Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

AULIVE: LEITURA CRÍTICA DE "DE DEUS QUE VEM À IDEIA", DE EMMANEL LÉVINAS

AULIVE: LEITURA CRÍTICA DE "DE DEUS QUE VEM À IDEIA", DE EMMANEL LÉVINAS

AULIVE: LEITURA CRÍTICA DE "DE DEUS QUE VEM À IDEIA", DE EMMANEL LÉVINAS

pix: bruno@reikdal.net

🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/5073270231924736

Legendas automáticas:

[música]
Ah.
[música]
เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> Bom dia, meu povo. Tudo bem com vocês?
Espero desejo que sim. Deixa eu abaixar
um pouquinho o som aqui. [música]
Como é que tá o áudio? Tá bom? Me ouvem
bem?
Espero desejo que sim. Me ouvem bem? Me
ouvem bem? Tá massa, hein? Pera aí,
deixa eu ajeitar. [música]
Rapaz, que dia, República tranquila,
todo mundo em paz, serenidade.
E dia começamos muito bem esse 2 de
setembro, dia do falecimento de Jr.
Talking, JR Toking [música]
e só loucura na República Brasileira.
Que coisa incrível. Ok, bom dia, tudo
bem com vocês? Hoje tem leitura,
live de react de texto. Vou ter que dar
um tr. Opa, tem que dar um grau no
microfone. Pera aí, pera aí, deixa eu
ajeitar aqui. Acho que é porque a música
aqui tá alta também. Pera aí.
Aí,
som.
Testando. Um, dois. Som.
Teste de voz. Tá bom, hein? [roncando]
Melhorou?
Salve, querido. Fazer o watch. Fazer o
que que ia ser fazer o what? Bom dia,
meu bom. Tudo bem? Bom dia, diz que
Érica Bispo. Tudo bem, Érica? Como é que
você tá? Que honra, que prazer imenso e
inenarrável ter você com a gente pela
manhã. Nem acredito que estou ao vivo.
Nem eu. Eu estou ao vivo e vivo. Quer
dizer, já tô impressionado com a minha
capacidade de me manter vivo. Tá
incrível. Estamos junto. Eu ouvo. Ótimo.
Diz que fazer watch. Dá um grau no
microfone.
Tá proibido dar grau. Sujeito a paulada.
Bom dia, Bruno e Érica de escrito fazer.
Bom dia. Bom dia. Bom dia.
Borduna diz bom dia. Bom dia, Borduna.
Como é que você tá? Tudo bem? Espero
desejo que sim. E a gente hoje vai tá
livezinha com texto bom, viu? texto bom,
crítico interessante. Queria ter
conseguido o PDF,
mas em português eu não descolei o PDF
do livrinho que a gente vai ler hoje.
Então vocês vão ter que aturar minha
cara mesmo, minha cara lendo um livro
que vocês não terão acesso. Mas como eu
sei que vocês ficam ouvindo ao invés de
assistir, porque não faz nenhum sentido
ficar olhando pra minha cara, faz mais
sentido ouvir em segundo plano enquanto
trabalha ou faz qualquer outra coisa. ou
no caso de Jones Miguel, que aparece
aqui, trabalha fazendo exercícios
físicos, né, na verdade ouve a live
fazendo exercícios físicos na academia,
pode ser que seja útil, né? Então é, é
aí.
H, mas aí é isso, então vocês vão só me
ouvir mesmo. Perdão, mas eu vou mostrar
um trem antes que é importante.
Bom dia, querido Ryan Augusto. Como é
que você tá? Tudo bem? Espero desejo que
sim. Um excelente dia, meu querido. Bom
dia para nós. Bom dia para todas as
pessoas por aqui.
E diz que Borduna. Dar grau em texto aí
pode pode tá possibilitar dar grau em
texto. Só não vou ser muito ousado com
esse livrinho aqui porque ele já tá
antigo. Ele passou pelas minhas mãos e,
ó, ele tá tá como é que é que fala? Ó,
destruído, já preso por um quase nada,
ó. Ixi, vai ter que tomar maior cuidado,
então não posso ser muito ousado com
ele, mas a gente vai ler esse livrinho
aqui. Interessantíssimo,
interessantíssimo. A gente vai ler um
trechinho dele do primeiro capítulo,
fazendo comentários. Hoje é live
filosófica assim, filosofia pura e
simples, né?
Daquele jeito, daquele jeito. Acho que
vai ser legal.
Dis que fazer é o livro que foi lido.
Sim, como todos os outros que eu tenho
aqui em casa, né? Tem que ser bem
cuidado. Tem que ler os livros, né? E os
meus livros eu tenho o hábito de
rabiscá-los, né? Importante também.
Façam isso nos livros de vocês, né?
Livros rabiscados, né? Essa coisa toda.
Anotações
para mostrar que a gente lê. Mas tem que
demonstrar que você lê os livros.
Leia livros, faça rabiscos nele inteiro.
Começo ao fim, capa a capa. Tá bom.
Ai ai ai.
Érica, um livro de papel, por incrível
que pareça, ainda fabricam, né? Ainda
fabricam. Tem alguns que não mereceriam
ter sido feitos, né? Foram árvores
sacrificadas em vão. Mas esse aqui vai.
Bom dia, querido Alexander.
Não erro mais. Diz que bom dia, querido
Alexander. Bom dia, queridos. Bom dia,
querido Alexander.
Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom
dia. Bom dia. Buenos dias. Bomorno.
Good morning. Good Morgan.
Sei lá qual outra língua dá para falar.
Bom dia, querido Felipe. Felipe,
primeira pessoa beatificada em vida no
nosso canalzinho, santificado pela
Igreja Barista, primeira igreja barista
aqui do YouTube, querido Felipe,
primeira pessoa Bet ficar em vida. Bom
dia, querido Felipe.
Bom dia, querido Thago. Thago que tanto
nos apoia com tanto carinho, amor. Um
beijo, Thaago. Deus abençoe. Bom dia,
Thago. Que diz bom dia, igreja. Bom dia,
igreja. Paz do Senhor. Gostaria de ter
uma oportunidade para poder compartilhar
com vocês uma música, uma canção. Aliás,
vou aproveitar esse momento aqui. Acabei
de ter uma inspiração
certa feita na igreja.
A irmã, irmãzinha,
não lembro o nome da irmã, irmãzinha
pediu a palavra. Afinal, ela havia
durante a semana recebido uma
inspiração.
Ela recebeu uma inspiração divina. E ela
ao pedir a oportunidade, o pastor cedeu
a oportunidade, ela sobe no palco, na
verdade nem subiu no púlpito, né? ficou
ali naquele degrauzinho um pouquinho
abaixo, pega o microfone e fala:
"Irmãos,
deixa eu fazer de jeito, irmãos irmãs,
eis que nessa semana, aleluia, eu tive
uma inspiração e uma revelação.
E eis que me veio uma música
inspiradora, a qual eu gostaria de
compartilhar com vocês, uma música com
uma mensagem para mocidade
desta igreja.
Aleluia! Glória a Deus! Aquela coisa
toda, amém e tal". Eis que digo, jovens,
a música revelada
que é a seguinte:
Pedro negou, galou, coro cocô.
A mocidade anda na vaidade, cara. Todo
mundo Pedro negou, galo cantou, coro
cocô.
A mocidade, a vaidade, [risadas] cara.
K. Pronto. Agora vocês já podem guardar
essa música para o resto da vida de
vocês, porque ela é muito boa, muito
profunda e traz aí uma mensagem chamando
a atenção da juventude, da mocidade da
igreja.
[risadas]
Adoro isso. Igreja é bom demais, velho.
Vamos lá.
[risadas]
É a vida, né? a vida tem essas coisas.
Diz que do Ryan Levinas é muito difícil.
Estou participando de um grupo de
pesquisa na posse sobre esse autor. É
difícil mesmo, né? Não é um autor fácil.
Bati muita cabeça para ler el fin. Cara,
deixa eu dar um jeito.
Eu vou dar um jeito da gente de de
trazer aqui um um textinho que talvez
seja útil. Tive que reler o primeiro
capítulo de totalidade infinita umas
três vezes só. Vixe, todo dia tem que
ler essa desgraça.
Eh, talvez entender alguma coisa. É, é,
é difícil mesmo. Não é fácil. Não é
fácil. Não é fácil. Bom dia aqui do Pisc
Lourenço Serappa. Tudo bem com você? Bom
dia. Eu espero desejo que sim.
Querido Pedro Tuller, nos encontramos
recentemente no FBC. Um beijo, meu
querido Pedro Tuller, tudo bem com você?
Espero desejo que sim. Bom dia. Bom dia.
Pergunta aqui do Kevin. Música
profética. Sim. de denúncia contra
mocidade que vive na vaidade, cara.
Kaká.
Cara, [risadas] essa música é boa
demais. Pedro negou, o galo cantou, coro
cocô. A mocidade tá na vaidade, cara.
Kakak, você é ouro. As pessoas não
entendem o potencial dessa música. Bom
dia. Bom dia, querido Kevin. E diz que
do Felipe. Que bela composição. Não é
uma música única. Única.
É incrível.
Só não é melhor do que outros hinos que
são não tão inspirados como esse, né?
Pedro negou galanto, cocô, que eu
entendia errado quando eu era criança e
que depois eu descobri que outras
pessoas também, né? Porque afinal a
experiência ela nunca é individual, né?
Sempre tem alguém que viveu a mesma
coisa que você. E eu na igreja tinha uma
música quando eu era criança, eu tinha
muita dificuldade de compreendê-la e que
depois ficou complicado para mim mesmo,
que era
solta o cabo da, toma o remo nas mãos e
navega com fé em Jesus. E eu ouvia,
solta o cabo da solta o cabo Danau.
Danau, solta esse cabo que você não
solta nunca. Para mim, Danau era uma
pessoa e aí eu tinha dificuldade de
entender por que o Danau não soltava o
cabo. Danau era, Danau era muito apegado
esse cabo, ele gostava desse cabo e aí
não soltava e impedia que o pessoal
remasse e navegasse. Dana, solta esse
cabo, Danal. E aí depois agora adulto,
né? Alguém fez uma piada sobre isso. Tem
uns vídeos no YouTube, né, na na nos
cortes por essas redes aleatórias que
roda. E eu falava: "Cara, quando eu era
criança, eu tinha exatamente esse
problema que eu achava que Danau era uma
pessoa. Então solta o cabo, Danau. Solta
esse cabo. Homem que não solta o cabo.
Tido, Thaago, tem que sacar o mistério."
Exatamente. Requintes, requinto,
sabedoria.
[risadas]
Ah, vamos lá. Vamos lá. É muita coisa
boa para começar uma quarta-feira, né?
Quarta-feira animada. Começou acelerado
por aqui. Deixa eu pegar um trem aqui
para mostrar para vocês. Muito
importante. Muito importante, porque é
assim, aqui é um dever cívico que nós
temos,
porque é uma pessoa sempre presente no
nosso canalzinho, né? Uma pessoa sempre
presente no nosso canalzinho que nós
fazemos reacts críticos. nós fazemos
reacts críticos a essa pessoa.
H,
e eu acho que é honesto de nossa parte
se nós auxiliarmos ela numa numa
dificuldade que ela tá passando. Eh,
porque nós somos críticos, mas somos
irmãos e irmãs em Cristo e queremos nos
apoiar e nos ajudar, né, óbvio, sempre.
Então eu quero aqui auxiliar vocês a
quem puder compartilhar essa informação,
quem puder ajudar o pessoal aí
vai ser importante também. Pera aí que o
vídeo tá demorando para carregar.
Pronto, que eu uma pessoa com quem nós
discutimos com frequência aqui no nosso
canalzinho,
eh, que é o nosso querido reverendo
eh, Hernandes Dias Lopes.
E aconteceu uma situação aí
desagradável, né, que o ele vai explicar
pra gente, a gente vai ajudar a espalhar
essa informação, uma denúncia aí de
apoio, né? E a gente aqui, apesar de ser
crítico, nós somos solidários. Nós
ajudamos aqui os nossos queridos. Então,
deixa eu compartilhar com vocês a tela
e a gente vai dar um apoio aqui para uma
situação desagradável que tá
acontecendo.
Então, o que acontece, vamos lá. É
aquele famoso programa
trocando ideias, em que ele tá sempre
recebendo escadas para responder sobre
tudo, né? um opnólogo,
tudólogo, um generalista. E a gente aqui
vai então acompanhar nosso querido, tá?
É uma situação aí que a gente tem que
então ajudar a denunciar, a gente tem
que poder apoiar quando necessário para
entender uma situação delicada aí que e
que também pode ser de utilidade pública
para as pessoas. Então, prestem atenção
aqui. Vamos ajudar a espalhar essa
informação porque tem muita gente aí
sendo
Deus continue vos abençoando.
