# 86 Pilares da Fé Reformada – Estudo Bíblico
10/09/2026
# 86 Pilares da Fé Reformada – Estudo Bíblico
PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos
O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:
“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.
Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:
“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:
Irmãos, boa noite. Nós louvamos a Deus por estarmos aqui mais uma vez para estudarmos um pouco mais a palavra do Senhor. E nós estamos é, essa terceira, quarta-feira que nós entramos em alguns assuntos que diz respeito a eclesiologia e hoje nós vamos para algo bem mais prático também. É, para que a gente entenda, né, o, as questões do, do sistema nosso de governo e de onde é, nós é, retiramos tudo isso à luz da palavra de Deus. Eu preciso lembrar que a nossa base é, a gente vai ver isso hoje, de, de estrutura, do, de, da questão do governo presbiteriano, ela é, ela foi fundamentada principalmente na igreja da Escócia, né? Então, nós temos sim, nós estamos ligados à reforma protestante mas é de maneira mais específica nessa é, vamos dizer assim, numa sintonia fina é, o nosso sistema, ele é é, de alguma maneira se torna maduro na igreja presbiteriana da Escócia e nós vamos ver isso de como é, isso também se relaciona com os textos bíblicos, tá? Nós vamos orar, pedir a benção de Deus e nós vamos iniciar. Senhor nosso Deus, nós queremos mais uma vez agradecer o Senhor pelo dia que o Senhor nos dá pela chuva, Deus, que caiu sobre nós, ó Deus, nesses dias te agradecemos, ó Pai, pelo teu sustento e amparo do Senhor. Pedimos a tua benção sobre nós. Que o Senhor nos alcance com a tua graça e com a tua misericórdia. E alcance também todos aqueles que estão nos acompanhando também a distância. Nos abençoe ó Deus para que nós possamos entender. Que. Muito mais ó Deus apenas de um sistema humano. Nós ó Deus precisamos como igreja entender a nossa submissão. A Cristo Jesus. Portanto nos abençoe é a nossa oração em nome do teu filho amado Jesus Cristo. Amém. Irmãos nosso assunto é esse hoje a ordem e o governo da igreja reformada. Falando um pouco a respeito de ofícios, vocações. E assembleias de vez em quando a gente precisa afinar tudo isso. Para que a gente é não perca o rumo né. É nós usamos e partimos do do texto. Lá de Atos. É cuidem de vocês mesmo ou cuidem de vós em outra tradução. E de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os designou como supervisores. Para pastorear a igreja de Deus. Nós vamos perceber e ao e ao longo desse estudo que alguns desses termos que até causam uma certa confusão. Na verdade a gente vai perceber que são. É maneiras de mostrar dentro do ofício. A aquilo que é Vamos dizer assim a tarefa né. Supervisor é aquele que governa, aquele que preside né então assim ele diz respeito. A essa função do do próprio ofício né então até no caso aqui o terminologia como supervisores. É até para que a gente entenda quando a a vê. É alguns sistemas, né, que vão colocar é, pega o termo, né, que é, é, epíscopos, né, traduzido literalmente é bispo, né. E, e assim nós temos um sistema de governo episcopal, mas, a, a gente vai percebendo que a palavra de Deus, ela vai colocando, é, esses termos exatamente para mostrar que essa liderança, o que que está sobre eles, mas o principal e fundamental é, essa tarefa de cuidar do rebanho, é, de, de Deus, né. Aí ele fala sobre o qual o Espírito Santo os designou. Então é, a gente começa a compreender desde, é, o começo que é, mesmo que a gente tenha uma teologia que fala a respeito da, é, dessa, desse sacerdócio universal de todos os santos, a palavra de Deus, ela nunca retirou o ofício mas esse ofício também, ele tem essas ordens, ela tem a maneira como é estabelecida. Então não é possível alguém, é, se auto intitular é, um oficial da igreja sem que a própria assembleia da igreja não reconheça nele os dons específicos para isso. Lembra que quando nós fazemos eleição para presbíteros e diáconos, a igreja é instruída, de acordo com o texto bíblico para que a, é, Deus coloque, né, no coração da assembleia aquilo que é a vontade de Deus, mas a gente vai perceber sempre que o critério ele é muito alto, porque o, o, a palavra de Deus nunca vai abaixar os critérios para condicionar o tempo, falar: "Ah, tá bem ruim, tá, vamos tirar aqui algumas qualificações, não? Porque o ofício sempre vai espelhar Cristo Jesus, então ele não pode, eh, baixar ali, eh, vamos dizer assim, o nível, né? A régua de medir. Então ele, ele se aplica diretamente a Cristo Jesus. Nós vamos por partes aqui. Então, nós vamos ver aqui as pessoas, é os, eh, os oficiais extraordinários, a origem da história, né? Depois o, esse processo e como se relaciona aqui com a, a assembleia, governo representativo da congregação, esse equilíbrio aqui que está na autonomia relativa de cada rebanho e as assembleias abrangentes e a unidade visível. Aí a gente vai aplicar diretamente para a gente entender como que funciona a Igreja Presbiteriana do Brasil. Vamos lá então, desde o início, para que a gente entenda como que isso vai sendo estabelecido na, na escritura. A primeira coisa que a gente vê no Novo Testamento, então nós estamos afunilando, nós já vimos o conceito de igreja no Antigo Testamento, como que ele vai para o Novo Testamento. No Antigo Testamento, no primeiro momento, uma nação, mas tudo isso já tendo contornos dessa assembleia ou de um povo reunido, tanto é que em vários momentos estrangeiros foram inseridos na, dentro da linhagem, tá? Então não era exatamente por ter nascido judeu que fa, eh, que faria parte dessa assembleia. A gente vai vendo que ao longo da caminhada, eh, isso é, eh, evidenciado nas escrituras. Ali no Antigo Testamento, por meio de reis, profetas, sacerdotes, tá? E a gente passa para o Novo Testamento. Então, eh, se torna obsoleto o sistema levítico ali, né, do Antigo Testamento. Nós temos ainda um último daqueles profetas, a exemplo do Antigo Testamento, que é João Batista. Tá? E, e assim, a gente vai vendo nos embates, nos próprios embates ali de Jesus, eh, que a gente ainda tem, tem o