Jesus respondeu: "Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o grande primeiro mandamento e o segundo, semelhante a este é: Ameo seu próximo como você ama a si mesmo." Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. Ame ao Senhor de todo o seu entendimento, alma, coração, força. Isso é refletido também em como nós nos relacionamos com os nossos pecados. Pois a forma com que tratamos os nossos delizes, os nossos erros, diz muito acerca de como nós temos desenvolvido e alimentado o nosso amor a Deus. Por diversas partes as escrituras deixam claros que aqueles que amam a Deus obedecem os seus mandamentos. O nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou isso e este é o momento aonde a igreja reunida se coloca diante de Deus para confessar os seus pecados. Deus sabe aonde temos errado. Deus sabe o que se passa em nossa mente. Deus sabe o que se passa em nosso coração. Deus sabe o que nós temos falado ou pensado em falar, sentido. E este é o momento onde nós damos nomes a estes erros, a estas tentações a qual temos sucumbido, mas damos nomes pedindo ao Senhor perdão, o sincero arrependimento. caminha para a confissão de pecados e sabemos que todo pecado de alguma forma reflete para com o próximo. Portanto, esse é o momento onde nós silenciosamente nos colocaremos diante do Senhor em sinceridade, sabendo que ele já conhece os nossos dias para pedir perdão com sinceridade e reconhecer o seu perdão para uma vida de santidade. Façamos isso. Senhor, nosso Deus, nosso Pai Santo, a tua palavra nos ensina que Quando ignoramos a realidade dos nossos pecados ou quando dizemos que não temos pecados, não só mentimos, mas fazemos o Senhor mentiroso. Pois o Senhor diz que a nossa condição distante de ti era entregue aos pecados da nossa carne. Mas em Cristo Jesus cremos que uma nova vida nos foi dada. Nos tornamos nova criatura. ainda sobre os efeitos práticos do pecado, mas não mais escravizados por eles. Isso, Senhor, nos traz a condição de estarmos diante de ti, reconhecendo o que temos feito de errado, dando nome aos nossos erros. Compreendemos aquilo que temos feito que desagrada os teus mandamentos, que nos distancia da verdadeira comunhão e da profunda profunda comunhão que o Senhor propõe ao seu povo. Tudo isso, ó Pai, acontece por conta do pecado. E neste momento, como igreja reunida, queremos confessar os nossos pecados, abrir o nosso coração em sinceridade, expor a nossa fraqueza e pedir que o Senhor nos perdoe. E pedir que o Senhor, ó Pai, produza em nós cada vez mais ódio aquilo que nos distancia de ti. e da mesma forma que o nosso coração seja preenchido pelo teu santo espírito para amar, para desejar e para buscar dia após dia uma vida condizente com aqueles que estão em ti por meio de Cristo Jesus. Nesta manhã, teu povo reunido diante de ti sinceramente pede perdão, crendo no poder do teu santo espírito para uma vida de santidade, da alegria de sabermos que o Senhor terminará a boa obra que começou em nossa vida, olhando para a frente, esquecendo as coisas que ficaram para trás e nos alegrando, desejando cada vez mais estar debaixo da tua vontade. Essa é a nossa oração em nome de Jesus Cristo, aquele que proporcionou isso em nossa vida. Oramos assim. Amém. Convido a igreja a se colocar de pé e a louvarmos ao nosso Deus. >> [música] [música] >> enquanto [canto] Quanto eu calei [música] o meu [canto] pecado? [música] Envelhece, [canto] eu sei, [música] de tão [canto] cansado, porque [música] [canto] a sua mão desata [música] sobre [canto] mim [música] e o meu vigor [canto] chegou. ao fim. [música] O meu pecado [música] então eu não [canto] mais ocultei [música] do meu [canto] Senhor e [música] Rei. >> [música] [música] >> Assim eu confessei [música][canto] o meu pecado [música] e pelo [canto] sangue de Jesus. Eu fui [música][canto] lavado porque a [música] sua mão fez a sobre mim. [música] E o meu [canto] vigor [música] chegou ao fim. >> [música] >> O meu pecado então [música] eu não mais [canto] ocultei do meu Senhor [música] e Rei. Oh. [música] >> [música] [música] >> Te amamos, [música] [canto] Deus, pois tua [música][canto] misericórdia nunca falhou. Estamos seguros [música][canto] em tuas mãos. Sempre que nos [música] levantamos [canto] até o nosso [música] dejar, vamos cantar. da bondade [música] de Deus. [música] Em todo [canto] tempo és fiel. [música] Em todo [canto] tempo, tu és tão tão bom. [canto] Com [música] todo o fôlego que temos. [música] Vamos [canto] cantar da bondade de Deus. [música] [canto] Tua doce voz que nos guia pelas lutas. [música] Na escuridão, [canto] tua presença [música] é real. Te revelas como [música][canto] pai. bondoso amigo [canto] és nos faz [música] viver na bondade [canto] de Deus. Em todo [música] tempo [canto] és fiel. >> Em todo [música][canto] tempo tu és tão tão bom. Com todo o [canto] fôlego [música] que temos, vamos [canto] cantar na bondade de Deus. [música] Bondade [canto] que nos cerca, nos segue até o fim. [música] Bondade [canto] que nos cerca, nos segue até o fim. Nossa vida [música] dá a te entregar [canto] tudo a te render. Bondade [música][canto] que nos certa, nos segue até o fim. Bondade [música][canto] que nos cerca segue até o fim. [música] Bondade [canto] que nos certa, nos segue até o fim. >> [música] >> Nossa vida dá a te entregar [canto] tudo a te render. Bondade [música][canto] que nos cerca nos segue até o fim. [música] Em todo tempo [canto] és fiel. [música] Em todo [música][canto] tempo tu és tão tão bom. Com todo [música] o fôlego [canto] que temos, vamos cantar [música] da bondade [canto] de Deus. Vamos cantar [música] da bondade de Deus. [canto] Deus. [música] Vamos cantar da bondade de Deus. [música] Os irmãos podem se assentar. Queria chamar aqui à frente o Renan Antunes. Ele vai fazer a sua pública profissão de fé e também o batismo. >> Renan, é bom vê-lo aqui, viu? Fico feliz com a sua decisão. Obrigado. >> Ah, nós temos o costume, é prática da igreja presbiteriana, batizar e também fazer a pública profissão de fé. É, em alguma medida até estranho porque o Renan está entre nós há tanto tempo, mas hoje ele tem a oportunidade de tomar uma decisão. É uma decisão pública e ao fazê-lo, ah, você torna também público aquilo que Deus tem feito na sua vida, tá? O Renan já fez a sala preparação e já foi examinado pelo conselho e agora ele tem a oportunidade de vir aqui diante da igreja publicamente a professar a sua fé. Nós que estamos acostumados a ver isso com muita frequência, ninguém nunca imaginou, por exemplo, alguém sendo perguntado se você crê em qualquer coisa que eu perguntar para ele, ele falar que não crê, ele teria que voltar e sentar, porque se ele não crê no básico, não tem como ele professar a fé. Então, a gente não chama aqui a pessoa para professar uma fé de um ateu. Todavia, é importante, Renan, para você, pros seus filhos, paraa sua família, paraa igreja ver pessoas adultas ah vindo publicamente professar isso. Então, eu pergunto e eu sei que você responderá na sinceridade do seu coração, mas você acredita, Renan, que há somente um Deus, criador dos céus e da terra? E esse Deus, ele subsiste em três pessoas, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Você acredita assim? Você acredita, Renan, que esse Deus é o Deus revelado nas Escrituras? Não é um Deus revelado nos livros, nem no YouTube, nem no Instagram. É um Deus revelado nas escrituras. É esse o Deus que você acredita? Você acredita, Renan, também que esse Deus revelou a sua vontade na Bíblia para que por meio dela você pudesse conhecê-lo cada dia mais? Você crê assim? E por causa disso, você crê também que a Bíblia que você tem com ela aí, ah, é a palavra de Deus e é a