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A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 11/09

Davar Live – 11/09

Davar Live – 11/09

Legendas automáticas:

Fala, pessoal. Boa noite. Tudo bom?
Bem-vindos aí a mais um uma live aqui do
canal da Dar. Eh,
bom,
boa noite a todos. A gente, essa live a
gente não tinha especificamente uma
conversa para fazer, ia ser uma live
mais livre. Então eu vou esperando aí o
pessoal ir chegando enquanto a gente vai
abrindo aqui um texto pra gente ler, pra
gente começar a falar sobre ele. Eh, a
gente
tinha conversado também há um tempo
atrás, dá uma olhada no em alguns
comentários. a gente não teve um
comentário muito específico eh pedindo
um tema essa semana,
mas a gente tem alguns comentários aqui
eh que eu queria ler com vocês. O AID
sempre deixa comentários interessantes
quando terminar a live
e acho que vale a pena ler depois. Então
ele ele disse o seguinte sobre o que a
gente tava falando na live passada, né,
sobre eh a ideia de que no filme Matrix
você tem aquele conceito de que você é o
que tá acordado e você tem que despertar
os outros, né? Você tem que eh os outros
coitados estão aprisionados nas ideias
deles e você é o liberto. E o Aid vai
dizer aqui o seguinte, né? Essa ideia de
que cristão não tem nada a aprender com
outras visões de mundo ou mesmo
conhecimentos diferentes e de diferentes
tradições, eu ouvi essa semana em uma
crítica a um pastor que tem por
característica a defesa do aumento
cultural do cristão em geral,
especialmente na literatura. E a justif
e a justificativa que o rapaz usava era
de que comunhão tem a luz com as trevas?
Ou seja, um texto fora de contexto para
justificar algo que é contrário ao que o
próprio Cristo ensinou. Jesus diz: "O
Senhor elogiou o administrador desonesto
porque agiu com astúcia, pois os filhos
deste mundo são mais astutos no trato
uns com os outros do que os filhos da
luz". Eh, por isso eu digo, usem a
riqueza deste monte ímpio para garantir
amigos, de forma que quando ela acabar,
esses se recebam nas moradas eternas.
Lucas 16: 8 e 9. Se formos interpretar
um texto, um termo descontextualizado
também, claramente o desonesto é fonte
de trevas, mas mesmo aí Jesus traiu uma
lição. Pois é, aí é uma questão que é
muito difícil
quando alguém tem essa visão mais
restrita, fechada,
eh, da religiosidade, é porque não tem
texto que você consiga fazer com consiga
convencer a pessoa. Então,
é um, como é, essa é uma questão difícil
porque ela pressupõe que existem
eh existem coisas que antecedem a nossa
leitura do texto bíblico, entende?
Então, uma delas é justamente você ter a
mente mais aberta ou mais fechada. a
gente tem um um
contexto de a gente tem uma ideia de
eh o pessoal chama de de big five
chamado Ocean também, que são tipos de
personalidade que se tem. Existe muita
controvérsa em relação a isso na
psicologia, se isso é real, se não é.
Mas eu acho interessante que um dos
traços de personalidade que você tem é a
openness, né? ou você está aberto a
novidades. Ser aberto a novidades é um
traço de personalidade que dificilmente
se modifica
e ele precede o texto bíblico no
seguinte sentido. Se você já tem a mente
mais fechada, você vai ler o texto
bíblico.
você tende a, né, para para ser eh
generoso, né, você tende a a ler o texto
bíblico com uma
com um viés mais de de fechado, um viés
mais voltado pra própria comunidade
religiosa e de separação daqueles que
são infiéis e todo toda essa ideia aqui
que o Aid tava trazendo, que ele viu uma
pessoa defendendo. né? E se você tem a a
mente mais aberta, você tende a ler o
texto bíblico, eh,
percebendo uma abertura maior de mundo.
Então, essa é uma dificuldade que a
gente tem. Isso é uma coisa bem
complicada, porque existem traços,
existem bagagens que a gente traz que
são também culturais, tem a ver com a
nossa personalidade, tem a ver com a
nossa maneira de ser, que vão
influenciar a nossa leitura bíblica
assim, com certeza, independente do que
você,
de como você, da profundidade que que
você entra no texto bíblico, vão ter
vieses que vão anteceder a sua leitura
do texto bíblico. Então, procure
identificar esses vieses. Tenta entender
quem é você quando você tá lendo o texto
bíblico, porque você tem que saber que
o que você é na essência
interfere e modifica a sua leitura do
texto bíblico,
certo? Eh, é um conceito difícil esse,
complicado, mas as coisas, infelizmente,
tendem a tendem a ser desse jeito. Deixa
eu só dar um oi aqui pro pessoal. O o
Patrick aqui, boa noite, Roney. O Paulo
Roberto, né? Boa noite, pessoal. Bom fim
de semana, bom sábado.
Mateus Dornelas aqui dando boa noite,
falando que não vai poder ficar aqui na
live, mas quer mandar um abraço. Valeu,
Mateus. Então, eh, e eu
essa é uma questão que me pega às vezes,
né, que a gente ao olhar pro texto
bíblico, a gente também tá olhando para
nós mesmos de alguma forma, porque
tem uma fala interessante de um rabino,
eu não vou conseguir lembrar agora
exatamente de cabeça, vou dizer em
linhas gerais, também não lembro a
citação do nome da pessoa que falou
isso, mas ele dizia o seguinte: "É mais
importante o que você pensa sobre Deus
do que o que Deus pensa sobre você.
Por quê? Porque o que Deus pensa sobre
você é um mistério, tá na mente de Deus.
a mente de Deus é muito maior do que a
nossa e assim por diante.
Mas o que você pensa sobre Deus
significa o que você entende como a
essência do bem, do que que é moralmente
correto, do que que é justo, do que que
é injusto, do que que é o que deveria
ser feito do ideal e do perfeito.
E dependendo do que você considera que
deveria ser o ideal, do que deveria ser
o perfeito, do que deveria ser a justiça
ser perseguida, que é
a forma que a gente entende que provém
de Deus, eh dependendo do que você
acredita nisso, você vai agir do jeito A
ou do jeito B. Então, o que você pensa
sobre Deus é muito importante e é muito
perigoso também, porque se você pensa
que Deus é um Deus punitivo, você vira
um homem bomba. entende? Eh, claro aqui,
extrapolando pros extremos,
mas é sempre bom a gente repensar sobre,
tá, beleza, eu acredito que Deus é bom e
Deus é justo, mas eh será que Deus faria
tal coisa? Será que ele seria será que
ele seria misericordioso a tal ponto a
fazer tal coisa? Então, dependendo da
resposta que você dá a isso, você tá
definindo qual é o o teu,
a tua mira, o teu norte do que que você
acha que você deveria fazer, entende?
Tem mais ou menos a ver com aquela fala
de Jesus, que aonde tá o seu tesouro
ainda, aí também tá o seu coração. O que
que você considera importante? É onde
você vai colocar o seu esforço, é onde
você vai pôr a tua essência, o teu
centro, o teu coração, né?
O Carlos também coloca aqui também falta
sermos filhos do nosso tempo e lermos as
escrituras com esse viés. Sem dúvida,
né? Boa noite aí pro Henrique e pro
José. Eh, o José Lima, né?
O Henrique colocou aqui uma citação
interessante. O que vem à nossa mente
quando pensamos sobre Deus é a coisa
mais importante sobre nós.
A W Tozer. Muito legal. Não era essa
citação que eu tava pensando, mas essa
outra pessoa também resume de uma
maneira bem interessante. O que você
pensa sobre Deus é a coisa mais
importante sobre você. E o que você
pensa sobre Deus te define muito, né? É
meio que essa ideia, né?
Eh, voltando aqui pra fala do Carlos, aí
tem uma outra coisa interessante, porque
o também o fato de sermos filhos do
nosso tempo e lermos as escrituras com
esse viés, né? Eh, a gente sempre tem
que lembrar que o texto bíblico ele
ele não é assim, ele não se aparece puro
pra gente no sentido de que ele sempre
tem que ser interpretado.
Por mais óbvio que pareça o que o texto
tá querendo dizer para você, você tá
interpretando ele. É, por mais que você
não entenda um texto
como se ele tivesse dizendo uma coisa
oposta do que outra pessoa diria, mas a
sensação que você tem com esse texto é
diferente da sensação que a outra pessoa
tem. E essas sensações que a gente tem,
quando a gente entra em contato com as
coisas, elas influenciam muito a nossa
maneira de interagir com essas coisas.
Então, se uma pessoa tem uma sensação
negativa sobre uma ação de Deus, por
exemplo, eh, ela pode, isso pode definir
toda a espiritualidade dela, entende?
Então, essas coisas são importantes. Eh,
a gente, quando a gente tá lendo o texto
bíblico, a gente tem que entender que o
texto bíblico tá em um lugar e a gente
tá em outro. A gente tá fazendo um
processo de interpretação.
A gente não tá só lendo neutramente o
que tá lá, mas nós somos pessoa. O texto
bíblico neutro é só um monte de papel
com um monte de marquinha, com um monte
de desenhinho. Eh, e
a ideia que a gente tem do texto bíblico
é a interpretação que a gente faz desses
símbolos, que são letras e da ideia que
a gente forma com essas palavras e do
conceito que a gente forma com essas
ideias, entende? Então,
quando você lê, é como se a ideia do
texto tivesse surgindo na sua cabeça
enquanto você tá interpretando aqueles
símbolos.
Então, é muito importante ter em mente
isso.
O ato de ler o texto bíblico é
necessariamente também um ato de
interação com você mesmo. Você tá
interagindo consigo mesmo enquanto você
tá lendo o texto bíblico. Ele não tá se
apresentando neutramente para você.
Então, é interessante que eh se a gente
pensar que o texto bíblico é uma
parceria entre Deus e a humanidade, é
uma é uma é um conceito que a gente já
entrou aqui algumas vezes, porque o
texto bíblico não é uma revelação divina
que cai puramente do céu, mas são
pessoas que escrevem.
E o texto bíblico ele ele tá atravessado
por essas pessoas.
Eh,
então a gente vai entender que o texto
bíblico não é só a produção de um autor
que tá preso no em um contexto
específico cultural e no tempo. Eh, uma
inspiração divina, se você tem fé para
esses, ao mesmo tempo você tem também
você ali, como a gente estava falando.
Então, são três elementos que tão eh
misturados nessa leitura do texto
bíblico. a sua interação com o autor que
escreveu aquele texto, a sua interação
com o Deus que você crê, que inspirou
esse texto e a sua interação consigo
mesmo, com as suas próprias ideias em
relação ao texto que você tá lendo.
Então, notem como essas essas coisas são
complexas, né? A a leitura do texto
bíblico não é uma coisa simples,
ela não vai trazer resultado simples. E
é por isso que acaba sendo tão difícil,
complexo e que
eh eu lembro um tempo atrás que eu tava
vendo uma discussão teológica e e as
pessoas falavam de uma certa frustração
que elas tinham eh numa na discussão na
discussão de igreja sobre um um tema
específico. E a frustração era por é que
as pessoas chegam a conclusões tão
diferentes do texto bíblico. Ele tá
aqui, ele devia ser mais simples. A
gente devia ler o texto e todo mundo
entender igual pra gente chegar a mesma
conclusão, né? Pra gente chegar num
consenso. Mas devido a todos esses
aspectos que eu falei, isso é
impossível.
Então, quando pensando numa denominação
religiosa,
eh, você tem que entender que
é uma lei, é um, é um consenso na
leitura bíblica, mas é um consenso muito
geral, porque sempre quando você vai
mais pro texto, para partes específicas
do texto, as pessoas chegam a conclusões
diferentes. mesmo que não sejam
conclusões eh tão tão eh tão radicais,
tão radicalmente diferentes sobre o
texto, elas vão ter essas sensações
diferentes que a gente tinha comentado,
eh, e isso vai tocar elas de um jeito
diferente.
Então, é interessante isso, né? Porque
se a gente somar a esse elemento
que também a gente nunca lê sozinho o
texto bíblico, no sentido de que é muito
difícil uma pessoa que nunca teve nenhum
contato com nada relativo a a toda a
religião que vem do texto bíblico, ela
senta sozinha e lê a Bíblia sozinha.
Isso é muito difícil de acontecer. A
gente sempre aborda o texto bíblico com
base em interpretações e ideias que
outras pessoas já tiveram antes da
gente. Então, a gente lê o texto bíblico
já meio contextualizado sobre ele. A
gente quando é criança, a gente ouve as
historinhas dentro de um contexto de
igreja, a gente ouve as historinhas do
texto bíblico e depois quando a gente é
um pouco mais velho, a gente começa a
ler essas histórias, digamos assim, na
fonte original. Mas quando a gente lê
essas histórias, a gente já tá
contaminado com as ideias das histórias
que foram contadas pra gente. E é muito
difícil separar o que que é o texto do
que que é o que falaram pra gente sobre
o texto.
Eh, eu eu tenho um vídeo aqui no canal
sobre a o Natal, né? O que que realmente
aconteceu no Natal. Isso, essa é uma
ideia, essa é uma história interessante,
porque a gente tem uma história que é
contada que ela cabe no texto bíblico,
só que ela já tá tão arraigada na nossa
tradução que quando a gente lê o texto
bíblico, a gente jura que a gente tá
lendo essa história que nos contava.
Eh, e ela não é contraditória ao texto
bíblico, mas quando a gente lê ela, eh,
a gente lê o texto e só imagina que é
possível essa história. Então, por
exemplo, né, a gente tem uma ideia de
que quando a gente lê sobre o nascimento
de Jesus,
você tinha três Reis Magos, você tinha
três pastores, eh você tava em uma
estrebaria com vários animais em volta,
né, e toda aquela cena de presépio que a
gente tem. E se você lê o texto bíblico,
você meio que encontra isso lá, fala:
"É, é isso mesmo, o texto tá falando
isso mesmo". Mas quando você começa a
prestar um pouco mais de atenção no
texto, você percebe que você já leu com
vários pressupostos e você já tem essa
imagem na sua cabeça e você projeta isso
no texto. Então, na prática, na verdade,
quando você lê o texto, você percebe que
não existem três Reis Magos, não existem
Reis Magos, existem só uns Magos do
Oriente.
E esses Magos do Oriente no texto
bíblico, não tem o número desses magos.
Pode ser dois, pode ser 20, ninguém sabe
quantos são. Eh, a tradição criou a
ideia de que são três seis magos, porque
você que tem três presentes, né, que são
dados para Jesus. Eh, a gente também tem
a ideia de que eles estavam ali na hora
do nascimento de Jesus, mas quando você
lê o texto bíblico, você vê que eles não
estavam necessariamente no dia que Jesus
nasceu ali, né? Então, inclusive, uma
uma cronologia um pouco mais eh mais
cuidadosa do texto, vai ver que
provavelmente eles vieram muito depois
de Jesus ter nascido, né? Eh,
aí por a gente infere que são três seis
magos? A gente infere também às vezes
que são três pastores.
Eh, a gente infere que ele tava numa
estrebaria, mas isso não é falado em
momento nenhum do texto bíblico. A única
coisa que se diz no texto bíblico é que
ele foi colocado numa manjedoura porque
não havia lugar para ele na casa ou na
acho que a palavra grega, se eu não me
engano, é Cataluna, que se refere a um
cômodo, um lugar, um cômodo, digamos
assim, coletivo das casas do antigo
Oriente Médio. Então, como ele não tinha
lugar para colocar ele dentro da casa,
ele foi colocado numa manjedoura. ou
talvez não tivesse um lugar para deitar
uma criança na na Cataluna, ele foi
colocado em uma manjedoura. Eh, isso não
significa que ele tava numa estrebaria.
Toda aquela história de Maria batendo
nas portas e as pessoas, todo mundo
negando, né, que falando que tava cheio.