sistema, né? Vai tendo o sistema sistema de, eh, religioso, né, que competia ali naquela época, né? Mas então, nós temos lá no começo, o estabelecimento de apóstolos, tá? Que a função exatamente é essa, né, de, de testemunhas, né, da vida e ressurreição de Cristo, né, comissionados diretamente por ele para, eh, dar início à igreja. A gente tem o relato de tudo isso. Eh, abrindo lá em Lucas, no capítulo seis, verso de número 13, que diz assim: "E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu 12 dentre eles, aos quais lhes deu também o nome de apóstolos". Portanto, essa primeira ordem, a gente vê, eh, literalmente, eh, sendo escolhidos por Jesus. E quem dá o nome a eles também é Jesus, que os chama de apóstolos, tá? Eh, a gente olha também lá em Atos, aí a gente aprende outra coisa, que a gente precisa lembrar sempre. Lá em Atos, no capítulo um, verso 21 e 22 quando a a gente vai tá lá no começo de Atos lembra que Judas é sai, fica o 11 né, dos apóstolos e aí eles é reunidos, eles entendem que outra pessoa deveria entrar no lugar de Judas e olha os critérios que é estabelecido é necessário pois que dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus andou entre nós começando no batismo de João até o dia em que dentre nós foi levado às alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição. Uma das funções é é ali era fundamentais dos apóstolos era exatamente esse testemunho da obra de Cristo da sua morte, da sua ressurreição e aqui eles é interpretam, eu sei que sempre que a gente fala, depois vai falar aqui, né, eles propuseram os nomes de é José chamado Barsabás e cognominado Justo e Matias, né, e é eleito Matias para estar no lugar. Uma coisa é certa, a palavra de Deus mostra no início dos evangelhos que muita gente seguia Jesus e muitos deles seguiram Jesus do início ao fim e esse foi aqui um dos critérios, Jesus escolhe dentre eles 12 Jesus vai lá e escolhe esses 12, mas aí a gente tem agora Matias sendo colocado aqui né, e a pergunta sempre que as pessoas fazem é agora, né, depois e Paulo né, como é que coloca Paulo, né é aí fala assim, ai, diz lá que vai ter 12 colunas os 12 apóstolos, fala, ai, põe dois numa coluna só, tem que qual o problema a Paulo mesmo fala disso várias vezes, né? Paulo fala: "Eu fui achado como um fora do tempo, mas uma das credenciais, as credenciais, eh, aconteceram em Paulo. Ele viu diretamente Jesus, quando Jesus se revela a ele, eh, depois quando ele volta, ele, ele sai porque foi perseguido, né? E ele volta depois de três anos e lembra que quando ele vai a Jerusalém, ele fala: "O que eu recebi, eu não recebi de homem algum". Ele recebeu do próprio Cristo. Ele volta de novo e começa a falar, pregar a respeito de Cristo e ele vai repetindo sempre isso. Lembra da, da, das palavras da ceia, no, de, de Coríntios, primeira Coríntios 11, ele fala: "Porque o rei eh, recebi do Senhor o que também vos entreguei. Na noite que o Senhor foi traído, tomou o pão, né? Ele faz questão de, de falar a respeito disso, né? Então, a credencial era exatamente essa. Ter, eh, visto, ter, ser testemunha e, e junto com os apóstolos, naquele primeiro momento da igreja, acompanhavam eles, eh, milagres, prodígios e sinais, tá? Eh, eram a credencial de um apóstolo também, né? A gente vai vendo o relato de Atos, de tudo aquilo que vai acontecendo, isso vai acompanhando esses apóstolos, né? Milagres, prodígios e sinais. Apesar da gente usar isso como sinônimo, eh, quase que dá, de alguma maneira o é, mas, eh, ele diz respeito a, a ações que a finalidade dele, eh, são diversas, né? Diferentes ali. Então, eh, o próprio nome, quando ele fala de sinais, o sinal, ele nunca é o fim nele mesmo, o sinal sempre aponta para algo para frente. Né? Então ele vai dividindo tudo isso, eu sei que na maioria das vezes nós colocamos isso tudo no campo do milagre. Né? Mas é a finalidade era apontava para algo mais amplo. Então nós temos também a questão dos profetas aqui. É falar para edificação, revelação de mistérios e eventos futuros. Lá em Atos capítulo 11, a gente tem um relato disso. Atos capítulo 11, verso 28. A partir do 27 diz assim: "Naqueles dias desceram alguns profetas de Jerusalém para Antioquia. E apresentando-se um deles chamado Ágabo, dava a entender pelo espírito que da que estava para vir grande fome por todo o mundo, a qual sobreveio nos dias de Cláudio". É, essa era uma das funções também aqui. Efésios ele fala, depois nós vamos ver o texto de Efésios. Efésios é falando de como Deus chama, né? Um para profetas, né? Evangelistas, pastores, mestres. Mas a ideia do profeta a gente também precisa compreender. Basicamente falar o que é a vontade de Deus. Então todas as vezes que nós falamos é aquilo que a palavra de Deus diz: "Assim diz o Senhor". É, de alguma maneira isso é ser um profeta, trazer aquilo que é a vontade de Deus. É, não que a gente exclua, não estou excluindo aspectos preditivos. Deus pode fazer isso. Deus faz. Muitas vezes nós, às vezes, principalmente no ciclo reformado, é acusado de não crer que Deus se revela de maneira diferente, de de forma nenhuma. Nós só entendemos que, eh, a gente precisa de eh de alguma maneira, eh, colocar isso no crivo da palavra de Deus. E a gente vai notar, é interessante isso, em campos missionários, em vários relatos missionários, onde o evangelho tá chegando e uma série de coisas, eh, Deus se manifesta de de diversas maneiras, né? O problema nosso, eu creio que muitas vezes que a gente se desvia, é que nós temos a palavra de Deus na nossa mão, a gente não dá valor a essa palavra de Deus revelada e escrita, e a gente acha que tem mais valor alguém do nada chegar e falar: "O Senhor me disse isso". A gente acha que é essa revelação está superior a essa revelação especial que nós temos na mão, que é a palavra de Deus. Agora que nós já conhecemos a Cristo, estamos aprofundando no evangelho, estamos conhecendo qual é a nossa necessidade de termos, eh, sempre alguém fazendo predições sobre a nossa vida, sobre o futuro. Isso muitas vezes é descrer no próprio evangelho, porque aquilo que é fundamental para nós, hoje, saber do futuro, a palavra de Deus já