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A fé vem pelo ouvir

Conselho Divino (parte 03) – BTCast 664

Conselho Divino (parte 03) – BTCast 664

Conselho Divino (parte 03) – BTCast 664

Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Luiz Henrique, Cynthia Muniz e Matheus Ávila se reúnem para conversar sobre um tema que atravessa diversas páginas das Escrituras: o conselho divino.

Seminário Igreja Sob Medida: https://bit.ly/4qX5xZg

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Quem são os seres que aparecem diante de Deus? O que a Bíblia quer dizer quando fala sobre a assembleia ou conselho celestial? Como esse tema aparece nos Evangelhos e quais são suas implicações para a compreensão do mundo espiritual?
Neste episódio, vamos explorar os textos bíblicos que apresentam essa realidade e discutir como o conselho divino contribui para uma leitura mais ampla da cosmologia bíblica, da atuação de Deus e dos seres espirituais.
Dê o play e venha descobrir o que a Bíblia realmente apresenta sobre o conselho divino!

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Playlists legais para você maratonar:

– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
– Série Os Outros: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALUz4ZnUbe1id7GI4BVDs-O
– Série Aliança: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALKeBBgfaSYx_7eWJWPKN3k
– Série Parábolas: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALmTOownlMJJ_SGOsn1R0Mr
– Série Origens Cristãs: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYALjBXZp2y9551ayHWhdKBS5
– BTCasts MC: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAInhfKseQ-DMuNBW1V081oF
– BTCasts ABC2: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAJQRa75AUS1NKO-lWMikCot
– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Começa agora o Bcast.
Teologia é nosso esporte.
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTC, o de número
>> 664.
>> Eu sou o Luís Henrique e o Rodrigo Bibo
de Aquino foi dispensado deste conselho.
[risadas]
>> Muito bom. Você achou que esse episódio
não iria chegar, mas olha só, quem
acredita sempre alcança, né? Eu sou a
Ctia Muniz e eu vou começar com uma
citação aqui de CS LS, que é para deixar
o negócio aqui mais chique, tá? Cartas
de um diabo a seu aprendiz. Nossa raça
pode cair em dois erros, igualmente
graves, mas diametralmente opostos
quanto aos demônios. O primeiro é não
acreditar na existência deles, o outro é
acreditar que eles existem e sentir um
interesse excessivo e doentil por eles.
Fica aí para você,
>> gente. Foi mais um BTC aqui para vocês e
tudo mais. Citação, a entrada mais longa
de todas. Obrigado, Cíntia. Obrigado.
[risadas]
>> Pra espera mais longa, a entrada mais
longa.
>> Exato. E eu sou Mateus Ávila e tá
amarrado em nome de Jesus.
>> [risadas]
>> Muito bom.
>> Tá amarrado. Tá amarrado. Você sabe que
essa foi a minha, eu pensei nessa
abertura também
>> aí, mas
>> por causa do texto de de Marcos, né?
Então tá bom. É isso aí. [risadas]
Muito bem, pessoal. Começamos mais um
BTC aqui para falar de um tema que vocês
estavam pedindo e comentando, indo nos
nas nossas DMs e chorando muito.
Conselho Divino, parte três. Até que
fim? Fogos, palmas. Coloca palmas aí,
Rafa, na na edição, tudo [aplausos]
mais. Gente, estamos aqui, eu, Cíntia,
Mateus, para dar continuidade. Rodrigo
Bibo não pôde participar desse podcast,
então nós decidimos tocar para honrar
com esta promessa que estava em um
constante aguardo, em ardente
expectativa e por sua vez nós estamos
aqui para falarmos um pouco sobre isso.
>> Gente, mas o a terra, a Terra girou umas
cinco vezes aí para mais, né? Exato.
Esta é a quinta vez
>> que estamos eh eh ligando as nossas
câmeras para começar aqui a gravar sobre
esse episódio, viu? Porque o mundo
invisível está se levantando, tá? Tá se
levantando contra e se levantou contra
várias vezes, mas tá aqui, né? A
perseverança dos crentes tá aqui. Eh,
para nós entregarmos esse episódio.
Pessoal, nós já temos dois outros
episódios gravados. É de suma
importância que antes de você eh ouvir
esse episódio, vai lá no site, vai lá no
Spotify, no YouTube, coloque Conselho
Divino, BTCast, vai ter a parte um, vai
ter a parte dois. Ouça, coloque ali as
suas dúvidas, que eu estou de olho
inclusive, né, nos comentários ali no
YouTube, eh, mande mensagem ali pra
Cíntia e depois vem aqui ouvir esse
episódio, tá? Eh, dito isso, nós iremos
falar um pouquinho sobre esse tema muito
importante, presente na teologia
bíblica. Mas antes, vamos para o nossos
recados paroquiais. E nos recados
paroquiais dessa semana, eu gostaria de
lembrar que no dia 19 de setembro em
Curitiba, na Igreja Batista Shalom,
teremos o nosso primeiro seminário
Igreja Sob medida. palestras com Rodrigo
Bibo, Guilherme Nunes, eu, tudo falando
a respeito da natureza da igreja, a
missão da igreja e a importância das
escrituras para a formação da igreja.
Daquela forma que somente o Bibotalque
consegue transformar de maneira
dialogal, com boa teologia, com bons
contatos e tudo isso ao redor de Jesus
de Nazaré. Eu te espero lá, link para
inscrição na descrição desse episódio e
no primeiro comentário fixado. E o nosso
segundo recado paroquial é: você tem
dificuldade ou bastante dificuldade de
começar a estudar teologia? Você já
comprou livros? Já montou a sua
biblioteca e você não sabe por onde
começar? Que tal um curso que pegue você
pela mão e de maneira bem dialogal, bem
respeitosa, como se fosse uma grande
conversa, conforme aquilo que a gente
traz aqui no bibotal como todo, te
introduza a teologia para que você
comece a aprender. O curso Teologia
simples da Escola Bibotal de Teologia é
para isso. mais de 25 aulas com ebooks
ao qual você pode baixar, ler, lives com
especialistas, um ano de acesso por
apenas R9,90.
Eu vou deixar o link aqui para este
curso na descrição desse episódio e no
primeiro comentário fixado. Se você
quiser realmente sair desse marasma, ao
qual as pessoas falam sobre teologia,
você fica: "Ué, para que que serve isso?
Teologia serve para muita coisa,
principalmente para você seguir melhor
Jesus de Nazaré. Vem estudar conosco na
Escola Bibotal de Teologia R,90,
precinho bem acessível para você começar
a entender um pouco mais sobre o mundo
da teologia como um todo. Te espero lá.