E aqui a Joselita Rosa Andrade tá
dizendo o seguinte: "Misericórdia, pois
já recebi vários vídeos do pastor
Hernandes vendendo remédio. E e como é
que a gente resolve isso? A gente pode
denunciar, né, pastor?" Olha, Thago, vou
aproveitar o ensejo. Então, eh, quase
toda semana a Jaqueline aqui de luz pro
caminho precisa denunciar e derrubar um
perfil falso. Então, sempre que você ver
algum vídeo, eu vendendo remédio
para qualquer coisa, pode saber que é
fake news, que é perfil falso. Eu não me
presto a esse tipo de trabalho. Ah, eu
sempre estou lidando aqui com a palavra
de Deus. Então, se você vê eu fazendo
qualquer comércio, qualquer outra coisa,
não sou eu. Isso aí é é perfil falso.
Isso aí é I que tô comentando. Bota a
minha imagem, bota às vezes até o o tom
da minha voz. Fica esperto com isso,
porque eh pessoa que quer que você caia
numa esparrela aí para pegar você e
ganhar dinheiro em cima de você.
>> Pois é. Então, de repente,
>> então é gente, situação delicada aí e a
gente não pode deixar passar algo desse
tipo assim, não pode deixar passar, não
pode deixar passar, não pode deixar
passar algo desse tipo, né? Jamais. O
pastor Hernandes lida exclusivamente,
fique claro, exclusivamente com
discussões sobre a palavra de Deus. Ele
vende aí conteúdo sobre palavra de Deus,
não sobre remédio.
Não sobre remédio. Então, se você tá
vendo ele vendendo remédio, é, é fake. É
perfil falso, tem que derrubar. Derruba
o perfil falso que aí que tiver aí eh
qualquer outro negócio. Então, se for
uma questão de negócios da FET, tudo
bem, mas se for de remédio, tá errado.
Então, por favor, gente, fiquemos
atentos com isso. Não vamos confundir as
coisas. Isso aí é alguém tá fazendo iá
em cima do querido Reverente Hernandes,
né? Então, só negócios da fé, só
negócios da igreja, só esse tipo de
balcão. Qualquer outro tá equivocado,
qualquer outro não é ele, é perfil
falso. Então, estamos atento, estamos
apoiando essa denúncia, estamos apoiando
essa denúncia e deixando você atento,
porque você pode táar caindo aí numa
esparrela, tá desavisado, desavisada,
procurando um remédio, uma cura pra alma
e aí encra encontra uma vitamina aí tipo
gincobila, né? Então, quer dizer, você
tem que ficar atento [risadas]
o que pode tá acontecendo.
Ai, cara, eu adoro internet. É para isso
que Mas o pessoal na internet também às
vezes se passa, né? Exageraram aí com o
nosso querido antes criar até perfil
falso.
Acontece,
acontece acontece. A gente precisava
aqui apoiar. Criticamos sim, mas a gente
não não compactua aí com algumas coisas,
né? Então, a gente tem que ficar atento.
Exatamente. [risadas]
Exatamente. Quer vir disso. Só vale o
comércio da palavra. Só esse. Outro.
Qualquer outro não. Em seguida da
América. Danau é muito problemático,
muito problemático. Ele deve ter caído
aí no na no fake news da Iar também.
Outro comércio desborduna.
Cogumelo do sol. [risadas]
É o ômega-3, né? Ômega-3.
Como é que era o nome daquela moça do do
das vitaminas do É esqueci o nome dela
que tinha aquela voz engraçadíssima das
vitaminas lá?
Pera aí.
Então, o que acontece? Mas aí, aí tudo
bem, essa foi a parte que a gente tinha
que apoiar, né? Agora vem a parte que a
gente vai ir. Exatamente. É Iracido. Ah,
peg,
aquela voz horrível lá, nem sei fazer
aquilo lá.
Ah, é muito bom. Mas eu vou, tem uma
parada que a gente tem que ficar atento
aqui que aí eu vou vou tomar liberdade
depois de apoiar o querido Hernandes,
que tem que apoiar, tem que derrubar
perfil falso, que tá aí vendendo coisas,
vendendo remédios. E a gente vai, eu vou
só fazer um negócio aqui
porque tem uma cena divertida aí, assim,
agora sim vem a parte crítica que a
gente vai apontar, né, para não perder.
Ara, arac não era. É verdade, Pedro, tem
toda razão. É Araci, arac esqueci. Era
ara, meu. Aquilo ali é um meu Deus do
céu. Mas vamos lá. Que acontece para não
perder o costume, no programa lá de
perguntas e respostas do Kernandes, tem
a o
tá quentinho e acho que é de ontem ou de
hoje esse programa, não sei. Vi hoje de
manhã. E ela
ela
e nesse programa aí ele respondeu
novamente sobre eleições, né? Então
vamos lá, vamos lá para ver mais uma
resposta. É a mesma mesma coisa de
sempre, gente. Nada de novo. Não vou
reproduzir porque a gente já falou 300
vezes sobre as coisas, mas aí o querido
apresentador Thiago perguntou para ele
sobre pastor que chama o outro lá para
ir no púlpito para pedir voto. Aí
acontece o seguinte.
que é o que a gente vai se interessar.
Já dei o contexto, não precisa assistir
500 vezes. A gente já falou sobre isso
500 vezes. O que eu quero ver é que a
gente perceba o que acontece na
resposta.
>> É, parece que é é cristão genuíno
e [roncando] se dobra lá, se ajoelha lá
só em época de campanha, depois
desaparece. Então, acho que nós não
devemos eh eh incentivar essa cultura,
não. Eu acho que na, aliás, na, pelo que
me consta, Thaago, por exemplo, na
igreja presbiteriana,
se você falar vota no fulano aí que o
povo não vota mesmo, porque pressupõe
que cada cidadão é uma pessoa
suficientemente esclarecida
para saber examinar esse cenário e fazer
o seu voto de forma consciente.
Não tem voto de cabresto. Em outras
palavras que eu tô dizendo, não deva
ter. O povo tem que ser instruído e não
encabrestado.
Muito bem, pastor. [risadas]
Eu acho que nem o Thiago aguenta mais.
Nem nem esse nem o entrevistador. Para
quem não viu, vê o replay de novo. Veja,
veja, veja o o cara respondendo. Uhum.
Muito bem.
Nem o Thiago aguenta mais. Nem o Thigo
aguenta mais. Ele mesmo fez a pergunta e
nem ele sacou que tipo, nossa, meu Deus,
estamos aqui de novo, né? Estamos aqui
de novo, hein? É, lá vai, lá vai, lá
vai, lá. O tempo de resposta é muito
bom. não vota mesmo, porque pressupõe
que cada cidadão é uma pessoa
suficientemente esclarecida para saber
examinar esse cenário e fazer o seu voto
de forma consciente.
Não tem voto de cabresto, em outras
palavras que eu tô dizendo, não deva
ter.
O povo tem que ser instruído e não
encabrestado.
>> Muito bem, pastor Hernandes, a gente tem
aqui um aconselhamento. Vamos pro
[risadas]
Aí depois crimes são cometidos por
outros motivos, né? Mas é muito bom,
velho. Muito bom, mano.
Muito bem. OK. É, tá bom. [risadas]
[suspirando] Bom dia, querido Cléber
Laer. Tudo bem com você? Diz: "Nem
cheguei tão atrasado assim". Não, não.
Tá tudo em paz. Tá tudo em paz, tá tudo
em paz, tá tudo tranquilo. Estamos
sobreviver, estamos junto. E diz que vou
fazer o ótimo. Muito bem, muito bem, né?
Aquele, né? Ok. Aí depois vamos para o
gabinete pastoral e aí vem a parte que
eu mais fico triste com esses programas
de pergunta e resposta para pastor, que
alguém pergunta uma coisa sobre a vida
pessoal e é o cara sem nunca ter visto o
humano na frente dele, tem uma resposta
pronta para dar aí um aconselhamento tal
qual faziam os as algumas VJ sexólogas
da MTV na minha adolescência, né? Então
você manda uma mensagem lá,
[risadas]
pessoa fica respondendo sobre sua vida
amorosa.
Inclusive, é exatamente isso que
acontece no vídeo, mas a gente não vai
assistir ele hoje. Hoje o que nos
interessa é outra coisa. Hoje a gente
vai fazer react de texto. Então bora lá
para ler um texto bacana,
cara. Um texto bom. Texto bom, texto
bom. Texto bom.
H,
deixa eu só ajeitar aqui o som. Pronto,
cara. Que que é esse texto aqui? Esse
texto aqui eu tô fazendo alguns algumas
retomadas de estudos de filosofia e em
filosofia.
E entre esses estudos, eu voltei aqui
para este livrinho de Levinas, cujo
título pode dar uma enganada boa, tá?
Porque o título ele fala muito pouco
sobre o conteúdo que tem no livro. Na
verdade, ele tem um efeito, acho, até o
contrário do que ele pretende, mas é o
livrinho de Emanuel Levinas de Deus que
vem a ideia,
a ideia com crase, né? Como disse nosso
querido Ryan aqui com a gente, o Ran ele
comentou, né, que Levinas é muito
difícil de ler e é mesmo, é um autor
muito pesado, especialmente. Será que eu
tenho aqui? Eu não sei se tá, eu tenho,
mas não sei onde tá. Não vou levantar
para buscar agora não, mas especialmente
se você for ler Totalidade Infinito, que
é o livro do Levinas,
o livro mais a sua obra prima, né, seu
Masterpiece,
sua obra central. É muito complicado de
ler, um autor muito denso, mas alguns
outros textos são mais acessíveis e ele
consegue explicar melhor alguns temas.
Ele tem um vocabulário próprio, ele é um
fenomenólogo.
Eh, então ele tem um francês, né? Tem um
ponto importante, ele é francês. E os
franceses têm o hábito de escrever de um
jeito incompreensível.
Não sei por qual razão, motiva ou
circunstância. Eles fazem isso, mas eles
têm esse hábito.
E ele é muito rebuscado, tal, e ele cria
quase um vocabulário próprio para
discutir os temas que lhe interessam.
Então não é um não é um autor fácil,
não. É um autor bem pesadinho, mais
massa de ler, mais interessante. E esse
texto ele é muito bacana, é um autor que
me influenciou bastante no primeiro
momento, depois que eu terminei a
graduação, eu achei que eu estudaria
Levinás, né? Seria esse meu caminho, mas
eu fui salvo deste percurso, desse texto
difícil. Fui salvo porque eu fui ter uma
conversa com um professor
eh, com quem hoje temos debates,
discussões e até certos conflitos a
depender do dia. Querido professor Jung
Mossung, que me deu uma dica boa, falou:
"Cara, por que que você vai ler Levinas?
Ele é tão abstrato, um autor tão
difícil, né? Então, um pouco concreto,
vai começa a pesquisar e trabalhar a
filosofia latino-americana do Dusel, que
dá maior materialidade pro Levinas,
maior concretude.
E eu segui a dica, tinha tido contato
com o pensamento do Dusel, mas nunca
tinha estudado com a Finco. E aí, a
partir desse comentário do querido
professor Jung Mossung, eu alterei meu
rumo, porque aí eu fui ler o Levinas e
fiquei encantado. E assim, essa ideia de
eu voltar a estudar temas de filosofia,
ela vem junto do da criação do nosso
clube de leitura aqui para membresia do
canal. Então se você é membro, membro
membre membresia aqui do nosso canal,
você tem acesso exclusivo ao nosso clube
de leitura que já tem o primeiro
primeiro encontro feito, que é esse
aqui. Aqui o nosso encontrinho do Alice
no País do Espelho, a casa do Espelho,
capítulo um. E o que que a gente tá
fazendo? A gente tá lendo a Alice no
País do Espelho, não para apresentar a
Alice no País do Espelho, porque
bastaria você ler, senão que a gente tá
utilizando, e aí fica a dica para quem
quiser se interessar, a lista no País do
Espelho como uma
um caminho, uma porta de entrada, um
espaço de discussões sobre filosofia,
especialmente teoria do conhecimento e
filosofia moderna. E a Alice vai nos
guiar através da Casa do Espelho e do
País do Espelho uma discussão sobre
isso. Então a gente vai utilizar os
capítulos e os temas que surgem na
história infanto juvenil de Lew
Scarebor, a lista no País das
Maravilhas, para poder discutir
filosofia moderna e epistemologia,
teoria do conhecimento. E eu acho que tá
bem bacana. Modéstia à parte. Mandei
benzão. Ai Bruno, mas que maluquícia. De
onde você tirou essa ideia? Tirei essa
ideia a partir de alguns estudos que eu
pude fazer durante a minha vida e eu já
tinha esse plano ali na quando eu
comecei a dar aula de filosofia e eu
usava o livrinho como introdução a uma
série de temas e aí comecei a construir
um percurso e agora tô retomando ele
porque eu acho que vai ficar bacana como
clube de leitura, como primeira coisa.
Então, torne-se membro, membro, membro,
membresia aqui do nosso canalzinho, que
você tem acesso exclusivo a esse
conteúdo que é a leitura comentada de
Alice no País do Espelho para fazer uma
discussão sobre teoria do conhecimento e
epistemologia, né? Na filosofia moderna,
eu acho que vocês vão curtir bastante.
