🔴AULIVE: NÃO SE TRATA DE DISCURSO, MAS DE ESTRUTURA E CONDUTA
19/08/2026
🔴AULIVE: NÃO SE TRATA DE DISCURSO, MAS DE ESTRUTURA E CONDUTA
pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
[música] Bom dia, tudo bem com vocês? Bom dia, bom dia, bom dia. Mais uma madrugada que estamos juntos por aqui para papear um pouquinho gostoso. Tema delicado. Hoje um pouco complicado, mas que vai ser bom. Vai ser um papinho massa, necessário, cansativo, mas que sobreviveremos a ele. É difícil ser crente, evangélico e progressista nesse mundinho, viu? Vou dizer para vocês. Ai, ai, ai, se for marxista como mil tanto. Ah, meus amigos, aí é complicado. Mas, mas cá estamos, [música] cá estamos, cá estamos. E precisamos papear algumas coisinhas importantes, ao menos deixar minimamente registrado para momentos posteriores, para não dizer avisamos, não é? Avisamos, avisamos, avisamos. Ai, ai, o som tá bom? Pera aí, deixa eu ajeitar aqui. O som tá bom? O som tá bom? Espera, desejo que sim. Pera, deixa eu abaixar aqui. Pera aí. Se você tá chegando aqui pela primeira vez, não esqueça de deixar o seu like, não esquece de curtir, de comentar para engajar. Eita, pera, tá travando a internet. Agora sim, se você aqui pela primeira vez, não esquece de curtir esse vídeo, espalhar a palavra por aí, considerinha aqui do nosso canalzinho, afinal nosso canalzinho canalzinho pequeno, como você pode observar, mas fiel e resistente. E aí o que sustenta que o nosso trabalhinho é a membresia do canal, que segue ativa, firme, potente, poderosa e nos auxiliando consideravelmente, especialmente ali com suas contribuições, seja seja com a primeira igreja barista aqui do YouTube, inscritos no canal, seja mandando um Pix, porque vai que tá sobrando uma merreca por aí, beleza? Então você pode dar uma força por aí. Se você vira membro, membro, membre, membrezia aqui do nosso canalzinho, você pode ter acesso exclusivo a conteúdos totalmente excelentes, exclusivos para você e para todas as outras pessoas que também fazem parte do membrin do nosso canalzinho, como cursos evangélicos e políticas no Brasil, Marx religião, como fazer seu projeto de pesquisa, filosofia latino-americana e mais uma pancada de conteúdo totalmente excelente para você poder assistir com conversas, papos, trocas de ideias que nós tivemos, assim como leituras comentadas. e a nossa rádio Critic Rent, que é uma rádio totalmente excelente, eu também recomendo que você conheça. Então, considero, membra, membro e membresia aqui do nosso canalzinho. Fechou? Não esquece também de compartilhar isso aqui por alguém e especialmente também tem pessoal disse que tem que hypar. Não sei qual é o efeito que isso causa, mas dizem que é importante. Então, se você puder fazer isso também me auxilia consideravelmente, é de grande valia, de grande ajuda aos trabalhos que temos realizado aqui semanalmente às 8:15 da madrugada. Às 8:15 da madrugada. Tudo bom? Então é isso, é isso, é isso, é isso. Hoje vai ser uma livezinha um pouquinho diferente. ela não será tão longa também por motivo de trabalho, mas ela vai tocar um tema importante, importante, que tá engasgado há bastante tempo, que já apareceu em alguns textos, já apareceu em outros lugares também, mas que é importante a gente trazer para cá, especialmente com uma pessoa como eu, evangélica, de esquerda, piriri, pororó e que em período eleitoral sofre consideravelmente, mas fora dele sofre mais ainda, porque quanto é no período eleitoral, a as lideranças progressistas estão bem focadas às vezes em fazer contenção de danos na disputa eleitoral, né? E aí elas às vezes acabam fazendo menos bobagem, tão pior quanto em outros sentidos. Mas a gente vai precisar conversar e bater um papo. Mas é isso. Deixa eu separar aqui os materiaizinhos. Conversa pra gente ter, perdão. E a gente já começa. Só que eu não sei se o som tá bom. Eu tô, deixa eu fazer um teste aqui. Eu tô preocupado se a minha voz está faltando ou sobrando. Às vezes tá estourando no ouvido das pessoas, elas estão chateadas ou tá muito baixo e elas estão chateadas também. Ei, não tô entendendo que você tá falando. Fala baixo, chora baixo. Aí é complicado. Eh, deixa eu fazer um teste aqui. Parece que tá bom. Parece que tá bom. Excelente. Excelente. Excelente. Excelente. Um bom dia para tu. Ai, quase que eu fiz besteira aqui. Calma, calma, calma, calma, calma, calma. Ai, meu pai amado, quase que eu perdi a live. Aí lasca, imagina. Bom dia, querido PS Lourenço Serpa, como é que você tá? Tudo bem? Espero desejo que sim. Um bom dia, camarada. Bom dia. Bom dia. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Que bom que tá com a gente aqui mais um papinho de manhã. Deixa eu pegar esses trem aqui. Pera aí. Pronto. Deixa eu pegar e abre aqui. Ah, [risadas] bom dia, querido William em situação de Canadá. Tudo bem com você? Espero e desejo que sim. Espero e desejo que as coisas estejam bem por aí. E diz querido William em situação de Canadá. Bom dia. Bom dia, William. Passando só para deixar o like. No futuro voltarei ao passado para acompanhar e acompanhará no presente. Olha que coisa incrível. O tempo é uma maravilha. Inclusive fiz com um dei uma aula sobre tempo muito bacana no na última semana. Foi bem legal. Bom dia, querido Gabriel. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Bom dia, buenas, buenas, buenas, buenas, buenas. Tquido Borduna. Eita, cadê? Tquido Borduna. O homem tá na régua, reguado. Ficou até mais esbelto nas fotos. É foto engana. Foto é mentira. Não crie em fotos. Pode ser, pode ter sido criado em, em a Bom dia, querido Thiago. Tudo bem? Que diz bom dia a todos os baristas e não baristas da América Latina. Bom dia, querido Thiago. Tudo bom com você? Espero desejo que sim. Bom dia. Bom dia. Bom dia. E diz quo por tudo. Bom dia, profe. Bom dia, chat. Bom dia, chat. Chat totalmente excelente. Totalmente carinhoso. Ah, eu esqueci. Se você tá chegando aqui também pela primeira vez e se torna membro, membro, membre membrinho, você tem o direito de fazer parte do nosso grupo do WhatsApp, o grupo da primeira igreja barista do WhatsApp. E aí você pode entrar lá, tudo bem? Então o que que você faz? Você vira membro, membro a membro membrinho. Você manda um e-mail para este endereço que está passando aqui na tela, que também é chave Pix. E aí você diz o seu nickname e o seu número do zap e a gente coloca você lá. E aí você pode acompanhar o nosso grupinho, que é um grupinho muito bacana, conversas excelentes, humor todo quebrado e muito carinho e respeito mesmo nas discordâncias. Então fica fica o convite, fica o convite. Beleza? Ah, meu povo, bom dia para vocês. Ó, seguinte, nós temos uma questão séria, é ser conversada, uma não, não, várias, sempre tem várias questões, mas eu quero ir devagarinho, etapa por etapa. A primeira, a primeira eh, não sei se vocês estão ligado, né, mas é, é embaçado as coisas aqui. Pera aí. E opa, diz nosso querido, querido gnose de cria. Eu acho incrível esse nome, ele é maravilhoso. Pô, terminei de ler Batalha que há nos deuses. André Castro, nosso querido André Castro, um beijo, André Castro poupou ninguém na crítica. Não, não é sem massagem. Não tem massagem. >> [risadas] >> André manda bem, pô. André um geniozinho monstruosamente bom. Monstruosamente bom. O bichinho é bom, velho. É, não, André, não tem massagem, não. É a crítica, crítica, criticante, crítica, criticável, criticosa. Cr quenta. Não, ele [roncando] manda bem demais. É muita crítica acumulada. É um cam de é uma diquidão de críticas ele. Mas é, manda bem, né? É da hora, pô. André muito bom, cara. Então é muito bom, muito bom. Sempre me impressiona o conteúdo dele. A gente tem discordâncias do ponto de vista de análise, de preferências também, mas ele é excelente, cara. O André é muito bom, muito bom. Eh, não cansarei de dizer isso. Ele é muito bom. André Castro. Ai, nosso mericano. Eh, então vamos lá. Tá esqueci não tava começando. Ah, é. Pronto. Para começar, vamos por esqueci de um negócio importante. Pera aí, pera per aí. Eita, poxa. Um minutinho, um minutinho, um minutinho, um minutinho. Cadê? Cadê? Pronto. [roncando] Pra gente começar o papo, né? Você quem quem chegou aqui percebeu que ali que a a tamb é sobre pastores progressistas. Ai, pastorzinhos, pastorzinhos, pastorzinhos, queridos coleguinhas. Deixou pastores progressistas e a gente vai fazer uma crítica, obviamente, algumas, né? Mas quem viu também, a gente já indicou aqui na no subtítulo da da do vídeo, se trata de uma questão estrutural e também de conduta. Então, a gente vai tentar fazer uma crítica que toque os dois lados, né? critique a conduta dos seres humaninhos, mas também perceber que é uma questão de estrutura. E aí eu não quero usar estrutural aqui para dizer, então não precisa de explicação, né? Porque eu não sei se vocês perceberam, hoje em dia o pessoal fala: "É, isso é uma questão uma questão estrutural, eh, para dizer que é muito complexo e tá presente sempre, mas aí tá, então me traga causas, fenômenos, consequências, articulações internas pra gente poder discutir o estrutural. Hoje em dia o estrutural fica um jeito de você não precisar discutir o tema, né? perí. Você não precisa falar sobre fenômeno. Daí a gente não vai usar a palavra estrutural dessa maneira. Vamos utilizar estrutural de maneira a buscar causas, fenômenos e ver os problemas reproduzidos dentro das dinâmicas institucionais. E aí é onde habitam os sustentáculos das estruturas. Bom dia, querido Ogiboeira. Ogiboeira. Bom dia, Ogiboeira ou Ogbo. Ogboeira. Ogboeira. É legal, mas você destacou o O maiúsculo e o B maiúsculo, então a gente entende que é o e boeira. Então boeira. Bom dia, meu querido. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Diz que do gnose de cria. Pior que é o meu arroz de festa também. Estrutural. Embricações e atravessamentos. [risadas] É, não, hoje em dia tem várias palavras que você usa para não ter que discutir, né? Tem nuances, camadas. Nossa, eu odeio a palavra nuance. Eu tô cada vez mais irritado com a palavra nuance. A pessoa fala nuances para não ter que explicar as coisas. Tem muitas nuances, então você vai ter que descrever uma por uma. Se você percebeu que tem várias nuances, boa sorte, vai ter que me apresentar todas. [risadas] Ai, mano, me irrita um pouquinho. Eu entendo. Eu não tô dizendo: "Ah, não use nunca mais, não. Isso é um conceito inválido." Não, eu entendo. Tô falando assim na na hora de discutir, de conversar, né? Eh, a gente começa a encontrar substantivos, termos que evitam a gente explicar as coisas, né? Viram subterfúgio para você não ter que trabalhar o tema, né? E isso é perigoso, tem que ficar esperto, pô. As palavrinhas vão virando palavrinha mágica que parece que você tá explicando várias paradas, é ao contrário, né? Disquida, diszquido Ogiboeira. Oggibo me parece mais legal. Se eu tivesse pensado nisso antes, teria destacado dessa forma. É questão de eh pronto. Outra palavra que eu que eu tenho problema, perspectivas. Usei várias vezes, agora não consigo mais usar. Você tem muitas perspectivas. Então você vai me apresentando várias, viu? Vai, vai listando aí porque a gente vai precisar ver. A Deus me ajuda. Você vê que são muitos termos do lado esquerdo da força, né? Do progressista da os progs. Chama de progs. Os progs. Ai, cara, eu tenho que começar fazendo aqui confissões. Confissões e testemunhos, né? Confissões e testemunhos. Bom dia, querida Geseli. Tudo bem com você? Espero e desejo que sim. Bom dia, minha queridíssima Geseli. Que bom que você tá mais um dia aqui com a gente. Espero que você curta o papo de hoje. Ai, meu povo, confissões e testemunhos. Cara, eu preciso muito de uma nova receita de óculos, tá? Tá embaçado literalmente, né? Não só metaforicamente. Tô enxergando um palmo. Tá ruim até focar fica, né? descansa ferió também ao mesmo tempo. Bom, o eu venho de igreja evangélica, né? Eu sou de igreja evangélica. Sou evangélico desde o berço. Só não deu para nascer dentro da igreja porque não tinha lugar, não era um local adequado, né? Não, não parecia ser um local muito adequado. Então não ia rolar. Mas eu venho de igreja desde muito pequeno. Nasci dentro desse lugar. Além de ter nascido dentro desse lugar, a minha família vem de igreja há muito tempo. Mas aí quando eu falo muito tempo é muito tempo mesmo. Tipo assim, lá do meu pai desde do meu avô, pai do meu pai, né? Eh, e aí meu avô se converteu, já era adulto, né? Já era adulto. Só que no caso do lado da família do meu pai era família pobre, bem pobre. lascada de roceiro, analfabeto, né? E que vai começar a ter alguma relativa estabilidade depois de ter entrado na igreja e encontrar as redes de apoio existentes naquele lugar, né? E aí, meus amigos, acontece isso que acontece, meu vô, por exemplo, colocou os filhos na escola, diferente do pai dele, né? que o pai dele, a gente não consegue chegar na origem, era um negão de 1,90 de altura, [roncando] que se juntou a uma guarani de 1,5 m de altura, nasce meu avô Vicente, que depois se converte ao pentecostalismo nas Assembleias de Deus e vira obreiro, né? Eu gosto de expressão obreiro porque ela realmente mostra o teu nível hierárquico dentro da dentro da estrutura institucional. Ele fazia obras, ele era implantador de igreja. >> [roncando] >> Isso aí tá falando de década de de 50, 40, 50. Tá falando década de 50, 50, década de 50, depois 60. 