A crucificação do mundo – REV. LUCAS PREVIDE
09/09/2026
A crucificação do mundo – REV. LUCAS PREVIDE
Em Gálatas 6:11–18, Paulo encerra sua carta reafirmando uma das grandes verdades do Evangelho: a obra de Jesus Cristo é completamente suficiente.
O cristianismo não pode ser construído sobre regras humanas, aparência religiosa ou busca pela aprovação do mundo. O verdadeiro cristão encontra sua satisfação na cruz e pode declarar com Paulo: “Longe de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.”
A cruz também produz transformação. Em Cristo somos nova criatura, chamados a viver de maneira diferente do mundo, encontrando nossa identidade, esperança e satisfação somente nele.
INFORMAÇÕES:
Pastor: LUCAS PREVIDE
Passagem: Gálatas 6.11-18
Série: A Justiça da Fé
#ipsantoamaro #presbiteriana
CAPÍTULOS:
00:00 – Leitura de Gálatas 6:11–18
02:44 – Encerrando a Carta aos Gálatas
03:20 – O Perigo de um Outro Evangelho
05:02 – A Suficiência da Obra de Cristo
07:33 – Cristianismo Segundo os Padrões Humanos
08:20 – O Perigo de um Cristianismo Superficial
09:20 – Queremos Cristo, Mas Não o Conflito com o Mundo
10:09 – Paulo Confronta Pedro
11:27 – O Perigo das Imposições Humanas
12:18 – O Erro Coletivo
12:26 – A Nova Roupa do Imperador
15:20 – Quando Ninguém Quer Admitir o Erro
16:19 – Cristo é Suficiente
16:42 – Fardos Religiosos Sobre a Igreja
18:33 – Por Que Eles Não Queriam Sofrer Pela Cruz?
19:39 – Não Há Conformidade Entre Cristo e o Mundo
20:50 – O Cristão e o Sofrimento
22:44 – Quando o Sofrimento se Torna Vitória
23:41 – Plena Satisfação na Obra de Cristo
24:10 – Glorie-se Somente na Cruz
25:48 – Cristo é Suficiente Para Mim
27:14 – Somente Cristo Preenche o Coração
28:07 – O Mundo Está Crucificado Para Mim
29:50 – A Cruz de Cristo Não Vai Para a Balança
31:26 – Cristãos Buscando Aprovação do Mundo
32:02 – A Cruz Não Nos Chama à Neutralidade
32:57 – Chamados Para Ser Sal e Luz
34:47 – O Mundo Odiará os Discípulos de Cristo
36:23 – O Perigo do Cristianismo Superficial
37:08 – O Evangelho Produz Transformação
37:36 – Em Cristo Somos Nova Criatura
39:26 – Viva Como Uma Nova Criatura
40:03 – O Israel de Deus
40:56 – A Suficiência da Obra de Cristo
41:47 – As Marcas de Jesus em Paulo
43:48 – Satisfação, Transformação e Perseverança
44:18 – Oração Final
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Convido você a abrir a sua Bíblia na carta de Paulo aos Gálatas, aonde nesta noite iremos encerrar a série de exposição na carta aos Gálatas, intitulada A justiça da fé, a qual temos refletido ao longo deste ano. Convido você então a abrir a sua Bíblia na carta de Paulo aos Gálatas, capítulo 6. Iremos ler dos versos de 11 a 18. Acompanhem comigo a leitura da palavra de Deus. Atentamente e com fé. Assim diz a palavra do nosso Deus. Vejam com que letras grandes escrevia a vocês de próprio punho. Todos os que querem ostentar-se na carne, esses querem obrigar vocês a se deixarem circuncidar e agem assim somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Pois nem mesmo os que deixam circuncidar guardam a lei, mas querem apenas que vocês se submetam à circuncisão para que eles possam se gloriar na carne de vocês, mas longe de mim gloriar-me, senão na cruz do nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu estou crucificado para o mundo. Pois nem a circuncisão é coisa alguma. nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura. E a todos os que andarem em conformidade com esta regra: paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus. Quanto ao mais, ninguém me moleste, pois porque eu trago no corpo as marcas de Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com o espírito de vocês, irmãos. Amém. Vamos orar. Ó Senhor, estamos diante da tua palavra e cremos no poder dela para nossa vida. Cremos, Senhor, que teu Santo Espírito nos conduz, ó Pai, naquilo que nos é necessário para estarmos mais próximos de Ti. E pedimos que isso aconteça neste momento, ó Pai, que teu Santo Espírito nos conduza naquilo que precisamos ser moldados pela tua palavra. Cremos que isso é possível, pois para isso Cristo nos conquistou. E é no nome dele que oramos. Amém. Como eu disse, nós estamos encerrando esta série da carta de Paulo aos Gálatas. E essa é uma carta de duras