Quem assistiu da membresia curtiu, tá
gostando, é bacana e vale a pena.
Beleza? Então fica aí a dica. Torna-se
membro, membro, membro, membrezinha aqui
do nosso canalzinho. Custo de um café
expresso aí. Bacana. E aí tá tudo certo,
beleza? E aí você também pode, ao
considerar ser membro, membro, membro,
membresia do nosso canalzinho e fazer
parte aqui do nosso clube de leitura que
está lendo a lista no país do espelho
como meio para discutir filosofia
moderna, a gente tem você, você também
pode mandar um e-mail aqui embaixo, ó,
para esse e-mail que tá passando aqui
embaixo, que é o nossa chave do Pix
também você manda com o seu nicknames
aqui do YouTube depois que você virar
membro, membro, membro, membresia e o
seu número do zap e aí eu te adiciono no
nosso grupo do canalzinho lá do WhatsApp
exclusivo para membresia do canal, tá
bom? É isso. Então, não esqueça de fazer
isso. E eu já esqueci de pedir para você
curtir esse vídeo também, comentar para
engajar esse aqui que a gente tá
gravando nesse momento
e dá uma compartilhada por aí, porque
ajuda nós, né? Sempre esqueço de pedir
essas coisas. Beleza? Então, como eu
voltei a esse mundo da filosofia e tô
fazendo estudos e discussões e
aproveitei para pegar esse caminho aqui
do Alice no País do Espelho para
discutir esses temas, eu voltei também
para as minhas leituras daquela época,
daquele momento, daquele local. E aí
cheguei nesse livrinho aqui que logo na
introdução, para quem já assistiu aqui
da membresia o conteúdo do
desse vídeo aqui do da lista no país do
espelho, para quem já assistiu, se você
lêu o prólogo desse livrinho aqui, que
eu não encontrei um PDF adequado para
poder compartilhar com vocês, pra gente
poder ler junto, ele retoma umas coisas
interessantíssimas sobre filosofia
moderna e o papel de Decart.
ali na fundação do sujeito diante do
objeto
e como isso e o problema de Deus dentro
de Decart para falar de uma ideia de
infinito e aí vai conectar com uma série
de coisas que a gente conversou no
primeiro encontro, mas que vai aparecer
também nos próximos. Então é é um dos
livrinhos que eu tô usando como
referência para poder construir aí o
nosso conteúdo. Beleza? Mas dito isso
nesses estudos, é só para apresentar um
contexto, eu vou ler o primeiro capítulo
desse livrinho, que é Ideologia e moral,
que é o título dessa live, inclusive,
ideologia e moral.
Eh, e na verdade é ideologia e idealismo
e o subtítulo, né, o subtópico é
ideologia e moral. Não imoral, masal,
né?
dificuldades do trocadilho.
Ã, esse livrinho aqui que é muitíssimo
interessante, que eu recomendo que vocês
leiam, tenham contato, ele não é fácil,
né? Como eu comentei, Levinas não é
fácil, mas é um autor interessante e que
vale a pena conhecer e que a gente vai
aqui fazer comentários para facilitar.
Ah, é Ryan Rian, se você estiver aí
ainda, tem um livro do Levinas
chamado Entre nós. [roncando]
Entre nós, ensaio sobre alguma coisa,
ensaio sobre outro, sobre a relação e e
outro entre nós. É o é o título do do
desse dessa coletânia, né? Um
coletâniazinho, um livrozinho do
Levinas. Este livro é uma excelente
porta de entrada para Viná, porque ele
fala de maneira muito mais acessível e
aí ele tem alguns conteúdos ali bem
bacanas. Então fica a dica aí, leia
entre nós do Levinat como uma porta de
entrada. E vocês que gostam ou gostarem
de Levinas, eu recomendo esse livro como
uma iniciação entre nós, é muito mais
sossegado de ler e ele apresenta ali
estruturas gerais de seu sua filosofia
que é mais fácil do que ler o totalidade
infinito, que é dificílimo.
Então fica a dica aí entre nós, tá? É um
livro que me impactou muito. Tanto que
eu tinha um um
blog em 1603, quando existiam blogs, que
se chamava Entre nós. Eu fazia alguns
ensaios horríveis, né? Ai, que vergonha
disso. Tô até comentando. Alguém depois
vai procurar e falar: "Meu Deus, Bruno,
olha o que você escreveu. Fal é:
"Perdão, foi mal, fui moleque. Era
moleque e errei." Ideologia e moral.
Exatamente. Exatamente. Fazer o E o pior
é que vai ter a ver com o que a gente
vai conversar aqui hoje. Mas, ó, esse
livro ele é esse aqui, o de Deus que vem
a ideia que nós vamos ler. Ele ganhou o
prêmio
eh pela Academia de Ciências Morais e
Políticas, o Prêmio Charles Levan de
1982, né? Então, é um livro,
um livro eh premiado e pouco lido, pouco
conhecido, premiado pela Academia de
Ciências Morais e Políticas. O que é uma
ciência moral? Eu não faço ideia, mas a
gente vai descobrir [risadas] aqui numa
leitura bacana, tá bom? Então, vamos lá.
Já separado e introduzidos a Levinás.
Levinás
esqueci introduzidos, não, né?
Apresentados. Introduzidos será agora.
Vocês serão introduzidos.
É plogão do Bruno. Exatamente. Borduna.
[risadas]
O Levinas, cara, ele é um autor eh
judeu lituano francês, né? Porque nasceu
na Lituânia, de família judaica,
mas formado na tradição francesa.
Foi discípulo de Ruser, Edmund Rous, não
sei falar isso aí. Então ele é um
fenomenólogo
e muito influenciado por Martin
Heidegger.
Eh, influenciado a ponto de dizer, diz
Levinas, que Heidegger foi o maior
filósofo do século XX. E eu tendo a
concordar no sentido de impacto, né?
Impacto. Todo mundo tem que passar por
Heidegger do século XX. Ele se tornam um
marco. Mas Levinas é crítico de
Heidegger. Na verdade, ele é muito
influenciado, muito impactado por
Heidegger, mas é um crítico de Heidegger
e escreve sua filosofia como uma grande
crítica de Heidegger.
E Levinas tem como princípio, e aí fica
aí, né, uma frase, aquele chavão, qual o
chavão desse autor, né? Cada autor aí
tem um chavão, sei lá, o
eh
Decart, penso logo existo.
O qual o outro lá?
Ah, olha que coisa incrível. Não vou
falar chavões. Esqueço chavões. Eh,
não vou conseguir pensar agora, mas de
car penso logo. Existo, por exemplo, ou
pronto, Marx. Ah, como é que é aquela do
pressuposto de toda existência? É que
para fazer de história o ser humano
precisa estar em condição de fazer
história, sei lá, né? Ou filósofos até
hoje se importaram em interpretar o
mundo, mas agora é hora de
transformá-lo. Alguma coisa assim. Tem
chavões aí que a gente pode utilizar. No
caso de Levinas, o chavão ética
é a filosofia primeira. Ética é a
filosofia primeira. Então, Levinás
praticamente considera ética como
filosofia primeira. Na verdade, é esse
sua, né, sua fundação filosófica. E ele
pretende então ser um fenomenólogo que
trabalha ética como ponto de partida,
como fundamento de seu pensamento,
estruturar uma ética. E de onde vem esse
problema ético dele?
começa como um fenomenólogo, fazendo
suas pesquisas, seus trabalhos na sua
tese de doutorado, né? Depois que ele
apresenta sua tese de doutorado,
eh, na banca estava o Jankelevit, né?
Yankevit é um filósofo também
relativamente importante no século, no
início do século XX, mas hoje não tão
lido assim. O Jan Levit, ao ler o livro,
a tese do Levinás diz assim: "Queria
agradecê-lo
por ter resolvido e estirpado a
fenomenologia finalmente com uma crítica
adequada. Estamos agora livres dessa
fenomenologia aí". E aí o Levinas olha
pro Yanka Levit e responde: "Mas eu sou
fenomenólogo.
Verdade. Eu estou defendendo a
fenomenologia. Ou seja, nem o Ian Levite
entendeu Levinas. na tese, na banca
doutorado, o Levit descobriu que ele
tinha lido um negócio e não tinha
entendido nada. Então, não é um autor
fácil. Se nem o Ian Levit entendeu,
imagina a gente. Mas tudo bem. Então,
Levinas é um cara difícil de ler. E ele
começa como fenomenólogo, discute uma
pancada de coisas interessantíssimas
nesse início sobre tempo, sobre
infinito, sobre Deus, sobre experiência
humana e não sei o quê. Uma loucura.
E muito impactado por Heidegger. E até
que acontece um marco muito forte em sua
trajetória de vida, que é sendo judeu
estando na França, ele é capturado pelos
nazi e vai para um campo de
concentração, estáagon
e ele vai pro campo de concentração
e ele não é executado no campo de
concentração e nem faz necessariamente
os trabalhos braçais forçados, porque
sendo judeu lituano francês e falava
nove línguas, então ele se torna um
tradutor
E aí o trabalho forçado que ele tem que
fazer para os nazi é ser um tradutor de
russo, de francês, de lituano, de
inglês, de alemão e de de alemão, não
precisa traduzir, né? Mas deu para
entender. Ele vai traduzindo as coisas
para poder eh como trabalho no Staragon
B.
E ele vai vendo seus irmãos, seus irmãs,
seus companheiros, seus companheiros, o
pessoal do seu povo sendo executado no
campo de concentração. E ele começa a
perceber que ele não, o rosto dele não é
visto pelos soldados, né? Ele clama, as
pessoas clamam, as pessoas gritam e não
são ouvidas, não são vistas, não são
reconhecidas enquanto sujeito, enquanto
outro sujeito. E aí ele saca uma parada
incrível que aparece em alguns textos
dele de maneira bem explícita, que os
queridos
soldados, né, os nazi,
os percebem como uma extensão de si,
extensão do mesmo, né? são coisas à mão.
Então assim,
não tem uma relação entre sujeitos, né,
entre dois sujeitos. Esse outro sujeito
é negado, sua subjetividade e é uma
relação de um mesmo que domina todo o
outro, toda a autoridade, né, que
controla tudo que tiver à sua volta, que
vê como uma extensão, como uma
ferramenta à mão. E daí o Levinás
começa a discutir uma ética que
reconhece esse sujeito, a relação entre
dois sujeitos, uma relação de alteridade
fundamental e fundante, ponto de
partida, para poder ter qualquer tipo de
produção, inclusive de conhecimento e de
filosofia e de qualquer outra coisa. E
isso é muito forte. Por quê? Porque ele
vai enfrentar, para quem gosta desse
tipo de temática, diretamente Heidegger.
E sua ontologia, que diz Levinás é
totalizante.
Ela não tem espaço paraaeridade, ela não
tem espaço para um outro sujeito. Ela
seria uma ontologia construída a partir
de um sujeito que é ele mesmo e o mesmo
como ponto de partida, né? Envolvido,
envolto num mundo no qual ele está, né?
esse ser no mundo que vai sendo e
vivendo e se apropriando e expandindo
seus espaços nesse mundo. E daí o
Levinas fala: "Então, não há espaço para
reconhecimento de outro sujeito, para
alteridade". E aí começa seu trabalho
filosófico muito interessante, é muito
estudado, portanto, enquanto filósofo
ético, enquanto alguém que discutir
filosofia ética, mas de um jeito muito
difícil. É impossível ler a desgraça do
texto do Levines, mas tudo bem. E aí, só
para uma dica, totalidade infinita é o
título de sua obra prima, né? E
totalidade pensando como esse círculo
que se fecha e no mesmo, né, que tá
fechado em si mesmo. E o infinito como
essa possibilidade de transcendência,
ele vai falar sobre metafísica de uma
relação com a alteridade. A alteridade
que é o algo totalmente outro diferente
de você mesmo ou do mesmo, né? Ele tenta
não utilizar a ideia de sujeito objeto e
nem de eu e outro, mas ele usa o mesmo e
outra, né, que é essa alteridade. E aí
ele vai fazer umas discussões bem
interessantes, mas tudo bem, isso em
termos gerais, muito objetivo. Vamos pra
parte que interessa. Quer ler esse texto
aqui e vocês vão entender porque que
esse texto me interessa logo de cara,
né? Então é o capítulo ideologia
e idealismo, o tópico ideologia e moral.
E isso vai ser bacana, porque estamos
num momento tenso de política,
mas não só de política, como de
discussões sobre ciência, positivismo,
sobre
eh crítica do positivismo,
pós-modernidade, modernidade,
identitarismo, o que essa zona que a
gente tá vivenciando pela crise da
própria modernidade se debatendo nela
mesma e as alternativas que surgem, a
gente só lê as alternativas que surgem
dela mesma. Então, dá um problema
danado. Mas bora lá, bora lá, bora, bora
lá. Então, eu vou vou pegar aqui o texto
e a gente vai ler junto. Eu acho que
vocês vão curtir. É um textinho,
textinho massa. Tá bom.