única regra de fé e prática para sua vida. Você crê assim, Renan? Você crê também que, conforme revelado na Bíblia e também a concretizado na história, Jesus Cristo, ele é o filho de Deus e ele veio para resgatar você e todos nós do seu pecado. Você crê assim, >> Renan? Você também promete a diante de Deus e diante da igreja que você será uma pessoa que se empenhará para conhecer cada vez mais a vontade de Deus. revelada nas escrituras. Você se compromete a isso? >> Você se compromete também, Renan, de ter um bom exemplo de piedade, de temor a Deus e de testemunho para a igreja e em qualquer lugar que você estiver, você se compromete a isso? Eu pergunto à igreja de Santo Amaro, vocês também semelhantemente se comprometem a ser um testemunho e um guia para o Renan, para que ele continue crescendo e conhecendo o Deus que é revelado nas escrituras? Se sim, digam sim. >> Sim. >> Nós vamos então proceder com o batismo do Ren agora. Renan, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ó Deus bendito, dê graça ao teu servo para que ele continue caminhando diante de ti. Permita que a jornada do Renã daqui em diante seja uma jornada frutífica, seja uma jornada, ó Deus, abundante, que em conhecendo a tua vontade revelada na Bíblia, o Renan possa gerar muitos frutos do Espírito para abençoar a sua família e tantos outros que estarão diante dele por onde quer que ele passar. Guarde a sua vida, guarde o seu coração, guarde a sua mente cativos à tua palavra e permita que esse teu servo Deus seja uma bênção no meio do teu povo. Oramos em nome de Jesus. Amém. >> Amém. >> Deus abençoe, Renan. Amados irmãos, vamos abrir a palavra do Senhor na primeira epístola de Pedro. Vamos dar sequência às nossas exposições com base nesta epístola, estudando hoje o capítulo 3, do verso 8 ao verso 12. Primeira epístola de Pedro, capítulo 3, do verso 8 ao verso 12. Aqui nós somos estimulados a praticar e a viver o evangelho com fervor. Diz assim o autor da carta, o apóstolo Pedro: "Finalmente, tenham todos o mesmo modo de pensar. Sejam compassivos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes. Não paguem mal com mal, nem ofensa com ofensa. Pelo contrário, respondam com palavras de bênção, pois para isto mesmo vocês foram chamados, a fim de obedecerem, a fim de receberem bênção por herança. Pois aquele que quer amar a vida e ter dias felizes, refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem palavras enganosas. Afaste-se do mal e pratique o bem. Busque a paz e empenhe-se por alcançá-la. Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos e os seus ouvidos estão abertos à suas súplicas. Mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam o mal. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nosso amado Pai, nós te damos graças, nós te bendizemos porque o Senhor nos trouxe até aqui, porque o Senhor tem falado ao nosso coração, tratado as feridas da nossa alma, porque o Senhor tem melhorado os nossos relacionamentos, o Senhor tem ouvido as nossas súplicas. E nós, ó Deus, podemos confiar inteiramente no direcionamento que recebemos da tua parte. De modo que nessa manhã pedimos que mais uma vez o Senhor nos aponte o caminho, o Senhor nos diga o que precisamos corrigir. O Senhor nos santifique, porque justificados já somos e reconciliados contigo já estamos pela obra maravilhosa do Senhor Jesus. Queremos então progredir espiritualmente e precisamos do teu auxílio para isso. Oramos em nome de Jesus. Amém. Meus irmãos, nós aprendemos a chamar de boas práticas um conjunto de regras, métodos e procedimentos reconhecidos como a forma mais segura e eficiente de realizar uma certa tarefa ou atividade. ou as práticas aplicadas a qualquer área do nosso conhecimento ou experiência são interpretadas de um modo bastante positivo, porque o termo faz referência a cuidados especiais que nós tomamos para garantir a qualidade, para evitar erros grosseiros e para organizar os processos de modo a alcançar os objetivos melhores e até uma performance de excelência. Nesse sentido, é comum se falar em boas práticas de alimentação e saúde, boas práticas na fabricação de um produto e também de boas práticas para aplicar em uma construção. Essa última tem sido usada por nós como uma metáfora que se relaciona conosco no campo espiritual, porque os crentes e a própria igreja são como um edifício que Deus tem edificado a cada dia, já que ele segue realizando em nós e através de nós a sua maravilhosa obra redentora. Dessa forma, perguntamos: Como você tem construído a sua vida? Nós entendemos que o Senhor tem limpado o nosso coração, tem estruturado melhor as nossas ideias e sentimentos, tem nos protegido do mal, tem nos preservado e impedido a nossa queda, tem reforçado o nosso aprendizado, tem nos tornado mais vigilantes e comprometidos com ele e com a expansão do seu reino. E essas coisas todas acontecem ao verdadeiro crente. Esses padrões elevados, irmãos, também precisam ser aplicados no campo dos relacionamentos interpessoais, de um modo que inevitavelmente precisamos tratar sobre moral, ética e comportamento, não como um fim em si mesmo, mas como um desdobramento da fé que nós temos recebido. Isso é a prova cabal de que a nossa fé não é meramente teórica ou abstrata, mas ela se concretiza em ações que revelam os nossos princípios e valores e que mais do que isso, manifestam a nossa prioridade e o nosso testemunho. O testemunho que estamos dispostos a dar acerca do nosso Salvador Jesus Cristo. Esse é um assunto de grande interesse no mundo inteiro. Vejam, o conceito de ética vem sendo discutido há séculos por teólogos, filósofos e diversos pensadores no mundo inteiro. Há, sem dúvida, um esforço que os homens fazem para encontrar um modelo de conduta que dê sentido à sua vida, que padronize a relação dos indivíduos entre si e que também imponha limites aos impulsos que não são próprios. Isso dá origem a algumas falas que nós ouvimos e reproduzimos algumas vezes. Por exemplo, o seu direito termina quando começa o direito do outro. Ou é melhor viver só do que mal acompanhado? Quem avisa amigo é. Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia. Amigos, amigos, negócios à parte. Gato escaldado tem medo de água fria. A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. Cavalo dado não se olha os dentes. Quem semeia o vento colhe tempestade. Cada macaco em seu galho é dando que se recebe. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O que os olhos não vem, o coração não sente. Uma dorinha só não faz verão. Para bom entendedor, meia palavra basta. Águas passadas não movem moinhos. Não julgue um livro pela capa. Mentira tem perna curta. Quem fala demais dá bom dia a cavalo. Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. Diga-me com quem andas que eu direi quem tu és. A união faz a força. Quem fala o que quer, ouve o que não quer. Quem muito se ausenta, uma hora deixa de fazer falta. Faço o que eu digo, mas não faço o que eu faço. Não grite as suas conquistas, porque a inveja tem sono leve. Quando Pedro fala de Paulo, fico sabendo mais de Pedro do que de Paulo. Entre essas falas, existem alguns pontos interessantes, com fundo de verdade, que expressam a graça comum na sabedoria popular. Mas também encontramos nesse conjunto uma série de problemas e equívocos, equívocos inclusive terríveis que não fazem jus ao ensino bíblico. De qualquer maneira, irmãos, o que eu estou tentando dizer aqui e o que esses dizeres sintetizam é que nós não temos apenas ideias, mas nós nos esforçamos numa tentativa constante de tentar definir padrões, critérios, de tentar entender o que é certo, o que é errado, o que atrai problemas, como nós podemos resolver pendências. Mas cuidado, porque nem tudo que parece ser verdade de fato, é. Temos a melhor base de todas, a escritura sagrada, mas muitos nesse mundo que parecem ser sábios atiram no escuro. Há quem defenda que a verdade é mutável e está sujeita ao tempo e à cultura. Há quem defenda que o homem pode encontrar tudo que precisa dentro dele, servindo ele mesmo de referência para si próprio. No ateísmo, a ética é ilusória, porque ela está despida de prescrições morais objetivas. Alguns tentaram destruir a ideia de Deus e acabaram com isso maculando a imagem do próprio homem. Para o evolucionista clássico, qualquer norma provavelmente será entendida como uma mera construção social. Mas no cristianismo tudo é diferente. No cristianismo o mandamento de Deus não se discute e somos nós que devemos nos adequar a ele e não o contrário. No cristianismo não há relativismo moral, não há propósitos vazios, não há mensagens vagas ou vazias de significado. Nosso procedimento, irmãos, é o resultado daquilo que Deus mesmo infunde em nosso coração e na nossa consciência a partir do que nos é claramente revelado em sua palavra. A Bíblia não é simplesmente um livro moralista que dita regras frias. Não é um livro de autoajuda que nada mais faz do que massagear o ego humano. Não. A Bíblia não é um livro de romances fictícios que nenhuma esperança pode trazer aos homens, mas ela é a própria verdade que revela as nossas origens, o nosso pecado e o caminho para a nossa redenção em Cristo. Quando pecamos, rompemos o nosso relacionamento com Deus, com o próximo, e até o entendimento de nós mesmos se tornou corrompido. Quando Deus nos transforma, então começa a restauração da nossa comunhão com ele e com o próximo. Porque olhamos para Deus e olhamos para as pessoas de uma forma diferente. Passamos a agir de uma forma diferente também. Textos como o que traz os 10 mandamentos ou o sermão do monte lançam diretrizes profundas, tendo por base o caráter de Deus e a situação do nosso coração carente, perdido, mas que encontra em Cristo a alegria, a esperança, o perdão e a salvação. Em Cristo, aprendemos a viver melhor em dias de paz e em dias de perseguição. Em Cristo, nós temos recomeço. Em Cristo, nós podemos nos amar, nos reconciliar e praticar o bem até mesmo aos nossos próprios inimigos. Um padrão que o mundo não conhece. Jesus nos ensinou a fazer aos outros o que queremos que eles também nos façam. Resumindo nisso, segundo suas próprias palavras, a lei e os profetas. Jesus também nos ensinou a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, resumindo assim o decálogo. Então vemos que a Bíblia nos diz o que devemos fazer, por devemos fazer e para que devemos fazer as coisas. Ela nos desseca e acerta em cheio em nossa alma. Ela nos guia e nos ajuda a agir corretamente com os nossos irmãos e com os incrédulos nas mais variadas situações. O texto que lemos, irmãos, trata de um modo muito próprio, de três coisas muito importantes para nós como servos de Deus. caráter, procedimento e motivação. E eu gostaria que você ficasse com essas três palavrinhas chave na sua cabeça, caráter, procedimento e motivação. Porque essas são as três grandes categorias que podemos utilizar para melhor elucidar o nosso texto. Nós devemos ter um caráter regenerado. Nós devemos adotar práticas coerentes com o evangelho. E nós devemos ter a motivação certa diante de um Deus que nos observa em todo tempo. Vamos ao primeiro bloco. Falaremos agora, em primeiro lugar sobre o caráter que deve sustentar os nossos relacionamentos. Aqui nós precisamos ter em vista, irmãos, o versículo 8, que nos coloca diante de pelo menos cinco virtudes preciosas. Vamos começar aqui. Primeira é a unidade de mente. Mais especificamente, Pedro diz: "Tenham todos o mesmo modo de pensar". A tradução mais literal traria algo como sejam todos de igual mente ou tenham todos a mesma mente. Ora, o que isso significa, irmãos? Acaso Pedro está dizendo que não pode haver diferenças de opiniões entre nós? É óbvio que não é isso que está sendo posto. A ideia não é conceber tudo de modo exatamente igual sobre todos os assuntos. Porque não podemos ter uniformidade, mas possuir a mesma orientação espiritual que é produzida pelo evangelho. É como se ele estivesse dizendo o seguinte: "Vocês devem ter a mesma mentalidade, a mesma mentalidade de um cristão." Geralmente o tipo de unidade que os seres humanos estão dispostos a abraçar, notem, é aquela que se dá em razão de afinidade. Então, se eu combino mais com o fulano ou se eu eu me uno a ele, se alguém tem as características que me agradam ou que são mais compatíveis com as minhas inclinações ou gostos, eu ando com essa pessoa, eu tolero essa pessoa, eu ouço essa pessoa. Vejam, o texto não estimula aqui a união com base apenas na afinidade, porque ninguém precisa de um mandamento específico para isso. Concordam? Ninguém precisa. Naturalmente nós já nos aproximamos daqueles que são compatíveis conosco. Essa unidade a que nós somos instados no texto é uma unidade que nasce da submissão comum à palavra de Deus, que é algo que deve nos caracterizar. Eu devo ser submisso à palavra, você deve ser submisso à palavra, ainda que nós tenhamos divergências. Falando de um outro modo, todos os crentes devem pensar de acordo com a Bíblia. Todos os crentes devem enxergar a realidade pelas lentes da revelação que nos foi dada. Devem se esforçar para isso. Por isso, irmãos, uma igreja saudável tem harmonia e não está dividida quanto a questões essenciais. Nós podemos discordar um do outro em questões menores, em algumas preferências pessoais, em algumas opiniões, em algumas sugestões, mas a nossa discordância não pode ser grave em termos de cosmovisão, fé, [roncando] doutrina ou comportamento adequado para um cristão. O cristianismo historicamente apregou a conceitos claros e inegociáveis sobre pecado, sobre justiça, sobre graça e nos desafia a viver e a pregar o puro evangelho, a fim de que os homens sejam salvos. Mas essa é uma batalha difícil. É uma batalha difícil, irmãos, porque quase tudo nesse mundo conspira para nos afastar. Podem ter certeza, quase tudo nesse mundo conspira contra a nossa principal tarefa de glorificar a Deus em unidade. Nos dias de Pedro, por sustentarem a verdade, os crentes estavam sendo perseguidos. Por dizerem que Jesus é o único Senhor, os crentes estavam sendo humilhados. Por buscarem santidade, os crentes estavam sendo tratados como parte de uma gente estranha e supersticiosa que não seguia o status qu. E adivinhem? Os crentes continuam não seguindo exatamente o status qu definido pelo mundo. Ora, sabemos que as acusações, assim como a que os crentes do período do primeiro século recebiam, são comuns aos cristãos de todas as épocas em algum nível e também temos sido alvos nesse sentido. Portanto, é importante que estejamos unidos não por conveniências individuais, não por interesses mesquinhos, não por partidarismo ou vanglória, mas por ideais maiores. É importante que sirvamos de apoio um ao outro e é importante que a nossa intenção seja sempre a de glorificar o nome do Senhor. Aqui nós não podemos estar divididos, irmãos. Por isso o apóstolo Paulo também diz em Filipenses, portanto, se existe alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há profundo afeto e sentimento de compaixão, então completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor e sendo unidos de alma e mente. A segunda virtude aqui apontada é a compaixão. A palavra utilizada para compadecidos no grego tem a mesma raiz que também é usada para a palavra simpáticos que a gente traz pro nosso português. Todavia, a simpatia que se requer dos crentes não é no sentido em que geralmente se compreende. Talvez