palavras, de amor e de cuidado. Se você poôde acompanhar conosco a exposição dessa série, você lembra que a carta de Paulo aos Gálatas é a única carta escrita por Paulo que não começa com algum tipo de elogio à igreja qual ele está escrevendo. A situação, o contexto aqui é que após sair da Galácia, Paulo chega a a Jerusalém e ouve a rumores de que alguns judaisantes se infiltraram na igreja da Galácia e estão pregando um outro evangelho que não pregado por Paulo. E o que distingue esse novo evangelho? Esses homens judaisantes, judeus convertidos, estavam pregando que não apenas a obra de Cristo era suficiente para a salvação, mas que era necessário ou obrigatório que se observassem as leis mosaicas, principalmente a circuncisão. Devemos lembrar que a igreja da Galácia era uma igreja de gentios ou um povo que não tinha lastro histórico e cultural nenhum com a cultura judaica e que estava se deixando levar por essa nova ah pregação de que não basta o que Jesus fez, você precisa fazer outras coisas, as três principais, a circuncisão, a observação da dieta judaica e a observação das festas judaicas. Então Paulo começa a escrever esta carta ou escreve essa carta com duras palavras paraa igreja da Galáia. Por diversas vezes no texto ele chama os Gálatas de insensatos, de tolos. Confronta esses irmãos, por que que eles estão se demovendo do evangelho pregado? Então Paulo termina a sua carta neste mesmo tom, um tom de duras palavras, de amor e de cuidado para com essa igreja, mas também da defesa do evangelho para aqueles que querem destorcer ou distorcer o que o Evangelho verdadeiro traz, a suficiência da obra de Cristo. A carta de Paulo aos Gálatas defende a suficiência da obra de Cristo e a salvação pela fé nesta obra. Então Paulo irá tratar a igreja e ao mesmo tempo atacar ou expor esses falsos mestres que entraram na igreja e de alguma forma estavam deturpando o evangelho ao seu próprio prazer. A carta de Paulo aos Gálatas termina neste mesmo tom. E vejam que Paulo começa a, não sei se na sua Bíblia está esse título em na minha está conselhos finais e saudações. Devemos lembrar que esse título não é o original, é colocado pelo editor e e eu creio que não seja a melhor expressão. Paulo não está dando conselhos, Paulo não está dando dicas a essa igreja. Paulo está sendo firme naquilo em que ele está apontando. E o verso 11 nos mostra isso quando diz: "Vejam com que letras grandes escrevi a vocês de próprio punho." Aqui temos duas principais hipóteses que são eh discutidas. Uma é que Paulo a havia contraído uma enfermidade em seus olhos e precisava que alguém escrevesse para ele, um escriba, aquilo que ele narrasse, mas que ao final dessa carta ele deixa claro que ele está mesmo assinando, validando tudo aquilo que ele estava dizendo. A outra hipótese, a qual eu creio que seja mais propícia, é que Paulo está querendo frisar, reforçar a seriedade daquilo que ele disse. E termina a sua carta dizendo: "Vejam as letras que eu escrevi, eu as testifico. Eu mesmo de próprio punho, estou escrevendo a vocês." Paulo dedicou boa parte da sua carta a atacar aqueles que desejavam impor um peso, um fardo que não era necessário para se ter comunhão com Cristo. homens que diziam que somente crer em Cristo não bastava, mas que precisavam, as pessoas precisavam fazer coisas, cumprir leis, estar debaixo de ritos para então poder ter esta ah comunhão com o Senhor. E o primeiro ponto que eu gostaria que nós refletíssemos nesta noite à luz da palavra de Deus é que o cristianismo, segundo os padrões humanos, expressa rejeição à obra de Cristo e seu verdadeiro resultado. Quando queremos estabelecer um cristianismo ou quando queremos viver um cristianismo segundo os padrões humanos, estamos diretamente rejeitando a obra de Cristo e os seus resultados. O verso 12, Paulo diz: "Todos os que querem ostentar-se na carne, esses querem obrigar vocês a se deixarem circuncidar e agem assim somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo." Apegar-se aos ritos ou à prática de cristianismo superficial é abdicar do poder e do efeito da obra de Cristo. Ostentar-se na carne nada mais significa do que tomar para si a autoridade de definir como a obra de Cristo vai impactar a minha vida. Nada mais é do