Isso tudo é uma história que contaram
pra gente, mas ela não tá no texto
bíblico, entende? Então o que eu quero
dizer com tudo isso é a gente infere
muita coisa no texto. Então para deixar
mais complexo essa ideia que a gente
estava falando, que existem esses três
elementos, né? Existe a pessoa que
escreveu o texto,
existe Deus que a gente considera que
inspirou o texto, existe você lidando
com você mesmo, com as suas ideias sobre
Deus e sobre a pessoa que escreveu o
texto e sobre as suas próprias ideias
quando você lê o texto. E existe também
todo um contexto cultural que você tá
imerso e que você não consegue eh
ignorar completamente,
mas que ele também tá junto de você
quando você tá lendo o texto bíblico.
Ele tá construindo uma ideia sobre o
texto bíblico com você também. Então, a
sua, a, a leitura do texto bíblico tem
muitos intermediários, tem muitas
ideias, tem muitas coisas que atravessam
esse essa leitura do texto. E é por isso
que duas pessoas lendo o mesmo texto vão
chegar a conclusões diferentes. Sempre,
sempre, né? Eh, é por isso que existe
pouco consenso quando as pessoas estão
lendo o texto, eh,
porque é complexa a situação. Somos
todos pessoas muito diferentes, viemos
de contextos diferentes, tivemos
famílias diferentes, temos valores
diferentes e a gente interage com esse
texto de forma diferente. E
essas lentes todas que a gente veste,
né, para usar essa essa figura, elas
interferem, elas intermediam o nosso
contato com esse texto bíblico, né? Ele
nunca chega cru pra gente.
Bom, boa noite aí pra Eline,
pro Aid que tá aí, né? Eh, Marcílio, boa
noite. Depois de um bom tempo, consegui
acompanhar ao vivo. Legal, Marcílio,
bem-vindo aí à live.
O ID falando aqui, esse ser aberto a
novidades é mais ou menos o que Jesus
Cristo faz referência a referência de
vinho novo em Odres Velhos também sobre
a questão do remendo. Traços de
pensamento mais ou menos aberto.
Olha aí, eu não vou afirmar com certeza.
Eu teria que parar e dar uma olhada mais
cuidadosa nesse texto pra gente pra
gente ver sobre isso. Assim de cabeça,
eu não lembro. Me parece que a gente
pode trazer essa ideia para esse texto,
sim. Mas eu pra gente ter mais cuidado a
gente precisava ver com atenção esse
texto aí, não sei dizer assim de cabeça.
Aí a Ilan comenta aqui:
"Eu era católica, não sabia o que era
ser cristão, só comecei a entender agora
e já tenho 50 anos. Leia a Bíblia, mas
não entendia nada. Essa prática das
igrejas de ficar repetindo versículos
fora de contexto também não ajuda em
nada. É exato, Elim. Mas é assim, né?
Não é, não é isso, não é só porque você
era católica, mas em muitas igrejas
acontece isso. As pessoas crescem em um
ambiente religioso e crescem com uma
tradição religiosa. Então elas crescem
acreditando em Deus,
elas crescem familiarizadas com as
histórias da Bíblia, mas elas crescem
sem uma intimidade com o texto bíblico
em si ou com uma vida espiritual em si.
Aliás, deixa eu só baixar um pouquinho
essa câmera, né?
aqui tá melhor, então a gente acaba
acaba tendo essa ideia, né, de que a
gente não lê o texto bíblico, não
entende muito ele. E muitas vezes, na
grande maioria das igrejas você não tem
um bom apoio. as igrejas não não tem de
forma geral, sendo eh aqui
generalizando, né? Eh, em grande parte
as igrejas não têm a preocupação em
ensinar os membros a lerem o texto
bíblico por si mesmos, lerem o texto
sozinhos e conseguirem entender alguma
coisa, né? Isso é uma coisa que que é é
preocupante. É uma coisa que eu sempre
me preocupei quando eu quando eu lidava,
por exemplo, com adolescentes.
Será que eu quando eu tô falando aqui
pros adolescentes, contando uma história
e tal, coisa assim, será que eu tô
conseguindo
ajudar eles a eles lerem o texto bíblico
sozinhos, se não agora quando eles são
adolescentes, mas pelo menos criando uma
base para quando eles forem um pouco
mais velhos, eles conseguirem entender
alguma coisa do texto, terem uma leitura
boa do texto?
uma leitura boa em dois sentidos.
Primeiro, não entender uma coisa que não
tem absolutamente nada a ver com o texto
e terem uma interpretação
eh generosa do texto bíblico, no sentido
de que quando ele lê Deus eh falando
para exterminar os amalequitas, ele não
entenda que nós também temos que
exterminar as pessoas que não fazem
parte da nossa fé, entende?
Então,
a uma mente que consegue ler o texto
bíblico e se relacionar com ela, ela é
construída com o tempo, ela não acontece
sozinha, sabe? Então essa tradução
religiosa
é importante para dar essa base, mas eu
vejo muitas vezes ela sendo falha em
relação a isso. Ela muitas vezes não
ajuda as pessoas a conseguirem fazer
isso daí. aí que você tava querendo ler
o texto, sentar sozinha em casa, ler o
texto. E olha que legal esse texto.
Entendi uma coisa interessante aqui,
aprendi uma coisa nova. Olha, esse texto
aqui me abriu a cabeça para uma coisa
diferente. Olha só, não tinha percebido
esse detalhe nesse texto aqui que ele,
essa palavra, ela repetida tantas vezes
aqui e ele tá criando um padrão e ele
vai quebrar esse padrão depois. sabe,
todas essas essas relações que o texto
cria, que você precisa ter um você
precisa ser treinado, eh, de certa
forma, eh, a gente tem que ter essa
preocupação num contexto religioso,
que deveria ser uma das principais
funções de uma igreja. Curioso isso, né?
Essa deveria ser uma das principais
funções de uma igreja
e é ajudar as pessoas a lerem o texto
bíblico para elas mesmas, criar um
ambiente
eh didaticamente
eh propositivo
para que as pessoas consigam dentro
daquele contexto
aprender a ler o texto bíblico sozinhas,
por elas mesmas, sabe? e chegar a boas
conclusões sobre a vida delas em relação
ao texto, né? Existe uma questão também
que atravessa tudo isso,
que é a questão doutrinária também. Eu
acho que muitas vezes as igrejas elas
têm receio dessa leitura eh individual
para você não chegar em conclusões
doutrinárias diferentes, né? E isso não
na no meu na minha perspectiva é porque
as igrejas têm uma preocupação excessiva
em doutrinas no sentido eh a Bíblia fala
muito de doutrinas, mas a ideia de
doutrinas que as igrejas têm, elas que
elas dão ênfase demais, é muito mais no
sentido de um conjunto de crenças
sistematizadas sobre o texto bíblico,
né?
e que
eh não é muito do interesse dessas
organizações que você chega numa
conclusão diferente da da do do que
aquele conjunto de pessoas têm, né,
sobre essas crenças sistematizadas,
eh, sobre essas perspectivas
sistematizadas do texto bíblico como um
todo. Então,
eh, e eu digo isso não de forma
assim, eh, de forma totalmente crítica a
à existência de denominações religiosas.
Como vocês sabem, eu pertenço a uma
denominação religiosa que tem um corpo
doutrinário, inclusive eh bastante
bastante peculiar em relação a outras
igrejas. E por causa disso também ela
ela é uma igreja muito eh se coloca
muito na defensiva em relação a essas
crenças fundamentais, né? Eh, mas eu
acho que de forma geral as igrejas têm
sim um colocam um peso muito excessivo
nessas crenças sistematizadas que a
gente chama de doutrinas, porque a gente
chama de doutrinas, mas, por exemplo, a
o amor é uma doutrina bíblica. Eh,
então, do ponto de vista bíblico, a
palavra doutrina não nem sempre é
aplicada do jeito que a gente costuma
aplicar a essas crenças sistematizadas
do texto. Por isso que eu tô usando essa
expressão.
Deixa eu ver que que vocês estão falando
aqui.
Eh, eu dei uma viajada aqui, né?
O Eduardo Ramos, boa noite. O Mário
Santos Chanatová, é, a gente tá agora,
agora à noite a gente começou o ano novo
judaico. A gente entrou no Ros Rhaná,
que é a festividade judaica. Eh, a gente
pode até falar sobre isso. Acho que é um
assunto interessante, né? Falar sobre o
Ros Rhanel,
Roshaná, né? Eh,
o Márcio colocou colocou aqui o o
Marcílio colocou aqui, mas ao dar essas
essas liberdades, acho que as
instituições temem que as conclusões
sejam diferentes a respeito do texto
bíblico. É exato. Acabei de pensar
nisso, né? colocou aqui. Isso é eh de
cer de um ponto de vista é importante, é
necessário, é interessante, é
construtivo que as pessoas tenham
perspectivas diferentes sobre o texto
bíblico. Eh, quando você lê se lá,
Primeiro Coríntios 13, que fala do amor
e as pessoas eh têm ideias diferentes
sobre o que que isso significa na
prática, isso é muito bom. Eh, isso é o
que faz uma uma comunidade religiosa
crescer.
Isso é o que faz eh uma comunidade
religiosa criar vida. Por outro lado,
essas ideias diferentes, quando se
tratam desses temas, dessas crenças
sistematizadas,
dessas doutrinas,
ela não faz a comunidade crescer, ela
faz a comunidade se dividir e brigar,
sabe? Eh, então é compreensível isso.
Existe uma questão aí eh de que a gente
pra gente tá junto aqui, a gente tem que
ter pelo menos um consenso mínimo sobre
o que que a gente entende sobre o texto
bíblico, né? Eh, porque se a gente
quebra esse consenso, a gente não
consegue mais sentar um do lado do outro
e cantar a mesma música, fazer uma mesma
oração. Eh,
por outro lado,
e aí acho que é uma crítica que eu
tenho, esse consenso mínimo não é mais
um consenso mínimo, se tornou toda uma
tese
extremamente complexa sobre como ler o
texto bíblico. E você tem que est
fechado 100% em relação a ela, entende?
Esse que é o ponto que eu acho
complicado. Eh, por exemplo, né? E e
aqui eu vou ser ousado falando isso. Eu
sou adventista do sétimo dia.
Eu duvido
que
todos os membros da Igreja Adventista do
Sétimo Dia pensem a mesma coisa sobre
todas as opiniões que a igreja tem sobre
tudo
ou que todos os membros descreveriam
todas essas doutrinas, essas crenças
fundamentais, da mesma forma que a
instituição religiosa descreve.
Ou seja, sempre há um pouco de
diferença. Sempre há um pouco de
diferença. E a minha questão é o quanto
é tolerado que se haja diferenças.
O quanto é tolerado? Algumas igrejas são
mais tolerantes, outras igrejas são
menos tolerantes eh sobre a diversidade
de pensamento dentro da sua própria
congregação. É o que eu quero dizer. E
quanto a isso, eu eu sou crítico a você
ser demasiadamente intolerante, mas eu
também questiono se você ser tolerante
demais é factível, se isso dá para
fazer, se é possível isso acontecer,
porque como eu falei, se a gente também
tem uma diversidade muito grande de de
crenças, as
perde o sentido das pessoas estarem
reunidas juntas, porque elas pensam
diferente. vocês estão agora assistindo
esse esse essa live, porque de alguma
forma a gente, eu e vocês, a gente tem
coisas em comum na forma como olhamos
pro texto bíblico, porque muito
provavelmente alguém caiu de paraquedas
nessa live, viu o vídeo, começou a
assistir, falou: "Nossa, achei nada a
ver o que esse cara tá falando". fechou
o vídeo, foi fazer outra coisa e não
continuou aqui com a gente. Então, para
existir uma comunidade religiosa, é
necessário que exista uma unidade eh de
pensamento em relação a algumas coisas.
A a grande questão é o que significa
essa unidade de pensamento e o que que
são essas coisas. Se é uma unidade e um
corpo doutrinário extremamente complexo
e uma unidade muito rígida, ninguém pode
discordar um pouquinho de toda essa
ideia que foi construída complexa e que
inclusive opina sobre todas as questões
da vida.
ou se eh a é assim, a gente tem uma
ideia geral sobre o que que a gente
entende que é o mínimo que a gente
consegue congregar junto, mas se alguém
também tiver uma ideia um pouco
diferente, não tem problema tá aqui com
a gente, a gente senta junto, ora junto
e a gente e assim por diante, né? Eh,
então é difícil achar esse equilíbrio,
não é uma coisa fácil. Então, eh, por
mais que eu tenha
que eu tenha a minha, eh, essa minha
crítica em relação às a muitas vezes as
igrejas serem muito rígidas em relação a
essa unidade, eh eu entendo também a
preocupação em relação a a essa unidade
doutrinária, porque é muito fácil uma
comunidade começar a se quebrar por
causa de uma doutrina que surgiu lá no
meio. Já vi isso acontecer mais de uma
vez e por motivos mais absurdos, mais
bobos, né? Eu eu não estava nessa
igreja, mas eu era uma igreja próxima à
minha de pessoas que a a grande
discussão na igreja é a gente faz oração
em pé ou oração sentado. Alguns achavam
que a oração tinha que ser feita em pé e
argumentavam de alguma forma em relação
a isso. Outras achavam que tinha que ser
oração tinha que ser ajoelhado. Eh, eu
falei sentado, né? ajoelhado e essa
diferença para uma coisa que é absoluta,
olha, para mim, pelo menos, obviamente
para essas pessoas não era, mas para mim
uma coisa absolutamente irrelevante,
pelo menos é é tão irrelevante
que o texto bíblico ele não é
ele não põe ênfase nenhuma em relação a
isso, né? Eh, mas para essas pessoas foi
tão relevante que rachou a igreja
quebrou eu, se eu não me engano, metade
da congregação foi para outro lugar e aí
as pessoas não conseguiram manter a
igreja só com metade dos membros. Mas
assim, uma coisa que destruiu a igreja,
um esse tipo de discordância tão tão
bobo, sabe? Mas quando você tem uma
discordância e você é muito rígido em
relação à sua discordância, essas coisas
acontecem. É muito difícil manter uma
comunidade, manter uma coesão mínima de
um grupo para eles estarem ali. Todo
grupo tem que ter uma coesão mínima, tem
pressupostos, né? Se você tá estudando
alguma coisa na sua vida, indo para uma
faculdade, aquelas pessoas têm
pressupostos ali dentro daquela sala de
aula. Eh, o pressuposto mínimo é: "Eu
não posso agredir o professor",
porque se alguém não tá de acordo com
esse pressuposto, ele não cabe dentro
daquele ambiente. Então, tem
pressupostos que a gente tem mínimos pra
gente estar em qualquer tipo de união,
qualquer tipo de comunidade, qualquer
tipo de ajuntamento de pessoas, existe
um pressuposto mínimo, né?
E muitas vezes dentro da dessas dessas
polêmicas religiosas, esse pressuposto
mínimo se quebra. E as comunidades
deixam de existir. Isso já eu já vi isso
acontecer e imagino eu que deve
acontecer com certa frequência nesse
momento está acontecendo em alguma
comunidade religiosa.
Deixa eu ver aqui. Eh,
o amor é mandamento, diz aqui o Carlos.
Exato, né, Carlos? Aí vem a questão, tá?
E o que isso significa na prática?
Porque aí um um vai falar que ah, essa
pessoa é muito da turminha do amor,
porque ele tá falando que o amor é
mandamento, então ele tá tolerando um
monte de coisa que é pecado. E enquanto
o outro vai falar: "Não, o amor é
mandamento no sentido de que você é
obrigado a amar todas as pessoas. Então
ninguém pode discordar de nada. Todo
mundo tem que ser amigo." E aí o outro
já fala: "O amor é mandamento, mas você
entende onde eu quero chegar, né? Eu
concordo com você, mas dependendo de
como você interpreta isso, isso causa
cisão, né?