50, 60. Meu vô ficou uns 30 anos, 20, 30 anos implantando igreja no interior. Ia montava igreja, pá, era homem preto. Você quiser usar aquela estratificação esquisita, Cafuço de do interior, analfabeto, implementava a igreja, levantava as as comunidades lá, as paredinhas, chegava depois algum pastor branco para sumir e ele mudava, ficava lá mais um pouquinho como obreiro e depois mudava de cidade. montava outra igreja, mesma coisa. Aí chegava outro pastor branco e pá e assim ia, né? Então aí assim foi durante toda a sua vida. Então é a galera que a gente pode chamar do chão de fábrica de igreja, né? São expressões que não tô inventando na minha cabeça. Quem é mundo crente tá ligado que a gente usa essas expressões. O obreiro Vicente que era do chão de fábrica da igreja, ele vem sempre a gente já tá na bleia. Tava na bleia, né? faleceu já, mas há muito tempo. E a família inteira da lado dele também entrou paraa bleia, então os os quatro filhos e aí os filhos foram pra escola porque tinha que ler a Bíblia, senão ia pro inferno. Então assim, não foi bem por uma questão planejamento profissional, financeiro, etc. E por efeito não intencional, todo mundo ali se escolarizou, pelo menos na educação básica. Superior é outro problema. Vamos uma coisa de cada vez por geração, né? Vamos devagar. E aí? Beleza. Então, minha família toda inteira, inteira do lado de pai, do lado de mãe também. Só que aí do lado de mãe é família de Bleia desde que a Bleia chegou neste país, assim. Então, o meu tataravô, aí eu consigo chegar no tataravô, o lado da mãe é o lado de branco europeu imigrante que chegou aqui no início do século XX. com as políticas, cara, a gente tem que entender as coisas em em contexto, né? se liga com as políticas canálias de branqueamento, né, na primeira tentativa de modernização da República Velha, que achava que para poder modernizar o país, industrializar, pós escravidão e não sei o quê, tinha que trazer operário branco, né, os brancos que ia resolver esse negócio aqui. Aí começa a incentivar os europeus para vir para cá, aí vai vir no branco. Eu tenho um amigo chamado Gustavo, esqueci o sobrenome dele agora. O Gustavo estudou isso no mestrado dele. Cara, incrível a pesquisa dele, porque ele vai mostrando que não podia ser qualquer branco também, porque ele vai estudando e vai percebendo que os brancos vão criando filtro pro branco que tinha que chegar no Brasil. É loucura, porque aí vai entrar antissemitismo, vai entrar depois antiesquerda, né? Porque começa a vir branco que é anarquista, começa a vir branco que é comuna. E aí esses aí não pode, então você tem que eliminar também. Então então vai criando filtros para essa política de branqueamento eugenista canal, que é o primeiro passo de modernização desse país, que é trazer branco pro sul desse país e dar terra pros caras. E nessa vem a família do lado da minha mãe e vem o meu tatravô chamado Bruno, meu nome em homenagem a essa figura. Ele chamava Bruno Skolimovski, família polonesa. E se você é da Bleia, você já talvez tenha ouvido esse nome. Tá, travou. Da primeira geração de pastores das Assembleias de Deus aqui nesse país. Então assim, tô nesse mundinho de igreja há um tempo de família e meu e pessoal também. E aí o genro dele, Alfredo Rei Dal. Alfredão foi fundador da Igreja Assembleia de Deus Ortodoxa do Ipiranga, a única Assembleia de Deus ortodoxa desse país, que ficava aqui em São Paulo, a sede, cuja sede até hoje em São Paulo e cuja sede hoje é o patrimônio. Fica na região do Ipiranga, dali do outro lado do Parque da Independência na frente uma igreja que tem um relojão, igreja gótica, que é uma esquisit também, porque igreja Assembleia de Deus gótica é um negócio inovador. Aí antes era uma coisa estranha, depois virou item de colecionador. Aí é o orgulho estético hoje da região e do do da da bleia. Pronto. Então, lá de pai, chão de fábrica, operariado de igreja, do lado de mãe, os gestores, [risadas] fundador, fundador da Blia, um dos fundadores da BL nesse país, Assembleia de Deus e gestores, né? Então, quer dizer, juntou, eis-nos aqui, né? Conhecendo esse negócio por dentro desde muito tempo, desde muito tempo. Eh, e aí a gente saiu da Bia por alguns fatores que eu já já vou contar também. E depois eh, a gente foi para uma outra bleia, que era uma bleia mais liberal, e depois foi de se descaracterizando. E aí foi acontecendo um processo processo de progressistização dessa igreja que a gente tinha ido. Então, na minha adolescência, eu vivenciei mudanças de posição das lideranças da igreja, conflitos internos por n fatores e, posteriormente na juventude, já com mais entendimento, vamos dizer assim, participei de processo de tentativa de ajuste de questões dentro da igreja. E é isso. E aí depois a gente, né, entra com aquele acordo legal que eu entrei com a bunda, o pessoal entrou com o pé, deu tudo certo, eu fui posto para fora. Mas é uma coisa de cada vez e a gente vai conversar um pouquinho sobre essa trajetória. Eu também diz diz, imagino que seja também de vida de igreja, né? A gente nasce, cresce, desenvolve, evolui, tem crias dentro da igreja. Agora fiquei preocupado com a frase que eu falei. Descrito gnose de cria. Falando em crias. Hequidal é nome de crente. Pastor Jorge Requidal. Devia ser o o nome do seuô, meu bisavô, Alfredo Requidal. Alfredo. Alfredo é um nome de idoso. Com todo respeito à crianças Alfredo que existem aí, vocês estão atrasadas na história. É capanga do pastor. Faz o trampo que o pastor [risadas] já aspirei esse lugar. É, é, é, é, é pior no caso, porque assim, tem o tem o diácono, né, que fica ali de no quase pastor auxiliar, no cangote do pastor. Aí tem os copastores, né, tem os presbíteros. No caso do obreiro, coitado, nem cargo é o obreiro. Ele só é uma pessoa voluntariosa. É, tadinho. Não dá nem para entrar no quesito capanga do pastor. Diz quido Igor Juan, bom dia, lindas. Bom dia, lindo. Igor Juan, tudo bem com você? Espero, desejo que sim. Diz querido gnós. É o capanga do pastor que faz serviço mais mundano. Serviço mais pesado. Coitado. Diz que do Borduna. Obreiro lembra as equipes de eletrificação e fábricas pesadas dos anos 20, 30 no na União Soviética. A turma ia mudando de cidade depois de construção. É mais ou menos isso. É mais ou menos isso. Só que é implantação de igreja, né? Pá, implementando igreja. Hoje já mudou, mudou essa estrutura. Eu, para quem assistiu o nosso curso de eh Evangélicos e políticos no Brasil, para quem é da membresia do canal, a gente explica esse processo de mudança das igrejas, da estratégia das igrejas, o que que aconteceu, né? Eh, então fica a dica aí de vocês. Assistiam que eu já ia dar uma explicação aí, mas eu falei: "Pô, vou levar 30 dias aqui explicando esse negócio, tem um negócio no curso e eu nunca faço propaganda dos cursos aqui pra galera fazer de verdade." Então, mas tem porquê, né? muda a estratégia das igrejas de como implementar implantar suas novas unidades. E aí muda um pouquinho a função do obreiro também. Diz que fazer o what? Bom dia. Bom dia. Fazer o what que diz a todos a todos. Fazer o quê? Fazer o what? Que é ser fazer o quê? Fazer o what? Bom dia. Bom dia. Aí o pessoal se dando bom dia aqui no chat. Tido, cara. Diz que do gnoso de cria. Te colocaram para fora, maninho. É, não precisa. É uma relação estranha. Talvez eu conte com mais detalhes em algum momento. Fizeram tudo para não ficar. [risadas] E eu só fui entender isso depois. Eu demoro para entender as coisas. Diz que digo, Ruan, dá like aí. Dou like. Ah, não. Vocês tem que dar o like aí. Dá like aí, gente. Dá like, compartilha, comenta. Eu esqueço essas coisas. Diz que fazer o what? Eu também. A família da minha mãe veio da Itália, só que para colonizar o interior. É exatamente esse rolê. É exatamente esse rolê. Isso aí. Vixe, meus amigos. E o que acontece? E isso é real. Esse esse processo da política de branqueamento, né? Eugenista para [ __ ] Ela a galera incentivava os europeus para vir para cá. Inclusive, esse é o motivo do Gunar Vingrin e do Daniel Berk, os fundadores das Assembleias de Deus, eh, chegarem aqui no Brasil. Eles tinham saído da Suécia porque tava uma bagaceira só, galera morrendo de fome, frio, fascismo, né? É aquele climinha europeu. E aí eles t que sair, vão paraos Estados Unidos, passam pelos Estados Unidos, tem a experiência pentecostal nos Estados Unidos, vem para cá eh, pro Brasil, porque tinha incentivo do estado pra galera vir para cá e tinha panfleto, propaganda, vai pro Brasil, oportunidade de trabalho, não sei o quê, não sei o quê, seja no interior, seja nas fábricas, eles vêm, vão parar no no Pará, pô, vão para Belém do Pará, o para trabalhar o Danielberg e ia trabalhar numa indústria elétrica que tava, o pessoal tava montando lá, né, posto de energia elétrica lá e também tava conectado com a indústria de borracha. Aí depois eles começam o negócio das igrejas, depois começa a circular pelo país. Mas é mais ou menos isso. E por exemplo, a congregação cristã do Brasil, a segunda maior denominação evangélica desse país, vem para trabalhar nas fábricas, né, de São Paulo, aqui no Brás. Então o fundador que é o Francesc é um italiano que vem para trabalhar ali operário. É muito louco a gente pensar nessas histórias, né? Tem isso aí, assim, na história mítica da igreja, os cara conta que o que o pessoal veio para cá pela revelação do espírito, por não sei o quê, pedir para bala, pode ter tido essa coisa também. Mas assim, se não tivesse um panfleto desse tamanho dizendo: "Venha trabalhar no Brasil, né, terra de graça, eles não tinham vindo, entendeu?" E aí, quem trabalha isso muito bem é o Gedeon Freire Alencar. A pesquisa dele é totalmente excelente sobre isso, especialmente sobre as Assembleias de Deus no Brasil. É incrível, incrível. Desguida Jéssica, racharam a igreja? Ah, o pessoal racha dia assim, dia também. Igreja evangélica no Brasil só não só não racha mais do que partido de esquerda. Não racha tanto quanto, né? Talvez não é racha mais sim. O partido de esquerda racha proporcionalmente muito menos. Comunista briga menos do que crente. Ah, eu falo isso com tranquilidade. Sabe o que acontece? Tem uma relação interessante entre igreja evangélica e barbearia. Que que acontece na barbearia, né? Não sei se vocês sabem disso, vocês já notaram problema de política pública. Nós temos hoje uma epidemia de barbearias, uma epidemia de barbearias nesse país. E essa epidemia, ela se dá por muitos fatores. Ela é multifatorial. Ah, tem nuances, é [risadas] multifatorial, tem muitas camadas, entre elas, além do incentivo do empreendedorismo e tenta fazer uma renda e do da vitória da metrossexualidade, que faz com que todo mundo esteja na régua, tal qual este que vos fala, o que que acontece? Se o cara é barbeiro. E aí ele montou o esqueminha lá, ou cabeleireiro ou barbeiro. Porque da mesma, não sei por que a gente mudou os nomes das coisas. Deve ser porque aumentou o número de calvos, né? Aí o cara vai lá, ele não tem cabelo para cortar, faz a barba. Aí beleza. Essa pessoa, esse profissional ele prepara um auxiliar. Então auxiliar ali que tá fazendo a grana dele, um moleque de 17 anos de idade, 16, 17, 18 anos de idade que tá ali trampando com ele. E aí ele tá lá e tá trampando e tá feliz. Por quê? Porque o moleque tá aprendendo, tá trampando para ele, ele consegue atender mais clientes de uma vez, vai preparando esse menino, esse menino vai trabalhando como barbeiro e aí o que acontece? Chega uma hora que ele fala: "Pô, mano, eu já sei cortar, mando bem. Os clientes do cara estão querendo vir para mim, não para ele. Vou montar meu salão. E aí ele chega pro barbeiro, que era dono desse estabelecimento, e fala: "Ó, eu quero criar o meu estabelecimento". E aí esse barbeiro faz o quê? Que que ele faz? Fica chateado, fica bravo. Eles brigam, eles tretam. E aí cada um vai para um canto e cria sua nova barbearia que vira rival. E aí se você vai em um, o outro fala: "Não vale aquele, aquele lá, ó, pilantra, canalha, aquele ali vale nada, nada, nada" nada. Aí começa a bater um papo falando aquilo ali não vale nada, nada, nada, nada. Um fala mal do outro. E se você vai em um e depois vai no outro, é como se você tivesse cometido uma traição conjugal numa relação monogâmica. Assim, terrível. Vai ouvir por um tempo, o cara vai chegar olhar tua cabela, fala: "Quem que fez isso aqui? Pode tá excelente. Só queria cortar. Tá todo mundo bem, vai cortar igual o outro." Mas começa. Você vê, né? Na igreja é a mesma coisa. Que acontece o pessoal tem um cria-se, né? Criou-se no Brasil uma função que é o dono de igreja, pastor presidente vitalício, e ele ocupa um cargo e aí ele não consegue dar conta de todas as funções administrativas e ainda ficar fazendo a performance da pregação do culto com o monopólio da palavra. Então ele precisa montar uma legião de copastores, auxiliares e tal. E tem os jovens. E aí esses jovens falam: "Pô, da hora pela missão e tal". E aí eles querem fazer umas mudanças na igreja, fazer uns negócios e começa a ter treta com o pastor. Aí quando eles se dão conta, alguns deles fala: "Eu faço a mesma coisa com esse mano, trabalho mais que ele, se para que eu consigo sair