DOZE DESAFIOS QUE AS IGREJAS ENFRENTAM – ABMAEL FILHO | PODCAST VIDA NOVA #100
02/09/2026
DOZE DESAFIOS QUE AS IGREJAS ENFRENTAM – ABMAEL FILHO | PODCAST VIDA NOVA #100
🎙️ Chegamos ao episódio 100 do Podcast Vida Nova! 🎉
Para celebrar esse marco tão especial, preparamos mais uma conversa enriquecedora sobre a vida e a saúde da igreja.
Neste 100º episódio, conversamos com Abmael Filho sobre o livro Doze desafios que as igrejas enfrentam, de Mark Dever.
Ao longo da conversa, refletimos sobre alguns dos principais desafios que podem comprometer a saúde e a fidelidade de uma igreja e sobre como a Palavra de Deus orienta a comunidade cristã diante dessas dificuldades:
⛪ O que pode fazer uma igreja aparentemente saudável perder de vista sua missão e identidade?
🧭 Como liderança, doutrina e vida prática precisam caminhar juntas para que uma igreja permaneça fiel às Escrituras?
🌱 O que caracteriza uma igreja espiritualmente madura, para além do crescimento numérico ou da visibilidade?
✝️ Como uma igreja pode enfrentar seus próprios pecados e dificuldades sem perder de vista a graça e a obra de Cristo?
São 100 episódios de conversas, reflexões e aprendizado sobre livros e temas que ajudam a igreja a pensar biblicamente e viver fielmente.
Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/doze-desafios-que-as-igrejas-enfrentam
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, eu sou Saor Lucena e seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Aqui nós procuramos falar com autores, pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam. E hoje, no episódio de número 100, nós vamos falar sobre um ponto importantíssimo da nossa vida cristã, os desafios que nós enfrentamos na igreja local. Você já passou por desafios relacionados, por exemplo, ao esquecimento? A como as pessoas esquecem rapidamente do que foi pregado no domingo? O que a palavra do Senhor nos ensina sobre quem ele é? O que ele já fez por nós ou que ele fará? desafios sobre pecado, desobediência, como as pessoas caminham para longe da vontade do Senhor ou na tentativa de não cair aqui indo para um outro extremo e caindo em desafios relacionados ao aceticismo, ao legalismo, enfim. Se você não passou por esses desafios, talvez você tenha passado por alguns dos outros que nós vemos no dia a dia das igrejas ou como Mark dever coloca no livro que vai ser base paraa nossa conversa de hoje, talvez você tenha passado em algum dos 12 desafios que as igrejas enfrentam. Nesse livro, Mark Derva traz para nós pontos importantes, mostrando que sim, as igrejas passam por dificuldades, passam por desafios, mas a palavra do Senhor é suficiente para nos dar a sabedoria. e a força para vencermos cada um deles. Se você gosta de conversas assim, se você tem acompanhado o podcast da Vida Nova em todos esses episódios ou em vários deles [música] e você tem gostado desse material, então não deixe de se inscrever aí na sua plataforma de podcast preferida, de nos dar o seu feedback com seu like, o seu comentário, nos ajudar compartilhando com outras pessoas e até mesmo comentando aí especificamente desde que episódio você nos acompanha. E se você quer aprender mais sobre esse tema, então adquira o livro do Mark dever e também nos acompanhe na conversa de hoje com Abimael Filho. Abimael, seja muito bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. É uma alegria ter você aqui com a gente, meu irmão. >> Sa também é um privilégio para mim ter essa conversa com você. Uma grande alegria estarmos juntos nessa tarde. >> Maravilha. E meu irmão, antes da gente começar a conversar sobre esse livro tão bom e sobre esse tema tão importante pra vida da igreja, eu queria que você se apresentasse pro pessoal, a sua primeira vez aqui. Espero que seja a primeira de muitas, mas seria bom que o pessoal te conhecesse um pouco mais. Conta aí um pouco da sua vida, do seu ministério. >> Ah, Saú, eu tenho o a alegria de ser um baiano radicado aqui em São Paulo. Eh, e vim estudar no seminário de Palavra da Vida em 92 e foi da vontade de Deus que permanecesse aqui. Sou casado com a Fabiana, temos dois filhos, Daniel, ah, de 24, a Gvana 21 e estou na Primeira Igreja de Atibaia desde 1995. Comecei como estagiário e então fui pastor de adolescentes, jovens, de casais e agora eu sou um dos pastores titulares da PIBA, né, da como a gente chama a Primeira Igreja Batista de Atibaia, né? [roncando] >> Muito bom, meu irmão, muito bom. Você é da Bahia, então >> sou de Vitória da Conquista. Conquista, >> uma igreja muito missionária. >> Vóa da Conquista. Legal. >> Bção. >> Primeira Igreja Batista Bíblica de Vitória da Conquista. >> Muito bom. Eu sou de João Pessoa, Paraíba, o Nordeste dominando sempre, né? [risadas] Para onde você olha tem nordestina. Eh, minha mãe é paraibana. >> É mesmo? >> É lá da cidade de Monteiro. >> Olha, conheço, conheço. Que coisa. >> Conhece Monteiro. >> É isso aí. Que bção. >> Mas, meu irmão, eh, vamos conversar então sobre esse tema tão, tão importante, né? Acho legal que esse livro do Mark de Dever, além de ser um um livro muito condizente com desafios que a gente realmente enfrenta, né, não é só algo teórico, mas desafios que nós vemos na nossa vida, eh ele faz isso a partir de um comentário de Primeira Coríntios e dali nós vemos então o ensino sobre eclesiologia geral, né? O que é que você acha disso? Como foi para você a experiência com esse livro? quando eu tive acesso ao livro com para lê-lo, uma das coisas que eu achei interessante essa ênfase de através da eclesiologia, né, ele ensinando muitas coisas para paraa igreja. E eu achei interessante um livro que eh além do ensino na eclesiologia, ele traz para nós outra paixão que eu tenho aqui, que é a pregação expositiva. Então dando para nós até um formato de como nós pastores, né? E eu acho é um livro que não é só para pastores, porque ele tem até aplicações para não crentes, eh, muito muito interessante, né? Então, ah, ele vai avaliar ali, eh, a, a vida, como ela é, seja do incrédulo como do crente, e como a igreja deve ser eh eh através dos seus problemas. Nós temos ali o livro de Primeira Coríntios, mostra exatamente problemas reais que a gente vive, né? E e ele traz através da exposição dele ali esses tratamentos e como a igreja deve conduzir essas situações, né? É verdade. Primeira Coríntios é um livro, é uma epístola muito interessante, porque tanto problema que a gente vê Paulo tratar ali, né? Eu lembro de conversar com algumas pessoas e normalmente