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A fé vem pelo ouvir

Entrevista com Ramiro Rosário | HF#254

Entrevista com Ramiro Rosário | HF#254

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Legendas automáticas:

E eu tô apaixonado por esse salmo aqui.
Quero que vocês leiam comigo.
Todo mundo abriu aí.
[roncando]
>> A felicidade de quem teme a Deus.
Aleluia.
Bem-aventurado
é aquele que teme o Senhor e tem grande
prazer nos seus mandamentos.
Tudo começa
na palavra.
Verso 2. A sua descendência será
poderosa na terra.
A geração dos justos será abençoada.
Na sua casa há prosperidade e riqueza,
e a sua justiça permanece para sempre.
Aos justos nasce luz nas trevas. Ele é
bondoso, compassivo e justo.
Feliz aquele que se compadece e
empresta.
Ele defenderá sua causa em juízo.
Não será jamais abalado.
Será tido em memória eterna.
Não se atemoriza de más notícias. O seu
coração é firme,
confiante no Senhor. O seu coração bem
firmado não teme até que veja a derrota
dos seus inimigos.
Distribui, dá aos pobres. A sua justiça
permanece para sempre e o seu poder se
exaltará em glória.
O ímpio vê isso e fica com raiva, ranja
os dentes e se consome. O desejo dos
ímpios perecerá.
>> Amém.
Pai, nós te agradecemos pela tua
palavra,
pelo teu amor,
>> pela tua bondade conosco.
Nós estaremos aqui, Senhor, reunidos
e vamos falar de diversos assuntos. E eu
peço que o Senhor esteja conosco
abençoando
cada homem que está aqui e que esse
salmo, o Salmo 112, se cumpra em nossas
vidas.
No nome de Jesus.
Amém. Amém. Amém.
Caras, eu vou chamar aqui
o Dr. Vieira, Thiago Vieira,
Ramiro.
Pessoal pode sentar aí.
[roncando] E quero chamar também aqui o
Dr. Éber. Cadê o Dr. Éber aqui, nosso
meu advogado. E eu já que vou dizer um
negócio para vocês. Vocês passaram ali,
viram o Dr. Lucas com remédios no colo.
Onde pode? Pode ser aqui, ó. Aqui o
Vieira aqui. Senta aqui, senta aqui,
Vieira. E
>> direita,
>> com certeza. Se vocês,
>> depende de quem,
>> se vocês virem ali o Dr. Lucas com com
drogas ali com ele, com remédios.
E saiba disso, você tem que ter dois
amigos, na verdade três, né? Um
advogado,
um médico e um barbeiro.
>> O açogueiro também é importante.
>> Um açogueiro é importante também.
Verdade. Fazer uma lista sobre isso
depois. Bom, vocês conhecem Dr. Thiago
Vieira, esse homem que fica feliz com as
minhas postagens,
tá alegre,
né?
Eh, nós estamos aqui com Ramiro, amigo
nosso, futuro prefeito de Porto Alegre
e estamos aqui com o Dr. Éber, tá, meu
amigo. Bom, seguinte,
[limpando a garganta]
T, te apresenta aí, fala um pouco da tua
vida aí, como é que como é que foi o o
início na política, pra gente poder
entrar nums uns temas mais complexos aí
contigo.
>> Tá bem. Tá bem. Antes de mais nada,
pastor,
>> é o é o quaresma que tá te sacaneando,
>> tá?
>> Teu amigo,
>> antes de mais de mais nada, o Ramiro
perguntou se ele tem liberdade para
conversar, o que que ele pode falar ou
deixar de falar
>> assim, ó, a liberdade aqui é total para
falar mal do PT,
>> ei, som,
>> falar mal do pessol, atribuir demônios à
esquerda,
esse tipo de coisa. São todos
satanistas. Quem vota na esquerda é
satanista. ou homossexual. Repete
comigo. Quem vota na esquerda? Quem vota
na esquerda?
>> Para para deixar o Dr. Thiago feliz.
Quem vota na esquerda
>> Quem vota na esquerda
>> é satanista?
>> É satanista
>> ou homossexual.
>> ou homossexual. Aê.
>> Aí estamos junto
a
>> Mas que maravilha.
>> Dá até uma alegria assim. Sai a coisa
assim.
ou os dois.
[risadas]
Mas que maravilha. Obrigado, obrigado,
pastor Jack aqui, parceiro
Thiago Vieira, Dr. Thiago Vieira,
advogado que agora ficou mais velho
alguns anos aqui com a fala também.
Pessoal, eu vou me levantar, pastor
Jack, aqui só para
>> político.
>> Político é dose, né,
turma? E e é verdade, eu perguntei antes
aqui, o convite era para falar sobre
liberdade de expressão. E a primeira
pergunta que eu fiz é: o que eu não
posso falar, né? São tempos difíceis que
a gente vive no Brasil, mas já que o
pastor Dieck aqui tão tão claramente
colocou a posição e que é a posição
daqueles que verdadeiramente conhecem a
palavra, que buscam conhecer a palavra,
que sabem o quanto essa turma tem nos
perseguido ao longo de toda a história
em diversos países, em todos os
continentes do mundo e aqui no Brasil
também. E já inicio falando de algo que
aconteceu hoje. Hoje, talvez nem todos
tenham visto, mas saiu uma fake news que
obviamente foi fabricada dentro do
governo Lula, do governo do PT, dizendo
que caso Flávio Bolsonaro, caso a
direita fosse eleita pra presidência da
República, uma das coisas que fariam
pelos seus vínculos e relações
justamente com igrejas evangélicas seria
tirar o título de padroeira do Brasil de
Nossa Senhora. Senhora Aparecida,
completo absurdo. A Globo News foi lá e
comprou a pauta, disse que era verdade.
Aí depois, obviamente, precisou
desmentir, mas o estrago já tava feito.
Certamente tá circulando aí em muitos
grupos, em muitas rodas de conversas de
católicos, de evangélicos, para de
alguma forma tentar entender o que tava
acontecendo. E vocês sabem melhor do que
eu, se a tira a flecha, ela não tem
volta. Então, a mentira foi plantada.
Mas o que tá por trás dessa mentira?
Isso que é o interessante, nós temos
dentro do mundo evangélico cristão
evangélico, nós temos uma reprovação
do Lula, do PT, deste governo que aí
está, de mais de 65%.
No catolicismo existe uma aprovação de
55%.
Então, a turma do PT lá viu o seguinte,
pastor Jack, já que eles não têm, não
conseguem entrar no meio evangélico,
eles levam de vareio no meio evangélico,
eles tentaram criar uma divisão entre
irmãos cristãos com os irmãos católicos,
para tentar de alguma forma vender pros
católicos que eles deveriam votar no PT
para evitar que nós evangélicos acabasse
tomando poder e cometer cometendo
qualquer tipo de ato contrário à fé
católica, cristã católica. Então essa é
a jogada. Para eles, pouco importa
princípios, valores, a palavra. Eles
sempre mostraram nas suas pautas
progressistas que eles são contrários à
família, que eles são contrários à
liberdade das pessoas, que eles são
contrários à livre manifestação e a
própria a própria exposição da fé. Tanto
é que o PT chegou a fazer uma carta
agora condenando as igrejas evangélicas
por uma suposta,
um suposto mau uso dos espaços cristãos
com relação à política. E eles sabem que
não tem como trazer, por exemplo, num
ambiente como esse aqui, de homens
cristãos,
um cara de esquerda para falar coisas
que vão relativizar a família, que vão
atacar a nossa liberdade, que vão dizer
que tudo que a gente aprendeu com os
nossos pais, com os nossos avós e que a
gente quer passar pros nossos filhos,
pra nossa gurizada, pros netos, tudo
isso é errado, tudo isso é relativo e só
existe uma verdade. na verdade que eles
colocam de uma suposta liberdade que não
é liberdade, é uma libertinagem. Então,
pessoal, eu já abro aqui hoje, eu sei
que a gente vai conversar mais sobre
isso, sobre esse uso que o governo tem
feito agora, o governo do Lula na sua
campanha para tentar criar uma divisão
entre cristãos. E a gente não pode
permitir que isso aconteça. A gente
precisa reverberar que foi uma fake news
lançada, que a Globo obviamente lançou
por saber que isso de alguma forma iria
dividir o mundo cristão, né? Os
brasileiros. Mais uma divisão que eles
pregam, católicos e evangélicos,
cristãos e não cristãos, negros e
brancos, ricos e pobres. É o eterno
dividir para conquistar. E a gente tá lá
do outro lado do balcão, pastor Jack,
justamente para buscar trazer a verdade,
né? O nosso papel às vezes é um pouco
também de
trazer os relatos e as noções que a
gente vê e as coisas que a gente vê de
bastidores para que as pessoas possam de
alguma forma
trazer e reverberar isso pros seus meios
também. Mas eu sou o Ramiro. Ramiro
Rosário.
Não, respondendo a primeira pergunta,
não sou parente da Maria do Rosário,
pelo contrário, né? Não sou parente. Até
que se fosse parente ia dar muita briga
no Natal. Aliás, nem Rosário ela é.
Maria do Rosário é primeiro nome, é nome
composto. O sobrenome dela é Nunes.
Então eu digo, nem Rosário tu é, né? E
ela me adora, vocês podem imaginar. Mas
tudo que ela rosário dela é nome,
>> é primeiro nome, é nome composto, Maria
do Rosário. Então nem Rosário mesmo ela
é. E eu tenho 40 anos, completei 40 anos
nesse ano. Tenho uma filha de 5 anos, a
La Vinia. Sou casado com a Aline já há
12 mais um, há 13 anos. E sou luterano
da comunidade evangélica Luterana
Cristo, da Igreja Evangélica Luterana do
Brasil ali na pátria com a presidente
Russel. Mas só para vocês terem uma
noção assim do que do que de quem eu
sou. Como cheguei aqui, a gente vai
conversar um pouco mais agora.
>> É luterano, mas ele é crente. Tá
brincando,
sacanagem, né?
>> Sabe que no meio no o pentecostais
sempre pegam no pé dos luteranos
dizendo, né, que são ah, o o os
luteranos são os evangélicos que bebem.
Sim. É lemoada, né, pessoal? As nossas
festas, vocês já imaginaram as festas da
comunidade luterana sem cerveja, sem
carne de porco, sem, né, aquela fartura
toda maionese, né? Aí hoje a primeira
coisa que eu perguntei, mas tem cerveja
aqui? Tem. Ah, que maravilha. Então nós
estamos em casa também.
>> Vamos trazer uma um negocinho
conosquinho aí,
>> pessoal. Seguinte, vamos falar de
liberdade, vamos falar de uma questão
também que tá para ser votado agora no
ST, é, no STF, né, legislação, né, estão
legislando e vão votar aí a questão do
dos se o psicólogo pode professar sua
fé. É mais ou menos isso, né? Então,
assim, eu quero dizer que abrir para
qualquer um que quiser fazer pergunta,
pode fazer pergunta. Eu vou intimar
algumas pessoas que eu quero que
perguntem. Eu queria muito que o
Quaresma perguntasse alguma coisa.
Inventa alguma coisa aí. O Mateus, o
Ismael, inventa alguma pergunta aí,
Ismael, pensa em alguma coisa. Deixa eu
ver mais alguém aqui. Deixa eu ver aqui.
Aqui atrás. Aqui não. Por o João também.
João,
vocês estão vendo que que eu penso que é
inteligente aqui nessa igreja, né?
O Everton. Queria muito que o Everton
perguntasse alguma coisa. Então, inventa
alguma coisa? Não, não quero saber.
inventa alguma coisa, tá bom? Tá. Vamos
começar então. Ô, Dr. Thago, por
gentileza.
>> Oi, Som. Muito boa noite. É sempre uma
alegria para mim estar aqui na Homens
Fortes e eu realmente
tenho em muita conta esse grupo,
porque nós precisamos fazer com que o
cristianismo
saia da igreja.
Não fique só da porta da igreja para
dentro.
Cristianismo precisa estar na cidade,
na escola,
no trabalho.
E isso passa muito pelo papel do homem.
Tem uma obra que eu recomendo vocês
lerem que não é do Tokiville,
que é uma era secular do Charles Taylor,
publicado pela pela Unicinos, pela
editora da Unicinos, em que ele
demonstra o processo de secularização
que aconteceu na Europa, mas no início
da obra ele traz
o cenário que nós tínhamos na Europa no
século XV,
16
em diante, em que todos
eram cristãos.
Por isso que chamava-se de cristandade,
porque todos eram cristãos.
E por todos serem cristãos, eles não,
por exemplo, não cabiam na igreja,
porque toda a cidade era cristã, então
não tinha como nem entrar na igreja. O
valor do livro que tá agora.
>> Nossa,
é uma
>> 2100. Ele acha que tá na presbiteriana
ou na luterana?
>> É, não, eu paguei essa obra R$ 200. Deve
tá que deve tá fora de fora de
>> mas retornando aqui em que todos eram
cristãos. Qual foi o efeito disso?
O efeito foi o relaxamento.
O relaxamento.
As pessoas começaram a viver a sua vida.
Olha,
crente mesmo é o padre, é o clero, é o
que tá na igreja. Eu vou lá uma vez por
ano, me confesso
e me resolvo. Porque não tem como eu
estar sempre na igreja, até porque eu
não caibo na igreja.
E esse processo gerou o que nós chamamos
de secularização.
Porque
como é que eu vou ser crente se eu não
consigo nem participar da vida da
igreja?
Mas você precisa ser crente, na verdade,
fora da vida da igreja, além da vida da
igreja. E aí, nesse movimento, nasce,
nesse momento, melhor dizendo, nasce a
reforma protestante com vários
movimentos dentro da reforma. E um dos
motivos era esse. Olha, a vida com Deus
não é só para o clero, não é só para
aquelas pessoas que que são separadas.
A vida com Deus é para todos. Por que
que eu tô trazendo isso? Porque
movimentos como esse em que
os homens entendem que o homem cristão é
aquele que honra a sua palavra, é aquele
que cuida da sua esposa, que protege
seus filhos,
que defende
o órfão, a viúva. Agora eu vou falar de
Tokiville. Tokiville disse que uma coisa
que ele achava impressionante nos
Estados Unidos, que ele ficava sentado
na frente de um Shalum vendo as coisas
acontecerem, é que se tinha uma idosa
atravessando a rua, os homens brigavam
para ver quem ia ajudar a idosa
atravessar a rua. E ele dizia: "Na
França a idosa era atropelada umas cinco
vezes pela carroça
nos Estados Unidos os caras brigavam:
"Não, agora vou eu que vou ajudar a
velinha".
Então, esses movimentos aqui são aquecem
meu coração e nós precisamos,
e aqui fica uma um desafio, não é? Nós
precisamos
gerar mais jacks.
Nós precisamos gerar lideranças
que saiam daqui e vão para outros
lugares fazer o que o Jack está fazendo
aqui.
que nós precisamos,
como diria o governador do Ramiro,
Olívio Dutra,
espraiar o que está acontecendo aqui.
Por quê?
Porque a nossa sociedade é formada por
homens e mulheres.
E porque isso aqui não está acontecendo
no Brasil? Nós temos, por exemplo,
muitos psicólogos
que se apoderam do poder
nas autarqui, na autarquia do Conselho
Federal de Psicologia e também nas
autarquias estaduais
e imprimem lá o que elas entendem como
certo para poderem se perpetuar naquele
lugar.
E aí eu entro no assunto dos psicólogos
hoje no Brasil, hoje não, desde 2000
2023
existe uma resolução que obriga os
psicólogos
a não, entre outras coisas, a não se
apresentarem como religioso.
Tá sim o texto da lei, mas a gente sabe
que que que essa resolução é direcionada
aos evangélicos e aos católicos. Porque
eu não vi, e eu ando, gente, por esse
Brasil inteiro, alguns aqui me conhecem,
eu não vi nenhuma denúncia contra um
psicólogo de matriz afro,
mas eu conheço de muitos processos de
até de cassação de psicólogos.
que se apresentavam como cristãos.
Inclusive, eu sou advogado de alguns
em situações.