querer do que querer tomar o lugar de Cristo e dizer como essa comunhão se dará. Aqueles que se ostentam na carne, aqueles que acham que o simples fazer por fazer já basta. Vejam, é fazer do seu jeito para fugir dos efeitos de fazer do jeito certo. É querer dar um jeitinho na relação com Deus para fugir dos desdobramentos da verdadeira relação com Deus. é fugir dos efeitos claros daqueles que se entregam à obra de Cristo. Queremos ser cristãos, mas não queremos conflito com o mundo. E aqui o que estava acontecendo era isso. Esses judaaizantes, judeus, que se diziam convertidos ao cristianismo, estavam de alguma forma quebrando a cabeça ou tentando manter uma coexistência com o judaísmo para não entrar em conflito, OK? Jesus Cristo, o Messias, mas também as práticas judaicas para não ter discussão com um ou com outro, ou para poderem voltar para Jerusalém e dizer: "Olha só quantos nós convertemos as práticas judaicas, mesmo sendo cristãos". Vimos durante a nossa exposição que Pedro flertou com esse erro. Lembrem-se da passagem que o apóstolo Paulo precisa chamar a atenção de Pedro publicamente quando Pedro está comendo na mesa com gentios e esses judaisantes chegam e de alguma forma Pedro sai de lado e vai sentar na outra mesa e Paulo vendo tudo aquilo fala: "Pedro, não é mais assim". Gálatas 2 verso 14. Quando, porém, Paulo dizendo, quando porém vi que não procediam corretamente segundo a verdade do evangelho, eu disse a Cefas ou a Pedro na presença de todos, se você que é judeu vive como gentil, ou seja, liberto das práticas judaicas, por que quer obrigar os gentios a viverem com judeus? Paulo então questiona a Pedro. Pedro, você que agora sabe que em Cristo você está liberto, que em Cristo você não precisa mais observar estas práticas, porque agora você tá querendo colocar esse peso nestes homens que não têm nenhum lastro cultural, religioso com o judaísmo? Vejam que este é um erro que nós podemos cometer ou podemos estar fragilizados quando aceitamos a imposição de homens em relação àquilo que devemos fazer para ter comunhão com Deus. Há um outro erro que expressa isso, está no verso 13, quando o apóstolo Paulo diz: "Pois nem mesmo os que se deixam circuncidar guardam a lei." Paulo diz: "Olha, estes que estão colocando esse fardo em cima de vocês, nem eles conseguem fazer aquilo que eles estão exigindo da parte de vocês, mas eles querem apenas que vocês se submetam à circuncisão para que eles possam se gloriar na carne de vocês." Ou seja, é o erro ou compartilhar do erro coletivo. É, você faz errado, eu faço errado e ambos não questionamos um aos outros e vivemos um cristianismo superficial. Algumas semanas atrás a minha filha pegou um livro para ler comigo. Elas gostam de pegar livros aleatórios, sentarem e pedirem para eu ler ou elas lerem. E a as meninas pegaram um livro chamado A Nova roupa do imperador. É um conto muito conhecido. Esse específico era da Disney com foto. O imperador era um leão. Mas enfim, se você não conhece a história, é história de dois farçantes, dois golpistas que chegam a um reino e fingem ser grandes alfaiates. E eles prometem ao rei fazer uma roupa que o rei nunca usou na vida. Só que essa roupa só pode ser vista por aqueles que são doutos, intelectuais, que os ignorantes não conseguiam ver. O rei, então, muito animado com isso, dá sacos de [roncando] ouro para estes homens fazerem. E eles então começam a trabalhar, a a tear esse essa roupa sem ter nada. Eles eram golpistas, farçantes. Então eles fingiam que estavam construindo, tecendo, tecendo e o rei ia ver e não via nada. Só que dentro de si ele dizia: "Eu não posso dizer que eu não estou vendo essa roupa, pois senão eu vou ser um ignorante". Então ele manda o seu chefe do exército ir até lá e fala: "Vai ver como é que está. Então o chefe do exército chega na sala e não vê nada, mas de igual forma diz: "Eu não posso dizer que eu não estou vendo". E assim sucessivamente o rei vai enviando pessoas e elas voltam dizendo: "Ó imperador, como é lindo a sua roupa, como é lindo o trage, aqueles detalhes, aqueles fios, como é bela". Então, determinado dia, os farçantes, os golpistas dizem terminar a roupa, levam até o rei. O rei dá mais ouro para ele, eles fogem do reino e o rei decide fazer