Davar Live – 11/09
12/09/2026
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala, pessoal. Boa noite. Tudo bom? Bem-vindos aí a mais um uma live aqui do canal da Dar. Eh, bom, boa noite a todos. A gente, essa live a gente não tinha especificamente uma conversa para fazer, ia ser uma live mais livre. Então eu vou esperando aí o pessoal ir chegando enquanto a gente vai abrindo aqui um texto pra gente ler, pra gente começar a falar sobre ele. Eh, a gente tinha conversado também há um tempo atrás, dá uma olhada no em alguns comentários. a gente não teve um comentário muito específico eh pedindo um tema essa semana, mas a gente tem alguns comentários aqui eh que eu queria ler com vocês. O AID sempre deixa comentários interessantes quando terminar a live e acho que vale a pena ler depois. Então ele ele disse o seguinte sobre o que a gente tava falando na live passada, né, sobre eh a ideia de que no filme Matrix você tem aquele conceito de que você é o que tá acordado e você tem que despertar os outros, né? Você tem que eh os outros coitados estão aprisionados nas ideias deles e você é o liberto. E o Aid vai dizer aqui o seguinte, né? Essa ideia de que cristão não tem nada a aprender com outras visões de mundo ou mesmo conhecimentos diferentes e de diferentes tradições, eu ouvi essa semana em uma crítica a um pastor que tem por característica a defesa do aumento cultural do cristão em geral, especialmente na literatura. E a justif e a justificativa que o rapaz usava era de que comunhão tem a luz com as trevas? Ou seja, um texto fora de contexto para justificar algo que é contrário ao que o próprio Cristo ensinou. Jesus diz: "O Senhor elogiou o administrador desonesto porque agiu com astúcia, pois os filhos deste mundo são mais astutos no trato uns com os outros do que os filhos da luz". Eh, por isso eu digo, usem a riqueza deste monte ímpio para garantir amigos, de forma que quando ela acabar, esses se recebam nas moradas eternas. Lucas 16: 8 e 9. Se formos interpretar um texto, um termo descontextualizado também, claramente o desonesto é fonte de trevas, mas mesmo aí Jesus traiu uma lição. Pois é, aí é uma questão que é muito difícil quando alguém tem essa visão mais restrita, fechada, eh, da religiosidade, é porque não tem texto que você consiga fazer com consiga convencer a pessoa. Então, é um, como é, essa é uma questão difícil porque ela pressupõe que existem eh existem coisas que antecedem a nossa leitura do texto bíblico, entende? Então, uma delas é justamente você ter a mente mais aberta ou mais fechada. a gente tem um um contexto de a gente tem uma ideia de eh o pessoal chama de de big five chamado Ocean também, que são tipos de personalidade que se tem. Existe muita controvérsa em relação a isso na psicologia, se isso é real, se não é. Mas eu acho interessante que um dos traços de personalidade que você tem é a openness, né? ou você está aberto a novidades. Ser aberto a novidades é um traço de personalidade que dificilmente se modifica e ele precede o texto bíblico no seguinte sentido. Se você já tem a mente mais fechada, você vai ler o texto bíblico. você tende a, né, para para ser eh generoso, né, você tende a a ler o texto bíblico com uma com um viés mais de de fechado, um viés mais voltado pra própria comunidade religiosa e de separação daqueles que são infiéis e todo toda essa ideia aqui que o Aid tava trazendo, que ele viu uma pessoa defendendo. né? E se você tem a a mente mais aberta, você tende a ler o texto bíblico, eh, percebendo uma abertura maior de mundo. Então, essa é uma dificuldade que a gente tem. Isso é uma coisa bem complicada, porque existem traços, existem bagagens que a gente traz que são também culturais, tem a ver com a nossa personalidade, tem a ver com a nossa maneira de ser, que vão influenciar a nossa leitura bíblica assim, com certeza, independente do que você, de como você, da profundidade que que você entra no texto bíblico, vão ter vieses que vão anteceder a sua leitura do texto bíblico. Então, procure identificar esses vieses. Tenta entender quem é você quando você tá lendo o texto bíblico, porque você tem que saber que o que você é na essência interfere e modifica a sua leitura do texto bíblico, certo? Eh, é um conceito difícil esse, complicado, mas as coisas, infelizmente, tendem a tendem a ser desse jeito. Deixa eu só dar um oi aqui pro pessoal. O o Patrick aqui, boa noite, Roney. O Paulo Roberto, né? Boa noite, pessoal. Bom fim de semana, bom sábado. Mateus Dornelas aqui dando boa noite, falando que não vai poder ficar aqui na live, mas quer mandar um abraço. Valeu, Mateus. Então, eh, e eu essa é uma questão que me pega às vezes, né, que a gente ao olhar pro texto bíblico, a gente também tá olhando para nós mesmos de alguma forma, porque tem uma fala interessante de um rabino, eu não vou conseguir lembrar agora exatamente de cabeça, vou dizer em linhas gerais, também não lembro a citação do nome da pessoa que falou isso, mas ele dizia o seguinte: "É mais importante o que você pensa sobre Deus do que o que Deus pensa sobre você. Por quê? Porque o que Deus pensa sobre você é um mistério, tá na mente de Deus. a mente de Deus é muito maior do que a nossa e assim por diante. Mas o que você pensa sobre Deus significa o que você entende como a essência do bem, do que que é moralmente correto, do que que é justo, do que que é injusto, do que que é o que deveria ser feito do ideal e do perfeito. E dependendo do que você considera que deveria ser o ideal, do que deveria ser o perfeito, do que deveria ser a justiça ser perseguida, que é a forma que a gente entende que provém de Deus, eh dependendo do que você acredita nisso, você vai agir do jeito A ou do jeito B. Então, o que você pensa sobre Deus é muito importante e é muito perigoso também, porque se você pensa que Deus é um Deus punitivo, você vira um homem bomba. entende? Eh, claro aqui, extrapolando pros extremos, mas é sempre bom a gente repensar sobre, tá, beleza, eu acredito que Deus é bom e Deus é justo, mas eh será que Deus faria tal coisa? Será que ele seria será que ele seria misericordioso a tal ponto a fazer tal coisa? Então, dependendo da resposta que você dá a isso, você tá definindo qual é o o teu, a tua mira, o teu norte do que que você acha que você deveria fazer, entende? Tem mais ou menos a ver com aquela fala de Jesus, que aonde tá o seu tesouro ainda, aí também tá o seu coração. O que que você considera importante? É onde você vai colocar o seu esforço, é onde você vai pôr a tua essência, o teu centro, o teu coração, né? O Carlos também coloca aqui também falta sermos filhos do nosso tempo e lermos as escrituras com esse viés. Sem dúvida, né? Boa noite aí pro Henrique e pro José. Eh, o José Lima, né? O Henrique colocou aqui uma citação interessante. O que vem à nossa mente quando pensamos sobre Deus é a coisa mais importante sobre nós. A W Tozer. Muito legal. Não era essa citação que eu tava pensando, mas essa outra pessoa também resume de uma maneira bem interessante. O que você pensa sobre Deus é a coisa mais importante sobre você. E o que você pensa sobre Deus te define muito, né? É meio que essa ideia, né? Eh, voltando aqui pra fala do Carlos, aí tem uma outra coisa interessante, porque o também o fato de sermos filhos do nosso tempo e lermos as escrituras com esse viés, né? Eh, a gente sempre tem que lembrar que o texto bíblico ele ele não é assim, ele não se aparece puro pra gente no sentido de que ele sempre tem que ser interpretado. Por mais óbvio que pareça o que o texto tá querendo dizer para você, você tá interpretando ele. É, por mais que você não entenda um texto como se ele tivesse dizendo uma coisa oposta do que outra pessoa diria, mas a sensação que você tem com esse texto é diferente da sensação que a outra pessoa tem. E essas sensações que a gente tem, quando a gente entra em contato com as coisas, elas influenciam muito a nossa maneira de interagir com essas coisas. Então, se uma pessoa tem uma sensação negativa sobre uma ação de Deus, por exemplo, eh, ela pode, isso pode definir toda a espiritualidade dela, entende? Então, essas coisas são importantes. Eh, a gente, quando a gente tá lendo o texto bíblico, a gente tem que entender que o texto bíblico tá em um lugar e a gente tá em outro. A gente tá fazendo um processo de interpretação. A gente não tá só lendo neutramente o que tá lá, mas nós somos pessoa. O texto bíblico neutro é só um monte de papel com um monte de marquinha, com um monte de desenhinho. Eh, e a ideia que a gente tem do texto bíblico é a interpretação que a gente faz desses símbolos, que são letras e da ideia que a gente forma com essas palavras e do conceito que a gente forma com essas ideias, entende? Então, quando você lê, é como se a ideia do texto tivesse surgindo na sua cabeça enquanto você tá interpretando aqueles símbolos. Então, é muito importante ter em mente isso. O ato de ler o texto bíblico é necessariamente também um ato de interação com você mesmo. Você tá interagindo consigo mesmo enquanto você tá lendo o texto bíblico. Ele não tá se apresentando neutramente para você. Então, é interessante que eh se a gente pensar que o texto bíblico é uma parceria entre Deus e a humanidade, é uma é uma é um conceito que a gente já entrou aqui algumas vezes, porque o texto bíblico não é uma revelação divina que cai puramente do céu, mas são pessoas que escrevem. E o texto bíblico ele ele tá atravessado por essas pessoas. Eh, então a gente vai entender que o texto bíblico não é só a produção de um autor que tá preso no em um contexto específico cultural e no tempo. Eh, uma inspiração divina, se você tem fé para esses, ao mesmo tempo você tem também você ali, como a gente estava falando. Então, são três elementos que tão eh misturados nessa leitura do texto bíblico. a sua interação com o autor que escreveu aquele texto, a sua interação com o Deus que você crê, que inspirou esse texto e a sua interação consigo mesmo, com as suas próprias ideias em relação ao texto que você tá lendo. Então, notem como essas essas coisas são complexas, né? A a leitura do texto bíblico não é uma coisa simples, ela não vai trazer resultado simples. E é por isso que acaba sendo tão difícil, complexo e que eh eu lembro um tempo atrás que eu tava vendo uma discussão teológica e e as pessoas falavam de uma certa frustração que elas tinham eh numa na discussão na discussão de igreja sobre um um tema específico. E a frustração era por é que as pessoas chegam a conclusões tão diferentes do texto bíblico. Ele tá aqui, ele devia ser mais simples. A gente devia ler o texto e todo mundo entender igual pra gente chegar a mesma conclusão, né? Pra gente chegar num consenso. Mas devido a todos esses aspectos que eu falei, isso é impossível. Então, quando pensando numa denominação religiosa, eh, você tem que entender que é uma lei, é um, é um consenso na leitura bíblica, mas é um consenso muito geral, porque sempre quando você vai mais pro texto, para partes específicas do texto, as pessoas chegam a conclusões diferentes. mesmo que não sejam conclusões eh tão tão eh tão radicais, tão radicalmente diferentes sobre o texto, elas vão ter essas sensações diferentes que a gente tinha comentado, eh, e isso vai tocar elas de um jeito diferente. Então, é interessante isso, né? Porque se a gente somar a esse elemento que também a gente nunca lê sozinho o texto bíblico, no sentido de que é muito difícil uma pessoa que nunca teve nenhum contato com nada relativo a a toda a religião que vem do texto bíblico, ela senta sozinha e lê a Bíblia sozinha. Isso é muito difícil de acontecer. A gente sempre aborda o texto bíblico com base em interpretações e ideias que outras pessoas já tiveram antes da gente. Então, a gente lê o texto bíblico já meio contextualizado sobre ele. A gente quando é criança, a gente ouve as historinhas dentro de um contexto de igreja, a gente ouve as historinhas do texto bíblico e depois quando a gente é um pouco mais velho, a gente começa a ler essas histórias, digamos assim, na fonte original. Mas quando a gente lê essas histórias, a gente já tá contaminado com as ideias das histórias que foram contadas pra gente. E é muito difícil separar o que que é o texto do que que é o que falaram pra gente sobre o texto. Eh, eu eu tenho um vídeo aqui no canal sobre a o Natal, né? O que que realmente aconteceu no Natal. Isso, essa é uma ideia, essa é uma história interessante, porque a gente tem uma história que é contada que ela cabe no texto bíblico, só que ela já tá tão arraigada na nossa tradução que quando a gente lê o texto bíblico, a gente jura que a gente tá lendo essa história que nos contava. Eh, e ela não é contraditória ao texto bíblico, mas quando a gente lê ela, eh, a gente lê o texto e só imagina que é possível essa história. Então, por exemplo, né, a gente tem uma ideia de que quando a gente lê sobre o nascimento de Jesus, você tinha três Reis Magos, você tinha três pastores, eh você tava em uma estrebaria com vários animais em volta, né, e toda aquela cena de presépio que a gente tem. E se você lê o texto bíblico, você meio que encontra isso lá, fala: "É, é isso mesmo, o texto tá falando isso mesmo". Mas quando você começa a prestar um pouco mais de atenção no texto, você percebe que você já leu com vários pressupostos e você já tem essa imagem na sua cabeça e você projeta isso no texto. Então, na prática, na verdade, quando você lê o texto, você percebe que não existem três Reis Magos, não existem Reis Magos, existem só uns Magos do Oriente. E esses Magos do Oriente no texto bíblico, não tem o número desses magos. Pode ser dois, pode ser 20, ninguém sabe quantos são. Eh, a tradição criou a ideia de que são três seis magos, porque você que tem três presentes, né, que são dados para Jesus. Eh, a gente também tem a ideia de que eles estavam ali na hora do nascimento de Jesus, mas quando você lê o texto bíblico, você vê que eles não estavam necessariamente no dia que Jesus nasceu ali, né? Então, inclusive, uma uma cronologia um pouco mais eh mais cuidadosa do texto, vai ver que provavelmente eles vieram muito depois de Jesus ter nascido, né? Eh, aí por a gente infere que são três seis magos? A gente infere também às vezes que são três pastores. Eh, a gente infere que ele tava numa estrebaria, mas isso não é falado em momento nenhum do texto bíblico. A única coisa que se diz no texto bíblico é que ele foi colocado numa manjedoura porque não havia lugar para ele na casa ou na acho que a palavra grega, se eu não me engano, é Cataluna, que se refere a um cômodo, um lugar, um cômodo, digamos assim, coletivo das casas do antigo Oriente Médio. Então, como ele não tinha lugar para