O Eduardo vai pô vai colocar aqui,
talvez se a gente busca ler e buscar por
si só, ele pode chegar a conclusões que
irão, eu acho que isso daqui é o que a
gente já leu, não lê ainda. É isso do
mesmo, né? Eh, talvez se a gente, se a
pessoa ler buscar por si só,
ela pode chegar a conclusões que irão de
encontro com os dogmas.
Vejo que no meio religioso quem pensa de
frente às vezes é persona não grata. Uma
pessoa que sai da igreja por muitas
vezes ainda é vista como uma pessoa que
se perdeu, mas nem sempre isso é
realidade. Pois é, Eduardo. Imagino que
talvez seja até uma questão que você
tenha vivido do jeito que você tá
colocando, porque isso acontece muito.
Isso acontece muito. Você às vezes tá
dentro de uma comunidade religiosa, mas
você sabe que você não é bem aceito ali,
porque você sabe que você pensa de uma
forma diferente, que não é muito
tolerada dentro daquele ambiente. Isso
é, isso é assim, eu imagino que todas as
pessoas que frequentam alguma comunidade
religiosa já se sentiu assim em relação
a alguma questão em algum momento.
A não ser que você seja uma pessoa que
nunca se dedicou muito a pensar sobre
essas coisas religiosas, sobre
doutrinárias, né, sobre texto bíblico.
Mas imagino que todo mundo já se deparou
com uma ideia que teve sobre um texto
bíblico, mas ele sentiu que essa ideia
não é bem aceita, essa ideia que ele
teve, essa interpretação, essa
perspectiva que ele teve, né? Eh, e isso
é comum, né? Cancelaram o Lutero quando
ele questionou a igreja, diz aqui a
Ilan. Exato, né?
Eh, bom, as diversas cisões que a gente
tem na história da igreja
ou nas histórias das igrejas, né, eh, é
um é o exemplo claro de tudo isso que a
gente tá falando, né?
A Paulo Roberto vai dizer aqui: "Criação
do mundo em sete dias, se não for no
sentido literal, perde-se o sentido de
todo o resto da Bíblia". Não.
Hum. Vamos voltar nessa questão. Deixa
eu só ver se tem alguém aqui ainda
falando dessa questão que a gente tá
falando, mas a gente volta aí, Roberto.
Fala, Roberto, que achar isso é uma
questão interessante, né? Creio que os,
o, o Eduardo tá falando aqui, creio que
os desigrejados surgem disso. São
pessoas que ainda creem em Deus, mas tem
pensamento que não se enquadram em
nenhum dogma religioso. Talvez,
justamente, creem em Deus, mas não
conseguiram fazer parte de uma
comunidade religiosa.
Talvez porque as comunidades religiosas,
de forma geral, são muito rígidas em
relação a essa diversidade de
pensamento, né? Eh, o Evandro coloca
aqui: "Que legal ser adventista, eu
gosto muito do Rodrigo Silva". Só tenho
uma dúvida. Por que consideram que Jesus
é o arcanjo Miguel que os adventistas
defendem? Não entendo, não consigo ver
base bíblica, diz o Evandro. Tá, mas a
gente fala disso, pode falar disso
também, né? Eh, a Rosel Coca,
eh, olá, estou com câncer acamado, com
as pernas muito inchadas. Como ter a
esperança e como isso coopera para o meu
bem? Puxa, Roselie, olha, eu acho que
esse assunto da das igrejas, eu acho que
você esgotou. Vamos começar por essa sua
questão e a gente volta em outras que
foram colocadas aí.
Eh, então, Rosalie,
o que eu vou dizer aqui é um bom, tem a
ver com o tema que a gente tá falando, é
uma interpretação muito pessoal minha
sobre tudo que eu entendo sobre o texto
bíblico e sobre o que eu vejo no mundo
real. Existe uma uma
questão que todo mundo se depara, é como
que eu pego esse texto bíblico
e o que eu faço com ele nessa minha vida
que eu vivo? Porque no texto bíblico,
quando os israelitas estão
encurralados pelo exército do do do
faraó, o mar vermelho se abre
miraculosamente, eles atravessam e todo
mundo é salvo e os inimigos são
destruídos.
Mas na vida real,
o que eu vejo muitas vezes é pessoas
justas, pessoas de fé,
sofrerem
e morrerem em sofrimento e não acontecer
nenhum milagre, né? Eh, e aí como que
fica,
eh, como a gente encaixa isso no texto
bíblico, nesse texto bíblico que a gente
vê. Então, o texto bíblico não é uma
coisa só, né? A a história do Mar
Vermelho é parte do texto bíblico, mas o
livro de Abacuk também é parte do texto
bíblico, né? E o livro de Abacu tem tem
um tem uma questão sobre isso. Então eu
vou falar aqui sobre dois livros que
falam sobre o sofrimento humano, que é o
livro de Jó e o livro de Abacu.
No livro de Jó, Jó passa por uma série
de de eh de provações,
de dificuldades, de sofrimentos
os mais terríveis possível. Ele perde
tudo que ele construiu a vida dele
inteira.
Eh, só que a gente acompanha essa
jornada do do de Jó sabendo que existe
um um motivo cósmico por trás disso.
Existe uma discussão entre Deus e
Satanás e Jó está envolvida nessa
discussão, né? Então, a gente vê o a o
que tá acontecendo Jó desse ponto de
vista. Olha, coitado do Jó, ele não
sabe, mas existe uma discussão cósmica
sobre ele, sobre a vida dele, né? E é
por isso que ele tá passando por tudo
isso e tal. E no final do livro, quando
ele é confrontado com todas essas
dúvidas, eh, ele recebe tudo de volta,
ele volta, o sofrimento dele termina,
digamos assim, entre aspas, porque ele
volta a ter uma família, ele volta a ter
muitos bens, ele volta a ter e mais
ainda do que tinha no começo. Então, ele
é recompensado. Então, a história acaba
de certa forma feliz. Bem, né?
Claro que vão ter várias nuances, várias
questões interessantes que o livro de Jó
termina falando. Então, eh, e Jó morreu
feliz e farto de dias, ou seja, o livro
termina com a morte de Jó. Eh, o
problema fundamental não foi resolvido
no livro de Jó. No final, ele morre,
digamos assim, ele morre bem, feliz, mas
ele morre. Então, eh, tem essas
questões, a gente poderia falar sobre o
livro de Jó, tem diversas perspectivas,
diversas questões diferentes. É um livro
bem interessante, mas ele é um livro que
fala sobre provações e no final, ainda
que pro próprio Jó não sejam
esclarecidas essas provações, pro leitor
essas essas provações estão claras. E Jó
termina bem, feliz e recompensado. O
livro de Abacu, que é um outro livro que
fala sobre o sofrimento,
só que ele fala de um aspecto diferente.
Eh, é um livro curto, tem três capítulos
e ele começa com o profeta questionando
a Deus, falando: "Senhor, eh, a gente tá
vendo aí essas nações se levantando
contra o teu povo e tal. Será que eh o o
profeta ainda coloca aqui, será que você
vai deixar os os homens perecerem como
peixes que são arrastados na rede? Morre
todo mundo e é e fica tudo por isso
mesmo, né? Será que Deus não vai
interferir nessa nessa história, nesse
sofrimento todo?
O capítulo dois é o é o ponto mais
importante que Deus fala, responde pro
profeta e ele vai falar o seguinte:
"Olha, o seguinte,
o perverso ele ele vive so pela sua
própria perversidade e tal, mas o justo
viverá pela fé.
Pela sua fé ele viverá."
Eh,
e ele vai falar do que que de fato eh as
nações, eu não lembro qual é o termo que
é usado, mas se eu não me engano ele tá
falando dos assírios, né? Não lembro se
é dos assírios ou dos babilônicos. Eu
não lembro se Abacu, que é um profeta
reino do norte ou do sul, mas ele tá
falando que no final esse povo vai
invadir e tudo vai ser um desastre e
tal, mas o justo vive pela sua fé. Eh, e
o último capítulo do livro e o terceiro
capítulo é a resposta
do
profeta sobre a resposta de Deus.
E a resposta dele é um texto bem
conhecido. Eu vou até abrir aqui pra
gente ler, porque eu acho que
faz sentido a gente a gente ler eh essa
resposta aqui. Livro de Abacue. Capítulo
3.
É um é um salmo, né? É uma é um é um
cântico. Eh, eu vou ler só o finalzinho,
né, que acho que é o que tem mais a ver.
É um, é tudo bonito aqui no capítulo 3.
Eu gosto de todo ele, mas o finalzinho
talvez é o que seja mais importante, é o
jeito que termina o livro, ou seja, é
uma pessoa em sofrimento. E Deus falou:
"Olha, é o seguinte, o justo vai viver
pela fé e esse seu sofrimento não vai
acabar, vai terminar ruim mesmo, vai
terminar tudo em tragédia". Eu sinto
muito, é isso que vai acontecer. Eh, e
ele vai dizer o seguinte, eu vou ler a
partir do verso
16, vai. Eh, Abacu 3, verso 16. Ouvi
isso e o meu íntimo se comoveu. Os meus
lábios tremeram ao ouvir a sua voz. A
podridão enchou, entrou nos meus ossos.
Os meus joelhos vacilaram, pois em
silêncio devo esperar o dia da angústia
que virá contra o povo que nos ataca. Ou
seja, ele tá angustiado,
eh, ele tá triste, ele tá devastado,
porque ele sabe o que que vai acontecer
com o povo dele, com ele e com o povo
dele. E ele vai esperar em silêncio o
dia que virá contra esse povo que nos
ataca. Então, ele vai esperar a vingança
contra esse povo em silêncio, mas o que
vai acontecer é inevitável. Ele já sabe,
Deus revelou para ele. Aí o verso 17,
eh, o 17, 18 e 19, que vão terminar o
livro, vai dizer o seguinte: "Mas ainda
que a figueira não floreça, nem haja
fruto na videira, ainda que a colheita
da oliveira a decepcione e os campos não
produzam mantimento, ainda que as
ovelhas desapareçam no aprisco e os
currais não haja mais gado, mesmo assim
eu me alegro no Senhor e exulto no Deus
da minha salvação. O Senhor é minha
fortaleza. Ele dá aos meus pés a ligeire
das costas e me faz andar nas minhas
alturas, ao mestre do canto para
instrumentos de cordas. Então ele vai
terminar com essa perspectiva de que
eu assumo então essa ideia de que o
justo vive pela fé. Então o justo não
vive
por pela esperança de que as histórias
terminam bem, porque às vezes elas não
terminam bem.
E acho que talvez esse seja um ponto que
muitas vezes a gente não entende. A
gente tá sempre esperando uma
intervenção divina, miraculosa, porque a
gente olha para exemplos bíblicos como
Mar Vermelho, que a gente tá falando, só
que a gente às vezes ignora, esquece de
exemplos como Abacuku,
que às vezes as coisas não terminam bem.
E talvez o que seja mais angustioso é
que a gente, da nossa perspectiva agora,
olhando pro futuro, a gente não sabe se
vai acontecer um milagre e vai dar tudo
certo, porque eu acredito que essas
coisas acontecem, ou se vai dar tudo
errado e vai tudo terminar da pior forma
possível, porque essas coisas também
acontecem, né? A vida tem essas coisas.
Não adianta a gente viver no mundo do
algodão doce achando que sempre vai
haver um milagre e um livramento para
toda angústia que a gente tiver na vida
e que tudo sempre vai acabar bem, não
vai? Eh, às vezes a gente ouve sermões
nesse sentido, às vezes a gente se
prende textos bíblicos que parecem dar a
entender a isso, mas a gente ignora, a
gente deixa de confrontar com a
realidade de que isso não acontece.
Existem muitas orações não ouvidas
em campos de concentração, em coliseus,
de pessoas justas e bondosas e de fé e
que estavam sendo oprimidas
de forma absolutamente sem sentido e
elas oraram pedindo para Deus livrar e
Deus não livrou e elas morreram e acabou
ali sem sentido nenhum.
essa realidade, isso que faz parte da da
realidade do mundo que a gente vive, a
gente tem que confrontar o texto bíblico
com isso, entende? O texto bíblico tem
que fazer sentido nesse mundo onde essas
coisas acontecem. Aí a gente tem o livro
de Abacuk mostrando que de fato essas
coisas acontecem. A gente tem o, por
exemplo, Hebreus capítulo 11, eh, a
galeria dos heróis da fé, falando de
pessoas que morreram das piores maneiras
possíveis, esperando eh algo que tá além
dessa vida, né? Então eu diria que essa
ideia de que o justo viverá pela fé é
justamente a ideia de que o justo não
vive pela prosperidade,
entende? O justo não vive pela
prosperidade. Isso quer dizer, eh, é
difícil, Roselia, essas coisas, porque a
gente
espera, a gente não quer sofrer e muitas
vezes o nosso sofrimento não tem nenhum
sentido. E não adianta a gente procurar
sentido para todos os sofrimentos. Tem
sofrimentos que não tem sentido, né?
Como você falando, como isso coopera
para o meu bem. Tem aquele texto que diz
que todas as coisas cooperam para o bem,
daqueles que amam a Deus e tal. Mas aí
que tá, existem várias perspectivas
dentro da Bíblia. Esse texto é uma
perspectiva no sentido de que eh todos
esses males do mundo cooperam paraa
salvação final.
Eh, mas isso não significa que tudo
acaba bem, que tudo tem um motivo, um
sentido. A gente vive num mundo em que
as coisas t coisas que simplesmente não
tem sentido, não tem motivo nenhum. Elas
são só absurdas e angustiantes e elas
acontecem. Então,
o justo que vive pela fé, ele tem que
ter isso em mente também.
A a fé do desse justo, ela é teimosa o
suficiente para mesmo que o o
a gente tava lendo aqui no no livro de
de Abacuk, né, para mesmo que a figueira
não floresça, nem que haja fruto na
videira e que a colheita da Olivera
decepcione, eh, ainda que dê tudo errado
e que todos abem ainda assim,
eh, eu continuo eh, pondo a minha fé em
Deus. Eu me alegro no Deus, exulto no
Deus da minha salvação. Então, mesmo se
der errado, mesmo se der errado, a minha
fé é teimosa.
Eh, porque não adianta vocês me
despedaçarem
que ela vai continuar, ela tá além de
mim mesmo, entende? Então eu quando olho
pro texto bíblico, eh, eu essa fé que eu
quero perseguir, essa fé que eu quero
alcançar, eu não sei se eu tenho ela
ainda. Não sei se se um dia a minha fé
for provada, ela vai ela vai ter
sucesso.
Mas é uma meta. Essa é a meta que eu
tenho, olhando para esses exemplos
bíblicos como Abacuk. Então, Roseli,
primeiro eu espero que dê tudo certo
para você. Eu espero que esse
sofrimento, que eu acho que é
absolutamente sem sentido, desapareça.
Um dia você olhe para trás, fala:
"Nossa, lembra daquela fase ruim? Ainda
bem que passou". Eh, e eu espero em Deus
que isso aconteça e que ele possa operar
talvez até um milagre na sua vida e que
dê tudo certo. Mas eu também espero que
se tudo der errado,
quando você não tiver mais nada, você
tenha pelo menos a sua fé. que ela seja
um conforto para você quando não tem
mais nenhum conforto, entende? Quando
não sobrar conforto nenhum, que a sua fé
seja um conforto para você. Eh, é isso
que eu espero que que que dê tudo certo
de um jeito ou de outro, né? Vamos dizer
assim.
Bom, é uma questão difícil, né? Eh,
mas vamos paraas outras aqui. Deixa eu
ver o que que o A comentou aqui. Eu
achava que sim. Porém, agora que eu
creio que a pessoa, eu achava que sim,
em relação a, eh, eu achava que sim,
porém agora creio que é possível alguma
leitura mais quanto aos teólogos
evoteístas, mas particularmente ainda
acho muito difícil, complicado esse
compatibilismo.