cumprimentar alguém, fazer um tipo de gentileza, elogiar ou simplesmente ter um sorriso fácil possa ser visto como parte de uma personalidade simpática que nos atrai. Mas a simpatia ou o sede compadecidos do texto tem um sentido mais profundo. O sentido mais pleno aqui, irmãos, é identificar-se. O que Pedro está dizendo é que esta é uma unidade orgânica e tal como um organismo vivo, os crentes devem estar prontos para se identificar uns com os outros, para se identificar com os seus irmãos, ou seja, estarmos tão envolvidos que compartilhamos conhecimento e experiências, compartilhamos lutas e vitórias. É como diz Paulo em Romanos 12, alegrem-se com os que se alegram e chorem com os que choram ou na carta aos Coríntios, de maneira que se um membro sofre, todos sofrem com ele. Se um deles é honrado, então todos se regozijam com ele. Contudo, o texto mais destacável para mim em relação a essa exortação é o de Hebreus 4:15, que diz: "Porque nós não temos sumo sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas, pelo contrário, ele foi tentado em todas as coisas à nossa semelhança, mas sem pecado." Por que que eu considero que esse texto é fundamental, irmãos? Porque Cristo é o maior exemplo que nós temos. Ele era Deus, mas resolveu se identificar conosco e resolveu então passar pelas tentações que nós passamos. É por isso que a Bíblia diz que ele se compadece de nós em nossas fraquezas, uma vez que ele se identificou conosco. Quando nós aprendemos a nos identificar uns com os outros, aprendemos a nos identificar com os nossos irmãos, também aprendemos a ter um coração mais compadecido em relação a eles. Como Deus se compadeceu e se identificou conosco, importa que nós nos compadeçamos e nos identifiquemos uns com os outros. A terceira virtude que aparece aqui é o amor fraternal. Na verdade, Pedro agora repete aquilo que ele já enfatizou no capítulo 1, versículo 22, em que ele aponta para um amor fraternal não fingido, uma admoestação, aliás, que aparece também em diversas outras partes das Escrituras. O adjetivo fraternalmente revela que a igreja é a família da aliança, de modo que nós somos irmãos e a nossa relação de amor, comunhão e amizade não pode ser opcional, não pode ser forçada e não pode ser teatral. Nós fomos amados e fomos reconciliados com Deus em primeiro lugar. É por isso que agora amamos uns aos outros. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Nós somos hoje amigos porque um dia fomos inimigos de Deus e ele restaurou a nossa comunhão consigo mesmo. A quarta virtude é misericórdia. Sede misericordiosos. Aqui significa, irmãos, literalmente ter boas entranhas. Isso soua estranho para nós, né? Mas sede misericordiosos é ter boas entranhas. Eh, na cultura grega, as entranhas, o intestino, o estômago, o abdômen, eh, essa região do nosso corpo era considerada como o centro das emoções profundas. Os antigos associavam as entranhas com as sensações internas, porque o medo, o susto, o nervosismo, a ansiedade, a ira, a indignação e coisas parecidas podem afetar, como nós bem sabemos, o nosso estômago, o nosso intestino, pode nos fazer contrair a região abdominal, pode nos fazer perder o apetite. Essas coisas fazem com que percamos o apetite. Então, ter boas entranhas ou ser misericordioso significa possuir uma compaixão que brota de dentro. É uma compaixão que vem das profundezas da alma. Significa termos sensibilidade diante da fraqueza alheia ou diante da da triste condição espiritual que cerca uma pessoa. Jesus chorou, lembram? E a Bíblia diz que Jesus chorou diante da irmã de Lázaro, que chorava aos seus pés. O texto diz que ele se comooveu no seu espírito. Era uma forma de se compadecer daquela dor. Jesus chorou também diante da incredulidade das pessoas em Jerusalém. Ele olhava paraa cidade e lamentava, lamentava a sua rejeição aos profetas, o sofrimento e o juízo que estava reservado a ela. Quer dizer, a misericórdia bíblica não é, irmãos, sentimentalismo, mas é disposição interior. disposição interior para consolar, para socorrer, para erguer o caído, para exortar também, para exortar segundo a verdade, para animar ainda quando nós identificamos que aquele que se beneficia das nossas ações não necessariamente merece bondade, porque isso é a definição de misericórdia. Misericórdia é não dar o outro, ao outro aquilo que ele que ele merece. é não fazer com que ele sofra diante daquilo que eh o o mal diante do mal que ele praticou. Isso é misericorder e caso alguém não tenha percebido, essa é a misericórdia de Deus para conosco. Ele olhou para nós e estendeu a mão. Ele nos tirou do fundo do poço. Ele nos deu vida quando estávamos mortos. Ele nos tirou da crise existencial. E ele decidiu não nos tratar conforme aquilo que nós merecíamos pelos nossos próprios atos. Misericórdia é a maior necessidade de todos nós. Por isso, tenha misericórdia de sua família, tenha misericórdia dos seus amigos, tenha misericórdia dos seus irmãos, tenha misericórdia dos incrédulos perdidos nesse mundo, tenha misericórdia dos seus pastores. Tenha misericórdia dos missionários. Tenha misericórdia daqueles que estão doentes, daqueles que perderam o ente querido, daqueles que foram vítimas do mal, daqueles que sofreram prejuízos. Sem misericórdia não há razão pra vida cristã. Sem misericórdia, nem eu e nem você poderíamos ser cristãos. Dá para entender isso? Jesus disse: "Sejam misericordios como misericordioso é o vosso Pai". Isso sem dizer que a vinda de Cristo a esse mundo, sem sombra de dúvida, juntamente com a sua morte na cruz, foi o maior ato de misericórdia já praticado por alguém em nosso favor. A quinta virtude é humildade. Pedro [roncando] diz: "Sejam humildes". A virtude da humildade, irmãos, não era bem vista na cultura grega. Na literatura dos gregos antigos, a humildade era tratada como um vício, olhem só, e não como uma qualidade. Ninguém nega a grandeza daquela civilização, mas a teologia reformada afirma que mesmo os homens mais inteligentes e sofisticados têm dentro de si um coração corrompido, por vezes marcado pela idolatria, pela ganância e pelo paganismo. Homens que parecem iluminados se mostram vaidosos e limitados. Alguns se inculucam por sábios e se tornam loucos. Nesse mundo, toda a nossa megalomania, a nossa mania de grandeza, facilmente se esfarcela pelo chão. Boa parte das certezas, das falsas seguranças que os homens têm se mostram inúteis e fúteis. Os que pensam que são poderosos passam como a neblina e não se mantém de pé no dia mal. Ninguém é melhor do que ninguém. Nós precisamos de Deus e nós precisamos uns dos outros. Naquela cultura, valorizava-se por demais a oratória, o discurso, o debate, a razão, o argumento lógico. Nesse contexto, uma pessoa humilde não encontrava muitos espaços. Daí você pode entender porque a mensagem do Cristo crucificado, a mensagem do Cristo crucificado era loucura para o grego. Porque Jesus se humilhou morrendo da forte da forma mais ultrajante possível. Como que um grego, com as suas concepções assim poderia aceitar um Deus que é morto numa cruz como se fosse um malfeitor qualquer? Na carta aos Filipenses, Paulo escreve: "Tenham em vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que mesmo existindo na forma de Deus, não se vangloriou. Pelo contrário, ele se esvaziou assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens. Ele se humilhou sendo obediente até a morte e morte de cruz. Por isso, diferente dos gregos, irmãos, na literatura cristã, a humildade sempre foi vista como uma virtude desde o início. Isso é muito diferente. Em muitos aspectos, nós também não vivemos em uma sociedade que valoriza a humildade. as pessoas muitas vezes vão se mostrar soberbas, arrogantes e inclusive vão propagar isso, porque há uma glamorização hoje da soberba, da arrogância, porque há pessoas defendendo abertamente que ser assim ou se comportar dessa forma de um modo pedante é fundamental para se alcançar sucesso, para prosperar para empreender, para crescer na vida, para que os outros te respeitem. Só que a Bíblia diz que a soberba precede a queda, que aqueles que se exaltam serão humilhados, que o Senhor está com o humilde de coração, que esse é o antídoto exato para o orgulho. Entender que nós somos inteiramente dependentes de Deus, reconhecer que nós não temos nada que não tenhamos recebido das mãos dele. Eu sei que as nossas inclinações são totalmente opostas. Eu sei que só a obra redentora, regeneradora, santificadora do Espírito pode produzir algo diferente na nossa vida. Jesus mostrou o caminho. Jesus disse que aquele que quiser ser o maior entre nós deve estar disposto a servir. Seja humilde. Seja humilde em servir com seus dons. Seja humilde ao receber uma exortação. Seja humilde ao reconhecer os seus erros e se desculpar. Seja humilde ao agradecer e admitir que outros te ajudaram. Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Se nesse primeiro bloco, então, nós tratamos aqui sobre o caráter que sustenta os relacionamentos, eu quero falar agora nesse segundo bloco sobre os procedimentos que edificam o próximo e a nós mesmos. os procedimentos que edificam o próximo e a nós mesmos. O primeiro procedimento em destaque é: retribua o mal com a bênção. Retribua o mal com bênção. [roncando] Amados, até esse momento, a atenção de Pedro em suas orientações para aquela comunidade cristã para a qual ele escreve estava voltada ao trato dos crentes uns com os outros. Ele ensinou até aqui sobre a conduta do crente diante dos seus irmãos, principalmente. Agora, porém, ele vai se concentrar nas ações ou nas reações dos crentes para com todas as pessoas, de um modo geral, inclusive os incrédulos. Isso se torna ainda mais chamativo quando consideramos que os leitores dessa carta estavam sendo caluniados e insultados por inimigos da fé que procuravam até mesmo conter o avanço do cristianismo que se espalhava. Muito bem. Nessas circunstâncias, qual deveria ser o procedimento dos fiéis? Importante ressaltar, irmãos, que o ímpeto da natureza humana é retribuído da mesma forma. Claro, esse é o ímpeto da nossa natureza. E isso, inclusive, vou até um pouco mais longe, isso não é totalmente, não é absurdo do ponto de vista da justiça. Se nós nos concentrarmos apenas em aspectos judiciais, por exemplo, ou na maneira como as autoridades devem punir o malfeitor, a proporcionalidade é um elemento importante a ser considerado. No Antigo Testamento, com Moisés, já se previa um conjunto de leis que eram tanto punitivas quanto retributivas. As leis romanas também eram muito sofisticadas, aja vista o legado que os romanos nos deixaram nesse sentido. Então, talvez alguns leitores de Pedro eh interpretassem sim que deveriam retribuir aos seus inimigos da mesma maneira, pagar o mal com o mal. Talvez até alguns já estavam se conduzindo dessa forma, mas vejam que Pedro desaconselha isso. A razão é que ele trata aqui primordialmente sobre relacionamentos interpessoais, em que o fruto do espírito deve se manifestar na vida de cada crente, que seria então o critério maior aqui. Nós não devemos olhar para os méritos nossos, nem os de ninguém, mas para a graça de Deus. Então Pedro proíbe o mecanismo instintivo e natural do coração caído, que é revidar. O evangelho quebra o ciclo da vingança pessoal, que seria normalmente perpetrado por qualquer pessoa. O que nos torna diferentes, irmãos, o que choca o mundo, o que coloca o cristianismo em um patamar muito mais elevado do que qualquer religião ou filosofia, é justamente a mensagem de que o mal não triunfa. O mal pode ser vencido com a arma do bem. E mais do que isso, Jesus venceu praticando bem. Retribuir o mal com o mal para o cristão em nossos relacionamentos interpessoais é algo que deve estar fora de cogitação para nós. Não quer dizer que você não possa ser firme. Não quer dizer que você não possa buscar direitos legais. Não quer dizer que você não possa reivindicar respeito à sua dignidade, mas você não precisa deixar a sua alma se contaminar diante do mal que lhe fazem. Você não precisa agir como um incrédulo, trocando ofensas com ele. Você não deve priorizar vencer uma disputa de egos em detrimento do reino. Irmãos, nem sempre terá que ser assim, mas às vezes parece que nós perdemos de vista que haverá situações, repito, nem sempre terá que ser assim, mas parece que nós estamos perdendo de vista de que às vezes haverá situações em que como crentes será melhor ceder. Como crentes, às vezes a gente tem que aceitar o prejuízo. Às vezes, como crentes, a gente perde para ganhar. Nós temos que reaprender a a a o fato de que a nossa recompensa e o nosso galardão vem do Senhor, mais do que dos homens. A palavra de Deus ensina que nós devemos, sempre que possível, sempre que possível abençoar os nossos inimigos e mesmo aqueles que nos fazem mal, que nos difam. É, é destacável, é destacável o final do verso. Pois com esse objetivamente Pedro organiza as palavras para que elas se tornem mais inteligíveis. Ele diz: "Respondam com palavras de bênção." Olha que interessante, irmãos. Respondam com palavras de bênção, pois para isto mesmo vocês foram chamados. Pedro relaciona o nosso chamado ao tipo de resposta abençoadora que nós damos quando somos de alguma maneira contrariados. Isso é parte do nosso chamado. Isso é a nossa vocação. Só o crente consegue fazer isso. Só o crente consegue ser assim. E vejam o jogo de palavras. O que está sendo colocado é: "Transmitam bênçãos às pessoas, inclusive aos seus adversários, porque vocês são o povo da bênção." Pare para pensar. Nós crentes somos o povo da bênção. Nós como crentes somos o povo da bção. É verdade que alguns não irão querer receber a bênção que nós invocamos sobre eles e com isso receberão o juízo de Deus sobre suas vidas. Nós vamos nos lembrar até da comissão do envio de Jesus, não é? Dos homens que chegavam e diziam: "Paz sobre essa casa". ou pais, rogavam a bênção de Deus e eram mal recebidos, sacudam os pés e saiam de lá. Isso é o juízo de Deus. Quem não quiser receber a bênção, vai receber o juízo. Mas nós somos aqueles que anunciam, que comunicam, que rogam as bênçãos de Deus. Vejam, Pedro [roncando] diz, ele mostra, Deus é o vingador, Deus é o juiz. De nossa parte, Pedro diz: "Bendigam aos outros, mesmo aqueles que vos amaldiçoam, porque vocês com isso acumularão bênçãos de Deus, das quais vocês são herdeiros. Quer receber bênção? Abençoe. Quer ser abençoado, abençoe os outros. O padrão do mundo, revidar, retalhar, devolver na mesma moeda. O padrão do reino responder com graça, porque nós fomos abençoados por Deus e somos chamados a abençoar. Não há estímulo maior para os crentes do que esse, o de saber que Deus nos abençoará quando fizermos o que devemos fazer para sua própria glória. Jesus nos ensinou a orar pelos que nos perseguem. Podemos abençoar os nossos inimigos, então, orando por eles, procurando ser tratável com eles, mesmo que esse bom trato inicialmente seja apenas unilateral, atendendo solicitações, quem sabe razoáveis, dando água e comida quando eles estiverem sede e fome. Essa atitude impressionante só pode ser praticada pelo crente em Jesus, que olha para o seu mestre e que vê nele alguém que também foi injuriado, insultado, caluniado pelos seus adversários, mas a reação de Cristo diante deles era de grandeza, era de intercessão, era de sabedoria, também era de exortação, também era denunci anunciando maldades, revelando a