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A fé vem pelo ouvir

A impressionante construção de Cristo – REV. GUILHERME ALCÂNTARA

A impressionante construção de Cristo – REV. GUILHERME ALCÂNTARA

A impressionante construção de Cristo – REV. GUILHERME ALCÂNTARA

Cristo morreu, Cristo ressuscitou e Cristo reina. Em meio ao sofrimento, à perseguição e às incertezas deste mundo, essas verdades sustentam a esperança da igreja.

Em 1 Pedro 3:18–22, o apóstolo apresenta uma extraordinária síntese da pessoa e da obra de Jesus Cristo. O justo padeceu pelos injustos, uma única vez, para nos conduzir a Deus. Seu sacrifício não foi uma tentativa nem uma obra incompleta: na cruz, Cristo realizou de uma vez por todas aquilo que nenhum esforço, religiosidade ou mérito humano seria capaz de realizar.

A mensagem também enfrenta uma das passagens mais difíceis do Novo Testamento: a pregação de Cristo aos “espíritos em prisão” nos dias de Noé. A exposição destaca a eternidade e a pré-existência do Filho, mostrando Cristo atuando antes mesmo de sua encarnação e proclamando sua verdade por meio dos servos de Deus. Assim como a geração de Noé ouviu a mensagem e permaneceu endurecida, também hoje o evangelho continua sendo anunciado enquanto Deus demonstra sua paciência. Por isso, não devemos interpretar a verdade pela reação da sociedade ou pela opinião da maioria.

Pedro ainda relaciona as águas do dilúvio ao batismo cristão. O batismo é um sinal precioso da união do crente com Cristo, mas não possui poder salvador em si mesmo. A salvação está na obra de Jesus. Aqueles que pertencem a Cristo são chamados a morrer para o pecado e viver para Deus, com uma boa consciência e em novidade de vida.

Finalmente, a passagem nos conduz da cruz ao trono. Jesus morreu, ressuscitou, subiu aos céus e está à direita de Deus. Anjos, potestades e poderes estão subordinados a ele. Nenhuma autoridade terrena ou espiritual está acima de seu governo.

Por isso, a igreja pode sofrer sem desespero, obedecer sem medo e esperar sem ansiedade. O sofrimento não tem a última palavra. A perseguição não tem a última palavra. A morte não tem a última palavra. Cristo tem a última palavra.

Cristo vive. Cristo reina. E porque Cristo ressuscitou, podemos permanecer firmes na esperança.

INFORMAÇÕES:
Pastor: GUILHERME ALCÂNTARA
Passagem: 1 Pedro 3.18-22
Série: Cristãos: um edifício em construção

#ipsantoamaro #presbiteriana

CAPÍTULOS:
00:00 – Leitura de 1 Pedro 3:18–22
01:47 – A Impressionante Obra Redentora de Cristo
05:15 – Cristo Sofreu, Morreu e Venceu
06:14 – Cristo Morreu Uma Única Vez
07:14 – A Suficiência do Sacrifício de Jesus
08:29 – A Cruz é Uma Obra Consumada
09:29 – Cristo Morreu Pelos Nossos Pecados
10:15 – O Coração do Evangelho
11:21 – O Justo Pelos Injustos
12:02 – A Substituição Completa de Cristo
13:15 – Não Há Mais Condenação Para Quem Crê
13:55 – Cristo Morreu Para Nos Conduzir a Deus
15:22 – Salvos Para Viver Para a Glória de Deus
16:45 – Cristo é Eterno
17:02 – Um dos Textos Mais Difíceis do Novo Testamento
17:47 – Quem São os Espíritos em Prisão?
20:07 – Cristo Estava Presente no Antigo Testamento
21:27 – Antes de Abraão, Noé e da Criação Havia o Filho
21:46 – Cristo Pregou Por Meio de Noé
22:40 – Apenas Oito Pessoas Entraram na Arca
24:25 – Como Nos Dias de Noé
26:03 – Não Interprete a Verdade Pela Reação da Sociedade
27:34 – Cristo é o Senhor da História
28:02 – Sua Chance é Hoje
29:19 – O Juízo de Deus Virá
30:34 – Cristo Ressuscitou
31:19 – O Dilúvio e o Significado do Batismo
33:18 – O Batismo Por Si Só Não Salva
34:07 – A Importância do Batismo Cristão
35:04 – O Sangue de Cristo é Que Purifica do Pecado
35:51 – Morrer Para o Pecado e Viver Para Deus
36:08 – O Povo Redimido Tem Esperança
37:20 – Se Cristo Ressuscitou, Tudo Vai Ficar Bem
38:04 – Cristo Foi Exaltado
38:42 – Todo Poder Está Debaixo de Cristo
40:15 – Aquele Que Foi Rejeitado Está Entronizado
41:18 – Da Cruz ao Trono
41:34 – Cristo Tem a Última Palavra
42:12 – Cristo Vive, Cristo Reina
42:20 – Oração Final