Surgem muitos problemas, mas de igual
forma o criacionismo cria uma espécie de
problemas
em relação às Ah, tá, tá, tá, tá,
entendido que eh a a pergunta sobre o
criacionismo, né?
surgem muitos problemas, mas de igual
forma o criacionismo cria uma série de
problemas em relação às interpretações
de achados científicos mais recentes,
especialmente as ideias
uniformitaristas,
etc. É uma questão de pressupostas
novamente, né? Eh, exato, né? Eu vou
para
eu vou para essa questão. Então vamos
para essa questão e depois eu falo aqui
sobre essa do Evandro aí. Talvez a gente
termine aí criação do a pergunta do
Paulo que tava aqui. Criação do mundo em
sete dias. Se não for no sentido
literal, perde-se o sentido de todo o
resto da Bíblia. Não.
Eh,
depende
de qual é o sentido que você dá para
todo resto da da Bíblia, Paulo, porque
existem problemas. Existem problemas.
Não dá para falar que que é uma questão
simples. Por quê? Eh,
qual que qual seria o problema?
Se nós somos produtos de uma evolução
natural,
ou seja, nós somos resultados de um
processo que se estende por eh infinitas
gerações
eh de pessoas que vivem eh de pessoas
não, de de animais, de seres vivos que
vivem eh e morrem e que os que estão
mais adaptados sobrevivem
a ponto de se reproduzir e assim por
diante. Se é meramente isso, então toda
a a forma como a Bíblia fala sobre a
morte não pode ser interpretada também
literalmente. A vitória sobre a morte
não pode ser uma vitória literal,
porque a gente não tem uma ideia de Éden
sem morte. Ou seja, eh, o ser humano é
produto da morte, entre aspas, né? Ele é
produto de um de uma série de de formas
de vida que que eh se desenvolveram, as
mais adaptaram mais adaptados sobreveram
o suficiente para se reproduzir e
morreram e assim por diante. Ou seja, a
morte tá presente desde o início da
fundação da vida. Vida e morte estão
sempre tiveram relacionados. Eh, ou
seja, a gente não tem uma esperança
sobre a morte.
Eh, e isso seria um problema, por
exemplo, lá em Primeiro Coríntios 13,
quando Paulo fala que se Cristo não
ressuscitou, nós somos os mais
miseráveis dos homens e a nossa fé é vã,
porque também significa que nós não
ressuscitaremos,
né? Então, de uma certa forma, isso
entra aí também na questão, porque isso
significa que a gente também não tem
vitória sobre a morte, porque o
eh
não existe uma perspectiva fora da
morte, uma perspectiva edênica.
Então, toda essa ideia da Bíblia de que
o ser humano é criado dentro de um
ideal,
dentro do Éden, esse ideal é perdido
e no final isso vai ser restabelecido e
nossa fé se baseia nessa nesse
restabelecimento do ideal edênico.
Isso se perde completamente quando você
não entende uma criação literal eh de
Gênesis e principalmente se você entende
que o homem é produto de uma de uma, eh
de uma evolução, né, eh de uma
adaptação.
Então
perde todo o sentido, não se consegue
ler o texto bíblico todo de uma forma só
simbólica. E existem pessoas que leem o
texto bíblico assim, eh, leem o texto
bíblico como tudo como um símbolo.
Então, as pessoas não acreditam
literalmente que elas vão que elas vão
eh
morrer e ressuscitar no final dos
tempos, mas elas acreditam que essa
ressurreição é um símbolo paraa
continuidade da vida, para um mundo
melhor futuro e assim por diante, né?
Eh,
existem até perspectiva judaica sobre a
vinda do Messias. O Messias não seria
necessariamente literalmente uma pessoa,
mas seria uma era, uma era messiânica,
ou seja, a fé de que a humanidade vai um
dia entrar numa era de prosperidade e de
bondade, que esse seria o reino de Deus,
né, de forma simbólica no mundo. Então,
dá para você entender dessa maneira.
A questão é, se você não entende Gênesis
como literal, você meio que precisa
entender toda a Bíblia como simbólica.
Todas as as afirmações bíblicas você vai
ter que entender como afirmações
simbólicas, entende? Então, a sua fé
vira uma outra coisa.
Eh, isso é possível? É possível. Muitos
cristãos pensam assim, né?
Bom, de forma geral, é isso. O que que
eu penso, eu particularmente penso,
eu acho muito difícil, porque eu sou uma
pessoa que tem um pensamento muito muito
eh eu gosto muito de ciência
e eu tenho um pensamento muito moldado a
ciência. Então, quando eu olho para as
evidências que se tem, eu diria que a
melhor evidência é que o ser humano é
que a vida toda que toda todos os seres
eh vivos são produtos de uma evolução.
Eh, eu não compro a ideia criacionista
de que não, se você olhar do ponto de
vista científico, não, você vai ver que
não é isso, tal. Não, eu isso eu não
compro, não consigo comprar. Eu não, eu
não sou criacionista no sentido de
entender o criacionismo como uma
hipótese científica. aceitável. Não é,
para mim, não é. Por outro lado, eu
tenho fé na criação literal da Bíblia.
Como eu resolvo isso? Eu meio que não
resolvo.
Então, pode chamar de varrer para
debaixo do tapete e tal. O fato é que eu
vivo com uma uma
eh com uma incoerência que eu não
consigo resolver. Eu não sei como
resolver isso. Eh, eu simplesmente olho
pros seres vivos da maneira como são e a
evolução é a melhor explicação que se
tem para eles. Ao mesmo tempo que eu
tenho fé na Bíblia. Na Bíblia, não de
forma simbólica, como a gente tá
falando, mas literalmente mesmo, na fé
da vitória sobre a morte, no ideal
edênico e assim por diante, né? Então,
eh, talvez essa seja se seja uma questão
que eu nunca consegui resolver muito
bem, não tenho um argumento final para
isso. Eh, o que eu aprendi é conviver
com essa questão. Eu aprendi a conviver
com isso. Então, eh, por exemplo, tô
fazendo faculdade de psicologia, né?
Eu leio artigos sobre psicologia,
digamos assim, vestindo um chapéu de de
ciência. E eu entendo a psicologia
humana eh usando uma lógica de
evolucionista,
ao mesmo tempo que eu leio leio o texto
bíblico e tenho fé nele, né? Eh, então é
uma é uma, não era a incoerência que eu
queria dizer, uma contradição. Existe
uma contradição nisso? Existe uma
contradição nisso. Eu não sei resolver.
Eu aprendi a conviver com a contradição.
É assim, pelo menos por enquanto. Talvez
um dia eu eu ache uma solução para isso,
né? Mas hoje é o a a forma como eu vivo.
Não consigo olhar para paraa natureza eh
e desconsiderar
a o o evolucionismo com a melhor
explicação. Ao mesmo tempo que eu tenho
fé numa criação literal. Eu tenho uma fé
literalmente no eh na fé bíblica de de
criação e retorno ao ideal edênico. Não
sei resolver.
Não sei.
Aqui o Paulo Roberto também coloca: "Se
não houve Adão e Eva, também não teria
ocorrido a queda. Então não
precisaríamos de um salvador porque
Cristo teria vindo. Então é exato.
Exato, né? A não ser que, e aí aí que tá
aí é uma, um é um jeito que eu não gosto
muito de eh
a minha maneira de olhar pro texto
bíblico não é muito compatível com isso,
mas é uma maneira possível. Tem muita
gente que acredita assim, Adão e Eva não
necessariamente são pessoas
literalmente, mas é uma história que
simboliza uma queda da humanidade.
Então, o que seria essa queda, né? Eh,
eu lembro que eu vi um tempo atrás, tem
um sujeito que eu sei que ele é
extremamente polêmico, tá gente? Eu não
eu não compro ele eh de forma total, mas
eu acho que ele tem insites bem
interessantes, que é um um sujeito
chamado Jordan Peterson.
Eh,
e ele vai,
eu lembro que ele fez uma série de
vídeos sobre eh a perspectiva bíblica
simbólica. Ele é um psicólogo yunguiano,
então ele tem essa essa perspectiva dos
símbolos dos arquétipos e tal.
Eh, e ele tava fazendo uma ponte sobre a
ideia de evolução e a criação bíblica.
Eu acho uma ideia interessante, não é a
maneira como eu leio a Bíblia, mas é uma
maneira interessante, eu acho, de que o
a queda do homem descrita na Bíblia
seria uma um mais ou menos uma forma da
do surgimento de um ser humano
consciente quando a mente humana se
separa dos animais. seria uma queda, a
queda descrita no em em Gênesis, né? O
conhecimento do bem e do mal seria
quando o homem desperta, quando a
espécie humana desperta para uma
consciência moral, né? Hum. Eu gosto
dessas relações, eu gosto como um
exercício, eh, mas eu não creio desse
jeito. Mas é uma, eu acho que é
legítimo, eu acho que é válido ter fé
dessa maneira também, né? É uma fé que é
mais, digamos assim, né? Afastado de uma
leitura, eh, bíblica literal, né?
Eh, onde eu tava aqui. Ah, o comentário
Paulo Roberto. Eh, o Gabriel coloca
aqui, boa noite. Você tem sugestões de
livros ou autores que falam sobre esse
tema? Olha, Gabriel, eu não tenho um
livro que fala especificamente sobre
esse tema. até queria encontrar um livro
bacana sobre isso, né, para eu ou
incrementar
questões aí a a ao meu paradoxo, a a
minha a como que é que eu falei agora,
não é incoerência, eh
ou tentar resolver de alguma forma isso,
né? Eu não não conheço. Eu tenho tem
autores que eu acho interessantes. Eu
tenho tenho um livrinho eh que chama
Permission to Believe. é de um rabino
também, se eu não me engano. E ele vai
argumentar no sentido de que nem sempre
a ciência
eh concorda totalmente com a Bíblia, mas
existem questões que nos dão permissão
para acreditar, no sentido de que eh
existem grandes mistérios que estão para
além da ciência, tipo, não são questões
que a ciência vai resolver um dia, mas
que pelos próprios dados que a ciência
nos dá mostram que a a realidade é muito
mais estranha do que a gente eh imagina.
do que a gente consegue organizar,
logicamente, digamos assim, eh, o que
isso nos daria uma certa permissão para
acreditar. E aí ele vai usar alguns
argumentos que são bem clássicos, né? O
argumento cosmológico, o argumento
ontológico, o argumento do ajuste fino e
tal. Vai falar que essas esses
argumentos nos dão, de certa forma um
uma permissão para acreditar. a gente vê
que tudo que a gente conhece, o
conhecimento humano nos distancia de
alguma forma de uma leitura específica
da Bíblia, mas ao mesmo tempo também
deixa claro que existem
mistérios na própria existência em si
que podem ser respondidas pra Bíblia se
você tiver fé para isso. Hum.
Permission to believe o nome, não lembro
o nome do autor. Eh, não é exatamente
essa questão que você falou, Gabriel,
mas toquem algumas questões assim.
Eh, o Paulo Roberto, também sinto a
mesma incoerência contradição que você
citou. Isso me é muito duro, de uma
certa forma sofrido. Pois é, Paulo.
Putz, eu espero que você supere isso.
Para mim já foi um pouco sofrido. Hoje
eu aceito bem a contradição, digamos
assim. Eu aceito bem, eh,
porque eu acho que a realidade, como a
gente tá falando agora h pouco, a
realidade é um pouco esquisita mesmo. Eu
acho que tem coisas que são
contraditórias na própria existência em
si. Eh, talvez essa seja uma delas, a
gente aprender a conviver que a gente
olha pro mundo e quando a gente tenta
explicar ele, ele logicamente a gente
chega numa conclusão, mas quando a gente
olha para ele do ponto de vista de fé, a
gente chega em uma outra conclusão. E a
gente tem que aprender a conviver com
essa contradição aí.
Eh, para teus eagnóstico, o fim é a
ciência. Para o cristão, a ciência é o
meio que comprova aos poucos, vai
revelando o fim que é a fé. Olha,
Evandro,
de alguma eh de algumas perspectivas,
sim, mas de outras não, porque de outras
perspectivas a ciência ela confronta
diretamente o texto bíblico, entende?
Eh, a fé bíblica, como por exemplo isso
que a gente falou eh sobre a a
evolução humana.
Então,
ã, eu gosto de um outro pensamento. Ah,
isso sim. É de um rabino chamado
Jonathan Sax. Ah, isso é bem legal.
Deixa eu ver se eu acho o livro aqui
para mostrar para vocês, porque esse
livro é bem bacana e tem a ver com essa
discussão
aqui. Bom, vamos falar então sobre esses
livros.
O livro que eu tinha falado outro era
esse daqui, Permission to Believe. Olha,
isso daqui é um livrinho, é um livreto,
é um livro, você vê que é um livro
curto. Ele não é um livro assim que se
eh que se aprofunda nas questões, é só
mais um livro meio que introdutório, só
tem em inglês. O outro livro que também
vou falar é só em inglês também. Eh, o
nome do autor é Lawrence
e Kelleman,
né? Permission to.
Agora, o que eu o que eu acho bem bacana
é isso daqui, né? The great partnership,
a grande parceria, ciência religião, eh,
ciência, religião e a busca por
significado do rabino, rabino Jonathan
Sax. Eu gosto muito desse rabino. Eh, eu
gosto do jeito dele pensar o texto
bíblico. E ele vai trazer umas questões
aqui.
Ele tem uma frase
eh, que me ajuda muito a
talvez ela me ajudou a conviver com essa
contradição,
que é, digamos assim, uma das frases que
sustentam o livro dele, que ele vai
dizer o seguinte, né? a ciência e a
religião seguem lógicas diferentes. A
lógica da religião, a lógica da fé é
diferente da lógica da ciência. Eh, e
ele vai dizer: "A ciência
separa as coisas
para entender como elas funcionam,
enquanto a religião junta as coisas para
entender o que elas significam".
Eh, eu gosto dessa frase porque ela tem
uma ideia de síntese e análise, sabe? eh
de uma forma bem interessante, a
religião ela ela não tá muito aqui para
explicar esses mecanismos da existência.
Eh, você vê a Bíblia, na verdade não é
nem que a Bíblia erra quando ela fala de
ciência. Ela nem fala de ciência. A
Bíblia tá se lixando para ciência. Ela
não, a Bíblia existe fora de uma lógica
científica total. As pessoas que
escreveram o texto bíblico nunca pararam
para pensar em ciêncio. Eh, porque
obviamente a ciência não existia quando
a Bíblia foi escrita. A ciência que a
gente entende, a ciência moderna, né?
Eh, não existia quando a Bíblia foi
escrita. Não existiam os pressupostos da
ciência, o pressuposto de que a gente
consegue eh compreender a realidade
através da lógica.
Então, essas pressas nem existiam.
Então, primeiro, uma questão de de eh de
anacronismo, né? Anacronismo
é um conceito que a gente fala aqui de
vez em quando. Ele é importante para
essas questões todas de leitura da
Bíblia que a gente tava falando.
Anacronismo é quando você lê um um é
quando você entende um fenômeno da
perspectiva de uma perspectiva que não
existia quando esse fenômeno surgiu, o
fenômeno que você tá analisando. Então,
talvez essa não seja a melhor explicação
possível, mas é mais ou menos como, sei
lá,
eh, eu não sei um um excelente exemplo
de anacronismo, mas, eh, bom, talvez
esse seja um excelente exemplo de
anacronismo, é olhar pra Bíblia e tentar
entender o que a Bíblia fala sobre a
ciência, tentar entender o texto bíblico
de um ponto de vista científico. Ciência
é uma lógica que surge muito depois do
texto bíblico. Não faz sentido você
olhar pra Bíblia do ponto de vista
científico. Eh, isso foi inventado
depois,
né? Então,
eh, a Bíblia não fala sobre isso. Ou
também as pessoas falam: "Ah, a Bíblia é
um livro muito machista e tal". Toda a
ideia de feminismo, ela é muito
posterior ao texto bíblico. Você pode
até fazer uma análise da Bíblia do
pressuposto feminista, mas eh a Bíblia
não é um não surgiam em um ambiente onde
essas ideias existiam.
