A VERDADEIRA HISTÓRIA DE JOÃO CALVINO
23/09/2026
A VERDADEIRA HISTÓRIA DE JOÃO CALVINO
↓↓↓↓↓ MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO ↓↓↓↓↓
ESTUDE CONOSCO!
– TODOS OS CURSOS (60% off): https://institutoschaeffer.com/cursos/
– ESCOLA DE TEOLOGIA: https://institutoschaeffer.com/edt
– SIMPLIFICANDO O GREGO BÍBLICO: https://institutoschaeffer.com/sgb
– TEOLOGIA DESCOMPLICADA: https://institutoschaeffer.com/td
– ACADEMIA DE MISSIONÁRIOS: https://institutoschaeffer.com/am
Seja membro e mande perguntas para os vídeos: https://www.youtube.com/channel/UCzGwyAyWLB2Si6VDFpq8rjw/join
NOSSAS REDES
– Twitter: https://twitter.com/doisdedosdeteo
– Facebook: https://www.facebook.com/doisdedosdeteologia/
– Instagram: https://www.instagram.com/doisdedosdeteologia/
PROGRAMAS DO CANAL
– DOIS DEDOS DE TEOLOGIA: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8Qkipu-tZcL-LBe516QbiUM
– DE OLHO NO TEXTO: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8SElIzT9AnnbzqSyoP6cUrY
– PERGUNTE AO PASTOR: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8RiYOvgtthDIqG_74kNNBOy
– MUNDO CÓPIA: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8QMOQrmpdZ8PemDcEt99N4p
– PODCAST: https://www.youtube.com/playlist?list=PLRPNvughqc8SdjEdBT40Ij_ZcosEF565H
Fonte: Dois Dedos de Teologia
Legendas automáticas:
Fazer esse negócio sozinho é difícil, meu irmão. Tenho inveja do Anjo da Carola Bazo que faz essas paradas aqui com com equipe que viaja internacionalmente [música] com gente para filmar, como é que eles fazem esses negócios? Eu não faço nem ideia, eu tenho que botar a câmera sozinho, um monte de gente olhando para minha cara. Ah, é isso aí. Morrendo de vergonha, tem gente aqui do meu lado conversando. Aí eu estou aqui agora tentando fingir que Deixa eu ver onde eu fico no melhor ângulo aqui. Aqui? Aqui? Onde fica melhor? Não sei. Não tem diretor de fotografia, não tem nada, só tem eu feito um sozinho falando. O que a gente não faz pelo registro histórico e pela aula de teologia? Pode ir? Agora aí? Estamos lá? Vamos lá, Gabriel? Claquete. Seja muito bem-vindo ao Teologia na Estrada, direto aqui de Genebra. Eu estou neste momento no Muro dos Reformadores, que fica em Genebra, na Suíça, com o registro de Calvino, Farel, Beza e John Knox, figuras importantíssimas para a Reforma Protestante, personagens centrais aqui de Genebra. E juntos nós vamos passear aí pela história da Reforma. No episódio de hoje a gente vai conversar sobre João Calvino, uma das principais figuras da Reforma Protestante ao lado de Martinho Lutero. A gente vai na igreja em que Calvino foi pastor, a gente vai no cemitério onde ele foi enterrado e vai discutir um pouco sobre polêmicas envolvendo o nome dele. É verdade que ele mandou matar gente? Bom, seja muito bem-vindo ao Teologia na Estrada, o programa em que a gente conversa sobre história da igreja, personagens importantes do cristianismo a partir dos locais, dos lugares aí no mundo em que eles atuaram. Se é a sua primeira vez aqui nesse canal, eu sou o pastor Yago Martins e gravo esses vídeos tudo sozinho, então você, ó, dá essa moral aí clicando em gostei, se inscrevendo no canal e acionando as notificações para ficar sabendo sempre que houver vídeo novo. >> [música] [música] >> Humanista, jurista, pastor, exegeta e reformador francês, certamente João Calvino foi um homem usado por Deus, cujos feitos têm desdobramentos no mundo inteiro, até hoje. Volta e meia ainda surgem discussões sobre o que ele defendia ou mesmo sobre as polêmicas e sobre atitudes que tomou. João Calvino nasceu em 10 de julho de 1509 em Noyon, na Picardia, região norte da França. Seu pai era Gérard Cauvin, notário e procurador ligado à catedral de Noyon. Jeanne Lefranc, sua mãe, era uma católica muito devota, que morreu quando Calvino era ainda muito jovem. Inicialmente, o pai de Calvino desejava que ele seguisse a carreira eclesiástica. Graças a relações da família com autoridades eclesiásticas, Calvino recebeu benefícios eclesiásticos que ajudaram a financiar os seus estudos. Essa proximidade com as estruturas da igreja medieval lhe proporcionou o conhecimento do seu funcionamento institucional, fator que muito provavelmente lhe deu conhecimento para saber o que criticar durante a Reforma Protestante. Quando Calvino tinha 14 anos, foi estudar em Paris Monamour, em Paris. Durante seu período de estudos, teve contato com a gramática, com a retórica, com a filosofia, com a literatura clássica e absorveu o princípio humanista de retorno às fontes. A influência humanista o levou a dar atenção à gramática e ao que é buscar clareza na argumentação e ter cuidado com as interpretações alegóricas, além de estudar grego e mais tarde o hebraico, as línguas originais da escritura. Entre 1528 e 31, Gérard tirou o filho da preparação para a carreira eclesiástica e o moveu para o estudo do direito. Ele foi para Orléans estudar direito, depois seguiu para Bourges, onde conheceu o jurista humanista Andrea Alciato