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Amados irmãos, vamos abrir a palavra de
Deus
na primeira epístola do apóstolo Pedro,
capítulo 3. Nós faremos a leitura do
verso 18 até o verso 22.
Portanto, hoje encerraremos o capítulo 3
desta epístola que temos pregado de uma
forma
sequencial.
Primeira de Pedro, capítulo 3, versos 18
a 22.
Palavra do Senhor assim nos diz:
"Pois também Cristo padeceu uma única
vez pelos pecados, o justo pelos
injustos, para conduzir vocês a Deus,
morto sim na carne, mas vivificado no
espírito, no qual também foi e pregou
aos espíritos em prisão, os quais noutro
tempo foram desobedientes quando Deus
aguardava com paciência nos dias de Noé,
enquanto se preparava a arca, na qual
poucas pessoas, apenas oito, foram
salvas através da água. O batismo que
corresponde a isso agora também salva
vocês, não sendo a remoção das impurezas
do corpo, mas o apelo por uma boa
consciência para com Deus, por meio da
ressurreição de Jesus Cristo, que depois
de ir para o céu, está à direita de
Deus, ficando-lhe subordinados anjos,
potestades e poderes. Senhor Deus,
aplica a tua palavra ao nosso coração.
Dá-nos entendimento e convicção da tua
verdade. Opera em nossa vida da maneira
como o Senhor quer. É o que nós te
pedimos em nome de Jesus. Amém.
Meus irmãos, a obra redentora
protagonizada por Jesus impressiona de
muitas maneiras.
É fantástico saber que ele sempre
existiu. É um mistério pensar que um dia
ele se encarnou. É completamente
desconcertante saber que ele morreu na
cruz por pecadores.
Não existe nenhum paralelo em nossa
existência que possa ser traçado com a
sua ressurreição.
É maravilhoso saber que ele subiu aos
céus e nada nos anima consola mais do
que saber que ele voltará.
Cristo é aquele que fez por nós tudo o
que ninguém jamais poderia fazer. Jesus
nos deu uma nova identidade, mudou o
nosso coração, mudou nossa visão de
mundo, mudou o rumo da nossa vida. E
tudo que nós aqui colocarmos como as
coisas mais preciosas que temos,
indiscutivelmente estarão relacionadas
com Jesus. a nossa nova vida, a nossa
salvação, a nossa alegria, a nossa paz,
a nossa esperança, as nossas convicções,
as nossas boas obras, o nosso amor e
todas as demais bênçãos estão
efetivamente conectadas com Cristo. Não
fosse pela sua graça, misericórdia,
iniciativa, estaríamos todos
espiritualmente mortos, cheios de
amargura, corrupção e malignidade. Mas
agora estamos aqui conhecendo a verdade,
aperfeiçoando o nosso caráter, sentindo
prazer naquilo que agrada a Deus. Agora,
Deus nos fez seu povo, nos deu
privilégios, nos concedeu uma eterna
herança nos céus, nos concedeu uma vida
promissora, repleta de justiça, retidão
e propósito.
Mesmo que nós então vivêsemos centenas
ou milhares de anos nesse mundo, jamais
conseguiríamos pelos nossos próprios
esforços aquilo que só pode ser
alcançado pelos méritos do Senhor Jesus.
Esse é um texto que exemplifica, irmãos,
que por muito tempo Cristo foi
prometido, tipificado e aguardado até
ser manifestado entre nós. Após a sua
manifestação, Jesus continua sendo
interpretado, comentado, anunciado e
aplicado enquanto aguardamos o seu
retorno. Aprender um pouco mais acerca
dessas coisas é então para nós motivo de
gratidão e de louvor. Nós não podemos
nunca deixar de contemplar a magnitude
daquilo que Cristo fez em nosso favor.
Ao olhar paraa impressionante obra de
Jesus, não nos entregamos fácil à
tentação de minimizar o nosso pecado.
Não desvalorizamos o perfeito sacrifício
do cordeiro em nosso lugar. renovamos o
nosso entusiasmo, porque nenhuma dor
temporal, pessoal, física, emocional que
nós já sentimos ou que venhamos a sentir
se compara com o sofrimento de Jesus. E
da mesma forma não nos deslumbramos com
nada, porque nenhuma conquista,
empreendimento, êxito ou sucesso que nós
venhamos a ter nesse mundo pode se
equiparar com a vitória que Cristo
conquistou. e com a vitória que ele
também nos oferece. Nos dias em que esse
texto foi escrito,
os crentes, sabemos estavam sofrendo.
Pedro diz: "Cristo também sofreu, mas
ele venceu". Alguns crentes estavam
sendo ameaçados ou até morreram. Pedro
diz: "Cristo também morreu, mas foi
vivificado". Os crentes eram alvo de
desprezo. Pedro diz: "Cristo também foi
humilhado, mas ele foi exaltado". Os
crentes estavam perdendo seus bens e
liberdades. Pedro diz: "Enquanto Cristo
aparentemente perdia, ele na verdade
derrotava todos os seus inimigos. As
pessoas olhavam para Jesus e viam
fragilidade, derrota, morte. Mas uma vez
que completou a sua construção, qualquer
pessoa que hoje ou no final dos tempos
olhar para Jesus verá força, poder e um
governo muito bem assentado. Percebam
então, irmãos, o que Pedro nos fala
aqui. Relacionem isso com a nossa
realidade.
Em primeiro lugar, o apóstolo nos fala
que Cristo morreu. E esse é o primeiro
ponto que eu gostaria de me deter nessa
manhã. Cristo morreu. O verso 18 é de
uma riqueza extraordinária ao comunicar
a morte de Cristo. Observem que depois