nos revelou. Primeiro, que, eh, nós estamos salvos em Cristo Jesus, nós estamos seguros nele, nós estamos garantidos até a volta de Cristo, Cristo continua governando sobre todas as coisas, né? Uma série de coisas que ele já nos falou. Entende que quando nós muitas vezes nos lançamos a essas assim: "Ah, eis que digo, você vai, aconteceu alguma coisa na sua vida". Isso é muito pequeno em face daquilo que Cristo Jesus, né, supremo profeta também, já nos revelou. Né? E até a promessa que ele voltará para buscar a sua igreja. É, é subjetivo. É muito subjetivo, normalmente, é. E e às vezes a gente não para para pôr no crivo da palavra de Deus. Então, assim, a gente precisa pensar a respeito disso, porque nesses movimentos, então, não é que a gente negue, não é que a gente negue. É, mas a gente sempre vai entender que é necessário propósitos muito maiores. E os propósitos sempre, quando Deus se manifesta, milagres, prodígios e sinais, sempre está indicando avanço do reino de Deus, nunca um fim em si mesmo nas pessoas. Né? De de assim falar: "Ah, vamos, é, vamos marcar aqui um um uma um grande manifestação de milagre, prodígios e sinais". Né? Para que marcar a agenda de Deus, né? Falar: "O senhor vai ter que tal o final de semana, o senhor tem que fazer isso". Né? É, qual a lógica disso? Porque a palavra de Deus sempre vai mostrar essas manifestações numa, é, crescente de expansão do evangelho. Aonde o evangelho vai chegando. Leia livros sobre, é, de de missiologia que vai perceber isso. Né? Você pega aquele livro, um livro bem gostoso de ler, do Ronaldo Lidório, Cocombas. você vai ter vários relatos de de coisas eh que Deus faz e que fez naquele povo até aquele povo conhecer o evangelho, né? Então, o profeta, sim, nós entendemos que é pode acontecer, repetindo, mas o fundamental é falar o que já está escrito na palavra de Deus. E outra coisa, se o profeta nunca fala o que está escrito na palavra de Deus e sempre é uma revelação subjetiva que Deus falou comigo, desconfie. Desconfie, porque um profeta que não conhece a própria palavra de Deus ou a vontade de Deus, ele não consegue submeter a sua própria vida e a sua o seu espírito na naquele que é a vontade de Deus, então, né, esses movimentos precisam ter um equilíbrio. Os evangelistas aqui, funções assistente missionários, pregavam, batizavam, ordenavam novos líderes. Eh, trabalho geral, itinerante, nós temos Filipe, Timóteo, Tito. Se relatado em Atos, Timóteo, também falando a respeito dessa condição de irem em direção às pessoas pregando o evangelho, tá? Nós vamos ver uma diferençazinha aqui na questão presbiteriana de nomenclatura, mas a ideia é essa mesma, mas a gente não pode também, de alguma maneira, falar assim: "Ah, pastor, a gente tinha uma confusão aí. Pastor fulano é mestre, ele não é evangelista". Eu falei: "Do pera aí". Né? Né? Porque ele só ensina. Pastor que só ensina, ele não nem visitar visita, ele fala: "Ah, esse ensina". Que ele é mestre. A gente viveu uma meia confusão aí. Se nós somos chamados pelo evangelho, todos nós somos chamados à evangelização, tá? Então, nesse aspecto, eu sei que é, a gente pode ter, é, vamos dizer assim, eu, eu reconheço que, que, é, de dons específicos, a gente tenha, é, mais propensão para facilidades, para uma coisa que outra. Eu já falei aqui, eu admiro demais o Elias Medeiros e o, e ele é mestre. Mas o Elias Medeiros é um evangelista nato. Ele, é, você anda com ele, você vai percebendo que ele já anda, ele anda procurando, né? Ele não, sabe, é, é assim, e, e ele já se colocou tanto de maneira intencional, que às vezes, você vai caminhando com ele, e sei lá, a pessoa fala, ele pergunta o nome, né, da pessoa, e já com o nome, quando vê, já virou para outra coisa e já tá pregando o evangelho para, para pessoa, né? Então, assim, é, Deus coloca isso, sabe? Nuances, mas todos nós, é, nós somos chamados à evangelização. Vamos lá, então, presbíteros aqui, que, alguns podem ser traduzidos por anciãos, aí alguns perguntam: "Ah, pode ter presbítero novo? Não pode? Ancião é o quê?" Na verdade, o princípio fundamental é que não seja neófito, né? Que, que conheça, de fato, o evangelho, que viva o evangelho, tá? E que, e, e a gente vai saber também que nem sempre a maturidade, ela traz, ela, ela vem acoplada com sabedoria e conhecimento, não é? Digamos que alguém se converteu, né? Em, é, se converteu, não, deixa eu corrigir aqui, senão alguém me corrige lá. Alguém foi alcançado por Cristo e ele já estava na casa aí dos 60 anos, né? Aí você fala assim: "Não, mas ele já é um ancião?" É maduro. Não, ele é neófito na fé. Ele está caminhando, entendendo ali. Então, não apenas por causa da idade, entendeu? Então, é algo mais profundo. Então, são os primeiros em ordem aqui de importância dos ofícios comuns. A Bíblia utiliza termos que significam homens mais velhos, anciãos e supervisores. Eles têm o cuidado direto do rebanho, recebendo a responsabilidade de abastecer, governar, proteger a família de Deus. E de onde nós tiramos isso? Lá em Atos 14:23, ele fala: "Promova a nomeação presbíteros, ah, anciãos em cada igreja com oração e jejuns, encomende ao Senhor que a, eh, que haviam crido." A ideia é essa. E é interessante notar, ah, a terminologia. Quando o texto lá fala "encomendem", é uma, uma palavra do contexto militar. Pegue a pessoa e o apresente diante do seu general. Era, é esse o termo. Coloque diante do seu general, que ele que vai treinar. A ideia é essa. Conhecimento, mas, eh, o aprendizado é na frente do general, que é Cristo, é aquele que está na frente. Né? Então, encomendar é exatamente, eh, esse sentido. Então, ele, eh, fazendo aqui, só para a gente ir de ponto em ponto, mestres aqui, dedicação e ensino. E há pessoas com mais aptidão, né? Mais, eh, que, que, que Deus coloca o dom do, do ensino, né? Na, na vida da pessoa. Então, originalmente, a tarefa de ensinar unia-se de forma indistinta ao ofício de supervisor. Com o aumento de ensinamentos falsos e a necessidade do preparo intenso, alguns foram separados exclusivamente para o ministério da palavra. Sendo dignos de seu salário e liberados de outras tarefas