e aprofundou seus estudos no grego com Wolmar. Calvino não se tornaria advogado, mas a sua formação jurídica certamente o ajudaria a desenvolver o seu modo de pensar, de analisar os textos bíblicos, a escrever e a organizar sistematicamente os argumentos, além de se envolver com a política de Genebra. Em 1531, o pai de Calvino morreu e com isso ele ficou mais livre para seguir os seus interesses, os seus estudos humanistas e literários. No ano seguinte, Calvino publicou seu primeiro livro, ainda não relacionado à teologia. Era um comentário sobre De Clementia de Sêneca, filósofo histórico. Nessa época, sua formação jurídica já estava praticamente concluída. A sua conversão ocorreu em 1534, embora a data seja discutida pelos historiadores. Não se sabe o dia exato, mas Calvino teria escrito anos depois sobre essa sua conversão repentina a Cristo. Durante esse período, Calvino fez amizade com Nicolas Cop, médico, professor e membro de uma família próxima à corte francesa. Guilherme Cop, seu pai, havia servido como médico do rei Francisco I. Nicolas estava entre os interessados na renovação intelectual e espiritual da igreja e foi nesse ambiente que ele conheceu Calvino e se tornou seu amigo. Essa amizade foi responsável por um dos primeiros cenários de perseguição que acometeram João Calvino. Em 10 de outubro de 1533, Cop foi eleito reitor da Universidade de Paris. Como parte de suas atribuições, ele proferiu, em 1º de novembro, o discurso de abertura do ano acadêmico. Baseado nas bem-aventuranças de Mateus 5, o discurso tratou da pobreza espiritual, da necessidade de graça de Deus, da diferença entre lei e evangelho, da justificação pela fé, da perseguição dos que procuravam viver segundo o evangelho e da necessidade de reforma na igreja. Apesar disso, o discurso não estava totalmente alheio à tradição da época. Cop elogiou a Virgem Maria no início e combinou o humanismo de Erasmo com as ideias de Lutero. E os historiadores discutem três possibilidades de participação de Calvino nesse discurso. Ele pode ter redigido grande parte do discurso, pode ter colaborado com alguns argumentos teológicos ou pode ter dado apenas orientações à redação de Cop. Mas de toda forma, em algum grau houve influência de Calvino aqui nas ideias de Cop e no discurso que foi feito. O que acontece é que houve denúncias ao parlamento de Paris por causa desse discurso que funcionava como um tribunal superior, tipo, um STF. O Xandão da época provocou a fuga de Cop e Calvino. Cop fugiu e seguiu posteriormente para Basileia. Calvino também foi implicado na relação com o círculo evangélico e procurou abrigo entre amigos em Augolim. Mas Calvino estava seguro? Ainda não. Um outro caso, chamado caso dos cartazes, acabou levando Calvino a ter que se refugiar em outro lugar, na região da Basileia, onde a primeira versão das Institutas da Religião Cristã foram impressas. A gente vai sair daqui um pouquinho e vai agora a Basileia procurar pelo local onde Calvino imprimiu essa obra tão importante e falar um pouco sobre o caso dos cartazes que fez com que Calvino tivesse que fugir, refugiado mais uma vez. >> [música] >> Foi aqui nesse endereço, em março de 1536, que saiu das prensas um livro que mudaria a história do protestantismo. O ponto principal seria aqui, na Petergasse 13. Nesse lugar ficava o Haus zum Schwartzen Brehen, onde operava a tipografia de Thomas Platter e Balthasar Lasius e seus associados. Foi nessa oficina que a primeira edição das Institutas foi impressa. Basileia adotou os princípios da Reforma por volta de 1529 e por causa disso, ela era uma das cidades que acolhiam refugiados franceses. Foi para cá que Calvino veio após uma crise na França que foi conhecida como a crise dos cartazes e que colocou sua vida em risco, embora ele não tivesse nenhuma participação comprovada nisso. Foram espalhados cartazes contra a missa católica e embora Calvino não tenha sido idealizador nem autor dos cartazes, nem tenha participado de sua fixação, por sua influência protestante, ele foi implicado e perseguido. E por isso, em janeiro de 1535, Calvino se refugiou aqui, em Basileia. Uma passagem que foi muito curta. Logo no início da primavera de 1536, ele partiria daqui, mas a sua permanência aqui teria sido muito relevante, porque foi aqui que ele concluiu a primeira edição das Institutas. Na época, continha apenas seis capítulos que eram dedicados a defender as doutrinas da Reforma. Ela era quase como uma carta para o rei Francisco. Em agosto de 1535, o manuscrito da obra já estava praticamente concluído. Apesar disso, o rei parece não ter mudado muito de postura. No entanto, mais um capítulo da história da igreja estava sendo escrito aqui. Essa carta se tornaria um importante documento cristão, porque apresentou a reforma francesa diante da Europa como um tipo de movimento teologicamente articulado, tornando Calvino o seu principal porta-voz. Foi aqui também, na Basileia, que João Calvino se aproximou de Simon