colocar ele dentro da casa, ele foi colocado numa manjedoura. ou talvez não tivesse um lugar para deitar uma criança na na Cataluna, ele foi colocado em uma manjedoura. Eh, isso não significa que ele tava numa estrebaria. Toda aquela história de Maria batendo nas portas e as pessoas, todo mundo negando, né, que falando que tava cheio. Isso tudo é uma história que contaram pra gente, mas ela não tá no texto bíblico, entende? Então o que eu quero dizer com tudo isso é a gente infere muita coisa no texto. Então para deixar mais complexo essa ideia que a gente estava falando, que existem esses três elementos, né? Existe a pessoa que escreveu o texto, existe Deus que a gente considera que inspirou o texto, existe você lidando com você mesmo, com as suas ideias sobre Deus e sobre a pessoa que escreveu o texto e sobre as suas próprias ideias quando você lê o texto. E existe também todo um contexto cultural que você tá imerso e que você não consegue eh ignorar completamente, mas que ele também tá junto de você quando você tá lendo o texto bíblico. Ele tá construindo uma ideia sobre o texto bíblico com você também. Então, a sua, a, a leitura do texto bíblico tem muitos intermediários, tem muitas ideias, tem muitas coisas que atravessam esse essa leitura do texto. E é por isso que duas pessoas lendo o mesmo texto vão chegar a conclusões diferentes. Sempre, sempre, né? Eh, é por isso que existe pouco consenso quando as pessoas estão lendo o texto, eh, porque é complexa a situação. Somos todos pessoas muito diferentes, viemos de contextos diferentes, tivemos famílias diferentes, temos valores diferentes e a gente interage com esse texto de forma diferente. E essas lentes todas que a gente veste, né, para usar essa essa figura, elas interferem, elas intermediam o nosso contato com esse texto bíblico, né? Ele nunca chega cru pra gente. Bom, boa noite aí pra Eline, pro Aid que tá aí, né? Eh, Marcílio, boa noite. Depois de um bom tempo, consegui acompanhar ao vivo. Legal, Marcílio, bem-vindo aí à live. O ID falando aqui, esse ser aberto a novidades é mais ou menos o que Jesus Cristo faz referência a referência de vinho novo em Odres Velhos também sobre a questão do remendo. Traços de pensamento mais ou menos aberto. Olha aí, eu não vou afirmar com certeza. Eu teria que parar e dar uma olhada mais cuidadosa nesse texto pra gente pra gente ver sobre isso. Assim de cabeça, eu não lembro. Me parece que a gente pode trazer essa ideia para esse texto, sim. Mas eu pra gente ter mais cuidado a gente precisava ver com atenção esse texto aí, não sei dizer assim de cabeça. Aí a Ilan comenta aqui: "Eu era católica, não sabia o que era ser cristão, só comecei a entender agora e já tenho 50 anos. Leia a Bíblia, mas não entendia nada. Essa prática das igrejas de ficar repetindo versículos fora de contexto também não ajuda em nada. É exato, Elim. Mas é assim, né? Não é, não é isso, não é só porque você era católica, mas em muitas igrejas acontece isso. As pessoas crescem em um ambiente religioso e crescem com uma tradição religiosa. Então elas crescem acreditando em Deus, elas crescem familiarizadas com as histórias da Bíblia, mas elas crescem sem uma intimidade com o texto bíblico em si ou com uma vida espiritual em si. Aliás, deixa eu só baixar um pouquinho essa câmera, né? aqui tá melhor, então a gente acaba acaba tendo essa ideia, né, de que a gente não lê o texto bíblico, não entende muito ele. E muitas vezes, na grande maioria das igrejas você não tem um bom apoio. as igrejas não não tem de forma geral, sendo eh aqui generalizando, né? Eh, em grande parte as igrejas não têm a preocupação em ensinar os membros a lerem o texto bíblico por si mesmos, lerem o texto sozinhos e conseguirem entender alguma coisa, né? Isso é uma coisa que que é é preocupante. É uma coisa que eu sempre me preocupei quando eu quando eu lidava, por exemplo, com adolescentes. Será que eu quando eu tô falando aqui pros adolescentes, contando uma história e tal, coisa assim, será que eu tô conseguindo ajudar eles a eles lerem o texto bíblico sozinhos, se não agora quando eles são adolescentes, mas pelo menos criando uma base para quando eles forem um pouco mais velhos, eles conseguirem entender alguma coisa do texto, terem uma leitura boa do texto? uma leitura boa em dois sentidos. Primeiro, não entender uma coisa que não tem absolutamente nada a ver com o texto e terem uma interpretação eh generosa do texto bíblico, no sentido de que quando ele lê Deus eh falando para exterminar os amalequitas, ele não entenda que nós também temos que exterminar as pessoas que não fazem parte da nossa fé, entende? Então, a uma mente que consegue ler o texto bíblico e se relacionar com ela, ela é construída com o tempo, ela não acontece sozinha, sabe? Então essa tradução religiosa é importante para dar essa base, mas eu vejo muitas vezes ela sendo falha em relação a isso. Ela muitas vezes não ajuda as pessoas a conseguirem fazer isso daí. aí que você tava querendo ler o texto, sentar sozinha em casa, ler o texto. E olha que legal esse texto. Entendi uma coisa interessante aqui, aprendi uma coisa nova. Olha, esse texto aqui me abriu a cabeça para uma coisa diferente. Olha só, não tinha percebido esse detalhe nesse texto aqui que ele, essa palavra, ela repetida tantas vezes aqui e ele tá criando um padrão e ele vai quebrar esse padrão depois. sabe, todas essas essas relações que o texto cria, que você precisa ter um você precisa ser treinado, eh, de certa forma, eh, a gente tem que ter essa preocupação num contexto religioso, que deveria ser uma das principais funções de uma igreja. Curioso isso, né? Essa deveria ser uma das principais funções de uma igreja e é ajudar as pessoas a lerem o texto bíblico para elas mesmas, criar um ambiente eh didaticamente eh propositivo para que as pessoas consigam dentro daquele contexto aprender a ler o texto bíblico sozinhas, por elas mesmas, sabe? e chegar a boas conclusões sobre a vida delas em relação ao texto, né? Existe uma questão também que atravessa tudo isso, que é a questão doutrinária também. Eu acho que muitas vezes as igrejas elas têm receio dessa leitura eh individual para você não chegar em conclusões doutrinárias diferentes, né? E isso não na no meu na minha perspectiva é porque as igrejas têm uma preocupação excessiva em doutrinas no sentido eh a Bíblia fala muito de doutrinas, mas a ideia de doutrinas que as igrejas têm, elas que elas dão ênfase demais, é muito mais no sentido de um conjunto de crenças sistematizadas sobre o texto bíblico, né? e que eh não é muito do interesse dessas organizações que você chega numa conclusão diferente da da do do que aquele conjunto de pessoas têm, né, sobre essas crenças sistematizadas, eh, sobre essas perspectivas sistematizadas do texto bíblico como um todo. Então, eh, e eu digo isso não de forma assim, eh, de forma totalmente crítica a à existência de denominações religiosas. Como vocês sabem, eu pertenço a uma denominação religiosa que tem um corpo doutrinário, inclusive eh bastante bastante peculiar em relação a outras igrejas. E por causa disso também ela ela é uma igreja muito eh se coloca muito na defensiva em relação a essas crenças fundamentais, né? Eh, mas eu acho que de forma geral as igrejas têm sim um colocam um peso muito excessivo nessas crenças sistematizadas que a gente chama de doutrinas, porque a gente chama de doutrinas, mas, por exemplo, a o amor é uma doutrina bíblica. Eh, então, do ponto de vista bíblico, a palavra doutrina não nem sempre é aplicada do jeito que a gente costuma aplicar a essas crenças sistematizadas do texto. Por isso que eu tô usando essa expressão. Deixa eu ver que que vocês estão falando aqui. Eh, eu dei uma viajada aqui, né? O Eduardo Ramos, boa noite. O Mário Santos Chanatová, é, a gente tá agora, agora à noite a gente começou o ano novo judaico. A gente entrou no Ros Rhaná, que é a festividade judaica. Eh, a gente pode até falar sobre isso. Acho que é um assunto interessante, né? Falar sobre o Ros Rhanel, Roshaná, né? Eh, o Márcio colocou colocou aqui o o Marcílio colocou aqui, mas ao dar essas essas liberdades, acho que as instituições temem que as conclusões sejam diferentes a respeito do texto bíblico. É exato. Acabei de pensar nisso, né? colocou aqui. Isso é eh de cer de um ponto de vista é importante, é necessário, é interessante, é construtivo que as pessoas tenham perspectivas diferentes sobre o texto bíblico. Eh, quando você lê se lá, Primeiro Coríntios 13, que fala do amor e as pessoas eh têm ideias diferentes sobre o que que isso significa na prática, isso é muito bom. Eh, isso é o que faz uma uma comunidade religiosa crescer. Isso é o que faz eh uma comunidade religiosa criar vida. Por outro lado, essas ideias diferentes, quando se tratam desses temas, dessas crenças sistematizadas, dessas doutrinas, ela não faz a comunidade crescer, ela faz a comunidade se dividir e brigar, sabe? Eh, então é compreensível isso. Existe uma questão aí eh de que a gente pra gente tá junto aqui, a gente tem que ter pelo menos um consenso mínimo sobre o que que a gente entende sobre o texto bíblico, né? Eh, porque se a gente quebra esse consenso, a gente não consegue mais sentar um do lado do outro e cantar a mesma música, fazer uma mesma oração. Eh, por outro lado, e aí acho que é uma crítica que eu tenho, esse consenso mínimo não é mais um consenso mínimo, se tornou toda uma tese extremamente complexa sobre como ler o texto bíblico. E você tem que est fechado 100% em relação a ela, entende? Esse que é o ponto que eu acho complicado. Eh, por exemplo, né? E e aqui eu vou ser ousado falando isso. Eu sou adventista do sétimo dia. Eu duvido que todos os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia pensem a mesma coisa sobre todas as opiniões que a igreja tem sobre tudo ou que todos os membros descreveriam todas essas doutrinas, essas crenças fundamentais, da mesma forma que a instituição religiosa descreve. Ou seja, sempre há um pouco de diferença. Sempre há um pouco de diferença. E a minha questão é o quanto é tolerado que se haja diferenças. O quanto é tolerado? Algumas igrejas são mais tolerantes, outras igrejas são menos tolerantes eh sobre a diversidade de pensamento dentro da sua própria congregação. É o que eu quero dizer. E quanto a isso, eu eu sou crítico a você ser demasiadamente intolerante, mas eu também questiono se você ser tolerante demais é factível, se isso dá para fazer, se é possível isso acontecer, porque como eu falei, se a gente também tem uma diversidade muito grande de de crenças, as perde o sentido das pessoas estarem reunidas juntas, porque elas pensam diferente. vocês estão agora assistindo esse esse essa live, porque de alguma forma a gente, eu e vocês, a gente tem coisas em comum na forma como olhamos pro texto bíblico, porque muito provavelmente alguém caiu de paraquedas nessa live, viu o vídeo, começou a assistir, falou: "Nossa, achei nada a ver o que esse cara tá falando". fechou o vídeo, foi fazer outra coisa e não continuou aqui com a gente. Então, para existir uma comunidade religiosa, é necessário que exista uma unidade eh de pensamento em relação a algumas coisas. A a grande questão é o que significa essa unidade de pensamento e o que que são essas coisas. Se é uma unidade e um corpo doutrinário extremamente complexo e uma unidade muito rígida, ninguém pode discordar um pouquinho de toda essa ideia que foi construída complexa e que inclusive opina sobre todas as questões da vida. ou se eh a é assim, a gente tem uma ideia geral sobre o que que a gente entende que é o mínimo que a gente consegue congregar junto, mas se alguém também tiver uma ideia um pouco diferente, não tem problema tá aqui com a gente, a gente senta junto, ora junto e a gente e assim por diante, né? Eh, então é difícil achar esse equilíbrio, não é uma coisa fácil. Então, eh, por mais que eu tenha que eu tenha a minha, eh, essa minha crítica em relação às a muitas vezes as igrejas serem muito rígidas em relação a essa unidade, eh eu entendo também a preocupação em relação a a essa unidade doutrinária, porque é muito fácil uma comunidade começar a se quebrar por causa de uma doutrina que surgiu lá no meio. Já vi isso acontecer mais de uma vez e por motivos mais absurdos, mais bobos, né? Eu eu não estava nessa igreja, mas eu era uma igreja próxima à minha de pessoas que a a grande discussão na igreja é a gente faz oração em pé ou oração sentado. Alguns achavam que a oração tinha que ser feita em pé e argumentavam de alguma forma em relação a isso. Outras achavam que tinha que ser oração tinha que ser ajoelhado. Eh, eu falei sentado, né? ajoelhado e essa diferença para uma coisa que é absoluta, olha, para mim, pelo menos, obviamente para essas pessoas não era, mas para mim uma coisa absolutamente irrelevante, pelo menos é é tão irrelevante que o texto bíblico ele não é ele não põe ênfase nenhuma em relação a isso, né? Eh, mas para essas pessoas foi tão relevante que rachou a igreja quebrou eu, se eu não me engano, metade da congregação foi para outro lugar e aí as pessoas não conseguiram manter a igreja só com metade dos membros. Mas assim, uma coisa que destruiu a igreja, um esse tipo de discordância tão tão bobo, sabe? Mas quando você tem uma discordância e você é muito rígido em relação à sua discordância, essas coisas acontecem. É muito difícil manter uma comunidade, manter uma coesão mínima de um grupo para eles estarem ali. Todo grupo tem que ter uma coesão mínima, tem pressupostos, né? Se você tá estudando alguma coisa na sua vida, indo para uma faculdade, aquelas pessoas têm pressupostos ali dentro daquela sala de aula. Eh, o pressuposto mínimo é: "Eu não posso agredir o professor", porque se alguém não tá de acordo com esse pressuposto, ele não cabe dentro daquele ambiente. Então, tem pressupostos que a gente tem mínimos pra gente estar em qualquer tipo de união, qualquer tipo de comunidade, qualquer tipo de ajuntamento de pessoas, existe um pressuposto mínimo, né? E muitas vezes dentro da dessas dessas polêmicas religiosas, esse pressuposto mínimo se quebra. E as comunidades deixam de existir. Isso já eu já vi isso acontecer e imagino eu que deve acontecer com certa frequência nesse momento está acontecendo em alguma comunidade religiosa. Deixa eu ver aqui. Eh, o amor é mandamento, diz aqui o Carlos. Exato, né, Carlos? Aí vem a questão, tá? E o que isso significa na prática? Porque aí um um vai falar que ah, essa pessoa é muito da turminha do amor, porque ele tá falando que o amor é mandamento, então ele tá tolerando um monte de coisa que é pecado. E enquanto o outro vai falar: "Não, o amor é mandamento no sentido de