temporais. Nesse sentido, é, de tempo integral para que pudesse aprender e que pudessem ensinar. Lá no início da igreja, acho que eu já falei isso aqui. Em algum momento na história, é, isso foi banalizado. E é interessante que a igreja, ela, ela, é, se perdeu completamente. Porque a palavra de Deus sempre colocou um princípio. Onde não há ensino, o povo se perde. Certo? Aonde não houver doutrina, no sentido de, de entender o que a palavra de Deus diz, o povo se perde. As coisas ficam subjetivas, gente. Que a gente começa, se alguém fala qualquer coisa, você fala assim: "Ah, é, tá tudo certo, tá tudo bem, né? Tudo bem". Eu vou abrir um parênteses aqui. Eu sempre conto muita história, né? Eu vou diminuir as histórias um dia. Mas eu estava, porque eu estava nesse lugar num dia. E eu tô falando de igreja presbiteriana. E as pessoas começaram a se perder num tempo ali. E elas não estavam muito interessadas em aprender Bíblia nem nada. E foram atrás de alguns movimentos. E eu me lembro que nesse dia estava na igreja e as pessoas, é, o culto, ele não tinha uma ordem. Falavam: "Não, a partir de hoje não tem esse negócio de liturgia. É, deixa acontecer e cada um fala uma coisa e tal". E aí começaram a falar, é, cada um levantava e falava um negócio lá. E, e aí as pessoas começaram a falar coisa da cabeça deles. E eu me lembro até hoje que alguém começou, eh, dizendo que Deus estava falando à igreja e a primeira coisa que ele falou, eh, veja bem, irmãos, onde há fumaça há fogo. Eu falei, olha, mas isso é um provérbio popular, meu Deus. Onde há fumaça há fogo. E aí começou a falar uns negócios esquisitos lá, né? E aí vem outro, né? E fala assim, sim, eh, macaco sobe na bananeira só quando vê que a banana tá madura. Eu falei, olha, mas é uma hora na, da natureza, né? Eu acho que macaco sabe a hora que a hora que a banana tá madura. Mas o que eu quero dizer é que aquele negócio começou, eh, desandar assim, aí as pessoas começaram a falar de, de anjos e de uma série de outras coisas. Perceba que isso é natural. Todas as vezes que você desvia da palavra de Deus, você tira o foco de Jesus. Jesus fica como coadjuvante. Aí vem anjo, vem demônio, vem um monte de coisa que é, que tá na frente. Já perceberam isso nos movimentos? Tudo tem a primazia. Aí falavam, olha, irmãos, ainda bem que vocês chegaram na igreja, porque se chegar 5 minutos depois, tinha, o Satanás estava cirandando a igreja para pegar alguém. Aí fala, graças a Deus eu tô aqui dentro. E na hora da gente sair, vai tá lá? Né? Eh, e aí começa esses negócios, essas coisas todas e a, e vai envolvendo as pessoas e aí você não percebe que Cristo Jesus deixou de existir naquele lugar. Você fica com medo dos demônios, você fica com medo de, de Satanás, que diz que tá cirandando e sei lá, fazendo um monte de coisa. Aí você fica com medo dos anjos. Você fala: "Tem anjo bravo chegando". Aí você fala: "Pronto". Já não basta os demônios, vem anjo bravo, e vem não sei o quê, e vem um monte de coisa. E e Jesus? Jesus deixou de existir. Hum, e por isso que eu estou falando, todas as vezes que a igreja deixou de de buscar a Deus ou de ser ensinada à luz da palavra de Deus, ela vai se perder. Ela vai se perder, ela vai descambar. Então diz: "Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres". Efésios 4:11. Então os anciãos que governam bem sejam considerados dignos de duplicada honra, especialmente os que se afadigam na palavra do ensino. Daqui então surge então a a ideia do do daqueles que servem a igreja de de maneira integral. Fato curioso, pastores e mestres não são duas classes então diferentes, mas uma só classe com duas funções intimamente ligadas, governar e ensinar. Uma das coisas que a gente vai ver interessante é que quando estabelece presbítero, qual a diferença de de quando diz respeito às qualificações de um presbítero e de um diácono? Uma só. Uma só. A única coisa que difere é: apto para ensinar. É aquilo que coloca nos presbíteros. O restante é igual. O restante é igual, tá? Diáconos então, o ministério de misericórdia, oficiais dedicados exclusivamente às obras de caridade, misericórdia. O ofício surgiu da necessidade de distribuir os bens, dádivas e ofertas para os necessitados nas refeições fraternas e no convívio cristão. Os requisitos, exigências espirituais e morais para o diaconato são extremamente altas, equiparando ao cargo exigido do supervisores, como eu acabei de falar. A única diferença que existe lá na escritura de um presbítero e um diácono é que é o presbítero é colocado que seja apto para ensinar. Tá? Então, quando Atos 6 estabelece, fala: "Escolha entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do espírito de sabedoria, os quais encarregaremos desse serviço". Eu preciso sempre frisar que normalmente, às vezes, a gente acha que o diácono é aquele ah se o diácono é aquele que fica na porta da igreja. Não deixar algumas pessoas entrar na igreja, né? Atrapalhar aí. Ou levar cesta básica. A minha pergunta sempre é: "Por que que fala aqui que tinha que ser homens cheios do Espírito Santo?" Né? Porque é em todos esses atos, nós não podemos separar os atos da igreja. Tudo que diz respeito a nós é espiritual. Levar uma cesta para alguém, encaminhar alguém para um hospital, cuidar de alguma pessoa, isso demanda, é um ato espiritual. Não é simplesmente chegar, levar a pessoa, o né? Como eu uma vez eu falei para o irmão, depois ele entendeu. Ele chegava na porta e jogava o botijão de gás na porta da pessoa e falava: "Tá aí, ó, já fizemos nossa parte". É e a cesta também, né? Aí o dia eu perguntei para ele: "Você não pode entrar, conversar, orar?" Ele falou: "Não, não, não, de jeito nenhum. Minha tarefa é essa. Eu ponho lá no no alpendre da pessoa, ponho a cesta básica e vou embora, já fiz minha parte, né?" Mas depois ele entendeu, né, que que não era apenas isso, era é o ato de conversar, entender a realidade das necessidades, orar com a pessoa. Tudo isso é um ato espiritual, não é meramente um assistencialismo. Senão era só assistencialismo, né? Mas isso está dentro de um ofício da igreja do Senhor. Então como alguém é chamado ao