Grynaeus, professor de grego e respeitado humanista reformado. A sua proximidade com Grynaeus levou ele a dedicar ao Grynaeus o seu primeiro comentário bíblico sobre a epístola Romanos. Foi nesse mesmo ano que a Bíblia de Olivétan foi publicada. O Pierre Robert Olivétan era um primo de Calvino e com o apoio dos valdenses traduziu e publicou a Bíblia e Calvino teria escrito o prefácio ao Novo Testamento, que apresenta Cristo como o centro e o cumprimento de toda a história bíblica. Foi nesse prefácio que Calvino escreveu o seguinte: "Sem o evangelho, tudo é inútil e vão. Sem o evangelho, não somos cristãos. Sem o evangelho, toda riqueza é pobreza, toda sabedoria é loucura diante de Deus". Tudo isso em cerca de um ano aqui na Basileia, o que é um grande encorajamento para a gente. Gente, porque Deus pode nos usar de maneira extraordinária, onde quer que a gente esteja, seja refugiados ou não, seja em lugares inóspitos ou não, seja em perseguição ou não. O que que você fez de um ano para cá? Como é que você orou para ser usado por Deus durante esse último ano? Calvino foi usado durante um ano que ele estava refugiado de maneira extraordinária para o evangelho, justamente porque sem o evangelho tudo é inútil e vão. Então, com o evangelho, um ano em que a gente está refugiado em outra cidade pode ser o ano em que a gente escreve prefácios do Novo Testamento, em que a gente faz uma amizade duradoura que vai nos marcar para sempre ou mesmo escreve um dos documentos mais importantes da história do cristianismo. Às vezes a gente despreza o que um ano bem vivido para Deus pode se tornar. Bom, no verão de 1536, Calvino seguia para Estrasburgo e por causa dos conflitos militares, ele teve que fazer um desvio por Genebra, aqui onde a gente está. Ali, ele encontrou Guilherme Farel, que o convocou para colaborar com a reforma na cidade. Calvino recusou inicialmente, provocando uma réplica de Farel que entraria para a história. Segundo o relato posterior de Calvino, Farel invocou o juízo de Deus contra seus estudos e a tranquilidade que ele pretendia ter. Ao ouvir aquilo, Calvino mudou seus planos porque sentiu como se a mão do próprio Deus pesasse sobre ele. Permanecendo então em Genebra, Calvino começou como um leitor e professor das escrituras. Posteriormente, passou a exercer funções pastorais. Pregou, ensinou e ajudou a elaborar um catecismo e uma confissão de fé. Aqui do lado, um pouco mais acima, a gente tem a igreja onde Calvino foi pastor. Vem comigo pra gente conhecer juntos. Bom, eu tô aqui na igreja onde João Calvino exerceu o seu ministério em Genebra, a Catedral Saint Pierre, a Catedral de São Pedro. Ela fica no ponto mais alto da cidade antiga e é um local que já era usado pro culto cristão desde o século IV. Debaixo da atual Catedral, existem vestígios de igrejas e batistérios do cristianismo primitivo e dá até pra visitar, se você tiver uma grana pra gastar. A construção que deu origem ao edifício começou aproximadamente entre 1150 e 1160, por iniciativa do príncipe-bispo Arducius de Faucigny. Isso se prolongou por cerca de um século, aproximadamente até 1250. E por isso a igreja mistura elementos românicos e góticos. A fachada que você tá vendo aqui na frente, com essas colunas, ela é posterior, foi construída no século XVIII. Antes da Reforma, a Catedral era um prédio católico romano e com isso tinha um interior tipicamente medieval, altares, estátuas, pinturas, relicários, tapeçarias, crucifixos, mais diversos ornamentos litúrgicos e paredes coloridas. Em 8 de [música] agosto de 1535, partidários da Reforma entraram na Catedral e destruíram várias imagens religiosas. Altares e estátuas foram quebrados, pinturas foram danificadas, objetos [música] litúrgicos foram retirados e, posteriormente, as paredes foram pintadas de cal. Essa destruição ocorreu em agosto de 1535, cerca de um ano antes de Calvino chegar em Genebra. O movimento foi produzido por reformados locais, especialmente ligados à pregação de Guilherme de Farel. Nos anos seguintes, as próprias autoridades municipais acabaram dando continuidade à retirada e à venda dos objetos católicos e à demolição dos altares aqui. Esse interior completamente despojado acabou correspondendo muito bem à teologia reformada de Calvino, onde o centro visual e litúrgico deixava de ser o altar e e passava a ser o púlpito, ou seja, a leitura, a explicação e a aplicação pública das escrituras. Isso não significa que Calvino rejeitasse todo tipo de arte, mas ele se opunha profundamente ao emprego de imagens como objeto de veneração de culto, por isso os objetos de veneração anterior foram completamente retirados, não faziam parte da liturgia reformada, coisa que obviamente surge como resposta, né, à veneração católica [música] e ao tipo de culto católico profundamente imagético, profundamente voltado à veneração desse tipo de coisa. O famoso retábulo pintado por Konrad Witz, de 1444, foi desmontado, mas graças a Deus alguns dos painéis sobreviveram