que você é obrigado a amar todas as pessoas. Então ninguém pode discordar de nada. Todo mundo tem que ser amigo." E aí o outro já fala: "O amor é mandamento, mas você entende onde eu quero chegar, né? Eu concordo com você, mas dependendo de como você interpreta isso, isso causa cisão, né? O Eduardo vai pô vai colocar aqui, talvez se a gente busca ler e buscar por si só, ele pode chegar a conclusões que irão, eu acho que isso daqui é o que a gente já leu, não lê ainda. É isso do mesmo, né? Eh, talvez se a gente, se a pessoa ler buscar por si só, ela pode chegar a conclusões que irão de encontro com os dogmas. Vejo que no meio religioso quem pensa de frente às vezes é persona não grata. Uma pessoa que sai da igreja por muitas vezes ainda é vista como uma pessoa que se perdeu, mas nem sempre isso é realidade. Pois é, Eduardo. Imagino que talvez seja até uma questão que você tenha vivido do jeito que você tá colocando, porque isso acontece muito. Isso acontece muito. Você às vezes tá dentro de uma comunidade religiosa, mas você sabe que você não é bem aceito ali, porque você sabe que você pensa de uma forma diferente, que não é muito tolerada dentro daquele ambiente. Isso é, isso é assim, eu imagino que todas as pessoas que frequentam alguma comunidade religiosa já se sentiu assim em relação a alguma questão em algum momento. A não ser que você seja uma pessoa que nunca se dedicou muito a pensar sobre essas coisas religiosas, sobre doutrinárias, né, sobre texto bíblico. Mas imagino que todo mundo já se deparou com uma ideia que teve sobre um texto bíblico, mas ele sentiu que essa ideia não é bem aceita, essa ideia que ele teve, essa interpretação, essa perspectiva que ele teve, né? Eh, e isso é comum, né? Cancelaram o Lutero quando ele questionou a igreja, diz aqui a Ilan. Exato, né? Eh, bom, as diversas cisões que a gente tem na história da igreja ou nas histórias das igrejas, né, eh, é um é o exemplo claro de tudo isso que a gente tá falando, né? A Paulo Roberto vai dizer aqui: "Criação do mundo em sete dias, se não for no sentido literal, perde-se o sentido de todo o resto da Bíblia". Não. Hum. Vamos voltar nessa questão. Deixa eu só ver se tem alguém aqui ainda falando dessa questão que a gente tá falando, mas a gente volta aí, Roberto. Fala, Roberto, que achar isso é uma questão interessante, né? Creio que os, o, o Eduardo tá falando aqui, creio que os desigrejados surgem disso. São pessoas que ainda creem em Deus, mas tem pensamento que não se enquadram em nenhum dogma religioso. Talvez, justamente, creem em Deus, mas não conseguiram fazer parte de uma comunidade religiosa. Talvez porque as comunidades religiosas, de forma geral, são muito rígidas em relação a essa diversidade de pensamento, né? Eh, o Evandro coloca aqui: "Que legal ser adventista, eu gosto muito do Rodrigo Silva". Só tenho uma dúvida. Por que consideram que Jesus é o arcanjo Miguel que os adventistas defendem? Não entendo, não consigo ver base bíblica, diz o Evandro. Tá, mas a gente fala disso, pode falar disso também, né? Eh, a Rosel Coca, eh, olá, estou com câncer acamado, com as pernas muito inchadas. Como ter a esperança e como isso coopera para o meu bem? Puxa, Roselie, olha, eu acho que esse assunto da das igrejas, eu acho que você esgotou. Vamos começar por essa sua questão e a gente volta em outras que foram colocadas aí. Eh, então, Rosalie, o que eu vou dizer aqui é um bom, tem a ver com o tema que a gente tá falando, é uma interpretação muito pessoal minha sobre tudo que eu entendo sobre o texto bíblico e sobre o que eu vejo no mundo real. Existe uma uma questão que todo mundo se depara, é como que eu pego esse texto bíblico e o que eu faço com ele nessa minha vida que eu vivo? Porque no texto bíblico, quando os israelitas estão encurralados pelo exército do do do faraó, o mar vermelho se abre miraculosamente, eles atravessam e todo mundo é salvo e os inimigos são destruídos. Mas na vida real, o que eu vejo muitas vezes é pessoas justas, pessoas de fé, sofrerem e morrerem em sofrimento e não acontecer nenhum milagre, né? Eh, e aí como que fica, eh, como a gente encaixa isso no texto bíblico, nesse texto bíblico que a gente vê. Então, o texto bíblico não é uma coisa só, né? A a história do Mar Vermelho é parte do texto bíblico, mas o livro de Abacuk também é parte do texto bíblico, né? E o livro de Abacu tem tem um tem uma questão sobre isso. Então eu vou falar aqui sobre dois livros que falam sobre o sofrimento humano, que é o livro de Jó e o livro de Abacu. No livro de Jó, Jó passa por uma série de de eh de provações, de dificuldades, de sofrimentos os mais terríveis possível. Ele perde tudo que ele construiu a vida dele inteira. Eh, só que a gente acompanha essa jornada do do de Jó sabendo que existe um um motivo cósmico por trás disso. Existe uma discussão entre Deus e Satanás e Jó está envolvida nessa discussão, né? Então, a gente vê o a o que tá acontecendo Jó desse ponto de vista. Olha, coitado do Jó, ele não sabe, mas existe uma discussão cósmica sobre ele, sobre a vida dele, né? E é por isso que ele tá passando por tudo isso e tal. E no final do livro, quando ele é confrontado com todas essas dúvidas, eh, ele recebe tudo de volta, ele volta, o sofrimento dele termina, digamos assim, entre aspas, porque ele volta a ter uma família, ele volta a ter muitos bens, ele volta a ter e mais ainda do que tinha no começo. Então, ele é recompensado. Então, a história acaba de certa forma feliz. Bem, né? Claro que vão ter várias nuances, várias questões interessantes que o livro de Jó termina falando. Então, eh, e Jó morreu feliz e farto de dias, ou seja, o livro termina com a morte de Jó. Eh, o problema fundamental não foi resolvido no livro de Jó. No final, ele morre, digamos assim, ele morre bem, feliz, mas ele morre. Então, eh, tem essas questões, a gente poderia falar sobre o livro de Jó, tem diversas perspectivas, diversas questões diferentes. É um livro bem interessante, mas ele é um livro que fala sobre provações e no final, ainda que pro próprio Jó não sejam esclarecidas essas provações, pro leitor essas essas provações estão claras. E Jó termina bem, feliz e recompensado. O livro de Abacu, que é um outro livro que fala sobre o sofrimento, só que ele fala de um aspecto diferente. Eh, é um livro curto, tem três capítulos e ele começa com o profeta questionando a Deus, falando: "Senhor, eh, a gente tá vendo aí essas nações se levantando contra o teu povo e tal. Será que eh o o profeta ainda coloca aqui, será que você vai deixar os os homens perecerem como peixes que são arrastados na rede? Morre todo mundo e é e fica tudo por isso mesmo, né? Será que Deus não vai interferir nessa nessa história, nesse sofrimento todo? O capítulo dois é o é o ponto mais importante que Deus fala, responde pro profeta e ele vai falar o seguinte: "Olha, o seguinte, o perverso ele ele vive so pela sua própria perversidade e tal, mas o justo viverá pela fé. Pela sua fé ele viverá." Eh, e ele vai falar do que que de fato eh as nações, eu não lembro qual é o termo que é usado, mas se eu não me engano ele tá falando dos assírios, né? Não lembro se é dos assírios ou dos babilônicos. Eu não lembro se Abacu, que é um profeta reino do norte ou do sul, mas ele tá falando que no final esse povo vai invadir e tudo vai ser um desastre e tal, mas o justo vive pela sua fé. Eh, e o último capítulo do livro e o terceiro capítulo é a resposta do profeta sobre a resposta de Deus. E a resposta dele é um texto bem conhecido. Eu vou até abrir aqui pra gente ler, porque eu acho que faz sentido a gente a gente ler eh essa resposta aqui. Livro de Abacue. Capítulo 3. É um é um salmo, né? É uma é um é um cântico. Eh, eu vou ler só o finalzinho, né, que acho que é o que tem mais a ver. É um, é tudo bonito aqui no capítulo 3. Eu gosto de todo ele, mas o finalzinho talvez é o que seja mais importante, é o jeito que termina o livro, ou seja, é uma pessoa em sofrimento. E Deus falou: "Olha, é o seguinte, o justo vai viver pela fé e esse seu sofrimento não vai acabar, vai terminar ruim mesmo, vai terminar tudo em tragédia". Eu sinto muito, é isso que vai acontecer. Eh, e ele vai dizer o seguinte, eu vou ler a partir do verso 16, vai. Eh, Abacu 3, verso 16. Ouvi isso e o meu íntimo se comoveu. Os meus lábios tremeram ao ouvir a sua voz. A podridão enchou, entrou nos meus ossos. Os meus joelhos vacilaram, pois em silêncio devo esperar o dia da angústia que virá contra o povo que nos ataca. Ou seja, ele tá angustiado, eh, ele tá triste, ele tá devastado, porque ele sabe o que que vai acontecer com o povo dele, com ele e com o povo dele. E ele vai esperar em silêncio o dia que virá contra esse povo que nos ataca. Então, ele vai esperar a vingança contra esse povo em silêncio, mas o que vai acontecer é inevitável. Ele já sabe, Deus revelou para ele. Aí o verso 17, eh, o 17, 18 e 19, que vão terminar o livro, vai dizer o seguinte: "Mas ainda que a figueira não floreça, nem haja fruto na videira, ainda que a colheita da oliveira a decepcione e os campos não produzam mantimento, ainda que as ovelhas desapareçam no aprisco e os currais não haja mais gado, mesmo assim eu me alegro no Senhor e exulto no Deus da minha salvação. O Senhor é minha fortaleza. Ele dá aos meus pés a ligeire das costas e me faz andar nas minhas alturas, ao mestre do canto para instrumentos de cordas. Então ele vai terminar com essa perspectiva de que eu assumo então essa ideia de que o justo vive pela fé. Então o justo não vive por pela esperança de que as histórias terminam bem, porque às vezes elas não terminam bem. E acho que talvez esse seja um ponto que muitas vezes a gente não entende. A gente tá sempre esperando uma intervenção divina, miraculosa, porque a gente olha para exemplos bíblicos como Mar Vermelho, que a gente tá falando, só que a gente às vezes ignora, esquece de exemplos como Abacuku, que às vezes as coisas não terminam bem. E talvez o que seja mais angustioso é que a gente, da nossa perspectiva agora, olhando pro futuro, a gente não sabe se vai acontecer um milagre e vai dar tudo certo, porque eu acredito que essas coisas acontecem, ou se vai dar tudo errado e vai tudo terminar da pior forma possível, porque essas coisas também acontecem, né? A vida tem essas coisas. Não adianta a gente viver no mundo do algodão doce achando que sempre vai haver um milagre e um livramento para toda angústia que a gente tiver na vida e que tudo sempre vai acabar bem, não vai? Eh, às vezes a gente ouve sermões nesse sentido, às vezes a gente se prende textos bíblicos que parecem dar a entender a isso, mas a gente ignora, a gente deixa de confrontar com a realidade de que isso não acontece. Existem muitas orações não ouvidas em campos de concentração, em coliseus, de pessoas justas e bondosas e de fé e que estavam sendo oprimidas de forma absolutamente sem sentido e elas oraram pedindo para Deus livrar e Deus não livrou e elas morreram e acabou ali sem sentido nenhum. essa realidade, isso que faz parte da da realidade do mundo que a gente vive, a gente tem que confrontar o texto bíblico com isso, entende? O texto bíblico tem que fazer sentido nesse mundo onde essas coisas acontecem. Aí a gente tem o livro de Abacuk mostrando que de fato essas coisas acontecem. A gente tem o, por exemplo, Hebreus capítulo 11, eh, a galeria dos heróis da fé, falando de pessoas que morreram das piores maneiras possíveis, esperando eh algo que tá além dessa vida, né? Então eu diria que essa ideia de que o justo viverá pela fé é justamente a ideia de que o justo não vive pela prosperidade, entende? O justo não vive pela prosperidade. Isso quer dizer, eh, é difícil, Roselia, essas coisas, porque a gente espera, a gente não quer sofrer e muitas vezes o nosso sofrimento não tem nenhum sentido. E não adianta a gente procurar sentido para todos os sofrimentos. Tem sofrimentos que não tem sentido, né? Como você falando, como isso coopera para o meu bem. Tem aquele texto que diz que todas as coisas cooperam para o bem, daqueles que amam a Deus e tal. Mas aí que tá, existem várias perspectivas dentro da Bíblia. Esse texto é uma perspectiva no sentido de que eh todos esses males do mundo cooperam paraa salvação final. Eh, mas isso não significa que tudo acaba bem, que tudo tem um motivo, um sentido. A gente vive num mundo em que as coisas t coisas que simplesmente não tem sentido, não tem motivo nenhum. Elas são só absurdas e angustiantes e elas acontecem. Então, o justo que vive pela fé, ele tem que ter isso em mente também. A a fé do desse justo, ela é teimosa o suficiente para mesmo que o o a gente tava lendo aqui no no livro de de Abacuk, né, para mesmo que a figueira não floresça, nem que haja fruto na videira e que a colheita da Olivera decepcione, eh, ainda que dê tudo errado e que todos abem ainda assim, eh, eu continuo eh, pondo a minha fé em Deus. Eu me alegro no Deus, exulto no Deus da minha salvação. Então, mesmo se der errado, mesmo se der errado, a minha fé é teimosa. Eh, porque não adianta vocês me despedaçarem que ela vai continuar, ela tá além de mim mesmo, entende? Então eu quando olho pro texto bíblico, eh, eu essa fé que eu quero perseguir, essa fé que eu quero alcançar, eu não sei se eu tenho ela ainda. Não sei se se um dia a minha fé for provada, ela vai ela vai ter sucesso. Mas é uma meta. Essa é a meta que eu tenho, olhando para esses exemplos bíblicos como Abacuk. Então, Roseli, primeiro eu espero que dê tudo certo para você. Eu espero que esse sofrimento, que eu acho que é absolutamente sem sentido, desapareça. Um dia você olhe para trás, fala: "Nossa, lembra daquela fase ruim? Ainda bem que passou". Eh, e eu espero em Deus que isso aconteça e que ele possa operar talvez até um milagre na sua vida e que dê tudo certo. Mas eu também espero que se tudo der errado, quando você não tiver mais nada, você tenha pelo menos a sua fé. que ela seja um conforto para você quando não tem mais nenhum conforto, entende? Quando não sobrar conforto nenhum, que a sua fé seja um conforto para você. Eh, é isso que eu espero que que que dê tudo certo de um jeito ou de outro, né? Vamos dizer assim. Bom, é uma questão difícil, né? Eh, mas vamos paraas outras aqui. Deixa eu ver o que que o A comentou aqui. Eu achava que sim. Porém, agora que eu creio que a pessoa, eu achava que sim, em relação a, eh, eu achava que sim, porém agora creio que é possível alguma leitura mais quanto aos teólogos evoteístas, mas particularmente ainda acho muito difícil, complicado esse compatibilismo. Surgem muitos problemas, mas de igual forma o criacionismo cria uma espécie de problemas em relação às Ah, tá, tá, tá, tá, entendido que eh a a