dureza do coração deles. E nós podemos fazer, irmãos, de tudo um pouco. No final das contas, nós podemos fazer de tudo um pouco porque há tempo e há espaço para tudo. Nem sempre a nossa resposta deve se dar mesma maneira, porque a Bíblia nos apresenta, inclusive circunstâncias distintas. Às vezes até o silêncio pode ser uma alternativa melhor. Às vezes a oração imprecatória também pode ser usada quando nós nos colocamos nas mãos do Senhor e pedimos que ele castigue os inimigos. Mas isso é com Deus. O que nós não devemos fazer jamais é rebaixar o padrão espiritual e moral que nós recebemos. Vejam, o patriarca José viveu dramas terríveis em terra estrangeira, mas não retribuiu aos irmãos o mal que lhe fizeram. Davi foi perseguido por Saul, mas não o matou quando teve chance. Jó foi fustigado por homens que diziam ser seus amigos, mas depois orou por aqueles homens. Paulo foi aprisionado em Filipos sob a vigilância de um carcereiro cúmplice de maus tratos. E o apóstolo não apenas pregou para aquele homem e a sua família, como batizou a todos. Jesus foi moído em sua carne e enquanto sangrava na cruz, ele disse: "Pai, perdoa esses homens. Esse mesmo Jesus é juiz. Em outro momento da história, ele dirá palavras severas aos ímpios. Mas naquele momento ele nos ensinou a orar pelos nossos algozes. Evitemos pagar a outra em mal por mal, ofensa por ofensa. Responder ao ataque injusto com palavras de bênção é repetir o ato sublime do Calvário, do cordeiro de Deus que foi morto pelos nossos pecados. é o que faz de nós imitadores de Cristo. O segundo procedimento relevante é controle a língua. Controle a língua. Nesse momento, o apóstolo cita um trecho do Salmo 34. Ele começa afirmativamente falando sobre o que deve fazer aquele que ama a vida e quer desfrutar de dias felizes. É interessante isso, não é, irmãos? Porque se você fizer uma enquete aqui, quem quer ser feliz na vida, todo mundo vai levantar a mão. Só que a gente quer felicidade e o nosso ato, a nossa ação não é tão compatível com aquilo que a gente busca, não é? E então, vejam só esse aspecto aqui no texto. Originalmente no salmo, essa frase inclusive vem de modo interrogativo. O salmista pergunta: "Quem de vocês ama a vida e quer longevidade para ver o bem? A pergunta é retórica, é como se ele estivesse indagando, alguém aí quer uma vida melhor, mais longa, feliz, abençoada, então eis o que você deve cultivar. E então nós temos mais princípios éticos. Em primeiro lugar, ele diz: "Refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem palavras enganosas". Quando Pedro diz refreia a língua essa é uma expressão que também pode ser traduzida por guardem a língua. Guardem a língua. E guardar tem o sentido de vigilância. Ou seja, montem guarda e vigiem com atenção as palavras que saem da sua boca. Agora, quando ele diz, evite que os seus lábios falem palavras enganosas, o sentido aqui é: façam cessar completamente a mentira e o engano. Não se trata apenas de reduzir palavras pecaminosas, se trata de interromper o hábito nocivo da fala. interrompam, cessem de modo direto ou indireto. Pedro coloca que há três disciplinas na fala que o cristão deve considerar. A primeira é deixar de lado a fofoca, a difamação, a calúnia, a blasfêmia, a murmuração e todo tipo de palavra perniciosa. A segunda disciplina é fugir do engano. A integridade deve governar a nossa comunicação. fuja do engodo, da conversa fiada, distorcida, da coisa mal explicada, da palavra suspeita, do boato que gera desconfiança, do sofisma que ludibria os mais desatentos, da heresia que encaminha pessoas para perdição. Fuja disso. em tempos de redes sociais, de comunicação de massa, discursos difusos, é fundamental ter isso em mente. A terceira disciplina é se preparar para transmitir em sua fala o que for bom, proveitoso, edificante, aquilo que sirva para preservar a verdade de Deus e a reputação dos inocentes. Meus irmãos, é muito fácil agirmos inadequadamente com as nossas línguas, mas o que a Bíblia diz é que nós devemos guardá-la da corrupção, da falsidade, da hipocrisia. A língua é um órgão sensível que põe para fora o que está em nosso coração. Ela aproxima e separa os homens. Ela pode traumatizar e aliviar. Ela abençoa e amaldiçoa. Ela constrói e também destrói. Ela provoca incêndio, mas ela pode apagar incêndio. Precisamos estar bem conscientes do potencial e do impacto que as nossas palavras têm. que nós saibamos com a graça de Deus vigiar a nossa língua, evitar o engano e santificar a nossa comunicação. Terceiro procedimento recomendado é: afaste-se do mal e pratique o bem. Afaste-se do mal e pratique o bem. Depois de ter se concentrado aqui em nossas palavras, vejam que Pedro agora se concentra em nossas ações. Não apenas devemos evitar o mal falar, mas também devemos nos livrar do mal proceder. Afaste-se do mal e pratique o bem. O cristão, irmãos, deve se desvencilhar até mesmo da aparência, até mesmo da aparência do mal. Então, há alguma coisa que te lembra o mal? Há alguma coisa que possa dar a entender que o que fazemos é mal? Há algo que nós temos feito que tem cheiro de mal, sabor de mal. Há algo que a gente faz e que nos causa mal no coração. Há alguma coisa que a sociedade aprova, mas Deus diz que é mal. Existe dúvida sobre o que é bom ou mau. A dúvida já é suficiente para nos afastar. A consciência incomoda e traz peso. Então, abandone, afaste-se do que for mal. E ao nos afastar dessas coisas, também precisamos em contrapartida, praticar o que é bom. A expressão praticar o bem é muito comum na epístola do nosso estudo e aparece diversas vezes em forma de ordenança. Por exemplo, Pedro diz que pela prática do bem nós devemos silenciar a ignorância dos insensatos. Também ele afirma que se nós praticarmos o bem, Deus se agradará de nós. Também ele fala que Sara é um exemplo para as mulheres piedosas, porque ela praticava o bem e não temia perturbação alguma. Mais adiante, ele vai dizer que os que sofrem segundo a vontade de Deus entregam a sua alma ao criador pela prática do bem. O cristão é reconhecido por fazer o bem, por evitar o mal. E todos esses versículos aqui nos mostram exatamente isso. O último procedimento é: persiga a paz. Veja, o crente estimula, enaltece, estabelece a paz em seu viver. Pedro usa dois verbos fortes, irmãos, aqui. Um deles indica buscar a paz com diligência. O outro, traduzido por empenhe-se, empenhe-se por alcançá-la, veja, significa correr atrás. correr atrás significa perseguir. E é curioso que o verbo indique um tipo de perseguição que é positiva e sadia, porque nós sabemos que os crentes naquele momento estavam sendo perseguidos literalmente, fisicamente. Eles estavam sendo incomodados. Então, é como se Pedro estivesse dizendo: "Meus irmãos, persigam a paz com a mesma intensidade com que o mundo persegue vocês. Enquanto eles nos perseguem para tolher a liberdade e derramar o nosso sangue, façamos o movimento oposto, perseguindo até onde possível for, a paz entre nós e a paz com eles." Porque a paz com Deus nós já temos. O apóstolo Paulo diz em Romanos: "Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de Cristo Jesus". Jesus disse aos seus discípulos: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, não vos ladou como a dar o mundo." Nós estamos falando da paz verdadeira, da paz que vem de Deus. A paz que o mundo oferece, irmãos, é frágil, ilusória, circunstancial, é uma falsa paz. A paz de Cristo dura para sempre. É a paz que acalenta os nossos corações. É a paz que tranquiliza a consciência. É a paz que nos liberta dos nossos pecados. É a paz que quebra a nossa inimizade com Deus. E por que nós recebemos do Senhor essa paz sem medida que transcende o nosso entendimento? A