serviço, é, primeiro a vocação interna, não é uma voz mística, mas indicações práticas para providência de Deus. Da providência de Deus, aliás. O desejo impulsionado pelo amor a Deus, a aptidão intelectual e espiritual para o cargo, providência divina abrindo os caminhos reais. Tudo isso a gente vai ver na história. Uma das coisas fantásticas do ministério é isso, porque a gente mesmo hoje eu fico olhando para trás, porque esse ano vai fazer já 24 anos de ordenado. Lá no começo, essas dúvidas sempre para no meio da das lutas, dificuldades, fala assim: "Senhor, o Senhor me chamou mesmo? Será que não é igual a povo que anda na rua, um fala assim: "Ou", aí você vira e não é você, né? Fala: "Será que não aconteceu isso comigo?" Diante de uma série de coisas. Aí Deus vai permitindo um monte de coisa, um monte de coisa, isso vai vai ficando cada vez mais tênue, porque você não é pela capacidade sua, mas é por ver tantas coisas que Deus já fez ao longo desse caminho, que você fala assim: "Só Deus mesmo para fazer isso". Só Deus mesmo para ter, é, acontecido tudo isso, o, é, em vários momentos na igreja, em vários momentos de, é, de, de conflitos, de aconselhamentos, de uma série de coisas que diz respeito à lida pastoral, você vai vendo não a sua capacidade, mas aquilo que Deus faz por meio da sua incapacidade. Né? Agora, isso não exclui a nossa responsabilidade e luta para cada vez mais tentar servir melhor. É, de, de tentar se aprimorar, buscar a Deus, conhecer a Deus, estudar, tudo isso, é, não exclui, né, não exclui isso. Na verdade, isso chancela exatamente porque de fato a gente vai entender. Uma vez eu tava lendo um livreto e ele fala assim: "Olha, se você não está pronto pra entender que ministério, ofícios é algo erudito, que você precisa estudar até o fim da sua vida, não você não entendeu o ministério. Não entendeu o ministério. Não é aquela coisa de falar assim: "Fiz um curso, seminário, pronto, acabou, nunca mais estudo na vida". Porque não adianta, porque isso flui muito mais da da gente perceber que a missão ela é muito, mas muito maior do que a gente e a nossa capacidade, não é, muito maior. A vocação externa é algo interessante, porque é quando as a gente pergunta: "Quem entrou na sua canoa, né"? Você fala assim: "Ó, fui chamado por Deus". Subjetivo, OK. E aí quando você falou isso pra igreja, a igreja fala assim: "A gente vê isso em você". Ou a igreja fala assim: "Você"? "Ué, mas do nada"? Né? Pessoa, às vezes ela ela não se envolve com a igreja, ela quase não vai na igreja, não, sabe, não tem nada de nada e aí do nada ela fala assim: "Fui chamado pro ministério". Você fala: "É sério"? Né? Ronaldo Lidório, que fala, é, ele usa uma frase que muitas vezes isso acontece. Às vezes uma pessoa, sei lá, e e alguns até querendo se livrar dele da igreja, manda lá pro seminário lá do outro lado do país, né? Aí ele fala assim: "Nunca mande pra longe quem não é benção perto". É o princípio fundamental. Né? É uma uma trajetória e isso te ajuda a entender se é se a igreja mesmo, a própria comunidade, ela entra e eles falam assim: "Sim, nós temos percebido isso em você. Tá? Então, há um chamado também, há uma vocação externa, tá? Uma chancela em tudo isso. Tanto presbítero eh presbítero docente, que é o pastor, presbítero regente, os diáconos, tudo isso há uma eh chancela aqui externa. A instalação então no ofício, ritos públicos aqui conformação eh confirmação e vocação, ordenação e reconhecimento solene da igreja, tá? E autenticação pública do que o candidato foi vocacionado por Deus. Isso acontece a ordenação para pastores, presbíteros, diáconos. Quando a gente faz imposição de mão, isso não é por uma questão mágica, tá? Tem nada disso de tá tá transferindo poderes para a pessoa. Não, nós aquele ato é é uma indicação eh da eh daquilo que a própria palavra de Deus diz, é dessa autoridade, mas que emana de Cristo, tá? Então ele fala: "Timóteo, não te faças negligente para o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição de mãos do presbitério, tá? Então, houve pessoas que viu Timóteo, viu Timóteo, ele teve chamado e e eles validaram tudo isso. Por isso que nós temos tudo isso. Então, ninguém pode chegar na igreja do nada falar assim: "A partir de hoje eu sou presbítero". Tá? Deus falou para mim, né? Aí chega na reunião do conselho, falou: "O que você tá fazendo aqui"? Falou: "Olha, Deus me revelou que eu sou presbítero a partir de agora". Ele falou assim: "Mas pera aí, a igreja, entendeu"? Ele falou: "Não, não tem nada a ver com igreja. Deus falou só comigo, né"? Por mais que isso pareça algo uma loucura, mas isso pode acontecer e é o que normalmente, às vezes, eh, tem movimentado o meio religioso. A pessoa, do nada, sem, eh, uma validação disso, ela fala: "Não, a partir de hoje eu sou isso". Eu tive uma amiga assim. Que ele, do nada, ele entendeu que ele tinha que ser pastor. E ele conseguiu. Né? Ele conseguiu. E era interessante que eu falava para ele: "Você não acha que você precisa, pelo menos, terminar um" Ele não tinha ensino fundamental, não. Falei: "Vamos estudar um pouquinho". Aí ele fala assim: "Não, ministério pastoral não tem nada a ver com a escola do mundo, né"? Aí acho que ele tinha feito até quinta série. Falei: "Não, OK. Tá bom, vamos lá". Falei assim: "Mas, eh, você não acha que você tem que" Aí ele falou: "Não, não tem nada desses negócios de estudar, não. Deus falou comigo e pronto, acabou". Deus falou com ele, foi três meses. Aí não deu certo, ele viu que o negócio não, daí pegou e desistiu. E às vezes, naquela época, né, eu falei: "Eu não vou perder a chance". Aí encontrei com ele, falei: "E aí"? Aí ele falou: "Não, não". Eu falei: "E Deus te deschamou"? Aí ele falou: "Não, quero conversar sobre isso, não". Mas, assim, isso, eh, parece que que são coisas isoladas, mas não é. Portanto, a a igreja ou esse sistema que a que a palavra de Deus vai nos mostrando é algo muito mais sério do que a gente imagina. As ordens, então, aqui para a gente entender. A assembleia eclesiástica, que é essa expansão aqui, a abrangência. Nós temos o conselho local da igreja, né, que de pessoas que foram