um desfile em praça pública apenas com as roupas de baixo. Só que o reino todo não consegue dizer que não está vendo, pois não quer admitir a sua ignorância ou aparente ignorância. Até que uma criança ingênua chega e diz: "O rei está nu". Você já deve ter ouvido essa expressão quando é algo lógico, evidente. Aos olhos o rei está nu. E após essa criança dizer isso, todos olham um para o outro e diz: "Realmente o rei está nu." Mas o que eu estou querendo dizer é que muitas vezes nós ou denominações entram no comum acordo do erro para não admitirem que estão errados. Eu concordo com o meu erro e fingjo não ver o seu erro para que ambos não tenham que ser tratados deste erro. Há denominações em que pessoas vivem dessa forma, se alimentando do erro um do outro, para que não precisam se tratar mutuamente ou que não precisem, principalmente o que Paulo está escrevendo aqui, identificar falsos mestres. O erro coletivo. Paulo diz: "Olha, estes não conseguem cumprir o fardo que eles estão colocando em vocês. Mas ao colocar este fardo, eles partilham ou eles se gloriam ou eles recebem para eles autoridade. A nova roupa do imperador é o erro que podemos cometer em não apontarmos ou não identificarmos quando estamos nos distanciando da suficiência. da obra de Cristo. O que tem nos impedido de vivermos um cristianismo verdadeiro ou que tem nos impedido de nos satisfazermos única e exclusivamente na obra de Cristo? não rejeitá-la buscando subterfúgios ou buscando anexos ou buscando coisas, ritos que podemos fazer. Nos dias de hoje não temos judaisantes, mas temos muitas denominações, muitos líderes religiosos colocando uma carga excessiva sobre as suas ovelhas, de modo a afastá-las da suficiência da obra de Cristo. Faça isso, cumpra isso, vista-se assim, fale assim, obedeça ao que eu estou dizendo. E dessa forma, como o apóstolo Paulo diz, eles não conseguem cumprir aquilo que ensinam, mas se gloriam no poder ou na autoridade que recebem para isso. Isso era o veneno que estava sendo infiltrado naquela igreja. E muitas vezes é o veneno ou o risco que está se infiltrando em nossas igrejas quando começamos a olhar para o que é periférico e trazer para dentro da igreja ou colocar uma importância maior naquilo que não é, até o processo litúrgico da igreja, a forma de se cantar, a forma de se vestir. Estava conversando hoje pela manhã com um irmão a respeito disso. Em alguns pontos ele me perguntava sobre o que eu achava. Eu dizia: "Olha, olha, o problema não é esse da liturgia, mas quando aspectos periféricos se sobrepõem, quando você diz que é culto, somente quando o culto atende todos os requisitos que você gosta. Quando você diz que uma igreja é verdadeira e saudável ou que uma igreja é para você, quando ela atende a todos os requisitos do seu próprio coração e não quando você se põe a servi-la. O que tem impedido você de se entregar a Cristo? E Paulo diz: "Olha, eles estão fazendo isso porque na realidade eles não querem sofrer por causa da cruz. Eles querem achar um meio termo entre igreja e mundo porque eles não querem sofrer. Paulo diz, eles não querem sofrer. Eles não querem sentir ou eles não querem estar debaixo daquilo que Jesus Cristo disse que aconteceria. Aqueles que me seguirem irão sofrer por causa do meu nome. O quanto a opinião desse mudo tem feito diferença para você? O quanto você tem sido influenciado por aquilo que o mundo diz que você precisa fazer, construir, conquistar, o quanto a sua vida tem sido norteada muito mais por aquilo que este mundo caído diz que tem que ser, o seu padrão de vida, o seu padrão de carreira, o seu padrão de relacionamentos. Não há como termos conformidade com o mundo e termos relacionamento com Deus. Mas pastor, você tá querendo dizer então que o crente precisa sofrer? Sim. Sim. O crente certamente irá sofrer neste mundo quando ele estiver buscando estar próximo de Cristo. Isso não sou eu que digo. A própria palavra nos diz que aqueles que quiserem seguir a Cristo irão sofrer. Não há uma condição, uma possibilidade. Talvez, quem sabe, não. Aqueles que seguirem a Cristo, aqueles que são tomados pela obra de Cristo, certamente irão sofrer pelo seu nome, nem que seja a sua própria luta contra o seu ego, contra o seu próprio coração. Sim, Paulo