consequência lógica é partilharmos dessa paz uns com os outros. Por isso, a Bíblia está cheia de referências que nos impulsionam a lutar pela paz. Paz é uma coisa cara nesse mundo, né? É difícil ter paz. É difícil. Nós não vamos, porém, como crentes, trocar a paz pela mentira. Nós não vamos deixar que calem a nossa boca por uma paz temporária, mas nós temos paz com Deus. E nós queremos experimentar paz com os outros, conclamando os pecadores a virem a Deus para que eles encontrem a maior paz que um mortal pode receber. A paz do Senhor. Jesus disse em uma das suas bem-aventuranças: "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus". Paulo disse: "Se possível no que depender de vós, vivam em paz com todas as pessoas". O autor de Hebreus seguia a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Alguém que não procura paz com os outros é alguém que não tem paz de Deus no coração. Se no primeiro bloco tratamos sobre o caráter que sustenta os relacionamentos e no segundo bloco falamos sobre os procedimentos que edificam o próximo, nós vamos encerrar aqui falando sobre a motivação suprema, que é viver diante do Senhor. E eu vou gastar menos tempo aqui nesse terceiro ponto, tá? Mas é fundamental. Chegamos num momento sensível e fundamental aqui. Vamos analisar a nossa motivação para tudo isso. Verso 12. Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas. Mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam o mal. Irmãos, Pedro vai fechar o seu argumento de um modo agora, demonstrar para nós o seguinte: toda ética cristã é teocêntrica. Toda ética cristã começa e termina em Deus. O cristão sabe que ele como cristão e todos os homens vivem diante da face de Deus. O Salmo 34 é mantido em perspectiva, mas eu quero que você observe um detalhe. O texto destaca três sentidos importantes em Deus. Ele fala sobre os olhos do Senhor. Ele fala sobre os ouvidos do Senhor e ele fala sobre o rosto do Senhor. Os olhos enfatizam o conhecimento, a onisciência, o cuidado protetor e providencial de Deus sobre os seus servos. São olhos que repousam sobre os justos. Os ouvidos enfatizam a atenção de Deus conosco, o interesse de Deus em saber o que temos a dizer, a interação aberta que existe entre nós e o Pai Celestial através de Cristo. São ouvidos que recebem as nossas súplicas. Por fim, o rosto de Deus, irmãos, o rosto de Deus na Bíblia indica comunhão ou juízo. Por exemplo, na bênção araônica, o texto diz que o Senhor sobre nós levante o rosto e nos dê a paz. Aqui é comunhão. Agora Pedro, no texto que nós lemos destaca o juízo de Deus sobre os perversos. Porque o texto diz que o Senhor voltou o seu rosto contra eles. Então, uma coisa é ter o rosto de Deus favorável, outra coisa é ter o rosto de Deus contrário. Aqui é juízo. É como se Deus olhasse para os seus filhos com um grande sorriso e Deus olhasse para os perseguidores e os maus com a cara fechada, zangada. E como alguém que cobrará deles algo que eles não vão poder pagar, porque rejeitaram o seu filho e o povo que ele escolheu. Qual é o seu caráter? Quais são os procedimentos pelos quais você é conhecido? Qual é a sua motivação? em tudo que você pensa e faz. Eu quero convidar você a olhar para cima para Deus em primeiro lugar, porque o Senhor está olhando para você nesse momento. Os olhos do Senhor estão sobre nós. Agora eu quero desafiar você a olhar para dentro do seu coração, não para buscar solução em si mesmo, mas para se autoexaminar e corrigir o que precisa ser transformado. Eu quero desafiar você a olhar pro lado e enxergar o seu semelhante. Alguém que como você precisa de graça, precisa do evangelho, precisa de uma palavra que edifique, precisa de uma atitude que abençoe. Deus certamente haverá de nos abençoar também. O rosto do Senhor repousa sobre os seus filhos. Vamos orar. Pai de misericórdia, Deus de amor e bondade, Deus que tudo pode, Deus que tudo vê, Deus que está em todos os lugares, Deus que permanece com o seu povo. Ouvimos hoje a tua voz, temos o privilégio de participar do culto, da adoração do Senhor. E queremos agora que o Senhor nos dê o poder de testemunhar. Queremos agora que o Senhor fortaleça o nosso espírito. Queremos agora que o nosso caráter seja transformado mais e mais para sermos mais parecidos com o teu filho. Queremos que os nossos procedimentos sejam adequados e compatíveis com a nossa fé e com a palavra de Deus. E tenhamos diante de nós, ó Pai, esse compromisso, mas que sobretudo tenhamos sobre nós a graça do Senhor, sem o que qualquer esforço nosso é inútil. Nós oramos agradecidos [roncando] ao Senhor e humildemente nós oramos em nome de Jesus. [roncando] Amém. Vamos ficar de pé, irmãos. Vamos ter nesse instante um momento de adoração, de cântico. Enquanto nós entoamos a canção, você terá também a oportunidade de trazer diante do Senhor os seus dízimos e ofertas. >> [música] [música] >> Quando o [canto] inimigo vem, E minha [música] alma se desfaz [canto] se me cobre a escuridão e [música][canto] domina meu temor, em silêncio [música] vou [canto] a ti. Eu confio em ti, Senhor. Tua palavra [música] me [canto] sust. Minha salvação [canto] e fortaleza, [música] refúgio meu e rocha [canto] eterna. Minha alma, ó [música] Deus, esperará por ti. Os remidos [música][canto] forçarés quando [música][canto] mesmo em sua força aos maus como Eva [música] passarão. [canto] O futuro certo está [canto] e vencido [música] Satanás. >> [canto] >> Teu poder me guardará. [música] Minha salvação e fortaleza [canto] refúgio meu [música] e rocha eterna. Minha alma, ó Deus, [canto] esperará por [música] ti. Meu consolo [música] és o sofrimento pedrangular. [canto] Meu fundamento, minha alma, [música] ó Deus, esperará por ti. Teu amor [música][canto] puro e fiel ninguém pode [canto] explicar. [música] O teu filho [canto] morto à cruz concedeu-me plena [canto][música] paz. A batalha fim de estar. [música] Não há [canto] mais vergonha e dor. Destruída a morte [música][canto] foi minha salvação e fortaleza, [música][canto] refúgio meu e rocha eterna. Minha alma, ó Deus, esperará [música][canto] por ti. Consolo. [música] És no sofrimento. Pedra angular. [canto] Meu fundamento, minha alma, [música] ó Deus, esperará por ti. [canto] [música] Tudo, ó Cristo, [música] a ti entrego. [canto] Confiarei [música] em ti, sacerdote, [canto] meu rei forte, confia. [canto][música] I em ti [música] >> tudo, ó [canto] Cristo, a ti entrego. Confiarei [canto][música] em ti, [música] sacerdote, [canto] [música] meu rei forte, [música] confiarei [canto] em ti. >> Vamos orar, meus irmãos. Pai amado, neste momento nós queremos agradecer a ti imensamente por tudo que o Senhor tem nos dado, tudo que o Senhor tem nos concedido. O Senhor é aquele que nos criou, o Senhor também é aquele que nos mantém. E nos mantém, Pai, pelos meios que o Senhor nos concedeu. Espensamente aqui, Pai, nós queremos nos lembrar do trabalho que o Senhor nos deu, a condição, Pai, de conseguir recursos para nossa manutenção. É o Senhor que nos concedeu essas coisas. E agradecemos ao Senhor, Pai, demonstrando isso a ti também, por trazer aqui a a este local os nossos dízimos e nossas ofertas, Pai. É o Senhor quem nos deu a condição de trabalharmos e é o Senhor também quem moveu o nosso coração para sermos fiéis nos nossos dízimos e para sermos generosos, Pai, em nossas ofertas, Pai. Queremos louvar ao Senhor pela graça que o Senhor nos concede, Pai. Também queremos rogar ao Senhor que nos capacite, Pai, enquanto nós usarmos estes recursos. Pai, dê-nos a graça de sabermos a melhor maneira de fazer isso. Dê-nos a graça, Pai, de reconhecer onde o Senhor deseja que nós utilizemos tudo aquilo que o Senhor nos concede como igreja. Pedimos