Eh, então isso seria
o anacronismo. Então, eh, ah, onde que
eu tava? Bom, a ideia de que você tentar
olhar paraa Bíblia do ponto de vista
científico é um anacronismo. Então, a
Bíblia vai operar numa lógica diferente
da ciência. Então, eu gosto da da desse
livro do do rabino Jonathan Sax, que ele
vai muito mais no sentido de que a
religião, ela tá muito mais preocupada
em dar um significado pra vida do que
explicar o funcionamento de coisas. A
explicação do do funcionamento de coisas
não é o suficiente para você dar um
significado pra vida. Por mais que há
tentativas nesse sentido, existe uma
tentativa de de procura de significado a
partir da ciência. E é louvável as
pessoas fazerem isso numa sociedade em
que eh a busca por significado é muito
intensa e a religião já não é mais é
descartada porque eh a ciência dá
explicações melhores sobre a o
funcionamento do mundo, digamos assim.
Então você vê, tá? é, é o uso, é o uso
errado da da ferramentas que cada uma
dessas dessas lógicas nos dão. A Bíblia
tá muito mais preocupada em dar
significado pra gente através de uma
visão mais geral de tudo. Ela junta as
coisas para dar significado, eh,
enquanto a ciência ela separa as coisas
para dar explicações, né?
Existe também uma ideia que eu gosto
dela e eu sei que nem todo o cientista
vai concordar com ela,
mas que a ciência, na verdade, nunca
explicou nada. O que que a ciência faz é
dar uma descrição,
ela descreve os fenômenos. Eh, então,
por exemplo, eh, o exemplo de onde vem
essa ideia.
Por que o relógio dá as horas?
Por que que o relógio dá a hora para
você? Então, o cientista ele vai pegar o
relógio, vai explicar como funciona cada
engrenagem desse relógio, vai explicar
os mecanismos,
eh, enquanto a resposta do porqu não tem
final. O que que ele fez foi uma
descrição do funcionamento do relógio,
entende? Então, descreva o funcionamento
da galáxia. E o cientista tá lá, a
função dele é dar essa descrição. Mas o
porquê, a a pergunta por ela nem faz
sentido do ponto de vista científico,
né? Eu já vi o o Richard Dawkins falando
sobre isso. Por é a pergunta errada
paraa ciência. Não tá preocupado com
isso. O porqu não existe paraa ciência.
Eh, não existe um um que, não existe um
significado para as coisas na ciência.
Então a ciência ela tá buscando
descrever o funcionamento do universo,
tá bom? Enquanto a religião essa sim
estaria em busca de um significado para
as coisas, da um porquê das coisas.
Bom, vamos lá. Eu vi que que tem
bastante comentários aqui. Deixa eu ver
se eu consigo acompanhar.
É o A que que tá aqui empolgado com a
discussão, né? Eu entendo esses pontos e
principalmente concordo com todas essas
respostas, porém existe alguns pontos
que poderiam ser respostos. Por isso do
mais eh, por isso do mais benevolente
que falei, pecado, sofrimento e morte
não são sinônimos perfeitos.
Pois se assim fosse, ao Deus tirar a
vida de alguém, ele estaria cometendo um
pecado. Exato. Tá OK? Mas se Deus tirar
a vida, eh, não é pecado por ser a
origem da vida. Morte antes da queda
pode ser lida como um processo natural
sem pecado.
Ok? Uhum. Eh, claro que existem desafios
nessa visão, especialmente com textos
bíblicos que parecem levar a uma relação
causal, morte por causa do pecado.
Exato. Exato. Eh, e outra, a maioria dos
cristões acredit dos cristãos acreditam
na teoria dos dois mundos em que a alma
que morre vai para o paraíso. Então,
eles têm algumas outras leituras
possíveis. Eu pessoalmente sou
criacionista e vejo um monte de
problemas que precisam ser respondidos
em quem é cristão evolucionista, mas
reconheço que tem gente honesta tentando
compatibilizar as duas coisas. Eh, tem
gente, por exemplo, que acredita que os
humanos são fruto da evolução que
ganharam consciência e essa consciência
permite acesso à fé que, por sua vez,
permite a ressurreição, etc, etc, etc.
Claro que aí eh surgem problemas sobre a
origem do pecado, etc. Assim, se nós
pensarmos hipóteses científicas enquanto
verdade, no mesmo sentido que a Bíblia
pretende ser, aí surgem grandes
problemas. Mas ciência, enquanto
conjunto de processos de investigação
verificáveis, modelo, aí não é tão
difícil a relação. Você pode chegar à
conclusão, este é o melhor modelo atual,
dado esses pressupostos naturalistas.
Exato. Exato. Eu concordo com o que você
tá falando. Inclusive, a minha
conclusão, a forma de eu de eu estar em
paz com a minha contradição é exatamente
essa essa essa última frase que você
colocou. É a minha conclusão que eh
a explicação
evolucionista pro ser humano é o, como
você disse aqui, é o melhor modelo atual
dado do pressuposto naturalista. Exato.
Se a gente parte de um pressuposto
naturalista, eh, porque também tem uma
questão, né? O naturalismo
é o que a gente observa hoje no mundo.
Então, eu acredito que existem milagres,
acredito, mas eu não acredito eh que
eles são verificáveis. Ou seja, os
milagres
eh para usar uma frase de um amigo, Deus
é econômico nos milagres. Se milagre
acontecesse o tempo todo, não, a gente
não colocaria na categoria de milagre,
que o milagre é justamente uma suspensão
do mecanismo natural. Então, é, existe
um mecanismo natural, existe um
funcionamento natural pro universo. E eu
acredito que Deus pode suspender esse
mecanismo em momentos específicos, o que
seriam milagres, mas que Deus
estabeleceu esses mecanismos naturais.
Então, não é do interesse de Deus que
esses mecanismos deixam de existir. Eles
são a regra e podem existir exceções,
né? Então, eh, quando a gente olha pro
mundo, a gente vê esse mecanismo
funcionando. É o mundo natural, é o
mundo naturalista. Esse mundo, ele não
necessita de uma explicação fora dele
mesmo, de uma explicação sobrenatural. É
uma explicação naturalista. Então, eh,
esses processos que são observáveis pela
ciência, eh, eles têm explicações na
própria natureza. Obviamente que a a
grande questão, talvez da existência de
Deus é que talvez a origem última esses
processos seja sobrenatural. você não
consiga explicar toda a realidade com
base só na realidade. Eh, ela seja
insuficiente. Ela não se ela não
consegue sustentar o universo através de
si mesmo, né? Então você não consegue,
seria um pensamento eh em em eh cíclico,
né? Um pensamento que eh ah, como que
chama isso? Um pensamento que fechado em
si mesmo, né? Então
a gente vai pro argumento cosmológico,
né? se o se o universo eh para tudo que
existe passou a existir em algum
momento, né? Tudo que existe tem uma
origem que l que lhe foi dada, né? Eh, o
universo existe, portanto, o universo
passou a existir em algum momento. Foi
dada uma origem ao universo. E se foi
dada uma origem ao universo, essa origem
tem necessariamente que estar fora do
universo, né?
Eh,
eu sei que também existem boas críticas
a esse argumento cosmológico,
mas, eh,
mas é o que a gente, de forma geral, eu
acho ele bastante intuitivo, né?
Bom,
no final que você colocou também aqui,
né? Mas você pode se perguntar, você crê
nisso? e chegará uma resposta que não,
né? Afinal, no ponto que nós estamos
hoje na humanidade em relação à ciência
e fé, essa é uma questão, essa é a
grande questão. Eh, por isso que eu
gosto da ideia desse livro, a
permission, né? Você
eh
a questão de fé ela está posta, você tem
permissão para ter uma questão de fé,
né? Você pode não ter fé e beleza, tudo
bem. Se você não tem fé, beleza, segue
sua vida sem fé. Eh, mas existe uma
permissão para ter fé. Existe um um
espaço de mistério. E aqui esse não é o
argumento dous dos eh God of the Gaps, o
Deus dos, ah, eu esqueço o nome desse
argumento em português, que é a ideia de
que, ah, se a ciência não explicou,
então isso é Deus que fez. Eh, não é bem
isso, mas é mais no sentido de que mesmo
dado todas as explicações que a ciência
deu e que vão dar possivelmente um dia,
existe um mistério na existência em si,
né? E essa esse mistério é o dar um
espaço para você acreditar ou não num
Deus, né? E eu acho que ainda acrescenta
um um elemento mais interessante aqui,
acreditar em um Deus que você não
consegue descrever. Ou seja, acreditar
em Deus é de certa forma
eh é você assumir um mistério, porque
você tá crendo num Deus que você não
conhece totalmente. É um Deus, é um
fenômeno que tá além do teu
conhecimento. É um é um fenômeno
desconhecido, né? Você conhece parte,
Deus se revela em parte para nós, mas o
Deus que é descrito na Bíblia, a parte
que ele revela
é e é é infinitamente menor do que o que
você não conhece, porque Deus é
infinito, né? Eh, e a nossa mente é
limitada, ela é finita. Bom,
vocês sabem que nessas coisas eu vou
longe, a gente pode ficar especulando
longe aqui. Eu gosto dessas discussões
também.
O Evandro vai pôr aqui os métodos são
diferentes. Método da escritura é
revelação de Deus. Ciência é o método
empírico. Duas expressões diferentes.
Exato, Evandro. Exato. Por isso que eu
não compro muito o modelo criacionista,
porque ele parte de pressupostos
eh
do método das escrituras, pressuposto de
revelação,
para um método científico natural, para
explicar o mundo natural, entende? Então
eu não acho essa uma boa maneira, não.
Eu acho meio incoerente isso, né?
A ciência não consegue sondar a mente de
Deus, por isso ela não vai entender as
escrituras. Exato. Você precisa de uma
lógica diferente do da lógica da
ciência, né? Eh, acho que é por aí
mesmo.
A revelação é a obra do Espírito Santo.
Penso como Evandro. Isso. Exato. Também
aqui nós concordamos, Evandro.
Bom, gente, é isso. Eu sei que tem mais
uma questão que ficou ali para trás, eh,
de alguém que comentou sobre,
eh, o Evandro mesmo, né, que falou sobre
o arcanjo Miguel.
Eh,
a Bíblia nos dá evidências suficientes
para ter uma fé que não se torna um tipo
de fideísmo. Diz aqui o o Rick, o o Rick
Silva, Rick Silver. Olha, Henrique,
olha, Rique.
Talvez essa seja uma questão que eu
discorde aí do meu
do meu correligionário, do meu irmão de
de igreja, o o Rodrigo Silva.
Eu acho que necessariamente a fé tem que
chegar num ponto em que ela não é
explicado, senão não é fé. A fé tem que
necessariamente chegar a um ponto que
seja salto, seja um salto no abismo em
que, olha, eu não entendo como isso
acontece, não parece fazer sentido, mas
é nisso que eu creio. Eu acho que a fé
necessariamente em algum ponto ela chega
aí, que é o que ele descreve como
fideísmo, né? Eh, eu acho que a fé, sim,
necessariamente tem que ser assim. não é
compatível
eh o o pensamento da fé com a lógica,
a lógica científica em todos os
aspectos. Existe uma incompatibilidade.
A lógica pura em algum momento ela falta
e nessa falta você preenche com alguma
coisa, eh, ou não preenche, fica só com
a dúvida, mas eh existe a fé. Eh, o
problema é o que que é essa falta, né?
A falta não é eh porque,
sei lá, tá vendo o buraco negro? Ninguém
explicou isso é Deus. Não, porque talvez
um dia expliquem o buraco negro. E aí,
onde a gente coloca Deus quando for
explicado um fenômeno que não era
explicado, que a gente atribuía a Deus,
né? Mas como eu tava falando, é é esse
mistério inicial, é esse grande mistério
inicial, né? Então eu acho que a fé em
algum ponto ela se torna um tipo de
fideísmo. Sim. Fé necessariamente você
abraçar
uma lógica que você não tem, vai para
além de você.
Por isso que se dá muito o exemplo do
pai, falando pro filho: "Ah, pode pular,
eu te seguro. Olha, filho, isso é tal
coisa". Porque quando o pai explica, o
filho não necessariamente entende, ele
não sabe. Então, ele confia no pai. E é
claro que existe aqui uma certa lógica
no sentido de que ele tem motivos para
confiar no Pai, porque o Pai se
demonstrou confiável, né? Então existe
uma certa lógica na fé, no sentido de
que nós podemos ter motivos
lógicos para confiar em Deus, mas no
final a própria existência de Deus, ela
vai precisar de um salto. Não, não tem
todos os degraus na lógica. em algum
momento vai faltar um degrau e você tem
que pular com a fé, entende? Então, a fé
não é só eh
negar a lógica, não é isso,
mas a fé eh talvez seja talvez esse seja
o ponto que se diferencia. Eu não sei
exatamente qual seria o conceito do
fideísmo lá do Rodrigo Silva, mas eh a
fé não há negação necessariamente da
lógica. Eh, mas talvez em alguns
momentos, até porque às vezes a lógica
pode
eh pode estar pode estar fundamentado em
pressupostos
equivocados. Então o que parece ser
lógico não necessariamente corresponde à
realidade, mas a fé ela vai est
principalmente um dos momentos que onde
não tem mais lógica, porque eles vão
existir, esses momentos vão
necessariamente surgir, como a gente
tava aqui comentando, né, com com a
Roselie, né? Necessariamente tem
momentos em que não existe lógica, não
faz sentido, não dá para explicar. Eh, e
aí o justo vive pela fé. O justo vai
viver pela fé.
Como ser um homem espiritual segundo a
epístola de Paulo?
Pergunta aqui o o San. Olha, S, eh, a
epístola de Paulo, a gente teria que
pegar o o texto específico que você tá
se referindo. Eh, se você quiser deixar
um comentário
nesse vídeo ou em qualquer qualquer
outro essa semana aqui, eh, falando de
qual texto você tá se referindo, a gente
pode falar sobre isso semana que vem. A
gente pega o texto, lê o texto eh sobre
o homem espiritual. Eu eu tenho alguma
coisa de cabeça de o que poderia ser,
mas pra gente ficar mais certo aqui no
que seria esse ponto, a gente pode,
se você puder, depois fazer um
comentário eh que não seja aqui no no
chat, mas um comentário no vídeo mesmo,
que aí eu vejo durante a semana eh me
dizendo qual a qual texto
especificamente você tá se referindo. Aí
a gente pode comentar disso na semana
que vem, tá bom? Talvez a gente comente
disso e eu posso explicar essa questão
do Miguel também.
Eu eh essas questões que são muito
típicas, são muito eh são muito
da da são é uma doutrina adventista
muito específica e que entra em
confronto com outras visões de mundo,
outras doutrinas. Eu eu evito um pouco
no canal,
porque assim, eh, existem outros canais
que se dedicam mais a a a explicações da
doutrina adventista e tal. Eh, eu
prefiro mais essas questões que a gente
tava falando aqui, essas viagens. Eu sou
mais da viagem, entende?
Eh,
mas
de repente a gente pode ver isso,
comentar mais brevemente sobre o Miguel
também de semana que vem.
A fé e lógicas, a fé é lógica e
racional. Se assim não fosse, fideísmo.
Se não fosse assim, fideísmo. A fé das
Escrituras construiu até aqui nossa base
moral para que houvesse vida ainda.
Então, Evandro, aí
ã,
existe uma lógica na fé,
mas eh a lógica racional
da ciência não é a mesma lógica da fé,
entende?