daqui, parar de ter dor de cabeça e começar meu empreendimento em outra localidade e aí racha a igreja. epidemias, né? [risadas] Com a esquerda não funciona, porque a gente racha partido e o partido, em vez de aumentar o número de de unidades partidárias de esquerda, diminui. Então, já mostra que não é uma boa estratégia política, mas é uma boa estratégia de espalhar instituições por aí. Diz: querido Igor Juan, falando nos cursos da área de membros, iniciei ontem a leitura do Manifesto Comunista junto com você. Valeu demais, pô. Eu tenho que voltar para essa leitura. Eu não terminei. Aqui tem a leitura comentada do Manifesto Comunista. É totalmente excelente, tá? Tá aqui, tá aberto para quem quiser assistir. Você não precisa nem ser membresia disso, desse canal. Deveria colocar só para membresia, né? Mas eu sou uma pessoa que é para prestar serviços públicos. Lê lá. A gente leu linha a linha, só que eu tive que parar por motivo de trabalho. Vou voltar essa leitura, vou marcar aí pra gente ler de novo. Linha a linha, tá? A gente linha linha para desmistificar as bobagens que falam sobre o manifesto diz querido Juan Gabriel. Bom dia, Bruno Nescal. Bom dia, Juan Gabriel. Obrigado aí pelo seu carinho de sempre, pelo trocadilho. He, he, don't you? Ah, tudo bem. [risadas] Diz que X ali. Sim. Barbearia em toda esquina, assim como igrejas aqui em Brasília. Não, a as periferias hoje em dia é o seguinte: barbearia igreja, barbearia, igreja, bar, barbearia e igreja, barbearia, já estão juntando barbearia e bar, que já tá virando um empreendimento único. Você vai no na barbearia, já é um bar, já bebe lá, tem uma adeguinha, tem um esquema. Se conseguir juntar os três, vai ser o maior empreendimento da história da humanidade. Tem um potencial imenso, um barbearia igreja. A gente já conversou sobre isso. Mas também tem existe uma outra possibilidade que é você criar um ciclo. O ciclo é o seguinte, o cara tá no bar bebendo, v uma vida meio complicada, aí ele se converte na igreja. Aí na igreja ele fala: "Pô, precisa mudar de vida". Aí ele passa na barbearia, dá um talento, faz um negócio tal, não sei que lá, sente melhor, pá, pá, pá, pá. Aí ele tá tão seguro, seguro que ele volta no bar. Por quê? Porque agora já tá no esquema, tá lindo, tá tá gato, quer dar um rolezinho pá e aí entra num ciclo de novo. O se os três combinarem direitinho, você vai fazer o seu cliente ficar circulando ali por um tempão. Olha ideias. Diz aían. Emancipação em massa. Diz que [risadas] gnós te cria. Pô, traição do barbeiro é loucura. Vale que o barbeiro tem uma lâmina perto do seu pescoço. Exatamente. Você tem que tomar cuidado quando você vai discutir com o barbeiro, conversar com o cara quando ele tá com uma tesoura e uma lâmina perto de você, você não dá certo. Bom dia, querido Templário 4528, que diz: "Bom dia, galéuras". Galéuros, galeures, gaules também. Bom dia, diz que do Igor Juan. Então termine porque eu vou assistir um vídeo por dia. [risadas] Ficou legal essa série. Eu gostei dela. Diz que do Igor Juan, você separa por playlist os curso dos membros? Sim, separo. Fica bonitinho lá. Pessoal se dando bom dia, tá? Nosso canetador oficial. É o templário tem canetado bem. O Templário é é membro aqui do canal, né? O primeiro templário comunista da face da Terra. Nós aceitamos todo tipo de pessoa, [risadas] todas as combinações Pokémons possível. Dizel, como faço para ler o manifesto com vocês? Tem link? Não ouvi. Ó, deixa eu pegar aqui. Tem. Eu vou facilitar aqui, Jeseli. Claro. Vou pegar nossa playlist. Tem uma playlist aqui no canal lendo manifesto com nosso outro. Ó, deixa eu pegar aqui, mandar aqui porque quem quiser ler. É que eu não terminei a série, né? Eu sou incompetente. [suspirando] [canto] Onde é que tá a sériezinha? Eu sou um incompetente. Eu eu comecei a ler, falei, vou ler linha a linha. Aí não deu mais certo porque o trabalho, né, chegou chegando, não consegui mais parar para fazer isso, porque eu não tô achando. Aqui tem 15 vídeos. Precisava demais, hein? Eu parei, não li tudo do manifesto junto com a galera, mas ficou legal essa playlist aqui. Hum. Tá aqui. Pronto. Quem tiver no chat, chegou o link. Link tá aí. Link no chat. Link no shoutout para facilitar a vida. Bom dia, querida Valéria. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Diz querida Valéria, crente progressista, militantes são convidados a se retirar da igreja com frequência. Mas sabe qual o problema? Maior problema, Valéria, é quando a igreja vira igreja do pastor progressista, que ele vira dono de igreja. Hum. e reproduz a mesma coisa, só que sabor morango. É isso que a gente vai discutir. Diz, querido Igor Juan. Desculpa, tava na outra aba aqui e já mandei. Ah, aí ó. Pronto, é vitória trabalhador. Posso achar lá no seu canal? Ah, já facilitamos a vida também. Gisel, tamos junto. Tamo junto. Diz que do William por falar em terminar a leitura, tem o livro da Elsa Tames também. Que tristeza chegar no último vídeo. Ah, é, eu tenho que terminar esse também. Esse eu tô devendo também. Ah, esse livro da Els Tames é bom, né? Eu tenho que terminar ele também. Essa ficou boa, pô. [risadas] É para vocês ver, né? Bom, mas vamos lá. Então, dito isso, tava aqui no meu testemunho, né? Fui de igreja, pá, loló, continuo na igreja e a gente é saído, etc, etc. Então, eu vivenciei esse processo de igreja desde sempre, desde que eu nasci, o que é um elemento muito importante. H, beleza. Deixa eu tomar um. Então, fiquei na igreja conservadora na minha infância, minha família vem de lá, já contei essa parte aí. Todo mundo que vem de onde, onde vai, onde vem. que acontece aí na na minha adolescência, eu vivenciei na igreja a mudança de posturas da liderança. Aí o que acontece? A liderança começou a a ter ideias, né? Ter ideias é bom, mas nem sempre. E aí tem um um começou a ter ideias de mudança de posição mesmo. Só que, cara, qual que é o problema? Quando você tem uma estrutura de igreja como nós temos, né? Nem precisa ser, nem precisa ser só de igreja, mas já que estamos falando de igreja, quando a gente tem uma estrutura desse tipo montada, ela é baseada no monopólio da palavra. A liderança ela prega todos os domingos, né? O pastor em especial prega todos os domingos e ele diz o que a Bíblia diz. Mesmo sendo crente, evangélico, eh eh protestante, nós desaprendemos algo muito importante dentro da tradição protestante, que é o sacerdócio universal de todos os crentes ou todos os santos. E o que acontece? A galera terceiriza de um lado e por outro o pastor monopoliza a palavra. Então há uma relação aí de duas coisas, porque quem não, né, se dois não quer um não briga. em que um terceiriza e o outro monopoliza. A população, a massa de fiéis terceiriza a experiência religiosa, leitura da Bíblia, essa coisa toda. E a liderança monopoliza e controla sobre si e vira o intérprete oficial da igreja. Só que quem dera fosse só essa função, né? Quem dera fosse só essa função, quem dera fosse só a função de falar, né, como autoridade espiritual aquele leitor oficial da interpretação bíblica correta, mas não, ele também é administrador, né? Essa organização da igreja também passa por uma estrutura de administração, de gerência, porque é necessário, é uma instituição. Então, vai ter contabilidade, vai ter finanças, vai ter projetos de expansão. Quem vai organizar o projeto de expansão da igreja? E aí você tem então uma divisão do trabalho necessária paraa manutenção da instituição. Só que o fato dela ser necessária não significa que ela vai ser bem executada e nem que todos os seus efeitos serão positivos, né? Na verdade o contrário. Toda ação tem efeitos positivos e negativos, intencionais e não intencionais. E aí essa liderança da igreja ao monopolizar a palavra e ao ter essa função administrativa gerencial, ela começa a decidir os rumos dos recursos daquela igreja, os rumos da organização dos ministérios, né? Isso vai acontecendo independente, tá? se vai ser uma estrutura episcopal, né, com o presidente líder e todo mundo obedece, ou mesmo quando tem os presbitérios, você tem tensões e mais conflitos entre o pastorado e o presbitério, mas também tem meios de você conseguir fazer com que todo mundo jogue do seu lado. Então, políticas internas das instituições religiosas, tudo bem que acontece aí? O cara tá lá dirigindo a igreja literalmente, guiando toda toda a estrutura, monopolizando poder político e administrativo, espiritual. E se essa pessoa tá nessa posição e ela ainda começa a tomar decisões como presidente vitalício, né, como dono da igreja, se ele começa a mudar suas ideias, sua percepção, ele ele não vai pensar assim: "Pô, mano, vou que tô tendo ideias que talvez não são as mesmas que eu sempre preguei, não são as mesmas que eu sempre acreditei, não são as mesmas que as pessoas acreditam. A gente precisa conversar, ver se eu tô certo. A gente precisa conversar, ver se o pessoal tem divergências. Se eu acho que tô muito certo, como é que a gente constrói isso de baixo para cima, né? Se de modo que as pessoas conversem, entendam, não. Como o cara é dono de igreja, o cara tem poder, o cara tem não sei o quê, ele já chega falando e chega no domingo e solta as bombas das novas ideias que ele brilhantes. Podem ser excelentes ideias, tá? Para mim pouco importa o conteúdo nesse momento. O cara pode ter descoberto que é importante você respeitar as convenções de Genebra. Falou: "Nossa, gente, muito importante a gente aqui ser crente, mas respeitar as convenções de Genebra, os direitos humanos também é algo valoroso. Ele pode chegar e ter essa ideia, tá? Uma ideia inovadora, é totalmente correta. Só qual que é o problema? Se ninguém ali tava preparado para esse papo e você chega e só fala, as pessoas não vão aceitar, porque obviamente vai dar treta. Tem uma estrutura historicamente desenvolvida. organizada, que você conhece essa estrutura ao fazer o nosso curso evangélicos e política no Brasil, torne-se membro do canal. E aí o que acontece é que você vai daí ter um problema de conteúdo já estabelecido, estruturado, e você acha que por ser dono da igreja você fala, as pessoas vão ouvir, obedecer, baixar a cabeça e dizer amém. e não acontece conflitos, acontece tensões. E aí, como tá estruturado sobre o monopólio da palavra, vai dar e chabu danado. Muito chabu, muito chabu. Beleza, eu vivenciei esse processo de que as lideranças estavam mudando suas ideias, mas não planejarem fazer de uma organização popular, uma discussão coletiva, comunitária, ver os limites e testar as próprias ideias numa conversa franca. só reproduziu a estrutura institucional de dono de igreja com monopólio da palavra, monopólio administrativo que fala e todo mundo vai ouvir assistindo um espetáculo no domingo, só fez isso, só que agora sabor morango, agora azul, agora progressista. Então, toda a organização institucional, toda a organização política, toda a reprodução da instituição religiosa, ela se mantém. Você só mudou o conteúdo da fala. Então assim, não mudou nada. Para algumas pessoas pode ser libertador, porque houve uma coisa mais que alivia o seu coraçãozinho, te consola, se sente acolhido, reverbera, mas a estrutura é a mesma. E eu vi isso, eu vivenciei isso na minha adolescência comest juventude. Era muito embate, cara. Era treta atrás de treta, problema atrás de problema, porque era era isso, o don da igreja tá falando, todo mundo tem que obedecer e aí dá merda. Mas estava se progressistando. Aí beleza, aí se tornou uma igreja progressística. Pronto. Aí, pronto, saiu o pessoal aqui que não era progressístico, ficou só os progressísticos. Mas a estrutura se mantém de relação de controle, de monopólio da palavra, de dono de igreja, cara. É isso. E aí vira empreendimento familiar, como tudo quant espaço. Então, dá treta, dá ruim. Entendeu isso? Para começar a falar sobre essa questão de estrutura de igreja progressista. Ah, aquela igreja progressista. Por quê? Aí a gente pensa: "Ah, porque eles lá são muito democráticos". Não, lógico que não. Aquela igreja progressista. Por quê? Porque lá eles montam estruturas de formação de base, de empoderamento das pessoas, relativo à autonomia da comunidade. O pastor é um mero serviçal ali naquele processo. Ele desempenha uma função específica dentro da dinâmica de maneira combinada. Não, lógico que não. A gente fala que ela é igreja progressista porque ela fala um conteúdo diferente daquele que é o tradicional conservador. Pô, meus amigos, falar por falar, papagaio também fala. E o que faz com que a gente se se transforme, com que a gente tenha outro modo de conduta de vida, de organização, não é o que você diz, é como você vive. E aí não como você vive individualmente. Progressista tinha que ter aprendido isso já também. a gente vive em coletivo como comunidade mediado por instituições. Então, as instituições são fundamentais para que a comunidade se reorganize. Então, ela tem que ser pensada e repensada constantemente como organização estrutural, institucional para que a gente forme pessoas diferentes, que a gente encontre espaços diferentes, para que a gente tenha relações diferentes. Se você mantém o mesmo tipo de estrutura institucional, o mesmo tipo institucional, eh, se você exatamente o mesmo e só muda o discurso, vai dar errado. Mas é óbvio que vai