Vou vou dar dois casos para vocês. Um
caso, uma pastora.
E aqui a gente não vai entrar se pode
ser pastor, se não pode ser pastor. Isso
aí, como diria CS LS, é o problema de
cada quarto. Resolve no quarto. Nós
estamos agora na sala, né? A sala é o
ambiente comum.
A pastora então tá pregando na sua
igreja,
não na sua igreja não, numa outra
igreja. E aí ela tá com o com aquele
PowerPoint apresentando ali, que eu não
gosto de usar aquilo, mas agora cada vez
usando mais.
Fala e vai trocando ali. E a última
lâmina,
veja como eu sou antigo, né? Lâmina.
>> A última lâmina. Sensacional. Eu sou,
como eu sou vintage, né? Eu sou vintage,
eu sou raiz. Então a última lâmina,
eu faço isso quando eu uso PowerPoint,
que também revela alguma coisa, né? Eh,
porque agora as moderninhas, eu uso
canvas,
canvas. Canvas.
Eh, ela colocou o e-mail, o telefone
dela e o e-mail e o e-mail dela tava
assim: psique
underline
cristã@hotmail.com.br.
br. Ela foi, ela está sendo processada
disciplinarmente
porque ela misturou psicologia com
religião.
>> Que visão religiosa essa da
do núcleo de psicologia, né? Isso é
religiosidade
e só pode adorar o Deus dele, né? Que
loucura. Um outro caso,
mas são tantos casos assim que que que é
lamentável, mas tem casos de de
psicólogo que colocou no seu Instagram
um outro caso da Isabela.
Ela nas suas redes sociais tem fotos
dela no em culto e tem versículos
bíblicos.
Tem pessoas que gostam, né, de colocar
versículos bíblicos em grupo e e na no
Instagram. Então, tinha vários posts de
versículos bíblicos. E aí na B ela se
apresenta psicóloga Isabela, não vou
dizer o sobrenome.
Que que aconteceu com ela? Tá sendo
processada pelo Conselho de Psicologia
porque ela está colocando a religião no
no Instagram, que é um Instagram
profissional, porque na B psicóloga
fulana de tal.
Eh,
e também tem situações envolvendo
católicos que
que tinham uma imagem de Maria no
consultório e aí tirou uma foto e
apareceu a imagem. Então, também não
pode, né? Eh,
mas uma pergunta, o psicólogo
puto, psicólogo queir, psicólogo [ __ ]
eles eles se anunciam assim? Eh, eu vou
dizer assim, eu eu como eu falei, né, um
psicólogo de eu não vi nenhum psicólogo
de matriz africana que usa guia de
contas recebendoum alguma intimação. Não
vi nenhuma reclamação, não vi
absolutamente nada sobre isso, que o
Idafro inclusive é bem atuante, não vi
ninguém reclamando, eh, nada,
absolutamente nada. Então, pessoal, eu
não preciso nem ficar falando muito de
liberdade religiosa aqui, porque vocês
já ouviram bastante. Eu acho que eu, o
Jack falar sobre isso e até porque essa
situação é elementar. Eu quando nós
ingressamos com a ação, esse essa ação,
nós entramos direto no STF
em parceria com o Partido Novo. Na época
eu liguei pro presidente do partido que
é o Eduardo Ribeiro, é presidente até
hoje, e disse: "Eduardo, eu acho que é
interessante nós entrarmos com essa
ação. Eu acho que é importante o novo
estar nisso, porque eh pode existir uma
discussão sobre a legitimidade do IBDR,
então até por uma questão processual e
técnica é ser interessante o Partido
Novo entrar junto, porque daí não tem
como como eh extinguir ação por falta de
legitimidade. O Partido Novo aceitou,
entrou junto com a ação e eu me lembro
que eu fui despachar
com o procuradorgal da República, o Dr.
para Augusto Aras.
Ele ele tava no final do mandato dele,
não sabia se ele se ia renovar ou não. E
no STF, na parte de trás do STF, tem o
que chama-se de salão branco, que é onde
os ministros recebem autoridades e
advogados para conversar. E aí eu,
naquele salão branco, eu conversei com o
Dr. Aras. Eu tô contando isso porque
quando ele sentou na minha frente,
ele tava com com um terno e tinha um uma
cruz assim na lapela do terno. Aí eu
perguntei para ele, Dr. Aras, por acaso
o senhor tem formação também em
psicologia? O senhor é psicólogo?
Aí eu fou para mim, não. Por que eu tô
fazendo essa pergunta? Não, porque se o
senhor fosse psicólogo, o senhor estaria
incorrendo numa infração
éticodisciplinar
por estar usando um PIM com crucifixo na
lapela.
Aí não, mas isso não é verdade. Isso é
verdade. Resolução 007/2013,
artigo terº, inciso 5º
>> 2013 ou 202.
>> 2023, desculpe. 2023, artigo terº,
inciso 5º. Mas isso é um absurdo. Não
sei o quê. Sobre o que tu quer
despachar? Eu não preciso mais despachar
que o senhor é só sobre isso.
Não preciso mais falar mais nada, né? Já
tá despachado, né? Então, gente, eh,
ser,
vou fazer uma outra pergunta aqui.
Quando alguém pergunta para você, qual é
a sua religião, o que que você diz?
Alguém diz assim, a frase completa.
>> Eu falo que eu sou evangélico.
>> Fala no microfone aí. Eu falo que eu sou
evangélico. Eu sou,
eu sou.
Ou seja, tem a ver com a minha essência.
Eu não estou evangélico.
Eu não visto um casaco de evangélico. Eu
sou evangélico. Quando perguntaram para
vocês, vocês falaram como Jack? Já
fizeram essa pergunta, né? Qual a
religião de vocês? Como é que vocês
falem? Eu sou, eu sou Batista. Ele disse
aqui agora a pouco: "Eu sou luterano".
Porque isso, a religião guarda relação
com a com a nossa existência.
Por isso que a Constituição diz no
artigo 5º, inciso 6º, que a liberdade de
consciência e de crença é alguém sabe
>> inviolável.
É absoluto.
Ninguém, nem a minha falecida mãe com a
chinela
pode me obrigar a ser ou a não ser
evangélico.
Absolutamente ninguém. Se nem a minha
mãe pode, muito menos o estado e muito
menos o Conselho Federal de Psicologia.
Essa ação caiu
com o excelentíssimo senhor doutor
ministro Alexandre de Morais.
>> Calma, respira.
>> Ai,
>> só uma pergunta rápida de quem não de
Leigo não entende, né? Esse conselho,
então, não é um conselho, uma
organização privada de de pessoas que
são psicólogos e se reúnem para fechar
um conselho. Isso é algo do estado,
mais ou menos. Eh, eh, as autarquias
profissionais, elas têm um status
constitucional de
de
importância,
de utilidade pública, mas elas não são
parte do Estado.
Eh, assim como os cartórios,
o registro de móveis, o
tabelonato de notas tem uma natureza
híbrida.
uma concessão.
>> É, não é uma concessão porque não existe
um contrato, mas é uma concessão
constitucional, digamos assim,
>> tem um reconhecimento.
>> É uma concessão da Constituição, porque
a concessão é um contrato
administrativo, mas pode-se usar essa
essa terminologia para entender melhor.
A Constituição diz: "Olha, os conselhos
profissionais não integram o Estado, a
administração pública, mas eles são
públicos e tem algumas prerrogativas
próprias, inclusive
>> próprias que estão na Constituição, a
OAB,
>> como a OAB, todos os conselhos, Federal
de Medicina, Conselho Federal de
Medicina, de Psicologia, o Quem nunca
ouviu falar do CREA? O CREA, né?
Mas um um determinado grupo de
psicólogos cristãos, por exemplo,
poderia se juntar e montar uma um outro
conceito? Não, não,
>> não seria reconhecido pelo estado.
>> Não. Existem, existe um grupo que
chama-se conselho de psicólogo e
psiquiatras cristãos, que é o CPPC,
que inclusive o pai do Jean faz parte,
inclusive a gente tem conversado
bastante por causa dessa ação, só que aí
é uma associação privada como o IBDR,
não é? Mas os cristãos poderiam disputar
isso que por isso que eu falei disputar
a presidência do conselho.
>> Por isso que eu falei sobre Charles
Taylor e uma ela secular.
Nós precisamos participar da vida
pública. E porque nós não participamos
da vida pública
pessoas que querem o fim da civilização
ocidental como ela se como ela foi
construída,
invadem esses espaços, assumem esses
espaços, tomam esses espaços e o
Conselho Federal de Psicologia
é liderado por pessoas que têm a sua
cosmovisão do mundo de mundo, que tem o
direito de ter a sua cosmovisão de
mundo. Só que eu não entendo como essas
pessoas num país majoritariamente
cristão estão lá sobre ponto de vista
numérico,
>> tá?
>> Por quê? Porque nós não participamos do
processo,
porque essas pessoas, essa liderança,
ela é votada,
escolhida pelos psicólogos,
entendeu?
Assim como a AOAB nacional é uma
vergonha também com relação aos
desmandos do Supremo Tribunal Federal. A
OAB do Rio Grande do Sul até tem se
saído bem nesse quesito porque tem feito
voz e frente ao que tá acontecendo lá em
cima.
>> É que que tem macho, né? Na OAB daqui
tem macho.
>> Pois é. Lá em cima. E lá em cima, além
de não ser macho, tem um rabo bem preso,
né? E assim, dos conselhos federais, o o
que tem um um uma atuação que
corresponde ao Brasil profundo é o
Conselho Federal de Medicina, tá? Os
outros geralmente são complicados.
O
>> pessoal assim, talvez,
cara, tu imagina tua filha faz uma
faculdade de psicologia,
né, cara? E ah, mas se eu sou contra, a
favor. A questão não é essa. Isso é
questão do quarto. Como disse o Dr.
Vieira aqui. Mesma coisa. mulher
pregando se é errado. Essa não é a
questão.
Se tu acha mulher errado pregando, se tu
é a favor, a gente resolve
teologicamente isso.
Não o estado.
Se tu é, se tu é, por exemplo, tu pode
muito bem
ter o hoje em dia, assim, o jeito que a
psicologia tá indo, tem um,
Isso é uma coisa, isso é um departamento
da tua cabeça, pum. Mas tem uma outra
coisa que a pessoa tem que ter, o estado
não pode ter o poder para tirar um
cristão desse meio.
E está acontecendo.
Aí eu pergunto para vocês assim, se nós
com a maioria que temos isso já ocorre,
vocês imaginem daqui se tivermos um
declínio,
né, o crescimento do islamismo ou enfim,
cara, eles vão botar a gente para puxar.
Alguém pode pedir pro abençoado que tá
com aspirador aí aspirar?
>> Não, não. É que a gente tá fazendo
dinheiro.
>> Ah, é porque
já tava orando os salmos dinheiro, mas é
dinheiro
>> precatório. Isso aí
>> é que a gente tá lavando o carro ali. Se
tu quiser a gente lava o teu carro
também. 50 pila [risadas]
para ti que
>> com quanto tempo ele ele demora ali que
eu que eu de repente eu
>> ó ele
>> só para não ficar ouvindo o barulho.
>> Negócio é negócio.
>> É,
>> já fala ali pro guri, pros guri desligar
ali dois carros já aqui,
>> gente. Assim, ó, vejam a importância do
que a gente tá vivendo aqui na Homens
Fortes. E se nós replicarmos isso,
a maioria
cristã, Conselho Federal de Psicologia,
tomada por pessoas que tudo indica, que
odeiam o cristianismo.
Nós ingressamos com essa ação e você
sabe o que o Conselho Federal de
Psicologia disse?
que nós estávamos ingressando com uma
ação para defender a cura gay.
Nesse artigo terceiro, tem um inciso
referente à cura gay. Esse inciso não
foi atacado por nós. Nós não falamos
nesse inciso. Nós não falamos
absolutamente nada sobre cura gay. O que
que eles disseram? que nós estávamos
entrando com ação para pela cura gay,
para criar na mídia um movimento
de repulsa contra nós.
Mentira, narrativas,
pessoas mal intencionadas.
E é contra isso que nós lutamos.
Alexandre de Moraes
eh
recebeu a nossa ação,
distribuiu nossa ação pro julgamento
virtual, ou seja, para quem fosse
julgado de forma virtual. Um processo
dessa importância, sem ninguém ver,
entregou o voto dele péssimo,
péssimo. E aí o ministro Edson Faquim,
na época nem era presidente,
pediu vistas. Pediu destaque, doutor.
Pediu destaque. Pediu destaque, não foi?
>> Pediu destaque. Isso. Pediu destaque,
tirou do julgamento virtual
>> e depois
ele então pautou pro julgamento
presencial e o processo foi pautado por
dia 30 de setembro agora para ser
julgado no plenário do Supremo Tribunal
Federal, eh onde eu iria fazer
sustentação oral. Tô com passagem
comprada, tudo certinho para ir para
Brasília. Aí hoje, hoje eu fui
surpreendido que o processo foi retirado
de julgamento e não será julgado.
>> Claro, El. Claro. Não querem fazer antes
da eleição e fora a confusão que tá lá
em cima também, né?
>> É. Então o processo não será julgado.
>> Vai ser quando?
>> Só Deus e o Só Deus e o ministro Faquim
sabe.
>> E a aplicabilidade desse entendimento do
conselho já
>> continua. Eles estão processando todo
mundo e o a resolução tá em vigor.
>> Mas isso não é anticonstitucional.
>> Isso é isso é inconstitucional.
>> Mas que constituição, pastor Jack?
>> Mas mas não era pro Mas
>> o o certo, o ó no mundo ideal, então
>> o certo seria quando o conselho faz
isso, o Supremo declara isso
inconstitucional. Seria o certo ou não?
Não. Eh, quando o Conselho Federal, como
qualquer Conselho, tem prerrogativa,
e aí vem essa situação que eu tava
explicando para ele, por ser uma um ente
híbrido, de emitir essas resolução
resoluções que são leis eh para os
profissionais daquela categoria.
Alguém tem que entrar na justiça
para provocar a justiça para que então a
justiça diga que é inconstitucional. A
justiça não pode agir de ofício,
entendeu?
de ADI, entrou com uma ADI.
>> É, e para que tenha valor para todos,
porque se eu entro com uma ação, ela só
vale para mim o resultado, entendeu? Aí
eu vou ser um psicólogo, o judiciário
diz que eu posso usar meu crucifixo,
vale só para mim. O que que o IBDR fez?
Nós entramos com uma ação direto no
Supremo, que chama-se ação direta de
constitucionalidade, porque daí o
resultado dela vale para todos.
encascado
>> é como se fosse uma lei. Eh, quando nós
entramos com essa ação, eu pedi uma
liminar para que liminar, porque é tão
absurdo essa resolução que eu pedi uma
liminar para que liminarmente essa
resolução fosse cancelada e o ministro
Alexandre não deu a liminar. Então, se
ele tivesse dado daí não teria
aplicação, mas ele não deu a liminar.
A gente tem várias constituições, na
verdade, no país. Tudo isso que tá
acontecendo agora, até eu vou vou contar
uma uma história para vocês aqui que é
interessante para tentar entender como é
que a gente chegou no momento que a
gente tá.
Quando aconteceu aquela desgraça na
Segunda Guerra Mundial e logo os aliados
venceram a Segunda Guerra e a Alemanha
se rende, teve o famoso julgamento de
Nuremberg. até virou filme, né, mais um
filme recente agora, bem bem bem
montado, inclusive o filme é bom o
filme, tá? Que fala lá sobre o Geering e
tal. Ah, inclusive com psiquiatra, né,
com o médico psiquiatra e as relações
que eles acabaram tendo. O julgamento de
Nuremberg acabou apresentando pro mundo
aquelas atrocidades que aconteceram
durante o período da Segunda Guerra. E
uma resposta era muito comum de todos os
oficiais nazistas. Olha, nós estávamos
seguindo a lei.
De fato, pela lei do terceiro Rich,
aqueles oficiais estavam cumprindo
aquilo que estava estritamente previsto
na lei.