que o Senhor também nos abençoe para que nós continuemos, Pai, tendo uma uma vida digna neste mundo que o Senhor criou. Pai amado, nós queremos também rogar ao Senhor que nos ajudes, Pai, enquanto nós vivemos como cristãos neste mundo, Pai. Obrigado pelo sermão que nós pudemos ouvir. Obrigado pela sua palavra que nos mostra a verdade. Obrigado porque o Senhor nos instruiu mais uma vez como nós devemos ter relacionamentos neste mundo, Pai, com pessoas que são cristãs e com pessoas que também não são. Pedimos a ti que o Senhor guieç possa servir de sustento para nós e servir de base para que nós tenhamos uma vida cada vez mais parecida com a vida do Senhor Jesus. aquele que é a nossa motivação e aquele que é o nosso maior exemplo de relacionamento neste mundo. Pedimos ao Senhor, Pai, capacita-nos dessa maneira e também queremos rogar ao Senhor as tuas bênçãos sobre nós. Então, Pai, desta forma, que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus o Pai, a comunhão e a consolação do Espírito Santo seja com todo o povo de Deus que ama e aguarda a sua volta hoje e para todo sempre. Amém. A igreja pode se assentar. Vamos ouvir o póslúdio. >> [música] [música] >> Nosso culto está encerrado, meus irmãos. Nós queremos, antes de nos mexermos demais, agradecer a presença daqueles que nos visitam. Está entre nós o Paulo eh Betti com a Karen e o Leonardo. Onde estão vocês? Só para que nós Ah, estão aqui. Sejam bem-vindos. Deus abençoe a vida de vocês. Recebam os cumprimentos aí da nossa igreja. A Priscila Sandoval também com o Cloves Aparecido. Onde estão a Priscila e o Cloves? Ah, estão lá atrás. Sejam bem-vindos. Recebam aí os cumprimentos. Temos também a Geovani Barbosa. Onde está você? Tá lá também, né? Seja bem-vinda. É Geovani, né? É homem. e também o João Paulo Santos Souza. Ah, está do lado ali. Seja bem-vindo. Recebo os cumprimentos aí do diácono Lucas, seminaristas Lucas. Meus irmãos, vou chamar a Raquel já aqui à frente para gente começar. Hoje nós vamos eh começar a nossa escola dominical. Enquanto a Raquel vem, [limpando a garganta] eh, ano passado, irmãos, nós fizemos a divulgação de um livro. Hoje, eh, eu quero anunciar, pode colocar a imagem do livro aí. Esse livro, pode subir, Raquel. Esse livro é um livro que é voltado para pessoas que querem, é um desafio de 30 dias para você orar ou por um filho que ainda não é crente ou está desviado, ou um marido, ou uma esposa ou qualquer pessoa que você eh tenha interesse que ele volte para o Senhor. Então, é um livro que tem exercícios e você pode então registrar, orar por essa pessoa que você quer de volta aos pés do Senhor, tá? E enquanto você ora, você, ah, tem instruções daqui do que fazer enquanto esperar. Esse é um livro muito famoso, já fora do Brasil, e foi recém publicado no Brasil. O ministério que a Renata trabalha e acabou de publicar, acho que além da conferência que ela foi no agora em Águas Lindó, a igreja de Santo Amaro é a primeira igreja que está tendo acesso a esse livro. Então nós venderemos esse livro, ele custa R$ 25, estará disponível na nossa eh livraria, Renato estará lá hoje eh para vender. Mas eu queria desafiar toda a igreja. Isso aqui é é uma maneira de você evangelizar. Quantos aqui? Eu pergunto, tem alguém que você gostaria que voltasse pro Senhor? Levanta a mão. [risadas] Aí nós temos só 100 livros, então, mas temos como trazer mais. Então, faça isso. É o mínimo que você pode fazer, orar e se empenhar para que essas pessoas possam retornar ao Senhor, ou para essa igreja ou para qualquer outra igreja que pregue a palavra. Enquanto essa pessoa estiver viva, ainda há tempo, irmãos. Então esse o livro se chama Enquanto você espera pelo seu pródigo, tá bom? Então eu vou falar sobre isso e esse livro estará à disposição nos próximos domingos. Então não precise se desesperar, eh, que nós teremos esse livro ainda por um bom tempo na igreja, tá bom? Queria desafiar a igreja a comprar, a dar de presente. Se você já começou a pensar aqui em várias pessoas que eu preciso dar, então vá lá e dê de presente, tá bom? Irmãos, a Raquel, ela é a superintendente da Escola Dominical e hoje, como é abertura da escola dominical, ela dará algumas instruções sobre como funcionará as salas hoje. Aí então Raquel, >> bom dia, amada igreja. Eu vou passar para vocês algumas atualizações de como vai funcionar no ACBD nesse segundo semestre de 2026. Então, vamos lá. Eh, essa aqui é como vai funcionar, né, a nossa EBD de adultos e jovens. E a classe da Bíblia vai continuar funcionando aqui no templo com o pastor Daniel e o reverendo Guilherme e com o tema no livro de Segunda Samuel. E a classe de novos membros, ela segue lá na sala 15 com as doutrinas básicas. E os professores titulares é o seminarista Lucas, o reverendo Previd, o Cláudio e o Stevan Silva. E o que que nós temos de novidade? Essa classe para eh será a classe de meninas, de novidade na classe das meninas. Isso. Ela era a classe que estava acontecendo no primeiro semestre de 2026 para as mulheres. Agora as meninas que fazem parte da UPA, elas ficarão nessa classe e elas terão o conteúdo delas será o livro Design Divino e as professoras é a Paola, a Renata Santos e a Lia Junqueira. As meninas ficarão nessa classe e os meninos continuarão lá na UPA, no ensino médio com outros professores. E seguindo a classe modular, ela continua acontecendo lá no salão social e ela teremos os continuaremos com os três temas. O primeiro tema é casais e família, o segundo doutrinas e o terceiro teoria prática. Eh, essas aulas elas acontecem seguidas, a cada dois domingos e sempre que o tema mudar eu vou colocar no slide pros irmãos saberem qual que é o tema do domingo. E nós temos os professores responsáveis por cada sala. Seguindo, temos a EBD de jovens que acontecem lá no segundo andar e elas continuam funcionando normalmente. Sexto e sétimo ano, na sala 12, com a professora Wiara, o Raul e o Antônio Vidal, oitavo e 9º ano, na sala 14 com Danilo e a Lia Junqueira. O ensino médio segue na sala 16 com a Paula e o Luciano Sandrini, a Kaká e o Ala Cena. E por fim, nós temos a classe de jovens que fica na sala 20, e os professores é o Antônio Junqueira, o Ronaldo Dias e o Sérgio Davi. Então, qualquer mudança que acontece aqui, eu aviso os irmãos e se precisarem de alguma coisa, podem falar comigo ou com a Ana Paula Campanhol, ela que me ajuda na organização da EBD. Eh, é isso. Tenha um ótimo domingo. >> Vamos eh aproveitar que a Raquel tá aqui. Vamos orar, Raquel, pela o início da Escola Dominical. Os professores, inclusive já podem sair. Eu suprimi todos os avisos aqui, irmãos, para dar tempo para que os professores tenham as aulas já no primeiro dia, tá bom? Então, a os professores podem sair. Eu vou pedir também para que a Raquel ore pela vida dos professores desse semestre na no início dessa EBD de 2026, segundo semestre. Vamos orar então. >> Ó Deus, tu és maravilhoso, tu és um Deus eh grandioso, tu és um Deus magnífico. Obrigado, Senhor, pela oportunidade de estarmos aqui em comunhão com os irmãos e de podermos juntos, Senhor, adorar a Ti. Eu te peço que o Senhor esteja abençoando a nossa Escola Bíblica Dominical. Que o Senhor abençoe cada professor, cada aluno, ó Deus, que faz parte da tua igreja. Que os professores sejam usados, ó Pai, para falar de Cristo, falar da Tua palavra e que o Senhor prepare cada membro aqui para ouvir a tua voz. Esteja conosco, Senhor, durante todo este período de aulas. Que o Senhor seja nos protegendo e nos livrando de todo mal. Nos dê um dia maravilhoso diante da tua presença. É em nome de Jesus Cristo que eu oro e agradeço sempre. Amém. >> Amém. Obrigado, Raquel. Irmãos, tenham todos uma boa escola dominical e