dar errado. É óbvio que vai dar. Então, boa. Tá ligado? Então, é importante por quê? Como eu ouvi esse trem, eu vi isso acontecer, eu já saquei e falei: "Ixe". Tive sorte também de ter contato com gente que me ensinou a pensar distinto, a perceber as coisas diferentes e vivenciar outras paradas. Mas, por exemplo, tem um papo que eu gosto que é dizer assim: "Como você se torna uma pessoa apta paraa democracia? Pra vida política?" É pelo discurso, é pelo livro que você lê na escola. Você precisa de espaços em que você possa exercer democracia. Aí você pensa, a escola é democrática? Não. Ela forma pessoas para democracia também? Não. Nem professores, nem estudantes, nem nada. Não, famílias são espaços não autoritários que garantem voz e espaço paraa criança falar. Aquela também não. E também deu errado. Não. Então, talvez um quem sabe uma empresa. Você vai trabalhar numa empresa, ela com certeza é democrática, livre, né? tem participação dos funcionários nas tomadas de Não, também não. [risadas] Então assim, todas as instituições na qual você é inserido, você não tem nenhuma experiência de vida democrática, de participação, de atuação, de autonomia, de organização. Nenhum, nenhum, nenhum. Por isso que tem uma galera, galera, que acaba se deslumbrando na universidade quando você tem alguns espaços de experiência minimamente organizativas, né? O cara, pessoa fica maluca e apaixonada pelo DCE por causa porque, pô, primeira vez na vida que você tá podendo ter alguma experiência democrática, participar de alguma coisa, depois dá um chabu danado. Mas o que importa é, a gente não tem espaços institucionais que promovam uma conduta democrática. Então, se eu não tenho espaços que garant essa experiência democrática em que você possa atuar de maneira democrática, relativa autonomia, de organização, como é que você vai formar pessoas para democracia? Não vai. Como é que eu vou formar pessoas politicamente engajadas? Não vai. E eu nem tô falando aqui de esquerda, tô falando qualquer pessoa. Não vai, pô. Aí você vai numa igreja, a igreja ela é democratizada ou ela é de dono, né? Ela é como é que como é que ela se estrutura? Tem espaço relativo à autonomia ou não? Tá ligado? Então, as igrejas progressistas, né, que na verdade o que a gente tá dizendo não é que a igreja progressista, que o pastor dono da igreja progressista, eh, que fala, né, de algum discurso que minimamente é respeitoso com a humanidade, o que a gente tá falando em geral, em geral é que aquela liderança fala coisas válidas, mas que isso não se reflete. necessariamente que seja uma estrutura organizacional, institucional que garanta maior participação popular, maior organização das pessoas, respeita os direitos das pessoas, respeita a vida das pessoas, a relativa autonomia, não? Então, um problema de estrutura mesmo. É o que a gente faz daí, inclusive quem não é religioso, que assiste esse processo, né, que vê de fora, vai falar: "Ah, esse pastor é um pastor legal. Aquele pastor é um pastor que tem bom senso. Olha, ele fala coisas bonitas. É problema dele. O problema não é o que você fala, o que você prega, é como a gente se organiza como igreja, como instituição, como fiéis, como membresia, como estrutura institucional da igreja. Pô, é isso, é isso que deveria ser o crivo. Mas não é. O pessoal vai pelo gogó. Aí pelo gogó você corre muitos riscos, mas muito risco. Quando você se organiza o que vale ao gogó, que vale é o que você diz, é a frase bem feita. [risadas] Você [roncando] vai ter canal que fala bonito, que é exaltado que ganha posto de posição privilegiada. Você vai ter canalha que vai passar a ser respeitado porque fala bem. E aí pode até se tornar dono de igreja, né? Independentemente do tamanho do empreendimento, pequeno ou grande, vira dono de igreja e reproduz a mesma lógica de uma estrutura de uma igreja tradicional. Só que ele fala bem, só que ele tem plenos poderes, ele não tem nenhum freio. E o pior, como deixa de ser uma parada institucional, vira uma parada muito de a gente tá no mesmo time, mas olha os nossos valores, olha, mas se a gente começar a brigar aqui dentro também, começar a discutir esses temas, pô, vai enfraquecer o movimento. Tem que entender. E aí a gente vai engolindo abuso, assédio, relações de violência, controle, manipulação, porque a gente pensa no na questão individual e do gogó e não da organização. como a gente se organiza, como a gente trabalha institucionalmente, como a gente freia para que ninguém aqui tenha plenos poderes, para que alguém aqui seja o dono da voz da verdade. E isso é uma parada muito séria. Eu eu fiquei um tempo sem ir em igreja, né? Fiquei uns dois anos depois que eu fui saído, eh eu fiquei uns dois anos sem igreja. Aí um dia eu tava aqui em casa no sábado e a minha esposa falou que ia na igreja no no dia seguinte, no domingo. Eu falei: "Oxe, qual igreja você vai?" Aí ela falou: "Renascer". Falei: "Não, então pode ir então. Inclusive, talvez a gente tenha um problema matrimonial". Aí ela falou: "Não, tô brincando". Aí ela falou: "OK, ia em outra igreja". Falou o nome da outra igreja, tal. Falei: "Ah, pô". E eu tinha visto uma, olha, olha como é a cabeça, tinha visto a entrevista do mano que era um pastor nessa igreja e que eu tinha gostado e eu tinha me identificado inclusive com a trajetória de vida dele. Eu falei: "Pô, vou lá então, bora, bora ver qual é que é". E foi massa, foi massa, foi muito, muito bom. Eh, e aí, pô, gostei, curti muito, muito legal, muito gostoso, muito bom. Estava com saudade de igreja e aí fi, pô, que da hora, que legal. Aí nisso, em outro momento, a gente tava conversando, conversando com com familiares, eu falei: "Pô, foi lá e foi muito legal". Falou: "Ah, que igreja?" A gente falou o nome da igreja, falou não sei o quê. Aí eu falei: "Ah, do fulano de tal". A minha esposa olhou para mim e falou: "Do fulano de tal, não é a igreja tal, não é para ter dono." Aí eu, olha eu caindo aqui, hein. Olha eu caindo aqui, hein. Olha eu caindo aqui na armadilha que eu mesmo critico, tá ligado? Porque já tá tão entranhado esse negócio que você, ah, é a igreja do fulano, como se o maluco fosse dono do trem e ele não é, velho. Ô, não deveria ser, tá ligado? Importante, importante, importante, importante. Pronto. Isso. Eu tô falando do sentido aqui do que tá no nosso subtítulo deste vídeo, da questão da estrutura, em que você monta uma estrutura institucional que garante com que quem tenha o monopólio da palavra também tem o monopólio administrativo, não tenha freios, etc, etc, etc. É o dono da igreja, pastor presidente vitalisto. Não importa o tamanho, se tem 10 pessoas, 15, 20, 30, 100 ou 100. Não importa. Não importa. A questão é como é que dá essa dinâmica aí? E aí essa pessoa com esses superperes oprime as demais. E não é aqui o negócio do abstrato. Estou falando na prática, na organização institucional, porque dá para ser distinto, dá para fazer diferente. Não é porque o cara é mal, tá? Não, não é porque a é a índole da pessoa, não, não é o modo como está organizado, o modo como tá estruturado institucionalmente. Tá errado aí. Beleza, beleza, beleza, beleza. Pausa, pausa. Isso. Se você troca a pecinha de conservador pro progressista, vai continuar dando errado, não importa. Quarta, essa é a parte estrutural. Agora a gente vai falar a parte de conduta, que ela é bem importante também, mas vamos lá. Conduta, a gente vai contar. Então essa parte é uma parte de testemunho. [risadas] Diz querido Templário. Parecia eu nas leituras obrigatórias do ensino médio. Todo semestre eu eram ai é verdade que ler esse daqui. [risadas] Perdão aí é que eu preciso terminar essas leituras. Assim, tava no projeto, né, de terminar a leitura da Elsa e terminar a leitura do manifesto, mas porém contudo, todavia, eu trabalho no permite. Se vocês garantirem que eu viva disso aqui, aí eu consigo fazer ler tudo que vocês quiser comentando. Vixe, a gente lê um monte de coisa legal de escrito, mas por enquanto não tá dando, né? Tá tendo que ter três empregos. Gnose de gria diz: "Só lembram de comunidade quando precisa de dinheiro de fazer mudança". Ah, aí sim. Aí você precisa pedir um comprometimento de todo mundo. Diz Igor Juan, ora, ora, se não é o testemunho vindo à tona, né? Ah, importante. Eu já dei em outros lugares esse testemunho, mas importante trazer aqui. Diz: "Querido Balotim, como é que você tá, Balotim?" Meu querido Balotim, é válido dizer que o a que a galera esquece que o meio, estruturas molda as ações. Sim, é válido, porque a sensação é de que a galera acha que é só ter boa intenção que vai dar tudo certo. Exato. É de boas intenções, mas ele tem um bom coração. Meu amigo, você pode ter o melhor coração do mundo, não tendo meios para realizar aquilo que é necessário, você não vai fazer. Não é uma questão de intenções, uma questão de organização institucional, estrutural. Inclusive, discutir a questão institucional foi o que fez eu ter problema na igreja. Foi dizer, gente, vocês já perceberam, a gente não tem uma uma igreja muito democrática, é precisa de maior participação popular, maior participação da comunidade. Aqui a palavra ela tem dono, né? E a igreja e a palavra tem dono. Ah, meus amigos, daí paraa frente a minha vida tornou-se bem complicada. [risadas] Inclusive na minha carta de saída da igreja que eu tava, eu coloco aí, eu fico, tô saindo exausto, mas é naquela expectativa do que vai que a galera fala: "Não, mano, você tá aí há tanto tempo, você é um menino legal, foi mal aí, vamos trocar uma ideia". Não, nem isso rolou. Não rolou um um Memphis pod queria queria que tivesse rolado um Memphis, mas não rolou, né? Que obrigado Memphis, né? Falou aquele, pô, para que dá para ficar mais um pouquinho. Não, não rolou. Aí só. E aí na minha carta de pedida, eu falei: "Ó, inclusive se vocês precisar de reestruturação institucional aí eu dou a força mesmo não tá na igreja, porque é importante garantir espaço de democratização e participação popular, porque o que vocês estão fazendo é horrível, é trator passando em cima das pessoas". Dali pra frente, meu amigo. Esquece. Foi só para você ver como é, né? Diz que doido Drumeira, por favor, faz um react do Licurgo falando sobre as bases satânicas do marxismo. Cara, eu já passei por esses vídeos várias vezes. Eu não consigo passar por 30 segundos. É difícil. Eu tenho que estar num dia muito bem. Tenho que tá medicado, [risadas] tenho que tá tomando um chazinho bom de camomila forte, daquele bem bem mesmo para tá calmo. E eu algum outro tem que tá alcoolizado. Agora é dúvida porque não alcoolizado não ia dar certo porque eu também não ia conseguir ficar 30 segundos ouvindo aquilo ali. É muito ruim cara, é desesperador o licurgo. Ele ele me desespera. É tanta grosélia em tão pouco tempo de fala que é difícil. Ele fala muita bobagem, só que assim, é uma emendada na outra. Uma frase ela já conduz na outra que conduz na outra que que você fala: "Meu Deus, que que é isso? Ela é assustador, né?" E ele tem uma máquina de produção, de vídeo, de conteúdo. Não sei de onde é que vem dinheiro para fazer isso, que é que é impressionante e é muita bobagem. É, é, é desesperador. Eu não consigo passar 30 segundos, eu começo a ficar desesperado. Ai, meu Deus, Jesus Cristo. Bom dia, querido Felipe. Bom dia, que diz bom dia, baristas. Bom dia, Felipe. Primeira pessoa beatificada em vida pela nossa igreja barista. Pessoa santificada em vida. Bom dia. Pergunta gnose de cria. O Espírito Santo falou com você? Fala até hoje. A gente troca umas ideias interessantes. Vez por outro limiti das enrascadas. Eu só agradeço. Diz que do Igor botou a mãozinha na consciência. Sim, sim. Senhora Rickdal foi Sagaz. É. E ela nem é senhora Rickdal, porque ela não tem o nome alterado. Então foi a senhora Bruna, porque o nome dela é Bruna, né? Então, senhora Bruna, senhora Bruna, casado com o senhor Bruno. [risadas] A senhora Bruna foi sagaz. Ela é, é por isso que eu tô casado com essa mulher. Ela é engraçada, me faz rir e puxa minha orelha. Bom dia, Bruno e Chat. Bom dia, Ryan. Ran, como é que você tá? Tudo bom? Espero e desejo que sim, meu querido. Diz querido. Gnose de cria. É o bom mocismo, né? Sim. Tô me identificando com um bom moço também que faz tudo andar de lado com muita boa intenção. Sempre conciliando para não me lindrar ninguém. Não, mas conciliar tudo bem. Aí eu acho que é bom. O problema é você tendo os meios em suas mãos à disposição para alterar estruturas para realizar um projeto alternativo e você não fazer isso. E aí a gente deixa passar dizendo: "Não, mas o cara tem boas intenções." Tem a famosa frase de boa intenção, determinado local está cheio. Disqueli, nossa, ele curgo é demais. É horrível. Jesus Cristo. Ali é drogas pesadas. Diz que Gustavo, bom dia. Bom dia, Gustavo. Estou ouvindo diretamente de sábado porque estava em pecado. Hum, complicado. Não tinha visto o sermão de sábado ainda. Hum, que problema, hein? E o sermão de sábado foi longo, mas você tá perdoado. Deus te abençoe. Diz que Gustavo, que que eu perdi? Vale a pena eu voltar ao passado e ver até agora 36. Ah, você perdeu meu testemunho, velho. Teve testemunho aí em longo tempo. Diz que do riuno, eu ouvindo você falar sobre a estrutura da igreja, entre parênteses em geral, parece ser análogo a