de nos dizer: "Pois também Cristo
padeceu, o autor prossegue relatando que
tipo de morte foi essa a que Jesus se
submeteu. Qual a natureza dessa morte?
Inicialmente ele afirma que Jesus morreu
uma única vez. E essa é uma declaração
que destaca, irmãos, a suficiência do
sacrifício de Cristo. Por que que nós
podemos sustentar isso? Porque Pedro,
como um bom judeu que era, conhecia
muito bem toda a estrutura cerimonial do
Antigo Testamento. Nas práticas cúlticas
judaicas, os sacerdotes eram
responsáveis pelos sacrifícios de
animais que dia após dia ou a cada
período de tempo no ano se repetiam.
Tais sacrifícios se repetiam porque eram
imperfeitos e porque eram apenas
símbolos de algo maior, uma vez que
apontavam para a morte expiatória de
Jesus. Porém, agora Pedro diz que Cristo
morreu uma única vez. Não existe mais
necessidade de repetição, porque o
sacrifício de Cristo é perfeito e
eficaz. O seu sangue verdadeiramente e
não simbolicamente espia e purifica
todos os nossos pecados. Nosso
comportamento, nossa moralidade, nossa
religiosidade sem Cristo é um trapo de
imundícia. Sem Jesus, irmãos, nós
podemos participar de inúmeros cultos,
rituais, podemos pagar promessas,
podemos renovar ano após ano os nossos
votos, nossos compromissos vazios, que
de nada adiantarão.
Sem Jesus, nós podemos fazer quantas
obras de caridade quisermos. Podemos
flagelar os nossos corpos, podemos
entregar a nossa própria vida por uma
ideologia ou por uma pessoa, mas nada,
nada mesmo, será suficiente para nos
acertarmos com Deus. Contudo,
aquilo que nós não podemos fazer, mesmo
com milhões de tentativas, Cristo fez de
uma vez por todas.
Portanto, a cruz não foi uma mera
tentativa divina, não foi um
experimento, não foi uma possibilidade,
não foi uma surpresa para quem planejou
tudo na eternidade. A cruz, meus irmãos,
representa uma obra consumada, uma obra
de sucesso. A cruz foi o momento, foi o
auge do momento do ministério de Jesus
em que ele disse: "Está consumado".
E essa é uma expressão poderosa.
Apenas a genuína fé depositada em Jesus
e apenas aceitando e compreendendo a sua
morte como o único meio que o homem tem
de salvação. Podemos ser lavados pelo
sangue puro e perdoados por Deus, mesmo
com todas as afrontas que direcionamos a
ele. E essa é a segunda afirmação,
porque além de dizer que Cristo morreu
de uma vez por todas, o texto revela que
essa morte aconteceu em razão dos nossos
pecados.
É verdade que Pedro, irmãos, o tempo
inteiro nos coloca diante do exemplo
supremo de Jesus que nós e os crentes
dos seus dias precisavam imitar mesmo
diante de tribulações. Mas aqui a
linguagem do apóstolo não apresenta a
morte de Cristo simplesmente como um
exemplo de sofrimento e de resiliência
que alguém enfrentou. Não, Cristo não
morreu apenas para mostrar como nós
podemos sofrer injustiças. Cristo morreu
pelos nossos pecados, ou seja, de forma
substitutiva.
Aqui está o coração do evangelho.
Nós temos muitas reivindicações
legítimas que podemos fazer nesse mundo.
Nós respeitamos todas as áreas de estudo
e de conhecimento. Nós agradecemos a
Deus pelas pessoas que dedicam as suas
vocações distintas, mas a maior
necessidade, como homens e mulheres que
somos, a maior necessidade que nós temos
nunca foi educacional, científica,
política, cultural, filosófica,
psicológica, antropológica, social,
econômica. O nosso problema mais sério e
profundo é que nós somos pecadores com a
consciência pesadas, atormentados por
uma culpa real diante de um Deus santo.
O evangelho, então, irmãos, surge como a
única luz no fim do túnel. É a única
possibilidade de resgate. O evangelho é
a única coisa que nos alivia, que tira
um peso, a sobrecarga. Porque Pedro diz
que Cristo se entregou o justo pelos
injustos.
Você não precisa mais viver em agonia,
em ansiedade. Você não precisa se abater
diante das lutas que parecem não ter
fim. Carregar toneladas e toneladas de
pensamentos negativos, pressões
externas, acusações, cobranças por
padrões inalcançáveis de todos os tipos
que geram uma felicidade fictícia.
Jesus nos livrou dessas coisas, irmãos,
e para muitas delas nós também temos que
morrer a fim de sermos verdadeiramente
felizes. O justo foi sacrificado pelos
injustos. É isso que importa.
E nada importa tanto quanto isso. Houve
de fato uma substituição completa. Não
apenas Jesus ocupou o nosso lugar. Como
mais impressionante ainda, nós ocupamos
o lugar dele. O homem mais inocente que
já pisou na terra, esteve na cruz para
que os homens mais terríveis pudessem se
tornar filhos de Deus.
Jesus entrou em nossa prisão para que
nós pudéssemos entrar em seu palácio.
Jesus não apenas se colocou ao nosso
lado e segurou a nossa mão para nos
apoiar no sofrimento, não. Jesus foi
martirizado em nosso lugar para evitar
que passássemos pelo pior sofrimento que
agora jamais teremos que enfrentar em
nossa trajetória.
Em Cristo, os crentes foram
justificados. Porque Jesus viveu em
santidade absoluta. Porque Jesus cumpriu