as pessoas têm aquela visão, né? Não, nós temos que voltar à igreja primitiva porque a igreja não tinha problema. Você vai ver primeira Coríntios tá ali no início da igreja e o tanto de problema que Paulo tava lhe dando. Os problemas que nós temos na igreja hoje não são, ah, surgiram agora século XX, é só por causa das redes sociais, né? É, é algo que a gente vê desde sempre aí nos desafios da igreja, não é verdade? >> É, e é interessante, Saur, que muitas vezes os manuais de eclesiologia eh tratam a igreja como uma igreja perfeita, né? Então, desafia até o leitor a pensar: "Não, a minha igreja vai ser assim, sem problema. Os crentes vão não vão dar trabalho, a vida vai ser certinha". E aí você tem um livro como Primeiro Coríntios, que vai mostrar assim a as deficiências espirituais da igreja, né? É verdade. >> De passagem até tem um amigo que ele assumiu uma igreja grande aqui no estado de São Paulo. E aí ele começou expondo nessa revitalização que era a situação que ele tava pegando ali. Então ele começou expor o livro de Primeira Coríntios e a série que ele colocou é A igreja que não queremos ser. [risadas] E aí, então foi capítulo após capítulo instruindo uma igreja que tinha muitos vícios. Aham. >> Foi pastoreada por um mesmo pastor durante eh dois pastores durante décadas. E agora chegava ele lá para pegar uma igreja que diante dos seus vícios ali e a a trazer a a uma visão bíblica de como ser igreja, de como ser crente também, né? >> Sim. >> Então, muito interessante, >> Sim. Sim. A gente vê muitas séries por aí, né? Igreja que nós queremos ser. Muito interessante pegar essa a igreja que não queremos ser. [risadas] Verdade. Primeira Coríntios estava ali, muitos desafios, mas não ah, isso não é uma desculpa para que as pessoas se amoldem ou digam: "Ah, então tá bom, temos desafios, todas as igrejas são imperfeitas, não tem o que fazer". Pelo contrário, Paulo tava ali reconhecendo os desafios, mas pregando a palavra para corrigir esses desafios, corrigir essa esses problemas, né? e superar esses desafios. >> Dentro disso aí, eu acredito que uma das bênçãos que a gente vê no livro, a gente eh vê ali Paulo também através da palavra, né, da orientação apostólica, corrigindo esses defeitos. E para nós também que vivemos na no dia a dia da igreja local, é um instrumento que nós temos, né? Essa essa crença ali na suficiência das escrituras, a a questão de que a palavra de Deus é um instrumento pra gente promover o crescimento das da igreja, né, de quem nós ministramos. >> Amém. Amém. Mais do que uma receita nova de alguma combinação de marketing com autoajudo, que nós precisamos é da palavra de Deus para nos instruir em como viver a igreja, não é? Seja lá no século seja no século XX, nós precisamos da palavra do Senhor. Ainda assim, esse aspecto de Primeira Coríntios ser uma epístola que está sendo escrita ali nos primeiros anos da igreja, logo depois de narrativas que demonstram aspectos mais positivos do desenvolvimento da igreja, como nós vemos em Atos, ainda que hajam problemas, nós vemos um um uma descrição muito bonita do que a igreja tem vivido, mas logo depois nós já vemos desafios e epístolas, não só para pra igreja de Corinto, mas também outras igrejas, igreja de Roma. H, instruções para essas igrejas. A grande pergunta que fica e tem a ver com o primeiro desafio que o Mark Dev vai colocar no livro é sobre o esquecimento. Por que que as igrejas, por que que nós como cristãos esquecemos tão facilmente do que é que Deus já fez por nós? a de quem nós somos em Cristo e mesmo qual é a missão que nós recebemos como igreja, como corpo do Senhor. É uma, tenho, eu tenho sempre duas ilustrações quanto a a tratamento desse esquecimento. E aí o livro ele remete a a tratar as bênçãos que Deus nos dá, né? E ele cita ali como a igreja de Corinto é abençoada por Deus, é amada por Deus, é alvo da graça de Deus, né? Mas essas duas deficiências que impõe para nós uma eh um esquecimento, acho que a primeira é a questão da ingratidão. Ah, eu gosto de uma frase que diz que a a gratidão é a virtude da memória, né? E quando nós esquecemos dessas bênçãos que Deus derrama sobre nós, aí nós realmente eh manifestamos uma ingratidão. Nós eh esquecemos de celebrar, como o apóstolo Paulo faz, de uma igreja que eh a graça de Deus é derramada sobre eles, cheia de dons, a a que eles pertencem a Deus, estão garantidos nessa verdade. Então, quando a gente lembra dessas verdades, nós estamos eh no caminho de uma firmeza em em celebrar e exaltar Deus. Acho que a segunda ilustração que tem a ver com uma certa forma de esquecimento é quando a gente lembra aí da questão da lepra, né? O povo de Israel, e ele vai citar mais para frente do capítulo 10, a essa ênfase de que o povo de Israel tem essa esse essa insensibilidade, né? E isso leva a uma vida de pecado, uma vida de oposição ao padrão de Deus. Então, essas duas realidades faz com que a gente esqueça de quanto Deus fez e derramou de suas bênçãos para nos beneficiar, né? >> E isso hoje em dia ainda é potencializado por outras distrações que nos levam a esquecer do que mais importa. A gente tem as redes sociais, a gente tem a correria do dia a dia. Cada vez mais as pessoas se cumprimentam dizendo: "Ah, tudo bem, tudo só na correria", né? Aquela coisa de sempre. [risadas] >> E quanto mais isso acontece, mais as pessoas esquecem do que realmente é importante, não é verdade? >> Sim. A esse estilo de vida que a gente tem é muito interessante, né? Às vezes a gente esquece a o que comemos ontem, a o que foi pregado no domingo, a avalia a semana, fal, mas o que que eu fiz, né? Eh, e essa desatenção, como você falou, né? O estilo de vida que a gente vive propiccia que a a gente tá tão focado no presente, nas ansiedades do futuro que esquece daquilo que a gente ganhou, as bênçãos que Deus derramou e uma série de coisas que Deus nos usou, né, através aí da da das bênçãos e oportunidades que ele nos dá, né? >> Sim. Daí a importância do pregar para si mesmo, né? do meditar constantemente na na palavra do Senhor, acima de tudo, mas também de analisar como o Senhor usa toda criação para cuidar de nós, como a nossa vida está nas mãos dele, cultivar essa gratidão, né, do lembrar a, como você falou, né, a ingratidão, ela ela esquece, a gratidão lembra e a o lembrar diariamente no começo do dia, ao fim do dia, do que o Senhor tem feito, olhar pra escritura e lembrar do que ele já fez e do que ele ainda fará, né? Tudo isso é muito importante. Eu