outras organizações, exemplo, partidos, academia, etc. Sim. Quais seriam as principais diferenças no seu entendimento? Cara, a diferença é a função social desempenhada, a comunidade que é a sua base e o como tem como projeto, né? Agora, organização institucional, enquanto mediação para a realização de projetos é o que conecta todas elas. E a gente tem um problema sério, que essas instituições, elas não estão descoladas da reprodução social, ou seja, elas desempenham funções dentro de um tipo de sociedade. É a minha teoria social. Eu tô, eu preciso ter dinheiro e tempo para escrever ela, mas eu já tenho uma metodologia organizada de teoria social, que eu vou tentar apresentar de maneira muito rápida para falar sobre essas diferenças institucionais. Só existe sociedade. Isso é básico, Marx básico, se você tiver as condições de reprodução social garantidas. Só que antes da reprodução social você tem condições de reprodução devida. A vida do sujeito tem que tá garantida, que é onde você recupera a base material. Base material econômica. A condição de vida da pessoa tem que estar garantida para ela poder continuar vivendo. Então, a reprodução da vida. Só que a reprodução da vida nos viventes humanos não se dá solto. Existe um modo de realidade específico em que nós criamos os meios, criamos meios para poder tornar os nossos projetos possíveis, viáveis, factíveis e que garanta a reprodução da nossa vida. Então, a reprodução da vida depende de uma organização da reprodução social, porque no nosso modo de vida, nós criamos instituições que são mediações entre vida existente e vida potencial, que é aquilo que precisa ser feito para se manter em vida. Então, a reprodução material da vida das pessoas precisa passar pela reprodução social. reprodução social, o modo como uma determinada sociedade se organiza para se manter na história. Então, tem o modo de produção e a forma social desse modo de produção que formam a reprodução social. Todas as instituições dentro desta reprodução social precisam desempenhar uma função minimamente estruturada e minimamente coerente com o modo de produção e com essa forma social. senão elas entram em contradição e começam a ficar disfuncionais. Então essa reprodução social ela força as instituições a irem para um determinado tipo de orientação, valores, o que você deve fazer, o que você não deve fazer, que que você tem que cumprir. Se parar de cumprir começa a se tornar um problema, né? Então você tem essa atenção, só que as instituições elas ao mesmo tempo que tender as necessidades da reprodução social, elas precisam atender as necessidades das pessoas, da comunidade, porque as instituições existem porque pessoas são vivas, precisam estar vivas e se reproduzem dentro de instituições, escola, igreja, hospital, escola, faculdade, eh, exército, estado, mercado, empresa, tá tudo aqui dentro. E aí você vai vivendo em cada uma delas, cada uma delas pressionada pela reprodução social e pressionada pela vida das comunidades que precisam delas para poder sobreviver. Sob esse quadro a gente consegue ver que existem padrões dentro das instituições modernas capitalistas. Por isso que você tá conseguindo fazer essas conexões entre diferentes instituições que pare iguais. Porque nos termos gerais e abstratos, a gente consegue fazer essa essa, como é que fala? Essa arquitetura teórica analisar a realidade. Aí você vai encontrando essas essas semelhanças. Mas na hora que a gente vai acendendo ao concreto, como diria Marques, a gente vai percebendo as diferenças. Mas no modo geral, é por isso que você tá encontrando essas semelhanças, entendeu? Eu devia tá mais estável financeiramente. Bom dia, que J Miguel, como é que você tá? J Miguel diz: "Bom dia, Bruno." Bom dia, Jon Miguel. Já malhou hoje? Espero que sim. Diz que do Balotim tem alguns amigos que conhecem umas figuras ignóbeis da crentosfera e é bem comum [música] o abre aspas, mas ele é gente boa, fecha aspas. Pô, se é gente boa, porque tudo que produz é ruim. Exatamente. Sempre do bem intencionado. Exatamente. E pior, né? Mas ele é gente boa. É uma frasezinha muito boa pra gente poder esconder canalha. Esconder canalha, né? Proteger, fazer brotheragem, cabaradagem. Esse ele é meu amigo. É gente boa. Ainda mais aqui entre homens, homens masculinos, não é? Ah, meus amigos, que aí piora, né? Porque dentro das instituições religiosas, sejam elas progressistas ou não, há a reprodução da dinâmica patriarcal e que a maioria dos caras que você vai ver trocando ideia são homem, ocupando carga de liderança, homem, fazendo canalice, homem. Aí fica aquela lambo que eu não lambo, pega no meu que eu pego no seu que aí um fica ajudando o outro ali se protegendo. Amiguinho, sai para comer, sai para tomar café, sai para um vinho, sai para não sei o quê. Quero te ajudar. você me ajuda que eu te ajudo. Cria uma base de proteção, de estruturação, que aí o cara se torna um canalha mesmo. O que ele fizer de abusivo, de não sei o quê, pô, mas é meu amigo, pô, mas não vou poder mexer nesse bagulho. Ai, velho. Aí esconde, né? O cara faz merda, esconde, depois fala e vai cá e parará. Aí no meio de esquerda progressista fica pior ainda. Fica pior ainda, né? Pior ainda. Ah, é [ __ ] Diz querido Alexandre. Bom dia, Bruno. Bom dia, Alexandre. E queridos amigos baristas, bom dia, Alexandre. E queridos amigos baristas. Diz que Ryan, excelente. Pois é, essa é a estrutura simplificada e básica da minha do meu método de análise da realidade social. Eu preciso escrever esse livro assim, a minha teoriazinha, a base da minha teoria social própria. Mas não é fácil. Não é fácil. Tiro do pai. Calma, cara. Pera aí. Caraca, velho. Meu áudio aqui tá embaçado. Pai do Iniesta, rapaz. Você é pai do Iniesta ou teu nome é pai doi Niesta. [risadas] Ele é pai do Iniesta, meu irmão. O Inesta jogou bola, hein? Teu filho era craque, fazia-lhe, transformava um guardanapo num latifúndio. Pai do Iniesta diz: "Bruno, você é marxista?" Sim. Ah, esqueci. Bom dia, sou pastor de progressistas. Muito bom dia, querido pai do Iniesta. Ah, putz, eu não acredito que eu fiz isso de novo. >> Perdão, Alexandre. Eh, eu acerto uma, erro sete. Acerto uma erro sete. Perdão, perdão, perdão, perdão, Alexander. Perdão. Sou pastor e progressista. Muito bom dia, meu querido amigo pastor e progressista. Estamos falando com a temática sobre pastores progressistas. [risadas] Ai ai. Então, e aí dito isso, que acontece esta dinâmica da estrutura institucional, como nós estamos falando, ela propicia esses poderes para quem tiver na liderança, que vira dono de igreja, etc, etc, etc. E reproduz a dinâmica a mesma coisa que conservador, só que sabor morango. [risadas] Falando, cadê? Falando mal não, querido pai do Iniesta, falando mal não. Nós estamos fazendo crítica e crítica é importante. A gente tira o que é ruim e fica o que é bom. E se a carapuça não servir, você passou no teste. Parabéns. Eh, perdoado. Obrigado por me perdoar, querido Alexander. Eu falo com frequência. Bom, vamos lá. E aí, o que acontece? Então, dada essa estrutura institucional que faz com que haja monopólio da palavra, que faz com que haja concentração do poder da autoridade, que faz com que eh uma série de estruturas administrativas de poderes concentre-se no ser humaninho, independentemente de suas intenções. Você não tem efetivamente a criação de um ambiente mais democrático e participativo, uma criação de um ambiente mais progressista, nem mais inclusivo, nem etc, etc, etc. Lógico que não. Tanto que aqui, se você fizer uma conta rápida na sua cabeça, se eu falasse lideranças progressistas, você vai pensar em homem. Do mesmo modo que se eu falar pastores, eh, lideranças conservadoras evangélicas, vai pensar em homens. Óbvio que vai. É óbvio que vai. Nossa, por que será? Em ambos, inclusive, você vai pensar em brancos. Em ambos você vai pensar só em brancos. homens e brancos. Então não adianta, né, só o conteúdo. Você tem que ter uma estrutura e reestruturação prática, efetiva, organizada, planejada das coisas, senão vai dar errado, pô. Óbvio que vai dar errado. Ai meu Deus do céu. Mas eu tinha parado no lance da gente acabar criando dinâmicas de brotheragem, né? O camaradinha que pegou, outro camaradinha que por quê? Porque os caras criam essa dinâmica de, além de tudo, o cara que tá na liderança se aproveitando dessa estrutura institucional de garantir favores, trocas, etc., com os caras, que aí cria sua barreira e seu muro de proteção. E eu não estou falando isso em genérico, eu vi e vi isso. Beleza? contar um caso. Por exemplo, [limpando a garganta] eu passei um período desempregado, tô pagando dívida desse período desempregado até hoje. Acaba em dezembro desse ano, em nome de Jesus. Amém. E aí, eh, nesse período desempregado, certa feita, eu fui para uma atividade de leitura popular da Bíblia num determinado local. Cheguei nesse local. Eu só não vou falar aqui o nome, etc, etc, etc, porque eu não tenho como provar, dado que o meu celular que eu tinha essas informações morreu, ele quebrou, ele já era. E eu perdi tudo que eu tinha lá, senão traria aqui informações mais consistentes para que a denúncia fosse adequada. Como é que acontece? Fui nesse local e aí nesse local tinhaam muitas pessoas que tinham passado por uma igreja evangélica progressista, o que significa na verdade que só a liderança, né, o pastor era progressista, porque o resto é igual, só muda o sábado morango. Eh, uma galera que tinha passado lá e recentemente tinha sofrido muito na mão desse maluco por um processo histórico, não é tipo uma vez, duas vezes, um longo prazo. Eu falo, cara, porque eu passei 30 anos, eh, 30, quase 30 anos numa igreja em que eu fui vivenciando esse processo e a gente vai aceitando relações abusivas, opressivas, autoritárias e é uma desgraça. É, beleza. Então essa galera já tava fazendo, passando por esse processo e tinha dado um stopinho X lá que pont a galera saiu, deu um chabu danado, eu encontrei essa galera, começaram a contar os bagulhos que tava acontecendo, muito parecido com a igreja que eu fazia parte, não para não dizer que era igual, mas talvez se fosse pior. E aí, tal, o cara que era pastor dessa igreja, que é pastor dessa igreja, ele viu que eu tava lá e que eu com quem eu estava, porque tinha teve uma postagem no, alguém publicou uma foto, um trem assim, ele viu com quem eu tava. No dia seguinte, eu tinha voltado para casa. No dia seguinte, eu recebi uma mensagem desse mano. E a mensagem desse mano dizia assim: "Ô, cara, como é que você tá? Tudo bem? Gosto muito do seu trabalho. Era o ano que eu tinha começado a gravar vídeo no YouTube para ver se eu consegui alguma renda X, vender uns cursos, alguma coisa assim, porque eu tava desempregado." Como é que tá o seu trabalho? Tal. Eu gosto muito do seu trabalho. Segundo ano, eu tava começando o segundo ano dos vídeos do YouTube. Lembrei agora. Eh, pô, queria ajudar aí. Eu sei como é que é a gente ficar no perreng, sei como é que é a gente tá no ministério, tá precisando uma grana, tá precisando de quanto? Mas como é que eu posso te ajudar aí? Você acredita? E eu tava, mano, eu tava precisando de dinheiro, velho. Eu contei isso pro meu pai chorando, velho. Falei: "Puta, mano, eu tava precisando de dinheiro, mano." Hum. Não, chorando de cair lá tá triste para [ __ ] que meu choro é um pouquinho diferente. Sou fui muito eh esquisitado durante a vida. Oxe, que aconteceu aqui? Ah, tá aí. A a meu Deus! Ah! Que susto! Aí eu eu mandou falou: "Gostar bem de dinheiro, cara, tá precisando de grana, tal". E eu tava, nossa, eu tava que eu tô pagando dívida até hoje desse período, né? E o cara perguntou essa você tá precisando da grana tal porque os trabalhos sei como é difícil, sei como pra gente é difícil, a gente ainda que é progressista, crente, não sei o quê, não sei mano, eu fiquei pistola. Aí eu respondi para mano em áudio, falei: "Meu irmão, firmeza? E aí, ó, tava no fim de semana aí, a galera trocou uma ideia comigo? Você tem muito bo para resolver, hein? Tá preocupado comigo por quê? Eu tô longe, você nem me conhece direito. Se encontrou uma vez na vida. Cuida do teu aí, resolve teus bo. Tem um monte de gente para você resolver teus problemas. Depois você vem se preocupar com quem tá longe, cuida das suas ovelhas, pastor. Aí o mano se vitimizou, pô, mas também é difícil. Eu não tenho ninguém que me pastoree, que me oriente, que me mentorie. O pessoal também não diz tanto o que que tá pegando. Aí eu não sei muito bem o que eu fazer. periri paroró se vitimizando com ai tadinho, tadinho do lírio do campo, dono da igreja, pastor, com a grana garantida, aumentando sua posição de privilégio eh de poder falar o que quer, ser ouvido em diferentes espaços, montando aquela rede de relacionamentos bacan tadinho do lírio do campo. Aí eu falei: "Meu irmão, seguinte, eu não sou pastor, você não tem que chorar tuas pitangas para mim. Se você tá com problema, acha que você então tinha que resolver os seus problemas. Quem sabe, né? Tinha um tempinho aí de férias, vai respirar um pouco, vai ter teu tempo aí, vai cuidar do teu aí, não é? Aí, ah, mas tem que ver, tem que ver nada, meu irmão. Resolve teus bo, resolve teu e ah, não consigo porque eu também não sei o que fazer. Você é pastor da igreja, meu amigo. Se