pergunta sobre o criacionismo, né? surgem muitos problemas, mas de igual forma o criacionismo cria uma série de problemas em relação às interpretações de achados científicos mais recentes, especialmente as ideias uniformitaristas, etc. É uma questão de pressupostas novamente, né? Eh, exato, né? Eu vou para eu vou para essa questão. Então vamos para essa questão e depois eu falo aqui sobre essa do Evandro aí. Talvez a gente termine aí criação do a pergunta do Paulo que tava aqui. Criação do mundo em sete dias. Se não for no sentido literal, perde-se o sentido de todo o resto da Bíblia. Não. Eh, depende de qual é o sentido que você dá para todo resto da da Bíblia, Paulo, porque existem problemas. Existem problemas. Não dá para falar que que é uma questão simples. Por quê? Eh, qual que qual seria o problema? Se nós somos produtos de uma evolução natural, ou seja, nós somos resultados de um processo que se estende por eh infinitas gerações eh de pessoas que vivem eh de pessoas não, de de animais, de seres vivos que vivem eh e morrem e que os que estão mais adaptados sobrevivem a ponto de se reproduzir e assim por diante. Se é meramente isso, então toda a a forma como a Bíblia fala sobre a morte não pode ser interpretada também literalmente. A vitória sobre a morte não pode ser uma vitória literal, porque a gente não tem uma ideia de Éden sem morte. Ou seja, eh, o ser humano é produto da morte, entre aspas, né? Ele é produto de um de uma série de de formas de vida que que eh se desenvolveram, as mais adaptaram mais adaptados sobreveram o suficiente para se reproduzir e morreram e assim por diante. Ou seja, a morte tá presente desde o início da fundação da vida. Vida e morte estão sempre tiveram relacionados. Eh, ou seja, a gente não tem uma esperança sobre a morte. Eh, e isso seria um problema, por exemplo, lá em Primeiro Coríntios 13, quando Paulo fala que se Cristo não ressuscitou, nós somos os mais miseráveis dos homens e a nossa fé é vã, porque também significa que nós não ressuscitaremos, né? Então, de uma certa forma, isso entra aí também na questão, porque isso significa que a gente também não tem vitória sobre a morte, porque o eh não existe uma perspectiva fora da morte, uma perspectiva edênica. Então, toda essa ideia da Bíblia de que o ser humano é criado dentro de um ideal, dentro do Éden, esse ideal é perdido e no final isso vai ser restabelecido e nossa fé se baseia nessa nesse restabelecimento do ideal edênico. Isso se perde completamente quando você não entende uma criação literal eh de Gênesis e principalmente se você entende que o homem é produto de uma de uma, eh de uma evolução, né, eh de uma adaptação. Então perde todo o sentido, não se consegue ler o texto bíblico todo de uma forma só simbólica. E existem pessoas que leem o texto bíblico assim, eh, leem o texto bíblico como tudo como um símbolo. Então, as pessoas não acreditam literalmente que elas vão que elas vão eh morrer e ressuscitar no final dos tempos, mas elas acreditam que essa ressurreição é um símbolo paraa continuidade da vida, para um mundo melhor futuro e assim por diante, né? Eh, existem até perspectiva judaica sobre a vinda do Messias. O Messias não seria necessariamente literalmente uma pessoa, mas seria uma era, uma era messiânica, ou seja, a fé de que a humanidade vai um dia entrar numa era de prosperidade e de bondade, que esse seria o reino de Deus, né, de forma simbólica no mundo. Então, dá para você entender dessa maneira. A questão é, se você não entende Gênesis como literal, você meio que precisa entender toda a Bíblia como simbólica. Todas as as afirmações bíblicas você vai ter que entender como afirmações simbólicas, entende? Então, a sua fé vira uma outra coisa. Eh, isso é possível? É possível. Muitos cristãos pensam assim, né? Bom, de forma geral, é isso. O que que eu penso, eu particularmente penso, eu acho muito difícil, porque eu sou uma pessoa que tem um pensamento muito muito eh eu gosto muito de ciência e eu tenho um pensamento muito moldado a ciência. Então, quando eu olho para as evidências que se tem, eu diria que a melhor evidência é que o ser humano é que a vida toda que toda todos os seres eh vivos são produtos de uma evolução. Eh, eu não compro a ideia criacionista de que não, se você olhar do ponto de vista científico, não, você vai ver que não é isso, tal. Não, eu isso eu não compro, não consigo comprar. Eu não, eu não sou criacionista no sentido de entender o criacionismo como uma hipótese científica. aceitável. Não é, para mim, não é. Por outro lado, eu tenho fé na criação literal da Bíblia. Como eu resolvo isso? Eu meio que não resolvo. Então, pode chamar de varrer para debaixo do tapete e tal. O fato é que eu vivo com uma uma eh com uma incoerência que eu não consigo resolver. Eu não sei como resolver isso. Eh, eu simplesmente olho pros seres vivos da maneira como são e a evolução é a melhor explicação que se tem para eles. Ao mesmo tempo que eu tenho fé na Bíblia. Na Bíblia, não de forma simbólica, como a gente tá falando, mas literalmente mesmo, na fé da vitória sobre a morte, no ideal edênico e assim por diante, né? Então, eh, talvez essa seja se seja uma questão que eu nunca consegui resolver muito bem, não tenho um argumento final para isso. Eh, o que eu aprendi é conviver com essa questão. Eu aprendi a conviver com isso. Então, eh, por exemplo, tô fazendo faculdade de psicologia, né? Eu leio artigos sobre psicologia, digamos assim, vestindo um chapéu de de ciência. E eu entendo a psicologia humana eh usando uma lógica de evolucionista, ao mesmo tempo que eu leio leio o texto bíblico e tenho fé nele, né? Eh, então é uma é uma, não era a incoerência que eu queria dizer, uma contradição. Existe uma contradição nisso? Existe uma contradição nisso. Eu não sei resolver. Eu aprendi a conviver com a contradição. É assim, pelo menos por enquanto. Talvez um dia eu eu ache uma solução para isso, né? Mas hoje é o a a forma como eu vivo. Não consigo olhar para paraa natureza eh e desconsiderar a o o evolucionismo com a melhor explicação. Ao mesmo tempo que eu tenho fé numa criação literal. Eu tenho uma fé literalmente no eh na fé bíblica de de criação e retorno ao ideal edênico. Não sei resolver. Não sei. Aqui o Paulo Roberto também coloca: "Se não houve Adão e Eva, também não teria ocorrido a queda. Então não precisaríamos de um salvador porque Cristo teria vindo. Então é exato. Exato, né? A não ser que, e aí aí que tá aí é uma, um é um jeito que eu não gosto muito de eh a minha maneira de olhar pro texto bíblico não é muito compatível com isso, mas é uma maneira possível. Tem muita gente que acredita assim, Adão e Eva não necessariamente são pessoas literalmente, mas é uma história que simboliza uma queda da humanidade. Então, o que seria essa queda, né? Eh, eu lembro que eu vi um tempo atrás, tem um sujeito que eu sei que ele é extremamente polêmico, tá gente? Eu não eu não compro ele eh de forma total, mas eu acho que ele tem insites bem interessantes, que é um um sujeito chamado Jordan Peterson. Eh, e ele vai, eu lembro que ele fez uma série de vídeos sobre eh a perspectiva bíblica simbólica. Ele é um psicólogo yunguiano, então ele tem essa essa perspectiva dos símbolos dos arquétipos e tal. Eh, e ele tava fazendo uma ponte sobre a ideia de evolução e a criação bíblica. Eu acho uma ideia interessante, não é a maneira como eu leio a Bíblia, mas é uma maneira interessante, eu acho, de que o a queda do homem descrita na Bíblia seria uma um mais ou menos uma forma da do surgimento de um ser humano consciente quando a mente humana se separa dos animais. seria uma queda, a queda descrita no em em Gênesis, né? O conhecimento do bem e do mal seria quando o homem desperta, quando a espécie humana desperta para uma consciência moral, né? Hum. Eu gosto dessas relações, eu gosto como um exercício, eh, mas eu não creio desse jeito. Mas é uma, eu acho que é legítimo, eu acho que é válido ter fé dessa maneira também, né? É uma fé que é mais, digamos assim, né? Afastado de uma leitura, eh, bíblica literal, né? Eh, onde eu tava aqui. Ah, o comentário Paulo Roberto. Eh, o Gabriel coloca aqui, boa noite. Você tem sugestões de livros ou autores que falam sobre esse tema? Olha, Gabriel, eu não tenho um livro que fala especificamente sobre esse tema. até queria encontrar um livro bacana sobre isso, né, para eu ou incrementar questões aí a a ao meu paradoxo, a a minha a como que é que eu falei agora, não é incoerência, eh ou tentar resolver de alguma forma isso, né? Eu não não conheço. Eu tenho tem autores que eu acho interessantes. Eu tenho tenho um livrinho eh que chama Permission to Believe. é de um rabino também, se eu não me engano. E ele vai argumentar no sentido de que nem sempre a ciência eh concorda totalmente com a Bíblia, mas existem questões que nos dão permissão para acreditar, no sentido de que eh existem grandes mistérios que estão para além da ciência, tipo, não são questões que a ciência vai resolver um dia, mas que pelos próprios dados que a ciência nos dá mostram que a a realidade é muito mais estranha do que a gente eh imagina. do que a gente consegue organizar, logicamente, digamos assim, eh, o que isso nos daria uma certa permissão para acreditar. E aí ele vai usar alguns argumentos que são bem clássicos, né? O argumento cosmológico, o argumento ontológico, o argumento do ajuste fino e tal. Vai falar que essas esses argumentos nos dão, de certa forma um uma permissão para acreditar. a gente vê que tudo que a gente conhece, o conhecimento humano nos distancia de alguma forma de uma leitura específica da Bíblia, mas ao mesmo tempo também deixa claro que existem mistérios na própria existência em si que podem ser respondidas pra Bíblia se você tiver fé para isso. Hum. Permission to believe o nome, não lembro o nome do autor. Eh, não é exatamente essa questão que você falou, Gabriel, mas toquem algumas questões assim. Eh, o Paulo Roberto, também sinto a mesma incoerência contradição que você citou. Isso me é muito duro, de uma certa forma sofrido. Pois é, Paulo. Putz, eu espero que você supere isso. Para mim já foi um pouco sofrido. Hoje eu aceito bem a contradição, digamos assim. Eu aceito bem, eh, porque eu acho que a realidade, como a gente tá falando agora h pouco, a realidade é um pouco esquisita mesmo. Eu acho que tem coisas que são contraditórias na própria existência em si. Eh, talvez essa seja uma delas, a gente aprender a conviver que a gente olha pro mundo e quando a gente tenta explicar ele, ele logicamente a gente chega numa conclusão, mas quando a gente olha para ele do ponto de vista de fé, a gente chega em uma outra conclusão. E a gente tem que aprender a conviver com essa contradição aí. Eh, para teus eagnóstico, o fim é a ciência. Para o cristão, a ciência é o meio que comprova aos poucos, vai revelando o fim que é a fé. Olha, Evandro, de alguma eh de algumas perspectivas, sim, mas de outras não, porque de outras perspectivas a ciência ela confronta diretamente o texto bíblico, entende? Eh, a fé bíblica, como por exemplo isso que a gente falou eh sobre a a evolução humana. Então, ã, eu gosto de um outro pensamento. Ah, isso sim. É de um rabino chamado Jonathan Sax. Ah, isso é bem legal. Deixa eu ver se eu acho o livro aqui para mostrar para vocês, porque esse livro é bem bacana e tem a ver com essa discussão aqui. Bom, vamos falar então sobre esses livros. O livro que eu tinha falado outro era esse daqui, Permission to Believe. Olha, isso daqui é um livrinho, é um livreto, é um livro, você vê que é um livro curto. Ele não é um livro assim que se eh que se aprofunda nas questões, é só mais um livro meio que introdutório, só tem em inglês. O outro livro que também vou falar é só em inglês também. Eh, o nome do autor é Lawrence e Kelleman, né? Permission to. Agora, o que eu o que eu acho bem bacana é isso daqui, né? The great partnership, a grande parceria, ciência religião, eh, ciência, religião e a busca por significado do rabino, rabino Jonathan Sax. Eu gosto muito desse rabino. Eh, eu gosto do jeito dele pensar o texto bíblico. E ele vai trazer umas questões aqui. Ele tem uma frase eh, que me ajuda muito a talvez ela me ajudou a conviver com essa contradição, que é, digamos assim, uma das frases que sustentam o livro dele, que ele vai dizer o seguinte, né? a ciência e a religião seguem lógicas diferentes. A lógica da religião, a lógica da fé é diferente da lógica da ciência. Eh, e ele vai dizer: "A ciência separa as coisas para entender como elas funcionam, enquanto a religião junta as coisas para entender o que elas significam". Eh, eu gosto dessa frase porque ela tem uma ideia de síntese e análise, sabe? eh de uma forma bem interessante, a religião ela ela não tá muito aqui para explicar esses mecanismos da existência. Eh, você vê a Bíblia, na verdade não é nem que a Bíblia erra quando ela fala de ciência. Ela nem fala de ciência. A Bíblia tá se lixando para ciência. Ela não, a Bíblia existe fora de uma lógica científica total. As pessoas que escreveram o texto bíblico nunca pararam para pensar em ciêncio. Eh, porque obviamente a ciência não existia quando a Bíblia foi escrita. A ciência que a gente entende, a ciência moderna, né? Eh, não existia quando a Bíblia foi escrita. Não existiam os pressupostos da ciência, o pressuposto de que a gente consegue eh compreender a realidade através da lógica. Então, essas pressas nem existiam. Então, primeiro, uma questão de de eh de anacronismo, né? Anacronismo é um conceito que a gente fala aqui de vez em quando. Ele é importante para essas questões todas de leitura da Bíblia que a gente tava falando. Anacronismo é quando você lê um um é quando você entende um fenômeno da perspectiva de uma perspectiva que não existia quando esse fenômeno surgiu, o fenômeno que você tá analisando. Então, talvez essa não seja a melhor explicação possível, mas é mais ou menos como, sei lá, eh, eu não sei um um excelente exemplo de anacronismo, mas, eh, bom, talvez esse seja um excelente exemplo de anacronismo, é olhar pra Bíblia e tentar entender o que a Bíblia fala sobre a ciência, tentar entender o texto bíblico de um ponto de vista científico. Ciência é uma lógica que surge muito depois do texto bíblico. Não faz sentido você olhar pra Bíblia do ponto de vista científico. Eh, isso foi inventado depois, né? Então, eh, a Bíblia não fala sobre isso. Ou também as pessoas falam: "Ah, a Bíblia é um livro muito machista e tal". Toda a ideia de feminismo, ela é muito posterior ao texto bíblico. Você pode até fazer uma análise da Bíblia do pressuposto feminista, mas eh a Bíblia não é um não surgiam em um ambiente onde essas ideias existiam. Eh, então