e podem ser vistos no Museu de Arte e História de Genebra, assim como os vitrais originais da igreja. É óbvio que eu fui lá para mostrar para vocês. >> [música] [música] >> A cadeira do do coral, que os corais, o coral ficava aqui. No século XV. Aqui é o púlpito, onde Calvino pregava. Olha isso. Nossa, eu sou apaixonado nesses vitrais, que coisa linda. >> [música] [música] >> Aqui, ó, se você tivesse ouvindo Calvino, ó, você ia ficar sentado aqui, ó. Ia ficar sentado aqui, e mais gente sentada assim para ouvir Calvino ouvir Calvino pregar. >> [música] [música] >> Havia uma catedral [música] debaixo da tal catedral. O lugar é um negócio absurdo assim, que remonta ao século IV. Tem uma coisa alocada debaixo debaixo da catedral. A catedral atual fica aqui em cima, de Saint Pierre, e aqui era a catedral anterior que havia debaixo da catedral, na época que o bispo comandava a cidade inteira. Caramba, dá para descer mais, olha isso. É um são são alguns poucos andares que a gente sobe [música] e desce aqui. É um labirinto. Bora descer, bora descer. São restos da construção antiga. [música] Olha que massa. Olha aí, ó, Jesus, a pedra angular. Aqui é a pedra angular, que é o que garante que toda essa estrutura permaneça, mesmo sem usar nenhuma cola ou argamassa, o que era muito comum na escritura romana. Olha quanta pedra legal. >> [música] >> Dá para ver inscrições em algumas delas, mas é tudo [música] bem destruído aqui. Aqui muito certamente havia alguma coisa relacionada à ceia do Senhor. Você consegue [música] ver o cálice aqui. Poxa, é um negócio de 1.600, 1.700 anos atrás. É inacreditável respirar tanta história. >> [sino][música] [música] >> Olha só como era esse mosaico aqui no chão. Ele remonta ao século V. Devia ser bem bonito, hein? Olha só. Aqui é uma reconstrução de como provavelmente era. Nossa, olha aqui. Ainda tem bastante do pavimento do século V aqui, ó. É bem pequenininho. Olha isso, cara. Cada pontinho desse, cada pontinho desse é uma pedrinha. E aí eles fazem esses mosaicos inteiros aqui. Devia ser uma coisa deslumbrante, simplesmente deslumbrante. Certamente as cores eram mais vivas naquele tempo. >> [música] >> Aqui havia um sistema de suprimento de água pros batistérios. A água vinha de vários metros de distância por meio de [música] canos de madeira, com uma estrutura de engenharia bem interessante para ajudar o povo a ser batizado. E esse espaço aqui que mostrei para vocês, suntuoso como era, é a sala de recepção onde o bispo ficava. O bispo ficava sentado e o pessoal vinha aqui até ele. Lembrando que o bispo ele era uma figura política também, né? E aqui é uma reprodução de como provavelmente era. >> [música] >> Século V já era uma efervescência gigante de um cristianismo profundamente político e imperial, onde o império, né, havia tomado o cristianismo em troca de não mais ser perseguido. Agora o cristianismo era cooptado. E aí, os líderes religiosos eram também líderes políticos, com toda a pompa e circunstância relacionada a isso. Olha isso aqui, meu irmão, não é fundo. Só joga moedinha lá embaixo. Eu não tenho uma moedinha para jogar. Tem uma moedinha que eu gostava de fosse, viu? Olha aí, isso aqui é pancada. Eita, meu Deus. E a água aqui, ó. Agora, vou lá para aqui. E agora, como é que eu saio daqui? Eu estou perdido. Ah, meu Deus. Isso aqui é tão grande que eu simplesmente me perdi. Hoje agora eu já não sei mais onde é que eu onde é que eu tenho que ir. Ei, rapaz. Até uma placa de saída bem ali. Vai dar bom. >> [música] [música] >> Agora, infelizmente, nem tudo que é relevante na história da catedral está na catedral. Eu tive que vir aqui no Museu de Belas Artes de Genebra para encontrar parte do que foi removido da catedral. Eu tenho aqui atrás duas pinturas, quatro, na verdade, porque eu temos essas duas aqui, mas se a gente der a volta, [música] tem mais duas para cá. Essas são das poucas obras que foram preservadas do tempo da destruição dos ícones >> [música] >> na igreja de Saint Pierre. Isso aqui ficava no chamado altar de Pedro e foi removido, não foram destruídas, né? Então, a gente ainda tem aqui no museu como uma forma de de conhecer um pouco da catedral >> [música] >> antes, né, da destruição das das obras, das imagens que havia ali. >> [música] [música] >> Ainda bem que essas coisas que se perderam ainda tão à disposição pra gente >> pra gente ver, né? >> Pra gente pelo menos ver o original sem precisar ficar só com a réplica que tem lá atualmente [música] na Catedral. >> Permanecendo em Genebra, Calvino começou como leitor e professor das escrituras. Posteriormente, ele passou a exercer funções pastorais. Ele pregou, ensinou e ajudou a elaborar um catecismo e uma confissão de fé. Além disso, ele trabalhou na organização da ceia e da disciplina eclesiástica. Isso acontece porque Calvino e Farel ousaram desejar que a autoridade pra exercer a disciplina e decidir sobre a admissão [música] à ceia permanecesse na igreja. Que audácia é uma audácia