Eh, existe uma lógica na fé, eh, na, na
fé bíblica, mas a Bíblia não tem uma
explicação lógica para tudo, muito menos
científica, entende? Eh, talvez esse
seja um ponto, né? Eh, não adianta, se a
gente eh segue pela fé, vai chegar em
pontos que não são explicáveis,
que não tem boas explicações,
eh que são incompatíveis.
Por exemplo, quando a gente tá falando
da própria questão da do conflito do
criacionismo com evolucionismo,
o criacionismo não conseguiu se impor no
meio científico porque falta argumentos.
Ele não consegue explicar bem as coisas.
Tem coisas que a melhor explicação mesmo
é a explicação evolucionista e é muito
difícil lidar com isso, entende? Eh,
quando você olha logicamente
é o que é, entende? Então, por exemplo,
né?
ossos vestigiais de mamíferos eh
terrestres nas baleias.
Se você usa a lógica, o que que é isso?
Do que que eu tô me referindo? as
baleias,
eh, de acordo com o evolucionismo, as
baleias eram animais terrestres,
eh, ou seja, existe um um movimento da
vida saindo da da água para vindo paraa
Terra em algum momento, mas existe
também um movimento ao contrário, que é
o caso da baleia. Era um animal
terrestre e que foi se adaptando à água
até se tornar a baleia. Eh, por que
isso? Porque quando você olha para balê,
você tem patas. Ela parece um grande
peixe, mas quando você olha, faz um raio
X, ela tem os ossos de patas dentro
dessas dessas
nadadeiras e coisas assim, que não tem
uma função nenhuma hoje em dia, mas elas
mostram muito bem o uma função de
mamífero. você tem restos eh
arqueológicos, você tem eh registros
arqueológicos de animais que uma baleia,
uma baleia com um pouco mais compridinha
os membros e um pouco menor e outra um
pouco mais ainda e tal. E você tem tipo
muito bem traçado esse movimento desse
animal se tornando uma baleia. Então
assim,
eh, se você for usar uma lógica
racional,
essa é a melhor explicação. Não tem
jeito, não tem como fugir disso. Mas a
gente entra naquela outra questão, tá?
Mas se isso acontece,
eh, se há uma modificação entre as
espécies,
eh,
pela através da seleção natural, eh,
então, eh, a gente consegue traçar isso
pro próprio ser humano.
Então o ser humano, aí entre todas as
questões que a gente falou aqui, então o
ser humano surgiu de um processo natural
evolutivo e tal, então ele não é criado
por, então quando você vai pra lógica
racional pura, você chega em conclusões
diferentes do texto bíblico, entende?
Então existe uma lógica na Bíblia,
existe, mas é uma lógica que funciona de
uma forma diferente da lógica racional
científica, digamos assim,
tá bom? Ahã.
Gente, então é isso.
Então é isso. Eu acho que é isso. A
gente
a gente se fala então no na próxima
live, então tá bom. Eh, engraçado, né?
Essa live não tinha um tema específico,
mas tem lives que assim o tema vai
fluindo e e acaba sendo fácil até de
chegar em algum ponto. Ó, o o Flávio aí,
Jean Tresa, oi, Rin. Pense na fé como
certeza, confiança no que não se não
pode ser demonstrado, mas pode ser
reconhecido como líquido e certo. Ah, há
essa fé, essa confiança na ciência ou
não?
Pois é, Flávio. Eh, eu já já entendo as
a lógica que você quer seguir aqui. Eh,
o Gian Tresa que tá escrevendo aí, eh,
existe uma fé na ciência que não
funciona da mesma forma que a fé
na fé, digamos assim.
A fé dentro da ciência é uma fé que faz
extrapolações lógicas que você não tem
evidências para conseguir juntar peças
de quebra-cabeça, vamos dizer assim,
né? Então, de certo sentido, você pode
falar de fé no sentido de que, olha, eu
não tenho a peça do meio aqui, mas eu
acredito que esse seria o caminho mais
lógico. Então, eu construo essa peça do
meio, eh, eu faço uma construção aqui
dessa peça do meio no que me parece ser
o que ela o que teria nessa peça do
meio. Entende? Eu fiz aqui um um exemplo
muito abstrato, né? Mas eu acho que você
entende o que eu quero dizer. Então, eh,
eu concordo com você, já tô me
antecipando a sua conclusão. Eu concordo
com você que muitas vezes a ciência não
tem o, digamos assim, o caminho lógico
de tudo o que ela apresenta. Existem
gaps aí. E ela preenche esses gaps com
especulações, digamos assim,
especulações lógicas. Eu acho que essa
talvez seja uma boa palavra para que
esse caminho todo faça sentido,
né? Por exemplo, a origem da vida. Eu
acho que esse talvez seja o a maior
especulação.
Você não vai ter registro arqueológico
do do da origem da vida porque não não
nem tem como isso acontecer. Então você
faz uma grande especulação lógica de
como teria sido essa origem da vida pro
mundo ser do jeito que é, porque você tá
partindo de um preço. E aí eu acho que
talvez seja o grande ponto é que a
ciência também parte de pressupostos,
não é só a fé. A fé parte de um
pressuposto sobrenatural,
ou seja, existe algo eh operando no
mundo que tá para além da lógica do
mundo, né? Mas a ciência parte de um
pressuposto naturalista. Então, de certa
forma, ela tem fé nesse pressuposto
naturalista, né? Até porque você não
consegue registrar com os registros da
ciência o sobrenatural. Então, eh, tudo
que a ciência consegue registrar, ela
vai chamar de natural e ela parte desse
pressuposto, né?
A ciência vem ao longo tempo comprovando
a historicidade da Bíblia. A ciência a
é ao contrário, eh vive entre erros e
acertos. E para isso o cristão e a
ciência é o meio e não o fim. Olha,
a ciência
vem ao longo do tempo comprovando a
estorcidade da Bíblia. Então, essa é uma
questão
que
essa é uma outra discordância que eu
teria do do do
eh do Rodrigo Silva, né? A ciência
comprova a historicidade de a Bíblia em
alguns aspectos. Isso é verdade. Várias
histórias, né? A própria existência de
Nabuco Donozor, por exemplo, né? A
Bíblia afirmava a existência de
Nabucozor, enquanto a ciência, não, esse
cara nem existe, não tem registro nenhum
desse cara. E ela foi surgir depois, né?
Eh, as evidências históricas da da
existência de Nabuconosor surgiram
depois, né? Então,
eh, dessa, de certa forma, a ciência
comprovou a Bíblia aí. Mas existem
diversas outras questões onde a ciência
não, quanto mais você vai se aproximando
do da da ciência, mais você se distancia
do texto bíblico. Eh, principalmente
quando a gente tá falando de de datas
das coisas, de comprovações de datas,
né, de registros de datas, de coisas,
né? Esse talvez seja um dos maiores
desafios do criacionismo para se
conseguir se impor como ciência, né? Que
eu já tô vendo aqui a a questão do do
Flávio aqui, não é verdade, Ri? O
criacionismo não ocupa espaço na ciência
por uma questão de opção política e
filosófica tomada a priori.
Eh, eu não sei, viu, Flávio, porque
o criacionismo
ele vai eh,
digamos assim, o essas peças que a gente
não encontra, o criacionismo ele vai
deixar sem a peça mesmo, porque ele não
vai usar esse caminho lógico para
chegar, para criar um um toda uma
eh todo um um raciocínio lógico por trás
daquilo, partindo de um pressuposto
naturalista, como a gente estava
falando. Então, a vai deixar esse gap
falar: "Bom, Deus é que fez isso".
Então, como surge a consciência humana?
Deus fez. É sobrenatural, tá para além
da ciência e acabou, né? Então fica o o
gap não é preenchido. A ciência tenta
preencher esse gap. Às vezes ela
consegue, às vezes ela não consegue.
Quando ela não consegue, ela usa uma
especulação para conseguir
criar a história inteira, né? Eh,
digamos assim, eu não tô discordando
totalmente de você, eh, Flávio.
Eh, talvez a minha discordância seja
mais é que os cientistas eles eles só
não são criacionistas porque eles têm má
vontade. Eu não acho. Eu não acho isso.
Talvez essa seja a nossa discordância,
mas a ideia de que a ciência tem sim
pressupostos,
eh, pressupostos que não são
naturalistas. O próprio naturalismo é um
pressuposto filosófico, né? e que tá ali
a a ciência tá partindo, tá usando esse
pressuposto para fazer essas
especulações racionais dela, né? Então,
bom,
é isso.
Eh, o Aid coloca assim: "A a
possibilidade da ciência pressupõe
muitíssimo fé".
É fé, mas não é fé no mesmo sentido que
a gente tá falando de fé. eh dentro da
religião, entende?
Eh, é uma fé no sentido de que você pode
não ter a peça do meio, mas você
acredita que essa peça seria assim,
porque é o que parece apontar
logicamente é diferente da fé da
religião, mas a gente pode usar essa
palavra se for o caso, não tem problema,
né?
Eh, o apêndice e as amídolas têm função
ou continua a ser órgãos vestigiais? Ah,
eu já não sei entrar em exemplos
específicos. O Flávio, o Jean Treva que
tá escrevendo aqui. Eh, eu sei que vão
ter vão ter argumentos eh eh vão ter
argumentos criacionistas e tal, mas aí
que tá. Eh,
dentro da lógica da ciência,
o criacionismo não se sustenta. Ele
precisa ter um pressuposto de fé para as
coisas funcionarem para ter uma
explicação da Bíblia, da descrição
bíblica, eh, de forma literal. Então, aí
que tá. Eu não sou criacionista no
sentido de que eu não tento fazer essa
junção. Eu não acho que tem essa
compatibilidade.
Eh, quando tento entrar, encontrar a
compatibilidade, é muito, é, não dá, é
muita coisa que não se encaixa. Então,
eu penso de duas formas diferentes.
Existe uma lógica científica que que e
que a melhor explicação disponível para
tal coisa e ao mesmo tempo eu tenho a
minha fé pessoal, né? Eu separo essas
duas coisas e como eu tava falando mais
cedo na nossa live, eu não consigo fazer
essa conciliação. Não consegui. Então eu
vivo na contradição.
Eu estou em paz na contradição, né? Se
um dia conseguir, eh, legal, bacana, mas
eu não consigo. E como eu não consigo,
eu não quero escolher a minha fé ou a
lógica científica. Eu abraço os dois e
não tem problema, né? Eu vou levando os
dois.
Eh, fé na confiança da memória. Nenhum
cientista acredita estar em uma matrix.
Exato. Fé na regularidade do tempo, fé
na existência das leis lógicas, seja eh
fenómenos naturais, fé na existência de
outros indivíduos além de si mesmo. Sim,
é, sim, sem dúvida. Fé em todas essas
questões que são até metafísicas, que
que precedem a própria física, né? Eh, a
fé na na existência de um mundo
objetivo, né? fé de que a sua mente não
é de que você não é uma mente vagando no
vazio do espaço, né? Que é toda a
argumentação lá do eh do
que vai se fazer para chegar na
conclusão do do penso logo existo, né?
Eh, ou seja, pelo menos eu eu sei que eu
existo, né? Porque eu posso questionar
tudo, posso fazer o questionamento
radical de todas as coisas. Eh, mas eu
sei que, pelo menos, eu existo e isso
não é uma questão de fé. A minha
existência não é uma questão de fé.
Todas as outras questões podem ser.
Eh, se eu fizer esse questionamento
radical de todas as coisas. Isso, sem
dúvida, sem dúvida, né?
Eh, mas eu acho que tá, ainda se você
disser que a fé tem esses pressupostos
de a ciência tem esses pressupostos de
fé, isso não significa que o o o
raciocínio criacionista se sustenta
absolutamente dentro de uma lógica
científica. Eu acho que não,
entende? São duas coisas diferentes. Eu
posso falar: "Não, a ciência, os
cientistas como indivíduos, eles têm
pressupostos eh filosóficos
eh
que não são comprovados, digamos assim,
não não tem evidências. A própria ideia
de evidência, a própria confiança no seu
na sua própria lógica, eh você não tem
evidência que sua própria lógica é
lógica, entende? Então você chega, você
esbarra na própria ideia de de de
evidência e de lógica, sem dúvida
nenhuma, né? Eh, o que eu tô dizendo aí
que tá, a minha argumentação não é de
que tudo é explicado através do
raciocínio da ciência, não é esse o
ponto que eu quero chegar.
Eh, o que eu estou dizendo é que existem
explicações na ciência que são eh que
são muito boas, são até irrefutáveis,
né? algumas explicações. Tanto é que a
gente se baseia nessas explicações
para fazer isso daqui, tá? Aqui, ó,
explicação de como funciona a a a as
forças magnéticas, etc e tal. E quando
eu uso esse mesmo raciocínio, né, para
outras coisas, eu chego a conclusões
diferentes da Bíblia, né? Então, o que
que eu faço? Como eu resolvo isso? Eu
não resolvo.
É o que eu tô falando, né? Eh, e eu sei
que é uma questão difícil. É uma questão
difícil. Não é uma questão fácil não.
Eh,
deixa eu ver onde eu tava aqui. O o
Johnny coloca aqui, mas não precisa de
fé para acreditar em muita coisa também
na ciência. Acredito que você precise
não precisa de fé para em muita coisa
também na ciência acredito que você
precise muito mais. na possibilidade de
correspons entre modelo e mundo real
wage. Eh, os pressupostos da ciência
podem podem existir. Os pressupostos
para ciência poder existir são enormes.
É exato. Tecnologia, por sua vez, exige
menos. Sim. Mas por outro por outro
lado, você entende que e talvez esse
seja um um grande ponto da da ciência é
que quando eu consigo aplicar a
tecnologia,
eh, ela ela confirma muitos desses
pressupostos, ou seja, mesmo que eu não
entenda exatamente eh algum gap lá atrás
em em em explicar exatamente a a força
da eletricidade,
o que eu entendo, eu consigo construir
um objeto que confirma esses
pressupostos, entende? Por isso que, por
exemplo, né, existe um medicamento, eu
não tô lembrado de exatamente qual é, é
um analgésico que a gente usa. Eu não
sei se é o de pirona ou se é o o eu não
lembro qual é o analgésico que é. é um
analgésico que a gente não conhece
exatamente ainda qual é o qual é o o o
funcionamento dele, como ele funciona
dentro da nossa fisiologia.
Eh, o ponto é, a gente sabe que ele
funciona. A gente não sabe como ele
funciona, a gente sabe que ele funciona.
Ou seja, a ciência, a ideia de ciência
que a gente tem hoje é muito mais
colocar
eh os conceitos para serem eh testados
na realidade. É isso que é ciência, né?
Eh, não é só isso que é ciência, mas
esse é é um dos pilares da ciência. é
muito mais do que uma construção teórica
de todo o caminho. Então, esse
medicamento eh eu não sei exatamente o
funcionamento dele, mas eu sei que
funciona, né? Então eu uso esse
mecanismo para chegar nesse resultado e
e assim por diante. Então mesmo que
existam alguns gaps que a gente não que
como tá falando a ciência às vezes
preenche ele a eles através de
especulações,
você tem você consegue aplicar e testar
nesse mundo. Ou seja, esse mundo
funciona dessa maneira. Deixa eu testar.
Se ele funcionar dessa maneira, eu vou
ter esse resultado. Se ele não funcionar
dessa maneira, eu vou ter esse outro
resultado. Aí você testa no mundo real e
você vê, entende? Eh, a a a o teste de
medicamentos é muito em relação a isso.
Por exemplo, a gente teve uma polêmica
um tempo atrás de um funcionamento de
medicamento para uma coisa específica,
né? Eh, ah, os cientistas disseram, mas
eu não acredito nos cientistas.
Não é o o cientista que está dizendo que
aquele medicamento funciona dessa
maneira, digamos, é a realidade. O
cientista não tá falando para você
acreditar nele. O cientista tá falando o
seguinte: "Olha, pega esse medicamento e
dá para as pessoas e vê o que acontece".