E o mundo ali buscando não apenas
respostas, não apenas esclarecer tudo
que aconteceu, mas de alguma forma
penalizar as pessoas por aquela
atrocidade que cometeram.
se criou ali um instrumento de uma um
direito natural, né, de algo acima das
leis,
>> né? Isso é muito importante, né? O do
direito natural, algo acima das leis,
né? o direito, alguns chamam, é, alguns
chamam de direito divino, enfim, mas, ã,
princípios e valores, um conjunto de
princípios e valores que não precisa
estar escrito na lei de determinada
nação, mas que devem reger os homens,
respeito à vida, respeito ao próximo,
né, a própria questão da liberdade de
expressão, de opinião.
E aquilo acabou servindo para condenar,
dizendo o seguinte: "Mesmo que tu
estivesse cumprindo a lei, tu está
fazendo um crime contra a humanidade,
né? Um crime contra os homens, contra o
ser humano, né?"
A partir do julgamento de Nuremberg, se
começou a ter uma série de teses
jurídicas e de juristas no mundo inteiro
e aqui, especialmente no Brasil, em
Porto Alegre, nós tivemos como
resultado, décadas depois desse
processo, o que chamam de
neoconstitucionalismo, correto? Né? Aqui
é uma interpretação
da nossa Constituição, uma série de
conjuntos de princípios e valores que se
colocaram dentro da Constituição que são
imutáveis ou deveriam ser imutáveis
e que eles estão acima de qualquer outro
tipo de artigo, de norma, tanto
constitucional quanto
infraconstitucional, de outros tipos de
de legislação.
E aí, meus amigos, aquilo que Lá serviu
para proteger a humanidade, proteger os
homens, proteger a nossa dignidade,
hoje, por incrível que pareça, se voltou
contra nós, porque foi criada uma
aberração que essa Constituição de 88,
com tantos princípios constitucionais,
tantos valores ali dentro, que a bem da
verdade tu pode interpretar ela da forma
que tu quiser. Tu pode, dependendo do do
campo ideológico, inclusive divisão
religiosa, qualquer qualquer
absolutamente qualquer tipo de pessoa
pode interpretar a Constituição ou dizer
que um princípio está acima do outro.
Aqui o Thiago pode dar uma aula, um
seminário de três dias sobre isso, mas o
fato é que nós começamos com esses
ministros que aí estão e essa
magistratura que aí está, a gente
começou a ter uma série de princípios
que começaram a ser relativizados, entre
eles, por exemplo, a imunidade
parlamentar, né? né? E por unidade
parlamentar numa democracia talvez seja,
se não for o principal, é um dos
principais pilares de uma democracia.
Porque até mesmo para que a sociedade
possa se atualizar e se a sociedade
quiser se atualizar e mudar suas leis ou
até mudar sua própria constituição,
dizer, vamos fazer um novo pacto dentro
da nossa nação, precisa que políticos
levantem a sua voz e questionem
inclusive aquilo que está vigente.
Agora, se eu não posso questionar aquilo
que está vigente, se eu não posso
questionar a existência inclusive de
determinadas figuras ou ou de
instituições ou até mesmo a forma como
nós votamos,
que tipo de democracia é essa? E aí a
gente vem vendo um ataque à nossa
Constituição e a criação, na verdade, de
diversas constituições de acordo com a
cabeça do ministro, do juiz e com a cara
do cliente, né? O que o Thiago enfrenta
nesse processo, enfrenta outros também,
é a realidade que nós temos visto. A
minha imunidade parlamentar não existe
mais. Eu não tenho liberdade para falar
o que está escrito na Constituição que
eu tenho, né? Tudo bem que às vezes eu
me excedo. Jack, tu também te acede um
pouco. Eu também me cedo. Quando eu
chamei um juiz de bosta dentro da Câmara
de Vereadores, né?
>> Ele era
>> era.
>> Então tá, então tá falando a verdade. Se
não chamar é falso testemunho.
>> Na na minha avaliação ele era, né?
naquele momento, obviamente, meu sangue
ferveu e de fato ali me parecia. Agora
vocês vejam, né? Eh, tudo bem, eu
excedi, falei um palavrão, mas até mesmo
as maiores absurdos podem ser ditos por
um parlamentar ou deveriam ser ditos por
um parlamentar, né? Fora isso, a gente
tem uma série de outras questões. Eu
respondo 16 processos, pessoal. 16.
>> Todos pela palavra.
>> Nenhum por ser ladrão. Todos por teu
opinião.
>> Todos pela palavra.
>> Todos pela palavra. 16 processos. O
pessoal ainda fala assim: "Bah, Ramiro,
eu gosto do teu trabalho". Eu digo: "É
porque tu não conhece meu advogado, né?
Os os meus advogados, né? O Thigo é um
deles, inclusive, né? Porque a gente eh
precisa acabar buscando e se recorrendo
nos amigos. Porque não pensem que o
partido paga advogado, não pensa que que
não lá. Evidentemente que não.
Evidentemente que não.
>> O novo não paga.
>> Não paga.
>> Ô, tu tá me sacaneando esse som aqui,
hein? Ah,
>> cara, falou, o cara vai na minha casa.
Aí,
>> mas esse não é o problema. O problema é
não poder falar e ser e quando fala ser
processado. Por isso são inúmeros os
casos, pessoal. Esse é o mais
esdrúchulo, talvez, até porque eu eu me
passei mesmo, falei demais. Mas tem
casos como foi aquele da CUT, que é um
absurdo também. Quando eu denunciei o
Supremo Tribunal Federal tinha retomado
o imposto sindical, que o Lula tentou
criar o Congresso disse não, e o
Supremo, seu Alexandre de Moraes,
inclusive numa canetada restabeleceu o
imposto sindical. E eu disse que o STF
tava fazendo o jogo sujo do PT para
fazer com que os sindicatos voltassem a
botar a mão no bolso do trabalhador,
meter a mão no próprio colega para que
sindicalista ficasse andando de carrão e
que o trabalhador poderia manifestar sua
carta de oposição. Eu fui processado
pela CUT e pelo CTB dentro da Justiça do
Trabalho por atuante sindical. Eu não
sou empregador, eu sou um parlamentar
explicando pra população o que estava
acontecendo e obviamente com a minha
visão de mundo e aquilo que eu quero pro
meu país. E aí na na justiça do
trabalho, na primeira instância, eu fui
condenado a R$ 50.000 em dano moral
paraa CUT. E o juiz ainda disse que eu
deveria nas minhas redes sociais fazer
uma série de publicações contando como
os sindicatos são maravilhosos e eles
que determinam a que salvam a
democracia, né?
conseguimos depois no TRT aqui da quarta
região, né, fazer o anular esse
processo, mas agora ele subiu para
Brasília. Nós conversamos sobre isso,
inclusive, e o meu caso pode ser um caso
de repercussão geral, ou seja, o meu
caso pode determinar se um político, um
influenciador, um formador de opinião,
um jornalista pode ou não criticar o
sindicato e se poderá ser penalizado por
isso. Isso é democracia. Isso não é
democracia, isso é um grupo, um
consórcio que se formou, cada um com
seus interesses umbilicais, cada um com
seus desejos e com seus bolsos e
contratos recheados para poder continuar
no poder e calar aqueles que ousam
levantar voz, tá?
Eh, esse nesse nessa história que o
Ramiro começou pelo nazismo, eu começo
um pouco antes e eu quero contar para
vocês rapidamente.
Quando nós temos esse processo que eu
contei para vocês, o século XI, 14, 15
da cristandade, a reforma protestante
vem e quebra a cristandade. Então, não
existe mais a cristandade, mas existe
reinos e cada reino tem a sua religião.
E a coisa começa a funcionar
razoavelmente bem.
Quando nós chegamos na revolução
francesa, quando nós chegamos no século
XVI,
um pouco antes da Revolução Francesa,
tem alguns filósofos que são chamados de
iluministas
que começam a escrever e ensinar que nós
não evoluímos e não florescemos enquanto
sociedade por culpa da religião cristã.
Ô Thaago, ô Thago, é que assim, ó, seria
muito importante que tu desse um um uma
visão panorâmica de dois minutos o que é
a Revolução Francesa. Isso eu vou falar
então esses iluministas como eh
Voltaire,
ã, Benton,
Augusto Conte e outros começaram então a
ensinar que a igreja cristã era o grande
problema da humanidade. Isso na França,
na Inglaterra também tem iluministas
ingleses, mas eles dizem: "Não, a igreja
não é o problema". Aí tem, vocês
conhecem, ouviu falar de Edmundo Burk,
que diz que a religião não era o
problema e tal, mas eu quero focar na
revolução francesa. Então, se a religião
é o problema, nós precisamos tirar a
religião do espaço público. Por quê?
Porque a religião ela sempre teve,
inclusive depois da da reforma
protestante, ela sempre teve um acento
na ágora, ou seja, ela sempre
influenciou, ela sempre foi uma
protagonista
nas decisões do rumos da cidade,
inclusive antes de Cristo, na Grécia, na
Mesopotâmia, no Egito, as primeiras
civilizações,
sempre a religião não ocupou um espaço
de protagonista.
Os iluministas disseram que esse era o
problema da humanidade. A religião tinha
que ser renegada
para muito longe do centro de
influência.
Nisso estora a Revolução Francesa com a
intenção de quebrar com os estamentos. A
França era dividida em nobreza, clero e
burguesia. Então, os jacobinos vencem os
girondinos
e fazem a revolução para quebrar os
estamentos e a e a sociedade francesa
ter apenas um instamento que era o
instamento do povo. Com a bandeira então
da fraternidade, liberdade e igualdade,
eles matam todas as pessoas que
discordam deles na Bastilha,
inclusive os padres que não abrem mão
das suas paróquias. Por quê? Porque o
Maximilian Robespierre, que era o líder
da Revolução Francesa,
percebe que o ser humano precisa da
religiosidade.
Então, ele funda a Igreja constitucional
da França, que é a igreja secular.
E para isso ele precisa de templos.
Então eles saqueiam os templos católicos
e onde era um templo católico se torna
um templo da deusa razão. E quem é o
oficiante desse templo? O padre. Então
ele diz: "Ó padre, agora tu vai ser
oficiante da deusa razão. Tu não
concorda? Guigotina.
Mais de 200 padres perderam a cabeça na
guigotina de 200 paróquias. Ou seja,
praticamente nenhum se rendeu a isso. E
com isso, então, a religião foi expulsa
do espaço público.
Se a religião é expulsa do do espaço
público, algo ocupa o seu lugar, porque
o poder não deixa vácuo, algo ocupa o
seu lugar. E aí se muda o mindset das
pessoas. Ou seja, as pessoas param de
perguntar por que elas estão ali, por
que que eu nasci? Por que que eu estou
no mundo? O que que eu preciso fazer
para se perguntar o que o Estado tem que
fazer para mim?
Então, Deus sai do centro e o Estado e o
ser humano vão pro centro. Primeiro o
ser humano vai pro centro, que é o
humanismo,
e depois o estado vai pro centro com a
Revolução Francesa. Bom, Maximili
Robespierre é guilhotinado na mesma
guilhotina que ele inventou.
A França não aguentava mais entrega o
poder para um dos generais da Revolução
Francesa chamado Napoleão Bonaparte na
na no golpe de 13 de Brumário em 1799.
Napoleão assume a França e qual que é a
primeira coisa que ele faz? As pazes com
a igreja.
Ele faz as pazes com a igreja. Só que
ali o estrago já tinha acontecido.
Por quê? Porque esses iluministas são as
pessoas que dominam as universidades.
Quem é que criou as universidades? Nós
nós criamos a universidades, aí é uma
outra história. Eles dominam as
universidades e as novas gerações dos
franceses e não só dos franceses, dos
belgas e de toda aquela Europa que bebe
da França, que não é pouco, que bebe da
França, começam então a formar uma nova
uma nova ideia de mundo, que é a ideia
positivista. E agora eu vou chegar no no
que o Ramiro disse. No positivismo o que
importa é a vontade da maioria,
desde que positivada em lei. John Lock
diz que não é bem assim lá na
Inglaterra. E na Inglaterra isso não
acontece.
Mas agora em praticamente toda a Europa,
o positivismo toma conta e o que importa
é a vontade da maioria positivada em
lei. Se a lei diz que um cigano tem que
ser morto por ser cigano, é a lei.
Porque sedlex duralex.
Sedlex duralex é um termo em latim usado
por positivistas.
Porque a igreja
tem que sair fora. Direito divino é
coisa de Carola. Direito natural é coisa
de Carola. Porque quem inventou a ideia
de direito natural foi um Carola chamado
Tomás Jaquino.
Então isso é coisa de Carola.
Nós somos evoluídos.
Nós somos senhores do nosso destino.
Então nós criamos a lei. O que que
acontece?
Primeiro, a revolução russa.
Não é nem o nazismo. Primeira contece a
revolução russa.
Dezenas de milhões morrem na revolução
russa. Depois acontece a revolução
chinesa com mal setungue antes da
segunda da Segunda Guerra.
Milhões morrem.
Aí acontece a Segunda Guerra. Chega o
momento que as que a população diz o
seguinte: "Nós não aguentamos mais isso.
Nós precisamos de algo que que é maior
do que nós, que está fora de nós." Aí
eles se lembram da igreja,
se lembram da igreja,
se lembram da fé cristã.
e um e dois filósofos
que viviam em mosteiros
chamado Renê Cassan e Jaque Maritã
dizem o seguinte: "Pera aí, nós
precisamos do decálogo, nós precisamos
dos 10 mandamentos, que é uma lei
perfeita, porque foi entregue por Deus
para nós. Deus que criou o mundo, Deus
que criou a ordem universal, que é algo
mais perfeito que a ordem universal.
Toquei Vig dizia que eu sei as a eu sei
o circuito dos astros por causa que foi
Deus que os traçou
e ele é perfeito. Então o que que
acontece? Já que Maritan, Renê Cassan se
reúne com o presidente Roosveld e com a
esposa de Roosveld. Ele Rosveld, se eu
não me engano, Elanor, é isso, né?
Eleanor Rooseveld. E ela capitaneia
então uma declaração universal para que
as nações assinassem e nunca mais
fizesse o que foi feito na revolução
russa, na revolução chinesa, na
revolução otomana.
Tudo fruto do positivismo.
Se reúnem,
assinam a Declaração Universal dos
Direitos Humanos, acabam com a Liga das
Nações, que a Liga das Nações deu
errada, porque é o fruto de um
positivismo e criam a as Nações Unidas.
Bom, terminando já a minha a minha
rápida história, eh, criam as Nações
Unidas,
já que Maritã na obra O homem e o
Estado, também é uma obra dessa que deve
estar uns R$ 2.000, na obra Homem
Estado, já que Marritan diz o seguinte:
"No começo da obra, eu tenho essa obra
lá, paguei R$ 50, as áreas de vocês."
Eh, ele diz o seguinte: "Olha,
nós, depois que nós escrevemos a
Declaração
Universal dos Direitos do Homem,
baseada toda nos 10 mandamentos,
nós enviamos para todos os líderes
religiosos e estatais das nações e
perguntamos para eles: "Vocês concordam
que esses são direitos inalienáveis que
nós não podemos abrir mão sobre forma
nenhuma De forma nenhuma. Apenas cinco
nações recusaram.
Quatro comunista e uma árabe.
Não é quatro comunista e uma árabe.
Todas as outras concordaram. Aí o Jaque
Maritã diz na obra, sabe qual foi o
nosso segredo? Nós não dissemos que veio
dos 10 mandamentos
agora. E conta isso em 1960.
já tinha passado 12 anos disso.
E aí a declaração foi assinada,
o retorno ao direito natural. Aí vem a
história do do a história aqui do nosso
querido Ramiro. Só que acontece o
seguinte, vem o Concílio Vaticano II e o
Concílio Vaticano abre demais.
>> Abre demais.
E aí nós começamos a viver sobre o ponto
de vista da Igreja Católica, que sempre
foi um bastião, quer vocês queiram, não
queiram, não gosto, não gosto, problema
de vocês. A verdade é essa. Como a
Igreja Católica sempre foi um bastião a
de de de força para a civilização
ocidental, com Concílios Vaticano II,
ela relaxa.