lembro eh dessa frase que uma vez eu vi o John Piper enfatizar de como nós precisamos pregar para nós mesmos. É algo muito óbvio que ele já deve ter pegado de outra pessoa, mas é importante da gente guardar. Nós não podemos aprender o evangelho um dia, dizer: "Ah, aceitei Jesus". É isso. A gente tem que constantemente pregar a palavra para nós mesmos, pro nosso coração, nos lembrar desse evangelho, para que não nos esqueçamos de quem Deus é, quem nós somos e de tudo que ele faz, não é verdade? >> Sim. E nessa pregação, a gente lembrar a nossa identidade em Cristo, né? Às vezes a gente esquece dessa identidade e toda essa os itens que faz parte da nossa identidade em Cristo que mostram esse amor de Deus por nós e o valor que Deus ele nos dá. E de novo aqui não quero ser humanista quanto a isso, mas que vai nos levar a uma vida piedosa e grata diante de Deus, né? Senhor, eu não mereço nada. Eu sou um miserável pecador, mas a a as bênçãos do Senhor foi foram derramadas sobre a minha vida. E Senhor, só posso agradecer porque na realidade o que eu merecia de fato é a sua ira e a sua punição, né? Mas o Senhor revela seu amor e misericórdia e por isso sou muito grato, né? >> Amém. Amém. É isso mesmo. Agora, esse esquecimento acaba levando a outros problemas, dentre eles aquele que o Dver vai abordar no segundo capítulo, o segundo desafio que ele aponta no livro, que é o da divisão, quando nós vemos a igreja de Coríntios com várias divisões internas. E não só a igreja de Coríntios, nós vemos nos nossos dias igrejas caminhando para isso. Então, como é que nós podemos evitar essas divisões e qual a importância, né, de lutarmos contra elas? Um um dos elementos [roncando] que a gente enxerga em termos das divisões é quando cada um de nós tem aquela prioridade em si mesmo, né? A gente dá um valor a nós mesmos exagerado. E e a igreja Coríntios eh tinha eh um pouco disso, né? Valorizar pessoas e isso criava os seus partidos. Eu acredito que nós como crentes e nós também como líderes temos que lembrar a nossa posição em nosso lugar, né? Então, eh, eu sou um servo, eu sou um instrumento e eu não sou aquele a quem deve chamar a atenção. E quando eu faço isso, eu promovo o meu partido, né, a minha ênfase, o meu ministério. E eu acredito que dentro disso, a nossa maneira de promover a a de não promover a divisão, né, mas promover a unidade, tem a nossa lembrança em Cristo. João 17 lembra, né? a a nossa unidade vai promover uma confiança no evangelho, né? E quando nós nos dividimos, as pessoas não vão enxergar a beleza da igreja e não vão enxergar a beleza de Cristo. Então, eh, essa responsabilidade é muito importante. Então, como eu acredito que tem a ver muito com a nossa atitude, humildade, a nossa postura diante dos nossos irmãos, uma vida outrocêntrica, eh tirar a prioridade, né, dos nossos interesses. Então, eh, a divisão é um câncer, né? Eu eu lembro na minha denominação que um um o lema era a os batistas só crescem dividindo, né? E isso trouxe um estrago muito grande. E aí a ênfase hoje é até na unidade, né? Nós precisamos estar juntos, porque juntos a gente pode investir em missões, a gente pode promover o evangelho. Então, a gente tem que lembrar do câncer, que é a divisão, e como nós estabelecemos através da nossa vida, né, nossas nossa própria eh prioridade em nós mesmos. Essa divisão, >> com certeza unidade é a palavra-chave. Nós somos criados em Cristo como um só corpo, né? corpo do Senhor aqui é formado por muitos membros que t diversidade, mas que não deve ter divisão. E isso é algo que a gente precisa lutar. E essa divisão, >> eu acredito que sim, >> eu acredito que uma das coisas que aí no caso a epístola de Primeiro Coríntios lembra e até a uma maneira talvez eh mais ah [roncando] vamos dizer simples de Paulo, quando ele fala assim: "Olha, eh eh eu não batizei ninguém" e aí lembra de um. Então tá vendo, gente? Não é a minha ação que vai fazer com que a o evangelho cresça, né? Eu sou um mero instrumento, né? E Deus vai me usar nas tarefas que ele tem para mim e outros vão fazer a o complemento de outras tarefas importantes no reino de Deus. >> Sim. Ainda que essa questão do apego à aquele que ensina, aquele que é o instrumento, às vezes possa ser a causa da divisão, né? Você falou de um aspecto de como nós, como ministros, devemos tomar esse cuidado também, né? É, nós como cristãos em geral devemos tomar esse cuidado de não trazer peso demais paraas nossas próprias opiniões. Mas infelizmente mesmo quando as pessoas estão vivendo de maneira fiel, outros podem torná-las ídolos. E é o que a gente vê acontecendo. Paulo ali tentando pregar e viver o evangelho com fidelidade. Nós vemos Apolo fazendo algo semelhante. E aí nós vemos as divisões ocasionadas por causa de líderes. Ainda assim, estamos falando de líderes que eram verdadeiros ministros da palavra e eram fiéis. Agora, um outro desafio de da igreja de Corinto era o de lidar com os impostores, com os falsos mestres. E a grande pergunta que fica para nós, então, que é o que o Dver vai tratar depois, é sobre como diferenciar um ministro do evangelho, um verdadeiro ministro do evangelho de falsos mestres, de impostores. >> Ah, acho que um um dos itens que na carta fala e ele valoriza isso é a questão da fidelidade, né? Ah, o que quando o Senhor eh vai nos avaliar, o que que ele quer nos quer encontrar? Ele quer encontrar servos fiéis, né? Então, a fidelidade é muito importante. Muitas vezes a gente vende a nossa fidelidade pelo pragmatismo, pelo sucesso e e o que se requer daquele que é o mordomo, que aquele que é o instrumento, é a fidelidade. Então, independente do número da do tamanho da igreja ou o tamanho do da relevância ministerial, eh esse critério é o que vai diferenciar os impostores daqueles que são servos. Senhor, eu quero ser encontrado fiel. É aquela consciência também de uma prestação de contas, né? Uma hora a gente vai chegar perante o Senhor e ele vai pedir conta do nosso ministério e isso na no crio dele, na avaliação dele, vai eh exigir de nós. Senhor, eu preguei a sua palavra fiel. Eu cuidei do seu rebanho, como diz Hebreus 13:17, velei pelas a as pessoas ali com fidelidade. Então esse essa é a diferenciação. O impostor ele vai querer investir ali numa imagem, a isso produzindo a um aquele crescimento estilo algodão doce, né? que quando você chega perto não tem consistência nenhuma e nem alimenta. Muito pelo contrário, só prejudica porque vai aumentar a glicose, né? Mas a fidelidade e eu