Agora vocês ficarão com mais um
episódio, mais um BTC. E presta atenção,
ó, esse episódio tá, ó, fenomenal. Muito
bem, pessoal. Muito bem. Estamos aqui
para falar sobre esse tema. Abordamos
ali o Antigo Testamento ou de alguns
temas, né? Alguns textos ali no Antigo
Testamento que mostram um pouquinho
desse mundo espiritual de seres divinos
que meio que corregem todo o cosmos ali
junto com Deus. E a minha primeira
pergunta para iniciarmos esse episódio é
de que quando você olha o final do do
Antigo Testamento até o começo do Novo
Ministério Público de Jesus, quando
observamos ali o mundo teológico sendo
construído do Novo Testamento, você tem
um gap, né? tem um espaço ali
considerável, aonde o povo de Israel
também foi eh submetido a outras
culturas, a outras cosmovisões.
E eu queria colocá-los aqui na fogueira,
como o Bíbo geralmente faz, né? Eh, e
perguntar para vocês que a gente sai do
Antigo Testamento com uma determinada
cosmologia, um determinado entendimento
de como o universo ele funciona, como os
seres espirituais ali eles existem,
coexistem com essa nossa realidade
material.
Houve alguma alteração na compreensão
daquilo que nós tínhamos no Antigo
Testamento pro Novo Testamento,
especialmente ali a nos Evangelhos?
>> A a visão do mundo judaico mudou
bastante, principalmente por causa de
dois eventos que aconteceram. O
primeiro, o exílio que aconteceu com o
povo do norte, que muito mais do que o
exí eles simplesmente foram devastados.
e consequentemente, posteriormente o
exílio do povo para a Babilônia e o seu
regresso para aquela terra. Existe uma
mudança de perspectiva que nós
conseguimos traçar alguns textos,
alguns textos na própria Bíblia Hebraica
que nós temos, como por exemplo aquele
texto que fala que em Reis Davi foi Davi
foi tentado pelo próprio Deus, algo que
sou um pouco estranho para nós. E depois
em Primeira Crônicas, o redator de
primeira crônicas, ele lida com o mesmo
texto, mas ali ele já não fala que foi
Deus que fez a tentação, mas foi o
diabo. Nós percebemos que alguma coisa
que separa esses aconteceu alguma coisa
separando esses dois redatores, o de
Reis e o de Crônicas, ao fazer com que
alguém não atribua a Deus a uma atitude
e fala que sim. Na verdade, foi o diabo
que tentou a Davi a fazer a contagem do
povo. Essa é o que aconteceu ali. Foi
basicamente a inclusão de espíritos que
são inimigos a Deus. Nós temos, por
exemplo, textos como de Jó, que são
textos antigos e nós já conversamos
sobre Jó nesse nessa série
anteriormente. E nós observamos que ali,
por mais que houvesse a palavra Satã, a
palavra Satã estivesse presente ali na
construção daquele texto, o Satão tem
que ser entendido a forma como no Novo
Testamento o Satanás é entendido como
alguém que faz oposição a Deus, como
alguém que faz oposição à humanidade,
diferentemente do Novo Testamento.
Então, nós temos essa mudança na
compreensão que o povo teve justamente
durante o exílio babilônico.
>> Ah,
>> eu acho que uma outra mudança importante
é que a gente vai começar a ver ali um
monte de demônio surgindo.
>> Quando você começa a ler os Evangelhos,
parece que surgiu uma galera aí que a
gente não tava acostumado a ver no
Antigo Testamento. De repente, Jesus
chega e de repente tem demônio para todo
lado, gente endemoniada e demônio
confrontando Jesus, né? E aí você se
pergunta da onde veio isso, né? Porque
no Antigo Testamento a gente tem poucas
referências a demônios propriamente
dito, né? Ou quase nenhuma. E aí de
repente surge e eh esses demônios todos.
E aí a gente percebe também que dentro
de todos esses processos que o Mateus
comentou, tudo isso que aconteceu nesse
período interbíblico, né, que a gente
fala, ah, tem também aí um um um uma
influência de alguma literatura, né, que
vai surgindo no judaísmo aí do segundo
templo, que, por exemplo, é o livro de
Enoque, que não está nas nossas Bíblias,
é uma literatura apócrifa, mas que é
referenciado
no novo Novo Testamento, diretamente por
alguns autores e talvez até
indiretamente por alguns autores também,
mas que parece ter sido um livro que
formou, ajudou a formar essa essa
cosmovisão eh ali já pro pessoal do Novo
Testamento. E é por isso que a gente tem
também essa questão dos demônios e tal.
E a origem dos demônios é meio que
explicado nesse livro, né, desse livro
de Enoque, em conexão com o episódio de
Gênesis 6, que lá no nosso primeiro
episódio a gente falou que foi uma das
rebeliões e que dentro dessa visão que a
gente tá aqui trazendo para vocês, eh,
seria ali aquela rebelião dos filhos de
Deus, tendo relações com as filhas dos
homens. E os demônios seriam o espírito
desencarnado
desses filhos, dessas relações que
aconteceram, ou seja, aqueles gigantes
que depois vão ser ali destruídos na
conquista de Canaã. Eh, então surge aí
eh adendos a essa história, mas que
parece que eram bastante formativos
paraa ideia eh dos autores do Novo
Testamento, especialmente e bem
explicitamente Pedro e Judas vão fazer
referência a esse episódio também.
É interessante notar, né, que o que
vocês acabaram de falar a respeito da do
aparecimento dos demônios do Novo
Testamento em detrimento do Antigo
Testamento, né, que quando a gente
observa, por exemplo, as batalhas
espirituais de Javé, é Jahros deuses,
né, enquanto a gente olha a literatura
do Novo Testamento, aparece então esses
seres espirituais com essas
características, né, e os deuses mesmos
propriamente ditos do panteão romano,
eles são tratados apenas como seres
falsos, né? seros dentro de uma teologia
eh paulina, dentro dos escritos ali. E e
eu eu realmente não tinha parado para
prestar atenção de que realmente tem
essa essa cisão e esse desenvolvimento
de categorias e de seres, né, como um
todo.
>> Inclusive, C, é muito importante que
você faça referência a Primeira Enoque,
porque Primeira Enoque não é o não é o
não é o único livro que traz sobre essas
questões, né? O que acontece nesse
momento, no período interbíblico, é o
surgimento daquilo que nós chamamos de
apocalipticismo, né? Movimento
apocalíptico que trabalha justamente com
essa noção de revelação. E essas
revelações elas dizem respeito ou ao
início do mundo ou ao final do mundo,
né? Elas possuem muito interesse ou
sobre como a ordem das coisas surgiu ou
como as coisas se acabarão. Nós temos em
comum essa literatura, essa noção de que
nós temos uma revelação que
alguma pessoa é levada para ter um
conhecimento mais profundo sobre a
realidade, sobre a ordem das coisas. Nós
vemos um pouco disso até mesmo no livro
de Daniel, mas os principais livros que
nós temos e nós temos diversos livros,
inclusive os manuscritos do marmoto, são
basicamente feitos de cânticos,
testamentos ou livros apocalípticos. Nós
temos, por exemplo, Primeira Enoque,
como você falou, mas primeiro Enoque não
é o único livro de Enoque. Nós temos o
livro de Jubileus, que também foi
extremamente importante, e diversos
outros livros que vão surgindo para
trazer essa noção. Nós temos livros que
inclusive fazem parte da Bíblia da
Bíblia ortodoxa, como por exemplo Quarta
Esdras, né? Quarta Esdras, né? é
justamente um livro de uma viagem, de
uma viagem revelatória em que a pessoa
tem uma compreensão maior sobre como são
todas as coisas, como o que explica o
mundo e a forma como ele é hoje, né? E a
forma que nós explicamos é observando o
movimento e as construções das coisas,
da ordem das coisas e os seres que estão
por trás da forma como o mundo ele é
regido.