isso seria o anacronismo. Então, eh, ah, onde que eu tava? Bom, a ideia de que você tentar olhar paraa Bíblia do ponto de vista científico é um anacronismo. Então, a Bíblia vai operar numa lógica diferente da ciência. Então, eu gosto da da desse livro do do rabino Jonathan Sax, que ele vai muito mais no sentido de que a religião, ela tá muito mais preocupada em dar um significado pra vida do que explicar o funcionamento de coisas. A explicação do do funcionamento de coisas não é o suficiente para você dar um significado pra vida. Por mais que há tentativas nesse sentido, existe uma tentativa de de procura de significado a partir da ciência. E é louvável as pessoas fazerem isso numa sociedade em que eh a busca por significado é muito intensa e a religião já não é mais é descartada porque eh a ciência dá explicações melhores sobre a o funcionamento do mundo, digamos assim. Então você vê, tá? é, é o uso, é o uso errado da da ferramentas que cada uma dessas dessas lógicas nos dão. A Bíblia tá muito mais preocupada em dar significado pra gente através de uma visão mais geral de tudo. Ela junta as coisas para dar significado, eh, enquanto a ciência ela separa as coisas para dar explicações, né? Existe também uma ideia que eu gosto dela e eu sei que nem todo o cientista vai concordar com ela, mas que a ciência, na verdade, nunca explicou nada. O que que a ciência faz é dar uma descrição, ela descreve os fenômenos. Eh, então, por exemplo, eh, o exemplo de onde vem essa ideia. Por que o relógio dá as horas? Por que que o relógio dá a hora para você? Então, o cientista ele vai pegar o relógio, vai explicar como funciona cada engrenagem desse relógio, vai explicar os mecanismos, eh, enquanto a resposta do porqu não tem final. O que que ele fez foi uma descrição do funcionamento do relógio, entende? Então, descreva o funcionamento da galáxia. E o cientista tá lá, a função dele é dar essa descrição. Mas o porquê, a a pergunta por ela nem faz sentido do ponto de vista científico, né? Eu já vi o o Richard Dawkins falando sobre isso. Por é a pergunta errada paraa ciência. Não tá preocupado com isso. O porqu não existe paraa ciência. Eh, não existe um um que, não existe um significado para as coisas na ciência. Então a ciência ela tá buscando descrever o funcionamento do universo, tá bom? Enquanto a religião essa sim estaria em busca de um significado para as coisas, da um porquê das coisas. Bom, vamos lá. Eu vi que que tem bastante comentários aqui. Deixa eu ver se eu consigo acompanhar. É o A que que tá aqui empolgado com a discussão, né? Eu entendo esses pontos e principalmente concordo com todas essas respostas, porém existe alguns pontos que poderiam ser respostos. Por isso do mais eh, por isso do mais benevolente que falei, pecado, sofrimento e morte não são sinônimos perfeitos. Pois se assim fosse, ao Deus tirar a vida de alguém, ele estaria cometendo um pecado. Exato. Tá OK? Mas se Deus tirar a vida, eh, não é pecado por ser a origem da vida. Morte antes da queda pode ser lida como um processo natural sem pecado. Ok? Uhum. Eh, claro que existem desafios nessa visão, especialmente com textos bíblicos que parecem levar a uma relação causal, morte por causa do pecado. Exato. Exato. Eh, e outra, a maioria dos cristões acredit dos cristãos acreditam na teoria dos dois mundos em que a alma que morre vai para o paraíso. Então, eles têm algumas outras leituras possíveis. Eu pessoalmente sou criacionista e vejo um monte de problemas que precisam ser respondidos em quem é cristão evolucionista, mas reconheço que tem gente honesta tentando compatibilizar as duas coisas. Eh, tem gente, por exemplo, que acredita que os humanos são fruto da evolução que ganharam consciência e essa consciência permite acesso à fé que, por sua vez, permite a ressurreição, etc, etc, etc. Claro que aí eh surgem problemas sobre a origem do pecado, etc. Assim, se nós pensarmos hipóteses científicas enquanto verdade, no mesmo sentido que a Bíblia pretende ser, aí surgem grandes problemas. Mas ciência, enquanto conjunto de processos de investigação verificáveis, modelo, aí não é tão difícil a relação. Você pode chegar à conclusão, este é o melhor modelo atual, dado esses pressupostos naturalistas. Exato. Exato. Eu concordo com o que você tá falando. Inclusive, a minha conclusão, a forma de eu de eu estar em paz com a minha contradição é exatamente essa essa essa última frase que você colocou. É a minha conclusão que eh a explicação evolucionista pro ser humano é o, como você disse aqui, é o melhor modelo atual dado do pressuposto naturalista. Exato. Se a gente parte de um pressuposto naturalista, eh, porque também tem uma questão, né? O naturalismo é o que a gente observa hoje no mundo. Então, eu acredito que existem milagres, acredito, mas eu não acredito eh que eles são verificáveis. Ou seja, os milagres eh para usar uma frase de um amigo, Deus é econômico nos milagres. Se milagre acontecesse o tempo todo, não, a gente não colocaria na categoria de milagre, que o milagre é justamente uma suspensão do mecanismo natural. Então, é, existe um mecanismo natural, existe um funcionamento natural pro universo. E eu acredito que Deus pode suspender esse mecanismo em momentos específicos, o que seriam milagres, mas que Deus estabeleceu esses mecanismos naturais. Então, não é do interesse de Deus que esses mecanismos deixam de existir. Eles são a regra e podem existir exceções, né? Então, eh, quando a gente olha pro mundo, a gente vê esse mecanismo funcionando. É o mundo natural, é o mundo naturalista. Esse mundo, ele não necessita de uma explicação fora dele mesmo, de uma explicação sobrenatural. É uma explicação naturalista. Então, eh, esses processos que são observáveis pela ciência, eh, eles têm explicações na própria natureza. Obviamente que a a grande questão, talvez da existência de Deus é que talvez a origem última esses processos seja sobrenatural. você não consiga explicar toda a realidade com base só na realidade. Eh, ela seja insuficiente. Ela não se ela não consegue sustentar o universo através de si mesmo, né? Então você não consegue, seria um pensamento eh em em eh cíclico, né? Um pensamento que eh ah, como que chama isso? Um pensamento que fechado em si mesmo, né? Então a gente vai pro argumento cosmológico, né? se o se o universo eh para tudo que existe passou a existir em algum momento, né? Tudo que existe tem uma origem que l que lhe foi dada, né? Eh, o universo existe, portanto, o universo passou a existir em algum momento. Foi dada uma origem ao universo. E se foi dada uma origem ao universo, essa origem tem necessariamente que estar fora do universo, né? Eh, eu sei que também existem boas críticas a esse argumento cosmológico, mas, eh, mas é o que a gente, de forma geral, eu acho ele bastante intuitivo, né? Bom, no final que você colocou também aqui, né? Mas você pode se perguntar, você crê nisso? e chegará uma resposta que não, né? Afinal, no ponto que nós estamos hoje na humanidade em relação à ciência e fé, essa é uma questão, essa é a grande questão. Eh, por isso que eu gosto da ideia desse livro, a permission, né? Você eh a questão de fé ela está posta, você tem permissão para ter uma questão de fé, né? Você pode não ter fé e beleza, tudo bem. Se você não tem fé, beleza, segue sua vida sem fé. Eh, mas existe uma permissão para ter fé. Existe um um espaço de mistério. E aqui esse não é o argumento dous dos eh God of the Gaps, o Deus dos, ah, eu esqueço o nome desse argumento em português, que é a ideia de que, ah, se a ciência não explicou, então isso é Deus que fez. Eh, não é bem isso, mas é mais no sentido de que mesmo dado todas as explicações que a ciência deu e que vão dar possivelmente um dia, existe um mistério na existência em si, né? E essa esse mistério é o dar um espaço para você acreditar ou não num Deus, né? E eu acho que ainda acrescenta um um elemento mais interessante aqui, acreditar em um Deus que você não consegue descrever. Ou seja, acreditar em Deus é de certa forma eh é você assumir um mistério, porque você tá crendo num Deus que você não conhece totalmente. É um Deus, é um fenômeno que tá além do teu conhecimento. É um é um fenômeno desconhecido, né? Você conhece parte, Deus se revela em parte para nós, mas o Deus que é descrito na Bíblia, a parte que ele revela é e é é infinitamente menor do que o que você não conhece, porque Deus é infinito, né? Eh, e a nossa mente é limitada, ela é finita. Bom, vocês sabem que nessas coisas eu vou longe, a gente pode ficar especulando longe aqui. Eu gosto dessas discussões também. O Evandro vai pôr aqui os métodos são diferentes. Método da escritura é revelação de Deus. Ciência é o método empírico. Duas expressões diferentes. Exato, Evandro. Exato. Por isso que eu não compro muito o modelo criacionista, porque ele parte de pressupostos eh do método das escrituras, pressuposto de revelação, para um método científico natural, para explicar o mundo natural, entende? Então eu não acho essa uma boa maneira, não. Eu acho meio incoerente isso, né? A ciência não consegue sondar a mente de Deus, por isso ela não vai entender as escrituras. Exato. Você precisa de uma lógica diferente do da lógica da ciência, né? Eh, acho que é por aí mesmo. A revelação é a obra do Espírito Santo. Penso como Evandro. Isso. Exato. Também aqui nós concordamos, Evandro. Bom, gente, é isso. Eu sei que tem mais uma questão que ficou ali para trás, eh, de alguém que comentou sobre, eh, o Evandro mesmo, né, que falou sobre o arcanjo Miguel. Eh, a Bíblia nos dá evidências suficientes para ter uma fé que não se torna um tipo de fideísmo. Diz aqui o o Rick, o o Rick Silva, Rick Silver. Olha, Henrique, olha, Rique. Talvez essa seja uma questão que eu discorde aí do meu do meu correligionário, do meu irmão de de igreja, o o Rodrigo Silva. Eu acho que necessariamente a fé tem que chegar num ponto em que ela não é explicado, senão não é fé. A fé tem que necessariamente chegar a um ponto que seja salto, seja um salto no abismo em que, olha, eu não entendo como isso acontece, não parece fazer sentido, mas é nisso que eu creio. Eu acho que a fé necessariamente em algum ponto ela chega aí, que é o que ele descreve como fideísmo, né? Eh, eu acho que a fé, sim, necessariamente tem que ser assim. não é compatível eh o o pensamento da fé com a lógica, a lógica científica em todos os aspectos. Existe uma incompatibilidade. A lógica pura em algum momento ela falta e nessa falta você preenche com alguma coisa, eh, ou não preenche, fica só com a dúvida, mas eh existe a fé. Eh, o problema é o que que é essa falta, né? A falta não é eh porque, sei lá, tá vendo o buraco negro? Ninguém explicou isso é Deus. Não, porque talvez um dia expliquem o buraco negro. E aí, onde a gente coloca Deus quando for explicado um fenômeno que não era explicado, que a gente atribuía a Deus, né? Mas como eu tava falando, é é esse mistério inicial, é esse grande mistério inicial, né? Então eu acho que a fé em algum ponto ela se torna um tipo de fideísmo. Sim. Fé necessariamente você abraçar uma lógica que você não tem, vai para além de você. Por isso que se dá muito o exemplo do pai, falando pro filho: "Ah, pode pular, eu te seguro. Olha, filho, isso é tal coisa". Porque quando o pai explica, o filho não necessariamente entende, ele não sabe. Então, ele confia no pai. E é claro que existe aqui uma certa lógica no sentido de que ele tem motivos para confiar no Pai, porque o Pai se demonstrou confiável, né? Então existe uma certa lógica na fé, no sentido de que nós podemos ter motivos lógicos para confiar em Deus, mas no final a própria existência de Deus, ela vai precisar de um salto. Não, não tem todos os degraus na lógica. em algum momento vai faltar um degrau e você tem que pular com a fé, entende? Então, a fé não é só eh negar a lógica, não é isso, mas a fé eh talvez seja talvez esse seja o ponto que se diferencia. Eu não sei exatamente qual seria o conceito do fideísmo lá do Rodrigo Silva, mas eh a fé não há negação necessariamente da lógica. Eh, mas talvez em alguns momentos, até porque às vezes a lógica pode eh pode estar pode estar fundamentado em pressupostos equivocados. Então o que parece ser lógico não necessariamente corresponde à realidade, mas a fé ela vai est principalmente um dos momentos que onde não tem mais lógica, porque eles vão existir, esses momentos vão necessariamente surgir, como a gente tava aqui comentando, né, com com a Roselie, né? Necessariamente tem momentos em que não existe lógica, não faz sentido, não dá para explicar. Eh, e aí o justo vive pela fé. O justo vai viver pela fé. Como ser um homem espiritual segundo a epístola de Paulo? Pergunta aqui o o San. Olha, S, eh, a epístola de Paulo, a gente teria que pegar o o texto específico que você tá se referindo. Eh, se você quiser deixar um comentário nesse vídeo ou em qualquer qualquer outro essa semana aqui, eh, falando de qual texto você tá se referindo, a gente pode falar sobre isso semana que vem. A gente pega o texto, lê o texto eh sobre o homem espiritual. Eu eu tenho alguma coisa de cabeça de o que poderia ser, mas pra gente ficar mais certo aqui no que seria esse ponto, a gente pode, se você puder, depois fazer um comentário eh que não seja aqui no no chat, mas um comentário no vídeo mesmo, que aí eu vejo durante a semana eh me dizendo qual a qual texto especificamente você tá se referindo. Aí a gente pode comentar disso na semana que vem, tá bom? Talvez a gente comente disso e eu posso explicar essa questão do Miguel também. Eu eh essas questões que são muito típicas, são muito eh são muito da da são é uma doutrina adventista muito específica e que entra em confronto com outras visões de mundo, outras doutrinas. Eu eu evito um pouco no canal, porque assim, eh, existem outros canais que se dedicam mais a a a explicações da doutrina adventista e tal. Eh, eu prefiro mais essas questões que a gente tava falando aqui, essas viagens. Eu sou mais da viagem, entende? Eh, mas de repente a gente pode ver isso, comentar mais brevemente sobre o Miguel também de semana que vem. A fé e lógicas, a fé é lógica e racional. Se assim não fosse, fideísmo. Se não fosse assim, fideísmo. A fé das Escrituras construiu até aqui nossa base moral para que houvesse vida ainda. Então, Evandro, aí ã, existe uma lógica na fé, mas eh a lógica racional da ciência não é a mesma lógica da fé, entende? Eh, existe uma lógica na fé, eh, na, na fé bíblica, mas a Bíblia não tem uma explicação lógica para tudo, muito menos científica, entende? Eh, talvez esse seja um ponto, né? Eh, não adianta, se a gente eh segue pela fé, vai chegar em pontos que não são explicáveis, que não tem