as exigências severas da lei. Porque
Jesus jamais cometeu pecado. Sua morte é
aceitável diante do Pai. É recebida como
um pagamento completo da nossa dívida
que foi definitivamente encravada na
cruz.
Ele recebeu voluntariamente em seu corpo
a justa ira de Deus e a injusta ira dos
homens. Então, meus irmãos, não existe
mais condenação.
Essa é a grande notícia.
Não existe mais perigo de inferno para
quem creu. Não existe nada que não possa
ser solucionado na morte e ressurreição
do Senhor. Jesus nos proporcionou livre
acesso ao trono da graça.
Por causa da sua morte voltamos a ter
comunhão com Deus. Voltamos a ter paz.
Vejam aí, Pedro diz que Cristo morreu
para conduzir vocês a Deus. Vamos pensar
nisso.
Qual era o propósito da morte de Cristo?
Jesus veio para trazer Deus até nós.
Jesus veio para nos levar de volta para
Deus. Ele não morreu simplesmente para
nos livrar do inferno.
Ele não morreu simplesmente para nos dar
um tipo de equilíbrio emocional. Ele não
morreu simplesmente para nos deixar
ricos ou financeiramente prósperos.
Ele não morreu simplesmente para que
tenhamos boa saúde e boas perspectivas.
Ele não morreu simplesmente para
melhorar as nossas vidas.
Ele morreu porque Deus nos quer para
ele.
Ele morreu porque Deus quis restabelecer
conosco o relacionamento quebrado pelo
pecado que ainda hoje deixa muita gente
transtornada.
Deus nos amou, Deus nos quis, Deus nos
comprou pelo alto preço do sacrifício do
seu filho. A salvação, então, irmãos,
não se encerra no impedimento da dor
para o pecador. A salvação tem por
finalidade maior a nossa reconciliação
com Deus. E isso é maravilhoso.
Você e eu não queremos ter comunhão com
quem nos ofendeu, mas Deus entregou o
seu filho amado para ter comunhão com
aqueles que o ofenderam.
Cristo acabou com a inimizade que havia
entre nós e Deus, porque ele é o Deus
que se fez homem por amor de nós. Como
consequência da morte de Cristo, devemos
nós também morrer para o pecado, morrer
para esse mundo e as suas
concupiscências. Porque se depois de
termos sido iluminados e de provarmos o
dom celestial e conhecermos a palavra de
Deus e ainda assim vivermos
deliberadamente no pecado, estaremos
novamente crucificando o filho de Deus e
expondo à vergonha. É o que nos ensina a
epístola aos Hebreus.
Não podemos ser salvos por nossos
méritos, mas pelos méritos de Cristo não
apenas podemos ser salvos, podemos viver
como salvos.
Porque do contrário, estaremos
rejeitando a sua obra e fazendo pouco
caso do seu sacrifício. Entretanto, os
convertidos viverão para a glória de
Deus e buscarão se assemelhar ao seu
filho, sendo santos como ele é. A morte
de Cristo, irmãos, não foi em vão.
Nenhuma gota de sangue na cruz foi
desperdiçada.
A nossa vida agora, por causa disso,
também não é vã.
Por isso, atentem para este ensino
grandioso da Escritura. Cristo morreu e
a morte de Cristo tem muito a nos dizer.
Segundo lugar, nós aprendemos aqui que
Cristo existe desde sempre.
Cristo é eterno.
E vejam, a partir do verso 18 até o
verso 20,
temos algo que a princípio, irmãos,
parece ser bem difícil de entender.
Esse, inclusive, é considerado um dos
textos mais difíceis do Novo Testamento,
porque o texto diz sobre Cristo, morto
sim na carne,
mas vivificado no espírito, no qual
também foi e pregou aos espíritos em
prisão, os quais noutro tempo foram
desobedientes quando Deus aguardava com
paciência nos dias de Noé, enquanto se
preparava a arca, na qual poucas
pessoas, apenas oito, foram salvas.
Muitas perguntas aqui, não é? Qual é o
significado de morto na carne e
vivificado no espírito? O que podemos
entender da informação de que Cristo foi
e pregou aos espíritos em prisão? E qual
a relação dessas coisas com os dias de
Noé?
O que Pedro pretende, irmãos, afinal nos
ensinar aqui? Essas questões são
importantes porque há muitas ideias
equivocadas acerca desse texto. Por
exemplo, alguns já defenderam a ideia de
que Jesus foi libertar as almas de
pessoas justas que se arrependeram antes
do dilúvio e que se encontravam em uma
espécie de purgatório ou limbo. Mas é
evidente que nós rechaçamos essa ideia,
uma vez que a Bíblia nos fala apenas de
céu e inferno. não tem nenhuma base para
crermos em qualquer lugar alternativo,
além destes para onde irão as almas das
pessoas. Outros já argumentaram
estranhamente, dizendo que nos dias de
Noé, como Cristo ainda não havia sido
enviado na história, as pessoas não
tiveram grandes chances de crer, de modo
que os contemporâneos de Noé teriam tido
uma nova oportunidade depois de Cristo
ter completado a sua obra terrena e
levado o evangelho até eles. Não faz
nenhum sentido. Uma deturpação clara do
propósito original do texto. Não é
coerente com o ensino das escrituras
imaginar que pessoas mortas possam ter
uma segunda chance ou se arrependerem. É
uma temeridade também, inclusive achar
que os contemporâneos de Noé não tiveram
a sua oportunidade ou não tinham
elementos suficientes para se
arrependerem. Outra forma de compreensão