queria compartilhar algo aqui que é eh para mim é muito caro. Eu tenho um respeito muito grande com os pastores de igrejas menores. E muitas vezes a gente e avalia pastores assim e pelo sucesso dos números, mas quantos ali dominicalmente numa congregação pequena, estão pregando fielmente a palavra, pregando a santidade e e o crescimento, como Corinto mesmo vai falar, né? Primeiro, primeiro aos Coríntios, o crescimento é do Senhor. Ele tá ali por fazer a vontade do Senhor, tá ali por honrar o Senhor no seu ministério. E quantos outros crescem e aí a gente vê eh um vendendo o crescimento com coisas muito caras, né? Também não acho que um um pastor de igreja grande é um impostor. Não quero dizer isso, né? Mas para mim esse aspecto é fundamental, a fidelidade. >> Sim, sim. Realmente é o o problema não é o tamanho da igreja, mas é o que é que você está fazendo para chegar nela. Se é uma pregação fiel do evangelho ou se é uma, né, venda da palavra do Senhor ali para que as igrejas atraia muitas pessoas. E aí esse é o problema, né? Eu acho que o que nos cabe é simplesmente buscar viver essa fidelidade, pregar o evangelho, sabendo que quem faz com que as pessoas sejam alcançadas é o Senhor, né? que nos cabe é pregar o evangelho e viver o evangelho uns com os outros, vivendo esse discipulado. Agora, >> e o e o >> Sim, >> olha só rapidinho, o o ministério feito, né, ele tem os seus desafios, mas feito com pessoas regeneradas, né, pessoas que conheceram o evangelho, que foram transformadas, receberam uma nova vida em Cristo. Eh, eh, é a essência, né? Você juntar um monte de gente que não é convertido, que só aderiu a uma mensagem muitas vezes motivacional, eh, não agreguem nada ao reino nem ao evangelho, né? >> É. Aí a gente vê uma conexão com outro ensino do Mark dever, que é o ensino da escritura. Obviamente ele apenas resume ali com outras palavras, mas a as marcas de uma igreja saudável e a importância, por exemplo, de uma membresia regenerada, que isso vale tanto pros membros, a gente não querer se encher de membro, mesmo quando membro não é cristão de verdade, aí vai chegando e vai eh crescendo como um câncer, né, como um tumor que vai corrompendo a igreja. ou você tomar o cuidado de pregar o evangelho e conferir se há a verdadeira conversão em quem se recebe, não somente nos membros, mas principalmente também nos pastores que estão chegando para que eles não se não sejam impostores, falsos mestres, pregando e atraindo outros impostores que se acham cristãos e não são. E tudo isso, Abimael, tem a ver com o pecado. A grande deficiência, a grande melhor luta que a igreja tem a ver com o pecado, é a luta do novo homem contra o velho homem. E isso, primeira a aos Coríntios fala sobre o que a igreja passou. que nós vemos em nossas igrejas, nós vemos em nós mesmos, no nosso dia a dia, as lutas contra o pecado, nosso pastoreio, as dificuldades com pessoas que estão, ah, infelizmente, às vezes, se entregando ao pecado, não lutando contra ele. E algo que o Dev vai falar nos capítulos seguintes é sobre eh o pecado como um desafio da igreja e como é que a igreja deve lidar com o pecado de forma bíblica, sem cair em permissividade, certo? que é um dos problemas que muitas vezes as igrejas levam, mas também sem ir pro outro lado, que é aquela dureza sem amor. E na sua experiência, como é que nós podemos fazer isso? >> Olha, a pregação da palavra e a crença no trabalhar do Espírito Santo, na vida do crente, eu acho que é algo que eh conduz o nosso ministério com aquela dependência de vida, né? Eh, a minha tarefa é pregar a palavra, crer na ação do Espírito Santo, eh transformando pessoas, né, trazendo a a maturidade cristã, o desejo de crescer, né? A, o pecado é uma realidade. Nós, eh, nos ouvimos o evangelho, nós eh recebemos a mensagem que nos torna uma nova criatura, mas a gente continua lutando com a natureza pecaminosa. E aí eu acredito que a o trabalho da igreja, isso é uma ênfase nossa aqui também, eh, de investir no discipulado, né? Até tem um livro do Dev também que é publicado por Edições Vida Nova, que eu gosto muito, que é o o discipulado. Então, esse investimento e e também eu acredito que hoje um desafio para os ministérios é esse pastoreio ali em que cuida de vidas, né? Então assim, a o aconselhamento no meio das lutas e problemas. Ah, então a gente tem que como igreja trabalhar os recursos que Deus nos dá para para promover o crescimento espiritual, né? A, a gente tem até a nossa frase lema, a a gente tem lá uma igreja cada vez mais madura, eh, porque dá aquela ideia que nós não vamos conseguir, né, uma igreja madura, não, a gente está buscando. E, e como acontece, o bessário vai chegando, né, vai aumentando. Ah, então a gente tem na membresia pessoas de diversos níveis de maturidade e a gente tem que cuidar e incentivar aqueles que são mais maduros, que até Paulo cita vários dos seus companheiros ali, para contribuir, porque nós como pastores não vamos conseguir fazer tudo. E aí então um rega, o outro eh dá o Deus que dá o crescimento, né? Mais ali um planta. Então, essa divisão de tarefas no ministério é muito importante para que a igreja cresça em eh quanto a questão de eh vencer o pecado, né? Pessoas desejosas de estarem mais parecidas com Jesus. E aí você falou do discipulado como um instrumento para isso, que é uma das marcas da de uma igreja saudável que o Dver coloca, mas também a própria disciplina que faz parte desse mecanismo de defesa, de proteção que o próprio Senhor Jesus nos deu para proteger uma membresia regenerada, né? Então, a importância de não apenas recebermos os irmãos, mas nesse discipulado do pastoreio, do cuidado, sabermos corrigir os irmãos quando eles estão se entregando aos seus pecados. E quando necessário, quando o irmão insiste, quando a pessoa insiste em não se arrepender e não ouvir um, dois ou três, a igreja, o a disciplina final, a escunhão, como uma ferramenta de proteção para proteger a igreja do viver em pecado, né? Eh, e até o que Paulo fala do disciplinar, do repreender na presença de outros para que também os demais temam, né? Então, tudo isso tem a ver com esse cuidado. >> A disciplina é um aspecto muito importante da vida de igreja, né? Ah, nós precisamos lembrar que a o o pecado é como um fermento, ele tem esse efeito corporativo e a disciplina cirúrgica ou a excomunhão vai trazer pureza à igreja, como aconteceu em Atos, né, a a punição de Ananias e Safira, produzindo temor. Então, muitas vezes, a a gente pode se