gigante. Os magistrados civis não estavam dispostos a entregar essa autoridade, queriam ser os responsáveis por definir quem é que ia cear ou não. Calvino e Farel então desejavam que a igreja tivesse autoridade pra exercer a disciplina, especialmente na admissão à ceia ou na exclusão dela. Os magistrados civis não estavam muito dispostos a entregar essa autoridade aos pastores e o que gerou muito conflito. Um conflito que também envolveu tensões que aumentaram a ponto de Berna uniformizar práticas litúrgicas. Na Páscoa de 1538, >> [música] >> em meio à crise, Calvino e Farel se recusaram a administrar a ceia. Pouco depois, o conselho determinou a expulsão deles dois. Calvino então se refugiou em Estrasburgo, onde trabalhou com Martin Bucer e ali pastoreou a congregação de refugiados franceses. Pregou regularmente, administrou o batismo e a ceia segundo a sua compreensão reformada, desenvolveu uma liturgia, incentivou o canto dos salmos e participou de conferências teológicas. Em março de 1539, o cardeal e bispo Jacopo Sadoleto escreveu aos genebrinos convidando eles a retornarem à igreja de Roma e abandonar as práticas doutrinárias dos reformadores. Com muita eloquência, ele apelou à tradição para sustentar que a igreja de Roma preservava verdadeiramente um tipo de continuidade da doutrina patrística e permanecia sobre a direção do espírito de Deus. Mas não pense que essa carta de Sadoleto foi só mais uma tentativa de oposição, não. Ele argumentou muito eloquentemente a favor da igreja de Roma, argumentou que os reformadores introduziam novidades alheias que não pertenciam à tradição e os descreveu como homens ambiciosos, desejosos de popularidade. Ele também criticou a justificação somente pela fé. Na compreensão dele, a graça produzia uma justiça interior que deveria ser vivida na fé, no amor e nas boas obras, coisa que Calvino em nenhum momento se oporia. Calvino foi escolhido então para responder à eloquência de Sadoleto. Em setembro do mesmo ano, ele escreveu uma carta resposta. E nela, ele argumentou que a salvação humana está subordinada à glória de Deus, à santidade do seu nome e ao culto verdadeiro. Enquanto Sadoleto falou da ação [música] do Espírito Santo por meio da igreja, Calvino argumentou que não se podia separar a ação do espírito daquilo que está nas escrituras. Afinal, as escrituras foram inspiradas pelo espírito. O espírito que guia a igreja não contradiz as escrituras. As práticas ou tradições eclesiásticas devem ser submetidas à Bíblia. Calvino também defendeu a justificação somente pela fé. Afirmou que os reformadores não rejeitavam o culto, o batismo, a ceia, mas buscavam reformá-los para ficarem mais próximos do que dizia a escritura. Genebra então não se submeteu à comunhão com Roma, não se recebeu nenhuma tréplica pública de Sadoleto. [música] A resposta então fortaleceu a reputação de Calvino e contribuiu juntamente com mudanças políticas na cidade para sua convocação de volta a Genebra em 1541. Calvino pretendia permanecer apenas alguns meses em Genebra, mas acabou ficando por quase 23 anos até a sua morte. Parece que Calvino não estava tão ansioso para voltar de Genebra, né? Mas Deus mudou pela segunda vez os seus planos, de modo que entre 1541 e 1555, Calvino manteve uma rotina muito intensa. Pregava duas vezes aos domingos e em determinadas semanas, também nos dias úteis. Além disso, ensinava e escrevia comentários bíblicos, respondia a cartas, participava das reuniões do consistório e aconselhava a igreja de diferentes países. Até que, nessas muitas polêmicas, ele é levado para a principal polêmica que marca a sua vida, que foi a morte de Miguel de Serveto. Mas sobre Serveto, a gente vai precisar de um vídeo inteiro para discutir esse pedaço da biografia de Calvino. Aqui ficava o parlamento. Ainda fica, né? Alguns lugares ainda. Era aqui que Calvino vinha brigar com o povo. É o espaço de Calvino. Funda a atuação religiosa e política em Genebra. E é um prédio bem bonito. A gente vai tentar entrar nele aqui. Ó, como é que é bonito aqui. Puxa. Eu tenho uma aguinha aqui para tomar, se quiser. >> [música] [música] >> Em 1555, a oposição política acabou perdendo força e a autoridade religiosa de Calvino acabou ganhando cada vez mais estabilidade. Calvino colaborou com vários outros reformadores: Virei, Bullinger, Beza. E foi nessa época que Genebra se tornou um centro religioso internacional. Por exemplo, foi fundada a Academia de Genebra, tendo Teodoro de Beza, que foi colaborador e sucessor de Calvino, como primeiro reitor. Inclusive, se a gente andar um pouco, a gente chega lá. Porque o prédio ainda existe e parte da sua atuação permanece até hoje. >> [música] [música] >> Eu tenho aqui atrás de mim o prédio onde era localizada a academia de Genebra, fundada em 1559, uma das mais importantes realizações institucionais de Calvino. Ela transformou Genebra de um centro local da reforma em um local de formação de pastores, professores e missionários para