você não tá dando conta, sabe o que você faz? Tira o bumbum da cadeira. Aí não vem chorar pitang precisa de ajuda, não. Faz o teu aí, cuida de quem tá precisando aí, depois você vai ver quem tá longe, que a gente mora em cidades longe. Mas é assim que funciona. É assim que funciona. O cara vai querer ali, ó, fortalecer seus laços. É o brother, é o camarada. Me me ajuda que eu te ajudo. Pega no meu que eu pega no teu. na não, mano. Não pode, velho. E [ __ ] uma galera sofrendo na mão do cara e progressista. Mas aí cria essa barreira, cria esse muro, cria, cria essa rede de proteção. Ai, mano, que ódio, que ódio. Rede de proteção e uma instituição que funciona a seu favor, porque é dono da igreja, tá ligado? É dono da igreja, pô. Progressista, mas é dono. Tem desafeto, bota a máquina para funcionar contra o cara, contra a mina, contra a comunidade. Aí vem a parte da conduta, né? Porque sim, tem a questão estrutural, institucional que a gente viu, eu tô comentando aqui, já fiquei aqui 1 hora 20 minutos falando sobre a questão estrutural, institucional. Aí vem a parte da conduta, que é a responsabilização desses caras, desses sujeitos. Eles têm que ser responsabilizados pelo que eles fazem. Responsabilizados. Ninguém tem que passar a mão na cabeça, ainda mais porque tá bem garantido, diferente da membresia que talvez não esteja. E aí que acontece? como qualquer liderança numa instituição, ah, esse privilégio de execução de poder, de autoridade, que vai te colocar, né, numa posição mais adequada, a pessoa começa a trabalhar e a atuar não para atender as necessidades da comunidade, mas para poder aumentar sua projeção, porque já tá estável a posição dentro da igreja. Então ele não tá desempenhando um papel de serviço, de atendendo a comunidade, vai começar a olhar para fora, vai começar a a mirar os lugares de privilégio, de fala, de onde é que vai ter que tá, né? E aí no no momento político, eleitoral, etc., em que se disputa, né, a evangélicos de esquerda, em que se disputa o voto não sei o quê. Esses maluco reproduzem a mesma dinâmica conservadora. Se oferece como a liderança religiosa capaz de expressar os valores adequados e fazer com que essa parte da população vote em você ou vote em você. Vai se entendeu? Eu fui chamado algumas vezes já para eventos eh de lideranças políticas para fazer campanha para X, para Y, para não sei o quê. Não vou, mano. Ah, vai condenar uma Não, é porque se você vai, não vai porque você é pastor, pastora não. Ah, a gente vai lá no no porque o encontro dos evangélicos que não sei o quê, mano. Desculpa, vocês estão errado. Vai no encontro do partido, vai no encontro. é a atividade da da é questão de de política pública. Então é não é porque o cara é evangélico com a mina evangélica não. Inclusive porque essa posição evangélica evangélica ela é transitória, né? Era diferente, por exemplo, de uma mobilização de raça por uma questão de luta antiracista. Você não tem como mudar. Então [risadas] assim, eu não sei se vocês perceberam, pô, mudar a sociedade que tem que acabar de ser racista. Mas o fato da pessoa ser negra não muda. O fato da pessoa ser mulher não muda. O fato da pessoa ser LGBTQN+ mais não muda. Agora o fato de você ser evangélico é transitório. A gente viu porque agora tem um ex-pastor aí que tá se lascando. Era pastor até ontem, agora não é mais mais pastor. É transitório. Para você ver se até o pastor vira ex pastor, imagina. E eu também. Então não sei qual que é essa organização dos evangélicos evangélicas como se fosse identidade fixa dos humanos, né? Sabe o que você é trabalhador e trabalhadora. Isso aí, meu amigo, você pode se esforçar pro resto da vida, que não vai sair dessa dessa posição, não é nem por identidade, é por divisão social do trabalho. Então assim, [risadas] vindo ao mundo, né? Sobre capitalismo, é trabalhador, trabalhadora e é isso. E depois dele também é trabalhador, trabalhadora, porque não divisão social trabalha. Então, quer ir no negócio do partido, quer votar não sei quem, faz. Mas faz não porque você é pastor, pastor é liderança religiosa, como se Porque o que reproduz é a mesma dinâmica do eu vou trazer aqui essas ovelhas, venham ovelhas de meu pai. Vamos aqui acompanhar o fulano de tal. E aqui eu não tô falando de ah hipocrisia dizer que você vai votar nesse, naquilo. Não. Hipocrisia. Hipocrisia é você meter o negócio religioso numa disputa sobre projeto político. E aqui eu não tô trabalhando político de maneira negativa, tô falando de maneira positiva. Pô, eu sou marxista, eu sou comunista, eu sou filiado à unidade popular pelo socialismo. Vocês me vem aqui fazendo proselitismo para o P? Não faço nem popio, eu faço, [risadas] tá ligado? Aí e vou lá fazer, não vem aqui evangélicos pela unidade, não vou organizar evangélicos pela unidade popular pelo socialismo, evangélicos pela classe trabalhadora, porque a gente é trabalhador. E pronto. Ponto. Aí você aí teve um eleição, acho que foi 2024. Foi 2024, era porque era eleição municipal. Foi, foi engraçado. Eu recebi um um WhatsApp de um cara que tava organizando a campanha em torno da da candidatura do bolos, que ele me mandou: "Opa, tudo bom, pastor Bruno? Que eu não sou pastor, né? Tudo bem. Eh, a gente tá organizando aqui um encontro de pastores, eh, progressistas para eleição do Guilherme Bolos. Tudo bem, posso te ligar? Vamos conversar. Aí eu falei: "Fala, meu querido irmão Flando de tal". Aí ele falou: "E quem me indicou foi o pastor Flando de tal, que eu foi indicado por outro pastor, que é o cara que eu nunca tive contato." Aí eu respondi: "Fala, meu ano, tudo bom? Primeiro, eu não sou pastor, isso é um problema. Segundo, que na orientação aqui, seguindo meu partido, sou filiado da Unidade Popular pelo socialismo, a gente vai votar o nosso candidato, né? Fazer campanha pro nosso candidato. Eh, e então, segundo turno, a gente faz campanha pro bolos, tá tranquilo, mas aí eu não vou fazer como evangélico, não vou fazer como trabalhador, né? Assim, é isso [risadas] aí. Eu não tô muito a fim de participar desse trein não, porque acho que não faz sentido. Nenhum, nenhum, absolutamente nenhum. E aí, esses caras, com todo respeito, é os pastores progressistas aí, mas, né, com todo respeito, vem imediatamente uma frase para ser ofensiva, mas não é ofensiva, é uma crítica. Crítica com todo respeito. E lá, e lá como pastor para dizer que nós é pastor, que é evangélico, que vota no fone tal, é bobagem. não ajuda em nada, em nada. E ainda reproduz a dinâmica de aquela liderança da voz que diz o que a palavra tem que dizer. E aí identifica experiência de fé, leitura da Bíblia, não sei o que lá com partido A, partido B, partido C, dane-se com projeto A, a pessoa tá defendendo um projeto de sociedade por organizar projeto de sociedade, pensando em todo mundo, não é porque é evangélico, porque reproduz a mesma dinâmica. [ __ ] que raiva. Aí fala a gente não tem voto de cabrito. Ai não. Então tu a pessoa tem que ser neutra. Não vota, vota, faz campanha. Nossa, vai panfleta, anda com a cor que você quiser pela rua. Mas seja honesto, não é pelo fato de ser pastor, o fato de ser evangélico, o fato de ser da palavra de Jesus. É pela sociedade que você quer lutar, pelo projeto de sociedade que você quer lutar. Só que aí mistura questões de de relevância, disputa por eh como é que é que fala? Por por holofote, por alianças, por proximidades. Tá errado, pô. Tá errado. Tá errado. Completamente errado. E aí, como tem pouco evangélico progressista, você se destaca. Aí você vai querer lutar ali para ser para ser porta-voz do crente. Aí luta para ser o papa, o papa papa dos progressistas. Aí quem fala mais bonito, quem discurso mais bonito, quem faz a a passeata mais legal, quem tira foto mais legal. E aí a dinâmica estrutural da igreja continua sendo autoritária, continua monopolizando a palavra, continua fazendo todos esses trem, acobertando a séde, acobertando abuso, acobertando os bagulhos todo, continua igual, igual só sabor morango. Complicado. Tive que do pai do Iniesta. Brincadeira, não sou pastor. Todos somos pastores. Todos temos uma vocação. É complicado. É complicado. É dever da igreja cuidar de suas ovelhas? Sim, inclusive da em necessidades materiais de uma pessoa que não consegue se sustentar também. Ou em questões especiais estar do lado de Guer. Concordo. Graças a Deus, nossa comunidade não tem esse problema. Talvez por ser pequena. É isso. Facilita. Eu sou muito defensor das comunidades pequenas. Não por idealismo, né? Dizendo assim: "Olha, importa". Não, é porque é mais fácil de você se organizar, [risadas] é mais fácil, é mais fácil de você ter proximidade, de realmente fazer comunidade, né? De evitar o espetáculo e quem sabe até evitar o monopólio da palavra. Ele facilita. É possível você mudar estruturas e grandes para não ter monopólio de palavra. É para tirar o poder de autoridade super poderosa do É para não ter dono de igreja é possível. É possível. Mais difícil, mas é possível. Agora, organização em pequenas comunidades, massa, pô. Inclusive pode ser pequenas comunidades que vez por outra faz um cultão. Legal também. Também tudo certo. Tem n maneiras de fazer, mas a gente reproduz mesma coisa só que sabor morango ou em cor azul. Diz o William. Bom dia. Bom dia, querido William. Tudo bem com você? Espero desejo que sim. Diz, querido pai do Iniesta, você está errado. Nossa, mas já em duas horas já consegui errar. Segundo o Primo Rico, não há pobreza que regista 14 horas de trabalho por dia. É claro que não, porque a gente morre, né? Só trabalhar e virar rico. Aí deixa de ser trabalhador, né? Se você falecer, você também deixa de ser trabalhador. Você não existe mais, já morreu, não dá, não tem mais o que fazer. Eu detesto esse negócio de pastores de esquerda, evangélicos de esquerda. Eu também querem voto evangélico, chamo evangélico de esquerdas para votar no cara. sempre ajeitouco também acho igual a turma de Exato. Exato. Bobagem. Bobagem. E não tem um efeito negativo, velho. Um efeito negativo. É um efeito negativo, cara. E não ajuda em nada. Em nada, em nada, nada, nada, nada. Sabe o que que ajuda? Fortalecer política pública. Nossa, isso ajuda. Indicar quem fez a política pública também. Nossa. Diz que da Valéria. E é legal que Valéria igual. Bruno, você procurou saber sobre uma igreja chamada um lugar comunidade? Qual sua opinião sobre esta comunidade que você já pesquisou sobre nós da igreja da igreja? O iato falho da bexiga. Nós da revista Zelota, a gente cobriu todo o processo de expulsão do Edson, né? É, se vocês olharem lá, então, acompanhamos de perto, acompanhamos de perto todo o processo de expulsão do Edson e tudo que aconteceu. Fizemos as denúncias, vocês procurarem a história, ela tá tá lá na zelota, então conheço Coc Conorco, mas eu não emito opiniões pelo fato de respeito direto. Então, eu não falo nem sobre igrejas conservadoras, né? O que que eu acho ou não acho delas. Acho que não deveria se someler disso. Então, e que dirá outras também? Então, que eu faço é cá estamos, né? [risadas] Analisemos, tenhamos recursos para analisar e a gente ver o que acontece. Diz aqui do Jones Miguel falou tudo, Bruno. É nós. Comunidades pequenas são mais unidas e fáceis de organizar. Sim, sim. Facilita, facilita, facilita. Não garante, mas facilita. Porque, por exemplo, o cara que eu comentei, canália que manda aquela mensagem para mim, comunidade pequena, faz merda igual, né? Diz Crita XLi, minha comunidade é muito pequena e não há monopólio da palavra. Deus te abençoe. Isso é bom. Pô, eu tenho ido numa comunidade religiosa que ela não é tão pequena, na verdade, ao contrário, ela é grande, mas que progressivamente ela tem quebrado com as estruturas de monopólio da palavra. E é muito bonito de ver de maneira planejada, organizada, estruturada. Me dá até esperança assim gigantesca sem porque é um movimento silencioso, ninguém vai vendo o que tá acontecendo. E eu fico encantado com isso, assim, vendo como a palavra, o monopório da palavra vai sendo quebrado, autonomia das pessoas sendo gerada, espaços de troca. Pô, isso é lindo, isso é lindo, lindo de ver, me dá esperanças. Isso é no espaço grande, porque tem uma parada muito louca. que eu sou muito defensor da leitura popular da Bíblia, né? Leitura que eu carinhosamente adaptei o nome paraa leitura bíblica comunitária, para recuperar o sentido da palavra, leitura popular da Bíblia, que é uma leitura em comunidade e que tem que ser em comunidade, coletivo, discutida, debatida e tal. É bem legal. E aí, eh, é muito louco porque a pessoa se sentindo mais autônoma diante do texto bíblico, não é uma experiência só do agora eu se lei, agora eu sei a verdade, agora eu falo corretamente a Bíblia, não é inclusive abrir mão disso. É você diante do texto bíblico tendo uma experiência de maior autonomia de que, pô, eu sou uma pessoa capaz de ler isso aqui. E em comunidade a gente lê junto, a gente faz coisas muito bonitas. interpreta de maneira muito bonita, muito inspirada e transformadora. Isso na prática, na prática faz você levantar a cabeça e começar a não ser tão subserviente à dinâmica de monopólio da palavra e da autoridade pastoral. Na prática te gera mais responsabilidade e autonomia. Você precisa conversar, precisa. A lei começa