difundida propaga que esses espíritos em
prisão seriam anjos caídos ou seres
sobrenaturais para quem Cristo se
dirigiu depois da sua morte, a fim de
atestar a sua vitória diante deles. E há
ainda uma interpretação que sustenta que
Cristo teria ido até o inferno anunciar
a sua morte a Satanás e aos poderes das
trevas. Irmãos, nenhuma dessas
concepções faz sentido no final, porque
Cristo não precisaria ir a lugar nenhum,
declarar, proclamar coisa alguma a
ninguém. Os eventos centrais da obra de
Cristo por si só fizeram um grande e
estrondoso barulho na terra e no céu.
Qualquer compreensão de que Jesus foi
levar uma boa nova de redenção ou foi
libertar almas trancafiadas em qualquer
lugar, eh nos parece aqui uma
interpretação fantasiosa. Mas alguma
coisa esse texto significa.
E eu vou oferecer aos irmãos o que me
parece ser mais lúcido entender dessa
passagem. E é um pensamento bastante
simples, defendido por muitos estudiosos
sérios da Bíblia, que diz o seguinte:
Jesus Cristo estava presente no Antigo
Testamento, sendo o Deus pré-existente,
que sempre foi. Antes da sua encarnação,
ele já reinava com o Pai. De modo que
antes de se manifestar na história,
Jesus já atuava de modo direto, de modo
indireto, muitas vezes por meio dos
patriarcas, dos profetas, dos reis, dos
sacerdotes, dos estadistas e de todos
aqueles que cumpriram missões especiais
entre o povo de Deus. Em outras
palavras, a existência de Jesus não
começa quando ele é concebido no no
ventre de Maria pela ação do Espírito
Santo. Ele se encarnou ali, nasceu em
Belém, mas antes desses eventos o filho
já existia, já existia na eternidade.
Antes de Nazaré havia o filho, antes da
cruz havia o filho. Antes de Maria havia
o filho. Aliás, Jesus é o único
indivíduo da história que existia antes
da sua mãe
terrena, né? Então, antes de Abraão
havia o pai, ah, desculpem, o filho. Eh,
ele diz isso. São palavras de Jesus.
Antes que Abraão existisse, eu sou.
Antes de Noé e sua arca, havia um filho.
Antes da criação havia um filho. No
princípio era o verbo. E o verbo estava
com Deus. E o verbo era Deus. E nada do
que foi feito sem ele se fez.
Por isso nós podemos dizer, irmãos, com
toda a convicção, Cristo estava presente
nos dias de Noé e falava por meio dele,
de tal modo que a mensagem de Noé era
também a mensagem de Jesus.
E esse é o fundamento da expressão no
qual,
depois de dizer que Jesus morreu na
carne, mas estava vivificado no
espírito, o autor salienta que foi nesse
espírito que Cristo esteve pregando aos
espíritos em prisão dos tempos de Noé.
Espíritos em prisão. Então, é uma
referência aos incrédulos que havia
antes do dilúvio. O que faz sentido para
Pedro, que está ensinando a igreja a
como se comportar diante dos incrédulos
que não ouvem, que se rebelam e que
receberão juízo de Deus também, como
aqueles que não creram nos dias de Noé.
Os incrédulos são todos aqueles que não
entraram na arca.
Nela entrou apenas a família de Noé. E o
texto diz: "Oito pessoas".
Oito pessoas. Noé, sua esposa, seus três
filhos, as esposas deles, oito pessoas.
Os demais acompanharam a construção da
arca, ouviram a pregação de Noé e de
Jesus através de Noé, mas não deram
crédito.
Em segunda Pedro 2:5, Noé é mencionado
de novo, inclusive, e ele é chamado ali
de pregador da justiça. É descrito como
um homem íntegro em uma geração
corrupta. Nesse sentido, irmãos, Noé é
também um tipo de Cristo, porque Jesus
veio a esse mundo, viveu de forma
íntegra, justa, em meio a homens
pecadores e perversos. Ele trouxe a sua
mensagem, que agora continua sendo
proclamada por muitos outros homens de
Deus. Pedro está fazendo então um
paralelo entre as pessoas dos dias de
Noé e as pessoas dos seus próprios dias
que estavam aprisionadas na
desobediência.
As pessoas hoje do nosso tempo também t
a sua oportunidade, também estão
presenciando acontecimentos importantes
na história, também estão vendo a
decadência moral do mundo e a
contrapartida daquilo que é proposto
pela fé cristã. Como Jesus falava por
Noé e agia por meio de Noé, Jesus fala
hoje às igrejas sérias, através de
pregadores sérios, de crentes
verdadeiros. E muitos, muitos, como em
todas as épocas, continuam fechando os
seus ouvidos, não dão crédito à Bíblia.
E é por isso que Jesus alerta dizendo
que assim como foi nos dias de Noé,
assim será na vinda do filho do homem.
Pois assim como nos dias anteriores ao
dilúvio, comiam e bebiam, casavam e
davam-se em casamento, até o dia em que
Noé entrou na arca e não o perceberam,
até que veio o dilúvio e levou-o a
todos, assim será também a vinda do
filho do homem. O que Jesus está
dizendo, irmãos, é que mesmo com o
anúncio do juízo divino e da necessidade
de salvação que as pessoas tinham já nos
dias de Noé, elas não deram importância
a essas coisas e permaneceram no seu
estilo de vida normal,
não permitindo que a mensagem de Noé
trouxesse qualquer impacto ou mudança na
vida delas. Até que veio o dilúvio. E
quando veio o dilúvio, já era tarde
demais.