H, pera aí, pera aí, deixa eu pegar aqui
o trem
aqui.
Ideologia e moral e moral. Ideologia e
moral. Sempre bom demarcar, não ir
moral, mas
aí pera aí, pera ver. Oh Jesus, tô
apanhando com esse trem aqui hoje.
Pronto.
Eu tô apanhando mesmo.
A ideologia diz querido Emanuel Levinás
usurpa as aparências da ciência.
Aqui ele já tá colocando a famosa
oposição entre ideologia e ciência e
ciência como um meio tradicionalmente
utilizado para superação da ideologia.
Então,
e a ideologia usurpa aparências da
ciência, né? Então, ela toma o lugar de
como a ciência aparece, ela rouba essa
posição aparente da ciência. Ela então
parece que esta ideologia ainda não
definida toma o lugar da ciência,
atrapalha a ciência, engana a ciência. E
é exatamente isso que aparece pra gente,
por exemplo, nos debates. Eu vou
relembrar para vocês da Covid, do
Covid-19 sobre vacina. O pessoal dizia:
"Olha, a gente tá falando aqui não é
sobre ideologia, é ciência.
Exatamente nesse nessa chave de
oposição, né? Ideologia e ciência".
Então, a ideologia usurpa aparências da
ciência,
mas o enunciado de seu conceito arruína
o crédito da moral. Eh, vê como o homem
escreve difícil. A ideologia usurpa
aparências da ciência, mas o enunciado
de seu conceito arruína o crédito da
moral. Tem que parar alinha a linha essa
desgraça.
A ideologia toma o lugar da ciência. Ela
opera nesse local
perigoso em que vira o meio de
explicação do mundo, de interpretação do
mundo, tomando essa aparência da
ciência.
Mas
quando você
dispõe do conceito de ideologia, né,
quando você mete esse famoso, o que
comentou aqui, né, o enunciado do
conceito, arruína o crédito da moral.
Quando você utiliza e apresenta o
conceito de ideologia, o crédito da
moral, aquilo que existia de
credibilidade da moral é arruinado.
O que que o Leviná tá entrando aqui para
discutir? Quando nós entramos numa
marcha na modernidade a partir do
desenvolvimento das ciências, da crítica
da ciência social e tudo mais, em que a
gente percebe o campo da ideologia, ao
enunciar isto é ideologia,
ao mesmo tempo você descredibiliza
a moral ou os valores morais.
Pronto. Por que que é importante chamar
atenção disso? Tá? Então tem que
recuperar os valores morais, não é?
Entender o processo.
Se por um lado a ideologia usurpa
aparências da ciência, toma esse lugar e
vira o mecanismo ali de rival da
ciência,
a ciência, ao enunciar a ideologia, ao
nós entendermos o papel da ideologia, a
moral é descredibilizada.
Então se alguém fala: "Você não deve
fazer tal coisa". A primeira reação vai
ser: "Por que não?
Isso que você tá dizendo é um valor
moral, historicamente constituído, é
arbitrário.
Então, se se havia algum valor moral com
certa perenidade,
eternidade, sustentação, fundamentação,
a partir do reconhecimento da ideologia,
quando você enuncia isto é ideologia, a
credibilidade da moral vai embora.
Então, perde-se o campo da moral. Há uma
disputa entre ciência e ideologia. E por
outro lado, ao enunciar a ideologia,
enunciar esse conceito, apresentá-lo,
isso aqui é uma ideologia.
Aquilo que tem de valor moral
imediatamente perde a sua fundamentação,
imediatamente perde ali a sua segurança.
Essa frase inicial são duas orações numa
única frase
que abrem pra gente praticamente
enfrentamentos que a gente tem hoje na
nossa contemporaneidade. Assim, de
maneira muito clara. é a disputa entre
quem defende a ciência contra a
ideologia e ao enunciar a ideologia
fragiliza determinados valores morais
que são de sustentação.
E se a gente considerar que uma série de
relações que nós temos hoje se sustentam
ou tentam se valer, porque a ciência é
exata, é correta, então ela deve ser
seguida, essa esse esforço de defesa da
ciência é um esforço que vai aparecer
para o ideólogo
como uma questão moral. E aí você cria
um círculo de críticas infinitas, né,
nesses nessas três posições, moral,
ideologia, ciência, moral, ideologia,
ciência, que vão se debatendo de modo
que agora a gente parece que tá prego na
areia, né? Não tem nenhuma sustentação,
não tem nenhuma firmeza, porque na hora
que alguém apresentar, você não deve
fazer isso, a outra pessoa imediatamente
vai soltar isso aí é historicamente
constituído, é uma moral estabelecida. E
você joga no jogo da ideologia e
descredibiliza esse dever ou este não
dever, esta afirmação.
Pronto, estamos caímos numa armadilha,
entendeu?
Esse é o problema que o que o Levinas é
começar o texto para discutir. Então
você vê como o título é muito enganoso,
né? Deus que vem a ideia e começa com a
discussão sobre ciência moral e
ideologia. E como esse tripé, né, essas
três exposições vão se degladiando entre
si, [risadas]
vão debatendo entre si.
A suspeita de ideologia
desfere na moral o golpe mais duro que
ela jamais recebeu, né? Ao você dizer
que a moral é uma ideologia, você
desfere um golpe nesse trem que é quase
mortal. Ela marca provavelmente o fim de
toda uma ética dos homens e em todo caso
desconcerta a teoria do dever e dos
valores, que é exatamente o que eu tava
comentando. Então, ao
discutir e a partir da ciência social
denunciar o papel da ideologia, que é
isso que a gente acaba desenvolvendo na
modernidade, né? você percebe a
historicidade da ideologia, o papel que
ela desempenha na reprodução social, o
que, qual o papel dessa ideologia? Na
manutenção de determinadas relações. E
ao perceber um valor, um dever, uma
estrutura de regras, você fala: "Isso é
ideológico". E ao enunciar como
ideológico, a credibilidade da moral vai
embora.
Só que ao mesmo tempo, ao denunciar que
é ideológico, então a gente vai se
refugiar aonde?
Aí fica o ponto, ah, beleza. Então vamos
refugiar pela análise da ciência e
imediatamente a ideologia entra para
tentar atrapalhar essa relação da
ciência com a realidade. Então, pronto,
mais um volta pro círculo das tensões
entre essas três posições,
entendida como um conjunto de regras de
conduta fundamentadas
sobre a universalidade das máximas ou
sobre o sistema hierarquizado dos
valores. A moral possuía em si mesma
razão, enquanto estava tudo
estruturadinho, conjunto de regra para
sobreviver, né? Então, a conduta
fundamentada na universalidade, aquele
debate ponto que a gente viu entre o
CREP
e o Minicrep e o Daniel Cidade e o outro
mano que eu não sei o nome, né, que é os
universalistas versus relativos, sei lá
que nome que o pessoal tem para
então enquanto tinha alguma
universalidade máxima, diz aqui o
Levinas, né, sobre o sistema
hierarquizado de valores, ela, a moral
ainda se sustentava, mas na hora que a
gente percebeu que não vai ter essa
universalidade máxima, né, que na
análise do escrutínio científico,
a casa cai, já não tem mais.
Ela tinha sua evidência e era apreendida
em um ato intencional, análogo ao
conhecer.
Como o imperativo categórico, a
axiologia pertencia ao logos. Pronto,
agora estamos na tradição grega e
ocidental, né? Mas a ideia é enquanto
você tem um sistema que você diz: "Isso
aqui é universalizado, né?" e tem uma
hierarquia de valores e você pressupõe
ele, você podia discutir moral e podia
discutir ética como se tivesse fazendo
uma análise científica da realidade,
porque tá estabelecido de que o mundo
funciona assim. Esses são esses são os
fundamentos da existência. Quando pela
análise crítica da ciência,
especialmente das ciências sociais, você
percebe o papel ideológico e a
fundamentação histórica e das relações
sociais dessa dessa universalidade que
pretensamente era válida para todo
mundo, tava no além, não sei o quê. Isso
rui. E agora não dá mais para discutir
moral ou ética do ponto de vista de um
logos, né, no sentido grego, que é a
palavra que revela o conhecimento, que
apresenta a realidade de uma ciência,
uma ciência moral. Como é que você vai
discutir isso? Tá difícil, pô. O que que
isso significa?
Antes, quando é uma ideia universal
válida para todo mundo, bem
fundamentada, beleza, mas agora não.
Agora não. Agora não dá para eu discutir
ética e moral nos mesmos termos de
antes, que parecia ser claro e evidente.
Você fala o logos, correto, né? Logos
enquanto discurso significativo, né? ou
discursos justificativo de significação
ou significativo de justificação.
Significativo de justificação, discurso,
né, que tem significado, que justifica,
que explica, que apresenta. Beleza,
agora já não rola mais.
A relatividade da moral em relação à
história, suas variações e variantes em
função das estruturas sociais e
econômicas não comprometiam
fundamentalmente esta razão, né? Então,
se você antes podia falar, ó, mas é tudo
historicamente determinado, ao ter
estruturado esse fundamento que seria
universal e válido para todo mundo, eh,
isso não atrapalhava. Mas agora que você
faz uma análise social crítica do
processo histórico, já não dá.
Antigamente dava. Dava de modo que a
situação histórica e o particularismo
social
deixavam se interpretar corretamente
como determinantes das condições
subjetivas. né, do acesso ao logos e dos
interstícios que aí são necessários.
Então, você não tinha uma separação
entre a condição social e essa estrutura
de valores. Eu gosto de utilizar como
exemplo a quando a gente entende hoje,
antigamente, ah, isso aqui é um âmbito
da religião, isso é uma âmbito do
Estado, isso não existia, não existia
essa separação.
A pessoa dizia: "Eu sou de tal povo". já
tá implicado a fé que ela professa. E
esta fé, na verdade, é a expressão da
própria estrutura de reprodução social,
a própria dinâmica do chamado estado. Só
se torna um problema o que é religião e
o que é estado na modernidade com a
secularização, com a criação de uma
instituição estado separada de uma
instituição religião,
tá ligado? Eh, então,
uma coisa é essa instituição estado,
outra coisa é essa instituição religião
e agora que tá separado, uma não
fundamenta a outra. E aí, meus amigos,
aí meus amigos, aí a brincadeira é
outra, porque o que o Levinar tá dizendo
aqui é quando tava junto era
praticamente claro evidente pro sujeito
que, gente, a vida é assim, é assim que
se vale. Esses são os valores corretos
para viver. Quando a gente começa a
separar e começa a analisar de maneira
cada vez mais fragmentada, mais crítica,
mais científica, mais estruturada, já
não dá mais. Esse logos não revela como
deve ser a vida, quais são os
imperativos e tudo mais, tá ligado?
Então, há condições que são variáveis,
beleza?
O relativismo ao qual essa experiência,
a experiência dessas condições parecia
convidar, atenuava-se à medida que a
evolução histórica deixava-se
compreender como manifestação da razão a
si mesmo. Aí é regel, mas eu já entro
nessa parte aqui, deixa eu respirar um
pouquinho e já vou voltar para essa
parte aqui. Bom dia, querido Gabriel
Montoles. Tudo bem com você, cara?
Espero desejo que sim. Bom dia, meu bom.
Ciência, eu quero uma para viver. que
fazer o watch. Exatamente. Exatamente.
Se esse eu quero ver. Ah,
diz que do Borduna. Tava tão feliz que
tinha terminado o antiduring.
Ô, é bom antiduring, cara. Tem que ler
mesmo. Angels de maneira muito didática,
objetiva e prática. Agora eu me sinto
burrão de novo com essa aula. Bruno
ensinando humildade. Não, a [risadas]
É difícil ler esse trem aqui, mas ele é
legal. E o esforço mental vai valer a
pena. Isso aqui é aquela aulinha para
aquela leitura para guardar por um
tempo. Mas não sinta burro não, é só um
universo ainda desconhecido.
É, é isso. Diz que do Heitor, Heitor,
e-mail está chegando daqui a poucos
minutos para você. Vamos papear, vamos
combinar nosso papo. Bom dia, Bruno. Bom
dia, Heitor. Bom dia, galera. Bom dia,
Heitor. Hoje vindo do passado, mas
infelizmente de um passado não tão
distante, onde já ocorreram mais
escândalos na nossa política, aumentando
chance de intervenção estadense. Meu,
hoje a república começou animada, não é?
Tudo tranquilo na República Brasileira,
tudo em paz, meu Deus do céu, só
loucuras, loucuras de meu Brasil.
Diz que Gabriela, ó, tá falando Borduna.
O homem é uma errata pensante. Não, não,
não, gente. Isso aqui é porque eu li
esse trem aqui, lei isso aqui é 15 anos,
sei lá. Então esquece que 15 12 anos
aqui não
é só mais tempo trem.