E do nosso
>> fraquejou e do nosso lado nós somos
erroelas.
Por quê? Porque nós evangélicos
aceitamos o que a Revolução Francesa
disse e não saímos mais das vilas
e não queríamos mais influenciar a
política. Porque nós começamos desde a
Revolução Francesa a ser o quê? Contra a
cultura. A cultura é do diabo. A cultura
é do demônio. Jogar futebol é do
demônio. O rádio é do demônio. Tudo é do
demônio. Mas tem uns que jogam o
futebol, é parece o demônio mesmo.
>> Ah, isso tem. Então é tudo do demônio.
Então como tudo é do demônio, eu não
quero saber de nada que não seja igreja.
Isso nasce com o pietismo alemão por uma
por uma resposta ao nominalismo da
reforma, mas isso cria laços cada vez
maiores, incentivado pelo positivismo,
porque os caras tinham medo dos
positivistas. E isso invade o Brasil de
uma forma que evangélico dizia que,
gente, eu não sei aqui quem é evangélico
há muito tempo. Eu fui evangélico na
década de 80. Eu era agente secreto,
porque se soubesse que eu era evangélico
na escola, eu tava lascado.
Eu tava lascado. Eu me lembro que eu ia
na igreja na Assembleia de Deus, que foi
uma bção na minha vida, mas eu me lembro
que quando o pastor ia batizar uma
criança, criança assim, 14 anos, o
pastor perguntava: "Tu nunca mais vai
jogar bolinha de good?
Sim ou não? Se tu dizer sim, eu te
batizo. Se não, tu não pode ser
batizado.
Aí eu dizia pra minha mãe: "Mãe, eu sou
muito bom na bolinha de good. Eu não vou
me batizar.
Quê, né, mãe? Eu não vou. Então,
futebol. Então, a minha mãe, a minha mãe
sempre foi pra frente do seu tempo.
Então, minha mãe é na praia. Minha mãe
usava biquíni, mas é escondido. Se as
irmãs soubessem que minha mãe na praia,
usava biquíni, era um problema,
entendeu? Eu sempre tive televisão em
casa, porque meu pai era católico.
Graças a Deus meu pai era católico.
Então eu sempre tive televisão em casa,
né? Mas quando [roncando] é que o crente
começou a entender que ele precisava
participar da política? Século XX,
gente, no início dos anos 2000.
E quando é que o católico viu que ele
tava lascado? Quando ele fez um senso? E
quem disse isso para mim foi católico
que vai todo dia na missa, coisa que a
gente não faz.
Qual é que é o evangélico aqui que vai
todo dia na missa também? Eu não faço
isso mesmo.
>> É o católico olha para mim e disse
assim: "Tiago, sabe quantos católicos
nós somos no Brasil? 5 milhões.
5 milhões. Essa conversa que nós somos
eh
>> a maioria,
>> sei lá,
>> 100 milhões
ou mais? Mais
>> são 200 milhões de habitantes, nós temos
80 e poucos por de cristãos, isso dá 160
milhões, nós temos 35 milhões de
>> 120 mais ou menos
>> essa história de 120 milhões de
católicos é balela. Nós somos de 5 a 10
milhões. Deu por quê? Porque católico é
aquele que vai na missa pelo menos duas,
três vezes por semana e se confessa todo
mês. Isso não existe. Por quê? porque a
gente relaxou totalmente. Agora os
católicos estão começando a fazer
missão, sabe aonde? Dentro deles mesmo.
Então esse é o processo que nós vivemos
agora de que o gigante acordou.
O gigante acordou. Hoje nós temos um
parlamentar aqui que é que diz aonde ele
vai que ele é luterano.
Nós temos outros parlamentares, como por
exemplo a a tua colega lá, a vereadora
Sabino, que diz que é evangélica, o teu
outro colega, o vereador Thiago Alberch,
que diz que é luterano. Agora as coisas
estão começando a acontecer, mas eu acho
que tá muito fraco ainda. Por isso que
eu vou repetir. Esse grupo aqui tem que
ir até lá na rua de homens. E quando ir
lá na rua que não couer mais aqui, o
Jack tem que dizer assim: "Ó, vê os
líderes e você vai morar lá em Bajé". E
vai fazer isso lá em Bajé.
Então é essa a minha oração. Falei
demais. Uma coisa, eh, assim, pessoal,
os efeitos, pra gente ter noção, assim,
a Revolução Francesa, o primeiro que o
primeiro revolucionário foi o diabo, né?
O conservadorismo ele, eu já te pedi
perdão por isso, né? O conservadorismo
ele é totalmente contra revoluções, né?
Pedir perdão. Quem me traz cofin, né?
>> Mas não, tu não foi lá em casa. Calma.
>> Primeiro que a gente trouxe Pepsi.
>> É, foi Pepsi. E não era KS, então fica
gelo assim, ó. Um um negócio. A
Revolução Francesa, eles tentaram,
pessoal, presta atenção, porque vocês
estão vendo os efeitos da Revolução
Francesa hoje. Se for no centro de Porto
Alegre, vê os efeitos da Revolução
Francesa na casa de vocês, em vocês, na
nossa forma de pensar. Só uma, só uma
parte. Tem uma coisa boa da Revolução,
que o pessoal diz que é da Revolução
Francesa, que é bom, que é cidadania.
>> Ó, ó, 2as da manhã começa que nem aqui,
ó.
>> Rapidinho, rapidinho.
>> Às 2 da manhã começa a elogiar o
Alexandre de Moraes. Você vê isso aí?
Advogado é assim, ele tem que fazer, ó,
advogado sempre tem que fazer uma
contraparte para mostrar que ele que ele
leu tudo. Não, não, não, não, mas
rapidinho, rapidinho.
>> Aí a Revolução Francesa gerou cidadania.
O que que é cidadania? O as os as
pessoas terem direitos de poder ser o
que quiserem. Mentira. Quem inventou
isso chama-se Martim Lutero.
Ah,
>> não,
>> não foi Revolução Francesa,
>> não é 2 da manhã ainda. Tá certo. Então,
voltando, eles tentaram restartar o
mundo. Eles tentaram contar a história a
partir da Revolução Francesa. Agora é
ano zero. Foi ou não foi? Vocês vocês
estão entendendo isso aqui, gente? Agora
é o ano zero. Não foi ali que eles
também mudaram a semana? Também tentaram
mudar a semana. mudar o o
>> Falei, falei, falei pro pessoal em casa
ouvir.
>> Eles tentaram mudar eh os meses e os
dias da semana. Fizeram isso, não
tentaram. Fizeram.
>> A semana ficou de 10 dias, parece
>> 10 dias. Só que como que
>> vocês tem noção, gente? Isso aqui, isso
aqui é muito sério. Eles tentaram
expurgar o cristianismo da semana,
porque a semana é com base no
cristianismo. Eu me lembro que eu eu
trabalhava e o meu chefe, ele chegou uma
vez, Ison o nome dele, e eu tava
trabalhando assim e ele pessoal, então
tá, ó, hoje segunda-feira, primeiro dia
da semana, eu levantei a mão. Só um
pouquinho assim, ó. Se o senhor falar
mais isso aí uma vez eu vou embora. Como
assim? Não, não, não. Segunda-feira é o
segundo dia da semana, a não ser que tu
seja pagão. Falei para ele e ele tá bom.
Segunda-feira, o segundo dia da semana.
>> Segunda.
>> Exato. Segunda-feira.
>> Exato. Então assim, a influência do
cristianismo e vou dizer uma coisa para
vocês. Eu preguei isso na série de
sermões pare, na pariosa, não, na
>> ponto de virada. Eu falei exat, só que
assim, eu falei o o desdobramento
teológico disso e social disso.
Só que a Revolução Francesa é uma
revolução extremamente religiosa.
Extremamente religiosa.
>> Exato. Não, tu tu botou ali para nós
ali. Presta atenção aqui, gente. Olha
ali. Olha ali. Isso aqui. Essa igreja
aqui é onde? Aonde, Thaago?
>> Aqui.
>> Ali na João Pessoa.
>> Qual é o nome dessa igreja?
Igreja positivista.
>> Igreja positivista. Pessoal, nós temos é
uma das raras, se não a única mundo. Tem
três. Tem uma aqui, uma no Rio de
Janeiro e uma em Paris.
>> É, no mundo todo são três.
>> Em atividade é única.
>> Ela não tá em atividade.
>> É, não tá mais. Mas ela era, mas ela era
única em atividade. É,
>> vocês tem noção? Essa aqui é uma igreja
da Revolução Francesa, do lado da
redenção ali, OK?
Só para vocês terem uma noção, qual é o
o lema daqui da bandeira? Nós amamos o
nosso estado, OK?
>> Mas vamos ser sincero, liberdade,
igualdade e humanidade fazendo eco à
Revolução Francesa.
>> E não só isso, né? Brasão também tá
cheio de elementos também positivistas,
maçônicos. Aliás, o positivismo faz
parte da história do Rio Grande do Sul,
né? né? Nós tivemos inúmeros dos nossos
caldíilhos aqui, ditadores também ao
longo da nossa história, que impregnaram
até mesmo a cultura política do nosso
estado, né? Mas com relação à França,
uma hora a história cobra, né? Em alguns
anos aí vai ser uma república islâmica,
>> não? E aqui, ó, outra coisa, duas coisas
interessantes. Primeiro, França, desde a
Revolução Francesa até os dias de hoje,
teve no mínimo oito golpes de estado na
França,
oito revoluções,
problemas assim, ó, estruturais,
gigantescos.
Estados Unidos fundado,
fundado, nasceu
na mesma época da Revolução Francesa,
10 anos antes.
Nenhuma revolução até hoje. Será que
isso diz alguma coisa?
>> Mas aí eu faço uma pergunta, Thago, aqui
e Jack todos, né?
Hoje a gente tá enfrentando justamente
uma relativização completa dos
princípios constitucionais da lei. A lei
interpretada de, como eu disse antes, de
acordo com a cara do freguês, como é que
nós vamos chegar de novo num ponto que
não é um positivismo, evidentemente, mas
dizer que aquilo que está escrito é o
que está escrito e que deve ser se
encaminhado? O problema do
neoconstitucionalismo
é que é o seguinte. Eh, o neoc
constitucionalismo, ele vai dizer a
constituição, voltando um pouquinho, a
constituição de qualquer país, ela não é
uma lei, ela é uma carta de valores. E
assim tem que ser. Quais são os valores?
Principalmente aqueles que nós dissemos
que que não abrimos mão,
que são anteriores ao Estado e que o
Estado não pode violá-los. O estado só
reconhece
>> o o Estado, a Constituição, na verdade,
é uma regra primeiro contra o Estado
para proteger nós,
tá? Eh, e esses valores,
eles são ancorados, quer você goste ou
não,
na tradição judaico-cristã.
Então, nós sabemos muito bem quais são
esses valores. O neoconstitucionalismo,
ele vem e diz o seguinte: "Olha, esses
valores da Constituição, eles não podem
estar ancorados ao passado, porque a
história do mundo é dinâmica. Então, ela
tem que estar ancorada com o presente."
E aí tem uma expressão em alemão que diz
Zin Geistner, ao espírito da época.
Então hoje aqueles valores que estão na
Constituição
lá quando a Constituição foi escrita,
representava
eh que homem, casamento entre homem e
mulher.
>> E aquilo é um valor naquela época. Hoje
homem e mulher significa homem e mulher,
homem e homem.
Daqui a 20 anos vai significar homem e
criança,
>> cachorro.
>> Daqui a 50 anos homem e cachorro. Então
isso é o neoconstitucionalismo.
O problema não são os valores na
constituição, porque valores são
imutáveis
quando a gente sabe qual é a sua âncora.
O problema é dizer que os valores mudam
de acordo com o tempo e isto é
neoonstitucionalismo.
>> Perfeito.
>> E é contra isso que nós lutamos. Existe
duas correntes de direito
constitucional. Os originalistas,
que o ministro André Mendonço é um
originalista. A primeira vez que eu
conversei com ele, ele era advogado
geral da União em março de 2019. Eu
nunca vou esquecer a primeira pergunta
que eu fiz para ele, doutor, o senhor é
originalista? Ele disse: "Claro, Thiago,
eu sou originalista".
Só isso aí eu já disse, eu não preciso
saber mais nada.
Que que é originalista?
Como aquele princípio nasceu?
Por exemplo, estado laico. Estado laico
nasceu para defender religiosos.
defender, não para proteger religiosos.
Então, para que que serve estado laico?
Para me proteger,
não para me excluir da sociedade, não
para dizer o que eu não posso fazer.
Nasceu para me proteger. Estados Unidos
da América, estado laico, nasceu criado
por um pastor batista chamado Roger
Williams em Rod Island. tive lá faz dois
meses, tem estátua para ele tudo que é
canto.
Bom, Estados Unidos da América nasceu
assim, que que aconteceu? Com o passar
do tempo, essas pragas desses
neoconstitucionalistas
entraram também nos Estados Unidos.
E a laicidade nos Estados Unidos mudou.
Em 1970, um caso chamado Lemon versus
USA
disse que lá e cidade era outra coisa.
E a partir dessa decisão,
muitas situações envolvendo espaço
público, o crente era rechaçado.
em
2023
ou 2022,
um professor de educação física
lá, vocês sabem que no ensino médio se
você é um bom atleta, você vai ter
facilidade para entrar na faculdade, que
eles chamam de college. Então isso para
eles é muito importante.
Esse professor que dava aula de futebol
americano
e eles eh faziam eh partidas escola
contra escola, ele sempre rezava, rezava
não, orava, tô andando muito católico,
orava no meio do campo, acabava o jogo,
ele ia orar no meio do campo, 2 minutos,
um minuto.
Reynold é o nome desse cara. Eh, não,
Kennedy é o nome desse cara. reino de
outro caso. Ele orava. Com o passar do
tempo, os alunos começaram a ir orar com
ele também, só que ele era professor de
uma escola pública, então ele era
concursado. O diretor da escola chamou
ele e disse assim para ele: "Você não
pode fazer mais isso porque o estado é
laico.
Você não pode mais orar no fim do jogo."
Ele pegou, virou as costas e continuou
orando no fim do jogo. O que que
fizeram?
exoneraram ele, abriram um processo
contra ele e exoneraram ele. Foi expulso
do serviço público.
Ele entrou com uma ação na justiça,
perdeu no primeiro grau, perdeu no
segundo grau, perdeu na Suprema Corte do
Estado, porque lá cada estado tem uma
Suprema Corte e todos os julgamentos
dizendo assim: "É, pois é, né? Eh,
parece que a gente tá violando a
consciência dele, mas é que o estado é
laico. Daí tem aquela decisão da Suprema
Corte da década de 70, porque lá eles
obedecem os os leading cases, né?
>> Não é festa, né? Então a gente não pode
fazer nada. Aí recorreram pra Suprema
Corte. Aí a Suprema Corte disse o
seguinte, por por acho que foi por 7 a
do disse o seguinte: "Olha, realmente
pela nossa decisão de 1973, Lemon, nós
não podemos fazer nada. Só que só um
pouquinho, por que que o estado laico
nasceu? Não foi para proteger esse cara.
Então nós estamos revendo a a
jurisprudência, que a jurisprudência não
vale mais. E o que vale é, ele pode sim
orar no meio do campo e acabou.
>> Assim, ó,
>> isso é ser originalista, é olhar pro
passado e dizer aquilo tem importância
para nós. Então vai ser assim, estado
laico significa isso.
>> É o princípio teológico
>> da vontade do vontade legisladores.
>> Coisa assim, ó,
>> é o que eu falei para ele que é o
princípio teleológico, né, da vontade do
legislador daquele momento, tá,
>> pessoal? uma coisa assim. E
>> e se e se e se mudar e se mudar, quem
tem que mudar é o povo a partir de
representantes que vão fazer uma nova
constituição.
Falar,
pessoal, vocês se lembram, eu falei na
série,
na série ponto de virada, eu falei
exatamente que prestem atenção no que eu
vou falar agora.