diz: "Estes homens estão buscando subterfúgios porque somente a obra de Cristo irá decorrer de sofrer pelo nome de Cristo." Que está nos preocupando nos dias de hoje? Os padrões deste mundo ou a cruz de Cristo? Todo crente precisa sofrer? Sim, pois é uma uma consequência lógica. Quando nos colocamos em confronto com este mundo, uma certeza nos fora dada de que enquanto peregrinos nesse mundo, mais centrados na obra de Cristo, seríamos perseguidos por conta do seu nome. Mateus capítulo 10, no verso 22, o nosso próprio Senhor Jesus Cristo nos diz: "Todos odiarão vocês por causa do meu nome. Aquele, porém, que ficar firme até o fim, este será salvo. O apóstolo João, em sua primeira carta, também no capítulo 2, verso 15, diz: "Não amem o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. que tudo o que há no mundo, os desejos da carne, os desejos dos olhos, a soberba da viva da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como seus desejos, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Quando nos apegamos a este mundo, certamente estamos renunciando à aquilo que está nos oferecido pela obra de Cristo. Pense, responda a você mesmo. Não, não há como desfrutar de comunhão com Cristo sem estar disposto a sofrer pelo seu nome. Não há como você experimentar uma real, genuína comunhão com Cristo se você não estiver disposto a sofrer pelo nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Quando estamos certos de que não há nada mais pelo qual dev, o sofrimento se torna vitória. Você já parou para pensar nisso? Quando a obra de Cristo é aquilo que mais precioso você poderia receber, quando você compreende e vive desta forma, os sofrimentos decorrentes disso não são mais sofrimentos, mas são vitórias. Por isso, a palavra de Deus nos diz que devemos ter bom ânimo ou ser felizes quando passarmos por provações ou quando sofrermos pelo nome de Cristo. Portanto, se esse primeiro ponto Paulo nos leva à conclusão de que viver um cristianismo segundo os padrões humanos, segundo aquilo que nós achamos que deve ser feito, nada mais é do que uma rejeição à obra de Cristo e aos seus resultados. O segundo ponto desta noite é que o cristianismo, segundo os padrões de Deus, os padrões corretos, expressa nossa plena satisfação na obra de Cristo. Deus nos chamou a um relacionamento e ele disse como esse relacionamento deveria acontecer. E ele disse que ele faria tudo aquilo para capacitar que esse relacionamento acontecesse na obra de Cristo. Verso 14, o apóstolo Paulo diz: "Mas longe de mim gloriar-me". Ele está contrapondo aquelas pessoas, aqueles líderes que estavam querendo colocar um fardo sobre a igreja e se gloriavam nisso. E ele diz: "Longe de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim, eu estou crucificado para o mundo." Um verdadeiro líder é aquele que conduz o rebanho para Cristo. é aquele que toma o rebanho, à igreja, ensina, cuida, trata, conduzindo a suficiência da obra de Cristo e não dele e não dos seus achismos ou daquilo que ele acha que deve ser colocado sobre a igreja, mas aponta para Cristo. Se há algo em que você ou eu possamos nos gloriar, isso está muito além de quem nós somos e do que podemos conquistar. Se você quer se gloriar de algo, isso está muito além de quem você é ou do que você pôde fazer, mas do que você recebeu em Cristo Jesus. Eu acredito que nos dias de hoje, com essa vida frenética de entrega, de a respostas instantâneas, nós muitas vezes não paramos para pensar no desdobramento da nossa fé em Cristo Jesus, nos desdobramentos em dizer que Cristo é suficiente para mim. Mas nos padrões de Deus, a nossa expressão como crentes deve ser essa, constantemente satisfação na obra de Cristo. Responda para você mesmo, quantas vezes nessa semana você foi até o jarro da obra de Cristo para usar da suficiência dela? Quantas vezes você recorreu dentro do seu coração a sua certeza de que Cristo é suficiente para passar por algum momento adverso ou para ganhar coragem para fazer o que era certo, ou simplesmente para se alegrar pela manhã, ou para ser consolado na volta para casa num dia difícil. Quantas vezes você usufruiu ou foi buscar a graça da obra de Cristo na sua vida cotidiana? O quanto você recorreu ou o quanto você se apropriou? Se