a desconfiar das leituras que são fechadas, das leituras que são fixas, daquele que fala. E você, será que ele quis dizer isso mesmo? O que que será que significa? Dá para discutir, dá para conversar, isso é bonito demais e isso nos empodera. É por isso que as SEBS, né, as comunidades eclesias de base tinham uma estrutura tão forte além do trabalho de de social, de atendimento das necessidades eh das pessoas, também tinha essa questão de você ter mais autonomia e menor poder da estrutura do do padre, do clerical. E já a teologia da libertação em novas gerações recentes, ela se enfraquece muito porque ela vira paroquial, ela deixa de ser da comunidade e vai se tornando um bracinho da própria estrutura institucional, né? Mata mobilização popular. Discr do pai do Iniesta, um lugar comunidade é do Edson. Pronto. Obrigado, pai do Iniesta, por um apontamento importante. Ó, ó o nosso hábito, que é a mesma chamada de atenção que eu comentei que a minha esposa fez comigo. A gente tá tão habituado com essa dinâmica do dono de igreja que a gente diz que é a igreja do cara. Pode ser até que seja, como eu não conheço, nunca fui, não sei dizer. Mas olha como a gente reproduz. Pra gente dar a referência do local. a gente imediatamente conecta a liderança religiosa como dono do local. É dele e não é, né? Para pensarmos, diz que do Jones Miguel, nós o povo soviético. [risadas] Ai nós, o povo soviético. Bruno, eu. Oi. Cadê Bruno? Eu você participa da por amor, já percebi que você tem alguma ligação com eles e fico pensando sobre isso. Fiquemos pensando sobre isso. Fiquemos pensando sobre isso. Tido, ele é o Batista. Um beijo, Eliel Batista. Conheci um pastor progressista que não assumiu a responsabilidade de seus bó e foi escanteado. É isso acontece. Agora se vimistas dizendo que foi cancelado por progressista de esquerda. Aí é choro, rangeir de dentes, tristeza, fica no cantinho. Ah, é [ __ ] Diz que do Juan Gabriel até eu já fui pastor. Pastor de ovelhas. Caramba. Juan Gabriel com seus trocadilhos excelentes. Você era pastor. Você era pastor, Juan Gabriel. Juan Anjo Gabriel que foi lá ser pastor Riras, diz que do pai do Inestos me pegou, fui discipulado ao vivo. [risadas] Não, mas essa aqui eu tô reproduzindo a puxada de orelha que eu tomei da minha esposa, que ela fez a mesma coisa quando eu fui explicar que igreja que ele tava indo. Fi a igreja lá tá sa do fulano de tal. Olhou para mim, falou: "Fulano de tal não, doido, ele não é dono". Eu falei: "Eita, você vê, né? Já fica tão entranhado que a gente, opa, pô, é embaçado. Ficaria pensando sobre isso. É, eu fiquei um tempão me sentindo horrível, porque eu ficava sempre dizendo: "Ah, porque isso os cara que dor de queijo, os cara que aceita tal, sei que lá" e eu reproduzindo o mesmo negócio depois de velho já. Ah, não pode, não pode, a gente faz, né? Não pode, não pode, não pode. [roncando] Mas aí por fim, pra gente finalizar, depois de falar institucionalmente, depois de falar de conduta, depois de falar dessas brotheragenzinha, parceria, estão criadas, piriri pororó. Eh, OK, vamos para a última. Cadê? Cadê? Cadêá? Aqui. Pronto. Pá. A última coisa. Última coisa é o que acontece e que agora fica escancarado com o caso que está surgindo aí de exposição, né, de um de um h e pastor, questões aí que estão surgindo na internet, não sei quem viu, mas a partir ali dos vídeos do Marcos Rolim e das publicações feitas pelo Thiago Santinelli. Nós vimos que há um um denúncias surgindo com o pastor Berlofa, ex-pastor Berlofa, perdão, né? Expastor Berlofa. sempre esqueço. Ex-pastor, que inclusive até fiquei satisfeito que ele colocou ex-pastor pouco tempo depois de eu ter ido numa publicação dele dizendo: "Você por Obséquio pode tirar o título de pastor aí porque você tá falando os bagulhos nada a ver, mano. Complicadinho, né?" E aí, mano? Eh, com esse caso que tá surgindo dos BO e tal, não sei o quê, a gente tem que levar a sério uma coisa aqui. Não é um, não é dois, não é três. Cara, se não for semanalmente, é mensalmente, no mínimo, no mínimo a gente, e aí eu falo a gente assim, Zelota, outros grupos de coletivos menores, de amigos, de amigas, recebe, não posso chamar de denúncia porque não foi formalizada, mas relatos, relatos de vitimados, vitimadas, [roncando] pessoas que sofreram relações de abuso, de assédio. E aí diferentes tipos de assédio diferentes no plural, muitos conectados com questões sexuais e afetivas, de pastores a ou lideranças aparentemente de esquerda e progressistas. Mas assim, aí fala: "Ah, então o problema é que o cara é de esquerda e progressista, não porque é igual o cara conservador que tem tanto quanto se não mais se não mais. Mas o problema é a estrutura e como se dá a dinâmica institucional. Por isso que eu comecei com esse papo da dinâmica institucional que ela acoberta como ela funciona na base de dono. Como ela funciona numa base de dono que normalmente é homem, como se aproveitando da dinâmica de patriarcado, etc, etc, etc. Ela acoberta, ela esconde, ela esconde. E aí a dinâmica esconde, esconde, esconde dos caras conservador, esconde dos cara progressista. E é uma pancada. E é difícil. Por quê? Porque aí a pessoa que sofre com esse processo todo, ela não vai querer se expor. E e para levar adiante uma exposição do conteúdo, pra gente poder levar adiante uma discussão, pra gente colocar, tem que formalizar denúncia, entra por investigação, a pessoa vive e revive aquilo várias vezes, pior, se culpabiliza, se culpabiliza por n fatores, inclusive entre os fatores, o fato, ah, mas a gente tá no movimento aqui, cara. Eu já ouvi isso. A pessoa dizer que, pô, não posso, não posso, porque também tem isso aqui para enfraquecer o nosso lado. Nosso lado, meu. O nosso lado é quem foi vitimado e quem é canalha. Independentemente de quem que o cara vota, qual ideologia ele fala, o que importa é conduta de vida, testemunha, como organiza aí o seu dia a dia, pô. E aí a pessoa sofre dupla ou triplamente trazendo testemunho, testemunho, culpa e fica delicado e fica as escondidas e a galera tem medo de se expor, todo mundo se sente sozinho, sozinha. E é difícil, mano. É difícil. E aí os caras continua e continua atuando, continua pregando, continua funcionando. E como é que a gente é um problema que a gente tem que resolver, como é que a gente organiza espaço de seguro, porque a pessoa vitimada não pode ser responsabilizada por todo o processo. contrário. Como é que a gente cria uma dinâmica aqui de vigilância desses caras ter medo de ser canalha, né? De alar numa posição tão privilegiada e tão protegida, ter medo de fazer merda. Você tem que ter parece que é o único jeito de frear, né? E isso tem que ser discutido mais as claras, assim, abertamente, abertamente, abertamente. Tem que ser discutido abertamente, abertamente. E no lado desse ambiente progressista, ainda o cara consegue se proteger, dizendo: "Ah, esse papo aí é moralista, porque vai falar sobre questões, por exemplo, de de de sexuais". Isso aí é moralismo. Isso aí é moralismo. Ah, aqueles pessoal aí quer quer ficar fazendo fofoca, tá com pedra. Ninguém acredita aqui em Jesus. Ai, não acredita na na restauração. Ah, vas, entendeu? Entendeu? Fica fácil porque aí quando fala sobre amor, fala de amor em abstrato, né? Fala de de responsabilidade em abstrato, perdão em abstrato. Aí não quer assumir os bo da bobagem que faz, não quer assumir a resposta da cagada que fez, pagar pelo que faz. E como ainda tá numa posição de falar coisas que as pessoas gostam, criar um laço afetivo, a pessoa não, mas tem que ver também o lado do cara. O que que lado aí? Aí, entendeu? É embaçado, cara. É embaçado. Tem que organizar a a brincadeira. E como a gente não tem esses espaços de autonomia da da membresia, de lideranças, como a gente não tem esses espaços em que as pessoas eh possam ser mais ativas, porque tem monopólio da palavra, estrutura, tal, aí tem menos lugar ainda para você denunciar, para você mobilizar internamente, institucionalmente. Imagina, cara, uma vez eu passei por uma situação, não chega perto, tá? pelo amor de Deus, não chega perto, não chega perto do que eu tô comentando sobre o tipo de assédio, de abuso, de canalis que esses malucos fal. Não chega perto. Não chega perto. Mas algo, uma vez, foi mais de uma vez, mas é que eu lembrei de uma agora, comecei a lembrar de outras, mas nossa, meu Deus do céu, teve uma muito muito específica em que uma liderança da igreja que eu fazia parte, ela ficou pula da vida comigo. Por quê? Porque eu não, eu tinha um cronograma de atividades, eu era líder de adolescentes, que era uma irresponsabilidade também, porque eu era muito novo para ser líder de adolescentes, mas irresponsabilidade traz irresponsabilidade, né, meu pai amado. Era liderança de adolescentes, era líder dos adolescentes e aí voluntário, obviamente, né? Voluntário, minha gente. E aí eu tinha um cronograma de atividades e assim, pô, a gente tem uma atividade construindo tal, não sei o que lá. Aí chegou essa liderança da igreja, liderança formal, né, do pastorado, e chegou e falou: "Ó, domingo eu vou, quero falar com os adolescentes sobre não sei o que lá, não sei o que lá, que tinha a ver com questão sexual também. E eu falei: "Pô, meu, eu tô numa construção aqui de atividade. Você não pô, esse domingo não dá, a gente pode marcar para um próximo daqui a não sei quanto tempo quando a gente terminar o ciclo de atividades que a gente tá fazendo. Não, não, mas eu quero falar nesse domingo." Eu falei: "Tá bom, mas nesse domingo não dá porque tô próximo. Tem outro, porque a gente tá aqui numa sequência de atividades, tá formando a galera. Tem um projeto aqui em curso pedagógico de formação, de discussão e debate. Eu vou quebrar porque você quer falar, não vai dar. Isso é ruim para todo mundo. Acuer que lá. Só que aí a pessoa falou: "Não, mas eu vou e nisso tinha uma galera que era funcionário da igreja funcionária assim de limpeza, administrativo e tal, que tava próximo. Eu não lembro por R motivo tava, estávamos nessa situação. Aí eu tava almoçando lá, almoçando a igreja durante a semana e tava tendo isso. E aí o não lembro porque que eu fui almoçar lá também, mas tudo bem. Aí beleza, tava nisso. E aí essa pessoa falou e dis galera se segurando aqui, tipo, caraca, o maluco tá dizendo não pra pessoa, tá ligado? Pra liderança. E na minha cabeça, eu nem pensei nisso na hora. Eu fiz no automático de dizer, não faz sentido, tem um negócio aqui em curso. Por que que eu vou quebrar isso aí? Aí a pessoa, aí essa, essa pessoa do pastorado falou assim: "Mas eu sou pastor aqui na igreja. Aí eu, e eu sou líder de adolescentes. Que que a gente faz agora? Aí ficou aquele crime, não tinha o que fazer. Vai fazer o que? Vai me bater, [risadas] vai me expulsar, o que que vai acontecer? Aí, mano, saiu compino fogo. Não teve atividade no domingo, queria, obviamente. Semana seguinte sou chamado no gabinete pastoral por outro pastor que foi, né, indicado para me informar que eu deveria ir ao gabinete pastoral para conversar sobre o que tinha ocorrido. Aí você pensa, não, então eu vou conversar com os pastores para discutir o tema. Não, era só com a pessoa que tinha ficado ofendida comigo pra gente resolver o problema. Não tinha nenhum outro mediador, não tinha nenhum outro humano ali para botar a era a pessoa liderança do pastorado e eu. E a pessoa que tinha arranjado o problema, eu que tinha passado por esse problema e não tinha nenhum terceiro para mediar. E como é que faz? Teve outra situação com outra pessoa que também era pastor. Mesma coisa. Pai treta sei o que lá. Então, então tô tem que resolver isso aí. Aí um outro pastor fala que eu tenho que ir lá para resolver. E aí eu chego lá, quem que tá? Eu e a pessoa, o pastor que tava Como é que resolve o problema assim dentro de quatro paredes? Não tem uma terceira pessoa, fica institucionalmente que não é uma questão pessoal, uma questão de organização. Aí imagina em outras situações de abuso, de assédio, resolve o quê? Dentro de quatro paredes com o cara que cometeu e o e o outro que sofreu, entende? Tá errado, pô. Tá errado aí no nome de amor de Cristo de Não, tá errado não. Mas ve que a gente é mais democratica, liberal. Tá errado. [risadas] Tá errado. Tem que organizar isso aí. Isso porque eu tô falando de coisas muito menores, assim, muito agora mais, pô. V assim. E aí, esse é o tipo de pato que eu sempre tentei levar pra igreja e sempre foi solenemente negado. É solenemente. E aí que acontece, cara? Eh, bom, acontece muita coisa. Tem que criar um magistério dos pastores progressistas com sínodos. Não, não é dos pastores. Tem que criar com com as a membresia. É membresia que tem que estar nesse poder que uma pessoa que tem poder instituído vai vai resolver. Ah, não, mas cria daí os os anciãos e os conselheiros, presbíteros, com todo respeito. Ah, porque tem a igreja presbiteriana, igreja batista, que tem a convenção, que tem não sei o que lá. Meu irmão, com todo respeito, vira oligarquia igual. Aí você pode ter conflito entre um pastor, né, e uma oligarquia de famílias donas da igreja. [risadas] Mas continua igual, continua igual. Você tem que tem que alterar. Se quiser fazer o bagulho diferente, tem que alterar, porque uma questão estrutural de é uma