Presta atenção. Se
eu preciso fazer uma nova visão da
Constituição, uma reinterpretação da
Constituição,
eu posso ter aqui, já falaram mal da
Constituição, eu falo mal da
Constituição, mas nós temos que utilizar
a mente. Se o problema fosse a
Constituição, tu não precisaria fazer
uma nova leitura da Constituição.
É autodenúncia fazer uma leitura. A
próprio mando está revelando, está
gritando que num primeiro momento a
Constituição pode ser um problema, mas
não o é no primeiro momento.
Segunda coisa, quando se analisa a
Constituição,
esse pessoal que o Thigo cita, eles
argumentam que a Constituição é um
documento vivo, uma letra viva que vai
se amoldando conforme a época. Então, tu
lê aquilo conforme tu quiser. Porém,
Douglas Wilson no seu livro Cristandade
por e simples, e você tem que ler esse
livro, [limpando a garganta]
ele vai falar exatamente que quem é o
Deus da cultura. O Deus da cultura é
aquele pelo qual nós levamos as suas
palavras
a risca.
A constituição não é o deus da cultura,
porque a palavra da Constituição é a
chincalhada, mas a palavra do
magistrado, você não analisa ela de
forma fluída, de forma ao seu tempo.
Qual é o termo em em alemão?
Não tem esse espírito da época pra voz
do Alexandre de Moraes. Quando o
Alexandre diz é o A é A, o B é B, o
branco é branco, o preto é preto, o
homem é homem, a mulher é mulher. Por
quê? Porque aí se revela quem é o Deus
da cultura. Porque a divindade ela exige
culto, ela exige temor, ela exige
respeito. Então tudo o que tá sendo
falado aqui é um advogado. Eh, nós temos
aqui um político, mas eu tô tentando
olhar isso pelo âmbito de trá por trás.
Tem também algo espiritual. Quando o
cara chega e diz: "Tu não pode orar".
Parece, numa primeira vista uma guerra
apenas jurídica, política, social. Só
que é são demônios
sim que estão atuando para que não se
ore, tá? Tem um episódio muito bom,
Thaago, olha só, esse aqui eu vou te
mandar do Tian Halfman.
O Jake, o garotinho, ele tá, ele abre o
episódio com ele, com as mãozinhas
juntinhas assim e daí o pai dele vem
assim e fala assim: "Que que tá
fazendo?" "Eu estou orando." Aí o pai
dele: "Orando para quê?"
Eu para minha professora ficar doente
para porque porque eu não estudei pra
prova. Aí ele diz assim: "O pai, não,
mas tu não pode fazer isso". Aí o
gurizinho se vira, quem tu é? A Suprema
Corte,
sabe?
Então assim, uma série do início dos
anos 2000 fazendo uma piada, uma série
não cristã, fazendo uma piada com a
proibição de orações que se viu no país
que é os Estados Unidos. Eu queria te
ouvir falar um pouco também porque nós
estamos falando muito lado de cá. Não,
não, não,
>> não. Eu tô aqui só para
>> Ó, até tirou teu microfone.
>> Até cortam já. Já até cortam para não
ter que me ouvir já.
>> Fala aí, fala aí. Mas interessante desse
caso que o Dr. Thiago trouxe é que
aparentemente nós temos um conflito de
interesse que é a a questão da da
liberdade religiosa do indivíduo e
também tem aquele precedente de de 70. O
problema é quando a gente vê no Brasil,
a gente viu recentemente, eu acho que
Minas Gerais, salvo engano, a questão
dos estudantes sendo proibidos de fazer
cultos
>> aqui. Foi aqui
>> na URGs.
>> Fala melhor então, por favor, vereador.
>> Aconteceu em Pernambuco, aconteceu em
Curitiba, aconteceu em Minas Gerais,
>> inclusive eu denunciei no Ministério
Público, né? Obviamente não deu nada.
Agora vocês imaginem se fosse
uma roda de candomblé, alguma coisa, e
se fosse proibido.
>> Que aconteceu com a Sila,
>> com a Sâela, é verdade, com a Sâla é bom
fim.
>> Que a Sâela denunciou lá o pessoal de
Rio Grande,
>> sabe? Tu conta essa história? Conta,
>> não conta tu, cara. Eu falei demais já.
>> É, a Sâmila é a chefe de gabinete do
nosso futuro deputado federal, Thiago
Álvar e ela também é candidata. E ela
em Rio Grande, um pai procurou ela
porque
na escola os professores estavam um ou
dois professores estava fazendo um
trabalho sobre tradição, tradição,
tradições ancestrais,
eh, para introduzir a religião de matriz
africana na sala de aula. E
e aí teve o cara incorporando espírito e
etc, etc, em sala de aula. Não era
disciplina de ensino religioso. Se
fosse, eu até não veria problema, mas
era na disciplina de história ou ou
enfim, do currículo normal do do do
curso.
E o pai reclamou e aí o pai disse assim:
"E ainda tinha que fazer um trabalho
ainda, tinha que entregar um trabalho
sobre aquilo". E a criança disse que não
ia entregar. A criança não conseguia
dormir de noite, sonhava com o capeta,
coisa ruim. Aí a criança não vou
entregar e a mãe pegou, então e o pai
fizeram um requerimento pra diretora da
escola dizendo: "Olha, nós temos o
direito de objeção de consciência e nós
queremos então que a minha filha faça um
outro trabalho escolar". Nós não estamos
nos negando a fazer o trabalho escolar,
mas que seja outro, porque esse tá
violando a consciência dela. A escola
negou e disse que ela tinha que fazer
aquele. Então, esse pai procurou a Sâila
e a Sâla então eh procurou IBDR. O IBDR
ajudou ela a fazer um requerimento
para pra secretaria municipal do
município para que a secretaria
municipal tomasse providência. O que que
aconteceu?
A entidade de matriz africana que foi
pra escola se sentiu ofendida e entrou
com processo, representou ela no
Ministério Público e também entrou com
uma ação pedindo danos morais contra
ela,
>> contra a Sila.
>> Contra Sila.
>> Tá. Uma pergunta, vocês que são
políticos, a questão da imunidade
parlamentar, ela vocês só deveriam ser
processados no STF, assim que funciona
ou não? Não, não. Imunidade parlamentar
tá na Constituição, tá na Constituição
que o o parlamentar pode manifestar
qualquer opinião e não será penalizado
por isto. Depois teve uma reforma
constitucional inclusive que colocou
toda e quaisquer opiniões, né? Então,
para deixar bem claro que o parlamentar
ele pode falar e aquilo não incorre em
crime, né? Então, em tese, eu posso
chegar na tribuna da Câmara de
Vereadores, da Câmara dos Deputados e
dizer: "Olha, o islã é uma religião que
prega o ódio".
Agora, hoje em dia, eu temo, por falar
isso, eu temo porque
>> não. E e a Sâela nem é nessa questão. A
Sâela, ela tava exercendo, auxiliando o
pai exercer o direito constitucional
previsto no artigo 5º, inciso o em
tratados internacionais de objeção de
consciência.
>> É. é um direito sagrado, objeção de
consciência.
>> E ela não é parlamentar.
>> E ela não é parlamentar. Ela tava
auxiliando o pai como advogada,
inclusive a eh exercer o direito de
objeção de consciência. E porque ela
tava exercendo um direito que tá
previsto no artigo 5º, inciso o ela tá
sendo processada.
>> Mas eu quero ser muito prático com vocês
aqui, Jack.
>> Não, o que que tu vai fazer?
>> Vamos lá.
>> O que nós vamos fazer? O que não. O que
que tu vai fazer?
>> O que vocês vão fazer? Não, não, não,
porque eu não vou poder mudar essa
realidade. Canado. Eu tô cansado.
>> Eu não vou poder mudar essa realidade.
Cansado. Cansado.
>> É o que nós vamos fazer.
>> Tô cansado. Para, para, para.
>> Não, daqui a duas, daqui uma semana,
daqui a quantos dias aí, dias, né,
pessoal? Nós não vamos mudar a
constituição.
>> Político é fogo.
>> Mas é verdade, Jack. A gente não vai
mudar a Constituição. Nós não vamos
mudar ainda, pelo menos no curto prazo.
No curto prazo a gente não muda a
constituição. No curto prazo a gente não
consegue fazer uma mudança significativa
em todas as instituições. Mas no curto
prazo a gente pode avançar sim,
>> tanto no impeachment do Alexandre de
Morais, do Dias Tofol e Gilmar Mendes
dessa catrefa toda e colocar eles atrás
das grátis. Para isso a gente precisa de
um Senado que honre as calças que veste,
que tenha culhão, que tenha coragem para
poder enfrentar esse sistema. Hoje nós
temos um Senado frouxo, covarde e com o
rabo preso. E o presidente do Senado tá
cheio de pepino lá no Amapá, inclusive
envolvidos com Banco Master, fundo de
pensão, participava das festinhas de
arromba do Vorcaro. E dizem que não era
só das suíças que ele gostava, mas
gostava dos suíços também. Gostava do
>> Ah, isso deve aparecer mais à frente.
>> Táenga.
>> Isso vai aparecer mais paraa frente.
>> Diz diz que ele diz que as festas eram
eram com pretexto dele para ele ver o
vorc pelado.
>> Não era só das suíças não, né? Era dos
suíços.
>> Salume.
>> Salame. Linguiça. Linguiça. Tá.
>> Salame.
>> E qual é que é a boa notícia neste
sentido? Tá? Há 4 anos nós renovamos 1/3
do Senato e cada um de nós aqui votou em
um senador.
Naquela eleição, nós formamos maioria de
direita, não o suficiente ainda para ter
uma maioria no Senado, a ponto de eleger
o presidente do Senado.
Nesta agora que nós renovamos 2/3, se a
oposição, no caso, se a direita fizer 20
24 senadores em todo o país, menos da
metade dos que estão na disputa, a gente
consegue formar uma maioria para eleger
o presidente do Senado.
>> A projeção, a projeção é que a direita
possa fazer de 28 a 32 senadores. Então,
a gente já tem até uma gordurinha para
queimar. Não dá para afrouxar, não dá
para achar que tá ganho. A gente precisa
trabalhar muito e o Rio Grande do Sul
precisa fazer a sua parte. Porque é
importante a gente ter a maioria? Porque
a maioria para abrir o processo de
impeachment já teve, tá? Inclusive eu
lembro do próprio Marcel Van Hatten há
um ano atrás dizendo: "Bah, vai ser
difícil chegar no número mínimo de
assinaturas, tal. E depois que teve o
estouro do Banco Master, se conseguiu o
número mínimo de assinaturas". Mas
aquele desgraçado do Davi Columb disse:
"Podem ter 81 assinaturas, inclusive a
mim, eu não abro o processo do
impeachment". Então a gente precisa de
uma maioria para eleger o presidente do
Senado. E isso vai acontecer em
fevereiro, tá na esquina. Em fevereiro a
gente tem condições de eleger uma
maioria. Claro que não pensem que vai
ser algo fácil, né? né? E aqui eu faço
um outro paralelo, inclusive com a
história da Segunda Guerra Mundial, que
tem muitas histórias, mas que elas
acabam se acontecendo de novo, né? Eu,
vocês devem lembrar daquele filme
Operação Valquíria, história
evidentemente real, que era um protocolo
que existia lá na Alemanha do nazista.
H, caso o Hitler, o Fer fosse morto ou
se perdesse o contato, o destacamento de
Berlim assumia conta da sede do governo,
da sede do centro de poder, correto?
teve um atentado contra o Hitler, ele
estava na toca do lobo e aí se perdeu o
contato com ele e naquele período se
tentou dar um golpe de estado, fazer com
que aquele destacamento de Berlim
assumisse o poder. Só que depois
descobriram que o Hitler não estava
morto, conseguiram a comunicação de
novo, só que tava uma briga interna para
ordem e contraordem. Então tem uma cena
do filme que é muito até engraçada, né?
Mas chega uma ordem pro pro comandante
do destacamento lá e diz assim: "O
fulano, o Jack mandou prender o Thiago".
E aí chegou uma outra ordem, disse: "O
Thiago mandou prender o Jack". E aí a
secretária entrega para ele as duas
ordens e ela disse assim: "O que que eu
faço com isso dela?" Ele olha, olha,
cumpre as duas, né? Ele não sabia quem é
que tava certo, cumpre as duas ordens.
Nós vamos chegar num momento no Brasil e
esses dias vão ser muito interessantes,
tá? Não sou, não sou profeta, óbvio que
não, não tô profetizando aqui, mas eu
acredito que isso vai acontecer. Serão
dias muito interessantes. Nós vamos
formar maioria no Senado. Deus quer
isso, a gente quer. Nós vamos conseguir,
tá? Nós vamos eleger o presidente do
Senado. Nós vamos fazer o impeachment do
Alexandre de Moraes.
>> Amém.
>> Amém. Quando chegar esse dia, vocês
podem ter certeza que o Supremo vai
dizer o seguinte: "Essa ordem, essa
decisão, esse impeachment é
inconstitucional".
>> Vocês não concordam que isso vai
acontecer?
>> Sim.
>> E o Senado vai dizer: "Não, mas nós
estamos cumprindo a Constituição. Nós
estamos fazendo a nossa prerrogativa.
Nós somos senadores, nós temos a
prerrogativa constitucional, nós temos a
maioria. Fizemos a votação, tá aqui a
votação, o senhor está impitimado. Ele
vai dizer: "Não, mas eu não vou cumprir
isso porque é inconstitucional por uma
vírgula. Alguma coisa ele vai arranjar
para dizer que é constitucional. E aí,
meus amigos, serão dias interessantes e
nós vamos precisar de homens de coragem
em Brasília para poder botar na mesa e
dizer: "Meu amigo, o senhor tá preso e
agora acabou a história", né?
Acredito que esse dia vai acontecer e
espero que não demore muito para
acontecer, mas para que a gente possa
ajudar nesse processo, a gente precisa
eleger dois senadores de direita do Rio
Grande do Sul. Não adianta mais a gente
mandar um de direita e um de esquerda. E
aí eu vou mostrar para vocês aqui o que
aconteceu em 2018, que há 8 anos nós
também votamos em dois senadores, nós
também renovamos 2/3 Senato. Luiz Carlos
Rin ficou disparado na frente,
disparado, fez uma maior votação. Em
segundo lugar ficou o pain do PT. Poxa,
mas se é o mesmo eleitor, a mesma pessoa
que vota duas vezes, como é que o mais
votado é o Rins e o segundo mais votado
é o Paim? Porque o segundo voto foi
dividido na época entre a Carmen Flores,
do PSL, ainda do Bolsonaro naquela época
e o Fogaça, que é do MDB do Rigoto. E é
justamente o Rigoto que está
dificultando esse processo. Votar em
Germano Rigoto na segundo voto é eleger
a Manuela Dávila, porque nós vamos
acabar dividindo o segundo voto e
perdendo oportunidade de colocar o
Sanderson junto com o Marcel ou Marcel
junto com o Sanderson e a gente vai
acabar colocando a Manuela Dávila lá
dentro. Então é fundamental
que todo mundo primeiro explique pras
pessoas nos nos meios de vocês, na
família, nos amigos, nos colegas.
Primeiro lembrar para todo mundo que a
gente vota em dois senadores. Ah, mas eu
gosto muito do Marcel, vou votar duas
vezes. Vai anular o segundo voto. É
votar no Marcel e no Sanderson. No
Sanderson e no Marcel. E ninguém mais
além disso. Votar na esquerda, como
disse o Jack aqui, é coisa, né?
>> Deputo.
>> Deputo. Pronto. Né? Agora, votar também
no sabor direita, que dá uma volta na
Lua para dizer que o Supremo precisa de
uma reforma, mas que não tem coragem de
dizer que vai fazer o impeachment de
ministro. Mas esse cara não me serve. A
hora agora é para o Brasil atacar esse
principal problema que nós temos. A
gente pode botar o presidente da
República que for. Nós podemos eleger
essa sumidade aqui, esse cara
inteligente, o Thiago, esse cara aqui
carismático líder como presidente do
Brasil. Vocês acham que governa com
aquela turma que tá lá numa canetada diz
que a decisão não vale. Nós vimos isso
na pandemia. Aliás, foi na pandemia que
eles começaram a colocar as unhas de
fora, as garras de fora, dizendo que as
decisões do presidente da República, que
as decisões dos governadores, que as
decisões dos prefeitos não eram válidas.