boas explicações, eh que são incompatíveis. Por exemplo, quando a gente tá falando da própria questão da do conflito do criacionismo com evolucionismo, o criacionismo não conseguiu se impor no meio científico porque falta argumentos. Ele não consegue explicar bem as coisas. Tem coisas que a melhor explicação mesmo é a explicação evolucionista e é muito difícil lidar com isso, entende? Eh, quando você olha logicamente é o que é, entende? Então, por exemplo, né? ossos vestigiais de mamíferos eh terrestres nas baleias. Se você usa a lógica, o que que é isso? Do que que eu tô me referindo? as baleias, eh, de acordo com o evolucionismo, as baleias eram animais terrestres, eh, ou seja, existe um um movimento da vida saindo da da água para vindo paraa Terra em algum momento, mas existe também um movimento ao contrário, que é o caso da baleia. Era um animal terrestre e que foi se adaptando à água até se tornar a baleia. Eh, por que isso? Porque quando você olha para balê, você tem patas. Ela parece um grande peixe, mas quando você olha, faz um raio X, ela tem os ossos de patas dentro dessas dessas nadadeiras e coisas assim, que não tem uma função nenhuma hoje em dia, mas elas mostram muito bem o uma função de mamífero. você tem restos eh arqueológicos, você tem eh registros arqueológicos de animais que uma baleia, uma baleia com um pouco mais compridinha os membros e um pouco menor e outra um pouco mais ainda e tal. E você tem tipo muito bem traçado esse movimento desse animal se tornando uma baleia. Então assim, eh, se você for usar uma lógica racional, essa é a melhor explicação. Não tem jeito, não tem como fugir disso. Mas a gente entra naquela outra questão, tá? Mas se isso acontece, eh, se há uma modificação entre as espécies, eh, pela através da seleção natural, eh, então, eh, a gente consegue traçar isso pro próprio ser humano. Então o ser humano, aí entre todas as questões que a gente falou aqui, então o ser humano surgiu de um processo natural evolutivo e tal, então ele não é criado por, então quando você vai pra lógica racional pura, você chega em conclusões diferentes do texto bíblico, entende? Então existe uma lógica na Bíblia, existe, mas é uma lógica que funciona de uma forma diferente da lógica racional científica, digamos assim, tá bom? Ahã. Gente, então é isso. Então é isso. Eu acho que é isso. A gente a gente se fala então no na próxima live, então tá bom. Eh, engraçado, né? Essa live não tinha um tema específico, mas tem lives que assim o tema vai fluindo e e acaba sendo fácil até de chegar em algum ponto. Ó, o o Flávio aí, Jean Tresa, oi, Rin. Pense na fé como certeza, confiança no que não se não pode ser demonstrado, mas pode ser reconhecido como líquido e certo. Ah, há essa fé, essa confiança na ciência ou não? Pois é, Flávio. Eh, eu já já entendo as a lógica que você quer seguir aqui. Eh, o Gian Tresa que tá escrevendo aí, eh, existe uma fé na ciência que não funciona da mesma forma que a fé na fé, digamos assim. A fé dentro da ciência é uma fé que faz extrapolações lógicas que você não tem evidências para conseguir juntar peças de quebra-cabeça, vamos dizer assim, né? Então, de certo sentido, você pode falar de fé no sentido de que, olha, eu não tenho a peça do meio aqui, mas eu acredito que esse seria o caminho mais lógico. Então, eu construo essa peça do meio, eh, eu faço uma construção aqui dessa peça do meio no que me parece ser o que ela o que teria nessa peça do meio. Entende? Eu fiz aqui um um exemplo muito abstrato, né? Mas eu acho que você entende o que eu quero dizer. Então, eh, eu concordo com você, já tô me antecipando a sua conclusão. Eu concordo com você que muitas vezes a ciência não tem o, digamos assim, o caminho lógico de tudo o que ela apresenta. Existem gaps aí. E ela preenche esses gaps com especulações, digamos assim, especulações lógicas. Eu acho que essa talvez seja uma boa palavra para que esse caminho todo faça sentido, né? Por exemplo, a origem da vida. Eu acho que esse talvez seja o a maior especulação. Você não vai ter registro arqueológico do do da origem da vida porque não não nem tem como isso acontecer. Então você faz uma grande especulação lógica de como teria sido essa origem da vida pro mundo ser do jeito que é, porque você tá partindo de um preço. E aí eu acho que talvez seja o grande ponto é que a ciência também parte de pressupostos, não é só a fé. A fé parte de um pressuposto sobrenatural, ou seja, existe algo eh operando no mundo que tá para além da lógica do mundo, né? Mas a ciência parte de um pressuposto naturalista. Então, de certa forma, ela tem fé nesse pressuposto naturalista, né? Até porque você não consegue registrar com os registros da ciência o sobrenatural. Então, eh, tudo que a ciência consegue registrar, ela vai chamar de natural e ela parte desse pressuposto, né? A ciência vem ao longo tempo comprovando a historicidade da Bíblia. A ciência a é ao contrário, eh vive entre erros e acertos. E para isso o cristão e a ciência é o meio e não o fim. Olha, a ciência vem ao longo do tempo comprovando a estorcidade da Bíblia. Então, essa é uma questão que essa é uma outra discordância que eu teria do do do eh do Rodrigo Silva, né? A ciência comprova a historicidade de a Bíblia em alguns aspectos. Isso é verdade. Várias histórias, né? A própria existência de Nabuco Donozor, por exemplo, né? A Bíblia afirmava a existência de Nabucozor, enquanto a ciência, não, esse cara nem existe, não tem registro nenhum desse cara. E ela foi surgir depois, né? Eh, as evidências históricas da da existência de Nabuconosor surgiram depois, né? Então, eh, dessa, de certa forma, a ciência comprovou a Bíblia aí. Mas existem diversas outras questões onde a ciência não, quanto mais você vai se aproximando do da da ciência, mais você se distancia do texto bíblico. Eh, principalmente quando a gente tá falando de de datas das coisas, de comprovações de datas, né, de registros de datas, de coisas, né? Esse talvez seja um dos maiores desafios do criacionismo para se conseguir se impor como ciência, né? Que eu já tô vendo aqui a a questão do do Flávio aqui, não é verdade, Ri? O criacionismo não ocupa espaço na ciência por uma questão de opção política e filosófica tomada a priori. Eh, eu não sei, viu, Flávio, porque o criacionismo ele vai eh, digamos assim, o essas peças que a gente não encontra, o criacionismo ele vai deixar sem a peça mesmo, porque ele não vai usar esse caminho lógico para chegar, para criar um um toda uma eh todo um um raciocínio lógico por trás daquilo, partindo de um pressuposto naturalista, como a gente estava falando. Então, a vai deixar esse gap falar: "Bom, Deus é que fez isso". Então, como surge a consciência humana? Deus fez. É sobrenatural, tá para além da ciência e acabou, né? Então fica o o gap não é preenchido. A ciência tenta preencher esse gap. Às vezes ela consegue, às vezes ela não consegue. Quando ela não consegue, ela usa uma especulação para conseguir criar a história inteira, né? Eh, digamos assim, eu não tô discordando totalmente de você, eh, Flávio. Eh, talvez a minha discordância seja mais é que os cientistas eles eles só não são criacionistas porque eles têm má vontade. Eu não acho. Eu não acho isso. Talvez essa seja a nossa discordância, mas a ideia de que a ciência tem sim pressupostos, eh, pressupostos que não são naturalistas. O próprio naturalismo é um pressuposto filosófico, né? e que tá ali a a ciência tá partindo, tá usando esse pressuposto para fazer essas especulações racionais dela, né? Então, bom, é isso. Eh, o Aid coloca assim: "A a possibilidade da ciência pressupõe muitíssimo fé". É fé, mas não é fé no mesmo sentido que a gente tá falando de fé. eh dentro da religião, entende? Eh, é uma fé no sentido de que você pode não ter a peça do meio, mas você acredita que essa peça seria assim, porque é o que parece apontar logicamente é diferente da fé da religião, mas a gente pode usar essa palavra se for o caso, não tem problema, né? Eh, o apêndice e as amídolas têm função ou continua a ser órgãos vestigiais? Ah, eu já não sei entrar em exemplos específicos. O Flávio, o Jean Treva que tá escrevendo aqui. Eh, eu sei que vão ter vão ter argumentos eh eh vão ter argumentos criacionistas e tal, mas aí que tá. Eh, dentro da lógica da ciência, o criacionismo não se sustenta. Ele precisa ter um pressuposto de fé para as coisas funcionarem para ter uma explicação da Bíblia, da descrição bíblica, eh, de forma literal. Então, aí que tá. Eu não sou criacionista no sentido de que eu não tento fazer essa junção. Eu não acho que tem essa compatibilidade. Eh, quando tento entrar, encontrar a compatibilidade, é muito, é, não dá, é muita coisa que não se encaixa. Então, eu penso de duas formas diferentes. Existe uma lógica científica que que e que a melhor explicação disponível para tal coisa e ao mesmo tempo eu tenho a minha fé pessoal, né? Eu separo essas duas coisas e como eu tava falando mais cedo na nossa live, eu não consigo fazer essa conciliação. Não consegui. Então eu vivo na contradição. Eu estou em paz na contradição, né? Se um dia conseguir, eh, legal, bacana, mas eu não consigo. E como eu não consigo, eu não quero escolher a minha fé ou a lógica científica. Eu abraço os dois e não tem problema, né? Eu vou levando os dois. Eh, fé na confiança da memória. Nenhum cientista acredita estar em uma matrix. Exato. Fé na regularidade do tempo, fé na existência das leis lógicas, seja eh fenómenos naturais, fé na existência de outros indivíduos além de si mesmo. Sim, é, sim, sem dúvida. Fé em todas essas questões que são até metafísicas, que que precedem a própria física, né? Eh, a fé na na existência de um mundo objetivo, né? fé de que a sua mente não é de que você não é uma mente vagando no vazio do espaço, né? Que é toda a argumentação lá do eh do que vai se fazer para chegar na conclusão do do penso logo existo, né? Eh, ou seja, pelo menos eu eu sei que eu existo, né? Porque eu posso questionar tudo, posso fazer o questionamento radical de todas as coisas. Eh, mas eu sei que, pelo menos, eu existo e isso não é uma questão de fé. A minha existência não é uma questão de fé. Todas as outras questões podem ser. Eh, se eu fizer esse questionamento radical de todas as coisas. Isso, sem dúvida, sem dúvida, né? Eh, mas eu acho que tá, ainda se você disser que a fé tem esses pressupostos de a ciência tem esses pressupostos de fé, isso não significa que o o o raciocínio criacionista se sustenta absolutamente dentro de uma lógica científica. Eu acho que não, entende? São duas coisas diferentes. Eu posso falar: "Não, a ciência, os cientistas como indivíduos, eles têm pressupostos eh filosóficos eh que não são comprovados, digamos assim, não não tem evidências. A própria ideia de evidência, a própria confiança no seu na sua própria lógica, eh você não tem evidência que sua própria lógica é lógica, entende? Então você chega, você esbarra na própria ideia de de de evidência e de lógica, sem dúvida nenhuma, né? Eh, o que eu tô dizendo aí que tá, a minha argumentação não é de que tudo é explicado através do raciocínio da ciência, não é esse o ponto que eu quero chegar. Eh, o que eu estou dizendo é que existem explicações na ciência que são eh que são muito boas, são até irrefutáveis, né? algumas explicações. Tanto é que a gente se baseia nessas explicações para fazer isso daqui, tá? Aqui, ó, explicação de como funciona a a a as forças magnéticas, etc e tal. E quando eu uso esse mesmo raciocínio, né, para outras coisas, eu chego a conclusões diferentes da Bíblia, né? Então, o que que eu faço? Como eu resolvo isso? Eu não resolvo. É o que eu tô falando, né? Eh, e eu sei que é uma questão difícil. É uma questão difícil. Não é uma questão fácil não. Eh, deixa eu ver onde eu tava aqui. O o Johnny coloca aqui, mas não precisa de fé para acreditar em muita coisa também na ciência. Acredito que você precise não precisa de fé para em muita coisa também na ciência acredito que você precise muito mais. na possibilidade de correspons entre modelo e mundo real wage. Eh, os pressupostos da ciência podem podem existir. Os pressupostos para ciência poder existir são enormes. É exato. Tecnologia, por sua vez, exige menos. Sim. Mas por outro por outro lado, você entende que e talvez esse seja um um grande ponto da da ciência é que quando eu consigo aplicar a tecnologia, eh, ela ela confirma muitos desses pressupostos, ou seja, mesmo que eu não entenda exatamente eh algum gap lá atrás em em em explicar exatamente a a força da eletricidade, o que eu entendo, eu consigo construir um objeto que confirma esses pressupostos, entende? Por isso que, por exemplo, né, existe um medicamento, eu não tô lembrado de exatamente qual é, é um analgésico que a gente usa. Eu não sei se é o de pirona ou se é o o eu não lembro qual é o analgésico que é. é um analgésico que a gente não conhece exatamente ainda qual é o qual é o o o funcionamento dele, como ele funciona dentro da nossa fisiologia. Eh, o ponto é, a gente sabe que ele funciona. A gente não sabe como ele funciona, a gente sabe que ele funciona. Ou seja, a ciência, a ideia de ciência que a gente tem hoje é muito mais colocar eh os conceitos para serem eh testados na realidade. É isso que é ciência, né? Eh, não é só isso que é ciência, mas esse é é um dos pilares da ciência. é muito mais do que uma construção teórica de todo o caminho. Então, esse medicamento eh eu não sei exatamente o funcionamento dele, mas eu sei que funciona, né? Então eu uso esse mecanismo para chegar nesse resultado e e assim por diante. Então mesmo que existam alguns gaps que a gente não que como tá falando a ciência às vezes preenche ele a eles através de especulações, você tem você consegue aplicar e testar nesse mundo. Ou seja, esse mundo funciona dessa maneira. Deixa eu testar. Se ele funcionar dessa maneira, eu vou ter esse resultado. Se ele não funcionar dessa maneira, eu vou ter esse outro resultado. Aí você testa no mundo real e você vê, entende? Eh, a a a o teste de medicamentos é muito em relação a isso. Por exemplo, a gente teve uma polêmica um tempo atrás de um funcionamento de medicamento para uma coisa específica, né? Eh, ah, os cientistas disseram, mas eu não acredito nos cientistas. Não é o o cientista que está dizendo que aquele medicamento funciona dessa maneira, digamos, é a realidade. O cientista não tá falando para você acreditar nele. O cientista tá falando o seguinte: "Olha, pega esse medicamento e dá para as pessoas e vê o que acontece". E é isso que foi testado. Isso é testar na ciência, entende? Eh, talvez esse seja um ponto que muitas vezes as pessoas não entendam em relação à ciência, principalmente quando é