loucura. >> [roncando] >> Tomou carteirada. Tomei, tomei. Tive que Silas. Isso é muito crônico. Sim, mas são necessários mesmo ambientes que condizem que aquilo que se diz crença em um Deus de justiça, de amor, etc. Exato. As obras precisam trazer tudo isso. Exato. Ou é só pap coach. Exato. É disputa por nicho de mercado. Tem 30% de evangélicos que são de esquerda. É a disputa por esse nicho de mercado. Mercado religioso, velho. É isso. Se você não muda estrutural, institucionalmente a organização da da igreja de como ela funciona, como ela desempenha suas funções, quais seus projetos objetivos, é disputa de nicho de mercado. Por isso que vira tudo pastor influencer também, né? Mas é disputa de in mercado. Até as igrejas como a presbiteriana são mais organizadas e maduras que isso. Isso é verdade. Institucionalmente são mais organizadas, porém contudo, todavia estão reproduzindo a mesma dinâmica. Mesmíssima. Nossa, mas a mesmíssima. Mesmíssima. Tinha escrito o Rafa Viraata. Bom dia, irmão. Bom dia, Rafa. Tuas lives ao lives caem bem na minha terapia, mas melhor terapia. muito melhor do que isso que a gente tá fazendo aqui. [risadas] Você não pode competir com a psicanálise só normal. Correto está o psicanalista é terapia. Esquece o que a gente tá fazendo aqui. Mas sem preciso depois. Espero que seja útil. Espero que o conteúdo vale a pena. [risadas] Ai meu povo, não é fácil. Não é fácil. E aí é o seguinte, um último papo, ponto. Dentro dessa dinâmica, que acontece? Como as estruturas das instituições são frágeis, né, fracas, as organizações são bem complicadinhas. Eh, ai, pera aí. São bem bem bem bagunçadinho. Ainda tem um último espaço. Por quê? Porque dentro da divisão e organização da igreja, você precisa sim de pessoas que ocupem cargos, né? E que dentro de uma sociedade moderna, uma vida moderna, a pessoa vai ter que ter um desempenho de tempo para aquilo. Então, recebe um soldo, recebe o seu salário para poder desempenhar essa função. Para mim tá tranquilo. Qual o problema? Este salário, este soldo, esta renda, esse dinheiro, ele pode se tornar sua mordaça, que aí é quando humano, pastor, pastora, não importa, liderança fica refém. do dono, da chave, do dinheiro do cofre da igreja. Porque aí, como você tá ali eh minimamente minimamente institucionalizado para poder pagar as contas de casa, cuidar dos filhos, das filhos, né, se virar, você daí fica amordaçado. E aí se torna uma relação de abuso formalmente estabelecida. E aí a pessoa não pode denunciar, não pode jogar merda no ventilador, não pode fazer tiro no próprio pé, acaba as condições de própria reprodução de vida. Então, a grana se torna também um veículo de silenciamento. Tive sorte de perceber isso por n fatores. Então, teve uma vez na na igreja lá que o a sorte também porque eu tinha renda na época, né? Se eu não tivesse eu tava lascado, mas como eu tinha renda na época, não tava ainda no na fase do desemprego, tava tinha renda na época, renda. caía regularmente, não era muito, mas caía. Eh, tava casado, tal, vida organizada a dois é mais fácil. A gente tá lá e pediram lá para eu poder organizar uma escola de formação para membresia. E aí eu organizei do jeito que eu achava que era bacana. E aí antes de de rolar essa formação, essa organização e os a liderança da igreja, os donos da igreja iam viajar, iam ficar um tempo fora enquanto eu tivesse organizando essa escola. Aí quando eles voltarem essa escola era para est andando. Montei o projetinho, tal, montei o projeto, apresentei pro pras lideranças, liderança massa, tal, não sei o que lá. Pedi para pó fazer. No pó fazer, ó, a gente quer dar um dinheiro para você, um valor, né? A gente quer dar um valor para você poder fazer esse projeto, tocar esse projeto. Imediatamente a luzinha acendeu aqui, ó. Pá, emboscada. Precisa não. Sempre bontar uma grana mais, né? Não precisa não. Tá de boa. E não é porque não queria. Queria precisa, não. Pode deixar que eu faça. Aí é trabalho voluntário da igreja, tá tudo certo, né? A gente acredita na obra. Por quê? Porque funcionaria como me botar no cabrestinho ali. E eu vi ali, ó, vindo de longe. Tava vindo ali, ó. Tá vindo dois caras numa moto. Dois caras numa moto vindo. Eu falei: "Ih, tem que pular para dentro da loja. A loja tá aberta aqui, já pula aqui dentro. Tem uma loja, pá. O mano da loja tava fechando lá o portão. Eu pulei para dentro para me salvar. Dois caras numa moto vindo aqui, ó, porque era isso que ia acontecer. Então essa é uma outra dinâmica que acontece nas igrejas estruturalmente moldadas a partir de dono, que reproduz exatamente essa fita de amor de de de controle e que aí também com o salário de seus copastores, auxiliares, lideranças que tiverem recebendo, trabalhando ali, você sufoca tal qual uma igreja conservadora faria. É, mano, não é fácil não, viu? Agora, isso tem que ser discutido que não é só uma questão de discurso. É muito fácil achar que a religião é uma questão de discurso de de de espectador que vai no culto. Não, mano. Não. A prática de vida de féla depende de meios para isso. E aí a gente tem que discutir esses temas. Diz que pai do Iniesta. Mas Bruno, eu esse tipo de organização que você não acha que vira bagunça? Não, porque a gente nem falou aqui qual seria as possibilidades de tipo de organização. Não é não, não vira bagunça, não. É ao contrário. É uma bagunça. Hoje é uma bagunça. Hoje é uma bagunça irresponsável. Irresponsável é organizar a casa. Eu não sou marxista. Tudo bem, não precisa ser. [risadas] Tá tudo bem. Diz quita Valéria. Na comunidade não se cobra dízimo, como as outras igrejas tradicionais. Bom, houve uma mensagem sobre o assunto e o conceito foi totalmente diferente do meu aprendizado. Que bom. Isso é excelente. Libertador. Diz pai do Inest, tento desconfiar da ideia de democratização radical. Será que a ideia de liderança não surge exatamente porque não dá certo essa ideia de todo mundo mandando? Mas não é todo mundo mandando, vai ter liderança. Inclusive, é impossível num processo, vamos dizer aqui, ó, se em processos revolucionários é impossível você não ter uma liderança carismática, imagina em organizações menores. É importante ter liderança carismática, ter líder forte, tudo isso, mas você tem que institucionalmente planejar os pesos e contrapesos. Isso é, senão vai dar errado. Mas confesso que não sei bem como seria isso que você tá falando. É porque a gente ainda não teve papo para isso, mas mas teremos. Diz que doido Alexander. Bizarro ter esse senso comum de que a igreja é uma propriedade privada. Isso tem que acabar. Tem que acabar. Tem que acabar. É uma empresa, né? Funciona como empreendimento. Diz que pai, será que a gente não encontra o meio termo com hierarquia, liderança ao mesmo tempo mantendo a participação popular? Sim, exatamente essa ideia. Eu sinto que é difícil as pessoas querem participar mais fundo da igreja. Ah, mas a gente não participa nem de reunião de condomínio onde a gente mora. Imagina [risadas] quita Valéria. O segredo é sempre estar ligado e confrontar a liderança que está sendo colocada para a membresia. Isso é perfeito. Perfeito. E aí organização da membresia que tem que se sentir à vontade suficientemente para poder fazer isso. Diz que do pai do talvez por porque estão acostumados com o modelo de igreja shopping. Sim, espetáculo, né? Mas sei lá, ao meu ver, as pessoas geralmente vão não vão querer ter essa responsabilidade toda. Mas poder, mais responsabilidade. Sim, sim. Mas a ter mecanismos de confrontação, de espaços seguros de ouvidoria, de para poder inclusive denunciar situações graves, mediar conflitos, cara, planejar mediação de conflito é plenamente viável. Plenamente viável, sem sofrimentos. Diz que do Cléber Lauer. Opa, cheguei. Pô, Cléber, bem que a hora que eu tô saindo, mas tudo bem que a live fica gravada. [risadas] Tudo bem lá, Cléber? Eu espero que você esteja bem. Descrita Valéria, a organização de uma comunidade e o que de fato importa são os frutos. Perfeitamente. Pelos frutos reconhecereis o que está o que está faz esta faz parte e pela comunidade local. Isso para mim é fundamental. Perfeitamente, perfeitamente. Querida Valéria, diz querida, diz ele: "Na minha comunidade há um pastor presidente, um pastor emérito, mas todos levam a palavra para o grupo e decidimos em conjunto. É possível se organizar, dá mais comunidade pequena, é mais fácil até. Mas é isso. Diz querido Marcos Vince Farias, o campo progressista é um mercado milionário. Is é um exemplo. Algo pouco comentado é o uso da igreja do pastoreio progressista com acesso a esse tesouro. Então ele não é um mercado, é um mercado milionário. Verdade. Verdade. Porque tem um nicho de mercado, assim como qualquer coisa que aparecer no capitalismo, né? sobre a relação do capitalismo, que aí é a parte que eu fico indignado com o conservador. E o conservador fala que não, aqui a gente não é comunista nem capitalista, nem pode transformar Jesus em mercadoria, mas é independentemente da vontade dessa pessoa, vai entrar dentro da igreja, porque sob capitalismo toda relação é transformada em mercadoria. Por isso que o cara grava vídeo, faz para ganhar view no YouTube, real no Instagram. Nós tá fazendo isso aqui agora. Eu tô fazendo isso nesse exato momento. Eu tô gravando um conteúdo, fazendo uma crítica e tá sendo transformado em mercadoria com adicência pro Google. E eu tô precisando exatamente de 1 para conseguir receber do YouTube nesse mês ainda. Até o dia 21 de agosto precisa entrar mais. Entrando 3 eu consigo receber, senão não recebo. O que significa que eu também tá sendo transformado em mercadoria isso aqui. Aí o maluco que é comuna e vende camiseta comunista, ele tem que vender camiseta comunista, senão ele não vai ter dinheiro para poder fazer a renda. Vende discurso comunista, porque tudo que entrar, tudo que entrar nesta reprodução social capitalista vira mercadoria. Não tem como não virar. Não tem como. E aí sim vira daí um mercado potencial você ter disputa de nicho e tal, mas aí vai valer para todo mundo inclusive para comunada. Eu como comunista digo isso. [risadas] Vira. Então assim, eh independentemente das nossas intenções, né? Independentemente das nossas intenções. E aí a gente tem que lidar com essa realidade. Sabendo disso, como nos organizaremos? Se eu quero ser crítico valendo contra essa estrutura de mercado, como é que eu, pô, como é que a gente faz esse bagulho daqui? Como é que a gente faz essas denúncias, essas críticas, etc, etc, etc? Então, é importante. Beleza, meu povo? Preciso partir e preciso trabalhar. Querido Diogo, seja muito bem-vindo como membro aqui do canal. Coloca seu membro no canal. >> [risadas] >> Ah, que da hora, que da hora, que da hora. Seja muito bem-vindo. Obrigado pelo carinho, pela confiança. Você também possa se tornar membro, membra, membro e membrezia do canal, porque vai que a gente bate esses 13 dólares faltantes para poder receber esse mês ainda do YouTube, porque o senhor do YouTube não paga se não bater e esses 3 que fala, tem que dar $ por tem que bater $ para ele fazer a transferência até o dia 21 de cada mês. É uma sacanagem. Eh, mas seja bem-vindo. Seja bem-vindo, querido membro do canal. Se você quiser entrar pro nosso grupo do WhatsApp Zap, não esqueça, só manda aí o seu nickname com o seu WhatsApp e a gente te coloca na nossa primeira igreja barista do WhatsApp. Discrito Dio, bom dia, Hei, Kedal, totalmente fora do assunto, mas esses dias o Gustavo Machado, seu companheiro, se meteu em uma disputa sobre metafísica, defendendo inclusive a visão ingênua de realismo. Vai falar sobre o tema? Já falamos sobre o tema. Já falamos sobre o tema. Tem uma live aqui sobre o Gustavo Machado falando sobre metafísica. É uma live que a gente reagiu ao Gustavo Machado e ao Iri. E aí tá, ficou legal. Diz que do Igor Ran, vá com Deus mestre. [risadas] Vá com Deus mestre. Tem o Deus mestre, tem o Deus discípulo, tem o Deus aprendiz. Foi mal. Queo fazer o watch mais um membro entrando. É, obrigado aí Diego, por por entrar com seu membro. Diz que da Geseli. Obrigado, Bruno. Obrigado, Dizeli. Tamo junto. Opa, que massa. Tamos juntos. Tamos junto. Fiquem bem minha gente. Quarta-feira, praticamente fim de semana. Daqui a 7 dias será meu aniversário. Então deem presentes, nem que sejam parabéns. Parabéns, Bruno. Eu tô feliz já. Se eu conseguir um parabéns, Bruno do Crack Daniel, eu já vou ficar muito satisfeito também. Beleza, meu povo? Fiquem bem, aproveitem. Quase fim de semana, praticamente fim de semana, desfrutem da vida dos dias. Estamos chegando. Pergunta [música] querido, fazer o what? Live de aniversário, tô planejando, não sei se vai dar, mas tô tô tentando. Vou tentar, [música] vou me esforçar para isso. Quem sabe na sexta-feira, na outra, mas eu vou vou descobrir, beleza? Um beijo no vocês, se cuidem, nos auxiliem e seguiremos por aqui. Cadê, cadê, cadê? Cadê? Seguimos [música] por aqui trazendo a boa nova. >> Seguimos trazendo a boa nova. Todo dia útil até a vitória final. Seguimos trazendo [música] boa nova todo dia útil até a vitória final. Bem, se [música] cuidem, espalhem a palavra por aí, nos auxiliem. Obrigado por acompanharem hoje esse longo papo de testemunho, confissões e sofrimentos, mas sobreviveremos. Estamos junto. É nós. >> [música]