Mas o que acontece então, eh, inclusive
podem fazer comentários, apontamentos,
críticas, ofensas gratuitas nesse chat
aqui que a gente vai conversando.
Mas o ponto do Leviná aqui é para
discutir
esse processo que a gente chama de crise
da modernidade, crise da razão, que ele
vai tá apresentando aqui como um
conflito entre ciência, ideologia e a
moral descredibilizada, né?
Eh, que se a gente for olhar do ponto de
vista conservador, é como hoje os
movimentos políticos conservadores
sentem ao dizer que faltam valores. Hoje
em dia as pessoas não respeitam mais os
valores, né? E fica desesperado quando
vê coisas que não tava esperando. Assim,
meu Deus do céu, que mundo é este? Que
que que que que tá acontecendo? Né? O
cara sempre foi, ele cresceu na cabeça
dele de que o mundo tem uma
universalidade
clara, como hierarquia moral específica.
tranquilo.
E não passou pelo processo da crítica da
ideologia, né? Não passou pelo processo
da ciência social que analisa processo
histórico. Ele tava vivendo tranquilo a
vida dele com os seus valores bem
regrados e de repente bum, toma um
choque de que é denunciados os seus
valores morais enquanto ideologia. E ao
chamar de ideologia, tudo fica tenso. Aí
ele tem a saída, aprender o processo de
análise da ciência social e histórica e
aí vê como é que funciona ou tentar
defender com unhas e dentes essa moral
que está sendo descredibilizada. Porque
se ele recuperar o crédito dessa moral,
esse conservador, essa pessoa
conservadora, ele vai poder daí respirar
no mundo mais tranquilo que ele entende.
Porque quando tudo fica fluido, que tudo
é ideologia, tudo é problema, meu Deus
do céu, né?
Então, a gente tem um um apesar do
Levinas falar em abstrato, a gente pode
sacar dessas ideias os movimentos que a
gente tem reaça e conservador hoje em
dia na disputa da política brasileira,
da realidade social brasileira. É
basicamente isso, né? Então, a
descredibilização de uma moral mediante
uma ciência crítica, uma análise
sociológica crítica, faz com que o cara
busque uma solução. E uma solução é
tentar recuperar a credibilidade dessa
moral, tentar reestruturar um universo
bem estruturado, bem organizado e
apresentado diante de si.
já não tá funcionando muito bem, né?
Então a gente vai ter essa luta do
pessoal que toma então a posição da
moral e dos bons costumes como uma saída
para essa esse prego na areia, né? essa
total
fluidez,
insustentabilidade, fraqueza, sei lá o
que que a gente chama hoje em dia.
O relativismo, ao qual a experiência
dessas condições parecia convidar,
atenuava-se à medida que a evolução
histórica deixava-se compreender como
manifestação da razão a si mesmo. Isso
aqui é Hegan, né? tentando no meio do
caos, estabelecer alguma ordem, entender
o processo histórico como a razão que
revela-se a si mesmo. Não vouentar nesse
momento, nesse ponto.
Como racionalização progressiva do
sujeito até o absoluto de uma razão,
tornando-se ato livre ou razão prática e
eficaz. OK? Isso é Hegel. E aí o Levinas
só cita e aí quem souber pega a
referência e vai atrás. Mas
imediatamente ele salta de Hegel pra
leitura regeliana marxista. E aí nos
interessa mais
utilizanda, eh, utilizada na crítica
marxista do humanismo burguês, né? Então
assim, a evolução do pensamento, da
razão, do conhecimento,
do progresso humano, da compreensão do
processo social, seria aí essa eh
materialmente, né, na materializada na
crítica marxista ao humanismo burguês.
A noção de ideologia muito deve de sua
força persuasiva, a Niet e a Freud. E aí
eu vou pausar aqui pelo seguinte. Se um
lado a gente vai ter o passo marxista de
análise da realidade social, de crítica
e de busca de uma ciência da história
capaz de compreendê-la,
então falar assim, a gente vai fazer uma
crítica da ideologia, mas com uma
ciência capaz de compreender essa
história, esse processo histórico e
fazer intervenções nela. Isso é um lado
marxista.
Por outro, a crítica da ideologia e a
capacidade persuasiva dessa crítica de
denúncia de que tudo é ideologia não é
bem desse marxista, porque esse marxista
tá pensando no desenvolvimento da
ciência da história. O Levinas vai
dizer: "Vem de Niet de Freud".
Que vai ser daí de um lado, os marxistas
contra o capitalismo e tentando fazer
intervenções históricas para corrigir o
problema do processo social, criticando
ideologia. De outro, Niet e Freud
criticando tudo como ideológico e aí a
gente já não tem mais sustentação de
nada,
diz Levinas.
Marxistas comunistas da esquerda.
pós-modernismo e doideira a outra
esquerda ou à direita
[risadas]
porque tem de esquerda também, mas na
outra esquerda pode ser a direita.
Então, pronto, a gente tem aqui duas
saídas diante dessa crise que a gente tá
percebendo da modernidade, como
pós-modernismo para um lado,
marxismo por outro, né? Ciência marxista
de outro, tentando resolver esses
problemas.
na denúncia da ideologia, né? Mas o que
que interessa leviná? A denúncia da
ideologia corre o risco da
descredibilização da moral. E aí Levinas
é um autor conservador. A gente não pode
achar que ele é um um liberal. Ele não
é, é um autor conservador, mas humanista
e que tá preocupado em recuperar algum
fundamento paraa relação humana, paraa
ética.
Então, na crítica, ao denunciar tudo
como ideologia,
de um lado, a ciência marxista na
crítica do humanismo burguês vai tentar
uma ciência de intervenção na história e
enfraquece qual seria, portanto, a base
da convivência ética entre os seres
humanos na leitura do Levinas.
E do outro lado, o pós-modernismo
nitiano
e aí Freud, sei lá o quê, vai começar a
tirar tudo paraa ideologia. Então, vale
a força, vale a pancadaria, já não tem
mais nada. Pronto, estamos nessa
descredibilização da moral, nessa
ausência de fundamento para relação
entre os seres humanos, relação ética
interpessoal.
E é isso que interessa pro Levinas,
discutir o fundamento pra gente manter
uma relação interpessoal, da convivência
entre as pessoas. Qual é o ponto de
partida pra ética? Pra ética e pra
convivência.
Só que ele escreve de um jeito
absurdamente difícil, [risadas]
mas a ideia é essa, né? E aí ele
perpassa aí por alguns âmbitos da
filosofia. E esse me parece um problema
muito interessante, né? As soluções do
Levinas para mim são muito ruins. Eu não
não gosto desse apelo abstrato e
genérico que ele faz.
Dú dá muito mais materialidade e
concretude. Que é interessante a ética
do Celiana nesse sentido. E mais ainda,
se a gente for para Rinkelam, que vai
incluir a economia e a gente dá a volta
no próprio rabo e morde de novo ali o
Marx como um ponto de partida pra gente
reconstruir ou recomender aí os
fundamentos das relações interpessoais
nas eh entre trabalhadores,
trabalhadoras, a partir do valor e tal.
Bom, aí eu já tô entrando na minha pira
aqui, mas para entender que Levinas abre
um processo, um campo de discussão
importante, a convivência humana e as
possibilidades de convivência humana. E
isso é massa. Isso é muito massa a
partir dessa crise, dessa tensão entre
ideologia, ciência e
eh
moral, né? O desfalecimento da moral,
que para Levinas aqui ele tá tratando
como ao início ponto de partida para
convivência.
Que a aparência da racionalidade possa
ser mais insinuante e mais resistente
que um paralogismo. Você vê que o homem
tem que escrever difícil mesmo, né? A
aparência de racionalidade, a aparência
de racionalidade
eh possa ser mais insinuante, mais
resistente que um paralogismo, né? uma
frase bem estruturada que não
necessariamente dá uma asserção, um
silogismo. É quando você fala, como é
que é o famoso silogismo lá? Eh, os
homens são mortais. Sócrates é um homem,
logo Sócrates é mortal. Isso é um
silogismo. Paralogismo, água mole, pedra
dura. Você já sei lá. Não, não é isso
não é um bom paralogismo.
O bom paralogismo seria não corte o
galho sobre o qual você tá sentado.
Eu não te dei um silogismo, né? uma
estrutura lógica para você fazer a soma
e chegar no resultado. Então, todo homem
é mortal. Sócrates é homem, Sócrates é
mortal. Silogismo. Não corte o galho
sobre o qual você tá sentado.
Paralogismo,
senão você vai morrer, né? Então você
a partir dessa frase que não
necessariamente essa soma. O que que
você uma mensagem relativamente
semelhante, né? Todos os homens são
mortais. São mortal, tal. OK, morremos.
No outro não corte o galho sobre o qual
você tá citado porque senão você vai
falecer. Então a péssima ideia é falecer
nesse momento. Então
basicamente isso. Então se a aparência
de racionalidade pode ser mais
insinuante, mais resistente que o
paralogismo, né? A toma ali me parece
muito mais persuasiva.
Que seus poderes de mistificação se
dissimul
a arte lógica não satisfazer a
desmistificação. Ai meu Deus do céu. E
que a mistificação mistifique os
mistificadores. O homem não tem que
facilitar nossa vida mesmo. Provindo de
uma intenção inconsciente de si mesma.
Eis a novidade dessa noção. Ah, tá.
Volta na caixa prego. Não era para ler
esse texo. Mas tudo bem. O ponto, em
última instância, só pra gente não ficar
maluco, é que ele vai dizer: "Olha,
ainda que um silogismo, uma estrutura
lógica seja mais persuasiva
que um paralogismo,
dada essa total bagunça que a gente tá
vivendo, né, essa inconsistência, essa
falta de fundamentação,
a gente ainda sofre com um processo de
mistificação da própria ciência. a gente
ainda tem a ideologia extremamente forte
e atuante e não tá sendo análise crítica
científica da moral, dos bons costumes,
dos valores hierarquizados, dos
processos históricos que fazem com que
desapareça essa mistificação, né, que
desapareça a ideologia. Não,
não está diminuindo o papel da
ideologia. E aí, nesse sentido, aqueles
que fazem a crítica de que simplesmente
a iluminação da razão e de conhecimento,
né, ter informação correta, vai te fazer
tomar uma boa decisão, tá viajando,
porque se prova no processo histórico
que não é assim que funciona.
Não é só um bom silogismo muito
persuasivo que faz com que você
desmistifique.
A mistificação continua presente.
A mistificação continua presente. É isso
que o Levinas tá querendo indicar. Mas
escreve de um jeito muito difícil.
Poderia ser mais sintético, né? Francês.
Franceses são complicados.
Hã, deixa eu pular aqui para uma parte
importante.
Pergunta querido Gabriel Montoli. O que
se diz de dimistificação da ciência
seria o quê? Hum. Bom ponto.
Na verdade é o seguinte, a ideologia ela
continua efetiva, ela continua
funcionando apesar do desenvolvimento
científico e na verdade ela
constantemente se interpõe
na interpretação do mundo dos seres
humanos, dos sujeitos, mesmo que ele não
queira, né? Entendeu? Tipo, não importa
se a gente tem uma ciência bem
desenvolvida, um silogismo bem
estruturado, uma lógica, não sei o quê.
Parece que a ideologia continua se
interpondo. Ela continua participante na
vida dos seres humanos.
Ela continua aqui jogando um jogo que
parece que simplesmente o
desenvolvimento científico não tá dando
conta.
Ela continua entrando na conta, na soma.
Ela ainda é um jogo, né? Então, no
processo, num constante processo de
desmistificação, de desideologização,
parece assim que é a marcha que a
ciência tem que desempenhar, mas à
medida que ela faz isso, significa que a
ideologia tá persistindo, então que ela
continua jogando esse papel. É
basicamente isso.
O Levinas tá querendo indicar que, olha,
não tá dando para superar esses
conflitos aqui. Desmoralização da eh
descredibilização da moral, ciência e
ideologia. Continua aqui, ó.
Essa treta ela continua no processo
histórico.
Seja a crítica, a crítica da ideologia,
né, que tudo a ideologia não resolveu,
tipo Nit Freud, a crítica da ideologia a
partir da ciência, tal qual o marxista
faz, não resolveu, diz Levinas. Então, o
que que vai resolver? Como é que a gente
lida com esse processo?
Basicamente isso. Não sei se fez
sentido, mas é isso. Entendi. Ai que
bom. Mas é difícil porque Levinada
escreve de jeito muito complicado. Eu
não gosto do jeito que o homem escreve,
mas a ideia é boa. Só que aí você tem
que entrar na epifania quase, né? É um
processo de tradução constante, porque
essa desgraça aqui não é fácil de
escrever. Eu não li nenhuma página, vai
terminar uma página agora.
Entretanto, pode-se pensar que a
estranha noção de uma razão suspeita,
né, que é isso que acaba acontecendo
quando você faz a crítica da ideologia,
a crítica científica, não sei o quê, uma
razão que tá sob suspeita agora, né?