>> Legal. Então, nós temos aí um panorama,
talvez vale até mesmo um episódio
especial só para falarmos sobre essa
literatura intertestamentária que
influencia todo o Novo Testamento ali
específico. Comenta aí embaixo ah no
Spotify ou no YouTube, no seu agregador
de podcast. Se você quer esse episódio,
aqui voltamos e não temos problema
nenhum em fazermos e tudo mais. Só que
temos o mundo do Novo Testamento. Então
esse mundo de intersecção influencia
muito o mundo do Novo Testamento. E
quando nós olhamos pro Novo Testamento,
qual o melhor texto eh para nós
começarmos a abordar a ideia de concílio
divino, da realidade espiritual presente
ali, pessoal? Bom, eu acredito que a
gente tem que olhar a construção
teológica que existe por trás do
pensamento.
E nos primeiros, nos episódios
anteriores, nós falamos de vários textos
que eram utilizados para fazer essa
construção teológica, né? Óbvio que
esses textos eles são todos congregados,
reinterpretados
e a partir dessa reinterpretação nós
temos o pensamento, a cosmovisão das
pessoas no Novo Testamento, né? O
primeiro texto que eu gostaria de
enfatizar e esse eu vou ler aqui, que é
Deuteronômio 32, versículos 8 e 9.
Quando o Altíssimo dava a cada povo sua
herança e distribuía os filhos de Adão,
traçando as fronteiras das nações,
segundo o número dos filhos de Deus, a
porção do Senhor foi seu povo. Jacó foi
o lote de sua herança. Essa é a tradução
da Bíblia do Peregrino, a Bíblia que eu
tenho usado pro meu devocional. Nós
também temos um texto que a Cíntia fez a
leitura no podcast passado, que foi o
Salmo 82, que fala justamente do
julgamento que Yahé,
>> Deus de Israel, está fazendo contra os
outros deuses de outros povos. por eles
estarem trazendo injustiça, por eles
estarem trazendo destruição, por eles
estarem trazendo morte às outras nações.
É como se Deus tivesse dado uma ordem
para que esse para que esses filhos de
Deus, anjos,
deuses, eles fizessem alguma coisa e
eles simplesmente não estavam cumprindo
a ordem divina. Por isso eles estavam
encontrando julgamento. Um terceiro
texto que eu acredito que muitas pessoas
quando fazem a sua leitura bíblica devem
passar bem rápido, sem se importar
muito, né? Eh, Gênesis 10. E antes nós
temos Gênesis 6 também. Eu vou falar
antes de Gênesis 6. Gênesis 6 é
justamente aquele texto bizarro que a
gente lê sobre, que é extremamente
importante, mas que vocês já sabem que
nós já falamos aqui antes, que é sobre
justamente os filhos de Deus fazendo
aquele movimento que a Eva fez com a
Adão e Eva fizeram com a fruta, que é
olhar e pegar para si. Os filhos de Deus
agora fazem um movimento inverso e eles
olham, desejam e pegam para si. Pegam
para si as filhas dos homens. Eles tens
filhos, filhos chamados nefilins, que
seriam os grandes heróis do passado, de
acordo com Gênesis 6 de 1 a 4. E de
aparentemente esse é o motivo do
dilúvio. E Gênesis não explica muito,
mas tá lá Gênesis 6. E logo depois de
Gênesis 10, nós temos uma linhagem que
as pessoas simplesmente pulam, né? A
genealogia que as pessoas simplesmente
vão pular. Eu mesmo pulo sempre que
possível. Gênesis 10 traz uma tabela de
divisão das nações, conforme os filhos
de conforme os filhos de Noé. E se você
fizer uma contagem ali, vai dar 70.
Esses 70 nações, elas são extremamente
importantes para compreensão de do
israelita, do judeu, acerca da
totalidade do mundo. Existem para eles
70 nações.
São 70 povos que estão distribuídos pelo
mundo. Cada um desses povos tem o seu
próprio anjo que vai cuidar e zelar por
eles. Ou não, mas eles tinham essa
tarefa de fazer tudo isso. A tabela das
nações é justamente essa de Gênesis 10.
E esse texto que a gente passa
despercebido na nossa leitura bíblica
anual, ele é extremamente importante
paraa construção que é feito por todos
esses outros textos apócrifos que nós
não temos nas nossas Bíblias. Esse texto
ele traz essa compreensão do que é a
realidade, do que é o mundo para um
judeu do tempo de Jesus.
>> Beleza? Então a gente tem ainda esse
panorama, mesmo com as mudanças ali no
período intertestamentário,
com as noções cosmológicas ali, ainda
uma importância grande desses textos que
são debatidos para entender o mundo do
Novo Testamento.
Mas aonde isso aparece no Novo, pessoal?
Aonde a gente pode, por exemplo, dar eh
um pontapé inicial para começarmos a
falar sobre essa realidade? chegar nesse
ponto aí dessa conexão, né, com esses
textos que a gente mencionou. A gente
vai chegar de novo aí na na 70 nações,
né? A gente vai ver que Lucas vai puxar
um gancho muito claro com esses textos
aí, mas eu acho que é legal a gente
falar da chegada de Jesus, da chegada do
reino de Deus e como isso impacta, né,
essa essa batalha cósmica, né, eh aí
dessa desse dessa primeira família de
Deus espiritual aí, desses rebeldes, né,
que se rebelaram aí eh contra Deus. E
como Jesus ele ele ele entra também
nessa história trazendo o um novo
momento para essa batalha. E eu quero
começar exatamente do começo aquele que
é conhecido, né, quase unanimidade como
o primeiro evangelho, que é o evangelho
de Marcos. Eh, e ele vai começar dizendo
a respeito, né, dessa boas, dessa boa
nova que é o nascimento de Jesus Cristo.