aplicada a ciência médica. Eh, a gente tá tendo aí essa polêmica da eh polilaminina, da da medicamento que tá sendo desenvolvido no Brasil. Eh, o trabalho científico é muito menos você explicar eh o funcionamento desse medicamento, mas é muito mais testar esse medicamento no mundo real para saber se ele funciona ou não, entende? E se você testa e ele funciona e você testa mais e vê que ele é seguro, ele vira um medicamento mesmo que a gente não entenda totalmente o funcionamento dele. Então, eh, é nesse sentido. Então, eh, exato. Você tá usando aí o termo que eu que eu tô me referindo a ele, a falseabilidade, né? O ED tá colocando aqui. Concordo. A tecnologia geralmente pode ser usada como falsificador. Critério de delimitação de eh de falsificacionismo do Poper. Exato, né? a falseabilidade, ou seja, eh as afirmações científicas não são eh podem ser e são muitas vezes especulações, por exemplo, o funcionamento do universo, você não tem como falciar. Ah, como como que o que que é a energia escura? Você tem uma série de teorias e você não tem como falsear eles, ou seja, você não tem como testar para ver se essa teoria tá certa ou tá errado. Eh, mas muitas coisas tem. Então, eh, a ciência muitas vezes elas chegam em em em conclusões, não porque houve uma especulação, mas porque ela foi colocada num foi testada, foi falseada. Aí você chega nessa conclusão, entende? Eh, isso é uma coisa difícil porque existem áreas do conhecimento humano em que você não consegue falsear as coisas, entende? A falseabilidade do popper não se aplica, né? e que são áreas do conhecimento do humano que também tocam em questões em relação à à fé, por exemplo, história. Eh, existe uma certa falseabilidade em história, que é o seguinte: eu tenho essa essa teoria em relação a como aconteceu esse fenômeno na história e se a minha teoria estiver correta, eu vou encontrar esse elemento nesse lugar. Eu vou ter esse tipo de achado arqueológico em tal lugar. E se você encontra aquele achado arqueológico, bom, está confirmada a minha teoria, eu testei se ela é real ou não. Eh, só que ainda assim você tem um um gap aí, né? Eh, você não é muito difícil você afirmar com certeza eh essa linha lógica, entende? Não é um uma coisa testável. Então, a história, por exemplo, é uma área do conhecimento, eh eh uma área da ciência, a gente pode chamar também, são é um outro tipo de ciência que tá muito mais ligado a você, eh, conhecer uma série de de documentos históricos, né? Eh, de fontes históricas, ou seja, objetos que vieram, que contam uma história, né? E e ao criar através de uma metodologia uma explicação lógica para tudo isso, né? Mas eh ela não é falseável do jeito que outras ciências são. Eh, e eu tô agora estudando uma coisa que fica sambando no meio de tudo isso, que é psicologia, né? Muita coisa em psicologia não é falseável pela sua própria natureza, né? Eh, por exemplo, dentro da da da psicanálise, tem a psicanálise tem afirmações que você não consegue nem testar para saber se são reais ou não, né? Ou seja, é uma área porque você tá tentando entender o próprio entendimento, eh, quase uma metaciência. Então, é uma área que que ela ela testa muito os limites dessas dessas metodologias, né? Bom, deixa eu ver aqui um pouco mais o que que vocês estão falando. Nossa, esse assunto pegou fogo aqui. Eh, eh, o Jean Tresa coloca: "Nossa disposição de aceitar as afirmações científicas que vão de encontro ao senso comum é a chave para um entendimento da verdadeira luta entre ciência e sobrenatural, eh, que vão de encontro ou ou vão ao encontro do senso comum, de encontro ao senso comum, né? Eh, tá certo. E as afirmações científicas que estão contra o senso comum é achar entendência sobrenatural, talvez, né? Porque eu não sei também se essas afirmações de fé que estão do lado do sobrenatural, elas também são senso comum. Eu não sei se Deus, se o Deus bíblico, a gente chega através dele no senso comum ou se o Deus bíblico é necessariamente um conhecimento que a gente tenha através da revelação. Acho que acho que é mais a segunda hipótese, né? Então, não sei se o ponto do da luta entre ciência e e religião é esse. Eu gosto muito mais da explicação do Jonathan Sax que eu tava falando aqui, né? Nós ficamos do lado da ciência, apesar do do patente absurdo de algumas de suas construções. Eh, depois te passo esse texto na íntegra. Legal, legal. Eh, é só preciso tomar cuidado em tudo isso para não cair no chamado mito do dado. Pois dei uma olhadinha ou então nos três mitos do empirismo, que há uma discussão recente na filosofia da ciência. Eh, Wilfried Sellers em seu ensaio clássico turismo e filosofia da mente. Não terminei de ler ainda, mas é interessante. Ah, legal, gente, legal. Bom, eu não sou um um especialista em epistemologia, né? Eu eh eu tento conciliar a minha visão totalmente pessoal de fé com o que eu entendo sobre sobre ciência, né? E acho que essas discussões todas vem vem disso. Eh, e se vocês, gente, se vocês vem uma conciliação absoluta, eu não sei se alguém aqui que tá no chat tem uma conciliação absoluta com o que eles entendem de ciência e o que eles entendem de fé, para mim tá ótimo. É bom para vocês. Eu não tenho essa conciliação absoluta. Quando o que eu entendo sobre ciência, quando eu vejo isso, eu vejo contradições com a minha fé, né? E como eu disse, eu não consegui resolver. Então eu convivo com essas contradições. Para mim não tem problema. Então eu continuo tendo fé e continuo achando que as exp algumas explicações que a ciência dá são as melhores explicações lógicas, né? Partindo do pressuposto do naturalismo, como disse aqui o Wade, né? Então eu convivo com essa contradição, não consegui resolver ela e talvez não tenha uma solução a aqui no no mundo natural. Quando a gente tá, enquanto a gente tá imerso no mundo natural, talvez não tenha uma solução mesmo. Talvez seja, seja uma coisa inconciliável com uma mente finita num mundo decaído pelo pecado, eh, tentando conciliar sua percepção finita de um universo finito com a a perspectiva do sobrenatural, do infinito de Deus, né? né? A natureza de Deus, a natureza de Deus, não, a essência de Deus é necessariamente diferente da essência da natureza. Deus não é só um fenômeno natural, ele é diferente, ele essencialmente diferente da natureza. Eh, e o homem, o ser humano, eh, é também essencialmente diferente da natureza em alguns aspectos, porque ele não é só mais um resultado de um processo natural, ele tem algo de diferente de toda a natureza. E ele também não é igual a Deus, ele é essencialmente diferente de Deus. Então, a gente tem aí três elementos que são essencialmente diferentes, pelo menos dentro da minha percepção, e que eles se relacionam de uma forma muito complexa. Então, o homem tentando entender a natureza, ao mesmo tempo que tem fé em Deus, vai encontrar contradições, porque são três elementos de essencialmente diferentes, né? Eh, e a gente não tá imerso nessa essência de tudo, nesse princípio de tudo. Nós somos uma dessas manifestações também. Nós temos a nossa própria essência própria, né? Então, eh, é muito difícil a gente tentar eh especular sobre a realidade do próprio pensamento, da própria especulação, né? qual é o limite disso? E existe uma um questionamento, será que é possível o homem compreender a própria compreensão? Eh, provavelmente não, né? Porque eh um fenômeno ele não consegue a abranger eh a a explicação dele dentro dele mesmo, a explicação dele tá para além dele, né? Então, o fenômeno da da compreensão das coisas tá para além da nossa compreensão. Eu entendo, pelo menos eu acredito, né? Eh, com certeza existe já algum filósofo que especulou sobre isso, né? E um dia eu eu vou conhecer. Eh, mas por enquanto é isso, gente. Mas é isso. Terminamos aí nessa nessa nesse concordamos em discordar em algumas coisas. ou ou concordamos em não ter conclusões finais sobre algumas coisas melhor, né? Nós concluímos que não temos conclusões. Eh, eu acho que isso é parte da condição humana também. na condição humana, pelo menos nesse momento de história que a gente vive, né, da dentro da perspectiva bíblica, desse momento de história decaída, a nossa conclusão é não ter conclusões. Faz parte da nossa condição isso. Então, tá, gente, na próxima live a gente conversa mais, a gente especula mais, a gente viaja mais. Deixa eu só ler esse último comentário do Dion aqui. Mesmo ele, o ser humano, o homem, vai encontrar dificuldades na compreensão da natureza, crendo em Deus como criador? Ah, eu acho que sim. Eu acho que sim, Dion. Porque como a natureza, a origem da natureza tá no sobrenatural, eh, a natureza como um fenômeno, ela ela tá para além da compreensão do homem. Eh, então, principalmente quando você vai indo para questões mais essenciais da natureza, né? Como a natureza se for, como eh qual é o o fundamento de todas as coisas? Aí a gente vai para uma outra ciência que é eh que é que não é mais a a física newuttoniana. A gente vai para uma outra física a física quântica que por algum motivo bizarro ela funciona de um jeito muito diferente do que a física newuttoniana. Eh, e a gente tem menos explicações ainda. A gente só tem assim, a gente conseguiu observar que isso, esse fenômeno acontece desse jeito. A gente não consegue explicar, mas ele é assim. A gente tá observando ele ser desse jeito. Então, quanto mais você chega na essência do mundo natural, mais ele fica meio sem lógica pro ser humano, ele fica mais esquisito, né? Eh, eh, e não tô diminuindo a ciência da da física quântica, só tô dizendo que ela é esquisita mesmo. Ela parece não ser intuitiva, não ser lógica, porque não é, ela não ela não segue uma intuição, uma lógica humana. Ela, ela do mundo que a gente vive. Parece que o mundo que a gente vive, quando a gente vai nas miudezas, ele é muito esquisito. Ele funciona de um jeito totalmente contrainttuitivo, totalmente ilógico, né? E aí a gente chega na nas questões. Eu não manjo nada de física quântica, mas eu sei que tem questões de tipo um fenômeno é de um jeito quando você não tá observando, mas quando você observa ele vira outra coisa, ele virou outro jeito, ele ele se torna outra coisa. Então tem sentido lógico isso? Não, mas é o que os dados parecem mostrar. Eh, então, eh, pelo jeito a gente tem uma dificuldade na compreensão da natureza, eh, mesmo crendo em Deus, porque a crença em Deus, ela não dá uma chave pra gente explicar fenômenos naturais. Eu acho que talvez esse seja um ponto. O fato da gente crer em Deus ou não, ela não ajuda a explicar um fenômeno puramente lógico. Por isso que muita gente que não acredita em Deus é um excelente cientista. Porque quando você tá só tentando explicar um fenômeno natural, a a crença em Deus não ajuda muito, entende? O que a crença em Deus ajuda é você entender o significado daquilo. Por isso que eu volto aqui pro Jonathan Sax, né? A ciência divide as coisas para explicar. A religião junta as coisas para entender o significado delas, né? Achei meio paradoxo essa sua afirmação. Ah, sem dúvida. É 100% paradoxal, né? Paulo disse que o visível veio do invisível. É isso, é, isso é isso é muito bacana aí, isso é muito bacana. É como se um fenômeno da natureza tem sua origem uma co uma coisa de outra natureza. Exato, né? Eh, talvez seja esse o ponto que a gente discorde da da do pensamento, digamos assim, lógico, científico ateísta. Enquanto o ateísmo fala: "Olha, eu estou observando só o mundo natural, então só vou considerar a existência dele". A gente fala: "Olha, eu não observo o mundo sobrenatural, eh, mas eu percebo ele de outras maneiras e por isso eu creio, eu creio nele." Hum. Aí o Jean colocando não contrapõe ciência e fé porque incluo obrigatoriamente a fé, a certeza com possibilidades da ciência e a verdadeira ciência empírica experimental não pode compraduz obrigatoriamente a fé, a certeza como possibilidade da ciência e a verdadeira ciência empírica. A experimental não pode contar isso. Pera aí. Eu não contraponho ciência e fé porque eu incluo obrigatoriamente a fé, a certeza como possibilidade de ciência e a verdadeira a verdadeira ciência empírica experimental. Não pode. Não entendi bem a sua frase, Flávio. Eh, eu também não contraponho ciência e fé, viu, Flávio? Eu eu não acho que elas estão com uma contra a outra. Eu acho que elas operam em lógicas diferentes. E quando eu eu vejo um um fenômeno de uma lógica delas, ela eh eh ele não tem a mesma explicação de um de uma outra lógica. Então, eu não acho que elas são contra uma uma outra. Talvez elas ande em paralelo. Elas não são a mesma coisa para mim. Não são a mesma coisa. Não é a mesma lógica que eu uso para fé, que eu uso para ciência. Eh, a verdade revelada que apresentou-se a mim como verdade através da qual eu leio toda a realidade possível de ser aprendida aqui. Eh, um bom sábado para você e abraço aqui. Isso, hein? Então, eh, entendi. Entendi, Clá, o que você quer dizer. a gente tem um pressuposto de fé que tá que antecede até a nossa própria lógica. Concordo com você. Concordo com você nesse sentido, né? Eh, o ponto é que pessoas que não têm o nosso pressuposto de fé, elas também podem ter essa lógica ao analisar dados frios da realidade, digamos assim. Podem ser muito boas nisso. Inclusive, inclusive melhores cientistas que a gente tem hoje em dia não são não são pessoas de fé, né? Eh, hum, mas eu entendo que eh a minha fé, a minha perspectiva de sobrenatural antecede tudo, inclusive é minha própria lógica. Acho que estamos de acordo em relação a isso. A gente lê a realidade através dela. Hoje a a live me lembrou o filme interestelar, né, Jon? é um filme que toca em em questões relacionadas a isso também. A fé e a ciência chega numa conclusão meio brega, né, de que ah, é o amor, é um amor romântico que que que tá para além da ciência e tal. É, eu acho meio brega, meio cafona, mas eu gosto muito desse filme. Eu acho muito, é um filme muito bonito. Eu, eh, eu acho um filme muito interessante. Tem uma conclusão um pouco cafona, mas eu gosto dele. Eh, o Newton da Costa Carneiro diz que as próprias ciências são uma colxa de retalhos. Muitas vezes elas não operam na mesma lógica. Sim, as diferentes ciências não operam na mesma lógica. Por exemplo, a própria física não é unificada no momento. Isso, exato, né? Então essa não compatibilidade está permeada mesmo dentro de uma ciência às vezes. Isso é é o ponto é a realidade é tão complexa, tão complexa, que a gente não consegue olhar paraa realidade, explicar ela através de uma lógica só. A gente precisa de várias lógicas operando pra gente conseguir explicar, descrever a realidade que a gente tem, né? Eh, e às vezes essas diversas lógicas elas não são compatíveis. Isso parece muito com