eleitas pela própria igreja, separados diante da igreja, porque a própria assembleia percebeu neles esses dons. Aí nós temos na gradação aqui, né, que tá repetindo aqui. Mas é presbitério, tá? Que é, vem igreja local, depois vem o presbitério que são a reunião de algumas igrejas da nossa região. Pra vocês só terem uma ideia, Goiânia tem cinco presbitérios, tá? Nós temos em torno aqui na região metropolitana de Goiânia, apesar de que nós temos presbitérios aqui que chega igreja até Itapuranga, tá? Então nós temos presbitério que tem igreja, vem Itapuranga, Itaberaí, Itororó, aí. É. Depois de Itororó, aí Guianira, né? É, vai até lá. E pro lado de lá vai Aparecida de Goiânia. É, todo, isso, Aparecida vai subindo. E no nosso presbitério nós temos até Cromínia, Pontalina, né, vai chegando até lá. Tá bom? Então, mas é essa região toda aqui. Anápolis já não é, é outro sínodo, tá? É, mas aqui o nosso sínodo tem cinco presbitérios que estão aqui dentro. O sínodo é, abrange então todos esses cinco presbitérios, tá? Então esses representantes aqui e a, e a, o supremo concílio que é, são todas as igrejas da IPB, é, no território nacional, tá bom? Em torno de, nós somos hoje 400 e 400 não, gente, 4.000 559, se não me falha a memória, de igrejas pelo Brasil. Muito longe de atingir as cidades do Brasil, tá? Dos municípios. Mas olhando então pra esse sistema e como que aconteceu, muito mais do que a administração, o governo presbiteriano não é apenas uma técnica administrativa ou uma criação moderna da reforma. Suas formas foram historicamente lapidadas e aperfeiçoadas, mas seus princípios fundamentais procedem diretamente da escritura. Então, o modelo não foi inventado, né? Ele foi recuperado da escritura. Vamos lá para a história. Então, a jornada aqui do sistema. 1560 a 1578. Estamos lá na Escócia. Então, a partir de John Knox e os livros da de de disciplina consolida de forma definitiva o governo dos presbíteros, presbitério, sínodo e assembleia geral. Tá? Então, mais ou menos nessa data, por isso que eu falei para os irmãos que daqui vem a nossa herança. Na em 1645, na Inglaterra, nós temos a Assembleia de Westminster, que examina, sistematiza a tradição escocesa no governo, a forma de governo eclesiástico presbiteriano. E aqui nós temos o reflexo dela na confissão de fé de Westminster, que é um dos documentos nossos, símbolos de fé. 1859, chega então ao Brasil o missionário Ashbel Green Simonton. Ele então desembarca e planta a Igreja Presbiteriana do Brasil, inserindo nessa exata tradição reformada. Quando Simonton vem, ele vai implantando o esse sistema e é muito rápido. A igreja no início ela cresce muito rápido. Tá? E ela vai formando eh igreja, presbitério, sínodo, até chegar a Supremo Concílio. O esboço estrutural lá de 1645, isso tem naquele livro do John Knox, eh estabelecido dessa forma, governo da igreja, ministro da palavra, presbíteros regentes e diáconos. Há uma distinção no meio de tudo isso. Então assim, aos ministros da palavra por ser ministro da palavra ordenado para esse fim só o ministro da palavra que pode ministrar ceia porque a ceia é uma extensão da própria palavra, tá? Quando você perguntar por que um presbítero regente não pode ministrar ceia a gente vem por essa ordem, né? Então é realizar casamento, uma série de coisas somente ao ministro da palavra, tá? Os presbíteros regentes que é governam a igreja e que dão estabilidade à igreja. Por isso que a gente não pode assustar com isso. O pastor, o docente, ele muda na igreja presbiteriana, isso é natural isso é natural, tá? De tempos em tempos, né? A igreja precisa de dons específicos para a igreja, isso é natural. Só que a estabilidade da igreja não é igual a isso, tira o pastor a canoa balançou não, é se a gente vamos fazer uma aplicação no nosso contexto de primeira igreja nós temos 14 presbíteros regentes né? Digamos sai o pastor, né? O docente né? Nós temos dentro dessa canoa 14 remando né? Que é segurando tudo isso, que que eleitos pela igreja, que conhece a igreja portanto é algo natural, não é algo igual, é um pastor que fundou a igreja, que ele mesmo aí no caso é a pessoa, sei lá, ou morre ou acontece alguma coisa e fala e agora? O que que nós vamos fazer? Para onde nós vamos? Né? Então o sistema ele se estabiliza sim, porque são é homens que foram eleitos pela própria igreja, onde Deus colocou dons, né? Sobre eles para que de fato pastoreiem o rebanho de Deus. O pastoreio é compartilhado. Estrutura de ação. Então, essa ordenação ministerial, o governo conciliar é dos concílios, quando nós vamos para concílios, que está aqui. Presbitério, sínodo e assembleia geral. Tá? Nós tivemos esse ano a assembleia geral, reunião do supremo concílio, né, da IPB. Então, vão sempre na maioria das vezes é por número de membros que tem as igrejas do presbitério, né? Mas normalmente vão dois regentes e dois docentes ao supremo concílio, para representar o presbitério. Princípios então essenciais. Aqui nós temos, eh, esses fundamentos aqui. Primeiro, autoridade, liderança plural, eh, dinâmica conciliar e propósito e disciplina. Então, como é isso? Fundamento autoridade. A primeira coisa que a gente deve entender, Cristo é o único cabeça. Senhorio sobre a igreja absoluto, exclusivo e inalienável, tá? Isso não pode ser mudado. Não pode ser mudado. Do nada, sei lá, eh, a igreja fala assim: "Não, a partir de hoje a gente quer, a gente não quer mais ouvir sermão que fale de Jesus". A gente podia, sei lá, contar umas histórias, né? Fazer alguma coisa. Parecido com coach, é melhor você ouvir, eh, as pessoas falar, melhor o quê? Você ouvir que você é lindo ou ouvir que você é pecador e que tá, se continuar assim, vai para o inferno. Fala: "Não, eu quero ouvir que eu sou lindo, né"? A assembleia pode até votar isso, só que ela está votando, eh, por isso que a gente falou que a assembleia ela não é soberana. Se ela votar algo contrário à a não adianta. Não adianta. Ela tem que se submeter ao pastor supremo que é Cristo. A escritura como regra suprema, então nós não somos subjetivos, nós temos uma uma regra que é a palavra de Deus e autoridade ministerial. É, a