E a gente tem ali, eh, logo no início o
batismo de Jesus. Então, a gente não tem
nada ali contando sobre o nascimento de
Jesus. Marcos já vai ali a partir do
ministério público e a partir desse
marco pro ministério público de Jesus
que é o batismo. E quando a gente tem o
batismo de Jesus, a gente tem aquela
cena que todo mundo conhece, que é super
emocionante, que tem uma voz do céu
declarando: "Você é o meu filho amado
que me dá grande alegria". Algo que eh
os autores que vão por essa linha que a
gente tá propondo aqui gostam de
enfatizar, é que embora essa fala seja
muito bonita, ela não é só uma uma
afirmação carinhosa, algo, né, bonito
ali que Deus tá falando a respeito de
Jesus, né, tu és o meu filho. Mas quando
a gente correlaciona isso com textos do
Antigo Testamento, isso é uma afirmação
da messianidade, da realeza de Jesus.
Então, basicamente é eh o filho de Deus
chegou, né? a chegada do reino é é
impactada por esse momento, por essa
declaração. E é interessante que Marcos,
que faz a sequências aí muito rápida,
ele vai de uma cena para outra quase que
imediatamente,
ele já joga Jesus na cena ali da
tentação no deserto, meio que chamando a
gente de volta para aquela ideia ali do
povo de Israel no deserto, para um povo
que falha no deserto. E de repente você
tem Jesus como esse novo Israel, só que
dessa vez ele não vai falhar na tentação
do deserto. E o deserto também, que é um
lugar ali de de espíritos impuros, um
lugar e eh normalmente associado com com
demônio, com com tentação, com coisa
desse tipo na visão bíblica. E você tem
Jesus então sendo levado, conduzido ao
deserto, sendo tentado por Satanás. E o
curioso é que uma das coisas que é
oferecida a Jesus por Satanás é
justamente todos os reinos da terra. E
Jesus não diz para ele assim: "Ah, você
tá de palhaçada, né? Isso aí é mentira.
Você não pode me dar isso". Eh, Jesus
vai combatê-lo por meio da palavra, né?
por meio da sua fidelidade e obediência,
mas ele não nega o fato de que Satanás
pode dar a ele de fato os reinos da
terra. Então, acho que aqui já é um bom
começo para isso que tá acontecendo. O
final da história a gente sabe, Jesus
ele sai vitorioso nessa tentação
>> diante do clímax da tentação, né? A
última tentação é
>> climax da tentação,
>> né? A importância realmente da regência
ali da da do teste diante da regência do
verdadeiro Messias. como pegar um
atalho. Você eh Jesus conseguiria o
reino, né? Todas as nações estariam
sujeitas a ele sem ele passar por todo o
sofrimento da crucificação. Então é algo
realmente muito tentador. Mas Jesus não
escolheu o caminho fácil porque ele
tinha aí outros planos que os poderes
das trevas não tinham muita ideia ainda
do que que ia acontecer. Olha, inclusive
como nós estamos ainda no Evangelho de
Marcos, é muito, muito importante a
gente observar a construção teológica
que o Marcos faz, né? A sequência de
episódios. Inicialmente Jesus é batizado
e já vai direto para uma tentação por
Satanás no deserto, onde ele vivia com
feras e os anjos o serviam ali. O
primeiro ato de Jesus é sempre para
pregar. E aquele texto de Marcos 14 a 15
é tido como uma espécie de resumo do
evangelho, né? Então é um texto muito
mais teológico do que tudo. Atos de
Jesus de verdade, ele chama discípulos
para si, fala que vai fazer pescadores
de homens e em seguida Jesus tem o seu
primeiro milagre, né? Então se a gente
pode falar que esse início aqui de do
ministério de Jesus eh
ele tá resumido em pregar o evangelho,
chamar discípulos e fazer milagres. E
esse e eu quero começar no texto de
Marcos, capítulo 1, versículo 21.
Entraram em Cafarnaum e no sábado
seguinte entrou na sinagoga para
ensinar. O povo se assombrava com seu
ensinamento, pois os ensinava com
autoridade, não como os letrados. Nessa
sinagoga havia um homem possuído por um
espírito imundo, que gritou: "O que tens
a ver conosco, Jesus de Nazaré? Vieste
para nos destruir, ser quem és o
consagrado de Deus?" Jesus repreendeu:
"Cala-te e sai dele." O espírito imundo
sacudiu, deu um forte grito e saiu dele.
Todos se encheram de estorpor e se
perguntavam: "O que significa isso? É um
ensinamento novo com autoridade da ordem
zel inclusive aos espíritos imundos e
eles lhe obedecem.
O primeiro milagre de Jesus no Evangelho
de Marcos é uma expulsão de um demônio.
E isso aqui não é de pouco significado.
Isso aqui vem demonstrar algo que
principalmente para Marcos, é algo
central ao ministério de Jesus. Jesus é
aquele que vem para confrontar o os
poderes das trevas que estão em ação no
mundo, né? Como a Cíntia falou,
os evangélicos eles começam a trazer
essas figuras menores que estão em ação
em todos os cantos, inclusive dentro de
Israel, que são os demônios. Os demônios
tá em tudo quanto é lado. E Jesus vem
justamente para estabelecer esse
confronto. Esse confronto aqui, uma
palavra importante aqui no versículo 24
é a palavra destruir. O demônio não
fala: "Você vem para nos expulsar, você
vem para nos humilhar, você vem para que
eu vá embora." é nem nada do tipo. A
palavra utilizada aqui é a palavra
destruição. Até o o termo no grego,
embora eu não me lembre nesse momento,
mas ele traz ele traz um essa uma
tradução bem literal daquilo que tá no
grego, que é um confronto que Jesus está
vindo para trazer uma destruição desse
poder das trevas, né? E o ministério de
Jesus então é esse que vem com a
intenção de destruir esse poder inímico
a Deus. Jesus começa então a fazer essa
atitude. Ele vem para enfrentar esses
poderes que estavam em ação em todo o
mundo, ao qual, como nós podemos
observar, as pessoas reagindo. Ninguém
antes tinha feito algo parecido, somente
Jesus. Jesus traz essa novidade. Ele
consegue derrotar os demônios. Ele
consegue destruir os poderes das trevas
>> e ser reconhecido também, né? Eh, Jesus
é reconhecido por esses seres, né, e
reconhecido como um Messias, de fato,
né, como um dono daquele mundo ou com
alguém que tem poder, que pode causar
algum tipo de eh problemas, né? Eu fico
pensando, por exemplo, na literatura do
CS News lá, da carta de Diaba ao seu
aprendiz, em que eles a que CS News ele
faz aquele exercício imagético de que
você está na lendo uma carta de um
general eh satânico, assim, se for
utilizar esse termo, e ele fala sobre o
grande inimigo, né, as trincheiras do
grande inimigo. E o grande inimigo ali
para eles é o nosso Deus, é o nosso
Senhor. É, é, é, é tudo aquilo
relacionado à nossa própria fé. E aí eu
me lembrei automaticamente, né, como
essa noção imagética também é muito
importante pra nossa teologia e a
compreensão das coisas de um texto que
passa despercebido, né? Porque o
evangelho de João, que para mim nas
igrejas é o que é mais eh lido como
primeiro milagre, que é a transformação
da da água em vinho, né, nas bodas de
Caná. E e eu sempre tive esse texto como
paradigmático, né? O Evangelho de João é
bem paradigmático. O primeiro milagre
que Jesus faz, mas Marcos não. Marcos
ele inverte. É muito interessante isso,
né? Muito interessante como a construção
dos autores é uma construção concisa,
coerente com aquilo a qual eles estão eh
explicando. O que mais? Eu aprendi a
gostar do evangelho de Marcos foi com o
Mateus mesmo, porque a princípio ele
parece assim meio rapidinho, meio chato,
mas cara tem uma construção.