boa parte da Europa. Calvino tinha a clara convicção de que a reforma protestante não iria sobreviver só com bons pregadores. Era preciso formar uma geração capaz de ler as escrituras nas línguas originais, ensinar a teologia com rigor, organizar novas igrejas e por isso ele fundou essa academia. A instituição tinha, em termos gerais, dois níveis: havia o colégio, que oferecia formação humanista com forte ênfase em latim, grego e literatura clássica, e a academia, que propriamente dita era o ensino superior, voltado principalmente para filosofia, línguas bíblicas e teologia. O primeiro reitor foi o Teodoro de Beza, colaborador muito próximo de Calvino e depois sucessor dele na liderança de Genebra. Inclusive, eu estou aqui na rua Teodoro de Beza, que é onde fica a academia. Muito legal estar em ruas com nome de reformadores, é muito doido isso. O papel de Calvino aqui foi muito importante, obviamente, ele articulou o projeto, ele trabalhou junto às autoridades civis de Genebra para tornar isso aqui possível, participou da definição do currículo e ele mesmo ensinou teologia aqui. A instituição refletia muito bem a união que Calvino fazia entre humanismo renascentista e reforma protestante. Para interpretar corretamente a Bíblia, o pastor devia conhecer hebraico e grego, devia dominar a argumentação lógica e tinha que ser capaz de conhecer história e, obviamente, ter uma boa didática. Agora, o efeito mais importante dessa academia se deu fora de Genebra. A academia se tornou uma espécie de centro internacional de treinamento da reforma. E aí, gente, de muitas cidades vinham para cá para estudar e então retornavam aos seus países. Isso aconteceu especialmente com os franceses. Genebra treinou centenas de pastores que foram enviados clandestinamente para França, onde o protestantismo crescia sob forte perseguição. É muito difícil entender a expansão dos huguenotes franceses sem compreender a academia de Genebra. [música] Calvino não estava só reformando uma cidade aqui. Genebra treinou centenas de pastores que foram enviados clandestinamente para França, onde o protestantismo crescia debaixo de intensa perseguição. É muito difícil você entender a expansão dos huguenotes franceses sem a Academia de Genebra estar relacionada com isso. Calvino não estava só reformando Genebra, nem só ensinando os pastores da sua cidade. Por meio dessa academia, ele criou uma infraestrutura para exportar a reforma. Genebra então passou a produzir literatura, traduções bíblicas, comentários bíblicos, catecismos e acima de tudo, pessoas treinadas para levar essas ideias a outros países. [música] A influência da academia chegou aos Países Baixos, a Inglaterra, a Escócia e depois as tradições reformadas de outros continentes. John Knox esteve em Genebra antes mesmo da fundação formal da academia e chamou a cidade, em uma frase que foi muito famosa, de uma das mais perfeitas escolas de Cristo existente desde os apóstolos. A academia então institucionalizou justamente esse papel que Genebra já tinha começado a exercer. Uma curiosidade para você, nerdzinho de história, a atual Universidade de Genebra considera a Academia de Calvino, fundada em 1559, como a sua origem institucional. O que significa que uma das maiores universidades europeias nasceu diretamente do projeto educacional da Reforma Protestante. Olha aí, João Calvino mudando o mundo. Ah, e eu esqueci de dizer, eu acho que a Academia de Genebra hoje é tipo uma uma escola de de criança, escola de ensino fundamental, ao que me parece, olhando aqui. Eu dei entrada aqui, dei uma olhada, [música] né? Aí virou virou escola de criança. Bom, não é ruim não. Em Genebra havia abrigo para refugiados, publicação de livros teológicos, preparação de ministros e envio de pastores à França. Comunidades [música] perseguidas também recebiam orientação por correspondência. O renome internacional da cidade e a fama que tem até hoje vieram em grande parte dessa época. Mas e os anos finais de Calvino? Bom, [música] ele foi enterrado aqui perto e acho que a gente consegue encontrar o túmulo dele para falar um pouco sobre o fim dos seus dias. Isso se a gente der sorte de encontrá-lo, o túmulo dele, porque dizem que é meio difícil de achar. Estamos aqui em busca da tumba de Calvino, que nós queremos absorver a unção dele. Aprendi isso com Benny Hinn. Eu tenho que ir no na tumba do pessoal pra tomar unção. >> [música] [música] >> Estamos procurando no mapa aqui. Em busca dos restos mortais de João Calvino. Vamos ver se a gente acha. Achamos. E a gente tá com uma vela não como? Tá uma vela do nosso Calvino aqui. Tem uma vela pro Calvino. Tem de orar no túmulo do Calvino. E agora? >> [música] [música] >> Uma das coisas que faz eu adorar vir em cemitérios é justamente descobrir túmulos que eu nunca imaginei que gente que eu nunca imaginei encontrar. Aí a gente tava procurando aqui o túmulo de Calvino, perto do de Calvino. Olha o que tem aqui. É o túmulo de Jorge Luis Borges. Aquele