Irmãos, existe um paralelo entre Noé, os
leitores de Pedro e nós, crentes dessa
geração ou incrédulos que também existem
em nosso tempo. Vejam só,
Noé construiu uma arca em uma sociedade
que não acreditava na sua mensagem. Ele
foi tratado como alguém ridículo.
Enquanto ele construía e falava de uma
espécie de fim dos tempos, muitos
sentiam o mundo ao redor funcionando em
aparente normalidade e entendiam que Noé
era um alucinado.
As pessoas comiam, bebiam, casavam, até
que o juízo veio. Pedro está dizendo:
"Não interpretem a verdade pela reação
da sociedade. Não interpretem a verdade
com base na percepção da maioria.
Noé estava certo mesmo quando era
minoria. Cristo estava certo mesmo
quando enfrentava o tipo de morte de um
malfeitor. E os cristãos estavam certos
mesmo quando eram perseguidos nos dias
de Pedro ou marginalizados e rejeitados,
assim como os cristãos estão certos hoje
quando são rejeitados em nosso próprio
tempo. Como acontece todos esses
exemplos e épocas, meus irmãos, muitos
que hoje ouvem o evangelho permanecem
endurecidos e não dão crédito à mensagem
de Cristo que continua ecoando. Voz de
Jesus continua ecoando na voz de muitos
homens e de muitas mulheres que são
consagrados, que se entregam a ele, que
pregam o evangelho.
Mas quando ele vier, manifestará a sua
glória, exercerá o seu juízo sobre os
incrédulos e recompensará os justos que
serão recebidos no reino celestial.
Atente para o que Cristo fez por você e
ouça a mensagem que ele ainda proclama
por meio dos seus servos. Ele é o Deus
pré-existente e eterno, cujo ministério
foi exercido no passado de várias
maneiras e tem sido exercido hoje de
modos similares. Apenas crendo nele,
podemos ser salvos do juízo definitivo
de Deus, do qual o dilúvio, irmãos, foi
um símbolo, foi um tipo.
Falar da atuação de Jesus como Deus
pré-encarnado é ratificar que ele é o
Senhor da história.
Ele está vivo, ele está presente, ele
determina todos os fatores e por
menores. Não espere, não espere por
supostas chances depois da sua morte.
Não se deixe enganar por esse pensamento
vão. Não se iluda. Sua chance é hoje.
A era da pregação e do arrependimento é
essa. A paciência de Deus, inclusive é
longa, como se vê na experiência de Noé.
Foi preciso que o pecado se
multiplicasse das piores maneiras por
toda a terra e se espalhasse antes que o
Senhor enviasse o dilúvio. Isso é
paciência de Deus. E foi preciso que se
passasse pelo menos quatro gerações
depois de Abraão para que a medida da
iniquidade dos cananeus se enchessem,
então Deus os castigasse. Lembra disso?
E vejam hoje, meus irmãos, quanta
impiedade nesse mundo, quanta rebeldia,
quanta blasfêmia, quanta apostasia,
quantos falsos profetas, quanta afronta
dirigida à igreja e aos crentes. E Deus
não pune de imediato.
É isso que dá às pessoas uma sensação de
que elas estão estão bem
e são intocáveis, porque Deus não pune
de imediato. Parece que tá tudo bem. O
mundo parece seguir o seu curso normal.
As estações do ano se sucedem
e o anúncio do retorno de Cristo para
muitos ainda hoje soa como uma
insanidade,
coisa de lunático,
coisa de fanático, coisa de maluco.
Mas amanhã virá o juízo de Deus.
Amanhã o grande dia chegará como ladrão
à noite para usar uma outra figura de
linguagem que Pedro também usa
surpreendendo muita gente. E se você já
está farto, se você já derramou muitas
lágrimas, e se você vê tantas mentiras,
e se você vê os maus aparentemente
vencendo enquanto um justo sofre e é
escarnecido, tenha calma e confie. Não
se preocupe, porque o Senhor virá, a sua
justiça virá. Você obedece a Deus e
parece que ninguém entende.
Você permanece fiel, parece que o crime
compensa.
Você mantém seus princípios, mas parece
que tá ficando para trás, tá perdendo
tempo. Pedro ensina
que a experiência dos crentes é longa
demais, é tão antiga quanto a história
de Noé. Nós já temos, irmãos,
experiência suficiente nesse mundo para
saber que a realidade não é determinada
pelo que a sociedade considera sucesso.
A realidade que importa é determinada
pelo que Deus diz ser verdadeiro. Creia
no Senhor Jesus, aquele que se encarnou
e morreu, mas também o Deus que existe e
reina desde agora e para todo sempre.
Um terceiro ponto de destaque no texto é
que Cristo ressuscitou.
Vejam aí, irmãos, a ressurreição de
Jesus
é destacada no verso 21.
Porque depois de dizer que apenas oito
pessoas foram salvas no dilúvio através
da água, o texto diz: "O bato, que
corresponde a isso agora também salva
vocês, não sendo a remoção das impurezas
do corpo, mas o apelo por uma boa
consciência para com Deus por meio da
ressurreição de Jesus Cristo."
Observem então que ele finaliza esse
versículo não mais falando da morte de
Cristo ou da pré-existência de Cristo,
mas da ressurreição de Cristo e
relaciona o fato da ressurreição do
Senhor Jesus com o sacramento do batismo
que foi realizado inclusive hoje, os
seus significados, os seus efeitos. Mas
vamos por partes. Primeiramente, ele diz
que a água do dilúvio era uma uma