a discussão que você tem dentro da da psicologia também, né? A psicologia é um campo da do conhecimento que absolutamente não unificado, né? Então, você tem diversas abordagens psicológicas. Cada uma dessas abordagens explica a a a mente humana, explica o ser humano de um jeito totalmente diferente, de pressupostos totalmente diferentes, eh, e vão criar métodos de de para você tratar inclusive transtornos baseados nessa em toda essa teoria que tem um pressupostos totalmente diferentes, incompatíveis, inconciliáveis, né? Então eu não conheço uma outra ciência que seja como a psicologia que você faz a faculdade e fala: "Bom, então você tá só aprendo as diversas formas de você entender o o mesmo fenômeno, as diversas abordagens de de entender o mesmo fenômeno. Agora você vai terminando a faculdade, você vai ter que se especializar em um e entender a realidade através dele. Acabou. Eh, não tem não não é nem um pouco unificado, justamente porque o próprio ser humano é um fenômeno tão absurdamente complexo que às vezes uma abordagem só não dá conta. Não dá conta. Você não consegue. Eu desenvolvi aqui uma teoria de como entender a mente humana. Chega em pontos que você dá cabeçadas, sabe? dá de cara com a parede. Falou: "Não, mas essa teoria não tá conseguindo explicar tudo." Mas tem uma outra teoria que consegue explicar esses pontos que eu não explico, mas ela também não tem coisas que ela esbarra e não vai, sabe? Então não tem jeito. Quando a gente tá falando do ser humano, que talvez seja um universo em si próprio, porque eu já ouvi falar, eu não sei a a fidelidade dessa afirmação, mas que o sistema mais complexo já observado no universo é a própria mente humana, é o próprio cérebro humano. E eh quando a gente olha para esse fenômeno, a gente não consegue, a gente chega naquelas coisas que a gente estava falando, como a mente humana vai entender a própria mente humana, né? Talvez a gente tenha alguma coisa que não nunca nunca se esgote. Aí essa é a questão. A incompatibilidade nem sempre é contradição. Isso é é isso, Aid. É isso. Eh, por isso que eu gosto de ver a ciência e a religião como elas chegam a conclusões diferentes em relação às mesmas coisas. às vezes chegam, mas ao mesmo tempo eh elas não necessariamente estão em confronto direto. São só duas lógicas diferentes, tentando olhar paraa realidade, né? Ah, tá. O Flávio colocou em duas mensagens diferentes, o Jean Tresa, né? Eh, eu não contraponho ciência e fé, porque incluo obrigatoriamente a fé, a certeza como possibilidades da ciência e a verdadeira ciência empírica experimental não pode contradizer a verdade revelada que apresentou-se a mim como uma verdade através da qual lei toda a realidade possível ser aprendida aqui. Isso. Tá, entendi. Entendi. É, é, eu acho que chega no que a gente tinha falado, né? Exist um pressuposto de fé através de tudo. Eh, mas eu não sei, para mim eu eu não consigo, para mim não é tão harmônico assim, não. Para mim não é tão harmônico. Eh, e para mim existem questões que que estão difíceis. Quando eu olho para uma lógica, eu chego a uma conclusão. Quando olho para outra lógica, eu chego a outra, né? Mas um psicólogo não usa todas as vertentes para melhor aprender ao paciente, porque o Bravoolis, por exemplo, não vai servir para todos os casos. Pergunta de lei total. Não, não vai usar. Não usa todas as vertentes, viu, Eduardo? Quanto mais você se especializa em uma dessas abordagens, mais você fala: "Não, eu tenho que ficar só nela". Porque, eh, por exemplo, né? Eu vou vou usar só dois exemplos aqui para ficar fácil, mas eh o a psicanálise entende o o ser humano através de toda uma teoria que um dos fundamentos eh a primeira tópica da psicanálise é o é que a mente humana tem uma partezinha que é a ponta do iceberg que é mais perceptível, que é o consciente, mas a maior parte da mente humana está no inconsciente. Então, o inconsciente é um dos fundamentos da da da psicanálise. Eh, quando você vai pro beviorismo, pro comportamentalismo, você partindo de outros pressupostos totalmente diferentes, você vai explicar a mente humana de um jeito totalmente diferente, que a mente humana opera com base em estímulo e resposta. Então, eh, quando você tá fazendo uma coisa que você não percebeu, eh, é porque o o seu próprio percepção tá baseado em estímulo e resposta. Então, não existe um inconsciente. Eh, não, o inconsciente não cabe dentro de uma explicação comportamentalista da realidade ou do ser humano. Eh, e ao mesmo tempo, a explicação da do comportamento humano baseado em estímulo e resposta não cabe dentro da psicanálise. Então, são incompatíveis. Elas não conseguem elas não conseguem se se conciliar. Então você não consegue tratar uma pessoa com técnicas dessas duas teorias ao mesmo tempo, porque elas têm pressupostos diferentes e vão para caminhos totalmente diferentes de como abordar. Por isso você chamam abordagens, né? Então, eh, essa é essa é a questão, entende? É mais ou menos isso. É, é interessante porque ciência e fé acabam sendo duas abordagens diferentes também, entende? Tudo bem que a ciência ela não é só um aspecto da vida. A ciência não, desculpa, a religião não é só um aspecto da vida, ela permeia toda a vida. E se inclusive eu sou uma pessoa, um cientista e eu tenho fé, a minha religião vai permear e vai anteceder inclusive a minha própria ciência, porque a religião ela não ela não é só mais uma vertente, entende? Ela é uma outra coisa. Ela ela ela atravessa todas as coisas. Ela não é só mais uma abordagem de percepção da realidade. Talvez acho que é essa a questão que o o Flávio tava querendo dizer, que que ele discorda e tal, porque se a minha religião pressupõe a a toda a minha forma de ver o mundo, a ciência é só mais um elemento dentro desse mundo que tá imerso numa perspectiva religiosa, né? Se for isso, eu concordo plenamente, totalmente, né? Não temos discordantes. Mas é isso. É isso, gente. Ah, e para complementar a a a questão do Eduardo aqui, eh, a gente tem alguns transtornos que parecem responder melhor a um tratamento com uma abordagem do que em outro, entende? Então, por exemplo, quando quando você eh em casos de eh de borderline, por exemplo, tem uma terapia específica que é a terapia dialética, eh, comportamental, que o o o borderline vai responder muito melhor para essa terapia específica, para essa abordagem específica. Eh, mas talvez essa abordagem também não sirva melhor em outros casos, entende? Então, tem casos específicos que algumas abordagens parecem funcionar melhor. Eh, isso é polêmico também, tem gente que vai discordar disso, né? Mas para mim parece que é a melhor, isso é um, é a melhor explicação é essa, mas eh é confuso, né? Confuso. Os pressupostos dos cientistas modernos eram profundamente teológicos. Sim. Aham. Aham. Sem dúvida. o maior cientista da história, né, que é o Newton. Ele, acho que ele escreveu mais sobre teologia do que sobre ciência, né? Ah, bom, vai, você escreveu logo embaixo, né? Isaac Newton, por exemplo, Galileu, procuravam leis eh por crer serem leis de Deus. Exato. Eh, eles partiam de um pressuposto interessante, né? Eu gosto de ciência porque ao eu ver o mundo natural e eu tenho o pressuposto de que Deus criou esse mundo natural, ao entender o o os mecanismos desse mundo natural, eu tô entendendo o pensamento de Deus. Eu tô entendendo como Deus pensa. Então, para eles, o exercício da ciência era um exercício religioso. É interessante isso, né? Eh, você praticava a ciência como um ato de fé. Nesse sentido, entender os mecanismos do universo, eh, entender o conhecimento de Deus. O problema é, aí vem a questão do que o Dawkins coloca do relojiro cego. Eh, alguns mecanismos, principalmente na biologia, parecem ser mecanismos que não são muito eficientes, eles não funcionam muito bem. E aí, como que como que eu concilio isso com a minha visão de fé? Não sei, eu não faço a menor ideia. Tô só jogando a questão aqui, né? Né? Porque o argumento do Dawkins, né, do relógio cego é: ah, se o se eu vejo um relógio, esse é um argumento criacionista, né? Se eu vejo um um relógio, eu pressuponho que alguém criou esse relógio, que o relógio ele não apareceu sozinho, ele não se formou sozinho. Então, quando eu olho pro universo, eu faz uma analogia, eh, eu pressuponho que alguém criou esse universo. Aí ele fala: "Ah, então o Dawkins vai argumentar: "Então esse relojiro que criou o relógio é cego?" Porque existem diversas coisas no universo, principalmente na biologia, que é a área do Dawkins, que parecem não se conformar direito, não tão bem feitas, elas não tão bem formadas. Eh, existem mecanismos biológicos que são desperdício, que não servem para nada, que atuam contra alguma coisa, eh, as coisas são meio defeituosas em alguns em alguns casos e tal. Então, bem complexo, né? Eh, é difícil a questão, principalmente se a gente bota aí um temperinho da daquele pressuposto bíblico de que quando o homem cai, a própria natureza se deforma, se transforma, né? Eh, os espinhos e cardos surgem, né, quando o homem desobedece a Deus. Então, a natureza que a gente tem contato não é uma natureza, eh, digamos assim, que mostra o ideal divino, mas é uma natureza que, apesar de ser criada por Deus, tá decaída também. Então, é tudo muito difícil essa discussão, entende? É muito difícil com silar essas coisas é bem difícil. Aid, interessante. As abordagens é tipo medicamento, então nem todo medicamento serve para tudo. Mais ou menos, aid porque eh mesmo abordagem que não é muito indicada para um tratamento específico, pode servir muito bem para uma pessoa específica, porque é tudo mais em mais baseado em estatística, mas sempre tem pontos fora da curva na estatística. Então, como a gente tá falando, né, que o borderline normalmente parece ser um tratamento melhor para ele é a a é o DBT, a dialectic eh behavorist Therapy, a terapia terapia eh comportamentalista dialética. Eh, ainda assim vão ter pessoas que não vão que tem borderline, que não vão se dar bem com essa abordagem. talvez uma psicanálise funcione muito melhor e muitas vezes a a terapia dialética vai funcionar muito melhor para um outro caso. Então, é muito por indivíduo. a gente tenta fazer alguns estudos eh sobre a estatística, a média, qual abordagem parece mais frequentemente resultar melhor para esse transtorno específico ou para esse caso específico, mas sempre tem exceções por e é muito difícil, né? Então, às vezes você usa o tratamento que o pessoal chama de tratamento ouro para um transtorno específico e não tá funcionando. Aí o cara vai num vai buscar uma outra coisa que às vezes nem é ciência, nem é psicologia, o cara abandona o tratamento e vai viver no Himalaia. E ele fica super bem, porque a mente humana é muito complexa. E de repente uma coisa que é muito esquisita, não é não é científica e tal, até funciona porque o próprio efeito eh ai saco, eu odeio quando eu esqueço palavras, mas aquele efeito de quando você toma um medicamento que é só farinha e você já se sente melhor. Ah, esqueci até aparecer alguém no chat. tem um delay, não vou, já vai ter mudado. Então, até esse efeito de você se sentir melhor porque você acha que o tratamento tem eficiência e não porque ele de fato é eficiente, ele faz parte do tratamento na psicologia. Então, a confiança do paciente no tratamento é um fator que é tão importante ou mais ainda do que a própria teoria metodológica que tá embaseando o seu tratamento. Então, se você tá usando uma teoria muito boa, muito bem bem eh estabelecida, mas o paciente desconfia da eficácia dela, o tratamento já não funciona direito, porque a gente tá falando de subjetividade. Psicologia é uma ciência que estuda subjetividade e subjetividade é subjetiva. Placebo. Muito obrigado. É isso, né? Revelação natural de Deus é universalmente reconhecível e a partir dela reconhecemos a sobrenatural das escrituras como de mesma procedência. Deixa eu ver se eu concordo com você, Flávio. Eh, porque claro que às vezes tem textos bíblicos que apoiam isso, né? Salmo 19, por exemplo. Eh, mas se ela é universalmente reconhecível, porque tem pessoas que não reconhecem, entende? Pessoas inclusive que dedicam a sua vida para estudar essa natureza. E quando elas olham genuinamente e de forma honesta, elas olham: "Olha, eu não tô vendo Deus aqui, não. Tô olhando pro universo, estudando ele a minha vida inteira. E eu não acho que Deus cabe nesse universo, não. Não é a melhor explicação, não. Então, a os céus declaram a glória de Deus, mas os céus declaram a glória de Deus quando você já tem um pressuposto, um pressuposto do reconhecimento de Deus. Então, existe um pensamento cíclico aí também, né? Então, como eu já acredito em Deus, eu vejo Deus na natureza, entende? Eh, então é difícil. Bom, gente, acho que é isso. Acho que é isso. Eu tô terminando essa live já faz quase uma hora. Eh, a gente continua essa conversa, então, ou começa de novo na semana que vem, né? Hoje aqui a gente teve até uns picos aqui, tô ouvindo aqui o o os picos de espectadores simultâneos. Quando a gente entrou nessa conversa, parece que teve gente que ficou mais aqui, né? Talvez a gente tenha mais frequentemente essa conversa eh do interesse aí do do pessoal que tá acompanhando a live, eh, esse tipo de conversa, né? Mas é isso, a gente a gente se fala então na próxima live, né? O só para terminar aqui o Jean Tresa, né? corrigindo e a partir dela podemos reconhecer isso. Acho que sim. Eh, é, e a partir dela podemos reconhecer a sobrenatural da da das escrituras como de mesma procedência. Concordo. Isso. Concordo. Então, gente, até uma próxima live. Obrigado aí para quem ficou até agora aqui na nossa na nossa doideira aqui, na nossa viagem, na nossa brisa. Eu adoro brisar essas coisas e a gente se fala aí, né? Eh, não sei se na semana que vem, provavelmente, né? E só para lembrar, quem tá acompanhando a live, se se vocês quiserem sugerir algum tema específico, deixa aí num comentário. Pode ser nesse vídeo ou em qualquer outro vídeo, eu consigo ver os comentários que fazem de todos os vídeos da semana. Então, se alguém comentar em algum vídeo, poxa, eu queria que na live falasse sobre tal assunto, a gente pode comentar aqui, a gente vê se cabe ou não. Mas é isso, quase uma vigília, diz aqui o Carlos. Exatamente. Valeu, gente. Um abraço para vocês. É sempre bom conversar com vocês esses temas todos. Eh, e o A deixou mais uma coisinha aqui no final. E aquela questão de Paulo em que ele diz que o que de Deus se pode conhecer está claramente revelado. A gente pode falar disso numa na semana que vem. A gente pode falar disso na semana que vem. Talvez talvez seja um bom tema aí pra gente ir puxando os outros temas. Valeu, gente. Até mais.