famoso poeta e escritor argentino. Ah, que foi enterrado aqui em Genebra. Eu não sabia. Olha que que coisa. Se você nunca leu Jorge, ó, ó, vocês aqui, pelo amor de Deus. Se nunca leu o Aleph. Se nunca leu a biblioteca do infinito. Pelo amor de Deus, você o que é que tá fazendo com a sua vida, hein? Leia a biblioteca do infinito. O Borges morreu, morreu cego, se eu não me engano, que é muito triste. E talvez ele seja um dos poucos grandes nomes da literatura mundial que virou um grande nome sem nunca ter escrito um romance grande, né? Escrevia contos, escrevia poesia, principalmente. Nossa, muito legal encontrar esses pequenos momentos de literatura mundial aqui em Genebra, aleatório. Deve ser um pouco mórbido gostar de andar por cemitério? Eu tenho certeza que é. Tenho certeza que é uma coisa meio mórbida. Talvez eu seja uma pessoa razoavelmente fascinada, impressionada pela ideia da morte. Bom, eu me converti por causa disso, né? Então, você não pode me culpar. Mas eu acho muito interessante perceber que a gente dá importância demais para a vida e no final das contas a gente vira, vira cova, vai ser comida, né? Se a gente não viver olhando para, para a eternidade, para além dessa vida, para além dessa existência, se a gente viver a vida achando que as besteiras que a gente faz é, é o que importa, né? Em vez de a gente olhar para o fato de que o destino terreno de todos nós é isso aqui, ir para debaixo da terra, a gente não consegue viver uma vida que olhe para além dela, né? Para além da do caixão, para além do túmulo, para além da cova. A gente simplesmente esquece da eternidade, de que se a, se o fim de todos nós é isso aqui, num cemitério, a vida vale pouco, pouco, pouco, pouco. O que é fascinante é saber que a vida vale muito mais. E que a gente terá a existência que se, que se justificará para além de estarmos aqui. Um dia os nossos corpos serão ressuscitados. Um dia os nossos corpos serão feitos de novo miraculosamente e teremos corpos agora maravilhosos, agora eternos, agora que durarão por toda a eternidade. Um dia o corpo de um Calvino será levantado, assim como o meu, assim como o seu, que crê. E é um corpo que vai durar para sempre. Eu gosto de vir em cemitérios porque sempre me lembra muito da ressurreição do corpo. [música] Acho que é o tipo de coisa que a gente tem que lembrar. Me lembra bastante sobre o propósito da vida e, e sobre a existência terrena. Sei lá, muitas reflexões. Eclesiastes fala sobre isso, né? Melhor estar na casa do luto do que na casa da festa. Existem lições interessantes quando a gente lembra da morte. Com todo o respeito aqui ao pessoal que morreu, mas se você não vê isso aqui e não lembra de Meu nome é Lombroso, torrado no grosso, você não assistiu um dos melhores filmes da história do Brasil, tá? Um dos melhores filmes, O homem que enganou o diabo. A história do, quando ele encontra o, quando o Juaçara, Juaçara é o nome dele? Juaçara, encontra o Lombroso. Rapaz, é legal. E eu juro que eu não tenho TDAH. Eu faço essas conexões, mas só, deve ser alguma outra loucura da minha cabeça, tá? Mas Lombroso, pô, Lombroso, Lombroso, não posso ouvir o nome de Lombroso que eu não lembro do, do filminho. Do filme que eu assisti quando eu era moleque. Ai, meu Deus. Muito demais. >> [música] >> Fato interessante é que tem gente que é enterrada sem nenhuma identificação, de que, são pessoas que pediram para serem enterradas de forma a não serem reconhecidas, né? Por, por ninguém e tal. E às vezes é gente importante, gente que não quer que sua tumba seja visitada e coisas do tipo. Foi o que aconteceu com João Calvino, né? Que a gente foi teimoso e descobriu onde é que ele, onde é que ele foi enterrado e, e botou identificação, né? Não é nem aquela lápide ali, não é nem a original dele. Muita gente, sabendo que são pessoas, ah, com alguma importância e tal, hum, não querem que seu, sua tumba se torne um tipo de, de mausoléu, sei lá, deles próprios. Não sei se você sabe, por exemplo, Timothy Keller, ninguém sabe onde o Timothy Keller foi enterrado. Só quem sabe onde o Timothy Keller foi enterrado é a família, porque eles não queriam que a tumba, né, o Timothy Keller não queria que a tumba dele, né, o lugar que ele foi enterrado virasse um, um espaço de visitação, né? O que é que eu tô fazendo? Tô fazendo João Calvino não queria também e eu tô aqui visitando o espaço onde ele morreu. Acho uma palha. Respeito, mas deixa o pessoal visitar, pô. É história, é só história. Ninguém vai acender vela, não. Entendeu? >> [risadas] >> É, importante lembrar, né, dos marcos aí da, da história do, do mundo. Por que não? Tava passando ali, vi uma, uma lápidezinho cheia de, de coisinha, tinha umas fotos, uns, uns negócio, mat, matrioska, matrioska russa, qual é o nome desse negócio? Tule, aquelas bonequinha russa. Eu vim ver e eu estou em choque com o que eu encontrei, porque é um pedaço altamente relevante da literatura mundial. Você, se você é da literatura russa e gosta de