autoridade da igreja nunca é legislativa para criar novas leis, mas puramente espiritual e ministerial, é para aplicar a palavra já revelada. A gente não inventa lei, a gente precisa aplicar o que a palavra de Deus diz. Liderança é plural, o que eu já falei aqui, tá? Ela não depende de um, é plural. Então a pluralidade, quase que não sai aqui, de presbíteros, a igreja local deve ser governada por um conselho, nunca por uma figura de um indivíduo isolado. Porque nós sabemos que todos nós somos pecadores, você imagina isso. Tá? De vez em quando nós temos que ser chamados a ordem, se acha que tá errado, é, ser confrontado, isso está aberto no conselho, olha, palavra de Deus diz isso, a gente precisa ser lembrado. Porque se, é, nós temos que admitir, que somos pecadores, às vezes a gente tem preferências, é, parcialidade e uma série de coisas que pode nos mover e é necessário isso para frear, portanto isso é graça. Isso é graça de Deus, nós estamos submetidos a isso. Escolha pela congregação, os presbíteros devem ser escolhidos mediante reconhecimento da vocação da própria igreja local, então não é o pastor que escolhe, fala assim, "Ah, eu vou te escolher para ser presbítero. Ó, continue assim que eu posso te escolher para presbítero, né?" Eu tinha um, na nossa igreja, um rapaz saiu quando eu era de Goianésia, porque ele queria ser e ele e e aí ele foi para uma outra igreja que um pastor tinha criado lá e falou assim: "Aqui, para você chegar a presbítero, você precisa começar como engraxate. Você vai engraxar meus sapatos, depois você vai lavar meu carro, vai ficar como lavador do meu carro. Se você tirar carteira, tiver carteira, aí já no nível acima, você vai ser motorista para mim. Aí depois você se torna obreiro e aí vai subindo". Eu falei: "Ué, mas da onde a Bíblia fala que é um plano de carreira, né?" Falei. É. Aí ele, ele foi, ele estava todo alegre quando o dia que eu encontrei com ele, falou: "Já estou como motorista". Ele já tinha subido na, na hierarquia, não é isso. E nem da figura de um pastor falar: "Eu quero que seja eleito esse, esse, esse". Tá? Isso é antibíblico. Isso é leviano, tá? Governo colegiado, o modelo exige decisões tomadas em conjunto, eliminando personalismo, personalismo é, é a perigosa, e a perigosa centralização do poder humano. Normalmente, quando se personaliza, é o que figura sempre é o poder humano ali. E a dinâmica conciliar, que é representativa. Igrejas locais não são ilhas, as igrejas também elas são julgadas por isso, né? Então é uma comunhão de igrejas, exame, julgamento, concílios possuem deliberação, prerrogativa para examinar, corrigir, julgar questões eclesiásticas e garantir a ordem mútua. Nós também, você falar assim: "Não, a primeira igreja vai, agora nós vamos inventar um negócio aí". Não, o presbitério pode vir falar: "Olha, de jeito nenhum". De jeito nenhum. É. Então a, a, a, a igreja local, ela tem a sua autonomia até que ela esteja de acordo com a palavra de Deus debaixo desposando símbolos de fé. Se ela foge disso, ela é passível de de ser corrigida, tá? Propósito disciplina, outra coisa que eu acho fantástico, porque a disciplina também é pastores e presbíteros não estão acima da lei de Cristo. Todos os oficiais são plenamente responsáveis, sujeitos à correção e disciplina. Tá? Imagine que alguém da minha família ou é e aí falar assim: "Não, não não vai". Isso não não acontece. Tá? Ou não deveria acontecer e normalmente não acontece, porque é está sujeito à disciplina e também a própria constituição da igreja tem mecanismo que declara a gente é é em suspensão para determinadas ações. O fim principal todas as decisões, processos e deliberações deveriam devem promover obrigatoriamente quatro frutos na igreja: verdade, unidade, edificação e santidade. Essa é a busca. Por isso, irmãos, quando alguns atacam a igreja, falam assim: "Ah, são homens pecadores, como é que ele vai julgar outros homens pecadores". Gente, não são homens pecadores julgando. Esses homens pecadores vão olhar a palavra de Deus e vão por meio da palavra de Deus aplicar a disciplina. Se esses homens aplicarem disciplina que não condiz com quebra de mandamento específico na escritura, isso não tem validade. Agora, se tiver, pode ter certeza que quem está é disciplinando é o próprio Cristo que é o cabeça da igreja. Então, isso cai por terra. Tá? Porque hoje a gente vem vários movimentos, né? E é interessante que há uns movimentos hoje que eles têm usado terminologias que a gente usa muito, justificação, adoção, santificação. E aí eu vi uma esses dias a pessoa falando assim, eh, se eu já sou justificado em Cristo, eh, como que eu vou ser disciplinado por pecadores? Eu falei, mas você tá fazendo uma confusão, uma pequena confusão, tá? E uma coisa não tem a ver com a outra. Isso leva aquilo que, eh, de vários movimentos de achar assim, eh, se cometem pecados, quebra de lei, eh, eu simplesmente confesso para um amigo, peço perdão via esse amigo e tá tudo certo. Tá tudo certo. E não é assim, não é assim, tá? Então é algo, eh, muito sério a questão da disciplina. Vamos lá correndo aqui, naturezas de governo em contraste, então, visão personalista independente, congregação pertence ao pastor ou fundador. Na visão reformada, a igreja pertence exclusivamente a Cristo. O governo é centralizado em uma pessoa. Na reformada, o governo é colegiado e distribuído. Eh, na visão personalista independente, líderes de topo estão isentos de disciplina efetiva. Já do lado de cá, pastores e presbíteros estão rigorosamente sujeitos à disciplina. Do lado de cá, a autoridade funciona de forma ditatorial corporativa. A autoridade é puramente espiritual e submissa à palavra. A visão personalista, a igreja atua como franquia isolada. E aqui as eh as igrejas vivem comunhão mútua e conexão representativa. Tanto é que nós hoje, eh por exemplo, a primeira igreja, ela tem um papel fundamental e ela ajuda e segura pelo menos umas cinco igrejas nessa região. Se fosse uma ideia puramente local, falava: "Ó, cada um se vira". Né? Cada um se vira. Não. Por meio da da contribuição ou da ajuda direta da primeira igreja, eh nós temos quase que um presbitério que depende. E isso é eh é natural. É a igreja entendendo o seu papel de abençoar as outras igrejas, entendendo essa comunhão. Tá? Então, não é um fim nela mesmo, tá? Não é um fim nela mesmo. E a assim, até para para gente que às vezes a gente nunca fala a respeito disso. Igreja Presbiteriana, ela tem um dever de dos seus dízimos e ofertas de dar dízimo também. Certo? A igreja, ela dá dízimo ao Supremo Concílio. 