E é isso que foi testado. Isso é testar
na ciência, entende? Eh, talvez esse
seja um ponto que muitas vezes as
pessoas não entendam em relação à
ciência, principalmente quando é
aplicada a ciência médica.
Eh,
a gente tá tendo aí essa polêmica da eh
polilaminina,
da da medicamento que tá sendo
desenvolvido no Brasil.
Eh, o trabalho científico
é muito menos você explicar eh o
funcionamento desse medicamento, mas é
muito mais testar esse medicamento no
mundo real para saber se ele funciona ou
não, entende?
E se você testa e ele funciona e você
testa mais e vê que ele é seguro, ele
vira um medicamento mesmo que a gente
não entenda totalmente o funcionamento
dele. Então, eh, é nesse sentido. Então,
eh, exato. Você tá usando aí o termo que
eu que eu tô me referindo a ele, a
falseabilidade, né? O ED tá colocando
aqui. Concordo. A tecnologia geralmente
pode ser usada como falsificador.
Critério de delimitação de eh de
falsificacionismo do Poper. Exato, né? a
falseabilidade, ou seja, eh as
afirmações científicas não são eh podem
ser e são muitas vezes especulações, por
exemplo, o funcionamento do universo,
você não tem como falciar. Ah, como como
que o que que é a energia escura? Você
tem uma série de teorias e você não tem
como falsear eles, ou seja, você não tem
como testar para ver se essa teoria tá
certa ou tá errado. Eh, mas muitas
coisas tem. Então, eh, a ciência muitas
vezes
elas chegam em em em conclusões, não
porque houve uma especulação, mas porque
ela foi colocada num foi testada, foi
falseada. Aí você chega nessa conclusão,
entende? Eh, isso é uma coisa difícil
porque existem áreas do conhecimento
humano em que você não consegue falsear
as coisas, entende? A falseabilidade do
popper não se aplica, né? e que são
áreas do conhecimento do humano que
também tocam em questões em relação à à
fé, por exemplo, história. Eh, existe
uma certa falseabilidade em história,
que é o seguinte: eu tenho essa
essa teoria em relação a como aconteceu
esse fenômeno na história e se a minha
teoria estiver correta, eu vou encontrar
esse elemento nesse lugar. Eu vou ter
esse tipo de achado
arqueológico em tal lugar. E se você
encontra aquele achado arqueológico,
bom, está confirmada a minha teoria, eu
testei se ela é real ou não. Eh, só que
ainda assim você tem um um gap aí, né?
Eh, você não é muito difícil você
afirmar com certeza eh essa linha
lógica, entende? Não é um uma coisa
testável. Então, a história, por
exemplo, é uma área do conhecimento, eh
eh uma área da ciência, a gente pode
chamar também, são é um outro tipo de
ciência que tá muito mais ligado a você,
eh, conhecer uma série de de documentos
históricos, né? Eh, de fontes
históricas, ou seja, objetos que vieram,
que contam uma história, né? E e ao
criar através de uma metodologia uma
explicação lógica para tudo isso, né?
Mas eh ela não é falseável do jeito que
outras ciências são. Eh, e eu tô agora
estudando uma coisa que fica sambando no
meio de tudo isso, que é psicologia, né?
Muita coisa em psicologia não é
falseável pela sua própria
natureza, né? Eh, por exemplo, dentro da
da da psicanálise, tem a psicanálise tem
afirmações que você não consegue nem
testar para saber se são reais ou não,
né?
Ou seja, é uma área porque você tá
tentando entender o próprio
entendimento,
eh, quase uma metaciência.
Então, é uma área que que ela ela testa
muito os limites dessas dessas
metodologias, né?
Bom,
deixa eu ver aqui um pouco mais o que
que vocês estão falando. Nossa, esse
assunto pegou fogo aqui. Eh,
eh,
o Jean Tresa coloca: "Nossa disposição
de aceitar as afirmações científicas que
vão de encontro ao senso comum
é a chave para um entendimento da
verdadeira luta entre ciência e
sobrenatural,
eh, que vão de encontro ou ou
vão ao encontro do senso comum,
de encontro ao senso comum, né? Eh, tá
certo. E as afirmações científicas que
estão contra o senso comum é achar
entendência sobrenatural,
talvez, né? Porque eu não sei também se
essas afirmações de fé que estão do lado
do sobrenatural, elas também são senso
comum. Eu não sei se Deus, se o Deus
bíblico, a gente chega através dele no
senso comum ou se o Deus bíblico é
necessariamente um conhecimento que a
gente tenha através da revelação.
Acho que acho que é mais a segunda
hipótese, né? Então, não sei se o ponto
do da luta entre ciência e e religião é
esse. Eu gosto muito mais da explicação
do Jonathan Sax que eu tava falando
aqui, né?
Nós ficamos do lado da ciência, apesar
do do patente absurdo de algumas de suas
construções.
Eh, depois te passo esse texto na
íntegra. Legal, legal. Eh, é só preciso
tomar cuidado em tudo isso para não cair
no chamado mito do dado. Pois dei uma
olhadinha ou então nos três mitos do
empirismo, que há uma discussão recente
na filosofia da ciência. Eh, Wilfried
Sellers em seu ensaio clássico turismo e
filosofia da mente. Não terminei de ler
ainda, mas é interessante. Ah, legal,
gente, legal. Bom, eu não sou um um
especialista em epistemologia, né?
Eu eh
eu tento conciliar a minha visão
totalmente pessoal de fé com o que eu
entendo sobre sobre ciência, né? E acho
que essas discussões todas vem vem
disso. Eh, e se vocês, gente, se vocês
vem uma conciliação absoluta, eu não sei
se alguém aqui que tá no chat tem uma
conciliação absoluta com o que eles
entendem de ciência e o que eles
entendem de fé, para mim tá ótimo. É bom
para vocês. Eu não tenho essa
conciliação absoluta. Quando o que eu
entendo sobre ciência, quando eu vejo
isso, eu vejo contradições com a minha
fé, né? E como eu disse, eu não consegui
resolver. Então eu convivo com essas
contradições. Para mim não tem problema.
Então eu continuo tendo fé e continuo
achando que as exp algumas explicações
que a ciência dá são as melhores
explicações lógicas, né? Partindo do
pressuposto do naturalismo, como disse
aqui o Wade, né? Então eu convivo com
essa contradição, não consegui resolver
ela e talvez não tenha uma solução a
aqui no no mundo natural. Quando a gente
tá, enquanto a gente tá imerso no mundo
natural, talvez não tenha uma solução
mesmo. Talvez seja, seja uma coisa
inconciliável
com uma mente finita num mundo decaído
pelo pecado, eh, tentando conciliar sua
percepção finita de um universo finito
com a a perspectiva do sobrenatural,
do infinito de Deus, né? né? A natureza
de Deus, a natureza de Deus, não, a
essência de Deus é necessariamente
diferente da essência da natureza. Deus
não é só um fenômeno natural, ele é
diferente, ele essencialmente diferente
da natureza. Eh, e o homem, o ser
humano, eh, é também essencialmente
diferente da natureza em alguns
aspectos, porque ele não é só mais um
resultado de um processo natural, ele
tem algo de diferente de toda a
natureza.
E ele também não é igual a Deus, ele é
essencialmente diferente de Deus. Então,
a gente tem aí três elementos
que são essencialmente diferentes, pelo
menos dentro da minha percepção, e que
eles se relacionam de uma forma muito
complexa.
Então, o homem tentando entender a
natureza, ao mesmo tempo que tem fé em
Deus, vai encontrar contradições, porque
são três elementos de essencialmente
diferentes, né? Eh, e a gente não tá
imerso nessa essência de tudo, nesse
princípio de tudo. Nós somos uma dessas
manifestações também. Nós temos a nossa
própria essência própria, né? Então,
eh, é muito difícil a gente tentar eh
especular sobre a realidade do próprio
pensamento, da própria especulação, né?
qual é o limite disso? E existe uma um
questionamento, será que é possível o
homem compreender a própria compreensão?
Eh, provavelmente não, né? Porque eh um
fenômeno ele não consegue a abranger eh
a a explicação dele dentro dele mesmo, a
explicação dele tá para além dele, né?
Então, o fenômeno da da compreensão das
coisas tá para além da nossa
compreensão. Eu entendo, pelo menos eu
acredito, né? Eh, com certeza existe já
algum filósofo que especulou sobre isso,
né? E um dia eu eu vou conhecer.
Eh, mas por enquanto é isso, gente. Mas
é isso. Terminamos aí nessa
nessa
nesse concordamos em discordar em
algumas coisas. ou ou concordamos em não
ter conclusões finais sobre algumas
coisas melhor, né? Nós concluímos que
não temos conclusões.
Eh,
eu acho que isso é parte da condição
humana também. na condição humana, pelo
menos nesse momento de história que a
gente vive, né, da dentro da perspectiva
bíblica, desse momento de história
decaída, a nossa conclusão é não ter
conclusões. Faz parte da nossa condição
isso.
Então, tá, gente, na próxima live a
gente conversa mais, a gente especula
mais, a gente viaja mais.
Deixa eu só ler esse último comentário
do Dion aqui. Mesmo ele, o ser humano, o
homem, vai encontrar dificuldades na
compreensão da natureza, crendo em Deus
como criador? Ah, eu acho que sim. Eu
acho que sim, Dion. Porque
como a natureza, a origem da natureza tá
no sobrenatural,
eh, a natureza
como um fenômeno, ela ela tá para além
da compreensão do homem.
Eh, então, principalmente quando você
vai indo para questões mais essenciais
da natureza, né? Como a natureza se for,
como eh qual é o o fundamento de todas
as coisas? Aí a gente vai para uma outra
ciência que é eh que é que não é mais a
a física newuttoniana. A gente vai para
uma outra física
a física quântica que por algum motivo
bizarro ela funciona de um jeito muito
diferente do que a física newuttoniana.
Eh, e a gente tem menos explicações
ainda. A gente só tem assim, a gente
conseguiu observar que isso, esse
fenômeno acontece desse jeito. A gente
não consegue explicar, mas ele é assim.
A gente tá observando ele ser desse
jeito. Então, quanto mais você chega na
essência do mundo natural, mais ele fica
meio sem lógica pro ser humano, ele fica
mais esquisito, né? Eh,
eh, e não tô diminuindo a ciência da da
física quântica, só tô dizendo que ela é
esquisita mesmo. Ela parece não ser
intuitiva, não ser lógica,
porque não é, ela não ela não segue uma
intuição, uma lógica
humana. Ela, ela do mundo que a gente
vive. Parece que o mundo que a gente
vive, quando a gente vai nas miudezas,
ele é muito esquisito. Ele funciona de
um jeito totalmente contrainttuitivo,
totalmente ilógico, né? E aí a gente
chega na nas questões. Eu não manjo nada
de física quântica, mas eu sei que tem
questões de tipo um fenômeno é de um
jeito quando você não tá observando, mas
quando você observa ele vira outra
coisa, ele virou outro jeito, ele ele se
torna outra coisa. Então tem sentido
lógico isso? Não, mas é o que os dados
parecem mostrar.
Eh, então, eh, pelo jeito a gente tem
uma dificuldade na compreensão da
natureza, eh, mesmo crendo em Deus,
porque a crença em Deus, ela não dá uma
chave pra gente explicar fenômenos
naturais. Eu acho que talvez esse seja
um ponto. O fato da gente crer em Deus
ou não,
ela não ajuda a explicar um fenômeno
puramente lógico.
Por isso que muita gente que não
acredita em Deus é um excelente
cientista.
Porque quando você tá só tentando
explicar um fenômeno natural, a a crença
em Deus não ajuda muito, entende?
O que a crença em Deus ajuda é você
entender o significado daquilo. Por isso
que eu volto aqui pro Jonathan Sax, né?
A ciência divide as coisas para
explicar. A religião junta as coisas
para entender o significado delas, né?
Achei meio paradoxo essa sua afirmação.
Ah, sem dúvida. É 100% paradoxal, né?
Paulo disse que o visível veio do
invisível. É isso, é, isso é isso é
muito bacana aí, isso é muito bacana. É
como se um fenômeno da natureza tem sua
origem uma co uma coisa de outra
natureza. Exato, né? Eh, talvez seja
esse o ponto que a gente discorde da da
do pensamento,
digamos assim, lógico,
científico ateísta.
Enquanto o ateísmo fala: "Olha, eu estou
observando só o mundo natural, então só
vou considerar a existência dele". A
gente fala: "Olha, eu não observo o
mundo sobrenatural,
eh, mas eu percebo ele de outras
maneiras e por isso eu creio, eu creio
nele."
Hum.
Aí o Jean colocando não contrapõe
ciência e fé porque incluo
obrigatoriamente a fé, a certeza com
possibilidades da ciência e a verdadeira
ciência empírica experimental não pode
compraduz
obrigatoriamente a fé, a certeza como
possibilidade da ciência e a verdadeira
ciência empírica. A experimental não
pode contar isso. Pera aí. Eu não
contraponho ciência e fé porque eu
incluo obrigatoriamente a fé, a certeza
como possibilidade de ciência e a
verdadeira a verdadeira ciência empírica
experimental. Não pode. Não entendi bem
a sua frase, Flávio.
Eh, eu também não contraponho ciência e
fé, viu, Flávio? Eu eu não acho que elas
estão com uma contra a outra. Eu acho
que elas operam em lógicas diferentes.
E quando eu eu vejo um um fenômeno de
uma lógica delas, ela eh eh ele não tem
a mesma explicação de um de uma outra
lógica. Então, eu não acho que elas são
contra uma uma outra. Talvez elas ande
em paralelo. Elas não são a mesma coisa
para mim. Não são a mesma coisa. Não é a
mesma lógica que eu uso para fé, que eu
uso para ciência.
Eh,
a verdade revelada que apresentou-se a
mim como verdade através da qual eu leio
toda a realidade possível de ser
aprendida aqui. Eh, um bom sábado para
você e abraço aqui. Isso, hein? Então,
eh, entendi. Entendi, Clá, o que você
quer dizer. a gente tem um pressuposto
de fé que tá que antecede até a nossa
própria lógica.
Concordo com você. Concordo com você
nesse sentido, né? Eh, o ponto é que
pessoas que não têm o nosso pressuposto
de fé, elas também podem ter essa lógica
ao analisar dados frios da realidade,
digamos assim. Podem ser muito boas
nisso. Inclusive, inclusive melhores
cientistas que a gente tem hoje em dia
não são não são pessoas de fé, né? Eh,
hum,
mas eu entendo que
eh a minha fé, a minha perspectiva de
sobrenatural antecede tudo, inclusive é
minha própria lógica. Acho que estamos
de acordo em relação a isso.
A gente lê a realidade através dela.
Hoje a a live me lembrou o filme
interestelar, né, Jon?
é um filme que toca em em questões
relacionadas a isso também. A fé e a
ciência chega numa conclusão meio brega,
né, de que ah, é o amor, é um amor
romântico que que que tá para além da
ciência e tal. É, eu acho meio brega,
meio cafona, mas eu gosto muito desse
filme. Eu acho muito, é um filme muito
bonito. Eu, eh,
eu acho um filme muito interessante.
Tem uma conclusão um pouco cafona, mas
eu gosto dele.
Eh, o Newton da Costa Carneiro diz que
as próprias ciências são uma colxa de
retalhos. Muitas vezes elas não operam
na mesma lógica. Sim, as diferentes
ciências não operam na mesma lógica. Por
exemplo, a própria física não é
unificada no momento. Isso, exato, né?