>> É difícil de pregar. Em Marcos, você leu
o texto, ele começa de repente já acabou
e
>> Uhum. Mas Marcos,
>> tá muito mais fácil pregar esse mesmo
texto em Mateus ou em Lucas do que em
Marcos, sabe?
>> Uhum.
>> Legal. Legal. Não, mas falando em Lucas,
eh o Evangelho de Lucas também apresenta
eh esse mundo sobrenatural um pouquinho
mais, né? eh
inimigos do no do do mundo espiritual. E
aí esses demônios, era essa regência do
mundo espiritual. Então Lucas 4, né,
traz muito o essa esse reconhecimento do
Ministério Público de Jesus eh também na
faceta do exorcismo, da expulsão dos
demônios, de de uma lida maior com esse
mundo sobrenatural e esses inimigos que
habitam esse mundo sobrenatural. Então,
nós temos lá eh Lucas 4:41, né? Ah, no
processo de curas, eh, de doenças. E aí
tem um processo misturado ali mesclado
com a expulsão de demônios. E o texto
diz, né? Além disso, de muitas pessoas
saíam demônios gritando: "Tu és o filho
de Deus!", mas um reconhecimento do
Messias, como vocês falaram, não é
mesmo? Eh, ele, porém, os repreendia e
não permitia que falassem porque sabiam
que ele era o Cristo. Aqui eu acho que
dá para fazer uma conexão, né, sobre os
planos secretos de Jesus, eh, diante das
tentações e diante também das evidências
do mundo espiritual, que ele era de fato
o Messias vindicado por Deus, né?
>> Isso tá presente em Lucas aqui, mas acho
que isso é muito mais presente ainda do
o evangelho de próprio do próprio
Marcos.
>> Uhum. O evangelho de Marcos deixa isso
tudo muito latente. Inclusive eu tenho
um amigo, acho que o nome dele é Luís,
ele grava um vídeo um tempo atrás
falando sobre o esse tema que é
[risadas]
Marcano. E
>> tá lá no Instagram, pessoal. Tá lá no
Instagram.
>> O evangelho de Marcos, ele ele ele tem
essa questão que Jesus aparentemente
nunca quer revelar que ele de fato é o
Messias. Então, pelo menos ele quer
esperar até o momento adequado, o
momento correto. E a gente, esse é um
tema que, por exemplo, ele aparece aqui
em Lucas, mas depois você não vai ver
esse tema se repetir tanto em Lucas.
>> Mateus, finge que isso nunca aconteceu.
Para Mateus não faz nem sentido você
repetir isso. A gente quer
>> João, muito menos, né?
>> João nem sabe que já chega.
>> Jesus é filho de Deus, assim, ó. Tô
falando o tempo inteiro agora em Marcos
não. Marcos parece que Jesus
>> Marcos tem um mistério para você
acompanhar. Não é à toa que chamam isso
de segredo marcano, né?
>> E ele e Jesus quer esconder esse
mistério. A que ele quer que as pessoas
não descubram antes da hora porque não
fica tão claro, mas parece que se as
pessoas souberem antes da hora, isso vai
dar algum problema. Isso pode ser
interpretado da forma de uma forma
equivocada.
Ou as pessoas podem querer controlar o
próprio Jesus. Então Jesus para revelar
isso lá naquele momento em que ele tá
perante Simão Pedro e ele reconhece que
Jesus Cristo é Cristo, filho de Deus,
mas até ali as coisas não fluem tão bem
no Evangelho de Marcos. Logo depois ele
vira um Satanás, né? Ele age, deixa
Satanás agir.
>> Mas quem é a pessoa que tá querendo
falar que Jesus é o filho de Deus? é uma
pessoa que tem que tem um conhecimento
que dentro da realidade terrena não tem
acesso, que é o é o próprio é o próprio
demônio. O demônio sabe e o que ele tá
fazendo aqui, ele tá literalmente
dedurando. Ele tá tentando acabar com os
planos do Messias, que é simplesmente,
olha, eu vou fazer meus milagres e as
pessoas vão, elas vão ter o conhecimento
de que eu sou o Cristo no momento
oportuno, da forma adequada, da forma
como os planos de Deus devem ocorrer. E
a intenção do demônio em Lucas 4 ou no
texto que a gente lê aqui em Marcos
capítulo 1, é justamente gente, ó, ele é
o Messias e começa a seguir ele logo,
faz alguma coisa, só não deixa ele
terminar o que ele, eu não sei o que que
ele veio fazer aqui, mas empeçam, ele é
o Messias, tá? Não é isso, não é isso
que vocês estão esperando. Vamos lá,
vamos lá. Essa impressão que a gente tem
quando a gente tá lendo o evangelho de
Marcos, a gente tá lendo esses textos
que quem tá proclamando entre muito,
entre aspas, tá proclamando Jesus como o
Cristo aqui são os demônios. Uma
proclamação equivocada, uma proclamação
incorreta, uma proclamação que tem que a
finalidade é totalmente distinta da
finalidade de Jesus. Eles estão, entre
aspas novamente proclamando Jesus como
Cristo para impedir a obra de Cristo lá
no final, tá? Não, não, pessoal. Beleza.
>> É, não, eu queria só fazer uma pergunta
antes, Cíntia. Eu vou utilizar aqui o
espaço de te interromper, fazer uma
splanning aqui. Tá bom. [risadas]
É brincadeira, brincadeira, brincadeira.
Não, mas eu queria só trazer porque, por
exemplo, ah, o Cleiton lá de Osasco que
tá ouvindo esse podcast, ele vai
perguntar do seguinte: "Tá beleza? OK,
Jesus é o Messias". Que que isso tem a
ver com o Concílio? Então,
sabe, eh, o, tá bom, ele tá em eles
estão olhando para Jesus de Nazaré e
falando, ó, tá beleza, é o Messias, mas
o que isso tem de continuidade direta
com essa noção de concílio, essa essa
noção de seres espirituais e tudo mais.