espécie de préfiguração do batismo.
Figurava.
Que relação pode existir entre as águas
do dilúvio e a água do batismo? A
resposta está logo na sequência com a
frase: "Agora também salva vocês". A
relação entre as duas coisas é o
contexto em que se opera a salvação. A
família de Noé foi salva através da água
do dilúvio, assim como a água do batismo
simboliza a salvação dos crentes. As
águas do dilúvio fizeram uma grande
distinção entre uma minoria de justos e
uma multidão de incrédulos. Assim como a
água do batismo serve a esse mesmo
propósito, porque estabelece uma
diferenciação entre os crentes, que
podem ser poucos, mas que recebem o
sinal da bênção e da sua união com
Cristo. E os incrédulos, que a despeito
de serem muitos, estão destituídos da
bênção e do pacto de Deus. O dilúvio foi
um marco da ação de Deus em livrar e
preservar os seus servos da corrupção,
assim como o batismo serve como um selo
que indica regeneração e purificação dos
pecados cometidos pelos fiéis. E por
todos esses paralelos, irmãos, não é tão
difícil enxergar as semelhanças entre o
dilúvio e o batismo que o apóstolo
ressalta aqui. Como os irmãos podem ver,
desde o princípio, Deus providenciou
meios para distinguir seus filhos dos
ímpios e testificar diante do mundo a
nossa comunhão com ele. Mas isso traz
paz para nós e traz também evidentes
responsabilidades,
já que é necessário não apenas anunciar
que somos salvos, o que também fazemos
por nossa participação nos sacramentos,
mas também viver como salvos, o que
exige consagração da nossa parte. Se
Deus nos libertou do pecado, não faz
sentido vivermos apegados a ele como
escravos. E que ninguém pense, que
ninguém pense que já está salvo porque
foi batizado.
Essa é uma compreensão muito comum em
nosso contexto. E a expressão que Pedro
usa aqui também salva vocês. Pode ser
mal compreendida, né? E se for mal
compreendida, sugere que o batismo em si
mesmo tem a propriedade de salvar.
Algumas pessoas, inclusive ficam
atemorizadas
em nosso contexto e acham que se elas
estiverem mal, elas devem acelerar o
batismo a qualquer custo. Já viram isso?
Antes que corram um risco de morrer como
pessoas pagãs
e de repente acabar indo para um lugar
não muito agradável.
Então vamos providenciar o batismo.
Não, meus irmãos, esse não é o sentido.
O batismo tem uma grande importância,
mas não é o batismo por si só que define
a salvação de uma pessoa. O batismo é
desejável. Sim, isso sim. O batismo é
uma ordenança de Deus. O batismo para
alguém convertido é o sinal visível da
nossa união com Cristo. O batismo tem
que ser estimulado na igreja. O batismo
é uma forma de confessar Jesus como
Senhor. O batismo é um privilégio que
não pode ser negado. O batismo serve
como um testemunho de fé. O batismo
reflete a teologia aliancista. O batismo
é um instrumento do Espírito de Deus
para abençoar igrejas, cristãos e seus
lares.
Mas é possível, note bem, é possível
alguém receber o batismo e não se salvar
por ser um falso crente. Como também é
possível alguém não receber o batismo
por algum fator atípico e encontrar a
salvação por crer em Jesus de verdade.
Mas vejam que existe uma ordem lógica
para essas coisas. Antes de mencionar o
batismo, Pedro pôs em evidência a morte
de Cristo. O sangue do cordeiro é que
nos purifica de todo pecado. E o batismo
é recebido por aqueles que de antemão já
creram no filho de Deus e resolveram
servir ao Senhor, renegando o mundo e os
seus valores nocivos. E aqui vem a outra
parte do versículo. Porque nos é dito
que o batismo não é a remoção das
impurezas do corpo, mas o apelo por uma
boa consciência para com Deus. Ou seja,
todo aquele que se batiza o deve fazer
com a consciência pura, limpa, sabendo o
que está fazendo e se comprometendo a
andar diante de Deus em novidade de
vida, visando a glória do Senhor,
unindo-se a uma comunidade santa, que é
a igreja. O batismo tudo tem a ver com a
morte e a ressurreição de Cristo. Porque
do mesmo modo que Cristo morreu e
ressurgiu dos mortos, nós cristãos que
recebemos o batismo devemos morrer para
o pecado e viver para Deus. Mais do que
isso, o crente pode ter uma esperança
concreta.
Aquele que foi batizado tem esperança. O
povo redimido tem esperança. Nesse
mundo, irmãos, nesse mundo quebrado, é
comum nos vermos em desalento. Mesmo
cristãos, como somos, é comum nós nos
vermos em desalento. Olhamos paraa crise
e dizemos: "Acabou".
Olhamos paraa doença e dizemos:
"Acabou". Olhamos
para a sepultura e dizemos: "Acabou".
E se qualquer pessoa do nosso tempo
fosse por um instante transportado para
os dias de Noé e visse aquele mundo
tomado de maldade ou inundado por muitas
águas,
diria: "Tudo acabou".
Mas Deus sempre reserva uma surpresa.
Deus sempre reserva uma surpresa. Deus
sempre mantém uma luz no fim do túnel.
Há sempre 7.000 que não se dobraram a
Baal. E quando você pensa que acabou,
ainda existe um pouco mais de graça que
paira. Ainda existe uma igreja sofredora
que resiste. Ainda existe um cristão