iludir, ah, não, eh, exclusão, comunhão, disciplina, eh falta de amor, não. É o padrão que Deus estabeleceu que o pai que ama o seu filho disciplina. Então, nós temos praticado aqui na nossa igreja a disciplina, ah, temos levado muito a sério a questão do nosso próprio rol de membros, ter um rol de membros que seja fiel a a nossa tanto a nossa frequência quanto também a nossa realidade de de vida, de pessoas que estão ali na vida comunitária. E de novo, é algo que muitas vezes assim a gente é incompreendido, mas biblicamente ter seu valor. E e digo para você, a gente fica feliz quando tem restaurações, pessoas que foram exercitadas pela disciplina e voltam arrependidas, conscientes de que nó eu tomei uma decisão errada e a minha vida teve consequências. E aí nessa restauração a gente acolhe, a gente vai trabalhar naquelas questões de apoio, mas a pessoa aprende que realmente foi Deus usando a disciplina para restaurar sua vida plenamente. >> Porém, diante dessa luta do pecado, mais uma vez nós vemos os excessos. O perigo tá nesses extremos. E algumas pessoas na expectativa de vencer o pecado assim, caminham para o que é chamado de aceticismo, que é aquela tentativa de tirar qualquer tipo de prazer do corpo, tirar várias coisas que são até lícitas, mas ah, pode ser que sejam mal usadas, algumas pessoas usam mal, vamos cortar. E aí nós vemos o aceticismo como um problema, que é um outro desafio que o dever põe no livro. E uma questão que a gente tem que pensar é é que formas de espiritualidade podem parecer piedosas, mas acabam afastando a igreja do evangelho e da liberdade cristã, que é algo muito importante, né, por caírem no asceticismo. Quais Quais exemplos nós poderíamos pensar aqui? Ah, eu acho que hoje até tá em moda aí muitos desses coachs aí trazendo CNECA e outros dessa linha de que a SES vai fazer com que haja um progresso, né? talvez até tenha um progresso mínimo ou até no meio coach tem algum resultado, mas quando a gente pensa na vida cristã e que a vida cristã de novo, ela é uma e ela ela se exerce pela ação do Espírito Santo, transformando a pessoa na imagem de Cristo. Eh, tudo isso não se sustenta. Quantas pessoas começam ali com a acésicismo, né? >> E aí, então, eh, não é depois o fardo que essa pessoa ela eh desenvolve, ela não persevera e passa um tempo, ela vem e ali a volta a a pecar, a porque não foi uma transformação de dentro para fora, foi uma uma foi cosmético, né? E, e então esse esse aspecto é muito importante da gente lembrar então de novo a a pregação, a o discipulado, né, essa interação entre irmãos, né, de um irmão ajudando a outra. E e e Corinto fala muito desse valor comunitário, né? Ah, de promover aí uma santificação que é fruto da transformação que Deus deu antes, dando a salvação, né? Tais fostes alguns de vós, né? E essa palavra é muito graciosa. Então, e e essa transformação fazendo com que as pessoas cresçam, né? E e às vezes também tem um aspecto que dentro desses há uns, né, eh, como alguém já disse, né, eles não ainda deixaram plenamente de ser e alguma coisa. E a igreja vai trabalhar para essa transformação, dependendo do Espírito Santo, né? Então, e essa essa ênfase da pessoa querer se autossantificar produz um fardo e que muitas vezes vai redundar em uma derrota, né? eh essa santificação meramente externa de hábitos que, como nós falamos, muitas vezes são lícitos, não era um problema, mas a pessoa acha que eles são a solução e que sem ele aquilo tudo vai ser resolvido. E quando nós olhamos para Jesus, para Paulo, nós não vemos as setas, nós não vemos pessoas que abriam mão de prazeres lícitos da vida. que o próprio Senhor, eh, ele comemora com os discípulos, ele participa da festa de casamento, ele transforma água em vinho, ele eh tem refeições com os discípulos. Paulo falando sobre essa questão de uma tendência ao asceticismo, vai falar que, olha, nenhuma comida, nenhum alimento é impuro em si mesmo. Ah, ele mostra que aquilo que o Senhor criou, né, eh, deve ser recebido com ações de graças e usado para o Senhor. Por isso, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Então a gente não vê um ensino de um aceticismo. Tem gente que fala: "Não, Paulo era histórico, Paulo era uma seta". E não é esse o Paulo que nós vemos na escritura. Nós abrimos mão daquilo que é pecado, mas a gente pode usufruir de coisas listas pra glória do Senhor. E isso é algo importante da gente diferenciar quando nós vemos esse desafio de inclinações que ao invés de tratar o pecado, querem simplesmente fugir de situações, né? Então, ah, vamos que nem os monges, né? Ah, vamos lá para um monastério longe e ali estaremos salvos. Não, você não é isso que trata o seu pecado, é o coração que precisa ser tratado. E aí volta para aquilo que você falou no início, né, Abimael? Palavra, comunhão com os irmãos, santificação mútua, eh, se encher do espírito. >> É um aspecto que a gente tem como benefício, né, da vida cristã é a liberdade, né? >> Sim. E e o o quando Jesus fala, né? Se eu vos libertar, se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. E isso é exercitado. Eu acho que a beleza é quando algo que você eh sabe que, né, Deus permitiu, mas aquilo não lhe controla, né? Você é tão livre >> que você pode eh usar sua liberdade para eu não preciso disso não. Isso não vai eh me dominar, não vai ser algo que eu vou me prender, porque ah tem tanta coisa que Deus me deu eh generosamente, né? >> Sim, é verdade. A liberdade não nos obriga a participar de tudo a que nós temos o direito de participar, né? que aí já não seria mais liberdade. Interessante. >> E um se o aceticismo é um problema de um extremo, que é aquele que tenta, ah, supostamente eu vou viver mais santo do que todo mundo, abrindo mal de tudo, nós vemos o outro extremo que é o logo da rebeldia ou da desobediência, que é a palavra que o Déver usa para o sexto desafio. Como é que nós podemos aprender a vivermos mais obedientemente ao invés de vivermos na desobediência? maior, >> olha, eu uma eu até lembrando das palavras, né, de Hebreus que fala que o Senhor Jesus aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, né? E eu acho beleza do exemplo de Jesus nos instruindo, ele que é perfeito, né? Não, a a nossa cristologia eh eh nós defendemos que não havia possibilidade de Jesus eh pecar. E esse versículo ele nos encoraja no caminho dessa obediência, né? Então, a o desejo de agradar a Deus, né? compromisso em seguir aquele que é o nosso Senhor. Então, a obediência procede