Não, não, não, não pode liberar. Tem que
manter todo mundo em casa, fecha a
igreja, fecha isso, fecha aquilo. Vocês
acompanharam esse processo. Então agora
a hora que a gente precisa é atacar o
principal problema do Brasil, que é esse
consórcio formado entre o Supremo
Tribunal Federal e o governo Lula, cada
um com seus interesses, todos com os
bolsos bem forrados e a Janja com a
bolsa bem forrada também. O que a gente
precisa agora é atacar esse problema e
isso se faz através do Senado. Deputado
federal é importante, deputado estadual,
eu sou candidato, é importante, mas são
outros temas que também são pertinentes
paraa nossa vida, mas nenhum deles
supera agora a reforma que o Senado
precisa fazer no Supremo.
>> Uma coisa, ô Dr. Thiago, queria tua
atenção aqui numa coisa aqui, ó. Eu
tenho a impressão, me corrijam, eu falo
muito isso com o Dr. Éber, o o Lucas,
quando a gente conversa, a gente resolve
todos os problemas do Brasil fumando
charoto, depois vamos para casa dormir.
Mas assim, eu tenho a impressão, Ramiro,
que falta
exatamente isso.
Um papel por si próprio não se impõe. A
folha é fria, o papel é frio. Eu tô
falando uma coisa que eu não li, não
vejo ninguém falando, mas vou dar um
exemplo. Quando o presidente Bolsonaro
indicou Ramagem pra Polícia Federal e
foi dito que não seria o Ramagem, ele
deveria ter dito: "Vai ser, vai ser". E
pomba. Ah, derrubou. Escreve de novo a
porcaria, desculpa, [ __ ] do papel.
Escreve de novo e vai. Escreve um milhão
de vezes até ser. Eu tenho a impressão
que falta, porque assim, eu posso botar
o cara lá, mas esse cara tem que ter
assim, ele tem que ser terrivelmente de
direita,
>> pastor. E o problema é maior ainda, né?
A direita, o nosso a gente que botou o
Dav Columbri lá também, né?
>> Não,
>> a gente precisa cobrar, ó, vou colocar o
Marcel, vamos colocar o Sanderson e
precisa est em cima dos caras.
Exatamente.
>> Tem que votar no pres foi candidato a
deputado.
>> Foi candidato e fizeram os acordos do
car na câmara. É,
>> teve deu o problema com o bananinha lá e
ele tentou ser presidente da Câmara. A
direita não apoiou o Marcelo porque daí
vem com com uma com uma desculpa lá. Faz
7D.
>> É.
>> Não, mas aqui ó, só um pouquinho. Eh,
sexta-feira agora o o senador Eduardo
Gerão tava lá no escritório, pastor Jack
tava lá. não vai me deixar mentir
sozinho. Eh, o que que aconteceu? O que
eu perguntei para ele, poxa, eh,
o Acolumbre se elegeu com a ampla
maioria, quase de forma unânime. Quantos
senadores de direita tem no Senado? 24.
Por que que o Rogério Marinho não teve
24 votos?
>> Exatamente.
>> Não teve cinco votos.
>> O próprio Girão quando foi quando foi
candidato teve quatro votos. E e ele o
Rogério Marinho teve cinco, ele teve
quatro, 24.
>> Gente, gente, para vocês entender, olha
para mim aqui.
>> Quantos pedidos de impeachment tem no
Senado? Milhares.
>> Mais de 100.
>> Mais de 100. Ó, presta atenção, Dimitri.
Pessoal,
quem bota coisa para votar é o
presidente do Senado. Vocês estão
entendendo?
Então o presidente do Senado tem muito
poder. Então nós temos que ter uma
maioria que coloque um bom presidente
ali do Senado para passar o que a gente
quer. Vocês estão entendendo? É a mesma
>> e tem que cobrar o senador.
>> Exato.
>> Ah, eu confio no Marcel, confio no
Sanderson, em quem quer que a gente
confie tem que cobrar o senador, dizer,
por mais que se se vierem com a desculpa
de que não, veja bem, porque por um
número, etc e tal, cara, se tu votar
junto com esses caras, com essa
desculpinha esfarrapada, tu não tem mais
meu voto. Não interessa o que o partido,
o que a tua avó falou, quem falou, tem
que votar no Marcel lá para presidente.
Então assim, ó, para pra gente entender
isso, nós estamos porque é muito fácil,
pessoal, nós falarmos de assuntos aqui e
ignorar isso. Isso vai impactar nossa
vida. Dimitri tem uma loja, tá com a
loja ainda lá. Dimitri, me diz uma
coisa. E o imposto daqui, tá entendendo?
Nós precisamos de um governo que diminui
os impostos. Nós, tudo isso vai impactar
nossa vida, cara. Tudo isso vai impactar
nossa vida. E daí a gente não quer falar
desses assuntos porque, ah, esse assunto
é sujo. Ah, o assunto, ah, não, não,
vamos trazer. Ah, o político, tá? Mas
olha só, vamos lá,
pessoal. Outra coisa que eu não falei
que é que é de [ __ ]
Quem fala contra a polarização
>> é puto.
Tem que ser polarizado. Caramba.
Ah, porque nós temos que conversar, nós
temos que Não dá, gente.
>> O vai, eu voto por convicção, coisa de
[ __ ] É manifestação artística com o
voto. Ah, eu vou votar.
>> Ah, essa turma do centrão aí e sempre
que cair do muro eles caem pra esquerda.
>> Não. E e assim ó, uma coisa, atenção,
atenção aqui, ó. Isso aqui não existe. É
sempre um cara que tá tria esquerda, que
fala: "Ah, tá polarizado, tá?" Mas daí
eu tenho que ficar mais perto de ti para
não se polarizar.
>> Tá entendendo isso aí?
>> Tem que ser polarizado.
>> A igreja de
>> Amém.
>> Amém. Polarizar.
>> Vamos polarizar, cara.
Outra coisa, outra coisa
tenho contra ti que tolerância não é
virtude cristã. Aqui conhece as
tolerâncias cardinais, longitudinais e
celestiais, tá? Não é virtude cristã
tolerância. Deus tinha contra a igreja
ali que tolerava Jezabel.
Então vamos parar com isso daí, cara.
Ele fica assim, ai como gosta de falar
ai fica essa polarização. Eu quero mais.
>> Você sabe o que
>> nós temos que ter nós temos que ter mais
menos muros, mais pontes. Eu quero, ó,
assim, se tu disser para mim que vai
explodir com as pontes, não é isso, é
acabar com as pontes, é levantar muro.
>> Já passou.
>> Tá bom, chega, cara. Aqui, ó, gente, uma
outra, uma outra,
>> boa parte dos meus processos é mais ou
menos isso.
>> Uma outra situação aí falou em
tolerância, né? Tolerância foi
reconstruído o significado
por essas pessoas que dominaram a
universidade porque a gente não tá
fazendo nada. Tolerância, segundo John
Lock, na carta de tolerância 1689,
significa nada mais do que não interfira
no que eu acredito.
Isso é tolerar. Tolerar é não interferir
na vida do outro.
Isso tá OK.
é não interferir. Agora a tolerância foi
reescrito para seja politicamente
correto, tá tudo certo, todos os
caminhos levam a Deus. Eu não posso
dizer que o Jack pintou cabelo de caju.
Caju,
>> entendeu?
>> A caju, cobra acobreado.
>> Ai, você disse isso, você é intolerante.
Não, não é isso. Tolerância é
tolerância. É isso aqui, ó. Tá soltinho,
tá soltinho, tá soltinho,
>> tá soltinho. Tolerância é
>> não obrigar ele ou obrigar ele. Obrigar
é intolerante.
Se eu obrigo ele, ó, você é obrigado a
pintar o cabelo de acaju. Eu tô sendo
intolerante.
>> Colorado tá nervoso, né?
>> Né? Eu tô sendo intolerante agora.
Ah, não fala do cabelo dele. Se tu falar
intolerante, existe, vai magoá-lo. Vem
cá. O nosso Senhor quando viu os
vendilhões do templo lá, ele entrou e
disse: "Vamos conversar, pessoal, vamos
sentar dialogar". Não foi isso, vou não,
né? Não, né? Foi para cima.
>> Ô, Dr. Thiago, só para retomar ali para
entender em que então assim, qual é a
perspectiva do IBDR do novo acerca da
dos votos dos demais ministros?
>> Eu eu vou dizer assim, ó, que eu tava me
preparando paraa sustentação oral. Eu ia
usar meus 15 minutos, ia passar gel no
cabelo para aparecer na TV Justiça, tava
tudo certo. Eh, mas eu acho que foi
melhor esse processo retirado de pauta,
porque hoje ia ser uma briga de André
Mendonça contra Alexandre de Moraes e
quem ia perder ia ser os psicólogos, né?
Porque eu não sei se nessa briga o o
ministro André Mendonça teria cinco
pessoas, né? Ele mais quatro. Então acho
que o momento agora até foi bom ter sido
excluído de pauta.
>> O Mateus tinha uma pergunta. Cadê o
Mateus? Foi cagar. Então pode passar.
É que daí fica fica na live, né? Que o
cara foi cagar.
>> É, eu acredito que
>> Mateus, pera aí, desculpa. O Mateus foi
cagar, então ele ele tá lá. Pode falar
aí. Não é que daí para quem tá em casa
sabe que ele foi cagar,
>> tá? Eu acredito que essa eu acredito que
essa situação da
imparcialidade dentro da direita, eu eu
noto, tá? Daí é uma pergunta, ela também
tem estendido para as igrejas.
Eu, por exemplo, sexta-feira, faz umas
três sexta-feiras que o senhor pregou, o
pastor Jack pregou sobre a questão da
responsabilidade que tá nas nossas mãos.
E aí eu fui para casa pensando, pô, meio
meio que o sermão foi meio redundante.
Pensei assim, porque, pô, na nossa
igreja, quem que vai votar na esquerda?
E eu comecei a pensar, pô, daqui a pouco
um adolescente, 14, 16 anos, é aquele
momento que ele tem que ouvir isso. E eu
fui refletindo. E eu noto, daí é uma
pergunta, talvez pro Dr. Thiago, que as
igrejas elas não têm se posicionado. E
eu queria entender se isso é alguma,
tipo, o que que ocorre, por que que as
igrejas não se posicionam de forma
firme? Porque eu entendo que o o pastor,
o presbitério, ele conduz a igreja em
vários sentidos, né? Educoam a igreja em
diversas formas. E aí quando fala de
política, ela, opa, aqui vota conforme a
tua consciência. Eu entendo que se os os
sermões, o púlpito ele é forte, a igreja
ela vai ser forte e vai automaticamente
votar nesse sentido. Mas com certeza
tem, e eu falo pelo meu vô, meu avô é
crente e morreu votando no PT. Crente.
Por quê? Porque 90 e poucos anos
>> não foi ensinado.
>> Não foi ensinado nesse sentido, sabe?
Então, Dr. Thiago, não sei se ficou
claro, né? Minha dúvida. Mas por que que
as igrejas não se posicionam dessa
forma, nesse momento tão específico e
tão importante, né, que a gente tá
passando como nação?
Eu vou aqui nesse momento, ó, eu tô
entrando no meu WhatsApp porque eu vou
pegar aqui um e-book que o IBDR fez.
Deixa eu ver se eu acho aqui esse ebook.
Eh, só um pouquinho,
deixa eu ver aqui. Achei.
Eu tô encaminhando esse ebook agora para
o pastor Jack. Nesse momento, eu já
tinha feito isso para ele, mas vou fazer
de novo.
>> Manda aqui, ó. Manda no,
>> eu vou enviar nos dois aqui.
>> Esse ebook trata exatamente essa
questão.
É um ebook que nós fizemos em parceria
com a Brasil Paralelo, com a Brasil
Paralelo, tratando igreja e eleições
2026, mas na verdade vale para todas as
eleições.
A igreja
ela não pode fazer o quê? Ela não pode
financiar um candidato, ou seja, doar
tanto bens, eh, tanto dinheiro quanto
bens estimáveis
em dinheiro.
A igreja não pode nos seus cultos e nas
suas reuniões abertas
pedir voto para um candidato
ou dar o microfone para o candidato
pedir voto. Então a igreja não pode
fazer isso, né? Diz: "Olha,
>> doutor, perdão, do ponto de vista legal
ou
>> legal?
>> Os dois
>> legal, né? Lei das eleições. Então o
candidato não pode vir no tô falando no
culto, no culto da igreja pegar o
microfone dizer votem em mim ou o pastor
pegar e votem nesse candidato.
>> Não vote na igreja,
>> no ato litúrgico,
>> culto,
>> no culto e de portas abertas,
né? Ou seja, um culto público.
É isso que a igreja não pode. Bom, a
igreja pode receber candidatos. A igreja
pode orar por candidatos.
A igreja pode chamar os candidatos paraa
frente, dizer: "Olha, esse esse nosso
irmão aqui é é candidato, vamos orar por
ele."
E a igreja pode e deve falar sobre
valores,
sobre ideologias que [roncando] são
ruins, que a igreja entende que essas
ideologias são ruins para a cidade, como
nós estamos falando aqui agora,
inclusive no culto.
Ore que existe uma falsa uma narrativa
de que a igreja não pode fazer nada
disso. até no nosso meio sobre o ponto
de vista teológico, de que isso seria
uma violação ao estado laico.
Vou dar um exemplo. Uma convenção,
que eu sou advogado, convenção de uma
igreja histórica,
fez uma manifest, eu não vou dizer
igreja, qual é a igreja, mas são poucas
igrejas históricas aí, né?
eh fez uma declaração
institucional, uma manifestação.
E aí essa igreja disse o seguinte:
"Olha,
eh o candidato o o o crente, ele ele não
pode votar em candidatos que são a favor
do aborto, ideologia de gênero, blá blá
blá, precisa conhecer o candidato,
conhecer os seus valores e não sei mais
o quê".
A igreja, opa, quase f o nome da igreja,
a igreja tal, eh, preza pela separação,
igreja, estado, tal e tal. E daí no
último parágrafo diz o seguinte:
"Nós temos um irmão que se chama tal,
que é pastor da nossa igreja, associado
à nossa convenção, que tem um testemunho
de vida pro mancha. Ponto. Não falou que
era candidato, não falou o número do
cara, nada. Só diz que o cara é pastor e
que não tem nenhuma mancha sobre a vida
dele. Mandou para mim, eu li aquela
declaração sobre o ponto de vista legal,
tá tudo OK. Então essa convenção
publicou essa manifestação.
Gente, o que deu de pastor
brigando com a convenção, dizendo que
aquela manifestação violava o estado
laico? Vocês não têm ideia.
Aí veio para mim o cara que era o
presidente da convenção. P doutor,
fui aí, né? Tu não me disse nada. Aí eu
disse
me manda. O cara até fez uma impugnação
formal na convenção, mandou uma carta,
texto dizendo por que tava errado. Eu
peguei aquele documento, aquele texto do
cara, escrevi um parecer com raiva de 20
páginas, mo
pastor eou que ótimo, vou publicar isso
aqui.
E publicou e aí deu uma diminuída, né?
Porque eu usei argumentos ali que era
difícil de contestar sobre ponto de
vista jurídico. Então
>> isso tá falando assim, pai sabe, o pai
sabe o que tá fazendo.
>> Não, assim, ó, isso passa por nós,
gente,
>> entendeu? Então, aquela coisa assim, ai
o estado é laico, então eu não posso
falar de política na igreja. Deve falar.
O que não pode fazer é financiar um
candidato e dizer no culto, no púlpito.
E aqui nem é questão de teologia, tá? Eu
não tô entrando em questão de teologia,
é a lei.