>> Quem vai responder isso aí é o Evangelho
de Lucas. Calma que a gente vai chegar
lá.
>> Ah, tá vendo? [risadas] Tá vendo como o
machismo
aqui o patriarcado caiu neste programa?
Porque eu quero falar essa pergunta do
tá vou só [risadas] matriarcal
matriarcal agora Ctnia
falar deixa deixa o Mateus falend deixa
o Mateus falar lá ó
>> eu tô finalizando essa esse arco Jesus e
os demônios tá tô finalizando esse arco
Jesus e os demônios
>> ah sim é importante esse texto
>> tá então vamos finalizar esse arco.
Inclusive essa relação de Jesus e os
demônios que ela é ela, eu acredito que
ela é mais bem construída no Evangelho
de Marcos. Jesus e o confronto que ele
tem contra os poderes das trevas, ele
atinge um momento crucial num confronto
em que Jesus vai ter, em que ele expulsa
mais um demônio como sempre. E logo
depois ele é confrontado pelos fariseus
falando que Jesus estava fazendo essa
obra não em nome de Deus, mas em nome de
Beusebu, que seria o Deus das casas, né?
Esse texto tá lá em Marcos 3 de 20 a 30.
Mas eu quero destacar especificamente
uma pequena parábola que Jesus insere no
versículo 27. Ninguém pode entrar na
casa de um homem forte e levar seus bens
se primeiro não o amarra. Somente depois
poderá saquear a sua casa. Só uma
pequena parábola que Jesus insere nas
suas respostas aos aos fariseus em que
ele tá falando sobre literalmente um
assaltante, né? Só que quem é o
assaltante nessa história não é o
demônio, na verdade o entre aspas
saqueador é o próprio Jesus. Ele tá se
colocando no papel de alguém que está
vindo invadir um espaço ao qual não lhe
pertence, né? E esse pertencimento aqui,
eh, apenas para fins parabólicos, que
nós sabemos que todo o céu e a terra
pertencem ao Senhor, tá bom? Mas ele
está entrando numa casa em que existe um
homem forte ali que tem poder. Tem que
entrar um homem ainda mais forte para
amarrar os demônios,
né, para subjulgá-los e para poder tirar
todos os bens que estão debaixo do poder
desse homem forte. Então Jesus ele se
apresenta no Evangelho de Marcos como
esse homem ainda mais forte, como esse,
entre aspas assaltante que invade a casa
do inimigo para roubar aquilo que ele
tem. Então, mais uma vez Jesus está
demonstrando aqui que o papel que o
papel dele aqui no Evangelho de Marcos é
um papel de exorcista,
de alguém que destrói o poder das
trevas. Ele é alguém que vem para
resgatar aqueles que estão debaixo do
poder das trevas. E isso aqui para um
autor que é o Joel Marcos nos
comentários dele da Anchor Anchor. E aí
eu eu não vou arriscar meu inglês aqui,
né? Ele fala que esse texto aqui é
crucial para você interpretar todo o
evangelho de Marcos, porque a obra de
Jesus no Evangelho de Marcos é uma obra
de saque do poder da no mundo em que
Jesus vem para prender os poderes das
trevas e derrotá-las. E Jesus vem
demonstrar todo esse poder, derrotando,
derrotando
os poderes de uma forma quase como um
deus guerreiro. E no final, o que se
espera de um deus guerreiro é trazer uma
um grande cataclismo, uma grande guerra,
>> uma grande destruição. Mas a inversão
acontece quando Jesus Cristo não é não
derrota, entre aspas, mas é derrotado
numa cruz, né?
>> OK? Então, até mesmo essa expectativa,
ela é revertida de cabeça para baixo na
morte de Jesus na cruz. Mas é justamente
dessa forma como Jesus faz o seu
ministério e cumpre o seu ministério
daquele que saqueia o mundo das trevas,
né, sendo morto.
>> Eh, essa fala do Mateus me fez lembrar
de um outro texto que tá lá em eh
Mateus, gente, não foi combinado.
[risadas]
A fala do Mateus que tá lá em Mateus 16,
tá? Não, esse Mateus o outro. Eh, onde
eh você tem a confissão de Pedro, né? Tu
és o Cristo. E Jesus, ele diz o
seguinte, né? As portas do inferno não
prevalecerão contra a igreja. Então,
essa ideia dessa batalha acontecendo,
né, de eh é muito interessante como isso
está presente, sim, nos textos dos
Evangelhos. Mas ok, vamos chegar em
Lucas pra gente conseguir terminar esse
episódio sem que ele tenha 3 horas de
duração. [risadas][suspirando]
Então Lucas começa fazendo essa conexão
com textos do Antigo Testamento. Eh, e
ele já traz desde muito cedo essa
abordagem da salvação para todos os
povos, né, de de um Deus que está agora
realizando aquela salvação, aquele
resgate de todos os povos. E isso vai
acontecer desde ali aqueles cânticos
proféticos. Eu gosto de falar que Lucas
começa com uma cantata de Natal. Você
tem vários cânticos ali e um deles que é
o cântico de Simeão, ele vai dizer, né,
eh, olhando ali pro bebê Jesus, né, ali
no templo, que eh ele vai declarar o
seguinte: "Eu vi a tua salvação que
preparaste para todos os povos. Ele é
uma luz de revelação às nações e a
glória do teu povo Israel. Então, desde
muito cedo, Lucas ele organiza a
narrativa dele de uma forma já deixar
muito claro aquilo que tá acontecendo. E
Jesus, ele chegou e e ele está com o
foco também nas nações. E aí você tem
então, né, eh eh o manifesto de Nazaré,
você tem em seguida o texto que você
leu, né, eh já eh de Lucas. E aí a gente
continua a história até o momento em que
Jesus ele vai enviar uma missão muito
interessante, que é uma missão ao 70. E
de repente esses discípulos voltam com
grande alegria relatando o quê, né?
Senhor, até os demônios nos obedecem
pela sua autoridade.
E aí Jesus, ele vai fazer uma referência
a texto, um texto, né, um episódio lá no
Antigo Testamento, que acredito que a
gente comentou ou no primeiro ou no
segundo episódio aí. E Jesus vai
responder o seguinte, eh, no versículo
18, né, do capítulo 10. Então ele lhes
disse: "Vi Satanás caindo do céu como um
relâmpago. Eu lhes dei autoridade para
pisarem sobre cobras e escorpiões e
sobre todo o poder do inimigo. Nada lhes
causará dano." Então, parece que nesse
momento em que os discípulos são enviado
às nações, parece que começa aí a queda
de Satanás, né? eh, que está aí no
domínio dessas nações. E isso vai aí
progredindo, né, até o final do
Evangelho, quando você tem então Jesus
eh eh ascendendo aos céus. Então você
tem a crucificação, a ressurreição, a
ascensão de Jesus que não subestime, é
muito importante. Eu sei que a igreja só
fala de crucificação e de ressurreição,
mas a ascensão ela é extremamente
importante, porque Jesus ele assume o
seu reinado.