também de um coração que ama a Deus, né, o desejo de agradá-lo. Eh, nós não fazemos para receber qualquer tipo de bênção, a obediência, né? Eh, mas para agradá-lo, porque queremos satisfazer aquele que realmente nos deu tantos benefícios. Então, a a também nesse processo, na nossa vida pessoal, a a o desejo de obedecer deve habitar o nosso coração, né? Eu sempre falo, né? Fui pastor de jovens, eu sempre falava para eles: "Olha, eu nunca vi uma pessoa obediente chegar diante de mim chorando. Olha, eh, tô aqui arrependido de ter obedecido a Deus. Já vi gente enfrentando tribulações, perseguições, isso sim. Mas quantas vezes, Saur tratando situações de restaurar vidas ali, veio pessoas que ah, chegaram diante de mim, olha, eu tomei uma decisão errada, desobedeci a palavra de Deus. E aí eu gosto de lembrar sempre eh Isaías 48:18, né? aquele lamento divino. Ah, se você tivesse ouvido os meus mandamentos, a sua paz seria como orquo e a sua justiça como ondas do mar. Então, essa disposição, a beleza de obedecer, a a não como fazer como um peso assim de uma obrigação, né, que que eu tenho que fazer como, né, somente como um escravo obedecia, né? Somos escravos, como a palavra de Deus diz, mas ter o prazer na na obediência, né? Como o Salmo 19 também fala, né? Eh, há grande benefício em obedecer os seus preceitos. Então, a gente precisa lembrar para o nosso povo que obedecer é um privilégio também. >> Sim. Exato. Ao mesmo tempo que somos escravos, que é uma verdade, somos servos. Aí a ideia é que não temos que pensar na nossa vontade, mas sim na do Senhor, mas somos escravos do melhor Senhor e ao mesmo tempo somos filhos, somos adotados. uma realidade não altera a outra, elas se mesclam perfeitamente, sem contradição, de maneira que a obediência ela se encontra no amor. Você falou um pouco sobre isso. E é algo que eu sempre enfatizo pro pessoal quando eu aconselho aqui, a pessoa tá lutando com algum pecado e eu digo: "Olha, antes da gente falar de qualquer questões ah externas, meramente práticas, ah, questões que dizem respeito a uso e costumes, a gente tem que falar do coração da luta contra o pecado." E é a receita para vencer o pecado. É amar mais a Deus do que ao pecado. Quanto mais nós amamos o Senhor, mais nós amamos a sua vontade, mais nós vemos como a vontade dele é boa, agradável e perfeita. E mais nós temos vinda dele mesmo a força para vivermos em santidade e dizermos não ao pecado. Então, qual é o caminho para que nós não vivamos em pecado desobediência? É o crescer no amor ao Senhor. E de novo, como é que nós crescemos no amor ao Senhor? É a palavra. >> [roncando] >> é o relacionamento com o Senhor por meio da palavra, o meditar na no que ele ensina, ouvi-lo, falar com ele na oração, eh cultivar a gratidão, louvá-lo, agradecer e a comunhão com os irmãos que ajudem tudo isso. Então, ao mesmo tempo que a igreja apresenta vários desafios e nós já citamos alguns aqui, ela é também o instrumento do Senhor para nos dar os meios de vencer cada um desses desafios, né? Então, >> sim. Eh, eu acho que hoje se fala muito na questão, né, do a dopamina, né, o o >> o hormônio do prazer e aí de uma série de itens da hoje que a gente vive que tem prendido as pessoas e e escravizado essas pessoas com essa realidade, né, do da dependência da dopamina. Aí eu sempre falo, né? Ah, salmo primeiro, né? O será que a palavra de Deus, né, você tem um prazer na lei do Senhor e nela medita dia e noite e que essa palavra maravilhosa dá mais prazer do que ficar rolando ali, né, a a feed de um celular nas redes sociais, acredito que tem seu valor. Nós estamos beneficiando aqui através ah da, né, de uma rede social. Então, não acredito noismo, né, mas trazer de voltas e esse puxa, eu tenho prazer na lei do Senhor e nela eu medito dia e noite. E isso vai trazer para nós os benefícios da obediência, do crescimento, da maturidade cristã, né, que é uma igreja imatura. Primeira Coríntios, eh revela isso, né? E como é que ela vai crescer na maturidade, né? Como é que ela vai deixar de ser criança carnal ali, né? É através da disposição de obedecer, obedecer a palavra. >> Sim, é verdade. O Devre vai falar ainda de outros desafios. Nosso objetivo aqui não é de falar de todos eles. Aqueles que quiserem se beneficiar de e entender como vencer cada um dos desafios que o Dver coloca no livro, podem adquirir o livro e far um bom proveito, com certeza. Mas um outro aqui que me chama atenção é a questão da autonomia. Nós estamos falando de uma igreja que tem sua unidade, ah, mas ao mesmo tempo é uma unidade de diversos indivíduos, né, formando um corpo. >> Sim. E aí nós temos aquela questão do individualismo e da autonomia do eu que a nossa cultura constantemente prega pra gente, né? Do você ser você mesmo, do você se expressar, do você viver o seu o seu eu, o seu desejo, quem você é. E como é que esse individualismo e autonomia afetam a forma como nós cristãos entendemos a membresia, a autoridade e também o compromisso com a igreja? >> Pois é, a gente vive dias tristes com essa eh esse individualismo, né? Eh, quem diria que a gente iria chegar e falar assim, olhando para como no indício do meu ministério chegava e falava assim: "Cuidado com a televisão porque fica ali a família reunida e só quem fala é a televisão". E hoje é cada um, né? Não tem mais nem o compartilhar de assistir juntos, né? Cada um tem o seu aparelho. Isso tem afastado as pessoas. A televisão era mais congregacional, né, irmão? [risadas] Hoje tá pior. >> Exatamente. Misericórdia. >> E e hoje você vê que a igreja é afetada por esse individualismo, até mesmo na comunhão. As pessoas têm dificuldade de se relacionar, >> né? Você promove algo, um retiro, você promove, né, um evento, as pessoas estão ali, né, no seu próprio celular. Então isso faz com que as pessoas estejam mais centradas em si mesmo e isso afeta, né, bastante. E a cultura também, né, eu sou dono do meu nariz. Aí até falo, né, que quando a gente se converte, a gente pega o nariz e dá para Deus. Senhor, se é doo meu nariz. [limpando a garganta] E esses dois elementos, né, tanto a o individualismo quanto essa autonomia. Eu tenho as minhas regras, né, minhas regras. eh minha vida, né? >> Meu corpo, minhas regras, coisa do tipo, né? >> É isso. E aí, então, de novo, a quem eu vou me submeter? Então, dificuldade de se relacionar com a autoridade eclesiástica colocada por Deus, né? Um pastor, alguém que um presbítero. A outra outra realidade é a as pessoas hoje não