Então essa não compatibilidade está
permeada mesmo dentro de uma ciência às
vezes. Isso é é o ponto é a realidade é
tão complexa, tão complexa, que a gente
não consegue olhar paraa realidade,
explicar ela através de uma lógica só. A
gente precisa de várias lógicas operando
pra gente conseguir explicar, descrever
a realidade que a gente tem, né? Eh, e
às vezes essas diversas lógicas elas não
são compatíveis. Isso parece muito com a
discussão que você tem dentro da da
psicologia também, né? A psicologia é um
campo da do conhecimento que
absolutamente não unificado, né? Então,
você tem diversas abordagens
psicológicas. Cada uma dessas abordagens
explica a a a mente humana,
explica o ser humano de um jeito
totalmente diferente,
de pressupostos totalmente diferentes,
eh, e vão criar métodos de de para você
tratar inclusive transtornos
baseados nessa em toda essa teoria que
tem um pressupostos totalmente
diferentes, incompatíveis,
inconciliáveis, né? Então eu não conheço
uma outra ciência que seja como a
psicologia que você faz a faculdade e
fala: "Bom, então você tá só aprendo as
diversas formas de você entender o o
mesmo fenômeno, as diversas abordagens
de de entender o mesmo fenômeno. Agora
você vai terminando a faculdade, você
vai ter que se especializar em um e
entender a realidade através dele.
Acabou. Eh, não tem não não é nem um
pouco unificado, justamente porque o
próprio ser humano é um fenômeno tão
absurdamente complexo
que às vezes uma abordagem só não dá
conta.
Não dá conta. Você não consegue. Eu
desenvolvi aqui uma teoria de como
entender a mente humana. Chega em pontos
que você dá cabeçadas, sabe? dá de cara
com a parede. Falou: "Não, mas essa
teoria não tá conseguindo explicar
tudo." Mas tem uma outra teoria que
consegue explicar esses pontos que eu
não explico, mas ela também não tem
coisas que ela esbarra e não vai, sabe?
Então não tem jeito. Quando a gente tá
falando do ser humano, que talvez seja
um universo em si próprio, porque
eu já ouvi falar, eu não sei a a
fidelidade dessa afirmação, mas que o
sistema mais complexo já observado no
universo é a própria mente humana, é o
próprio cérebro humano. E eh quando a
gente olha para esse fenômeno, a gente
não consegue, a gente chega naquelas
coisas que a gente estava falando, como
a mente humana vai entender a própria
mente humana, né? Talvez a gente tenha
alguma coisa que não nunca nunca se
esgote. Aí
essa é a questão. A incompatibilidade
nem sempre é contradição. Isso é é isso,
Aid. É isso. Eh,
por isso que eu gosto de ver a ciência e
a religião como elas chegam a conclusões
diferentes em relação às mesmas coisas.
às vezes chegam,
mas ao mesmo tempo eh
elas não necessariamente estão em
confronto direto. São só duas lógicas
diferentes, tentando olhar paraa
realidade, né?
Ah, tá. O Flávio colocou em duas
mensagens diferentes, o Jean Tresa, né?
Eh, eu não contraponho ciência e fé,
porque incluo obrigatoriamente a fé, a
certeza como possibilidades da ciência e
a verdadeira ciência empírica
experimental não pode contradizer a
verdade revelada que apresentou-se a mim
como uma verdade através da qual lei
toda a realidade possível ser aprendida
aqui. Isso. Tá, entendi. Entendi. É, é,
eu acho que chega no que a gente tinha
falado, né? Exist um pressuposto de fé
através de tudo. Eh,
mas eu não sei, para mim eu eu não
consigo, para mim não é tão harmônico
assim, não. Para mim não é tão
harmônico.
Eh,
e para mim existem questões que que
estão difíceis. Quando eu olho para uma
lógica, eu chego a uma conclusão. Quando
olho para outra lógica, eu chego a
outra, né?
Mas um psicólogo não usa todas as
vertentes para melhor aprender ao
paciente, porque o Bravoolis, por
exemplo, não vai servir para todos os
casos. Pergunta de lei total. Não, não
vai usar. Não usa todas as vertentes,
viu, Eduardo? Quanto mais você se
especializa em uma dessas abordagens,
mais você fala: "Não, eu tenho que ficar
só nela". Porque, eh, por exemplo, né?
Eu vou vou usar só dois exemplos aqui
para ficar fácil, mas eh o a psicanálise
entende o o ser humano através de toda
uma teoria que um dos fundamentos eh a
primeira tópica da psicanálise é o é que
a mente humana tem
uma partezinha que é a ponta do iceberg
que é mais perceptível, que é o
consciente, mas a maior parte da mente
humana está no inconsciente. Então, o
inconsciente é um dos fundamentos da da
da psicanálise.
Eh, quando você vai pro beviorismo, pro
comportamentalismo,
você partindo de outros pressupostos
totalmente diferentes, você vai explicar
a mente humana de um jeito totalmente
diferente, que a mente humana opera com
base em estímulo e resposta.
Então, eh, quando você tá fazendo uma
coisa que você não percebeu, eh, é
porque o o seu próprio percepção tá
baseado em estímulo e resposta. Então,
não existe um inconsciente.
Eh, não, o inconsciente não cabe dentro
de uma explicação comportamentalista da
realidade ou do ser humano. Eh, e ao
mesmo tempo, a explicação da do
comportamento humano baseado em estímulo
e resposta não cabe dentro da
psicanálise. Então, são incompatíveis.
Elas não conseguem
elas não conseguem se se conciliar.
Então você não consegue tratar uma
pessoa com técnicas dessas duas teorias
ao mesmo tempo, porque elas têm
pressupostos diferentes e vão para
caminhos totalmente diferentes de como
abordar. Por isso você chamam
abordagens, né?
Então, eh, essa é essa é a questão,
entende? É mais ou menos isso. É, é
interessante porque ciência e fé acabam
sendo duas abordagens diferentes também,
entende? Tudo bem que a ciência ela não
é só um
aspecto da vida. A ciência não,
desculpa, a religião não é só um aspecto
da vida, ela permeia toda a vida. E se
inclusive eu sou uma pessoa, um
cientista e eu tenho fé, a minha
religião vai permear e vai anteceder
inclusive a minha própria ciência,
porque a religião ela não ela não é só
mais uma vertente, entende? Ela é uma
outra coisa. Ela ela ela atravessa todas
as coisas. Ela não é só mais uma
abordagem de percepção da realidade.
Talvez acho que é essa a questão que o o
Flávio
tava querendo dizer, que que ele
discorda e tal, porque se a minha
religião pressupõe a a toda a minha
forma de ver o mundo, a ciência é só
mais um elemento dentro desse mundo que
tá imerso numa perspectiva religiosa,
né? Se for isso, eu concordo plenamente,
totalmente, né? Não temos discordantes.
Mas é isso. É isso, gente.
Ah, e para complementar a a a questão do
Eduardo aqui, eh, a gente tem alguns
transtornos que parecem responder melhor
a um tratamento com uma abordagem do que
em outro, entende? Então, por exemplo,
quando quando você eh em casos de eh de
borderline, por exemplo, tem uma terapia
específica que é a terapia dialética,
eh, comportamental, que
o o
o borderline vai responder muito melhor
para essa terapia específica, para essa
abordagem específica. Eh, mas talvez
essa abordagem também não sirva melhor
em outros casos, entende? Então, tem
casos específicos que algumas abordagens
parecem funcionar melhor. Eh, isso é
polêmico também, tem gente que vai
discordar disso, né? Mas para mim parece
que é a melhor, isso é um, é a melhor
explicação é essa, mas eh é confuso, né?
Confuso.
Os pressupostos dos cientistas modernos
eram profundamente teológicos. Sim.
Aham. Aham. Sem dúvida. o maior
cientista da história, né, que é o
Newton. Ele, acho que ele escreveu mais
sobre teologia do que sobre ciência, né?
Ah, bom, vai, você escreveu logo
embaixo, né? Isaac Newton, por exemplo,
Galileu, procuravam leis eh por crer
serem leis de Deus. Exato. Eh, eles
partiam de um pressuposto interessante,
né? Eu gosto de ciência porque ao eu ver
o mundo natural
e eu tenho o pressuposto de que Deus
criou esse mundo natural, ao entender o
o os mecanismos desse mundo natural, eu
tô entendendo o pensamento de Deus. Eu
tô entendendo como Deus pensa. Então,
para eles, o exercício da ciência era um
exercício religioso. É interessante
isso, né? Eh, você praticava a ciência
como um ato de fé. Nesse sentido,
entender os mecanismos do universo, eh,
entender o conhecimento de Deus. O
problema é, aí vem a questão do que o
Dawkins coloca do relojiro cego. Eh,
alguns mecanismos, principalmente na
biologia, parecem ser mecanismos que não
são muito eficientes, eles não funcionam
muito bem. E aí, como que como que eu
concilio isso com a minha visão de fé?
Não sei, eu não faço a menor ideia. Tô
só jogando a questão aqui, né? Né?
Porque o argumento do Dawkins, né, do
relógio cego é: ah, se o se eu vejo um
relógio, esse é um argumento
criacionista, né? Se eu vejo um um
relógio, eu pressuponho que alguém criou
esse relógio, que o relógio ele não
apareceu sozinho, ele não se formou
sozinho. Então, quando eu olho pro
universo, eu faz uma analogia, eh, eu
pressuponho que alguém criou esse
universo. Aí ele fala: "Ah, então o
Dawkins vai argumentar: "Então esse
relojiro que criou o relógio é cego?"
Porque existem diversas coisas no
universo, principalmente na biologia,
que é a área do Dawkins, que parecem não
se conformar direito, não tão bem
feitas, elas não tão bem formadas.
Eh, existem mecanismos biológicos que
são desperdício, que não servem para
nada, que atuam contra alguma coisa, eh,
as coisas são meio defeituosas em alguns
em alguns casos e tal. Então, bem
complexo, né?
Eh, é difícil a questão, principalmente
se a gente bota aí um temperinho da
daquele pressuposto bíblico de que
quando o homem cai,
a própria natureza se deforma, se
transforma, né? Eh, os espinhos e cardos
surgem, né, quando o homem desobedece a
Deus. Então, a natureza que a gente tem
contato não é uma natureza, eh, digamos
assim, que mostra o ideal divino, mas é
uma natureza que, apesar de ser criada
por Deus, tá decaída também. Então, é
tudo muito difícil essa discussão,
entende? É muito difícil com silar essas
coisas é bem difícil.
Aid, interessante. As abordagens é tipo
medicamento, então nem todo medicamento
serve para tudo. Mais ou menos, aid
porque eh
mesmo abordagem que não é muito indicada
para um tratamento específico, pode
servir muito bem para uma pessoa
específica,
porque é tudo mais em mais baseado em
estatística,
mas sempre tem pontos fora da curva na
estatística. Então, como a gente tá
falando, né, que o borderline
normalmente parece ser um tratamento
melhor para ele é a a é o DBT, a
dialectic eh behavorist Therapy, a
terapia terapia eh comportamentalista
dialética. Eh, ainda assim vão ter
pessoas que não vão que tem borderline,
que não vão se dar bem com essa
abordagem. talvez uma psicanálise
funcione muito melhor e muitas vezes a a
terapia dialética vai funcionar muito
melhor para um outro caso. Então, é
muito por indivíduo. a gente tenta fazer
alguns estudos eh sobre a estatística, a
média, qual abordagem parece mais
frequentemente
resultar melhor para esse transtorno
específico ou para esse caso específico,
mas sempre tem exceções por e é muito
difícil, né? Então, às vezes você usa o
tratamento que o pessoal chama de
tratamento ouro para um transtorno
específico e não tá funcionando. Aí o
cara vai num vai buscar uma outra coisa
que às vezes nem é ciência, nem é
psicologia, o cara abandona o tratamento
e vai viver no Himalaia. E ele fica
super bem, porque a mente humana é muito
complexa. E de repente uma coisa que é
muito esquisita, não é não é científica
e tal, até funciona porque o próprio
efeito eh ai saco, eu odeio quando eu
esqueço palavras, mas aquele efeito de
quando você toma um medicamento que é só
farinha e você já se sente melhor.
Ah, esqueci até aparecer alguém no chat.
tem um delay, não vou, já vai ter
mudado. Então, até esse efeito de você
se sentir melhor porque você acha que o
tratamento tem eficiência e não porque
ele de fato é eficiente, ele faz parte
do tratamento na psicologia. Então, a
confiança do paciente no tratamento é um
fator que é tão importante ou mais ainda
do que a própria teoria metodológica que
tá embaseando o seu tratamento. Então,
se você tá usando uma teoria muito boa,
muito bem bem eh estabelecida, mas o
paciente desconfia da eficácia dela, o
tratamento já não funciona direito,
porque a gente tá falando de
subjetividade.
Psicologia é uma ciência que estuda
subjetividade e subjetividade é
subjetiva.
Placebo. Muito obrigado. É isso, né?
Revelação natural de Deus é
universalmente reconhecível e a partir
dela reconhecemos a sobrenatural das
escrituras como de mesma procedência.
Deixa eu ver se eu concordo com você,
Flávio.
Eh, porque claro que às vezes tem textos
bíblicos que apoiam isso, né? Salmo 19,
por exemplo.
Eh, mas se ela é universalmente
reconhecível, porque tem pessoas que não
reconhecem, entende? Pessoas inclusive
que dedicam a sua vida
para estudar essa natureza.
E quando elas olham genuinamente e de
forma honesta, elas olham: "Olha, eu não
tô vendo Deus aqui, não. Tô olhando pro
universo, estudando ele a minha vida
inteira. E eu não acho que Deus cabe
nesse universo, não. Não é a melhor
explicação, não. Então,
a os céus declaram a glória de Deus,
mas os céus declaram a glória de Deus
quando você já tem um pressuposto,
um pressuposto do reconhecimento de
Deus.
Então, existe um pensamento cíclico aí
também, né? Então, como eu já acredito
em Deus, eu vejo Deus na natureza,
entende? Eh,
então é difícil.
Bom, gente, acho que é isso. Acho que é
isso. Eu tô terminando essa live já faz
quase uma hora.
Eh, a gente continua essa conversa,
então, ou começa de novo na semana que
vem,
né? Hoje aqui a gente teve até uns picos
aqui, tô ouvindo aqui o o os picos de
espectadores simultâneos. Quando a gente
entrou nessa conversa, parece que teve
gente que ficou mais aqui, né? Talvez a
gente tenha mais frequentemente essa
conversa eh do interesse aí do do
pessoal que tá acompanhando a live, eh,
esse tipo de conversa, né? Mas é isso, a
gente a gente se fala então na próxima
live,
né? O só para terminar aqui o Jean
Tresa, né? corrigindo e a partir dela
podemos reconhecer isso. Acho que sim.
Eh, é,
e a partir dela podemos reconhecer a
sobrenatural da da das escrituras como
de mesma procedência. Concordo. Isso.
Concordo.
Então, gente, até uma próxima live.
Obrigado aí para quem ficou até agora
aqui na nossa na nossa doideira aqui, na
nossa viagem, na nossa brisa. Eu adoro
brisar essas coisas
e a gente se fala aí, né? Eh, não sei se
na semana que vem, provavelmente, né?
E só para lembrar, quem tá acompanhando
a live, se se vocês quiserem sugerir
algum tema específico,
deixa aí num comentário. Pode ser nesse
vídeo ou em qualquer outro vídeo, eu
consigo ver os comentários que fazem de
todos os vídeos da semana. Então, se
alguém comentar em algum vídeo, poxa, eu
queria que na live falasse sobre tal
assunto, a gente pode comentar aqui, a
gente vê se cabe ou não. Mas é isso,
quase uma vigília, diz aqui o Carlos.
Exatamente. Valeu, gente. Um abraço para
vocês. É sempre bom conversar com vocês
esses temas todos. Eh,
e o A deixou mais uma coisinha aqui no
final. E aquela questão de Paulo em que
ele diz que o que de Deus se pode
conhecer está claramente revelado. A
gente pode falar disso numa na semana
que vem.
A gente pode falar disso na semana que
vem. Talvez talvez seja um bom tema aí
pra gente ir puxando os outros temas.
Valeu, gente. Até mais.

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