literatura russa, já leu Dostoievski? Leu Dostoievski? Se eu te falar que Dostoievski começou a escrever o seu livro O Idiota aqui em Genebra e ele teve uma filha aqui em Genebra chamada Sofia, e que infelizmente essa filha faleceu poucos meses depois. Rapaz, eu, olha coisa de maluco. Acabei de andar aqui e olha o que é que eu encontro. É simplesmente o túmulo da filha de Dostoievski. Olha isso. Sophie fille de Fedor et Anne Dostoievski. Fedor et Anne. Caramba, é inacreditável isso aqui. Inacreditável. [música] 1868. >> [música] [música] >> Nos seus últimos anos de vida, Calvino não esmoreceu. [música] Ele continuou pregando, ensinando e escrevendo. Sofreu com fortes dores de cabeça, com febres, problemas respiratórios e renais, gota, várias outras enfermidades. A saúde de Calvino piorou muito nos primeiros meses de 1564. Sabendo que a sua hora se aproximava, ele se despediu dos seus amigos, dos pastores e dos magistrados. No seu último discurso, ele reconheceu seus erros, pediu perdão por sua irritabilidade, recordou as dificuldades pelas quais passou e recebeu a visita de Farel, que naquele ano tinha cerca de 75 anos. E foi em 27 de maio do ano de 1564, aos 54 anos, que Calvino [música] se encontrou com o Senhor. Foi sucedido por Teodoro de Beza e teve um sepultamento muito simples, conforme ele havia pedido, sem nenhum monumento destinado à sua veneração. Isso foi seguido [música] muito bem à risca, porque nem sequer a localização exata da sua sepultura original pôde ser estabelecida com absoluta segurança. E a gente acredita, né, os pesquisadores remontam à ideia de que provavelmente foi aqui que Calvino foi enterrado. O legado de Calvino permanece até hoje. Temos acesso a inúmeros dos seus sermões que foram realizados em Genebra. Imagina aí se Farel não tivesse falado e insistido para que ele tivesse ficado, se Denis Raguenier não tivesse trabalhado ah em tudo isso. As Institutas são um importante documento da história da igreja que tá aí até hoje. E até quem não é calvinista é muito abençoado, não é, por tudo aquilo que tem sido produzido por meio da fé calvinista na teologia mundial. Muitas caricaturas [música] são feitas ainda sobre João Calvino, mas certamente foi um dos nomes mais importantes da história do cristianismo mundial. Interessante aqui no cemitério onde ele tá enterrado, ele tem uma tumba extremamente simples, simples e sem lápides aqui muito, muito, muito mais bonitas, grandes [música] e chamativas do que a de João Calvino. Ninguém tá acendendo vela, ninguém tá aqui orando para Calvino, ninguém tá de joelhos recebendo a unção de João Calvino. É simplesmente um homem que a gente lembra, não é, lembra com respeito e agradece a Deus por tudo o que o senhor, não é, produziu de bom para nós por meio da vida desse homem. Olha aqui, ó, Jean Calvino e aqui. Olha só, simples, muitas plantas. Eu tenho aqui essa JC. Como é que foi colocado aqui como uma lápide, até meio apagadinho. E é só isso. João Calvino, o grande reformador. E é só isso. É um homem que se foi. Que agora tá com o senhor e que espera a ressurreição do corpo. Legal saber que, não importa o quão importante nós sejamos, nosso destino terreno é o mesmo. A grande diferença é o que vai vir depois. Aí você nunca viu. [música] É aqui, cemitério onde tá enterrado João Calvino aqui em Genebra. É, rapaz, a vida é frágil. A vida é frágil para todos nós. A gente não tem se a gente não tiver preparado para ir ou para acolher nossos possam ir, não é? A gente tem que saber morrer também. E tem que saber perder quem a gente ama. Fundamental. É fácil? Obviamente não é. Mas é o destino inevitável de todos nós. Calvino certamente é um personagem fundamental. Mas se eu disser que houve alguém que veio antes de Calvino que foi responsável por Calvino estar aqui, falar sobre Guilherme de Farel é fundamental. Então a gente vai voltar um pouquinho na história, falar daquele que foi o [música] antecessor de Calvino e depois falar sobre aqueles que o sucederam. Você quer aprender mais sobre teologia a partir do zero, conhecer mais da palavra de Deus de forma aprofundada? Não deixe de se inscrever no canal e assinar as notificações para você ficar sabendo sempre que houver vídeo novo e não perder cada um desses vídeos. Clique em gostei, senão o YouTube não vai te notificar quando esses tipos de vídeo aqui sair, você vai acabar ficando de fora. Seus amigos gostam de história da reforma? Você quer que mais gente conheça aquilo que aconteceu como fundamento da nossa fé protestante? Clique em gostei, compartilhe aí no seu grupo da igreja, mande esse vídeo para mais amigos, deixe um comentário para fortalecer o que está produzindo aqui. Quer se aprofundar ainda mais? Nós temos o Netflix de teologia no Instituto Schaeffer de Teologia e Cultura. Vai ter um link na descrição para abençoar a sua vida. Venha ser nosso aluno, venha aprender cada vez mais da escritura. Um cheiro no seu cangote e até o próximo. [música] Teologia na Estrada.