encontrando força na fraqueza porque
Cristo ressuscitou.
Eu me recordo de algo tão simples e tão
profundo que Tin Keller disse uma vez,
basicamente o seguinte: "Se Jesus Cristo
ressuscitou dos mortos, vai ficar tudo
bem.
Não importa qual seja a sua preocupação,
não importa qual seja o seu medo,
eu não sei como, você não sabe como. A
brevidade do que nós temos aqui nos
abala, nós choramos,
mas vai ficar tudo bem.
Se Cristo ressuscitou, vai ficar tudo
bem.
Ele se levantou dos mortos.
E é isso que deve estar em nosso
coração.
Em quarto e último lugar, nós temos aqui
que Cristo foi exaltado.
Cristo foi exaltado. A última informação
acerca do ministério de Jesus está no
verso 22,
que fala da exaltação dele ao dizer que
Jesus, depois de ir para o céu,
está à direita de Deus, ficando-lhe
subordinados anjos, potestades e
poderes. O triunfo de Cristo foi
completo, meus irmãos. Primeiro ele se
encarnou, depois ele morreu, depois ele
ressuscitou, depois ele ascendeu aos
céus, herdou uma posição inigualável,
assentando-se à destra do Pai, e pôs por
estrado dos seus pés todas as coisas,
inclusive os seres celestiais e os seres
malignos. Pedro está dizendo que nenhuma
força espiritual está fora do governo de
Cristo. Nenhum poder demoníaco, nenhuma
autoridade, nenhuma estrutura
espiritual, nenhuma força cósmica, nada.
Tudo está debaixo de Cristo.
Os cristãos poderiam ser o alvo eh
preferencial dos perversos, poderiam
estar acuados. E a primeira parte dessa
perícope, que a gente nem leu hoje, mas
foi objeto da nossa última pregação,
demonstra que os cristãos conhecia
naquela sociedade os maus tratos, as
ameaças.
Mas quando somos informados de que
Cristo venceu, o medo não consome mais a
nossa alma. Se Cristo reina, a esperança
cristã se sustenta. Lembram do Salmo
110? Disse o Senhor ao meu Senhor:
"Assenta-te à minha direita até que eu
ponha os teus inimigos por estrado dos
teus pés".
Lembram do que o apóstolo Paulo declara
aos Efésios quando afirma que Deus, pelo
seu poder ressuscitou o Cristo dentre os
mortos, fazendo-o assentar a direita nos
lugares celestiais, acima de todo
principado e potestade, poder e domínio
e de tudo o que se move, não apenas no
presente século, mas também no vindouro
e pois todas as coisas debaixo dos pés.
Lembram o que o escritor da carta aos
Hebreus afirma? Como nós lemos aqui
inicialmente, Jesus fez purificação dos
pecados, assentou-se à direita da
majestade nas alturas e se tornou tão
superior aos anjos quanto herdou mais
excelente nome do que eles.
Aquele que foi rejeitado na terra está
entronizado no céu. Aquele que foi
julgado pelos homens foi colocado acima
de todos os juízes. Ele foi zombado por
soldados brutos. Mas o livro de
Apocalipse diz que todo o olho verá até
quantos o traspassaram. Cristo subjulgou
todo tipo de poder no céu e na terra.
Anjos bons e anjos maus estão sob o seu
domínio. Altos governantes e
autoridades, vivos e mortos. O que é
visível e o que é invisível. Todos os
principados e todas as potestades estão
sob o seu domínio. Sim, meus irmãos,
Cristo é maior que Satanás e seus
demônios. É maior que os magistrados e
juízes da terra. É maior que as
instituições e corporações. É maior do
que os nossos adversários e inimigos.
Ele reina soberano. Ele exaltado está.
Ele é o Senhor dos senhores, o Rei dos
Reis. E nós estamos em suas mãos. A
igreja lhe pertence.
A ele pertence o mundo inteiro.
Essa é a impressionante construção de
Cristo. O que começou com cruz
terminou com um trono.
O que era um corpo abatido se
transformou em um corpo glorificado.
Cristo elabora e executa uma obra em que
o sofrimento não tem a última palavra, a
morte não tem a última palavra, a
perseguição não tem a última palavra. A
última palavra não é dada aos poderosos
da terra ou aqueles que não temem a
Deus. Cristo tem a última palavra.
Podemos sofrer sem desespero. Podemos
obedecer sem medo. Podemos esperar sem
ansiedade. Podemos viver sem agonia, sem
vergonha, porque o construtor da nossa
salvação está em um trono.
Cristo vive.
Cristo reina.
Vamos orar.
Senhor, a tua palavra
chacalha as nossas vidas. Tua palavra
nos dá
direção e entendimento.
Nos humilha inclusive.
E ao mesmo tempo, de forma paradoxal,
nós dizemos: "É tão bom, é tão bom saber
dessas coisas
e ser humilhado por aquele que nos ama
e entender que aqueles que se humilham
serão exaltados
e entender o que Cristo fez e faz
e entender que nosso trabalho, nossa
pregação, nossa fé, nada é vão, porque o
Senhor realizou uma grande obra e essa
obra se mantém de pé, mesmo com
adversários,
mesmo com oscilações circunstanciais,
mesmo quando nós desacreditamos de tudo
ou entramos em uma crise aguda,
mesmo quando a tristeza bate à nossa
porta,
nós podemos crer, tudo vai ficar bem,
porque Cristo ressuscitou, porque Cristo
venceu a morte.
Porque Cristo reina para sempre. Tudo
vai terminar bem. Nós oramos agradecidos
em nome de Jesus. Amém. M.

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