Lucas emenda com a sua segunda obra lá
em Atos dos Apóstolos. E aí a gente tem
então o envio, né, do Espírito Santo ali
em Pentecostes. E aí a gente vai retomar
também eh alguns desses textos que o
Mateus retomou. Mas antes disso, eh,
lembrando nessas 70 nações, o Mateus,
ele leu o texto de Deuteronômio 32,
falando aí das 70 nações, né, falando
aí, e, eh, então, muitos autores
entendem essa conexão, né, os 70
discípulos, as 70 nações, o início desse
desse grande projeto de resgate às
nações que Lucas apresenta pra gente.
>> Está tudo conectado, tudo conectado.
Você quer ir para Babel?
Não, eu quero antes só fazer um
comentário.
>> Beleza?
>> Uhum. Isso aqui é é
>> isso que a C tá falando aqui é
extremamente interessante, porque se
você observar os outros textos, por
exemplo, o paralelo que isso vai queir
esse texto da missão dos discípulos que
nós encontramos em Mateus, por exemplo,
ou em Marcos, é Jesus e os 12. O foco
ali é Jesus e 12 discípulos. e 12
discípulos, 12 tribos de Israel. É como
se de uma certa maneira a o que está
subentendido ali é que Jesus está
restaurando a nação de Israel novamente.
Então, a cada discípulo como um
representante
do de uma tribo de Israel e traz essa
noção de completude de Israel, de
restauração, dessa escatologia.
>> Israel também era para ser o reino de
sacerdotes, né? E a igreja, por sua vez,
ela herda essa característica, essa
responsabilidade de ser reino de
sacerdotes. Interessante.
>> Reino é reino de sacerdote e luz para as
nações, resgatando essas nações para
Iaue.
>> E eu entendo especificamente sobre
teologia paulina aqui, que a visão que o
apóstolo Paulo tinha sobre a entrada dos
gentios no povo de Deus era para suprir
a falta das 10 tribos, né? sendo que
sobraram só duas tribos quando o povo
foi exilado. E a completude do povo de
Deus vem com a igreja que vem trazer
essas 10 povos que faltavam. Não é por
acaso que esses textos de restauração
escatológica do Israel todos são citados
por Paulo em Romanos 9 10 e 11, tá? Essa
noção tá ali presente.
>> Fechando essa aspas que eu abri aqui, é
interessante é você perceber que Lucas
faz o caminho contrário. Ele não tá tão
interessado assim na restauração de
Israel. Não que isso não fosse
importante para ele, mas é que ele tá
ele tá ele tá abrangindo uma visão muito
maior, como a CA trouxe, ele tá fazendo
referência a tabela das nações para
falar, a missão aqui é pro mundo
inteiro, é para as 70 nações.
>> Agora 70 nações que estão perdidas, eu
vou fazer, eu vou voltar e a gente e a
obra de Jesus é para esse povo aqui
inteiro.
>> Legal. Sim.
>> Gente, agora eu que quero fazer a o o
gancho aqui com o que Mateus falou.
sobre essa questão das tribos de Israel,
porque é muito interessante que a gente
tem uma pista disso ali também logo no
início do Evangelho de Lucas com uma
personagem que eu sou apaixonada e
talvez seja um detalhe que passa batido
aí para muita gente, mas a gente tem uma
senhorinha muito linda que é a profetiza
Ana, que tá o tempo todo lá no templo
orando, né, muito idosa, tal, né? Tava
ali adorando a Deus. Ela ali também
reconhece eh eh o menino Jesus. E ali é
interessante que é dito que a profetiza
Ana era a filha de Fanuel da tribo de
Aer, que é uma informação que parece que
não faz muito sentido, né, depois de
todo esse rolê que teve, especialmente
depois do cativeiro da Síria. Mas por
que que ele tá trazendo de volta uma
dessas 10 tribos aí? porque justamente
ele está eh eh as profecias de de Isaías
e outros profetas de uma reunião de
Israel novamente. Então, perceba como
cada pista aí nesse evangelho, cada
pequeno detalhe ele conta nessa nossa
história. Bom, então agora a gente vai
continuar aqui nessa jornada lucana, no
segundo livro de Lucas, que é Atos dos
Apóstolos, onde todo mundo sabe que ali
no começo a gente tem, né, a história do
Pentecostes, do nascimento da igreja,
né, eh, em no capítulo dois, em Atos
capítulo 2. E a gente tem algo muito
interessante aí que vai se conectar com
aquelas histórias, com aqueles textos lá
do Antigo Testamento, que nós já
mencionamos alguns, mas também se você
voltar lá no primeiro episódio, você vai
ver a ideia de de uma das rebeliões
aqui, eh, vai aparecer novamente. Isso a
talvez não fique tão claro, vai ficar
claro pela narrativa, mas talvez não
fique tão claro e eh pela tradução, mas
Lucas faz questão de escolher os termos
no grego da da Septoaginta, que são
exatamente os mesmos termos eh usados
nos relatos de desses episódios lá no
Antigo Testamento. Então, ele tá fazendo
uma conexão muito intencional aqui.
Então, vamos lá pro texto de
Pentecostes, né? No dia de Pentecostes,
todos estavam reunidos num só lugar. De
repente, veio do céu um som como de um
poderoso vendaval e encheu a casa onde
estavam sentados. Então, surgiu algo
semelhante a chamas ou línguas de fogo
que pousaram sobre cada um deles. Aqui
essa imagem já faz a gente lembrar um
pouco aí das teofanias do Antigo
Testamento, né? Então, Deus realizando
alguma coisa aí. O texto prossegue.
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e
começaram a falar em outras línguas,
conforme o Espírito habilitava.
Lembrando que a festa de Pentecostes era
uma festa judaica e, portanto, os judeus
da diáspora, né, aqueles que podiam,
peregrinavam para Jerusalém nessa época.
Era uma das festas de peregrinação.
Então, Jerusalém tava cheia desses
judeus que moravam em outros lugares, em
outras nações estrangeiras. E aí
continua no versículo 5. Naquela época,
judeus devotos de todas as nações viviam
em Jerusalém. Quando ouviram o som das
vozes, vieram correndo e ficaram
espantados, pois cada um deles ouvia em
seu próprio idioma. E muito admirados
exclamavam: "Como isto é possível? Como
homens, eh, estes homens são todos
galileus e, no entanto, cada um de nós
os ouve falar em nosso próprio idioma.