Então, Niet, Freud vai chegar
arregaçando, mostrando que não é um
processo só racional e não sei o quê.
Pronto, a razão tá sob suspeita. O
processo da análise da crítica social
marxista vai demonstrar que toda ideia e
valor moral tem suas condições
históricas, econômicas, não sei o que,
que daria para fazer intervenções na
realidade. Então também não tá sendo
suficiente para acabar com a ideologia.
Então a razão tá sob suspeita, vamos
dizer assim, que é o que o Levinas
coloca aqui. E ter a razão sobre
suspeita não surgiu de um discurso
filosófico que simplesmente se deixou
levar por suspeitas ao invés de produzir
provas.
Seu sentido impõe-se no abre aspas
deserto que cresce na miséria moral
crescente da era industrial. E aí eu
acho interessante porque o Levinas dá
uma flertadinha,
mas logo down para trás com a ideia de
que o processo de desenvolvimento do
capitalismo industrial enfraquece as
relações sociais e, portanto, enfraquece
a própria fundação de uma relação social
efetiva baseada em algum valor, em
alguma algum elemento material concreto.
Tem dificuldade, né? Ele toca esse
ponto, mas ele não vai avançar, mas ele
saca isso. Por isso que ele chama de
deserto que cresce, né? A miséria moral
crescente da era industrial.
Seu sentido significa no gemido ou no
grito, denunciador de um escândalo, ao
qual há razão, capaz de pensar como
ordem um mundo onde se vê, abre aspas o
pobre, onde se vende, abre aspas o pobre
por um par de sandálias, ficaria
insensível sem esse grito. Veja que
doideira, né? Um jeito difícil de
escrever para dizer o seguinte.
Esse deserto crescente da era
industrial, do capitalismo industrial e
que rouba essas fundamentações de
convivência e que enfraquece as
condições de convivência humana,
dificulta esse processo.
Aparece
como uma denúncia, né? Isso, o uso
metafórico do Levinas é difícil, mas
como uma denúncia que vem daquele que
grita, que higiene, que reclama, que
fala: "Meu Deus!" É que clama
nesse mundo em que a razão está
funcionando ou estaria funcionando, né?
Isso seria um escândalo, como a a um uma
função capaz de pensar uma ordem onde se
vende o pobre por um par de sandálias. E
aí parece que tá bem estruturado, né? E
aí seria o lado positivo da crítica
pós-moderna, vamos dizer assim, ao
perceber que a racionalidade é utilizada
para estruturar um mundo cuja ordem
torna normal e aceitável que uma pessoa
valha menos do que um par de sandálias.
Porque agora você efetivamente não tem
uma relação
que esteja bem fundamentada e que
demonstre que isso tá completamente
errado, né? Racionalmente. Agora, como é
que eu demonstro que tá equivocado? Se a
própria estrutura racional legitima um
mundo e uma ordem que você pode vender
um pobre por um par de sandálias.
Então, quer dizer, o próprio processo
científico não tá resolvendo o problema
da ideologia. A crítica da ideologia de
tudo é ideologia, né? Isso aí é
ideologia, isso é ideologia, isso é
ideologia também. Não tá resolvendo
problema de acabar com a própria
ideologia. Então, como é que você
resolve isso? Como é que você enfrenta
isso? E nisso as condições para
convivência humana vão se enfraquecendo
cada vez mais. Que o Levinas percebe
antigamente era moral, que tá
descredibilizado. E agora a gente faz o
quê?
Pô, isso é uma reflexão muito
sofisticada. É difícil de ler essas
desgraças, mas é muito sofisticada e
muito do nosso tempo, né? Então é
engraçado porque nesse ponto você vai
conseguir conectar um conservador
preocupado com a defesa da família, né?
Não tá preocupado com defesa da família
nenhuma. Ah, família, os bons costumes.
Por quê? Porque eu quero conviver bem,
porque esse mundo tá errado. Você vende
uma pessoa por um par de sandália e ao
mesmo tempo você vai conseguir conectar
alguém que é progressista, que tá na
crítica da ideologia mesmo, marxista,
que tá querendo colocar ali em questão
esse mundo, no qual faz sentido você
botar preço nas pessoas e uns valham
mais que os outros.
Não, alguma coisa tá errada. Como é que
a gente resolve isso?
Saca
é bom, velho. É difícil de ler. É, mas é
bom. É bom.
Diz que fazer o baralho. Que reflexão
muito boa. Essa reflexão é muito boa. É
muito boa mesmo. Ela é difícil. Ela não
é simples. A gente tá num sofrimento
danada aqui. Mas ela é boa, não é?
Pô, mano, eu curto, velho. Curto esse
trem aqui.
Veja, o Levinar tá fazendo um bom
diagnóstico, né? Não significa que ele
vai encontrar um bom prognóstico e
solução, mas ele saca muito bem o
diagnóstico. Ele faz uma leitura
incrível da realidade, assim, é
abstrata, genérica, difícil, mas é muito
sofisticada, muito sofisticada. É muito
bacana. Bom dia, querido Jones Miguel,
que diz: "Perfeito demais". Pois é,
seria perfeito mesmo se ele escrevesse
de maneira legível, compreensível, né?
Mas é não ajuda a gente. [risadas]
Mas gente, o Levinas, ele não é
marxista, né? Na verdade, é ao
contrário, ele é bem receoso, mas ele tá
sacando as paradas aqui. Ele toca, ele
chega, ele deu um passinho, ele quase
foi convertido para pro lado do bem
brincadeira. [risadas]
Ele quase quase veio pro lado correto da
força, mas ele não chega, né? O
conservadorismo dele é mais forte.
Mas a, mas ele saca, cara, ele percebe o
movimento. Isso é muito bacana assim. Eu
acho muito legal. E aí fica um desafio,
né? Porque para marxistas, muitos
marxistas, né? Que que a gente não sei
nem que nome que a gente dá para esses
marxistas, ortodoxo, não é? Clássico,
não é?
Sei lá que nome que a gente vai dar,
marxista de manual, marxista mecânico,
marxista acadêmico, né? Estuda muito
pouco, discute muito pouco as condições
de convivência, né?
A ética, efetivamente, discute muito
pouco ética, não tem uma discussão ali
sobre ética e valores. E isso é
importante.
Diz que do Gabriel Montoles,
se eu entendi, eu também não sei se eu
entendi, ele disse que as pessoas
questionaram as estruturas da sociedade,
a ciência, a ideologia, por exemplo, mas
não temos no que nos apoiar agora. Tipo
isso. Exatamente isso. Exatamente isso.
Não necessariamente as estruturas da
sociedade, mas é isso. É nessa linha. O
que ele comenta é agora de maneira muito
sintética e resumida, a 1 hora 16
minutos de nossa live.
Se por um lado o desenvolvimento de uma
ciência positiva e crítica fez com que
nós percebêsemos
que na história e nas relações sociais
há determinações para um conteúdo
ideológico, entre eles, por exemplo,
moral, valores e hierarquização de
valores. E por outro, uma filosofia de
martelo tal qual Niets, chega
arrebentando, questionando tudo como
ideologia, mas não num passo científico,
senão num passo destruidor, né,
demolidor, demonstrando que isso é uma
ideologia, é uma preferência, é uma
arbitrariedade e tal, não sei o quê. Se
esses ambos essas posições criticam o
elemento ideológico
em em seu movimento e que tá correto,
obviamente,
como efeito não intencional, em alguns
até intencional, você descredibiliza
aquilo que era fundamento de
determinadas sociedades para a
convivência.
E aí o que nós temos agora é uma
ausência de fundamento para conviver
junto, para estar junto, como
organizamos a nossa vida, como a gente
orienta de modo que a gente possa
conviver.
Aí a moral fica descredibilizada.
Nisso entra um vazio no qual a ideologia
vai se interpor novamente, porque ela tá
sendo criticada, mas aí ela se interpõe
como interpretação do mundo.
E aí a ciência vai criticando a
ideologia. Essa denúncia da ideologia,
ao enunciar isso à ideologia,
descredibiliza o elemento, vamos dizer
assim, moral. Esse elemento moral, não
existindo, ele enfraquece a
possibilidade de você ter a ciência como
orientadora da vida dos seres humanos.
Porque agora não é para ter certeza, né?
Agora você tá criticando até esse
processo, porque qualquer afirmação do
dever ser é historicamente determinado.
E aí, portanto, a própria análise
científica, vamos dizer assim, vai jogar
de novo a ideologia pro pr pra frente do
do sujeito. Então, essa tríade, né,
ideologia, ciência e moral, estão
disputando entre si e ficam ali um
enfraquecendo o outro e a gente começa a
ficar cada vez menos com menos sensação
de que dá para conviver, de que dá para
estar junto. Essa esse é o elemento do
do Levinas, tá? É, mas é é nessa linha.
Não sei se fez sentido, mas é isso aí.
Se não fez, olha que grande desperdício
de tempo que a gente tá tendo aqui.
Espero que esteja ajudando.
E então ele fala, né, que que
essa miséria moral crescente na era
industrial, né,
aparece como esse grito, esse clamor,
esse gemido das pessoas que vem um mundo
na qual a razão estabelece uma ordem,
justifica uma ordem que você pode vender
um pobre por um par de sandálias.
E aí diz o o Levinás, grito profético,
né? Ele gosta de utilizar essas
expressões eh religiosas. Levinas usa
bastante elas. Grito profético.
H, cadê? Cadê? Cadê? Cadê?
Ixe, perdi a grito profético, mal apenas
discurso.
Voz que branda no deserto. Vê como ele
utiliza bem as metáforas religiosas, né?
Revolta de Marx e dos marxistas para
além da ciência marxiana. E aí vem,
utiliza ma os termos porque ele confunde
marxista e marxiano aqui, então tá
completamente equivocado. Mas o que ele
diz é: "Ao perceber essa miséria desse
dessa era industrial, por exemplo, o
grito de Marx e dos marxistas, ele vai
para além da ciência marxiana. Ou a
gente poderia fazer o contrário. O grito
de Marx e dos marxianos vai para além da
ciência marxista que acha que é
simplesmente a condução da história a
partir de intervenções sistemáticas.
Porque ele vai dizer: "Cara, não, isso
também não tá garantindo a convivência,
porque vai entrar nessa tríade de novo
da ideologia que vai dizer: "Não, mas
isso aí é ideológico". E aí começa de
novo o círculo infinito, que é aquilo,
né? O cara de direita, conservador, o
canal, extrema direita, não sei o quê,
vira pra gente e fala que é isso aí de
vocês é ideologia, isso aí é ideologia,
né? Então você fala o o
você fala defende que você é marxista,
mas isso é ideologia. Fala, não, mas
marxismo como ciência, ideologia, seu
ideólogo, ideologia só de esquerda, né?
Então o o essa taxa de enunciação da
ideologia, ela descredibiliza até a tua
própria ação. E aí o o Levinas tá
tocando nesse ponto de perceber que um
mundo cuja ordem justifica a venda de
uma pessoa por um par de sandálias, esse
mundo, a denúncia a esse mundo vai para
além de uma análise científica. Ele tá
tentando colocar Marx daí como esse
profeta no deserto gritando e os
marxistas para além dessa ciência
marxista, né, tentando buscar esse
fundamento ético. Eu gosto desse
apontamento porque dentro de nós, do
nosso movimento marxista, nós discutimos
muito pouco ética, muito pouco. Ética
como não só como campo da filosofia, mas
na busca dos elementos de convivência.
Eu acho fundamental que a gente discuta,
certo? Certo? Vocês fundamental mesmo.
Sentido de lacerante como um grito que
não é assimilado pelo sistema, que o
absorve
onde não cessa de ressoar como voz
diferente daquela que o discurso
coerente manifesta.
Não é sempre verdadeiro que o não
filosofar é ainda filosofar. Calma aí
que aí uma confusão da nada que a gente
já vai chegar. Pera aí. A força de
ruptura da ética não atesta um simples
relaxamento da razão, mas o fato de pôr
em questão o filosofar. Questionamento
que não pode recair em filosofia. Calma,
calma que a gente vai chegar. Mas que
singular revira a volta?
por sua relatividade histórica, por suas
desenvolturas normativas,
que se diz regressivas, a ética é a
primeira vítima da luta contra a
ideologia que ela suscita. É aqui que
ele queria chegar. Ele tá dizendo a
para Levinás,
ética é a filosofia primeira,
como a gente comentou. Então, quando ele
fala não é filosofia, né? Então, o
filosofar ou filosofar, a discussão
sobre filosofia não pode recair em
filosofia à medida que ela não se torna
ética, não volta pro elemento ético.
Porque para Levinas filosofia ética,
discutir ética.
E aí ele fala a possibilidade de
ruptura da ética, né, nesse mundo no
qual a gente tá vivendo aqui, não é?
relaxamento da razão, né? Não é que a a
razão baixou a guarda como se tivesse
uma disputa entre ética e razão, né? De
um lado, a ética e o pessoal que é
sensível à humanidade. Do outro esses
racionais, não os MCs, esses racionais
capitalistas.