valorizam mais algo que a gente comentou antes, né? A própria membereia. Ah, não, eu eu eu frequento a igreja, mas não quero me tornar membro, né? Eh, ou seja, eu não quero participar de um corpo local que é uma instituição divina, né? A igreja não é um mero eh eh encontro, um clube, não. Deus criou a igreja para cumprir os seus propósitos e vai fazer através de pessoas que estão conjugadas na mesma missão, no mesmo direcionamento de Deus, né? Então assim, ah, até mesmo eu penso no desafio para nós líderes, né? é termos uma visão maior do reino de Deus do que nossos próprios próprio reino local, né? Investir em outros ministérios, a eh o investimento em missões, a situações que a igreja local em si não vai ter nenhum benefício, mas nós investimos a nós temos dois ministérios que fazem isso, né? tanto prega a palavra quanto o ministério chamado pastor líder, que é uma iniciativa da igreja para investir em outros obreiros, capacitá-los e que nós não nos beneficiamos. E nós fazemos isso com alegria, porque nós queremos investir no reino de Deus. Então, quando eu olho pro meu reino, eu invisto só na minha igreja e ampliar a o meu ministério. E esse lado da autoridade também é algo que às vezes por mau exemplo das autoridades, né, por falta de credibilidade das autoridades, as pessoas acabam resistindo. Mas nós temos que lembrar que Deus é um Deus de hierarquia, né? Ele estabeleceu como eh o rei, aquele que é de fato quem dá as regras pra igreja através do seu cetro, que é sua palavra. >> Sim. Ah, meu amigo, hoje em dia as pessoas querem ser servidas e os benefícios do clubinho, mas não querem responsabilidades, né? Então, a igreja é um restaurante onde a gente vai ali comer e depois vai embora. Não tem que, não quer lavar a louça com o restante que ficou, não, né? Então, é esse problema. Isso tem a ver, como você falou, com a nossa sociedade como um todo. As pessoas não se falam mais quando estão no elevador, não conseguem, não conhece os vizinhos. A gente não tem conversas em canto nenhum, mesmo quando tá no mesmo ambiente, muitas vezes ficam ali todo mundo no celular, na mesa de jantar ou, enfim. Ah, isso tem afetado todo, né? As pessoas não sabem mais viver juntas. E aí isso acaba impactando >> o serviço, porque se eu penso só em mim, eu deixo de pensar em como é que eu posso servir os outros. Isso é algo que a gente precisa ensinar inclusive em casa para os filhos, né? Eu tenho dois meninos aqui e ontem mesmo eu tava falando sobre isso. O meu mais novo machucou o braço, nada demais assim, mas tá com braço imobilizado mais uma semaninha e o mais velho tá tendo que se virar para ajudar ele de algumas formas. E eu dizendo: "Meu filho, eu peguei um texto das escrituras que a gente tava meditando no culto méstico, eu dizendo: "Olha, isso é uma bção. Isso aqui é uma maneira de você servir ao Senhor, né? Você não vai levar um copo de de água pro Senhor, mas você pode levar pro seu irmão. Isso é uma maneira de servir ao Senhor cuidando daqueles que são criaturas dele. E isso é algo que as pessoas precisam voltar, entender a importância do serviço. Por outro lado, também afeta essa autonomia afeta a questão da correção e da disciplina. Como é que a gente disciplina e corrige quando as pessoas dizem que é você para se meter na minha vida, não é verdade? Então, >> Aham. A gente precisa tirar essa visão do a eu que mando na minha vida, como você trouxe. Eu quando tô instruindo o pessoal aqui no curso de membresia, eu digo: "Olha, ser membro dessa igreja significa que você tem que estar disposto a ouvir pessoas chegando para você, dizendo: "Meu irmão, vamos caminhar por aqui. Meu irmão, esse não é o caminho. E se você não está disposto aí, você não está disposto a ser membro dessa igreja". Mas mais do que isso, você não tá disposto a ser membro de uma igreja saudável, porque é isso que toda igreja saudável tem que fazer, que é amar, cuidar, servir e corrigir, né? E a autonomia, a gente tem aqui um dos >> eh um dos documentos que a gente tem aqui na nossa recepção de membros, né, nossa classe de membresia, é o que a gente chama de compromisso de membro. >> Sim. >> Hoje, eh, até pela influência do Ministério Novas, tem um pacto de membro, né? Sim, sim. >> Mas a gente a lá atrás a gente fez esse documento e um dos itens é essa disposição para exortar e ser exortado. >> Amém. >> E a dar reconhecer a autoridade da igreja e que ela é uma autoridade em todas as esférias da minha vida. >> Sim. negócio, namoro, relacionamento, sociedades. Ou seja, eu acredito que hoje a gente precisa fortalecer esse vínculo eh da comunhão, da comunidade e documentos como esse nos ajudam a criar esse compromisso. >> Sim, >> né? a a o a frequência. Olha, você tá entrando para uma uma comunidade, seja pelo batismo, seja pela transferência, que você se compromete a obedecer. Hebreus 10:25, congregar, estar juntos. Eu lembro na pandemia, nós não fizemos a celebração da ceia enquanto toda a comunidade não pudesse reunir. Então tinha aquelas restrições, uma idade no horário, outra idade no outro horário. Nós não celebramos ceia também online, porque a gente se entende que esse é o momento da família. A família está reunida, essa bênção comunitária da gente celebrar e nos alegrar com a redenção que tivemos. e com o fato de que essa redenção nos tornou irmãos, um vínculo precioso e forte em torno de Jesus, que nos livra dessa autonomia, né, e dessa visão hoje e empobrecida da igreja e da comunidade da fé, né? Com certeza, meu irmão. No seu próprio ministério, Mimael, aí nesses seus anos de caminhada, quais desses ou mesmo outros desafios que você mais experimentou no ministério? >> Olha, eu sempre brinco e um dos grandes desafios do meu ministério é esse com quem você tá falando aqui, né? A crescer na maturidade ministerial. Eu comecei o meu ministério com 23 anos >> e sou muito grato a à nossa igreja aqui que foi muito paciente comigo, né? Eu eu era um homem extremamente legalista, né? E e achava que eu tinha que ser o Espírito Santo na vida das pessoas. E e a igreja local me ensinou a ser um pastor, foi eh me ensinando. Sou muito devedor a um meu mentor de 25 anos que trabalhamos juntos, que é o fundador da da PIBA, né, o pastor Mendes. E e eu esse esse trabalhar, né, dos membros da igreja sendo paciente comigo. Então hoje eu tenho 54 anos, sou muito devedor aqui à nossa igreja. Eu acho que um outro desafio que a gente enxerga, eh, eu, eu creio muito em ministérios longos, sabe? Deus me deu a graça, eu