Eu como batista entendo que pastor não
tem que falar de candidato mesmo. Eu sou
Batista. Mas não é isso que eu tô
dizendo. Eu tô dizendo que a lei diz que
o pastor ou o padre ou baborixá ou
rabino, sei lá quer que seja, não pode
usar o p o culto, o púlpito de uma
igreja num culto público para dizer vota
em tal candidato. Se isso acontecer, aí
é problema. Agora, tirando isso, tirando
as medic words, que que é medic words? O
cara não diz assim, ó, votem. Cara, tem
tanta coisa interessante.
Na eleição passada, um pastor chamou o
político lá, eu vou orar por ti e vamos
orar aqui pelo irmão. Aí pegou o irmão e
começou: "Senhor Jesus, abençoa o
Ramiro, porque o Ramiro vai ser um ótimo
deputado. Cuidado com o que tu vai
falar,
>> sabe?
>> Não, mas aqui não é igreja. C
>> igreja do lado aqui tá liberado.
>> Começou a dizer porque aí vai ser um
ótimo deputado, porque o número dele é
tal, porque Deus vai abençoar.
>> Muito bom. Muito bom.
>> É sério, cara. Eu tô falando sério,
>> cara. O cara pregando para Deus,
contando o número para Deus, Deus. Ah,
tá bom.
>> Entendeu? Então isso, cara, isso. Isso.
Tu não tá dizendo vote no cara, mas tu
tá manipulando. Então isso também não
pode.
>> Ó, tem três aqui. Calma aí. Vai. tava na
fila,
>> tá? Não, vamos fazer o seguinte, vamos
fazer por ordem.
>> Pode ser, pode ser.
>> O Mateus
>> tá para tava depois que ele cagou lá.
Pode falar, Mateus.
>> Sacanagem, né?
>> Falar leve, né?
>> Não, cara. Minha pergunta era mais em
relação ali que o Thiago comentou, que a
laicidade do estado ela foi criada para
proteger o religioso. Eu queria entender
como como que se dá essa proteção, por o
o por que a lacidade protege o o
religioso ou cristão, enfim. Eh,
>> ô, Dr. Thiago, eu acho que seria
interessante o senhor trazer um pouco da
laicidade colaborativa também que o
senhor explica um pouco.
>> É, é, gente, isso aí, isso aí
eu tenho uma aula sobre a tua pergunta
que são 8 horas, né? Sério? 8 horas.
>> O pai, o o pai o pai sabe, sabe?
>> É que eu falo bastante, não é que sabe,
é que eu falo bastante, né?
>> Se puder resumir para qu,
>> eu sou falador, mas assim, ah, que que
acontece, tá? Muito rapidamente,
primeiro ponto de vista histórico,
porque eu sou originalista. Então assim,
eh, crentes
puritanos
estavam sendo perseguidos por Jaime
Sturt, Jaime I, rei da Inglaterra,
depois que a rainha virgem morreu, que
acabou de nascer Tudor. Eles foram lá
puritanos, queriam uma igreja que não
fosse de estado, porque a igreja
anglicana é uma igreja de estado.
Entregar em 1613 a petição milenar para
que não tivesse mais mistura igreja e
estado. O rei olhou pra cara deles e
disse assim: "Sem bispo, sem rei".
Rasgou a petição milenar e começou a
perseguir esses caras e a matar esses
caras.
Esses caras fugiram pra Holanda
e lá eles fundaram a melhor igreja de
todos os tempos chamada igreja batista.
>> Em 1607,
se eu não me engano, 1606 na Holanda, um
cara chamado John Smith.
Bom, a perseguição continuou, continuou,
esse pessoal continuou fugindo paraa
Holanda. Até que chegou um momento, eles
disseram assim: "Olha, aí tem alguma
coisa acontecendo lá na nossa lá na
colônia da Inglaterra e eu acho que lá é
interessante porque lá tá longe do rei e
a gente vai ter liberdade lá. Esses
caras entraram no main flower, 102
pelegrinos,
a maioria, a maioria
uns 10 ou 15 católicos. meia dúzia de
ateu.
Entraram no main flower, daí tem toda
uma história longa aqui, mas o fato é
que desembarcaram na The Rock em Cape
Cod. E quando eles foram sair do barco,
antes de sair do navio, eles disseram o
seguinte: "Gente, vamos assinar um pacto
entre nós, que a gente aqui vai ter
liberdade, que a gente aqui a gente pode
ter a fé que a gente quiser" e assinar o
Mainflower Compact, que é o primeiro
documento de origem constitucional dos
Estados Unidos. Isso em Plinar
esse documento.
1620 é o ano. 1630 um outro pastor
fugindo de perseguição de ser morto,
gente. Ser morto, queimado em fogueira,
perder a cabeça, tá? Enforcado só por
ser crente.
Esse cara foi parar em Rodhe Island
chamado Roger Williams. E lá em 1643
ele escreveu a constituição da província
de Rod Island. E é a primeira vez que
aparece a expressão estado laico. Por
que que eles fizeram isso? Para dizer o
seguinte, baseado nos nos no na ideia
Ana Batista até movimento de 100 anos
antes, de que a o Estado
não pode interferir nos dogmas da igreja
e o Estado deve ir além. O estado deve
proteger
a igreja.
Proteger do quê? de outros religiosos
que daqui a pouco iram me perseguir,
porque isso aconteceu muito na na refar
protestante. Luterano matando
calvinista, calvinista matando luterano,
calvinista e luterano matando Ana
Batista, Anabatista matando católico.
Então assim,
>> os calvinistas eles eh afogavam os
anabatis. Ah, vocês querem batismo por
imersão?
E eles afogavam os anabatis. Então pega
a tua imersão aí. É, então assim, todo
mundo matando todo mundo. Então el
disseram o seguinte: "Olha, além do
Estado não interferir nos nossos dogmas,
o estado tem que me proteger de daqui a
pouco um outro religioso louco quiser
vir aqui me incomodar". Bom, esse
conceito foi evoluindo, foi melhorando.
Em 1900 e quebrados na nasce um cara
chamado Isaia Burlin, que escreve um
livro fantástico chamados, e isso eu
recomendo também, quatro ensaios da
liberdade, que é um livro que os
liberalzinhos anar capitalista não
gostam. Ã, porque esse livro ele diz o
seguinte: "Olha, existe a liberdade
sobre o ponto de vista negativo.
Que que é liberdade negativa? É, o
estado não pode interferir na minha
vida, não pode criar obstáculos para
minha vida. Então, o Estado não deve me
incomodar. OK?
Mas mas Arberlin disse que não basta
essa liberdade. Nós precisamos ter a
dimensão positiva da liberdade, que é o
Estado tem que criar condições para eu
exercer a minha liberdade. Então, não
adianta ter liberdade de ir e vir se o
estado não conseguir construir ruas.
Não adianta eu ter ir e vir na selva,
não tem. Ou ir e vir onde não tem a
segurança pública. Então o estado tem
que tem que ter polícia, tem que bancar
polícia,
então tem que ter proteção. Então o
estado também tem que ter um agir no
sentido de que a minha liberdade seja
exercida. Um agir mínimo, mas precisa
ter. E no seu ponto de vista da igreja é
um agir no sentido de que as igrejas
aconteçam. as igrejas possam construir
seus templos, as igrejas possam estar na
cidade, as igrejas possam participar.
Então isso é lá cidade colaborativa, é
muitas vezes o o estado até às vezes dar
as mãos pra igreja no sentido da igreja,
por exemplo, na na na enchente. Na
enchente a Câmara de Vereadores de Porto
Alegre eh eh mandou emendas para igrejas
que tinham sido destruídas,
>> né? Por quê? Porque, cara, a igreja foi
destruída. A igreja é importante paraa
sociedade.
A sociedade precisa das igrejas. Então,
teve algum algumas algum valor do estado
que foi para que igrejas fossem
reconstruídas. Isso é a liberdade
positiva, né? Então, por isso que é
proteger, proteger para não atrapalhar,
proteger para proteger dos outros.
Quando alguém me persegue que não é
estado, é outro. e também em situações
eh eh como essa da enchente. Então é
isso que é proteger e nunca violar,
afastar, perseguir,
>> tá? Israel, depois o irmão ali, depois o
o Lucas Quaresma.
>> Eh, duas perguntas rápidas. Eu queria
saber.
>> Já veio com duas.
>> Pode escolher qual que vão responder.
>> Fala, fala, fala, fala.
>> Vou tirar a tua, então. Vou fazer por
Dr. Thiago. Daí
>> fechou.
>> Brincadeira. Ah. Queria saber pros
doutores aí a questão ali que o Dr.
Thiago tava falando sobre o estado
determinar sobre aquilo que pode ser
feito ou não dentro das igrejas para
candidatos a cargo público. Queria a
opinião de vocês se do ponto de vista
legal vocês acham justo ou
constitucional, enfim, me falta o termo
sobre esse fato do Estado estar
arbitrando sobre o que que se pode fazer
dentro da igreja a respeito dessa
situação. se vocês julgam isso justo ou
correto do ponto de vista da lei, não
teológico. E a segunda é pro pastor
Jack, se o fato de um presbítero, por
exemplo, eh, exercer um caro, um cargo
público, se isso desqualifica ele para o
exercício eh simultâneo do pastorado,
sim ou não? E por quê?
>> Ah, vamos lá, né? Essa regra com relação
a às igrejas, ela existe com o único
objetivo de impedir que igrejas
evangélicas
>> tenham os seus candidatos. Exato.
>> Eu duvido, eu duvido que tenha alguma,
algum processo, algum babalorixá que
esteja sendo processado, porque levou no
terreiro alguém e disse: "Ó, meu filho,
esse aqui nos ajuda nas festas de Cosmo
e Damião. Esse aqui
>> ele vai dar bolsa pipoca para nós aí.
>> Bolsa pipoca, é, sei lá. Não, eu eu
duvido que tenha. Então essa regra ela
tem endereço certo, né? que é
falando em bolsa pipoca, é dificulta meu
trabalho de advogado, [risadas]
>> reunião privada, né? Né? Mas enfim, e o
o o nós somos o o remetente dessa
dessa norma, dessa regra ação do
cristão,
>> especialmente do evangélico,
>> tu transforma o o cristão num cidadão de
segunda classe, especialmente isso.
>> É, eu vou eu vou dizer assim, ó, eh
essa questão de claro, eu sou um batista
falando, né? Ó, ó,
>> mas essa questão de colocar um candidato
no púlpito e dizer para votar nele, o
que que é, por que que a lei das
eleições veda isso? Eu vou dizer porque
que a lei das eleições veda isso. Não tô
dizendo se eu sou a favor ou contra.
>> Hum.
>> Veda isso para porque existe um
princípio no jogo democrático que é o
princípio de igualdade de condições.
>> Hum.
igualdade de condições. Quando você eh
eh viola essa ideia de igualdade de
condições, você tá violando o processo
democrático. Então você pensa numa
igreja como, por exemplo, eh, de
>> Assembleia de Deus, tá? Ã, não vou dizer
nem pode ser Assembleia de Deus.
Assembleia de Deus tem 30 milhões de
membros.
Aí a Assembleia de Deus vai lá e diz:
"Ó, vocês precisam, tem que votar nesse
candidato aqui.
Talvez ele seja ruim, talvez ele não
seja um bom candidato, talvez ele é
desonesto,
talvez ele é um cara que não deveria ser
um prefeito da cidade, mas a igreja tá
dizendo que tem que votar nele,
entendeu? E aí outros candidatos que são
bons paraa cidade não vão se eleger. Por
quê? Porque a o princípio da igualdade
de condições está violado, não é? É esse
o motivo dessa regra.
For uma igreja aí uma
>> não, mas não
>> é, mas é que é que aí a norma ela tem
que ser abstrata, entendeu?
>> Não, mas é que assim, ó, eu eu vou dizer
assim com respeito ao ao Dr. Thiago, mas
>> não, o que eu tô dizendo é o que a lei
diz, não que eu concorde com ela.
>> Não, exato. Mas assim, obviamente que
essa é a desculpa pra gente achar que é,
né? Mas assim, beleza, não tem isso. E é
eleitos, são eleitos candidatos ruins.
Eu volto a dizer, eu nunca pediria,
presta atenção, eu nunca pediria voto em
cima do púlpito pregando a palavra, mas
eu não preciso da bosta do estado para
me dizer isso, entendeu? Eu não preciso.
E se eu quisesse pedir, eu pediria e eu
tô cagando para isso. Mas eu não faço
não por temor ao estado. Eu faço, eu não
faço isso por temor a Deus, porque eu tô
ali para pregar o evangelho. Então, e
aqui esse é o ponto. Agora, a quanto à
pergunta do Israel sobre a questão da
vocação, com todo respeito, assim, eu
sei como é que as igrejas luteranas, o o
a gente tem o o Thiago Albert, né? Ele
diz assim: "Ah, eu estou tal coisa". Eu
eu p eu acho isso aí é uma dificuldade
que a denominação cria para si própria,
mas eu respeito a denominação. Agora eu
não vejo problema algum se o cara
consegue conciliar o púlpeto com a
atividade política, porque nem todos
estão no púlpito, eles são
monovocacionados, alguns são
bivocacionados. O camarada, por exemplo,
o camarada tem uma uma empresa, é uma
multinacional, ele pode ser um pastor
também. O camarada tem bom uma loja, uma
rede, isso ele também pode ser. Então
assim, nós temos que ser contra o que a
Bíblia diz que é contra. A escritura não
apresenta isso. As as reivindicações são
17 reivindicações em Primeira Timóteo 3.
E nenhuma, que está ali tá dizendo que
ele não pode ser um político, não pode
ser alguma coisa, não pode ser um
centurião, que seria algum homem com
poder na época ali. Não, não tem isso
ali nas cartas de Paulo para
>> eu posso contar um segredo do Jack para
vocês? Vocês não contam para ninguém.
Tem certeza? A, meu, a amizade.
>> Desliga a câmera aí, meu. O Jack uma vez
me contou que o sonho dele era morar em
São Paulo para votar no Marco Feliciano.
[risadas]
Pô, sacanagem, cara. Feliciano é gente
finíssima. Gente finíssima. Me segue no
Instagram, eu sigo ele, meu amigo. Mas
assim, ó, é salame. Salam, né? Salame.
Então, não tem. Agora isso eu não tô
dizendo que ele que quem quer pra
política ele tem que continuar sendo
pastor. Daqui a pouco ela disse: "Não,
eu não tenho como fazer isso agora".
Beleza, aí vem a estou pastor, estou
deputado. Eu acho uma, tem meus amigos
que falam assim, acho uma bichice isso
também. Ah, estou porque daqui a pouco
eu, eu estou todes daqui a pouco aí, né?
Mas beleza, mas assim, teologicamente
falando, não tem isso na Bíblia. Nós
temos muitos homens de Deus que eles
foram bons. Eh, hoje assim, não seria um
anacronismo, mas políticos, digamos.
Daniel, José, foram homens que ocuparam
cargos públicos,
tá? O próprio Davi, pô, ele representava
o estado e o cara escreveu o livro de
Salmos.
>> Maior rei que já existiu.
>> O maior rei que já existiu, cara. Não
tem, não tem. Ah, mas ele fez aqui para
ver como ele era bom, né? fez tudo isso
e continua sendo maior,
entendeu? Então não tem, cara, a gente
tem que ficar o que a Bíblia diz. Nós
somos protestantes, nós somos a religião
do livro, entendeu? É isso. Se algum
ministério quiser se organizar e fazer
diferente, beleza, meu irmão. Depois o
quaresma
e na vez do quaresma coloquem o chapéu
de alumínio.
>> Eu tenho uma pergunta.
>> Bonita a cor desse desse iPhone aí.
>> Obrigado. Eu tenho uma pergunta e uma e
um texto bíblico aqui. Eu posso ler?
Vai, vai à vontade aqui. Tá liberado.
>> Esse texto aqui eu li ela a última vez
lá em Brasília lá na frente em cima de
um trio elétrico, onde eu tava sendo
perseguido pela Polícia Federal e pelo
pelo STF.