é um jargão que é tão mal utilizado nos dias de hoje, mas cabe aqui o quanto você tomou posse dessa realidade. Cristo é suficiente para mim. Então, que venha o dia que vier, ou Cristo é suficiente para mim, não importa o que tenha acontecido no meu dia. Nada além da obra de Cristo preencherá o vazio da humanidade. Nada além da obra de Cristo preencherá o vazio que existe no coração do ser humano. A cruz de Cristo continua sendo aquilo de mais belo e poderoso que poderíamos desfrutar. Você consegue dizer isso? Você consegue experimentar isso? Que a cruz de Cristo é o que de mais belo e poderoso você poderia receber? É a única e perfeita solução para todos os problemas deste mundo, Cristo, os seus e de todos aqueles que neste mundo habitam. Por isso o apóstolo Paulo diz que na cruz de Cristo ou gloriando-se na cruz de Cristo, o mundo está crucificado para ele e ele crucificado para o mundo. O que isso quer dizer? O mundo está crucificado para mim quando eu compreendo que nada mais nesse mundo pode me dar satisfação superior a estar em Cristo. Nada, nenhum tipo de conquista, nenhum tipo de objetivo, nenhum tipo de onda cultural. Nada que advém desse mundo me trará mais felicidade. e até em questões lícitas. Muitas vezes nós nos distanciamos da suficiência da obra de Cristo com o nosso trabalho, com o suor do nosso trabalho, ou colocamos em nossa família filhos, pais que depositam em seus filhos a razão da sua existência, cônjuges, namorados. Quando Cristo não é aquilo de mais importante em sua vida, você não está crucificando este mundo. Não deveria existir nada que nos fizesse ponderar se vale a pena ou não seguir a Cristo. Mas mesmo que você ou eu não diga, nós fazemos isso. Muitas vezes colocamos Cristo e outras coisas em uma balança, mesmo não dizendo com palavras, mas as nossas atitudes ou como pensamos ou como nos posicionamos demonstra que estamos colocando se vale a pena seguir a Cristo ou fazer o desejo da nossa carne, nos entregar aos nossos vícios ou manter o nosso ego. A cruz de Cristo não foi feita para se colocar numa balança. Minhas prioridades, sonhos, planos, segurança não estão mais depositadas nesse mundo, pois este mundo foi crucificado para mim. Em Cristo, este mundo não tem mais sentido. Sem Cristo não há mais razão para vivermos neste mundo. O apóstolo Paulo nos lembra a respeito disso quando diz sobre a ressurreição de Cristo, que se Cristo não ressuscitou dentre os mortos, a nossa fé é a mais van que existe. Por isso que este mundo está vagueando, buscando preencher o vazio do seu coração em diversas outras áreas que não em Cristo. Mas nós, aqueles que creem na suficiência da obra de Cristo, já tem este vazio preenchido. Mas o mundo está crucificado para nós e nós para este mundo. Não se trata mais apenas daquilo que o mundo pode nos oferecer, mas também do seu poder de influência sobre nós. Quando Paulo faz esse jogo de palavra em que o mundo está crucificado para mim e eu estou crucificado para o mundo, significa que não há mais o estabelecimento de dar e receber. Não há nada que eu queira desse mundo, assim como não há nada nesse mundo que exerça influência sobre mim. Nós vemos hoje nas mídias sociais cada vez mais cristãos tentando se adequar a padrões do mundo, ou para ganhar likes, ou para ganhar curtidas, ou para ganhar seguidores. E o que o apóstolo Paulo diz é que a nossa relação com esse mundo é uma relação de limites muito bem estabelecidos. Não estou dizendo agora para subirmos no monte, montarmos tendas e ficarmos separados deste mundo. Não foi para isso que o nosso Senhor Jesus Cristo nos chamou. Ele diz que nós não somos deste mundo, mas que continuamos deste mundo. Mas para demonstrar que há uma diferença agora em nossa vida. A cruz de Cristo não nos chama a neutralidade. Cristão não foi chamado para ser neutro. Não fomos chamados para ser isentos, mas para nos posicionarmos por meio daquele que nos chamou e não por aquilo que você acha que é certo. Muitas vezes fazemos isso, nos posicionamos, escrevemos os textos enormes nas mídias sociais, entramos em debates, colocamos a nossa a opinião e achamos que isso é o que deve ser feito quando somos chamados a nos posicionar à luz de quem Cristo é e não mais de nós mesmos. Pois aqueles