10% de toda a receita da igreja, ela vai para o Supremo Concílio. Lá no Supremo Concílio, desses 10%, vamos dizer, toda a renda que entra na IPB, 51% 52% é destinado a a missões, missões, evangelização da igreja. Então, todas as vezes que nós dizimamos, nós sustentamos não apenas aqueles missionários diretos daqui da igreja. Nós estamos ajudando a sustentar é, hoje está em torno de 200 e alguma coisa, quase chegando a 300 missionários pelo mundo. Certo? E também é, esse dinheiro ajuda no PMC que é o Plano Missionário Cooperativo e na Junta de Missões. O PMC ajuda igrejas em vários lugares do Brasil que a igreja não consegue se sustentar. Mas tem pessoas lá e como que ele vai sustentar a ordem de culto, templo, tal a a igreja nacional ajuda esses lugares. Da, se você olhar no site da Junta de Missões Nacionais você vai ver o tanto de campo pelo Brasil de igrejas, regiões mais isoladas, regiões mais pobres que a igreja mantém a igreja lá. Então a, é, quando a gente às vezes nem lembra disso é, é, parte dos recursos que entra aqui sustenta a obra missionária pelo Brasil todo e pelo mundo. Fora os missionários diretos que a igreja também tem. Certo? Então a outra parte serve para várias outras é, outros projetos e sustento da própria igreja. E aí 2% da receita vai para o Presbitério. Esses 2% ajudam essas outras igrejas e ministérios aqui da nossa volta. Então 12% do, de receita da igreja ela serve a esse propósito. Porque nós somos uma igreja de, é, federada. Então não adianta a gente falar, não, nós não vamos ajudar ninguém, é, tudo para nós aqui, vamos ga, é, a gente vê o que que a gente faz aqui. Não, esse não é o propósito, tá? Então ela é, é necessário essa é ajuda. Então o fluxo terminando aqui do cuidado eclesiástico, Jesus Cristo é o único cabeça e dono da igreja, a palavra de Deus é regra suprema de governo. Os oficiais servos pelos quais Cristo administra seu cuidado, aí nós temos os concílios e o povo de Deus que é a igreja preservada e edificada. Então debaixo desse guarda-chuva, se a gente for notar muito mais do que uma opressão como seria algo ditatorial, é um guarda-chuva de proteção. É um guarda-chuva de proteção. A igreja, ela ela vem sendo protegida nessa estrutura, tá? Então aqui, como eu falei, ela não é uma democracia pura, ela não é uma monarquia centralizada. Tá? Então nós temos que entender o que Hebreus diz: "Obedecei aos guias e submetam-se a eles, pois velam por vocês como quem deve prestar conta". Então, se a liderança faz de maneira errada ou oprime, é, quem vai prestar contas são eles diante de Deus. Se os recursos da igreja forem mal usados ou desviados com fins próprios, pode ter certeza que vai prestar conta diante de Deus. Porque quem governa a igreja é Cristo, tá? Deixa eu passar pra frente que nós já passamos por aqui. Mais um. Só pra gente terminar. Então, quem atua no panorama aqui de ordem, anciãos é governo, mestres pastores e ensino diáconos e serviço. Como começa a vocação dupla? Deus inclina o coração, que é interna, a comunidade confirma a escolha. Como governa de forma colegiada representativa, em conselhos, nunca de forma solitária ou absolutista. Como se conectam em conselhos graduais, local, regional, nacional, preservando a autonomia local, ao mesmo tempo em que garante a unidade eh, visível ampla, né? Então, igreja não pertence ao pastor, ao pres, aos presbíteros, ao conselho ou ao, ou concílios. A igreja pertence a Cristo. Os oficiais são apenas servos pelos quais Cristo cuida do seu povo, sempre debaixo da autoridade de sua palavra, tá? E terminando aqui, sobre o único rei. Beleza de toda ordem dos oficiais e das reuniões representativas reside em um único propósito, garantir que nenhum ser humano assuma o lugar de supremacia que pertence apenas a Jesus Cristo. Ele é a única cabeça de sua igreja. Então, eu acho, e eu espero, que você não veja nem uma igreja presbiteriana na placa da porta da igreja a cara do pastor. Eu acho que não tem, eu espero que não. E não pode. Na verdade, não pode. Né? Põe igreja presbiteriana e põe um, né? Carona lá do pastor. Porque não é isso, tá? O, quem governa é Cristo Jesus. Então, Deus colocou todas as coisas debaixo dos seus pés, designou cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas toda e qualquer parte. É Cristo Jesus. Então, o governo da igreja, ele serve para evidenciar o governo de Cristo Jesus, tá? É exatamente para isso. Que Deus nos abençoe, nos ajude sempre a compreender e, principalmente, que nós possamos estar sempre atentos quando a igreja se desviar de algum desses rumos, que a gente esteja atento à luz da palavra de Deus para para a gente mesmo falar "Olha, não é por aí o caminho". Vamos orar? Senhor nosso Deus, nós queremos, ó pai, agradecer ao Senhor, ó Deus, por fazermos parte do teu povo, da tua igreja e vivemos, ó Deus, debaixo do senhorio e do pastoreio de Cristo Jesus. Queremos, ó Deus, em específico rogar ao Senhor por toda a liderança da tua igreja, que o Senhor, ó Deus, abençoe a vida de cada um, que cada vez mais, ó Deus, estejam comprometidos com a tua palavra, ó Deus, agindo debaixo do temor do Senhor, amando a tua igreja e servindo ao Senhor com todo o coração, ó Deus, e com toda a força, ó pai. Nos abençoe assim, ó Deus, que a cada dia possamos nos alegrar no Senhor, ó Deus, que nos fez povo do Senhor. Queremos, ó Deus, também lembrar da nossa irmã dona Conceição, da Taís também, que o Senhor dispense os teus favores e o teu cuidado nesse momento de dor, que o Senhor traga conforto, ó Deus, e consolo sobre a vida de nossa irmã. Nós oramos pedindo a tua bênção em nome de Cristo Jesus. Amém. Que Deus nos abençoe, nos dê uma boa noite em nome de Jesus.