Eles aqui são partos, medos, elamitas,
habitantes da Mesopotâmia, da Judeia, da
Capadócia, do ponto da província da
Ásia, da Frígia, da Panfíilha, do Egito
e de regiões da Líbia próximas à Sirene,
visitantes de Roma, tanto judeus como
convertidos ao judaísmo, cretenses e
árabes. E todos nós ouvimos essas
pessoas falarem em nossa própria língua
sobre as coisas maravilhosas que Deus
fez. Acho que tudo isso daí já te ajuda
a lembrar da ideia das nações, né, que
nós já mencionamos aqui. Então, a gente
tem todas as nações reunidas neste
evento, né, que é um evento aí climático
também, né, da da constituição da igreja
e de concessão de autoridade agora à
igreja para continuar essa missão de
resgate de Jesus. E a gente também tem
aí aquilo que nós chamamos de a reversão
de Babel. Lembra lá de uma das
rebeliões, né? Os o os o os homens ali
querendo construir um uma torre, né? Um
zigurate, eh, para o seu próprio nome,
né? Eh, e Deus eh ali conversa com com
os Elohims, né? Ele confunde a língua
dessas pessoas, desses povos, para que
eh os intentos deles não se concretizem.
Eles são dispersos, eh, formando as
nações. E aqui você tem o Espírito
Santo, né, que desce sobre aqueles
homens e mulheres que estão ali
reunidos, né, constituindo ali a igreja.
e eles começam a falar nas línguas, né,
que eh dessas outras nações, de modo que
as pessoas que estão ali conseguem
entender o que eles estão falando. E aí
começa eh uma reversão disso. Então
agora as línguas são dadas não para
confundir e dispersar, mas para reunir e
para resgatar essas nações que estão ali
presentes, de forma que cada uma dessas
pessoas vão voltar paraas suas nações e
vai dar início a esse grande projeto de
resgate. Então Lucas, ele alude a esses
episódios e isso é muito interessante
ver essa conclusão toda aí.
>> Ou seja, o a batalha espiritual
verdadeira ela é idiomática, né? é
idiomática, porque a gente precisa levar
o evangelho em todas as línguas. É isso.
Eh, existe um anúncio ali desse grande
rei que está eh eh que vem reivindicou o
mundo por meio da sua própria obra. E
agora a gente só traduz para outras
línguas até que todos possam ouvir e
acreditar que Jesus de Nazaré é de fato
Messias. Muito bom, pessoal. Muito bom.
Muito bom mesmo. Gente, considerações
finais. Eu acho que a gente tem que
finalizar justamente com o final de um
dos Evangelhos, que é o Evangelho de
Mateus, que é o texto que tá lá em
Mateus, capítulo 28. Todo mundo conhece
esse texto, o texto da grande comissão.
>> Mateus, leia, [risadas]
>> leia aí para nós, Mateus, o texto de
Mateus 28.
>> De Mateus,
>> vou ler aqui. Mateus 28 a 20. Jesus se
aproximou e lhes falou: "Concederam-me
plena autoridade no cé e na terra.
Portanto, ide, fazei discípulos entre
todos os povos. Batizai-os,
consagrando-os ao Pai, ao Filho e ao
Espírito Santo, e ensinai-les a cumprir
tudo o que vos mandei. Eu estarei
convosco sempre até o fim do mundo. E é
assim que Mateus termina seu evangelho.
Esse final aqui, ele é extremamente
importante.
Em certo momento, durante a leitura
desse evangelho, você vai encontrar
Jesus falando: "Ó, vocês vão lá pregar,
mas preguem somente aos as ovelhas
perdidas de Israel.
preguem somente para as ovelhas perdidas
de Israel. Isso é é um pouco estranho,
né? Tipo, Jesus quer ser o rei do mundo
inteiro e quer somente o povo de Israel.
Mas após a sua crucificação,
morte,
ressurreição e ascensão, Jesus recebeu
autoridade e agora ele fala: "Agora sim,
agora vocês têm que fazer discípulos do
mundo inteiro. Agora eu tenho autoridade
sobre todos aqueles que antes eu não
tinha.
Alguma coisa aconteceu nesse momento,
nessa, nesse período da Páscoa, nesses
três dias da Páscoa, que fez com Jesus
obtivesse autoridade para que ele
pudesse mandar esses discípulos, seus
discípulos, fazer aquilo que ele veu
para fazer, entrar num terreno no qual
ele antes não deveria ter autoridade
para fazer e concluir a sua obra de
reunir para si um povo santo, um povo
justo, a sua igreja e e colocaram o seu
estandarte de rei sobre nações
estrangeiras. E hoje nós somos esses
estrangeiros que um dia ouviram uma
pregação do evangelho. Estamos debaixo
do estandarte desse rei.
>> Muito bom. Muito bom. Gente, sem mais,
né? Não é necessário eu dizer mais nada.
Você que acompanha o episódio até aqui,
nós ainda temos muito material bíblico
para falar sobre a presença do concílio
divino ali, principalmente Paulo, né?
né? A teologia paulina apresenta isso.
Nós temos um restante do Novo Testamento
para isso. E se vocês fizerem bastante,
teremos, teremos quarto episódio, mas
depende de vocês, hein, gente.
>> Exatamente. Mas vamos colocar a meta.
Compartilha com o seu pastor da igreja.
Não compartilha, não. Vai todo mundo
achar que [risadas] é que a gente
herege,
>> que a gente tá não, não. Compartilha
mesmo. Compartilha, curte, comenta aqui.
Esse episódio realmente teve alguns
empecílios para ser gravado, mas graças
ao bom Deus nós estamos aqui reunidos
para poder eh distribuir essa boa
teologia. Vencemos a batalha espiritual
e ainda tem muita batalha espiritual pra
frente, porque a gente ainda tem a visão
de Paulo
>> sobre essa autoridade. A gente tem um
jeitinho aí de Pedro para entender o que
que aconteceu com Jesus aí nesse
intervalo que Mateus falou e a gente tem
o final da história, né, gente? Será que
as duas famílias serão reunidas?
>> Gálatas. A teologia de Gálatas, gente, é
bizarra. Tem muita coisa boa.
Apocalipse, né? Eu gosto que Apocalipse
já explicou, já tá tudo certo. Tá tudo
certo. Como se deu
>> aí Paulo resolve ou tenta resolver.
[risadas]
>> Mas
>> a verdade é a guerra das famílias terá
um final feliz. dando um spoiler aqui
para vocês.
>> Exato. Exato. Então, teremos o nosso
episódio quatro aqui do Conselho Divino.
Comenta aqui embaixo, peça, encha o o
ADM do Bíbo falando, vai ter, vai ter,
compartilha com todo mundo. Gente,
visualizações são muito importantes aqui
pro Bibotal como todo manter aqui e
trazer boa teologia, bom conteúdo para
todos vocês, de maneira bem explicada,
estendida. E é isso aí, pessoal. Eh,
pessoal, obrigado, viu, Ct? Muito
obrigado, Mateus. Muito obrigado. E nós
iremos eh estamos junto, tamos junto. E
até o próximo BTC, se assim o senhor
permitir.

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