que creem em Cristo podem dizer: "Não sou eu mais quem vivo, mas agora Cristo que vive em mim". Não somos mais influenciados, mas devemos influenciar este mundo. Não é à toa que somos chamados de sal e luz. Este mundo não tem mais influência sobre nós, mas somos chamados a influenciar este mundo. A medida que apontamos Cristo a este mundo, à medida em que mostramos a luz de Cristo a este mundo. Este mundo deveria ver claramente que somos sujeitos estranhos à normalidade do tempo presente, desse mundo caído. O grande problema é que o mundo está olhando para nós muitas vezes e não vê riscos em nossa vida. Não vê riscos, pois [roncando] nós não nos manifestamos, não nos impos. A mesma repulsa que sentimos a este mundo caído deveria ser o ódio que esse mundo deveria ter sobre nós. O Evangelho de João nos lembra pelas palavras do nosso Senhor Jesus Cristo no capítulo 15, quando diz: "Se o mundo odeia vocês, saibam que antes de odiar vocês, odiou a mim." Nosso Senhor Jesus Cristo diz: "Olha, por que que você tá achando estranho? Porque você está se espantando que o mundo está ah contra você, que a cultura, que as leis, que o modo de viver está contra os seus padrões de vida em Cristo? Porque isso eles fizeram comigo. O nosso Senhor Jesus Cristo continua dizendo: "Se vocês fossem do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas vocês não são do mundo, pelo contrário, eu dele os escolhi." E por isso o mundo odeia vocês. O nosso Senhor Jesus Cristo deixa claro que a expressão do verdadeiro cristianismo caminha lado a lado com a relação pela qual nós temos com este mundo e o mundo conosco. É uma relação de guerra, de conflito. Não é uma relação de bandeira branca, não é uma relação de barganha. O nosso Senhor Jesus Cristo orou por isso. Você já parou para pensar nisso? João capítulo 17 nos ensina que o nosso Senhor Jesus Cristo orou a Deus Pai por esta relação de separação. João capítulo 17 verso 14. Eu lhes tenho dado a tua palavra e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como eu também não sou. Não peço que os tires do mundo, mas que os guarde do mal. Eles não são do mundo, como eu também não sou. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E a favor deles eu me santifico, para que eles também sejam santificados. Na verdade, Cristo orou para que nós não pertencêsemos a este mundo. Nosso Senhor Jesus Cristo orou para que fôssemos santificados a não pertencer a este mundo. A grande questão que Paulo coloca aos Gálatas e a nós é o quanto nós temos esquecido desta realidade ou quanto nós temos sucumbido e aceitado um cristianismo superficial de simplesmente vir domingo à igreja, sentar numa cadeira, participar de uma sociedade, isso ser suficiente para nos dar satisfação. Cristianismo é muito mais profundo do que vir a uma igreja, sentar num manto e ir embora. Devemos responder constantemente se temos experimentado este relacionamento intenso com a obra de Cristo. Por isso que por último, terceiro ponto que eu gostaria de trazer nesta noite é que o cristianismo vivido à luz da obra de Cristo expressa a nossa transformação. Se o cristianismo, segundo os padrões de Deus, nos dá plena satisfação em quem Cristo é, ela também expressa uma transformação. Você agora é diferente do que era. Versículo 15. Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas ser nova criatura. Paulo está dizendo: "Olha, essa questão de ser judeu ou ser gentil acabou. Não é quem você é, não é o que você faz, não é a cor da sua pele, não é o grau da sua intelectualidade, não é o extrato da sua conta, mas é aquilo que você foi transformado em Cristo Jesus, que deve ser suficiente para a sua vida e ao mesmo tempo transformá-la. transformá-lo em outra pessoa. Antes de recebermos a nossa regeneração em Cristo, nossa relação com a obra da cruz era de inimizade, de rejeição. Mas em Cristo recebemos esta liberdade. Em Cristo recebemos o prazer de dizer: "Agora eu sou diferente". Mas o que temos visto é que por muitas vezes nós não damos atenção ou prazer ou nos satisfazemos com isso. Estamos cada vez mais parecidos com os padrões do mundo. Quando fomos chamados a uma discrepante, discrepante diferença em relação a isso. Antes de recebermos a nossa regeneração em Cristo, inimizade. Agora, liberdade