Não, não, não. Ele não tá opondo uma
coisa outra. Não tá dizendo a
relaxamento ético. Não, não.
Mas o que ele tá fazendo é pôr em
questão a próprio processo do movimento
do pensamento, da racionalidade, o que
ele chama aqui de filosofar, né? Porque
pro Levinas, filosofar é um elemento da
atuação ética, de pensar é eticamente.
Então é colocar e entender que na razão
e na racionalidade está implicada essa
reflexão ética. Ela tem que estar no
ponto de partida, mas que ela tá
perdida. E ela tá perdida por quê? E aí
vem a reviravolta que ele chama atenção,
que é o que eu quero comentar aqui. Por
sua relatividade histórica, por suas
desenvolturas normativas, que se diz
regressivas, a ética é a primeira vítima
da luta contra a ideologia que ela
suscita.
Se a crítica à ideologia é fruto, por
exemplo, de um grito ético,
pessoas que sofrem com determinados
processos de opressão por uma norma, uma
ordem moral existente.
Elas criticam essa ordem moral porque
ideologicamente já tá justificando
opressão, qualquer que seja,
abstratamente falando.
Ao criticarem esta ordem, no processo da
modernidade, vira uma crítica
à ideologia, essa taxação de conceito de
ideologia, porque é historicamente
determinado, é socialmente construído
e, portanto, arbitrário.
E si surge do grito ético, do grito
dessas pessoas que sofrem com a uma
determinada moral estabelecida. Se surge
desse grito uma crítica à ideologia,
agora a crítica à ideologia,
esse movimento crítico está realizando
como vítima a própria ética, que seria o
ponto de partida para poder fazer a
crítica.
Se o grito ético é o ponto de partida
para fazer uma crítica à ideologia.
Agora, a crítica à ideologia toma como
vítima primeira a ética,
as condições de convivência humana.
Porque afinal ao chamar de arbitrário,
ao mostrar historicamente a determinação
histórica, ao mostrar esse processo,
você tá criticando as condições de
convivência. que estavam até então
estabelecidas. E aí o Levin tá dizendo:
"A ética é destruída ou é a primeira
vítima da crítica da ideologia".
Excelente reflexão.
A crítica ideologia surge de um grito
ético, de um pensar ético, mas seu
efeito está sendo a destruição e tomando
como vítima a própria condição de
convivência, a própria ética.
o próprio pensamento primeiro.
E aí ele vai percebendo esse
desdobramento cada vez mais complexo,
né? Então, se você for entrar, utilizar
essa estrutura nos mínimos detalhes, vai
ser a crítica da razão capitalista, né?
Essa razão que ordena um capitalismo
desse jeito. Você vai falar: "Pô, mano,
em nome de uma convivência, de uma
ética, do grito do sujeito, eu vou
criticar essa racionalidade?
E aí entra na chapa toda a
racionalidade. E aí você critica tudo
quanto é racionalidade que tiver. E aí
nisso você cria, tira as condições da
ética, porque por Levinas, como ele
chama, a ética é a filosofia primeiro, é
o pensar primeiro.
Pronto. Aí por outro lado, não, não,
não. Então eu vou criticar agora esse
excesso de crítica à ideologia.
[risadas]
Criticar ideologia pela ideologia, sei
lá, não importa. Todo esse processo, ele
tá destruindo as condições de
convivência humana. E a gente não tá
tomando, portanto, a ética como elemento
primeiro. E o Levinas é tentar
estabelecer essa ética como elemento
primeiro para que a gente não se perca
no processo da crítica, para que você
seja capaz de manter algum fio mínimo de
condições para a convivência.
Cara, eh, esse texto ele ele me chama
atenção hoje em dia quando quem tiver no
grupo de estudo, não, no grupo estudo,
no clube de leitura, porque é da
membresia, vocês vão ver, a gente vai
ler o livro da Alice lá e a gente tá
discutindo epistemologia,
vai discutir epistemologia, né, teoria
do conhecimento e tal, e vocês vão ver
como isso se conecta de certa maneira,
mas não diretamente,
com essa nossa razão moderna e da
crítica pós-moderna, que junto com
Lúciel
eu nossa
cada vez mais fechado com ele. O que a
gente chama de pós-modernidade, na
verdade, é a modernidade debatendo em si
mesma, né? Modernidade 2, 2.0.
[risadas] É modernidade debatendo com
ela mesma dentro dos seus próprios
problemas.
Eh, mas
todo o esforço que a gente tá tendo hoje
nas nossas discussões políticas é de
tentar encontrar um elemento de
convivência, porque as saídas propostas
na crise da modernidade, com
pós-modernidade, fragmentam cada vez
mais as nossas relações,
cada vez mais. Então é cada vez mais
individualizado, cada vez mais
fragmentado, cada vez mais isolado, cada
vez mais na no esforço de crítica
ideológica de que tudo é estruturado
historicamente, socialmente determinado,
não sei o que, não sei o que, não sei o
que, que tá correto. A gente não
consegue mais ter os elementos de
convivência, de estar junto, de
respeito, esses valores que
aparentemente
deveriam ser presentes. Mas quando você
apresenta enquanto valores, que que
acontece? Pera, pera aí. Esse valor aí é
moral. Esse valor aí é historicamente
determinado, qual é a sustentação dele.
O Levinas não vai encontrar uma solução
adequada, não vai, porque ele não é
materialista. Se ele fosse materialista,
ele encontrava uma solução adequada. Mas
como ele não é materialista, ele vai
ficar muito no apelo ético, no grito
ético, no outro do outro, outro outro
que fica gritando. É uma gritaria da
nada. Ateridade que clama por você e não
sei o quê e vai buscar umas máximas, não
vai, não vai resolver. Mas é, o
diagnóstico é bom, velho. O diagnóstico
é bom, mano. É a gente perceber a
incapacidade que nós estamos tendo de
convivência, de diálogo, de conversa, de
respeito pelo outro, que é outro que não
é a mesma coisa que eu. É óbvio que o
outro não é a mesma coisa que eu, pelo
amor de Deus. Só que ao reconhecer isso,
o Levinas fala: "É necessário, então, a
convivência. Qualquer outra pessoa não
percebe a possibilidade de convivência.
Ao contrário, a gente, o outro não é a
mesma coisa que eu." E aí começa
conflito,
começa a dominação, né? Doideira,
doideira. Mas pronto, deixa eu respirar
um pouquinho que já já vou fazer um
outro comentário.
Diz que doido Gabriel Montolesi. Alô,
alô Marxiano. Já dizia Rita Li.
Exatamente. Alô, alô Marxano. Diz que do
Jons Miguel. A ciência virou apenas
produção de artigos. Muitas delas,
especialmente nas ciências sociais. Aí
meia crítica ao nosso trabalho de
ciências sociais na na academia, na
universidade, o que não reflete
necessidades da classe trabalhadora
mesmo. Muitas vezes não, mas em outras
sim. Então a gente também não precisa
perder todo o desespero, né? Não precisa
perder pro desespero. Muitas vezes tá
atendendo a necessidade da classe
trabalhadora. Por exemplo, quando o cara
faz uma vacina bacana, atendendo a
necessidade da classe trabalhadora, um
aplicativo que facilita aí a a o dia a
dia, tá tá atendendo a necessidade da
classe trabalhadora.
Então também tem coisas bacanas.
A razão ficou completamente subordinada
a capital. Não completamente, mas ficou
subordinado. Isso sim, porque existe um
tipo de ação racional instrumental que
não é a razão, mas um tipo de operação
racional que ela é bem complicadinha
quando reduzida ao mercado. Com certeza.
Calma, Jones diz fazer o ódio eu tô
calmo, né? Com em caixa alta diz Jones,
né? Então tá todo mundo calmo, tá
tranquilo. Ah, vocês estão debatendo
aqui, então boas bom debate sem você.
>> [risadas]
>> Pronto. Exatamente. A grande parte dela
não é usada para reais de necessidades
humanas de J Miguel. Perfeitamente.
Diz que do vira latavulso. Rafa, como é
que você tá? Rafa tudo bem chegando
agora vindo da terapia. Que bom. Terapia
inspirado por esta quarta de sol aqui.
Tá um é tá quase sol. Tá quase sol. Bom
dia. Bom dia, querido. Rafa. Diz que
Thiago. Não pode jogar o bebê fora junto
com a água do banho. Jon. Exatamente. Na
verdade, isso, então, isso aqui que o o
Thiago fez foi um paralogismo. Não se
joga o bebê junto com a água suja.
Eu fico preocupado com a pessoa que
percebeu essa máxima, que que ela tava
fazendo?
Preocupante.
Diz que vou fazer o watch. A aplicação
da ciência tá crescendo muito. Parece
que cresce.
Diz que do William. Bom dia. Bom dia,
William. [risadas]
Tamos junto. Estamos juntos juntos.
Desco, Jones. Tá bom, tá bom, tá bom,
tudo bom. E aí, minha gente, é muito
massa essa, esse tipo de debate. Eu, eu
gosto dele, esse tipo de discussão do
Levinas, né? Eh,
é, cara, é uma reflexão sofisticada. Ele
escreve num jeito difícil, mas ela é
muito interessante. Ela é muito
interessante. E o essa estrutura do
Levinas fazendo essas percepções, eu não
não vou continuar a leitura porque eu só
vou ler esse esse tópico mesmo. Mas tem,
cara, tem muita coisa, muita coisa
bacana nesse texto.
Inclusive, uma parte aqui que eu gosto
muito,
que é bem pragmática do Levinas. Ele nem
sabe disso. Nem sabia disso, mas é muito
pragmático.
Ah, tudo bem. Não, não vou ler esse
trecho agora, não. Deixa para depois.
Ah, mas descrito Luk ficou cansado de
ver os vários bebês sendo jogado fora.
Essa é minha preocupação. Que que tava
acontecendo? Diz que do Gabriel
Montoles. Essa paralogia do bebê me
lembra sempre o Chaves explicando como
checar a temperatura da água do banho do
bebê. [risadas]
É bom mesmo. Mas é, você vê, né? Para
você ver, para você ver
Levinas, ele ele tem como fundamento da
ética dele algo bem abstrato,
mas que é interessante,
porque o grande ponto dele é falar que o
outro, a outra, o outro sujeito, mas ele
não usa a palavra sujeito, ele se
recusa. Outra pessoa, o outro humano,
outrem, como ele gosta de falar, né?
Outrem
autoridade.
Esse outro eh esse outrem, esse outro é
outro que não eu mesmo, que não o mesmo,
nem usa eu, que não o mesmo. É uma total
diferenciação entre eu e vocês, né?
Entre eu e alguém, entre eu e uma pessoa
completamente distante, né? Então
estamos aqui
totalmente apartado. Outra pessoa é
outra pessoa totalmente diferente. E não
tá diferente de características, é que
eu não tenho controle sobre outra
pessoa. É outro completamente outro. De
modo que eu não sei quem é. Eu sou
surpreendido constantemente por essa
pessoa. Eu tenho uma criança aqui em
casa, né? Tem uma criança aqui em casa
que vai completar 7 anos
e todo dia eu percebo que é outro
sujeito que não eu. É impressionante
assim. É, me lembra constantemente que,
meu Deus do céu, é outra, é outra, é, é
uma alteridade absoluta, né?
E aí ele, ao perceber a alteridade
absoluta, fala: "Eu sou sempre
responsável por esse outro, eu tenho
responsabilidade por outrem, né? Tenho
responsabilidade por por pelo por essa
autoridade, por essa outra pessoa. No
caso da minha criança aí, efetivamente
tenho responsabilidade. Se não dá as
condições, a coitada falece. Então, tem
que garantir as condições para para
sobreviver e para viver bem.
Eh,
e esse outrem, essa outra pessoa que é
outra, completamente outra, não é a
mesma coisa que eu, o Levinas aposta
nessa diferença, nessa separação
completa, né? Por quê? Porque do ponto
de vista comum do dia a dia, nós vemos o
outro como extensão do nosso pensamento,
né? Então eu reconheço o outro porque
ele é um ente externo que tá na minha
visão.
Tá na minha visão. Eu vejo, compreendo,
compreendo o outro, né? Tá, olha o p, eu
compreendo esse humaninho que tá na
minha frente, tá compreendido.
Vejo um copo e vejo uma pessoa. São
entes dispostos nesse mundo.
E aí esse esse mesmo, esse ser no mundo
que compreende o mundo, que vê o outro,
que tal, não sei o quê. Se você não toma
cuidado, você vai tomar o outro como uma
extensão de você mesmo.
E aí que o Levinas vai entrar falando:
"Não, não, não, o outro é outra coisa
mesmo, é outro sujeito, você não tem
controle sobre ele".
E aí ele gosta muito da imagem do grito,
né? O grito do outro, não sei o quê.