>> Estamos bem aqui hoje, então, Tati,
Tiago.
>> Não sei se vocês lembram, eh tive à
frente das manifestação para Bolsonaro
aqui no Sul. Fui eu que liderei a o
fechamento da
Fi que liderei o fechamento da Freeway.
A gente montou um acampamento ali na
118. Ficamos lá até o comando vermelho
ir lá tentar pegar a gente e deu deu
ruim. Aí eu fui embora, minha esposa
ficou abalada, fui para Brasília, fiquei
lá um tempo. Ã, sou cristão, sou
evangelista
e toda vez que a gente se reuniu, eu li
é salmo. E hoje eu tô vendo algumas
coisas se cumprir nesse salmo.
Eu quero fazer uma pergunta para o
pastor Jack primeiro espiritual, né?
Nós como cristãos, quando eu tiver
expulsando um demônio de uma pessoa, a
pessoa tá com vontade de suicidar e a
pessoa tá lá querendo suicidar, eu fui
expulsar aquele demônio de suicídio ali,
eu posso mandar ele entrar no Lula ou no
Alexandre Moraes? [risadas]
A Bíblia, ela diz que Jesus mandou os
espíritos pros porcos. Então, talvez
sim,
>> era só um quebr
>> é exato. [risadas]
Amém. Esse texto aqui é muito forte
porque foi a palavra que Deus me deu
para eu ficar à frente disso aí naquela
época e hoje eu tô vendo muitas coisas
se cumprir. E em Salmo 64 e tá assim, ó.
Ouve, ó Deus, a minha voz e a minha
oração. Guarda a minha vida do temor do
inimigo. Esconde-me do secreto conselho
dos maus e do tumulto dos que praticam a
iniquidade, que afiam as suas línguas
como espadas e amarram as suas flechas
palavras amargas, a fim de atirarem em
um lugar oculto ao que é íntegro.
Disparam sobre ele repentinamente e não
temem. Firmam-se em mau intento, falam
de armar laço secretamente e dizem:
"Quem nos verá? Quem vai nos ver?" Andam
inquirindo malícia, inquirem tudo que se
pode inquirir e ambos o íntimo
pensamento de cada um deles e o coração
são profundos. Mas Deus, no versículo 7,
atirará sobre eles uma seta e de repente
ficarão feridos. Assim eles farão com
que as suas línguas tropeçarão contra si
mesmos. Todos aqueles que os virem
fugirão e todos os homens temerão e
anunciarão a obra de Deus e considerarão
prudentemente os feitos de Deus. O justo
se alegrará no Senhor e confiará nele, e
todos os retos de coração se gloriarão.
Diga: "Eu, diga comigo: Eu
>> eu
>> me alegrarei.
>> Me alegrarei
>> no Senhor.
>> No Senhor.
>> Porque eu confio nele.
>> Amém. Obrigado, Jesus.
[aplausos]
>> Coisa boa a palavra de Deus, né? Amém.
>> Coisa boa, né? Deus falando sim.
>> Fala,
pessoal. Olha só, deixa eu explicar uma
coisa. Quem tá vendo a gente aqui, o
quaresma ele
ele ele só não ganha da frã do Thago que
acredita que tem nove Lula. Tem uma irmã
aqui na igreja que ela acredita que não
é que tem um clone do Lula, tem nove.
>> Tem nove. É, é,
>> ele só não ganha dela, esse cara aqui.
Mas tirando e vai. Minha pergunta tem
nada a ver. O
>> Big Mike.
>> Big Mike. A minha pergunta tem mais a
ver com academia. E voltando ao assunto
que a gente estava falando sobre
psicologia, te quebrei, né? Te quebrei,
né? Te quebrei. Ã,
eu li um falando sobre direito
religioso, eu li uma matéria do jornal
da USP. onde uma aluna da Cambridge
Musling College,
[aplausos]
[risadas]
>> pô, o Vieira com vários termos alemães e
pai e não sei o que.
>> Mas tu, mas mas tu é o Quaresma, a gente
te ama, cara. Vai, isso aí não é zoação,
isso aí a gente te ama. seu trabalho.
>> Ai, tá louco, meu. Tá louco.
>> E nessa matéria fala sobre os benefícios
da psicologia islâmica.
>> Ih,
>> onde ã
>> qual o nome da matéria?
>> É do jornal da USP lá. É uma uma
doutoranda, não. O nome da matéria é Os
Benefícios da Psicologia Islâmica. Falou
outro nome antes?
>> É que Cambridge é a universidade, né?
Então é o Cambridge Muslin College, que
ela é doutoranda lá, né? E a minha
pergunta mais ou menos era sobre isso,
corroborando com o que tu falou, mas te
perguntando como que a gente poderia
adentrar na academia, porque esses esse
tipo de discussão ele ocorre mais no
meio acadêmico, né? Óbvio que acontece
no meio político, mas ele também acaba
acontecendo no meio acadêmico. Eu acho
que o o Dr. Vieira é mestre, né, no em
direito religioso. E eu queria saber e
como tu poderia nos dar uma palavra
assim, tipo, como que a gente adentra
nisso com mais afinco? Ah, tem alguns
acadêmicos, eu acho aqui alguns poucos
aqui na na Humens Fortes, mas como que a
gente poderia fazer isso dentro da
academia de trazer uma discussão? E é
essa a minha pergunta.
>> Eh,
ô, ô, meu, pera aí um pouquinho. Ver,
cara, o Cauê mora no Gajuviras, meu
Cauê. Depois a gente te explica.
>> Inclu que é do Gajiras.
>> Não sou mais.
>> Não é mais.
>> Subiu de nível.
>> Subiu de nível. Porque a minha mãe virou
nome de rua lá no Guajvíros.
>> Sabia disso?
>> Rua Lude dos Santos Vieira,
>> lá no Guajeviras.
>> Ah, morou em Canoas, né, cara? Vida
inteira.
Agora
>> a minha mãe morou em Canoço.
Eu vou ser nome de rua, mas aí eu tenho
que morrer primeiro, né, cara, para ser
nome de rua, né?
>> Vou te botar um beco bem ralado lá no
[risadas]
>> lá no
>> E o pior que minha mãe não gostava do
gua de vírus. [risadas]
Bom, eh,
nessa questão da psicologia,
eu quando tava até escrevendo minha o
meu discurso para sustentação oral,
eu pensei o seguinte: "Olha, eu não"
falando comigo mesmo, eu não vou focar
tanto no cristianismo, por mais que os
exemplos que eu vou dar para o STF são
exemplo exemplos de cristãos sendo
perseguidos.
Mas eu quero trazer exemplos de outras
religiões,
porque um dos incisos que está na
naquele artigo terceiro, eu acho que é o
inciso 9º ou oitavo, diz que ã também
é vedado
que a psicologia use
ou seja influenciada em seus métodos
pela religião.
Então, no meu discurso, eu lembrei os
ministros que existe duas ou dois ou
três métodos terapêuticos
muito importantes para a psicologia
hoje, que são métodos que foram
desenvolvidos dentro do budismo.
Então, o budismo
eh a religião budista,
ela criou métodos para que a pessoa eh
encontre a paz interior. E a psicologia,
ao estudar esses métodos,
secularizou esses métodos para que então
seja usado pela psicologia.
Então, o budismo foi importante para
algumas das terapias
usadas hoje por psicólogos.
Se nós tivéssemos essa resolução em
vigor no mundo,
a psicologia nunca teria esses métodos.
Por quê? porque não poderia ser
influenciada pelo budismo.
A mesma coisa acontece com o
espiritismo. O espiritismo possui
em muitos países, inclusive no Brasil, o
Centro de Estudos
eh Centro de Estudos Psicológicos
Espírita,
que estuda a psicologia a partir da
ótica do Espiritismo.
quis trazer duas religiões que não
guardam relação com o cristianismo,
especialmente o budismo, que é uma
grande religião, é a terceira maior
religião do a quarta maior religião do
mundo, a primeira o cristianismo, a
segunda é o islamismo, a terceira o
hinduísmo. E a quarta é o budismo, para
mostrar para os doutos ministros do
Supremo que a religião ela está em todas
as áreas da vida humana, inclusive na
psicologia.
Quaresma.
O islamismo,
assim como o cristianismo, hinduísmo,
budismo, judaísmo,
é muito mais do que uma religião,
pensando religião apenas na liturgia de
um culto, é uma cosmovisão de mundo.
Enquanto cosmo, visão de mundo, o
islamismo influencia de forma holística
a vida do ser humano em todas as suas em
todas as suas [roncando] eh ehões,
>> expressões, nuances, etc.
Esferas para usar o nosso querido Abram
Kiper
em todas as esferas. Então, eu não vejo
problema nenhum nesse estudo. O único
problema que talvez nós tenhamos
no islamismo e também em outras
religiões é que às vezes pode acontecer
de uma religião, e isso acontece muito
no islamismo por causa de correntes
extremistas que existem no islamismo, de
que
tenha a partir daquela cosmovisão uma
mitigação dos direitos humanos,
como por exemplo, cristão cristãos
da Nigéria que são perseguidos e são
mortos por muçulmanos na Nigéria.
Então essa é uma luta que uma luta da
humanidade, não é? Então, talvez eh
alguns métodos desses dessa dessa
escola, tu falou Cambridge Muslim
College, significa dizer que é uma
faculdade
muçulmana em Cambridge. Essa tradução do
que você acabou de dizer. As
universidades lá na, não dá para
arriscar isso aqui, né?
>> As universidades inglesas Oxford e
Cambridge,
elas não, isso é importante dizer. E aí
eu termino a minha resposta. Elas não
são como a gente tá acostumado. Ah, vou
lá na UBRA. A UBRA é uma universidade,
né? Não são diversas faculdades,
diversas faculdades
que elas unidas formam Cambridge.
Então não existe a Universidade de
Cambridge, existem faculdades, cada uma
tem seu nome, cada uma foi fundada em
algum momento da história e a união
delas é Cambridge. Entenderam?
Como é Oxford? Oxford é uma cidade, só
que é uma cidade que só tem faculdades
praticamente. Graças a Deus que tem um
Big Mac lá no meio. Eu estudei em
Oxford, é onde eu almoçava direto porque
a comida lá é horrível. Então eu comi no
no McDonald's porque senão ou era no
college que era horrível ou era uma
fortuna para almoçar. Então daí eu ia
comer eu e o Giano. O Jean não gostava
no Big Mac é direto. Então por quê?
Porque eram diversos colleges. Então
quando fala em Cambridge, Muslum,
College, não é quer dizer que é toda
Cambridge, é um campus,
>> é um, não, não é um campus, é um college
dentro do campus, só isso.
>> Campus é o todo.
>> Campus é o todo, entendeu?
A questão de dessa matéria que teve
problemas,
>> talvez vejam, né? Eh, talvez vejam, mas
não deveriam ver, a não ser naqueles
pontos que eu falei que existe uma
mitigação de direitos humanos e às vezes
o islamismo e algumas correntes mitigam
mesmo. Corta cabeça, a gente sabe.
>> Pessoal, deixa eu explicar, a gente vai
encerrar agora. Deixa eu explicar uma
coisa sobre o Dr. Thaago aqui, ó. Eu já
tô com a Keila me ligando aqui. Eu tenho
que mulher ligou, tem que sair correndo.
Tchau,
>> pessoal. Pessoal, pessoal,
só para dizer para vocês, para vocês a
partir de hoje vocês entenderem quem é o
Thiago. O Thago, ele tem uma paixão, só
não é assim igual a a por Jesus, mas o
Thiago ele é viciado em direito
religioso no geral.
Então, ah, o cara tá lá adorando uma
pedra. O Thiago vai ter uma parte que
ele vai dizer: "Pô, o cara não aceitou
Jesus". Mas vai ter uma parte do Thiago
que vai dizer: "Pá, que trem, o cara é
livre para isso. O Thiago ama isso, ele
ama". Então, e então assim, nós vamos
olhar para os caras, os muçulmanos, nós
vamos dizer que bosta. O Thiago vai ter
uma parte do Thiago, como ele ama a
liberdade religiosa, ele ama, ele ama,
ele ama de paixão, assim, ele vai pegar
e dizer: "Cara, que legal". Entendeu?
Então assim, é isso, tente. Mas é, tá
aí, que bom que ele tá do nosso lado,
né?
>> Que bom. Pessoal, seguinte, eu quero
muito que vocês conversem no final aqui
com o Ramiro. Trouxe algum material teu
aí? Vou pedir que ele vai ficar ali na
frente ali entregando. Vocês peguem, ó.
Ah, mas eu já tenho deputado, não sei o
quê. Não importa. Pega ali na frente
ali, conversa com ele, tá bom? E
principalmente, qual é o teu Instagram?
>> Ramiro Ros. Só isso? Sim. @ramirosário.
>> @ramirorosário.
Tá bom. Então, segue ele lá no
Instagram, manda mensagem, ó, estava
junto lá na na HF. E, pô, enfim, Jesus é
bom, cara. Jesus é bom. Bota amigos do
nosso lado. O Ramiro é uma bção. Eu
queria muito que nós vai ter aqui o
sorteio do dos prêmios. Eu queria que a
gente orasse pelo Ramiro, gente,
entendeu? Mas orar de orar mesmo, tá?
Vamos orar por ele. Trabalho dele,
trabalho da Larissa, trabalho da Sâmela.
Sâela é um tá louco. Ah, uma bênção
também, Thaago.
Eu vou pedir que vocês nesse momento,
quem quiser ficar de pé, quiser ficar
sentado, vamos orar por ele. Vamos.
Amém.
Senhor,
>> pode ficar sentado. Tu é tu é muito
alto. Senhor, eu te agradeço
>> pela vida do Ramiro.
>> Eu peço que o Senhor coloque não seja a
minha mão aqui, mas que seja a tua mão
>> sobre a cabeça do teu filho.
>> Abençoe ele, abrace ele em nome de
Jesus. Guarda ele, protege de todo o
ataque do diabo. Protege ele, guarda seu
coração, mantenha o seu coração puro.
Não permita, Senhor, que o diabo venha
atacar ele de forma externa do seu corpo
e nem na forma, nem no lado de dentro,
nem dentro do seu coração, da sua alma.
guarda ele, coloca os teus anjos ao
redor dele. Eu tenho certeza que existem
pessoas que o odeiam, Senhor, de
discernimento pro Ramiro,
>> que ele possa enxergar
não apenas as pessoas de fora, mas quem
deve estar dentro do seu gabinete.
>> Não permita, Senhor, que pessoas
interesseiras
venham mentir teu filho. Ajuda ele
dando-lhe visão, discernimento, ousadia,
coragem,
sabedoria.
>> Abençoa o teu filho.
>> Senhor, nós brincamos várias vezes
quando nos vimos que o Ramiro possa
ainda ser prefeito dessa cidade.
>> Não é o momento, mas que o senhor faça
assim.
O senhor pode fazer,
>> guarda o teu filho,
>> abençoa, prospera ele nessa eleição,
>> no nome de Jesus.
>> Amém. Amém. E
>> amém.Ó,
>> pessoal, rapidão, nós vamos cantar para
encerrar, mas antes, o que que nós temos
aqui de brindes? Que que a gente tem
aqui? Traz aqui, cara. Isso aqui é muito
santo. Como nós temos um Batista, nós
temos dois materiais do maior Batista
depois de João Batista, que é Charles. E
aí, cara, você que viu essa live até
aqui, você que acompanhou o sermão, eu
tenho uma mensagem para você. Não
desligue isso aqui. Na comunidade Homens
Forte, nós temos mais de 400 horas. 400
horas,
>> 400 horas.
>> 400 horas de conteúdo. Nós temos cursos,
temos livros, tudo que envolve o
universo masculino à luz da Bíblia. Você
que quer ser homem, você que talvez não
teve um pai ou teve um pai cruel, ruim,
você que quer crescer na caminhada com o
Senhor Jesus, quer entender mais de
masculinidade bíblica, junte-se a nós. O
link está aqui embaixo. Se inscreve e eu
vejo você do outro lado. Valeu,
[música]

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