dos prazeres da carne. Fomos resgatados. Sim. A cruz de Cristo para o crente não é sinônimo de perda do controle. Se submeter completamente à vontade de Cristo não significa que você perdeu o controle da sua vida, mas que agora você está livre para vivê-la da forma com que deve. Em Cristo somos nova criatura. Este é um jargão, é uma expressão muito comum no nosso vocabulário. Mas novamente, quantas vezes você se apropriou desta realidade no seu dia a dia em parar e pensar que agora e em Cristo eu sou uma nova criatura? Então, eu vou entrar no meu carro pela manhã e eu vou viver este dia como uma nova criatura. Eu vou viver este dia segundo aquilo que eu fui transformado em Cristo e não mais naquilo que eu acho que deveria ser. Em Cristo, uma nova criação for estabelecida, na qual todos aqueles que estão debaixo dela são o povo da aliança. O apóstolo Paulo diz, o Israel de Deus. E aqui Paulo vai fazer um contraste, pois lembram, ele está escrevendo para pessoas que eram gentis, que não tinham lastro nenhum com a o povo de Israel, a cultura judaica. Ao mesmo tempo que ele está trazendo estas pessoas para perto, ele está dando uma alfinetada nos judais antes, dizendo: "Agora somos todos Israel de Deus, todos aqueles que creem. Por isso eu digo, seja bem-vindo à nova realidade e não seja enganado por qualquer outra coisa que lhe tire dessa realidade. Seja bem-vindo ao povo de Deus. Seja bem-vindo a esta realidade da suficiência da obra de Cristo. Paulo termina a sua carta dizendo isso no verso 17. Ele diz: "Quanto ao mais, ninguém me moleste." Havia um comediante a um tempo atrás que ele tinha seu Saraiva, acho que era seu Sarava. El não me venha com churumelas. Os mais novos não fazem menor noção do que eu tô falando, né? Mas ele me dizia: "Não me venha com bobeiras, não me venha com desculpas". O que Paulo está dizendo é isso. Por isso que eu disse, o tom que Paulo começa a carta, ele termina quando ele diz, quanto ao mais, ou seja, depois de eu dizer tudo isso, o que sobrar, não me moleste, não me apurrem, não coloque coisas aonde não tem. Sabe por quê? Paulo diz: "Porque eu trago no corpo as marcas de Jesus. Eu não vou ficar discutindo, pois eu trago no corpo as marcas de Jesus. E que marcas eram essa? Você não precisa abrir, mas em segunda Coríntios 11:23, Paulo diz que marcas eram estas. Quando ele diz em trabalhos muito mais, em prisões, muito mais. Em açoites, sem medida. Em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus 40 açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas. Uma vez fui apedrejado. Três vezes naufraguei. Fiquei uma noite e um dia boiando em alto mar. em viagens, muitas vezes em perigos de rios, em perigos de assaltantes, em perigo entre os patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos, em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes em fome e sede, em jejum, muitas vezes em frio e nudez, além das coisas exteriores, ainda pesa sobre mim diariamente a preocupação com todas as igrejas. O apóstolo está falando: "Olha, eu carrego as marcas de Cristo, mas o que mais me aflige é quando irmãos de fé deixam se levar por um falso evangelho." Então ele diz a todos que creem, assim como a mim, a graça do nosso Senhor Jesus Cristo esteja com espírito de vocês, irmãos. Amém. Que essa seja a nossa oração, a plena satisfação na obra de Cristo, a evidência de transformação em nossa vida e sabermos dos perigos que rondam a nossa fé de homens, denominações que querem impor um peso que não nos é mais dado, mas nos foi retirado pela suficiência de quem Cristo é e do que ele fez em nossa vida. A graça do nosso Senhor Jesus Cristo esteja com o espírito de vocês, irmãos. Amém. Vamos orar. Senhor, obrigado pela tua boa, perfeita palavra. Oramos no início deste momento pedindo que o santo, seu Santo Espírito nos conduza aquilo que precisamos. E o Senhor sabe exatamente, ó Pai, como t sido os nossos dias. O Senhor sabe aquilo que tem nos afligido, aquilo que tem nos colocado dúvidas? Ou, Senhor, simplesmente do encorajamento que precisamos para continuar fazendo aquilo que temos que fazer. Trabalhe em nós, Senhor, que a tua palavra produza frutos na vida cotidiana. Esta é a nossa oração em nome de Cristo Jesus. Amém. M.