não condeno quem passou por ministérios pequenos. Cada um tem sua realidade, mas eu acho que a perseverança dos líderes em pastorear igrejas como a igreja de Corinto, né? Eh, que tem os seus desafios, que precisam de instrução, né? Ah, imagina se Paulo tivesse desistido de Corinto ali, né? Ah, não, nem quero saber, não vou escrever nada para eles. Nós não tínhamos o privilégio de lembrar que as nossas igrejas são imperfeitas, nós somos pastores imperfeitos e precisamos eh crescer na maturidade para trabalhar, né? Então essa perseverança, eu creio que é algo que também é um desafio que nós temos e tive momentos que desafiadores, mas Deus me deu a graça, não continua, não abandono. Ah, um outro desafio que eu vejo eh é na questão dos próprios relacionamentos, né? A igreja é uma comunidade de relacionamento. Então você tem que administrar pessoas, você há muitos conflitos e e quantas vezes voltando lá eh como em primeira eh Coríntios capítulo 6, né, de desafiar pessoas a sofrer o dano, sabe? eh situações assim que a pessoa tava com a razão, ela tinha todo o direito. E você chegar assim, olha, você tá diante de uma pessoa que evidencia que o seu amor por Jesus não tá dominando seu coração. Você, como mais maduro, está disposto a abrir mão? Você quer constrangê-lo de tal maneira que o seu exemplo vai impactar e constranger a a mostrar para ele uma vida de imaturidade? e quantas situações, né, casamentos, relacionamentos interpessoais e e eu acho que isso também é uma coisa que a gente aprende no livro e é ou aprende principalmente em Primeira Coríntios, né, a responsabilidade que a gente tem de que a igreja é é ela tem um valor tão alto que vai julgar os anjos e nós temos essa autoridade de julgar relacionamentos, obviamente com a orientação de Deus, com conselheiros, né? Então, acho que eh esse é o outro desafio. E por fim, né, citando aí, para não me delongar, o desafio da gente ser fiel, né? Quantas vezes a a o ensino sério das escrituras nos leva assim: "Ah, eu vou desistir, ai não, não, eu vou dar uma amenizada aqui no vou baixar o padrão de Deus". E aí a gente acaba caindo num engodo, né? Mas manter-se fiel à palavra é um é um desafio muito grande. >> É verdade. É verdade. Diante de tudo isso, meu irmão, para encerrar aqui, quais as esperanças que o evangelho oferece a igrejas reais, porém imperfeitas, cheias de desafio, como esses que citamos, outros que o livro fala e outros que ainda vão até mais além do que isso, mas que desejam ser fiéis a Cristo. Quais esperanças que nós podemos terminar aqui? A gente falou muito da importância da pregação, né, para viver tudo isso. Que pregação que você pode eh oferecer do evangelho sobre essa esperança para essas igrejas? >> Ah, o livro eh, né, nos lembra Coríntios, de várias esperanças. Primeiro que a igreja do Senhor, né? A igreja pertence a ele, ele é o soberano, ele admissa, ele dá o crescimento, né? Então, a esperança que muitas vezes nós podemos esquecer que a igreja vai crescer com a minha ação, com a ela depende de mim, não, ela depende de Deus. >> Então, isso faz com que a gente descanse, né? Eu prego a palavra, eu ensino, mas o Senhor é que vai trabalhar nos corações para promover tanto crescimento numérico quanto qualitativo de cada crente. >> A outra esperança é a nossa redenção, né? A saber que somos perdoados, né? E podemos celebrar isso com os nossos irmãos ali, lembrando a que Jesus morreu por nós. A esperança da ressurreição, né? O fato da gente cuidar do nosso corpo, é uma celebração dessa esperança que a gente tem de que a vida não termina aqui e que podemos servir baseados nisso, né? Primeira Coríntios 15:58, né? sermos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o trabalhar no Senhor não é vão, porque vai haver um momento em que ele vai chegar e vai falar assim: "Honrar aqueles que eh são dele ah na ressurreição, né?" Então, é essa esperança de que nós podemos viver uma vida não medí batizado nesse momento, né? sermos mais infelizes de todos os homens, mas que nós estamos vivendo a luz da eternidade, que nós trabalhamos na igreja a luz da eternidade, que eu quem trabalha ali no comércio, ah, na indústria, a no seu trabalho, também tá trabalhando a luz da eternidade. Então, e o evangelho dominando assim a a nossa vida diária é algo que é traz esperança ao nosso coração pra gente viver a cada dia os desafios que a gente tem contemporâneos. >> Amém. Amém. Que nós nos voltemos pra palavra, encontremos nela a esperança Cristo Jesus, suas promessas e tudo que nos é nos aguarda, né? que nós vivamos assim, fiéis paraa glória de Deus, confiantes que ele mesmo nos conduz. Meu irmão, muito obrigado por esse tempo de conversa. Foi uma bção falar com você aqui. Espero que Deus continue conduzindo você, lhe fazendo fiel, como você falou, lhe dando vitória sobre esses desafios e fazendo perseverar diante da esperança que ele está guardada, meu irmão. >> Saú, muito obrigado pelo o tempo juntos. Aí eu queria manifestar a minha gratidão também ao Mark dever, um homem que eu tenho admirado. Eh, ele eh através do ministério da sua igreja e também de Nove Marcas, é um desses modelos pra gente de a uma igreja que investe no reino de Deus, né? Vários brasileiros tiveram o privilégio de ir lá na Capital Hill e pagando sua passagem e chegando lá eh com todo a hospedagem, a limitação, eh muitos livros e muito ensino profundo, um homem que tem uma visão de reino, né? Então, eh, também fica a minha gratidão aqui a ele. E a minha oração é que Deus também use a sua vida bastante. Você que tem promovido boa literatura e sido um instrumento de Deus aí através da internet, que Deus abençoe ricamente o seu ministério como pastor também ali na Igreja Reformada de Jundiaí. Amém. >> Deus te abençoe ricamente. >> Amém, meu irmão. Obrigadão. E você aí de casa que nos ouviu, que se sentiu encorajado a lidar com os desafios que surgem, sim neste mundo caído, mas que podem ser vencidos à luz da palavra. Se você quiser saber mais sobre isso, adquira o livro que ele vai ser uma bênção na sua vida. E também compartilhe essa conversa, compartilhe o livro com outras pessoas para que elas também sejam edificadas e possam ouvir dessa esperança que nós temos em Cristo Jesus. Além disso, se você gosta de conversas assim, deixa aí o seu like, seu comentário também e deixe recomendação de livros que você gostaria de ver a gente conversando a respeito aqui no podcast da Vida Nova. 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