Clamor do outro, que nem a gente leu
agora a pouco. E por quê? Porque você tá
na rua, faça esse teste, não precisa nem
fazer muito esse teste. Tá na rua, a
pessoa fala: "Bruno, nem precisa falar
direito meu nome, porque meu nome é um
grunhido, qualquer some." Aí
imediatamente a minha cabeça vira e eu
nem tava controlando ela. Eu foi
automático, foi um movimento quase
inconsciente. Se não for inconsciente,
né? Foi, chamou, virei. Às vezes não
precisa nem chamar, só viu, né?
Você
vira a cabeça imediatamente. Esse outro
gritou
e você foi obrigado a olhar para ele,
para ela, pra pessoa que te chamou. O
Levinas fala: "Issa aqui é a liberdade
do outro atuando sobre você. Você não
tem controle sobre ela. Ela chamou e
você teve que responder, né? Esse grito,
esse chamor, esse chamar do outro, esse
outro sujeito que pede, que clama, que
ele, ele te coloca numa
responsabilidade, te põe no mundo atento
que, caramba, isso aqui não é uma
necessidade minha, é da outra pessoa,
ela é outra que não é eu, eu não tô
sentindo fome, por exemplo, mas aí minha
filha fala: "Tô com fome, i caramba, eu
tenho que atender a necessidade dessa
criança." Ou a pessoa te chama na rua,
você não tem controle, você eita essa
liberdade do outro, essa vida alheia
interfere na sua, você não tem controle
sobre ela. Então, te coloca num mundo em
que os outros são outros, completamente
outros. E aí você tem responsabilidade
nessa relação. É um jeito incrível de
perceber a realidade. É um jeito muito
massa de de de entender ética como
relação, primeira, filosofia primeiro,
né? Eu sou obrigado a pensar por causa
do outro. Tem outra pessoa na minha
frente que me faz ter que pensar, faz
ter que resolver problema, me faz ter
que é, né, convivência, né? Nessa
relação. Devinas até prefere, ao invés
de falar sobre o a visão, né? Ele fala
na tradição ocidental, é a visão, o ver,
o compreender. E ele fala na visão
semita ouvir.
Eh, não é ver. O que importa é o ouvir.
Essa sensibilidade de estar escutando,
de estar atento e que aí alguém clama,
você tem que virar a cabeça, tal. Eh,
é incrível, é incrível, é incrível, é
incrível, incrível.
E aí você tem que estão me chamando.
Eita, ten que fazer um negócio aqui, pá.
Esse outro te coloca numa relação ética,
numa relação comprometida, que você tem
que se comprometer, que você tem que
estar junto e que você tem
responsabilidade pelo outro. Pronto.
Isso é incrível, cara. É uma sacada para
um ponto de partida, mas ainda abstrato,
não material, não materialista, mas que
tenta reconstituir algum elemento para
que a gente tente superar aquela relação
que a gente viu entre ideologia, ciência
e
eh moral, né?
essa trava que a gente estava vendo pro
Levinas, o o reconhecimento do outro,
essa necessária intersubjetividade, né?
Essa necessária relação. Ninguém vive
sozinho, ninguém é fiote de chocadeira.
Você veio de algum lugar da barriga de
alguém, aprendeu a língua com alguém,
obviamente. Então, você depende desse
outro e você está a serviço desse outro
ao mesmo tempo. É uma relação de
mutualidade ou deveria ser. O Levinas
vai tentar refundar esta ética. Você
pode pensar, você pode dizer que é
ideologia, você pode ter diferentes
valores morais, diferentes estruturas
hierárquicas de de dever ser. Você pode
ter um monte de coisa. É tudo
historicamente determinado, é tudo
arbitrário, tudo socialmente. É, mas é
ter que conviver, não é?
[risadas]
Ter que tá junto em relação com o outro.
Não, você não decide isso. Essa parte
não tem como. E aí ele vai tentar
reconstruir uma ética que tão e eh não
caia nessa armadilha,
o que é muito bacana, o que é muito, eu
acho sensacional, só que ainda é
abstrato genérico, não é materialista.
Eh, então dificulta na hora dele
formular e de ter de maneira mais
estruturada. Aí tem outros autores que
vão encontrar caminhos mais
interessantes e que inclusive não vão
descartar a análise crítica marxista tal
qual o Levinas faz.
Mas é legal esse esse essa percepção,
né? Eu tenho que estar com o outro, tal.
Só que o Levinas tá tão focado nesse
outro, nessa relação ética, que ele tem
uma compreensão da política extremamente
negativa, né? Ele só pensa na relação
entre dois. Eu diante do outro, face a
face com o outro. E aí eu tenho que
pensar nesse outro, eu tenho que atuar
com esse outro, eu tenho
responsabilidade sobre esse outro. Aí
ele fala: "Mas se aparece um terceiro,
só dá para olhar para um, só dá para
ouvir um, não dá para fazer tudo ao
mesmo tempo? Aí ele percebe aí o
problema da política e aí ele entende a
política já num passo meio corrompido ou
de corrupção dessa relação ética
primeira, porque aí ele não é
materialista, né? Então ele começa a
falhar miseravelmente em sua filosofia.
Mas até aí é uma constatação muito
massa, é uma reflexão muito interessante
e que eu queria compartilhar com vocês
nesse papo e convidar vocês que estão
assistindo esse trem aqui ou que vão
assistir esse trem aqui a se tornar
membro, membro, a membro e membresia do
canal, porque a gente vai voltar a outro
ponto desse textinho aqui que é menos
político e mais epistemológico de teoria
do conhecimento, desse livrinho de Deus
que vem a ideia lendo a lista no país do
espelho. [risadas]
Então fica o convite para vocês. Eu vou
utilizar esse essa referência aqui lá
naquela brincadeira também e vamos
tentar trazer mais filosofias e
filosofias aqui para nossas livezinhas,
enquanto a gente também nesse período
eleitoral discute com o pastor safado,
tá bom? Pra gente ver, né?
E acho que foi massa. Curtiram? Papo
doido, né? Papo doido, mas eu acho
legal, eu gosto. Me diverte. Eu sei que
é sofisticado, eu sei que é difícil, mas
é bacana. Dá para voltar aqui algumas
vezes. Beleza.
Era isso que nós tinha para hoje.
Era isso que nós tinha para hoje. Isso
que nós tinha para hoje. Então, não
esquece de curtir esse vídeo que eu
sempre esqueço de pedir pr as pessoas
curtirem o vídeo, comentar, né? Faz
algum comentário aí aleatório, falar:
"Ei, e tá bom?" E e ou coloca não caia
em deep fake, sei lá, qualquer coisa
assim. Eu não vendo remédio. Põe eu não
vendo remédio que já tá ótimo. Chegou
até aqui você comenta eu não vendo
remédio pronto. Ajuda a gente e
compartilha daí essa livezinha com
pessoas que gostam de filosofia também,
que gostam desse tipo de papo. E a gente
vai tentando crescer porque afinal nós
somos um grupo pequeno, mas fiel e
resistente e que tá sobrevivendo graças
a vocês. Obrigado aí. É verdade mesmo.
Tô falando sério. Fazer esse canalzinho
aqui é bacana. Ele tem sobrevivido
porque tá caindo ou um Pix vez por outra
ou uma membresia vez por outra, né?
Então é é bacana. Acho que você não
curtiu o papo.
Beleza, mas deixa eu ler os nossos
comentários pra gente ir fechando. Diz
que do Gabriel Montoli. Bom, tenho
reunião agora, depois vejo o restante.
Abração. Abração, Gabriel Montolesi. Se
você viu o restante, você tá chegando
agora nessa parte que eu tô falando, no
restante, no futuro, que na verdade está
no passado e que você está no presente
acompanhando aqui. Obrigado aí pela
força. Diz aqui do Jones Miguel. Outrem,
adoro essa palavra. Eu gostava até eu
perceber que ninguém entende. Aí eu
comecei a ficar triste. [risadas]
Diz que viral tavulso, nosso querido
Rafa. E toda criança engana. Desde que
nasce em tese, é a mesma criança. Não é,
não é nem a, mas ao longo do tempo você
percebe que são várias crianças, vixe,
infinitas, ao longo do tempo, porque o
tempo passa e a mesma criança fica
diferente. Nossa, é assustador. É
assustador. Então, quando mostro a foto
da minha filha novinha para ela mesma,
eu digo: "Essa era a outra Lina que eu
conhecia". [risadas]
Da hora. Vou adotar. Diz querido Cléber
Lauer. Poxa, é um tal de tira fone, põe
fone. O trabalho tá trabalhando. É, o
trabalho é horrível. Trabalha, trabalho.
Mas a gente tem que trabalhar. Tem que
trabalhar. Deixa o homem trabalhar numa
escala 4x3. Ia ser massa.
Tempo suficiente para ser produtivo,
para descansar e desfrutar da vida.
Justo, porque a gente tem que tá, tem
que ter a nossa contribuição social, né?
Vivemos em sociedade, trabalharemos, mas
é que a exploração do trabalho
capitalista na desgraça.
Diz que do Jons Miguel: "Eu gosto das
filosofias que dizem que você só
constrói o eu a partir da relação
racional com outra". É. Qualquer outra
que diga o contrário, ela tá equivocada.
Qualquer outra que acha que a gente é
filhote de chocadeira, ela não entendeu
muito bem a racionalidade, a realidade,
né? Ou irracional também vai saber. É,
vai saber. Eu quero ver a a a o clube de
leitura. Vira membro membro membresia do
canal que vai ser legal. Vai ficar
legal, pô. Vai ser vai ser legal. Vai
ser legal. Tá legal. Modestia parte tem
muito conteúdo bacana.
Diz que do look de
valeu pela demais pela live, pela live,
pô. Espero que vocês curtam. O papo foi,
o papo hoje foi filosofia pura e
simples, hein? Filosofia por e simples.
A gente vai voltar com mais textos aqui.
Bom dia, querido Ravioliva. Raviolivá,
tudo bem com você? Espero desejo que
sim, meu querido.
J Miguel, eu sempre deixo um comentário.
Obrigado, J Miguel, por deixar um
comentário.
Diz, querido Pedro Robini. Olha só
quanto tempo não entro. Pedro Robini,
bom dia, meu querido Pedro. Tudo bem com
você? Espero desejo que sim. Um
excelente dia. E aí, eu espero que você
curta o conteúdo aí, viu? Espero que
você curta. O papo hoje foi foi papo
filosofia filosofante filosofosa. J
Miguel, assinem o privacy do Bruno,
galera. Exatamente. Que é você virar
membro, membro membro membresia aqui do
canal, né? Pode colocar este comentário
também. Assinem o privacy do Bruno, vira
membro. É isso. Bota o membro. Isso.
Isso aqui o fazer o áudio. Bota o
membro. Bota o membro. Tá tudo certo.
Discrito Pedro. Cheguei no final, vou
voltar pro começo depois. É isso. Você
volta pro começo depois. Agora no final,
que na hora que você estiver assistindo
não vai ser mais o final e nem o começo,
é um tempo da internet que a gente não
sabe como funciona. Irmão, vou nessa.
Tamos junto, Rafa. Bom trabalho. Bom
trabalho para você também. Boa vitamina
D a todos. Precisamos tomar sol. Diz que
do Dandro Gomes. Cheguei no finalmente.
Mas finalmente alguém falando sobre
Levinas. Estamos junto. Parabéns pela
ida ao Noite Brasil. Foi muito bom o de
noite Brasil. [risadas]
Muito obrigado. Muito obrigado, Sandro.
Foi massa, né? Acho que o papo foi
legal. Espero que o pessoal tenha
curtido também. Espero que tenha sido
bacana. Foi legal. Gostei. Importante a
gente falar sobre evangélicos nesse
paízinho. Importante. Importante. Alguém
falando sobre Levinas. É, Levinas é
difícil, né? Por isso que é difícil esse
trem. Não é fácil não, pô. aqui penando
durante quase duas horas palestar essa
desgraça. Mas é legal cara, eu gosto,
gosto, gosto muito. Beleza, meio puerlo.
É isso.
Vamos correr, mas vamos sobreviver.
Estaremos bem.
E quarta-feira, né? Quarta-feira
praticamente serrada em semana,
praticamente [música] fim de semana.
Fique bem.
Sejam responsáveis pelas outras pessoas
que passarem na vida de vocês. Se sintam
responsáveis por ela. Estejam ali para
um cuidado importante. Entendam que a
outra pessoa que não tá sob seu
controle, ela é completamente diferente
de você. Outra completamente outra.
Vamos buscar aí fundamentações para a
nossa convivência, para a ética, de
maneira que a gente consiga estar junto.
E
[música]
da próxima vez que a gente se encontrar,
eu espero que vocês gostem do conteúdo,
que a gente continue trocando bastante
ideia. Seguimos por aqui, sempre
trazendo a boa nova.
>> Seguimos [música] trazendo a boa nova.
Todo dia útil até a vitória final.
Seguimos trazendo [música] boa nova todo
dia útil
>> até vitória final.
[música]
Bem, Deus abençoe. Até mais.
É nós. Se cu. Co?

Tags: